CURSO TÉCNICO-INTEGRADO EM EDIFICAÇÕES NOTAS DE AULA – Topografia

2011

Pelo prof. MSc. Ivancildo F. dos Santos

Ivancildo F. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios - Alagoas

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SUMÁRIO

1.

FUNDAMENTOS DA TOPOGRAFIA 1.1. Introdução 1.2. Agrimensura 1.3. Geodésia 1.3.1. Classificação dos levantamentos geodésicos 1.4. Topografia 1.4.1. Métodos de levantamentos topográficos 1.5. Distinção entre Topografia e Geodésia 1.6. Formas e dimensões da terra TOPOGRAFIA 2.1. Conceito 2.2. Finalidade 2.3. Importância 2.4. A hipótese do Plano Topográfico 2.5 Divisões 2.5.1. Topometria 2.5.2. Topologia 2.5.3. Fotogrametria A TERRA E OS SISTEMAS DE REFERÊNCIA 3.1. Introdução 3.2. Formas e dimensões da terra 3.3. Os sistemas de referência 3.4. Os sistemas de coordenadas 3.4.1. Coordenadas geográficas ESCALAS 4.1. Introdução 4.2. Tipos e usos 4.2.1. Escala numérica 4.2.2. Escala gráfica 4.3. Critérios para a escolha da escala numérica 4.4. Posição da folha 4.5. Legenda, selo e orientação 4.6. Dobragem da folha MEDIÇÃO DE DISTÂNCIAS HORIZONTAIS E VERTICAIS 5.1. Introdução 5.2. Erros ocasionados nas medições 5.3. Processos de medição de distâncias 5.3.1. Processo de medição direta 5.3.2. Processo de medição indireta 5.3.3. Processo de medição eletrônica 5.3.4. Processo de medição por satélites MEDIÇÃO DE ÂNGULOS 6.1. Introdução 6.2. Goniologia 6.2.1. Tipos de ângulos

05 05 05 06 07 10 10 10 15 16 16 16 16 16 18 19 22 22 24 24 24 25 27 27 30 30 30 30 31 32 35 37 38 39 39 39 41 41 46 53 59 63 63 63 63

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3 64 64 69 69 77 77 77 78 80 84 86 86 86 88 95 95 99 107 114 119 122 127 128 134 134 135 142 145 145 146 149 149 149 150 151 152 153 159 165 172 173 173 173 174 174 176 182 183

6.3. 7.

6.2.2. Condições de construção de um ângulo 6.2.3. Goniômetros 6.2.4. Operacionalização de goniômetros Goniometria

8.

MEDIDAS DE ORIENTAÇÃO 7.1. Introdução 7.2. A linha meridiana 7.3. Declinação magnética 7.4. Rumos e azimutes 7.4.1. Cálculo do azimute magnético LEVANTAMENTO PLANIMÉTRICO E LOCAÇÃO 8.1. Introdução 8.2. Fases do levantamento topográfico 8.3. Levantamento por triangulação à trena 8.4. Levantamento por poligonação 8.4.1. Poligonal aberta 8.4.2. Poligonal fechada na mesma base 8.4.3. Poligonal fechada em base diferente ou enquadra 8.5. Levantamento por irradiação 8.6. Levantamento por interseção a vante 8.7. Levantamento por interseção a ré 8.8. Locação 8.8.1. Locação de residências CÁLCULO DE ÁREA 9.1. Introdução 9.2. Processo geométrico 9.3. Processo analítico 9.4. Processo mecânico 9.4.1 Constituição dos planímetros 9.4.2 Operacionalização

9.

10. LEVANTAMENTO ALTIMÉTRICO 10.1. Introdução 10.2. Referência de nível 10.3. Nivelamento 10.4. Métodos gerais de nivelamento 10.4.1. Nivelamento geométrico simples 10.4.2. Nivelamento geométrico composto 10.4.3. Nivelamento taqueométrico 10.4.4. Nivelamento trigonométrico 10.5. Plano cotado 11. LEVANTAMENTO PLANIALTIMÉTRICO 11.1. Introdução 11.2. Conceito 11.3. Formas de representação 11.3.1. Perfis topográficos 11.3.2. Curvas de nível 11.3.3. Relevo sombreado 11.3.4. Cores hipsométricas

4.Alagoas 4 184 184 187 191 11.Ivancildo F. Levantamento por quadriculação 11.4.1.2. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .4. Levantamento por irradiação . Levantamento por seções transversais 11. Métodos de levantamento de curvas de nível 11.3.4.

direta ou indiretamente. Os habilitados com o curso completo da academia ou escola de Marinha da Côrte. E os que tiverem sido empregados pelo governo até esta data. Os pilotos de carta pela mesma academia ou escola. por exemplo: como orientar os deslocamentos? Como levantar terrenos? Como demarcá-los e desenhá-los? Como medir áreas? E os instrumentos. Em função da grandiosidade dos campos de aplicação (atualmente).198. Introdução Mesmo considerando todos os avanços tecnológicos que hoje vivenciamos. nasceu uma grande ciência a qual foi denominada Agrimensura. desde o começo dos dias. as primeiras normas para a nomeação de agrimensores se deram a partir do decreto Nº 3. 1. nas margens do rio Nilo. Podemos. já justifica a necessidade de se conhecer. aperfeiçoando-se e diversificando-se. auxiliam as operações topográficas. especificamente. Os agrimensores habilitados com títulos na forma destas instruções.Ivancildo F. como agrimensores. de 1863. que hoje é possível conhecer tão bem. divisas estas destruídas pelas grandes enchentes do Nilo. daquele mesmo ano. intuir de que maneira surgiu no homem a necessidade de conhecer o mundo (sua forma e dimensões) que ele habitava. Agrimensura A agrimensura teve suas raízes no antigo Egito. . de alguma forma. Este capítulo versará. sobre os campos de aplicação dessas ciências.2. só poderiam ser empregados como agrimensores: Os engenheiros com carta passada pelas escolas nacionais. eram os seguintes os conhecimentos exigidos dos candidatos à carta de agrimensor: Matemática elementar. que é o objetivo deste curso. costuma-se dividi-la segundo a aplicabilidade. as características físicas do mundo. em Geodésia e Topografia. para demarcação de terras. O simples deslocamento de um ponto a outro na superfície de nosso planeta. restituíam as divisas entre os proprietários.1. foram se difundindo. à época. No Brasil. Após as cheias os medidores de terra conhecidos. No decorrer dos tempos as técnicas utilizadas pelos antigos egípcios. Segundo a portaria Nº 555. é possível entender a condição de perplexidade de nossos ancestrais. É fácil imaginarmos alguns questionamentos que surgiram nas metas de nossos ancestrais. diante da complexidade do mundo a sua volta. FUNDAMENTOS DA TOPOGRAFIA 1. também. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . como construí-los? Diante da necessidade de estudos e invenções. enfocando as „ferramentas‟ que. Naquela época. como.Alagoas 5 1.

dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . e após seu início vai monitorar seu andamento e procurar mapear determinados problemas que aparecerão em seu decurso. entre outros e. 1. a referência geométrica para as demais geociências como os Sistemas de Informação Territoriais. Foi usado.3. elétrica ou de transportes.322 a. Trabalhos geodésicos. Planejamento e implantação de loteamentos. a Geodésia fornece. Perícia judicial. de infra-estrutura hidráulica. Geodésia O termo Geodésia provém do termo grego daiein e significa divisão de terra. Além disso. analisa o ambiente e define os espaços físicos onde vai ser feita determinada obra. Ela é. o planejamento. também. é a Engenharia de Agrimensura se encarrega de formar profissionais para atuarem preparando áreas para obras urbanas. .C. os cadastros. tais como: Levantamento planialtimétrico. Portos e aeroportos. um ramo das Geociências e uma Engenharia. Prática do uso dos instrumentos e trabalhos de campo. marítima e rodoviária.Ivancildo F. com as suas teorias e seus resultados de medição e cálculo. pela primeira vez. Noções de astronomia. Topografia. Obras de infra-estrutura urbana. Desenho linear. Levantamento cadastral. que tem por finalidade a determinação da forma da terra e o levantamento de glebas tão grandes (com as suas feições naturais e artificiais) que não permitem o desprezo da curvatura da terra. por Aristóteles (384 . Atualmente. Estradas. Demarcações e divisas de terras. com base em dados obtidos por meio de levantamentos em solo ou por fotografias aéreas.Alagoas 6 Metrologia. É o engenheiro agrimensor que. Fundações.). ao mesmo tempo. inclusivamente para aplicações militares e programas espaciais. Planejamento. o ato de dividir a terra entre proprietários. e pode significar tanto divisões geográficas da terra como. A agrimensura atua nas diversas ramificações da engenharia. Pontes. Demarcações de movimento de terras. as engenharias de construção. a navegação aérea. satélites e aparelhos de sistema de posicionamento global.

cuja direção do campo de gravidade seja idêntica à direção da vertical do lugar (as superfícies perpendiculares a estas direções são equipotenciais. livre de hipóteses.Alagoas 7 1. média e baixa precisão. e manutenção do Sistema Geodésico Brasileiro . implantação. precisa-se em primeiro lugar de medições gravimétricas . e uma destas chama-se geóide) em qualquer ponto.Ivancildo F.1. Na prática. por cerca de 70000 estações geodésicas implantadas pelo IBGE em todo o território nacional. a rede é desdobrada (decomposta) para redes de menores precisões (segunda e terceira ordem). que a definição.além de medições astronômicas. básicos para amarração e controle de trabalhos geodésicos e cartográficos) desenvolvidos segundo especificações internacionais. são marcados pontos de uma . através de estações geodésicas distribuídas adequadamente pelo país. triangulações. assim como o estabelecimento das especificações e normas gerais para levantamentos geodésicos. Para tanto. constitui-se na infra-estrutura de referência a partir da qual os novos posicionamentos são efetuados. A materialização desse sistema. Levantamento Geodésico de alta precisão ou superior Dirigido ao atendimento de programas internacionais de cunho meramente científico. Conquanto. Vale salientar. para fins de determinações planimétricas. no Brasil. A observação e descrição do 'campo de gravidade' e sua variação temporal (produzida pela rotação e pelas massas terrestres. O SGB é constituído. Classificação dos levantamentos geodésicos Costuma-se dividir os trabalhos geodésicos de acordo com as suas finalidades. onde.3. da lua e dos outros planetas). pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. atualmente. atualmente.SGB é gerida. será possível se for conhecido o campo de gravidade dentro de um sistema de coordenadas. trata de determinar e representar a figura da terra em termos globais. de tal modo que podem ser classificados em três tipos: de alta. nivelamentos geométricos e trigonométricos e observações de satélites. é considerado o problema de maior interesse na Geodésia superior no estudo da forma e dimensões da terra. o problema da determinação de uma figura terrestre. e a Sistemas Geodésicos Nacionais. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Deste modo. para uma determinação do geóide. utiliza-se de pontos de amarração de 1º ordem (pontos que constituem um sistema de referência mundial. como também das massas do sol. Estas estão divididas em sistemas ou redes de referência planimétrica. altimétrica e gravimétrica: Rede de referência planimétrica com latitude e longitude de alta precisão A maior parte das medições geodésicas aplica-se na superfície terrestre (veja Anexo 1). porque altera a direção da força de gravidade num ponto.

determinam-se novos pontos. costuma-se definir um elipsóide de revolução ou de referência. Os pontos de interseção são denominados vértices de triangulação.Alagoas 8 rede de triangulação.Ivancildo F. Dentre os levantamentos geodésicos planimétricos destacam-se a triangulação. N b) A trilateração – método semelhante à triangulação e. que matematicamente deve ser bem definida. trilateração e poligonação: a) A triangulação – consiste na obtenção de figuras geométricas a partir de triângulos formados através da medição dos ângulos subtendidos por cada vértice. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . hoje para o globo inteiro. sendo que o levantamento será efetuado através da medição dos lados. como aquele. depois para os continentes. N c) A poligonação – é o encadeamento de distâncias e ângulos medidos entre pontos adjacentes formando linhas poligonais ou polígonos. Com os métodos exatos da Geodésia projetam-se estes pontos numa superfície geométrica. N . até chegar a um vértice de pontos conhecidos. É o mais antigo e utilizado processo de levantamento planimétrico da geodésia. baseia-se em propriedades geométricas a partir de triângulos superpostos. Partindo de uma linha formada por dois vértices conhecidos (coordenadas). Para esse fim. Existe uma série de elipsóides que antes foram definidos para as necessidades de apenas um país.

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Rede de referência altimétrica com altitudes de alta precisão Além do sistema de referência planimétrica (rede de triangulação e o elipsóide de rotação), existe um segundo sistema de referência: o sistema de superfícies equipotenciais e linhas verticais para as medições altimétricas (veja Anexo 2). Segundo a definição geodésica, a altura de um ponto „P‟ é o comprimento da linha vertical entre esse ponto e o geóide (altitude ortométrica „H‟). Também se pode descrever a altura do ponto „P’ como a diferença de potencial entre o geóide e uma superfície equipotencial (um elipsóide) que contém o ponto P (cota elipsoidal „h‟). Cotas elipsoidais têm a vantagem, comparando-as com alturas ortométricas, de poderem ser determinadas com alta precisão sem conhecimentos da forma do geóide. Por esta razão, nos projetos de nivelamento de grandes áreas, como continentes, costuma-se usar cotas elipsoidais. No caso de ter uma quantidade suficiente, tanto de pontos planimétricos, como altimétricos, pode-se determinar o geóide local daquela área.

Elipsóide h Geóide H

Dentre os levantamentos geodésicos altimétricos, destacam-se os nivelamentos geométricos, trigonométricos e barométricos. Este, utilizado apenas em regiões onde é impossível o uso dos os outros dois, ou quando se queira maior rapidez no levantamento. Não obstante, todos desenvolvidos na forma de circuitos, servindo por ramais às cidades, vilas e povoados às margens das mesmas e distantes até 20Km.

Rede de referência gravimétrica À semelhança das redes planimétricas e altimétricas (veja Anexo 3), a rede gravimétrica é desdobrada em: alta precisão, média precisão e para fins topográficos. Matematicamente, os levantamentos dessa rede são similares ao nivelamento geométrico, medindo-se diferenças de aceleração da gravidade entre pontos sucessivos.

Levantamento Geodésico de média precisão ou nacional Os levantamentos de média precisão se destinam a densificação do Sistema Geodésico Nacional, a partir da decomposição de sua rede em redes de 2º e 3º ordem. Estas são dirigidas às áreas remotas ou aquelas em que não se justificam investimentos

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imediatos, à medida que os levantamentos de 2º ordem aplicam-se às regiões sócioeconômicas mais desenvolvidas.

Levantamento Geodésico prático ou para fins topográficos Destinado ao atendimento dos levantamentos e representações de partes menores da terra onde a superfície pode ser considerada plana. Na verdade, a Geodésia prática proporciona à topografia uma rede de pontos os quais irão apoiar os seus levantamentos topográficos.

1.4. Topografia É a representação gráfica o mais detalhada possível, de uma parte da superfície da terra. Essa representação gráfica é feita sobre uma superfície plana hipotética chamada PLANO TOPOGRÁFICO perpendicular à direção do fio de prumo em um determinado ponto da superfície da terra. No entanto, a hipótese do plano topográfico exige restrição quanto ao raio de área a ser levantada, visto que as medidas topográficas são feitas considerando a terra plana. Nestas condições, erros planimétricos e altimétricos, provenientes da curvatura da terra, devem ser avaliados. As restrições nos levantamentos quanto à hipótese do plano topográfico serão abordadas no capítulo seguinte.

1.4.1. Métodos de levantamentos topográficos No que diz respeito aos métodos de levantamentos topográficos costuma-se dividi-los em apenas duas categorias: planimétrico e altimétrico. Levantamento planimétrico Merecem destaque a triangulação, poligonação, irradiação, interseção e outros. Levantamento gravimétrico Merecem destaque os nivelamentos geométricos, trigonométricos e taqueométricos. Esses métodos serão analisados detalhadamente nos capítulos seguintes.

1.5. Distinção entre Topografia e Geodésia Como se pôde observar, apesar da Topografia e Geodésia terem os mesmos objetivos, e utilizarem métodos e instrumentos semelhantes para o mapeamento da superfície terrestre, esta se ocupa dos processos de medida e representação cartográfica de grandes porções desta superfície, de acordo com a consideração sobre as

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deformações devido à esfericidade da terra (trigonometria esférica); a Topografia se ocupa da representação de uma pequena porção da superfície da terra, por uma projeção ortogonal de todos os detalhes da configuração do solo (trigonometria plana). Portanto, a Geodésia abrange o todo, ao passo que a Topografia se ocupa de detalhes, de forma que elas se completam para a harmonia do conjunto, do qual resultam cartas geográficas ou plantas topográficas. A aplicação da Geodésia nos levantamentos topográficos é justificada quando da necessidade de controle sobre a locação de pontos básicos no terreno, de modo a evitar o acúmulo de erros na operação do levantamento. Salienta-se que a Geodésia tem vários campos de aplicação que se confundem com a topografia: Mapas: na distribuição de pontos de controle (horizontais e verticais) para a confecção de cartas topográficas; Planejamento urbano: o desenvolvimento urbano (localização, utilização de vias, etc.) deve ser definido e localizado. Necessita-se, desta feita, de pontos de controle geodésicos; Demarcação de limites: a definição rigorosa de limites internacionais, interestaduais e intermunicipais é de fundamental importância para os projetos de cada região. Ênfase tem sido dada na precisão em oleoduto e gasoduto; Cadastro: o estabelecimento de um banco de dados que integre um sistema de informações de uso do solo, transporte, título de terra, assentamento, etc., deve estar baseado em mapas de localização definidos em termos de coordenadas referenciadas a uma rede geodésica;

controle e locação de projetos de engenharia. Em função da área a ser atendida. Elaboração de cartas gerais. no máximo 5 km.concar. Conforme as aplicações. pequenas obras locais. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .Ivancildo F.000 Dirigido ao atendimento dos levantamentos no horizonte topográfico. constituindo o sistema único de referência.000 Melhor que 1:50. tendo a configuração adaptada aos aspectos da urbanização. Em função da área a ser atendida. Finalidade Exatidão Desenvolvi mento Dirigido ao atendimento de programas internacionais. Nas áreas metropolitanas o espaçamento das estações deverá ser limitado a 5 km. http://www.000 após o ajusta-mento. mas devendo ser o erro padrão relativo de quaisquer duas estações melhor que 1:500. Sua realização deverá se dar sem prejuízo do fundamental.doc .000 Exemplos de utilização Pesquisas sobre a deriva continental. sempre. elaboração de cartas gerais. Elaboração de cartas gerais. acordadas caso a caso. sendo julgada caso a caso. segundo normas específicas.gov. Elaboração de cartas gerais. prevalecendo os critérios de exatidão sobre as simplificações para a figura da Terra.000 Melhor que 1:5. de cunho científico. Em função dos objetivos específicos a serem atingidos. Melhor que 1:100. com estações espaçadas de 10 a 20 km. apoio e controle das obras de engenharia e estudos científicos em geral. de acordo com as finalidades de cada projeto. em função da inexistência ou impossibilidade de se desenvolver levantamentos geodésicos de alta precisão. controle e locação de obras de engenharia. desenvolvido segundo especificações internacionais. existe uma valorização elevada do solo. Nas áreas metropolitanas o espaçamento será função das características do processo de urbanização. com estações afastadas entre 5 a 10 km.5 a 2 km. com estações afastadas de. Pontos básicos para amarrações e controle de trabalhos geodésicos e cartográficos. que terá precedência de utilização. estudos e definição dos parâmetros para Sistemas Geodésicos. em conseqüência. com estações espaçadas de 10 a 20 km. Arcos de meridianos e paralelos espaçados de 1a estações com espaçamento desejável de 15 km e no máximo de 25 km. Levantamentos e parcelamentos de áreas de pequeno valor. A estrutura será desenvolvida caso a caso. conexões de Sistemas Geodésicos.Alagoas 12 LEVANTAMENTOS GEODÉSICOS – PLANIMETRIA DE ALTA PRECISÃO ÂMBITO NACIONAL Científico Fundamental (ou de 1º ordem) DE PRECISÃO PARA FINS ÂMBITO REGIONAL TOPOGRÁFICOS Para áreas mais Para áreas Local desenvolvidas menos (ou de 2º ordem) desenvolvidas (ou de 3º ordem) Dirigido ao atendimento das necessidades de uma região onde se desenvolvem atividades humanas intensas e.ibge. Nas áreas metropolitanas o espaçamento das estações deverá ser de 0. Nas áreas metropolitanas o espaçamento das estações deverá ser de até 5 km. Dirigido às áreas remotas ou àquelas em que não se justifiquem investimentos imediatos e.br/files/quadro1. Melhor que 1:20.

com estações materializadas e espaçadas de. 1 km.Ivancildo F. http://www. afastadas de no máximo 3 km. em função dos objetivos a serem atingidos pelos trabalhos. que terá precedência de utilização. Conforme as aplicações. com estações espaçadas de. existe uma valorização elevada do solo. Sua realização deverá se dar sem prejuízo do fundamental. Em circuitos com até 400km de perímetro e estações materializadas. em função da urbanização. prevalecendo os critérios de exatidão sobre as simplificações para a figura da Terra. Dirigido às áreas remotas ou àquelas em que não se justifiquem investimentos imediatos e. 3 km. em conseqüência.Alagoas 13 LEVANTAMENTOS GEODÉSICOS – ALTIMETRIA DE ALTA PRECISÃO ÂMBITO NACIONAL Científico Fundamental (ou de 1º ordem) DE PRECISÃO PARA FINS ÂMBITO REGIONAL TOPOGRÁFICOS Para áreas mais Para áreas Local desenvolvidas menos (ou de 2º ordem) desenvolvidas (ou de 3º ordem) Dirigido ao atendimento das necessidades de uma região onde se desenvolvem atividades humanas intensas e. Em circuitos ou linhas. acordadas caso a caso. preferencialmente. Em circuitos ou linhas. afastadas de no máximo 3 km.ibge. em função da inexistência ou impossibilidade de se desenvolver levantamentos geodésicos de alta precisão.doc . em função da área a ser atendida. desenvolvido segundo especificações internacionais. mas devendo o erro padrão ser inferior a 2mm para cada duas RN após o ajustamento. elaboração de cartas gerais. determinação de valores geopotenciais. estudos e definição de parâmetros para os Sistemas Geodésicos. estudos de drenagem e gradientes em áreas de topografia movimentada. apoio e controle das obras de engenharia e estudos científicos em geral. Elaboração de cartas gerais. constituindo o sistema único de referência.gov.concar. Nas áreas metropolitanas dar-se-á preferência ao desenvolvimento em circuitos. Basicamente em circuitos e acompanhada de medições gravimétricas (nivelamento geopotencial). conexões de Sistemas Geodésicos. Nas áreas metropolitanas dar-se-á preferência ao desenvolvimento em circuitos. Elaboração de cartas gerais. controle de obras de engenharia. preferencialmente. Finalidade Exatidão Desenvolvi mento Dirigido ao atendimento de programas internacionais. no máximo. sempre. segundo normas específicas. Elaboração de cartas gerais. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . 1 km. peque-nas obras. de cunho científico. A estrutura será desenvolvida caso a caso de acordo com as finalidades de cada projeto. Melhor que 2mm Melhor que 3mm Melhor que 6mm Exemplos de utilização Avaliação de movimentos da crosta terrestre. com estações materializadas e afastadas de.br/files/quadro1. Pontos básicos para amarrações e controle de trabalhos geodésicos e cartográficos. controle de obras de engenharia. Levantamentos e parcelamentos de áreas de pequeno valor. sendo julgada caso a caso. Em circuitos com até 200km de perímetro e estações materializadas. Melhor que 4mm Dirigido ao atendimento dos levantamentos no horizonte topográfico.

doc .br/files/quadro1.1 mgal Melhor que 0. que terá procedência de utilização. DE PRECISÃO ÂMBITO REGIONAL Regional (ou de 2º ordem) Dirigido ao desdobramento do fundamental. Estudos do campo gravitacional e estrutura da crosta terrestre. pesquisa de geondulações e desvio da vertical. http://www. com as estações estabelecidas nos levantamentos altimétricos de alta precisão e de precisão.concar. constituindo o sistema único de referência ao IGSN71.ibge. Em circuitos com estações Função dos objetivos espaçadas de até 30 km. A estrutura será desenvolvida caso a caso. visando facilitar os trabalhos de detalhamento do campo gravitacional. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . de cunho científico.Ivancildo F. estudos de movimentos da crosta. ou acesso para as medições com tempo inferior a 48 horas. prospecção mineralógica. Conforme as aplicações. prospecção mineralógica.3 mgal Desenvolvi mento Exemplos de utilização Conexão de estações absolutas da rede mundial e estudos de escala nos levantamentos geométricos. mas devendo ser o erro padrão melhor que 0. acordadas caso a caso. PARA FINS DE DETALHAMENTO Local Dirigido ao detalhamento do campo gravitacional. segundo normas específicas. Sua realização deverá se dar sem prejuízo do fundamental. Serão coincidentes preferencialmente.Alagoas 14 LEVANTAMENTOS GEODÉSICOS (GRAVIMETRIA) DE ALTA PRECISÃO ÂMBITO NACIONAL Científico Finalidade Dirigido ao atendimento de programas internacionais. para qualquer estação após o ajustamento. Estudos do campo gravitacional e estrutura da crosta terrestre. Estudos do campo gravitacional e estrutura da crosta terrestre. sendo julgada caso a caso. determinação dos parâmetros definidores de um sistema Geodésico. Exatidão Melhor que 0.05 mgal.gov. de acordo com as finalidades de cada projeto. com específicos de cada projeto. acesso para as medições com tempo inferior a 72 horas. Fundamental (ou de 1º ordem) Pontos básicos para amarrações e controle de trabalhos geodésicos e geofísicos. As observações serão ajustadas a IGSN-71 e as estações deverão coincidir com as Referências de Nível decorrentes dos levantamentos altimétricos de alta precisão e de precisão.05 mgal Melhor que 0. implantados segundo especificações internacionais. Em circuitos com estações espaçadas de até 100 km. estudos de movimentos da crosta. prospecção mineralógica.

ISSAC NEWTON (1642 a 1727) Estudos sobre a gravitação. CARL FRIEDERICH GAUSS (1777 a 1855) Introduziu a forma de planeta como um „Geóide‟ que corresponde à superfície do nível médio do mar homogêneo (ausência de correntes. quando folheamos cronologicamente o período histórico desde os mais longínquos tempos. Essas referências podem ser encontradas. .) Calculou o raio da Terra e o meridiano terrestre. A superfície da terra sofre freqüentes alterações devido à natureza e à ação do homem. Essa superfície se deve. Todavia. às forças de atração da gravidade e centrífuga (rotação da terra). variação de densidade da água. a Terra se assemelharia a um elipsóide de revolução.6. Muitas foram as interpretações e conceitos desenvolvidos para definir qual seria a forma da terra. Várias expedições foram organizadas desde 1737 sob os auspícios da Academia de Ciências de Paris que conduziram a evidências que a razão estava com Newton.Ivancildo F. a forma geoidal se torna complexa. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .) supostamente prolongado por sob continentes.Alagoas 15 1.C. não serve para definir forma sistemática da terra. devido às irregularidades de distribuição das massas da terra. o eixo menor deste coincidindo com o eixo de rotação da Terra. Formas e dimensões da terra O nosso planeta (forma e dimensões) é um tema que vem sendo pesquisado ao longo dos anos em várias partes do mundo. portanto. devendo a força da gravidade decrescer dos pólos para o equador. Erastótenes cometeu um erro inferior a 2%. considerando a Terra achatada nos pólos. Nesse modelo a superfície da terra tem a forma aproximada de um esferóide com achatamento nos Pólos. senão vejamos: ERASTÓTENES (276 a 175 a. ventos. JOÃO PICARD (1620 a 1682) Introduziu várias melhorias nos instrumentos de medidas angulares e escreveu novas medidas da Terra. A fim de simplificar o cálculo de coordenadas da superfície terrestre foram adotadas algumas referências (superfícies) matemáticas simples. e à variação da gravidade nos diversos pontos. etc. principalmente. Considerando os valores atuais dos raios terrestres.

prédios. sendo utilizado o termo Geodésia quando se fala de áreas maiores. se partimos de obras de menor vulto: construção civil (casas. através de plantas representa o relevo do solo com todas as suas elevações e depressões. No entanto.1.2.. telecomunicações. mesmo que se trate de detalhes. Atua muitas vezes como atividade fim e atividade meio em qualquer trabalho de planejamento. O termo só se aplica a áreas relativamente pequenas. eletrotécnica em industria (linhas de eletrificação. 2.. naturais ou artificiais é que denominamos de planta topográfica. reflorestamento.Alagoas 16 2.Ivancildo F...3. A hipótese do Plano Topográfico A projeção ortogonal. impõese um prévio levantamento topográfico do lugar onde a mesma deverá ser implantada. rodovias. agricultura (cadastro de áreas cultivadas. pontes.. portanto. até obras de maior vulto: barragens. TOPOGRAFIA 2.). impõe-se a locação. irrigação..4. a qual conhecemos como Plano Topográfico. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Portanto. etc. esta projeção se faz sobre uma superfície de nível (hipotética). se dispusermos do planejamento. visto que as medidas topográficas são realizadas sobre uma . Conceito A palavra “Topografia” provém do grego Topos (lugar) e Graphein (descrever) e significa descrição exata e minuciosa de um lugar... a hipótese do plano topográfico exige restrições quanto ao raio de área a ser levantada. etc. Esta superfície é perpendicular à vertical do lugar em um determinado ponto da superfície da terra... È.). Pelo fato de que as obras de engenharia são executadas sobre o terreno. Por outro lado. que a topografia encaixa-se dentro de qualquer atividade de um profissional da área de engenharia. drenagens.. uma ciência que estuda a representação detalhada de um trecho da superfície da terra.). Conforme visto no capítulo anterior. desconsiderando a curvatura resultante da esfericidade da terra. etc. subestações de distribuição de energia. podemos afirmar sem exageros. estando presente também a topografia. 2. de todos os detalhes da configuração do solo. dimensão e posição relativa de uma porção limitada da superfície da terra. Importância È a topografia que.. etc. contribuindo com os métodos e instrumentos de precisão que permitem o adequado conhecimento do terreno. Finalidade Determinar o contorno. 2. e a correta implantação da obra.

e os dados coletados são projetados sobre uma superfície plana (Plano Topográfico). cometendo assim um erro. denominado de erro de esfericidade (veja figura a seguir).000. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Por outro lado. por exemplo. Para tanto.1mm (visível ao olho „nu‟). conforme mostra na figura. rodovias e estradas de ferro. Nestas condições.Ivancildo F. deve-se avaliar a extensão dos levantamentos planimétricos e altimétricos.Alagoas 17 superfície curva (superfície da terra).370Km. as operações topográficas não estão sujeitas a limites. Neste limite „∆D‟ alcança valores de 100cm. e que o erro gráfico ∆D cometido a partir do levantamento topográfico não ultrapasse este limite de finura. cujo módulo de escala é 1/10. para estudos e projetos de distribuição de energia. a seguir: ∆D D Superfície física d Superfície Geoidal Raio da terra Plano Topográfico A hipótese admite que o limite da finura do traço no desenho seja igual 0. Na verdade. a não ser a superfície geoidal (apresentada como a superfície teórica ou ideal que mais se aproxima da forma real da terra) utilizada na análise do erro planimétrico. sabemos que não existe uma figura matemática que represente fielmente a superfície física da terra. O erro planimétrico A adoção da hipótese do Plano Topográfico implica na substituição do arco „d‟ (raio de uma área circular) pela tangente „D‟. e o raio médio da terra de 6. desde que seja considerada uma . as condições supracitadas devem atender ao limite para representação gráfica em topografia. o que se pretende é que o erro planimétrico „∆D‟ cometido por conta do caminhamento „d‟ seja absorvido no desenho topográfico. Havendo a necessidade do levantamento de uma faixa estreita de terra. As deduções revelam que o raio da área a ser levantada „d‟ não deve exceder de 30 a 50 Km.

A planta resultará numa série de rebatimentos sobre um plano horizontal de projeção. Por outro lado. e o raio visual cai de „ab‟ para „af‟ (veja a figura abaixo. Nestas condições. que utiliza também a figura do geóide). já considerando o efeito positivo da refração atmosférica. pode-se afirmar que a hipótese do Plano Topográfico é satisfatória simultaneamente às medidas horizontais e verticais. O erro altimétrico Conhecido por efeito C & R. O erro altimétrico causado pelo efeito da curvatura da terra é a linha „cb‟. pela soma algébrica de influências da curvatura da terra e da refração atmosférica. topologia e fotogrametria: .5.000. o erro altimétrico gera uma linha com a curvatura voltada para o centro da terra.6Km. quando aplicada até distâncias de 3. as deduções indicam que o erro altimétrico seria muito elevado 168.Alagoas 18 série de planos tangentes. o mesmo não acontece na representação altimétrica. estabelecem que a distância topográfica „d‟ não deve exceder os 3.Ivancildo F. outras deduções que descartam os efeitos C & R. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . 2. Divisões Definido o campo que limita as operações topográficas em extensão. D Superfície física a d Superfície Geoidal Raio da terra f b Plano Topográfico c Se considerarmos a mesma distância dos 50 Km para „d‟. a topografia pode ser dividida em topometria. que se pudemos substituir a superfície geoidal por um Plano Topográfico na representação planimétrica. No entanto.6Km entre dois pontos subseqüentes de um levantamento. a refração atmosférica „R‟ (fenômeno natural que faz com que uma linha vista vá caindo gradualmente à medida que aumenta a distância topográfica) diminui o efeito da curvatura em 14%. e que seguem o limite de representação gráfica em topografia M = 10.7m. Isto significa dizer.

onde os ângulos e distâncias são obtidos por instrumentos topográficos. As angulares são os ângulos horizontais e verticais. baseadas na geometria aplicada. A topometria se divide em: Planimetria Altimetria Que utilizam para o seu desenvolvimento. como ciências auxiliares a: Taqueometria Trigonometria Planimetria Consiste na obtenção de ângulos e distâncias horizontais. não só para a representação em projeção horizontal dos lados e contorno perimetral do terreno. receptores de satélite. estações totais. Entende-se por base produtiva as dimensões que são aproveitadas na prática. É o que acontece com as edificações. Os trabalhos provenientes da planimetria dão origem às plantas planimétricas.Alagoas 19 2. para o cálculo e traçado da planta topográfica.5.1. as distâncias inclinadas são reduzidas às dimensões de suas bases produtivas. As grandezas lineares são as distâncias horizontais e diferenças de nível. Para efeito de representação planimétrica ou avaliação de área. como também para a representação dos detalhes existentes (não levando em consideração o relevo). dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . a obtenção das medições compreende um conjunto de processos de medidas. Obtenção de distância horizontal: . trenas. Topometria Trata de medidas das grandezas lineares e angulares que definem a posição dos pontos topográficos. Para tanto. tais como teodolitos. tanto nos planos horizontais e/ou verticais. pois exigem o aplainamento dos terrenos para que possam ser construídas. níveis.Ivancildo F.

dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . isoladamente. referidos a um plano horizontal de comparação (plano topográfico). Obtenção de distâncias verticais: .Ivancildo F. através da obtenção de distâncias verticais. de um certo número de pontos do terreno. só dá origem a perfis. A altimetria.Alagoas 20 DH Obtenção de ângulo horizontal: Obtenção de azimutes: ☼sol Altimetria Consiste na obtenção de ângulos verticais e distâncias verticais. ou alturas. O trabalho de planimetria juntado ao de altimetria dá origem à planta planialtimétrica.

Os aparelhos usados na taqueometria são chamados taqueômetros. o levantamento de pontos do terreno. porque o campo ótico de suas lunetas é dotado de fios estadimétricos. por exemplo: morros. já que os levantamentos são realizados com maior rapidez e economia. A sua principal aplicação é em terrenos altamente acidentados. montanhas. dando origem às plantas cotadas ou com curvas de nível. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . sobre o qual oferece reais vantagens em relação aos métodos topométricos. também. Fios horizontais superior e inferior – fios de referência para as leituras estadimétricas. etc. não retângulos. taqueometria é a parte da topografia que trata da medida indireta de distância horizontal e vertical. vales.Alagoas 21 Taqueometria A Taqueometria tem por finalidade o levantamento de pontos do terreno. As suas principais aplicações se assemelham. dando origem às plantas cotadas ou com curvas de nível.Ivancildo F. que discutiremos adiante. Fio vertical Fio superior Fio médio Fio inferior Trigonometria A Trigonometria tem por finalidade. Fio médio – fio de referência para as medidas de ângulos verticias. O campo ótico do taqueômetro possui. assim como a taqueometria. . Fio vertical – fio de referência para as medidas de ângulos horizontais. as da taqueometria. só que pela resolução de triângulos quaisquer. pela resolução de triângulos retângulos. Ademais..

5. Tem como objetivo realizar medições sobre fotografias para a elaboração de cartas topográficas planialtimétricas. planejamento e desenvolvimento rural e urbano. tem por objetivo de estudo a conformação e representação de terrenos. foto-índice e mosaicos.5. complemento indispensável à Topometria. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . temáticos (solos. De acordo com o tipo e a posição espacial da câmara. ▪ Aérea – utiliza-se de fotografias obtidas de estações móveis no espaço (avião ou balão). 2. a fotogrametria pode ser classificada em: ▪ Terrestre – utiliza-se de fotografias obtidas de estações fixas sobre a superfície do terreno. Este tipo de fotogrametria pode ser útil para fins topográficos (mapeamento de regiões de difícil acesso) e não topográficas (engenharia de tráfego). A principal aplicação da Topologia dá-se na representação cartográfica do terreno pelas curvas de nível. Curvas de nível são interseções obtidas por planos eqüidistantes. ▪ Espacial – utiliza-se de fotografias obtidas de estações móveis fora da atmosfera da terra. . paralelos com o terreno a representar.Ivancildo F. vegetação). Algumas aplicações: ▪ Mapas topográficos. tamanho e posição de um terreno extenso. ferroviários. e segundo a sua finalidade. Fotogrametria Compreende o estudo indireto de medição de forma.3. através de medições e interpretações de imagens fotográficas terrestres ou aéreas. suas modificações através dos tempos e as leis que as regem. As medições obtidas de distância horizontal e vertical são indiretas. de controle à erosão e às cheias. e projetos ambientais. ▪ Projetos rodoviários. 2.Topologia A Topologia. pode ser usado na trigonometria.2.Alagoas 22 Qualquer goniômetro que permita medir ângulos verticais. obras de arte especiais.

é necessário que se tenha um par de fotos de uma mesma cena ou região.Alagoas 23 Como obter uma visão estereoscópica: Estereoscopia é um fenômeno natural que ocorre quando se observam duas imagens fotográficas de uma mesma cena. Visão estereoscópica é a sensação de profundidade que pode ser obtida através de processo estereoscópico. ▪ Eixos óticos paralelos – observa-se a foto da direita com o olho direito e a foto da esquerda com o olho esquerdo. as fotos é que são impressas em filmes coloridos e superpostas com um pequeno deslocamento.Ivancildo F. tomadas de pontos distintos. Para fazer a observação. ainda. são utilizados óculos de lentes nas cores contrárias às dos filmes adotados. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . e dispor de estereoscópio. tomadas de pontos distintos. capaz de fornecer uma sensação bastante precisa da profundidade. Para se obter uma visão 3D (terceira dimensão) através de fotografias. ▪ Eixos óticos convergentes – a observação da imagem se faz de maneira natural. porém. de eixos óticos cruzados. convergentes e paralelos: ▪ Eixos óticos cruzados – observa-se a foto da direita com o olho esquerdo e a foto da esquerda com o olho direito. O estereoscópio pode dispor. Exemplo de estereoscópio de eixos óticos paralelos: .

etc. Contudo. Estas anomalias têm provocado deslocamentos de pontos sobre a superfície da terra. ao conhecimento dos sistemas de referência existentes para “amarrar” os pontos sobre a superfície da terra. principalmente. vulcões. As preocupações da Topografia se resumem. ANAXÁGORAS (500 428 a. placas tectônicas. Introdução O nosso planeta. maior que o Peloponeso (península do sul da Grécia) e que a lua é feita de terra e não de luz própria. podemos enumerar algumas formas estudadas.Alagoas 24 3.) Calculou o raio da Terra e o meridiano terrestre. é um tema que vem sendo pesquisado ao longo da história da humanidade em várias partes do mundo.D. com as suas formas e dimensões.C. Formas e dimensões da terra Folheando cronologicamente as páginas da história. como representá-las matematicamente. para definir qual seria a melhor forma a adotar para a ele.1. relacionadas basicamente aos fenômenos naturais. ERASTÓTENES (276 a 175 a.C. Muitas foram as interpretações e conceitos desenvolvidos no passado. Hoje as preocupações se voltam. tão somente. . este capítulo fará um breve histórico sobre as formas historicamente adotadas para a terra. Considerando os valores atuais dos raios terrestres. que precisam ser atualizados. 3. que podem facilmente ser aplicados nos projetos topográficos. sobre a Geodésia. mas sim. Assim sendo. desertificações.Ivancildo F.) Afirmou que o sol é uma pedra incandescente. essa tarefa não recai sobre a Topografia. A TERRA E OS SISTEMAS DE REFERÊNCIA 3. para as anomalias que a superfície da terra vem sofrendo.2. Erastótenes cometeu um erro inferior a 2%. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . senão vejamos: HOMERO (S. no que diz respeito aos estudos sobre as formas e dimensões da superfície terrestre. desde os mais longínquos tempos. como terremotos.) Alguns dos escritos descrevem a terra como sendo um grande disco que flutuava sobre o oceano. e afunilará os conceitos para os sistemas de referência atualmente adotados pela Geodésia para localização de pontos sobre a superfície da terra. e o sol como sendo o coche em que os deuses efetuavam o seu passeio.

Alagoas 25 JOÃO PICARD (1620 a 1682) Introduziu várias melhorias nos instrumentos de medidas angulares e escreveu novas medidas da Terra. com precisão sempre crescente. destacam-se os resultados obtidos por Bessel (1841). e. às forças de atração da gravidade e centrífuga (rotação da terra).Ivancildo F. considerando a Terra achatada nos pólos. 3. Dentre muitos. os geofísicos resolveram adotar o elipsóide de revolução proposto por Newton. Clarke (1886) e Hayford (1909). ventos. principalmente. ISAAC NEWTON (1642 a 1727) Estudos sobre a gravitação. Os trabalhos geodésicos foram se multiplicando. a forma geoidal se torna complexa. o Sistema Geodésico Sul-Americano que adota para modelo geométrico da terra o elipsóide de . Em 1967. Os sistemas de referência Com o decorrer dos tempos. Em 1924. o eixo menor deste coincidindo com o eixo de rotação da Terra. Essa superfície se deve.3. e precisando buscar um modelo mais simples para representar o nosso planeta. Com base em trabalhos desta natureza. e à variação da gravidade nos diversos pontos. a mesma assembléia recomendou para a América do Sul. a Terra se assemelharia a um elipsóide de revolução. variação de densidade da água. resolveu adotar o elipsóide de Hayford como sendo o elipsóide de referência internacional. devido às irregularidades de distribuição das massas da terra. Várias expedições foram organizadas desde 1737 sob os auspícios da Academia de Ciências de Paris que conduziram a evidências que a razão estava com Newton. Todavia. foram sendo calculados os parâmetros do elipsóide ideal. a Assembléia Geral da Associação de Geodésia Internacional em Madrid. sendo medidos arcos de meridianos e paralelos em várias regiões do globo. CARL FRIEDERICH GAUSS (1777 a 1855) Introduziu a forma de planeta como um „Geóide‟ que corresponde à superfície do nível médio do mar homogêneo (ausência de correntes. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Nesse modelo a superfície da terra tem a forma aproximada de um esferóide com achatamento nos Pólos.) supostamente prolongado por sob continentes. adotando o elipsóide de revolução como sendo forma matemática da terra. devendo a força da gravidade decrescer dos pólos para o equador. etc.

A forma e tamanho de um elipsóide. tendo como referência o SGB. Espírito Santo. Até dezembro de 2006 foram estabelecidas 13 redes GPS estaduais (abrangendo 18 estados): São Paulo. Pretende-se.RBMC. Rio Grande do Sul. Pernambuco. Ceará. sendo utilizado como um sistema de referência para o cômputo ou correlação dos resultados de um levantamento. pois foi estabelecida em uma única campanha de medição contemplando os estados de Alagoas. Mato Grosso. Paraná.Ivancildo F. e faz parte do SGB. o qual conhecemos como Sul American Datum – SAD69. Acre e a rede Nordeste. o azimute orienta o sistema e a base fornece a escala. Imbituba: corresponde ao nível médio determinado por um marégrafo instalado em Imbituba (Estado de Santa Catarina) para referenciar a rede altimétrica nacional. Mato Grosso do Sul. Coordenada longitude: 48º06'07.05". tendo como referência a Rede Brasileira de Monitoramento Contínuo . Origem das altitudes (ou Datum altimétrico) Altura geoidal: 0 m. Rio de Janeiro. Bahia. define um sistema geodésico. existem as redes estaduais GPS que procuram georeferenciar todas as propriedades rurais existentes no país. coordenadas do vértice. à exceção do Estado do Amapá. uma base e um azimute. DATUM é o ponto de partida de uma rede geodésica. No caso do SAD69. Minas Gerais. É conhecido pelos parâmetros iniciais. ao estabelecê-las. que todas as Unidades da Federação possuam uma rede altamente precisa e conectada entre si. Santa Catarina.6527"S. Paraíba e Rio Grande do Norte. A implantação de uma rede geodésica estadual vem a colaborar na elaboração dos seguintes produtos e informações: . a qual é a principal estrutura geodésica no território nacional. Elas procuram suprir as demandas atuais da sociedade que são cada vez mais ampliadas devido à utilização das técnicas de posicionamento por satélites artificiais. Azimute geodésico para o vértice Uberaba 271º30'04. estaduais e municipais de forma a zelar pela integridade física do marco. A rede Nordeste foi um caso a parte. bem como sua posição relativa ao geóide.0639"W. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . que dispõe do Datum Porto de Santana. evitar abalos que possam interferir nas coordenadas do mesmo ou até mesmo a sua destruição. Sergipe. A localização de cada marco da rede é previamente escolhida juntamente com representantes de instituições federais. Coodenada latitude: 19º45'41.Alagoas 26 referência 1967. ele possui as seguintes características: Origem das coordenadas (ou Datum planimétrico) Estação: Vértice CHUÁ (Estado de Minas Gerais). Este modelo é o que mais se aproxima do geóide na região considerada. isto é. As coordenadas iniciais tem a finalidade de fixar o elipsóide em relação a terra. Conquanto.

o Universal Tranversa de Mercator – UTM. São chamados de paralelos. as cartas utilizadas em projetos de engenharia podem apresentar. áreas indígenas. este conjunto é chamado de rede. o meridiano de Greenwich é o meridiano principal. O ponto de partida para numeração dos meridianos é o meridiano que passa pelo Observatório de Greenwich. é necessária a implantação de pontos cujas coordenadas são determinadas por rastreamento de satélite usando a tecnologia GPS. constituindo as coordenadas geográficas. Demarcação de unidades estaduais. transmissão de energia. As localizações são feitas a partir dele que é o marco 0º (zero grau). áreas de proteção ambiental. para Norte e para Sul. contida em um plano perpendicular ao seu eixo de rotação. Partindo-se do Pólo Norte em direção ao Pólo Sul. Em regiões onde não há rede geodésica ou a rede existente está destruída.Alagoas 27 Confecção de mapas e cartas. existe um sistema de linhas imaginárias. pode-se construir uma infinidade de planos paralelos. cujo plano é perpendicular à linha dos pólos. uma linha imaginária que intercepta cada meridiano e que rodeia a Terra. Ademais. e partindo-se dele em direção ao Pólo Norte e Sul. Em uma carta topográfica. 3. cujas seções são círculos que progressivamente diminuem de tamanho. O Equador é um círculo máximo. Os meridianos são as linhas que passam através dos pólos e ao redor da Terra.4. construção de pontes. ou vice-versa. um outro sistema de projeção construído em coordenadas plano-retangulares. para corrigir distorções de formas de massa terrestre ocasionada pela projeção de uma área da superfície curva da terra em uma superfície plana. que são representadas em uma carta: os meridianos e paralelos. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . 3. Referência para obras de engenharia tais como: construção e pavimentação de rodovias e estradas. Regulamentação fundiária. É a partir do elipsóide de revolução.4. Coordenadas geográficas A superfície geometricamente definida que mais se aproxima da superfície física da terra é o elipsóide de revolução. para oeste e para leste. que se . e constitui a base da sua construção. Seu valor é de 0º. Portanto. Os sistemas de coordenadas Para que cada ponto seja localizado na superfície terrestre. de grande e média escala. viadutos e túneis. além do sistema que expressa as coordenadas geográficas (latitude e longitude). exatamente na metade do caminho.1. Estas coordenadas são usadas na maioria das cartas. Numeram-se os paralelos de 0º a 90º. abastecimento de água. O conjunto de meridianos e paralelos forma uma rede de linhas imaginárias ao redor do globo. unidades municipais. Dividindo-a em duas metades exatas. encontra-se o Equador. 180º. na Inglaterra.Ivancildo F.

minutos e segundos de arcos Norte ao Sul do Equador. . que é o centro da terra. indicada pela letra “S” 0º a – 90º no hemisfério sul. minutos e segundos de arco Leste ou Oeste do Meridiano de Greenwich. Variação: 0º a + 90º no hemisfério norte. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . O ângulo de latitude é determinado pelas linhas que vão do Equador e do paralelo no qual está o ponto a ser localizado.00"N Longitude (λ) Longitude de um ponto é a distância expressa em graus.Ivancildo F. que é o centro da terra.Alagoas 28 determinam as latitudes e longitudes que definem a posição de um ponto na superfície da terra. O ângulo de longitude é determinado pelas linhas que vão do Meridiano Principal e do meridiano no qual está o ponto a ser localizado. medidos ao longo do paralelo do ponto. até o ponto onde elas se encontram. indicada pela letra “N” Exemplo: Ф = 39º00'00. N 70º 60º 50º 40º 30º 20º 10º 0ºE 39º N Latitude 95º W Longitude 0º Greenwich 80º 80º 70º 60º 50º 40º 30º 20º 10º 0ºE EQ UA DOR 90º 80º 70º 60º 20º 50º 40º 30º 10º Elipsóide de revolução Latitude (Ф) Latitude de um ponto da superfície terrestre é a distância expressa em graus. medidos ao longo do meridiano do ponto. até o ponto onde elas se encontram.

Alagoas 29 Variação: 0º a + 180º a leste de Greenwich. indicada pela letra “E” 0º a – 180º a oeste de Greenwich. indicada pela letra “W” Exemplo: λ = 98º00'00.Ivancildo F. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .00"W .

2. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . a razão constante entre o comprimento “l” de uma linha medida na planta e o comprimento “L” de sua medida homóloga no terreno. Em tal representação não se pode saber o tamanho dos acidentes nem as distâncias que os separam.Ivancildo F. Seria inútil o desenho de uma parte da superfície terrestre nas suas dimensões naturais ou ampliadas. damos o nome de ESCALA.Alagoas 30 4. ESCALAS 4. ou seja. Diante destas restrições. não pode ser feito jamais em verdadeira grandeza e muito menos. 4. Deste modo: l L 1 a = M Esta concepção leva a determinar o que se pode chamar de módulo de escala. Tecnicamente o seu trabalho não terá valor se não for acompanhado dessa indicação. através desta relação estaremos traçando no papel uma figura semelhante a do terreno levantado. Introdução O desenho topográfico por motivos óbvios.1. resta-nos a necessidade do emprego constante de uma redução de grandezas naturais da superfície para possíveis e adequadas representações gráficas. em função de sua utilização na topografia. ampliado. A esta relação entre a medida linear “l” da representação gráfica. As medidas angulares continuam sendo desenhadas com grandeza natural. 1: M .1. As escalas. 1/M M . Escala numérica Chama-se de escala numérica de um desenho. elemento que muito facilita o emprego das escalas nos desenhos técnicos. e a medida de comprimento horizontal “L” correspondente no campo. os módulos podem ser sob a forma de fração ou proporção: 1 1 . Não poderíamos desenhálo. Quanto à representação. Você não pode esquecer que apenas as medidas lineares são passíveis desta redução. se apresentam sob dois aspectos: 4.2. Tipos e usos Um dos elementos indispensáveis na construção de uma carta ou planta topográfica é a indicação clara e precisa da escala.

e até das reproduções(ampliações e reduções). por exemplo. cujo denominador M é um número elevado. as mesmas variações que as dimensões do desenho. trace uma reta horizontal com. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . tanto menor será a escala e menor o desenho.2. Escala gráfica É uma figura geométrica representativa de uma determinada escala numérica.Alagoas 31 Assim. . o que evidencia maior precisão nas determinações gráficas. quanto maior for o denominador M. além de facilitarem rápidas determinações no desenho. sendo também menor o número de pormenores que podem figurar na planta. afastados 0.2. Qual a escala numérica da planta? Solução: l = 1 L M → 0. As escalas gráficas.Ivancildo F. Daí ser utilizada em desenhos topográficos. no desenho.39 = 1 858 M → M = 2200 A escala desejada é 1:2200 Exemplo elucidativo 2: Numa planta em escala 1:200. É geralmente empregada em desenhos feitos com escala numérica. dois pontos estão afastados de 75cm. apresentam a vantagem de experimentar. Limite-se ao comprimento máximo de até 10cm. verifica-se que os pontos A e B tem uma distância indicada de 858m e que aparecem. Exemplo elucidativo 1: Numa planta. 8cm de comprimento. Como construir a escala gráfica na planta Seja o caso da construção de uma escala gráfica de módulo 1:500: ▪ No espaço do selo. na escolha da reta. sob a influência do calor ou da umidade. reservado à construção da escala. para que a escala não apresente um aspecto feio na ornamentação do selo.39m. Qual a distância real entre eles? Solução: l = 1 L M → 75 = 1 L 200 → M = 15000cm A distância real entre eles é 15000cm ou 150m 4.

dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . compete ao desenhista sua determinação de acordo com a natureza do trabalho. Entretanto. e verifica-se no talão o décimo da escala. Coloca-se uma das pontas do compasso no ponto 0 (zero) da escala. as escalas gráficas têm efeitos ornamentais nas plantas. Veja: 0 4 5m 4. Critérios para a escolha da escala numérica Não existem normas rígidas para a escolha da escala. pode-se aumentar as divisões principais da escala já construída. Conhecida a seção. l = 1 L M → 0. e finalmente se escreve a numeração da escala. Transportar essa distância para a escala gráfica. para que apresentem melhor aspecto. logo. elas devem ser construídas em forma retangular. Essa distância pode ser tomada com o auxílio de um compasso.3. Tomar na planta a distância gráfica que se pretende medir. Assim. subdivide-se a seção extrema da esquerda (talão) em dez partes iguais. Os valores menores de um décimo da divisão principal do talão só poderão ser apreciados por estimativa. que é de 15cm. desde que não atinja a largura do selo. e observa-se à direita em qual seção se encontra a outra ponta. Em casos .2: Caso necessário. Como medir grandezas 1. 2. 0 30m Dado que. determina-se que valor no terreno corresponde aos 8cm adotados para o desenho. Obs. Proceder à leitura dos resultados obtidos. ▪ Para apreciar décimos da divisão principal.1: A escala construída tem precisão de 1m.Alagoas 32 ▪ Usando a fórmula conhecida de cálculo de escala.08 = 1 L 500 → M = 40 metros ▪ Divide-se a reta em quatro partes iguais a 2cm que representarão cada uma 10. Obs. 3.Ivancildo F. coloca-se a ponta direita do compasso no início desta seção.0m.

Se chamarmos este erro de L: l = 1 L M → 0. por exemplo. Para fazei-lo. que definem as dimensões de desenho.M (mm) Portanto se temos um desenho feito na escala de módulo 1:5000.5000 = 500mm ou 50cm Isto quer dizer que.1mm. da NBR 13133/1994. ▪ A precisão gráfica com que o desenho deve ser executado. o erro máximo tolerável será: L = 0.1. não terão representação gráfica. a escala já é pré-determinada. o que chamamos de limite de precisão gráfica que.Ivancildo F. portanto. ou seja.Alagoas 33 específicos. não figurarão no desenho. pois.1mm é. ▪ A natureza e do número de detalhes que se pretende colocar na planta com clareza e precisão.1 = 1 L M → L = 0. em tal desenho. tem-se que adotar uma escala de módulo maior (1:1000 ou 1:500. conforme descrito no anexo – convenções topográficas. só conseguiremos apreciar pontos sobre a planta com espessura mínima de 0. determina o valor do maior erro tolerável nas medições feitas sobre um desenho executado em uma escala de módulo 1:M.1. em determinados casos. restando apenas a determinação do tamanho da folha de desenho.1mm. porém. Existem certas condições que orientam sobre o modo de proceder a respeito da escala mais conveniente para uma dada planta ou carta. São elas: ▪ A extensão da área do terreno levantado. visto que. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . por exemplo) ou utilizar convenções topográficas. os acidentes cujas dimensões forem inferiores à tolerância de 50cm. comparada com as dimensões do papel que deve receber o desenho. Principais escalas para plantas e cartas topográficas e seus respectivos empregos: . A extensão de 0. admite-se que a menor grandeza possível de ser apreciada a olho nu pelo ser humano de visão normal. tem-se de atender a determinadas especificações. uma vez fixado. Fundamentando-se na estatística. Precisão gráfica das escalas Denomina-se precisão gráfica à menor grandeza suscetível de ser representada em um desenho. é de 0. Segmentos menores só podem ser assinalados e observados ou medidos com o auxílio de instrumentos especiais.

Mapa mundi Tamanho da porção de terreno levantado Quando a porção levantada e a ser projetada é bastante extensa e. o comprimento deve ser múltiplo de 185 mm e a altura múltipla de 297mm. Na obtenção de formatos alongados de papel.01 0. etc. Deste formato. A margem de arquivo deve seguir as dimensões 25 x 297mm... pequenos lotes urbanos.0001 Equivalência 100m (no campo Representação em plantas de edifícios. É o que se denomina representação parcial. etc.002 --0. deriva-se por bipartição. conforme mostrado na tabela acima. mantendo-se numa única folha a porção levantada. pequena cidade.02 0. pode-se optar por formatos alongados. de dobrados terão o formato único de apresentação A4 (210 x 297mm).. ao invés de reduzir a escala para que toda a porção caiba numa única folha de papel. dividir esta porção em partes e representar cada parte em uma folha. Formato 4AO 2AO AO A1 A2 A3 A4 A5 A6 Linha de corte (mm) 1682 x 2378 1189 x 1682 841 x 1189 594 x 841 420 x 594 297 x 420 210 x 297 148 x 210 105 x 148 Margem (mm) 20 15 10 10 10 10 5 5 5 Medidas mínimas da folha sem cortar 1720 x 2420 1230 x 1720 880 x 1230 625 x 880 450 x 625 330 x 450 240 x 330 165 x 240 120 x 165 Para chegarmos ao formato do papel. No Brasil é a Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT que trata do formato padronizado para o papel do desenho. loteamento urbano.. procura-se. terraplanagem. ou duplicação. inicialmente imaginemos um retângulo de área 1m2 (841 x 1189mm) o qual chamamos de formato A0. Porém. vila.05 0. Estes. Planta de pequena fazenda. Cartas de países. e os tamanhos de folha devem seguir as normas por ela estabelecidas.Ivancildo F. os demais formatos. parque. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . se deseja representar convenientemente todos os detalhes naturais e artificiais a ela pertinentes. conforme esquema: .. Planta de grande propriedade.Alagoas 34 Escala 1:100 1:200 1:500 1:1000 1:2000 1:5000 1:10 000 1:50 000 --1:1 000 000 M 1 0.5 0.2 0.. depois.1 0.

Posição da folha Os pontos de um levantamento topográfico sejam eles de uma área ou de linhas. Xmin = abscissa menor obtida na coluna das coordenadas absolutas.4. Daí a necessidade. Ymáx = ordenada maior obtida na coluna das coordenadas absolutas. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .05 . Ponto 0 1 2 3 4 Coordenadas absolutas Abscissa (X)m Ordenada (Y)m 1000. quando (Xmáx – Xmin) < (Ymáx – Ymin) ▪ Posição horizontal.39 1643. Ymin = ordenada menor obtida na coluna das coordenadas absolutas. Exemplo elucidativo 1: Dado. quando (Xmáx – Xmin) > (Ymáx – Ymin) Onde.62 873. A folha poderá assumir duas posições: ▪ Posição vertical.45 949.36 1731.Alagoas 35 4.Ivancildo F.00 1230. Xmáx = abscissa maior obtida na coluna das coordenadas absolutas.05 1020. em função das diferenças de coordenadas máximas e mínimas.00 1000. de determinarmos a posição da folha.24 2039. devem ser expressos em coordenadas no espaço R2.31 840.

82 920.00 Solução: Posição do papel.85 864.00 1000.45 949.39 Ymin = 735.03 1042.31 Xmin = 1000.94 971.18 997.23 Ymáx – Ymin = 266.14 839.00 Ymáx = 1020.02 904.85 Xmin = 831.39 Ymin = 840.00 980.Alagoas 36 Solução: Posição do papel.78 735.18 Xmáx – Xmin = 232.81 1063. Xmáx = 2039. Ponto 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 Coordenadas absolutas Abscissa (X)m Ordenada (Y)m 1000.05 Xmáx – Xmin = 1039.39 943.22 805.21 .20 1000.Ivancildo F. Xmáx = 1063.96 799.31 850. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .62 863.34 O papel deve assumir a posição horizontal! Espaço horizontal destinado para o desenho Exemplo elucidativo 2: Dado.05 1001.62 Ymáx = 1001.31 Ymáx – Ymin = 180.00 1000.36 831.

legenda e orientação.Alagoas 37 O papel deve assumir a posição vertical! Espaço vertical destinado para o desenho 4.5. Legenda. selo e orientação O espaço de 185mm no canto direito do papel. Orientação – a orientação da poligonal deve ser indicada seguindo os critérios de posicionamento da legenda ou se situar imediatamente acima do selo. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . após a dobragem. Legenda – vai mostrar apenas os símbolos empregados no desenho topográfico acompanhados de suas explicações. não apareça na frente do formato de apresentação. . a partir da linha de corte. Sua falta implica em tirar grande parte do significado e utilidade do desenho da planta. é destinado ao desenho do selo. Deve estar situada no espaço superior do canto direito do papel de forma que.Ivancildo F.

escalas.6. desenho. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Veja a seguir.Alagoas 38 Selo – é espaço reservado na planta para informar o nome do proprietário. localizando-se na parte inferior do canto direito do papel.). o título da planta. na ilustração. Deve ter dimensões de 150 x 70mm. como dobrar a folha: . profissionais envolvidos (levantamento topográfico. etc.Ivancildo F. 4. Dobragem da folha Após a dobragem. a folha da planta deve ter o formato definitivo A4 (210 x 297mm). responsável pelo projeto. local.

Tais erros não admitem cálculo para uma compensação.) para aferição dos equipamentos e monitoramento dos mesmos durante a realização de medidas no campo. e podem ser minimizados ou corrigidos. . Qualquer que seja a forma. isto porque são provenientes de causas diversas.Ivancildo F. Nem por isso. porém.2. o que importa é que todos os processos implicam em erros decorrentes do operador ou do próprio instrumento. a imperfeição dos instrumentos. Significa dizer que as distâncias naturais inclinadas ou não.Alagoas 39 5. assim como dos processos de medição.1. isto para que estejamos sobre o plano de projeção. os valores que manipulamos nas operações são sempre errôneos. em Topografia. de maneira que se obtenha os melhores resultados possíveis nas medições. Introdução Comentamos anteriormente que a medida de distância horizontal entre dois pontos. existem alguns processos que devem ser empregados. Este capítulo tratará sobre dos erros ocasionados na medição de distâncias horizontais e verticais. Erros ocasionados nas medições Independente do processo de medição (horizontal ou vertical). não seguindo uma lei conhecida. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . outros por comparação da distância a uma grandeza padrão previamente estabelecida. Para a obtenção da distância horizontal. como por exemplo. dinamômetro. restringem-se aos instrumentos utilizados. são reduzidas às dimensões de sua projeção horizontal equivalente. MEDIÇÃO DE DISTÂNCIAS HORIZONTAIS E VERTICAIS 5. de forma a anulá-los. ▪ Erros sistemáticos Decorrentes de falhas da própria aparelhagem e que agem sempre do mesmo modo. é o comprimento do segmento de reta entre estes pontos. e como minimizá-los. distração ou falta de habilidade do operador. Já a distância vertical entre os pontos será a diferença de altura entre eles. barômetro. Alguns autores costumam dividi-los segundo o instrumento de medição utilizado. Na obtenção da distância vertical. projetado sobre um plano horizontal. deixamos de dividi-los em dois tipos: ▪ Erros acidentais Erros cuja causa nem sempre é a mesma. e ainda que fosse precisaríamos de laboratório específico (termômetro. Os seus valores podem ser calculados e aplicadas correções aos resultados. os processos são semelhantes. etc. Os erros sistemáticos não são objeto de estudo deste curso. Não representam estritamente o verdadeiro valor. 5. Vão depender da prática e cuidado do operador. porque não podem ser mensurados.

 Para finalizar frisa-se que o prazo médio para se realizar uma revisão numa empresa espcializada é de um ano e meio. limpá-lo externamente. folgas e por vezes o bloqueio dos movimentos levando à necessidade de substituírem-se as peças defeituosas.  Complementarmente.Alagoas 40 Todavia. aconselha-se verificá-los pelo menos três vezes por ano ou no início de cada obra. aliando-se outros fatores como o pó em obras de construção civil e estradas. Isso porque. Caso contrário o acúmulo destes agentes vai agindo gradativamente nos elementos mecânicos provocando desgastes. corrosiva. em casos de trabalho intenso diminuir este prazo. principalmente os parafusos tendem a afrouxar-se o que diretamente alteraria o ajuste dos mesmos. com um pincel macio. podendo. . que seja observada a qualidade e o estado geral dos instrumentos de medição e do material de apoio antes do uso. alguns cuidados básicos devem ser levados a cabo. convém guardá-lo com a tampa do estojo aberta. não só para o levantamento a ser executado como também para a obra final ao qual se destina. é aconselhável somente após a utilização do instrumento. Assim sendo.  Outro fator muito importante é a proliferação dos fungos na ótica dos aparelhos. pois eles liberam uma substância ácida. podemos nos precaver no item manutenção prévia do equipamento e. a qual riscaria as lentes. evitando-se assim ter que repetir o levantamento caso haja algo errado. os aparelhos transportados em pick-up que enfrentam estradas precárias e cheias de buracos: Todos os componentes do aparelho.Ivancildo F. mas deixarem proliferarem-se pode causar danos irremediáveis nas lentes e prismas (caso da estação total). Para a verificação das colimações vertical e horizontal e do ajuste do prumo ótico. a ação do tempo e o próprio transporte para os locais de medição podem causar alterações. é fundamental que o aparelho passe por uma revisão geral para que volte a funcionar perfeitamente (jatos de ar muitas vezes são suficientes). o aparelho deve ser guardado em local ventilado e seco. Estes nada mais são que micro-organismos provenientes da excessiva umidade do clima tropical que. quando em seu início. Após isto. encaminhá-lo para uma empresa especializada. são fáceis de serem eliminados. Caso tenha apanhado chuva. tirando-se o pó. Tomemos. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . para os elementos óticos. seu aparelho estará sempre valorizado além de prolongar a sua vida útil e garantir condições ideais de uso que significa confiabilidade no mesmo.  Após longos períodos de utilização sob condições adversas. como exemplo. Observando-se estes cuidados. senão vejamos:  É fundamental. por melhor que sejam os cuidados. e a ótica externa com algodão embebido em um pouco de álcool. quando necessário o seu reparo. com cuidado e observando a presença de areia.

porque deformam menos quando expostas a variações de tensão e temperatura.3. Os principais dispositivos utilizados na medida direta de distância. determina-se o número de vezes que a unidade escolhida está contida nele e. São as mais usadas. Processos de medição de distâncias Os processos de medição de distâncias horizontais e verticais podem ser considerados em três tipos.Alagoas 41 5. São altamente resistentes à unidade e a produtos químicos. Processo de medição direta Uma medida é considerada direta se o instrumento usado apoiar-se no terreno ao longo do alinhamento.3.1. aço). Elas são feitas de material bastante resistente. São eles: Medição direta (apenas nas medições de distâncias horizontais). ou seja. também conhecidos como diastímetros. são as trenas de fibra de vidro. medição indireta e medição eletrônica. 5. além de não se deteriorarem facilmente. conforme os instrumentos de medição utilizados para mensuração do comprimento. com o comprimento total variando até 100 metros. percorrendo o alinhamento a ser medido. Assim. multiplicando este número pelo valor da unidade empregada ter-se-á a distância percorrida. Trena de fibra de vidro com invólucro Trena de fibra de vidro com invólucro Trena de fibra de vidro sem invólucro . em relação aos demais tipos de trena encontradas no mercado (lona. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .Ivancildo F. a medida da distância horizontal é feita por meio de instrumento de medida aplicado diretamente sobre o terreno.

há dificuldade em achá-lo. Uma das extremidades é pontiaguda e a outra em formato de argola. A finalidade dessa estaca é possibilitar achar a posição do piquete. com a superfície do topo plana (com taxa ou marcação em cruz) e apontada na outra extremidade. O comprimento para a cravação vai depender da dureza do terreno. que pertence ao piquete testemunhado. Ficha Haste de ferro ou aço de pequeno diâmetro com comprimento variável entre 35 e 55cm. Sua principal função é a materialização de um ponto topográfico no terreno. que serve como vértice ou ponto de balizamento em uma operação topográfica de levantamento ou demarcação. Jogo de fichas e argola . Ponto topográfico é aquele escolhido no terreno. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .Alagoas 42 Apesar da qualidade e da grande variedade de diastímetros disponíveis no mercado. mas parte dele (cerca de 10cm) deve permanecer visível. que por ter sido cravado quase rente ao solo. Estaca Pedaço de madeira. O chanfro permite uma inscrição numérica ou alfabética. toda medida direta de distância só poderá ser realizada se for feito uso de alguns acessórios especiais. Ela deve ser cravada a cerca de 50cm do piquete com o chanfro voltado para o mesmo.Ivancildo F. com dimensões maiores do que a do piquete e chanfrada na parte superior. Os principais são: Piquete Estaca feita de madeira resistente a intempéries.

Para tanto. para facilitar o posicionamento sobre a taxa do piquete. juntamente com o pique.Alagoas 43 É utilizada na marcação de lances efetuados com o diastímetro. arredondado. Baliza Haste feita de metal. com 2 metros de comprimento. Baliza de seção circular desmontável Nível de cantoneira Haste em forma de cantoneira acoplável à baliza e dotada de bolha circular. quando a distância a ser medida é superior ao comprimento deste. ao mesmo tempo em que deverá fixar os olhos no outro operador. Possui uma ponta em uma das extremidades. Na materialização do ponto topográfico a baliza deve coincidir com a taxa ou marcação em cruz do piquete não deixando de ficar na vertical. sextavado ou oitavado. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Nível de cantoneira .Ivancildo F. inteiriça ou desmontável. Permite à pessoa que segura a baliza (balizeiro) posicioná-la corretamente na vertical sobre o piquete ou sobre o alinhamento a medir. o operador deve tentar fazê-la ficar em equilíbrio e aprumada. e para executar lances com diastímetro. pintada alternadamente de branco e de vermelho. É usada no terreno (delimitando ou balizando alinhamentos).

os dois balizeiros intermediários (veja figura) M e M‟ devem se posicionar no ponto de invisibilidade. consegue fazer a medição. normalmente são padronizadas. A equipe de trabalho aumentará em mais um operador. croquis dos pontos. o balizeiro intermediário. seguindo a orientação da projeção ortogonal dos pontos anteriormente discutida. Em seguida. Para tanto. o balizeiro M orienta o balizeiro M‟ para que ele fique na linha MB. a distância entre os pontos A e B supera o comprimento do diastímetro. Nesse momento . de maneira que M‟ consiga ver A e M consiga ver B.Alagoas 44 Caderneta de campo É um documento onde são registrados todos os elementos levantados no campo. ângulos. ainda. um de vante e um apontador. Métodos de medição direta As medidas de distâncias horizontais entre dois pontos A e B. serão necessários. Para conseguir o alinhamento. por sua vez. o balizeiro M‟ orienta o balizeiro M para que ele fique na linha AM‟. como medir distâncias entre eles usando um diastímetro? Aí surge a necessidade de se pensar em trabalhar em um ou mais lances: O lance único: Diz-se que o lance de medição é único. quando â distância do ponto A ao ponto B é inferior ao comprimento do diastímetro. Neste caso. e da mesma forma. etc. necessitando-se fazer várias medições. ocupará nova posição ao final do distímetro. a equipe de trabalho composta por três membros. ou se não forem visíveis um do outro. leituras de distâncias. O que se indaga é: Se esses pontos estiverem muito distantes um do outro. totalizando quatro balizeiros. mais dois balizeiros intermediários.: Existe. um balizeiro de ré. além dos balizeiros de ré e de vante. todavia nada impede que a empresa responsável pela operação adote cadernetas que melhor atendam às suas necessidades. a possibilidade dos pontos A e B não serem visíveis um do outro. tais como. Repete-se o processo de deslocamento das balizas (ré e intemediário) e de marcação dos lances até que se chegue ao ponto B onde deve está localizado o balizeiro de vante. o balizeiro intermediário marca o final do diastímetro com uma ficha. Essa operação será repetida tantas vezes seja necessária até que não haja mais a necessidade de corrigir a linha. Neste caso. A medição poderá acontecer somente quando estiver assegurada a linha AB. O balizeiro de ré ocupa a posição do balizeiro intermediário. devem ser projetadas em um plano horizontal. e este. Obs. depois de executado o primeiro lance. Vários lances: Neste caso.Ivancildo F. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . por exemplo. Na medição.

A ● M B ● M‟ Cuidados na medição de distâncias diretas: É preciso que se tomem alguns cuidados quando da realização de medidas de distâncias com diastímetros. fixar fixas espaçadas. O alinhamento dessas fixas deve ser feito com o uso de balizas ou mesmo de medidores de ângulo. também conhecida como catenária. e inicia-se a medição da distância AB. Alguns podem ser citados: ▪ que os operadores se mantenham no alinhamento a medir. mantendo-se as extremidades do diastímetro sempre bem tencionadas e evitando longos lances nas medições. Embora não se possa eliminar essa flecha.Ivancildo F. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Para eliminar ou minimizar este erro. deve-se ao longo da linha a ser medida. ▪ que se assegurem da tensão nas extremidades do diastímetro A falta de tensão nas extremidades do diastímetro aumenta a flecha que já aparece devido ao seu peso próprio. pode-se diminuir os seus efeitos. .Alagoas 45 estará assegurado o alinhamento entre A e B. Coloca-se fixas nos pontos onde estão M e M‟. entre si. A inobservância a esse cuidado ocasiona o erro que chamamos de desvio lateral. de uma distância menor que o comprimento a ser utilizado do diastímetro a ser utilizado na medida.

A minimização ou eliminação desse tipo de erro vai depender da experiência dos operadores. conseqüentemente. 5. proceder à medida de distâncias com o diastímetro na horizontal. ▪ que se assegurem da verticalidade da baliza Muitas vezes. e esquece de tomar os cuidados com a verticalidade da baliza. no afã de diminuir o efeito da catenária.Ivancildo F. Mangueira de nível é uma mangueira de água transparente que permite. fazendo-se a medição com o diastímetro na parte mais baixa das balizas. Processo de medição indireta Diz-se que o processo de medida de distâncias é indireto quando estas distâncias são calculadas em função da medida de outras grandezas com ela relacionada . o operador exerce grande esforço para tensionar o diastímetro. ou minimizado. ou da utilização de uma mangueira de nível nas duas balizas que limitam o trecho da medição.3.2. puxando-a mais para o seu lado e. desviando-a da vertical. dizemos que o erro cometido é de horizontalidade. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Esse erro que chamamos de erro de inclinação da baliza pode ser evitado quando se acopla à haste da mesma um nível de cantoneira.Alagoas 46 ▪ que se assegurem da horizontalidade do diastímetro Caso o diastímetro não seja posicionado em nível. em função do nível de água das extremidades.

toda medição de distância indireta necessita de acessórios especiais (além dos já conhecidos) não apenas para estacionar o instrumento. Destarte. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .Ivancildo F. Os teodolitos são utilizados na leitura de ângulos horizontais e verticais e da régua graduada. O nível é utilizado somente para a leitura de régua. mas também para possibilitar o ponto onde se deseja a distância horizontal ou vertical. não havendo. portanto. necessidade de percorrê-las para compará-las com a grandeza padrão.Alagoas 47 matematicamente. Os principais instrumentos utilizados na medida indireta de distância são os teodolitos e níveis. Teodolito mecânico de leitura externa Teodolito mecânico ótico prismático com leitura interna Nível mecânico de leitura interna Entretanto. podemos enumerar os principais: .

Ivancildo F. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Parte de uma régua graduada de alumínio . „cm‟ e em algumas em „mm‟. madeira ou PVC. de comprimento máximo de 7m. „dm‟.Alagoas 48 Tripé Peça de madeira ou alumínio utilizada para estacionar o trânsito ou nível sobre o terreno. É utilizada na determinação de distâncias horizontais e diferença de nível entre pontos. tripé em alumínio e madeira tripé em madeira Mira graduada ou régua Régua de alumínio. graduada em „m‟. Pode se apresentar em madeira ou alumínio.

na verdade. cotgZ + AI . Lm e Li). cos2β DH = (Ls – Li) . Ls = leitura no fio superior (conveniente em milímetros). tgβ + AI . 100 . e fazer três leituras nos fios estadimétricos (Ls. correspondentes. As distâncias serão determinadas a partir de fórmulas taqueométricas: Ls Lm (fio médio) Z Li β β AI DN DH Dependendo do tipo de ângulo lido no instrumento (vertical β ou zenital Z).Ivancildo F. como teodolitos ou níveis. DN = diferença de nível. . Os ângulos verticais ou zenitais. 100 .Lm DN = DH . Lm = leitura do fio médio (conveniente em milímetros) Z = distância zenital em teodolito que possui a origem do ângulo vertical no zênite (entenda-se por zênite a direção contrária a direção do fio de prumo prolongada ao infinito). AI = altura do instrumento. e a altura do instrumento devem ser anotados. porque estes são dotados de fios estadimétricos. Os taqueômetros funcionam. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . as fórmulas podem ser: DH = (Ls – Li) . Li = leitura do fio inferior (conveniente em milímetros).Lm Elementos das fórmulas: DH = distância horizontal. sen2Z e e DN = DH . β = ângulo vertical em teodolito que possui a origem deste ângulo no horizonte.Alagoas 49 Métodos de medição indireta: As medidas diretas podem ser medidas por dois métodos:  Taqueométrico É um método de medição de distâncias horizontais e diferença de nível. O método consiste em visar uma régua graduada estacionada no ponto onde se deseja as distâncias.

Em seguida. Z = 254°36'14". DN = -25. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .846 = 25. Quanto vale DH e DN? Solução: DH = (Ls–Li).cotg254°36'14" + 1.881m DN = DH. deslocando-se o fio médio para um ponto acima da primeira leitura e efetua-se nova leitura (Lm2) e do ângulo. sobe-se novamente o fio médio deixando-o no ponto mais alto da mira e efetua-se a leitura (Lm3).  Trigonométrico Assim como na taqueometria.Ivancildo F.53 – 1. para realizar cálculos médios.881. é necessária a troca do sinal de DN. o ângulo vertical ou zenital e a altura do instrumento. porque a visada é descendente.536m. anotando-se. As distâncias serão determinadas a partir de fórmulas trigonométricas: L2 Z1 Z2 β2 β1 L1 DN AI DH . Lm =1846mm. AI = 1.sen2Z = (2351–1341).53m. a trigonometria consiste na visada em uma régua graduada.536m.Lm = 93.sen2254°36'14" = 93881mm DH = 93. Como. só que apenas no fio de retículo Lm.100. Logo.Alagoas 50 Exemplo elucidativo: Ls = 2351mm. não esquecendo de fazer a leitura do ângulo vertical ou zenital correspondente. lendo o ângulo vertical ou zenital correspondente. Li = 1341mm. Estando Z compreendido entre 90º e 270º. normalmente. se faz uma terceira leitura. As leituras na mira devem ser feitas deslocando o fio médio para o ponto mais baixo da mira (Lm1).100.cotgZ + AI . também.

por exemplo.39m. AI = altura do instrumento. L3 = 7500mm. β1 = primeiro ângulo vertical no teodolito que possui a origem deste ângulo no horizonte. L1 = primeira leitura na mira (conveniente em milímetros). β2 = segundo ângulo vertical no teodolito.Li β acima do horizonte é (+) β abaixo do horizonte é (-) Elementos das fórmulas: DH = distância horizontal. DN = diferença de nível. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .857m . Z1 = 90°51'20" Z2 = 90°47'10" Z3 = 85°52'30" Quanto vale DH e DN? Solução: DH1 = (L3 – L1) ÷ (CotgZ3 – CotgZ1) = (7500 – 200) ÷ (Cotg85°52'30" .Ivancildo F. L2 = 300mm. L1 = 200mm. tgβi + AI . Para uma mira de 4m de comprimento.Cotg90°51'20") = 83857mm ou 83. Z1 = primeira distância zenital no teodolito que possui a origem do ângulo vertical no zênite. L2 = Segunda leitura na mira (conveniente em milímetros).Alagoas 51 DH = L2 – L1 CotgZ2 – CotgZ1 DN = DH .Li DH = L2 – L1 tgβ2 – tgβ1 DN = DH . cotgZi + AI . estudos revelam que o limite de aplicação da trigonometria para obtenção de precisão de 1:5000 tem as seguintes distâncias máximas: TEODOLITO 1" 6" 10" 20" DISTÂNCIA MÁXIMA 250m 200m 150m 100m Exemplo elucidativo: AI = 1. Z2 = Segunda distância zenital no teodolito.

principalmente nos horários de sol „quente‟.061m DNmédia = (DN1 + DN2) ÷ 2 = . ocorre o desvio da visada na régua graduada por efeito de um fenômeno natural .61.60.876m DHmédia = (DH1 + DH2) ÷ 2 = 83867mm ou 83. cotgZ1 + AI – L1 = 83857. principalmente.0615m Cuidados na medição de distâncias indiretas: É preciso que se tomem alguns cuidados quando da realização de medidas de distâncias indiretas.cotg90°51'20" + 1390 – 200 = .867m DN1 = DH1 . Contudo.Cotg90°47'10") = 83876mm ou 83. efetua-se a medida do ângulo vertical nas posições direta e inversa do taqueômetro. ▪ no posicionamento do fio inferior (na taqueometria) e médio (na trigonometria) Em vistas muito próximas ao solo.0. impossibilitando a sua leitura. Alguns podem ser enumerados: ▪ na medida do ângulo (vertical ou zenital) A influência da leitura do ângulo (zenital ou vertical) na distância horizontal é mínima.062m DN2 = DH2 . dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . pelo menos na taqueometria. cotgZ2 + AI – L2 = 83876. estudos mostram que um erro de 30' na medida do ângulo vertical ocasiona um erro de 1cm na medida da distância horizontal. sempre que possível. na avaliação dos milímetros.5688mm ou .2677mm ou – 0. deve-se focalizar bem os fios de retículo.Alagoas 52 DH2 = (L3 – L2) ÷ (CotgZ3 – CotgZ2) = (7500 – 300) ÷ (Cotg85°52'30" . evitar os trabalhos de taqueometria no período das 10:30hs às 13:30hs.62.cotg90°47'10" + 1390 – 300 = . ▪ na hora dos trabalhos de campo O efeito do sol ao meio dia faz tremer os fios estadimétricos.Ivancildo F. O posicionamento do fio inferior a um metro acima do solo diminui o efeito da reverberação. Para atenuar a influência do erro no ângulo vertical na distância horizontal.8699mm ou – 0. Para atenuar o efeito deve-se. ▪ na focalização dos fios de retículo Para atenuar a influência de erros no ângulo (vertical ou zenital).

nem por isso deve ser considerado um tipo de medida indireta. qualquer que seja a tecnologia envolvida no processo. Na verdade. pois não envolve a leitura da régua graduada e cálculos para a obtenção das distâncias horizontais ou mesmo verticais. ocasionará erro na medida da distância horizontal.Alagoas 53 chamado refração atmosférica.3. Para distâncias superiores a 100m fica difícil uma avaliação precisa do milímetro. ▪ na conservação da mira Miras com desgaste na pintura devem ser substituídas. ▪ na leitura da mira As miras normalmente são graduadas em centímetros. durante uma medição eletrônica o operador intervém muito pouco na obtenção das medidas horizontais e verticais. . esse tipo de medição não isenta o operador das etapas de estacionamento e outras que serão discutidas posteriormente.3. que acaba por ocasionar erro das distâncias. pois todas são obtidas automaticamente através de um simples apertar de botão. Para atenuar esse efeito da refração. Entretanto. no caso da taqueometria.Ivancildo F. a um metro acima do solo. Processo de medição eletrônica A medida eletrônica de distâncias não pode ser considerada um tipo de medida direta. o segmento lido (Ls – Li). resultando sempre valor superior ou inferior ao que deveria ser. pois não necessita percorrer o alinhamento a medir para obter o seu comprimento. porque os valores observados podem discrepar do que deveria ser. deve-se posicionar o fio inferior ou médio. conforme o caso. ▪ na inclinação da mira Quando a mira não está devidamente posicionada na vertical. 5. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . quando a luneta está posicionada com a objetiva contra o sol. ▪ na iluminação da mira Devem-se evitar leituras na mira.

Normalmente faz parte de um sistema modular que permite adaptar outros equipamentos (distanciômetro. é necessário utilizar um alvo eletrônico para a correta devolução do sinal emitido. A distância é calculada quando o sinal emitido pelo dispositivo é recebido de volta. o teodolito eletrônico.Ivancildo F. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Ela não mede distâncias verticais. Teodolito eletrônico com trena eletrônica acoplada .). etc. Assim. a estação total. trena eletrônica. Trena eletrônica Teodolito eletrônico Instrumento que possui mecânica de precisão. o distanciômetro eletrônico. a freqüência e o comprimento de onda são conhecidos pelo dispositivo do instrumento. ser refletido e recebido de volta. o nível digital e a lazer e os equipamentos motorizados. O instrumento calcula eletronicamente a distância entre o emissor/receptor e o anteparo ou refletor em função do tempo que o sinal emitido leva para atingir o alvo. Na determinação de distâncias horizontais acima de 50 metros.Alagoas 54 A medida eletrônica de distâncias baseia-se na emissão/recepção de sinais luminosos (visíveis ou não) ou de microondas que atingem um anteparo ou refletor. pode-se citar a trena eletrônica. entre os principais equipamentos utilizados atualmente na medida de distâncias. que permitem medição eletrônica de distâncias horizontais e verticais. facilidade de utilização e altíssima confiabilidade na leitura de ângulos horizontais e verticais. automáticos e robotizados: Trena eletrônica Dispositivo eletrônico composto de um emissor/receptor de sinais que podem se pulsações ultra-sônicas ou feixe de luz infravermelho. e mesmo de ângulos.

O alcance varia de 500m a 20000m e depende da quantidade de prismas utilizados para a reflexão do sinal. bem como. acoplado a uma haste e que tem por finalidade refletir o sinal emitido pelo aparelho precisamente na mesma direção em que foi recebido. automaticamente. com a ajuda de um nível de bolha. monitora o estado de operação do instrumento.Alagoas 55 Distanciômetro eletrônico Equipamento exclusivo para medição eletrônica de distâncias horizontais e verticais. podendo ainda medir distâncias inclinadas. Estação total Instrumento que incorpora o teodolito eletrônico mais distanciômetro eletrônico e possui um microprocessador que. A tecnologia utilizada na medição destas distâncias é a do infravermelho. . Trabalhos de altíssima precisão requerem que o prisma (ou conjunto de prismas) seja apoiado sobre uma base niveladora que deve está posicionada sobre um tripé. Vistas posterior (teclado e visor) e anterior (emissor e receptor de infravermelho) De um distanciômetro Conjunto de haste e prismas acoplados a bases niveladoras. A haste deve ser posicionada sobre o ponto a medir. A tecnologia utilizada na medição de distâncias é a do infravermelho.Ivancildo F. das condições atmosféricas. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Prisma é um espelho circular. na posição vertical. de faces cúbicas.

Na determinação das distâncias. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . num sistema eletrônico de varredura e interpretação de padrões codificados (como o código de barras nos produtos de supermercado) numa régua graduada em códigos de barra.Alagoas 56 Portanto. Os valores medidos podem ser armazenados internamente ou em coletores de dados. ainda. vibrações.). distâncias horizontais. O instrumento é dotado. verticais e inclinadas. Coletor de dados e estação total de alcance de 2Km com um prisma Nível digital O seu funcionamento está baseado no processo digital de leitura.Ivancildo F. pois permite medir ângulos verticais e horizontais. etc. calor. a estação total representa um instrumento completo. ou seja. de um coletor de dados (conectado ao instrumento) para registrar as etapas do levantamento. como nas estações totais. etc. sombra. altitude do ponto. além de fazer monitoramento das condições de nivelamento do instrumento. É utilizado para medição eletrônica de distâncias horizontais e diferenças de nível. Nível digital e régua graduada em código de barras . altura do aparelho. O alcance vai depender do aparelho e das condições ambientais (luz. o aparelho deve ser apontado e focalizado sobre a régua que deve estar aprumada com a ajuda de um nível de bolha circular.

com o auxílio do detetor lazer. Assim como o nível digital. é desprovido de luneta. Os motorizados (Programáveis) são indicados para medição em que não há necessidade de contato com o objeto a ser medido e em tarefas que requerem valores medidos a intervalos regulares de tempo. E equipamentos motorizados. Uma régua de alumínio. Estação total convencional (motorizada) . é efetuada diretamente sobre a mesma.Alagoas 57 Nível a lazer É um tipo de aparelho que não é provido de luneta nem visor LCD e funciona baseado na tecnologia do raio infravermelho. à base de raios infravermelhos (ou microondas). Conquanto. Por exemplo. o monitoramento de recalque de uma superestrutura ou deslocamentos de terra.Ivancildo F. a leitura da altura da régua graduada (Lm). metal ínvar ou fibra de vidro deve se utilizada como suporte para o detetor. automáticos e robotizados São versões mais sofisticadas de teodolitos ou estações totais. destinados a medições de altíssima precisão (geodésia). utilizada no cálculo das distâncias por estadimetria. Conjunto régua graduada e detetor a lazer nível a lazer nível a lazer O detetor lazer é dotado de um visor que automaticamente se ilumina e soa uma campainha ao detectar o raio emitido pelo nível. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . o nível a lazer é utilizado na obtenção de distâncias verticais ou diferenças de nível e também não mede ângulos.

Um levantamento utilizando uma estação total robótica carece de apenas um operador para segurar o sinal refletor e controlar remotamente a estação. nas medições indiretas de distâncias podem ocorrer nas medições eletrônicas.Ivancildo F. anteriormente. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . mesmo que os instrumentos sejam altamente precisos e de fácil utilização. o que ocasionaria erro de pontaria. Estação total com reconhecimento O robótico combina a tecnologia dos automáticos com o acionamento por controle remoto. o centro do retículo do aparelho (cruzeta) pode não coincidir com o centro do prisma que compõe o sinal refletor. Estação total robotizada Cuidados na medição de distâncias eletrônicas: É preciso que se tomem alguns cuidados durante a medida eletrônica de distâncias. porque erros semelhantes aos discutidos.Alagoas 58 Os automáticos combinam a tecnologia dos motorizados com o reconhecimento automático do alvo (estático ou dinâmico). Assim: ▪ na medida do ângulo. ▪ quando a projeção do centro do sinal-refletor não coincide com a posição do ponto sobre o qual está estacionado ocorre um erro que chamamos de erro linear de .

5. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . O equipamento utilizado é denominado Global Positioning System – GPS.φ). em função da diferença de tempo entre a recepção das mesmas. É baseada em posicionamento global (localização espacial) do ponto. a grosso modo. calculam as suas distâncias em relação a cada satélite. Esta mensagem é recebida pelos receptores que. ▪ a falta de familiaridade do operador com as funções do instrumento. .4. Pode ser evitado utilizando um bipé para o correto funcionamento do sinal sobre o ponto. o rastreamento de pelo menos quatro satélites para elevações acima de 15º.Sistema TRANSIT O posicionamento de pontos por GPS Os receptores GPS estacionados em qualquer parte da superfície da terra só funcionam. ▪ erros podem ocorrer também na centragem e nivelamento do instrumento.Ivancildo F. O GPS não é utilizado na medida de ângulos e/ou distâncias. Essa constelação permite. porque existe uma constelação de satélites orbitando sobre a terra vinte e quatro horas por dia. significa: “Eu sou o satélite X.N) ou geográficas (λ. além da altitude. Constelação de satélites . em relação à linha do horizonte.Alagoas 59 centragem do sinal-refletor. Processo de medição por satélites A localização por satélites é uma prática muita empregada atualmente em serviços topográficos e geodésicos. minha posição atual é Y e esta mensagem foi enviada no tempo Z”. em planos inclinados em relação à linha do equador. programas e acessórios informatizados contribui para os erros de operação do instrumento. cada satélite emite uma mensagem que.3. Em qualquer tempo. a qualquer hora do dia ou da noite. de onde se obtém as suas coordenadas planas (E.

correspondentes a E. quais sejam: L1 e L2 respectivamente. onde com um mínimo de três referências (satélites) o receptor obtém seu posicionamento em duas dimensões. os receptores podem „rastrear‟ os satélites „visíveis‟.Alagoas 60 Dessa forma. que completa a posição do ponto em três dimensões. captar sinais enviados por. o chamado almanaque que é. Multiplicando esse tempo pela velocidade de deslocamento do sinal. a precisão na determinação da posição de um receptor e. em geral. o receptor obtém a sua distância ao satélite.N ou λ. ▪ A determinação da distância de um satélite ao receptor é calculada. Ocorre que a medição do tempo de percurso do sinal é afetada pela baixa precisão do relógio interno do receptor. das suas coordenadas. razão da denominação das portadoras L1 e L2.Ivancildo F. Com todos esses dados. Porém. e cujo conjunto é chamado de efemérides. permitindo maior precisão na sua localização. Eventuais desvios na órbita de cada satélite. então. no mínimo. As mensagens dos satélites aos GPSs As mensagens dos satélites são emitidas através de sinais de radiofreqüência. também. num mesmo instante. enquanto todos transmitem todo o almanaque). o que o receptor mede é o intervalo de tempo necessário para o sinal percorrer a distância entre satélite e receptor. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . armazenado na memória do receptor. também incluído nas mensagens transmitidas pelos satélites (cada satélite transmite suas próprias efemérides. e de maneira indireta. Uma quarta referência adiciona a componente altitude.) na superfície terrestre segue o princípio da triangulação. Desta se obtém duas novas freqüências operacionais. ponto topográfico ou geodésico. E como se efetivam as determinações da posição dos satélites e das distâncias deles ao receptor? ▪ A determinação da posição do satélite provém de um conjunto de parâmetros previstos para todos os satélites. depende da precisão das posições dos satélites e das distâncias a eles. determinando sua posição a cada instante. É por isso que um receptor precisa.23MHz. Na verdade. . definem novos parâmetros. alvo. que a descrevem de modo ainda mais preciso. A transmissão GPS se localiza nesta banda. além de ser constantemente transmitido pelos satélites. a distância do receptor a cada satélite apresenta um erro considerável. etc. multiplicando-se a fo por pelas constantes 154 e 120.φ. 4 satélites. detectados pelas estações de controle. conseqüentemente. a determinação da localização de um ponto (veículo. Banda L é uma gama de freqüências eletromagnéticas entre 390 e1550MHz. ao se tomarem as distâncias a pelo menos 4 satélites diferentes. Portanto. Com isso. os efeitos da imprecisão do relógio se anulam. gerando as ondas portadoras pertencentes à banda L. sendo. baseados em uma freqüência fundamental (fo) de 10. chamada de pseudodistância.

ou mesmo eliminar. somados. conduzem a um erro típico. em obstáculos próximos à antena do receptor (da ordem de 0. gerando códigos chamados Pseudo Randon Noise – PRN. Todos esses fatores. Finalmente.023 MHz com grande comprimento de onda por volta de 300 metros.5m na posição do receptor).5m na determinação da posição do receptor). da ordem da dezena de metros. os efeitos das diversas fontes de imprecisão. que permanece fixo. Quanto mais espalhados no céu estiverem os satélites. no instante em que seus sinais são captados por um receptor. Mecanismos de correção A técnica chamada de GPS diferencial surgiu para reduzir. tornam ele muito mais preciso que o código C/A. utiliza-se um outro receptor GPS. eventuais imprecisões do receptor GPS. permitem aumentar a precisão no posicionamento do ponto. mais precisa é a determinação da posição do receptor. Os códigos que formam o PRN são basicamente os C/A e P. ainda.5m na posição do receptor). e. que se locomove pelos pontos cujas coordenadas se deseja determinar. que definem a chamada diluição de precisão. . A maior freqüência e o menor comprimento de onda para este código. chamado de base ou de referência. Opera na freqüência de 1. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Existe ainda o código D que gera no interior do receptor o almanaque de efemérides dos satélites. O código P é transmitido na mesma freqüência da freqüência fundamental: fo = 10. O código C/A é o principal componente do serviço de posicionamento padrão – SPS disponibilizado para uso civil. demoduladas pelos receptores. O princípio de rastreamento por GPS diferencial é bastante simples: além do receptor GPS itinerante. o efeito do multicaminhamento. isto é. gerando um comprimento de onda da ordem de 30 metros. sendo únicos e empregados para identificação dos satélites. por isso que ele é reservado ao uso militar e aos usuários autorizados. das múltiplas reflexões que o sinal de um satélite pode sofrer. na determinação da posição do receptor.Ivancildo F.23 MHz. num ponto cuja posição é bem conhecida. isto é. de ruído falsamente aleatório. Esse receptor base.6m). As fontes de imprecisão no posicionamento O erro na determinação da posição de um satélite pode ocorrer em função de um eventual desvio de órbita e do atraso com que esse desvio é detectado pelas estações de controle e registrado nas efemérides dos satélites (pode provocar imprecisão de 2. variação da velocidade dos sinais eletromagnéticos emitidos pelos satélites receptores (efeito de aproximadamente 5. Uma vez. existem ainda fatores referentes à disposição relativa dos satélites. Já a medição da distância entre satélite e receptor pode ser afetada por uma série de fatores: Desvios nos relógios dos satélites que não podem ser detectados pelos receptores (efeito de aproximadamente 1.Alagoas 61 Essas duas ondas portadoras (L1 e L2) são moduladas em fases no satélite.

assumindo que esses erros sejam iguais aos que afetam a determinação de sua própria posição.Alagoas 62 utilizando os sinais que recebe dos satélites (código C/A e as portadoras L1 e L2). ele pode. temse a Rede Brasileira de Monitoramento Contínuo . uma característica muito importante do GPS. entre outras. sujeita a todos os erros anteriormente descritos. Para os usuários da área de Topografia e Geodésia. um usuário que disponha de um único receptor poderá realizar o posicionamento relativo. sendo as coordenadas das estações utilizadas para fazer a vinculação ao Sistema Geodésico Brasileiro (SGB). Dessa forma. Destarte. desde que acesse os dados de uma ou mais estações pertencentes ao SCA. permitem posicionamento mais rápido e dinâmico. Além de poder ser usado sob quaisquer condições climáticas. . enquanto que no posicionamento relativo utiliza-se de dois ou mais receptores. de intervisibilidade entre as estações. em relação aos tradicionais métodos de levantamento. é a não necessidade. de baixa precisão. existem também receptores de pequeno porte. o receptor base pode tentar corrigir os erros dos sinais captados pelo receptor itinerante. GPS de navegação GPS diferencial Portanto. chamados de receptores de navegação ou autônomos. Por não demodularem as informações das portadoras L1 e L2. emprega-se somente um receptor. contudo. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . previamente conhecida. Comparando-a com a sua posição real. que utilizam as pseudodistâncias por meio do código C/A para o posicionamento. discutidos anteriormente.RBMC. com o advento dos Sistemas de Controle Ativos (SCA). determinar o erro a que está sujeito o sinal enviado por cada satélite que ele avista. determina a sua posição. cujos dados de uma ou mais estações podem ser introduzidos no processamento. a cada instante.Ivancildo F. No entanto.RIBAC. No caso do Brasil. no posicionamento absoluto. a Rede INCRA de Base Comunitárias . no posicionamento diferencial e relativo.

quando se trata do uso de instrumentos como os diastímetros. Para tanto.2. apresentar-se visível ou não ao operador do goniômetro. 6. e os instrumentos destinados para esse fim. chamado de limbo horizontal.1. e quando horizontais os ângulos recebem as denominações de horizontal e de orientação. de modo geral. os ângulos se tornam desnecessários (a princípio). ao conhecimento dos instrumentos de medição de ângulos na topografia. Entretanto. O limbo consiste de uma coroa circular graduada. dependendo do tipo de aparelho utilizado. os ângulos construídos na topografia são considerados do tipo plano.1. diedro. Introdução Um dos elementos necessários. e o que mede ângulos zenitais e verticais. A parte do goniômetro para a avaliação de ângulos chama-se limbo. os tipos de ângulos e os instrumentos (goniômetros) necessários às realizações das medições. segundo. triedro e esférico). porque são formados sobre um plano que pode ser horizontal ou vertical. Tipos de ângulos Dentre os tipos de ângulos existentes (plano. a determinação dos ângulos entre alinhamentos não pode acontecer: Primeiro. é imprescindível conhecermos a parte da topografia relacionada à avaliação numérica de ângulos. O limbo pode. dividiremos o estudo em duas partes. à representação gráfica dos pontos topográficos que definem levantamentos topográficos de um terreno. ou a sua locação. também. teodolitos. já que são as coordenadas de cada um são suficientes para confeccionar um desenho. porque esses instrumentos não permitem leitura de ângulos e nem tampouco de distâncias. as medidas horizontais e verticais devem ser complementadas com ângulos. a goniologia e a goniometria. é o ângulo. ainda. MEDIÇÃO DE ÂNGULOS 6. estações totais e medidores eletrônicos (que não permitem obter diretamente no terreno as coordenadas dos pontos). a classificação e. Goniologia é a parte da topografia que estuda. denominado limbo vertical. 6. Este capítulo é destinado ao conhecimento dos ângulos. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Quando os planos são verticais os ângulos formados recebem a denominação de zenital e vertical.Alagoas 63 6. Portanto.2. além dos alinhamentos. podendo ser de dois tipos: o que mede ângulos horizontais e de orientação. Goniologia Ângulo é um trecho de um plano compreendido entre duas semi-retas que têm origem comum (vértice). Sabemos que nas operações topográficas cujos instrumentos de medição são os GPSs. dada a necessidade de levantamento ou locação. .Ivancildo F.

Eixo de colimação Eixo secundário Eixo principal Eixos de um goniômetro 6. ▪ que o eixo de colimação do instrumento seja concorrente com o eixo principal do instrumento.2. . Esta condição garante. estação total e bússola.3. e tenha a direção normal ao seu plano.Alagoas 64 Z H N Zenital Vertical Horizontal Azimutal 6. por si só. teodolito. pela centralização da luneta.2. os goniômetros podem se apresentar sob quatro tipos: Nível. senão vejamos: ▪ que o eixo vertical de rotação do instrumento passe pelo centro do limbo graduado horizontal.Ivancildo F.2. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Goniômetros De acordo com as direções que a luneta pode tomar (horizontal e/ou vertical). que o centro do limbo coincida com o vértice do ângulo a ser medido. Esta condição complementa a primeira. requer pelo menos duas exigências básicas. Condições de construção de um ângulo A construção de um ângulo mediante o uso de um goniômetro.

Além desses existem os níveis óticos mecânicos estadimétricos dotados de limbo horizontal que permitem. com os seus parafusos de blocagem e ajuste. costumamos dividi-lo em três categorias: ▪ teodolito mecânico . Medições expeditas são aquelas de baixa precisão. chama-se alidade. Os primeiros possuem luneta e permitem medir tanto distâncias verticais como horizontais. esses instrumentos são usados apenas em medições expeditas.Alagoas 65 Nível Comentamos antes sobre níveis digitais e eletrônicos à base de infravermelho (lazer). ampliação 24x.Ivancildo F. mede somente distância vertical. precisão por Km duplo de nivelamento 2. passando de teodolito mecânico para teodolito prismático e eletrônico. Os outros não são dotados de luneta e. feitas apenas para reconhecimento de ângulos ou distâncias no terreno. ainda. quando comparados aos teodolitos modernos e as estações totais. por conseguinte. verticais e ângulos. Teodolito Instrumento dotado de luneta. À parte do instrumento que suporta o conjunto luneta e limbos. Nível ótico mecânico – graduação do limbo 1º. a medição de ângulos horizontais. limbo horizontal e vertical.0mm. A sua função é a medição de distâncias horizontais. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Embora o teodolito tenha sofrido constante avanço tecnológico nas ultimas décadas. Devido à pouca precisão angular.

dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .Ivancildo F. bússola de rumo ▪ teodolito eletrônico Da mesma forma que nos teodolitos mecânicos. prumo ótico. prumo ótico Teodolito mecânico modelo CST56SCT1– leitura 1 minuto. que serve para apreciar o ângulo.Alagoas 66 Nestes instrumentos os limbos horizontais horizontal e vertical estão localizados na periferia da alidade. os eletrônicos também dispõem de alidade com limbos horizontais e verticais. só que o sistema de varredura do ângulo é . prumo ótico. Teodolito mecânico modelo TW-20T precisão 6 segundos. onde a graduação dos ângulos é visível através de janelas ou de parafusos micrométricos. bússola declinatória Teodolito mecânico – leitura 1 minuto. Teodolito mecânico modelo T1 precisão 6 segundos. Nestas janelas existe uma parte chamada vernier. fio de prumo.

Ivancildo F. as avaliações de ângulos são mostradas no „display‟ do instrumento. as estações totais permitem a leitura de ângulos horizontais e verticais. Não existem janelas ou parafusos micrométricos para as avaliações de ângulos. Estação total modelo GTS 235W leitura 1seg e precisão Estação total modelo 5605DR 200 autolock Leitura angular 1 segundo Estação total modelo 5605DR 200 robótica com coletor de dados. Por ser uma versão completa do teodolito eletrônico e do medidor eletrônico de distâncias.Alagoas 67 eletrônico. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Teodolito eletrônico modelo NE203-202 de leitura 10 segundos Teodolito eletrônico modelo NE20H-20S de leitura 20 segundos Estação total Conforme visto anteriormente. Leitura angular 1 segundo . É o „display‟ do instrumento que fornece automaticamente os valores.

Estas possuem um sistema de pínulas para sua visada e um prisma de reflexão total para sua leitura. .Alagoas 68 Bússola Chama-se bússola a uma agulha de aço imantada. devido à baixa precisão angular (a divisão do limbo é geralmente de grau). dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . que não podem ser acopladas ao teodolito. Formas de apresentação As bússolas podem se apresentar sob três formas: ▪ Bússola de azimute – graduada de 0º a 360º. Permite a leitura apenas de ângulos horizontais. ▪ Bússola declinatória – graduada de 0º a 360º com dispositivo para aferir a declinação magnética. e de forma expedita. ▪ Bússola de rumo – graduada de 0º a 90º nos quatro quadrantes. Bússola azimutal acoplada a um teodolito Existem também as bússolas prismáticas portáteis. Bússola prismática A operacionalização das bússolas será discutida detalhadamente no capítulo destinado às medidas de orientação. com graduação para rumos e azimutes. Na topografia ela pode ser usada para orientação dos alinhamentos.Ivancildo F. por um pião. suspensa em seu centro de gravidade.

Ivancildo F. com apenas um parafuso calante). de um goniômetro para outro (existem níveis. Operacionalização de goniômetros As principais operações efetuadas com um goniômetro antes de medir ângulos são: ▪ Centragem Consiste em fazer com que o eixo principal do goniômetro passe pelo ponto topográfico. Girar a alidade até o eixo longitudinal do nível tubular escolhido ficar paralelo e superposto aos dois parafusos niveladores.4. 6.2. Soltar o movimento da alidade através do parafuso de fixação do movimento particular. Uma regra prática: Regular as pernas do tripé à altura do operador. ou seja. Escolher dois parafusos niveladores quaisquer e um dos níveis de bolha do círculo graduado horizontal. O tipo de ângulo a ser avaliado vai depender do levantamento. assim como os tipos de níveis de bolha (esférico ou tubular). Procurar deixar a base do tripé aproximadamente na horizontal. fixa-se definitivamente o parafuso. Uma regra prática: Verificar se o parafuso de fixação do movimento geral da alidade está apertado. a horizontalidade do prato do limbo. Deslocar o tripé para o ponto topográfico.3. a fim de verificar a calagem. A posição dos parafusos de blocagens e ajustes também é variável. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .Alagoas 69 6. Satisfeita a condição. Girar os dois parafusos para dentro ou para fora simultaneamente. se é horizontal ou vertical: . ajustando brevemente o prumo de cordão sobre o ponto topográfico. deixando folga para que possa ser feita a perfeita coincidência do prumo de cordão ou ótico sobre o ponto topográfico. Com o goniômetro calado. Dar um giro qualquer no goniômetro. os níveis tubulares ficam centrados em qualquer posição. ▪ Calagem Consiste em fazer com que o prato do goniômetro fique perpendicular ao seu eixo principal. tornando a bolha centrada. dependendo da marca e do modelo do goniômetro. Usar apenas o terceiro parafuso para centralizar o segundo nível tubular. - Ressalta-se que os parafusos calantes podem variar na quantidade. Goniometria É a parte da gionologia que trata da medição de ângulos. Fixar o goniômetro ao tripé através do parafuso de ancoragem. por exemplo.

Liberar e girar o aparelho (sentido horário).Ivancildo F. Zerar o círculo horizontal do goniômetro nesta posição (procedimento padrão Hz = 000º00‟00‟‟). dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . executando a pontaria (fina) sobre o ponto a vante (segundo alinhamento). Exemplo elucidativo: Medir os ângulos Hz dos vértices de 1 a 4. O prolongamento do eixo principal do instrumento deve coincidir com a tachinha ou cruz sobre o piquete. Ré Vante ponto Horiz ponto Horiz P1 P2 P3 P4 4 1 2 3 000º00‟00‟‟ 000º00‟00‟‟ 000º00‟00‟‟ 000º00‟00‟‟ 2 3 4 1 60º18'16" 120º25'56" 60º19'18" 118º56'30" 60º18'16" 120º25'56" 60º19'18" 118º56'30" Ângulos externos O método de leitura do referido ângulo consiste em: Executar a pontaria fina sobre o ponto a ré (primeiro alinhamento). 4 Hz3 Hz4 Hz2 Hz1 1 2 3 Ângulos internos medidos numa poligonal fechada de quatro vértices.Alagoas 70 Levantamento de ângulos horizontais Para a medida do ângulo horizontal a dois alinhamentos consecutivos. Os ângulos podem ser assim classificados: Ângulos internos. de deflexão. conforme caderneta de campo abaixo: Est. repetição e reiteração. externos. . Anotar ou registrar o ângulo (Hz) marcado no visor ou no vernier correspondente ao ângulo horizontal interno medido. CADERNETA DE LEVANTAMENTO PELO ÂNGULO INTERNO Ângulo Croqui Ponto visado Horiz. devem ser feitas as operações básicas de centragem e calagem sobre um dos pontos que a definem. Ângulos internos O método de leitura do referido ângulo consiste em: Executar a pontaria fina sobre o ponto a ré (primeiro alinhamento).

Ivancildo F. Liberar somente a luneta do aparelho e tomá-la segundo o prolongamento do primeiro alinhamento. Anotar ou registrar o ângulo (Hz) marcado no visor ou no vernier correspondente ao ângulo horizontal externo medido. CADERNETA DE LEVANTAMENTO PELO ÂNGULO EXTERNO Ângulo Croqui Ponto visado Horiz. se o sentido do giro for anti-horário. Este ângulo varia de 0º a 180º. O método de leitura do referido ângulo consiste em: Executar a pontaria fina sobre o ponto a ré (primeiro alinhamento). Ré Vante ponto Horiz ponto Horiz P1 P2 P3 P4 4 1 2 3 000º00‟00‟‟ 000º00‟00‟‟ 000º00‟00‟‟ 000º00‟00‟‟ 2 3 4 1 309º41'44" 241º03'30" 299º40'41" 239º34'04" 309º41'44" 241º03'30" 299º40'41" 239º34'04" Ângulos de deflexão É o ângulo horizontal que o alinhamento de vante forma com o prolongamento do alinhamento à ré num determinado vértice. executando a pontaria (fina) sobre o ponto a vante (segundo alinhamento). dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Hz4 2 3 Hz3 1 Hz1 4 Hz2 Ângulos externos medidos numa poligonal fechada de quatro vértices. Liberar e girar o aparelho (sentido horário). ou negativo (deflexão à esquerda). se o sentido do giro for horário. Zerar o círculo horizontal do goniômetro nesta posição (procedimento padrão Hz = 000º00‟00‟‟). Exemplo elucidativo: Medir os ângulos Hz dos vértices de 1 a 4. .Alagoas 71 - Zerar o círculo horizontal do goniômetro nesta posição (procedimento padrão Hz = 000º00‟00‟‟). podendo ser positivo (deflexão à direita). conforme caderneta de campo abaixo: Est.

.Em seguida. . . fixando o ângulo horizontal lido e tomando-o como partida para a medida seguinte. e sim. Exemplo elucidativo: Medir os ângulos αi dos vértices de 1 a 4. . o aparelho é liberado e a luneta é apontada (pontaria fina) para o ponto a vante. Anotar ou registrar o ângulo (Hz) marcado no visor ou no vernier correspondente à deflexão medida. os alinhamentos a vante e a ré de um determinado ponto. . conforme caderneta de campo abaixo: CADERNETA DE LEVANTAMENTO POR DEFLEXÃO Est.Um novo ângulo horizontal é anotado ou registrado.O ângulo horizontal resultante é registrado ou anotado.O processo se repete um certo número „n‟ de vezes. . dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .O ângulo de partida utilizado neste momento para a segunda medida do ângulo horizontal não é mais zero.Apontar a luneta do goniômetro para o ponto a ré (pontaria fina) e o círculo horizontal do mesmo é zerado (procedimento padrão Hz = 000º00‟00‟‟).O processo se repete um certo número „n‟ de vezes. o ângulo anotado ou registrado anteriormente. Deflexão D(m) Esquerda Direita P1-P2 P2-P3 P3-P4 P4-P1 - 120º25'56" 60º18'16" 118º56'30" 60º19'18" Repetição Consiste em visar. Dd 2 Dd 3 Dd 1 Dd 4 Ângulos de deflexão medidos numa poligonal fechada de quatro vértices. O método de leitura do referido ângulo consiste em: .Alagoas 72 - Liberar e girar o aparelho (sentido horário ou anti-horário) executando a pontaria (fina) sobre o ponto a vante (segundo alinhamento). .O aparelho é liberado e a luneta é novamente apontada (pontaria fina) para o ponto a ré. . .Liberar novamente o aparelho e aponta-se para o ponto a vante.Ivancildo F. sucessivamente.

o aparelho é liberado e a luneta é apontada (pontaria fina) novamente para o ponto a ré. Croqui A 1 0º 123º18'16" 2 123º18'16" 123º18'16" 246º36'16" 123º18'22" Solução: Quando L0 = 00º.Alagoas 73 A este processo de medir sucessivamente várias vezes o mesmo ângulo horizontal denomina-se séries de leituras. sucessivamente. conforme caderneta de campo abaixo: CADERNETA DE LEVANTAMENTO PELO ÂNGULO DA REPETIÇÃO Ponto visado Est.Ivancildo F. tomando como partida para a medida do ângulo horizontal intervalos regulares do círculo. de 3 leituras. O valor final do ângulo horizontal. . Em seguida. os alinhamento a vante e a ré de um determinado ponto ou estação. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Liberar somente a luneta do aparelho e tomá-la no sentido inverso. L1 = 123º18'16".123º18'16" = 123º18'22" α = (α 1 + α 2 ) = (123º18'16" + 123º18'22") = 123º18'19" 2 2 Reiteração Este método consiste em visar. ponto Ré Horiz ponto Vante Horiz Ângulo Horiz. dependendo da precisão exigida para o levantamento. As séries são compostas. normalmente. O método de leitura do referido ângulo consiste em: Apontar a luneta do goniômetro para o ponto a ré (pontaria fina) e o círculo horizontal do mesmo não deve ser zerado. para os alinhamentos medidos. O ângulo horizontal deve ser registrado ou anotado. é dado pela relação: Hz = Hzn – Hz1 (n-1) Exemplo elucidativo: Medir o ângulo “α” do vértice A. O ângulo horizontal resultante é mais uma vez anotado ou registrado. L2 = 246º36'38" α1 = L1 – L0 = 123º18'16" – 0º = 123º18'16" α 2 = L2 – L1 = 246º36'38" .

ela é efetuada em várias posições do limbo. A cada posição denomina-se uma série. ela é efetuada numa única posição do limbo em apenas uma série de leituras. . para o ponto de vante. Libera-se novamente o aparelho e aponta-se. Liberar somente a luneta do aparelho e tomá-la no sentido inverso.Alagoas 74 - Liberar somente a luneta do aparelho e tomá-la de volta no sentido direto.246º41'46" + 360º) = 113º18'20" 2 Quando a reiteração é múltipla. O ângulo horizontal (sentido horário) é determinado pela fórmula α = (PD2 – PD1) + (PI2 – PI1) 2 Onde: Posições do instrumento: PD = Luneta tomada na posição direta. O ângulo horizontal deve ser registrado ou anotado.303º18'12") 2 α = (113º18'18") + (. Em seguida. O ângulo horizontal resultante é mais uma vez anotado ou registrado. A reiteração pode ser simples ou múltipla: Quando a reiteração é simples. PV 01 B 02 Leitura na Mira PD PI 123º18'20" 303º18'12" 236º36'38" 56º36'34" D(m) Ângulo 01 Croqui 113º18'20" α B 02 Solução: α = (236º36'38" . Exemplo elucidativo: Determinar o ângulo α do vértice B. conforme caderneta de campo abaixo: CADERNETA DE LEVANTAMENTO PELA REITERAÇÃO SIMPLES Est. desta vez. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . o aparelho é liberado e a luneta é apontada (pontaria fina) novamente para o ponto a vante.Ivancildo F.123º18'20") + (56º36'34" . Usada para trabalhos de média precisão. PI = Luneta tomada na posição inversa.

300º10'25") = 73º04'01" α 5 = (313º19'32" . Exemplo elucidativo: Determinar o ângulo α do vértice B.Alagoas 75 Para trabalhos que requerem uma maior precisão. em alguns aparelhos. poderá ser feita da seguinte maneira: ▪ Com origem no horizonte .Ivancildo F. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Para um bom trabalho topográfico recomenda-se dividir o limbo do instrumento conforme o número de séries.60º15'33") = 73º04'02" α = α 1 + α 2 + α 3 + α 4 + α 5 + α 6 = 73º03'58" 6 Levantamento de ângulos verticais Para a medida do ângulo vertical basta saber que. 6 séries para levantamento de 2ª ordem. Nas poligonais geodésicas utilizam-se: 12 séries para levantamento de 1ª ordem. conforme caderneta de campo abaixo: CADERNETA DE LEVANTAMENTO PELA REITERAÇÃO MÚLTIPLA Est.120º10'28") = 73º03'55" α 4 = (13º14'26" .00º23'16") = 73º03'58" α 2 = (253º27'12" .180º23'19") = 73º03'53" α 3 = (193º14'23" . recomenda-se efetuar no mínimo 3 séries.240º15'34") = 73º03'58" α 6 = (133º19'35" . PV SÉRIE 1 2 1 3 B 1 2 2 3 Leitura na Mira PD PI 00º23'16" 180º23'19" 120º10'28" 300º10'25" 240º15'34" 60º15'33" 73º27'14" 253º27'12" 193º14'23" 13º14'26" 313º19'32" 133º19'35" D(m) Ângulo Croqui 01 α 02 73º03'58" B Solução: α 1 = (73º27'14" . 120º e 240º. Assim em 3 séries as leituras são efetuadas próximas a 0º.

Ivancildo F. variando de 0º a 90º em direção ascendente (acima do horizonte) ou descendente (abaixo do horizonte). Sabe-se que não existe na superfície da Terra uma referência melhor do que o seu eixo Norte-Sul para orientar os alinhamentos topográficos. bem como dos métodos e instrumentos que permitirão o seu levantamento.V α = V .270º Direção Ascendente Descendente Descendente Ascendente Levantamento de ângulos de orientação São ângulos destinados a orientar os alinhamentos num plano topográfico de projeção. porque a qualquer tempo podermos voltar ao campo e retomar os trabalhos achando diversos elementos que a eles se achem relacionados. .Alagoas 76 Quando recebe o nome de „ângulo vertical‟ propriamente dito. As relações entre o ângulo zenital e o vertical são as seguintes: Ângulo zenital 000º < V ≤ 90º 090º < V ≤ 180º 180º < V ≤ 270º 270º < V ≤ 360º Ângulo vertical ou inclinação α = 90º . da linha meridiana formada a partir dele. ▪ Com origem no zênite Quando recebe o nome de „ângulo zenital‟ variando de 0º a 360º. conseqüentemente. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .V α = V .90º α = 270º . O capítulo seguinte versará sobre a adoção desse sistema de referência nas orientações topográficas e.

cujas medidas obtidas se restringem à medição de ângulos. e a meridiana formada é tida como meridiana magnética. Obviamente que nas operações topográficas. A linha meridiana Como já explicitado.1. efetivamente. Introdução Sabemos da geografia que toda e qualquer linha que passe por um ponto localizado na superfície da terra. a linha meridiana que os une. a obtenção da meridiana (magnética ou verdadeira) se dará. embora estejam levantados em suas formas e dimensões naturais. Esses pólos são denominados geográficos ou verdadeiros e. a partir de levantamento de campo.2. na escolha dessa meridiana. para cada ponto da superfície da terra podemos ter um plano vertical absolutamente imutável que passa por esse ponto e pelos pólos. No entanto. a meridiana gerada pelo prolongamento da agulha da bússola (pontas norte e sul) irá de encontro aos pólos norte e sul magnéticos. uma vez que ela pode ser magnética ou verdadeira. O que não ocorre na topografia convencional. uma vez que as coordenadas obtidas nos diversos pontos levantados são expressas sempre em termos de coordenadas geográficas. de forma que em qualquer tempo possamos voltar ao campo e retornar os trabalhos achando diversos elementos que a ela se achem relacionados. Estas permitem analiticamente. distâncias e declividades. a linha que une os pólos Norte ao Sul da Terra (aquelas representadas nos mapas geográficos) é denominada linha dos pólos. anteriormente. porém. Sendo assim. Assim. a obtenção da meridiana verdadeira. em função disso. Por outro lado. O grande problema reside. e tratará do método e instrumentos que permitirão a obtenção da mesma.Alagoas 77 7. MEDIDAS DE ORIENTAÇÃO 7. e que não existe na superfície da terra uma referência melhor do que esta para orientar as navegações (terrestres e aéreas). e que recebe o nome de . também é tida como meridiana verdadeira. 7. pela atração que sofrerá. na Topografia. este capítulo abordará a questão da orientação de projetos topográficos. Portanto. cujos instrumentos utilizados são os GPSs. uma bússola estacionada sobre a superfície terrestre. entretanto. Como estamos falando de propriedades magnéticas. É a introdução do conceito de meridiana nas operações topográficas „norteará‟ as mesmas. Neste caso. e que vá à direção dos pólos recebe o nome de meridiana. gera um campo magnético fazendo com que se comporte como um grande imã. a partir da meridiana magnética. devido ao seu movimento de rotação. os pólos que atraem a agulha da bússola são denominados magnéticos. Nesta. o conhecimento da meridiana magnética se torna relativamente desnecessário. Acontece que. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . tem sua agulha atraída pelos pólos deste imã.Ivancildo F. sabemos que os acidentes projetados num plano horizontal poderão ocupar diferentes posições. sabe-se que a terra.

Quando houver coincidência a declinação será nula. por exemplo. e será positivo quando o norte magnético estiver à direita do norte verdadeiro ou negativo quando o norte magnético estiver à esquerda do norte verdadeiro. em Palmeira dos Índios no campus do IFAL. a declinação magnética de uma linha formada entre o marco geográfico GPS01 e o ponto topográfico 04 existentes no terreno. e um plano vertical mutável que não passa necessariamente pelos pólos e recebe o nome de meridiano magnético. Assim. é de aproximadamente -24º520‟. Declinação magnética O ângulo de declinação magnética (δ) é aquele formado pela variação da meridiana magnética em relação à meridiana verdadeira. Este ângulo varia de lugar para lugar e também varia num mesmo lugar com o passar do tempo. determinável pela agulha da bússola. 7. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Ambas são publicadas pelo Observatório Nacional do Rio de Janeiro.Ivancildo F. mas poderiam ter sido obtidas através de consulta a uma carta isogônica o (por interpolação).Alagoas 78 meridiano verdadeiro ou geográfico. a cada cinco anos.3. Nv Nm Nv = Nm Nv Nm -δ δ=0 +δ Para o cálculo da declinação magnética. pode-se usar utilizar a carta isogônica (contém linhas de mesma declinação magnética ou isogônicas) e a carta isopórica (contém linhas de mesma variação da declinação magnética ou isopóricas). 04 Poligonal existente Campus do IFAL/PIn GPS02 no δ = -24º20‟ Nv Nm . Estas informações foram obtidas mediante levantamento topográfico astronômico e convencional.

1997). ao restabelecimento dos alinhamentos e ângulos magnéticos marcados para uma poligonal. A informação da data do levantamento topográfico. senão vejamos o que recomenda a Norma brasileira para levantamentos topográficos: “. supracitada na Norma. Os trabalhos de apoio topográfico....Alagoas 79 Carta isogônica do Brasil – ano 2005 Quanto à escolha de um ou de outro sistema de referência não implica em erro na orientação. a declinação magnética nesta data bem como a sua variação anual. está relacionada diretamente à necessidade de aviventação da orientação. . ou seja. então.. . por exemplo. ficando o levantamento topográfico orientado para o norte magnético. É imprescindível que sejam mencionados no desenho topográfico final do levantamento a data do levantamento. O que vai definir a escolha é o rigor do trabalho a ser apresentado. por meio de observação com bússola ou declinatória acoplada a um teodolito. por meio de observação astronômica. exigem orientação para o Norte Verdadeiro. Convém. uma vez que a indicação do norte magnético é variável em função do tempo”(NBR...determinando o azimute geográfico de um lado deste apoio. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . proceder de modo que a rede topográfica de apoio seja orientada para o norte geográfico(ou verdadeiro). Não sendo possível este procedimento orientar pelo menos este lado em relação ao norte magnético.Ivancildo F..

Como esta direção pode ser magnética ou verdadeira. e quando usamos o meridiano verdadeiro. Quando tomamos como referência a meridiano magnético. Este trabalho é necessário.Alagoas 80 na época de sua medição. O mesmo processo é utilizado para a locação em campo. o rumo obtido é chamado rumo verdadeiro. o azimute da linha AB será AzA-B. Já o rumo de uma linha é o menor ângulo horizontal. As cartas isopóricas permitem essa atualização.Ivancildo F. visto que a posição dos pólos norte e sul magnéticos varia com o passar dos tempos. . Chama-se azimute ao ângulo que o alinhamento forma com a direção norte-sul do meridiano. para achar a posição correta de uma poligonal levantada em determinada época. Rumos e azimutes Os ângulos de orientação formados a partir da meridiana magnética ou verdadeira a um alinhamento. formado entre a direção Norte-sul da agulha magnética e o alinhamento. É contado de 0º a 360º no sentido horário. medindo a partir do Norte ou do Sul. e ainda programas específicos de computador para cartografia. os azimutes entre dois pontos AB e BC são: Nv ou Nm 0º Nv ou Nm 0º Azv ou Azm 270º A 90º 270º B 90º Azv ou Azm B C 180º 180º Estando o alinhamento na direção AB. e se estiver na direção BC. o azimute assume os nomes magnético ou verdadeiro. o azimute será AzB-C. Este último é raramente encontrado em memoriais descritivos recentes de projetos topográficos. no sentido horário (à direita) ou sentido anti-horário (à esquerda) e variando de 0º a 90º. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . etc. respectivamente. é necessário que os valores resultantes deste levantamento sejam reconstituídos para a época atual. 7. são conhecidos como azimutes ou rumos. o rumo obtido é chamado rumo magnético. Assim.4. linhas de transmissão. para os dias atuais. Assim. de linhas projetadas sobre plantas de estradas.

Azimute. Tomando o exemplo.Ivancildo F. e se estiver na direção DE. o rumo da linha AB será R A-B(NE). ▪ Noroeste (NW). o rumo será RD-E(NW). o rumo será RB-C(SE). o rumo será RC-D (SW). se estiver na direção CD. Uma relação pode ser feita entre rumos e azimutes: ▪ 1º Quadrante (NE) → Rumo = Azimute. tem-se: 0º 0º RA-B B B 90º (W) A 90º (E) 90º (W) 90º (E) RBC C 0º Quadrante NE 0º E 0º Quadrante SE 0º RDE 90º (W) C 90º (E) 90º (W) D RCD 90º (E) D 0º Quadrante SE 0º Quadrante NW Estando o alinhamento na direção AB. ▪ 2º Quadrante (SE) → Rumo = 180º . ▪ Sudoeste (SW). dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . a bússola de rumos é dividida em quatro quadrantes: ▪ Nordeste (NE). ▪ Sudeste (SE). desta vez para rumos. se estiver na direção BC. .Alagoas 81 Conforme mencionado no capítulo anterior.

Operacionalização da bússola azimutal Para operacionalizar a bússola azimutal acoplada ao teodolito. Girar a luneta do teodolito no sentido horário e na direção do alinhamento para se obter o azimute. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Fazer coincidir a linha de fé Norte-sul do limbo da bússola com a linha Norte-sul da agulha magnética.Azimute. Exemplo elucidativo: Determinar o ângulo azimutal das linhas 1-2 e 2-3.Ivancildo F. ▪ 4º Quadrante (NW) → Rumo = 360º . conforme esquema abaixo: 1 3 2 Solução: Nm Nm Az1-2 1 Az2-3 3 2 Nm Nm Az2-3 = 42º27‟17” Az1-2 = 99º45‟32” 1 2 2 3 . é necessário que se tenham cumpridas as etapas básicas de centragem e calagem do goniômetro.Alagoas 82 ▪ 3º Quadrante (SW) → Rumo = Azimute – 180º. Uma regra prática: Zerar o limbo horizontal do goniômetro. Liberar o parafuso de blocagem da agulha da bússola.

dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Uma regra prática: Zerar o limbo horizontal do goniômetro. Exemplo elucidativo: Determinar o rumo das linhas 1-2 e 2-3. as de rumo acopladas ao teodolito carecem de centragem e calagem. Fazer coincidir a linha de fé Norte-sul da bússola com a linha Norte-sul da agulha magnética.: As aproximações nas leituras das bússolas variam de acordo com a fabricação e modelo do teodolito e da bússola acoplada.Ivancildo F. Liberar o parafuso de blocagem da agulha da bússola. Posicionar e girar (posição direta ou inversa) a luneta do teodolito para a direção do alinhamento e. prevalecendo aquela de menor precisão.Alagoas 83 Operacionalização da bússola de rumo Assim como nas bússolas azimutais. no sentido horário ou anti-horário. conforme esquema abaixo: 1 3 2 Solução: Nm Nm 1 R1-2 2 R2-3 3 Nm Nm R2-3 = 42º27‟17” 3 1 2 R1-2 = 80º14‟28” 2 . Obs. obter o rumo.

Azn-1 = azimute da linha anterior. Observação 1: A variação do sinal em An vai depender do sentido do caminhamento. usar o sinal (+). An = ângulo do vértice na linha. Caso contrário. e os ângulos que formam os vértices dos alinhamentos seguintes.4. sabendose que o azimute magnético inicial do vértice 1 é Az1-2 = 70º: Nm ou Nv 190º 2 195º 3 210º 4 7 5 6 320º 280º Az1-2 1 Solução: Az1-2 = 70º Como o polígono está à direita no caminhamento. . dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Caso contrário. Observação 3: Quando Azn-1 ± An ≥ 180º. se o caminhamento for com o polígono à sua esquerda implica em sinal (-).1. A expressão abaixo simplifica as operações no campo: Azn = Azn-1 ± An ± 180º Onde: Azn = azimute da linha. pode-se determinar analiticamente os azimutes dos demais alinhamentos. deve-se usar o sinal (-) ao termo 180º. sem que seja necessário percorrer todo o perímetro usando uma bússola. de acordo com o sentido progressivo dos trabalhos.Alagoas 84 7. Observação 2: Uma maneira prática de saber se o polígono está à sua direita é verificar se os ângulos da poligonal foram gerados de ré para vante. e se for com polígono à sua direita implica em sinal (+).Ivancildo F. tem-se (+) An. Cálculo do azimute magnético Conhecido o azimute do primeiro alinhamento. Exemplo elucidativo: Determinar analiticamente os azimutes magnéticos dos vértices 2 a 6. ou seja. o polígono estará à sua esquerda.

180º = 365º → 5º pois (365º .170º ± 180º = -100º + 180º = 80º Az3-4 = 80º .180º = 5º .1165º ± 180º = -85º + 180º = 95º Az4-5 = 95º .180º = 95º Az4-5 = 95º + 210º ± 180º = 305º . sabendose que o azimute magnético inicial do vértice 1 é Az1-2 = 45º: Nm ou Nv 2 Az1-2 3 4 170º 165º 7 80º 1 40º 6 5 150º Solução: Az1-2 = 70º Como o polígono está à esquerda no caminhamento.180º = 225º Az6-7 = 225º + 320º ± 180º = 545º . Az2-3 = 70º .360º = 5º) Exemplo elucidativo: Determinar analiticamente os azimutes magnéticos dos vértices 2 a 6.80º ± 180º = -45º + 180º = 225º Az6-7 = 225º .Alagoas 85 Daí. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .180º = 80º Az3-4 = 80º +195º ± 180º = 275º . tem-se (-) An.40º ± 180º = 185º .150º ± 180º = -55º + 180º = 125º Az5-6 = 125º . Daí.180º = 125º Az5-6 = 125º + 280º ± 180º = 405º . Az2-3 = 70º + 190º ± 180º = 260º .Ivancildo F.

Introdução Conhecidos os métodos e os instrumentos empregados na medição de ângulos e distâncias.1. em qualquer de suas finalidades. a fim de se obter com precisão os elementos necessários e suficientes à representação geométrica de determinada área do terreno estudada topograficamente. costuma-se sintetizar essas fases em apenas quatro etapas. associado à outros fatores como o preço de aquisição de equipamentos de alta precisão. especificamente.2. LEVANTAMENTO PLANIMÉTRICO E LOCAÇÃO 8. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . com a sua numeração. não deixando de determinar o ponto de partida do levantamento. c) Levantamento de detalhes. má qualidade profissional e número reduzido de pontos de apoio geodésico. .Ivancildo F. elegendo-se os principais vértices da poligonal básica do levantamento. e) Original topográfico. residências e prédios. Este capítulo será dedicado ao estudo dessas etapas. em escala conveniente. no mínimo. será mostrado como elas devem transcorrer durante um levantamento topográfico. dependendo dos recursos instrumentais disponíveis: Fase de reconhecimento do terreno É nesta fase que se percorre a região a ser levantada. tem dificultado bastante o atendimento a essa Norma. Fases do levantamento topográfico O levantamento topográfico é um conjunto de operações realizadas no campo. o levantamento topográfico. Segundo a NBR 13. d) Cálculos e ajustes. deve-se também providenciar a cravação de piquetes.133 da ABNT. f) Desenho topográfico final. e como preencher planilhas que resultarão nas coordenadas dos pontos topográficos observados. Entretanto. as seguintes fases: a) Planejamento. Organizar também a turma de auxiliares. é necessário que sejam atendidas algumas fases e procedimentos que viabilizarão a execução dos levantamentos ou locações topográficas planimétricas.1. b) Apoio topográfico. g) Relatório técnico. 8. Destarte. Além disso. o desconhecimento da norma vigente. deve ter. serão tratadas algumas questões gerais referentes à locação de obras de engenharia. Nesta fase de trabalho. podendo a primeira se confundir com a segunda. seleção de métodos e aparelhagem. item 5.Alagoas 86 8. Para tanto.

Finalmente. deve-se proceder à computação. que servirá de subsídio tanto nos trabalhos de campo como nos de escritório. o transporte dos rumos ou azimutes e das coordenadas. mesmo que o levantamento seja feito por meio de equipamentos rastreadores de satélite. deve-se lançar mão de alguns métodos de levantamento: ▪ Triangulação a trena ▪ Poligonação ▪ Irradiação ▪ Interseção à vante ▪ Interseção à ré ▪ Outras Fase de cálculos e memorial descritivo Terminadas as operações de campo. tais como: A orientação magnética e verdadeira. para que todo o trabalho se desenvolva normalmente. Vai depender do rigor desejado nos levantamentos e da área do terreno. Fase de caracterização Durante esta fase. dos dados obtidos. se o desenho for à mão. . procede-se à confecção do desenho da planta topográfica. devem ser obedecidos os critérios de apresentação. enquanto os pontos de detalhes comuns (feições). Fase de desenho Depois de calculadas as coordenadas dos diversos pontos medidos. em escritório. Além do mais. organiza-se um croqui da área do terreno.Ivancildo F. A data do levantamento. e redigido o memorial descritivo. Qualquer que seja o recurso de desenho disponível. e o cálculo da área caso necessite. Quando o levantamento é feito por instrumentos topográficos convencionais. devem ser ajustados como auxílio de escalímetro. Este é um processo que envolve o “fechamento” angular e linear. É conveniente a abertura de picadas e a limpeza dos rumos divisórios “aceiro”. antes de iniciar os trabalhos de levantamento.Alagoas 87 ministrando-lhes as instruções e recomendações necessárias. Essas exigências são indispensáveis. serão levantados todos os elementos que caracterizam as linhas divisórias do terreno em estudo. Este desenho pode ser feito à nanquim ou no computador. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . os pontos de referência devem ser plotados segundo suas coordenadas. e poderão ser aumentadas. ou do CAD se forem no computador.

etc. 8. Para tanto. utilizando-se de escala e compasso. porque se utilizam apenas de trenas. As feições naturais e/ou artificiais (representadas através de símbolos padronizados ou convenções e sua respectiva toponímia).2 Aplicado para levantamentos de áreas planas que exigem melhor precisão que o processo anterior.Alagoas 88 As escalas gráfica e numérica.Ivancildo F. Levantamento por triangulação à trena Processo . tais como: . tais como postes. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Este método permite que a planta topográfica seja desenhada através de coordenadas retangulares. distâncias dos alinhamentos.3. Os eixos de coordenadas. Consiste na decomposição do terreno em triângulos. e calculam-se as áreas através da resolução de triângulos quaisquer. balizas e piquetes. árvores. com a instalação de diversos piquetes nos seus vértices e no interior. A legenda e convenções utilizadas. 1 2 11 10 ● 9 12 ● 8 3 7 4 5 6 O desenho da planta topográfica será feito com os artifícios de desenho geométrico. Medem-se as distâncias de todos os lados dos triângulos. É aplicado para a caracterização de pequenas áreas (planas) e amarrações de pontos. O número de vértices. O título do trabalho.1 É um método expedito. Os responsáveis pelo trabalho. alguns passos precisam ser seguidos. Processo .

▪ Medir as distâncias de todos os lados dos triângulos. ▪ Desenho. a partir das dimensões de seus lados. obtida a partir de um levantamento de campo feito à trena. Exemplo elucidativo: Dada a caderneta de campo abaixo. ▪ Calcular os ângulos internos de cada triângulo levantado.Alagoas 89 ▪ Decompor o terreno em triângulos com a instalação de piquetes. As coordenadas iniciais do vértice „A‟ foram arbitradas e o azimute inicial de „A‟ na direção de „B‟ foi levantado através uma bússola prismática.Ivancildo F. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . ▪ Levantar o azimute do primeiro vértice. DISTÂNCIAS HORIZONTAIS MEDIDAS À TRENA AB = 60280m EF = 91790m AG = 101720m CE = 123770m BC = 69890m FG = 57515m BH = 93500m DF = 114760m CD = 74880m GH = 75520m BF = 106080m BG = 84900m DE = 112695m HÁ = 58590m GC = 88900m CF = 65070m Coordenadas iniciais Azimute magnético XA = YA = 1000000 AzAB = 93º19'43" N . determinar as coordenadas dos vértices B até H. ▪ Determinar as coordenadas retangulares dos vértices principais.

BG ângulo 20 = 47º21'13" B Triângulo CDF F 16 ArcCos11= FD2 + CD2 – FC2 2.CG.14" D ArcCos10 = EC2 + DC2 – ED2 2.GA.DF ângulo 16 = 37º49'28.Ivancildo F.HG ângulo 22 = 34º47'25" A Triângulo AGB G 21 2 ArcCos2 = GA2 + BA2 – BG2 2. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .EC.GA.AG.CF.11" C D Triângulo CDE E 13 10 ArcCos13 =CE2 + DE2 – CD2 2.Alagoas 90 Solução: 1) Cálculo dos ângulos Triângulo AGH H 22 1 G ArcCos1 = GA2 + HA2 –GH2 2.HA ângulo 1 = 47º20'42" ArcCos22 = AG2 + HG2 –AH2 2.DE ângulo 13 = 36º32'37.CE.DC ângulo 10 = 63º39'16.BA ângulo 2 = 56º28'39" B ArcCos21 = AG2 + BG2 – AB2 2.AG.66" 11 ArcCos16 = CF2 + DF2 – CD2 2.CD ângulo 11 = 32º12'06.BC.FD.27" C .BG ângulo 21 = 36º17'35" A Triângulo BCG G 20 7 C ArcCos7 = BC2 + GC2 – BG2 2.GC ângulo 7 = 63º19'07" ArcCos20 = CG2 + BG2 – BC2 2.

FE.10" C ArcCos19 = CG2 + FG2 – FC2 2.CG.Alagoas 91 Triângulo DEF E F 15 12 ArcCos15 =EF2 + DF2 – DE2 2.Ivancildo F.GF ângulo 18 = 52º56'41.EC ângulo 9 = 46º18'11.35" Triângulo BFG F G 18 5 ArcCos5 = GB2 + FB2 – GF2 2.07" C Triângulo CFG F G 19 8 ArcCos8 = CG2 + FC2 – GF2 2.FB ângulo 5 = 32º43'37.FD.CG. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .ED ângulo 12 = 47º35'24.55" B ArcCos4 = BH2 + GB2 – GH2 2.BH.CE ângulo 14 = 30º49'58.FC.BF.FC ângulo 8 = 40º15'23.77" ArcCos18 = BF2 + GF2 – GB2 2.DF ângulo 15 = 65º01'30.93" B Triângulo BGH G H 23 4 ArcCos23 =BH2 + GH2 – GB2 2.34" .97" ArcCos9 = FC2 + EC2 – FE2 2.63" D Triângulo CEF E F 9 14 ArcCos14 =FE2 + CE2 – FC2 2.BH.GB.GH ângulo 23 = 59º10'12.EF.GB ângulo 4 = 49º48'08.FG ângulo 19 = 46º58'41.24" ArcCos12 = FD2 + ED2 – EF2 2.

180º 103º29'35" + 79º47'32" – 180º 3º17'07" + 67º22'36" + 180º 250º39'43" + 195º37'11" – 180º 266º16'54" + 165º24'54" –180º 251º41'48" + 97º56'52" – 180º = 69º57'38" = 103º29'35" = 3º17'07" = 250º39'43" = 266º16'54" = 251º41'48" = 169º38'40" 3) Cálculo das projeções no eixo do X e do Y ΔXAB = ΔXBC = ΔXCD = ΔXDE = DAB.72" C ArcCos6 = FB2 + CB2 – FC2 2.CF ângulo 17 = 39º49'30.304 = 65658.HB ângulo 3 = 37º29'54.71" 3 ArcCos24 =AH2 + BH2 – AB2 2.AH.sen93º19'43" = 69890.sen3º17'07" = 60178.AB.senAzCD DDE. os ângulos da poligonal somam A= B= C= D= E= F= G= H= 1+2 3+4+5+6 7 + 8 + 9 + 10 11 + 12 13 + 14 15 + 16 + 17 + 18 19 + 20 + 21 + 22 23 + 24 = 103º49'21" = 156º37'55" = 213º31'57" = 79º47'32" = 67º22'36" = 195º37'11" = 165º24'54" = 97º56'52" 2) Cálculo dos azimutes AzAB = AzBC = AzCD = AzDE = AzEF = AzFG = AzGH = AzHA = 93º19'43" 93º19'43" + 156º37'55" – 180º 69º57'38" + 213º31'57" .senAzDE = 60280.178 = 6458.Ivancildo F. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .Alagoas 92 Triângulo BHA B 24 ArcCos3 = AB2 + HB2 – HA2 2.59" A H Triângulo BFC F 17 ArcCos17 =BF2 + CF2 – BC2 2.269 .645 = 72813.FB.senAzBC DCD.BH ângulo 24 = 38º46'39.sen69º57'38" = 74880.sen103º29'35" = 112695.CB ângulo 6 = 36º36'13.BF.85" 6 B Portanto.senAzAB DBC.

91 1057644.926 = -71699.cos93º19'43" = 69890.912 = -3500.27 = 1205108.39 = 1118497. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .30 = 1060178.23716.56 6458.010 = 23948.cos169º38'40" 4) Cálculo das coordenadas XA = XB = XC = XD = XE = XF = XG = XH = XA = YA = YB = YC = YD = YE = YF = YG = YH = YA = 1000000 XA + ΔXAB XB + ΔXBC XC + ΔXCD XD + ΔXDE XE + ΔXEF XF + ΔXFG XG + ΔXGH XH + ΔXHA 1000000 YA + ΔYAB YB + ΔYBC YC + ΔYCD YD + ΔYDE YE + ΔYEF YF + ΔYFG YG + ΔYGH YH + ΔYHA = 1000000 + 60178.3 + 65658.99 1198650.88 10531.86611. (m) 60280 69890 74880 112695 91790 57515 75520 58590 Projeções ΔX ΔY 60178.12 = 1205108.232 = 10531.07 1085091.794 = .77 – 3729.cosAzCD DDE.82 ≈ 1000000 = 996500 = 1020448.57635.18 -17471.cosAzAB DBC.79 -86611.79 = 1115487.23 -23716.cos251º41'48" = 58590.31 .995 = .27 112509.39 1115487.640 ΔXEF = ΔXFG = ΔXGH = ΔXHA = ΔYAB = ΔYBC = ΔYCD = ΔYDE = ΔYEF = ΔYFG = ΔYGH = ΔYHA = DEF.senAzFG DGH.22 – 30395.23 = 989403.cosAzDE DEF.senAzEF DFG.12 + 6458.94 -71699.cosAzBC DCD.cosAzEF DFG.43 = 1115487.43 + 112509.99 72813.cos3º17'07" = 91790.88 = 1057644.882 = .32 -30395.93 -3729.3729.82 1000009. 156º37'55" 213º31'57" 79º47'32" 67º22'36" 195º37'11" 165º24'54" 97º56'52" Azimute 93º19'43" 69º57'38" 103º29'35" 3º17'07" 250º39'43" 266º16'54" 251º41'48" 169º38'40" Dist.45 -57393.30395.31 ≈ 1000000 5) Montagem da planilha de cálculo E Ré PV A A B C D E F G H A B C D E F G B C D E F G H A Angulo Horiz.12 1002977.94 1020448.564 = 112509.senAzGH DHA.sen250º39'43" = 57515.17471.cosAzHA = 91790.cosAzGH DHA.95 999935.45 = 1085091.94 + 72813.64 = 1125836.cos250º39'43" = 57515.sen169º38'40" = 60280.93 = 1061103.cos69º57'38" = 74880.sen266º16'54" = 75520.91 – 10531.91 -57635.95 = 1000009.91 = 1000000 – 3500.56 = 1002977.39 – 86611.449 = .320 = -57393.941 = .sen251º41'48" = 58590.83 989403.senAzHA DAB.07 – 57393.14 – 71699.91 = 999935.14 1081361.Alagoas 93 = .3 996500 1125836.95 –57635.94 = 1198650.77 = 1081361.32 = 1118497.64 = 1060178.cos266º16'54" = 75520.64 Coordenadas X Y 1000000 1000000 1060178.77 1061103.22 = 1085091.83 = 1057644.43 1205108.83 –23716.14 = 989403.22 1118497.99 = 1020448.00 = 996500 + 23948.3 = 1125836.00 65658.94 = 1081361.cosAzFG DGH.64 23948.18 = 1198650.30 -3500.07 = 1061103.99 = 1002977.Ivancildo F.cos103º29'35" = 112695.99 – 17471.

91 999935.27 -86611.94 -23716.77 1081361.95 1000009.56 112509.18 6458.64 72813.79 -30395.83 1057644.07 1061103.3 1125836.32 -57393.45 -3729.22 1085091.94 1198650.43 1115487.23 10531.14 989403.39 1118497.99 -17471.30 65658.00 23948.Ivancildo F.82 Y 1000000 996500 1020448.88 -57635. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .91 ΔY -3500.31 CROQUI/OBSERVA ÇÕES A A B C D E F G H B C D E F G H A LEVANTAMENTO DE CAMPO: DATA: CÁLCULO: DATA: VISTO: DATA: Adaptado do formulário organizado pelo Professor Luiz Carlos da Silveira.99 1002977.93 -71699.64 COORDENADAS X 1000000 1060178. .12 1205108.Alagoas 94 PLANILHA DE CÁLCULO ANALÍTICO TRIANGULAÇÃO À TRENA SERVIÇO: Exemplo elucidativo LOCAL: AZIMUTE INICIAL: AzP03-A = 93˚19'43" FOLHA: Única E PV ÂNGULO HORIZONTAL º ' " 156 37 55 213 31 57 79 47 32 67 22 36 195 37 11 165 24 54 97 56 52 AZIMUTE º 93 69 103 3 250 266 251 169 ' 19 57 29 17 39 16 41 38 " 43 38 35 07 43 54 48 40 DISTÂN CIA (m) 60280 69890 74880 112695 91790 57515 75520 58590 COORDENADAS INICIAIS: XA = 1000000 YA = 10000 PROJEÇÕES ΔX 60178.

D e E de uma poligonal aberta iniciada a partir do marco geográfico P03 de coordenadas conhecidas: CADERNETA DE LEVANTAMENTO Estação Ré Pv Ang. o último vértice não coincide com o primeiro. podem existir três tipos de poligonais: ▪ Aberta.319 NP03 = 5719. procurando. O cálculo analítico de uma poligonal aberta consiste em calcular o azimute. podendo-se obter coordenadas de alta precisão. 8.Ivancildo F. ou seja. ▪ Fechada em base diferente. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . projeções e coordenadas. de se saber escolher. de acordo com o processo de levantamento mais adequado a determinadas condições de trabalho.1. C. do emprego de bons instrumentos e.56 A P03 B 289º30'30" 28. Os resultados obtidos podem ser analisados e compensados analiticamente. ▪ Fechada na mesma base. e ao mesmo tempo à direita ou à esquerda delas. O caminhamento para a obtenção das distâncias e dos ângulos pode ser feito internamente ou externamente às poligonais. o aparelho a ser empregado. desta forma um polígono. Poligonal aberta A poligonal aberta é usada apenas para amarração de pontos distantes da área que está sendo levantada. a partir dos ângulos horizontais e distâncias. sobretudo.4. mas também. que são extraídos da caderneta de campo.29 Azimute inicial Coordenadas de P03 AzP03-A = 259º56'36" EP03 = 4416. Distância (m) P03 A 29. Levantamento por poligonação Consiste no levantamento de poligonais em uma área ou linha. harmonizar a natureza do instrumento e o método a ser usado com o tipo de operação topográfica que se tem em vista realizar. Parte de pontos com coordenadas conhecidas e não tem fechamento. assim. Horiz. da habilidade do operador.717 . Exemplo elucidativo: Determinar as coordenadas em UTM dos vértices A. Assim. Ressalta-se que a exatidão do levantamento não depende apenas do caminhamento. B.44 D C E 129º11'20" 23. Sendo uma poligonal aberta não é possível verificar a presença de erros com a análise dos dados.80 B A C 176º24'06" 36.03 C B D 100º05'56" 33. pela medição de distâncias e ângulos.4. não caracterizando.Alagoas 95 8.

720) = 4437.cos285º57'08" = 23.senAzP03-A = DA-B.Ivancildo F.senAzP03-A = DC-D.cosAzP03-A = DD-E.669 + (10.cos5º51'12" = 33.917 + (-2.Alagoas 96 Croqui: D C E N B P03 A Solução: 1) Cálculo dos azimutes AzP03-A AzA-B AzB-C AzC-D AzD-E = 259º56'36" = 259º56'36" + 289º30'30" – 180º = 9º27'06" + 176º24'06" – 180º = 5º51'12" + 100º05'56" + 180º = 285º57'08" + 129º11'20" – 180º = 369º27'06" = 5º51'12" = 285º57'08" = 235º08'28" ou 9º27'06" 2) Cálculo das projeções ΔEP03-A ΔEA-B ΔEB-C ΔEC-D ΔED-E ΔNP03-A ΔNA-B ΔNB-C ΔNC-D ΔND-E = DP03-A.752 = -33.932 = 4421.319 = EP03 + ΔEP03-A = EA + ΔEAB = EB + ΔEBC = EC + ΔECD = ED + ΔEDE = 4416.cos259º56'36" = 28.cosAzP03-A = DA-B.cos9º27'06" = 36.sen235º08'28" = 29.387 = -0. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .29.sen285º57'08" = 23.44.cosAzP03-A = 29.senAzP03-A = DD-E.03.80.774 = -15.319 + 21.senAzP03-A = DP03-A.790 = 32.364 = -20.015) = 4421.80.56.706 = 4436.669 = 4430.cosAzP03-A = DC-D.03.20.248 = 10.sen5º51'12" = 33.774) = 4436.676 3) Cálculo das coordenadas EP03 EA EB EC ED EE = 4416.932 + (-15.917 = 4419.sen9º27'06" = 36.389 .cos235º08'28" = 21.248) = 4419.sen259º56'36" = 28.015 = -2.44.29.720 = .706 + (-0.cosAzP03-A = DB-C.56.406 = -29.senAzP03-A = DB-C.387 = 4437.

Ivancildo F.752 -2.273 4419.11 + (-29.Alagoas 97 NP03 NA NB NC ND NE = 5719.752 = 5702.233 4) Montagem da planilha de cálculo E P03 P03 A B C D Ré P03 A B C PV A B C D E Angulo Horiz.03 33. (m) 29.20.774 -29.720 -20.233 .717 + (. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .790 -15.809 + (-20.248 -33.669 5668.110 = 5669.387 .521 = 5702.521 4421.717 4437.676 Coordenadas E N 4416.676) = 5699.521 + 32.015 32.909 = 5648. 289º30'30" 176º24'06" 100º05'56" 129º11'20" Azimute 259º56'36" 89º27'06" 355º51'12" 275º57'08" 225º08'28" Dist.273 = 5668.790) = 5669.20.80 36.364 10.110 4436.56 28.389 5648.717 = NP03 + ΔNP03-A = NA + ΔNAB = NB + ΔNBC = NC + ΔNCD = ND + ΔNDE = 5719.932 5669.917 5702.44 23.406 -0.364) = 5668.706 5699.319 5719.273 + (-33.909 4430.29 Projeções ΔE ΔN 21.406) = 5699.

248 10.Alagoas 98 PLANILHA DE CÁLCULO ANALÍTICO POLIGONAL ABERTA SERVIÇO: Exemplo elucidativo LOCAL: TEODOLITO: AZIMUTE INICIAL: AzP03-A = 259˚56'36" COORDENADAS INICIAIS: EP03 = 4416.774 -15.932 4421. .03 33.20. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .389 N 5719.364 -20.676 COORDENADAS E 4416.80 36.56 28.233 NP03 = 5719.110 5669.706 4436.387 -0.717 5699.790 32.720 ΔN .717 ALTITUDES COTA CROQUI/ OBSER VAÇÕES P03 P03 A B C D A B C D E LEVANTAMENTO DE CAMPO: DATA: CÁLCULO: DATA: VISTO: DATA: Adaptado do formulário organizado pelo Professor Luiz Carlos da Silveira.273 5668.Ivancildo F.752 -33.29 PROJEÇÕES ΔE 21.909 5648.44 23.521 5702.319 FOLHA: Única E PV ÂNGULO HORIZONTAL º ' " 289 30 30 176 24 06 100 05 56 129 11 20 AZIMUTE º 259 89 355 275 225 ' 56 27 51 57 08 " 36 06 12 08 28 DISTÂN CIA (m) 29.406 -29.917 4419.669 4430.319 4437.015 -2.

Ivancildo F. desta forma. do teodolito ou estação utilizada no levantamento topográfico. 1/4000 → para poligonais medidas a trena.00 P01 P00 P02 121º08' 63.2. da ordem de 1/30000 ou melhor). 1/10000 → para poligonais eletrônicas (dependendo da precisão da estação total pode-se chegar a precisões.20 P04 P03 P05 167º14' 96.4.10 P07 P06 P08 209º02' 88. são aceitos os valores: 1/1000 → para poligonais taqueométricas.195 NP03 = 8959419. A precisão angular depende. Exemplo elucidativo: Determinar as coordenadas em UTM dos vértices P01 à P09 da poligonal-escola fechada na mesma base P00 de coordenadas conhecidas: CADERNETA DE LEVANTAMENTO Estação Ré Pv Ang. Normalmente para precisão linear.00 P05 P04 P06 166º56' 80. no fechamento da poligonal.133.Alagoas 99 8.133 para os diversos tipos de poligonais. diferindo apenas na verificação e compensação dos erros cometidos.60 Azimute inicial Coordenadas de P00 AzP00-P01 = 274º EP03 = 757533. Distância (m) P00 P09 P01 122º12' 20. O cálculo de uma poligonal fechada é idêntico ao cálculo de uma poligonal aberta.244 Croqui: . dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .40 P06 P05 P07 75º58' 75. Horiz. 1/2000 → para poligonais medidas com trigonometria. Estas precisões são fornecidas pela NBR 13. um polígono.60 P02 P01 P03 197º14' 141.20 P03 P02 P04 97º13' 15. Poligonal fechada na mesma base A poligonal fechada na mesma base é caracterizada por ter o último vértice coincidindo com o vértice inicial. fundamentalmente. formando.50 P08 P07 P09 110º38' 60.00 P09 P08 P00 172º18' 90. Na poligonal fechada há controle de fechamento angular e linear a partir de uma precisão pré-estabelecida pela NBR 13.

Logo. se: ΣAi = 180º(n-2) Onde: ΣAi = soma dos ângulos internos. n = número de vértices. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .Ivancildo F. ΣAi = 180º (10 – 2) ΣAi = 1440º 2) Erro angular O erro angular dá uma idéia de precisão com que os ângulos foram medidos. É dado pela diferença entre a soma dos ângulos lidos em campo e a soma calculada pela expressão teórica: .Alagoas 100 Solução: 1) Soma dos ângulos internos A poligonal estará geometricamente fechada angularmente.

4) Ângulo compensado Conhecido o erro angular.1440º00' = .0º07' A distribuição desse erro pode ser feita em quantidades iguais por vértice. a soma dos ângulos compensados deve ser igual a soma determinada pela fórmula teórica.√n Eadm = erro angular admissível. E = ± 3. Ao final da compensação. 3) Erro admissível O erro admissível é aquele que expressa um limite para o erro angular. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Logo. pois podem ocorrer compensações durante o levantamento.Ivancildo F. Erro distribuído = 00º07' = 00º00'42" 10 O ângulo compensado é obtido adicionando o erro distribuído do ângulo lido.00º00'30". a = metade da menor divisão da leitura do limbo horizontal. m = valor de 1 a 3 de acordo com a precisão requerida para o levantamento. faz-se a sua distribuição igualmente entre os vértices. Eadm = ± m. pois o valor encontrado é simplesmente um resíduo dos erros acidentais. abaixo do qual o trabalho de leitura de ângulos é considerado de boa qualidade.a. Assim: Compensado em P00 Compensado em P01 Compensado em P02 Compensado em P03 Compensado em P04 Compensado em P05 Compensado em P06 Compensado em P07 Compensado em P08 = 122º12' + 42" = 121º08' + 42" = 197º14' + 42" = 97º13' + 42" = 167º14' + 42" = 166º56' + 42" = 75º58' + 42" = 209º02' + 42" = 110º38' + 42" = 122º12'42" = 121º08'42" = 197º14'42" = 97º13'42" = 167º14'42" = 166º56'42" = 75º58'42" = 209º02'42" = 110º38'42" .Alagoas 101 Soma de campo = 1439º53' ΣAi = 1440º00' Erro angular = 1439º53' . n = número de vértices da poligonal. O sinal da correção deverá ser contrário do sinal do erro angular. √10 ≈ 00º04'45" A determinação desse erro não se constitui num índice rígido quanto à qualidade do trabalho.

44.senAz P01-P02 = D P02-P03.cos 232º23'24" = 15.sen274º = 63.senAz P09-P00 = DP00-P01.1018 Σ|ΔX‟| = 464.senAz P06-P07 = D P07-P08.60.60.sen331º47'18" = 20.sen19º47'12" = 88.cos339º28'36" = 90.0353 = .8046 = 25.86.cos136º51'48" = 80.3951 = -52.6875 = 65.8563 = 7.180º = 215º08'42" = 232º23'24" = 149º37'06" = 136º51'48" = 123º48'30" = 19º47'12" = 48º49'54" = 339º28'36" = 331º47'18" Para conferência AzP00-P01 = 331º47'18" + 122º12'42" – 180º = 274º00'00" Ok! 6) Projeções ΔX‟P00-P01 ΔX‟P01-P02 ΔX‟P02-P03 ΔX‟P03-P04 ΔX‟P04-P05 ΔX‟P05-P06 ΔX‟P06-P07 ΔX‟P07-P08 ΔX‟P08-P09 ΔX‟P09-P00 ΔY‟P00-P01 ΔY‟P01-P02 ΔY‟P02-P03 ΔY‟P03-P04 ΔY‟P04-P05 ΔY‟P05-P06 ΔY‟P06-P07 ΔY‟P07-P08 ΔY‟P08-P09 ΔY‟P09-P00 = DP00-P01.cos19º47'12" = 88.180º = 232º23'24" + 97º13'42" – 180º = 149º37'06" + 167º14'42" .1127 = .6391 = 66. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .sen232º23'24" = 15.00.cosAz P04-P05 = D P05-P06.senAzP00-P01 = D P01-P02.00.8294 = 1.7359 = 70.cosAz P01-P02 = D P02-P03.50.cos 149º37'06" = 96.2572 = 56.cos331º47'18" = .9513 = .sen215º08'42" = 41.1918 = 79.20.sen48º49'54" = 60.cos48º49'54" = 60.20.36.20.6112 = .sen339º28'36" = 90.cos123º48'30" = 75.0536 = .21.senAz P05-P06 = D P06-P07.senAz P02-P03 = D P03-P04.6636 = 58.10.60.senAz P08-P09 = D P09-P00.00.40.10.cos274º = 63.cosAz P08-P09 = D P09-P00.cosAz P05-P06 = D P06-P07.cosAz P03-P04 = D P04-P05.4652 ΣΔY‟ = 0.cosAz P02-P03 = D P03-P04.2653 .180º = 136º51'48" + 166º56'42" – 180º = 123º48'30" + 75º58'42" –180º = 19º47'12" + 209º02'42" – 180º = 48º49'54" + 110º38'42" – 180º = 339º28'36" + 172º18'42" .1720 = .42.8374 7) Soma das projeções: ΣΔX‟ = -0.cosAz P07-P08 = D P08-P09.50.0056 = .20.111.sen149º37'06" = 96.senAz P04-P05 = D P05-P06.00.cosAz P09-P00 = 20.60.Alagoas 102 Compensado em P09 = 172º18' + 42" = 172º18'42" Total 1440º00'00" 5) Azimutes AzP00-P01 AzP01-P02 AzP02-P03 AzP03-P04 AzP04-P05 AzP05-P06 AzP06-P07 AzP07-P08 AzP08-P09 AzP09-P00 = 274º = 274º + 121º08'42" – 180º = 215º08'42" + 197º14'42" .13.40.6209 = .cosAzP00-P01 = D P01-P02.sen123º48'30" = 75.Ivancildo F.cosAz P06-P07 = D P07-P08.cos 215º08'42" = 41.sen136º51'48" = 80.70.00.19.4296 = 66.00.senAz P03-P04 = D P04-P05.senAz P07-P08 = D P08-P09.

Ivancildo F. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .1018) | = 0.ΔX‟ 464.004372 CP01-P02 = 0.Alagoas 103 Σ|ΔY‟| = 532. Logo.ΣΔX‟| Σ|ΔX‟| Cx = | ΔX‟.8563) = 0. EL = erro linear.000219176. P = 730. EL = [(-0.60 = 2570.(19.2842 9) Precisão A precisão indica o perímetro de levantamento para se obter o erro de 1 metro.000219176.6112) = 0.000219176.9513) = 0. A precisão do levantamento é dada pela fórmula: P = Perímetro EL Onde: Perímetro = soma dos lados da poligonal.7 0.024516 .000219176.1018)2 + (0.008024 CP02-P03 = 0.2842 A precisão é anotada na forma de escala → P = 1:2570 10) Correções do Erro Linear: No eixo do X Cx = |ΔX‟.4249 8) Erro linear O erro linear é dado pela fórmula: EL = [(ΣΔX‟)2 + (ΣΔY‟)2]½ Logo.(111.(0.2653)2 ]½ = 0.(36.4652 CP00-P01 = 0.

005574 = 0.689185 = 65.0536) = 0.000219176.1918) = 0. A soma das projeções compensadas deve ser zero.000498286.1127) = 0.(70.946928 = .(70. ΔXP00-P01 ΔXP01-P02 ΔXP02-P03 ΔXP03-P04 ΔXP04-P05 = = = = = ΔX‟P00-P01 + C P00-P01 ΔX‟P01-P02 + C P01-P02 ΔX‟P02-P03 + C P02-P03 ΔX‟P03-P04 + C P03-P04 ΔX‟P04-P05 + C P04-P05 = .034907 = 0.36. porque ΣΔX‟ é negativo e Cy será negativo porque ΣΔY‟ é positivo.8374) = 0.000498286.000219176.603176 = .(1.(44.000498286.000219176.001685 = 0.(25.000219176.7359) = 0.6875 + 0. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .014642 = 0.000498286.022291 = 0.ΣΔY‟| Σ|ΔY‟| Cy = | ΔY‟.(7.8046) = 0.6391) = 0.ΔY‟ 532.8294) = 0. Logo.6391 + 0.000219176.000695 = 0.014602 = 0.000498286.000498286.8563 + 0.(79.9513 + 0.008024 = .4249 CP00-P01 CP01-P02 CP02-P03 CP03-P04 CP04-P05 CP05-P06 CP06-P07 CP07-P08 CP08-P09 CP09-P00 = 0.000498286.36. Cx será positivo neste exemplo.4296) = 0.(58.3951) = 0.(66.1720) = 0.000219176.Alagoas 104 CP03-P04 CP04-P05 CP05-P06 CP06-P07 CP07-P08 CP08-P09 CP09-P00 = 0.19.006534 = 0.6112 + 0.024516 = 7.2653) | = 0.(13. Assim.6636) = 0.014386 = 0.000498286.004610 = 0.027999 = 0.029029 = 0.(21.Ivancildo F.111.035211 = 0.000498286.19.000498286.025914 = 0.014386 = .(66.039782 11) Projeções compensadas As projeções compensadas são calculadas pelas fórmulas: ΔX = ΔX‟ + Cx ΔY = ΔY‟ + Cy Deve-se no cálculo das projeções compensadas.111.6875) = 0.(42.042938 = 0.000498286.001685 = 65.000219176.(56.(0.831784 = 7.004372 = .0353) = 0.(52. observar que os sinais de Cx e Cy devem ser contrários aos sinais obtidos nos (ΣΔX‟ e ΣΔY‟).(65.009387 No eixo do Y Cy =|ΔY‟.653486 .2572) = 0.6209) = 0.(86.0056) = 0.

974 = 8959283.405 + (-21.006534 = .21.95) = 757513.76) = 8959152.797618 =0 ΔXP05-P06 ΔXP06-P07 ΔXP07-P08 ΔXP08-P09 ΔXP09-P00 ΔYP00-P01 ΔYP01-P02 ΔYP02-P03 ΔYP03-P04 ΔYP04-P05 ΔYP05-P06 ΔYP06-P07 ΔYP07-P08 ΔYP08-P09 ΔYP09-P00 = = = = = = = = = = = = = = = ΔX‟P05-P06 + C P05-P06 ΔX‟P06-P07 + C P06-P07 ΔX‟P07-P08 + C P07-P08 ΔX‟P08-P09 + C P08-P09 ΔX‟P09-P00 + C P09-P00 ΔY‟P00-P01 + C P00-P01 ΔY‟P01-P02 + C P01-P02 ΔY‟P02-P03 + C P02-P03 ΔY‟P03-P04 + C P03-P04 ΔY‟P04-P05 + C P04-P05 ΔY‟P05-P06 + C P05-P06 ΔY‟P06-P07 + C P06-P07 ΔY‟P07-P08 + C P07-P08 ΔY‟P08-P09 + C P08-P09 ΔY‟P09-P00 + C P09-P00 = 66.63 = 8959222.015 + (-42.44.1127 – 0.364 + 79.014642 = 25.604 + (-86.394 + (-13.83) = 757364.8046 + 0.025914 = .69 = 757372.86.104 + (-44.195 = XP00 + ΔXP00-P01 = XP01 + ΔXP01-P02 = XP02 + ΔXP02-P03 = XP03 + ΔXP03-P04 = XP04 + ΔXP04-P05 = XP05 + ΔXP05-P06 = XP06 + ΔXP06-P07 = XP07 + ΔXP07-P08 = XP08 + ΔXP08-P09 = XP09 + ΔXP09-P00 = 8959419.364 ≈ 8959419.035211 = 58.86.82) = 757513.0353 + 0.009387 ΣΔX = 1.634 = 8959368.505 = 757438.634 + (-52.604 = 8959282.042938 = .244 = YP00 + ΔYP00-P01 = YP01 + ΔYP01-P02 = YP02 + ΔYP02-P03 = YP03 + ΔYP03-P04 = YP04 + ΔYP04-P05 = YP05 + ΔYP05-P06 = YP06 + ΔYP06-P07 = YP07 + ΔYP07-P08 = YP08 + ΔYP08-P09 = YP09 + ΔYP09-P00 = 757533.000695 = -52.8294 + 0.820013 =0 = 1.6636 – 0.344 = 8959224.031514 = .022291) = 70.974 + 58.029029 = 56.014602 = .155 + 66.Alagoas 105 = 66.039782 ΣΔY 12) Coordenadas planas-UTM XP00 XP01 XP02 XP03 XP04 XP05 XP06 XP07 XP08 XP09 XP00 YP00 YP01 YP02 YP03 YP04 YP05 YP06 YP07 YP08 YP09 YP00 = 757533.3951 – 0.245 = 757476.204 = 8959339.09) = 8959199.23 = 8959281.0536 – 0.39 = 8959420.394405 = .13.2572 – 0.628389 = 58.43 = 757530.197 ok! = 8959419.505 + 65.7359 –(-0.16 = 8959337.758191 = 70.03) = 8959368.635502 = .Ivancildo F.1918 – 0.8374 – 0.005574 = 66.13.088507 = .975 = 757530.70.42.815 +7.03069 = .435174 = 66. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .60) = 757476.394 = 8959269.42.815 = 757372.1720 – 0.034907 = .80 8959420.045 = 757576.03) = 757576.228171 = 56.645 = 757364.104 = 8959154.21.6209 + 0.64 = 757530.194 + (-70.155 = 757504.21) = 8959282.52.344 + 70.195 + (-19.82 = 757504.975 + 25.405 = 757597.004610 = .65 = 757438.4296 + 0.204 + 56.245 + (-36.015 = 757533.110234 = -70.194 = 8959199.027999 = 79.244 + 1.214938 = .163801 = 79.244 .20) = 8959269.405 + 66.645 + (-111.819242 = 25.0056 – 0.44.

022291 -44.6209 0.228171 56.946928 -36.0536 0.Ivancildo F.03069 -42.6391 0.8046 0.214938 -13.004610 -21.2653 -0.2 SOMA 1439 53 00 180.4 757597.7359 0.1 Y 8959420.004372 -19.1018 ΣΔX’ -0.820013 PROJEÇÃO NO EIXO Y CALCU CORRE COMPEN LADA ÇÃO SADA ΔY’ CY ΔY 1.014642 66.014602 66.6636 0. ALUNOS DATA: 1996 .628389 58.0 90.1 8959154.689185 65.000695 1.9 757530. PROJEÇÕES ΔX‟ = D.2842 1/2570 CÁLCULO: VISTO: PROF.3951 0.Alagoas 106 PLANILHA DE CÁLCULO ANALÍTICO – POLIGONAL FECHADA NA MESMA BASE SERVIÇO: Exemplo elucidativo LOCAL: AZIMUTE INICIAL: AzP00-P01 = 274º E PV ÃNGULOS ER COMPEN RO SADO " " º ' " 00 42 122 12 42 00 42 121 08 42 00 42 197 14 42 97 13 42 00 42 00 42 167 14 42 00 42 166 56 42 75 58 42 00 42 00 42 209 02 42 00 42 110 38 42 00 42 172 18 42 AZIMUTE perímetro do IFAL Campus Palmeia dos Indios TEODOLITO: Wild de precisão 6” COORDENADAS INICIAIS: XP00 = E P00 = 757533.006534 -13. (m) PROJEÇÃO NO EIXO X CALCU CORRE COMPEN LADA ÇÃO SADA ΔX’ CX ΔX -19.001685 7.042938 -86.014386 65.6875 0.027999 56. E E ALUNOS ERRO LINEAR(EL) = [(ΣΔX‟)2 + (ΣΔY‟)2] ½ .9513 0.797618 COORDENADAS LIDO º 122 121 197 97 167 166 75 209 110 172 ' 12 08 14 13 14 56 58 02 38 18 P00 P01 P02 P03 P04 P05 P06 P07 P08 P09 P01 P02 P03 P04 P05 P06 P07 P08 P09 P00 º 274 215 232 149 136 123 19 48 339 331 ' 08 23 37 51 48 47 49 28 47 " 42 24 06 48 30 12 54 36 18 20. ΣΔY’ Σ│ΔY’│ ΣΔY = 0 ERRO PRECISÃO LINEAR 0.005574 25.2 757476. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .025914 -52.119234 -70.4249 LEV.034907 -70.2 8959339.1918 0.8 757372.1127 0.653486 66.2572 0.6 8959282.5 757438.0 757533.603176 -111.0 63.6 757364. ΣΔX’ Σ│ΔX’│ CY = ΔY’.758191 70.4296 0.6 DISTRIBUIÇÃO DO ERRO: 42” por vértice 0.197 .088507 -44.008024 -36. YP00 = N P00 = 8959419.009387 -42.4652 .6 141. CORREÇÕES CX= ΔX’.819242 25.024516 -111.1 757504. TOPOGRAF.031514 -86.6112 0.3 8959224.8563 0.1720 0.394405 -52.: PROF.6 X 757513.9 8959283.635502 -21.3 8959419.0 80.2 15.163801 79.8374 0.244 DIST.5 60.831784 7.2 96. (N-2) = 1440º00'00" ERRO = 00º07’ PRECISÃO (P) = PERÍMETRO EL 1440 00 00 730.435174 66.1 8959199.4 75.1 88.8294 0.039782 79. ΣΔY’ 0.senAz ΔY‟ = D.029029 58.0353 0.035211 70.2653 Σ│ΔY’│ 532.0056 0.1018 ΣΔX = 0 Σ│ΔX’│ 464.cosAz DATA: 1996 DATA: 1996 Adaptado do formulário organizado pelo professor Luiz Carlos da Silveira .6 8959368.5 757576.3 8959269.

770 C B D 305º40'16" 123. Neste tipo de poligonal o erro angular é dado pela diferença entre o azimute de chegada existente e o azimute de chegada calculado. C e D de uma poligonal enquadrada que partiu de um ponto P02 e findou num ponto P14. Exemplo elucidativo: Determinar as coordenadas dos vértices A. Horiz. comparadas com as projeções calculadas.Alagoas 107 8. Vante de chegada.4. Coordenadas. Desta forma são conhecidos: Estação de saída.Ivancildo F. este é calculado pela diferença entre as coordenadas de chegada e as coordenadas de saída. Quanto ao erro linear. ambos de coordenadas conhecidas: CADERNETA DE LEVANTAMENTO Estação Ré Pv Ang. formando.129 chegada XP15 = 1402.220 D C P14 16º15'37" 139.119 saída Coordenadas das estações de XP14 = 1405. Azimute na saída (pode não ser conhecido). Poligonal fechada em base diferente ou enquadrada A poligonal fechada em base diferente parte de uma linha de uma poligonal fechada e chega numa outra linha da mesma poligonal ou de outra poligonal cujos pontos das linhas são conhecidos. Elementos a levantar: Azimute na chegada.127 YP15 = 606. Caracteriza-se pelo último vértice não coincidir com o vértice inicial.723 . Distância (m) P02 P01 A 43º54'53" 136.009 A P02 B 288º44'07" 120. desta forma.015 B A C 71º05'06" 152. mas de coordenadas iniciais e finais conhecidas. Ré de saída. B. Projeções.3.714 YP14 = 475. um polígono aberto.714 YP02 = 343. Estação de chegada. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .210 P14 D P15 175º17'56" Azimute de saída AzP01-P02 = 177º28'03" Coordenadas da estação de XP02 = 1119.

Az' → Sempre que ∆X for positivo → Sempre que ∆X for negativo. Az = Az' Az = 360º . porque o Az estará entre 180º e 360º .Ivancildo F. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .180º = 150º07'03" + 71º05'06" – 180º = 41º12'09" + 305º40'16" . o termo „azimute calculado‟ precisa ainda ser conhecido: Calcula-se AzP14-P15 pela fórmula Az'P14-P15 = arc Cos ∆Y = 177º28'03" = 177º28'03" + 43º54'53" – 180º = 41º22'56" + 288º44'07" .180º = 166º52'25" + 16º15'37" – 180º = 3º08'02" + 175º17'56" – 180º = 41º22'56" = 150º07'03" = 41º12'09" = 166º52'25" = 3º08'02" = 358º25'58" D Sendo.Alagoas 108 Croqui: N ● P01 P15 ● AzP01-P02 P14 A C P02 B D Solução: 1) Azimutes AzP01-P02 AzP02-A AzA-B AzB-C AzC-D AzD-P14 AzP14-P15 2) Erro angular O erro angular do levantamento é calculado na linha P14 – P15 pela diferença entre o azimute de chegada (conhecido) e o calculado. Erro angular P14-P15 = AzP14-P15 (conhecido) – AzP14-P15 (calculado) Mas.

9751 = 7. Ao final da compensação. o AzP14-P15 (calculado) deverá ser igual ao AzP14-P15 (conhecido): AzP02-A Compensado AzA-B Compensado AzB-C Compensado AzC-D Compensado AzD-P14 Compensado AzP14-P15 Compensado 4) Projeções ΔX‟P02-A ΔX‟A-B ΔX‟B-C ΔX‟C-D ΔX‟D-P14 = DP02-A.5" = 166º52'25" + 14" = 3º08'02" + 17.5" = 89. Logo ∆Y= YP15 – YP14 = 606.594 = arc Cos 0.210.009.6428m Az‟P14-P15 = arc Cos131.5" = 358º25'58" + 21" = 41º22'59.99" 131.Ivancildo F. Erro distribuído = 21" = 3.594)2 ]½ = 131.5" = 166º52'39" = 3º08'19.5" = 150º07'03" + 7.714 = -3. D = comprimento da linha 14-15. faz-se a sua distribuição igualmente da estação de saída (P02) até a estação de chegada (P14).220.sen150º07'10" = 152.sen3º08'19.642 AzP14-P15 = 360º .99" = 358º26'19" Finalmente Erro angular = AzP14-P15 (conhecido) – AzP14-P15 (calculado) Erro angular = 358º26'19" .7907 = 100.127 – 1405.Az‟ = 360º .sen41º22'59. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .587 D = [∆X2 + ∆Y2 ]½ = [(-3.6388 = 27.5" = 123.senAzD-P14 = 136.5" 6 A correção deve ser acumulada a cada estação.5" = 150º07'10" = 41º12'19.5" = 120.senAzA-B = DB-C.sen166º52'39" = 139.723 – 475.129 = 131.015.0" = 41º12'09" + 10.Alagoas 109 Onde: ∆Y= projeção da linha no eixo das ordenadas.770.999635374 = 1º33'40.358º25'58" = 000º00'21" 3) Azimute compensado Conhecido o erro angular.594 ∆X = XP15 – XP14 = 1402.1º33'40.senAzP02-A = DA-B.5" = 358º26'19" .senAzC-D = DD-P14.587)2 + (131.sen41º12'19.9144 = 59.6223 = 41º22'56" + 3.senAzB-C = DC-D.

cosAzC-D = DD-P14.01 – 131.cosAzA-B = DB-C.01 Erro Y = 132.ΣΔX’ Sendo ΣΔX = XP14 (chegada) – XP02 (saída) ΣΔX = 1405.059m ErroY = ΣΔY .cosAzD-P14 = 136.119 ΣΔY = 132.941 = 0.cos150º07'10" = 152.000 Erro X = 286.770.cosAzP02-A = DA-B.941 Σ|ΔX‟| = 285.cos41º22'59.714 ΣΔX = 286.cos41º12'19.cos3º08'19.009.5" 5) Soma das projeções: ΣΔX‟ = 285.941 ΣΔY‟ = 131.9258 = 0. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .5" = 123.5" = 120.0842)2 ]½ EL = 0.926 Σ|ΔY‟| = 580.cosAzB-C = DC-D. A precisão do levantamento é dada pela fórmula: .0609 = 114.103 7) Precisão A precisão indica a distância de levantamento para se obter o erro de 1 metro.052 6) Erro linear O erro linear é dado pela fórmula: EL = [(ErroX)2 + (ErroY)2]½ ErroX = ΣΔX .0842m Finalmente EL = [(0.129 – 343.cos166º52'39" = 139.210.Ivancildo F.059)2 + (0.220.000 – 285.0482 = -104.0012 ΔY‟P02-A ΔY‟A-B ΔY‟B-C ΔY‟C-D ΔY‟D-P14 = DP02-A.ΣΔY’ Sendo ΣΔY = YP14 (chegada) – YP02 (saída) ΣΔY = 475.015.714 – 1119.Alagoas 110 = 102.0023 = 139.9396 = -120.

(7.0609) = 0.(59.(89.(139.052 CP02-A CA-B CB-C CC-D CD-P14 = 0.7907) = 0.012336 = 0.005772 = 0.(-120.000206336.059) | = 0.ΔX‟ 285.9751) = 0.000145159.74 8) Correções do Erro Linear: No eixo do X Cx = |ΔX‟.103 A precisão é anotada na forma de escala → P = 1: 6516.ErroX| Σ|ΔX‟| Cx = | ΔX‟.000206336.(0.017419 = 0.Ivancildo F. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .000145159.000145159.020178 9) Projeções compensadas As projeções compensadas são calculadas pelas fórmulas: .020765 = 0.(100.001573 No eixo do Y Cy = |ΔY‟.014813 = -0.6223) = 0.000145159.74 0. EL = erro linear.(114.Alagoas 111 P = Perímetro EL Onde: Perímetro = soma dos lados da poligonal.6388) = 0.(102. P = 671.0023) = 0.9396) = 0.ErroY| Σ|ΔY‟| Cy = | ΔY‟.018552 = 0.(0.ΔY‟ 580.0482) = 0.000145159.000206336.0012) = 0. Logo.000206336.000145159.(27.016684 = -0.(-104.000206336.9144) = 0.0842) | = 0.941 CP02-A CA-B CB-C CC-D CD-P14 = 0.224 = 6516.015105 = 0.000206336.

9144 + 0.06 – 120.7907 + 0.9751 + 0.09 = 1405.6596 = 1370.017419) = 139.9396 + 0.11 + 114.18 -104. ΔXP02-A ΔXA-B ΔXB-C ΔXC-D ΔXD-P14 ΔYP02-A ΔYA-B ΔYB-C ΔYC-D ΔYD-P14 = = = = = = = = = = ΔY = ΔY‟ + Cy ΔX‟P02-A + C P02-A ΔX‟A-B + C A-B ΔX‟B-C + C B-C ΔX‟C-D + C C-D ΔX‟D-P14 + C D-P14 ΔY‟P02-A + C P02-A ΔY‟A-B + C A-B ΔY‟B-C + C B-C ΔY‟C-D + C C-D ΔY‟D-P14 + C D-P14 = 89.9809 = 7.119 = YP02 + ΔYP02-A = YA + ΔYA-B = YB + ΔYB-C = YC + ΔYC-D = YD + ΔYD-P14 = 1119.015105) = 114.0760 = 341.09 + 7.6239 = 286.945 = 102.11 = 1398.04 = 475.0012 + 0.0482 + 0.0609 + (-0.018552 = 59.Alagoas 112 ΔX = ΔX‟ + Cx Logo.65 + 59.0023 + (-0.71 → OK! = 343.04 + 139.06 = 336.1095 + 27.06 → OK! .65 = 1269.45 + 100.0000 = 102.001573 ΣΔX = 89.714 = XP02 + ΔXP02-A = XA + ΔXA-B = XB + ΔXB-C = XC + ΔXC-D = XD + ΔXD-P14 = 343.9563 = -120.8030 = 1269.6596 = 27.9563 = 456.0197 = 139.8030 = 100.020178 ΣΔY 10) Coordenadas XP02 XA XB XC XD XP14 YP02 YA YB YC YD YP14 = 1119.012336 = 100.Ivancildo F.45 = 1370.9329 = 1209.6223 + 0.119 + 102.005772 = 7. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .014813 = -104.11 = 456.6239 = 1209.0760 = 114.020765 = 27.9809 = 1398.016684 = -120.6388 + 0.18 = 341.0214 = 445.0197 = 336.0630 = -104.9329 = 59.0630 = 445.714 + 89.0214 = 131.

0214 1405.015 152.SAÍDA: AzP0-P02 = 177º28'03" COORD.ΣΔX’ .45 341.0609 -0.6388 0.ERROY .103 PRECISÃO 1/6516.012336 59.71 475.9329 59.9751 0.06 -120.059 Σ│ΔX’│ 285.9396 0.945 DATA: DATA: DATA: Adaptado do formulário organizado pelo professor Luiz Carlos da Silveira.005772 27.119 AZ.74 VISTO: PRECISÃO(P) = PERÍMETRO .001573 7.18 -104.09 336.052 E.11 114. ErroY = ΣΔY – ΣΔY’ = (Ychegada – Ysaída) .0012 0.6596 27.016684 114.5 52 39 08 19.210 P02 A B C D A B C D 14 43 288 71 305 16 54 44 05 40 15 53 07 06 16 37 41 150 41 166 3 358 358 22 07 12 52 08 25 26 56 03 09 25 02 58 19 21 3.8030 100.0760 1269. CHEGADA: X14 =1405. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .015105 -104.224 DISTR ERRO ANGULAR ACUMULADO 3.11 456.ΣΔY’ .Ivancildo F.220 139.020765 100.017419 -120.65 445.9563 1370.04 139.6223 0. PROJEÇÕES ΔX’ = D.714 COORD.CHEGADA: Az14-15 = 358º26'19" AZIMUTE CALCULAD O º ' " ER RO " AZIMUTE CORRIGIDO º ' " DIST.5 14 17.TOPOGRÁFICO: CÁLCULO: ΣΔX’ 286 ΣΔY’ 131.5 7.0842 Σ│ΔY’│ 580.020178 139.714 Y14 = 475.129 E PV ÂNGULOS LIDOS º ' " TEODOLITO: YP02 = 343.770 123.5 07 10 12 19.941 ERRO Y 0.5”/vértice ERRO X 0.Alagoas 113 PLANILHA DE CÁLCULO ANALÍTICO – POLIGONAL ENQUADRADA SERVIÇO: Exemplo elucidativo LOCAL: FOLHA nº: Única AZ. Σ│ΔX’│ Σ│ΔY’│ ERRO LINEAR (EL) =[(ErroX)2+(ErroY)2] ½ ErroX = ΣΔX – ΣΔX’ = (Xchegada – Xsaída) .conAz LEV.9144 0. (m) 136.0 10.018552 89.0482 0.ERROX .0630 1209.9809 7.0023 -0.009 120.06 AZIMUTE CALCULADO AZIMUTE CONHECIDO ERRO 671.senAz ΔY’ = D.7907 0.0197 1398. CORREÇÕES CX = ΔX’.014813 102. .5 41 150 41 166 3 22 59. Linear 0.5 PROJEÇÃO NO EIXO X CALCU CORRE COMPEN LADA ÇÃO SADA ΔX’ CX ΔX 89. CY = ΔY’.6239 PROJEÇÃO NO EIXO Y CALCUCORRE COMPEN COORDENADAS LADA ÇÃO SADA ΔY’ CY ΔY X Y 102. SAÍDA: XP02 = 1119.

este método é bastante útil em projetos que exigem “amarração” de detalhes. evidentemente. Assim. Exemplo elucidativo: Determinar as coordenadas planas-UTM dos pontos irradiados P10. estrategicamente. o método consiste em escolher. bem como. P12 e P13 a partir da poligonal-escola de coordenadas previamente levantadas. um ou mais pontos „P‟ pertencentes a essa poligonal. A precisão resultante do levantamento dependerá. P11. Uma vez demarcada e levantada a poligonal principal (aberta ou fechada). os ângulos horizontais entre os alinhamentos que possuem „P‟ como vértice. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .Alagoas 114 8. ressaltando-se que o fechamento desta independe dos pontos irradiados.5. deste ponto „P‟ são medidas as distâncias (através dos métodos de medição de distâncias horizontais conhecidos) aos pontos definidores do referido detalhe. Croqui: . A execução dos cálculos para a obtenção das coordenadas dos diversos pontos avistados pode ser feita na mesma planilha de cálculos da poligonal principal (poligonal fechada ou enquadrada). de onde possam ser avistados os pontos que definem o detalhe a levantar. do tipo de dispositivo ou equipamento utilizado. Levantamento por irradiação Conhecido também como método das coordenadas polares.Ivancildo F.

cos246º40'42" = 20.62.senAzP02-P12 = DP02-P13.043 = 8959459.6 + 70.senAzP02-P13 = DP09-P10.047 A partir do vértice P02 EP02 = 757476.20. Distância (m) P02 P01 P12 142º14'00" 71.673 = -3.sen187º49'00" = 71.cos177º22'42" = 82.senAzP09-P11 = DP02-P12.10.cosAzP02-P12 = DP02-P13.cosAzP02-P13 = DP09-P10.046) = 757544.64 = 8959377.046 = 28.cos169º36'32" = 29.24 + 82.6 Coordenadas P09 E = 757576.23 NP02 = 8959368.62 Coordenadas P02 E = 757476.6 NP12 = NP02 + ΔNP02-P12 = 8959368.043 = -1.834 = 16.6 N = 8959368.00.3 Azimute saída Az P01-P02 = 215º08'42" AzP08-P09 = 339º28'36" Solução: 1) Azimutes AzP01-P02 = 215º08'42" AzP02-P12 = 215º08'42" + 142º14'00" – 180º = 177º22'42" AzP02-P13 = 177º22'42" + 172º13'50" – 180º = 169º36'32" AzP08-P09 = 339º28'36" AzP09-P10 = 339º28'36" + 87º12'06" – 180º = 246º40'42" AzP09-P11 = 246º40'42" + 121º08'18" – 180º = 187º49'00" 2) Projeções ΔEP02-P12 ΔEP02-P13 ΔEP09-P10 ΔEP09-P11 ΔNP02-P12 ΔNP02-P13 ΔNP09-P10 ΔNP09-P11 3) Coordenadas = DP02-P12.cos187º49'00" = 70.cosAzP09-P11 = 71.6 EP12 = EP02 + ΔEP02-P12 = 757476.28 .senAzP09-P10 = DP09-P11. Horiz.0 N = 8959339.640 = 82.10.sen177º22'42" = 82.62.27 + (-3.20.6 + 8.00.947 = 8.sen169º36'32" = 29.20 P02 P01 P13 172º13'50" 82.sen246º40'42" = 20. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .Ivancildo F.24 NP13 = NP12 + ΔNP02-P13 = 8959377.00 P09 P08 P11 121º08'18" 20.cosAzP09-P10 = DP09-P11.10 P09 P08 P10 87º12'06" 29.27 EP13 = XP12 + ΔEP01-P13 = 757547.Alagoas 115 Caderneta de campo CADERNETA DE LEVANTAMENTO Estação Ré Pv Ang.673 = 757547.942 = -12.

047 = 8959393.99 NP09 = 8959339.3 + (-1.52 .834) = 8959337.3 NP10 = NP09 + ΔNP09-P10 = 8959339.94 + (-12.942 = 757604.94 EP11 = XP12 + ΔEP09-P11 = 757604.947) = 757591.0 + 28.Alagoas 116 A partir do vértice P09 EP09 = 757576. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .47 NP11 = NP12 + ΔNP09-P11 = 8959377.0 EP10 = EP09 + ΔEP09-P10 = 757576.Ivancildo F.47 + 16.

.

628389 58.5 LIDO º 122 121 197 97 167 166 75 209 110 172 142 172 87 121 ' 12 08 14 13 14 56 58 02 38 18 14 13 12 08 P00 P01 P02 P03 P04 P05 P06 P07 P08 P09 P02 P02 P09 P09 P01 P02 P03 P04 P05 P06 P07 P08 P09 P00 P12 P13 P10 P11 SOMA 1439 53 00 180.004372 -19.2 757604.640 82. TOPOGRAF.034907 -70.6 8959282.5 757438.8374 0.6636 0.2653 PROJEÇÃO NO EIXO Y CALCU CORRE COMPEN LADA ÇÃO SADA ΔY ΔY’ CY 1.014386 65. ΣΔY‟ Σ│ΔY‟│ .1720 0.946928 -36.6391 0.005574 25.1018 ΣΔX’ -0.4296 0.2842 1/2570 CÁLCULO: VISTO: PROF.000695 1.0536 0.214938 -13.042938 -86.653486 66.cosAz DATA: 1996 DATA: 1996 . YP00 = N P00 = 8959419.9 Y 8959420.0353 0.014602 66.0056 0.8 757372.2 82.6 8959368.6209 0.3951 0.Ivancildo F.2653 Σ│ΔY’│ 532.0 63.689185 65.244 AZIMUTE º 274 215 232 149 136 123 19 48 339 331 ' 08 23 37 51 48 47 49 28 47 " 42 24 06 48 30 12 54 36 18 20.947 0.820013 70.6 DISTRIBUIÇÃO DO ERRO: 42” por vértice CORREÇÕES CX= ΔX‟.043 -1.9 757591.635502 -21.831784 7.8294 0.6 141.2 757544.6875 0.197 .1 88.6 757364.008024 -36. 1440 00 00 730.4 8959393.1 8959199.035211 70.2 8959337.62 DIST.6112 0. (m) PROJEÇÃO NO EIXO X CALCU CORRE COMPEN LADA ÇÃO SADA ΔX’ CX ΔX -19.4249 LEV.001685 7.8046 0.942 -12.3 8959224.673 -3.2 8959377.9513 0.0 20.758191 70.4652 ΣΔY’ 0.046 28.027999 56.03069 -42.435174 66.039782 79.2572 0.088507 -44.022291 -44.797618 8.5 60.Alagoas 118 PLANILHA DE CÁLCULO ANALÍTICO – POLIGONAL FECHADA NA MESMA BASE SERVIÇO: Exemplo elucidativo AZIMUTE INICIAL: AzP00-P01 = 274º E PV ÃNGULOS ER COMPEN RO SADO " " º ' " 00 42 122 12 42 00 42 121 08 42 00 42 197 14 42 97 13 42 00 42 42 167 14 42 00 00 42 166 56 42 75 58 42 00 42 42 209 02 42 00 00 42 110 38 42 00 42 172 18 42 00 50 06 18 - LOCAL: perímetro da UNED/PIn TEODOLITO: Wild de precisão 6” COORDENADAS INICIAIS: XP00 = E P00 = 757533.10 29.024516 -111. ALUNOS DATA: 1996 ΣΔY = 0 ERR LINEAR PRECISÃO 0.4 757597.2 8959459.0 757533.: PROF.5 757576.004610 -21.2 757476. (N-2) = 1440º00'00" ERRO = 00º07’ PRECISÃO (P) = PERÍMETRO EL .834 16.3 8959419.163801 79.4 75.1 8959154.1 757504.394405 -52.009387 -42. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .0 90. E E ALUNOS COORDENADAS X 757513.119234 -70.3 8959269.047 -0.603176 -111.9 8959283.1918 0.025914 -52.1018 CY = ΔY‟.1 757547.8563 0.1127 0. ΣΔX‟ Σ│ΔX‟│ ERRO LINEAR(EL) = [(ΣΔX‟)2 + (ΣΔY‟)2] ½ .7359 0.031514 -86.6 71.819242 25.228171 56.029029 58.senAz ΔY‟ = D. ΣΔX = 0 Σ│ΔX’│ 464.9 757530.2 8959339.0 80. PROJEÇÕES ΔX‟ = D.2 15.2 96.014642 66.006534 -13.

Os pontos topográficos a serem levantados serão definidos pelas interseções dos lados de ângulos horizontais medidos das extremidades da base estabelecida na poligonal. do tipo de dispositivo ou equipamento utilizado. que delimitam a fachada de um terreno existente em uma área externa e inacessível da poligonal-escola de coordenadas previamente levantadas. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 119 8. mais dois vértices „P‟ e „Q‟ subseqüentes (Ambos extremos de um mesmo alinhamento – linha base) que possam avistar. seja pela distância ou por obstáculos intransponíveis.Ivancildo F. simultaneamente. Exemplo elucidativo: Determinar as coordenadas planas-UTM dos pontos P14 e P15. Porém. Croqui: - . deve-se escolher na poligonal. Levantamento por interseção a vante Conhecido também como método das coordenadas bipolares. Desta vez. não um.6. evidentemente. os pontos que definem o detalhe a levantar. A precisão resultante do levantamento dependerá. exigindo que se tenha uma poligonal principal demarcada e levantada (aberta ou fechada). Para a execução dos cálculos das coordenadas bipolares dos diversos pontos avistados. pode-se aproveitar a planilha de cálculos da poligonal principal. não deixa de ser semelhante ao método anterior. este método é bastante útil em projetos que exigem “amarração” de detalhes inacessíveis.

cotgAzP00-P14 . pode-se conhecer as coordenadas dos pontos (EP14.244 Coordenadas P09 E = 757576. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 120 Caderneta de campo LEVANTAMENTO DE CAMPO Estação Ré Pv Ang. P09 P08 P14 214º33'00" P09 P08 P15 244º31'50" P00 P09 P14 300º18'06" P00 P09 P15 325º48'18" Coordenadas P00 E = 757533.cotgAzP00-P14) – (YP09 .NP15) por interseção das linhas oblíquas P00-P14 com P09-P14 e P00-P15 com P09-P15: N N P15 N N P14 ● ● Az3P00-P14 P00 P09 Az3P00-P15 P00 P09 Az3P09-P14 Az3P09-P15 Coordenadas do ponto P14 XP14 = (YP00 – XP00.XP09. Horiz. Da trigonometria.Ivancildo F.3 Azimute saída Az P08-P09 = 339º28'36" AzP09-P00 = 331º47'18" Solução: 1) Azimutes AzP08-P09 = 339º28'36" AzP09-P14 = 339º28'36" + 214º33'00" = 554º01'36" ou 194º01'36" AzP09-P15 = 339º28'36" + 244º31'50" = 584º00'26" ou 224º00'26" AzP09-P00 = 331º47'18" AzP09-P14 = 331º47'18" + 300º18'06" = 632º05'24" ou 272º05'24" AzP09-P15 = 331º47'18" + 325º48'18" = 657º35'36" ou 297º35'36" 2) Coordenadas Estamos diante da interseção de retas oblíquas nos pontos P14 e P15.NP14) e (EP14.0 N = 8959339.197 N = 8959419.cotgAzP09-P14) cotgAzP09-P14 .

3 -757576.521 – 9769160.tgAzP00-P15 YP15 = (757533.7088674 .935485 – (-2.1567952) XP15 = 11121746.2298 YP14 = (XP00 – YP00. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 121 XP14 = (8959419.56 – 9138904.71270998 XP14 = 757485.5038) -1.0 + 8381328.748 1.068964043 – (-0.244.199 Coordenadas do ponto P15 XP15 = (YP00 – XP00.tg297º35'36") – (757576.tgAzP09-P14) tgAzP09-P14 .76) – (757576.tgAzP00-P14) – (XP09 .864457) XP15 = 9614274.294 YP15 = (XP00 – YP00.197.0 – 8959339.9294) 0.tgAzP00-P15) – (XP09 .0 – 8959339.119 – 8422318.Ivancildo F.cotg297º35'36" XP15 = (8959419.76 = 2.YP09.tg272º05'24" YP14 = (757533.244.244 -757533.197 + 25148960.cotgAzP00-P15 XP15 = (8959419.35625406) XP14 = 9229293.(-0.197 – 8959419.97 = 1.tgAzP00-P14 YP14 = (757533.5733244 XP15 = 757603.YP09.cotg297º35'36") – (8959339.cotg224º00'26") cotg224º00'26" .cotg272º05'24") – (8959339.2773) – (8959339.97) -0.244 + 654854.tgAzP09-P15) tgAzP09-P15 .XP09.806985) XP14 = 25906493.cotg194º01'36") cotg194º01'36" .0 – 12638948.3 – 537020.tg297º35'36" YP15 = (757533.804 = -0.cotg272º05'24" XP14 = (8959419.197 – 8959419.0.76) 1.0.96 +11881372.tg272º05'24") – (757576.3 -757576.3tg224º00'26") tg224º00'26" .197.167 .3 + 809821.244 + 269874.8715 XP14 = 8959438.5674961 XP15 = 8959359.8749) – (8959339.244 -757533.cotgAzP00-P15) – (YP09 .371 = 1191955.4107009 – (-1.3tg194º01'36") tg194º01'36" .36) – (757576.197 + 10364213.cotgAzP09-P15) cotgAzP09-P15 .

quando através dele foi possível observar e medir os ângulos aos pontos inacessíveis 01.7. determinava sua posição no mar. Exemplo elucidativo: Determinar por Pothenot as coordenadas do ponto topográfico P04. foi inicialmente concebido para utilização em navegação. e através da geometria.Y) conhecidas: Croqui 02 03 ^ 2' ' ^ 2" ^ D ' ^ C ' 01 ^ ^ AB ' ' P04 Considerando como dados: .Ivancildo F. 02 03 01 AB observador Com o passar dos tempos o problema de Pothenot também foi implantado na solução de problemas rotineiros da topografia em pontos de difícil acesso em áreas rurais e urbanas. 02 e 01. Levantamento por interseção a ré O problema de interseção à ré ou problema de Pothenot. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 122 8. O navegador visava três pontos na costa (faróis 03. 02 e 03 de coordenadas (X. por exemplo). media os ângulos A e B.

354 Az‟01-02 = 67º51'29.Az' Onde: ∆Y= projeção da linha no eixo das ordenadas.701 Y03 = 112.3768 D02-01 54. calcula-se o azimute Az'01-02: Az'01-02 = arcCos ∆Y D Analisando Az em função do Az': Az = Az' → Sempre que ∆X da linha for positivo → 180º e 360º Sempre que ∆X da linha for negativo. D = comprimento da linha 01-02.033 Y02 = 126.Ivancildo F.36" .67º51'29.015m 2) Azimute das linhas 01-02 e 02-03: Conhecidas as coordenadas da linha 01-02. porque o Az estará entre Az = 360º .964 X03 = 10.64" Sendo ∆X (X02 – X01) < 0 Az01-02 = 360º .701 – 106.415 Ângulo horizontal medido A = 34º36'20" B = 38º41'20" Solução: 1) Comprimento das linhas 01-02 e 02-03: Linha 01-02: D01-02 = [(X02 – X01)2 + (Y02 – Y01)2 ]½ D01-02 = 54.215 Ponto 02 Ponto 03 X02 = 57. Daí.64" = 292º08'30. Az‟01-02 = arccos(Y02 – Y01) = arcos(126. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 123 Ponto 01 X01 = 108.36" Az01-02 = 292º08'30.215) = arccos 0.Az‟01-02 = 360º .X02)2 + (Y03 – Y02)2 ]½ DGPS02-03 = 50.31 Y01 = 106.354m Linha 02-03: D02-03 = [(X03 .

K – 1 2 2 K +1 .3" Sendo ∆X (X03 – X02) < 0 Az02-03 = 360º .3" 4) Ângulos D e C: ^ + ^ + ^ + ^ + ^ = 360º A B C D 2 34º36'20" + 38º41'20" + C + ^ + ^ D 141º15'41.Ivancildo F. Az‟02-03 = arccos (Y03 – Y02 ) D02-03 Az‟02-03 = arccos (112. tg(D – C) = tg(D + C) .285634) 50.7" .415 – 126. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 124 Analogamente.701) = arccos (-0.7" Por outro lado.3" = 360º ^ ^ C + D = 145º26'38.015 Az‟02-03 = 106º35'48.106º35'48.Az‟02-03 = 360º .292º08'30.7" 3) Ângulo ^ = ^ + ^ : 2 2' 2" ' ' ' Az02-03 02 N ^ 2 ' 03 01 Az01-02 ^ Az02-03 = Az01-02 + 2 ± 180º ' Onde ^ 2 = Az02-03 – Az01-02 ± 180º ' ^ 2 = 253º24'11.36" ± 180º ^ 2 = 141º15'41.3" Az02-03 = 253º24'11.

03 e 04.1 = .987364857 + 1 Substituindo os valores na expressão acima.82" -2º20'30. sen 34º36'20" = 0.020440035) (D – C) = .341929365 D – C = -2º20'30.015 .0. (-0.020440035 2 (D – C) = 2.00635773700187) 2 2 tg(D – C) = .0.354 .88" ^ C = 73º53'34.70" ^ -C= D ^ Logo.arctg (-0. 02 03 ^ 2' ' ^ D ' ^ A ' 04 .00635773700187 K+1 0.2.95" Os ângulos C e D são determinados a partir do sistema de duas equações a duas incógnitas ^ ^ D + C = 145º26'38.95" 5) Lados 03-04 e 01-04: Do triângulo de vértices 02. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 125 K = D01-02 sen A E= 54.987364857 .987364857 D02-03 sen B 50.Ivancildo F. tg(D – C) = tg(145º26'38. ^ D = 71º33'03. sen 38º41'20" K -1 = 0.7") .

dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 126 ^ ^ ^ 2‟ + D + A = 180º ^ = 180º .18" ' Numa relação de senos.12" ' Numa relação de senos.C = 180º . sen73º50'36.287m .12" s ' sen A sen34º36'20" D03-04 = 84.34º36'20" 2‟ ' ^ 2‟ = 73º50'36.18" s ' sen B sen38º41'20" D01-04 = 80.588m Do triângulo de vértices 01.38º41'20" . D03-04 = D02-03 sen 2‟ sen A ^ D03-04 = D02-03 sen 2‟ = 50.Ivancildo F.88" . 02 e 04. D01-04 = D01-02 sen 2” sen B ^ D01-04 = D01-02 sen 2” = 54.015 .82" 2” ' ^ 2” = 67º25'05.71º33'03.A = 180º .354 .B . sen67º25'05. 02 ^ 2” ' ^ C ' 01 ^ B ' 04 ^ ^ ^ 2” + B + C = 180º ^ = 180º .D .73º53'34.

senAz01-04 X04 = 108. o profissional em topografia.sen144º57'15. calcular e desenhar. deverá ser implantado no terreno. também chamado de medição. Fase da locação Conforme dito no início deste capítulo. Na locação.cos218º14'55.82" ± 180º Az01-04 = 112º08'30.7" + 71º33'03. munido dos dados do projeto. também chamada de marcação. Y04) do vértice 04 a partir do ponto 01.31 + 80.163 8. Basicamente.cos144º57'15. no entanto. O projeto da obra.5" ^ Az03-04 = Az02-03 + D ± 180º ' Az03-04 = 253º24'11.73º53'34.5" Coordenadas (X04 .163 Coordenadas (X04 .36" .215 + 80. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 127 6) Coordenadas do vértice 04: Precisa-se de ^ Az01-04 = Az02-01 – C ± 180º ' Az01-04 = (Az01-02 – 180º) .287. o profissional vai ao terreno obter medidas de ângulos e distâncias para.88" ± 180º Az03-04 = 144º57'15.5" X04 = 58. locação é a operação inversa do levantamento.73º53'34. senAz03-04 X04 = 10. os dados foram previamente elaborados no escritório através de um projeto. X04 = X01 + D01-04 .82" ± 180º Az01-04 = 218º14'55.588.588.606 Y04 = Y03 + D03-04 .sen218º14'55. X04 = X03 + D03-04 .415 + 84.36" – 180º) .606 Y04 = Y01 + D01-04 .5" Y04 = 43. No levantamento. Para isso. Y04) do vértice 04 a partir do ponto 03. irá locá-los no terreno.287. cosAz01-04 Y04 = 106.8.033 + 84. a locação pode ser efetuada usando-se os dois sistemas de coordenadas conhecidos: . cosAz03-04 Y04 = 112.5" X04 = 58.73º53'34.82" ± 180º Az01-04 = (292º08'30.5" Y04 = 43. no escritório.Ivancildo F.

blocos. pilares e vigas baldrames). sapatas isoladas ou corridas. Não observar tal arrasamento (nível adotado para corte da cabeça de estacas.1. tubulões ou estacas. Para as locações dos pilares. estacas ou tubulões. Difere apenas no controle da verticalidade e transferência dos alinhamentos para os andares superiores (etapa que independe da presença de um profissional em topografia). É necessário observar as diversas cotas de apoio e de arrasamento para sapatas. estas informações são insuficientes para a locação.50 metros para que os pontaletes (de caibros ou eucaliptos) possam ser . Todavia.30 a 1. loca-se a posição do gabarito que deve contornar a área de construção. O procedimento de locação no campo: Para um bom controle de locação de uma residência ou prédio devemos seguir os seguintes passos: ▪ De posse da planta com os eixos. blocos. 8. devendo constar ainda: ▪ Planta de locação do gabarito. no sistema de coordenadas retangulares. pilares e demais elementos estruturais. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 128 ▪ Retangulares ▪ Polares Como regra geral. O processo de locação de um edifício. observando-se uma folga entre as paredes e o sarrafo de 1. tubulões. Os engenheiros calculistas normalmente entregam ao engenheiro de obra os cálculos estruturais constando de dimensões das vigas. e as coordenadas polares (ângulo em uma direção e uma distância) para locar pontos. por exemplo) fatalmente acarretará grandes prejuízos. blocos.8. por exemplo. pode-se afirmar que as coordenadas retangulares ou cartesianas são melhores para locar alinhamentos. estacas ou tubulões. vigas baldrames e as paredes deve-se dispor da planta de arquitetura e estrutura. não significa apenas sua locação no plano. gastos adicionais desnecessários e grandes dificuldades de execução. Locação de residências O processo de locação de uma residência é praticamente semelhante ao de um prédio com vários andares.Ivancildo F. Como os alinhamentos para vigas e baldrames são a base do projeto. ▪ Planta de amarração dos eixos aos demais elementos estruturais (estacas. o uso das coordenadas retangulares é mais favorável. ▪ Cotas de arrasamentos das sapatas.

. O primeiro ponto “amarrado”. cria-se uma linha que vai de encontro às faces da tábua corrida. na linha do meio fio e o segundo (B) na transversal dessa linha e dentro da área a construir. aleatoriamente. por exemplo. A partir do ponto B. e transversalmente à linha que o gerou. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 129 utilizados como futuras "passarelas” dos andaimes. Registra-se esse cruzamento colocando um prego em cada seccionamento. Área a construir ▪ Loca-se. Essa locação não carece da presença do profissional em topografia. dois pontos A e B.Ivancildo F.

. Somente após a total correção é que deveremos continuar a locação da obra. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 130 Após tal locação. estica-se uma linha através do uso de diastímetro e fazem-se medidas aleatórias de tamanho (Y).Ivancildo F. por exemplo. Caso ocorra diferença devemos verificar e corrigir eventuais erros. Se estas diagonais tiverem o mesmo valor significa que construímos ou demarcamos realmente um quadrilátero. verificando essas medidas por meio de medidas aleatórias (X) e de diagonais do retângulo.

Depois de terminada a cravação de todos os pregos necessários. Após a demarcação desses eixos. . iremos esticando linhas 2 a 2 e as interseções estarão no mesmo prumos do local escolhido pelo projeto para a cravação das estacas ou tubulões. A amarração deve ser efetuada sempre pelos eixos. Por exemplo. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 131 ▪ Concluída a verificação da ortogonalidade dos eixos aleatórios é que iniciaremos a locação (na tábua corrida) dos diversos eixos fornecidos pelo projetista estrutural.Ivancildo F. pilares. vigas baldrames e paredes. blocos. A fixação dos eixos e feito por intermédio de cravação de pregos nas quatro faces da tábua corrida. amarra-se a eles as respectivas estacas ou tubulões. a estaca X tem seu local fixado pela interseção de duas linhas esticadas: uma do prego “Ax” ao prego “Ax” e outra do prego “Ay” ao “Ay”.

Esta galga deve ter como referência a cota da parte superior do gabarito. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 132 ▪ Deve-se ainda. Com esta cota do gabarito podemos marcar todas as cotas de arrasamento das estacas. transferir a cota do RN para o gabarito (que deve estar nivelado). ▪ Identificar as estacas ou tubulões em função da cota de arrasamento.Ivancildo F. . caberá ao mestre de obra ou construtor a colocação de pregos laterais que marquem a largura necessária para abertura da vala. das vigas baldrames e paredes. Preparar para o mestre. encarregado. construtor ou operador de máquina do estaqueamento uma galga para cada valor de arrasamento. ▪ Após a conclusão das locações dos eixos.

sendo que os pedreiros abrem a vala um pouco maior do que a largura do alicerce. Este último par de pregos pode ser dispensado. normalmente coincidem com a largura da parede) e com 40 cm a largura da vala. controlada através de uma galga. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 133 A Figura anterior mostra um conjunto de pregos que 2 a 2 marcam com 12 cm a largura da parede (só tijolo. sem revestimento). . com 20 cm a largura da viga baldrame (dado em função do projeto estrutural. É importante também o controle da profundidade da vala.Ivancildo F.

Ivancildo F. este capítulo enfoca a medida das áreas topográficas. por meio de números que representam as diversas dimensões obtidas ou. compreende-se determinar a área com limites pré-fixados. uma área de um terreno é calculada segundo as projeções dos seus limites. sendo estas transformadas em grandezas naturais. através de medições feitas diretamente no terreno. CÁLCULO DE ÁREA 9.1. Introdução Na medição da área de um terreno. antes ou após os cálculos. Assim sendo. as áreas avaliadas topograficamente são aquelas que realmente nos interessam. Deve-se considerar que. usando-se as grandezas gráficas (desenhos) medidas nas plantas topográficas. Para alcançar esses objetivos. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 134 09. dependendo do maior ou menor rigor com que se deseja a avaliação da área: ▪ Processo geométrico ▪ Processo analítico ▪ Processo mecânico . três são os processos empregados. obedecendo-se à escala da planta. todas as construções apóiam-se em projeção horizontal. Para fins legais. porque além de só podermos contar efetivamente com elas.

a. b e c e ângulos A.c.cosA b2 = c2 + a2 – 2.cosC .b. Neste processo.c 2 2 2 Cos B = c + a – b 2. o cálculo da área total.a 2 2 2 Cos C = b + a – c 2. escolher a forma mais conveniente de decomposição. Processo geométrico Pela decomposição do polígono em figuras geométricas conhecidas Consiste em dividir o polígono em figuras geométricas conhecidas. a fim de que as fórmulas geométricas conhecidas de cálculo de áreas possam ser aplicadas. cabe.a Pela fórmula dos co-senos (para lados) a2 = b2 + c2 – 2. Algumas expressões básicas para triângulos: Seja um triângulo qualquer de lados a.b.b.Ivancildo F. B e C: C b a A c B Pela fórmula dos senos: A a = Sen A b a Sen B A a = c a Sen A Sen C A b = c a Sen B Sen C Pela fórmula dos co-senos (para ângulos) 2 2 2 Cos A = b + c – a 2.2.c. diante das dificuldades apresentadas em cada caso. posteriormente.c. fazer o cálculo da área de cada uma dessas figuras e. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 135 9.a.cosB c2 = a2 + b2 – 2.b.

senC. por exemplo. e o ângulo A por eles formados.senA a A a = c a Sen A Sen C Portanto. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 136 Deduções para cálculo de áreas: 1. c.c.cosA senB = b.senA a C = arc. 2 ÁREA = b . ÁREA = b.senC senB a = b.senA 2.Ivancildo F.senB 2. Dado um triângulo qualquer com um lado b.sen.senA a senC = c. por exemplo. Dado um triângulo qualquer com dois lados b e c conhecidos. e os ângulos adjacentes A e C também conhecidos. b. o cálculo da área será deduzido da seguinte maneira: C B = 180º .b.senA 2 .c.senA a B = arc.(A + C) A b = c a Sen B Sen C b = a a Sen B Sen A c = b.sen.senA senA b A a B c A Portanto. o cálculo da área será deduzido da seguinte maneira: C b A A c a = Sen A a B b a Sen B a2 = b2 + c2 – 2.

l l2 ou [d2]÷2 RETÂNGULO 2.R2 .R π.(l + s) l.h TRAPÉZIO a+b+c+d [h.Ivancildo F. o cálculo da área será deduzido da seguinte maneira: C S= a+b+c 2 b A a B Área = [s.(s – a).h)÷2 CÍRCULO π.h PARALELOGRAMO 2. Dado um triângulo qualquer com três lados a.(s – c)]½ c Veja a seguir outras formas geométricas.(s – b).(l + h) l.(a + b)] ÷2 TRIÂNGULO a+b+c (b.π. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 137 3. e suas respectivas fórmulas para o cálculo de área: NOME FIGURA PERÍMETRO ÁREA QUADRADO 4. b e c conhecidos. por exemplo.d ou 2.

a seguir. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 138 Exemplo elucidativo: Seja calcular a área de um polígono fechado. assim determinadas. dará a área total (aproximada) do polígono topográfico. o lado curvo dessa área foi substituído pelos lados planos. Área = A1 + A2 + A3 + A4 + A5 + A6 + A7 + A8 Os métodos a serem descritos. conforme mostra a figura abaixo. .Ivancildo F. onde existem limites sinuosos no mesmo: Solução: A2 A1 A3 A4 A5 A7 A6 A8 Como se pôde observar. Portanto. A soma das áreas parciais geradas. permitirão calcular a área do lado sinuoso do perímetro com melhor precisão.

.. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 139 Pela fórmula de Bezout Este processo permite a obtenção do valor da área (S) através da divisão do polígono em um número qualquer de trapézios “n”. yn dos respectivos trapézios.d... tendo todos eles a mesma altura “d” e ordenadas “y1. + yn-1)] 2 Esquema: Pela fórmula de Simpson Desta vez o polígono deve ser dividido.. tendo todos eles a mesma altura “d” e ordenadas “y1.. . Fórmula de Bezout: S= 1 ..(y2 + y3 + y3 + .. Quanto maior o número de trapézios. necessariamente. em um número par de trapézios. y3. yn dos respectivos trapézios.[(y1 + yn) + 2. y3. y2. .Ivancildo F. . y2. maior será a proximidade entre a área calculada e a natural.

( y2 + y4 + y6 + . Fórmula de Poncelet: S = 1 . y2. + yn-1)] 3 Esquema: Pela fórmula de Poncelet Analogamente.[4. . também para a altura “d” e ordenadas “y1. seguindo a divisão par de trapézios no polígono.( y2 + yn-1)] 2 2 2 Exemplo elucidativo: Calcular a área do polígono abaixo.Ivancildo F.d. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 140 Fórmula de Simpson: S = 1 .. + yn-2) + 4.(y3 + y5 + y7 + ..(y2 + y4 + … + yn-1) + 1 .1 .. yn dos respectivos trapézios.. y3...d. usando os métodos de Simpson..[(y1 + yn) + 2. Bezout e Poncelet: .(y1 + yn) .

5 61.0 63.5) .0 55.0 91. + yn-1)] 2 S = 1 .(57.5 60.0 56.0)] 3 S = 11631.0 + 79.(57..(y2 + y3 + y3 + .7m2 Usando Poncelet: S = 1 .5 79.0 57.0 + 55.d.5 + 55..0 + … + 79.0 + 60.Ivancildo F.[(y1 + yn) + 2.( y2 + y4 + y6 + . + 79.[(80.[4.5m2 Comprimento (m) 80.0 + 60..0)] 2 S = 11630.0 + 55.0 + 63.5 + .(y2 + y4 + … + yn-1) + 1 .0 60.[(80.5 + 61.(57.d.0 + 63.1 .0 + 61.0 76.5 + … + 79.(y1 + yn) .d.2m2 .0 + 60. + yn-1)] 3 S = 1 .1 .0 90. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 141 Dados os valores (fora de escala) Abscissa Y1 Y2 Y3 Y4 Y5 Y6 Y7 Solução: Usando Bezout: S = 1 .(80.[4.14.5 Abscissa Y8 Y9 Y10 Y11 Y12 Y13 Comprimento (m) 68.( y2 + yn-1)] 2 2 2 S = 1 .0 + 56.5 + … + 91.14.[(y1 + yn) + 2..(56.5) + 2..14..5) + 2. + yn-2) + 4.(y3 + y5 + y7 + .5 Usando Simpson: Fórmula de Simpson: S = 1 .0) + 1 .(57.0)] 2 2 2 S = 11632..5) + 4..

y3 + .(y1 .18 805.78 997.22 1063.y1 + x3.y2) + (x2 + x3). Fórmula: S = 1 .y3) + … + (xn + x1).. Fórmula: 2S = [(x1 + x2).3.x3) + … + (yn + y1). Processo analítico O método é aplicável para poligonais de lados retos.45 831.(x2. também. 2S = [(y1 + y2).y1) .(xn .(x2 .y3 + x3.62 839.(x1 .00 1001.[(x1.39 949.81 864.14 850. + x1. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 142 9.03 920. + xn. permitindo obter valor da área apenas por cálculos.20 ..82 Coordenada Y (m) 1000. usando o método de Gauss e área dupla: ponto 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 Coordenada X (m) 1000. das coordenadas retangulares dos vértices da poligonal..x2) + (y2 + y3).00 980.36 863.05 943.96 971.y4 + .y2 + x2. ou seja.(yn .02 799.x1)] Exemplo elucidativo 1: Calcular a área de um polígono de coordenadas conhecidas. 1) Por Gauss (ou determinante) Este método é função das coordenadas retangulares dos vértices da poligonal.31 904.(y2 .. não necessita fazer divisões na área a determinar.y1)] Ou.yn)] 2 2) Por área dupla Este método é função.94 735.85 1042.Ivancildo F. Áreas sinuosas não podem ser determinadas por esse processo.y2 + x4.

) = 8396984.62 839.00 + 980.96 971.8396984.28 799.78 997.36 Produto dos ( .20 1000.39 Produto dos (+) = 8456212.18 805.37 .03 Área (S) = (soma algébrica) ÷ 2 920.37 ÷ 2 = 29613.00 + + + + + + + + + Coordenada Y (m) _ 1000. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 143 Solução: Usando Gauss Cálculo de área Método de Gauss .05 943.Ivancildo F.28 949.determinante Ponto 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 01 Coordenada X(m) 1000.22 1063.00 _ _ _ _ _ _ _ _ _ Cálculos 1001.02 Soma algébrica = 8456212.91 59227.82 1000.00 = 59227.91 863.81 864.31 904.94 735.85 1042.68m2 .14 850.45 831.

39) ∑XΔY 2001.71 153046.82 1000.00 – 980.83 -7.27 1876.22 1063.50 1775.12 1540.20 ---- 36. (-1.00 980.82 ---2 52.99 1669.00 Coord.18 805.62 839.39 19.85 1042.00 1000.02 799.17 -79.20 -108319.45 202691.37 29613.05 2001.16 1649.74 1969.36 863.37 ou 59227.27 39927.00 – 1001.12 50. (Y)m 1000.00 + 980.45 831.93 1744.05 943.39 949.60 87353.69 -65.87 -102576.88 -13174.68 -139070.80 ---- 100079.04 ---- 71397.Ivancildo F.76 -70.22 13.96 ---- Soma Área (m ) = |soma ÷ 2 | -59227.53 21922.05 ∑X 1000.68 .47 -119995.65 -66.20 1000.31 904.94 735.05 ΔX 1000.00 + 1001.95 -1.04 121537.03 42. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 144 Usando a área dupla Cálculo de área – Área dupla Soma binária Ponto 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 01 Coord.39 ΔY Áreas duplas 1980.07 2106.75 1812.79 -111261.63 -58.82 -25.08 64.39 -2752. (X)m 1000.05 .95 ∑YΔX 1980.81 864. 19.03 920.00 1001.82 ---- 1950.39 .78 997.07 1670.22 -56.39 ∑Y Diferença binária 1000.23 1920.60 111.14 850.36 82222.84 1784.96 971.65 -163017.50 1713.44 37522.72 -39202.44 -66.73 1923.63 21.03 86.50 -118331.67 2042.68 ou 29613.96 1535.00 2061.

Ivancildo F.Apoio da mão. Componentes: 01 – Braço traçador. . O uso deste método tem sido largamente utilizado para desenhos que possuem formas irregulares (sinuosidades).4. 08 – Vernier do braço traçador. 10 – Disco de medição. 12 – Parafuso de apoio da carruagem. a partir de leitura feita em uma carruagem que deve percorrer todo a margem da mesma. 03 – Base do peso do pólo. Planímetro polar consiste num instrumento mecânico capaz de medir áreas por linhas retas e sinuosas. 11 – Vernier da carruagem. 13 – Carruagem. 04 – Amplificador traçador. 02 – Braço do pólo. O método mecânico do planímetro polar é rápido e proporciona ótima avaliação de uma área topográfica. 14 – Barra de zeragem. 05 .1. 09 – Disco de revolução.4. Constituição dos planímetros Os planímetros são constituídos de duas hastes de metal e um conjunto em forma de engrenagem contendo discos graduados. Processo mecânico Este processo se caracteriza pelo emprego de instrumento que fornece automaticamente a área de uma superfície. 06 – Parafuso de blocagem do vernier. 9. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 145 9. 07 – Parafuso de ajuste do vernier.

5 m2 3. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 146 9.08 cm2 8.5 m2 40 m2 62.32 m2 0.72 m2 1.4. não servindo para nenhum outro. O instrumento está montado e em condições de uso.3 0. O primeiro método será empregado.6 m2 10 m2 22.1 cm2 10 cm2 250 cm2 0. TRACE ARM LENGTH 1:1 1:10 1:50 1:100 1:200 1:250 1:300 1:400 1:500 1:600 1:1000 1:1500 1:2000 1:2500 1:3000 1:5000 1:6000 1:10000 1:20000 1:25000 1:30000 1:50000 CONSTANT 149. .Com o pólo do planímetro fora dessa área.625 m2 0.5 m2 90 m2 250 m2 360 m2 1000 m2 4000 m2 6250 m2 9000 m2 25000 m2 23103 116.9 m2 1. pois dá melhores resultados e demanda poucos cálculos: O modelo de tabela abaixo é exclusivo do aparelho de número de série 06270. cada aparelho deve estar acompanhar de sua tabela.28 m2 2 m2 2. Portanto.6 m2 2.Com o pólo do planímetro dentro dessa área.Ivancildo F.1 m2 0. coloque o braço traçador com a carruagem sobre a planta e insira a bola do final do braço do pólo no receptáculo da carruagem.5 m2 0.08 m2 0. Operacionalização A fim de se obter melhores resultados com o planímetro é essencial que a planta topográfica ou carta seja estendida e fixada sobre um superfície plana e na horizontal.2.00 cm2 200 cm2 0.4 m2 0. Para assentar o planímetro sobre a mesa.88 m2 8 m2 18 m2 32 m2 50 m2 72 m2 200 m2 288 m2 800 m2 3200 m2 5000 m2 7200 m2 20000 m2 24265 .0 0. Há dois métodos que se pode empregar na medição de uma área: .

por exemplo.3). Multiplique esse número pelo valor da roda do vernier como indicado na tabela métrica ou inglesa adotada. . 3º algarismo – leitura do número fracionário do disco de medição. Mova o peso do pólo até a posição onde o ângulo entre o braço traçador e o braço do pólo formem aproximadamente um ângulo reto. que justapostos em uma determinada ordem formam um número que associado à escala da planta dá o valor da área em “m2” ou “ft2” (pés). 2390 e 2384 ao final de três observações. .Coloque o amplificador traçador (4) no centro da área a ser medida. obteve-se leituras finais de 2396.Ivancildo F. 4º algarismo – leitura do vernier da carruagem.A leitura: Ao percorrer o perímetro.Escolhido o braço traçador 149. .0 no sistema métrico. A área do desenho será: Solução: Média das três leituras = (2396 + 2390 + 2384) ÷ 3 = 2390 . Segure a ponta do amplificador traçador no ponto de partida e com a barra do zero na parte frontal da carruagem (14) ajuste o botão de medidas e zere as leituras. Senão ajuste o peso do pólo ou divida a área em duas ou mais partes.3 ou 116. . o planímetro oferecerá quatro algarismos. Cada algarismo provém de uma leitura sobre uma das peças do planímetro que são: 1º algarismo – leitura do disco de revolução ou contador de voltas.Faça a leitura dos discos. . move-se a carruagem grosseiramente até este arranjo.Risque cuidadosamente a linha da margem em direção horária até o ponto de partida. sempre mantendo o ponto central do círculo do traçador na linha da margem. Exemplo elucidativo: Assumindo uma figura na escala 1:2000 e o braço traçador do planímetro polar de valor selecionado (149.Para os resultados serem mais rigorosos.Marque o ponto de partida nas margens da figura. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 147 . e através dos parafusos (6) e (7) leva-se o vernier até o ponto desejado no braço traçador. . Certifique-se que o amplificador traçador percorrerá toda a margem da área. Para cada revolução completa do tambor horizontal deve-se adicionar 10000 unidades vernier à leitura final. conforme tabela série nº 06270. devem-se repetir as operações indicadas e tomar a média deles. 2º algarismo – leitura do número inteiro do disco de medição.

dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 148 O valor por unidade de área é determinado na tabela pelo cruzamento da linha (escala 1:2000) com a coluna (comprimento do braço 149.Ivancildo F. A área da figura é 2390. . obtendo-se 40m2.3).40 = 95600 m2.

10. adução de água. Referência de nível Chama-se altura de um ponto em altimetria o comprimento da perpendicular baixada deste ponto sobre um plano horizontal denominado superfície de nível de comparação. a representação altimétrica do terreno. o caso da construção de barragens: como conhecer o volume de água a acumular num maciço de terra a construir. se torna indispensável. rede elétrica. a superfície de nível referida a uma superfície de nível qualquer recebe o nome de cota (nível aparente). loteamentos. LEVANTAMENTO ALTIMÉTRICO 10. finalmente. de forma que os cabos não toquem o chão? Diante do exposto. como localizar o posteamento. estradas. e as alturas dos diferentes pontos característicos com ela relacionados recebem a denominação de cotas. porque susidiará a tomada de decisões nos projetos seguintes. e quando a superfície do geóide é a referência. a partir do levantamento topográfico. na elaboração de projetos para aterros. como cotá-los.1. No entanto. Isto.Ivancildo F. será mostrado como medir a distância vertical entre pontos. este capítulo se destina ao conhecimento dos métodos que permitirão a representação do terreno em forma de cotas e altitudes. a seguir. por exemplo. ou ser tomada em relação ao geóide ou elipsóide. e as alturas recebem a denominação de altitudes: Nas ilustrações. Quando é referida à superfície do geóide. já que muitos projetos necessitam apenas desse tipo de levantamento. A cota B cota Superfície física da terra Superfície de nível arbitrada(RN) . barragens. a diferença de nível recebe o nome de altitude elipsoidal. se não se conhece a micro-bacia a montante do mesmo? E numa rede de distribuição de energia. Para tanto. Essa superfície de nível pode ser tomada arbitrariamente. Introdução Conforme vimos às etapas de levantamento topográfico planimétrico. rede de esgotos e tantos outros. como preencher planilhas de cálculos de cotas ou altitudes e. porque foi levado em consideração apenas o levantamento da parte plana do mesmo. nenhuma requereu informações de campo que permitisse a representação do relevo do terreno. Basta citar. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 149 10.2. recebe o nome de altitude geoidal (ortométrica).

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A Altitude geoidal

B Altitude geoidal

Superfície física da terra

Superfície geoidal A Altitude elipsoid al B Altitude elipsoid al Superfície física da terra

Superfície elipsoidal As cartas topográficas editadas pelo IBGE, e outros órgãos possuem altimetria referenciada ao geóide. Em levantamentos de altitude com rastreadores GPS, as altitudes elipsoidais obtidas são referenciadas ao datum escolhido para visualização, cabendo ao operador do GPS transformar as altitudes elipsoidais para altitudes ortométricas (também conhecidas como MSL). Assim, ao se fazer a escolha no rastreador, para altitudes MSL, um Modelo Geoidal Global é então acionado pelo dispositivo de controle do rastreador, calculando a ondulação geoidal para as coordenadas Ф e λ determinadas. Em conseqüência, é desta maneira que o rastreador transforma altitudes elipsoidais em ortométricas. Acontece que a modelagem geoidal utiliza o princípio da interpolação para o cálculo da ondulação, o que o torna inexato, comprometendo a precisão final alcançada em termos altimétricos. O geoposicionamento GPS pelo método diferencial, minora sobremaneira a degradação altimétrica.

10.3. Nivelamento Para determinar as diferenças de nível entre os pontos característicos da altimetria de um terreno, é necessário proceder a um trabalho topográfico denominado Nivelamento, através de aparelhos denominados níveis, podendo ser usados teodolitos quando o método requerer ângulos verticais. Portanto, nivelamento é a operação topográfica que consiste na determinação da diferença de nível entre dois ou mais pontos do terreno. São dois os referenciais de nivelamento:

Ivancildo F. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios

151

Referencial de nível verdadeiro ▪ Nivelamento barométrico – obtido pela diferença de pressão com a altitude do ponto, tendo como princípio que, para um determinado ponto da superfície da terra, o valor da altitude é inversamente proporcional ao valor da pressão atmosférica. Devido a sua fragilidade, é dispensável em operações topográficas. Atualmente, com os avanços da tecnologia GPS e dos níveis laser e digital, esse método não é mais empregado, mas é possível, no entanto, utilizar-se dos seus equipamentos para trabalhos rotineiros de reconhecimento.

Altímetro digital com precisão de até 0,04m

▪ Nivelamento GPS – fornece resultados extremamente satisfatórios, quando no modo diferencial.

Referencial de nível aparente Obtido pela diferença de nível entre pontos de cotas arbitrárias. O inconveniente do emprego das cotas, nos nivelamentos, é a impossibilidade de não se poder relacionar plantas provenientes de levantamentos topográficos diferentes. Assim, se dispusermos de duas plantas topográficas de terrenos diferentes, e desejando determinar a diferença de altura entre dois pontos nelas fixados, não será possível esta determinação se as alturas dos respectivos pontos estiverem expressas em cotas, visto que para cada um dos levantamentos se tomou uma superfície de comparação arbitrária, para se determinar as alturas dos respectivos pontos.

10.4. Métodos gerais de nivelamento Os métodos de nivelamento utilizados para a determinação das diferenças de nível e o posterior transporte da cota ou altitude, são nivelamento geométrico simples, nivelamento geométrico composto, taqueométrico e trigonométrico.

Ivancildo F. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios

152

10.4.1. Nivelamento geométrico simples A determinação da diferença de nível entre dois pontos, ou entre um ponto e diversos outros pontos, é efetuada com o nível estacionado num único local, ou seja, o nível é colocado em uma posição tal que seja possível visar a mira colocada em qualquer dos pontos do nivelamento. Em particular, quando mais de um ponto é nivelado, a partir de um ponto ocupado pelo nível, costuma-se chamar nivelamento por irradiação.

LA

LB

LC

LD

LE

LF

C

RN (A)

B

E

D

F

RN

De acordo com a ilustração vista, o nível foi estacionado em um ponto conveniente sobre a linha a nivelar, de onde podem ser visados todos os pontos necessários: B, C, D, E e F além do RN; Visadas Ré – é a visada que é efetuada no RN (A) ponto de cota ou altitude conhecida. É a primeira visada do nivelamento;  Vante – é a visada nos pontos de cota ou altitude a determinar (B, C, D, E, F); Cálculos  Plano de referência (PR) – eqüivale a soma da altura do ponto visado em ré e a leitura da mira no mesmo ponto. É dado pela fórmula: PR = RN (A) + LA
 Cota ou altitude – eqüivale a diferença entre o plano de referência, que passa no centro ótico da luneta do nível, e a leitura na mira no mesmo ponto.

Cota ou altitude = PR - LM

numa associação de nivelamentos geométricos simples. Aconselha-se cravar um piquete nos pontos de mudança. PR Altitude Ré Vante A(Ha) 1295 11815 10520 B 1610 10205 C 890 10925 D 2733 9082 E 1800 10015 F 3125 8690 10.2.4. C. neste caso.Ivancildo F. para cada posição do instrumento. . PR Altitude Ré Vante RN(A) 1295 10520 B 1610 C 890 D 2733 E 1800 F 3125 Solução: PR = cota + ré = 10520 + 11815 CotaB = PR – VanteB = 11815 – 1610 CotaC = PR – VanteC = 11815 – 890 CotaD = PR – VanteD = 11815 – 2733 CotaE = PR – VanteE = 11815 – 1800 CotaF = PR – VanteF = 11815 – 3125 Preenchimento da caderneta de campo = 10205 = 10925 = 9082 = 10015 = 8690 CADERNETA DE NIVELAMENTO GEOMÉTRICO SIMPLES Leitura na mira Cota ou Est. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 153 Exemplo elucidativo: Determinar as cotas dos pontos B. D. A única preocupação. Nivelamento geométrico composto A determinação da diferença de nível entre diversos pontos é efetuada através de mudanças sucessivas do nível. é relacionar devidamente as medições. E e F a partir da caderneta de nivelamento abaixo: CADERNETA DE NIVELAMENTO GEOMÉTRICO SIMPLES Leitura na mira Cota ou Est. para evitar a perda do ponto enquanto ocorre a mudança de posição do nível.

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O nivelamento geométrico composto pode ser de poligonal aberta e de poligonal fechada:

Nivelamento geométrico composto de poligonal aberta É o caso mais comum de nivelamento, onde o ponto de partida do nivelamento não é o mesmo ponto de chegada. Neste nivelamento, se quiser saber o erro de fechamento vertical, é necessário fazer a operação de contra-nivelamento. O ponto final será aquele de partida. A precisão do nivelamento: Emáx = 2.e.(μ)½ Onde: Emáx = Erro máximo aceitável; e = precisão do nível utilizado; μ = extensão da poligonal; Ec = Cota final – Cota inicial Onde: Ec = Erro cometido; Cota inicial = cota de partida do nivelamento; Cota final = última cota do contra-nivelamento; Δη = Ec / NºPR Onde: Δη = distribuição do erro; Ec = erro cometido; NºPR = número de planos de referência; OBS: O erro deve ser distribuído em partes iguais nos pontos de estacionamento do instrumento, ou seja, nos PR.

Exemplo elucidativo: A caderneta de campo, a seguir, é resultado de um nivelamento realizado em 7 vértices (A, B, C, D, E, F, e G) de uma poligonal aberta. Verificar o erro de fechamento

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vertical, distribuindo-o ao longo dos pontos levantados, e calcular as cotas finais desses pontos: Dados complementares: - Precisão do nível utilizado: 1,5mm/Km ; - Extensão da poligonal somente ida: 1,2Km ; - Cota inicial (partida da poligonal em RN): 12370mm; - Cota final (chegada do contra-nivelamento em RN): 12378mm;

Solução: 1) Erros e distribuição: Emáx = 2.e.(μ)½ = 2.1,5.(1,2)½ Emáx = 3,286mm Ec = Cota final – Cota inicial = 12378 – 12370 Ec = 8mm > Emáx ! Considerando apenas a metade de Ec para a ida, já que temos um contranivelamento, teremos Ec = 4mm 2 Δη = 4 = 1mm/PR 4 2) Altitudes provisórias (sem as correções): PRRN = cotaRN + réRN = 12370 + 4800 = 17170 Altitude provisóriaA = PRRN – PIA = 17170 – 4655 = 12515 Altitude provisóriaB = PRRN – PIB = 17170 – 3700 = 13470 Altitude provisóriaC = PRRN – PIC = 17170 – 4500 = 12670 PRC = Altitude provisóriaC + réC = 12670 + 2330 = 15000 Altitude provisóriaD = PRC – PMD = 15000 – 4990 = 10010 PRD = Altitude provisóriaD + réD = 10010 + 4128 = 14138

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156 = 14138 - 4748 = 9390 = 14138 – 760 = 13378

Altitude provisóriaE = PRD – PIE Altitude provisóriaF = PRD – PMF

PRF = Altitude provisóriaF + réF = 13378 + 2800 = 16178 Altitude provisóriaG = PRF – PIG = 16178 - 1535 = 14643 Altitude provisóriaH = PRF – PMH = 14178 - 4650 = 11528 3) Altitudes definitivas (após as correções): Altitude definitivaRN Altitude definitivaA Altitude definitivaB Altitude definitivaC Altitude definitivaD Altitude definitivaE Altitude definitivaF Altitude definitivaG Altitude definitivaH = 12370 não corrige = 12515 – 1 = 12514 = 13470 – 1 = 13469 = 12670 – 1 = 12669 = 10010 – 2 = 10008 = 9390 – 3 = 9387 = 13378 – 3 = 13375 = 14643 – 4 = 14639 = 11528 – 4 = 11524

4) Preenchimento da caderneta de campo CADERNETA DE NIVELAMENTO GEOMÉTRICO Est. Visada Visada Vante Altitude Correção Altitude PR Ré provisória Definitiva PI PM RN 4800 17170 12370 12370 1 A 4655 12515 12514 1 B 3700 13470 13469 1 C 4500 12670 12669 2330 15000 2 D 4990 10010 10008 4128 14138 3 E 4748 9390 9387 3 F 760 13378 13375 2800 16178 4 G 1535 14643 14639 4 H 4650 11528 11524

Nivelamento geométrico composto de poligonal fechada Neste nivelamento não é necessário fazer a operação de contra-nivelamento, pois o ponto inicial é o mesmo ponto de chegada do nivelamento. A diferença entre a cota (ou altitude) de saída e a cota (ou altitude) de chegada é o erro que foi cometido no nivelamento, e as fórmulas para a compensação do erro de fechamento vertical são semelhantes àquelas usadas na poligonal aberta.

2. .Cota final (chegada do contra-nivelamento em RN): 12378mm. D. CADERNETA DE NIVELAMENTO GEOMÉTRICO COMPOSTO Visada Visada Vante Altitude Correção PR Ré Provisória PI PM Altitude Definitiva A/1(RN) A/2 B/2 B/3 C/3 C/4 D/4 D/5 E/5 E/6 F/6 F/(RN) Solução: 2348 1320 963 1928 1629 3912 - - 3418 265 1342 2329 3418 1322 110.Extensão da poligonal somente ida: 1. C. a partir das estações A. .e. 5 e 6: Dados complementares: .Cota inicial (partida da poligonal em RN): 110.264)½ Emáx = 15. 4. B.(μ)½ = 2.328 1) Erros e distribuição: Emáx = 2.Precisão do nível utilizado: 7mm/Km .Ivancildo F. 3.(1.7. .328m = 110328mm. Est.264Km . E e F.78mm Ec = Cota final – Cota inicial = 110334 – 110328 Ec = 6mm < Emáx ! Δη = 6 = 1mm/PR 6 . dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 157 Exemplo elucidativo: Dado o croqui de nivelamento de uma poligonal fechada. calcular as cotas definitivas dos pontos levantados 1.

3418 = 107744 PRF = Altitude provisória6 + ré6 = 107744 + 3912 = 111656 Altitude provisóriaRN = PRF – PMRN = 111656 .1322 = 110334 3) Altitudes definitivas (após as correções): Altitude definitivaRN Altitude definitiva2 Altitude definitiva3 Altitude definitiva4 Altitude definitiva5 Altitude definitiva6 Altitude definitiva1 = 110328 não corrige = 109258 – 1 = 109257 = 110313 – 2 = 110311 = 109934 – 3 = 109931 = 109533 – 4 = 109529 = 107744 – 5 = 107739 = 110334 – 6 = 110328 4) Preenchimento da caderneta de campo CADERNETA DE NIVELAMENTO GEOMÉTRICO Altitude Visada Visada Vante PR Correção Provisória Ré PI PM Est.1342 = 109934 PRD = Altitude provisória4 + ré4 = 109934 + 1928 = 111862 Altitude provisória5 = PRD – PM5 = 111862 .Ivancildo F. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 158 2) Altitudes provisórias (sem as correções): PRA = altitudeRN + réRN = 110328 + 2348 = 112676 Altitude provisória2 = PRA – PM2 = 112676 – 3418 = 109258 PRB = Altitude provisória2 + ré2 = 109258 + 1320 = 110578 Altitude provisória3 = PRB – PM3 = 110578 – 265 = 110313 PRC = Altitude provisória3 + ré3 = 110313 + 963 = 111276 Altitude provisória4 = PRC – PM4 = 111276 . Altitude Definitiva A/(RN ) A/2 B/2 B/3 C/3 C/4 D/4 D/5 E/5 E/6 F/6 F/(RN) 2348 3418 1320 265 963 1342 1928 2329 1629 3418 3912 1322 112676 110328 109258 1 2 3 4 5 6 110328 109257 110311 109931 109529 107739 110328 110578 110313 111276 109934 111862 109533 111162 107744 111656 110334 .2329 = 109533 PRE = Altitude provisória5 + ré5 = 109533 + 1629 = 111162 Altitude provisória6 = PRE – PM6 = 111162 .

conforme indicação da NBR 13.3. Já nos teodolitos óticos mecânicos. conforme descrito na caderneta de campo a seguir.Ivancildo F. O ângulo horizontal deve ser medido pelo método das direções.4. recomenda-se ler o ângulo horizontal existente no ato da colimação em ré.133. pode-se zerar na visada de ré. e que os aparelhos usados na taqueometria podem ser o nível e o teodolito (taqueômetros). é comum fazer na mesma caderneta a distância horizontal entre pontos nivelados. Croqui: 2 12 11 10 9 3 4 5 6 7 8 . Nas operações de nivelamento. Exemplo elucidativo: Determinar as altitudes definitivas dos pontos 2 a 12 pertencentes a uma poligonal fechada. ambos diferenciando apenas no deslocamento vertical da luneta. O nivelamento foi do tipo taqueométrico. Quando o levantamento for executado com teodolito eletrônico. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 159 10. Nivelamento taqueométrico Sabemos que a taqueometria trata da medida indireta da distância horizontal e diferença de nível.

367 10 00 00 10 10 → MÉDIA 9 10 1. º ‘ “ LEITURA NA MIRA SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF LIMBO VERTICAL º ‘ “ DIST. DO ÂNG. HORIZ.Ivancildo F.203 89 32 50 89 28 00 89 49 30 86 24 10 93 38 30 85 09 00 94 47 30 91 39 30 88 13 10 93 14 50 87 23 00 90 47 10 88 52 50 87 49 40 91 44 00 88 16 30 91 08 10 93 38 30 86 03 20 89 34 30 . dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 160 CADERNETA TAQUEOMÉTRICA EST.475 7 00 00 30 30 → MÉDIA 6 7 1. DIF.485 4 00 00 50 00 → MÉDIA 3 4 1. NÍVEL DN MÉDIA DH. HORIZ. MÉDIA ALTI TUDE 00 180 95 275 00 180 84 264 00 180 180 00 00 180 183 03 00 180 170 350 00 180 184 04 00 180 93 273 00 180 90 270 00 180 174 354 00 180 179 359 00 180 179 359 00 00 29 29 00 00 57 58 00 00 55 55 00 00 36 36 00 00 51 51 00 00 55 55 00 00 48 48 00 00 45 45 00 00 59 59 00 00 44 44 00 00 56 56 00 00 10 10 → 2 1.418 6 00 00 40 50 → MÉDIA 5 6 1.374 3 MÉDIA 2 3 1.529 2 00 00 10 10 → MÉDIA 2500 2000 1500 2220 1800 1380 2620 2200 1780 3420 3000 2580 1420 1000 0580 2120 1800 1480 1320 1000 0680 2055 1600 1145 1850 1400 0950 2370 2000 1630 1470 1100 0730 1345 0800 0255 1545 1000 0455 1690 1300 0910 2390 2000 1610 2390 1800 1210 2590 2000 1410 2620 2200 1780 2120 1700 1310 2490 1900 1310 2390 1800 1210 2300 1800 1300 89 53 40 89 39 00 123.493 8 00 00 50 40 → MÉDIA 7 8 1.531 11 00 00 00 00 → MÉDIA 10 11 1.484 9 00 00 50 50 → MÉDIA 8 9 1.454 5 00 00 40 40 → MÉDIA 4 5 1. AI PV 12 LIMBO HORIZONTAL º ‘ “ RED.520 12 00 00 20 20 → MÉDIA 11 12 1.

cotg89°28'00" + 1.180º00'00")]÷2 = 179º44'20" α 12 = [(179º56'10" .100.00º00'00") + (273º48'50" .928m = 108.650m = 108.180º00'00")]÷2 = 90º45'10" α 10 = [(174º59'00" .sen290°47'10" = 77985mm DH9-8 = (2390 – 1610).00º00'00") + (275º29'10" . dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 161 Solução: 1) Ângulos horizontais: α2 = [(95º29'10" .100.sen293°14'50" = 108650mm DH8-7 = (1545 – 455).800 DN3-2 = 83.100.742m = 90.100.100.985m = 77.100.100.100.sen286°24'10" = 63747mm DH5-4 = (1320 – 680).372m = 73.100.994m .sen294°47'30" = 89372mm DH6-7 = (2370 – 1630).sen289°53'40" = 99999 mm DH2-3 = (2220 – 1380).970m = 117.cotg89°53'40" + 1.051 = -0.200 DN3-4 = 83.99.374 – 2.000 = -0.00º00'00") + (3º36'50" .180º00'00")]÷2 = 84º57'55" α 4 = [(180º55'40" .00º00'00") + (4º55'40" .00º00'00") + (264º58'00" .993m = 83.100.00º00'00") + (350º51'30" .00º00'00") + (359º44'20" .374 – 1.180º00'00")]÷2 = 180º55'40" α 5 = [(183º36'40" .sen286°03'20" = 117442mm DH12-2 = (2300 – 1300).968m = 117.100.100.sen291°44'00" = 117892mm DH10-11 = (2620 – 1780).830m = 117.180º00'00")]÷2 = 95º29'10" α 3 = [(84º57'50" .sen289°34'30" = 99994mm 3) Diferenças de nível: DN2-12 = 99.996m = 83.733 = 99.892m = 83.993.sen287°49'40" =117830mm DH10-9 = (2590 – 1410).00º00'00") + (354º59'00" .100.sen291°08'10" = 80968mm DH11-12 = (2490 – 1310).100.938 = 73.Ivancildo F.180º00'00")]÷2 = 179º56'10" 2) Distâncias horizontais: DH2-12 = (2500 – 1500).00º00'00") + (270º45'10" .sen289°32'50" = 83995mm DH3-4 = (3420 – 2580).100.00º00'00") + (00º55'40" .sen288°13'10" = 73928mm DH7-8 = (1345 – 255).999m = 63.485 –3.100.995m = 83.sen288°52'50" = 77970mm DH9-10 = (2390 – 1210).99m = 83.180º00'00")]÷2 = 93º48'50" α 9 = [(90º45'10" .100.924m = 80.995.180º00'00")]÷2 = 174º59'00" α 11 = [(179º44'20" .180º00'00")]÷2 = 184º55'45" α 8 = [(93º48'50" .087 = -0.100.442 = 0.sen289°49'30" = 83999mm DH4-5 = (2120 – 1480).000 DN2-3 = 83.180º00'00")]÷2 = 170º51'30" α 7 = [(184º55'50" .100.100.sen288°16'30" = 83924mm DH11-10 = (2120 – 1310).sen293°38'30" = 63742mm DH5-6 = (2055 – 1145).cotg89°39'00" + 1.773m = 77.524m = 117.442m = 99.349m = 89.cotg89°32'50" + 1.996.100.100.sen287°23'00" = 108773mm DH8-9 = (1690 – 910).485 – 2.sen285°09'00" = 90349mm DH6-5 = (1850 – 950).sen293°38'30" = 117524mm DH12-11 = (2390 – 1210).sen291°39'30" = 73938mm DH7-6 = (1470 – 730).180º00'00")]÷2 = 183º36'45" α 6 = [(170º51'30" .747m = 63.sen289°39'00" = 83996mm DH3-2 = (2620 – 1780).sen289°28'00" = 83993mm DH4-3 = (1420 – 580).00º00'00") + (359º56'10" .

827)÷2 = 7.200 = 1.Ivancildo F.036)÷2 = 4.9945)÷2 = 99.745 DH5-6 = (90.886 DN9-8 = 77.691 DN7-8 = 108.662 DN5-4 = 63. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 162 DN4-3 = 83.367 – 1.cotg93°14'50" + 1.888 DN9-10 = (4.349.400 = -7.938 + 73.650 + 108.800 = -5.446 DH11-12 = (117.860 + 7.800 = 4.cotg88°52'50" + 1.666 DN7-6 = 73.985 + 77.cotg91°44'00" + 1.442 + 0.827 DN12-2 = 99.cotg88°13'10" + 1.529 – 1.742.600 = 7.996 + 83.800 = 0.886 + 0.890)÷2 = 0.455)÷2 = 5.cotg89°49'30" + 1.710 DN4-5 = 63.524.493 – 0.970)÷2 = 77.372)÷2 = 89.999)÷2 = 83.691)÷2 = 2.733 + 0.892.349 + 89.471 + 5.000 = 5.993 + 83.087 + 0.933 DH7-8 = (108.529 – 1.996 DH4-5 = (63.463 DN8-9 = (0.100 = 2.890 DN9-10 = 117.742)÷2 = 63.417 DN6-7 = 73.484 – 1.639 DN5-6 = 90.484 DN6-5 = 89.493 – 1.cotg87°23'00" + 1.7215 DN4-5 = (3.036 DN10-9 = 117.924.069 DN3-4 = (0.484 – 1.475 – 2.4505 DN6-7 = (2.747 + 63.417)÷2 = 7.860 DH6-7 = (73.773)÷2 = 108.442)÷2 = 117.524 + 117.418 – 1.990 + 99.cotg88°16'30" + 1.000 = 0.691 DH8-9 = (77.442.860 DN12-11 = 117.cotg94°47'30" + 1.710)÷2 = 0.977 DH9-10 = (117.747.650.300 = -0.999.857 DN11-10 = 80.051)÷2 = 0.928)÷2 = 73.995 DH3-4 = (83.924 + 80.928.036 DN10-11 = (1.000 = -3.861 DH10-11 = (83.900 = -7.520 – 1.455 DN8-9 = 77.454 – 1.6785 DN7-8 = (5.cotg87°49'40" + 1.830.cotg85°09'00" + 1.cotg91°08'10" + 1.483 DH12-2 = (99.970.372.938.520 – 1.000 = -2.367 – 2.892)÷2 = 117.cotg93°38'30" + 1.cotg86°03'20" + 1.036 + 4.773.456 .857 + 1.cotg86°24'10" + 1.cotg91°39'30" + 1.471 DN8-7 = 108.985.662 + 3.821 DN11-12 = (7.994.cotg90°47'10" + 1.639)÷2 = 3.cotg89°34'30" + 1.995)÷2 = 83.800 = 7.484 + 7.786 DN11-12 = 117.6505 DN5-6 = (7.475 – 1.800 = 3.666 + 2.531 – 2.99 5) Diferenças de nível médias: DN2-3 = (0.531 – 2.036 DN10-11 = 83.418 – 1.454 – 1.471)÷2 = 0.830 + 117.968)÷2 = 82.cotg93°38'30" + 1.000 = 0.786)÷2 = 1.968.843 DN12-2 = (0.700 = -1.471 4) Distâncias horizontais médias: DH2-3 = (83.000 = -4.

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163

6) Altitudes: Altitude3 = 123,203 Altitude4 = altitude3 + DNmédia3-4/4-3 = 123,203 + (-)0,721 Altitude5 = altitude4 + DNmédia4-5/5-4 = 122,482 + 3,650 Altitude6 = altitude5 + DNmédia5-6/6-5 = 126,132 + 7,450 Altitude7 = altitude6 + DNmédia6-7/7-6 = 133,582 + (-)2,678 Altitude8 = altitude7 + DNmédia7-8 = 130,904 + (-)5,463 Altitude9 = altitude8 + DNmédia8-9 = 125,441 + (-)0,888 Altitude10 = altitude9 + DNmédia9-10 = 124,553 + 4,036 Altitude11 = altitude10 + DNmédia10-11 = 128,589 + 1,821 Altitude12 = altitude11 + DNmédia11-12 = 130,410 + (-)7,84 Altitude2 = altitude12 + DNmédia12-2 = 122,567 + 0,456 Altitude3 = altitude2 + DNmédia2-3/3-2 = 123,023 + 0,069 7) Preenchimento da caderneta:

= 122,482 = 126,132 = 133,582 = 130,904 = 125,441 = 124,553 = 128,589 = 130,410 = 122,567 = 123,023 = 122,092 ≠ 123,203 OK!

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164

CADERNETA TAQUEOMÉTRICA
EST. AI LIMBO HORIZ. REDUÇÃO DO ÂNG. HORIZONTAL º ‘ “

PV
12

º

LEITURA NA MIRA SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF

LIMBO VERT. º ‘ “

DIST. H DIF. N

DN. MÉDIA DH. MÉDIA

ALTI TUDE

00 180 95 275 00 180 84 264 00 180 180 00 00 180 183 03 00 180 170 350 00 180 184 04 00 180 93 273 00 180 90 270 00 180 174 354 00 180 179 359 00 180 179 359

00 00 29 29 00 00 57 58 00 00 55 55 00 00 36 36 00 00 51 51 00 00 55 55 00 00 48 48 00 00 45 45 00 00 59 59 00 00 44 44 00 00 56 56

00 00 10 10

2 1,374 3

MÉDIA

95

29

10

2 3 1,485 4

00 00 50 00

MÉDIA

84

57

55

3 4 1,454 5

00 00 40 40

MÉDIA

180

55

40

4 5 1,418 6

00 00 40 50

MÉDIA

183

36

45

5 6 1,475 7

00 00 30 30

MÉDIA

170

51

30

6 7 1,493 8

00 00 50 40

MÉDIA

184

55

45

7 8 1,484 9

00 00 50 50

MÉDIA

93

48

50

8 9 1,367 10

00 00 10 10

MÉDIA

90

45

10

9 10 1,531 11

00 00 00 00

MÉDIA

174

59

00

10 11 1,520 12

00 00 20 20

MÉDIA

179

44

20

11 12 1,529 2

00 00 10 10

MÉDIA

179

56

10

2500 2000 1500 2220 1800 1380 2620 2200 1780 3420 3000 2580 1420 1000 0580 2120 1800 1480 1320 1000 0680 2055 1600 1145 1850 1400 0950 2370 2000 1630 1470 1100 0730 1345 0800 0255 1545 1000 0455 1690 1300 0910 2390 2000 1610 2390 1800 1210 2590 2000 1410 2620 2200 1780 2120 1700 1310 2490 1900 1310 2390 1800 1210 2300 1800 1300

89

53

40

99,99 -0,442 83,996 0,069 123,203 0,087 83,995 -0,051 83,993 (-)0,721 122,482 -0,733 83,999 0,710 63,747 3,650 126,132 3,662 63,742 -3,639 90,349 7,450 133,582 7,484 89,372 -7,417 73,938 (-)2,678 130,904 -2,666 73,928 2,691 108,650 (-)5,463 125,441 -5,471 108,773 5,455 77,985 0,888 124,553 -0,886 77,970 0,890 117,830 4,036 128,589 4,036 117,892 -4,036 83,924 1,821 130,410 1,857 80,968 -1,786 117,524 (-)7,843 122,567 -7,860 117,442 7,827 99,994 0,471 0,456 99,99 123,023

89

39

00

89

32

50

83,995

89

28

00

89

49

30

83,996

86

24

10

93

38

30

63,745

85

09

00

94

47

30

89,860

91

39

30

88

13

10

73,933

93

14

50

87

23

00

108,691

90

47

10

88

52

50

77,977

87

49

40

91

44

00

117,861

88

16

30

91

08

10

82,446

93

38

30

86

03

20

117,483

89

34

30

Ivancildo F. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios

165

10.4.4. Nivelamento trigonométrico O nivelamento trigonométrico a mira é mais preciso do que o nivelamento taqueométrico, no entanto, deve-se ter o cuidado de limitar a linha de visada em 150m, independente da precisão do teodolito utilizado, para atenuar o erro altimétrico ocasionado pela curvatura terrestre.

Exemplo elucidativo: Determinar as altitudes definitivas dos pontos 2 a 8 pertencentes a uma poligonal fechada. O nivelamento foi do tipo trigonométrico, conforme descrito na caderneta de campo a seguir.

Croqui:
8 2 7

6 3 5 4

200 0.000 7.485 2 357 00 180 93 MÉDIA 8 2 1. º ‘ “ DISTÂNCIA HORIZONTAL DIFERENÇA DE NÍVEL DNmédia DHmédia Altitude 00 2 3 1.542 6 355 00 MÉDIA 5 6 1.465 5 03 02 MÉDIA 00 180 175 00 00 17 17 00 00 47 4 5 1.200 0.700 2.700 90 90 85 91 90 86 90 90 85 86 86 83 94 94 91 92 92 92 87 87 86 91 91 89 90 90 86 88 88 86 92 92 89 92 92 90 87 87 86 90 90 85 51 47 52 05 57 21 14 01 21 15 13 35 40 36 56 55 49 13 40 38 06 11 03 43 13 08 55 25 23 31 05 04 59 06 06 31 42 40 22 39 38 39 20 10 30 50 35 10 05 50 50 20 10 35 40 10 00 15 30 40 30 40 15 50 00 50 15 50 00 30 35 10 55 20 30 45 45 50 30 50 55 05 05 00 DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA 123.000 1.407 8 268 06 MÉDIA 00 00 59 57 57 00 00 50 179 177 7 8 1.700 7.600 2. ‘ “ LEITURA NA MIRA LIMBO VERT.500 0.500 0.300 7.Ivancildo F.100 0.600 0.400 0.423 7 180 95 275 47 MÉDIA 00 180 88 00 00 06 6 7 1.300 7.500 0.000 7.380 0.600 0.700 0.400 7. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 166 CADERNETA TRIGONOMÉTRICA EST.600 0. HORIZ.400 0. DO ÂNG.300 7.700 0.800 5.900 1.500 0.900 2.500 7.390 4 00 00 00 05 40 50 → 00 55 45 45 → 00 00 45 40 → 00 00 20 10 → 00 00 20 20 → 00 55 20 25 → 00 05 55 55 → LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 0. º ‘ “ º RED.400 0.700 0.134 180 84 57 264 57 MÉDIA 00 179 183 00 59 02 3 4 1.390 3 274 50 MÉDIA .700 0.700 0.300 4.640 0.700 7.700 7. AI PV LIMBO HORIZ.600 1.000 2.600 0.200 0.

925 DHmédia = (181.478m DHmédia = (84.700) ÷ (cotg86°21'10" – cotg90°57'35") = 84.866m DH1 = (7.532 DHmédia = (84.400) ÷ (cotg92°13'40" – cotg92°55'15") = 181.00º00'00") + (03º02'45" .600 – 0.946 DH1 = (7.500 – 0.478) ÷ 2 = 84.156 DHmédia = (78.699 DH1 = (7.857m DH1 = (7.518 DH1 = (7.00º00'00") + (355º17'40" .180º00'00")]÷2 α 4 = [(183º02'45" .532) ÷ 2 = 84.00º00'00") + (268º06'20" .699 + 153.121 DH1 = (2.719 DHmédia = (181.962 DH1 = (4.139m DH1 = (4.700 – 0.500) ÷ (cotg86°21'10" – cotg91°05'50") = 84.900) ÷ (cotg89°43'50" – cotg91°03'00") = 78.180º00'00")]÷2 α 8 = [(177º57'20" .876m DHmédia = (83.700 – 0.700) ÷ (cotg89°43'50" – cotg91°11'50") = 78.977m DH1 = (2.500 – 0.500) ÷ (cotg83°35'35" – cotg86°13'10") = 153.700 – 0.641 DHmédia = ( 153.700 – 0.641) ÷ 2 = 153.700) ÷ (cotg85°21'50" – cotg90°01'50") = 84.518 + 84.121 + 78.600 – 0.156) ÷ 2 = 78.400) ÷ (cotg85°21'50" – cotg90°14'05") = 84.508 + 181.876) ÷ 2 = 83.300) ÷ (cotg86°52'00" – cotg90°08'50") = 76.719) ÷ 2 = 181.525m DH1 = (7.825 + 181.00º00'00") + (357º57'25" .179º59'55")]÷2 α 2 = [(93º50'55" .857 + 83.200) ÷ (cotg85°52'30" – cotg90°51'20") = 83.00º00'00") + (264º57'50" .600 – 0.825 DH1 = (5.700 – 0.180º00'00")]÷2 2) Distâncias horizontais: DH3-2 DH1 = (7.925) ÷ 2 = 181.508 DH1 = (2.774 = 84º57'42" = 183º02'47" = 175º17'42" = 95º47'05" = 88º06'20" = 177º57'25" = 94º50'55" DH3-4 DH4-3 DH4-5 DH5-4 DH5-6 DH6-5 DH6-7 DH7-6 .180º00'00")]÷2 α 7 = [(88º06'20" .Ivancildo F.200) ÷ (cotg86°55'00" – cotg90°13'15") = 77.772m DH1 = (2.00º00'00") + (274º50'55" .00º00'00") + (275º47'10" .7m DH1 = (7.444m DH1 = (7.700) ÷ (cotg86°06'15" – cotg87°40'30") = 181.700 – 0.600 – 0.300) ÷ (cotg91°56'00" – cotg94°36'10") = 154.179º59'55")]÷2 α 5 = [(175º17'45" .500 – 0.461m DH1 = (7.400) ÷ (cotg83°35'35" – cotg86°15'20") = 153.444 + 84.007) ÷ 2 = 153.946 + 154.716m DH1 = (5.700) ÷ (cotg92°13'40" – cotg92°49'30") = 181.500 – 0.600 – 0.600 – 0.500 – 0. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 167 Solução: 1) Ângulos horizontais: α3 = [(84º57'40" .800) ÷ (cotg86°06'15" – cotg87°38'40") = 181.007 DHmédia = (153.300) ÷ (cotg85°52'30" – cotg90°47'10") = 83.180º00'00")]÷2 α 6 = [(95º47'20" .100) ÷ (cotg91°56'00" – cotg94°40'40") = 153.500 – 0.

720) ÷ 2 = 0.719 + 0.117) ÷ 2 = 11.774) ÷ 2 = 77.876.400 = -8.182m DH1 = (7.157 DNmédia = (11.700) ÷ (cotg86°22'55" – cotg87°40'50") = 217.465 – 0.542 – 0.157) ÷ 2 = -11.641.061m DN1 = 84. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 168 DHmédia = (77.0.700 = 0.cotg90°14'05" + 1.600 – 1.900) ÷ (cotg86°31'10" – cotg88°25'30") = 201.717 + 83.400 = 11.444.000 – 1.700 – 0.100 = -11.000) ÷ (cotg86°31'10" – cotg88°23'35") = 201.415 DHmédia = (201.300) ÷ (cotg89°59'30" – cotg92°04'20") = 200.043 + 201.700 = -8.600 – 0.200) ÷ (cotg89°59'30" – cotg92°05'55") = 201.127 DN1 = 181.cotg91°05'50" + 1.243m DH1 = (7.154 + 11.945) ÷ 2 = 201.945 DHmédia = (201.117 DNmédia = (11.465 – 0.542 – 0.465 – 0.465 – 0.043 DH1 = (7.415) ÷ 2 = 201.700 – 0.Ivancildo F.600) ÷ (cotg86°22'55" – cotg87°42'30") = 217.200 = .717 DH1 = (7.508.cotg90°51'20" + 1.124 DN2 = 153.cotg90°47'10" + 1.400 = 0.380) ÷ (cotg85°39'00" – cotg90°39'05") = 83.742m DH8-7 DH8-2 DH2-8 DH2-3 3) Diferenças de nível: DN3-2 DN1 = 83.062 DN2 = 83.558.cotg90°01'50" + 1.857.155m DN1 = 181.500 = 11.538.725) ÷ 2 = -0.390 – 0.363) ÷ 2 = 217.182 DHmédia = 217.600 – 0.700 = 8.726m DN1 = 84.962 + 76.390 – 0.cotg90°57'35" + 1.640 – 2.368m DH7-8 DH1 = (7.119 + 8.124 + 217.363 DHmédia = (217.119 DN2 = 181.478.300 = -0.726 + 0.699.720 DNmédia = (0.700 = -0.727 DN2 = 84.423 – 0.cotg94°36'10" + 1.154 DN2 = 154.500 = -0.000) ÷ (cotg90°31'50" – cotg92°06'45") = 217.925.542 – 0.825.cotg87°40'30" + 1.946.725 DNmédia = (0.300 = -11.105 DN3-4 DN4-3 DN4-5 DN5-4 DN5-6 DN6-5 .719 DN2 = 84.600 – 0.045m DH1 = DH2 = (7.007.cotg92°55'15" + 1.120m DN1 = 153.719m DN1 = 153.124 DH1 = (7.390 – 0.cotg86°13'10" + 1.767 DHmédia = (83.cotg92°49'30" + 1.cotg86°15'20" + 1.135) ÷ 2 = -8.229m DH1 = (7.400) ÷ (cotg85°39'00" – cotg90°38'05") = 83.061 DNmédia = -0.144 + 200.135 DNmédia = (8.124 + 11.640 – 2.390 – 0.cotg94°40'40" + 1.144 DH1 = (7.542 – 0.767) ÷ 2 = 83.

cotg88°25'30" + 1.127 + 8.909 DN1 = 77.909 DN7-8 = (6.cotg91°11'50" + 1.772 + 181.7225 DN4-5 = (11.909)÷2 = 0.035 + 6.0.155)÷2 DH5-6 = (181.086 DNmédia = (6.cotg92°05'55" + 1.cotg88°23'35" + 1.046 + 6.909 DNmédia = (0.086)÷2 = 6.461 + 84.390 – 0.486)÷2 = 7.800 = 8.1)÷2 = 8.525)÷2 DH4-5 = (11.486 DN1 = 83.035 DN2 = 201.144.774.423 – 0.1 DN6-7 DN1 = 78.719)÷2 = 0.000 = -7.182.062) ÷ 2 = 0.086 DN1 = DN2 = 217.479 + 7.945.390 – 2.058 DN2 = 83.866)÷2 5) Diferenças de nível médias: DN3-4 = (0.400 = 0.062 DNmédia = (0.909) ÷ 2 = .155)÷2 = 11.485 – 0.390 – 0.058 + 0.137 = 217.045)÷2 DH8-2 = (217.113 DN6-7 = (0.086 + 6.407 – 0.494) ÷ 2 = 7.212 = 83.057 DNmédia = (6.909 DN2 = 78.485 – 0.753 = 201.105 + 8.494 DNmédia = (7.cotg90°39'05" + 1.000 = 6.300 = -6.804 .098 DNmédia = (8.719.726 + 0.908 DN2 = 76.cotg90°38'05" + 1. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 169 DN2 = 181.086 DN2 = 200.744 = 77.046 DN1 = 201.717.526 DNmédia = -7.cotg92°04'20" + 1.124.407 – 0.91) ÷ 2 = 0.700 = -0.600 = 7.390 – 2.cotg87°42'30" + 1.363.909 + 0.086) ÷ 2 = -6.cotg91°03'00" + 1.060 DN7-6 DN7-8 DN8-7 DN8-2 DN2-8 DN2-3 4) Distâncias horizontais médias: DH3-4 = (84.909 DN1 = 201.908 + 0.742 + 83.485 – 1.407 – 1.137 DN5-6 = (8.380 = 0.716)÷2 DH6-7 = (78.493 = 11.423 – 0.229 + 201.368)÷2 DH7-8 = (201.900 = -0.243)÷2 DH2-3 = (83.91 DNmédia = (0.200 = 0.cotg87°40'50" + 1.479 DN2 = 217.182 + 217.057) ÷ 2 = 6.700 = 7.407 – 0.121.962.Ivancildo F.506 = 84.909 + 0.423 – 0.cotg87°38'40" + 1.043.415.120 + 11.120 + 11.098) ÷ 2 = 8.900 = 6.137 = 181.526 + 7.200 = -6.156.767.cotg92°06'45" + 1.526 DN1 = 217.cotg90°08'50" + 1.300 = 0.139 + 77.cotg90°13'15" + 1.066 DN8-2 = (7.

087 = 123.060 Altitude3 = 123.722 Altitude5 = altitude4 + DNmédia4-5 = 122.548 + (-)8.Ivancildo F.137 Altitude6 = altitude5 + DNmédia5-6 = 133.593 = 123.436 + (-)0.411 + 11.060 + 0.909 Altitude8 = altitude7 + DNmédia7-8 = 124.147 OK! .060 7) Preenchimento da caderneta: = 122.411 = 133.548 = 125.134 Altitude4 = altitude3 + DNmédia3-4 = 123.527 = 130.113 Altitude7 = altitude6 + DNmédia6-7 = 125.527 + 6.506 Altitude3 = altitude2 + DNmédia2-3 = 123.593 + (-)7. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 170 DN2-3 = (0.134 + (-)0.061)÷2 6) Altitudes: = 0.066 Altitude2 = altitude8 + DNmédia8-2 = 130.087 + 0.436 = 124.

120 11.500 7.526 7.407 00 00 180 88 8 06 06 20 20 → 00 55 88 06 20 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 268 MÉDIA 00 7 8 1.046 -6.479 7.9 46 154.061 -0.600 2.200 0.96 2 76.500 0. º ‘ “ º RED.900 1.124 11.060 0.300 7.722 84.000 2.1 82 217.000 1.600 0.500 0.700 0.720 0.46 1 84.113 181.86 6 84. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 171 CADERNETA TRIGONOMÉTRICA EST.157 11.77 4 77.7 72 78.0 43 201.526 -7.700 0.909 0.640 0.13 7 124.85 7 83.725 -0. º ‘ “ DISTÂNCIA HORIZONTAL DIFERENÇA DE NÍVEL DN média DH média Altitude 00 2 3 1.753 125.41 1 123.493 00 00 180 175 6 17 17 45 40 → 00 00 175 17 42 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 355 MÉDIA 00 5 6 1.Ivancildo F.909 -0.300 4.119 -8.300 7.526 -7.0 07 153.804 123.098 8.400 7.52 5 153.500 0.035 6.9 77 181.900 2.135 -8. AI PV LIMBO HORIZ.74 2 DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA -0.700 7.100 0.7 19 181.400 0.137 153.700 0.423 ()8.700 90 90 85 91 90 86 90 90 85 86 86 83 94 94 91 92 92 92 87 87 86 91 91 89 90 90 86 88 88 86 92 92 89 92 92 90 87 87 86 90 90 85 51 47 52 05 57 21 14 01 21 15 13 35 40 36 56 55 49 13 40 38 06 11 03 43 13 08 55 25 23 31 05 04 59 06 06 31 42 40 22 39 38 39 20 10 30 50 35 10 05 50 50 20 10 35 40 10 00 15 30 40 30 40 15 50 00 50 15 50 00 30 35 10 55 20 30 45 45 50 30 50 55 05 05 00 DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA 180 4 84 264 57 57 40 50 → 00 55 84 57 42 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 MÉDIA 00 3 4 1.59 3 6.200 0.77 4 00 00 180 95 7 47 47 20 10 → 00 00 95 47 05 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 275 MÉDIA 00 6 7 1.117 11. ‘ “ LEITURA NA MIRA LIMBO VERT.700 0.727 -0.53 2 84.4 15 201.44 4 84.6 41 153.494 7.600 0.200 0.0 45 217.600 1.390 00 00 00 05 LM1 LM2 LM3 0.87 6 83.21 2 130.2 29 201.52 7 ()0.500 0.061 -0.7 153. DO ÂNG.700 7.908 0.719 0.134 ()0.54 8 122.9 45 201.390 00 00 180 93 3 50 50 55 55 → 94 50 55 LM1 LM2 LM3 274 MÉDIA .08 7 ()7.380 0.800 5.066 201.058 0.9 25 181.909 77.1 82 217.719 11.96 1 133.7 16 181.91 0.76 7 83.15 6 78.155 -8.600 0. HORIZ.086 -6.1 -0.700 0.51 8 84.600 0.505 217.105 8.400 0.086 -6.000 7.13 9 77.2 43 83.542 83.5 08 181.062 -0.36 8 201.062 0.060 83.127 8.1 44 200.909 6.12 1 78.400 0.086 -7.47 8 84.1 24 217.71 7 83.485 00 59 179 177 2 57 57 20 25 → 00 05 177 57 25 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 357 MÉDIA 00 8 2 1.465 00 59 179 183 5 02 02 45 45 → 00 00 183 02 47 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 03 MÉDIA 00 4 5 1.700 2.8 25 181.486 0.3 63 217.300 7.726 0.1 82 217.43 6 11.057 6.909 -0.000 7.6 99 153.700 7.154 11.

0 23 (↓)123. porque não ressalta à vista. É um processo que normalmente não é empregado só.1 3 (↓)123.1 2 (↓)123. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 172 10. (↓)123.5 Plano cotado Processo utilizado apenas para cotar pontos resultantes das projeções horizontais numa planta topográfica.Ivancildo F.0 7 .

produtos químicos. . . . . porque as feições nunca se repetem. .Declividades máxima e mínima.Estudar o relevo para a idealização do projeto.Ivancildo F. A planialtimetria pode ser utilizada para: ✔ Rodovias e ferrovias na escolha do melhor traçado e locação. etc.Direção e largura da faixa de domínio da linha. mais ainda para o operador dos equipamentos topográficos: Este precisa.Melhores pontos para instalação de torres. que devem ser confiáveis para o leitor. Introdução A representação do relevo do terreno sempre constitui um sério problema para o desenhista. ✔ Linhas de transmissão de energia. este capítulo se dedica ao estudo da representação do relevo de uma área topográfica. . postes e etc. . água. de sensibilidade para escolher este ou aquele método de trabalho. .Determinar pontos onde é necessária a utilização de bombas para recondução do escoamento. ✔ Serviços de terraplenagem. LEVANTAMENTO PLANIALTIMÉTRICO 11.Movimentação de terra. 11.2. A finalidade é de fornecer o maior número possível de informações da superfície representada para efeitos de estudo. . dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 173 11. .Necessidades de obras de arte especiais. .Estudar o relevo para fins de planificação. .Movimentação de terras para construir edificações. pois deles resultarão informações do relevo. planejamento e viabilização de projetos. que permitirão confeccionar cartas planialtimétricas com bastante confiabilidade.Locais sujeitos a inundação. ✔ Dutos de óleo. esgoto. Conceito Planialtimetria é a representação das informações obtidas dos levantamentos planimétricos e altimétricos em uma única planta ou carta topográfica. além do conhecimento técnico. .Áreas de desapropriação.1. gás. Sendo assim.Mínimo de curvas necessárias. Serão apresentados métodos de representação bastante conhecidos.

. . .Preservar áreas de interesse ecológico e ambiental.Retificar as curvas de nível em atendimento a projetos idealizados. e . comerciais. . 11. ✔ Peritagem. .Relevo sombreado.Prevenir erosões. ✔ Construção de açudes.3. . dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 174 . . Se for perpendicular ao alinhamento. Perfis topográficos Perfil é o desenvolvimento em um plano vertical da interseção do alinhamento com a superfície topográfica.Cores hipsométricas. Formas de representação O relevo de uma área pode ser representado. Se o perfil é referente ao eixo do caminhamento recebe o nome de perfil longitudinal. residenciais. . de lazer e recreação. . .1. estimando preço de venda e valores de tributação.Realizar projetos de irrigação.Estudar e planejar áreas industriais.Curvas de nível.Perfis topográficos.Organizar o plantio.Realizar estudos de impacto ambiental.Definir a economia (criação ou plantio) mais apropriada para a região. . .3. das seguintes maneiras: . 11.Ivancildo F.Projetar desvios de cursos d‟água. . ✔ Planejamento urbano. ✔ Planejamento de uso da terra. .Determinar áreas de inundação pelas águas. . barragens e usinas.Avaliar judicialmente a propriedade.Estudar e planejar a direção das vias. recebe o nome de perfil ou seção transversal. pelo menos.Estudar e planejar o tráfego de veículos.

necessita-se efetuar um projeto preliminar onde os PI‟s. .00m. Levantamento da linha Os dados topográficos da poligonal. sobre um eixo. sendo obtidos simultaneamente ao levantamento da poligonal. Os detalhes altimétricos correspondem aos pontos da superfície topográfica que mudam de aclividade ou declividade. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 175 Para o levantamento de um perfil. redes de transmissão de energia.6 701. gasoduto.8 703. ângulos (horizontal e vertical) e distâncias (distância horizontal e diferença de nível) são anotados nas cadernetas de campo de nivelamento que já conhecemos. Os detalhes planimétricos referem-se a travessias sob ou sobre o eixo que está sendo nivelado para o perfil.1 705.9 702. Aclividade é a parte da superfície topográfica que sobe em relação ao observador. tais como. e declividade é a parte da superfície topográfica que desce em relação ao observador.5 702. para projeto de abastecimento d‟água. é que determinarão o traçado do perfil. entre cada PI. pontos de interseção.5 705. O traçado se dará através da ligação em linha reta (de preferência) ou não. Com a finalidade de dar mais realce às variações das alturas.4 703. A nomenclatura „estaca‟ corresponde a uma distância de 20. estradas. são previamente escolhidos. A distância horizontal e a diferença de nível entre cada PI. drenos. que parte da estaca E0 (zero) até a estaca E14. etc.9 701. cursos d‟água.2 704.Ivancildo F.5 700 500 509 516 528 546 555 564 573 598 614 635 Estacas (m) EH = 1:2000 Perfil com linhas curvas Exemplo elucidativo: Desenhar o perfil do eixo de uma poligonal. linhas de transmissão e outros projetos. oleoduto. toma-se a escala vertical dez vezes maior do que a escala horizontal: Altitudes (m) Ev = 1:200 706.

A curva de nível é uma forma de representação gráfica de extrema importância: a planimetria possui uma forma de representação gráfica perfeita.40 160. Ponto F Ponto G Solução: A B G C D E F 11.00 158.70 158.60 Ponto A Observações Ponto A‟ Ponto B Leito da estrada. Curvas de nível Curva de nível é uma linha sinuosa que liga pontos.90 161.40 158. na superfície do terreno. Ponto C Leito da estrada. Mas o perfil só representa a altimetria de um eixo.40 158. do rio.80 159. embora reduzidos na escala.40 165. os ângulos e distâncias.00 12 13 14 158.A.40 2 3 4 + 10. Ponto E Estaca Cota 7 8 9 10 11 + 15.50 158.00 164.70 159.10 164.12 159.20 160. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 176 Estaca Cota 0 1 + 10. Ponto D N. Então a visão geral do terreno fica prejudicada.15 160.00 5 + 18. Nela. do rio.50 + 19. pois precisaríamos de um número imenso de perfis da mesma área em . Enquanto isso. margem esq.2.10 Observações N.A.30 160.Ivancildo F. que têm a mesma cota (ou altitude). são representados fielmente.3.50 165. margem esq.00 165. que é a planta (resultado da projeção da superfície num plano horizontal). mas não de uma área. a altimetria só conta com a representação gráfica em perfil.

costuma-se seccionar a linha. e colocar a sua cota (ou altitude) entre os extremos seccionados.0 metros 10. a seguir. As linhas das curvas de nível são geradas pela interseção de planos horizontais com a superfície do terreno.0 metros Para numerar as curvas de nível. A eqüidistância escolhida em cada trabalho topográfico depende basicamente da escala da planta: Escala 1:500 1:1000 1:2000 1:10000 Eqüidistância 0.5 metros 1. A visão imaginativa geral da sinuosidade do terreno é dada então pelas curvas de nível. Veja de forma elucidativa. O valor da eqüidistância vertical varia de acordo com a precisão requerida.Ivancildo F. para termos uma visão panorâmica e nunca poderíamos visualizá-los todos ao mesmo tempo. Veja a seguir: Elevação: Os planos horizontais são paralelos e eqüidistantes. Qualquer profissional conhecedor de curvas de nível é capaz de visualizar o relevo do terreno com suas características. o esquema de delimitação de uma área retangular ABCD a ser representada em planta planialtimétrica: . dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 177 diversas posições e direções.0 metros 2. que abrangem toda a área em estudo.

Ivancildo F. em bloco diagrama. possibilitando visão imaginativa do terreno: . segundo o contorno retangular ABCD até uma profundidade de 15 metros abaixo do nível d‟água: Corte horizontal de 5 em 5 metros do bloco diagrama. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 178 O corte vertical do terreno.

porque disto resultaria um único ponto com duas cotas (altitudes) diferentes: 68 67 . dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 179 Projeção das curvas de nível na planta: Características das curvas de nível: ● Duas curvas de nível jamais se cruzam.Ivancildo F.

um terreno fortemente inclinado: 68 67 66 67 65 64 66 68 65 ● Curva de nível não pode desaparecer repentinamente: 68 67 66 65 64 Interpretação das curvas de nível: 1) Vertente: É o elemento mais simples de se interpretar na superfície topográfica. Corresponde a superfície compreendida entre a linha de cumiada e a linha de talvegue. onde são divididas as águas. 68 67 66 65 64 2) Linha de cumiada (cumeeira): É o lugar geométrico dos pontos de cotas (ou altitudes) mais altas. 62 63 64 64 63 . pois é a própria inclinação do terreno. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 180 ● Curvas de nível muito afastadas uma das outras significa que o terreno é levemente inclinado.Ivancildo F. e quando muito próximas.

ou seja. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 181 3) Vale: É o lugar geométrico dos pontos de cotas (ou altitudes) mais baixas. As cotas (ou altitudes) maiores abraçam as cotas menores. formando uma linha de divisão de águas.Ivancildo F. 64 63 62 62 63 4) Linha de talvegue: Quando as vertentes têm inclinações rápidas e uniformes provocando na sua representação curvas de nível em ângulo agudo. 62 61 60 59 5) Linha de espigão: Quando as vertentes têm inclinações rápidas e uniformes provocando na sua representação curvas de nível em ângulo côncavo. formando uma linha de reunião de águas. . As cotas (ou altitudes) menores abraçam as cotas menores. a garganta é um ponto de mínima cota (ou altitude) ao longo de uma seqüência de pontos elevados. onde são acumuladas as águas. 59 60 62 61 6) Garganta: Conhecida também como ponto obrigatório de passagem.

. etc.3. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 182 quando queremos atravessar de um espigão para outro com qualquer via de transporte. pelo fato de nas depressões as curvas de nível de cotas (ou altitudes) maiores envolverem as curvas de cotas (ou altitudes) menores e vice-versa no segundo.Ivancildo F.3. 7) Depressão e elevação: As depressões se distinguem das elevações. uma linha de transmissão de energia elétrica. Relevo sombreado O sombreamento executado diretamente em função das curvas de nível é uma modalidade de representação do relevo. uma ferrovia. como o ponto de cota (ou altitude) mais baixa na linha de talvegue. Depressão Elevação 11. Pode-se entender a garganta também. pois subiremos menos de um lado e desceremos menos do outro. este ponto de mínima cota (ou altitude) é o local ideal para a travessia. uma rodovia..

a partir de uma fonte luminosa (imaginária) à noroeste. Cores hipsométricas Além das curvas de nível. sépia. rosa e branco. laranja. adotam-se cores para facilitar o conhecimento geral do relevo. dando a impressão de saliências iluminadas e reentrâncias não iluminadas. Representação de relevo sombreado 11. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 183 Consiste na pintura de sombras contínuas sobre certas vertentes.3. A execução do relevo sombreado requer um ângulo de 45º com o plano da carta. Faixas de determinadas altitudes recebem cores diferentes como o verde. de forma que as sombras sobre as vertentes fiquem voltadas para sudoeste. amarelo.4.Ivancildo F. .

4.370m Altitude de chegada E11+10(chegada da poligonal): 18. quando a área a levantar tiver a forma de uma faixa estreita e longa. etc. tendo cada uma como referencial a estaca de ré.Seções transversais. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 184 11. . A obtenção das cotas inteiras deverá vim de perfis correspondentes a cada nivelamento.Quadriculação. eletrificação rural. Exemplo elucidativo: Eixo da poligonal: E0 – E11+10 Precisão do nível utilizado: 7mm/Km Extensão da poligonal enquadrada: 0. canais de irrigação e drenagem. Após o estaqueamento dos vértices. Métodos de levantamento de curvas de nível São três os métodos que podem ser empregados para a obtenção das curvas de nível: .230Km Altitude inicial E0(partida da poligonal enquadrada): 12.002m E0 E1 E2 E3 E4 E5 E9 E6 E7 E8 E10 E11 E11+10 1/1000 . feito normalmente a cada 20m. 11.4. Consiste no traçado de uma poligonal aberta ou enquadrada acompanhando o eixo longitudinal da faixa do terreno. e . Em seguida.Irradiação (taqueométrica). faz-se o nivelamento dos mesmos. O passo seguinte é nivelar as transversais.1.Ivancildo F. traçam-se perpendiculares que devem abranger toda a faixa da largura do terreno. a partir de cada estaca dessa poligonal. É adequado na construção de estradas de rodagem. que deverá pertencer à poligonal de base. Levantamento por seções transversais Método rápido e preciso.

698 15.e.800 4.370 Est.Ivancildo F.33mm/PR 3 Veja.700 1.516 13.370 Correção (mm) Altitude Definitiva 12.308 12.610 12.002 – 17.71mm Ec = altitude de chegada real – altitude de chegada calculada = 18.800 E8 E9 E10 E11 E11+10 1.760 Visada Vante PI PM PR Altitude Provisória (m) 12.448 0.348 16.813 13.550 16.515 13.471 12.862 15.670 12.170 12.608 12.350 3.030 0.318 17.860 15.990 4. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 185 Apresentação da caderneta de nivelamento geométrico preenchida.500 4. do eixo da poligonal enquadrada: CADERNETA DE NIVELAMENTO GEOMÉTRICO Visada Ré 4.535 4.180 16.181 12.648 17.700 3.128 E5 E6 E7 2.322 18.700 4.7.652 17.230)½ = 6.998 1 1 1 1 2 2 2 4 4 4 4 4 12.998 = 4mm Δη = 4 = 1.817 13.702 15.(0.002 Emáx = 2. a seguir. RN(E0) E1 E2 E3 E4 17.470 12.671 12.548 18. o modelo de preenchimento da caderneta de campo.655 3.650 2. para as três primeiras seções transversais: .(μ)½ = 2.

0 D+7.313 13.910 5.02 Cota ou Altitude 12.470 10. EO/1.815 4.0 E+26.310 9.156 9.0 E+18.627 PR 14.251 9.69 E+7.790 9.870 0.0 D+14.100 12.0 D+9.246 9.0 D+29.650 E+7. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 186 CADERNETA DE NIVELAMENTO GEOMÉTRICO Est.5 E+19.0 E+23.421 9.236 15.150 13.481 10.0 Leitura na mira Ré Vante 3.0 D+25.550 3.325 1.500 4.005 5.72 E+6.Ivancildo F.710 4.534 Perfil longitudinal: 1/100 18 17 16 15 14 13 12 1/1000 E0 E1 E2 E3 E4 E5 E6 E7 E8 E9 E10 E11 E12 Cotas inteiras do perfil longitudinal: .920 3.155 4.161 - 10.0 E2/1.0 E+16.661 10.0 D+15.0 D+18.0 D+5.680 5.081 9.471 12.516 11.990 4.230 4.911 12.994 4.167 10.370 14.923 2.0 E1/1.

A quadriculação deve ser feita com o emprego do teodolito. é recomendado quando se trata de movimentação de terra para edificações. barragens. A união dos pontos de mesma cota dará as curvas de nível: 16 9 10 11 12 17 E0 E1 E2 E10 18 E11 E11+10 E3 E4 E5 E9 E6 14 15 E7 16 15 E8 14 11 12 13 12 10 10 11 11 12 13 1/1000 11. É facilmente aplicável para pequenas áreas e impossível para grandes glebas. . irrigação. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 187 1/100 18 17 16 15 14 13 13 13 13 14 15 16 15 14 14 15 16 17 18 12 E0 E1 E2 E3 E4 E5 E6 E7 E8 E9 E10 E11 E12 1/1000 Da mesma maneira. passando as cotas inteiras encontradas e suas respectivas posições para a planta planimétrica. Pela precisão. O método consiste em fazer a quadriculação do terreno. para dar as direções. Levantamento por quadriculação É o método mais exato e também o mais trabalhoso. faz-se o perfil de cada seção transversal.4. e a trena. etc. colocando estacas em cada vértice dos quadrados.Ivancildo F. e proceder ao nivelamento geométrico de todas as estacas.2. para a marcação das distâncias.

. vai depender de processos de interpolação ou gráficos. numa direção e algarismos nas outras. da linha AB = 20m B Escala da planta Transporte a distância AE a partir de A. marca-se inicialmente uma linha M-N de preferência no eixo longitudinal do terreno (se existir). A subdivisão desta linha em estacas de d em d metros.4 12 0. São os valores para chegar de 12. contanto que iguais. A obtenção das cotas inteiras para o traçado das curvas de nível.4 em qualquer escala. a ser transportada Compr.4. 20 metros. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 188 Para a marcação.4 e B=13. linha AB. Costuma-se utilizar letras para definir as linhas. por onde deverá passar a curva de nível.4 13 12.6 e 0. Como fazer a interpolação: Considere uma linha AB de cotas (ou altitudes) conhecidas nos seus extremos A=12.4 Cota 13 A E Dist. Em seguida são tiradas perpendiculares para cada estaca da linha M-N.4 a 13 (0. reconstitui-se o perfil 13. Como construir o gráfico: Na situação anterior. determinando a posição da cota inteira de 13m. A operação seguinte é o nivelamento geométrico de todas as estacas.4 a 13 (0. vai depender do grau de precisão desejado.6 C Perpendicular à linha AB foram marcadas as distâncias 0.4) 0.0. Compr. podendo ser a cada 5.4) Cota A (12.Ivancildo F. para marcação no desenho. 10. O propósito é encontrar nesta linha a cota inteira 13. que também são estaqueadas de d em d metros.6) e de 13. da linha 20m D Cota B (13. Obtêm-se os pontos C e D da reta CD que cruza a linha AB exatamente na cota 13.4).

30 95.90 98.10 96.60 95.00 0.60 96.50 96.70 2.60 0.90 1.10 CADERNETA DE NIVELAMENTO GEOMÉTRICO Visada Vante Altitude Correção PR Provisória PI PM 100.60 97.90 1.90 95.30 1.Ivancildo F.60 0.00 0.30 97.80 96.40 1.50 96.50 2. Est.00 1.70 98.90 95.60 93.90 1.00 95.40 97.60 1.00 2.00 96.90 94.00 96.00 1.80 0.80 96.10 1. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 189 Exemplo elucidativo: A partir da caderneta (preenchida).60 96.10 1.40 0.40 2.60 1.10 95.40 C4 C5 B5 A5 A4 A3 B4 97.60 3.10 3.00 1.50 2.30 96.00 96.80 3.60 94.10 3.60 0.90 2.20 95.50 97.60 2.10 1.00 94.90 95.00 .30 95.20 1.10 0.80 1. desenhar as curvas de nível.50 1. abaixo.10 94.00 94.00 98.20 100.70 Altitude Definitiva - 0.50 3. A (RN) B1 B C D E C1 D1 D2 C3 C2 B3 B2 A2 A1 E F G F1 G1 G2 G3 F3 E3 E2 F2 E1 E3 Visada Ré 0.70 1.30 96.50 99.50 96.00 95.30 95.70 95. de um levantamento planialtimétrico pela quadriculação do terreno.30 3.80 95.80 1.30 98.20 98.70 1.90 1.00 2.60 E4 F4 G4 G5 F5 E5 D5 D4 D3 0.20 1.00 95.70 1.00 96.90 96.

dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 190 Solução: Croqui com as cotas calculadas (apenas perfis verticais) e interpoladas. Planta planialtimétrica desenhada: .Ivancildo F.

nivelando-os e determinando a sua posição através de ângulos e de distâncias horizontais. como para as secundárias e linhas irradiadas. Consiste em levantar poligonais principais e secundárias interligadas. Exemplo elucidativo: Seja desenhar curvas de nível em um terreno de quatro lados: 20m 20m 20m 7m • 15m 20m 20m 03 04 10m 20m • 20m 197m 20m 167m 20m 20m 20m 145m 20m 20m 20m 20m 121m 20m 20m 20m 20m 01 • 20m 20m 20m 20m 20m 20m • 02 Medida do comprimento dos lados: Linha 01-G = 121m Linha 01-J = 145m Linha 01-03 = 197m Linha 01-P = 167m . dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 191 11. além de reduzir o número de pontos topográficos a serem cravados no terreno ao longo das linhas de nivelamento. tanto para as poligonais principais.Ivancildo F. O uso da taqueometria na determinação das distâncias horizontais é de grande ajuda.3. Os perfis devem ser traçados para a confecção das curvas de nível. Todas as poligonais devem ser niveladas e delas serem irradiados os pontos notáveis do terreno. Levantamento por irradiação É o método recomendado para áreas grandes e relativamente planas.4. e economiza tempo.

Sem escala 40 35 30 25 20 15 10 40 m X 121 m 60 m G 145 m 75 m I Sem escala 01 A B C D E 02 . Linha 01-P. Linha 02-03. Linha 01-03. Linha 03-04. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 192 Solução: Criar perfis para as linhas principais e irradiadas da poligonal (Linha 01-02. Linha 04-01. e Linha 01-G).Ivancildo F. a partir de caderneta de nivelamento apresentada: 47 m 40 m P Q O N M L R 197 m 167 m S K J T 150 m U H V F Z E A B C D 120 m Ilustração do perfil longitudinal da linha 01-02. Linha 01-J.

e suas respectivas posições.Ivancildo F. Ilustração da projeção das cotas inteiras a cada metro para o perfil da linha 0102. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 193 Passar as cotas inteiras encontradas nos perfis. Sem escala 40 35 30 25 20 15 10 Sem escala 01 A B C D E 02 . para a planta planimétrica.

Ivancildo F. . dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 194 Unir pontos de cotas inteiras gerando as curvas de nível.

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