CURSO TÉCNICO-INTEGRADO EM EDIFICAÇÕES NOTAS DE AULA – Topografia

2011

Pelo prof. MSc. Ivancildo F. dos Santos

Ivancildo F. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios - Alagoas

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SUMÁRIO

1.

FUNDAMENTOS DA TOPOGRAFIA 1.1. Introdução 1.2. Agrimensura 1.3. Geodésia 1.3.1. Classificação dos levantamentos geodésicos 1.4. Topografia 1.4.1. Métodos de levantamentos topográficos 1.5. Distinção entre Topografia e Geodésia 1.6. Formas e dimensões da terra TOPOGRAFIA 2.1. Conceito 2.2. Finalidade 2.3. Importância 2.4. A hipótese do Plano Topográfico 2.5 Divisões 2.5.1. Topometria 2.5.2. Topologia 2.5.3. Fotogrametria A TERRA E OS SISTEMAS DE REFERÊNCIA 3.1. Introdução 3.2. Formas e dimensões da terra 3.3. Os sistemas de referência 3.4. Os sistemas de coordenadas 3.4.1. Coordenadas geográficas ESCALAS 4.1. Introdução 4.2. Tipos e usos 4.2.1. Escala numérica 4.2.2. Escala gráfica 4.3. Critérios para a escolha da escala numérica 4.4. Posição da folha 4.5. Legenda, selo e orientação 4.6. Dobragem da folha MEDIÇÃO DE DISTÂNCIAS HORIZONTAIS E VERTICAIS 5.1. Introdução 5.2. Erros ocasionados nas medições 5.3. Processos de medição de distâncias 5.3.1. Processo de medição direta 5.3.2. Processo de medição indireta 5.3.3. Processo de medição eletrônica 5.3.4. Processo de medição por satélites MEDIÇÃO DE ÂNGULOS 6.1. Introdução 6.2. Goniologia 6.2.1. Tipos de ângulos

05 05 05 06 07 10 10 10 15 16 16 16 16 16 18 19 22 22 24 24 24 25 27 27 30 30 30 30 31 32 35 37 38 39 39 39 41 41 46 53 59 63 63 63 63

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3 64 64 69 69 77 77 77 78 80 84 86 86 86 88 95 95 99 107 114 119 122 127 128 134 134 135 142 145 145 146 149 149 149 150 151 152 153 159 165 172 173 173 173 174 174 176 182 183

6.3. 7.

6.2.2. Condições de construção de um ângulo 6.2.3. Goniômetros 6.2.4. Operacionalização de goniômetros Goniometria

8.

MEDIDAS DE ORIENTAÇÃO 7.1. Introdução 7.2. A linha meridiana 7.3. Declinação magnética 7.4. Rumos e azimutes 7.4.1. Cálculo do azimute magnético LEVANTAMENTO PLANIMÉTRICO E LOCAÇÃO 8.1. Introdução 8.2. Fases do levantamento topográfico 8.3. Levantamento por triangulação à trena 8.4. Levantamento por poligonação 8.4.1. Poligonal aberta 8.4.2. Poligonal fechada na mesma base 8.4.3. Poligonal fechada em base diferente ou enquadra 8.5. Levantamento por irradiação 8.6. Levantamento por interseção a vante 8.7. Levantamento por interseção a ré 8.8. Locação 8.8.1. Locação de residências CÁLCULO DE ÁREA 9.1. Introdução 9.2. Processo geométrico 9.3. Processo analítico 9.4. Processo mecânico 9.4.1 Constituição dos planímetros 9.4.2 Operacionalização

9.

10. LEVANTAMENTO ALTIMÉTRICO 10.1. Introdução 10.2. Referência de nível 10.3. Nivelamento 10.4. Métodos gerais de nivelamento 10.4.1. Nivelamento geométrico simples 10.4.2. Nivelamento geométrico composto 10.4.3. Nivelamento taqueométrico 10.4.4. Nivelamento trigonométrico 10.5. Plano cotado 11. LEVANTAMENTO PLANIALTIMÉTRICO 11.1. Introdução 11.2. Conceito 11.3. Formas de representação 11.3.1. Perfis topográficos 11.3.2. Curvas de nível 11.3.3. Relevo sombreado 11.3.4. Cores hipsométricas

Levantamento por seções transversais 11. Levantamento por quadriculação 11.Ivancildo F. Levantamento por irradiação .2.4.4.3.Alagoas 4 184 184 187 191 11.1. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Métodos de levantamento de curvas de nível 11.4.4.

como agrimensores. em Geodésia e Topografia. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . E os que tiverem sido empregados pelo governo até esta data. que hoje é possível conhecer tão bem. nasceu uma grande ciência a qual foi denominada Agrimensura. Podemos. que é o objetivo deste curso. de alguma forma. divisas estas destruídas pelas grandes enchentes do Nilo. é possível entender a condição de perplexidade de nossos ancestrais. sobre os campos de aplicação dessas ciências. como. Os pilotos de carta pela mesma academia ou escola. para demarcação de terras. restituíam as divisas entre os proprietários. também.1.Alagoas 5 1. Após as cheias os medidores de terra conhecidos. as primeiras normas para a nomeação de agrimensores se deram a partir do decreto Nº 3. auxiliam as operações topográficas. como construí-los? Diante da necessidade de estudos e invenções. já justifica a necessidade de se conhecer. direta ou indiretamente. costuma-se dividi-la segundo a aplicabilidade. foram se difundindo. eram os seguintes os conhecimentos exigidos dos candidatos à carta de agrimensor: Matemática elementar. só poderiam ser empregados como agrimensores: Os engenheiros com carta passada pelas escolas nacionais. nas margens do rio Nilo. FUNDAMENTOS DA TOPOGRAFIA 1.2. Introdução Mesmo considerando todos os avanços tecnológicos que hoje vivenciamos. . intuir de que maneira surgiu no homem a necessidade de conhecer o mundo (sua forma e dimensões) que ele habitava. à época. Os agrimensores habilitados com títulos na forma destas instruções. Em função da grandiosidade dos campos de aplicação (atualmente). desde o começo dos dias. aperfeiçoando-se e diversificando-se. O simples deslocamento de um ponto a outro na superfície de nosso planeta. as características físicas do mundo. enfocando as „ferramentas‟ que. diante da complexidade do mundo a sua volta. É fácil imaginarmos alguns questionamentos que surgiram nas metas de nossos ancestrais. por exemplo: como orientar os deslocamentos? Como levantar terrenos? Como demarcá-los e desenhá-los? Como medir áreas? E os instrumentos. Naquela época. Segundo a portaria Nº 555. daquele mesmo ano. 1. No Brasil. Este capítulo versará.198. de 1863. No decorrer dos tempos as técnicas utilizadas pelos antigos egípcios.Ivancildo F. especificamente. Agrimensura A agrimensura teve suas raízes no antigo Egito. Os habilitados com o curso completo da academia ou escola de Marinha da Côrte.

Estradas. inclusivamente para aplicações militares e programas espaciais. Trabalhos geodésicos. Noções de astronomia. com as suas teorias e seus resultados de medição e cálculo. por Aristóteles (384 . de infra-estrutura hidráulica. A agrimensura atua nas diversas ramificações da engenharia. a referência geométrica para as demais geociências como os Sistemas de Informação Territoriais. e após seu início vai monitorar seu andamento e procurar mapear determinados problemas que aparecerão em seu decurso. Desenho linear. as engenharias de construção. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . a navegação aérea. um ramo das Geociências e uma Engenharia. Levantamento cadastral. Geodésia O termo Geodésia provém do termo grego daiein e significa divisão de terra.Ivancildo F. satélites e aparelhos de sistema de posicionamento global. que tem por finalidade a determinação da forma da terra e o levantamento de glebas tão grandes (com as suas feições naturais e artificiais) que não permitem o desprezo da curvatura da terra. Pontes. Portos e aeroportos. . Atualmente.3. Fundações. marítima e rodoviária. com base em dados obtidos por meio de levantamentos em solo ou por fotografias aéreas.C. elétrica ou de transportes. Planejamento. o ato de dividir a terra entre proprietários.Alagoas 6 Metrologia. os cadastros. Além disso. o planejamento. entre outros e. a Geodésia fornece. Planejamento e implantação de loteamentos. Topografia. 1. Demarcações de movimento de terras.). Demarcações e divisas de terras. Foi usado. ao mesmo tempo. Perícia judicial. tais como: Levantamento planialtimétrico. é a Engenharia de Agrimensura se encarrega de formar profissionais para atuarem preparando áreas para obras urbanas.322 a. Prática do uso dos instrumentos e trabalhos de campo. e pode significar tanto divisões geográficas da terra como. Ela é. É o engenheiro agrimensor que. pela primeira vez. Obras de infra-estrutura urbana. também. analisa o ambiente e define os espaços físicos onde vai ser feita determinada obra.

média e baixa precisão. o problema da determinação de uma figura terrestre. a rede é desdobrada (decomposta) para redes de menores precisões (segunda e terceira ordem). utiliza-se de pontos de amarração de 1º ordem (pontos que constituem um sistema de referência mundial.1. da lua e dos outros planetas). altimétrica e gravimétrica: Rede de referência planimétrica com latitude e longitude de alta precisão A maior parte das medições geodésicas aplica-se na superfície terrestre (veja Anexo 1). para fins de determinações planimétricas. A materialização desse sistema. pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. é considerado o problema de maior interesse na Geodésia superior no estudo da forma e dimensões da terra. para uma determinação do geóide. e uma destas chama-se geóide) em qualquer ponto. de tal modo que podem ser classificados em três tipos: de alta.SGB é gerida. Deste modo. Estas estão divididas em sistemas ou redes de referência planimétrica.além de medições astronômicas. e a Sistemas Geodésicos Nacionais.3. precisa-se em primeiro lugar de medições gravimétricas . atualmente. livre de hipóteses. Vale salientar. Na prática. constitui-se na infra-estrutura de referência a partir da qual os novos posicionamentos são efetuados. básicos para amarração e controle de trabalhos geodésicos e cartográficos) desenvolvidos segundo especificações internacionais.Alagoas 7 1. A observação e descrição do 'campo de gravidade' e sua variação temporal (produzida pela rotação e pelas massas terrestres. que a definição. são marcados pontos de uma . trata de determinar e representar a figura da terra em termos globais. através de estações geodésicas distribuídas adequadamente pelo país. O SGB é constituído. será possível se for conhecido o campo de gravidade dentro de um sistema de coordenadas. Conquanto. atualmente.Ivancildo F. nivelamentos geométricos e trigonométricos e observações de satélites. Levantamento Geodésico de alta precisão ou superior Dirigido ao atendimento de programas internacionais de cunho meramente científico. por cerca de 70000 estações geodésicas implantadas pelo IBGE em todo o território nacional. triangulações. no Brasil. Para tanto. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . como também das massas do sol. e manutenção do Sistema Geodésico Brasileiro . assim como o estabelecimento das especificações e normas gerais para levantamentos geodésicos. implantação. porque altera a direção da força de gravidade num ponto. cuja direção do campo de gravidade seja idêntica à direção da vertical do lugar (as superfícies perpendiculares a estas direções são equipotenciais. onde. Classificação dos levantamentos geodésicos Costuma-se dividir os trabalhos geodésicos de acordo com as suas finalidades.

Partindo de uma linha formada por dois vértices conhecidos (coordenadas). Existe uma série de elipsóides que antes foram definidos para as necessidades de apenas um país.Alagoas 8 rede de triangulação. N . sendo que o levantamento será efetuado através da medição dos lados. Os pontos de interseção são denominados vértices de triangulação. N b) A trilateração – método semelhante à triangulação e. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . hoje para o globo inteiro. É o mais antigo e utilizado processo de levantamento planimétrico da geodésia. costuma-se definir um elipsóide de revolução ou de referência. N c) A poligonação – é o encadeamento de distâncias e ângulos medidos entre pontos adjacentes formando linhas poligonais ou polígonos. baseia-se em propriedades geométricas a partir de triângulos superpostos. até chegar a um vértice de pontos conhecidos. Para esse fim. Dentre os levantamentos geodésicos planimétricos destacam-se a triangulação. como aquele. determinam-se novos pontos. depois para os continentes. que matematicamente deve ser bem definida. trilateração e poligonação: a) A triangulação – consiste na obtenção de figuras geométricas a partir de triângulos formados através da medição dos ângulos subtendidos por cada vértice.Ivancildo F. Com os métodos exatos da Geodésia projetam-se estes pontos numa superfície geométrica.

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Rede de referência altimétrica com altitudes de alta precisão Além do sistema de referência planimétrica (rede de triangulação e o elipsóide de rotação), existe um segundo sistema de referência: o sistema de superfícies equipotenciais e linhas verticais para as medições altimétricas (veja Anexo 2). Segundo a definição geodésica, a altura de um ponto „P‟ é o comprimento da linha vertical entre esse ponto e o geóide (altitude ortométrica „H‟). Também se pode descrever a altura do ponto „P’ como a diferença de potencial entre o geóide e uma superfície equipotencial (um elipsóide) que contém o ponto P (cota elipsoidal „h‟). Cotas elipsoidais têm a vantagem, comparando-as com alturas ortométricas, de poderem ser determinadas com alta precisão sem conhecimentos da forma do geóide. Por esta razão, nos projetos de nivelamento de grandes áreas, como continentes, costuma-se usar cotas elipsoidais. No caso de ter uma quantidade suficiente, tanto de pontos planimétricos, como altimétricos, pode-se determinar o geóide local daquela área.

Elipsóide h Geóide H

Dentre os levantamentos geodésicos altimétricos, destacam-se os nivelamentos geométricos, trigonométricos e barométricos. Este, utilizado apenas em regiões onde é impossível o uso dos os outros dois, ou quando se queira maior rapidez no levantamento. Não obstante, todos desenvolvidos na forma de circuitos, servindo por ramais às cidades, vilas e povoados às margens das mesmas e distantes até 20Km.

Rede de referência gravimétrica À semelhança das redes planimétricas e altimétricas (veja Anexo 3), a rede gravimétrica é desdobrada em: alta precisão, média precisão e para fins topográficos. Matematicamente, os levantamentos dessa rede são similares ao nivelamento geométrico, medindo-se diferenças de aceleração da gravidade entre pontos sucessivos.

Levantamento Geodésico de média precisão ou nacional Os levantamentos de média precisão se destinam a densificação do Sistema Geodésico Nacional, a partir da decomposição de sua rede em redes de 2º e 3º ordem. Estas são dirigidas às áreas remotas ou aquelas em que não se justificam investimentos

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imediatos, à medida que os levantamentos de 2º ordem aplicam-se às regiões sócioeconômicas mais desenvolvidas.

Levantamento Geodésico prático ou para fins topográficos Destinado ao atendimento dos levantamentos e representações de partes menores da terra onde a superfície pode ser considerada plana. Na verdade, a Geodésia prática proporciona à topografia uma rede de pontos os quais irão apoiar os seus levantamentos topográficos.

1.4. Topografia É a representação gráfica o mais detalhada possível, de uma parte da superfície da terra. Essa representação gráfica é feita sobre uma superfície plana hipotética chamada PLANO TOPOGRÁFICO perpendicular à direção do fio de prumo em um determinado ponto da superfície da terra. No entanto, a hipótese do plano topográfico exige restrição quanto ao raio de área a ser levantada, visto que as medidas topográficas são feitas considerando a terra plana. Nestas condições, erros planimétricos e altimétricos, provenientes da curvatura da terra, devem ser avaliados. As restrições nos levantamentos quanto à hipótese do plano topográfico serão abordadas no capítulo seguinte.

1.4.1. Métodos de levantamentos topográficos No que diz respeito aos métodos de levantamentos topográficos costuma-se dividi-los em apenas duas categorias: planimétrico e altimétrico. Levantamento planimétrico Merecem destaque a triangulação, poligonação, irradiação, interseção e outros. Levantamento gravimétrico Merecem destaque os nivelamentos geométricos, trigonométricos e taqueométricos. Esses métodos serão analisados detalhadamente nos capítulos seguintes.

1.5. Distinção entre Topografia e Geodésia Como se pôde observar, apesar da Topografia e Geodésia terem os mesmos objetivos, e utilizarem métodos e instrumentos semelhantes para o mapeamento da superfície terrestre, esta se ocupa dos processos de medida e representação cartográfica de grandes porções desta superfície, de acordo com a consideração sobre as

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deformações devido à esfericidade da terra (trigonometria esférica); a Topografia se ocupa da representação de uma pequena porção da superfície da terra, por uma projeção ortogonal de todos os detalhes da configuração do solo (trigonometria plana). Portanto, a Geodésia abrange o todo, ao passo que a Topografia se ocupa de detalhes, de forma que elas se completam para a harmonia do conjunto, do qual resultam cartas geográficas ou plantas topográficas. A aplicação da Geodésia nos levantamentos topográficos é justificada quando da necessidade de controle sobre a locação de pontos básicos no terreno, de modo a evitar o acúmulo de erros na operação do levantamento. Salienta-se que a Geodésia tem vários campos de aplicação que se confundem com a topografia: Mapas: na distribuição de pontos de controle (horizontais e verticais) para a confecção de cartas topográficas; Planejamento urbano: o desenvolvimento urbano (localização, utilização de vias, etc.) deve ser definido e localizado. Necessita-se, desta feita, de pontos de controle geodésicos; Demarcação de limites: a definição rigorosa de limites internacionais, interestaduais e intermunicipais é de fundamental importância para os projetos de cada região. Ênfase tem sido dada na precisão em oleoduto e gasoduto; Cadastro: o estabelecimento de um banco de dados que integre um sistema de informações de uso do solo, transporte, título de terra, assentamento, etc., deve estar baseado em mapas de localização definidos em termos de coordenadas referenciadas a uma rede geodésica;

em conseqüência.000 após o ajusta-mento. controle e locação de projetos de engenharia. sempre. Melhor que 1:20.br/files/quadro1. Pontos básicos para amarrações e controle de trabalhos geodésicos e cartográficos. Elaboração de cartas gerais. acordadas caso a caso. pequenas obras locais. de cunho científico. de acordo com as finalidades de cada projeto. Nas áreas metropolitanas o espaçamento será função das características do processo de urbanização. constituindo o sistema único de referência.Alagoas 12 LEVANTAMENTOS GEODÉSICOS – PLANIMETRIA DE ALTA PRECISÃO ÂMBITO NACIONAL Científico Fundamental (ou de 1º ordem) DE PRECISÃO PARA FINS ÂMBITO REGIONAL TOPOGRÁFICOS Para áreas mais Para áreas Local desenvolvidas menos (ou de 2º ordem) desenvolvidas (ou de 3º ordem) Dirigido ao atendimento das necessidades de uma região onde se desenvolvem atividades humanas intensas e. no máximo 5 km. A estrutura será desenvolvida caso a caso.ibge. conexões de Sistemas Geodésicos.000 Exemplos de utilização Pesquisas sobre a deriva continental.Ivancildo F.000 Melhor que 1:50. com estações espaçadas de 10 a 20 km.concar.000 Melhor que 1:5. Conforme as aplicações. Elaboração de cartas gerais.000 Dirigido ao atendimento dos levantamentos no horizonte topográfico. existe uma valorização elevada do solo. Em função da área a ser atendida. Em função da área a ser atendida. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .gov. Elaboração de cartas gerais. Nas áreas metropolitanas o espaçamento das estações deverá ser de até 5 km. segundo normas específicas. em função da inexistência ou impossibilidade de se desenvolver levantamentos geodésicos de alta precisão. estudos e definição dos parâmetros para Sistemas Geodésicos. Dirigido às áreas remotas ou àquelas em que não se justifiquem investimentos imediatos e. com estações afastadas entre 5 a 10 km.doc . com estações afastadas de. Sua realização deverá se dar sem prejuízo do fundamental. Finalidade Exatidão Desenvolvi mento Dirigido ao atendimento de programas internacionais. mas devendo ser o erro padrão relativo de quaisquer duas estações melhor que 1:500. desenvolvido segundo especificações internacionais. Nas áreas metropolitanas o espaçamento das estações deverá ser limitado a 5 km.5 a 2 km. apoio e controle das obras de engenharia e estudos científicos em geral. controle e locação de obras de engenharia. com estações espaçadas de 10 a 20 km. Levantamentos e parcelamentos de áreas de pequeno valor. que terá precedência de utilização. tendo a configuração adaptada aos aspectos da urbanização. Arcos de meridianos e paralelos espaçados de 1a estações com espaçamento desejável de 15 km e no máximo de 25 km. Melhor que 1:100. elaboração de cartas gerais. Em função dos objetivos específicos a serem atingidos. sendo julgada caso a caso. prevalecendo os critérios de exatidão sobre as simplificações para a figura da Terra. http://www. Nas áreas metropolitanas o espaçamento das estações deverá ser de 0.

Conforme as aplicações. Em circuitos ou linhas. afastadas de no máximo 3 km. prevalecendo os critérios de exatidão sobre as simplificações para a figura da Terra. Nas áreas metropolitanas dar-se-á preferência ao desenvolvimento em circuitos. Melhor que 2mm Melhor que 3mm Melhor que 6mm Exemplos de utilização Avaliação de movimentos da crosta terrestre. com estações espaçadas de.ibge. em função da área a ser atendida. constituindo o sistema único de referência. Melhor que 4mm Dirigido ao atendimento dos levantamentos no horizonte topográfico. Elaboração de cartas gerais. Em circuitos com até 400km de perímetro e estações materializadas.doc . sendo julgada caso a caso. http://www. peque-nas obras. Elaboração de cartas gerais. Levantamentos e parcelamentos de áreas de pequeno valor. Elaboração de cartas gerais. sempre. estudos e definição de parâmetros para os Sistemas Geodésicos. Em circuitos com até 200km de perímetro e estações materializadas. com estações materializadas e afastadas de. controle de obras de engenharia. desenvolvido segundo especificações internacionais. determinação de valores geopotenciais. afastadas de no máximo 3 km. Basicamente em circuitos e acompanhada de medições gravimétricas (nivelamento geopotencial). preferencialmente.Ivancildo F. em função da inexistência ou impossibilidade de se desenvolver levantamentos geodésicos de alta precisão. segundo normas específicas. 1 km. Dirigido às áreas remotas ou àquelas em que não se justifiquem investimentos imediatos e. controle de obras de engenharia. 3 km. Em circuitos ou linhas. apoio e controle das obras de engenharia e estudos científicos em geral. de cunho científico. elaboração de cartas gerais. A estrutura será desenvolvida caso a caso de acordo com as finalidades de cada projeto. conexões de Sistemas Geodésicos.concar. acordadas caso a caso. que terá precedência de utilização. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . com estações materializadas e espaçadas de.gov. Sua realização deverá se dar sem prejuízo do fundamental. em função dos objetivos a serem atingidos pelos trabalhos. mas devendo o erro padrão ser inferior a 2mm para cada duas RN após o ajustamento. no máximo.Alagoas 13 LEVANTAMENTOS GEODÉSICOS – ALTIMETRIA DE ALTA PRECISÃO ÂMBITO NACIONAL Científico Fundamental (ou de 1º ordem) DE PRECISÃO PARA FINS ÂMBITO REGIONAL TOPOGRÁFICOS Para áreas mais Para áreas Local desenvolvidas menos (ou de 2º ordem) desenvolvidas (ou de 3º ordem) Dirigido ao atendimento das necessidades de uma região onde se desenvolvem atividades humanas intensas e. estudos de drenagem e gradientes em áreas de topografia movimentada. Nas áreas metropolitanas dar-se-á preferência ao desenvolvimento em circuitos. 1 km. Finalidade Exatidão Desenvolvi mento Dirigido ao atendimento de programas internacionais. Pontos básicos para amarrações e controle de trabalhos geodésicos e cartográficos. preferencialmente. em função da urbanização. existe uma valorização elevada do solo.br/files/quadro1. em conseqüência.

prospecção mineralógica. com as estações estabelecidas nos levantamentos altimétricos de alta precisão e de precisão. Serão coincidentes preferencialmente.br/files/quadro1. que terá procedência de utilização. visando facilitar os trabalhos de detalhamento do campo gravitacional. Estudos do campo gravitacional e estrutura da crosta terrestre. A estrutura será desenvolvida caso a caso. segundo normas específicas. de cunho científico. implantados segundo especificações internacionais. Em circuitos com estações Função dos objetivos espaçadas de até 30 km.1 mgal Melhor que 0. sendo julgada caso a caso. prospecção mineralógica. acesso para as medições com tempo inferior a 72 horas. Conforme as aplicações. Sua realização deverá se dar sem prejuízo do fundamental. Exatidão Melhor que 0.3 mgal Desenvolvi mento Exemplos de utilização Conexão de estações absolutas da rede mundial e estudos de escala nos levantamentos geométricos. PARA FINS DE DETALHAMENTO Local Dirigido ao detalhamento do campo gravitacional.Alagoas 14 LEVANTAMENTOS GEODÉSICOS (GRAVIMETRIA) DE ALTA PRECISÃO ÂMBITO NACIONAL Científico Finalidade Dirigido ao atendimento de programas internacionais. estudos de movimentos da crosta. Estudos do campo gravitacional e estrutura da crosta terrestre. Fundamental (ou de 1º ordem) Pontos básicos para amarrações e controle de trabalhos geodésicos e geofísicos. ou acesso para as medições com tempo inferior a 48 horas. constituindo o sistema único de referência ao IGSN71.Ivancildo F.gov. pesquisa de geondulações e desvio da vertical. de acordo com as finalidades de cada projeto. mas devendo ser o erro padrão melhor que 0. Estudos do campo gravitacional e estrutura da crosta terrestre. As observações serão ajustadas a IGSN-71 e as estações deverão coincidir com as Referências de Nível decorrentes dos levantamentos altimétricos de alta precisão e de precisão.ibge. para qualquer estação após o ajustamento.05 mgal. acordadas caso a caso. Em circuitos com estações espaçadas de até 100 km.05 mgal Melhor que 0.doc . prospecção mineralógica. determinação dos parâmetros definidores de um sistema Geodésico. estudos de movimentos da crosta. DE PRECISÃO ÂMBITO REGIONAL Regional (ou de 2º ordem) Dirigido ao desdobramento do fundamental. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .concar. com específicos de cada projeto. http://www.

etc. a Terra se assemelharia a um elipsóide de revolução. a forma geoidal se torna complexa. devendo a força da gravidade decrescer dos pólos para o equador. Muitas foram as interpretações e conceitos desenvolvidos para definir qual seria a forma da terra.) supostamente prolongado por sob continentes. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . e à variação da gravidade nos diversos pontos. variação de densidade da água. Todavia. senão vejamos: ERASTÓTENES (276 a 175 a. Considerando os valores atuais dos raios terrestres. Formas e dimensões da terra O nosso planeta (forma e dimensões) é um tema que vem sendo pesquisado ao longo dos anos em várias partes do mundo. o eixo menor deste coincidindo com o eixo de rotação da Terra. Erastótenes cometeu um erro inferior a 2%. JOÃO PICARD (1620 a 1682) Introduziu várias melhorias nos instrumentos de medidas angulares e escreveu novas medidas da Terra. principalmente. CARL FRIEDERICH GAUSS (1777 a 1855) Introduziu a forma de planeta como um „Geóide‟ que corresponde à superfície do nível médio do mar homogêneo (ausência de correntes. Nesse modelo a superfície da terra tem a forma aproximada de um esferóide com achatamento nos Pólos. A superfície da terra sofre freqüentes alterações devido à natureza e à ação do homem. Várias expedições foram organizadas desde 1737 sob os auspícios da Academia de Ciências de Paris que conduziram a evidências que a razão estava com Newton. quando folheamos cronologicamente o período histórico desde os mais longínquos tempos. às forças de atração da gravidade e centrífuga (rotação da terra).6.Ivancildo F.Alagoas 15 1. Essa superfície se deve. ventos. considerando a Terra achatada nos pólos. devido às irregularidades de distribuição das massas da terra.) Calculou o raio da Terra e o meridiano terrestre. Essas referências podem ser encontradas. portanto. . não serve para definir forma sistemática da terra. ISSAC NEWTON (1642 a 1727) Estudos sobre a gravitação.C. A fim de simplificar o cálculo de coordenadas da superfície terrestre foram adotadas algumas referências (superfícies) matemáticas simples.

). Portanto. impõe-se a locação. TOPOGRAFIA 2. mesmo que se trate de detalhes. Importância È a topografia que. através de plantas representa o relevo do solo com todas as suas elevações e depressões. até obras de maior vulto: barragens. se dispusermos do planejamento.). 2. Conforme visto no capítulo anterior. Conceito A palavra “Topografia” provém do grego Topos (lugar) e Graphein (descrever) e significa descrição exata e minuciosa de um lugar. 2. telecomunicações... etc. O termo só se aplica a áreas relativamente pequenas. A hipótese do Plano Topográfico A projeção ortogonal. Pelo fato de que as obras de engenharia são executadas sobre o terreno.1. que a topografia encaixa-se dentro de qualquer atividade de um profissional da área de engenharia.Ivancildo F. subestações de distribuição de energia. È.. etc.2. irrigação. etc. se partimos de obras de menor vulto: construção civil (casas. a qual conhecemos como Plano Topográfico..Alagoas 16 2. sendo utilizado o termo Geodésia quando se fala de áreas maiores. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Esta superfície é perpendicular à vertical do lugar em um determinado ponto da superfície da terra.. e a correta implantação da obra. desconsiderando a curvatura resultante da esfericidade da terra. drenagens. pontes.. estando presente também a topografia. 2. etc.. a hipótese do plano topográfico exige restrições quanto ao raio de área a ser levantada. uma ciência que estuda a representação detalhada de um trecho da superfície da terra. rodovias.). portanto. Atua muitas vezes como atividade fim e atividade meio em qualquer trabalho de planejamento. podemos afirmar sem exageros. contribuindo com os métodos e instrumentos de precisão que permitem o adequado conhecimento do terreno.4. prédios. esta projeção se faz sobre uma superfície de nível (hipotética)..3. dimensão e posição relativa de uma porção limitada da superfície da terra. naturais ou artificiais é que denominamos de planta topográfica. No entanto. impõese um prévio levantamento topográfico do lugar onde a mesma deverá ser implantada.. de todos os detalhes da configuração do solo. agricultura (cadastro de áreas cultivadas.. Finalidade Determinar o contorno. Por outro lado. eletrotécnica em industria (linhas de eletrificação... reflorestamento. visto que as medidas topográficas são realizadas sobre uma .

Por outro lado. a seguir: ∆D D Superfície física d Superfície Geoidal Raio da terra Plano Topográfico A hipótese admite que o limite da finura do traço no desenho seja igual 0.Ivancildo F. as condições supracitadas devem atender ao limite para representação gráfica em topografia. Neste limite „∆D‟ alcança valores de 100cm. conforme mostra na figura. por exemplo. e os dados coletados são projetados sobre uma superfície plana (Plano Topográfico). o que se pretende é que o erro planimétrico „∆D‟ cometido por conta do caminhamento „d‟ seja absorvido no desenho topográfico. sabemos que não existe uma figura matemática que represente fielmente a superfície física da terra. deve-se avaliar a extensão dos levantamentos planimétricos e altimétricos. Para tanto. rodovias e estradas de ferro. e o raio médio da terra de 6. Havendo a necessidade do levantamento de uma faixa estreita de terra. As deduções revelam que o raio da área a ser levantada „d‟ não deve exceder de 30 a 50 Km. as operações topográficas não estão sujeitas a limites. a não ser a superfície geoidal (apresentada como a superfície teórica ou ideal que mais se aproxima da forma real da terra) utilizada na análise do erro planimétrico. Nestas condições. O erro planimétrico A adoção da hipótese do Plano Topográfico implica na substituição do arco „d‟ (raio de uma área circular) pela tangente „D‟. cujo módulo de escala é 1/10.000.1mm (visível ao olho „nu‟). dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . cometendo assim um erro.370Km. desde que seja considerada uma .Alagoas 17 superfície curva (superfície da terra). e que o erro gráfico ∆D cometido a partir do levantamento topográfico não ultrapasse este limite de finura. para estudos e projetos de distribuição de energia. denominado de erro de esfericidade (veja figura a seguir). Na verdade.

o erro altimétrico gera uma linha com a curvatura voltada para o centro da terra. O erro altimétrico Conhecido por efeito C & R. outras deduções que descartam os efeitos C & R. Divisões Definido o campo que limita as operações topográficas em extensão. Isto significa dizer. 2.000.7m.6Km. Nestas condições. que utiliza também a figura do geóide). as deduções indicam que o erro altimétrico seria muito elevado 168.Alagoas 18 série de planos tangentes. que se pudemos substituir a superfície geoidal por um Plano Topográfico na representação planimétrica. No entanto. estabelecem que a distância topográfica „d‟ não deve exceder os 3. e que seguem o limite de representação gráfica em topografia M = 10. pela soma algébrica de influências da curvatura da terra e da refração atmosférica. Por outro lado.6Km entre dois pontos subseqüentes de um levantamento. já considerando o efeito positivo da refração atmosférica. A planta resultará numa série de rebatimentos sobre um plano horizontal de projeção. D Superfície física a d Superfície Geoidal Raio da terra f b Plano Topográfico c Se considerarmos a mesma distância dos 50 Km para „d‟.Ivancildo F. O erro altimétrico causado pelo efeito da curvatura da terra é a linha „cb‟. quando aplicada até distâncias de 3. a topografia pode ser dividida em topometria. e o raio visual cai de „ab‟ para „af‟ (veja a figura abaixo.5. a refração atmosférica „R‟ (fenômeno natural que faz com que uma linha vista vá caindo gradualmente à medida que aumenta a distância topográfica) diminui o efeito da curvatura em 14%. topologia e fotogrametria: . dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . pode-se afirmar que a hipótese do Plano Topográfico é satisfatória simultaneamente às medidas horizontais e verticais. o mesmo não acontece na representação altimétrica.

1. Obtenção de distância horizontal: . níveis. receptores de satélite. As angulares são os ângulos horizontais e verticais.Alagoas 19 2. Topometria Trata de medidas das grandezas lineares e angulares que definem a posição dos pontos topográficos. como ciências auxiliares a: Taqueometria Trigonometria Planimetria Consiste na obtenção de ângulos e distâncias horizontais. onde os ângulos e distâncias são obtidos por instrumentos topográficos. É o que acontece com as edificações. pois exigem o aplainamento dos terrenos para que possam ser construídas. como também para a representação dos detalhes existentes (não levando em consideração o relevo). tanto nos planos horizontais e/ou verticais. baseadas na geometria aplicada. trenas. Para efeito de representação planimétrica ou avaliação de área. Para tanto.5. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Entende-se por base produtiva as dimensões que são aproveitadas na prática. A topometria se divide em: Planimetria Altimetria Que utilizam para o seu desenvolvimento. tais como teodolitos. a obtenção das medições compreende um conjunto de processos de medidas. estações totais.Ivancildo F. As grandezas lineares são as distâncias horizontais e diferenças de nível. não só para a representação em projeção horizontal dos lados e contorno perimetral do terreno. as distâncias inclinadas são reduzidas às dimensões de suas bases produtivas. para o cálculo e traçado da planta topográfica. Os trabalhos provenientes da planimetria dão origem às plantas planimétricas.

Ivancildo F. só dá origem a perfis. A altimetria. de um certo número de pontos do terreno. O trabalho de planimetria juntado ao de altimetria dá origem à planta planialtimétrica. ou alturas. através da obtenção de distâncias verticais. referidos a um plano horizontal de comparação (plano topográfico). isoladamente.Alagoas 20 DH Obtenção de ângulo horizontal: Obtenção de azimutes: ☼sol Altimetria Consiste na obtenção de ângulos verticais e distâncias verticais. Obtenção de distâncias verticais: . dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .

vales. taqueometria é a parte da topografia que trata da medida indireta de distância horizontal e vertical. As suas principais aplicações se assemelham.Alagoas 21 Taqueometria A Taqueometria tem por finalidade o levantamento de pontos do terreno. que discutiremos adiante. também.. O campo ótico do taqueômetro possui. Fio vertical Fio superior Fio médio Fio inferior Trigonometria A Trigonometria tem por finalidade. só que pela resolução de triângulos quaisquer. montanhas. Fio vertical – fio de referência para as medidas de ângulos horizontais. as da taqueometria. etc. sobre o qual oferece reais vantagens em relação aos métodos topométricos. dando origem às plantas cotadas ou com curvas de nível. já que os levantamentos são realizados com maior rapidez e economia. o levantamento de pontos do terreno. não retângulos. assim como a taqueometria. pela resolução de triângulos retângulos.Ivancildo F. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Fios horizontais superior e inferior – fios de referência para as leituras estadimétricas. Fio médio – fio de referência para as medidas de ângulos verticias. Os aparelhos usados na taqueometria são chamados taqueômetros. por exemplo: morros. . A sua principal aplicação é em terrenos altamente acidentados. Ademais. porque o campo ótico de suas lunetas é dotado de fios estadimétricos. dando origem às plantas cotadas ou com curvas de nível.

5. 2.Alagoas 22 Qualquer goniômetro que permita medir ângulos verticais. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . pode ser usado na trigonometria.Ivancildo F. obras de arte especiais. e segundo a sua finalidade. foto-índice e mosaicos. paralelos com o terreno a representar.2. A principal aplicação da Topologia dá-se na representação cartográfica do terreno pelas curvas de nível. As medições obtidas de distância horizontal e vertical são indiretas. Fotogrametria Compreende o estudo indireto de medição de forma. vegetação). complemento indispensável à Topometria. ferroviários.5. Algumas aplicações: ▪ Mapas topográficos. de controle à erosão e às cheias. a fotogrametria pode ser classificada em: ▪ Terrestre – utiliza-se de fotografias obtidas de estações fixas sobre a superfície do terreno. ▪ Projetos rodoviários.3. De acordo com o tipo e a posição espacial da câmara. Tem como objetivo realizar medições sobre fotografias para a elaboração de cartas topográficas planialtimétricas. tem por objetivo de estudo a conformação e representação de terrenos.Topologia A Topologia. Este tipo de fotogrametria pode ser útil para fins topográficos (mapeamento de regiões de difícil acesso) e não topográficas (engenharia de tráfego). 2. ▪ Espacial – utiliza-se de fotografias obtidas de estações móveis fora da atmosfera da terra. suas modificações através dos tempos e as leis que as regem. temáticos (solos. tamanho e posição de um terreno extenso. através de medições e interpretações de imagens fotográficas terrestres ou aéreas. Curvas de nível são interseções obtidas por planos eqüidistantes. planejamento e desenvolvimento rural e urbano. e projetos ambientais. ▪ Aérea – utiliza-se de fotografias obtidas de estações móveis no espaço (avião ou balão). .

tomadas de pontos distintos. ▪ Eixos óticos paralelos – observa-se a foto da direita com o olho direito e a foto da esquerda com o olho esquerdo. e dispor de estereoscópio. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Visão estereoscópica é a sensação de profundidade que pode ser obtida através de processo estereoscópico. porém.Ivancildo F. ainda. Para se obter uma visão 3D (terceira dimensão) através de fotografias. Para fazer a observação. é necessário que se tenha um par de fotos de uma mesma cena ou região. são utilizados óculos de lentes nas cores contrárias às dos filmes adotados. ▪ Eixos óticos convergentes – a observação da imagem se faz de maneira natural. tomadas de pontos distintos. as fotos é que são impressas em filmes coloridos e superpostas com um pequeno deslocamento.Alagoas 23 Como obter uma visão estereoscópica: Estereoscopia é um fenômeno natural que ocorre quando se observam duas imagens fotográficas de uma mesma cena. O estereoscópio pode dispor. convergentes e paralelos: ▪ Eixos óticos cruzados – observa-se a foto da direita com o olho esquerdo e a foto da esquerda com o olho direito. Exemplo de estereoscópio de eixos óticos paralelos: . de eixos óticos cruzados. capaz de fornecer uma sensação bastante precisa da profundidade.

Introdução O nosso planeta.C. principalmente. A TERRA E OS SISTEMAS DE REFERÊNCIA 3. vulcões. As preocupações da Topografia se resumem. este capítulo fará um breve histórico sobre as formas historicamente adotadas para a terra. que precisam ser atualizados. que podem facilmente ser aplicados nos projetos topográficos. etc.) Calculou o raio da Terra e o meridiano terrestre. mas sim. relacionadas basicamente aos fenômenos naturais. e afunilará os conceitos para os sistemas de referência atualmente adotados pela Geodésia para localização de pontos sobre a superfície da terra.1.) Afirmou que o sol é uma pedra incandescente. Hoje as preocupações se voltam. podemos enumerar algumas formas estudadas. Formas e dimensões da terra Folheando cronologicamente as páginas da história. .) Alguns dos escritos descrevem a terra como sendo um grande disco que flutuava sobre o oceano. 3.2. Muitas foram as interpretações e conceitos desenvolvidos no passado.Alagoas 24 3. ANAXÁGORAS (500 428 a. tão somente. como representá-las matematicamente. maior que o Peloponeso (península do sul da Grécia) e que a lua é feita de terra e não de luz própria.Ivancildo F. como terremotos. Estas anomalias têm provocado deslocamentos de pontos sobre a superfície da terra. Considerando os valores atuais dos raios terrestres.D. para as anomalias que a superfície da terra vem sofrendo. Contudo. é um tema que vem sendo pesquisado ao longo da história da humanidade em várias partes do mundo. para definir qual seria a melhor forma a adotar para a ele. sobre a Geodésia. Erastótenes cometeu um erro inferior a 2%. desertificações. ao conhecimento dos sistemas de referência existentes para “amarrar” os pontos sobre a superfície da terra. no que diz respeito aos estudos sobre as formas e dimensões da superfície terrestre. senão vejamos: HOMERO (S. com as suas formas e dimensões. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . e o sol como sendo o coche em que os deuses efetuavam o seu passeio. essa tarefa não recai sobre a Topografia. ERASTÓTENES (276 a 175 a. desde os mais longínquos tempos. placas tectônicas.C. Assim sendo.

Essa superfície se deve. Com base em trabalhos desta natureza. sendo medidos arcos de meridianos e paralelos em várias regiões do globo. principalmente. Em 1924. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Em 1967. a mesma assembléia recomendou para a América do Sul.Alagoas 25 JOÃO PICARD (1620 a 1682) Introduziu várias melhorias nos instrumentos de medidas angulares e escreveu novas medidas da Terra. e à variação da gravidade nos diversos pontos. Clarke (1886) e Hayford (1909). o eixo menor deste coincidindo com o eixo de rotação da Terra. a forma geoidal se torna complexa.Ivancildo F. Nesse modelo a superfície da terra tem a forma aproximada de um esferóide com achatamento nos Pólos.) supostamente prolongado por sob continentes. Dentre muitos. e. considerando a Terra achatada nos pólos. a Assembléia Geral da Associação de Geodésia Internacional em Madrid. ventos. devido às irregularidades de distribuição das massas da terra. Os sistemas de referência Com o decorrer dos tempos. 3. resolveu adotar o elipsóide de Hayford como sendo o elipsóide de referência internacional. os geofísicos resolveram adotar o elipsóide de revolução proposto por Newton. Os trabalhos geodésicos foram se multiplicando. etc. a Terra se assemelharia a um elipsóide de revolução. devendo a força da gravidade decrescer dos pólos para o equador. e precisando buscar um modelo mais simples para representar o nosso planeta.3. Todavia. às forças de atração da gravidade e centrífuga (rotação da terra). ISAAC NEWTON (1642 a 1727) Estudos sobre a gravitação. foram sendo calculados os parâmetros do elipsóide ideal. com precisão sempre crescente. o Sistema Geodésico Sul-Americano que adota para modelo geométrico da terra o elipsóide de . destacam-se os resultados obtidos por Bessel (1841). variação de densidade da água. CARL FRIEDERICH GAUSS (1777 a 1855) Introduziu a forma de planeta como um „Geóide‟ que corresponde à superfície do nível médio do mar homogêneo (ausência de correntes. adotando o elipsóide de revolução como sendo forma matemática da terra. Várias expedições foram organizadas desde 1737 sob os auspícios da Academia de Ciências de Paris que conduziram a evidências que a razão estava com Newton.

Conquanto. Sergipe. tendo como referência o SGB. No caso do SAD69. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . que dispõe do Datum Porto de Santana. Este modelo é o que mais se aproxima do geóide na região considerada. Paraná. a qual é a principal estrutura geodésica no território nacional. Elas procuram suprir as demandas atuais da sociedade que são cada vez mais ampliadas devido à utilização das técnicas de posicionamento por satélites artificiais. tendo como referência a Rede Brasileira de Monitoramento Contínuo . Coordenada longitude: 48º06'07. ele possui as seguintes características: Origem das coordenadas (ou Datum planimétrico) Estação: Vértice CHUÁ (Estado de Minas Gerais). à exceção do Estado do Amapá. o qual conhecemos como Sul American Datum – SAD69. Azimute geodésico para o vértice Uberaba 271º30'04. define um sistema geodésico.0639"W. Até dezembro de 2006 foram estabelecidas 13 redes GPS estaduais (abrangendo 18 estados): São Paulo. As coordenadas iniciais tem a finalidade de fixar o elipsóide em relação a terra. Bahia.6527"S. isto é. bem como sua posição relativa ao geóide.Alagoas 26 referência 1967. A forma e tamanho de um elipsóide. A localização de cada marco da rede é previamente escolhida juntamente com representantes de instituições federais. uma base e um azimute. Mato Grosso do Sul.05". Paraíba e Rio Grande do Norte.Ivancildo F. Santa Catarina. Espírito Santo. o azimute orienta o sistema e a base fornece a escala. A implantação de uma rede geodésica estadual vem a colaborar na elaboração dos seguintes produtos e informações: . Imbituba: corresponde ao nível médio determinado por um marégrafo instalado em Imbituba (Estado de Santa Catarina) para referenciar a rede altimétrica nacional. A rede Nordeste foi um caso a parte. Ceará. Acre e a rede Nordeste. Origem das altitudes (ou Datum altimétrico) Altura geoidal: 0 m. Rio de Janeiro. Mato Grosso. Pernambuco. Pretende-se.RBMC. Rio Grande do Sul. coordenadas do vértice. e faz parte do SGB. pois foi estabelecida em uma única campanha de medição contemplando os estados de Alagoas. que todas as Unidades da Federação possuam uma rede altamente precisa e conectada entre si. existem as redes estaduais GPS que procuram georeferenciar todas as propriedades rurais existentes no país. Minas Gerais. sendo utilizado como um sistema de referência para o cômputo ou correlação dos resultados de um levantamento. evitar abalos que possam interferir nas coordenadas do mesmo ou até mesmo a sua destruição. Coodenada latitude: 19º45'41. DATUM é o ponto de partida de uma rede geodésica. É conhecido pelos parâmetros iniciais. ao estabelecê-las. estaduais e municipais de forma a zelar pela integridade física do marco.

existe um sistema de linhas imaginárias. ou vice-versa. Ademais. cujo plano é perpendicular à linha dos pólos. Regulamentação fundiária. Os meridianos são as linhas que passam através dos pólos e ao redor da Terra. 3. o meridiano de Greenwich é o meridiano principal.Ivancildo F.Alagoas 27 Confecção de mapas e cartas. para Norte e para Sul. para corrigir distorções de formas de massa terrestre ocasionada pela projeção de uma área da superfície curva da terra em uma superfície plana. 3.1. Numeram-se os paralelos de 0º a 90º. encontra-se o Equador. exatamente na metade do caminho. Referência para obras de engenharia tais como: construção e pavimentação de rodovias e estradas. Seu valor é de 0º. As localizações são feitas a partir dele que é o marco 0º (zero grau). pode-se construir uma infinidade de planos paralelos. este conjunto é chamado de rede. Os sistemas de coordenadas Para que cada ponto seja localizado na superfície terrestre.4. na Inglaterra. Portanto. transmissão de energia. e partindo-se dele em direção ao Pólo Norte e Sul. 180º. um outro sistema de projeção construído em coordenadas plano-retangulares. contida em um plano perpendicular ao seu eixo de rotação. que são representadas em uma carta: os meridianos e paralelos. Em regiões onde não há rede geodésica ou a rede existente está destruída.4. para oeste e para leste. além do sistema que expressa as coordenadas geográficas (latitude e longitude). Estas coordenadas são usadas na maioria das cartas. áreas indígenas. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . O ponto de partida para numeração dos meridianos é o meridiano que passa pelo Observatório de Greenwich. O conjunto de meridianos e paralelos forma uma rede de linhas imaginárias ao redor do globo. São chamados de paralelos. abastecimento de água. Demarcação de unidades estaduais. e constitui a base da sua construção. uma linha imaginária que intercepta cada meridiano e que rodeia a Terra. O Equador é um círculo máximo. unidades municipais. Dividindo-a em duas metades exatas. de grande e média escala. viadutos e túneis. o Universal Tranversa de Mercator – UTM. cujas seções são círculos que progressivamente diminuem de tamanho. Partindo-se do Pólo Norte em direção ao Pólo Sul. Em uma carta topográfica. que se . constituindo as coordenadas geográficas. construção de pontes. É a partir do elipsóide de revolução. áreas de proteção ambiental. é necessária a implantação de pontos cujas coordenadas são determinadas por rastreamento de satélite usando a tecnologia GPS. Coordenadas geográficas A superfície geometricamente definida que mais se aproxima da superfície física da terra é o elipsóide de revolução. as cartas utilizadas em projetos de engenharia podem apresentar.

indicada pela letra “N” Exemplo: Ф = 39º00'00.00"N Longitude (λ) Longitude de um ponto é a distância expressa em graus. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .Ivancildo F. até o ponto onde elas se encontram. N 70º 60º 50º 40º 30º 20º 10º 0ºE 39º N Latitude 95º W Longitude 0º Greenwich 80º 80º 70º 60º 50º 40º 30º 20º 10º 0ºE EQ UA DOR 90º 80º 70º 60º 20º 50º 40º 30º 10º Elipsóide de revolução Latitude (Ф) Latitude de um ponto da superfície terrestre é a distância expressa em graus. minutos e segundos de arco Leste ou Oeste do Meridiano de Greenwich. O ângulo de latitude é determinado pelas linhas que vão do Equador e do paralelo no qual está o ponto a ser localizado. Variação: 0º a + 90º no hemisfério norte. . medidos ao longo do meridiano do ponto. O ângulo de longitude é determinado pelas linhas que vão do Meridiano Principal e do meridiano no qual está o ponto a ser localizado. que é o centro da terra. minutos e segundos de arcos Norte ao Sul do Equador. medidos ao longo do paralelo do ponto.Alagoas 28 determinam as latitudes e longitudes que definem a posição de um ponto na superfície da terra. indicada pela letra “S” 0º a – 90º no hemisfério sul. até o ponto onde elas se encontram. que é o centro da terra.

Alagoas 29 Variação: 0º a + 180º a leste de Greenwich.00"W . indicada pela letra “W” Exemplo: λ = 98º00'00. indicada pela letra “E” 0º a – 180º a oeste de Greenwich.Ivancildo F. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .

não pode ser feito jamais em verdadeira grandeza e muito menos.2. Deste modo: l L 1 a = M Esta concepção leva a determinar o que se pode chamar de módulo de escala. através desta relação estaremos traçando no papel uma figura semelhante a do terreno levantado. os módulos podem ser sob a forma de fração ou proporção: 1 1 . Seria inútil o desenho de uma parte da superfície terrestre nas suas dimensões naturais ou ampliadas. Escala numérica Chama-se de escala numérica de um desenho. resta-nos a necessidade do emprego constante de uma redução de grandezas naturais da superfície para possíveis e adequadas representações gráficas. e a medida de comprimento horizontal “L” correspondente no campo. Tecnicamente o seu trabalho não terá valor se não for acompanhado dessa indicação. ampliado. Não poderíamos desenhálo. 1/M M .Ivancildo F.2. a razão constante entre o comprimento “l” de uma linha medida na planta e o comprimento “L” de sua medida homóloga no terreno. ou seja. 1: M .Alagoas 30 4. Diante destas restrições. elemento que muito facilita o emprego das escalas nos desenhos técnicos. As medidas angulares continuam sendo desenhadas com grandeza natural. damos o nome de ESCALA. As escalas. 4. em função de sua utilização na topografia.1. Tipos e usos Um dos elementos indispensáveis na construção de uma carta ou planta topográfica é a indicação clara e precisa da escala. Introdução O desenho topográfico por motivos óbvios. A esta relação entre a medida linear “l” da representação gráfica.1. ESCALAS 4. Você não pode esquecer que apenas as medidas lineares são passíveis desta redução. Em tal representação não se pode saber o tamanho dos acidentes nem as distâncias que os separam. se apresentam sob dois aspectos: 4. Quanto à representação. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .

Escala gráfica É uma figura geométrica representativa de uma determinada escala numérica. para que a escala não apresente um aspecto feio na ornamentação do selo. sendo também menor o número de pormenores que podem figurar na planta. quanto maior for o denominador M.Ivancildo F. tanto menor será a escala e menor o desenho. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . sob a influência do calor ou da umidade.Alagoas 31 Assim. apresentam a vantagem de experimentar. As escalas gráficas. Limite-se ao comprimento máximo de até 10cm. dois pontos estão afastados de 75cm. reservado à construção da escala. É geralmente empregada em desenhos feitos com escala numérica. Daí ser utilizada em desenhos topográficos. 8cm de comprimento. e até das reproduções(ampliações e reduções). as mesmas variações que as dimensões do desenho. Qual a escala numérica da planta? Solução: l = 1 L M → 0.39 = 1 858 M → M = 2200 A escala desejada é 1:2200 Exemplo elucidativo 2: Numa planta em escala 1:200. Exemplo elucidativo 1: Numa planta. .2. no desenho. trace uma reta horizontal com. Como construir a escala gráfica na planta Seja o caso da construção de uma escala gráfica de módulo 1:500: ▪ No espaço do selo. afastados 0. cujo denominador M é um número elevado.39m. Qual a distância real entre eles? Solução: l = 1 L M → 75 = 1 L 200 → M = 15000cm A distância real entre eles é 15000cm ou 150m 4. o que evidencia maior precisão nas determinações gráficas. por exemplo. além de facilitarem rápidas determinações no desenho.2. verifica-se que os pontos A e B tem uma distância indicada de 858m e que aparecem. na escolha da reta.

determina-se que valor no terreno corresponde aos 8cm adotados para o desenho. Conhecida a seção. Transportar essa distância para a escala gráfica. e finalmente se escreve a numeração da escala. desde que não atinja a largura do selo. Em casos . pode-se aumentar as divisões principais da escala já construída. 0 30m Dado que. elas devem ser construídas em forma retangular. Essa distância pode ser tomada com o auxílio de um compasso. Como medir grandezas 1. Critérios para a escolha da escala numérica Não existem normas rígidas para a escolha da escala. Tomar na planta a distância gráfica que se pretende medir. para que apresentem melhor aspecto. Os valores menores de um décimo da divisão principal do talão só poderão ser apreciados por estimativa. Veja: 0 4 5m 4. Proceder à leitura dos resultados obtidos.Alagoas 32 ▪ Usando a fórmula conhecida de cálculo de escala. e verifica-se no talão o décimo da escala. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Coloca-se uma das pontas do compasso no ponto 0 (zero) da escala. l = 1 L M → 0. coloca-se a ponta direita do compasso no início desta seção.2: Caso necessário.0m. Entretanto. Assim. logo. 3. ▪ Para apreciar décimos da divisão principal. Obs. 2. que é de 15cm. subdivide-se a seção extrema da esquerda (talão) em dez partes iguais. e observa-se à direita em qual seção se encontra a outra ponta.3.08 = 1 L 500 → M = 40 metros ▪ Divide-se a reta em quatro partes iguais a 2cm que representarão cada uma 10. as escalas gráficas têm efeitos ornamentais nas plantas. Obs. compete ao desenhista sua determinação de acordo com a natureza do trabalho.1: A escala construída tem precisão de 1m.Ivancildo F.

uma vez fixado. Segmentos menores só podem ser assinalados e observados ou medidos com o auxílio de instrumentos especiais. comparada com as dimensões do papel que deve receber o desenho. Principais escalas para plantas e cartas topográficas e seus respectivos empregos: .Alagoas 33 específicos. ▪ A natureza e do número de detalhes que se pretende colocar na planta com clareza e precisão. Existem certas condições que orientam sobre o modo de proceder a respeito da escala mais conveniente para uma dada planta ou carta. admite-se que a menor grandeza possível de ser apreciada a olho nu pelo ser humano de visão normal. ou seja. o que chamamos de limite de precisão gráfica que.Ivancildo F. pois.1mm. ▪ A precisão gráfica com que o desenho deve ser executado. conforme descrito no anexo – convenções topográficas. não terão representação gráfica.5000 = 500mm ou 50cm Isto quer dizer que. não figurarão no desenho. a escala já é pré-determinada. Para fazei-lo.1mm é. porém.1mm. o erro máximo tolerável será: L = 0.1 = 1 L M → L = 0. que definem as dimensões de desenho. por exemplo) ou utilizar convenções topográficas. em determinados casos. portanto. restando apenas a determinação do tamanho da folha de desenho. Se chamarmos este erro de L: l = 1 L M → 0. é de 0. São elas: ▪ A extensão da área do terreno levantado. tem-se de atender a determinadas especificações. da NBR 13133/1994. visto que. determina o valor do maior erro tolerável nas medições feitas sobre um desenho executado em uma escala de módulo 1:M.1. A extensão de 0. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . tem-se que adotar uma escala de módulo maior (1:1000 ou 1:500. em tal desenho.1. por exemplo.M (mm) Portanto se temos um desenho feito na escala de módulo 1:5000. só conseguiremos apreciar pontos sobre a planta com espessura mínima de 0. Fundamentando-se na estatística. Precisão gráfica das escalas Denomina-se precisão gráfica à menor grandeza suscetível de ser representada em um desenho. os acidentes cujas dimensões forem inferiores à tolerância de 50cm.

01 0.5 0. Formato 4AO 2AO AO A1 A2 A3 A4 A5 A6 Linha de corte (mm) 1682 x 2378 1189 x 1682 841 x 1189 594 x 841 420 x 594 297 x 420 210 x 297 148 x 210 105 x 148 Margem (mm) 20 15 10 10 10 10 5 5 5 Medidas mínimas da folha sem cortar 1720 x 2420 1230 x 1720 880 x 1230 625 x 880 450 x 625 330 x 450 240 x 330 165 x 240 120 x 165 Para chegarmos ao formato do papel..2 0. ou duplicação. Mapa mundi Tamanho da porção de terreno levantado Quando a porção levantada e a ser projetada é bastante extensa e. etc. etc. Deste formato. mantendo-se numa única folha a porção levantada.. A margem de arquivo deve seguir as dimensões 25 x 297mm. deriva-se por bipartição... Estes. os demais formatos.002 --0. conforme mostrado na tabela acima. Cartas de países.Ivancildo F. pequena cidade. conforme esquema: . Porém. Planta de grande propriedade.0001 Equivalência 100m (no campo Representação em plantas de edifícios. Na obtenção de formatos alongados de papel. É o que se denomina representação parcial. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . vila. de dobrados terão o formato único de apresentação A4 (210 x 297mm).. Planta de pequena fazenda. se deseja representar convenientemente todos os detalhes naturais e artificiais a ela pertinentes.02 0. pode-se optar por formatos alongados.Alagoas 34 Escala 1:100 1:200 1:500 1:1000 1:2000 1:5000 1:10 000 1:50 000 --1:1 000 000 M 1 0. ao invés de reduzir a escala para que toda a porção caiba numa única folha de papel. No Brasil é a Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT que trata do formato padronizado para o papel do desenho.05 0.1 0. e os tamanhos de folha devem seguir as normas por ela estabelecidas. inicialmente imaginemos um retângulo de área 1m2 (841 x 1189mm) o qual chamamos de formato A0. dividir esta porção em partes e representar cada parte em uma folha.. procura-se. pequenos lotes urbanos. loteamento urbano. terraplanagem. o comprimento deve ser múltiplo de 185 mm e a altura múltipla de 297mm. parque. depois.

31 840. Ymin = ordenada menor obtida na coluna das coordenadas absolutas. Daí a necessidade.Ivancildo F.00 1230.36 1731.4. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Ymáx = ordenada maior obtida na coluna das coordenadas absolutas. Ponto 0 1 2 3 4 Coordenadas absolutas Abscissa (X)m Ordenada (Y)m 1000. em função das diferenças de coordenadas máximas e mínimas.39 1643.00 1000.05 . devem ser expressos em coordenadas no espaço R2. de determinarmos a posição da folha. A folha poderá assumir duas posições: ▪ Posição vertical. Exemplo elucidativo 1: Dado. quando (Xmáx – Xmin) < (Ymáx – Ymin) ▪ Posição horizontal.05 1020. Posição da folha Os pontos de um levantamento topográfico sejam eles de uma área ou de linhas. quando (Xmáx – Xmin) > (Ymáx – Ymin) Onde.24 2039. Xmin = abscissa menor obtida na coluna das coordenadas absolutas.Alagoas 35 4.62 873. Xmáx = abscissa maior obtida na coluna das coordenadas absolutas.45 949.

05 1001.31 850.39 Ymin = 840.36 831.31 Ymáx – Ymin = 180.23 Ymáx – Ymin = 266.96 799.18 997.20 1000.03 1042. Xmáx = 2039.Alagoas 36 Solução: Posição do papel.45 949.00 Solução: Posição do papel.82 920.62 Ymáx = 1001.85 864.31 Xmin = 1000.00 1000.02 904.18 Xmáx – Xmin = 232.00 Ymáx = 1020.85 Xmin = 831.34 O papel deve assumir a posição horizontal! Espaço horizontal destinado para o desenho Exemplo elucidativo 2: Dado.62 863.22 805.78 735. Xmáx = 1063.39 943.39 Ymin = 735.Ivancildo F. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Ponto 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 Coordenadas absolutas Abscissa (X)m Ordenada (Y)m 1000.14 839.00 1000.21 .05 Xmáx – Xmin = 1039.00 980.94 971.81 1063.

. Legenda. a partir da linha de corte.Alagoas 37 O papel deve assumir a posição vertical! Espaço vertical destinado para o desenho 4. Deve estar situada no espaço superior do canto direito do papel de forma que. não apareça na frente do formato de apresentação. é destinado ao desenho do selo.Ivancildo F. Sua falta implica em tirar grande parte do significado e utilidade do desenho da planta.5. Legenda – vai mostrar apenas os símbolos empregados no desenho topográfico acompanhados de suas explicações. legenda e orientação. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Orientação – a orientação da poligonal deve ser indicada seguindo os critérios de posicionamento da legenda ou se situar imediatamente acima do selo. após a dobragem. selo e orientação O espaço de 185mm no canto direito do papel.

etc.Alagoas 38 Selo – é espaço reservado na planta para informar o nome do proprietário. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . o título da planta. na ilustração. 4. localizando-se na parte inferior do canto direito do papel.6. responsável pelo projeto. Dobragem da folha Após a dobragem.Ivancildo F. Veja a seguir. local. a folha da planta deve ter o formato definitivo A4 (210 x 297mm). profissionais envolvidos (levantamento topográfico. desenho. Deve ter dimensões de 150 x 70mm.). como dobrar a folha: . escalas.

em Topografia. e como minimizá-los. o que importa é que todos os processos implicam em erros decorrentes do operador ou do próprio instrumento. distração ou falta de habilidade do operador. não seguindo uma lei conhecida.Alagoas 39 5. restringem-se aos instrumentos utilizados. os processos são semelhantes. MEDIÇÃO DE DISTÂNCIAS HORIZONTAIS E VERTICAIS 5. assim como dos processos de medição. Este capítulo tratará sobre dos erros ocasionados na medição de distâncias horizontais e verticais. Não representam estritamente o verdadeiro valor. deixamos de dividi-los em dois tipos: ▪ Erros acidentais Erros cuja causa nem sempre é a mesma. e podem ser minimizados ou corrigidos. e ainda que fosse precisaríamos de laboratório específico (termômetro. isto para que estejamos sobre o plano de projeção. Introdução Comentamos anteriormente que a medida de distância horizontal entre dois pontos. Erros ocasionados nas medições Independente do processo de medição (horizontal ou vertical). projetado sobre um plano horizontal. Significa dizer que as distâncias naturais inclinadas ou não. Já a distância vertical entre os pontos será a diferença de altura entre eles. como por exemplo. Na obtenção da distância vertical.Ivancildo F. etc. Alguns autores costumam dividi-los segundo o instrumento de medição utilizado. Os seus valores podem ser calculados e aplicadas correções aos resultados. a imperfeição dos instrumentos. ▪ Erros sistemáticos Decorrentes de falhas da própria aparelhagem e que agem sempre do mesmo modo.2. é o comprimento do segmento de reta entre estes pontos. Os erros sistemáticos não são objeto de estudo deste curso.1. existem alguns processos que devem ser empregados. isto porque são provenientes de causas diversas. barômetro. Nem por isso. de forma a anulá-los. são reduzidas às dimensões de sua projeção horizontal equivalente. Para a obtenção da distância horizontal. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . porque não podem ser mensurados.) para aferição dos equipamentos e monitoramento dos mesmos durante a realização de medidas no campo. porém. 5. Tais erros não admitem cálculo para uma compensação. Qualquer que seja a forma. Vão depender da prática e cuidado do operador. outros por comparação da distância a uma grandeza padrão previamente estabelecida. dinamômetro. . os valores que manipulamos nas operações são sempre errôneos. de maneira que se obtenha os melhores resultados possíveis nas medições.

.Ivancildo F. Caso tenha apanhado chuva. alguns cuidados básicos devem ser levados a cabo. a qual riscaria as lentes. Assim sendo. corrosiva. Após isto. podemos nos precaver no item manutenção prévia do equipamento e. em casos de trabalho intenso diminuir este prazo. a ação do tempo e o próprio transporte para os locais de medição podem causar alterações. Isso porque. é aconselhável somente após a utilização do instrumento.  Para finalizar frisa-se que o prazo médio para se realizar uma revisão numa empresa espcializada é de um ano e meio. não só para o levantamento a ser executado como também para a obra final ao qual se destina. e a ótica externa com algodão embebido em um pouco de álcool. quando em seu início. evitando-se assim ter que repetir o levantamento caso haja algo errado. Estes nada mais são que micro-organismos provenientes da excessiva umidade do clima tropical que. aliando-se outros fatores como o pó em obras de construção civil e estradas.  Complementarmente. principalmente os parafusos tendem a afrouxar-se o que diretamente alteraria o ajuste dos mesmos. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .  Outro fator muito importante é a proliferação dos fungos na ótica dos aparelhos. é fundamental que o aparelho passe por uma revisão geral para que volte a funcionar perfeitamente (jatos de ar muitas vezes são suficientes). quando necessário o seu reparo. senão vejamos:  É fundamental. como exemplo. tirando-se o pó. o aparelho deve ser guardado em local ventilado e seco.  Após longos períodos de utilização sob condições adversas. com um pincel macio. para os elementos óticos. encaminhá-lo para uma empresa especializada. mas deixarem proliferarem-se pode causar danos irremediáveis nas lentes e prismas (caso da estação total). convém guardá-lo com a tampa do estojo aberta. seu aparelho estará sempre valorizado além de prolongar a sua vida útil e garantir condições ideais de uso que significa confiabilidade no mesmo. folgas e por vezes o bloqueio dos movimentos levando à necessidade de substituírem-se as peças defeituosas. os aparelhos transportados em pick-up que enfrentam estradas precárias e cheias de buracos: Todos os componentes do aparelho. são fáceis de serem eliminados. Observando-se estes cuidados. Caso contrário o acúmulo destes agentes vai agindo gradativamente nos elementos mecânicos provocando desgastes. aconselha-se verificá-los pelo menos três vezes por ano ou no início de cada obra. podendo. por melhor que sejam os cuidados. com cuidado e observando a presença de areia. limpá-lo externamente. pois eles liberam uma substância ácida. Tomemos. Para a verificação das colimações vertical e horizontal e do ajuste do prumo ótico.Alagoas 40 Todavia. que seja observada a qualidade e o estado geral dos instrumentos de medição e do material de apoio antes do uso.

1. Elas são feitas de material bastante resistente. em relação aos demais tipos de trena encontradas no mercado (lona. 5. Processos de medição de distâncias Os processos de medição de distâncias horizontais e verticais podem ser considerados em três tipos. a medida da distância horizontal é feita por meio de instrumento de medida aplicado diretamente sobre o terreno. Os principais dispositivos utilizados na medida direta de distância. São as mais usadas.3. percorrendo o alinhamento a ser medido.Alagoas 41 5. ou seja. São altamente resistentes à unidade e a produtos químicos. Assim. aço). determina-se o número de vezes que a unidade escolhida está contida nele e. porque deformam menos quando expostas a variações de tensão e temperatura.3. Processo de medição direta Uma medida é considerada direta se o instrumento usado apoiar-se no terreno ao longo do alinhamento. com o comprimento total variando até 100 metros. São eles: Medição direta (apenas nas medições de distâncias horizontais). dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . medição indireta e medição eletrônica. também conhecidos como diastímetros. são as trenas de fibra de vidro.Ivancildo F. Trena de fibra de vidro com invólucro Trena de fibra de vidro com invólucro Trena de fibra de vidro sem invólucro . além de não se deteriorarem facilmente. multiplicando este número pelo valor da unidade empregada ter-se-á a distância percorrida. conforme os instrumentos de medição utilizados para mensuração do comprimento.

Uma das extremidades é pontiaguda e a outra em formato de argola. Os principais são: Piquete Estaca feita de madeira resistente a intempéries. há dificuldade em achá-lo. Jogo de fichas e argola . O chanfro permite uma inscrição numérica ou alfabética. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Ponto topográfico é aquele escolhido no terreno. toda medida direta de distância só poderá ser realizada se for feito uso de alguns acessórios especiais. mas parte dele (cerca de 10cm) deve permanecer visível. com a superfície do topo plana (com taxa ou marcação em cruz) e apontada na outra extremidade. com dimensões maiores do que a do piquete e chanfrada na parte superior. que por ter sido cravado quase rente ao solo.Alagoas 42 Apesar da qualidade e da grande variedade de diastímetros disponíveis no mercado. Ficha Haste de ferro ou aço de pequeno diâmetro com comprimento variável entre 35 e 55cm. Sua principal função é a materialização de um ponto topográfico no terreno. que pertence ao piquete testemunhado.Ivancildo F. Ela deve ser cravada a cerca de 50cm do piquete com o chanfro voltado para o mesmo. que serve como vértice ou ponto de balizamento em uma operação topográfica de levantamento ou demarcação. Estaca Pedaço de madeira. A finalidade dessa estaca é possibilitar achar a posição do piquete. O comprimento para a cravação vai depender da dureza do terreno.

pintada alternadamente de branco e de vermelho. Na materialização do ponto topográfico a baliza deve coincidir com a taxa ou marcação em cruz do piquete não deixando de ficar na vertical.Alagoas 43 É utilizada na marcação de lances efetuados com o diastímetro.Ivancildo F. Permite à pessoa que segura a baliza (balizeiro) posicioná-la corretamente na vertical sobre o piquete ou sobre o alinhamento a medir. sextavado ou oitavado. com 2 metros de comprimento. ao mesmo tempo em que deverá fixar os olhos no outro operador. Nível de cantoneira . o operador deve tentar fazê-la ficar em equilíbrio e aprumada. quando a distância a ser medida é superior ao comprimento deste. Baliza Haste feita de metal. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . juntamente com o pique. É usada no terreno (delimitando ou balizando alinhamentos). arredondado. Baliza de seção circular desmontável Nível de cantoneira Haste em forma de cantoneira acoplável à baliza e dotada de bolha circular. Possui uma ponta em uma das extremidades. para facilitar o posicionamento sobre a taxa do piquete. e para executar lances com diastímetro. Para tanto. inteiriça ou desmontável.

Essa operação será repetida tantas vezes seja necessária até que não haja mais a necessidade de corrigir a linha. como medir distâncias entre eles usando um diastímetro? Aí surge a necessidade de se pensar em trabalhar em um ou mais lances: O lance único: Diz-se que o lance de medição é único. Métodos de medição direta As medidas de distâncias horizontais entre dois pontos A e B. a equipe de trabalho composta por três membros. o balizeiro M‟ orienta o balizeiro M para que ele fique na linha AM‟. ângulos. necessitando-se fazer várias medições.Alagoas 44 Caderneta de campo É um documento onde são registrados todos os elementos levantados no campo. de maneira que M‟ consiga ver A e M consiga ver B. ou se não forem visíveis um do outro. por exemplo. a possibilidade dos pontos A e B não serem visíveis um do outro. croquis dos pontos. Repete-se o processo de deslocamento das balizas (ré e intemediário) e de marcação dos lances até que se chegue ao ponto B onde deve está localizado o balizeiro de vante. seguindo a orientação da projeção ortogonal dos pontos anteriormente discutida. o balizeiro intermediário marca o final do diastímetro com uma ficha. Obs. Neste caso.: Existe. Nesse momento . todavia nada impede que a empresa responsável pela operação adote cadernetas que melhor atendam às suas necessidades. Em seguida.Ivancildo F. o balizeiro intermediário. normalmente são padronizadas. etc. totalizando quatro balizeiros. um de vante e um apontador. por sua vez. um balizeiro de ré. mais dois balizeiros intermediários. consegue fazer a medição. A equipe de trabalho aumentará em mais um operador. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . devem ser projetadas em um plano horizontal. leituras de distâncias. o balizeiro M orienta o balizeiro M‟ para que ele fique na linha MB. ainda. Na medição. e da mesma forma. O balizeiro de ré ocupa a posição do balizeiro intermediário. ocupará nova posição ao final do distímetro. Vários lances: Neste caso. Neste caso. a distância entre os pontos A e B supera o comprimento do diastímetro. os dois balizeiros intermediários (veja figura) M e M‟ devem se posicionar no ponto de invisibilidade. além dos balizeiros de ré e de vante. Para conseguir o alinhamento. Para tanto. e este. depois de executado o primeiro lance. serão necessários. A medição poderá acontecer somente quando estiver assegurada a linha AB. tais como. O que se indaga é: Se esses pontos estiverem muito distantes um do outro. quando â distância do ponto A ao ponto B é inferior ao comprimento do diastímetro.

Embora não se possa eliminar essa flecha.Ivancildo F. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . entre si. A ● M B ● M‟ Cuidados na medição de distâncias diretas: É preciso que se tomem alguns cuidados quando da realização de medidas de distâncias com diastímetros. Para eliminar ou minimizar este erro. mantendo-se as extremidades do diastímetro sempre bem tencionadas e evitando longos lances nas medições. pode-se diminuir os seus efeitos. ▪ que se assegurem da tensão nas extremidades do diastímetro A falta de tensão nas extremidades do diastímetro aumenta a flecha que já aparece devido ao seu peso próprio. deve-se ao longo da linha a ser medida. e inicia-se a medição da distância AB. Coloca-se fixas nos pontos onde estão M e M‟.Alagoas 45 estará assegurado o alinhamento entre A e B. também conhecida como catenária. . Alguns podem ser citados: ▪ que os operadores se mantenham no alinhamento a medir. fixar fixas espaçadas. de uma distância menor que o comprimento a ser utilizado do diastímetro a ser utilizado na medida. O alinhamento dessas fixas deve ser feito com o uso de balizas ou mesmo de medidores de ângulo. A inobservância a esse cuidado ocasiona o erro que chamamos de desvio lateral.

ou da utilização de uma mangueira de nível nas duas balizas que limitam o trecho da medição. ou minimizado. no afã de diminuir o efeito da catenária.3. 5. Processo de medição indireta Diz-se que o processo de medida de distâncias é indireto quando estas distâncias são calculadas em função da medida de outras grandezas com ela relacionada . puxando-a mais para o seu lado e. e esquece de tomar os cuidados com a verticalidade da baliza. dizemos que o erro cometido é de horizontalidade. o operador exerce grande esforço para tensionar o diastímetro. Mangueira de nível é uma mangueira de água transparente que permite.2. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . A minimização ou eliminação desse tipo de erro vai depender da experiência dos operadores. fazendo-se a medição com o diastímetro na parte mais baixa das balizas. em função do nível de água das extremidades.Ivancildo F. proceder à medida de distâncias com o diastímetro na horizontal. desviando-a da vertical. Esse erro que chamamos de erro de inclinação da baliza pode ser evitado quando se acopla à haste da mesma um nível de cantoneira.Alagoas 46 ▪ que se assegurem da horizontalidade do diastímetro Caso o diastímetro não seja posicionado em nível. ▪ que se assegurem da verticalidade da baliza Muitas vezes. conseqüentemente.

Ivancildo F. necessidade de percorrê-las para compará-las com a grandeza padrão. Os teodolitos são utilizados na leitura de ângulos horizontais e verticais e da régua graduada. Destarte. portanto. não havendo. O nível é utilizado somente para a leitura de régua. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Os principais instrumentos utilizados na medida indireta de distância são os teodolitos e níveis. Teodolito mecânico de leitura externa Teodolito mecânico ótico prismático com leitura interna Nível mecânico de leitura interna Entretanto. mas também para possibilitar o ponto onde se deseja a distância horizontal ou vertical. podemos enumerar os principais: .Alagoas 47 matematicamente. toda medição de distância indireta necessita de acessórios especiais (além dos já conhecidos) não apenas para estacionar o instrumento.

graduada em „m‟. tripé em alumínio e madeira tripé em madeira Mira graduada ou régua Régua de alumínio. Parte de uma régua graduada de alumínio . É utilizada na determinação de distâncias horizontais e diferença de nível entre pontos. Pode se apresentar em madeira ou alumínio.Alagoas 48 Tripé Peça de madeira ou alumínio utilizada para estacionar o trânsito ou nível sobre o terreno. „dm‟. madeira ou PVC. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . de comprimento máximo de 7m.Ivancildo F. „cm‟ e em algumas em „mm‟.

correspondentes. 100 . dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . tgβ + AI . Os ângulos verticais ou zenitais. como teodolitos ou níveis. . As distâncias serão determinadas a partir de fórmulas taqueométricas: Ls Lm (fio médio) Z Li β β AI DN DH Dependendo do tipo de ângulo lido no instrumento (vertical β ou zenital Z). sen2Z e e DN = DH . porque estes são dotados de fios estadimétricos. O método consiste em visar uma régua graduada estacionada no ponto onde se deseja as distâncias. Ls = leitura no fio superior (conveniente em milímetros). e fazer três leituras nos fios estadimétricos (Ls.Alagoas 49 Métodos de medição indireta: As medidas diretas podem ser medidas por dois métodos:  Taqueométrico É um método de medição de distâncias horizontais e diferença de nível.Lm DN = DH . Lm = leitura do fio médio (conveniente em milímetros) Z = distância zenital em teodolito que possui a origem do ângulo vertical no zênite (entenda-se por zênite a direção contrária a direção do fio de prumo prolongada ao infinito). β = ângulo vertical em teodolito que possui a origem deste ângulo no horizonte. Os taqueômetros funcionam. Lm e Li). as fórmulas podem ser: DH = (Ls – Li) . na verdade. cos2β DH = (Ls – Li) . e a altura do instrumento devem ser anotados. AI = altura do instrumento. DN = diferença de nível. 100 . cotgZ + AI .Lm Elementos das fórmulas: DH = distância horizontal.Ivancildo F. Li = leitura do fio inferior (conveniente em milímetros).

se faz uma terceira leitura. só que apenas no fio de retículo Lm. Quanto vale DH e DN? Solução: DH = (Ls–Li). lendo o ângulo vertical ou zenital correspondente. porque a visada é descendente. também. o ângulo vertical ou zenital e a altura do instrumento.536m.53 – 1. é necessária a troca do sinal de DN.cotg254°36'14" + 1. sobe-se novamente o fio médio deixando-o no ponto mais alto da mira e efetua-se a leitura (Lm3).  Trigonométrico Assim como na taqueometria. deslocando-se o fio médio para um ponto acima da primeira leitura e efetua-se nova leitura (Lm2) e do ângulo. para realizar cálculos médios. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . a trigonometria consiste na visada em uma régua graduada. não esquecendo de fazer a leitura do ângulo vertical ou zenital correspondente. Como.100. Logo. As distâncias serão determinadas a partir de fórmulas trigonométricas: L2 Z1 Z2 β2 β1 L1 DN AI DH .sen2254°36'14" = 93881mm DH = 93.846 = 25. normalmente.100.536m. Lm =1846mm.881m DN = DH.Ivancildo F.cotgZ + AI . Estando Z compreendido entre 90º e 270º. DN = -25.Alagoas 50 Exemplo elucidativo: Ls = 2351mm. Em seguida.881. anotando-se.sen2Z = (2351–1341). As leituras na mira devem ser feitas deslocando o fio médio para o ponto mais baixo da mira (Lm1). AI = 1.53m. Z = 254°36'14". Li = 1341mm.Lm = 93.

L1 = primeira leitura na mira (conveniente em milímetros). Para uma mira de 4m de comprimento. DN = diferença de nível.Cotg90°51'20") = 83857mm ou 83.Li β acima do horizonte é (+) β abaixo do horizonte é (-) Elementos das fórmulas: DH = distância horizontal. tgβi + AI .Alagoas 51 DH = L2 – L1 CotgZ2 – CotgZ1 DN = DH . Z1 = 90°51'20" Z2 = 90°47'10" Z3 = 85°52'30" Quanto vale DH e DN? Solução: DH1 = (L3 – L1) ÷ (CotgZ3 – CotgZ1) = (7500 – 200) ÷ (Cotg85°52'30" . estudos revelam que o limite de aplicação da trigonometria para obtenção de precisão de 1:5000 tem as seguintes distâncias máximas: TEODOLITO 1" 6" 10" 20" DISTÂNCIA MÁXIMA 250m 200m 150m 100m Exemplo elucidativo: AI = 1. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . β1 = primeiro ângulo vertical no teodolito que possui a origem deste ângulo no horizonte. por exemplo. Z1 = primeira distância zenital no teodolito que possui a origem do ângulo vertical no zênite. β2 = segundo ângulo vertical no teodolito. cotgZi + AI .857m .Li DH = L2 – L1 tgβ2 – tgβ1 DN = DH . L3 = 7500mm. L2 = Segunda leitura na mira (conveniente em milímetros). AI = altura do instrumento. L1 = 200mm. Z2 = Segunda distância zenital no teodolito.39m.Ivancildo F. L2 = 300mm.

867m DN1 = DH1 .5688mm ou . Para atenuar a influência do erro no ângulo vertical na distância horizontal. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .Alagoas 52 DH2 = (L3 – L2) ÷ (CotgZ3 – CotgZ2) = (7500 – 300) ÷ (Cotg85°52'30" .876m DHmédia = (DH1 + DH2) ÷ 2 = 83867mm ou 83.0615m Cuidados na medição de distâncias indiretas: É preciso que se tomem alguns cuidados quando da realização de medidas de distâncias indiretas.061m DNmédia = (DN1 + DN2) ÷ 2 = . ▪ na hora dos trabalhos de campo O efeito do sol ao meio dia faz tremer os fios estadimétricos. O posicionamento do fio inferior a um metro acima do solo diminui o efeito da reverberação. cotgZ2 + AI – L2 = 83876. principalmente.Ivancildo F. estudos mostram que um erro de 30' na medida do ângulo vertical ocasiona um erro de 1cm na medida da distância horizontal.cotg90°51'20" + 1390 – 200 = .cotg90°47'10" + 1390 – 300 = . ▪ no posicionamento do fio inferior (na taqueometria) e médio (na trigonometria) Em vistas muito próximas ao solo.61.62.Cotg90°47'10") = 83876mm ou 83. pelo menos na taqueometria. Para atenuar o efeito deve-se. principalmente nos horários de sol „quente‟. ▪ na focalização dos fios de retículo Para atenuar a influência de erros no ângulo (vertical ou zenital). sempre que possível.0. Alguns podem ser enumerados: ▪ na medida do ângulo (vertical ou zenital) A influência da leitura do ângulo (zenital ou vertical) na distância horizontal é mínima. deve-se focalizar bem os fios de retículo. ocorre o desvio da visada na régua graduada por efeito de um fenômeno natural . efetua-se a medida do ângulo vertical nas posições direta e inversa do taqueômetro. Contudo. impossibilitando a sua leitura. na avaliação dos milímetros. cotgZ1 + AI – L1 = 83857.2677mm ou – 0. evitar os trabalhos de taqueometria no período das 10:30hs às 13:30hs.062m DN2 = DH2 .60.8699mm ou – 0.

Processo de medição eletrônica A medida eletrônica de distâncias não pode ser considerada um tipo de medida direta. a um metro acima do solo. pois não envolve a leitura da régua graduada e cálculos para a obtenção das distâncias horizontais ou mesmo verticais. resultando sempre valor superior ou inferior ao que deveria ser. o segmento lido (Ls – Li). ▪ na conservação da mira Miras com desgaste na pintura devem ser substituídas. Entretanto. ▪ na inclinação da mira Quando a mira não está devidamente posicionada na vertical. durante uma medição eletrônica o operador intervém muito pouco na obtenção das medidas horizontais e verticais.3. porque os valores observados podem discrepar do que deveria ser. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . 5.Ivancildo F. pois todas são obtidas automaticamente através de um simples apertar de botão. ▪ na iluminação da mira Devem-se evitar leituras na mira. quando a luneta está posicionada com a objetiva contra o sol. ocasionará erro na medida da distância horizontal. ▪ na leitura da mira As miras normalmente são graduadas em centímetros. conforme o caso. pois não necessita percorrer o alinhamento a medir para obter o seu comprimento. que acaba por ocasionar erro das distâncias. no caso da taqueometria. . nem por isso deve ser considerado um tipo de medida indireta. Para distâncias superiores a 100m fica difícil uma avaliação precisa do milímetro. esse tipo de medição não isenta o operador das etapas de estacionamento e outras que serão discutidas posteriormente. Para atenuar esse efeito da refração. deve-se posicionar o fio inferior ou médio. Na verdade.3. qualquer que seja a tecnologia envolvida no processo.Alagoas 53 chamado refração atmosférica.

é necessário utilizar um alvo eletrônico para a correta devolução do sinal emitido. facilidade de utilização e altíssima confiabilidade na leitura de ângulos horizontais e verticais.Alagoas 54 A medida eletrônica de distâncias baseia-se na emissão/recepção de sinais luminosos (visíveis ou não) ou de microondas que atingem um anteparo ou refletor. e mesmo de ângulos. trena eletrônica.). Trena eletrônica Teodolito eletrônico Instrumento que possui mecânica de precisão. pode-se citar a trena eletrônica. Ela não mede distâncias verticais. ser refletido e recebido de volta. O instrumento calcula eletronicamente a distância entre o emissor/receptor e o anteparo ou refletor em função do tempo que o sinal emitido leva para atingir o alvo. automáticos e robotizados: Trena eletrônica Dispositivo eletrônico composto de um emissor/receptor de sinais que podem se pulsações ultra-sônicas ou feixe de luz infravermelho. Teodolito eletrônico com trena eletrônica acoplada . Na determinação de distâncias horizontais acima de 50 metros. entre os principais equipamentos utilizados atualmente na medida de distâncias. Assim. Normalmente faz parte de um sistema modular que permite adaptar outros equipamentos (distanciômetro. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . o teodolito eletrônico. o nível digital e a lazer e os equipamentos motorizados. a freqüência e o comprimento de onda são conhecidos pelo dispositivo do instrumento. etc. o distanciômetro eletrônico.Ivancildo F. a estação total. A distância é calculada quando o sinal emitido pelo dispositivo é recebido de volta. que permitem medição eletrônica de distâncias horizontais e verticais.

. de faces cúbicas. com a ajuda de um nível de bolha. O alcance varia de 500m a 20000m e depende da quantidade de prismas utilizados para a reflexão do sinal. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . A tecnologia utilizada na medição de distâncias é a do infravermelho. automaticamente. monitora o estado de operação do instrumento. bem como. Trabalhos de altíssima precisão requerem que o prisma (ou conjunto de prismas) seja apoiado sobre uma base niveladora que deve está posicionada sobre um tripé.Ivancildo F. A tecnologia utilizada na medição destas distâncias é a do infravermelho. Vistas posterior (teclado e visor) e anterior (emissor e receptor de infravermelho) De um distanciômetro Conjunto de haste e prismas acoplados a bases niveladoras.Alagoas 55 Distanciômetro eletrônico Equipamento exclusivo para medição eletrônica de distâncias horizontais e verticais. A haste deve ser posicionada sobre o ponto a medir. acoplado a uma haste e que tem por finalidade refletir o sinal emitido pelo aparelho precisamente na mesma direção em que foi recebido. podendo ainda medir distâncias inclinadas. das condições atmosféricas. Estação total Instrumento que incorpora o teodolito eletrônico mais distanciômetro eletrônico e possui um microprocessador que. na posição vertical. Prisma é um espelho circular.

num sistema eletrônico de varredura e interpretação de padrões codificados (como o código de barras nos produtos de supermercado) numa régua graduada em códigos de barra. como nas estações totais. ou seja. distâncias horizontais. etc. vibrações.Ivancildo F. de um coletor de dados (conectado ao instrumento) para registrar as etapas do levantamento. a estação total representa um instrumento completo.). o aparelho deve ser apontado e focalizado sobre a régua que deve estar aprumada com a ajuda de um nível de bolha circular. O alcance vai depender do aparelho e das condições ambientais (luz. Os valores medidos podem ser armazenados internamente ou em coletores de dados. sombra. Na determinação das distâncias. altitude do ponto. pois permite medir ângulos verticais e horizontais. altura do aparelho. Coletor de dados e estação total de alcance de 2Km com um prisma Nível digital O seu funcionamento está baseado no processo digital de leitura. O instrumento é dotado. É utilizado para medição eletrônica de distâncias horizontais e diferenças de nível. calor. além de fazer monitoramento das condições de nivelamento do instrumento. verticais e inclinadas.Alagoas 56 Portanto. ainda. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . etc. Nível digital e régua graduada em código de barras .

Por exemplo. a leitura da altura da régua graduada (Lm). metal ínvar ou fibra de vidro deve se utilizada como suporte para o detetor. utilizada no cálculo das distâncias por estadimetria. é desprovido de luneta. destinados a medições de altíssima precisão (geodésia). Estação total convencional (motorizada) . Uma régua de alumínio. Os motorizados (Programáveis) são indicados para medição em que não há necessidade de contato com o objeto a ser medido e em tarefas que requerem valores medidos a intervalos regulares de tempo.Alagoas 57 Nível a lazer É um tipo de aparelho que não é provido de luneta nem visor LCD e funciona baseado na tecnologia do raio infravermelho. o monitoramento de recalque de uma superestrutura ou deslocamentos de terra. Conjunto régua graduada e detetor a lazer nível a lazer nível a lazer O detetor lazer é dotado de um visor que automaticamente se ilumina e soa uma campainha ao detectar o raio emitido pelo nível. Assim como o nível digital. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . à base de raios infravermelhos (ou microondas). é efetuada diretamente sobre a mesma. automáticos e robotizados São versões mais sofisticadas de teodolitos ou estações totais. o nível a lazer é utilizado na obtenção de distâncias verticais ou diferenças de nível e também não mede ângulos. Conquanto.Ivancildo F. E equipamentos motorizados. com o auxílio do detetor lazer.

Assim: ▪ na medida do ângulo. ▪ quando a projeção do centro do sinal-refletor não coincide com a posição do ponto sobre o qual está estacionado ocorre um erro que chamamos de erro linear de . anteriormente.Ivancildo F. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Estação total com reconhecimento O robótico combina a tecnologia dos automáticos com o acionamento por controle remoto. porque erros semelhantes aos discutidos. nas medições indiretas de distâncias podem ocorrer nas medições eletrônicas. mesmo que os instrumentos sejam altamente precisos e de fácil utilização. Um levantamento utilizando uma estação total robótica carece de apenas um operador para segurar o sinal refletor e controlar remotamente a estação. o centro do retículo do aparelho (cruzeta) pode não coincidir com o centro do prisma que compõe o sinal refletor. Estação total robotizada Cuidados na medição de distâncias eletrônicas: É preciso que se tomem alguns cuidados durante a medida eletrônica de distâncias.Alagoas 58 Os automáticos combinam a tecnologia dos motorizados com o reconhecimento automático do alvo (estático ou dinâmico). o que ocasionaria erro de pontaria.

dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . o rastreamento de pelo menos quatro satélites para elevações acima de 15º. 5. ▪ a falta de familiaridade do operador com as funções do instrumento. em planos inclinados em relação à linha do equador. É baseada em posicionamento global (localização espacial) do ponto. Pode ser evitado utilizando um bipé para o correto funcionamento do sinal sobre o ponto. Esta mensagem é recebida pelos receptores que. minha posição atual é Y e esta mensagem foi enviada no tempo Z”.3. programas e acessórios informatizados contribui para os erros de operação do instrumento. Constelação de satélites .Alagoas 59 centragem do sinal-refletor. O equipamento utilizado é denominado Global Positioning System – GPS. a grosso modo. .Ivancildo F. Essa constelação permite. de onde se obtém as suas coordenadas planas (E. além da altitude. calculam as suas distâncias em relação a cada satélite.φ).4. em relação à linha do horizonte. Processo de medição por satélites A localização por satélites é uma prática muita empregada atualmente em serviços topográficos e geodésicos. O GPS não é utilizado na medida de ângulos e/ou distâncias. cada satélite emite uma mensagem que. Em qualquer tempo. porque existe uma constelação de satélites orbitando sobre a terra vinte e quatro horas por dia. significa: “Eu sou o satélite X. ▪ erros podem ocorrer também na centragem e nivelamento do instrumento. a qualquer hora do dia ou da noite.Sistema TRANSIT O posicionamento de pontos por GPS Os receptores GPS estacionados em qualquer parte da superfície da terra só funcionam. em função da diferença de tempo entre a recepção das mesmas.N) ou geográficas (λ.

então. que a descrevem de modo ainda mais preciso. etc. também. no mínimo. a distância do receptor a cada satélite apresenta um erro considerável. Multiplicando esse tempo pela velocidade de deslocamento do sinal. E como se efetivam as determinações da posição dos satélites e das distâncias deles ao receptor? ▪ A determinação da posição do satélite provém de um conjunto de parâmetros previstos para todos os satélites. ponto topográfico ou geodésico. além de ser constantemente transmitido pelos satélites. Com todos esses dados. Na verdade. alvo. Uma quarta referência adiciona a componente altitude. os receptores podem „rastrear‟ os satélites „visíveis‟. onde com um mínimo de três referências (satélites) o receptor obtém seu posicionamento em duas dimensões. conseqüentemente. gerando as ondas portadoras pertencentes à banda L. captar sinais enviados por. a determinação da localização de um ponto (veículo. É por isso que um receptor precisa. sendo. determinando sua posição a cada instante. o que o receptor mede é o intervalo de tempo necessário para o sinal percorrer a distância entre satélite e receptor. enquanto todos transmitem todo o almanaque). 4 satélites.Alagoas 60 Dessa forma. razão da denominação das portadoras L1 e L2.) na superfície terrestre segue o princípio da triangulação. chamada de pseudodistância. Desta se obtém duas novas freqüências operacionais. Porém. Banda L é uma gama de freqüências eletromagnéticas entre 390 e1550MHz.N ou λ.φ. armazenado na memória do receptor. também incluído nas mensagens transmitidas pelos satélites (cada satélite transmite suas próprias efemérides. ao se tomarem as distâncias a pelo menos 4 satélites diferentes.23MHz. multiplicando-se a fo por pelas constantes 154 e 120. Ocorre que a medição do tempo de percurso do sinal é afetada pela baixa precisão do relógio interno do receptor. detectados pelas estações de controle. que completa a posição do ponto em três dimensões. permitindo maior precisão na sua localização. num mesmo instante. ▪ A determinação da distância de um satélite ao receptor é calculada. correspondentes a E. A transmissão GPS se localiza nesta banda. baseados em uma freqüência fundamental (fo) de 10. o chamado almanaque que é. . quais sejam: L1 e L2 respectivamente.Ivancildo F. Eventuais desvios na órbita de cada satélite. a precisão na determinação da posição de um receptor e. o receptor obtém a sua distância ao satélite. e cujo conjunto é chamado de efemérides. e de maneira indireta. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . os efeitos da imprecisão do relógio se anulam. definem novos parâmetros. Com isso. depende da precisão das posições dos satélites e das distâncias a eles. das suas coordenadas. As mensagens dos satélites aos GPSs As mensagens dos satélites são emitidas através de sinais de radiofreqüência. Portanto. em geral.

Alagoas 61 Essas duas ondas portadoras (L1 e L2) são moduladas em fases no satélite. chamado de base ou de referência. Finalmente. eventuais imprecisões do receptor GPS. Mecanismos de correção A técnica chamada de GPS diferencial surgiu para reduzir. e.5m na posição do receptor). utiliza-se um outro receptor GPS. gerando códigos chamados Pseudo Randon Noise – PRN. que se locomove pelos pontos cujas coordenadas se deseja determinar. que definem a chamada diluição de precisão. Já a medição da distância entre satélite e receptor pode ser afetada por uma série de fatores: Desvios nos relógios dos satélites que não podem ser detectados pelos receptores (efeito de aproximadamente 1.5m na posição do receptor). num ponto cuja posição é bem conhecida. Uma vez. somados.023 MHz com grande comprimento de onda por volta de 300 metros. ou mesmo eliminar. os efeitos das diversas fontes de imprecisão. O código P é transmitido na mesma freqüência da freqüência fundamental: fo = 10. Os códigos que formam o PRN são basicamente os C/A e P. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Esse receptor base. existem ainda fatores referentes à disposição relativa dos satélites. O princípio de rastreamento por GPS diferencial é bastante simples: além do receptor GPS itinerante. conduzem a um erro típico. tornam ele muito mais preciso que o código C/A. variação da velocidade dos sinais eletromagnéticos emitidos pelos satélites receptores (efeito de aproximadamente 5. isto é. sendo únicos e empregados para identificação dos satélites. de ruído falsamente aleatório. em obstáculos próximos à antena do receptor (da ordem de 0.5m na determinação da posição do receptor). Todos esses fatores. demoduladas pelos receptores. Existe ainda o código D que gera no interior do receptor o almanaque de efemérides dos satélites. Quanto mais espalhados no céu estiverem os satélites. O código C/A é o principal componente do serviço de posicionamento padrão – SPS disponibilizado para uso civil. . que permanece fixo. na determinação da posição do receptor. por isso que ele é reservado ao uso militar e aos usuários autorizados. ainda. permitem aumentar a precisão no posicionamento do ponto.Ivancildo F. isto é. mais precisa é a determinação da posição do receptor. da ordem da dezena de metros. A maior freqüência e o menor comprimento de onda para este código. no instante em que seus sinais são captados por um receptor. o efeito do multicaminhamento.23 MHz. As fontes de imprecisão no posicionamento O erro na determinação da posição de um satélite pode ocorrer em função de um eventual desvio de órbita e do atraso com que esse desvio é detectado pelas estações de controle e registrado nas efemérides dos satélites (pode provocar imprecisão de 2. gerando um comprimento de onda da ordem de 30 metros. Opera na freqüência de 1.6m). das múltiplas reflexões que o sinal de um satélite pode sofrer.

existem também receptores de pequeno porte. enquanto que no posicionamento relativo utiliza-se de dois ou mais receptores. permitem posicionamento mais rápido e dinâmico. GPS de navegação GPS diferencial Portanto. em relação aos tradicionais métodos de levantamento. é a não necessidade.RBMC. No entanto. no posicionamento diferencial e relativo. temse a Rede Brasileira de Monitoramento Contínuo . Comparando-a com a sua posição real. chamados de receptores de navegação ou autônomos. contudo. Para os usuários da área de Topografia e Geodésia. entre outras. ele pode. assumindo que esses erros sejam iguais aos que afetam a determinação de sua própria posição. de intervisibilidade entre as estações. previamente conhecida. desde que acesse os dados de uma ou mais estações pertencentes ao SCA. discutidos anteriormente. um usuário que disponha de um único receptor poderá realizar o posicionamento relativo. de baixa precisão. a Rede INCRA de Base Comunitárias . sujeita a todos os erros anteriormente descritos. sendo as coordenadas das estações utilizadas para fazer a vinculação ao Sistema Geodésico Brasileiro (SGB). cujos dados de uma ou mais estações podem ser introduzidos no processamento. que utilizam as pseudodistâncias por meio do código C/A para o posicionamento. Além de poder ser usado sob quaisquer condições climáticas. o receptor base pode tentar corrigir os erros dos sinais captados pelo receptor itinerante. a cada instante.RIBAC. Dessa forma. Por não demodularem as informações das portadoras L1 e L2.Ivancildo F. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . emprega-se somente um receptor. uma característica muito importante do GPS. no posicionamento absoluto. determina a sua posição. com o advento dos Sistemas de Controle Ativos (SCA). determinar o erro a que está sujeito o sinal enviado por cada satélite que ele avista. No caso do Brasil. . Destarte.Alagoas 62 utilizando os sinais que recebe dos satélites (código C/A e as portadoras L1 e L2).

Para tanto. ao conhecimento dos instrumentos de medição de ângulos na topografia. e os instrumentos destinados para esse fim. podendo ser de dois tipos: o que mede ângulos horizontais e de orientação. de modo geral. ainda. apresentar-se visível ou não ao operador do goniômetro. a goniologia e a goniometria. e o que mede ângulos zenitais e verticais. teodolitos. dada a necessidade de levantamento ou locação. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Entretanto. Quando os planos são verticais os ângulos formados recebem a denominação de zenital e vertical. dependendo do tipo de aparelho utilizado. é imprescindível conhecermos a parte da topografia relacionada à avaliação numérica de ângulos. O limbo pode. à representação gráfica dos pontos topográficos que definem levantamentos topográficos de um terreno. é o ângulo. Portanto. segundo. estações totais e medidores eletrônicos (que não permitem obter diretamente no terreno as coordenadas dos pontos). além dos alinhamentos.1. chamado de limbo horizontal. os tipos de ângulos e os instrumentos (goniômetros) necessários às realizações das medições. Goniologia Ângulo é um trecho de um plano compreendido entre duas semi-retas que têm origem comum (vértice). Sabemos que nas operações topográficas cujos instrumentos de medição são os GPSs. porque são formados sobre um plano que pode ser horizontal ou vertical. MEDIÇÃO DE ÂNGULOS 6. já que são as coordenadas de cada um são suficientes para confeccionar um desenho. os ângulos construídos na topografia são considerados do tipo plano. a determinação dos ângulos entre alinhamentos não pode acontecer: Primeiro. diedro. triedro e esférico). Tipos de ângulos Dentre os tipos de ângulos existentes (plano. 6. ou a sua locação. e quando horizontais os ângulos recebem as denominações de horizontal e de orientação. A parte do goniômetro para a avaliação de ângulos chama-se limbo.Ivancildo F. também.Alagoas 63 6. a classificação e.2. O limbo consiste de uma coroa circular graduada. Introdução Um dos elementos necessários. Goniologia é a parte da topografia que estuda. dividiremos o estudo em duas partes. as medidas horizontais e verticais devem ser complementadas com ângulos.1. denominado limbo vertical. 6. quando se trata do uso de instrumentos como os diastímetros.2. Este capítulo é destinado ao conhecimento dos ângulos. os ângulos se tornam desnecessários (a princípio). . porque esses instrumentos não permitem leitura de ângulos e nem tampouco de distâncias.

▪ que o eixo de colimação do instrumento seja concorrente com o eixo principal do instrumento. Condições de construção de um ângulo A construção de um ângulo mediante o uso de um goniômetro. por si só. Goniômetros De acordo com as direções que a luneta pode tomar (horizontal e/ou vertical).2.2. Esta condição complementa a primeira. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .Ivancildo F.2. os goniômetros podem se apresentar sob quatro tipos: Nível. que o centro do limbo coincida com o vértice do ângulo a ser medido. Esta condição garante. e tenha a direção normal ao seu plano. .3. requer pelo menos duas exigências básicas. senão vejamos: ▪ que o eixo vertical de rotação do instrumento passe pelo centro do limbo graduado horizontal. Eixo de colimação Eixo secundário Eixo principal Eixos de um goniômetro 6. teodolito.Alagoas 64 Z H N Zenital Vertical Horizontal Azimutal 6. estação total e bússola. pela centralização da luneta.

Alagoas 65 Nível Comentamos antes sobre níveis digitais e eletrônicos à base de infravermelho (lazer). a medição de ângulos horizontais. verticais e ângulos. ainda.Ivancildo F. mede somente distância vertical. Os outros não são dotados de luneta e. À parte do instrumento que suporta o conjunto luneta e limbos. Os primeiros possuem luneta e permitem medir tanto distâncias verticais como horizontais. esses instrumentos são usados apenas em medições expeditas. A sua função é a medição de distâncias horizontais. chama-se alidade. Devido à pouca precisão angular. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Além desses existem os níveis óticos mecânicos estadimétricos dotados de limbo horizontal que permitem. por conseguinte.0mm. Medições expeditas são aquelas de baixa precisão. Embora o teodolito tenha sofrido constante avanço tecnológico nas ultimas décadas. precisão por Km duplo de nivelamento 2. Teodolito Instrumento dotado de luneta. passando de teodolito mecânico para teodolito prismático e eletrônico. ampliação 24x. costumamos dividi-lo em três categorias: ▪ teodolito mecânico . feitas apenas para reconhecimento de ângulos ou distâncias no terreno. limbo horizontal e vertical. com os seus parafusos de blocagem e ajuste. quando comparados aos teodolitos modernos e as estações totais. Nível ótico mecânico – graduação do limbo 1º.

prumo ótico. prumo ótico Teodolito mecânico modelo CST56SCT1– leitura 1 minuto.Ivancildo F. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . bússola declinatória Teodolito mecânico – leitura 1 minuto. prumo ótico.Alagoas 66 Nestes instrumentos os limbos horizontais horizontal e vertical estão localizados na periferia da alidade. onde a graduação dos ângulos é visível através de janelas ou de parafusos micrométricos. fio de prumo. Teodolito mecânico modelo T1 precisão 6 segundos. que serve para apreciar o ângulo. Teodolito mecânico modelo TW-20T precisão 6 segundos. os eletrônicos também dispõem de alidade com limbos horizontais e verticais. Nestas janelas existe uma parte chamada vernier. só que o sistema de varredura do ângulo é . bússola de rumo ▪ teodolito eletrônico Da mesma forma que nos teodolitos mecânicos.

Ivancildo F. Teodolito eletrônico modelo NE203-202 de leitura 10 segundos Teodolito eletrônico modelo NE20H-20S de leitura 20 segundos Estação total Conforme visto anteriormente. Por ser uma versão completa do teodolito eletrônico e do medidor eletrônico de distâncias. Não existem janelas ou parafusos micrométricos para as avaliações de ângulos. Leitura angular 1 segundo . Estação total modelo GTS 235W leitura 1seg e precisão Estação total modelo 5605DR 200 autolock Leitura angular 1 segundo Estação total modelo 5605DR 200 robótica com coletor de dados.Alagoas 67 eletrônico. É o „display‟ do instrumento que fornece automaticamente os valores. as avaliações de ângulos são mostradas no „display‟ do instrumento. as estações totais permitem a leitura de ângulos horizontais e verticais. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .

Permite a leitura apenas de ângulos horizontais. Bússola prismática A operacionalização das bússolas será discutida detalhadamente no capítulo destinado às medidas de orientação. suspensa em seu centro de gravidade. que não podem ser acopladas ao teodolito. Na topografia ela pode ser usada para orientação dos alinhamentos. por um pião. Formas de apresentação As bússolas podem se apresentar sob três formas: ▪ Bússola de azimute – graduada de 0º a 360º. devido à baixa precisão angular (a divisão do limbo é geralmente de grau).Alagoas 68 Bússola Chama-se bússola a uma agulha de aço imantada. ▪ Bússola de rumo – graduada de 0º a 90º nos quatro quadrantes. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .Ivancildo F. . Estas possuem um sistema de pínulas para sua visada e um prisma de reflexão total para sua leitura. com graduação para rumos e azimutes. Bússola azimutal acoplada a um teodolito Existem também as bússolas prismáticas portáteis. e de forma expedita. ▪ Bússola declinatória – graduada de 0º a 360º com dispositivo para aferir a declinação magnética.

Uma regra prática: Verificar se o parafuso de fixação do movimento geral da alidade está apertado. Usar apenas o terceiro parafuso para centralizar o segundo nível tubular. - Ressalta-se que os parafusos calantes podem variar na quantidade.Alagoas 69 6.Ivancildo F. se é horizontal ou vertical: . Dar um giro qualquer no goniômetro. por exemplo. Escolher dois parafusos niveladores quaisquer e um dos níveis de bolha do círculo graduado horizontal. fixa-se definitivamente o parafuso. ou seja. ajustando brevemente o prumo de cordão sobre o ponto topográfico. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Satisfeita a condição. A posição dos parafusos de blocagens e ajustes também é variável.3. os níveis tubulares ficam centrados em qualquer posição. tornando a bolha centrada. Operacionalização de goniômetros As principais operações efetuadas com um goniômetro antes de medir ângulos são: ▪ Centragem Consiste em fazer com que o eixo principal do goniômetro passe pelo ponto topográfico. Procurar deixar a base do tripé aproximadamente na horizontal. Goniometria É a parte da gionologia que trata da medição de ângulos.4. ▪ Calagem Consiste em fazer com que o prato do goniômetro fique perpendicular ao seu eixo principal. deixando folga para que possa ser feita a perfeita coincidência do prumo de cordão ou ótico sobre o ponto topográfico. Uma regra prática: Regular as pernas do tripé à altura do operador. dependendo da marca e do modelo do goniômetro. assim como os tipos de níveis de bolha (esférico ou tubular). 6. Girar os dois parafusos para dentro ou para fora simultaneamente.2. de um goniômetro para outro (existem níveis. com apenas um parafuso calante). Girar a alidade até o eixo longitudinal do nível tubular escolhido ficar paralelo e superposto aos dois parafusos niveladores. O tipo de ângulo a ser avaliado vai depender do levantamento. Deslocar o tripé para o ponto topográfico. Fixar o goniômetro ao tripé através do parafuso de ancoragem. Soltar o movimento da alidade através do parafuso de fixação do movimento particular. a horizontalidade do prato do limbo. a fim de verificar a calagem. Com o goniômetro calado.

4 Hz3 Hz4 Hz2 Hz1 1 2 3 Ângulos internos medidos numa poligonal fechada de quatro vértices.Alagoas 70 Levantamento de ângulos horizontais Para a medida do ângulo horizontal a dois alinhamentos consecutivos. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . O prolongamento do eixo principal do instrumento deve coincidir com a tachinha ou cruz sobre o piquete. Zerar o círculo horizontal do goniômetro nesta posição (procedimento padrão Hz = 000º00‟00‟‟).Ivancildo F. de deflexão. Liberar e girar o aparelho (sentido horário). Os ângulos podem ser assim classificados: Ângulos internos. devem ser feitas as operações básicas de centragem e calagem sobre um dos pontos que a definem. executando a pontaria (fina) sobre o ponto a vante (segundo alinhamento). Ângulos internos O método de leitura do referido ângulo consiste em: Executar a pontaria fina sobre o ponto a ré (primeiro alinhamento). Ré Vante ponto Horiz ponto Horiz P1 P2 P3 P4 4 1 2 3 000º00‟00‟‟ 000º00‟00‟‟ 000º00‟00‟‟ 000º00‟00‟‟ 2 3 4 1 60º18'16" 120º25'56" 60º19'18" 118º56'30" 60º18'16" 120º25'56" 60º19'18" 118º56'30" Ângulos externos O método de leitura do referido ângulo consiste em: Executar a pontaria fina sobre o ponto a ré (primeiro alinhamento). externos. Exemplo elucidativo: Medir os ângulos Hz dos vértices de 1 a 4. Anotar ou registrar o ângulo (Hz) marcado no visor ou no vernier correspondente ao ângulo horizontal interno medido. conforme caderneta de campo abaixo: Est. . CADERNETA DE LEVANTAMENTO PELO ÂNGULO INTERNO Ângulo Croqui Ponto visado Horiz. repetição e reiteração.

O método de leitura do referido ângulo consiste em: Executar a pontaria fina sobre o ponto a ré (primeiro alinhamento). CADERNETA DE LEVANTAMENTO PELO ÂNGULO EXTERNO Ângulo Croqui Ponto visado Horiz. Hz4 2 3 Hz3 1 Hz1 4 Hz2 Ângulos externos medidos numa poligonal fechada de quatro vértices. se o sentido do giro for horário. ou negativo (deflexão à esquerda). Anotar ou registrar o ângulo (Hz) marcado no visor ou no vernier correspondente ao ângulo horizontal externo medido. Este ângulo varia de 0º a 180º. Liberar e girar o aparelho (sentido horário). executando a pontaria (fina) sobre o ponto a vante (segundo alinhamento). conforme caderneta de campo abaixo: Est. Zerar o círculo horizontal do goniômetro nesta posição (procedimento padrão Hz = 000º00‟00‟‟). dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .Alagoas 71 - Zerar o círculo horizontal do goniômetro nesta posição (procedimento padrão Hz = 000º00‟00‟‟). Exemplo elucidativo: Medir os ângulos Hz dos vértices de 1 a 4. podendo ser positivo (deflexão à direita). Liberar somente a luneta do aparelho e tomá-la segundo o prolongamento do primeiro alinhamento. Ré Vante ponto Horiz ponto Horiz P1 P2 P3 P4 4 1 2 3 000º00‟00‟‟ 000º00‟00‟‟ 000º00‟00‟‟ 000º00‟00‟‟ 2 3 4 1 309º41'44" 241º03'30" 299º40'41" 239º34'04" 309º41'44" 241º03'30" 299º40'41" 239º34'04" Ângulos de deflexão É o ângulo horizontal que o alinhamento de vante forma com o prolongamento do alinhamento à ré num determinado vértice.Ivancildo F. se o sentido do giro for anti-horário. .

Exemplo elucidativo: Medir os ângulos αi dos vértices de 1 a 4. .Liberar novamente o aparelho e aponta-se para o ponto a vante. Dd 2 Dd 3 Dd 1 Dd 4 Ângulos de deflexão medidos numa poligonal fechada de quatro vértices.Apontar a luneta do goniômetro para o ponto a ré (pontaria fina) e o círculo horizontal do mesmo é zerado (procedimento padrão Hz = 000º00‟00‟‟). o aparelho é liberado e a luneta é apontada (pontaria fina) para o ponto a vante. conforme caderneta de campo abaixo: CADERNETA DE LEVANTAMENTO POR DEFLEXÃO Est. . dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . .Um novo ângulo horizontal é anotado ou registrado.Alagoas 72 - Liberar e girar o aparelho (sentido horário ou anti-horário) executando a pontaria (fina) sobre o ponto a vante (segundo alinhamento). .O processo se repete um certo número „n‟ de vezes.O ângulo de partida utilizado neste momento para a segunda medida do ângulo horizontal não é mais zero.O processo se repete um certo número „n‟ de vezes. fixando o ângulo horizontal lido e tomando-o como partida para a medida seguinte.O aparelho é liberado e a luneta é novamente apontada (pontaria fina) para o ponto a ré. os alinhamentos a vante e a ré de um determinado ponto. sucessivamente. Anotar ou registrar o ângulo (Hz) marcado no visor ou no vernier correspondente à deflexão medida. .Em seguida. o ângulo anotado ou registrado anteriormente. O método de leitura do referido ângulo consiste em: . . .Ivancildo F. . .O ângulo horizontal resultante é registrado ou anotado. e sim. Deflexão D(m) Esquerda Direita P1-P2 P2-P3 P3-P4 P4-P1 - 120º25'56" 60º18'16" 118º56'30" 60º19'18" Repetição Consiste em visar.

L1 = 123º18'16". O ângulo horizontal resultante é mais uma vez anotado ou registrado. é dado pela relação: Hz = Hzn – Hz1 (n-1) Exemplo elucidativo: Medir o ângulo “α” do vértice A. sucessivamente. os alinhamento a vante e a ré de um determinado ponto ou estação. de 3 leituras. . Em seguida. O valor final do ângulo horizontal. conforme caderneta de campo abaixo: CADERNETA DE LEVANTAMENTO PELO ÂNGULO DA REPETIÇÃO Ponto visado Est. L2 = 246º36'38" α1 = L1 – L0 = 123º18'16" – 0º = 123º18'16" α 2 = L2 – L1 = 246º36'38" .123º18'16" = 123º18'22" α = (α 1 + α 2 ) = (123º18'16" + 123º18'22") = 123º18'19" 2 2 Reiteração Este método consiste em visar. Liberar somente a luneta do aparelho e tomá-la no sentido inverso. O método de leitura do referido ângulo consiste em: Apontar a luneta do goniômetro para o ponto a ré (pontaria fina) e o círculo horizontal do mesmo não deve ser zerado. o aparelho é liberado e a luneta é apontada (pontaria fina) novamente para o ponto a ré. As séries são compostas. Croqui A 1 0º 123º18'16" 2 123º18'16" 123º18'16" 246º36'16" 123º18'22" Solução: Quando L0 = 00º. dependendo da precisão exigida para o levantamento.Ivancildo F. normalmente.Alagoas 73 A este processo de medir sucessivamente várias vezes o mesmo ângulo horizontal denomina-se séries de leituras. para os alinhamentos medidos. O ângulo horizontal deve ser registrado ou anotado. ponto Ré Horiz ponto Vante Horiz Ângulo Horiz. tomando como partida para a medida do ângulo horizontal intervalos regulares do círculo. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .

desta vez. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Em seguida. PI = Luneta tomada na posição inversa. Exemplo elucidativo: Determinar o ângulo α do vértice B.123º18'20") + (56º36'34" . o aparelho é liberado e a luneta é apontada (pontaria fina) novamente para o ponto a vante.303º18'12") 2 α = (113º18'18") + (. O ângulo horizontal resultante é mais uma vez anotado ou registrado. Liberar somente a luneta do aparelho e tomá-la no sentido inverso. Libera-se novamente o aparelho e aponta-se.Alagoas 74 - Liberar somente a luneta do aparelho e tomá-la de volta no sentido direto. A reiteração pode ser simples ou múltipla: Quando a reiteração é simples. conforme caderneta de campo abaixo: CADERNETA DE LEVANTAMENTO PELA REITERAÇÃO SIMPLES Est. O ângulo horizontal deve ser registrado ou anotado. Usada para trabalhos de média precisão.Ivancildo F. ela é efetuada numa única posição do limbo em apenas uma série de leituras. A cada posição denomina-se uma série. . ela é efetuada em várias posições do limbo. para o ponto de vante. O ângulo horizontal (sentido horário) é determinado pela fórmula α = (PD2 – PD1) + (PI2 – PI1) 2 Onde: Posições do instrumento: PD = Luneta tomada na posição direta. PV 01 B 02 Leitura na Mira PD PI 123º18'20" 303º18'12" 236º36'38" 56º36'34" D(m) Ângulo 01 Croqui 113º18'20" α B 02 Solução: α = (236º36'38" .246º41'46" + 360º) = 113º18'20" 2 Quando a reiteração é múltipla.

recomenda-se efetuar no mínimo 3 séries. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .00º23'16") = 73º03'58" α 2 = (253º27'12" .240º15'34") = 73º03'58" α 6 = (133º19'35" . em alguns aparelhos.300º10'25") = 73º04'01" α 5 = (313º19'32" . PV SÉRIE 1 2 1 3 B 1 2 2 3 Leitura na Mira PD PI 00º23'16" 180º23'19" 120º10'28" 300º10'25" 240º15'34" 60º15'33" 73º27'14" 253º27'12" 193º14'23" 13º14'26" 313º19'32" 133º19'35" D(m) Ângulo Croqui 01 α 02 73º03'58" B Solução: α 1 = (73º27'14" . Assim em 3 séries as leituras são efetuadas próximas a 0º. Exemplo elucidativo: Determinar o ângulo α do vértice B. conforme caderneta de campo abaixo: CADERNETA DE LEVANTAMENTO PELA REITERAÇÃO MÚLTIPLA Est. Para um bom trabalho topográfico recomenda-se dividir o limbo do instrumento conforme o número de séries.120º10'28") = 73º03'55" α 4 = (13º14'26" .Alagoas 75 Para trabalhos que requerem uma maior precisão. 120º e 240º. poderá ser feita da seguinte maneira: ▪ Com origem no horizonte .Ivancildo F.60º15'33") = 73º04'02" α = α 1 + α 2 + α 3 + α 4 + α 5 + α 6 = 73º03'58" 6 Levantamento de ângulos verticais Para a medida do ângulo vertical basta saber que. Nas poligonais geodésicas utilizam-se: 12 séries para levantamento de 1ª ordem.180º23'19") = 73º03'53" α 3 = (193º14'23" . 6 séries para levantamento de 2ª ordem.

90º α = 270º .V α = V . dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . As relações entre o ângulo zenital e o vertical são as seguintes: Ângulo zenital 000º < V ≤ 90º 090º < V ≤ 180º 180º < V ≤ 270º 270º < V ≤ 360º Ângulo vertical ou inclinação α = 90º . bem como dos métodos e instrumentos que permitirão o seu levantamento.Ivancildo F.V α = V . da linha meridiana formada a partir dele. . ▪ Com origem no zênite Quando recebe o nome de „ângulo zenital‟ variando de 0º a 360º. porque a qualquer tempo podermos voltar ao campo e retomar os trabalhos achando diversos elementos que a eles se achem relacionados. variando de 0º a 90º em direção ascendente (acima do horizonte) ou descendente (abaixo do horizonte). conseqüentemente.270º Direção Ascendente Descendente Descendente Ascendente Levantamento de ângulos de orientação São ângulos destinados a orientar os alinhamentos num plano topográfico de projeção.Alagoas 76 Quando recebe o nome de „ângulo vertical‟ propriamente dito. O capítulo seguinte versará sobre a adoção desse sistema de referência nas orientações topográficas e. Sabe-se que não existe na superfície da Terra uma referência melhor do que o seu eixo Norte-Sul para orientar os alinhamentos topográficos.

entretanto.Alagoas 77 7.1. Introdução Sabemos da geografia que toda e qualquer linha que passe por um ponto localizado na superfície da terra. na Topografia. porém. O grande problema reside. devido ao seu movimento de rotação. em função disso. Portanto. pela atração que sofrerá. e a meridiana formada é tida como meridiana magnética. Como estamos falando de propriedades magnéticas. a meridiana gerada pelo prolongamento da agulha da bússola (pontas norte e sul) irá de encontro aos pólos norte e sul magnéticos. Neste caso. Por outro lado. MEDIDAS DE ORIENTAÇÃO 7. 7. a partir da meridiana magnética. e que recebe o nome de . a linha meridiana que os une. Acontece que. Obviamente que nas operações topográficas. distâncias e declividades. gera um campo magnético fazendo com que se comporte como um grande imã. para cada ponto da superfície da terra podemos ter um plano vertical absolutamente imutável que passa por esse ponto e pelos pólos. na escolha dessa meridiana. a partir de levantamento de campo. Sendo assim. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . sabemos que os acidentes projetados num plano horizontal poderão ocupar diferentes posições.2. a obtenção da meridiana verdadeira. No entanto. cujas medidas obtidas se restringem à medição de ângulos.Ivancildo F. Esses pólos são denominados geográficos ou verdadeiros e. uma vez que as coordenadas obtidas nos diversos pontos levantados são expressas sempre em termos de coordenadas geográficas. Nesta. uma vez que ela pode ser magnética ou verdadeira. este capítulo abordará a questão da orientação de projetos topográficos. e tratará do método e instrumentos que permitirão a obtenção da mesma. também é tida como meridiana verdadeira. Estas permitem analiticamente. a obtenção da meridiana (magnética ou verdadeira) se dará. a linha que une os pólos Norte ao Sul da Terra (aquelas representadas nos mapas geográficos) é denominada linha dos pólos. cujos instrumentos utilizados são os GPSs. Assim. efetivamente. A linha meridiana Como já explicitado. uma bússola estacionada sobre a superfície terrestre. anteriormente. o conhecimento da meridiana magnética se torna relativamente desnecessário. O que não ocorre na topografia convencional. É a introdução do conceito de meridiana nas operações topográficas „norteará‟ as mesmas. os pólos que atraem a agulha da bússola são denominados magnéticos. tem sua agulha atraída pelos pólos deste imã. e que vá à direção dos pólos recebe o nome de meridiana. sabe-se que a terra. e que não existe na superfície da terra uma referência melhor do que esta para orientar as navegações (terrestres e aéreas). de forma que em qualquer tempo possamos voltar ao campo e retornar os trabalhos achando diversos elementos que a ela se achem relacionados. embora estejam levantados em suas formas e dimensões naturais.

Nv Nm Nv = Nm Nv Nm -δ δ=0 +δ Para o cálculo da declinação magnética. em Palmeira dos Índios no campus do IFAL. por exemplo. Declinação magnética O ângulo de declinação magnética (δ) é aquele formado pela variação da meridiana magnética em relação à meridiana verdadeira.Alagoas 78 meridiano verdadeiro ou geográfico. e um plano vertical mutável que não passa necessariamente pelos pólos e recebe o nome de meridiano magnético. 04 Poligonal existente Campus do IFAL/PIn GPS02 no δ = -24º20‟ Nv Nm . Estas informações foram obtidas mediante levantamento topográfico astronômico e convencional. 7. a cada cinco anos. pode-se usar utilizar a carta isogônica (contém linhas de mesma declinação magnética ou isogônicas) e a carta isopórica (contém linhas de mesma variação da declinação magnética ou isopóricas). é de aproximadamente -24º520‟. mas poderiam ter sido obtidas através de consulta a uma carta isogônica o (por interpolação). Assim. Este ângulo varia de lugar para lugar e também varia num mesmo lugar com o passar do tempo.Ivancildo F. Ambas são publicadas pelo Observatório Nacional do Rio de Janeiro.3. determinável pela agulha da bússola. e será positivo quando o norte magnético estiver à direita do norte verdadeiro ou negativo quando o norte magnético estiver à esquerda do norte verdadeiro. a declinação magnética de uma linha formada entre o marco geográfico GPS01 e o ponto topográfico 04 existentes no terreno. Quando houver coincidência a declinação será nula. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .

É imprescindível que sejam mencionados no desenho topográfico final do levantamento a data do levantamento.Ivancildo F.determinando o azimute geográfico de um lado deste apoio.. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . ficando o levantamento topográfico orientado para o norte magnético.. proceder de modo que a rede topográfica de apoio seja orientada para o norte geográfico(ou verdadeiro). . A informação da data do levantamento topográfico.. por meio de observação com bússola ou declinatória acoplada a um teodolito.. está relacionada diretamente à necessidade de aviventação da orientação. Convém. então.. uma vez que a indicação do norte magnético é variável em função do tempo”(NBR. supracitada na Norma. Os trabalhos de apoio topográfico. Não sendo possível este procedimento orientar pelo menos este lado em relação ao norte magnético. por meio de observação astronômica. 1997).. O que vai definir a escolha é o rigor do trabalho a ser apresentado. exigem orientação para o Norte Verdadeiro. a declinação magnética nesta data bem como a sua variação anual. ou seja. senão vejamos o que recomenda a Norma brasileira para levantamentos topográficos: “. ao restabelecimento dos alinhamentos e ângulos magnéticos marcados para uma poligonal.Alagoas 79 Carta isogônica do Brasil – ano 2005 Quanto à escolha de um ou de outro sistema de referência não implica em erro na orientação. . por exemplo..

o azimute da linha AB será AzA-B. Já o rumo de uma linha é o menor ângulo horizontal. linhas de transmissão. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Quando tomamos como referência a meridiano magnético. e se estiver na direção BC.Ivancildo F. Como esta direção pode ser magnética ou verdadeira. para achar a posição correta de uma poligonal levantada em determinada época. o azimute assume os nomes magnético ou verdadeiro. etc. no sentido horário (à direita) ou sentido anti-horário (à esquerda) e variando de 0º a 90º. e quando usamos o meridiano verdadeiro. Este último é raramente encontrado em memoriais descritivos recentes de projetos topográficos. O mesmo processo é utilizado para a locação em campo. e ainda programas específicos de computador para cartografia. medindo a partir do Norte ou do Sul.Alagoas 80 na época de sua medição. Chama-se azimute ao ângulo que o alinhamento forma com a direção norte-sul do meridiano. . para os dias atuais. Assim. respectivamente.4. 7. o rumo obtido é chamado rumo verdadeiro. são conhecidos como azimutes ou rumos. É contado de 0º a 360º no sentido horário. o azimute será AzB-C. Rumos e azimutes Os ângulos de orientação formados a partir da meridiana magnética ou verdadeira a um alinhamento. visto que a posição dos pólos norte e sul magnéticos varia com o passar dos tempos. o rumo obtido é chamado rumo magnético. Este trabalho é necessário. é necessário que os valores resultantes deste levantamento sejam reconstituídos para a época atual. de linhas projetadas sobre plantas de estradas. Assim. os azimutes entre dois pontos AB e BC são: Nv ou Nm 0º Nv ou Nm 0º Azv ou Azm 270º A 90º 270º B 90º Azv ou Azm B C 180º 180º Estando o alinhamento na direção AB. formado entre a direção Norte-sul da agulha magnética e o alinhamento. As cartas isopóricas permitem essa atualização.

. o rumo será RC-D (SW). desta vez para rumos. Uma relação pode ser feita entre rumos e azimutes: ▪ 1º Quadrante (NE) → Rumo = Azimute.Azimute. e se estiver na direção DE. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Tomando o exemplo. o rumo será RD-E(NW). ▪ Sudoeste (SW). ▪ 2º Quadrante (SE) → Rumo = 180º .Alagoas 81 Conforme mencionado no capítulo anterior. o rumo será RB-C(SE). tem-se: 0º 0º RA-B B B 90º (W) A 90º (E) 90º (W) 90º (E) RBC C 0º Quadrante NE 0º E 0º Quadrante SE 0º RDE 90º (W) C 90º (E) 90º (W) D RCD 90º (E) D 0º Quadrante SE 0º Quadrante NW Estando o alinhamento na direção AB. se estiver na direção BC. se estiver na direção CD. ▪ Noroeste (NW).Ivancildo F. o rumo da linha AB será R A-B(NE). a bússola de rumos é dividida em quatro quadrantes: ▪ Nordeste (NE). ▪ Sudeste (SE).

dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .Alagoas 82 ▪ 3º Quadrante (SW) → Rumo = Azimute – 180º. é necessário que se tenham cumpridas as etapas básicas de centragem e calagem do goniômetro. Uma regra prática: Zerar o limbo horizontal do goniômetro. Exemplo elucidativo: Determinar o ângulo azimutal das linhas 1-2 e 2-3. Fazer coincidir a linha de fé Norte-sul do limbo da bússola com a linha Norte-sul da agulha magnética. Liberar o parafuso de blocagem da agulha da bússola. conforme esquema abaixo: 1 3 2 Solução: Nm Nm Az1-2 1 Az2-3 3 2 Nm Nm Az2-3 = 42º27‟17” Az1-2 = 99º45‟32” 1 2 2 3 .Azimute.Ivancildo F. Girar a luneta do teodolito no sentido horário e na direção do alinhamento para se obter o azimute. Operacionalização da bússola azimutal Para operacionalizar a bússola azimutal acoplada ao teodolito. ▪ 4º Quadrante (NW) → Rumo = 360º .

Exemplo elucidativo: Determinar o rumo das linhas 1-2 e 2-3. conforme esquema abaixo: 1 3 2 Solução: Nm Nm 1 R1-2 2 R2-3 3 Nm Nm R2-3 = 42º27‟17” 3 1 2 R1-2 = 80º14‟28” 2 . no sentido horário ou anti-horário. Liberar o parafuso de blocagem da agulha da bússola.Alagoas 83 Operacionalização da bússola de rumo Assim como nas bússolas azimutais. Posicionar e girar (posição direta ou inversa) a luneta do teodolito para a direção do alinhamento e. Fazer coincidir a linha de fé Norte-sul da bússola com a linha Norte-sul da agulha magnética. as de rumo acopladas ao teodolito carecem de centragem e calagem. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Uma regra prática: Zerar o limbo horizontal do goniômetro.: As aproximações nas leituras das bússolas variam de acordo com a fabricação e modelo do teodolito e da bússola acoplada. Obs. prevalecendo aquela de menor precisão. obter o rumo.Ivancildo F.

An = ângulo do vértice na linha. de acordo com o sentido progressivo dos trabalhos. Azn-1 = azimute da linha anterior. e os ângulos que formam os vértices dos alinhamentos seguintes. e se for com polígono à sua direita implica em sinal (+).4. usar o sinal (+). Caso contrário. . Observação 1: A variação do sinal em An vai depender do sentido do caminhamento. A expressão abaixo simplifica as operações no campo: Azn = Azn-1 ± An ± 180º Onde: Azn = azimute da linha. pode-se determinar analiticamente os azimutes dos demais alinhamentos. Cálculo do azimute magnético Conhecido o azimute do primeiro alinhamento. sem que seja necessário percorrer todo o perímetro usando uma bússola. se o caminhamento for com o polígono à sua esquerda implica em sinal (-). Observação 3: Quando Azn-1 ± An ≥ 180º. Observação 2: Uma maneira prática de saber se o polígono está à sua direita é verificar se os ângulos da poligonal foram gerados de ré para vante.1. ou seja. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Exemplo elucidativo: Determinar analiticamente os azimutes magnéticos dos vértices 2 a 6. o polígono estará à sua esquerda. deve-se usar o sinal (-) ao termo 180º. tem-se (+) An. sabendose que o azimute magnético inicial do vértice 1 é Az1-2 = 70º: Nm ou Nv 190º 2 195º 3 210º 4 7 5 6 320º 280º Az1-2 1 Solução: Az1-2 = 70º Como o polígono está à direita no caminhamento. Caso contrário.Ivancildo F.Alagoas 84 7.

150º ± 180º = -55º + 180º = 125º Az5-6 = 125º .1165º ± 180º = -85º + 180º = 95º Az4-5 = 95º . tem-se (-) An.80º ± 180º = -45º + 180º = 225º Az6-7 = 225º .180º = 225º Az6-7 = 225º + 320º ± 180º = 545º .180º = 80º Az3-4 = 80º +195º ± 180º = 275º .Alagoas 85 Daí.180º = 5º . Daí.360º = 5º) Exemplo elucidativo: Determinar analiticamente os azimutes magnéticos dos vértices 2 a 6. Az2-3 = 70º + 190º ± 180º = 260º . sabendose que o azimute magnético inicial do vértice 1 é Az1-2 = 45º: Nm ou Nv 2 Az1-2 3 4 170º 165º 7 80º 1 40º 6 5 150º Solução: Az1-2 = 70º Como o polígono está à esquerda no caminhamento. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .180º = 95º Az4-5 = 95º + 210º ± 180º = 305º .40º ± 180º = 185º .180º = 125º Az5-6 = 125º + 280º ± 180º = 405º . Az2-3 = 70º .Ivancildo F.180º = 365º → 5º pois (365º .170º ± 180º = -100º + 180º = 80º Az3-4 = 80º .

item 5. será mostrado como elas devem transcorrer durante um levantamento topográfico. serão tratadas algumas questões gerais referentes à locação de obras de engenharia. deve-se também providenciar a cravação de piquetes.Ivancildo F. com a sua numeração. Além disso.2. g) Relatório técnico. o desconhecimento da norma vigente. f) Desenho topográfico final. Entretanto.Alagoas 86 8. residências e prédios. Este capítulo será dedicado ao estudo dessas etapas.1. em qualquer de suas finalidades. em escala conveniente. especificamente. Organizar também a turma de auxiliares. má qualidade profissional e número reduzido de pontos de apoio geodésico. associado à outros fatores como o preço de aquisição de equipamentos de alta precisão. a fim de se obter com precisão os elementos necessários e suficientes à representação geométrica de determinada área do terreno estudada topograficamente. é necessário que sejam atendidas algumas fases e procedimentos que viabilizarão a execução dos levantamentos ou locações topográficas planimétricas. Para tanto. Introdução Conhecidos os métodos e os instrumentos empregados na medição de ângulos e distâncias. podendo a primeira se confundir com a segunda. e) Original topográfico. no mínimo. b) Apoio topográfico. Nesta fase de trabalho. . LEVANTAMENTO PLANIMÉTRICO E LOCAÇÃO 8.1. Segundo a NBR 13. o levantamento topográfico. costuma-se sintetizar essas fases em apenas quatro etapas. elegendo-se os principais vértices da poligonal básica do levantamento. e como preencher planilhas que resultarão nas coordenadas dos pontos topográficos observados. Fases do levantamento topográfico O levantamento topográfico é um conjunto de operações realizadas no campo. Destarte. 8. d) Cálculos e ajustes. tem dificultado bastante o atendimento a essa Norma.133 da ABNT. as seguintes fases: a) Planejamento. seleção de métodos e aparelhagem. não deixando de determinar o ponto de partida do levantamento. dependendo dos recursos instrumentais disponíveis: Fase de reconhecimento do terreno É nesta fase que se percorre a região a ser levantada. c) Levantamento de detalhes. deve ter. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .

Alagoas 87 ministrando-lhes as instruções e recomendações necessárias. Fase de caracterização Durante esta fase. Vai depender do rigor desejado nos levantamentos e da área do terreno. Além do mais. É conveniente a abertura de picadas e a limpeza dos rumos divisórios “aceiro”. Quando o levantamento é feito por instrumentos topográficos convencionais. Finalmente. deve-se proceder à computação. e o cálculo da área caso necessite. tais como: A orientação magnética e verdadeira. que servirá de subsídio tanto nos trabalhos de campo como nos de escritório. Essas exigências são indispensáveis. e redigido o memorial descritivo. os pontos de referência devem ser plotados segundo suas coordenadas. ou do CAD se forem no computador. A data do levantamento. e poderão ser aumentadas. dos dados obtidos. o transporte dos rumos ou azimutes e das coordenadas. mesmo que o levantamento seja feito por meio de equipamentos rastreadores de satélite. Fase de desenho Depois de calculadas as coordenadas dos diversos pontos medidos. deve-se lançar mão de alguns métodos de levantamento: ▪ Triangulação a trena ▪ Poligonação ▪ Irradiação ▪ Interseção à vante ▪ Interseção à ré ▪ Outras Fase de cálculos e memorial descritivo Terminadas as operações de campo. se o desenho for à mão. enquanto os pontos de detalhes comuns (feições). organiza-se um croqui da área do terreno. procede-se à confecção do desenho da planta topográfica. serão levantados todos os elementos que caracterizam as linhas divisórias do terreno em estudo. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . . Este é um processo que envolve o “fechamento” angular e linear. antes de iniciar os trabalhos de levantamento. Este desenho pode ser feito à nanquim ou no computador. para que todo o trabalho se desenvolva normalmente.Ivancildo F. devem ser ajustados como auxílio de escalímetro. Qualquer que seja o recurso de desenho disponível. em escritório. devem ser obedecidos os critérios de apresentação.

dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Para tanto.Alagoas 88 As escalas gráfica e numérica. tais como: . Processo . 1 2 11 10 ● 9 12 ● 8 3 7 4 5 6 O desenho da planta topográfica será feito com os artifícios de desenho geométrico. As feições naturais e/ou artificiais (representadas através de símbolos padronizados ou convenções e sua respectiva toponímia). O número de vértices. tais como postes. distâncias dos alinhamentos. Este método permite que a planta topográfica seja desenhada através de coordenadas retangulares. Medem-se as distâncias de todos os lados dos triângulos. Os responsáveis pelo trabalho.3.2 Aplicado para levantamentos de áreas planas que exigem melhor precisão que o processo anterior. Consiste na decomposição do terreno em triângulos. árvores. A legenda e convenções utilizadas. alguns passos precisam ser seguidos. e calculam-se as áreas através da resolução de triângulos quaisquer. balizas e piquetes. O título do trabalho.Ivancildo F. porque se utilizam apenas de trenas.1 É um método expedito. utilizando-se de escala e compasso. etc. 8. com a instalação de diversos piquetes nos seus vértices e no interior. Os eixos de coordenadas. É aplicado para a caracterização de pequenas áreas (planas) e amarrações de pontos. Levantamento por triangulação à trena Processo .

dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . a partir das dimensões de seus lados. obtida a partir de um levantamento de campo feito à trena. ▪ Levantar o azimute do primeiro vértice.Ivancildo F. ▪ Desenho. ▪ Determinar as coordenadas retangulares dos vértices principais. As coordenadas iniciais do vértice „A‟ foram arbitradas e o azimute inicial de „A‟ na direção de „B‟ foi levantado através uma bússola prismática. ▪ Medir as distâncias de todos os lados dos triângulos. Exemplo elucidativo: Dada a caderneta de campo abaixo. DISTÂNCIAS HORIZONTAIS MEDIDAS À TRENA AB = 60280m EF = 91790m AG = 101720m CE = 123770m BC = 69890m FG = 57515m BH = 93500m DF = 114760m CD = 74880m GH = 75520m BF = 106080m BG = 84900m DE = 112695m HÁ = 58590m GC = 88900m CF = 65070m Coordenadas iniciais Azimute magnético XA = YA = 1000000 AzAB = 93º19'43" N .Alagoas 89 ▪ Decompor o terreno em triângulos com a instalação de piquetes. ▪ Calcular os ângulos internos de cada triângulo levantado. determinar as coordenadas dos vértices B até H.

Alagoas 90 Solução: 1) Cálculo dos ângulos Triângulo AGH H 22 1 G ArcCos1 = GA2 + HA2 –GH2 2.11" C D Triângulo CDE E 13 10 ArcCos13 =CE2 + DE2 – CD2 2.FD.EC.GA.DC ângulo 10 = 63º39'16.CE.CD ângulo 11 = 32º12'06.CF.BG ângulo 20 = 47º21'13" B Triângulo CDF F 16 ArcCos11= FD2 + CD2 – FC2 2.HG ângulo 22 = 34º47'25" A Triângulo AGB G 21 2 ArcCos2 = GA2 + BA2 – BG2 2.Ivancildo F.BG ângulo 21 = 36º17'35" A Triângulo BCG G 20 7 C ArcCos7 = BC2 + GC2 – BG2 2.DE ângulo 13 = 36º32'37.14" D ArcCos10 = EC2 + DC2 – ED2 2.66" 11 ArcCos16 = CF2 + DF2 – CD2 2.CG.27" C .AG.GC ângulo 7 = 63º19'07" ArcCos20 = CG2 + BG2 – BC2 2.GA.BC.DF ângulo 16 = 37º49'28.AG. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .BA ângulo 2 = 56º28'39" B ArcCos21 = AG2 + BG2 – AB2 2.HA ângulo 1 = 47º20'42" ArcCos22 = AG2 + HG2 –AH2 2.

55" B ArcCos4 = BH2 + GB2 – GH2 2.93" B Triângulo BGH G H 23 4 ArcCos23 =BH2 + GH2 – GB2 2.07" C Triângulo CFG F G 19 8 ArcCos8 = CG2 + FC2 – GF2 2.97" ArcCos9 = FC2 + EC2 – FE2 2.CG.Ivancildo F.63" D Triângulo CEF E F 9 14 ArcCos14 =FE2 + CE2 – FC2 2.BH.24" ArcCos12 = FD2 + ED2 – EF2 2.EF.GB ângulo 4 = 49º48'08.ED ângulo 12 = 47º35'24.FG ângulo 19 = 46º58'41.BF.34" .GH ângulo 23 = 59º10'12.FC.GF ângulo 18 = 52º56'41.CE ângulo 14 = 30º49'58.FB ângulo 5 = 32º43'37.CG.BH.Alagoas 91 Triângulo DEF E F 15 12 ArcCos15 =EF2 + DF2 – DE2 2.GB.77" ArcCos18 = BF2 + GF2 – GB2 2.DF ângulo 15 = 65º01'30. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .FC ângulo 8 = 40º15'23.EC ângulo 9 = 46º18'11.35" Triângulo BFG F G 18 5 ArcCos5 = GB2 + FB2 – GF2 2.10" C ArcCos19 = CG2 + FG2 – FC2 2.FE.FD.

sen103º29'35" = 112695.AB.178 = 6458.senAzBC DCD.BH ângulo 24 = 38º46'39.FB.HB ângulo 3 = 37º29'54.59" A H Triângulo BFC F 17 ArcCos17 =BF2 + CF2 – BC2 2.269 .Ivancildo F.180º 103º29'35" + 79º47'32" – 180º 3º17'07" + 67º22'36" + 180º 250º39'43" + 195º37'11" – 180º 266º16'54" + 165º24'54" –180º 251º41'48" + 97º56'52" – 180º = 69º57'38" = 103º29'35" = 3º17'07" = 250º39'43" = 266º16'54" = 251º41'48" = 169º38'40" 3) Cálculo das projeções no eixo do X e do Y ΔXAB = ΔXBC = ΔXCD = ΔXDE = DAB.71" 3 ArcCos24 =AH2 + BH2 – AB2 2.AH.CF ângulo 17 = 39º49'30.72" C ArcCos6 = FB2 + CB2 – FC2 2.senAzAB DBC.CB ângulo 6 = 36º36'13.senAzCD DDE. os ângulos da poligonal somam A= B= C= D= E= F= G= H= 1+2 3+4+5+6 7 + 8 + 9 + 10 11 + 12 13 + 14 15 + 16 + 17 + 18 19 + 20 + 21 + 22 23 + 24 = 103º49'21" = 156º37'55" = 213º31'57" = 79º47'32" = 67º22'36" = 195º37'11" = 165º24'54" = 97º56'52" 2) Cálculo dos azimutes AzAB = AzBC = AzCD = AzDE = AzEF = AzFG = AzGH = AzHA = 93º19'43" 93º19'43" + 156º37'55" – 180º 69º57'38" + 213º31'57" .senAzDE = 60280. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .sen93º19'43" = 69890.sen69º57'38" = 74880.sen3º17'07" = 60178.85" 6 B Portanto.Alagoas 92 Triângulo BHA B 24 ArcCos3 = AB2 + HB2 – HA2 2.645 = 72813.BF.304 = 65658.

56 = 1002977.cos93º19'43" = 69890.3729.22 = 1085091.95 999935.3 + 65658.22 – 30395.45 -57393.cos250º39'43" = 57515.cosAzGH DHA.3 996500 1125836.91 1057644.07 1085091.99 1198650.91 = 999935.95 = 1000009.39 1115487.882 = .cosAzAB DBC.91 = 1000000 – 3500.23 -23716.93 -3729.83 –23716.77 = 1081361.senAzEF DFG.77 1061103.94 + 72813.07 – 57393.Ivancildo F.64 = 1125836.12 + 6458.56 6458.77 – 3729.010 = 23948.17471. (m) 60280 69890 74880 112695 91790 57515 75520 58590 Projeções ΔX ΔY 60178.23 = 989403.94 = 1081361.senAzFG DGH.794 = .cosAzBC DCD.senAzGH DHA.99 – 17471.sen251º41'48" = 58590.79 = 1115487.00 = 996500 + 23948.07 = 1061103.31 .30395.99 = 1020448.64 23948.64 = 1060178.12 = 1205108.640 ΔXEF = ΔXFG = ΔXGH = ΔXHA = ΔYAB = ΔYBC = ΔYCD = ΔYDE = ΔYEF = ΔYFG = ΔYGH = ΔYHA = DEF.43 1205108.30 -3500.cosAzCD DDE.99 = 1002977.79 -86611.91 – 10531.93 = 1061103.449 = .senAzHA DAB.Alagoas 93 = .18 = 1198650.91 -57635.27 112509. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .cos103º29'35" = 112695.14 1081361.cosAzHA = 91790.00 65658.43 = 1115487.31 ≈ 1000000 5) Montagem da planilha de cálculo E Ré PV A A B C D E F G H A B C D E F G B C D E F G H A Angulo Horiz.22 1118497.320 = -57393.18 -17471.27 = 1205108.43 + 112509.232 = 10531.12 1002977.995 = .cos3º17'07" = 91790.cos251º41'48" = 58590.99 72813.45 = 1085091.sen266º16'54" = 75520.sen169º38'40" = 60280.941 = .39 = 1118497.94 -71699.82 ≈ 1000000 = 996500 = 1020448.39 – 86611.sen250º39'43" = 57515. 156º37'55" 213º31'57" 79º47'32" 67º22'36" 195º37'11" 165º24'54" 97º56'52" Azimute 93º19'43" 69º57'38" 103º29'35" 3º17'07" 250º39'43" 266º16'54" 251º41'48" 169º38'40" Dist.30 = 1060178.cosAzEF DFG.94 = 1198650.cosAzDE DEF.94 1020448.86611.83 989403.cos169º38'40" 4) Cálculo das coordenadas XA = XB = XC = XD = XE = XF = XG = XH = XA = YA = YB = YC = YD = YE = YF = YG = YH = YA = 1000000 XA + ΔXAB XB + ΔXBC XC + ΔXCD XD + ΔXDE XE + ΔXEF XF + ΔXFG XG + ΔXGH XH + ΔXHA 1000000 YA + ΔYAB YB + ΔYBC YC + ΔYCD YD + ΔYDE YE + ΔYEF YF + ΔYFG YG + ΔYGH YH + ΔYHA = 1000000 + 60178.14 – 71699.912 = -3500.57635.32 -30395.83 = 1057644.23716.cosAzFG DGH.14 = 989403.82 1000009.cos266º16'54" = 75520.88 = 1057644.cos69º57'38" = 74880.88 10531.32 = 1118497.926 = -71699.3 = 1125836.64 Coordenadas X Y 1000000 1000000 1060178.564 = 112509.95 –57635.

dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .99 -17471.18 6458.Ivancildo F.77 1081361.39 1118497.30 65658.32 -57393.79 -30395.83 1057644.12 1205108.94 -23716.31 CROQUI/OBSERVA ÇÕES A A B C D E F G H B C D E F G H A LEVANTAMENTO DE CAMPO: DATA: CÁLCULO: DATA: VISTO: DATA: Adaptado do formulário organizado pelo Professor Luiz Carlos da Silveira.00 23948.64 72813.23 10531.3 1125836.56 112509.22 1085091.27 -86611.43 1115487. .99 1002977.95 1000009.64 COORDENADAS X 1000000 1060178.82 Y 1000000 996500 1020448.91 ΔY -3500.Alagoas 94 PLANILHA DE CÁLCULO ANALÍTICO TRIANGULAÇÃO À TRENA SERVIÇO: Exemplo elucidativo LOCAL: AZIMUTE INICIAL: AzP03-A = 93˚19'43" FOLHA: Única E PV ÂNGULO HORIZONTAL º ' " 156 37 55 213 31 57 79 47 32 67 22 36 195 37 11 165 24 54 97 56 52 AZIMUTE º 93 69 103 3 250 266 251 169 ' 19 57 29 17 39 16 41 38 " 43 38 35 07 43 54 48 40 DISTÂN CIA (m) 60280 69890 74880 112695 91790 57515 75520 58590 COORDENADAS INICIAIS: XA = 1000000 YA = 10000 PROJEÇÕES ΔX 60178.88 -57635.45 -3729.07 1061103.93 -71699.91 999935.14 989403.94 1198650.

assim. Ressalta-se que a exatidão do levantamento não depende apenas do caminhamento. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .56 A P03 B 289º30'30" 28. da habilidade do operador. podem existir três tipos de poligonais: ▪ Aberta. Horiz. de acordo com o processo de levantamento mais adequado a determinadas condições de trabalho. Levantamento por poligonação Consiste no levantamento de poligonais em uma área ou linha. Distância (m) P03 A 29. O cálculo analítico de uma poligonal aberta consiste em calcular o azimute.4. harmonizar a natureza do instrumento e o método a ser usado com o tipo de operação topográfica que se tem em vista realizar. Parte de pontos com coordenadas conhecidas e não tem fechamento.Ivancildo F.Alagoas 95 8. desta forma um polígono. não caracterizando. o último vértice não coincide com o primeiro.29 Azimute inicial Coordenadas de P03 AzP03-A = 259º56'36" EP03 = 4416. do emprego de bons instrumentos e. ou seja. o aparelho a ser empregado.4. C. sobretudo. de se saber escolher.319 NP03 = 5719. O caminhamento para a obtenção das distâncias e dos ângulos pode ser feito internamente ou externamente às poligonais.1. B. e ao mesmo tempo à direita ou à esquerda delas. podendo-se obter coordenadas de alta precisão. Os resultados obtidos podem ser analisados e compensados analiticamente.80 B A C 176º24'06" 36. D e E de uma poligonal aberta iniciada a partir do marco geográfico P03 de coordenadas conhecidas: CADERNETA DE LEVANTAMENTO Estação Ré Pv Ang. mas também. pela medição de distâncias e ângulos. ▪ Fechada em base diferente. Poligonal aberta A poligonal aberta é usada apenas para amarração de pontos distantes da área que está sendo levantada.44 D C E 129º11'20" 23. que são extraídos da caderneta de campo. procurando. a partir dos ângulos horizontais e distâncias. ▪ Fechada na mesma base.717 .03 C B D 100º05'56" 33. Exemplo elucidativo: Determinar as coordenadas em UTM dos vértices A. 8. Assim. Sendo uma poligonal aberta não é possível verificar a presença de erros com a análise dos dados. projeções e coordenadas.

03.015) = 4421.319 = EP03 + ΔEP03-A = EA + ΔEAB = EB + ΔEBC = EC + ΔECD = ED + ΔEDE = 4416.sen259º56'36" = 28.774) = 4436.cosAzP03-A = DD-E.387 = -0.774 = -15.cosAzP03-A = DA-B.752 = -33.720 = .20.387 = 4437.676 3) Cálculo das coordenadas EP03 EA EB EC ED EE = 4416.cos285º57'08" = 23.706 = 4436.790 = 32.cos235º08'28" = 21.senAzP03-A = DP03-A.80.senAzP03-A = DB-C.cos259º56'36" = 28.248) = 4419.917 + (-2.sen285º57'08" = 23.03.319 + 21.669 = 4430.Alagoas 96 Croqui: D C E N B P03 A Solução: 1) Cálculo dos azimutes AzP03-A AzA-B AzB-C AzC-D AzD-E = 259º56'36" = 259º56'36" + 289º30'30" – 180º = 9º27'06" + 176º24'06" – 180º = 5º51'12" + 100º05'56" + 180º = 285º57'08" + 129º11'20" – 180º = 369º27'06" = 5º51'12" = 285º57'08" = 235º08'28" ou 9º27'06" 2) Cálculo das projeções ΔEP03-A ΔEA-B ΔEB-C ΔEC-D ΔED-E ΔNP03-A ΔNA-B ΔNB-C ΔNC-D ΔND-E = DP03-A.29.cosAzP03-A = 29.senAzP03-A = DC-D.sen5º51'12" = 33.389 .cosAzP03-A = DB-C.29.cos5º51'12" = 33.sen235º08'28" = 29.cosAzP03-A = DC-D.sen9º27'06" = 36.44.senAzP03-A = DD-E.44.015 = -2.Ivancildo F.669 + (10.senAzP03-A = DA-B.932 + (-15.80.917 = 4419.706 + (-0.56.364 = -20.406 = -29.cos9º27'06" = 36.248 = 10.56.932 = 4421. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .720) = 4437.

717 + (.521 + 32.809 + (-20.752 -2.909 = 5648.389 5648.80 36.248 -33.669 5668.387 .44 23.774 -29.273 + (-33.319 5719.521 4421.233 .03 33.720 -20.20.233 4) Montagem da planilha de cálculo E P03 P03 A B C D Ré P03 A B C PV A B C D E Angulo Horiz.29 Projeções ΔE ΔN 21.273 = 5668.364) = 5668.752 = 5702.20.364 10.406 -0. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . 289º30'30" 176º24'06" 100º05'56" 129º11'20" Azimute 259º56'36" 89º27'06" 355º51'12" 275º57'08" 225º08'28" Dist.110 = 5669.717 = NP03 + ΔNP03-A = NA + ΔNAB = NB + ΔNBC = NC + ΔNCD = ND + ΔNDE = 5719.521 = 5702.273 4419.110 4436.790 -15.676 Coordenadas E N 4416.932 5669.015 32.Ivancildo F.909 4430.917 5702.790) = 5669.11 + (-29.56 28.717 4437.676) = 5699. (m) 29.406) = 5699.Alagoas 97 NP03 NA NB NC ND NE = 5719.706 5699.

dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .720 ΔN .932 4421.387 -0.676 COORDENADAS E 4416.364 -20.Ivancildo F.790 32.015 -2.Alagoas 98 PLANILHA DE CÁLCULO ANALÍTICO POLIGONAL ABERTA SERVIÇO: Exemplo elucidativo LOCAL: TEODOLITO: AZIMUTE INICIAL: AzP03-A = 259˚56'36" COORDENADAS INICIAIS: EP03 = 4416.44 23.319 FOLHA: Única E PV ÂNGULO HORIZONTAL º ' " 289 30 30 176 24 06 100 05 56 129 11 20 AZIMUTE º 259 89 355 275 225 ' 56 27 51 57 08 " 36 06 12 08 28 DISTÂN CIA (m) 29.233 NP03 = 5719.29 PROJEÇÕES ΔE 21.56 28.752 -33. .917 4419.669 4430.717 5699.273 5668.03 33.706 4436.406 -29.110 5669.521 5702.389 N 5719.20.909 5648.774 -15.80 36.319 4437.248 10.717 ALTITUDES COTA CROQUI/ OBSER VAÇÕES P03 P03 A B C D A B C D E LEVANTAMENTO DE CAMPO: DATA: CÁLCULO: DATA: VISTO: DATA: Adaptado do formulário organizado pelo Professor Luiz Carlos da Silveira.

Alagoas 99 8.20 P03 P02 P04 97º13' 15. Na poligonal fechada há controle de fechamento angular e linear a partir de uma precisão pré-estabelecida pela NBR 13.00 P09 P08 P00 172º18' 90.40 P06 P05 P07 75º58' 75. diferindo apenas na verificação e compensação dos erros cometidos.60 Azimute inicial Coordenadas de P00 AzP00-P01 = 274º EP03 = 757533.20 P04 P03 P05 167º14' 96. Estas precisões são fornecidas pela NBR 13. 1/10000 → para poligonais eletrônicas (dependendo da precisão da estação total pode-se chegar a precisões. Distância (m) P00 P09 P01 122º12' 20. fundamentalmente.195 NP03 = 8959419. O cálculo de uma poligonal fechada é idêntico ao cálculo de uma poligonal aberta. do teodolito ou estação utilizada no levantamento topográfico. no fechamento da poligonal. Poligonal fechada na mesma base A poligonal fechada na mesma base é caracterizada por ter o último vértice coincidindo com o vértice inicial.4.60 P02 P01 P03 197º14' 141. são aceitos os valores: 1/1000 → para poligonais taqueométricas. Horiz.00 P05 P04 P06 166º56' 80.133 para os diversos tipos de poligonais.133. formando. Normalmente para precisão linear.Ivancildo F. desta forma. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .50 P08 P07 P09 110º38' 60.244 Croqui: . Exemplo elucidativo: Determinar as coordenadas em UTM dos vértices P01 à P09 da poligonal-escola fechada na mesma base P00 de coordenadas conhecidas: CADERNETA DE LEVANTAMENTO Estação Ré Pv Ang.10 P07 P06 P08 209º02' 88. da ordem de 1/30000 ou melhor). 1/2000 → para poligonais medidas com trigonometria.2. um polígono. A precisão angular depende. 1/4000 → para poligonais medidas a trena.00 P01 P00 P02 121º08' 63.

n = número de vértices. Logo.Ivancildo F.Alagoas 100 Solução: 1) Soma dos ângulos internos A poligonal estará geometricamente fechada angularmente. se: ΣAi = 180º(n-2) Onde: ΣAi = soma dos ângulos internos. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . É dado pela diferença entre a soma dos ângulos lidos em campo e a soma calculada pela expressão teórica: . ΣAi = 180º (10 – 2) ΣAi = 1440º 2) Erro angular O erro angular dá uma idéia de precisão com que os ângulos foram medidos.

a soma dos ângulos compensados deve ser igual a soma determinada pela fórmula teórica. Eadm = ± m.a. 4) Ângulo compensado Conhecido o erro angular. 3) Erro admissível O erro admissível é aquele que expressa um limite para o erro angular. n = número de vértices da poligonal.00º00'30". abaixo do qual o trabalho de leitura de ângulos é considerado de boa qualidade.Ivancildo F. m = valor de 1 a 3 de acordo com a precisão requerida para o levantamento. √10 ≈ 00º04'45" A determinação desse erro não se constitui num índice rígido quanto à qualidade do trabalho.1440º00' = .Alagoas 101 Soma de campo = 1439º53' ΣAi = 1440º00' Erro angular = 1439º53' . Ao final da compensação. O sinal da correção deverá ser contrário do sinal do erro angular.√n Eadm = erro angular admissível. Erro distribuído = 00º07' = 00º00'42" 10 O ângulo compensado é obtido adicionando o erro distribuído do ângulo lido. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . pois o valor encontrado é simplesmente um resíduo dos erros acidentais. pois podem ocorrer compensações durante o levantamento. faz-se a sua distribuição igualmente entre os vértices. a = metade da menor divisão da leitura do limbo horizontal. Assim: Compensado em P00 Compensado em P01 Compensado em P02 Compensado em P03 Compensado em P04 Compensado em P05 Compensado em P06 Compensado em P07 Compensado em P08 = 122º12' + 42" = 121º08' + 42" = 197º14' + 42" = 97º13' + 42" = 167º14' + 42" = 166º56' + 42" = 75º58' + 42" = 209º02' + 42" = 110º38' + 42" = 122º12'42" = 121º08'42" = 197º14'42" = 97º13'42" = 167º14'42" = 166º56'42" = 75º58'42" = 209º02'42" = 110º38'42" . Logo. E = ± 3.0º07' A distribuição desse erro pode ser feita em quantidades iguais por vértice.

sen232º23'24" = 15.sen123º48'30" = 75.86.cos48º49'54" = 60.senAz P08-P09 = D P09-P00.0056 = .cosAzP00-P01 = D P01-P02.6636 = 58.sen136º51'48" = 80.13.1720 = .0353 = .180º = 215º08'42" = 232º23'24" = 149º37'06" = 136º51'48" = 123º48'30" = 19º47'12" = 48º49'54" = 339º28'36" = 331º47'18" Para conferência AzP00-P01 = 331º47'18" + 122º12'42" – 180º = 274º00'00" Ok! 6) Projeções ΔX‟P00-P01 ΔX‟P01-P02 ΔX‟P02-P03 ΔX‟P03-P04 ΔX‟P04-P05 ΔX‟P05-P06 ΔX‟P06-P07 ΔX‟P07-P08 ΔX‟P08-P09 ΔX‟P09-P00 ΔY‟P00-P01 ΔY‟P01-P02 ΔY‟P02-P03 ΔY‟P03-P04 ΔY‟P04-P05 ΔY‟P05-P06 ΔY‟P06-P07 ΔY‟P07-P08 ΔY‟P08-P09 ΔY‟P09-P00 = DP00-P01.sen19º47'12" = 88.cos136º51'48" = 80.3951 = -52.senAz P01-P02 = D P02-P03.7359 = 70.19.60.60.6209 = .cosAz P02-P03 = D P03-P04.00.cosAz P05-P06 = D P06-P07.1018 Σ|ΔX‟| = 464.cos19º47'12" = 88.Alagoas 102 Compensado em P09 = 172º18' + 42" = 172º18'42" Total 1440º00'00" 5) Azimutes AzP00-P01 AzP01-P02 AzP02-P03 AzP03-P04 AzP04-P05 AzP05-P06 AzP06-P07 AzP07-P08 AzP08-P09 AzP09-P00 = 274º = 274º + 121º08'42" – 180º = 215º08'42" + 197º14'42" .60.senAz P07-P08 = D P08-P09.senAz P06-P07 = D P07-P08.6391 = 66.36.8563 = 7.cos274º = 63.00.20.cos 149º37'06" = 96.senAz P02-P03 = D P03-P04.cos123º48'30" = 75.2572 = 56.1918 = 79.00.10.8294 = 1.50.cosAz P03-P04 = D P04-P05.00.cosAz P07-P08 = D P08-P09.cos331º47'18" = .44.8374 7) Soma das projeções: ΣΔX‟ = -0.00.sen331º47'18" = 20.6875 = 65.senAz P05-P06 = D P06-P07.6112 = .180º = 136º51'48" + 166º56'42" – 180º = 123º48'30" + 75º58'42" –180º = 19º47'12" + 209º02'42" – 180º = 48º49'54" + 110º38'42" – 180º = 339º28'36" + 172º18'42" .cosAz P08-P09 = D P09-P00.cosAz P09-P00 = 20.50.10.sen215º08'42" = 41.40.1127 = .4296 = 66.Ivancildo F.senAzP00-P01 = D P01-P02.60.20.9513 = .4652 ΣΔY‟ = 0.2653 . dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .cosAz P01-P02 = D P02-P03.cos339º28'36" = 90.cos 215º08'42" = 41.00.sen48º49'54" = 60.cosAz P06-P07 = D P07-P08.8046 = 25.sen149º37'06" = 96.20.111.sen274º = 63.senAz P03-P04 = D P04-P05.senAz P09-P00 = DP00-P01.180º = 232º23'24" + 97º13'42" – 180º = 149º37'06" + 167º14'42" .21.cos 232º23'24" = 15.senAz P04-P05 = D P05-P06.sen339º28'36" = 90.20.42.cosAz P04-P05 = D P05-P06.40.0536 = .70.

(0.2842 9) Precisão A precisão indica o perímetro de levantamento para se obter o erro de 1 metro. EL = [(-0. P = 730.(19. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .2842 A precisão é anotada na forma de escala → P = 1:2570 10) Correções do Erro Linear: No eixo do X Cx = |ΔX‟.4652 CP00-P01 = 0.004372 CP01-P02 = 0.Alagoas 103 Σ|ΔY‟| = 532.7 0.000219176.Ivancildo F.1018)2 + (0.2653)2 ]½ = 0.(111. EL = erro linear.6112) = 0.000219176.000219176.008024 CP02-P03 = 0.ΣΔX‟| Σ|ΔX‟| Cx = | ΔX‟.ΔX‟ 464.(36.1018) | = 0.9513) = 0.8563) = 0. Logo.024516 .000219176. A precisão do levantamento é dada pela fórmula: P = Perímetro EL Onde: Perímetro = soma dos lados da poligonal.4249 8) Erro linear O erro linear é dado pela fórmula: EL = [(ΣΔX‟)2 + (ΣΔY‟)2]½ Logo.60 = 2570.

Cx será positivo neste exemplo.(52.4249 CP00-P01 CP01-P02 CP02-P03 CP03-P04 CP04-P05 CP05-P06 CP06-P07 CP07-P08 CP08-P09 CP09-P00 = 0.6875 + 0.831784 = 7.(66.027999 = 0.000498286.000695 = 0.000219176.014602 = 0.Alagoas 104 CP03-P04 CP04-P05 CP05-P06 CP06-P07 CP07-P08 CP08-P09 CP09-P00 = 0.005574 = 0.2572) = 0.000219176.ΔY‟ 532.(79.8563 + 0.004372 = .035211 = 0.000498286.8294) = 0.000498286.(66.029029 = 0.1720) = 0.(58.946928 = . ΔXP00-P01 ΔXP01-P02 ΔXP02-P03 ΔXP03-P04 ΔXP04-P05 = = = = = ΔX‟P00-P01 + C P00-P01 ΔX‟P01-P02 + C P01-P02 ΔX‟P02-P03 + C P02-P03 ΔX‟P03-P04 + C P03-P04 ΔX‟P04-P05 + C P04-P05 = .025914 = 0.6112 + 0.8374) = 0.603176 = .(44.8046) = 0.36.(70.000219176.039782 11) Projeções compensadas As projeções compensadas são calculadas pelas fórmulas: ΔX = ΔX‟ + Cx ΔY = ΔY‟ + Cy Deve-se no cálculo das projeções compensadas.(25.(65.000219176.0056) = 0.(42.6209) = 0.006534 = 0.024516 = 7.6391 + 0.000498286.009387 No eixo do Y Cy =|ΔY‟.4296) = 0.014386 = 0.1127) = 0.042938 = 0. Assim.000498286.000219176.000498286. porque ΣΔX‟ é negativo e Cy será negativo porque ΣΔY‟ é positivo.004610 = 0.2653) | = 0. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .008024 = . observar que os sinais de Cx e Cy devem ser contrários aos sinais obtidos nos (ΣΔX‟ e ΣΔY‟).(0.0536) = 0.(86.7359) = 0.(7.3951) = 0.6875) = 0. Logo.(56.0353) = 0.111.(1.(70.9513 + 0.000498286.ΣΔY‟| Σ|ΔY‟| Cy = | ΔY‟.19.000219176.014642 = 0.014386 = .000498286.034907 = 0.689185 = 65.001685 = 0.(13.000219176.Ivancildo F.000498286.(21.36.111. A soma das projeções compensadas deve ser zero.000498286.6636) = 0.1918) = 0.653486 .001685 = 65.19.000498286.022291 = 0.6391) = 0.

44.195 + (-19.015 + (-42.819242 = 25.76) = 8959152.63 = 8959222.344 + 70.83) = 757364.43 = 757530.006534 = .86.635502 = .104 = 8959154.014602 = .344 = 8959224.645 = 757364.23 = 8959281.758191 = 70.634 = 8959368.60) = 757476.13.21.80 8959420.82) = 757513.245 = 757476.13.8374 – 0.03069 = .975 = 757530.039782 ΣΔY 12) Coordenadas planas-UTM XP00 XP01 XP02 XP03 XP04 XP05 XP06 XP07 XP08 XP09 XP00 YP00 YP01 YP02 YP03 YP04 YP05 YP06 YP07 YP08 YP09 YP00 = 757533.82 = 757504.214938 = .0536 – 0.09) = 8959199.3951 – 0.505 = 757438.20) = 8959269.204 + 56.244 = YP00 + ΔYP00-P01 = YP01 + ΔYP01-P02 = YP02 + ΔYP02-P03 = YP03 + ΔYP03-P04 = YP04 + ΔYP04-P05 = YP05 + ΔYP05-P06 = YP06 + ΔYP06-P07 = YP07 + ΔYP07-P08 = YP08 + ΔYP08-P09 = YP09 + ΔYP09-P00 = 757533.394405 = .014642 = 25.029029 = 56.027999 = 79.228171 = 56.820013 =0 = 1.155 = 757504.03) = 757576.645 + (-111.8046 + 0.69 = 757372.21) = 8959282.000695 = -52.604 + (-86.815 +7.009387 ΣΔX = 1.005574 = 66.435174 = 66.394 = 8959269.088507 = .194 = 8959199.394 + (-13.Ivancildo F.39 = 8959420.70.163801 = 79.6636 – 0.364 ≈ 8959419.034907 = .634 + (-52.364 + 79. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .95) = 757513.1918 – 0.42.975 + 25.245 + (-36.44.110234 = -70.204 = 8959339.197 ok! = 8959419.195 = XP00 + ΔXP00-P01 = XP01 + ΔXP01-P02 = XP02 + ΔXP02-P03 = XP03 + ΔXP03-P04 = XP04 + ΔXP04-P05 = XP05 + ΔXP05-P06 = XP06 + ΔXP06-P07 = XP07 + ΔXP07-P08 = XP08 + ΔXP08-P09 = XP09 + ΔXP09-P00 = 8959419.022291) = 70.405 = 757597.244 + 1.0353 + 0.015 = 757533.Alagoas 105 = 66.797618 =0 ΔXP05-P06 ΔXP06-P07 ΔXP07-P08 ΔXP08-P09 ΔXP09-P00 ΔYP00-P01 ΔYP01-P02 ΔYP02-P03 ΔYP03-P04 ΔYP04-P05 ΔYP05-P06 ΔYP06-P07 ΔYP07-P08 ΔYP08-P09 ΔYP09-P00 = = = = = = = = = = = = = = = ΔX‟P05-P06 + C P05-P06 ΔX‟P06-P07 + C P06-P07 ΔX‟P07-P08 + C P07-P08 ΔX‟P08-P09 + C P08-P09 ΔX‟P09-P00 + C P09-P00 ΔY‟P00-P01 + C P00-P01 ΔY‟P01-P02 + C P01-P02 ΔY‟P02-P03 + C P02-P03 ΔY‟P03-P04 + C P03-P04 ΔY‟P04-P05 + C P04-P05 ΔY‟P05-P06 + C P05-P06 ΔY‟P06-P07 + C P06-P07 ΔY‟P07-P08 + C P07-P08 ΔY‟P08-P09 + C P08-P09 ΔY‟P09-P00 + C P09-P00 = 66.042938 = .2572 – 0.974 = 8959283.004610 = .628389 = 58.8294 + 0.1720 – 0.65 = 757438.045 = 757576.64 = 757530.035211 = 58.604 = 8959282.405 + 66.16 = 8959337.031514 = .505 + 65.03) = 8959368.194 + (-70.025914 = .52.42.405 + (-21.0056 – 0.104 + (-44.974 + 58.815 = 757372.6209 + 0.86.21.7359 –(-0.4296 + 0.155 + 66.244 .1127 – 0.

9513 0.628389 58.635502 -21.029029 58.163801 79.819242 25.001685 7.1127 0.228171 56.005574 25.2572 0.014386 65.6 757364.088507 -44.000695 1.Alagoas 106 PLANILHA DE CÁLCULO ANALÍTICO – POLIGONAL FECHADA NA MESMA BASE SERVIÇO: Exemplo elucidativo LOCAL: AZIMUTE INICIAL: AzP00-P01 = 274º E PV ÃNGULOS ER COMPEN RO SADO " " º ' " 00 42 122 12 42 00 42 121 08 42 00 42 197 14 42 97 13 42 00 42 00 42 167 14 42 00 42 166 56 42 75 58 42 00 42 00 42 209 02 42 00 42 110 38 42 00 42 172 18 42 AZIMUTE perímetro do IFAL Campus Palmeia dos Indios TEODOLITO: Wild de precisão 6” COORDENADAS INICIAIS: XP00 = E P00 = 757533.1 Y 8959420.6391 0.1 8959199.5 60.004610 -21.6636 0.024516 -111.004372 -19.1018 ΣΔX’ -0.014642 66.214938 -13.3951 0.119234 -70.6 141.2 8959339. CORREÇÕES CX= ΔX’.6875 0.1 88.2 757476. TOPOGRAF.653486 66.1 757504.009387 -42.0 757533.6112 0.820013 PROJEÇÃO NO EIXO Y CALCU CORRE COMPEN LADA ÇÃO SADA ΔY’ CY ΔY 1.6 X 757513.022291 -44.025914 -52.034907 -70.4 75.9 757530.0536 0. YP00 = N P00 = 8959419.1918 0.6 DISTRIBUIÇÃO DO ERRO: 42” por vértice 0.603176 -111.435174 66.035211 70.008024 -36.7359 0.027999 56.0353 0.3 8959419.031514 -86. ALUNOS DATA: 1996 .2 96.797618 COORDENADAS LIDO º 122 121 197 97 167 166 75 209 110 172 ' 12 08 14 13 14 56 58 02 38 18 P00 P01 P02 P03 P04 P05 P06 P07 P08 P09 P01 P02 P03 P04 P05 P06 P07 P08 P09 P00 º 274 215 232 149 136 123 19 48 339 331 ' 08 23 37 51 48 47 49 28 47 " 42 24 06 48 30 12 54 36 18 20.1720 0.: PROF. ΣΔY’ 0.042938 -86.394405 -52.2 15.4 757597.5 757576.senAz ΔY‟ = D. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .6 8959368.244 DIST.8563 0.831784 7.Ivancildo F.014602 66.5 757438.8294 0.0 63.0 90.3 8959269.197 .8 757372.2842 1/2570 CÁLCULO: VISTO: PROF.6209 0.006534 -13.4249 LEV.758191 70. PROJEÇÕES ΔX‟ = D.946928 -36. (N-2) = 1440º00'00" ERRO = 00º07’ PRECISÃO (P) = PERÍMETRO EL 1440 00 00 730.2653 -0.2 SOMA 1439 53 00 180.cosAz DATA: 1996 DATA: 1996 Adaptado do formulário organizado pelo professor Luiz Carlos da Silveira .0056 0. ΣΔX’ Σ│ΔX’│ CY = ΔY’.8046 0.1 8959154.8374 0.689185 65.2653 Σ│ΔY’│ 532.4296 0.1018 ΣΔX = 0 Σ│ΔX’│ 464. E E ALUNOS ERRO LINEAR(EL) = [(ΣΔX‟)2 + (ΣΔY‟)2] ½ .9 8959283.6 8959282. (m) PROJEÇÃO NO EIXO X CALCU CORRE COMPEN LADA ÇÃO SADA ΔX’ CX ΔX -19.4652 .039782 79.03069 -42. ΣΔY’ Σ│ΔY’│ ΣΔY = 0 ERRO PRECISÃO LINEAR 0.0 80.3 8959224.

770 C B D 305º40'16" 123. desta forma. este é calculado pela diferença entre as coordenadas de chegada e as coordenadas de saída.Ivancildo F. Horiz.3. Poligonal fechada em base diferente ou enquadrada A poligonal fechada em base diferente parte de uma linha de uma poligonal fechada e chega numa outra linha da mesma poligonal ou de outra poligonal cujos pontos das linhas são conhecidos. um polígono aberto.009 A P02 B 288º44'07" 120. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . B.015 B A C 71º05'06" 152.220 D C P14 16º15'37" 139. Ré de saída. Exemplo elucidativo: Determinar as coordenadas dos vértices A.127 YP15 = 606. comparadas com as projeções calculadas.4. Quanto ao erro linear.210 P14 D P15 175º17'56" Azimute de saída AzP01-P02 = 177º28'03" Coordenadas da estação de XP02 = 1119.714 YP14 = 475.714 YP02 = 343.119 saída Coordenadas das estações de XP14 = 1405. Desta forma são conhecidos: Estação de saída. Projeções. ambos de coordenadas conhecidas: CADERNETA DE LEVANTAMENTO Estação Ré Pv Ang. Estação de chegada. Distância (m) P02 P01 A 43º54'53" 136.129 chegada XP15 = 1402. Azimute na saída (pode não ser conhecido). Vante de chegada. formando. Caracteriza-se pelo último vértice não coincidir com o vértice inicial. Coordenadas.723 .Alagoas 107 8. mas de coordenadas iniciais e finais conhecidas. C e D de uma poligonal enquadrada que partiu de um ponto P02 e findou num ponto P14. Elementos a levantar: Azimute na chegada. Neste tipo de poligonal o erro angular é dado pela diferença entre o azimute de chegada existente e o azimute de chegada calculado.

o termo „azimute calculado‟ precisa ainda ser conhecido: Calcula-se AzP14-P15 pela fórmula Az'P14-P15 = arc Cos ∆Y = 177º28'03" = 177º28'03" + 43º54'53" – 180º = 41º22'56" + 288º44'07" . dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Erro angular P14-P15 = AzP14-P15 (conhecido) – AzP14-P15 (calculado) Mas.Ivancildo F.Alagoas 108 Croqui: N ● P01 P15 ● AzP01-P02 P14 A C P02 B D Solução: 1) Azimutes AzP01-P02 AzP02-A AzA-B AzB-C AzC-D AzD-P14 AzP14-P15 2) Erro angular O erro angular do levantamento é calculado na linha P14 – P15 pela diferença entre o azimute de chegada (conhecido) e o calculado. porque o Az estará entre 180º e 360º .180º = 166º52'25" + 16º15'37" – 180º = 3º08'02" + 175º17'56" – 180º = 41º22'56" = 150º07'03" = 41º12'09" = 166º52'25" = 3º08'02" = 358º25'58" D Sendo. Az = Az' Az = 360º .Az' → Sempre que ∆X for positivo → Sempre que ∆X for negativo.180º = 150º07'03" + 71º05'06" – 180º = 41º12'09" + 305º40'16" .

129 = 131.Ivancildo F.5" = 358º26'19" .5" 6 A correção deve ser acumulada a cada estação.770.999635374 = 1º33'40.015.5" = 123. Erro distribuído = 21" = 3.senAzB-C = DC-D.sen41º12'19.1º33'40.594)2 ]½ = 131.9144 = 59.senAzD-P14 = 136.5" = 150º07'10" = 41º12'19.127 – 1405.99" 131.sen41º22'59.594 = arc Cos 0.sen3º08'19.senAzP02-A = DA-B.5" = 358º25'58" + 21" = 41º22'59.210.723 – 475.358º25'58" = 000º00'21" 3) Azimute compensado Conhecido o erro angular.sen150º07'10" = 152.senAzC-D = DD-P14.009.220. o AzP14-P15 (calculado) deverá ser igual ao AzP14-P15 (conhecido): AzP02-A Compensado AzA-B Compensado AzB-C Compensado AzC-D Compensado AzD-P14 Compensado AzP14-P15 Compensado 4) Projeções ΔX‟P02-A ΔX‟A-B ΔX‟B-C ΔX‟C-D ΔX‟D-P14 = DP02-A.99" = 358º26'19" Finalmente Erro angular = AzP14-P15 (conhecido) – AzP14-P15 (calculado) Erro angular = 358º26'19" .Alagoas 109 Onde: ∆Y= projeção da linha no eixo das ordenadas.9751 = 7. Logo ∆Y= YP15 – YP14 = 606.6388 = 27.5" = 150º07'03" + 7.senAzA-B = DB-C. Ao final da compensação.642 AzP14-P15 = 360º .5" = 166º52'39" = 3º08'19.587 D = [∆X2 + ∆Y2 ]½ = [(-3.6223 = 41º22'56" + 3. D = comprimento da linha 14-15. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .5" = 166º52'25" + 14" = 3º08'02" + 17.5" = 120. faz-se a sua distribuição igualmente da estação de saída (P02) até a estação de chegada (P14).Az‟ = 360º .0" = 41º12'09" + 10.594 ∆X = XP15 – XP14 = 1402.7907 = 100.sen166º52'39" = 139.6428m Az‟P14-P15 = arc Cos131.587)2 + (131.5" = 89.714 = -3.

cosAzA-B = DB-C.0023 = 139.0012 ΔY‟P02-A ΔY‟A-B ΔY‟B-C ΔY‟C-D ΔY‟D-P14 = DP02-A.714 ΣΔX = 286.Ivancildo F.103 7) Precisão A precisão indica a distância de levantamento para se obter o erro de 1 metro.0842m Finalmente EL = [(0.0609 = 114.cosAzC-D = DD-P14.cos41º12'19.5" = 120.052 6) Erro linear O erro linear é dado pela fórmula: EL = [(ErroX)2 + (ErroY)2]½ ErroX = ΣΔX .cos3º08'19.129 – 343.220. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .5" = 123.015.ΣΔY’ Sendo ΣΔY = YP14 (chegada) – YP02 (saída) ΣΔY = 475.009.cos150º07'10" = 152.0842)2 ]½ EL = 0.01 Erro Y = 132.210. A precisão do levantamento é dada pela fórmula: .cosAzD-P14 = 136.059)2 + (0.5" 5) Soma das projeções: ΣΔX‟ = 285.9258 = 0.cosAzP02-A = DA-B.cos41º22'59.119 ΣΔY = 132.941 Σ|ΔX‟| = 285.941 = 0.059m ErroY = ΣΔY .941 ΣΔY‟ = 131.01 – 131.000 Erro X = 286.770.000 – 285.cos166º52'39" = 139.ΣΔX’ Sendo ΣΔX = XP14 (chegada) – XP02 (saída) ΣΔX = 1405.Alagoas 110 = 102.714 – 1119.0482 = -104.9396 = -120.cosAzB-C = DC-D.926 Σ|ΔY‟| = 580.

ErroY| Σ|ΔY‟| Cy = | ΔY‟.000206336.74 8) Correções do Erro Linear: No eixo do X Cx = |ΔX‟.(27.000206336.0012) = 0. EL = erro linear.059) | = 0.000206336.0482) = 0.052 CP02-A CA-B CB-C CC-D CD-P14 = 0.000145159.000206336.(100.012336 = 0.015105 = 0.9751) = 0.000206336.000145159.(114.ΔY‟ 580.6223) = 0.(59.7907) = 0.020765 = 0.(-120.(-104.6388) = 0.0609) = 0.017419 = 0.000145159.000145159.0842) | = 0. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Logo.(0.ErroX| Σ|ΔX‟| Cx = | ΔX‟.9396) = 0.001573 No eixo do Y Cy = |ΔY‟.(139.Ivancildo F.224 = 6516.(0.(7.9144) = 0.ΔX‟ 285.Alagoas 111 P = Perímetro EL Onde: Perímetro = soma dos lados da poligonal.0023) = 0.000145159.014813 = -0.005772 = 0.000206336.103 A precisão é anotada na forma de escala → P = 1: 6516.(102.018552 = 0.(89.000145159.74 0.020178 9) Projeções compensadas As projeções compensadas são calculadas pelas fórmulas: . P = 671.941 CP02-A CA-B CB-C CC-D CD-P14 = 0.016684 = -0.

11 + 114.0760 = 341.0630 = 445.714 = XP02 + ΔXP02-A = XA + ΔXA-B = XB + ΔXB-C = XC + ΔXC-D = XD + ΔXD-P14 = 343.06 → OK! .06 = 336.6239 = 1209.11 = 456.65 + 59.0000 = 102.9396 + 0.8030 = 100. ΔXP02-A ΔXA-B ΔXB-C ΔXC-D ΔXD-P14 ΔYP02-A ΔYA-B ΔYB-C ΔYC-D ΔYD-P14 = = = = = = = = = = ΔY = ΔY‟ + Cy ΔX‟P02-A + C P02-A ΔX‟A-B + C A-B ΔX‟B-C + C B-C ΔX‟C-D + C C-D ΔX‟D-P14 + C D-P14 ΔY‟P02-A + C P02-A ΔY‟A-B + C A-B ΔY‟B-C + C B-C ΔY‟C-D + C C-D ΔY‟D-P14 + C D-P14 = 89.6596 = 1370.0197 = 336.020178 ΣΔY 10) Coordenadas XP02 XA XB XC XD XP14 YP02 YA YB YC YD YP14 = 1119.9563 = -120.6223 + 0.0760 = 114.09 = 1405.18 = 341.Ivancildo F.945 = 102.71 → OK! = 343.9563 = 456.0630 = -104.6596 = 27.014813 = -104.9809 = 7.020765 = 27.6388 + 0.09 + 7.45 = 1370.0214 = 131.45 + 100.9809 = 1398.11 = 1398.04 + 139.017419) = 139.6239 = 286.119 + 102.9751 + 0.0197 = 139.65 = 1269.0023 + (-0.015105) = 114.1095 + 27.9144 + 0.7907 + 0.18 -104.9329 = 59.04 = 475.005772 = 7.Alagoas 112 ΔX = ΔX‟ + Cx Logo.0482 + 0.018552 = 59.9329 = 1209.001573 ΣΔX = 89.06 – 120.016684 = -120.0609 + (-0.119 = YP02 + ΔYP02-A = YA + ΔYA-B = YB + ΔYB-C = YC + ΔYC-D = YD + ΔYD-P14 = 1119.8030 = 1269.0214 = 445.0012 + 0. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .012336 = 100.714 + 89.

129 E PV ÂNGULOS LIDOS º ' " TEODOLITO: YP02 = 343.ERROY .103 PRECISÃO 1/6516.014813 102.005772 27.04 139.052 E.0630 1209.Alagoas 113 PLANILHA DE CÁLCULO ANALÍTICO – POLIGONAL ENQUADRADA SERVIÇO: Exemplo elucidativo LOCAL: FOLHA nº: Única AZ. SAÍDA: XP02 = 1119. CHEGADA: X14 =1405. ErroY = ΣΔY – ΣΔY’ = (Ychegada – Ysaída) .5 7. Linear 0.0842 Σ│ΔY’│ 580. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .TOPOGRÁFICO: CÁLCULO: ΣΔX’ 286 ΣΔY’ 131.012336 59.210 P02 A B C D A B C D 14 43 288 71 305 16 54 44 05 40 15 53 07 06 16 37 41 150 41 166 3 358 358 22 07 12 52 08 25 26 56 03 09 25 02 58 19 21 3. Σ│ΔX’│ Σ│ΔY’│ ERRO LINEAR (EL) =[(ErroX)2+(ErroY)2] ½ ErroX = ΣΔX – ΣΔX’ = (Xchegada – Xsaída) .020178 139.CHEGADA: Az14-15 = 358º26'19" AZIMUTE CALCULAD O º ' " ER RO " AZIMUTE CORRIGIDO º ' " DIST.9396 0.6596 27.ΣΔY’ .714 COORD.11 456.945 DATA: DATA: DATA: Adaptado do formulário organizado pelo professor Luiz Carlos da Silveira.020765 100.5”/vértice ERRO X 0. CORREÇÕES CX = ΔX’.45 341.74 VISTO: PRECISÃO(P) = PERÍMETRO .senAz ΔY’ = D.016684 114.11 114.770 123.0012 0.71 475. PROJEÇÕES ΔX’ = D.9329 59. (m) 136.06 -120.0760 1269.0609 -0.ΣΔX’ .009 120.0214 1405.0197 1398.5 41 150 41 166 3 22 59.119 AZ.015105 -104.6239 PROJEÇÃO NO EIXO Y CALCUCORRE COMPEN COORDENADAS LADA ÇÃO SADA ΔY’ CY ΔY X Y 102.015 152. CY = ΔY’.059 Σ│ΔX’│ 285.Ivancildo F.0 10.9809 7.7907 0.09 336.5 07 10 12 19.5 14 17.conAz LEV.5 52 39 08 19. .224 DISTR ERRO ANGULAR ACUMULADO 3.06 AZIMUTE CALCULADO AZIMUTE CONHECIDO ERRO 671.9751 0.65 445.941 ERRO Y 0.017419 -120.6388 0.5 PROJEÇÃO NO EIXO X CALCU CORRE COMPEN LADA ÇÃO SADA ΔX’ CX ΔX 89.220 139.ERROX .6223 0.018552 89.8030 100.SAÍDA: AzP0-P02 = 177º28'03" COORD.9144 0.714 Y14 = 475.0482 0.18 -104.001573 7.9563 1370.0023 -0.

A execução dos cálculos para a obtenção das coordenadas dos diversos pontos avistados pode ser feita na mesma planilha de cálculos da poligonal principal (poligonal fechada ou enquadrada). ressaltando-se que o fechamento desta independe dos pontos irradiados. deste ponto „P‟ são medidas as distâncias (através dos métodos de medição de distâncias horizontais conhecidos) aos pontos definidores do referido detalhe. P11. Assim. de onde possam ser avistados os pontos que definem o detalhe a levantar.Alagoas 114 8.5.Ivancildo F. estrategicamente. Uma vez demarcada e levantada a poligonal principal (aberta ou fechada). Exemplo elucidativo: Determinar as coordenadas planas-UTM dos pontos irradiados P10. Levantamento por irradiação Conhecido também como método das coordenadas polares. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . do tipo de dispositivo ou equipamento utilizado. Croqui: . este método é bastante útil em projetos que exigem “amarração” de detalhes. um ou mais pontos „P‟ pertencentes a essa poligonal. o método consiste em escolher. os ângulos horizontais entre os alinhamentos que possuem „P‟ como vértice. bem como. P12 e P13 a partir da poligonal-escola de coordenadas previamente levantadas. evidentemente. A precisão resultante do levantamento dependerá.

23 NP02 = 8959368. Horiz.senAzP02-P13 = DP09-P10.6 NP12 = NP02 + ΔNP02-P12 = 8959368.00.62.62 Coordenadas P02 E = 757476.cosAzP02-P12 = DP02-P13.047 A partir do vértice P02 EP02 = 757476.043 = -1.046 = 28.0 N = 8959339.6 + 70.sen187º49'00" = 71.cos187º49'00" = 70.62. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .6 Coordenadas P09 E = 757576.10.20.Ivancildo F.6 N = 8959368.cosAzP02-P13 = DP09-P10.senAzP09-P10 = DP09-P11.senAzP02-P12 = DP02-P13.00.043 = 8959459.sen177º22'42" = 82.6 + 8.cos177º22'42" = 82.27 EP13 = XP12 + ΔEP01-P13 = 757547.64 = 8959377.10 P09 P08 P10 87º12'06" 29.640 = 82.673 = 757547.10.942 = -12.6 EP12 = EP02 + ΔEP02-P12 = 757476.cosAzP09-P10 = DP09-P11.28 .20.20 P02 P01 P13 172º13'50" 82.673 = -3.27 + (-3.046) = 757544.24 NP13 = NP12 + ΔNP02-P13 = 8959377.sen169º36'32" = 29.Alagoas 115 Caderneta de campo CADERNETA DE LEVANTAMENTO Estação Ré Pv Ang.3 Azimute saída Az P01-P02 = 215º08'42" AzP08-P09 = 339º28'36" Solução: 1) Azimutes AzP01-P02 = 215º08'42" AzP02-P12 = 215º08'42" + 142º14'00" – 180º = 177º22'42" AzP02-P13 = 177º22'42" + 172º13'50" – 180º = 169º36'32" AzP08-P09 = 339º28'36" AzP09-P10 = 339º28'36" + 87º12'06" – 180º = 246º40'42" AzP09-P11 = 246º40'42" + 121º08'18" – 180º = 187º49'00" 2) Projeções ΔEP02-P12 ΔEP02-P13 ΔEP09-P10 ΔEP09-P11 ΔNP02-P12 ΔNP02-P13 ΔNP09-P10 ΔNP09-P11 3) Coordenadas = DP02-P12.00 P09 P08 P11 121º08'18" 20. Distância (m) P02 P01 P12 142º14'00" 71.cos169º36'32" = 29.cosAzP09-P11 = 71.cos246º40'42" = 20.947 = 8.senAzP09-P11 = DP02-P12.24 + 82.sen246º40'42" = 20.834 = 16.

3 + (-1.047 = 8959393. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .47 NP11 = NP12 + ΔNP09-P11 = 8959377.0 + 28.3 NP10 = NP09 + ΔNP09-P10 = 8959339.47 + 16.834) = 8959337.99 NP09 = 8959339.94 + (-12.52 .Ivancildo F.94 EP11 = XP12 + ΔEP09-P11 = 757604.0 EP10 = EP09 + ΔEP09-P10 = 757576.947) = 757591.Alagoas 116 A partir do vértice P09 EP09 = 757576.942 = 757604.

.

PROJEÇÕES ΔX‟ = D.2 96. YP00 = N P00 = 8959419. 1440 00 00 730.214938 -13.2572 0. (m) PROJEÇÃO NO EIXO X CALCU CORRE COMPEN LADA ÇÃO SADA ΔX’ CX ΔX -19.5 60. ΣΔX‟ Σ│ΔX‟│ ERRO LINEAR(EL) = [(ΣΔX‟)2 + (ΣΔY‟)2] ½ .042938 -86.Alagoas 118 PLANILHA DE CÁLCULO ANALÍTICO – POLIGONAL FECHADA NA MESMA BASE SERVIÇO: Exemplo elucidativo AZIMUTE INICIAL: AzP00-P01 = 274º E PV ÃNGULOS ER COMPEN RO SADO " " º ' " 00 42 122 12 42 00 42 121 08 42 00 42 197 14 42 97 13 42 00 42 42 167 14 42 00 00 42 166 56 42 75 58 42 00 42 42 209 02 42 00 00 42 110 38 42 00 42 172 18 42 00 50 06 18 - LOCAL: perímetro da UNED/PIn TEODOLITO: Wild de precisão 6” COORDENADAS INICIAIS: XP00 = E P00 = 757533.2842 1/2570 CÁLCULO: VISTO: PROF.0 20.6 757364.03069 -42.6391 0.1018 ΣΔX’ -0. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .1 757504.4296 0.088507 -44.635502 -21.119234 -70. ΣΔY‟ Σ│ΔY‟│ .820013 70.1918 0.024516 -111.046 28.947 0.2 15.5 LIDO º 122 121 197 97 167 166 75 209 110 172 142 172 87 121 ' 12 08 14 13 14 56 58 02 38 18 14 13 12 08 P00 P01 P02 P03 P04 P05 P06 P07 P08 P09 P02 P02 P09 P09 P01 P02 P03 P04 P05 P06 P07 P08 P09 P00 P12 P13 P10 P11 SOMA 1439 53 00 180.758191 70.2 82.8563 0.6 DISTRIBUIÇÃO DO ERRO: 42” por vértice CORREÇÕES CX= ΔX‟.2 8959339.039782 79.014602 66.035211 70.5 757438.2 757476.6875 0.6209 0.163801 79.653486 66.2 757544.394405 -52.008024 -36.6 71.8374 0. TOPOGRAF.1018 CY = ΔY‟.9513 0.6 8959282.834 16.6 8959368.2 8959337.001685 7. E E ALUNOS COORDENADAS X 757513.797618 8.640 82.4652 ΣΔY’ 0.031514 -86.673 -3.435174 66.cosAz DATA: 1996 DATA: 1996 .025914 -52.047 -0.0 63.3 8959419.034907 -70. ALUNOS DATA: 1996 ΣΔY = 0 ERR LINEAR PRECISÃO 0.228171 56.1127 0.3951 0.7359 0.2 757604.6636 0.689185 65.000695 1.9 8959283.029029 58.: PROF.831784 7.2653 Σ│ΔY’│ 532.004610 -21.244 AZIMUTE º 274 215 232 149 136 123 19 48 339 331 ' 08 23 37 51 48 47 49 28 47 " 42 24 06 48 30 12 54 36 18 20.819242 25.022291 -44.4 757597.004372 -19.4 75.006534 -13.0 90.8 757372.1 88.3 8959224.3 8959269.027999 56.2653 PROJEÇÃO NO EIXO Y CALCU CORRE COMPEN LADA ÇÃO SADA ΔY ΔY’ CY 1.1720 0.005574 25.942 -12.014642 66.4 8959393.Ivancildo F.2 8959459.8294 0.014386 65.628389 58.197 .0 80.946928 -36. ΣΔX = 0 Σ│ΔX’│ 464.8046 0.0536 0.6 141.1 8959154.62 DIST.2 8959377.603176 -111.1 8959199.4249 LEV.0353 0.0056 0.9 757530.0 757533.senAz ΔY‟ = D.9 757591.1 757547.9 Y 8959420.009387 -42.6112 0.043 -1.5 757576. (N-2) = 1440º00'00" ERRO = 00º07’ PRECISÃO (P) = PERÍMETRO EL .10 29.

não um. Os pontos topográficos a serem levantados serão definidos pelas interseções dos lados de ângulos horizontais medidos das extremidades da base estabelecida na poligonal. Levantamento por interseção a vante Conhecido também como método das coordenadas bipolares. Porém. Desta vez. Para a execução dos cálculos das coordenadas bipolares dos diversos pontos avistados. Croqui: - . pode-se aproveitar a planilha de cálculos da poligonal principal. que delimitam a fachada de um terreno existente em uma área externa e inacessível da poligonal-escola de coordenadas previamente levantadas. não deixa de ser semelhante ao método anterior. simultaneamente.6. os pontos que definem o detalhe a levantar. mais dois vértices „P‟ e „Q‟ subseqüentes (Ambos extremos de um mesmo alinhamento – linha base) que possam avistar. seja pela distância ou por obstáculos intransponíveis. A precisão resultante do levantamento dependerá. Exemplo elucidativo: Determinar as coordenadas planas-UTM dos pontos P14 e P15. do tipo de dispositivo ou equipamento utilizado. exigindo que se tenha uma poligonal principal demarcada e levantada (aberta ou fechada). dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 119 8. deve-se escolher na poligonal. este método é bastante útil em projetos que exigem “amarração” de detalhes inacessíveis.Ivancildo F. evidentemente.

0 N = 8959339. P09 P08 P14 214º33'00" P09 P08 P15 244º31'50" P00 P09 P14 300º18'06" P00 P09 P15 325º48'18" Coordenadas P00 E = 757533.cotgAzP00-P14 . dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 120 Caderneta de campo LEVANTAMENTO DE CAMPO Estação Ré Pv Ang.197 N = 8959419.3 Azimute saída Az P08-P09 = 339º28'36" AzP09-P00 = 331º47'18" Solução: 1) Azimutes AzP08-P09 = 339º28'36" AzP09-P14 = 339º28'36" + 214º33'00" = 554º01'36" ou 194º01'36" AzP09-P15 = 339º28'36" + 244º31'50" = 584º00'26" ou 224º00'26" AzP09-P00 = 331º47'18" AzP09-P14 = 331º47'18" + 300º18'06" = 632º05'24" ou 272º05'24" AzP09-P15 = 331º47'18" + 325º48'18" = 657º35'36" ou 297º35'36" 2) Coordenadas Estamos diante da interseção de retas oblíquas nos pontos P14 e P15.cotgAzP00-P14) – (YP09 .244 Coordenadas P09 E = 757576. pode-se conhecer as coordenadas dos pontos (EP14. Horiz.NP14) e (EP14.Ivancildo F.XP09.NP15) por interseção das linhas oblíquas P00-P14 com P09-P14 e P00-P15 com P09-P15: N N P15 N N P14 ● ● Az3P00-P14 P00 P09 Az3P00-P15 P00 P09 Az3P09-P14 Az3P09-P15 Coordenadas do ponto P14 XP14 = (YP00 – XP00.cotgAzP09-P14) cotgAzP09-P14 . Da trigonometria.

tgAzP09-P14) tgAzP09-P14 . dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 121 XP14 = (8959419.YP09.5038) -1.tgAzP00-P14 YP14 = (757533.9294) 0.Ivancildo F.0 + 8381328.197 – 8959419.119 – 8422318.cotg297º35'36" XP15 = (8959419.748 1.35625406) XP14 = 9229293.71270998 XP14 = 757485.tg297º35'36") – (757576.cotg272º05'24" XP14 = (8959419.167 .2298 YP14 = (XP00 – YP00.5674961 XP15 = 8959359.cotgAzP09-P15) cotgAzP09-P15 .244.97) -0.0 – 8959339.cotgAzP00-P15 XP15 = (8959419.3 + 809821.244 + 654854.197 + 10364213.tgAzP09-P15) tgAzP09-P15 .197 – 8959419.0 – 12638948.4107009 – (-1.76) – (757576.244 -757533.804 = -0.3tg194º01'36") tg194º01'36" .tg272º05'24") – (757576.521 – 9769160.36) – (757576.0 – 8959339.cotg224º00'26") cotg224º00'26" .371 = 1191955.cotg272º05'24") – (8959339.806985) XP14 = 25906493.tgAzP00-P15 YP15 = (757533.2773) – (8959339.YP09.tgAzP00-P14) – (XP09 .197.244 + 269874.tg272º05'24" YP14 = (757533.76 = 2.5733244 XP15 = 757603.244 -757533.935485 – (-2.068964043 – (-0.97 = 1.1567952) XP15 = 11121746.76) 1.cotg297º35'36") – (8959339.0.8715 XP14 = 8959438.3 -757576.864457) XP15 = 9614274.197.56 – 9138904.3 – 537020.294 YP15 = (XP00 – YP00.cotgAzP00-P15) – (YP09 .7088674 .tg297º35'36" YP15 = (757533.197 + 25148960.244.3tg224º00'26") tg224º00'26" .tgAzP00-P15) – (XP09 .(-0.3 -757576.XP09.8749) – (8959339.cotg194º01'36") cotg194º01'36" .96 +11881372.0.199 Coordenadas do ponto P15 XP15 = (YP00 – XP00.

7. Levantamento por interseção a ré O problema de interseção à ré ou problema de Pothenot. por exemplo). O navegador visava três pontos na costa (faróis 03. e através da geometria. foi inicialmente concebido para utilização em navegação.Ivancildo F. Exemplo elucidativo: Determinar por Pothenot as coordenadas do ponto topográfico P04. 02 03 01 AB observador Com o passar dos tempos o problema de Pothenot também foi implantado na solução de problemas rotineiros da topografia em pontos de difícil acesso em áreas rurais e urbanas. determinava sua posição no mar. 02 e 03 de coordenadas (X. media os ângulos A e B.Y) conhecidas: Croqui 02 03 ^ 2' ' ^ 2" ^ D ' ^ C ' 01 ^ ^ AB ' ' P04 Considerando como dados: . quando através dele foi possível observar e medir os ângulos aos pontos inacessíveis 01. 02 e 01. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 122 8.

Daí. Az‟01-02 = arccos(Y02 – Y01) = arcos(126.701 Y03 = 112.X02)2 + (Y03 – Y02)2 ]½ DGPS02-03 = 50.64" = 292º08'30. porque o Az estará entre Az = 360º .354m Linha 02-03: D02-03 = [(X03 .701 – 106.354 Az‟01-02 = 67º51'29.Az‟01-02 = 360º .3768 D02-01 54.415 Ângulo horizontal medido A = 34º36'20" B = 38º41'20" Solução: 1) Comprimento das linhas 01-02 e 02-03: Linha 01-02: D01-02 = [(X02 – X01)2 + (Y02 – Y01)2 ]½ D01-02 = 54.64" Sendo ∆X (X02 – X01) < 0 Az01-02 = 360º .015m 2) Azimute das linhas 01-02 e 02-03: Conhecidas as coordenadas da linha 01-02. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 123 Ponto 01 X01 = 108.36" Az01-02 = 292º08'30. calcula-se o azimute Az'01-02: Az'01-02 = arcCos ∆Y D Analisando Az em função do Az': Az = Az' → Sempre que ∆X da linha for positivo → 180º e 360º Sempre que ∆X da linha for negativo.033 Y02 = 126. D = comprimento da linha 01-02.964 X03 = 10.67º51'29.Az' Onde: ∆Y= projeção da linha no eixo das ordenadas.36" .215 Ponto 02 Ponto 03 X02 = 57.215) = arccos 0.31 Y01 = 106.Ivancildo F.

106º35'48.7" Por outro lado.015 Az‟02-03 = 106º35'48.701) = arccos (-0. tg(D – C) = tg(D + C) . dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 124 Analogamente.415 – 126.Ivancildo F.3" = 360º ^ ^ C + D = 145º26'38.3" 4) Ângulos D e C: ^ + ^ + ^ + ^ + ^ = 360º A B C D 2 34º36'20" + 38º41'20" + C + ^ + ^ D 141º15'41. Az‟02-03 = arccos (Y03 – Y02 ) D02-03 Az‟02-03 = arccos (112.3" Sendo ∆X (X03 – X02) < 0 Az02-03 = 360º .Az‟02-03 = 360º .7" .36" ± 180º ^ 2 = 141º15'41. K – 1 2 2 K +1 .3" Az02-03 = 253º24'11.7" 3) Ângulo ^ = ^ + ^ : 2 2' 2" ' ' ' Az02-03 02 N ^ 2 ' 03 01 Az01-02 ^ Az02-03 = Az01-02 + 2 ± 180º ' Onde ^ 2 = Az02-03 – Az01-02 ± 180º ' ^ 2 = 253º24'11.292º08'30.285634) 50.

987364857 + 1 Substituindo os valores na expressão acima.1 = .0.015 .00635773700187) 2 2 tg(D – C) = . sen 34º36'20" = 0.2. 03 e 04.7") .82" -2º20'30.88" ^ C = 73º53'34.020440035) (D – C) = . tg(D – C) = tg(145º26'38.95" Os ângulos C e D são determinados a partir do sistema de duas equações a duas incógnitas ^ ^ D + C = 145º26'38. (-0.020440035 2 (D – C) = 2.987364857 . dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 125 K = D01-02 sen A E= 54.987364857 D02-03 sen B 50.70" ^ -C= D ^ Logo.354 .arctg (-0.95" 5) Lados 03-04 e 01-04: Do triângulo de vértices 02.00635773700187 K+1 0.341929365 D – C = -2º20'30. 02 03 ^ 2' ' ^ D ' ^ A ' 04 .0.Ivancildo F. ^ D = 71º33'03. sen 38º41'20" K -1 = 0.

88" .B .73º53'34.Ivancildo F.015 .38º41'20" . D01-04 = D01-02 sen 2” sen B ^ D01-04 = D01-02 sen 2” = 54. sen67º25'05. 02 e 04.12" s ' sen A sen34º36'20" D03-04 = 84.A = 180º . dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 126 ^ ^ ^ 2‟ + D + A = 180º ^ = 180º .D .34º36'20" 2‟ ' ^ 2‟ = 73º50'36.C = 180º .287m .12" ' Numa relação de senos.588m Do triângulo de vértices 01.71º33'03.82" 2” ' ^ 2” = 67º25'05.18" ' Numa relação de senos.354 . sen73º50'36. D03-04 = D02-03 sen 2‟ sen A ^ D03-04 = D02-03 sen 2‟ = 50. 02 ^ 2” ' ^ C ' 01 ^ B ' 04 ^ ^ ^ 2” + B + C = 180º ^ = 180º .18" s ' sen B sen38º41'20" D01-04 = 80.

dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 127 6) Coordenadas do vértice 04: Precisa-se de ^ Az01-04 = Az02-01 – C ± 180º ' Az01-04 = (Az01-02 – 180º) .7" + 71º33'03. senAz03-04 X04 = 10. X04 = X03 + D03-04 .5" Y04 = 43.5" Coordenadas (X04 .cos144º57'15.8.287. cosAz01-04 Y04 = 106.sen144º57'15.588.73º53'34.215 + 80.82" ± 180º Az01-04 = 218º14'55. Na locação.606 Y04 = Y03 + D03-04 .73º53'34.82" ± 180º Az01-04 = 112º08'30. também chamado de medição.5" ^ Az03-04 = Az02-03 + D ± 180º ' Az03-04 = 253º24'11. irá locá-los no terreno.Ivancildo F. O projeto da obra.36" .88" ± 180º Az03-04 = 144º57'15.sen218º14'55.033 + 84.5" X04 = 58.82" ± 180º Az01-04 = (292º08'30.287. o profissional em topografia. Y04) do vértice 04 a partir do ponto 03.36" – 180º) . no entanto.606 Y04 = Y01 + D01-04 . deverá ser implantado no terreno. Y04) do vértice 04 a partir do ponto 01. no escritório. a locação pode ser efetuada usando-se os dois sistemas de coordenadas conhecidos: . munido dos dados do projeto.163 Coordenadas (X04 . senAz01-04 X04 = 108. calcular e desenhar. Basicamente.73º53'34. Para isso.5" Y04 = 43.31 + 80. Fase da locação Conforme dito no início deste capítulo.5" X04 = 58. os dados foram previamente elaborados no escritório através de um projeto. No levantamento.415 + 84.588. o profissional vai ao terreno obter medidas de ângulos e distâncias para. cosAz03-04 Y04 = 112.163 8. X04 = X01 + D01-04 .cos218º14'55. também chamada de marcação. locação é a operação inversa do levantamento.

estacas ou tubulões. por exemplo.8. blocos. blocos.1. por exemplo) fatalmente acarretará grandes prejuízos. não significa apenas sua locação no plano. vigas baldrames e as paredes deve-se dispor da planta de arquitetura e estrutura. Para as locações dos pilares. e as coordenadas polares (ângulo em uma direção e uma distância) para locar pontos. pode-se afirmar que as coordenadas retangulares ou cartesianas são melhores para locar alinhamentos. estacas ou tubulões. loca-se a posição do gabarito que deve contornar a área de construção. tubulões. O processo de locação de um edifício. no sistema de coordenadas retangulares. É necessário observar as diversas cotas de apoio e de arrasamento para sapatas.30 a 1. Locação de residências O processo de locação de uma residência é praticamente semelhante ao de um prédio com vários andares. o uso das coordenadas retangulares é mais favorável. sapatas isoladas ou corridas. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 128 ▪ Retangulares ▪ Polares Como regra geral. observando-se uma folga entre as paredes e o sarrafo de 1. O procedimento de locação no campo: Para um bom controle de locação de uma residência ou prédio devemos seguir os seguintes passos: ▪ De posse da planta com os eixos.Ivancildo F. Difere apenas no controle da verticalidade e transferência dos alinhamentos para os andares superiores (etapa que independe da presença de um profissional em topografia). Os engenheiros calculistas normalmente entregam ao engenheiro de obra os cálculos estruturais constando de dimensões das vigas. blocos. tubulões ou estacas. devendo constar ainda: ▪ Planta de locação do gabarito. pilares e vigas baldrames). Não observar tal arrasamento (nível adotado para corte da cabeça de estacas. ▪ Planta de amarração dos eixos aos demais elementos estruturais (estacas. Todavia. 8. pilares e demais elementos estruturais. gastos adicionais desnecessários e grandes dificuldades de execução.50 metros para que os pontaletes (de caibros ou eucaliptos) possam ser . Como os alinhamentos para vigas e baldrames são a base do projeto. estas informações são insuficientes para a locação. ▪ Cotas de arrasamentos das sapatas.

aleatoriamente. dois pontos A e B. e transversalmente à linha que o gerou. cria-se uma linha que vai de encontro às faces da tábua corrida. Essa locação não carece da presença do profissional em topografia. . na linha do meio fio e o segundo (B) na transversal dessa linha e dentro da área a construir. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 129 utilizados como futuras "passarelas” dos andaimes. Registra-se esse cruzamento colocando um prego em cada seccionamento. por exemplo. A partir do ponto B. Área a construir ▪ Loca-se.Ivancildo F. O primeiro ponto “amarrado”.

por exemplo. . Se estas diagonais tiverem o mesmo valor significa que construímos ou demarcamos realmente um quadrilátero. Caso ocorra diferença devemos verificar e corrigir eventuais erros.Ivancildo F. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 130 Após tal locação. verificando essas medidas por meio de medidas aleatórias (X) e de diagonais do retângulo. estica-se uma linha através do uso de diastímetro e fazem-se medidas aleatórias de tamanho (Y). Somente após a total correção é que deveremos continuar a locação da obra.

dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 131 ▪ Concluída a verificação da ortogonalidade dos eixos aleatórios é que iniciaremos a locação (na tábua corrida) dos diversos eixos fornecidos pelo projetista estrutural. amarra-se a eles as respectivas estacas ou tubulões. Depois de terminada a cravação de todos os pregos necessários. Após a demarcação desses eixos. A amarração deve ser efetuada sempre pelos eixos. A fixação dos eixos e feito por intermédio de cravação de pregos nas quatro faces da tábua corrida. a estaca X tem seu local fixado pela interseção de duas linhas esticadas: uma do prego “Ax” ao prego “Ax” e outra do prego “Ay” ao “Ay”.Ivancildo F. Por exemplo. . blocos. iremos esticando linhas 2 a 2 e as interseções estarão no mesmo prumos do local escolhido pelo projeto para a cravação das estacas ou tubulões. pilares. vigas baldrames e paredes.

Esta galga deve ter como referência a cota da parte superior do gabarito. Com esta cota do gabarito podemos marcar todas as cotas de arrasamento das estacas. .Ivancildo F. encarregado. caberá ao mestre de obra ou construtor a colocação de pregos laterais que marquem a largura necessária para abertura da vala. das vigas baldrames e paredes. construtor ou operador de máquina do estaqueamento uma galga para cada valor de arrasamento. ▪ Identificar as estacas ou tubulões em função da cota de arrasamento. transferir a cota do RN para o gabarito (que deve estar nivelado). ▪ Após a conclusão das locações dos eixos. Preparar para o mestre. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 132 ▪ Deve-se ainda.

Este último par de pregos pode ser dispensado. sendo que os pedreiros abrem a vala um pouco maior do que a largura do alicerce. controlada através de uma galga. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 133 A Figura anterior mostra um conjunto de pregos que 2 a 2 marcam com 12 cm a largura da parede (só tijolo. É importante também o controle da profundidade da vala. normalmente coincidem com a largura da parede) e com 40 cm a largura da vala. com 20 cm a largura da viga baldrame (dado em função do projeto estrutural. .Ivancildo F. sem revestimento).

CÁLCULO DE ÁREA 9. este capítulo enfoca a medida das áreas topográficas. através de medições feitas diretamente no terreno. Assim sendo. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 134 09. Introdução Na medição da área de um terreno. as áreas avaliadas topograficamente são aquelas que realmente nos interessam. uma área de um terreno é calculada segundo as projeções dos seus limites. compreende-se determinar a área com limites pré-fixados. três são os processos empregados. por meio de números que representam as diversas dimensões obtidas ou. antes ou após os cálculos.Ivancildo F.1. Para alcançar esses objetivos. usando-se as grandezas gráficas (desenhos) medidas nas plantas topográficas. obedecendo-se à escala da planta. Para fins legais. todas as construções apóiam-se em projeção horizontal. porque além de só podermos contar efetivamente com elas. dependendo do maior ou menor rigor com que se deseja a avaliação da área: ▪ Processo geométrico ▪ Processo analítico ▪ Processo mecânico . Deve-se considerar que. sendo estas transformadas em grandezas naturais.

b. B e C: C b a A c B Pela fórmula dos senos: A a = Sen A b a Sen B A a = c a Sen A Sen C A b = c a Sen B Sen C Pela fórmula dos co-senos (para ângulos) 2 2 2 Cos A = b + c – a 2. Neste processo.b. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 135 9.a Pela fórmula dos co-senos (para lados) a2 = b2 + c2 – 2.c. posteriormente. Algumas expressões básicas para triângulos: Seja um triângulo qualquer de lados a.cosB c2 = a2 + b2 – 2. b e c e ângulos A. diante das dificuldades apresentadas em cada caso.Ivancildo F.a 2 2 2 Cos C = b + a – c 2. Processo geométrico Pela decomposição do polígono em figuras geométricas conhecidas Consiste em dividir o polígono em figuras geométricas conhecidas.c. cabe. escolher a forma mais conveniente de decomposição.b.2. a fim de que as fórmulas geométricas conhecidas de cálculo de áreas possam ser aplicadas.cosC .a.a.c 2 2 2 Cos B = c + a – b 2. o cálculo da área total.c.b. fazer o cálculo da área de cada uma dessas figuras e.cosA b2 = c2 + a2 – 2.

b. o cálculo da área será deduzido da seguinte maneira: C b A A c a = Sen A a B b a Sen B a2 = b2 + c2 – 2. Dado um triângulo qualquer com dois lados b e c conhecidos.sen.senA a C = arc. por exemplo. e o ângulo A por eles formados. ÁREA = b.senA senA b A a B c A Portanto.senA a A a = c a Sen A Sen C Portanto.senA 2 .senA 2.senA a B = arc.senC senB a = b. por exemplo.senC.sen. b. 2 ÁREA = b . e os ângulos adjacentes A e C também conhecidos.senA a senC = c.(A + C) A b = c a Sen B Sen C b = a a Sen B Sen A c = b. c. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 136 Deduções para cálculo de áreas: 1.c. o cálculo da área será deduzido da seguinte maneira: C B = 180º .cosA senB = b.Ivancildo F.c. Dado um triângulo qualquer com um lado b.senB 2.

(l + s) l.Ivancildo F.(a + b)] ÷2 TRIÂNGULO a+b+c (b.(l + h) l.π. b e c conhecidos.(s – b).h PARALELOGRAMO 2. Dado um triângulo qualquer com três lados a.d ou 2.(s – a).(s – c)]½ c Veja a seguir outras formas geométricas. o cálculo da área será deduzido da seguinte maneira: C S= a+b+c 2 b A a B Área = [s.l l2 ou [d2]÷2 RETÂNGULO 2. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 137 3.h TRAPÉZIO a+b+c+d [h.R2 . por exemplo. e suas respectivas fórmulas para o cálculo de área: NOME FIGURA PERÍMETRO ÁREA QUADRADO 4.h)÷2 CÍRCULO π.R π.

. a seguir.Ivancildo F. dará a área total (aproximada) do polígono topográfico. Área = A1 + A2 + A3 + A4 + A5 + A6 + A7 + A8 Os métodos a serem descritos. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 138 Exemplo elucidativo: Seja calcular a área de um polígono fechado. o lado curvo dessa área foi substituído pelos lados planos. onde existem limites sinuosos no mesmo: Solução: A2 A1 A3 A4 A5 A7 A6 A8 Como se pôde observar. A soma das áreas parciais geradas. Portanto. conforme mostra a figura abaixo. assim determinadas. permitirão calcular a área do lado sinuoso do perímetro com melhor precisão.

....Ivancildo F. necessariamente. tendo todos eles a mesma altura “d” e ordenadas “y1. .. yn dos respectivos trapézios.. y3.. y2.d. Quanto maior o número de trapézios. y2.. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 139 Pela fórmula de Bezout Este processo permite a obtenção do valor da área (S) através da divisão do polígono em um número qualquer de trapézios “n”. y3.[(y1 + yn) + 2. Fórmula de Bezout: S= 1 . yn dos respectivos trapézios. maior será a proximidade entre a área calculada e a natural. ..(y2 + y3 + y3 + . tendo todos eles a mesma altura “d” e ordenadas “y1. em um número par de trapézios. + yn-1)] 2 Esquema: Pela fórmula de Simpson Desta vez o polígono deve ser dividido.

y2.(y1 + yn) . Fórmula de Poncelet: S = 1 .. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 140 Fórmula de Simpson: S = 1 ... também para a altura “d” e ordenadas “y1.(y3 + y5 + y7 + .[4. yn dos respectivos trapézios. .1 . seguindo a divisão par de trapézios no polígono.( y2 + y4 + y6 + .. y3.(y2 + y4 + … + yn-1) + 1 . + yn-2) + 4..( y2 + yn-1)] 2 2 2 Exemplo elucidativo: Calcular a área do polígono abaixo.Ivancildo F. + yn-1)] 3 Esquema: Pela fórmula de Poncelet Analogamente.[(y1 + yn) + 2..d.. Bezout e Poncelet: . usando os métodos de Simpson.d.

(57.(57.0 + 55..7m2 Usando Poncelet: S = 1 .0)] 3 S = 11631.0 55.5 + 61.( y2 + yn-1)] 2 2 2 S = 1 .[(y1 + yn) + 2.d.0 90.5 + … + 91.[(y1 + yn) + 2..0 + 60.14.(57.(56.0 56.0 + 63.1 .0)] 2 2 2 S = 11632..5) + 4. + 79..(y1 + yn) .5 60.0 + 55.0 + 61.[(80.5 + 55.0 + 56.5) + 2..d.5) + 2.0 63.(57.( y2 + y4 + y6 + .(80.0 76.0 + 60.0 + 60.5 + .2m2 .(y2 + y4 + … + yn-1) + 1 .0)] 2 S = 11630.0 + 63.0 91. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 141 Dados os valores (fora de escala) Abscissa Y1 Y2 Y3 Y4 Y5 Y6 Y7 Solução: Usando Bezout: S = 1 .Ivancildo F.5 Usando Simpson: Fórmula de Simpson: S = 1 .(y3 + y5 + y7 + .[(80.5m2 Comprimento (m) 80.5 Abscissa Y8 Y9 Y10 Y11 Y12 Y13 Comprimento (m) 68.0 + 79.5) .0 57.0 + … + 79..[4.[4.0 60.5 79.(y2 + y3 + y3 + .5 + … + 79..1 .14. + yn-2) + 4. + yn-1)] 3 S = 1 .14.d.5 61. + yn-1)] 2 S = 1 ..0) + 1 .

.y1 + x3.[(x1. 1) Por Gauss (ou determinante) Este método é função das coordenadas retangulares dos vértices da poligonal.14 850. Processo analítico O método é aplicável para poligonais de lados retos.(x1 .y1)] Ou.y2 + x4.05 943.78 997.x2) + (y2 + y3).36 863. + xn.(x2. não necessita fazer divisões na área a determinar.00 980.yn)] 2 2) Por área dupla Este método é função.(y2 .94 735.y3) + … + (xn + x1)..y2 + x2.03 920.x3) + … + (yn + y1).(x2 .45 831. + x1.39 949. das coordenadas retangulares dos vértices da poligonal.18 805. ou seja.3.. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 142 9.02 799.20 .(xn . Áreas sinuosas não podem ser determinadas por esse processo.x1)] Exemplo elucidativo 1: Calcular a área de um polígono de coordenadas conhecidas.82 Coordenada Y (m) 1000.y4 + .Ivancildo F.00 1001.y1) .22 1063.96 971.y3 + x3.(y1 . usando o método de Gauss e área dupla: ponto 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 Coordenada X (m) 1000.y2) + (x2 + x3).85 1042. Fórmula: 2S = [(x1 + x2).y3 + .62 839. permitindo obter valor da área apenas por cálculos. Fórmula: S = 1 .(yn . 2S = [(y1 + y2)..31 904.81 864. também.

Ivancildo F.78 997.94 735.03 Área (S) = (soma algébrica) ÷ 2 920.91 59227.02 Soma algébrica = 8456212.28 799.37 ÷ 2 = 29613. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 143 Solução: Usando Gauss Cálculo de área Método de Gauss .22 1063.determinante Ponto 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 01 Coordenada X(m) 1000.91 863.31 904.00 + + + + + + + + + Coordenada Y (m) _ 1000.96 971.28 949.68m2 .14 850.37 .36 Produto dos ( .05 943.85 1042.00 = 59227.00 + 980.8396984.62 839.20 1000.18 805.45 831.82 1000.39 Produto dos (+) = 8456212.) = 8396984.00 _ _ _ _ _ _ _ _ _ Cálculos 1001.81 864.

39) ∑XΔY 2001.22 13.93 1744.39 19.76 -70.37 ou 59227.05 943.04 121537.20 -108319.95 -1.39 -2752.65 -163017.73 1923.17 -79.96 971.82 ---- 1950.36 863.45 831.68 -139070.22 1063.39 949.00 – 980.85 1042.07 1670.08 64.16 1649.67 2042.14 850.05 ΔX 1000.02 799.72 -39202.00 Coord.75 1812.63 -58.63 21.00 1001. (X)m 1000.36 82222.00 1000.79 -111261.87 -102576.96 1535.00 + 980.60 111.07 2106.78 997.04 ---- 71397.39 ΔY Áreas duplas 1980.83 -7.05 2001.99 1669.94 735.00 + 1001.69 -65.00 2061.74 1969.50 1775.18 805.88 -13174.68 .53 21922. 19.39 . dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 144 Usando a área dupla Cálculo de área – Área dupla Soma binária Ponto 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 01 Coord.Ivancildo F.31 904.65 -66.27 1876.12 1540.44 37522.44 -66.60 87353.22 -56.81 864.80 ---- 100079.82 1000.50 1713.12 50.05 .37 29613.95 ∑YΔX 1980.05 ∑X 1000. (-1.62 839.50 -118331.71 153046.84 1784.82 -25.03 42.39 ∑Y Diferença binária 1000.47 -119995.03 86.00 980.00 – 1001.82 ---2 52.20 ---- 36.03 920.23 1920.68 ou 29613.45 202691.27 39927.96 ---- Soma Área (m ) = |soma ÷ 2 | -59227. (Y)m 1000.20 1000.

10 – Disco de medição. 07 – Parafuso de ajuste do vernier. 03 – Base do peso do pólo. 11 – Vernier da carruagem. Planímetro polar consiste num instrumento mecânico capaz de medir áreas por linhas retas e sinuosas. 13 – Carruagem. 02 – Braço do pólo. . 06 – Parafuso de blocagem do vernier. a partir de leitura feita em uma carruagem que deve percorrer todo a margem da mesma.4. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 145 9.Ivancildo F. 04 – Amplificador traçador. 14 – Barra de zeragem.4. 9. O uso deste método tem sido largamente utilizado para desenhos que possuem formas irregulares (sinuosidades). Processo mecânico Este processo se caracteriza pelo emprego de instrumento que fornece automaticamente a área de uma superfície. 09 – Disco de revolução. 08 – Vernier do braço traçador.1. 12 – Parafuso de apoio da carruagem. Componentes: 01 – Braço traçador. 05 . Constituição dos planímetros Os planímetros são constituídos de duas hastes de metal e um conjunto em forma de engrenagem contendo discos graduados. O método mecânico do planímetro polar é rápido e proporciona ótima avaliação de uma área topográfica.Apoio da mão.

TRACE ARM LENGTH 1:1 1:10 1:50 1:100 1:200 1:250 1:300 1:400 1:500 1:600 1:1000 1:1500 1:2000 1:2500 1:3000 1:5000 1:6000 1:10000 1:20000 1:25000 1:30000 1:50000 CONSTANT 149.9 m2 1.08 cm2 8.5 m2 3.5 m2 40 m2 62.00 cm2 200 cm2 0.08 m2 0.88 m2 8 m2 18 m2 32 m2 50 m2 72 m2 200 m2 288 m2 800 m2 3200 m2 5000 m2 7200 m2 20000 m2 24265 .3 0.28 m2 2 m2 2.5 m2 0. Portanto.1 m2 0. cada aparelho deve estar acompanhar de sua tabela. coloque o braço traçador com a carruagem sobre a planta e insira a bola do final do braço do pólo no receptáculo da carruagem.2.32 m2 0.Com o pólo do planímetro fora dessa área.Com o pólo do planímetro dentro dessa área. Há dois métodos que se pode empregar na medição de uma área: . Operacionalização A fim de se obter melhores resultados com o planímetro é essencial que a planta topográfica ou carta seja estendida e fixada sobre um superfície plana e na horizontal.4 m2 0.4. pois dá melhores resultados e demanda poucos cálculos: O modelo de tabela abaixo é exclusivo do aparelho de número de série 06270. não servindo para nenhum outro. Para assentar o planímetro sobre a mesa. O instrumento está montado e em condições de uso. .6 m2 2.6 m2 10 m2 22.1 cm2 10 cm2 250 cm2 0.Ivancildo F. O primeiro método será empregado.72 m2 1.5 m2 90 m2 250 m2 360 m2 1000 m2 4000 m2 6250 m2 9000 m2 25000 m2 23103 116.0 0. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 146 9.625 m2 0.

. por exemplo. Certifique-se que o amplificador traçador percorrerá toda a margem da área. . sempre mantendo o ponto central do círculo do traçador na linha da margem. Mova o peso do pólo até a posição onde o ângulo entre o braço traçador e o braço do pólo formem aproximadamente um ângulo reto. Multiplique esse número pelo valor da roda do vernier como indicado na tabela métrica ou inglesa adotada.3 ou 116.Para os resultados serem mais rigorosos. . Segure a ponta do amplificador traçador no ponto de partida e com a barra do zero na parte frontal da carruagem (14) ajuste o botão de medidas e zere as leituras. conforme tabela série nº 06270. Para cada revolução completa do tambor horizontal deve-se adicionar 10000 unidades vernier à leitura final. o planímetro oferecerá quatro algarismos.Faça a leitura dos discos. obteve-se leituras finais de 2396.3). dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 147 . que justapostos em uma determinada ordem formam um número que associado à escala da planta dá o valor da área em “m2” ou “ft2” (pés). . Cada algarismo provém de uma leitura sobre uma das peças do planímetro que são: 1º algarismo – leitura do disco de revolução ou contador de voltas.0 no sistema métrico.A leitura: Ao percorrer o perímetro. .Marque o ponto de partida nas margens da figura. devem-se repetir as operações indicadas e tomar a média deles. Senão ajuste o peso do pólo ou divida a área em duas ou mais partes.Escolhido o braço traçador 149. . Exemplo elucidativo: Assumindo uma figura na escala 1:2000 e o braço traçador do planímetro polar de valor selecionado (149.Coloque o amplificador traçador (4) no centro da área a ser medida. 4º algarismo – leitura do vernier da carruagem. move-se a carruagem grosseiramente até este arranjo. 2º algarismo – leitura do número inteiro do disco de medição. A área do desenho será: Solução: Média das três leituras = (2396 + 2390 + 2384) ÷ 3 = 2390 .Ivancildo F. 2390 e 2384 ao final de três observações. e através dos parafusos (6) e (7) leva-se o vernier até o ponto desejado no braço traçador.Risque cuidadosamente a linha da margem em direção horária até o ponto de partida. 3º algarismo – leitura do número fracionário do disco de medição.

obtendo-se 40m2.Ivancildo F. .3).40 = 95600 m2. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 148 O valor por unidade de área é determinado na tabela pelo cruzamento da linha (escala 1:2000) com a coluna (comprimento do braço 149. A área da figura é 2390.

e quando a superfície do geóide é a referência. nenhuma requereu informações de campo que permitisse a representação do relevo do terreno. loteamentos. a superfície de nível referida a uma superfície de nível qualquer recebe o nome de cota (nível aparente). Referência de nível Chama-se altura de um ponto em altimetria o comprimento da perpendicular baixada deste ponto sobre um plano horizontal denominado superfície de nível de comparação. recebe o nome de altitude geoidal (ortométrica). adução de água. como localizar o posteamento. por exemplo. a representação altimétrica do terreno. a seguir. se torna indispensável. rede elétrica. de forma que os cabos não toquem o chão? Diante do exposto. A cota B cota Superfície física da terra Superfície de nível arbitrada(RN) .2.Ivancildo F. Isto. Para tanto. finalmente. Basta citar. e as alturas dos diferentes pontos característicos com ela relacionados recebem a denominação de cotas. barragens. na elaboração de projetos para aterros. LEVANTAMENTO ALTIMÉTRICO 10. No entanto. a partir do levantamento topográfico.1. porque susidiará a tomada de decisões nos projetos seguintes. Introdução Conforme vimos às etapas de levantamento topográfico planimétrico. e as alturas recebem a denominação de altitudes: Nas ilustrações. Essa superfície de nível pode ser tomada arbitrariamente. porque foi levado em consideração apenas o levantamento da parte plana do mesmo. rede de esgotos e tantos outros. se não se conhece a micro-bacia a montante do mesmo? E numa rede de distribuição de energia. como cotá-los. ou ser tomada em relação ao geóide ou elipsóide. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 149 10. a diferença de nível recebe o nome de altitude elipsoidal. como preencher planilhas de cálculos de cotas ou altitudes e. estradas. já que muitos projetos necessitam apenas desse tipo de levantamento. o caso da construção de barragens: como conhecer o volume de água a acumular num maciço de terra a construir. este capítulo se destina ao conhecimento dos métodos que permitirão a representação do terreno em forma de cotas e altitudes. será mostrado como medir a distância vertical entre pontos. 10. Quando é referida à superfície do geóide.

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A Altitude geoidal

B Altitude geoidal

Superfície física da terra

Superfície geoidal A Altitude elipsoid al B Altitude elipsoid al Superfície física da terra

Superfície elipsoidal As cartas topográficas editadas pelo IBGE, e outros órgãos possuem altimetria referenciada ao geóide. Em levantamentos de altitude com rastreadores GPS, as altitudes elipsoidais obtidas são referenciadas ao datum escolhido para visualização, cabendo ao operador do GPS transformar as altitudes elipsoidais para altitudes ortométricas (também conhecidas como MSL). Assim, ao se fazer a escolha no rastreador, para altitudes MSL, um Modelo Geoidal Global é então acionado pelo dispositivo de controle do rastreador, calculando a ondulação geoidal para as coordenadas Ф e λ determinadas. Em conseqüência, é desta maneira que o rastreador transforma altitudes elipsoidais em ortométricas. Acontece que a modelagem geoidal utiliza o princípio da interpolação para o cálculo da ondulação, o que o torna inexato, comprometendo a precisão final alcançada em termos altimétricos. O geoposicionamento GPS pelo método diferencial, minora sobremaneira a degradação altimétrica.

10.3. Nivelamento Para determinar as diferenças de nível entre os pontos característicos da altimetria de um terreno, é necessário proceder a um trabalho topográfico denominado Nivelamento, através de aparelhos denominados níveis, podendo ser usados teodolitos quando o método requerer ângulos verticais. Portanto, nivelamento é a operação topográfica que consiste na determinação da diferença de nível entre dois ou mais pontos do terreno. São dois os referenciais de nivelamento:

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Referencial de nível verdadeiro ▪ Nivelamento barométrico – obtido pela diferença de pressão com a altitude do ponto, tendo como princípio que, para um determinado ponto da superfície da terra, o valor da altitude é inversamente proporcional ao valor da pressão atmosférica. Devido a sua fragilidade, é dispensável em operações topográficas. Atualmente, com os avanços da tecnologia GPS e dos níveis laser e digital, esse método não é mais empregado, mas é possível, no entanto, utilizar-se dos seus equipamentos para trabalhos rotineiros de reconhecimento.

Altímetro digital com precisão de até 0,04m

▪ Nivelamento GPS – fornece resultados extremamente satisfatórios, quando no modo diferencial.

Referencial de nível aparente Obtido pela diferença de nível entre pontos de cotas arbitrárias. O inconveniente do emprego das cotas, nos nivelamentos, é a impossibilidade de não se poder relacionar plantas provenientes de levantamentos topográficos diferentes. Assim, se dispusermos de duas plantas topográficas de terrenos diferentes, e desejando determinar a diferença de altura entre dois pontos nelas fixados, não será possível esta determinação se as alturas dos respectivos pontos estiverem expressas em cotas, visto que para cada um dos levantamentos se tomou uma superfície de comparação arbitrária, para se determinar as alturas dos respectivos pontos.

10.4. Métodos gerais de nivelamento Os métodos de nivelamento utilizados para a determinação das diferenças de nível e o posterior transporte da cota ou altitude, são nivelamento geométrico simples, nivelamento geométrico composto, taqueométrico e trigonométrico.

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10.4.1. Nivelamento geométrico simples A determinação da diferença de nível entre dois pontos, ou entre um ponto e diversos outros pontos, é efetuada com o nível estacionado num único local, ou seja, o nível é colocado em uma posição tal que seja possível visar a mira colocada em qualquer dos pontos do nivelamento. Em particular, quando mais de um ponto é nivelado, a partir de um ponto ocupado pelo nível, costuma-se chamar nivelamento por irradiação.

LA

LB

LC

LD

LE

LF

C

RN (A)

B

E

D

F

RN

De acordo com a ilustração vista, o nível foi estacionado em um ponto conveniente sobre a linha a nivelar, de onde podem ser visados todos os pontos necessários: B, C, D, E e F além do RN; Visadas Ré – é a visada que é efetuada no RN (A) ponto de cota ou altitude conhecida. É a primeira visada do nivelamento;  Vante – é a visada nos pontos de cota ou altitude a determinar (B, C, D, E, F); Cálculos  Plano de referência (PR) – eqüivale a soma da altura do ponto visado em ré e a leitura da mira no mesmo ponto. É dado pela fórmula: PR = RN (A) + LA
 Cota ou altitude – eqüivale a diferença entre o plano de referência, que passa no centro ótico da luneta do nível, e a leitura na mira no mesmo ponto.

Cota ou altitude = PR - LM

. é relacionar devidamente as medições. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 153 Exemplo elucidativo: Determinar as cotas dos pontos B.Ivancildo F. Nivelamento geométrico composto A determinação da diferença de nível entre diversos pontos é efetuada através de mudanças sucessivas do nível. Aconselha-se cravar um piquete nos pontos de mudança.2. PR Altitude Ré Vante A(Ha) 1295 11815 10520 B 1610 10205 C 890 10925 D 2733 9082 E 1800 10015 F 3125 8690 10. numa associação de nivelamentos geométricos simples.4. neste caso. para cada posição do instrumento. D. PR Altitude Ré Vante RN(A) 1295 10520 B 1610 C 890 D 2733 E 1800 F 3125 Solução: PR = cota + ré = 10520 + 11815 CotaB = PR – VanteB = 11815 – 1610 CotaC = PR – VanteC = 11815 – 890 CotaD = PR – VanteD = 11815 – 2733 CotaE = PR – VanteE = 11815 – 1800 CotaF = PR – VanteF = 11815 – 3125 Preenchimento da caderneta de campo = 10205 = 10925 = 9082 = 10015 = 8690 CADERNETA DE NIVELAMENTO GEOMÉTRICO SIMPLES Leitura na mira Cota ou Est. A única preocupação. C. para evitar a perda do ponto enquanto ocorre a mudança de posição do nível. E e F a partir da caderneta de nivelamento abaixo: CADERNETA DE NIVELAMENTO GEOMÉTRICO SIMPLES Leitura na mira Cota ou Est.

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O nivelamento geométrico composto pode ser de poligonal aberta e de poligonal fechada:

Nivelamento geométrico composto de poligonal aberta É o caso mais comum de nivelamento, onde o ponto de partida do nivelamento não é o mesmo ponto de chegada. Neste nivelamento, se quiser saber o erro de fechamento vertical, é necessário fazer a operação de contra-nivelamento. O ponto final será aquele de partida. A precisão do nivelamento: Emáx = 2.e.(μ)½ Onde: Emáx = Erro máximo aceitável; e = precisão do nível utilizado; μ = extensão da poligonal; Ec = Cota final – Cota inicial Onde: Ec = Erro cometido; Cota inicial = cota de partida do nivelamento; Cota final = última cota do contra-nivelamento; Δη = Ec / NºPR Onde: Δη = distribuição do erro; Ec = erro cometido; NºPR = número de planos de referência; OBS: O erro deve ser distribuído em partes iguais nos pontos de estacionamento do instrumento, ou seja, nos PR.

Exemplo elucidativo: A caderneta de campo, a seguir, é resultado de um nivelamento realizado em 7 vértices (A, B, C, D, E, F, e G) de uma poligonal aberta. Verificar o erro de fechamento

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vertical, distribuindo-o ao longo dos pontos levantados, e calcular as cotas finais desses pontos: Dados complementares: - Precisão do nível utilizado: 1,5mm/Km ; - Extensão da poligonal somente ida: 1,2Km ; - Cota inicial (partida da poligonal em RN): 12370mm; - Cota final (chegada do contra-nivelamento em RN): 12378mm;

Solução: 1) Erros e distribuição: Emáx = 2.e.(μ)½ = 2.1,5.(1,2)½ Emáx = 3,286mm Ec = Cota final – Cota inicial = 12378 – 12370 Ec = 8mm > Emáx ! Considerando apenas a metade de Ec para a ida, já que temos um contranivelamento, teremos Ec = 4mm 2 Δη = 4 = 1mm/PR 4 2) Altitudes provisórias (sem as correções): PRRN = cotaRN + réRN = 12370 + 4800 = 17170 Altitude provisóriaA = PRRN – PIA = 17170 – 4655 = 12515 Altitude provisóriaB = PRRN – PIB = 17170 – 3700 = 13470 Altitude provisóriaC = PRRN – PIC = 17170 – 4500 = 12670 PRC = Altitude provisóriaC + réC = 12670 + 2330 = 15000 Altitude provisóriaD = PRC – PMD = 15000 – 4990 = 10010 PRD = Altitude provisóriaD + réD = 10010 + 4128 = 14138

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156 = 14138 - 4748 = 9390 = 14138 – 760 = 13378

Altitude provisóriaE = PRD – PIE Altitude provisóriaF = PRD – PMF

PRF = Altitude provisóriaF + réF = 13378 + 2800 = 16178 Altitude provisóriaG = PRF – PIG = 16178 - 1535 = 14643 Altitude provisóriaH = PRF – PMH = 14178 - 4650 = 11528 3) Altitudes definitivas (após as correções): Altitude definitivaRN Altitude definitivaA Altitude definitivaB Altitude definitivaC Altitude definitivaD Altitude definitivaE Altitude definitivaF Altitude definitivaG Altitude definitivaH = 12370 não corrige = 12515 – 1 = 12514 = 13470 – 1 = 13469 = 12670 – 1 = 12669 = 10010 – 2 = 10008 = 9390 – 3 = 9387 = 13378 – 3 = 13375 = 14643 – 4 = 14639 = 11528 – 4 = 11524

4) Preenchimento da caderneta de campo CADERNETA DE NIVELAMENTO GEOMÉTRICO Est. Visada Visada Vante Altitude Correção Altitude PR Ré provisória Definitiva PI PM RN 4800 17170 12370 12370 1 A 4655 12515 12514 1 B 3700 13470 13469 1 C 4500 12670 12669 2330 15000 2 D 4990 10010 10008 4128 14138 3 E 4748 9390 9387 3 F 760 13378 13375 2800 16178 4 G 1535 14643 14639 4 H 4650 11528 11524

Nivelamento geométrico composto de poligonal fechada Neste nivelamento não é necessário fazer a operação de contra-nivelamento, pois o ponto inicial é o mesmo ponto de chegada do nivelamento. A diferença entre a cota (ou altitude) de saída e a cota (ou altitude) de chegada é o erro que foi cometido no nivelamento, e as fórmulas para a compensação do erro de fechamento vertical são semelhantes àquelas usadas na poligonal aberta.

D. E e F. a partir das estações A. C.78mm Ec = Cota final – Cota inicial = 110334 – 110328 Ec = 6mm < Emáx ! Δη = 6 = 1mm/PR 6 .Extensão da poligonal somente ida: 1.Cota inicial (partida da poligonal em RN): 110.264Km .7.Precisão do nível utilizado: 7mm/Km .Ivancildo F. Est. 3.328 1) Erros e distribuição: Emáx = 2.264)½ Emáx = 15.(μ)½ = 2. calcular as cotas definitivas dos pontos levantados 1.Cota final (chegada do contra-nivelamento em RN): 12378mm. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 157 Exemplo elucidativo: Dado o croqui de nivelamento de uma poligonal fechada. CADERNETA DE NIVELAMENTO GEOMÉTRICO COMPOSTO Visada Visada Vante Altitude Correção PR Ré Provisória PI PM Altitude Definitiva A/1(RN) A/2 B/2 B/3 C/3 C/4 D/4 D/5 E/5 E/6 F/6 F/(RN) Solução: 2348 1320 963 1928 1629 3912 - - 3418 265 1342 2329 3418 1322 110. . B. . 4. 5 e 6: Dados complementares: . 2.328m = 110328mm.e.(1. .

Ivancildo F.2329 = 109533 PRE = Altitude provisória5 + ré5 = 109533 + 1629 = 111162 Altitude provisória6 = PRE – PM6 = 111162 .3418 = 107744 PRF = Altitude provisória6 + ré6 = 107744 + 3912 = 111656 Altitude provisóriaRN = PRF – PMRN = 111656 . dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 158 2) Altitudes provisórias (sem as correções): PRA = altitudeRN + réRN = 110328 + 2348 = 112676 Altitude provisória2 = PRA – PM2 = 112676 – 3418 = 109258 PRB = Altitude provisória2 + ré2 = 109258 + 1320 = 110578 Altitude provisória3 = PRB – PM3 = 110578 – 265 = 110313 PRC = Altitude provisória3 + ré3 = 110313 + 963 = 111276 Altitude provisória4 = PRC – PM4 = 111276 .1322 = 110334 3) Altitudes definitivas (após as correções): Altitude definitivaRN Altitude definitiva2 Altitude definitiva3 Altitude definitiva4 Altitude definitiva5 Altitude definitiva6 Altitude definitiva1 = 110328 não corrige = 109258 – 1 = 109257 = 110313 – 2 = 110311 = 109934 – 3 = 109931 = 109533 – 4 = 109529 = 107744 – 5 = 107739 = 110334 – 6 = 110328 4) Preenchimento da caderneta de campo CADERNETA DE NIVELAMENTO GEOMÉTRICO Altitude Visada Visada Vante PR Correção Provisória Ré PI PM Est. Altitude Definitiva A/(RN ) A/2 B/2 B/3 C/3 C/4 D/4 D/5 E/5 E/6 F/6 F/(RN) 2348 3418 1320 265 963 1342 1928 2329 1629 3418 3912 1322 112676 110328 109258 1 2 3 4 5 6 110328 109257 110311 109931 109529 107739 110328 110578 110313 111276 109934 111862 109533 111162 107744 111656 110334 .1342 = 109934 PRD = Altitude provisória4 + ré4 = 109934 + 1928 = 111862 Altitude provisória5 = PRD – PM5 = 111862 .

ambos diferenciando apenas no deslocamento vertical da luneta. Nas operações de nivelamento. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 159 10. recomenda-se ler o ângulo horizontal existente no ato da colimação em ré. O ângulo horizontal deve ser medido pelo método das direções. pode-se zerar na visada de ré. Exemplo elucidativo: Determinar as altitudes definitivas dos pontos 2 a 12 pertencentes a uma poligonal fechada.133. O nivelamento foi do tipo taqueométrico.3. conforme descrito na caderneta de campo a seguir. Nivelamento taqueométrico Sabemos que a taqueometria trata da medida indireta da distância horizontal e diferença de nível. Croqui: 2 12 11 10 9 3 4 5 6 7 8 . é comum fazer na mesma caderneta a distância horizontal entre pontos nivelados. e que os aparelhos usados na taqueometria podem ser o nível e o teodolito (taqueômetros). Quando o levantamento for executado com teodolito eletrônico. conforme indicação da NBR 13. Já nos teodolitos óticos mecânicos.4.Ivancildo F.

HORIZ.Ivancildo F. NÍVEL DN MÉDIA DH.475 7 00 00 30 30 → MÉDIA 6 7 1.367 10 00 00 10 10 → MÉDIA 9 10 1.203 89 32 50 89 28 00 89 49 30 86 24 10 93 38 30 85 09 00 94 47 30 91 39 30 88 13 10 93 14 50 87 23 00 90 47 10 88 52 50 87 49 40 91 44 00 88 16 30 91 08 10 93 38 30 86 03 20 89 34 30 . DIF.529 2 00 00 10 10 → MÉDIA 2500 2000 1500 2220 1800 1380 2620 2200 1780 3420 3000 2580 1420 1000 0580 2120 1800 1480 1320 1000 0680 2055 1600 1145 1850 1400 0950 2370 2000 1630 1470 1100 0730 1345 0800 0255 1545 1000 0455 1690 1300 0910 2390 2000 1610 2390 1800 1210 2590 2000 1410 2620 2200 1780 2120 1700 1310 2490 1900 1310 2390 1800 1210 2300 1800 1300 89 53 40 89 39 00 123. DO ÂNG. MÉDIA ALTI TUDE 00 180 95 275 00 180 84 264 00 180 180 00 00 180 183 03 00 180 170 350 00 180 184 04 00 180 93 273 00 180 90 270 00 180 174 354 00 180 179 359 00 180 179 359 00 00 29 29 00 00 57 58 00 00 55 55 00 00 36 36 00 00 51 51 00 00 55 55 00 00 48 48 00 00 45 45 00 00 59 59 00 00 44 44 00 00 56 56 00 00 10 10 → 2 1. AI PV 12 LIMBO HORIZONTAL º ‘ “ RED. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 160 CADERNETA TAQUEOMÉTRICA EST.484 9 00 00 50 50 → MÉDIA 8 9 1.493 8 00 00 50 40 → MÉDIA 7 8 1.485 4 00 00 50 00 → MÉDIA 3 4 1.418 6 00 00 40 50 → MÉDIA 5 6 1. HORIZ.374 3 MÉDIA 2 3 1.520 12 00 00 20 20 → MÉDIA 11 12 1. º ‘ “ LEITURA NA MIRA SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF LIMBO VERTICAL º ‘ “ DIST.454 5 00 00 40 40 → MÉDIA 4 5 1.531 11 00 00 00 00 → MÉDIA 10 11 1.

985m = 77.924m = 80.Ivancildo F.100.00º00'00") + (4º55'40" .sen286°24'10" = 63747mm DH5-4 = (1320 – 680).349m = 89.180º00'00")]÷2 = 184º55'45" α 8 = [(93º48'50" .742m = 90.995.sen288°52'50" = 77970mm DH9-10 = (2390 – 1210).800 DN3-2 = 83.374 – 1.sen288°13'10" = 73928mm DH7-8 = (1345 – 255).100.180º00'00")]÷2 = 179º44'20" α 12 = [(179º56'10" .100.374 – 2.sen293°38'30" = 117524mm DH12-11 = (2390 – 1210).sen293°38'30" = 63742mm DH5-6 = (2055 – 1145).sen285°09'00" = 90349mm DH6-5 = (1850 – 950).00º00'00") + (359º44'20" .994m .100.100.485 – 2.830m = 117.442m = 99.993.100.100.180º00'00")]÷2 = 84º57'55" α 4 = [(180º55'40" .00º00'00") + (275º29'10" .970m = 117.485 –3.cotg89°39'00" + 1.100.sen287°49'40" =117830mm DH10-9 = (2590 – 1410).996.cotg89°32'50" + 1.100.00º00'00") + (359º56'10" .100.sen290°47'10" = 77985mm DH9-8 = (2390 – 1610).sen289°49'30" = 83999mm DH4-5 = (2120 – 1480).cotg89°53'40" + 1.cotg89°28'00" + 1.087 = -0.00º00'00") + (273º48'50" .995m = 83.100.99.00º00'00") + (00º55'40" .100.747m = 63.100.928m = 108.100.sen289°34'30" = 99994mm 3) Diferenças de nível: DN2-12 = 99.993m = 83.100.372m = 73.650m = 108.99m = 83.100.00º00'00") + (354º59'00" .sen289°53'40" = 99999 mm DH2-3 = (2220 – 1380).100.100.524m = 117.180º00'00")]÷2 = 90º45'10" α 10 = [(174º59'00" .sen286°03'20" = 117442mm DH12-2 = (2300 – 1300).733 = 99.sen293°14'50" = 108650mm DH8-7 = (1545 – 455).00º00'00") + (350º51'30" .968m = 117.sen291°44'00" = 117892mm DH10-11 = (2620 – 1780).180º00'00")]÷2 = 180º55'40" α 5 = [(183º36'40" .180º00'00")]÷2 = 95º29'10" α 3 = [(84º57'50" .180º00'00")]÷2 = 93º48'50" α 9 = [(90º45'10" .sen294°47'30" = 89372mm DH6-7 = (2370 – 1630).180º00'00")]÷2 = 183º36'45" α 6 = [(170º51'30" .996m = 83.00º00'00") + (3º36'50" .sen289°28'00" = 83993mm DH4-3 = (1420 – 580).100.442 = 0.892m = 83.000 = -0. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 161 Solução: 1) Ângulos horizontais: α2 = [(95º29'10" .180º00'00")]÷2 = 174º59'00" α 11 = [(179º44'20" .sen288°16'30" = 83924mm DH11-10 = (2120 – 1310).000 DN2-3 = 83.sen291°39'30" = 73938mm DH7-6 = (1470 – 730).sen291°08'10" = 80968mm DH11-12 = (2490 – 1310).00º00'00") + (264º58'00" .100.00º00'00") + (270º45'10" .sen289°32'50" = 83995mm DH3-4 = (3420 – 2580).999m = 63.051 = -0.100.200 DN3-4 = 83.180º00'00")]÷2 = 170º51'30" α 7 = [(184º55'50" .sen289°39'00" = 83996mm DH3-2 = (2620 – 1780).100.180º00'00")]÷2 = 179º56'10" 2) Distâncias horizontais: DH2-12 = (2500 – 1500).sen287°23'00" = 108773mm DH8-9 = (1690 – 910).773m = 77.938 = 73.

442.442)÷2 = 117.650.cotg88°16'30" + 1.773.999.418 – 1.924 + 80.821 DN11-12 = (7.100 = 2.7215 DN4-5 = (3.cotg88°52'50" + 1.742)÷2 = 63.933 DH7-8 = (108.996 + 83.995 DH3-4 = (83.786 DN11-12 = 117.860 DH6-7 = (73.6785 DN7-8 = (5.890)÷2 = 0.742.529 – 1.747.996 DH4-5 = (63.827 DN12-2 = 99.857 + 1.800 = -5.cotg91°39'30" + 1.454 – 1.cotg91°08'10" + 1.843 DN12-2 = (0.968.994.036 + 4.800 = 3.977 DH9-10 = (117.710)÷2 = 0.493 – 1.650 + 108.924.9945)÷2 = 99.886 DN9-8 = 77.Ivancildo F.475 – 1.000 = 5.860 + 7.968)÷2 = 82.484 – 1.400 = -7.662 DN5-4 = 63.531 – 2.892.036)÷2 = 4.cotg91°44'00" + 1.442 + 0.666 DN7-6 = 73.000 = 0.cotg86°24'10" + 1.471 + 5.069 DN3-4 = (0.861 DH10-11 = (83.cotg86°03'20" + 1.cotg85°09'00" + 1.349.800 = 7.985.455 DN8-9 = 77.888 DN9-10 = (4.860 DN12-11 = 117.367 – 2.900 = -7.786)÷2 = 1.531 – 2.cotg90°47'10" + 1.000 = -3.938.886 + 0.cotg89°34'30" + 1.372.890 DN9-10 = 117.cotg93°14'50" + 1.938 + 73.cotg94°47'30" + 1.995)÷2 = 83.036 DN10-9 = 117.524.087 + 0.99 5) Diferenças de nível médias: DN2-3 = (0.4505 DN6-7 = (2.036 DN10-11 = 83.970)÷2 = 77.493 – 0.471 4) Distâncias horizontais médias: DH2-3 = (83.300 = -0.990 + 99.456 .830 + 117.200 = 1.928)÷2 = 73.475 – 2.000 = -4.cotg93°38'30" + 1.745 DH5-6 = (90.051)÷2 = 0.483 DH12-2 = (99.529 – 1.372)÷2 = 89.454 – 1.471 DN8-7 = 108.524 + 117.cotg88°13'10" + 1.484 + 7.6505 DN5-6 = (7.cotg89°49'30" + 1.cotg87°23'00" + 1.484 DN6-5 = 89.639)÷2 = 3.600 = 7.662 + 3.417 DN6-7 = 73.520 – 1.827)÷2 = 7.928.446 DH11-12 = (117.733 + 0.800 = 4.455)÷2 = 5.cotg87°49'40" + 1.520 – 1.773)÷2 = 108.857 DN11-10 = 80.639 DN5-6 = 90.710 DN4-5 = 63.349 + 89.970.800 = 0.417)÷2 = 7.999)÷2 = 83.cotg93°38'30" + 1.463 DN8-9 = (0.666 + 2.691 DH8-9 = (77.000 = 0. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 162 DN4-3 = 83.471)÷2 = 0.830.691 DN7-8 = 108.036 DN10-11 = (1.691)÷2 = 2.484 – 1.367 – 1.000 = -2.700 = -1.747 + 63.418 – 1.985 + 77.993 + 83.892)÷2 = 117.

Ivancildo F. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios

163

6) Altitudes: Altitude3 = 123,203 Altitude4 = altitude3 + DNmédia3-4/4-3 = 123,203 + (-)0,721 Altitude5 = altitude4 + DNmédia4-5/5-4 = 122,482 + 3,650 Altitude6 = altitude5 + DNmédia5-6/6-5 = 126,132 + 7,450 Altitude7 = altitude6 + DNmédia6-7/7-6 = 133,582 + (-)2,678 Altitude8 = altitude7 + DNmédia7-8 = 130,904 + (-)5,463 Altitude9 = altitude8 + DNmédia8-9 = 125,441 + (-)0,888 Altitude10 = altitude9 + DNmédia9-10 = 124,553 + 4,036 Altitude11 = altitude10 + DNmédia10-11 = 128,589 + 1,821 Altitude12 = altitude11 + DNmédia11-12 = 130,410 + (-)7,84 Altitude2 = altitude12 + DNmédia12-2 = 122,567 + 0,456 Altitude3 = altitude2 + DNmédia2-3/3-2 = 123,023 + 0,069 7) Preenchimento da caderneta:

= 122,482 = 126,132 = 133,582 = 130,904 = 125,441 = 124,553 = 128,589 = 130,410 = 122,567 = 123,023 = 122,092 ≠ 123,203 OK!

Ivancildo F. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios

164

CADERNETA TAQUEOMÉTRICA
EST. AI LIMBO HORIZ. REDUÇÃO DO ÂNG. HORIZONTAL º ‘ “

PV
12

º

LEITURA NA MIRA SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF

LIMBO VERT. º ‘ “

DIST. H DIF. N

DN. MÉDIA DH. MÉDIA

ALTI TUDE

00 180 95 275 00 180 84 264 00 180 180 00 00 180 183 03 00 180 170 350 00 180 184 04 00 180 93 273 00 180 90 270 00 180 174 354 00 180 179 359 00 180 179 359

00 00 29 29 00 00 57 58 00 00 55 55 00 00 36 36 00 00 51 51 00 00 55 55 00 00 48 48 00 00 45 45 00 00 59 59 00 00 44 44 00 00 56 56

00 00 10 10

2 1,374 3

MÉDIA

95

29

10

2 3 1,485 4

00 00 50 00

MÉDIA

84

57

55

3 4 1,454 5

00 00 40 40

MÉDIA

180

55

40

4 5 1,418 6

00 00 40 50

MÉDIA

183

36

45

5 6 1,475 7

00 00 30 30

MÉDIA

170

51

30

6 7 1,493 8

00 00 50 40

MÉDIA

184

55

45

7 8 1,484 9

00 00 50 50

MÉDIA

93

48

50

8 9 1,367 10

00 00 10 10

MÉDIA

90

45

10

9 10 1,531 11

00 00 00 00

MÉDIA

174

59

00

10 11 1,520 12

00 00 20 20

MÉDIA

179

44

20

11 12 1,529 2

00 00 10 10

MÉDIA

179

56

10

2500 2000 1500 2220 1800 1380 2620 2200 1780 3420 3000 2580 1420 1000 0580 2120 1800 1480 1320 1000 0680 2055 1600 1145 1850 1400 0950 2370 2000 1630 1470 1100 0730 1345 0800 0255 1545 1000 0455 1690 1300 0910 2390 2000 1610 2390 1800 1210 2590 2000 1410 2620 2200 1780 2120 1700 1310 2490 1900 1310 2390 1800 1210 2300 1800 1300

89

53

40

99,99 -0,442 83,996 0,069 123,203 0,087 83,995 -0,051 83,993 (-)0,721 122,482 -0,733 83,999 0,710 63,747 3,650 126,132 3,662 63,742 -3,639 90,349 7,450 133,582 7,484 89,372 -7,417 73,938 (-)2,678 130,904 -2,666 73,928 2,691 108,650 (-)5,463 125,441 -5,471 108,773 5,455 77,985 0,888 124,553 -0,886 77,970 0,890 117,830 4,036 128,589 4,036 117,892 -4,036 83,924 1,821 130,410 1,857 80,968 -1,786 117,524 (-)7,843 122,567 -7,860 117,442 7,827 99,994 0,471 0,456 99,99 123,023

89

39

00

89

32

50

83,995

89

28

00

89

49

30

83,996

86

24

10

93

38

30

63,745

85

09

00

94

47

30

89,860

91

39

30

88

13

10

73,933

93

14

50

87

23

00

108,691

90

47

10

88

52

50

77,977

87

49

40

91

44

00

117,861

88

16

30

91

08

10

82,446

93

38

30

86

03

20

117,483

89

34

30

Ivancildo F. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios

165

10.4.4. Nivelamento trigonométrico O nivelamento trigonométrico a mira é mais preciso do que o nivelamento taqueométrico, no entanto, deve-se ter o cuidado de limitar a linha de visada em 150m, independente da precisão do teodolito utilizado, para atenuar o erro altimétrico ocasionado pela curvatura terrestre.

Exemplo elucidativo: Determinar as altitudes definitivas dos pontos 2 a 8 pertencentes a uma poligonal fechada. O nivelamento foi do tipo trigonométrico, conforme descrito na caderneta de campo a seguir.

Croqui:
8 2 7

6 3 5 4

600 0.200 0.600 2.134 180 84 57 264 57 MÉDIA 00 179 183 00 59 02 3 4 1. DO ÂNG.500 0.465 5 03 02 MÉDIA 00 180 175 00 00 17 17 00 00 47 4 5 1.500 0.700 0.300 4.900 1.000 7. AI PV LIMBO HORIZ.400 0.Ivancildo F. HORIZ.700 0.600 0.000 7.500 0.700 0. º ‘ “ º RED.300 7.500 0.400 7.300 7.000 1.800 5.200 0.600 0.485 2 357 00 180 93 MÉDIA 8 2 1.700 2.700 0.400 0. º ‘ “ DISTÂNCIA HORIZONTAL DIFERENÇA DE NÍVEL DNmédia DHmédia Altitude 00 2 3 1. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 166 CADERNETA TRIGONOMÉTRICA EST.200 0.390 4 00 00 00 05 40 50 → 00 55 45 45 → 00 00 45 40 → 00 00 20 10 → 00 00 20 20 → 00 55 20 25 → 00 05 55 55 → LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 0.900 2.640 0. ‘ “ LEITURA NA MIRA LIMBO VERT.600 1.500 7.700 7.700 90 90 85 91 90 86 90 90 85 86 86 83 94 94 91 92 92 92 87 87 86 91 91 89 90 90 86 88 88 86 92 92 89 92 92 90 87 87 86 90 90 85 51 47 52 05 57 21 14 01 21 15 13 35 40 36 56 55 49 13 40 38 06 11 03 43 13 08 55 25 23 31 05 04 59 06 06 31 42 40 22 39 38 39 20 10 30 50 35 10 05 50 50 20 10 35 40 10 00 15 30 40 30 40 15 50 00 50 15 50 00 30 35 10 55 20 30 45 45 50 30 50 55 05 05 00 DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA 123.300 7.400 0.380 0.700 7.600 0.542 6 355 00 MÉDIA 5 6 1.390 3 274 50 MÉDIA .423 7 180 95 275 47 MÉDIA 00 180 88 00 00 06 6 7 1.100 0.407 8 268 06 MÉDIA 00 00 59 57 57 00 00 50 179 177 7 8 1.700 0.000 2.700 7.

180º00'00")]÷2 α 8 = [(177º57'20" .825 DH1 = (5.700 – 0.00º00'00") + (275º47'10" .525m DH1 = (7.700 – 0.461m DH1 = (7.508 DH1 = (2.00º00'00") + (355º17'40" .700 – 0.156 DHmédia = (78.300) ÷ (cotg91°56'00" – cotg94°36'10") = 154.700 – 0.500 – 0. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 167 Solução: 1) Ângulos horizontais: α3 = [(84º57'40" .Ivancildo F.699 DH1 = (7.876) ÷ 2 = 83.946 + 154.925) ÷ 2 = 181.007 DHmédia = (153.866m DH1 = (7.700 – 0.700 – 0.900) ÷ (cotg89°43'50" – cotg91°03'00") = 78.500) ÷ (cotg86°21'10" – cotg91°05'50") = 84.444 + 84.600 – 0.139m DH1 = (4.7m DH1 = (7.400) ÷ (cotg85°21'50" – cotg90°14'05") = 84.179º59'55")]÷2 α 5 = [(175º17'45" .500 – 0.179º59'55")]÷2 α 2 = [(93º50'55" .700) ÷ (cotg85°21'50" – cotg90°01'50") = 84.774 = 84º57'42" = 183º02'47" = 175º17'42" = 95º47'05" = 88º06'20" = 177º57'25" = 94º50'55" DH3-4 DH4-3 DH4-5 DH5-4 DH5-6 DH6-5 DH6-7 DH7-6 .700) ÷ (cotg89°43'50" – cotg91°11'50") = 78.600 – 0.700) ÷ (cotg86°21'10" – cotg90°57'35") = 84.716m DH1 = (5.719 DHmédia = (181.719) ÷ 2 = 181.200) ÷ (cotg86°55'00" – cotg90°13'15") = 77.300) ÷ (cotg85°52'30" – cotg90°47'10") = 83.156) ÷ 2 = 78.478) ÷ 2 = 84.121 + 78.500 – 0.500) ÷ (cotg83°35'35" – cotg86°13'10") = 153.857 + 83.500 – 0.946 DH1 = (7.180º00'00")]÷2 α 6 = [(95º47'20" .876m DHmédia = (83.700) ÷ (cotg86°06'15" – cotg87°40'30") = 181.600 – 0.007) ÷ 2 = 153.180º00'00")]÷2 2) Distâncias horizontais: DH3-2 DH1 = (7.925 DHmédia = (181.600 – 0.400) ÷ (cotg92°13'40" – cotg92°55'15") = 181.180º00'00")]÷2 α 7 = [(88º06'20" .00º00'00") + (03º02'45" .600 – 0.641 DHmédia = ( 153.532) ÷ 2 = 84.444m DH1 = (7.478m DHmédia = (84.772m DH1 = (2.600 – 0.500 – 0.532 DHmédia = (84.180º00'00")]÷2 α 4 = [(183º02'45" .699 + 153.518 DH1 = (7.00º00'00") + (268º06'20" .641) ÷ 2 = 153.977m DH1 = (2.400) ÷ (cotg83°35'35" – cotg86°15'20") = 153.500 – 0.300) ÷ (cotg86°52'00" – cotg90°08'50") = 76.508 + 181.100) ÷ (cotg91°56'00" – cotg94°40'40") = 153.00º00'00") + (264º57'50" .00º00'00") + (274º50'55" .800) ÷ (cotg86°06'15" – cotg87°38'40") = 181.857m DH1 = (7.825 + 181.518 + 84.121 DH1 = (2.700) ÷ (cotg92°13'40" – cotg92°49'30") = 181.00º00'00") + (357º57'25" .200) ÷ (cotg85°52'30" – cotg90°51'20") = 83.962 DH1 = (4.

900) ÷ (cotg86°31'10" – cotg88°25'30") = 201.119 DN2 = 181.558.925.400 = 11.200 = .508.542 – 0.135 DNmédia = (8.465 – 0.300 = -0.725 DNmédia = (0.415) ÷ 2 = 201.105 DN3-4 DN4-3 DN4-5 DN5-4 DN5-6 DN6-5 .600 – 1.720) ÷ 2 = 0.157) ÷ 2 = -11.720 DNmédia = (0.cotg92°55'15" + 1.719m DN1 = 153.717 DH1 = (7.cotg94°36'10" + 1.124 DH1 = (7.500 = -0.127 DN1 = 181.415 DHmédia = (201.000) ÷ (cotg86°31'10" – cotg88°23'35") = 201.700 – 0.100 = -11.cotg90°51'20" + 1.600) ÷ (cotg86°22'55" – cotg87°42'30") = 217.062 DN2 = 83.157 DNmédia = (11.542 – 0.423 – 0.cotg90°01'50" + 1.363) ÷ 2 = 217.465 – 0.0.200) ÷ (cotg89°59'30" – cotg92°05'55") = 201.cotg92°49'30" + 1.640 – 2.154 DN2 = 154.007.767) ÷ 2 = 83.400 = 0.154 + 11.124 DN2 = 153.061 DNmédia = -0.699.cotg91°05'50" + 1.478.300) ÷ (cotg89°59'30" – cotg92°04'20") = 200.117 DNmédia = (11.043 DH1 = (7.400) ÷ (cotg85°39'00" – cotg90°38'05") = 83.538.363 DHmédia = (217.700 – 0.774) ÷ 2 = 77.542 – 0.542 – 0.155m DN1 = 181.cotg90°14'05" + 1.726m DN1 = 84.cotg87°40'30" + 1.144 + 200.061m DN1 = 84.390 – 0.120m DN1 = 153.945 DHmédia = (201.000 – 1.000) ÷ (cotg90°31'50" – cotg92°06'45") = 217.390 – 0.cotg90°57'35" + 1.119 + 8.Ivancildo F.cotg86°13'10" + 1.400 = -8.243m DH1 = (7.600 – 0.700 = -8.124 + 11.390 – 0.465 – 0.182m DH1 = (7.600 – 0.727 DN2 = 84.229m DH1 = (7. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 168 DHmédia = (77.700 = 8.700) ÷ (cotg86°22'55" – cotg87°40'50") = 217.742m DH8-7 DH8-2 DH2-8 DH2-3 3) Diferenças de nível: DN3-2 DN1 = 83.117) ÷ 2 = 11.cotg90°47'10" + 1.857.725) ÷ 2 = -0.641.726 + 0.767 DHmédia = (83.500 = 11.135) ÷ 2 = -8.825.368m DH7-8 DH1 = (7.945) ÷ 2 = 201.144 DH1 = (7.700 = -0.182 DHmédia = 217.300 = -11.cotg86°15'20" + 1.719 + 0.700 = 0.600 – 0.380) ÷ (cotg85°39'00" – cotg90°39'05") = 83.043 + 201.876.717 + 83.719 DN2 = 84.962 + 76.124 + 217.045m DH1 = DH2 = (7.444.640 – 2.465 – 0.946.cotg94°40'40" + 1.390 – 0.

057) ÷ 2 = 6.909 + 0.139 + 77.423 – 0.200 = -6.cotg92°06'45" + 1.900 = -0.962.300 = 0.000 = 6.182 + 217.700 = -0.086 DNmédia = (6.91 DNmédia = (0.182.390 – 2.400 = 0.7225 DN4-5 = (11.cotg90°38'05" + 1.cotg90°08'50" + 1.742 + 83.804 .120 + 11.908 + 0.062 DNmédia = (0.479 DN2 = 217.086) ÷ 2 = -6.726 + 0.506 = 84.479 + 7.945.cotg90°13'15" + 1.526 DN1 = 217.200 = 0.494 DNmédia = (7.390 – 0.380 = 0.600 = 7.909) ÷ 2 = .461 + 84.cotg87°38'40" + 1.485 – 1.716)÷2 DH6-7 = (78.120 + 11.0.493 = 11.719)÷2 = 0.cotg88°25'30" + 1.744 = 77.407 – 0.423 – 0.486)÷2 = 7.062) ÷ 2 = 0.774.121.900 = 6.1 DN6-7 DN1 = 78.485 – 0.086 DN2 = 200.105 + 8.300 = -6.046 DN1 = 201.060 DN7-6 DN7-8 DN8-7 DN8-2 DN2-8 DN2-3 4) Distâncias horizontais médias: DH3-4 = (84.086)÷2 = 6.066 DN8-2 = (7.909 DN7-8 = (6.058 + 0.212 = 83.086 + 6.767.046 + 6.137 = 217.909 DNmédia = (0.526 + 7.407 – 0.144.415.155)÷2 DH5-6 = (181.113 DN6-7 = (0.243)÷2 DH2-3 = (83.1)÷2 = 8.368)÷2 DH7-8 = (201.909 DN2 = 78.098 DNmédia = (8.485 – 0.124.407 – 0.909 DN1 = 77.cotg88°23'35" + 1.058 DN2 = 83.800 = 8.390 – 2.423 – 0.407 – 1.717.137 DN5-6 = (8.494) ÷ 2 = 7.127 + 8.cotg91°11'50" + 1.043.156.035 DN2 = 201.cotg91°03'00" + 1.cotg87°42'30" + 1.908 DN2 = 76. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 169 DN2 = 181.909)÷2 = 0.cotg87°40'50" + 1.700 = 7.045)÷2 DH8-2 = (217.525)÷2 DH4-5 = (11.753 = 201.91) ÷ 2 = 0.363.Ivancildo F.137 = 181.098) ÷ 2 = 8.cotg90°39'05" + 1.909 + 0.909 DN1 = 201.390 – 0.155)÷2 = 11.000 = -7.035 + 6.526 DNmédia = -7.cotg92°04'20" + 1.866)÷2 5) Diferenças de nível médias: DN3-4 = (0.229 + 201.086 DN1 = DN2 = 217.719.486 DN1 = 83.cotg92°05'55" + 1.057 DNmédia = (6.772 + 181.

527 + 6.411 = 133.548 = 125. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 170 DN2-3 = (0.436 + (-)0.134 + (-)0.548 + (-)8.087 = 123.411 + 11.593 + (-)7.060 + 0.134 Altitude4 = altitude3 + DNmédia3-4 = 123.527 = 130.593 = 123.137 Altitude6 = altitude5 + DNmédia5-6 = 133.436 = 124.087 + 0.060 7) Preenchimento da caderneta: = 122.061)÷2 6) Altitudes: = 0.113 Altitude7 = altitude6 + DNmédia6-7 = 125.147 OK! .506 Altitude3 = altitude2 + DNmédia2-3 = 123.909 Altitude8 = altitude7 + DNmédia7-8 = 124.060 Altitude3 = 123.066 Altitude2 = altitude8 + DNmédia8-2 = 130.Ivancildo F.722 Altitude5 = altitude4 + DNmédia4-5 = 122.

154 11.700 0.035 6.76 7 83.137 153.117 11.43 6 11.12 1 78.96 1 133.062 0. DO ÂNG.59 3 6.061 -0.100 0.51 8 84.134 ()0.500 0.1 44 200.1 24 217.542 83.53 2 84.1 82 217. AI PV LIMBO HORIZ. º ‘ “ DISTÂNCIA HORIZONTAL DIFERENÇA DE NÍVEL DN média DH média Altitude 00 2 3 1.909 -0.113 181.500 0.105 8.124 11.526 7.500 7.9 45 201.526 -7.700 0.494 7. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 171 CADERNETA TRIGONOMÉTRICA EST.71 7 83.200 0.046 -6.000 7.8 25 181.062 -0.727 -0. HORIZ.800 5.407 00 00 180 88 8 06 06 20 20 → 00 55 88 06 20 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 268 MÉDIA 00 7 8 1.86 6 84.300 4.52 5 153.700 7.700 0.0 07 153.Ivancildo F.086 -7.000 1.91 0.200 0.900 1.6 41 153.909 6.060 83.300 7.000 2.300 7.7 72 78.119 -8.46 1 84.21 2 130.485 00 59 179 177 2 57 57 20 25 → 00 05 177 57 25 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 357 MÉDIA 00 8 2 1.640 0.600 0.909 77.1 -0.2 43 83.804 123.505 217.47 8 84.15 6 78.600 1.700 7.400 0.7 16 181.719 11.700 90 90 85 91 90 86 90 90 85 86 86 83 94 94 91 92 92 92 87 87 86 91 91 89 90 90 86 88 88 86 92 92 89 92 92 90 87 87 86 90 90 85 51 47 52 05 57 21 14 01 21 15 13 35 40 36 56 55 49 13 40 38 06 11 03 43 13 08 55 25 23 31 05 04 59 06 06 31 42 40 22 39 38 39 20 10 30 50 35 10 05 50 50 20 10 35 40 10 00 15 30 40 30 40 15 50 00 50 15 50 00 30 35 10 55 20 30 45 45 50 30 50 55 05 05 00 DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA 180 4 84 264 57 57 40 50 → 00 55 84 57 42 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 MÉDIA 00 3 4 1.41 1 123.600 0.060 0.127 8.155 -8.85 7 83.6 99 153.700 0.0 45 217.500 0.96 2 76.135 -8. º ‘ “ º RED.719 0.77 4 00 00 180 95 7 47 47 20 10 → 00 00 95 47 05 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 275 MÉDIA 00 6 7 1.600 0. ‘ “ LEITURA NA MIRA LIMBO VERT.753 125.52 7 ()0.157 11.400 7.08 7 ()7.9 46 154.2 29 201.061 -0.908 0.300 7.700 0.700 7.493 00 00 180 175 6 17 17 45 40 → 00 00 175 17 42 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 355 MÉDIA 00 5 6 1.390 00 00 180 93 3 50 50 55 55 → 94 50 55 LM1 LM2 LM3 274 MÉDIA .5 08 181.486 0.9 25 181.9 77 181.120 11.390 00 00 00 05 LM1 LM2 LM3 0.13 7 124.909 0.1 82 217.36 8 201.13 9 77.400 0.700 2.44 4 84.066 201.720 0.909 -0.479 7.380 0.7 19 181.74 2 DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA -0.086 -6.87 6 83.725 -0.722 84.465 00 59 179 183 5 02 02 45 45 → 00 00 183 02 47 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 03 MÉDIA 00 4 5 1.726 0.423 ()8.200 0.500 0.7 153.058 0.000 7.057 6.600 0.600 2.3 63 217.086 -6.1 82 217.54 8 122.4 15 201.900 2.098 8.400 0.77 4 77.0 43 201.526 -7.

1 3 (↓)123. porque não ressalta à vista.Ivancildo F. (↓)123.5 Plano cotado Processo utilizado apenas para cotar pontos resultantes das projeções horizontais numa planta topográfica.1 2 (↓)123. É um processo que normalmente não é empregado só.0 7 .0 23 (↓)123. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 172 10.

Sendo assim. . . ✔ Dutos de óleo. . Serão apresentados métodos de representação bastante conhecidos. .Áreas de desapropriação. A planialtimetria pode ser utilizada para: ✔ Rodovias e ferrovias na escolha do melhor traçado e locação.Determinar pontos onde é necessária a utilização de bombas para recondução do escoamento.Necessidades de obras de arte especiais. .Estudar o relevo para a idealização do projeto. além do conhecimento técnico. ✔ Serviços de terraplenagem.Declividades máxima e mínima. etc. pois deles resultarão informações do relevo. gás. água.Melhores pontos para instalação de torres. 11.Direção e largura da faixa de domínio da linha.Mínimo de curvas necessárias. .2. planejamento e viabilização de projetos.Locais sujeitos a inundação. LEVANTAMENTO PLANIALTIMÉTRICO 11.Ivancildo F. .Movimentação de terras para construir edificações. . esgoto. porque as feições nunca se repetem. . este capítulo se dedica ao estudo da representação do relevo de uma área topográfica. Conceito Planialtimetria é a representação das informações obtidas dos levantamentos planimétricos e altimétricos em uma única planta ou carta topográfica.Estudar o relevo para fins de planificação.Movimentação de terra. produtos químicos. Introdução A representação do relevo do terreno sempre constitui um sério problema para o desenhista. .1. postes e etc. que permitirão confeccionar cartas planialtimétricas com bastante confiabilidade. de sensibilidade para escolher este ou aquele método de trabalho. A finalidade é de fornecer o maior número possível de informações da superfície representada para efeitos de estudo. . . dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 173 11. ✔ Linhas de transmissão de energia. que devem ser confiáveis para o leitor. . mais ainda para o operador dos equipamentos topográficos: Este precisa.

. recebe o nome de perfil ou seção transversal.Preservar áreas de interesse ecológico e ambiental. . Se o perfil é referente ao eixo do caminhamento recebe o nome de perfil longitudinal. .Realizar estudos de impacto ambiental. . ✔ Planejamento urbano.Avaliar judicialmente a propriedade.Retificar as curvas de nível em atendimento a projetos idealizados. e .Definir a economia (criação ou plantio) mais apropriada para a região. barragens e usinas. Formas de representação O relevo de uma área pode ser representado.Curvas de nível.Cores hipsométricas. 11. ✔ Construção de açudes.Estudar e planejar o tráfego de veículos.Estudar e planejar a direção das vias. Se for perpendicular ao alinhamento. de lazer e recreação.Estudar e planejar áreas industriais. ✔ Planejamento de uso da terra.Prevenir erosões.Ivancildo F. residenciais. ✔ Peritagem. . . .Perfis topográficos. . 11. . estimando preço de venda e valores de tributação. . pelo menos. .Projetar desvios de cursos d‟água.Determinar áreas de inundação pelas águas. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 174 . comerciais.Realizar projetos de irrigação. das seguintes maneiras: . . Perfis topográficos Perfil é o desenvolvimento em um plano vertical da interseção do alinhamento com a superfície topográfica. .Relevo sombreado. .3.1.Organizar o plantio. .3.

drenos.6 701.4 703.5 705. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 175 Para o levantamento de um perfil. são previamente escolhidos.5 700 500 509 516 528 546 555 564 573 598 614 635 Estacas (m) EH = 1:2000 Perfil com linhas curvas Exemplo elucidativo: Desenhar o perfil do eixo de uma poligonal. entre cada PI. etc. Levantamento da linha Os dados topográficos da poligonal. tais como. e declividade é a parte da superfície topográfica que desce em relação ao observador. sobre um eixo. gasoduto. Os detalhes planimétricos referem-se a travessias sob ou sobre o eixo que está sendo nivelado para o perfil. toma-se a escala vertical dez vezes maior do que a escala horizontal: Altitudes (m) Ev = 1:200 706.9 702. estradas.5 702. A distância horizontal e a diferença de nível entre cada PI. Os detalhes altimétricos correspondem aos pontos da superfície topográfica que mudam de aclividade ou declividade. que parte da estaca E0 (zero) até a estaca E14. A nomenclatura „estaca‟ corresponde a uma distância de 20. para projeto de abastecimento d‟água. Aclividade é a parte da superfície topográfica que sobe em relação ao observador. ângulos (horizontal e vertical) e distâncias (distância horizontal e diferença de nível) são anotados nas cadernetas de campo de nivelamento que já conhecemos.1 705.00m. O traçado se dará através da ligação em linha reta (de preferência) ou não. necessita-se efetuar um projeto preliminar onde os PI‟s. redes de transmissão de energia. oleoduto. pontos de interseção.9 701. sendo obtidos simultaneamente ao levantamento da poligonal. .2 704. é que determinarão o traçado do perfil. cursos d‟água.8 703. Com a finalidade de dar mais realce às variações das alturas.Ivancildo F. linhas de transmissão e outros projetos.

A.70 159.10 164.50 + 19.00 12 13 14 158. na superfície do terreno.10 Observações N.40 158.00 165. os ângulos e distâncias.3. margem esq.2. que é a planta (resultado da projeção da superfície num plano horizontal). que têm a mesma cota (ou altitude). mas não de uma área. Ponto E Estaca Cota 7 8 9 10 11 + 15. margem esq. Nela.00 158.20 160.80 159.30 160. Ponto C Leito da estrada. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 176 Estaca Cota 0 1 + 10.00 164. Ponto D N. pois precisaríamos de um número imenso de perfis da mesma área em .50 158. Ponto F Ponto G Solução: A B G C D E F 11.40 165. embora reduzidos na escala.12 159. do rio. Curvas de nível Curva de nível é uma linha sinuosa que liga pontos. Mas o perfil só representa a altimetria de um eixo.70 158. a altimetria só conta com a representação gráfica em perfil.50 165.15 160.90 161.00 5 + 18. Enquanto isso. Então a visão geral do terreno fica prejudicada. do rio.60 Ponto A Observações Ponto A‟ Ponto B Leito da estrada. são representados fielmente.40 160. A curva de nível é uma forma de representação gráfica de extrema importância: a planimetria possui uma forma de representação gráfica perfeita.Ivancildo F.40 2 3 4 + 10.40 158.A.

e colocar a sua cota (ou altitude) entre os extremos seccionados.0 metros Para numerar as curvas de nível.0 metros 2. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 177 diversas posições e direções. costuma-se seccionar a linha. O valor da eqüidistância vertical varia de acordo com a precisão requerida.5 metros 1.Ivancildo F. A eqüidistância escolhida em cada trabalho topográfico depende basicamente da escala da planta: Escala 1:500 1:1000 1:2000 1:10000 Eqüidistância 0. As linhas das curvas de nível são geradas pela interseção de planos horizontais com a superfície do terreno. Veja a seguir: Elevação: Os planos horizontais são paralelos e eqüidistantes. a seguir. que abrangem toda a área em estudo. o esquema de delimitação de uma área retangular ABCD a ser representada em planta planialtimétrica: . para termos uma visão panorâmica e nunca poderíamos visualizá-los todos ao mesmo tempo.0 metros 10. A visão imaginativa geral da sinuosidade do terreno é dada então pelas curvas de nível. Veja de forma elucidativa. Qualquer profissional conhecedor de curvas de nível é capaz de visualizar o relevo do terreno com suas características.

Ivancildo F. possibilitando visão imaginativa do terreno: . segundo o contorno retangular ABCD até uma profundidade de 15 metros abaixo do nível d‟água: Corte horizontal de 5 em 5 metros do bloco diagrama. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 178 O corte vertical do terreno. em bloco diagrama.

porque disto resultaria um único ponto com duas cotas (altitudes) diferentes: 68 67 .Ivancildo F. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 179 Projeção das curvas de nível na planta: Características das curvas de nível: ● Duas curvas de nível jamais se cruzam.

dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 180 ● Curvas de nível muito afastadas uma das outras significa que o terreno é levemente inclinado. e quando muito próximas. onde são divididas as águas. Corresponde a superfície compreendida entre a linha de cumiada e a linha de talvegue. 68 67 66 65 64 2) Linha de cumiada (cumeeira): É o lugar geométrico dos pontos de cotas (ou altitudes) mais altas.Ivancildo F. pois é a própria inclinação do terreno. um terreno fortemente inclinado: 68 67 66 67 65 64 66 68 65 ● Curva de nível não pode desaparecer repentinamente: 68 67 66 65 64 Interpretação das curvas de nível: 1) Vertente: É o elemento mais simples de se interpretar na superfície topográfica. 62 63 64 64 63 .

dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 181 3) Vale: É o lugar geométrico dos pontos de cotas (ou altitudes) mais baixas.Ivancildo F. ou seja. onde são acumuladas as águas. 59 60 62 61 6) Garganta: Conhecida também como ponto obrigatório de passagem. a garganta é um ponto de mínima cota (ou altitude) ao longo de uma seqüência de pontos elevados. formando uma linha de divisão de águas. 62 61 60 59 5) Linha de espigão: Quando as vertentes têm inclinações rápidas e uniformes provocando na sua representação curvas de nível em ângulo côncavo. formando uma linha de reunião de águas. As cotas (ou altitudes) maiores abraçam as cotas menores. . As cotas (ou altitudes) menores abraçam as cotas menores. 64 63 62 62 63 4) Linha de talvegue: Quando as vertentes têm inclinações rápidas e uniformes provocando na sua representação curvas de nível em ângulo agudo.

pois subiremos menos de um lado e desceremos menos do outro. etc.3. Pode-se entender a garganta também. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 182 quando queremos atravessar de um espigão para outro com qualquer via de transporte. 7) Depressão e elevação: As depressões se distinguem das elevações.Ivancildo F. . como o ponto de cota (ou altitude) mais baixa na linha de talvegue. uma ferrovia. uma linha de transmissão de energia elétrica. este ponto de mínima cota (ou altitude) é o local ideal para a travessia. Depressão Elevação 11. uma rodovia. pelo fato de nas depressões as curvas de nível de cotas (ou altitudes) maiores envolverem as curvas de cotas (ou altitudes) menores e vice-versa no segundo.3. Relevo sombreado O sombreamento executado diretamente em função das curvas de nível é uma modalidade de representação do relevo..

Faixas de determinadas altitudes recebem cores diferentes como o verde. A execução do relevo sombreado requer um ângulo de 45º com o plano da carta. a partir de uma fonte luminosa (imaginária) à noroeste.Ivancildo F. . dando a impressão de saliências iluminadas e reentrâncias não iluminadas. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 183 Consiste na pintura de sombras contínuas sobre certas vertentes.4. Cores hipsométricas Além das curvas de nível. de forma que as sombras sobre as vertentes fiquem voltadas para sudoeste. adotam-se cores para facilitar o conhecimento geral do relevo. rosa e branco.3. Representação de relevo sombreado 11. laranja. amarelo. sépia.

Seções transversais. A obtenção das cotas inteiras deverá vim de perfis correspondentes a cada nivelamento.4.Quadriculação. Em seguida.1. Consiste no traçado de uma poligonal aberta ou enquadrada acompanhando o eixo longitudinal da faixa do terreno. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 184 11. tendo cada uma como referencial a estaca de ré. traçam-se perpendiculares que devem abranger toda a faixa da largura do terreno. Exemplo elucidativo: Eixo da poligonal: E0 – E11+10 Precisão do nível utilizado: 7mm/Km Extensão da poligonal enquadrada: 0. canais de irrigação e drenagem. que deverá pertencer à poligonal de base.230Km Altitude inicial E0(partida da poligonal enquadrada): 12.Irradiação (taqueométrica). feito normalmente a cada 20m. Após o estaqueamento dos vértices. É adequado na construção de estradas de rodagem.002m E0 E1 E2 E3 E4 E5 E9 E6 E7 E8 E10 E11 E11+10 1/1000 .4. Métodos de levantamento de curvas de nível São três os métodos que podem ser empregados para a obtenção das curvas de nível: . quando a área a levantar tiver a forma de uma faixa estreita e longa. O passo seguinte é nivelar as transversais. eletrificação rural.370m Altitude de chegada E11+10(chegada da poligonal): 18. e . etc. faz-se o nivelamento dos mesmos. Levantamento por seções transversais Método rápido e preciso. 11.Ivancildo F. . a partir de cada estaca dessa poligonal.

e.(0.448 0.760 Visada Vante PI PM PR Altitude Provisória (m) 12.817 13.652 17.700 1.998 1 1 1 1 2 2 2 4 4 4 4 4 12. para as três primeiras seções transversais: .700 3. do eixo da poligonal enquadrada: CADERNETA DE NIVELAMENTO GEOMÉTRICO Visada Ré 4.002 Emáx = 2.998 = 4mm Δη = 4 = 1.862 15.800 4.698 15.860 15.515 13.650 2.Ivancildo F.702 15. a seguir.030 0.670 12.181 12.002 – 17.535 4.180 16.(μ)½ = 2.230)½ = 6.33mm/PR 3 Veja.348 16.128 E5 E6 E7 2.7.71mm Ec = altitude de chegada real – altitude de chegada calculada = 18.516 13. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 185 Apresentação da caderneta de nivelamento geométrico preenchida.370 Correção (mm) Altitude Definitiva 12.350 3.813 13.322 18.700 4.800 E8 E9 E10 E11 E11+10 1.610 12.671 12.608 12. o modelo de preenchimento da caderneta de campo. RN(E0) E1 E2 E3 E4 17.318 17.370 Est.170 12.648 17.548 18.655 3.500 4.471 12.470 12.990 4.308 12.550 16.

994 4.870 0.156 9.236 15.661 10.72 E+6.0 E+16.313 13.0 D+9.0 Leitura na mira Ré Vante 3.0 D+5.Ivancildo F.481 10.470 10.0 D+25.0 E2/1.081 9.370 14.005 5.910 5.550 3.815 4.325 1.421 9.310 9.911 12.990 4.920 3. EO/1.710 4.627 PR 14.69 E+7.680 5.534 Perfil longitudinal: 1/100 18 17 16 15 14 13 12 1/1000 E0 E1 E2 E3 E4 E5 E6 E7 E8 E9 E10 E11 E12 Cotas inteiras do perfil longitudinal: .161 - 10.251 9.0 E+26.650 E+7.0 E+18.790 9.167 10.0 D+29.5 E+19.0 E1/1.02 Cota ou Altitude 12.516 11.500 4.923 2.246 9.155 4.100 12.0 D+18.0 E+23.230 4. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 186 CADERNETA DE NIVELAMENTO GEOMÉTRICO Est.150 13.0 D+15.0 D+7.471 12.0 D+14.

passando as cotas inteiras encontradas e suas respectivas posições para a planta planimétrica. colocando estacas em cada vértice dos quadrados. é recomendado quando se trata de movimentação de terra para edificações. Pela precisão. para a marcação das distâncias.Ivancildo F. e proceder ao nivelamento geométrico de todas as estacas. A quadriculação deve ser feita com o emprego do teodolito. O método consiste em fazer a quadriculação do terreno. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 187 1/100 18 17 16 15 14 13 13 13 13 14 15 16 15 14 14 15 16 17 18 12 E0 E1 E2 E3 E4 E5 E6 E7 E8 E9 E10 E11 E12 1/1000 Da mesma maneira. É facilmente aplicável para pequenas áreas e impossível para grandes glebas.2. etc. para dar as direções.4. Levantamento por quadriculação É o método mais exato e também o mais trabalhoso. A união dos pontos de mesma cota dará as curvas de nível: 16 9 10 11 12 17 E0 E1 E2 E10 18 E11 E11+10 E3 E4 E5 E9 E6 14 15 E7 16 15 E8 14 11 12 13 12 10 10 11 11 12 13 1/1000 11. faz-se o perfil de cada seção transversal. e a trena. . barragens. irrigação.

4 Cota 13 A E Dist. determinando a posição da cota inteira de 13m. podendo ser a cada 5.4 a 13 (0. da linha AB = 20m B Escala da planta Transporte a distância AE a partir de A. O propósito é encontrar nesta linha a cota inteira 13. Compr. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 188 Para a marcação.Ivancildo F. da linha 20m D Cota B (13. Em seguida são tiradas perpendiculares para cada estaca da linha M-N. vai depender de processos de interpolação ou gráficos. para marcação no desenho. vai depender do grau de precisão desejado. a ser transportada Compr.4) Cota A (12.4. Costuma-se utilizar letras para definir as linhas. . por onde deverá passar a curva de nível. A subdivisão desta linha em estacas de d em d metros.4 13 12.0.6 C Perpendicular à linha AB foram marcadas as distâncias 0.4 e B=13. contanto que iguais. linha AB. reconstitui-se o perfil 13. A operação seguinte é o nivelamento geométrico de todas as estacas.4) 0.4 12 0.6 e 0. 20 metros. Obtêm-se os pontos C e D da reta CD que cruza a linha AB exatamente na cota 13. numa direção e algarismos nas outras.6) e de 13. que também são estaqueadas de d em d metros. São os valores para chegar de 12.4 a 13 (0. A obtenção das cotas inteiras para o traçado das curvas de nível.4). Como fazer a interpolação: Considere uma linha AB de cotas (ou altitudes) conhecidas nos seus extremos A=12.4 em qualquer escala. Como construir o gráfico: Na situação anterior. 10. marca-se inicialmente uma linha M-N de preferência no eixo longitudinal do terreno (se existir).

60 95.70 1.60 0.00 96.90 1.30 95.50 2.50 96.00 94.90 94.50 97.30 96.50 96. Est. abaixo.00 95.80 3.80 0.20 98.90 95.70 1.80 1.00 .30 3.40 97.60 0. A (RN) B1 B C D E C1 D1 D2 C3 C2 B3 B2 A2 A1 E F G F1 G1 G2 G3 F3 E3 E2 F2 E1 E3 Visada Ré 0. desenhar as curvas de nível.60 E4 F4 G4 G5 F5 E5 D5 D4 D3 0.60 1. de um levantamento planialtimétrico pela quadriculação do terreno.50 1.40 0.40 1.00 0.30 96.10 95.00 1.60 2.00 0.10 1.80 1.30 97.30 1.90 1.00 1.10 3.20 1.00 95.00 96.10 1.60 0.10 96.50 96.70 2.60 97.60 96.90 96.70 98.30 98.10 CADERNETA DE NIVELAMENTO GEOMÉTRICO Visada Vante Altitude Correção PR Provisória PI PM 100.10 94.50 99.00 98.00 95.70 Altitude Definitiva - 0.40 C4 C5 B5 A5 A4 A3 B4 97.00 2.80 96.40 2.50 2.60 96.Ivancildo F.30 95.90 95.00 1.90 1.60 1.10 3.30 95.00 2.90 95.50 3.70 1. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 189 Exemplo elucidativo: A partir da caderneta (preenchida).80 95.00 96.90 98.00 94.80 96.60 3.60 94.10 1.70 95.90 1.90 2.60 93.00 96.20 1.20 100.20 95.10 0.

Planta planialtimétrica desenhada: .Ivancildo F. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 190 Solução: Croqui com as cotas calculadas (apenas perfis verticais) e interpoladas.

4. Os perfis devem ser traçados para a confecção das curvas de nível. tanto para as poligonais principais. nivelando-os e determinando a sua posição através de ângulos e de distâncias horizontais.3. Todas as poligonais devem ser niveladas e delas serem irradiados os pontos notáveis do terreno. Exemplo elucidativo: Seja desenhar curvas de nível em um terreno de quatro lados: 20m 20m 20m 7m • 15m 20m 20m 03 04 10m 20m • 20m 197m 20m 167m 20m 20m 20m 145m 20m 20m 20m 20m 121m 20m 20m 20m 20m 01 • 20m 20m 20m 20m 20m 20m • 02 Medida do comprimento dos lados: Linha 01-G = 121m Linha 01-J = 145m Linha 01-03 = 197m Linha 01-P = 167m .Ivancildo F. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 191 11. Consiste em levantar poligonais principais e secundárias interligadas. Levantamento por irradiação É o método recomendado para áreas grandes e relativamente planas. como para as secundárias e linhas irradiadas. e economiza tempo. O uso da taqueometria na determinação das distâncias horizontais é de grande ajuda. além de reduzir o número de pontos topográficos a serem cravados no terreno ao longo das linhas de nivelamento.

Sem escala 40 35 30 25 20 15 10 40 m X 121 m 60 m G 145 m 75 m I Sem escala 01 A B C D E 02 . Linha 04-01. Linha 01-J. e Linha 01-G).Ivancildo F. Linha 02-03. Linha 03-04. Linha 01-P. Linha 01-03. a partir de caderneta de nivelamento apresentada: 47 m 40 m P Q O N M L R 197 m 167 m S K J T 150 m U H V F Z E A B C D 120 m Ilustração do perfil longitudinal da linha 01-02. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 192 Solução: Criar perfis para as linhas principais e irradiadas da poligonal (Linha 01-02.

dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 193 Passar as cotas inteiras encontradas nos perfis.Ivancildo F. e suas respectivas posições. para a planta planimétrica. Ilustração da projeção das cotas inteiras a cada metro para o perfil da linha 0102. Sem escala 40 35 30 25 20 15 10 Sem escala 01 A B C D E 02 .

.Ivancildo F. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 194 Unir pontos de cotas inteiras gerando as curvas de nível.