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MANUAL DE DILUIÇÃO DE MEDICAMENTOS

MANUAL DE DILUIÇÃO DE MEDICAMENTOS

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  • PRINCIPIO ATIVO:
  • FLUIMUCIL
  • PRINCÍPIO ATIVO:
  • NOME COMERCIAL:
  • ZOVIRAX
  • PRINCÍPIO ATIVO :
  • CLAVULIN
  • VITAMINA C
  • LEUCOVORIN
  • TRANSAMIN
  • ADENOCARD
  • ALBUMINA HUMANA 20%
  • PROSTAVASIN
  • BEDFORDALPROST
  • ACTILYSE
  • NOVAMIM
  • AMINOFILINA
  • ATLANSIL
  • AMPICILINA SODICA+
  • AMPICILINA
  • FUNGIZON
  • AMBISOME
  • TRACRIUM
  • ATROPINA
  • ZITROMAX
  • AZACTAM
  • CELESTONE SOLUSPAN
  • PAVULON
  • PANCURON
  • DIGESAN
  • BUSCOPAM SIMPLES
  • BUSCOPAM COMPOSTO
  • CANCIDAS
  • KEFLIN NEUTRO
  • KEFAZOL
  • MAXCEF
  • FORTAZ
  • ROCEFIN
  • MEFOXIN
  • ZINACEF
  • PROFENID
  • TAGAMET
  • CIPRO
  • NIMBIUM
  • FENTANIL
  • KLARICID
  • DALACIN
  • CLORETO DE POTÁSSIO
  • FENILEFRIN
  • NEPRESOL
  • NUBAIN
  • AMPLICTIL
  • DIFENIDRIN
  • BERIPLEX
  • DESLANÓSIDO
  • DECADRON
  • VALIUM
  • VOLTAREM
  • DRAMIN B6
  • DRAMIN B6 DL
  • NOVALGINA
  • DOBUTEX
  • DOPAMINA
  • EFEDRIN
  • CLEXANE
  • ERGOTRATE
  • ADRENALINA
  • EPREX
  • INVANZ
  • NEXIUM
  • ETOMIDATO
  • HIDANTAL
  • FENOCRIS
  • NORIPURUM
  • GRANULOKINE
  • LANEXAT
  • CYMEVENE
  • GARAMICINA
  • GLUCAGEN
  • GLUCONATO DE CÁLCIO
  • KYTRIL
  • HALDOL
  • LIQUEMINE
  • SOLU-CORTEF
  • TIENAM
  • TETANOGAMA
  • ARMOGLOBULINA P
  • MATERGAM
  • INIBINA
  • NOME COMERCIAL: INSULINA NOVO/RÁPIDO HUMULIN-R
  • INSULINA LANTUS
  • HUMALOG
  • INSULINA NOVOLIN -NPH
  • KETAMIN-S(+)
  • LEVAQUIN
  • NOME COMERCIAL: XILOCAÍNA
  • NOME COMERCIAL: ZYVOX
  • MERONEM
  • METHERGIN
  • DEPO-MEDROL
  • SOLU-MEDROL
  • MITEXAN
  • PLASIL
  • SELOKEN
  • DORMONID
  • MITOCIN
  • MONOCORDIL
  • DIMORF
  • AVALOX
  • NARCAN
  • OXIGEN
  • TRIDIL
  • NIPRIDE
  • NOREPINEFRINA
  • SANDOSTATIN
  • LOSEC
  • ZOFRAN
  • STAFICILIN-N
  • PANTOZOL
  • BENZETACIL
  • DESPACILINA
  • TRENTAL
  • DOLANTINA
  • FENERGAN
  • PROSTIGMINE
  • PROTAMINA
  • DIPRIVAN
  • ANTAK
  • AEROLIN
  • STYPTANON
  • BACTRIM
  • TAZOCIN
  • TARGOCID
  • TRAMAL
  • BEXTRA
  • VANCOMICINA
  • NORCURON

MANUAL DE DILUIÇÃO E
ADMINISTRAÇÃO DE
MEDICAMENTOS

Brasília-DF
2010

GRUPO DE ESTUDO DE DILUIÇÃO E ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS
HOSPITAL SANTA HELENA

Gerente de Enfermagem:

Maria Elenita Soares da Silva

Autor do Manual:

Alessandra de Melo Maranhão

Objetivo geral do grupo:

Padronizar e sistematizar a diluição e administração de medicamentos nos setores
assistenciais e contábeis do Hospital Santa Helena

Grupo de Trabalho:
• Cristina Araújo Matias Pimentel

Supervisora de Enfermagem UTI Neonatal e Pediátrica e Alojamento Conjunto

• Layane Silveira Babilônia Santos

Enfermeira Assistencial da UTI Neonatal e Pediátrica

• Ruth Geralda Germana Martins

Enfermeira Assistencial da UTI Neonatal e Pediátrica

• Manuela Soares Andrade

Técnica de Enfermagem da Unidade de Internação

• Paulo da Silva Souza

Auxiliar de farmácia

Colaboradores:
• Renata America Lima Torres

Supervisora de Enfermagem da Unidade de Internação

• Gabriela Fernandes Nascimento

Enfermeira Assistencial da UTI infantil

• Claudia Simões

Supervisora de Enfermagem da UTI adulto

• Daniela Rabelo Nobre

Supervisora da auditoria

Revisão Técnica:
• Sarah Guimarães Rocha

Supervisora de Enfermagem da Educação Continuada

• Fabiane de Jesus Silva Cabral

Farmacêutica Supervisora da Farmácia

• Lívia Paulino Leite

Enfermeira CCIH

A P R E S E N T A Ç Ã O

No inicio do ano de 2008, com o intuito de buscar excelência e otimização do
atendimento ao cliente no Hospital Santa Helena, foi visto a necessidade da padronização da
diluição de medicamentos. A preocupação surgiu devido a falta de padronização e existência
de um manual técnico de consulta rápida sobre a adequada forma de diluição e administração
dos medicamentos, onde os profissionais pudessem tirar suas duvidas e entender os
processos relacionados as medicações definidos na Instituição.

Diante deste contexto e com a preocupação de proporcionar o uso racional de
medicamentos foi criado um grupo coordenado por uma Enfermeira, com o objetivo de elaborar
o manual técnico de diluição e administração dos medicamentos. O grupo era composto por
enfermeiros, farmacêuticos, técnicos de enfermagem e auxiliar de farmácia.

A finalidade deste manual é facilitar o trabalho dos profissionais envolvidos na
prescrição, dispensação, diluição e administração de medicamentos, agilizando o atendimento
ao cliente e garantindo a qualidade da assistência prestada com foco no gerenciamento de
risco.

MENSAGEM DO GRUPO:

É com grata satisfação que editamos o inicio de um grande trabalho. A primeira edição deste
manual é uma grande conquista. Agradecemos a todos que em algum momento ajudaram na
realização desta tarefa. A partir de agora estamos abertos a sugestões para que na próxima
edição possamos enriquecer ainda mais este manual.

I N T R O D U Ç Ã O

O cliente em um ambiente hospitalar necessita de cuidados da equipe multidisciplinar

para sua recuperação.

O cuidado ao paciente debilitado está relacionado a terapêutica medicamentosa. Com
isso é fundamental para sua recuperação a prescrição, a diluição e a administração correta dos
medicamentos.

Logo, é essencial que os profissionais de enfermagem tenham o conhecimento da
apresentação dos medicamentos, finalidade da medicação, vias de administração,
reconstituição, diluição, estabilidade, incompatibilidade e a importância dos cuidados de
enfermagem com o preparo dos medicamentos, nos cálculos de medicação para administração
da dose certa, na utilização de materiais de acordo com a via, na interpretação da prescrição
médica e no registro do cuidado realizado.
.
A Enfermagem é fundamental neste processo, devido ser a equipe responsável pela
diluição e administração dos medicamentos a serem administrados nos pacientes.

O manual foi elaborado com foco no gerenciamento de risco proporcionando a equipe
de enfermagem a consulta rápida de um manual técnico, que permite a tomada de decisão no
momento da diluição e administração dos medicamentos padronizados no Hospital Santa
Helena,

No primeiro capitulo será abordado uma revisão bibliográfica e nos subseqüentes a

padronização da instituição

Sendo este a diretriz da enfermagem na instituição em relação a diluição e

administração de medicamentos.

S U M Á R I O :

1) ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS:
1.1 Comentário Geral
1.2 Preparo de Medicamentos e Cuidados na Diluição
1.3 Administração de Medicamentos e Cuidados
1.3.1 Apresentação das características dos medicamentos.
1.3.2 Vias de administração de medicamentos por médicos, enfermeiros e técnicos

de enfermagem.

1.3.3 Vias exclusivas de administração de medicamentos realizados por profissional

médico:

1.4 Cálculos de Medicação e Cuidados Gerais
1.5 Cuidados em Relação ao Registro dos Medicamentos
1.5.1 – Responsabilidades e deveres
1.5.2 – Checagem de enfermagem

1.6 Dimensões das Agulhas x Soluções
1.7 Prescrição Médica – Cuidados de Enfermagem

2) ESQUEMAS:

2.1 Tipos de Esquemas:
2.1.1 Medicamentos

Itens de Prescrição do Esquema Medicamentos

2.1.2 Medicamentos Especiais

Itens de Prescrição do Esquema Medicamentos Especiais

2.1.3 Medicamentos Psicotrópicos

Itens de Prescrição do Esquema Medicamentos Psicotrópicos

2.1.4 Medicamentos Quimioterápicos

Itens de Prescrição do Esquema Medicamentos Quimioterápicos:

2.1.5 Medicamentos de Uso Coletivo

Itens de Prescrição do Esquema Medicamentos de Uso Coletivo

2.1.6 Antibióticos

Itens de Prescrição do Esquema Medicamentos Antibiótico

2.1.7 Medicamento não-padrão

Itens de Prescrição do Esquema Medicamentos não-padrão

2.1.8 Psicotrópico Uso coletivo

Itens de Prescrição do Esquema Medicamentos Uso Coletivo

2.1.9 Soroterapia

Itens de Prescrição do Esquema Medicamentos Soroterapia

3) Dimensões das Agulhas x Soluções
4) Via X Componente X Finalidade
5) Diluição e Administração de Medicamentos
6) Nome comercial X Principio ativo
7) Principio ativo X Nome comercial
8) Referência Bibliográfica

1) ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS:

1.1 Comentário Geral:

A administração de medicamentos consiste no processo de preparo e introdução de
medicamentos no organismo humano, visando obter efeitos terapêuticos. Conseqüentemente é
uma atividade habitual para a enfermagem, principalmente no ambiente hospitalar, no entanto
estudos vêm demonstrando que erros nessa prática vem ocorrendo e que estratégias precisam
ser implementadas no intuito de prevení-los ou minimizá-los.

Possuir uma visão sistêmica possibilita a identificação dos pontos frágeis dos processos
e o desenvolvimento de medidas que garantam maior segurança para o paciente e para os
profissionais, pois, cabe a ele a responsabilidade pela compreensão dos efeitos da droga,
administração correta, a monitorização do paciente e o auxílio ao paciente na auto-
administração correta.

A capacidade de administrar medicamentos é uma das habilidades mais importantes
que o profissional da enfermagem leva ao leito do paciente. A administração segura e efetiva
dos medicamentos é considerada por muitos profissionais da enfermagem como algo
essencial que envolve aspectos legais e éticos de impacto sobre a prática profissional. À
enfermagem cabe conhecer os medicamentos suas vias de administração, sua ação e seus
efeitos colaterais e a avaliação da resposta do paciente.

Neste manual objetivamos analisar as responsabilidades da enfermagem na
administração de medicamentos e instituir as boas práticas na instituição .

“A administração de medicamentos aos
pacientes hospitalizados é atribuição do
enfermeiro e da equipe de enfermagem a
ele subordinada, sendo uma das maiores
responsabilidades do seu exercício
profissional...” (Arcuri;1991).

1.2 Preparo de Medicamentos e Cuidados na Diluição:

Para administrar medicamentos de maneira segura, a enfermagem deve utilizar a regra

dos 05 certos.

1) Medicamento certo – O profissional deve verificar se o medicamento a ser administrado
é realmente o que está prescrito.
2) Dose certa – Verificar sempre a dosagem no rótulo do medicamento, comparando com
a dose prescrita e ter precisão na diluição e na aspiração.
3) Paciente certo – Verificar o nome do paciente conforme prescrição médica e no
momento da administração garantir o procedimento no paciente certo.
4) Via administração certa – Certificar a via a ser administrada conforme prescrição
médica e checar se o medicamento pode ser feito naquela via.
5) Horário certo – Verificar o horário da medicação conforme prescrição médica.

Para a prática do procedimento correto é de extrema importância que as medidas de
organização e de assepsia sejam seguidas conforme protocolo da instituição:

1.3 Administração de Medicamentos e Cuidados:

• O profissional deve apresentar-se ao paciente, confirmar o nome, leito e verificar as
condições gerais do paciente.
• Informar ao paciente o procedimento e esclarecer sobre o medicamento que irá ser
administrado e seus possíveis efeitos colaterais.
• Não deixar o medicamento na mesa de cabeceira do paciente ou permitir que outros
administrem a medicação.
• Respeitar e observar o espaço e tempo entre as medicações e possíveis alterações
adversas no paciente e comunicar imediatamente.
• As medicações devem ser administradas sobre prescrição médica, assinada e
carimbada pelo mesmo e posteriormente checadas pelo profissional de enfermagem
que fez a aplicação.
• Realizar anotações cuidadosas sobre os efeitos dos medicamentos ou queixas do

paciente.

• Quando o medicamento deixa de ser administrado por recusa do paciente e
intercorrências deverá realizar o registro no impresso de anotações de enfermagem
para justificar o motivo e circular o horário na prescrição.
• Checar medicação prescrita: data, hora, dose, via e nome do paciente.

Nota da CCIH: As infecções decorrentes da administração de medicamentos pela via
intramuscular e, principalmente, pela via endovenosa são evidentes devido à microbiota
residente que pode ser responsável por infecções sistêmicas graves nos pacientes
imunodeprimidos ou através de procedimentos invasivos que permitam a sua penetração na
corrente sanguínea, linfática ou nos tecidos.

A pele forma a primeira barrreira contra infecção, pois é uma cadeia compacta de células que
propicia uma barreira física impenetrável contra invasão de microrganismos, os quais residem
no ambiente externo e interno (PHILLIPS, 2001). Na administração dos medicamentos por via
parenteral, há interferência no mecanismo de defesa não-específico do hospedeiro,
representado pela pele. Portanto, para minimizar o risco de infecção durante este procedimento
é necessária a adoção de medidas assépticas que visem à redução da carga microbiana
presente na pele.

Dentre essas medidas, a anti-sepsia é a mais importante por destruir ou inibir o crescimento de
microrganismos existentes nas camadas superficiais (microbiota transitória) e profundas
(microbiota residente) da pele e de mucosas, pela aplicação de agentes germicidas
classificados como anti-sépticos (BRASIL, 1998).

A anti-sepsia no local da aplicação da medicação é um procedimento relativamente simples,
barato, e certamente, estará evitando possíveis complicações tais como abscessos, flebites,
tromboflebites, que são as infecções mais comuns decorrentes da injeção por via endovenosa
Ainda, as infecções primárias da corrente sanguínea têm grande importância no contexto das
infecções hospitalares, pelo seu alto custo e, principalmente, pela alta mortalidade a elas
atribuída, que varia de 14 a 38% (RICHTMANN, 1997).

Apesar do risco de infecção ser menor em injeções intramusculares, se comparada às
endovenosas, não podemos esquecer que a microbiota residente (endógena) está presente na
pele da maioria das pessoas e poderá trazer infecções com sérias conseqüências, caso não
haja uma anti-sepsia adequada antes da realização deste procedimento.

Para uma adequada anti-sepsia prévia à administração de medicamentos por via parenteral,
recomenda-se que a pele do local a ser injetado deva ser completamente limpa, friccionando-
se etanol ou isopropanolol a 70%, retirando o excesso de álcool do algodão e fazendo pelo
menos cinco movimentos em um mesmo sentido e deixando secar.

Essas medidas, simples e eficazes, muitas vezes são desprezadas pelos profissionais de
saúde, que ignoram a eficiência de uma adequada anti-sepsia. Assim, esses profissionais,
representam um importante papel na transmissão de patógenos nos ambientes assistenciais,
refletindo no aumento da gravidade das doenças, no tempo de internação, no número de
complicações e nos custos econômicos e sociais dos tratamentos.

1.3.1 Apresentação das características dos medicamentos.

Recipiente: ampola, frasco-ampola, frasco e bolsa
Estado físico: solução ou liofilizado
Volume: em mililitros (mL)
Dose ou concentração: gramas (gr), miligramas (mg), microgramas (ug), unidade
internacional (UI), porcentagem (%).

Formas de apresentação dos medicamentos

FOTOS

Cápsula: Forma sólida para uso oral, medicamentos nas formas de pó, líquido ou óleo
envolto por uma cápsula de gelatina.

commos.wikimedia.org

Supositório: Forma sólida misturada com gelatina para inserção retal.

purinho.multiply.com pdamed.com.br

Suspensão: Partículas de droga finamente divididas que estão dispersas em um meio
líquido para uso oral.

www.cepav.com.br

Xarope: Medicação dissolvida em uma solução concentrada de açúcar para uso oral.

nem1e99.wordpress.com seaacamericana.org.br

Comprimido: Forma em pó, comprimida em discos ou cilindros rígidos para uso oral.

siblog.blogger.com.br unisinus.br

Solução: Preparado líquido que pode ser usado via oral, parenteral ou externamente
(uso tópico).

niilismo.net

Pomadas e Cremes: São produtos não-oleosos de uso tópico, vaginal, ocular,
otológica, nasal e outros conforme prescrição médica.

dtvb.ibilce.unesp.br pweb.furp.sp.gov.br

1.3.2 Vias de administração de medicamentos por médicos, enfermeiros e técnicos de
enfermagem.

Via oral (VO): Têm um início de ação mais lento e um efeito mais prolongado.
Via parenteral (VP): É aquela que envolve qualquer outra via, que não o trato
gastrointestinal, para a aplicação de uma droga
Inalação (INL): Ocorre pelo trato respiratório fornece uma grande área de superfície de
absorção de drogas.
Via Arterial (ART): E a administração de drogas vasodilatadoras nos casos de vaso
espasmo e drogas trombolíticas para o tratamento de embolia.
Via sonda gastroentérica (SG): É a administração de medicamento no estômago ou
duodeno por meio de um aparelho apropriado.
Via Endovenosa (EV): Também chamada de IV (intravenosa), é a principal via de
escolha devido à rápida absorção do fármaco, é efetuada introduzindo o medicamento
diretamente por uma veia, na corrente sanguínea ou por meio de um ponto de injeção
no cateter.
Via Intradérmica (ID): É a administração do medicamento na pele (na derme).
Geralmente no antebraço o volume injetado é sempre muito pequeno (de 0,06 a 0,18
ml). Indicada para a administração de vacina BCG e como auxiliar nos diagnósticos e
teste de sensibilidade.
Via Nasal (VN): É a Administração do medicamento na mucosa nasal para obter para
obter um efeito sistêmico ou local.
Via ocular (OCL): É a administração de colírio ou pomada na conjuntiva ocular.
Via Otológica (OTO): É a administração o medicamento na cavidade auditiva interna,
com apresentação em Gotas, antibióticos e corticóides.
Via Retal (VR): É administração de medicamento pela mucosa retal, em forma de
supositórios ou clister.
Via Subcutânea (SC): Na via subcutânea ou hipodérmica, é a administração do
medicamento debaixo da pele, no tecido subcutâneo. Incluem regiões superiores

externas do braço, o abdome, entre os rebordos costais e as cristais ilíacas, a região
interior das coxas e a região superior do dorso, devendo os locais de aplicação serem
alternados.
Via Sublingual (SL): É a administração do medicamento por via sublingual (embaixo
da língua) para administração de anti-hipertensivos, analgésicos, nitratos (isorbina)
Via Tópica (VT): É a administração do medicamento por fricção na pele, que causa
efeito local, sua ação poderá ser local ou geral. Utilizada nos casos de doenças
oculares, doenças de pele e doenças alérgicas.
Via Transdérmica (TD): Esta via de administração determina efeitos sistêmicos por
aplicação do fármaco à pele, usualmente por meio de um adesivo transdêrmico.
Via Vaginal (VAG): É a administração de fármacos na mucosa vaginal, em forma de
supositórios, comprimidos, óvulos, cremes ou gel.
Via Intramuscular (IM): É a administração do medicamento direto no músculo (massa
muscular). Pode ser no músculo deltóide, glúteo, glúteo médio, coxa (face lateral
externa).

1.3.3 Vias exclusivas de administração de medicamentos realizados por profissional médico:

Via Intrarticular (ATC): Ocorre pela administração do medicamento em uma cavidade

articular

Via Intra-Raquídea (IR): É a administração do medicamento no canal raquidiano,
podendo ser por via subaracnóide ou intratecal e por via epidural ou peridural. O uso
desta via deve-se ao fato de difícil passagem dos medicamentos do sangue para o
tecido nervoso, especialmente para a região do encéfalo.
Via Intratecal (IT): É a administração de Injeção ou infusão no fluído cérebroespinhal,
tais como antibióticos, anestesia espinhal
Via Intra-Óssea (OSS) (na medula óssea): É a administração do medicamento no
acesso intravenoso indireto na medula óssea em situações de emergência ou para
comparação diagnóstica.

1.4 Cálculos de Medicações e Cuidados Gerais:

Os cálculos de medicamentos devem ser realizados atentando-se aos seguintes dados:

Volume total a ser infundido
Tempo de infusão
Microgotas ou gotas

LEMBRETES IMPORTANTES:

• 01 gota tem 3 microgotas
• 01 ml tem 20 gotas
• 01 ml tem 60 microgotas
• 3 microgotas é igual a 01 gota

Para realizar os cálculos de administração de medicamentos é necessário utilizar as seguintes
formulas:

Para verificar o número TOTAL DE GOTAS deverá ser realizado o seguinte cálculo:

Nº TOTAL DE GOTAS

Nº total de gotas = Volume (ml) X 20 gotas

Para TRANSFORMAR O TEMPO DE INFUSÃO EM MINUTOS deverá ser realizado o seguinte
cálculo:

TRANSFORMAR O TEMPO DE INFUSÃO EM MINUTOS

Tempo de infusão em minutos = Total de Horas de infusão x 60
(minutos)

Para verificar o número de GOTAS POR MINUTO deverá ser realizado o seguinte cálculo:

Poderá ser utilizada a seguinte tabela para conferência de gotejamento de soro- GOTAS POR
MINUTO:

TABELA DE GOTEJAMENTO DE SORO- GOTAS POR MINUTO

Quantidade

500 ml

1000 ml

1500 ml

2000 ml

Nº horas

Nº gotas

Nº gotas

Nº gotas Nº gotas

24

7,0

14,0

21,0

27,0

18

9,0

18,0

26,0

37,0

12

14,0

27,0

42,0

55,0

10

16,0

33,0

50,0

66,0

8

21,0

42,0

63,0

83,0

6

27,0

55,0

83,0

111,0

Para verificar o número total de MICROGOTAS POR MINUTO deverá ser realizado o seguinte
cálculo:

CÁLCULO DE GOTAS POR MINUTO:

Número de gotas/minuto = Volume a ser injetado (em mililitros) .

Tempo de administração (em horas) X 3

CÁLCULO DE MICROGOTAS POR MINUTO:

Número de microgotas/minuto = Volume a ser injetado (em mililitros).

Tempo de administração (em horas)

Poderá ser utilizada a seguinte tabela para conferência de gotejamento de soro-
MICROGOTAS POR MINUTO:

TABELA DE GOTEJAMENTO DE SORO- MICROGOTAS POR MINUTO

Quantidade

500 ml

1000 ml

1500 ml 2000 ml

Nº horas


Micrgotas


Micrgotas


Micrgota
s


Micrgotas

24

21,0

42,0

62,0

81,0

18

27,0

54,0

83,0

111,0

12

42,0

81,0

125,0

165,0

10

48,0

99,0

150,0

198,0

8

63,0

126,0

187,0

249,0

6

81,0

165,0

250,0

333,0

O cálculo pode ser realizado na bomba de infusão. Basta colocar o volume a ser

infundido e em quanto tempo.

1.5 Cuidados em Relação ao Registro dos Medicamentos:

1.5.1 – Responsabilidades e deveres

Resolução COFEN nº 311/2007

Responsabilidades e deveres

Art. 25 – Registrar no prontuário do paciente as informações inerentes e indispensáveis ao
processo de cuidar.
Art. 41 – Prestar informações, escritas e verbais, completas e fidedignas necessárias para
assegurar a continuidade da assistência.
Art. 68 – Registrar em prontuário e em outros documentos próprios da enfermagem
informações referentes ao processo de cuidar da pessoa.

Das Proibições

È proibido:

Art. 35- Registrar informações parciais e inverídicas sobre a assistência prestada
Art. 42- Assinar as ações de enfermagem que não executou, bem como permitir que suas
ações sejam assinadas por outro profissional.

1.5.2 Checagem de enfermagem

Quando o médico suspender algum medicamento ou procedimento na prescrição irá
constar o item suspenso riscado da seguinte forma:

No caso de Medicação Suspensa a enfermagem deve circular os horários dos itens
(prescrição anterior) que foram suspensos pelo médico, colocar horário suspenso e seu nome.
Na situação de medicamento não dado a enfermagem deverá circular o horário do item
da prescrição que não foi administrado o medicamento e deverá colocar seu nome.
A equipe de enfermagem deve realizar o registro no impresso de anotações de
enfermagem o motivo de não ter administrado o medicamento prescrito.

Na administração de soroterapia a checagem deverá ser realizada conforme o esquema
prescrito – volume e componente, onde deverá conter o horário e o nome do profissional que
executou a ação.

Caso ocorra atraso na administração da medicação o funcionário deverá checar o horário do
item da prescrição, colocar o horário real da administração e seu nome.

Medicação realizada no horário o profissional deve checar o horário do item da prescrição e
colocar seu nome.

A equipe de enfermagem deve realizar o registro no impresso de anotações de enfermagem o
motivo do atraso da administração do medicamento prescrito.

1.6 Prescrições Médica – Cuidados de Enfermagem:

Enfermagem relacionada

O tratamento e os cuidados fornecidos aos pacientes são freqüentemente exercidos por

uma equipe multiprofissional, em que as diversas carreiras envolvidas se integram, completam-

se e auxiliam-se. Desta forma o ato de prescrever terapia medicamentosa cabe ao médico e

compete a equipe multiprofissional a execução, sendo de responsabilidade da equipe a

máxima atenção para realização dos procedimentos em relação a freqüência, dosagem, via,

horários e orientações.

LEGISLAÇÃO COREN-DF
Resolução COFEN nº 281/2003

Dispõe sobre a repetição/cumprimento da prescrição medicamentosa por profissional da
área de saúde.

Art. 1º – É vedado a qualquer profissional de enfermagem executar a repetição de prescrição

de medicamentos, por mais de 24 horas, salvo quando a mesma é validada em termos legais.

Parágrafo único: A situação de exceção prevista no caput, deverá estar especificada por

escrito, pelo profissional responsável pela prescrição ou substituto, sendo vedada autorização

verbal, observando-se as situação expostas na resolução COFEN nº 225/2000.

Art. 2º – Quando completar 24 horas da prescrição efetivada, e não haver comparecimento

para renovação/ reavaliação da mesma, pelo profissional responsável, deverá o profissional de

Enfermagem adotar as providencias para denunciar a situação ao responsável técnico da

instituição ou plantonista, relatando o ocorrido.

Resolução COFEN nº 225/2000.

Dispõe sobre cumprimento de prescrição medicamentosa/terapêutica à distância.

Art. 1º – É vedado ao profissional de enfermagem aceitar, praticar, cumprir ou executar

prescrições medicamentosas/terapêuticas, oriundas de qualquer profissional da área de saúde,

através de rádio, telefonia, ou meios eletrônicos, onde não conste a assinatura dos mesmos.

Art. 2º – Não se aplica ao artigo anterior as situações de urgência, na qual efetivamente, haja

iminente e grave risco de vida do cliente.

Art. 3º– Ocorrendo o previsto no artigo 2º, obrigatoriamente deverá o profissional de

enfermagem, elaborar Relatório circunstanciado e minucioso, onde devem constar todos os

aspectos que envolveram a situação de urgência, que o levou a praticar o ato, vedado pelo

artigo 1º.

2) ESQUEMAS:

Na instituição Santa Helena o prontuário é eletrônico e para facilitar a prescrição
médica foram classificados os itens de prescrição conforme os esquemas.
Esquema é a classificação dos itens de prescrição a fim de habilitar os campos a
serem preenchidos pelo médico no momento da prescrição médica e a interface das áreas de
apoio, suprimentos proporcionando o gerenciamento de risco.

Os campos que poderão ser habilitados para cada esquema são:

Tipo da Medicação: Informa se este esquema é do tipo medicação;
Quantidade: Informa se este esquema necessita preenchimento de
quantidade do item;
Observação: Informa se os itens do esquema possuirão um espaço
para descrição de qualquer observação;
Freqüência: Informa se os itens do esquema possuirão freqüência;
Forma de Aplicação: Informa se os itens do esquema possuirão forma de aplicação;
Exames de Laboratório: Informa se o esquema é do tipo de exame de laboratório;
Exames Diagnósticos por imagem: Informa se o esquema é do tipo de exames por

imagem;

Sangue e Derivados: Informa se o esquema solicita produtos ao
banco de sangue;
Produtos do Estoque: Informa se o esquema solicita produtos ao estoque;
Unidade de Medida: Informa se os itens do esquema possuirão unidade de medida;

Velocidade de Infusão: Informa se os itens do esquema possuirão velocidade de

infusão;

Duração: Informa se os itens do esquema controlam duração de

infusão;

Solicitar Prestador: Informa se o esquema solicita prestador (todos
os esquemas estão configurados como não, pois a configuração feita não solicita
prestador no esquema);
Setor de Exames: Informa se o esquema possui setor de realização de
encaminhamento de exames;
Horários: Informa se o esquema permite informar horários na
prescrição;
Dia atual: Informa se o esquema solicitará o dia corrente da aplicação;
Aplicação: (apenas o menu dos "dias previsto" e "urgente");
Dias previsto: Informa se o esquema solicitará que informe os dias
previstos de uso;
Urgente: Informa se o esquema exibirá a opção de marcar "urgência";
Grupo de Esquema (prescrição): Informa se o esquema poderá sair
com nomenclatura diferente na prescrição;
Grupo de esquema (gerencial): Informa se o esquema poderá sair com nomenclatura
diferente nos relatórios gerenciais;
Prescrito como Item, componente ou ambos: Informa se os itens do
esquema serão itens de prescrição, componentes ou ambos;
Checagem: Informa se aparecerá horário para checagem;
Controla Volume: Informa se controla o volume do item;
Solicita Preenchimento: Informa se o esquema deve ser sempre
requisitado;
Admissão: Informa se o esquema será de admissão médica;
Nas solicitações agrupar componentes como kit’s: Informa se nas solicitações os
componentes tornem-se kits;
Copia de prescrição: permite que o item seja copiado caso o médico copie a
prescrição;
Modelo de impressão do item: Modelo de prescrição do item no relatório de
prescrição;
Modelo de Impressão do componente: Modelo de impressão do componente no
relatório de prescrição.

2.1 TIPOS DE ESQUEMAS:

2.1.1 Medicamentos
Definição:
são todos os medicamentos padronizados no Hospital Santa Helena de uso comum
que foram transformados em itens de prescrição.

O médico ao prescrever os itens do esquema medicamentos estará como obrigatório os
seguintes campos:

Tipo da Medicação, Quantidade, Observação, Freqüência, Forma de Aplicação, Solicita
Produto do Estoque, Horários, Urgente, Grupo de Esquema Medicamentos, Prescrito como
Ambos, Controla checagem e permite copia de prescrição

2.1.2 Medicamentos Especiais

Definição: são todos os medicamentos padronizados no Hospital Santa Helena que precisam
de autorização do convênio para utilização no paciente, foram transformados em itens de
prescrição.

O médico ao prescrever os itens do esquema medicamentos estará como obrigatório os
seguintes campos:

Item da prescrição, quantidade, unidade, aplicação, freqüência e dias de aplicação.

Este tipo de esquema está atrelado a um relatório médico que precisa ser preenchido para
justificar o seu uso ao convênio. Cabe a equipe de enfermagem encaminhar para o setor de
autorização três cópias do relatório, solicitar a assinatura do setor de autorização nas três vias,
após encaminhar uma cópia para farmácia e a outra anexar ao prontuário.

Cabe ao médico preencher adequadamente o relatório especificando: o medicamento, a
dosagem diária, a data prevista do uso, a previsão de uso e justificar tecnicamente o porquê da
necessidade do uso do medicamento.

2.1.3 Medicamentos Psicotrópicos

Definição: são todos os medicamentos padronizados no Hospital Santa Helena, cuja
classificação é de uso controlado que foram transformados em itens de prescrição.

O médico ao prescrever os itens do esquema medicamentos psicotrópico estará como
obrigatório os seguintes campos:

Item da prescrição, quantidade, unidade, aplicação e freqüência. Em alguns casos (conforme o
convênio) torna-se obrigatório o preenchimento de formulário de solicitação de medicamentos
especiais.

2.1.4 Medicamentos Quimioterápicos

Definição: são todos os medicamentos padronizados no Hospital Santa Helena, cuja
classificação é quimioterápico de uso controlado que foram transformados em itens de
prescrição, precisam de autorização do convênio para utilização no paciente.

O médico ao prescrever os itens do esquema medicamentos quimioterápico estará como
obrigatório os seguintes campos:

Item da prescrição, quantidade, unidade, aplicação e freqüência.

Este tipo de medicamento está atrelado a um relatório médico que precisa ser preenchido para
justificar o seu uso ao convênio.

Cabe ao médico relatar o diagnóstico cito ou histopatológico, descrever tratamentos anteriores,
descriminar o ciclo atual, estimar o número de ciclos para o tratamento, discriminar a droga, a
dosagem, a data do pedido, a data prevista para uso, período da quantidade de dias e intervalo
do ciclo, carimbar e assinar.

Cabe a equipe de enfermagem encaminhar ao setor de autorização três cópias do relatório,
solicitar a assinatura do setor de autorização nas três vias, após encaminhar uma cópia para
farmácia e a outra anexar ao prontuário.

2.1.5 Antibióticos

Definição: são todos os medicamentos padronizados no Hospital Santa Helena, cuja
classificação é antibiótico que foram transformados em itens de prescrição, alguns são de uso
controlado pelo controle de infecção hospitalar que precisa de um parecer desta comissão para
iniciar o uso.

O médico ao prescrever os itens do esquema antibiótico estará como obrigatório os seguintes
campos:

Item da prescrição, quantidade, unidade, aplicação, freqüência e dias de aplicação.

Este tipo de medicamento está atrelado a um relatório médico que precisa ser preenchido para
justificar o seu uso à Comissão de Controle de Infecção Hospitalar.

Cabe ao médico relatar o antimicrobiano solicitado, uso profilático, uso terapêutico, cultura
solicitadas, data da coleta e agente etiológico isolado.

Cabe a equipe de enfermagem encaminhar ao setor de Comissão de Controle de Infecção
Hospitalar a solicitação, aguardar o parecer.

É de responsabilidade da equipe de enfermagem encaminhar ao setor de autorização três
cópias do relatório, solicitar a assinatura do setor de autorização nas três vias, após
encaminhar uma cópia para farmácia e a outra copia encaminhar para Comissão de Controle
de Infecção Hospitalar (CCIH) a solicitação, aguardar o parecer e após resposta do parecer da
CCIH comunicar aos setores competentes - Farmácia, autorização e anexar a solicitação ao
prontuário.

2.1.8 Medicamento não-padrão

Definição: é todos os medicamentos cuja classificação é não-padrão, que foi cadastrado como
item de prescrição. Precisa de autorização da Comissão de Padronização de materiais,
medicamentos e equipamentos para compra do produto.

O médico ao prescrever os itens do esquema não-padrão estará como obrigatório os seguintes
campos:

Prescrever no campo Item: MEDICAMENTO NÃO PADRONIZADO. No campo ao lado
prescrever a medicação não padrão. Descrever a quantidade, unidade, aplicação e freqüência.

Este tipo de medicamento está atrelado a um relatório médico que precisa ser preenchido para
justificar o uso à Comissão de Padronização de materiais, medicamentos e equipamentos.

Cabe ao médico relatar a apresentação do medicamento, período de tratamento durante a
internação, posologia-quantidade, identificar se é de alto custo, justificar compra identificando
se é um tratamento específico, forma farmacêutica não padronizada, medicamento inovador no
mercado e se existe produto similar no mercado.

Cabe a equipe de enfermagem encaminhar a solicitação para a farmácia e aguardar o parecer
do farmacêutico.

2.1.9 Soroterapia

Definição: são todos os medicamentos padronizados no Hospital Santa Helena, cuja
classificação é soroterápica que foram transformados em itens de prescrição.

O médico ao prescrever os itens do esquema soroterapia estará como obrigatório os seguintes
campos:

Item da prescrição, quantidade, unidade, velocidade de infusão aplicação, e freqüência.

3) Dimensões das Agulhas x Soluções:

Os conhecimentos de enfermagem são de extrema importância no que tange os
cuidados com o paciente no momento da administração de medicamentos. A escolha errada do
dispositivo pode ocasionar um evento adverso (lesão).

Conforme Horta e Teixeira a dimensão da agulha em relação à solução, e à espessura
da tela subcutânea (quantidade de tecido abaixo da pele) na criança e no adulto deve seguir o
seguinte esquema:

FAIXA
ETÁRIA

ESPESSURA
SUBCUTÂNEA

SOLUÇÃO
AQUOSA

SOLUÇÃO
OLEOSA OU
SUSPENSÃO

ADULTO

• Magro
• Normal
• Obeso

• 25 x 6/7
• 25 x 6/7
• 30 x 8

• 25 x 8
• 30 x 8
• 30 x 8

CRIANÇA

• Magra
• Normal
• Obesa

• 20 x 6
• 25 x 6/7
• 30 x 8

• 20 x 6
• 25 x 8
• 30 x 8

A Instituição Santa Helena com foco no gerenciamento de risco e visando a qualidade
assistencial institui a sua padronização embasada na literatura que será relatada no capitulo
seguinte.

4) VIA X COMPONENTE X FINALIDADE:

Via

Componente

Finalidade

IM Adulto

Agulha 40x12 Realizar a reconstituição e aspiração da medicação
Agulha 30x8 Realizar aplicação da medicação

Seringa

Realizar o armazenamento da medicação para aplicação, seu
volume depende do ML da medicação que será aspirada ou
reconstituída

Bola de
Algodão

Realizar assepsia da ampola ou frasco ampola, realizar a
antissepsia da pele para aplicação da medicação e realizar a
compressão na área da aplicação administração do
medicamento

IM Infantil

Agulha 40X12 Realizar a reconstituição e aspiração da medicação
Agulha 25x7 Realizar aplicação da medicação

Seringa

Realizar o armazenamento da medicação para aplicação, seu
volume depende do ML da medicação que será aspirada ou
reconstituída

Bola de
Algodão

Realizar assepsia da ampola ou frasco ampola, realizar a
antissepsia da pele para aplicação da medicação e realizar a
compressão na área da aplicação administração do
medicamento

IM Neonatal

Agulha 40X12 Realizar a reconstituição e aspiração da medicação
Agulha
13x4,5

Realizar aplicação da medicação

Seringa

Realizar o armazenamento da medicação para aplicação, seu
volume depende do ML da medicação que será aspirada ou
reconstituída

Bola de
Algodão

Realizar assepsia da ampola ou frasco ampola, realizar a
antissepsia da pele para aplicação da medicação e realizar a
compressão na área da aplicação administração do
medicamento

EV

Agulha 40X12 Realizar a reconstituição e aspiração da medicação

EV
Pediátrico
EV Neonatal

Seringa

Realizar o armazenamento da medicação para aplicação, seu
volume depende do ML da medicação que será aspirada ou
reconstituída

Bola de
Algodão

Realizar assepsia da ampola ou frasco ampola, realizar a
antissepsia do dispositivo para aplicação da medicação

Subcutâneo

Agulha 40X12 Realizar a reconstituição e aspiração da medicação.
Agulha
13X4,5

Realizar aplicação da medicação.

Seringa

Realizar o armazenamento da medicação para aplicação , seu
volume depende do ML da medicação que será aspirada ou
reconstituída.

Bola de
Algodão

Realizar assepsia da ampola ou frasco ampola, realizar a
antissepsia da pele para aplicação da medicação e realizar a
compressão na área da aplicação administração do
medicamento.

EV Solução

Agulha 40X12 Realizar a reconstituição e aspiração da medicação

Seringa

Realizar o armazenamento da medicação para aplicação, seu
volume depende do ML da medicação que será aspirada ou
reconstituída.

Bola de
Algodão

Realizar assepsia da ampola ou frasco ampola, realizar a
antissepsia do dispositivo para aplicação da medicação

Equipo

Utilizado para infundir a medicação que foi diluída em solução,
irá variar o tipo de acordo com a medicação. No caso de
pacientes neonatos e pediátricos utilizar o equipo med med
para soluções com volume total menor que 150 ml.

Polifix

Utilizado como dispositivo para infundir mais de uma
medicação que foi diluída em solução, irá variar o tipo de
acordo com as medicações.

Three way

Utilizado como dispositivo para infundir mais de uma
medicação que foi diluída em solução, irá variar conforme
circuito montado para infusão.

Extensor

Utilizado como dispositivo para alongar o circuito de infusão,
irá variar conforme circuito montado para infusão.

5) DILUIÇÃO E ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS:

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