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Prof.

Gladstone Lopes

“Carinhosa e doce, ó Glaura, Vem esta aura lisonjeira, E a mangueira já florida Nos convida a respirar. Sobre a relva o sol doirado Bebe as lágrimas da Aurora, E suave os dons da Flora, Neste prado vê a brotar”.

Silva Alvarenga - Alcino

não sou algum vaqueiro Que viva de guardar alheio gado.“Eu. Dos frios gelos. De tosco trato. Marília.Dirceu . e dos sóis queimado.” Tomás Antônio Gonzaga . d’expressões grosseiro.

“Destes penhascos fez a natureza O berço em que nasci! Oh. um peito sem dureza!” Cláudio Manuel da Costa – Glauceste Satúrnio . quem cuidara Que entre penhas tão duras se criara Uma alma terna.

Decorrência da atividade mineradora Relação com a Inconfidência Mineira Instituição em caráter regular e permanente do conjunto: AUTOR-OBRA-PÚBLICO .

odes. sonetos. quase sempre transcende os limites do individual para se projetar nos do nacional ou universal. etc.POESIA LÍRICA: são os poemas. POESIA ÉPICA: pressupõe um motivo grande. . nobre. Também chamada poesia narrativa. alguns históricos. sublime.

OS AUTORES LÍRICOS DO ARCADISMO Poeta de transição entre o Barroco e o Arcadismo. cujo tema principal é o sofrimento. OBRAS OBRAS POÉTICAS – poemas líricos VILA RICA – poemeto épico .

preso aos esquemas bucólicos pastoris e galantes. .satírico SILVA ALVARENGA OBRA GLAURA – celebração da pastora Glaura. OBRAS MARÍLIA DE DIRCEU – lírico CARTAS CHILENAS . ora melancólico. ora num tom galante.Poeta tipicamente árcade.

Paraguaçu . Personagens: .Moema .Diogo Álvares Correia .CARAMURU A glorificação do colonizador branco.

Glorificação do índio que se converte à religião do dominador luso e o auxilia na conquista da terra.BASÍLIO DA GAMA SANTA RITA DURÃO INDIANISMO Glorificação do homem natural que enfrenta os representantes da civilização européia. .

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versos brancos e sem divisão de estrofes). .  Objetivo principal: elogiar o Marquês de  Ridicularizar o trabalho de “civilização” do índio. Confronta o índio (ser natural) e o europeu (ser civilizado). Pombal. executado pelos jesuítas.  Poema épico (cinco cantos.

 Luta dos portugueses e espanhóis contra os índios e os jesuítas dos Sete Povos das Missões. O enredo:  Eventos expedicionários e um caso de amor e morte no reduto missioneiro.  Olhar atento sobre o heroísmo do índio (Sepé): condição Pré-romântica. É uma crítica aos jesuítas. .

 Cacambo.  Baldetta.  Lindóia.  Padre Baldo.  General Gomes Freire de Andrada. Sepé Tiaraju.  Caitutu. .

comandado por Gomes Freire de Andrada. principalmente de indígenas. e.espanhol. voltando no tempo. apresenta um desfile do exército luso . cadáveres. Campo de batalha coberto de destroços. .

Pasto de corvos.” .“Fumam ainda nas desertas praias Lagos de sangue tépidos e impuros Em que ondeiam cadáveres despidos. Dura inda nos vales O rouco som da irada artilheria.

.  Os índios são vencidos pelas armas de fogo dos europeus. Gomes Freire de Andrada à margem do rio Uruguai.  Combate entre os índios e as tropas luso-espanholas. Encontro entre os caciques Sepé e Cacambo e o comandante português.  Sepé morre em combate. Cacambo comanda a retirada.

.  Cacambo aproveita a sugestão de Sepé com sucesso. que deseja tornar seu filho Baldeta cacique.  Na volta da missão Cacambo é traiçoeiramente assassinado por ordem do jesuíta Balda. O falecido Sepé aparece em sonho a Cacambo sugerindo o incêndio do acampamento inimigo. o vilão da história. em lugar de Cacambo.

entretanto. Marcha das forças luso-espanholas sobre a aldeia dos índios. prefere a morte. onde se prepara o casamento de Baldeta e Lindóia. .  A moça.

“Inda conserva o pálido semblante Um não sei que de magoado e triste Que os corações mais duros enternece. Tanto era bela no seu rosto a morte!” .

 Opiniões a respeito dos jesuítas. o todo poderoso ministro de D.  Nesse mesmo canto ainda aparece a homenagem ao general Gomes Freire de Andrada que respeita e protege os índios sobreviventes. Eram opiniões que agradavam ao Marquês de Pombal. colocando-os como responsáveis pelo massacre dos índios pelas tropas luso -espanholas. . José I.

“Esta terra tem dono e nos foi dada por Deus e São Miguel”. . Sepé Tiaraju.

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