CURSO TÉCNICO-INTEGRADO EM EDIFICAÇÕES NOTAS DE AULA – Topografia

2011

Pelo prof. MSc. Ivancildo F. dos Santos

Ivancildo F. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios - Alagoas

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SUMÁRIO

1.

FUNDAMENTOS DA TOPOGRAFIA 1.1. Introdução 1.2. Agrimensura 1.3. Geodésia 1.3.1. Classificação dos levantamentos geodésicos 1.4. Topografia 1.4.1. Métodos de levantamentos topográficos 1.5. Distinção entre Topografia e Geodésia 1.6. Formas e dimensões da terra TOPOGRAFIA 2.1. Conceito 2.2. Finalidade 2.3. Importância 2.4. A hipótese do Plano Topográfico 2.5 Divisões 2.5.1. Topometria 2.5.2. Topologia 2.5.3. Fotogrametria A TERRA E OS SISTEMAS DE REFERÊNCIA 3.1. Introdução 3.2. Formas e dimensões da terra 3.3. Os sistemas de referência 3.4. Os sistemas de coordenadas 3.4.1. Coordenadas geográficas ESCALAS 4.1. Introdução 4.2. Tipos e usos 4.2.1. Escala numérica 4.2.2. Escala gráfica 4.3. Critérios para a escolha da escala numérica 4.4. Posição da folha 4.5. Legenda, selo e orientação 4.6. Dobragem da folha MEDIÇÃO DE DISTÂNCIAS HORIZONTAIS E VERTICAIS 5.1. Introdução 5.2. Erros ocasionados nas medições 5.3. Processos de medição de distâncias 5.3.1. Processo de medição direta 5.3.2. Processo de medição indireta 5.3.3. Processo de medição eletrônica 5.3.4. Processo de medição por satélites MEDIÇÃO DE ÂNGULOS 6.1. Introdução 6.2. Goniologia 6.2.1. Tipos de ângulos

05 05 05 06 07 10 10 10 15 16 16 16 16 16 18 19 22 22 24 24 24 25 27 27 30 30 30 30 31 32 35 37 38 39 39 39 41 41 46 53 59 63 63 63 63

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6.

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3 64 64 69 69 77 77 77 78 80 84 86 86 86 88 95 95 99 107 114 119 122 127 128 134 134 135 142 145 145 146 149 149 149 150 151 152 153 159 165 172 173 173 173 174 174 176 182 183

6.3. 7.

6.2.2. Condições de construção de um ângulo 6.2.3. Goniômetros 6.2.4. Operacionalização de goniômetros Goniometria

8.

MEDIDAS DE ORIENTAÇÃO 7.1. Introdução 7.2. A linha meridiana 7.3. Declinação magnética 7.4. Rumos e azimutes 7.4.1. Cálculo do azimute magnético LEVANTAMENTO PLANIMÉTRICO E LOCAÇÃO 8.1. Introdução 8.2. Fases do levantamento topográfico 8.3. Levantamento por triangulação à trena 8.4. Levantamento por poligonação 8.4.1. Poligonal aberta 8.4.2. Poligonal fechada na mesma base 8.4.3. Poligonal fechada em base diferente ou enquadra 8.5. Levantamento por irradiação 8.6. Levantamento por interseção a vante 8.7. Levantamento por interseção a ré 8.8. Locação 8.8.1. Locação de residências CÁLCULO DE ÁREA 9.1. Introdução 9.2. Processo geométrico 9.3. Processo analítico 9.4. Processo mecânico 9.4.1 Constituição dos planímetros 9.4.2 Operacionalização

9.

10. LEVANTAMENTO ALTIMÉTRICO 10.1. Introdução 10.2. Referência de nível 10.3. Nivelamento 10.4. Métodos gerais de nivelamento 10.4.1. Nivelamento geométrico simples 10.4.2. Nivelamento geométrico composto 10.4.3. Nivelamento taqueométrico 10.4.4. Nivelamento trigonométrico 10.5. Plano cotado 11. LEVANTAMENTO PLANIALTIMÉTRICO 11.1. Introdução 11.2. Conceito 11.3. Formas de representação 11.3.1. Perfis topográficos 11.3.2. Curvas de nível 11.3.3. Relevo sombreado 11.3.4. Cores hipsométricas

Levantamento por irradiação . Levantamento por quadriculação 11. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Métodos de levantamento de curvas de nível 11. Levantamento por seções transversais 11.4.4.3.Ivancildo F.Alagoas 4 184 184 187 191 11.1.2.4.4.

intuir de que maneira surgiu no homem a necessidade de conhecer o mundo (sua forma e dimensões) que ele habitava. É fácil imaginarmos alguns questionamentos que surgiram nas metas de nossos ancestrais. sobre os campos de aplicação dessas ciências. costuma-se dividi-la segundo a aplicabilidade.198. auxiliam as operações topográficas. nasceu uma grande ciência a qual foi denominada Agrimensura. Este capítulo versará. eram os seguintes os conhecimentos exigidos dos candidatos à carta de agrimensor: Matemática elementar. também. que é o objetivo deste curso.Alagoas 5 1. diante da complexidade do mundo a sua volta.2. Agrimensura A agrimensura teve suas raízes no antigo Egito. desde o começo dos dias. as primeiras normas para a nomeação de agrimensores se deram a partir do decreto Nº 3. em Geodésia e Topografia. como agrimensores. Após as cheias os medidores de terra conhecidos. à época. para demarcação de terras. FUNDAMENTOS DA TOPOGRAFIA 1. Os habilitados com o curso completo da academia ou escola de Marinha da Côrte. No Brasil. como. No decorrer dos tempos as técnicas utilizadas pelos antigos egípcios. já justifica a necessidade de se conhecer. Segundo a portaria Nº 555. como construí-los? Diante da necessidade de estudos e invenções. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . restituíam as divisas entre os proprietários. direta ou indiretamente. de 1863. . é possível entender a condição de perplexidade de nossos ancestrais.1. de alguma forma. divisas estas destruídas pelas grandes enchentes do Nilo. foram se difundindo. especificamente. daquele mesmo ano. que hoje é possível conhecer tão bem. O simples deslocamento de um ponto a outro na superfície de nosso planeta. enfocando as „ferramentas‟ que. aperfeiçoando-se e diversificando-se. Os pilotos de carta pela mesma academia ou escola. por exemplo: como orientar os deslocamentos? Como levantar terrenos? Como demarcá-los e desenhá-los? Como medir áreas? E os instrumentos. Em função da grandiosidade dos campos de aplicação (atualmente). Os agrimensores habilitados com títulos na forma destas instruções. Introdução Mesmo considerando todos os avanços tecnológicos que hoje vivenciamos. nas margens do rio Nilo. E os que tiverem sido empregados pelo governo até esta data.Ivancildo F. 1. as características físicas do mundo. Naquela época. só poderiam ser empregados como agrimensores: Os engenheiros com carta passada pelas escolas nacionais. Podemos.

Ela é.Ivancildo F. pela primeira vez. Perícia judicial. de infra-estrutura hidráulica. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . entre outros e. um ramo das Geociências e uma Engenharia. analisa o ambiente e define os espaços físicos onde vai ser feita determinada obra. e pode significar tanto divisões geográficas da terra como. Pontes. a referência geométrica para as demais geociências como os Sistemas de Informação Territoriais. Topografia. elétrica ou de transportes. Levantamento cadastral. tais como: Levantamento planialtimétrico. satélites e aparelhos de sistema de posicionamento global. Atualmente.322 a. a Geodésia fornece. Além disso. É o engenheiro agrimensor que. Planejamento e implantação de loteamentos. Noções de astronomia. por Aristóteles (384 . . com base em dados obtidos por meio de levantamentos em solo ou por fotografias aéreas. Portos e aeroportos. Prática do uso dos instrumentos e trabalhos de campo.3. A agrimensura atua nas diversas ramificações da engenharia. o ato de dividir a terra entre proprietários. também.Alagoas 6 Metrologia. o planejamento. inclusivamente para aplicações militares e programas espaciais. que tem por finalidade a determinação da forma da terra e o levantamento de glebas tão grandes (com as suas feições naturais e artificiais) que não permitem o desprezo da curvatura da terra. Geodésia O termo Geodésia provém do termo grego daiein e significa divisão de terra. Fundações. Foi usado. os cadastros. Desenho linear. 1. Planejamento. com as suas teorias e seus resultados de medição e cálculo.C. é a Engenharia de Agrimensura se encarrega de formar profissionais para atuarem preparando áreas para obras urbanas. marítima e rodoviária. Trabalhos geodésicos. e após seu início vai monitorar seu andamento e procurar mapear determinados problemas que aparecerão em seu decurso. a navegação aérea. Demarcações de movimento de terras.). Demarcações e divisas de terras. Estradas. as engenharias de construção. ao mesmo tempo. Obras de infra-estrutura urbana.

Estas estão divididas em sistemas ou redes de referência planimétrica. básicos para amarração e controle de trabalhos geodésicos e cartográficos) desenvolvidos segundo especificações internacionais. que a definição. o problema da determinação de uma figura terrestre. e manutenção do Sistema Geodésico Brasileiro . constitui-se na infra-estrutura de referência a partir da qual os novos posicionamentos são efetuados. Levantamento Geodésico de alta precisão ou superior Dirigido ao atendimento de programas internacionais de cunho meramente científico. a rede é desdobrada (decomposta) para redes de menores precisões (segunda e terceira ordem). triangulações. e uma destas chama-se geóide) em qualquer ponto. trata de determinar e representar a figura da terra em termos globais.SGB é gerida. Deste modo. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . porque altera a direção da força de gravidade num ponto.Alagoas 7 1. assim como o estabelecimento das especificações e normas gerais para levantamentos geodésicos.além de medições astronômicas. através de estações geodésicas distribuídas adequadamente pelo país. Para tanto. da lua e dos outros planetas). Vale salientar. de tal modo que podem ser classificados em três tipos: de alta. média e baixa precisão. Conquanto. para fins de determinações planimétricas. livre de hipóteses. A materialização desse sistema. utiliza-se de pontos de amarração de 1º ordem (pontos que constituem um sistema de referência mundial. pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. no Brasil. altimétrica e gravimétrica: Rede de referência planimétrica com latitude e longitude de alta precisão A maior parte das medições geodésicas aplica-se na superfície terrestre (veja Anexo 1). Classificação dos levantamentos geodésicos Costuma-se dividir os trabalhos geodésicos de acordo com as suas finalidades. O SGB é constituído.1. e a Sistemas Geodésicos Nacionais. nivelamentos geométricos e trigonométricos e observações de satélites. para uma determinação do geóide. Na prática. implantação. será possível se for conhecido o campo de gravidade dentro de um sistema de coordenadas. cuja direção do campo de gravidade seja idêntica à direção da vertical do lugar (as superfícies perpendiculares a estas direções são equipotenciais. são marcados pontos de uma . atualmente. é considerado o problema de maior interesse na Geodésia superior no estudo da forma e dimensões da terra. por cerca de 70000 estações geodésicas implantadas pelo IBGE em todo o território nacional. A observação e descrição do 'campo de gravidade' e sua variação temporal (produzida pela rotação e pelas massas terrestres. onde. atualmente. precisa-se em primeiro lugar de medições gravimétricas .3.Ivancildo F. como também das massas do sol.

como aquele. Os pontos de interseção são denominados vértices de triangulação. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .Alagoas 8 rede de triangulação. até chegar a um vértice de pontos conhecidos. N . depois para os continentes. Dentre os levantamentos geodésicos planimétricos destacam-se a triangulação. baseia-se em propriedades geométricas a partir de triângulos superpostos. que matematicamente deve ser bem definida. Com os métodos exatos da Geodésia projetam-se estes pontos numa superfície geométrica. Para esse fim. Partindo de uma linha formada por dois vértices conhecidos (coordenadas). determinam-se novos pontos. sendo que o levantamento será efetuado através da medição dos lados. costuma-se definir um elipsóide de revolução ou de referência. hoje para o globo inteiro. N b) A trilateração – método semelhante à triangulação e. É o mais antigo e utilizado processo de levantamento planimétrico da geodésia. Existe uma série de elipsóides que antes foram definidos para as necessidades de apenas um país. trilateração e poligonação: a) A triangulação – consiste na obtenção de figuras geométricas a partir de triângulos formados através da medição dos ângulos subtendidos por cada vértice.Ivancildo F. N c) A poligonação – é o encadeamento de distâncias e ângulos medidos entre pontos adjacentes formando linhas poligonais ou polígonos.

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Rede de referência altimétrica com altitudes de alta precisão Além do sistema de referência planimétrica (rede de triangulação e o elipsóide de rotação), existe um segundo sistema de referência: o sistema de superfícies equipotenciais e linhas verticais para as medições altimétricas (veja Anexo 2). Segundo a definição geodésica, a altura de um ponto „P‟ é o comprimento da linha vertical entre esse ponto e o geóide (altitude ortométrica „H‟). Também se pode descrever a altura do ponto „P’ como a diferença de potencial entre o geóide e uma superfície equipotencial (um elipsóide) que contém o ponto P (cota elipsoidal „h‟). Cotas elipsoidais têm a vantagem, comparando-as com alturas ortométricas, de poderem ser determinadas com alta precisão sem conhecimentos da forma do geóide. Por esta razão, nos projetos de nivelamento de grandes áreas, como continentes, costuma-se usar cotas elipsoidais. No caso de ter uma quantidade suficiente, tanto de pontos planimétricos, como altimétricos, pode-se determinar o geóide local daquela área.

Elipsóide h Geóide H

Dentre os levantamentos geodésicos altimétricos, destacam-se os nivelamentos geométricos, trigonométricos e barométricos. Este, utilizado apenas em regiões onde é impossível o uso dos os outros dois, ou quando se queira maior rapidez no levantamento. Não obstante, todos desenvolvidos na forma de circuitos, servindo por ramais às cidades, vilas e povoados às margens das mesmas e distantes até 20Km.

Rede de referência gravimétrica À semelhança das redes planimétricas e altimétricas (veja Anexo 3), a rede gravimétrica é desdobrada em: alta precisão, média precisão e para fins topográficos. Matematicamente, os levantamentos dessa rede são similares ao nivelamento geométrico, medindo-se diferenças de aceleração da gravidade entre pontos sucessivos.

Levantamento Geodésico de média precisão ou nacional Os levantamentos de média precisão se destinam a densificação do Sistema Geodésico Nacional, a partir da decomposição de sua rede em redes de 2º e 3º ordem. Estas são dirigidas às áreas remotas ou aquelas em que não se justificam investimentos

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imediatos, à medida que os levantamentos de 2º ordem aplicam-se às regiões sócioeconômicas mais desenvolvidas.

Levantamento Geodésico prático ou para fins topográficos Destinado ao atendimento dos levantamentos e representações de partes menores da terra onde a superfície pode ser considerada plana. Na verdade, a Geodésia prática proporciona à topografia uma rede de pontos os quais irão apoiar os seus levantamentos topográficos.

1.4. Topografia É a representação gráfica o mais detalhada possível, de uma parte da superfície da terra. Essa representação gráfica é feita sobre uma superfície plana hipotética chamada PLANO TOPOGRÁFICO perpendicular à direção do fio de prumo em um determinado ponto da superfície da terra. No entanto, a hipótese do plano topográfico exige restrição quanto ao raio de área a ser levantada, visto que as medidas topográficas são feitas considerando a terra plana. Nestas condições, erros planimétricos e altimétricos, provenientes da curvatura da terra, devem ser avaliados. As restrições nos levantamentos quanto à hipótese do plano topográfico serão abordadas no capítulo seguinte.

1.4.1. Métodos de levantamentos topográficos No que diz respeito aos métodos de levantamentos topográficos costuma-se dividi-los em apenas duas categorias: planimétrico e altimétrico. Levantamento planimétrico Merecem destaque a triangulação, poligonação, irradiação, interseção e outros. Levantamento gravimétrico Merecem destaque os nivelamentos geométricos, trigonométricos e taqueométricos. Esses métodos serão analisados detalhadamente nos capítulos seguintes.

1.5. Distinção entre Topografia e Geodésia Como se pôde observar, apesar da Topografia e Geodésia terem os mesmos objetivos, e utilizarem métodos e instrumentos semelhantes para o mapeamento da superfície terrestre, esta se ocupa dos processos de medida e representação cartográfica de grandes porções desta superfície, de acordo com a consideração sobre as

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deformações devido à esfericidade da terra (trigonometria esférica); a Topografia se ocupa da representação de uma pequena porção da superfície da terra, por uma projeção ortogonal de todos os detalhes da configuração do solo (trigonometria plana). Portanto, a Geodésia abrange o todo, ao passo que a Topografia se ocupa de detalhes, de forma que elas se completam para a harmonia do conjunto, do qual resultam cartas geográficas ou plantas topográficas. A aplicação da Geodésia nos levantamentos topográficos é justificada quando da necessidade de controle sobre a locação de pontos básicos no terreno, de modo a evitar o acúmulo de erros na operação do levantamento. Salienta-se que a Geodésia tem vários campos de aplicação que se confundem com a topografia: Mapas: na distribuição de pontos de controle (horizontais e verticais) para a confecção de cartas topográficas; Planejamento urbano: o desenvolvimento urbano (localização, utilização de vias, etc.) deve ser definido e localizado. Necessita-se, desta feita, de pontos de controle geodésicos; Demarcação de limites: a definição rigorosa de limites internacionais, interestaduais e intermunicipais é de fundamental importância para os projetos de cada região. Ênfase tem sido dada na precisão em oleoduto e gasoduto; Cadastro: o estabelecimento de um banco de dados que integre um sistema de informações de uso do solo, transporte, título de terra, assentamento, etc., deve estar baseado em mapas de localização definidos em termos de coordenadas referenciadas a uma rede geodésica;

Dirigido às áreas remotas ou àquelas em que não se justifiquem investimentos imediatos e. controle e locação de obras de engenharia. Nas áreas metropolitanas o espaçamento das estações deverá ser limitado a 5 km. tendo a configuração adaptada aos aspectos da urbanização.gov. com estações espaçadas de 10 a 20 km. acordadas caso a caso. Nas áreas metropolitanas o espaçamento das estações deverá ser de até 5 km.concar. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . de acordo com as finalidades de cada projeto. Finalidade Exatidão Desenvolvi mento Dirigido ao atendimento de programas internacionais. estudos e definição dos parâmetros para Sistemas Geodésicos. http://www.000 após o ajusta-mento. Em função da área a ser atendida. com estações afastadas entre 5 a 10 km. mas devendo ser o erro padrão relativo de quaisquer duas estações melhor que 1:500. sempre.000 Melhor que 1:50. Melhor que 1:100. controle e locação de projetos de engenharia.doc . com estações afastadas de.ibge. em função da inexistência ou impossibilidade de se desenvolver levantamentos geodésicos de alta precisão. Pontos básicos para amarrações e controle de trabalhos geodésicos e cartográficos.Alagoas 12 LEVANTAMENTOS GEODÉSICOS – PLANIMETRIA DE ALTA PRECISÃO ÂMBITO NACIONAL Científico Fundamental (ou de 1º ordem) DE PRECISÃO PARA FINS ÂMBITO REGIONAL TOPOGRÁFICOS Para áreas mais Para áreas Local desenvolvidas menos (ou de 2º ordem) desenvolvidas (ou de 3º ordem) Dirigido ao atendimento das necessidades de uma região onde se desenvolvem atividades humanas intensas e. A estrutura será desenvolvida caso a caso. pequenas obras locais. Conforme as aplicações. conexões de Sistemas Geodésicos. Nas áreas metropolitanas o espaçamento das estações deverá ser de 0.Ivancildo F.5 a 2 km. prevalecendo os critérios de exatidão sobre as simplificações para a figura da Terra. Arcos de meridianos e paralelos espaçados de 1a estações com espaçamento desejável de 15 km e no máximo de 25 km. segundo normas específicas. apoio e controle das obras de engenharia e estudos científicos em geral. no máximo 5 km. Levantamentos e parcelamentos de áreas de pequeno valor.000 Melhor que 1:5. em conseqüência. que terá precedência de utilização. Em função dos objetivos específicos a serem atingidos. Elaboração de cartas gerais. Elaboração de cartas gerais. Elaboração de cartas gerais.000 Exemplos de utilização Pesquisas sobre a deriva continental. existe uma valorização elevada do solo.br/files/quadro1.000 Dirigido ao atendimento dos levantamentos no horizonte topográfico. elaboração de cartas gerais. Nas áreas metropolitanas o espaçamento será função das características do processo de urbanização. de cunho científico. desenvolvido segundo especificações internacionais. Sua realização deverá se dar sem prejuízo do fundamental. com estações espaçadas de 10 a 20 km. Melhor que 1:20. constituindo o sistema único de referência. sendo julgada caso a caso. Em função da área a ser atendida.

Basicamente em circuitos e acompanhada de medições gravimétricas (nivelamento geopotencial). Finalidade Exatidão Desenvolvi mento Dirigido ao atendimento de programas internacionais. Sua realização deverá se dar sem prejuízo do fundamental.Ivancildo F. Melhor que 2mm Melhor que 3mm Melhor que 6mm Exemplos de utilização Avaliação de movimentos da crosta terrestre.ibge. elaboração de cartas gerais. com estações materializadas e espaçadas de. Em circuitos com até 400km de perímetro e estações materializadas. existe uma valorização elevada do solo. afastadas de no máximo 3 km.gov. Melhor que 4mm Dirigido ao atendimento dos levantamentos no horizonte topográfico. desenvolvido segundo especificações internacionais. controle de obras de engenharia. sendo julgada caso a caso. no máximo. estudos de drenagem e gradientes em áreas de topografia movimentada. estudos e definição de parâmetros para os Sistemas Geodésicos. conexões de Sistemas Geodésicos. 1 km. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . http://www. Elaboração de cartas gerais. mas devendo o erro padrão ser inferior a 2mm para cada duas RN após o ajustamento. preferencialmente. Dirigido às áreas remotas ou àquelas em que não se justifiquem investimentos imediatos e. preferencialmente. acordadas caso a caso. Em circuitos com até 200km de perímetro e estações materializadas. Elaboração de cartas gerais. A estrutura será desenvolvida caso a caso de acordo com as finalidades de cada projeto.doc . com estações materializadas e afastadas de. determinação de valores geopotenciais. controle de obras de engenharia. em função da urbanização. prevalecendo os critérios de exatidão sobre as simplificações para a figura da Terra. em função dos objetivos a serem atingidos pelos trabalhos. 1 km.Alagoas 13 LEVANTAMENTOS GEODÉSICOS – ALTIMETRIA DE ALTA PRECISÃO ÂMBITO NACIONAL Científico Fundamental (ou de 1º ordem) DE PRECISÃO PARA FINS ÂMBITO REGIONAL TOPOGRÁFICOS Para áreas mais Para áreas Local desenvolvidas menos (ou de 2º ordem) desenvolvidas (ou de 3º ordem) Dirigido ao atendimento das necessidades de uma região onde se desenvolvem atividades humanas intensas e. com estações espaçadas de. Elaboração de cartas gerais. constituindo o sistema único de referência. sempre. em conseqüência. Nas áreas metropolitanas dar-se-á preferência ao desenvolvimento em circuitos. Em circuitos ou linhas.concar. Conforme as aplicações. de cunho científico. apoio e controle das obras de engenharia e estudos científicos em geral. Em circuitos ou linhas. que terá precedência de utilização.br/files/quadro1. Levantamentos e parcelamentos de áreas de pequeno valor. 3 km. Pontos básicos para amarrações e controle de trabalhos geodésicos e cartográficos. em função da inexistência ou impossibilidade de se desenvolver levantamentos geodésicos de alta precisão. em função da área a ser atendida. Nas áreas metropolitanas dar-se-á preferência ao desenvolvimento em circuitos. peque-nas obras. segundo normas específicas. afastadas de no máximo 3 km.

1 mgal Melhor que 0.05 mgal.gov. acordadas caso a caso. com específicos de cada projeto. Em circuitos com estações espaçadas de até 100 km. acesso para as medições com tempo inferior a 72 horas. mas devendo ser o erro padrão melhor que 0. estudos de movimentos da crosta. DE PRECISÃO ÂMBITO REGIONAL Regional (ou de 2º ordem) Dirigido ao desdobramento do fundamental. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . sendo julgada caso a caso. para qualquer estação após o ajustamento. prospecção mineralógica. Em circuitos com estações Função dos objetivos espaçadas de até 30 km. As observações serão ajustadas a IGSN-71 e as estações deverão coincidir com as Referências de Nível decorrentes dos levantamentos altimétricos de alta precisão e de precisão.br/files/quadro1.05 mgal Melhor que 0. visando facilitar os trabalhos de detalhamento do campo gravitacional. implantados segundo especificações internacionais. Serão coincidentes preferencialmente. de acordo com as finalidades de cada projeto. estudos de movimentos da crosta. Sua realização deverá se dar sem prejuízo do fundamental. determinação dos parâmetros definidores de um sistema Geodésico.Ivancildo F. prospecção mineralógica. prospecção mineralógica. com as estações estabelecidas nos levantamentos altimétricos de alta precisão e de precisão. A estrutura será desenvolvida caso a caso. Fundamental (ou de 1º ordem) Pontos básicos para amarrações e controle de trabalhos geodésicos e geofísicos. ou acesso para as medições com tempo inferior a 48 horas.Alagoas 14 LEVANTAMENTOS GEODÉSICOS (GRAVIMETRIA) DE ALTA PRECISÃO ÂMBITO NACIONAL Científico Finalidade Dirigido ao atendimento de programas internacionais.concar. segundo normas específicas. Estudos do campo gravitacional e estrutura da crosta terrestre. PARA FINS DE DETALHAMENTO Local Dirigido ao detalhamento do campo gravitacional. Conforme as aplicações. Estudos do campo gravitacional e estrutura da crosta terrestre.doc . http://www. de cunho científico. Exatidão Melhor que 0.ibge. que terá procedência de utilização. Estudos do campo gravitacional e estrutura da crosta terrestre. constituindo o sistema único de referência ao IGSN71. pesquisa de geondulações e desvio da vertical.3 mgal Desenvolvi mento Exemplos de utilização Conexão de estações absolutas da rede mundial e estudos de escala nos levantamentos geométricos.

Considerando os valores atuais dos raios terrestres.C. não serve para definir forma sistemática da terra. JOÃO PICARD (1620 a 1682) Introduziu várias melhorias nos instrumentos de medidas angulares e escreveu novas medidas da Terra. portanto. o eixo menor deste coincidindo com o eixo de rotação da Terra. a forma geoidal se torna complexa.Ivancildo F. ISSAC NEWTON (1642 a 1727) Estudos sobre a gravitação.) Calculou o raio da Terra e o meridiano terrestre. Erastótenes cometeu um erro inferior a 2%. Várias expedições foram organizadas desde 1737 sob os auspícios da Academia de Ciências de Paris que conduziram a evidências que a razão estava com Newton. Essas referências podem ser encontradas. A superfície da terra sofre freqüentes alterações devido à natureza e à ação do homem. Essa superfície se deve. devendo a força da gravidade decrescer dos pólos para o equador.6. considerando a Terra achatada nos pólos.) supostamente prolongado por sob continentes. principalmente. Nesse modelo a superfície da terra tem a forma aproximada de um esferóide com achatamento nos Pólos. CARL FRIEDERICH GAUSS (1777 a 1855) Introduziu a forma de planeta como um „Geóide‟ que corresponde à superfície do nível médio do mar homogêneo (ausência de correntes. a Terra se assemelharia a um elipsóide de revolução. ventos.Alagoas 15 1. quando folheamos cronologicamente o período histórico desde os mais longínquos tempos. Muitas foram as interpretações e conceitos desenvolvidos para definir qual seria a forma da terra. etc. A fim de simplificar o cálculo de coordenadas da superfície terrestre foram adotadas algumas referências (superfícies) matemáticas simples. senão vejamos: ERASTÓTENES (276 a 175 a. Todavia. Formas e dimensões da terra O nosso planeta (forma e dimensões) é um tema que vem sendo pesquisado ao longo dos anos em várias partes do mundo. às forças de atração da gravidade e centrífuga (rotação da terra). devido às irregularidades de distribuição das massas da terra. variação de densidade da água. e à variação da gravidade nos diversos pontos. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . .

. Esta superfície é perpendicular à vertical do lugar em um determinado ponto da superfície da terra. naturais ou artificiais é que denominamos de planta topográfica. etc.. È. através de plantas representa o relevo do solo com todas as suas elevações e depressões.). dimensão e posição relativa de uma porção limitada da superfície da terra. agricultura (cadastro de áreas cultivadas. etc. desconsiderando a curvatura resultante da esfericidade da terra. se dispusermos do planejamento. portanto. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . reflorestamento. a hipótese do plano topográfico exige restrições quanto ao raio de área a ser levantada. se partimos de obras de menor vulto: construção civil (casas. mesmo que se trate de detalhes. Conceito A palavra “Topografia” provém do grego Topos (lugar) e Graphein (descrever) e significa descrição exata e minuciosa de um lugar.. Atua muitas vezes como atividade fim e atividade meio em qualquer trabalho de planejamento. 2.).1. a qual conhecemos como Plano Topográfico.3. até obras de maior vulto: barragens.2. pontes. Finalidade Determinar o contorno. estando presente também a topografia. que a topografia encaixa-se dentro de qualquer atividade de um profissional da área de engenharia... eletrotécnica em industria (linhas de eletrificação. Importância È a topografia que. O termo só se aplica a áreas relativamente pequenas. telecomunicações.. TOPOGRAFIA 2. irrigação. Pelo fato de que as obras de engenharia são executadas sobre o terreno. prédios.Ivancildo F. drenagens.. A hipótese do Plano Topográfico A projeção ortogonal. subestações de distribuição de energia. etc.Alagoas 16 2. Por outro lado..). 2.. Conforme visto no capítulo anterior. uma ciência que estuda a representação detalhada de um trecho da superfície da terra. e a correta implantação da obra. sendo utilizado o termo Geodésia quando se fala de áreas maiores. podemos afirmar sem exageros. 2. contribuindo com os métodos e instrumentos de precisão que permitem o adequado conhecimento do terreno. Portanto. rodovias. impõe-se a locação.. visto que as medidas topográficas são realizadas sobre uma . esta projeção se faz sobre uma superfície de nível (hipotética). No entanto. etc.4.. impõese um prévio levantamento topográfico do lugar onde a mesma deverá ser implantada.. de todos os detalhes da configuração do solo.

sabemos que não existe uma figura matemática que represente fielmente a superfície física da terra. a seguir: ∆D D Superfície física d Superfície Geoidal Raio da terra Plano Topográfico A hipótese admite que o limite da finura do traço no desenho seja igual 0. as operações topográficas não estão sujeitas a limites. a não ser a superfície geoidal (apresentada como a superfície teórica ou ideal que mais se aproxima da forma real da terra) utilizada na análise do erro planimétrico. e que o erro gráfico ∆D cometido a partir do levantamento topográfico não ultrapasse este limite de finura. deve-se avaliar a extensão dos levantamentos planimétricos e altimétricos. Para tanto. por exemplo. o que se pretende é que o erro planimétrico „∆D‟ cometido por conta do caminhamento „d‟ seja absorvido no desenho topográfico. desde que seja considerada uma . Nestas condições. e os dados coletados são projetados sobre uma superfície plana (Plano Topográfico).Alagoas 17 superfície curva (superfície da terra). O erro planimétrico A adoção da hipótese do Plano Topográfico implica na substituição do arco „d‟ (raio de uma área circular) pela tangente „D‟.000. denominado de erro de esfericidade (veja figura a seguir).Ivancildo F. Na verdade. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . As deduções revelam que o raio da área a ser levantada „d‟ não deve exceder de 30 a 50 Km. Por outro lado. rodovias e estradas de ferro. Havendo a necessidade do levantamento de uma faixa estreita de terra.370Km. conforme mostra na figura. cometendo assim um erro. as condições supracitadas devem atender ao limite para representação gráfica em topografia. cujo módulo de escala é 1/10.1mm (visível ao olho „nu‟). e o raio médio da terra de 6. Neste limite „∆D‟ alcança valores de 100cm. para estudos e projetos de distribuição de energia.

que utiliza também a figura do geóide). quando aplicada até distâncias de 3. o mesmo não acontece na representação altimétrica.Alagoas 18 série de planos tangentes. já considerando o efeito positivo da refração atmosférica. a topografia pode ser dividida em topometria.5. Divisões Definido o campo que limita as operações topográficas em extensão. O erro altimétrico Conhecido por efeito C & R. Isto significa dizer. o erro altimétrico gera uma linha com a curvatura voltada para o centro da terra. pela soma algébrica de influências da curvatura da terra e da refração atmosférica. topologia e fotogrametria: .Ivancildo F.6Km entre dois pontos subseqüentes de um levantamento. outras deduções que descartam os efeitos C & R.000. Por outro lado. Nestas condições. e o raio visual cai de „ab‟ para „af‟ (veja a figura abaixo. as deduções indicam que o erro altimétrico seria muito elevado 168. D Superfície física a d Superfície Geoidal Raio da terra f b Plano Topográfico c Se considerarmos a mesma distância dos 50 Km para „d‟. que se pudemos substituir a superfície geoidal por um Plano Topográfico na representação planimétrica. e que seguem o limite de representação gráfica em topografia M = 10. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .7m.6Km. A planta resultará numa série de rebatimentos sobre um plano horizontal de projeção. pode-se afirmar que a hipótese do Plano Topográfico é satisfatória simultaneamente às medidas horizontais e verticais. O erro altimétrico causado pelo efeito da curvatura da terra é a linha „cb‟. a refração atmosférica „R‟ (fenômeno natural que faz com que uma linha vista vá caindo gradualmente à medida que aumenta a distância topográfica) diminui o efeito da curvatura em 14%. No entanto. 2. estabelecem que a distância topográfica „d‟ não deve exceder os 3.

Para tanto. como ciências auxiliares a: Taqueometria Trigonometria Planimetria Consiste na obtenção de ângulos e distâncias horizontais.1.5. níveis. trenas. A topometria se divide em: Planimetria Altimetria Que utilizam para o seu desenvolvimento. onde os ângulos e distâncias são obtidos por instrumentos topográficos.Alagoas 19 2. para o cálculo e traçado da planta topográfica. As grandezas lineares são as distâncias horizontais e diferenças de nível. Para efeito de representação planimétrica ou avaliação de área. Entende-se por base produtiva as dimensões que são aproveitadas na prática. As angulares são os ângulos horizontais e verticais.Ivancildo F. Os trabalhos provenientes da planimetria dão origem às plantas planimétricas. receptores de satélite. como também para a representação dos detalhes existentes (não levando em consideração o relevo). dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . tais como teodolitos. tanto nos planos horizontais e/ou verticais. Obtenção de distância horizontal: . as distâncias inclinadas são reduzidas às dimensões de suas bases produtivas. É o que acontece com as edificações. não só para a representação em projeção horizontal dos lados e contorno perimetral do terreno. Topometria Trata de medidas das grandezas lineares e angulares que definem a posição dos pontos topográficos. estações totais. baseadas na geometria aplicada. a obtenção das medições compreende um conjunto de processos de medidas. pois exigem o aplainamento dos terrenos para que possam ser construídas.

Alagoas 20 DH Obtenção de ângulo horizontal: Obtenção de azimutes: ☼sol Altimetria Consiste na obtenção de ângulos verticais e distâncias verticais. ou alturas. O trabalho de planimetria juntado ao de altimetria dá origem à planta planialtimétrica. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . isoladamente.Ivancildo F. Obtenção de distâncias verticais: . através da obtenção de distâncias verticais. A altimetria. de um certo número de pontos do terreno. só dá origem a perfis. referidos a um plano horizontal de comparação (plano topográfico).

pela resolução de triângulos retângulos. taqueometria é a parte da topografia que trata da medida indireta de distância horizontal e vertical. etc. já que os levantamentos são realizados com maior rapidez e economia.Ivancildo F. só que pela resolução de triângulos quaisquer. por exemplo: morros. dando origem às plantas cotadas ou com curvas de nível. Fio médio – fio de referência para as medidas de ângulos verticias. Fios horizontais superior e inferior – fios de referência para as leituras estadimétricas. que discutiremos adiante.Alagoas 21 Taqueometria A Taqueometria tem por finalidade o levantamento de pontos do terreno.. as da taqueometria. . assim como a taqueometria. Fio vertical Fio superior Fio médio Fio inferior Trigonometria A Trigonometria tem por finalidade. A sua principal aplicação é em terrenos altamente acidentados. porque o campo ótico de suas lunetas é dotado de fios estadimétricos. também. dando origem às plantas cotadas ou com curvas de nível. Ademais. Fio vertical – fio de referência para as medidas de ângulos horizontais. vales. o levantamento de pontos do terreno. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . não retângulos. montanhas. As suas principais aplicações se assemelham. sobre o qual oferece reais vantagens em relação aos métodos topométricos. O campo ótico do taqueômetro possui. Os aparelhos usados na taqueometria são chamados taqueômetros.

tamanho e posição de um terreno extenso. 2.Ivancildo F. A principal aplicação da Topologia dá-se na representação cartográfica do terreno pelas curvas de nível. ▪ Aérea – utiliza-se de fotografias obtidas de estações móveis no espaço (avião ou balão).5. temáticos (solos. Algumas aplicações: ▪ Mapas topográficos. . Curvas de nível são interseções obtidas por planos eqüidistantes. Fotogrametria Compreende o estudo indireto de medição de forma. planejamento e desenvolvimento rural e urbano. suas modificações através dos tempos e as leis que as regem. de controle à erosão e às cheias. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . a fotogrametria pode ser classificada em: ▪ Terrestre – utiliza-se de fotografias obtidas de estações fixas sobre a superfície do terreno. e segundo a sua finalidade. complemento indispensável à Topometria. e projetos ambientais. ▪ Projetos rodoviários.5. De acordo com o tipo e a posição espacial da câmara. através de medições e interpretações de imagens fotográficas terrestres ou aéreas. ▪ Espacial – utiliza-se de fotografias obtidas de estações móveis fora da atmosfera da terra. obras de arte especiais. Este tipo de fotogrametria pode ser útil para fins topográficos (mapeamento de regiões de difícil acesso) e não topográficas (engenharia de tráfego).Alagoas 22 Qualquer goniômetro que permita medir ângulos verticais. Tem como objetivo realizar medições sobre fotografias para a elaboração de cartas topográficas planialtimétricas. paralelos com o terreno a representar. vegetação). ferroviários.Topologia A Topologia. pode ser usado na trigonometria.2. As medições obtidas de distância horizontal e vertical são indiretas. 2.3. tem por objetivo de estudo a conformação e representação de terrenos. foto-índice e mosaicos.

convergentes e paralelos: ▪ Eixos óticos cruzados – observa-se a foto da direita com o olho esquerdo e a foto da esquerda com o olho direito. as fotos é que são impressas em filmes coloridos e superpostas com um pequeno deslocamento. Exemplo de estereoscópio de eixos óticos paralelos: . tomadas de pontos distintos. de eixos óticos cruzados. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . capaz de fornecer uma sensação bastante precisa da profundidade. é necessário que se tenha um par de fotos de uma mesma cena ou região. Para se obter uma visão 3D (terceira dimensão) através de fotografias. porém. ▪ Eixos óticos convergentes – a observação da imagem se faz de maneira natural.Ivancildo F. e dispor de estereoscópio. Visão estereoscópica é a sensação de profundidade que pode ser obtida através de processo estereoscópico.Alagoas 23 Como obter uma visão estereoscópica: Estereoscopia é um fenômeno natural que ocorre quando se observam duas imagens fotográficas de uma mesma cena. tomadas de pontos distintos. Para fazer a observação. ainda. são utilizados óculos de lentes nas cores contrárias às dos filmes adotados. O estereoscópio pode dispor. ▪ Eixos óticos paralelos – observa-se a foto da direita com o olho direito e a foto da esquerda com o olho esquerdo.

Alagoas 24 3. para as anomalias que a superfície da terra vem sofrendo. que precisam ser atualizados.) Calculou o raio da Terra e o meridiano terrestre. A TERRA E OS SISTEMAS DE REFERÊNCIA 3. Estas anomalias têm provocado deslocamentos de pontos sobre a superfície da terra. ERASTÓTENES (276 a 175 a. para definir qual seria a melhor forma a adotar para a ele. senão vejamos: HOMERO (S. desertificações.C. Hoje as preocupações se voltam. principalmente. Erastótenes cometeu um erro inferior a 2%. sobre a Geodésia. Formas e dimensões da terra Folheando cronologicamente as páginas da história.Ivancildo F.2. placas tectônicas. e afunilará os conceitos para os sistemas de referência atualmente adotados pela Geodésia para localização de pontos sobre a superfície da terra.) Afirmou que o sol é uma pedra incandescente. como representá-las matematicamente.1. podemos enumerar algumas formas estudadas. Assim sendo.D. mas sim. relacionadas basicamente aos fenômenos naturais. maior que o Peloponeso (península do sul da Grécia) e que a lua é feita de terra e não de luz própria. e o sol como sendo o coche em que os deuses efetuavam o seu passeio. Introdução O nosso planeta. no que diz respeito aos estudos sobre as formas e dimensões da superfície terrestre. Muitas foram as interpretações e conceitos desenvolvidos no passado. essa tarefa não recai sobre a Topografia.) Alguns dos escritos descrevem a terra como sendo um grande disco que flutuava sobre o oceano. Considerando os valores atuais dos raios terrestres. vulcões. As preocupações da Topografia se resumem.C. desde os mais longínquos tempos. Contudo. que podem facilmente ser aplicados nos projetos topográficos. este capítulo fará um breve histórico sobre as formas historicamente adotadas para a terra. . com as suas formas e dimensões. como terremotos. é um tema que vem sendo pesquisado ao longo da história da humanidade em várias partes do mundo. tão somente. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . ao conhecimento dos sistemas de referência existentes para “amarrar” os pontos sobre a superfície da terra. etc. ANAXÁGORAS (500 428 a. 3.

o Sistema Geodésico Sul-Americano que adota para modelo geométrico da terra o elipsóide de .Ivancildo F. os geofísicos resolveram adotar o elipsóide de revolução proposto por Newton. considerando a Terra achatada nos pólos. variação de densidade da água. e. Em 1967. o eixo menor deste coincidindo com o eixo de rotação da Terra. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Essa superfície se deve. devendo a força da gravidade decrescer dos pólos para o equador. Com base em trabalhos desta natureza. ISAAC NEWTON (1642 a 1727) Estudos sobre a gravitação. Clarke (1886) e Hayford (1909). Nesse modelo a superfície da terra tem a forma aproximada de um esferóide com achatamento nos Pólos. foram sendo calculados os parâmetros do elipsóide ideal. Dentre muitos. Várias expedições foram organizadas desde 1737 sob os auspícios da Academia de Ciências de Paris que conduziram a evidências que a razão estava com Newton. principalmente. Todavia. resolveu adotar o elipsóide de Hayford como sendo o elipsóide de referência internacional. a Assembléia Geral da Associação de Geodésia Internacional em Madrid. Em 1924.) supostamente prolongado por sob continentes. Os trabalhos geodésicos foram se multiplicando. destacam-se os resultados obtidos por Bessel (1841). sendo medidos arcos de meridianos e paralelos em várias regiões do globo. e precisando buscar um modelo mais simples para representar o nosso planeta. a Terra se assemelharia a um elipsóide de revolução. CARL FRIEDERICH GAUSS (1777 a 1855) Introduziu a forma de planeta como um „Geóide‟ que corresponde à superfície do nível médio do mar homogêneo (ausência de correntes. ventos. a forma geoidal se torna complexa. Os sistemas de referência Com o decorrer dos tempos. e à variação da gravidade nos diversos pontos. adotando o elipsóide de revolução como sendo forma matemática da terra.Alagoas 25 JOÃO PICARD (1620 a 1682) Introduziu várias melhorias nos instrumentos de medidas angulares e escreveu novas medidas da Terra. devido às irregularidades de distribuição das massas da terra. com precisão sempre crescente.3. 3. etc. às forças de atração da gravidade e centrífuga (rotação da terra). a mesma assembléia recomendou para a América do Sul.

Conquanto. Elas procuram suprir as demandas atuais da sociedade que são cada vez mais ampliadas devido à utilização das técnicas de posicionamento por satélites artificiais. Imbituba: corresponde ao nível médio determinado por um marégrafo instalado em Imbituba (Estado de Santa Catarina) para referenciar a rede altimétrica nacional. Rio Grande do Sul. tendo como referência o SGB. A implantação de uma rede geodésica estadual vem a colaborar na elaboração dos seguintes produtos e informações: . Pretende-se. Pernambuco.RBMC. ele possui as seguintes características: Origem das coordenadas (ou Datum planimétrico) Estação: Vértice CHUÁ (Estado de Minas Gerais). Origem das altitudes (ou Datum altimétrico) Altura geoidal: 0 m. No caso do SAD69. tendo como referência a Rede Brasileira de Monitoramento Contínuo . Coordenada longitude: 48º06'07. à exceção do Estado do Amapá. Sergipe. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Acre e a rede Nordeste. bem como sua posição relativa ao geóide.Ivancildo F. A rede Nordeste foi um caso a parte. sendo utilizado como um sistema de referência para o cômputo ou correlação dos resultados de um levantamento. Este modelo é o que mais se aproxima do geóide na região considerada. DATUM é o ponto de partida de uma rede geodésica. Bahia. isto é. que todas as Unidades da Federação possuam uma rede altamente precisa e conectada entre si. A localização de cada marco da rede é previamente escolhida juntamente com representantes de instituições federais. Azimute geodésico para o vértice Uberaba 271º30'04. o azimute orienta o sistema e a base fornece a escala. Espírito Santo. define um sistema geodésico. o qual conhecemos como Sul American Datum – SAD69.Alagoas 26 referência 1967.05". Santa Catarina. Mato Grosso do Sul. Até dezembro de 2006 foram estabelecidas 13 redes GPS estaduais (abrangendo 18 estados): São Paulo. coordenadas do vértice. evitar abalos que possam interferir nas coordenadas do mesmo ou até mesmo a sua destruição.0639"W. Minas Gerais. pois foi estabelecida em uma única campanha de medição contemplando os estados de Alagoas. Mato Grosso.6527"S. e faz parte do SGB. uma base e um azimute. que dispõe do Datum Porto de Santana. As coordenadas iniciais tem a finalidade de fixar o elipsóide em relação a terra. a qual é a principal estrutura geodésica no território nacional. Ceará. Rio de Janeiro. ao estabelecê-las. Paraná. É conhecido pelos parâmetros iniciais. Coodenada latitude: 19º45'41. Paraíba e Rio Grande do Norte. A forma e tamanho de um elipsóide. estaduais e municipais de forma a zelar pela integridade física do marco. existem as redes estaduais GPS que procuram georeferenciar todas as propriedades rurais existentes no país.

e partindo-se dele em direção ao Pólo Norte e Sul. Os sistemas de coordenadas Para que cada ponto seja localizado na superfície terrestre. cujo plano é perpendicular à linha dos pólos. encontra-se o Equador. O Equador é um círculo máximo. o Universal Tranversa de Mercator – UTM. Partindo-se do Pólo Norte em direção ao Pólo Sul. Demarcação de unidades estaduais.1. para oeste e para leste. que são representadas em uma carta: os meridianos e paralelos. Os meridianos são as linhas que passam através dos pólos e ao redor da Terra. É a partir do elipsóide de revolução. 180º. Numeram-se os paralelos de 0º a 90º. constituindo as coordenadas geográficas. para Norte e para Sul. São chamados de paralelos.Alagoas 27 Confecção de mapas e cartas. um outro sistema de projeção construído em coordenadas plano-retangulares. para corrigir distorções de formas de massa terrestre ocasionada pela projeção de uma área da superfície curva da terra em uma superfície plana. Em uma carta topográfica. uma linha imaginária que intercepta cada meridiano e que rodeia a Terra. Portanto. que se . de grande e média escala. Regulamentação fundiária. 3. áreas de proteção ambiental. este conjunto é chamado de rede. é necessária a implantação de pontos cujas coordenadas são determinadas por rastreamento de satélite usando a tecnologia GPS.Ivancildo F. contida em um plano perpendicular ao seu eixo de rotação. unidades municipais. Coordenadas geográficas A superfície geometricamente definida que mais se aproxima da superfície física da terra é o elipsóide de revolução. abastecimento de água. Dividindo-a em duas metades exatas. O ponto de partida para numeração dos meridianos é o meridiano que passa pelo Observatório de Greenwich. viadutos e túneis. Seu valor é de 0º. transmissão de energia. cujas seções são círculos que progressivamente diminuem de tamanho. Referência para obras de engenharia tais como: construção e pavimentação de rodovias e estradas. exatamente na metade do caminho. o meridiano de Greenwich é o meridiano principal.4. As localizações são feitas a partir dele que é o marco 0º (zero grau). existe um sistema de linhas imaginárias. Ademais. além do sistema que expressa as coordenadas geográficas (latitude e longitude). na Inglaterra. e constitui a base da sua construção. Em regiões onde não há rede geodésica ou a rede existente está destruída. ou vice-versa. as cartas utilizadas em projetos de engenharia podem apresentar. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .4. áreas indígenas. O conjunto de meridianos e paralelos forma uma rede de linhas imaginárias ao redor do globo. 3. pode-se construir uma infinidade de planos paralelos. Estas coordenadas são usadas na maioria das cartas. construção de pontes.

que é o centro da terra. minutos e segundos de arco Leste ou Oeste do Meridiano de Greenwich. . que é o centro da terra. indicada pela letra “N” Exemplo: Ф = 39º00'00. O ângulo de latitude é determinado pelas linhas que vão do Equador e do paralelo no qual está o ponto a ser localizado. até o ponto onde elas se encontram. N 70º 60º 50º 40º 30º 20º 10º 0ºE 39º N Latitude 95º W Longitude 0º Greenwich 80º 80º 70º 60º 50º 40º 30º 20º 10º 0ºE EQ UA DOR 90º 80º 70º 60º 20º 50º 40º 30º 10º Elipsóide de revolução Latitude (Ф) Latitude de um ponto da superfície terrestre é a distância expressa em graus. indicada pela letra “S” 0º a – 90º no hemisfério sul. O ângulo de longitude é determinado pelas linhas que vão do Meridiano Principal e do meridiano no qual está o ponto a ser localizado.Ivancildo F. até o ponto onde elas se encontram. Variação: 0º a + 90º no hemisfério norte. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . minutos e segundos de arcos Norte ao Sul do Equador. medidos ao longo do paralelo do ponto. medidos ao longo do meridiano do ponto.Alagoas 28 determinam as latitudes e longitudes que definem a posição de um ponto na superfície da terra.00"N Longitude (λ) Longitude de um ponto é a distância expressa em graus.

indicada pela letra “E” 0º a – 180º a oeste de Greenwich. indicada pela letra “W” Exemplo: λ = 98º00'00.Alagoas 29 Variação: 0º a + 180º a leste de Greenwich.Ivancildo F. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .00"W .

A esta relação entre a medida linear “l” da representação gráfica. Diante destas restrições. não pode ser feito jamais em verdadeira grandeza e muito menos.1.Alagoas 30 4. Não poderíamos desenhálo. através desta relação estaremos traçando no papel uma figura semelhante a do terreno levantado. Tecnicamente o seu trabalho não terá valor se não for acompanhado dessa indicação. os módulos podem ser sob a forma de fração ou proporção: 1 1 . e a medida de comprimento horizontal “L” correspondente no campo. Deste modo: l L 1 a = M Esta concepção leva a determinar o que se pode chamar de módulo de escala. Seria inútil o desenho de uma parte da superfície terrestre nas suas dimensões naturais ou ampliadas. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .2.2. 1: M . Introdução O desenho topográfico por motivos óbvios. elemento que muito facilita o emprego das escalas nos desenhos técnicos. damos o nome de ESCALA. Tipos e usos Um dos elementos indispensáveis na construção de uma carta ou planta topográfica é a indicação clara e precisa da escala.Ivancildo F. ampliado. ou seja. ESCALAS 4. Escala numérica Chama-se de escala numérica de um desenho. 4. As escalas. 1/M M . As medidas angulares continuam sendo desenhadas com grandeza natural. a razão constante entre o comprimento “l” de uma linha medida na planta e o comprimento “L” de sua medida homóloga no terreno. Você não pode esquecer que apenas as medidas lineares são passíveis desta redução. Quanto à representação.1. resta-nos a necessidade do emprego constante de uma redução de grandezas naturais da superfície para possíveis e adequadas representações gráficas. Em tal representação não se pode saber o tamanho dos acidentes nem as distâncias que os separam. se apresentam sob dois aspectos: 4. em função de sua utilização na topografia.

É geralmente empregada em desenhos feitos com escala numérica. para que a escala não apresente um aspecto feio na ornamentação do selo. Exemplo elucidativo 1: Numa planta. no desenho. Qual a distância real entre eles? Solução: l = 1 L M → 75 = 1 L 200 → M = 15000cm A distância real entre eles é 15000cm ou 150m 4. na escolha da reta. verifica-se que os pontos A e B tem uma distância indicada de 858m e que aparecem. cujo denominador M é um número elevado. 8cm de comprimento. Limite-se ao comprimento máximo de até 10cm.39 = 1 858 M → M = 2200 A escala desejada é 1:2200 Exemplo elucidativo 2: Numa planta em escala 1:200. tanto menor será a escala e menor o desenho. apresentam a vantagem de experimentar. Qual a escala numérica da planta? Solução: l = 1 L M → 0. afastados 0.Ivancildo F. Daí ser utilizada em desenhos topográficos.2. Escala gráfica É uma figura geométrica representativa de uma determinada escala numérica. . as mesmas variações que as dimensões do desenho. trace uma reta horizontal com. além de facilitarem rápidas determinações no desenho.2. e até das reproduções(ampliações e reduções). quanto maior for o denominador M. sob a influência do calor ou da umidade. As escalas gráficas. dois pontos estão afastados de 75cm. reservado à construção da escala.Alagoas 31 Assim.39m. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . por exemplo. o que evidencia maior precisão nas determinações gráficas. Como construir a escala gráfica na planta Seja o caso da construção de uma escala gráfica de módulo 1:500: ▪ No espaço do selo. sendo também menor o número de pormenores que podem figurar na planta.

08 = 1 L 500 → M = 40 metros ▪ Divide-se a reta em quatro partes iguais a 2cm que representarão cada uma 10.3. logo. subdivide-se a seção extrema da esquerda (talão) em dez partes iguais. Proceder à leitura dos resultados obtidos. elas devem ser construídas em forma retangular. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .0m. ▪ Para apreciar décimos da divisão principal. Em casos . e verifica-se no talão o décimo da escala. 2. Assim. Essa distância pode ser tomada com o auxílio de um compasso. Obs. Obs. Os valores menores de um décimo da divisão principal do talão só poderão ser apreciados por estimativa. 3. compete ao desenhista sua determinação de acordo com a natureza do trabalho. coloca-se a ponta direita do compasso no início desta seção. l = 1 L M → 0. Como medir grandezas 1. Tomar na planta a distância gráfica que se pretende medir.Alagoas 32 ▪ Usando a fórmula conhecida de cálculo de escala. pode-se aumentar as divisões principais da escala já construída. Entretanto.1: A escala construída tem precisão de 1m.2: Caso necessário. para que apresentem melhor aspecto. desde que não atinja a largura do selo. determina-se que valor no terreno corresponde aos 8cm adotados para o desenho. Transportar essa distância para a escala gráfica. que é de 15cm. e observa-se à direita em qual seção se encontra a outra ponta. 0 30m Dado que. e finalmente se escreve a numeração da escala. Coloca-se uma das pontas do compasso no ponto 0 (zero) da escala. as escalas gráficas têm efeitos ornamentais nas plantas. Veja: 0 4 5m 4. Conhecida a seção. Critérios para a escolha da escala numérica Não existem normas rígidas para a escolha da escala.Ivancildo F.

M (mm) Portanto se temos um desenho feito na escala de módulo 1:5000. admite-se que a menor grandeza possível de ser apreciada a olho nu pelo ser humano de visão normal. só conseguiremos apreciar pontos sobre a planta com espessura mínima de 0. tem-se de atender a determinadas especificações. Segmentos menores só podem ser assinalados e observados ou medidos com o auxílio de instrumentos especiais. tem-se que adotar uma escala de módulo maior (1:1000 ou 1:500.Ivancildo F. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . que definem as dimensões de desenho. restando apenas a determinação do tamanho da folha de desenho.Alagoas 33 específicos. da NBR 13133/1994.1 = 1 L M → L = 0. os acidentes cujas dimensões forem inferiores à tolerância de 50cm. A extensão de 0.1mm. porém. ou seja. por exemplo) ou utilizar convenções topográficas. Existem certas condições que orientam sobre o modo de proceder a respeito da escala mais conveniente para uma dada planta ou carta. a escala já é pré-determinada. em determinados casos. Precisão gráfica das escalas Denomina-se precisão gráfica à menor grandeza suscetível de ser representada em um desenho. determina o valor do maior erro tolerável nas medições feitas sobre um desenho executado em uma escala de módulo 1:M. é de 0. Se chamarmos este erro de L: l = 1 L M → 0. Principais escalas para plantas e cartas topográficas e seus respectivos empregos: . visto que. por exemplo.1mm é. não terão representação gráfica. ▪ A natureza e do número de detalhes que se pretende colocar na planta com clareza e precisão. uma vez fixado. em tal desenho. o que chamamos de limite de precisão gráfica que.5000 = 500mm ou 50cm Isto quer dizer que.1. portanto. São elas: ▪ A extensão da área do terreno levantado. conforme descrito no anexo – convenções topográficas. pois.1. Fundamentando-se na estatística. Para fazei-lo. não figurarão no desenho. o erro máximo tolerável será: L = 0.1mm. ▪ A precisão gráfica com que o desenho deve ser executado. comparada com as dimensões do papel que deve receber o desenho.

Ivancildo F. dividir esta porção em partes e representar cada parte em uma folha. pequenos lotes urbanos. vila....002 --0.5 0.Alagoas 34 Escala 1:100 1:200 1:500 1:1000 1:2000 1:5000 1:10 000 1:50 000 --1:1 000 000 M 1 0. parque. ao invés de reduzir a escala para que toda a porção caiba numa única folha de papel. os demais formatos. É o que se denomina representação parcial. Deste formato. Na obtenção de formatos alongados de papel. A margem de arquivo deve seguir as dimensões 25 x 297mm. No Brasil é a Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT que trata do formato padronizado para o papel do desenho. de dobrados terão o formato único de apresentação A4 (210 x 297mm). Cartas de países. terraplanagem. Porém. etc. loteamento urbano. conforme mostrado na tabela acima. e os tamanhos de folha devem seguir as normas por ela estabelecidas. etc. inicialmente imaginemos um retângulo de área 1m2 (841 x 1189mm) o qual chamamos de formato A0. mantendo-se numa única folha a porção levantada. conforme esquema: . Estes.2 0.. deriva-se por bipartição. o comprimento deve ser múltiplo de 185 mm e a altura múltipla de 297mm. Planta de pequena fazenda. pode-se optar por formatos alongados. Planta de grande propriedade. ou duplicação. procura-se. Formato 4AO 2AO AO A1 A2 A3 A4 A5 A6 Linha de corte (mm) 1682 x 2378 1189 x 1682 841 x 1189 594 x 841 420 x 594 297 x 420 210 x 297 148 x 210 105 x 148 Margem (mm) 20 15 10 10 10 10 5 5 5 Medidas mínimas da folha sem cortar 1720 x 2420 1230 x 1720 880 x 1230 625 x 880 450 x 625 330 x 450 240 x 330 165 x 240 120 x 165 Para chegarmos ao formato do papel.0001 Equivalência 100m (no campo Representação em plantas de edifícios. se deseja representar convenientemente todos os detalhes naturais e artificiais a ela pertinentes.01 0.. Mapa mundi Tamanho da porção de terreno levantado Quando a porção levantada e a ser projetada é bastante extensa e. pequena cidade.1 0. depois. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .05 0..02 0.

05 .36 1731.Alagoas 35 4. Exemplo elucidativo 1: Dado.Ivancildo F.39 1643. Xmin = abscissa menor obtida na coluna das coordenadas absolutas. quando (Xmáx – Xmin) < (Ymáx – Ymin) ▪ Posição horizontal. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .45 949. de determinarmos a posição da folha. quando (Xmáx – Xmin) > (Ymáx – Ymin) Onde. em função das diferenças de coordenadas máximas e mínimas. devem ser expressos em coordenadas no espaço R2. Daí a necessidade. A folha poderá assumir duas posições: ▪ Posição vertical.24 2039.05 1020.4.00 1230.31 840. Xmáx = abscissa maior obtida na coluna das coordenadas absolutas.00 1000.62 873. Ponto 0 1 2 3 4 Coordenadas absolutas Abscissa (X)m Ordenada (Y)m 1000. Posição da folha Os pontos de um levantamento topográfico sejam eles de uma área ou de linhas. Ymáx = ordenada maior obtida na coluna das coordenadas absolutas. Ymin = ordenada menor obtida na coluna das coordenadas absolutas.

22 805.39 Ymin = 840.45 949. Xmáx = 1063.31 Ymáx – Ymin = 180.00 1000.36 831.85 864.85 Xmin = 831.39 Ymin = 735.05 1001.21 .81 1063.00 1000. Ponto 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 Coordenadas absolutas Abscissa (X)m Ordenada (Y)m 1000.94 971.00 980.39 943.00 Ymáx = 1020.05 Xmáx – Xmin = 1039.18 997.20 1000.34 O papel deve assumir a posição horizontal! Espaço horizontal destinado para o desenho Exemplo elucidativo 2: Dado.62 863.18 Xmáx – Xmin = 232.03 1042.02 904.23 Ymáx – Ymin = 266.Alagoas 36 Solução: Posição do papel.62 Ymáx = 1001.82 920. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .00 Solução: Posição do papel.78 735.Ivancildo F.31 850. Xmáx = 2039.96 799.31 Xmin = 1000.14 839.

5. é destinado ao desenho do selo. Sua falta implica em tirar grande parte do significado e utilidade do desenho da planta. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Deve estar situada no espaço superior do canto direito do papel de forma que. Legenda.Alagoas 37 O papel deve assumir a posição vertical! Espaço vertical destinado para o desenho 4. após a dobragem. Legenda – vai mostrar apenas os símbolos empregados no desenho topográfico acompanhados de suas explicações. selo e orientação O espaço de 185mm no canto direito do papel. . a partir da linha de corte.Ivancildo F. não apareça na frente do formato de apresentação. legenda e orientação. Orientação – a orientação da poligonal deve ser indicada seguindo os critérios de posicionamento da legenda ou se situar imediatamente acima do selo.

a folha da planta deve ter o formato definitivo A4 (210 x 297mm). Dobragem da folha Após a dobragem. escalas. Veja a seguir. desenho. responsável pelo projeto. na ilustração.).Alagoas 38 Selo – é espaço reservado na planta para informar o nome do proprietário. profissionais envolvidos (levantamento topográfico.Ivancildo F. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . como dobrar a folha: . 4. o título da planta.6. etc. Deve ter dimensões de 150 x 70mm. local. localizando-se na parte inferior do canto direito do papel.

os processos são semelhantes. outros por comparação da distância a uma grandeza padrão previamente estabelecida. Tais erros não admitem cálculo para uma compensação. de forma a anulá-los. Este capítulo tratará sobre dos erros ocasionados na medição de distâncias horizontais e verticais.2. projetado sobre um plano horizontal.Alagoas 39 5.1. Na obtenção da distância vertical. e como minimizá-los.Ivancildo F. distração ou falta de habilidade do operador. e ainda que fosse precisaríamos de laboratório específico (termômetro. Não representam estritamente o verdadeiro valor. não seguindo uma lei conhecida. Para a obtenção da distância horizontal. o que importa é que todos os processos implicam em erros decorrentes do operador ou do próprio instrumento. MEDIÇÃO DE DISTÂNCIAS HORIZONTAIS E VERTICAIS 5. são reduzidas às dimensões de sua projeção horizontal equivalente. isto porque são provenientes de causas diversas. assim como dos processos de medição. Introdução Comentamos anteriormente que a medida de distância horizontal entre dois pontos. isto para que estejamos sobre o plano de projeção. etc. em Topografia. como por exemplo. Significa dizer que as distâncias naturais inclinadas ou não.) para aferição dos equipamentos e monitoramento dos mesmos durante a realização de medidas no campo. os valores que manipulamos nas operações são sempre errôneos. de maneira que se obtenha os melhores resultados possíveis nas medições. Erros ocasionados nas medições Independente do processo de medição (horizontal ou vertical). Os seus valores podem ser calculados e aplicadas correções aos resultados. e podem ser minimizados ou corrigidos. Vão depender da prática e cuidado do operador. Nem por isso. Alguns autores costumam dividi-los segundo o instrumento de medição utilizado. restringem-se aos instrumentos utilizados. 5. barômetro. porque não podem ser mensurados. Qualquer que seja a forma. . dinamômetro. deixamos de dividi-los em dois tipos: ▪ Erros acidentais Erros cuja causa nem sempre é a mesma. ▪ Erros sistemáticos Decorrentes de falhas da própria aparelhagem e que agem sempre do mesmo modo. é o comprimento do segmento de reta entre estes pontos. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Já a distância vertical entre os pontos será a diferença de altura entre eles. a imperfeição dos instrumentos. Os erros sistemáticos não são objeto de estudo deste curso. porém. existem alguns processos que devem ser empregados.

 Após longos períodos de utilização sob condições adversas. Caso contrário o acúmulo destes agentes vai agindo gradativamente nos elementos mecânicos provocando desgastes. pois eles liberam uma substância ácida. com cuidado e observando a presença de areia. Tomemos. limpá-lo externamente. com um pincel macio. quando em seu início. o aparelho deve ser guardado em local ventilado e seco.  Complementarmente. não só para o levantamento a ser executado como também para a obra final ao qual se destina. mas deixarem proliferarem-se pode causar danos irremediáveis nas lentes e prismas (caso da estação total). é fundamental que o aparelho passe por uma revisão geral para que volte a funcionar perfeitamente (jatos de ar muitas vezes são suficientes). senão vejamos:  É fundamental. em casos de trabalho intenso diminuir este prazo. evitando-se assim ter que repetir o levantamento caso haja algo errado. convém guardá-lo com a tampa do estojo aberta. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Observando-se estes cuidados. são fáceis de serem eliminados. que seja observada a qualidade e o estado geral dos instrumentos de medição e do material de apoio antes do uso. Após isto. aliando-se outros fatores como o pó em obras de construção civil e estradas. Assim sendo.Ivancildo F. podendo. como exemplo.  Para finalizar frisa-se que o prazo médio para se realizar uma revisão numa empresa espcializada é de um ano e meio. é aconselhável somente após a utilização do instrumento. podemos nos precaver no item manutenção prévia do equipamento e.Alagoas 40 Todavia. a ação do tempo e o próprio transporte para os locais de medição podem causar alterações. quando necessário o seu reparo. corrosiva. os aparelhos transportados em pick-up que enfrentam estradas precárias e cheias de buracos: Todos os componentes do aparelho. Estes nada mais são que micro-organismos provenientes da excessiva umidade do clima tropical que. Para a verificação das colimações vertical e horizontal e do ajuste do prumo ótico. principalmente os parafusos tendem a afrouxar-se o que diretamente alteraria o ajuste dos mesmos. Isso porque. por melhor que sejam os cuidados. a qual riscaria as lentes. para os elementos óticos. aconselha-se verificá-los pelo menos três vezes por ano ou no início de cada obra. . alguns cuidados básicos devem ser levados a cabo. Caso tenha apanhado chuva. encaminhá-lo para uma empresa especializada. e a ótica externa com algodão embebido em um pouco de álcool. folgas e por vezes o bloqueio dos movimentos levando à necessidade de substituírem-se as peças defeituosas. seu aparelho estará sempre valorizado além de prolongar a sua vida útil e garantir condições ideais de uso que significa confiabilidade no mesmo. tirando-se o pó.  Outro fator muito importante é a proliferação dos fungos na ótica dos aparelhos.

São eles: Medição direta (apenas nas medições de distâncias horizontais). Os principais dispositivos utilizados na medida direta de distância. são as trenas de fibra de vidro. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . a medida da distância horizontal é feita por meio de instrumento de medida aplicado diretamente sobre o terreno. conforme os instrumentos de medição utilizados para mensuração do comprimento. em relação aos demais tipos de trena encontradas no mercado (lona. percorrendo o alinhamento a ser medido. com o comprimento total variando até 100 metros. Assim. ou seja.Alagoas 41 5. medição indireta e medição eletrônica.Ivancildo F. Trena de fibra de vidro com invólucro Trena de fibra de vidro com invólucro Trena de fibra de vidro sem invólucro . Processo de medição direta Uma medida é considerada direta se o instrumento usado apoiar-se no terreno ao longo do alinhamento.3. além de não se deteriorarem facilmente. determina-se o número de vezes que a unidade escolhida está contida nele e. multiplicando este número pelo valor da unidade empregada ter-se-á a distância percorrida. Elas são feitas de material bastante resistente. aço). São altamente resistentes à unidade e a produtos químicos. também conhecidos como diastímetros. São as mais usadas. 5.3. porque deformam menos quando expostas a variações de tensão e temperatura.1. Processos de medição de distâncias Os processos de medição de distâncias horizontais e verticais podem ser considerados em três tipos.

há dificuldade em achá-lo. que por ter sido cravado quase rente ao solo. Ponto topográfico é aquele escolhido no terreno. O chanfro permite uma inscrição numérica ou alfabética. Estaca Pedaço de madeira. Uma das extremidades é pontiaguda e a outra em formato de argola. que pertence ao piquete testemunhado. O comprimento para a cravação vai depender da dureza do terreno. A finalidade dessa estaca é possibilitar achar a posição do piquete. mas parte dele (cerca de 10cm) deve permanecer visível. Ela deve ser cravada a cerca de 50cm do piquete com o chanfro voltado para o mesmo. com a superfície do topo plana (com taxa ou marcação em cruz) e apontada na outra extremidade. Sua principal função é a materialização de um ponto topográfico no terreno. Jogo de fichas e argola . com dimensões maiores do que a do piquete e chanfrada na parte superior. Ficha Haste de ferro ou aço de pequeno diâmetro com comprimento variável entre 35 e 55cm. toda medida direta de distância só poderá ser realizada se for feito uso de alguns acessórios especiais. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Os principais são: Piquete Estaca feita de madeira resistente a intempéries. que serve como vértice ou ponto de balizamento em uma operação topográfica de levantamento ou demarcação.Ivancildo F.Alagoas 42 Apesar da qualidade e da grande variedade de diastímetros disponíveis no mercado.

inteiriça ou desmontável. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . para facilitar o posicionamento sobre a taxa do piquete. e para executar lances com diastímetro. o operador deve tentar fazê-la ficar em equilíbrio e aprumada.Ivancildo F. Baliza Haste feita de metal. pintada alternadamente de branco e de vermelho. Na materialização do ponto topográfico a baliza deve coincidir com a taxa ou marcação em cruz do piquete não deixando de ficar na vertical. Possui uma ponta em uma das extremidades. quando a distância a ser medida é superior ao comprimento deste. Para tanto.Alagoas 43 É utilizada na marcação de lances efetuados com o diastímetro. arredondado. Baliza de seção circular desmontável Nível de cantoneira Haste em forma de cantoneira acoplável à baliza e dotada de bolha circular. sextavado ou oitavado. Permite à pessoa que segura a baliza (balizeiro) posicioná-la corretamente na vertical sobre o piquete ou sobre o alinhamento a medir. com 2 metros de comprimento. juntamente com o pique. É usada no terreno (delimitando ou balizando alinhamentos). ao mesmo tempo em que deverá fixar os olhos no outro operador. Nível de cantoneira .

consegue fazer a medição. normalmente são padronizadas. Neste caso. Nesse momento . e este. Vários lances: Neste caso. serão necessários. tais como. croquis dos pontos. Obs. A equipe de trabalho aumentará em mais um operador. O que se indaga é: Se esses pontos estiverem muito distantes um do outro. Repete-se o processo de deslocamento das balizas (ré e intemediário) e de marcação dos lances até que se chegue ao ponto B onde deve está localizado o balizeiro de vante. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . quando â distância do ponto A ao ponto B é inferior ao comprimento do diastímetro. Essa operação será repetida tantas vezes seja necessária até que não haja mais a necessidade de corrigir a linha. necessitando-se fazer várias medições. ou se não forem visíveis um do outro. a equipe de trabalho composta por três membros. todavia nada impede que a empresa responsável pela operação adote cadernetas que melhor atendam às suas necessidades. Na medição. Métodos de medição direta As medidas de distâncias horizontais entre dois pontos A e B. um de vante e um apontador. etc. O balizeiro de ré ocupa a posição do balizeiro intermediário. a distância entre os pontos A e B supera o comprimento do diastímetro. a possibilidade dos pontos A e B não serem visíveis um do outro. de maneira que M‟ consiga ver A e M consiga ver B. Para tanto. por exemplo. por sua vez. Em seguida. seguindo a orientação da projeção ortogonal dos pontos anteriormente discutida. ângulos. como medir distâncias entre eles usando um diastímetro? Aí surge a necessidade de se pensar em trabalhar em um ou mais lances: O lance único: Diz-se que o lance de medição é único. ocupará nova posição ao final do distímetro. o balizeiro M orienta o balizeiro M‟ para que ele fique na linha MB. leituras de distâncias.Ivancildo F. totalizando quatro balizeiros. A medição poderá acontecer somente quando estiver assegurada a linha AB. o balizeiro intermediário marca o final do diastímetro com uma ficha. e da mesma forma. o balizeiro intermediário. devem ser projetadas em um plano horizontal. os dois balizeiros intermediários (veja figura) M e M‟ devem se posicionar no ponto de invisibilidade. ainda. além dos balizeiros de ré e de vante.Alagoas 44 Caderneta de campo É um documento onde são registrados todos os elementos levantados no campo. mais dois balizeiros intermediários. Neste caso. Para conseguir o alinhamento.: Existe. um balizeiro de ré. o balizeiro M‟ orienta o balizeiro M para que ele fique na linha AM‟. depois de executado o primeiro lance.

fixar fixas espaçadas. A ● M B ● M‟ Cuidados na medição de distâncias diretas: É preciso que se tomem alguns cuidados quando da realização de medidas de distâncias com diastímetros.Alagoas 45 estará assegurado o alinhamento entre A e B. Alguns podem ser citados: ▪ que os operadores se mantenham no alinhamento a medir. Embora não se possa eliminar essa flecha. entre si. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . também conhecida como catenária. . deve-se ao longo da linha a ser medida. mantendo-se as extremidades do diastímetro sempre bem tencionadas e evitando longos lances nas medições.Ivancildo F. e inicia-se a medição da distância AB. ▪ que se assegurem da tensão nas extremidades do diastímetro A falta de tensão nas extremidades do diastímetro aumenta a flecha que já aparece devido ao seu peso próprio. de uma distância menor que o comprimento a ser utilizado do diastímetro a ser utilizado na medida. Coloca-se fixas nos pontos onde estão M e M‟. A inobservância a esse cuidado ocasiona o erro que chamamos de desvio lateral. Para eliminar ou minimizar este erro. O alinhamento dessas fixas deve ser feito com o uso de balizas ou mesmo de medidores de ângulo. pode-se diminuir os seus efeitos.

conseqüentemente. 5. Processo de medição indireta Diz-se que o processo de medida de distâncias é indireto quando estas distâncias são calculadas em função da medida de outras grandezas com ela relacionada . desviando-a da vertical. em função do nível de água das extremidades. ou minimizado. puxando-a mais para o seu lado e.3. e esquece de tomar os cuidados com a verticalidade da baliza.Ivancildo F.Alagoas 46 ▪ que se assegurem da horizontalidade do diastímetro Caso o diastímetro não seja posicionado em nível. Mangueira de nível é uma mangueira de água transparente que permite. ou da utilização de uma mangueira de nível nas duas balizas que limitam o trecho da medição.2. o operador exerce grande esforço para tensionar o diastímetro. A minimização ou eliminação desse tipo de erro vai depender da experiência dos operadores. fazendo-se a medição com o diastímetro na parte mais baixa das balizas. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . ▪ que se assegurem da verticalidade da baliza Muitas vezes. no afã de diminuir o efeito da catenária. proceder à medida de distâncias com o diastímetro na horizontal. Esse erro que chamamos de erro de inclinação da baliza pode ser evitado quando se acopla à haste da mesma um nível de cantoneira. dizemos que o erro cometido é de horizontalidade.

portanto. Destarte. Os teodolitos são utilizados na leitura de ângulos horizontais e verticais e da régua graduada. necessidade de percorrê-las para compará-las com a grandeza padrão. O nível é utilizado somente para a leitura de régua. Teodolito mecânico de leitura externa Teodolito mecânico ótico prismático com leitura interna Nível mecânico de leitura interna Entretanto. Os principais instrumentos utilizados na medida indireta de distância são os teodolitos e níveis. mas também para possibilitar o ponto onde se deseja a distância horizontal ou vertical. não havendo. podemos enumerar os principais: .Ivancildo F. toda medição de distância indireta necessita de acessórios especiais (além dos já conhecidos) não apenas para estacionar o instrumento. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .Alagoas 47 matematicamente.

tripé em alumínio e madeira tripé em madeira Mira graduada ou régua Régua de alumínio. de comprimento máximo de 7m. graduada em „m‟. É utilizada na determinação de distâncias horizontais e diferença de nível entre pontos. madeira ou PVC. Parte de uma régua graduada de alumínio . „dm‟.Alagoas 48 Tripé Peça de madeira ou alumínio utilizada para estacionar o trânsito ou nível sobre o terreno. „cm‟ e em algumas em „mm‟. Pode se apresentar em madeira ou alumínio.Ivancildo F. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .

Li = leitura do fio inferior (conveniente em milímetros).Lm DN = DH . Lm = leitura do fio médio (conveniente em milímetros) Z = distância zenital em teodolito que possui a origem do ângulo vertical no zênite (entenda-se por zênite a direção contrária a direção do fio de prumo prolongada ao infinito). Lm e Li). Os ângulos verticais ou zenitais. AI = altura do instrumento. tgβ + AI . . as fórmulas podem ser: DH = (Ls – Li) . sen2Z e e DN = DH . e a altura do instrumento devem ser anotados. porque estes são dotados de fios estadimétricos. na verdade. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Os taqueômetros funcionam. β = ângulo vertical em teodolito que possui a origem deste ângulo no horizonte.Alagoas 49 Métodos de medição indireta: As medidas diretas podem ser medidas por dois métodos:  Taqueométrico É um método de medição de distâncias horizontais e diferença de nível. 100 . O método consiste em visar uma régua graduada estacionada no ponto onde se deseja as distâncias. 100 . cotgZ + AI . As distâncias serão determinadas a partir de fórmulas taqueométricas: Ls Lm (fio médio) Z Li β β AI DN DH Dependendo do tipo de ângulo lido no instrumento (vertical β ou zenital Z). e fazer três leituras nos fios estadimétricos (Ls. Ls = leitura no fio superior (conveniente em milímetros). como teodolitos ou níveis. DN = diferença de nível.Ivancildo F. correspondentes.Lm Elementos das fórmulas: DH = distância horizontal. cos2β DH = (Ls – Li) .

anotando-se. Logo. Como. As distâncias serão determinadas a partir de fórmulas trigonométricas: L2 Z1 Z2 β2 β1 L1 DN AI DH . não esquecendo de fazer a leitura do ângulo vertical ou zenital correspondente. Estando Z compreendido entre 90º e 270º.53 – 1. para realizar cálculos médios. Z = 254°36'14". Em seguida. a trigonometria consiste na visada em uma régua graduada.846 = 25. AI = 1.100.sen2Z = (2351–1341).  Trigonométrico Assim como na taqueometria. As leituras na mira devem ser feitas deslocando o fio médio para o ponto mais baixo da mira (Lm1).cotg254°36'14" + 1.881.Lm = 93.100.536m.Ivancildo F. sobe-se novamente o fio médio deixando-o no ponto mais alto da mira e efetua-se a leitura (Lm3). é necessária a troca do sinal de DN. Lm =1846mm. porque a visada é descendente.sen2254°36'14" = 93881mm DH = 93. o ângulo vertical ou zenital e a altura do instrumento.53m. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Quanto vale DH e DN? Solução: DH = (Ls–Li). Li = 1341mm.536m.Alagoas 50 Exemplo elucidativo: Ls = 2351mm. DN = -25. também. normalmente.cotgZ + AI . se faz uma terceira leitura. deslocando-se o fio médio para um ponto acima da primeira leitura e efetua-se nova leitura (Lm2) e do ângulo.881m DN = DH. só que apenas no fio de retículo Lm. lendo o ângulo vertical ou zenital correspondente.

Li DH = L2 – L1 tgβ2 – tgβ1 DN = DH .857m . Z1 = 90°51'20" Z2 = 90°47'10" Z3 = 85°52'30" Quanto vale DH e DN? Solução: DH1 = (L3 – L1) ÷ (CotgZ3 – CotgZ1) = (7500 – 200) ÷ (Cotg85°52'30" . dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . L1 = 200mm. estudos revelam que o limite de aplicação da trigonometria para obtenção de precisão de 1:5000 tem as seguintes distâncias máximas: TEODOLITO 1" 6" 10" 20" DISTÂNCIA MÁXIMA 250m 200m 150m 100m Exemplo elucidativo: AI = 1. β1 = primeiro ângulo vertical no teodolito que possui a origem deste ângulo no horizonte. β2 = segundo ângulo vertical no teodolito. L3 = 7500mm. AI = altura do instrumento. Para uma mira de 4m de comprimento.Cotg90°51'20") = 83857mm ou 83. DN = diferença de nível. Z1 = primeira distância zenital no teodolito que possui a origem do ângulo vertical no zênite.39m. L1 = primeira leitura na mira (conveniente em milímetros).Li β acima do horizonte é (+) β abaixo do horizonte é (-) Elementos das fórmulas: DH = distância horizontal. cotgZi + AI .Ivancildo F. Z2 = Segunda distância zenital no teodolito. tgβi + AI .Alagoas 51 DH = L2 – L1 CotgZ2 – CotgZ1 DN = DH . L2 = 300mm. L2 = Segunda leitura na mira (conveniente em milímetros). por exemplo.

0615m Cuidados na medição de distâncias indiretas: É preciso que se tomem alguns cuidados quando da realização de medidas de distâncias indiretas. impossibilitando a sua leitura. efetua-se a medida do ângulo vertical nas posições direta e inversa do taqueômetro. cotgZ2 + AI – L2 = 83876. pelo menos na taqueometria.cotg90°51'20" + 1390 – 200 = . na avaliação dos milímetros. Para atenuar a influência do erro no ângulo vertical na distância horizontal. deve-se focalizar bem os fios de retículo.0. O posicionamento do fio inferior a um metro acima do solo diminui o efeito da reverberação. ▪ na focalização dos fios de retículo Para atenuar a influência de erros no ângulo (vertical ou zenital). estudos mostram que um erro de 30' na medida do ângulo vertical ocasiona um erro de 1cm na medida da distância horizontal. Alguns podem ser enumerados: ▪ na medida do ângulo (vertical ou zenital) A influência da leitura do ângulo (zenital ou vertical) na distância horizontal é mínima.cotg90°47'10" + 1390 – 300 = .2677mm ou – 0.062m DN2 = DH2 .8699mm ou – 0. principalmente nos horários de sol „quente‟.60. Para atenuar o efeito deve-se. ocorre o desvio da visada na régua graduada por efeito de um fenômeno natural . ▪ na hora dos trabalhos de campo O efeito do sol ao meio dia faz tremer os fios estadimétricos.867m DN1 = DH1 .Cotg90°47'10") = 83876mm ou 83.61.5688mm ou . evitar os trabalhos de taqueometria no período das 10:30hs às 13:30hs. principalmente. ▪ no posicionamento do fio inferior (na taqueometria) e médio (na trigonometria) Em vistas muito próximas ao solo.62.876m DHmédia = (DH1 + DH2) ÷ 2 = 83867mm ou 83. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .061m DNmédia = (DN1 + DN2) ÷ 2 = . Contudo.Ivancildo F.Alagoas 52 DH2 = (L3 – L2) ÷ (CotgZ3 – CotgZ2) = (7500 – 300) ÷ (Cotg85°52'30" . cotgZ1 + AI – L1 = 83857. sempre que possível.

qualquer que seja a tecnologia envolvida no processo. nem por isso deve ser considerado um tipo de medida indireta. ▪ na conservação da mira Miras com desgaste na pintura devem ser substituídas. esse tipo de medição não isenta o operador das etapas de estacionamento e outras que serão discutidas posteriormente.Alagoas 53 chamado refração atmosférica. pois todas são obtidas automaticamente através de um simples apertar de botão. Para distâncias superiores a 100m fica difícil uma avaliação precisa do milímetro. ▪ na iluminação da mira Devem-se evitar leituras na mira. conforme o caso. 5. deve-se posicionar o fio inferior ou médio. Processo de medição eletrônica A medida eletrônica de distâncias não pode ser considerada um tipo de medida direta. pois não necessita percorrer o alinhamento a medir para obter o seu comprimento.3. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . que acaba por ocasionar erro das distâncias. a um metro acima do solo. pois não envolve a leitura da régua graduada e cálculos para a obtenção das distâncias horizontais ou mesmo verticais. ▪ na leitura da mira As miras normalmente são graduadas em centímetros. o segmento lido (Ls – Li). Na verdade.Ivancildo F.3. porque os valores observados podem discrepar do que deveria ser. Para atenuar esse efeito da refração. ocasionará erro na medida da distância horizontal. ▪ na inclinação da mira Quando a mira não está devidamente posicionada na vertical. resultando sempre valor superior ou inferior ao que deveria ser. Entretanto. . durante uma medição eletrônica o operador intervém muito pouco na obtenção das medidas horizontais e verticais. quando a luneta está posicionada com a objetiva contra o sol. no caso da taqueometria.

o nível digital e a lazer e os equipamentos motorizados. Teodolito eletrônico com trena eletrônica acoplada . Trena eletrônica Teodolito eletrônico Instrumento que possui mecânica de precisão. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . A distância é calculada quando o sinal emitido pelo dispositivo é recebido de volta. pode-se citar a trena eletrônica.Alagoas 54 A medida eletrônica de distâncias baseia-se na emissão/recepção de sinais luminosos (visíveis ou não) ou de microondas que atingem um anteparo ou refletor. e mesmo de ângulos. O instrumento calcula eletronicamente a distância entre o emissor/receptor e o anteparo ou refletor em função do tempo que o sinal emitido leva para atingir o alvo. a estação total. Assim. etc. entre os principais equipamentos utilizados atualmente na medida de distâncias. que permitem medição eletrônica de distâncias horizontais e verticais.Ivancildo F. trena eletrônica.). automáticos e robotizados: Trena eletrônica Dispositivo eletrônico composto de um emissor/receptor de sinais que podem se pulsações ultra-sônicas ou feixe de luz infravermelho. Na determinação de distâncias horizontais acima de 50 metros. a freqüência e o comprimento de onda são conhecidos pelo dispositivo do instrumento. é necessário utilizar um alvo eletrônico para a correta devolução do sinal emitido. ser refletido e recebido de volta. o teodolito eletrônico. Ela não mede distâncias verticais. Normalmente faz parte de um sistema modular que permite adaptar outros equipamentos (distanciômetro. o distanciômetro eletrônico. facilidade de utilização e altíssima confiabilidade na leitura de ângulos horizontais e verticais.

Ivancildo F. automaticamente. Prisma é um espelho circular. acoplado a uma haste e que tem por finalidade refletir o sinal emitido pelo aparelho precisamente na mesma direção em que foi recebido. bem como. das condições atmosféricas. Vistas posterior (teclado e visor) e anterior (emissor e receptor de infravermelho) De um distanciômetro Conjunto de haste e prismas acoplados a bases niveladoras. A tecnologia utilizada na medição de distâncias é a do infravermelho. Estação total Instrumento que incorpora o teodolito eletrônico mais distanciômetro eletrônico e possui um microprocessador que. .Alagoas 55 Distanciômetro eletrônico Equipamento exclusivo para medição eletrônica de distâncias horizontais e verticais. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . O alcance varia de 500m a 20000m e depende da quantidade de prismas utilizados para a reflexão do sinal. podendo ainda medir distâncias inclinadas. Trabalhos de altíssima precisão requerem que o prisma (ou conjunto de prismas) seja apoiado sobre uma base niveladora que deve está posicionada sobre um tripé. A tecnologia utilizada na medição destas distâncias é a do infravermelho. A haste deve ser posicionada sobre o ponto a medir. de faces cúbicas. monitora o estado de operação do instrumento. com a ajuda de um nível de bolha. na posição vertical.

O alcance vai depender do aparelho e das condições ambientais (luz. ou seja. etc. O instrumento é dotado. num sistema eletrônico de varredura e interpretação de padrões codificados (como o código de barras nos produtos de supermercado) numa régua graduada em códigos de barra. pois permite medir ângulos verticais e horizontais. altura do aparelho. como nas estações totais. o aparelho deve ser apontado e focalizado sobre a régua que deve estar aprumada com a ajuda de um nível de bolha circular. de um coletor de dados (conectado ao instrumento) para registrar as etapas do levantamento. sombra. ainda. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . além de fazer monitoramento das condições de nivelamento do instrumento. etc. a estação total representa um instrumento completo. Coletor de dados e estação total de alcance de 2Km com um prisma Nível digital O seu funcionamento está baseado no processo digital de leitura. É utilizado para medição eletrônica de distâncias horizontais e diferenças de nível. Nível digital e régua graduada em código de barras . Os valores medidos podem ser armazenados internamente ou em coletores de dados.). distâncias horizontais. verticais e inclinadas.Alagoas 56 Portanto. Na determinação das distâncias. vibrações. calor.Ivancildo F. altitude do ponto.

Assim como o nível digital. Os motorizados (Programáveis) são indicados para medição em que não há necessidade de contato com o objeto a ser medido e em tarefas que requerem valores medidos a intervalos regulares de tempo. E equipamentos motorizados. Uma régua de alumínio. metal ínvar ou fibra de vidro deve se utilizada como suporte para o detetor. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . automáticos e robotizados São versões mais sofisticadas de teodolitos ou estações totais. à base de raios infravermelhos (ou microondas). destinados a medições de altíssima precisão (geodésia). Por exemplo. Conquanto. a leitura da altura da régua graduada (Lm). Estação total convencional (motorizada) . com o auxílio do detetor lazer.Alagoas 57 Nível a lazer É um tipo de aparelho que não é provido de luneta nem visor LCD e funciona baseado na tecnologia do raio infravermelho. utilizada no cálculo das distâncias por estadimetria.Ivancildo F. o monitoramento de recalque de uma superestrutura ou deslocamentos de terra. é desprovido de luneta. o nível a lazer é utilizado na obtenção de distâncias verticais ou diferenças de nível e também não mede ângulos. é efetuada diretamente sobre a mesma. Conjunto régua graduada e detetor a lazer nível a lazer nível a lazer O detetor lazer é dotado de um visor que automaticamente se ilumina e soa uma campainha ao detectar o raio emitido pelo nível.

porque erros semelhantes aos discutidos.Alagoas 58 Os automáticos combinam a tecnologia dos motorizados com o reconhecimento automático do alvo (estático ou dinâmico).Ivancildo F. Um levantamento utilizando uma estação total robótica carece de apenas um operador para segurar o sinal refletor e controlar remotamente a estação. mesmo que os instrumentos sejam altamente precisos e de fácil utilização. o que ocasionaria erro de pontaria. anteriormente. ▪ quando a projeção do centro do sinal-refletor não coincide com a posição do ponto sobre o qual está estacionado ocorre um erro que chamamos de erro linear de . Estação total robotizada Cuidados na medição de distâncias eletrônicas: É preciso que se tomem alguns cuidados durante a medida eletrônica de distâncias. o centro do retículo do aparelho (cruzeta) pode não coincidir com o centro do prisma que compõe o sinal refletor. Assim: ▪ na medida do ângulo. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . nas medições indiretas de distâncias podem ocorrer nas medições eletrônicas. Estação total com reconhecimento O robótico combina a tecnologia dos automáticos com o acionamento por controle remoto.

porque existe uma constelação de satélites orbitando sobre a terra vinte e quatro horas por dia. ▪ erros podem ocorrer também na centragem e nivelamento do instrumento. .Alagoas 59 centragem do sinal-refletor. significa: “Eu sou o satélite X.3.4. Processo de medição por satélites A localização por satélites é uma prática muita empregada atualmente em serviços topográficos e geodésicos. em relação à linha do horizonte. 5. a qualquer hora do dia ou da noite. minha posição atual é Y e esta mensagem foi enviada no tempo Z”.Ivancildo F. programas e acessórios informatizados contribui para os erros de operação do instrumento. calculam as suas distâncias em relação a cada satélite.Sistema TRANSIT O posicionamento de pontos por GPS Os receptores GPS estacionados em qualquer parte da superfície da terra só funcionam. o rastreamento de pelo menos quatro satélites para elevações acima de 15º. É baseada em posicionamento global (localização espacial) do ponto. cada satélite emite uma mensagem que.φ). de onde se obtém as suas coordenadas planas (E. Em qualquer tempo. Constelação de satélites . em função da diferença de tempo entre a recepção das mesmas. O equipamento utilizado é denominado Global Positioning System – GPS. O GPS não é utilizado na medida de ângulos e/ou distâncias. Esta mensagem é recebida pelos receptores que. a grosso modo. em planos inclinados em relação à linha do equador. ▪ a falta de familiaridade do operador com as funções do instrumento. além da altitude.N) ou geográficas (λ. Pode ser evitado utilizando um bipé para o correto funcionamento do sinal sobre o ponto. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Essa constelação permite.

o que o receptor mede é o intervalo de tempo necessário para o sinal percorrer a distância entre satélite e receptor. correspondentes a E. As mensagens dos satélites aos GPSs As mensagens dos satélites são emitidas através de sinais de radiofreqüência.N ou λ. a distância do receptor a cada satélite apresenta um erro considerável. Uma quarta referência adiciona a componente altitude. gerando as ondas portadoras pertencentes à banda L. o chamado almanaque que é. É por isso que um receptor precisa. que completa a posição do ponto em três dimensões. Multiplicando esse tempo pela velocidade de deslocamento do sinal. no mínimo. A transmissão GPS se localiza nesta banda. baseados em uma freqüência fundamental (fo) de 10. Com todos esses dados. captar sinais enviados por. depende da precisão das posições dos satélites e das distâncias a eles. onde com um mínimo de três referências (satélites) o receptor obtém seu posicionamento em duas dimensões. ▪ A determinação da distância de um satélite ao receptor é calculada. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .Alagoas 60 Dessa forma. num mesmo instante. Ocorre que a medição do tempo de percurso do sinal é afetada pela baixa precisão do relógio interno do receptor. os efeitos da imprecisão do relógio se anulam. multiplicando-se a fo por pelas constantes 154 e 120. chamada de pseudodistância.23MHz. Com isso. enquanto todos transmitem todo o almanaque). Desta se obtém duas novas freqüências operacionais. em geral. que a descrevem de modo ainda mais preciso. além de ser constantemente transmitido pelos satélites. conseqüentemente. Porém. também incluído nas mensagens transmitidas pelos satélites (cada satélite transmite suas próprias efemérides. e de maneira indireta. armazenado na memória do receptor. também. 4 satélites. quais sejam: L1 e L2 respectivamente.) na superfície terrestre segue o princípio da triangulação. determinando sua posição a cada instante. ao se tomarem as distâncias a pelo menos 4 satélites diferentes. o receptor obtém a sua distância ao satélite. a determinação da localização de um ponto (veículo. das suas coordenadas. Banda L é uma gama de freqüências eletromagnéticas entre 390 e1550MHz. então. os receptores podem „rastrear‟ os satélites „visíveis‟. Portanto. alvo. Na verdade. detectados pelas estações de controle.Ivancildo F. . a precisão na determinação da posição de um receptor e. etc. sendo. ponto topográfico ou geodésico. definem novos parâmetros. e cujo conjunto é chamado de efemérides. E como se efetivam as determinações da posição dos satélites e das distâncias deles ao receptor? ▪ A determinação da posição do satélite provém de um conjunto de parâmetros previstos para todos os satélites. permitindo maior precisão na sua localização.φ. Eventuais desvios na órbita de cada satélite. razão da denominação das portadoras L1 e L2.

demoduladas pelos receptores. permitem aumentar a precisão no posicionamento do ponto. Mecanismos de correção A técnica chamada de GPS diferencial surgiu para reduzir. Existe ainda o código D que gera no interior do receptor o almanaque de efemérides dos satélites.5m na posição do receptor). Opera na freqüência de 1. ou mesmo eliminar. Esse receptor base. que permanece fixo. em obstáculos próximos à antena do receptor (da ordem de 0. existem ainda fatores referentes à disposição relativa dos satélites.23 MHz. sendo únicos e empregados para identificação dos satélites. Os códigos que formam o PRN são basicamente os C/A e P. gerando códigos chamados Pseudo Randon Noise – PRN. de ruído falsamente aleatório. As fontes de imprecisão no posicionamento O erro na determinação da posição de um satélite pode ocorrer em função de um eventual desvio de órbita e do atraso com que esse desvio é detectado pelas estações de controle e registrado nas efemérides dos satélites (pode provocar imprecisão de 2. Todos esses fatores.5m na posição do receptor). A maior freqüência e o menor comprimento de onda para este código. chamado de base ou de referência.023 MHz com grande comprimento de onda por volta de 300 metros. O princípio de rastreamento por GPS diferencial é bastante simples: além do receptor GPS itinerante.Ivancildo F. . ainda. Já a medição da distância entre satélite e receptor pode ser afetada por uma série de fatores: Desvios nos relógios dos satélites que não podem ser detectados pelos receptores (efeito de aproximadamente 1. eventuais imprecisões do receptor GPS. somados. variação da velocidade dos sinais eletromagnéticos emitidos pelos satélites receptores (efeito de aproximadamente 5. no instante em que seus sinais são captados por um receptor. na determinação da posição do receptor. Finalmente. tornam ele muito mais preciso que o código C/A. isto é. e. conduzem a um erro típico. O código P é transmitido na mesma freqüência da freqüência fundamental: fo = 10. que se locomove pelos pontos cujas coordenadas se deseja determinar. Uma vez. o efeito do multicaminhamento. utiliza-se um outro receptor GPS.5m na determinação da posição do receptor). por isso que ele é reservado ao uso militar e aos usuários autorizados. Quanto mais espalhados no céu estiverem os satélites.6m). da ordem da dezena de metros. O código C/A é o principal componente do serviço de posicionamento padrão – SPS disponibilizado para uso civil. mais precisa é a determinação da posição do receptor. que definem a chamada diluição de precisão. das múltiplas reflexões que o sinal de um satélite pode sofrer. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .Alagoas 61 Essas duas ondas portadoras (L1 e L2) são moduladas em fases no satélite. gerando um comprimento de onda da ordem de 30 metros. num ponto cuja posição é bem conhecida. isto é. os efeitos das diversas fontes de imprecisão.

chamados de receptores de navegação ou autônomos. desde que acesse os dados de uma ou mais estações pertencentes ao SCA. Destarte. ele pode. no posicionamento diferencial e relativo. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . emprega-se somente um receptor. um usuário que disponha de um único receptor poderá realizar o posicionamento relativo. sendo as coordenadas das estações utilizadas para fazer a vinculação ao Sistema Geodésico Brasileiro (SGB). é a não necessidade. discutidos anteriormente. previamente conhecida. com o advento dos Sistemas de Controle Ativos (SCA). sujeita a todos os erros anteriormente descritos. No caso do Brasil. no posicionamento absoluto. temse a Rede Brasileira de Monitoramento Contínuo . No entanto.RBMC. o receptor base pode tentar corrigir os erros dos sinais captados pelo receptor itinerante. determina a sua posição. entre outras. cujos dados de uma ou mais estações podem ser introduzidos no processamento. enquanto que no posicionamento relativo utiliza-se de dois ou mais receptores. a Rede INCRA de Base Comunitárias . existem também receptores de pequeno porte.Alagoas 62 utilizando os sinais que recebe dos satélites (código C/A e as portadoras L1 e L2).RIBAC. a cada instante. em relação aos tradicionais métodos de levantamento. assumindo que esses erros sejam iguais aos que afetam a determinação de sua própria posição. . permitem posicionamento mais rápido e dinâmico. Por não demodularem as informações das portadoras L1 e L2. GPS de navegação GPS diferencial Portanto. Comparando-a com a sua posição real. uma característica muito importante do GPS. Além de poder ser usado sob quaisquer condições climáticas. determinar o erro a que está sujeito o sinal enviado por cada satélite que ele avista. Dessa forma. que utilizam as pseudodistâncias por meio do código C/A para o posicionamento. Para os usuários da área de Topografia e Geodésia.Ivancildo F. de intervisibilidade entre as estações. de baixa precisão. contudo.

Entretanto. também.1.1. MEDIÇÃO DE ÂNGULOS 6. . dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Sabemos que nas operações topográficas cujos instrumentos de medição são os GPSs. a goniologia e a goniometria. os tipos de ângulos e os instrumentos (goniômetros) necessários às realizações das medições. O limbo pode. Para tanto. e quando horizontais os ângulos recebem as denominações de horizontal e de orientação. a determinação dos ângulos entre alinhamentos não pode acontecer: Primeiro. à representação gráfica dos pontos topográficos que definem levantamentos topográficos de um terreno. já que são as coordenadas de cada um são suficientes para confeccionar um desenho. quando se trata do uso de instrumentos como os diastímetros. as medidas horizontais e verticais devem ser complementadas com ângulos. Goniologia é a parte da topografia que estuda. além dos alinhamentos. estações totais e medidores eletrônicos (que não permitem obter diretamente no terreno as coordenadas dos pontos). é o ângulo. denominado limbo vertical. porque esses instrumentos não permitem leitura de ângulos e nem tampouco de distâncias. diedro. dada a necessidade de levantamento ou locação. dividiremos o estudo em duas partes. os ângulos se tornam desnecessários (a princípio).Alagoas 63 6. é imprescindível conhecermos a parte da topografia relacionada à avaliação numérica de ângulos. 6.2. podendo ser de dois tipos: o que mede ângulos horizontais e de orientação. de modo geral. Quando os planos são verticais os ângulos formados recebem a denominação de zenital e vertical. apresentar-se visível ou não ao operador do goniômetro. porque são formados sobre um plano que pode ser horizontal ou vertical. e o que mede ângulos zenitais e verticais. os ângulos construídos na topografia são considerados do tipo plano. a classificação e. Este capítulo é destinado ao conhecimento dos ângulos. Tipos de ângulos Dentre os tipos de ângulos existentes (plano. Introdução Um dos elementos necessários. ou a sua locação. 6. chamado de limbo horizontal. dependendo do tipo de aparelho utilizado. triedro e esférico). O limbo consiste de uma coroa circular graduada. Portanto. A parte do goniômetro para a avaliação de ângulos chama-se limbo. Goniologia Ângulo é um trecho de um plano compreendido entre duas semi-retas que têm origem comum (vértice). teodolitos.Ivancildo F. ao conhecimento dos instrumentos de medição de ângulos na topografia.2. e os instrumentos destinados para esse fim. ainda. segundo.

pela centralização da luneta.2. os goniômetros podem se apresentar sob quatro tipos: Nível. . dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . senão vejamos: ▪ que o eixo vertical de rotação do instrumento passe pelo centro do limbo graduado horizontal. Eixo de colimação Eixo secundário Eixo principal Eixos de um goniômetro 6. por si só. ▪ que o eixo de colimação do instrumento seja concorrente com o eixo principal do instrumento. e tenha a direção normal ao seu plano. Esta condição garante. que o centro do limbo coincida com o vértice do ângulo a ser medido.2.2. estação total e bússola.Ivancildo F. Esta condição complementa a primeira. Goniômetros De acordo com as direções que a luneta pode tomar (horizontal e/ou vertical). requer pelo menos duas exigências básicas. Condições de construção de um ângulo A construção de um ângulo mediante o uso de um goniômetro.3.Alagoas 64 Z H N Zenital Vertical Horizontal Azimutal 6. teodolito.

Ivancildo F. A sua função é a medição de distâncias horizontais. a medição de ângulos horizontais. Os outros não são dotados de luneta e. Teodolito Instrumento dotado de luneta. com os seus parafusos de blocagem e ajuste. feitas apenas para reconhecimento de ângulos ou distâncias no terreno. passando de teodolito mecânico para teodolito prismático e eletrônico. precisão por Km duplo de nivelamento 2. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . ainda. limbo horizontal e vertical. Os primeiros possuem luneta e permitem medir tanto distâncias verticais como horizontais. Devido à pouca precisão angular. Medições expeditas são aquelas de baixa precisão. À parte do instrumento que suporta o conjunto luneta e limbos. esses instrumentos são usados apenas em medições expeditas. verticais e ângulos. Embora o teodolito tenha sofrido constante avanço tecnológico nas ultimas décadas. mede somente distância vertical. quando comparados aos teodolitos modernos e as estações totais. Além desses existem os níveis óticos mecânicos estadimétricos dotados de limbo horizontal que permitem.Alagoas 65 Nível Comentamos antes sobre níveis digitais e eletrônicos à base de infravermelho (lazer). chama-se alidade. por conseguinte. ampliação 24x.0mm. costumamos dividi-lo em três categorias: ▪ teodolito mecânico . Nível ótico mecânico – graduação do limbo 1º.

prumo ótico Teodolito mecânico modelo CST56SCT1– leitura 1 minuto. onde a graduação dos ângulos é visível através de janelas ou de parafusos micrométricos. fio de prumo. Teodolito mecânico modelo TW-20T precisão 6 segundos. prumo ótico. prumo ótico. só que o sistema de varredura do ângulo é . dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . bússola de rumo ▪ teodolito eletrônico Da mesma forma que nos teodolitos mecânicos.Ivancildo F. Teodolito mecânico modelo T1 precisão 6 segundos.Alagoas 66 Nestes instrumentos os limbos horizontais horizontal e vertical estão localizados na periferia da alidade. que serve para apreciar o ângulo. bússola declinatória Teodolito mecânico – leitura 1 minuto. Nestas janelas existe uma parte chamada vernier. os eletrônicos também dispõem de alidade com limbos horizontais e verticais.

Não existem janelas ou parafusos micrométricos para as avaliações de ângulos. as estações totais permitem a leitura de ângulos horizontais e verticais.Alagoas 67 eletrônico. as avaliações de ângulos são mostradas no „display‟ do instrumento. É o „display‟ do instrumento que fornece automaticamente os valores. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Estação total modelo GTS 235W leitura 1seg e precisão Estação total modelo 5605DR 200 autolock Leitura angular 1 segundo Estação total modelo 5605DR 200 robótica com coletor de dados.Ivancildo F. Por ser uma versão completa do teodolito eletrônico e do medidor eletrônico de distâncias. Leitura angular 1 segundo . Teodolito eletrônico modelo NE203-202 de leitura 10 segundos Teodolito eletrônico modelo NE20H-20S de leitura 20 segundos Estação total Conforme visto anteriormente.

Ivancildo F. por um pião. ▪ Bússola declinatória – graduada de 0º a 360º com dispositivo para aferir a declinação magnética. ▪ Bússola de rumo – graduada de 0º a 90º nos quatro quadrantes.Alagoas 68 Bússola Chama-se bússola a uma agulha de aço imantada. Estas possuem um sistema de pínulas para sua visada e um prisma de reflexão total para sua leitura. e de forma expedita. suspensa em seu centro de gravidade. Formas de apresentação As bússolas podem se apresentar sob três formas: ▪ Bússola de azimute – graduada de 0º a 360º. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Na topografia ela pode ser usada para orientação dos alinhamentos. Permite a leitura apenas de ângulos horizontais. devido à baixa precisão angular (a divisão do limbo é geralmente de grau). Bússola azimutal acoplada a um teodolito Existem também as bússolas prismáticas portáteis. . que não podem ser acopladas ao teodolito. Bússola prismática A operacionalização das bússolas será discutida detalhadamente no capítulo destinado às medidas de orientação. com graduação para rumos e azimutes.

4. por exemplo. dependendo da marca e do modelo do goniômetro.2. Fixar o goniômetro ao tripé através do parafuso de ancoragem. de um goniômetro para outro (existem níveis. 6. deixando folga para que possa ser feita a perfeita coincidência do prumo de cordão ou ótico sobre o ponto topográfico. Usar apenas o terceiro parafuso para centralizar o segundo nível tubular. com apenas um parafuso calante). Deslocar o tripé para o ponto topográfico. Dar um giro qualquer no goniômetro. se é horizontal ou vertical: . a fim de verificar a calagem. Operacionalização de goniômetros As principais operações efetuadas com um goniômetro antes de medir ângulos são: ▪ Centragem Consiste em fazer com que o eixo principal do goniômetro passe pelo ponto topográfico.Alagoas 69 6. ajustando brevemente o prumo de cordão sobre o ponto topográfico. ▪ Calagem Consiste em fazer com que o prato do goniômetro fique perpendicular ao seu eixo principal. Goniometria É a parte da gionologia que trata da medição de ângulos. A posição dos parafusos de blocagens e ajustes também é variável. Escolher dois parafusos niveladores quaisquer e um dos níveis de bolha do círculo graduado horizontal. Procurar deixar a base do tripé aproximadamente na horizontal. fixa-se definitivamente o parafuso. os níveis tubulares ficam centrados em qualquer posição. a horizontalidade do prato do limbo. Soltar o movimento da alidade através do parafuso de fixação do movimento particular.3. O tipo de ângulo a ser avaliado vai depender do levantamento. - Ressalta-se que os parafusos calantes podem variar na quantidade. Uma regra prática: Regular as pernas do tripé à altura do operador. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Uma regra prática: Verificar se o parafuso de fixação do movimento geral da alidade está apertado. Girar os dois parafusos para dentro ou para fora simultaneamente. assim como os tipos de níveis de bolha (esférico ou tubular). Com o goniômetro calado. Girar a alidade até o eixo longitudinal do nível tubular escolhido ficar paralelo e superposto aos dois parafusos niveladores. tornando a bolha centrada. ou seja. Satisfeita a condição.Ivancildo F.

externos. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . CADERNETA DE LEVANTAMENTO PELO ÂNGULO INTERNO Ângulo Croqui Ponto visado Horiz. . Ré Vante ponto Horiz ponto Horiz P1 P2 P3 P4 4 1 2 3 000º00‟00‟‟ 000º00‟00‟‟ 000º00‟00‟‟ 000º00‟00‟‟ 2 3 4 1 60º18'16" 120º25'56" 60º19'18" 118º56'30" 60º18'16" 120º25'56" 60º19'18" 118º56'30" Ângulos externos O método de leitura do referido ângulo consiste em: Executar a pontaria fina sobre o ponto a ré (primeiro alinhamento). conforme caderneta de campo abaixo: Est. Liberar e girar o aparelho (sentido horário). Ângulos internos O método de leitura do referido ângulo consiste em: Executar a pontaria fina sobre o ponto a ré (primeiro alinhamento). Zerar o círculo horizontal do goniômetro nesta posição (procedimento padrão Hz = 000º00‟00‟‟). Exemplo elucidativo: Medir os ângulos Hz dos vértices de 1 a 4. 4 Hz3 Hz4 Hz2 Hz1 1 2 3 Ângulos internos medidos numa poligonal fechada de quatro vértices. de deflexão.Alagoas 70 Levantamento de ângulos horizontais Para a medida do ângulo horizontal a dois alinhamentos consecutivos. executando a pontaria (fina) sobre o ponto a vante (segundo alinhamento). devem ser feitas as operações básicas de centragem e calagem sobre um dos pontos que a definem.Ivancildo F. repetição e reiteração. O prolongamento do eixo principal do instrumento deve coincidir com a tachinha ou cruz sobre o piquete. Anotar ou registrar o ângulo (Hz) marcado no visor ou no vernier correspondente ao ângulo horizontal interno medido. Os ângulos podem ser assim classificados: Ângulos internos.

executando a pontaria (fina) sobre o ponto a vante (segundo alinhamento). Liberar e girar o aparelho (sentido horário). O método de leitura do referido ângulo consiste em: Executar a pontaria fina sobre o ponto a ré (primeiro alinhamento). Hz4 2 3 Hz3 1 Hz1 4 Hz2 Ângulos externos medidos numa poligonal fechada de quatro vértices. Anotar ou registrar o ângulo (Hz) marcado no visor ou no vernier correspondente ao ângulo horizontal externo medido. ou negativo (deflexão à esquerda). Ré Vante ponto Horiz ponto Horiz P1 P2 P3 P4 4 1 2 3 000º00‟00‟‟ 000º00‟00‟‟ 000º00‟00‟‟ 000º00‟00‟‟ 2 3 4 1 309º41'44" 241º03'30" 299º40'41" 239º34'04" 309º41'44" 241º03'30" 299º40'41" 239º34'04" Ângulos de deflexão É o ângulo horizontal que o alinhamento de vante forma com o prolongamento do alinhamento à ré num determinado vértice. CADERNETA DE LEVANTAMENTO PELO ÂNGULO EXTERNO Ângulo Croqui Ponto visado Horiz. Liberar somente a luneta do aparelho e tomá-la segundo o prolongamento do primeiro alinhamento. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . . podendo ser positivo (deflexão à direita).Ivancildo F. Este ângulo varia de 0º a 180º. se o sentido do giro for anti-horário. se o sentido do giro for horário. Exemplo elucidativo: Medir os ângulos Hz dos vértices de 1 a 4. conforme caderneta de campo abaixo: Est.Alagoas 71 - Zerar o círculo horizontal do goniômetro nesta posição (procedimento padrão Hz = 000º00‟00‟‟). Zerar o círculo horizontal do goniômetro nesta posição (procedimento padrão Hz = 000º00‟00‟‟).

Um novo ângulo horizontal é anotado ou registrado. conforme caderneta de campo abaixo: CADERNETA DE LEVANTAMENTO POR DEFLEXÃO Est. e sim.O ângulo horizontal resultante é registrado ou anotado. . os alinhamentos a vante e a ré de um determinado ponto. . fixando o ângulo horizontal lido e tomando-o como partida para a medida seguinte. o aparelho é liberado e a luneta é apontada (pontaria fina) para o ponto a vante. sucessivamente. O método de leitura do referido ângulo consiste em: . . Deflexão D(m) Esquerda Direita P1-P2 P2-P3 P3-P4 P4-P1 - 120º25'56" 60º18'16" 118º56'30" 60º19'18" Repetição Consiste em visar. . . .O ângulo de partida utilizado neste momento para a segunda medida do ângulo horizontal não é mais zero.Apontar a luneta do goniômetro para o ponto a ré (pontaria fina) e o círculo horizontal do mesmo é zerado (procedimento padrão Hz = 000º00‟00‟‟).Em seguida.O processo se repete um certo número „n‟ de vezes.Ivancildo F. o ângulo anotado ou registrado anteriormente. Dd 2 Dd 3 Dd 1 Dd 4 Ângulos de deflexão medidos numa poligonal fechada de quatro vértices. Exemplo elucidativo: Medir os ângulos αi dos vértices de 1 a 4. .O aparelho é liberado e a luneta é novamente apontada (pontaria fina) para o ponto a ré. .O processo se repete um certo número „n‟ de vezes. .Alagoas 72 - Liberar e girar o aparelho (sentido horário ou anti-horário) executando a pontaria (fina) sobre o ponto a vante (segundo alinhamento). Anotar ou registrar o ângulo (Hz) marcado no visor ou no vernier correspondente à deflexão medida.Liberar novamente o aparelho e aponta-se para o ponto a vante. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .

conforme caderneta de campo abaixo: CADERNETA DE LEVANTAMENTO PELO ÂNGULO DA REPETIÇÃO Ponto visado Est. sucessivamente. As séries são compostas. O valor final do ângulo horizontal. dependendo da precisão exigida para o levantamento. ponto Ré Horiz ponto Vante Horiz Ângulo Horiz. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .Ivancildo F. Liberar somente a luneta do aparelho e tomá-la no sentido inverso. O ângulo horizontal resultante é mais uma vez anotado ou registrado. de 3 leituras. Croqui A 1 0º 123º18'16" 2 123º18'16" 123º18'16" 246º36'16" 123º18'22" Solução: Quando L0 = 00º. tomando como partida para a medida do ângulo horizontal intervalos regulares do círculo. Em seguida. normalmente. L2 = 246º36'38" α1 = L1 – L0 = 123º18'16" – 0º = 123º18'16" α 2 = L2 – L1 = 246º36'38" .Alagoas 73 A este processo de medir sucessivamente várias vezes o mesmo ângulo horizontal denomina-se séries de leituras.123º18'16" = 123º18'22" α = (α 1 + α 2 ) = (123º18'16" + 123º18'22") = 123º18'19" 2 2 Reiteração Este método consiste em visar. . é dado pela relação: Hz = Hzn – Hz1 (n-1) Exemplo elucidativo: Medir o ângulo “α” do vértice A. os alinhamento a vante e a ré de um determinado ponto ou estação. O ângulo horizontal deve ser registrado ou anotado. para os alinhamentos medidos. L1 = 123º18'16". O método de leitura do referido ângulo consiste em: Apontar a luneta do goniômetro para o ponto a ré (pontaria fina) e o círculo horizontal do mesmo não deve ser zerado. o aparelho é liberado e a luneta é apontada (pontaria fina) novamente para o ponto a ré.

123º18'20") + (56º36'34" .Ivancildo F. conforme caderneta de campo abaixo: CADERNETA DE LEVANTAMENTO PELA REITERAÇÃO SIMPLES Est. Libera-se novamente o aparelho e aponta-se. O ângulo horizontal (sentido horário) é determinado pela fórmula α = (PD2 – PD1) + (PI2 – PI1) 2 Onde: Posições do instrumento: PD = Luneta tomada na posição direta. Em seguida. o aparelho é liberado e a luneta é apontada (pontaria fina) novamente para o ponto a vante. Usada para trabalhos de média precisão.303º18'12") 2 α = (113º18'18") + (. PV 01 B 02 Leitura na Mira PD PI 123º18'20" 303º18'12" 236º36'38" 56º36'34" D(m) Ângulo 01 Croqui 113º18'20" α B 02 Solução: α = (236º36'38" . A cada posição denomina-se uma série. para o ponto de vante. . Liberar somente a luneta do aparelho e tomá-la no sentido inverso. ela é efetuada em várias posições do limbo. Exemplo elucidativo: Determinar o ângulo α do vértice B. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . desta vez. O ângulo horizontal deve ser registrado ou anotado. O ângulo horizontal resultante é mais uma vez anotado ou registrado. PI = Luneta tomada na posição inversa.Alagoas 74 - Liberar somente a luneta do aparelho e tomá-la de volta no sentido direto.246º41'46" + 360º) = 113º18'20" 2 Quando a reiteração é múltipla. A reiteração pode ser simples ou múltipla: Quando a reiteração é simples. ela é efetuada numa única posição do limbo em apenas uma série de leituras.

Alagoas 75 Para trabalhos que requerem uma maior precisão. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .240º15'34") = 73º03'58" α 6 = (133º19'35" . em alguns aparelhos.Ivancildo F. conforme caderneta de campo abaixo: CADERNETA DE LEVANTAMENTO PELA REITERAÇÃO MÚLTIPLA Est.60º15'33") = 73º04'02" α = α 1 + α 2 + α 3 + α 4 + α 5 + α 6 = 73º03'58" 6 Levantamento de ângulos verticais Para a medida do ângulo vertical basta saber que. poderá ser feita da seguinte maneira: ▪ Com origem no horizonte .120º10'28") = 73º03'55" α 4 = (13º14'26" .00º23'16") = 73º03'58" α 2 = (253º27'12" . PV SÉRIE 1 2 1 3 B 1 2 2 3 Leitura na Mira PD PI 00º23'16" 180º23'19" 120º10'28" 300º10'25" 240º15'34" 60º15'33" 73º27'14" 253º27'12" 193º14'23" 13º14'26" 313º19'32" 133º19'35" D(m) Ângulo Croqui 01 α 02 73º03'58" B Solução: α 1 = (73º27'14" . Exemplo elucidativo: Determinar o ângulo α do vértice B. 120º e 240º. recomenda-se efetuar no mínimo 3 séries.180º23'19") = 73º03'53" α 3 = (193º14'23" . Assim em 3 séries as leituras são efetuadas próximas a 0º. 6 séries para levantamento de 2ª ordem. Nas poligonais geodésicas utilizam-se: 12 séries para levantamento de 1ª ordem.300º10'25") = 73º04'01" α 5 = (313º19'32" . Para um bom trabalho topográfico recomenda-se dividir o limbo do instrumento conforme o número de séries.

V α = V . dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .Ivancildo F. As relações entre o ângulo zenital e o vertical são as seguintes: Ângulo zenital 000º < V ≤ 90º 090º < V ≤ 180º 180º < V ≤ 270º 270º < V ≤ 360º Ângulo vertical ou inclinação α = 90º .90º α = 270º . da linha meridiana formada a partir dele. ▪ Com origem no zênite Quando recebe o nome de „ângulo zenital‟ variando de 0º a 360º. conseqüentemente. porque a qualquer tempo podermos voltar ao campo e retomar os trabalhos achando diversos elementos que a eles se achem relacionados. Sabe-se que não existe na superfície da Terra uma referência melhor do que o seu eixo Norte-Sul para orientar os alinhamentos topográficos. variando de 0º a 90º em direção ascendente (acima do horizonte) ou descendente (abaixo do horizonte).270º Direção Ascendente Descendente Descendente Ascendente Levantamento de ângulos de orientação São ângulos destinados a orientar os alinhamentos num plano topográfico de projeção. O capítulo seguinte versará sobre a adoção desse sistema de referência nas orientações topográficas e.V α = V .Alagoas 76 Quando recebe o nome de „ângulo vertical‟ propriamente dito. . bem como dos métodos e instrumentos que permitirão o seu levantamento.

uma vez que ela pode ser magnética ou verdadeira. e tratará do método e instrumentos que permitirão a obtenção da mesma. sabemos que os acidentes projetados num plano horizontal poderão ocupar diferentes posições. pela atração que sofrerá. embora estejam levantados em suas formas e dimensões naturais. a linha que une os pólos Norte ao Sul da Terra (aquelas representadas nos mapas geográficos) é denominada linha dos pólos. Acontece que. Assim. a linha meridiana que os une. No entanto. na Topografia. de forma que em qualquer tempo possamos voltar ao campo e retornar os trabalhos achando diversos elementos que a ela se achem relacionados. A linha meridiana Como já explicitado. Neste caso. cujas medidas obtidas se restringem à medição de ângulos. É a introdução do conceito de meridiana nas operações topográficas „norteará‟ as mesmas. 7. Portanto. Nesta. Introdução Sabemos da geografia que toda e qualquer linha que passe por um ponto localizado na superfície da terra. para cada ponto da superfície da terra podemos ter um plano vertical absolutamente imutável que passa por esse ponto e pelos pólos. a partir da meridiana magnética. a partir de levantamento de campo. uma bússola estacionada sobre a superfície terrestre. devido ao seu movimento de rotação. os pólos que atraem a agulha da bússola são denominados magnéticos. porém. O grande problema reside. Esses pólos são denominados geográficos ou verdadeiros e. Obviamente que nas operações topográficas. a meridiana gerada pelo prolongamento da agulha da bússola (pontas norte e sul) irá de encontro aos pólos norte e sul magnéticos. tem sua agulha atraída pelos pólos deste imã. este capítulo abordará a questão da orientação de projetos topográficos.1. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . entretanto. e a meridiana formada é tida como meridiana magnética. em função disso. e que recebe o nome de . na escolha dessa meridiana. MEDIDAS DE ORIENTAÇÃO 7. e que não existe na superfície da terra uma referência melhor do que esta para orientar as navegações (terrestres e aéreas). anteriormente. Sendo assim. gera um campo magnético fazendo com que se comporte como um grande imã. a obtenção da meridiana verdadeira. uma vez que as coordenadas obtidas nos diversos pontos levantados são expressas sempre em termos de coordenadas geográficas. Estas permitem analiticamente. O que não ocorre na topografia convencional. também é tida como meridiana verdadeira. Por outro lado. cujos instrumentos utilizados são os GPSs. a obtenção da meridiana (magnética ou verdadeira) se dará. sabe-se que a terra. Como estamos falando de propriedades magnéticas.Alagoas 77 7. distâncias e declividades. efetivamente.2. e que vá à direção dos pólos recebe o nome de meridiana. o conhecimento da meridiana magnética se torna relativamente desnecessário.Ivancildo F.

Ivancildo F. a cada cinco anos. pode-se usar utilizar a carta isogônica (contém linhas de mesma declinação magnética ou isogônicas) e a carta isopórica (contém linhas de mesma variação da declinação magnética ou isopóricas). mas poderiam ter sido obtidas através de consulta a uma carta isogônica o (por interpolação). a declinação magnética de uma linha formada entre o marco geográfico GPS01 e o ponto topográfico 04 existentes no terreno. e um plano vertical mutável que não passa necessariamente pelos pólos e recebe o nome de meridiano magnético. em Palmeira dos Índios no campus do IFAL. Nv Nm Nv = Nm Nv Nm -δ δ=0 +δ Para o cálculo da declinação magnética.3. e será positivo quando o norte magnético estiver à direita do norte verdadeiro ou negativo quando o norte magnético estiver à esquerda do norte verdadeiro. determinável pela agulha da bússola. é de aproximadamente -24º520‟. por exemplo. Este ângulo varia de lugar para lugar e também varia num mesmo lugar com o passar do tempo. Ambas são publicadas pelo Observatório Nacional do Rio de Janeiro.Alagoas 78 meridiano verdadeiro ou geográfico. 7. Declinação magnética O ângulo de declinação magnética (δ) é aquele formado pela variação da meridiana magnética em relação à meridiana verdadeira. Estas informações foram obtidas mediante levantamento topográfico astronômico e convencional. 04 Poligonal existente Campus do IFAL/PIn GPS02 no δ = -24º20‟ Nv Nm . Assim. Quando houver coincidência a declinação será nula. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .

dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . então. 1997).. a declinação magnética nesta data bem como a sua variação anual. ao restabelecimento dos alinhamentos e ângulos magnéticos marcados para uma poligonal. A informação da data do levantamento topográfico.. O que vai definir a escolha é o rigor do trabalho a ser apresentado. ficando o levantamento topográfico orientado para o norte magnético. senão vejamos o que recomenda a Norma brasileira para levantamentos topográficos: “. por exemplo. Não sendo possível este procedimento orientar pelo menos este lado em relação ao norte magnético. Convém.determinando o azimute geográfico de um lado deste apoio. exigem orientação para o Norte Verdadeiro. Os trabalhos de apoio topográfico. proceder de modo que a rede topográfica de apoio seja orientada para o norte geográfico(ou verdadeiro). . .. supracitada na Norma. É imprescindível que sejam mencionados no desenho topográfico final do levantamento a data do levantamento...Ivancildo F... está relacionada diretamente à necessidade de aviventação da orientação.Alagoas 79 Carta isogônica do Brasil – ano 2005 Quanto à escolha de um ou de outro sistema de referência não implica em erro na orientação. por meio de observação com bússola ou declinatória acoplada a um teodolito. ou seja. uma vez que a indicação do norte magnético é variável em função do tempo”(NBR. por meio de observação astronômica.

Ivancildo F. de linhas projetadas sobre plantas de estradas. no sentido horário (à direita) ou sentido anti-horário (à esquerda) e variando de 0º a 90º. etc. é necessário que os valores resultantes deste levantamento sejam reconstituídos para a época atual. e se estiver na direção BC. medindo a partir do Norte ou do Sul. o rumo obtido é chamado rumo magnético. linhas de transmissão. o azimute assume os nomes magnético ou verdadeiro. 7. os azimutes entre dois pontos AB e BC são: Nv ou Nm 0º Nv ou Nm 0º Azv ou Azm 270º A 90º 270º B 90º Azv ou Azm B C 180º 180º Estando o alinhamento na direção AB. Rumos e azimutes Os ângulos de orientação formados a partir da meridiana magnética ou verdadeira a um alinhamento. As cartas isopóricas permitem essa atualização. É contado de 0º a 360º no sentido horário. Como esta direção pode ser magnética ou verdadeira.4. Assim. Assim. O mesmo processo é utilizado para a locação em campo. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . para achar a posição correta de uma poligonal levantada em determinada época. Chama-se azimute ao ângulo que o alinhamento forma com a direção norte-sul do meridiano. Quando tomamos como referência a meridiano magnético. . respectivamente. são conhecidos como azimutes ou rumos. o rumo obtido é chamado rumo verdadeiro. Este último é raramente encontrado em memoriais descritivos recentes de projetos topográficos.Alagoas 80 na época de sua medição. Já o rumo de uma linha é o menor ângulo horizontal. Este trabalho é necessário. e ainda programas específicos de computador para cartografia. o azimute da linha AB será AzA-B. visto que a posição dos pólos norte e sul magnéticos varia com o passar dos tempos. o azimute será AzB-C. formado entre a direção Norte-sul da agulha magnética e o alinhamento. para os dias atuais. e quando usamos o meridiano verdadeiro.

a bússola de rumos é dividida em quatro quadrantes: ▪ Nordeste (NE). Tomando o exemplo.Ivancildo F. se estiver na direção CD. ▪ Sudeste (SE). o rumo será RC-D (SW). tem-se: 0º 0º RA-B B B 90º (W) A 90º (E) 90º (W) 90º (E) RBC C 0º Quadrante NE 0º E 0º Quadrante SE 0º RDE 90º (W) C 90º (E) 90º (W) D RCD 90º (E) D 0º Quadrante SE 0º Quadrante NW Estando o alinhamento na direção AB. ▪ Sudoeste (SW). o rumo será RB-C(SE).Alagoas 81 Conforme mencionado no capítulo anterior. ▪ 2º Quadrante (SE) → Rumo = 180º . o rumo será RD-E(NW). ▪ Noroeste (NW). se estiver na direção BC. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Uma relação pode ser feita entre rumos e azimutes: ▪ 1º Quadrante (NE) → Rumo = Azimute. . o rumo da linha AB será R A-B(NE). e se estiver na direção DE. desta vez para rumos.Azimute.

Uma regra prática: Zerar o limbo horizontal do goniômetro. ▪ 4º Quadrante (NW) → Rumo = 360º . Exemplo elucidativo: Determinar o ângulo azimutal das linhas 1-2 e 2-3.Azimute. Liberar o parafuso de blocagem da agulha da bússola. Fazer coincidir a linha de fé Norte-sul do limbo da bússola com a linha Norte-sul da agulha magnética.Alagoas 82 ▪ 3º Quadrante (SW) → Rumo = Azimute – 180º.Ivancildo F. é necessário que se tenham cumpridas as etapas básicas de centragem e calagem do goniômetro. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Girar a luneta do teodolito no sentido horário e na direção do alinhamento para se obter o azimute. Operacionalização da bússola azimutal Para operacionalizar a bússola azimutal acoplada ao teodolito. conforme esquema abaixo: 1 3 2 Solução: Nm Nm Az1-2 1 Az2-3 3 2 Nm Nm Az2-3 = 42º27‟17” Az1-2 = 99º45‟32” 1 2 2 3 .

as de rumo acopladas ao teodolito carecem de centragem e calagem. Fazer coincidir a linha de fé Norte-sul da bússola com a linha Norte-sul da agulha magnética. Obs.Ivancildo F. obter o rumo.: As aproximações nas leituras das bússolas variam de acordo com a fabricação e modelo do teodolito e da bússola acoplada. conforme esquema abaixo: 1 3 2 Solução: Nm Nm 1 R1-2 2 R2-3 3 Nm Nm R2-3 = 42º27‟17” 3 1 2 R1-2 = 80º14‟28” 2 .Alagoas 83 Operacionalização da bússola de rumo Assim como nas bússolas azimutais. Liberar o parafuso de blocagem da agulha da bússola. Posicionar e girar (posição direta ou inversa) a luneta do teodolito para a direção do alinhamento e. Uma regra prática: Zerar o limbo horizontal do goniômetro. Exemplo elucidativo: Determinar o rumo das linhas 1-2 e 2-3. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . prevalecendo aquela de menor precisão. no sentido horário ou anti-horário.

Alagoas 84 7. pode-se determinar analiticamente os azimutes dos demais alinhamentos. An = ângulo do vértice na linha.1.4. . de acordo com o sentido progressivo dos trabalhos. usar o sinal (+). Observação 2: Uma maneira prática de saber se o polígono está à sua direita é verificar se os ângulos da poligonal foram gerados de ré para vante. Exemplo elucidativo: Determinar analiticamente os azimutes magnéticos dos vértices 2 a 6. A expressão abaixo simplifica as operações no campo: Azn = Azn-1 ± An ± 180º Onde: Azn = azimute da linha. se o caminhamento for com o polígono à sua esquerda implica em sinal (-). Azn-1 = azimute da linha anterior. ou seja. e se for com polígono à sua direita implica em sinal (+). Caso contrário. o polígono estará à sua esquerda. sabendose que o azimute magnético inicial do vértice 1 é Az1-2 = 70º: Nm ou Nv 190º 2 195º 3 210º 4 7 5 6 320º 280º Az1-2 1 Solução: Az1-2 = 70º Como o polígono está à direita no caminhamento. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Cálculo do azimute magnético Conhecido o azimute do primeiro alinhamento. sem que seja necessário percorrer todo o perímetro usando uma bússola. Caso contrário. Observação 1: A variação do sinal em An vai depender do sentido do caminhamento. tem-se (+) An.Ivancildo F. Observação 3: Quando Azn-1 ± An ≥ 180º. e os ângulos que formam os vértices dos alinhamentos seguintes. deve-se usar o sinal (-) ao termo 180º.

180º = 225º Az6-7 = 225º + 320º ± 180º = 545º .80º ± 180º = -45º + 180º = 225º Az6-7 = 225º .180º = 365º → 5º pois (365º .170º ± 180º = -100º + 180º = 80º Az3-4 = 80º .150º ± 180º = -55º + 180º = 125º Az5-6 = 125º . tem-se (-) An.Alagoas 85 Daí.180º = 5º . Az2-3 = 70º . dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Az2-3 = 70º + 190º ± 180º = 260º .180º = 80º Az3-4 = 80º +195º ± 180º = 275º .180º = 125º Az5-6 = 125º + 280º ± 180º = 405º .180º = 95º Az4-5 = 95º + 210º ± 180º = 305º .1165º ± 180º = -85º + 180º = 95º Az4-5 = 95º . Daí. sabendose que o azimute magnético inicial do vértice 1 é Az1-2 = 45º: Nm ou Nv 2 Az1-2 3 4 170º 165º 7 80º 1 40º 6 5 150º Solução: Az1-2 = 70º Como o polígono está à esquerda no caminhamento.40º ± 180º = 185º .360º = 5º) Exemplo elucidativo: Determinar analiticamente os azimutes magnéticos dos vértices 2 a 6.Ivancildo F.

1. serão tratadas algumas questões gerais referentes à locação de obras de engenharia. e como preencher planilhas que resultarão nas coordenadas dos pontos topográficos observados. o desconhecimento da norma vigente. em qualquer de suas finalidades. . podendo a primeira se confundir com a segunda. a fim de se obter com precisão os elementos necessários e suficientes à representação geométrica de determinada área do terreno estudada topograficamente. residências e prédios. 8. costuma-se sintetizar essas fases em apenas quatro etapas. f) Desenho topográfico final. deve-se também providenciar a cravação de piquetes. Para tanto. especificamente. Organizar também a turma de auxiliares. Fases do levantamento topográfico O levantamento topográfico é um conjunto de operações realizadas no campo. g) Relatório técnico. será mostrado como elas devem transcorrer durante um levantamento topográfico. tem dificultado bastante o atendimento a essa Norma. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .133 da ABNT. seleção de métodos e aparelhagem. item 5.Ivancildo F. Segundo a NBR 13. no mínimo. Nesta fase de trabalho. dependendo dos recursos instrumentais disponíveis: Fase de reconhecimento do terreno É nesta fase que se percorre a região a ser levantada.Alagoas 86 8. Destarte. b) Apoio topográfico. não deixando de determinar o ponto de partida do levantamento. em escala conveniente. Além disso. má qualidade profissional e número reduzido de pontos de apoio geodésico.1. c) Levantamento de detalhes. deve ter.2. Introdução Conhecidos os métodos e os instrumentos empregados na medição de ângulos e distâncias. Este capítulo será dedicado ao estudo dessas etapas. e) Original topográfico. Entretanto. associado à outros fatores como o preço de aquisição de equipamentos de alta precisão. LEVANTAMENTO PLANIMÉTRICO E LOCAÇÃO 8. o levantamento topográfico. elegendo-se os principais vértices da poligonal básica do levantamento. d) Cálculos e ajustes. com a sua numeração. é necessário que sejam atendidas algumas fases e procedimentos que viabilizarão a execução dos levantamentos ou locações topográficas planimétricas. as seguintes fases: a) Planejamento.

e o cálculo da área caso necessite. Este é um processo que envolve o “fechamento” angular e linear. tais como: A orientação magnética e verdadeira. Essas exigências são indispensáveis. devem ser ajustados como auxílio de escalímetro. que servirá de subsídio tanto nos trabalhos de campo como nos de escritório. dos dados obtidos. mesmo que o levantamento seja feito por meio de equipamentos rastreadores de satélite. deve-se lançar mão de alguns métodos de levantamento: ▪ Triangulação a trena ▪ Poligonação ▪ Irradiação ▪ Interseção à vante ▪ Interseção à ré ▪ Outras Fase de cálculos e memorial descritivo Terminadas as operações de campo. Além do mais. e redigido o memorial descritivo. Qualquer que seja o recurso de desenho disponível.Alagoas 87 ministrando-lhes as instruções e recomendações necessárias. ou do CAD se forem no computador. o transporte dos rumos ou azimutes e das coordenadas. para que todo o trabalho se desenvolva normalmente. os pontos de referência devem ser plotados segundo suas coordenadas. A data do levantamento. enquanto os pontos de detalhes comuns (feições). Vai depender do rigor desejado nos levantamentos e da área do terreno. Fase de caracterização Durante esta fase. organiza-se um croqui da área do terreno. .Ivancildo F. serão levantados todos os elementos que caracterizam as linhas divisórias do terreno em estudo. Este desenho pode ser feito à nanquim ou no computador. se o desenho for à mão. em escritório. devem ser obedecidos os critérios de apresentação. deve-se proceder à computação. Finalmente. É conveniente a abertura de picadas e a limpeza dos rumos divisórios “aceiro”. Fase de desenho Depois de calculadas as coordenadas dos diversos pontos medidos. e poderão ser aumentadas. antes de iniciar os trabalhos de levantamento. Quando o levantamento é feito por instrumentos topográficos convencionais. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . procede-se à confecção do desenho da planta topográfica.

Levantamento por triangulação à trena Processo . Este método permite que a planta topográfica seja desenhada através de coordenadas retangulares. As feições naturais e/ou artificiais (representadas através de símbolos padronizados ou convenções e sua respectiva toponímia). e calculam-se as áreas através da resolução de triângulos quaisquer. A legenda e convenções utilizadas.1 É um método expedito. etc. tais como: .3. Consiste na decomposição do terreno em triângulos. distâncias dos alinhamentos. Para tanto. com a instalação de diversos piquetes nos seus vértices e no interior.2 Aplicado para levantamentos de áreas planas que exigem melhor precisão que o processo anterior. balizas e piquetes. O título do trabalho. Os eixos de coordenadas. Os responsáveis pelo trabalho. tais como postes. árvores. Processo . 1 2 11 10 ● 9 12 ● 8 3 7 4 5 6 O desenho da planta topográfica será feito com os artifícios de desenho geométrico.Alagoas 88 As escalas gráfica e numérica. O número de vértices. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . utilizando-se de escala e compasso.Ivancildo F. É aplicado para a caracterização de pequenas áreas (planas) e amarrações de pontos. alguns passos precisam ser seguidos. porque se utilizam apenas de trenas. 8. Medem-se as distâncias de todos os lados dos triângulos.

▪ Determinar as coordenadas retangulares dos vértices principais. ▪ Calcular os ângulos internos de cada triângulo levantado. ▪ Levantar o azimute do primeiro vértice. a partir das dimensões de seus lados. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .Ivancildo F. ▪ Desenho. determinar as coordenadas dos vértices B até H. ▪ Medir as distâncias de todos os lados dos triângulos. DISTÂNCIAS HORIZONTAIS MEDIDAS À TRENA AB = 60280m EF = 91790m AG = 101720m CE = 123770m BC = 69890m FG = 57515m BH = 93500m DF = 114760m CD = 74880m GH = 75520m BF = 106080m BG = 84900m DE = 112695m HÁ = 58590m GC = 88900m CF = 65070m Coordenadas iniciais Azimute magnético XA = YA = 1000000 AzAB = 93º19'43" N . Exemplo elucidativo: Dada a caderneta de campo abaixo. obtida a partir de um levantamento de campo feito à trena.Alagoas 89 ▪ Decompor o terreno em triângulos com a instalação de piquetes. As coordenadas iniciais do vértice „A‟ foram arbitradas e o azimute inicial de „A‟ na direção de „B‟ foi levantado através uma bússola prismática.

CG.BG ângulo 21 = 36º17'35" A Triângulo BCG G 20 7 C ArcCos7 = BC2 + GC2 – BG2 2.BA ângulo 2 = 56º28'39" B ArcCos21 = AG2 + BG2 – AB2 2.66" 11 ArcCos16 = CF2 + DF2 – CD2 2.CD ângulo 11 = 32º12'06.HG ângulo 22 = 34º47'25" A Triângulo AGB G 21 2 ArcCos2 = GA2 + BA2 – BG2 2.AG.AG.EC.11" C D Triângulo CDE E 13 10 ArcCos13 =CE2 + DE2 – CD2 2.CE.DF ângulo 16 = 37º49'28.DC ângulo 10 = 63º39'16.14" D ArcCos10 = EC2 + DC2 – ED2 2.BG ângulo 20 = 47º21'13" B Triângulo CDF F 16 ArcCos11= FD2 + CD2 – FC2 2.DE ângulo 13 = 36º32'37.GA.Ivancildo F.BC.FD.GC ângulo 7 = 63º19'07" ArcCos20 = CG2 + BG2 – BC2 2. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .CF.GA.HA ângulo 1 = 47º20'42" ArcCos22 = AG2 + HG2 –AH2 2.Alagoas 90 Solução: 1) Cálculo dos ângulos Triângulo AGH H 22 1 G ArcCos1 = GA2 + HA2 –GH2 2.27" C .

35" Triângulo BFG F G 18 5 ArcCos5 = GB2 + FB2 – GF2 2.63" D Triângulo CEF E F 9 14 ArcCos14 =FE2 + CE2 – FC2 2.GB.07" C Triângulo CFG F G 19 8 ArcCos8 = CG2 + FC2 – GF2 2.FB ângulo 5 = 32º43'37.FE.Alagoas 91 Triângulo DEF E F 15 12 ArcCos15 =EF2 + DF2 – DE2 2.GF ângulo 18 = 52º56'41.FC.BF.34" .ED ângulo 12 = 47º35'24.DF ângulo 15 = 65º01'30.BH.10" C ArcCos19 = CG2 + FG2 – FC2 2.CE ângulo 14 = 30º49'58.CG.Ivancildo F.97" ArcCos9 = FC2 + EC2 – FE2 2.FD.24" ArcCos12 = FD2 + ED2 – EF2 2.EF.93" B Triângulo BGH G H 23 4 ArcCos23 =BH2 + GH2 – GB2 2.GH ângulo 23 = 59º10'12.77" ArcCos18 = BF2 + GF2 – GB2 2.55" B ArcCos4 = BH2 + GB2 – GH2 2.FG ângulo 19 = 46º58'41.FC ângulo 8 = 40º15'23.GB ângulo 4 = 49º48'08.BH.CG.EC ângulo 9 = 46º18'11. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .

senAzDE = 60280.FB.senAzBC DCD.304 = 65658.senAzAB DBC.85" 6 B Portanto.645 = 72813.CB ângulo 6 = 36º36'13.71" 3 ArcCos24 =AH2 + BH2 – AB2 2.Ivancildo F.senAzCD DDE.CF ângulo 17 = 39º49'30.269 .AB.sen103º29'35" = 112695.HB ângulo 3 = 37º29'54.178 = 6458.BH ângulo 24 = 38º46'39.sen93º19'43" = 69890.Alagoas 92 Triângulo BHA B 24 ArcCos3 = AB2 + HB2 – HA2 2.sen69º57'38" = 74880. os ângulos da poligonal somam A= B= C= D= E= F= G= H= 1+2 3+4+5+6 7 + 8 + 9 + 10 11 + 12 13 + 14 15 + 16 + 17 + 18 19 + 20 + 21 + 22 23 + 24 = 103º49'21" = 156º37'55" = 213º31'57" = 79º47'32" = 67º22'36" = 195º37'11" = 165º24'54" = 97º56'52" 2) Cálculo dos azimutes AzAB = AzBC = AzCD = AzDE = AzEF = AzFG = AzGH = AzHA = 93º19'43" 93º19'43" + 156º37'55" – 180º 69º57'38" + 213º31'57" .AH.BF.72" C ArcCos6 = FB2 + CB2 – FC2 2. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .59" A H Triângulo BFC F 17 ArcCos17 =BF2 + CF2 – BC2 2.180º 103º29'35" + 79º47'32" – 180º 3º17'07" + 67º22'36" + 180º 250º39'43" + 195º37'11" – 180º 266º16'54" + 165º24'54" –180º 251º41'48" + 97º56'52" – 180º = 69º57'38" = 103º29'35" = 3º17'07" = 250º39'43" = 266º16'54" = 251º41'48" = 169º38'40" 3) Cálculo das projeções no eixo do X e do Y ΔXAB = ΔXBC = ΔXCD = ΔXDE = DAB.sen3º17'07" = 60178.

3 996500 1125836.99 = 1020448.00 65658.07 1085091.3729.senAzGH DHA.cos3º17'07" = 91790.cosAzAB DBC.3 = 1125836.23716.232 = 10531.31 ≈ 1000000 5) Montagem da planilha de cálculo E Ré PV A A B C D E F G H A B C D E F G B C D E F G H A Angulo Horiz.cosAzHA = 91790.sen266º16'54" = 75520.senAzEF DFG.sen250º39'43" = 57515.14 = 989403.07 – 57393.91 = 999935.cos93º19'43" = 69890.99 = 1002977.39 1115487.64 23948.Ivancildo F.22 1118497.93 = 1061103.449 = .95 999935.23 -23716.43 = 1115487.43 1205108.14 1081361.77 1061103.31 .07 = 1061103.27 112509. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .79 -86611.14 – 71699.640 ΔXEF = ΔXFG = ΔXGH = ΔXHA = ΔYAB = ΔYBC = ΔYCD = ΔYDE = ΔYEF = ΔYFG = ΔYGH = ΔYHA = DEF.18 = 1198650.926 = -71699.995 = .794 = .83 = 1057644.564 = 112509.83 –23716.45 = 1085091.senAzFG DGH.12 + 6458.56 = 1002977.94 = 1081361.82 1000009.22 – 30395.39 – 86611.32 = 1118497.77 – 3729.82 ≈ 1000000 = 996500 = 1020448.sen169º38'40" = 60280.30 -3500.64 = 1125836.43 + 112509.cos250º39'43" = 57515.cos69º57'38" = 74880.88 10531.94 -71699.3 + 65658.39 = 1118497.91 – 10531.cosAzFG DGH.cosAzEF DFG.Alagoas 93 = .83 989403.93 -3729.941 = .57635.91 1057644.cosAzGH DHA.91 -57635.45 -57393.32 -30395.00 = 996500 + 23948.17471.88 = 1057644.cos169º38'40" 4) Cálculo das coordenadas XA = XB = XC = XD = XE = XF = XG = XH = XA = YA = YB = YC = YD = YE = YF = YG = YH = YA = 1000000 XA + ΔXAB XB + ΔXBC XC + ΔXCD XD + ΔXDE XE + ΔXEF XF + ΔXFG XG + ΔXGH XH + ΔXHA 1000000 YA + ΔYAB YB + ΔYBC YC + ΔYCD YD + ΔYDE YE + ΔYEF YF + ΔYFG YG + ΔYGH YH + ΔYHA = 1000000 + 60178.882 = . 156º37'55" 213º31'57" 79º47'32" 67º22'36" 195º37'11" 165º24'54" 97º56'52" Azimute 93º19'43" 69º57'38" 103º29'35" 3º17'07" 250º39'43" 266º16'54" 251º41'48" 169º38'40" Dist.64 Coordenadas X Y 1000000 1000000 1060178.91 = 1000000 – 3500. (m) 60280 69890 74880 112695 91790 57515 75520 58590 Projeções ΔX ΔY 60178.99 72813.86611.cos266º16'54" = 75520.320 = -57393.12 = 1205108.99 – 17471.99 1198650.77 = 1081361.912 = -3500.79 = 1115487.senAzHA DAB.94 = 1198650.18 -17471.56 6458.64 = 1060178.cos251º41'48" = 58590.95 = 1000009.sen251º41'48" = 58590.95 –57635.30395.cosAzBC DCD.010 = 23948.27 = 1205108.22 = 1085091.12 1002977.94 + 72813.cosAzDE DEF.30 = 1060178.cosAzCD DDE.23 = 989403.cos103º29'35" = 112695.94 1020448.

Ivancildo F.00 23948. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .91 999935.94 1198650.64 COORDENADAS X 1000000 1060178.83 1057644.23 10531.91 ΔY -3500.39 1118497.45 -3729.64 72813.94 -23716.18 6458.12 1205108.79 -30395.32 -57393.31 CROQUI/OBSERVA ÇÕES A A B C D E F G H B C D E F G H A LEVANTAMENTO DE CAMPO: DATA: CÁLCULO: DATA: VISTO: DATA: Adaptado do formulário organizado pelo Professor Luiz Carlos da Silveira.95 1000009.56 112509. .93 -71699.30 65658.07 1061103.3 1125836.99 1002977.88 -57635.82 Y 1000000 996500 1020448.Alagoas 94 PLANILHA DE CÁLCULO ANALÍTICO TRIANGULAÇÃO À TRENA SERVIÇO: Exemplo elucidativo LOCAL: AZIMUTE INICIAL: AzP03-A = 93˚19'43" FOLHA: Única E PV ÂNGULO HORIZONTAL º ' " 156 37 55 213 31 57 79 47 32 67 22 36 195 37 11 165 24 54 97 56 52 AZIMUTE º 93 69 103 3 250 266 251 169 ' 19 57 29 17 39 16 41 38 " 43 38 35 07 43 54 48 40 DISTÂN CIA (m) 60280 69890 74880 112695 91790 57515 75520 58590 COORDENADAS INICIAIS: XA = 1000000 YA = 10000 PROJEÇÕES ΔX 60178.14 989403.27 -86611.99 -17471.43 1115487.77 1081361.22 1085091.

56 A P03 B 289º30'30" 28.29 Azimute inicial Coordenadas de P03 AzP03-A = 259º56'36" EP03 = 4416. Sendo uma poligonal aberta não é possível verificar a presença de erros com a análise dos dados.717 . Parte de pontos com coordenadas conhecidas e não tem fechamento. o último vértice não coincide com o primeiro. de acordo com o processo de levantamento mais adequado a determinadas condições de trabalho. do emprego de bons instrumentos e. C. assim.Alagoas 95 8. 8.1.4. D e E de uma poligonal aberta iniciada a partir do marco geográfico P03 de coordenadas conhecidas: CADERNETA DE LEVANTAMENTO Estação Ré Pv Ang. Os resultados obtidos podem ser analisados e compensados analiticamente. podem existir três tipos de poligonais: ▪ Aberta. pela medição de distâncias e ângulos. sobretudo. ▪ Fechada em base diferente. Exemplo elucidativo: Determinar as coordenadas em UTM dos vértices A. Assim. ou seja. Poligonal aberta A poligonal aberta é usada apenas para amarração de pontos distantes da área que está sendo levantada.03 C B D 100º05'56" 33.Ivancildo F. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .319 NP03 = 5719. desta forma um polígono.44 D C E 129º11'20" 23.4. Levantamento por poligonação Consiste no levantamento de poligonais em uma área ou linha. O cálculo analítico de uma poligonal aberta consiste em calcular o azimute. Distância (m) P03 A 29. harmonizar a natureza do instrumento e o método a ser usado com o tipo de operação topográfica que se tem em vista realizar. e ao mesmo tempo à direita ou à esquerda delas. projeções e coordenadas. podendo-se obter coordenadas de alta precisão. ▪ Fechada na mesma base. que são extraídos da caderneta de campo. B. O caminhamento para a obtenção das distâncias e dos ângulos pode ser feito internamente ou externamente às poligonais. de se saber escolher. não caracterizando. o aparelho a ser empregado. mas também. Horiz. a partir dos ângulos horizontais e distâncias.80 B A C 176º24'06" 36. Ressalta-se que a exatidão do levantamento não depende apenas do caminhamento. da habilidade do operador. procurando.

752 = -33.720 = .cos259º56'36" = 28.cos235º08'28" = 21.44.03.917 = 4419.cosAzP03-A = 29.319 + 21.senAzP03-A = DB-C.cosAzP03-A = DB-C.cosAzP03-A = DC-D.cos285º57'08" = 23.387 = -0.248) = 4419.790 = 32.015 = -2.774 = -15.29.56.Alagoas 96 Croqui: D C E N B P03 A Solução: 1) Cálculo dos azimutes AzP03-A AzA-B AzB-C AzC-D AzD-E = 259º56'36" = 259º56'36" + 289º30'30" – 180º = 9º27'06" + 176º24'06" – 180º = 5º51'12" + 100º05'56" + 180º = 285º57'08" + 129º11'20" – 180º = 369º27'06" = 5º51'12" = 285º57'08" = 235º08'28" ou 9º27'06" 2) Cálculo das projeções ΔEP03-A ΔEA-B ΔEB-C ΔEC-D ΔED-E ΔNP03-A ΔNA-B ΔNB-C ΔNC-D ΔND-E = DP03-A.676 3) Cálculo das coordenadas EP03 EA EB EC ED EE = 4416.917 + (-2.932 = 4421.706 + (-0.774) = 4436.cosAzP03-A = DD-E.20.248 = 10.44.706 = 4436.387 = 4437.sen285º57'08" = 23.cosAzP03-A = DA-B.389 .sen259º56'36" = 28.senAzP03-A = DD-E.sen9º27'06" = 36.cos9º27'06" = 36.364 = -20.015) = 4421.80.senAzP03-A = DC-D.932 + (-15.sen235º08'28" = 29.senAzP03-A = DP03-A.669 + (10.406 = -29.senAzP03-A = DA-B.Ivancildo F.80.cos5º51'12" = 33.669 = 4430.319 = EP03 + ΔEP03-A = EA + ΔEAB = EB + ΔEBC = EC + ΔECD = ED + ΔEDE = 4416.720) = 4437.29.56.03.sen5º51'12" = 33. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .

364) = 5668.03 33.774 -29.406) = 5699.717 + (.521 + 32.720 -20. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .56 28.Ivancildo F.20.790) = 5669.717 4437.706 5699.387 .11 + (-29.273 = 5668.932 5669.233 4) Montagem da planilha de cálculo E P03 P03 A B C D Ré P03 A B C PV A B C D E Angulo Horiz.233 .521 = 5702.110 = 5669. (m) 29.015 32.80 36.752 = 5702.29 Projeções ΔE ΔN 21.110 4436.752 -2.20.917 5702.319 5719.909 4430.248 -33. 289º30'30" 176º24'06" 100º05'56" 129º11'20" Azimute 259º56'36" 89º27'06" 355º51'12" 275º57'08" 225º08'28" Dist.364 10.676 Coordenadas E N 4416.Alagoas 97 NP03 NA NB NC ND NE = 5719.389 5648.406 -0.273 + (-33.790 -15.909 = 5648.676) = 5699.669 5668.273 4419.521 4421.717 = NP03 + ΔNP03-A = NA + ΔNAB = NB + ΔNBC = NC + ΔNCD = ND + ΔNDE = 5719.809 + (-20.44 23.

706 4436.Ivancildo F.676 COORDENADAS E 4416.717 ALTITUDES COTA CROQUI/ OBSER VAÇÕES P03 P03 A B C D A B C D E LEVANTAMENTO DE CAMPO: DATA: CÁLCULO: DATA: VISTO: DATA: Adaptado do formulário organizado pelo Professor Luiz Carlos da Silveira.20.669 4430. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .56 28.273 5668.110 5669.Alagoas 98 PLANILHA DE CÁLCULO ANALÍTICO POLIGONAL ABERTA SERVIÇO: Exemplo elucidativo LOCAL: TEODOLITO: AZIMUTE INICIAL: AzP03-A = 259˚56'36" COORDENADAS INICIAIS: EP03 = 4416.790 32.364 -20.319 FOLHA: Única E PV ÂNGULO HORIZONTAL º ' " 289 30 30 176 24 06 100 05 56 129 11 20 AZIMUTE º 259 89 355 275 225 ' 56 27 51 57 08 " 36 06 12 08 28 DISTÂN CIA (m) 29.909 5648.752 -33.917 4419.717 5699.03 33.319 4437.80 36.29 PROJEÇÕES ΔE 21.774 -15.248 10.44 23.406 -29.233 NP03 = 5719.720 ΔN .387 -0.389 N 5719.521 5702. .932 4421.015 -2.

Ivancildo F. formando. 1/4000 → para poligonais medidas a trena. 1/10000 → para poligonais eletrônicas (dependendo da precisão da estação total pode-se chegar a precisões.244 Croqui: .4. Na poligonal fechada há controle de fechamento angular e linear a partir de uma precisão pré-estabelecida pela NBR 13.00 P05 P04 P06 166º56' 80. no fechamento da poligonal. Exemplo elucidativo: Determinar as coordenadas em UTM dos vértices P01 à P09 da poligonal-escola fechada na mesma base P00 de coordenadas conhecidas: CADERNETA DE LEVANTAMENTO Estação Ré Pv Ang.133 para os diversos tipos de poligonais.60 Azimute inicial Coordenadas de P00 AzP00-P01 = 274º EP03 = 757533.20 P04 P03 P05 167º14' 96.195 NP03 = 8959419.60 P02 P01 P03 197º14' 141. Poligonal fechada na mesma base A poligonal fechada na mesma base é caracterizada por ter o último vértice coincidindo com o vértice inicial. A precisão angular depende.20 P03 P02 P04 97º13' 15. Estas precisões são fornecidas pela NBR 13. diferindo apenas na verificação e compensação dos erros cometidos.50 P08 P07 P09 110º38' 60. Distância (m) P00 P09 P01 122º12' 20.10 P07 P06 P08 209º02' 88.40 P06 P05 P07 75º58' 75.133. Horiz. da ordem de 1/30000 ou melhor).00 P09 P08 P00 172º18' 90. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .Alagoas 99 8. do teodolito ou estação utilizada no levantamento topográfico.2. O cálculo de uma poligonal fechada é idêntico ao cálculo de uma poligonal aberta. são aceitos os valores: 1/1000 → para poligonais taqueométricas. um polígono. 1/2000 → para poligonais medidas com trigonometria. desta forma. Normalmente para precisão linear. fundamentalmente.00 P01 P00 P02 121º08' 63.

Ivancildo F. n = número de vértices. ΣAi = 180º (10 – 2) ΣAi = 1440º 2) Erro angular O erro angular dá uma idéia de precisão com que os ângulos foram medidos. É dado pela diferença entre a soma dos ângulos lidos em campo e a soma calculada pela expressão teórica: .Alagoas 100 Solução: 1) Soma dos ângulos internos A poligonal estará geometricamente fechada angularmente. se: ΣAi = 180º(n-2) Onde: ΣAi = soma dos ângulos internos. Logo. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .

√10 ≈ 00º04'45" A determinação desse erro não se constitui num índice rígido quanto à qualidade do trabalho.√n Eadm = erro angular admissível.1440º00' = . dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .Ivancildo F. E = ± 3. O sinal da correção deverá ser contrário do sinal do erro angular. Eadm = ± m. abaixo do qual o trabalho de leitura de ângulos é considerado de boa qualidade. pois podem ocorrer compensações durante o levantamento. Logo. 3) Erro admissível O erro admissível é aquele que expressa um limite para o erro angular. a = metade da menor divisão da leitura do limbo horizontal. Assim: Compensado em P00 Compensado em P01 Compensado em P02 Compensado em P03 Compensado em P04 Compensado em P05 Compensado em P06 Compensado em P07 Compensado em P08 = 122º12' + 42" = 121º08' + 42" = 197º14' + 42" = 97º13' + 42" = 167º14' + 42" = 166º56' + 42" = 75º58' + 42" = 209º02' + 42" = 110º38' + 42" = 122º12'42" = 121º08'42" = 197º14'42" = 97º13'42" = 167º14'42" = 166º56'42" = 75º58'42" = 209º02'42" = 110º38'42" . m = valor de 1 a 3 de acordo com a precisão requerida para o levantamento. faz-se a sua distribuição igualmente entre os vértices.Alagoas 101 Soma de campo = 1439º53' ΣAi = 1440º00' Erro angular = 1439º53' . pois o valor encontrado é simplesmente um resíduo dos erros acidentais. Erro distribuído = 00º07' = 00º00'42" 10 O ângulo compensado é obtido adicionando o erro distribuído do ângulo lido. n = número de vértices da poligonal. 4) Ângulo compensado Conhecido o erro angular. Ao final da compensação.a. a soma dos ângulos compensados deve ser igual a soma determinada pela fórmula teórica.00º00'30".0º07' A distribuição desse erro pode ser feita em quantidades iguais por vértice.

10.60.7359 = 70.180º = 215º08'42" = 232º23'24" = 149º37'06" = 136º51'48" = 123º48'30" = 19º47'12" = 48º49'54" = 339º28'36" = 331º47'18" Para conferência AzP00-P01 = 331º47'18" + 122º12'42" – 180º = 274º00'00" Ok! 6) Projeções ΔX‟P00-P01 ΔX‟P01-P02 ΔX‟P02-P03 ΔX‟P03-P04 ΔX‟P04-P05 ΔX‟P05-P06 ΔX‟P06-P07 ΔX‟P07-P08 ΔX‟P08-P09 ΔX‟P09-P00 ΔY‟P00-P01 ΔY‟P01-P02 ΔY‟P02-P03 ΔY‟P03-P04 ΔY‟P04-P05 ΔY‟P05-P06 ΔY‟P06-P07 ΔY‟P07-P08 ΔY‟P08-P09 ΔY‟P09-P00 = DP00-P01.senAz P02-P03 = D P03-P04.2653 .00.senAz P01-P02 = D P02-P03.6391 = 66.20.sen274º = 63.4652 ΣΔY‟ = 0.cosAz P07-P08 = D P08-P09.111.sen123º48'30" = 75.8563 = 7.4296 = 66.60.cos123º48'30" = 75.senAz P08-P09 = D P09-P00.cosAz P09-P00 = 20.8046 = 25.sen149º37'06" = 96.senAz P05-P06 = D P06-P07.sen48º49'54" = 60.senAz P09-P00 = DP00-P01.8294 = 1.180º = 232º23'24" + 97º13'42" – 180º = 149º37'06" + 167º14'42" .1018 Σ|ΔX‟| = 464.Alagoas 102 Compensado em P09 = 172º18' + 42" = 172º18'42" Total 1440º00'00" 5) Azimutes AzP00-P01 AzP01-P02 AzP02-P03 AzP03-P04 AzP04-P05 AzP05-P06 AzP06-P07 AzP07-P08 AzP08-P09 AzP09-P00 = 274º = 274º + 121º08'42" – 180º = 215º08'42" + 197º14'42" .6875 = 65.sen136º51'48" = 80.42.cosAz P04-P05 = D P05-P06.cos19º47'12" = 88.cosAz P08-P09 = D P09-P00.60.senAz P03-P04 = D P04-P05.9513 = .3951 = -52.6209 = .00. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .cos331º47'18" = .sen19º47'12" = 88.50.cosAz P02-P03 = D P03-P04.cos136º51'48" = 80.cos48º49'54" = 60.1918 = 79.44.10.senAz P07-P08 = D P08-P09.6112 = .60.cos 149º37'06" = 96.cos274º = 63.0353 = .cos 215º08'42" = 41.cos 232º23'24" = 15.senAz P06-P07 = D P07-P08.00.sen232º23'24" = 15.0056 = .00.36.senAz P04-P05 = D P05-P06.00.cos339º28'36" = 90.Ivancildo F.86.70.senAzP00-P01 = D P01-P02.13.19.cosAz P01-P02 = D P02-P03.00.cosAzP00-P01 = D P01-P02.sen339º28'36" = 90.cosAz P05-P06 = D P06-P07.20.40.sen331º47'18" = 20.8374 7) Soma das projeções: ΣΔX‟ = -0.cosAz P03-P04 = D P04-P05.50.40.2572 = 56.0536 = .1720 = .6636 = 58.180º = 136º51'48" + 166º56'42" – 180º = 123º48'30" + 75º58'42" –180º = 19º47'12" + 209º02'42" – 180º = 48º49'54" + 110º38'42" – 180º = 339º28'36" + 172º18'42" .sen215º08'42" = 41.1127 = .cosAz P06-P07 = D P07-P08.20.20.21.

dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .(19.000219176.4249 8) Erro linear O erro linear é dado pela fórmula: EL = [(ΣΔX‟)2 + (ΣΔY‟)2]½ Logo.024516 .1018) | = 0.60 = 2570.ΣΔX‟| Σ|ΔX‟| Cx = | ΔX‟. EL = [(-0.ΔX‟ 464.9513) = 0. P = 730.(0.8563) = 0.2842 A precisão é anotada na forma de escala → P = 1:2570 10) Correções do Erro Linear: No eixo do X Cx = |ΔX‟.(111.(36.Alagoas 103 Σ|ΔY‟| = 532.Ivancildo F.008024 CP02-P03 = 0. A precisão do levantamento é dada pela fórmula: P = Perímetro EL Onde: Perímetro = soma dos lados da poligonal.1018)2 + (0.000219176.000219176.7 0.4652 CP00-P01 = 0. EL = erro linear.2842 9) Precisão A precisão indica o perímetro de levantamento para se obter o erro de 1 metro. Logo.004372 CP01-P02 = 0.6112) = 0.2653)2 ]½ = 0.000219176.

000498286.042938 = 0.6112 + 0.(25.(70.000219176.2572) = 0.36.1720) = 0.014386 = .0056) = 0.1127) = 0.(44.035211 = 0. A soma das projeções compensadas deve ser zero.000498286.9513 + 0.6875 + 0.(79.1918) = 0.0536) = 0. porque ΣΔX‟ é negativo e Cy será negativo porque ΣΔY‟ é positivo.(52.000498286.(70.ΣΔY‟| Σ|ΔY‟| Cy = | ΔY‟.19.000695 = 0.(65.039782 11) Projeções compensadas As projeções compensadas são calculadas pelas fórmulas: ΔX = ΔX‟ + Cx ΔY = ΔY‟ + Cy Deve-se no cálculo das projeções compensadas.(58.034907 = 0.009387 No eixo do Y Cy =|ΔY‟.19.4296) = 0.4249 CP00-P01 CP01-P02 CP02-P03 CP03-P04 CP04-P05 CP05-P06 CP06-P07 CP07-P08 CP08-P09 CP09-P00 = 0.000498286.6391 + 0.000219176.Alagoas 104 CP03-P04 CP04-P05 CP05-P06 CP06-P07 CP07-P08 CP08-P09 CP09-P00 = 0.689185 = 65.000498286.(7.8563 + 0.027999 = 0.0353) = 0.014386 = 0. Assim.000498286.001685 = 65.(86.004610 = 0.(13.(42.014642 = 0.6875) = 0.831784 = 7. ΔXP00-P01 ΔXP01-P02 ΔXP02-P03 ΔXP03-P04 ΔXP04-P05 = = = = = ΔX‟P00-P01 + C P00-P01 ΔX‟P01-P02 + C P01-P02 ΔX‟P02-P03 + C P02-P03 ΔX‟P03-P04 + C P03-P04 ΔX‟P04-P05 + C P04-P05 = .(66.022291 = 0.029029 = 0.6636) = 0.(56.2653) | = 0.653486 .7359) = 0.008024 = .Ivancildo F. Cx será positivo neste exemplo.8374) = 0.(66.(21.603176 = .(1.8294) = 0.111.000498286.000219176.111.014602 = 0.000498286.8046) = 0.001685 = 0.000498286.005574 = 0.000498286.6209) = 0. observar que os sinais de Cx e Cy devem ser contrários aos sinais obtidos nos (ΣΔX‟ e ΣΔY‟).000219176.000219176.6391) = 0.946928 = .000498286.(0. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .000219176.025914 = 0. Logo.3951) = 0.004372 = .000219176.ΔY‟ 532.006534 = 0.024516 = 7.36.

16 = 8959337.09) = 8959199.76) = 8959152.21.039782 ΣΔY 12) Coordenadas planas-UTM XP00 XP01 XP02 XP03 XP04 XP05 XP06 XP07 XP08 XP09 XP00 YP00 YP01 YP02 YP03 YP04 YP05 YP06 YP07 YP08 YP09 YP00 = 757533.645 = 757364.645 + (-111.975 = 757530.1720 – 0.634 = 8959368.64 = 757530.604 + (-86.95) = 757513.194 = 8959199.031514 = .3951 – 0.394 + (-13.014602 = .819242 = 25.163801 = 79.70.006534 = .155 = 757504.344 = 8959224.86.69 = 757372.82 = 757504.034907 = .0536 – 0.815 = 757372.1918 – 0.6636 – 0.214938 = .505 = 757438.42.204 = 8959339.635502 = .244 + 1.63 = 8959222.6209 + 0.244 = YP00 + ΔYP00-P01 = YP01 + ΔYP01-P02 = YP02 + ΔYP02-P03 = YP03 + ΔYP03-P04 = YP04 + ΔYP04-P05 = YP05 + ΔYP05-P06 = YP06 + ΔYP06-P07 = YP07 + ΔYP07-P08 = YP08 + ΔYP08-P09 = YP09 + ΔYP09-P00 = 757533.8046 + 0.022291) = 70.104 + (-44.405 + 66.628389 = 58.104 = 8959154.43 = 757530.13.015 = 757533.000695 = -52.44.8374 – 0.03069 = .197 ok! = 8959419.42.029029 = 56.8294 + 0.52.155 + 66.44.005574 = 66.009387 ΣΔX = 1.820013 =0 = 1.405 + (-21.110234 = -70.364 ≈ 8959419.245 + (-36.03) = 8959368.23 = 8959281.4296 + 0.13.60) = 757476.634 + (-52.014642 = 25.Alagoas 105 = 66.004610 = .7359 –(-0.042938 = .03) = 757576.20) = 8959269.21) = 8959282.505 + 65.045 = 757576.245 = 757476.405 = 757597.86.228171 = 56.088507 = .80 8959420.204 + 56. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .815 +7.974 = 8959283.83) = 757364.974 + 58.195 = XP00 + ΔXP00-P01 = XP01 + ΔXP01-P02 = XP02 + ΔXP02-P03 = XP03 + ΔXP03-P04 = XP04 + ΔXP04-P05 = XP05 + ΔXP05-P06 = XP06 + ΔXP06-P07 = XP07 + ΔXP07-P08 = XP08 + ΔXP08-P09 = XP09 + ΔXP09-P00 = 8959419.1127 – 0.025914 = .65 = 757438.364 + 79.195 + (-19.015 + (-42.394405 = .435174 = 66.21.758191 = 70.82) = 757513.394 = 8959269.797618 =0 ΔXP05-P06 ΔXP06-P07 ΔXP07-P08 ΔXP08-P09 ΔXP09-P00 ΔYP00-P01 ΔYP01-P02 ΔYP02-P03 ΔYP03-P04 ΔYP04-P05 ΔYP05-P06 ΔYP06-P07 ΔYP07-P08 ΔYP08-P09 ΔYP09-P00 = = = = = = = = = = = = = = = ΔX‟P05-P06 + C P05-P06 ΔX‟P06-P07 + C P06-P07 ΔX‟P07-P08 + C P07-P08 ΔX‟P08-P09 + C P08-P09 ΔX‟P09-P00 + C P09-P00 ΔY‟P00-P01 + C P00-P01 ΔY‟P01-P02 + C P01-P02 ΔY‟P02-P03 + C P02-P03 ΔY‟P03-P04 + C P03-P04 ΔY‟P04-P05 + C P04-P05 ΔY‟P05-P06 + C P05-P06 ΔY‟P06-P07 + C P06-P07 ΔY‟P07-P08 + C P07-P08 ΔY‟P08-P09 + C P08-P09 ΔY‟P09-P00 + C P09-P00 = 66.975 + 25.0353 + 0.2572 – 0.39 = 8959420.035211 = 58.Ivancildo F.027999 = 79.194 + (-70.344 + 70.244 .0056 – 0.604 = 8959282.

dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .628389 58.653486 66. (N-2) = 1440º00'00" ERRO = 00º07’ PRECISÃO (P) = PERÍMETRO EL 1440 00 00 730.0056 0.3 8959419. YP00 = N P00 = 8959419.4296 0.1720 0.0 80.5 60.5 757576.088507 -44.163801 79.3951 0.8046 0.831784 7.1 8959199.119234 -70.197 . ALUNOS DATA: 1996 .2653 -0.2 8959339.6 141. PROJEÇÕES ΔX‟ = D.8563 0. ΣΔY’ Σ│ΔY’│ ΣΔY = 0 ERRO PRECISÃO LINEAR 0.6 DISTRIBUIÇÃO DO ERRO: 42” por vértice 0.1 8959154.035211 70.214938 -13.6875 0.1 Y 8959420.001685 7.9 757530.004372 -19. (m) PROJEÇÃO NO EIXO X CALCU CORRE COMPEN LADA ÇÃO SADA ΔX’ CX ΔX -19. CORREÇÕES CX= ΔX’.1127 0.3 8959269.6 8959282.394405 -52.senAz ΔY‟ = D.03069 -42.005574 25.1018 ΣΔX’ -0.: PROF.6 8959368.014602 66.000695 1.2 96.6 X 757513.009387 -42.022291 -44.6391 0.9 8959283. ΣΔX’ Σ│ΔX’│ CY = ΔY’.4249 LEV.0 90.946928 -36.1018 ΣΔX = 0 Σ│ΔX’│ 464. E E ALUNOS ERRO LINEAR(EL) = [(ΣΔX‟)2 + (ΣΔY‟)2] ½ .435174 66.024516 -111.006534 -13.8 757372.031514 -86.8294 0.0353 0.819242 25.1 88. TOPOGRAF.635502 -21.4 75.014642 66.4 757597.2572 0.Ivancildo F.6209 0.025914 -52.689185 65.2 15.1918 0.8374 0.0536 0.029029 58.2842 1/2570 CÁLCULO: VISTO: PROF.042938 -86.039782 79.7359 0.014386 65.027999 56.5 757438.4652 .2 757476.0 63.1 757504.6112 0.0 757533.2653 Σ│ΔY’│ 532.9513 0.244 DIST.820013 PROJEÇÃO NO EIXO Y CALCU CORRE COMPEN LADA ÇÃO SADA ΔY’ CY ΔY 1.6 757364.228171 56. ΣΔY’ 0.008024 -36.2 SOMA 1439 53 00 180.034907 -70.603176 -111.6636 0.797618 COORDENADAS LIDO º 122 121 197 97 167 166 75 209 110 172 ' 12 08 14 13 14 56 58 02 38 18 P00 P01 P02 P03 P04 P05 P06 P07 P08 P09 P01 P02 P03 P04 P05 P06 P07 P08 P09 P00 º 274 215 232 149 136 123 19 48 339 331 ' 08 23 37 51 48 47 49 28 47 " 42 24 06 48 30 12 54 36 18 20.3 8959224.Alagoas 106 PLANILHA DE CÁLCULO ANALÍTICO – POLIGONAL FECHADA NA MESMA BASE SERVIÇO: Exemplo elucidativo LOCAL: AZIMUTE INICIAL: AzP00-P01 = 274º E PV ÃNGULOS ER COMPEN RO SADO " " º ' " 00 42 122 12 42 00 42 121 08 42 00 42 197 14 42 97 13 42 00 42 00 42 167 14 42 00 42 166 56 42 75 58 42 00 42 00 42 209 02 42 00 42 110 38 42 00 42 172 18 42 AZIMUTE perímetro do IFAL Campus Palmeia dos Indios TEODOLITO: Wild de precisão 6” COORDENADAS INICIAIS: XP00 = E P00 = 757533.758191 70.cosAz DATA: 1996 DATA: 1996 Adaptado do formulário organizado pelo professor Luiz Carlos da Silveira .004610 -21.

um polígono aberto. Horiz. Coordenadas.210 P14 D P15 175º17'56" Azimute de saída AzP01-P02 = 177º28'03" Coordenadas da estação de XP02 = 1119.Alagoas 107 8.129 chegada XP15 = 1402. Azimute na saída (pode não ser conhecido). Elementos a levantar: Azimute na chegada.015 B A C 71º05'06" 152. C e D de uma poligonal enquadrada que partiu de um ponto P02 e findou num ponto P14. Caracteriza-se pelo último vértice não coincidir com o vértice inicial.3. desta forma. Ré de saída.220 D C P14 16º15'37" 139. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .Ivancildo F.4.119 saída Coordenadas das estações de XP14 = 1405.127 YP15 = 606. Poligonal fechada em base diferente ou enquadrada A poligonal fechada em base diferente parte de uma linha de uma poligonal fechada e chega numa outra linha da mesma poligonal ou de outra poligonal cujos pontos das linhas são conhecidos. Estação de chegada. Exemplo elucidativo: Determinar as coordenadas dos vértices A. Projeções. B. comparadas com as projeções calculadas. este é calculado pela diferença entre as coordenadas de chegada e as coordenadas de saída. Neste tipo de poligonal o erro angular é dado pela diferença entre o azimute de chegada existente e o azimute de chegada calculado.770 C B D 305º40'16" 123. formando. Quanto ao erro linear.009 A P02 B 288º44'07" 120. Vante de chegada.714 YP14 = 475.723 . mas de coordenadas iniciais e finais conhecidas.714 YP02 = 343. Desta forma são conhecidos: Estação de saída. Distância (m) P02 P01 A 43º54'53" 136. ambos de coordenadas conhecidas: CADERNETA DE LEVANTAMENTO Estação Ré Pv Ang.

180º = 150º07'03" + 71º05'06" – 180º = 41º12'09" + 305º40'16" .Alagoas 108 Croqui: N ● P01 P15 ● AzP01-P02 P14 A C P02 B D Solução: 1) Azimutes AzP01-P02 AzP02-A AzA-B AzB-C AzC-D AzD-P14 AzP14-P15 2) Erro angular O erro angular do levantamento é calculado na linha P14 – P15 pela diferença entre o azimute de chegada (conhecido) e o calculado. Az = Az' Az = 360º .Az' → Sempre que ∆X for positivo → Sempre que ∆X for negativo. porque o Az estará entre 180º e 360º . Erro angular P14-P15 = AzP14-P15 (conhecido) – AzP14-P15 (calculado) Mas. o termo „azimute calculado‟ precisa ainda ser conhecido: Calcula-se AzP14-P15 pela fórmula Az'P14-P15 = arc Cos ∆Y = 177º28'03" = 177º28'03" + 43º54'53" – 180º = 41º22'56" + 288º44'07" .Ivancildo F.180º = 166º52'25" + 16º15'37" – 180º = 3º08'02" + 175º17'56" – 180º = 41º22'56" = 150º07'03" = 41º12'09" = 166º52'25" = 3º08'02" = 358º25'58" D Sendo. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .

o AzP14-P15 (calculado) deverá ser igual ao AzP14-P15 (conhecido): AzP02-A Compensado AzA-B Compensado AzB-C Compensado AzC-D Compensado AzD-P14 Compensado AzP14-P15 Compensado 4) Projeções ΔX‟P02-A ΔX‟A-B ΔX‟B-C ΔX‟C-D ΔX‟D-P14 = DP02-A.senAzD-P14 = 136.220. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .5" 6 A correção deve ser acumulada a cada estação.0" = 41º12'09" + 10.5" = 358º25'58" + 21" = 41º22'59.6388 = 27.587 D = [∆X2 + ∆Y2 ]½ = [(-3.5" = 166º52'39" = 3º08'19.5" = 120.5" = 358º26'19" . faz-se a sua distribuição igualmente da estação de saída (P02) até a estação de chegada (P14).127 – 1405.594 ∆X = XP15 – XP14 = 1402.9751 = 7.1º33'40.714 = -3.sen3º08'19.senAzB-C = DC-D.7907 = 100.5" = 89.5" = 150º07'10" = 41º12'19.Alagoas 109 Onde: ∆Y= projeção da linha no eixo das ordenadas.9144 = 59.senAzC-D = DD-P14.999635374 = 1º33'40.senAzA-B = DB-C.015.sen166º52'39" = 139.594 = arc Cos 0.5" = 166º52'25" + 14" = 3º08'02" + 17.587)2 + (131.770.594)2 ]½ = 131.Az‟ = 360º .5" = 150º07'03" + 7.Ivancildo F.senAzP02-A = DA-B.358º25'58" = 000º00'21" 3) Azimute compensado Conhecido o erro angular. D = comprimento da linha 14-15. Erro distribuído = 21" = 3.sen41º12'19.6428m Az‟P14-P15 = arc Cos131. Ao final da compensação.sen41º22'59.009.99" = 358º26'19" Finalmente Erro angular = AzP14-P15 (conhecido) – AzP14-P15 (calculado) Erro angular = 358º26'19" .5" = 123.sen150º07'10" = 152.642 AzP14-P15 = 360º . Logo ∆Y= YP15 – YP14 = 606.129 = 131.210.6223 = 41º22'56" + 3.99" 131.723 – 475.

059)2 + (0.119 ΣΔY = 132.cosAzA-B = DB-C.714 ΣΔX = 286.210. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .5" 5) Soma das projeções: ΣΔX‟ = 285.129 – 343.5" = 120.714 – 1119.770.103 7) Precisão A precisão indica a distância de levantamento para se obter o erro de 1 metro.cos41º22'59.cosAzB-C = DC-D.000 – 285.0482 = -104.5" = 123.cos166º52'39" = 139.cos3º08'19.0012 ΔY‟P02-A ΔY‟A-B ΔY‟B-C ΔY‟C-D ΔY‟D-P14 = DP02-A.9396 = -120.cosAzD-P14 = 136.01 – 131. A precisão do levantamento é dada pela fórmula: .926 Σ|ΔY‟| = 580.cosAzC-D = DD-P14.941 ΣΔY‟ = 131.009.cosAzP02-A = DA-B.ΣΔY’ Sendo ΣΔY = YP14 (chegada) – YP02 (saída) ΣΔY = 475.0842m Finalmente EL = [(0.cos150º07'10" = 152.059m ErroY = ΣΔY .01 Erro Y = 132.0842)2 ]½ EL = 0.220.cos41º12'19.9258 = 0.052 6) Erro linear O erro linear é dado pela fórmula: EL = [(ErroX)2 + (ErroY)2]½ ErroX = ΣΔX .ΣΔX’ Sendo ΣΔX = XP14 (chegada) – XP02 (saída) ΣΔX = 1405.941 = 0.0023 = 139.015.000 Erro X = 286.Ivancildo F.Alagoas 110 = 102.941 Σ|ΔX‟| = 285.0609 = 114.

(100. Logo.6388) = 0.(0.000206336.000145159.052 CP02-A CA-B CB-C CC-D CD-P14 = 0.0842) | = 0.018552 = 0.000206336. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .000145159.224 = 6516.(139.(7.Alagoas 111 P = Perímetro EL Onde: Perímetro = soma dos lados da poligonal.74 0.ErroX| Σ|ΔX‟| Cx = | ΔX‟.016684 = -0.000206336.103 A precisão é anotada na forma de escala → P = 1: 6516.0012) = 0.74 8) Correções do Erro Linear: No eixo do X Cx = |ΔX‟.ΔX‟ 285. P = 671.6223) = 0.9396) = 0.941 CP02-A CA-B CB-C CC-D CD-P14 = 0.015105 = 0.(102.000206336.Ivancildo F.000206336.ΔY‟ 580.9751) = 0.005772 = 0.(0.000145159.(-120.017419 = 0.7907) = 0.059) | = 0.(114.000145159.(-104.014813 = -0.0609) = 0.000206336.(27. EL = erro linear.000145159.000145159.020178 9) Projeções compensadas As projeções compensadas são calculadas pelas fórmulas: .(59.012336 = 0.0023) = 0.9144) = 0.020765 = 0.001573 No eixo do Y Cy = |ΔY‟.(89.ErroY| Σ|ΔY‟| Cy = | ΔY‟.0482) = 0.

0214 = 131.945 = 102.0197 = 336.18 = 341.9563 = 456.9396 + 0.9809 = 7.65 = 1269.09 = 1405. ΔXP02-A ΔXA-B ΔXB-C ΔXC-D ΔXD-P14 ΔYP02-A ΔYA-B ΔYB-C ΔYC-D ΔYD-P14 = = = = = = = = = = ΔY = ΔY‟ + Cy ΔX‟P02-A + C P02-A ΔX‟A-B + C A-B ΔX‟B-C + C B-C ΔX‟C-D + C C-D ΔX‟D-P14 + C D-P14 ΔY‟P02-A + C P02-A ΔY‟A-B + C A-B ΔY‟B-C + C B-C ΔY‟C-D + C C-D ΔY‟D-P14 + C D-P14 = 89.119 = YP02 + ΔYP02-A = YA + ΔYA-B = YB + ΔYB-C = YC + ΔYC-D = YD + ΔYD-P14 = 1119.0197 = 139.020178 ΣΔY 10) Coordenadas XP02 XA XB XC XD XP14 YP02 YA YB YC YD YP14 = 1119.06 → OK! .6596 = 1370.119 + 102.71 → OK! = 343.0000 = 102.016684 = -120.04 + 139.9329 = 1209.45 + 100.018552 = 59.9751 + 0.04 = 475.017419) = 139.9563 = -120.Ivancildo F.8030 = 1269.11 = 1398.7907 + 0.Alagoas 112 ΔX = ΔX‟ + Cx Logo.0482 + 0.6388 + 0.06 – 120.9329 = 59.18 -104.015105) = 114.0214 = 445.714 + 89.020765 = 27.6596 = 27.0630 = -104.001573 ΣΔX = 89.65 + 59. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .1095 + 27.014813 = -104.005772 = 7.11 + 114.09 + 7.012336 = 100.6223 + 0.11 = 456.9144 + 0.0012 + 0.0023 + (-0.6239 = 1209.714 = XP02 + ΔXP02-A = XA + ΔXA-B = XB + ΔXB-C = XC + ΔXC-D = XD + ΔXD-P14 = 343.06 = 336.6239 = 286.0609 + (-0.8030 = 100.0760 = 341.0630 = 445.45 = 1370.9809 = 1398.0760 = 114.

SAÍDA: XP02 = 1119.5 07 10 12 19.SAÍDA: AzP0-P02 = 177º28'03" COORD.5 7. PROJEÇÕES ΔX’ = D.8030 100.ΣΔX’ .45 341.129 E PV ÂNGULOS LIDOS º ' " TEODOLITO: YP02 = 343. CHEGADA: X14 =1405. .0609 -0.012336 59.9751 0.224 DISTR ERRO ANGULAR ACUMULADO 3.945 DATA: DATA: DATA: Adaptado do formulário organizado pelo professor Luiz Carlos da Silveira.5 14 17.0630 1209.014813 102.009 120.9809 7.0842 Σ│ΔY’│ 580.052 E. Σ│ΔX’│ Σ│ΔY’│ ERRO LINEAR (EL) =[(ErroX)2+(ErroY)2] ½ ErroX = ΣΔX – ΣΔX’ = (Xchegada – Xsaída) .018552 89.ERROY .74 VISTO: PRECISÃO(P) = PERÍMETRO .020765 100.04 139.0012 0.conAz LEV.ERROX .65 445.11 114.18 -104.6223 0. (m) 136.103 PRECISÃO 1/6516.TOPOGRÁFICO: CÁLCULO: ΣΔX’ 286 ΣΔY’ 131. CORREÇÕES CX = ΔX’.714 COORD.9396 0.941 ERRO Y 0.Alagoas 113 PLANILHA DE CÁLCULO ANALÍTICO – POLIGONAL ENQUADRADA SERVIÇO: Exemplo elucidativo LOCAL: FOLHA nº: Única AZ.714 Y14 = 475.9329 59.0760 1269.005772 27.71 475.Ivancildo F.ΣΔY’ .001573 7.5 52 39 08 19.220 139.0214 1405.020178 139. ErroY = ΣΔY – ΣΔY’ = (Ychegada – Ysaída) .5”/vértice ERRO X 0.015 152.059 Σ│ΔX’│ 285.9563 1370.0 10.0197 1398.210 P02 A B C D A B C D 14 43 288 71 305 16 54 44 05 40 15 53 07 06 16 37 41 150 41 166 3 358 358 22 07 12 52 08 25 26 56 03 09 25 02 58 19 21 3.016684 114.017419 -120.6388 0.11 456.senAz ΔY’ = D.09 336.CHEGADA: Az14-15 = 358º26'19" AZIMUTE CALCULAD O º ' " ER RO " AZIMUTE CORRIGIDO º ' " DIST.06 -120.770 123.7907 0.0023 -0.9144 0. Linear 0.119 AZ. CY = ΔY’.015105 -104.6596 27.6239 PROJEÇÃO NO EIXO Y CALCUCORRE COMPEN COORDENADAS LADA ÇÃO SADA ΔY’ CY ΔY X Y 102.06 AZIMUTE CALCULADO AZIMUTE CONHECIDO ERRO 671. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .0482 0.5 PROJEÇÃO NO EIXO X CALCU CORRE COMPEN LADA ÇÃO SADA ΔX’ CX ΔX 89.5 41 150 41 166 3 22 59.

o método consiste em escolher.Alagoas 114 8. este método é bastante útil em projetos que exigem “amarração” de detalhes. evidentemente. ressaltando-se que o fechamento desta independe dos pontos irradiados. Uma vez demarcada e levantada a poligonal principal (aberta ou fechada). Croqui: . bem como. Assim. P12 e P13 a partir da poligonal-escola de coordenadas previamente levantadas.5. deste ponto „P‟ são medidas as distâncias (através dos métodos de medição de distâncias horizontais conhecidos) aos pontos definidores do referido detalhe. P11. do tipo de dispositivo ou equipamento utilizado. Levantamento por irradiação Conhecido também como método das coordenadas polares. A execução dos cálculos para a obtenção das coordenadas dos diversos pontos avistados pode ser feita na mesma planilha de cálculos da poligonal principal (poligonal fechada ou enquadrada). os ângulos horizontais entre os alinhamentos que possuem „P‟ como vértice. de onde possam ser avistados os pontos que definem o detalhe a levantar. A precisão resultante do levantamento dependerá. estrategicamente. Exemplo elucidativo: Determinar as coordenadas planas-UTM dos pontos irradiados P10. um ou mais pontos „P‟ pertencentes a essa poligonal.Ivancildo F. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .

6 NP12 = NP02 + ΔNP02-P12 = 8959368.cosAzP02-P13 = DP09-P10.23 NP02 = 8959368.10 P09 P08 P10 87º12'06" 29.043 = -1.6 Coordenadas P09 E = 757576.6 + 8.942 = -12. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .6 EP12 = EP02 + ΔEP02-P12 = 757476.10.cosAzP02-P12 = DP02-P13.10. Horiz.20 P02 P01 P13 172º13'50" 82.047 A partir do vértice P02 EP02 = 757476.3 Azimute saída Az P01-P02 = 215º08'42" AzP08-P09 = 339º28'36" Solução: 1) Azimutes AzP01-P02 = 215º08'42" AzP02-P12 = 215º08'42" + 142º14'00" – 180º = 177º22'42" AzP02-P13 = 177º22'42" + 172º13'50" – 180º = 169º36'32" AzP08-P09 = 339º28'36" AzP09-P10 = 339º28'36" + 87º12'06" – 180º = 246º40'42" AzP09-P11 = 246º40'42" + 121º08'18" – 180º = 187º49'00" 2) Projeções ΔEP02-P12 ΔEP02-P13 ΔEP09-P10 ΔEP09-P11 ΔNP02-P12 ΔNP02-P13 ΔNP09-P10 ΔNP09-P11 3) Coordenadas = DP02-P12.Alagoas 115 Caderneta de campo CADERNETA DE LEVANTAMENTO Estação Ré Pv Ang.00 P09 P08 P11 121º08'18" 20.sen177º22'42" = 82.043 = 8959459.00.cos169º36'32" = 29.cosAzP09-P11 = 71.62. Distância (m) P02 P01 P12 142º14'00" 71.6 N = 8959368.cos187º49'00" = 70.cosAzP09-P10 = DP09-P11.24 NP13 = NP12 + ΔNP02-P13 = 8959377.00.Ivancildo F.673 = -3.senAzP09-P11 = DP02-P12.64 = 8959377.62 Coordenadas P02 E = 757476.673 = 757547.0 N = 8959339.947 = 8.senAzP02-P13 = DP09-P10.046 = 28.cos177º22'42" = 82.sen169º36'32" = 29.28 .834 = 16.27 + (-3.640 = 82.6 + 70.sen246º40'42" = 20.046) = 757544.20.62.20.sen187º49'00" = 71.27 EP13 = XP12 + ΔEP01-P13 = 757547.cos246º40'42" = 20.senAzP02-P12 = DP02-P13.senAzP09-P10 = DP09-P11.24 + 82.

3 NP10 = NP09 + ΔNP09-P10 = 8959339.99 NP09 = 8959339.947) = 757591.0 + 28.047 = 8959393.94 EP11 = XP12 + ΔEP09-P11 = 757604.47 NP11 = NP12 + ΔNP09-P11 = 8959377.94 + (-12.0 EP10 = EP09 + ΔEP09-P10 = 757576.942 = 757604.Alagoas 116 A partir do vértice P09 EP09 = 757576.Ivancildo F. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .3 + (-1.52 .834) = 8959337.47 + 16.

.

4 75.7359 0.8046 0.1 757504.6 757364.039782 79.2 15.Ivancildo F.394405 -52.6112 0.0 63.6 71.1 88.8563 0.035211 70.0056 0.3 8959269.653486 66.2 757544.1018 CY = ΔY‟.10 29.0353 0.6 8959368.4249 LEV.005574 25.6636 0.014386 65.9 Y 8959420.1 8959199.2 757604.119234 -70.244 AZIMUTE º 274 215 232 149 136 123 19 48 339 331 ' 08 23 37 51 48 47 49 28 47 " 42 24 06 48 30 12 54 36 18 20.228171 56.1 8959154.214938 -13.6391 0.603176 -111.3 8959419.046 28.2842 1/2570 CÁLCULO: VISTO: PROF.034907 -70.1127 0.8 757372.820013 70.834 16.6 DISTRIBUIÇÃO DO ERRO: 42” por vértice CORREÇÕES CX= ΔX‟.9 757530.6875 0.5 757438.2 8959337.cosAz DATA: 1996 DATA: 1996 .8294 0. E E ALUNOS COORDENADAS X 757513.000695 1.6 8959282.435174 66.029029 58.9 8959283.758191 70.628389 58. (N-2) = 1440º00'00" ERRO = 00º07’ PRECISÃO (P) = PERÍMETRO EL . (m) PROJEÇÃO NO EIXO X CALCU CORRE COMPEN LADA ÇÃO SADA ΔX’ CX ΔX -19.008024 -36.4296 0.2653 Σ│ΔY’│ 532.673 -3.0 80.942 -12.0536 0.027999 56.1018 ΣΔX’ -0.2 8959377.014602 66. ΣΔX = 0 Σ│ΔX’│ 464.6209 0. ALUNOS DATA: 1996 ΣΔY = 0 ERR LINEAR PRECISÃO 0.043 -1.640 82.635502 -21.6 141.2572 0.004610 -21.4 757597.9 757591. 1440 00 00 730.0 757533.006534 -13. PROJEÇÕES ΔX‟ = D.03069 -42.001685 7.2 82. YP00 = N P00 = 8959419.689185 65.5 LIDO º 122 121 197 97 167 166 75 209 110 172 142 172 87 121 ' 12 08 14 13 14 56 58 02 38 18 14 13 12 08 P00 P01 P02 P03 P04 P05 P06 P07 P08 P09 P02 P02 P09 P09 P01 P02 P03 P04 P05 P06 P07 P08 P09 P00 P12 P13 P10 P11 SOMA 1439 53 00 180.8374 0.3 8959224.4652 ΣΔY’ 0.3951 0.946928 -36. TOPOGRAF.1720 0.1918 0.088507 -44. ΣΔY‟ Σ│ΔY‟│ .5 60. ΣΔX‟ Σ│ΔX‟│ ERRO LINEAR(EL) = [(ΣΔX‟)2 + (ΣΔY‟)2] ½ .2 757476.042938 -86.004372 -19.819242 25.: PROF.4 8959393. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .022291 -44.197 .031514 -86.047 -0.024516 -111.0 90.009387 -42.163801 79.0 20.2 8959459.797618 8.1 757547.025914 -52.9513 0.831784 7.2653 PROJEÇÃO NO EIXO Y CALCU CORRE COMPEN LADA ÇÃO SADA ΔY ΔY’ CY 1.947 0.2 96.senAz ΔY‟ = D.2 8959339.Alagoas 118 PLANILHA DE CÁLCULO ANALÍTICO – POLIGONAL FECHADA NA MESMA BASE SERVIÇO: Exemplo elucidativo AZIMUTE INICIAL: AzP00-P01 = 274º E PV ÃNGULOS ER COMPEN RO SADO " " º ' " 00 42 122 12 42 00 42 121 08 42 00 42 197 14 42 97 13 42 00 42 42 167 14 42 00 00 42 166 56 42 75 58 42 00 42 42 209 02 42 00 00 42 110 38 42 00 42 172 18 42 00 50 06 18 - LOCAL: perímetro da UNED/PIn TEODOLITO: Wild de precisão 6” COORDENADAS INICIAIS: XP00 = E P00 = 757533.014642 66.5 757576.62 DIST.

não deixa de ser semelhante ao método anterior. pode-se aproveitar a planilha de cálculos da poligonal principal. Levantamento por interseção a vante Conhecido também como método das coordenadas bipolares. Porém. deve-se escolher na poligonal. Os pontos topográficos a serem levantados serão definidos pelas interseções dos lados de ângulos horizontais medidos das extremidades da base estabelecida na poligonal. não um. Para a execução dos cálculos das coordenadas bipolares dos diversos pontos avistados.Ivancildo F. Desta vez. do tipo de dispositivo ou equipamento utilizado. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 119 8.6. que delimitam a fachada de um terreno existente em uma área externa e inacessível da poligonal-escola de coordenadas previamente levantadas. exigindo que se tenha uma poligonal principal demarcada e levantada (aberta ou fechada). este método é bastante útil em projetos que exigem “amarração” de detalhes inacessíveis. A precisão resultante do levantamento dependerá. seja pela distância ou por obstáculos intransponíveis. Croqui: - . simultaneamente. Exemplo elucidativo: Determinar as coordenadas planas-UTM dos pontos P14 e P15. os pontos que definem o detalhe a levantar. mais dois vértices „P‟ e „Q‟ subseqüentes (Ambos extremos de um mesmo alinhamento – linha base) que possam avistar. evidentemente.

cotgAzP00-P14) – (YP09 . Da trigonometria.NP15) por interseção das linhas oblíquas P00-P14 com P09-P14 e P00-P15 com P09-P15: N N P15 N N P14 ● ● Az3P00-P14 P00 P09 Az3P00-P15 P00 P09 Az3P09-P14 Az3P09-P15 Coordenadas do ponto P14 XP14 = (YP00 – XP00.244 Coordenadas P09 E = 757576.XP09.0 N = 8959339. pode-se conhecer as coordenadas dos pontos (EP14.197 N = 8959419.3 Azimute saída Az P08-P09 = 339º28'36" AzP09-P00 = 331º47'18" Solução: 1) Azimutes AzP08-P09 = 339º28'36" AzP09-P14 = 339º28'36" + 214º33'00" = 554º01'36" ou 194º01'36" AzP09-P15 = 339º28'36" + 244º31'50" = 584º00'26" ou 224º00'26" AzP09-P00 = 331º47'18" AzP09-P14 = 331º47'18" + 300º18'06" = 632º05'24" ou 272º05'24" AzP09-P15 = 331º47'18" + 325º48'18" = 657º35'36" ou 297º35'36" 2) Coordenadas Estamos diante da interseção de retas oblíquas nos pontos P14 e P15. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 120 Caderneta de campo LEVANTAMENTO DE CAMPO Estação Ré Pv Ang.NP14) e (EP14.cotgAzP09-P14) cotgAzP09-P14 .cotgAzP00-P14 . Horiz. P09 P08 P14 214º33'00" P09 P08 P15 244º31'50" P00 P09 P14 300º18'06" P00 P09 P15 325º48'18" Coordenadas P00 E = 757533.Ivancildo F.

tgAzP09-P15) tgAzP09-P15 .199 Coordenadas do ponto P15 XP15 = (YP00 – XP00.3tg194º01'36") tg194º01'36" .tgAzP00-P15) – (XP09 .2773) – (8959339.5733244 XP15 = 757603.0 – 8959339.36) – (757576.0 – 12638948.804 = -0.197 – 8959419.cotg297º35'36" XP15 = (8959419.935485 – (-2.0 + 8381328.tg297º35'36" YP15 = (757533.244 -757533.371 = 1191955.167 .2298 YP14 = (XP00 – YP00.cotg194º01'36") cotg194º01'36" .068964043 – (-0.71270998 XP14 = 757485.Ivancildo F.97 = 1.244 -757533.76) – (757576.0 – 8959339.3 – 537020.8749) – (8959339.56 – 9138904.8715 XP14 = 8959438.5674961 XP15 = 8959359.97) -0.7088674 .9294) 0.244 + 654854.35625406) XP14 = 9229293.197.0.244 + 269874.3 -757576.cotg272º05'24" XP14 = (8959419.197 + 25148960.96 +11881372.tg297º35'36") – (757576.806985) XP14 = 25906493.cotg272º05'24") – (8959339.748 1.1567952) XP15 = 11121746.4107009 – (-1.0.5038) -1.tg272º05'24") – (757576.76) 1.76 = 2.119 – 8422318.tg272º05'24" YP14 = (757533.XP09.cotgAzP00-P15) – (YP09 .294 YP15 = (XP00 – YP00.197 – 8959419.244.tgAzP00-P14) – (XP09 .cotg224º00'26") cotg224º00'26" .cotgAzP00-P15 XP15 = (8959419.tgAzP00-P14 YP14 = (757533.cotgAzP09-P15) cotgAzP09-P15 .YP09.197 + 10364213.tgAzP00-P15 YP15 = (757533.tgAzP09-P14) tgAzP09-P14 .cotg297º35'36") – (8959339.3 + 809821.3 -757576.3tg224º00'26") tg224º00'26" .(-0.197.YP09. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 121 XP14 = (8959419.864457) XP15 = 9614274.521 – 9769160.244.

dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 122 8. 02 03 01 AB observador Com o passar dos tempos o problema de Pothenot também foi implantado na solução de problemas rotineiros da topografia em pontos de difícil acesso em áreas rurais e urbanas. por exemplo). Exemplo elucidativo: Determinar por Pothenot as coordenadas do ponto topográfico P04. O navegador visava três pontos na costa (faróis 03. 02 e 01.Y) conhecidas: Croqui 02 03 ^ 2' ' ^ 2" ^ D ' ^ C ' 01 ^ ^ AB ' ' P04 Considerando como dados: . foi inicialmente concebido para utilização em navegação. quando através dele foi possível observar e medir os ângulos aos pontos inacessíveis 01. media os ângulos A e B.7. determinava sua posição no mar. e através da geometria. 02 e 03 de coordenadas (X.Ivancildo F. Levantamento por interseção a ré O problema de interseção à ré ou problema de Pothenot.

31 Y01 = 106.033 Y02 = 126. D = comprimento da linha 01-02.Az‟01-02 = 360º .64" Sendo ∆X (X02 – X01) < 0 Az01-02 = 360º . calcula-se o azimute Az'01-02: Az'01-02 = arcCos ∆Y D Analisando Az em função do Az': Az = Az' → Sempre que ∆X da linha for positivo → 180º e 360º Sempre que ∆X da linha for negativo.36" .Az' Onde: ∆Y= projeção da linha no eixo das ordenadas. porque o Az estará entre Az = 360º .701 Y03 = 112.64" = 292º08'30. Daí. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 123 Ponto 01 X01 = 108.354m Linha 02-03: D02-03 = [(X03 .36" Az01-02 = 292º08'30.354 Az‟01-02 = 67º51'29.Ivancildo F.701 – 106.215 Ponto 02 Ponto 03 X02 = 57.3768 D02-01 54.015m 2) Azimute das linhas 01-02 e 02-03: Conhecidas as coordenadas da linha 01-02. Az‟01-02 = arccos(Y02 – Y01) = arcos(126.67º51'29.964 X03 = 10.215) = arccos 0.415 Ângulo horizontal medido A = 34º36'20" B = 38º41'20" Solução: 1) Comprimento das linhas 01-02 e 02-03: Linha 01-02: D01-02 = [(X02 – X01)2 + (Y02 – Y01)2 ]½ D01-02 = 54.X02)2 + (Y03 – Y02)2 ]½ DGPS02-03 = 50.

Az‟02-03 = arccos (Y03 – Y02 ) D02-03 Az‟02-03 = arccos (112.Ivancildo F. tg(D – C) = tg(D + C) .Az‟02-03 = 360º .7" Por outro lado.36" ± 180º ^ 2 = 141º15'41. K – 1 2 2 K +1 .415 – 126.3" Sendo ∆X (X03 – X02) < 0 Az02-03 = 360º .701) = arccos (-0.3" Az02-03 = 253º24'11.292º08'30.285634) 50.3" 4) Ângulos D e C: ^ + ^ + ^ + ^ + ^ = 360º A B C D 2 34º36'20" + 38º41'20" + C + ^ + ^ D 141º15'41. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 124 Analogamente.7" 3) Ângulo ^ = ^ + ^ : 2 2' 2" ' ' ' Az02-03 02 N ^ 2 ' 03 01 Az01-02 ^ Az02-03 = Az01-02 + 2 ± 180º ' Onde ^ 2 = Az02-03 – Az01-02 ± 180º ' ^ 2 = 253º24'11.7" .015 Az‟02-03 = 106º35'48.106º35'48.3" = 360º ^ ^ C + D = 145º26'38.

70" ^ -C= D ^ Logo.95" 5) Lados 03-04 e 01-04: Do triângulo de vértices 02.00635773700187 K+1 0. (-0. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 125 K = D01-02 sen A E= 54.020440035) (D – C) = .0. 03 e 04.95" Os ângulos C e D são determinados a partir do sistema de duas equações a duas incógnitas ^ ^ D + C = 145º26'38.354 . 02 03 ^ 2' ' ^ D ' ^ A ' 04 .88" ^ C = 73º53'34. ^ D = 71º33'03.015 . sen 38º41'20" K -1 = 0.Ivancildo F.987364857 + 1 Substituindo os valores na expressão acima.7") . sen 34º36'20" = 0.987364857 .1 = .00635773700187) 2 2 tg(D – C) = .arctg (-0.341929365 D – C = -2º20'30.0.2.020440035 2 (D – C) = 2.82" -2º20'30. tg(D – C) = tg(145º26'38.987364857 D02-03 sen B 50.

sen67º25'05.88" .B .Ivancildo F.287m . 02 e 04.A = 180º .588m Do triângulo de vértices 01. D03-04 = D02-03 sen 2‟ sen A ^ D03-04 = D02-03 sen 2‟ = 50.12" s ' sen A sen34º36'20" D03-04 = 84.71º33'03.C = 180º .015 .38º41'20" .34º36'20" 2‟ ' ^ 2‟ = 73º50'36. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 126 ^ ^ ^ 2‟ + D + A = 180º ^ = 180º .354 . D01-04 = D01-02 sen 2” sen B ^ D01-04 = D01-02 sen 2” = 54.18" ' Numa relação de senos.D . sen73º50'36.82" 2” ' ^ 2” = 67º25'05.12" ' Numa relação de senos.18" s ' sen B sen38º41'20" D01-04 = 80.73º53'34. 02 ^ 2” ' ^ C ' 01 ^ B ' 04 ^ ^ ^ 2” + B + C = 180º ^ = 180º .

o profissional vai ao terreno obter medidas de ângulos e distâncias para. X04 = X01 + D01-04 .cos218º14'55.5" ^ Az03-04 = Az02-03 + D ± 180º ' Az03-04 = 253º24'11. também chamado de medição. a locação pode ser efetuada usando-se os dois sistemas de coordenadas conhecidos: .033 + 84. Fase da locação Conforme dito no início deste capítulo.sen218º14'55.88" ± 180º Az03-04 = 144º57'15.5" X04 = 58.163 8.sen144º57'15.415 + 84.73º53'34. senAz01-04 X04 = 108. Basicamente. cosAz01-04 Y04 = 106. Y04) do vértice 04 a partir do ponto 01.287.5" Y04 = 43. locação é a operação inversa do levantamento. deverá ser implantado no terreno.287.5" X04 = 58.31 + 80. cosAz03-04 Y04 = 112. senAz03-04 X04 = 10.82" ± 180º Az01-04 = 112º08'30.8.7" + 71º33'03.163 Coordenadas (X04 . munido dos dados do projeto.73º53'34. irá locá-los no terreno. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 127 6) Coordenadas do vértice 04: Precisa-se de ^ Az01-04 = Az02-01 – C ± 180º ' Az01-04 = (Az01-02 – 180º) . Y04) do vértice 04 a partir do ponto 03.73º53'34. Para isso. também chamada de marcação.588. no escritório. O projeto da obra. o profissional em topografia.36" – 180º) .5" Coordenadas (X04 .cos144º57'15.588.5" Y04 = 43.Ivancildo F.606 Y04 = Y03 + D03-04 . no entanto. Na locação.82" ± 180º Az01-04 = (292º08'30.36" . os dados foram previamente elaborados no escritório através de um projeto.606 Y04 = Y01 + D01-04 .82" ± 180º Az01-04 = 218º14'55. No levantamento. X04 = X03 + D03-04 .215 + 80. calcular e desenhar.

blocos.30 a 1. tubulões ou estacas. ▪ Cotas de arrasamentos das sapatas. tubulões. vigas baldrames e as paredes deve-se dispor da planta de arquitetura e estrutura. Os engenheiros calculistas normalmente entregam ao engenheiro de obra os cálculos estruturais constando de dimensões das vigas. e as coordenadas polares (ângulo em uma direção e uma distância) para locar pontos. Todavia. O procedimento de locação no campo: Para um bom controle de locação de uma residência ou prédio devemos seguir os seguintes passos: ▪ De posse da planta com os eixos. sapatas isoladas ou corridas. estacas ou tubulões. devendo constar ainda: ▪ Planta de locação do gabarito. blocos. pilares e demais elementos estruturais. loca-se a posição do gabarito que deve contornar a área de construção. pilares e vigas baldrames). Para as locações dos pilares. Como os alinhamentos para vigas e baldrames são a base do projeto. estas informações são insuficientes para a locação.1.8. não significa apenas sua locação no plano. gastos adicionais desnecessários e grandes dificuldades de execução. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 128 ▪ Retangulares ▪ Polares Como regra geral. Não observar tal arrasamento (nível adotado para corte da cabeça de estacas. observando-se uma folga entre as paredes e o sarrafo de 1.Ivancildo F. por exemplo. O processo de locação de um edifício. Difere apenas no controle da verticalidade e transferência dos alinhamentos para os andares superiores (etapa que independe da presença de um profissional em topografia). ▪ Planta de amarração dos eixos aos demais elementos estruturais (estacas.50 metros para que os pontaletes (de caibros ou eucaliptos) possam ser . estacas ou tubulões. por exemplo) fatalmente acarretará grandes prejuízos. 8. blocos. Locação de residências O processo de locação de uma residência é praticamente semelhante ao de um prédio com vários andares. o uso das coordenadas retangulares é mais favorável. no sistema de coordenadas retangulares. É necessário observar as diversas cotas de apoio e de arrasamento para sapatas. pode-se afirmar que as coordenadas retangulares ou cartesianas são melhores para locar alinhamentos.

Registra-se esse cruzamento colocando um prego em cada seccionamento. O primeiro ponto “amarrado”. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 129 utilizados como futuras "passarelas” dos andaimes. por exemplo. Área a construir ▪ Loca-se. na linha do meio fio e o segundo (B) na transversal dessa linha e dentro da área a construir. A partir do ponto B.Ivancildo F. cria-se uma linha que vai de encontro às faces da tábua corrida. e transversalmente à linha que o gerou. aleatoriamente. dois pontos A e B. Essa locação não carece da presença do profissional em topografia. .

. Se estas diagonais tiverem o mesmo valor significa que construímos ou demarcamos realmente um quadrilátero. estica-se uma linha através do uso de diastímetro e fazem-se medidas aleatórias de tamanho (Y). dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 130 Após tal locação.Ivancildo F. por exemplo. Somente após a total correção é que deveremos continuar a locação da obra. verificando essas medidas por meio de medidas aleatórias (X) e de diagonais do retângulo. Caso ocorra diferença devemos verificar e corrigir eventuais erros.

blocos. pilares.Ivancildo F. Depois de terminada a cravação de todos os pregos necessários. Após a demarcação desses eixos. A amarração deve ser efetuada sempre pelos eixos. . a estaca X tem seu local fixado pela interseção de duas linhas esticadas: uma do prego “Ax” ao prego “Ax” e outra do prego “Ay” ao “Ay”. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 131 ▪ Concluída a verificação da ortogonalidade dos eixos aleatórios é que iniciaremos a locação (na tábua corrida) dos diversos eixos fornecidos pelo projetista estrutural. A fixação dos eixos e feito por intermédio de cravação de pregos nas quatro faces da tábua corrida. iremos esticando linhas 2 a 2 e as interseções estarão no mesmo prumos do local escolhido pelo projeto para a cravação das estacas ou tubulões. vigas baldrames e paredes. Por exemplo. amarra-se a eles as respectivas estacas ou tubulões.

caberá ao mestre de obra ou construtor a colocação de pregos laterais que marquem a largura necessária para abertura da vala. . Preparar para o mestre. das vigas baldrames e paredes.Ivancildo F. transferir a cota do RN para o gabarito (que deve estar nivelado). Esta galga deve ter como referência a cota da parte superior do gabarito. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 132 ▪ Deve-se ainda. encarregado. ▪ Identificar as estacas ou tubulões em função da cota de arrasamento. Com esta cota do gabarito podemos marcar todas as cotas de arrasamento das estacas. construtor ou operador de máquina do estaqueamento uma galga para cada valor de arrasamento. ▪ Após a conclusão das locações dos eixos.

dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 133 A Figura anterior mostra um conjunto de pregos que 2 a 2 marcam com 12 cm a largura da parede (só tijolo. normalmente coincidem com a largura da parede) e com 40 cm a largura da vala. Este último par de pregos pode ser dispensado. sendo que os pedreiros abrem a vala um pouco maior do que a largura do alicerce. sem revestimento).Ivancildo F. controlada através de uma galga. . É importante também o controle da profundidade da vala. com 20 cm a largura da viga baldrame (dado em função do projeto estrutural.

uma área de um terreno é calculada segundo as projeções dos seus limites. dependendo do maior ou menor rigor com que se deseja a avaliação da área: ▪ Processo geométrico ▪ Processo analítico ▪ Processo mecânico . por meio de números que representam as diversas dimensões obtidas ou. todas as construções apóiam-se em projeção horizontal. Para fins legais. Para alcançar esses objetivos. Assim sendo. antes ou após os cálculos. três são os processos empregados. compreende-se determinar a área com limites pré-fixados. sendo estas transformadas em grandezas naturais. usando-se as grandezas gráficas (desenhos) medidas nas plantas topográficas. as áreas avaliadas topograficamente são aquelas que realmente nos interessam. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 134 09. porque além de só podermos contar efetivamente com elas. obedecendo-se à escala da planta. CÁLCULO DE ÁREA 9. Deve-se considerar que. através de medições feitas diretamente no terreno.Ivancildo F. este capítulo enfoca a medida das áreas topográficas.1. Introdução Na medição da área de um terreno.

c. Neste processo.cosA b2 = c2 + a2 – 2. escolher a forma mais conveniente de decomposição. B e C: C b a A c B Pela fórmula dos senos: A a = Sen A b a Sen B A a = c a Sen A Sen C A b = c a Sen B Sen C Pela fórmula dos co-senos (para ângulos) 2 2 2 Cos A = b + c – a 2. cabe. fazer o cálculo da área de cada uma dessas figuras e.a 2 2 2 Cos C = b + a – c 2.b.c. b e c e ângulos A.a Pela fórmula dos co-senos (para lados) a2 = b2 + c2 – 2.a. posteriormente.b.2. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 135 9.Ivancildo F. Processo geométrico Pela decomposição do polígono em figuras geométricas conhecidas Consiste em dividir o polígono em figuras geométricas conhecidas.cosC . diante das dificuldades apresentadas em cada caso.b. o cálculo da área total. a fim de que as fórmulas geométricas conhecidas de cálculo de áreas possam ser aplicadas.c.a.cosB c2 = a2 + b2 – 2.c 2 2 2 Cos B = c + a – b 2.b. Algumas expressões básicas para triângulos: Seja um triângulo qualquer de lados a.

dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 136 Deduções para cálculo de áreas: 1. o cálculo da área será deduzido da seguinte maneira: C B = 180º .senA a senC = c. por exemplo.c.senA a B = arc.cosA senB = b.senA a A a = c a Sen A Sen C Portanto. e os ângulos adjacentes A e C também conhecidos.senA 2.c.Ivancildo F.sen.senC.senA 2 . Dado um triângulo qualquer com um lado b. ÁREA = b.sen.senB 2. 2 ÁREA = b . b. e o ângulo A por eles formados.senA a C = arc. c. Dado um triângulo qualquer com dois lados b e c conhecidos.(A + C) A b = c a Sen B Sen C b = a a Sen B Sen A c = b.senC senB a = b.senA senA b A a B c A Portanto. por exemplo. o cálculo da área será deduzido da seguinte maneira: C b A A c a = Sen A a B b a Sen B a2 = b2 + c2 – 2.b.

Ivancildo F. e suas respectivas fórmulas para o cálculo de área: NOME FIGURA PERÍMETRO ÁREA QUADRADO 4.d ou 2.π.h PARALELOGRAMO 2.(s – a). Dado um triângulo qualquer com três lados a.(s – b). o cálculo da área será deduzido da seguinte maneira: C S= a+b+c 2 b A a B Área = [s.(s – c)]½ c Veja a seguir outras formas geométricas. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 137 3.(a + b)] ÷2 TRIÂNGULO a+b+c (b. por exemplo.R2 .h)÷2 CÍRCULO π. b e c conhecidos.(l + s) l.l l2 ou [d2]÷2 RETÂNGULO 2.(l + h) l.R π.h TRAPÉZIO a+b+c+d [h.

permitirão calcular a área do lado sinuoso do perímetro com melhor precisão. dará a área total (aproximada) do polígono topográfico. conforme mostra a figura abaixo.Ivancildo F. . Área = A1 + A2 + A3 + A4 + A5 + A6 + A7 + A8 Os métodos a serem descritos. Portanto. onde existem limites sinuosos no mesmo: Solução: A2 A1 A3 A4 A5 A7 A6 A8 Como se pôde observar. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 138 Exemplo elucidativo: Seja calcular a área de um polígono fechado. o lado curvo dessa área foi substituído pelos lados planos. A soma das áreas parciais geradas. a seguir. assim determinadas.

y2. + yn-1)] 2 Esquema: Pela fórmula de Simpson Desta vez o polígono deve ser dividido.. Quanto maior o número de trapézios. ..... . y2.. maior será a proximidade entre a área calculada e a natural. y3. tendo todos eles a mesma altura “d” e ordenadas “y1. y3.d. . tendo todos eles a mesma altura “d” e ordenadas “y1. em um número par de trapézios.[(y1 + yn) + 2. necessariamente. yn dos respectivos trapézios. Fórmula de Bezout: S= 1 .Ivancildo F... dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 139 Pela fórmula de Bezout Este processo permite a obtenção do valor da área (S) através da divisão do polígono em um número qualquer de trapézios “n”. yn dos respectivos trapézios.(y2 + y3 + y3 + .

y3.(y3 + y5 + y7 + .. + yn-1)] 3 Esquema: Pela fórmula de Poncelet Analogamente. usando os métodos de Simpson.d.. Fórmula de Poncelet: S = 1 .[(y1 + yn) + 2. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 140 Fórmula de Simpson: S = 1 .( y2 + y4 + y6 + ..[4. também para a altura “d” e ordenadas “y1..1 . seguindo a divisão par de trapézios no polígono. + yn-2) + 4.(y2 + y4 + … + yn-1) + 1 .. yn dos respectivos trapézios.d. .(y1 + yn) . Bezout e Poncelet: .( y2 + yn-1)] 2 2 2 Exemplo elucidativo: Calcular a área do polígono abaixo.Ivancildo F.. y2..

2m2 .(57.5 + 55.0)] 3 S = 11631.5 + … + 91.5 + 61.0 + 60.0 + … + 79.14.5 + .0 57.(y3 + y5 + y7 + .(57.0 56.5) + 2.1 . + yn-1)] 3 S = 1 .5) + 4.0 + 55.(57..(y2 + y4 + … + yn-1) + 1 .5m2 Comprimento (m) 80. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 141 Dados os valores (fora de escala) Abscissa Y1 Y2 Y3 Y4 Y5 Y6 Y7 Solução: Usando Bezout: S = 1 ..0 + 63.0) + 1 .5 Usando Simpson: Fórmula de Simpson: S = 1 .(y1 + yn) .0 55.0 + 61.0 60..[(y1 + yn) + 2.0 90.(56..0 + 63.( y2 + yn-1)] 2 2 2 S = 1 .0)] 2 2 2 S = 11632.[(80.d.(y2 + y3 + y3 + .5) + 2.Ivancildo F.5) .0 63.[4.0 91. + 79.d..[(y1 + yn) + 2.(57.0 + 56..7m2 Usando Poncelet: S = 1 .0 + 60.[4.0)] 2 S = 11630.14.5 61.0 + 55.14.d.5 60.(80.. + yn-2) + 4.0 + 60.5 Abscissa Y8 Y9 Y10 Y11 Y12 Y13 Comprimento (m) 68..5 79.1 . + yn-1)] 2 S = 1 .0 76.( y2 + y4 + y6 + .5 + … + 79.[(80.0 + 79.

também.05 943.x3) + … + (yn + y1). dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 142 9.00 1001. Processo analítico O método é aplicável para poligonais de lados retos.31 904.x2) + (y2 + y3).39 949.y3 + x3. das coordenadas retangulares dos vértices da poligonal. usando o método de Gauss e área dupla: ponto 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 Coordenada X (m) 1000.(y2 .y4 + .82 Coordenada Y (m) 1000.Ivancildo F.(x2. 2S = [(y1 + y2).03 920.. Fórmula: S = 1 .14 850.02 799.y2 + x2. 1) Por Gauss (ou determinante) Este método é função das coordenadas retangulares dos vértices da poligonal.x1)] Exemplo elucidativo 1: Calcular a área de um polígono de coordenadas conhecidas. + xn.78 997. ou seja.y2) + (x2 + x3).y2 + x4..y1)] Ou. permitindo obter valor da área apenas por cálculos.(y1 .18 805.22 1063.00 980.y1) . + x1.94 735.y3) + … + (xn + x1).96 971..y1 + x3.81 864..62 839. Fórmula: 2S = [(x1 + x2).20 .(x1 .[(x1.yn)] 2 2) Por área dupla Este método é função.3.(xn .36 863. não necessita fazer divisões na área a determinar.85 1042.(x2 .(yn . Áreas sinuosas não podem ser determinadas por esse processo.y3 + .45 831.

determinante Ponto 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 01 Coordenada X(m) 1000.91 863. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 143 Solução: Usando Gauss Cálculo de área Método de Gauss .45 831.Ivancildo F.20 1000.00 _ _ _ _ _ _ _ _ _ Cálculos 1001.37 ÷ 2 = 29613.94 735.96 971.28 799.05 943.) = 8396984.68m2 .85 1042.28 949.62 839.02 Soma algébrica = 8456212.81 864.14 850.78 997.36 Produto dos ( .31 904.03 Área (S) = (soma algébrica) ÷ 2 920.37 .39 Produto dos (+) = 8456212.8396984.00 + + + + + + + + + Coordenada Y (m) _ 1000.22 1063.00 = 59227.00 + 980.18 805.82 1000.91 59227.

50 1775.05 ∑X 1000.00 + 1001.65 -163017.00 Coord.39 949.44 37522.27 39927.08 64.93 1744.71 153046.45 202691.50 -118331. (-1.73 1923.22 13.36 82222.82 -25.96 1535.95 ∑YΔX 1980.39 19.00 2061.87 -102576.68 .82 ---2 52.76 -70. (Y)m 1000.03 42.31 904.96 ---- Soma Área (m ) = |soma ÷ 2 | -59227.44 -66.88 -13174.63 21.20 ---- 36.39 -2752.60 111.50 1713.00 – 980.07 1670.39 ΔY Áreas duplas 1980.69 -65.17 -79.84 1784.03 86.81 864.20 -108319.99 1669.80 ---- 100079.83 -7.79 -111261.39 .45 831.00 1000.05 ΔX 1000.96 971.03 920. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 144 Usando a área dupla Cálculo de área – Área dupla Soma binária Ponto 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 01 Coord.18 805.39) ∑XΔY 2001.85 1042.00 – 1001.22 -56.00 1001.47 -119995.82 1000.78 997.04 ---- 71397.02 799.00 + 980. (X)m 1000.75 1812.63 -58.05 2001.07 2106.68 ou 29613.94 735.23 1920.27 1876.67 2042.72 -39202.62 839.00 980.05 943. 19.14 850.Ivancildo F.37 29613.95 -1.16 1649.68 -139070.04 121537.39 ∑Y Diferença binária 1000.05 .82 ---- 1950.65 -66.36 863.60 87353.20 1000.22 1063.12 50.37 ou 59227.74 1969.53 21922.12 1540.

Ivancildo F. Planímetro polar consiste num instrumento mecânico capaz de medir áreas por linhas retas e sinuosas. Constituição dos planímetros Os planímetros são constituídos de duas hastes de metal e um conjunto em forma de engrenagem contendo discos graduados. 10 – Disco de medição. 11 – Vernier da carruagem.Apoio da mão. Componentes: 01 – Braço traçador. 04 – Amplificador traçador. 02 – Braço do pólo. 12 – Parafuso de apoio da carruagem. 03 – Base do peso do pólo.4. O método mecânico do planímetro polar é rápido e proporciona ótima avaliação de uma área topográfica. a partir de leitura feita em uma carruagem que deve percorrer todo a margem da mesma. 09 – Disco de revolução. 05 . .4. Processo mecânico Este processo se caracteriza pelo emprego de instrumento que fornece automaticamente a área de uma superfície. 13 – Carruagem. 06 – Parafuso de blocagem do vernier. 9. 07 – Parafuso de ajuste do vernier. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 145 9. 08 – Vernier do braço traçador.1. O uso deste método tem sido largamente utilizado para desenhos que possuem formas irregulares (sinuosidades). 14 – Barra de zeragem.

Com o pólo do planímetro dentro dessa área.9 m2 1.2.5 m2 0.1 m2 0. cada aparelho deve estar acompanhar de sua tabela.1 cm2 10 cm2 250 cm2 0.88 m2 8 m2 18 m2 32 m2 50 m2 72 m2 200 m2 288 m2 800 m2 3200 m2 5000 m2 7200 m2 20000 m2 24265 .32 m2 0. O instrumento está montado e em condições de uso.5 m2 90 m2 250 m2 360 m2 1000 m2 4000 m2 6250 m2 9000 m2 25000 m2 23103 116.72 m2 1.5 m2 3. não servindo para nenhum outro. pois dá melhores resultados e demanda poucos cálculos: O modelo de tabela abaixo é exclusivo do aparelho de número de série 06270.Com o pólo do planímetro fora dessa área. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 146 9. coloque o braço traçador com a carruagem sobre a planta e insira a bola do final do braço do pólo no receptáculo da carruagem.08 cm2 8.0 0. Há dois métodos que se pode empregar na medição de uma área: .6 m2 10 m2 22.4 m2 0.00 cm2 200 cm2 0.08 m2 0. Operacionalização A fim de se obter melhores resultados com o planímetro é essencial que a planta topográfica ou carta seja estendida e fixada sobre um superfície plana e na horizontal.3 0.6 m2 2.28 m2 2 m2 2. .4. Para assentar o planímetro sobre a mesa. TRACE ARM LENGTH 1:1 1:10 1:50 1:100 1:200 1:250 1:300 1:400 1:500 1:600 1:1000 1:1500 1:2000 1:2500 1:3000 1:5000 1:6000 1:10000 1:20000 1:25000 1:30000 1:50000 CONSTANT 149. O primeiro método será empregado.625 m2 0.5 m2 40 m2 62. Portanto.Ivancildo F.

. Cada algarismo provém de uma leitura sobre uma das peças do planímetro que são: 1º algarismo – leitura do disco de revolução ou contador de voltas. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 147 . devem-se repetir as operações indicadas e tomar a média deles. obteve-se leituras finais de 2396. Mova o peso do pólo até a posição onde o ângulo entre o braço traçador e o braço do pólo formem aproximadamente um ângulo reto. . que justapostos em uma determinada ordem formam um número que associado à escala da planta dá o valor da área em “m2” ou “ft2” (pés).A leitura: Ao percorrer o perímetro. 3º algarismo – leitura do número fracionário do disco de medição.Para os resultados serem mais rigorosos.Risque cuidadosamente a linha da margem em direção horária até o ponto de partida. 2º algarismo – leitura do número inteiro do disco de medição. . move-se a carruagem grosseiramente até este arranjo. A área do desenho será: Solução: Média das três leituras = (2396 + 2390 + 2384) ÷ 3 = 2390 .3). . Segure a ponta do amplificador traçador no ponto de partida e com a barra do zero na parte frontal da carruagem (14) ajuste o botão de medidas e zere as leituras.0 no sistema métrico. sempre mantendo o ponto central do círculo do traçador na linha da margem. conforme tabela série nº 06270.Escolhido o braço traçador 149. Para cada revolução completa do tambor horizontal deve-se adicionar 10000 unidades vernier à leitura final.Marque o ponto de partida nas margens da figura. e através dos parafusos (6) e (7) leva-se o vernier até o ponto desejado no braço traçador.Faça a leitura dos discos. .Coloque o amplificador traçador (4) no centro da área a ser medida.Ivancildo F. por exemplo. 4º algarismo – leitura do vernier da carruagem. 2390 e 2384 ao final de três observações. Exemplo elucidativo: Assumindo uma figura na escala 1:2000 e o braço traçador do planímetro polar de valor selecionado (149. . o planímetro oferecerá quatro algarismos.3 ou 116. Senão ajuste o peso do pólo ou divida a área em duas ou mais partes. Certifique-se que o amplificador traçador percorrerá toda a margem da área. Multiplique esse número pelo valor da roda do vernier como indicado na tabela métrica ou inglesa adotada.

.3).Ivancildo F.40 = 95600 m2. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 148 O valor por unidade de área é determinado na tabela pelo cruzamento da linha (escala 1:2000) com a coluna (comprimento do braço 149. A área da figura é 2390. obtendo-se 40m2.

Introdução Conforme vimos às etapas de levantamento topográfico planimétrico. Para tanto. recebe o nome de altitude geoidal (ortométrica). A cota B cota Superfície física da terra Superfície de nível arbitrada(RN) . de forma que os cabos não toquem o chão? Diante do exposto. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 149 10. adução de água. a seguir. rede elétrica. a diferença de nível recebe o nome de altitude elipsoidal. loteamentos. nenhuma requereu informações de campo que permitisse a representação do relevo do terreno. finalmente. LEVANTAMENTO ALTIMÉTRICO 10. na elaboração de projetos para aterros. No entanto. porque susidiará a tomada de decisões nos projetos seguintes.1. este capítulo se destina ao conhecimento dos métodos que permitirão a representação do terreno em forma de cotas e altitudes. Quando é referida à superfície do geóide. Essa superfície de nível pode ser tomada arbitrariamente. Basta citar. como cotá-los.Ivancildo F. e as alturas dos diferentes pontos característicos com ela relacionados recebem a denominação de cotas. porque foi levado em consideração apenas o levantamento da parte plana do mesmo.2. ou ser tomada em relação ao geóide ou elipsóide. e quando a superfície do geóide é a referência. se torna indispensável. barragens. Isto. como preencher planilhas de cálculos de cotas ou altitudes e. o caso da construção de barragens: como conhecer o volume de água a acumular num maciço de terra a construir. como localizar o posteamento. a superfície de nível referida a uma superfície de nível qualquer recebe o nome de cota (nível aparente). será mostrado como medir a distância vertical entre pontos. estradas. 10. a representação altimétrica do terreno. se não se conhece a micro-bacia a montante do mesmo? E numa rede de distribuição de energia. Referência de nível Chama-se altura de um ponto em altimetria o comprimento da perpendicular baixada deste ponto sobre um plano horizontal denominado superfície de nível de comparação. por exemplo. e as alturas recebem a denominação de altitudes: Nas ilustrações. a partir do levantamento topográfico. já que muitos projetos necessitam apenas desse tipo de levantamento. rede de esgotos e tantos outros.

Ivancildo F. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios

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A Altitude geoidal

B Altitude geoidal

Superfície física da terra

Superfície geoidal A Altitude elipsoid al B Altitude elipsoid al Superfície física da terra

Superfície elipsoidal As cartas topográficas editadas pelo IBGE, e outros órgãos possuem altimetria referenciada ao geóide. Em levantamentos de altitude com rastreadores GPS, as altitudes elipsoidais obtidas são referenciadas ao datum escolhido para visualização, cabendo ao operador do GPS transformar as altitudes elipsoidais para altitudes ortométricas (também conhecidas como MSL). Assim, ao se fazer a escolha no rastreador, para altitudes MSL, um Modelo Geoidal Global é então acionado pelo dispositivo de controle do rastreador, calculando a ondulação geoidal para as coordenadas Ф e λ determinadas. Em conseqüência, é desta maneira que o rastreador transforma altitudes elipsoidais em ortométricas. Acontece que a modelagem geoidal utiliza o princípio da interpolação para o cálculo da ondulação, o que o torna inexato, comprometendo a precisão final alcançada em termos altimétricos. O geoposicionamento GPS pelo método diferencial, minora sobremaneira a degradação altimétrica.

10.3. Nivelamento Para determinar as diferenças de nível entre os pontos característicos da altimetria de um terreno, é necessário proceder a um trabalho topográfico denominado Nivelamento, através de aparelhos denominados níveis, podendo ser usados teodolitos quando o método requerer ângulos verticais. Portanto, nivelamento é a operação topográfica que consiste na determinação da diferença de nível entre dois ou mais pontos do terreno. São dois os referenciais de nivelamento:

Ivancildo F. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios

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Referencial de nível verdadeiro ▪ Nivelamento barométrico – obtido pela diferença de pressão com a altitude do ponto, tendo como princípio que, para um determinado ponto da superfície da terra, o valor da altitude é inversamente proporcional ao valor da pressão atmosférica. Devido a sua fragilidade, é dispensável em operações topográficas. Atualmente, com os avanços da tecnologia GPS e dos níveis laser e digital, esse método não é mais empregado, mas é possível, no entanto, utilizar-se dos seus equipamentos para trabalhos rotineiros de reconhecimento.

Altímetro digital com precisão de até 0,04m

▪ Nivelamento GPS – fornece resultados extremamente satisfatórios, quando no modo diferencial.

Referencial de nível aparente Obtido pela diferença de nível entre pontos de cotas arbitrárias. O inconveniente do emprego das cotas, nos nivelamentos, é a impossibilidade de não se poder relacionar plantas provenientes de levantamentos topográficos diferentes. Assim, se dispusermos de duas plantas topográficas de terrenos diferentes, e desejando determinar a diferença de altura entre dois pontos nelas fixados, não será possível esta determinação se as alturas dos respectivos pontos estiverem expressas em cotas, visto que para cada um dos levantamentos se tomou uma superfície de comparação arbitrária, para se determinar as alturas dos respectivos pontos.

10.4. Métodos gerais de nivelamento Os métodos de nivelamento utilizados para a determinação das diferenças de nível e o posterior transporte da cota ou altitude, são nivelamento geométrico simples, nivelamento geométrico composto, taqueométrico e trigonométrico.

Ivancildo F. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios

152

10.4.1. Nivelamento geométrico simples A determinação da diferença de nível entre dois pontos, ou entre um ponto e diversos outros pontos, é efetuada com o nível estacionado num único local, ou seja, o nível é colocado em uma posição tal que seja possível visar a mira colocada em qualquer dos pontos do nivelamento. Em particular, quando mais de um ponto é nivelado, a partir de um ponto ocupado pelo nível, costuma-se chamar nivelamento por irradiação.

LA

LB

LC

LD

LE

LF

C

RN (A)

B

E

D

F

RN

De acordo com a ilustração vista, o nível foi estacionado em um ponto conveniente sobre a linha a nivelar, de onde podem ser visados todos os pontos necessários: B, C, D, E e F além do RN; Visadas Ré – é a visada que é efetuada no RN (A) ponto de cota ou altitude conhecida. É a primeira visada do nivelamento;  Vante – é a visada nos pontos de cota ou altitude a determinar (B, C, D, E, F); Cálculos  Plano de referência (PR) – eqüivale a soma da altura do ponto visado em ré e a leitura da mira no mesmo ponto. É dado pela fórmula: PR = RN (A) + LA
 Cota ou altitude – eqüivale a diferença entre o plano de referência, que passa no centro ótico da luneta do nível, e a leitura na mira no mesmo ponto.

Cota ou altitude = PR - LM

numa associação de nivelamentos geométricos simples.4. neste caso.Ivancildo F. . PR Altitude Ré Vante RN(A) 1295 10520 B 1610 C 890 D 2733 E 1800 F 3125 Solução: PR = cota + ré = 10520 + 11815 CotaB = PR – VanteB = 11815 – 1610 CotaC = PR – VanteC = 11815 – 890 CotaD = PR – VanteD = 11815 – 2733 CotaE = PR – VanteE = 11815 – 1800 CotaF = PR – VanteF = 11815 – 3125 Preenchimento da caderneta de campo = 10205 = 10925 = 9082 = 10015 = 8690 CADERNETA DE NIVELAMENTO GEOMÉTRICO SIMPLES Leitura na mira Cota ou Est. E e F a partir da caderneta de nivelamento abaixo: CADERNETA DE NIVELAMENTO GEOMÉTRICO SIMPLES Leitura na mira Cota ou Est. D.2. para cada posição do instrumento. Aconselha-se cravar um piquete nos pontos de mudança. A única preocupação. para evitar a perda do ponto enquanto ocorre a mudança de posição do nível. C. PR Altitude Ré Vante A(Ha) 1295 11815 10520 B 1610 10205 C 890 10925 D 2733 9082 E 1800 10015 F 3125 8690 10. é relacionar devidamente as medições. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 153 Exemplo elucidativo: Determinar as cotas dos pontos B. Nivelamento geométrico composto A determinação da diferença de nível entre diversos pontos é efetuada através de mudanças sucessivas do nível.

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154

O nivelamento geométrico composto pode ser de poligonal aberta e de poligonal fechada:

Nivelamento geométrico composto de poligonal aberta É o caso mais comum de nivelamento, onde o ponto de partida do nivelamento não é o mesmo ponto de chegada. Neste nivelamento, se quiser saber o erro de fechamento vertical, é necessário fazer a operação de contra-nivelamento. O ponto final será aquele de partida. A precisão do nivelamento: Emáx = 2.e.(μ)½ Onde: Emáx = Erro máximo aceitável; e = precisão do nível utilizado; μ = extensão da poligonal; Ec = Cota final – Cota inicial Onde: Ec = Erro cometido; Cota inicial = cota de partida do nivelamento; Cota final = última cota do contra-nivelamento; Δη = Ec / NºPR Onde: Δη = distribuição do erro; Ec = erro cometido; NºPR = número de planos de referência; OBS: O erro deve ser distribuído em partes iguais nos pontos de estacionamento do instrumento, ou seja, nos PR.

Exemplo elucidativo: A caderneta de campo, a seguir, é resultado de um nivelamento realizado em 7 vértices (A, B, C, D, E, F, e G) de uma poligonal aberta. Verificar o erro de fechamento

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vertical, distribuindo-o ao longo dos pontos levantados, e calcular as cotas finais desses pontos: Dados complementares: - Precisão do nível utilizado: 1,5mm/Km ; - Extensão da poligonal somente ida: 1,2Km ; - Cota inicial (partida da poligonal em RN): 12370mm; - Cota final (chegada do contra-nivelamento em RN): 12378mm;

Solução: 1) Erros e distribuição: Emáx = 2.e.(μ)½ = 2.1,5.(1,2)½ Emáx = 3,286mm Ec = Cota final – Cota inicial = 12378 – 12370 Ec = 8mm > Emáx ! Considerando apenas a metade de Ec para a ida, já que temos um contranivelamento, teremos Ec = 4mm 2 Δη = 4 = 1mm/PR 4 2) Altitudes provisórias (sem as correções): PRRN = cotaRN + réRN = 12370 + 4800 = 17170 Altitude provisóriaA = PRRN – PIA = 17170 – 4655 = 12515 Altitude provisóriaB = PRRN – PIB = 17170 – 3700 = 13470 Altitude provisóriaC = PRRN – PIC = 17170 – 4500 = 12670 PRC = Altitude provisóriaC + réC = 12670 + 2330 = 15000 Altitude provisóriaD = PRC – PMD = 15000 – 4990 = 10010 PRD = Altitude provisóriaD + réD = 10010 + 4128 = 14138

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156 = 14138 - 4748 = 9390 = 14138 – 760 = 13378

Altitude provisóriaE = PRD – PIE Altitude provisóriaF = PRD – PMF

PRF = Altitude provisóriaF + réF = 13378 + 2800 = 16178 Altitude provisóriaG = PRF – PIG = 16178 - 1535 = 14643 Altitude provisóriaH = PRF – PMH = 14178 - 4650 = 11528 3) Altitudes definitivas (após as correções): Altitude definitivaRN Altitude definitivaA Altitude definitivaB Altitude definitivaC Altitude definitivaD Altitude definitivaE Altitude definitivaF Altitude definitivaG Altitude definitivaH = 12370 não corrige = 12515 – 1 = 12514 = 13470 – 1 = 13469 = 12670 – 1 = 12669 = 10010 – 2 = 10008 = 9390 – 3 = 9387 = 13378 – 3 = 13375 = 14643 – 4 = 14639 = 11528 – 4 = 11524

4) Preenchimento da caderneta de campo CADERNETA DE NIVELAMENTO GEOMÉTRICO Est. Visada Visada Vante Altitude Correção Altitude PR Ré provisória Definitiva PI PM RN 4800 17170 12370 12370 1 A 4655 12515 12514 1 B 3700 13470 13469 1 C 4500 12670 12669 2330 15000 2 D 4990 10010 10008 4128 14138 3 E 4748 9390 9387 3 F 760 13378 13375 2800 16178 4 G 1535 14643 14639 4 H 4650 11528 11524

Nivelamento geométrico composto de poligonal fechada Neste nivelamento não é necessário fazer a operação de contra-nivelamento, pois o ponto inicial é o mesmo ponto de chegada do nivelamento. A diferença entre a cota (ou altitude) de saída e a cota (ou altitude) de chegada é o erro que foi cometido no nivelamento, e as fórmulas para a compensação do erro de fechamento vertical são semelhantes àquelas usadas na poligonal aberta.

.Extensão da poligonal somente ida: 1. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 157 Exemplo elucidativo: Dado o croqui de nivelamento de uma poligonal fechada. 2. .328m = 110328mm. a partir das estações A.264)½ Emáx = 15.Cota final (chegada do contra-nivelamento em RN): 12378mm.264Km . D. Est.78mm Ec = Cota final – Cota inicial = 110334 – 110328 Ec = 6mm < Emáx ! Δη = 6 = 1mm/PR 6 .e. CADERNETA DE NIVELAMENTO GEOMÉTRICO COMPOSTO Visada Visada Vante Altitude Correção PR Ré Provisória PI PM Altitude Definitiva A/1(RN) A/2 B/2 B/3 C/3 C/4 D/4 D/5 E/5 E/6 F/6 F/(RN) Solução: 2348 1320 963 1928 1629 3912 - - 3418 265 1342 2329 3418 1322 110. B.Ivancildo F. calcular as cotas definitivas dos pontos levantados 1.Precisão do nível utilizado: 7mm/Km .(1.7. . 5 e 6: Dados complementares: .Cota inicial (partida da poligonal em RN): 110. C. 3.(μ)½ = 2.328 1) Erros e distribuição: Emáx = 2. E e F. 4.

Altitude Definitiva A/(RN ) A/2 B/2 B/3 C/3 C/4 D/4 D/5 E/5 E/6 F/6 F/(RN) 2348 3418 1320 265 963 1342 1928 2329 1629 3418 3912 1322 112676 110328 109258 1 2 3 4 5 6 110328 109257 110311 109931 109529 107739 110328 110578 110313 111276 109934 111862 109533 111162 107744 111656 110334 .Ivancildo F. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 158 2) Altitudes provisórias (sem as correções): PRA = altitudeRN + réRN = 110328 + 2348 = 112676 Altitude provisória2 = PRA – PM2 = 112676 – 3418 = 109258 PRB = Altitude provisória2 + ré2 = 109258 + 1320 = 110578 Altitude provisória3 = PRB – PM3 = 110578 – 265 = 110313 PRC = Altitude provisória3 + ré3 = 110313 + 963 = 111276 Altitude provisória4 = PRC – PM4 = 111276 .1322 = 110334 3) Altitudes definitivas (após as correções): Altitude definitivaRN Altitude definitiva2 Altitude definitiva3 Altitude definitiva4 Altitude definitiva5 Altitude definitiva6 Altitude definitiva1 = 110328 não corrige = 109258 – 1 = 109257 = 110313 – 2 = 110311 = 109934 – 3 = 109931 = 109533 – 4 = 109529 = 107744 – 5 = 107739 = 110334 – 6 = 110328 4) Preenchimento da caderneta de campo CADERNETA DE NIVELAMENTO GEOMÉTRICO Altitude Visada Visada Vante PR Correção Provisória Ré PI PM Est.3418 = 107744 PRF = Altitude provisória6 + ré6 = 107744 + 3912 = 111656 Altitude provisóriaRN = PRF – PMRN = 111656 .1342 = 109934 PRD = Altitude provisória4 + ré4 = 109934 + 1928 = 111862 Altitude provisória5 = PRD – PM5 = 111862 .2329 = 109533 PRE = Altitude provisória5 + ré5 = 109533 + 1629 = 111162 Altitude provisória6 = PRE – PM6 = 111162 .

Nivelamento taqueométrico Sabemos que a taqueometria trata da medida indireta da distância horizontal e diferença de nível. Nas operações de nivelamento. Exemplo elucidativo: Determinar as altitudes definitivas dos pontos 2 a 12 pertencentes a uma poligonal fechada. O ângulo horizontal deve ser medido pelo método das direções. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 159 10. conforme indicação da NBR 13. e que os aparelhos usados na taqueometria podem ser o nível e o teodolito (taqueômetros). Já nos teodolitos óticos mecânicos.Ivancildo F. O nivelamento foi do tipo taqueométrico. ambos diferenciando apenas no deslocamento vertical da luneta.3. Quando o levantamento for executado com teodolito eletrônico.4. conforme descrito na caderneta de campo a seguir. recomenda-se ler o ângulo horizontal existente no ato da colimação em ré. Croqui: 2 12 11 10 9 3 4 5 6 7 8 . pode-se zerar na visada de ré. é comum fazer na mesma caderneta a distância horizontal entre pontos nivelados.133.

531 11 00 00 00 00 → MÉDIA 10 11 1.203 89 32 50 89 28 00 89 49 30 86 24 10 93 38 30 85 09 00 94 47 30 91 39 30 88 13 10 93 14 50 87 23 00 90 47 10 88 52 50 87 49 40 91 44 00 88 16 30 91 08 10 93 38 30 86 03 20 89 34 30 .520 12 00 00 20 20 → MÉDIA 11 12 1. DIF.Ivancildo F.484 9 00 00 50 50 → MÉDIA 8 9 1.493 8 00 00 50 40 → MÉDIA 7 8 1. DO ÂNG. NÍVEL DN MÉDIA DH. HORIZ.418 6 00 00 40 50 → MÉDIA 5 6 1. º ‘ “ LEITURA NA MIRA SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF LIMBO VERTICAL º ‘ “ DIST.475 7 00 00 30 30 → MÉDIA 6 7 1.367 10 00 00 10 10 → MÉDIA 9 10 1.529 2 00 00 10 10 → MÉDIA 2500 2000 1500 2220 1800 1380 2620 2200 1780 3420 3000 2580 1420 1000 0580 2120 1800 1480 1320 1000 0680 2055 1600 1145 1850 1400 0950 2370 2000 1630 1470 1100 0730 1345 0800 0255 1545 1000 0455 1690 1300 0910 2390 2000 1610 2390 1800 1210 2590 2000 1410 2620 2200 1780 2120 1700 1310 2490 1900 1310 2390 1800 1210 2300 1800 1300 89 53 40 89 39 00 123. AI PV 12 LIMBO HORIZONTAL º ‘ “ RED. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 160 CADERNETA TAQUEOMÉTRICA EST.374 3 MÉDIA 2 3 1.485 4 00 00 50 00 → MÉDIA 3 4 1.454 5 00 00 40 40 → MÉDIA 4 5 1. MÉDIA ALTI TUDE 00 180 95 275 00 180 84 264 00 180 180 00 00 180 183 03 00 180 170 350 00 180 184 04 00 180 93 273 00 180 90 270 00 180 174 354 00 180 179 359 00 180 179 359 00 00 29 29 00 00 57 58 00 00 55 55 00 00 36 36 00 00 51 51 00 00 55 55 00 00 48 48 00 00 45 45 00 00 59 59 00 00 44 44 00 00 56 56 00 00 10 10 → 2 1. HORIZ.

sen287°23'00" = 108773mm DH8-9 = (1690 – 910).100.100.99m = 83.100.sen286°24'10" = 63747mm DH5-4 = (1320 – 680).sen289°34'30" = 99994mm 3) Diferenças de nível: DN2-12 = 99.cotg89°28'00" + 1.sen288°16'30" = 83924mm DH11-10 = (2120 – 1310).892m = 83.100.180º00'00")]÷2 = 184º55'45" α 8 = [(93º48'50" .000 DN2-3 = 83.cotg89°32'50" + 1.442m = 99.000 = -0.485 – 2.485 –3.100.99.993m = 83.sen286°03'20" = 117442mm DH12-2 = (2300 – 1300).051 = -0.00º00'00") + (273º48'50" .sen289°53'40" = 99999 mm DH2-3 = (2220 – 1380).100.733 = 99.524m = 117.sen293°38'30" = 63742mm DH5-6 = (2055 – 1145). dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 161 Solução: 1) Ângulos horizontais: α2 = [(95º29'10" .sen289°39'00" = 83996mm DH3-2 = (2620 – 1780).cotg89°53'40" + 1.200 DN3-4 = 83.00º00'00") + (264º58'00" .100.180º00'00")]÷2 = 93º48'50" α 9 = [(90º45'10" .sen291°39'30" = 73938mm DH7-6 = (1470 – 730).928m = 108.00º00'00") + (350º51'30" .sen290°47'10" = 77985mm DH9-8 = (2390 – 1610).100.180º00'00")]÷2 = 179º44'20" α 12 = [(179º56'10" .00º00'00") + (275º29'10" .747m = 63.cotg89°39'00" + 1.100.100.00º00'00") + (359º56'10" .100.830m = 117.100.993.742m = 90.100.sen293°38'30" = 117524mm DH12-11 = (2390 – 1210).sen288°52'50" = 77970mm DH9-10 = (2390 – 1210).100.sen285°09'00" = 90349mm DH6-5 = (1850 – 950).985m = 77.100.100.sen294°47'30" = 89372mm DH6-7 = (2370 – 1630).999m = 63.100.100.996m = 83.650m = 108.100.sen289°49'30" = 83999mm DH4-5 = (2120 – 1480).996.180º00'00")]÷2 = 170º51'30" α 7 = [(184º55'50" .995m = 83.374 – 2.100.800 DN3-2 = 83.349m = 89.970m = 117.442 = 0.995.180º00'00")]÷2 = 95º29'10" α 3 = [(84º57'50" .994m .00º00'00") + (00º55'40" .sen289°32'50" = 83995mm DH3-4 = (3420 – 2580).00º00'00") + (354º59'00" .Ivancildo F.773m = 77.00º00'00") + (3º36'50" .sen287°49'40" =117830mm DH10-9 = (2590 – 1410).924m = 80.00º00'00") + (359º44'20" .180º00'00")]÷2 = 183º36'45" α 6 = [(170º51'30" .968m = 117.180º00'00")]÷2 = 84º57'55" α 4 = [(180º55'40" .100.sen288°13'10" = 73928mm DH7-8 = (1345 – 255).100.00º00'00") + (4º55'40" .sen289°28'00" = 83993mm DH4-3 = (1420 – 580).180º00'00")]÷2 = 180º55'40" α 5 = [(183º36'40" .087 = -0.180º00'00")]÷2 = 179º56'10" 2) Distâncias horizontais: DH2-12 = (2500 – 1500).sen293°14'50" = 108650mm DH8-7 = (1545 – 455).180º00'00")]÷2 = 174º59'00" α 11 = [(179º44'20" .sen291°44'00" = 117892mm DH10-11 = (2620 – 1780).938 = 73.374 – 1.sen291°08'10" = 80968mm DH11-12 = (2490 – 1310).00º00'00") + (270º45'10" .372m = 73.180º00'00")]÷2 = 90º45'10" α 10 = [(174º59'00" .

933 DH7-8 = (108.493 – 1.800 = 7.442.970)÷2 = 77.454 – 1.493 – 0.471 DN8-7 = 108.400 = -7.710 DN4-5 = 63.830 + 117.000 = -3.484 DN6-5 = 89.cotg88°13'10" + 1.036 DN10-11 = 83.000 = 5.890 DN9-10 = 117.666 DN7-6 = 73.036)÷2 = 4.417 DN6-7 = 73.cotg86°24'10" + 1.cotg93°38'30" + 1.483 DH12-2 = (99.821 DN11-12 = (7.cotg89°34'30" + 1.cotg86°03'20" + 1.cotg91°39'30" + 1.475 – 1.995)÷2 = 83.cotg85°09'00" + 1.Ivancildo F.985 + 77.700 = -1.9945)÷2 = 99.531 – 2.520 – 1.456 .349 + 89.418 – 1.cotg90°47'10" + 1.455)÷2 = 5.cotg88°52'50" + 1.857 DN11-10 = 80.996 + 83.786 DN11-12 = 117.977 DH9-10 = (117.938 + 73.666 + 2.300 = -0.446 DH11-12 = (117.036 DN10-9 = 117.cotg89°49'30" + 1.662 + 3.827)÷2 = 7.6505 DN5-6 = (7.994.7215 DN4-5 = (3.367 – 1.100 = 2.418 – 1.691)÷2 = 2.968)÷2 = 82.6785 DN7-8 = (5.cotg93°38'30" + 1.484 + 7.892.520 – 1.484 – 1.051)÷2 = 0.924 + 80.372.529 – 1.471 + 5. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 162 DN4-3 = 83.475 – 2.367 – 2.800 = 0.000 = 0.990 + 99.cotg87°23'00" + 1.860 + 7.747 + 63.417)÷2 = 7.036 + 4.036 DN10-11 = (1.087 + 0.691 DN7-8 = 108.069 DN3-4 = (0.924.892)÷2 = 117.827 DN12-2 = 99.742)÷2 = 63.747.742.800 = -5.639 DN5-6 = 90.786)÷2 = 1.900 = -7.000 = 0.cotg91°44'00" + 1.843 DN12-2 = (0.860 DH6-7 = (73.000 = -2.524 + 117.691 DH8-9 = (77.484 – 1.639)÷2 = 3.886 DN9-8 = 77.999)÷2 = 83.996 DH4-5 = (63.442 + 0.cotg87°49'40" + 1.99 5) Diferenças de nível médias: DN2-3 = (0.733 + 0.471)÷2 = 0.529 – 1.800 = 3.372)÷2 = 89.662 DN5-4 = 63.995 DH3-4 = (83.650.773.773)÷2 = 108.531 – 2.710)÷2 = 0.463 DN8-9 = (0.524.888 DN9-10 = (4.349.471 4) Distâncias horizontais médias: DH2-3 = (83.928)÷2 = 73.968.938.830.800 = 4.600 = 7.cotg94°47'30" + 1.886 + 0.cotg88°16'30" + 1.890)÷2 = 0.200 = 1.999.993 + 83.4505 DN6-7 = (2.000 = -4.970.454 – 1.745 DH5-6 = (90.857 + 1.860 DN12-11 = 117.650 + 108.928.985.442)÷2 = 117.455 DN8-9 = 77.861 DH10-11 = (83.cotg91°08'10" + 1.cotg93°14'50" + 1.

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163

6) Altitudes: Altitude3 = 123,203 Altitude4 = altitude3 + DNmédia3-4/4-3 = 123,203 + (-)0,721 Altitude5 = altitude4 + DNmédia4-5/5-4 = 122,482 + 3,650 Altitude6 = altitude5 + DNmédia5-6/6-5 = 126,132 + 7,450 Altitude7 = altitude6 + DNmédia6-7/7-6 = 133,582 + (-)2,678 Altitude8 = altitude7 + DNmédia7-8 = 130,904 + (-)5,463 Altitude9 = altitude8 + DNmédia8-9 = 125,441 + (-)0,888 Altitude10 = altitude9 + DNmédia9-10 = 124,553 + 4,036 Altitude11 = altitude10 + DNmédia10-11 = 128,589 + 1,821 Altitude12 = altitude11 + DNmédia11-12 = 130,410 + (-)7,84 Altitude2 = altitude12 + DNmédia12-2 = 122,567 + 0,456 Altitude3 = altitude2 + DNmédia2-3/3-2 = 123,023 + 0,069 7) Preenchimento da caderneta:

= 122,482 = 126,132 = 133,582 = 130,904 = 125,441 = 124,553 = 128,589 = 130,410 = 122,567 = 123,023 = 122,092 ≠ 123,203 OK!

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164

CADERNETA TAQUEOMÉTRICA
EST. AI LIMBO HORIZ. REDUÇÃO DO ÂNG. HORIZONTAL º ‘ “

PV
12

º

LEITURA NA MIRA SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF

LIMBO VERT. º ‘ “

DIST. H DIF. N

DN. MÉDIA DH. MÉDIA

ALTI TUDE

00 180 95 275 00 180 84 264 00 180 180 00 00 180 183 03 00 180 170 350 00 180 184 04 00 180 93 273 00 180 90 270 00 180 174 354 00 180 179 359 00 180 179 359

00 00 29 29 00 00 57 58 00 00 55 55 00 00 36 36 00 00 51 51 00 00 55 55 00 00 48 48 00 00 45 45 00 00 59 59 00 00 44 44 00 00 56 56

00 00 10 10

2 1,374 3

MÉDIA

95

29

10

2 3 1,485 4

00 00 50 00

MÉDIA

84

57

55

3 4 1,454 5

00 00 40 40

MÉDIA

180

55

40

4 5 1,418 6

00 00 40 50

MÉDIA

183

36

45

5 6 1,475 7

00 00 30 30

MÉDIA

170

51

30

6 7 1,493 8

00 00 50 40

MÉDIA

184

55

45

7 8 1,484 9

00 00 50 50

MÉDIA

93

48

50

8 9 1,367 10

00 00 10 10

MÉDIA

90

45

10

9 10 1,531 11

00 00 00 00

MÉDIA

174

59

00

10 11 1,520 12

00 00 20 20

MÉDIA

179

44

20

11 12 1,529 2

00 00 10 10

MÉDIA

179

56

10

2500 2000 1500 2220 1800 1380 2620 2200 1780 3420 3000 2580 1420 1000 0580 2120 1800 1480 1320 1000 0680 2055 1600 1145 1850 1400 0950 2370 2000 1630 1470 1100 0730 1345 0800 0255 1545 1000 0455 1690 1300 0910 2390 2000 1610 2390 1800 1210 2590 2000 1410 2620 2200 1780 2120 1700 1310 2490 1900 1310 2390 1800 1210 2300 1800 1300

89

53

40

99,99 -0,442 83,996 0,069 123,203 0,087 83,995 -0,051 83,993 (-)0,721 122,482 -0,733 83,999 0,710 63,747 3,650 126,132 3,662 63,742 -3,639 90,349 7,450 133,582 7,484 89,372 -7,417 73,938 (-)2,678 130,904 -2,666 73,928 2,691 108,650 (-)5,463 125,441 -5,471 108,773 5,455 77,985 0,888 124,553 -0,886 77,970 0,890 117,830 4,036 128,589 4,036 117,892 -4,036 83,924 1,821 130,410 1,857 80,968 -1,786 117,524 (-)7,843 122,567 -7,860 117,442 7,827 99,994 0,471 0,456 99,99 123,023

89

39

00

89

32

50

83,995

89

28

00

89

49

30

83,996

86

24

10

93

38

30

63,745

85

09

00

94

47

30

89,860

91

39

30

88

13

10

73,933

93

14

50

87

23

00

108,691

90

47

10

88

52

50

77,977

87

49

40

91

44

00

117,861

88

16

30

91

08

10

82,446

93

38

30

86

03

20

117,483

89

34

30

Ivancildo F. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios

165

10.4.4. Nivelamento trigonométrico O nivelamento trigonométrico a mira é mais preciso do que o nivelamento taqueométrico, no entanto, deve-se ter o cuidado de limitar a linha de visada em 150m, independente da precisão do teodolito utilizado, para atenuar o erro altimétrico ocasionado pela curvatura terrestre.

Exemplo elucidativo: Determinar as altitudes definitivas dos pontos 2 a 8 pertencentes a uma poligonal fechada. O nivelamento foi do tipo trigonométrico, conforme descrito na caderneta de campo a seguir.

Croqui:
8 2 7

6 3 5 4

600 0.400 0.700 7.134 180 84 57 264 57 MÉDIA 00 179 183 00 59 02 3 4 1. º ‘ “ º RED.300 7.542 6 355 00 MÉDIA 5 6 1.000 7.700 90 90 85 91 90 86 90 90 85 86 86 83 94 94 91 92 92 92 87 87 86 91 91 89 90 90 86 88 88 86 92 92 89 92 92 90 87 87 86 90 90 85 51 47 52 05 57 21 14 01 21 15 13 35 40 36 56 55 49 13 40 38 06 11 03 43 13 08 55 25 23 31 05 04 59 06 06 31 42 40 22 39 38 39 20 10 30 50 35 10 05 50 50 20 10 35 40 10 00 15 30 40 30 40 15 50 00 50 15 50 00 30 35 10 55 20 30 45 45 50 30 50 55 05 05 00 DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA 123.300 7.390 3 274 50 MÉDIA .600 0.407 8 268 06 MÉDIA 00 00 59 57 57 00 00 50 179 177 7 8 1.500 0.400 0.100 0. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 166 CADERNETA TRIGONOMÉTRICA EST.600 2.800 5.700 0.000 1.700 7.640 0.000 7.500 7.200 0. AI PV LIMBO HORIZ.380 0. º ‘ “ DISTÂNCIA HORIZONTAL DIFERENÇA DE NÍVEL DNmédia DHmédia Altitude 00 2 3 1.500 0.500 0.900 1.600 1.700 0.423 7 180 95 275 47 MÉDIA 00 180 88 00 00 06 6 7 1.500 0.Ivancildo F.700 2.200 0.700 0. HORIZ.465 5 03 02 MÉDIA 00 180 175 00 00 17 17 00 00 47 4 5 1.300 7.900 2.600 0.700 0.400 7.200 0.700 0.700 7.390 4 00 00 00 05 40 50 → 00 55 45 45 → 00 00 45 40 → 00 00 20 10 → 00 00 20 20 → 00 55 20 25 → 00 05 55 55 → LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 0.485 2 357 00 180 93 MÉDIA 8 2 1.000 2.400 0. ‘ “ LEITURA NA MIRA LIMBO VERT.600 0.300 4. DO ÂNG.

600 – 0.600 – 0.179º59'55")]÷2 α 2 = [(93º50'55" .500) ÷ (cotg86°21'10" – cotg91°05'50") = 84.156 DHmédia = (78.500 – 0.300) ÷ (cotg86°52'00" – cotg90°08'50") = 76.500 – 0.700 – 0.900) ÷ (cotg89°43'50" – cotg91°03'00") = 78.400) ÷ (cotg85°21'50" – cotg90°14'05") = 84.156) ÷ 2 = 78.500 – 0.500 – 0.478) ÷ 2 = 84.00º00'00") + (357º57'25" .641 DHmédia = ( 153.100) ÷ (cotg91°56'00" – cotg94°40'40") = 153.925) ÷ 2 = 181.600 – 0.977m DH1 = (2.700 – 0.500 – 0.500 – 0.946 + 154.772m DH1 = (2.700) ÷ (cotg86°21'10" – cotg90°57'35") = 84.00º00'00") + (275º47'10" .641) ÷ 2 = 153.180º00'00")]÷2 2) Distâncias horizontais: DH3-2 DH1 = (7.518 + 84.600 – 0.300) ÷ (cotg85°52'30" – cotg90°47'10") = 83.200) ÷ (cotg85°52'30" – cotg90°51'20") = 83.444 + 84.478m DHmédia = (84.532) ÷ 2 = 84.00º00'00") + (264º57'50" .700) ÷ (cotg86°06'15" – cotg87°40'30") = 181.400) ÷ (cotg92°13'40" – cotg92°55'15") = 181.121 DH1 = (2.7m DH1 = (7.700) ÷ (cotg85°21'50" – cotg90°01'50") = 84.699 DH1 = (7.699 + 153.400) ÷ (cotg83°35'35" – cotg86°15'20") = 153.00º00'00") + (355º17'40" .00º00'00") + (274º50'55" .857m DH1 = (7.525m DH1 = (7.866m DH1 = (7.500) ÷ (cotg83°35'35" – cotg86°13'10") = 153.508 DH1 = (2.518 DH1 = (7.179º59'55")]÷2 α 5 = [(175º17'45" .121 + 78.600 – 0.461m DH1 = (7.716m DH1 = (5.876) ÷ 2 = 83.007 DHmédia = (153.700 – 0.774 = 84º57'42" = 183º02'47" = 175º17'42" = 95º47'05" = 88º06'20" = 177º57'25" = 94º50'55" DH3-4 DH4-3 DH4-5 DH5-4 DH5-6 DH6-5 DH6-7 DH7-6 .139m DH1 = (4.700) ÷ (cotg92°13'40" – cotg92°49'30") = 181.180º00'00")]÷2 α 8 = [(177º57'20" .Ivancildo F.700 – 0.007) ÷ 2 = 153.200) ÷ (cotg86°55'00" – cotg90°13'15") = 77.532 DHmédia = (84.857 + 83.925 DHmédia = (181.180º00'00")]÷2 α 7 = [(88º06'20" .962 DH1 = (4.300) ÷ (cotg91°56'00" – cotg94°36'10") = 154.700) ÷ (cotg89°43'50" – cotg91°11'50") = 78.825 DH1 = (5.719 DHmédia = (181.719) ÷ 2 = 181.00º00'00") + (03º02'45" .800) ÷ (cotg86°06'15" – cotg87°38'40") = 181. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 167 Solução: 1) Ângulos horizontais: α3 = [(84º57'40" .825 + 181.600 – 0.180º00'00")]÷2 α 4 = [(183º02'45" .876m DHmédia = (83.444m DH1 = (7.700 – 0.700 – 0.508 + 181.180º00'00")]÷2 α 6 = [(95º47'20" .946 DH1 = (7.00º00'00") + (268º06'20" .

182m DH1 = (7.700 = -0.390 – 0.727 DN2 = 84.444.700) ÷ (cotg86°22'55" – cotg87°40'50") = 217.726 + 0.062 DN2 = 83.380) ÷ (cotg85°39'00" – cotg90°39'05") = 83.478.cotg90°14'05" + 1.876.415) ÷ 2 = 201.300 = -0.144 + 200.726m DN1 = 84.390 – 0.720 DNmédia = (0.390 – 0.600 – 0.154 DN2 = 154.600) ÷ (cotg86°22'55" – cotg87°42'30") = 217.154 + 11.000 – 1.363 DHmédia = (217.465 – 0.700 = 0.945) ÷ 2 = 201.725) ÷ 2 = -0.045m DH1 = DH2 = (7.700 – 0.cotg90°47'10" + 1.542 – 0.124 DH1 = (7.043 DH1 = (7.182 DHmédia = 217.368m DH7-8 DH1 = (7.719 DN2 = 84.cotg90°51'20" + 1.200 = .119 DN2 = 181.061m DN1 = 84.000) ÷ (cotg86°31'10" – cotg88°23'35") = 201.105 DN3-4 DN4-3 DN4-5 DN5-4 DN5-6 DN6-5 .124 DN2 = 153.300) ÷ (cotg89°59'30" – cotg92°04'20") = 200.043 + 201.117) ÷ 2 = 11.600 – 0.007.465 – 0.229m DH1 = (7.538.400 = -8.124 + 11.061 DNmédia = -0.100 = -11.700 – 0.119 + 8.717 + 83.465 – 0.508.363) ÷ 2 = 217.cotg87°40'30" + 1.857.cotg94°40'40" + 1.946.465 – 0.000) ÷ (cotg90°31'50" – cotg92°06'45") = 217.717 DH1 = (7.415 DHmédia = (201.423 – 0.640 – 2.127 DN1 = 181.cotg86°13'10" + 1.962 + 76.925.200) ÷ (cotg89°59'30" – cotg92°05'55") = 201.300 = -11.135) ÷ 2 = -8.720) ÷ 2 = 0.558.157 DNmédia = (11.542 – 0.742m DH8-7 DH8-2 DH2-8 DH2-3 3) Diferenças de nível: DN3-2 DN1 = 83.600 – 1.500 = -0.cotg92°55'15" + 1.719m DN1 = 153.135 DNmédia = (8.640 – 2.155m DN1 = 181.699.700 = 8.cotg92°49'30" + 1.400 = 11.700 = -8.117 DNmédia = (11.Ivancildo F.400 = 0.542 – 0.542 – 0. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 168 DHmédia = (77.0.774) ÷ 2 = 77.767 DHmédia = (83.767) ÷ 2 = 83.cotg86°15'20" + 1.600 – 0.144 DH1 = (7.825.cotg90°57'35" + 1.725 DNmédia = (0.719 + 0.243m DH1 = (7.400) ÷ (cotg85°39'00" – cotg90°38'05") = 83.cotg94°36'10" + 1.cotg91°05'50" + 1.390 – 0.641.500 = 11.900) ÷ (cotg86°31'10" – cotg88°25'30") = 201.157) ÷ 2 = -11.120m DN1 = 153.cotg90°01'50" + 1.945 DHmédia = (201.124 + 217.

057) ÷ 2 = 6.086 DNmédia = (6.098) ÷ 2 = 8.000 = 6.866)÷2 5) Diferenças de nível médias: DN3-4 = (0.479 DN2 = 217.000 = -7.742 + 83.062) ÷ 2 = 0.908 DN2 = 76.060 DN7-6 DN7-8 DN8-7 DN8-2 DN2-8 DN2-3 4) Distâncias horizontais médias: DH3-4 = (84.062 DNmédia = (0.212 = 83.390 – 0.423 – 0.035 + 6.400 = 0.cotg87°42'30" + 1.137 DN5-6 = (8.909 + 0.cotg92°05'55" + 1.91 DNmédia = (0.493 = 11.243)÷2 DH2-3 = (83.058 DN2 = 83.045)÷2 DH8-2 = (217.423 – 0.139 + 77.717.415.155)÷2 = 11.7225 DN4-5 = (11.182 + 217.057 DNmédia = (6.485 – 0.1 DN6-7 DN1 = 78.485 – 1.066 DN8-2 = (7.1)÷2 = 8.046 + 6.137 = 217.494 DNmédia = (7.909) ÷ 2 = .909 DN7-8 = (6.cotg90°08'50" + 1.526 + 7.058 + 0.120 + 11.300 = -6.804 .121.cotg88°23'35" + 1.cotg92°06'45" + 1.908 + 0.526 DNmédia = -7.91) ÷ 2 = 0.120 + 11.046 DN1 = 201.086)÷2 = 6.cotg90°38'05" + 1.962.423 – 0.479 + 7.137 = 181.cotg90°13'15" + 1.cotg88°25'30" + 1.900 = 6.526 DN1 = 217.407 – 0.485 – 0.127 + 8.407 – 0.772 + 181.800 = 8.0.156.700 = -0.909 DN2 = 78.035 DN2 = 201.086 DN1 = DN2 = 217.900 = -0.Ivancildo F.cotg91°03'00" + 1.909 DNmédia = (0.200 = -6.cotg87°38'40" + 1.909 + 0.719.407 – 0.cotg90°39'05" + 1.945.390 – 2. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 169 DN2 = 181.909 DN1 = 201.407 – 1.716)÷2 DH6-7 = (78.086 + 6.461 + 84.525)÷2 DH4-5 = (11.229 + 201.086) ÷ 2 = -6.380 = 0.486)÷2 = 7.113 DN6-7 = (0.494) ÷ 2 = 7.486 DN1 = 83.719)÷2 = 0.753 = 201.300 = 0.726 + 0.600 = 7.744 = 77.086 DN2 = 200.774.098 DNmédia = (8.363.cotg87°40'50" + 1.909)÷2 = 0.506 = 84.767.182.390 – 0.200 = 0.124.909 DN1 = 77.cotg91°11'50" + 1.700 = 7.144.105 + 8.368)÷2 DH7-8 = (201.390 – 2.043.155)÷2 DH5-6 = (181.cotg92°04'20" + 1.

411 = 133.060 + 0.066 Altitude2 = altitude8 + DNmédia8-2 = 130.137 Altitude6 = altitude5 + DNmédia5-6 = 133.436 + (-)0.527 + 6.061)÷2 6) Altitudes: = 0.060 7) Preenchimento da caderneta: = 122.087 = 123.087 + 0.134 Altitude4 = altitude3 + DNmédia3-4 = 123.Ivancildo F.548 + (-)8.134 + (-)0.506 Altitude3 = altitude2 + DNmédia2-3 = 123.436 = 124.593 = 123.411 + 11.593 + (-)7.060 Altitude3 = 123.147 OK! .548 = 125.722 Altitude5 = altitude4 + DNmédia4-5 = 122.113 Altitude7 = altitude6 + DNmédia6-7 = 125. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 170 DN2-3 = (0.527 = 130.909 Altitude8 = altitude7 + DNmédia7-8 = 124.

600 0.500 0.8 25 181.120 11.52 5 153.909 77.9 77 181.407 00 00 180 88 8 06 06 20 20 → 00 55 88 06 20 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 268 MÉDIA 00 7 8 1.060 0.380 0.000 2.505 217.21 2 130.105 8.719 11.909 0.13 7 124.700 7.7 19 181.400 0.526 -7.060 83.119 -8.640 0.1 82 217.098 8.726 0.91 0.300 7.061 -0.46 1 84.035 6.062 0.719 0.465 00 59 179 183 5 02 02 45 45 → 00 00 183 02 47 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 03 MÉDIA 00 4 5 1.600 0.96 1 133.137 153.155 -8.53 2 84.54 8 122.909 -0.3 63 217.700 7.500 0.046 -6.200 0.727 -0.1 82 217.390 00 00 180 93 3 50 50 55 55 → 94 50 55 LM1 LM2 LM3 274 MÉDIA .74 2 DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA -0.700 0.4 15 201.154 11.700 0.086 -6.100 0.96 2 76.77 4 00 00 180 95 7 47 47 20 10 → 00 00 95 47 05 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 275 MÉDIA 00 6 7 1.47 8 84.0 45 217.200 0.700 90 90 85 91 90 86 90 90 85 86 86 83 94 94 91 92 92 92 87 87 86 91 91 89 90 90 86 88 88 86 92 92 89 92 92 90 87 87 86 90 90 85 51 47 52 05 57 21 14 01 21 15 13 35 40 36 56 55 49 13 40 38 06 11 03 43 13 08 55 25 23 31 05 04 59 06 06 31 42 40 22 39 38 39 20 10 30 50 35 10 05 50 50 20 10 35 40 10 00 15 30 40 30 40 15 50 00 50 15 50 00 30 35 10 55 20 30 45 45 50 30 50 55 05 05 00 DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA 180 4 84 264 57 57 40 50 → 00 55 84 57 42 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 MÉDIA 00 3 4 1.700 0.909 6.700 7.1 82 217.066 201.479 7.12 1 78.77 4 77.300 7.400 7. AI PV LIMBO HORIZ.2 43 83.600 0.200 0.1 -0.15 6 78.700 0.7 16 181.2 29 201.7 153.700 2. º ‘ “ º RED. º ‘ “ DISTÂNCIA HORIZONTAL DIFERENÇA DE NÍVEL DN média DH média Altitude 00 2 3 1.900 1.700 0.9 46 154.400 0.1 44 200.87 6 83.500 0.124 11.9 45 201.500 7.1 24 217.5 08 181.6 99 153.600 1.52 7 ()0.500 0.300 7.Ivancildo F.058 0.800 5.486 0.057 6.59 3 6.135 -8.720 0.71 7 83.494 7. DO ÂNG.117 11.000 7.43 6 11.600 2.85 7 83.6 41 153.804 123.725 -0.909 -0.113 181.13 9 77.061 -0.485 00 59 179 177 2 57 57 20 25 → 00 05 177 57 25 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 357 MÉDIA 00 8 2 1.062 -0.086 -7.9 25 181.86 6 84.493 00 00 180 175 6 17 17 45 40 → 00 00 175 17 42 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 355 MÉDIA 00 5 6 1.526 7.753 125.134 ()0. HORIZ.0 43 201.900 2.36 8 201.400 0.7 72 78.41 1 123.542 83.908 0.600 0.0 07 153.44 4 84. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 171 CADERNETA TRIGONOMÉTRICA EST.526 -7.08 7 ()7. ‘ “ LEITURA NA MIRA LIMBO VERT.127 8.000 7.390 00 00 00 05 LM1 LM2 LM3 0.300 4.722 84.423 ()8.086 -6.000 1.76 7 83.51 8 84.157 11.

porque não ressalta à vista.1 3 (↓)123. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 172 10.Ivancildo F.0 23 (↓)123.0 7 .1 2 (↓)123.5 Plano cotado Processo utilizado apenas para cotar pontos resultantes das projeções horizontais numa planta topográfica. É um processo que normalmente não é empregado só. (↓)123.

gás.1.Necessidades de obras de arte especiais. .Movimentação de terras para construir edificações. planejamento e viabilização de projetos. A finalidade é de fornecer o maior número possível de informações da superfície representada para efeitos de estudo. . . postes e etc. etc. pois deles resultarão informações do relevo. ✔ Serviços de terraplenagem. Introdução A representação do relevo do terreno sempre constitui um sério problema para o desenhista. . ✔ Dutos de óleo.Mínimo de curvas necessárias. água. esgoto.Movimentação de terra. . Sendo assim.Estudar o relevo para fins de planificação.Áreas de desapropriação.Ivancildo F. LEVANTAMENTO PLANIALTIMÉTRICO 11.Estudar o relevo para a idealização do projeto. . mais ainda para o operador dos equipamentos topográficos: Este precisa. . produtos químicos. 11.2.Direção e largura da faixa de domínio da linha. este capítulo se dedica ao estudo da representação do relevo de uma área topográfica. . . . . .Melhores pontos para instalação de torres. A planialtimetria pode ser utilizada para: ✔ Rodovias e ferrovias na escolha do melhor traçado e locação. que devem ser confiáveis para o leitor. .Locais sujeitos a inundação. ✔ Linhas de transmissão de energia. além do conhecimento técnico. que permitirão confeccionar cartas planialtimétricas com bastante confiabilidade. Serão apresentados métodos de representação bastante conhecidos. de sensibilidade para escolher este ou aquele método de trabalho. Conceito Planialtimetria é a representação das informações obtidas dos levantamentos planimétricos e altimétricos em uma única planta ou carta topográfica. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 173 11. porque as feições nunca se repetem.Determinar pontos onde é necessária a utilização de bombas para recondução do escoamento.Declividades máxima e mínima.

Estudar e planejar áreas industriais. estimando preço de venda e valores de tributação. . pelo menos. Se for perpendicular ao alinhamento. e . .3. 11. . . .Determinar áreas de inundação pelas águas.Organizar o plantio. . .Ivancildo F.Preservar áreas de interesse ecológico e ambiental. barragens e usinas. . . Se o perfil é referente ao eixo do caminhamento recebe o nome de perfil longitudinal. residenciais. Perfis topográficos Perfil é o desenvolvimento em um plano vertical da interseção do alinhamento com a superfície topográfica.Relevo sombreado.Curvas de nível. . ✔ Planejamento de uso da terra.Realizar projetos de irrigação.Estudar e planejar o tráfego de veículos.3. Formas de representação O relevo de uma área pode ser representado.Projetar desvios de cursos d‟água. . dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 174 .Realizar estudos de impacto ambiental.Prevenir erosões.1. comerciais.Avaliar judicialmente a propriedade. ✔ Construção de açudes. ✔ Planejamento urbano.Estudar e planejar a direção das vias. ✔ Peritagem. . de lazer e recreação.Perfis topográficos. . . 11.Retificar as curvas de nível em atendimento a projetos idealizados.Cores hipsométricas. .Definir a economia (criação ou plantio) mais apropriada para a região. das seguintes maneiras: . recebe o nome de perfil ou seção transversal.

5 702. gasoduto. A nomenclatura „estaca‟ corresponde a uma distância de 20. tais como.8 703. Aclividade é a parte da superfície topográfica que sobe em relação ao observador. ângulos (horizontal e vertical) e distâncias (distância horizontal e diferença de nível) são anotados nas cadernetas de campo de nivelamento que já conhecemos. drenos. oleoduto. Com a finalidade de dar mais realce às variações das alturas. O traçado se dará através da ligação em linha reta (de preferência) ou não. e declividade é a parte da superfície topográfica que desce em relação ao observador.1 705. Os detalhes altimétricos correspondem aos pontos da superfície topográfica que mudam de aclividade ou declividade. cursos d‟água. entre cada PI. toma-se a escala vertical dez vezes maior do que a escala horizontal: Altitudes (m) Ev = 1:200 706. para projeto de abastecimento d‟água. que parte da estaca E0 (zero) até a estaca E14. sendo obtidos simultaneamente ao levantamento da poligonal. pontos de interseção.00m.4 703.9 702. Levantamento da linha Os dados topográficos da poligonal.5 705.2 704. necessita-se efetuar um projeto preliminar onde os PI‟s. etc. redes de transmissão de energia. são previamente escolhidos. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 175 Para o levantamento de um perfil. . Os detalhes planimétricos referem-se a travessias sob ou sobre o eixo que está sendo nivelado para o perfil.6 701.9 701. A distância horizontal e a diferença de nível entre cada PI. é que determinarão o traçado do perfil.Ivancildo F. linhas de transmissão e outros projetos. sobre um eixo.5 700 500 509 516 528 546 555 564 573 598 614 635 Estacas (m) EH = 1:2000 Perfil com linhas curvas Exemplo elucidativo: Desenhar o perfil do eixo de uma poligonal. estradas.

50 158. os ângulos e distâncias.50 + 19.00 164.50 165. margem esq. são representados fielmente.00 12 13 14 158. margem esq.15 160. que têm a mesma cota (ou altitude).00 5 + 18. pois precisaríamos de um número imenso de perfis da mesma área em . A curva de nível é uma forma de representação gráfica de extrema importância: a planimetria possui uma forma de representação gráfica perfeita.10 Observações N.20 160.40 158. Nela.3. embora reduzidos na escala.40 2 3 4 + 10. que é a planta (resultado da projeção da superfície num plano horizontal).70 158. Ponto C Leito da estrada.40 160.60 Ponto A Observações Ponto A‟ Ponto B Leito da estrada. Enquanto isso. na superfície do terreno. do rio.A. Curvas de nível Curva de nível é uma linha sinuosa que liga pontos. do rio.Ivancildo F. Mas o perfil só representa a altimetria de um eixo.40 158. Ponto E Estaca Cota 7 8 9 10 11 + 15.70 159.12 159. mas não de uma área.40 165.90 161. Ponto F Ponto G Solução: A B G C D E F 11. Ponto D N. Então a visão geral do terreno fica prejudicada.80 159. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 176 Estaca Cota 0 1 + 10. a altimetria só conta com a representação gráfica em perfil.00 158.10 164.00 165.30 160.2.A.

0 metros 10. Qualquer profissional conhecedor de curvas de nível é capaz de visualizar o relevo do terreno com suas características. e colocar a sua cota (ou altitude) entre os extremos seccionados.5 metros 1. para termos uma visão panorâmica e nunca poderíamos visualizá-los todos ao mesmo tempo.0 metros 2. A visão imaginativa geral da sinuosidade do terreno é dada então pelas curvas de nível. A eqüidistância escolhida em cada trabalho topográfico depende basicamente da escala da planta: Escala 1:500 1:1000 1:2000 1:10000 Eqüidistância 0.0 metros Para numerar as curvas de nível. que abrangem toda a área em estudo.Ivancildo F. costuma-se seccionar a linha. Veja a seguir: Elevação: Os planos horizontais são paralelos e eqüidistantes. Veja de forma elucidativa. O valor da eqüidistância vertical varia de acordo com a precisão requerida. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 177 diversas posições e direções. a seguir. o esquema de delimitação de uma área retangular ABCD a ser representada em planta planialtimétrica: . As linhas das curvas de nível são geradas pela interseção de planos horizontais com a superfície do terreno.

possibilitando visão imaginativa do terreno: .Ivancildo F. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 178 O corte vertical do terreno. em bloco diagrama. segundo o contorno retangular ABCD até uma profundidade de 15 metros abaixo do nível d‟água: Corte horizontal de 5 em 5 metros do bloco diagrama.

Ivancildo F. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 179 Projeção das curvas de nível na planta: Características das curvas de nível: ● Duas curvas de nível jamais se cruzam. porque disto resultaria um único ponto com duas cotas (altitudes) diferentes: 68 67 .

Ivancildo F. um terreno fortemente inclinado: 68 67 66 67 65 64 66 68 65 ● Curva de nível não pode desaparecer repentinamente: 68 67 66 65 64 Interpretação das curvas de nível: 1) Vertente: É o elemento mais simples de se interpretar na superfície topográfica. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 180 ● Curvas de nível muito afastadas uma das outras significa que o terreno é levemente inclinado. e quando muito próximas. pois é a própria inclinação do terreno. 62 63 64 64 63 . onde são divididas as águas. Corresponde a superfície compreendida entre a linha de cumiada e a linha de talvegue. 68 67 66 65 64 2) Linha de cumiada (cumeeira): É o lugar geométrico dos pontos de cotas (ou altitudes) mais altas.

As cotas (ou altitudes) maiores abraçam as cotas menores. . dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 181 3) Vale: É o lugar geométrico dos pontos de cotas (ou altitudes) mais baixas. 59 60 62 61 6) Garganta: Conhecida também como ponto obrigatório de passagem. ou seja. 64 63 62 62 63 4) Linha de talvegue: Quando as vertentes têm inclinações rápidas e uniformes provocando na sua representação curvas de nível em ângulo agudo. As cotas (ou altitudes) menores abraçam as cotas menores. a garganta é um ponto de mínima cota (ou altitude) ao longo de uma seqüência de pontos elevados.Ivancildo F. formando uma linha de divisão de águas. 62 61 60 59 5) Linha de espigão: Quando as vertentes têm inclinações rápidas e uniformes provocando na sua representação curvas de nível em ângulo côncavo. onde são acumuladas as águas. formando uma linha de reunião de águas.

. como o ponto de cota (ou altitude) mais baixa na linha de talvegue. pois subiremos menos de um lado e desceremos menos do outro. 7) Depressão e elevação: As depressões se distinguem das elevações. Relevo sombreado O sombreamento executado diretamente em função das curvas de nível é uma modalidade de representação do relevo. Depressão Elevação 11.Ivancildo F.3. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 182 quando queremos atravessar de um espigão para outro com qualquer via de transporte.. uma ferrovia. Pode-se entender a garganta também.3. uma rodovia. pelo fato de nas depressões as curvas de nível de cotas (ou altitudes) maiores envolverem as curvas de cotas (ou altitudes) menores e vice-versa no segundo. este ponto de mínima cota (ou altitude) é o local ideal para a travessia. uma linha de transmissão de energia elétrica. etc.

. amarelo. Representação de relevo sombreado 11.Ivancildo F. A execução do relevo sombreado requer um ângulo de 45º com o plano da carta. Faixas de determinadas altitudes recebem cores diferentes como o verde. dando a impressão de saliências iluminadas e reentrâncias não iluminadas. adotam-se cores para facilitar o conhecimento geral do relevo.4. a partir de uma fonte luminosa (imaginária) à noroeste. laranja. rosa e branco. de forma que as sombras sobre as vertentes fiquem voltadas para sudoeste.3. Cores hipsométricas Além das curvas de nível. sépia. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 183 Consiste na pintura de sombras contínuas sobre certas vertentes.

Irradiação (taqueométrica). dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 184 11. O passo seguinte é nivelar as transversais. canais de irrigação e drenagem.Seções transversais. Métodos de levantamento de curvas de nível São três os métodos que podem ser empregados para a obtenção das curvas de nível: . quando a área a levantar tiver a forma de uma faixa estreita e longa. É adequado na construção de estradas de rodagem.370m Altitude de chegada E11+10(chegada da poligonal): 18.Ivancildo F. e .002m E0 E1 E2 E3 E4 E5 E9 E6 E7 E8 E10 E11 E11+10 1/1000 . 11. A obtenção das cotas inteiras deverá vim de perfis correspondentes a cada nivelamento.4. faz-se o nivelamento dos mesmos.1. feito normalmente a cada 20m. eletrificação rural. Em seguida.4. etc. . Levantamento por seções transversais Método rápido e preciso. tendo cada uma como referencial a estaca de ré. Após o estaqueamento dos vértices. que deverá pertencer à poligonal de base. Exemplo elucidativo: Eixo da poligonal: E0 – E11+10 Precisão do nível utilizado: 7mm/Km Extensão da poligonal enquadrada: 0.230Km Altitude inicial E0(partida da poligonal enquadrada): 12. a partir de cada estaca dessa poligonal. Consiste no traçado de uma poligonal aberta ou enquadrada acompanhando o eixo longitudinal da faixa do terreno. traçam-se perpendiculares que devem abranger toda a faixa da largura do terreno.Quadriculação.

030 0.230)½ = 6.Ivancildo F.71mm Ec = altitude de chegada real – altitude de chegada calculada = 18.702 15. para as três primeiras seções transversais: .002 – 17.671 12.33mm/PR 3 Veja.800 4.800 E8 E9 E10 E11 E11+10 1.170 12.550 16.370 Correção (mm) Altitude Definitiva 12.700 3.448 0.548 18.670 12.608 12.515 13.760 Visada Vante PI PM PR Altitude Provisória (m) 12. a seguir.470 12.348 16.180 16.535 4.862 15. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 185 Apresentação da caderneta de nivelamento geométrico preenchida.813 13.860 15.700 4.817 13. do eixo da poligonal enquadrada: CADERNETA DE NIVELAMENTO GEOMÉTRICO Visada Ré 4.998 = 4mm Δη = 4 = 1.(μ)½ = 2.655 3.350 3.516 13. RN(E0) E1 E2 E3 E4 17.002 Emáx = 2.318 17.990 4.500 4.650 2.698 15.610 12.700 1.648 17.471 12. o modelo de preenchimento da caderneta de campo.7.128 E5 E6 E7 2.652 17.e.322 18.308 12.998 1 1 1 1 2 2 2 4 4 4 4 4 12.181 12.(0.370 Est.

156 9.325 1.167 10.0 D+15.920 3.0 D+29.661 10.5 E+19.990 4.870 0.251 9.313 13.650 E+7.081 9.0 E+18.923 2.710 4.230 4.0 D+25.790 9.815 4.69 E+7.500 4.0 D+5.680 5.0 D+14.470 10.72 E+6.246 9.911 12.516 11.481 10.236 15.150 13.421 9.0 E1/1.155 4.627 PR 14.370 14.471 12.994 4.100 12.005 5.550 3.0 E+26.Ivancildo F. EO/1.910 5.0 D+9.02 Cota ou Altitude 12.0 E+16.0 Leitura na mira Ré Vante 3.534 Perfil longitudinal: 1/100 18 17 16 15 14 13 12 1/1000 E0 E1 E2 E3 E4 E5 E6 E7 E8 E9 E10 E11 E12 Cotas inteiras do perfil longitudinal: . dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 186 CADERNETA DE NIVELAMENTO GEOMÉTRICO Est.0 D+18.0 D+7.161 - 10.0 E2/1.0 E+23.310 9.

para dar as direções. É facilmente aplicável para pequenas áreas e impossível para grandes glebas. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 187 1/100 18 17 16 15 14 13 13 13 13 14 15 16 15 14 14 15 16 17 18 12 E0 E1 E2 E3 E4 E5 E6 E7 E8 E9 E10 E11 E12 1/1000 Da mesma maneira.4. A quadriculação deve ser feita com o emprego do teodolito.Ivancildo F. passando as cotas inteiras encontradas e suas respectivas posições para a planta planimétrica. Levantamento por quadriculação É o método mais exato e também o mais trabalhoso. . colocando estacas em cada vértice dos quadrados. e proceder ao nivelamento geométrico de todas as estacas. Pela precisão. é recomendado quando se trata de movimentação de terra para edificações. A união dos pontos de mesma cota dará as curvas de nível: 16 9 10 11 12 17 E0 E1 E2 E10 18 E11 E11+10 E3 E4 E5 E9 E6 14 15 E7 16 15 E8 14 11 12 13 12 10 10 11 11 12 13 1/1000 11. O método consiste em fazer a quadriculação do terreno. e a trena. para a marcação das distâncias. etc. irrigação. faz-se o perfil de cada seção transversal. barragens.2.

contanto que iguais.4).4. A operação seguinte é o nivelamento geométrico de todas as estacas. determinando a posição da cota inteira de 13m.6 e 0. Em seguida são tiradas perpendiculares para cada estaca da linha M-N.4 Cota 13 A E Dist.4 a 13 (0. numa direção e algarismos nas outras. linha AB.4 13 12. . da linha AB = 20m B Escala da planta Transporte a distância AE a partir de A. reconstitui-se o perfil 13. Como construir o gráfico: Na situação anterior. 10. podendo ser a cada 5. O propósito é encontrar nesta linha a cota inteira 13. 20 metros.Ivancildo F. vai depender do grau de precisão desejado.6 C Perpendicular à linha AB foram marcadas as distâncias 0. Compr. Como fazer a interpolação: Considere uma linha AB de cotas (ou altitudes) conhecidas nos seus extremos A=12.6) e de 13. marca-se inicialmente uma linha M-N de preferência no eixo longitudinal do terreno (se existir). Costuma-se utilizar letras para definir as linhas. por onde deverá passar a curva de nível. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 188 Para a marcação. para marcação no desenho. A subdivisão desta linha em estacas de d em d metros.0. que também são estaqueadas de d em d metros.4) Cota A (12.4 12 0. São os valores para chegar de 12.4 e B=13. da linha 20m D Cota B (13. A obtenção das cotas inteiras para o traçado das curvas de nível.4) 0.4 em qualquer escala. vai depender de processos de interpolação ou gráficos.4 a 13 (0. Obtêm-se os pontos C e D da reta CD que cruza a linha AB exatamente na cota 13. a ser transportada Compr.

70 98.30 97.80 96. desenhar as curvas de nível.20 98.00 96.50 97.90 98.60 E4 F4 G4 G5 F5 E5 D5 D4 D3 0.30 95.00 1.50 2.80 1.20 1.10 95.00 95. Est.30 96.60 96.90 1.40 0.70 2.00 96.00 95.10 1.50 2.40 1.80 95.90 1.10 CADERNETA DE NIVELAMENTO GEOMÉTRICO Visada Vante Altitude Correção PR Provisória PI PM 100.10 1.90 96.60 94.40 97.00 94. abaixo.70 1.50 96.90 94.00 96.00 98.30 1.00 96.00 2.40 2.50 96. de um levantamento planialtimétrico pela quadriculação do terreno.00 94.00 1.50 96.80 96.60 0.00 2.10 94.90 2.70 Altitude Definitiva - 0.40 C4 C5 B5 A5 A4 A3 B4 97.50 99.90 1.00 0.60 97.70 95. A (RN) B1 B C D E C1 D1 D2 C3 C2 B3 B2 A2 A1 E F G F1 G1 G2 G3 F3 E3 E2 F2 E1 E3 Visada Ré 0.60 96.30 96.90 1.20 1. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 189 Exemplo elucidativo: A partir da caderneta (preenchida).00 95.60 0.00 1.60 1.20 100.10 1.70 1.50 3.80 3.20 95.00 0.Ivancildo F.00 .60 1.90 95.60 2.30 95.80 0.60 93.30 98.70 1.10 3.30 3.10 3.30 95.10 96.80 1.60 0.10 0.90 95.90 95.60 3.60 95.50 1.

Ivancildo F. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 190 Solução: Croqui com as cotas calculadas (apenas perfis verticais) e interpoladas. Planta planialtimétrica desenhada: .

como para as secundárias e linhas irradiadas.Ivancildo F. O uso da taqueometria na determinação das distâncias horizontais é de grande ajuda. além de reduzir o número de pontos topográficos a serem cravados no terreno ao longo das linhas de nivelamento. nivelando-os e determinando a sua posição através de ângulos e de distâncias horizontais. tanto para as poligonais principais. Consiste em levantar poligonais principais e secundárias interligadas. Levantamento por irradiação É o método recomendado para áreas grandes e relativamente planas.4. e economiza tempo. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 191 11. Todas as poligonais devem ser niveladas e delas serem irradiados os pontos notáveis do terreno. Os perfis devem ser traçados para a confecção das curvas de nível.3. Exemplo elucidativo: Seja desenhar curvas de nível em um terreno de quatro lados: 20m 20m 20m 7m • 15m 20m 20m 03 04 10m 20m • 20m 197m 20m 167m 20m 20m 20m 145m 20m 20m 20m 20m 121m 20m 20m 20m 20m 01 • 20m 20m 20m 20m 20m 20m • 02 Medida do comprimento dos lados: Linha 01-G = 121m Linha 01-J = 145m Linha 01-03 = 197m Linha 01-P = 167m .

a partir de caderneta de nivelamento apresentada: 47 m 40 m P Q O N M L R 197 m 167 m S K J T 150 m U H V F Z E A B C D 120 m Ilustração do perfil longitudinal da linha 01-02. Sem escala 40 35 30 25 20 15 10 40 m X 121 m 60 m G 145 m 75 m I Sem escala 01 A B C D E 02 . Linha 02-03. Linha 04-01. Linha 01-03. Linha 01-J. Linha 01-P. e Linha 01-G). Linha 03-04.Ivancildo F. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 192 Solução: Criar perfis para as linhas principais e irradiadas da poligonal (Linha 01-02.

dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 193 Passar as cotas inteiras encontradas nos perfis. Ilustração da projeção das cotas inteiras a cada metro para o perfil da linha 0102. para a planta planimétrica. e suas respectivas posições.Ivancildo F. Sem escala 40 35 30 25 20 15 10 Sem escala 01 A B C D E 02 .

dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 194 Unir pontos de cotas inteiras gerando as curvas de nível.Ivancildo F. .

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