Máquinas e Equipamentos

Márcio José Moura dos Santos

Curso Técnico em Saneamento

Belém – PA / 2011

PROJETO INSTRUCIONAL DISCIPLINA: MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS Ementa: Unidades de Gradeamento; Caixas de areia; Agitadores e Floculadores; Jar Test; Válvulas de retenção e registros de gaveta; Bombas hidráulicas e bombas centrífugas.

SUMÁRIO

1 - UNIDADES DE GRADEAMENTO 1.1 - O QUE É UNIDADE DE GRADEAMENTO? 1.2 - FINALIDADE DAS UNIDADES DE GRADEAMENTO 1.3 - TIPOS DE GRADES 1.4 - MANUTENÇÃO 2 – CAIXAS DE AREIA 2.1 - ASPECTOS GERAIS 2.2 - FUNCIONAMENTO DA CAIXA DE AREIA 2.3 DISPOSITIVOS DE REMOÇÃO DE AREIA 3 – AGITADORES E FLOCULADORES 3.1- O QUE SÃO AGITADORES? 3.1.1 - Classificação quanto à energia 3.1.1.1 - Agitadores Hidráulicos: 3.1.1.2 - Agitadores Mecânicos 3.1.1.3 - Tipos de Agitadores Mecânicos 3.2 - O QUE SÃO FLOCULADORES? 3.2.1 - Classificação quanto a energia 3.2.1.1 - Floculadores Hidráulicos: 3.2.1.2 - Floculadores Mecânicos 3.2.1.3 - Tipos de Floculadores 4 - JAR TEST 4.1 - O APARELHO 4.2 - APLICAÇÃO 4.3 - O ENSAIO 4.3.1 Etapas do teste de coagulação que devem ser observados 4.3.2 Material necessário: 4.3.3 ensaio 01 4.3.4 ensaio 02 5 - VÁLVULAS DE RETENÇÃO E REGISTROS DE GAVETA 5.1 VÁLVULAS DE RETENÇÃO 5.1.1 Uso e Funcionamento 5.1.2 Tipos 5.2 - REGISTROS DE GAVETA 5.2.1 Tipos de registros de gaveta 5.2.2 Instalação e Montagem 5.2.4 Materiais Usados em Registros de Gaveta 6 – BOMBAS HIDRÁULICAS E BOMBAS CENTRÍFUGAS 6.1 – CONJUNTOS ELEVATÓRIOS 6.1.1 – Componentes 6.2 - BOMBAS HIDRÁULICAS 6.2.1 - Classificação 6.3 - BOMBAS CENTRIFUGAS 6.3.1 - Descrição 6.3.2 - Classificação 6.4 – PRÉ-DIMENSIONAMENTO

4 4 4 4 7 8 8 9 9 11 11 11 11 13 13 13 14 14 14 15 16 16 17 17 18 18 19 19 21 21 22 22 23 24 24 25 27 28 28 30 30 31 31 34 34

Finalidade das unidades de gradeamento • Destinada à remoção de sólidos grosseiros através das grades de barras de ferro ou aço.1 . Conforme o espaçamento. feitos geralmente em barras de ferro ou aço dispostas paralelamente. 1.O que é unidade de gradeamento? • • São dispositivos de retenção de materiais grosseiros. 1.4 Aula 1 – Unidades de Gradeamento Objetivos da aula: Ao final desta aula o aluno terá condições de: Compreender a função de uma unidade de gradeamento.Tipos de Grades • • O espaçamento entre barras é fixado em função das dimensões dos sólidos grosseiros que se pretende remover.2 . 4 . as grades podem ser classificadas em grosseiras.3 . 1. Neste dispositivos o fluxo dos esgotos acontece através do espaçamento entre as barras. verticais ou inclinadas. Conhecer os tipos de grades usadas e o seu processo de limpeza. Reconhecer os tipos de grades usadas em estações de tratamento de água e esgoto. médias e finas.

0 a 2. Fonte: Jordão (1995) Seção Transversal da Barra Tipo de Grade Em polegadas Grades grosseiras 3/8 x 2 3/8 x 2 1/2 1/2 x 1 1/2 1/2 x 2 5/26 x 2 3/8 x 1 1/2 3/8 x 2 1/4 x 1 1/2 5/16 x 1 1/2 3/8 x 1 1/2 Em centímetros 0.79 x 5.95 x 3.00 0.00 0.00 0.5 Tabela 01 – tipos de grades e espaçamento entre barras.64 x 3.0 Grades grosseiras Grades médias Grades finas 5 .0 2.81 0.95 x 3.27 x 3.95 x 5.35 1.0 a 4.27 x 5.81 1.81 Grades médias Grades finas Tabela 02 – Seção transversal das barras Fonte: Jordão (1995) Tipo de Grade Espaçamento entre barras Em polegadas Em centímetros Acima de 1 1/2 3/4 a 1 1/2 3/8 a 3/4 4.95 x 6.95 x 5.79 x 3.81 0.0 a 10.0 1.81 0.00 0.

6 Figura 01 – Unidade de gradeamento 6 .

webnode. provocando o arraste do material que se pretende remover.jpg EXERCÍCIO AVALIATIVO 1 – Qual a função de uma unidade de gradeamento? 2 – Como ocorre a limpeza deste mecanismo? 3 – Pesquise uma figura de uma unidade de gradeamento funcionando. evitando represamento dos esgotos no canal a montante.7 1. Figura 02 . 7 . entre montante e jusante.4 . exceder o valor máximo recomendada para operação de limpeza.csgquiagua. elevação do nível e aumento excessivo da velocidade do líquido entre as barras.Unidade de gradeamento operando sem obstrução Fonte:http://files. sempre que o diferencial de níveis. e conseqüentemente.Manutenção • O material retido na grade deve ser removido. • A remoção pode ser realizada através de rastelo mecanizada pode ser automaticamente controlada por temporizador (timer). ou através de flutuadores adequadamente instalados para comandar o mecanismo de limpeza.pt/200000199-d5df7d7072/B6%5D.

1 Aspectos Gerais Pode-se considerar que a areia contida nos esgotos é: silte. Figura 07: caixa de areia Fonte: http://www. em suas diversas fases (Jordão e Pessoa. 2. cascalhos.copasa. orifícios. facilitar o transporte líquido do sistema.com. tais como: tubulações. 1995). argilas. Conhecer o processo de limpeza e manutenção da caixa de areia. sifões.jpg 8 . eliminar ou reduzir a possibilidade de obstrução nas unidades dos sistemas.br/media/LigEsgoto_05. tanques. etc e. escórias.8 Aula 2 – Caixas de Areia Objetivos da aula: Ao final desta aula o aluno terá condições de: Compreender a função da caixa de areia no processo de tratamento de esgoto. principalmente a transferência de lodos.A remoção de areia dos esgotos tem por finalidade evitar a abrasão nos equipamentos e nas tubulações. Conhecer os principais aspectos operacionais da caixa de areia. etc. areia.

ou bombas especiais. Para tanto. é realizada por dispositivos transportadores de areia. Os dispositivos mais comuns são: esteiras. As caixas de areia são constituídas de câmaras intercaladas no fluxograma de um sistema de tratamento.2 mm. provocando odores desagradáveis devido à decomposição do lodo. raspadores.2 Funcionamento da caixa de areia Na prática. os projetistas utilizam sistemas extras ou desvios por meio de tubulações (by-pass). após o gradeamento. adota-se a remoção de partículas com diâmetro mínimo de 0. 9 . caçambas.3 Dispositivos de Remoção de Areia A remoção de areia pode ser realizada manual ou mecanicamente. Para dimensionamento. A remoção mecânica. que removem continuamente a areia acumulada em depósitos. 2. especificamente projetados.9 2. Na manual exige a paralisação da unidade. de parafusos sem fim. “air lift”.4 mm.30 m/s. A velocidade deve ser condicionada a 0.1 mm a 0. Velocidades superiores poderão resultar em arraste de partículas e velocidades inferiores pode resultar na deposição de matéria orgânica. o material retido são partículas cujo diâmetro variam de 0.

http://www.10 Figura 07 – Caixa de areia em planta e corte.ufcg.br/saneamento/es10_11.gif EXERCÍCIOS AVALIATIVOS 1 – Faça uma pesquisa na bibliografia técnica e escreva o prédimensionamento de uma caixa de areia.edu.dec. 10 .

1.1. promovendo um ambiente turbulento. Os agitadores. 3. Conhecer os tipos de agitadores e floculadores.O que são agitadores? • São dispositivos utilizados em unidades de tratamento de água.11 3 – Agitadores e Floculadores Objetivos da aula: Ao final desta aula o aluno terá condições de: Compreender a função e o funcionamento dos agitadores e floculadores. como o objetivo de promover a mistura rápida de compostos químicos utilizados na coagulação e alcalinização da massa líquida.1 Classificação quanto a energia 3. Ex: Calha Parshall. 11 .1.1 Agitadores Hidráulicos: mecanismo com uso de energia hidráulica para a dispersão de coagulantes na água. • 3. utilizam energia para girar paletas em altas rotações. quando mecânicos. gerando um gradiente de velocidade alto.1.

Trabalha normalmente com descarga livre.12 Figura 03 – Misturador hidráulico – Calha Parshall Fonte:http://t3. 12 .gstatic. passando a corrente líquida de uma condição supercrítica para uma subcrítica.com/images?q=tbn:ANd9GcTG8ZoBPwpdnHuV84sejWp2U4HtK_f4RpAdRvTlRK_bV9JW1Wo&t=1 CALHA PARSHALL: É um dispositivo utilizado em ETA’s com a dupla finalidade de medir a vazão afluente e realizar a mistura rápida. causando ressalto.

2.3 Tipos de Agitadores Mecânicos • • Fluxo Axial: movem o líquido paralelamente ao eixo do motor Fluxo Radial: movem o líquido perpendicularmente ao eixo do motor (1) (2) Figura 05 – Fluxo axial (1) e fluxo radial (2) Fonte: http://www. 13 .edu.1.1. como o objetivo de promover a formação de flocos para posterior sedimentação.dec.1.br/saneamento/es10_11.2 O que são floculadores? • São dispositivos utilizados em unidades de tratamento de água.1. Figura 04 – Misturador mecânico tipo turbina 3.gif 3.13 3.ufcg. que consiste em um aparelho mecânico que produz movimento em um líquido através da rotação de seus impulsores. Agitadores Mecânicos: agitadores tipo turbina.

1.2. 3.bp.1 Classificação quanto à energia 3. normalmente feito em concreto. com o objetivo de reduzir a energia do líquido para a formação dos flocos. promovendo um ambiente mais estacionário para melhor formação de flocos. que consiste em um aparelho mecânico que produz movimento em um líquido através da rotação de seus impulsores. Ex: Tipos chicana. gerando um gradiente de velocidade baixo.com/_ZfT6vZmKNhM/SOoeV_PDWPI/AAAAAAAAADY/6HEvxyxZ Pto/s400/19Jun_0011.2.1 Floculadores Hidráulicos: tanques com chicanas que usam energia hidráulica em seu escoamento para a formação de flocos na água.bmp CHICANA: É um dispositivo em forma de canal.1.14 • Essas máquinas utilizam a energia para girar suas paletas em baixas rotações.blogspot.2. 14 . Figura 03 – Floculador hidráulico – Tipo Chicana Fonte:http://3. Floculadores Mecânicos: floculadores tipo turbina. 3.2.

de acordo a energia usada em seus processos? 4 .O que são fluxos radial e axial? 15 .1.3 Tipos de Floculadores Assim como os misturadores rápidos.2. os floculadores podem ser: • • Fluxo Axial: movem o líquido paralelamente ao eixo do motor Fluxo Radial: movem o líquido perpendicularmente ao eixo do motor EXERCÍCIO AVALIATIVO 1 – Qual a função dos agitadores? 2 – Qual a função dos floculadores? 3 – Como classificam-se os agitadores e floculadores.15 Figura 06 – Floculador de fluxo axial 3.

O Aparelho O Jar Test é um aparelho agitador.Aplicação É um aparelho usado num teste denominado teste de jarros.1 .2 .16 Aula 4 – Jar test Objetivos da aula: Ao final desta aula o aluno terá condições de: Conhecer o aparelho e sua função. para a determinação das dosagens ótimas dos coagulantes químicos 16 . Figura 08: Aparelho Jar test Fonte: Funasa (2002) 4. um método ainda bastante empregado em nossas Estações de Tratamento de Água. usado em ensaios de floculação que estabelece e avalia as condições de tratabilidade de águas e efluentes. 4. sendo ferramenta básica para otimização da rotina de operadores e técnicos de laboratórios. Conhecer o ensaio e seus procedimentos.

1 Etapas do teste de coagulação que devem ser observados a) fazer análise da amostra bruta – cor. turbidez e alcalinidade total. se a alcalinidade natural da água é suficiente. pois devem ser consideradas algumas variáveis do processo.3. turbidez. O produto químico utilizado é o sulfato de alumínio. para tanto. aplicando-se uma menor quantidade de coagulante. o tipo de coagulante empregado. temperatura. Além disso.17 Entretanto este tipo de ensaio vem sendo empregado também para a determinação de parâmetro básico na elaboração do projeto de uma Estação de Tratamento de Água. deve-se verificar se a floculação obtida fornece uma água que após a sedimentação apresentará uma grande redução de turbidez. pH.3 . já que o objetivo principal do teste é a remoção da cor e turbidez da água.O Ensaio O ensaio de coagulação não é uma operação muito simples. como a cor e turbidez da água bruta. c) verificar a menor dosagem do coagulante no pH ótimo. deve-se verificar qual o tempo. b) descobrir o pH ótimo de floculação. 4. se o pH está dentro da faixa ótima de floculação. Neste exemplo prático. uma vez determinada a dosagem ótima dos coagulantes. pH e alcalinidade total. 17 . d) observar a velocidade de sedimentação dos flocos. 4. sendo o mais comum. e qual o gradiente de velocidade ótimo para se flocular a água em estudo. etc. Por este ensaio determina-se a condição ótima para floculação de uma água caracterizada pelo tempo e agitação necessária. vamos apenas considerar os parâmetros: cor.

5%.2 Material necessário: a) aparelho de Jar-test conforme o da figura. 4. f) reduzir a velocidade de agitação para 50 r. um pH ótimo de floculação). a) colocar 6 beckers de 1 litro na plataforma do aparelho de Jar-Test. verificando. c) ligar o aparelho na velocidade máxima 100 r. a remoção de cor e turbidez.3. g) deixar as amostras decantar por algum tempo(esse tempo seria o correspondente à velocidade de sedimentação no decantador – 10 a 30 minutos).3. d) solução de cal a 0.3 ensaio 01 OBS: Considerando que a água bruta tenha alcalinidade natural suficiente e tenha.18 e) analisar o sobrenadante. d) adicionar simultaneamente nos beckers a quantidade de coagulante (sulfato de alumínio) que foi calculada para cada 18ecker. 4. também.p. b) enchê-los com água bruta até a marca de 1000 ml. 18 . e) Pipetas graduadas de 5 e 10 ml.m durante 10 a 30 minutos (tempo de detenção nos floculadores). c) solução de sulfato de alumínio a 1%.p. e) deixar agitar nessa velocidade por 2 a 3 minutos (tempo de detenção na câmara de mistura rápida). principalmente.m. b) 18ecker forma baixa de 1000 ml.

* Quando a água bruta não tiver um pH ótimo de floculação. b) enchê-los com água bruta até a marca de 1000 ml. e) aplicar uma quantidade fixa de sulfato de alumínio em todos os beckers e proceder de acordo com os passos (e) e (i) do procedimento 1. Quando a água bruta não tiver alcalinidade natural suficiente para reagir com o sulfato de alumínio. 4. utilizando ácidos ou bases (álcalis).3. 19 .19 h) coletar o sobrenadante de todos os beckers e analisar os parâmetros necessários para verificar qual deles apresentou melhor resultado.4 ensaio 02 OBS: Quando a água não tem alcalinidade natural suficiente e desconhecese o pH ótimo de floculação. variando a concentração em valores próximos (menor e maior) da dosagem utilizada na letra c. criar essa condição. a) colocar 6 beckers de 1 litro na plataforma do aparelho de Jar-Test. c) ligar o aparelho na velocidade máxima 100 r. h) adicionar sulfato de alumínio em cada 19ecker. usar cal hidratada ou outro álcali para promover uma alcalinidade artificial. f) medir o pH do frasco que apresentou melhor resultado.p. d) estabelecer diferentes pH nos beckers usando álcali (cal hidratada). g) executar novo ensaio.m. i) proceder de acordo com os passos de (e) e (i) do procedimento 1. i) normalmente o melhor resultado é aquele que apresentou maior redução de cor e turbidez e essa dosagem deverá ser a escolhida. fixando em todos os beckers o pH ótimo encontrado no item anterior.

5% para fazer os ensaios.5 ml. 2.0 mL. 2.0 ml e 3. * Para dosagens de sulfato de alumínio de 10 – 15 – 20 – 25 – 30 e 35 mg/L de uma solução a 1% são necessários os seguintes volumes: 1. usase metade desses volumes em ml ) EXERCÍCIO AVALIATIVO 1 – Pesquise um artigo técnico que tenha utilizado o aparelho Jar Test em sua pesquisa. 20 . pois facilita a medição de volumes utilizados no processo.0 ml. 3.5 ml.20 * O álcali mais usado é a cal hidratada * Normalmente se usa sulfato de alumínio a 1% e cal a 0. respectivamente (Para dosagem de cal.5 ml. 1.

especialmente por falta de energia elétrica. Entender os tipos. resultantes da cessação brusca do escoamento.21 Aula 5 – Válvulas de retenção e registros de gaveta Objetivos da aula: Ao final desta aula o aluno terá condições de: Conhecer os equipamentos e suas funções. 21 . Esses dispositivos são muito importante para a manutenção da coluna da água durante eventuais paralisações. que visam proteger as instalações hidráulicas do refluxo de água quando da paralisação das bombas. entre a saída das bombas e antes dos registros de gaveta. 5. Conhecer os principais tipos de válvulas de retenção existentes no mercado e suas funções num sistema hidráulico.1 Uso e Funcionamento • Esses dispositivos são instalados no início das tubulações de recalque. Compreender os principais aspectos de instalação de uma válvula de retenção.1. o processo de instalação e as especificações técnicas de um registro de gaveta. Esse posicionamento é o mais adequado.1 Válvulas de Retenção • São equipamentos de proteção. para proteção das bombas contra os golpes de aríete. 5. pois facilita inspeções e consertos eventuais.

22 .22 • Em função do tipo de válvula que possuem.2 Tipos Existem vários tipos de válvulas de retenção. assim é necessário atenção na hora da instalação.dec. pois a portinhola deve abrir no sentido do fluxo. São conhecidos também com o nome de registros.ufcg.Registros de gaveta • São dispositivos destinados a estabelecer. c) Tipo Aero. Figura 09 – Representação esquemática de uma válvula de retenção Fonte: http://www. b) Tipo Fundo de Poço. controlar e interromper a descarga de fluidos nos encanamentos. permitem o deslocamento da água num só sentido (Figura 09). • Em sistemas públicos encontram-se geralmente os registros de gaveta do tipo oval ou chato.br/saneamento/ 5.1.2 . indicado apenas para pequenas pressões de serviço. a saber: a) Tipo Portinhola Dupla e Portinhola Basculante Única. d) Tipo Pistão 5.edu.

ramais de água. Este motivo e o custo relativamente reduzido explicam seu largo emprego em instalações hidráulicas prediais. quando completamente abertas.23 • Figura 10 . 5.br/saneamento/es10_11. duas pontas ou dois flanges.dec. nos barriletes. Quando parcialmente abertas. é desprezível.edu. ar comprimido e vapor.1 Tipos de registros de gaveta Os registros de gaveta são produzidos com duas bolsas. de modo que possam ser adquiridos conforme o tipo de junta da tubulação em que o mesmo será instalado (Figura 11) 23 .2. elevam a perda de carga e podem produzir cavitação.Registros de gaveta Fonte: http://www. elevatórias de água. Devem funcionar completamente abertos ou permanecerem totalmente fechados.ufcg.gif A perda de carga nessas válvulas.

ufcg.Vistas em corte de registros de gaveta com bolsas. respectivamente. b) volante: dispensa a chave T e.ufcg. por redutor de engrenagens helicoidais. Este dispositivo permite a manobra das válvulas de diâmetros superiores a 300 mm quando a diferença entre as pressões a montante e a jusante da gaveta atinge um valor que impede o acionamento direto. respectivamente Fonte: http://www. Fonte: http://www. com as tubulações aparentes.br/saneamento/ Em função do mecanismo de acionamento. by-pass: é uma derivação fixada de um lado e de outro da gaveta da válvula. É mais utilizado em instalações de superfície.cabeçote e volante. podemos citar os registros: a) cabeçote: acionado somente com uma chave T. 24 . normalmente lança-se mão de pedestais de manobra com engrenagem para diminuir o esforço do operador. Figura 12 .24 Figura 11 . o que dificulta às pessoas estranhas movimentá-lo.Registros de gaveta . possui um volante para manobras de fechamento ou abertura. ou direto com by-pass.edu. pontas e flanges.dec.br/saneamento/ Para registros de grande diâmetro (acima de 300 mm).dec.edu.

4.2. Para que haja flexibilidade nestas operações.Montagem em função do tipo de junta da tubulação Fonte: http://www.ufcg.3 Montagem No ato da instalação de destes registros de gaveta deve ser previs a previsto possibilidade de desmontagem e retirada dos mesmos para reparos. a Figura 13. apresenta algumas possíveis configurações de montagem de válvulas de gaveta em canalizações flangeadas e canalização ponta e bolsa.1.2 Instalação • Em relação ao solo: Pode ser instalada na superfície. subterrânea. e de lado em canalizações verticais. invertido ou deitado quando em canalizações horizontais. das Figura 13 .dec.br/saneamento/ 25 .edu. sob tampões ou em caixas ou câmaras de alvenaria. manutenção ou substituição. ras • Em relação à canalização: Pode figurar em quatro posições: em pé.25 5.

qual a função de uma válvula de retenção e a de um registro de gaveta? 26 .26 5. entre série oval e série plana. Os registros de ferro dúctil suportam uma pressão igual à máxima da série oval em ferro fundido cinzento. em tipo flangeado. 2 – Em um sistema hidráulico. galvanizado. onde a pressão e a temperatura do fluido são elevadas. EXERCÍCIO AVALIATIVO 1 – Pesquise em sites especializados as figuras dos diversos tipos de válvulas de retenção apresentados neste material. ou com pontas. ponta e bolsa.4 Materiais Usados em Registros de Gaveta Em pequenas instalações prevalece a fabricação em bronze. com componentes inox. latão etc. de modo que são fabricados sem a distinção que há nos tubos de ferro fundido cinzento. Nos diâmetros de 50 a 600 mm.2. são fabricadas ferro fundido cinzento ou dúctil e aço. Existem também válvulas de aço-carbono fundido e de aço forjado para instalações industriais.

para outro reservatório R2 .27 Aula 6 – Bombas hidráulicas e Bombas Centrífugas Objetivos da aula: Ao final desta aula o aluno terá condições de: Conhecer a função das bombas hidráulicas nos sistemas de abastecimento de água e esgoto. Em muitos sistemas de saneamento. sendo necessário transferir energia para o líquido através de um sistema eletromecânico. bombas e motores necessário para transportar uma certa vazão de água ou qualquer outro líquido de um reservatório inferior R1. Compreender a necessidade dos sistemas elevatórios. Conhecer o pré-dimensionamento das estações elevatórias. há o aproveitamento da energia potencial de posição para o transporte da água. nos quais o escoamento ocorre por gravidade. na cota Z1. Um sistema de recalque ou elevatório é o conjunto de tubulações. acessórios. Este sistema lança mão de unidades de Máquinas e Equipamentos eletromecânicos para alcançar seus objetivos. na cota Z2 > Z1. 27 . porém em muitos casos não há esta disponibilidade de cotas topográficas.

têm-se as seguintes definições: 28 . Barrilete e Recalque.1 – Conjuntos Elevatórios 6. sendo um dos principais itens dos custos operacionais das prestadoras de serviço de saneamento básico. sendo utilizado na captação. Construção Civil: Poço de sucção e Casa de Bomba Em síntese. adução.28 R2 R1 Figura 14 – Esquema para elevação Fonte: Direta As estações elevatórias são componentes essenciais dos sistemas de abastecimento de água. 6.1 – Componentes Os principais componentes de uma estação elevatória de água são: Equipamento eletro-mecânico: Bomba e Motor Tubulação: Sucção.1. tratamento e distribuição de água. O uso intensivo das estações elevatórias em sistemas de abastecimento de água e esgoto sanitário tem elevado o custo da energia elétrica.

que é constituída pela canalização que liga a bomba ao reservatório superior R2. como válvula de pé com crivo.Válvula de pé com crivo b – Conjunto elevatório. que é constituída pela canalização que liga o reservatório R1 à bomba. A instalação de uma bomba em um sistema de recalque pode ser feita de duas formas distintas: a) Bomba afogada. c – Tubulação de recalque. 29 . incluindo os acessórios necessários. registro. quando a cota de instalação do eixo da bomba está acima da cota do nível d’ água no reservatório inferior R1. válvula de retenção. incluindo registros.29 a – Tubulação de sucção. curvas etc. b) Bomba não afogada. curvas etc. manômetros. quando a cota de instalação do eixo da bomba está abaixo da cota do nível d’ água no reservatório inferior R1. Figura 15 . que é constituído por uma ou mais bombas e respectivos motores elétricos ou a combustão interna.

que induz ao líquido um movimento na direção do deslocamento do citado dispositivo.30 6. de acordo com a armazenamento da bomba.Bombas Hidráulicas São máquinas hidráulicas que fornecem energia ao líquido com a finalidade de transportá-lo de um ponto a outro.são aquelas em que a movimentação do líquido é causada diretamente pela movimentação de um dispositivo mecânico da bomba. o deslocamento do líquido no sentido previsto. 30 . Normalmente recebem energia mecânica e a transformam em energia de pressão e cinética ou em ambas. assim. provocando. promovendo capacidade de enchimentos e esvaziamentos sucessivos. a saber: Hidrodinâmicas ou Rotodinâmicas .2 .são máquinas nas quais a movimentação do líquido é desenvolvida por forças que se desenvolvem na massa líquida em conseqüência da rotação de uma peça interna (ou conjunto dessas peças) dotada de pás ou aletas chamada de roto (BOMBAS CINÉTICAS – BOMBAS CENTRÍFUGAS) - Volumétricas ou de Deslocamento Positivo . Obs: São exemplos de bombas rotodinâmicas as conhecidíssimas bombas centrífugas e de bombas volumétricas as de êmbolo ou alternativas e as rotativas. 6.Classificação As bombas podem ser classificadas em duas categorias.1 .2. em quantidades intermitentes.

Carcaça É a parte da bomba onde. É no seu interior que está instalado o conjunto girante (eixo-rotor) que torna possível o impulsionamento do líquido. o rotor.Descrição Constam de uma câmara fechada.BOMBAS CENTRIFUGAS São bombas hidráulicas que têm como princípio de funcionamento a força centrífuga através de palhetas e impulsores que giram no interior de uma carcaça estanque.1 .3. Rotor 31 . no seu interior.3 . que é um conjunto de palhetas que impulsionam o líquido através da voluta. este contínuo ao transmissor de energia mecânica do motor. a energia de velocidade é transformada em energia de pressão. 6. O rotor é fixado no eixo da bomba. carcaça.Bomba volumétrica 6. o que possibilita o líquido alcançar o ponto final do recalque. dentro da qual gira uma peça. jogando líquido do centro para a periferia do conjunto girante.31 Figura 16 .

32 É o componente da bomba que tem a função de transferir para a massa líquida o movimento de rotação. ele é projetado para fornecer uma vazão Q. O rotor é peça mais importante da bomba. girando a N rotações por minuto. convertendo a energia mecânica em energia cinética. Figura 17 – Foto bomba centrífuga Fonte: 32 . contra uma altura monométrica H.

nossa visão sobre o assunto. a partir de pesquisas bibliográficas e textos comerciais.br/Bombas/rotores.gif 6. havendo diferentes interpretações conceituais.Quanto à direção do escoamento do líquido no interior da bomba: radial ou centrífuga pura.e médias alturas .3.Quanto a vazão de recalque: pequena (Q < 50 m3/hora). ii . iv . quando o escoamento desenvolve-se de forma paralela ao eixo e são especificadas para grandes vazões . média pressão (15 < H < 50 mca). iii .Quanto a altura manométrica (para recalque de água limpa): baixa pressão (H < 15 mca). alta pressão (H > 50 mca). grande (Q > 500 m3/hora).dezenas de m3/s . axial ou helicoidais. Aqui apresentamos uma classificação geral que traduz.com.até 40 m.Classificação A literatura técnica sobre classificação de bombas é muito variada. 33 . quando o movimento do líquido é na direção normal ao eixo da bomba.33 Figura 18 – Mecanismos de uma bomba centrífuga Fonte: http://www.cesarnatal.Quanto à estrutura do rotor aberto (para bombeamentos de águas residuárias ou bruta de má qualidade). média ( 50 < Q < 500 m3/hora).2 . i .

Rendimento h e Potência P. então. consumindo energia para desenvolver este trabalho e para seu próprio movimento. a. em um rendimento característico.Altura manométrica ou Carga – Hm Altura manométrica de uma bomba é a carga total de elevação que a bomba trabalha. Ʃ∆Hr = altura estática de recalque. são as chamadas grandezas características das bombas.Quanto a velocidade de rotação: baixa rotação ( N < 500rpm). média ( 500 < N < 1800rpm). v .1 . em um certo intervalo de tempo.4 – Pré-dimensionamento 6. Ʃ∆Hs = perda de carga na sucção. isto é.Grandezas características Uma bomba destina-se a elevar um volume de fluido a uma determinada altura. pois. Altura manométrica H. vr2/2g = parcela de energia cinética no recalque 34 .34 - semi-aberto ou semi-fechado (para recalques de água bruta sedimentada). Vazão Q.4. Hg = altura geométrica total. implicando. alta ( N > 1800rpm). Estas. - fechado (para água tratada ou potável). É dada pela expressão Hm = Hg + Ʃ∆Hs + Ʃ∆Hr + (vr2/2g) onde: Hm = altura manométrica total. 6.

Hg = Hgs + Hgr. se diz que a sucção é negativa (bomba não afogada). Quando ocorre o inverso. diz-se que a sucção é positiva (bomba afogada). Se o nível do líquido no poço de sucção está abaixo da linha de centro da bomba.35 (normalmente desprezível em virtude das aproximações feitas no cálculo da potência dos conjuntos elevatórios). 35 . onde: Hgs (altura geométrica de sucção ou altura estática de sucção) = desnível geométrico entre o nível de água no poço de sucção e a linha de centro da bomba. Hgr (altura geométrica de recalque ou altura estática de recalque) = desnível geométrico entre a linha de centro da bomba e o nível do líquido onde chega a tubulação de recalque.

onde: Pl = potência líquida fornecida pela bomba.36 Figura 19 . Q .m/s. H = altura manométrica total . γ = peso específico da água N/m3. N. de modo a vencer a altura manométrica total.Elementos da altura manométrica Potência solicitada pela bomba ou potência fornecida pela bomba – Pl É a potência para elevar a vazão do líquido. Q = vazão em m3/s. 36 . tem-se: Pl = γ . kW. H.

37 Rendimentos A quantidade de energia elétrica a ser fornecida para que o conjunto motor-bomba execute o recalque. da recirculação e dos vazamentos.H/Pb. não é totalmente aproveitada para elevação do líquido. N. Rendimentos da bomba – n: é a relação entre a potência fornecida pela bomba ao líquido e a potência consumida por essa bomba. n = Pl / Pb = γ. de modo que só parte da energia recebida do motor é convertida em energia hidráulica útil. .Q. kW.m/s Uma bomba recebe energia mecânica através de um eixo e consume parcela desta energia no funcionamento de suas engrenagens. 37 . onde: n = rendimento ou eficiência da bomba. além do que parte da energia cedida pelo rotor ao líquido perde-se no interior da própria bomba em conseqüência das perdas hidráulicas diversas. Pb = potência consumida pela bomba.

3 – Diferencie bombas rotodinâmicas e bombas volumétricas. 2 – Diferencie bomba afogada e bomba não-afogada. 38 .38 Figura 20 .Esquema das demandas de energia nos conjuntos EXERCÍCIO AVALIATIVO 1 – Conceitue estação elevatória. 4 – Classifique uma bomba centrífuga quanto à sua velocidade de rotação.

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