INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE SÃO PAULO

Trabalho de Máquinas e Aparelhos Mecânicos:
Fluidos Hidráulicos Industriais

Cassio Eidi de Medeiros Prontuário: 1050699 Turma 310

São Paulo

2012

INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE SÃO PAULO

Trabalho de Máquinas e Aparelhos Mecânicos:
Fluidos Hidráulicos Industriais

São Paulo

2012

Sumário

1 Introdução 2 Desenvolvimento 2.1GERAL – FLUIDOS 2.1.1 O que são Fluídos? 2.2GERAL – FLUIDOS HIDRÁULICOS 2.2.1 O que são Fluídos Hidráulicos? 2.2.2 Tipos de Fluídos hidráulicos 2.2.3 Normas 2.2.4 Contaminação 2.2.5 Filtração 2.2.6 Tratamento 3 Conclusão 4 Bibliografia

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contaminação. De modo detalhado.Introdução Neste trabalho será abordado os fluídos hidráulicos industriais. com o objetivo de oferecer o resultado de uma vasta pesquisa focada no conhecimento envolto sobre tal assunto. . filtragem e tratamento dos fluidos hidráulicos. o uso. De forma instrutiva. a ponto de seu uso ser restrito apenas para consulta. as normas estabelecidas. os tipos. este trabalho terá propósitos apenas educacionais. Contido em 40 páginas e dispostos em 4 partes. discorre-se sobre informações sobre a importância.

DESENVOLVIMENTO GERAL – FLUIDOS O que são fluídos? Antes de adentrarmos no tema. Em curtas linhas. Logo chegamos a definição mais completa presenta nos livros: “Fluído é uma substância que se deforma continuamente. não atingem uma nova configuração de equilíbrio estático. sem o fluído. Ainda usando a comparação entre sólidos e fluídos. ao contrário do sem fluido. Ou seja. Analisando tal afirmação. um fixo no chão e outro móvel. fluído é uma substância que. Em um primeiro contato com o assunto é apresentado uma explicação primitiva. encontra-se em livros específicos de tal assunto a seguinte definição: “Os pontos de um fluido. vemos que fluido é limitado em toda substância líquida e gasosa. ainda há uma diferença entre os dois tipos de estados: qualquer substância gasosa ocupa todo recipiente em que se encontra pelo fato de suas moléculas terem ligações interparticulares mais fracas que as dos outros estados. que o sistema irá conseguir chegar num total equilíbrio. quando submetida a uma força tangencial constante qualquer ou. fluido é definido como toda substância que não possui uma forma própria. de Franco Brunetti. submetida a uma força tangencial constante. sendo o segundo em cima do primeiro. as únicas que se encaixam em tal disposição. iremos conhecer melhor o conceito “fluido” .(ver em Bibliografia) GERAL – FLUIDOS HIDRÁULICOS . mesmo tendo tal disposição.” Nota: Os trechos em itálico foram tirados do livro Mecânica dos Fluídos. em contato com uma superfície sólida. estando entre eles um fluido. No caso do com fluido. imaginemos dois corpos. em outras palavras. com os quais estão em contato”. levando em conta apenas os estados físicos da matéria. Podemos ver que. mas há uma evidente diferença comparando à um mesmo sistema. a força horizontal irá provocar uma deformação que não resultará num equilíbrio estático no sistema. aderem aos pontos dela. Ao exercemos uma força cisalhante no corpo de cima. os pontos do sólido correspondentes aos pontos do fluído continuarão ligados a ele. apenas toma a forma do recipiente em que se encontra. fazendo suas moléculas se colidirem e se locomoverem por todo o espaço.

9kg/dm³ Condutividade Térmica: Boa Calor Específico: Elevado Ponto de inflamação: 180ºC a 200ºC . Tais propriedades estão presentes em determinados óleos de acordo com sua utilidade. Propriedades químicas gerais dos fluidos hidráulicos Viscosidade cinética: de 15 a 100 mm²/s Densidade: em torno de 0. caminhões de lixo. tais propriedades listadas não serão encontradas em um único óleo hidráulico. os fluidos hidráulicos devem possuem certas propriedades das a seguir:          Viscosidade ideal Lubrificação Compatibilidade com o sistema em que esta inserido Compressibilidade Resistência a fogo Transferência de calor Não ser tóxico Baixa volatilidade Fácil utilização  Ter preço adequado Mas. empilhadeiras. em quase todas as máquinas que possuem tal sistema. como freios. transmissões em escavadeiras e retroescavadeiras. etc. direção assistida. Podemos encontrar eles facilmente no nosso dia-a-dia. Há quatros funções primárias do óleo hidráulico: O fluido hidráulico tem como principais funções:     Transmitir potência Lubrificar partes móveis Vedar folgas entre conjuntos Dissipar calor Para poder exercer tais funções.O que são fluídos hidráulicos? Fluido ou óleo hidráulico é a denominação dado a todos os fluidos de baixa compressibilidade usados em sistemas hidráulicos de máquinas ou dispositivos ou equipamentos.

os fluídos hidráulicos são dividido em quatro tipos:  Fluidos hidráulicos a base mineral Esse tipo de fluído hidráulico tem em sua composição Zinco. 40ºC maior que o anterior Ponto de solidificação: -10ºC a -15ºC Compressibilidade: Redução de 0. que são divididos de acordo com sua utilidade. ■ Elevada estabilidade ao cisalhamento. é uma excelente proteção contra desgaste e garante uma elevada estabilidade química. Listam-se algumas vantagens de tal óleo: ■ Excelente resistência ao envelhecimento. faz com que substâncias “estranhas” não interajam com a máquina em questão. ou seja. tal óleo. e também não se misture com o próprio óleo.  Fluidos hidráulicos resistentes a fogo Possui uma larga vida útil. Suas aplicações são: . Utilizando o quesito de composição. ■ Excelente detergência. ■ Notável estabilidade de oxidação. ■ Muito boa proteção à corrosão.7% do volume para 100 bar Resistência ao envelhecimento: Boa Tipos de Fluídos hidráulicos Usando como referência diversas empresas no ramo da fabricação. por não ter em sua composição etileno glicol. foi montado um esquema básico dos tipos de fluídos hidráulicos. é composto basicamente de água-glicol. que protege contra corrosão e desgaste e tal óleo possui propriedades detergentes excepcionais.Ponto de Combustão: Aprox. Utilizado em aplicações minerais.

sendo cada um desenvolvido para as necessidades de diferentes indústrias e clientes. mesmo que estocado por longos períodos Fluidos Base Água Glicol – Elaborados com ingredientes de alta qualidade. Embora seja uma opção de baixo custo. É. estes fluidos são extremamente estáveis e podem ser operados sob baixas temperaturas. São formulados com ésteres orgânicos sintéticos de alta qualidade e aditivos cuidadosamente selecionados para atingir excelente desempenho hidráulico. ideal para aplicações em usinas siderúrgicas e em muitas plantas automotivas. Emulsão Inversa – Fluido base emulsão inversa exibe boa lubricidade e é compatível com a maioria das vedações. portanto. Comercializado na forma concentrada. Para as Forças Armadas. Fluidos Base Poliól Éster – Estes fluidos asseguram resistência ao fogo e poder lubrificante sob uma ampla faixa de temperaturas de utilização devido ao seu elevado índice de viscosidade. Fluidos com Elevado Teor de Água (HWCF) – Esta linha de produtos contém geralmente 90-99% de água significando que sua viscosidade e resistência ao fogo está intimamente a ela relacionadas. Para processadores de alimentos.  Fluidos hidráulicos biodegradáveis .■ Proteção contra ferrugem ■ Proteção contra corrosão ■ Boa estabilidade ■ Resistência a formação de espuma ■ Boa fluidez. A linha é composta por diversos tipos. estes produtos possuem excelente relação custobenefício. baixa volatilidade e elevada resistência à oxidação. Sua primeira utilização é datada de 1954 para o sistema de catapulta da Marinha americana e continua sendo até hoje utilizado. Estão disponíveis nas viscosidades ISO 46 e 68. o fluido deve atender a especificação MIL-H-22072 e por este motivo um produto específico teve de ser elaborado. Possuem excelente estabilidade térmica. tem sua aplicação limitada para algumas temperaturas podendo sofrer congelamento caso a temperatura ambiente atinja 0 ºC. por exemplo. o tipo grau alimentício é o mais indicado.

também. Estes óleos são fabricados a partir de óleos minerais. fabricação de graxas lubrificantes. semi-sintético atingem IV (Índices de Viscosidade) até 150. Diésteres São ligações entre ácidos e alcoois através da perda de água.  Fluidos hidráulicos baixa temperatura Tal tipo de fluido proporciona confiabilidade e funcionalidade em todas as operações realizadas em baixas temperaturas. o qual elimina os radicais livres e impurezas. Os diésteres estão hoje aplicados em grande escala em todas as turbinas da aviação civil por restir melhor a altas e baixas temperaturas e rotações elevadísmas. destacam-se hoje com maior importância de um lado os poli-alfa olefina (PAO) e os óleos hidrocraqueados. são óleos a base de Polialfaoleofina (PAO).  Fluidos hidráulicos sintéticos Em geral. porém levam um processo de interização. óleos hidráulicos e fluidos de corte os poli-alquileno-glicois.O fluido biodegradável proporciona uma proteção contra oxidação. 2. Estes óleos tem cada vez mais importância na indústria alimentícia e farmacêutica. podendo ser usado nas mesma condições que um óleo normal em termos de intensidade de uso. Dos óleos ntéticos eles têm o maior consumo mundial. Certos grupos formam óleos de Ester que são usados para a lubrificação e. em pequenas quantidades não poluir águas como os lençóis freáticos. 4. Estes óleos não tóxicos podem ser usados em sistemas hidráulicos que solicitam baixa fluidez e alto ponto de fulgor. Também não se recomenda estocagem em temperaturas entre 23ºC e 77ºC. esse tipo não é recomendado para operações com temperaturas abaixo de 7ºC ou acima de 71ºC. sem prejudicar o rendimento do sistema em questão. Óleos de silicone . fluidos de freios. Poliolésteres Para a fabricação de lubrificantes especiais. deixando-os mais estável a oxidação. miscível ou não miscível em água tem hoje cada vez mais importância. Sendo desenvolvido para. Estes hidrocarbonetos. Tipos de óleo sintético: 1. A vida útil longa destes lubrificantes reduzem o consumo e o custo de manutenção. Hidrocarbonetos sintéticos Entre os hidrocarbonetos sintéticos. 3. Também se consegue através desde processo um comportamento excelente em relação a viscosidade e temperatura.

Eles são livres de hidrocarbonetos não saturados. Para a produção de lubrificantes destacam-se os Fenil-poliloxanes e Methil-poliloxanes. Grande importância tem os Fluorlicones na elaboração de lubrificantes restentes a influência de produtos químicos. eles não absorvem o oxigênio do ar. Eles são quimicamente inertes. altas e envelhecimento. Sendo assim.Os óleos de silicones destacam-se pela altíssima resistência contra temperaturas baixas. .  Fluidos hidráulicos de minerais tratados São óleos minerais fabricados através de um processo especial de hidrocraqueamento. como também pelo seu comportamento favorável quanto ao índice de viscosidade. Oleos Poliésteres Perfluorados Óleos de flúor.e fluorclorocarbonos tem uma estabilidade extraordinária contra influência quimica. 5. porém em temperaturas acima de 260°C eles tendem a craquear e liberar vapores tóxicos. ácidos etc. A diferencia destes óleos perante óleos minerais convencionais é a alta resistência à oxidação e a envelhecimento. tais como solventes.

Normas São muitas as normas que padronizam os fluídos hidráulicos. O método usual para viscosidade cinemática-determinação é que o especificado na norma ISO 3104. fluidos hidráulicos. depois da bilbiografia.  ISO 3448:1992 Estabelece um sistema de classificação de viscosidade para lubrificantes industriais líquidos e fluidos relacionados. São elas: VISCOSIDADE  DIN 51519 Essa Norma determina a viscosidade dos fluídos de acordo com sua utilização. que não se enquadram dentro da classificação.*** . Pode haver algumas substâncias químicas puras e produtos naturais. incluindo óleos minerais utilizados como lubrificantes.  ANSI / AGMA 9005-E021 O sistema de classificação AGMA classifica os lubrificantes para engrenagens abertas ou fechadas.** ***Tais tabelas foram retiradas do “Manual de Lubrificação Texaco para óleos automotivos e industriais”. óleos elétricos e para outras aplicações. utilizados como lubrificantes. levando em consideração não só a viscosidade dos óleos. mas também a aditivação dos produtos. **Tabelas com as viscosidades se encontra anexadas ao trabalho.

TESTE DE PROPRIEDADES DE ÓLEOS  EPA 56/6-82-003 e OECD 301 Normas referentes aos testes feitos nos fluídos biodegradáveis. CLASSIFICAÇÃO DE ÓLEOS   DIN 51524 .Diretrizes para a seleção de fluidos e a consideração de riscos para a saúde.CONTAMINAÇÃO  ISO4406:1999 e NAS 1638 Essas normas que visa controlar os níveis de contaminação dos fluídos hidráulicos.Família H (sistemas hidráulicos) Especificações para categorias HFAE. segurança e meio ambiente. HFB. o CEN / TR 14489:2005 : Padroniza os fluídos hidráulicos resistentes ao fogo fluidos hidráulicos . óleos industriais e produtos relacionados (classe L) . . sendo cada classe correspondente à finalidade de tal. CETOP RP75H 7th Luxembourge Report Tal relatório reuni as seguintes normas: o ISO 12922 :Padroniza lubrificantes. ISO 11 158. os equipamentos e os pontos de lubrificação. através de classes. HFDR e HFDU. HFC. DFAS. LUBRIFICAÇÃO  DIN 50512 Designa a lubrificação.  ISO 6743/4 Padroniza os lubrificantes. testando sua biodegrabilidade.

Dentro do intervalo descrito. O procedimento não é adequado para alguns óleos hidráulicos em que as propriedades específicas foram conferidas pela utilização de insolúveis / parcialmente solúvel aditivos. O procedimento só se aplica a óleos de base mineral. mecânicas e de separação. em particular aquelas concebidas para aplicações hidráulicas. o fluido de trabalho).  ISO 10767-1:1996 Especifica um método de precisão para a determinação de níveis de pressão de oscilação e impedância da fonte gerada em sistemas de alimentação de fluido hidráulico e componentes de deslocamento positivo por bombas hidráulicas.  ISO 11170:2003 Define uma sequência de testes para verificar elementos de filtro. . EPA 560/6-82-002 e OECD 203:1-12 Normas referentes aos testes feitos nos fluídos biodegradáveis. testando sua toxidade. uma vez que os fluidos fabricado a partir de outros materiais (por exemplo. incluindo as condições reais de utilização (por exemplo. ou tipos de fluidos com a química similar.  ISO 13357 Esta parte da ISO 13357 especifica um procedimento para a avaliação da filtrabilidade de óleos lubrificantes. na presença de água. ou por particularmente grandes espécies moleculares. Isto só pode ser feito por um protocolo de teste específico desenvolvido para o efeito. A gama de aplicação foi avaliada com óleos de viscosidade de até ISO grau de viscosidade (VG) 100. Ele pode ser usado para verificar as suas características hidráulico. ISO 11170:2003 não se destina a ser um filtro para um dever particular ou reproduzir as condições de serviço. resistentes ao fogo fluidos) podem não ser compatíveis com as membranas de teste especificados. Filtrabilidade NOTA é um requisito principal para óleos lubrificantes usados em sistemas hidráulicos por causa dos filtros finos utilizados nesta aplicação. O procedimento na norma ISO 11170:2003 é aplicável aos fluidos individuais. a filtrabilidade como definido não é dependente da viscosidade do óleo. tal como definido na norma ISO 3448.

Os padrões aeronáuticos adequados também são normalmente aplicadas onde os fluidos hidráulicos de aeronaves estão cheios para sistemas baseados em terra. ISO 4404:2001 Determinação da resistência à corrosão de resistentes ao fogo fluidos hidráulicos .  ISO/DIS 4263-3 Petróleo e produtos relacionados . Aspectos de saúde e segurança no manuseio e descarte de fluidos resistentes ao fogo também são abordados.Princípios gerais e diretrizes para seleção e aplicação de filtros hidráulicos (a ser desenvolvido como uma especificação técnica).Determinação do comportamento de envelhecimento inibida óleos e fluidos hidráulicos sintéticos. ISO 7745:2010 Não se aplica aos resistentes ao fogo.  ISO/NP 1564-0 Do fluido hidráulico de controle de contaminação poder . Procedimentos adequados são dadas para a substituição de um fluido com uma outra a partir de uma categoria diferente. fluidos utilizados nos sistemas hidráulicos de aeronaves comerciais e militares.  ISO 7745:2010 ISO 7745:2010 especifica as características operacionais para as várias categorias de fluidos resistentes ao fogo definido pela norma ISO 6743-4. . ISO 7745:2010 Identifica dificuldades que possam surgir do uso de tais fluidos e indica como eles podem ser minimizados. ISO 7745:2010 especifica os fatores a serem considerados na escolha de um fluido a partir destas categorias para uma aplicação proposta.

Ajustar as técnicas de filtragem e eliminação de contaminante. início de aparecimento de micro bolhas de água e mudança no aspecto visual do fluído. qualquer corpo estranho dentro de um fluido que se misturam na composição do próprio e faz com que perca gradativamente suas propriedades originas. pode haver a contaminação dos óleos hidráulicos utilizados nas máquinas. * Monitorar a limpeza do fluido em intervalos regulares para assegurar que os objetivos sejam atingidos. em geral abaixo de 1000 ppm. causando em curto período avarias permanentes no fluído e em componentes internos ao sistema. partículas de desgaste de metal. Os estudos comprovam que 75% a 85% das falhas ocorridas em sistemas hidráulicos são diretamente ligadas à contaminação. Por isso. e aumentar a perda de eficiência de todo o sistema. não há indicação visual. Água Livre: Presença de água acima do ponto de saturação do fluído. enfim. tinta. apresentando aparência leitosa (branqueamento) do fluído. Há três medidas básicas para evitar tal problema: * Estabelecer os níveis-alvo de limpeza do fluido para cada máquina e sistema. apresenta separação de fases. índice de contaminação muito além do aceitável para sistemas hidráulicos. causados por sujeira. inutilizando-o. Água Emulsificada: Presença de água próximo à tangência do ponto de saturação. e como as folgas são mínimas nos sistemas hidráulicos modernos. a fase de contaminação não apresenta alteração na coloração do fluído. para estabilizar os objetivos de limpeza.   .Contaminação No decorrer do uso. Contaminação por água Ocorre em três etapas:  Água Dissolvida: Quando a presença de água é inferior ao ponto de saturação do fluído. mesmo as partículas invisíveis a olho nu podem acarretar o início do desgaste de um componente. é muito importante o controle de contaminação. * Selecionar e instalar equipamento de filtragem e técnicas de eliminação de contaminantes para atingir os objetivos de níveis de limpeza. é visualmente identificada através de presença de água. conforme requerido.

os equipamentos hidráulicos se tornaram mais sensíveis aos contaminantes sólidos em suspensão nos fluidos e o controle dessa contaminação passou a ser indispensável para assegurar o funcionamento e a longa vida de válvulas.Espectrometria de absorção atômica e Espectrometria de infravermelho Em decorrência das menores folgas. natureza e tamanho das partículas encontradas em amostras de óleos ou graxas lubrificantes de qualquer viscosidade.CONTROLE DE CONTAMINAÇÃO PARA FLUIDOS LUBRIFICANTES E HIDRÁULICOS Os contaminantes são influências não desejadas que podem destruir a integridade dos fluidos dos sistemas hidráulicos. Há muitos anos.Espectrofotometria. consistência e opacidade são utilizados vários métodos tais como: .Ferrografia quantitativa e Ferrografia analítica . organizações como ISO.Ferrografia . com clareza e precisão. acabamento superficial. o controle dos contaminantes nos fluidos lubrificantes tem como finalidade que o equipamento alcance sua vida útil de serviço prevista. A contaminação de fluidos lubrificantes tornou-se mais preocupante nos últimos anos com o surgimento de uma nova geração de equipamentos. . modo e tipos de desgaste em máquinas por meio da identificação da morfologia. entre outras. Atualmente as normas internacionais mais aceitas são a ISO 4406 e a NAS 1638 (HDA. NAS. bombas e motores.Teste de Membrana -Caracterização de Partículas – Para a determinação da severidade. para garantir o perfeito funcionamento dos sistemas hidráulicos. têm estabelecido critérios para determinar o nível de contaminação dos fluidos. Processos de verificação de contaminação . 2006).Contagem de partículas e Contagem óptica . onde os componentes internos têm folgas cada vez menores para gerar elevadas pressões de trabalho e maior força aos equipamentos. . A menos que estes contaminantes forem controlados. coloração. Há portanto a necessidade de se determinar. qual o nível de limpeza que o fluido deve ter.

 Processo por ultra-som . A contaminação do líquido também pode ser chamada de deterioração aditiva. além disso. ISO. a água e o ar aprisionado também contagiam o fluido. a sua deterioração pode resultar em degradação do fluido. . com clareza e precisão. há duas formas básicas: a quantitativa e a qualitativa. .Contaminação por óleo – efeitos: . entre outras. têm estabelecido critérios para determinar o nível de contaminação dos fluidos. Como ocorre a contaminação de um sistema hidráulico? Na maioria das vezes os contaminantes entram no sistema em forma de pó de metal ou borracha. ASTM. organizações como NFPA. motores e válvulas muitas vezes ocorre devido a temperaturas elevadas.Corrosão. Há muitos anos. Nível da Contaminação em sistemas hidraúlicos Para determinar a contaminação de um sistema. qual o nível de limpeza que o fluido deve ter. Atualmente as normas internacionais mais aceitas são a ISO 4406 e a NAS1638. portanto. é aconselhável manter a temperatura de funcionamento do fluido hidráulico bem abaixo dos 60 graus Celsius (140 graus Fahrenheit).Alteração da constituição do óleo. Já qualitativo é por tamanho de partícula ou cor do fluido. SAE.Diminuição da viscosidade dinâmica. A deterioração dos fluidos no sistema hidráulico de bombas. Uma vez que esses aditivos são mais vulneráveis às alterações químicas e físicas. uma vez que os aditivos são as principais fontes de fornecimento de petróleo com determinadas características específicas. Classificação de contaminação Há portanto a necessidade de se determinar. para garantir o perfeito funcionamento dos sistemas Hidráulicos. NAS. A quantitativa é por quantidade do resíduo contaminante por área ou volume específico.

na medida do possível. por um espaço de tempo definido com uma densidade de som e temperatura de banho também definida. são examinadas pelo processo de lavagem. assim como a duração da ação do mesmo sobre o objeto de teste sejam incluídos no resultado. se desprende e assim falsificando a análise.No processo por ultra-som os componentes funcionais a serem examinados são colocados em um banho de ultra-som e. Neste método a superfície a ser analisada é lavada num ambiente definido limpo com um líquido de análise igualmente definido limpo. (vide capítulo 3. submetidos à ação do ultra-som. nos quais somente parte das superfí-cies deve ser avaliada.4) Deve-se observar que a densidade de energia do ultra-som. Veja na figura abaixo: .  Processo por lavagem Componentes funcionais com superfícies de fácil acesso. a bandeja de coleta. ou componentes. p. A contaminação por partículas é solta pela entrada de energia e em seguida mediante lavagem com um líquido apropriado é removida do componente. Antes da análise é confeccionada uma “prova cega” na qual todas as superfícies do ambiente. inserido no fundido. sendo que aqui há o perigo que o carbono. ex. são enxaguadas e este “valor cego” é tomado como contaminação básica do equipamento de análise. nos quais todas as superfícies devam ser analisadas. não devem ser tratadas com ultra-som. Estes efeitos devem ser examinados antes de uma análise por ultra-som. Depois o fluido da lavagem é analisado pelos processos de avaliação definidos. O processo por ultra-som é particularmente adequado para peças pequenas e componentes funcionais. A dispersão de partículas no líquido de lavagem obtida desta forma é analisada segundo processos de avaliação determinados. Peças de fundição e elastômeros.

O fluido carregado com as partículas é recolhido na bacia coletora e é filtrado com auxílio de vácuo através da membrana de análise. No caso de componentes fortemente contaminados oferece-se a assim chamada “análise gravimétrica”. e para componentes bastante limpos uma contagem de partículas em diferentes faixas de tamanho. ex. depois da agitação. como são usados. . A tabela seguinte 17A mostra uma comparação dos diferentes processos de análise para examinar componentes funcionais individuais ou grupos funcionais:  Processos de avaliação A avaliação do fluido de lavagem carregado com partículas pode ser efetuada segundo diversos pontos de vista. A membrana assim obtida é avaliada segundo os métodos de análise descritos a seguir. tubos.  Processo por agitação Este método é raramente aplicado sendo que manualmente é muito difícil de ser reproduzido. O fluido de análise é submetido a uma pressão de 4 a 6 bar e com isto transportado através do filtro de sistema e a pistola pulverizadora no ambiente de análise. em laboratórios químicos. O filtro de sistema é responsável para que o fluido de análise é pulverizado sobre a superfície a ser analisada com uma limpeza definida. por exemplo. O croqui mostra o circuito simplificado.As áreas marcadas em LARANJA são as áreas de lavagem. Na realidade os dois circuitos são conectados através de válvulas apropriadas de tal forma que se pode comutar entre os dois tanques de abastecimento. Os componentes funcionais examinados são peças desgastáveis cujas superfícies internas devem ser analisadas (p. Na aplicação de dispositivos de agitação automáticos. tanques). sejam lavadas para fora do interior dos componentes funcionais. O importante é que as partículas. as áreas marcadas em AZUL são designadas com áreas de análise. a reprodutibilidade dos resultados é garantida.

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Os tipos de filtros variam de acordo com o tamanho das partículas que removem. Já a última coluna representa o nível de filtragem. de acordo com a pressão na qual trabalha o fluído. .Filtração Para a filtração dos fluídos hidráulicos são utilizados filtros que removem as partículas de impurezas e a umidade (água) presentes no óleo e o recondiciona para o seu uso. A tabela a seguir apresenta . Já as outras duas seguintes é de acordo com a NAS e a SAE. NAS e SAE: A primeira coluna representa a taxa de limpeza mínima estabelecida pela ISO. A tabela a seguir estabelece o nível mostrado na última coluna da tabela anterior o quanto equivale em porcentagem. a filtração recomendada pela ISO.

válvulas e atuadores). Entretanto. construídos em camadas múltiplas com alta eficiência de retenção e especificações controladas em laboratório. se faz necessária a aplicação de elementos absolutos de alta qualidade. Outro determinante é o material do filtro propriamente dito. são usados como proteção primária contra a contaminação” esclarece Sanches. geralmente não causa impacto na classe de limpeza do sistema e serve simplesmente para proteger a bomba contra contaminantes de grandes dimensões. fibra celulósica ou material sintético (variando de acordo com cada fabricante). na linha de retorno (após o óleo passar pelos consumidores) ou fora do circuito (off-line) filtrando o óleo do tanque com um conjunto motobomba independente. outros podem ser montados externamente. Esses elementos podem ser posicionados na linha de pressão (após a bomba).  Filtros de sucção Os filtros de sucção servem para proteger a bomba da contaminação do fluido. retorno ou off-line.Tipos de filtros Um sistema hidráulico precisa de um sistema de filtragem bom o suficiente para retirar de circulação a contaminação perigosa para os componentes hidráulicos (bombas. os filtros tipo sandwich para proteger uma válvula específica e as baterias filtrantes para aplicações em altas vazões e altas pressões. no caso de respiros com sílica gel ou dessecantes. Por esse motivo. “São localizados antes da conexão de entrada da bomba. Devido à evolução da tecnologia que fabrica componentes com folgas cada vez mais apertadas e para trabalhar com pressões cada vez mais elevadas.Pode-se ainda mencionar o filtro de sucção (montado na sucção da bomba). pressão. tipo de fluido. Do ponto de vista das funções os filtros hidráulicos podem ser de sucção. onde variações dos filtros de pressão são os filtros para montagem diretamente nos manifolds. alguns podem ser de tela/celulose submersos no fluido. pela característica de ser bem aberto. temperatura de trabalho e o grau de contaminação. que são colocados no tanque para que sejam removidos os contaminantes sólidos do ar e também umidade. . O filtro é dimensionado através da vazão. que pode ser de tela metálica. Ambos os elementos são de micragem alta para não provocar perda de carga na sucção da bomba e a consequente cavitação da mesma. pressão. Outro tipo de filtro são os respiros.

Os filtros de pressão são adequados especialmente para proteger os componentes sensíveis do lado filtrado do filtro. juntamente com possíveis contaminantes externos. . Filtros de Pressão Servem para filtrar o óleo sob pressão antes que o mesmo seja utilizado pelo sistema.  Filtros de Retorno Permitem a retirada da contaminação gerada pelos componentes do sistema. tais como servo-válvulas.

Fazem parte da filtragem off-line componentes como bomba. filtro. Tanto os filtros de pressão e retorno podem ser encontrados em versão duplex. o filtro de retorno é o último componente pelo qual passa o fluido antes de entrar no reservatório. desviando o fluxo para a câmara do filtro oposta. Nesse caso a filtragem é contínua e a vál vula duplex é acionada quando um elemento precisa de manutenção.Na maioria dos sistemas.  Filtragem Off-Line Sistema independente de um sistema hidráulico principal de uma máquina. . O fluido é bombeado fora do reservatório através do filtro e retorna para o reservatório em um ciclo contínuo. motor elétrico e os sistemas de conexões.

Entre os métodos aplicados estão os Contadores de Partículas portátil ou estacionário. a análise do fluido assegura a conformidade com as especificações do fabricante. análise feita a partir de uma amostra do fluido que é passada por um meio filtrante de membrana.para avaliar o desempenho do elemento de filtro.Análise de Fluido A indústria de filtragem usa os procedimentos da ISO 16889 . Um dos mais conhecidos também é o Teste de Membrana. verificado a composição e o nível de contaminação. e a Análise Laboratorial. Além disso.Procedimento para Teste de Múltipla Passagem . .

choques hidráulicos e diferencial de pressão Filtro de Linha de Retorno Vantagens Desvantagens Retém contaminação no sistema antes Não proteção direta para componentes que ela entre no reservatório do circuito Mais barata que um filtro de pressão Alguns componentes podem ser afetados pela contrapressão gerada pela pelo filtro Fluido pode ter filtragem fina Filtro Off . Podem ser trocados sem que haja a necessidade de se desmontar a linha de sucção Filtro de linha de pressão Vantagens Filtra partículas muito finas Pode proteger um componente específico contra o perigo de contaminação por partícula Desvantagens A carcaça deve ser protegida para altas pressões São caros.VANTAGENS E DESVANTAGENS DE CADA TIPO DE FILTRO Filtro de Sucção Interna Vantagens Protege a bomba da contaminação do reservatório São filtros baratos Desvantagens São de difícil manutenção Não possuem indicador Podem bloquear o fluxo do fluido Não protege os elementos do sistema das partículas geradas pela bomba Filtro de Sucção Externo Vantagens Desvantagens Protege a bomba da contaminação do Pode bloquear o fluxo do fluido reservatório Possui indicador que mostra quando o Não protege os elementos do sistema elemento está sujo das partículas geradas pela bomba.Line Vantagens Mais fácil de se trocar Independente do sistema Desvantagens Ocupa maior espaço . apesar de aguentarem altas pressões.

como a CETESB e IBAMA. dissipar calor. turbina. Na eliminação dos óleos em questão. laminador. deve-se isolá-lo de qualquer contato com a natureza. A retenção de partículado é feita através de filtros com micragens regressivas. mas também por entidades que protegem o meio ambiente. aterrando-o em um lugar apropriado. etc. O PRINCÍPIO Conservar o lubrificante em operação significa manter suas características Físicoquímicas para que este fluído cumpra a importante função de lubrificar. etc.Tratamento Caso não possa mais ser filtrado e reutilizado o óleo. deve eliminá-lo de acordo com as normas ambientais estabelecidas não só pela ISO. bombas e válvulas e superfícies internas não atingidas nem pela troca de óleo.Partículas sólidas . Óleo Industrial O tratamento dos fluidos lubrificante e hidráulicos tem por objetivo a eliminação dos agentes prejudiciais à lubrificação: . o processo é executados em "paralelo". Este procedimento é de relevada importância. uma vez que faz com que o fluído limpo escoe por tubulações. transmitir potência. isto é. como aterros sanitários. com a máquina (injetora.) em funcionamento. extrusora. Através de circuito fechado. prensa. . redutor. A desidratação e desgaseificação é processada através de elementos coalescentes de fibra de vidro submetidos à vácuo. água e gases.

. menor é a formação de borra no reservatório. etc. é extremamente nociva e formadora de compostos ácidos. que mesmo em dissolução. Chumbo. uma vez que o mesmo se torna ácido em função da combinação da temperatura.. A multiplicação da vida útil do lubrificante. além de que alguns deles são corrosivos. válvulas. etc. laudos de contagem de partículas.) Partículas geram desgastes que geram partículas.) e fundamentalmente água. . Obtem-se desgaseificação completa do fluído. Ferro.. alguns gases (principalmente O e H). (de acordo com NORMA ISO 4406 ou NAS 1638). proveniente da combinação dos contaminantes. reduzindo o grau de limpeza e teores de água e gases à níveis excedentes aos do óleo novo. (bombas. PRINCIPAIS BENEFÍCIOS Fornecimento após ou durante o serviço. Os gases facilitam o atrito entre peças e a perda de transmissão de potência em fluídos hidráulicos.. Quanto maior a frequência de tratamento. A preservação de componentes internos. partículas metálicas (Cobre. Essa "usinagem" e "travamentos" não ocorre em fluídos limpos.O tratamento visa o recondicionamento físico completo do fluído.

Conclusão Vemos que. seguindo todas as normas estabelecida. . mas também em proteção ao meio ambiente. não só apenas em termos de produtividade. Mas requer um uso consciente. o fluído hidráulico é muito importante para o funcionamento das indústrias.

http://www.br/servicos_tratamentodeoleo.br.php?id=1078 http://www2.com. São Paulo: Pearson Prentice Hall.com.pdf http://www.br/tecnologia/producao_limpa/casos/caso25.hydac.net/viscosita_e.org/search/IntelSearch.com/index.php?id_artigo=10 http://www.pt/cms/userfiles/file/RENOLIN_Oleos_Hidraulicos_Catalo go%202008.cetesb.edu. 2008.br/claudiomachado/Arquivos/AutomacaoIndu strual_Hidraulica.com.br .br/downloads/tecnicas/controle_de_contamina cao.htm http://www.htm http://ecoviagem.asp BRUNETTI.uol.aspx http://www.html http://www.br/noticias/ambiente/reciclagem/a-reutilizacaodo-oleo-reciclado-minimiza-o-descarte-de-oleos-usados-3976.com.br/servicos.stauff.br/site/downloads/tabelas/LB08_VISCOSIDADE_GAUS_I SO.Bibliografia               http://www.themeter.mshimizu.gov.ifsul.com.supremelub. Mecânica dos Fluidos.nssn.asp http://tecem.com. 2ª Edição.pdf http://www.gplubrificantes.sp.pdf http://www. Franco.deltapltda.fuchs.pdf www.br/artigos_int.com.pelotas.

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