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A Independência das Colônias Espanhola The End

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Trabalho de História

Assunto: A Independência das colônias Espanholas

A Independência das Colônias Espanhola

Uma breve introdução

No início do século XIX a América hispânica, inspirada nas idéias liberais do Iluminismo, travou sua guerra de independência vitoriosa contra colonialismo espanhol para, em seguida, fragmentar-se em um grande número de jovens repúblicas oprimidas por caudilhos militares, exploradas por oligarquias rurais e acorrentadas a uma nova dependência econômica imposta pelo capitalismo industrial inglês.

A crise do Sistema Colonial

O fim do Antigo Regime nas últimas décadas do século XVIII foi consequência das transformações ideológicas, econômicas e políticas produzidas pelo Iluminismo, pela Revolução Industrial, pela independência dos Estados Unidos e pela Revolução Francesa. Estes acontecimentos, que se condicionaram e se influenciaram reciprocamente, desempenharam um papel decisivo no processo de independência da América espanhola. As elites da América colonial encontraram na filosofia iluminista o embasamento ideológico para seus ideais autonomistas. A luta pela liberdade política encontrava sua justificativa no direito dos povos oprimidos à rebelião contra os governos tirânicos e á luta pela liberdade econômica na substituição do monopólio comercial pelo regime de livre concorrência. Movidos e unidos pela liberdade diferentes grupos sociais questionaram o domínio espanhol. O processo de independência das colônias espanholas na América incluía as mulheres, principalmente as que compunham a população mais pobre.

Napoleão Bonaparte, com o bloqueio continental, proibiu os países europeus a comercializarem com a Inglaterra, sob ameaça de atacar os países onde as ordens não fossem cumpridas. Portugal, fiel aliado da Inglaterra, ficou numa situação desagradável, não se resolvendo a tempo. Napoleão, indo invadir Portugal, passou pela Espanha desencadeando batalhas. O rei de Espanha, Fernando VII, foi preso e perdeu o trono por ordem de Napoleão, e, em seu lugar, foi colocado o irmão de Napoleão, José Bonaparte. O povo espanhol não obedecia ao rei francês, e as colônias também se recusaram a fazê-lo. Foi aí que as colônias viram uma grande oportunidade para começar a lutar pela sua independência: com a Espanha tentando expulsar as tropas de Napoleão, não teria muito controle sobre as rebeliões noutro continente.

Criollos e Chapetones

Os Criollos e os Chapetones formavam a elite colonial. Os mestiços, índios e escravos negros formavam as classes populares. Os Chapetones – também conhecidos como metropolitanos ou peninsulares, eram brancos espanhóis, isto é, gente nascida na Espanha que exercia na colônia, a mando do rei, alguma função administrativa. Os cargos mais importantes da colônia eram destinados exclusivamente aos chapetones. Os Criollos – também eram brancos, mas descendentes dos espanhóis, nascidos na colônia. Embora formassem junto com os chapetones a elite colonial na América hispânica, tinham uma relação tensa com os chapetones por causa dos privilégios e do poder político que os chapetones tinham, e eles, não. Havia também os MESTIÇOS que eram os Trabalhadores.

Criollos

Chapetones

No início do século XIX, quando ocorreu o choque entre a Revolução Industrial inglesa e a Revolução Francesa, o império colonial espanhol na América estava dividido, em termos administrativos, em quatro vice-reinados e quatro capitanias gerais. Os vice-reinados existentes eram Nova Espanha ( México e parte do território atualmente pertencente aos Estados Unidos), Nova Granada ( Colômbia e Equador), Peru e Prata ( Argentina, Uruguai, Bolívia e Paraguai). As capitanias gerais eram Guatemala, Venezuela e Chile. Os cargos de vice-rei e capitão-geral eram exercidos por representantes da Coroa vindos diretamente da Espanha, como o eram igualmente todos os altos postos da administração colonial. Desta forma, o aparelho político-administrativo colonial era dominado e monopolizado por espanhóis natos.

*

Vice da nova Espanha; *Vice reino da nova Granada; *Vice reino do Peru; *Vice reino do Rio da Prata.

Os interesses Imperialistas
A Inglaterra – a potencia industrial do momento – tinha uma visão ampla do acontecimento; se as colônias americanas estivessem livres da metrópole espanhola poderiam comercializar com ela . Tanto que Inglaterra e Estados Unidos da América tornaram aliados com o interesse de ampliação de comércio. O apoio do governo, dos comerciantes e das industriais ingleses foi importante para neutralizar a intenção espanhola de utilizar recursos da Santa aliança quanto para obter apoio de outros países europeus para a luta contra os movimentos separatistas.

Os Estados Unidos foi contra a qualquer intervenção no território americano por parte de potências européias. Ação conhecida como Doutrina Monroe,- A América para os americanos – foi traçada pelo governo de James Monroe, em mensagem enviada ao Congresso em 1823. O objetivo era a intervenção européia nas Américas Central e do Sul e, contudo, acabar com a pretensão russa de ocupar o Alaska. Em suma, a Doutrina Monroe, não era solidária com os povos latinos americanos, seria a América para os nortes americanos, que ao longo dos próximos séculos (XIX e XX) teriam grande influência política econômica.

OBS.: Vê o território de marrom na América do Norte.

O Bolivarismo
“O Liberalismo inglês, as idéias ilustradas, a ambição de Napoleão e a estupidez da Espanha influenciaram muito a América”.
Simón Bolívar

Bolívar, com sua frase, sintetizou as principais causas da independência da América hispânica: Crise no sistema colonial ; Iluminismo; Ideias francesas; Revolução Industrial; Liberalismo econômico; Fim do pacto colonial; Independência dos o Estados Unidos; Revolução Francesa e a era Napoleônica.

O bolivarismo
O que foi?

Um movimento político libertário da América Latina inspirado nas ações do militar venezuelano Simón Bolívar (1783-1830), que liderou as guerras de independência contra o domínio espanhol em várias nações da América do Sul: Venezuela, Colômbia, Panamá, Equador, Peru e Bolívia (assim nomeada em homenagem a ele). Bolívar sonhava em transformar os países da América Latina em uma confederação de nações livres, unidas entre si por um corpo de leis em comum para tratar de política externa. Resumidamente, uma espécie de Estados Unidos da América do Sul. O mais próximo que ele chegou disso foi a fundação da Grande Colômbia, país que durou de 1819 a 1830 e abarcava a Venezuela, o Panamá, o Equador e a Colômbia atuais, além de territórios que hoje pertencem ai Brasil, à Costa Rica, ao Peru e à Guiana.

Propostas
Na América hispânica, o poder estava nas mãos dos chapetones , espanhóis que excluíam a elite local das decisões políticas e comercias. De tal forma, que fez com os criollos fosse seduzidos pelas idéias de livre comércio, pelos princípios iluministas e pelo movimento das Treze colônias Inglesas. Essas propostas visavam o fortalecimento político e econômico dos criollos. No entanto, estavam longe de construir uma Sociedade Democrática, Igualitária, com respeito ás liberdades individuais. Poucos Criollos, pretendiam abolir a escravidão. Entre essa elite, porém, existiam diferentes propostas de emancipação em relação À Espanha.

No vice reino do Prata, buscava-se consolidar um processo lento e gradual, em que importava mais a liberdade econômica do que a independência em si. Já no vice reino de Nova Granada, o desejo de separação era mais evidente. O ponto em comum entre essas elites era a preocupação com a revolta popular, como caracterizou a independência do Haiti. No território que hoje é o Peru o movimento era de maioria indígena, movimentos como o liderados por José Gabriel Tupac Amaru assustava a elite. Em 1780, dizendo-se o último imperador inca, ele mobilizou índios e mestiços contra o domínio espanhol. Apesar de sua Prisão meses depois, a revolta prosseguiu por mais três anos, quando finalmente reprimida pelo governo.

Lutar contra a Metrópole
As juntas administrativas funcionaram a partir dos cabildos, órgãos equivalentes ás câmaras municipais na América Portuguesa. Com o apoio do governo inglês, seus integrantes procuravam manter a administração colonial, com algumas diferenças. Eliminavam, por exemplo, as barreiras comerciais. A junta de Buenos Aires adotou a prática, ao abrir os portos para comércio com Inglaterra. Foi então que em várias partes da América espanhola ganhou força para o movimento de emancipação. Com a Revolução liberal na Espanha(1820) ressurgia com força a luta para o rompimento dos vínculos coloniais. Como resultado, surgiam na outrora América Espanhola inúmeros novos países.

A Independência do México
Em 1810, no vice reino da Nova Espanha surgiram os primeiros movimentos que resultaram na autonomia da região. Teve forte apoio popular, era liderado pelo padre Miguel Hidalgo, que acabou fuzilado pelas forças espanholas no ano seguinte. As lutas seriam retomadas pouco depois, sob comando do padre Morellos e de Vicente Guerrero. Ambos porém, seriam também derrotados. Os dois movimentos buscavam implementar várias mudanças sociais, com o fim da escravidão e dos privilégios da elite, estabelecendo uma maior igualdade entre os membros da população. Apesar da derrota, o espírito de mudança não havia morrido. Em 1821, para solucionar os conflitos o Governo de Agustín Iturbe à região

Ele aliou-se aos criollos, comandando a elaboração do Plano de Iguala. Em 1823 torna-se imperador. Mais no ano seguinte é deposto por um levante republicano. A independência do México seria efetivada em 1824, com a eleição de um presidente, o general Guadalupe Vitória. Enfim, o movimento, que começou com grande apoio de perspectivas populares e sociais, acabou se concretizando sob domínio das antigas elites econômicas e militares da colônia.

Os atuais países
A autonomia da capitania geral da Guatemala, em grande parte, está relacionada ao processo de independência do México. A população local temia que a região acabasse anexada pelos vizinhos do norte. Em 1821, o governo mexicano passou a forçar a anexação da antiga capitania. Essa anexação durou pouco, em 1823 a região declarou a sua independência, formando a Confederação das Províncias unidas da América Central. Mais não ficou por muito tempo, em 1838, ela se Fragmentaria, dando origem aos atuais países: Guatemala, Honduras, El salvador, Nicarágua e Costa Rica

Na América do Sul
No sul da América, os movimentos de independência espanholas concentraram-se em 1810 e 1828. Tendo com destaque nessa luta Simón Bolívar e José de San Martín. Iniciou-se no vice reino de nova Granada, ao passo que o segundo liderou várias lutas nos vice reinos do Prata e do Peru. Bolívar lutava pela instalação de um governo republicano e federativo. San Martín propunha a instalação de uma monarquia constitucional. Em comum, ambos desconsideravam a participação popular no processo de independência e a possibilidade de se formarem vários países nos territórios coloniais. Mais, contudo, a América do sul fragmentou como os países da central.

Vice reino do Prata
No vice reino do Prata, os conflitos contra a metrópole vinham desde 1806, estimulando o desejo de emancipação política na elite criolla, sobretudo de Buenos Aires. O movimento, porém, foi frustado. Em 1816, sob a liderança de San Martín foi feita nova proclamação em um congresso realizado em Tucumán. A independência, porém, não viria de forma fácil: foi consumada após longos conflitos, que resultaram também na fragmentação do vice reino em vários países. A região do atual Paraguai foi incorporada pelo vice reino do Prata. Mais em 1813, o Paraguai separou-se do restante do vice reino , proclamando uma república. Esse processo foi liderado pelo Criollo José Gaspar Rodriguez Francia, que se tornou o primeiro governante paraguaio, permanecendo no poder até 1840.

O território do atual Uruguai foi incorporado por Portugal ao Brasil em 1821. A região era intensamente disputada havia muito tempo, devido sua posição estratégica, que permitia o controle do rio Prata, porta de entrada privilegiada para o interior do continente. O governo português anexou a região com o nome de Província Cisplatina. Os habitantes locais não aceitaram o domínio, lutando por sua autonomia.

Sucessão do Movimento
Vários aspectos ameaçavam os processos de independência no vice reino do Prata. Um dos mais concretos vinha do vice reino vizinho, o Peru, que abrigava inúmeras tropas fiéis a Espanha. Em 1816 sob a liderança de San Martín, cerca de 5 mil soldados formaram o Exército dos Andes e partiram da atual Argentina rumo ao norte do continente, enfrentando os espanhóis e a resistência dos Chapetones. Tais confrontos resultaram na independência dos atuais Chile e Peru. Na antiga capitania geral do Chile, o comando do novo governo foi entregue a Bernardo O’Higgins, em 1818, após as batalhas de Maipú e Chacabuco. No Peru, as lutas foram intensas. Com o apoio de Lord Cochrane, mercenário inglês que também participou de outras guerras, O Exercito chegou a Lima. Aí se encontrou com tropas comandadas por Simón Bolívar. Juntas, essas forças proclamaram a independência do Peru.

Venezuela e Nova Granada
Na capitania geral da Venezuela, os primeiros movimentos de independência iniciaram-se em 1806, sob liderança do criollo Francisco Miranda, com o apoio de exército de mercenários norteamericanos e ingleses. AS elites coloniais não viam com bons olhos essas relações. Sem apoio acabou derrotado. A situação, porém estaria resolvida. Em 1809, estouraram conflitos armados entre as tropas lideradas pelas elites locais e os exércitos coloniais. O movimento alastrou-se para o vice reino de Nova Granada. Os relatos responderam à violenta reação do governo espanhol com a declaração de independência, em 1811. Na liderança do movimento estava Simón Bolívar e Francisco Miranda. Ainda com lutas intensas, a independência só estaria concretizada em 1819. Para evitar a fragmentação, Bolívar idealizou na região uma confederação, a República da Grande Colômbia, reunindo territórios das atuais Colômbia, Venezuela, Panamá e Equador (Bolivarismo).

A unidade política desses territórios não se firmou, extinguindose em 1830. Mais uma vez Bolívar tentaria unir os governos dos países latino americanos que haviam conquistado sua independência. Em julho de 1826, ele convidou representantes de cada um deles para participar da Conferência Pan-Americana do Panamá. Dela, porém, só participaram México, Guatemala, Peru e Grande Colômbia, Frustrando definitivamente os planos para a formação de uma América unida.

Em suma, infere-se ...
Que a independência da América Espanhola, foi de forma gradual e de caráter violento; dos quais apesar de ter como idealizadores pessoas elitistas o povo esteve presente. E se compararmos com o Brasil, colônia Portuguesa que foi de forma pacífica, elitista e tornou-se em regime monárquico, enquanto América espanhola foi violenta, participação popular tornando-se em Repúblicas,contudo foi mais ousada. Tendo em vista, os interesses de Inglaterra e os Estados Unidos que temiam a unificação das colônias, de um suposto Estados Unidos da América Sul que era a ideia de Simón. Eles sabia que desunidas seriam fracas, e assim, colônias serviriam de fonte de matérias primas e ainda teriam influencia política. Libertadores: Simón Bolívar, José San de Martín, Antonio José de Sucre e Iturbe. O cenário que há hoje é de vários países fragmentados , com muitas diferenças, muitas delas como economia que é resultante da história de independência da América espanhola.

Mapa com as datas de independência dos países latinos americanos

Mapa das Guerras entre a Espanha e suas colônias na América Latina ██ Reação Realista ██ Território sob controle independentista ██ Território sob controle independentista ██ Espanha sob a invasão de Napoleão ██ Espanha sob a Revolução Liberal

Fim.

FONTES:
http://www.monografias.com/trabajos/inde phispa/indephispa.shtml  Wikipédia http://pt.wikipedia.org/wiki/Independ%C3 %AAncia_da_Am%C3%A9rica_Espanhol a  http://www.historiadomundo.com.br/idadecontemporanea/independencia-daamerica-espanhola.htm

http://creaciondeunanacion2a.blogspot.co m/2009_08_01_archive.html  http://k9freakingout.wordpress.com/2009/ 04/11/independencia-da-americaespanhola/  Livro: Por Dentro da História . Santiago, Pedro. Volume único. 2007.editora escala .

Alunos :
Andreyane Lucas Amanda Araújo Diego Amorin Jhennyffe da Silva n° 06 n ° 03 n° 08 n° 17

Alunos do 3° “B” . Matutino . Glória Perez

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