CURSO TÉCNICO-INTEGRADO EM EDIFICAÇÕES NOTAS DE AULA – Topografia

2011

Pelo prof. MSc. Ivancildo F. dos Santos

Ivancildo F. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios - Alagoas

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SUMÁRIO

1.

FUNDAMENTOS DA TOPOGRAFIA 1.1. Introdução 1.2. Agrimensura 1.3. Geodésia 1.3.1. Classificação dos levantamentos geodésicos 1.4. Topografia 1.4.1. Métodos de levantamentos topográficos 1.5. Distinção entre Topografia e Geodésia 1.6. Formas e dimensões da terra TOPOGRAFIA 2.1. Conceito 2.2. Finalidade 2.3. Importância 2.4. A hipótese do Plano Topográfico 2.5 Divisões 2.5.1. Topometria 2.5.2. Topologia 2.5.3. Fotogrametria A TERRA E OS SISTEMAS DE REFERÊNCIA 3.1. Introdução 3.2. Formas e dimensões da terra 3.3. Os sistemas de referência 3.4. Os sistemas de coordenadas 3.4.1. Coordenadas geográficas ESCALAS 4.1. Introdução 4.2. Tipos e usos 4.2.1. Escala numérica 4.2.2. Escala gráfica 4.3. Critérios para a escolha da escala numérica 4.4. Posição da folha 4.5. Legenda, selo e orientação 4.6. Dobragem da folha MEDIÇÃO DE DISTÂNCIAS HORIZONTAIS E VERTICAIS 5.1. Introdução 5.2. Erros ocasionados nas medições 5.3. Processos de medição de distâncias 5.3.1. Processo de medição direta 5.3.2. Processo de medição indireta 5.3.3. Processo de medição eletrônica 5.3.4. Processo de medição por satélites MEDIÇÃO DE ÂNGULOS 6.1. Introdução 6.2. Goniologia 6.2.1. Tipos de ângulos

05 05 05 06 07 10 10 10 15 16 16 16 16 16 18 19 22 22 24 24 24 25 27 27 30 30 30 30 31 32 35 37 38 39 39 39 41 41 46 53 59 63 63 63 63

2.

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6.

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3 64 64 69 69 77 77 77 78 80 84 86 86 86 88 95 95 99 107 114 119 122 127 128 134 134 135 142 145 145 146 149 149 149 150 151 152 153 159 165 172 173 173 173 174 174 176 182 183

6.3. 7.

6.2.2. Condições de construção de um ângulo 6.2.3. Goniômetros 6.2.4. Operacionalização de goniômetros Goniometria

8.

MEDIDAS DE ORIENTAÇÃO 7.1. Introdução 7.2. A linha meridiana 7.3. Declinação magnética 7.4. Rumos e azimutes 7.4.1. Cálculo do azimute magnético LEVANTAMENTO PLANIMÉTRICO E LOCAÇÃO 8.1. Introdução 8.2. Fases do levantamento topográfico 8.3. Levantamento por triangulação à trena 8.4. Levantamento por poligonação 8.4.1. Poligonal aberta 8.4.2. Poligonal fechada na mesma base 8.4.3. Poligonal fechada em base diferente ou enquadra 8.5. Levantamento por irradiação 8.6. Levantamento por interseção a vante 8.7. Levantamento por interseção a ré 8.8. Locação 8.8.1. Locação de residências CÁLCULO DE ÁREA 9.1. Introdução 9.2. Processo geométrico 9.3. Processo analítico 9.4. Processo mecânico 9.4.1 Constituição dos planímetros 9.4.2 Operacionalização

9.

10. LEVANTAMENTO ALTIMÉTRICO 10.1. Introdução 10.2. Referência de nível 10.3. Nivelamento 10.4. Métodos gerais de nivelamento 10.4.1. Nivelamento geométrico simples 10.4.2. Nivelamento geométrico composto 10.4.3. Nivelamento taqueométrico 10.4.4. Nivelamento trigonométrico 10.5. Plano cotado 11. LEVANTAMENTO PLANIALTIMÉTRICO 11.1. Introdução 11.2. Conceito 11.3. Formas de representação 11.3.1. Perfis topográficos 11.3.2. Curvas de nível 11.3.3. Relevo sombreado 11.3.4. Cores hipsométricas

1. Levantamento por irradiação .4.2.4. Métodos de levantamento de curvas de nível 11. Levantamento por seções transversais 11. Levantamento por quadriculação 11.4. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .Alagoas 4 184 184 187 191 11.4.Ivancildo F.3.

eram os seguintes os conhecimentos exigidos dos candidatos à carta de agrimensor: Matemática elementar. é possível entender a condição de perplexidade de nossos ancestrais. foram se difundindo. É fácil imaginarmos alguns questionamentos que surgiram nas metas de nossos ancestrais. direta ou indiretamente. como. Os agrimensores habilitados com títulos na forma destas instruções.2. de alguma forma. já justifica a necessidade de se conhecer.198. Agrimensura A agrimensura teve suas raízes no antigo Egito. costuma-se dividi-la segundo a aplicabilidade. para demarcação de terras. No decorrer dos tempos as técnicas utilizadas pelos antigos egípcios. divisas estas destruídas pelas grandes enchentes do Nilo. 1. Segundo a portaria Nº 555. por exemplo: como orientar os deslocamentos? Como levantar terrenos? Como demarcá-los e desenhá-los? Como medir áreas? E os instrumentos. Em função da grandiosidade dos campos de aplicação (atualmente). sobre os campos de aplicação dessas ciências. restituíam as divisas entre os proprietários. nas margens do rio Nilo. Este capítulo versará. que hoje é possível conhecer tão bem. Introdução Mesmo considerando todos os avanços tecnológicos que hoje vivenciamos. desde o começo dos dias. FUNDAMENTOS DA TOPOGRAFIA 1. em Geodésia e Topografia. diante da complexidade do mundo a sua volta. No Brasil. que é o objetivo deste curso. enfocando as „ferramentas‟ que. . como agrimensores. como construí-los? Diante da necessidade de estudos e invenções. as primeiras normas para a nomeação de agrimensores se deram a partir do decreto Nº 3. Após as cheias os medidores de terra conhecidos. Os pilotos de carta pela mesma academia ou escola. também. intuir de que maneira surgiu no homem a necessidade de conhecer o mundo (sua forma e dimensões) que ele habitava. E os que tiverem sido empregados pelo governo até esta data. O simples deslocamento de um ponto a outro na superfície de nosso planeta. de 1863. à época.Alagoas 5 1. Naquela época. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . as características físicas do mundo. auxiliam as operações topográficas.1. especificamente. nasceu uma grande ciência a qual foi denominada Agrimensura. só poderiam ser empregados como agrimensores: Os engenheiros com carta passada pelas escolas nacionais. aperfeiçoando-se e diversificando-se. Podemos. daquele mesmo ano.Ivancildo F. Os habilitados com o curso completo da academia ou escola de Marinha da Côrte.

e após seu início vai monitorar seu andamento e procurar mapear determinados problemas que aparecerão em seu decurso.C.322 a. por Aristóteles (384 . Noções de astronomia. o planejamento. Pontes. A agrimensura atua nas diversas ramificações da engenharia. com base em dados obtidos por meio de levantamentos em solo ou por fotografias aéreas.3. é a Engenharia de Agrimensura se encarrega de formar profissionais para atuarem preparando áreas para obras urbanas. Prática do uso dos instrumentos e trabalhos de campo.Alagoas 6 Metrologia. Trabalhos geodésicos. ao mesmo tempo. Demarcações de movimento de terras. Obras de infra-estrutura urbana. Demarcações e divisas de terras.). Planejamento. a Geodésia fornece. a referência geométrica para as demais geociências como os Sistemas de Informação Territoriais. 1. Atualmente. tais como: Levantamento planialtimétrico. a navegação aérea. entre outros e. Geodésia O termo Geodésia provém do termo grego daiein e significa divisão de terra. Levantamento cadastral. É o engenheiro agrimensor que. Estradas. pela primeira vez. as engenharias de construção. e pode significar tanto divisões geográficas da terra como. inclusivamente para aplicações militares e programas espaciais. o ato de dividir a terra entre proprietários. analisa o ambiente e define os espaços físicos onde vai ser feita determinada obra. também. de infra-estrutura hidráulica. . Além disso. Perícia judicial. Topografia. Ela é. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Planejamento e implantação de loteamentos. elétrica ou de transportes. Fundações. Foi usado. com as suas teorias e seus resultados de medição e cálculo. Portos e aeroportos. marítima e rodoviária. que tem por finalidade a determinação da forma da terra e o levantamento de glebas tão grandes (com as suas feições naturais e artificiais) que não permitem o desprezo da curvatura da terra. os cadastros. satélites e aparelhos de sistema de posicionamento global. Desenho linear.Ivancildo F. um ramo das Geociências e uma Engenharia.

e uma destas chama-se geóide) em qualquer ponto. Estas estão divididas em sistemas ou redes de referência planimétrica. no Brasil.SGB é gerida. constitui-se na infra-estrutura de referência a partir da qual os novos posicionamentos são efetuados. cuja direção do campo de gravidade seja idêntica à direção da vertical do lugar (as superfícies perpendiculares a estas direções são equipotenciais. por cerca de 70000 estações geodésicas implantadas pelo IBGE em todo o território nacional. nivelamentos geométricos e trigonométricos e observações de satélites.3. triangulações. Deste modo. que a definição. através de estações geodésicas distribuídas adequadamente pelo país.além de medições astronômicas. assim como o estabelecimento das especificações e normas gerais para levantamentos geodésicos. como também das massas do sol. pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. de tal modo que podem ser classificados em três tipos: de alta. Na prática. média e baixa precisão. atualmente.Alagoas 7 1.Ivancildo F. básicos para amarração e controle de trabalhos geodésicos e cartográficos) desenvolvidos segundo especificações internacionais. o problema da determinação de uma figura terrestre. da lua e dos outros planetas). A materialização desse sistema. são marcados pontos de uma . é considerado o problema de maior interesse na Geodésia superior no estudo da forma e dimensões da terra. Classificação dos levantamentos geodésicos Costuma-se dividir os trabalhos geodésicos de acordo com as suas finalidades. implantação. A observação e descrição do 'campo de gravidade' e sua variação temporal (produzida pela rotação e pelas massas terrestres. Vale salientar. será possível se for conhecido o campo de gravidade dentro de um sistema de coordenadas. Para tanto. a rede é desdobrada (decomposta) para redes de menores precisões (segunda e terceira ordem). utiliza-se de pontos de amarração de 1º ordem (pontos que constituem um sistema de referência mundial. e manutenção do Sistema Geodésico Brasileiro . O SGB é constituído.1. Conquanto. atualmente. trata de determinar e representar a figura da terra em termos globais. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . precisa-se em primeiro lugar de medições gravimétricas . livre de hipóteses. porque altera a direção da força de gravidade num ponto. para uma determinação do geóide. Levantamento Geodésico de alta precisão ou superior Dirigido ao atendimento de programas internacionais de cunho meramente científico. para fins de determinações planimétricas. e a Sistemas Geodésicos Nacionais. altimétrica e gravimétrica: Rede de referência planimétrica com latitude e longitude de alta precisão A maior parte das medições geodésicas aplica-se na superfície terrestre (veja Anexo 1). onde.

Ivancildo F. sendo que o levantamento será efetuado através da medição dos lados. Os pontos de interseção são denominados vértices de triangulação. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . trilateração e poligonação: a) A triangulação – consiste na obtenção de figuras geométricas a partir de triângulos formados através da medição dos ângulos subtendidos por cada vértice. Com os métodos exatos da Geodésia projetam-se estes pontos numa superfície geométrica. Dentre os levantamentos geodésicos planimétricos destacam-se a triangulação. Partindo de uma linha formada por dois vértices conhecidos (coordenadas). É o mais antigo e utilizado processo de levantamento planimétrico da geodésia. Existe uma série de elipsóides que antes foram definidos para as necessidades de apenas um país. N . determinam-se novos pontos. como aquele. que matematicamente deve ser bem definida. costuma-se definir um elipsóide de revolução ou de referência. Para esse fim. depois para os continentes.Alagoas 8 rede de triangulação. N c) A poligonação – é o encadeamento de distâncias e ângulos medidos entre pontos adjacentes formando linhas poligonais ou polígonos. até chegar a um vértice de pontos conhecidos. baseia-se em propriedades geométricas a partir de triângulos superpostos. hoje para o globo inteiro. N b) A trilateração – método semelhante à triangulação e.

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Rede de referência altimétrica com altitudes de alta precisão Além do sistema de referência planimétrica (rede de triangulação e o elipsóide de rotação), existe um segundo sistema de referência: o sistema de superfícies equipotenciais e linhas verticais para as medições altimétricas (veja Anexo 2). Segundo a definição geodésica, a altura de um ponto „P‟ é o comprimento da linha vertical entre esse ponto e o geóide (altitude ortométrica „H‟). Também se pode descrever a altura do ponto „P’ como a diferença de potencial entre o geóide e uma superfície equipotencial (um elipsóide) que contém o ponto P (cota elipsoidal „h‟). Cotas elipsoidais têm a vantagem, comparando-as com alturas ortométricas, de poderem ser determinadas com alta precisão sem conhecimentos da forma do geóide. Por esta razão, nos projetos de nivelamento de grandes áreas, como continentes, costuma-se usar cotas elipsoidais. No caso de ter uma quantidade suficiente, tanto de pontos planimétricos, como altimétricos, pode-se determinar o geóide local daquela área.

Elipsóide h Geóide H

Dentre os levantamentos geodésicos altimétricos, destacam-se os nivelamentos geométricos, trigonométricos e barométricos. Este, utilizado apenas em regiões onde é impossível o uso dos os outros dois, ou quando se queira maior rapidez no levantamento. Não obstante, todos desenvolvidos na forma de circuitos, servindo por ramais às cidades, vilas e povoados às margens das mesmas e distantes até 20Km.

Rede de referência gravimétrica À semelhança das redes planimétricas e altimétricas (veja Anexo 3), a rede gravimétrica é desdobrada em: alta precisão, média precisão e para fins topográficos. Matematicamente, os levantamentos dessa rede são similares ao nivelamento geométrico, medindo-se diferenças de aceleração da gravidade entre pontos sucessivos.

Levantamento Geodésico de média precisão ou nacional Os levantamentos de média precisão se destinam a densificação do Sistema Geodésico Nacional, a partir da decomposição de sua rede em redes de 2º e 3º ordem. Estas são dirigidas às áreas remotas ou aquelas em que não se justificam investimentos

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imediatos, à medida que os levantamentos de 2º ordem aplicam-se às regiões sócioeconômicas mais desenvolvidas.

Levantamento Geodésico prático ou para fins topográficos Destinado ao atendimento dos levantamentos e representações de partes menores da terra onde a superfície pode ser considerada plana. Na verdade, a Geodésia prática proporciona à topografia uma rede de pontos os quais irão apoiar os seus levantamentos topográficos.

1.4. Topografia É a representação gráfica o mais detalhada possível, de uma parte da superfície da terra. Essa representação gráfica é feita sobre uma superfície plana hipotética chamada PLANO TOPOGRÁFICO perpendicular à direção do fio de prumo em um determinado ponto da superfície da terra. No entanto, a hipótese do plano topográfico exige restrição quanto ao raio de área a ser levantada, visto que as medidas topográficas são feitas considerando a terra plana. Nestas condições, erros planimétricos e altimétricos, provenientes da curvatura da terra, devem ser avaliados. As restrições nos levantamentos quanto à hipótese do plano topográfico serão abordadas no capítulo seguinte.

1.4.1. Métodos de levantamentos topográficos No que diz respeito aos métodos de levantamentos topográficos costuma-se dividi-los em apenas duas categorias: planimétrico e altimétrico. Levantamento planimétrico Merecem destaque a triangulação, poligonação, irradiação, interseção e outros. Levantamento gravimétrico Merecem destaque os nivelamentos geométricos, trigonométricos e taqueométricos. Esses métodos serão analisados detalhadamente nos capítulos seguintes.

1.5. Distinção entre Topografia e Geodésia Como se pôde observar, apesar da Topografia e Geodésia terem os mesmos objetivos, e utilizarem métodos e instrumentos semelhantes para o mapeamento da superfície terrestre, esta se ocupa dos processos de medida e representação cartográfica de grandes porções desta superfície, de acordo com a consideração sobre as

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deformações devido à esfericidade da terra (trigonometria esférica); a Topografia se ocupa da representação de uma pequena porção da superfície da terra, por uma projeção ortogonal de todos os detalhes da configuração do solo (trigonometria plana). Portanto, a Geodésia abrange o todo, ao passo que a Topografia se ocupa de detalhes, de forma que elas se completam para a harmonia do conjunto, do qual resultam cartas geográficas ou plantas topográficas. A aplicação da Geodésia nos levantamentos topográficos é justificada quando da necessidade de controle sobre a locação de pontos básicos no terreno, de modo a evitar o acúmulo de erros na operação do levantamento. Salienta-se que a Geodésia tem vários campos de aplicação que se confundem com a topografia: Mapas: na distribuição de pontos de controle (horizontais e verticais) para a confecção de cartas topográficas; Planejamento urbano: o desenvolvimento urbano (localização, utilização de vias, etc.) deve ser definido e localizado. Necessita-se, desta feita, de pontos de controle geodésicos; Demarcação de limites: a definição rigorosa de limites internacionais, interestaduais e intermunicipais é de fundamental importância para os projetos de cada região. Ênfase tem sido dada na precisão em oleoduto e gasoduto; Cadastro: o estabelecimento de um banco de dados que integre um sistema de informações de uso do solo, transporte, título de terra, assentamento, etc., deve estar baseado em mapas de localização definidos em termos de coordenadas referenciadas a uma rede geodésica;

com estações afastadas entre 5 a 10 km. Dirigido às áreas remotas ou àquelas em que não se justifiquem investimentos imediatos e. controle e locação de obras de engenharia. Nas áreas metropolitanas o espaçamento das estações deverá ser de 0. sendo julgada caso a caso. Elaboração de cartas gerais.000 Melhor que 1:50. segundo normas específicas. tendo a configuração adaptada aos aspectos da urbanização.5 a 2 km. com estações afastadas de. Nas áreas metropolitanas o espaçamento será função das características do processo de urbanização.gov. Arcos de meridianos e paralelos espaçados de 1a estações com espaçamento desejável de 15 km e no máximo de 25 km. sempre. conexões de Sistemas Geodésicos. existe uma valorização elevada do solo. constituindo o sistema único de referência. de cunho científico. Elaboração de cartas gerais. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Nas áreas metropolitanas o espaçamento das estações deverá ser limitado a 5 km.Alagoas 12 LEVANTAMENTOS GEODÉSICOS – PLANIMETRIA DE ALTA PRECISÃO ÂMBITO NACIONAL Científico Fundamental (ou de 1º ordem) DE PRECISÃO PARA FINS ÂMBITO REGIONAL TOPOGRÁFICOS Para áreas mais Para áreas Local desenvolvidas menos (ou de 2º ordem) desenvolvidas (ou de 3º ordem) Dirigido ao atendimento das necessidades de uma região onde se desenvolvem atividades humanas intensas e. Em função da área a ser atendida.concar. Melhor que 1:100. em conseqüência. A estrutura será desenvolvida caso a caso. com estações espaçadas de 10 a 20 km. Em função dos objetivos específicos a serem atingidos. Finalidade Exatidão Desenvolvi mento Dirigido ao atendimento de programas internacionais. Sua realização deverá se dar sem prejuízo do fundamental. mas devendo ser o erro padrão relativo de quaisquer duas estações melhor que 1:500. http://www. acordadas caso a caso.ibge.000 Melhor que 1:5. apoio e controle das obras de engenharia e estudos científicos em geral.br/files/quadro1.000 Dirigido ao atendimento dos levantamentos no horizonte topográfico. desenvolvido segundo especificações internacionais.000 após o ajusta-mento. Nas áreas metropolitanas o espaçamento das estações deverá ser de até 5 km.Ivancildo F. de acordo com as finalidades de cada projeto. elaboração de cartas gerais. no máximo 5 km. em função da inexistência ou impossibilidade de se desenvolver levantamentos geodésicos de alta precisão. pequenas obras locais.000 Exemplos de utilização Pesquisas sobre a deriva continental. prevalecendo os critérios de exatidão sobre as simplificações para a figura da Terra. Conforme as aplicações. que terá precedência de utilização.doc . Elaboração de cartas gerais. Em função da área a ser atendida. estudos e definição dos parâmetros para Sistemas Geodésicos. Melhor que 1:20. controle e locação de projetos de engenharia. com estações espaçadas de 10 a 20 km. Levantamentos e parcelamentos de áreas de pequeno valor. Pontos básicos para amarrações e controle de trabalhos geodésicos e cartográficos.

doc . Finalidade Exatidão Desenvolvi mento Dirigido ao atendimento de programas internacionais. controle de obras de engenharia. Conforme as aplicações. Elaboração de cartas gerais. Melhor que 2mm Melhor que 3mm Melhor que 6mm Exemplos de utilização Avaliação de movimentos da crosta terrestre. A estrutura será desenvolvida caso a caso de acordo com as finalidades de cada projeto. mas devendo o erro padrão ser inferior a 2mm para cada duas RN após o ajustamento. Elaboração de cartas gerais.br/files/quadro1. estudos de drenagem e gradientes em áreas de topografia movimentada. Em circuitos com até 400km de perímetro e estações materializadas. com estações materializadas e espaçadas de. Dirigido às áreas remotas ou àquelas em que não se justifiquem investimentos imediatos e. estudos e definição de parâmetros para os Sistemas Geodésicos. que terá precedência de utilização. http://www. apoio e controle das obras de engenharia e estudos científicos em geral. Levantamentos e parcelamentos de áreas de pequeno valor.ibge. Em circuitos com até 200km de perímetro e estações materializadas.Ivancildo F. com estações materializadas e afastadas de. 3 km. em função da área a ser atendida.concar. Sua realização deverá se dar sem prejuízo do fundamental. existe uma valorização elevada do solo. Basicamente em circuitos e acompanhada de medições gravimétricas (nivelamento geopotencial). Melhor que 4mm Dirigido ao atendimento dos levantamentos no horizonte topográfico.Alagoas 13 LEVANTAMENTOS GEODÉSICOS – ALTIMETRIA DE ALTA PRECISÃO ÂMBITO NACIONAL Científico Fundamental (ou de 1º ordem) DE PRECISÃO PARA FINS ÂMBITO REGIONAL TOPOGRÁFICOS Para áreas mais Para áreas Local desenvolvidas menos (ou de 2º ordem) desenvolvidas (ou de 3º ordem) Dirigido ao atendimento das necessidades de uma região onde se desenvolvem atividades humanas intensas e. sendo julgada caso a caso. conexões de Sistemas Geodésicos. segundo normas específicas. Pontos básicos para amarrações e controle de trabalhos geodésicos e cartográficos. Nas áreas metropolitanas dar-se-á preferência ao desenvolvimento em circuitos. no máximo. Elaboração de cartas gerais. preferencialmente. peque-nas obras. prevalecendo os critérios de exatidão sobre as simplificações para a figura da Terra. afastadas de no máximo 3 km.gov. com estações espaçadas de. Em circuitos ou linhas. preferencialmente. afastadas de no máximo 3 km. constituindo o sistema único de referência. em função da urbanização. de cunho científico. 1 km. 1 km. acordadas caso a caso. Nas áreas metropolitanas dar-se-á preferência ao desenvolvimento em circuitos. em função dos objetivos a serem atingidos pelos trabalhos. sempre. em função da inexistência ou impossibilidade de se desenvolver levantamentos geodésicos de alta precisão. elaboração de cartas gerais. Em circuitos ou linhas. controle de obras de engenharia. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . desenvolvido segundo especificações internacionais. em conseqüência. determinação de valores geopotenciais.

mas devendo ser o erro padrão melhor que 0. estudos de movimentos da crosta. Estudos do campo gravitacional e estrutura da crosta terrestre. Estudos do campo gravitacional e estrutura da crosta terrestre. determinação dos parâmetros definidores de um sistema Geodésico. Estudos do campo gravitacional e estrutura da crosta terrestre. estudos de movimentos da crosta. acordadas caso a caso. com específicos de cada projeto. prospecção mineralógica. para qualquer estação após o ajustamento. Em circuitos com estações espaçadas de até 100 km. que terá procedência de utilização. prospecção mineralógica. Exatidão Melhor que 0. com as estações estabelecidas nos levantamentos altimétricos de alta precisão e de precisão. acesso para as medições com tempo inferior a 72 horas. sendo julgada caso a caso. As observações serão ajustadas a IGSN-71 e as estações deverão coincidir com as Referências de Nível decorrentes dos levantamentos altimétricos de alta precisão e de precisão. de acordo com as finalidades de cada projeto. A estrutura será desenvolvida caso a caso.Ivancildo F. Serão coincidentes preferencialmente.concar.doc .Alagoas 14 LEVANTAMENTOS GEODÉSICOS (GRAVIMETRIA) DE ALTA PRECISÃO ÂMBITO NACIONAL Científico Finalidade Dirigido ao atendimento de programas internacionais.br/files/quadro1.3 mgal Desenvolvi mento Exemplos de utilização Conexão de estações absolutas da rede mundial e estudos de escala nos levantamentos geométricos. pesquisa de geondulações e desvio da vertical. http://www.05 mgal.ibge. Sua realização deverá se dar sem prejuízo do fundamental. segundo normas específicas. Fundamental (ou de 1º ordem) Pontos básicos para amarrações e controle de trabalhos geodésicos e geofísicos. Em circuitos com estações Função dos objetivos espaçadas de até 30 km.1 mgal Melhor que 0.gov.05 mgal Melhor que 0. visando facilitar os trabalhos de detalhamento do campo gravitacional. PARA FINS DE DETALHAMENTO Local Dirigido ao detalhamento do campo gravitacional. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . implantados segundo especificações internacionais. de cunho científico. constituindo o sistema único de referência ao IGSN71. DE PRECISÃO ÂMBITO REGIONAL Regional (ou de 2º ordem) Dirigido ao desdobramento do fundamental. prospecção mineralógica. ou acesso para as medições com tempo inferior a 48 horas. Conforme as aplicações.

Várias expedições foram organizadas desde 1737 sob os auspícios da Academia de Ciências de Paris que conduziram a evidências que a razão estava com Newton. e à variação da gravidade nos diversos pontos.6. às forças de atração da gravidade e centrífuga (rotação da terra). Considerando os valores atuais dos raios terrestres. ventos. ISSAC NEWTON (1642 a 1727) Estudos sobre a gravitação. devendo a força da gravidade decrescer dos pólos para o equador. a Terra se assemelharia a um elipsóide de revolução. Todavia. o eixo menor deste coincidindo com o eixo de rotação da Terra. A superfície da terra sofre freqüentes alterações devido à natureza e à ação do homem. A fim de simplificar o cálculo de coordenadas da superfície terrestre foram adotadas algumas referências (superfícies) matemáticas simples. senão vejamos: ERASTÓTENES (276 a 175 a. . dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . JOÃO PICARD (1620 a 1682) Introduziu várias melhorias nos instrumentos de medidas angulares e escreveu novas medidas da Terra. Erastótenes cometeu um erro inferior a 2%. Essa superfície se deve.) supostamente prolongado por sob continentes.C.) Calculou o raio da Terra e o meridiano terrestre. considerando a Terra achatada nos pólos. etc. variação de densidade da água.Alagoas 15 1. não serve para definir forma sistemática da terra. Nesse modelo a superfície da terra tem a forma aproximada de um esferóide com achatamento nos Pólos. CARL FRIEDERICH GAUSS (1777 a 1855) Introduziu a forma de planeta como um „Geóide‟ que corresponde à superfície do nível médio do mar homogêneo (ausência de correntes. Essas referências podem ser encontradas. Muitas foram as interpretações e conceitos desenvolvidos para definir qual seria a forma da terra. principalmente. devido às irregularidades de distribuição das massas da terra. quando folheamos cronologicamente o período histórico desde os mais longínquos tempos. Formas e dimensões da terra O nosso planeta (forma e dimensões) é um tema que vem sendo pesquisado ao longo dos anos em várias partes do mundo. a forma geoidal se torna complexa. portanto.Ivancildo F.

. eletrotécnica em industria (linhas de eletrificação. Esta superfície é perpendicular à vertical do lugar em um determinado ponto da superfície da terra. contribuindo com os métodos e instrumentos de precisão que permitem o adequado conhecimento do terreno. O termo só se aplica a áreas relativamente pequenas. 2. No entanto..Ivancildo F. uma ciência que estuda a representação detalhada de um trecho da superfície da terra. È. se dispusermos do planejamento. A hipótese do Plano Topográfico A projeção ortogonal. etc. até obras de maior vulto: barragens.. se partimos de obras de menor vulto: construção civil (casas. visto que as medidas topográficas são realizadas sobre uma . Atua muitas vezes como atividade fim e atividade meio em qualquer trabalho de planejamento. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . a qual conhecemos como Plano Topográfico. esta projeção se faz sobre uma superfície de nível (hipotética). pontes.. Portanto. etc. rodovias.). Conceito A palavra “Topografia” provém do grego Topos (lugar) e Graphein (descrever) e significa descrição exata e minuciosa de um lugar. TOPOGRAFIA 2. e a correta implantação da obra. Finalidade Determinar o contorno. naturais ou artificiais é que denominamos de planta topográfica... a hipótese do plano topográfico exige restrições quanto ao raio de área a ser levantada. subestações de distribuição de energia. telecomunicações.. Por outro lado.4. Conforme visto no capítulo anterior. irrigação...1. agricultura (cadastro de áreas cultivadas. desconsiderando a curvatura resultante da esfericidade da terra. dimensão e posição relativa de uma porção limitada da superfície da terra. mesmo que se trate de detalhes.2. que a topografia encaixa-se dentro de qualquer atividade de um profissional da área de engenharia.. sendo utilizado o termo Geodésia quando se fala de áreas maiores. impõe-se a locação.. etc.. 2. Importância È a topografia que.3. etc. estando presente também a topografia. prédios. através de plantas representa o relevo do solo com todas as suas elevações e depressões.Alagoas 16 2. portanto. impõese um prévio levantamento topográfico do lugar onde a mesma deverá ser implantada.).). Pelo fato de que as obras de engenharia são executadas sobre o terreno. 2. podemos afirmar sem exageros. reflorestamento. drenagens. de todos os detalhes da configuração do solo.

Alagoas 17 superfície curva (superfície da terra). O erro planimétrico A adoção da hipótese do Plano Topográfico implica na substituição do arco „d‟ (raio de uma área circular) pela tangente „D‟. Nestas condições. Para tanto. denominado de erro de esfericidade (veja figura a seguir). e que o erro gráfico ∆D cometido a partir do levantamento topográfico não ultrapasse este limite de finura. e o raio médio da terra de 6. cometendo assim um erro. sabemos que não existe uma figura matemática que represente fielmente a superfície física da terra. a não ser a superfície geoidal (apresentada como a superfície teórica ou ideal que mais se aproxima da forma real da terra) utilizada na análise do erro planimétrico. deve-se avaliar a extensão dos levantamentos planimétricos e altimétricos. rodovias e estradas de ferro. para estudos e projetos de distribuição de energia.370Km. cujo módulo de escala é 1/10. e os dados coletados são projetados sobre uma superfície plana (Plano Topográfico). Havendo a necessidade do levantamento de uma faixa estreita de terra. a seguir: ∆D D Superfície física d Superfície Geoidal Raio da terra Plano Topográfico A hipótese admite que o limite da finura do traço no desenho seja igual 0. conforme mostra na figura. as condições supracitadas devem atender ao limite para representação gráfica em topografia.000.Ivancildo F. Na verdade. por exemplo. as operações topográficas não estão sujeitas a limites. o que se pretende é que o erro planimétrico „∆D‟ cometido por conta do caminhamento „d‟ seja absorvido no desenho topográfico.1mm (visível ao olho „nu‟). Neste limite „∆D‟ alcança valores de 100cm. Por outro lado. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . desde que seja considerada uma . As deduções revelam que o raio da área a ser levantada „d‟ não deve exceder de 30 a 50 Km.

O erro altimétrico causado pelo efeito da curvatura da terra é a linha „cb‟. o mesmo não acontece na representação altimétrica. topologia e fotogrametria: . O erro altimétrico Conhecido por efeito C & R. e o raio visual cai de „ab‟ para „af‟ (veja a figura abaixo.5. No entanto. estabelecem que a distância topográfica „d‟ não deve exceder os 3. 2. Divisões Definido o campo que limita as operações topográficas em extensão. A planta resultará numa série de rebatimentos sobre um plano horizontal de projeção.Alagoas 18 série de planos tangentes. já considerando o efeito positivo da refração atmosférica. quando aplicada até distâncias de 3. D Superfície física a d Superfície Geoidal Raio da terra f b Plano Topográfico c Se considerarmos a mesma distância dos 50 Km para „d‟.7m. que utiliza também a figura do geóide). e que seguem o limite de representação gráfica em topografia M = 10. a refração atmosférica „R‟ (fenômeno natural que faz com que uma linha vista vá caindo gradualmente à medida que aumenta a distância topográfica) diminui o efeito da curvatura em 14%. outras deduções que descartam os efeitos C & R. Nestas condições. Por outro lado.Ivancildo F. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . as deduções indicam que o erro altimétrico seria muito elevado 168.6Km.000. Isto significa dizer. pode-se afirmar que a hipótese do Plano Topográfico é satisfatória simultaneamente às medidas horizontais e verticais. pela soma algébrica de influências da curvatura da terra e da refração atmosférica.6Km entre dois pontos subseqüentes de um levantamento. o erro altimétrico gera uma linha com a curvatura voltada para o centro da terra. a topografia pode ser dividida em topometria. que se pudemos substituir a superfície geoidal por um Plano Topográfico na representação planimétrica.

Para tanto. tanto nos planos horizontais e/ou verticais. As angulares são os ângulos horizontais e verticais. tais como teodolitos. É o que acontece com as edificações. como também para a representação dos detalhes existentes (não levando em consideração o relevo). estações totais.Alagoas 19 2. Para efeito de representação planimétrica ou avaliação de área. para o cálculo e traçado da planta topográfica. Obtenção de distância horizontal: . a obtenção das medições compreende um conjunto de processos de medidas.Ivancildo F. não só para a representação em projeção horizontal dos lados e contorno perimetral do terreno. onde os ângulos e distâncias são obtidos por instrumentos topográficos. as distâncias inclinadas são reduzidas às dimensões de suas bases produtivas. níveis. Topometria Trata de medidas das grandezas lineares e angulares que definem a posição dos pontos topográficos. receptores de satélite. Os trabalhos provenientes da planimetria dão origem às plantas planimétricas.1.5. como ciências auxiliares a: Taqueometria Trigonometria Planimetria Consiste na obtenção de ângulos e distâncias horizontais. Entende-se por base produtiva as dimensões que são aproveitadas na prática. pois exigem o aplainamento dos terrenos para que possam ser construídas. trenas. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . A topometria se divide em: Planimetria Altimetria Que utilizam para o seu desenvolvimento. baseadas na geometria aplicada. As grandezas lineares são as distâncias horizontais e diferenças de nível.

referidos a um plano horizontal de comparação (plano topográfico). ou alturas. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . de um certo número de pontos do terreno. O trabalho de planimetria juntado ao de altimetria dá origem à planta planialtimétrica. Obtenção de distâncias verticais: .Ivancildo F. só dá origem a perfis.Alagoas 20 DH Obtenção de ângulo horizontal: Obtenção de azimutes: ☼sol Altimetria Consiste na obtenção de ângulos verticais e distâncias verticais. A altimetria. isoladamente. através da obtenção de distâncias verticais.

dando origem às plantas cotadas ou com curvas de nível. O campo ótico do taqueômetro possui. Os aparelhos usados na taqueometria são chamados taqueômetros. não retângulos. Ademais.. porque o campo ótico de suas lunetas é dotado de fios estadimétricos. A sua principal aplicação é em terrenos altamente acidentados. taqueometria é a parte da topografia que trata da medida indireta de distância horizontal e vertical. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . já que os levantamentos são realizados com maior rapidez e economia. dando origem às plantas cotadas ou com curvas de nível. Fio vertical Fio superior Fio médio Fio inferior Trigonometria A Trigonometria tem por finalidade. etc. assim como a taqueometria. As suas principais aplicações se assemelham. também. o levantamento de pontos do terreno. vales. sobre o qual oferece reais vantagens em relação aos métodos topométricos. as da taqueometria. Fios horizontais superior e inferior – fios de referência para as leituras estadimétricas. . só que pela resolução de triângulos quaisquer. que discutiremos adiante.Ivancildo F.Alagoas 21 Taqueometria A Taqueometria tem por finalidade o levantamento de pontos do terreno. Fio vertical – fio de referência para as medidas de ângulos horizontais. Fio médio – fio de referência para as medidas de ângulos verticias. por exemplo: morros. pela resolução de triângulos retângulos. montanhas.

e segundo a sua finalidade.5. Fotogrametria Compreende o estudo indireto de medição de forma. tamanho e posição de um terreno extenso. complemento indispensável à Topometria. foto-índice e mosaicos. 2. tem por objetivo de estudo a conformação e representação de terrenos. .Alagoas 22 Qualquer goniômetro que permita medir ângulos verticais. ▪ Projetos rodoviários. Algumas aplicações: ▪ Mapas topográficos.Topologia A Topologia. Tem como objetivo realizar medições sobre fotografias para a elaboração de cartas topográficas planialtimétricas. A principal aplicação da Topologia dá-se na representação cartográfica do terreno pelas curvas de nível. ▪ Aérea – utiliza-se de fotografias obtidas de estações móveis no espaço (avião ou balão). temáticos (solos. As medições obtidas de distância horizontal e vertical são indiretas. 2. Curvas de nível são interseções obtidas por planos eqüidistantes. pode ser usado na trigonometria. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . ferroviários.Ivancildo F. ▪ Espacial – utiliza-se de fotografias obtidas de estações móveis fora da atmosfera da terra.2. vegetação). planejamento e desenvolvimento rural e urbano.3. a fotogrametria pode ser classificada em: ▪ Terrestre – utiliza-se de fotografias obtidas de estações fixas sobre a superfície do terreno. Este tipo de fotogrametria pode ser útil para fins topográficos (mapeamento de regiões de difícil acesso) e não topográficas (engenharia de tráfego). e projetos ambientais. de controle à erosão e às cheias. obras de arte especiais. paralelos com o terreno a representar. através de medições e interpretações de imagens fotográficas terrestres ou aéreas.5. suas modificações através dos tempos e as leis que as regem. De acordo com o tipo e a posição espacial da câmara.

são utilizados óculos de lentes nas cores contrárias às dos filmes adotados. ▪ Eixos óticos convergentes – a observação da imagem se faz de maneira natural. Visão estereoscópica é a sensação de profundidade que pode ser obtida através de processo estereoscópico. Exemplo de estereoscópio de eixos óticos paralelos: . tomadas de pontos distintos.Alagoas 23 Como obter uma visão estereoscópica: Estereoscopia é um fenômeno natural que ocorre quando se observam duas imagens fotográficas de uma mesma cena. é necessário que se tenha um par de fotos de uma mesma cena ou região. e dispor de estereoscópio.Ivancildo F. O estereoscópio pode dispor. de eixos óticos cruzados. ainda. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . as fotos é que são impressas em filmes coloridos e superpostas com um pequeno deslocamento. Para se obter uma visão 3D (terceira dimensão) através de fotografias. ▪ Eixos óticos paralelos – observa-se a foto da direita com o olho direito e a foto da esquerda com o olho esquerdo. capaz de fornecer uma sensação bastante precisa da profundidade. Para fazer a observação. tomadas de pontos distintos. porém. convergentes e paralelos: ▪ Eixos óticos cruzados – observa-se a foto da direita com o olho esquerdo e a foto da esquerda com o olho direito.

Introdução O nosso planeta. podemos enumerar algumas formas estudadas. mas sim. tão somente. Hoje as preocupações se voltam. maior que o Peloponeso (península do sul da Grécia) e que a lua é feita de terra e não de luz própria. Formas e dimensões da terra Folheando cronologicamente as páginas da história. é um tema que vem sendo pesquisado ao longo da história da humanidade em várias partes do mundo.) Alguns dos escritos descrevem a terra como sendo um grande disco que flutuava sobre o oceano. com as suas formas e dimensões. A TERRA E OS SISTEMAS DE REFERÊNCIA 3. ANAXÁGORAS (500 428 a. no que diz respeito aos estudos sobre as formas e dimensões da superfície terrestre.) Afirmou que o sol é uma pedra incandescente. para as anomalias que a superfície da terra vem sofrendo. desertificações. Erastótenes cometeu um erro inferior a 2%. como representá-las matematicamente. como terremotos. para definir qual seria a melhor forma a adotar para a ele. . Estas anomalias têm provocado deslocamentos de pontos sobre a superfície da terra.D.2. senão vejamos: HOMERO (S. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . sobre a Geodésia. Contudo. desde os mais longínquos tempos. Assim sendo. Muitas foram as interpretações e conceitos desenvolvidos no passado. relacionadas basicamente aos fenômenos naturais. este capítulo fará um breve histórico sobre as formas historicamente adotadas para a terra. que precisam ser atualizados. As preocupações da Topografia se resumem. ERASTÓTENES (276 a 175 a. 3.Alagoas 24 3. placas tectônicas. etc.C. ao conhecimento dos sistemas de referência existentes para “amarrar” os pontos sobre a superfície da terra.) Calculou o raio da Terra e o meridiano terrestre.1. que podem facilmente ser aplicados nos projetos topográficos. e o sol como sendo o coche em que os deuses efetuavam o seu passeio.C.Ivancildo F. principalmente. Considerando os valores atuais dos raios terrestres. e afunilará os conceitos para os sistemas de referência atualmente adotados pela Geodésia para localização de pontos sobre a superfície da terra. essa tarefa não recai sobre a Topografia. vulcões.

Essa superfície se deve. Clarke (1886) e Hayford (1909). ventos. resolveu adotar o elipsóide de Hayford como sendo o elipsóide de referência internacional. Todavia. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . e. devendo a força da gravidade decrescer dos pólos para o equador. ISAAC NEWTON (1642 a 1727) Estudos sobre a gravitação. Em 1924. a forma geoidal se torna complexa. e à variação da gravidade nos diversos pontos. devido às irregularidades de distribuição das massas da terra. Nesse modelo a superfície da terra tem a forma aproximada de um esferóide com achatamento nos Pólos. considerando a Terra achatada nos pólos. com precisão sempre crescente. às forças de atração da gravidade e centrífuga (rotação da terra). Os trabalhos geodésicos foram se multiplicando. etc. o Sistema Geodésico Sul-Americano que adota para modelo geométrico da terra o elipsóide de . Dentre muitos. a Assembléia Geral da Associação de Geodésia Internacional em Madrid. foram sendo calculados os parâmetros do elipsóide ideal. a mesma assembléia recomendou para a América do Sul. principalmente. Os sistemas de referência Com o decorrer dos tempos.) supostamente prolongado por sob continentes. sendo medidos arcos de meridianos e paralelos em várias regiões do globo.Alagoas 25 JOÃO PICARD (1620 a 1682) Introduziu várias melhorias nos instrumentos de medidas angulares e escreveu novas medidas da Terra.3. e precisando buscar um modelo mais simples para representar o nosso planeta. o eixo menor deste coincidindo com o eixo de rotação da Terra.Ivancildo F. Em 1967. Com base em trabalhos desta natureza. 3. os geofísicos resolveram adotar o elipsóide de revolução proposto por Newton. CARL FRIEDERICH GAUSS (1777 a 1855) Introduziu a forma de planeta como um „Geóide‟ que corresponde à superfície do nível médio do mar homogêneo (ausência de correntes. destacam-se os resultados obtidos por Bessel (1841). Várias expedições foram organizadas desde 1737 sob os auspícios da Academia de Ciências de Paris que conduziram a evidências que a razão estava com Newton. adotando o elipsóide de revolução como sendo forma matemática da terra. a Terra se assemelharia a um elipsóide de revolução. variação de densidade da água.

Rio Grande do Sul. sendo utilizado como um sistema de referência para o cômputo ou correlação dos resultados de um levantamento. à exceção do Estado do Amapá. Rio de Janeiro.6527"S. A rede Nordeste foi um caso a parte. Coordenada longitude: 48º06'07. Imbituba: corresponde ao nível médio determinado por um marégrafo instalado em Imbituba (Estado de Santa Catarina) para referenciar a rede altimétrica nacional. tendo como referência o SGB. uma base e um azimute. Coodenada latitude: 19º45'41. define um sistema geodésico. Azimute geodésico para o vértice Uberaba 271º30'04. Este modelo é o que mais se aproxima do geóide na região considerada. que dispõe do Datum Porto de Santana. Pretende-se. existem as redes estaduais GPS que procuram georeferenciar todas as propriedades rurais existentes no país.RBMC. Elas procuram suprir as demandas atuais da sociedade que são cada vez mais ampliadas devido à utilização das técnicas de posicionamento por satélites artificiais. Acre e a rede Nordeste. Conquanto. Santa Catarina. É conhecido pelos parâmetros iniciais. estaduais e municipais de forma a zelar pela integridade física do marco. evitar abalos que possam interferir nas coordenadas do mesmo ou até mesmo a sua destruição. Até dezembro de 2006 foram estabelecidas 13 redes GPS estaduais (abrangendo 18 estados): São Paulo.Alagoas 26 referência 1967. Paraná. A localização de cada marco da rede é previamente escolhida juntamente com representantes de instituições federais.Ivancildo F. A forma e tamanho de um elipsóide. Mato Grosso. que todas as Unidades da Federação possuam uma rede altamente precisa e conectada entre si. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . No caso do SAD69. Origem das altitudes (ou Datum altimétrico) Altura geoidal: 0 m. Espírito Santo. A implantação de uma rede geodésica estadual vem a colaborar na elaboração dos seguintes produtos e informações: . ao estabelecê-las. DATUM é o ponto de partida de uma rede geodésica. ele possui as seguintes características: Origem das coordenadas (ou Datum planimétrico) Estação: Vértice CHUÁ (Estado de Minas Gerais). isto é.05". pois foi estabelecida em uma única campanha de medição contemplando os estados de Alagoas. coordenadas do vértice. Ceará. Pernambuco. o qual conhecemos como Sul American Datum – SAD69. a qual é a principal estrutura geodésica no território nacional. Paraíba e Rio Grande do Norte. Bahia. Minas Gerais. As coordenadas iniciais tem a finalidade de fixar o elipsóide em relação a terra.0639"W. e faz parte do SGB. Sergipe. o azimute orienta o sistema e a base fornece a escala. tendo como referência a Rede Brasileira de Monitoramento Contínuo . bem como sua posição relativa ao geóide. Mato Grosso do Sul.

abastecimento de água. as cartas utilizadas em projetos de engenharia podem apresentar. 3. um outro sistema de projeção construído em coordenadas plano-retangulares. que são representadas em uma carta: os meridianos e paralelos. Portanto. 180º. Partindo-se do Pólo Norte em direção ao Pólo Sul. Regulamentação fundiária. ou vice-versa. Seu valor é de 0º.1. Estas coordenadas são usadas na maioria das cartas. unidades municipais. cujas seções são círculos que progressivamente diminuem de tamanho. O ponto de partida para numeração dos meridianos é o meridiano que passa pelo Observatório de Greenwich. Demarcação de unidades estaduais. este conjunto é chamado de rede. existe um sistema de linhas imaginárias. Referência para obras de engenharia tais como: construção e pavimentação de rodovias e estradas. exatamente na metade do caminho.4. o Universal Tranversa de Mercator – UTM. É a partir do elipsóide de revolução. Ademais. para oeste e para leste. O Equador é um círculo máximo. é necessária a implantação de pontos cujas coordenadas são determinadas por rastreamento de satélite usando a tecnologia GPS. e constitui a base da sua construção. para corrigir distorções de formas de massa terrestre ocasionada pela projeção de uma área da superfície curva da terra em uma superfície plana. construção de pontes.Ivancildo F. 3. pode-se construir uma infinidade de planos paralelos. Dividindo-a em duas metades exatas. cujo plano é perpendicular à linha dos pólos. além do sistema que expressa as coordenadas geográficas (latitude e longitude). para Norte e para Sul. Coordenadas geográficas A superfície geometricamente definida que mais se aproxima da superfície física da terra é o elipsóide de revolução. constituindo as coordenadas geográficas. uma linha imaginária que intercepta cada meridiano e que rodeia a Terra. Os meridianos são as linhas que passam através dos pólos e ao redor da Terra. áreas de proteção ambiental.4. encontra-se o Equador. Numeram-se os paralelos de 0º a 90º. Em uma carta topográfica. contida em um plano perpendicular ao seu eixo de rotação. e partindo-se dele em direção ao Pólo Norte e Sul. O conjunto de meridianos e paralelos forma uma rede de linhas imaginárias ao redor do globo. viadutos e túneis. na Inglaterra. áreas indígenas. Os sistemas de coordenadas Para que cada ponto seja localizado na superfície terrestre. que se . transmissão de energia. de grande e média escala. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . o meridiano de Greenwich é o meridiano principal.Alagoas 27 Confecção de mapas e cartas. Em regiões onde não há rede geodésica ou a rede existente está destruída. As localizações são feitas a partir dele que é o marco 0º (zero grau). São chamados de paralelos.

até o ponto onde elas se encontram.Ivancildo F. minutos e segundos de arcos Norte ao Sul do Equador. até o ponto onde elas se encontram.00"N Longitude (λ) Longitude de um ponto é a distância expressa em graus. . indicada pela letra “S” 0º a – 90º no hemisfério sul. medidos ao longo do paralelo do ponto. minutos e segundos de arco Leste ou Oeste do Meridiano de Greenwich. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . indicada pela letra “N” Exemplo: Ф = 39º00'00. O ângulo de longitude é determinado pelas linhas que vão do Meridiano Principal e do meridiano no qual está o ponto a ser localizado. Variação: 0º a + 90º no hemisfério norte. O ângulo de latitude é determinado pelas linhas que vão do Equador e do paralelo no qual está o ponto a ser localizado. que é o centro da terra. medidos ao longo do meridiano do ponto. N 70º 60º 50º 40º 30º 20º 10º 0ºE 39º N Latitude 95º W Longitude 0º Greenwich 80º 80º 70º 60º 50º 40º 30º 20º 10º 0ºE EQ UA DOR 90º 80º 70º 60º 20º 50º 40º 30º 10º Elipsóide de revolução Latitude (Ф) Latitude de um ponto da superfície terrestre é a distância expressa em graus.Alagoas 28 determinam as latitudes e longitudes que definem a posição de um ponto na superfície da terra. que é o centro da terra.

Ivancildo F. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .Alagoas 29 Variação: 0º a + 180º a leste de Greenwich. indicada pela letra “W” Exemplo: λ = 98º00'00.00"W . indicada pela letra “E” 0º a – 180º a oeste de Greenwich.

se apresentam sob dois aspectos: 4. 1: M . As medidas angulares continuam sendo desenhadas com grandeza natural. e a medida de comprimento horizontal “L” correspondente no campo. 4.1. Tipos e usos Um dos elementos indispensáveis na construção de uma carta ou planta topográfica é a indicação clara e precisa da escala. Em tal representação não se pode saber o tamanho dos acidentes nem as distâncias que os separam. Deste modo: l L 1 a = M Esta concepção leva a determinar o que se pode chamar de módulo de escala.2. ESCALAS 4. ou seja.1. através desta relação estaremos traçando no papel uma figura semelhante a do terreno levantado.Alagoas 30 4. elemento que muito facilita o emprego das escalas nos desenhos técnicos. Seria inútil o desenho de uma parte da superfície terrestre nas suas dimensões naturais ou ampliadas. ampliado. Não poderíamos desenhálo. os módulos podem ser sob a forma de fração ou proporção: 1 1 . Você não pode esquecer que apenas as medidas lineares são passíveis desta redução. Diante destas restrições. 1/M M . As escalas.2. não pode ser feito jamais em verdadeira grandeza e muito menos. Escala numérica Chama-se de escala numérica de um desenho. em função de sua utilização na topografia. Introdução O desenho topográfico por motivos óbvios.Ivancildo F. a razão constante entre o comprimento “l” de uma linha medida na planta e o comprimento “L” de sua medida homóloga no terreno. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Tecnicamente o seu trabalho não terá valor se não for acompanhado dessa indicação. resta-nos a necessidade do emprego constante de uma redução de grandezas naturais da superfície para possíveis e adequadas representações gráficas. A esta relação entre a medida linear “l” da representação gráfica. damos o nome de ESCALA. Quanto à representação.

. e até das reproduções(ampliações e reduções). Como construir a escala gráfica na planta Seja o caso da construção de uma escala gráfica de módulo 1:500: ▪ No espaço do selo. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .Ivancildo F. afastados 0. 8cm de comprimento. sendo também menor o número de pormenores que podem figurar na planta. na escolha da reta. as mesmas variações que as dimensões do desenho.39m. o que evidencia maior precisão nas determinações gráficas. trace uma reta horizontal com. reservado à construção da escala.2. Qual a escala numérica da planta? Solução: l = 1 L M → 0. por exemplo. As escalas gráficas. no desenho.39 = 1 858 M → M = 2200 A escala desejada é 1:2200 Exemplo elucidativo 2: Numa planta em escala 1:200. cujo denominador M é um número elevado. Escala gráfica É uma figura geométrica representativa de uma determinada escala numérica. Daí ser utilizada em desenhos topográficos. Exemplo elucidativo 1: Numa planta. Qual a distância real entre eles? Solução: l = 1 L M → 75 = 1 L 200 → M = 15000cm A distância real entre eles é 15000cm ou 150m 4. para que a escala não apresente um aspecto feio na ornamentação do selo. sob a influência do calor ou da umidade. além de facilitarem rápidas determinações no desenho. verifica-se que os pontos A e B tem uma distância indicada de 858m e que aparecem. apresentam a vantagem de experimentar. quanto maior for o denominador M. dois pontos estão afastados de 75cm. Limite-se ao comprimento máximo de até 10cm.2. tanto menor será a escala e menor o desenho. É geralmente empregada em desenhos feitos com escala numérica.Alagoas 31 Assim.

compete ao desenhista sua determinação de acordo com a natureza do trabalho. determina-se que valor no terreno corresponde aos 8cm adotados para o desenho. l = 1 L M → 0. Coloca-se uma das pontas do compasso no ponto 0 (zero) da escala. para que apresentem melhor aspecto. Os valores menores de um décimo da divisão principal do talão só poderão ser apreciados por estimativa. elas devem ser construídas em forma retangular. que é de 15cm.0m. coloca-se a ponta direita do compasso no início desta seção. Critérios para a escolha da escala numérica Não existem normas rígidas para a escolha da escala. Veja: 0 4 5m 4. Conhecida a seção. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Obs. Como medir grandezas 1. e finalmente se escreve a numeração da escala. 2. 0 30m Dado que.Ivancildo F. subdivide-se a seção extrema da esquerda (talão) em dez partes iguais. Essa distância pode ser tomada com o auxílio de um compasso.2: Caso necessário. logo. Obs. Proceder à leitura dos resultados obtidos. Em casos .1: A escala construída tem precisão de 1m. Tomar na planta a distância gráfica que se pretende medir. e observa-se à direita em qual seção se encontra a outra ponta. e verifica-se no talão o décimo da escala. Transportar essa distância para a escala gráfica.3. pode-se aumentar as divisões principais da escala já construída.08 = 1 L 500 → M = 40 metros ▪ Divide-se a reta em quatro partes iguais a 2cm que representarão cada uma 10. desde que não atinja a largura do selo.Alagoas 32 ▪ Usando a fórmula conhecida de cálculo de escala. Entretanto. 3. ▪ Para apreciar décimos da divisão principal. as escalas gráficas têm efeitos ornamentais nas plantas. Assim.

restando apenas a determinação do tamanho da folha de desenho. é de 0.1.M (mm) Portanto se temos um desenho feito na escala de módulo 1:5000. Para fazei-lo. porém. conforme descrito no anexo – convenções topográficas. só conseguiremos apreciar pontos sobre a planta com espessura mínima de 0. Fundamentando-se na estatística. da NBR 13133/1994. pois. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .1. Existem certas condições que orientam sobre o modo de proceder a respeito da escala mais conveniente para uma dada planta ou carta. comparada com as dimensões do papel que deve receber o desenho. por exemplo) ou utilizar convenções topográficas.Ivancildo F.1mm é. Se chamarmos este erro de L: l = 1 L M → 0. o erro máximo tolerável será: L = 0. o que chamamos de limite de precisão gráfica que. admite-se que a menor grandeza possível de ser apreciada a olho nu pelo ser humano de visão normal. ▪ A precisão gráfica com que o desenho deve ser executado. em determinados casos.1mm. São elas: ▪ A extensão da área do terreno levantado. tem-se que adotar uma escala de módulo maior (1:1000 ou 1:500. Principais escalas para plantas e cartas topográficas e seus respectivos empregos: . por exemplo.Alagoas 33 específicos. não figurarão no desenho. não terão representação gráfica. visto que.1mm. Segmentos menores só podem ser assinalados e observados ou medidos com o auxílio de instrumentos especiais. uma vez fixado. portanto. em tal desenho. ▪ A natureza e do número de detalhes que se pretende colocar na planta com clareza e precisão.1 = 1 L M → L = 0. tem-se de atender a determinadas especificações. ou seja.5000 = 500mm ou 50cm Isto quer dizer que. a escala já é pré-determinada. que definem as dimensões de desenho. os acidentes cujas dimensões forem inferiores à tolerância de 50cm. A extensão de 0. determina o valor do maior erro tolerável nas medições feitas sobre um desenho executado em uma escala de módulo 1:M. Precisão gráfica das escalas Denomina-se precisão gráfica à menor grandeza suscetível de ser representada em um desenho.

conforme esquema: . Mapa mundi Tamanho da porção de terreno levantado Quando a porção levantada e a ser projetada é bastante extensa e. parque. o comprimento deve ser múltiplo de 185 mm e a altura múltipla de 297mm. pequenos lotes urbanos..Alagoas 34 Escala 1:100 1:200 1:500 1:1000 1:2000 1:5000 1:10 000 1:50 000 --1:1 000 000 M 1 0. É o que se denomina representação parcial. mantendo-se numa única folha a porção levantada.. Formato 4AO 2AO AO A1 A2 A3 A4 A5 A6 Linha de corte (mm) 1682 x 2378 1189 x 1682 841 x 1189 594 x 841 420 x 594 297 x 420 210 x 297 148 x 210 105 x 148 Margem (mm) 20 15 10 10 10 10 5 5 5 Medidas mínimas da folha sem cortar 1720 x 2420 1230 x 1720 880 x 1230 625 x 880 450 x 625 330 x 450 240 x 330 165 x 240 120 x 165 Para chegarmos ao formato do papel. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .5 0. e os tamanhos de folha devem seguir as normas por ela estabelecidas. inicialmente imaginemos um retângulo de área 1m2 (841 x 1189mm) o qual chamamos de formato A0.Ivancildo F. A margem de arquivo deve seguir as dimensões 25 x 297mm. Deste formato. deriva-se por bipartição.01 0. Planta de pequena fazenda. Porém.1 0. terraplanagem. Estes. etc. depois.. Planta de grande propriedade. No Brasil é a Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT que trata do formato padronizado para o papel do desenho. Na obtenção de formatos alongados de papel. pequena cidade. os demais formatos. ou duplicação.0001 Equivalência 100m (no campo Representação em plantas de edifícios.. loteamento urbano.002 --0.2 0. etc.. vila. se deseja representar convenientemente todos os detalhes naturais e artificiais a ela pertinentes. Cartas de países. procura-se.. ao invés de reduzir a escala para que toda a porção caiba numa única folha de papel.05 0. de dobrados terão o formato único de apresentação A4 (210 x 297mm).02 0. conforme mostrado na tabela acima. pode-se optar por formatos alongados. dividir esta porção em partes e representar cada parte em uma folha.

em função das diferenças de coordenadas máximas e mínimas. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Xmáx = abscissa maior obtida na coluna das coordenadas absolutas.24 2039. A folha poderá assumir duas posições: ▪ Posição vertical.Ivancildo F. devem ser expressos em coordenadas no espaço R2.31 840. Exemplo elucidativo 1: Dado.4. Posição da folha Os pontos de um levantamento topográfico sejam eles de uma área ou de linhas. Daí a necessidade.05 1020. de determinarmos a posição da folha.36 1731.45 949.00 1000. quando (Xmáx – Xmin) < (Ymáx – Ymin) ▪ Posição horizontal.Alagoas 35 4. Xmin = abscissa menor obtida na coluna das coordenadas absolutas.05 . Ponto 0 1 2 3 4 Coordenadas absolutas Abscissa (X)m Ordenada (Y)m 1000. Ymáx = ordenada maior obtida na coluna das coordenadas absolutas.39 1643. Ymin = ordenada menor obtida na coluna das coordenadas absolutas. quando (Xmáx – Xmin) > (Ymáx – Ymin) Onde.62 873.00 1230.

62 863.18 Xmáx – Xmin = 232. Xmáx = 2039.85 864.62 Ymáx = 1001.23 Ymáx – Ymin = 266.39 943.00 Solução: Posição do papel.82 920.39 Ymin = 735.05 1001.31 Ymáx – Ymin = 180.81 1063.03 1042.Ivancildo F.94 971.00 980.85 Xmin = 831. Ponto 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 Coordenadas absolutas Abscissa (X)m Ordenada (Y)m 1000.05 Xmáx – Xmin = 1039. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .20 1000.31 Xmin = 1000.00 1000.31 850.02 904.45 949.14 839.78 735.21 .36 831. Xmáx = 1063.96 799.39 Ymin = 840.00 1000.22 805.00 Ymáx = 1020.Alagoas 36 Solução: Posição do papel.34 O papel deve assumir a posição horizontal! Espaço horizontal destinado para o desenho Exemplo elucidativo 2: Dado.18 997.

5. após a dobragem. Legenda.Alagoas 37 O papel deve assumir a posição vertical! Espaço vertical destinado para o desenho 4. . Sua falta implica em tirar grande parte do significado e utilidade do desenho da planta. é destinado ao desenho do selo. Legenda – vai mostrar apenas os símbolos empregados no desenho topográfico acompanhados de suas explicações. legenda e orientação. a partir da linha de corte. selo e orientação O espaço de 185mm no canto direito do papel.Ivancildo F. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Deve estar situada no espaço superior do canto direito do papel de forma que. não apareça na frente do formato de apresentação. Orientação – a orientação da poligonal deve ser indicada seguindo os critérios de posicionamento da legenda ou se situar imediatamente acima do selo.

Deve ter dimensões de 150 x 70mm. como dobrar a folha: . Dobragem da folha Após a dobragem. profissionais envolvidos (levantamento topográfico. desenho.6. escalas.Ivancildo F. a folha da planta deve ter o formato definitivo A4 (210 x 297mm). dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .). o título da planta.Alagoas 38 Selo – é espaço reservado na planta para informar o nome do proprietário. Veja a seguir. etc. na ilustração. 4. localizando-se na parte inferior do canto direito do papel. responsável pelo projeto. local.

Significa dizer que as distâncias naturais inclinadas ou não. é o comprimento do segmento de reta entre estes pontos. Na obtenção da distância vertical. Qualquer que seja a forma. distração ou falta de habilidade do operador. Não representam estritamente o verdadeiro valor. Alguns autores costumam dividi-los segundo o instrumento de medição utilizado. o que importa é que todos os processos implicam em erros decorrentes do operador ou do próprio instrumento. Erros ocasionados nas medições Independente do processo de medição (horizontal ou vertical). porém. de maneira que se obtenha os melhores resultados possíveis nas medições. a imperfeição dos instrumentos. restringem-se aos instrumentos utilizados. Os erros sistemáticos não são objeto de estudo deste curso. Vão depender da prática e cuidado do operador. MEDIÇÃO DE DISTÂNCIAS HORIZONTAIS E VERTICAIS 5. Nem por isso. e como minimizá-los. 5.1. Para a obtenção da distância horizontal. os valores que manipulamos nas operações são sempre errôneos. isto para que estejamos sobre o plano de projeção. existem alguns processos que devem ser empregados. e ainda que fosse precisaríamos de laboratório específico (termômetro. assim como dos processos de medição. Tais erros não admitem cálculo para uma compensação. porque não podem ser mensurados. projetado sobre um plano horizontal. Introdução Comentamos anteriormente que a medida de distância horizontal entre dois pontos. Este capítulo tratará sobre dos erros ocasionados na medição de distâncias horizontais e verticais. . os processos são semelhantes. Já a distância vertical entre os pontos será a diferença de altura entre eles. Os seus valores podem ser calculados e aplicadas correções aos resultados. em Topografia. isto porque são provenientes de causas diversas.) para aferição dos equipamentos e monitoramento dos mesmos durante a realização de medidas no campo.Ivancildo F. e podem ser minimizados ou corrigidos.2. ▪ Erros sistemáticos Decorrentes de falhas da própria aparelhagem e que agem sempre do mesmo modo.Alagoas 39 5. de forma a anulá-los. dinamômetro. como por exemplo. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . outros por comparação da distância a uma grandeza padrão previamente estabelecida. barômetro. etc. são reduzidas às dimensões de sua projeção horizontal equivalente. deixamos de dividi-los em dois tipos: ▪ Erros acidentais Erros cuja causa nem sempre é a mesma. não seguindo uma lei conhecida.

encaminhá-lo para uma empresa especializada. convém guardá-lo com a tampa do estojo aberta. Para a verificação das colimações vertical e horizontal e do ajuste do prumo ótico. a qual riscaria as lentes. senão vejamos:  É fundamental. para os elementos óticos. Após isto. folgas e por vezes o bloqueio dos movimentos levando à necessidade de substituírem-se as peças defeituosas. mas deixarem proliferarem-se pode causar danos irremediáveis nas lentes e prismas (caso da estação total). os aparelhos transportados em pick-up que enfrentam estradas precárias e cheias de buracos: Todos os componentes do aparelho. pois eles liberam uma substância ácida. Tomemos. Isso porque. como exemplo. corrosiva. a ação do tempo e o próprio transporte para os locais de medição podem causar alterações. em casos de trabalho intenso diminuir este prazo. por melhor que sejam os cuidados.  Para finalizar frisa-se que o prazo médio para se realizar uma revisão numa empresa espcializada é de um ano e meio. tirando-se o pó.  Complementarmente. e a ótica externa com algodão embebido em um pouco de álcool. com um pincel macio. limpá-lo externamente. quando necessário o seu reparo. aconselha-se verificá-los pelo menos três vezes por ano ou no início de cada obra.  Após longos períodos de utilização sob condições adversas. quando em seu início. alguns cuidados básicos devem ser levados a cabo. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Caso tenha apanhado chuva. são fáceis de serem eliminados. Assim sendo. é aconselhável somente após a utilização do instrumento. evitando-se assim ter que repetir o levantamento caso haja algo errado. seu aparelho estará sempre valorizado além de prolongar a sua vida útil e garantir condições ideais de uso que significa confiabilidade no mesmo. o aparelho deve ser guardado em local ventilado e seco. Observando-se estes cuidados. podemos nos precaver no item manutenção prévia do equipamento e. com cuidado e observando a presença de areia. é fundamental que o aparelho passe por uma revisão geral para que volte a funcionar perfeitamente (jatos de ar muitas vezes são suficientes). aliando-se outros fatores como o pó em obras de construção civil e estradas. que seja observada a qualidade e o estado geral dos instrumentos de medição e do material de apoio antes do uso.  Outro fator muito importante é a proliferação dos fungos na ótica dos aparelhos. Estes nada mais são que micro-organismos provenientes da excessiva umidade do clima tropical que. .Ivancildo F. Caso contrário o acúmulo destes agentes vai agindo gradativamente nos elementos mecânicos provocando desgastes. não só para o levantamento a ser executado como também para a obra final ao qual se destina. principalmente os parafusos tendem a afrouxar-se o que diretamente alteraria o ajuste dos mesmos. podendo.Alagoas 40 Todavia.

São altamente resistentes à unidade e a produtos químicos. além de não se deteriorarem facilmente. em relação aos demais tipos de trena encontradas no mercado (lona. conforme os instrumentos de medição utilizados para mensuração do comprimento. Assim. São eles: Medição direta (apenas nas medições de distâncias horizontais). aço).3.Ivancildo F. multiplicando este número pelo valor da unidade empregada ter-se-á a distância percorrida. Elas são feitas de material bastante resistente. a medida da distância horizontal é feita por meio de instrumento de medida aplicado diretamente sobre o terreno. Processo de medição direta Uma medida é considerada direta se o instrumento usado apoiar-se no terreno ao longo do alinhamento. São as mais usadas. também conhecidos como diastímetros. porque deformam menos quando expostas a variações de tensão e temperatura. Processos de medição de distâncias Os processos de medição de distâncias horizontais e verticais podem ser considerados em três tipos.Alagoas 41 5. Os principais dispositivos utilizados na medida direta de distância. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . com o comprimento total variando até 100 metros. Trena de fibra de vidro com invólucro Trena de fibra de vidro com invólucro Trena de fibra de vidro sem invólucro . determina-se o número de vezes que a unidade escolhida está contida nele e. percorrendo o alinhamento a ser medido. ou seja.1.3. são as trenas de fibra de vidro. 5. medição indireta e medição eletrônica.

Ficha Haste de ferro ou aço de pequeno diâmetro com comprimento variável entre 35 e 55cm.Ivancildo F. que serve como vértice ou ponto de balizamento em uma operação topográfica de levantamento ou demarcação. Jogo de fichas e argola . Sua principal função é a materialização de um ponto topográfico no terreno.Alagoas 42 Apesar da qualidade e da grande variedade de diastímetros disponíveis no mercado. Estaca Pedaço de madeira. A finalidade dessa estaca é possibilitar achar a posição do piquete. com a superfície do topo plana (com taxa ou marcação em cruz) e apontada na outra extremidade. que por ter sido cravado quase rente ao solo. toda medida direta de distância só poderá ser realizada se for feito uso de alguns acessórios especiais. Uma das extremidades é pontiaguda e a outra em formato de argola. com dimensões maiores do que a do piquete e chanfrada na parte superior. O chanfro permite uma inscrição numérica ou alfabética. Ela deve ser cravada a cerca de 50cm do piquete com o chanfro voltado para o mesmo. há dificuldade em achá-lo. O comprimento para a cravação vai depender da dureza do terreno. Os principais são: Piquete Estaca feita de madeira resistente a intempéries. Ponto topográfico é aquele escolhido no terreno. mas parte dele (cerca de 10cm) deve permanecer visível. que pertence ao piquete testemunhado. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .

Na materialização do ponto topográfico a baliza deve coincidir com a taxa ou marcação em cruz do piquete não deixando de ficar na vertical. É usada no terreno (delimitando ou balizando alinhamentos). e para executar lances com diastímetro. inteiriça ou desmontável.Ivancildo F. pintada alternadamente de branco e de vermelho. Permite à pessoa que segura a baliza (balizeiro) posicioná-la corretamente na vertical sobre o piquete ou sobre o alinhamento a medir. quando a distância a ser medida é superior ao comprimento deste.Alagoas 43 É utilizada na marcação de lances efetuados com o diastímetro. o operador deve tentar fazê-la ficar em equilíbrio e aprumada. com 2 metros de comprimento. arredondado. Nível de cantoneira . Baliza de seção circular desmontável Nível de cantoneira Haste em forma de cantoneira acoplável à baliza e dotada de bolha circular. Para tanto. Baliza Haste feita de metal. Possui uma ponta em uma das extremidades. ao mesmo tempo em que deverá fixar os olhos no outro operador. para facilitar o posicionamento sobre a taxa do piquete. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . sextavado ou oitavado. juntamente com o pique.

quando â distância do ponto A ao ponto B é inferior ao comprimento do diastímetro.Alagoas 44 Caderneta de campo É um documento onde são registrados todos os elementos levantados no campo.: Existe. ocupará nova posição ao final do distímetro. a possibilidade dos pontos A e B não serem visíveis um do outro. totalizando quatro balizeiros. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Para tanto. ou se não forem visíveis um do outro. e este. o balizeiro intermediário marca o final do diastímetro com uma ficha. e da mesma forma. O balizeiro de ré ocupa a posição do balizeiro intermediário. Neste caso. Vários lances: Neste caso. Na medição. mais dois balizeiros intermediários. Nesse momento . como medir distâncias entre eles usando um diastímetro? Aí surge a necessidade de se pensar em trabalhar em um ou mais lances: O lance único: Diz-se que o lance de medição é único. seguindo a orientação da projeção ortogonal dos pontos anteriormente discutida. consegue fazer a medição. devem ser projetadas em um plano horizontal. Repete-se o processo de deslocamento das balizas (ré e intemediário) e de marcação dos lances até que se chegue ao ponto B onde deve está localizado o balizeiro de vante. necessitando-se fazer várias medições. por exemplo. A medição poderá acontecer somente quando estiver assegurada a linha AB.Ivancildo F. Obs. ainda. o balizeiro intermediário. tais como. o balizeiro M orienta o balizeiro M‟ para que ele fique na linha MB. a equipe de trabalho composta por três membros. depois de executado o primeiro lance. de maneira que M‟ consiga ver A e M consiga ver B. leituras de distâncias. A equipe de trabalho aumentará em mais um operador. Para conseguir o alinhamento. o balizeiro M‟ orienta o balizeiro M para que ele fique na linha AM‟. etc. normalmente são padronizadas. um balizeiro de ré. um de vante e um apontador. croquis dos pontos. serão necessários. além dos balizeiros de ré e de vante. por sua vez. Neste caso. os dois balizeiros intermediários (veja figura) M e M‟ devem se posicionar no ponto de invisibilidade. todavia nada impede que a empresa responsável pela operação adote cadernetas que melhor atendam às suas necessidades. Em seguida. O que se indaga é: Se esses pontos estiverem muito distantes um do outro. Métodos de medição direta As medidas de distâncias horizontais entre dois pontos A e B. a distância entre os pontos A e B supera o comprimento do diastímetro. Essa operação será repetida tantas vezes seja necessária até que não haja mais a necessidade de corrigir a linha. ângulos.

pode-se diminuir os seus efeitos. entre si. fixar fixas espaçadas. e inicia-se a medição da distância AB. O alinhamento dessas fixas deve ser feito com o uso de balizas ou mesmo de medidores de ângulo. deve-se ao longo da linha a ser medida. A inobservância a esse cuidado ocasiona o erro que chamamos de desvio lateral.Alagoas 45 estará assegurado o alinhamento entre A e B. mantendo-se as extremidades do diastímetro sempre bem tencionadas e evitando longos lances nas medições. Para eliminar ou minimizar este erro. Embora não se possa eliminar essa flecha.Ivancildo F. ▪ que se assegurem da tensão nas extremidades do diastímetro A falta de tensão nas extremidades do diastímetro aumenta a flecha que já aparece devido ao seu peso próprio. A ● M B ● M‟ Cuidados na medição de distâncias diretas: É preciso que se tomem alguns cuidados quando da realização de medidas de distâncias com diastímetros. também conhecida como catenária. Alguns podem ser citados: ▪ que os operadores se mantenham no alinhamento a medir. de uma distância menor que o comprimento a ser utilizado do diastímetro a ser utilizado na medida. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Coloca-se fixas nos pontos onde estão M e M‟. .

▪ que se assegurem da verticalidade da baliza Muitas vezes. desviando-a da vertical. conseqüentemente. no afã de diminuir o efeito da catenária. Esse erro que chamamos de erro de inclinação da baliza pode ser evitado quando se acopla à haste da mesma um nível de cantoneira. fazendo-se a medição com o diastímetro na parte mais baixa das balizas. A minimização ou eliminação desse tipo de erro vai depender da experiência dos operadores. em função do nível de água das extremidades. proceder à medida de distâncias com o diastímetro na horizontal. puxando-a mais para o seu lado e. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Processo de medição indireta Diz-se que o processo de medida de distâncias é indireto quando estas distâncias são calculadas em função da medida de outras grandezas com ela relacionada . o operador exerce grande esforço para tensionar o diastímetro.Alagoas 46 ▪ que se assegurem da horizontalidade do diastímetro Caso o diastímetro não seja posicionado em nível.Ivancildo F. e esquece de tomar os cuidados com a verticalidade da baliza.3. 5. dizemos que o erro cometido é de horizontalidade.2. ou minimizado. Mangueira de nível é uma mangueira de água transparente que permite. ou da utilização de uma mangueira de nível nas duas balizas que limitam o trecho da medição.

Teodolito mecânico de leitura externa Teodolito mecânico ótico prismático com leitura interna Nível mecânico de leitura interna Entretanto. portanto. não havendo. Destarte. toda medição de distância indireta necessita de acessórios especiais (além dos já conhecidos) não apenas para estacionar o instrumento.Alagoas 47 matematicamente. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .Ivancildo F. mas também para possibilitar o ponto onde se deseja a distância horizontal ou vertical. O nível é utilizado somente para a leitura de régua. Os teodolitos são utilizados na leitura de ângulos horizontais e verticais e da régua graduada. Os principais instrumentos utilizados na medida indireta de distância são os teodolitos e níveis. necessidade de percorrê-las para compará-las com a grandeza padrão. podemos enumerar os principais: .

Alagoas 48 Tripé Peça de madeira ou alumínio utilizada para estacionar o trânsito ou nível sobre o terreno. Parte de uma régua graduada de alumínio . madeira ou PVC. Pode se apresentar em madeira ou alumínio. tripé em alumínio e madeira tripé em madeira Mira graduada ou régua Régua de alumínio. É utilizada na determinação de distâncias horizontais e diferença de nível entre pontos.Ivancildo F. „dm‟. de comprimento máximo de 7m. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . graduada em „m‟. „cm‟ e em algumas em „mm‟.

Lm Elementos das fórmulas: DH = distância horizontal. sen2Z e e DN = DH . Os ângulos verticais ou zenitais. Ls = leitura no fio superior (conveniente em milímetros). 100 . e fazer três leituras nos fios estadimétricos (Ls. Os taqueômetros funcionam. Lm = leitura do fio médio (conveniente em milímetros) Z = distância zenital em teodolito que possui a origem do ângulo vertical no zênite (entenda-se por zênite a direção contrária a direção do fio de prumo prolongada ao infinito). As distâncias serão determinadas a partir de fórmulas taqueométricas: Ls Lm (fio médio) Z Li β β AI DN DH Dependendo do tipo de ângulo lido no instrumento (vertical β ou zenital Z).Ivancildo F. as fórmulas podem ser: DH = (Ls – Li) .Lm DN = DH . . DN = diferença de nível. porque estes são dotados de fios estadimétricos.Alagoas 49 Métodos de medição indireta: As medidas diretas podem ser medidas por dois métodos:  Taqueométrico É um método de medição de distâncias horizontais e diferença de nível. cotgZ + AI . Lm e Li). 100 . AI = altura do instrumento. tgβ + AI . correspondentes. cos2β DH = (Ls – Li) . como teodolitos ou níveis. Li = leitura do fio inferior (conveniente em milímetros). dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . O método consiste em visar uma régua graduada estacionada no ponto onde se deseja as distâncias. e a altura do instrumento devem ser anotados. β = ângulo vertical em teodolito que possui a origem deste ângulo no horizonte. na verdade.

cotgZ + AI . Em seguida.  Trigonométrico Assim como na taqueometria.53m.sen2Z = (2351–1341). sobe-se novamente o fio médio deixando-o no ponto mais alto da mira e efetua-se a leitura (Lm3).Alagoas 50 Exemplo elucidativo: Ls = 2351mm. é necessária a troca do sinal de DN. só que apenas no fio de retículo Lm. Quanto vale DH e DN? Solução: DH = (Ls–Li). Estando Z compreendido entre 90º e 270º. porque a visada é descendente.53 – 1. As distâncias serão determinadas a partir de fórmulas trigonométricas: L2 Z1 Z2 β2 β1 L1 DN AI DH . lendo o ângulo vertical ou zenital correspondente.100. para realizar cálculos médios. Como. deslocando-se o fio médio para um ponto acima da primeira leitura e efetua-se nova leitura (Lm2) e do ângulo.536m.Lm = 93. não esquecendo de fazer a leitura do ângulo vertical ou zenital correspondente.881m DN = DH. a trigonometria consiste na visada em uma régua graduada. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .sen2254°36'14" = 93881mm DH = 93.Ivancildo F. Logo.881. se faz uma terceira leitura. Z = 254°36'14".cotg254°36'14" + 1. As leituras na mira devem ser feitas deslocando o fio médio para o ponto mais baixo da mira (Lm1). AI = 1. o ângulo vertical ou zenital e a altura do instrumento. também.846 = 25.536m. Lm =1846mm. DN = -25.100. anotando-se. Li = 1341mm. normalmente.

39m.Ivancildo F. L3 = 7500mm. L1 = primeira leitura na mira (conveniente em milímetros).Li β acima do horizonte é (+) β abaixo do horizonte é (-) Elementos das fórmulas: DH = distância horizontal. Z2 = Segunda distância zenital no teodolito. Para uma mira de 4m de comprimento. L2 = Segunda leitura na mira (conveniente em milímetros).Alagoas 51 DH = L2 – L1 CotgZ2 – CotgZ1 DN = DH .Cotg90°51'20") = 83857mm ou 83. por exemplo. estudos revelam que o limite de aplicação da trigonometria para obtenção de precisão de 1:5000 tem as seguintes distâncias máximas: TEODOLITO 1" 6" 10" 20" DISTÂNCIA MÁXIMA 250m 200m 150m 100m Exemplo elucidativo: AI = 1.857m . L1 = 200mm. L2 = 300mm. β2 = segundo ângulo vertical no teodolito. Z1 = primeira distância zenital no teodolito que possui a origem do ângulo vertical no zênite. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . AI = altura do instrumento. β1 = primeiro ângulo vertical no teodolito que possui a origem deste ângulo no horizonte.Li DH = L2 – L1 tgβ2 – tgβ1 DN = DH . DN = diferença de nível. Z1 = 90°51'20" Z2 = 90°47'10" Z3 = 85°52'30" Quanto vale DH e DN? Solução: DH1 = (L3 – L1) ÷ (CotgZ3 – CotgZ1) = (7500 – 200) ÷ (Cotg85°52'30" . cotgZi + AI . tgβi + AI .

Contudo.0615m Cuidados na medição de distâncias indiretas: É preciso que se tomem alguns cuidados quando da realização de medidas de distâncias indiretas. na avaliação dos milímetros. cotgZ1 + AI – L1 = 83857. Para atenuar a influência do erro no ângulo vertical na distância horizontal.8699mm ou – 0. impossibilitando a sua leitura. ocorre o desvio da visada na régua graduada por efeito de um fenômeno natural .61. deve-se focalizar bem os fios de retículo. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .2677mm ou – 0. ▪ na hora dos trabalhos de campo O efeito do sol ao meio dia faz tremer os fios estadimétricos. principalmente. Para atenuar o efeito deve-se.867m DN1 = DH1 . ▪ na focalização dos fios de retículo Para atenuar a influência de erros no ângulo (vertical ou zenital). principalmente nos horários de sol „quente‟. Alguns podem ser enumerados: ▪ na medida do ângulo (vertical ou zenital) A influência da leitura do ângulo (zenital ou vertical) na distância horizontal é mínima.062m DN2 = DH2 . O posicionamento do fio inferior a um metro acima do solo diminui o efeito da reverberação. sempre que possível.0. estudos mostram que um erro de 30' na medida do ângulo vertical ocasiona um erro de 1cm na medida da distância horizontal. evitar os trabalhos de taqueometria no período das 10:30hs às 13:30hs.Cotg90°47'10") = 83876mm ou 83.Alagoas 52 DH2 = (L3 – L2) ÷ (CotgZ3 – CotgZ2) = (7500 – 300) ÷ (Cotg85°52'30" . efetua-se a medida do ângulo vertical nas posições direta e inversa do taqueômetro. pelo menos na taqueometria.cotg90°51'20" + 1390 – 200 = . ▪ no posicionamento do fio inferior (na taqueometria) e médio (na trigonometria) Em vistas muito próximas ao solo.876m DHmédia = (DH1 + DH2) ÷ 2 = 83867mm ou 83.061m DNmédia = (DN1 + DN2) ÷ 2 = . cotgZ2 + AI – L2 = 83876.5688mm ou .62.60.Ivancildo F.cotg90°47'10" + 1390 – 300 = .

Para atenuar esse efeito da refração. esse tipo de medição não isenta o operador das etapas de estacionamento e outras que serão discutidas posteriormente. deve-se posicionar o fio inferior ou médio. pois todas são obtidas automaticamente através de um simples apertar de botão. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Processo de medição eletrônica A medida eletrônica de distâncias não pode ser considerada um tipo de medida direta.3. 5. pois não necessita percorrer o alinhamento a medir para obter o seu comprimento.Ivancildo F. pois não envolve a leitura da régua graduada e cálculos para a obtenção das distâncias horizontais ou mesmo verticais. nem por isso deve ser considerado um tipo de medida indireta.Alagoas 53 chamado refração atmosférica. Para distâncias superiores a 100m fica difícil uma avaliação precisa do milímetro. o segmento lido (Ls – Li). ▪ na inclinação da mira Quando a mira não está devidamente posicionada na vertical. a um metro acima do solo. . quando a luneta está posicionada com a objetiva contra o sol. ▪ na conservação da mira Miras com desgaste na pintura devem ser substituídas. durante uma medição eletrônica o operador intervém muito pouco na obtenção das medidas horizontais e verticais.3. Na verdade. ▪ na iluminação da mira Devem-se evitar leituras na mira. conforme o caso. porque os valores observados podem discrepar do que deveria ser. ▪ na leitura da mira As miras normalmente são graduadas em centímetros. no caso da taqueometria. ocasionará erro na medida da distância horizontal. resultando sempre valor superior ou inferior ao que deveria ser. qualquer que seja a tecnologia envolvida no processo. que acaba por ocasionar erro das distâncias. Entretanto.

que permitem medição eletrônica de distâncias horizontais e verticais. etc.). dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .Alagoas 54 A medida eletrônica de distâncias baseia-se na emissão/recepção de sinais luminosos (visíveis ou não) ou de microondas que atingem um anteparo ou refletor. o teodolito eletrônico. A distância é calculada quando o sinal emitido pelo dispositivo é recebido de volta. automáticos e robotizados: Trena eletrônica Dispositivo eletrônico composto de um emissor/receptor de sinais que podem se pulsações ultra-sônicas ou feixe de luz infravermelho. ser refletido e recebido de volta. Assim. e mesmo de ângulos. pode-se citar a trena eletrônica. trena eletrônica. a freqüência e o comprimento de onda são conhecidos pelo dispositivo do instrumento. Trena eletrônica Teodolito eletrônico Instrumento que possui mecânica de precisão. Ela não mede distâncias verticais. O instrumento calcula eletronicamente a distância entre o emissor/receptor e o anteparo ou refletor em função do tempo que o sinal emitido leva para atingir o alvo. o nível digital e a lazer e os equipamentos motorizados. facilidade de utilização e altíssima confiabilidade na leitura de ângulos horizontais e verticais. a estação total. entre os principais equipamentos utilizados atualmente na medida de distâncias. Teodolito eletrônico com trena eletrônica acoplada . Normalmente faz parte de um sistema modular que permite adaptar outros equipamentos (distanciômetro.Ivancildo F. Na determinação de distâncias horizontais acima de 50 metros. é necessário utilizar um alvo eletrônico para a correta devolução do sinal emitido. o distanciômetro eletrônico.

A tecnologia utilizada na medição de distâncias é a do infravermelho.Alagoas 55 Distanciômetro eletrônico Equipamento exclusivo para medição eletrônica de distâncias horizontais e verticais. A haste deve ser posicionada sobre o ponto a medir. Trabalhos de altíssima precisão requerem que o prisma (ou conjunto de prismas) seja apoiado sobre uma base niveladora que deve está posicionada sobre um tripé. com a ajuda de um nível de bolha. O alcance varia de 500m a 20000m e depende da quantidade de prismas utilizados para a reflexão do sinal. na posição vertical. podendo ainda medir distâncias inclinadas. Prisma é um espelho circular.Ivancildo F. de faces cúbicas. A tecnologia utilizada na medição destas distâncias é a do infravermelho. acoplado a uma haste e que tem por finalidade refletir o sinal emitido pelo aparelho precisamente na mesma direção em que foi recebido. Vistas posterior (teclado e visor) e anterior (emissor e receptor de infravermelho) De um distanciômetro Conjunto de haste e prismas acoplados a bases niveladoras. automaticamente. bem como. monitora o estado de operação do instrumento. das condições atmosféricas. Estação total Instrumento que incorpora o teodolito eletrônico mais distanciômetro eletrônico e possui um microprocessador que. . dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .

como nas estações totais.). É utilizado para medição eletrônica de distâncias horizontais e diferenças de nível. de um coletor de dados (conectado ao instrumento) para registrar as etapas do levantamento. Na determinação das distâncias. ainda. sombra. o aparelho deve ser apontado e focalizado sobre a régua que deve estar aprumada com a ajuda de um nível de bolha circular. O alcance vai depender do aparelho e das condições ambientais (luz. pois permite medir ângulos verticais e horizontais. a estação total representa um instrumento completo. Coletor de dados e estação total de alcance de 2Km com um prisma Nível digital O seu funcionamento está baseado no processo digital de leitura. Os valores medidos podem ser armazenados internamente ou em coletores de dados.Alagoas 56 Portanto. altura do aparelho. além de fazer monitoramento das condições de nivelamento do instrumento. verticais e inclinadas. vibrações. distâncias horizontais. O instrumento é dotado.Ivancildo F. num sistema eletrônico de varredura e interpretação de padrões codificados (como o código de barras nos produtos de supermercado) numa régua graduada em códigos de barra. altitude do ponto. Nível digital e régua graduada em código de barras . etc. calor. etc. ou seja. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .

a leitura da altura da régua graduada (Lm). é efetuada diretamente sobre a mesma. Os motorizados (Programáveis) são indicados para medição em que não há necessidade de contato com o objeto a ser medido e em tarefas que requerem valores medidos a intervalos regulares de tempo. Conjunto régua graduada e detetor a lazer nível a lazer nível a lazer O detetor lazer é dotado de um visor que automaticamente se ilumina e soa uma campainha ao detectar o raio emitido pelo nível. Assim como o nível digital. metal ínvar ou fibra de vidro deve se utilizada como suporte para o detetor. o nível a lazer é utilizado na obtenção de distâncias verticais ou diferenças de nível e também não mede ângulos. Uma régua de alumínio. com o auxílio do detetor lazer. à base de raios infravermelhos (ou microondas). utilizada no cálculo das distâncias por estadimetria. automáticos e robotizados São versões mais sofisticadas de teodolitos ou estações totais. destinados a medições de altíssima precisão (geodésia).Alagoas 57 Nível a lazer É um tipo de aparelho que não é provido de luneta nem visor LCD e funciona baseado na tecnologia do raio infravermelho.Ivancildo F. é desprovido de luneta. Por exemplo. Estação total convencional (motorizada) . o monitoramento de recalque de uma superestrutura ou deslocamentos de terra. Conquanto. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . E equipamentos motorizados.

Estação total com reconhecimento O robótico combina a tecnologia dos automáticos com o acionamento por controle remoto. porque erros semelhantes aos discutidos. anteriormente. ▪ quando a projeção do centro do sinal-refletor não coincide com a posição do ponto sobre o qual está estacionado ocorre um erro que chamamos de erro linear de . mesmo que os instrumentos sejam altamente precisos e de fácil utilização. Estação total robotizada Cuidados na medição de distâncias eletrônicas: É preciso que se tomem alguns cuidados durante a medida eletrônica de distâncias. o centro do retículo do aparelho (cruzeta) pode não coincidir com o centro do prisma que compõe o sinal refletor. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .Ivancildo F.Alagoas 58 Os automáticos combinam a tecnologia dos motorizados com o reconhecimento automático do alvo (estático ou dinâmico). Um levantamento utilizando uma estação total robótica carece de apenas um operador para segurar o sinal refletor e controlar remotamente a estação. Assim: ▪ na medida do ângulo. nas medições indiretas de distâncias podem ocorrer nas medições eletrônicas. o que ocasionaria erro de pontaria.

4. programas e acessórios informatizados contribui para os erros de operação do instrumento. Esta mensagem é recebida pelos receptores que. minha posição atual é Y e esta mensagem foi enviada no tempo Z”. Pode ser evitado utilizando um bipé para o correto funcionamento do sinal sobre o ponto.N) ou geográficas (λ. É baseada em posicionamento global (localização espacial) do ponto.Alagoas 59 centragem do sinal-refletor. ▪ erros podem ocorrer também na centragem e nivelamento do instrumento. em relação à linha do horizonte. de onde se obtém as suas coordenadas planas (E. 5. ▪ a falta de familiaridade do operador com as funções do instrumento. além da altitude. cada satélite emite uma mensagem que. Constelação de satélites . O equipamento utilizado é denominado Global Positioning System – GPS. Processo de medição por satélites A localização por satélites é uma prática muita empregada atualmente em serviços topográficos e geodésicos. em planos inclinados em relação à linha do equador. o rastreamento de pelo menos quatro satélites para elevações acima de 15º. em função da diferença de tempo entre a recepção das mesmas. significa: “Eu sou o satélite X.φ). dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . .Sistema TRANSIT O posicionamento de pontos por GPS Os receptores GPS estacionados em qualquer parte da superfície da terra só funcionam. Essa constelação permite. porque existe uma constelação de satélites orbitando sobre a terra vinte e quatro horas por dia.Ivancildo F. Em qualquer tempo. calculam as suas distâncias em relação a cada satélite. a grosso modo. a qualquer hora do dia ou da noite. O GPS não é utilizado na medida de ângulos e/ou distâncias.3.

Portanto.23MHz. ao se tomarem as distâncias a pelo menos 4 satélites diferentes. gerando as ondas portadoras pertencentes à banda L. das suas coordenadas. além de ser constantemente transmitido pelos satélites. o que o receptor mede é o intervalo de tempo necessário para o sinal percorrer a distância entre satélite e receptor. o chamado almanaque que é. e cujo conjunto é chamado de efemérides. os efeitos da imprecisão do relógio se anulam. ponto topográfico ou geodésico. também incluído nas mensagens transmitidas pelos satélites (cada satélite transmite suas próprias efemérides. num mesmo instante. enquanto todos transmitem todo o almanaque). determinando sua posição a cada instante. . em geral. quais sejam: L1 e L2 respectivamente. a precisão na determinação da posição de um receptor e.) na superfície terrestre segue o princípio da triangulação. sendo. Com isso.φ. Ocorre que a medição do tempo de percurso do sinal é afetada pela baixa precisão do relógio interno do receptor. captar sinais enviados por. Eventuais desvios na órbita de cada satélite. Na verdade. detectados pelas estações de controle. As mensagens dos satélites aos GPSs As mensagens dos satélites são emitidas através de sinais de radiofreqüência.N ou λ. definem novos parâmetros. e de maneira indireta. razão da denominação das portadoras L1 e L2. chamada de pseudodistância. É por isso que um receptor precisa.Alagoas 60 Dessa forma. Desta se obtém duas novas freqüências operacionais. onde com um mínimo de três referências (satélites) o receptor obtém seu posicionamento em duas dimensões. que a descrevem de modo ainda mais preciso. o receptor obtém a sua distância ao satélite. alvo. no mínimo. conseqüentemente. a determinação da localização de um ponto (veículo. etc. também. Uma quarta referência adiciona a componente altitude. Porém. que completa a posição do ponto em três dimensões. armazenado na memória do receptor. os receptores podem „rastrear‟ os satélites „visíveis‟. multiplicando-se a fo por pelas constantes 154 e 120. Com todos esses dados. Multiplicando esse tempo pela velocidade de deslocamento do sinal. E como se efetivam as determinações da posição dos satélites e das distâncias deles ao receptor? ▪ A determinação da posição do satélite provém de um conjunto de parâmetros previstos para todos os satélites. então. permitindo maior precisão na sua localização. a distância do receptor a cada satélite apresenta um erro considerável. A transmissão GPS se localiza nesta banda. depende da precisão das posições dos satélites e das distâncias a eles. ▪ A determinação da distância de um satélite ao receptor é calculada.Ivancildo F. Banda L é uma gama de freqüências eletromagnéticas entre 390 e1550MHz. baseados em uma freqüência fundamental (fo) de 10. 4 satélites. correspondentes a E. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .

eventuais imprecisões do receptor GPS. que permanece fixo.Ivancildo F. Esse receptor base.23 MHz. demoduladas pelos receptores.023 MHz com grande comprimento de onda por volta de 300 metros. Finalmente. O código C/A é o principal componente do serviço de posicionamento padrão – SPS disponibilizado para uso civil.5m na posição do receptor). ou mesmo eliminar.5m na posição do receptor). o efeito do multicaminhamento. no instante em que seus sinais são captados por um receptor. Mecanismos de correção A técnica chamada de GPS diferencial surgiu para reduzir. tornam ele muito mais preciso que o código C/A. O princípio de rastreamento por GPS diferencial é bastante simples: além do receptor GPS itinerante. A maior freqüência e o menor comprimento de onda para este código. isto é. mais precisa é a determinação da posição do receptor.Alagoas 61 Essas duas ondas portadoras (L1 e L2) são moduladas em fases no satélite. os efeitos das diversas fontes de imprecisão. Os códigos que formam o PRN são basicamente os C/A e P. isto é. Opera na freqüência de 1. sendo únicos e empregados para identificação dos satélites. por isso que ele é reservado ao uso militar e aos usuários autorizados. de ruído falsamente aleatório. Uma vez. das múltiplas reflexões que o sinal de um satélite pode sofrer. existem ainda fatores referentes à disposição relativa dos satélites. e. somados. variação da velocidade dos sinais eletromagnéticos emitidos pelos satélites receptores (efeito de aproximadamente 5. Todos esses fatores. que definem a chamada diluição de precisão.6m). na determinação da posição do receptor. Existe ainda o código D que gera no interior do receptor o almanaque de efemérides dos satélites.5m na determinação da posição do receptor). chamado de base ou de referência. permitem aumentar a precisão no posicionamento do ponto. que se locomove pelos pontos cujas coordenadas se deseja determinar. da ordem da dezena de metros. Quanto mais espalhados no céu estiverem os satélites. num ponto cuja posição é bem conhecida. Já a medição da distância entre satélite e receptor pode ser afetada por uma série de fatores: Desvios nos relógios dos satélites que não podem ser detectados pelos receptores (efeito de aproximadamente 1. ainda. gerando um comprimento de onda da ordem de 30 metros. As fontes de imprecisão no posicionamento O erro na determinação da posição de um satélite pode ocorrer em função de um eventual desvio de órbita e do atraso com que esse desvio é detectado pelas estações de controle e registrado nas efemérides dos satélites (pode provocar imprecisão de 2. . em obstáculos próximos à antena do receptor (da ordem de 0. gerando códigos chamados Pseudo Randon Noise – PRN. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . utiliza-se um outro receptor GPS. conduzem a um erro típico. O código P é transmitido na mesma freqüência da freqüência fundamental: fo = 10.

entre outras. sendo as coordenadas das estações utilizadas para fazer a vinculação ao Sistema Geodésico Brasileiro (SGB). uma característica muito importante do GPS. Destarte. a cada instante. existem também receptores de pequeno porte. determina a sua posição. em relação aos tradicionais métodos de levantamento. discutidos anteriormente. previamente conhecida. enquanto que no posicionamento relativo utiliza-se de dois ou mais receptores. de baixa precisão. Dessa forma. chamados de receptores de navegação ou autônomos. Além de poder ser usado sob quaisquer condições climáticas. No entanto. permitem posicionamento mais rápido e dinâmico. contudo. Para os usuários da área de Topografia e Geodésia. assumindo que esses erros sejam iguais aos que afetam a determinação de sua própria posição. com o advento dos Sistemas de Controle Ativos (SCA). cujos dados de uma ou mais estações podem ser introduzidos no processamento. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . ele pode.RBMC.Ivancildo F. desde que acesse os dados de uma ou mais estações pertencentes ao SCA. Comparando-a com a sua posição real. o receptor base pode tentar corrigir os erros dos sinais captados pelo receptor itinerante.Alagoas 62 utilizando os sinais que recebe dos satélites (código C/A e as portadoras L1 e L2). Por não demodularem as informações das portadoras L1 e L2. emprega-se somente um receptor. é a não necessidade. GPS de navegação GPS diferencial Portanto. a Rede INCRA de Base Comunitárias . sujeita a todos os erros anteriormente descritos. um usuário que disponha de um único receptor poderá realizar o posicionamento relativo. No caso do Brasil. de intervisibilidade entre as estações.RIBAC. que utilizam as pseudodistâncias por meio do código C/A para o posicionamento. . temse a Rede Brasileira de Monitoramento Contínuo . determinar o erro a que está sujeito o sinal enviado por cada satélite que ele avista. no posicionamento absoluto. no posicionamento diferencial e relativo.

e o que mede ângulos zenitais e verticais. porque são formados sobre um plano que pode ser horizontal ou vertical. Este capítulo é destinado ao conhecimento dos ângulos. é o ângulo. os ângulos se tornam desnecessários (a princípio). chamado de limbo horizontal. os ângulos construídos na topografia são considerados do tipo plano. Quando os planos são verticais os ângulos formados recebem a denominação de zenital e vertical. Sabemos que nas operações topográficas cujos instrumentos de medição são os GPSs. 6.1. apresentar-se visível ou não ao operador do goniômetro. 6. Portanto. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . diedro.Ivancildo F. Goniologia é a parte da topografia que estuda. de modo geral. Goniologia Ângulo é um trecho de um plano compreendido entre duas semi-retas que têm origem comum (vértice). O limbo pode. Para tanto. O limbo consiste de uma coroa circular graduada. além dos alinhamentos. segundo. dependendo do tipo de aparelho utilizado. estações totais e medidores eletrônicos (que não permitem obter diretamente no terreno as coordenadas dos pontos). dada a necessidade de levantamento ou locação. a goniologia e a goniometria.1.2. Introdução Um dos elementos necessários. e quando horizontais os ângulos recebem as denominações de horizontal e de orientação. Entretanto.2. ao conhecimento dos instrumentos de medição de ângulos na topografia. dividiremos o estudo em duas partes. também. a determinação dos ângulos entre alinhamentos não pode acontecer: Primeiro. é imprescindível conhecermos a parte da topografia relacionada à avaliação numérica de ângulos. a classificação e. quando se trata do uso de instrumentos como os diastímetros. MEDIÇÃO DE ÂNGULOS 6. Tipos de ângulos Dentre os tipos de ângulos existentes (plano. . à representação gráfica dos pontos topográficos que definem levantamentos topográficos de um terreno. A parte do goniômetro para a avaliação de ângulos chama-se limbo. denominado limbo vertical. as medidas horizontais e verticais devem ser complementadas com ângulos. e os instrumentos destinados para esse fim. podendo ser de dois tipos: o que mede ângulos horizontais e de orientação.Alagoas 63 6. já que são as coordenadas de cada um são suficientes para confeccionar um desenho. os tipos de ângulos e os instrumentos (goniômetros) necessários às realizações das medições. triedro e esférico). ainda. teodolitos. ou a sua locação. porque esses instrumentos não permitem leitura de ângulos e nem tampouco de distâncias.

teodolito. que o centro do limbo coincida com o vértice do ângulo a ser medido. os goniômetros podem se apresentar sob quatro tipos: Nível. ▪ que o eixo de colimação do instrumento seja concorrente com o eixo principal do instrumento. senão vejamos: ▪ que o eixo vertical de rotação do instrumento passe pelo centro do limbo graduado horizontal. Eixo de colimação Eixo secundário Eixo principal Eixos de um goniômetro 6. Esta condição complementa a primeira. requer pelo menos duas exigências básicas.2. .Ivancildo F.2. Condições de construção de um ângulo A construção de um ângulo mediante o uso de um goniômetro. Esta condição garante. estação total e bússola.Alagoas 64 Z H N Zenital Vertical Horizontal Azimutal 6. por si só.2. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .3. e tenha a direção normal ao seu plano. Goniômetros De acordo com as direções que a luneta pode tomar (horizontal e/ou vertical). pela centralização da luneta.

a medição de ângulos horizontais. Além desses existem os níveis óticos mecânicos estadimétricos dotados de limbo horizontal que permitem. com os seus parafusos de blocagem e ajuste. costumamos dividi-lo em três categorias: ▪ teodolito mecânico . mede somente distância vertical. chama-se alidade. verticais e ângulos.Ivancildo F. ainda. esses instrumentos são usados apenas em medições expeditas. feitas apenas para reconhecimento de ângulos ou distâncias no terreno. À parte do instrumento que suporta o conjunto luneta e limbos. A sua função é a medição de distâncias horizontais. precisão por Km duplo de nivelamento 2. ampliação 24x. quando comparados aos teodolitos modernos e as estações totais. Teodolito Instrumento dotado de luneta. limbo horizontal e vertical. passando de teodolito mecânico para teodolito prismático e eletrônico. Os primeiros possuem luneta e permitem medir tanto distâncias verticais como horizontais. Embora o teodolito tenha sofrido constante avanço tecnológico nas ultimas décadas. Devido à pouca precisão angular. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Nível ótico mecânico – graduação do limbo 1º. Os outros não são dotados de luneta e.0mm.Alagoas 65 Nível Comentamos antes sobre níveis digitais e eletrônicos à base de infravermelho (lazer). por conseguinte. Medições expeditas são aquelas de baixa precisão.

bússola declinatória Teodolito mecânico – leitura 1 minuto. prumo ótico Teodolito mecânico modelo CST56SCT1– leitura 1 minuto. só que o sistema de varredura do ângulo é . bússola de rumo ▪ teodolito eletrônico Da mesma forma que nos teodolitos mecânicos.Ivancildo F. fio de prumo. prumo ótico. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . onde a graduação dos ângulos é visível através de janelas ou de parafusos micrométricos.Alagoas 66 Nestes instrumentos os limbos horizontais horizontal e vertical estão localizados na periferia da alidade. que serve para apreciar o ângulo. Teodolito mecânico modelo TW-20T precisão 6 segundos. Nestas janelas existe uma parte chamada vernier. prumo ótico. os eletrônicos também dispõem de alidade com limbos horizontais e verticais. Teodolito mecânico modelo T1 precisão 6 segundos.

Estação total modelo GTS 235W leitura 1seg e precisão Estação total modelo 5605DR 200 autolock Leitura angular 1 segundo Estação total modelo 5605DR 200 robótica com coletor de dados.Alagoas 67 eletrônico. Leitura angular 1 segundo . as avaliações de ângulos são mostradas no „display‟ do instrumento.Ivancildo F. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Por ser uma versão completa do teodolito eletrônico e do medidor eletrônico de distâncias. Não existem janelas ou parafusos micrométricos para as avaliações de ângulos. É o „display‟ do instrumento que fornece automaticamente os valores. Teodolito eletrônico modelo NE203-202 de leitura 10 segundos Teodolito eletrônico modelo NE20H-20S de leitura 20 segundos Estação total Conforme visto anteriormente. as estações totais permitem a leitura de ângulos horizontais e verticais.

Bússola prismática A operacionalização das bússolas será discutida detalhadamente no capítulo destinado às medidas de orientação.Ivancildo F. que não podem ser acopladas ao teodolito. ▪ Bússola declinatória – graduada de 0º a 360º com dispositivo para aferir a declinação magnética. Permite a leitura apenas de ângulos horizontais. ▪ Bússola de rumo – graduada de 0º a 90º nos quatro quadrantes.Alagoas 68 Bússola Chama-se bússola a uma agulha de aço imantada. e de forma expedita. com graduação para rumos e azimutes. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Estas possuem um sistema de pínulas para sua visada e um prisma de reflexão total para sua leitura. suspensa em seu centro de gravidade. por um pião. . Formas de apresentação As bússolas podem se apresentar sob três formas: ▪ Bússola de azimute – graduada de 0º a 360º. Na topografia ela pode ser usada para orientação dos alinhamentos. Bússola azimutal acoplada a um teodolito Existem também as bússolas prismáticas portáteis. devido à baixa precisão angular (a divisão do limbo é geralmente de grau).

a horizontalidade do prato do limbo. Operacionalização de goniômetros As principais operações efetuadas com um goniômetro antes de medir ângulos são: ▪ Centragem Consiste em fazer com que o eixo principal do goniômetro passe pelo ponto topográfico. Uma regra prática: Verificar se o parafuso de fixação do movimento geral da alidade está apertado.Ivancildo F. ajustando brevemente o prumo de cordão sobre o ponto topográfico. Uma regra prática: Regular as pernas do tripé à altura do operador. fixa-se definitivamente o parafuso. se é horizontal ou vertical: . Soltar o movimento da alidade através do parafuso de fixação do movimento particular. dependendo da marca e do modelo do goniômetro. Fixar o goniômetro ao tripé através do parafuso de ancoragem.3.4. Girar os dois parafusos para dentro ou para fora simultaneamente. assim como os tipos de níveis de bolha (esférico ou tubular). os níveis tubulares ficam centrados em qualquer posição. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Dar um giro qualquer no goniômetro. 6. A posição dos parafusos de blocagens e ajustes também é variável. Satisfeita a condição. Com o goniômetro calado. a fim de verificar a calagem. Deslocar o tripé para o ponto topográfico. Usar apenas o terceiro parafuso para centralizar o segundo nível tubular. Goniometria É a parte da gionologia que trata da medição de ângulos. de um goniômetro para outro (existem níveis. deixando folga para que possa ser feita a perfeita coincidência do prumo de cordão ou ótico sobre o ponto topográfico. ou seja. tornando a bolha centrada. por exemplo. com apenas um parafuso calante).Alagoas 69 6. Girar a alidade até o eixo longitudinal do nível tubular escolhido ficar paralelo e superposto aos dois parafusos niveladores.2. - Ressalta-se que os parafusos calantes podem variar na quantidade. ▪ Calagem Consiste em fazer com que o prato do goniômetro fique perpendicular ao seu eixo principal. Procurar deixar a base do tripé aproximadamente na horizontal. O tipo de ângulo a ser avaliado vai depender do levantamento. Escolher dois parafusos niveladores quaisquer e um dos níveis de bolha do círculo graduado horizontal.

4 Hz3 Hz4 Hz2 Hz1 1 2 3 Ângulos internos medidos numa poligonal fechada de quatro vértices.Ivancildo F. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . externos. conforme caderneta de campo abaixo: Est. Liberar e girar o aparelho (sentido horário). devem ser feitas as operações básicas de centragem e calagem sobre um dos pontos que a definem. Anotar ou registrar o ângulo (Hz) marcado no visor ou no vernier correspondente ao ângulo horizontal interno medido.Alagoas 70 Levantamento de ângulos horizontais Para a medida do ângulo horizontal a dois alinhamentos consecutivos. Os ângulos podem ser assim classificados: Ângulos internos. executando a pontaria (fina) sobre o ponto a vante (segundo alinhamento). Exemplo elucidativo: Medir os ângulos Hz dos vértices de 1 a 4. Ré Vante ponto Horiz ponto Horiz P1 P2 P3 P4 4 1 2 3 000º00‟00‟‟ 000º00‟00‟‟ 000º00‟00‟‟ 000º00‟00‟‟ 2 3 4 1 60º18'16" 120º25'56" 60º19'18" 118º56'30" 60º18'16" 120º25'56" 60º19'18" 118º56'30" Ângulos externos O método de leitura do referido ângulo consiste em: Executar a pontaria fina sobre o ponto a ré (primeiro alinhamento). . Ângulos internos O método de leitura do referido ângulo consiste em: Executar a pontaria fina sobre o ponto a ré (primeiro alinhamento). O prolongamento do eixo principal do instrumento deve coincidir com a tachinha ou cruz sobre o piquete. repetição e reiteração. de deflexão. CADERNETA DE LEVANTAMENTO PELO ÂNGULO INTERNO Ângulo Croqui Ponto visado Horiz. Zerar o círculo horizontal do goniômetro nesta posição (procedimento padrão Hz = 000º00‟00‟‟).

. se o sentido do giro for horário. O método de leitura do referido ângulo consiste em: Executar a pontaria fina sobre o ponto a ré (primeiro alinhamento). Liberar e girar o aparelho (sentido horário). Ré Vante ponto Horiz ponto Horiz P1 P2 P3 P4 4 1 2 3 000º00‟00‟‟ 000º00‟00‟‟ 000º00‟00‟‟ 000º00‟00‟‟ 2 3 4 1 309º41'44" 241º03'30" 299º40'41" 239º34'04" 309º41'44" 241º03'30" 299º40'41" 239º34'04" Ângulos de deflexão É o ângulo horizontal que o alinhamento de vante forma com o prolongamento do alinhamento à ré num determinado vértice. Zerar o círculo horizontal do goniômetro nesta posição (procedimento padrão Hz = 000º00‟00‟‟). Hz4 2 3 Hz3 1 Hz1 4 Hz2 Ângulos externos medidos numa poligonal fechada de quatro vértices.Alagoas 71 - Zerar o círculo horizontal do goniômetro nesta posição (procedimento padrão Hz = 000º00‟00‟‟).Ivancildo F. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . conforme caderneta de campo abaixo: Est. CADERNETA DE LEVANTAMENTO PELO ÂNGULO EXTERNO Ângulo Croqui Ponto visado Horiz. podendo ser positivo (deflexão à direita). Liberar somente a luneta do aparelho e tomá-la segundo o prolongamento do primeiro alinhamento. Exemplo elucidativo: Medir os ângulos Hz dos vértices de 1 a 4. Anotar ou registrar o ângulo (Hz) marcado no visor ou no vernier correspondente ao ângulo horizontal externo medido. Este ângulo varia de 0º a 180º. executando a pontaria (fina) sobre o ponto a vante (segundo alinhamento). se o sentido do giro for anti-horário. ou negativo (deflexão à esquerda).

O processo se repete um certo número „n‟ de vezes. . e sim. .Apontar a luneta do goniômetro para o ponto a ré (pontaria fina) e o círculo horizontal do mesmo é zerado (procedimento padrão Hz = 000º00‟00‟‟). .O processo se repete um certo número „n‟ de vezes. o aparelho é liberado e a luneta é apontada (pontaria fina) para o ponto a vante. sucessivamente. Exemplo elucidativo: Medir os ângulos αi dos vértices de 1 a 4.Um novo ângulo horizontal é anotado ou registrado. . conforme caderneta de campo abaixo: CADERNETA DE LEVANTAMENTO POR DEFLEXÃO Est. Dd 2 Dd 3 Dd 1 Dd 4 Ângulos de deflexão medidos numa poligonal fechada de quatro vértices.Ivancildo F. o ângulo anotado ou registrado anteriormente.Em seguida. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . .O ângulo horizontal resultante é registrado ou anotado.O ângulo de partida utilizado neste momento para a segunda medida do ângulo horizontal não é mais zero. .Liberar novamente o aparelho e aponta-se para o ponto a vante. Deflexão D(m) Esquerda Direita P1-P2 P2-P3 P3-P4 P4-P1 - 120º25'56" 60º18'16" 118º56'30" 60º19'18" Repetição Consiste em visar. os alinhamentos a vante e a ré de um determinado ponto.Alagoas 72 - Liberar e girar o aparelho (sentido horário ou anti-horário) executando a pontaria (fina) sobre o ponto a vante (segundo alinhamento).O aparelho é liberado e a luneta é novamente apontada (pontaria fina) para o ponto a ré. . . Anotar ou registrar o ângulo (Hz) marcado no visor ou no vernier correspondente à deflexão medida. . fixando o ângulo horizontal lido e tomando-o como partida para a medida seguinte. O método de leitura do referido ângulo consiste em: .

O valor final do ângulo horizontal. conforme caderneta de campo abaixo: CADERNETA DE LEVANTAMENTO PELO ÂNGULO DA REPETIÇÃO Ponto visado Est. Em seguida. tomando como partida para a medida do ângulo horizontal intervalos regulares do círculo. é dado pela relação: Hz = Hzn – Hz1 (n-1) Exemplo elucidativo: Medir o ângulo “α” do vértice A. ponto Ré Horiz ponto Vante Horiz Ângulo Horiz. dependendo da precisão exigida para o levantamento. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .Ivancildo F. o aparelho é liberado e a luneta é apontada (pontaria fina) novamente para o ponto a ré. de 3 leituras. sucessivamente. L2 = 246º36'38" α1 = L1 – L0 = 123º18'16" – 0º = 123º18'16" α 2 = L2 – L1 = 246º36'38" . . Liberar somente a luneta do aparelho e tomá-la no sentido inverso.123º18'16" = 123º18'22" α = (α 1 + α 2 ) = (123º18'16" + 123º18'22") = 123º18'19" 2 2 Reiteração Este método consiste em visar. O ângulo horizontal resultante é mais uma vez anotado ou registrado. Croqui A 1 0º 123º18'16" 2 123º18'16" 123º18'16" 246º36'16" 123º18'22" Solução: Quando L0 = 00º.Alagoas 73 A este processo de medir sucessivamente várias vezes o mesmo ângulo horizontal denomina-se séries de leituras. O método de leitura do referido ângulo consiste em: Apontar a luneta do goniômetro para o ponto a ré (pontaria fina) e o círculo horizontal do mesmo não deve ser zerado. normalmente. para os alinhamentos medidos. os alinhamento a vante e a ré de um determinado ponto ou estação. L1 = 123º18'16". O ângulo horizontal deve ser registrado ou anotado. As séries são compostas.

ela é efetuada numa única posição do limbo em apenas uma série de leituras. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .123º18'20") + (56º36'34" . conforme caderneta de campo abaixo: CADERNETA DE LEVANTAMENTO PELA REITERAÇÃO SIMPLES Est.Alagoas 74 - Liberar somente a luneta do aparelho e tomá-la de volta no sentido direto. Em seguida. o aparelho é liberado e a luneta é apontada (pontaria fina) novamente para o ponto a vante.Ivancildo F. PI = Luneta tomada na posição inversa. O ângulo horizontal resultante é mais uma vez anotado ou registrado. desta vez. PV 01 B 02 Leitura na Mira PD PI 123º18'20" 303º18'12" 236º36'38" 56º36'34" D(m) Ângulo 01 Croqui 113º18'20" α B 02 Solução: α = (236º36'38" . para o ponto de vante. Libera-se novamente o aparelho e aponta-se. ela é efetuada em várias posições do limbo. A reiteração pode ser simples ou múltipla: Quando a reiteração é simples. Exemplo elucidativo: Determinar o ângulo α do vértice B. O ângulo horizontal (sentido horário) é determinado pela fórmula α = (PD2 – PD1) + (PI2 – PI1) 2 Onde: Posições do instrumento: PD = Luneta tomada na posição direta. A cada posição denomina-se uma série.246º41'46" + 360º) = 113º18'20" 2 Quando a reiteração é múltipla. Usada para trabalhos de média precisão. . O ângulo horizontal deve ser registrado ou anotado. Liberar somente a luneta do aparelho e tomá-la no sentido inverso.303º18'12") 2 α = (113º18'18") + (.

Assim em 3 séries as leituras são efetuadas próximas a 0º.300º10'25") = 73º04'01" α 5 = (313º19'32" . Exemplo elucidativo: Determinar o ângulo α do vértice B. 120º e 240º.Alagoas 75 Para trabalhos que requerem uma maior precisão. Para um bom trabalho topográfico recomenda-se dividir o limbo do instrumento conforme o número de séries. PV SÉRIE 1 2 1 3 B 1 2 2 3 Leitura na Mira PD PI 00º23'16" 180º23'19" 120º10'28" 300º10'25" 240º15'34" 60º15'33" 73º27'14" 253º27'12" 193º14'23" 13º14'26" 313º19'32" 133º19'35" D(m) Ângulo Croqui 01 α 02 73º03'58" B Solução: α 1 = (73º27'14" .180º23'19") = 73º03'53" α 3 = (193º14'23" . Nas poligonais geodésicas utilizam-se: 12 séries para levantamento de 1ª ordem.Ivancildo F. poderá ser feita da seguinte maneira: ▪ Com origem no horizonte .120º10'28") = 73º03'55" α 4 = (13º14'26" . conforme caderneta de campo abaixo: CADERNETA DE LEVANTAMENTO PELA REITERAÇÃO MÚLTIPLA Est.00º23'16") = 73º03'58" α 2 = (253º27'12" . recomenda-se efetuar no mínimo 3 séries. em alguns aparelhos. 6 séries para levantamento de 2ª ordem.240º15'34") = 73º03'58" α 6 = (133º19'35" .60º15'33") = 73º04'02" α = α 1 + α 2 + α 3 + α 4 + α 5 + α 6 = 73º03'58" 6 Levantamento de ângulos verticais Para a medida do ângulo vertical basta saber que. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .

Ivancildo F. Sabe-se que não existe na superfície da Terra uma referência melhor do que o seu eixo Norte-Sul para orientar os alinhamentos topográficos.V α = V . O capítulo seguinte versará sobre a adoção desse sistema de referência nas orientações topográficas e. variando de 0º a 90º em direção ascendente (acima do horizonte) ou descendente (abaixo do horizonte). dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .V α = V . da linha meridiana formada a partir dele. conseqüentemente.270º Direção Ascendente Descendente Descendente Ascendente Levantamento de ângulos de orientação São ângulos destinados a orientar os alinhamentos num plano topográfico de projeção.Alagoas 76 Quando recebe o nome de „ângulo vertical‟ propriamente dito. . porque a qualquer tempo podermos voltar ao campo e retomar os trabalhos achando diversos elementos que a eles se achem relacionados.90º α = 270º . bem como dos métodos e instrumentos que permitirão o seu levantamento. ▪ Com origem no zênite Quando recebe o nome de „ângulo zenital‟ variando de 0º a 360º. As relações entre o ângulo zenital e o vertical são as seguintes: Ângulo zenital 000º < V ≤ 90º 090º < V ≤ 180º 180º < V ≤ 270º 270º < V ≤ 360º Ângulo vertical ou inclinação α = 90º .

Neste caso. devido ao seu movimento de rotação.2. a partir da meridiana magnética. O grande problema reside. Acontece que. e a meridiana formada é tida como meridiana magnética. de forma que em qualquer tempo possamos voltar ao campo e retornar os trabalhos achando diversos elementos que a ela se achem relacionados. MEDIDAS DE ORIENTAÇÃO 7. sabemos que os acidentes projetados num plano horizontal poderão ocupar diferentes posições. a obtenção da meridiana (magnética ou verdadeira) se dará. efetivamente. É a introdução do conceito de meridiana nas operações topográficas „norteará‟ as mesmas.1. e tratará do método e instrumentos que permitirão a obtenção da mesma. anteriormente. e que vá à direção dos pólos recebe o nome de meridiana. 7. A linha meridiana Como já explicitado. a linha que une os pólos Norte ao Sul da Terra (aquelas representadas nos mapas geográficos) é denominada linha dos pólos. cujos instrumentos utilizados são os GPSs. entretanto. e que recebe o nome de . para cada ponto da superfície da terra podemos ter um plano vertical absolutamente imutável que passa por esse ponto e pelos pólos. Obviamente que nas operações topográficas. e que não existe na superfície da terra uma referência melhor do que esta para orientar as navegações (terrestres e aéreas). uma vez que as coordenadas obtidas nos diversos pontos levantados são expressas sempre em termos de coordenadas geográficas. Sendo assim. O que não ocorre na topografia convencional. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . gera um campo magnético fazendo com que se comporte como um grande imã. os pólos que atraem a agulha da bússola são denominados magnéticos. este capítulo abordará a questão da orientação de projetos topográficos. Assim. porém. na Topografia.Alagoas 77 7. Como estamos falando de propriedades magnéticas. Introdução Sabemos da geografia que toda e qualquer linha que passe por um ponto localizado na superfície da terra. uma bússola estacionada sobre a superfície terrestre. uma vez que ela pode ser magnética ou verdadeira. a partir de levantamento de campo. tem sua agulha atraída pelos pólos deste imã. No entanto. também é tida como meridiana verdadeira. cujas medidas obtidas se restringem à medição de ângulos. sabe-se que a terra. Estas permitem analiticamente. pela atração que sofrerá. Esses pólos são denominados geográficos ou verdadeiros e. a linha meridiana que os une. a obtenção da meridiana verdadeira. embora estejam levantados em suas formas e dimensões naturais. na escolha dessa meridiana. Por outro lado. Nesta. em função disso. o conhecimento da meridiana magnética se torna relativamente desnecessário. a meridiana gerada pelo prolongamento da agulha da bússola (pontas norte e sul) irá de encontro aos pólos norte e sul magnéticos. distâncias e declividades.Ivancildo F. Portanto.

Quando houver coincidência a declinação será nula. 04 Poligonal existente Campus do IFAL/PIn GPS02 no δ = -24º20‟ Nv Nm . dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Este ângulo varia de lugar para lugar e também varia num mesmo lugar com o passar do tempo. e será positivo quando o norte magnético estiver à direita do norte verdadeiro ou negativo quando o norte magnético estiver à esquerda do norte verdadeiro. Assim.Alagoas 78 meridiano verdadeiro ou geográfico. Declinação magnética O ângulo de declinação magnética (δ) é aquele formado pela variação da meridiana magnética em relação à meridiana verdadeira. a declinação magnética de uma linha formada entre o marco geográfico GPS01 e o ponto topográfico 04 existentes no terreno.Ivancildo F. pode-se usar utilizar a carta isogônica (contém linhas de mesma declinação magnética ou isogônicas) e a carta isopórica (contém linhas de mesma variação da declinação magnética ou isopóricas). 7. mas poderiam ter sido obtidas através de consulta a uma carta isogônica o (por interpolação). Ambas são publicadas pelo Observatório Nacional do Rio de Janeiro.3. e um plano vertical mutável que não passa necessariamente pelos pólos e recebe o nome de meridiano magnético. Nv Nm Nv = Nm Nv Nm -δ δ=0 +δ Para o cálculo da declinação magnética. em Palmeira dos Índios no campus do IFAL. a cada cinco anos. é de aproximadamente -24º520‟. Estas informações foram obtidas mediante levantamento topográfico astronômico e convencional. por exemplo. determinável pela agulha da bússola.

uma vez que a indicação do norte magnético é variável em função do tempo”(NBR.. É imprescindível que sejam mencionados no desenho topográfico final do levantamento a data do levantamento. supracitada na Norma.. ou seja.. ficando o levantamento topográfico orientado para o norte magnético. proceder de modo que a rede topográfica de apoio seja orientada para o norte geográfico(ou verdadeiro). dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .. então.determinando o azimute geográfico de um lado deste apoio.Alagoas 79 Carta isogônica do Brasil – ano 2005 Quanto à escolha de um ou de outro sistema de referência não implica em erro na orientação.Ivancildo F. O que vai definir a escolha é o rigor do trabalho a ser apresentado. Convém. por exemplo. exigem orientação para o Norte Verdadeiro. senão vejamos o que recomenda a Norma brasileira para levantamentos topográficos: “. Os trabalhos de apoio topográfico. a declinação magnética nesta data bem como a sua variação anual. .. A informação da data do levantamento topográfico. está relacionada diretamente à necessidade de aviventação da orientação. Não sendo possível este procedimento orientar pelo menos este lado em relação ao norte magnético.. por meio de observação astronômica. ao restabelecimento dos alinhamentos e ângulos magnéticos marcados para uma poligonal.. . 1997). por meio de observação com bússola ou declinatória acoplada a um teodolito.

O mesmo processo é utilizado para a locação em campo. linhas de transmissão. são conhecidos como azimutes ou rumos. As cartas isopóricas permitem essa atualização. visto que a posição dos pólos norte e sul magnéticos varia com o passar dos tempos. o azimute assume os nomes magnético ou verdadeiro. Assim. de linhas projetadas sobre plantas de estradas. 7. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Assim. Chama-se azimute ao ângulo que o alinhamento forma com a direção norte-sul do meridiano. medindo a partir do Norte ou do Sul. É contado de 0º a 360º no sentido horário. para achar a posição correta de uma poligonal levantada em determinada época. Quando tomamos como referência a meridiano magnético. os azimutes entre dois pontos AB e BC são: Nv ou Nm 0º Nv ou Nm 0º Azv ou Azm 270º A 90º 270º B 90º Azv ou Azm B C 180º 180º Estando o alinhamento na direção AB. Este último é raramente encontrado em memoriais descritivos recentes de projetos topográficos. respectivamente. Este trabalho é necessário. para os dias atuais. o rumo obtido é chamado rumo verdadeiro. e quando usamos o meridiano verdadeiro.Alagoas 80 na época de sua medição. Como esta direção pode ser magnética ou verdadeira. no sentido horário (à direita) ou sentido anti-horário (à esquerda) e variando de 0º a 90º. e se estiver na direção BC. . o rumo obtido é chamado rumo magnético. o azimute será AzB-C.4. e ainda programas específicos de computador para cartografia. o azimute da linha AB será AzA-B. etc.Ivancildo F. formado entre a direção Norte-sul da agulha magnética e o alinhamento. Já o rumo de uma linha é o menor ângulo horizontal. é necessário que os valores resultantes deste levantamento sejam reconstituídos para a época atual. Rumos e azimutes Os ângulos de orientação formados a partir da meridiana magnética ou verdadeira a um alinhamento.

desta vez para rumos.Alagoas 81 Conforme mencionado no capítulo anterior. . ▪ Sudeste (SE). ▪ Sudoeste (SW).Ivancildo F. o rumo será RC-D (SW). ▪ 2º Quadrante (SE) → Rumo = 180º . Tomando o exemplo. o rumo será RD-E(NW).Azimute. se estiver na direção BC. o rumo da linha AB será R A-B(NE). tem-se: 0º 0º RA-B B B 90º (W) A 90º (E) 90º (W) 90º (E) RBC C 0º Quadrante NE 0º E 0º Quadrante SE 0º RDE 90º (W) C 90º (E) 90º (W) D RCD 90º (E) D 0º Quadrante SE 0º Quadrante NW Estando o alinhamento na direção AB. a bússola de rumos é dividida em quatro quadrantes: ▪ Nordeste (NE). ▪ Noroeste (NW). se estiver na direção CD. Uma relação pode ser feita entre rumos e azimutes: ▪ 1º Quadrante (NE) → Rumo = Azimute. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . o rumo será RB-C(SE). e se estiver na direção DE.

Girar a luneta do teodolito no sentido horário e na direção do alinhamento para se obter o azimute. conforme esquema abaixo: 1 3 2 Solução: Nm Nm Az1-2 1 Az2-3 3 2 Nm Nm Az2-3 = 42º27‟17” Az1-2 = 99º45‟32” 1 2 2 3 . ▪ 4º Quadrante (NW) → Rumo = 360º . Fazer coincidir a linha de fé Norte-sul do limbo da bússola com a linha Norte-sul da agulha magnética.Alagoas 82 ▪ 3º Quadrante (SW) → Rumo = Azimute – 180º.Ivancildo F. Uma regra prática: Zerar o limbo horizontal do goniômetro. é necessário que se tenham cumpridas as etapas básicas de centragem e calagem do goniômetro. Exemplo elucidativo: Determinar o ângulo azimutal das linhas 1-2 e 2-3. Operacionalização da bússola azimutal Para operacionalizar a bússola azimutal acoplada ao teodolito.Azimute. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Liberar o parafuso de blocagem da agulha da bússola.

Uma regra prática: Zerar o limbo horizontal do goniômetro. Exemplo elucidativo: Determinar o rumo das linhas 1-2 e 2-3. Obs. Posicionar e girar (posição direta ou inversa) a luneta do teodolito para a direção do alinhamento e. obter o rumo. Fazer coincidir a linha de fé Norte-sul da bússola com a linha Norte-sul da agulha magnética. as de rumo acopladas ao teodolito carecem de centragem e calagem. Liberar o parafuso de blocagem da agulha da bússola.Alagoas 83 Operacionalização da bússola de rumo Assim como nas bússolas azimutais.: As aproximações nas leituras das bússolas variam de acordo com a fabricação e modelo do teodolito e da bússola acoplada. conforme esquema abaixo: 1 3 2 Solução: Nm Nm 1 R1-2 2 R2-3 3 Nm Nm R2-3 = 42º27‟17” 3 1 2 R1-2 = 80º14‟28” 2 . dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .Ivancildo F. no sentido horário ou anti-horário. prevalecendo aquela de menor precisão.

Azn-1 = azimute da linha anterior. Caso contrário. Observação 3: Quando Azn-1 ± An ≥ 180º. pode-se determinar analiticamente os azimutes dos demais alinhamentos. sem que seja necessário percorrer todo o perímetro usando uma bússola.Alagoas 84 7. Observação 1: A variação do sinal em An vai depender do sentido do caminhamento.1. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Caso contrário. de acordo com o sentido progressivo dos trabalhos. An = ângulo do vértice na linha. e os ângulos que formam os vértices dos alinhamentos seguintes. Cálculo do azimute magnético Conhecido o azimute do primeiro alinhamento.4. deve-se usar o sinal (-) ao termo 180º. Exemplo elucidativo: Determinar analiticamente os azimutes magnéticos dos vértices 2 a 6. e se for com polígono à sua direita implica em sinal (+). A expressão abaixo simplifica as operações no campo: Azn = Azn-1 ± An ± 180º Onde: Azn = azimute da linha. . tem-se (+) An.Ivancildo F. sabendose que o azimute magnético inicial do vértice 1 é Az1-2 = 70º: Nm ou Nv 190º 2 195º 3 210º 4 7 5 6 320º 280º Az1-2 1 Solução: Az1-2 = 70º Como o polígono está à direita no caminhamento. usar o sinal (+). ou seja. Observação 2: Uma maneira prática de saber se o polígono está à sua direita é verificar se os ângulos da poligonal foram gerados de ré para vante. o polígono estará à sua esquerda. se o caminhamento for com o polígono à sua esquerda implica em sinal (-).

180º = 95º Az4-5 = 95º + 210º ± 180º = 305º .170º ± 180º = -100º + 180º = 80º Az3-4 = 80º .180º = 5º .180º = 365º → 5º pois (365º . Az2-3 = 70º + 190º ± 180º = 260º .Alagoas 85 Daí. Az2-3 = 70º .180º = 80º Az3-4 = 80º +195º ± 180º = 275º .1165º ± 180º = -85º + 180º = 95º Az4-5 = 95º .40º ± 180º = 185º .360º = 5º) Exemplo elucidativo: Determinar analiticamente os azimutes magnéticos dos vértices 2 a 6. Daí. tem-se (-) An.150º ± 180º = -55º + 180º = 125º Az5-6 = 125º .180º = 125º Az5-6 = 125º + 280º ± 180º = 405º .180º = 225º Az6-7 = 225º + 320º ± 180º = 545º . dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .80º ± 180º = -45º + 180º = 225º Az6-7 = 225º . sabendose que o azimute magnético inicial do vértice 1 é Az1-2 = 45º: Nm ou Nv 2 Az1-2 3 4 170º 165º 7 80º 1 40º 6 5 150º Solução: Az1-2 = 70º Como o polígono está à esquerda no caminhamento.Ivancildo F.

c) Levantamento de detalhes. seleção de métodos e aparelhagem. Fases do levantamento topográfico O levantamento topográfico é um conjunto de operações realizadas no campo.1. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . residências e prédios. tem dificultado bastante o atendimento a essa Norma. o levantamento topográfico. deve-se também providenciar a cravação de piquetes. serão tratadas algumas questões gerais referentes à locação de obras de engenharia. será mostrado como elas devem transcorrer durante um levantamento topográfico. podendo a primeira se confundir com a segunda.Ivancildo F. . e) Original topográfico. especificamente. Destarte. as seguintes fases: a) Planejamento. deve ter. g) Relatório técnico. elegendo-se os principais vértices da poligonal básica do levantamento. no mínimo. má qualidade profissional e número reduzido de pontos de apoio geodésico. LEVANTAMENTO PLANIMÉTRICO E LOCAÇÃO 8. costuma-se sintetizar essas fases em apenas quatro etapas. associado à outros fatores como o preço de aquisição de equipamentos de alta precisão. Além disso. com a sua numeração. Nesta fase de trabalho. a fim de se obter com precisão os elementos necessários e suficientes à representação geométrica de determinada área do terreno estudada topograficamente. e como preencher planilhas que resultarão nas coordenadas dos pontos topográficos observados. dependendo dos recursos instrumentais disponíveis: Fase de reconhecimento do terreno É nesta fase que se percorre a região a ser levantada. b) Apoio topográfico. Introdução Conhecidos os métodos e os instrumentos empregados na medição de ângulos e distâncias. Segundo a NBR 13. em escala conveniente. Para tanto.Alagoas 86 8. Organizar também a turma de auxiliares. é necessário que sejam atendidas algumas fases e procedimentos que viabilizarão a execução dos levantamentos ou locações topográficas planimétricas.2. não deixando de determinar o ponto de partida do levantamento. d) Cálculos e ajustes. f) Desenho topográfico final.133 da ABNT. o desconhecimento da norma vigente. em qualquer de suas finalidades. 8. Entretanto. item 5.1. Este capítulo será dedicado ao estudo dessas etapas.

É conveniente a abertura de picadas e a limpeza dos rumos divisórios “aceiro”. procede-se à confecção do desenho da planta topográfica. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Fase de desenho Depois de calculadas as coordenadas dos diversos pontos medidos. o transporte dos rumos ou azimutes e das coordenadas. . devem ser ajustados como auxílio de escalímetro. deve-se proceder à computação. e redigido o memorial descritivo. enquanto os pontos de detalhes comuns (feições). para que todo o trabalho se desenvolva normalmente. serão levantados todos os elementos que caracterizam as linhas divisórias do terreno em estudo. Vai depender do rigor desejado nos levantamentos e da área do terreno. Fase de caracterização Durante esta fase. ou do CAD se forem no computador. tais como: A orientação magnética e verdadeira. Quando o levantamento é feito por instrumentos topográficos convencionais. que servirá de subsídio tanto nos trabalhos de campo como nos de escritório. organiza-se um croqui da área do terreno. e poderão ser aumentadas. Finalmente. os pontos de referência devem ser plotados segundo suas coordenadas. se o desenho for à mão. mesmo que o levantamento seja feito por meio de equipamentos rastreadores de satélite. e o cálculo da área caso necessite. Este é um processo que envolve o “fechamento” angular e linear. deve-se lançar mão de alguns métodos de levantamento: ▪ Triangulação a trena ▪ Poligonação ▪ Irradiação ▪ Interseção à vante ▪ Interseção à ré ▪ Outras Fase de cálculos e memorial descritivo Terminadas as operações de campo.Ivancildo F. Além do mais. A data do levantamento. Este desenho pode ser feito à nanquim ou no computador. antes de iniciar os trabalhos de levantamento. Qualquer que seja o recurso de desenho disponível. dos dados obtidos. devem ser obedecidos os critérios de apresentação. Essas exigências são indispensáveis. em escritório.Alagoas 87 ministrando-lhes as instruções e recomendações necessárias.

distâncias dos alinhamentos. com a instalação de diversos piquetes nos seus vértices e no interior. A legenda e convenções utilizadas. Processo . 1 2 11 10 ● 9 12 ● 8 3 7 4 5 6 O desenho da planta topográfica será feito com os artifícios de desenho geométrico. 8. alguns passos precisam ser seguidos.3. tais como postes. e calculam-se as áreas através da resolução de triângulos quaisquer. Este método permite que a planta topográfica seja desenhada através de coordenadas retangulares. etc. Os responsáveis pelo trabalho.1 É um método expedito. Os eixos de coordenadas. Medem-se as distâncias de todos os lados dos triângulos.Alagoas 88 As escalas gráfica e numérica. O título do trabalho. tais como: . Consiste na decomposição do terreno em triângulos. Para tanto. balizas e piquetes. porque se utilizam apenas de trenas. árvores. Levantamento por triangulação à trena Processo . É aplicado para a caracterização de pequenas áreas (planas) e amarrações de pontos.2 Aplicado para levantamentos de áreas planas que exigem melhor precisão que o processo anterior. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . As feições naturais e/ou artificiais (representadas através de símbolos padronizados ou convenções e sua respectiva toponímia). O número de vértices. utilizando-se de escala e compasso.Ivancildo F.

dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . obtida a partir de um levantamento de campo feito à trena. ▪ Desenho.Ivancildo F.Alagoas 89 ▪ Decompor o terreno em triângulos com a instalação de piquetes. ▪ Calcular os ângulos internos de cada triângulo levantado. determinar as coordenadas dos vértices B até H. a partir das dimensões de seus lados. ▪ Determinar as coordenadas retangulares dos vértices principais. DISTÂNCIAS HORIZONTAIS MEDIDAS À TRENA AB = 60280m EF = 91790m AG = 101720m CE = 123770m BC = 69890m FG = 57515m BH = 93500m DF = 114760m CD = 74880m GH = 75520m BF = 106080m BG = 84900m DE = 112695m HÁ = 58590m GC = 88900m CF = 65070m Coordenadas iniciais Azimute magnético XA = YA = 1000000 AzAB = 93º19'43" N . ▪ Levantar o azimute do primeiro vértice. As coordenadas iniciais do vértice „A‟ foram arbitradas e o azimute inicial de „A‟ na direção de „B‟ foi levantado através uma bússola prismática. ▪ Medir as distâncias de todos os lados dos triângulos. Exemplo elucidativo: Dada a caderneta de campo abaixo.

DC ângulo 10 = 63º39'16.BA ângulo 2 = 56º28'39" B ArcCos21 = AG2 + BG2 – AB2 2.GA.Ivancildo F.66" 11 ArcCos16 = CF2 + DF2 – CD2 2.27" C .DF ângulo 16 = 37º49'28.EC.BG ângulo 21 = 36º17'35" A Triângulo BCG G 20 7 C ArcCos7 = BC2 + GC2 – BG2 2.BG ângulo 20 = 47º21'13" B Triângulo CDF F 16 ArcCos11= FD2 + CD2 – FC2 2. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .CD ângulo 11 = 32º12'06.HG ângulo 22 = 34º47'25" A Triângulo AGB G 21 2 ArcCos2 = GA2 + BA2 – BG2 2.BC.GC ângulo 7 = 63º19'07" ArcCos20 = CG2 + BG2 – BC2 2.GA.DE ângulo 13 = 36º32'37.HA ângulo 1 = 47º20'42" ArcCos22 = AG2 + HG2 –AH2 2.Alagoas 90 Solução: 1) Cálculo dos ângulos Triângulo AGH H 22 1 G ArcCos1 = GA2 + HA2 –GH2 2.AG.11" C D Triângulo CDE E 13 10 ArcCos13 =CE2 + DE2 – CD2 2.AG.CE.FD.CG.14" D ArcCos10 = EC2 + DC2 – ED2 2.CF.

ED ângulo 12 = 47º35'24. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .FE.CG.FC ângulo 8 = 40º15'23.GF ângulo 18 = 52º56'41.DF ângulo 15 = 65º01'30.GB.55" B ArcCos4 = BH2 + GB2 – GH2 2.BH.24" ArcCos12 = FD2 + ED2 – EF2 2.Ivancildo F.93" B Triângulo BGH G H 23 4 ArcCos23 =BH2 + GH2 – GB2 2.35" Triângulo BFG F G 18 5 ArcCos5 = GB2 + FB2 – GF2 2.FC.EC ângulo 9 = 46º18'11.Alagoas 91 Triângulo DEF E F 15 12 ArcCos15 =EF2 + DF2 – DE2 2.FD.10" C ArcCos19 = CG2 + FG2 – FC2 2.BF.GB ângulo 4 = 49º48'08.FB ângulo 5 = 32º43'37.07" C Triângulo CFG F G 19 8 ArcCos8 = CG2 + FC2 – GF2 2.97" ArcCos9 = FC2 + EC2 – FE2 2.BH.77" ArcCos18 = BF2 + GF2 – GB2 2.CG.EF.63" D Triângulo CEF E F 9 14 ArcCos14 =FE2 + CE2 – FC2 2.FG ângulo 19 = 46º58'41.GH ângulo 23 = 59º10'12.34" .CE ângulo 14 = 30º49'58.

71" 3 ArcCos24 =AH2 + BH2 – AB2 2.178 = 6458.sen103º29'35" = 112695.59" A H Triângulo BFC F 17 ArcCos17 =BF2 + CF2 – BC2 2.180º 103º29'35" + 79º47'32" – 180º 3º17'07" + 67º22'36" + 180º 250º39'43" + 195º37'11" – 180º 266º16'54" + 165º24'54" –180º 251º41'48" + 97º56'52" – 180º = 69º57'38" = 103º29'35" = 3º17'07" = 250º39'43" = 266º16'54" = 251º41'48" = 169º38'40" 3) Cálculo das projeções no eixo do X e do Y ΔXAB = ΔXBC = ΔXCD = ΔXDE = DAB.BF.269 .sen3º17'07" = 60178.Alagoas 92 Triângulo BHA B 24 ArcCos3 = AB2 + HB2 – HA2 2.sen69º57'38" = 74880.senAzCD DDE.senAzAB DBC.AH.304 = 65658.645 = 72813.CB ângulo 6 = 36º36'13.HB ângulo 3 = 37º29'54.72" C ArcCos6 = FB2 + CB2 – FC2 2.sen93º19'43" = 69890.AB.Ivancildo F.senAzBC DCD.85" 6 B Portanto. os ângulos da poligonal somam A= B= C= D= E= F= G= H= 1+2 3+4+5+6 7 + 8 + 9 + 10 11 + 12 13 + 14 15 + 16 + 17 + 18 19 + 20 + 21 + 22 23 + 24 = 103º49'21" = 156º37'55" = 213º31'57" = 79º47'32" = 67º22'36" = 195º37'11" = 165º24'54" = 97º56'52" 2) Cálculo dos azimutes AzAB = AzBC = AzCD = AzDE = AzEF = AzFG = AzGH = AzHA = 93º19'43" 93º19'43" + 156º37'55" – 180º 69º57'38" + 213º31'57" .BH ângulo 24 = 38º46'39.CF ângulo 17 = 39º49'30.senAzDE = 60280. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .FB.

882 = .64 = 1125836.30 = 1060178.cosAzDE DEF.23 -23716.64 = 1060178.91 -57635.88 10531.cos266º16'54" = 75520.43 + 112509.cos250º39'43" = 57515.cosAzFG DGH.07 – 57393.941 = .94 = 1198650.sen266º16'54" = 75520.cos69º57'38" = 74880.39 = 1118497.30395.91 – 10531.27 112509.3 996500 1125836.cos103º29'35" = 112695.cosAzAB DBC.99 1198650.senAzEF DFG.32 -30395.93 -3729.18 = 1198650.17471.27 = 1205108.56 6458.995 = .cos169º38'40" 4) Cálculo das coordenadas XA = XB = XC = XD = XE = XF = XG = XH = XA = YA = YB = YC = YD = YE = YF = YG = YH = YA = 1000000 XA + ΔXAB XB + ΔXBC XC + ΔXCD XD + ΔXDE XE + ΔXEF XF + ΔXFG XG + ΔXGH XH + ΔXHA 1000000 YA + ΔYAB YB + ΔYBC YC + ΔYCD YD + ΔYDE YE + ΔYEF YF + ΔYFG YG + ΔYGH YH + ΔYHA = 1000000 + 60178.94 1020448.cosAzHA = 91790.912 = -3500.cosAzBC DCD.99 = 1020448.senAzGH DHA.94 = 1081361.56 = 1002977.senAzHA DAB. 156º37'55" 213º31'57" 79º47'32" 67º22'36" 195º37'11" 165º24'54" 97º56'52" Azimute 93º19'43" 69º57'38" 103º29'35" 3º17'07" 250º39'43" 266º16'54" 251º41'48" 169º38'40" Dist.Alagoas 93 = .12 = 1205108.77 = 1081361.449 = .3729.30 -3500. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .91 1057644.3 = 1125836.010 = 23948.99 72813.64 23948.95 999935.23716.79 = 1115487.23 = 989403.Ivancildo F.77 1061103.43 1205108.94 -71699.77 – 3729.64 Coordenadas X Y 1000000 1000000 1060178.926 = -71699.232 = 10531.senAzFG DGH.00 = 996500 + 23948.93 = 1061103.82 ≈ 1000000 = 996500 = 1020448.57635.91 = 1000000 – 3500.86611.45 = 1085091.82 1000009.564 = 112509.22 – 30395.22 1118497. (m) 60280 69890 74880 112695 91790 57515 75520 58590 Projeções ΔX ΔY 60178.14 = 989403.18 -17471.31 .cos3º17'07" = 91790.43 = 1115487.794 = .14 1081361.cos93º19'43" = 69890.83 = 1057644.sen251º41'48" = 58590.cosAzEF DFG.sen169º38'40" = 60280.95 –57635.22 = 1085091.83 –23716.sen250º39'43" = 57515.640 ΔXEF = ΔXFG = ΔXGH = ΔXHA = ΔYAB = ΔYBC = ΔYCD = ΔYDE = ΔYEF = ΔYFG = ΔYGH = ΔYHA = DEF.39 1115487.3 + 65658.cosAzCD DDE.31 ≈ 1000000 5) Montagem da planilha de cálculo E Ré PV A A B C D E F G H A B C D E F G B C D E F G H A Angulo Horiz.320 = -57393.83 989403.99 – 17471.07 = 1061103.00 65658.14 – 71699.91 = 999935.45 -57393.cosAzGH DHA.88 = 1057644.cos251º41'48" = 58590.12 1002977.39 – 86611.79 -86611.32 = 1118497.07 1085091.12 + 6458.99 = 1002977.95 = 1000009.94 + 72813.

00 23948. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .Ivancildo F.95 1000009.94 1198650.88 -57635.99 -17471.22 1085091.3 1125836.83 1057644.56 112509.12 1205108.32 -57393.43 1115487.64 COORDENADAS X 1000000 1060178.Alagoas 94 PLANILHA DE CÁLCULO ANALÍTICO TRIANGULAÇÃO À TRENA SERVIÇO: Exemplo elucidativo LOCAL: AZIMUTE INICIAL: AzP03-A = 93˚19'43" FOLHA: Única E PV ÂNGULO HORIZONTAL º ' " 156 37 55 213 31 57 79 47 32 67 22 36 195 37 11 165 24 54 97 56 52 AZIMUTE º 93 69 103 3 250 266 251 169 ' 19 57 29 17 39 16 41 38 " 43 38 35 07 43 54 48 40 DISTÂN CIA (m) 60280 69890 74880 112695 91790 57515 75520 58590 COORDENADAS INICIAIS: XA = 1000000 YA = 10000 PROJEÇÕES ΔX 60178.18 6458.14 989403.07 1061103.77 1081361.99 1002977.91 999935.94 -23716.93 -71699.31 CROQUI/OBSERVA ÇÕES A A B C D E F G H B C D E F G H A LEVANTAMENTO DE CAMPO: DATA: CÁLCULO: DATA: VISTO: DATA: Adaptado do formulário organizado pelo Professor Luiz Carlos da Silveira.23 10531.39 1118497.91 ΔY -3500.27 -86611. .64 72813.82 Y 1000000 996500 1020448.45 -3729.79 -30395.30 65658.

não caracterizando. de acordo com o processo de levantamento mais adequado a determinadas condições de trabalho.29 Azimute inicial Coordenadas de P03 AzP03-A = 259º56'36" EP03 = 4416. ou seja. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . desta forma um polígono. sobretudo. Parte de pontos com coordenadas conhecidas e não tem fechamento. O cálculo analítico de uma poligonal aberta consiste em calcular o azimute. B. e ao mesmo tempo à direita ou à esquerda delas. o último vértice não coincide com o primeiro. Levantamento por poligonação Consiste no levantamento de poligonais em uma área ou linha. Sendo uma poligonal aberta não é possível verificar a presença de erros com a análise dos dados. Exemplo elucidativo: Determinar as coordenadas em UTM dos vértices A.1. O caminhamento para a obtenção das distâncias e dos ângulos pode ser feito internamente ou externamente às poligonais. podem existir três tipos de poligonais: ▪ Aberta.56 A P03 B 289º30'30" 28. 8. harmonizar a natureza do instrumento e o método a ser usado com o tipo de operação topográfica que se tem em vista realizar. ▪ Fechada em base diferente.4.Alagoas 95 8. o aparelho a ser empregado. ▪ Fechada na mesma base. podendo-se obter coordenadas de alta precisão.44 D C E 129º11'20" 23. Poligonal aberta A poligonal aberta é usada apenas para amarração de pontos distantes da área que está sendo levantada.03 C B D 100º05'56" 33. Distância (m) P03 A 29. procurando. Assim. D e E de uma poligonal aberta iniciada a partir do marco geográfico P03 de coordenadas conhecidas: CADERNETA DE LEVANTAMENTO Estação Ré Pv Ang. mas também.Ivancildo F. Ressalta-se que a exatidão do levantamento não depende apenas do caminhamento. assim. Os resultados obtidos podem ser analisados e compensados analiticamente. pela medição de distâncias e ângulos. projeções e coordenadas. de se saber escolher. C.717 . do emprego de bons instrumentos e. que são extraídos da caderneta de campo. da habilidade do operador. a partir dos ângulos horizontais e distâncias.4.319 NP03 = 5719.80 B A C 176º24'06" 36. Horiz.

29.sen235º08'28" = 29.80.44.917 + (-2.56.20.cos5º51'12" = 33.389 .senAzP03-A = DB-C.387 = 4437.cosAzP03-A = 29.03.752 = -33.senAzP03-A = DP03-A.senAzP03-A = DD-E.706 + (-0.720) = 4437.cos9º27'06" = 36.932 + (-15.80.cosAzP03-A = DD-E.cos235º08'28" = 21.406 = -29.015 = -2.cosAzP03-A = DA-B.03.sen5º51'12" = 33.senAzP03-A = DA-B.669 = 4430.cosAzP03-A = DB-C.sen285º57'08" = 23.387 = -0.cosAzP03-A = DC-D.720 = .774) = 4436.706 = 4436.669 + (10.932 = 4421.56.cos285º57'08" = 23.015) = 4421.Alagoas 96 Croqui: D C E N B P03 A Solução: 1) Cálculo dos azimutes AzP03-A AzA-B AzB-C AzC-D AzD-E = 259º56'36" = 259º56'36" + 289º30'30" – 180º = 9º27'06" + 176º24'06" – 180º = 5º51'12" + 100º05'56" + 180º = 285º57'08" + 129º11'20" – 180º = 369º27'06" = 5º51'12" = 285º57'08" = 235º08'28" ou 9º27'06" 2) Cálculo das projeções ΔEP03-A ΔEA-B ΔEB-C ΔEC-D ΔED-E ΔNP03-A ΔNA-B ΔNB-C ΔNC-D ΔND-E = DP03-A.sen259º56'36" = 28.sen9º27'06" = 36.774 = -15. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .790 = 32.248 = 10.senAzP03-A = DC-D.319 = EP03 + ΔEP03-A = EA + ΔEAB = EB + ΔEBC = EC + ΔECD = ED + ΔEDE = 4416.364 = -20.cos259º56'36" = 28.676 3) Cálculo das coordenadas EP03 EA EB EC ED EE = 4416.Ivancildo F.248) = 4419.319 + 21.29.44.917 = 4419.

Alagoas 97 NP03 NA NB NC ND NE = 5719.364 10.56 28.44 23.521 4421.706 5699. 289º30'30" 176º24'06" 100º05'56" 129º11'20" Azimute 259º56'36" 89º27'06" 355º51'12" 275º57'08" 225º08'28" Dist.809 + (-20.917 5702.752 = 5702.790) = 5669.720 -20.774 -29.521 = 5702.932 5669.909 = 5648.752 -2.406) = 5699. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .80 36.319 5719.521 + 32.20.790 -15.909 4430.273 + (-33.110 4436.248 -33.20.389 5648.110 = 5669.273 4419.Ivancildo F.717 = NP03 + ΔNP03-A = NA + ΔNAB = NB + ΔNBC = NC + ΔNCD = ND + ΔNDE = 5719.717 4437.717 + (.233 .364) = 5668.233 4) Montagem da planilha de cálculo E P03 P03 A B C D Ré P03 A B C PV A B C D E Angulo Horiz.29 Projeções ΔE ΔN 21.03 33.387 .11 + (-29.676 Coordenadas E N 4416. (m) 29.669 5668.273 = 5668.406 -0.015 32.676) = 5699.

dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .752 -33.03 33.720 ΔN .29 PROJEÇÕES ΔE 21.521 5702.909 5648.917 4419.319 4437.717 5699.364 -20.790 32.717 ALTITUDES COTA CROQUI/ OBSER VAÇÕES P03 P03 A B C D A B C D E LEVANTAMENTO DE CAMPO: DATA: CÁLCULO: DATA: VISTO: DATA: Adaptado do formulário organizado pelo Professor Luiz Carlos da Silveira.Ivancildo F.932 4421.44 23.56 28.248 10.20.406 -29.233 NP03 = 5719.80 36.319 FOLHA: Única E PV ÂNGULO HORIZONTAL º ' " 289 30 30 176 24 06 100 05 56 129 11 20 AZIMUTE º 259 89 355 275 225 ' 56 27 51 57 08 " 36 06 12 08 28 DISTÂN CIA (m) 29.389 N 5719.387 -0.273 5668.676 COORDENADAS E 4416. .Alagoas 98 PLANILHA DE CÁLCULO ANALÍTICO POLIGONAL ABERTA SERVIÇO: Exemplo elucidativo LOCAL: TEODOLITO: AZIMUTE INICIAL: AzP03-A = 259˚56'36" COORDENADAS INICIAIS: EP03 = 4416.706 4436.015 -2.669 4430.110 5669.774 -15.

00 P05 P04 P06 166º56' 80.60 Azimute inicial Coordenadas de P00 AzP00-P01 = 274º EP03 = 757533. Poligonal fechada na mesma base A poligonal fechada na mesma base é caracterizada por ter o último vértice coincidindo com o vértice inicial.00 P09 P08 P00 172º18' 90. Exemplo elucidativo: Determinar as coordenadas em UTM dos vértices P01 à P09 da poligonal-escola fechada na mesma base P00 de coordenadas conhecidas: CADERNETA DE LEVANTAMENTO Estação Ré Pv Ang. Normalmente para precisão linear. diferindo apenas na verificação e compensação dos erros cometidos. no fechamento da poligonal.244 Croqui: . 1/4000 → para poligonais medidas a trena. 1/10000 → para poligonais eletrônicas (dependendo da precisão da estação total pode-se chegar a precisões. formando.10 P07 P06 P08 209º02' 88.40 P06 P05 P07 75º58' 75.2. Na poligonal fechada há controle de fechamento angular e linear a partir de uma precisão pré-estabelecida pela NBR 13. fundamentalmente. O cálculo de uma poligonal fechada é idêntico ao cálculo de uma poligonal aberta.195 NP03 = 8959419. um polígono. são aceitos os valores: 1/1000 → para poligonais taqueométricas.Ivancildo F.50 P08 P07 P09 110º38' 60. A precisão angular depende.4.133 para os diversos tipos de poligonais. do teodolito ou estação utilizada no levantamento topográfico. Horiz.20 P03 P02 P04 97º13' 15. Distância (m) P00 P09 P01 122º12' 20.60 P02 P01 P03 197º14' 141. 1/2000 → para poligonais medidas com trigonometria.Alagoas 99 8.133. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .00 P01 P00 P02 121º08' 63.20 P04 P03 P05 167º14' 96. da ordem de 1/30000 ou melhor). desta forma. Estas precisões são fornecidas pela NBR 13.

ΣAi = 180º (10 – 2) ΣAi = 1440º 2) Erro angular O erro angular dá uma idéia de precisão com que os ângulos foram medidos.Alagoas 100 Solução: 1) Soma dos ângulos internos A poligonal estará geometricamente fechada angularmente. É dado pela diferença entre a soma dos ângulos lidos em campo e a soma calculada pela expressão teórica: . se: ΣAi = 180º(n-2) Onde: ΣAi = soma dos ângulos internos. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Logo. n = número de vértices.Ivancildo F.

a = metade da menor divisão da leitura do limbo horizontal. abaixo do qual o trabalho de leitura de ângulos é considerado de boa qualidade. Erro distribuído = 00º07' = 00º00'42" 10 O ângulo compensado é obtido adicionando o erro distribuído do ângulo lido. √10 ≈ 00º04'45" A determinação desse erro não se constitui num índice rígido quanto à qualidade do trabalho. 4) Ângulo compensado Conhecido o erro angular. Ao final da compensação.00º00'30". O sinal da correção deverá ser contrário do sinal do erro angular.Alagoas 101 Soma de campo = 1439º53' ΣAi = 1440º00' Erro angular = 1439º53' .a.Ivancildo F.0º07' A distribuição desse erro pode ser feita em quantidades iguais por vértice. faz-se a sua distribuição igualmente entre os vértices. Assim: Compensado em P00 Compensado em P01 Compensado em P02 Compensado em P03 Compensado em P04 Compensado em P05 Compensado em P06 Compensado em P07 Compensado em P08 = 122º12' + 42" = 121º08' + 42" = 197º14' + 42" = 97º13' + 42" = 167º14' + 42" = 166º56' + 42" = 75º58' + 42" = 209º02' + 42" = 110º38' + 42" = 122º12'42" = 121º08'42" = 197º14'42" = 97º13'42" = 167º14'42" = 166º56'42" = 75º58'42" = 209º02'42" = 110º38'42" . dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .√n Eadm = erro angular admissível.1440º00' = . E = ± 3. pois o valor encontrado é simplesmente um resíduo dos erros acidentais. pois podem ocorrer compensações durante o levantamento. Eadm = ± m. m = valor de 1 a 3 de acordo com a precisão requerida para o levantamento. Logo. 3) Erro admissível O erro admissível é aquele que expressa um limite para o erro angular. a soma dos ângulos compensados deve ser igual a soma determinada pela fórmula teórica. n = número de vértices da poligonal.

00.senAz P01-P02 = D P02-P03.4652 ΣΔY‟ = 0.00.86.sen339º28'36" = 90.00.6209 = .cosAz P02-P03 = D P03-P04.7359 = 70.sen19º47'12" = 88.60.10.sen331º47'18" = 20.senAz P06-P07 = D P07-P08.Alagoas 102 Compensado em P09 = 172º18' + 42" = 172º18'42" Total 1440º00'00" 5) Azimutes AzP00-P01 AzP01-P02 AzP02-P03 AzP03-P04 AzP04-P05 AzP05-P06 AzP06-P07 AzP07-P08 AzP08-P09 AzP09-P00 = 274º = 274º + 121º08'42" – 180º = 215º08'42" + 197º14'42" .180º = 136º51'48" + 166º56'42" – 180º = 123º48'30" + 75º58'42" –180º = 19º47'12" + 209º02'42" – 180º = 48º49'54" + 110º38'42" – 180º = 339º28'36" + 172º18'42" .cos48º49'54" = 60.4296 = 66.senAz P08-P09 = D P09-P00.10.cosAz P08-P09 = D P09-P00.180º = 215º08'42" = 232º23'24" = 149º37'06" = 136º51'48" = 123º48'30" = 19º47'12" = 48º49'54" = 339º28'36" = 331º47'18" Para conferência AzP00-P01 = 331º47'18" + 122º12'42" – 180º = 274º00'00" Ok! 6) Projeções ΔX‟P00-P01 ΔX‟P01-P02 ΔX‟P02-P03 ΔX‟P03-P04 ΔX‟P04-P05 ΔX‟P05-P06 ΔX‟P06-P07 ΔX‟P07-P08 ΔX‟P08-P09 ΔX‟P09-P00 ΔY‟P00-P01 ΔY‟P01-P02 ΔY‟P02-P03 ΔY‟P03-P04 ΔY‟P04-P05 ΔY‟P05-P06 ΔY‟P06-P07 ΔY‟P07-P08 ΔY‟P08-P09 ΔY‟P09-P00 = DP00-P01.cos136º51'48" = 80.1127 = .20.sen136º51'48" = 80.cosAz P01-P02 = D P02-P03.60.20.42.cos274º = 63.senAz P04-P05 = D P05-P06.36.0056 = .44.cos 215º08'42" = 41.1720 = .20.cos19º47'12" = 88.180º = 232º23'24" + 97º13'42" – 180º = 149º37'06" + 167º14'42" .cos 149º37'06" = 96.50.sen149º37'06" = 96.cosAz P05-P06 = D P06-P07.1018 Σ|ΔX‟| = 464.sen215º08'42" = 41.cosAzP00-P01 = D P01-P02.6875 = 65.0536 = .senAz P09-P00 = DP00-P01.senAz P05-P06 = D P06-P07.6391 = 66.sen123º48'30" = 75.senAz P07-P08 = D P08-P09.cosAz P07-P08 = D P08-P09.20.cosAz P09-P00 = 20.60.00.21.111.senAz P03-P04 = D P04-P05.3951 = -52.sen274º = 63.8046 = 25.2653 .cosAz P06-P07 = D P07-P08.40.senAzP00-P01 = D P01-P02.9513 = .2572 = 56.6636 = 58. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .00.8563 = 7.cos 232º23'24" = 15.00.6112 = .1918 = 79.cosAz P03-P04 = D P04-P05.13.cos123º48'30" = 75.8374 7) Soma das projeções: ΣΔX‟ = -0.50.8294 = 1.cos339º28'36" = 90.Ivancildo F.40.cos331º47'18" = .senAz P02-P03 = D P03-P04.0353 = .19.sen232º23'24" = 15.60.70.sen48º49'54" = 60.cosAz P04-P05 = D P05-P06.

(0.(111.ΣΔX‟| Σ|ΔX‟| Cx = | ΔX‟.000219176.2842 9) Precisão A precisão indica o perímetro de levantamento para se obter o erro de 1 metro.(36. EL = erro linear.1018)2 + (0.008024 CP02-P03 = 0.2653)2 ]½ = 0.6112) = 0.4249 8) Erro linear O erro linear é dado pela fórmula: EL = [(ΣΔX‟)2 + (ΣΔY‟)2]½ Logo.1018) | = 0.4652 CP00-P01 = 0. Logo.004372 CP01-P02 = 0.7 0. A precisão do levantamento é dada pela fórmula: P = Perímetro EL Onde: Perímetro = soma dos lados da poligonal.000219176.000219176. EL = [(-0.60 = 2570.ΔX‟ 464. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .9513) = 0.(19.8563) = 0.2842 A precisão é anotada na forma de escala → P = 1:2570 10) Correções do Erro Linear: No eixo do X Cx = |ΔX‟.Ivancildo F. P = 730.Alagoas 103 Σ|ΔY‟| = 532.000219176.024516 .

0536) = 0.7359) = 0.014386 = .000219176.(25.000695 = 0.004610 = 0.6209) = 0.014386 = 0. porque ΣΔX‟ é negativo e Cy será negativo porque ΣΔY‟ é positivo.042938 = 0.653486 .2653) | = 0.000498286.4296) = 0.(58.001685 = 0.000498286.689185 = 65.19.603176 = .6391 + 0.111.000498286.19.014642 = 0.9513 + 0.1918) = 0.000219176. A soma das projeções compensadas deve ser zero.(66.000498286.(52.0353) = 0.008024 = .000498286.(13.000219176.(65.8046) = 0.000219176.2572) = 0.001685 = 65.831784 = 7.000498286.Ivancildo F.027999 = 0.Alagoas 104 CP03-P04 CP04-P05 CP05-P06 CP06-P07 CP07-P08 CP08-P09 CP09-P00 = 0.022291 = 0.039782 11) Projeções compensadas As projeções compensadas são calculadas pelas fórmulas: ΔX = ΔX‟ + Cx ΔY = ΔY‟ + Cy Deve-se no cálculo das projeções compensadas.(44.36.000498286.(1.1127) = 0.035211 = 0.3951) = 0.(79. ΔXP00-P01 ΔXP01-P02 ΔXP02-P03 ΔXP03-P04 ΔXP04-P05 = = = = = ΔX‟P00-P01 + C P00-P01 ΔX‟P01-P02 + C P01-P02 ΔX‟P02-P03 + C P02-P03 ΔX‟P03-P04 + C P03-P04 ΔX‟P04-P05 + C P04-P05 = .8374) = 0.(21.6636) = 0. Logo. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .(86. observar que os sinais de Cx e Cy devem ser contrários aos sinais obtidos nos (ΣΔX‟ e ΣΔY‟).004372 = .(70.000219176.0056) = 0.6875 + 0.946928 = .024516 = 7.000219176.111.025914 = 0.(0.000498286.8563 + 0.ΣΔY‟| Σ|ΔY‟| Cy = | ΔY‟.8294) = 0.1720) = 0.009387 No eixo do Y Cy =|ΔY‟. Cx será positivo neste exemplo.6875) = 0.005574 = 0.034907 = 0.(42.(70.000498286. Assim.6112 + 0.000498286.000219176.(7.000498286.006534 = 0.(56.ΔY‟ 532.6391) = 0.4249 CP00-P01 CP01-P02 CP02-P03 CP03-P04 CP04-P05 CP05-P06 CP06-P07 CP07-P08 CP08-P09 CP09-P00 = 0.36.029029 = 0.(66.014602 = 0.

029029 = 56.21) = 8959282.44.82) = 757513.604 = 8959282.16 = 8959337.004610 = .088507 = .44.645 + (-111.197 ok! = 8959419.3951 – 0.86.155 + 66.045 = 757576.758191 = 70.03) = 757576.505 + 65.104 + (-44.13.155 = 757504.035211 = 58.42.034907 = .70.195 + (-19.244 + 1.0056 – 0.505 = 757438.014642 = 25.83) = 757364.23 = 8959281.194 + (-70.03069 = .2572 – 0.394 = 8959269.204 + 56.014602 = .974 + 58.63 = 8959222.435174 = 66.604 + (-86.195 = XP00 + ΔXP00-P01 = XP01 + ΔXP01-P02 = XP02 + ΔXP02-P03 = XP03 + ΔXP03-P04 = XP04 + ΔXP04-P05 = XP05 + ΔXP05-P06 = XP06 + ΔXP06-P07 = XP07 + ΔXP07-P08 = XP08 + ΔXP08-P09 = XP09 + ΔXP09-P00 = 8959419.820013 =0 = 1.20) = 8959269.194 = 8959199.819242 = 25. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .8046 + 0.64 = 757530.86.025914 = .039782 ΣΔY 12) Coordenadas planas-UTM XP00 XP01 XP02 XP03 XP04 XP05 XP06 XP07 XP08 XP09 XP00 YP00 YP01 YP02 YP03 YP04 YP05 YP06 YP07 YP08 YP09 YP00 = 757533.21.645 = 757364.6209 + 0.022291) = 70.009387 ΣΔX = 1.43 = 757530.6636 – 0.006534 = .005574 = 66.228171 = 56.042938 = .015 = 757533.635502 = .1720 – 0.8374 – 0.974 = 8959283.60) = 757476.405 + 66.797618 =0 ΔXP05-P06 ΔXP06-P07 ΔXP07-P08 ΔXP08-P09 ΔXP09-P00 ΔYP00-P01 ΔYP01-P02 ΔYP02-P03 ΔYP03-P04 ΔYP04-P05 ΔYP05-P06 ΔYP06-P07 ΔYP07-P08 ΔYP08-P09 ΔYP09-P00 = = = = = = = = = = = = = = = ΔX‟P05-P06 + C P05-P06 ΔX‟P06-P07 + C P06-P07 ΔX‟P07-P08 + C P07-P08 ΔX‟P08-P09 + C P08-P09 ΔX‟P09-P00 + C P09-P00 ΔY‟P00-P01 + C P00-P01 ΔY‟P01-P02 + C P01-P02 ΔY‟P02-P03 + C P02-P03 ΔY‟P03-P04 + C P03-P04 ΔY‟P04-P05 + C P04-P05 ΔY‟P05-P06 + C P05-P06 ΔY‟P06-P07 + C P06-P07 ΔY‟P07-P08 + C P07-P08 ΔY‟P08-P09 + C P08-P09 ΔY‟P09-P00 + C P09-P00 = 66.031514 = .163801 = 79.815 = 757372.95) = 757513.244 = YP00 + ΔYP00-P01 = YP01 + ΔYP01-P02 = YP02 + ΔYP02-P03 = YP03 + ΔYP03-P04 = YP04 + ΔYP04-P05 = YP05 + ΔYP05-P06 = YP06 + ΔYP06-P07 = YP07 + ΔYP07-P08 = YP08 + ΔYP08-P09 = YP09 + ΔYP09-P00 = 757533.80 8959420.634 + (-52.634 = 8959368.027999 = 79.815 +7.82 = 757504.244 .204 = 8959339.015 + (-42.975 + 25.09) = 8959199.405 = 757597.21.42.0353 + 0.364 + 79.394 + (-13.245 = 757476.975 = 757530.4296 + 0.03) = 8959368.344 + 70.65 = 757438.0536 – 0.13.214938 = .394405 = .Ivancildo F.104 = 8959154.69 = 757372.364 ≈ 8959419.344 = 8959224.1918 – 0.7359 –(-0.110234 = -70.76) = 8959152.52.Alagoas 105 = 66.39 = 8959420.405 + (-21.628389 = 58.000695 = -52.1127 – 0.245 + (-36.8294 + 0.

0 757533. YP00 = N P00 = 8959419.014602 66.653486 66.797618 COORDENADAS LIDO º 122 121 197 97 167 166 75 209 110 172 ' 12 08 14 13 14 56 58 02 38 18 P00 P01 P02 P03 P04 P05 P06 P07 P08 P09 P01 P02 P03 P04 P05 P06 P07 P08 P09 P00 º 274 215 232 149 136 123 19 48 339 331 ' 08 23 37 51 48 47 49 28 47 " 42 24 06 48 30 12 54 36 18 20.1 8959154.244 DIST.394405 -52.6 141.03069 -42.cosAz DATA: 1996 DATA: 1996 Adaptado do formulário organizado pelo professor Luiz Carlos da Silveira .4296 0.3 8959269. TOPOGRAF.0 63.3 8959224.0 80.2 SOMA 1439 53 00 180.5 757576.014386 65.Ivancildo F.6 8959282.1 757504.758191 70.6 X 757513.435174 66.9 8959283.689185 65.1918 0.Alagoas 106 PLANILHA DE CÁLCULO ANALÍTICO – POLIGONAL FECHADA NA MESMA BASE SERVIÇO: Exemplo elucidativo LOCAL: AZIMUTE INICIAL: AzP00-P01 = 274º E PV ÃNGULOS ER COMPEN RO SADO " " º ' " 00 42 122 12 42 00 42 121 08 42 00 42 197 14 42 97 13 42 00 42 00 42 167 14 42 00 42 166 56 42 75 58 42 00 42 00 42 209 02 42 00 42 110 38 42 00 42 172 18 42 AZIMUTE perímetro do IFAL Campus Palmeia dos Indios TEODOLITO: Wild de precisão 6” COORDENADAS INICIAIS: XP00 = E P00 = 757533.6636 0.088507 -44.119234 -70.6 8959368.2653 -0.1018 ΣΔX = 0 Σ│ΔX’│ 464.4249 LEV.635502 -21.2842 1/2570 CÁLCULO: VISTO: PROF.8046 0.6 757364.8563 0. ΣΔX’ Σ│ΔX’│ CY = ΔY’.6112 0.008024 -36.009387 -42.005574 25.000695 1.197 .6875 0. (m) PROJEÇÃO NO EIXO X CALCU CORRE COMPEN LADA ÇÃO SADA ΔX’ CX ΔX -19.004372 -19.1018 ΣΔX’ -0.603176 -111. ALUNOS DATA: 1996 .3951 0.6209 0.0 90.1 8959199.3 8959419.027999 56.1 Y 8959420.820013 PROJEÇÃO NO EIXO Y CALCU CORRE COMPEN LADA ÇÃO SADA ΔY’ CY ΔY 1.6 DISTRIBUIÇÃO DO ERRO: 42” por vértice 0.628389 58.029029 58.001685 7.039782 79. PROJEÇÕES ΔX‟ = D.1720 0.0056 0.035211 70.senAz ΔY‟ = D.2 96.214938 -13. ΣΔY’ Σ│ΔY’│ ΣΔY = 0 ERRO PRECISÃO LINEAR 0.025914 -52.819242 25.5 60.034907 -70.7359 0.2653 Σ│ΔY’│ 532.8374 0.9513 0. (N-2) = 1440º00'00" ERRO = 00º07’ PRECISÃO (P) = PERÍMETRO EL 1440 00 00 730.2 8959339.228171 56.6391 0.1127 0.163801 79.831784 7.042938 -86.8294 0.031514 -86.006534 -13.0536 0.0353 0.4 757597.2 757476. CORREÇÕES CX= ΔX’. E E ALUNOS ERRO LINEAR(EL) = [(ΣΔX‟)2 + (ΣΔY‟)2] ½ .9 757530.2 15.024516 -111.1 88.022291 -44.4 75. ΣΔY’ 0. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .2572 0.004610 -21.4652 .014642 66.5 757438.: PROF.8 757372.946928 -36.

dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . B. Neste tipo de poligonal o erro angular é dado pela diferença entre o azimute de chegada existente e o azimute de chegada calculado.723 .714 YP02 = 343. Desta forma são conhecidos: Estação de saída. Exemplo elucidativo: Determinar as coordenadas dos vértices A. Poligonal fechada em base diferente ou enquadrada A poligonal fechada em base diferente parte de uma linha de uma poligonal fechada e chega numa outra linha da mesma poligonal ou de outra poligonal cujos pontos das linhas são conhecidos. um polígono aberto. Coordenadas.119 saída Coordenadas das estações de XP14 = 1405. Distância (m) P02 P01 A 43º54'53" 136.4.220 D C P14 16º15'37" 139. Projeções. C e D de uma poligonal enquadrada que partiu de um ponto P02 e findou num ponto P14.210 P14 D P15 175º17'56" Azimute de saída AzP01-P02 = 177º28'03" Coordenadas da estação de XP02 = 1119.Ivancildo F. Vante de chegada. Caracteriza-se pelo último vértice não coincidir com o vértice inicial. desta forma. formando. Elementos a levantar: Azimute na chegada. Horiz.015 B A C 71º05'06" 152.3. ambos de coordenadas conhecidas: CADERNETA DE LEVANTAMENTO Estação Ré Pv Ang. este é calculado pela diferença entre as coordenadas de chegada e as coordenadas de saída.009 A P02 B 288º44'07" 120.714 YP14 = 475.770 C B D 305º40'16" 123.Alagoas 107 8. Azimute na saída (pode não ser conhecido). mas de coordenadas iniciais e finais conhecidas. comparadas com as projeções calculadas. Quanto ao erro linear.127 YP15 = 606. Estação de chegada.129 chegada XP15 = 1402. Ré de saída.

Az = Az' Az = 360º . dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .Az' → Sempre que ∆X for positivo → Sempre que ∆X for negativo. Erro angular P14-P15 = AzP14-P15 (conhecido) – AzP14-P15 (calculado) Mas.Alagoas 108 Croqui: N ● P01 P15 ● AzP01-P02 P14 A C P02 B D Solução: 1) Azimutes AzP01-P02 AzP02-A AzA-B AzB-C AzC-D AzD-P14 AzP14-P15 2) Erro angular O erro angular do levantamento é calculado na linha P14 – P15 pela diferença entre o azimute de chegada (conhecido) e o calculado.180º = 166º52'25" + 16º15'37" – 180º = 3º08'02" + 175º17'56" – 180º = 41º22'56" = 150º07'03" = 41º12'09" = 166º52'25" = 3º08'02" = 358º25'58" D Sendo. o termo „azimute calculado‟ precisa ainda ser conhecido: Calcula-se AzP14-P15 pela fórmula Az'P14-P15 = arc Cos ∆Y = 177º28'03" = 177º28'03" + 43º54'53" – 180º = 41º22'56" + 288º44'07" . porque o Az estará entre 180º e 360º .Ivancildo F.180º = 150º07'03" + 71º05'06" – 180º = 41º12'09" + 305º40'16" .

5" = 358º26'19" .587 D = [∆X2 + ∆Y2 ]½ = [(-3.5" = 166º52'25" + 14" = 3º08'02" + 17.7907 = 100.594)2 ]½ = 131.senAzA-B = DB-C.723 – 475.714 = -3.Ivancildo F.9144 = 59.5" = 150º07'10" = 41º12'19.587)2 + (131. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .358º25'58" = 000º00'21" 3) Azimute compensado Conhecido o erro angular.6223 = 41º22'56" + 3.642 AzP14-P15 = 360º .594 = arc Cos 0.5" 6 A correção deve ser acumulada a cada estação. D = comprimento da linha 14-15.5" = 166º52'39" = 3º08'19.6428m Az‟P14-P15 = arc Cos131.sen150º07'10" = 152.9751 = 7. o AzP14-P15 (calculado) deverá ser igual ao AzP14-P15 (conhecido): AzP02-A Compensado AzA-B Compensado AzB-C Compensado AzC-D Compensado AzD-P14 Compensado AzP14-P15 Compensado 4) Projeções ΔX‟P02-A ΔX‟A-B ΔX‟B-C ΔX‟C-D ΔX‟D-P14 = DP02-A.99" 131.sen166º52'39" = 139.senAzP02-A = DA-B.999635374 = 1º33'40. Erro distribuído = 21" = 3. Ao final da compensação.770.senAzB-C = DC-D.5" = 123.senAzC-D = DD-P14.sen3º08'19. faz-se a sua distribuição igualmente da estação de saída (P02) até a estação de chegada (P14).5" = 150º07'03" + 7.220.015.129 = 131. Logo ∆Y= YP15 – YP14 = 606.5" = 120.594 ∆X = XP15 – XP14 = 1402.99" = 358º26'19" Finalmente Erro angular = AzP14-P15 (conhecido) – AzP14-P15 (calculado) Erro angular = 358º26'19" .senAzD-P14 = 136.127 – 1405.sen41º12'19.6388 = 27.1º33'40.0" = 41º12'09" + 10.009.5" = 358º25'58" + 21" = 41º22'59.5" = 89.210.Az‟ = 360º .Alagoas 109 Onde: ∆Y= projeção da linha no eixo das ordenadas.sen41º22'59.

01 Erro Y = 132.0482 = -104.103 7) Precisão A precisão indica a distância de levantamento para se obter o erro de 1 metro.9258 = 0.cosAzB-C = DC-D.129 – 343.5" = 120.9396 = -120.0012 ΔY‟P02-A ΔY‟A-B ΔY‟B-C ΔY‟C-D ΔY‟D-P14 = DP02-A.cos3º08'19.0609 = 114.059)2 + (0.cosAzC-D = DD-P14.cos41º22'59.000 – 285. A precisão do levantamento é dada pela fórmula: .210.cosAzA-B = DB-C.059m ErroY = ΣΔY .941 ΣΔY‟ = 131.01 – 131.0842m Finalmente EL = [(0.Ivancildo F.714 – 1119.714 ΣΔX = 286.052 6) Erro linear O erro linear é dado pela fórmula: EL = [(ErroX)2 + (ErroY)2]½ ErroX = ΣΔX .0842)2 ]½ EL = 0.220.926 Σ|ΔY‟| = 580.015.5" = 123.941 = 0.cosAzD-P14 = 136.cos150º07'10" = 152.cosAzP02-A = DA-B.cos166º52'39" = 139.000 Erro X = 286.5" 5) Soma das projeções: ΣΔX‟ = 285.cos41º12'19.Alagoas 110 = 102.ΣΔY’ Sendo ΣΔY = YP14 (chegada) – YP02 (saída) ΣΔY = 475. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .941 Σ|ΔX‟| = 285.770.ΣΔX’ Sendo ΣΔX = XP14 (chegada) – XP02 (saída) ΣΔX = 1405.119 ΣΔY = 132.009.0023 = 139.

(114.000145159.000206336.(-120.0482) = 0.(27.000145159.0012) = 0.000206336.(139.74 0.000206336.017419 = 0. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .9144) = 0.Ivancildo F.Alagoas 111 P = Perímetro EL Onde: Perímetro = soma dos lados da poligonal.016684 = -0.103 A precisão é anotada na forma de escala → P = 1: 6516.(89.941 CP02-A CA-B CB-C CC-D CD-P14 = 0.6223) = 0.6388) = 0.9396) = 0.020765 = 0.(0.000145159. P = 671.ΔY‟ 580.014813 = -0.74 8) Correções do Erro Linear: No eixo do X Cx = |ΔX‟.001573 No eixo do Y Cy = |ΔY‟.000206336.(102.000145159.224 = 6516. Logo.015105 = 0.7907) = 0.000206336.000206336.052 CP02-A CA-B CB-C CC-D CD-P14 = 0.005772 = 0.020178 9) Projeções compensadas As projeções compensadas são calculadas pelas fórmulas: .0609) = 0.012336 = 0.ΔX‟ 285.000145159.018552 = 0.9751) = 0.059) | = 0.(100.ErroX| Σ|ΔX‟| Cx = | ΔX‟.0842) | = 0.0023) = 0.(7.000145159.(0.(59.ErroY| Σ|ΔY‟| Cy = | ΔY‟.(-104. EL = erro linear.

0012 + 0.0630 = -104.1095 + 27.0760 = 341.9329 = 1209.020765 = 27.015105) = 114.06 → OK! .11 + 114.65 + 59.9809 = 7.65 = 1269.714 + 89.45 = 1370.9563 = -120.6596 = 27.9809 = 1398.0630 = 445.714 = XP02 + ΔXP02-A = XA + ΔXA-B = XB + ΔXB-C = XC + ΔXC-D = XD + ΔXD-P14 = 343.11 = 1398.0023 + (-0.06 = 336.9751 + 0.119 + 102.71 → OK! = 343.9396 + 0.18 -104.9329 = 59.6239 = 1209.0214 = 131.Ivancildo F.005772 = 7.8030 = 100.04 + 139.0609 + (-0.020178 ΣΔY 10) Coordenadas XP02 XA XB XC XD XP14 YP02 YA YB YC YD YP14 = 1119.6388 + 0.09 + 7.8030 = 1269.0197 = 336.6223 + 0.0197 = 139.06 – 120.0482 + 0.6596 = 1370. ΔXP02-A ΔXA-B ΔXB-C ΔXC-D ΔXD-P14 ΔYP02-A ΔYA-B ΔYB-C ΔYC-D ΔYD-P14 = = = = = = = = = = ΔY = ΔY‟ + Cy ΔX‟P02-A + C P02-A ΔX‟A-B + C A-B ΔX‟B-C + C B-C ΔX‟C-D + C C-D ΔX‟D-P14 + C D-P14 ΔY‟P02-A + C P02-A ΔY‟A-B + C A-B ΔY‟B-C + C B-C ΔY‟C-D + C C-D ΔY‟D-P14 + C D-P14 = 89.017419) = 139.7907 + 0.9144 + 0.018552 = 59.016684 = -120.04 = 475.6239 = 286.119 = YP02 + ΔYP02-A = YA + ΔYA-B = YB + ΔYB-C = YC + ΔYC-D = YD + ΔYD-P14 = 1119.0760 = 114.Alagoas 112 ΔX = ΔX‟ + Cx Logo.0000 = 102. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .001573 ΣΔX = 89.945 = 102.09 = 1405.18 = 341.11 = 456.014813 = -104.0214 = 445.45 + 100.9563 = 456.012336 = 100.

PROJEÇÕES ΔX’ = D.5 07 10 12 19.020765 100.71 475. ErroY = ΣΔY – ΣΔY’ = (Ychegada – Ysaída) .06 -120.06 AZIMUTE CALCULADO AZIMUTE CONHECIDO ERRO 671.0609 -0.ERROX .74 VISTO: PRECISÃO(P) = PERÍMETRO .0023 -0. .224 DISTR ERRO ANGULAR ACUMULADO 3.conAz LEV.ΣΔY’ . (m) 136.9751 0.ERROY .220 139. CORREÇÕES CX = ΔX’.0630 1209.018552 89.714 COORD.945 DATA: DATA: DATA: Adaptado do formulário organizado pelo professor Luiz Carlos da Silveira.ΣΔX’ .015 152.0 10.052 E.770 123.5 52 39 08 19.5”/vértice ERRO X 0.012336 59.017419 -120. Linear 0.SAÍDA: AzP0-P02 = 177º28'03" COORD.CHEGADA: Az14-15 = 358º26'19" AZIMUTE CALCULAD O º ' " ER RO " AZIMUTE CORRIGIDO º ' " DIST.9563 1370.0842 Σ│ΔY’│ 580.210 P02 A B C D A B C D 14 43 288 71 305 16 54 44 05 40 15 53 07 06 16 37 41 150 41 166 3 358 358 22 07 12 52 08 25 26 56 03 09 25 02 58 19 21 3.119 AZ.04 139.6596 27.senAz ΔY’ = D.6239 PROJEÇÃO NO EIXO Y CALCUCORRE COMPEN COORDENADAS LADA ÇÃO SADA ΔY’ CY ΔY X Y 102.714 Y14 = 475.5 41 150 41 166 3 22 59.7907 0.941 ERRO Y 0.5 PROJEÇÃO NO EIXO X CALCU CORRE COMPEN LADA ÇÃO SADA ΔX’ CX ΔX 89.009 120.014813 102.9396 0. Σ│ΔX’│ Σ│ΔY’│ ERRO LINEAR (EL) =[(ErroX)2+(ErroY)2] ½ ErroX = ΣΔX – ΣΔX’ = (Xchegada – Xsaída) .5 7.Ivancildo F.TOPOGRÁFICO: CÁLCULO: ΣΔX’ 286 ΣΔY’ 131.6223 0.6388 0.129 E PV ÂNGULOS LIDOS º ' " TEODOLITO: YP02 = 343.015105 -104.09 336. CHEGADA: X14 =1405.9329 59.103 PRECISÃO 1/6516.5 14 17.18 -104. CY = ΔY’.11 456.0482 0.11 114. SAÍDA: XP02 = 1119.8030 100.0760 1269.005772 27.001573 7. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .0012 0.0214 1405.9144 0.020178 139.65 445.016684 114.Alagoas 113 PLANILHA DE CÁLCULO ANALÍTICO – POLIGONAL ENQUADRADA SERVIÇO: Exemplo elucidativo LOCAL: FOLHA nº: Única AZ.059 Σ│ΔX’│ 285.45 341.0197 1398.9809 7.

deste ponto „P‟ são medidas as distâncias (através dos métodos de medição de distâncias horizontais conhecidos) aos pontos definidores do referido detalhe. Uma vez demarcada e levantada a poligonal principal (aberta ou fechada).5. o método consiste em escolher. Croqui: . Levantamento por irradiação Conhecido também como método das coordenadas polares. os ângulos horizontais entre os alinhamentos que possuem „P‟ como vértice. de onde possam ser avistados os pontos que definem o detalhe a levantar. do tipo de dispositivo ou equipamento utilizado. P11. Exemplo elucidativo: Determinar as coordenadas planas-UTM dos pontos irradiados P10.Alagoas 114 8. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . estrategicamente.Ivancildo F. evidentemente. ressaltando-se que o fechamento desta independe dos pontos irradiados. este método é bastante útil em projetos que exigem “amarração” de detalhes. P12 e P13 a partir da poligonal-escola de coordenadas previamente levantadas. um ou mais pontos „P‟ pertencentes a essa poligonal. A execução dos cálculos para a obtenção das coordenadas dos diversos pontos avistados pode ser feita na mesma planilha de cálculos da poligonal principal (poligonal fechada ou enquadrada). bem como. A precisão resultante do levantamento dependerá. Assim.

24 NP13 = NP12 + ΔNP02-P13 = 8959377.sen187º49'00" = 71.10.6 + 70.947 = 8.6 + 8.640 = 82.24 + 82.cosAzP02-P13 = DP09-P10.sen169º36'32" = 29.senAzP02-P13 = DP09-P10.cos177º22'42" = 82.sen177º22'42" = 82.Ivancildo F.23 NP02 = 8959368.043 = 8959459.Alagoas 115 Caderneta de campo CADERNETA DE LEVANTAMENTO Estação Ré Pv Ang.27 EP13 = XP12 + ΔEP01-P13 = 757547.6 NP12 = NP02 + ΔNP02-P12 = 8959368.senAzP02-P12 = DP02-P13.00.673 = 757547.senAzP09-P11 = DP02-P12.046 = 28.20 P02 P01 P13 172º13'50" 82.20. Distância (m) P02 P01 P12 142º14'00" 71.10 P09 P08 P10 87º12'06" 29.cos246º40'42" = 20.834 = 16.27 + (-3.6 Coordenadas P09 E = 757576. Horiz.00 P09 P08 P11 121º08'18" 20.046) = 757544.043 = -1.047 A partir do vértice P02 EP02 = 757476.64 = 8959377.62.28 .3 Azimute saída Az P01-P02 = 215º08'42" AzP08-P09 = 339º28'36" Solução: 1) Azimutes AzP01-P02 = 215º08'42" AzP02-P12 = 215º08'42" + 142º14'00" – 180º = 177º22'42" AzP02-P13 = 177º22'42" + 172º13'50" – 180º = 169º36'32" AzP08-P09 = 339º28'36" AzP09-P10 = 339º28'36" + 87º12'06" – 180º = 246º40'42" AzP09-P11 = 246º40'42" + 121º08'18" – 180º = 187º49'00" 2) Projeções ΔEP02-P12 ΔEP02-P13 ΔEP09-P10 ΔEP09-P11 ΔNP02-P12 ΔNP02-P13 ΔNP09-P10 ΔNP09-P11 3) Coordenadas = DP02-P12.cosAzP09-P11 = 71.cosAzP02-P12 = DP02-P13.20.62 Coordenadas P02 E = 757476.0 N = 8959339.cos187º49'00" = 70.cos169º36'32" = 29.10.6 N = 8959368.942 = -12.673 = -3.00.sen246º40'42" = 20. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .senAzP09-P10 = DP09-P11.cosAzP09-P10 = DP09-P11.62.6 EP12 = EP02 + ΔEP02-P12 = 757476.

47 NP11 = NP12 + ΔNP09-P11 = 8959377.0 EP10 = EP09 + ΔEP09-P10 = 757576.834) = 8959337.0 + 28.3 NP10 = NP09 + ΔNP09-P10 = 8959339.94 EP11 = XP12 + ΔEP09-P11 = 757604.Ivancildo F.52 .047 = 8959393.94 + (-12.942 = 757604.947) = 757591.3 + (-1.Alagoas 116 A partir do vértice P09 EP09 = 757576. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .99 NP09 = 8959339.47 + 16.

.

0 90.2 82.942 -12.62 DIST.6 DISTRIBUIÇÃO DO ERRO: 42” por vértice CORREÇÕES CX= ΔX‟.4249 LEV.635502 -21.2 8959337.6 71.8 757372.3 8959269.2842 1/2570 CÁLCULO: VISTO: PROF.4 75.0 80.9 757530.03069 -42.435174 66.831784 7.046 28.244 AZIMUTE º 274 215 232 149 136 123 19 48 339 331 ' 08 23 37 51 48 47 49 28 47 " 42 24 06 48 30 12 54 36 18 20.014602 66.1127 0.8374 0.022291 -44.819242 25.1918 0.758191 70.2 8959339.0 757533.: PROF.1 8959199.6209 0. TOPOGRAF.005574 25. E E ALUNOS COORDENADAS X 757513.9513 0.5 757438.3 8959224.3 8959419.834 16.cosAz DATA: 1996 DATA: 1996 .senAz ΔY‟ = D.653486 66.0 63.014642 66.4296 0.009387 -42.5 60.2572 0.004610 -21.2 757476.2 757604.9 8959283.031514 -86.6 141.039782 79.6112 0. ΣΔX‟ Σ│ΔX‟│ ERRO LINEAR(EL) = [(ΣΔX‟)2 + (ΣΔY‟)2] ½ .0536 0.640 82.8294 0.8046 0.6636 0. ΣΔX = 0 Σ│ΔX’│ 464.035211 70.0 20.014386 65.Alagoas 118 PLANILHA DE CÁLCULO ANALÍTICO – POLIGONAL FECHADA NA MESMA BASE SERVIÇO: Exemplo elucidativo AZIMUTE INICIAL: AzP00-P01 = 274º E PV ÃNGULOS ER COMPEN RO SADO " " º ' " 00 42 122 12 42 00 42 121 08 42 00 42 197 14 42 97 13 42 00 42 42 167 14 42 00 00 42 166 56 42 75 58 42 00 42 42 209 02 42 00 00 42 110 38 42 00 42 172 18 42 00 50 06 18 - LOCAL: perímetro da UNED/PIn TEODOLITO: Wild de precisão 6” COORDENADAS INICIAIS: XP00 = E P00 = 757533.6 8959368. ALUNOS DATA: 1996 ΣΔY = 0 ERR LINEAR PRECISÃO 0.1 8959154.6391 0.119234 -70.8563 0.Ivancildo F.7359 0.024516 -111.0056 0.000695 1.4 8959393.2 15.628389 58.043 -1.1 88.1720 0.5 757576.2653 PROJEÇÃO NO EIXO Y CALCU CORRE COMPEN LADA ÇÃO SADA ΔY ΔY’ CY 1.4652 ΣΔY’ 0.163801 79.4 757597.034907 -70. 1440 00 00 730. YP00 = N P00 = 8959419.2 8959377.008024 -36.673 -3.6 757364.2653 Σ│ΔY’│ 532.088507 -44. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .214938 -13.394405 -52.042938 -86.689185 65.3951 0.946928 -36.797618 8.1 757547.025914 -52.6 8959282. (m) PROJEÇÃO NO EIXO X CALCU CORRE COMPEN LADA ÇÃO SADA ΔX’ CX ΔX -19.027999 56.9 Y 8959420.1018 ΣΔX’ -0.004372 -19.603176 -111.947 0.228171 56.10 29.1018 CY = ΔY‟.197 . ΣΔY‟ Σ│ΔY‟│ .029029 58.2 8959459.5 LIDO º 122 121 197 97 167 166 75 209 110 172 142 172 87 121 ' 12 08 14 13 14 56 58 02 38 18 14 13 12 08 P00 P01 P02 P03 P04 P05 P06 P07 P08 P09 P02 P02 P09 P09 P01 P02 P03 P04 P05 P06 P07 P08 P09 P00 P12 P13 P10 P11 SOMA 1439 53 00 180.001685 7.047 -0.1 757504. (N-2) = 1440º00'00" ERRO = 00º07’ PRECISÃO (P) = PERÍMETRO EL . PROJEÇÕES ΔX‟ = D.9 757591.006534 -13.2 96.6875 0.820013 70.0353 0.2 757544.

Ivancildo F. Porém. não deixa de ser semelhante ao método anterior. não um. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 119 8. mais dois vértices „P‟ e „Q‟ subseqüentes (Ambos extremos de um mesmo alinhamento – linha base) que possam avistar. Desta vez. seja pela distância ou por obstáculos intransponíveis. do tipo de dispositivo ou equipamento utilizado. Os pontos topográficos a serem levantados serão definidos pelas interseções dos lados de ângulos horizontais medidos das extremidades da base estabelecida na poligonal. exigindo que se tenha uma poligonal principal demarcada e levantada (aberta ou fechada). Para a execução dos cálculos das coordenadas bipolares dos diversos pontos avistados. pode-se aproveitar a planilha de cálculos da poligonal principal. este método é bastante útil em projetos que exigem “amarração” de detalhes inacessíveis. Levantamento por interseção a vante Conhecido também como método das coordenadas bipolares.6. Exemplo elucidativo: Determinar as coordenadas planas-UTM dos pontos P14 e P15. evidentemente. deve-se escolher na poligonal. A precisão resultante do levantamento dependerá. que delimitam a fachada de um terreno existente em uma área externa e inacessível da poligonal-escola de coordenadas previamente levantadas. Croqui: - . simultaneamente. os pontos que definem o detalhe a levantar.

XP09.0 N = 8959339.NP15) por interseção das linhas oblíquas P00-P14 com P09-P14 e P00-P15 com P09-P15: N N P15 N N P14 ● ● Az3P00-P14 P00 P09 Az3P00-P15 P00 P09 Az3P09-P14 Az3P09-P15 Coordenadas do ponto P14 XP14 = (YP00 – XP00. Horiz.244 Coordenadas P09 E = 757576.cotgAzP09-P14) cotgAzP09-P14 .197 N = 8959419. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 120 Caderneta de campo LEVANTAMENTO DE CAMPO Estação Ré Pv Ang.cotgAzP00-P14) – (YP09 . P09 P08 P14 214º33'00" P09 P08 P15 244º31'50" P00 P09 P14 300º18'06" P00 P09 P15 325º48'18" Coordenadas P00 E = 757533.Ivancildo F. pode-se conhecer as coordenadas dos pontos (EP14.3 Azimute saída Az P08-P09 = 339º28'36" AzP09-P00 = 331º47'18" Solução: 1) Azimutes AzP08-P09 = 339º28'36" AzP09-P14 = 339º28'36" + 214º33'00" = 554º01'36" ou 194º01'36" AzP09-P15 = 339º28'36" + 244º31'50" = 584º00'26" ou 224º00'26" AzP09-P00 = 331º47'18" AzP09-P14 = 331º47'18" + 300º18'06" = 632º05'24" ou 272º05'24" AzP09-P15 = 331º47'18" + 325º48'18" = 657º35'36" ou 297º35'36" 2) Coordenadas Estamos diante da interseção de retas oblíquas nos pontos P14 e P15.NP14) e (EP14.cotgAzP00-P14 . Da trigonometria.

Ivancildo F.0 – 8959339.76) – (757576.cotg194º01'36") cotg194º01'36" .tg272º05'24" YP14 = (757533.35625406) XP14 = 9229293.244 -757533.244 -757533.97) -0.197 + 10364213.197 – 8959419.8749) – (8959339.97 = 1.167 .068964043 – (-0.1567952) XP15 = 11121746.tg297º35'36") – (757576.119 – 8422318.3 + 809821.244.3 -757576.XP09.197 – 8959419.cotg272º05'24" XP14 = (8959419.3tg194º01'36") tg194º01'36" .tgAzP00-P14) – (XP09 .7088674 .9294) 0.244.2298 YP14 = (XP00 – YP00.cotg224º00'26") cotg224º00'26" .YP09.36) – (757576.0.cotgAzP09-P15) cotgAzP09-P15 .cotgAzP00-P15 XP15 = (8959419.804 = -0.8715 XP14 = 8959438.371 = 1191955.3 -757576.806985) XP14 = 25906493.76) 1. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 121 XP14 = (8959419.521 – 9769160.864457) XP15 = 9614274.tg272º05'24") – (757576.935485 – (-2.cotgAzP00-P15) – (YP09 .cotg297º35'36") – (8959339.tgAzP09-P15) tgAzP09-P15 .0 – 12638948.5733244 XP15 = 757603.cotg297º35'36" XP15 = (8959419.0 + 8381328.cotg272º05'24") – (8959339.71270998 XP14 = 757485.tg297º35'36" YP15 = (757533.0.96 +11881372.4107009 – (-1.197.2773) – (8959339.199 Coordenadas do ponto P15 XP15 = (YP00 – XP00.3 – 537020.244 + 269874.76 = 2.5674961 XP15 = 8959359.YP09.56 – 9138904.197 + 25148960.(-0.tgAzP09-P14) tgAzP09-P14 .3tg224º00'26") tg224º00'26" .tgAzP00-P14 YP14 = (757533.748 1.197.294 YP15 = (XP00 – YP00.244 + 654854.0 – 8959339.tgAzP00-P15) – (XP09 .5038) -1.tgAzP00-P15 YP15 = (757533.

02 e 03 de coordenadas (X. determinava sua posição no mar. media os ângulos A e B. quando através dele foi possível observar e medir os ângulos aos pontos inacessíveis 01. Exemplo elucidativo: Determinar por Pothenot as coordenadas do ponto topográfico P04. foi inicialmente concebido para utilização em navegação. Levantamento por interseção a ré O problema de interseção à ré ou problema de Pothenot. 02 e 01. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 122 8.7. e através da geometria. 02 03 01 AB observador Com o passar dos tempos o problema de Pothenot também foi implantado na solução de problemas rotineiros da topografia em pontos de difícil acesso em áreas rurais e urbanas. O navegador visava três pontos na costa (faróis 03. por exemplo).Ivancildo F.Y) conhecidas: Croqui 02 03 ^ 2' ' ^ 2" ^ D ' ^ C ' 01 ^ ^ AB ' ' P04 Considerando como dados: .

215) = arccos 0.36" Az01-02 = 292º08'30.701 – 106.31 Y01 = 106.354m Linha 02-03: D02-03 = [(X03 .X02)2 + (Y03 – Y02)2 ]½ DGPS02-03 = 50.701 Y03 = 112.Ivancildo F. Daí.67º51'29.Az' Onde: ∆Y= projeção da linha no eixo das ordenadas.3768 D02-01 54.36" . dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 123 Ponto 01 X01 = 108.64" Sendo ∆X (X02 – X01) < 0 Az01-02 = 360º .015m 2) Azimute das linhas 01-02 e 02-03: Conhecidas as coordenadas da linha 01-02.Az‟01-02 = 360º . D = comprimento da linha 01-02. porque o Az estará entre Az = 360º .215 Ponto 02 Ponto 03 X02 = 57.354 Az‟01-02 = 67º51'29. Az‟01-02 = arccos(Y02 – Y01) = arcos(126.033 Y02 = 126. calcula-se o azimute Az'01-02: Az'01-02 = arcCos ∆Y D Analisando Az em função do Az': Az = Az' → Sempre que ∆X da linha for positivo → 180º e 360º Sempre que ∆X da linha for negativo.964 X03 = 10.64" = 292º08'30.415 Ângulo horizontal medido A = 34º36'20" B = 38º41'20" Solução: 1) Comprimento das linhas 01-02 e 02-03: Linha 01-02: D01-02 = [(X02 – X01)2 + (Y02 – Y01)2 ]½ D01-02 = 54.

3" Sendo ∆X (X03 – X02) < 0 Az02-03 = 360º . dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 124 Analogamente.015 Az‟02-03 = 106º35'48.3" Az02-03 = 253º24'11.701) = arccos (-0.285634) 50. Az‟02-03 = arccos (Y03 – Y02 ) D02-03 Az‟02-03 = arccos (112. K – 1 2 2 K +1 . tg(D – C) = tg(D + C) .7" .3" = 360º ^ ^ C + D = 145º26'38.7" Por outro lado.Ivancildo F.3" 4) Ângulos D e C: ^ + ^ + ^ + ^ + ^ = 360º A B C D 2 34º36'20" + 38º41'20" + C + ^ + ^ D 141º15'41.7" 3) Ângulo ^ = ^ + ^ : 2 2' 2" ' ' ' Az02-03 02 N ^ 2 ' 03 01 Az01-02 ^ Az02-03 = Az01-02 + 2 ± 180º ' Onde ^ 2 = Az02-03 – Az01-02 ± 180º ' ^ 2 = 253º24'11.106º35'48.292º08'30.415 – 126.Az‟02-03 = 360º .36" ± 180º ^ 2 = 141º15'41.

987364857 D02-03 sen B 50. 02 03 ^ 2' ' ^ D ' ^ A ' 04 .354 .0.00635773700187 K+1 0. 03 e 04.Ivancildo F.7") .2.015 .020440035 2 (D – C) = 2.95" Os ângulos C e D são determinados a partir do sistema de duas equações a duas incógnitas ^ ^ D + C = 145º26'38.88" ^ C = 73º53'34. sen 38º41'20" K -1 = 0.82" -2º20'30. tg(D – C) = tg(145º26'38.70" ^ -C= D ^ Logo.987364857 + 1 Substituindo os valores na expressão acima.020440035) (D – C) = .987364857 . dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 125 K = D01-02 sen A E= 54.95" 5) Lados 03-04 e 01-04: Do triângulo de vértices 02.1 = .0.arctg (-0.00635773700187) 2 2 tg(D – C) = . (-0. ^ D = 71º33'03.341929365 D – C = -2º20'30. sen 34º36'20" = 0.

588m Do triângulo de vértices 01.34º36'20" 2‟ ' ^ 2‟ = 73º50'36.015 .Ivancildo F.71º33'03.C = 180º . 02 e 04.354 . D03-04 = D02-03 sen 2‟ sen A ^ D03-04 = D02-03 sen 2‟ = 50.88" .B . sen73º50'36.18" ' Numa relação de senos.12" s ' sen A sen34º36'20" D03-04 = 84.287m . sen67º25'05.D . D01-04 = D01-02 sen 2” sen B ^ D01-04 = D01-02 sen 2” = 54.73º53'34.82" 2” ' ^ 2” = 67º25'05.18" s ' sen B sen38º41'20" D01-04 = 80.A = 180º . 02 ^ 2” ' ^ C ' 01 ^ B ' 04 ^ ^ ^ 2” + B + C = 180º ^ = 180º .12" ' Numa relação de senos.38º41'20" . dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 126 ^ ^ ^ 2‟ + D + A = 180º ^ = 180º .

os dados foram previamente elaborados no escritório através de um projeto. Fase da locação Conforme dito no início deste capítulo.163 Coordenadas (X04 . no escritório. o profissional em topografia. deverá ser implantado no terreno. no entanto.82" ± 180º Az01-04 = 112º08'30.31 + 80.82" ± 180º Az01-04 = 218º14'55. Na locação. também chamada de marcação.73º53'34.287. munido dos dados do projeto.606 Y04 = Y01 + D01-04 . Para isso. calcular e desenhar. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 127 6) Coordenadas do vértice 04: Precisa-se de ^ Az01-04 = Az02-01 – C ± 180º ' Az01-04 = (Az01-02 – 180º) .Ivancildo F.sen144º57'15.5" Y04 = 43.5" Y04 = 43. a locação pode ser efetuada usando-se os dois sistemas de coordenadas conhecidos: .88" ± 180º Az03-04 = 144º57'15. No levantamento.033 + 84.73º53'34. Basicamente.588.73º53'34.163 8.606 Y04 = Y03 + D03-04 . cosAz03-04 Y04 = 112.7" + 71º33'03. senAz03-04 X04 = 10. Y04) do vértice 04 a partir do ponto 03.36" .215 + 80. O projeto da obra.82" ± 180º Az01-04 = (292º08'30. locação é a operação inversa do levantamento. X04 = X03 + D03-04 . o profissional vai ao terreno obter medidas de ângulos e distâncias para.5" X04 = 58. Y04) do vértice 04 a partir do ponto 01. senAz01-04 X04 = 108.5" Coordenadas (X04 .sen218º14'55. irá locá-los no terreno.36" – 180º) .287.cos144º57'15.8.cos218º14'55.588. também chamado de medição.5" X04 = 58.5" ^ Az03-04 = Az02-03 + D ± 180º ' Az03-04 = 253º24'11. cosAz01-04 Y04 = 106.415 + 84. X04 = X01 + D01-04 .

pode-se afirmar que as coordenadas retangulares ou cartesianas são melhores para locar alinhamentos. observando-se uma folga entre as paredes e o sarrafo de 1. por exemplo. sapatas isoladas ou corridas. não significa apenas sua locação no plano. 8. Os engenheiros calculistas normalmente entregam ao engenheiro de obra os cálculos estruturais constando de dimensões das vigas. o uso das coordenadas retangulares é mais favorável.30 a 1. pilares e vigas baldrames). blocos. O processo de locação de um edifício. gastos adicionais desnecessários e grandes dificuldades de execução. tubulões ou estacas. por exemplo) fatalmente acarretará grandes prejuízos. É necessário observar as diversas cotas de apoio e de arrasamento para sapatas. blocos. ▪ Planta de amarração dos eixos aos demais elementos estruturais (estacas. devendo constar ainda: ▪ Planta de locação do gabarito. Todavia.8. Para as locações dos pilares.1. Não observar tal arrasamento (nível adotado para corte da cabeça de estacas.50 metros para que os pontaletes (de caibros ou eucaliptos) possam ser . ▪ Cotas de arrasamentos das sapatas. blocos. Como os alinhamentos para vigas e baldrames são a base do projeto. estas informações são insuficientes para a locação. pilares e demais elementos estruturais. tubulões.Ivancildo F. e as coordenadas polares (ângulo em uma direção e uma distância) para locar pontos. loca-se a posição do gabarito que deve contornar a área de construção. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 128 ▪ Retangulares ▪ Polares Como regra geral. O procedimento de locação no campo: Para um bom controle de locação de uma residência ou prédio devemos seguir os seguintes passos: ▪ De posse da planta com os eixos. Locação de residências O processo de locação de uma residência é praticamente semelhante ao de um prédio com vários andares. estacas ou tubulões. Difere apenas no controle da verticalidade e transferência dos alinhamentos para os andares superiores (etapa que independe da presença de um profissional em topografia). estacas ou tubulões. no sistema de coordenadas retangulares. vigas baldrames e as paredes deve-se dispor da planta de arquitetura e estrutura.

O primeiro ponto “amarrado”.Ivancildo F. na linha do meio fio e o segundo (B) na transversal dessa linha e dentro da área a construir. Registra-se esse cruzamento colocando um prego em cada seccionamento. dois pontos A e B. Área a construir ▪ Loca-se. aleatoriamente. por exemplo. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 129 utilizados como futuras "passarelas” dos andaimes. Essa locação não carece da presença do profissional em topografia. e transversalmente à linha que o gerou. . cria-se uma linha que vai de encontro às faces da tábua corrida. A partir do ponto B.

. verificando essas medidas por meio de medidas aleatórias (X) e de diagonais do retângulo. por exemplo. Somente após a total correção é que deveremos continuar a locação da obra.Ivancildo F. estica-se uma linha através do uso de diastímetro e fazem-se medidas aleatórias de tamanho (Y). dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 130 Após tal locação. Caso ocorra diferença devemos verificar e corrigir eventuais erros. Se estas diagonais tiverem o mesmo valor significa que construímos ou demarcamos realmente um quadrilátero.

pilares. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 131 ▪ Concluída a verificação da ortogonalidade dos eixos aleatórios é que iniciaremos a locação (na tábua corrida) dos diversos eixos fornecidos pelo projetista estrutural. a estaca X tem seu local fixado pela interseção de duas linhas esticadas: uma do prego “Ax” ao prego “Ax” e outra do prego “Ay” ao “Ay”. Depois de terminada a cravação de todos os pregos necessários.Ivancildo F. vigas baldrames e paredes. blocos. Por exemplo. A amarração deve ser efetuada sempre pelos eixos. iremos esticando linhas 2 a 2 e as interseções estarão no mesmo prumos do local escolhido pelo projeto para a cravação das estacas ou tubulões. Após a demarcação desses eixos. A fixação dos eixos e feito por intermédio de cravação de pregos nas quatro faces da tábua corrida. . amarra-se a eles as respectivas estacas ou tubulões.

Preparar para o mestre. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 132 ▪ Deve-se ainda. ▪ Identificar as estacas ou tubulões em função da cota de arrasamento. transferir a cota do RN para o gabarito (que deve estar nivelado). construtor ou operador de máquina do estaqueamento uma galga para cada valor de arrasamento. ▪ Após a conclusão das locações dos eixos. caberá ao mestre de obra ou construtor a colocação de pregos laterais que marquem a largura necessária para abertura da vala.Ivancildo F. das vigas baldrames e paredes. Esta galga deve ter como referência a cota da parte superior do gabarito. encarregado. Com esta cota do gabarito podemos marcar todas as cotas de arrasamento das estacas. .

É importante também o controle da profundidade da vala. controlada através de uma galga. normalmente coincidem com a largura da parede) e com 40 cm a largura da vala. Este último par de pregos pode ser dispensado. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 133 A Figura anterior mostra um conjunto de pregos que 2 a 2 marcam com 12 cm a largura da parede (só tijolo. com 20 cm a largura da viga baldrame (dado em função do projeto estrutural. sem revestimento). .Ivancildo F. sendo que os pedreiros abrem a vala um pouco maior do que a largura do alicerce.

Para fins legais. compreende-se determinar a área com limites pré-fixados. sendo estas transformadas em grandezas naturais. através de medições feitas diretamente no terreno. uma área de um terreno é calculada segundo as projeções dos seus limites. todas as construções apóiam-se em projeção horizontal. usando-se as grandezas gráficas (desenhos) medidas nas plantas topográficas. Para alcançar esses objetivos. porque além de só podermos contar efetivamente com elas. as áreas avaliadas topograficamente são aquelas que realmente nos interessam. CÁLCULO DE ÁREA 9. Introdução Na medição da área de um terreno. Deve-se considerar que. três são os processos empregados. este capítulo enfoca a medida das áreas topográficas. dependendo do maior ou menor rigor com que se deseja a avaliação da área: ▪ Processo geométrico ▪ Processo analítico ▪ Processo mecânico . obedecendo-se à escala da planta. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 134 09. por meio de números que representam as diversas dimensões obtidas ou. antes ou após os cálculos. Assim sendo.1.Ivancildo F.

b e c e ângulos A. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 135 9.a 2 2 2 Cos C = b + a – c 2.c 2 2 2 Cos B = c + a – b 2.2.b.c.c.cosB c2 = a2 + b2 – 2. B e C: C b a A c B Pela fórmula dos senos: A a = Sen A b a Sen B A a = c a Sen A Sen C A b = c a Sen B Sen C Pela fórmula dos co-senos (para ângulos) 2 2 2 Cos A = b + c – a 2. cabe. o cálculo da área total. diante das dificuldades apresentadas em cada caso.b. fazer o cálculo da área de cada uma dessas figuras e.b. Neste processo.a.cosA b2 = c2 + a2 – 2. posteriormente.c.a. a fim de que as fórmulas geométricas conhecidas de cálculo de áreas possam ser aplicadas.cosC .Ivancildo F. Processo geométrico Pela decomposição do polígono em figuras geométricas conhecidas Consiste em dividir o polígono em figuras geométricas conhecidas.b.a Pela fórmula dos co-senos (para lados) a2 = b2 + c2 – 2. escolher a forma mais conveniente de decomposição. Algumas expressões básicas para triângulos: Seja um triângulo qualquer de lados a.

2 ÁREA = b .cosA senB = b.senC.senC senB a = b.senB 2.sen.Ivancildo F.sen.c.senA 2 . ÁREA = b.senA a C = arc. c. Dado um triângulo qualquer com dois lados b e c conhecidos.senA a A a = c a Sen A Sen C Portanto.senA 2.(A + C) A b = c a Sen B Sen C b = a a Sen B Sen A c = b. o cálculo da área será deduzido da seguinte maneira: C B = 180º . por exemplo.c. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 136 Deduções para cálculo de áreas: 1. Dado um triângulo qualquer com um lado b. por exemplo.senA a senC = c. o cálculo da área será deduzido da seguinte maneira: C b A A c a = Sen A a B b a Sen B a2 = b2 + c2 – 2.senA senA b A a B c A Portanto. b. e os ângulos adjacentes A e C também conhecidos.b. e o ângulo A por eles formados.senA a B = arc.

h TRAPÉZIO a+b+c+d [h. o cálculo da área será deduzido da seguinte maneira: C S= a+b+c 2 b A a B Área = [s. por exemplo.Ivancildo F.(a + b)] ÷2 TRIÂNGULO a+b+c (b.l l2 ou [d2]÷2 RETÂNGULO 2.R2 .π. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 137 3.d ou 2.h PARALELOGRAMO 2.R π.(l + h) l.(s – a).(l + s) l. b e c conhecidos.(s – b).h)÷2 CÍRCULO π. Dado um triângulo qualquer com três lados a.(s – c)]½ c Veja a seguir outras formas geométricas. e suas respectivas fórmulas para o cálculo de área: NOME FIGURA PERÍMETRO ÁREA QUADRADO 4.

dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 138 Exemplo elucidativo: Seja calcular a área de um polígono fechado. Portanto. o lado curvo dessa área foi substituído pelos lados planos. Área = A1 + A2 + A3 + A4 + A5 + A6 + A7 + A8 Os métodos a serem descritos. dará a área total (aproximada) do polígono topográfico. onde existem limites sinuosos no mesmo: Solução: A2 A1 A3 A4 A5 A7 A6 A8 Como se pôde observar.Ivancildo F. a seguir. A soma das áreas parciais geradas. . assim determinadas. permitirão calcular a área do lado sinuoso do perímetro com melhor precisão. conforme mostra a figura abaixo.

d. tendo todos eles a mesma altura “d” e ordenadas “y1.(y2 + y3 + y3 + . tendo todos eles a mesma altura “d” e ordenadas “y1.. .. y2. Fórmula de Bezout: S= 1 ..Ivancildo F. . + yn-1)] 2 Esquema: Pela fórmula de Simpson Desta vez o polígono deve ser dividido. yn dos respectivos trapézios.. y2. y3. em um número par de trapézios. yn dos respectivos trapézios. Quanto maior o número de trapézios. . maior será a proximidade entre a área calculada e a natural...[(y1 + yn) + 2.. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 139 Pela fórmula de Bezout Este processo permite a obtenção do valor da área (S) através da divisão do polígono em um número qualquer de trapézios “n”. y3. necessariamente..

1 .(y1 + yn) .( y2 + y4 + y6 + ..[(y1 + yn) + 2.. y3.. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 140 Fórmula de Simpson: S = 1 . seguindo a divisão par de trapézios no polígono.. Fórmula de Poncelet: S = 1 .(y2 + y4 + … + yn-1) + 1 .. + yn-1)] 3 Esquema: Pela fórmula de Poncelet Analogamente.d.[4. também para a altura “d” e ordenadas “y1. y2.Ivancildo F. Bezout e Poncelet: .. . yn dos respectivos trapézios.d.(y3 + y5 + y7 + . + yn-2) + 4.. usando os métodos de Simpson.( y2 + yn-1)] 2 2 2 Exemplo elucidativo: Calcular a área do polígono abaixo.

0 57. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 141 Dados os valores (fora de escala) Abscissa Y1 Y2 Y3 Y4 Y5 Y6 Y7 Solução: Usando Bezout: S = 1 .(57.[(y1 + yn) + 2.( y2 + y4 + y6 + .[(80.0 60.5 61..(57.0 + 63.d.(57.0 + 55.0 76.5 + .5 79.5) + 2..0 91.1 .0 63.0 90.[4.14.2m2 .(y2 + y4 + … + yn-1) + 1 .5) + 4..0 + 60.0 + 55.(y2 + y3 + y3 + .0 + … + 79.5 + … + 91.(y1 + yn) .0 + 63.Ivancildo F.(80.( y2 + yn-1)] 2 2 2 S = 1 . + yn-1)] 3 S = 1 .5 + … + 79..0 + 79.0)] 3 S = 11631.7m2 Usando Poncelet: S = 1 .d.5 + 61. + yn-2) + 4.[4.(56.0 + 56.5 Usando Simpson: Fórmula de Simpson: S = 1 .5) + 2..14.5) .0 + 61.14.. + yn-1)] 2 S = 1 .5m2 Comprimento (m) 80.5 + 55..1 .0 + 60.0) + 1 .(y3 + y5 + y7 + ..5 Abscissa Y8 Y9 Y10 Y11 Y12 Y13 Comprimento (m) 68.[(y1 + yn) + 2.0)] 2 2 2 S = 11632.0)] 2 S = 11630.[(80.(57. + 79.0 56.0 + 60.0 55.d.5 60.

20 .18 805.(x2 . ou seja..81 864.y2) + (x2 + x3). dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 142 9.y2 + x2.02 799.36 863.y3 + . Fórmula: 2S = [(x1 + x2).85 1042.(xn .y1 + x3.(x1 .y1) . 1) Por Gauss (ou determinante) Este método é função das coordenadas retangulares dos vértices da poligonal..3.y3 + x3.00 980.94 735..96 971.82 Coordenada Y (m) 1000.(y2 .00 1001.[(x1.05 943.78 997. + x1.(x2. não necessita fazer divisões na área a determinar.yn)] 2 2) Por área dupla Este método é função. usando o método de Gauss e área dupla: ponto 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 Coordenada X (m) 1000. Fórmula: S = 1 .x2) + (y2 + y3).14 850.45 831. Áreas sinuosas não podem ser determinadas por esse processo.y3) + … + (xn + x1).y2 + x4. 2S = [(y1 + y2).Ivancildo F.39 949. também.x3) + … + (yn + y1).31 904.x1)] Exemplo elucidativo 1: Calcular a área de um polígono de coordenadas conhecidas.(y1 . + xn.03 920. das coordenadas retangulares dos vértices da poligonal. permitindo obter valor da área apenas por cálculos.(yn .62 839..y4 + . Processo analítico O método é aplicável para poligonais de lados retos.y1)] Ou.22 1063.

14 850.85 1042.05 943.78 997.36 Produto dos ( .31 904.00 + + + + + + + + + Coordenada Y (m) _ 1000.03 Área (S) = (soma algébrica) ÷ 2 920.37 ÷ 2 = 29613.00 + 980.18 805.22 1063.28 949.96 971.) = 8396984.68m2 .91 59227.81 864.37 .02 Soma algébrica = 8456212.82 1000.94 735.8396984.Ivancildo F.28 799. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 143 Solução: Usando Gauss Cálculo de área Método de Gauss .45 831.91 863.39 Produto dos (+) = 8456212.00 = 59227.00 _ _ _ _ _ _ _ _ _ Cálculos 1001.20 1000.determinante Ponto 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 01 Coordenada X(m) 1000.62 839.

37 29613. (X)m 1000.14 850.12 50.23 1920.82 ---2 52.00 2061.84 1784.18 805.39 .00 – 1001.87 -102576.17 -79.00 1001.31 904.07 1670.03 42.22 -56.72 -39202.50 1713.93 1744. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 144 Usando a área dupla Cálculo de área – Área dupla Soma binária Ponto 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 01 Coord.74 1969.20 -108319.20 ---- 36.50 -118331.80 ---- 100079.81 864.08 64.27 39927.76 -70.83 -7.82 1000.47 -119995.27 1876.65 -163017.69 -65.75 1812.60 111.05 ΔX 1000.68 -139070.78 997.94 735.45 831.39 -2752.44 37522.63 21.68 .00 980.88 -13174.05 2001.53 21922.00 + 980.20 1000.03 86.44 -66.63 -58.68 ou 29613.62 839.02 799.39 19.00 – 980.95 ∑YΔX 1980.39) ∑XΔY 2001.39 949.45 202691.00 Coord.96 ---- Soma Área (m ) = |soma ÷ 2 | -59227.22 13.96 971.05 943.12 1540.16 1649.67 2042.22 1063. 19.50 1775.37 ou 59227.36 863.05 .82 ---- 1950.65 -66. (Y)m 1000.05 ∑X 1000.00 + 1001.82 -25.04 ---- 71397.95 -1.60 87353.00 1000.04 121537.73 1923.99 1669.Ivancildo F.07 2106. (-1.39 ΔY Áreas duplas 1980.39 ∑Y Diferença binária 1000.79 -111261.71 153046.36 82222.96 1535.85 1042.03 920.

09 – Disco de revolução.4. 14 – Barra de zeragem. Planímetro polar consiste num instrumento mecânico capaz de medir áreas por linhas retas e sinuosas. 13 – Carruagem. 08 – Vernier do braço traçador. 03 – Base do peso do pólo. 06 – Parafuso de blocagem do vernier.Ivancildo F. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 145 9. 11 – Vernier da carruagem. 07 – Parafuso de ajuste do vernier. 02 – Braço do pólo. 9.4. a partir de leitura feita em uma carruagem que deve percorrer todo a margem da mesma. O método mecânico do planímetro polar é rápido e proporciona ótima avaliação de uma área topográfica. 05 . Constituição dos planímetros Os planímetros são constituídos de duas hastes de metal e um conjunto em forma de engrenagem contendo discos graduados. 12 – Parafuso de apoio da carruagem. Processo mecânico Este processo se caracteriza pelo emprego de instrumento que fornece automaticamente a área de uma superfície.Apoio da mão. 10 – Disco de medição.1. 04 – Amplificador traçador. O uso deste método tem sido largamente utilizado para desenhos que possuem formas irregulares (sinuosidades). . Componentes: 01 – Braço traçador.

0 0.9 m2 1. coloque o braço traçador com a carruagem sobre a planta e insira a bola do final do braço do pólo no receptáculo da carruagem. não servindo para nenhum outro.32 m2 0.72 m2 1.1 cm2 10 cm2 250 cm2 0.08 cm2 8.4.Com o pólo do planímetro fora dessa área.2. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 146 9.5 m2 40 m2 62. O instrumento está montado e em condições de uso. cada aparelho deve estar acompanhar de sua tabela.5 m2 90 m2 250 m2 360 m2 1000 m2 4000 m2 6250 m2 9000 m2 25000 m2 23103 116. Há dois métodos que se pode empregar na medição de uma área: .1 m2 0.08 m2 0.625 m2 0.Com o pólo do planímetro dentro dessa área.4 m2 0. TRACE ARM LENGTH 1:1 1:10 1:50 1:100 1:200 1:250 1:300 1:400 1:500 1:600 1:1000 1:1500 1:2000 1:2500 1:3000 1:5000 1:6000 1:10000 1:20000 1:25000 1:30000 1:50000 CONSTANT 149. Operacionalização A fim de se obter melhores resultados com o planímetro é essencial que a planta topográfica ou carta seja estendida e fixada sobre um superfície plana e na horizontal.28 m2 2 m2 2. Para assentar o planímetro sobre a mesa.5 m2 3. O primeiro método será empregado. pois dá melhores resultados e demanda poucos cálculos: O modelo de tabela abaixo é exclusivo do aparelho de número de série 06270.88 m2 8 m2 18 m2 32 m2 50 m2 72 m2 200 m2 288 m2 800 m2 3200 m2 5000 m2 7200 m2 20000 m2 24265 .Ivancildo F. Portanto. .3 0.6 m2 10 m2 22.6 m2 2.00 cm2 200 cm2 0.5 m2 0.

A leitura: Ao percorrer o perímetro. Certifique-se que o amplificador traçador percorrerá toda a margem da área. . 4º algarismo – leitura do vernier da carruagem. .Ivancildo F. Cada algarismo provém de uma leitura sobre uma das peças do planímetro que são: 1º algarismo – leitura do disco de revolução ou contador de voltas. Segure a ponta do amplificador traçador no ponto de partida e com a barra do zero na parte frontal da carruagem (14) ajuste o botão de medidas e zere as leituras. Exemplo elucidativo: Assumindo uma figura na escala 1:2000 e o braço traçador do planímetro polar de valor selecionado (149. conforme tabela série nº 06270. e através dos parafusos (6) e (7) leva-se o vernier até o ponto desejado no braço traçador.3).0 no sistema métrico. 3º algarismo – leitura do número fracionário do disco de medição.Faça a leitura dos discos.Marque o ponto de partida nas margens da figura. .Para os resultados serem mais rigorosos. Para cada revolução completa do tambor horizontal deve-se adicionar 10000 unidades vernier à leitura final. Mova o peso do pólo até a posição onde o ângulo entre o braço traçador e o braço do pólo formem aproximadamente um ângulo reto. o planímetro oferecerá quatro algarismos. .Escolhido o braço traçador 149. 2390 e 2384 ao final de três observações.Risque cuidadosamente a linha da margem em direção horária até o ponto de partida.3 ou 116. move-se a carruagem grosseiramente até este arranjo. obteve-se leituras finais de 2396. . A área do desenho será: Solução: Média das três leituras = (2396 + 2390 + 2384) ÷ 3 = 2390 . . devem-se repetir as operações indicadas e tomar a média deles. por exemplo. que justapostos em uma determinada ordem formam um número que associado à escala da planta dá o valor da área em “m2” ou “ft2” (pés). Senão ajuste o peso do pólo ou divida a área em duas ou mais partes. 2º algarismo – leitura do número inteiro do disco de medição. Multiplique esse número pelo valor da roda do vernier como indicado na tabela métrica ou inglesa adotada. sempre mantendo o ponto central do círculo do traçador na linha da margem. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 147 .Coloque o amplificador traçador (4) no centro da área a ser medida.

obtendo-se 40m2. A área da figura é 2390. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 148 O valor por unidade de área é determinado na tabela pelo cruzamento da linha (escala 1:2000) com a coluna (comprimento do braço 149.40 = 95600 m2.3). .Ivancildo F.

será mostrado como medir a distância vertical entre pontos. estradas. Essa superfície de nível pode ser tomada arbitrariamente.2. e as alturas dos diferentes pontos característicos com ela relacionados recebem a denominação de cotas. adução de água. de forma que os cabos não toquem o chão? Diante do exposto. o caso da construção de barragens: como conhecer o volume de água a acumular num maciço de terra a construir. e quando a superfície do geóide é a referência. Introdução Conforme vimos às etapas de levantamento topográfico planimétrico. Para tanto. ou ser tomada em relação ao geóide ou elipsóide. este capítulo se destina ao conhecimento dos métodos que permitirão a representação do terreno em forma de cotas e altitudes. se não se conhece a micro-bacia a montante do mesmo? E numa rede de distribuição de energia. Referência de nível Chama-se altura de um ponto em altimetria o comprimento da perpendicular baixada deste ponto sobre um plano horizontal denominado superfície de nível de comparação. loteamentos. na elaboração de projetos para aterros. a diferença de nível recebe o nome de altitude elipsoidal. finalmente. recebe o nome de altitude geoidal (ortométrica). 10. rede de esgotos e tantos outros. como cotá-los. a representação altimétrica do terreno. rede elétrica. LEVANTAMENTO ALTIMÉTRICO 10. Quando é referida à superfície do geóide. a seguir. A cota B cota Superfície física da terra Superfície de nível arbitrada(RN) .1. por exemplo. barragens. nenhuma requereu informações de campo que permitisse a representação do relevo do terreno. No entanto. como preencher planilhas de cálculos de cotas ou altitudes e. já que muitos projetos necessitam apenas desse tipo de levantamento.Ivancildo F. a partir do levantamento topográfico. se torna indispensável. a superfície de nível referida a uma superfície de nível qualquer recebe o nome de cota (nível aparente). porque foi levado em consideração apenas o levantamento da parte plana do mesmo. como localizar o posteamento. porque susidiará a tomada de decisões nos projetos seguintes. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 149 10. e as alturas recebem a denominação de altitudes: Nas ilustrações. Isto. Basta citar.

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A Altitude geoidal

B Altitude geoidal

Superfície física da terra

Superfície geoidal A Altitude elipsoid al B Altitude elipsoid al Superfície física da terra

Superfície elipsoidal As cartas topográficas editadas pelo IBGE, e outros órgãos possuem altimetria referenciada ao geóide. Em levantamentos de altitude com rastreadores GPS, as altitudes elipsoidais obtidas são referenciadas ao datum escolhido para visualização, cabendo ao operador do GPS transformar as altitudes elipsoidais para altitudes ortométricas (também conhecidas como MSL). Assim, ao se fazer a escolha no rastreador, para altitudes MSL, um Modelo Geoidal Global é então acionado pelo dispositivo de controle do rastreador, calculando a ondulação geoidal para as coordenadas Ф e λ determinadas. Em conseqüência, é desta maneira que o rastreador transforma altitudes elipsoidais em ortométricas. Acontece que a modelagem geoidal utiliza o princípio da interpolação para o cálculo da ondulação, o que o torna inexato, comprometendo a precisão final alcançada em termos altimétricos. O geoposicionamento GPS pelo método diferencial, minora sobremaneira a degradação altimétrica.

10.3. Nivelamento Para determinar as diferenças de nível entre os pontos característicos da altimetria de um terreno, é necessário proceder a um trabalho topográfico denominado Nivelamento, através de aparelhos denominados níveis, podendo ser usados teodolitos quando o método requerer ângulos verticais. Portanto, nivelamento é a operação topográfica que consiste na determinação da diferença de nível entre dois ou mais pontos do terreno. São dois os referenciais de nivelamento:

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Referencial de nível verdadeiro ▪ Nivelamento barométrico – obtido pela diferença de pressão com a altitude do ponto, tendo como princípio que, para um determinado ponto da superfície da terra, o valor da altitude é inversamente proporcional ao valor da pressão atmosférica. Devido a sua fragilidade, é dispensável em operações topográficas. Atualmente, com os avanços da tecnologia GPS e dos níveis laser e digital, esse método não é mais empregado, mas é possível, no entanto, utilizar-se dos seus equipamentos para trabalhos rotineiros de reconhecimento.

Altímetro digital com precisão de até 0,04m

▪ Nivelamento GPS – fornece resultados extremamente satisfatórios, quando no modo diferencial.

Referencial de nível aparente Obtido pela diferença de nível entre pontos de cotas arbitrárias. O inconveniente do emprego das cotas, nos nivelamentos, é a impossibilidade de não se poder relacionar plantas provenientes de levantamentos topográficos diferentes. Assim, se dispusermos de duas plantas topográficas de terrenos diferentes, e desejando determinar a diferença de altura entre dois pontos nelas fixados, não será possível esta determinação se as alturas dos respectivos pontos estiverem expressas em cotas, visto que para cada um dos levantamentos se tomou uma superfície de comparação arbitrária, para se determinar as alturas dos respectivos pontos.

10.4. Métodos gerais de nivelamento Os métodos de nivelamento utilizados para a determinação das diferenças de nível e o posterior transporte da cota ou altitude, são nivelamento geométrico simples, nivelamento geométrico composto, taqueométrico e trigonométrico.

Ivancildo F. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios

152

10.4.1. Nivelamento geométrico simples A determinação da diferença de nível entre dois pontos, ou entre um ponto e diversos outros pontos, é efetuada com o nível estacionado num único local, ou seja, o nível é colocado em uma posição tal que seja possível visar a mira colocada em qualquer dos pontos do nivelamento. Em particular, quando mais de um ponto é nivelado, a partir de um ponto ocupado pelo nível, costuma-se chamar nivelamento por irradiação.

LA

LB

LC

LD

LE

LF

C

RN (A)

B

E

D

F

RN

De acordo com a ilustração vista, o nível foi estacionado em um ponto conveniente sobre a linha a nivelar, de onde podem ser visados todos os pontos necessários: B, C, D, E e F além do RN; Visadas Ré – é a visada que é efetuada no RN (A) ponto de cota ou altitude conhecida. É a primeira visada do nivelamento;  Vante – é a visada nos pontos de cota ou altitude a determinar (B, C, D, E, F); Cálculos  Plano de referência (PR) – eqüivale a soma da altura do ponto visado em ré e a leitura da mira no mesmo ponto. É dado pela fórmula: PR = RN (A) + LA
 Cota ou altitude – eqüivale a diferença entre o plano de referência, que passa no centro ótico da luneta do nível, e a leitura na mira no mesmo ponto.

Cota ou altitude = PR - LM

2. Aconselha-se cravar um piquete nos pontos de mudança. neste caso. A única preocupação. PR Altitude Ré Vante RN(A) 1295 10520 B 1610 C 890 D 2733 E 1800 F 3125 Solução: PR = cota + ré = 10520 + 11815 CotaB = PR – VanteB = 11815 – 1610 CotaC = PR – VanteC = 11815 – 890 CotaD = PR – VanteD = 11815 – 2733 CotaE = PR – VanteE = 11815 – 1800 CotaF = PR – VanteF = 11815 – 3125 Preenchimento da caderneta de campo = 10205 = 10925 = 9082 = 10015 = 8690 CADERNETA DE NIVELAMENTO GEOMÉTRICO SIMPLES Leitura na mira Cota ou Est.Ivancildo F. para evitar a perda do ponto enquanto ocorre a mudança de posição do nível. Nivelamento geométrico composto A determinação da diferença de nível entre diversos pontos é efetuada através de mudanças sucessivas do nível. . E e F a partir da caderneta de nivelamento abaixo: CADERNETA DE NIVELAMENTO GEOMÉTRICO SIMPLES Leitura na mira Cota ou Est. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 153 Exemplo elucidativo: Determinar as cotas dos pontos B. PR Altitude Ré Vante A(Ha) 1295 11815 10520 B 1610 10205 C 890 10925 D 2733 9082 E 1800 10015 F 3125 8690 10. numa associação de nivelamentos geométricos simples. para cada posição do instrumento. é relacionar devidamente as medições. C. D.4.

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O nivelamento geométrico composto pode ser de poligonal aberta e de poligonal fechada:

Nivelamento geométrico composto de poligonal aberta É o caso mais comum de nivelamento, onde o ponto de partida do nivelamento não é o mesmo ponto de chegada. Neste nivelamento, se quiser saber o erro de fechamento vertical, é necessário fazer a operação de contra-nivelamento. O ponto final será aquele de partida. A precisão do nivelamento: Emáx = 2.e.(μ)½ Onde: Emáx = Erro máximo aceitável; e = precisão do nível utilizado; μ = extensão da poligonal; Ec = Cota final – Cota inicial Onde: Ec = Erro cometido; Cota inicial = cota de partida do nivelamento; Cota final = última cota do contra-nivelamento; Δη = Ec / NºPR Onde: Δη = distribuição do erro; Ec = erro cometido; NºPR = número de planos de referência; OBS: O erro deve ser distribuído em partes iguais nos pontos de estacionamento do instrumento, ou seja, nos PR.

Exemplo elucidativo: A caderneta de campo, a seguir, é resultado de um nivelamento realizado em 7 vértices (A, B, C, D, E, F, e G) de uma poligonal aberta. Verificar o erro de fechamento

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vertical, distribuindo-o ao longo dos pontos levantados, e calcular as cotas finais desses pontos: Dados complementares: - Precisão do nível utilizado: 1,5mm/Km ; - Extensão da poligonal somente ida: 1,2Km ; - Cota inicial (partida da poligonal em RN): 12370mm; - Cota final (chegada do contra-nivelamento em RN): 12378mm;

Solução: 1) Erros e distribuição: Emáx = 2.e.(μ)½ = 2.1,5.(1,2)½ Emáx = 3,286mm Ec = Cota final – Cota inicial = 12378 – 12370 Ec = 8mm > Emáx ! Considerando apenas a metade de Ec para a ida, já que temos um contranivelamento, teremos Ec = 4mm 2 Δη = 4 = 1mm/PR 4 2) Altitudes provisórias (sem as correções): PRRN = cotaRN + réRN = 12370 + 4800 = 17170 Altitude provisóriaA = PRRN – PIA = 17170 – 4655 = 12515 Altitude provisóriaB = PRRN – PIB = 17170 – 3700 = 13470 Altitude provisóriaC = PRRN – PIC = 17170 – 4500 = 12670 PRC = Altitude provisóriaC + réC = 12670 + 2330 = 15000 Altitude provisóriaD = PRC – PMD = 15000 – 4990 = 10010 PRD = Altitude provisóriaD + réD = 10010 + 4128 = 14138

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156 = 14138 - 4748 = 9390 = 14138 – 760 = 13378

Altitude provisóriaE = PRD – PIE Altitude provisóriaF = PRD – PMF

PRF = Altitude provisóriaF + réF = 13378 + 2800 = 16178 Altitude provisóriaG = PRF – PIG = 16178 - 1535 = 14643 Altitude provisóriaH = PRF – PMH = 14178 - 4650 = 11528 3) Altitudes definitivas (após as correções): Altitude definitivaRN Altitude definitivaA Altitude definitivaB Altitude definitivaC Altitude definitivaD Altitude definitivaE Altitude definitivaF Altitude definitivaG Altitude definitivaH = 12370 não corrige = 12515 – 1 = 12514 = 13470 – 1 = 13469 = 12670 – 1 = 12669 = 10010 – 2 = 10008 = 9390 – 3 = 9387 = 13378 – 3 = 13375 = 14643 – 4 = 14639 = 11528 – 4 = 11524

4) Preenchimento da caderneta de campo CADERNETA DE NIVELAMENTO GEOMÉTRICO Est. Visada Visada Vante Altitude Correção Altitude PR Ré provisória Definitiva PI PM RN 4800 17170 12370 12370 1 A 4655 12515 12514 1 B 3700 13470 13469 1 C 4500 12670 12669 2330 15000 2 D 4990 10010 10008 4128 14138 3 E 4748 9390 9387 3 F 760 13378 13375 2800 16178 4 G 1535 14643 14639 4 H 4650 11528 11524

Nivelamento geométrico composto de poligonal fechada Neste nivelamento não é necessário fazer a operação de contra-nivelamento, pois o ponto inicial é o mesmo ponto de chegada do nivelamento. A diferença entre a cota (ou altitude) de saída e a cota (ou altitude) de chegada é o erro que foi cometido no nivelamento, e as fórmulas para a compensação do erro de fechamento vertical são semelhantes àquelas usadas na poligonal aberta.

dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 157 Exemplo elucidativo: Dado o croqui de nivelamento de uma poligonal fechada. C.Cota inicial (partida da poligonal em RN): 110.Ivancildo F. CADERNETA DE NIVELAMENTO GEOMÉTRICO COMPOSTO Visada Visada Vante Altitude Correção PR Ré Provisória PI PM Altitude Definitiva A/1(RN) A/2 B/2 B/3 C/3 C/4 D/4 D/5 E/5 E/6 F/6 F/(RN) Solução: 2348 1320 963 1928 1629 3912 - - 3418 265 1342 2329 3418 1322 110. 2. 5 e 6: Dados complementares: .e.7.264)½ Emáx = 15.Precisão do nível utilizado: 7mm/Km . . Est. 3. calcular as cotas definitivas dos pontos levantados 1. . B. E e F.78mm Ec = Cota final – Cota inicial = 110334 – 110328 Ec = 6mm < Emáx ! Δη = 6 = 1mm/PR 6 .(1.(μ)½ = 2.Extensão da poligonal somente ida: 1.328 1) Erros e distribuição: Emáx = 2.264Km . D.328m = 110328mm. . 4.Cota final (chegada do contra-nivelamento em RN): 12378mm. a partir das estações A.

1342 = 109934 PRD = Altitude provisória4 + ré4 = 109934 + 1928 = 111862 Altitude provisória5 = PRD – PM5 = 111862 .Ivancildo F.3418 = 107744 PRF = Altitude provisória6 + ré6 = 107744 + 3912 = 111656 Altitude provisóriaRN = PRF – PMRN = 111656 .1322 = 110334 3) Altitudes definitivas (após as correções): Altitude definitivaRN Altitude definitiva2 Altitude definitiva3 Altitude definitiva4 Altitude definitiva5 Altitude definitiva6 Altitude definitiva1 = 110328 não corrige = 109258 – 1 = 109257 = 110313 – 2 = 110311 = 109934 – 3 = 109931 = 109533 – 4 = 109529 = 107744 – 5 = 107739 = 110334 – 6 = 110328 4) Preenchimento da caderneta de campo CADERNETA DE NIVELAMENTO GEOMÉTRICO Altitude Visada Visada Vante PR Correção Provisória Ré PI PM Est. Altitude Definitiva A/(RN ) A/2 B/2 B/3 C/3 C/4 D/4 D/5 E/5 E/6 F/6 F/(RN) 2348 3418 1320 265 963 1342 1928 2329 1629 3418 3912 1322 112676 110328 109258 1 2 3 4 5 6 110328 109257 110311 109931 109529 107739 110328 110578 110313 111276 109934 111862 109533 111162 107744 111656 110334 .2329 = 109533 PRE = Altitude provisória5 + ré5 = 109533 + 1629 = 111162 Altitude provisória6 = PRE – PM6 = 111162 . dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 158 2) Altitudes provisórias (sem as correções): PRA = altitudeRN + réRN = 110328 + 2348 = 112676 Altitude provisória2 = PRA – PM2 = 112676 – 3418 = 109258 PRB = Altitude provisória2 + ré2 = 109258 + 1320 = 110578 Altitude provisória3 = PRB – PM3 = 110578 – 265 = 110313 PRC = Altitude provisória3 + ré3 = 110313 + 963 = 111276 Altitude provisória4 = PRC – PM4 = 111276 .

e que os aparelhos usados na taqueometria podem ser o nível e o teodolito (taqueômetros).4. conforme descrito na caderneta de campo a seguir. O ângulo horizontal deve ser medido pelo método das direções. Nivelamento taqueométrico Sabemos que a taqueometria trata da medida indireta da distância horizontal e diferença de nível. ambos diferenciando apenas no deslocamento vertical da luneta. pode-se zerar na visada de ré. Nas operações de nivelamento. conforme indicação da NBR 13. é comum fazer na mesma caderneta a distância horizontal entre pontos nivelados. O nivelamento foi do tipo taqueométrico.3.Ivancildo F. recomenda-se ler o ângulo horizontal existente no ato da colimação em ré. Já nos teodolitos óticos mecânicos. Quando o levantamento for executado com teodolito eletrônico.133. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 159 10. Croqui: 2 12 11 10 9 3 4 5 6 7 8 . Exemplo elucidativo: Determinar as altitudes definitivas dos pontos 2 a 12 pertencentes a uma poligonal fechada.

AI PV 12 LIMBO HORIZONTAL º ‘ “ RED. DO ÂNG.475 7 00 00 30 30 → MÉDIA 6 7 1. MÉDIA ALTI TUDE 00 180 95 275 00 180 84 264 00 180 180 00 00 180 183 03 00 180 170 350 00 180 184 04 00 180 93 273 00 180 90 270 00 180 174 354 00 180 179 359 00 180 179 359 00 00 29 29 00 00 57 58 00 00 55 55 00 00 36 36 00 00 51 51 00 00 55 55 00 00 48 48 00 00 45 45 00 00 59 59 00 00 44 44 00 00 56 56 00 00 10 10 → 2 1.374 3 MÉDIA 2 3 1.485 4 00 00 50 00 → MÉDIA 3 4 1.367 10 00 00 10 10 → MÉDIA 9 10 1. NÍVEL DN MÉDIA DH.529 2 00 00 10 10 → MÉDIA 2500 2000 1500 2220 1800 1380 2620 2200 1780 3420 3000 2580 1420 1000 0580 2120 1800 1480 1320 1000 0680 2055 1600 1145 1850 1400 0950 2370 2000 1630 1470 1100 0730 1345 0800 0255 1545 1000 0455 1690 1300 0910 2390 2000 1610 2390 1800 1210 2590 2000 1410 2620 2200 1780 2120 1700 1310 2490 1900 1310 2390 1800 1210 2300 1800 1300 89 53 40 89 39 00 123.493 8 00 00 50 40 → MÉDIA 7 8 1.520 12 00 00 20 20 → MÉDIA 11 12 1. º ‘ “ LEITURA NA MIRA SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF LIMBO VERTICAL º ‘ “ DIST. DIF. HORIZ. HORIZ.418 6 00 00 40 50 → MÉDIA 5 6 1.Ivancildo F.531 11 00 00 00 00 → MÉDIA 10 11 1.454 5 00 00 40 40 → MÉDIA 4 5 1.484 9 00 00 50 50 → MÉDIA 8 9 1. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 160 CADERNETA TAQUEOMÉTRICA EST.203 89 32 50 89 28 00 89 49 30 86 24 10 93 38 30 85 09 00 94 47 30 91 39 30 88 13 10 93 14 50 87 23 00 90 47 10 88 52 50 87 49 40 91 44 00 88 16 30 91 08 10 93 38 30 86 03 20 89 34 30 .

442m = 99.cotg89°53'40" + 1.sen291°08'10" = 80968mm DH11-12 = (2490 – 1310).999m = 63.100.sen287°23'00" = 108773mm DH8-9 = (1690 – 910).100.733 = 99.sen285°09'00" = 90349mm DH6-5 = (1850 – 950).00º00'00") + (3º36'50" .374 – 2.993m = 83.sen286°24'10" = 63747mm DH5-4 = (1320 – 680).sen290°47'10" = 77985mm DH9-8 = (2390 – 1610).180º00'00")]÷2 = 90º45'10" α 10 = [(174º59'00" .938 = 73.100.sen293°38'30" = 117524mm DH12-11 = (2390 – 1210).sen288°13'10" = 73928mm DH7-8 = (1345 – 255).928m = 108.sen289°49'30" = 83999mm DH4-5 = (2120 – 1480).180º00'00")]÷2 = 180º55'40" α 5 = [(183º36'40" .995.sen289°34'30" = 99994mm 3) Diferenças de nível: DN2-12 = 99.180º00'00")]÷2 = 93º48'50" α 9 = [(90º45'10" .100.sen288°52'50" = 77970mm DH9-10 = (2390 – 1210).000 = -0.100.100.180º00'00")]÷2 = 179º44'20" α 12 = [(179º56'10" .Ivancildo F.180º00'00")]÷2 = 183º36'45" α 6 = [(170º51'30" .sen288°16'30" = 83924mm DH11-10 = (2120 – 1310).00º00'00") + (354º59'00" .99.00º00'00") + (270º45'10" .968m = 117.993.180º00'00")]÷2 = 179º56'10" 2) Distâncias horizontais: DH2-12 = (2500 – 1500).sen294°47'30" = 89372mm DH6-7 = (2370 – 1630).00º00'00") + (359º56'10" .00º00'00") + (350º51'30" .100.cotg89°28'00" + 1.985m = 77.100.051 = -0.100.00º00'00") + (275º29'10" .00º00'00") + (264º58'00" .100.00º00'00") + (4º55'40" .442 = 0.087 = -0.485 –3.180º00'00")]÷2 = 170º51'30" α 7 = [(184º55'50" .100.99m = 83.100.374 – 1.sen293°14'50" = 108650mm DH8-7 = (1545 – 455).995m = 83.100.349m = 89.485 – 2.cotg89°39'00" + 1.994m .180º00'00")]÷2 = 184º55'45" α 8 = [(93º48'50" .100.800 DN3-2 = 83.sen286°03'20" = 117442mm DH12-2 = (2300 – 1300).sen291°44'00" = 117892mm DH10-11 = (2620 – 1780).000 DN2-3 = 83.100.524m = 117. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 161 Solução: 1) Ângulos horizontais: α2 = [(95º29'10" .180º00'00")]÷2 = 174º59'00" α 11 = [(179º44'20" .sen291°39'30" = 73938mm DH7-6 = (1470 – 730).00º00'00") + (359º44'20" .747m = 63.742m = 90.180º00'00")]÷2 = 95º29'10" α 3 = [(84º57'50" .100.100.100.970m = 117.200 DN3-4 = 83.100.924m = 80.372m = 73.sen293°38'30" = 63742mm DH5-6 = (2055 – 1145).100.996m = 83.sen289°28'00" = 83993mm DH4-3 = (1420 – 580).892m = 83.sen289°39'00" = 83996mm DH3-2 = (2620 – 1780).830m = 117.cotg89°32'50" + 1.180º00'00")]÷2 = 84º57'55" α 4 = [(180º55'40" .650m = 108.996.00º00'00") + (273º48'50" .00º00'00") + (00º55'40" .sen287°49'40" =117830mm DH10-9 = (2590 – 1410).100.773m = 77.sen289°53'40" = 99999 mm DH2-3 = (2220 – 1380).100.sen289°32'50" = 83995mm DH3-4 = (3420 – 2580).

996 + 83.6785 DN7-8 = (5.cotg87°49'40" + 1.742.372)÷2 = 89.800 = 0.827 DN12-2 = 99.036 DN10-9 = 117.993 + 83.069 DN3-4 = (0.100 = 2.000 = 0.990 + 99.036 + 4.cotg93°38'30" + 1.747 + 63.928)÷2 = 73.417 DN6-7 = 73.733 + 0.938 + 73.cotg86°24'10" + 1.827)÷2 = 7.418 – 1.455)÷2 = 5.857 + 1.300 = -0.cotg93°38'30" + 1.400 = -7.cotg91°08'10" + 1.cotg88°13'10" + 1.cotg89°34'30" + 1.888 DN9-10 = (4.745 DH5-6 = (90.6505 DN5-6 = (7.710)÷2 = 0.cotg87°23'00" + 1.843 DN12-2 = (0.000 = 0.483 DH12-2 = (99.861 DH10-11 = (83.036)÷2 = 4.700 = -1.471 + 5.800 = 4.051)÷2 = 0.9945)÷2 = 99.cotg93°14'50" + 1.531 – 2.087 + 0.484 DN6-5 = 89.691)÷2 = 2.892)÷2 = 117.892.977 DH9-10 = (117.924 + 80.442 + 0.786 DN11-12 = 117.970)÷2 = 77.531 – 2.417)÷2 = 7.650 + 108.968)÷2 = 82.000 = 5.cotg90°47'10" + 1.890)÷2 = 0.cotg86°03'20" + 1.cotg85°09'00" + 1.349 + 89.cotg94°47'30" + 1.493 – 0.372.800 = -5.860 + 7.349.cotg91°44'00" + 1.442)÷2 = 117.900 = -7.650.454 – 1.800 = 3.830 + 117.662 DN5-4 = 63.830.529 – 1.463 DN8-9 = (0.529 – 1.484 + 7.475 – 1.cotg89°49'30" + 1.000 = -4.742)÷2 = 63.691 DH8-9 = (77.970.999)÷2 = 83.471 4) Distâncias horizontais médias: DH2-3 = (83.99 5) Diferenças de nível médias: DN2-3 = (0.200 = 1.821 DN11-12 = (7.446 DH11-12 = (117.938.928.cotg88°16'30" + 1.968.475 – 2.639 DN5-6 = 90.666 + 2.639)÷2 = 3.484 – 1.418 – 1.985.886 DN9-8 = 77.524 + 117.860 DH6-7 = (73.036 DN10-11 = (1.999.367 – 1.484 – 1.773.036 DN10-11 = 83.cotg91°39'30" + 1.455 DN8-9 = 77.860 DN12-11 = 117.985 + 77.454 – 1.994.493 – 1.442.4505 DN6-7 = (2.800 = 7.924.786)÷2 = 1.600 = 7.995 DH3-4 = (83.773)÷2 = 108.666 DN7-6 = 73.520 – 1.890 DN9-10 = 117.662 + 3.cotg88°52'50" + 1.691 DN7-8 = 108.710 DN4-5 = 63.000 = -2. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 162 DN4-3 = 83.520 – 1.996 DH4-5 = (63.524.Ivancildo F.857 DN11-10 = 80.367 – 2.471)÷2 = 0.886 + 0.933 DH7-8 = (108.747.995)÷2 = 83.471 DN8-7 = 108.7215 DN4-5 = (3.000 = -3.456 .

Ivancildo F. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios

163

6) Altitudes: Altitude3 = 123,203 Altitude4 = altitude3 + DNmédia3-4/4-3 = 123,203 + (-)0,721 Altitude5 = altitude4 + DNmédia4-5/5-4 = 122,482 + 3,650 Altitude6 = altitude5 + DNmédia5-6/6-5 = 126,132 + 7,450 Altitude7 = altitude6 + DNmédia6-7/7-6 = 133,582 + (-)2,678 Altitude8 = altitude7 + DNmédia7-8 = 130,904 + (-)5,463 Altitude9 = altitude8 + DNmédia8-9 = 125,441 + (-)0,888 Altitude10 = altitude9 + DNmédia9-10 = 124,553 + 4,036 Altitude11 = altitude10 + DNmédia10-11 = 128,589 + 1,821 Altitude12 = altitude11 + DNmédia11-12 = 130,410 + (-)7,84 Altitude2 = altitude12 + DNmédia12-2 = 122,567 + 0,456 Altitude3 = altitude2 + DNmédia2-3/3-2 = 123,023 + 0,069 7) Preenchimento da caderneta:

= 122,482 = 126,132 = 133,582 = 130,904 = 125,441 = 124,553 = 128,589 = 130,410 = 122,567 = 123,023 = 122,092 ≠ 123,203 OK!

Ivancildo F. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios

164

CADERNETA TAQUEOMÉTRICA
EST. AI LIMBO HORIZ. REDUÇÃO DO ÂNG. HORIZONTAL º ‘ “

PV
12

º

LEITURA NA MIRA SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF

LIMBO VERT. º ‘ “

DIST. H DIF. N

DN. MÉDIA DH. MÉDIA

ALTI TUDE

00 180 95 275 00 180 84 264 00 180 180 00 00 180 183 03 00 180 170 350 00 180 184 04 00 180 93 273 00 180 90 270 00 180 174 354 00 180 179 359 00 180 179 359

00 00 29 29 00 00 57 58 00 00 55 55 00 00 36 36 00 00 51 51 00 00 55 55 00 00 48 48 00 00 45 45 00 00 59 59 00 00 44 44 00 00 56 56

00 00 10 10

2 1,374 3

MÉDIA

95

29

10

2 3 1,485 4

00 00 50 00

MÉDIA

84

57

55

3 4 1,454 5

00 00 40 40

MÉDIA

180

55

40

4 5 1,418 6

00 00 40 50

MÉDIA

183

36

45

5 6 1,475 7

00 00 30 30

MÉDIA

170

51

30

6 7 1,493 8

00 00 50 40

MÉDIA

184

55

45

7 8 1,484 9

00 00 50 50

MÉDIA

93

48

50

8 9 1,367 10

00 00 10 10

MÉDIA

90

45

10

9 10 1,531 11

00 00 00 00

MÉDIA

174

59

00

10 11 1,520 12

00 00 20 20

MÉDIA

179

44

20

11 12 1,529 2

00 00 10 10

MÉDIA

179

56

10

2500 2000 1500 2220 1800 1380 2620 2200 1780 3420 3000 2580 1420 1000 0580 2120 1800 1480 1320 1000 0680 2055 1600 1145 1850 1400 0950 2370 2000 1630 1470 1100 0730 1345 0800 0255 1545 1000 0455 1690 1300 0910 2390 2000 1610 2390 1800 1210 2590 2000 1410 2620 2200 1780 2120 1700 1310 2490 1900 1310 2390 1800 1210 2300 1800 1300

89

53

40

99,99 -0,442 83,996 0,069 123,203 0,087 83,995 -0,051 83,993 (-)0,721 122,482 -0,733 83,999 0,710 63,747 3,650 126,132 3,662 63,742 -3,639 90,349 7,450 133,582 7,484 89,372 -7,417 73,938 (-)2,678 130,904 -2,666 73,928 2,691 108,650 (-)5,463 125,441 -5,471 108,773 5,455 77,985 0,888 124,553 -0,886 77,970 0,890 117,830 4,036 128,589 4,036 117,892 -4,036 83,924 1,821 130,410 1,857 80,968 -1,786 117,524 (-)7,843 122,567 -7,860 117,442 7,827 99,994 0,471 0,456 99,99 123,023

89

39

00

89

32

50

83,995

89

28

00

89

49

30

83,996

86

24

10

93

38

30

63,745

85

09

00

94

47

30

89,860

91

39

30

88

13

10

73,933

93

14

50

87

23

00

108,691

90

47

10

88

52

50

77,977

87

49

40

91

44

00

117,861

88

16

30

91

08

10

82,446

93

38

30

86

03

20

117,483

89

34

30

Ivancildo F. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios

165

10.4.4. Nivelamento trigonométrico O nivelamento trigonométrico a mira é mais preciso do que o nivelamento taqueométrico, no entanto, deve-se ter o cuidado de limitar a linha de visada em 150m, independente da precisão do teodolito utilizado, para atenuar o erro altimétrico ocasionado pela curvatura terrestre.

Exemplo elucidativo: Determinar as altitudes definitivas dos pontos 2 a 8 pertencentes a uma poligonal fechada. O nivelamento foi do tipo trigonométrico, conforme descrito na caderneta de campo a seguir.

Croqui:
8 2 7

6 3 5 4

400 7. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 166 CADERNETA TRIGONOMÉTRICA EST.200 0. ‘ “ LEITURA NA MIRA LIMBO VERT.700 2.423 7 180 95 275 47 MÉDIA 00 180 88 00 00 06 6 7 1.700 0.600 0.407 8 268 06 MÉDIA 00 00 59 57 57 00 00 50 179 177 7 8 1.900 2.134 180 84 57 264 57 MÉDIA 00 179 183 00 59 02 3 4 1.700 0.600 0.390 4 00 00 00 05 40 50 → 00 55 45 45 → 00 00 45 40 → 00 00 20 10 → 00 00 20 20 → 00 55 20 25 → 00 05 55 55 → LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 0.485 2 357 00 180 93 MÉDIA 8 2 1.000 7.700 0.300 4.700 7.200 0.200 0.542 6 355 00 MÉDIA 5 6 1. HORIZ.600 2.700 0.465 5 03 02 MÉDIA 00 180 175 00 00 17 17 00 00 47 4 5 1.300 7. AI PV LIMBO HORIZ.300 7.380 0.400 0.500 7.800 5.500 0.390 3 274 50 MÉDIA .700 7.640 0.900 1.400 0.600 0.000 7.Ivancildo F.700 7. º ‘ “ º RED.500 0.500 0.000 2.100 0. º ‘ “ DISTÂNCIA HORIZONTAL DIFERENÇA DE NÍVEL DNmédia DHmédia Altitude 00 2 3 1.300 7.600 1.500 0.700 90 90 85 91 90 86 90 90 85 86 86 83 94 94 91 92 92 92 87 87 86 91 91 89 90 90 86 88 88 86 92 92 89 92 92 90 87 87 86 90 90 85 51 47 52 05 57 21 14 01 21 15 13 35 40 36 56 55 49 13 40 38 06 11 03 43 13 08 55 25 23 31 05 04 59 06 06 31 42 40 22 39 38 39 20 10 30 50 35 10 05 50 50 20 10 35 40 10 00 15 30 40 30 40 15 50 00 50 15 50 00 30 35 10 55 20 30 45 45 50 30 50 55 05 05 00 DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA 123.400 0. DO ÂNG.700 0.600 0.000 1.

300) ÷ (cotg86°52'00" – cotg90°08'50") = 76.200) ÷ (cotg86°55'00" – cotg90°13'15") = 77.478) ÷ 2 = 84.500 – 0.121 DH1 = (2.179º59'55")]÷2 α 5 = [(175º17'45" .716m DH1 = (5.700 – 0.180º00'00")]÷2 α 8 = [(177º57'20" .925) ÷ 2 = 181.946 DH1 = (7.600 – 0.700) ÷ (cotg92°13'40" – cotg92°49'30") = 181.700) ÷ (cotg86°06'15" – cotg87°40'30") = 181.532) ÷ 2 = 84.478m DHmédia = (84.180º00'00")]÷2 2) Distâncias horizontais: DH3-2 DH1 = (7.518 DH1 = (7.500 – 0.444 + 84.857m DH1 = (7.700 – 0.946 + 154.772m DH1 = (2.156 DHmédia = (78.600 – 0.600 – 0.007) ÷ 2 = 153.00º00'00") + (275º47'10" .508 + 181.700) ÷ (cotg85°21'50" – cotg90°01'50") = 84.857 + 83.962 DH1 = (4.500 – 0.700) ÷ (cotg89°43'50" – cotg91°11'50") = 78.876) ÷ 2 = 83.00º00'00") + (264º57'50" .699 + 153.508 DH1 = (2.925 DHmédia = (181. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 167 Solução: 1) Ângulos horizontais: α3 = [(84º57'40" .700 – 0.600 – 0.719) ÷ 2 = 181.641 DHmédia = ( 153.00º00'00") + (268º06'20" .180º00'00")]÷2 α 7 = [(88º06'20" .139m DH1 = (4.444m DH1 = (7.400) ÷ (cotg83°35'35" – cotg86°15'20") = 153.699 DH1 = (7.800) ÷ (cotg86°06'15" – cotg87°38'40") = 181.121 + 78.300) ÷ (cotg85°52'30" – cotg90°47'10") = 83.461m DH1 = (7.500 – 0.977m DH1 = (2.00º00'00") + (03º02'45" .500) ÷ (cotg86°21'10" – cotg91°05'50") = 84.00º00'00") + (357º57'25" .719 DHmédia = (181.180º00'00")]÷2 α 4 = [(183º02'45" .774 = 84º57'42" = 183º02'47" = 175º17'42" = 95º47'05" = 88º06'20" = 177º57'25" = 94º50'55" DH3-4 DH4-3 DH4-5 DH5-4 DH5-6 DH6-5 DH6-7 DH7-6 .300) ÷ (cotg91°56'00" – cotg94°36'10") = 154.400) ÷ (cotg92°13'40" – cotg92°55'15") = 181.500 – 0.180º00'00")]÷2 α 6 = [(95º47'20" .400) ÷ (cotg85°21'50" – cotg90°14'05") = 84.641) ÷ 2 = 153.900) ÷ (cotg89°43'50" – cotg91°03'00") = 78.100) ÷ (cotg91°56'00" – cotg94°40'40") = 153.007 DHmédia = (153.179º59'55")]÷2 α 2 = [(93º50'55" .Ivancildo F.825 + 181.866m DH1 = (7.500 – 0.700 – 0.7m DH1 = (7.532 DHmédia = (84.700 – 0.700) ÷ (cotg86°21'10" – cotg90°57'35") = 84.825 DH1 = (5.600 – 0.525m DH1 = (7.156) ÷ 2 = 78.700 – 0.876m DHmédia = (83.518 + 84.200) ÷ (cotg85°52'30" – cotg90°51'20") = 83.00º00'00") + (355º17'40" .500) ÷ (cotg83°35'35" – cotg86°13'10") = 153.600 – 0.00º00'00") + (274º50'55" .

415 DHmédia = (201.cotg94°40'40" + 1.154 DN2 = 154.423 – 0.717 + 83.cotg87°40'30" + 1.cotg92°49'30" + 1.390 – 0.390 – 0.719m DN1 = 153.000) ÷ (cotg90°31'50" – cotg92°06'45") = 217.300 = -0.cotg86°13'10" + 1.700 – 0.415) ÷ 2 = 201.465 – 0.200) ÷ (cotg89°59'30" – cotg92°05'55") = 201.368m DH7-8 DH1 = (7.946.cotg90°51'20" + 1.000) ÷ (cotg86°31'10" – cotg88°23'35") = 201.000 – 1.717 DH1 = (7.155m DN1 = 181.390 – 0.154 + 11.719 + 0.135) ÷ 2 = -8.144 DH1 = (7.400 = -8.144 + 200.390 – 0.700 = -8.127 DN1 = 181.100 = -11.cotg90°47'10" + 1.700 = 0.061m DN1 = 84.465 – 0.478.200 = .720) ÷ 2 = 0.725) ÷ 2 = -0.120m DN1 = 153.600 – 1.363) ÷ 2 = 217.cotg92°55'15" + 1.124 + 217.600) ÷ (cotg86°22'55" – cotg87°42'30") = 217.229m DH1 = (7.124 DN2 = 153.600 – 0.444.600 – 0.500 = -0.700) ÷ (cotg86°22'55" – cotg87°40'50") = 217.363 DHmédia = (217.380) ÷ (cotg85°39'00" – cotg90°39'05") = 83.500 = 11.725 DNmédia = (0.508.Ivancildo F.cotg90°57'35" + 1.962 + 76.043 DH1 = (7.726 + 0.400 = 11.558.640 – 2.699.105 DN3-4 DN4-3 DN4-5 DN5-4 DN5-6 DN6-5 .767) ÷ 2 = 83.726m DN1 = 84.157 DNmédia = (11.182m DH1 = (7.767 DHmédia = (83.117) ÷ 2 = 11.720 DNmédia = (0.119 DN2 = 181.542 – 0.700 – 0.300) ÷ (cotg89°59'30" – cotg92°04'20") = 200.465 – 0.043 + 201.061 DNmédia = -0.774) ÷ 2 = 77.719 DN2 = 84.124 + 11.400 = 0.135 DNmédia = (8.119 + 8. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 168 DHmédia = (77.045m DH1 = DH2 = (7.cotg91°05'50" + 1.cotg86°15'20" + 1.300 = -11.641.117 DNmédia = (11.700 = -0.876.600 – 0.900) ÷ (cotg86°31'10" – cotg88°25'30") = 201.945 DHmédia = (201.cotg90°01'50" + 1.465 – 0.062 DN2 = 83.542 – 0.727 DN2 = 84.cotg90°14'05" + 1.0.542 – 0.742m DH8-7 DH8-2 DH2-8 DH2-3 3) Diferenças de nível: DN3-2 DN1 = 83.243m DH1 = (7.007.925.124 DH1 = (7.825.945) ÷ 2 = 201.857.640 – 2.157) ÷ 2 = -11.cotg94°36'10" + 1.538.542 – 0.700 = 8.182 DHmédia = 217.400) ÷ (cotg85°39'00" – cotg90°38'05") = 83.

700 = -0.098) ÷ 2 = 8.962.7225 DN4-5 = (11.909 DN1 = 77.909 DNmédia = (0.Ivancildo F.120 + 11.91) ÷ 2 = 0.526 DN1 = 217.744 = 77.105 + 8.058 + 0.156.120 + 11.526 + 7.494) ÷ 2 = 7.229 + 201.046 DN1 = 201.767.908 + 0.485 – 0.486 DN1 = 83.058 DN2 = 83.423 – 0.909 DN2 = 78.137 = 217.cotg90°38'05" + 1.000 = 6.494 DNmédia = (7.461 + 84.909) ÷ 2 = .945.485 – 1.cotg92°06'45" + 1. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 169 DN2 = 181.407 – 0.062 DNmédia = (0.600 = 7.909 + 0.113 DN6-7 = (0.774.700 = 7.909 DN1 = 201.525)÷2 DH4-5 = (11.908 DN2 = 76.043.526 DNmédia = -7.200 = 0.804 .045)÷2 DH8-2 = (217.cotg92°05'55" + 1.719.062) ÷ 2 = 0.390 – 2.cotg88°23'35" + 1.139 + 77.098 DNmédia = (8.035 + 6.400 = 0.368)÷2 DH7-8 = (201.cotg91°03'00" + 1.086 DN2 = 200.909 DN7-8 = (6.000 = -7.046 + 6.486)÷2 = 7.423 – 0.909)÷2 = 0.060 DN7-6 DN7-8 DN8-7 DN8-2 DN2-8 DN2-3 4) Distâncias horizontais médias: DH3-4 = (84.cotg90°08'50" + 1.121.91 DNmédia = (0.717.300 = 0.086)÷2 = 6.493 = 11.182 + 217.cotg88°25'30" + 1.cotg92°04'20" + 1.716)÷2 DH6-7 = (78.1)÷2 = 8.407 – 0.200 = -6.cotg90°13'15" + 1.057) ÷ 2 = 6.753 = 201.cotg90°39'05" + 1.415.909 + 0.035 DN2 = 201.900 = 6.cotg87°40'50" + 1.243)÷2 DH2-3 = (83.485 – 0.380 = 0.137 = 181.0.363.900 = -0.390 – 0.127 + 8.cotg87°38'40" + 1.066 DN8-2 = (7.155)÷2 = 11.086 + 6.086 DN1 = DN2 = 217.407 – 0.300 = -6.057 DNmédia = (6.390 – 2.182.407 – 1.772 + 181.cotg87°42'30" + 1.506 = 84.719)÷2 = 0.479 DN2 = 217.144.742 + 83.cotg91°11'50" + 1.390 – 0.155)÷2 DH5-6 = (181.086 DNmédia = (6.866)÷2 5) Diferenças de nível médias: DN3-4 = (0.479 + 7.726 + 0.423 – 0.137 DN5-6 = (8.086) ÷ 2 = -6.1 DN6-7 DN1 = 78.800 = 8.124.212 = 83.

dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 170 DN2-3 = (0.548 = 125.060 7) Preenchimento da caderneta: = 122.527 = 130.113 Altitude7 = altitude6 + DNmédia6-7 = 125.147 OK! .060 Altitude3 = 123.087 + 0.548 + (-)8.909 Altitude8 = altitude7 + DNmédia7-8 = 124.066 Altitude2 = altitude8 + DNmédia8-2 = 130.593 + (-)7.134 + (-)0.722 Altitude5 = altitude4 + DNmédia4-5 = 122.506 Altitude3 = altitude2 + DNmédia2-3 = 123.436 = 124.087 = 123.137 Altitude6 = altitude5 + DNmédia5-6 = 133.060 + 0.061)÷2 6) Altitudes: = 0.134 Altitude4 = altitude3 + DNmédia3-4 = 123.411 = 133.Ivancildo F.436 + (-)0.593 = 123.527 + 6.411 + 11.

753 125.500 7.098 8.000 7.124 11.060 83.485 00 59 179 177 2 57 57 20 25 → 00 05 177 57 25 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 357 MÉDIA 00 8 2 1.465 00 59 179 183 5 02 02 45 45 → 00 00 183 02 47 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 03 MÉDIA 00 4 5 1.700 90 90 85 91 90 86 90 90 85 86 86 83 94 94 91 92 92 92 87 87 86 91 91 89 90 90 86 88 88 86 92 92 89 92 92 90 87 87 86 90 90 85 51 47 52 05 57 21 14 01 21 15 13 35 40 36 56 55 49 13 40 38 06 11 03 43 13 08 55 25 23 31 05 04 59 06 06 31 42 40 22 39 38 39 20 10 30 50 35 10 05 50 50 20 10 35 40 10 00 15 30 40 30 40 15 50 00 50 15 50 00 30 35 10 55 20 30 45 45 50 30 50 55 05 05 00 DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA 180 4 84 264 57 57 40 50 → 00 55 84 57 42 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 MÉDIA 00 3 4 1.086 -6.500 0.4 15 201.54 8 122.117 11.53 2 84.100 0.300 7.76 7 83.725 -0. DO ÂNG.13 9 77.1 82 217.493 00 00 180 175 6 17 17 45 40 → 00 00 175 17 42 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 355 MÉDIA 00 5 6 1.87 6 83.700 2.062 -0.08 7 ()7.720 0.300 7.909 -0.86 6 84.526 7.3 63 217.719 0.43 6 11.423 ()8.046 -6.77 4 00 00 180 95 7 47 47 20 10 → 00 00 95 47 05 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 275 MÉDIA 00 6 7 1.41 1 123.77 4 77.909 6.36 8 201. AI PV LIMBO HORIZ.0 07 153.5 08 181.700 0.058 0.900 2.74 2 DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA -0. ‘ “ LEITURA NA MIRA LIMBO VERT.800 5.400 0.400 0.086 -7.719 11.155 -8.000 2.52 7 ()0.59 3 6.91 0.96 1 133.804 123.400 7.7 19 181.1 44 200.380 0.13 7 124.700 0.46 1 84.2 43 83.137 153.700 0.390 00 00 00 05 LM1 LM2 LM3 0.200 0.526 -7.200 0.9 46 154.12 1 78.526 -7.127 8. º ‘ “ DISTÂNCIA HORIZONTAL DIFERENÇA DE NÍVEL DN média DH média Altitude 00 2 3 1.1 -0.407 00 00 180 88 8 06 06 20 20 → 00 55 88 06 20 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 268 MÉDIA 00 7 8 1.6 99 153.1 24 217.500 0.105 8.134 ()0.0 45 217.47 8 84.15 6 78.7 16 181. º ‘ “ º RED.727 -0.061 -0.035 6.600 2.060 0. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 171 CADERNETA TRIGONOMÉTRICA EST.909 -0.120 11.9 45 201.Ivancildo F.066 201.154 11.700 0.000 7.500 0.9 25 181.6 41 153.135 -8. HORIZ.600 1.062 0.113 181.9 77 181.600 0.700 7.8 25 181.000 1.96 2 76.086 -6.700 7.2 29 201.700 0.500 0.061 -0.300 4.600 0.908 0.909 77.300 7.479 7.722 84.700 7.157 11.21 2 130.71 7 83.057 6.494 7.726 0.119 -8.390 00 00 180 93 3 50 50 55 55 → 94 50 55 LM1 LM2 LM3 274 MÉDIA .400 0.44 4 84.7 153.486 0.505 217.0 43 201.900 1.640 0.909 0.52 5 153.85 7 83.600 0.200 0.600 0.1 82 217.542 83.7 72 78.1 82 217.51 8 84.

(↓)123.0 23 (↓)123.1 2 (↓)123.Ivancildo F.0 7 .1 3 (↓)123. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 172 10.5 Plano cotado Processo utilizado apenas para cotar pontos resultantes das projeções horizontais numa planta topográfica. É um processo que normalmente não é empregado só. porque não ressalta à vista.

Estudar o relevo para a idealização do projeto. . Conceito Planialtimetria é a representação das informações obtidas dos levantamentos planimétricos e altimétricos em uma única planta ou carta topográfica. . .Ivancildo F. . Serão apresentados métodos de representação bastante conhecidos.Necessidades de obras de arte especiais. . . Sendo assim. produtos químicos. que permitirão confeccionar cartas planialtimétricas com bastante confiabilidade. gás. pois deles resultarão informações do relevo. . dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 173 11.2. ✔ Dutos de óleo. ✔ Serviços de terraplenagem.Declividades máxima e mínima. . . LEVANTAMENTO PLANIALTIMÉTRICO 11. A planialtimetria pode ser utilizada para: ✔ Rodovias e ferrovias na escolha do melhor traçado e locação. . que devem ser confiáveis para o leitor.Mínimo de curvas necessárias. de sensibilidade para escolher este ou aquele método de trabalho. . porque as feições nunca se repetem.Locais sujeitos a inundação. este capítulo se dedica ao estudo da representação do relevo de uma área topográfica.Movimentação de terras para construir edificações. planejamento e viabilização de projetos. além do conhecimento técnico. etc.Determinar pontos onde é necessária a utilização de bombas para recondução do escoamento. mais ainda para o operador dos equipamentos topográficos: Este precisa. A finalidade é de fornecer o maior número possível de informações da superfície representada para efeitos de estudo. postes e etc.1.Movimentação de terra.Melhores pontos para instalação de torres. água. esgoto. .Direção e largura da faixa de domínio da linha. ✔ Linhas de transmissão de energia. .Áreas de desapropriação. Introdução A representação do relevo do terreno sempre constitui um sério problema para o desenhista.Estudar o relevo para fins de planificação. 11.

Estudar e planejar a direção das vias. 11. Se for perpendicular ao alinhamento. . comerciais. de lazer e recreação.Determinar áreas de inundação pelas águas. . .Prevenir erosões. . .Projetar desvios de cursos d‟água. .Organizar o plantio. .Relevo sombreado. estimando preço de venda e valores de tributação. pelo menos.Realizar estudos de impacto ambiental. . residenciais.Definir a economia (criação ou plantio) mais apropriada para a região. e .Realizar projetos de irrigação.Ivancildo F.3. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 174 .Preservar áreas de interesse ecológico e ambiental. . ✔ Peritagem.Estudar e planejar áreas industriais. Perfis topográficos Perfil é o desenvolvimento em um plano vertical da interseção do alinhamento com a superfície topográfica.Curvas de nível. barragens e usinas. Se o perfil é referente ao eixo do caminhamento recebe o nome de perfil longitudinal. das seguintes maneiras: .Estudar e planejar o tráfego de veículos. .Perfis topográficos.Cores hipsométricas. ✔ Construção de açudes.3. . . . ✔ Planejamento urbano.1. . ✔ Planejamento de uso da terra. Formas de representação O relevo de uma área pode ser representado.Avaliar judicialmente a propriedade.Retificar as curvas de nível em atendimento a projetos idealizados. recebe o nome de perfil ou seção transversal. . 11.

cursos d‟água. Os detalhes altimétricos correspondem aos pontos da superfície topográfica que mudam de aclividade ou declividade. A nomenclatura „estaca‟ corresponde a uma distância de 20. oleoduto.6 701. Aclividade é a parte da superfície topográfica que sobe em relação ao observador. e declividade é a parte da superfície topográfica que desce em relação ao observador. sendo obtidos simultaneamente ao levantamento da poligonal. Com a finalidade de dar mais realce às variações das alturas. etc. O traçado se dará através da ligação em linha reta (de preferência) ou não. para projeto de abastecimento d‟água.8 703.2 704. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 175 Para o levantamento de um perfil. . ângulos (horizontal e vertical) e distâncias (distância horizontal e diferença de nível) são anotados nas cadernetas de campo de nivelamento que já conhecemos. necessita-se efetuar um projeto preliminar onde os PI‟s. gasoduto. que parte da estaca E0 (zero) até a estaca E14. Levantamento da linha Os dados topográficos da poligonal. Os detalhes planimétricos referem-se a travessias sob ou sobre o eixo que está sendo nivelado para o perfil. linhas de transmissão e outros projetos.00m. estradas. tais como.1 705. são previamente escolhidos. toma-se a escala vertical dez vezes maior do que a escala horizontal: Altitudes (m) Ev = 1:200 706. drenos.5 705.4 703. entre cada PI.9 702. redes de transmissão de energia. pontos de interseção.5 700 500 509 516 528 546 555 564 573 598 614 635 Estacas (m) EH = 1:2000 Perfil com linhas curvas Exemplo elucidativo: Desenhar o perfil do eixo de uma poligonal. sobre um eixo. A distância horizontal e a diferença de nível entre cada PI.5 702.Ivancildo F. é que determinarão o traçado do perfil.9 701.

margem esq.80 159. do rio. Ponto D N.15 160.40 158.2. Mas o perfil só representa a altimetria de um eixo.30 160.Ivancildo F.10 Observações N.50 + 19.00 5 + 18. Então a visão geral do terreno fica prejudicada.00 164.90 161. Ponto E Estaca Cota 7 8 9 10 11 + 15. são representados fielmente.00 12 13 14 158.70 158. que é a planta (resultado da projeção da superfície num plano horizontal). Nela.50 158.3. Curvas de nível Curva de nível é uma linha sinuosa que liga pontos. pois precisaríamos de um número imenso de perfis da mesma área em .A.20 160. A curva de nível é uma forma de representação gráfica de extrema importância: a planimetria possui uma forma de representação gráfica perfeita.70 159.40 2 3 4 + 10. embora reduzidos na escala. a altimetria só conta com a representação gráfica em perfil. Ponto C Leito da estrada. na superfície do terreno.60 Ponto A Observações Ponto A‟ Ponto B Leito da estrada. margem esq.A. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 176 Estaca Cota 0 1 + 10.00 165. Ponto F Ponto G Solução: A B G C D E F 11. Enquanto isso.40 160.00 158. do rio. os ângulos e distâncias.40 165.12 159.50 165.10 164. que têm a mesma cota (ou altitude). mas não de uma área.40 158.

A eqüidistância escolhida em cada trabalho topográfico depende basicamente da escala da planta: Escala 1:500 1:1000 1:2000 1:10000 Eqüidistância 0.0 metros 2.0 metros Para numerar as curvas de nível.Ivancildo F. O valor da eqüidistância vertical varia de acordo com a precisão requerida.5 metros 1. que abrangem toda a área em estudo. e colocar a sua cota (ou altitude) entre os extremos seccionados. Qualquer profissional conhecedor de curvas de nível é capaz de visualizar o relevo do terreno com suas características. para termos uma visão panorâmica e nunca poderíamos visualizá-los todos ao mesmo tempo. Veja a seguir: Elevação: Os planos horizontais são paralelos e eqüidistantes. As linhas das curvas de nível são geradas pela interseção de planos horizontais com a superfície do terreno. a seguir.0 metros 10. A visão imaginativa geral da sinuosidade do terreno é dada então pelas curvas de nível. costuma-se seccionar a linha. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 177 diversas posições e direções. o esquema de delimitação de uma área retangular ABCD a ser representada em planta planialtimétrica: . Veja de forma elucidativa.

Ivancildo F. em bloco diagrama. segundo o contorno retangular ABCD até uma profundidade de 15 metros abaixo do nível d‟água: Corte horizontal de 5 em 5 metros do bloco diagrama. possibilitando visão imaginativa do terreno: . dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 178 O corte vertical do terreno.

porque disto resultaria um único ponto com duas cotas (altitudes) diferentes: 68 67 .Ivancildo F. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 179 Projeção das curvas de nível na planta: Características das curvas de nível: ● Duas curvas de nível jamais se cruzam.

62 63 64 64 63 . 68 67 66 65 64 2) Linha de cumiada (cumeeira): É o lugar geométrico dos pontos de cotas (ou altitudes) mais altas. onde são divididas as águas. um terreno fortemente inclinado: 68 67 66 67 65 64 66 68 65 ● Curva de nível não pode desaparecer repentinamente: 68 67 66 65 64 Interpretação das curvas de nível: 1) Vertente: É o elemento mais simples de se interpretar na superfície topográfica. e quando muito próximas.Ivancildo F. Corresponde a superfície compreendida entre a linha de cumiada e a linha de talvegue. pois é a própria inclinação do terreno. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 180 ● Curvas de nível muito afastadas uma das outras significa que o terreno é levemente inclinado.

ou seja. formando uma linha de divisão de águas. formando uma linha de reunião de águas. 59 60 62 61 6) Garganta: Conhecida também como ponto obrigatório de passagem. a garganta é um ponto de mínima cota (ou altitude) ao longo de uma seqüência de pontos elevados. onde são acumuladas as águas. As cotas (ou altitudes) maiores abraçam as cotas menores. As cotas (ou altitudes) menores abraçam as cotas menores. 64 63 62 62 63 4) Linha de talvegue: Quando as vertentes têm inclinações rápidas e uniformes provocando na sua representação curvas de nível em ângulo agudo. 62 61 60 59 5) Linha de espigão: Quando as vertentes têm inclinações rápidas e uniformes provocando na sua representação curvas de nível em ângulo côncavo. . dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 181 3) Vale: É o lugar geométrico dos pontos de cotas (ou altitudes) mais baixas.Ivancildo F.

dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 182 quando queremos atravessar de um espigão para outro com qualquer via de transporte. uma rodovia. etc. este ponto de mínima cota (ou altitude) é o local ideal para a travessia.3. Relevo sombreado O sombreamento executado diretamente em função das curvas de nível é uma modalidade de representação do relevo.3. pelo fato de nas depressões as curvas de nível de cotas (ou altitudes) maiores envolverem as curvas de cotas (ou altitudes) menores e vice-versa no segundo. Depressão Elevação 11. uma linha de transmissão de energia elétrica. Pode-se entender a garganta também. 7) Depressão e elevação: As depressões se distinguem das elevações. como o ponto de cota (ou altitude) mais baixa na linha de talvegue. pois subiremos menos de um lado e desceremos menos do outro. uma ferrovia..Ivancildo F. .

Representação de relevo sombreado 11. sépia. laranja. rosa e branco. amarelo. adotam-se cores para facilitar o conhecimento geral do relevo.4. Faixas de determinadas altitudes recebem cores diferentes como o verde. a partir de uma fonte luminosa (imaginária) à noroeste.Ivancildo F.3. de forma que as sombras sobre as vertentes fiquem voltadas para sudoeste. Cores hipsométricas Além das curvas de nível. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 183 Consiste na pintura de sombras contínuas sobre certas vertentes. A execução do relevo sombreado requer um ângulo de 45º com o plano da carta. dando a impressão de saliências iluminadas e reentrâncias não iluminadas. .

370m Altitude de chegada E11+10(chegada da poligonal): 18. Métodos de levantamento de curvas de nível São três os métodos que podem ser empregados para a obtenção das curvas de nível: . 11. Consiste no traçado de uma poligonal aberta ou enquadrada acompanhando o eixo longitudinal da faixa do terreno.4.1. tendo cada uma como referencial a estaca de ré. É adequado na construção de estradas de rodagem. quando a área a levantar tiver a forma de uma faixa estreita e longa. Levantamento por seções transversais Método rápido e preciso. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 184 11. traçam-se perpendiculares que devem abranger toda a faixa da largura do terreno.Irradiação (taqueométrica).Ivancildo F.Quadriculação. . A obtenção das cotas inteiras deverá vim de perfis correspondentes a cada nivelamento.002m E0 E1 E2 E3 E4 E5 E9 E6 E7 E8 E10 E11 E11+10 1/1000 . Após o estaqueamento dos vértices. e . a partir de cada estaca dessa poligonal.230Km Altitude inicial E0(partida da poligonal enquadrada): 12. canais de irrigação e drenagem. faz-se o nivelamento dos mesmos.Seções transversais. Em seguida. feito normalmente a cada 20m. etc. que deverá pertencer à poligonal de base.4. Exemplo elucidativo: Eixo da poligonal: E0 – E11+10 Precisão do nível utilizado: 7mm/Km Extensão da poligonal enquadrada: 0. O passo seguinte é nivelar as transversais. eletrificação rural.

516 13.800 E8 E9 E10 E11 E11+10 1.515 13.180 16.002 – 17.700 1.(μ)½ = 2.181 12.128 E5 E6 E7 2.(0.230)½ = 6.990 4.7.670 12.471 12.535 4.610 12.700 4.698 15.550 16.817 13.308 12.548 18.648 17.322 18.002 Emáx = 2.e.860 15.655 3.700 3.370 Est.448 0.470 12.813 13.702 15.671 12.348 16.318 17.998 = 4mm Δη = 4 = 1. o modelo de preenchimento da caderneta de campo.862 15.650 2.350 3.800 4.760 Visada Vante PI PM PR Altitude Provisória (m) 12.652 17.608 12.Ivancildo F.33mm/PR 3 Veja.370 Correção (mm) Altitude Definitiva 12. RN(E0) E1 E2 E3 E4 17. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 185 Apresentação da caderneta de nivelamento geométrico preenchida.170 12.71mm Ec = altitude de chegada real – altitude de chegada calculada = 18. para as três primeiras seções transversais: . a seguir.998 1 1 1 1 2 2 2 4 4 4 4 4 12. do eixo da poligonal enquadrada: CADERNETA DE NIVELAMENTO GEOMÉTRICO Visada Ré 4.500 4.030 0.

325 1.710 4.0 D+29.627 PR 14. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 186 CADERNETA DE NIVELAMENTO GEOMÉTRICO Est.081 9. EO/1.550 3.534 Perfil longitudinal: 1/100 18 17 16 15 14 13 12 1/1000 E0 E1 E2 E3 E4 E5 E6 E7 E8 E9 E10 E11 E12 Cotas inteiras do perfil longitudinal: .0 Leitura na mira Ré Vante 3.0 D+25.923 2.251 9.100 12.0 E1/1.0 D+14.910 5.246 9.02 Cota ou Altitude 12.471 12.0 E+23.0 E2/1.005 5.72 E+6.69 E+7.870 0.516 11.920 3.Ivancildo F.481 10.650 E+7.0 E+16.0 D+5.815 4.310 9.990 4.470 10.661 10.0 D+18.161 - 10.911 12.5 E+19.230 4.500 4.370 14.313 13.680 5.155 4.156 9.167 10.0 E+26.421 9.236 15.0 D+7.0 D+15.0 E+18.0 D+9.150 13.790 9.994 4.

Ivancildo F. Levantamento por quadriculação É o método mais exato e também o mais trabalhoso. É facilmente aplicável para pequenas áreas e impossível para grandes glebas. . para dar as direções. O método consiste em fazer a quadriculação do terreno. A quadriculação deve ser feita com o emprego do teodolito. irrigação. faz-se o perfil de cada seção transversal. é recomendado quando se trata de movimentação de terra para edificações.2. etc. passando as cotas inteiras encontradas e suas respectivas posições para a planta planimétrica. A união dos pontos de mesma cota dará as curvas de nível: 16 9 10 11 12 17 E0 E1 E2 E10 18 E11 E11+10 E3 E4 E5 E9 E6 14 15 E7 16 15 E8 14 11 12 13 12 10 10 11 11 12 13 1/1000 11. e a trena. colocando estacas em cada vértice dos quadrados. para a marcação das distâncias. barragens. e proceder ao nivelamento geométrico de todas as estacas.4. Pela precisão. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 187 1/100 18 17 16 15 14 13 13 13 13 14 15 16 15 14 14 15 16 17 18 12 E0 E1 E2 E3 E4 E5 E6 E7 E8 E9 E10 E11 E12 1/1000 Da mesma maneira.

4 13 12. reconstitui-se o perfil 13.4 a 13 (0.4 Cota 13 A E Dist. A subdivisão desta linha em estacas de d em d metros. Costuma-se utilizar letras para definir as linhas. Obtêm-se os pontos C e D da reta CD que cruza a linha AB exatamente na cota 13. linha AB.4) 0.Ivancildo F. para marcação no desenho. Como fazer a interpolação: Considere uma linha AB de cotas (ou altitudes) conhecidas nos seus extremos A=12. 20 metros. da linha 20m D Cota B (13. .4 a 13 (0.6) e de 13.6 e 0. podendo ser a cada 5. vai depender de processos de interpolação ou gráficos. Em seguida são tiradas perpendiculares para cada estaca da linha M-N. marca-se inicialmente uma linha M-N de preferência no eixo longitudinal do terreno (se existir). contanto que iguais. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 188 Para a marcação.4 e B=13. 10. numa direção e algarismos nas outras. Compr.4). que também são estaqueadas de d em d metros. O propósito é encontrar nesta linha a cota inteira 13.4 em qualquer escala. determinando a posição da cota inteira de 13m. A operação seguinte é o nivelamento geométrico de todas as estacas. da linha AB = 20m B Escala da planta Transporte a distância AE a partir de A.4) Cota A (12. A obtenção das cotas inteiras para o traçado das curvas de nível. vai depender do grau de precisão desejado. por onde deverá passar a curva de nível.4.4 12 0. São os valores para chegar de 12. Como construir o gráfico: Na situação anterior.6 C Perpendicular à linha AB foram marcadas as distâncias 0. a ser transportada Compr.0.

80 96.10 3.50 1.70 95.90 1.70 Altitude Definitiva - 0.10 95. desenhar as curvas de nível.80 1.00 96.00 96.20 98.30 95. A (RN) B1 B C D E C1 D1 D2 C3 C2 B3 B2 A2 A1 E F G F1 G1 G2 G3 F3 E3 E2 F2 E1 E3 Visada Ré 0.30 95.20 1.50 2.00 1.50 96.90 1.40 2.70 1.70 98.80 95.60 97.50 96.30 95.90 98.50 3.90 1.60 96.20 95. de um levantamento planialtimétrico pela quadriculação do terreno.10 1.00 94.60 2. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 189 Exemplo elucidativo: A partir da caderneta (preenchida).00 94.90 95.10 1.60 E4 F4 G4 G5 F5 E5 D5 D4 D3 0.50 96.60 0.00 2.30 98.00 96.40 0.10 96.20 100.80 3.30 97.40 C4 C5 B5 A5 A4 A3 B4 97.30 3.30 96.Ivancildo F.90 95.90 96.40 1.10 94.70 2. Est.60 0.70 1.60 94.90 94.00 1.10 3.10 0.00 0.00 95.50 99.10 CADERNETA DE NIVELAMENTO GEOMÉTRICO Visada Vante Altitude Correção PR Provisória PI PM 100.90 95.60 3.00 95.60 1.00 98.00 2.70 1.50 97.20 1.60 95.80 1.00 96.60 96.30 1.80 0.00 1.60 0.60 93.90 1.30 96.90 2.00 95.10 1.80 96.50 2.60 1.00 0. abaixo.40 97.00 .

dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 190 Solução: Croqui com as cotas calculadas (apenas perfis verticais) e interpoladas.Ivancildo F. Planta planialtimétrica desenhada: .

Exemplo elucidativo: Seja desenhar curvas de nível em um terreno de quatro lados: 20m 20m 20m 7m • 15m 20m 20m 03 04 10m 20m • 20m 197m 20m 167m 20m 20m 20m 145m 20m 20m 20m 20m 121m 20m 20m 20m 20m 01 • 20m 20m 20m 20m 20m 20m • 02 Medida do comprimento dos lados: Linha 01-G = 121m Linha 01-J = 145m Linha 01-03 = 197m Linha 01-P = 167m .4. tanto para as poligonais principais. Levantamento por irradiação É o método recomendado para áreas grandes e relativamente planas. além de reduzir o número de pontos topográficos a serem cravados no terreno ao longo das linhas de nivelamento.Ivancildo F. O uso da taqueometria na determinação das distâncias horizontais é de grande ajuda. nivelando-os e determinando a sua posição através de ângulos e de distâncias horizontais. Consiste em levantar poligonais principais e secundárias interligadas.3. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 191 11. Os perfis devem ser traçados para a confecção das curvas de nível. Todas as poligonais devem ser niveladas e delas serem irradiados os pontos notáveis do terreno. como para as secundárias e linhas irradiadas. e economiza tempo.

Sem escala 40 35 30 25 20 15 10 40 m X 121 m 60 m G 145 m 75 m I Sem escala 01 A B C D E 02 . Linha 01-J. e Linha 01-G). a partir de caderneta de nivelamento apresentada: 47 m 40 m P Q O N M L R 197 m 167 m S K J T 150 m U H V F Z E A B C D 120 m Ilustração do perfil longitudinal da linha 01-02. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 192 Solução: Criar perfis para as linhas principais e irradiadas da poligonal (Linha 01-02. Linha 02-03.Ivancildo F. Linha 03-04. Linha 01-P. Linha 01-03. Linha 04-01.

Sem escala 40 35 30 25 20 15 10 Sem escala 01 A B C D E 02 . para a planta planimétrica. e suas respectivas posições.Ivancildo F. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 193 Passar as cotas inteiras encontradas nos perfis. Ilustração da projeção das cotas inteiras a cada metro para o perfil da linha 0102.

. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 194 Unir pontos de cotas inteiras gerando as curvas de nível.Ivancildo F.

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