NBR 15115/ 04

• Agregados reciclados de resíduos sólidos da construção civil – Execução de camadas de pavimentação - Procedimentos

NBR 15115/04

OBJETIVO
• Estabelece os critérios para execução de camadas de reforço do subleito, subbase e base de pavimentos, bem como camada de revestimento primário, com agregado reciclado de resíduo sólido da construção civil, denominado “agregado reciclado”, em obras de pavimentação.

NBR 15115/04

DEFINIÇÕES
• Resíduos sólidos da construção civil classe “A”: resíduos provenientes de construções, reformas, reparos ou demolições de obras de construção civil, definidos como classe “A” pelo CONAMA n° 307/2002, na qual incluem-se tijolos, blocos cerâmicos, concreto em geral, agregados pétreos, argamassas, telhas, camadas asfálticas de pavimentos e outros, adequados à execução de camadas de reforço do subleito, sub-base e base, bem como camada de revestimento primário.

NBR 15115/04

DEFINIÇÕES
• Agregado reciclado: material granular, obtido por britagem ou beneficiamento mecânico, de resíduos da construção civil classificados como resíduo de construção classe “A”, que apresenta as características técnicas para aproveitamento em edificações e infraestrutura (pavimentação). • Reciclagem: processo de reaproveitamento de um resíduo, após ter sido submetido a transformação.

com coeficiente de uniformidade Cu ≥10 (Cu =D60/D10).NBR 15115/04 MATERIAIS A camada de reforço do subleito.42mm (n° 40) deve ficar entre 10% e 40%. obtida por meio do ensaio da NBR 7181. não uniforme. gessos. forros. fiações elétricas e papéis ou quaisquer materiais orgânicos ou não inertes. . bem graduada. • apresentar curva granulométrica. classificados como classe “B”. sub-base e base de agregado reciclado deve ser executada com materiais que atendam aos seguintes requisitos: • deve ser evitada a presença de madeiras. vidros. • a porcentagem que passa na peneira 0. plásticos. “C” e “D” pela Resolução CONAMA N° 307. tubulações.

5% (energia de compactação intermediária. expansão ≤1. segundo parâmetros de Índice de Suporte Califórnia (CBR).NBR 15115/04 MATERIAIS • os agregados reciclados devem ser classificados quanto ao tipo de emprego possível na execução de camadas de pavimentos. expansão ≤1. é permitido o uso como material de base somente para vias de tráfego com N ≤ 106 repetições do eixo-padrão de 80 KN no período de projeto. . obtidos por meio de ensaio da NBR 9895. conforme NBR 7182 e NBR 6457). conforme NBR 7182 e NBR 6457). conforme abaixo discriminado: -material para execução de reforço de subleito: CBR ≥ 12%. conforme NBR 7182 e NBR 6457). -material para execução de sub-base: CBR ≥ 20%.0% (energia de compactação normal.0% (energia de compactação intermediária. -material para execução de base de pavimento: CBR ≥ 60%. expansão ≤ 0.

em corposde-prova moldados na energia de compactação especificada. estes podem ser estabilizados granulometricamente. . devendo apresentar resistência de no mínimo 2. conforme NBR 11804.1 MPa.NBR 15115/04 MATERIAIS • no caso de materiais que não atendam às exigências da alínea anterior. após 7 dias de cura. e ser neste caso submetidos a ensaios de resistência à compressão simples. ou com adição de cimento e/ou cal hidratada.

obtida conforme a ABNT NBR 7809. em massa. materiais indesejáveis de mesmo grupo: máximo de 2% em massa.5 mm. materiais indesejáveis de grupos distintos: máximo de 3% em massa. para grãos de forma lamelar. • • • . é de 30%. dimensão característica máxima dos grãos: 63. limitada a 2/3 da espessura da camada compactada.NBR 15115/04 MATERIAIS • • a porcentagem máxima admissível. não são permitidos materiais nocivos ao meio ambiente e à saúde do trabalhador.

• compactador portátil. • rolo compactador pé-de-carneiro vibratório. . • grade de discos. • motoniveladora.NBR 15115/04 EQUIPAMENTOS O conjunto de equipamentos básicos indicados para execução da camada de agregados reciclados compreende: • pá carregadeira. • equipamentos de laboratório para o controle tecnológico de recebimento de camada. • caminhão basculante. • ferramentas manuais diversas. manual ou mecânico. • rolo compactador do tipo liso vibratório. • caminhão-tanque irrigador. • distribuidor de agregados autopropulsionado ou rebocável.

NBR 15115/04 EXECUÇÃO: Generalidades • a execução das camadas de pavimento compreende as operações de mistura e pulverização. deve ser de 10 cm. • se a camada de pavimento exigir uma espessura final superior a 20 cm. compactação e acabamento na pista. . subbase ou reforço de subleito. A espessura mínima de qualquer camada de base. ela deve ser subdividida em camadas parciais. após a compactação. umedecimento ou secagem dos materiais. bem como o espalhamento. realizadas na pista ou em central de mistura.

b) caso a execução da camada de agregado reciclado não seja efetuada imediatamente após a execução da camada de apoio (camada subjacente) e. quando essa camada de apoio tiver sido exposta à chuva devem ser efetuadas as seguintes verificações: . a sub-base ou a base deve ter sido executada de acordo com as condições em projeto. de modo especial.NBR 15115/04 EXECUÇÃO: Condições físicas da superfície da apoio da camada de agregado reciclado A superfície de apoio da camada deve atender ao seguinte: a) a camada sobre o qual é executado o reforço do subleito. Eventuais defeitos existentes devem ser reparados antes da distribuição da camada de agregado reciclado.

EXECUÇÃO: Transporte do agregado reciclado • o agregado reciclado deve ser transportado para o local de aplicação.o teor de umidade deve situar-se dentro do intervalo de +/.3% em relação à umidade ótima obtida no ensaio de compactação em laboratório. . .o grau de compactação deve atender às exigências indicadas no controle de recebimento da camada executada. . devidamente protegido contra intemperismo ou contaminação.NBR 15115/04 .as áreas nas quais o teor de umidade e o grau de compactação não atendam aos limites especificados devem ser reexecutadas.

• a espessura de cada camada individual acabada deve se situar no intervalo de 10 cm. • a distribuição do material sobre a camada subjacente deve ser realizada com distribuidor de agregados capaz de distribuir o agregado reciclado em espessura uniforme. no mínimo. no máximo. a camada deve ser REFEITA. • excepcionalmente. . • caso a espessura da camada compactada não corresponda à especificada em projeto.NBR 15115/04 EXECUÇÃO: Distribuição do material A distribuição do material deve considerar: • a distribuição do material solto deve ter uma espessura suficiente para que após a compactação atinja a espessura de projeto. a 20 cm. sem produzir segregação. a distribuição pode ser procedida pela ação de motoniveladora.

com a finalidade de definir os tipos de equipamentos de compactação e a seqüência executiva mais apropriada. . de forma mais eficaz.NBR 15115/04 EXECUÇÃO: Compactação Quanto à compactação dos materiais. objetivando alcançar. • a energia de compactação a ser adotada na execução da camada de agregado reciclado deve ser no mínimo de: .camada de base e sub-base – energia intermediária. . a espessura e o grau de compactação especificados para a camada.camada de reforço do subleito – energia normal. recomenda-se a execução de trechos experimentais. devem ser observados os seguintes aspectos: • tendo em vista a importância das condições de compactação da camada de agregado reciclado.

o equipamento utilizado deve recobrir ao menos a metade da faixa anteriormente comprimida. Em cada passada. deve estar compreendido no intervalo de +/.1. • a compactação da camada de agregado reciclado deve ser executada mediante o emprego de rolos de compactadores do tipo pé-de-carneiro vibratório e liso vibratório. nas curvas. • durante a compactação. . partindo da borda interna para a borda externa. • nos trechos em tangente. a compactação deve evoluir partindo das bordas para o eixo e.5% em relação à umidade ótima obtida no ensaio de compactação executado com a energia especificada. se necessário. por ocasião da compactação da camada de agregado reciclado. pode ser promovido o umedecimento da camada para correção da umidade.NBR 15115/04 • o teor de umidade da mistura.

ou onde seu emprego não for recomendável. .NBR 15115/04 • as manobras do equipamento de compactação que impliquem variações direcionais prejudiciais à qualidade dos serviços devem ocorrer fora da área de compactação. • em lugares inacessíveis aos equipamentos de compressão. a compactação requerida deve ser feita por meio de compactadores portáteis manuais ou mecânicos. O número de passadas do compactador deve ser definido em função dos trechos experimentais executados. na energia especificada. • o grau de compactação mínimo exigido para a camada acabada dever ser de 100% em relação à massa específica aparente seca máxima obtida em laboratório.

b) a camada de agregado reciclado deve. quando necessário. ser drenada. Esse lastro deve estar interligado ao sistema de drenagem da via. . através de lastro sob a sarjeta.NBR 15115/04 EXECUÇÃO: Condições gerais São aplicáveis á execução da camada de agregado reciclado as seguintes recomendações: a) não é permitida a execução dos serviços em dias de chuva.

NBR 15115/04 CONTROLE: Controle tecnológico dos materiais Preliminarmente ao espalhamento e compactação. umidade ótima e Índice de Suporte Califórnia (CBR) e expansão. conforme NBR 7181. devem ser realizados: a) ensaio de granulometria. com no mínimo três determinações. com no mínimo três determinações.42 mm. NBR 7182 e NBR 9895. conforme NBR 7809. sempre que houver variação nas características do agregado utilizado ou a cada lote equivalente a 700 m² de camada acabada. b) determinação da massa especifica aparente seca. c) determinação da porcentagem de grãos lamelares. de acordo com as NBR 7185. . para cada lote equivalente a 2000m² de camada acabada. a cada lote equivalente a 700m² de camada acabada. com determinação do coeficiente de uniformidade e verificação da porcentagem de material que passa na peneira de 0. respectivamente.

imediatamente após a conclusão das operações de compactação. observar: • o teor de umidade na pista. ou a cada 400m² de camada.NBR 15115/04 CONTROLE DE EXECUÇÃO: Controle tecnológico da camada executada Após a execução das camadas. de acordo com a NBR 7185. espaçadas no máximo a cada 50 m de pista. borda esquerda. . alternando borda direita. com no mínimo três determinações. por método expedito normalizado. a cada 700 m² de camada. eixo. imediatamente antes do inicio das operações de compactação. • a massa especifica aparente seca in situ.

b) o acabamento da superfície: ondulações. segregações superficiais e outros aspectos dever ser avaliados visualmente. envolvendo no mínimo cinco pontos da seção transversal. .NBR 15115/04 CONTROLE DE EXECUÇÃO: Controle de espessura e de acabamento Atendidas as condições geométricas de projeto. a cada 20 m. devem ser controlados: a) a espessura: logo após a execução da camada. escamações. devem ser feitos locação e nivelamento do eixo e das bordas.

lamelaridade e Índice de Suporte Califórnia atendam aos limites definidos nesta Norma. .NBR 15115/04 CONTROLE DE RECEBIMENTO: Condições de recebimento com base no controle tecnológico dos materiais • os serviços devem ser aceitos. desde que os valores individuais dos ensaios de granulometria.

a camada só deve ser aceita: a) se não for obtido nenhum valor menor que 100%. ou b) se for satisfeita a seguinte condição: _ X – K. K é o coeficiente para controle estatístico do grau de compactação. .S ≥ 100% onde: X é a média aritmética dos valores de graus de compactação obtidos (em porcentagem). função do número de amostras (tabelado). S é o desvio padrão do mesmo conjunto de valores.NBR 15115/04 CONTROLE DE RECEBIMENTO: Condições de recebimento com base no controle de execução da camada No que diz respeito ao grau de compactação.

desde que atendidas as seguintes condições: a) Os valores individuais de espessura da camada não devem estar fora do intervalo + 2cm e . com base no controle de espessura e de acabamento.1cm em relação à espessura do projeto.NBR 15115/04 CONTROLE DE RECEBIMENTO: Condições de recebimento com base no controle de espessura e de acabamento O serviço executado pode ser aceito. .

.S N onde: _ X é a média aritmética dos valores individuais medidos. em centímetros. S é o desvio padrão do mesmo conjunto de valores.NBR 15115/04 • a espessura média da camada (e). deve ser determinada pela seguinte equação: _ e=X -K. K é o coeficiente para controle estatístico da espessura da camada. em centímetros.

recomenda-se sua execução logo após a conclusão da compactação. . desde que tal fato não altere as características especificadas para o serviço. sub-base ou base de agregado reciclado seja submetida à ação direta do tráfego. antes da aplicação da pintura betuminosa. • Quando for prevista a imprimação impermeabilizante da camada de agregado reciclado.NBR 15115/04 RECOMENDAÇÕES DE ORDEM GERAL • Não é recomendável que a camada de reforço do subleito. Recomenda-se ainda que. a superfície esteja adequadamente limpa e isenta de materiais soltos. por curto espaço de tempo. pode ser autorizada a liberação ao tráfego. Em caráter excepcional.

com utilização de agregado reciclado Objetivo: Este anexo tem como objetivo definir os procedimentos técnicos a serem seguidos na execução de revestimento primário de vias de terra (cascalhamento) com uso de agregado reciclado.NBR 15115/04 ANEXO A EXECUÇÃO DE CAMADA DE REVESTIMENTO PRIMÁRIO DE VIAS DE TERRA (cascalhamento). .

1. • a superfície acabada do subleito preparado e conformado não deve apresentar bolsões de solos moles ou saturados. • o grau mínimo de compactação deve ser de 100% (Proctor – energia normal). ser feita a substituição do material existente por material de boa qualidade. • a umidade de compactação do solo do subleito deve situar-se no intervalo de +/. a contar da cota do leito conformado em toda largura e extensão da plataforma a ser revestida. correção da umidade do solo e compactação. Deve ser observado que : • o preparo do subleito deve acontecer na profundidade média mínima de 15 cm. devendo. . bem como sua escarificação.5 % em relação à umidade ótima (hot) obtida no ensaio de compactação em laboratório. nessas ocorrências. com perda de capacidade estrutural.NBR 15115/04 ANEXO A PREPARO DO SUBLEITO O preparo do subleito consiste na conformação geométrica (transversal e longitudinal) do leito da via. ou instáveis.

energia de compactação normal.NBR 15115/04 ANEXO A CARACTERISTICAS EXIGIDAS PARA O AGREGADO RECICLADO: • dimensão característica máxima dos grãos: 63.0 % . limitada a 2/3 da espessura da camada compactada.5 mm).5 mm (tolerância de 5% da porcentagem retida. em massa na peneira de 63.42 mm (n° 40): entre 10% e 40%. • Índice de Suporte Califórnia (CBR) ≥ 20 % e expansão ≤ 1. amianto etc. • deve ser isento de materiais nocivos ao meio ambiente ou a saúde do trabalhador (produtos químicos. • porcentagem máxima de materiais indesejáveis de características distintas: 3% em massa. • porcentagem de material que passa na peneira de 0.) . • porcentagem máxima de materiais indesejáveis. de mesma característica: 2% em massa. • porcentagem de grãos de forma lamelar: deve ser menor que 30%.

• umidade de compactação: +/.1. • grau de compactação (%) deve ser de no mínimo 100% em relação ao ensaio de compactação (energia normal). em relação à umidade ótima obtida em laboratório (ensaio de Proctor. na energia normal).NBR 15115/04 ANEXO A CARACTERÍSTICAS EXIGIDAS PARA A CAMADA A camada de revestimento primário (cascalhamento) com utilização de agregado reciclado deve observar: • espessura máxima da camada compactada de revestimento primário: 20 cm.5 %. .

Requisitos .NBR 15116/ 04 • Agregados reciclados de resíduos sólidos da construção civil – Utilização em pavimentação e preparo de concreto sem função estrutural .

b) ao preparo de concreto sem função estrutural.NBR 15116/04 OBJETIVO • Esta Norma estabelece os requisitos para o emprego de agregados reciclados de resíduos sólidos da construção civil. • Os agregados reciclados de que trata esta Norma destinam-se: a) a obra de pavimentação viária: em camadas de reforço de subleito. sub-base e base de pavimentação ou revestimento primário de vias não pavimentadas. .

entre as massas das espécies minerais e materiais não minerais identificadas pelo critério visual e a massa total do fragmento. como blocos de vedação. canaletas. mourões e placas de muro. • composição dos agregados reciclado graúdos: relação expressa percentualmente.NBR 15116/04 DEFINIÇÕES • concreto de cimento Portland sem função estrutural. sarjeta. contrapiso. meio-fio (guias). . com agregado reciclado: material destinado a usos como enchimentos. calçadas e fabricação de artefatos não estruturais. Estas utilizações em geral implicam o uso de concretos de classes de resistência C10 e C15 da NBR 8953.

oriundos de áreas de reciclagem de acordo com a NBR 15114/04 na forma de agregados destinados às obras de pavimentação viária e preparo de concreto sem função estrutural. 2 – Agregado de Resíduo Misto(ARM) • agregado reciclado obtido do beneficiamento de resíduo da classe A. . Sua composição deve ser determinada conforme o Anexo A e atender aos requisitos das aplicações específicas. Sua composição deve ser determinada conforme o Anexo A e atender aos requisitos das aplicações específicas. em massa. composto na sua fração graúda com menos de 90%.NBR 15116/04 REQUISITOS GERAIS Os resíduos sólidos de construção civil classificados como classe A. composto na sua fração graúda de no mínimo 90% em massa de fragmentos à base de cimento Portland e rochas. devem ser classificados: 1 – Agregado de Resíduo de Concreto(ARC) • agregado reciclado obtido do beneficiamento de resíduo pertencente à classe A. de fragmentos à base de CP e rochas.

betume. plástico. vidros e vidrados cerâmicos. materiais carbonizados. .42 mm Materiais não minerais de mesContaminantesteores máximos em relação à massa do agregado reciclado (%) mas características 1) Materiais não minerias de características distintas 1) Sulfatos ≤3 ≤ 63 mm - NBR NM 248 NBR 7809 NBR 7181 Anexo A Anexo B - Entre 10% e 40% 2 3 Anexo A Anexo B 2 NBR 9917 1) Para os efeitos desta Norma. são exemplos de materiais não minerais: madeira. REQUISITOS GERAIS PARA AGREGADO RECICLADO DESTINADO A PAVIMENTAÇÃO PROPRIEDADES Agregado reciclado classe A Normas de Ensaio Agregado miúdo Graúdo Miúdo Agregado graúdo Não uniforme e bem Composição granulométrica graduado com coeficiente de uniformidade Cu>10 NBR 7181 Dimensão máxima característica Índice de forma Teor de material passante na peneira de 0.NBR 15116/04 TABELA 1 .

2 tf (80 kN) no período de projeto.0 Material para execução de reforço de subleito Material para execução de revestimento primário e sub-base ≥12 ≥20 Normal Intermediária Intermediária ou modificada Material para execução de base de 1 pavimento 1 ≥60 ≤ 0. REQUISITOS ESPECÍFICOS PARA AGREGADO RECICLADO DESTINADO A PAVIMENTAÇÃO Energia de compactação APLICAÇÃO ISC (CBR) % Expansibilidade % ≤ 1.NBR 15116/04 TABELA 2 .0 ≤ 1.5 permitido o uso como material de base somente para vias de tráfego com N ≤ 10 6 repetições do eixo padrão de 8. . conforme NBR 15115. • Os materiais que não atenderem aos requisitos desta tabela podem ser estabilizados granulometricamente ou pela adição de CP ou CH.

admite-se o emprego de agregado reciclado classe A. desde que proveniente de material classe A e atenda aos requisitos da tabela 3. substituindo parcial ou totalmente os agregados convencionais.NBR 15116/04 REQUISITOS PARA AGREGADO RECICLADO DESTINADO AO PREPARO DE CONCRETO SEM FUNÇÃO ESTRUTURAL REQUISITOS GERAIS • O agregado reciclado pode ser utilizado em concreto sem função estrutural. . REQUISITOS ESPECÍFICOS • Requisitos de emprego: Em concreto sem função estrutural.

REQUISITOS PARA AGREGADO RECICLADO DESTINADO AO PREPARO DE CONCRETO SEM FUNÇÃO ESTRUTURAL Agregado reciclado classe A PROPRIEDADES ARC ARM Agregado graúdo Agregado miúdo Normas de ensaio Graúdo ≥90 ≤7 Miúdo Graúdo Miúdo Teor de fragmentos à base de cimento e rochas % ≤12 <90 ≤12 ≤17 Anexo A - Absorção de água (%) NBR NM 53 NBR NM 30 Cloretos 1 NBR NM 9917 Contaminantes teores máximos em relação à massa do agregado reciclado (%) Sulfatos Materiais não minerais1) 1 NBR NM 9917 2 Anexo A Anexo B Torrões de argila Teor total máximo de contaminantes ≤10 ≤15% 2 NBR NM 7218 3 ≤10% ≤20% - Teor de material passante na malha 75 um (%) NBR NM 46 1) Para os efeitos desta Norma. . materiais carbonizados.NBR 15116/04 TABELA 3 . betume. vidros e vidrados cerâmicos. plástico. são exemplos de materiais não minerais: madeira.

A composição granulométrica do agregado reciclado pode ser corrigida pela adição de agregados convencionais. A prática tem mostrado que valores em torno de 80% do teor de absorção de água do agregado reciclado em uso são adequados.NBR 15116/04 REQUISITOS ESPECÍFICOS COMPOSIÇÃO GRANULOMÉTRICA • A composição granulométrica do agregado final a ser utilizado no concreto sem função estrutural deve estar de acordo com a NBR 7211. é necessária a pré-molhagem dos agregados miúdo e graúdo. PRÉ.MOLHAGEM • Para o preparo de concreto sem função estrutural com agregado reciclado que atenda à tabela 3. .

considerandose o volume máximo de 1500 m³ para cada lote. ARM ou ARC.) e compreender a produção dentro do período de um mês. . areia etc. brita um. ou seja.NBR 15116/04 CONTROLE DA QUALIDADE E CARACTERIZAÇÃO DO AGREGADO RECICLADO Formação de lotes de agregado reciclado • Os lotes de agregados reciclados devem ser formados segundo a tipificação do resíduo classe A. ou o que primeiro ocorrer. O lote deve ser formado para cada graduação granulométrica (bica corrida. brita zero.

a) amostras parciais: coletadas aleatoriamente ao menos duas vezes por dia e por tipo de resíduo sólido (ARM ou ARC) – deve-se ter o cuidado de retirar a amostra das pilhas de agregados processados em vários pontos distintos e deve conter cerca de 10 kg – NBR NM 26. em número suficiente para os ensaios de laboratório. c) amostra de ensaio: porção obtida pela redução da amostra de campo.NBR 15116/04 COLETA E PREPARAÇÃO DE AMOSTRAS DE AGREGADOS RECICLADOS PARA ENSAIOS DE CARACTERIZAÇÃO. . b) amostra de campo: formadas por várias amostras parciais (cada lote de agregado é formado por 10 amostras parciais). evitando-se coletar na base e na superfície da pilha. conforme a NBR NM 27 e deve ser de no mínimo 60 kg.

NBR 15116/04 ENSAIOS • Devem ser realizados os ensaios de caracterização do agregado reciclado. de acordo com o que estabelece a tabela 4. .

NBR 9917 NBR 9917 Uma vez por mês ou 6000 m³ ¹) .NBR 15116/04 TABELA 4 – DETERMINAÇÃO DO TIPO E FREQUÊNCIA DE EXECUÇÃO DE ENSAIOS Freqüência de ensaios PROPRIEDADES Método de ensaio NBR 7181 NBR NM 248 NBR NM 46 NBR NM 53 NBR NM 30 NBR 7218 NBR 7809 NBR 9895 Anexo A Anexo B Concreto sem função estrutural Não se aplica A cada lote A cada lote A cada lote A cada lote Não se aplica Não se aplica A cada lote A cada lote Uma vez por mês ou 6000 m³ ¹) Não se aplica Camada de pavimento A cada lote Não se aplica Não se aplica Não se aplica Não se aplica A cada lote A cada lote Composição granulométrica Teor de material passante na peneira 75 µm Absorção de água Agregado graúdo Agregado miúdo Torrões de argila e materiais friáveis Índice de forma (agregado graúdo) Índice de suporte Califórnia e expansibilidade Composição do agregado graúdo Percentual de materiais não minerais no agregado miúdo Teor de cloretos Teor de sulfatos 1) O que primeiro ocorrer.

.NBR 15116/04 ACEITAÇÃO E REJEIÇÃO • Um lote de agregado reciclado somente deve ser aceito quando cumprir todas as prescrições desta Norma.

8mm. Procedimento: a) lavar a amostra (4kg) em água corrente utilizando-se uma peneira de malha 4.1 g. destinados ao preparo de concreto sem função estrutural e em pavimentação. e determinar a massa total (MT). c) deixar a amostra resfriar até atingir a temperatura ambiente. em um período máximo de 6h.NBR 15116/04 ANEXO A Estabelece os procedimentos para a determinação da composição dos agregados reciclados GRAÚDOS de resíduos classe A da construção civil. com aproximação de 0. . b) secar a amostra em estufa a (105+/-5) Cº até constância de massa.

f) determinar as porcentagens de cada grupo (G1. e de contaminantes como vidros. vidrados cerâmicos e gesso (G4). com superfície não polida. A soma das porcentagens de massa de G1. com aproximação de 0.NBR 15116/04 d) separar cada fragmento presente na amostra. plástico. em mais de 50% do volume (G3). grupo 4 = fragmentos de materiais não minerais de natureza orgânica como madeira. grupo 3 = fragmentos de cerâmica branca ou vermelha. segundo os critérios: grupo 1 = fragmentos que apresentam pasta de cimento endurecida em mais de 50 % do volume (G1). G3 G4 ) dividindo os valores de cada massa encontrada em relação à massa total (MT). ARC se (G1+G2) ≥ 90% e ARM se . G3 e G4 deve totalizar 100%. G2. e) determinar as massas de cada grupo. betume e materiais carbonizados. G2. grupo 2 = fragmentos constituídos por rocha em mais de 50% do volume (G2).1 g.

não passe mais que 1% da massa retida. determinar a massa seca do material retido (M1). até que. com a massa específica.300 mm.1 g.NBR 15116/04 ANEXO B Estabelece os procedimentos para a determinação do percentual de fragmentos não-minerais presentes nos agregados reciclados miúdos pelo emprego de líquido denso PROCEDIMENTOS • • • • • secar a amostra até constância de massa. em um período máximo de 6h. mantida no valor de (1.01) g/cm³. preparar em béquer solução aquosa de cloreto de zinco. com aproximação de 0. deixar a amostra resfriar até atingir a temperatura ambiente. peneirar a amostra na peneira com abertura de malha 0. . em 1 min de peneiramento contínuo. verificada por meio do densímetro.0. à temperatura de (105º +/.5) ºC.90 +/.

• lavar com água (no caso de uso de cloreto de zinco) o material retirado com a escumadeira para remover o líquido denso. Tomar cuidado para que apenas as partículas flutuantes sejam vertidas com o líquido. • retirar as partículas flutuantes com auxílio de escumadeira. repetir o processo de decantação descrito anteriormente. . até que a amostra esteja livre de partículas flutuantes.NBR 15116/04 • introduzir cuidadosamente a amostra no béquer com a solução aquosa de líquido denso. • verter o líquido do primeiro béquer sobre o segundo. passando-o através da escumadeira. após nova agitação. • retornar ao primeiro béquer o líquido que foi coletado no segundo e. • agitar o líquido com auxílio da haste e deixar repousar por 5 min.

com auxílio da lupa. • verificar. repetir o ensaio utilizando solução aquosa com líquido denso de massa específica 0. • determinar a massa M2 do material seco retirado com a escumadeira com aproximação de 0.1g. . Caso contrário.2 g/cm³ menor que o ensaio inicial.5)ºC até constância de massa. Para reaproveitar o cloreto de zinco. • NOTA. no conjunto papel-filtro acoplado ao kitassato e bomba de vácuo. filtrar o material do primeiro béquer contendo material sedimentado. se o material seco retirado com a escumadeira é nãomineral.NBR 15116/04 • secar o material retirado com escumadeira após a lavagem em estufa a (105 +/.

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