P. 1
Apostila

Apostila

|Views: 9.311|Likes:
Publicado porPedro Henrique

More info:

Published by: Pedro Henrique on Oct 27, 2011
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

10/05/2015

pdf

text

original

Sections

  • Ivancildo F. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios - Alagoas 4
  • 1. FUNDAMENTOS DA TOPOGRAFIA
  • 1.1. Introdução
  • 1.2. Agrimensura
  • 1.3. Geodésia
  • 1.3.1. Classificação dos levantamentos geodésicos
  • 1.4. Topografia
  • 1.4.1. Métodos de levantamentos topográficos
  • 1.5. Distinção entre Topografia e Geodésia
  • 1.6. Formas e dimensões da terra
  • 2. TOPOGRAFIA
  • 2.1. Conceito
  • 2.2. Finalidade
  • 2.3. Importância
  • 2.4. A hipótese do Plano Topográfico
  • 2.5.1. Topometria
  • 2.5.2.Topologia
  • 2.5.3. Fotogrametria
  • 3. A TERRA E OS SISTEMAS DE REFERÊNCIA
  • 3.1. Introdução
  • 3.2. Formas e dimensões da terra
  • 3.3. Os sistemas de referência
  • 3.4. Os sistemas de coordenadas
  • 3.4.1. Coordenadas geográficas
  • 4. ESCALAS
  • 4.1. Introdução
  • 4.2. Tipos e usos
  • 4.2.1. Escala numérica
  • 4.2.2. Escala gráfica
  • 4.3. Critérios para a escolha da escala numérica
  • 4.4. Posição da folha
  • 4.5. Legenda, selo e orientação
  • 4.6. Dobragem da folha
  • 5. MEDIÇÃO DE DISTÂNCIAS HORIZONTAIS E VERTICAIS
  • 5.1. Introdução
  • 5.2. Erros ocasionados nas medições
  • 5.3. Processos de medição de distâncias
  • 5.3.1. Processo de medição direta
  • 5.3.2. Processo de medição indireta
  • 5.3.3. Processo de medição eletrônica
  • 5.3.4. Processo de medição por satélites
  • 6. MEDIÇÃO DE ÂNGULOS
  • 6.1. Introdução
  • 6.2. Goniologia
  • 6.2.1. Tipos de ângulos
  • 6.2.2. Condições de construção de um ângulo
  • 6.2.3. Goniômetros
  • 6.2.4. Operacionalização de goniômetros
  • 6.3. Goniometria
  • 7. MEDIDAS DE ORIENTAÇÃO
  • 7.1. Introdução
  • 7.2. A linha meridiana
  • 7.3. Declinação magnética
  • 7.4. Rumos e azimutes
  • 7.4.1. Cálculo do azimute magnético
  • 8. LEVANTAMENTO PLANIMÉTRICO E LOCAÇÃO
  • 8.1. Introdução
  • 8.2. Fases do levantamento topográfico
  • 8.3. Levantamento por triangulação à trena
  • 8.4. Levantamento por poligonação
  • 8.4.1. Poligonal aberta
  • 8.4.2. Poligonal fechada na mesma base
  • 8.4.3. Poligonal fechada em base diferente ou enquadrada
  • 8.5. Levantamento por irradiação
  • 8.6. Levantamento por interseção a vante
  • 8.7. Levantamento por interseção a ré
  • 8.8.1. Locação de residências
  • 09. CÁLCULO DE ÁREA
  • 9.1. Introdução
  • 9.2. Processo geométrico
  • 9.3. Processo analítico
  • 9.4. Processo mecânico
  • 9.4.1. Constituição dos planímetros
  • 9.4.2. Operacionalização
  • 10. LEVANTAMENTO ALTIMÉTRICO
  • 10.1. Introdução
  • 10.2. Referência de nível
  • 10.3. Nivelamento
  • 10.4. Métodos gerais de nivelamento
  • 10.4.1. Nivelamento geométrico simples
  • 10.4.2. Nivelamento geométrico composto
  • 10.4.3. Nivelamento taqueométrico
  • 10.4.4. Nivelamento trigonométrico
  • 10.5 Plano cotado
  • 11. LEVANTAMENTO PLANIALTIMÉTRICO
  • 11.1. Introdução
  • 11.2. Conceito
  • 11.3. Formas de representação
  • 11.3.1. Perfis topográficos
  • 11.3.2. Curvas de nível
  • 11.3.3. Relevo sombreado
  • 11.3.4. Cores hipsométricas

CURSO TÉCNICO-INTEGRADO EM EDIFICAÇÕES NOTAS DE AULA – Topografia

2011

Pelo prof. MSc. Ivancildo F. dos Santos

Ivancildo F. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios - Alagoas

2

SUMÁRIO

1.

FUNDAMENTOS DA TOPOGRAFIA 1.1. Introdução 1.2. Agrimensura 1.3. Geodésia 1.3.1. Classificação dos levantamentos geodésicos 1.4. Topografia 1.4.1. Métodos de levantamentos topográficos 1.5. Distinção entre Topografia e Geodésia 1.6. Formas e dimensões da terra TOPOGRAFIA 2.1. Conceito 2.2. Finalidade 2.3. Importância 2.4. A hipótese do Plano Topográfico 2.5 Divisões 2.5.1. Topometria 2.5.2. Topologia 2.5.3. Fotogrametria A TERRA E OS SISTEMAS DE REFERÊNCIA 3.1. Introdução 3.2. Formas e dimensões da terra 3.3. Os sistemas de referência 3.4. Os sistemas de coordenadas 3.4.1. Coordenadas geográficas ESCALAS 4.1. Introdução 4.2. Tipos e usos 4.2.1. Escala numérica 4.2.2. Escala gráfica 4.3. Critérios para a escolha da escala numérica 4.4. Posição da folha 4.5. Legenda, selo e orientação 4.6. Dobragem da folha MEDIÇÃO DE DISTÂNCIAS HORIZONTAIS E VERTICAIS 5.1. Introdução 5.2. Erros ocasionados nas medições 5.3. Processos de medição de distâncias 5.3.1. Processo de medição direta 5.3.2. Processo de medição indireta 5.3.3. Processo de medição eletrônica 5.3.4. Processo de medição por satélites MEDIÇÃO DE ÂNGULOS 6.1. Introdução 6.2. Goniologia 6.2.1. Tipos de ângulos

05 05 05 06 07 10 10 10 15 16 16 16 16 16 18 19 22 22 24 24 24 25 27 27 30 30 30 30 31 32 35 37 38 39 39 39 41 41 46 53 59 63 63 63 63

2.

3.

4.

5.

6.

Ivancildo F. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios - Alagoas

3 64 64 69 69 77 77 77 78 80 84 86 86 86 88 95 95 99 107 114 119 122 127 128 134 134 135 142 145 145 146 149 149 149 150 151 152 153 159 165 172 173 173 173 174 174 176 182 183

6.3. 7.

6.2.2. Condições de construção de um ângulo 6.2.3. Goniômetros 6.2.4. Operacionalização de goniômetros Goniometria

8.

MEDIDAS DE ORIENTAÇÃO 7.1. Introdução 7.2. A linha meridiana 7.3. Declinação magnética 7.4. Rumos e azimutes 7.4.1. Cálculo do azimute magnético LEVANTAMENTO PLANIMÉTRICO E LOCAÇÃO 8.1. Introdução 8.2. Fases do levantamento topográfico 8.3. Levantamento por triangulação à trena 8.4. Levantamento por poligonação 8.4.1. Poligonal aberta 8.4.2. Poligonal fechada na mesma base 8.4.3. Poligonal fechada em base diferente ou enquadra 8.5. Levantamento por irradiação 8.6. Levantamento por interseção a vante 8.7. Levantamento por interseção a ré 8.8. Locação 8.8.1. Locação de residências CÁLCULO DE ÁREA 9.1. Introdução 9.2. Processo geométrico 9.3. Processo analítico 9.4. Processo mecânico 9.4.1 Constituição dos planímetros 9.4.2 Operacionalização

9.

10. LEVANTAMENTO ALTIMÉTRICO 10.1. Introdução 10.2. Referência de nível 10.3. Nivelamento 10.4. Métodos gerais de nivelamento 10.4.1. Nivelamento geométrico simples 10.4.2. Nivelamento geométrico composto 10.4.3. Nivelamento taqueométrico 10.4.4. Nivelamento trigonométrico 10.5. Plano cotado 11. LEVANTAMENTO PLANIALTIMÉTRICO 11.1. Introdução 11.2. Conceito 11.3. Formas de representação 11.3.1. Perfis topográficos 11.3.2. Curvas de nível 11.3.3. Relevo sombreado 11.3.4. Cores hipsométricas

1.4. Levantamento por irradiação .Ivancildo F.4.2. Levantamento por seções transversais 11. Métodos de levantamento de curvas de nível 11. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .Alagoas 4 184 184 187 191 11. Levantamento por quadriculação 11.3.4.4.

costuma-se dividi-la segundo a aplicabilidade. eram os seguintes os conhecimentos exigidos dos candidatos à carta de agrimensor: Matemática elementar. de 1863.Ivancildo F. enfocando as „ferramentas‟ que. para demarcação de terras. Agrimensura A agrimensura teve suas raízes no antigo Egito. Em função da grandiosidade dos campos de aplicação (atualmente). FUNDAMENTOS DA TOPOGRAFIA 1. que hoje é possível conhecer tão bem. à época. É fácil imaginarmos alguns questionamentos que surgiram nas metas de nossos ancestrais. No Brasil. E os que tiverem sido empregados pelo governo até esta data. Os agrimensores habilitados com títulos na forma destas instruções. Após as cheias os medidores de terra conhecidos. daquele mesmo ano. que é o objetivo deste curso. intuir de que maneira surgiu no homem a necessidade de conhecer o mundo (sua forma e dimensões) que ele habitava. diante da complexidade do mundo a sua volta. nasceu uma grande ciência a qual foi denominada Agrimensura. . também. foram se difundindo.2. como. Podemos. as primeiras normas para a nomeação de agrimensores se deram a partir do decreto Nº 3. Os habilitados com o curso completo da academia ou escola de Marinha da Côrte. divisas estas destruídas pelas grandes enchentes do Nilo. auxiliam as operações topográficas. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . restituíam as divisas entre os proprietários. Os pilotos de carta pela mesma academia ou escola. como construí-los? Diante da necessidade de estudos e invenções. sobre os campos de aplicação dessas ciências. por exemplo: como orientar os deslocamentos? Como levantar terrenos? Como demarcá-los e desenhá-los? Como medir áreas? E os instrumentos. Segundo a portaria Nº 555.198.1. Este capítulo versará. já justifica a necessidade de se conhecer. em Geodésia e Topografia. O simples deslocamento de um ponto a outro na superfície de nosso planeta. é possível entender a condição de perplexidade de nossos ancestrais. as características físicas do mundo. especificamente. só poderiam ser empregados como agrimensores: Os engenheiros com carta passada pelas escolas nacionais.Alagoas 5 1. de alguma forma. Naquela época. aperfeiçoando-se e diversificando-se. nas margens do rio Nilo. como agrimensores. desde o começo dos dias. 1. direta ou indiretamente. No decorrer dos tempos as técnicas utilizadas pelos antigos egípcios. Introdução Mesmo considerando todos os avanços tecnológicos que hoje vivenciamos.

ao mesmo tempo. Levantamento cadastral. Planejamento e implantação de loteamentos. Atualmente. elétrica ou de transportes. satélites e aparelhos de sistema de posicionamento global. a navegação aérea.Alagoas 6 Metrologia. Topografia. Foi usado. A agrimensura atua nas diversas ramificações da engenharia. Desenho linear. os cadastros. . o planejamento. é a Engenharia de Agrimensura se encarrega de formar profissionais para atuarem preparando áreas para obras urbanas. Estradas. Além disso. com as suas teorias e seus resultados de medição e cálculo. analisa o ambiente e define os espaços físicos onde vai ser feita determinada obra. Prática do uso dos instrumentos e trabalhos de campo. o ato de dividir a terra entre proprietários. e pode significar tanto divisões geográficas da terra como. Demarcações e divisas de terras. Noções de astronomia. Perícia judicial.3. que tem por finalidade a determinação da forma da terra e o levantamento de glebas tão grandes (com as suas feições naturais e artificiais) que não permitem o desprezo da curvatura da terra.Ivancildo F. Planejamento.). a Geodésia fornece. 1. marítima e rodoviária. Demarcações de movimento de terras. de infra-estrutura hidráulica. Ela é.C. Trabalhos geodésicos. tais como: Levantamento planialtimétrico. e após seu início vai monitorar seu andamento e procurar mapear determinados problemas que aparecerão em seu decurso. Geodésia O termo Geodésia provém do termo grego daiein e significa divisão de terra.322 a. pela primeira vez. as engenharias de construção. por Aristóteles (384 . com base em dados obtidos por meio de levantamentos em solo ou por fotografias aéreas. entre outros e. Obras de infra-estrutura urbana. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Portos e aeroportos. Fundações. a referência geométrica para as demais geociências como os Sistemas de Informação Territoriais. inclusivamente para aplicações militares e programas espaciais. É o engenheiro agrimensor que. também. Pontes. um ramo das Geociências e uma Engenharia.

da lua e dos outros planetas). para uma determinação do geóide. porque altera a direção da força de gravidade num ponto.3. Para tanto. implantação. triangulações. e manutenção do Sistema Geodésico Brasileiro . de tal modo que podem ser classificados em três tipos: de alta. Estas estão divididas em sistemas ou redes de referência planimétrica. Deste modo. e a Sistemas Geodésicos Nacionais.além de medições astronômicas. a rede é desdobrada (decomposta) para redes de menores precisões (segunda e terceira ordem).Alagoas 7 1. por cerca de 70000 estações geodésicas implantadas pelo IBGE em todo o território nacional. como também das massas do sol. trata de determinar e representar a figura da terra em termos globais. utiliza-se de pontos de amarração de 1º ordem (pontos que constituem um sistema de referência mundial. através de estações geodésicas distribuídas adequadamente pelo país. no Brasil. que a definição. O SGB é constituído. Classificação dos levantamentos geodésicos Costuma-se dividir os trabalhos geodésicos de acordo com as suas finalidades. atualmente. altimétrica e gravimétrica: Rede de referência planimétrica com latitude e longitude de alta precisão A maior parte das medições geodésicas aplica-se na superfície terrestre (veja Anexo 1). atualmente. livre de hipóteses. constitui-se na infra-estrutura de referência a partir da qual os novos posicionamentos são efetuados.SGB é gerida. são marcados pontos de uma .Ivancildo F. pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. média e baixa precisão. Vale salientar. Conquanto. Na prática. cuja direção do campo de gravidade seja idêntica à direção da vertical do lugar (as superfícies perpendiculares a estas direções são equipotenciais. básicos para amarração e controle de trabalhos geodésicos e cartográficos) desenvolvidos segundo especificações internacionais.1. e uma destas chama-se geóide) em qualquer ponto. para fins de determinações planimétricas. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . o problema da determinação de uma figura terrestre. onde. será possível se for conhecido o campo de gravidade dentro de um sistema de coordenadas. assim como o estabelecimento das especificações e normas gerais para levantamentos geodésicos. A materialização desse sistema. Levantamento Geodésico de alta precisão ou superior Dirigido ao atendimento de programas internacionais de cunho meramente científico. A observação e descrição do 'campo de gravidade' e sua variação temporal (produzida pela rotação e pelas massas terrestres. nivelamentos geométricos e trigonométricos e observações de satélites. é considerado o problema de maior interesse na Geodésia superior no estudo da forma e dimensões da terra. precisa-se em primeiro lugar de medições gravimétricas .

N . determinam-se novos pontos. trilateração e poligonação: a) A triangulação – consiste na obtenção de figuras geométricas a partir de triângulos formados através da medição dos ângulos subtendidos por cada vértice. N c) A poligonação – é o encadeamento de distâncias e ângulos medidos entre pontos adjacentes formando linhas poligonais ou polígonos. hoje para o globo inteiro. sendo que o levantamento será efetuado através da medição dos lados. Com os métodos exatos da Geodésia projetam-se estes pontos numa superfície geométrica. Existe uma série de elipsóides que antes foram definidos para as necessidades de apenas um país. N b) A trilateração – método semelhante à triangulação e. Partindo de uma linha formada por dois vértices conhecidos (coordenadas). que matematicamente deve ser bem definida. É o mais antigo e utilizado processo de levantamento planimétrico da geodésia. depois para os continentes.Alagoas 8 rede de triangulação. Dentre os levantamentos geodésicos planimétricos destacam-se a triangulação. costuma-se definir um elipsóide de revolução ou de referência. Os pontos de interseção são denominados vértices de triangulação. até chegar a um vértice de pontos conhecidos. Para esse fim. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .Ivancildo F. como aquele. baseia-se em propriedades geométricas a partir de triângulos superpostos.

Ivancildo F. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios - Alagoas

9

Rede de referência altimétrica com altitudes de alta precisão Além do sistema de referência planimétrica (rede de triangulação e o elipsóide de rotação), existe um segundo sistema de referência: o sistema de superfícies equipotenciais e linhas verticais para as medições altimétricas (veja Anexo 2). Segundo a definição geodésica, a altura de um ponto „P‟ é o comprimento da linha vertical entre esse ponto e o geóide (altitude ortométrica „H‟). Também se pode descrever a altura do ponto „P’ como a diferença de potencial entre o geóide e uma superfície equipotencial (um elipsóide) que contém o ponto P (cota elipsoidal „h‟). Cotas elipsoidais têm a vantagem, comparando-as com alturas ortométricas, de poderem ser determinadas com alta precisão sem conhecimentos da forma do geóide. Por esta razão, nos projetos de nivelamento de grandes áreas, como continentes, costuma-se usar cotas elipsoidais. No caso de ter uma quantidade suficiente, tanto de pontos planimétricos, como altimétricos, pode-se determinar o geóide local daquela área.

Elipsóide h Geóide H

Dentre os levantamentos geodésicos altimétricos, destacam-se os nivelamentos geométricos, trigonométricos e barométricos. Este, utilizado apenas em regiões onde é impossível o uso dos os outros dois, ou quando se queira maior rapidez no levantamento. Não obstante, todos desenvolvidos na forma de circuitos, servindo por ramais às cidades, vilas e povoados às margens das mesmas e distantes até 20Km.

Rede de referência gravimétrica À semelhança das redes planimétricas e altimétricas (veja Anexo 3), a rede gravimétrica é desdobrada em: alta precisão, média precisão e para fins topográficos. Matematicamente, os levantamentos dessa rede são similares ao nivelamento geométrico, medindo-se diferenças de aceleração da gravidade entre pontos sucessivos.

Levantamento Geodésico de média precisão ou nacional Os levantamentos de média precisão se destinam a densificação do Sistema Geodésico Nacional, a partir da decomposição de sua rede em redes de 2º e 3º ordem. Estas são dirigidas às áreas remotas ou aquelas em que não se justificam investimentos

Ivancildo F. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios - Alagoas

10

imediatos, à medida que os levantamentos de 2º ordem aplicam-se às regiões sócioeconômicas mais desenvolvidas.

Levantamento Geodésico prático ou para fins topográficos Destinado ao atendimento dos levantamentos e representações de partes menores da terra onde a superfície pode ser considerada plana. Na verdade, a Geodésia prática proporciona à topografia uma rede de pontos os quais irão apoiar os seus levantamentos topográficos.

1.4. Topografia É a representação gráfica o mais detalhada possível, de uma parte da superfície da terra. Essa representação gráfica é feita sobre uma superfície plana hipotética chamada PLANO TOPOGRÁFICO perpendicular à direção do fio de prumo em um determinado ponto da superfície da terra. No entanto, a hipótese do plano topográfico exige restrição quanto ao raio de área a ser levantada, visto que as medidas topográficas são feitas considerando a terra plana. Nestas condições, erros planimétricos e altimétricos, provenientes da curvatura da terra, devem ser avaliados. As restrições nos levantamentos quanto à hipótese do plano topográfico serão abordadas no capítulo seguinte.

1.4.1. Métodos de levantamentos topográficos No que diz respeito aos métodos de levantamentos topográficos costuma-se dividi-los em apenas duas categorias: planimétrico e altimétrico. Levantamento planimétrico Merecem destaque a triangulação, poligonação, irradiação, interseção e outros. Levantamento gravimétrico Merecem destaque os nivelamentos geométricos, trigonométricos e taqueométricos. Esses métodos serão analisados detalhadamente nos capítulos seguintes.

1.5. Distinção entre Topografia e Geodésia Como se pôde observar, apesar da Topografia e Geodésia terem os mesmos objetivos, e utilizarem métodos e instrumentos semelhantes para o mapeamento da superfície terrestre, esta se ocupa dos processos de medida e representação cartográfica de grandes porções desta superfície, de acordo com a consideração sobre as

Ivancildo F. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios - Alagoas

11

deformações devido à esfericidade da terra (trigonometria esférica); a Topografia se ocupa da representação de uma pequena porção da superfície da terra, por uma projeção ortogonal de todos os detalhes da configuração do solo (trigonometria plana). Portanto, a Geodésia abrange o todo, ao passo que a Topografia se ocupa de detalhes, de forma que elas se completam para a harmonia do conjunto, do qual resultam cartas geográficas ou plantas topográficas. A aplicação da Geodésia nos levantamentos topográficos é justificada quando da necessidade de controle sobre a locação de pontos básicos no terreno, de modo a evitar o acúmulo de erros na operação do levantamento. Salienta-se que a Geodésia tem vários campos de aplicação que se confundem com a topografia: Mapas: na distribuição de pontos de controle (horizontais e verticais) para a confecção de cartas topográficas; Planejamento urbano: o desenvolvimento urbano (localização, utilização de vias, etc.) deve ser definido e localizado. Necessita-se, desta feita, de pontos de controle geodésicos; Demarcação de limites: a definição rigorosa de limites internacionais, interestaduais e intermunicipais é de fundamental importância para os projetos de cada região. Ênfase tem sido dada na precisão em oleoduto e gasoduto; Cadastro: o estabelecimento de um banco de dados que integre um sistema de informações de uso do solo, transporte, título de terra, assentamento, etc., deve estar baseado em mapas de localização definidos em termos de coordenadas referenciadas a uma rede geodésica;

Alagoas 12 LEVANTAMENTOS GEODÉSICOS – PLANIMETRIA DE ALTA PRECISÃO ÂMBITO NACIONAL Científico Fundamental (ou de 1º ordem) DE PRECISÃO PARA FINS ÂMBITO REGIONAL TOPOGRÁFICOS Para áreas mais Para áreas Local desenvolvidas menos (ou de 2º ordem) desenvolvidas (ou de 3º ordem) Dirigido ao atendimento das necessidades de uma região onde se desenvolvem atividades humanas intensas e. em conseqüência. Nas áreas metropolitanas o espaçamento das estações deverá ser limitado a 5 km. de cunho científico.br/files/quadro1. http://www. Em função da área a ser atendida. de acordo com as finalidades de cada projeto.doc . desenvolvido segundo especificações internacionais. estudos e definição dos parâmetros para Sistemas Geodésicos. controle e locação de projetos de engenharia. conexões de Sistemas Geodésicos. em função da inexistência ou impossibilidade de se desenvolver levantamentos geodésicos de alta precisão. Arcos de meridianos e paralelos espaçados de 1a estações com espaçamento desejável de 15 km e no máximo de 25 km. mas devendo ser o erro padrão relativo de quaisquer duas estações melhor que 1:500. Sua realização deverá se dar sem prejuízo do fundamental. Melhor que 1:100.000 Melhor que 1:5. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Nas áreas metropolitanas o espaçamento das estações deverá ser de 0.gov. Melhor que 1:20. com estações afastadas de.000 Melhor que 1:50. Em função da área a ser atendida. segundo normas específicas. Elaboração de cartas gerais.concar. Elaboração de cartas gerais.ibge. controle e locação de obras de engenharia. pequenas obras locais. tendo a configuração adaptada aos aspectos da urbanização. Finalidade Exatidão Desenvolvi mento Dirigido ao atendimento de programas internacionais. Em função dos objetivos específicos a serem atingidos. existe uma valorização elevada do solo. apoio e controle das obras de engenharia e estudos científicos em geral. elaboração de cartas gerais. prevalecendo os critérios de exatidão sobre as simplificações para a figura da Terra. Levantamentos e parcelamentos de áreas de pequeno valor. com estações afastadas entre 5 a 10 km. A estrutura será desenvolvida caso a caso.000 após o ajusta-mento.000 Exemplos de utilização Pesquisas sobre a deriva continental. Conforme as aplicações. sendo julgada caso a caso.5 a 2 km. acordadas caso a caso. com estações espaçadas de 10 a 20 km.Ivancildo F. com estações espaçadas de 10 a 20 km. no máximo 5 km. constituindo o sistema único de referência. Nas áreas metropolitanas o espaçamento será função das características do processo de urbanização.000 Dirigido ao atendimento dos levantamentos no horizonte topográfico. Pontos básicos para amarrações e controle de trabalhos geodésicos e cartográficos. sempre. Elaboração de cartas gerais. Nas áreas metropolitanas o espaçamento das estações deverá ser de até 5 km. Dirigido às áreas remotas ou àquelas em que não se justifiquem investimentos imediatos e. que terá precedência de utilização.

doc . 1 km. Nas áreas metropolitanas dar-se-á preferência ao desenvolvimento em circuitos.br/files/quadro1. em função da inexistência ou impossibilidade de se desenvolver levantamentos geodésicos de alta precisão. controle de obras de engenharia. peque-nas obras. A estrutura será desenvolvida caso a caso de acordo com as finalidades de cada projeto. estudos de drenagem e gradientes em áreas de topografia movimentada. http://www. afastadas de no máximo 3 km. estudos e definição de parâmetros para os Sistemas Geodésicos. Melhor que 2mm Melhor que 3mm Melhor que 6mm Exemplos de utilização Avaliação de movimentos da crosta terrestre. existe uma valorização elevada do solo. Elaboração de cartas gerais. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . constituindo o sistema único de referência. Nas áreas metropolitanas dar-se-á preferência ao desenvolvimento em circuitos.ibge. Em circuitos com até 400km de perímetro e estações materializadas. Levantamentos e parcelamentos de áreas de pequeno valor. Melhor que 4mm Dirigido ao atendimento dos levantamentos no horizonte topográfico. com estações materializadas e espaçadas de. que terá precedência de utilização. mas devendo o erro padrão ser inferior a 2mm para cada duas RN após o ajustamento. Em circuitos com até 200km de perímetro e estações materializadas. com estações espaçadas de. Elaboração de cartas gerais. desenvolvido segundo especificações internacionais.Ivancildo F. em função da urbanização. Elaboração de cartas gerais. Sua realização deverá se dar sem prejuízo do fundamental. 3 km. afastadas de no máximo 3 km. preferencialmente. preferencialmente.Alagoas 13 LEVANTAMENTOS GEODÉSICOS – ALTIMETRIA DE ALTA PRECISÃO ÂMBITO NACIONAL Científico Fundamental (ou de 1º ordem) DE PRECISÃO PARA FINS ÂMBITO REGIONAL TOPOGRÁFICOS Para áreas mais Para áreas Local desenvolvidas menos (ou de 2º ordem) desenvolvidas (ou de 3º ordem) Dirigido ao atendimento das necessidades de uma região onde se desenvolvem atividades humanas intensas e. Em circuitos ou linhas. de cunho científico. conexões de Sistemas Geodésicos. Conforme as aplicações. Em circuitos ou linhas. determinação de valores geopotenciais. 1 km. sendo julgada caso a caso.concar. Dirigido às áreas remotas ou àquelas em que não se justifiquem investimentos imediatos e. Finalidade Exatidão Desenvolvi mento Dirigido ao atendimento de programas internacionais. controle de obras de engenharia. em função da área a ser atendida. Basicamente em circuitos e acompanhada de medições gravimétricas (nivelamento geopotencial). com estações materializadas e afastadas de. Pontos básicos para amarrações e controle de trabalhos geodésicos e cartográficos. elaboração de cartas gerais. no máximo. em conseqüência. prevalecendo os critérios de exatidão sobre as simplificações para a figura da Terra. sempre. apoio e controle das obras de engenharia e estudos científicos em geral. segundo normas específicas. em função dos objetivos a serem atingidos pelos trabalhos. acordadas caso a caso.gov.

prospecção mineralógica. que terá procedência de utilização.3 mgal Desenvolvi mento Exemplos de utilização Conexão de estações absolutas da rede mundial e estudos de escala nos levantamentos geométricos. DE PRECISÃO ÂMBITO REGIONAL Regional (ou de 2º ordem) Dirigido ao desdobramento do fundamental. estudos de movimentos da crosta. segundo normas específicas. Exatidão Melhor que 0. Conforme as aplicações.concar. PARA FINS DE DETALHAMENTO Local Dirigido ao detalhamento do campo gravitacional. acordadas caso a caso. estudos de movimentos da crosta.1 mgal Melhor que 0.05 mgal. visando facilitar os trabalhos de detalhamento do campo gravitacional. determinação dos parâmetros definidores de um sistema Geodésico. prospecção mineralógica. mas devendo ser o erro padrão melhor que 0. Estudos do campo gravitacional e estrutura da crosta terrestre.05 mgal Melhor que 0.gov. prospecção mineralógica.ibge.doc . Estudos do campo gravitacional e estrutura da crosta terrestre.Ivancildo F. pesquisa de geondulações e desvio da vertical.br/files/quadro1. de acordo com as finalidades de cada projeto. Serão coincidentes preferencialmente. Em circuitos com estações Função dos objetivos espaçadas de até 30 km. implantados segundo especificações internacionais. Em circuitos com estações espaçadas de até 100 km. As observações serão ajustadas a IGSN-71 e as estações deverão coincidir com as Referências de Nível decorrentes dos levantamentos altimétricos de alta precisão e de precisão. com específicos de cada projeto. Sua realização deverá se dar sem prejuízo do fundamental. A estrutura será desenvolvida caso a caso. constituindo o sistema único de referência ao IGSN71. ou acesso para as medições com tempo inferior a 48 horas. Estudos do campo gravitacional e estrutura da crosta terrestre. Fundamental (ou de 1º ordem) Pontos básicos para amarrações e controle de trabalhos geodésicos e geofísicos. de cunho científico. para qualquer estação após o ajustamento. http://www. sendo julgada caso a caso.Alagoas 14 LEVANTAMENTOS GEODÉSICOS (GRAVIMETRIA) DE ALTA PRECISÃO ÂMBITO NACIONAL Científico Finalidade Dirigido ao atendimento de programas internacionais. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . com as estações estabelecidas nos levantamentos altimétricos de alta precisão e de precisão. acesso para as medições com tempo inferior a 72 horas.

JOÃO PICARD (1620 a 1682) Introduziu várias melhorias nos instrumentos de medidas angulares e escreveu novas medidas da Terra. Muitas foram as interpretações e conceitos desenvolvidos para definir qual seria a forma da terra.Alagoas 15 1. Nesse modelo a superfície da terra tem a forma aproximada de um esferóide com achatamento nos Pólos. o eixo menor deste coincidindo com o eixo de rotação da Terra. variação de densidade da água. Essa superfície se deve.) supostamente prolongado por sob continentes. às forças de atração da gravidade e centrífuga (rotação da terra). Formas e dimensões da terra O nosso planeta (forma e dimensões) é um tema que vem sendo pesquisado ao longo dos anos em várias partes do mundo. CARL FRIEDERICH GAUSS (1777 a 1855) Introduziu a forma de planeta como um „Geóide‟ que corresponde à superfície do nível médio do mar homogêneo (ausência de correntes. ventos.C. senão vejamos: ERASTÓTENES (276 a 175 a. a forma geoidal se torna complexa. portanto. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . devido às irregularidades de distribuição das massas da terra. e à variação da gravidade nos diversos pontos. Todavia. devendo a força da gravidade decrescer dos pólos para o equador. não serve para definir forma sistemática da terra. A superfície da terra sofre freqüentes alterações devido à natureza e à ação do homem.Ivancildo F. considerando a Terra achatada nos pólos. etc. Considerando os valores atuais dos raios terrestres. . Várias expedições foram organizadas desde 1737 sob os auspícios da Academia de Ciências de Paris que conduziram a evidências que a razão estava com Newton.) Calculou o raio da Terra e o meridiano terrestre. A fim de simplificar o cálculo de coordenadas da superfície terrestre foram adotadas algumas referências (superfícies) matemáticas simples. a Terra se assemelharia a um elipsóide de revolução.6. principalmente. Essas referências podem ser encontradas. Erastótenes cometeu um erro inferior a 2%. quando folheamos cronologicamente o período histórico desde os mais longínquos tempos. ISSAC NEWTON (1642 a 1727) Estudos sobre a gravitação.

subestações de distribuição de energia. Conceito A palavra “Topografia” provém do grego Topos (lugar) e Graphein (descrever) e significa descrição exata e minuciosa de um lugar.). reflorestamento. etc. etc... se partimos de obras de menor vulto: construção civil (casas. podemos afirmar sem exageros. que a topografia encaixa-se dentro de qualquer atividade de um profissional da área de engenharia.). desconsiderando a curvatura resultante da esfericidade da terra. uma ciência que estuda a representação detalhada de um trecho da superfície da terra. Por outro lado.Alagoas 16 2. pontes. impõese um prévio levantamento topográfico do lugar onde a mesma deverá ser implantada. No entanto. agricultura (cadastro de áreas cultivadas. até obras de maior vulto: barragens. através de plantas representa o relevo do solo com todas as suas elevações e depressões. mesmo que se trate de detalhes. eletrotécnica em industria (linhas de eletrificação. Esta superfície é perpendicular à vertical do lugar em um determinado ponto da superfície da terra. portanto.)... esta projeção se faz sobre uma superfície de nível (hipotética). de todos os detalhes da configuração do solo.. telecomunicações. È.. prédios. Atua muitas vezes como atividade fim e atividade meio em qualquer trabalho de planejamento. visto que as medidas topográficas são realizadas sobre uma . 2. Finalidade Determinar o contorno. a hipótese do plano topográfico exige restrições quanto ao raio de área a ser levantada. e a correta implantação da obra.. O termo só se aplica a áreas relativamente pequenas. A hipótese do Plano Topográfico A projeção ortogonal. 2. contribuindo com os métodos e instrumentos de precisão que permitem o adequado conhecimento do terreno. estando presente também a topografia. Importância È a topografia que.. impõe-se a locação. naturais ou artificiais é que denominamos de planta topográfica. Pelo fato de que as obras de engenharia são executadas sobre o terreno. irrigação. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . a qual conhecemos como Plano Topográfico. Conforme visto no capítulo anterior.3. Portanto. etc. etc. TOPOGRAFIA 2.4. 2.. rodovias. drenagens.2.Ivancildo F.. se dispusermos do planejamento.1. dimensão e posição relativa de uma porção limitada da superfície da terra.. sendo utilizado o termo Geodésia quando se fala de áreas maiores..

As deduções revelam que o raio da área a ser levantada „d‟ não deve exceder de 30 a 50 Km. e os dados coletados são projetados sobre uma superfície plana (Plano Topográfico).000. rodovias e estradas de ferro. conforme mostra na figura.Ivancildo F. desde que seja considerada uma .Alagoas 17 superfície curva (superfície da terra). Havendo a necessidade do levantamento de uma faixa estreita de terra. as condições supracitadas devem atender ao limite para representação gráfica em topografia. e o raio médio da terra de 6. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . a não ser a superfície geoidal (apresentada como a superfície teórica ou ideal que mais se aproxima da forma real da terra) utilizada na análise do erro planimétrico.370Km. denominado de erro de esfericidade (veja figura a seguir). cujo módulo de escala é 1/10. Na verdade. Nestas condições. sabemos que não existe uma figura matemática que represente fielmente a superfície física da terra.1mm (visível ao olho „nu‟). o que se pretende é que o erro planimétrico „∆D‟ cometido por conta do caminhamento „d‟ seja absorvido no desenho topográfico. Para tanto. a seguir: ∆D D Superfície física d Superfície Geoidal Raio da terra Plano Topográfico A hipótese admite que o limite da finura do traço no desenho seja igual 0. Neste limite „∆D‟ alcança valores de 100cm. e que o erro gráfico ∆D cometido a partir do levantamento topográfico não ultrapasse este limite de finura. deve-se avaliar a extensão dos levantamentos planimétricos e altimétricos. para estudos e projetos de distribuição de energia. Por outro lado. por exemplo. as operações topográficas não estão sujeitas a limites. cometendo assim um erro. O erro planimétrico A adoção da hipótese do Plano Topográfico implica na substituição do arco „d‟ (raio de uma área circular) pela tangente „D‟.

dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . O erro altimétrico Conhecido por efeito C & R. que se pudemos substituir a superfície geoidal por um Plano Topográfico na representação planimétrica.000. D Superfície física a d Superfície Geoidal Raio da terra f b Plano Topográfico c Se considerarmos a mesma distância dos 50 Km para „d‟. as deduções indicam que o erro altimétrico seria muito elevado 168. topologia e fotogrametria: . a topografia pode ser dividida em topometria. A planta resultará numa série de rebatimentos sobre um plano horizontal de projeção. Nestas condições. que utiliza também a figura do geóide).Ivancildo F. e que seguem o limite de representação gráfica em topografia M = 10.5.7m. pela soma algébrica de influências da curvatura da terra e da refração atmosférica. 2. No entanto. pode-se afirmar que a hipótese do Plano Topográfico é satisfatória simultaneamente às medidas horizontais e verticais. estabelecem que a distância topográfica „d‟ não deve exceder os 3. Por outro lado. outras deduções que descartam os efeitos C & R. o erro altimétrico gera uma linha com a curvatura voltada para o centro da terra.6Km. o mesmo não acontece na representação altimétrica.6Km entre dois pontos subseqüentes de um levantamento. já considerando o efeito positivo da refração atmosférica. O erro altimétrico causado pelo efeito da curvatura da terra é a linha „cb‟. Isto significa dizer. quando aplicada até distâncias de 3. e o raio visual cai de „ab‟ para „af‟ (veja a figura abaixo.Alagoas 18 série de planos tangentes. Divisões Definido o campo que limita as operações topográficas em extensão. a refração atmosférica „R‟ (fenômeno natural que faz com que uma linha vista vá caindo gradualmente à medida que aumenta a distância topográfica) diminui o efeito da curvatura em 14%.

tanto nos planos horizontais e/ou verticais. Para tanto. onde os ângulos e distâncias são obtidos por instrumentos topográficos.Alagoas 19 2. É o que acontece com as edificações. A topometria se divide em: Planimetria Altimetria Que utilizam para o seu desenvolvimento. as distâncias inclinadas são reduzidas às dimensões de suas bases produtivas. Obtenção de distância horizontal: . tais como teodolitos. As angulares são os ângulos horizontais e verticais. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . a obtenção das medições compreende um conjunto de processos de medidas. Para efeito de representação planimétrica ou avaliação de área. Entende-se por base produtiva as dimensões que são aproveitadas na prática.1. Topometria Trata de medidas das grandezas lineares e angulares que definem a posição dos pontos topográficos.5. baseadas na geometria aplicada. não só para a representação em projeção horizontal dos lados e contorno perimetral do terreno. pois exigem o aplainamento dos terrenos para que possam ser construídas. As grandezas lineares são as distâncias horizontais e diferenças de nível. estações totais. trenas. Os trabalhos provenientes da planimetria dão origem às plantas planimétricas. como ciências auxiliares a: Taqueometria Trigonometria Planimetria Consiste na obtenção de ângulos e distâncias horizontais. para o cálculo e traçado da planta topográfica. como também para a representação dos detalhes existentes (não levando em consideração o relevo).Ivancildo F. níveis. receptores de satélite.

Obtenção de distâncias verticais: . referidos a um plano horizontal de comparação (plano topográfico). O trabalho de planimetria juntado ao de altimetria dá origem à planta planialtimétrica. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .Alagoas 20 DH Obtenção de ângulo horizontal: Obtenção de azimutes: ☼sol Altimetria Consiste na obtenção de ângulos verticais e distâncias verticais. só dá origem a perfis. isoladamente. de um certo número de pontos do terreno. através da obtenção de distâncias verticais.Ivancildo F. ou alturas. A altimetria.

etc. o levantamento de pontos do terreno. As suas principais aplicações se assemelham. também. as da taqueometria.Ivancildo F. A sua principal aplicação é em terrenos altamente acidentados. só que pela resolução de triângulos quaisquer. Os aparelhos usados na taqueometria são chamados taqueômetros. montanhas. taqueometria é a parte da topografia que trata da medida indireta de distância horizontal e vertical. não retângulos. vales. já que os levantamentos são realizados com maior rapidez e economia. Fio vertical Fio superior Fio médio Fio inferior Trigonometria A Trigonometria tem por finalidade. Ademais. pela resolução de triângulos retângulos. Fio médio – fio de referência para as medidas de ângulos verticias. Fio vertical – fio de referência para as medidas de ângulos horizontais. porque o campo ótico de suas lunetas é dotado de fios estadimétricos.Alagoas 21 Taqueometria A Taqueometria tem por finalidade o levantamento de pontos do terreno. que discutiremos adiante. sobre o qual oferece reais vantagens em relação aos métodos topométricos.. Fios horizontais superior e inferior – fios de referência para as leituras estadimétricas. assim como a taqueometria. por exemplo: morros. . dando origem às plantas cotadas ou com curvas de nível. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . dando origem às plantas cotadas ou com curvas de nível. O campo ótico do taqueômetro possui.

a fotogrametria pode ser classificada em: ▪ Terrestre – utiliza-se de fotografias obtidas de estações fixas sobre a superfície do terreno. através de medições e interpretações de imagens fotográficas terrestres ou aéreas.Alagoas 22 Qualquer goniômetro que permita medir ângulos verticais.5. temáticos (solos. 2. Este tipo de fotogrametria pode ser útil para fins topográficos (mapeamento de regiões de difícil acesso) e não topográficas (engenharia de tráfego).3.5. ▪ Espacial – utiliza-se de fotografias obtidas de estações móveis fora da atmosfera da terra. Algumas aplicações: ▪ Mapas topográficos. complemento indispensável à Topometria. vegetação). De acordo com o tipo e a posição espacial da câmara. 2. ferroviários. foto-índice e mosaicos. planejamento e desenvolvimento rural e urbano.2. ▪ Aérea – utiliza-se de fotografias obtidas de estações móveis no espaço (avião ou balão). dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . de controle à erosão e às cheias. paralelos com o terreno a representar.Ivancildo F.Topologia A Topologia. tem por objetivo de estudo a conformação e representação de terrenos. Fotogrametria Compreende o estudo indireto de medição de forma. e segundo a sua finalidade. . ▪ Projetos rodoviários. suas modificações através dos tempos e as leis que as regem. A principal aplicação da Topologia dá-se na representação cartográfica do terreno pelas curvas de nível. pode ser usado na trigonometria. Tem como objetivo realizar medições sobre fotografias para a elaboração de cartas topográficas planialtimétricas. e projetos ambientais. tamanho e posição de um terreno extenso. Curvas de nível são interseções obtidas por planos eqüidistantes. As medições obtidas de distância horizontal e vertical são indiretas. obras de arte especiais.

tomadas de pontos distintos. de eixos óticos cruzados. Para fazer a observação. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . capaz de fornecer uma sensação bastante precisa da profundidade.Ivancildo F. Exemplo de estereoscópio de eixos óticos paralelos: . Para se obter uma visão 3D (terceira dimensão) através de fotografias. ▪ Eixos óticos paralelos – observa-se a foto da direita com o olho direito e a foto da esquerda com o olho esquerdo. e dispor de estereoscópio. tomadas de pontos distintos. ▪ Eixos óticos convergentes – a observação da imagem se faz de maneira natural. O estereoscópio pode dispor. é necessário que se tenha um par de fotos de uma mesma cena ou região. as fotos é que são impressas em filmes coloridos e superpostas com um pequeno deslocamento. porém.Alagoas 23 Como obter uma visão estereoscópica: Estereoscopia é um fenômeno natural que ocorre quando se observam duas imagens fotográficas de uma mesma cena. convergentes e paralelos: ▪ Eixos óticos cruzados – observa-se a foto da direita com o olho esquerdo e a foto da esquerda com o olho direito. são utilizados óculos de lentes nas cores contrárias às dos filmes adotados. ainda. Visão estereoscópica é a sensação de profundidade que pode ser obtida através de processo estereoscópico.

Estas anomalias têm provocado deslocamentos de pontos sobre a superfície da terra.) Calculou o raio da Terra e o meridiano terrestre. ao conhecimento dos sistemas de referência existentes para “amarrar” os pontos sobre a superfície da terra. Hoje as preocupações se voltam. tão somente. desde os mais longínquos tempos. essa tarefa não recai sobre a Topografia. As preocupações da Topografia se resumem. etc. Muitas foram as interpretações e conceitos desenvolvidos no passado. para definir qual seria a melhor forma a adotar para a ele. como terremotos. senão vejamos: HOMERO (S. como representá-las matematicamente.Ivancildo F. e afunilará os conceitos para os sistemas de referência atualmente adotados pela Geodésia para localização de pontos sobre a superfície da terra.) Afirmou que o sol é uma pedra incandescente. vulcões. e o sol como sendo o coche em que os deuses efetuavam o seu passeio. com as suas formas e dimensões. placas tectônicas. no que diz respeito aos estudos sobre as formas e dimensões da superfície terrestre.C. 3. A TERRA E OS SISTEMAS DE REFERÊNCIA 3. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Erastótenes cometeu um erro inferior a 2%. podemos enumerar algumas formas estudadas.) Alguns dos escritos descrevem a terra como sendo um grande disco que flutuava sobre o oceano. Contudo. Introdução O nosso planeta.Alagoas 24 3. é um tema que vem sendo pesquisado ao longo da história da humanidade em várias partes do mundo. para as anomalias que a superfície da terra vem sofrendo.C. Formas e dimensões da terra Folheando cronologicamente as páginas da história. ERASTÓTENES (276 a 175 a. desertificações.2. Considerando os valores atuais dos raios terrestres. . maior que o Peloponeso (península do sul da Grécia) e que a lua é feita de terra e não de luz própria. mas sim.1. principalmente. que podem facilmente ser aplicados nos projetos topográficos. ANAXÁGORAS (500 428 a. sobre a Geodésia.D. relacionadas basicamente aos fenômenos naturais. que precisam ser atualizados. Assim sendo. este capítulo fará um breve histórico sobre as formas historicamente adotadas para a terra.

o eixo menor deste coincidindo com o eixo de rotação da Terra. e precisando buscar um modelo mais simples para representar o nosso planeta.) supostamente prolongado por sob continentes.Alagoas 25 JOÃO PICARD (1620 a 1682) Introduziu várias melhorias nos instrumentos de medidas angulares e escreveu novas medidas da Terra. Várias expedições foram organizadas desde 1737 sob os auspícios da Academia de Ciências de Paris que conduziram a evidências que a razão estava com Newton. a mesma assembléia recomendou para a América do Sul. os geofísicos resolveram adotar o elipsóide de revolução proposto por Newton. e. resolveu adotar o elipsóide de Hayford como sendo o elipsóide de referência internacional. Nesse modelo a superfície da terra tem a forma aproximada de um esferóide com achatamento nos Pólos. CARL FRIEDERICH GAUSS (1777 a 1855) Introduziu a forma de planeta como um „Geóide‟ que corresponde à superfície do nível médio do mar homogêneo (ausência de correntes. 3. o Sistema Geodésico Sul-Americano que adota para modelo geométrico da terra o elipsóide de .3. principalmente. etc. Dentre muitos. ventos. sendo medidos arcos de meridianos e paralelos em várias regiões do globo. considerando a Terra achatada nos pólos. Clarke (1886) e Hayford (1909). com precisão sempre crescente. foram sendo calculados os parâmetros do elipsóide ideal. a forma geoidal se torna complexa.Ivancildo F. Em 1924. destacam-se os resultados obtidos por Bessel (1841). Em 1967. a Terra se assemelharia a um elipsóide de revolução. Os sistemas de referência Com o decorrer dos tempos. Com base em trabalhos desta natureza. Essa superfície se deve. e à variação da gravidade nos diversos pontos. a Assembléia Geral da Associação de Geodésia Internacional em Madrid. Todavia. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Os trabalhos geodésicos foram se multiplicando. às forças de atração da gravidade e centrífuga (rotação da terra). adotando o elipsóide de revolução como sendo forma matemática da terra. devido às irregularidades de distribuição das massas da terra. devendo a força da gravidade decrescer dos pólos para o equador. variação de densidade da água. ISAAC NEWTON (1642 a 1727) Estudos sobre a gravitação.

Azimute geodésico para o vértice Uberaba 271º30'04. Pernambuco.RBMC. Coordenada longitude: 48º06'07. evitar abalos que possam interferir nas coordenadas do mesmo ou até mesmo a sua destruição.Ivancildo F.0639"W. No caso do SAD69. Paraná. DATUM é o ponto de partida de uma rede geodésica. coordenadas do vértice. que dispõe do Datum Porto de Santana. o azimute orienta o sistema e a base fornece a escala. Pretende-se. isto é. a qual é a principal estrutura geodésica no território nacional. sendo utilizado como um sistema de referência para o cômputo ou correlação dos resultados de um levantamento. uma base e um azimute. Origem das altitudes (ou Datum altimétrico) Altura geoidal: 0 m. define um sistema geodésico. o qual conhecemos como Sul American Datum – SAD69.05". que todas as Unidades da Federação possuam uma rede altamente precisa e conectada entre si. ele possui as seguintes características: Origem das coordenadas (ou Datum planimétrico) Estação: Vértice CHUÁ (Estado de Minas Gerais). A localização de cada marco da rede é previamente escolhida juntamente com representantes de instituições federais. Conquanto. A implantação de uma rede geodésica estadual vem a colaborar na elaboração dos seguintes produtos e informações: . É conhecido pelos parâmetros iniciais. Minas Gerais. Sergipe. Rio de Janeiro. Santa Catarina. estaduais e municipais de forma a zelar pela integridade física do marco. Imbituba: corresponde ao nível médio determinado por um marégrafo instalado em Imbituba (Estado de Santa Catarina) para referenciar a rede altimétrica nacional. ao estabelecê-las. tendo como referência a Rede Brasileira de Monitoramento Contínuo . Bahia. Mato Grosso. à exceção do Estado do Amapá. tendo como referência o SGB. Até dezembro de 2006 foram estabelecidas 13 redes GPS estaduais (abrangendo 18 estados): São Paulo. e faz parte do SGB. Espírito Santo. Acre e a rede Nordeste. Elas procuram suprir as demandas atuais da sociedade que são cada vez mais ampliadas devido à utilização das técnicas de posicionamento por satélites artificiais. Ceará.6527"S. A forma e tamanho de um elipsóide. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Coodenada latitude: 19º45'41. Este modelo é o que mais se aproxima do geóide na região considerada.Alagoas 26 referência 1967. existem as redes estaduais GPS que procuram georeferenciar todas as propriedades rurais existentes no país. A rede Nordeste foi um caso a parte. Paraíba e Rio Grande do Norte. pois foi estabelecida em uma única campanha de medição contemplando os estados de Alagoas. Mato Grosso do Sul. Rio Grande do Sul. As coordenadas iniciais tem a finalidade de fixar o elipsóide em relação a terra. bem como sua posição relativa ao geóide.

unidades municipais. de grande e média escala. O ponto de partida para numeração dos meridianos é o meridiano que passa pelo Observatório de Greenwich. e constitui a base da sua construção. contida em um plano perpendicular ao seu eixo de rotação. viadutos e túneis. Regulamentação fundiária. e partindo-se dele em direção ao Pólo Norte e Sul. As localizações são feitas a partir dele que é o marco 0º (zero grau). uma linha imaginária que intercepta cada meridiano e que rodeia a Terra.1. construção de pontes. constituindo as coordenadas geográficas. O conjunto de meridianos e paralelos forma uma rede de linhas imaginárias ao redor do globo. Portanto. 3. além do sistema que expressa as coordenadas geográficas (latitude e longitude).4. para corrigir distorções de formas de massa terrestre ocasionada pela projeção de uma área da superfície curva da terra em uma superfície plana. O Equador é um círculo máximo. pode-se construir uma infinidade de planos paralelos. para oeste e para leste. É a partir do elipsóide de revolução. áreas indígenas. Estas coordenadas são usadas na maioria das cartas. 180º. Em regiões onde não há rede geodésica ou a rede existente está destruída. exatamente na metade do caminho. um outro sistema de projeção construído em coordenadas plano-retangulares. Referência para obras de engenharia tais como: construção e pavimentação de rodovias e estradas. encontra-se o Equador. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . na Inglaterra. São chamados de paralelos. áreas de proteção ambiental. ou vice-versa. Os meridianos são as linhas que passam através dos pólos e ao redor da Terra. Dividindo-a em duas metades exatas. este conjunto é chamado de rede.Alagoas 27 Confecção de mapas e cartas. 3. abastecimento de água. Demarcação de unidades estaduais.Ivancildo F. Seu valor é de 0º. Os sistemas de coordenadas Para que cada ponto seja localizado na superfície terrestre. que são representadas em uma carta: os meridianos e paralelos. existe um sistema de linhas imaginárias. as cartas utilizadas em projetos de engenharia podem apresentar. cujo plano é perpendicular à linha dos pólos. que se .4. transmissão de energia. Numeram-se os paralelos de 0º a 90º. Coordenadas geográficas A superfície geometricamente definida que mais se aproxima da superfície física da terra é o elipsóide de revolução. Ademais. para Norte e para Sul. Partindo-se do Pólo Norte em direção ao Pólo Sul. é necessária a implantação de pontos cujas coordenadas são determinadas por rastreamento de satélite usando a tecnologia GPS. o meridiano de Greenwich é o meridiano principal. cujas seções são círculos que progressivamente diminuem de tamanho. o Universal Tranversa de Mercator – UTM. Em uma carta topográfica.

Variação: 0º a + 90º no hemisfério norte. minutos e segundos de arco Leste ou Oeste do Meridiano de Greenwich. indicada pela letra “S” 0º a – 90º no hemisfério sul. medidos ao longo do paralelo do ponto. O ângulo de longitude é determinado pelas linhas que vão do Meridiano Principal e do meridiano no qual está o ponto a ser localizado. .Ivancildo F. até o ponto onde elas se encontram.00"N Longitude (λ) Longitude de um ponto é a distância expressa em graus. que é o centro da terra. medidos ao longo do meridiano do ponto. indicada pela letra “N” Exemplo: Ф = 39º00'00.Alagoas 28 determinam as latitudes e longitudes que definem a posição de um ponto na superfície da terra. até o ponto onde elas se encontram. N 70º 60º 50º 40º 30º 20º 10º 0ºE 39º N Latitude 95º W Longitude 0º Greenwich 80º 80º 70º 60º 50º 40º 30º 20º 10º 0ºE EQ UA DOR 90º 80º 70º 60º 20º 50º 40º 30º 10º Elipsóide de revolução Latitude (Ф) Latitude de um ponto da superfície terrestre é a distância expressa em graus. O ângulo de latitude é determinado pelas linhas que vão do Equador e do paralelo no qual está o ponto a ser localizado. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . que é o centro da terra. minutos e segundos de arcos Norte ao Sul do Equador.

Ivancildo F. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . indicada pela letra “E” 0º a – 180º a oeste de Greenwich. indicada pela letra “W” Exemplo: λ = 98º00'00.00"W .Alagoas 29 Variação: 0º a + 180º a leste de Greenwich.

Tecnicamente o seu trabalho não terá valor se não for acompanhado dessa indicação. os módulos podem ser sob a forma de fração ou proporção: 1 1 . ou seja.2. damos o nome de ESCALA. se apresentam sob dois aspectos: 4. Diante destas restrições. Você não pode esquecer que apenas as medidas lineares são passíveis desta redução. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . ESCALAS 4.Alagoas 30 4.2.Ivancildo F.1. não pode ser feito jamais em verdadeira grandeza e muito menos. Escala numérica Chama-se de escala numérica de um desenho. através desta relação estaremos traçando no papel uma figura semelhante a do terreno levantado. Deste modo: l L 1 a = M Esta concepção leva a determinar o que se pode chamar de módulo de escala. resta-nos a necessidade do emprego constante de uma redução de grandezas naturais da superfície para possíveis e adequadas representações gráficas. As medidas angulares continuam sendo desenhadas com grandeza natural. Introdução O desenho topográfico por motivos óbvios. 4. Seria inútil o desenho de uma parte da superfície terrestre nas suas dimensões naturais ou ampliadas. e a medida de comprimento horizontal “L” correspondente no campo. elemento que muito facilita o emprego das escalas nos desenhos técnicos. Em tal representação não se pode saber o tamanho dos acidentes nem as distâncias que os separam. As escalas. ampliado. Não poderíamos desenhálo.1. Quanto à representação. Tipos e usos Um dos elementos indispensáveis na construção de uma carta ou planta topográfica é a indicação clara e precisa da escala. 1: M . a razão constante entre o comprimento “l” de uma linha medida na planta e o comprimento “L” de sua medida homóloga no terreno. 1/M M . em função de sua utilização na topografia. A esta relação entre a medida linear “l” da representação gráfica.

Exemplo elucidativo 1: Numa planta. trace uma reta horizontal com. É geralmente empregada em desenhos feitos com escala numérica. verifica-se que os pontos A e B tem uma distância indicada de 858m e que aparecem. para que a escala não apresente um aspecto feio na ornamentação do selo. sendo também menor o número de pormenores que podem figurar na planta. Limite-se ao comprimento máximo de até 10cm. por exemplo. Escala gráfica É uma figura geométrica representativa de uma determinada escala numérica. Como construir a escala gráfica na planta Seja o caso da construção de uma escala gráfica de módulo 1:500: ▪ No espaço do selo. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Qual a distância real entre eles? Solução: l = 1 L M → 75 = 1 L 200 → M = 15000cm A distância real entre eles é 15000cm ou 150m 4. Qual a escala numérica da planta? Solução: l = 1 L M → 0.Ivancildo F. sob a influência do calor ou da umidade. na escolha da reta. as mesmas variações que as dimensões do desenho. o que evidencia maior precisão nas determinações gráficas.2. 8cm de comprimento. Daí ser utilizada em desenhos topográficos. além de facilitarem rápidas determinações no desenho. no desenho. dois pontos estão afastados de 75cm. e até das reproduções(ampliações e reduções). apresentam a vantagem de experimentar.Alagoas 31 Assim.39m. reservado à construção da escala.39 = 1 858 M → M = 2200 A escala desejada é 1:2200 Exemplo elucidativo 2: Numa planta em escala 1:200. As escalas gráficas. tanto menor será a escala e menor o desenho.2. cujo denominador M é um número elevado. . quanto maior for o denominador M. afastados 0.

Em casos .0m. que é de 15cm. elas devem ser construídas em forma retangular. Conhecida a seção. Tomar na planta a distância gráfica que se pretende medir. Proceder à leitura dos resultados obtidos. Veja: 0 4 5m 4.Ivancildo F. Coloca-se uma das pontas do compasso no ponto 0 (zero) da escala. para que apresentem melhor aspecto. as escalas gráficas têm efeitos ornamentais nas plantas. 0 30m Dado que. Transportar essa distância para a escala gráfica. compete ao desenhista sua determinação de acordo com a natureza do trabalho.Alagoas 32 ▪ Usando a fórmula conhecida de cálculo de escala. desde que não atinja a largura do selo. Os valores menores de um décimo da divisão principal do talão só poderão ser apreciados por estimativa. Entretanto.2: Caso necessário. Obs. determina-se que valor no terreno corresponde aos 8cm adotados para o desenho. e finalmente se escreve a numeração da escala. l = 1 L M → 0. Critérios para a escolha da escala numérica Não existem normas rígidas para a escolha da escala. coloca-se a ponta direita do compasso no início desta seção. Como medir grandezas 1. pode-se aumentar as divisões principais da escala já construída. e observa-se à direita em qual seção se encontra a outra ponta. Essa distância pode ser tomada com o auxílio de um compasso. e verifica-se no talão o décimo da escala. 2.3. Obs. logo. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .1: A escala construída tem precisão de 1m. Assim. ▪ Para apreciar décimos da divisão principal. 3.08 = 1 L 500 → M = 40 metros ▪ Divide-se a reta em quatro partes iguais a 2cm que representarão cada uma 10. subdivide-se a seção extrema da esquerda (talão) em dez partes iguais.

os acidentes cujas dimensões forem inferiores à tolerância de 50cm. só conseguiremos apreciar pontos sobre a planta com espessura mínima de 0. não figurarão no desenho. Para fazei-lo. determina o valor do maior erro tolerável nas medições feitas sobre um desenho executado em uma escala de módulo 1:M.M (mm) Portanto se temos um desenho feito na escala de módulo 1:5000. Existem certas condições que orientam sobre o modo de proceder a respeito da escala mais conveniente para uma dada planta ou carta.1. por exemplo) ou utilizar convenções topográficas. o erro máximo tolerável será: L = 0. Se chamarmos este erro de L: l = 1 L M → 0. visto que. da NBR 13133/1994.1mm. ▪ A natureza e do número de detalhes que se pretende colocar na planta com clareza e precisão.Ivancildo F. comparada com as dimensões do papel que deve receber o desenho. ▪ A precisão gráfica com que o desenho deve ser executado. uma vez fixado. pois. Principais escalas para plantas e cartas topográficas e seus respectivos empregos: .1 = 1 L M → L = 0. em determinados casos. o que chamamos de limite de precisão gráfica que. Fundamentando-se na estatística. a escala já é pré-determinada. São elas: ▪ A extensão da área do terreno levantado. A extensão de 0. tem-se de atender a determinadas especificações. Precisão gráfica das escalas Denomina-se precisão gráfica à menor grandeza suscetível de ser representada em um desenho.1. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . ou seja. portanto. restando apenas a determinação do tamanho da folha de desenho. porém. tem-se que adotar uma escala de módulo maior (1:1000 ou 1:500. por exemplo. é de 0.Alagoas 33 específicos. não terão representação gráfica. Segmentos menores só podem ser assinalados e observados ou medidos com o auxílio de instrumentos especiais. admite-se que a menor grandeza possível de ser apreciada a olho nu pelo ser humano de visão normal. que definem as dimensões de desenho. conforme descrito no anexo – convenções topográficas. em tal desenho.5000 = 500mm ou 50cm Isto quer dizer que.1mm é.1mm.

deriva-se por bipartição.05 0. o comprimento deve ser múltiplo de 185 mm e a altura múltipla de 297mm. os demais formatos. Mapa mundi Tamanho da porção de terreno levantado Quando a porção levantada e a ser projetada é bastante extensa e. terraplanagem. depois.0001 Equivalência 100m (no campo Representação em plantas de edifícios. pode-se optar por formatos alongados.02 0. de dobrados terão o formato único de apresentação A4 (210 x 297mm). Formato 4AO 2AO AO A1 A2 A3 A4 A5 A6 Linha de corte (mm) 1682 x 2378 1189 x 1682 841 x 1189 594 x 841 420 x 594 297 x 420 210 x 297 148 x 210 105 x 148 Margem (mm) 20 15 10 10 10 10 5 5 5 Medidas mínimas da folha sem cortar 1720 x 2420 1230 x 1720 880 x 1230 625 x 880 450 x 625 330 x 450 240 x 330 165 x 240 120 x 165 Para chegarmos ao formato do papel. vila. conforme mostrado na tabela acima. mantendo-se numa única folha a porção levantada.5 0. No Brasil é a Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT que trata do formato padronizado para o papel do desenho. Planta de pequena fazenda. conforme esquema: . e os tamanhos de folha devem seguir as normas por ela estabelecidas. etc.002 --0.Ivancildo F. etc. A margem de arquivo deve seguir as dimensões 25 x 297mm. pequena cidade. dividir esta porção em partes e representar cada parte em uma folha. Estes.. inicialmente imaginemos um retângulo de área 1m2 (841 x 1189mm) o qual chamamos de formato A0..01 0.Alagoas 34 Escala 1:100 1:200 1:500 1:1000 1:2000 1:5000 1:10 000 1:50 000 --1:1 000 000 M 1 0. Porém. Na obtenção de formatos alongados de papel.. pequenos lotes urbanos.. procura-se. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Deste formato.. se deseja representar convenientemente todos os detalhes naturais e artificiais a ela pertinentes. parque. ao invés de reduzir a escala para que toda a porção caiba numa única folha de papel. ou duplicação. loteamento urbano.2 0. É o que se denomina representação parcial. Planta de grande propriedade.1 0. Cartas de países..

Xmáx = abscissa maior obtida na coluna das coordenadas absolutas.05 1020. em função das diferenças de coordenadas máximas e mínimas. Ponto 0 1 2 3 4 Coordenadas absolutas Abscissa (X)m Ordenada (Y)m 1000.05 .00 1230.39 1643. A folha poderá assumir duas posições: ▪ Posição vertical. Ymin = ordenada menor obtida na coluna das coordenadas absolutas.Ivancildo F.45 949.Alagoas 35 4. devem ser expressos em coordenadas no espaço R2. Daí a necessidade.36 1731. quando (Xmáx – Xmin) < (Ymáx – Ymin) ▪ Posição horizontal. Exemplo elucidativo 1: Dado. Xmin = abscissa menor obtida na coluna das coordenadas absolutas. de determinarmos a posição da folha.24 2039.4. Ymáx = ordenada maior obtida na coluna das coordenadas absolutas.62 873.31 840.00 1000. Posição da folha Os pontos de um levantamento topográfico sejam eles de uma área ou de linhas. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . quando (Xmáx – Xmin) > (Ymáx – Ymin) Onde.

94 971.82 920. Xmáx = 2039.39 943.14 839.62 863.85 Xmin = 831.34 O papel deve assumir a posição horizontal! Espaço horizontal destinado para o desenho Exemplo elucidativo 2: Dado.78 735.36 831.05 1001.05 Xmáx – Xmin = 1039. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .39 Ymin = 840.03 1042.18 Xmáx – Xmin = 232.00 Solução: Posição do papel.31 Xmin = 1000.31 850. Ponto 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 Coordenadas absolutas Abscissa (X)m Ordenada (Y)m 1000.23 Ymáx – Ymin = 266.00 1000.96 799.00 Ymáx = 1020.21 .85 864.45 949.Ivancildo F.00 980.31 Ymáx – Ymin = 180. Xmáx = 1063.81 1063.Alagoas 36 Solução: Posição do papel.00 1000.02 904.62 Ymáx = 1001.18 997.20 1000.39 Ymin = 735.22 805.

legenda e orientação.5. Sua falta implica em tirar grande parte do significado e utilidade do desenho da planta. Orientação – a orientação da poligonal deve ser indicada seguindo os critérios de posicionamento da legenda ou se situar imediatamente acima do selo. selo e orientação O espaço de 185mm no canto direito do papel. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Legenda – vai mostrar apenas os símbolos empregados no desenho topográfico acompanhados de suas explicações. . Legenda. a partir da linha de corte. é destinado ao desenho do selo. Deve estar situada no espaço superior do canto direito do papel de forma que. após a dobragem.Ivancildo F. não apareça na frente do formato de apresentação.Alagoas 37 O papel deve assumir a posição vertical! Espaço vertical destinado para o desenho 4.

Ivancildo F. etc. na ilustração. Dobragem da folha Após a dobragem. o título da planta. local. 4.Alagoas 38 Selo – é espaço reservado na planta para informar o nome do proprietário. localizando-se na parte inferior do canto direito do papel.6. desenho. profissionais envolvidos (levantamento topográfico. responsável pelo projeto. a folha da planta deve ter o formato definitivo A4 (210 x 297mm).). Veja a seguir. Deve ter dimensões de 150 x 70mm. como dobrar a folha: . escalas. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .

Significa dizer que as distâncias naturais inclinadas ou não. Alguns autores costumam dividi-los segundo o instrumento de medição utilizado.2. é o comprimento do segmento de reta entre estes pontos. Tais erros não admitem cálculo para uma compensação. ▪ Erros sistemáticos Decorrentes de falhas da própria aparelhagem e que agem sempre do mesmo modo. Qualquer que seja a forma. restringem-se aos instrumentos utilizados. são reduzidas às dimensões de sua projeção horizontal equivalente. 5. a imperfeição dos instrumentos. de forma a anulá-los. como por exemplo. não seguindo uma lei conhecida. Os erros sistemáticos não são objeto de estudo deste curso. porque não podem ser mensurados. e ainda que fosse precisaríamos de laboratório específico (termômetro. e como minimizá-los. MEDIÇÃO DE DISTÂNCIAS HORIZONTAIS E VERTICAIS 5. projetado sobre um plano horizontal. Este capítulo tratará sobre dos erros ocasionados na medição de distâncias horizontais e verticais. existem alguns processos que devem ser empregados. o que importa é que todos os processos implicam em erros decorrentes do operador ou do próprio instrumento. isto porque são provenientes de causas diversas. Já a distância vertical entre os pontos será a diferença de altura entre eles. outros por comparação da distância a uma grandeza padrão previamente estabelecida. porém. etc. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . . isto para que estejamos sobre o plano de projeção.Ivancildo F. barômetro. em Topografia. Não representam estritamente o verdadeiro valor. dinamômetro. deixamos de dividi-los em dois tipos: ▪ Erros acidentais Erros cuja causa nem sempre é a mesma. Na obtenção da distância vertical. Para a obtenção da distância horizontal. Os seus valores podem ser calculados e aplicadas correções aos resultados. e podem ser minimizados ou corrigidos. Nem por isso. assim como dos processos de medição. Erros ocasionados nas medições Independente do processo de medição (horizontal ou vertical). de maneira que se obtenha os melhores resultados possíveis nas medições.1. os valores que manipulamos nas operações são sempre errôneos. Vão depender da prática e cuidado do operador. os processos são semelhantes.Alagoas 39 5. Introdução Comentamos anteriormente que a medida de distância horizontal entre dois pontos. distração ou falta de habilidade do operador.) para aferição dos equipamentos e monitoramento dos mesmos durante a realização de medidas no campo.

encaminhá-lo para uma empresa especializada. aconselha-se verificá-los pelo menos três vezes por ano ou no início de cada obra. quando necessário o seu reparo. Tomemos. tirando-se o pó. . e a ótica externa com algodão embebido em um pouco de álcool. podendo. Assim sendo.  Após longos períodos de utilização sob condições adversas. podemos nos precaver no item manutenção prévia do equipamento e. Isso porque. com um pincel macio. limpá-lo externamente. senão vejamos:  É fundamental. Observando-se estes cuidados.  Complementarmente. Caso tenha apanhado chuva. corrosiva. alguns cuidados básicos devem ser levados a cabo. principalmente os parafusos tendem a afrouxar-se o que diretamente alteraria o ajuste dos mesmos. a ação do tempo e o próprio transporte para os locais de medição podem causar alterações. Caso contrário o acúmulo destes agentes vai agindo gradativamente nos elementos mecânicos provocando desgastes.  Outro fator muito importante é a proliferação dos fungos na ótica dos aparelhos. é fundamental que o aparelho passe por uma revisão geral para que volte a funcionar perfeitamente (jatos de ar muitas vezes são suficientes).Ivancildo F. o aparelho deve ser guardado em local ventilado e seco. com cuidado e observando a presença de areia. evitando-se assim ter que repetir o levantamento caso haja algo errado. como exemplo. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . não só para o levantamento a ser executado como também para a obra final ao qual se destina.Alagoas 40 Todavia. para os elementos óticos. Para a verificação das colimações vertical e horizontal e do ajuste do prumo ótico. por melhor que sejam os cuidados. em casos de trabalho intenso diminuir este prazo. mas deixarem proliferarem-se pode causar danos irremediáveis nas lentes e prismas (caso da estação total). pois eles liberam uma substância ácida. Estes nada mais são que micro-organismos provenientes da excessiva umidade do clima tropical que. convém guardá-lo com a tampa do estojo aberta. os aparelhos transportados em pick-up que enfrentam estradas precárias e cheias de buracos: Todos os componentes do aparelho. folgas e por vezes o bloqueio dos movimentos levando à necessidade de substituírem-se as peças defeituosas. a qual riscaria as lentes. quando em seu início. é aconselhável somente após a utilização do instrumento.  Para finalizar frisa-se que o prazo médio para se realizar uma revisão numa empresa espcializada é de um ano e meio. que seja observada a qualidade e o estado geral dos instrumentos de medição e do material de apoio antes do uso. seu aparelho estará sempre valorizado além de prolongar a sua vida útil e garantir condições ideais de uso que significa confiabilidade no mesmo. são fáceis de serem eliminados. aliando-se outros fatores como o pó em obras de construção civil e estradas. Após isto.

em relação aos demais tipos de trena encontradas no mercado (lona. percorrendo o alinhamento a ser medido. ou seja. Os principais dispositivos utilizados na medida direta de distância. aço). a medida da distância horizontal é feita por meio de instrumento de medida aplicado diretamente sobre o terreno. São as mais usadas. com o comprimento total variando até 100 metros. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Elas são feitas de material bastante resistente.Alagoas 41 5. determina-se o número de vezes que a unidade escolhida está contida nele e. também conhecidos como diastímetros. Assim. São altamente resistentes à unidade e a produtos químicos. porque deformam menos quando expostas a variações de tensão e temperatura. são as trenas de fibra de vidro. medição indireta e medição eletrônica.1. multiplicando este número pelo valor da unidade empregada ter-se-á a distância percorrida.Ivancildo F. conforme os instrumentos de medição utilizados para mensuração do comprimento. Processo de medição direta Uma medida é considerada direta se o instrumento usado apoiar-se no terreno ao longo do alinhamento. Trena de fibra de vidro com invólucro Trena de fibra de vidro com invólucro Trena de fibra de vidro sem invólucro . Processos de medição de distâncias Os processos de medição de distâncias horizontais e verticais podem ser considerados em três tipos. São eles: Medição direta (apenas nas medições de distâncias horizontais).3.3. além de não se deteriorarem facilmente. 5.

Os principais são: Piquete Estaca feita de madeira resistente a intempéries. com dimensões maiores do que a do piquete e chanfrada na parte superior. O comprimento para a cravação vai depender da dureza do terreno. que serve como vértice ou ponto de balizamento em uma operação topográfica de levantamento ou demarcação. há dificuldade em achá-lo. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Uma das extremidades é pontiaguda e a outra em formato de argola. que por ter sido cravado quase rente ao solo. Sua principal função é a materialização de um ponto topográfico no terreno.Alagoas 42 Apesar da qualidade e da grande variedade de diastímetros disponíveis no mercado. Jogo de fichas e argola . com a superfície do topo plana (com taxa ou marcação em cruz) e apontada na outra extremidade. A finalidade dessa estaca é possibilitar achar a posição do piquete. O chanfro permite uma inscrição numérica ou alfabética. Estaca Pedaço de madeira.Ivancildo F. toda medida direta de distância só poderá ser realizada se for feito uso de alguns acessórios especiais. Ela deve ser cravada a cerca de 50cm do piquete com o chanfro voltado para o mesmo. Ponto topográfico é aquele escolhido no terreno. mas parte dele (cerca de 10cm) deve permanecer visível. que pertence ao piquete testemunhado. Ficha Haste de ferro ou aço de pequeno diâmetro com comprimento variável entre 35 e 55cm.

e para executar lances com diastímetro. Baliza de seção circular desmontável Nível de cantoneira Haste em forma de cantoneira acoplável à baliza e dotada de bolha circular.Ivancildo F. Nível de cantoneira . juntamente com o pique. Na materialização do ponto topográfico a baliza deve coincidir com a taxa ou marcação em cruz do piquete não deixando de ficar na vertical. Para tanto. Possui uma ponta em uma das extremidades. sextavado ou oitavado. para facilitar o posicionamento sobre a taxa do piquete. arredondado. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .Alagoas 43 É utilizada na marcação de lances efetuados com o diastímetro. Permite à pessoa que segura a baliza (balizeiro) posicioná-la corretamente na vertical sobre o piquete ou sobre o alinhamento a medir. o operador deve tentar fazê-la ficar em equilíbrio e aprumada. Baliza Haste feita de metal. pintada alternadamente de branco e de vermelho. inteiriça ou desmontável. É usada no terreno (delimitando ou balizando alinhamentos). com 2 metros de comprimento. quando a distância a ser medida é superior ao comprimento deste. ao mesmo tempo em que deverá fixar os olhos no outro operador.

Para tanto. quando â distância do ponto A ao ponto B é inferior ao comprimento do diastímetro. Obs. Na medição. Vários lances: Neste caso. A equipe de trabalho aumentará em mais um operador.Alagoas 44 Caderneta de campo É um documento onde são registrados todos os elementos levantados no campo. ou se não forem visíveis um do outro. a equipe de trabalho composta por três membros. de maneira que M‟ consiga ver A e M consiga ver B. por exemplo. A medição poderá acontecer somente quando estiver assegurada a linha AB. devem ser projetadas em um plano horizontal. seguindo a orientação da projeção ortogonal dos pontos anteriormente discutida. O balizeiro de ré ocupa a posição do balizeiro intermediário. tais como. necessitando-se fazer várias medições. como medir distâncias entre eles usando um diastímetro? Aí surge a necessidade de se pensar em trabalhar em um ou mais lances: O lance único: Diz-se que o lance de medição é único. o balizeiro M orienta o balizeiro M‟ para que ele fique na linha MB. etc. um de vante e um apontador. depois de executado o primeiro lance. Neste caso. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Para conseguir o alinhamento. por sua vez. normalmente são padronizadas. Em seguida. todavia nada impede que a empresa responsável pela operação adote cadernetas que melhor atendam às suas necessidades. ângulos. os dois balizeiros intermediários (veja figura) M e M‟ devem se posicionar no ponto de invisibilidade. a possibilidade dos pontos A e B não serem visíveis um do outro. Essa operação será repetida tantas vezes seja necessária até que não haja mais a necessidade de corrigir a linha. ocupará nova posição ao final do distímetro. e este. croquis dos pontos. além dos balizeiros de ré e de vante. Neste caso. ainda. o balizeiro intermediário marca o final do diastímetro com uma ficha. mais dois balizeiros intermediários. serão necessários. um balizeiro de ré. Nesse momento . Métodos de medição direta As medidas de distâncias horizontais entre dois pontos A e B. totalizando quatro balizeiros. leituras de distâncias.: Existe. a distância entre os pontos A e B supera o comprimento do diastímetro. consegue fazer a medição. Repete-se o processo de deslocamento das balizas (ré e intemediário) e de marcação dos lances até que se chegue ao ponto B onde deve está localizado o balizeiro de vante. O que se indaga é: Se esses pontos estiverem muito distantes um do outro. o balizeiro intermediário. e da mesma forma. o balizeiro M‟ orienta o balizeiro M para que ele fique na linha AM‟.Ivancildo F.

deve-se ao longo da linha a ser medida. entre si. de uma distância menor que o comprimento a ser utilizado do diastímetro a ser utilizado na medida. pode-se diminuir os seus efeitos. ▪ que se assegurem da tensão nas extremidades do diastímetro A falta de tensão nas extremidades do diastímetro aumenta a flecha que já aparece devido ao seu peso próprio. mantendo-se as extremidades do diastímetro sempre bem tencionadas e evitando longos lances nas medições. O alinhamento dessas fixas deve ser feito com o uso de balizas ou mesmo de medidores de ângulo. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Alguns podem ser citados: ▪ que os operadores se mantenham no alinhamento a medir. fixar fixas espaçadas. . Embora não se possa eliminar essa flecha. também conhecida como catenária. A ● M B ● M‟ Cuidados na medição de distâncias diretas: É preciso que se tomem alguns cuidados quando da realização de medidas de distâncias com diastímetros. e inicia-se a medição da distância AB.Ivancildo F. Coloca-se fixas nos pontos onde estão M e M‟. Para eliminar ou minimizar este erro. A inobservância a esse cuidado ocasiona o erro que chamamos de desvio lateral.Alagoas 45 estará assegurado o alinhamento entre A e B.

5. fazendo-se a medição com o diastímetro na parte mais baixa das balizas. dizemos que o erro cometido é de horizontalidade. puxando-a mais para o seu lado e.2. e esquece de tomar os cuidados com a verticalidade da baliza. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . no afã de diminuir o efeito da catenária. desviando-a da vertical. proceder à medida de distâncias com o diastímetro na horizontal. ▪ que se assegurem da verticalidade da baliza Muitas vezes. em função do nível de água das extremidades. ou minimizado.3. A minimização ou eliminação desse tipo de erro vai depender da experiência dos operadores.Alagoas 46 ▪ que se assegurem da horizontalidade do diastímetro Caso o diastímetro não seja posicionado em nível. Esse erro que chamamos de erro de inclinação da baliza pode ser evitado quando se acopla à haste da mesma um nível de cantoneira. ou da utilização de uma mangueira de nível nas duas balizas que limitam o trecho da medição.Ivancildo F. Processo de medição indireta Diz-se que o processo de medida de distâncias é indireto quando estas distâncias são calculadas em função da medida de outras grandezas com ela relacionada . o operador exerce grande esforço para tensionar o diastímetro. Mangueira de nível é uma mangueira de água transparente que permite. conseqüentemente.

Alagoas 47 matematicamente.Ivancildo F. não havendo. mas também para possibilitar o ponto onde se deseja a distância horizontal ou vertical. O nível é utilizado somente para a leitura de régua. podemos enumerar os principais: . necessidade de percorrê-las para compará-las com a grandeza padrão. portanto. Os teodolitos são utilizados na leitura de ângulos horizontais e verticais e da régua graduada. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Destarte. toda medição de distância indireta necessita de acessórios especiais (além dos já conhecidos) não apenas para estacionar o instrumento. Os principais instrumentos utilizados na medida indireta de distância são os teodolitos e níveis. Teodolito mecânico de leitura externa Teodolito mecânico ótico prismático com leitura interna Nível mecânico de leitura interna Entretanto.

madeira ou PVC. Parte de uma régua graduada de alumínio . de comprimento máximo de 7m. tripé em alumínio e madeira tripé em madeira Mira graduada ou régua Régua de alumínio. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Pode se apresentar em madeira ou alumínio. „dm‟. „cm‟ e em algumas em „mm‟.Ivancildo F. graduada em „m‟.Alagoas 48 Tripé Peça de madeira ou alumínio utilizada para estacionar o trânsito ou nível sobre o terreno. É utilizada na determinação de distâncias horizontais e diferença de nível entre pontos.

e fazer três leituras nos fios estadimétricos (Ls. Os taqueômetros funcionam. Ls = leitura no fio superior (conveniente em milímetros).Lm Elementos das fórmulas: DH = distância horizontal. porque estes são dotados de fios estadimétricos. 100 . e a altura do instrumento devem ser anotados. Lm = leitura do fio médio (conveniente em milímetros) Z = distância zenital em teodolito que possui a origem do ângulo vertical no zênite (entenda-se por zênite a direção contrária a direção do fio de prumo prolongada ao infinito). β = ângulo vertical em teodolito que possui a origem deste ângulo no horizonte. na verdade. as fórmulas podem ser: DH = (Ls – Li) . dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Lm e Li). O método consiste em visar uma régua graduada estacionada no ponto onde se deseja as distâncias. As distâncias serão determinadas a partir de fórmulas taqueométricas: Ls Lm (fio médio) Z Li β β AI DN DH Dependendo do tipo de ângulo lido no instrumento (vertical β ou zenital Z). Os ângulos verticais ou zenitais. correspondentes. cos2β DH = (Ls – Li) .Ivancildo F. sen2Z e e DN = DH . cotgZ + AI . DN = diferença de nível. 100 .Alagoas 49 Métodos de medição indireta: As medidas diretas podem ser medidas por dois métodos:  Taqueométrico É um método de medição de distâncias horizontais e diferença de nível. como teodolitos ou níveis. Li = leitura do fio inferior (conveniente em milímetros). AI = altura do instrumento.Lm DN = DH . tgβ + AI . .

536m. sobe-se novamente o fio médio deixando-o no ponto mais alto da mira e efetua-se a leitura (Lm3). porque a visada é descendente.881. lendo o ângulo vertical ou zenital correspondente. DN = -25. Estando Z compreendido entre 90º e 270º. Li = 1341mm.sen2254°36'14" = 93881mm DH = 93. também. normalmente. se faz uma terceira leitura. Como. Logo.100.sen2Z = (2351–1341). Em seguida.100.Lm = 93. AI = 1.Ivancildo F. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . As distâncias serão determinadas a partir de fórmulas trigonométricas: L2 Z1 Z2 β2 β1 L1 DN AI DH .cotg254°36'14" + 1. não esquecendo de fazer a leitura do ângulo vertical ou zenital correspondente.53m. a trigonometria consiste na visada em uma régua graduada. para realizar cálculos médios. As leituras na mira devem ser feitas deslocando o fio médio para o ponto mais baixo da mira (Lm1).  Trigonométrico Assim como na taqueometria. é necessária a troca do sinal de DN. deslocando-se o fio médio para um ponto acima da primeira leitura e efetua-se nova leitura (Lm2) e do ângulo. o ângulo vertical ou zenital e a altura do instrumento.846 = 25.881m DN = DH. Z = 254°36'14". só que apenas no fio de retículo Lm. Lm =1846mm. anotando-se.Alagoas 50 Exemplo elucidativo: Ls = 2351mm.536m.53 – 1.cotgZ + AI . Quanto vale DH e DN? Solução: DH = (Ls–Li).

Alagoas 51 DH = L2 – L1 CotgZ2 – CotgZ1 DN = DH . Para uma mira de 4m de comprimento. L3 = 7500mm. por exemplo. L2 = Segunda leitura na mira (conveniente em milímetros).Li DH = L2 – L1 tgβ2 – tgβ1 DN = DH . Z1 = 90°51'20" Z2 = 90°47'10" Z3 = 85°52'30" Quanto vale DH e DN? Solução: DH1 = (L3 – L1) ÷ (CotgZ3 – CotgZ1) = (7500 – 200) ÷ (Cotg85°52'30" . Z2 = Segunda distância zenital no teodolito.857m . AI = altura do instrumento.Cotg90°51'20") = 83857mm ou 83. β2 = segundo ângulo vertical no teodolito.39m.Li β acima do horizonte é (+) β abaixo do horizonte é (-) Elementos das fórmulas: DH = distância horizontal. β1 = primeiro ângulo vertical no teodolito que possui a origem deste ângulo no horizonte. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . L1 = primeira leitura na mira (conveniente em milímetros). L2 = 300mm. L1 = 200mm. Z1 = primeira distância zenital no teodolito que possui a origem do ângulo vertical no zênite. cotgZi + AI . estudos revelam que o limite de aplicação da trigonometria para obtenção de precisão de 1:5000 tem as seguintes distâncias máximas: TEODOLITO 1" 6" 10" 20" DISTÂNCIA MÁXIMA 250m 200m 150m 100m Exemplo elucidativo: AI = 1. DN = diferença de nível.Ivancildo F. tgβi + AI .

Para atenuar a influência do erro no ângulo vertical na distância horizontal. na avaliação dos milímetros.61. cotgZ1 + AI – L1 = 83857.867m DN1 = DH1 .cotg90°47'10" + 1390 – 300 = .60. principalmente.062m DN2 = DH2 . impossibilitando a sua leitura.0.5688mm ou . dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .Cotg90°47'10") = 83876mm ou 83. ▪ na hora dos trabalhos de campo O efeito do sol ao meio dia faz tremer os fios estadimétricos. pelo menos na taqueometria. estudos mostram que um erro de 30' na medida do ângulo vertical ocasiona um erro de 1cm na medida da distância horizontal. ▪ no posicionamento do fio inferior (na taqueometria) e médio (na trigonometria) Em vistas muito próximas ao solo. ocorre o desvio da visada na régua graduada por efeito de um fenômeno natural .2677mm ou – 0.Ivancildo F.876m DHmédia = (DH1 + DH2) ÷ 2 = 83867mm ou 83.cotg90°51'20" + 1390 – 200 = . efetua-se a medida do ângulo vertical nas posições direta e inversa do taqueômetro.Alagoas 52 DH2 = (L3 – L2) ÷ (CotgZ3 – CotgZ2) = (7500 – 300) ÷ (Cotg85°52'30" . sempre que possível. Para atenuar o efeito deve-se.061m DNmédia = (DN1 + DN2) ÷ 2 = . deve-se focalizar bem os fios de retículo.8699mm ou – 0. O posicionamento do fio inferior a um metro acima do solo diminui o efeito da reverberação. principalmente nos horários de sol „quente‟. evitar os trabalhos de taqueometria no período das 10:30hs às 13:30hs.0615m Cuidados na medição de distâncias indiretas: É preciso que se tomem alguns cuidados quando da realização de medidas de distâncias indiretas. ▪ na focalização dos fios de retículo Para atenuar a influência de erros no ângulo (vertical ou zenital). Contudo.62. cotgZ2 + AI – L2 = 83876. Alguns podem ser enumerados: ▪ na medida do ângulo (vertical ou zenital) A influência da leitura do ângulo (zenital ou vertical) na distância horizontal é mínima.

Entretanto. ▪ na conservação da mira Miras com desgaste na pintura devem ser substituídas. Para atenuar esse efeito da refração. Para distâncias superiores a 100m fica difícil uma avaliação precisa do milímetro. Processo de medição eletrônica A medida eletrônica de distâncias não pode ser considerada um tipo de medida direta. qualquer que seja a tecnologia envolvida no processo. Na verdade. ▪ na leitura da mira As miras normalmente são graduadas em centímetros. pois todas são obtidas automaticamente através de um simples apertar de botão. pois não necessita percorrer o alinhamento a medir para obter o seu comprimento. deve-se posicionar o fio inferior ou médio. ▪ na iluminação da mira Devem-se evitar leituras na mira.Alagoas 53 chamado refração atmosférica. 5. esse tipo de medição não isenta o operador das etapas de estacionamento e outras que serão discutidas posteriormente. pois não envolve a leitura da régua graduada e cálculos para a obtenção das distâncias horizontais ou mesmo verticais. . nem por isso deve ser considerado um tipo de medida indireta.Ivancildo F. conforme o caso. o segmento lido (Ls – Li). quando a luneta está posicionada com a objetiva contra o sol.3. ▪ na inclinação da mira Quando a mira não está devidamente posicionada na vertical. ocasionará erro na medida da distância horizontal. resultando sempre valor superior ou inferior ao que deveria ser. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .3. a um metro acima do solo. durante uma medição eletrônica o operador intervém muito pouco na obtenção das medidas horizontais e verticais. que acaba por ocasionar erro das distâncias. no caso da taqueometria. porque os valores observados podem discrepar do que deveria ser.

Teodolito eletrônico com trena eletrônica acoplada . etc. Normalmente faz parte de um sistema modular que permite adaptar outros equipamentos (distanciômetro. a freqüência e o comprimento de onda são conhecidos pelo dispositivo do instrumento. o teodolito eletrônico. Ela não mede distâncias verticais. a estação total. que permitem medição eletrônica de distâncias horizontais e verticais. Na determinação de distâncias horizontais acima de 50 metros. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Assim. é necessário utilizar um alvo eletrônico para a correta devolução do sinal emitido. e mesmo de ângulos. O instrumento calcula eletronicamente a distância entre o emissor/receptor e o anteparo ou refletor em função do tempo que o sinal emitido leva para atingir o alvo. o nível digital e a lazer e os equipamentos motorizados.Ivancildo F.Alagoas 54 A medida eletrônica de distâncias baseia-se na emissão/recepção de sinais luminosos (visíveis ou não) ou de microondas que atingem um anteparo ou refletor. entre os principais equipamentos utilizados atualmente na medida de distâncias. Trena eletrônica Teodolito eletrônico Instrumento que possui mecânica de precisão. A distância é calculada quando o sinal emitido pelo dispositivo é recebido de volta. facilidade de utilização e altíssima confiabilidade na leitura de ângulos horizontais e verticais. trena eletrônica. pode-se citar a trena eletrônica. o distanciômetro eletrônico. automáticos e robotizados: Trena eletrônica Dispositivo eletrônico composto de um emissor/receptor de sinais que podem se pulsações ultra-sônicas ou feixe de luz infravermelho.). ser refletido e recebido de volta.

Prisma é um espelho circular. das condições atmosféricas. automaticamente. . podendo ainda medir distâncias inclinadas. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Vistas posterior (teclado e visor) e anterior (emissor e receptor de infravermelho) De um distanciômetro Conjunto de haste e prismas acoplados a bases niveladoras. Estação total Instrumento que incorpora o teodolito eletrônico mais distanciômetro eletrônico e possui um microprocessador que. bem como. A tecnologia utilizada na medição destas distâncias é a do infravermelho. A tecnologia utilizada na medição de distâncias é a do infravermelho. na posição vertical. de faces cúbicas. acoplado a uma haste e que tem por finalidade refletir o sinal emitido pelo aparelho precisamente na mesma direção em que foi recebido.Alagoas 55 Distanciômetro eletrônico Equipamento exclusivo para medição eletrônica de distâncias horizontais e verticais. O alcance varia de 500m a 20000m e depende da quantidade de prismas utilizados para a reflexão do sinal. monitora o estado de operação do instrumento. A haste deve ser posicionada sobre o ponto a medir. com a ajuda de um nível de bolha. Trabalhos de altíssima precisão requerem que o prisma (ou conjunto de prismas) seja apoiado sobre uma base niveladora que deve está posicionada sobre um tripé.Ivancildo F.

).Alagoas 56 Portanto. o aparelho deve ser apontado e focalizado sobre a régua que deve estar aprumada com a ajuda de um nível de bolha circular. ainda. vibrações. além de fazer monitoramento das condições de nivelamento do instrumento. verticais e inclinadas. distâncias horizontais. pois permite medir ângulos verticais e horizontais. O alcance vai depender do aparelho e das condições ambientais (luz. a estação total representa um instrumento completo. sombra. como nas estações totais. O instrumento é dotado. altitude do ponto. de um coletor de dados (conectado ao instrumento) para registrar as etapas do levantamento. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . num sistema eletrônico de varredura e interpretação de padrões codificados (como o código de barras nos produtos de supermercado) numa régua graduada em códigos de barra. altura do aparelho. Nível digital e régua graduada em código de barras . etc. É utilizado para medição eletrônica de distâncias horizontais e diferenças de nível. Coletor de dados e estação total de alcance de 2Km com um prisma Nível digital O seu funcionamento está baseado no processo digital de leitura.Ivancildo F. Os valores medidos podem ser armazenados internamente ou em coletores de dados. Na determinação das distâncias. calor. ou seja. etc.

Conquanto. automáticos e robotizados São versões mais sofisticadas de teodolitos ou estações totais. Uma régua de alumínio. metal ínvar ou fibra de vidro deve se utilizada como suporte para o detetor. é desprovido de luneta. é efetuada diretamente sobre a mesma. o monitoramento de recalque de uma superestrutura ou deslocamentos de terra.Ivancildo F. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . E equipamentos motorizados. Assim como o nível digital. Os motorizados (Programáveis) são indicados para medição em que não há necessidade de contato com o objeto a ser medido e em tarefas que requerem valores medidos a intervalos regulares de tempo. com o auxílio do detetor lazer.Alagoas 57 Nível a lazer É um tipo de aparelho que não é provido de luneta nem visor LCD e funciona baseado na tecnologia do raio infravermelho. o nível a lazer é utilizado na obtenção de distâncias verticais ou diferenças de nível e também não mede ângulos. destinados a medições de altíssima precisão (geodésia). a leitura da altura da régua graduada (Lm). utilizada no cálculo das distâncias por estadimetria. Estação total convencional (motorizada) . Conjunto régua graduada e detetor a lazer nível a lazer nível a lazer O detetor lazer é dotado de um visor que automaticamente se ilumina e soa uma campainha ao detectar o raio emitido pelo nível. à base de raios infravermelhos (ou microondas). Por exemplo.

Alagoas 58 Os automáticos combinam a tecnologia dos motorizados com o reconhecimento automático do alvo (estático ou dinâmico).Ivancildo F. mesmo que os instrumentos sejam altamente precisos e de fácil utilização. Assim: ▪ na medida do ângulo. ▪ quando a projeção do centro do sinal-refletor não coincide com a posição do ponto sobre o qual está estacionado ocorre um erro que chamamos de erro linear de . dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . porque erros semelhantes aos discutidos. nas medições indiretas de distâncias podem ocorrer nas medições eletrônicas. o centro do retículo do aparelho (cruzeta) pode não coincidir com o centro do prisma que compõe o sinal refletor. o que ocasionaria erro de pontaria. Um levantamento utilizando uma estação total robótica carece de apenas um operador para segurar o sinal refletor e controlar remotamente a estação. anteriormente. Estação total robotizada Cuidados na medição de distâncias eletrônicas: É preciso que se tomem alguns cuidados durante a medida eletrônica de distâncias. Estação total com reconhecimento O robótico combina a tecnologia dos automáticos com o acionamento por controle remoto.

φ). ▪ a falta de familiaridade do operador com as funções do instrumento. a grosso modo. de onde se obtém as suas coordenadas planas (E. programas e acessórios informatizados contribui para os erros de operação do instrumento. O equipamento utilizado é denominado Global Positioning System – GPS. cada satélite emite uma mensagem que. minha posição atual é Y e esta mensagem foi enviada no tempo Z”. Pode ser evitado utilizando um bipé para o correto funcionamento do sinal sobre o ponto. 5.4. Esta mensagem é recebida pelos receptores que. Em qualquer tempo.N) ou geográficas (λ. a qualquer hora do dia ou da noite. calculam as suas distâncias em relação a cada satélite. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Essa constelação permite. significa: “Eu sou o satélite X. O GPS não é utilizado na medida de ângulos e/ou distâncias. porque existe uma constelação de satélites orbitando sobre a terra vinte e quatro horas por dia. ▪ erros podem ocorrer também na centragem e nivelamento do instrumento. .Alagoas 59 centragem do sinal-refletor. em planos inclinados em relação à linha do equador.3. Processo de medição por satélites A localização por satélites é uma prática muita empregada atualmente em serviços topográficos e geodésicos. o rastreamento de pelo menos quatro satélites para elevações acima de 15º. em função da diferença de tempo entre a recepção das mesmas.Ivancildo F. Constelação de satélites .Sistema TRANSIT O posicionamento de pontos por GPS Os receptores GPS estacionados em qualquer parte da superfície da terra só funcionam. em relação à linha do horizonte. É baseada em posicionamento global (localização espacial) do ponto. além da altitude.

alvo. . Na verdade. gerando as ondas portadoras pertencentes à banda L. ao se tomarem as distâncias a pelo menos 4 satélites diferentes. A transmissão GPS se localiza nesta banda. determinando sua posição a cada instante. o receptor obtém a sua distância ao satélite. no mínimo. a determinação da localização de um ponto (veículo. Multiplicando esse tempo pela velocidade de deslocamento do sinal. permitindo maior precisão na sua localização.φ. Portanto. Desta se obtém duas novas freqüências operacionais. multiplicando-se a fo por pelas constantes 154 e 120. 4 satélites. então.Alagoas 60 Dessa forma. conseqüentemente. e de maneira indireta. chamada de pseudodistância. também. também incluído nas mensagens transmitidas pelos satélites (cada satélite transmite suas próprias efemérides. captar sinais enviados por. Com isso. baseados em uma freqüência fundamental (fo) de 10. e cujo conjunto é chamado de efemérides. As mensagens dos satélites aos GPSs As mensagens dos satélites são emitidas através de sinais de radiofreqüência. É por isso que um receptor precisa. onde com um mínimo de três referências (satélites) o receptor obtém seu posicionamento em duas dimensões. Com todos esses dados. E como se efetivam as determinações da posição dos satélites e das distâncias deles ao receptor? ▪ A determinação da posição do satélite provém de um conjunto de parâmetros previstos para todos os satélites.N ou λ. Uma quarta referência adiciona a componente altitude. além de ser constantemente transmitido pelos satélites. etc. das suas coordenadas. depende da precisão das posições dos satélites e das distâncias a eles. o que o receptor mede é o intervalo de tempo necessário para o sinal percorrer a distância entre satélite e receptor. os efeitos da imprecisão do relógio se anulam. quais sejam: L1 e L2 respectivamente. a distância do receptor a cada satélite apresenta um erro considerável. a precisão na determinação da posição de um receptor e. o chamado almanaque que é.Ivancildo F. que completa a posição do ponto em três dimensões. ponto topográfico ou geodésico. sendo.23MHz. detectados pelas estações de controle. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . ▪ A determinação da distância de um satélite ao receptor é calculada. num mesmo instante. definem novos parâmetros. Porém. os receptores podem „rastrear‟ os satélites „visíveis‟. Eventuais desvios na órbita de cada satélite. que a descrevem de modo ainda mais preciso. razão da denominação das portadoras L1 e L2. Ocorre que a medição do tempo de percurso do sinal é afetada pela baixa precisão do relógio interno do receptor. em geral. armazenado na memória do receptor. correspondentes a E. Banda L é uma gama de freqüências eletromagnéticas entre 390 e1550MHz.) na superfície terrestre segue o princípio da triangulação. enquanto todos transmitem todo o almanaque).

As fontes de imprecisão no posicionamento O erro na determinação da posição de um satélite pode ocorrer em função de um eventual desvio de órbita e do atraso com que esse desvio é detectado pelas estações de controle e registrado nas efemérides dos satélites (pode provocar imprecisão de 2. Uma vez. mais precisa é a determinação da posição do receptor. na determinação da posição do receptor. da ordem da dezena de metros. Todos esses fatores.5m na posição do receptor).5m na posição do receptor). Opera na freqüência de 1. gerando um comprimento de onda da ordem de 30 metros.Ivancildo F. no instante em que seus sinais são captados por um receptor. os efeitos das diversas fontes de imprecisão. somados. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . O código P é transmitido na mesma freqüência da freqüência fundamental: fo = 10. que definem a chamada diluição de precisão. e. isto é.Alagoas 61 Essas duas ondas portadoras (L1 e L2) são moduladas em fases no satélite. ou mesmo eliminar. utiliza-se um outro receptor GPS. por isso que ele é reservado ao uso militar e aos usuários autorizados. permitem aumentar a precisão no posicionamento do ponto. Já a medição da distância entre satélite e receptor pode ser afetada por uma série de fatores: Desvios nos relógios dos satélites que não podem ser detectados pelos receptores (efeito de aproximadamente 1.23 MHz. num ponto cuja posição é bem conhecida. demoduladas pelos receptores. das múltiplas reflexões que o sinal de um satélite pode sofrer. chamado de base ou de referência. Quanto mais espalhados no céu estiverem os satélites. A maior freqüência e o menor comprimento de onda para este código. conduzem a um erro típico. de ruído falsamente aleatório. que se locomove pelos pontos cujas coordenadas se deseja determinar. o efeito do multicaminhamento. tornam ele muito mais preciso que o código C/A. existem ainda fatores referentes à disposição relativa dos satélites. ainda. gerando códigos chamados Pseudo Randon Noise – PRN. O código C/A é o principal componente do serviço de posicionamento padrão – SPS disponibilizado para uso civil. variação da velocidade dos sinais eletromagnéticos emitidos pelos satélites receptores (efeito de aproximadamente 5.5m na determinação da posição do receptor). Esse receptor base.023 MHz com grande comprimento de onda por volta de 300 metros. sendo únicos e empregados para identificação dos satélites. Existe ainda o código D que gera no interior do receptor o almanaque de efemérides dos satélites. que permanece fixo.6m). O princípio de rastreamento por GPS diferencial é bastante simples: além do receptor GPS itinerante. Finalmente. em obstáculos próximos à antena do receptor (da ordem de 0. isto é. Os códigos que formam o PRN são basicamente os C/A e P. . eventuais imprecisões do receptor GPS. Mecanismos de correção A técnica chamada de GPS diferencial surgiu para reduzir.

Por não demodularem as informações das portadoras L1 e L2. Dessa forma. GPS de navegação GPS diferencial Portanto. emprega-se somente um receptor. assumindo que esses erros sejam iguais aos que afetam a determinação de sua própria posição. a cada instante. No caso do Brasil. o receptor base pode tentar corrigir os erros dos sinais captados pelo receptor itinerante. discutidos anteriormente. sujeita a todos os erros anteriormente descritos. de baixa precisão. determinar o erro a que está sujeito o sinal enviado por cada satélite que ele avista. em relação aos tradicionais métodos de levantamento. entre outras. ele pode. a Rede INCRA de Base Comunitárias . Destarte. temse a Rede Brasileira de Monitoramento Contínuo . no posicionamento diferencial e relativo. Comparando-a com a sua posição real. que utilizam as pseudodistâncias por meio do código C/A para o posicionamento. determina a sua posição. chamados de receptores de navegação ou autônomos. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . . Além de poder ser usado sob quaisquer condições climáticas. cujos dados de uma ou mais estações podem ser introduzidos no processamento. permitem posicionamento mais rápido e dinâmico. desde que acesse os dados de uma ou mais estações pertencentes ao SCA.Alagoas 62 utilizando os sinais que recebe dos satélites (código C/A e as portadoras L1 e L2). contudo.Ivancildo F. com o advento dos Sistemas de Controle Ativos (SCA). previamente conhecida. existem também receptores de pequeno porte. de intervisibilidade entre as estações. enquanto que no posicionamento relativo utiliza-se de dois ou mais receptores. sendo as coordenadas das estações utilizadas para fazer a vinculação ao Sistema Geodésico Brasileiro (SGB). um usuário que disponha de um único receptor poderá realizar o posicionamento relativo.RBMC. Para os usuários da área de Topografia e Geodésia. No entanto. no posicionamento absoluto. é a não necessidade. uma característica muito importante do GPS.RIBAC.

a goniologia e a goniometria. ao conhecimento dos instrumentos de medição de ângulos na topografia.2. 6. é imprescindível conhecermos a parte da topografia relacionada à avaliação numérica de ângulos. Este capítulo é destinado ao conhecimento dos ângulos. Sabemos que nas operações topográficas cujos instrumentos de medição são os GPSs. . apresentar-se visível ou não ao operador do goniômetro. ou a sua locação. também. Introdução Um dos elementos necessários. estações totais e medidores eletrônicos (que não permitem obter diretamente no terreno as coordenadas dos pontos). Goniologia é a parte da topografia que estuda. quando se trata do uso de instrumentos como os diastímetros.Ivancildo F. denominado limbo vertical. é o ângulo. chamado de limbo horizontal. dada a necessidade de levantamento ou locação. as medidas horizontais e verticais devem ser complementadas com ângulos. ainda.1. os ângulos se tornam desnecessários (a princípio). porque são formados sobre um plano que pode ser horizontal ou vertical. MEDIÇÃO DE ÂNGULOS 6. e o que mede ângulos zenitais e verticais. O limbo consiste de uma coroa circular graduada. O limbo pode. diedro. à representação gráfica dos pontos topográficos que definem levantamentos topográficos de um terreno. Para tanto. triedro e esférico). dividiremos o estudo em duas partes. e os instrumentos destinados para esse fim. e quando horizontais os ângulos recebem as denominações de horizontal e de orientação. segundo. podendo ser de dois tipos: o que mede ângulos horizontais e de orientação. 6. teodolitos. porque esses instrumentos não permitem leitura de ângulos e nem tampouco de distâncias. dependendo do tipo de aparelho utilizado. já que são as coordenadas de cada um são suficientes para confeccionar um desenho.Alagoas 63 6. a determinação dos ângulos entre alinhamentos não pode acontecer: Primeiro. Portanto. Entretanto. além dos alinhamentos. os tipos de ângulos e os instrumentos (goniômetros) necessários às realizações das medições. de modo geral.1.2. a classificação e. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . os ângulos construídos na topografia são considerados do tipo plano. Tipos de ângulos Dentre os tipos de ângulos existentes (plano. Goniologia Ângulo é um trecho de um plano compreendido entre duas semi-retas que têm origem comum (vértice). A parte do goniômetro para a avaliação de ângulos chama-se limbo. Quando os planos são verticais os ângulos formados recebem a denominação de zenital e vertical.

senão vejamos: ▪ que o eixo vertical de rotação do instrumento passe pelo centro do limbo graduado horizontal.2.3. estação total e bússola.2.Ivancildo F. teodolito. Condições de construção de um ângulo A construção de um ângulo mediante o uso de um goniômetro. Goniômetros De acordo com as direções que a luneta pode tomar (horizontal e/ou vertical). pela centralização da luneta. e tenha a direção normal ao seu plano. os goniômetros podem se apresentar sob quatro tipos: Nível. Esta condição garante. que o centro do limbo coincida com o vértice do ângulo a ser medido.2. Eixo de colimação Eixo secundário Eixo principal Eixos de um goniômetro 6. Esta condição complementa a primeira. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .Alagoas 64 Z H N Zenital Vertical Horizontal Azimutal 6. requer pelo menos duas exigências básicas. . ▪ que o eixo de colimação do instrumento seja concorrente com o eixo principal do instrumento. por si só.

Ivancildo F. costumamos dividi-lo em três categorias: ▪ teodolito mecânico . Os outros não são dotados de luneta e. À parte do instrumento que suporta o conjunto luneta e limbos. precisão por Km duplo de nivelamento 2. com os seus parafusos de blocagem e ajuste. Devido à pouca precisão angular. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .0mm. Medições expeditas são aquelas de baixa precisão. passando de teodolito mecânico para teodolito prismático e eletrônico. limbo horizontal e vertical. a medição de ângulos horizontais. quando comparados aos teodolitos modernos e as estações totais. Os primeiros possuem luneta e permitem medir tanto distâncias verticais como horizontais. mede somente distância vertical. por conseguinte. ainda. ampliação 24x. Teodolito Instrumento dotado de luneta. Além desses existem os níveis óticos mecânicos estadimétricos dotados de limbo horizontal que permitem. A sua função é a medição de distâncias horizontais. chama-se alidade.Alagoas 65 Nível Comentamos antes sobre níveis digitais e eletrônicos à base de infravermelho (lazer). Embora o teodolito tenha sofrido constante avanço tecnológico nas ultimas décadas. verticais e ângulos. esses instrumentos são usados apenas em medições expeditas. feitas apenas para reconhecimento de ângulos ou distâncias no terreno. Nível ótico mecânico – graduação do limbo 1º.

prumo ótico. onde a graduação dos ângulos é visível através de janelas ou de parafusos micrométricos. Teodolito mecânico modelo T1 precisão 6 segundos. Teodolito mecânico modelo TW-20T precisão 6 segundos. Nestas janelas existe uma parte chamada vernier. os eletrônicos também dispõem de alidade com limbos horizontais e verticais. prumo ótico.Alagoas 66 Nestes instrumentos os limbos horizontais horizontal e vertical estão localizados na periferia da alidade. bússola declinatória Teodolito mecânico – leitura 1 minuto. que serve para apreciar o ângulo. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . prumo ótico Teodolito mecânico modelo CST56SCT1– leitura 1 minuto. bússola de rumo ▪ teodolito eletrônico Da mesma forma que nos teodolitos mecânicos. só que o sistema de varredura do ângulo é .Ivancildo F. fio de prumo.

dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .Ivancildo F. É o „display‟ do instrumento que fornece automaticamente os valores. Por ser uma versão completa do teodolito eletrônico e do medidor eletrônico de distâncias. Estação total modelo GTS 235W leitura 1seg e precisão Estação total modelo 5605DR 200 autolock Leitura angular 1 segundo Estação total modelo 5605DR 200 robótica com coletor de dados. as estações totais permitem a leitura de ângulos horizontais e verticais. Leitura angular 1 segundo . as avaliações de ângulos são mostradas no „display‟ do instrumento.Alagoas 67 eletrônico. Teodolito eletrônico modelo NE203-202 de leitura 10 segundos Teodolito eletrônico modelo NE20H-20S de leitura 20 segundos Estação total Conforme visto anteriormente. Não existem janelas ou parafusos micrométricos para as avaliações de ângulos.

com graduação para rumos e azimutes. Formas de apresentação As bússolas podem se apresentar sob três formas: ▪ Bússola de azimute – graduada de 0º a 360º. por um pião. Permite a leitura apenas de ângulos horizontais. suspensa em seu centro de gravidade. . que não podem ser acopladas ao teodolito. Bússola azimutal acoplada a um teodolito Existem também as bússolas prismáticas portáteis.Ivancildo F. e de forma expedita. ▪ Bússola de rumo – graduada de 0º a 90º nos quatro quadrantes. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Bússola prismática A operacionalização das bússolas será discutida detalhadamente no capítulo destinado às medidas de orientação.Alagoas 68 Bússola Chama-se bússola a uma agulha de aço imantada. devido à baixa precisão angular (a divisão do limbo é geralmente de grau). ▪ Bússola declinatória – graduada de 0º a 360º com dispositivo para aferir a declinação magnética. Estas possuem um sistema de pínulas para sua visada e um prisma de reflexão total para sua leitura. Na topografia ela pode ser usada para orientação dos alinhamentos.

Deslocar o tripé para o ponto topográfico. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . ou seja. Usar apenas o terceiro parafuso para centralizar o segundo nível tubular. fixa-se definitivamente o parafuso.4. ajustando brevemente o prumo de cordão sobre o ponto topográfico.Ivancildo F. a horizontalidade do prato do limbo. Uma regra prática: Verificar se o parafuso de fixação do movimento geral da alidade está apertado. Girar a alidade até o eixo longitudinal do nível tubular escolhido ficar paralelo e superposto aos dois parafusos niveladores. Satisfeita a condição. os níveis tubulares ficam centrados em qualquer posição.3. de um goniômetro para outro (existem níveis. a fim de verificar a calagem. deixando folga para que possa ser feita a perfeita coincidência do prumo de cordão ou ótico sobre o ponto topográfico. Operacionalização de goniômetros As principais operações efetuadas com um goniômetro antes de medir ângulos são: ▪ Centragem Consiste em fazer com que o eixo principal do goniômetro passe pelo ponto topográfico. 6. assim como os tipos de níveis de bolha (esférico ou tubular). Uma regra prática: Regular as pernas do tripé à altura do operador. dependendo da marca e do modelo do goniômetro.2. se é horizontal ou vertical: . - Ressalta-se que os parafusos calantes podem variar na quantidade. Com o goniômetro calado. Procurar deixar a base do tripé aproximadamente na horizontal. tornando a bolha centrada. com apenas um parafuso calante). O tipo de ângulo a ser avaliado vai depender do levantamento. ▪ Calagem Consiste em fazer com que o prato do goniômetro fique perpendicular ao seu eixo principal. por exemplo. Dar um giro qualquer no goniômetro. Girar os dois parafusos para dentro ou para fora simultaneamente. A posição dos parafusos de blocagens e ajustes também é variável. Fixar o goniômetro ao tripé através do parafuso de ancoragem. Escolher dois parafusos niveladores quaisquer e um dos níveis de bolha do círculo graduado horizontal.Alagoas 69 6. Goniometria É a parte da gionologia que trata da medição de ângulos. Soltar o movimento da alidade através do parafuso de fixação do movimento particular.

Os ângulos podem ser assim classificados: Ângulos internos. Ângulos internos O método de leitura do referido ângulo consiste em: Executar a pontaria fina sobre o ponto a ré (primeiro alinhamento).Alagoas 70 Levantamento de ângulos horizontais Para a medida do ângulo horizontal a dois alinhamentos consecutivos. conforme caderneta de campo abaixo: Est. externos. Anotar ou registrar o ângulo (Hz) marcado no visor ou no vernier correspondente ao ângulo horizontal interno medido. O prolongamento do eixo principal do instrumento deve coincidir com a tachinha ou cruz sobre o piquete. repetição e reiteração. de deflexão. CADERNETA DE LEVANTAMENTO PELO ÂNGULO INTERNO Ângulo Croqui Ponto visado Horiz.Ivancildo F. Liberar e girar o aparelho (sentido horário). dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Zerar o círculo horizontal do goniômetro nesta posição (procedimento padrão Hz = 000º00‟00‟‟). 4 Hz3 Hz4 Hz2 Hz1 1 2 3 Ângulos internos medidos numa poligonal fechada de quatro vértices. Ré Vante ponto Horiz ponto Horiz P1 P2 P3 P4 4 1 2 3 000º00‟00‟‟ 000º00‟00‟‟ 000º00‟00‟‟ 000º00‟00‟‟ 2 3 4 1 60º18'16" 120º25'56" 60º19'18" 118º56'30" 60º18'16" 120º25'56" 60º19'18" 118º56'30" Ângulos externos O método de leitura do referido ângulo consiste em: Executar a pontaria fina sobre o ponto a ré (primeiro alinhamento). devem ser feitas as operações básicas de centragem e calagem sobre um dos pontos que a definem. Exemplo elucidativo: Medir os ângulos Hz dos vértices de 1 a 4. . executando a pontaria (fina) sobre o ponto a vante (segundo alinhamento).

CADERNETA DE LEVANTAMENTO PELO ÂNGULO EXTERNO Ângulo Croqui Ponto visado Horiz. . executando a pontaria (fina) sobre o ponto a vante (segundo alinhamento). conforme caderneta de campo abaixo: Est. Hz4 2 3 Hz3 1 Hz1 4 Hz2 Ângulos externos medidos numa poligonal fechada de quatro vértices. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . podendo ser positivo (deflexão à direita). Liberar e girar o aparelho (sentido horário). Zerar o círculo horizontal do goniômetro nesta posição (procedimento padrão Hz = 000º00‟00‟‟). Ré Vante ponto Horiz ponto Horiz P1 P2 P3 P4 4 1 2 3 000º00‟00‟‟ 000º00‟00‟‟ 000º00‟00‟‟ 000º00‟00‟‟ 2 3 4 1 309º41'44" 241º03'30" 299º40'41" 239º34'04" 309º41'44" 241º03'30" 299º40'41" 239º34'04" Ângulos de deflexão É o ângulo horizontal que o alinhamento de vante forma com o prolongamento do alinhamento à ré num determinado vértice. se o sentido do giro for horário.Ivancildo F. ou negativo (deflexão à esquerda). Exemplo elucidativo: Medir os ângulos Hz dos vértices de 1 a 4. Liberar somente a luneta do aparelho e tomá-la segundo o prolongamento do primeiro alinhamento. O método de leitura do referido ângulo consiste em: Executar a pontaria fina sobre o ponto a ré (primeiro alinhamento). Este ângulo varia de 0º a 180º.Alagoas 71 - Zerar o círculo horizontal do goniômetro nesta posição (procedimento padrão Hz = 000º00‟00‟‟). se o sentido do giro for anti-horário. Anotar ou registrar o ângulo (Hz) marcado no visor ou no vernier correspondente ao ângulo horizontal externo medido.

O aparelho é liberado e a luneta é novamente apontada (pontaria fina) para o ponto a ré.Um novo ângulo horizontal é anotado ou registrado.Liberar novamente o aparelho e aponta-se para o ponto a vante. . os alinhamentos a vante e a ré de um determinado ponto. .Apontar a luneta do goniômetro para o ponto a ré (pontaria fina) e o círculo horizontal do mesmo é zerado (procedimento padrão Hz = 000º00‟00‟‟).O ângulo horizontal resultante é registrado ou anotado. o ângulo anotado ou registrado anteriormente. . . . conforme caderneta de campo abaixo: CADERNETA DE LEVANTAMENTO POR DEFLEXÃO Est.O processo se repete um certo número „n‟ de vezes. . fixando o ângulo horizontal lido e tomando-o como partida para a medida seguinte. o aparelho é liberado e a luneta é apontada (pontaria fina) para o ponto a vante. sucessivamente. . e sim. Deflexão D(m) Esquerda Direita P1-P2 P2-P3 P3-P4 P4-P1 - 120º25'56" 60º18'16" 118º56'30" 60º19'18" Repetição Consiste em visar.Ivancildo F. . O método de leitura do referido ângulo consiste em: . dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .Em seguida. .O ângulo de partida utilizado neste momento para a segunda medida do ângulo horizontal não é mais zero. Anotar ou registrar o ângulo (Hz) marcado no visor ou no vernier correspondente à deflexão medida.Alagoas 72 - Liberar e girar o aparelho (sentido horário ou anti-horário) executando a pontaria (fina) sobre o ponto a vante (segundo alinhamento). Exemplo elucidativo: Medir os ângulos αi dos vértices de 1 a 4. Dd 2 Dd 3 Dd 1 Dd 4 Ângulos de deflexão medidos numa poligonal fechada de quatro vértices.O processo se repete um certo número „n‟ de vezes.

Alagoas 73 A este processo de medir sucessivamente várias vezes o mesmo ângulo horizontal denomina-se séries de leituras. os alinhamento a vante e a ré de um determinado ponto ou estação. L1 = 123º18'16". As séries são compostas. tomando como partida para a medida do ângulo horizontal intervalos regulares do círculo. O ângulo horizontal deve ser registrado ou anotado. conforme caderneta de campo abaixo: CADERNETA DE LEVANTAMENTO PELO ÂNGULO DA REPETIÇÃO Ponto visado Est. é dado pela relação: Hz = Hzn – Hz1 (n-1) Exemplo elucidativo: Medir o ângulo “α” do vértice A. ponto Ré Horiz ponto Vante Horiz Ângulo Horiz. para os alinhamentos medidos. Liberar somente a luneta do aparelho e tomá-la no sentido inverso. de 3 leituras.123º18'16" = 123º18'22" α = (α 1 + α 2 ) = (123º18'16" + 123º18'22") = 123º18'19" 2 2 Reiteração Este método consiste em visar. O ângulo horizontal resultante é mais uma vez anotado ou registrado.Ivancildo F. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . L2 = 246º36'38" α1 = L1 – L0 = 123º18'16" – 0º = 123º18'16" α 2 = L2 – L1 = 246º36'38" . normalmente. sucessivamente. . o aparelho é liberado e a luneta é apontada (pontaria fina) novamente para o ponto a ré. O método de leitura do referido ângulo consiste em: Apontar a luneta do goniômetro para o ponto a ré (pontaria fina) e o círculo horizontal do mesmo não deve ser zerado. Em seguida. dependendo da precisão exigida para o levantamento. Croqui A 1 0º 123º18'16" 2 123º18'16" 123º18'16" 246º36'16" 123º18'22" Solução: Quando L0 = 00º. O valor final do ângulo horizontal.

O ângulo horizontal resultante é mais uma vez anotado ou registrado. PI = Luneta tomada na posição inversa. . Em seguida. A cada posição denomina-se uma série. ela é efetuada em várias posições do limbo. para o ponto de vante. Usada para trabalhos de média precisão. o aparelho é liberado e a luneta é apontada (pontaria fina) novamente para o ponto a vante.Alagoas 74 - Liberar somente a luneta do aparelho e tomá-la de volta no sentido direto. O ângulo horizontal (sentido horário) é determinado pela fórmula α = (PD2 – PD1) + (PI2 – PI1) 2 Onde: Posições do instrumento: PD = Luneta tomada na posição direta. Liberar somente a luneta do aparelho e tomá-la no sentido inverso.Ivancildo F. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . desta vez. ela é efetuada numa única posição do limbo em apenas uma série de leituras. PV 01 B 02 Leitura na Mira PD PI 123º18'20" 303º18'12" 236º36'38" 56º36'34" D(m) Ângulo 01 Croqui 113º18'20" α B 02 Solução: α = (236º36'38" . A reiteração pode ser simples ou múltipla: Quando a reiteração é simples.246º41'46" + 360º) = 113º18'20" 2 Quando a reiteração é múltipla. Libera-se novamente o aparelho e aponta-se.303º18'12") 2 α = (113º18'18") + (. conforme caderneta de campo abaixo: CADERNETA DE LEVANTAMENTO PELA REITERAÇÃO SIMPLES Est. Exemplo elucidativo: Determinar o ângulo α do vértice B.123º18'20") + (56º36'34" . O ângulo horizontal deve ser registrado ou anotado.

00º23'16") = 73º03'58" α 2 = (253º27'12" . Para um bom trabalho topográfico recomenda-se dividir o limbo do instrumento conforme o número de séries. poderá ser feita da seguinte maneira: ▪ Com origem no horizonte . 120º e 240º. PV SÉRIE 1 2 1 3 B 1 2 2 3 Leitura na Mira PD PI 00º23'16" 180º23'19" 120º10'28" 300º10'25" 240º15'34" 60º15'33" 73º27'14" 253º27'12" 193º14'23" 13º14'26" 313º19'32" 133º19'35" D(m) Ângulo Croqui 01 α 02 73º03'58" B Solução: α 1 = (73º27'14" . dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . conforme caderneta de campo abaixo: CADERNETA DE LEVANTAMENTO PELA REITERAÇÃO MÚLTIPLA Est.180º23'19") = 73º03'53" α 3 = (193º14'23" .Alagoas 75 Para trabalhos que requerem uma maior precisão.120º10'28") = 73º03'55" α 4 = (13º14'26" .Ivancildo F. recomenda-se efetuar no mínimo 3 séries.240º15'34") = 73º03'58" α 6 = (133º19'35" . em alguns aparelhos. Nas poligonais geodésicas utilizam-se: 12 séries para levantamento de 1ª ordem. 6 séries para levantamento de 2ª ordem. Assim em 3 séries as leituras são efetuadas próximas a 0º. Exemplo elucidativo: Determinar o ângulo α do vértice B.60º15'33") = 73º04'02" α = α 1 + α 2 + α 3 + α 4 + α 5 + α 6 = 73º03'58" 6 Levantamento de ângulos verticais Para a medida do ângulo vertical basta saber que.300º10'25") = 73º04'01" α 5 = (313º19'32" .

conseqüentemente. ▪ Com origem no zênite Quando recebe o nome de „ângulo zenital‟ variando de 0º a 360º. .90º α = 270º . As relações entre o ângulo zenital e o vertical são as seguintes: Ângulo zenital 000º < V ≤ 90º 090º < V ≤ 180º 180º < V ≤ 270º 270º < V ≤ 360º Ângulo vertical ou inclinação α = 90º . da linha meridiana formada a partir dele. porque a qualquer tempo podermos voltar ao campo e retomar os trabalhos achando diversos elementos que a eles se achem relacionados. O capítulo seguinte versará sobre a adoção desse sistema de referência nas orientações topográficas e.Ivancildo F. variando de 0º a 90º em direção ascendente (acima do horizonte) ou descendente (abaixo do horizonte).V α = V .V α = V . dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .Alagoas 76 Quando recebe o nome de „ângulo vertical‟ propriamente dito.270º Direção Ascendente Descendente Descendente Ascendente Levantamento de ângulos de orientação São ângulos destinados a orientar os alinhamentos num plano topográfico de projeção. Sabe-se que não existe na superfície da Terra uma referência melhor do que o seu eixo Norte-Sul para orientar os alinhamentos topográficos. bem como dos métodos e instrumentos que permitirão o seu levantamento.

distâncias e declividades. Esses pólos são denominados geográficos ou verdadeiros e. MEDIDAS DE ORIENTAÇÃO 7. cujos instrumentos utilizados são os GPSs. tem sua agulha atraída pelos pólos deste imã.1. cujas medidas obtidas se restringem à medição de ângulos. na Topografia. O que não ocorre na topografia convencional. Introdução Sabemos da geografia que toda e qualquer linha que passe por um ponto localizado na superfície da terra.Ivancildo F. e que vá à direção dos pólos recebe o nome de meridiana. Assim. para cada ponto da superfície da terra podemos ter um plano vertical absolutamente imutável que passa por esse ponto e pelos pólos. e que não existe na superfície da terra uma referência melhor do que esta para orientar as navegações (terrestres e aéreas). e a meridiana formada é tida como meridiana magnética. na escolha dessa meridiana. No entanto. porém. sabemos que os acidentes projetados num plano horizontal poderão ocupar diferentes posições. a partir da meridiana magnética. a linha meridiana que os une. a obtenção da meridiana verdadeira. o conhecimento da meridiana magnética se torna relativamente desnecessário. Por outro lado.2. a linha que une os pólos Norte ao Sul da Terra (aquelas representadas nos mapas geográficos) é denominada linha dos pólos. É a introdução do conceito de meridiana nas operações topográficas „norteará‟ as mesmas. Acontece que. entretanto.Alagoas 77 7. sabe-se que a terra. 7. a obtenção da meridiana (magnética ou verdadeira) se dará. Neste caso. devido ao seu movimento de rotação. embora estejam levantados em suas formas e dimensões naturais. pela atração que sofrerá. anteriormente. Portanto. e que recebe o nome de . Obviamente que nas operações topográficas. efetivamente. em função disso. os pólos que atraem a agulha da bússola são denominados magnéticos. Como estamos falando de propriedades magnéticas. O grande problema reside. uma bússola estacionada sobre a superfície terrestre. este capítulo abordará a questão da orientação de projetos topográficos. uma vez que ela pode ser magnética ou verdadeira. Estas permitem analiticamente. A linha meridiana Como já explicitado. gera um campo magnético fazendo com que se comporte como um grande imã. também é tida como meridiana verdadeira. de forma que em qualquer tempo possamos voltar ao campo e retornar os trabalhos achando diversos elementos que a ela se achem relacionados. e tratará do método e instrumentos que permitirão a obtenção da mesma. a partir de levantamento de campo. Sendo assim. uma vez que as coordenadas obtidas nos diversos pontos levantados são expressas sempre em termos de coordenadas geográficas. a meridiana gerada pelo prolongamento da agulha da bússola (pontas norte e sul) irá de encontro aos pólos norte e sul magnéticos. Nesta. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .

a declinação magnética de uma linha formada entre o marco geográfico GPS01 e o ponto topográfico 04 existentes no terreno. 04 Poligonal existente Campus do IFAL/PIn GPS02 no δ = -24º20‟ Nv Nm . e um plano vertical mutável que não passa necessariamente pelos pólos e recebe o nome de meridiano magnético.3. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . a cada cinco anos. determinável pela agulha da bússola. mas poderiam ter sido obtidas através de consulta a uma carta isogônica o (por interpolação). e será positivo quando o norte magnético estiver à direita do norte verdadeiro ou negativo quando o norte magnético estiver à esquerda do norte verdadeiro. Ambas são publicadas pelo Observatório Nacional do Rio de Janeiro. é de aproximadamente -24º520‟. por exemplo. 7. Estas informações foram obtidas mediante levantamento topográfico astronômico e convencional.Ivancildo F. Declinação magnética O ângulo de declinação magnética (δ) é aquele formado pela variação da meridiana magnética em relação à meridiana verdadeira. Assim. Nv Nm Nv = Nm Nv Nm -δ δ=0 +δ Para o cálculo da declinação magnética. Quando houver coincidência a declinação será nula.Alagoas 78 meridiano verdadeiro ou geográfico. pode-se usar utilizar a carta isogônica (contém linhas de mesma declinação magnética ou isogônicas) e a carta isopórica (contém linhas de mesma variação da declinação magnética ou isopóricas). Este ângulo varia de lugar para lugar e também varia num mesmo lugar com o passar do tempo. em Palmeira dos Índios no campus do IFAL.

.. . supracitada na Norma.Alagoas 79 Carta isogônica do Brasil – ano 2005 Quanto à escolha de um ou de outro sistema de referência não implica em erro na orientação.. Não sendo possível este procedimento orientar pelo menos este lado em relação ao norte magnético. senão vejamos o que recomenda a Norma brasileira para levantamentos topográficos: “. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . ao restabelecimento dos alinhamentos e ângulos magnéticos marcados para uma poligonal.. ficando o levantamento topográfico orientado para o norte magnético. 1997). uma vez que a indicação do norte magnético é variável em função do tempo”(NBR. É imprescindível que sejam mencionados no desenho topográfico final do levantamento a data do levantamento. então.. O que vai definir a escolha é o rigor do trabalho a ser apresentado. está relacionada diretamente à necessidade de aviventação da orientação. ou seja. Convém. . Os trabalhos de apoio topográfico..Ivancildo F.determinando o azimute geográfico de um lado deste apoio.. por exemplo. a declinação magnética nesta data bem como a sua variação anual. A informação da data do levantamento topográfico. exigem orientação para o Norte Verdadeiro. por meio de observação com bússola ou declinatória acoplada a um teodolito. por meio de observação astronômica. proceder de modo que a rede topográfica de apoio seja orientada para o norte geográfico(ou verdadeiro).

Alagoas 80 na época de sua medição. o azimute da linha AB será AzA-B. o rumo obtido é chamado rumo magnético. linhas de transmissão. Como esta direção pode ser magnética ou verdadeira. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Este último é raramente encontrado em memoriais descritivos recentes de projetos topográficos. de linhas projetadas sobre plantas de estradas. Já o rumo de uma linha é o menor ângulo horizontal. os azimutes entre dois pontos AB e BC são: Nv ou Nm 0º Nv ou Nm 0º Azv ou Azm 270º A 90º 270º B 90º Azv ou Azm B C 180º 180º Estando o alinhamento na direção AB. Rumos e azimutes Os ângulos de orientação formados a partir da meridiana magnética ou verdadeira a um alinhamento. medindo a partir do Norte ou do Sul. Assim. É contado de 0º a 360º no sentido horário. é necessário que os valores resultantes deste levantamento sejam reconstituídos para a época atual. e ainda programas específicos de computador para cartografia. visto que a posição dos pólos norte e sul magnéticos varia com o passar dos tempos. Este trabalho é necessário. o rumo obtido é chamado rumo verdadeiro.Ivancildo F. respectivamente. . As cartas isopóricas permitem essa atualização. são conhecidos como azimutes ou rumos. e se estiver na direção BC. o azimute será AzB-C. formado entre a direção Norte-sul da agulha magnética e o alinhamento. etc.4. e quando usamos o meridiano verdadeiro. Quando tomamos como referência a meridiano magnético. para os dias atuais. no sentido horário (à direita) ou sentido anti-horário (à esquerda) e variando de 0º a 90º. O mesmo processo é utilizado para a locação em campo. para achar a posição correta de uma poligonal levantada em determinada época. o azimute assume os nomes magnético ou verdadeiro. Chama-se azimute ao ângulo que o alinhamento forma com a direção norte-sul do meridiano. 7. Assim.

o rumo da linha AB será R A-B(NE).Azimute. Uma relação pode ser feita entre rumos e azimutes: ▪ 1º Quadrante (NE) → Rumo = Azimute.Alagoas 81 Conforme mencionado no capítulo anterior. ▪ Noroeste (NW). a bússola de rumos é dividida em quatro quadrantes: ▪ Nordeste (NE). dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . o rumo será RD-E(NW). o rumo será RB-C(SE). e se estiver na direção DE. se estiver na direção BC. ▪ 2º Quadrante (SE) → Rumo = 180º . o rumo será RC-D (SW). . ▪ Sudoeste (SW). ▪ Sudeste (SE). desta vez para rumos. tem-se: 0º 0º RA-B B B 90º (W) A 90º (E) 90º (W) 90º (E) RBC C 0º Quadrante NE 0º E 0º Quadrante SE 0º RDE 90º (W) C 90º (E) 90º (W) D RCD 90º (E) D 0º Quadrante SE 0º Quadrante NW Estando o alinhamento na direção AB. Tomando o exemplo. se estiver na direção CD.Ivancildo F.

Exemplo elucidativo: Determinar o ângulo azimutal das linhas 1-2 e 2-3. Operacionalização da bússola azimutal Para operacionalizar a bússola azimutal acoplada ao teodolito. Uma regra prática: Zerar o limbo horizontal do goniômetro. é necessário que se tenham cumpridas as etapas básicas de centragem e calagem do goniômetro. ▪ 4º Quadrante (NW) → Rumo = 360º .Alagoas 82 ▪ 3º Quadrante (SW) → Rumo = Azimute – 180º. Fazer coincidir a linha de fé Norte-sul do limbo da bússola com a linha Norte-sul da agulha magnética. Girar a luneta do teodolito no sentido horário e na direção do alinhamento para se obter o azimute.Azimute. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .Ivancildo F. conforme esquema abaixo: 1 3 2 Solução: Nm Nm Az1-2 1 Az2-3 3 2 Nm Nm Az2-3 = 42º27‟17” Az1-2 = 99º45‟32” 1 2 2 3 . Liberar o parafuso de blocagem da agulha da bússola.

Obs. Exemplo elucidativo: Determinar o rumo das linhas 1-2 e 2-3. Uma regra prática: Zerar o limbo horizontal do goniômetro. no sentido horário ou anti-horário. conforme esquema abaixo: 1 3 2 Solução: Nm Nm 1 R1-2 2 R2-3 3 Nm Nm R2-3 = 42º27‟17” 3 1 2 R1-2 = 80º14‟28” 2 . Fazer coincidir a linha de fé Norte-sul da bússola com a linha Norte-sul da agulha magnética.Ivancildo F. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . obter o rumo.: As aproximações nas leituras das bússolas variam de acordo com a fabricação e modelo do teodolito e da bússola acoplada. as de rumo acopladas ao teodolito carecem de centragem e calagem. Posicionar e girar (posição direta ou inversa) a luneta do teodolito para a direção do alinhamento e. prevalecendo aquela de menor precisão. Liberar o parafuso de blocagem da agulha da bússola.Alagoas 83 Operacionalização da bússola de rumo Assim como nas bússolas azimutais.

Caso contrário. se o caminhamento for com o polígono à sua esquerda implica em sinal (-).Ivancildo F.Alagoas 84 7. e os ângulos que formam os vértices dos alinhamentos seguintes. Observação 1: A variação do sinal em An vai depender do sentido do caminhamento. Exemplo elucidativo: Determinar analiticamente os azimutes magnéticos dos vértices 2 a 6. Observação 3: Quando Azn-1 ± An ≥ 180º. o polígono estará à sua esquerda.1. usar o sinal (+). dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . de acordo com o sentido progressivo dos trabalhos. A expressão abaixo simplifica as operações no campo: Azn = Azn-1 ± An ± 180º Onde: Azn = azimute da linha. pode-se determinar analiticamente os azimutes dos demais alinhamentos. Cálculo do azimute magnético Conhecido o azimute do primeiro alinhamento. sabendose que o azimute magnético inicial do vértice 1 é Az1-2 = 70º: Nm ou Nv 190º 2 195º 3 210º 4 7 5 6 320º 280º Az1-2 1 Solução: Az1-2 = 70º Como o polígono está à direita no caminhamento.4. An = ângulo do vértice na linha. sem que seja necessário percorrer todo o perímetro usando uma bússola. e se for com polígono à sua direita implica em sinal (+). tem-se (+) An. Caso contrário. ou seja. . deve-se usar o sinal (-) ao termo 180º. Azn-1 = azimute da linha anterior. Observação 2: Uma maneira prática de saber se o polígono está à sua direita é verificar se os ângulos da poligonal foram gerados de ré para vante.

Alagoas 85 Daí. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .170º ± 180º = -100º + 180º = 80º Az3-4 = 80º . sabendose que o azimute magnético inicial do vértice 1 é Az1-2 = 45º: Nm ou Nv 2 Az1-2 3 4 170º 165º 7 80º 1 40º 6 5 150º Solução: Az1-2 = 70º Como o polígono está à esquerda no caminhamento. Az2-3 = 70º . Daí.180º = 80º Az3-4 = 80º +195º ± 180º = 275º .150º ± 180º = -55º + 180º = 125º Az5-6 = 125º .1165º ± 180º = -85º + 180º = 95º Az4-5 = 95º .180º = 365º → 5º pois (365º .360º = 5º) Exemplo elucidativo: Determinar analiticamente os azimutes magnéticos dos vértices 2 a 6.Ivancildo F.180º = 95º Az4-5 = 95º + 210º ± 180º = 305º . tem-se (-) An. Az2-3 = 70º + 190º ± 180º = 260º .180º = 5º .80º ± 180º = -45º + 180º = 225º Az6-7 = 225º .180º = 225º Az6-7 = 225º + 320º ± 180º = 545º .40º ± 180º = 185º .180º = 125º Az5-6 = 125º + 280º ± 180º = 405º .

c) Levantamento de detalhes. a fim de se obter com precisão os elementos necessários e suficientes à representação geométrica de determinada área do terreno estudada topograficamente. será mostrado como elas devem transcorrer durante um levantamento topográfico. e como preencher planilhas que resultarão nas coordenadas dos pontos topográficos observados. as seguintes fases: a) Planejamento.1. deve ter.2. Organizar também a turma de auxiliares. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Nesta fase de trabalho. Fases do levantamento topográfico O levantamento topográfico é um conjunto de operações realizadas no campo. no mínimo. Entretanto. d) Cálculos e ajustes. 8. costuma-se sintetizar essas fases em apenas quatro etapas. elegendo-se os principais vértices da poligonal básica do levantamento. Este capítulo será dedicado ao estudo dessas etapas. item 5. especificamente. LEVANTAMENTO PLANIMÉTRICO E LOCAÇÃO 8. Introdução Conhecidos os métodos e os instrumentos empregados na medição de ângulos e distâncias. não deixando de determinar o ponto de partida do levantamento.Ivancildo F. g) Relatório técnico.133 da ABNT. com a sua numeração. e) Original topográfico. Segundo a NBR 13. podendo a primeira se confundir com a segunda. o levantamento topográfico. associado à outros fatores como o preço de aquisição de equipamentos de alta precisão. b) Apoio topográfico. dependendo dos recursos instrumentais disponíveis: Fase de reconhecimento do terreno É nesta fase que se percorre a região a ser levantada.1. Destarte. tem dificultado bastante o atendimento a essa Norma. o desconhecimento da norma vigente. Além disso. deve-se também providenciar a cravação de piquetes. serão tratadas algumas questões gerais referentes à locação de obras de engenharia. má qualidade profissional e número reduzido de pontos de apoio geodésico. em escala conveniente.Alagoas 86 8. em qualquer de suas finalidades. residências e prédios. . seleção de métodos e aparelhagem. f) Desenho topográfico final. é necessário que sejam atendidas algumas fases e procedimentos que viabilizarão a execução dos levantamentos ou locações topográficas planimétricas. Para tanto.

Qualquer que seja o recurso de desenho disponível.Ivancildo F. devem ser obedecidos os critérios de apresentação.Alagoas 87 ministrando-lhes as instruções e recomendações necessárias. enquanto os pontos de detalhes comuns (feições). e o cálculo da área caso necessite. mesmo que o levantamento seja feito por meio de equipamentos rastreadores de satélite. serão levantados todos os elementos que caracterizam as linhas divisórias do terreno em estudo. e poderão ser aumentadas. ou do CAD se forem no computador. Finalmente. Essas exigências são indispensáveis. em escritório. Quando o levantamento é feito por instrumentos topográficos convencionais. que servirá de subsídio tanto nos trabalhos de campo como nos de escritório. Fase de caracterização Durante esta fase. procede-se à confecção do desenho da planta topográfica. deve-se proceder à computação. deve-se lançar mão de alguns métodos de levantamento: ▪ Triangulação a trena ▪ Poligonação ▪ Irradiação ▪ Interseção à vante ▪ Interseção à ré ▪ Outras Fase de cálculos e memorial descritivo Terminadas as operações de campo. . se o desenho for à mão. e redigido o memorial descritivo. É conveniente a abertura de picadas e a limpeza dos rumos divisórios “aceiro”. para que todo o trabalho se desenvolva normalmente. organiza-se um croqui da área do terreno. tais como: A orientação magnética e verdadeira. Este é um processo que envolve o “fechamento” angular e linear. dos dados obtidos. o transporte dos rumos ou azimutes e das coordenadas. Vai depender do rigor desejado nos levantamentos e da área do terreno. antes de iniciar os trabalhos de levantamento. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Fase de desenho Depois de calculadas as coordenadas dos diversos pontos medidos. devem ser ajustados como auxílio de escalímetro. A data do levantamento. Além do mais. Este desenho pode ser feito à nanquim ou no computador. os pontos de referência devem ser plotados segundo suas coordenadas.

1 2 11 10 ● 9 12 ● 8 3 7 4 5 6 O desenho da planta topográfica será feito com os artifícios de desenho geométrico. tais como: . alguns passos precisam ser seguidos. tais como postes. com a instalação de diversos piquetes nos seus vértices e no interior. 8.1 É um método expedito. O título do trabalho.3. árvores. e calculam-se as áreas através da resolução de triângulos quaisquer. É aplicado para a caracterização de pequenas áreas (planas) e amarrações de pontos. Para tanto.2 Aplicado para levantamentos de áreas planas que exigem melhor precisão que o processo anterior. A legenda e convenções utilizadas. Consiste na decomposição do terreno em triângulos. porque se utilizam apenas de trenas. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . utilizando-se de escala e compasso. balizas e piquetes. O número de vértices.Alagoas 88 As escalas gráfica e numérica. Medem-se as distâncias de todos os lados dos triângulos. distâncias dos alinhamentos.Ivancildo F. Os eixos de coordenadas. Levantamento por triangulação à trena Processo . As feições naturais e/ou artificiais (representadas através de símbolos padronizados ou convenções e sua respectiva toponímia). Processo . Este método permite que a planta topográfica seja desenhada através de coordenadas retangulares. etc. Os responsáveis pelo trabalho.

▪ Desenho. ▪ Medir as distâncias de todos os lados dos triângulos. determinar as coordenadas dos vértices B até H. ▪ Calcular os ângulos internos de cada triângulo levantado.Ivancildo F. As coordenadas iniciais do vértice „A‟ foram arbitradas e o azimute inicial de „A‟ na direção de „B‟ foi levantado através uma bússola prismática. Exemplo elucidativo: Dada a caderneta de campo abaixo. ▪ Determinar as coordenadas retangulares dos vértices principais. obtida a partir de um levantamento de campo feito à trena.Alagoas 89 ▪ Decompor o terreno em triângulos com a instalação de piquetes. DISTÂNCIAS HORIZONTAIS MEDIDAS À TRENA AB = 60280m EF = 91790m AG = 101720m CE = 123770m BC = 69890m FG = 57515m BH = 93500m DF = 114760m CD = 74880m GH = 75520m BF = 106080m BG = 84900m DE = 112695m HÁ = 58590m GC = 88900m CF = 65070m Coordenadas iniciais Azimute magnético XA = YA = 1000000 AzAB = 93º19'43" N . dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . ▪ Levantar o azimute do primeiro vértice. a partir das dimensões de seus lados.

DC ângulo 10 = 63º39'16.CG. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .AG.CD ângulo 11 = 32º12'06.DE ângulo 13 = 36º32'37.14" D ArcCos10 = EC2 + DC2 – ED2 2.HA ângulo 1 = 47º20'42" ArcCos22 = AG2 + HG2 –AH2 2.GA.BG ângulo 20 = 47º21'13" B Triângulo CDF F 16 ArcCos11= FD2 + CD2 – FC2 2.GC ângulo 7 = 63º19'07" ArcCos20 = CG2 + BG2 – BC2 2.BA ângulo 2 = 56º28'39" B ArcCos21 = AG2 + BG2 – AB2 2.AG.Ivancildo F.HG ângulo 22 = 34º47'25" A Triângulo AGB G 21 2 ArcCos2 = GA2 + BA2 – BG2 2.BG ângulo 21 = 36º17'35" A Triângulo BCG G 20 7 C ArcCos7 = BC2 + GC2 – BG2 2.66" 11 ArcCos16 = CF2 + DF2 – CD2 2.EC.DF ângulo 16 = 37º49'28.11" C D Triângulo CDE E 13 10 ArcCos13 =CE2 + DE2 – CD2 2.BC.CF.CE.GA.FD.27" C .Alagoas 90 Solução: 1) Cálculo dos ângulos Triângulo AGH H 22 1 G ArcCos1 = GA2 + HA2 –GH2 2.

07" C Triângulo CFG F G 19 8 ArcCos8 = CG2 + FC2 – GF2 2.GF ângulo 18 = 52º56'41.34" .GB.EF.93" B Triângulo BGH G H 23 4 ArcCos23 =BH2 + GH2 – GB2 2.10" C ArcCos19 = CG2 + FG2 – FC2 2.BH.Ivancildo F.BH.97" ArcCos9 = FC2 + EC2 – FE2 2.63" D Triângulo CEF E F 9 14 ArcCos14 =FE2 + CE2 – FC2 2.CG.FC ângulo 8 = 40º15'23.35" Triângulo BFG F G 18 5 ArcCos5 = GB2 + FB2 – GF2 2.FD.FG ângulo 19 = 46º58'41.EC ângulo 9 = 46º18'11.FC.ED ângulo 12 = 47º35'24.GB ângulo 4 = 49º48'08.FE.DF ângulo 15 = 65º01'30.GH ângulo 23 = 59º10'12. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .CE ângulo 14 = 30º49'58.77" ArcCos18 = BF2 + GF2 – GB2 2.FB ângulo 5 = 32º43'37.55" B ArcCos4 = BH2 + GB2 – GH2 2.BF.CG.Alagoas 91 Triângulo DEF E F 15 12 ArcCos15 =EF2 + DF2 – DE2 2.24" ArcCos12 = FD2 + ED2 – EF2 2.

645 = 72813.Ivancildo F.senAzDE = 60280.AB.178 = 6458.FB.BH ângulo 24 = 38º46'39. os ângulos da poligonal somam A= B= C= D= E= F= G= H= 1+2 3+4+5+6 7 + 8 + 9 + 10 11 + 12 13 + 14 15 + 16 + 17 + 18 19 + 20 + 21 + 22 23 + 24 = 103º49'21" = 156º37'55" = 213º31'57" = 79º47'32" = 67º22'36" = 195º37'11" = 165º24'54" = 97º56'52" 2) Cálculo dos azimutes AzAB = AzBC = AzCD = AzDE = AzEF = AzFG = AzGH = AzHA = 93º19'43" 93º19'43" + 156º37'55" – 180º 69º57'38" + 213º31'57" .CF ângulo 17 = 39º49'30.180º 103º29'35" + 79º47'32" – 180º 3º17'07" + 67º22'36" + 180º 250º39'43" + 195º37'11" – 180º 266º16'54" + 165º24'54" –180º 251º41'48" + 97º56'52" – 180º = 69º57'38" = 103º29'35" = 3º17'07" = 250º39'43" = 266º16'54" = 251º41'48" = 169º38'40" 3) Cálculo das projeções no eixo do X e do Y ΔXAB = ΔXBC = ΔXCD = ΔXDE = DAB.senAzAB DBC.sen103º29'35" = 112695.269 .sen69º57'38" = 74880.85" 6 B Portanto.sen93º19'43" = 69890.59" A H Triângulo BFC F 17 ArcCos17 =BF2 + CF2 – BC2 2.HB ângulo 3 = 37º29'54.71" 3 ArcCos24 =AH2 + BH2 – AB2 2.72" C ArcCos6 = FB2 + CB2 – FC2 2.CB ângulo 6 = 36º36'13.AH.Alagoas 92 Triângulo BHA B 24 ArcCos3 = AB2 + HB2 – HA2 2.senAzBC DCD.304 = 65658.BF.senAzCD DDE.sen3º17'07" = 60178. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .

cosAzCD DDE.99 = 1002977.88 = 1057644.22 = 1085091.91 = 1000000 – 3500.cosAzGH DHA.32 = 1118497.14 = 989403.83 –23716.sen250º39'43" = 57515.91 1057644.cos251º41'48" = 58590.43 + 112509.cosAzFG DGH.77 1061103.07 1085091.30 = 1060178.12 + 6458.18 = 1198650.77 = 1081361.45 = 1085091.941 = .94 1020448.82 ≈ 1000000 = 996500 = 1020448.43 1205108.14 – 71699.56 = 1002977.3729.cos266º16'54" = 75520.79 = 1115487.95 = 1000009.12 1002977.882 = .564 = 112509.99 = 1020448.sen266º16'54" = 75520.00 = 996500 + 23948.sen169º38'40" = 60280.91 = 999935.31 ≈ 1000000 5) Montagem da planilha de cálculo E Ré PV A A B C D E F G H A B C D E F G B C D E F G H A Angulo Horiz.94 = 1198650.cos103º29'35" = 112695.22 – 30395.93 = 1061103.926 = -71699.17471.senAzEF DFG.sen251º41'48" = 58590.cos69º57'38" = 74880.010 = 23948.cosAzBC DCD.3 + 65658.77 – 3729.23716.22 1118497.30395.64 = 1060178.cos250º39'43" = 57515.cos3º17'07" = 91790.86611.320 = -57393.senAzHA DAB.32 -30395.64 = 1125836.95 –57635.3 996500 1125836.23 -23716.794 = .senAzGH DHA.449 = .82 1000009.3 = 1125836.cosAzDE DEF.18 -17471.23 = 989403.27 = 1205108.07 = 1061103.912 = -3500.995 = .cosAzAB DBC. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .64 23948.83 = 1057644.64 Coordenadas X Y 1000000 1000000 1060178.93 -3729.88 10531.91 -57635.39 – 86611.Alagoas 93 = .99 – 17471.79 -86611.640 ΔXEF = ΔXFG = ΔXGH = ΔXHA = ΔYAB = ΔYBC = ΔYCD = ΔYDE = ΔYEF = ΔYFG = ΔYGH = ΔYHA = DEF.43 = 1115487.39 1115487.94 = 1081361.94 + 72813.cos93º19'43" = 69890.27 112509.cosAzEF DFG.56 6458.senAzFG DGH.91 – 10531.Ivancildo F.cosAzHA = 91790.39 = 1118497.57635. (m) 60280 69890 74880 112695 91790 57515 75520 58590 Projeções ΔX ΔY 60178.00 65658.14 1081361.99 72813.30 -3500.31 .232 = 10531.12 = 1205108.94 -71699. 156º37'55" 213º31'57" 79º47'32" 67º22'36" 195º37'11" 165º24'54" 97º56'52" Azimute 93º19'43" 69º57'38" 103º29'35" 3º17'07" 250º39'43" 266º16'54" 251º41'48" 169º38'40" Dist.07 – 57393.45 -57393.83 989403.95 999935.cos169º38'40" 4) Cálculo das coordenadas XA = XB = XC = XD = XE = XF = XG = XH = XA = YA = YB = YC = YD = YE = YF = YG = YH = YA = 1000000 XA + ΔXAB XB + ΔXBC XC + ΔXCD XD + ΔXDE XE + ΔXEF XF + ΔXFG XG + ΔXGH XH + ΔXHA 1000000 YA + ΔYAB YB + ΔYBC YC + ΔYCD YD + ΔYDE YE + ΔYEF YF + ΔYFG YG + ΔYGH YH + ΔYHA = 1000000 + 60178.99 1198650.

99 -17471.14 989403.91 ΔY -3500.07 1061103.22 1085091.93 -71699.77 1081361.Alagoas 94 PLANILHA DE CÁLCULO ANALÍTICO TRIANGULAÇÃO À TRENA SERVIÇO: Exemplo elucidativo LOCAL: AZIMUTE INICIAL: AzP03-A = 93˚19'43" FOLHA: Única E PV ÂNGULO HORIZONTAL º ' " 156 37 55 213 31 57 79 47 32 67 22 36 195 37 11 165 24 54 97 56 52 AZIMUTE º 93 69 103 3 250 266 251 169 ' 19 57 29 17 39 16 41 38 " 43 38 35 07 43 54 48 40 DISTÂN CIA (m) 60280 69890 74880 112695 91790 57515 75520 58590 COORDENADAS INICIAIS: XA = 1000000 YA = 10000 PROJEÇÕES ΔX 60178.79 -30395.82 Y 1000000 996500 1020448.94 -23716.43 1115487.56 112509.45 -3729.88 -57635. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .31 CROQUI/OBSERVA ÇÕES A A B C D E F G H B C D E F G H A LEVANTAMENTO DE CAMPO: DATA: CÁLCULO: DATA: VISTO: DATA: Adaptado do formulário organizado pelo Professor Luiz Carlos da Silveira.3 1125836. .23 10531.94 1198650.Ivancildo F.27 -86611.18 6458.12 1205108.99 1002977.00 23948.64 COORDENADAS X 1000000 1060178.64 72813.91 999935.39 1118497.95 1000009.32 -57393.30 65658.83 1057644.

projeções e coordenadas.03 C B D 100º05'56" 33. ou seja. o aparelho a ser empregado. Assim.4. que são extraídos da caderneta de campo. Ressalta-se que a exatidão do levantamento não depende apenas do caminhamento. da habilidade do operador. 8. não caracterizando. mas também. podem existir três tipos de poligonais: ▪ Aberta. o último vértice não coincide com o primeiro. B. ▪ Fechada em base diferente. Horiz. Sendo uma poligonal aberta não é possível verificar a presença de erros com a análise dos dados.29 Azimute inicial Coordenadas de P03 AzP03-A = 259º56'36" EP03 = 4416.Ivancildo F. Distância (m) P03 A 29. O cálculo analítico de uma poligonal aberta consiste em calcular o azimute. O caminhamento para a obtenção das distâncias e dos ângulos pode ser feito internamente ou externamente às poligonais.319 NP03 = 5719. C. Os resultados obtidos podem ser analisados e compensados analiticamente.Alagoas 95 8.80 B A C 176º24'06" 36. e ao mesmo tempo à direita ou à esquerda delas. Poligonal aberta A poligonal aberta é usada apenas para amarração de pontos distantes da área que está sendo levantada. ▪ Fechada na mesma base.717 . pela medição de distâncias e ângulos.44 D C E 129º11'20" 23. assim. Parte de pontos com coordenadas conhecidas e não tem fechamento. de se saber escolher.4. sobretudo. podendo-se obter coordenadas de alta precisão. Levantamento por poligonação Consiste no levantamento de poligonais em uma área ou linha. Exemplo elucidativo: Determinar as coordenadas em UTM dos vértices A. desta forma um polígono. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .1. harmonizar a natureza do instrumento e o método a ser usado com o tipo de operação topográfica que se tem em vista realizar.56 A P03 B 289º30'30" 28. D e E de uma poligonal aberta iniciada a partir do marco geográfico P03 de coordenadas conhecidas: CADERNETA DE LEVANTAMENTO Estação Ré Pv Ang. do emprego de bons instrumentos e. de acordo com o processo de levantamento mais adequado a determinadas condições de trabalho. a partir dos ângulos horizontais e distâncias. procurando.

cosAzP03-A = DD-E.sen9º27'06" = 36.03.669 + (10.015) = 4421.932 = 4421.80.20.cosAzP03-A = DC-D.774) = 4436.senAzP03-A = DC-D.774 = -15.sen285º57'08" = 23.248 = 10.720) = 4437.29.senAzP03-A = DA-B.cos285º57'08" = 23.917 + (-2.319 + 21.Ivancildo F.cos5º51'12" = 33.706 = 4436.44.cosAzP03-A = DA-B.364 = -20.387 = 4437.senAzP03-A = DB-C.44.29.cos235º08'28" = 21.669 = 4430.sen5º51'12" = 33. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .406 = -29.80.752 = -33.senAzP03-A = DP03-A.cosAzP03-A = DB-C.sen259º56'36" = 28.sen235º08'28" = 29.senAzP03-A = DD-E.676 3) Cálculo das coordenadas EP03 EA EB EC ED EE = 4416.932 + (-15.720 = .cos259º56'36" = 28.790 = 32.cos9º27'06" = 36.56.706 + (-0.015 = -2.248) = 4419.319 = EP03 + ΔEP03-A = EA + ΔEAB = EB + ΔEBC = EC + ΔECD = ED + ΔEDE = 4416.Alagoas 96 Croqui: D C E N B P03 A Solução: 1) Cálculo dos azimutes AzP03-A AzA-B AzB-C AzC-D AzD-E = 259º56'36" = 259º56'36" + 289º30'30" – 180º = 9º27'06" + 176º24'06" – 180º = 5º51'12" + 100º05'56" + 180º = 285º57'08" + 129º11'20" – 180º = 369º27'06" = 5º51'12" = 285º57'08" = 235º08'28" ou 9º27'06" 2) Cálculo das projeções ΔEP03-A ΔEA-B ΔEB-C ΔEC-D ΔED-E ΔNP03-A ΔNA-B ΔNB-C ΔNC-D ΔND-E = DP03-A.cosAzP03-A = 29.917 = 4419.03.56.389 .387 = -0.

11 + (-29.319 5719.Alagoas 97 NP03 NA NB NC ND NE = 5719.20.80 36. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .521 = 5702.790 -15.387 .110 4436.Ivancildo F.406) = 5699. 289º30'30" 176º24'06" 100º05'56" 129º11'20" Azimute 259º56'36" 89º27'06" 355º51'12" 275º57'08" 225º08'28" Dist.917 5702.717 = NP03 + ΔNP03-A = NA + ΔNAB = NB + ΔNBC = NC + ΔNCD = ND + ΔNDE = 5719.233 4) Montagem da planilha de cálculo E P03 P03 A B C D Ré P03 A B C PV A B C D E Angulo Horiz.406 -0.56 28.521 + 32.273 + (-33.29 Projeções ΔE ΔN 21.676) = 5699.44 23.774 -29.521 4421.809 + (-20.389 5648.909 4430.364) = 5668.752 = 5702.909 = 5648.273 4419.248 -33.717 4437.015 32.273 = 5668.676 Coordenadas E N 4416.717 + (.233 .932 5669.03 33.720 -20.364 10.110 = 5669.706 5699.669 5668. (m) 29.20.790) = 5669.752 -2.

909 5648.917 4419.669 4430.774 -15.Alagoas 98 PLANILHA DE CÁLCULO ANALÍTICO POLIGONAL ABERTA SERVIÇO: Exemplo elucidativo LOCAL: TEODOLITO: AZIMUTE INICIAL: AzP03-A = 259˚56'36" COORDENADAS INICIAIS: EP03 = 4416.56 28.521 5702.015 -2.752 -33.717 5699. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .319 4437.20.720 ΔN .706 4436.364 -20.790 32.932 4421.406 -29.387 -0.248 10.Ivancildo F.44 23.319 FOLHA: Única E PV ÂNGULO HORIZONTAL º ' " 289 30 30 176 24 06 100 05 56 129 11 20 AZIMUTE º 259 89 355 275 225 ' 56 27 51 57 08 " 36 06 12 08 28 DISTÂN CIA (m) 29.110 5669.676 COORDENADAS E 4416.03 33.717 ALTITUDES COTA CROQUI/ OBSER VAÇÕES P03 P03 A B C D A B C D E LEVANTAMENTO DE CAMPO: DATA: CÁLCULO: DATA: VISTO: DATA: Adaptado do formulário organizado pelo Professor Luiz Carlos da Silveira.389 N 5719.80 36.273 5668.233 NP03 = 5719. .29 PROJEÇÕES ΔE 21.

10 P07 P06 P08 209º02' 88. fundamentalmente. do teodolito ou estação utilizada no levantamento topográfico.4. diferindo apenas na verificação e compensação dos erros cometidos. Horiz. 1/2000 → para poligonais medidas com trigonometria. desta forma.40 P06 P05 P07 75º58' 75.195 NP03 = 8959419.20 P03 P02 P04 97º13' 15.00 P01 P00 P02 121º08' 63.Ivancildo F. Poligonal fechada na mesma base A poligonal fechada na mesma base é caracterizada por ter o último vértice coincidindo com o vértice inicial.00 P05 P04 P06 166º56' 80.00 P09 P08 P00 172º18' 90. Estas precisões são fornecidas pela NBR 13.133 para os diversos tipos de poligonais.2. da ordem de 1/30000 ou melhor). Na poligonal fechada há controle de fechamento angular e linear a partir de uma precisão pré-estabelecida pela NBR 13. 1/4000 → para poligonais medidas a trena. Normalmente para precisão linear.60 P02 P01 P03 197º14' 141. um polígono. no fechamento da poligonal.Alagoas 99 8.60 Azimute inicial Coordenadas de P00 AzP00-P01 = 274º EP03 = 757533. A precisão angular depende.244 Croqui: . Distância (m) P00 P09 P01 122º12' 20.133.50 P08 P07 P09 110º38' 60. Exemplo elucidativo: Determinar as coordenadas em UTM dos vértices P01 à P09 da poligonal-escola fechada na mesma base P00 de coordenadas conhecidas: CADERNETA DE LEVANTAMENTO Estação Ré Pv Ang. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . são aceitos os valores: 1/1000 → para poligonais taqueométricas. 1/10000 → para poligonais eletrônicas (dependendo da precisão da estação total pode-se chegar a precisões. formando.20 P04 P03 P05 167º14' 96. O cálculo de uma poligonal fechada é idêntico ao cálculo de uma poligonal aberta.

É dado pela diferença entre a soma dos ângulos lidos em campo e a soma calculada pela expressão teórica: .Ivancildo F. ΣAi = 180º (10 – 2) ΣAi = 1440º 2) Erro angular O erro angular dá uma idéia de precisão com que os ângulos foram medidos. se: ΣAi = 180º(n-2) Onde: ΣAi = soma dos ângulos internos. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .Alagoas 100 Solução: 1) Soma dos ângulos internos A poligonal estará geometricamente fechada angularmente. Logo. n = número de vértices.

dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .00º00'30". Erro distribuído = 00º07' = 00º00'42" 10 O ângulo compensado é obtido adicionando o erro distribuído do ângulo lido. 3) Erro admissível O erro admissível é aquele que expressa um limite para o erro angular. a = metade da menor divisão da leitura do limbo horizontal. m = valor de 1 a 3 de acordo com a precisão requerida para o levantamento.Ivancildo F. pois podem ocorrer compensações durante o levantamento. Ao final da compensação. 4) Ângulo compensado Conhecido o erro angular.0º07' A distribuição desse erro pode ser feita em quantidades iguais por vértice. E = ± 3. Assim: Compensado em P00 Compensado em P01 Compensado em P02 Compensado em P03 Compensado em P04 Compensado em P05 Compensado em P06 Compensado em P07 Compensado em P08 = 122º12' + 42" = 121º08' + 42" = 197º14' + 42" = 97º13' + 42" = 167º14' + 42" = 166º56' + 42" = 75º58' + 42" = 209º02' + 42" = 110º38' + 42" = 122º12'42" = 121º08'42" = 197º14'42" = 97º13'42" = 167º14'42" = 166º56'42" = 75º58'42" = 209º02'42" = 110º38'42" . faz-se a sua distribuição igualmente entre os vértices. Eadm = ± m. n = número de vértices da poligonal.a. √10 ≈ 00º04'45" A determinação desse erro não se constitui num índice rígido quanto à qualidade do trabalho. pois o valor encontrado é simplesmente um resíduo dos erros acidentais. O sinal da correção deverá ser contrário do sinal do erro angular.√n Eadm = erro angular admissível. a soma dos ângulos compensados deve ser igual a soma determinada pela fórmula teórica.Alagoas 101 Soma de campo = 1439º53' ΣAi = 1440º00' Erro angular = 1439º53' . Logo. abaixo do qual o trabalho de leitura de ângulos é considerado de boa qualidade.1440º00' = .

cosAz P05-P06 = D P06-P07.cos 232º23'24" = 15.180º = 232º23'24" + 97º13'42" – 180º = 149º37'06" + 167º14'42" .cosAz P06-P07 = D P07-P08.sen232º23'24" = 15.111.8563 = 7.10.70.senAz P08-P09 = D P09-P00.60.cos136º51'48" = 80.senAz P06-P07 = D P07-P08.00.8294 = 1.sen136º51'48" = 80.40.8374 7) Soma das projeções: ΣΔX‟ = -0.9513 = .8046 = 25.sen149º37'06" = 96.sen19º47'12" = 88.cos331º47'18" = .cos 149º37'06" = 96.sen274º = 63.180º = 136º51'48" + 166º56'42" – 180º = 123º48'30" + 75º58'42" –180º = 19º47'12" + 209º02'42" – 180º = 48º49'54" + 110º38'42" – 180º = 339º28'36" + 172º18'42" .4296 = 66.senAz P02-P03 = D P03-P04.2572 = 56.0536 = .44.20.60.00.50.180º = 215º08'42" = 232º23'24" = 149º37'06" = 136º51'48" = 123º48'30" = 19º47'12" = 48º49'54" = 339º28'36" = 331º47'18" Para conferência AzP00-P01 = 331º47'18" + 122º12'42" – 180º = 274º00'00" Ok! 6) Projeções ΔX‟P00-P01 ΔX‟P01-P02 ΔX‟P02-P03 ΔX‟P03-P04 ΔX‟P04-P05 ΔX‟P05-P06 ΔX‟P06-P07 ΔX‟P07-P08 ΔX‟P08-P09 ΔX‟P09-P00 ΔY‟P00-P01 ΔY‟P01-P02 ΔY‟P02-P03 ΔY‟P03-P04 ΔY‟P04-P05 ΔY‟P05-P06 ΔY‟P06-P07 ΔY‟P07-P08 ΔY‟P08-P09 ΔY‟P09-P00 = DP00-P01.00.4652 ΣΔY‟ = 0.20.Alagoas 102 Compensado em P09 = 172º18' + 42" = 172º18'42" Total 1440º00'00" 5) Azimutes AzP00-P01 AzP01-P02 AzP02-P03 AzP03-P04 AzP04-P05 AzP05-P06 AzP06-P07 AzP07-P08 AzP08-P09 AzP09-P00 = 274º = 274º + 121º08'42" – 180º = 215º08'42" + 197º14'42" .cos274º = 63.00.cosAz P02-P03 = D P03-P04.cosAz P03-P04 = D P04-P05.20.senAzP00-P01 = D P01-P02.1127 = .cos48º49'54" = 60.sen339º28'36" = 90.6209 = .6636 = 58.cosAz P01-P02 = D P02-P03.cos123º48'30" = 75.50.cosAzP00-P01 = D P01-P02.6875 = 65.6112 = .60.senAz P05-P06 = D P06-P07.40.senAz P01-P02 = D P02-P03.10.senAz P03-P04 = D P04-P05.0353 = .0056 = .13.36.21.6391 = 66.cos339º28'36" = 90.1918 = 79.42.sen123º48'30" = 75.00.3951 = -52.1720 = .sen215º08'42" = 41.Ivancildo F.senAz P09-P00 = DP00-P01.86.cosAz P04-P05 = D P05-P06.7359 = 70.sen331º47'18" = 20.senAz P04-P05 = D P05-P06.2653 .19.20.cosAz P08-P09 = D P09-P00.1018 Σ|ΔX‟| = 464.cos 215º08'42" = 41.senAz P07-P08 = D P08-P09.cos19º47'12" = 88.cosAz P07-P08 = D P08-P09.00.60. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .cosAz P09-P00 = 20.sen48º49'54" = 60.

EL = [(-0.4249 8) Erro linear O erro linear é dado pela fórmula: EL = [(ΣΔX‟)2 + (ΣΔY‟)2]½ Logo.000219176.7 0.2842 9) Precisão A precisão indica o perímetro de levantamento para se obter o erro de 1 metro.6112) = 0.Alagoas 103 Σ|ΔY‟| = 532.004372 CP01-P02 = 0.008024 CP02-P03 = 0.1018)2 + (0.024516 .(111.2653)2 ]½ = 0.ΣΔX‟| Σ|ΔX‟| Cx = | ΔX‟. Logo.(0.000219176.8563) = 0. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .4652 CP00-P01 = 0.(19.Ivancildo F. P = 730. A precisão do levantamento é dada pela fórmula: P = Perímetro EL Onde: Perímetro = soma dos lados da poligonal.1018) | = 0.(36.000219176.ΔX‟ 464.2842 A precisão é anotada na forma de escala → P = 1:2570 10) Correções do Erro Linear: No eixo do X Cx = |ΔX‟.60 = 2570.9513) = 0. EL = erro linear.000219176.

6112 + 0.9513 + 0.014386 = 0.6875) = 0.(66.Alagoas 104 CP03-P04 CP04-P05 CP05-P06 CP06-P07 CP07-P08 CP08-P09 CP09-P00 = 0.000498286.034907 = 0. Assim.19.(70.(1.000219176.(65.008024 = .(79.689185 = 65.4249 CP00-P01 CP01-P02 CP02-P03 CP03-P04 CP04-P05 CP05-P06 CP06-P07 CP07-P08 CP08-P09 CP09-P00 = 0.603176 = .005574 = 0.000498286.2572) = 0.000219176. Logo.000695 = 0.004372 = .ΣΔY‟| Σ|ΔY‟| Cy = | ΔY‟.1127) = 0.8563 + 0.000498286.004610 = 0.653486 .000498286.111.1918) = 0.027999 = 0.7359) = 0.19.014602 = 0.025914 = 0.0353) = 0.0536) = 0.000219176.014642 = 0.022291 = 0.000219176.(0.009387 No eixo do Y Cy =|ΔY‟.039782 11) Projeções compensadas As projeções compensadas são calculadas pelas fórmulas: ΔX = ΔX‟ + Cx ΔY = ΔY‟ + Cy Deve-se no cálculo das projeções compensadas. ΔXP00-P01 ΔXP01-P02 ΔXP02-P03 ΔXP03-P04 ΔXP04-P05 = = = = = ΔX‟P00-P01 + C P00-P01 ΔX‟P01-P02 + C P01-P02 ΔX‟P02-P03 + C P02-P03 ΔX‟P03-P04 + C P03-P04 ΔX‟P04-P05 + C P04-P05 = .(44.001685 = 0.36.6209) = 0.000498286. Cx será positivo neste exemplo.000498286.Ivancildo F.024516 = 7.000498286.1720) = 0.000498286.014386 = .6391 + 0.000219176.8046) = 0.035211 = 0.(21.6875 + 0.000498286.8294) = 0. observar que os sinais de Cx e Cy devem ser contrários aos sinais obtidos nos (ΣΔX‟ e ΣΔY‟).006534 = 0.000219176. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .(56.2653) | = 0.831784 = 7.6391) = 0.(58.4296) = 0.946928 = .(42.(13.3951) = 0.001685 = 65.000219176.(70. porque ΣΔX‟ é negativo e Cy será negativo porque ΣΔY‟ é positivo.029029 = 0.6636) = 0.000498286.(25.111.000498286.36.8374) = 0.(66.(52.0056) = 0.ΔY‟ 532.(86.042938 = 0. A soma das projeções compensadas deve ser zero.(7.

21.004610 = .819242 = 25.2572 – 0.195 = XP00 + ΔXP00-P01 = XP01 + ΔXP01-P02 = XP02 + ΔXP02-P03 = XP03 + ΔXP03-P04 = XP04 + ΔXP04-P05 = XP05 + ΔXP05-P06 = XP06 + ΔXP06-P07 = XP07 + ΔXP07-P08 = XP08 + ΔXP08-P09 = XP09 + ΔXP09-P00 = 8959419.7359 –(-0.405 = 757597.975 = 757530.015 = 757533.974 = 8959283.60) = 757476.155 = 757504.03) = 8959368.80 8959420.088507 = .1127 – 0.95) = 757513.1918 – 0.975 + 25.364 ≈ 8959419.8294 + 0.031514 = .86.65 = 757438.014602 = .015 + (-42.244 = YP00 + ΔYP00-P01 = YP01 + ΔYP01-P02 = YP02 + ΔYP02-P03 = YP03 + ΔYP03-P04 = YP04 + ΔYP04-P05 = YP05 + ΔYP05-P06 = YP06 + ΔYP06-P07 = YP07 + ΔYP07-P08 = YP08 + ΔYP08-P09 = YP09 + ΔYP09-P00 = 757533.505 = 757438.194 = 8959199.09) = 8959199.604 = 8959282.244 .6636 – 0.394405 = .635502 = .03069 = .974 + 58.43 = 757530.42.44.03) = 757576.000695 = -52.195 + (-19.82) = 757513.13.039782 ΣΔY 12) Coordenadas planas-UTM XP00 XP01 XP02 XP03 XP04 XP05 XP06 XP07 XP08 XP09 XP00 YP00 YP01 YP02 YP03 YP04 YP05 YP06 YP07 YP08 YP09 YP00 = 757533.042938 = .104 + (-44.4296 + 0.034907 = .025914 = .014642 = 25. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .82 = 757504.394 + (-13.228171 = 56.52.8046 + 0.21.204 = 8959339.104 = 8959154.405 + 66.44.027999 = 79.797618 =0 ΔXP05-P06 ΔXP06-P07 ΔXP07-P08 ΔXP08-P09 ΔXP09-P00 ΔYP00-P01 ΔYP01-P02 ΔYP02-P03 ΔYP03-P04 ΔYP04-P05 ΔYP05-P06 ΔYP06-P07 ΔYP07-P08 ΔYP08-P09 ΔYP09-P00 = = = = = = = = = = = = = = = ΔX‟P05-P06 + C P05-P06 ΔX‟P06-P07 + C P06-P07 ΔX‟P07-P08 + C P07-P08 ΔX‟P08-P09 + C P08-P09 ΔX‟P09-P00 + C P09-P00 ΔY‟P00-P01 + C P00-P01 ΔY‟P01-P02 + C P01-P02 ΔY‟P02-P03 + C P02-P03 ΔY‟P03-P04 + C P03-P04 ΔY‟P04-P05 + C P04-P05 ΔY‟P05-P06 + C P05-P06 ΔY‟P06-P07 + C P06-P07 ΔY‟P07-P08 + C P07-P08 ΔY‟P08-P09 + C P08-P09 ΔY‟P09-P00 + C P09-P00 = 66.758191 = 70.20) = 8959269.244 + 1.16 = 8959337.64 = 757530.110234 = -70.13.815 = 757372.83) = 757364.634 = 8959368.405 + (-21.69 = 757372.645 = 757364.39 = 8959420.42.364 + 79.163801 = 79.63 = 8959222.505 + 65.86.394 = 8959269.8374 – 0.035211 = 58.1720 – 0.344 + 70.022291) = 70.0353 + 0.76) = 8959152.Ivancildo F.204 + 56.045 = 757576.0056 – 0.23 = 8959281.628389 = 58.197 ok! = 8959419.0536 – 0.435174 = 66.155 + 66.21) = 8959282.006534 = .Alagoas 105 = 66.194 + (-70.634 + (-52.245 + (-36.6209 + 0.245 = 757476.604 + (-86.009387 ΣΔX = 1.820013 =0 = 1.815 +7.344 = 8959224.214938 = .645 + (-111.70.005574 = 66.029029 = 56.3951 – 0.

6 8959282.228171 56.1720 0.004372 -19.039782 79. (m) PROJEÇÃO NO EIXO X CALCU CORRE COMPEN LADA ÇÃO SADA ΔX’ CX ΔX -19.1 8959154. (N-2) = 1440º00'00" ERRO = 00º07’ PRECISÃO (P) = PERÍMETRO EL 1440 00 00 730. E E ALUNOS ERRO LINEAR(EL) = [(ΣΔX‟)2 + (ΣΔY‟)2] ½ .831784 7.009387 -42.025914 -52.1018 ΣΔX = 0 Σ│ΔX’│ 464.8046 0.4296 0.Ivancildo F.2653 Σ│ΔY’│ 532.senAz ΔY‟ = D.034907 -70.6 DISTRIBUIÇÃO DO ERRO: 42” por vértice 0.03069 -42.9513 0.4249 LEV.006534 -13.819242 25.0056 0.cosAz DATA: 1996 DATA: 1996 Adaptado do formulário organizado pelo professor Luiz Carlos da Silveira .0 757533.5 60.1 757504. TOPOGRAF.4652 .6112 0.3951 0.2653 -0.758191 70.3 8959419.628389 58.Alagoas 106 PLANILHA DE CÁLCULO ANALÍTICO – POLIGONAL FECHADA NA MESMA BASE SERVIÇO: Exemplo elucidativo LOCAL: AZIMUTE INICIAL: AzP00-P01 = 274º E PV ÃNGULOS ER COMPEN RO SADO " " º ' " 00 42 122 12 42 00 42 121 08 42 00 42 197 14 42 97 13 42 00 42 00 42 167 14 42 00 42 166 56 42 75 58 42 00 42 00 42 209 02 42 00 42 110 38 42 00 42 172 18 42 AZIMUTE perímetro do IFAL Campus Palmeia dos Indios TEODOLITO: Wild de precisão 6” COORDENADAS INICIAIS: XP00 = E P00 = 757533.088507 -44.946928 -36.6 8959368.029029 58.8563 0.214938 -13.653486 66.4 75.2 SOMA 1439 53 00 180.244 DIST.2 8959339.004610 -21.2 96. ΣΔY’ Σ│ΔY’│ ΣΔY = 0 ERRO PRECISÃO LINEAR 0. YP00 = N P00 = 8959419.394405 -52.6391 0.0 90.6875 0.0 63.6 X 757513.0 80. CORREÇÕES CX= ΔX’.8374 0.: PROF.1127 0.027999 56. ΣΔY’ 0.0536 0.4 757597.689185 65.035211 70.119234 -70.014602 66.1 8959199. PROJEÇÕES ΔX‟ = D.3 8959224.7359 0.9 8959283.2572 0. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .6636 0.014642 66.820013 PROJEÇÃO NO EIXO Y CALCU CORRE COMPEN LADA ÇÃO SADA ΔY’ CY ΔY 1.000695 1.008024 -36.1918 0.024516 -111.031514 -86.635502 -21.2 15.197 . ΣΔX’ Σ│ΔX’│ CY = ΔY’.014386 65.603176 -111. ALUNOS DATA: 1996 .163801 79.8 757372.1 88.005574 25.2842 1/2570 CÁLCULO: VISTO: PROF.1018 ΣΔX’ -0.022291 -44.001685 7.1 Y 8959420.797618 COORDENADAS LIDO º 122 121 197 97 167 166 75 209 110 172 ' 12 08 14 13 14 56 58 02 38 18 P00 P01 P02 P03 P04 P05 P06 P07 P08 P09 P01 P02 P03 P04 P05 P06 P07 P08 P09 P00 º 274 215 232 149 136 123 19 48 339 331 ' 08 23 37 51 48 47 49 28 47 " 42 24 06 48 30 12 54 36 18 20.5 757576.6 141.8294 0.042938 -86.6 757364.6209 0.2 757476.5 757438.435174 66.3 8959269.0353 0.9 757530.

Poligonal fechada em base diferente ou enquadrada A poligonal fechada em base diferente parte de uma linha de uma poligonal fechada e chega numa outra linha da mesma poligonal ou de outra poligonal cujos pontos das linhas são conhecidos. Desta forma são conhecidos: Estação de saída.3.770 C B D 305º40'16" 123. Ré de saída. Horiz.119 saída Coordenadas das estações de XP14 = 1405.714 YP14 = 475. este é calculado pela diferença entre as coordenadas de chegada e as coordenadas de saída. Caracteriza-se pelo último vértice não coincidir com o vértice inicial. Coordenadas.015 B A C 71º05'06" 152. ambos de coordenadas conhecidas: CADERNETA DE LEVANTAMENTO Estação Ré Pv Ang. Estação de chegada. Quanto ao erro linear.Alagoas 107 8.210 P14 D P15 175º17'56" Azimute de saída AzP01-P02 = 177º28'03" Coordenadas da estação de XP02 = 1119. Projeções.Ivancildo F. Elementos a levantar: Azimute na chegada. Vante de chegada. Exemplo elucidativo: Determinar as coordenadas dos vértices A. Distância (m) P02 P01 A 43º54'53" 136.129 chegada XP15 = 1402.127 YP15 = 606.009 A P02 B 288º44'07" 120. um polígono aberto. desta forma.4. comparadas com as projeções calculadas. Neste tipo de poligonal o erro angular é dado pela diferença entre o azimute de chegada existente e o azimute de chegada calculado. Azimute na saída (pode não ser conhecido). B. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .220 D C P14 16º15'37" 139. formando.723 . C e D de uma poligonal enquadrada que partiu de um ponto P02 e findou num ponto P14. mas de coordenadas iniciais e finais conhecidas.714 YP02 = 343.

porque o Az estará entre 180º e 360º .180º = 150º07'03" + 71º05'06" – 180º = 41º12'09" + 305º40'16" .Az' → Sempre que ∆X for positivo → Sempre que ∆X for negativo. o termo „azimute calculado‟ precisa ainda ser conhecido: Calcula-se AzP14-P15 pela fórmula Az'P14-P15 = arc Cos ∆Y = 177º28'03" = 177º28'03" + 43º54'53" – 180º = 41º22'56" + 288º44'07" .Ivancildo F. Az = Az' Az = 360º .180º = 166º52'25" + 16º15'37" – 180º = 3º08'02" + 175º17'56" – 180º = 41º22'56" = 150º07'03" = 41º12'09" = 166º52'25" = 3º08'02" = 358º25'58" D Sendo.Alagoas 108 Croqui: N ● P01 P15 ● AzP01-P02 P14 A C P02 B D Solução: 1) Azimutes AzP01-P02 AzP02-A AzA-B AzB-C AzC-D AzD-P14 AzP14-P15 2) Erro angular O erro angular do levantamento é calculado na linha P14 – P15 pela diferença entre o azimute de chegada (conhecido) e o calculado. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . Erro angular P14-P15 = AzP14-P15 (conhecido) – AzP14-P15 (calculado) Mas.

6428m Az‟P14-P15 = arc Cos131.senAzB-C = DC-D.senAzA-B = DB-C.5" = 150º07'03" + 7.sen3º08'19. Erro distribuído = 21" = 3. faz-se a sua distribuição igualmente da estação de saída (P02) até a estação de chegada (P14).723 – 475.642 AzP14-P15 = 360º . Ao final da compensação.358º25'58" = 000º00'21" 3) Azimute compensado Conhecido o erro angular.5" = 120.99" 131.Ivancildo F.0" = 41º12'09" + 10.594 = arc Cos 0.999635374 = 1º33'40.5" = 358º25'58" + 21" = 41º22'59.99" = 358º26'19" Finalmente Erro angular = AzP14-P15 (conhecido) – AzP14-P15 (calculado) Erro angular = 358º26'19" .5" = 358º26'19" .015.9751 = 7.5" = 150º07'10" = 41º12'19.Alagoas 109 Onde: ∆Y= projeção da linha no eixo das ordenadas.127 – 1405.7907 = 100.senAzD-P14 = 136.5" = 166º52'25" + 14" = 3º08'02" + 17.220.210.587 D = [∆X2 + ∆Y2 ]½ = [(-3.129 = 131.5" = 89. Logo ∆Y= YP15 – YP14 = 606.sen41º22'59.770.594 ∆X = XP15 – XP14 = 1402.Az‟ = 360º . D = comprimento da linha 14-15.5" = 166º52'39" = 3º08'19.594)2 ]½ = 131.1º33'40.5" 6 A correção deve ser acumulada a cada estação. o AzP14-P15 (calculado) deverá ser igual ao AzP14-P15 (conhecido): AzP02-A Compensado AzA-B Compensado AzB-C Compensado AzC-D Compensado AzD-P14 Compensado AzP14-P15 Compensado 4) Projeções ΔX‟P02-A ΔX‟A-B ΔX‟B-C ΔX‟C-D ΔX‟D-P14 = DP02-A.sen41º12'19.senAzP02-A = DA-B.5" = 123.009.587)2 + (131.sen166º52'39" = 139.6223 = 41º22'56" + 3. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .senAzC-D = DD-P14.6388 = 27.sen150º07'10" = 152.9144 = 59.714 = -3.

5" = 123.129 – 343.01 Erro Y = 132.9396 = -120.052 6) Erro linear O erro linear é dado pela fórmula: EL = [(ErroX)2 + (ErroY)2]½ ErroX = ΣΔX .Ivancildo F.000 Erro X = 286.cosAzB-C = DC-D.cosAzD-P14 = 136.941 Σ|ΔX‟| = 285.9258 = 0.cosAzP02-A = DA-B.009.941 ΣΔY‟ = 131.059)2 + (0.119 ΣΔY = 132.714 – 1119.cos150º07'10" = 152.ΣΔX’ Sendo ΣΔX = XP14 (chegada) – XP02 (saída) ΣΔX = 1405.0609 = 114.0482 = -104.Alagoas 110 = 102.0842)2 ]½ EL = 0.5" 5) Soma das projeções: ΣΔX‟ = 285.ΣΔY’ Sendo ΣΔY = YP14 (chegada) – YP02 (saída) ΣΔY = 475.103 7) Precisão A precisão indica a distância de levantamento para se obter o erro de 1 metro.770.941 = 0. A precisão do levantamento é dada pela fórmula: .5" = 120.cos41º12'19.714 ΣΔX = 286.0842m Finalmente EL = [(0.0023 = 139.cos166º52'39" = 139.cosAzA-B = DB-C.220.0012 ΔY‟P02-A ΔY‟A-B ΔY‟B-C ΔY‟C-D ΔY‟D-P14 = DP02-A.cos41º22'59.000 – 285.cosAzC-D = DD-P14.210. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .01 – 131.cos3º08'19.926 Σ|ΔY‟| = 580.015.059m ErroY = ΣΔY .

059) | = 0.000206336. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .ΔX‟ 285.(-120.ErroX| Σ|ΔX‟| Cx = | ΔX‟.0842) | = 0.014813 = -0.7907) = 0.000206336.052 CP02-A CA-B CB-C CC-D CD-P14 = 0.012336 = 0.000206336. P = 671.001573 No eixo do Y Cy = |ΔY‟.9144) = 0.000206336.(89.000206336.000206336.000145159.74 8) Correções do Erro Linear: No eixo do X Cx = |ΔX‟.016684 = -0.(100.(102.103 A precisão é anotada na forma de escala → P = 1: 6516.000145159.0609) = 0.000145159.ΔY‟ 580.0023) = 0.(59. EL = erro linear.000145159.020765 = 0.Alagoas 111 P = Perímetro EL Onde: Perímetro = soma dos lados da poligonal.Ivancildo F.020178 9) Projeções compensadas As projeções compensadas são calculadas pelas fórmulas: .941 CP02-A CA-B CB-C CC-D CD-P14 = 0. Logo.9396) = 0.74 0.017419 = 0.(-104.ErroY| Σ|ΔY‟| Cy = | ΔY‟.6223) = 0.(0.000145159.9751) = 0.(7.005772 = 0.000145159.0012) = 0.015105 = 0.(0.224 = 6516.6388) = 0.(114.018552 = 0.(27.0482) = 0.(139.

714 + 89.71 → OK! = 343.9329 = 1209.9751 + 0.1095 + 27.09 = 1405.020178 ΣΔY 10) Coordenadas XP02 XA XB XC XD XP14 YP02 YA YB YC YD YP14 = 1119.945 = 102.9329 = 59.04 + 139.9563 = -120.0630 = -104.45 = 1370.714 = XP02 + ΔXP02-A = XA + ΔXA-B = XB + ΔXB-C = XC + ΔXC-D = XD + ΔXD-P14 = 343.65 = 1269.005772 = 7.017419) = 139.6388 + 0.119 = YP02 + ΔYP02-A = YA + ΔYA-B = YB + ΔYB-C = YC + ΔYC-D = YD + ΔYD-P14 = 1119.6239 = 286.09 + 7.0023 + (-0.015105) = 114.18 = 341.Ivancildo F.06 – 120.0000 = 102.016684 = -120.020765 = 27.0197 = 336.8030 = 1269.06 = 336.0197 = 139.6239 = 1209.0012 + 0.Alagoas 112 ΔX = ΔX‟ + Cx Logo.0630 = 445. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .7907 + 0.11 = 1398.0214 = 445.9809 = 7. ΔXP02-A ΔXA-B ΔXB-C ΔXC-D ΔXD-P14 ΔYP02-A ΔYA-B ΔYB-C ΔYC-D ΔYD-P14 = = = = = = = = = = ΔY = ΔY‟ + Cy ΔX‟P02-A + C P02-A ΔX‟A-B + C A-B ΔX‟B-C + C B-C ΔX‟C-D + C C-D ΔX‟D-P14 + C D-P14 ΔY‟P02-A + C P02-A ΔY‟A-B + C A-B ΔY‟B-C + C B-C ΔY‟C-D + C C-D ΔY‟D-P14 + C D-P14 = 89.018552 = 59.18 -104.9809 = 1398.11 = 456.06 → OK! .11 + 114.6596 = 27.9144 + 0.0214 = 131.6223 + 0.014813 = -104.0760 = 341.001573 ΣΔX = 89.65 + 59.012336 = 100.04 = 475.8030 = 100.9396 + 0.119 + 102.0482 + 0.0609 + (-0.6596 = 1370.9563 = 456.0760 = 114.45 + 100.

017419 -120.714 COORD.ERROY .020178 139.6239 PROJEÇÃO NO EIXO Y CALCUCORRE COMPEN COORDENADAS LADA ÇÃO SADA ΔY’ CY ΔY X Y 102.210 P02 A B C D A B C D 14 43 288 71 305 16 54 44 05 40 15 53 07 06 16 37 41 150 41 166 3 358 358 22 07 12 52 08 25 26 56 03 09 25 02 58 19 21 3.770 123.005772 27.71 475.020765 100.0197 1398. CY = ΔY’.06 AZIMUTE CALCULADO AZIMUTE CONHECIDO ERRO 671.945 DATA: DATA: DATA: Adaptado do formulário organizado pelo professor Luiz Carlos da Silveira.TOPOGRÁFICO: CÁLCULO: ΣΔX’ 286 ΣΔY’ 131. CORREÇÕES CX = ΔX’.012336 59.015105 -104.5 7.0 10.5 14 17. CHEGADA: X14 =1405.5 PROJEÇÃO NO EIXO X CALCU CORRE COMPEN LADA ÇÃO SADA ΔX’ CX ΔX 89.9396 0.ΣΔX’ .04 139.0760 1269.001573 7. .18 -104.0630 1209.senAz ΔY’ = D. Linear 0.9751 0.103 PRECISÃO 1/6516.conAz LEV.5 41 150 41 166 3 22 59.09 336.015 152. Σ│ΔX’│ Σ│ΔY’│ ERRO LINEAR (EL) =[(ErroX)2+(ErroY)2] ½ ErroX = ΣΔX – ΣΔX’ = (Xchegada – Xsaída) .714 Y14 = 475.SAÍDA: AzP0-P02 = 177º28'03" COORD. PROJEÇÕES ΔX’ = D.220 139.Ivancildo F.5 07 10 12 19.129 E PV ÂNGULOS LIDOS º ' " TEODOLITO: YP02 = 343. (m) 136.0012 0.11 456.CHEGADA: Az14-15 = 358º26'19" AZIMUTE CALCULAD O º ' " ER RO " AZIMUTE CORRIGIDO º ' " DIST.9809 7.0023 -0.014813 102.224 DISTR ERRO ANGULAR ACUMULADO 3.052 E.6596 27.9329 59.5”/vértice ERRO X 0.059 Σ│ΔX’│ 285.Alagoas 113 PLANILHA DE CÁLCULO ANALÍTICO – POLIGONAL ENQUADRADA SERVIÇO: Exemplo elucidativo LOCAL: FOLHA nº: Única AZ.9144 0.ERROX .009 120.9563 1370.65 445. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .45 341.06 -120.0214 1405.8030 100. ErroY = ΣΔY – ΣΔY’ = (Ychegada – Ysaída) .6223 0.0842 Σ│ΔY’│ 580.018552 89.119 AZ.5 52 39 08 19.7907 0.941 ERRO Y 0.016684 114.11 114.74 VISTO: PRECISÃO(P) = PERÍMETRO .ΣΔY’ . SAÍDA: XP02 = 1119.0609 -0.0482 0.6388 0.

Uma vez demarcada e levantada a poligonal principal (aberta ou fechada). estrategicamente. Levantamento por irradiação Conhecido também como método das coordenadas polares.Ivancildo F. Exemplo elucidativo: Determinar as coordenadas planas-UTM dos pontos irradiados P10. Assim. os ângulos horizontais entre os alinhamentos que possuem „P‟ como vértice. bem como. deste ponto „P‟ são medidas as distâncias (através dos métodos de medição de distâncias horizontais conhecidos) aos pontos definidores do referido detalhe. de onde possam ser avistados os pontos que definem o detalhe a levantar. A execução dos cálculos para a obtenção das coordenadas dos diversos pontos avistados pode ser feita na mesma planilha de cálculos da poligonal principal (poligonal fechada ou enquadrada). ressaltando-se que o fechamento desta independe dos pontos irradiados. um ou mais pontos „P‟ pertencentes a essa poligonal. P11. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios . evidentemente. este método é bastante útil em projetos que exigem “amarração” de detalhes. o método consiste em escolher.5. P12 e P13 a partir da poligonal-escola de coordenadas previamente levantadas. A precisão resultante do levantamento dependerá.Alagoas 114 8. do tipo de dispositivo ou equipamento utilizado. Croqui: .

047 A partir do vértice P02 EP02 = 757476.673 = -3.62.Alagoas 115 Caderneta de campo CADERNETA DE LEVANTAMENTO Estação Ré Pv Ang.23 NP02 = 8959368.cosAzP09-P10 = DP09-P11.cosAzP09-P11 = 71. Distância (m) P02 P01 P12 142º14'00" 71.6 + 70.cos169º36'32" = 29.sen187º49'00" = 71.sen177º22'42" = 82.6 Coordenadas P09 E = 757576.947 = 8.sen246º40'42" = 20.20.10.cos246º40'42" = 20.20.62 Coordenadas P02 E = 757476.cos187º49'00" = 70.cosAzP02-P13 = DP09-P10.00.00.senAzP02-P13 = DP09-P10.3 Azimute saída Az P01-P02 = 215º08'42" AzP08-P09 = 339º28'36" Solução: 1) Azimutes AzP01-P02 = 215º08'42" AzP02-P12 = 215º08'42" + 142º14'00" – 180º = 177º22'42" AzP02-P13 = 177º22'42" + 172º13'50" – 180º = 169º36'32" AzP08-P09 = 339º28'36" AzP09-P10 = 339º28'36" + 87º12'06" – 180º = 246º40'42" AzP09-P11 = 246º40'42" + 121º08'18" – 180º = 187º49'00" 2) Projeções ΔEP02-P12 ΔEP02-P13 ΔEP09-P10 ΔEP09-P11 ΔNP02-P12 ΔNP02-P13 ΔNP09-P10 ΔNP09-P11 3) Coordenadas = DP02-P12.10 P09 P08 P10 87º12'06" 29.6 N = 8959368.senAzP02-P12 = DP02-P13.6 EP12 = EP02 + ΔEP02-P12 = 757476.20 P02 P01 P13 172º13'50" 82.27 EP13 = XP12 + ΔEP01-P13 = 757547.0 N = 8959339.sen169º36'32" = 29.27 + (-3.673 = 757547.046 = 28.62.046) = 757544.834 = 16.043 = -1.942 = -12. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .24 NP13 = NP12 + ΔNP02-P13 = 8959377.senAzP09-P10 = DP09-P11.00 P09 P08 P11 121º08'18" 20.Ivancildo F.6 NP12 = NP02 + ΔNP02-P12 = 8959368.043 = 8959459.cosAzP02-P12 = DP02-P13.24 + 82.cos177º22'42" = 82.640 = 82.10.6 + 8.64 = 8959377. Horiz.senAzP09-P11 = DP02-P12.28 .

dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .94 EP11 = XP12 + ΔEP09-P11 = 757604.99 NP09 = 8959339.0 EP10 = EP09 + ΔEP09-P10 = 757576.0 + 28.3 NP10 = NP09 + ΔNP09-P10 = 8959339.47 + 16.47 NP11 = NP12 + ΔNP09-P11 = 8959377.94 + (-12.942 = 757604.Alagoas 116 A partir do vértice P09 EP09 = 757576.947) = 757591.3 + (-1.52 .047 = 8959393.834) = 8959337.Ivancildo F.

.

025914 -52. dos Santos – IFAL/Campus Palmeira dos Índios .1 757547.6112 0.6 71.9513 0.689185 65. (N-2) = 1440º00'00" ERRO = 00º07’ PRECISÃO (P) = PERÍMETRO EL .8294 0.1127 0.0 80.031514 -86.673 -3.014642 66. ΣΔY‟ Σ│ΔY‟│ .834 16.0353 0.6 141.2 82.6391 0.004610 -21.024516 -111.2653 Σ│ΔY’│ 532.03069 -42.6209 0.2 8959459.009387 -42.1 8959154.1 88.1918 0.8374 0.947 0.831784 7. PROJEÇÕES ΔX‟ = D. TOPOGRAF.1 8959199.8046 0.9 757591.1018 ΣΔX’ -0.0056 0.2 8959339.2842 1/2570 CÁLCULO: VISTO: PROF.9 Y 8959420.4 75. ALUNOS DATA: 1996 ΣΔY = 0 ERR LINEAR PRECISÃO 0.senAz ΔY‟ = D.6 757364.042938 -86.2 15.819242 25.000695 1.820013 70.014602 66.797618 8.2 8959337.628389 58.435174 66.10 29.5 757576.: PROF.014386 65.035211 70.394405 -52.5 757438.004372 -19.046 28.cosAz DATA: 1996 DATA: 1996 .9 8959283.Ivancildo F.0 20.1 757504.228171 56.2572 0.8563 0.8 757372.4 8959393.6 DISTRIBUIÇÃO DO ERRO: 42” por vértice CORREÇÕES CX= ΔX‟.653486 66.946928 -36.640 82.6 8959368.0536 0.039782 79.0 63.088507 -44.603176 -111. ΣΔX‟ Σ│ΔX‟│ ERRO LINEAR(EL) = [(ΣΔX‟)2 + (ΣΔY‟)2] ½ .5 60.022291 -44.2 757604. YP00 = N P00 = 8959419.047 -0.119234 -70.6636 0.043 -1.2 96.029029 58.034907 -70.4296 0.7359 0.2 757476.4249 LEV.3 8959224.163801 79.Alagoas 118 PLANILHA DE CÁLCULO ANALÍTICO – POLIGONAL FECHADA NA MESMA BASE SERVIÇO: Exemplo elucidativo AZIMUTE INICIAL: AzP00-P01 = 274º E PV ÃNGULOS ER COMPEN RO SADO " " º ' " 00 42 122 12 42 00 42 121 08 42 00 42 197 14 42 97 13 42 00 42 42 167 14 42 00 00 42 166 56 42 75 58 42 00 42 42 209 02 42 00 00 42 110 38 42 00 42 172 18 42 00 50 06 18 - LOCAL: perímetro da UNED/PIn TEODOLITO: Wild de precisão 6” COORDENADAS INICIAIS: XP00 = E P00 = 757533.0 757533.2 757544.6875 0.942 -12.3 8959419.001685 7.5 LIDO º 122 121 197 97 167 166 75 209 110 172 142 172 87 121 ' 12 08 14 13 14 56 58 02 38 18 14 13 12 08 P00 P01 P02 P03 P04 P05 P06 P07 P08 P09 P02 P02 P09 P09 P01 P02 P03 P04 P05 P06 P07 P08 P09 P00 P12 P13 P10 P11 SOMA 1439 53 00 180.0 90.3951 0.027999 56.005574 25.214938 -13.1018 CY = ΔY‟. (m) PROJEÇÃO NO EIXO X CALCU CORRE COMPEN LADA ÇÃO SADA ΔX’ CX ΔX -19.197 .2 8959377.006534 -13.008024 -36.9 757530.4 757597. ΣΔX = 0 Σ│ΔX’│ 464.244 AZIMUTE º 274 215 232 149 136 123 19 48 339 331 ' 08 23 37 51 48 47 49 28 47 " 42 24 06 48 30 12 54 36 18 20.62 DIST. E E ALUNOS COORDENADAS X 757513.2653 PROJEÇÃO NO EIXO Y CALCU CORRE COMPEN LADA ÇÃO SADA ΔY ΔY’ CY 1. 1440 00 00 730.6 8959282.4652 ΣΔY’ 0.758191 70.3 8959269.635502 -21.1720 0.

evidentemente. não um. Croqui: - . Levantamento por interseção a vante Conhecido também como método das coordenadas bipolares. Para a execução dos cálculos das coordenadas bipolares dos diversos pontos avistados. Porém.6. deve-se escolher na poligonal. A precisão resultante do levantamento dependerá. os pontos que definem o detalhe a levantar. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 119 8. pode-se aproveitar a planilha de cálculos da poligonal principal. que delimitam a fachada de um terreno existente em uma área externa e inacessível da poligonal-escola de coordenadas previamente levantadas. do tipo de dispositivo ou equipamento utilizado. Os pontos topográficos a serem levantados serão definidos pelas interseções dos lados de ângulos horizontais medidos das extremidades da base estabelecida na poligonal. mais dois vértices „P‟ e „Q‟ subseqüentes (Ambos extremos de um mesmo alinhamento – linha base) que possam avistar. Exemplo elucidativo: Determinar as coordenadas planas-UTM dos pontos P14 e P15.Ivancildo F. simultaneamente. exigindo que se tenha uma poligonal principal demarcada e levantada (aberta ou fechada). seja pela distância ou por obstáculos intransponíveis. Desta vez. não deixa de ser semelhante ao método anterior. este método é bastante útil em projetos que exigem “amarração” de detalhes inacessíveis.

cotgAzP09-P14) cotgAzP09-P14 .cotgAzP00-P14) – (YP09 .NP15) por interseção das linhas oblíquas P00-P14 com P09-P14 e P00-P15 com P09-P15: N N P15 N N P14 ● ● Az3P00-P14 P00 P09 Az3P00-P15 P00 P09 Az3P09-P14 Az3P09-P15 Coordenadas do ponto P14 XP14 = (YP00 – XP00.3 Azimute saída Az P08-P09 = 339º28'36" AzP09-P00 = 331º47'18" Solução: 1) Azimutes AzP08-P09 = 339º28'36" AzP09-P14 = 339º28'36" + 214º33'00" = 554º01'36" ou 194º01'36" AzP09-P15 = 339º28'36" + 244º31'50" = 584º00'26" ou 224º00'26" AzP09-P00 = 331º47'18" AzP09-P14 = 331º47'18" + 300º18'06" = 632º05'24" ou 272º05'24" AzP09-P15 = 331º47'18" + 325º48'18" = 657º35'36" ou 297º35'36" 2) Coordenadas Estamos diante da interseção de retas oblíquas nos pontos P14 e P15.Ivancildo F.XP09. Horiz.NP14) e (EP14.cotgAzP00-P14 .0 N = 8959339. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 120 Caderneta de campo LEVANTAMENTO DE CAMPO Estação Ré Pv Ang. Da trigonometria.197 N = 8959419.244 Coordenadas P09 E = 757576. pode-se conhecer as coordenadas dos pontos (EP14. P09 P08 P14 214º33'00" P09 P08 P15 244º31'50" P00 P09 P14 300º18'06" P00 P09 P15 325º48'18" Coordenadas P00 E = 757533.

0.864457) XP15 = 9614274.0 – 8959339.3 – 537020.XP09.521 – 9769160.cotgAzP00-P15 XP15 = (8959419.4107009 – (-1.35625406) XP14 = 9229293.YP09.8715 XP14 = 8959438.804 = -0.tg272º05'24" YP14 = (757533.cotgAzP00-P15) – (YP09 .244 -757533.96 +11881372.cotg297º35'36" XP15 = (8959419.tg297º35'36") – (757576.tgAzP00-P15 YP15 = (757533.tg297º35'36" YP15 = (757533.tg272º05'24") – (757576.5674961 XP15 = 8959359.76) – (757576.76 = 2.806985) XP14 = 25906493.0 – 12638948.197.56 – 9138904.197 + 10364213.3 -757576.7088674 .0 + 8381328.cotg194º01'36") cotg194º01'36" . dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 121 XP14 = (8959419.935485 – (-2.tgAzP09-P15) tgAzP09-P15 .197 – 8959419.244 -757533.9294) 0.97 = 1.244.cotg224º00'26") cotg224º00'26" .tgAzP00-P15) – (XP09 .1567952) XP15 = 11121746.294 YP15 = (XP00 – YP00.0.3 -757576.tgAzP00-P14) – (XP09 .5038) -1.2298 YP14 = (XP00 – YP00.3tg224º00'26") tg224º00'26" .3 + 809821.tgAzP00-P14 YP14 = (757533.244 + 654854.97) -0.YP09.2773) – (8959339.(-0.36) – (757576.244.197 + 25148960.244 + 269874.119 – 8422318.cotg272º05'24") – (8959339.Ivancildo F.167 .197.cotgAzP09-P15) cotgAzP09-P15 .tgAzP09-P14) tgAzP09-P14 .0 – 8959339.371 = 1191955.cotg272º05'24" XP14 = (8959419.3tg194º01'36") tg194º01'36" .76) 1.197 – 8959419.748 1.cotg297º35'36") – (8959339.068964043 – (-0.5733244 XP15 = 757603.71270998 XP14 = 757485.8749) – (8959339.199 Coordenadas do ponto P15 XP15 = (YP00 – XP00.

Y) conhecidas: Croqui 02 03 ^ 2' ' ^ 2" ^ D ' ^ C ' 01 ^ ^ AB ' ' P04 Considerando como dados: . por exemplo).Ivancildo F. e através da geometria. 02 03 01 AB observador Com o passar dos tempos o problema de Pothenot também foi implantado na solução de problemas rotineiros da topografia em pontos de difícil acesso em áreas rurais e urbanas. O navegador visava três pontos na costa (faróis 03. 02 e 01.7. 02 e 03 de coordenadas (X. foi inicialmente concebido para utilização em navegação. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 122 8. quando através dele foi possível observar e medir os ângulos aos pontos inacessíveis 01. Levantamento por interseção a ré O problema de interseção à ré ou problema de Pothenot. media os ângulos A e B. Exemplo elucidativo: Determinar por Pothenot as coordenadas do ponto topográfico P04. determinava sua posição no mar.

964 X03 = 10.033 Y02 = 126.36" .36" Az01-02 = 292º08'30.015m 2) Azimute das linhas 01-02 e 02-03: Conhecidas as coordenadas da linha 01-02.701 – 106. calcula-se o azimute Az'01-02: Az'01-02 = arcCos ∆Y D Analisando Az em função do Az': Az = Az' → Sempre que ∆X da linha for positivo → 180º e 360º Sempre que ∆X da linha for negativo.X02)2 + (Y03 – Y02)2 ]½ DGPS02-03 = 50.3768 D02-01 54. Az‟01-02 = arccos(Y02 – Y01) = arcos(126. Daí.354m Linha 02-03: D02-03 = [(X03 . D = comprimento da linha 01-02.64" Sendo ∆X (X02 – X01) < 0 Az01-02 = 360º .Ivancildo F.215 Ponto 02 Ponto 03 X02 = 57.354 Az‟01-02 = 67º51'29. porque o Az estará entre Az = 360º .701 Y03 = 112.67º51'29.31 Y01 = 106.Az' Onde: ∆Y= projeção da linha no eixo das ordenadas. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 123 Ponto 01 X01 = 108.64" = 292º08'30.Az‟01-02 = 360º .415 Ângulo horizontal medido A = 34º36'20" B = 38º41'20" Solução: 1) Comprimento das linhas 01-02 e 02-03: Linha 01-02: D01-02 = [(X02 – X01)2 + (Y02 – Y01)2 ]½ D01-02 = 54.215) = arccos 0.

015 Az‟02-03 = 106º35'48.7" .3" = 360º ^ ^ C + D = 145º26'38. Az‟02-03 = arccos (Y03 – Y02 ) D02-03 Az‟02-03 = arccos (112.Az‟02-03 = 360º .106º35'48.292º08'30. tg(D – C) = tg(D + C) . K – 1 2 2 K +1 .3" 4) Ângulos D e C: ^ + ^ + ^ + ^ + ^ = 360º A B C D 2 34º36'20" + 38º41'20" + C + ^ + ^ D 141º15'41.3" Sendo ∆X (X03 – X02) < 0 Az02-03 = 360º .285634) 50.Ivancildo F.415 – 126.7" 3) Ângulo ^ = ^ + ^ : 2 2' 2" ' ' ' Az02-03 02 N ^ 2 ' 03 01 Az01-02 ^ Az02-03 = Az01-02 + 2 ± 180º ' Onde ^ 2 = Az02-03 – Az01-02 ± 180º ' ^ 2 = 253º24'11.3" Az02-03 = 253º24'11.701) = arccos (-0. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 124 Analogamente.7" Por outro lado.36" ± 180º ^ 2 = 141º15'41.

03 e 04. 02 03 ^ 2' ' ^ D ' ^ A ' 04 .020440035 2 (D – C) = 2.987364857 + 1 Substituindo os valores na expressão acima.341929365 D – C = -2º20'30.00635773700187 K+1 0.82" -2º20'30.88" ^ C = 73º53'34. sen 38º41'20" K -1 = 0.987364857 .0. tg(D – C) = tg(145º26'38.987364857 D02-03 sen B 50.015 .00635773700187) 2 2 tg(D – C) = .95" Os ângulos C e D são determinados a partir do sistema de duas equações a duas incógnitas ^ ^ D + C = 145º26'38.70" ^ -C= D ^ Logo. (-0.1 = . sen 34º36'20" = 0.0.arctg (-0. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 125 K = D01-02 sen A E= 54.354 . ^ D = 71º33'03.95" 5) Lados 03-04 e 01-04: Do triângulo de vértices 02.2.020440035) (D – C) = .Ivancildo F.7") .

A = 180º .C = 180º .354 .18" ' Numa relação de senos. 02 e 04.Ivancildo F.588m Do triângulo de vértices 01. sen73º50'36. sen67º25'05.38º41'20" .82" 2” ' ^ 2” = 67º25'05.18" s ' sen B sen38º41'20" D01-04 = 80.34º36'20" 2‟ ' ^ 2‟ = 73º50'36.12" ' Numa relação de senos.015 .88" .71º33'03.12" s ' sen A sen34º36'20" D03-04 = 84. 02 ^ 2” ' ^ C ' 01 ^ B ' 04 ^ ^ ^ 2” + B + C = 180º ^ = 180º .B .73º53'34.D . dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 126 ^ ^ ^ 2‟ + D + A = 180º ^ = 180º . D01-04 = D01-02 sen 2” sen B ^ D01-04 = D01-02 sen 2” = 54. D03-04 = D02-03 sen 2‟ sen A ^ D03-04 = D02-03 sen 2‟ = 50.287m .

588. no escritório. munido dos dados do projeto.415 + 84.36" – 180º) .163 Coordenadas (X04 .606 Y04 = Y03 + D03-04 .73º53'34.5" Coordenadas (X04 . Na locação. Y04) do vértice 04 a partir do ponto 01.88" ± 180º Az03-04 = 144º57'15. X04 = X03 + D03-04 . dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 127 6) Coordenadas do vértice 04: Precisa-se de ^ Az01-04 = Az02-01 – C ± 180º ' Az01-04 = (Az01-02 – 180º) .033 + 84. Y04) do vértice 04 a partir do ponto 03. também chamado de medição. senAz03-04 X04 = 10.287.606 Y04 = Y01 + D01-04 . locação é a operação inversa do levantamento. senAz01-04 X04 = 108.5" X04 = 58.73º53'34.5" Y04 = 43.215 + 80.8.588. deverá ser implantado no terreno.5" Y04 = 43. O projeto da obra.5" X04 = 58.73º53'34.5" ^ Az03-04 = Az02-03 + D ± 180º ' Az03-04 = 253º24'11.sen144º57'15.82" ± 180º Az01-04 = 112º08'30. Para isso. a locação pode ser efetuada usando-se os dois sistemas de coordenadas conhecidos: . o profissional vai ao terreno obter medidas de ângulos e distâncias para. Fase da locação Conforme dito no início deste capítulo.sen218º14'55.cos144º57'15. também chamada de marcação.7" + 71º33'03. Basicamente.36" . irá locá-los no terreno.31 + 80. cosAz03-04 Y04 = 112. calcular e desenhar. cosAz01-04 Y04 = 106.82" ± 180º Az01-04 = (292º08'30. os dados foram previamente elaborados no escritório através de um projeto. X04 = X01 + D01-04 .163 8.Ivancildo F. no entanto.287.cos218º14'55. No levantamento. o profissional em topografia.82" ± 180º Az01-04 = 218º14'55.

estacas ou tubulões. ▪ Planta de amarração dos eixos aos demais elementos estruturais (estacas. estacas ou tubulões. blocos.50 metros para que os pontaletes (de caibros ou eucaliptos) possam ser . e as coordenadas polares (ângulo em uma direção e uma distância) para locar pontos. Todavia. blocos. Para as locações dos pilares. 8. É necessário observar as diversas cotas de apoio e de arrasamento para sapatas. sapatas isoladas ou corridas. observando-se uma folga entre as paredes e o sarrafo de 1. Locação de residências O processo de locação de uma residência é praticamente semelhante ao de um prédio com vários andares. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 128 ▪ Retangulares ▪ Polares Como regra geral. Não observar tal arrasamento (nível adotado para corte da cabeça de estacas. pilares e vigas baldrames). vigas baldrames e as paredes deve-se dispor da planta de arquitetura e estrutura. Difere apenas no controle da verticalidade e transferência dos alinhamentos para os andares superiores (etapa que independe da presença de um profissional em topografia). gastos adicionais desnecessários e grandes dificuldades de execução. ▪ Cotas de arrasamentos das sapatas.30 a 1. por exemplo. loca-se a posição do gabarito que deve contornar a área de construção. tubulões ou estacas. blocos. não significa apenas sua locação no plano.Ivancildo F. devendo constar ainda: ▪ Planta de locação do gabarito. O procedimento de locação no campo: Para um bom controle de locação de uma residência ou prédio devemos seguir os seguintes passos: ▪ De posse da planta com os eixos. tubulões. o uso das coordenadas retangulares é mais favorável. pode-se afirmar que as coordenadas retangulares ou cartesianas são melhores para locar alinhamentos. no sistema de coordenadas retangulares. Os engenheiros calculistas normalmente entregam ao engenheiro de obra os cálculos estruturais constando de dimensões das vigas. Como os alinhamentos para vigas e baldrames são a base do projeto. por exemplo) fatalmente acarretará grandes prejuízos. O processo de locação de um edifício. estas informações são insuficientes para a locação.8.1. pilares e demais elementos estruturais.

dois pontos A e B. Essa locação não carece da presença do profissional em topografia. A partir do ponto B. Área a construir ▪ Loca-se. O primeiro ponto “amarrado”.Ivancildo F. por exemplo. cria-se uma linha que vai de encontro às faces da tábua corrida. Registra-se esse cruzamento colocando um prego em cada seccionamento. na linha do meio fio e o segundo (B) na transversal dessa linha e dentro da área a construir. . e transversalmente à linha que o gerou. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 129 utilizados como futuras "passarelas” dos andaimes. aleatoriamente.

Somente após a total correção é que deveremos continuar a locação da obra. verificando essas medidas por meio de medidas aleatórias (X) e de diagonais do retângulo. estica-se uma linha através do uso de diastímetro e fazem-se medidas aleatórias de tamanho (Y).Ivancildo F. por exemplo. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 130 Após tal locação. . Se estas diagonais tiverem o mesmo valor significa que construímos ou demarcamos realmente um quadrilátero. Caso ocorra diferença devemos verificar e corrigir eventuais erros.

Ivancildo F. amarra-se a eles as respectivas estacas ou tubulões. Depois de terminada a cravação de todos os pregos necessários. A amarração deve ser efetuada sempre pelos eixos. . dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 131 ▪ Concluída a verificação da ortogonalidade dos eixos aleatórios é que iniciaremos a locação (na tábua corrida) dos diversos eixos fornecidos pelo projetista estrutural. blocos. a estaca X tem seu local fixado pela interseção de duas linhas esticadas: uma do prego “Ax” ao prego “Ax” e outra do prego “Ay” ao “Ay”. Por exemplo. vigas baldrames e paredes. A fixação dos eixos e feito por intermédio de cravação de pregos nas quatro faces da tábua corrida. pilares. Após a demarcação desses eixos. iremos esticando linhas 2 a 2 e as interseções estarão no mesmo prumos do local escolhido pelo projeto para a cravação das estacas ou tubulões.

Ivancildo F. Preparar para o mestre. Com esta cota do gabarito podemos marcar todas as cotas de arrasamento das estacas. ▪ Identificar as estacas ou tubulões em função da cota de arrasamento. construtor ou operador de máquina do estaqueamento uma galga para cada valor de arrasamento. Esta galga deve ter como referência a cota da parte superior do gabarito. encarregado. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 132 ▪ Deve-se ainda. . das vigas baldrames e paredes. ▪ Após a conclusão das locações dos eixos. caberá ao mestre de obra ou construtor a colocação de pregos laterais que marquem a largura necessária para abertura da vala. transferir a cota do RN para o gabarito (que deve estar nivelado).

controlada através de uma galga. sem revestimento). normalmente coincidem com a largura da parede) e com 40 cm a largura da vala. sendo que os pedreiros abrem a vala um pouco maior do que a largura do alicerce. É importante também o controle da profundidade da vala. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 133 A Figura anterior mostra um conjunto de pregos que 2 a 2 marcam com 12 cm a largura da parede (só tijolo. Este último par de pregos pode ser dispensado.Ivancildo F. . com 20 cm a largura da viga baldrame (dado em função do projeto estrutural.

três são os processos empregados. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 134 09. Para alcançar esses objetivos. antes ou após os cálculos. as áreas avaliadas topograficamente são aquelas que realmente nos interessam. Assim sendo.1. porque além de só podermos contar efetivamente com elas. obedecendo-se à escala da planta. compreende-se determinar a área com limites pré-fixados. Para fins legais. dependendo do maior ou menor rigor com que se deseja a avaliação da área: ▪ Processo geométrico ▪ Processo analítico ▪ Processo mecânico . através de medições feitas diretamente no terreno. Deve-se considerar que. sendo estas transformadas em grandezas naturais. uma área de um terreno é calculada segundo as projeções dos seus limites. CÁLCULO DE ÁREA 9. todas as construções apóiam-se em projeção horizontal. por meio de números que representam as diversas dimensões obtidas ou. usando-se as grandezas gráficas (desenhos) medidas nas plantas topográficas. este capítulo enfoca a medida das áreas topográficas.Ivancildo F. Introdução Na medição da área de um terreno.

cabe.a Pela fórmula dos co-senos (para lados) a2 = b2 + c2 – 2.a.Ivancildo F. o cálculo da área total.c. b e c e ângulos A. Processo geométrico Pela decomposição do polígono em figuras geométricas conhecidas Consiste em dividir o polígono em figuras geométricas conhecidas.c.2.b. fazer o cálculo da área de cada uma dessas figuras e.a. Algumas expressões básicas para triângulos: Seja um triângulo qualquer de lados a.a 2 2 2 Cos C = b + a – c 2.b. diante das dificuldades apresentadas em cada caso.cosC .b.b. Neste processo.c 2 2 2 Cos B = c + a – b 2. escolher a forma mais conveniente de decomposição. posteriormente. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 135 9.cosA b2 = c2 + a2 – 2.c. a fim de que as fórmulas geométricas conhecidas de cálculo de áreas possam ser aplicadas.cosB c2 = a2 + b2 – 2. B e C: C b a A c B Pela fórmula dos senos: A a = Sen A b a Sen B A a = c a Sen A Sen C A b = c a Sen B Sen C Pela fórmula dos co-senos (para ângulos) 2 2 2 Cos A = b + c – a 2.

por exemplo.senB 2.senA a A a = c a Sen A Sen C Portanto.senA 2.senA a B = arc.(A + C) A b = c a Sen B Sen C b = a a Sen B Sen A c = b.senC senB a = b.b.cosA senB = b. por exemplo.Ivancildo F. Dado um triângulo qualquer com um lado b. o cálculo da área será deduzido da seguinte maneira: C b A A c a = Sen A a B b a Sen B a2 = b2 + c2 – 2.c. e o ângulo A por eles formados.senC.sen.c.senA senA b A a B c A Portanto.senA a C = arc. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 136 Deduções para cálculo de áreas: 1. o cálculo da área será deduzido da seguinte maneira: C B = 180º . ÁREA = b. Dado um triângulo qualquer com dois lados b e c conhecidos. 2 ÁREA = b .senA 2 . b. e os ângulos adjacentes A e C também conhecidos.senA a senC = c.sen. c.

R2 .R π.π.(a + b)] ÷2 TRIÂNGULO a+b+c (b.(l + h) l.h)÷2 CÍRCULO π.(l + s) l.(s – c)]½ c Veja a seguir outras formas geométricas.h TRAPÉZIO a+b+c+d [h. por exemplo. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 137 3.Ivancildo F.(s – a). e suas respectivas fórmulas para o cálculo de área: NOME FIGURA PERÍMETRO ÁREA QUADRADO 4. Dado um triângulo qualquer com três lados a.d ou 2. b e c conhecidos.h PARALELOGRAMO 2.(s – b).l l2 ou [d2]÷2 RETÂNGULO 2. o cálculo da área será deduzido da seguinte maneira: C S= a+b+c 2 b A a B Área = [s.

Área = A1 + A2 + A3 + A4 + A5 + A6 + A7 + A8 Os métodos a serem descritos. assim determinadas. permitirão calcular a área do lado sinuoso do perímetro com melhor precisão. dará a área total (aproximada) do polígono topográfico. a seguir. A soma das áreas parciais geradas.Ivancildo F. onde existem limites sinuosos no mesmo: Solução: A2 A1 A3 A4 A5 A7 A6 A8 Como se pôde observar. conforme mostra a figura abaixo. . dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 138 Exemplo elucidativo: Seja calcular a área de um polígono fechado. o lado curvo dessa área foi substituído pelos lados planos. Portanto.

y3. . Quanto maior o número de trapézios. y2. yn dos respectivos trapézios.. maior será a proximidade entre a área calculada e a natural. ... yn dos respectivos trapézios. . necessariamente.... y3. y2... + yn-1)] 2 Esquema: Pela fórmula de Simpson Desta vez o polígono deve ser dividido. tendo todos eles a mesma altura “d” e ordenadas “y1.Ivancildo F. em um número par de trapézios. tendo todos eles a mesma altura “d” e ordenadas “y1.d.[(y1 + yn) + 2. Fórmula de Bezout: S= 1 .(y2 + y3 + y3 + . dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 139 Pela fórmula de Bezout Este processo permite a obtenção do valor da área (S) através da divisão do polígono em um número qualquer de trapézios “n”.

d..( y2 + y4 + y6 + ..(y2 + y4 + … + yn-1) + 1 .. + yn-2) + 4.(y1 + yn) .[4. usando os métodos de Simpson... seguindo a divisão par de trapézios no polígono. yn dos respectivos trapézios. . y3. y2.(y3 + y5 + y7 + .Ivancildo F.( y2 + yn-1)] 2 2 2 Exemplo elucidativo: Calcular a área do polígono abaixo. também para a altura “d” e ordenadas “y1. Bezout e Poncelet: ..[(y1 + yn) + 2. Fórmula de Poncelet: S = 1 ..1 .d. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 140 Fórmula de Simpson: S = 1 . + yn-1)] 3 Esquema: Pela fórmula de Poncelet Analogamente.

[(80.5) + 2.(57. + yn-1)] 3 S = 1 .5 + … + 79.14.5 79.(y2 + y3 + y3 + .0 90.0) + 1 .5 + … + 91.0 + 60.0 + 63.0 + 55.(y2 + y4 + … + yn-1) + 1 . + 79.5 61.0 + 56.(57.0 63.5) + 4.0 60. + yn-1)] 2 S = 1 .0 91.( y2 + yn-1)] 2 2 2 S = 1 .Ivancildo F.0 + 60.14.0 + 63.5 + 61.d.5 Abscissa Y8 Y9 Y10 Y11 Y12 Y13 Comprimento (m) 68..2m2 .7m2 Usando Poncelet: S = 1 .0 56.0)] 3 S = 11631.0 57.[(80..5 60..5 + .[4..d.5 Usando Simpson: Fórmula de Simpson: S = 1 . dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 141 Dados os valores (fora de escala) Abscissa Y1 Y2 Y3 Y4 Y5 Y6 Y7 Solução: Usando Bezout: S = 1 .(y3 + y5 + y7 + .0 + 61.( y2 + y4 + y6 + .5m2 Comprimento (m) 80...0)] 2 2 2 S = 11632.. + yn-2) + 4.(57.(56.0 + 60.(y1 + yn) .1 .(80.[(y1 + yn) + 2.(57.0)] 2 S = 11630.5) + 2.14.1 .0 + 55.[4.d.5) .0 + … + 79.5 + 55.0 76..0 55.[(y1 + yn) + 2.0 + 79.

+ x1.yn)] 2 2) Por área dupla Este método é função..94 735. ou seja. também.20 .(y2 .36 863. 2S = [(y1 + y2). Processo analítico O método é aplicável para poligonais de lados retos. não necessita fazer divisões na área a determinar.31 904.x1)] Exemplo elucidativo 1: Calcular a área de um polígono de coordenadas conhecidas.18 805...82 Coordenada Y (m) 1000.y1 + x3.03 920. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 142 9.05 943.78 997. das coordenadas retangulares dos vértices da poligonal.y3 + x3.y1)] Ou.00 1001. Fórmula: S = 1 .y3 + .(xn .Ivancildo F. permitindo obter valor da área apenas por cálculos.(x2 .(x2.(yn .45 831.00 980.62 839.81 864.x3) + … + (yn + y1)..(x1 .96 971.3.02 799. Áreas sinuosas não podem ser determinadas por esse processo. Fórmula: 2S = [(x1 + x2). usando o método de Gauss e área dupla: ponto 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 Coordenada X (m) 1000.39 949.y1) .[(x1.14 850.(y1 .x2) + (y2 + y3).y4 + .y2 + x4. + xn.22 1063.y2) + (x2 + x3).85 1042.y3) + … + (xn + x1). 1) Por Gauss (ou determinante) Este método é função das coordenadas retangulares dos vértices da poligonal.y2 + x2.

94 735.37 ÷ 2 = 29613.00 = 59227.62 839.28 799.18 805.39 Produto dos (+) = 8456212.Ivancildo F.45 831.28 949.85 1042.91 59227.00 + 980.22 1063.78 997.determinante Ponto 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 01 Coordenada X(m) 1000.00 _ _ _ _ _ _ _ _ _ Cálculos 1001.) = 8396984.91 863.96 971.05 943.00 + + + + + + + + + Coordenada Y (m) _ 1000. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 143 Solução: Usando Gauss Cálculo de área Método de Gauss .31 904.8396984.14 850.02 Soma algébrica = 8456212.82 1000.81 864.20 1000.03 Área (S) = (soma algébrica) ÷ 2 920.37 .36 Produto dos ( .68m2 .

03 86.47 -119995.93 1744.83 -7.96 1535.27 1876.07 1670.95 ∑YΔX 1980.00 – 1001.94 735.45 831.00 – 980.63 -58.Ivancildo F.20 1000.27 39927.39 ΔY Áreas duplas 1980.82 -25.60 111.05 943.00 + 980. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 144 Usando a área dupla Cálculo de área – Área dupla Soma binária Ponto 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 01 Coord.00 2061.80 ---- 100079. (-1.84 1784.37 29613.68 ou 29613.39) ∑XΔY 2001. (Y)m 1000.05 2001.02 799. (X)m 1000.22 -56.37 ou 59227.00 Coord.20 ---- 36.95 -1.12 1540.22 13.39 949.96 ---- Soma Área (m ) = |soma ÷ 2 | -59227.03 920.76 -70.39 .31 904.60 87353.17 -79.72 -39202.36 82222.00 1000.85 1042.07 2106.82 1000.05 ΔX 1000.16 1649.14 850.79 -111261. 19.00 980.45 202691.53 21922.50 -118331.65 -163017.67 2042.99 1669.68 -139070.50 1713.00 1001.05 ∑X 1000.22 1063.82 ---- 1950.50 1775.62 839.63 21.39 19.05 .04 121537.08 64.04 ---- 71397.03 42.68 .74 1969.36 863.39 ∑Y Diferença binária 1000.96 971.73 1923.81 864.00 + 1001.44 37522.69 -65.71 153046.44 -66.82 ---2 52.87 -102576.12 50.39 -2752.23 1920.18 805.75 1812.78 997.88 -13174.65 -66.20 -108319.

11 – Vernier da carruagem. 08 – Vernier do braço traçador. O método mecânico do planímetro polar é rápido e proporciona ótima avaliação de uma área topográfica. Constituição dos planímetros Os planímetros são constituídos de duas hastes de metal e um conjunto em forma de engrenagem contendo discos graduados. O uso deste método tem sido largamente utilizado para desenhos que possuem formas irregulares (sinuosidades). 09 – Disco de revolução. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 145 9.1. a partir de leitura feita em uma carruagem que deve percorrer todo a margem da mesma.4. 07 – Parafuso de ajuste do vernier. 02 – Braço do pólo. 04 – Amplificador traçador. 03 – Base do peso do pólo. Planímetro polar consiste num instrumento mecânico capaz de medir áreas por linhas retas e sinuosas. 10 – Disco de medição. 12 – Parafuso de apoio da carruagem.Ivancildo F. 06 – Parafuso de blocagem do vernier.4. . Componentes: 01 – Braço traçador. 9.Apoio da mão. 05 . Processo mecânico Este processo se caracteriza pelo emprego de instrumento que fornece automaticamente a área de uma superfície. 13 – Carruagem. 14 – Barra de zeragem.

88 m2 8 m2 18 m2 32 m2 50 m2 72 m2 200 m2 288 m2 800 m2 3200 m2 5000 m2 7200 m2 20000 m2 24265 .1 cm2 10 cm2 250 cm2 0.28 m2 2 m2 2.00 cm2 200 cm2 0.Com o pólo do planímetro dentro dessa área.625 m2 0. não servindo para nenhum outro.2.5 m2 3. coloque o braço traçador com a carruagem sobre a planta e insira a bola do final do braço do pólo no receptáculo da carruagem. TRACE ARM LENGTH 1:1 1:10 1:50 1:100 1:200 1:250 1:300 1:400 1:500 1:600 1:1000 1:1500 1:2000 1:2500 1:3000 1:5000 1:6000 1:10000 1:20000 1:25000 1:30000 1:50000 CONSTANT 149.5 m2 40 m2 62. Operacionalização A fim de se obter melhores resultados com o planímetro é essencial que a planta topográfica ou carta seja estendida e fixada sobre um superfície plana e na horizontal. pois dá melhores resultados e demanda poucos cálculos: O modelo de tabela abaixo é exclusivo do aparelho de número de série 06270.1 m2 0. cada aparelho deve estar acompanhar de sua tabela. Portanto.4.08 m2 0.6 m2 10 m2 22.5 m2 90 m2 250 m2 360 m2 1000 m2 4000 m2 6250 m2 9000 m2 25000 m2 23103 116.6 m2 2. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 146 9.08 cm2 8. .72 m2 1. O instrumento está montado e em condições de uso. O primeiro método será empregado.Ivancildo F.0 0.3 0.5 m2 0.9 m2 1. Para assentar o planímetro sobre a mesa. Há dois métodos que se pode empregar na medição de uma área: .4 m2 0.Com o pólo do planímetro fora dessa área.32 m2 0.

.3 ou 116. conforme tabela série nº 06270. 2390 e 2384 ao final de três observações. e através dos parafusos (6) e (7) leva-se o vernier até o ponto desejado no braço traçador. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 147 .Marque o ponto de partida nas margens da figura. Exemplo elucidativo: Assumindo uma figura na escala 1:2000 e o braço traçador do planímetro polar de valor selecionado (149. devem-se repetir as operações indicadas e tomar a média deles. obteve-se leituras finais de 2396. . 2º algarismo – leitura do número inteiro do disco de medição.Para os resultados serem mais rigorosos. move-se a carruagem grosseiramente até este arranjo. Certifique-se que o amplificador traçador percorrerá toda a margem da área. . . Para cada revolução completa do tambor horizontal deve-se adicionar 10000 unidades vernier à leitura final. A área do desenho será: Solução: Média das três leituras = (2396 + 2390 + 2384) ÷ 3 = 2390 . 3º algarismo – leitura do número fracionário do disco de medição. . . Cada algarismo provém de uma leitura sobre uma das peças do planímetro que são: 1º algarismo – leitura do disco de revolução ou contador de voltas.Coloque o amplificador traçador (4) no centro da área a ser medida. Multiplique esse número pelo valor da roda do vernier como indicado na tabela métrica ou inglesa adotada.Ivancildo F. Senão ajuste o peso do pólo ou divida a área em duas ou mais partes. Mova o peso do pólo até a posição onde o ângulo entre o braço traçador e o braço do pólo formem aproximadamente um ângulo reto.Faça a leitura dos discos.A leitura: Ao percorrer o perímetro. 4º algarismo – leitura do vernier da carruagem.0 no sistema métrico.3). por exemplo. o planímetro oferecerá quatro algarismos. Segure a ponta do amplificador traçador no ponto de partida e com a barra do zero na parte frontal da carruagem (14) ajuste o botão de medidas e zere as leituras. sempre mantendo o ponto central do círculo do traçador na linha da margem.Risque cuidadosamente a linha da margem em direção horária até o ponto de partida. que justapostos em uma determinada ordem formam um número que associado à escala da planta dá o valor da área em “m2” ou “ft2” (pés).Escolhido o braço traçador 149.

3). dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 148 O valor por unidade de área é determinado na tabela pelo cruzamento da linha (escala 1:2000) com a coluna (comprimento do braço 149. A área da figura é 2390.Ivancildo F. obtendo-se 40m2.40 = 95600 m2. .

como cotá-los. será mostrado como medir a distância vertical entre pontos. Referência de nível Chama-se altura de um ponto em altimetria o comprimento da perpendicular baixada deste ponto sobre um plano horizontal denominado superfície de nível de comparação. e as alturas dos diferentes pontos característicos com ela relacionados recebem a denominação de cotas. A cota B cota Superfície física da terra Superfície de nível arbitrada(RN) . de forma que os cabos não toquem o chão? Diante do exposto. na elaboração de projetos para aterros. barragens. loteamentos. porque susidiará a tomada de decisões nos projetos seguintes.Ivancildo F. 10. a diferença de nível recebe o nome de altitude elipsoidal. como localizar o posteamento. se torna indispensável. recebe o nome de altitude geoidal (ortométrica). Essa superfície de nível pode ser tomada arbitrariamente. se não se conhece a micro-bacia a montante do mesmo? E numa rede de distribuição de energia. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 149 10. como preencher planilhas de cálculos de cotas ou altitudes e. finalmente. Isto. adução de água. e as alturas recebem a denominação de altitudes: Nas ilustrações. a representação altimétrica do terreno. o caso da construção de barragens: como conhecer o volume de água a acumular num maciço de terra a construir. Basta citar. a partir do levantamento topográfico. já que muitos projetos necessitam apenas desse tipo de levantamento. rede de esgotos e tantos outros. e quando a superfície do geóide é a referência. Quando é referida à superfície do geóide. LEVANTAMENTO ALTIMÉTRICO 10. rede elétrica. nenhuma requereu informações de campo que permitisse a representação do relevo do terreno. No entanto.2. Introdução Conforme vimos às etapas de levantamento topográfico planimétrico. ou ser tomada em relação ao geóide ou elipsóide. por exemplo. porque foi levado em consideração apenas o levantamento da parte plana do mesmo. a seguir. a superfície de nível referida a uma superfície de nível qualquer recebe o nome de cota (nível aparente). estradas. este capítulo se destina ao conhecimento dos métodos que permitirão a representação do terreno em forma de cotas e altitudes.1. Para tanto.

Ivancildo F. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios

150

A Altitude geoidal

B Altitude geoidal

Superfície física da terra

Superfície geoidal A Altitude elipsoid al B Altitude elipsoid al Superfície física da terra

Superfície elipsoidal As cartas topográficas editadas pelo IBGE, e outros órgãos possuem altimetria referenciada ao geóide. Em levantamentos de altitude com rastreadores GPS, as altitudes elipsoidais obtidas são referenciadas ao datum escolhido para visualização, cabendo ao operador do GPS transformar as altitudes elipsoidais para altitudes ortométricas (também conhecidas como MSL). Assim, ao se fazer a escolha no rastreador, para altitudes MSL, um Modelo Geoidal Global é então acionado pelo dispositivo de controle do rastreador, calculando a ondulação geoidal para as coordenadas Ф e λ determinadas. Em conseqüência, é desta maneira que o rastreador transforma altitudes elipsoidais em ortométricas. Acontece que a modelagem geoidal utiliza o princípio da interpolação para o cálculo da ondulação, o que o torna inexato, comprometendo a precisão final alcançada em termos altimétricos. O geoposicionamento GPS pelo método diferencial, minora sobremaneira a degradação altimétrica.

10.3. Nivelamento Para determinar as diferenças de nível entre os pontos característicos da altimetria de um terreno, é necessário proceder a um trabalho topográfico denominado Nivelamento, através de aparelhos denominados níveis, podendo ser usados teodolitos quando o método requerer ângulos verticais. Portanto, nivelamento é a operação topográfica que consiste na determinação da diferença de nível entre dois ou mais pontos do terreno. São dois os referenciais de nivelamento:

Ivancildo F. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios

151

Referencial de nível verdadeiro ▪ Nivelamento barométrico – obtido pela diferença de pressão com a altitude do ponto, tendo como princípio que, para um determinado ponto da superfície da terra, o valor da altitude é inversamente proporcional ao valor da pressão atmosférica. Devido a sua fragilidade, é dispensável em operações topográficas. Atualmente, com os avanços da tecnologia GPS e dos níveis laser e digital, esse método não é mais empregado, mas é possível, no entanto, utilizar-se dos seus equipamentos para trabalhos rotineiros de reconhecimento.

Altímetro digital com precisão de até 0,04m

▪ Nivelamento GPS – fornece resultados extremamente satisfatórios, quando no modo diferencial.

Referencial de nível aparente Obtido pela diferença de nível entre pontos de cotas arbitrárias. O inconveniente do emprego das cotas, nos nivelamentos, é a impossibilidade de não se poder relacionar plantas provenientes de levantamentos topográficos diferentes. Assim, se dispusermos de duas plantas topográficas de terrenos diferentes, e desejando determinar a diferença de altura entre dois pontos nelas fixados, não será possível esta determinação se as alturas dos respectivos pontos estiverem expressas em cotas, visto que para cada um dos levantamentos se tomou uma superfície de comparação arbitrária, para se determinar as alturas dos respectivos pontos.

10.4. Métodos gerais de nivelamento Os métodos de nivelamento utilizados para a determinação das diferenças de nível e o posterior transporte da cota ou altitude, são nivelamento geométrico simples, nivelamento geométrico composto, taqueométrico e trigonométrico.

Ivancildo F. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios

152

10.4.1. Nivelamento geométrico simples A determinação da diferença de nível entre dois pontos, ou entre um ponto e diversos outros pontos, é efetuada com o nível estacionado num único local, ou seja, o nível é colocado em uma posição tal que seja possível visar a mira colocada em qualquer dos pontos do nivelamento. Em particular, quando mais de um ponto é nivelado, a partir de um ponto ocupado pelo nível, costuma-se chamar nivelamento por irradiação.

LA

LB

LC

LD

LE

LF

C

RN (A)

B

E

D

F

RN

De acordo com a ilustração vista, o nível foi estacionado em um ponto conveniente sobre a linha a nivelar, de onde podem ser visados todos os pontos necessários: B, C, D, E e F além do RN; Visadas Ré – é a visada que é efetuada no RN (A) ponto de cota ou altitude conhecida. É a primeira visada do nivelamento;  Vante – é a visada nos pontos de cota ou altitude a determinar (B, C, D, E, F); Cálculos  Plano de referência (PR) – eqüivale a soma da altura do ponto visado em ré e a leitura da mira no mesmo ponto. É dado pela fórmula: PR = RN (A) + LA
 Cota ou altitude – eqüivale a diferença entre o plano de referência, que passa no centro ótico da luneta do nível, e a leitura na mira no mesmo ponto.

Cota ou altitude = PR - LM

é relacionar devidamente as medições. numa associação de nivelamentos geométricos simples. para cada posição do instrumento.Ivancildo F. Nivelamento geométrico composto A determinação da diferença de nível entre diversos pontos é efetuada através de mudanças sucessivas do nível. . C.4. PR Altitude Ré Vante RN(A) 1295 10520 B 1610 C 890 D 2733 E 1800 F 3125 Solução: PR = cota + ré = 10520 + 11815 CotaB = PR – VanteB = 11815 – 1610 CotaC = PR – VanteC = 11815 – 890 CotaD = PR – VanteD = 11815 – 2733 CotaE = PR – VanteE = 11815 – 1800 CotaF = PR – VanteF = 11815 – 3125 Preenchimento da caderneta de campo = 10205 = 10925 = 9082 = 10015 = 8690 CADERNETA DE NIVELAMENTO GEOMÉTRICO SIMPLES Leitura na mira Cota ou Est. para evitar a perda do ponto enquanto ocorre a mudança de posição do nível. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 153 Exemplo elucidativo: Determinar as cotas dos pontos B. neste caso. A única preocupação. E e F a partir da caderneta de nivelamento abaixo: CADERNETA DE NIVELAMENTO GEOMÉTRICO SIMPLES Leitura na mira Cota ou Est.2. Aconselha-se cravar um piquete nos pontos de mudança. D. PR Altitude Ré Vante A(Ha) 1295 11815 10520 B 1610 10205 C 890 10925 D 2733 9082 E 1800 10015 F 3125 8690 10.

Ivancildo F. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios

154

O nivelamento geométrico composto pode ser de poligonal aberta e de poligonal fechada:

Nivelamento geométrico composto de poligonal aberta É o caso mais comum de nivelamento, onde o ponto de partida do nivelamento não é o mesmo ponto de chegada. Neste nivelamento, se quiser saber o erro de fechamento vertical, é necessário fazer a operação de contra-nivelamento. O ponto final será aquele de partida. A precisão do nivelamento: Emáx = 2.e.(μ)½ Onde: Emáx = Erro máximo aceitável; e = precisão do nível utilizado; μ = extensão da poligonal; Ec = Cota final – Cota inicial Onde: Ec = Erro cometido; Cota inicial = cota de partida do nivelamento; Cota final = última cota do contra-nivelamento; Δη = Ec / NºPR Onde: Δη = distribuição do erro; Ec = erro cometido; NºPR = número de planos de referência; OBS: O erro deve ser distribuído em partes iguais nos pontos de estacionamento do instrumento, ou seja, nos PR.

Exemplo elucidativo: A caderneta de campo, a seguir, é resultado de um nivelamento realizado em 7 vértices (A, B, C, D, E, F, e G) de uma poligonal aberta. Verificar o erro de fechamento

Ivancildo F. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios

155

vertical, distribuindo-o ao longo dos pontos levantados, e calcular as cotas finais desses pontos: Dados complementares: - Precisão do nível utilizado: 1,5mm/Km ; - Extensão da poligonal somente ida: 1,2Km ; - Cota inicial (partida da poligonal em RN): 12370mm; - Cota final (chegada do contra-nivelamento em RN): 12378mm;

Solução: 1) Erros e distribuição: Emáx = 2.e.(μ)½ = 2.1,5.(1,2)½ Emáx = 3,286mm Ec = Cota final – Cota inicial = 12378 – 12370 Ec = 8mm > Emáx ! Considerando apenas a metade de Ec para a ida, já que temos um contranivelamento, teremos Ec = 4mm 2 Δη = 4 = 1mm/PR 4 2) Altitudes provisórias (sem as correções): PRRN = cotaRN + réRN = 12370 + 4800 = 17170 Altitude provisóriaA = PRRN – PIA = 17170 – 4655 = 12515 Altitude provisóriaB = PRRN – PIB = 17170 – 3700 = 13470 Altitude provisóriaC = PRRN – PIC = 17170 – 4500 = 12670 PRC = Altitude provisóriaC + réC = 12670 + 2330 = 15000 Altitude provisóriaD = PRC – PMD = 15000 – 4990 = 10010 PRD = Altitude provisóriaD + réD = 10010 + 4128 = 14138

Ivancildo F. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios

156 = 14138 - 4748 = 9390 = 14138 – 760 = 13378

Altitude provisóriaE = PRD – PIE Altitude provisóriaF = PRD – PMF

PRF = Altitude provisóriaF + réF = 13378 + 2800 = 16178 Altitude provisóriaG = PRF – PIG = 16178 - 1535 = 14643 Altitude provisóriaH = PRF – PMH = 14178 - 4650 = 11528 3) Altitudes definitivas (após as correções): Altitude definitivaRN Altitude definitivaA Altitude definitivaB Altitude definitivaC Altitude definitivaD Altitude definitivaE Altitude definitivaF Altitude definitivaG Altitude definitivaH = 12370 não corrige = 12515 – 1 = 12514 = 13470 – 1 = 13469 = 12670 – 1 = 12669 = 10010 – 2 = 10008 = 9390 – 3 = 9387 = 13378 – 3 = 13375 = 14643 – 4 = 14639 = 11528 – 4 = 11524

4) Preenchimento da caderneta de campo CADERNETA DE NIVELAMENTO GEOMÉTRICO Est. Visada Visada Vante Altitude Correção Altitude PR Ré provisória Definitiva PI PM RN 4800 17170 12370 12370 1 A 4655 12515 12514 1 B 3700 13470 13469 1 C 4500 12670 12669 2330 15000 2 D 4990 10010 10008 4128 14138 3 E 4748 9390 9387 3 F 760 13378 13375 2800 16178 4 G 1535 14643 14639 4 H 4650 11528 11524

Nivelamento geométrico composto de poligonal fechada Neste nivelamento não é necessário fazer a operação de contra-nivelamento, pois o ponto inicial é o mesmo ponto de chegada do nivelamento. A diferença entre a cota (ou altitude) de saída e a cota (ou altitude) de chegada é o erro que foi cometido no nivelamento, e as fórmulas para a compensação do erro de fechamento vertical são semelhantes àquelas usadas na poligonal aberta.

3.e.264)½ Emáx = 15. Est. 2. 4. calcular as cotas definitivas dos pontos levantados 1. B.(μ)½ = 2.Cota final (chegada do contra-nivelamento em RN): 12378mm. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 157 Exemplo elucidativo: Dado o croqui de nivelamento de uma poligonal fechada. C.Ivancildo F.328m = 110328mm.(1. D. .78mm Ec = Cota final – Cota inicial = 110334 – 110328 Ec = 6mm < Emáx ! Δη = 6 = 1mm/PR 6 .Extensão da poligonal somente ida: 1. CADERNETA DE NIVELAMENTO GEOMÉTRICO COMPOSTO Visada Visada Vante Altitude Correção PR Ré Provisória PI PM Altitude Definitiva A/1(RN) A/2 B/2 B/3 C/3 C/4 D/4 D/5 E/5 E/6 F/6 F/(RN) Solução: 2348 1320 963 1928 1629 3912 - - 3418 265 1342 2329 3418 1322 110.7.264Km .328 1) Erros e distribuição: Emáx = 2. a partir das estações A. 5 e 6: Dados complementares: . .Cota inicial (partida da poligonal em RN): 110. E e F.Precisão do nível utilizado: 7mm/Km . .

Ivancildo F.1342 = 109934 PRD = Altitude provisória4 + ré4 = 109934 + 1928 = 111862 Altitude provisória5 = PRD – PM5 = 111862 . Altitude Definitiva A/(RN ) A/2 B/2 B/3 C/3 C/4 D/4 D/5 E/5 E/6 F/6 F/(RN) 2348 3418 1320 265 963 1342 1928 2329 1629 3418 3912 1322 112676 110328 109258 1 2 3 4 5 6 110328 109257 110311 109931 109529 107739 110328 110578 110313 111276 109934 111862 109533 111162 107744 111656 110334 .2329 = 109533 PRE = Altitude provisória5 + ré5 = 109533 + 1629 = 111162 Altitude provisória6 = PRE – PM6 = 111162 . dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 158 2) Altitudes provisórias (sem as correções): PRA = altitudeRN + réRN = 110328 + 2348 = 112676 Altitude provisória2 = PRA – PM2 = 112676 – 3418 = 109258 PRB = Altitude provisória2 + ré2 = 109258 + 1320 = 110578 Altitude provisória3 = PRB – PM3 = 110578 – 265 = 110313 PRC = Altitude provisória3 + ré3 = 110313 + 963 = 111276 Altitude provisória4 = PRC – PM4 = 111276 .3418 = 107744 PRF = Altitude provisória6 + ré6 = 107744 + 3912 = 111656 Altitude provisóriaRN = PRF – PMRN = 111656 .1322 = 110334 3) Altitudes definitivas (após as correções): Altitude definitivaRN Altitude definitiva2 Altitude definitiva3 Altitude definitiva4 Altitude definitiva5 Altitude definitiva6 Altitude definitiva1 = 110328 não corrige = 109258 – 1 = 109257 = 110313 – 2 = 110311 = 109934 – 3 = 109931 = 109533 – 4 = 109529 = 107744 – 5 = 107739 = 110334 – 6 = 110328 4) Preenchimento da caderneta de campo CADERNETA DE NIVELAMENTO GEOMÉTRICO Altitude Visada Visada Vante PR Correção Provisória Ré PI PM Est.

conforme descrito na caderneta de campo a seguir. e que os aparelhos usados na taqueometria podem ser o nível e o teodolito (taqueômetros). O nivelamento foi do tipo taqueométrico. O ângulo horizontal deve ser medido pelo método das direções.133. recomenda-se ler o ângulo horizontal existente no ato da colimação em ré. conforme indicação da NBR 13. Nas operações de nivelamento. Croqui: 2 12 11 10 9 3 4 5 6 7 8 .3.4. Quando o levantamento for executado com teodolito eletrônico. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 159 10. Exemplo elucidativo: Determinar as altitudes definitivas dos pontos 2 a 12 pertencentes a uma poligonal fechada. ambos diferenciando apenas no deslocamento vertical da luneta. Nivelamento taqueométrico Sabemos que a taqueometria trata da medida indireta da distância horizontal e diferença de nível. é comum fazer na mesma caderneta a distância horizontal entre pontos nivelados.Ivancildo F. Já nos teodolitos óticos mecânicos. pode-se zerar na visada de ré.

HORIZ.493 8 00 00 50 40 → MÉDIA 7 8 1. HORIZ.484 9 00 00 50 50 → MÉDIA 8 9 1.529 2 00 00 10 10 → MÉDIA 2500 2000 1500 2220 1800 1380 2620 2200 1780 3420 3000 2580 1420 1000 0580 2120 1800 1480 1320 1000 0680 2055 1600 1145 1850 1400 0950 2370 2000 1630 1470 1100 0730 1345 0800 0255 1545 1000 0455 1690 1300 0910 2390 2000 1610 2390 1800 1210 2590 2000 1410 2620 2200 1780 2120 1700 1310 2490 1900 1310 2390 1800 1210 2300 1800 1300 89 53 40 89 39 00 123.203 89 32 50 89 28 00 89 49 30 86 24 10 93 38 30 85 09 00 94 47 30 91 39 30 88 13 10 93 14 50 87 23 00 90 47 10 88 52 50 87 49 40 91 44 00 88 16 30 91 08 10 93 38 30 86 03 20 89 34 30 . MÉDIA ALTI TUDE 00 180 95 275 00 180 84 264 00 180 180 00 00 180 183 03 00 180 170 350 00 180 184 04 00 180 93 273 00 180 90 270 00 180 174 354 00 180 179 359 00 180 179 359 00 00 29 29 00 00 57 58 00 00 55 55 00 00 36 36 00 00 51 51 00 00 55 55 00 00 48 48 00 00 45 45 00 00 59 59 00 00 44 44 00 00 56 56 00 00 10 10 → 2 1.454 5 00 00 40 40 → MÉDIA 4 5 1. º ‘ “ LEITURA NA MIRA SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF LIMBO VERTICAL º ‘ “ DIST.418 6 00 00 40 50 → MÉDIA 5 6 1.531 11 00 00 00 00 → MÉDIA 10 11 1.367 10 00 00 10 10 → MÉDIA 9 10 1. DO ÂNG. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 160 CADERNETA TAQUEOMÉTRICA EST. DIF.520 12 00 00 20 20 → MÉDIA 11 12 1.374 3 MÉDIA 2 3 1.Ivancildo F. NÍVEL DN MÉDIA DH.485 4 00 00 50 00 → MÉDIA 3 4 1.475 7 00 00 30 30 → MÉDIA 6 7 1. AI PV 12 LIMBO HORIZONTAL º ‘ “ RED.

sen291°44'00" = 117892mm DH10-11 = (2620 – 1780).100.180º00'00")]÷2 = 93º48'50" α 9 = [(90º45'10" .sen294°47'30" = 89372mm DH6-7 = (2370 – 1630).100.sen293°38'30" = 117524mm DH12-11 = (2390 – 1210).999m = 63.100.100.00º00'00") + (264º58'00" .968m = 117.sen285°09'00" = 90349mm DH6-5 = (1850 – 950).00º00'00") + (359º44'20" .349m = 89.sen289°49'30" = 83999mm DH4-5 = (2120 – 1480).773m = 77.180º00'00")]÷2 = 179º56'10" 2) Distâncias horizontais: DH2-12 = (2500 – 1500).cotg89°53'40" + 1.733 = 99.180º00'00")]÷2 = 90º45'10" α 10 = [(174º59'00" .99m = 83.00º00'00") + (3º36'50" .sen288°52'50" = 77970mm DH9-10 = (2390 – 1210).cotg89°28'00" + 1.180º00'00")]÷2 = 174º59'00" α 11 = [(179º44'20" .sen287°23'00" = 108773mm DH8-9 = (1690 – 910).485 –3.374 – 1.100.938 = 73.000 DN2-3 = 83.100.100.100.cotg89°39'00" + 1.372m = 73.742m = 90.100.Ivancildo F.sen286°24'10" = 63747mm DH5-4 = (1320 – 680).180º00'00")]÷2 = 184º55'45" α 8 = [(93º48'50" .100.985m = 77.180º00'00")]÷2 = 84º57'55" α 4 = [(180º55'40" . dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 161 Solução: 1) Ângulos horizontais: α2 = [(95º29'10" .180º00'00")]÷2 = 95º29'10" α 3 = [(84º57'50" .995.100.928m = 108.00º00'00") + (350º51'30" .993.180º00'00")]÷2 = 180º55'40" α 5 = [(183º36'40" .996.994m .sen289°28'00" = 83993mm DH4-3 = (1420 – 580).442 = 0.180º00'00")]÷2 = 179º44'20" α 12 = [(179º56'10" .00º00'00") + (275º29'10" .993m = 83.650m = 108.830m = 117.sen293°14'50" = 108650mm DH8-7 = (1545 – 455).sen289°39'00" = 83996mm DH3-2 = (2620 – 1780).747m = 63.sen289°32'50" = 83995mm DH3-4 = (3420 – 2580).sen290°47'10" = 77985mm DH9-8 = (2390 – 1610).892m = 83.087 = -0.100.051 = -0.485 – 2.100.995m = 83.800 DN3-2 = 83.sen286°03'20" = 117442mm DH12-2 = (2300 – 1300).sen289°34'30" = 99994mm 3) Diferenças de nível: DN2-12 = 99.100.100.00º00'00") + (4º55'40" .100.442m = 99.100.sen289°53'40" = 99999 mm DH2-3 = (2220 – 1380).996m = 83.00º00'00") + (273º48'50" .524m = 117.sen287°49'40" =117830mm DH10-9 = (2590 – 1410).00º00'00") + (00º55'40" .99.sen288°13'10" = 73928mm DH7-8 = (1345 – 255).374 – 2.100.924m = 80.970m = 117.sen291°08'10" = 80968mm DH11-12 = (2490 – 1310).200 DN3-4 = 83.sen288°16'30" = 83924mm DH11-10 = (2120 – 1310).sen291°39'30" = 73938mm DH7-6 = (1470 – 730).00º00'00") + (359º56'10" .cotg89°32'50" + 1.100.00º00'00") + (354º59'00" .180º00'00")]÷2 = 170º51'30" α 7 = [(184º55'50" .00º00'00") + (270º45'10" .100.100.180º00'00")]÷2 = 183º36'45" α 6 = [(170º51'30" .sen293°38'30" = 63742mm DH5-6 = (2055 – 1145).100.000 = -0.

cotg89°49'30" + 1.442)÷2 = 117.520 – 1.827 DN12-2 = 99.860 + 7.cotg91°08'10" + 1.475 – 1.036 DN10-11 = 83.524.471 4) Distâncias horizontais médias: DH2-3 = (83.860 DN12-11 = 117.471 DN8-7 = 108.993 + 83.710 DN4-5 = 63.977 DH9-10 = (117.cotg93°14'50" + 1.cotg94°47'30" + 1.928.970.456 .cotg86°24'10" + 1.069 DN3-4 = (0.524 + 117.484 + 7.367 – 1.036)÷2 = 4.742)÷2 = 63.733 + 0.442.800 = 7.999)÷2 = 83.800 = 3.890 DN9-10 = 117.99 5) Diferenças de nível médias: DN2-3 = (0.349.036 + 4.892.994.471 + 5.985 + 77.928)÷2 = 73. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 162 DN4-3 = 83.372)÷2 = 89.529 – 1.000 = 0.cotg88°52'50" + 1.051)÷2 = 0.455)÷2 = 5.985.710)÷2 = 0.087 + 0.000 = 0.531 – 2.000 = -4.036 DN10-11 = (1.349 + 89.742.773.484 DN6-5 = 89.900 = -7.830 + 117.691 DN7-8 = 108.666 + 2.418 – 1.662 + 3.786 DN11-12 = 117.7215 DN4-5 = (3.996 + 83.493 – 1.990 + 99.843 DN12-2 = (0.417 DN6-7 = 73.892)÷2 = 117.600 = 7.100 = 2.938 + 73.860 DH6-7 = (73.857 + 1.691)÷2 = 2.200 = 1.442 + 0.483 DH12-2 = (99.454 – 1.968.800 = -5.446 DH11-12 = (117.cotg88°13'10" + 1.800 = 4.cotg87°49'40" + 1.666 DN7-6 = 73.417)÷2 = 7.886 DN9-8 = 77.300 = -0.418 – 1.924 + 80.455 DN8-9 = 77.691 DH8-9 = (77.650 + 108.520 – 1.036 DN10-9 = 117.cotg86°03'20" + 1.747 + 63.857 DN11-10 = 80.454 – 1.531 – 2.cotg87°23'00" + 1.000 = 5.745 DH5-6 = (90.995)÷2 = 83.662 DN5-4 = 63.4505 DN6-7 = (2.000 = -3.999.938.Ivancildo F.6785 DN7-8 = (5.6505 DN5-6 = (7.cotg91°44'00" + 1.861 DH10-11 = (83.890)÷2 = 0.995 DH3-4 = (83.471)÷2 = 0.933 DH7-8 = (108.372.700 = -1.463 DN8-9 = (0.747.639 DN5-6 = 90.9945)÷2 = 99.cotg93°38'30" + 1.529 – 1.cotg90°47'10" + 1.970)÷2 = 77.400 = -7.827)÷2 = 7.cotg88°16'30" + 1.493 – 0.cotg93°38'30" + 1.773)÷2 = 108.475 – 2.367 – 2.888 DN9-10 = (4.484 – 1.886 + 0.484 – 1.821 DN11-12 = (7.cotg89°34'30" + 1.639)÷2 = 3.800 = 0.996 DH4-5 = (63.830.786)÷2 = 1.cotg85°09'00" + 1.968)÷2 = 82.cotg91°39'30" + 1.924.000 = -2.650.

Ivancildo F. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios

163

6) Altitudes: Altitude3 = 123,203 Altitude4 = altitude3 + DNmédia3-4/4-3 = 123,203 + (-)0,721 Altitude5 = altitude4 + DNmédia4-5/5-4 = 122,482 + 3,650 Altitude6 = altitude5 + DNmédia5-6/6-5 = 126,132 + 7,450 Altitude7 = altitude6 + DNmédia6-7/7-6 = 133,582 + (-)2,678 Altitude8 = altitude7 + DNmédia7-8 = 130,904 + (-)5,463 Altitude9 = altitude8 + DNmédia8-9 = 125,441 + (-)0,888 Altitude10 = altitude9 + DNmédia9-10 = 124,553 + 4,036 Altitude11 = altitude10 + DNmédia10-11 = 128,589 + 1,821 Altitude12 = altitude11 + DNmédia11-12 = 130,410 + (-)7,84 Altitude2 = altitude12 + DNmédia12-2 = 122,567 + 0,456 Altitude3 = altitude2 + DNmédia2-3/3-2 = 123,023 + 0,069 7) Preenchimento da caderneta:

= 122,482 = 126,132 = 133,582 = 130,904 = 125,441 = 124,553 = 128,589 = 130,410 = 122,567 = 123,023 = 122,092 ≠ 123,203 OK!

Ivancildo F. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios

164

CADERNETA TAQUEOMÉTRICA
EST. AI LIMBO HORIZ. REDUÇÃO DO ÂNG. HORIZONTAL º ‘ “

PV
12

º

LEITURA NA MIRA SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF SUP MED INF

LIMBO VERT. º ‘ “

DIST. H DIF. N

DN. MÉDIA DH. MÉDIA

ALTI TUDE

00 180 95 275 00 180 84 264 00 180 180 00 00 180 183 03 00 180 170 350 00 180 184 04 00 180 93 273 00 180 90 270 00 180 174 354 00 180 179 359 00 180 179 359

00 00 29 29 00 00 57 58 00 00 55 55 00 00 36 36 00 00 51 51 00 00 55 55 00 00 48 48 00 00 45 45 00 00 59 59 00 00 44 44 00 00 56 56

00 00 10 10

2 1,374 3

MÉDIA

95

29

10

2 3 1,485 4

00 00 50 00

MÉDIA

84

57

55

3 4 1,454 5

00 00 40 40

MÉDIA

180

55

40

4 5 1,418 6

00 00 40 50

MÉDIA

183

36

45

5 6 1,475 7

00 00 30 30

MÉDIA

170

51

30

6 7 1,493 8

00 00 50 40

MÉDIA

184

55

45

7 8 1,484 9

00 00 50 50

MÉDIA

93

48

50

8 9 1,367 10

00 00 10 10

MÉDIA

90

45

10

9 10 1,531 11

00 00 00 00

MÉDIA

174

59

00

10 11 1,520 12

00 00 20 20

MÉDIA

179

44

20

11 12 1,529 2

00 00 10 10

MÉDIA

179

56

10

2500 2000 1500 2220 1800 1380 2620 2200 1780 3420 3000 2580 1420 1000 0580 2120 1800 1480 1320 1000 0680 2055 1600 1145 1850 1400 0950 2370 2000 1630 1470 1100 0730 1345 0800 0255 1545 1000 0455 1690 1300 0910 2390 2000 1610 2390 1800 1210 2590 2000 1410 2620 2200 1780 2120 1700 1310 2490 1900 1310 2390 1800 1210 2300 1800 1300

89

53

40

99,99 -0,442 83,996 0,069 123,203 0,087 83,995 -0,051 83,993 (-)0,721 122,482 -0,733 83,999 0,710 63,747 3,650 126,132 3,662 63,742 -3,639 90,349 7,450 133,582 7,484 89,372 -7,417 73,938 (-)2,678 130,904 -2,666 73,928 2,691 108,650 (-)5,463 125,441 -5,471 108,773 5,455 77,985 0,888 124,553 -0,886 77,970 0,890 117,830 4,036 128,589 4,036 117,892 -4,036 83,924 1,821 130,410 1,857 80,968 -1,786 117,524 (-)7,843 122,567 -7,860 117,442 7,827 99,994 0,471 0,456 99,99 123,023

89

39

00

89

32

50

83,995

89

28

00

89

49

30

83,996

86

24

10

93

38

30

63,745

85

09

00

94

47

30

89,860

91

39

30

88

13

10

73,933

93

14

50

87

23

00

108,691

90

47

10

88

52

50

77,977

87

49

40

91

44

00

117,861

88

16

30

91

08

10

82,446

93

38

30

86

03

20

117,483

89

34

30

Ivancildo F. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios

165

10.4.4. Nivelamento trigonométrico O nivelamento trigonométrico a mira é mais preciso do que o nivelamento taqueométrico, no entanto, deve-se ter o cuidado de limitar a linha de visada em 150m, independente da precisão do teodolito utilizado, para atenuar o erro altimétrico ocasionado pela curvatura terrestre.

Exemplo elucidativo: Determinar as altitudes definitivas dos pontos 2 a 8 pertencentes a uma poligonal fechada. O nivelamento foi do tipo trigonométrico, conforme descrito na caderneta de campo a seguir.

Croqui:
8 2 7

6 3 5 4

HORIZ.500 7.900 2.400 0.200 0.423 7 180 95 275 47 MÉDIA 00 180 88 00 00 06 6 7 1.640 0.700 0.700 7.000 1.600 0.700 90 90 85 91 90 86 90 90 85 86 86 83 94 94 91 92 92 92 87 87 86 91 91 89 90 90 86 88 88 86 92 92 89 92 92 90 87 87 86 90 90 85 51 47 52 05 57 21 14 01 21 15 13 35 40 36 56 55 49 13 40 38 06 11 03 43 13 08 55 25 23 31 05 04 59 06 06 31 42 40 22 39 38 39 20 10 30 50 35 10 05 50 50 20 10 35 40 10 00 15 30 40 30 40 15 50 00 50 15 50 00 30 35 10 55 20 30 45 45 50 30 50 55 05 05 00 DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA 123.542 6 355 00 MÉDIA 5 6 1. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 166 CADERNETA TRIGONOMÉTRICA EST.000 2.700 7.700 0.600 0.407 8 268 06 MÉDIA 00 00 59 57 57 00 00 50 179 177 7 8 1. º ‘ “ DISTÂNCIA HORIZONTAL DIFERENÇA DE NÍVEL DNmédia DHmédia Altitude 00 2 3 1.400 0.700 2. º ‘ “ º RED.300 4.500 0.500 0.390 4 00 00 00 05 40 50 → 00 55 45 45 → 00 00 45 40 → 00 00 20 10 → 00 00 20 20 → 00 55 20 25 → 00 05 55 55 → LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 0.200 0.500 0.600 2.000 7.000 7.134 180 84 57 264 57 MÉDIA 00 179 183 00 59 02 3 4 1.600 1. DO ÂNG.200 0.800 5.390 3 274 50 MÉDIA . AI PV LIMBO HORIZ.485 2 357 00 180 93 MÉDIA 8 2 1.500 0.600 0.380 0. ‘ “ LEITURA NA MIRA LIMBO VERT.700 7.100 0.700 0.300 7.300 7.700 0.300 7.600 0.900 1.400 0.400 7.Ivancildo F.700 0.465 5 03 02 MÉDIA 00 180 175 00 00 17 17 00 00 47 4 5 1.

600 – 0.719) ÷ 2 = 181.00º00'00") + (357º57'25" .946 DH1 = (7.00º00'00") + (355º17'40" .156 DHmédia = (78.300) ÷ (cotg91°56'00" – cotg94°36'10") = 154.500 – 0.600 – 0.180º00'00")]÷2 2) Distâncias horizontais: DH3-2 DH1 = (7.121 + 78.121 DH1 = (2.700) ÷ (cotg92°13'40" – cotg92°49'30") = 181.300) ÷ (cotg86°52'00" – cotg90°08'50") = 76.641) ÷ 2 = 153.700) ÷ (cotg86°06'15" – cotg87°40'30") = 181.716m DH1 = (5.508 + 181.478m DHmédia = (84.700 – 0.007 DHmédia = (153.532) ÷ 2 = 84.461m DH1 = (7.825 + 181.00º00'00") + (275º47'10" .600 – 0.700 – 0.300) ÷ (cotg85°52'30" – cotg90°47'10") = 83.977m DH1 = (2.500 – 0.518 + 84.400) ÷ (cotg83°35'35" – cotg86°15'20") = 153.600 – 0.7m DH1 = (7.876) ÷ 2 = 83.00º00'00") + (274º50'55" .946 + 154.200) ÷ (cotg85°52'30" – cotg90°51'20") = 83. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 167 Solução: 1) Ângulos horizontais: α3 = [(84º57'40" .500 – 0.00º00'00") + (264º57'50" .525m DH1 = (7.179º59'55")]÷2 α 5 = [(175º17'45" .772m DH1 = (2.600 – 0.007) ÷ 2 = 153.700 – 0.700) ÷ (cotg85°21'50" – cotg90°01'50") = 84.156) ÷ 2 = 78.700 – 0.500 – 0.962 DH1 = (4.500 – 0.600 – 0.444m DH1 = (7.Ivancildo F.532 DHmédia = (84.900) ÷ (cotg89°43'50" – cotg91°03'00") = 78.876m DHmédia = (83.700 – 0.180º00'00")]÷2 α 7 = [(88º06'20" .700) ÷ (cotg89°43'50" – cotg91°11'50") = 78.00º00'00") + (268º06'20" .100) ÷ (cotg91°56'00" – cotg94°40'40") = 153.444 + 84.857 + 83.00º00'00") + (03º02'45" .925 DHmédia = (181.179º59'55")]÷2 α 2 = [(93º50'55" .641 DHmédia = ( 153.825 DH1 = (5.200) ÷ (cotg86°55'00" – cotg90°13'15") = 77.478) ÷ 2 = 84.774 = 84º57'42" = 183º02'47" = 175º17'42" = 95º47'05" = 88º06'20" = 177º57'25" = 94º50'55" DH3-4 DH4-3 DH4-5 DH5-4 DH5-6 DH6-5 DH6-7 DH7-6 .925) ÷ 2 = 181.400) ÷ (cotg92°13'40" – cotg92°55'15") = 181.699 DH1 = (7.857m DH1 = (7.800) ÷ (cotg86°06'15" – cotg87°38'40") = 181.400) ÷ (cotg85°21'50" – cotg90°14'05") = 84.500 – 0.139m DH1 = (4.518 DH1 = (7.500) ÷ (cotg83°35'35" – cotg86°13'10") = 153.180º00'00")]÷2 α 4 = [(183º02'45" .719 DHmédia = (181.866m DH1 = (7.699 + 153.700) ÷ (cotg86°21'10" – cotg90°57'35") = 84.700 – 0.180º00'00")]÷2 α 6 = [(95º47'20" .500) ÷ (cotg86°21'10" – cotg91°05'50") = 84.180º00'00")]÷2 α 8 = [(177º57'20" .508 DH1 = (2.

390 – 0.400 = 0.478.135) ÷ 2 = -8.cotg90°14'05" + 1.124 DH1 = (7.538.105 DN3-4 DN4-3 DN4-5 DN5-4 DN5-6 DN6-5 .600 – 0.700 = 0.124 + 217.857.cotg90°47'10" + 1.124 + 11.119 DN2 = 181.390 – 0.719 DN2 = 84.774) ÷ 2 = 77.000) ÷ (cotg90°31'50" – cotg92°06'45") = 217.154 + 11.700 = -8.155m DN1 = 181.465 – 0.700 = -0.640 – 2.641.600) ÷ (cotg86°22'55" – cotg87°42'30") = 217.cotg90°57'35" + 1.742m DH8-7 DH8-2 DH2-8 DH2-3 3) Diferenças de nível: DN3-2 DN1 = 83.415 DHmédia = (201.154 DN2 = 154.243m DH1 = (7.000) ÷ (cotg86°31'10" – cotg88°23'35") = 201.cotg86°13'10" + 1.380) ÷ (cotg85°39'00" – cotg90°39'05") = 83.cotg92°49'30" + 1.400) ÷ (cotg85°39'00" – cotg90°38'05") = 83.719 + 0.720) ÷ 2 = 0.0.135 DNmédia = (8.144 DH1 = (7.cotg91°05'50" + 1.900) ÷ (cotg86°31'10" – cotg88°25'30") = 201.600 – 0.300) ÷ (cotg89°59'30" – cotg92°04'20") = 200.465 – 0.542 – 0.444.699.717 DH1 = (7.043 DH1 = (7.727 DN2 = 84.390 – 0.117 DNmédia = (11.542 – 0.700) ÷ (cotg86°22'55" – cotg87°40'50") = 217.124 DN2 = 153.600 – 0.062 DN2 = 83. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 168 DHmédia = (77.390 – 0.157 DNmédia = (11.465 – 0.000 – 1.182m DH1 = (7.945 DHmédia = (201.061m DN1 = 84.100 = -11.200) ÷ (cotg89°59'30" – cotg92°05'55") = 201.726 + 0.400 = -8.500 = -0.946.cotg94°40'40" + 1.465 – 0.Ivancildo F.720 DNmédia = (0.182 DHmédia = 217.725 DNmédia = (0.600 – 1.717 + 83.363) ÷ 2 = 217.127 DN1 = 181.144 + 200.945) ÷ 2 = 201.719m DN1 = 153.558.423 – 0.cotg87°40'30" + 1.157) ÷ 2 = -11.117) ÷ 2 = 11.400 = 11.119 + 8.007.925.120m DN1 = 153.300 = -11.876.cotg90°01'50" + 1.825.640 – 2.767) ÷ 2 = 83.725) ÷ 2 = -0.700 – 0.363 DHmédia = (217.415) ÷ 2 = 201.700 – 0.300 = -0.726m DN1 = 84.500 = 11.cotg92°55'15" + 1.700 = 8.cotg90°51'20" + 1.200 = .043 + 201.061 DNmédia = -0.767 DHmédia = (83.542 – 0.229m DH1 = (7.368m DH7-8 DH1 = (7.cotg86°15'20" + 1.cotg94°36'10" + 1.542 – 0.045m DH1 = DH2 = (7.962 + 76.508.

086) ÷ 2 = -6.300 = 0.415.407 – 0.243)÷2 DH2-3 = (83.098) ÷ 2 = 8.086 + 6.139 + 77.390 – 0.1)÷2 = 8.cotg88°25'30" + 1.086 DN1 = DN2 = 217.909) ÷ 2 = .045)÷2 DH8-2 = (217.909 DNmédia = (0.120 + 11.155)÷2 DH5-6 = (181.526 DNmédia = -7.423 – 0.137 = 217.060 DN7-6 DN7-8 DN8-7 DN8-2 DN2-8 DN2-3 4) Distâncias horizontais médias: DH3-4 = (84.485 – 1.390 – 2.486 DN1 = 83.900 = 6.800 = 8.cotg90°39'05" + 1.742 + 83.719.774.900 = -0.035 + 6.046 DN1 = 201.229 + 201.1 DN6-7 DN1 = 78.909 DN1 = 201.368)÷2 DH7-8 = (201.057) ÷ 2 = 6.753 = 201.479 DN2 = 217.cotg87°42'30" + 1.035 DN2 = 201.909)÷2 = 0.098 DNmédia = (8.744 = 77.156.086 DN2 = 200.000 = 6.212 = 83.cotg88°23'35" + 1.105 + 8.cotg90°13'15" + 1.137 DN5-6 = (8.908 DN2 = 76.909 DN1 = 77.719)÷2 = 0.cotg91°03'00" + 1.908 + 0.485 – 0.380 = 0.000 = -7.767.200 = 0.423 – 0.124.046 + 6.909 + 0.0.726 + 0.506 = 84.407 – 1.043.121.485 – 0.cotg90°08'50" + 1.200 = -6.120 + 11.91) ÷ 2 = 0.058 + 0.526 + 7.7225 DN4-5 = (11.716)÷2 DH6-7 = (78.363.cotg92°04'20" + 1.155)÷2 = 11.144.526 DN1 = 217.909 DN2 = 78.300 = -6.400 = 0.127 + 8.cotg90°38'05" + 1.423 – 0.cotg87°40'50" + 1.062) ÷ 2 = 0.407 – 0.390 – 0.866)÷2 5) Diferenças de nível médias: DN3-4 = (0.cotg91°11'50" + 1.772 + 181.407 – 0.390 – 2.057 DNmédia = (6.062 DNmédia = (0.058 DN2 = 83.909 DN7-8 = (6.700 = -0.700 = 7.086 DNmédia = (6.804 .494 DNmédia = (7.91 DNmédia = (0.461 + 84.Ivancildo F.494) ÷ 2 = 7.137 = 181.182 + 217.cotg92°05'55" + 1.717.493 = 11.182. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 169 DN2 = 181.113 DN6-7 = (0.086)÷2 = 6.945.600 = 7.479 + 7.cotg92°06'45" + 1.909 + 0.066 DN8-2 = (7.525)÷2 DH4-5 = (11.962.486)÷2 = 7.cotg87°38'40" + 1.

527 = 130.061)÷2 6) Altitudes: = 0.060 7) Preenchimento da caderneta: = 122.060 + 0.593 = 123.087 + 0.506 Altitude3 = altitude2 + DNmédia2-3 = 123.113 Altitude7 = altitude6 + DNmédia6-7 = 125.527 + 6.411 + 11.060 Altitude3 = 123.134 + (-)0.137 Altitude6 = altitude5 + DNmédia5-6 = 133.909 Altitude8 = altitude7 + DNmédia7-8 = 124.134 Altitude4 = altitude3 + DNmédia3-4 = 123.548 + (-)8.147 OK! .411 = 133.066 Altitude2 = altitude8 + DNmédia8-2 = 130.593 + (-)7.087 = 123.Ivancildo F.436 + (-)0.722 Altitude5 = altitude4 + DNmédia4-5 = 122.548 = 125.436 = 124. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 170 DN2-3 = (0.

380 0.5 08 181.120 11.062 -0.6 41 153.113 181.720 0.1 -0.300 7.400 0.390 00 00 00 05 LM1 LM2 LM3 0.137 153.600 1.640 0.9 25 181.804 123.157 11.105 8.135 -8.505 217.500 0.36 8 201.2 29 201.52 7 ()0.400 0.7 16 181.300 7.7 72 78.725 -0.77 4 77.479 7.44 4 84. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 171 CADERNETA TRIGONOMÉTRICA EST.700 0.719 11.909 77.54 8 122.43 6 11.13 7 124.465 00 59 179 183 5 02 02 45 45 → 00 00 183 02 47 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 03 MÉDIA 00 4 5 1.909 -0.127 8.000 1.51 8 84.700 0.700 7.4 15 201.0 07 153.390 00 00 180 93 3 50 50 55 55 → 94 50 55 LM1 LM2 LM3 274 MÉDIA .726 0.13 9 77.407 00 00 180 88 8 06 06 20 20 → 00 55 88 06 20 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 268 MÉDIA 00 7 8 1.15 6 78.060 83.200 0.057 6.909 0.400 0.500 0.526 -7.8 25 181.400 7.85 7 83.117 11.486 0.722 84.7 153.119 -8.96 2 76.124 11.59 3 6.86 6 84.000 7.800 5.700 2.062 0.600 0.700 0.061 -0.423 ()8.719 0.600 0.600 0.909 6.908 0.96 1 133.086 -6.909 -0.500 0.200 0.1 82 217.47 8 84.000 2.52 5 153.134 ()0.046 -6.41 1 123.061 -0.74 2 DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA DN1 DN2 MÉDIA -0.77 4 00 00 180 95 7 47 47 20 10 → 00 00 95 47 05 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 275 MÉDIA 00 6 7 1.086 -6.1 44 200.086 -7. AI PV LIMBO HORIZ.753 125.600 2.12 1 78.900 2.600 0.100 0. º ‘ “ º RED.493 00 00 180 175 6 17 17 45 40 → 00 00 175 17 42 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 355 MÉDIA 00 5 6 1.3 63 217.098 8.200 0.000 7.Ivancildo F.87 6 83.155 -8.0 43 201.300 7.08 7 ()7.71 7 83.2 43 83.058 0.727 -0. º ‘ “ DISTÂNCIA HORIZONTAL DIFERENÇA DE NÍVEL DN média DH média Altitude 00 2 3 1.1 82 217.700 90 90 85 91 90 86 90 90 85 86 86 83 94 94 91 92 92 92 87 87 86 91 91 89 90 90 86 88 88 86 92 92 89 92 92 90 87 87 86 90 90 85 51 47 52 05 57 21 14 01 21 15 13 35 40 36 56 55 49 13 40 38 06 11 03 43 13 08 55 25 23 31 05 04 59 06 06 31 42 40 22 39 38 39 20 10 30 50 35 10 05 50 50 20 10 35 40 10 00 15 30 40 30 40 15 50 00 50 15 50 00 30 35 10 55 20 30 45 45 50 30 50 55 05 05 00 DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA DH1 DH2 MÉDIA 180 4 84 264 57 57 40 50 → 00 55 84 57 42 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 MÉDIA 00 3 4 1.035 6.700 7.485 00 59 179 177 2 57 57 20 25 → 00 05 177 57 25 LM1 LM2 LM3 LM1 LM2 LM3 357 MÉDIA 00 8 2 1.6 99 153. HORIZ.91 0.500 0.526 7.76 7 83.53 2 84.542 83.1 82 217.700 7.526 -7.900 1.700 0.9 46 154.500 7.1 24 217.494 7.9 45 201.154 11.700 0.9 77 181.300 4.0 45 217.060 0. DO ÂNG. ‘ “ LEITURA NA MIRA LIMBO VERT.7 19 181.066 201.46 1 84.21 2 130.

É um processo que normalmente não é empregado só.0 7 . porque não ressalta à vista. (↓)123.1 3 (↓)123.5 Plano cotado Processo utilizado apenas para cotar pontos resultantes das projeções horizontais numa planta topográfica.0 23 (↓)123.1 2 (↓)123.Ivancildo F. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 172 10.

etc. . . pois deles resultarão informações do relevo. ✔ Dutos de óleo. Sendo assim.Estudar o relevo para fins de planificação. de sensibilidade para escolher este ou aquele método de trabalho. porque as feições nunca se repetem. esgoto. . ✔ Serviços de terraplenagem. 11. água.Movimentação de terras para construir edificações. este capítulo se dedica ao estudo da representação do relevo de uma área topográfica. que permitirão confeccionar cartas planialtimétricas com bastante confiabilidade.Áreas de desapropriação. planejamento e viabilização de projetos. . .Determinar pontos onde é necessária a utilização de bombas para recondução do escoamento.Movimentação de terra. . produtos químicos. . mais ainda para o operador dos equipamentos topográficos: Este precisa. LEVANTAMENTO PLANIALTIMÉTRICO 11. que devem ser confiáveis para o leitor. gás.Necessidades de obras de arte especiais. A finalidade é de fornecer o maior número possível de informações da superfície representada para efeitos de estudo. ✔ Linhas de transmissão de energia. . A planialtimetria pode ser utilizada para: ✔ Rodovias e ferrovias na escolha do melhor traçado e locação. além do conhecimento técnico.Direção e largura da faixa de domínio da linha. postes e etc.Declividades máxima e mínima.Locais sujeitos a inundação. .Estudar o relevo para a idealização do projeto. .Ivancildo F.Melhores pontos para instalação de torres.2. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 173 11. Introdução A representação do relevo do terreno sempre constitui um sério problema para o desenhista. . . Conceito Planialtimetria é a representação das informações obtidas dos levantamentos planimétricos e altimétricos em uma única planta ou carta topográfica.1. Serão apresentados métodos de representação bastante conhecidos. .Mínimo de curvas necessárias.

. .3. .Estudar e planejar a direção das vias.Preservar áreas de interesse ecológico e ambiental. ✔ Planejamento urbano. residenciais. . . Perfis topográficos Perfil é o desenvolvimento em um plano vertical da interseção do alinhamento com a superfície topográfica. pelo menos. ✔ Peritagem.Definir a economia (criação ou plantio) mais apropriada para a região. barragens e usinas. comerciais.Projetar desvios de cursos d‟água. das seguintes maneiras: . ✔ Planejamento de uso da terra. Se o perfil é referente ao eixo do caminhamento recebe o nome de perfil longitudinal. 11. .Perfis topográficos.Realizar estudos de impacto ambiental. . .Prevenir erosões.Determinar áreas de inundação pelas águas. e .Organizar o plantio. .Relevo sombreado.Retificar as curvas de nível em atendimento a projetos idealizados. . Formas de representação O relevo de uma área pode ser representado. recebe o nome de perfil ou seção transversal. .Curvas de nível.Avaliar judicialmente a propriedade. . estimando preço de venda e valores de tributação. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 174 . .Ivancildo F. de lazer e recreação.3.Estudar e planejar áreas industriais. 11.Realizar projetos de irrigação. Se for perpendicular ao alinhamento. ✔ Construção de açudes.1.Cores hipsométricas.Estudar e planejar o tráfego de veículos. . .

5 700 500 509 516 528 546 555 564 573 598 614 635 Estacas (m) EH = 1:2000 Perfil com linhas curvas Exemplo elucidativo: Desenhar o perfil do eixo de uma poligonal. O traçado se dará através da ligação em linha reta (de preferência) ou não.6 701. tais como. redes de transmissão de energia.Ivancildo F. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 175 Para o levantamento de um perfil. sendo obtidos simultaneamente ao levantamento da poligonal.5 705. Os detalhes planimétricos referem-se a travessias sob ou sobre o eixo que está sendo nivelado para o perfil. toma-se a escala vertical dez vezes maior do que a escala horizontal: Altitudes (m) Ev = 1:200 706. Com a finalidade de dar mais realce às variações das alturas. necessita-se efetuar um projeto preliminar onde os PI‟s. Levantamento da linha Os dados topográficos da poligonal.5 702. ângulos (horizontal e vertical) e distâncias (distância horizontal e diferença de nível) são anotados nas cadernetas de campo de nivelamento que já conhecemos. Aclividade é a parte da superfície topográfica que sobe em relação ao observador.2 704. para projeto de abastecimento d‟água. é que determinarão o traçado do perfil. gasoduto. cursos d‟água. Os detalhes altimétricos correspondem aos pontos da superfície topográfica que mudam de aclividade ou declividade.1 705. sobre um eixo. estradas. A nomenclatura „estaca‟ corresponde a uma distância de 20. etc. drenos.8 703. oleoduto. A distância horizontal e a diferença de nível entre cada PI. .9 702. pontos de interseção. e declividade é a parte da superfície topográfica que desce em relação ao observador.9 701. são previamente escolhidos.4 703. entre cada PI. que parte da estaca E0 (zero) até a estaca E14. linhas de transmissão e outros projetos.00m.

Ponto E Estaca Cota 7 8 9 10 11 + 15. do rio.15 160. a altimetria só conta com a representação gráfica em perfil. que é a planta (resultado da projeção da superfície num plano horizontal).40 158.12 159. os ângulos e distâncias.90 161.40 158.10 164.3. pois precisaríamos de um número imenso de perfis da mesma área em . embora reduzidos na escala.00 164. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 176 Estaca Cota 0 1 + 10.00 165. na superfície do terreno. Ponto F Ponto G Solução: A B G C D E F 11. A curva de nível é uma forma de representação gráfica de extrema importância: a planimetria possui uma forma de representação gráfica perfeita.30 160.A.00 158. mas não de uma área. Enquanto isso.20 160. margem esq.40 165.70 158. margem esq.2. Mas o perfil só representa a altimetria de um eixo.50 + 19.60 Ponto A Observações Ponto A‟ Ponto B Leito da estrada.70 159.50 158.40 160. são representados fielmente. Então a visão geral do terreno fica prejudicada.80 159.Ivancildo F. Curvas de nível Curva de nível é uma linha sinuosa que liga pontos. Ponto D N.00 5 + 18.50 165.A. que têm a mesma cota (ou altitude). Nela. Ponto C Leito da estrada.00 12 13 14 158.40 2 3 4 + 10. do rio.10 Observações N.

O valor da eqüidistância vertical varia de acordo com a precisão requerida. e colocar a sua cota (ou altitude) entre os extremos seccionados. A eqüidistância escolhida em cada trabalho topográfico depende basicamente da escala da planta: Escala 1:500 1:1000 1:2000 1:10000 Eqüidistância 0. Veja de forma elucidativa. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 177 diversas posições e direções. para termos uma visão panorâmica e nunca poderíamos visualizá-los todos ao mesmo tempo. Qualquer profissional conhecedor de curvas de nível é capaz de visualizar o relevo do terreno com suas características.0 metros 10. a seguir.0 metros 2. As linhas das curvas de nível são geradas pela interseção de planos horizontais com a superfície do terreno. A visão imaginativa geral da sinuosidade do terreno é dada então pelas curvas de nível. Veja a seguir: Elevação: Os planos horizontais são paralelos e eqüidistantes.0 metros Para numerar as curvas de nível.5 metros 1. o esquema de delimitação de uma área retangular ABCD a ser representada em planta planialtimétrica: .Ivancildo F. que abrangem toda a área em estudo. costuma-se seccionar a linha.

segundo o contorno retangular ABCD até uma profundidade de 15 metros abaixo do nível d‟água: Corte horizontal de 5 em 5 metros do bloco diagrama. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 178 O corte vertical do terreno. possibilitando visão imaginativa do terreno: . em bloco diagrama.Ivancildo F.

porque disto resultaria um único ponto com duas cotas (altitudes) diferentes: 68 67 . dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 179 Projeção das curvas de nível na planta: Características das curvas de nível: ● Duas curvas de nível jamais se cruzam.Ivancildo F.

68 67 66 65 64 2) Linha de cumiada (cumeeira): É o lugar geométrico dos pontos de cotas (ou altitudes) mais altas. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 180 ● Curvas de nível muito afastadas uma das outras significa que o terreno é levemente inclinado.Ivancildo F. Corresponde a superfície compreendida entre a linha de cumiada e a linha de talvegue. onde são divididas as águas. um terreno fortemente inclinado: 68 67 66 67 65 64 66 68 65 ● Curva de nível não pode desaparecer repentinamente: 68 67 66 65 64 Interpretação das curvas de nível: 1) Vertente: É o elemento mais simples de se interpretar na superfície topográfica. e quando muito próximas. pois é a própria inclinação do terreno. 62 63 64 64 63 .

formando uma linha de divisão de águas. As cotas (ou altitudes) maiores abraçam as cotas menores. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 181 3) Vale: É o lugar geométrico dos pontos de cotas (ou altitudes) mais baixas. As cotas (ou altitudes) menores abraçam as cotas menores. ou seja. formando uma linha de reunião de águas. 59 60 62 61 6) Garganta: Conhecida também como ponto obrigatório de passagem.Ivancildo F. . 64 63 62 62 63 4) Linha de talvegue: Quando as vertentes têm inclinações rápidas e uniformes provocando na sua representação curvas de nível em ângulo agudo. 62 61 60 59 5) Linha de espigão: Quando as vertentes têm inclinações rápidas e uniformes provocando na sua representação curvas de nível em ângulo côncavo. onde são acumuladas as águas. a garganta é um ponto de mínima cota (ou altitude) ao longo de uma seqüência de pontos elevados.

Depressão Elevação 11. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 182 quando queremos atravessar de um espigão para outro com qualquer via de transporte. pois subiremos menos de um lado e desceremos menos do outro. este ponto de mínima cota (ou altitude) é o local ideal para a travessia.3. Relevo sombreado O sombreamento executado diretamente em função das curvas de nível é uma modalidade de representação do relevo. Pode-se entender a garganta também.Ivancildo F. ..3. uma ferrovia. como o ponto de cota (ou altitude) mais baixa na linha de talvegue. etc. pelo fato de nas depressões as curvas de nível de cotas (ou altitudes) maiores envolverem as curvas de cotas (ou altitudes) menores e vice-versa no segundo. 7) Depressão e elevação: As depressões se distinguem das elevações. uma linha de transmissão de energia elétrica. uma rodovia.

3. rosa e branco. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 183 Consiste na pintura de sombras contínuas sobre certas vertentes. sépia.4. . a partir de uma fonte luminosa (imaginária) à noroeste. adotam-se cores para facilitar o conhecimento geral do relevo.Ivancildo F. laranja. Cores hipsométricas Além das curvas de nível. amarelo. de forma que as sombras sobre as vertentes fiquem voltadas para sudoeste. dando a impressão de saliências iluminadas e reentrâncias não iluminadas. Representação de relevo sombreado 11. Faixas de determinadas altitudes recebem cores diferentes como o verde. A execução do relevo sombreado requer um ângulo de 45º com o plano da carta.

Em seguida. etc.4. O passo seguinte é nivelar as transversais. Exemplo elucidativo: Eixo da poligonal: E0 – E11+10 Precisão do nível utilizado: 7mm/Km Extensão da poligonal enquadrada: 0. Após o estaqueamento dos vértices. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 184 11.Quadriculação. Levantamento por seções transversais Método rápido e preciso. É adequado na construção de estradas de rodagem.370m Altitude de chegada E11+10(chegada da poligonal): 18. A obtenção das cotas inteiras deverá vim de perfis correspondentes a cada nivelamento.Irradiação (taqueométrica).1. a partir de cada estaca dessa poligonal. Métodos de levantamento de curvas de nível São três os métodos que podem ser empregados para a obtenção das curvas de nível: . feito normalmente a cada 20m. canais de irrigação e drenagem. 11. eletrificação rural. traçam-se perpendiculares que devem abranger toda a faixa da largura do terreno.4.002m E0 E1 E2 E3 E4 E5 E9 E6 E7 E8 E10 E11 E11+10 1/1000 .Ivancildo F. . e . que deverá pertencer à poligonal de base. Consiste no traçado de uma poligonal aberta ou enquadrada acompanhando o eixo longitudinal da faixa do terreno.230Km Altitude inicial E0(partida da poligonal enquadrada): 12.Seções transversais. tendo cada uma como referencial a estaca de ré. quando a área a levantar tiver a forma de uma faixa estreita e longa. faz-se o nivelamento dos mesmos.

550 16.760 Visada Vante PI PM PR Altitude Provisória (m) 12.308 12.181 12.Ivancildo F.002 – 17.698 15. o modelo de preenchimento da caderneta de campo. a seguir.610 12.990 4.655 3.700 3.500 4.448 0.700 1. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 185 Apresentação da caderneta de nivelamento geométrico preenchida.370 Correção (mm) Altitude Definitiva 12. RN(E0) E1 E2 E3 E4 17.648 17.702 15.608 12.860 15.170 12.998 1 1 1 1 2 2 2 4 4 4 4 4 12.230)½ = 6.348 16.322 18.650 2.180 16.(μ)½ = 2.813 13.e.800 E8 E9 E10 E11 E11+10 1.652 17.862 15.350 3. para as três primeiras seções transversais: .470 12. do eixo da poligonal enquadrada: CADERNETA DE NIVELAMENTO GEOMÉTRICO Visada Ré 4.002 Emáx = 2.548 18.33mm/PR 3 Veja.128 E5 E6 E7 2.700 4.800 4.817 13.515 13.7.471 12.998 = 4mm Δη = 4 = 1.318 17.(0.671 12.030 0.535 4.370 Est.71mm Ec = altitude de chegada real – altitude de chegada calculada = 18.516 13.670 12.

650 E+7.627 PR 14.920 3.0 E2/1.910 5.534 Perfil longitudinal: 1/100 18 17 16 15 14 13 12 1/1000 E0 E1 E2 E3 E4 E5 E6 E7 E8 E9 E10 E11 E12 Cotas inteiras do perfil longitudinal: .100 12.0 D+15.Ivancildo F.0 D+5.0 D+9.516 11.0 D+7.236 15.310 9.0 E+26.923 2.02 Cota ou Altitude 12.167 10.994 4.550 3.680 5.325 1.0 D+29.870 0.0 E+23.911 12.0 E+16.150 13.790 9.72 E+6.313 13.710 4.500 4.370 14.471 12.081 9.156 9.005 5.246 9.161 - 10.0 E1/1.5 E+19.0 D+14.470 10. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 186 CADERNETA DE NIVELAMENTO GEOMÉTRICO Est. EO/1.990 4.155 4.0 Leitura na mira Ré Vante 3.661 10.0 D+18.69 E+7.251 9.481 10.0 D+25.0 E+18.230 4.815 4.421 9.

e a trena. irrigação.4. e proceder ao nivelamento geométrico de todas as estacas. É facilmente aplicável para pequenas áreas e impossível para grandes glebas. para a marcação das distâncias. é recomendado quando se trata de movimentação de terra para edificações. A união dos pontos de mesma cota dará as curvas de nível: 16 9 10 11 12 17 E0 E1 E2 E10 18 E11 E11+10 E3 E4 E5 E9 E6 14 15 E7 16 15 E8 14 11 12 13 12 10 10 11 11 12 13 1/1000 11. A quadriculação deve ser feita com o emprego do teodolito. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 187 1/100 18 17 16 15 14 13 13 13 13 14 15 16 15 14 14 15 16 17 18 12 E0 E1 E2 E3 E4 E5 E6 E7 E8 E9 E10 E11 E12 1/1000 Da mesma maneira. para dar as direções. O método consiste em fazer a quadriculação do terreno.2. . Levantamento por quadriculação É o método mais exato e também o mais trabalhoso. passando as cotas inteiras encontradas e suas respectivas posições para a planta planimétrica. etc.Ivancildo F. colocando estacas em cada vértice dos quadrados. barragens. faz-se o perfil de cada seção transversal. Pela precisão.

Em seguida são tiradas perpendiculares para cada estaca da linha M-N.4) 0. São os valores para chegar de 12. Como fazer a interpolação: Considere uma linha AB de cotas (ou altitudes) conhecidas nos seus extremos A=12. determinando a posição da cota inteira de 13m. numa direção e algarismos nas outras. a ser transportada Compr. da linha AB = 20m B Escala da planta Transporte a distância AE a partir de A. A obtenção das cotas inteiras para o traçado das curvas de nível.4 em qualquer escala.0. . Obtêm-se os pontos C e D da reta CD que cruza a linha AB exatamente na cota 13.6) e de 13.4). A operação seguinte é o nivelamento geométrico de todas as estacas. 20 metros. vai depender de processos de interpolação ou gráficos. Costuma-se utilizar letras para definir as linhas. que também são estaqueadas de d em d metros. da linha 20m D Cota B (13.4 a 13 (0. por onde deverá passar a curva de nível.4 12 0. marca-se inicialmente uma linha M-N de preferência no eixo longitudinal do terreno (se existir). para marcação no desenho. 10. A subdivisão desta linha em estacas de d em d metros.Ivancildo F. contanto que iguais. podendo ser a cada 5. Como construir o gráfico: Na situação anterior. vai depender do grau de precisão desejado. reconstitui-se o perfil 13. Compr.6 C Perpendicular à linha AB foram marcadas as distâncias 0. linha AB.4 Cota 13 A E Dist.4 a 13 (0.4.4 13 12. O propósito é encontrar nesta linha a cota inteira 13.4) Cota A (12. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 188 Para a marcação.4 e B=13.6 e 0.

90 1.00 94.70 Altitude Definitiva - 0.90 1.10 1.80 95.60 96.60 95.00 96. Est.10 0. desenhar as curvas de nível.60 0.40 0.30 95.70 2.20 95.00 1.80 1.10 3.90 1.90 1.40 C4 C5 B5 A5 A4 A3 B4 97.10 96.00 2.70 1.30 95.20 98.50 96.60 0.00 96.60 1.30 97. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 189 Exemplo elucidativo: A partir da caderneta (preenchida).60 2.00 98.80 1.00 96.50 2.30 3.60 93.50 1.00 0.60 94.40 97.40 2.80 3.10 3.60 3. abaixo.40 1.30 96.50 3.80 0.90 95.50 96.90 95.00 2.00 1.70 95.80 96.10 1.60 96.90 98.30 1.50 97.30 96.00 1.10 95.30 98.00 95.70 1.90 2.50 2. A (RN) B1 B C D E C1 D1 D2 C3 C2 B3 B2 A2 A1 E F G F1 G1 G2 G3 F3 E3 E2 F2 E1 E3 Visada Ré 0.20 1.00 95.60 E4 F4 G4 G5 F5 E5 D5 D4 D3 0.00 .70 1.20 1.10 CADERNETA DE NIVELAMENTO GEOMÉTRICO Visada Vante Altitude Correção PR Provisória PI PM 100.Ivancildo F.30 95.90 94.00 0.00 95.60 1.70 98.00 94.80 96.20 100.90 96.10 1.10 94.90 95. de um levantamento planialtimétrico pela quadriculação do terreno.60 0.50 96.00 96.60 97.50 99.

dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 190 Solução: Croqui com as cotas calculadas (apenas perfis verticais) e interpoladas. Planta planialtimétrica desenhada: .Ivancildo F.

Levantamento por irradiação É o método recomendado para áreas grandes e relativamente planas. Exemplo elucidativo: Seja desenhar curvas de nível em um terreno de quatro lados: 20m 20m 20m 7m • 15m 20m 20m 03 04 10m 20m • 20m 197m 20m 167m 20m 20m 20m 145m 20m 20m 20m 20m 121m 20m 20m 20m 20m 01 • 20m 20m 20m 20m 20m 20m • 02 Medida do comprimento dos lados: Linha 01-G = 121m Linha 01-J = 145m Linha 01-03 = 197m Linha 01-P = 167m . e economiza tempo.Ivancildo F. tanto para as poligonais principais. Todas as poligonais devem ser niveladas e delas serem irradiados os pontos notáveis do terreno. Os perfis devem ser traçados para a confecção das curvas de nível. Consiste em levantar poligonais principais e secundárias interligadas. O uso da taqueometria na determinação das distâncias horizontais é de grande ajuda. como para as secundárias e linhas irradiadas. além de reduzir o número de pontos topográficos a serem cravados no terreno ao longo das linhas de nivelamento.4. nivelando-os e determinando a sua posição através de ângulos e de distâncias horizontais.3. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 191 11.

Linha 01-03. Sem escala 40 35 30 25 20 15 10 40 m X 121 m 60 m G 145 m 75 m I Sem escala 01 A B C D E 02 .Ivancildo F. Linha 04-01. Linha 03-04. a partir de caderneta de nivelamento apresentada: 47 m 40 m P Q O N M L R 197 m 167 m S K J T 150 m U H V F Z E A B C D 120 m Ilustração do perfil longitudinal da linha 01-02. Linha 01-J. Linha 01-P. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 192 Solução: Criar perfis para as linhas principais e irradiadas da poligonal (Linha 01-02. Linha 02-03. e Linha 01-G).

para a planta planimétrica.Ivancildo F. Sem escala 40 35 30 25 20 15 10 Sem escala 01 A B C D E 02 . dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 193 Passar as cotas inteiras encontradas nos perfis. e suas respectivas posições. Ilustração da projeção das cotas inteiras a cada metro para o perfil da linha 0102.

. dos Santos – IF-AL Campus Palmeira dos Indios 194 Unir pontos de cotas inteiras gerando as curvas de nível.Ivancildo F.

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->