CURSO TÉCNICO-INTEGRADO EM EDIFICAÇÕES NOTAS DE AULA – Topografia

2011

Pelo prof. MSc. Ivancildo F. dos Santos

Ivancildo F. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios - Alagoas

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SUMÁRIO

1.

FUNDAMENTOS DA TOPOGRAFIA 1.1. Introdução 1.2. Agrimensura 1.3. Geodésia 1.3.1. Classificação dos levantamentos geodésicos 1.4. Topografia 1.4.1. Métodos de levantamentos topográficos 1.5. Distinção entre Topografia e Geodésia 1.6. Formas e dimensões da terra TOPOGRAFIA 2.1. Conceito 2.2. Finalidade 2.3. Importância 2.4. A hipótese do Plano Topográfico 2.5 Divisões 2.5.1. Topometria 2.5.2. Topologia 2.5.3. Fotogrametria A TERRA E OS SISTEMAS DE REFERÊNCIA 3.1. Introdução 3.2. Formas e dimensões da terra 3.3. Os sistemas de referência 3.4. Os sistemas de coordenadas 3.4.1. Coordenadas geográficas ESCALAS 4.1. Introdução 4.2. Tipos e usos 4.2.1. Escala numérica 4.2.2. Escala gráfica 4.3. Critérios para a escolha da escala numérica 4.4. Posição da folha 4.5. Legenda, selo e orientação 4.6. Dobragem da folha MEDIÇÃO DE DISTÂNCIAS HORIZONTAIS E VERTICAIS 5.1. Introdução 5.2. Erros ocasionados nas medições 5.3. Processos de medição de distâncias 5.3.1. Processo de medição direta 5.3.2. Processo de medição indireta 5.3.3. Processo de medição eletrônica 5.3.4. Processo de medição por satélites MEDIÇÃO DE ÂNGULOS 6.1. Introdução 6.2. Goniologia 6.2.1. Tipos de ângulos

05 05 05 06 07 10 10 10 15 16 16 16 16 16 18 19 22 22 24 24 24 25 27 27 30 30 30 30 31 32 35 37 38 39 39 39 41 41 46 53 59 63 63 63 63

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Ivancildo F. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios - Alagoas

3 64 64 69 69 77 77 77 78 80 84 86 86 86 88 95 95 99 107 114 119 122 127 128 134 134 135 142 145 145 146 149 149 149 150 151 152 153 159 165 172 173 173 173 174 174 176 182 183

6.3. 7.

6.2.2. Condições de construção de um ângulo 6.2.3. Goniômetros 6.2.4. Operacionalização de goniômetros Goniometria

8.

MEDIDAS DE ORIENTAÇÃO 7.1. Introdução 7.2. A linha meridiana 7.3. Declinação magnética 7.4. Rumos e azimutes 7.4.1. Cálculo do azimute magnético LEVANTAMENTO PLANIMÉTRICO E LOCAÇÃO 8.1. Introdução 8.2. Fases do levantamento topográfico 8.3. Levantamento por triangulação à trena 8.4. Levantamento por poligonação 8.4.1. Poligonal aberta 8.4.2. Poligonal fechada na mesma base 8.4.3. Poligonal fechada em base diferente ou enquadra 8.5. Levantamento por irradiação 8.6. Levantamento por interseção a vante 8.7. Levantamento por interseção a ré 8.8. Locação 8.8.1. Locação de residências CÁLCULO DE ÁREA 9.1. Introdução 9.2. Processo geométrico 9.3. Processo analítico 9.4. Processo mecânico 9.4.1 Constituição dos planímetros 9.4.2 Operacionalização

9.

10. LEVANTAMENTO ALTIMÉTRICO 10.1. Introdução 10.2. Referência de nível 10.3. Nivelamento 10.4. Métodos gerais de nivelamento 10.4.1. Nivelamento geométrico simples 10.4.2. Nivelamento geométrico composto 10.4.3. Nivelamento taqueométrico 10.4.4. Nivelamento trigonométrico 10.5. Plano cotado 11. LEVANTAMENTO PLANIALTIMÉTRICO 11.1. Introdução 11.2. Conceito 11.3. Formas de representação 11.3.1. Perfis topográficos 11.3.2. Curvas de nível 11.3.3. Relevo sombreado 11.3.4. Cores hipsométricas

Levantamento por irradiação .4. Levantamento por seções transversais 11.3.1. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .Alagoas 4 184 184 187 191 11.4.4.4. Levantamento por quadriculação 11.2. Métodos de levantamento de curvas de nível 11.Ivancildo F.

1. aperfeiçoando-se e diversificando-se.2. Naquela época. é possível entender a condição de perplexidade de nossos ancestrais. desde o começo dos dias. que hoje é possível conhecer tão bem. foram se difundindo. daquele mesmo ano. sobre os campos de aplicação dessas ciências. Os habilitados com o curso completo da academia ou escola de Marinha da Côrte. eram os seguintes os conhecimentos exigidos dos candidatos à carta de agrimensor: Matemática elementar. que é o objetivo deste curso. É fácil imaginarmos alguns questionamentos que surgiram nas metas de nossos ancestrais. No Brasil.Alagoas 5 1. costuma-se dividi-la segundo a aplicabilidade. como agrimensores. Este capítulo versará. Agrimensura A agrimensura teve suas raízes no antigo Egito. as primeiras normas para a nomeação de agrimensores se deram a partir do decreto Nº 3. No decorrer dos tempos as técnicas utilizadas pelos antigos egípcios. de 1863. E os que tiverem sido empregados pelo governo até esta data. Segundo a portaria Nº 555. Após as cheias os medidores de terra conhecidos. também. diante da complexidade do mundo a sua volta. nasceu uma grande ciência a qual foi denominada Agrimensura. direta ou indiretamente.Ivancildo F. Os agrimensores habilitados com títulos na forma destas instruções. só poderiam ser empregados como agrimensores: Os engenheiros com carta passada pelas escolas nacionais. de alguma forma. Podemos.198. para demarcação de terras. . as características físicas do mundo. intuir de que maneira surgiu no homem a necessidade de conhecer o mundo (sua forma e dimensões) que ele habitava. nas margens do rio Nilo. como. enfocando as „ferramentas‟ que. em Geodésia e Topografia. divisas estas destruídas pelas grandes enchentes do Nilo. Os pilotos de carta pela mesma academia ou escola. auxiliam as operações topográficas. O simples deslocamento de um ponto a outro na superfície de nosso planeta. já justifica a necessidade de se conhecer. restituíam as divisas entre os proprietários. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .1. como construí-los? Diante da necessidade de estudos e invenções. especificamente. à época. Em função da grandiosidade dos campos de aplicação (atualmente). Introdução Mesmo considerando todos os avanços tecnológicos que hoje vivenciamos. por exemplo: como orientar os deslocamentos? Como levantar terrenos? Como demarcá-los e desenhá-los? Como medir áreas? E os instrumentos. FUNDAMENTOS DA TOPOGRAFIA 1.

Topografia. a navegação aérea. tais como: Levantamento planialtimétrico. de infra-estrutura hidráulica. Trabalhos geodésicos. Levantamento cadastral. Prática do uso dos instrumentos e trabalhos de campo. com base em dados obtidos por meio de levantamentos em solo ou por fotografias aéreas. Portos e aeroportos. também. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . por Aristóteles (384 .3. analisa o ambiente e define os espaços físicos onde vai ser feita determinada obra. satélites e aparelhos de sistema de posicionamento global. e pode significar tanto divisões geográficas da terra como. Estradas.C. Foi usado. o planejamento.). um ramo das Geociências e uma Engenharia. marítima e rodoviária. . Perícia judicial. Geodésia O termo Geodésia provém do termo grego daiein e significa divisão de terra. Atualmente. A agrimensura atua nas diversas ramificações da engenharia. que tem por finalidade a determinação da forma da terra e o levantamento de glebas tão grandes (com as suas feições naturais e artificiais) que não permitem o desprezo da curvatura da terra.Alagoas 6 Metrologia. é a Engenharia de Agrimensura se encarrega de formar profissionais para atuarem preparando áreas para obras urbanas. as engenharias de construção. Planejamento. Ela é. Além disso. inclusivamente para aplicações militares e programas espaciais. Desenho linear. Noções de astronomia. com as suas teorias e seus resultados de medição e cálculo. Demarcações e divisas de terras. o ato de dividir a terra entre proprietários. ao mesmo tempo. Fundações. Demarcações de movimento de terras. Planejamento e implantação de loteamentos. Obras de infra-estrutura urbana. 1. a referência geométrica para as demais geociências como os Sistemas de Informação Territoriais. entre outros e. É o engenheiro agrimensor que. Pontes. a Geodésia fornece.322 a.Ivancildo F. e após seu início vai monitorar seu andamento e procurar mapear determinados problemas que aparecerão em seu decurso. elétrica ou de transportes. pela primeira vez. os cadastros.

onde. Vale salientar. e manutenção do Sistema Geodésico Brasileiro . A materialização desse sistema. implantação. trata de determinar e representar a figura da terra em termos globais. como também das massas do sol. para fins de determinações planimétricas. precisa-se em primeiro lugar de medições gravimétricas . de tal modo que podem ser classificados em três tipos: de alta. Para tanto. A observação e descrição do 'campo de gravidade' e sua variação temporal (produzida pela rotação e pelas massas terrestres.SGB é gerida. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . básicos para amarração e controle de trabalhos geodésicos e cartográficos) desenvolvidos segundo especificações internacionais. para uma determinação do geóide. Na prática. será possível se for conhecido o campo de gravidade dentro de um sistema de coordenadas.3. no Brasil. pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. cuja direção do campo de gravidade seja idêntica à direção da vertical do lugar (as superfícies perpendiculares a estas direções são equipotenciais. O SGB é constituído.1. constitui-se na infra-estrutura de referência a partir da qual os novos posicionamentos são efetuados. e uma destas chama-se geóide) em qualquer ponto. atualmente. porque altera a direção da força de gravidade num ponto. atualmente. Levantamento Geodésico de alta precisão ou superior Dirigido ao atendimento de programas internacionais de cunho meramente científico. assim como o estabelecimento das especificações e normas gerais para levantamentos geodésicos. que a definição. e a Sistemas Geodésicos Nacionais. média e baixa precisão. Classificação dos levantamentos geodésicos Costuma-se dividir os trabalhos geodésicos de acordo com as suas finalidades. Estas estão divididas em sistemas ou redes de referência planimétrica.Alagoas 7 1. nivelamentos geométricos e trigonométricos e observações de satélites. altimétrica e gravimétrica: Rede de referência planimétrica com latitude e longitude de alta precisão A maior parte das medições geodésicas aplica-se na superfície terrestre (veja Anexo 1). da lua e dos outros planetas). Deste modo.além de medições astronômicas. o problema da determinação de uma figura terrestre.Ivancildo F. a rede é desdobrada (decomposta) para redes de menores precisões (segunda e terceira ordem). por cerca de 70000 estações geodésicas implantadas pelo IBGE em todo o território nacional. Conquanto. através de estações geodésicas distribuídas adequadamente pelo país. é considerado o problema de maior interesse na Geodésia superior no estudo da forma e dimensões da terra. são marcados pontos de uma . livre de hipóteses. triangulações. utiliza-se de pontos de amarração de 1º ordem (pontos que constituem um sistema de referência mundial.

É o mais antigo e utilizado processo de levantamento planimétrico da geodésia.Ivancildo F. hoje para o globo inteiro. que matematicamente deve ser bem definida. trilateração e poligonação: a) A triangulação – consiste na obtenção de figuras geométricas a partir de triângulos formados através da medição dos ângulos subtendidos por cada vértice. Partindo de uma linha formada por dois vértices conhecidos (coordenadas).Alagoas 8 rede de triangulação. costuma-se definir um elipsóide de revolução ou de referência. depois para os continentes. N b) A trilateração – método semelhante à triangulação e. Dentre os levantamentos geodésicos planimétricos destacam-se a triangulação. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . N c) A poligonação – é o encadeamento de distâncias e ângulos medidos entre pontos adjacentes formando linhas poligonais ou polígonos. até chegar a um vértice de pontos conhecidos. Com os métodos exatos da Geodésia projetam-se estes pontos numa superfície geométrica. N . sendo que o levantamento será efetuado através da medição dos lados. baseia-se em propriedades geométricas a partir de triângulos superpostos. como aquele. Existe uma série de elipsóides que antes foram definidos para as necessidades de apenas um país. Para esse fim. Os pontos de interseção são denominados vértices de triangulação. determinam-se novos pontos.

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Rede de referência altimétrica com altitudes de alta precisão Além do sistema de referência planimétrica (rede de triangulação e o elipsóide de rotação), existe um segundo sistema de referência: o sistema de superfícies equipotenciais e linhas verticais para as medições altimétricas (veja Anexo 2). Segundo a definição geodésica, a altura de um ponto „P‟ é o comprimento da linha vertical entre esse ponto e o geóide (altitude ortométrica „H‟). Também se pode descrever a altura do ponto „P’ como a diferença de potencial entre o geóide e uma superfície equipotencial (um elipsóide) que contém o ponto P (cota elipsoidal „h‟). Cotas elipsoidais têm a vantagem, comparando-as com alturas ortométricas, de poderem ser determinadas com alta precisão sem conhecimentos da forma do geóide. Por esta razão, nos projetos de nivelamento de grandes áreas, como continentes, costuma-se usar cotas elipsoidais. No caso de ter uma quantidade suficiente, tanto de pontos planimétricos, como altimétricos, pode-se determinar o geóide local daquela área.

Elipsóide h Geóide H

Dentre os levantamentos geodésicos altimétricos, destacam-se os nivelamentos geométricos, trigonométricos e barométricos. Este, utilizado apenas em regiões onde é impossível o uso dos os outros dois, ou quando se queira maior rapidez no levantamento. Não obstante, todos desenvolvidos na forma de circuitos, servindo por ramais às cidades, vilas e povoados às margens das mesmas e distantes até 20Km.

Rede de referência gravimétrica À semelhança das redes planimétricas e altimétricas (veja Anexo 3), a rede gravimétrica é desdobrada em: alta precisão, média precisão e para fins topográficos. Matematicamente, os levantamentos dessa rede são similares ao nivelamento geométrico, medindo-se diferenças de aceleração da gravidade entre pontos sucessivos.

Levantamento Geodésico de média precisão ou nacional Os levantamentos de média precisão se destinam a densificação do Sistema Geodésico Nacional, a partir da decomposição de sua rede em redes de 2º e 3º ordem. Estas são dirigidas às áreas remotas ou aquelas em que não se justificam investimentos

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imediatos, à medida que os levantamentos de 2º ordem aplicam-se às regiões sócioeconômicas mais desenvolvidas.

Levantamento Geodésico prático ou para fins topográficos Destinado ao atendimento dos levantamentos e representações de partes menores da terra onde a superfície pode ser considerada plana. Na verdade, a Geodésia prática proporciona à topografia uma rede de pontos os quais irão apoiar os seus levantamentos topográficos.

1.4. Topografia É a representação gráfica o mais detalhada possível, de uma parte da superfície da terra. Essa representação gráfica é feita sobre uma superfície plana hipotética chamada PLANO TOPOGRÁFICO perpendicular à direção do fio de prumo em um determinado ponto da superfície da terra. No entanto, a hipótese do plano topográfico exige restrição quanto ao raio de área a ser levantada, visto que as medidas topográficas são feitas considerando a terra plana. Nestas condições, erros planimétricos e altimétricos, provenientes da curvatura da terra, devem ser avaliados. As restrições nos levantamentos quanto à hipótese do plano topográfico serão abordadas no capítulo seguinte.

1.4.1. Métodos de levantamentos topográficos No que diz respeito aos métodos de levantamentos topográficos costuma-se dividi-los em apenas duas categorias: planimétrico e altimétrico. Levantamento planimétrico Merecem destaque a triangulação, poligonação, irradiação, interseção e outros. Levantamento gravimétrico Merecem destaque os nivelamentos geométricos, trigonométricos e taqueométricos. Esses métodos serão analisados detalhadamente nos capítulos seguintes.

1.5. Distinção entre Topografia e Geodésia Como se pôde observar, apesar da Topografia e Geodésia terem os mesmos objetivos, e utilizarem métodos e instrumentos semelhantes para o mapeamento da superfície terrestre, esta se ocupa dos processos de medida e representação cartográfica de grandes porções desta superfície, de acordo com a consideração sobre as

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deformações devido à esfericidade da terra (trigonometria esférica); a Topografia se ocupa da representação de uma pequena porção da superfície da terra, por uma projeção ortogonal de todos os detalhes da configuração do solo (trigonometria plana). Portanto, a Geodésia abrange o todo, ao passo que a Topografia se ocupa de detalhes, de forma que elas se completam para a harmonia do conjunto, do qual resultam cartas geográficas ou plantas topográficas. A aplicação da Geodésia nos levantamentos topográficos é justificada quando da necessidade de controle sobre a locação de pontos básicos no terreno, de modo a evitar o acúmulo de erros na operação do levantamento. Salienta-se que a Geodésia tem vários campos de aplicação que se confundem com a topografia: Mapas: na distribuição de pontos de controle (horizontais e verticais) para a confecção de cartas topográficas; Planejamento urbano: o desenvolvimento urbano (localização, utilização de vias, etc.) deve ser definido e localizado. Necessita-se, desta feita, de pontos de controle geodésicos; Demarcação de limites: a definição rigorosa de limites internacionais, interestaduais e intermunicipais é de fundamental importância para os projetos de cada região. Ênfase tem sido dada na precisão em oleoduto e gasoduto; Cadastro: o estabelecimento de um banco de dados que integre um sistema de informações de uso do solo, transporte, título de terra, assentamento, etc., deve estar baseado em mapas de localização definidos em termos de coordenadas referenciadas a uma rede geodésica;

Nas áreas metropolitanas o espaçamento das estações deverá ser de 0. com estações espaçadas de 10 a 20 km. existe uma valorização elevada do solo. com estações espaçadas de 10 a 20 km. Em função da área a ser atendida. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . conexões de Sistemas Geodésicos.000 Exemplos de utilização Pesquisas sobre a deriva continental. controle e locação de obras de engenharia. Melhor que 1:20. Sua realização deverá se dar sem prejuízo do fundamental. Nas áreas metropolitanas o espaçamento das estações deverá ser de até 5 km. Finalidade Exatidão Desenvolvi mento Dirigido ao atendimento de programas internacionais. Nas áreas metropolitanas o espaçamento das estações deverá ser limitado a 5 km. Em função da área a ser atendida. Elaboração de cartas gerais. apoio e controle das obras de engenharia e estudos científicos em geral. Nas áreas metropolitanas o espaçamento será função das características do processo de urbanização. desenvolvido segundo especificações internacionais.ibge. com estações afastadas de. Melhor que 1:100. constituindo o sistema único de referência. em conseqüência. controle e locação de projetos de engenharia. acordadas caso a caso. em função da inexistência ou impossibilidade de se desenvolver levantamentos geodésicos de alta precisão. mas devendo ser o erro padrão relativo de quaisquer duas estações melhor que 1:500. Em função dos objetivos específicos a serem atingidos.concar. Levantamentos e parcelamentos de áreas de pequeno valor. sempre.gov.doc . sendo julgada caso a caso.000 Melhor que 1:5. com estações afastadas entre 5 a 10 km.Ivancildo F. Elaboração de cartas gerais. Conforme as aplicações. prevalecendo os critérios de exatidão sobre as simplificações para a figura da Terra. de acordo com as finalidades de cada projeto.000 Dirigido ao atendimento dos levantamentos no horizonte topográfico. pequenas obras locais.000 após o ajusta-mento. tendo a configuração adaptada aos aspectos da urbanização.br/files/quadro1. no máximo 5 km. elaboração de cartas gerais. que terá precedência de utilização.5 a 2 km. de cunho científico. http://www. Pontos básicos para amarrações e controle de trabalhos geodésicos e cartográficos.000 Melhor que 1:50. Dirigido às áreas remotas ou àquelas em que não se justifiquem investimentos imediatos e.Alagoas 12 LEVANTAMENTOS GEODÉSICOS – PLANIMETRIA DE ALTA PRECISÃO ÂMBITO NACIONAL Científico Fundamental (ou de 1º ordem) DE PRECISÃO PARA FINS ÂMBITO REGIONAL TOPOGRÁFICOS Para áreas mais Para áreas Local desenvolvidas menos (ou de 2º ordem) desenvolvidas (ou de 3º ordem) Dirigido ao atendimento das necessidades de uma região onde se desenvolvem atividades humanas intensas e. Arcos de meridianos e paralelos espaçados de 1a estações com espaçamento desejável de 15 km e no máximo de 25 km. Elaboração de cartas gerais. segundo normas específicas. estudos e definição dos parâmetros para Sistemas Geodésicos. A estrutura será desenvolvida caso a caso.

doc .Ivancildo F. segundo normas específicas. Conforme as aplicações. em função da área a ser atendida. Melhor que 4mm Dirigido ao atendimento dos levantamentos no horizonte topográfico. A estrutura será desenvolvida caso a caso de acordo com as finalidades de cada projeto. Finalidade Exatidão Desenvolvi mento Dirigido ao atendimento de programas internacionais. controle de obras de engenharia. 3 km. estudos e definição de parâmetros para os Sistemas Geodésicos. em função da urbanização. 1 km. Elaboração de cartas gerais. elaboração de cartas gerais. Em circuitos ou linhas.concar.br/files/quadro1.gov. sempre. em conseqüência. desenvolvido segundo especificações internacionais.ibge. Em circuitos ou linhas. Nas áreas metropolitanas dar-se-á preferência ao desenvolvimento em circuitos. Nas áreas metropolitanas dar-se-á preferência ao desenvolvimento em circuitos. Levantamentos e parcelamentos de áreas de pequeno valor. estudos de drenagem e gradientes em áreas de topografia movimentada. Em circuitos com até 400km de perímetro e estações materializadas. sendo julgada caso a caso. prevalecendo os critérios de exatidão sobre as simplificações para a figura da Terra. em função da inexistência ou impossibilidade de se desenvolver levantamentos geodésicos de alta precisão. no máximo. Basicamente em circuitos e acompanhada de medições gravimétricas (nivelamento geopotencial). controle de obras de engenharia. apoio e controle das obras de engenharia e estudos científicos em geral. existe uma valorização elevada do solo. acordadas caso a caso. de cunho científico. Em circuitos com até 200km de perímetro e estações materializadas. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Sua realização deverá se dar sem prejuízo do fundamental. Dirigido às áreas remotas ou àquelas em que não se justifiquem investimentos imediatos e. Elaboração de cartas gerais. conexões de Sistemas Geodésicos. com estações materializadas e afastadas de. Elaboração de cartas gerais. com estações espaçadas de. http://www.Alagoas 13 LEVANTAMENTOS GEODÉSICOS – ALTIMETRIA DE ALTA PRECISÃO ÂMBITO NACIONAL Científico Fundamental (ou de 1º ordem) DE PRECISÃO PARA FINS ÂMBITO REGIONAL TOPOGRÁFICOS Para áreas mais Para áreas Local desenvolvidas menos (ou de 2º ordem) desenvolvidas (ou de 3º ordem) Dirigido ao atendimento das necessidades de uma região onde se desenvolvem atividades humanas intensas e. afastadas de no máximo 3 km. em função dos objetivos a serem atingidos pelos trabalhos. preferencialmente. peque-nas obras. 1 km. determinação de valores geopotenciais. que terá precedência de utilização. mas devendo o erro padrão ser inferior a 2mm para cada duas RN após o ajustamento. Melhor que 2mm Melhor que 3mm Melhor que 6mm Exemplos de utilização Avaliação de movimentos da crosta terrestre. afastadas de no máximo 3 km. com estações materializadas e espaçadas de. constituindo o sistema único de referência. Pontos básicos para amarrações e controle de trabalhos geodésicos e cartográficos. preferencialmente.

de acordo com as finalidades de cada projeto.concar.Alagoas 14 LEVANTAMENTOS GEODÉSICOS (GRAVIMETRIA) DE ALTA PRECISÃO ÂMBITO NACIONAL Científico Finalidade Dirigido ao atendimento de programas internacionais. Em circuitos com estações Função dos objetivos espaçadas de até 30 km. mas devendo ser o erro padrão melhor que 0.br/files/quadro1.ibge. Em circuitos com estações espaçadas de até 100 km. ou acesso para as medições com tempo inferior a 48 horas. com as estações estabelecidas nos levantamentos altimétricos de alta precisão e de precisão. Exatidão Melhor que 0. segundo normas específicas. DE PRECISÃO ÂMBITO REGIONAL Regional (ou de 2º ordem) Dirigido ao desdobramento do fundamental. Estudos do campo gravitacional e estrutura da crosta terrestre.1 mgal Melhor que 0. http://www.gov. Estudos do campo gravitacional e estrutura da crosta terrestre.3 mgal Desenvolvi mento Exemplos de utilização Conexão de estações absolutas da rede mundial e estudos de escala nos levantamentos geométricos. visando facilitar os trabalhos de detalhamento do campo gravitacional. Sua realização deverá se dar sem prejuízo do fundamental. Fundamental (ou de 1º ordem) Pontos básicos para amarrações e controle de trabalhos geodésicos e geofísicos. prospecção mineralógica. As observações serão ajustadas a IGSN-71 e as estações deverão coincidir com as Referências de Nível decorrentes dos levantamentos altimétricos de alta precisão e de precisão. de cunho científico. que terá procedência de utilização. sendo julgada caso a caso. para qualquer estação após o ajustamento.05 mgal Melhor que 0. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . PARA FINS DE DETALHAMENTO Local Dirigido ao detalhamento do campo gravitacional. Conforme as aplicações.Ivancildo F. constituindo o sistema único de referência ao IGSN71. acesso para as medições com tempo inferior a 72 horas. A estrutura será desenvolvida caso a caso. pesquisa de geondulações e desvio da vertical. prospecção mineralógica.05 mgal.doc . implantados segundo especificações internacionais. estudos de movimentos da crosta. estudos de movimentos da crosta. prospecção mineralógica. determinação dos parâmetros definidores de um sistema Geodésico. acordadas caso a caso. com específicos de cada projeto. Estudos do campo gravitacional e estrutura da crosta terrestre. Serão coincidentes preferencialmente.

JOÃO PICARD (1620 a 1682) Introduziu várias melhorias nos instrumentos de medidas angulares e escreveu novas medidas da Terra. às forças de atração da gravidade e centrífuga (rotação da terra). principalmente. Essas referências podem ser encontradas. Considerando os valores atuais dos raios terrestres. CARL FRIEDERICH GAUSS (1777 a 1855) Introduziu a forma de planeta como um „Geóide‟ que corresponde à superfície do nível médio do mar homogêneo (ausência de correntes. variação de densidade da água. . a Terra se assemelharia a um elipsóide de revolução. portanto. Várias expedições foram organizadas desde 1737 sob os auspícios da Academia de Ciências de Paris que conduziram a evidências que a razão estava com Newton. A fim de simplificar o cálculo de coordenadas da superfície terrestre foram adotadas algumas referências (superfícies) matemáticas simples.) Calculou o raio da Terra e o meridiano terrestre. devido às irregularidades de distribuição das massas da terra. Formas e dimensões da terra O nosso planeta (forma e dimensões) é um tema que vem sendo pesquisado ao longo dos anos em várias partes do mundo. ventos. não serve para definir forma sistemática da terra. quando folheamos cronologicamente o período histórico desde os mais longínquos tempos. A superfície da terra sofre freqüentes alterações devido à natureza e à ação do homem. o eixo menor deste coincidindo com o eixo de rotação da Terra. ISSAC NEWTON (1642 a 1727) Estudos sobre a gravitação. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . e à variação da gravidade nos diversos pontos. Nesse modelo a superfície da terra tem a forma aproximada de um esferóide com achatamento nos Pólos. etc. senão vejamos: ERASTÓTENES (276 a 175 a.) supostamente prolongado por sob continentes. a forma geoidal se torna complexa. Essa superfície se deve. devendo a força da gravidade decrescer dos pólos para o equador. Todavia. considerando a Terra achatada nos pólos.C.Alagoas 15 1. Erastótenes cometeu um erro inferior a 2%. Muitas foram as interpretações e conceitos desenvolvidos para definir qual seria a forma da terra.6.Ivancildo F.

através de plantas representa o relevo do solo com todas as suas elevações e depressões. mesmo que se trate de detalhes.. Finalidade Determinar o contorno. esta projeção se faz sobre uma superfície de nível (hipotética). sendo utilizado o termo Geodésia quando se fala de áreas maiores. rodovias.3.. visto que as medidas topográficas são realizadas sobre uma . Atua muitas vezes como atividade fim e atividade meio em qualquer trabalho de planejamento. subestações de distribuição de energia. drenagens.. Conforme visto no capítulo anterior. e a correta implantação da obra. de todos os detalhes da configuração do solo. se dispusermos do planejamento. agricultura (cadastro de áreas cultivadas. telecomunicações.).. estando presente também a topografia. desconsiderando a curvatura resultante da esfericidade da terra. O termo só se aplica a áreas relativamente pequenas. até obras de maior vulto: barragens. etc. 2. 2. naturais ou artificiais é que denominamos de planta topográfica. pontes.).2. etc. Esta superfície é perpendicular à vertical do lugar em um determinado ponto da superfície da terra. etc. Pelo fato de que as obras de engenharia são executadas sobre o terreno. 2. impõese um prévio levantamento topográfico do lugar onde a mesma deverá ser implantada. reflorestamento.. etc. irrigação. dimensão e posição relativa de uma porção limitada da superfície da terra. portanto. se partimos de obras de menor vulto: construção civil (casas. eletrotécnica em industria (linhas de eletrificação.. que a topografia encaixa-se dentro de qualquer atividade de um profissional da área de engenharia. A hipótese do Plano Topográfico A projeção ortogonal. Importância È a topografia que.. uma ciência que estuda a representação detalhada de um trecho da superfície da terra. È. a qual conhecemos como Plano Topográfico. podemos afirmar sem exageros.1.Alagoas 16 2.4.. Por outro lado.)...Ivancildo F. prédios.. a hipótese do plano topográfico exige restrições quanto ao raio de área a ser levantada. No entanto.. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . TOPOGRAFIA 2. Portanto. Conceito A palavra “Topografia” provém do grego Topos (lugar) e Graphein (descrever) e significa descrição exata e minuciosa de um lugar. contribuindo com os métodos e instrumentos de precisão que permitem o adequado conhecimento do terreno. impõe-se a locação.

dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Na verdade.Ivancildo F. conforme mostra na figura. as condições supracitadas devem atender ao limite para representação gráfica em topografia. a não ser a superfície geoidal (apresentada como a superfície teórica ou ideal que mais se aproxima da forma real da terra) utilizada na análise do erro planimétrico. deve-se avaliar a extensão dos levantamentos planimétricos e altimétricos.Alagoas 17 superfície curva (superfície da terra). O erro planimétrico A adoção da hipótese do Plano Topográfico implica na substituição do arco „d‟ (raio de uma área circular) pela tangente „D‟. e os dados coletados são projetados sobre uma superfície plana (Plano Topográfico). para estudos e projetos de distribuição de energia. rodovias e estradas de ferro. as operações topográficas não estão sujeitas a limites. o que se pretende é que o erro planimétrico „∆D‟ cometido por conta do caminhamento „d‟ seja absorvido no desenho topográfico. por exemplo. a seguir: ∆D D Superfície física d Superfície Geoidal Raio da terra Plano Topográfico A hipótese admite que o limite da finura do traço no desenho seja igual 0. Havendo a necessidade do levantamento de uma faixa estreita de terra.1mm (visível ao olho „nu‟). e que o erro gráfico ∆D cometido a partir do levantamento topográfico não ultrapasse este limite de finura. cujo módulo de escala é 1/10. Para tanto. Por outro lado.000. Neste limite „∆D‟ alcança valores de 100cm. denominado de erro de esfericidade (veja figura a seguir). e o raio médio da terra de 6. Nestas condições. cometendo assim um erro.370Km. sabemos que não existe uma figura matemática que represente fielmente a superfície física da terra. desde que seja considerada uma . As deduções revelam que o raio da área a ser levantada „d‟ não deve exceder de 30 a 50 Km.

Isto significa dizer. e o raio visual cai de „ab‟ para „af‟ (veja a figura abaixo. O erro altimétrico Conhecido por efeito C & R. Por outro lado. a topografia pode ser dividida em topometria. pela soma algébrica de influências da curvatura da terra e da refração atmosférica. A planta resultará numa série de rebatimentos sobre um plano horizontal de projeção. que utiliza também a figura do geóide).Ivancildo F. No entanto. que se pudemos substituir a superfície geoidal por um Plano Topográfico na representação planimétrica.5. quando aplicada até distâncias de 3.Alagoas 18 série de planos tangentes. topologia e fotogrametria: . O erro altimétrico causado pelo efeito da curvatura da terra é a linha „cb‟.6Km entre dois pontos subseqüentes de um levantamento. o erro altimétrico gera uma linha com a curvatura voltada para o centro da terra. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . outras deduções que descartam os efeitos C & R.000. estabelecem que a distância topográfica „d‟ não deve exceder os 3. a refração atmosférica „R‟ (fenômeno natural que faz com que uma linha vista vá caindo gradualmente à medida que aumenta a distância topográfica) diminui o efeito da curvatura em 14%. Divisões Definido o campo que limita as operações topográficas em extensão. o mesmo não acontece na representação altimétrica.6Km.7m. e que seguem o limite de representação gráfica em topografia M = 10. 2. as deduções indicam que o erro altimétrico seria muito elevado 168. já considerando o efeito positivo da refração atmosférica. D Superfície física a d Superfície Geoidal Raio da terra f b Plano Topográfico c Se considerarmos a mesma distância dos 50 Km para „d‟. pode-se afirmar que a hipótese do Plano Topográfico é satisfatória simultaneamente às medidas horizontais e verticais. Nestas condições.

A topometria se divide em: Planimetria Altimetria Que utilizam para o seu desenvolvimento.Ivancildo F. Topometria Trata de medidas das grandezas lineares e angulares que definem a posição dos pontos topográficos.5. receptores de satélite. níveis. Os trabalhos provenientes da planimetria dão origem às plantas planimétricas. pois exigem o aplainamento dos terrenos para que possam ser construídas. tais como teodolitos. Para tanto. As grandezas lineares são as distâncias horizontais e diferenças de nível. tanto nos planos horizontais e/ou verticais. Obtenção de distância horizontal: . como também para a representação dos detalhes existentes (não levando em consideração o relevo). Para efeito de representação planimétrica ou avaliação de área. estações totais. a obtenção das medições compreende um conjunto de processos de medidas. trenas. baseadas na geometria aplicada. como ciências auxiliares a: Taqueometria Trigonometria Planimetria Consiste na obtenção de ângulos e distâncias horizontais.Alagoas 19 2. onde os ângulos e distâncias são obtidos por instrumentos topográficos.1. Entende-se por base produtiva as dimensões que são aproveitadas na prática. É o que acontece com as edificações. as distâncias inclinadas são reduzidas às dimensões de suas bases produtivas. As angulares são os ângulos horizontais e verticais. não só para a representação em projeção horizontal dos lados e contorno perimetral do terreno. para o cálculo e traçado da planta topográfica. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .

de um certo número de pontos do terreno. ou alturas.Ivancildo F.Alagoas 20 DH Obtenção de ângulo horizontal: Obtenção de azimutes: ☼sol Altimetria Consiste na obtenção de ângulos verticais e distâncias verticais. A altimetria. referidos a um plano horizontal de comparação (plano topográfico). através da obtenção de distâncias verticais. só dá origem a perfis. Obtenção de distâncias verticais: . O trabalho de planimetria juntado ao de altimetria dá origem à planta planialtimétrica. isoladamente. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .

O campo ótico do taqueômetro possui. As suas principais aplicações se assemelham. as da taqueometria. Fios horizontais superior e inferior – fios de referência para as leituras estadimétricas. Fio vertical – fio de referência para as medidas de ângulos horizontais. dando origem às plantas cotadas ou com curvas de nível.Alagoas 21 Taqueometria A Taqueometria tem por finalidade o levantamento de pontos do terreno. pela resolução de triângulos retângulos. sobre o qual oferece reais vantagens em relação aos métodos topométricos. assim como a taqueometria. etc. já que os levantamentos são realizados com maior rapidez e economia. Fio vertical Fio superior Fio médio Fio inferior Trigonometria A Trigonometria tem por finalidade. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . o levantamento de pontos do terreno.Ivancildo F. que discutiremos adiante. não retângulos. vales. também. por exemplo: morros. Os aparelhos usados na taqueometria são chamados taqueômetros. dando origem às plantas cotadas ou com curvas de nível.. Fio médio – fio de referência para as medidas de ângulos verticias. . Ademais. porque o campo ótico de suas lunetas é dotado de fios estadimétricos. só que pela resolução de triângulos quaisquer. montanhas. taqueometria é a parte da topografia que trata da medida indireta de distância horizontal e vertical. A sua principal aplicação é em terrenos altamente acidentados.

5. Curvas de nível são interseções obtidas por planos eqüidistantes. Tem como objetivo realizar medições sobre fotografias para a elaboração de cartas topográficas planialtimétricas. tamanho e posição de um terreno extenso. 2. pode ser usado na trigonometria. A principal aplicação da Topologia dá-se na representação cartográfica do terreno pelas curvas de nível. e projetos ambientais. 2. De acordo com o tipo e a posição espacial da câmara. temáticos (solos. suas modificações através dos tempos e as leis que as regem. paralelos com o terreno a representar.Ivancildo F.Topologia A Topologia. As medições obtidas de distância horizontal e vertical são indiretas. . foto-índice e mosaicos. vegetação). ferroviários. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .Alagoas 22 Qualquer goniômetro que permita medir ângulos verticais.3. através de medições e interpretações de imagens fotográficas terrestres ou aéreas. Fotogrametria Compreende o estudo indireto de medição de forma. planejamento e desenvolvimento rural e urbano.5. a fotogrametria pode ser classificada em: ▪ Terrestre – utiliza-se de fotografias obtidas de estações fixas sobre a superfície do terreno. obras de arte especiais.2. ▪ Projetos rodoviários. e segundo a sua finalidade. Algumas aplicações: ▪ Mapas topográficos. de controle à erosão e às cheias. complemento indispensável à Topometria. ▪ Aérea – utiliza-se de fotografias obtidas de estações móveis no espaço (avião ou balão). Este tipo de fotogrametria pode ser útil para fins topográficos (mapeamento de regiões de difícil acesso) e não topográficas (engenharia de tráfego). tem por objetivo de estudo a conformação e representação de terrenos. ▪ Espacial – utiliza-se de fotografias obtidas de estações móveis fora da atmosfera da terra.

Ivancildo F. Visão estereoscópica é a sensação de profundidade que pode ser obtida através de processo estereoscópico. tomadas de pontos distintos. convergentes e paralelos: ▪ Eixos óticos cruzados – observa-se a foto da direita com o olho esquerdo e a foto da esquerda com o olho direito. Para fazer a observação. capaz de fornecer uma sensação bastante precisa da profundidade. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . de eixos óticos cruzados. Para se obter uma visão 3D (terceira dimensão) através de fotografias. são utilizados óculos de lentes nas cores contrárias às dos filmes adotados. porém. ▪ Eixos óticos convergentes – a observação da imagem se faz de maneira natural. ainda. tomadas de pontos distintos. O estereoscópio pode dispor. é necessário que se tenha um par de fotos de uma mesma cena ou região. e dispor de estereoscópio.Alagoas 23 Como obter uma visão estereoscópica: Estereoscopia é um fenômeno natural que ocorre quando se observam duas imagens fotográficas de uma mesma cena. as fotos é que são impressas em filmes coloridos e superpostas com um pequeno deslocamento. Exemplo de estereoscópio de eixos óticos paralelos: . ▪ Eixos óticos paralelos – observa-se a foto da direita com o olho direito e a foto da esquerda com o olho esquerdo.

Muitas foram as interpretações e conceitos desenvolvidos no passado. para as anomalias que a superfície da terra vem sofrendo. e afunilará os conceitos para os sistemas de referência atualmente adotados pela Geodésia para localização de pontos sobre a superfície da terra. ANAXÁGORAS (500 428 a. A TERRA E OS SISTEMAS DE REFERÊNCIA 3. no que diz respeito aos estudos sobre as formas e dimensões da superfície terrestre. Estas anomalias têm provocado deslocamentos de pontos sobre a superfície da terra. desertificações. para definir qual seria a melhor forma a adotar para a ele.1. este capítulo fará um breve histórico sobre as formas historicamente adotadas para a terra. ERASTÓTENES (276 a 175 a. com as suas formas e dimensões. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .) Afirmou que o sol é uma pedra incandescente. etc.) Calculou o raio da Terra e o meridiano terrestre. podemos enumerar algumas formas estudadas. Contudo.) Alguns dos escritos descrevem a terra como sendo um grande disco que flutuava sobre o oceano.C. desde os mais longínquos tempos. como terremotos. As preocupações da Topografia se resumem. sobre a Geodésia. essa tarefa não recai sobre a Topografia. relacionadas basicamente aos fenômenos naturais. 3. Erastótenes cometeu um erro inferior a 2%. vulcões. maior que o Peloponeso (península do sul da Grécia) e que a lua é feita de terra e não de luz própria. placas tectônicas.Ivancildo F. principalmente. mas sim. Considerando os valores atuais dos raios terrestres.Alagoas 24 3. Formas e dimensões da terra Folheando cronologicamente as páginas da história. tão somente.C. e o sol como sendo o coche em que os deuses efetuavam o seu passeio. que podem facilmente ser aplicados nos projetos topográficos. que precisam ser atualizados. Introdução O nosso planeta. como representá-las matematicamente. Hoje as preocupações se voltam. .D. Assim sendo. ao conhecimento dos sistemas de referência existentes para “amarrar” os pontos sobre a superfície da terra.2. é um tema que vem sendo pesquisado ao longo da história da humanidade em várias partes do mundo. senão vejamos: HOMERO (S.

Clarke (1886) e Hayford (1909). às forças de atração da gravidade e centrífuga (rotação da terra). Todavia. Em 1967. Nesse modelo a superfície da terra tem a forma aproximada de um esferóide com achatamento nos Pólos. os geofísicos resolveram adotar o elipsóide de revolução proposto por Newton. Em 1924. variação de densidade da água. devendo a força da gravidade decrescer dos pólos para o equador. a Assembléia Geral da Associação de Geodésia Internacional em Madrid. e precisando buscar um modelo mais simples para representar o nosso planeta. Os sistemas de referência Com o decorrer dos tempos. resolveu adotar o elipsóide de Hayford como sendo o elipsóide de referência internacional. com precisão sempre crescente. sendo medidos arcos de meridianos e paralelos em várias regiões do globo. e à variação da gravidade nos diversos pontos.) supostamente prolongado por sob continentes. etc. adotando o elipsóide de revolução como sendo forma matemática da terra. devido às irregularidades de distribuição das massas da terra. 3.3. a forma geoidal se torna complexa. foram sendo calculados os parâmetros do elipsóide ideal. considerando a Terra achatada nos pólos.Ivancildo F. ventos. a mesma assembléia recomendou para a América do Sul. Os trabalhos geodésicos foram se multiplicando. Essa superfície se deve. o eixo menor deste coincidindo com o eixo de rotação da Terra. o Sistema Geodésico Sul-Americano que adota para modelo geométrico da terra o elipsóide de . Com base em trabalhos desta natureza. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . destacam-se os resultados obtidos por Bessel (1841). ISAAC NEWTON (1642 a 1727) Estudos sobre a gravitação. principalmente. a Terra se assemelharia a um elipsóide de revolução. Dentre muitos. CARL FRIEDERICH GAUSS (1777 a 1855) Introduziu a forma de planeta como um „Geóide‟ que corresponde à superfície do nível médio do mar homogêneo (ausência de correntes. e. Várias expedições foram organizadas desde 1737 sob os auspícios da Academia de Ciências de Paris que conduziram a evidências que a razão estava com Newton.Alagoas 25 JOÃO PICARD (1620 a 1682) Introduziu várias melhorias nos instrumentos de medidas angulares e escreveu novas medidas da Terra.

Bahia. existem as redes estaduais GPS que procuram georeferenciar todas as propriedades rurais existentes no país. A implantação de uma rede geodésica estadual vem a colaborar na elaboração dos seguintes produtos e informações: . Este modelo é o que mais se aproxima do geóide na região considerada. DATUM é o ponto de partida de uma rede geodésica. o azimute orienta o sistema e a base fornece a escala. Paraíba e Rio Grande do Norte. estaduais e municipais de forma a zelar pela integridade física do marco. Elas procuram suprir as demandas atuais da sociedade que são cada vez mais ampliadas devido à utilização das técnicas de posicionamento por satélites artificiais. sendo utilizado como um sistema de referência para o cômputo ou correlação dos resultados de um levantamento.RBMC. tendo como referência a Rede Brasileira de Monitoramento Contínuo . Minas Gerais. ele possui as seguintes características: Origem das coordenadas (ou Datum planimétrico) Estação: Vértice CHUÁ (Estado de Minas Gerais). Azimute geodésico para o vértice Uberaba 271º30'04. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Coordenada longitude: 48º06'07. uma base e um azimute. É conhecido pelos parâmetros iniciais. pois foi estabelecida em uma única campanha de medição contemplando os estados de Alagoas. que todas as Unidades da Federação possuam uma rede altamente precisa e conectada entre si. que dispõe do Datum Porto de Santana. A rede Nordeste foi um caso a parte. As coordenadas iniciais tem a finalidade de fixar o elipsóide em relação a terra. isto é. Pernambuco.05". A forma e tamanho de um elipsóide. Mato Grosso. Paraná.Ivancildo F. Rio de Janeiro. Espírito Santo. Ceará.0639"W. No caso do SAD69. define um sistema geodésico.Alagoas 26 referência 1967.6527"S. Rio Grande do Sul. Pretende-se. bem como sua posição relativa ao geóide. Até dezembro de 2006 foram estabelecidas 13 redes GPS estaduais (abrangendo 18 estados): São Paulo. ao estabelecê-las. Origem das altitudes (ou Datum altimétrico) Altura geoidal: 0 m. coordenadas do vértice. Sergipe. a qual é a principal estrutura geodésica no território nacional. Conquanto. evitar abalos que possam interferir nas coordenadas do mesmo ou até mesmo a sua destruição. Acre e a rede Nordeste. e faz parte do SGB. A localização de cada marco da rede é previamente escolhida juntamente com representantes de instituições federais. o qual conhecemos como Sul American Datum – SAD69. tendo como referência o SGB. Mato Grosso do Sul. à exceção do Estado do Amapá. Coodenada latitude: 19º45'41. Santa Catarina. Imbituba: corresponde ao nível médio determinado por um marégrafo instalado em Imbituba (Estado de Santa Catarina) para referenciar a rede altimétrica nacional.

4. É a partir do elipsóide de revolução. Estas coordenadas são usadas na maioria das cartas. este conjunto é chamado de rede. existe um sistema de linhas imaginárias. na Inglaterra. ou vice-versa. O ponto de partida para numeração dos meridianos é o meridiano que passa pelo Observatório de Greenwich. As localizações são feitas a partir dele que é o marco 0º (zero grau). as cartas utilizadas em projetos de engenharia podem apresentar. para oeste e para leste. áreas de proteção ambiental. cujo plano é perpendicular à linha dos pólos. Em uma carta topográfica.Ivancildo F. Coordenadas geográficas A superfície geometricamente definida que mais se aproxima da superfície física da terra é o elipsóide de revolução. Em regiões onde não há rede geodésica ou a rede existente está destruída.4. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . contida em um plano perpendicular ao seu eixo de rotação. viadutos e túneis. de grande e média escala. Regulamentação fundiária. 3. é necessária a implantação de pontos cujas coordenadas são determinadas por rastreamento de satélite usando a tecnologia GPS. o meridiano de Greenwich é o meridiano principal. Os sistemas de coordenadas Para que cada ponto seja localizado na superfície terrestre. Demarcação de unidades estaduais. o Universal Tranversa de Mercator – UTM. para corrigir distorções de formas de massa terrestre ocasionada pela projeção de uma área da superfície curva da terra em uma superfície plana. Os meridianos são as linhas que passam através dos pólos e ao redor da Terra. uma linha imaginária que intercepta cada meridiano e que rodeia a Terra. Portanto.Alagoas 27 Confecção de mapas e cartas. e constitui a base da sua construção. Partindo-se do Pólo Norte em direção ao Pólo Sul. um outro sistema de projeção construído em coordenadas plano-retangulares. que são representadas em uma carta: os meridianos e paralelos.1. Seu valor é de 0º. O Equador é um círculo máximo. constituindo as coordenadas geográficas. construção de pontes. encontra-se o Equador. Numeram-se os paralelos de 0º a 90º. áreas indígenas. transmissão de energia. cujas seções são círculos que progressivamente diminuem de tamanho. Ademais. 180º. Dividindo-a em duas metades exatas. Referência para obras de engenharia tais como: construção e pavimentação de rodovias e estradas. e partindo-se dele em direção ao Pólo Norte e Sul. que se . abastecimento de água. São chamados de paralelos. 3. O conjunto de meridianos e paralelos forma uma rede de linhas imaginárias ao redor do globo. para Norte e para Sul. além do sistema que expressa as coordenadas geográficas (latitude e longitude). pode-se construir uma infinidade de planos paralelos. unidades municipais. exatamente na metade do caminho.

indicada pela letra “S” 0º a – 90º no hemisfério sul. medidos ao longo do meridiano do ponto. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Variação: 0º a + 90º no hemisfério norte. indicada pela letra “N” Exemplo: Ф = 39º00'00. O ângulo de longitude é determinado pelas linhas que vão do Meridiano Principal e do meridiano no qual está o ponto a ser localizado.Ivancildo F. . medidos ao longo do paralelo do ponto. que é o centro da terra. até o ponto onde elas se encontram.00"N Longitude (λ) Longitude de um ponto é a distância expressa em graus. N 70º 60º 50º 40º 30º 20º 10º 0ºE 39º N Latitude 95º W Longitude 0º Greenwich 80º 80º 70º 60º 50º 40º 30º 20º 10º 0ºE EQ UA DOR 90º 80º 70º 60º 20º 50º 40º 30º 10º Elipsóide de revolução Latitude (Ф) Latitude de um ponto da superfície terrestre é a distância expressa em graus. que é o centro da terra. O ângulo de latitude é determinado pelas linhas que vão do Equador e do paralelo no qual está o ponto a ser localizado.Alagoas 28 determinam as latitudes e longitudes que definem a posição de um ponto na superfície da terra. minutos e segundos de arcos Norte ao Sul do Equador. minutos e segundos de arco Leste ou Oeste do Meridiano de Greenwich. até o ponto onde elas se encontram.

indicada pela letra “W” Exemplo: λ = 98º00'00.Alagoas 29 Variação: 0º a + 180º a leste de Greenwich.00"W . indicada pela letra “E” 0º a – 180º a oeste de Greenwich. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .Ivancildo F.

A esta relação entre a medida linear “l” da representação gráfica. Introdução O desenho topográfico por motivos óbvios. Diante destas restrições. resta-nos a necessidade do emprego constante de uma redução de grandezas naturais da superfície para possíveis e adequadas representações gráficas. Você não pode esquecer que apenas as medidas lineares são passíveis desta redução. através desta relação estaremos traçando no papel uma figura semelhante a do terreno levantado.Ivancildo F. Não poderíamos desenhálo. As escalas. Seria inútil o desenho de uma parte da superfície terrestre nas suas dimensões naturais ou ampliadas. não pode ser feito jamais em verdadeira grandeza e muito menos. 1: M . se apresentam sob dois aspectos: 4. As medidas angulares continuam sendo desenhadas com grandeza natural. Em tal representação não se pode saber o tamanho dos acidentes nem as distâncias que os separam.2. damos o nome de ESCALA.1. 4. os módulos podem ser sob a forma de fração ou proporção: 1 1 .2. a razão constante entre o comprimento “l” de uma linha medida na planta e o comprimento “L” de sua medida homóloga no terreno. Tecnicamente o seu trabalho não terá valor se não for acompanhado dessa indicação. em função de sua utilização na topografia. Quanto à representação. Deste modo: l L 1 a = M Esta concepção leva a determinar o que se pode chamar de módulo de escala. ESCALAS 4. ou seja. e a medida de comprimento horizontal “L” correspondente no campo. 1/M M . Escala numérica Chama-se de escala numérica de um desenho.1. ampliado. Tipos e usos Um dos elementos indispensáveis na construção de uma carta ou planta topográfica é a indicação clara e precisa da escala.Alagoas 30 4. elemento que muito facilita o emprego das escalas nos desenhos técnicos. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .

afastados 0. Como construir a escala gráfica na planta Seja o caso da construção de uma escala gráfica de módulo 1:500: ▪ No espaço do selo. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Exemplo elucidativo 1: Numa planta. quanto maior for o denominador M. e até das reproduções(ampliações e reduções). É geralmente empregada em desenhos feitos com escala numérica. reservado à construção da escala. na escolha da reta. para que a escala não apresente um aspecto feio na ornamentação do selo. Qual a distância real entre eles? Solução: l = 1 L M → 75 = 1 L 200 → M = 15000cm A distância real entre eles é 15000cm ou 150m 4. 8cm de comprimento. verifica-se que os pontos A e B tem uma distância indicada de 858m e que aparecem. Qual a escala numérica da planta? Solução: l = 1 L M → 0. Escala gráfica É uma figura geométrica representativa de uma determinada escala numérica.Alagoas 31 Assim. no desenho. cujo denominador M é um número elevado. . As escalas gráficas. por exemplo. tanto menor será a escala e menor o desenho.Ivancildo F. apresentam a vantagem de experimentar. sob a influência do calor ou da umidade.2. o que evidencia maior precisão nas determinações gráficas.39 = 1 858 M → M = 2200 A escala desejada é 1:2200 Exemplo elucidativo 2: Numa planta em escala 1:200.39m. além de facilitarem rápidas determinações no desenho. dois pontos estão afastados de 75cm.2. Daí ser utilizada em desenhos topográficos. Limite-se ao comprimento máximo de até 10cm. trace uma reta horizontal com. as mesmas variações que as dimensões do desenho. sendo também menor o número de pormenores que podem figurar na planta.

0m. Obs.08 = 1 L 500 → M = 40 metros ▪ Divide-se a reta em quatro partes iguais a 2cm que representarão cada uma 10. e verifica-se no talão o décimo da escala.Ivancildo F. determina-se que valor no terreno corresponde aos 8cm adotados para o desenho. Veja: 0 4 5m 4. desde que não atinja a largura do selo. pode-se aumentar as divisões principais da escala já construída. Em casos . Transportar essa distância para a escala gráfica. para que apresentem melhor aspecto. elas devem ser construídas em forma retangular. Como medir grandezas 1. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . 2. Entretanto. Conhecida a seção. ▪ Para apreciar décimos da divisão principal. Tomar na planta a distância gráfica que se pretende medir. que é de 15cm. e finalmente se escreve a numeração da escala. subdivide-se a seção extrema da esquerda (talão) em dez partes iguais. Proceder à leitura dos resultados obtidos. Assim. Os valores menores de um décimo da divisão principal do talão só poderão ser apreciados por estimativa.2: Caso necessário. coloca-se a ponta direita do compasso no início desta seção. Obs.3. logo. Essa distância pode ser tomada com o auxílio de um compasso. l = 1 L M → 0. compete ao desenhista sua determinação de acordo com a natureza do trabalho. e observa-se à direita em qual seção se encontra a outra ponta. as escalas gráficas têm efeitos ornamentais nas plantas.Alagoas 32 ▪ Usando a fórmula conhecida de cálculo de escala. 0 30m Dado que. 3. Critérios para a escolha da escala numérica Não existem normas rígidas para a escolha da escala. Coloca-se uma das pontas do compasso no ponto 0 (zero) da escala.1: A escala construída tem precisão de 1m.

que definem as dimensões de desenho.1mm. por exemplo) ou utilizar convenções topográficas. em determinados casos. da NBR 13133/1994. restando apenas a determinação do tamanho da folha de desenho. A extensão de 0. portanto. conforme descrito no anexo – convenções topográficas. Para fazei-lo. tem-se de atender a determinadas especificações.1mm é. só conseguiremos apreciar pontos sobre a planta com espessura mínima de 0. em tal desenho. ou seja.1. Precisão gráfica das escalas Denomina-se precisão gráfica à menor grandeza suscetível de ser representada em um desenho. o que chamamos de limite de precisão gráfica que. Fundamentando-se na estatística.M (mm) Portanto se temos um desenho feito na escala de módulo 1:5000. o erro máximo tolerável será: L = 0. não figurarão no desenho. os acidentes cujas dimensões forem inferiores à tolerância de 50cm. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .1 = 1 L M → L = 0. não terão representação gráfica. é de 0. uma vez fixado.1.Ivancildo F. tem-se que adotar uma escala de módulo maior (1:1000 ou 1:500.5000 = 500mm ou 50cm Isto quer dizer que. por exemplo. Existem certas condições que orientam sobre o modo de proceder a respeito da escala mais conveniente para uma dada planta ou carta. Principais escalas para plantas e cartas topográficas e seus respectivos empregos: . Segmentos menores só podem ser assinalados e observados ou medidos com o auxílio de instrumentos especiais.1mm. ▪ A precisão gráfica com que o desenho deve ser executado. pois. admite-se que a menor grandeza possível de ser apreciada a olho nu pelo ser humano de visão normal. São elas: ▪ A extensão da área do terreno levantado.Alagoas 33 específicos. Se chamarmos este erro de L: l = 1 L M → 0. a escala já é pré-determinada. visto que. ▪ A natureza e do número de detalhes que se pretende colocar na planta com clareza e precisão. determina o valor do maior erro tolerável nas medições feitas sobre um desenho executado em uma escala de módulo 1:M. porém. comparada com as dimensões do papel que deve receber o desenho.

Cartas de países. pequenos lotes urbanos. loteamento urbano..01 0. Estes. conforme esquema: . ou duplicação..5 0. os demais formatos. ao invés de reduzir a escala para que toda a porção caiba numa única folha de papel. inicialmente imaginemos um retângulo de área 1m2 (841 x 1189mm) o qual chamamos de formato A0. etc.05 0. parque. Deste formato. depois. de dobrados terão o formato único de apresentação A4 (210 x 297mm). etc. Mapa mundi Tamanho da porção de terreno levantado Quando a porção levantada e a ser projetada é bastante extensa e. deriva-se por bipartição.Alagoas 34 Escala 1:100 1:200 1:500 1:1000 1:2000 1:5000 1:10 000 1:50 000 --1:1 000 000 M 1 0. terraplanagem. procura-se. mantendo-se numa única folha a porção levantada. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . pode-se optar por formatos alongados..1 0.0001 Equivalência 100m (no campo Representação em plantas de edifícios. É o que se denomina representação parcial..2 0. dividir esta porção em partes e representar cada parte em uma folha. Planta de pequena fazenda.. conforme mostrado na tabela acima.002 --0. vila. pequena cidade.Ivancildo F. se deseja representar convenientemente todos os detalhes naturais e artificiais a ela pertinentes. Porém. o comprimento deve ser múltiplo de 185 mm e a altura múltipla de 297mm.02 0.. Planta de grande propriedade. Na obtenção de formatos alongados de papel. A margem de arquivo deve seguir as dimensões 25 x 297mm. Formato 4AO 2AO AO A1 A2 A3 A4 A5 A6 Linha de corte (mm) 1682 x 2378 1189 x 1682 841 x 1189 594 x 841 420 x 594 297 x 420 210 x 297 148 x 210 105 x 148 Margem (mm) 20 15 10 10 10 10 5 5 5 Medidas mínimas da folha sem cortar 1720 x 2420 1230 x 1720 880 x 1230 625 x 880 450 x 625 330 x 450 240 x 330 165 x 240 120 x 165 Para chegarmos ao formato do papel. e os tamanhos de folha devem seguir as normas por ela estabelecidas. No Brasil é a Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT que trata do formato padronizado para o papel do desenho.

00 1000. quando (Xmáx – Xmin) < (Ymáx – Ymin) ▪ Posição horizontal. Ymin = ordenada menor obtida na coluna das coordenadas absolutas. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .36 1731. de determinarmos a posição da folha. A folha poderá assumir duas posições: ▪ Posição vertical.62 873. Ymáx = ordenada maior obtida na coluna das coordenadas absolutas. Exemplo elucidativo 1: Dado.4. devem ser expressos em coordenadas no espaço R2.05 1020.24 2039. Posição da folha Os pontos de um levantamento topográfico sejam eles de uma área ou de linhas.39 1643. Xmáx = abscissa maior obtida na coluna das coordenadas absolutas. Ponto 0 1 2 3 4 Coordenadas absolutas Abscissa (X)m Ordenada (Y)m 1000.05 . Daí a necessidade. Xmin = abscissa menor obtida na coluna das coordenadas absolutas.31 840. quando (Xmáx – Xmin) > (Ymáx – Ymin) Onde. em função das diferenças de coordenadas máximas e mínimas.Ivancildo F.00 1230.Alagoas 35 4.45 949.

39 Ymin = 735. Xmáx = 1063.45 949.14 839.05 1001.39 943.Alagoas 36 Solução: Posição do papel.94 971.00 Solução: Posição do papel.20 1000.03 1042.81 1063.36 831.00 980.00 1000.31 850.31 Xmin = 1000.00 1000.02 904. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .18 997. Ponto 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 Coordenadas absolutas Abscissa (X)m Ordenada (Y)m 1000.85 864.Ivancildo F.78 735.82 920.85 Xmin = 831.18 Xmáx – Xmin = 232.21 .23 Ymáx – Ymin = 266.96 799.39 Ymin = 840.34 O papel deve assumir a posição horizontal! Espaço horizontal destinado para o desenho Exemplo elucidativo 2: Dado.62 863.31 Ymáx – Ymin = 180.62 Ymáx = 1001.22 805.00 Ymáx = 1020. Xmáx = 2039.05 Xmáx – Xmin = 1039.

Deve estar situada no espaço superior do canto direito do papel de forma que. Sua falta implica em tirar grande parte do significado e utilidade do desenho da planta. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . . Legenda – vai mostrar apenas os símbolos empregados no desenho topográfico acompanhados de suas explicações. é destinado ao desenho do selo.Alagoas 37 O papel deve assumir a posição vertical! Espaço vertical destinado para o desenho 4. Orientação – a orientação da poligonal deve ser indicada seguindo os critérios de posicionamento da legenda ou se situar imediatamente acima do selo.Ivancildo F.5. Legenda. legenda e orientação. não apareça na frente do formato de apresentação. selo e orientação O espaço de 185mm no canto direito do papel. após a dobragem. a partir da linha de corte.

4. Veja a seguir. localizando-se na parte inferior do canto direito do papel. a folha da planta deve ter o formato definitivo A4 (210 x 297mm).Ivancildo F. etc. Dobragem da folha Após a dobragem. desenho. na ilustração. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Deve ter dimensões de 150 x 70mm.Alagoas 38 Selo – é espaço reservado na planta para informar o nome do proprietário.). profissionais envolvidos (levantamento topográfico. local. como dobrar a folha: . responsável pelo projeto. escalas. o título da planta.6.

Introdução Comentamos anteriormente que a medida de distância horizontal entre dois pontos. outros por comparação da distância a uma grandeza padrão previamente estabelecida. MEDIÇÃO DE DISTÂNCIAS HORIZONTAIS E VERTICAIS 5. projetado sobre um plano horizontal. a imperfeição dos instrumentos. como por exemplo.1. são reduzidas às dimensões de sua projeção horizontal equivalente. distração ou falta de habilidade do operador. Não representam estritamente o verdadeiro valor. Os seus valores podem ser calculados e aplicadas correções aos resultados. os valores que manipulamos nas operações são sempre errôneos. os processos são semelhantes. Este capítulo tratará sobre dos erros ocasionados na medição de distâncias horizontais e verticais. de maneira que se obtenha os melhores resultados possíveis nas medições. porém. dinamômetro. Na obtenção da distância vertical. isto porque são provenientes de causas diversas. ▪ Erros sistemáticos Decorrentes de falhas da própria aparelhagem e que agem sempre do mesmo modo. Vão depender da prática e cuidado do operador. Erros ocasionados nas medições Independente do processo de medição (horizontal ou vertical). o que importa é que todos os processos implicam em erros decorrentes do operador ou do próprio instrumento. etc.) para aferição dos equipamentos e monitoramento dos mesmos durante a realização de medidas no campo.Ivancildo F.2. Nem por isso. porque não podem ser mensurados. 5. deixamos de dividi-los em dois tipos: ▪ Erros acidentais Erros cuja causa nem sempre é a mesma. Significa dizer que as distâncias naturais inclinadas ou não. e como minimizá-los. . em Topografia. barômetro. isto para que estejamos sobre o plano de projeção. de forma a anulá-los. Para a obtenção da distância horizontal. Alguns autores costumam dividi-los segundo o instrumento de medição utilizado. Os erros sistemáticos não são objeto de estudo deste curso. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . não seguindo uma lei conhecida. existem alguns processos que devem ser empregados. e ainda que fosse precisaríamos de laboratório específico (termômetro. assim como dos processos de medição. Tais erros não admitem cálculo para uma compensação. restringem-se aos instrumentos utilizados. e podem ser minimizados ou corrigidos. é o comprimento do segmento de reta entre estes pontos. Qualquer que seja a forma.Alagoas 39 5. Já a distância vertical entre os pontos será a diferença de altura entre eles.

para os elementos óticos. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . aliando-se outros fatores como o pó em obras de construção civil e estradas. convém guardá-lo com a tampa do estojo aberta. Assim sendo.Ivancildo F. evitando-se assim ter que repetir o levantamento caso haja algo errado. Após isto. e a ótica externa com algodão embebido em um pouco de álcool. tirando-se o pó. principalmente os parafusos tendem a afrouxar-se o que diretamente alteraria o ajuste dos mesmos.  Após longos períodos de utilização sob condições adversas. Caso contrário o acúmulo destes agentes vai agindo gradativamente nos elementos mecânicos provocando desgastes. folgas e por vezes o bloqueio dos movimentos levando à necessidade de substituírem-se as peças defeituosas. quando necessário o seu reparo. a ação do tempo e o próprio transporte para os locais de medição podem causar alterações. em casos de trabalho intenso diminuir este prazo. é fundamental que o aparelho passe por uma revisão geral para que volte a funcionar perfeitamente (jatos de ar muitas vezes são suficientes). encaminhá-lo para uma empresa especializada.  Para finalizar frisa-se que o prazo médio para se realizar uma revisão numa empresa espcializada é de um ano e meio.  Complementarmente. Para a verificação das colimações vertical e horizontal e do ajuste do prumo ótico. pois eles liberam uma substância ácida. Caso tenha apanhado chuva. quando em seu início. não só para o levantamento a ser executado como também para a obra final ao qual se destina. limpá-lo externamente. Isso porque. mas deixarem proliferarem-se pode causar danos irremediáveis nas lentes e prismas (caso da estação total).  Outro fator muito importante é a proliferação dos fungos na ótica dos aparelhos. Tomemos. são fáceis de serem eliminados. o aparelho deve ser guardado em local ventilado e seco. é aconselhável somente após a utilização do instrumento. que seja observada a qualidade e o estado geral dos instrumentos de medição e do material de apoio antes do uso. por melhor que sejam os cuidados. corrosiva. os aparelhos transportados em pick-up que enfrentam estradas precárias e cheias de buracos: Todos os componentes do aparelho. alguns cuidados básicos devem ser levados a cabo. . como exemplo. seu aparelho estará sempre valorizado além de prolongar a sua vida útil e garantir condições ideais de uso que significa confiabilidade no mesmo. podemos nos precaver no item manutenção prévia do equipamento e. Observando-se estes cuidados. podendo. com um pincel macio. Estes nada mais são que micro-organismos provenientes da excessiva umidade do clima tropical que. a qual riscaria as lentes. senão vejamos:  É fundamental. aconselha-se verificá-los pelo menos três vezes por ano ou no início de cada obra.Alagoas 40 Todavia. com cuidado e observando a presença de areia.

São as mais usadas. São eles: Medição direta (apenas nas medições de distâncias horizontais). conforme os instrumentos de medição utilizados para mensuração do comprimento. porque deformam menos quando expostas a variações de tensão e temperatura. Processos de medição de distâncias Os processos de medição de distâncias horizontais e verticais podem ser considerados em três tipos. Trena de fibra de vidro com invólucro Trena de fibra de vidro com invólucro Trena de fibra de vidro sem invólucro . 5.Ivancildo F. aço). medição indireta e medição eletrônica.3. também conhecidos como diastímetros. ou seja. Os principais dispositivos utilizados na medida direta de distância. Elas são feitas de material bastante resistente. Assim. São altamente resistentes à unidade e a produtos químicos. em relação aos demais tipos de trena encontradas no mercado (lona. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . além de não se deteriorarem facilmente. a medida da distância horizontal é feita por meio de instrumento de medida aplicado diretamente sobre o terreno.Alagoas 41 5.3. com o comprimento total variando até 100 metros. são as trenas de fibra de vidro.1. determina-se o número de vezes que a unidade escolhida está contida nele e. Processo de medição direta Uma medida é considerada direta se o instrumento usado apoiar-se no terreno ao longo do alinhamento. multiplicando este número pelo valor da unidade empregada ter-se-á a distância percorrida. percorrendo o alinhamento a ser medido.

há dificuldade em achá-lo. com a superfície do topo plana (com taxa ou marcação em cruz) e apontada na outra extremidade. que por ter sido cravado quase rente ao solo. mas parte dele (cerca de 10cm) deve permanecer visível. Ponto topográfico é aquele escolhido no terreno. Estaca Pedaço de madeira. Uma das extremidades é pontiaguda e a outra em formato de argola.Alagoas 42 Apesar da qualidade e da grande variedade de diastímetros disponíveis no mercado. que serve como vértice ou ponto de balizamento em uma operação topográfica de levantamento ou demarcação. Sua principal função é a materialização de um ponto topográfico no terreno. que pertence ao piquete testemunhado. Ela deve ser cravada a cerca de 50cm do piquete com o chanfro voltado para o mesmo. Jogo de fichas e argola . Ficha Haste de ferro ou aço de pequeno diâmetro com comprimento variável entre 35 e 55cm. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . toda medida direta de distância só poderá ser realizada se for feito uso de alguns acessórios especiais. O comprimento para a cravação vai depender da dureza do terreno. A finalidade dessa estaca é possibilitar achar a posição do piquete. com dimensões maiores do que a do piquete e chanfrada na parte superior.Ivancildo F. O chanfro permite uma inscrição numérica ou alfabética. Os principais são: Piquete Estaca feita de madeira resistente a intempéries.

com 2 metros de comprimento. o operador deve tentar fazê-la ficar em equilíbrio e aprumada. Para tanto.Alagoas 43 É utilizada na marcação de lances efetuados com o diastímetro. arredondado. Possui uma ponta em uma das extremidades. e para executar lances com diastímetro. Nível de cantoneira . juntamente com o pique.Ivancildo F. inteiriça ou desmontável. Na materialização do ponto topográfico a baliza deve coincidir com a taxa ou marcação em cruz do piquete não deixando de ficar na vertical. sextavado ou oitavado. Baliza Haste feita de metal. para facilitar o posicionamento sobre a taxa do piquete. Baliza de seção circular desmontável Nível de cantoneira Haste em forma de cantoneira acoplável à baliza e dotada de bolha circular. pintada alternadamente de branco e de vermelho. ao mesmo tempo em que deverá fixar os olhos no outro operador. É usada no terreno (delimitando ou balizando alinhamentos). dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Permite à pessoa que segura a baliza (balizeiro) posicioná-la corretamente na vertical sobre o piquete ou sobre o alinhamento a medir. quando a distância a ser medida é superior ao comprimento deste.

Alagoas 44 Caderneta de campo É um documento onde são registrados todos os elementos levantados no campo. Em seguida. normalmente são padronizadas. o balizeiro intermediário. Na medição. ainda. consegue fazer a medição. Essa operação será repetida tantas vezes seja necessária até que não haja mais a necessidade de corrigir a linha. ocupará nova posição ao final do distímetro. Para tanto. Neste caso. serão necessários. a equipe de trabalho composta por três membros. como medir distâncias entre eles usando um diastímetro? Aí surge a necessidade de se pensar em trabalhar em um ou mais lances: O lance único: Diz-se que o lance de medição é único. os dois balizeiros intermediários (veja figura) M e M‟ devem se posicionar no ponto de invisibilidade. etc. ou se não forem visíveis um do outro. por exemplo. um de vante e um apontador. A medição poderá acontecer somente quando estiver assegurada a linha AB. O que se indaga é: Se esses pontos estiverem muito distantes um do outro. devem ser projetadas em um plano horizontal. o balizeiro intermediário marca o final do diastímetro com uma ficha. Obs. seguindo a orientação da projeção ortogonal dos pontos anteriormente discutida.: Existe. o balizeiro M‟ orienta o balizeiro M para que ele fique na linha AM‟. a possibilidade dos pontos A e B não serem visíveis um do outro. ângulos. um balizeiro de ré. necessitando-se fazer várias medições. por sua vez. tais como.Ivancildo F. Métodos de medição direta As medidas de distâncias horizontais entre dois pontos A e B. e este. o balizeiro M orienta o balizeiro M‟ para que ele fique na linha MB. e da mesma forma. Nesse momento . leituras de distâncias. de maneira que M‟ consiga ver A e M consiga ver B. Para conseguir o alinhamento. totalizando quatro balizeiros. Repete-se o processo de deslocamento das balizas (ré e intemediário) e de marcação dos lances até que se chegue ao ponto B onde deve está localizado o balizeiro de vante. O balizeiro de ré ocupa a posição do balizeiro intermediário. quando â distância do ponto A ao ponto B é inferior ao comprimento do diastímetro. além dos balizeiros de ré e de vante. todavia nada impede que a empresa responsável pela operação adote cadernetas que melhor atendam às suas necessidades. a distância entre os pontos A e B supera o comprimento do diastímetro. Vários lances: Neste caso. mais dois balizeiros intermediários. Neste caso. A equipe de trabalho aumentará em mais um operador. depois de executado o primeiro lance. croquis dos pontos. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .

O alinhamento dessas fixas deve ser feito com o uso de balizas ou mesmo de medidores de ângulo. Coloca-se fixas nos pontos onde estão M e M‟. pode-se diminuir os seus efeitos. de uma distância menor que o comprimento a ser utilizado do diastímetro a ser utilizado na medida. A ● M B ● M‟ Cuidados na medição de distâncias diretas: É preciso que se tomem alguns cuidados quando da realização de medidas de distâncias com diastímetros. e inicia-se a medição da distância AB. também conhecida como catenária. Embora não se possa eliminar essa flecha. Para eliminar ou minimizar este erro. fixar fixas espaçadas. A inobservância a esse cuidado ocasiona o erro que chamamos de desvio lateral. mantendo-se as extremidades do diastímetro sempre bem tencionadas e evitando longos lances nas medições. ▪ que se assegurem da tensão nas extremidades do diastímetro A falta de tensão nas extremidades do diastímetro aumenta a flecha que já aparece devido ao seu peso próprio.Alagoas 45 estará assegurado o alinhamento entre A e B. . dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . deve-se ao longo da linha a ser medida.Ivancildo F. entre si. Alguns podem ser citados: ▪ que os operadores se mantenham no alinhamento a medir.

2. em função do nível de água das extremidades. 5. puxando-a mais para o seu lado e. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . conseqüentemente. dizemos que o erro cometido é de horizontalidade. no afã de diminuir o efeito da catenária. ▪ que se assegurem da verticalidade da baliza Muitas vezes. A minimização ou eliminação desse tipo de erro vai depender da experiência dos operadores. ou minimizado. o operador exerce grande esforço para tensionar o diastímetro.Alagoas 46 ▪ que se assegurem da horizontalidade do diastímetro Caso o diastímetro não seja posicionado em nível. Processo de medição indireta Diz-se que o processo de medida de distâncias é indireto quando estas distâncias são calculadas em função da medida de outras grandezas com ela relacionada . ou da utilização de uma mangueira de nível nas duas balizas que limitam o trecho da medição.3. e esquece de tomar os cuidados com a verticalidade da baliza. Mangueira de nível é uma mangueira de água transparente que permite. proceder à medida de distâncias com o diastímetro na horizontal. Esse erro que chamamos de erro de inclinação da baliza pode ser evitado quando se acopla à haste da mesma um nível de cantoneira. desviando-a da vertical. fazendo-se a medição com o diastímetro na parte mais baixa das balizas.Ivancildo F.

Teodolito mecânico de leitura externa Teodolito mecânico ótico prismático com leitura interna Nível mecânico de leitura interna Entretanto. podemos enumerar os principais: . necessidade de percorrê-las para compará-las com a grandeza padrão. não havendo. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Os principais instrumentos utilizados na medida indireta de distância são os teodolitos e níveis. toda medição de distância indireta necessita de acessórios especiais (além dos já conhecidos) não apenas para estacionar o instrumento. portanto.Ivancildo F. O nível é utilizado somente para a leitura de régua. Destarte. Os teodolitos são utilizados na leitura de ângulos horizontais e verticais e da régua graduada.Alagoas 47 matematicamente. mas também para possibilitar o ponto onde se deseja a distância horizontal ou vertical.

Parte de uma régua graduada de alumínio . de comprimento máximo de 7m. madeira ou PVC. graduada em „m‟. tripé em alumínio e madeira tripé em madeira Mira graduada ou régua Régua de alumínio. Pode se apresentar em madeira ou alumínio. É utilizada na determinação de distâncias horizontais e diferença de nível entre pontos.Alagoas 48 Tripé Peça de madeira ou alumínio utilizada para estacionar o trânsito ou nível sobre o terreno. „cm‟ e em algumas em „mm‟. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .Ivancildo F. „dm‟.

Os taqueômetros funcionam. DN = diferença de nível.Lm DN = DH . AI = altura do instrumento. .Ivancildo F. β = ângulo vertical em teodolito que possui a origem deste ângulo no horizonte. 100 . cotgZ + AI . porque estes são dotados de fios estadimétricos. como teodolitos ou níveis. 100 .Lm Elementos das fórmulas: DH = distância horizontal. as fórmulas podem ser: DH = (Ls – Li) . e a altura do instrumento devem ser anotados. Li = leitura do fio inferior (conveniente em milímetros). correspondentes. Lm e Li). Ls = leitura no fio superior (conveniente em milímetros). O método consiste em visar uma régua graduada estacionada no ponto onde se deseja as distâncias. e fazer três leituras nos fios estadimétricos (Ls. na verdade.Alagoas 49 Métodos de medição indireta: As medidas diretas podem ser medidas por dois métodos:  Taqueométrico É um método de medição de distâncias horizontais e diferença de nível. tgβ + AI . Os ângulos verticais ou zenitais. sen2Z e e DN = DH . cos2β DH = (Ls – Li) . dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . As distâncias serão determinadas a partir de fórmulas taqueométricas: Ls Lm (fio médio) Z Li β β AI DN DH Dependendo do tipo de ângulo lido no instrumento (vertical β ou zenital Z). Lm = leitura do fio médio (conveniente em milímetros) Z = distância zenital em teodolito que possui a origem do ângulo vertical no zênite (entenda-se por zênite a direção contrária a direção do fio de prumo prolongada ao infinito).

Z = 254°36'14".Lm = 93. se faz uma terceira leitura. DN = -25.881m DN = DH. sobe-se novamente o fio médio deixando-o no ponto mais alto da mira e efetua-se a leitura (Lm3). dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Logo. só que apenas no fio de retículo Lm. Em seguida. também. para realizar cálculos médios.sen2Z = (2351–1341). anotando-se. deslocando-se o fio médio para um ponto acima da primeira leitura e efetua-se nova leitura (Lm2) e do ângulo. o ângulo vertical ou zenital e a altura do instrumento.536m. Li = 1341mm. normalmente.881. a trigonometria consiste na visada em uma régua graduada. As distâncias serão determinadas a partir de fórmulas trigonométricas: L2 Z1 Z2 β2 β1 L1 DN AI DH .Ivancildo F.sen2254°36'14" = 93881mm DH = 93.846 = 25. é necessária a troca do sinal de DN. Estando Z compreendido entre 90º e 270º.53 – 1.536m. não esquecendo de fazer a leitura do ângulo vertical ou zenital correspondente. AI = 1. porque a visada é descendente.100.Alagoas 50 Exemplo elucidativo: Ls = 2351mm.cotgZ + AI . As leituras na mira devem ser feitas deslocando o fio médio para o ponto mais baixo da mira (Lm1). Lm =1846mm. Como. lendo o ângulo vertical ou zenital correspondente.100.cotg254°36'14" + 1.  Trigonométrico Assim como na taqueometria. Quanto vale DH e DN? Solução: DH = (Ls–Li).53m.

39m. β1 = primeiro ângulo vertical no teodolito que possui a origem deste ângulo no horizonte. L3 = 7500mm. Z1 = 90°51'20" Z2 = 90°47'10" Z3 = 85°52'30" Quanto vale DH e DN? Solução: DH1 = (L3 – L1) ÷ (CotgZ3 – CotgZ1) = (7500 – 200) ÷ (Cotg85°52'30" . estudos revelam que o limite de aplicação da trigonometria para obtenção de precisão de 1:5000 tem as seguintes distâncias máximas: TEODOLITO 1" 6" 10" 20" DISTÂNCIA MÁXIMA 250m 200m 150m 100m Exemplo elucidativo: AI = 1. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Z2 = Segunda distância zenital no teodolito. β2 = segundo ângulo vertical no teodolito. tgβi + AI . L2 = 300mm. L2 = Segunda leitura na mira (conveniente em milímetros). AI = altura do instrumento. DN = diferença de nível.Ivancildo F. L1 = primeira leitura na mira (conveniente em milímetros). Para uma mira de 4m de comprimento.Li β acima do horizonte é (+) β abaixo do horizonte é (-) Elementos das fórmulas: DH = distância horizontal.857m . Z1 = primeira distância zenital no teodolito que possui a origem do ângulo vertical no zênite.Cotg90°51'20") = 83857mm ou 83.Alagoas 51 DH = L2 – L1 CotgZ2 – CotgZ1 DN = DH . L1 = 200mm. cotgZi + AI .Li DH = L2 – L1 tgβ2 – tgβ1 DN = DH . por exemplo.

61. Para atenuar o efeito deve-se.2677mm ou – 0. Contudo.Alagoas 52 DH2 = (L3 – L2) ÷ (CotgZ3 – CotgZ2) = (7500 – 300) ÷ (Cotg85°52'30" .867m DN1 = DH1 . dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .Cotg90°47'10") = 83876mm ou 83.876m DHmédia = (DH1 + DH2) ÷ 2 = 83867mm ou 83.60. ▪ no posicionamento do fio inferior (na taqueometria) e médio (na trigonometria) Em vistas muito próximas ao solo. impossibilitando a sua leitura. pelo menos na taqueometria. Alguns podem ser enumerados: ▪ na medida do ângulo (vertical ou zenital) A influência da leitura do ângulo (zenital ou vertical) na distância horizontal é mínima. Para atenuar a influência do erro no ângulo vertical na distância horizontal.0615m Cuidados na medição de distâncias indiretas: É preciso que se tomem alguns cuidados quando da realização de medidas de distâncias indiretas. na avaliação dos milímetros. cotgZ1 + AI – L1 = 83857.062m DN2 = DH2 .8699mm ou – 0. O posicionamento do fio inferior a um metro acima do solo diminui o efeito da reverberação. principalmente nos horários de sol „quente‟. sempre que possível.5688mm ou . deve-se focalizar bem os fios de retículo.cotg90°47'10" + 1390 – 300 = .0. estudos mostram que um erro de 30' na medida do ângulo vertical ocasiona um erro de 1cm na medida da distância horizontal. efetua-se a medida do ângulo vertical nas posições direta e inversa do taqueômetro.Ivancildo F. principalmente. ▪ na hora dos trabalhos de campo O efeito do sol ao meio dia faz tremer os fios estadimétricos.061m DNmédia = (DN1 + DN2) ÷ 2 = . ▪ na focalização dos fios de retículo Para atenuar a influência de erros no ângulo (vertical ou zenital). ocorre o desvio da visada na régua graduada por efeito de um fenômeno natural .62. cotgZ2 + AI – L2 = 83876.cotg90°51'20" + 1390 – 200 = . evitar os trabalhos de taqueometria no período das 10:30hs às 13:30hs.

pois não necessita percorrer o alinhamento a medir para obter o seu comprimento. que acaba por ocasionar erro das distâncias. Para distâncias superiores a 100m fica difícil uma avaliação precisa do milímetro. pois todas são obtidas automaticamente através de um simples apertar de botão. porque os valores observados podem discrepar do que deveria ser. conforme o caso. nem por isso deve ser considerado um tipo de medida indireta.Alagoas 53 chamado refração atmosférica. . ▪ na iluminação da mira Devem-se evitar leituras na mira.3. Entretanto.Ivancildo F. quando a luneta está posicionada com a objetiva contra o sol. o segmento lido (Ls – Li). 5. ocasionará erro na medida da distância horizontal. no caso da taqueometria. Processo de medição eletrônica A medida eletrônica de distâncias não pode ser considerada um tipo de medida direta. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . deve-se posicionar o fio inferior ou médio. pois não envolve a leitura da régua graduada e cálculos para a obtenção das distâncias horizontais ou mesmo verticais. ▪ na conservação da mira Miras com desgaste na pintura devem ser substituídas. ▪ na inclinação da mira Quando a mira não está devidamente posicionada na vertical. durante uma medição eletrônica o operador intervém muito pouco na obtenção das medidas horizontais e verticais. ▪ na leitura da mira As miras normalmente são graduadas em centímetros. resultando sempre valor superior ou inferior ao que deveria ser. Na verdade. qualquer que seja a tecnologia envolvida no processo.3. a um metro acima do solo. esse tipo de medição não isenta o operador das etapas de estacionamento e outras que serão discutidas posteriormente. Para atenuar esse efeito da refração.

Alagoas 54 A medida eletrônica de distâncias baseia-se na emissão/recepção de sinais luminosos (visíveis ou não) ou de microondas que atingem um anteparo ou refletor. A distância é calculada quando o sinal emitido pelo dispositivo é recebido de volta. e mesmo de ângulos. Trena eletrônica Teodolito eletrônico Instrumento que possui mecânica de precisão. a estação total. o distanciômetro eletrônico. automáticos e robotizados: Trena eletrônica Dispositivo eletrônico composto de um emissor/receptor de sinais que podem se pulsações ultra-sônicas ou feixe de luz infravermelho. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Na determinação de distâncias horizontais acima de 50 metros.). etc. ser refletido e recebido de volta. a freqüência e o comprimento de onda são conhecidos pelo dispositivo do instrumento. Ela não mede distâncias verticais. facilidade de utilização e altíssima confiabilidade na leitura de ângulos horizontais e verticais. o nível digital e a lazer e os equipamentos motorizados. o teodolito eletrônico. entre os principais equipamentos utilizados atualmente na medida de distâncias. O instrumento calcula eletronicamente a distância entre o emissor/receptor e o anteparo ou refletor em função do tempo que o sinal emitido leva para atingir o alvo. que permitem medição eletrônica de distâncias horizontais e verticais. Assim. Normalmente faz parte de um sistema modular que permite adaptar outros equipamentos (distanciômetro. pode-se citar a trena eletrônica. trena eletrônica. é necessário utilizar um alvo eletrônico para a correta devolução do sinal emitido. Teodolito eletrônico com trena eletrônica acoplada .Ivancildo F.

na posição vertical. A tecnologia utilizada na medição destas distâncias é a do infravermelho. Vistas posterior (teclado e visor) e anterior (emissor e receptor de infravermelho) De um distanciômetro Conjunto de haste e prismas acoplados a bases niveladoras. com a ajuda de um nível de bolha. A tecnologia utilizada na medição de distâncias é a do infravermelho. Estação total Instrumento que incorpora o teodolito eletrônico mais distanciômetro eletrônico e possui um microprocessador que. das condições atmosféricas. O alcance varia de 500m a 20000m e depende da quantidade de prismas utilizados para a reflexão do sinal. podendo ainda medir distâncias inclinadas. . acoplado a uma haste e que tem por finalidade refletir o sinal emitido pelo aparelho precisamente na mesma direção em que foi recebido. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . bem como. A haste deve ser posicionada sobre o ponto a medir. monitora o estado de operação do instrumento.Alagoas 55 Distanciômetro eletrônico Equipamento exclusivo para medição eletrônica de distâncias horizontais e verticais. de faces cúbicas. Trabalhos de altíssima precisão requerem que o prisma (ou conjunto de prismas) seja apoiado sobre uma base niveladora que deve está posicionada sobre um tripé. Prisma é um espelho circular. automaticamente.Ivancildo F.

distâncias horizontais. Coletor de dados e estação total de alcance de 2Km com um prisma Nível digital O seu funcionamento está baseado no processo digital de leitura.Ivancildo F. a estação total representa um instrumento completo. altitude do ponto. etc. pois permite medir ângulos verticais e horizontais. O alcance vai depender do aparelho e das condições ambientais (luz. ou seja. ainda. além de fazer monitoramento das condições de nivelamento do instrumento. de um coletor de dados (conectado ao instrumento) para registrar as etapas do levantamento. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Nível digital e régua graduada em código de barras . É utilizado para medição eletrônica de distâncias horizontais e diferenças de nível. vibrações. o aparelho deve ser apontado e focalizado sobre a régua que deve estar aprumada com a ajuda de um nível de bolha circular. altura do aparelho. etc. O instrumento é dotado. calor. Na determinação das distâncias. verticais e inclinadas.Alagoas 56 Portanto. num sistema eletrônico de varredura e interpretação de padrões codificados (como o código de barras nos produtos de supermercado) numa régua graduada em códigos de barra. sombra. como nas estações totais. Os valores medidos podem ser armazenados internamente ou em coletores de dados.).

Assim como o nível digital. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . automáticos e robotizados São versões mais sofisticadas de teodolitos ou estações totais. o monitoramento de recalque de uma superestrutura ou deslocamentos de terra. a leitura da altura da régua graduada (Lm). Conquanto. Os motorizados (Programáveis) são indicados para medição em que não há necessidade de contato com o objeto a ser medido e em tarefas que requerem valores medidos a intervalos regulares de tempo. utilizada no cálculo das distâncias por estadimetria. Por exemplo. metal ínvar ou fibra de vidro deve se utilizada como suporte para o detetor. é efetuada diretamente sobre a mesma. Estação total convencional (motorizada) . Uma régua de alumínio. E equipamentos motorizados. Conjunto régua graduada e detetor a lazer nível a lazer nível a lazer O detetor lazer é dotado de um visor que automaticamente se ilumina e soa uma campainha ao detectar o raio emitido pelo nível. destinados a medições de altíssima precisão (geodésia). o nível a lazer é utilizado na obtenção de distâncias verticais ou diferenças de nível e também não mede ângulos. é desprovido de luneta. à base de raios infravermelhos (ou microondas).Alagoas 57 Nível a lazer É um tipo de aparelho que não é provido de luneta nem visor LCD e funciona baseado na tecnologia do raio infravermelho. com o auxílio do detetor lazer.Ivancildo F.

Estação total com reconhecimento O robótico combina a tecnologia dos automáticos com o acionamento por controle remoto.Alagoas 58 Os automáticos combinam a tecnologia dos motorizados com o reconhecimento automático do alvo (estático ou dinâmico).Ivancildo F. nas medições indiretas de distâncias podem ocorrer nas medições eletrônicas. anteriormente. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Assim: ▪ na medida do ângulo. o que ocasionaria erro de pontaria. ▪ quando a projeção do centro do sinal-refletor não coincide com a posição do ponto sobre o qual está estacionado ocorre um erro que chamamos de erro linear de . mesmo que os instrumentos sejam altamente precisos e de fácil utilização. o centro do retículo do aparelho (cruzeta) pode não coincidir com o centro do prisma que compõe o sinal refletor. Estação total robotizada Cuidados na medição de distâncias eletrônicas: É preciso que se tomem alguns cuidados durante a medida eletrônica de distâncias. Um levantamento utilizando uma estação total robótica carece de apenas um operador para segurar o sinal refletor e controlar remotamente a estação. porque erros semelhantes aos discutidos.

φ). de onde se obtém as suas coordenadas planas (E. O GPS não é utilizado na medida de ângulos e/ou distâncias. ▪ erros podem ocorrer também na centragem e nivelamento do instrumento. O equipamento utilizado é denominado Global Positioning System – GPS. É baseada em posicionamento global (localização espacial) do ponto. além da altitude.4. Pode ser evitado utilizando um bipé para o correto funcionamento do sinal sobre o ponto. Essa constelação permite. porque existe uma constelação de satélites orbitando sobre a terra vinte e quatro horas por dia. ▪ a falta de familiaridade do operador com as funções do instrumento. Em qualquer tempo. em relação à linha do horizonte.Alagoas 59 centragem do sinal-refletor. minha posição atual é Y e esta mensagem foi enviada no tempo Z”.Sistema TRANSIT O posicionamento de pontos por GPS Os receptores GPS estacionados em qualquer parte da superfície da terra só funcionam.Ivancildo F. . em planos inclinados em relação à linha do equador. calculam as suas distâncias em relação a cada satélite. o rastreamento de pelo menos quatro satélites para elevações acima de 15º. Esta mensagem é recebida pelos receptores que. 5.3. em função da diferença de tempo entre a recepção das mesmas. a grosso modo. significa: “Eu sou o satélite X. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . cada satélite emite uma mensagem que. programas e acessórios informatizados contribui para os erros de operação do instrumento. a qualquer hora do dia ou da noite. Processo de medição por satélites A localização por satélites é uma prática muita empregada atualmente em serviços topográficos e geodésicos. Constelação de satélites .N) ou geográficas (λ.

a distância do receptor a cada satélite apresenta um erro considerável. então. em geral. As mensagens dos satélites aos GPSs As mensagens dos satélites são emitidas através de sinais de radiofreqüência. definem novos parâmetros. captar sinais enviados por. depende da precisão das posições dos satélites e das distâncias a eles. os efeitos da imprecisão do relógio se anulam. baseados em uma freqüência fundamental (fo) de 10. também incluído nas mensagens transmitidas pelos satélites (cada satélite transmite suas próprias efemérides. Uma quarta referência adiciona a componente altitude. e de maneira indireta. conseqüentemente. a determinação da localização de um ponto (veículo.Ivancildo F. sendo. . Com todos esses dados. Na verdade. onde com um mínimo de três referências (satélites) o receptor obtém seu posicionamento em duas dimensões. ▪ A determinação da distância de um satélite ao receptor é calculada.23MHz. 4 satélites. ponto topográfico ou geodésico. correspondentes a E. A transmissão GPS se localiza nesta banda. Ocorre que a medição do tempo de percurso do sinal é afetada pela baixa precisão do relógio interno do receptor. É por isso que um receptor precisa. Banda L é uma gama de freqüências eletromagnéticas entre 390 e1550MHz. das suas coordenadas. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . num mesmo instante. além de ser constantemente transmitido pelos satélites. chamada de pseudodistância. os receptores podem „rastrear‟ os satélites „visíveis‟. e cujo conjunto é chamado de efemérides. quais sejam: L1 e L2 respectivamente.) na superfície terrestre segue o princípio da triangulação. etc. Com isso. ao se tomarem as distâncias a pelo menos 4 satélites diferentes. o receptor obtém a sua distância ao satélite. enquanto todos transmitem todo o almanaque).Alagoas 60 Dessa forma. Eventuais desvios na órbita de cada satélite. permitindo maior precisão na sua localização. o chamado almanaque que é. armazenado na memória do receptor. Portanto. Multiplicando esse tempo pela velocidade de deslocamento do sinal. razão da denominação das portadoras L1 e L2. que completa a posição do ponto em três dimensões. multiplicando-se a fo por pelas constantes 154 e 120. Desta se obtém duas novas freqüências operacionais. alvo. o que o receptor mede é o intervalo de tempo necessário para o sinal percorrer a distância entre satélite e receptor. no mínimo. a precisão na determinação da posição de um receptor e. que a descrevem de modo ainda mais preciso. E como se efetivam as determinações da posição dos satélites e das distâncias deles ao receptor? ▪ A determinação da posição do satélite provém de um conjunto de parâmetros previstos para todos os satélites.N ou λ. determinando sua posição a cada instante.φ. também. gerando as ondas portadoras pertencentes à banda L. detectados pelas estações de controle. Porém.

utiliza-se um outro receptor GPS. que se locomove pelos pontos cujas coordenadas se deseja determinar.Ivancildo F. existem ainda fatores referentes à disposição relativa dos satélites.5m na determinação da posição do receptor). sendo únicos e empregados para identificação dos satélites. isto é. . conduzem a um erro típico. permitem aumentar a precisão no posicionamento do ponto. As fontes de imprecisão no posicionamento O erro na determinação da posição de um satélite pode ocorrer em função de um eventual desvio de órbita e do atraso com que esse desvio é detectado pelas estações de controle e registrado nas efemérides dos satélites (pode provocar imprecisão de 2.5m na posição do receptor). ou mesmo eliminar. na determinação da posição do receptor. Finalmente. O código P é transmitido na mesma freqüência da freqüência fundamental: fo = 10. da ordem da dezena de metros. e. demoduladas pelos receptores. gerando um comprimento de onda da ordem de 30 metros.23 MHz. Os códigos que formam o PRN são basicamente os C/A e P. Existe ainda o código D que gera no interior do receptor o almanaque de efemérides dos satélites. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . chamado de base ou de referência. o efeito do multicaminhamento. que permanece fixo. no instante em que seus sinais são captados por um receptor. gerando códigos chamados Pseudo Randon Noise – PRN. Já a medição da distância entre satélite e receptor pode ser afetada por uma série de fatores: Desvios nos relógios dos satélites que não podem ser detectados pelos receptores (efeito de aproximadamente 1. num ponto cuja posição é bem conhecida. eventuais imprecisões do receptor GPS. por isso que ele é reservado ao uso militar e aos usuários autorizados. de ruído falsamente aleatório. ainda. Todos esses fatores. Quanto mais espalhados no céu estiverem os satélites. A maior freqüência e o menor comprimento de onda para este código. os efeitos das diversas fontes de imprecisão. mais precisa é a determinação da posição do receptor. Opera na freqüência de 1. das múltiplas reflexões que o sinal de um satélite pode sofrer.6m). tornam ele muito mais preciso que o código C/A.Alagoas 61 Essas duas ondas portadoras (L1 e L2) são moduladas em fases no satélite. que definem a chamada diluição de precisão. Esse receptor base. Uma vez.5m na posição do receptor).023 MHz com grande comprimento de onda por volta de 300 metros. O código C/A é o principal componente do serviço de posicionamento padrão – SPS disponibilizado para uso civil. Mecanismos de correção A técnica chamada de GPS diferencial surgiu para reduzir. O princípio de rastreamento por GPS diferencial é bastante simples: além do receptor GPS itinerante. somados. isto é. variação da velocidade dos sinais eletromagnéticos emitidos pelos satélites receptores (efeito de aproximadamente 5. em obstáculos próximos à antena do receptor (da ordem de 0.

Dessa forma. . determinar o erro a que está sujeito o sinal enviado por cada satélite que ele avista. no posicionamento absoluto. Comparando-a com a sua posição real. contudo. emprega-se somente um receptor. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .RIBAC.Ivancildo F. Além de poder ser usado sob quaisquer condições climáticas. sujeita a todos os erros anteriormente descritos. temse a Rede Brasileira de Monitoramento Contínuo . permitem posicionamento mais rápido e dinâmico. o receptor base pode tentar corrigir os erros dos sinais captados pelo receptor itinerante. enquanto que no posicionamento relativo utiliza-se de dois ou mais receptores. Destarte. ele pode. No caso do Brasil. cujos dados de uma ou mais estações podem ser introduzidos no processamento. No entanto.Alagoas 62 utilizando os sinais que recebe dos satélites (código C/A e as portadoras L1 e L2). a cada instante. de intervisibilidade entre as estações. no posicionamento diferencial e relativo. entre outras. a Rede INCRA de Base Comunitárias . Por não demodularem as informações das portadoras L1 e L2. é a não necessidade. de baixa precisão. assumindo que esses erros sejam iguais aos que afetam a determinação de sua própria posição. em relação aos tradicionais métodos de levantamento. determina a sua posição. chamados de receptores de navegação ou autônomos. discutidos anteriormente. desde que acesse os dados de uma ou mais estações pertencentes ao SCA. existem também receptores de pequeno porte. com o advento dos Sistemas de Controle Ativos (SCA). uma característica muito importante do GPS. sendo as coordenadas das estações utilizadas para fazer a vinculação ao Sistema Geodésico Brasileiro (SGB). um usuário que disponha de um único receptor poderá realizar o posicionamento relativo. previamente conhecida. GPS de navegação GPS diferencial Portanto. que utilizam as pseudodistâncias por meio do código C/A para o posicionamento. Para os usuários da área de Topografia e Geodésia.RBMC.

teodolitos. dada a necessidade de levantamento ou locação. ao conhecimento dos instrumentos de medição de ângulos na topografia. porque são formados sobre um plano que pode ser horizontal ou vertical. Sabemos que nas operações topográficas cujos instrumentos de medição são os GPSs. Quando os planos são verticais os ângulos formados recebem a denominação de zenital e vertical. as medidas horizontais e verticais devem ser complementadas com ângulos. segundo. já que são as coordenadas de cada um são suficientes para confeccionar um desenho. dividiremos o estudo em duas partes. Introdução Um dos elementos necessários.Alagoas 63 6. ainda. apresentar-se visível ou não ao operador do goniômetro. Tipos de ângulos Dentre os tipos de ângulos existentes (plano. MEDIÇÃO DE ÂNGULOS 6. 6. Este capítulo é destinado ao conhecimento dos ângulos. Para tanto. diedro. Entretanto. os ângulos construídos na topografia são considerados do tipo plano. além dos alinhamentos.2. denominado limbo vertical. e os instrumentos destinados para esse fim. os tipos de ângulos e os instrumentos (goniômetros) necessários às realizações das medições. de modo geral. 6. e o que mede ângulos zenitais e verticais. também. é o ângulo. a classificação e.1.1. Goniologia Ângulo é um trecho de um plano compreendido entre duas semi-retas que têm origem comum (vértice). os ângulos se tornam desnecessários (a princípio). O limbo consiste de uma coroa circular graduada. O limbo pode. quando se trata do uso de instrumentos como os diastímetros. ou a sua locação. a determinação dos ângulos entre alinhamentos não pode acontecer: Primeiro. Goniologia é a parte da topografia que estuda. porque esses instrumentos não permitem leitura de ângulos e nem tampouco de distâncias. a goniologia e a goniometria. dependendo do tipo de aparelho utilizado. .Ivancildo F. Portanto. à representação gráfica dos pontos topográficos que definem levantamentos topográficos de um terreno. podendo ser de dois tipos: o que mede ângulos horizontais e de orientação. é imprescindível conhecermos a parte da topografia relacionada à avaliação numérica de ângulos. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . triedro e esférico). A parte do goniômetro para a avaliação de ângulos chama-se limbo.2. estações totais e medidores eletrônicos (que não permitem obter diretamente no terreno as coordenadas dos pontos). e quando horizontais os ângulos recebem as denominações de horizontal e de orientação. chamado de limbo horizontal.

que o centro do limbo coincida com o vértice do ângulo a ser medido. estação total e bússola. por si só. Esta condição garante. ▪ que o eixo de colimação do instrumento seja concorrente com o eixo principal do instrumento. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .2.3. requer pelo menos duas exigências básicas. . senão vejamos: ▪ que o eixo vertical de rotação do instrumento passe pelo centro do limbo graduado horizontal.Ivancildo F. Eixo de colimação Eixo secundário Eixo principal Eixos de um goniômetro 6. e tenha a direção normal ao seu plano. teodolito. Goniômetros De acordo com as direções que a luneta pode tomar (horizontal e/ou vertical). pela centralização da luneta. os goniômetros podem se apresentar sob quatro tipos: Nível.Alagoas 64 Z H N Zenital Vertical Horizontal Azimutal 6. Esta condição complementa a primeira.2.2. Condições de construção de um ângulo A construção de um ângulo mediante o uso de um goniômetro.

a medição de ângulos horizontais. Embora o teodolito tenha sofrido constante avanço tecnológico nas ultimas décadas. ampliação 24x. feitas apenas para reconhecimento de ângulos ou distâncias no terreno. Os outros não são dotados de luneta e. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . por conseguinte.Ivancildo F. Nível ótico mecânico – graduação do limbo 1º. Teodolito Instrumento dotado de luneta. limbo horizontal e vertical. com os seus parafusos de blocagem e ajuste. quando comparados aos teodolitos modernos e as estações totais. Medições expeditas são aquelas de baixa precisão. Os primeiros possuem luneta e permitem medir tanto distâncias verticais como horizontais. precisão por Km duplo de nivelamento 2. chama-se alidade. À parte do instrumento que suporta o conjunto luneta e limbos. Além desses existem os níveis óticos mecânicos estadimétricos dotados de limbo horizontal que permitem. verticais e ângulos. costumamos dividi-lo em três categorias: ▪ teodolito mecânico . esses instrumentos são usados apenas em medições expeditas. A sua função é a medição de distâncias horizontais.0mm. mede somente distância vertical. passando de teodolito mecânico para teodolito prismático e eletrônico. ainda. Devido à pouca precisão angular.Alagoas 65 Nível Comentamos antes sobre níveis digitais e eletrônicos à base de infravermelho (lazer).

bússola de rumo ▪ teodolito eletrônico Da mesma forma que nos teodolitos mecânicos. prumo ótico. fio de prumo. Nestas janelas existe uma parte chamada vernier. prumo ótico Teodolito mecânico modelo CST56SCT1– leitura 1 minuto. onde a graduação dos ângulos é visível através de janelas ou de parafusos micrométricos. Teodolito mecânico modelo T1 precisão 6 segundos. que serve para apreciar o ângulo. Teodolito mecânico modelo TW-20T precisão 6 segundos. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .Ivancildo F.Alagoas 66 Nestes instrumentos os limbos horizontais horizontal e vertical estão localizados na periferia da alidade. os eletrônicos também dispõem de alidade com limbos horizontais e verticais. prumo ótico. bússola declinatória Teodolito mecânico – leitura 1 minuto. só que o sistema de varredura do ângulo é .

Leitura angular 1 segundo . as avaliações de ângulos são mostradas no „display‟ do instrumento. as estações totais permitem a leitura de ângulos horizontais e verticais. Por ser uma versão completa do teodolito eletrônico e do medidor eletrônico de distâncias.Ivancildo F.Alagoas 67 eletrônico. Teodolito eletrônico modelo NE203-202 de leitura 10 segundos Teodolito eletrônico modelo NE20H-20S de leitura 20 segundos Estação total Conforme visto anteriormente. É o „display‟ do instrumento que fornece automaticamente os valores. Não existem janelas ou parafusos micrométricos para as avaliações de ângulos. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Estação total modelo GTS 235W leitura 1seg e precisão Estação total modelo 5605DR 200 autolock Leitura angular 1 segundo Estação total modelo 5605DR 200 robótica com coletor de dados.

Alagoas 68 Bússola Chama-se bússola a uma agulha de aço imantada. Na topografia ela pode ser usada para orientação dos alinhamentos. que não podem ser acopladas ao teodolito. suspensa em seu centro de gravidade. Formas de apresentação As bússolas podem se apresentar sob três formas: ▪ Bússola de azimute – graduada de 0º a 360º. e de forma expedita. . ▪ Bússola de rumo – graduada de 0º a 90º nos quatro quadrantes. ▪ Bússola declinatória – graduada de 0º a 360º com dispositivo para aferir a declinação magnética. Permite a leitura apenas de ângulos horizontais. com graduação para rumos e azimutes. Bússola azimutal acoplada a um teodolito Existem também as bússolas prismáticas portáteis. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Estas possuem um sistema de pínulas para sua visada e um prisma de reflexão total para sua leitura. Bússola prismática A operacionalização das bússolas será discutida detalhadamente no capítulo destinado às medidas de orientação.Ivancildo F. devido à baixa precisão angular (a divisão do limbo é geralmente de grau). por um pião.

a horizontalidade do prato do limbo.4. Dar um giro qualquer no goniômetro. fixa-se definitivamente o parafuso. O tipo de ângulo a ser avaliado vai depender do levantamento. ou seja. os níveis tubulares ficam centrados em qualquer posição. dependendo da marca e do modelo do goniômetro. A posição dos parafusos de blocagens e ajustes também é variável. Girar os dois parafusos para dentro ou para fora simultaneamente. assim como os tipos de níveis de bolha (esférico ou tubular). Deslocar o tripé para o ponto topográfico. Escolher dois parafusos niveladores quaisquer e um dos níveis de bolha do círculo graduado horizontal.Alagoas 69 6.Ivancildo F. Uma regra prática: Verificar se o parafuso de fixação do movimento geral da alidade está apertado. Girar a alidade até o eixo longitudinal do nível tubular escolhido ficar paralelo e superposto aos dois parafusos niveladores. Procurar deixar a base do tripé aproximadamente na horizontal. ajustando brevemente o prumo de cordão sobre o ponto topográfico. deixando folga para que possa ser feita a perfeita coincidência do prumo de cordão ou ótico sobre o ponto topográfico. Soltar o movimento da alidade através do parafuso de fixação do movimento particular. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Satisfeita a condição. de um goniômetro para outro (existem níveis. a fim de verificar a calagem.2. ▪ Calagem Consiste em fazer com que o prato do goniômetro fique perpendicular ao seu eixo principal. Fixar o goniômetro ao tripé através do parafuso de ancoragem. se é horizontal ou vertical: . Com o goniômetro calado. por exemplo. tornando a bolha centrada. - Ressalta-se que os parafusos calantes podem variar na quantidade. Operacionalização de goniômetros As principais operações efetuadas com um goniômetro antes de medir ângulos são: ▪ Centragem Consiste em fazer com que o eixo principal do goniômetro passe pelo ponto topográfico.3. 6. Goniometria É a parte da gionologia que trata da medição de ângulos. Uma regra prática: Regular as pernas do tripé à altura do operador. com apenas um parafuso calante). Usar apenas o terceiro parafuso para centralizar o segundo nível tubular.

Zerar o círculo horizontal do goniômetro nesta posição (procedimento padrão Hz = 000º00‟00‟‟). dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Anotar ou registrar o ângulo (Hz) marcado no visor ou no vernier correspondente ao ângulo horizontal interno medido. CADERNETA DE LEVANTAMENTO PELO ÂNGULO INTERNO Ângulo Croqui Ponto visado Horiz. repetição e reiteração. externos. Liberar e girar o aparelho (sentido horário).Ivancildo F. devem ser feitas as operações básicas de centragem e calagem sobre um dos pontos que a definem. 4 Hz3 Hz4 Hz2 Hz1 1 2 3 Ângulos internos medidos numa poligonal fechada de quatro vértices. Exemplo elucidativo: Medir os ângulos Hz dos vértices de 1 a 4. O prolongamento do eixo principal do instrumento deve coincidir com a tachinha ou cruz sobre o piquete. . Ré Vante ponto Horiz ponto Horiz P1 P2 P3 P4 4 1 2 3 000º00‟00‟‟ 000º00‟00‟‟ 000º00‟00‟‟ 000º00‟00‟‟ 2 3 4 1 60º18'16" 120º25'56" 60º19'18" 118º56'30" 60º18'16" 120º25'56" 60º19'18" 118º56'30" Ângulos externos O método de leitura do referido ângulo consiste em: Executar a pontaria fina sobre o ponto a ré (primeiro alinhamento). conforme caderneta de campo abaixo: Est. Os ângulos podem ser assim classificados: Ângulos internos.Alagoas 70 Levantamento de ângulos horizontais Para a medida do ângulo horizontal a dois alinhamentos consecutivos. Ângulos internos O método de leitura do referido ângulo consiste em: Executar a pontaria fina sobre o ponto a ré (primeiro alinhamento). executando a pontaria (fina) sobre o ponto a vante (segundo alinhamento). de deflexão.

podendo ser positivo (deflexão à direita). conforme caderneta de campo abaixo: Est. Hz4 2 3 Hz3 1 Hz1 4 Hz2 Ângulos externos medidos numa poligonal fechada de quatro vértices.Alagoas 71 - Zerar o círculo horizontal do goniômetro nesta posição (procedimento padrão Hz = 000º00‟00‟‟). Exemplo elucidativo: Medir os ângulos Hz dos vértices de 1 a 4. se o sentido do giro for horário. se o sentido do giro for anti-horário. Este ângulo varia de 0º a 180º. . O método de leitura do referido ângulo consiste em: Executar a pontaria fina sobre o ponto a ré (primeiro alinhamento).Ivancildo F. Anotar ou registrar o ângulo (Hz) marcado no visor ou no vernier correspondente ao ângulo horizontal externo medido. Zerar o círculo horizontal do goniômetro nesta posição (procedimento padrão Hz = 000º00‟00‟‟). Liberar e girar o aparelho (sentido horário). executando a pontaria (fina) sobre o ponto a vante (segundo alinhamento). Liberar somente a luneta do aparelho e tomá-la segundo o prolongamento do primeiro alinhamento. ou negativo (deflexão à esquerda). CADERNETA DE LEVANTAMENTO PELO ÂNGULO EXTERNO Ângulo Croqui Ponto visado Horiz. Ré Vante ponto Horiz ponto Horiz P1 P2 P3 P4 4 1 2 3 000º00‟00‟‟ 000º00‟00‟‟ 000º00‟00‟‟ 000º00‟00‟‟ 2 3 4 1 309º41'44" 241º03'30" 299º40'41" 239º34'04" 309º41'44" 241º03'30" 299º40'41" 239º34'04" Ângulos de deflexão É o ângulo horizontal que o alinhamento de vante forma com o prolongamento do alinhamento à ré num determinado vértice. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .

Exemplo elucidativo: Medir os ângulos αi dos vértices de 1 a 4. O método de leitura do referido ângulo consiste em: . . . .O aparelho é liberado e a luneta é novamente apontada (pontaria fina) para o ponto a ré.O ângulo horizontal resultante é registrado ou anotado.Alagoas 72 - Liberar e girar o aparelho (sentido horário ou anti-horário) executando a pontaria (fina) sobre o ponto a vante (segundo alinhamento). .Apontar a luneta do goniômetro para o ponto a ré (pontaria fina) e o círculo horizontal do mesmo é zerado (procedimento padrão Hz = 000º00‟00‟‟). dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . os alinhamentos a vante e a ré de um determinado ponto. fixando o ângulo horizontal lido e tomando-o como partida para a medida seguinte. o ângulo anotado ou registrado anteriormente. . .O processo se repete um certo número „n‟ de vezes. Anotar ou registrar o ângulo (Hz) marcado no visor ou no vernier correspondente à deflexão medida.O processo se repete um certo número „n‟ de vezes. o aparelho é liberado e a luneta é apontada (pontaria fina) para o ponto a vante. Deflexão D(m) Esquerda Direita P1-P2 P2-P3 P3-P4 P4-P1 - 120º25'56" 60º18'16" 118º56'30" 60º19'18" Repetição Consiste em visar.O ângulo de partida utilizado neste momento para a segunda medida do ângulo horizontal não é mais zero. sucessivamente.Em seguida. . .Ivancildo F. .Liberar novamente o aparelho e aponta-se para o ponto a vante. e sim.Um novo ângulo horizontal é anotado ou registrado. Dd 2 Dd 3 Dd 1 Dd 4 Ângulos de deflexão medidos numa poligonal fechada de quatro vértices. conforme caderneta de campo abaixo: CADERNETA DE LEVANTAMENTO POR DEFLEXÃO Est.

ponto Ré Horiz ponto Vante Horiz Ângulo Horiz. O ângulo horizontal deve ser registrado ou anotado. de 3 leituras. para os alinhamentos medidos. L1 = 123º18'16". Liberar somente a luneta do aparelho e tomá-la no sentido inverso. tomando como partida para a medida do ângulo horizontal intervalos regulares do círculo. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Croqui A 1 0º 123º18'16" 2 123º18'16" 123º18'16" 246º36'16" 123º18'22" Solução: Quando L0 = 00º. os alinhamento a vante e a ré de um determinado ponto ou estação. sucessivamente. o aparelho é liberado e a luneta é apontada (pontaria fina) novamente para o ponto a ré. O valor final do ângulo horizontal. L2 = 246º36'38" α1 = L1 – L0 = 123º18'16" – 0º = 123º18'16" α 2 = L2 – L1 = 246º36'38" .Alagoas 73 A este processo de medir sucessivamente várias vezes o mesmo ângulo horizontal denomina-se séries de leituras. As séries são compostas. O método de leitura do referido ângulo consiste em: Apontar a luneta do goniômetro para o ponto a ré (pontaria fina) e o círculo horizontal do mesmo não deve ser zerado. . dependendo da precisão exigida para o levantamento.Ivancildo F. O ângulo horizontal resultante é mais uma vez anotado ou registrado. conforme caderneta de campo abaixo: CADERNETA DE LEVANTAMENTO PELO ÂNGULO DA REPETIÇÃO Ponto visado Est. normalmente.123º18'16" = 123º18'22" α = (α 1 + α 2 ) = (123º18'16" + 123º18'22") = 123º18'19" 2 2 Reiteração Este método consiste em visar. Em seguida. é dado pela relação: Hz = Hzn – Hz1 (n-1) Exemplo elucidativo: Medir o ângulo “α” do vértice A.

Ivancildo F. O ângulo horizontal resultante é mais uma vez anotado ou registrado. A cada posição denomina-se uma série.246º41'46" + 360º) = 113º18'20" 2 Quando a reiteração é múltipla. para o ponto de vante. Exemplo elucidativo: Determinar o ângulo α do vértice B.123º18'20") + (56º36'34" . PV 01 B 02 Leitura na Mira PD PI 123º18'20" 303º18'12" 236º36'38" 56º36'34" D(m) Ângulo 01 Croqui 113º18'20" α B 02 Solução: α = (236º36'38" . ela é efetuada numa única posição do limbo em apenas uma série de leituras. o aparelho é liberado e a luneta é apontada (pontaria fina) novamente para o ponto a vante. ela é efetuada em várias posições do limbo. A reiteração pode ser simples ou múltipla: Quando a reiteração é simples. PI = Luneta tomada na posição inversa. Liberar somente a luneta do aparelho e tomá-la no sentido inverso. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Usada para trabalhos de média precisão. Em seguida.Alagoas 74 - Liberar somente a luneta do aparelho e tomá-la de volta no sentido direto. Libera-se novamente o aparelho e aponta-se.303º18'12") 2 α = (113º18'18") + (. O ângulo horizontal (sentido horário) é determinado pela fórmula α = (PD2 – PD1) + (PI2 – PI1) 2 Onde: Posições do instrumento: PD = Luneta tomada na posição direta. . conforme caderneta de campo abaixo: CADERNETA DE LEVANTAMENTO PELA REITERAÇÃO SIMPLES Est. O ângulo horizontal deve ser registrado ou anotado. desta vez.

poderá ser feita da seguinte maneira: ▪ Com origem no horizonte . 6 séries para levantamento de 2ª ordem. 120º e 240º. Assim em 3 séries as leituras são efetuadas próximas a 0º. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Para um bom trabalho topográfico recomenda-se dividir o limbo do instrumento conforme o número de séries.Ivancildo F. em alguns aparelhos. Exemplo elucidativo: Determinar o ângulo α do vértice B.240º15'34") = 73º03'58" α 6 = (133º19'35" .120º10'28") = 73º03'55" α 4 = (13º14'26" .Alagoas 75 Para trabalhos que requerem uma maior precisão. recomenda-se efetuar no mínimo 3 séries.60º15'33") = 73º04'02" α = α 1 + α 2 + α 3 + α 4 + α 5 + α 6 = 73º03'58" 6 Levantamento de ângulos verticais Para a medida do ângulo vertical basta saber que.00º23'16") = 73º03'58" α 2 = (253º27'12" . Nas poligonais geodésicas utilizam-se: 12 séries para levantamento de 1ª ordem. PV SÉRIE 1 2 1 3 B 1 2 2 3 Leitura na Mira PD PI 00º23'16" 180º23'19" 120º10'28" 300º10'25" 240º15'34" 60º15'33" 73º27'14" 253º27'12" 193º14'23" 13º14'26" 313º19'32" 133º19'35" D(m) Ângulo Croqui 01 α 02 73º03'58" B Solução: α 1 = (73º27'14" .180º23'19") = 73º03'53" α 3 = (193º14'23" .300º10'25") = 73º04'01" α 5 = (313º19'32" . conforme caderneta de campo abaixo: CADERNETA DE LEVANTAMENTO PELA REITERAÇÃO MÚLTIPLA Est.

Sabe-se que não existe na superfície da Terra uma referência melhor do que o seu eixo Norte-Sul para orientar os alinhamentos topográficos. bem como dos métodos e instrumentos que permitirão o seu levantamento. conseqüentemente.Alagoas 76 Quando recebe o nome de „ângulo vertical‟ propriamente dito. ▪ Com origem no zênite Quando recebe o nome de „ângulo zenital‟ variando de 0º a 360º. porque a qualquer tempo podermos voltar ao campo e retomar os trabalhos achando diversos elementos que a eles se achem relacionados. O capítulo seguinte versará sobre a adoção desse sistema de referência nas orientações topográficas e. variando de 0º a 90º em direção ascendente (acima do horizonte) ou descendente (abaixo do horizonte). As relações entre o ângulo zenital e o vertical são as seguintes: Ângulo zenital 000º < V ≤ 90º 090º < V ≤ 180º 180º < V ≤ 270º 270º < V ≤ 360º Ângulo vertical ou inclinação α = 90º .V α = V . da linha meridiana formada a partir dele.Ivancildo F.270º Direção Ascendente Descendente Descendente Ascendente Levantamento de ângulos de orientação São ângulos destinados a orientar os alinhamentos num plano topográfico de projeção. . dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .90º α = 270º .V α = V .

de forma que em qualquer tempo possamos voltar ao campo e retornar os trabalhos achando diversos elementos que a ela se achem relacionados. e a meridiana formada é tida como meridiana magnética. a partir de levantamento de campo. Nesta. a partir da meridiana magnética. Portanto.2. o conhecimento da meridiana magnética se torna relativamente desnecessário. e que vá à direção dos pólos recebe o nome de meridiana. Sendo assim. também é tida como meridiana verdadeira. em função disso. A linha meridiana Como já explicitado. sabe-se que a terra. e tratará do método e instrumentos que permitirão a obtenção da mesma. na escolha dessa meridiana. Assim. pela atração que sofrerá. efetivamente. MEDIDAS DE ORIENTAÇÃO 7.Ivancildo F. a obtenção da meridiana verdadeira. Esses pólos são denominados geográficos ou verdadeiros e. a obtenção da meridiana (magnética ou verdadeira) se dará. É a introdução do conceito de meridiana nas operações topográficas „norteará‟ as mesmas.Alagoas 77 7. distâncias e declividades. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Neste caso. uma vez que as coordenadas obtidas nos diversos pontos levantados são expressas sempre em termos de coordenadas geográficas. Por outro lado. uma bússola estacionada sobre a superfície terrestre. e que recebe o nome de . na Topografia. os pólos que atraem a agulha da bússola são denominados magnéticos. a linha que une os pólos Norte ao Sul da Terra (aquelas representadas nos mapas geográficos) é denominada linha dos pólos. Como estamos falando de propriedades magnéticas. cujos instrumentos utilizados são os GPSs. anteriormente. embora estejam levantados em suas formas e dimensões naturais. tem sua agulha atraída pelos pólos deste imã. Acontece que.1. O grande problema reside. Obviamente que nas operações topográficas. Introdução Sabemos da geografia que toda e qualquer linha que passe por um ponto localizado na superfície da terra. Estas permitem analiticamente. cujas medidas obtidas se restringem à medição de ângulos. e que não existe na superfície da terra uma referência melhor do que esta para orientar as navegações (terrestres e aéreas). sabemos que os acidentes projetados num plano horizontal poderão ocupar diferentes posições. para cada ponto da superfície da terra podemos ter um plano vertical absolutamente imutável que passa por esse ponto e pelos pólos. este capítulo abordará a questão da orientação de projetos topográficos. O que não ocorre na topografia convencional. No entanto. a linha meridiana que os une. a meridiana gerada pelo prolongamento da agulha da bússola (pontas norte e sul) irá de encontro aos pólos norte e sul magnéticos. uma vez que ela pode ser magnética ou verdadeira. gera um campo magnético fazendo com que se comporte como um grande imã. entretanto. 7. devido ao seu movimento de rotação. porém.

Ambas são publicadas pelo Observatório Nacional do Rio de Janeiro. 7. pode-se usar utilizar a carta isogônica (contém linhas de mesma declinação magnética ou isogônicas) e a carta isopórica (contém linhas de mesma variação da declinação magnética ou isopóricas). Estas informações foram obtidas mediante levantamento topográfico astronômico e convencional. e um plano vertical mutável que não passa necessariamente pelos pólos e recebe o nome de meridiano magnético. Quando houver coincidência a declinação será nula. a cada cinco anos. é de aproximadamente -24º520‟.Alagoas 78 meridiano verdadeiro ou geográfico. determinável pela agulha da bússola. e será positivo quando o norte magnético estiver à direita do norte verdadeiro ou negativo quando o norte magnético estiver à esquerda do norte verdadeiro. Este ângulo varia de lugar para lugar e também varia num mesmo lugar com o passar do tempo.3. por exemplo. Assim. Declinação magnética O ângulo de declinação magnética (δ) é aquele formado pela variação da meridiana magnética em relação à meridiana verdadeira. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Nv Nm Nv = Nm Nv Nm -δ δ=0 +δ Para o cálculo da declinação magnética. mas poderiam ter sido obtidas através de consulta a uma carta isogônica o (por interpolação). 04 Poligonal existente Campus do IFAL/PIn GPS02 no δ = -24º20‟ Nv Nm . em Palmeira dos Índios no campus do IFAL.Ivancildo F. a declinação magnética de uma linha formada entre o marco geográfico GPS01 e o ponto topográfico 04 existentes no terreno.

. por meio de observação com bússola ou declinatória acoplada a um teodolito. supracitada na Norma. Não sendo possível este procedimento orientar pelo menos este lado em relação ao norte magnético. a declinação magnética nesta data bem como a sua variação anual. 1997)... senão vejamos o que recomenda a Norma brasileira para levantamentos topográficos: “.Alagoas 79 Carta isogônica do Brasil – ano 2005 Quanto à escolha de um ou de outro sistema de referência não implica em erro na orientação. Os trabalhos de apoio topográfico. por meio de observação astronômica. uma vez que a indicação do norte magnético é variável em função do tempo”(NBR. .Ivancildo F.. Convém. ao restabelecimento dos alinhamentos e ângulos magnéticos marcados para uma poligonal. por exemplo. É imprescindível que sejam mencionados no desenho topográfico final do levantamento a data do levantamento. proceder de modo que a rede topográfica de apoio seja orientada para o norte geográfico(ou verdadeiro). exigem orientação para o Norte Verdadeiro. então. ficando o levantamento topográfico orientado para o norte magnético. A informação da data do levantamento topográfico.. ou seja. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . está relacionada diretamente à necessidade de aviventação da orientação.. O que vai definir a escolha é o rigor do trabalho a ser apresentado..determinando o azimute geográfico de um lado deste apoio. .

Assim. Quando tomamos como referência a meridiano magnético. para os dias atuais. são conhecidos como azimutes ou rumos. Rumos e azimutes Os ângulos de orientação formados a partir da meridiana magnética ou verdadeira a um alinhamento. O mesmo processo é utilizado para a locação em campo. e ainda programas específicos de computador para cartografia.4. os azimutes entre dois pontos AB e BC são: Nv ou Nm 0º Nv ou Nm 0º Azv ou Azm 270º A 90º 270º B 90º Azv ou Azm B C 180º 180º Estando o alinhamento na direção AB. 7. Assim. Chama-se azimute ao ângulo que o alinhamento forma com a direção norte-sul do meridiano. linhas de transmissão. Este trabalho é necessário. medindo a partir do Norte ou do Sul. é necessário que os valores resultantes deste levantamento sejam reconstituídos para a época atual. Já o rumo de uma linha é o menor ângulo horizontal. . respectivamente. o azimute da linha AB será AzA-B. para achar a posição correta de uma poligonal levantada em determinada época. Como esta direção pode ser magnética ou verdadeira. e se estiver na direção BC. no sentido horário (à direita) ou sentido anti-horário (à esquerda) e variando de 0º a 90º. o azimute assume os nomes magnético ou verdadeiro. etc. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .Alagoas 80 na época de sua medição. É contado de 0º a 360º no sentido horário. o azimute será AzB-C. de linhas projetadas sobre plantas de estradas. visto que a posição dos pólos norte e sul magnéticos varia com o passar dos tempos. o rumo obtido é chamado rumo verdadeiro.Ivancildo F. o rumo obtido é chamado rumo magnético. e quando usamos o meridiano verdadeiro. Este último é raramente encontrado em memoriais descritivos recentes de projetos topográficos. formado entre a direção Norte-sul da agulha magnética e o alinhamento. As cartas isopóricas permitem essa atualização.

a bússola de rumos é dividida em quatro quadrantes: ▪ Nordeste (NE). Uma relação pode ser feita entre rumos e azimutes: ▪ 1º Quadrante (NE) → Rumo = Azimute. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . ▪ 2º Quadrante (SE) → Rumo = 180º . e se estiver na direção DE. desta vez para rumos. . ▪ Sudeste (SE). tem-se: 0º 0º RA-B B B 90º (W) A 90º (E) 90º (W) 90º (E) RBC C 0º Quadrante NE 0º E 0º Quadrante SE 0º RDE 90º (W) C 90º (E) 90º (W) D RCD 90º (E) D 0º Quadrante SE 0º Quadrante NW Estando o alinhamento na direção AB.Alagoas 81 Conforme mencionado no capítulo anterior.Ivancildo F. se estiver na direção CD. se estiver na direção BC. ▪ Noroeste (NW).Azimute. o rumo será RC-D (SW). o rumo será RD-E(NW). o rumo será RB-C(SE). o rumo da linha AB será R A-B(NE). ▪ Sudoeste (SW). Tomando o exemplo.

Exemplo elucidativo: Determinar o ângulo azimutal das linhas 1-2 e 2-3. Girar a luneta do teodolito no sentido horário e na direção do alinhamento para se obter o azimute. ▪ 4º Quadrante (NW) → Rumo = 360º . Uma regra prática: Zerar o limbo horizontal do goniômetro.Alagoas 82 ▪ 3º Quadrante (SW) → Rumo = Azimute – 180º. é necessário que se tenham cumpridas as etapas básicas de centragem e calagem do goniômetro. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .Ivancildo F. Liberar o parafuso de blocagem da agulha da bússola. Fazer coincidir a linha de fé Norte-sul do limbo da bússola com a linha Norte-sul da agulha magnética.Azimute. Operacionalização da bússola azimutal Para operacionalizar a bússola azimutal acoplada ao teodolito. conforme esquema abaixo: 1 3 2 Solução: Nm Nm Az1-2 1 Az2-3 3 2 Nm Nm Az2-3 = 42º27‟17” Az1-2 = 99º45‟32” 1 2 2 3 .

obter o rumo. conforme esquema abaixo: 1 3 2 Solução: Nm Nm 1 R1-2 2 R2-3 3 Nm Nm R2-3 = 42º27‟17” 3 1 2 R1-2 = 80º14‟28” 2 .: As aproximações nas leituras das bússolas variam de acordo com a fabricação e modelo do teodolito e da bússola acoplada. Liberar o parafuso de blocagem da agulha da bússola. Uma regra prática: Zerar o limbo horizontal do goniômetro. no sentido horário ou anti-horário. Posicionar e girar (posição direta ou inversa) a luneta do teodolito para a direção do alinhamento e. prevalecendo aquela de menor precisão. Obs. Fazer coincidir a linha de fé Norte-sul da bússola com a linha Norte-sul da agulha magnética.Ivancildo F. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . as de rumo acopladas ao teodolito carecem de centragem e calagem.Alagoas 83 Operacionalização da bússola de rumo Assim como nas bússolas azimutais. Exemplo elucidativo: Determinar o rumo das linhas 1-2 e 2-3.

sem que seja necessário percorrer todo o perímetro usando uma bússola. se o caminhamento for com o polígono à sua esquerda implica em sinal (-). Cálculo do azimute magnético Conhecido o azimute do primeiro alinhamento. Azn-1 = azimute da linha anterior. sabendose que o azimute magnético inicial do vértice 1 é Az1-2 = 70º: Nm ou Nv 190º 2 195º 3 210º 4 7 5 6 320º 280º Az1-2 1 Solução: Az1-2 = 70º Como o polígono está à direita no caminhamento. tem-se (+) An. e os ângulos que formam os vértices dos alinhamentos seguintes. A expressão abaixo simplifica as operações no campo: Azn = Azn-1 ± An ± 180º Onde: Azn = azimute da linha. An = ângulo do vértice na linha. Observação 1: A variação do sinal em An vai depender do sentido do caminhamento.Alagoas 84 7. Caso contrário. Exemplo elucidativo: Determinar analiticamente os azimutes magnéticos dos vértices 2 a 6. usar o sinal (+).Ivancildo F. Caso contrário. Observação 3: Quando Azn-1 ± An ≥ 180º. pode-se determinar analiticamente os azimutes dos demais alinhamentos.1. de acordo com o sentido progressivo dos trabalhos. ou seja.4. o polígono estará à sua esquerda. Observação 2: Uma maneira prática de saber se o polígono está à sua direita é verificar se os ângulos da poligonal foram gerados de ré para vante. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . e se for com polígono à sua direita implica em sinal (+). . deve-se usar o sinal (-) ao termo 180º.

Az2-3 = 70º . tem-se (-) An.150º ± 180º = -55º + 180º = 125º Az5-6 = 125º .180º = 80º Az3-4 = 80º +195º ± 180º = 275º . Daí.180º = 365º → 5º pois (365º .180º = 225º Az6-7 = 225º + 320º ± 180º = 545º .Alagoas 85 Daí.1165º ± 180º = -85º + 180º = 95º Az4-5 = 95º .360º = 5º) Exemplo elucidativo: Determinar analiticamente os azimutes magnéticos dos vértices 2 a 6.180º = 95º Az4-5 = 95º + 210º ± 180º = 305º .180º = 5º . Az2-3 = 70º + 190º ± 180º = 260º . dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .180º = 125º Az5-6 = 125º + 280º ± 180º = 405º .40º ± 180º = 185º .80º ± 180º = -45º + 180º = 225º Az6-7 = 225º .Ivancildo F. sabendose que o azimute magnético inicial do vértice 1 é Az1-2 = 45º: Nm ou Nv 2 Az1-2 3 4 170º 165º 7 80º 1 40º 6 5 150º Solução: Az1-2 = 70º Como o polígono está à esquerda no caminhamento.170º ± 180º = -100º + 180º = 80º Az3-4 = 80º .

Segundo a NBR 13. dependendo dos recursos instrumentais disponíveis: Fase de reconhecimento do terreno É nesta fase que se percorre a região a ser levantada.2.1. 8. residências e prédios. g) Relatório técnico. Nesta fase de trabalho. b) Apoio topográfico.1. serão tratadas algumas questões gerais referentes à locação de obras de engenharia. o desconhecimento da norma vigente. deve ter. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . no mínimo. Destarte. Para tanto. a fim de se obter com precisão os elementos necessários e suficientes à representação geométrica de determinada área do terreno estudada topograficamente. Introdução Conhecidos os métodos e os instrumentos empregados na medição de ângulos e distâncias. f) Desenho topográfico final. má qualidade profissional e número reduzido de pontos de apoio geodésico. e como preencher planilhas que resultarão nas coordenadas dos pontos topográficos observados. é necessário que sejam atendidas algumas fases e procedimentos que viabilizarão a execução dos levantamentos ou locações topográficas planimétricas. em escala conveniente. LEVANTAMENTO PLANIMÉTRICO E LOCAÇÃO 8. Fases do levantamento topográfico O levantamento topográfico é um conjunto de operações realizadas no campo. elegendo-se os principais vértices da poligonal básica do levantamento. e) Original topográfico. costuma-se sintetizar essas fases em apenas quatro etapas. deve-se também providenciar a cravação de piquetes. com a sua numeração. associado à outros fatores como o preço de aquisição de equipamentos de alta precisão. em qualquer de suas finalidades. especificamente. . o levantamento topográfico.133 da ABNT. podendo a primeira se confundir com a segunda. as seguintes fases: a) Planejamento. Organizar também a turma de auxiliares.Alagoas 86 8. c) Levantamento de detalhes. Entretanto. Este capítulo será dedicado ao estudo dessas etapas. tem dificultado bastante o atendimento a essa Norma. item 5. seleção de métodos e aparelhagem. Além disso.Ivancildo F. não deixando de determinar o ponto de partida do levantamento. será mostrado como elas devem transcorrer durante um levantamento topográfico. d) Cálculos e ajustes.

Alagoas 87 ministrando-lhes as instruções e recomendações necessárias. . e redigido o memorial descritivo. Este desenho pode ser feito à nanquim ou no computador. devem ser obedecidos os critérios de apresentação. antes de iniciar os trabalhos de levantamento. Fase de desenho Depois de calculadas as coordenadas dos diversos pontos medidos. Quando o levantamento é feito por instrumentos topográficos convencionais. Fase de caracterização Durante esta fase. em escritório. É conveniente a abertura de picadas e a limpeza dos rumos divisórios “aceiro”. devem ser ajustados como auxílio de escalímetro. e poderão ser aumentadas. A data do levantamento. serão levantados todos os elementos que caracterizam as linhas divisórias do terreno em estudo. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . procede-se à confecção do desenho da planta topográfica. se o desenho for à mão. Este é um processo que envolve o “fechamento” angular e linear. o transporte dos rumos ou azimutes e das coordenadas. Qualquer que seja o recurso de desenho disponível. Essas exigências são indispensáveis. Além do mais. deve-se lançar mão de alguns métodos de levantamento: ▪ Triangulação a trena ▪ Poligonação ▪ Irradiação ▪ Interseção à vante ▪ Interseção à ré ▪ Outras Fase de cálculos e memorial descritivo Terminadas as operações de campo. e o cálculo da área caso necessite. os pontos de referência devem ser plotados segundo suas coordenadas. tais como: A orientação magnética e verdadeira. Finalmente. organiza-se um croqui da área do terreno. Vai depender do rigor desejado nos levantamentos e da área do terreno. ou do CAD se forem no computador. que servirá de subsídio tanto nos trabalhos de campo como nos de escritório.Ivancildo F. enquanto os pontos de detalhes comuns (feições). deve-se proceder à computação. dos dados obtidos. para que todo o trabalho se desenvolva normalmente. mesmo que o levantamento seja feito por meio de equipamentos rastreadores de satélite.

3. Os responsáveis pelo trabalho. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .1 É um método expedito. O título do trabalho. Levantamento por triangulação à trena Processo . e calculam-se as áreas através da resolução de triângulos quaisquer. É aplicado para a caracterização de pequenas áreas (planas) e amarrações de pontos. A legenda e convenções utilizadas. alguns passos precisam ser seguidos.2 Aplicado para levantamentos de áreas planas que exigem melhor precisão que o processo anterior. tais como: . Este método permite que a planta topográfica seja desenhada através de coordenadas retangulares. Medem-se as distâncias de todos os lados dos triângulos. distâncias dos alinhamentos. Processo . porque se utilizam apenas de trenas. árvores. Para tanto. Os eixos de coordenadas. O número de vértices. etc. com a instalação de diversos piquetes nos seus vértices e no interior. Consiste na decomposição do terreno em triângulos.Alagoas 88 As escalas gráfica e numérica. 1 2 11 10 ● 9 12 ● 8 3 7 4 5 6 O desenho da planta topográfica será feito com os artifícios de desenho geométrico. 8. balizas e piquetes.Ivancildo F. As feições naturais e/ou artificiais (representadas através de símbolos padronizados ou convenções e sua respectiva toponímia). tais como postes. utilizando-se de escala e compasso.

obtida a partir de um levantamento de campo feito à trena. ▪ Calcular os ângulos internos de cada triângulo levantado. ▪ Determinar as coordenadas retangulares dos vértices principais.Ivancildo F. Exemplo elucidativo: Dada a caderneta de campo abaixo. DISTÂNCIAS HORIZONTAIS MEDIDAS À TRENA AB = 60280m EF = 91790m AG = 101720m CE = 123770m BC = 69890m FG = 57515m BH = 93500m DF = 114760m CD = 74880m GH = 75520m BF = 106080m BG = 84900m DE = 112695m HÁ = 58590m GC = 88900m CF = 65070m Coordenadas iniciais Azimute magnético XA = YA = 1000000 AzAB = 93º19'43" N . ▪ Medir as distâncias de todos os lados dos triângulos. ▪ Levantar o azimute do primeiro vértice. a partir das dimensões de seus lados. As coordenadas iniciais do vértice „A‟ foram arbitradas e o azimute inicial de „A‟ na direção de „B‟ foi levantado através uma bússola prismática.Alagoas 89 ▪ Decompor o terreno em triângulos com a instalação de piquetes. ▪ Desenho. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . determinar as coordenadas dos vértices B até H.

BG ângulo 20 = 47º21'13" B Triângulo CDF F 16 ArcCos11= FD2 + CD2 – FC2 2.Ivancildo F.HA ângulo 1 = 47º20'42" ArcCos22 = AG2 + HG2 –AH2 2.14" D ArcCos10 = EC2 + DC2 – ED2 2.66" 11 ArcCos16 = CF2 + DF2 – CD2 2.BG ângulo 21 = 36º17'35" A Triângulo BCG G 20 7 C ArcCos7 = BC2 + GC2 – BG2 2.GA.DC ângulo 10 = 63º39'16.27" C .CE.CG.HG ângulo 22 = 34º47'25" A Triângulo AGB G 21 2 ArcCos2 = GA2 + BA2 – BG2 2.BA ângulo 2 = 56º28'39" B ArcCos21 = AG2 + BG2 – AB2 2.BC.GA.FD.Alagoas 90 Solução: 1) Cálculo dos ângulos Triângulo AGH H 22 1 G ArcCos1 = GA2 + HA2 –GH2 2.CD ângulo 11 = 32º12'06.EC.CF.AG.AG.11" C D Triângulo CDE E 13 10 ArcCos13 =CE2 + DE2 – CD2 2.DF ângulo 16 = 37º49'28.DE ângulo 13 = 36º32'37.GC ângulo 7 = 63º19'07" ArcCos20 = CG2 + BG2 – BC2 2. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .

55" B ArcCos4 = BH2 + GB2 – GH2 2.BH.BH.GB ângulo 4 = 49º48'08.63" D Triângulo CEF E F 9 14 ArcCos14 =FE2 + CE2 – FC2 2.97" ArcCos9 = FC2 + EC2 – FE2 2. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .GB.GF ângulo 18 = 52º56'41.CG.10" C ArcCos19 = CG2 + FG2 – FC2 2.Alagoas 91 Triângulo DEF E F 15 12 ArcCos15 =EF2 + DF2 – DE2 2.EF.07" C Triângulo CFG F G 19 8 ArcCos8 = CG2 + FC2 – GF2 2.CG.35" Triângulo BFG F G 18 5 ArcCos5 = GB2 + FB2 – GF2 2.DF ângulo 15 = 65º01'30.FG ângulo 19 = 46º58'41.EC ângulo 9 = 46º18'11.BF.24" ArcCos12 = FD2 + ED2 – EF2 2.FC.GH ângulo 23 = 59º10'12.77" ArcCos18 = BF2 + GF2 – GB2 2.34" .FC ângulo 8 = 40º15'23.93" B Triângulo BGH G H 23 4 ArcCos23 =BH2 + GH2 – GB2 2.CE ângulo 14 = 30º49'58.FE.Ivancildo F.ED ângulo 12 = 47º35'24.FD.FB ângulo 5 = 32º43'37.

sen93º19'43" = 69890.sen69º57'38" = 74880. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .304 = 65658.CB ângulo 6 = 36º36'13.178 = 6458.72" C ArcCos6 = FB2 + CB2 – FC2 2.BF.Alagoas 92 Triângulo BHA B 24 ArcCos3 = AB2 + HB2 – HA2 2.85" 6 B Portanto.sen103º29'35" = 112695.180º 103º29'35" + 79º47'32" – 180º 3º17'07" + 67º22'36" + 180º 250º39'43" + 195º37'11" – 180º 266º16'54" + 165º24'54" –180º 251º41'48" + 97º56'52" – 180º = 69º57'38" = 103º29'35" = 3º17'07" = 250º39'43" = 266º16'54" = 251º41'48" = 169º38'40" 3) Cálculo das projeções no eixo do X e do Y ΔXAB = ΔXBC = ΔXCD = ΔXDE = DAB.sen3º17'07" = 60178.senAzDE = 60280.AB.269 .71" 3 ArcCos24 =AH2 + BH2 – AB2 2.Ivancildo F.senAzBC DCD.HB ângulo 3 = 37º29'54.645 = 72813.CF ângulo 17 = 39º49'30.FB.senAzCD DDE.59" A H Triângulo BFC F 17 ArcCos17 =BF2 + CF2 – BC2 2.AH. os ângulos da poligonal somam A= B= C= D= E= F= G= H= 1+2 3+4+5+6 7 + 8 + 9 + 10 11 + 12 13 + 14 15 + 16 + 17 + 18 19 + 20 + 21 + 22 23 + 24 = 103º49'21" = 156º37'55" = 213º31'57" = 79º47'32" = 67º22'36" = 195º37'11" = 165º24'54" = 97º56'52" 2) Cálculo dos azimutes AzAB = AzBC = AzCD = AzDE = AzEF = AzFG = AzGH = AzHA = 93º19'43" 93º19'43" + 156º37'55" – 180º 69º57'38" + 213º31'57" .senAzAB DBC.BH ângulo 24 = 38º46'39.

99 = 1002977.cosAzGH DHA.882 = .cosAzCD DDE.30 -3500. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .82 1000009.Ivancildo F.22 – 30395.83 = 1057644.794 = .95 –57635.79 = 1115487.99 72813.07 – 57393.sen266º16'54" = 75520.79 -86611.56 = 1002977.23 -23716. 156º37'55" 213º31'57" 79º47'32" 67º22'36" 195º37'11" 165º24'54" 97º56'52" Azimute 93º19'43" 69º57'38" 103º29'35" 3º17'07" 250º39'43" 266º16'54" 251º41'48" 169º38'40" Dist.64 Coordenadas X Y 1000000 1000000 1060178.99 – 17471.cos266º16'54" = 75520.3 + 65658.12 + 6458.3 996500 1125836.88 10531.995 = .32 -30395.91 = 1000000 – 3500.cosAzDE DEF.39 – 86611.30395.cosAzHA = 91790.27 = 1205108.Alagoas 93 = .sen250º39'43" = 57515.94 = 1081361.39 = 1118497.564 = 112509.14 1081361.83 –23716.83 989403.926 = -71699.82 ≈ 1000000 = 996500 = 1020448.93 = 1061103.941 = .99 = 1020448.640 ΔXEF = ΔXFG = ΔXGH = ΔXHA = ΔYAB = ΔYBC = ΔYCD = ΔYDE = ΔYEF = ΔYFG = ΔYGH = ΔYHA = DEF.22 1118497.00 = 996500 + 23948.senAzHA DAB.cos250º39'43" = 57515.64 23948.94 -71699.31 .45 = 1085091.12 = 1205108.cos69º57'38" = 74880.912 = -3500.88 = 1057644.56 6458.sen169º38'40" = 60280.3 = 1125836.95 999935.94 + 72813.00 65658.32 = 1118497.99 1198650.94 = 1198650.cosAzBC DCD.45 -57393.23 = 989403.cos3º17'07" = 91790.57635.07 = 1061103.senAzEF DFG.sen251º41'48" = 58590.43 1205108.senAzGH DHA.43 + 112509.18 = 1198650.449 = .64 = 1060178.77 – 3729.cos169º38'40" 4) Cálculo das coordenadas XA = XB = XC = XD = XE = XF = XG = XH = XA = YA = YB = YC = YD = YE = YF = YG = YH = YA = 1000000 XA + ΔXAB XB + ΔXBC XC + ΔXCD XD + ΔXDE XE + ΔXEF XF + ΔXFG XG + ΔXGH XH + ΔXHA 1000000 YA + ΔYAB YB + ΔYBC YC + ΔYCD YD + ΔYDE YE + ΔYEF YF + ΔYFG YG + ΔYGH YH + ΔYHA = 1000000 + 60178. (m) 60280 69890 74880 112695 91790 57515 75520 58590 Projeções ΔX ΔY 60178.27 112509.3729.cos103º29'35" = 112695.91 = 999935.77 1061103.95 = 1000009.cosAzFG DGH.14 = 989403.cosAzAB DBC.12 1002977.39 1115487.64 = 1125836.18 -17471.43 = 1115487.14 – 71699.94 1020448.cos93º19'43" = 69890.010 = 23948.86611.23716.17471.91 -57635.cosAzEF DFG.77 = 1081361.91 – 10531.cos251º41'48" = 58590.22 = 1085091.320 = -57393.senAzFG DGH.91 1057644.93 -3729.07 1085091.232 = 10531.31 ≈ 1000000 5) Montagem da planilha de cálculo E Ré PV A A B C D E F G H A B C D E F G B C D E F G H A Angulo Horiz.30 = 1060178.

64 72813.00 23948.64 COORDENADAS X 1000000 1060178.Ivancildo F.12 1205108.07 1061103.32 -57393.22 1085091.77 1081361.79 -30395.43 1115487.56 112509.23 10531.83 1057644. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . .95 1000009.Alagoas 94 PLANILHA DE CÁLCULO ANALÍTICO TRIANGULAÇÃO À TRENA SERVIÇO: Exemplo elucidativo LOCAL: AZIMUTE INICIAL: AzP03-A = 93˚19'43" FOLHA: Única E PV ÂNGULO HORIZONTAL º ' " 156 37 55 213 31 57 79 47 32 67 22 36 195 37 11 165 24 54 97 56 52 AZIMUTE º 93 69 103 3 250 266 251 169 ' 19 57 29 17 39 16 41 38 " 43 38 35 07 43 54 48 40 DISTÂN CIA (m) 60280 69890 74880 112695 91790 57515 75520 58590 COORDENADAS INICIAIS: XA = 1000000 YA = 10000 PROJEÇÕES ΔX 60178.18 6458.82 Y 1000000 996500 1020448.30 65658.3 1125836.94 1198650.45 -3729.31 CROQUI/OBSERVA ÇÕES A A B C D E F G H B C D E F G H A LEVANTAMENTO DE CAMPO: DATA: CÁLCULO: DATA: VISTO: DATA: Adaptado do formulário organizado pelo Professor Luiz Carlos da Silveira.99 1002977.27 -86611.88 -57635.93 -71699.14 989403.39 1118497.94 -23716.91 ΔY -3500.99 -17471.91 999935.

sobretudo. a partir dos ângulos horizontais e distâncias.4. de acordo com o processo de levantamento mais adequado a determinadas condições de trabalho.03 C B D 100º05'56" 33.4. assim.Alagoas 95 8. que são extraídos da caderneta de campo. projeções e coordenadas. mas também. o último vértice não coincide com o primeiro.56 A P03 B 289º30'30" 28. desta forma um polígono. do emprego de bons instrumentos e. Ressalta-se que a exatidão do levantamento não depende apenas do caminhamento. Assim.44 D C E 129º11'20" 23. e ao mesmo tempo à direita ou à esquerda delas.80 B A C 176º24'06" 36. podem existir três tipos de poligonais: ▪ Aberta. D e E de uma poligonal aberta iniciada a partir do marco geográfico P03 de coordenadas conhecidas: CADERNETA DE LEVANTAMENTO Estação Ré Pv Ang. Exemplo elucidativo: Determinar as coordenadas em UTM dos vértices A. Sendo uma poligonal aberta não é possível verificar a presença de erros com a análise dos dados. o aparelho a ser empregado.Ivancildo F. pela medição de distâncias e ângulos. ou seja. Parte de pontos com coordenadas conhecidas e não tem fechamento. Poligonal aberta A poligonal aberta é usada apenas para amarração de pontos distantes da área que está sendo levantada. O cálculo analítico de uma poligonal aberta consiste em calcular o azimute. Levantamento por poligonação Consiste no levantamento de poligonais em uma área ou linha. Distância (m) P03 A 29. Os resultados obtidos podem ser analisados e compensados analiticamente.29 Azimute inicial Coordenadas de P03 AzP03-A = 259º56'36" EP03 = 4416. Horiz. 8. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . ▪ Fechada na mesma base.1. ▪ Fechada em base diferente. B. harmonizar a natureza do instrumento e o método a ser usado com o tipo de operação topográfica que se tem em vista realizar. de se saber escolher.319 NP03 = 5719. C. O caminhamento para a obtenção das distâncias e dos ângulos pode ser feito internamente ou externamente às poligonais. podendo-se obter coordenadas de alta precisão. procurando.717 . da habilidade do operador. não caracterizando.

44.720) = 4437.senAzP03-A = DP03-A.senAzP03-A = DD-E.29.Ivancildo F.774) = 4436.cosAzP03-A = DB-C.389 .cosAzP03-A = DC-D.sen235º08'28" = 29.669 + (10.676 3) Cálculo das coordenadas EP03 EA EB EC ED EE = 4416.387 = 4437.56.917 + (-2.387 = -0.cos5º51'12" = 33.015) = 4421.917 = 4419.80.03.20.cosAzP03-A = DD-E.015 = -2.sen5º51'12" = 33.cos285º57'08" = 23.706 = 4436.29.cos235º08'28" = 21.932 = 4421.790 = 32.sen285º57'08" = 23.cosAzP03-A = 29.56.774 = -15.669 = 4430.sen9º27'06" = 36.cosAzP03-A = DA-B.sen259º56'36" = 28.senAzP03-A = DA-B.248 = 10.319 + 21. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .cos259º56'36" = 28.248) = 4419.319 = EP03 + ΔEP03-A = EA + ΔEAB = EB + ΔEBC = EC + ΔECD = ED + ΔEDE = 4416.406 = -29.44.364 = -20.706 + (-0.80.752 = -33.03.Alagoas 96 Croqui: D C E N B P03 A Solução: 1) Cálculo dos azimutes AzP03-A AzA-B AzB-C AzC-D AzD-E = 259º56'36" = 259º56'36" + 289º30'30" – 180º = 9º27'06" + 176º24'06" – 180º = 5º51'12" + 100º05'56" + 180º = 285º57'08" + 129º11'20" – 180º = 369º27'06" = 5º51'12" = 285º57'08" = 235º08'28" ou 9º27'06" 2) Cálculo das projeções ΔEP03-A ΔEA-B ΔEB-C ΔEC-D ΔED-E ΔNP03-A ΔNA-B ΔNB-C ΔNC-D ΔND-E = DP03-A.senAzP03-A = DB-C.932 + (-15.senAzP03-A = DC-D.720 = .cos9º27'06" = 36.

809 + (-20.389 5648.364 10.717 4437.909 = 5648.29 Projeções ΔE ΔN 21.521 = 5702. (m) 29.273 + (-33.717 + (.319 5719.387 .917 5702.273 = 5668.110 = 5669.11 + (-29.110 4436.80 36.233 .273 4419.790) = 5669.406) = 5699.790 -15.56 28.932 5669.03 33. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .752 = 5702.676) = 5699.364) = 5668.233 4) Montagem da planilha de cálculo E P03 P03 A B C D Ré P03 A B C PV A B C D E Angulo Horiz.Alagoas 97 NP03 NA NB NC ND NE = 5719.521 + 32.720 -20.20.015 32.521 4421.248 -33. 289º30'30" 176º24'06" 100º05'56" 129º11'20" Azimute 259º56'36" 89º27'06" 355º51'12" 275º57'08" 225º08'28" Dist.909 4430.669 5668.717 = NP03 + ΔNP03-A = NA + ΔNAB = NB + ΔNBC = NC + ΔNCD = ND + ΔNDE = 5719.20.706 5699.Ivancildo F.752 -2.676 Coordenadas E N 4416.44 23.774 -29.406 -0.

273 5668.521 5702.319 4437. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .706 4436.20.56 28.248 10.015 -2.917 4419.Alagoas 98 PLANILHA DE CÁLCULO ANALÍTICO POLIGONAL ABERTA SERVIÇO: Exemplo elucidativo LOCAL: TEODOLITO: AZIMUTE INICIAL: AzP03-A = 259˚56'36" COORDENADAS INICIAIS: EP03 = 4416.406 -29.110 5669.233 NP03 = 5719. .44 23.364 -20.676 COORDENADAS E 4416.717 ALTITUDES COTA CROQUI/ OBSER VAÇÕES P03 P03 A B C D A B C D E LEVANTAMENTO DE CAMPO: DATA: CÁLCULO: DATA: VISTO: DATA: Adaptado do formulário organizado pelo Professor Luiz Carlos da Silveira.387 -0.03 33.389 N 5719.717 5699.932 4421.80 36.909 5648.29 PROJEÇÕES ΔE 21.774 -15.720 ΔN .790 32.752 -33.319 FOLHA: Única E PV ÂNGULO HORIZONTAL º ' " 289 30 30 176 24 06 100 05 56 129 11 20 AZIMUTE º 259 89 355 275 225 ' 56 27 51 57 08 " 36 06 12 08 28 DISTÂN CIA (m) 29.669 4430.Ivancildo F.

00 P09 P08 P00 172º18' 90.40 P06 P05 P07 75º58' 75. Estas precisões são fornecidas pela NBR 13. no fechamento da poligonal.60 P02 P01 P03 197º14' 141. da ordem de 1/30000 ou melhor).10 P07 P06 P08 209º02' 88. do teodolito ou estação utilizada no levantamento topográfico.195 NP03 = 8959419. 1/4000 → para poligonais medidas a trena. Normalmente para precisão linear. O cálculo de uma poligonal fechada é idêntico ao cálculo de uma poligonal aberta. diferindo apenas na verificação e compensação dos erros cometidos.Alagoas 99 8.133 para os diversos tipos de poligonais. fundamentalmente. Horiz. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . 1/2000 → para poligonais medidas com trigonometria.20 P04 P03 P05 167º14' 96. A precisão angular depende. um polígono.Ivancildo F. desta forma. Poligonal fechada na mesma base A poligonal fechada na mesma base é caracterizada por ter o último vértice coincidindo com o vértice inicial.60 Azimute inicial Coordenadas de P00 AzP00-P01 = 274º EP03 = 757533. Exemplo elucidativo: Determinar as coordenadas em UTM dos vértices P01 à P09 da poligonal-escola fechada na mesma base P00 de coordenadas conhecidas: CADERNETA DE LEVANTAMENTO Estação Ré Pv Ang. Na poligonal fechada há controle de fechamento angular e linear a partir de uma precisão pré-estabelecida pela NBR 13. Distância (m) P00 P09 P01 122º12' 20.00 P05 P04 P06 166º56' 80.00 P01 P00 P02 121º08' 63.20 P03 P02 P04 97º13' 15. 1/10000 → para poligonais eletrônicas (dependendo da precisão da estação total pode-se chegar a precisões. são aceitos os valores: 1/1000 → para poligonais taqueométricas.50 P08 P07 P09 110º38' 60.4.244 Croqui: .2.133. formando.

n = número de vértices. É dado pela diferença entre a soma dos ângulos lidos em campo e a soma calculada pela expressão teórica: .Alagoas 100 Solução: 1) Soma dos ângulos internos A poligonal estará geometricamente fechada angularmente. se: ΣAi = 180º(n-2) Onde: ΣAi = soma dos ângulos internos. ΣAi = 180º (10 – 2) ΣAi = 1440º 2) Erro angular O erro angular dá uma idéia de precisão com que os ângulos foram medidos. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .Ivancildo F. Logo.

a.Ivancildo F. Erro distribuído = 00º07' = 00º00'42" 10 O ângulo compensado é obtido adicionando o erro distribuído do ângulo lido. a = metade da menor divisão da leitura do limbo horizontal. pois o valor encontrado é simplesmente um resíduo dos erros acidentais. Assim: Compensado em P00 Compensado em P01 Compensado em P02 Compensado em P03 Compensado em P04 Compensado em P05 Compensado em P06 Compensado em P07 Compensado em P08 = 122º12' + 42" = 121º08' + 42" = 197º14' + 42" = 97º13' + 42" = 167º14' + 42" = 166º56' + 42" = 75º58' + 42" = 209º02' + 42" = 110º38' + 42" = 122º12'42" = 121º08'42" = 197º14'42" = 97º13'42" = 167º14'42" = 166º56'42" = 75º58'42" = 209º02'42" = 110º38'42" . abaixo do qual o trabalho de leitura de ângulos é considerado de boa qualidade. 3) Erro admissível O erro admissível é aquele que expressa um limite para o erro angular.√n Eadm = erro angular admissível.Alagoas 101 Soma de campo = 1439º53' ΣAi = 1440º00' Erro angular = 1439º53' . dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . pois podem ocorrer compensações durante o levantamento. Logo.1440º00' = . m = valor de 1 a 3 de acordo com a precisão requerida para o levantamento. O sinal da correção deverá ser contrário do sinal do erro angular. n = número de vértices da poligonal. 4) Ângulo compensado Conhecido o erro angular. E = ± 3. √10 ≈ 00º04'45" A determinação desse erro não se constitui num índice rígido quanto à qualidade do trabalho.0º07' A distribuição desse erro pode ser feita em quantidades iguais por vértice.00º00'30". Ao final da compensação. Eadm = ± m. faz-se a sua distribuição igualmente entre os vértices. a soma dos ângulos compensados deve ser igual a soma determinada pela fórmula teórica.

111.Alagoas 102 Compensado em P09 = 172º18' + 42" = 172º18'42" Total 1440º00'00" 5) Azimutes AzP00-P01 AzP01-P02 AzP02-P03 AzP03-P04 AzP04-P05 AzP05-P06 AzP06-P07 AzP07-P08 AzP08-P09 AzP09-P00 = 274º = 274º + 121º08'42" – 180º = 215º08'42" + 197º14'42" .cosAz P02-P03 = D P03-P04.cos19º47'12" = 88.sen19º47'12" = 88.0353 = .cos331º47'18" = .Ivancildo F.1918 = 79.senAz P05-P06 = D P06-P07.00.00.6636 = 58.cosAz P01-P02 = D P02-P03.sen149º37'06" = 96.senAz P01-P02 = D P02-P03.00.senAz P02-P03 = D P03-P04.sen123º48'30" = 75.1018 Σ|ΔX‟| = 464.00.60.8374 7) Soma das projeções: ΣΔX‟ = -0.50.19.cos339º28'36" = 90.40.10.1720 = .20.sen232º23'24" = 15.cos 232º23'24" = 15.senAz P06-P07 = D P07-P08.sen331º47'18" = 20.sen215º08'42" = 41.3951 = -52.00.00.21.6391 = 66.4296 = 66.senAz P04-P05 = D P05-P06.senAz P08-P09 = D P09-P00.10.50.6112 = .cos 215º08'42" = 41.60. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .cosAz P08-P09 = D P09-P00.8046 = 25.86.180º = 136º51'48" + 166º56'42" – 180º = 123º48'30" + 75º58'42" –180º = 19º47'12" + 209º02'42" – 180º = 48º49'54" + 110º38'42" – 180º = 339º28'36" + 172º18'42" .9513 = .40.60.sen48º49'54" = 60.senAz P09-P00 = DP00-P01.70.cosAz P09-P00 = 20.cos136º51'48" = 80.sen136º51'48" = 80.180º = 215º08'42" = 232º23'24" = 149º37'06" = 136º51'48" = 123º48'30" = 19º47'12" = 48º49'54" = 339º28'36" = 331º47'18" Para conferência AzP00-P01 = 331º47'18" + 122º12'42" – 180º = 274º00'00" Ok! 6) Projeções ΔX‟P00-P01 ΔX‟P01-P02 ΔX‟P02-P03 ΔX‟P03-P04 ΔX‟P04-P05 ΔX‟P05-P06 ΔX‟P06-P07 ΔX‟P07-P08 ΔX‟P08-P09 ΔX‟P09-P00 ΔY‟P00-P01 ΔY‟P01-P02 ΔY‟P02-P03 ΔY‟P03-P04 ΔY‟P04-P05 ΔY‟P05-P06 ΔY‟P06-P07 ΔY‟P07-P08 ΔY‟P08-P09 ΔY‟P09-P00 = DP00-P01.senAzP00-P01 = D P01-P02.sen339º28'36" = 90.0056 = .2653 .6875 = 65.180º = 232º23'24" + 97º13'42" – 180º = 149º37'06" + 167º14'42" .cosAz P04-P05 = D P05-P06.44.1127 = .13.36.6209 = .senAz P07-P08 = D P08-P09.8294 = 1.20.8563 = 7.cosAz P07-P08 = D P08-P09.60.20.cos123º48'30" = 75.4652 ΣΔY‟ = 0.cos274º = 63.cosAz P03-P04 = D P04-P05.sen274º = 63.cosAzP00-P01 = D P01-P02.cos 149º37'06" = 96.20.cosAz P06-P07 = D P07-P08.cos48º49'54" = 60.cosAz P05-P06 = D P06-P07.2572 = 56.senAz P03-P04 = D P04-P05.0536 = .42.7359 = 70.

ΣΔX‟| Σ|ΔX‟| Cx = | ΔX‟.(19.000219176.9513) = 0.2842 9) Precisão A precisão indica o perímetro de levantamento para se obter o erro de 1 metro.(36.2653)2 ]½ = 0. P = 730.4652 CP00-P01 = 0.Alagoas 103 Σ|ΔY‟| = 532. Logo.7 0.004372 CP01-P02 = 0.4249 8) Erro linear O erro linear é dado pela fórmula: EL = [(ΣΔX‟)2 + (ΣΔY‟)2]½ Logo. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .60 = 2570.6112) = 0.000219176.(0.Ivancildo F. A precisão do levantamento é dada pela fórmula: P = Perímetro EL Onde: Perímetro = soma dos lados da poligonal. EL = [(-0.1018)2 + (0.000219176.008024 CP02-P03 = 0.024516 .8563) = 0.(111.2842 A precisão é anotada na forma de escala → P = 1:2570 10) Correções do Erro Linear: No eixo do X Cx = |ΔX‟.ΔX‟ 464.1018) | = 0. EL = erro linear.000219176.

(58.19.000219176.689185 = 65.000498286.(44.000498286.2653) | = 0.1720) = 0. observar que os sinais de Cx e Cy devem ser contrários aos sinais obtidos nos (ΣΔX‟ e ΣΔY‟).6875) = 0.3951) = 0.(1.2572) = 0.014386 = 0.027999 = 0.000219176.6112 + 0.1918) = 0.8374) = 0.(79. Assim.000498286.034907 = 0.8563 + 0.(13.001685 = 0.6636) = 0.(21.009387 No eixo do Y Cy =|ΔY‟.(56.035211 = 0.(86.653486 .004610 = 0.36. ΔXP00-P01 ΔXP01-P02 ΔXP02-P03 ΔXP03-P04 ΔXP04-P05 = = = = = ΔX‟P00-P01 + C P00-P01 ΔX‟P01-P02 + C P01-P02 ΔX‟P02-P03 + C P02-P03 ΔX‟P03-P04 + C P03-P04 ΔX‟P04-P05 + C P04-P05 = .000498286.000498286.000219176.111.6391) = 0.000219176.6875 + 0.000219176.008024 = .000498286.8294) = 0.19.0353) = 0.111.001685 = 65.000219176.603176 = .(65.Alagoas 104 CP03-P04 CP04-P05 CP05-P06 CP06-P07 CP07-P08 CP08-P09 CP09-P00 = 0.004372 = .005574 = 0.(66.(42.022291 = 0.(7.039782 11) Projeções compensadas As projeções compensadas são calculadas pelas fórmulas: ΔX = ΔX‟ + Cx ΔY = ΔY‟ + Cy Deve-se no cálculo das projeções compensadas.8046) = 0.000695 = 0.014642 = 0.024516 = 7.946928 = .000498286.36. Logo.025914 = 0.6391 + 0.7359) = 0. A soma das projeções compensadas deve ser zero.1127) = 0.4249 CP00-P01 CP01-P02 CP02-P03 CP03-P04 CP04-P05 CP05-P06 CP06-P07 CP07-P08 CP08-P09 CP09-P00 = 0.6209) = 0.ΔY‟ 532.ΣΔY‟| Σ|ΔY‟| Cy = | ΔY‟.014602 = 0. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .029029 = 0.006534 = 0.9513 + 0. Cx será positivo neste exemplo. porque ΣΔX‟ é negativo e Cy será negativo porque ΣΔY‟ é positivo.042938 = 0.000219176.831784 = 7.(52.000498286.(66.000498286.(70.4296) = 0.0056) = 0.000498286.0536) = 0.000498286.Ivancildo F.(70.014386 = .(0.(25.

004610 = .82 = 757504.52.23 = 8959281.364 + 79.4296 + 0.645 + (-111.80 8959420.03) = 8959368.104 = 8959154.16 = 8959337.1918 – 0.975 = 757530.394 = 8959269.015 + (-42.797618 =0 ΔXP05-P06 ΔXP06-P07 ΔXP07-P08 ΔXP08-P09 ΔXP09-P00 ΔYP00-P01 ΔYP01-P02 ΔYP02-P03 ΔYP03-P04 ΔYP04-P05 ΔYP05-P06 ΔYP06-P07 ΔYP07-P08 ΔYP08-P09 ΔYP09-P00 = = = = = = = = = = = = = = = ΔX‟P05-P06 + C P05-P06 ΔX‟P06-P07 + C P06-P07 ΔX‟P07-P08 + C P07-P08 ΔX‟P08-P09 + C P08-P09 ΔX‟P09-P00 + C P09-P00 ΔY‟P00-P01 + C P00-P01 ΔY‟P01-P02 + C P01-P02 ΔY‟P02-P03 + C P02-P03 ΔY‟P03-P04 + C P03-P04 ΔY‟P04-P05 + C P04-P05 ΔY‟P05-P06 + C P05-P06 ΔY‟P06-P07 + C P06-P07 ΔY‟P07-P08 + C P07-P08 ΔY‟P08-P09 + C P08-P09 ΔY‟P09-P00 + C P09-P00 = 66.027999 = 79.014602 = .634 + (-52.155 = 757504.006534 = .3951 – 0.44.974 = 8959283.244 + 1.69 = 757372.022291) = 70.43 = 757530.194 = 8959199.155 + 66.8294 + 0.405 = 757597.86.42.344 = 8959224.244 .03069 = .104 + (-44.44.8046 + 0.214938 = .194 + (-70.1720 – 0.0353 + 0.014642 = 25.76) = 8959152.005574 = 66.025914 = .60) = 757476.820013 =0 = 1.204 + 56.974 + 58.245 + (-36.635502 = .7359 –(-0.0056 – 0.64 = 757530.245 = 757476.39 = 8959420.204 = 8959339.039782 ΣΔY 12) Coordenadas planas-UTM XP00 XP01 XP02 XP03 XP04 XP05 XP06 XP07 XP08 XP09 XP00 YP00 YP01 YP02 YP03 YP04 YP05 YP06 YP07 YP08 YP09 YP00 = 757533.344 + 70.6636 – 0.604 + (-86.758191 = 70.042938 = .21.197 ok! = 8959419.505 + 65.110234 = -70.95) = 757513.65 = 757438.Ivancildo F.82) = 757513.86.031514 = .394 + (-13.975 + 25.8374 – 0.045 = 757576.03) = 757576. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .394405 = .029029 = 56.815 = 757372.13.63 = 8959222.405 + 66.83) = 757364.42.21.2572 – 0.163801 = 79.6209 + 0.195 = XP00 + ΔXP00-P01 = XP01 + ΔXP01-P02 = XP02 + ΔXP02-P03 = XP03 + ΔXP03-P04 = XP04 + ΔXP04-P05 = XP05 + ΔXP05-P06 = XP06 + ΔXP06-P07 = XP07 + ΔXP07-P08 = XP08 + ΔXP08-P09 = XP09 + ΔXP09-P00 = 8959419.09) = 8959199.604 = 8959282.Alagoas 105 = 66.819242 = 25.0536 – 0.435174 = 66.364 ≈ 8959419.009387 ΣΔX = 1.000695 = -52.21) = 8959282.015 = 757533.244 = YP00 + ΔYP00-P01 = YP01 + ΔYP01-P02 = YP02 + ΔYP02-P03 = YP03 + ΔYP03-P04 = YP04 + ΔYP04-P05 = YP05 + ΔYP05-P06 = YP06 + ΔYP06-P07 = YP07 + ΔYP07-P08 = YP08 + ΔYP08-P09 = YP09 + ΔYP09-P00 = 757533.20) = 8959269.088507 = .70.628389 = 58.645 = 757364.13.035211 = 58.1127 – 0.228171 = 56.195 + (-19.505 = 757438.034907 = .815 +7.405 + (-21.634 = 8959368.

797618 COORDENADAS LIDO º 122 121 197 97 167 166 75 209 110 172 ' 12 08 14 13 14 56 58 02 38 18 P00 P01 P02 P03 P04 P05 P06 P07 P08 P09 P01 P02 P03 P04 P05 P06 P07 P08 P09 P00 º 274 215 232 149 136 123 19 48 339 331 ' 08 23 37 51 48 47 49 28 47 " 42 24 06 48 30 12 54 36 18 20.005574 25.004610 -21.2653 Σ│ΔY’│ 532.6875 0.1 8959154.4652 .163801 79.946928 -36.4 75.1720 0.214938 -13.014602 66. (N-2) = 1440º00'00" ERRO = 00º07’ PRECISÃO (P) = PERÍMETRO EL 1440 00 00 730.9 8959283.1018 ΣΔX = 0 Σ│ΔX’│ 464.9 757530.4249 LEV.1 Y 8959420.0 80.3951 0.0 63.014386 65.029029 58. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .2 15.5 60.2 757476.628389 58.3 8959224. ΣΔY’ 0.5 757438.031514 -86.689185 65.Alagoas 106 PLANILHA DE CÁLCULO ANALÍTICO – POLIGONAL FECHADA NA MESMA BASE SERVIÇO: Exemplo elucidativo LOCAL: AZIMUTE INICIAL: AzP00-P01 = 274º E PV ÃNGULOS ER COMPEN RO SADO " " º ' " 00 42 122 12 42 00 42 121 08 42 00 42 197 14 42 97 13 42 00 42 00 42 167 14 42 00 42 166 56 42 75 58 42 00 42 00 42 209 02 42 00 42 110 38 42 00 42 172 18 42 AZIMUTE perímetro do IFAL Campus Palmeia dos Indios TEODOLITO: Wild de precisão 6” COORDENADAS INICIAIS: XP00 = E P00 = 757533.006534 -13.2 8959339.820013 PROJEÇÃO NO EIXO Y CALCU CORRE COMPEN LADA ÇÃO SADA ΔY’ CY ΔY 1.024516 -111.6 141.6112 0.635502 -21.5 757576.2572 0.0 757533.0353 0.394405 -52.Ivancildo F. YP00 = N P00 = 8959419.2 SOMA 1439 53 00 180.8374 0.819242 25.0056 0.228171 56.025914 -52.8563 0.653486 66.197 .cosAz DATA: 1996 DATA: 1996 Adaptado do formulário organizado pelo professor Luiz Carlos da Silveira .758191 70. ALUNOS DATA: 1996 .088507 -44.1 757504.1 8959199. E E ALUNOS ERRO LINEAR(EL) = [(ΣΔX‟)2 + (ΣΔY‟)2] ½ .8 757372.6 8959282. (m) PROJEÇÃO NO EIXO X CALCU CORRE COMPEN LADA ÇÃO SADA ΔX’ CX ΔX -19.2653 -0.6 757364.2842 1/2570 CÁLCULO: VISTO: PROF.8294 0.7359 0.6636 0.0536 0.2 96.6391 0. PROJEÇÕES ΔX‟ = D.: PROF.4 757597.027999 56.senAz ΔY‟ = D.0 90.8046 0.1918 0.6 X 757513.014642 66.6 8959368. ΣΔX’ Σ│ΔX’│ CY = ΔY’.042938 -86.831784 7.3 8959419. CORREÇÕES CX= ΔX’.008024 -36.1018 ΣΔX’ -0.034907 -70.004372 -19.1 88.03069 -42.435174 66.000695 1.244 DIST.119234 -70.035211 70. ΣΔY’ Σ│ΔY’│ ΣΔY = 0 ERRO PRECISÃO LINEAR 0.039782 79.001685 7.3 8959269.022291 -44.6 DISTRIBUIÇÃO DO ERRO: 42” por vértice 0.9513 0.603176 -111.1127 0.6209 0. TOPOGRAF.009387 -42.4296 0.

comparadas com as projeções calculadas.714 YP14 = 475. Poligonal fechada em base diferente ou enquadrada A poligonal fechada em base diferente parte de uma linha de uma poligonal fechada e chega numa outra linha da mesma poligonal ou de outra poligonal cujos pontos das linhas são conhecidos.210 P14 D P15 175º17'56" Azimute de saída AzP01-P02 = 177º28'03" Coordenadas da estação de XP02 = 1119.009 A P02 B 288º44'07" 120.119 saída Coordenadas das estações de XP14 = 1405.770 C B D 305º40'16" 123. um polígono aberto. Desta forma são conhecidos: Estação de saída.714 YP02 = 343. este é calculado pela diferença entre as coordenadas de chegada e as coordenadas de saída. Neste tipo de poligonal o erro angular é dado pela diferença entre o azimute de chegada existente e o azimute de chegada calculado. Vante de chegada. Ré de saída. Coordenadas.3. B. Elementos a levantar: Azimute na chegada.129 chegada XP15 = 1402. Estação de chegada. Projeções. Azimute na saída (pode não ser conhecido).015 B A C 71º05'06" 152. Horiz.127 YP15 = 606. Exemplo elucidativo: Determinar as coordenadas dos vértices A.220 D C P14 16º15'37" 139.4. ambos de coordenadas conhecidas: CADERNETA DE LEVANTAMENTO Estação Ré Pv Ang. Quanto ao erro linear.Ivancildo F. mas de coordenadas iniciais e finais conhecidas.Alagoas 107 8.723 . Caracteriza-se pelo último vértice não coincidir com o vértice inicial. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . C e D de uma poligonal enquadrada que partiu de um ponto P02 e findou num ponto P14. desta forma. formando. Distância (m) P02 P01 A 43º54'53" 136.

Alagoas 108 Croqui: N ● P01 P15 ● AzP01-P02 P14 A C P02 B D Solução: 1) Azimutes AzP01-P02 AzP02-A AzA-B AzB-C AzC-D AzD-P14 AzP14-P15 2) Erro angular O erro angular do levantamento é calculado na linha P14 – P15 pela diferença entre o azimute de chegada (conhecido) e o calculado. porque o Az estará entre 180º e 360º .Ivancildo F. Az = Az' Az = 360º . o termo „azimute calculado‟ precisa ainda ser conhecido: Calcula-se AzP14-P15 pela fórmula Az'P14-P15 = arc Cos ∆Y = 177º28'03" = 177º28'03" + 43º54'53" – 180º = 41º22'56" + 288º44'07" .180º = 166º52'25" + 16º15'37" – 180º = 3º08'02" + 175º17'56" – 180º = 41º22'56" = 150º07'03" = 41º12'09" = 166º52'25" = 3º08'02" = 358º25'58" D Sendo.Az' → Sempre que ∆X for positivo → Sempre que ∆X for negativo. Erro angular P14-P15 = AzP14-P15 (conhecido) – AzP14-P15 (calculado) Mas. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .180º = 150º07'03" + 71º05'06" – 180º = 41º12'09" + 305º40'16" .

senAzA-B = DB-C.senAzC-D = DD-P14.015. Logo ∆Y= YP15 – YP14 = 606.senAzB-C = DC-D.Alagoas 109 Onde: ∆Y= projeção da linha no eixo das ordenadas.5" = 120.999635374 = 1º33'40.senAzD-P14 = 136.5" = 166º52'39" = 3º08'19.770.senAzP02-A = DA-B.sen166º52'39" = 139. D = comprimento da linha 14-15.594)2 ]½ = 131.sen41º22'59.594 ∆X = XP15 – XP14 = 1402. faz-se a sua distribuição igualmente da estação de saída (P02) até a estação de chegada (P14).5" = 358º26'19" .587 D = [∆X2 + ∆Y2 ]½ = [(-3.723 – 475.129 = 131.sen3º08'19.594 = arc Cos 0.358º25'58" = 000º00'21" 3) Azimute compensado Conhecido o erro angular.99" 131.6388 = 27.9144 = 59.5" 6 A correção deve ser acumulada a cada estação.Az‟ = 360º . Ao final da compensação.5" = 358º25'58" + 21" = 41º22'59.1º33'40.sen41º12'19. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .sen150º07'10" = 152.5" = 150º07'10" = 41º12'19.Ivancildo F.210.5" = 89.0" = 41º12'09" + 10. Erro distribuído = 21" = 3.009.7907 = 100. o AzP14-P15 (calculado) deverá ser igual ao AzP14-P15 (conhecido): AzP02-A Compensado AzA-B Compensado AzB-C Compensado AzC-D Compensado AzD-P14 Compensado AzP14-P15 Compensado 4) Projeções ΔX‟P02-A ΔX‟A-B ΔX‟B-C ΔX‟C-D ΔX‟D-P14 = DP02-A.220.642 AzP14-P15 = 360º .6428m Az‟P14-P15 = arc Cos131.5" = 150º07'03" + 7.714 = -3.9751 = 7.587)2 + (131.99" = 358º26'19" Finalmente Erro angular = AzP14-P15 (conhecido) – AzP14-P15 (calculado) Erro angular = 358º26'19" .5" = 166º52'25" + 14" = 3º08'02" + 17.5" = 123.127 – 1405.6223 = 41º22'56" + 3.

Ivancildo F.cosAzC-D = DD-P14.0012 ΔY‟P02-A ΔY‟A-B ΔY‟B-C ΔY‟C-D ΔY‟D-P14 = DP02-A.cosAzD-P14 = 136.000 – 285.01 Erro Y = 132.cos166º52'39" = 139.770.941 Σ|ΔX‟| = 285.0482 = -104.103 7) Precisão A precisão indica a distância de levantamento para se obter o erro de 1 metro.ΣΔX’ Sendo ΣΔX = XP14 (chegada) – XP02 (saída) ΣΔX = 1405.000 Erro X = 286.cos41º22'59.926 Σ|ΔY‟| = 580.0842)2 ]½ EL = 0.009.0609 = 114.052 6) Erro linear O erro linear é dado pela fórmula: EL = [(ErroX)2 + (ErroY)2]½ ErroX = ΣΔX .015.ΣΔY’ Sendo ΣΔY = YP14 (chegada) – YP02 (saída) ΣΔY = 475.941 ΣΔY‟ = 131.0842m Finalmente EL = [(0.941 = 0.059m ErroY = ΣΔY .9258 = 0.714 ΣΔX = 286.cosAzP02-A = DA-B. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .5" = 123.5" = 120.129 – 343.5" 5) Soma das projeções: ΣΔX‟ = 285.714 – 1119.cos150º07'10" = 152.cosAzB-C = DC-D.220.0023 = 139.cos41º12'19.059)2 + (0.cosAzA-B = DB-C.Alagoas 110 = 102.9396 = -120.119 ΣΔY = 132.210.cos3º08'19. A precisão do levantamento é dada pela fórmula: .01 – 131.

(59.000145159.(102.016684 = -0.Alagoas 111 P = Perímetro EL Onde: Perímetro = soma dos lados da poligonal.020178 9) Projeções compensadas As projeções compensadas são calculadas pelas fórmulas: .0012) = 0.ΔX‟ 285.103 A precisão é anotada na forma de escala → P = 1: 6516.ErroX| Σ|ΔX‟| Cx = | ΔX‟.(100.ΔY‟ 580.(114.(27.059) | = 0.005772 = 0.0609) = 0.001573 No eixo do Y Cy = |ΔY‟.74 0.000145159.000145159.(7.(-104. P = 671.017419 = 0.000206336.020765 = 0.Ivancildo F.224 = 6516.(-120. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .0482) = 0.7907) = 0.(0.74 8) Correções do Erro Linear: No eixo do X Cx = |ΔX‟.0023) = 0.(89.000206336.ErroY| Σ|ΔY‟| Cy = | ΔY‟.014813 = -0.000206336.9144) = 0.015105 = 0.9396) = 0.0842) | = 0.(139.941 CP02-A CA-B CB-C CC-D CD-P14 = 0.000206336.052 CP02-A CA-B CB-C CC-D CD-P14 = 0.018552 = 0.000145159.6388) = 0.000206336.000206336.6223) = 0. EL = erro linear.000145159.(0.012336 = 0. Logo.000145159.9751) = 0.

6596 = 1370.0023 + (-0.0760 = 114.020765 = 27.0214 = 131.06 = 336.0012 + 0.65 + 59.9563 = -120.0000 = 102.65 = 1269.06 → OK! .0214 = 445.014813 = -104.45 + 100.71 → OK! = 343.6239 = 286.0197 = 336.7907 + 0.04 + 139. ΔXP02-A ΔXA-B ΔXB-C ΔXC-D ΔXD-P14 ΔYP02-A ΔYA-B ΔYB-C ΔYC-D ΔYD-P14 = = = = = = = = = = ΔY = ΔY‟ + Cy ΔX‟P02-A + C P02-A ΔX‟A-B + C A-B ΔX‟B-C + C B-C ΔX‟C-D + C C-D ΔX‟D-P14 + C D-P14 ΔY‟P02-A + C P02-A ΔY‟A-B + C A-B ΔY‟B-C + C B-C ΔY‟C-D + C C-D ΔY‟D-P14 + C D-P14 = 89.9751 + 0.8030 = 100.9144 + 0.6239 = 1209.714 + 89.6388 + 0.8030 = 1269.0630 = -104.0760 = 341.18 -104.9563 = 456.9809 = 1398.0630 = 445.Ivancildo F.11 = 456.11 + 114.Alagoas 112 ΔX = ΔX‟ + Cx Logo.005772 = 7.001573 ΣΔX = 89.9329 = 1209.18 = 341.945 = 102.11 = 1398.06 – 120.016684 = -120.119 + 102.018552 = 59.017419) = 139.020178 ΣΔY 10) Coordenadas XP02 XA XB XC XD XP14 YP02 YA YB YC YD YP14 = 1119.6223 + 0. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .012336 = 100.45 = 1370.6596 = 27.09 = 1405.0197 = 139.015105) = 114.1095 + 27.119 = YP02 + ΔYP02-A = YA + ΔYA-B = YB + ΔYB-C = YC + ΔYC-D = YD + ΔYD-P14 = 1119.9329 = 59.9809 = 7.0482 + 0.714 = XP02 + ΔXP02-A = XA + ΔXA-B = XB + ΔXB-C = XC + ΔXC-D = XD + ΔXD-P14 = 343.0609 + (-0.09 + 7.04 = 475.9396 + 0.

016684 114.9144 0.0482 0.119 AZ.714 Y14 = 475.009 120.65 445. ErroY = ΣΔY – ΣΔY’ = (Ychegada – Ysaída) .015105 -104.015 152.6223 0. CHEGADA: X14 =1405.5 52 39 08 19. SAÍDA: XP02 = 1119.001573 7.005772 27.9396 0.770 123.220 139.0842 Σ│ΔY’│ 580.5 7.9751 0.0012 0.017419 -120.0 10.5 07 10 12 19.ΣΔY’ .7907 0.014813 102.CHEGADA: Az14-15 = 358º26'19" AZIMUTE CALCULAD O º ' " ER RO " AZIMUTE CORRIGIDO º ' " DIST.012336 59.020178 139.018552 89. CY = ΔY’.941 ERRO Y 0.5”/vértice ERRO X 0. (m) 136. Σ│ΔX’│ Σ│ΔY’│ ERRO LINEAR (EL) =[(ErroX)2+(ErroY)2] ½ ErroX = ΣΔX – ΣΔX’ = (Xchegada – Xsaída) .9563 1370.SAÍDA: AzP0-P02 = 177º28'03" COORD.052 E.ΣΔX’ .0609 -0.9809 7.18 -104. CORREÇÕES CX = ΔX’.945 DATA: DATA: DATA: Adaptado do formulário organizado pelo professor Luiz Carlos da Silveira.0214 1405.74 VISTO: PRECISÃO(P) = PERÍMETRO .Ivancildo F.06 AZIMUTE CALCULADO AZIMUTE CONHECIDO ERRO 671.9329 59.6596 27.6239 PROJEÇÃO NO EIXO Y CALCUCORRE COMPEN COORDENADAS LADA ÇÃO SADA ΔY’ CY ΔY X Y 102.020765 100.059 Σ│ΔX’│ 285.06 -120.04 139.11 114.129 E PV ÂNGULOS LIDOS º ' " TEODOLITO: YP02 = 343.714 COORD.0197 1398. .11 456.210 P02 A B C D A B C D 14 43 288 71 305 16 54 44 05 40 15 53 07 06 16 37 41 150 41 166 3 358 358 22 07 12 52 08 25 26 56 03 09 25 02 58 19 21 3. PROJEÇÕES ΔX’ = D.conAz LEV. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .0023 -0. Linear 0.Alagoas 113 PLANILHA DE CÁLCULO ANALÍTICO – POLIGONAL ENQUADRADA SERVIÇO: Exemplo elucidativo LOCAL: FOLHA nº: Única AZ.ERROX .224 DISTR ERRO ANGULAR ACUMULADO 3.6388 0.0760 1269.0630 1209.5 14 17.45 341.senAz ΔY’ = D.TOPOGRÁFICO: CÁLCULO: ΣΔX’ 286 ΣΔY’ 131.5 PROJEÇÃO NO EIXO X CALCU CORRE COMPEN LADA ÇÃO SADA ΔX’ CX ΔX 89.103 PRECISÃO 1/6516.5 41 150 41 166 3 22 59.71 475.8030 100.ERROY .09 336.

bem como. evidentemente. P11. Uma vez demarcada e levantada a poligonal principal (aberta ou fechada). estrategicamente. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . A precisão resultante do levantamento dependerá.Alagoas 114 8. ressaltando-se que o fechamento desta independe dos pontos irradiados. os ângulos horizontais entre os alinhamentos que possuem „P‟ como vértice. este método é bastante útil em projetos que exigem “amarração” de detalhes. Croqui: . A execução dos cálculos para a obtenção das coordenadas dos diversos pontos avistados pode ser feita na mesma planilha de cálculos da poligonal principal (poligonal fechada ou enquadrada). P12 e P13 a partir da poligonal-escola de coordenadas previamente levantadas. do tipo de dispositivo ou equipamento utilizado. um ou mais pontos „P‟ pertencentes a essa poligonal. de onde possam ser avistados os pontos que definem o detalhe a levantar.5.Ivancildo F. o método consiste em escolher. Exemplo elucidativo: Determinar as coordenadas planas-UTM dos pontos irradiados P10. Assim. deste ponto „P‟ são medidas as distâncias (através dos métodos de medição de distâncias horizontais conhecidos) aos pontos definidores do referido detalhe. Levantamento por irradiação Conhecido também como método das coordenadas polares.

046) = 757544.20.cos187º49'00" = 70.sen246º40'42" = 20.6 EP12 = EP02 + ΔEP02-P12 = 757476.3 Azimute saída Az P01-P02 = 215º08'42" AzP08-P09 = 339º28'36" Solução: 1) Azimutes AzP01-P02 = 215º08'42" AzP02-P12 = 215º08'42" + 142º14'00" – 180º = 177º22'42" AzP02-P13 = 177º22'42" + 172º13'50" – 180º = 169º36'32" AzP08-P09 = 339º28'36" AzP09-P10 = 339º28'36" + 87º12'06" – 180º = 246º40'42" AzP09-P11 = 246º40'42" + 121º08'18" – 180º = 187º49'00" 2) Projeções ΔEP02-P12 ΔEP02-P13 ΔEP09-P10 ΔEP09-P11 ΔNP02-P12 ΔNP02-P13 ΔNP09-P10 ΔNP09-P11 3) Coordenadas = DP02-P12.6 + 8.senAzP09-P10 = DP09-P11.10.28 .00 P09 P08 P11 121º08'18" 20.23 NP02 = 8959368.senAzP02-P13 = DP09-P10.27 EP13 = XP12 + ΔEP01-P13 = 757547.cosAzP02-P12 = DP02-P13.834 = 16.0 N = 8959339.00.043 = 8959459. Distância (m) P02 P01 P12 142º14'00" 71.senAzP09-P11 = DP02-P12.62.24 NP13 = NP12 + ΔNP02-P13 = 8959377.Ivancildo F.62.cos169º36'32" = 29.942 = -12.27 + (-3.673 = 757547.cos177º22'42" = 82.62 Coordenadas P02 E = 757476.640 = 82.6 Coordenadas P09 E = 757576. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .6 N = 8959368.senAzP02-P12 = DP02-P13.cos246º40'42" = 20.947 = 8.cosAzP09-P10 = DP09-P11.20 P02 P01 P13 172º13'50" 82.cosAzP02-P13 = DP09-P10. Horiz.047 A partir do vértice P02 EP02 = 757476.6 + 70.00.673 = -3.046 = 28.sen169º36'32" = 29.cosAzP09-P11 = 71.24 + 82.sen177º22'42" = 82.Alagoas 115 Caderneta de campo CADERNETA DE LEVANTAMENTO Estação Ré Pv Ang.64 = 8959377.6 NP12 = NP02 + ΔNP02-P12 = 8959368.043 = -1.20.sen187º49'00" = 71.10.10 P09 P08 P10 87º12'06" 29.

52 . dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .834) = 8959337.94 + (-12.0 + 28.Ivancildo F.99 NP09 = 8959339.047 = 8959393.94 EP11 = XP12 + ΔEP09-P11 = 757604.942 = 757604.47 NP11 = NP12 + ΔNP09-P11 = 8959377.947) = 757591.3 NP10 = NP09 + ΔNP09-P10 = 8959339.0 EP10 = EP09 + ΔEP09-P10 = 757576.Alagoas 116 A partir do vértice P09 EP09 = 757576.47 + 16.3 + (-1.

.

4296 0.2 757604.4 8959393.8046 0.8294 0.Alagoas 118 PLANILHA DE CÁLCULO ANALÍTICO – POLIGONAL FECHADA NA MESMA BASE SERVIÇO: Exemplo elucidativo AZIMUTE INICIAL: AzP00-P01 = 274º E PV ÃNGULOS ER COMPEN RO SADO " " º ' " 00 42 122 12 42 00 42 121 08 42 00 42 197 14 42 97 13 42 00 42 42 167 14 42 00 00 42 166 56 42 75 58 42 00 42 42 209 02 42 00 00 42 110 38 42 00 42 172 18 42 00 50 06 18 - LOCAL: perímetro da UNED/PIn TEODOLITO: Wild de precisão 6” COORDENADAS INICIAIS: XP00 = E P00 = 757533.009387 -42.001685 7.635502 -21. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .004610 -21.2653 Σ│ΔY’│ 532.9 757530.1018 ΣΔX’ -0.831784 7.Ivancildo F.0536 0.039782 79.244 AZIMUTE º 274 215 232 149 136 123 19 48 339 331 ' 08 23 37 51 48 47 49 28 47 " 42 24 06 48 30 12 54 36 18 20.1127 0.758191 70.9 757591.0 63.2 757544.628389 58.1720 0. TOPOGRAF.2 96.046 28.5 757438.394405 -52.673 -3.62 DIST.2 8959337.022291 -44.2572 0.947 0.6875 0.042938 -86.004372 -19.942 -12.2 8959377.2842 1/2570 CÁLCULO: VISTO: PROF.03069 -42.640 82.163801 79. (N-2) = 1440º00'00" ERRO = 00º07’ PRECISÃO (P) = PERÍMETRO EL .0 757533.435174 66.0 20.014602 66.6 71. ΣΔY‟ Σ│ΔY‟│ .214938 -13.9 Y 8959420.9513 0.005574 25.1 88.6 8959368.1018 CY = ΔY‟.819242 25.035211 70.025914 -52.10 29.000695 1.014386 65.9 8959283.820013 70. ΣΔX‟ Σ│ΔX‟│ ERRO LINEAR(EL) = [(ΣΔX‟)2 + (ΣΔY‟)2] ½ .027999 56.6 DISTRIBUIÇÃO DO ERRO: 42” por vértice CORREÇÕES CX= ΔX‟.2 82. (m) PROJEÇÃO NO EIXO X CALCU CORRE COMPEN LADA ÇÃO SADA ΔX’ CX ΔX -19.5 757576. YP00 = N P00 = 8959419.4249 LEV.834 16.6 8959282.7359 0.: PROF.008024 -36.653486 66.6391 0.8 757372.797618 8.8563 0.2 757476.2 8959339.2 8959459.029029 58.946928 -36.0 90. E E ALUNOS COORDENADAS X 757513.1 8959154.5 60.5 LIDO º 122 121 197 97 167 166 75 209 110 172 142 172 87 121 ' 12 08 14 13 14 56 58 02 38 18 14 13 12 08 P00 P01 P02 P03 P04 P05 P06 P07 P08 P09 P02 P02 P09 P09 P01 P02 P03 P04 P05 P06 P07 P08 P09 P00 P12 P13 P10 P11 SOMA 1439 53 00 180.6 757364.1 757547.043 -1.4 75.1 8959199. PROJEÇÕES ΔX‟ = D.2 15.197 .1918 0.1 757504.2653 PROJEÇÃO NO EIXO Y CALCU CORRE COMPEN LADA ÇÃO SADA ΔY ΔY’ CY 1.cosAz DATA: 1996 DATA: 1996 .047 -0.689185 65.034907 -70.014642 66. ΣΔX = 0 Σ│ΔX’│ 464.6 141.6209 0.8374 0.4 757597. ALUNOS DATA: 1996 ΣΔY = 0 ERR LINEAR PRECISÃO 0.031514 -86.228171 56.3 8959224. 1440 00 00 730.4652 ΣΔY’ 0.119234 -70.3 8959269.006534 -13.6112 0.0 80.0353 0.3 8959419.6636 0.603176 -111.senAz ΔY‟ = D.088507 -44.3951 0.024516 -111.0056 0.

os pontos que definem o detalhe a levantar. Croqui: - .6. simultaneamente. exigindo que se tenha uma poligonal principal demarcada e levantada (aberta ou fechada). este método é bastante útil em projetos que exigem “amarração” de detalhes inacessíveis. não um. seja pela distância ou por obstáculos intransponíveis. não deixa de ser semelhante ao método anterior. A precisão resultante do levantamento dependerá. Os pontos topográficos a serem levantados serão definidos pelas interseções dos lados de ângulos horizontais medidos das extremidades da base estabelecida na poligonal. Porém.Ivancildo F. pode-se aproveitar a planilha de cálculos da poligonal principal. deve-se escolher na poligonal. Levantamento por interseção a vante Conhecido também como método das coordenadas bipolares. evidentemente. mais dois vértices „P‟ e „Q‟ subseqüentes (Ambos extremos de um mesmo alinhamento – linha base) que possam avistar. do tipo de dispositivo ou equipamento utilizado. que delimitam a fachada de um terreno existente em uma área externa e inacessível da poligonal-escola de coordenadas previamente levantadas. Para a execução dos cálculos das coordenadas bipolares dos diversos pontos avistados. Exemplo elucidativo: Determinar as coordenadas planas-UTM dos pontos P14 e P15. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 119 8. Desta vez.

cotgAzP00-P14 . dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 120 Caderneta de campo LEVANTAMENTO DE CAMPO Estação Ré Pv Ang.244 Coordenadas P09 E = 757576.197 N = 8959419. Da trigonometria.cotgAzP00-P14) – (YP09 . P09 P08 P14 214º33'00" P09 P08 P15 244º31'50" P00 P09 P14 300º18'06" P00 P09 P15 325º48'18" Coordenadas P00 E = 757533.NP15) por interseção das linhas oblíquas P00-P14 com P09-P14 e P00-P15 com P09-P15: N N P15 N N P14 ● ● Az3P00-P14 P00 P09 Az3P00-P15 P00 P09 Az3P09-P14 Az3P09-P15 Coordenadas do ponto P14 XP14 = (YP00 – XP00.3 Azimute saída Az P08-P09 = 339º28'36" AzP09-P00 = 331º47'18" Solução: 1) Azimutes AzP08-P09 = 339º28'36" AzP09-P14 = 339º28'36" + 214º33'00" = 554º01'36" ou 194º01'36" AzP09-P15 = 339º28'36" + 244º31'50" = 584º00'26" ou 224º00'26" AzP09-P00 = 331º47'18" AzP09-P14 = 331º47'18" + 300º18'06" = 632º05'24" ou 272º05'24" AzP09-P15 = 331º47'18" + 325º48'18" = 657º35'36" ou 297º35'36" 2) Coordenadas Estamos diante da interseção de retas oblíquas nos pontos P14 e P15.XP09.cotgAzP09-P14) cotgAzP09-P14 .0 N = 8959339.Ivancildo F.NP14) e (EP14. pode-se conhecer as coordenadas dos pontos (EP14. Horiz.

tg297º35'36") – (757576.cotg224º00'26") cotg224º00'26" .0 – 12638948.3 -757576.3tg194º01'36") tg194º01'36" .97) -0.tgAzP09-P14) tgAzP09-P14 .tgAzP00-P15 YP15 = (757533.244.119 – 8422318.0 + 8381328.244.cotg297º35'36") – (8959339.244 -757533.197 – 8959419.YP09.76) – (757576.244 -757533.8715 XP14 = 8959438.4107009 – (-1.3 + 809821.97 = 1.tgAzP00-P14 YP14 = (757533.96 +11881372.864457) XP15 = 9614274.cotg272º05'24" XP14 = (8959419.294 YP15 = (XP00 – YP00.3tg224º00'26") tg224º00'26" .371 = 1191955.36) – (757576.3 – 537020.0 – 8959339.3 -757576.(-0.244 + 654854.tg272º05'24") – (757576.5733244 XP15 = 757603.8749) – (8959339.5038) -1.71270998 XP14 = 757485.cotg194º01'36") cotg194º01'36" .521 – 9769160.197 + 10364213.tgAzP00-P14) – (XP09 .197 – 8959419.YP09.tg272º05'24" YP14 = (757533.tg297º35'36" YP15 = (757533.9294) 0.068964043 – (-0.tgAzP09-P15) tgAzP09-P15 .2298 YP14 = (XP00 – YP00.cotgAzP09-P15) cotgAzP09-P15 .5674961 XP15 = 8959359.0.0 – 8959339.76) 1.35625406) XP14 = 9229293.cotgAzP00-P15 XP15 = (8959419.2773) – (8959339.0.7088674 .806985) XP14 = 25906493.cotgAzP00-P15) – (YP09 .tgAzP00-P15) – (XP09 .804 = -0.167 .cotg297º35'36" XP15 = (8959419.56 – 9138904.XP09.935485 – (-2.197 + 25148960.76 = 2. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 121 XP14 = (8959419.199 Coordenadas do ponto P15 XP15 = (YP00 – XP00.1567952) XP15 = 11121746.197.cotg272º05'24") – (8959339.197.748 1.Ivancildo F.244 + 269874.

02 03 01 AB observador Com o passar dos tempos o problema de Pothenot também foi implantado na solução de problemas rotineiros da topografia em pontos de difícil acesso em áreas rurais e urbanas. O navegador visava três pontos na costa (faróis 03. determinava sua posição no mar. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 122 8.Ivancildo F. e através da geometria.Y) conhecidas: Croqui 02 03 ^ 2' ' ^ 2" ^ D ' ^ C ' 01 ^ ^ AB ' ' P04 Considerando como dados: . 02 e 01. media os ângulos A e B. foi inicialmente concebido para utilização em navegação.7. por exemplo). Levantamento por interseção a ré O problema de interseção à ré ou problema de Pothenot. quando através dele foi possível observar e medir os ângulos aos pontos inacessíveis 01. 02 e 03 de coordenadas (X. Exemplo elucidativo: Determinar por Pothenot as coordenadas do ponto topográfico P04.

701 Y03 = 112. porque o Az estará entre Az = 360º .215 Ponto 02 Ponto 03 X02 = 57.964 X03 = 10.015m 2) Azimute das linhas 01-02 e 02-03: Conhecidas as coordenadas da linha 01-02.31 Y01 = 106.Az' Onde: ∆Y= projeção da linha no eixo das ordenadas.Az‟01-02 = 360º .3768 D02-01 54.701 – 106. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 123 Ponto 01 X01 = 108.354m Linha 02-03: D02-03 = [(X03 .64" = 292º08'30.415 Ângulo horizontal medido A = 34º36'20" B = 38º41'20" Solução: 1) Comprimento das linhas 01-02 e 02-03: Linha 01-02: D01-02 = [(X02 – X01)2 + (Y02 – Y01)2 ]½ D01-02 = 54.36" Az01-02 = 292º08'30. D = comprimento da linha 01-02.64" Sendo ∆X (X02 – X01) < 0 Az01-02 = 360º . Daí.Ivancildo F.X02)2 + (Y03 – Y02)2 ]½ DGPS02-03 = 50.215) = arccos 0. Az‟01-02 = arccos(Y02 – Y01) = arcos(126.354 Az‟01-02 = 67º51'29.67º51'29.033 Y02 = 126. calcula-se o azimute Az'01-02: Az'01-02 = arcCos ∆Y D Analisando Az em função do Az': Az = Az' → Sempre que ∆X da linha for positivo → 180º e 360º Sempre que ∆X da linha for negativo.36" .

3" = 360º ^ ^ C + D = 145º26'38.415 – 126.015 Az‟02-03 = 106º35'48.7" 3) Ângulo ^ = ^ + ^ : 2 2' 2" ' ' ' Az02-03 02 N ^ 2 ' 03 01 Az01-02 ^ Az02-03 = Az01-02 + 2 ± 180º ' Onde ^ 2 = Az02-03 – Az01-02 ± 180º ' ^ 2 = 253º24'11. tg(D – C) = tg(D + C) .3" 4) Ângulos D e C: ^ + ^ + ^ + ^ + ^ = 360º A B C D 2 34º36'20" + 38º41'20" + C + ^ + ^ D 141º15'41. Az‟02-03 = arccos (Y03 – Y02 ) D02-03 Az‟02-03 = arccos (112. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 124 Analogamente.7" Por outro lado.3" Az02-03 = 253º24'11.3" Sendo ∆X (X03 – X02) < 0 Az02-03 = 360º .7" .Ivancildo F.36" ± 180º ^ 2 = 141º15'41.106º35'48.292º08'30.285634) 50.701) = arccos (-0.Az‟02-03 = 360º . K – 1 2 2 K +1 .

341929365 D – C = -2º20'30. 03 e 04.00635773700187 K+1 0.00635773700187) 2 2 tg(D – C) = .70" ^ -C= D ^ Logo.0.88" ^ C = 73º53'34.82" -2º20'30.987364857 D02-03 sen B 50.arctg (-0.987364857 + 1 Substituindo os valores na expressão acima.1 = .015 .95" Os ângulos C e D são determinados a partir do sistema de duas equações a duas incógnitas ^ ^ D + C = 145º26'38. sen 38º41'20" K -1 = 0. tg(D – C) = tg(145º26'38.020440035) (D – C) = .95" 5) Lados 03-04 e 01-04: Do triângulo de vértices 02. sen 34º36'20" = 0.020440035 2 (D – C) = 2. (-0.354 .7") . ^ D = 71º33'03.Ivancildo F. 02 03 ^ 2' ' ^ D ' ^ A ' 04 .0. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 125 K = D01-02 sen A E= 54.987364857 .2.

A = 180º .82" 2” ' ^ 2” = 67º25'05.354 . 02 e 04.88" .12" ' Numa relação de senos. 02 ^ 2” ' ^ C ' 01 ^ B ' 04 ^ ^ ^ 2” + B + C = 180º ^ = 180º . D01-04 = D01-02 sen 2” sen B ^ D01-04 = D01-02 sen 2” = 54.C = 180º .71º33'03.18" ' Numa relação de senos. sen73º50'36.34º36'20" 2‟ ' ^ 2‟ = 73º50'36.D .015 .12" s ' sen A sen34º36'20" D03-04 = 84.38º41'20" .588m Do triângulo de vértices 01.Ivancildo F.18" s ' sen B sen38º41'20" D01-04 = 80. sen67º25'05. D03-04 = D02-03 sen 2‟ sen A ^ D03-04 = D02-03 sen 2‟ = 50.73º53'34.B . dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 126 ^ ^ ^ 2‟ + D + A = 180º ^ = 180º .287m .

no escritório.215 + 80.73º53'34. também chamada de marcação.82" ± 180º Az01-04 = (292º08'30. a locação pode ser efetuada usando-se os dois sistemas de coordenadas conhecidos: .5" X04 = 58.8. também chamado de medição.7" + 71º33'03. cosAz03-04 Y04 = 112.287. irá locá-los no terreno.163 Coordenadas (X04 . Y04) do vértice 04 a partir do ponto 01. X04 = X01 + D01-04 . X04 = X03 + D03-04 . Basicamente.415 + 84.5" ^ Az03-04 = Az02-03 + D ± 180º ' Az03-04 = 253º24'11.36" . senAz03-04 X04 = 10.sen218º14'55. senAz01-04 X04 = 108. O projeto da obra.Ivancildo F.163 8.88" ± 180º Az03-04 = 144º57'15. Fase da locação Conforme dito no início deste capítulo.5" Coordenadas (X04 .606 Y04 = Y03 + D03-04 .606 Y04 = Y01 + D01-04 .588.cos218º14'55. o profissional vai ao terreno obter medidas de ângulos e distâncias para. Y04) do vértice 04 a partir do ponto 03. no entanto.5" Y04 = 43.82" ± 180º Az01-04 = 218º14'55.cos144º57'15. Para isso.73º53'34.73º53'34.287.31 + 80. calcular e desenhar. deverá ser implantado no terreno.36" – 180º) .sen144º57'15. munido dos dados do projeto.5" X04 = 58. os dados foram previamente elaborados no escritório através de um projeto. locação é a operação inversa do levantamento.588.5" Y04 = 43.82" ± 180º Az01-04 = 112º08'30. Na locação. No levantamento. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 127 6) Coordenadas do vértice 04: Precisa-se de ^ Az01-04 = Az02-01 – C ± 180º ' Az01-04 = (Az01-02 – 180º) . o profissional em topografia.033 + 84. cosAz01-04 Y04 = 106.

não significa apenas sua locação no plano.1. e as coordenadas polares (ângulo em uma direção e uma distância) para locar pontos. loca-se a posição do gabarito que deve contornar a área de construção.50 metros para que os pontaletes (de caibros ou eucaliptos) possam ser . no sistema de coordenadas retangulares. Para as locações dos pilares. Como os alinhamentos para vigas e baldrames são a base do projeto. devendo constar ainda: ▪ Planta de locação do gabarito.Ivancildo F. O processo de locação de um edifício. blocos. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 128 ▪ Retangulares ▪ Polares Como regra geral. blocos. Locação de residências O processo de locação de uma residência é praticamente semelhante ao de um prédio com vários andares. ▪ Planta de amarração dos eixos aos demais elementos estruturais (estacas. Não observar tal arrasamento (nível adotado para corte da cabeça de estacas. estacas ou tubulões. pilares e demais elementos estruturais. observando-se uma folga entre as paredes e o sarrafo de 1. por exemplo) fatalmente acarretará grandes prejuízos. por exemplo. É necessário observar as diversas cotas de apoio e de arrasamento para sapatas. o uso das coordenadas retangulares é mais favorável. blocos. Difere apenas no controle da verticalidade e transferência dos alinhamentos para os andares superiores (etapa que independe da presença de um profissional em topografia).30 a 1. Todavia. pode-se afirmar que as coordenadas retangulares ou cartesianas são melhores para locar alinhamentos. vigas baldrames e as paredes deve-se dispor da planta de arquitetura e estrutura. gastos adicionais desnecessários e grandes dificuldades de execução. ▪ Cotas de arrasamentos das sapatas. estacas ou tubulões. estas informações são insuficientes para a locação. tubulões. O procedimento de locação no campo: Para um bom controle de locação de uma residência ou prédio devemos seguir os seguintes passos: ▪ De posse da planta com os eixos.8. tubulões ou estacas. 8. Os engenheiros calculistas normalmente entregam ao engenheiro de obra os cálculos estruturais constando de dimensões das vigas. pilares e vigas baldrames). sapatas isoladas ou corridas.

dois pontos A e B. A partir do ponto B. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 129 utilizados como futuras "passarelas” dos andaimes. e transversalmente à linha que o gerou.Ivancildo F. O primeiro ponto “amarrado”. aleatoriamente. por exemplo. Área a construir ▪ Loca-se. Essa locação não carece da presença do profissional em topografia. na linha do meio fio e o segundo (B) na transversal dessa linha e dentro da área a construir. . Registra-se esse cruzamento colocando um prego em cada seccionamento. cria-se uma linha que vai de encontro às faces da tábua corrida.

por exemplo. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 130 Após tal locação. . Caso ocorra diferença devemos verificar e corrigir eventuais erros.Ivancildo F. Se estas diagonais tiverem o mesmo valor significa que construímos ou demarcamos realmente um quadrilátero. Somente após a total correção é que deveremos continuar a locação da obra. verificando essas medidas por meio de medidas aleatórias (X) e de diagonais do retângulo. estica-se uma linha através do uso de diastímetro e fazem-se medidas aleatórias de tamanho (Y).

blocos.Ivancildo F. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 131 ▪ Concluída a verificação da ortogonalidade dos eixos aleatórios é que iniciaremos a locação (na tábua corrida) dos diversos eixos fornecidos pelo projetista estrutural. iremos esticando linhas 2 a 2 e as interseções estarão no mesmo prumos do local escolhido pelo projeto para a cravação das estacas ou tubulões. A fixação dos eixos e feito por intermédio de cravação de pregos nas quatro faces da tábua corrida. . vigas baldrames e paredes. pilares. amarra-se a eles as respectivas estacas ou tubulões. Depois de terminada a cravação de todos os pregos necessários. Por exemplo. a estaca X tem seu local fixado pela interseção de duas linhas esticadas: uma do prego “Ax” ao prego “Ax” e outra do prego “Ay” ao “Ay”. A amarração deve ser efetuada sempre pelos eixos. Após a demarcação desses eixos.

▪ Identificar as estacas ou tubulões em função da cota de arrasamento. das vigas baldrames e paredes. encarregado. Preparar para o mestre. Com esta cota do gabarito podemos marcar todas as cotas de arrasamento das estacas.Ivancildo F. transferir a cota do RN para o gabarito (que deve estar nivelado). . dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 132 ▪ Deve-se ainda. construtor ou operador de máquina do estaqueamento uma galga para cada valor de arrasamento. ▪ Após a conclusão das locações dos eixos. Esta galga deve ter como referência a cota da parte superior do gabarito. caberá ao mestre de obra ou construtor a colocação de pregos laterais que marquem a largura necessária para abertura da vala.

. sendo que os pedreiros abrem a vala um pouco maior do que a largura do alicerce.Ivancildo F. sem revestimento). É importante também o controle da profundidade da vala. com 20 cm a largura da viga baldrame (dado em função do projeto estrutural. Este último par de pregos pode ser dispensado. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 133 A Figura anterior mostra um conjunto de pregos que 2 a 2 marcam com 12 cm a largura da parede (só tijolo. normalmente coincidem com a largura da parede) e com 40 cm a largura da vala. controlada através de uma galga.

porque além de só podermos contar efetivamente com elas.1. compreende-se determinar a área com limites pré-fixados. sendo estas transformadas em grandezas naturais. Para alcançar esses objetivos. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 134 09. todas as construções apóiam-se em projeção horizontal. uma área de um terreno é calculada segundo as projeções dos seus limites. CÁLCULO DE ÁREA 9. Assim sendo. as áreas avaliadas topograficamente são aquelas que realmente nos interessam. através de medições feitas diretamente no terreno. Para fins legais. Deve-se considerar que. três são os processos empregados. este capítulo enfoca a medida das áreas topográficas. antes ou após os cálculos.Ivancildo F. Introdução Na medição da área de um terreno. dependendo do maior ou menor rigor com que se deseja a avaliação da área: ▪ Processo geométrico ▪ Processo analítico ▪ Processo mecânico . usando-se as grandezas gráficas (desenhos) medidas nas plantas topográficas. obedecendo-se à escala da planta. por meio de números que representam as diversas dimensões obtidas ou.

c 2 2 2 Cos B = c + a – b 2.2.a Pela fórmula dos co-senos (para lados) a2 = b2 + c2 – 2. escolher a forma mais conveniente de decomposição.cosA b2 = c2 + a2 – 2. o cálculo da área total.b. Processo geométrico Pela decomposição do polígono em figuras geométricas conhecidas Consiste em dividir o polígono em figuras geométricas conhecidas.cosB c2 = a2 + b2 – 2.a.a. a fim de que as fórmulas geométricas conhecidas de cálculo de áreas possam ser aplicadas. Algumas expressões básicas para triângulos: Seja um triângulo qualquer de lados a.a 2 2 2 Cos C = b + a – c 2.c. diante das dificuldades apresentadas em cada caso. b e c e ângulos A. Neste processo.Ivancildo F. B e C: C b a A c B Pela fórmula dos senos: A a = Sen A b a Sen B A a = c a Sen A Sen C A b = c a Sen B Sen C Pela fórmula dos co-senos (para ângulos) 2 2 2 Cos A = b + c – a 2.cosC .b.b. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 135 9.b. posteriormente.c. fazer o cálculo da área de cada uma dessas figuras e.c. cabe.

(A + C) A b = c a Sen B Sen C b = a a Sen B Sen A c = b. o cálculo da área será deduzido da seguinte maneira: C B = 180º .sen.senA a B = arc.senA a senC = c.senA 2 . b. c. Dado um triângulo qualquer com dois lados b e c conhecidos.Ivancildo F.cosA senB = b. ÁREA = b.senA a A a = c a Sen A Sen C Portanto. por exemplo.senA a C = arc.senC senB a = b.senB 2.senA senA b A a B c A Portanto. por exemplo.b.sen.senA 2. o cálculo da área será deduzido da seguinte maneira: C b A A c a = Sen A a B b a Sen B a2 = b2 + c2 – 2. e o ângulo A por eles formados. e os ângulos adjacentes A e C também conhecidos. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 136 Deduções para cálculo de áreas: 1.c.c. 2 ÁREA = b .senC. Dado um triângulo qualquer com um lado b.

(s – a).h PARALELOGRAMO 2. b e c conhecidos.(l + h) l.h TRAPÉZIO a+b+c+d [h. e suas respectivas fórmulas para o cálculo de área: NOME FIGURA PERÍMETRO ÁREA QUADRADO 4. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 137 3. por exemplo. o cálculo da área será deduzido da seguinte maneira: C S= a+b+c 2 b A a B Área = [s.Ivancildo F.l l2 ou [d2]÷2 RETÂNGULO 2.d ou 2.R2 .(s – b).h)÷2 CÍRCULO π.(s – c)]½ c Veja a seguir outras formas geométricas.(a + b)] ÷2 TRIÂNGULO a+b+c (b. Dado um triângulo qualquer com três lados a.R π.π.(l + s) l.

dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 138 Exemplo elucidativo: Seja calcular a área de um polígono fechado. assim determinadas. onde existem limites sinuosos no mesmo: Solução: A2 A1 A3 A4 A5 A7 A6 A8 Como se pôde observar. Área = A1 + A2 + A3 + A4 + A5 + A6 + A7 + A8 Os métodos a serem descritos. permitirão calcular a área do lado sinuoso do perímetro com melhor precisão. a seguir. conforme mostra a figura abaixo. Portanto. . o lado curvo dessa área foi substituído pelos lados planos. A soma das áreas parciais geradas.Ivancildo F. dará a área total (aproximada) do polígono topográfico.

yn dos respectivos trapézios.d.[(y1 + yn) + 2.. Quanto maior o número de trapézios. necessariamente.. y2.. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 139 Pela fórmula de Bezout Este processo permite a obtenção do valor da área (S) através da divisão do polígono em um número qualquer de trapézios “n”. . em um número par de trapézios. ..... y2. + yn-1)] 2 Esquema: Pela fórmula de Simpson Desta vez o polígono deve ser dividido. maior será a proximidade entre a área calculada e a natural.(y2 + y3 + y3 + .Ivancildo F. tendo todos eles a mesma altura “d” e ordenadas “y1. tendo todos eles a mesma altura “d” e ordenadas “y1. y3. . Fórmula de Bezout: S= 1 . yn dos respectivos trapézios.. y3.

usando os métodos de Simpson. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 140 Fórmula de Simpson: S = 1 . yn dos respectivos trapézios..( y2 + yn-1)] 2 2 2 Exemplo elucidativo: Calcular a área do polígono abaixo..(y2 + y4 + … + yn-1) + 1 .. y3.(y3 + y5 + y7 + .[(y1 + yn) + 2.1 . ..Ivancildo F. também para a altura “d” e ordenadas “y1.(y1 + yn) . Bezout e Poncelet: . y2. seguindo a divisão par de trapézios no polígono. + yn-2) + 4.d.( y2 + y4 + y6 + ... + yn-1)] 3 Esquema: Pela fórmula de Poncelet Analogamente.[4..d. Fórmula de Poncelet: S = 1 .

5 + … + 79.0 63.2m2 .(y2 + y3 + y3 + ..5) .0) + 1 .0 + 56.d. + yn-2) + 4.Ivancildo F.14..(57.( y2 + yn-1)] 2 2 2 S = 1 .0 + 63. + 79.1 .5m2 Comprimento (m) 80..0 + 63.14.5) + 4..0)] 2 S = 11630..0 55.5) + 2.(y2 + y4 + … + yn-1) + 1 .5 + 55.7m2 Usando Poncelet: S = 1 .0 90.0)] 3 S = 11631.0 + … + 79. + yn-1)] 3 S = 1 .5 60.5 Abscissa Y8 Y9 Y10 Y11 Y12 Y13 Comprimento (m) 68.(56..d.0 + 55.( y2 + y4 + y6 + .5 79.(y3 + y5 + y7 + .[4.0 + 60.0 57. + yn-1)] 2 S = 1 .0 + 79.0)] 2 2 2 S = 11632.0 56.0 + 60.[(80.0 + 61.[4.0 + 60..(80.(y1 + yn) .5 Usando Simpson: Fórmula de Simpson: S = 1 .5 + 61.d.0 76.[(y1 + yn) + 2.0 + 55.5 61.5) + 2. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 141 Dados os valores (fora de escala) Abscissa Y1 Y2 Y3 Y4 Y5 Y6 Y7 Solução: Usando Bezout: S = 1 .5 + .5 + … + 91.(57.0 91.1 .(57.(57..[(80.[(y1 + yn) + 2.14.0 60.

y3) + … + (xn + x1).39 949. Fórmula: 2S = [(x1 + x2).82 Coordenada Y (m) 1000.Ivancildo F.. também.31 904. + xn.(x1 .(y1 .[(x1. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 142 9.02 799.62 839. + x1. Processo analítico O método é aplicável para poligonais de lados retos..14 850. 1) Por Gauss (ou determinante) Este método é função das coordenadas retangulares dos vértices da poligonal.y2 + x2.y3 + .. permitindo obter valor da área apenas por cálculos.00 980. usando o método de Gauss e área dupla: ponto 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 Coordenada X (m) 1000.y1 + x3.(x2 .81 864.(xn .20 .36 863. das coordenadas retangulares dos vértices da poligonal.x2) + (y2 + y3).78 997.y2) + (x2 + x3).x3) + … + (yn + y1).yn)] 2 2) Por área dupla Este método é função.45 831.3..03 920. ou seja.x1)] Exemplo elucidativo 1: Calcular a área de um polígono de coordenadas conhecidas. não necessita fazer divisões na área a determinar.(yn . Áreas sinuosas não podem ser determinadas por esse processo.(y2 .96 971.y4 + .00 1001.y2 + x4.22 1063.85 1042. 2S = [(y1 + y2).(x2. Fórmula: S = 1 .05 943.y3 + x3.94 735.18 805.y1) .y1)] Ou.

37 ÷ 2 = 29613. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 143 Solução: Usando Gauss Cálculo de área Método de Gauss .00 + + + + + + + + + Coordenada Y (m) _ 1000.00 _ _ _ _ _ _ _ _ _ Cálculos 1001.81 864.45 831.36 Produto dos ( .00 + 980.96 971.05 943.determinante Ponto 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 01 Coordenada X(m) 1000.22 1063.Ivancildo F.37 .20 1000.39 Produto dos (+) = 8456212.03 Área (S) = (soma algébrica) ÷ 2 920.) = 8396984.94 735.62 839.91 863.91 59227.78 997.85 1042.18 805.02 Soma algébrica = 8456212.28 949.31 904.14 850.00 = 59227.8396984.28 799.68m2 .82 1000.

94 735.00 + 1001.16 1649.31 904.22 1063.50 -118331.17 -79. (Y)m 1000. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 144 Usando a área dupla Cálculo de área – Área dupla Soma binária Ponto 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 01 Coord.00 Coord.00 2061.05 943.18 805.04 ---- 71397.96 971.65 -163017.39 ΔY Áreas duplas 1980.03 86.83 -7.00 + 980.00 1001.63 21.07 2106.44 -66.08 64.93 1744.39 -2752.78 997.82 ---2 52.68 -139070. (X)m 1000.76 -70.99 1669.39 ∑Y Diferença binária 1000.03 920.05 .27 1876.Ivancildo F.68 .00 1000.37 29613.39 19.37 ou 59227.69 -65.39 .53 21922.80 ---- 100079.03 42.75 1812.36 82222.72 -39202.71 153046.60 87353.00 – 1001.45 202691.50 1713.65 -66.44 37522.39 949. (-1.04 121537.22 -56.81 864.96 1535.88 -13174.14 850.05 2001.36 863.45 831.82 ---- 1950.73 1923.07 1670.68 ou 29613.82 1000.12 1540.27 39927.47 -119995.63 -58.60 111.62 839.22 13.79 -111261.84 1784. 19.05 ΔX 1000.00 – 980.82 -25.39) ∑XΔY 2001.20 ---- 36.23 1920.67 2042.20 1000.95 -1.12 50.85 1042.74 1969.50 1775.95 ∑YΔX 1980.05 ∑X 1000.96 ---- Soma Área (m ) = |soma ÷ 2 | -59227.87 -102576.00 980.20 -108319.02 799.

08 – Vernier do braço traçador. 11 – Vernier da carruagem.Apoio da mão.4. 07 – Parafuso de ajuste do vernier. 02 – Braço do pólo.Ivancildo F.4. Componentes: 01 – Braço traçador. 14 – Barra de zeragem. a partir de leitura feita em uma carruagem que deve percorrer todo a margem da mesma. 05 . 09 – Disco de revolução. O método mecânico do planímetro polar é rápido e proporciona ótima avaliação de uma área topográfica. 04 – Amplificador traçador. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 145 9. Planímetro polar consiste num instrumento mecânico capaz de medir áreas por linhas retas e sinuosas. O uso deste método tem sido largamente utilizado para desenhos que possuem formas irregulares (sinuosidades). 9. 06 – Parafuso de blocagem do vernier. 03 – Base do peso do pólo. Processo mecânico Este processo se caracteriza pelo emprego de instrumento que fornece automaticamente a área de uma superfície. . 12 – Parafuso de apoio da carruagem.1. 10 – Disco de medição. Constituição dos planímetros Os planímetros são constituídos de duas hastes de metal e um conjunto em forma de engrenagem contendo discos graduados. 13 – Carruagem.

32 m2 0.4. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 146 9. O primeiro método será empregado.08 cm2 8.3 0.72 m2 1.Com o pólo do planímetro fora dessa área.5 m2 3.Ivancildo F. Operacionalização A fim de se obter melhores resultados com o planímetro é essencial que a planta topográfica ou carta seja estendida e fixada sobre um superfície plana e na horizontal. . coloque o braço traçador com a carruagem sobre a planta e insira a bola do final do braço do pólo no receptáculo da carruagem.6 m2 2. Portanto.88 m2 8 m2 18 m2 32 m2 50 m2 72 m2 200 m2 288 m2 800 m2 3200 m2 5000 m2 7200 m2 20000 m2 24265 .Com o pólo do planímetro dentro dessa área. Para assentar o planímetro sobre a mesa.5 m2 40 m2 62.00 cm2 200 cm2 0. O instrumento está montado e em condições de uso.0 0.28 m2 2 m2 2.1 cm2 10 cm2 250 cm2 0. pois dá melhores resultados e demanda poucos cálculos: O modelo de tabela abaixo é exclusivo do aparelho de número de série 06270. Há dois métodos que se pode empregar na medição de uma área: . não servindo para nenhum outro. TRACE ARM LENGTH 1:1 1:10 1:50 1:100 1:200 1:250 1:300 1:400 1:500 1:600 1:1000 1:1500 1:2000 1:2500 1:3000 1:5000 1:6000 1:10000 1:20000 1:25000 1:30000 1:50000 CONSTANT 149.5 m2 0.9 m2 1.1 m2 0. cada aparelho deve estar acompanhar de sua tabela.2.6 m2 10 m2 22.5 m2 90 m2 250 m2 360 m2 1000 m2 4000 m2 6250 m2 9000 m2 25000 m2 23103 116.625 m2 0.08 m2 0.4 m2 0.

Escolhido o braço traçador 149.3 ou 116. move-se a carruagem grosseiramente até este arranjo. Segure a ponta do amplificador traçador no ponto de partida e com a barra do zero na parte frontal da carruagem (14) ajuste o botão de medidas e zere as leituras. e através dos parafusos (6) e (7) leva-se o vernier até o ponto desejado no braço traçador.Marque o ponto de partida nas margens da figura.A leitura: Ao percorrer o perímetro. obteve-se leituras finais de 2396. 3º algarismo – leitura do número fracionário do disco de medição. 2390 e 2384 ao final de três observações.Para os resultados serem mais rigorosos. Certifique-se que o amplificador traçador percorrerá toda a margem da área. . por exemplo.0 no sistema métrico. Para cada revolução completa do tambor horizontal deve-se adicionar 10000 unidades vernier à leitura final. o planímetro oferecerá quatro algarismos. 2º algarismo – leitura do número inteiro do disco de medição. conforme tabela série nº 06270. Mova o peso do pólo até a posição onde o ângulo entre o braço traçador e o braço do pólo formem aproximadamente um ângulo reto. Senão ajuste o peso do pólo ou divida a área em duas ou mais partes. Cada algarismo provém de uma leitura sobre uma das peças do planímetro que são: 1º algarismo – leitura do disco de revolução ou contador de voltas. . dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 147 . .Risque cuidadosamente a linha da margem em direção horária até o ponto de partida. que justapostos em uma determinada ordem formam um número que associado à escala da planta dá o valor da área em “m2” ou “ft2” (pés). Exemplo elucidativo: Assumindo uma figura na escala 1:2000 e o braço traçador do planímetro polar de valor selecionado (149.Ivancildo F.3). Multiplique esse número pelo valor da roda do vernier como indicado na tabela métrica ou inglesa adotada.Coloque o amplificador traçador (4) no centro da área a ser medida. 4º algarismo – leitura do vernier da carruagem. A área do desenho será: Solução: Média das três leituras = (2396 + 2390 + 2384) ÷ 3 = 2390 . sempre mantendo o ponto central do círculo do traçador na linha da margem. devem-se repetir as operações indicadas e tomar a média deles. . .Faça a leitura dos discos. .

A área da figura é 2390.3). obtendo-se 40m2.Ivancildo F.40 = 95600 m2. . dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 148 O valor por unidade de área é determinado na tabela pelo cruzamento da linha (escala 1:2000) com a coluna (comprimento do braço 149.

No entanto. nenhuma requereu informações de campo que permitisse a representação do relevo do terreno. rede elétrica. porque foi levado em consideração apenas o levantamento da parte plana do mesmo. Referência de nível Chama-se altura de um ponto em altimetria o comprimento da perpendicular baixada deste ponto sobre um plano horizontal denominado superfície de nível de comparação. Isto. já que muitos projetos necessitam apenas desse tipo de levantamento. 10. loteamentos.1. recebe o nome de altitude geoidal (ortométrica). por exemplo. Quando é referida à superfície do geóide. a seguir. como localizar o posteamento. rede de esgotos e tantos outros. a diferença de nível recebe o nome de altitude elipsoidal. ou ser tomada em relação ao geóide ou elipsóide. a superfície de nível referida a uma superfície de nível qualquer recebe o nome de cota (nível aparente). como preencher planilhas de cálculos de cotas ou altitudes e. e as alturas recebem a denominação de altitudes: Nas ilustrações. Essa superfície de nível pode ser tomada arbitrariamente.Ivancildo F. se torna indispensável.2. finalmente. Introdução Conforme vimos às etapas de levantamento topográfico planimétrico. será mostrado como medir a distância vertical entre pontos. adução de água. a representação altimétrica do terreno. a partir do levantamento topográfico. este capítulo se destina ao conhecimento dos métodos que permitirão a representação do terreno em forma de cotas e altitudes. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 149 10. na elaboração de projetos para aterros. barragens. porque susidiará a tomada de decisões nos projetos seguintes. de forma que os cabos não toquem o chão? Diante do exposto. Para tanto. se não se conhece a micro-bacia a montante do mesmo? E numa rede de distribuição de energia. Basta citar. LEVANTAMENTO ALTIMÉTRICO 10. e as alturas dos diferentes pontos característicos com ela relacionados recebem a denominação de cotas. A cota B cota Superfície física da terra Superfície de nível arbitrada(RN) . o caso da construção de barragens: como conhecer o volume de água a acumular num maciço de terra a construir. e quando a superfície do geóide é a referência. como cotá-los. estradas.

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A Altitude geoidal

B Altitude geoidal

Superfície física da terra

Superfície geoidal A Altitude elipsoid al B Altitude elipsoid al Superfície física da terra

Superfície elipsoidal As cartas topográficas editadas pelo IBGE, e outros órgãos possuem altimetria referenciada ao geóide. Em levantamentos de altitude com rastreadores GPS, as altitudes elipsoidais obtidas são referenciadas ao datum escolhido para visualização, cabendo ao operador do GPS transformar as altitudes elipsoidais para altitudes ortométricas (também conhecidas como MSL). Assim, ao se fazer a escolha no rastreador, para altitudes MSL, um Modelo Geoidal Global é então acionado pelo dispositivo de controle do rastreador, calculando a ondulação geoidal para as coordenadas Ф e λ determinadas. Em conseqüência, é desta maneira que o rastreador transforma altitudes elipsoidais em ortométricas. Acontece que a modelagem geoidal utiliza o princípio da interpolação para o cálculo da ondulação, o que o torna inexato, comprometendo a precisão final alcançada em termos altimétricos. O geoposicionamento GPS pelo método diferencial, minora sobremaneira a degradação altimétrica.

10.3. Nivelamento Para determinar as diferenças de nível entre os pontos característicos da altimetria de um terreno, é necessário proceder a um trabalho topográfico denominado Nivelamento, através de aparelhos denominados níveis, podendo ser usados teodolitos quando o método requerer ângulos verticais. Portanto, nivelamento é a operação topográfica que consiste na determinação da diferença de nível entre dois ou mais pontos do terreno. São dois os referenciais de nivelamento:

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Referencial de nível verdadeiro ▪ Nivelamento barométrico – obtido pela diferença de pressão com a altitude do ponto, tendo como princípio que, para um determinado ponto da superfície da terra, o valor da altitude é inversamente proporcional ao valor da pressão atmosférica. Devido a sua fragilidade, é dispensável em operações topográficas. Atualmente, com os avanços da tecnologia GPS e dos níveis laser e digital, esse método não é mais empregado, mas é possível, no entanto, utilizar-se dos seus equipamentos para trabalhos rotineiros de reconhecimento.

Altímetro digital com precisão de até 0,04m

▪ Nivelamento GPS – fornece resultados extremamente satisfatórios, quando no modo diferencial.

Referencial de nível aparente Obtido pela diferença de nível entre pontos de cotas arbitrárias. O inconveniente do emprego das cotas, nos nivelamentos, é a impossibilidade de não se poder relacionar plantas provenientes de levantamentos topográficos diferentes. Assim, se dispusermos de duas plantas topográficas de terrenos diferentes, e desejando determinar a diferença de altura entre dois pontos nelas fixados, não será possível esta determinação se as alturas dos respectivos pontos estiverem expressas em cotas, visto que para cada um dos levantamentos se tomou uma superfície de comparação arbitrária, para se determinar as alturas dos respectivos pontos.

10.4. Métodos gerais de nivelamento Os métodos de nivelamento utilizados para a determinação das diferenças de nível e o posterior transporte da cota ou altitude, são nivelamento geométrico simples, nivelamento geométrico composto, taqueométrico e trigonométrico.

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10.4.1. Nivelamento geométrico simples A determinação da diferença de nível entre dois pontos, ou entre um ponto e diversos outros pontos, é efetuada com o nível estacionado num único local, ou seja, o nível é colocado em uma posição tal que seja possível visar a mira colocada em qualquer dos pontos do nivelamento. Em particular, quando mais de um ponto é nivelado, a partir de um ponto ocupado pelo nível, costuma-se chamar nivelamento por irradiação.

LA

LB

LC

LD

LE

LF

C

RN (A)

B

E

D

F

RN

De acordo com a ilustração vista, o nível foi estacionado em um ponto conveniente sobre a linha a nivelar, de onde podem ser visados todos os pontos necessários: B, C, D, E e F além do RN; Visadas Ré – é a visada que é efetuada no RN (A) ponto de cota ou altitude conhecida. É a primeira visada do nivelamento;  Vante – é a visada nos pontos de cota ou altitude a determinar (B, C, D, E, F); Cálculos  Plano de referência (PR) – eqüivale a soma da altura do ponto visado em ré e a leitura da mira no mesmo ponto. É dado pela fórmula: PR = RN (A) + LA
 Cota ou altitude – eqüivale a diferença entre o plano de referência, que passa no centro ótico da luneta do nível, e a leitura na mira no mesmo ponto.

Cota ou altitude = PR - LM

E e F a partir da caderneta de nivelamento abaixo: CADERNETA DE NIVELAMENTO GEOMÉTRICO SIMPLES Leitura na mira Cota ou Est. Nivelamento geométrico composto A determinação da diferença de nível entre diversos pontos é efetuada através de mudanças sucessivas do nível. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 153 Exemplo elucidativo: Determinar as cotas dos pontos B.2. Aconselha-se cravar um piquete nos pontos de mudança. numa associação de nivelamentos geométricos simples. PR Altitude Ré Vante RN(A) 1295 10520 B 1610 C 890 D 2733 E 1800 F 3125 Solução: PR = cota + ré = 10520 + 11815 CotaB = PR – VanteB = 11815 – 1610 CotaC = PR – VanteC = 11815 – 890 CotaD = PR – VanteD = 11815 – 2733 CotaE = PR – VanteE = 11815 – 1800 CotaF = PR – VanteF = 11815 – 3125 Preenchimento da caderneta de campo = 10205 = 10925 = 9082 = 10015 = 8690 CADERNETA DE NIVELAMENTO GEOMÉTRICO SIMPLES Leitura na mira Cota ou Est. D. para evitar a perda do ponto enquanto ocorre a mudança de posição do nível.Ivancildo F. PR Altitude Ré Vante A(Ha) 1295 11815 10520 B 1610 10205 C 890 10925 D 2733 9082 E 1800 10015 F 3125 8690 10. C. . para cada posição do instrumento. é relacionar devidamente as medições. A única preocupação.4. neste caso.

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O nivelamento geométrico composto pode ser de poligonal aberta e de poligonal fechada:

Nivelamento geométrico composto de poligonal aberta É o caso mais comum de nivelamento, onde o ponto de partida do nivelamento não é o mesmo ponto de chegada. Neste nivelamento, se quiser saber o erro de fechamento vertical, é necessário fazer a operação de contra-nivelamento. O ponto final será aquele de partida. A precisão do nivelamento: Emáx = 2.e.(μ)½ Onde: Emáx = Erro máximo aceitável; e = precisão do nível utilizado; μ = extensão da poligonal; Ec = Cota final – Cota inicial Onde: Ec = Erro cometido; Cota inicial = cota de partida do nivelamento; Cota final = última cota do contra-nivelamento; Δη = Ec / NºPR Onde: Δη = distribuição do erro; Ec = erro cometido; NºPR = número de planos de referência; OBS: O erro deve ser distribuído em partes iguais nos pontos de estacionamento do instrumento, ou seja, nos PR.

Exemplo elucidativo: A caderneta de campo, a seguir, é resultado de um nivelamento realizado em 7 vértices (A, B, C, D, E, F, e G) de uma poligonal aberta. Verificar o erro de fechamento

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vertical, distribuindo-o ao longo dos pontos levantados, e calcular as cotas finais desses pontos: Dados complementares: - Precisão do nível utilizado: 1,5mm/Km ; - Extensão da poligonal somente ida: 1,2Km ; - Cota inicial (partida da poligonal em RN): 12370mm; - Cota final (chegada do contra-nivelamento em RN): 12378mm;

Solução: 1) Erros e distribuição: Emáx = 2.e.(μ)½ = 2.1,5.(1,2)½ Emáx = 3,286mm Ec = Cota final – Cota inicial = 12378 – 12370 Ec = 8mm > Emáx ! Considerando apenas a metade de Ec para a ida, já que temos um contranivelamento, teremos Ec = 4mm 2 Δη = 4 = 1mm/PR 4 2) Altitudes provisórias (sem as correções): PRRN = cotaRN + réRN = 12370 + 4800 = 17170 Altitude provisóriaA = PRRN – PIA = 17170 – 4655 = 12515 Altitude provisóriaB = PRRN – PIB = 17170 – 3700 = 13470 Altitude provisóriaC = PRRN – PIC = 17170 – 4500 = 12670 PRC = Altitude provisóriaC + réC = 12670 + 2330 = 15000 Altitude provisóriaD = PRC – PMD = 15000 – 4990 = 10010 PRD = Altitude provisóriaD + réD = 10010 + 4128 = 14138

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156 = 14138 - 4748 = 9390 = 14138 – 760 = 13378

Altitude provisóriaE = PRD – PIE Altitude provisóriaF = PRD – PMF

PRF = Altitude provisóriaF + réF = 13378 + 2800 = 16178 Altitude provisóriaG = PRF – PIG = 16178 - 1535 = 14643 Altitude provisóriaH = PRF – PMH = 14178 - 4650 = 11528 3) Altitudes definitivas (após as correções): Altitude definitivaRN Altitude definitivaA Altitude definitivaB Altitude definitivaC Altitude definitivaD Altitude definitivaE Altitude definitivaF Altitude definitivaG Altitude definitivaH = 12370 não corrige = 12515 – 1 = 12514 = 13470 – 1 = 13469 = 12670 – 1 = 12669 = 10010 – 2 = 10008 = 9390 – 3 = 9387 = 13378 – 3 = 13375 = 14643 – 4 = 14639 = 11528 – 4 = 11524

4) Preenchimento da caderneta de campo CADERNETA DE NIVELAMENTO GEOMÉTRICO Est. Visada Visada Vante Altitude Correção Altitude PR Ré provisória Definitiva PI PM RN 4800 17170 12370 12370 1 A 4655 12515 12514 1 B 3700 13470 13469 1 C 4500 12670 12669 2330 15000 2 D 4990 10010 10008 4128 14138 3 E 4748 9390 9387 3 F 760 13378 13375 2800 16178 4 G 1535 14643 14639 4 H 4650 11528 11524

Nivelamento geométrico composto de poligonal fechada Neste nivelamento não é necessário fazer a operação de contra-nivelamento, pois o ponto inicial é o mesmo ponto de chegada do nivelamento. A diferença entre a cota (ou altitude) de saída e a cota (ou altitude) de chegada é o erro que foi cometido no nivelamento, e as fórmulas para a compensação do erro de fechamento vertical são semelhantes àquelas usadas na poligonal aberta.

328 1) Erros e distribuição: Emáx = 2. C.Ivancildo F. D. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 157 Exemplo elucidativo: Dado o croqui de nivelamento de uma poligonal fechada.(1. Est. . E e F.Cota final (chegada do contra-nivelamento em RN): 12378mm.78mm Ec = Cota final – Cota inicial = 110334 – 110328 Ec = 6mm < Emáx ! Δη = 6 = 1mm/PR 6 . 3.Extensão da poligonal somente ida: 1.264Km .Cota inicial (partida da poligonal em RN): 110. CADERNETA DE NIVELAMENTO GEOMÉTRICO COMPOSTO Visada Visada Vante Altitude Correção PR Ré Provisória PI PM Altitude Definitiva A/1(RN) A/2 B/2 B/3 C/3 C/4 D/4 D/5 E/5 E/6 F/6 F/(RN) Solução: 2348 1320 963 1928 1629 3912 - - 3418 265 1342 2329 3418 1322 110.Precisão do nível utilizado: 7mm/Km .7. 2. a partir das estações A.264)½ Emáx = 15. calcular as cotas definitivas dos pontos levantados 1.328m = 110328mm. 4.(μ)½ = 2. . .e. B. 5 e 6: Dados complementares: .

2329 = 109533 PRE = Altitude provisória5 + ré5 = 109533 + 1629 = 111162 Altitude provisória6 = PRE – PM6 = 111162 . dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 158 2) Altitudes provisórias (sem as correções): PRA = altitudeRN + réRN = 110328 + 2348 = 112676 Altitude provisória2 = PRA – PM2 = 112676 – 3418 = 109258 PRB = Altitude provisória2 + ré2 = 109258 + 1320 = 110578 Altitude provisória3 = PRB – PM3 = 110578 – 265 = 110313 PRC = Altitude provisória3 + ré3 = 110313 + 963 = 111276 Altitude provisória4 = PRC – PM4 = 111276 . Altitude Definitiva A/(RN ) A/2 B/2 B/3 C/3 C/4 D/4 D/5 E/5 E/6 F/6 F/(RN) 2348 3418 1320 265 963 1342 1928 2329 1629 3418 3912 1322 112676 110328 109258 1 2 3 4 5 6 110328 109257 110311 109931 109529 107739 110328 110578 110313 111276 109934 111862 109533 111162 107744 111656 110334 .1342 = 109934 PRD = Altitude provisória4 + ré4 = 109934 + 1928 = 111862 Altitude provisória5 = PRD – PM5 = 111862 .3418 = 107744 PRF = Altitude provisória6 + ré6 = 107744 + 3912 = 111656 Altitude provisóriaRN = PRF – PMRN = 111656 .Ivancildo F.1322 = 110334 3) Altitudes definitivas (após as correções): Altitude definitivaRN Altitude definitiva2 Altitude definitiva3 Altitude definitiva4 Altitude definitiva5 Altitude definitiva6 Altitude definitiva1 = 110328 não corrige = 109258 – 1 = 109257 = 110313 – 2 = 110311 = 109934 – 3 = 109931 = 109533 – 4 = 109529 = 107744 – 5 = 107739 = 110334 – 6 = 110328 4) Preenchimento da caderneta de campo CADERNETA DE NIVELAMENTO GEOMÉTRICO Altitude Visada Visada Vante PR Correção Provisória Ré PI PM Est.

133.3. conforme descrito na caderneta de campo a seguir. Nivelamento taqueométrico Sabemos que a taqueometria trata da medida indireta da distância horizontal e diferença de nível. O ângulo horizontal deve ser medido pelo método das direções. conforme indicação da NBR 13. recomenda-se ler o ângulo horizontal existente no ato da colimação em ré.Ivancildo F. e que os aparelhos usados na taqueometria podem ser o nível e o teodolito (taqueômetros). ambos diferenciando apenas no deslocamento vertical da luneta. é comum fazer na mesma caderneta a distância horizontal entre pontos nivelados.4. Nas operações de nivelamento. O nivelamento foi do tipo taqueométrico. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 159 10. Já nos teodolitos óticos mecânicos. Quando o levantamento for executado com teodolito eletrônico. Exemplo elucidativo: Determinar as altitudes definitivas dos pontos 2 a 12 pertencentes a uma poligonal fechada. pode-se zerar na visada de ré. Croqui: 2 12 11 10 9 3 4 5 6 7 8 .

454 5 00 00 40 40 → MÉDIA 4 5 1.367 10 00 00 10 10 → MÉDIA 9 10 1. HORIZ.520 12 00 00 20 20 → MÉDIA 11 12 1.531 11 00 00 00 00 → MÉDIA 10 11 1.418 6 00 00 40 50 → MÉDIA 5 6 1.475 7 00 00 30 30 → MÉDIA 6 7 1. NÍVEL DN MÉDIA DH.493 8 00 00 50 40 → MÉDIA 7 8 1. MÉDIA ALTI TUDE 00 180 95 275 00 180 84 264 00 180 180 00 00 180 183 03 00 180 170 350 00 180 184 04 00 180 93 273 00 180 90 270 00 180 174 354 00 180 179 359 00 180 179 359 00 00 29 29 00 00 57 58 00 00 55 55 00 00 36 36 00 00 51 51 00 00 55 55 00 00 48 48 00 00 45 45 00 00 59 59 00 00 44 44 00 00 56 56 00 00 10 10 → 2 1. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 160 CADERNETA TAQUEOMÉTRICA EST.529 2 00 00 10 10 → MÉDIA 2500 2000 1500 2220 1800 1380 2620 2200 1780 3420 3000 2580 1420 1000 0580 2120 1800 1480 1320 1000 0680 2055 1600 1145 1850 1400 0950 2370 2000 1630 1470 1100 0730 1345 0800 0255 1545 1000 0455 1690 1300 0910 2390 2000 1610 2390 1800 1210 2590 2000 1410 2620 2200 1780 2120 1700 1310 2490 1900 1310 2390 1800 1210 2300 1800 1300 89 53 40 89 39 00 123. AI PV 12 LIMBO HORIZONTAL º ‘ “ RED.203 89 32 50 89 28 00 89 49 30 86 24 10 93 38 30 85 09 00 94 47 30 91 39 30 88 13 10 93 14 50 87 23 00 90 47 10 88 52 50 87 49 40 91 44 00 88 16 30 91 08 10 93 38 30 86 03 20 89 34 30 .484 9 00 00 50 50 → MÉDIA 8 9 1. º ‘ “ LEITURA NA MIRA SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF LIMBO VERTICAL º ‘ “ DIST. DIF. HORIZ.374 3 MÉDIA 2 3 1.Ivancildo F.485 4 00 00 50 00 → MÉDIA 3 4 1. DO ÂNG.

349m = 89.100.cotg89°28'00" + 1.100.100.00º00'00") + (275º29'10" .938 = 73.00º00'00") + (264º58'00" .100.100.995m = 83.sen289°32'50" = 83995mm DH3-4 = (3420 – 2580).00º00'00") + (4º55'40" .100.cotg89°39'00" + 1.996.100.372m = 73.sen286°03'20" = 117442mm DH12-2 = (2300 – 1300).000 = -0.sen294°47'30" = 89372mm DH6-7 = (2370 – 1630).968m = 117.99m = 83.180º00'00")]÷2 = 95º29'10" α 3 = [(84º57'50" .sen290°47'10" = 77985mm DH9-8 = (2390 – 1610).485 – 2.180º00'00")]÷2 = 179º56'10" 2) Distâncias horizontais: DH2-12 = (2500 – 1500).00º00'00") + (273º48'50" .051 = -0.180º00'00")]÷2 = 174º59'00" α 11 = [(179º44'20" .00º00'00") + (359º56'10" .100.892m = 83.180º00'00")]÷2 = 179º44'20" α 12 = [(179º56'10" .442m = 99.100.100.sen291°39'30" = 73938mm DH7-6 = (1470 – 730).830m = 117.180º00'00")]÷2 = 93º48'50" α 9 = [(90º45'10" .100.180º00'00")]÷2 = 84º57'55" α 4 = [(180º55'40" .180º00'00")]÷2 = 90º45'10" α 10 = [(174º59'00" .100.00º00'00") + (00º55'40" .sen291°08'10" = 80968mm DH11-12 = (2490 – 1310).374 – 1.742m = 90.100.sen288°52'50" = 77970mm DH9-10 = (2390 – 1210).087 = -0.485 –3.sen293°38'30" = 117524mm DH12-11 = (2390 – 1210).sen289°28'00" = 83993mm DH4-3 = (1420 – 580).sen287°23'00" = 108773mm DH8-9 = (1690 – 910).cotg89°53'40" + 1.524m = 117.993.00º00'00") + (354º59'00" .993m = 83.sen287°49'40" =117830mm DH10-9 = (2590 – 1410).100.sen293°14'50" = 108650mm DH8-7 = (1545 – 455).924m = 80.sen293°38'30" = 63742mm DH5-6 = (2055 – 1145).sen288°13'10" = 73928mm DH7-8 = (1345 – 255).442 = 0.773m = 77.sen288°16'30" = 83924mm DH11-10 = (2120 – 1310).sen285°09'00" = 90349mm DH6-5 = (1850 – 950).994m .100.180º00'00")]÷2 = 184º55'45" α 8 = [(93º48'50" .100.996m = 83.sen289°34'30" = 99994mm 3) Diferenças de nível: DN2-12 = 99.00º00'00") + (350º51'30" .928m = 108.995.sen291°44'00" = 117892mm DH10-11 = (2620 – 1780).970m = 117.100.985m = 77.00º00'00") + (270º45'10" .100.100.00º00'00") + (359º44'20" .99.180º00'00")]÷2 = 183º36'45" α 6 = [(170º51'30" .180º00'00")]÷2 = 170º51'30" α 7 = [(184º55'50" . dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 161 Solução: 1) Ângulos horizontais: α2 = [(95º29'10" .999m = 63.180º00'00")]÷2 = 180º55'40" α 5 = [(183º36'40" .sen289°39'00" = 83996mm DH3-2 = (2620 – 1780).100.374 – 2.800 DN3-2 = 83.733 = 99.00º00'00") + (3º36'50" .sen286°24'10" = 63747mm DH5-4 = (1320 – 680).sen289°49'30" = 83999mm DH4-5 = (2120 – 1480).Ivancildo F.100.747m = 63.000 DN2-3 = 83.650m = 108.200 DN3-4 = 83.sen289°53'40" = 99999 mm DH2-3 = (2220 – 1380).100.cotg89°32'50" + 1.

442.995)÷2 = 83.985.827)÷2 = 7.372.745 DH5-6 = (90.463 DN8-9 = (0.529 – 1.520 – 1.994.cotg91°44'00" + 1.036 + 4.700 = -1.000 = -3.417 DN6-7 = 73.800 = 7.200 = 1.cotg90°47'10" + 1.100 = 2.454 – 1.861 DH10-11 = (83.691 DH8-9 = (77.639 DN5-6 = 90.483 DH12-2 = (99.cotg89°34'30" + 1.400 = -7.442 + 0.900 = -7.857 + 1.860 + 7.650 + 108.475 – 2.773)÷2 = 108.036)÷2 = 4.493 – 1.857 DN11-10 = 80.933 DH7-8 = (108.995 DH3-4 = (83.999.418 – 1.471 + 5.6785 DN7-8 = (5.970)÷2 = 77.367 – 2.662 DN5-4 = 63.372)÷2 = 89.928)÷2 = 73.968.cotg89°49'30" + 1.7215 DN4-5 = (3.484 – 1.036 DN10-11 = (1.531 – 2.666 DN7-6 = 73.087 + 0.924 + 80.529 – 1.cotg91°39'30" + 1.747.051)÷2 = 0.cotg87°49'40" + 1.786)÷2 = 1.977 DH9-10 = (117.886 + 0.639)÷2 = 3.938.800 = 4.710)÷2 = 0.cotg86°24'10" + 1.99 5) Diferenças de nível médias: DN2-3 = (0.524.892)÷2 = 117.9945)÷2 = 99.000 = 5.985 + 77.860 DN12-11 = 117.843 DN12-2 = (0.367 – 1.827 DN12-2 = 99.520 – 1.531 – 2.069 DN3-4 = (0.600 = 7.666 + 2.471 DN8-7 = 108.455 DN8-9 = 77.000 = -4.924.650.000 = -2.710 DN4-5 = 63.6505 DN5-6 = (7.892.442)÷2 = 117.cotg86°03'20" + 1.968)÷2 = 82.800 = -5.cotg94°47'30" + 1.747 + 63.733 + 0.471 4) Distâncias horizontais médias: DH2-3 = (83.cotg91°08'10" + 1.800 = 3.970.4505 DN6-7 = (2.Ivancildo F.cotg85°09'00" + 1.996 DH4-5 = (63.349.890)÷2 = 0.036 DN10-9 = 117.484 DN6-5 = 89.928.996 + 83.860 DH6-7 = (73.cotg93°38'30" + 1.888 DN9-10 = (4.691)÷2 = 2.349 + 89.484 + 7.000 = 0.830 + 117.455)÷2 = 5.cotg88°52'50" + 1.662 + 3.036 DN10-11 = 83.800 = 0.524 + 117.cotg87°23'00" + 1.484 – 1.821 DN11-12 = (7.446 DH11-12 = (117.456 .418 – 1.786 DN11-12 = 117.cotg93°14'50" + 1.999)÷2 = 83.417)÷2 = 7.990 + 99.cotg93°38'30" + 1.691 DN7-8 = 108.454 – 1.886 DN9-8 = 77.cotg88°16'30" + 1.830.000 = 0.742)÷2 = 63.773.938 + 73.742.993 + 83.493 – 0.300 = -0. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 162 DN4-3 = 83.471)÷2 = 0.475 – 1.cotg88°13'10" + 1.890 DN9-10 = 117.

Ivancildo F. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios

163

6) Altitudes: Altitude3 = 123,203 Altitude4 = altitude3 + DNmédia3-4/4-3 = 123,203 + (-)0,721 Altitude5 = altitude4 + DNmédia4-5/5-4 = 122,482 + 3,650 Altitude6 = altitude5 + DNmédia5-6/6-5 = 126,132 + 7,450 Altitude7 = altitude6 + DNmédia6-7/7-6 = 133,582 + (-)2,678 Altitude8 = altitude7 + DNmédia7-8 = 130,904 + (-)5,463 Altitude9 = altitude8 + DNmédia8-9 = 125,441 + (-)0,888 Altitude10 = altitude9 + DNmédia9-10 = 124,553 + 4,036 Altitude11 = altitude10 + DNmédia10-11 = 128,589 + 1,821 Altitude12 = altitude11 + DNmédia11-12 = 130,410 + (-)7,84 Altitude2 = altitude12 + DNmédia12-2 = 122,567 + 0,456 Altitude3 = altitude2 + DNmédia2-3/3-2 = 123,023 + 0,069 7) Preenchimento da caderneta:

= 122,482 = 126,132 = 133,582 = 130,904 = 125,441 = 124,553 = 128,589 = 130,410 = 122,567 = 123,023 = 122,092 ≠ 123,203 OK!

Ivancildo F. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios

164

CADERNETA TAQUEOMÉTRICA
EST. AI LIMBO HORIZ. REDUÇÃO DO ÂNG. HORIZONTAL º ‘ “

PV
12

º

LEITURA NA MIRA SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF

LIMBO VERT. º ‘ “

DIST. H DIF. N

DN. MÉDIA DH. MÉDIA

ALTI TUDE

00 180 95 275 00 180 84 264 00 180 180 00 00 180 183 03 00 180 170 350 00 180 184 04 00 180 93 273 00 180 90 270 00 180 174 354 00 180 179 359 00 180 179 359

00 00 29 29 00 00 57 58 00 00 55 55 00 00 36 36 00 00 51 51 00 00 55 55 00 00 48 48 00 00 45 45 00 00 59 59 00 00 44 44 00 00 56 56

00 00 10 10

2 1,374 3

MÉDIA

95

29

10

2 3 1,485 4

00 00 50 00

MÉDIA

84

57

55

3 4 1,454 5

00 00 40 40

MÉDIA

180

55

40

4 5 1,418 6

00 00 40 50

MÉDIA

183

36

45

5 6 1,475 7

00 00 30 30

MÉDIA

170

51

30

6 7 1,493 8

00 00 50 40

MÉDIA

184

55

45

7 8 1,484 9

00 00 50 50

MÉDIA

93

48

50

8 9 1,367 10

00 00 10 10

MÉDIA

90

45

10

9 10 1,531 11

00 00 00 00

MÉDIA

174

59

00

10 11 1,520 12

00 00 20 20

MÉDIA

179

44

20

11 12 1,529 2

00 00 10 10

MÉDIA

179

56

10

2500 2000 1500 2220 1800 1380 2620 2200 1780 3420 3000 2580 1420 1000 0580 2120 1800 1480 1320 1000 0680 2055 1600 1145 1850 1400 0950 2370 2000 1630 1470 1100 0730 1345 0800 0255 1545 1000 0455 1690 1300 0910 2390 2000 1610 2390 1800 1210 2590 2000 1410 2620 2200 1780 2120 1700 1310 2490 1900 1310 2390 1800 1210 2300 1800 1300

89

53

40

99,99 -0,442 83,996 0,069 123,203 0,087 83,995 -0,051 83,993 (-)0,721 122,482 -0,733 83,999 0,710 63,747 3,650 126,132 3,662 63,742 -3,639 90,349 7,450 133,582 7,484 89,372 -7,417 73,938 (-)2,678 130,904 -2,666 73,928 2,691 108,650 (-)5,463 125,441 -5,471 108,773 5,455 77,985 0,888 124,553 -0,886 77,970 0,890 117,830 4,036 128,589 4,036 117,892 -4,036 83,924 1,821 130,410 1,857 80,968 -1,786 117,524 (-)7,843 122,567 -7,860 117,442 7,827 99,994 0,471 0,456 99,99 123,023

89

39

00

89

32

50

83,995

89

28

00

89

49

30

83,996

86

24

10

93

38

30

63,745

85

09

00

94

47

30

89,860

91

39

30

88

13

10

73,933

93

14

50

87

23

00

108,691

90

47

10

88

52

50

77,977

87

49

40

91

44

00

117,861

88

16

30

91

08

10

82,446

93

38

30

86

03

20

117,483

89

34

30

Ivancildo F. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios

165

10.4.4. Nivelamento trigonométrico O nivelamento trigonométrico a mira é mais preciso do que o nivelamento taqueométrico, no entanto, deve-se ter o cuidado de limitar a linha de visada em 150m, independente da precisão do teodolito utilizado, para atenuar o erro altimétrico ocasionado pela curvatura terrestre.

Exemplo elucidativo: Determinar as altitudes definitivas dos pontos 2 a 8 pertencentes a uma poligonal fechada. O nivelamento foi do tipo trigonométrico, conforme descrito na caderneta de campo a seguir.

Croqui:
8 2 7

6 3 5 4

390 3 274 50 MÉDIA .600 2.200 0.600 0. ‘ “ LEITURA NA MIRA LIMBO VERT.600 0. DO ÂNG.465 5 03 02 MÉDIA 00 180 175 00 00 17 17 00 00 47 4 5 1.000 7. AI PV LIMBO HORIZ.300 7.600 0.407 8 268 06 MÉDIA 00 00 59 57 57 00 00 50 179 177 7 8 1.700 90 90 85 91 90 86 90 90 85 86 86 83 94 94 91 92 92 92 87 87 86 91 91 89 90 90 86 88 88 86 92 92 89 92 92 90 87 87 86 90 90 85 51 47 52 05 57 21 14 01 21 15 13 35 40 36 56 55 49 13 40 38 06 11 03 43 13 08 55 25 23 31 05 04 59 06 06 31 42 40 22 39 38 39 20 10 30 50 35 10 05 50 50 20 10 35 40 10 00 15 30 40 30 40 15 50 00 50 15 50 00 30 35 10 55 20 30 45 45 50 30 50 55 05 05 00 DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA 123.000 1.300 7.700 0.390 4 00 00 00 05 40 50 → 00 55 45 45 → 00 00 45 40 → 00 00 20 10 → 00 00 20 20 → 00 55 20 25 → 00 05 55 55 → LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 0.400 0.600 0. HORIZ.900 1.300 7.200 0.200 0.380 0.000 2.500 0.640 0.900 2.700 2.423 7 180 95 275 47 MÉDIA 00 180 88 00 00 06 6 7 1.542 6 355 00 MÉDIA 5 6 1.134 180 84 57 264 57 MÉDIA 00 179 183 00 59 02 3 4 1.500 0.400 7.Ivancildo F. º ‘ “ º RED.700 0.700 7.700 0.400 0.600 1.400 0.500 0.000 7. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 166 CADERNETA TRIGONOMÉTRICA EST.800 5.300 4.700 0. º ‘ “ DISTÂNCIA HORIZONTAL DIFERENÇA DE NÍVEL DNmédia DHmédia Altitude 00 2 3 1.700 0.500 0.700 7.485 2 357 00 180 93 MÉDIA 8 2 1.500 7.100 0.700 7.

772m DH1 = (2.400) ÷ (cotg85°21'50" – cotg90°14'05") = 84.857 + 83.946 + 154.121 + 78.600 – 0.200) ÷ (cotg86°55'00" – cotg90°13'15") = 77.700 – 0.699 + 153.500 – 0.800) ÷ (cotg86°06'15" – cotg87°38'40") = 181.500 – 0.200) ÷ (cotg85°52'30" – cotg90°51'20") = 83.719) ÷ 2 = 181.700) ÷ (cotg89°43'50" – cotg91°11'50") = 78.500) ÷ (cotg83°35'35" – cotg86°13'10") = 153.700 – 0.600 – 0.300) ÷ (cotg85°52'30" – cotg90°47'10") = 83.00º00'00") + (275º47'10" .300) ÷ (cotg91°56'00" – cotg94°36'10") = 154.700 – 0.180º00'00")]÷2 α 6 = [(95º47'20" .946 DH1 = (7.700) ÷ (cotg86°21'10" – cotg90°57'35") = 84.600 – 0.508 DH1 = (2.600 – 0.700) ÷ (cotg85°21'50" – cotg90°01'50") = 84.500 – 0.180º00'00")]÷2 α 4 = [(183º02'45" .121 DH1 = (2.179º59'55")]÷2 α 2 = [(93º50'55" .876) ÷ 2 = 83.00º00'00") + (03º02'45" .925) ÷ 2 = 181.139m DH1 = (4.700 – 0.532 DHmédia = (84.156 DHmédia = (78.699 DH1 = (7.716m DH1 = (5.00º00'00") + (268º06'20" .962 DH1 = (4.774 = 84º57'42" = 183º02'47" = 175º17'42" = 95º47'05" = 88º06'20" = 177º57'25" = 94º50'55" DH3-4 DH4-3 DH4-5 DH5-4 DH5-6 DH6-5 DH6-7 DH7-6 .525m DH1 = (7.925 DHmédia = (181.007) ÷ 2 = 153.00º00'00") + (357º57'25" .700) ÷ (cotg92°13'40" – cotg92°49'30") = 181.00º00'00") + (264º57'50" .156) ÷ 2 = 78.500 – 0.600 – 0.400) ÷ (cotg83°35'35" – cotg86°15'20") = 153.100) ÷ (cotg91°56'00" – cotg94°40'40") = 153.876m DHmédia = (83.900) ÷ (cotg89°43'50" – cotg91°03'00") = 78.977m DH1 = (2.719 DHmédia = (181.007 DHmédia = (153.300) ÷ (cotg86°52'00" – cotg90°08'50") = 76.641) ÷ 2 = 153.180º00'00")]÷2 α 7 = [(88º06'20" .00º00'00") + (355º17'40" .478m DHmédia = (84.532) ÷ 2 = 84.500 – 0.508 + 181.700) ÷ (cotg86°06'15" – cotg87°40'30") = 181.180º00'00")]÷2 α 8 = [(177º57'20" .700 – 0.641 DHmédia = ( 153.00º00'00") + (274º50'55" .500) ÷ (cotg86°21'10" – cotg91°05'50") = 84. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 167 Solução: 1) Ângulos horizontais: α3 = [(84º57'40" .700 – 0.7m DH1 = (7.461m DH1 = (7.400) ÷ (cotg92°13'40" – cotg92°55'15") = 181.Ivancildo F.444m DH1 = (7.825 + 181.600 – 0.478) ÷ 2 = 84.500 – 0.180º00'00")]÷2 2) Distâncias horizontais: DH3-2 DH1 = (7.444 + 84.857m DH1 = (7.179º59'55")]÷2 α 5 = [(175º17'45" .518 DH1 = (7.866m DH1 = (7.518 + 84.825 DH1 = (5.

726 + 0.415) ÷ 2 = 201.045m DH1 = DH2 = (7.cotg92°49'30" + 1.062 DN2 = 83.700 = 8.cotg90°14'05" + 1.717 + 83.946.719m DN1 = 153.600 – 0.061m DN1 = 84.124 DN2 = 153.119 + 8.000 – 1.465 – 0.400 = 0.cotg90°57'35" + 1.400 = 11.962 + 76.415 DHmédia = (201.200 = .380) ÷ (cotg85°39'00" – cotg90°39'05") = 83.154 DN2 = 154.135 DNmédia = (8.508.700 – 0.0.876.135) ÷ 2 = -8.124 DH1 = (7.719 DN2 = 84.390 – 0.124 + 217.127 DN1 = 181.117) ÷ 2 = 11.465 – 0.465 – 0.700 = -8.300 = -11.120m DN1 = 153.cotg94°36'10" + 1.767) ÷ 2 = 83.043 + 201.105 DN3-4 DN4-3 DN4-5 DN5-4 DN5-6 DN6-5 .720) ÷ 2 = 0.cotg86°13'10" + 1.542 – 0.727 DN2 = 84.699.542 – 0.725) ÷ 2 = -0.720 DNmédia = (0.cotg90°01'50" + 1.cotg87°40'30" + 1.400 = -8.945 DHmédia = (201.542 – 0.cotg94°40'40" + 1.229m DH1 = (7.700 = -0.043 DH1 = (7.558.100 = -11.726m DN1 = 84.144 DH1 = (7.cotg86°15'20" + 1.600 – 0.400) ÷ (cotg85°39'00" – cotg90°38'05") = 83.000) ÷ (cotg90°31'50" – cotg92°06'45") = 217.368m DH7-8 DH1 = (7.774) ÷ 2 = 77.725 DNmédia = (0.767 DHmédia = (83.925.cotg91°05'50" + 1.119 DN2 = 181.600 – 1.182 DHmédia = 217.600) ÷ (cotg86°22'55" – cotg87°42'30") = 217.300 = -0.200) ÷ (cotg89°59'30" – cotg92°05'55") = 201.157 DNmédia = (11.542 – 0.900) ÷ (cotg86°31'10" – cotg88°25'30") = 201.117 DNmédia = (11.007.363) ÷ 2 = 217.717 DH1 = (7.000) ÷ (cotg86°31'10" – cotg88°23'35") = 201.478.243m DH1 = (7.857.390 – 0.157) ÷ 2 = -11. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 168 DHmédia = (77.600 – 0.700 – 0.538.719 + 0.742m DH8-7 DH8-2 DH2-8 DH2-3 3) Diferenças de nível: DN3-2 DN1 = 83.Ivancildo F.124 + 11.390 – 0.cotg90°47'10" + 1.640 – 2.154 + 11.300) ÷ (cotg89°59'30" – cotg92°04'20") = 200.363 DHmédia = (217.825.640 – 2.cotg90°51'20" + 1.500 = 11.423 – 0.182m DH1 = (7.500 = -0.945) ÷ 2 = 201.cotg92°55'15" + 1.444.390 – 0.155m DN1 = 181.465 – 0.700 = 0.144 + 200.061 DNmédia = -0.641.700) ÷ (cotg86°22'55" – cotg87°40'50") = 217.

000 = -7.043.212 = 83.7225 DN4-5 = (11.045)÷2 DH8-2 = (217.407 – 1.719)÷2 = 0.380 = 0.120 + 11.cotg91°03'00" + 1.423 – 0.479 + 7.900 = -0.cotg88°25'30" + 1.363.cotg92°04'20" + 1.390 – 2.300 = -6.962.057) ÷ 2 = 6.144.058 + 0.909 DN2 = 78.300 = 0.423 – 0.479 DN2 = 217.060 DN7-6 DN7-8 DN8-7 DN8-2 DN2-8 DN2-3 4) Distâncias horizontais médias: DH3-4 = (84.098 DNmédia = (8.744 = 77.717.182 + 217.804 .600 = 7.800 = 8.91) ÷ 2 = 0.1 DN6-7 DN1 = 78.cotg87°40'50" + 1.137 = 217.493 = 11.461 + 84.726 + 0.909 DN1 = 77.716)÷2 DH6-7 = (78.046 + 6.0.700 = 7.526 + 7.200 = 0.182.909 DNmédia = (0.086 DN1 = DN2 = 217.121.909 DN7-8 = (6.390 – 2.098) ÷ 2 = 8.908 + 0.cotg92°05'55" + 1.139 + 77.cotg92°06'45" + 1.415.485 – 0.cotg90°13'15" + 1.407 – 0.900 = 6.909 DN1 = 201.035 DN2 = 201.91 DNmédia = (0.494 DNmédia = (7.390 – 0.137 DN5-6 = (8.113 DN6-7 = (0.390 – 0. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 169 DN2 = 181.cotg87°42'30" + 1.086 + 6.066 DN8-2 = (7.035 + 6.772 + 181.909) ÷ 2 = .719.485 – 0.400 = 0.156.cotg87°38'40" + 1.cotg90°39'05" + 1.908 DN2 = 76.062 DNmédia = (0.525)÷2 DH4-5 = (11.742 + 83.cotg88°23'35" + 1.753 = 201.909 + 0.155)÷2 = 11.506 = 84.526 DNmédia = -7.000 = 6.407 – 0.120 + 11.486 DN1 = 83.407 – 0.200 = -6.086 DNmédia = (6.866)÷2 5) Diferenças de nível médias: DN3-4 = (0.127 + 8.1)÷2 = 8.057 DNmédia = (6.058 DN2 = 83.cotg90°38'05" + 1.086)÷2 = 6.945.062) ÷ 2 = 0.909)÷2 = 0.155)÷2 DH5-6 = (181.046 DN1 = 201.cotg91°11'50" + 1.774.105 + 8.124.909 + 0.243)÷2 DH2-3 = (83.Ivancildo F.486)÷2 = 7.485 – 1.086) ÷ 2 = -6.137 = 181.526 DN1 = 217.423 – 0.cotg90°08'50" + 1.368)÷2 DH7-8 = (201.700 = -0.494) ÷ 2 = 7.767.086 DN2 = 200.229 + 201.

087 + 0.066 Altitude2 = altitude8 + DNmédia8-2 = 130.134 Altitude4 = altitude3 + DNmédia3-4 = 123. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 170 DN2-3 = (0.134 + (-)0.411 = 133.137 Altitude6 = altitude5 + DNmédia5-6 = 133.060 Altitude3 = 123.Ivancildo F.436 + (-)0.147 OK! .060 7) Preenchimento da caderneta: = 122.506 Altitude3 = altitude2 + DNmédia2-3 = 123.113 Altitude7 = altitude6 + DNmédia6-7 = 125.436 = 124.061)÷2 6) Altitudes: = 0.527 + 6.527 = 130.722 Altitude5 = altitude4 + DNmédia4-5 = 122.060 + 0.411 + 11.909 Altitude8 = altitude7 + DNmédia7-8 = 124.593 = 123.548 = 125.548 + (-)8.087 = 123.593 + (-)7.

7 19 181.155 -8.1 82 217.300 7.700 0.96 2 76.134 ()0.062 -0.300 7.700 0.493 00 00 180 175 6 17 17 45 40 → 00 00 175 17 42 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 355 MÉDIA 00 5 6 1.77 4 00 00 180 95 7 47 47 20 10 → 00 00 95 47 05 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 275 MÉDIA 00 6 7 1. ‘ “ LEITURA NA MIRA LIMBO VERT.124 11.77 4 77.700 7.719 0.407 00 00 180 88 8 06 06 20 20 → 00 55 88 06 20 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 268 MÉDIA 00 7 8 1.485 00 59 179 177 2 57 57 20 25 → 00 05 177 57 25 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 357 MÉDIA 00 8 2 1. AI PV LIMBO HORIZ.Ivancildo F.9 45 201.46 1 84.640 0.700 7.0 45 217.53 2 84.4 15 201.96 1 133.21 2 130.7 72 78.900 2.000 1.500 0.700 90 90 85 91 90 86 90 90 85 86 86 83 94 94 91 92 92 92 87 87 86 91 91 89 90 90 86 88 88 86 92 92 89 92 92 90 87 87 86 90 90 85 51 47 52 05 57 21 14 01 21 15 13 35 40 36 56 55 49 13 40 38 06 11 03 43 13 08 55 25 23 31 05 04 59 06 06 31 42 40 22 39 38 39 20 10 30 50 35 10 05 50 50 20 10 35 40 10 00 15 30 40 30 40 15 50 00 50 15 50 00 30 35 10 55 20 30 45 45 50 30 50 55 05 05 00 DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA 180 4 84 264 57 57 40 50 → 00 55 84 57 42 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 MÉDIA 00 3 4 1.700 2.505 217.400 7.400 0.87 6 83.105 8.86 6 84.086 -6.494 7. HORIZ.700 0.700 0.800 5.0 07 153.119 -8.062 0.1 24 217.44 4 84.061 -0.47 8 84.13 7 124.066 201.2 29 201.542 83.85 7 83.600 0.8 25 181.120 11.390 00 00 180 93 3 50 50 55 55 → 94 50 55 LM1 LM2 LM3 274 MÉDIA .804 123.000 7.720 0.727 -0.9 46 154.500 0.6 99 153.526 -7.400 0.74 2 DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA -0.423 ()8.380 0.135 -8.91 0.400 0.76 7 83.3 63 217. º ‘ “ º RED.046 -6.300 4.54 8 122.600 1.058 0.7 153.600 0.700 7.100 0.526 7.719 11.909 6.52 7 ()0.5 08 181.300 7.12 1 78.725 -0.500 0.9 25 181.479 7.526 -7.7 16 181.000 2.43 6 11.0 43 201.200 0.113 181.086 -6.154 11.722 84.909 -0.08 7 ()7.753 125.36 8 201.117 11.137 153.500 0.098 8.060 0.909 77.52 5 153.060 83.1 44 200.909 -0. DO ÂNG.51 8 84.465 00 59 179 183 5 02 02 45 45 → 00 00 183 02 47 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 03 MÉDIA 00 4 5 1.390 00 00 00 05 LM1 LM2 LM3 0.1 82 217. º ‘ “ DISTÂNCIA HORIZONTAL DIFERENÇA DE NÍVEL DN média DH média Altitude 00 2 3 1.6 41 153.71 7 83.13 9 77.035 6.15 6 78.700 0.057 6.908 0.086 -7.900 1.600 0.127 8.157 11.59 3 6.500 7.600 0.000 7.200 0.486 0.909 0.1 82 217.41 1 123.061 -0.2 43 83.726 0. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 171 CADERNETA TRIGONOMÉTRICA EST.9 77 181.200 0.600 2.1 -0.

porque não ressalta à vista.1 3 (↓)123. (↓)123.0 7 .0 23 (↓)123. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 172 10. É um processo que normalmente não é empregado só.5 Plano cotado Processo utilizado apenas para cotar pontos resultantes das projeções horizontais numa planta topográfica.1 2 (↓)123.Ivancildo F.

.Estudar o relevo para fins de planificação. .Determinar pontos onde é necessária a utilização de bombas para recondução do escoamento. . . . ✔ Dutos de óleo. água. .Locais sujeitos a inundação.Mínimo de curvas necessárias. . pois deles resultarão informações do relevo. LEVANTAMENTO PLANIALTIMÉTRICO 11. Introdução A representação do relevo do terreno sempre constitui um sério problema para o desenhista.Movimentação de terra. A planialtimetria pode ser utilizada para: ✔ Rodovias e ferrovias na escolha do melhor traçado e locação. .Movimentação de terras para construir edificações. porque as feições nunca se repetem. . ✔ Serviços de terraplenagem.1. esgoto. Conceito Planialtimetria é a representação das informações obtidas dos levantamentos planimétricos e altimétricos em uma única planta ou carta topográfica.Estudar o relevo para a idealização do projeto. . A finalidade é de fornecer o maior número possível de informações da superfície representada para efeitos de estudo. .Direção e largura da faixa de domínio da linha.Melhores pontos para instalação de torres. Serão apresentados métodos de representação bastante conhecidos. de sensibilidade para escolher este ou aquele método de trabalho. que permitirão confeccionar cartas planialtimétricas com bastante confiabilidade.Declividades máxima e mínima. que devem ser confiáveis para o leitor. planejamento e viabilização de projetos. além do conhecimento técnico. mais ainda para o operador dos equipamentos topográficos: Este precisa.Necessidades de obras de arte especiais. etc. . este capítulo se dedica ao estudo da representação do relevo de uma área topográfica. produtos químicos. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 173 11. postes e etc.Ivancildo F. 11. gás.Áreas de desapropriação. ✔ Linhas de transmissão de energia.2. . Sendo assim.

.Projetar desvios de cursos d‟água. .Cores hipsométricas.Realizar estudos de impacto ambiental.3. . . . ✔ Planejamento urbano. .Avaliar judicialmente a propriedade.Estudar e planejar a direção das vias.Estudar e planejar áreas industriais. ✔ Peritagem. . e . . . das seguintes maneiras: .Curvas de nível. barragens e usinas. Se for perpendicular ao alinhamento. . . de lazer e recreação.Ivancildo F.Estudar e planejar o tráfego de veículos. recebe o nome de perfil ou seção transversal. Formas de representação O relevo de uma área pode ser representado. pelo menos.Retificar as curvas de nível em atendimento a projetos idealizados.Realizar projetos de irrigação. estimando preço de venda e valores de tributação.Relevo sombreado.1.3.Definir a economia (criação ou plantio) mais apropriada para a região. residenciais.Perfis topográficos.Organizar o plantio. . . comerciais.Determinar áreas de inundação pelas águas.Preservar áreas de interesse ecológico e ambiental. Perfis topográficos Perfil é o desenvolvimento em um plano vertical da interseção do alinhamento com a superfície topográfica. 11. ✔ Planejamento de uso da terra. ✔ Construção de açudes. 11.Prevenir erosões. Se o perfil é referente ao eixo do caminhamento recebe o nome de perfil longitudinal. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 174 . . .

drenos. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 175 Para o levantamento de um perfil. entre cada PI.5 705. . Os detalhes altimétricos correspondem aos pontos da superfície topográfica que mudam de aclividade ou declividade.8 703. sobre um eixo. redes de transmissão de energia.4 703. Com a finalidade de dar mais realce às variações das alturas. tais como. O traçado se dará através da ligação em linha reta (de preferência) ou não.1 705. necessita-se efetuar um projeto preliminar onde os PI‟s.9 702.9 701. Levantamento da linha Os dados topográficos da poligonal. estradas. linhas de transmissão e outros projetos. ângulos (horizontal e vertical) e distâncias (distância horizontal e diferença de nível) são anotados nas cadernetas de campo de nivelamento que já conhecemos. A nomenclatura „estaca‟ corresponde a uma distância de 20.5 702. pontos de interseção. para projeto de abastecimento d‟água. cursos d‟água. Os detalhes planimétricos referem-se a travessias sob ou sobre o eixo que está sendo nivelado para o perfil. oleoduto. são previamente escolhidos.2 704.5 700 500 509 516 528 546 555 564 573 598 614 635 Estacas (m) EH = 1:2000 Perfil com linhas curvas Exemplo elucidativo: Desenhar o perfil do eixo de uma poligonal. é que determinarão o traçado do perfil. Aclividade é a parte da superfície topográfica que sobe em relação ao observador. gasoduto. toma-se a escala vertical dez vezes maior do que a escala horizontal: Altitudes (m) Ev = 1:200 706. sendo obtidos simultaneamente ao levantamento da poligonal.Ivancildo F. e declividade é a parte da superfície topográfica que desce em relação ao observador.6 701. etc. A distância horizontal e a diferença de nível entre cada PI. que parte da estaca E0 (zero) até a estaca E14.00m.

40 158.A. são representados fielmente.A.15 160.00 165. Nela. Então a visão geral do terreno fica prejudicada.10 Observações N. Ponto F Ponto G Solução: A B G C D E F 11.40 160.00 12 13 14 158. a altimetria só conta com a representação gráfica em perfil.Ivancildo F. Ponto C Leito da estrada. Mas o perfil só representa a altimetria de um eixo.2.00 158. pois precisaríamos de um número imenso de perfis da mesma área em . mas não de uma área. margem esq.3. A curva de nível é uma forma de representação gráfica de extrema importância: a planimetria possui uma forma de representação gráfica perfeita.10 164. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 176 Estaca Cota 0 1 + 10. que é a planta (resultado da projeção da superfície num plano horizontal).50 158. Ponto E Estaca Cota 7 8 9 10 11 + 15.80 159.70 159. Enquanto isso.40 158.50 + 19. do rio.60 Ponto A Observações Ponto A‟ Ponto B Leito da estrada. do rio.00 5 + 18. embora reduzidos na escala. Ponto D N.50 165.30 160. margem esq. que têm a mesma cota (ou altitude).40 2 3 4 + 10.70 158.12 159. Curvas de nível Curva de nível é uma linha sinuosa que liga pontos.90 161. os ângulos e distâncias.20 160. na superfície do terreno.00 164.40 165.

O valor da eqüidistância vertical varia de acordo com a precisão requerida. Qualquer profissional conhecedor de curvas de nível é capaz de visualizar o relevo do terreno com suas características. Veja de forma elucidativa. e colocar a sua cota (ou altitude) entre os extremos seccionados. costuma-se seccionar a linha. a seguir. Veja a seguir: Elevação: Os planos horizontais são paralelos e eqüidistantes. A eqüidistância escolhida em cada trabalho topográfico depende basicamente da escala da planta: Escala 1:500 1:1000 1:2000 1:10000 Eqüidistância 0.0 metros Para numerar as curvas de nível.Ivancildo F. para termos uma visão panorâmica e nunca poderíamos visualizá-los todos ao mesmo tempo.0 metros 10.0 metros 2. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 177 diversas posições e direções. As linhas das curvas de nível são geradas pela interseção de planos horizontais com a superfície do terreno. A visão imaginativa geral da sinuosidade do terreno é dada então pelas curvas de nível. que abrangem toda a área em estudo.5 metros 1. o esquema de delimitação de uma área retangular ABCD a ser representada em planta planialtimétrica: .

dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 178 O corte vertical do terreno.Ivancildo F. segundo o contorno retangular ABCD até uma profundidade de 15 metros abaixo do nível d‟água: Corte horizontal de 5 em 5 metros do bloco diagrama. possibilitando visão imaginativa do terreno: . em bloco diagrama.

Ivancildo F. porque disto resultaria um único ponto com duas cotas (altitudes) diferentes: 68 67 . dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 179 Projeção das curvas de nível na planta: Características das curvas de nível: ● Duas curvas de nível jamais se cruzam.

68 67 66 65 64 2) Linha de cumiada (cumeeira): É o lugar geométrico dos pontos de cotas (ou altitudes) mais altas.Ivancildo F. e quando muito próximas. Corresponde a superfície compreendida entre a linha de cumiada e a linha de talvegue. pois é a própria inclinação do terreno. um terreno fortemente inclinado: 68 67 66 67 65 64 66 68 65 ● Curva de nível não pode desaparecer repentinamente: 68 67 66 65 64 Interpretação das curvas de nível: 1) Vertente: É o elemento mais simples de se interpretar na superfície topográfica. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 180 ● Curvas de nível muito afastadas uma das outras significa que o terreno é levemente inclinado. 62 63 64 64 63 . onde são divididas as águas.

62 61 60 59 5) Linha de espigão: Quando as vertentes têm inclinações rápidas e uniformes provocando na sua representação curvas de nível em ângulo côncavo. formando uma linha de divisão de águas. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 181 3) Vale: É o lugar geométrico dos pontos de cotas (ou altitudes) mais baixas. ou seja. onde são acumuladas as águas. 59 60 62 61 6) Garganta: Conhecida também como ponto obrigatório de passagem. a garganta é um ponto de mínima cota (ou altitude) ao longo de uma seqüência de pontos elevados. 64 63 62 62 63 4) Linha de talvegue: Quando as vertentes têm inclinações rápidas e uniformes provocando na sua representação curvas de nível em ângulo agudo. As cotas (ou altitudes) maiores abraçam as cotas menores. formando uma linha de reunião de águas.Ivancildo F. . As cotas (ou altitudes) menores abraçam as cotas menores.

como o ponto de cota (ou altitude) mais baixa na linha de talvegue. uma ferrovia. uma rodovia.Ivancildo F. Depressão Elevação 11. Pode-se entender a garganta também. 7) Depressão e elevação: As depressões se distinguem das elevações. este ponto de mínima cota (ou altitude) é o local ideal para a travessia.3. pois subiremos menos de um lado e desceremos menos do outro. uma linha de transmissão de energia elétrica. etc. pelo fato de nas depressões as curvas de nível de cotas (ou altitudes) maiores envolverem as curvas de cotas (ou altitudes) menores e vice-versa no segundo. .. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 182 quando queremos atravessar de um espigão para outro com qualquer via de transporte. Relevo sombreado O sombreamento executado diretamente em função das curvas de nível é uma modalidade de representação do relevo.3.

4. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 183 Consiste na pintura de sombras contínuas sobre certas vertentes. laranja. de forma que as sombras sobre as vertentes fiquem voltadas para sudoeste. rosa e branco. Faixas de determinadas altitudes recebem cores diferentes como o verde. a partir de uma fonte luminosa (imaginária) à noroeste. adotam-se cores para facilitar o conhecimento geral do relevo. amarelo.Ivancildo F. A execução do relevo sombreado requer um ângulo de 45º com o plano da carta. dando a impressão de saliências iluminadas e reentrâncias não iluminadas. . Cores hipsométricas Além das curvas de nível. sépia.3. Representação de relevo sombreado 11.

A obtenção das cotas inteiras deverá vim de perfis correspondentes a cada nivelamento. Consiste no traçado de uma poligonal aberta ou enquadrada acompanhando o eixo longitudinal da faixa do terreno. tendo cada uma como referencial a estaca de ré.002m E0 E1 E2 E3 E4 E5 E9 E6 E7 E8 E10 E11 E11+10 1/1000 .370m Altitude de chegada E11+10(chegada da poligonal): 18. eletrificação rural.Quadriculação. 11. Em seguida. .1. Após o estaqueamento dos vértices. quando a área a levantar tiver a forma de uma faixa estreita e longa. e . Métodos de levantamento de curvas de nível São três os métodos que podem ser empregados para a obtenção das curvas de nível: . dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 184 11. que deverá pertencer à poligonal de base. faz-se o nivelamento dos mesmos. Levantamento por seções transversais Método rápido e preciso. feito normalmente a cada 20m.Irradiação (taqueométrica). Exemplo elucidativo: Eixo da poligonal: E0 – E11+10 Precisão do nível utilizado: 7mm/Km Extensão da poligonal enquadrada: 0.4.230Km Altitude inicial E0(partida da poligonal enquadrada): 12.Seções transversais. É adequado na construção de estradas de rodagem.4. O passo seguinte é nivelar as transversais. traçam-se perpendiculares que devem abranger toda a faixa da largura do terreno. canais de irrigação e drenagem. a partir de cada estaca dessa poligonal.Ivancildo F. etc.

370 Est.813 13.Ivancildo F. a seguir.33mm/PR 3 Veja.002 Emáx = 2.348 16.860 15. RN(E0) E1 E2 E3 E4 17.e.030 0.760 Visada Vante PI PM PR Altitude Provisória (m) 12.500 4.471 12.702 15.370 Correção (mm) Altitude Definitiva 12. do eixo da poligonal enquadrada: CADERNETA DE NIVELAMENTO GEOMÉTRICO Visada Ré 4.170 12.700 3.71mm Ec = altitude de chegada real – altitude de chegada calculada = 18. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 185 Apresentação da caderneta de nivelamento geométrico preenchida.308 12.516 13.002 – 17.230)½ = 6.448 0.128 E5 E6 E7 2.800 4.610 12.671 12.700 4.(μ)½ = 2.670 12.698 15.990 4.700 1.608 12.998 = 4mm Δη = 4 = 1.181 12.650 2.180 16.350 3.7.550 16.(0. para as três primeiras seções transversais: .862 15.318 17.515 13.655 3.648 17.322 18.470 12.817 13.998 1 1 1 1 2 2 2 4 4 4 4 4 12.800 E8 E9 E10 E11 E11+10 1.652 17.535 4.548 18. o modelo de preenchimento da caderneta de campo.

0 Leitura na mira Ré Vante 3.0 D+14.156 9.990 4.230 4.5 E+19.0 D+5.370 14.310 9.500 4.790 9.0 D+15.0 E+18.661 10.911 12. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 186 CADERNETA DE NIVELAMENTO GEOMÉTRICO Est.0 D+25.081 9.161 - 10.534 Perfil longitudinal: 1/100 18 17 16 15 14 13 12 1/1000 E0 E1 E2 E3 E4 E5 E6 E7 E8 E9 E10 E11 E12 Cotas inteiras do perfil longitudinal: .550 3.870 0.167 10.994 4.710 4.0 E2/1.470 10. EO/1.236 15.100 12.815 4.251 9.0 D+18.313 13.02 Cota ou Altitude 12.0 E+16.69 E+7.0 E+23.910 5.325 1.155 4.650 E+7.0 D+29.150 13.471 12.246 9.421 9.627 PR 14.481 10.72 E+6.0 D+7.0 E+26.920 3.0 D+9.923 2.Ivancildo F.005 5.0 E1/1.680 5.516 11.

e a trena. Pela precisão. O método consiste em fazer a quadriculação do terreno. É facilmente aplicável para pequenas áreas e impossível para grandes glebas. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 187 1/100 18 17 16 15 14 13 13 13 13 14 15 16 15 14 14 15 16 17 18 12 E0 E1 E2 E3 E4 E5 E6 E7 E8 E9 E10 E11 E12 1/1000 Da mesma maneira. passando as cotas inteiras encontradas e suas respectivas posições para a planta planimétrica. barragens. A união dos pontos de mesma cota dará as curvas de nível: 16 9 10 11 12 17 E0 E1 E2 E10 18 E11 E11+10 E3 E4 E5 E9 E6 14 15 E7 16 15 E8 14 11 12 13 12 10 10 11 11 12 13 1/1000 11. irrigação.Ivancildo F. A quadriculação deve ser feita com o emprego do teodolito. . para dar as direções. é recomendado quando se trata de movimentação de terra para edificações. faz-se o perfil de cada seção transversal. etc. para a marcação das distâncias.4. e proceder ao nivelamento geométrico de todas as estacas. Levantamento por quadriculação É o método mais exato e também o mais trabalhoso.2. colocando estacas em cada vértice dos quadrados.

6 C Perpendicular à linha AB foram marcadas as distâncias 0. São os valores para chegar de 12. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 188 Para a marcação. Em seguida são tiradas perpendiculares para cada estaca da linha M-N. reconstitui-se o perfil 13. Como fazer a interpolação: Considere uma linha AB de cotas (ou altitudes) conhecidas nos seus extremos A=12. Costuma-se utilizar letras para definir as linhas.4) 0. que também são estaqueadas de d em d metros. da linha 20m D Cota B (13.6) e de 13. a ser transportada Compr. O propósito é encontrar nesta linha a cota inteira 13.4 em qualquer escala. A obtenção das cotas inteiras para o traçado das curvas de nível.6 e 0. contanto que iguais. . da linha AB = 20m B Escala da planta Transporte a distância AE a partir de A.4 a 13 (0.4). linha AB. vai depender do grau de precisão desejado. marca-se inicialmente uma linha M-N de preferência no eixo longitudinal do terreno (se existir). A operação seguinte é o nivelamento geométrico de todas as estacas.Ivancildo F.4. determinando a posição da cota inteira de 13m.4 a 13 (0. 20 metros. Compr. podendo ser a cada 5. para marcação no desenho. Obtêm-se os pontos C e D da reta CD que cruza a linha AB exatamente na cota 13.4 Cota 13 A E Dist. numa direção e algarismos nas outras.4 12 0.4) Cota A (12.4 e B=13. A subdivisão desta linha em estacas de d em d metros.4 13 12. por onde deverá passar a curva de nível. vai depender de processos de interpolação ou gráficos.0. 10. Como construir o gráfico: Na situação anterior.

20 95.60 97.00 96.40 97.00 1.80 96.30 95.00 0.50 3.20 1.30 95.80 95.30 97.50 96.60 3.90 95.90 1.60 96.00 95.60 93.00 95.70 1.60 2.00 2.70 2.10 0.40 C4 C5 B5 A5 A4 A3 B4 97.00 .00 94.Ivancildo F.90 94.20 100.10 96.70 1. abaixo.10 95.80 1.70 1.50 2.30 1.90 98.00 94.30 96.10 1.60 1.60 1.70 Altitude Definitiva - 0.90 1.00 98.60 0.80 0.90 95.10 3.90 2.60 94.00 96.90 1.50 96.00 96.30 3.00 2.80 96. desenhar as curvas de nível.10 94.20 1.50 96.00 1.50 1.30 95.70 98.80 3.60 96.90 96.10 CADERNETA DE NIVELAMENTO GEOMÉTRICO Visada Vante Altitude Correção PR Provisória PI PM 100.00 1.30 96. Est. A (RN) B1 B C D E C1 D1 D2 C3 C2 B3 B2 A2 A1 E F G F1 G1 G2 G3 F3 E3 E2 F2 E1 E3 Visada Ré 0. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 189 Exemplo elucidativo: A partir da caderneta (preenchida).30 98.10 1.00 0.60 95.60 0.60 0. de um levantamento planialtimétrico pela quadriculação do terreno.90 1.00 95.90 95.10 1.00 96.50 97.40 1.70 95.20 98.50 99.10 3.50 2.40 2.80 1.40 0.60 E4 F4 G4 G5 F5 E5 D5 D4 D3 0.

Planta planialtimétrica desenhada: .Ivancildo F. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 190 Solução: Croqui com as cotas calculadas (apenas perfis verticais) e interpoladas.

4. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 191 11. nivelando-os e determinando a sua posição através de ângulos e de distâncias horizontais. O uso da taqueometria na determinação das distâncias horizontais é de grande ajuda. tanto para as poligonais principais. Exemplo elucidativo: Seja desenhar curvas de nível em um terreno de quatro lados: 20m 20m 20m 7m • 15m 20m 20m 03 04 10m 20m • 20m 197m 20m 167m 20m 20m 20m 145m 20m 20m 20m 20m 121m 20m 20m 20m 20m 01 • 20m 20m 20m 20m 20m 20m • 02 Medida do comprimento dos lados: Linha 01-G = 121m Linha 01-J = 145m Linha 01-03 = 197m Linha 01-P = 167m . Os perfis devem ser traçados para a confecção das curvas de nível.3. Todas as poligonais devem ser niveladas e delas serem irradiados os pontos notáveis do terreno. além de reduzir o número de pontos topográficos a serem cravados no terreno ao longo das linhas de nivelamento. Consiste em levantar poligonais principais e secundárias interligadas.Ivancildo F. Levantamento por irradiação É o método recomendado para áreas grandes e relativamente planas. como para as secundárias e linhas irradiadas. e economiza tempo.

Linha 01-P. Linha 04-01.Ivancildo F. Linha 03-04. Linha 02-03. e Linha 01-G). Sem escala 40 35 30 25 20 15 10 40 m X 121 m 60 m G 145 m 75 m I Sem escala 01 A B C D E 02 . dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 192 Solução: Criar perfis para as linhas principais e irradiadas da poligonal (Linha 01-02. a partir de caderneta de nivelamento apresentada: 47 m 40 m P Q O N M L R 197 m 167 m S K J T 150 m U H V F Z E A B C D 120 m Ilustração do perfil longitudinal da linha 01-02. Linha 01-J. Linha 01-03.

Sem escala 40 35 30 25 20 15 10 Sem escala 01 A B C D E 02 . dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 193 Passar as cotas inteiras encontradas nos perfis.Ivancildo F. para a planta planimétrica. Ilustração da projeção das cotas inteiras a cada metro para o perfil da linha 0102. e suas respectivas posições.

Ivancildo F. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 194 Unir pontos de cotas inteiras gerando as curvas de nível. .

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