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Distribuição Gratuita www.redebrasilatual.com.br BeBedouro Jornal Regional de Bebedouro nº 20 Agosto de 2012
Distribuição
Gratuita
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BeBedouro
Jornal Regional de Bebedouro
nº 20
Agosto de 2012
saúde
eleições 2012

ela continua doente

Faltam remédios, equipamentos e profissionais no Hospital Municipal

equipamentos e profissionais no Hospital Municipal imPrensa um jogo que é Pra lá de sujo Como
equipamentos e profissionais no Hospital Municipal imPrensa um jogo que é Pra lá de sujo Como
equipamentos e profissionais no Hospital Municipal imPrensa um jogo que é Pra lá de sujo Como

imPrensa

um jogo que é Pra lá de sujo

Como Roberto Civita, de Veja,

se compunha com o bicheiro Carlinhos Cachoeira

Pág. 4-5

se compunha com o bicheiro Carlinhos Cachoeira Pág. 4-5 dada a largada Cinco são os candidatos

dada a largada

Cinco são os candidatos que concorrem à Prefeitura da cidade

Pág. 2

Perfilcandidatos que concorrem à Prefeitura da cidade Pág. 2 um ecologista Como o biólogo Edmilson Escher

que concorrem à Prefeitura da cidade Pág. 2 Perfil um ecologista Como o biólogo Edmilson Escher

um ecologista

Como o biólogo Edmilson Escher virou um senhor da natureza

Pág. 6

Edmilson Escher virou um senhor da natureza Pág. 6 futsal elas na quadra O preconceito que

futsal

Escher virou um senhor da natureza Pág. 6 futsal elas na quadra O preconceito que as

elas na quadra

O preconceito que as meninas encaram para jogar no Bebedouro Arte

Pág. 7

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Bebedouro

Bebedouro

2 Bebedouro editorial Objeto de uma reportagem do jornal Brasil Atual , em de- zembro de
editorial

editorial

Objeto de uma reportagem do jornal Brasil Atual, em de- zembro de 2010, intitulada O Hospital que Sofre, que trazia denúncias da falta de funcionários e de remédios e mostrava como funcionava o arremedo de UTI que punha a vida dos pacientes em risco, o Hospital Municipal Júlia Pinto Caldeira volta, agora, passado um ano e meio sem que a situação tenha se alterado, a ser matéria desta edição, que traz ainda o perfil de Edmilson Escher, biólogo, artista, cantor e escritor bebedou- rense, um “apaixonado pela natureza”, e o drama das meninas jogadoras do Bebedouro Futsal Arte que, para fazer o que gos- tam, enfrentam o preconceito – da família e da sociedade. O jornal também traz a cabeluda história do bicheiro Car- linhos Cachoeira – que continua preso em Brasília e brigou com colegas de cela porque anda “estressadíssimo” –, grande amigo do ex-senador Demóstenes Torres, do Democratas de Goiás, homem de elevado estofo ético e moral que acabou cassado pelos seus pares. Como perguntar não ofende, vamos lá: o que vai acontecer com Roberto Civita, dono da revista Veja, ou com um de seus imediatos, o jornalista Policarpo Junior, di- retor da revista em Brasília, que gastam páginas e mais páginas para estampar manchetes que visam deseducar os leitores em relação às questões nacionais? Cachoeira, pasmem, sugeria até a seção da revista em que notas de seu interesse fossem publica- das. A vergonha está contada nas páginas centrais desta edição. Esperamos que satisfaça a volúpia de todos. É isso. Boa leitura!

que satisfaça a volúpia de todos. É isso. Boa leitura! eleições 2012 cinco candidatos à casa

eleições 2012

cinco candidatos à casa Branca

Foi dada a largada à corrida eleitoral para a Prefeitura

A coligação liderada pelo DEM traz Fernando Galvão como candidato a prefeito e Rômulo Camelini
A coligação liderada pelo
DEM traz Fernando Galvão
como candidato a prefeito e
Rômulo Camelini (PMDB) a
vice-prefeito. O Partido Verde
confirmou a candidatura do
atual vice-prefeito Gustavo
Spido a prefeito e de Sérgio
Mariotini (PV) a vice. Sil-
vio Seixas (PP) é candidato a
prefeito, tendo Sueli Carízio
(PRB) de vice. O atual prefeito
Italiano (PTB) vai tentar a ree-
leição, com Carminha Campa-
nelli, do mesmo partido, can-
didata a vice. E o ex-prefeito
Hélio Bastos (PDT) vai com
Carlos Orpham (PT) de vice –
quem dizia que Hélio Bastos
não seria candidato por causa
de
problemas com suas contas
tanto da campanha para depu-
divulgação

tado estadual quanto de sua ad- ministração na Prefeitura teve a afirmação desmentida com o registro da candidatura do ex- -prefeito. O pedetista esbanja confiança junto com seu vice, o petista Orpham. O registro dos candidatos a prefeito e ve- reador ocorreu entre 5 e 10 de julho, mas a campanha começa muito devagar nas ruas. Ou o dinheiro está curto para todos ou eles apostam numa campa- nha mais curta. Os analistas de plantão (da esquina do pecado) dizem que o “bicho vai pegar” nesta eleição.

BeBedouro a 94ª cidade de são Paulo! Em 2012, bebedourense irá consumir quase R$ 1,3

BeBedouro

a 94ª cidade de são Paulo!

Em 2012, bebedourense irá consumir quase R$ 1,3 bi

Bebedouro é a 94ª cidade paulista – dentre as 645 do Es- tado – e
Bebedouro é a 94ª cidade
paulista – dentre as 645 do Es-
tado – e a 309ª cidade brasileira
com maior potencial de consu-
mo e apontada como uma das
melhores do país. Em 2011, ela
ocupava a 98ª posição, segundo
estudo da IPC Marketing, em-
presa de pesquisa de mercado
que estuda os perfis socioeco-
nômicos dos municípios brasi-
leiros. Segundo o estudo, caiu
o número de consumidores das
classes C1, D e E, o que signifi-
ca que a renda das famílias me-
lhorou no período.
Bebedouro ficou atrás
de outras cidades da região,
como Catanduva, Barretos
e
Sertãozinho, com previsão
de consumo de R$ 2 bilhões,
de R$ 1,283 bilhão. Também
no consumo per capita elas
e
foi ultrapassada também por
Jaboticabal (R$ 1,346 bilhão)
estão à frente de Bebedouro,
com consumo na faixa dos
o potencial de Bebedouro é
R$ 18 mil contra R$ 17.380,42.
mauro ramos

Bebedouro

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Bebedouro 3 saúde só não está na uti porque não há uti municipal Pacientes se deparam

saúde

só não está na uti porque não há uti municipal

Pacientes se deparam com irregularidades no Hospital Municipal há quase dois anos Por Enio Lourenço

Em dezembro de 2010, o jornal Brasil Atual publicou reportagem sobre os problemas enfrentados na área da saúde da

cidade, em especial no Hospital Municipal Júlia Pinto Caldeira. Na época, a situação era crítica. Faltavam profissionais, remé- dios, equipamentos, material de trabalho, havia constantes apagões de energia no hospital

e um pronto atendimento ina-

dequado, que simulava uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Tudo isso levou o Minis- tério Público Estadual, em con-

junto com alguns Conselhos de categorias profissionais (Medi- cina, Farmácia e Enfermagem),

a entrar com uma Ação Civil

cina, Farmácia e Enfermagem), a entrar com uma Ação Civil Pública pedindo o ajustamento das demandas.

Pública pedindo o ajustamento das demandas. Hoje o quadro pouco se alterou. Logo na en- trada do pronto-socorro ou no corredor dos ambulatórios de especialidades do hospital vê-se a dificuldade no atendimento.

A aposentada septuagená-

ria Lurdes dos Santos aguar- dava uma amiga ser atendi- da e afirmava: “Aqui tudo é péssimo: higiene, comida, tratamento. Faltam remédios e a espera é longa. Os mais pobres sofrem por precisarem deste hospital”. Na mesma an-

pobres sofrem por precisarem deste hospital”. Na mesma an- enio lourenço tessala, a dona de casa
enio lourenço
enio lourenço

tessala, a dona de casa Neusa Onória Sabino, 62, relata a di- ficuldade para achar um médi- co gastroenterologista para o filho João Guilherme Sabino, 11, que há uma semana sofre de dores de estômago. “É a terceira vez que vimos aqui.

Na primeira, não havia médico

especialista e nos mandaram retornar na semana seguinte. Na segunda vez, um clínico

geral foi incapaz de resolver

o

problema. Hoje tentamos

de

novo. A gente é de Monte

Azul e perde o dia no hospi- tal” – conta. Desde dezembro

de 2011, Adriano Gaio Salles

trata uma hérnia de disco. Ele

aguarda há setes meses que um neurocirurgião o opere em Barretos, pois Bebedouro não tem esse especialista. “Às vezes, venho ao hospital de Bebedouro duas ou três vezes por dia tomar algum remédio para amenizar a dor” – com- plementa.

uma queixa

Os profissionais de enfer- magem estão insatisfeitos com a desvalorização de suas pro- fissões no sistema público da cidade. Os técnicos de enfer- magem afirmam que sempre falta algo no Hospital Muni- cipal, o que faz do improviso uma regra no dia a dia. “Sem- pre falta gaze, atadura ou

algum material – diz uma enfermeira. E completa: “A gente gostaria de ser reconhe- cido profissionalmente, pois se desdobra muito para ganhar apenas R$ 680,00. Isso faz com que muita gente tenha de buscar um segundo e terceiro emprego na iniciativa privada para viver” – finaliza ela.

Promotoria

A Ação Civil Pública movi- da pela Promotoria de Justiça do Ministério Público Estadual contra a Prefeitura Municipal e

o Estado de São Paulo – por cau- sa das irregularidades encontra- das em 2010 – encontra-se para- da, embora o Sistema Único de Saúde (SUS) preveja que o Esta- do deva gerir o hospital quando

o município não tem recursos e

nos casos de ele atender a uma

microrregião. O prazo para a re- gularização estendeu-se a maio de 2011, quando o Tribunal de Justiça (TJ-SP) tomou a decisão de manter o hospital funcionan- do, por não haver provas dos problemas apontados. Segundo a Promotoria de Justiça, as par- tes envolvidas foram intimadas, os depoimentos foram recolhi-

dos e o processo encaminha-se para o final.

afinal, qual é o remédio?

O diretor do Departamen- to Municipal de Saúde, Sau- lo Ramalho Luz, concorda que os problemas da saúde ainda não foram resolvidos. Ele assumiu o cargo em abril no lugar do também médico Fernando Piffer e é enfático:

“A cidade não tem UTI. Nós temos um pronto atendimen- to adaptado por necessida- de, para evitar que morresse muita gente. A fim de evitar óbitos na espera por regula- ção de vagas em outros mu- nicípios, trabalhamos com esse tipo de socorro, mas não é UTI”. Quanto às quedas de energia no hospital, Saulo afirma que elas não foram solucionadas, mas garante que existem projetos para adaptar um novo gerador.

divulgação
divulgação

“Até se instalar o novo gera- dor, o que está aí suporta, por- que dividimos a rede. Quando falta energia, pode faltar no prédio, mas nas alas mais im- portantes, o pronto-socorro e o centro cirúrgico, não há mais esse problema” – conta. O diretor de saúde acha que os bebedourenses são muito exigentes nas reclama- ções, mas não vivem a reali- dade do setor no Brasil. “Nós ainda temos ambulância para buscar as pessoas em casa. Não pode ser como eles [a po-

pulação] querem. A saúde no país é ruim.” Segundo Saulo, são necessários mais verbas e menos trâmites burocráti- cos para a saúde melhorar na cidade. “O dinheiro do mu- nicípio não é suficiente para manter um hospital. Gasta- mos até 28% do orçamento da cidade, sendo que a lei exige, ao menos, 15%. Outro ponto: quando falta material ou remédio, eu esbarro na tramitação legal, nas licita- ções. A lei exige isso” – con- clui.

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Bebedouro

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imPrensa4 Bebedouro a revista Veja, entre corrompidos e corruptores As ligações íntimas da Editora Abril com

a revista Veja, entre corrompidos e corruptores

As ligações íntimas da Editora Abril com o contraventor Carlinhos Cachoeira Por: Lalo Leal

cláudio Belli
cláudio Belli
Carlinhos Cachoeira Por: Lalo Leal cláudio Belli divulgação roberto civita, dono da Veja : unha e
Carlinhos Cachoeira Por: Lalo Leal cláudio Belli divulgação roberto civita, dono da Veja : unha e
divulgação
divulgação

roberto civita, dono da Veja: unha e carne com cachoeira

De narradora dos fatos, a revista semanal Veja, da Edi- tora Abril, tornou-se perso- nagem da cena política bra- sileira. Gravações feitas pela Polícia Federal, autorizadas pela Justiça, mostram que o contraventor Carlinhos Ca- choeira era mais do que fon- te de informações. Seu rela- cionamento com o diretor da sucursal de Veja em Brasília, Policarpo Junior, permitia que sugerisse até a seção da revista em que notas de seu interesse seriam estampadas. Veja virou instrumento de Cachoeira para remover do governo obstácu- los aos seus objetivos. Um entrave seria o Depar- tamento Nacional de Infraes- trutura de Transportes (DNIT), do Ministério dos Transportes, que dificultava a atuação da Delta Construções, empresa ligada ao contraventor. Segun- do o jornalista Luis Nassif, a matéria da Veja sobre o DNIT, publicada em junho de 2011,

dizia que “a diretoria atrapa- lhava os negócios da Delta. Foi a mesma operação do episódio dos Correios, que deu origem ao ‘mensalão’. Cachoeira dava os dados, Veja publicava e de- salojava os adversários de Ca- choeira. Assim, ela cumpria o papel de vigilante de desman- dos e fustigava os governos Lula e Dilma, pelos quais nun- ca demonstrou simpatia.” Basta lembrar a capa de maio de 2006 com Lula le- vando um pé no traseiro, jun- tando grosseria e desrespeito. Para não falar de outras, do ano anterior, instigando o im- peachment do presidente da República. O sucesso dos dois governos Lula e os altos índi- ces de aprovação da presiden- ta Dilma Rousseff exacerba- ram o furor da revista. A proximidade do diretor da sucursal de Brasília com Cachoeira, e deste com o se- nador Demóstenes Torres (ex- -DEM-GO), sempre elogiado

por Veja, veio a calhar. Até surgirem as gravações da Po- lícia Federal levando a
por Veja, veio a calhar. Até
surgirem as gravações da Po-
lícia Federal levando a revista
a
um recolhimento político só
quebrado em defesas tíbias de
seu funcionário e do que ela
chama de “liberdade de im-
prensa”. Veja diz-se “engana-
da pela fonte”, argumento des-
mentido pelo delegado federal
Matheus Mella Rodrigues, co-
ordenador da Operação Monte
Carlo. O policial mostrou que
o jornalista Policarpo Junior
reprodução

sabia das relações de Demós- tenes com Cachoeira, mas

nunca as denunciou, protegen- do “meliantes”, como resumiu

a revista CartaCapital.

imprensa comercial se diz independente. será?

Segundo Veja, a “liberda- de de imprensa” estaria ame- açada se o jornalista, ou seu patrão Roberto Civita, fosse depor na Comissão Parla- mentar Mista de Inquérito (CPMI) do Congresso Na- cional que investiga o caso. Mas, na mesma edição, ela clama por um controle da internet, agastada com as informações sobre seus des- caminhos na rede. A inter- net expôs a relação do trio

Cachoeira-Demóstenes-Veja e uma enxurrada de expressões nada elogiosas levaram a re- vista ao topo dos assuntos no Twitter. Os principais veículos do país silenciaram ou apoia- ram a relação – exceção fei- ta à Rede Record e à revista CartaCapital. Alguns, como O Globo, tomaram as dores da Editora Abril. O colunista Merval Pereira isentou a re- vista. Em editorial, o jornal

josé antonio teixeira
josé antonio teixeira

otavio frias: numa gelada

reagiu à comparação feita por CartaCapital entre o dono da Editora Abril e o magnata Rupert Murdoch, punido pela Justiça britânica pelo mau uso de seus veículos de comunica- ção no Reino Unido. A Folha de S.Paulo, também em edito- rial, aliou-se a Veja. Mas sua ombudsman, Suzana Singer, que tem a incumbência de cri- ticar o jornal, disse não saber “se algo comprometedor en- volvendo a imprensa surgirá

desse lamaçal”. Para lembrar em seguida que ao PT inte- ressa com o caso Cachoeira empastelar o ‘mensalão’: “A imprensa não pode cair na armadilha de permitir que um escândalo anule o outro. Tem o dever de apurar tudo

– mas sem se poupar. É hora

de dar um exemplo de trans-

parência.” Contudo, a cober- tura da Folha das relações

Cachoeira-Demóstenes-Veja

limita-se a notas superficiais.

Bebedouro

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wilton junior

testemunha de defesa

de interferência dos grupos midiáticos na política eleito- ral. Exemplo clássico vem da viúva do
de interferência dos grupos
midiáticos na política eleito-
ral. Exemplo clássico vem da
viúva do dono da Globo sobre
o governo Collor: “O Rober-
to colocou-o na Presidência
e depois tirou. Durou pou-
co. Ele se enganou” – disse
dona Lily no lançamento

Em 2005, Policarpo Ju- nior foi a uma CPI testemu- nhar em favor de um bicheiro que se dizia vítima de chanta- gem de um deputado carioca que exigia propina para não colocar seu nome no relató- rio final de uma CPI na As- sembleia Legislativa do Rio. Nenhum jornal nem a ABI alegaram tratar-se de uma in- timidação à imprensa. Uma explicação para a baixa expo- sição de jornais e jornalistas a investigações está no poder

do livro Roberto & Lily, em

2005. A ação não foi isola-

da. Globo e Veja demoniza-

vam Lula para derrotá-lo, em

1989. E exaltavam o jovem

“caçador de marajás”.

mídia e “mensalão”: tudo a ver

A ideia de que o caso Cachoeira desviaria as aten-

ções sobre o julgamento do “mensalão” foi alardeada pela mídia. E usada pelo procura- dor-geral da República, Ro- berto Gurgel, para se livrar da acusação de negligência. Ex- plica-se: A PF enviou a Gur- gel a denúncia das relações promíscuas entre Cachoeira e Demóstenes em 2009. Se ele desse andamento à denún- cia, o processo seria público

jose cruz
jose cruz

e comprometeria a eleição de Demóstenes ao Senado, de Mar- coni Perillo (PSDB) ao governo

de Goiás e de gente suspeita de

servir a Cachoeira. Gurgel não explicou por que segurou o

processo. Respondeu às acu- sações dizendo que as denún- cias partiam dos envolvidos no “mensalão”, temerosos diante da iminência do julgamento no qual ele será o acusador.

apenas três vezes na história

A CPMI começou em maio e tem seis meses para concluir

as apurações. Mas não mostra

ânimo de convocar o jornalis-

cos grupos nacionais e trans- nacionais deu poder à mídia. Governos e instituições pú- blicas viram reféns dos meios

anos depois, o Instituto Brasilei- ro de Ação Democrática (Ibad) foi acusado de ter ligações com

a CIA – o instituto alugou, num

ta

de Veja e seu patrão. A hipó-

de

comunicação e temem en-

período pré-eleitoral, o jornal

tese é a de que o PMDB seria

seus políticos a investigações.

frentá-los. Apenas três vezes

A Noite do Rio, para colocá-lo

sensível ao lobby da mídia por

na

história veículos de comuni-

a

serviço da oposição ao presi-

uma blindagem e não seria ar- ranhado com a exposição de

cação foram alvo de CPIs. Em 1953, o dono do Última Hora, Samuel Wainer, sugeriu ao pre-

dente João Goulart. E em 1966 houve investigação sobre uma operação de US$ 6 milhões

E

o PT, concorrente por espa-

sidente Getúlio Vargas que seu

entre a Globo e o grupo Time-

ço

no

governo, não capitaliza-

jornal fosse investigado quanto

Life, que acabou com o império

ria

os

resultados.

às

operações de crédito manti-

dos Diários Associados de As-

A

concentração em pou-

das com o Banco do Brasil. Dez

sis Chateaubriand.

congresso tem autonomia para chamar quem quiser

A presidenta da Asso- ciação Nacional de Jornais (ANJ), que representa os do- nos de veículos, Judith Bri- to, fez oposição ao governo Lula, assim como o Instituto Millenium, que reúne articu-

listas, jornalistas e patrões

da imprensa – o instituto faz

eventos para afinar a sua co- bertura. Em um deles esta- vam Roberto Civita (Abril), Otavio Frias Filho (Folha)

e Roberto Irineu Marinho

(Globo). Vários desses cola- boradores escrevem e falam,

por exemplo, contra as cotas raciais nas universidades, cri- ticam a política econômica dos governos Lula e Dilma, discordam da política externa brasileira e fazem campanha contra a CPMI de Cachoeira. Cabe lembrar a observação do jornalista Mino Carta so- bre a peculiaridade brasileira

de jornalista chamar patrão de

colega. Com isso diluem-se in- teresses de classe e uma difusa

“liberdade de imprensa” é uti- lizada para encobrir contatos suspeitos. Até entidades como

a Associação Brasileira de

Imprensa, por seu presidente,

Maurício Azêdo, confundem

as coisas. Em depoimento ao

programa Observatório da Im- prensa, da TV Brasil, Azêdo não admite a ida de jornalis- tas à CPMI para prestar de- poimentos, sob a alegação de intimidação ao trabalho jorna- lístico, mas condena a promis- cuidade de alguns profissio- nais com fontes próximas ou ligadas ao crime. No mesmo programa, o professor Venício Lima ressaltou o impacto das

escutas ilegais do jornal News of the World sobre as relações mídia-sociedade na Inglaterra. “Levou Murdoch (o dono do jornal) e seus jornalistas a de- por na Comissão de Esportes, Mídia e Cultura da Câmara dos Comuns e na Comissão Leveson, que tem caráter de inquérito policial.” Isso não ameaçou a liberdade da im- prensa britânica. Aqui, ninguém está imune

a convocações para prestar depoimento no Congresso Na- cional. À Record, o presidente

da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), foi di- reto ao ponto: “Todos devem ser investigados no setor pú- blico, privado e na imprensa. Sem paixões e sem arrou- bos. Descobriremos muitas coisas quando forem feitas as quebras de sigilo – o fis- cal, por exemplo. Devemos apoiar a liberdade de expres- são. Mas não podemos con- fundi-la com organização

criminosa. Para o bem da sociedade e da própria liber- dade de expressão”.

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Perfil6 Bebedouro edmilson escher: uma vida para a ecologia Biólogo, artista e palestrante são apenas algumas

edmilson escher: uma vida para a ecologia

Biólogo, artista e palestrante são apenas algumas das facetas desse bebedourense romântico

Edmilson Escher sempre se encantou com a biodiver- sidade da natureza. Na infân- cia, enquanto seus amigos optavam pelas atiradeiras para matar passarinhos, ele se sa- tisfazia com uma caderneta de anotações onde registrava o nome das diversas espécies. “Fui taxado de boboca e apa- nhei muito por isso, mas pre- feria espantar os passarinhos para não morrerem.” – conta. Aquelas tardes joviais de ob- servações do meio ambiente

foram a fagulha da futura car- reira de pesquisador. Aos 45 anos, Escher é pro- fessor de biologia da rede pú- blica estadual de ensino (prin- cipal ocupação profissional), mestrando do programa de pós-graduação de Produção Vegetal na Unesp de Jabotica- bal e ministra palestras-show, acompanhado de seu violão, quando discute ecologia com os mais diversos grupos so- ciais e investe na carreira ar- tística.

grupos so- ciais e investe na carreira ar- tística. enio lourenço seu lado cantor e escritor
grupos so- ciais e investe na carreira ar- tística. enio lourenço seu lado cantor e escritor
enio lourenço
enio lourenço

seu lado cantor e escritor

A produção cultural do biólogo são livros, discos e poemas que ele publica nas redes sociais. O Manual de Arborização das Calçadas, de 2004, nasceu a partir da experiência de um ano como diretor municipal de Meio Ambiente. “É um guia de A a Z, que ensina as pessoas a plantar uma árvore na frente de casa e indica 86 espécies nativas” – conta. Já no livro

enio lourenço
enio lourenço

Tempo de Ecologia – título, também, de sua palestra-show

– ele desperta a consciência

ecológica das pessoas. Agora, Escher prepara o livro digital Um sonho Eco- lógico, que é a sua autobio- grafia. Os capítulos narram a participação das pessoas em

diversos momentos de sua vida – na educação, nas artes,

na política. “É a minha quebra

de ingenuidade. Eu falo muito

sobre o coronelismo na políti- ca e os interesses pessoais dos

envolvidos”. A faceta de músico tam- bém está presente na obra de Escher, que lançou o disco Raiz e prepara um novo inti- tulado Rural. As quinze fai- xas sertanejas de cada álbum cantam a história do homem do campo e sua relação com o meio ambiente. “Enobrecem a cultura rural” – diz. No entan-

to, ele aponta a dificuldade para lançar o álbum: “O dis- co espera liberação de verba da Lei Rouanet. O projeto foi aprovado, mas faltam os recursos das empresas. Mui- tas delas não jogam limpo e querem ficar com parte do dinheiro. Por isso, vou es- perar a mudança da lei pela presidenta Dilma. Não quero fazer as coisas por debaixo do pano”.

a desilusão com a política

O trabalho ligado ao meio ambiente o levou à política. Porém, essas experiências o tornaram cético. “Eu sou des- crente e apartidário. Trata-se de uma guerra, de um vale tudo. Não quero mais fazer parte disso.” Em 1985, Escher colaborou na gestão do ex-prefeito Sér- gio Stamato. “Criamos o Par- que Ecológico, mas a ideia de trabalhar com educação e de

se criar um minizoológico foi

abandonada. Não era para se tornar isso que está aí” – diz.

O projeto previa uma área de

1000 alqueires. “Com a chega-

da dos bairros Centenário, Jar-

dim das Acácias e do Distrito Industrial, o parque foi sendo cercado e a área reduziu-se para seis alqueires.” O biólogo lamenta que hoje o parque es- teja abandonado e seja usado por usuários de drogas.

Em 2004, no último ano do governo do ex-prefeito Davi Peres Aguiar, Escher retor- nou
Em 2004, no último ano do
governo do ex-prefeito Davi
Peres Aguiar, Escher retor-
nou à vida política, no cargo
de diretor de Meio Ambiente,
e
transformou o parque em
uma Estação Ecológica, que
tem legislação ainda mais res-
tritiva. “Hoje, porém, o local
não tem condições de ser uma
Estação Ecológica. Durante
os governos Piffer (89-92/97-
00) foram plantadas espécies
estrangeiras, descaracterizan-
do a mata nativa. A solução
agora é transformar a área em
parque municipal, com a pre-
sença de guardas e da polícia
ambiental.”
enio lourenço

Bebedouro

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os estudos e o futuro

enio lourenço
enio lourenço

Escher vai retomar o mestrado na Unesp de Jabo- ticabal, em 2013, trancado devido a problemas finan- ceiros. O biólogo tem um projeto para a floresta nati- va da Fazenda Santa Irene, uma tradicional área verde da cidade. “O cultivo de roça no entorno da floresta possibilita que plantas inva- soras se estabeçam nas suas bordas. Então, eu pretendo pegar espécies nativas e fa- zer uma nova bordadura na floresta. Isso deveria ter sido

feito anos atrás para protegê- -la da cana, do colonião e das braquiárias africanas.” Esse romantismo com a natureza resume seus obje- tivos: “Minha vida é a eco- logia e eu não vou parar de estudar nunca, porque quan-

to mais a gente estuda, mais

percebe que não sabe nada.

O meu objetivo é contribuir

para manter os fragmentos de floresta remanescentes em Bebedouro, porque flo-

resta completa não existe mais”.

Poema da vida Por Edmilson Escher

Sou vivo como planta e existo no ser Sou fruto desse mecanismo Que não faz distinção, Que coloca um caminho à frente e conduz a emancipação Do mineral, do vegetal e do animal. Será que alguém duvida disso ainda? Seria o mesmo que ignorar a própria existência, Mostrando-se na carência de si mesmo! É chegada a hora da percepção maior, O momento da transição necessária, Para que sustentabilidade seja como a estrutura de uma falésia, Acenando ao mar a tranquilidade de suas rochas erodidas e equilibradas.

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futsal mulheres e jogadoras Elas enfrentam preconceitos para alcançar seu sonho Paulistas, catarinenses, gaúchas. As

futsal

mulheres e jogadoras

Elas enfrentam preconceitos para alcançar seu sonho

Paulistas, catarinenses, gaúchas. As meninas não têm mais de 20 anos e já moraram em diversos Estados. São an- darilhas do esporte amador, que trazem em seus rostos juvenis a luta contra o precon- ceito da família e da socieda- de por fazerem do futsal a sua vida. “Sempre joguei futebol na escola ou na rua com os moleques” – afirma a pivô An- dreliza Machanoschi,18. A equipe sub-21 do Bebe- douro Futsal Arte tem oito jo- gadoras, que integram também a equipe adulta, formada de 12 atletas – campeã da Série Prata da Copa Record de Futsal. Em julho, elas representaram Be- bedouro nos Jogos Regionais e por pouco não subiram ao pó- dio – o time ficou em 4º lugar. “Elas superaram as nossas ex- pectativas, mas com a derrota para Orlândia (2x1), em jogo em que perdemos uns 15 gols, não conseguimos chegar à fi- nal” – diz o treinador Marcelo Rodrigo Castro.

enio lourenço
enio lourenço

O salário das garotas varia

de R$ 300 a R$ 500 – livre de moradia e alimentação. A golei- ra Thalita, 20, é um exemplo. Ela largou o emprego de técnica de manutenção de banda lar- ga em São Paulo e apostou na defesa da meta bebedourense. “Eu jogava no Taboão da Ser- ra e conciliava o esporte com a outra profissão. Mas uma amiga me falou da peneira do Bebe- douro, disse que aqui havia boa estrutura, preparador de golei-

ras, então optei por vir pra cá e viver do futsal.”

O preconceito é lugar co-

mum no dia a dia das salonistas, por elas praticarem um esporte tradicionalmente de homens. A

catarinense Veronice Gomes Ferreira, 18, outra goleira e

estudante de educação física, acredita que a segregação de gênero é um problema nacio- nal. “Santa Catarina, onde há

a melhor estrutura do futsal

feminino, tem um povo muito racista e que subestima a mu- lher como se ela não tivesse

capacidade de atingir os seus objetivos” – conta. “A própria família, ao saber que queremos nos tornar jogadoras de futsal, chama de ‘sapatão’” – comple- menta a ala Natália Urso. Os beliches dos quartos conjugados talvez sejam os maiores cúmplices dos sonhos das esportistas. Ao falar da distância e da saudade de ami- gos e familiares, uma ou outra olham para o lado, mexem no cabelo e com a voz embar- gada dizem: “é complicado, né?”. Devido ao pouco tempo

de folga entre os treinamentos e jogos, as atletas fizeram do Bebedouro Futsal Arte a sua nova família.

fizeram do Bebedouro Futsal Arte a sua nova família. jogos regionais Bebedouro sediou competição Disputa foi

jogos regionais

Bebedouro sediou competição

Disputa foi entre 8 mil atletas, 61 cidades e 24 esportes

Os 56º Jogos Regionais do Estado de São Paulo ocorreram em Bebedouro, no início de julho. Ribeirão Pre- to sagrou-se campeã geral da competição, seguida por Araraquara e Franca. Bebe- douro ficou em 7º lugar. Na segunda divisão, a campeã foi Altinópolis, seguida de

Olímpia e Guaíra. Segundo o diretor de Esportes de Bebe- douro, Lúcio Mauro dos San- tos, sediar os Jogos foi reali- zar um sonho que vem desde 2009. “Antes não tínhamos pistas de atletismo adequa- das e nem estrutura para certas modalidades. Agora, Bebedouro está completa e

isso vai ficar para a cidade”

– diz. Bebedouro conquistou

seis medalhas: uma de ouro (voleibol feminino), quatro de prata (voleibol masculino, caratê masculino, tênis fe- minino e xadrez feminino) e uma de bronze, que a equipe da melhor idade ganhou no jogo de damas.

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As mensagens podem ser enviadas para jornalba@redebrasilatual.com.br ou para Rua São Bento, 365, 19º andar, Centro, São Paulo, SP, CEP 01011-100. As cartas devem vir acompanhadas de nome completo, telefone, endereço e e-mail para contato.

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Horizontal – 1. Cada uma das unidades residenciais, em prédio de habitação coletiva 2. grande tronco de madeira 3. sigla de Roraima; Estado brasileiro onde fica uma parte da Floresta Amazônica;

Botequim 4. Causar tribulação, afligir 5. instrumento manual, usado para cavar ou remover terra e outros materiais sólidos; Relativo a número 6. Adv. (ant.) Agora; suave 7. imediatamente, já; Clube do Remo 8. o ser humano, a humanidade; Designa um tempo limite em que alguma coisa, evento

etc. termina ou deve terminar 9. sílaba que não tem acento tônico; Parte do palácio de um sultão muçulmano onde ficam as mulheres 10. sigla do Estado de Rondônia; Despenca; igreja episcopal

Vertical – 1. Causar algum tipo de impedimento ou perturbação 2. Porta, de madeira ou de ferro

que, a partir da rua, dá acesso a um jardim público ou a uma casa, edifício etc.; nome de famoso treinador brasileiro de futebol, de sobrenome glória 3. Atmosfera; galho 4. série ou conjunto de roubos (plural) 5. ghraib, famosa prisão iraquiana; País situado na extremidade oriental da

Península Arábica; 6. Colocar em posição reta e vertical 7. República parlamentar federal de dezesseis estados cuja capital é Berlim 8. sigla do Estado do Espírito santo; Medida agrária; gemido 9. Entreter-se, distrair-se 10. Chá, em inglês; Pessoa que mostra cortesia, amabilidade, gentileza 11. Curso de água doce, letra anterior ao ene

10. Chá, em inglês; Pessoa que mostra cortesia, amabilidade, gentileza 11. Curso de água doce, letra

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