Análise de Riscos na Construção Civil

Guia de Orientações para o Formador
Módulo 1

Europeia CENFIC

União

República Portuguesa

POEFDS Programa Operacional Emprego, Formação e Desenvolvimento Social

Centro de Formação Profissional Análise de Riscos na Construção Civil da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul

Análise de Riscos na Construção Civil

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Ficha Técnica

Projecto Título Tipo de Recurso Áreas de Educação e Formação (nucleares) Propriedade Coordenação do Projecto

Segurança, Qualidade e Ambiente na Construção Civil (200-RD-2004) Análise de Riscos na Construção Civil Guia de Orientações para o Formador 580 - Arquitectura e Construção 862 - Segurança e Higiene no Trabalho CENFIC - Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul Direcção de Serviços de Gestão Estratégica Elisa Lopes Antunes Félix Esménio José Paulo Palhas Lourenço Cristina Leitão Silva José Paulo Palhas Lourenço Teleformar, Lda. CINEL - Centro de Formação Profissional da Indústria Electrónica Portugal, Prior Velho, Março de 2008 500 exemplares, em suporte informático

Coordenação Técnico-Pedagógica Autoria Apoio Multimédia e Concepção Gráfica Avaliação Técnico-Pedagógica 1ª Edição Tiragem depósito legal ISBN

Copyright 2008 Todos os direitos reservados CENFIC Av. Severiano Falcão • 2689-516 PRIOR-VELHO Tel.: +351 21 940 63 00 • Fax: +351 21 940 63 70 • E-mail: cenfic@cenfic.pt • www.cenfic.pt Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida ou transmitida por qualquer forma ou processo sem o consentimento prévio, por escrito, do IEFP - Instituto do Emprego e Formação Profissional ou do CENFIC - Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul. Produção apoiada pelo Programa Operacional de Emprego, Formação e Desenvolvimento Social (POEFDS), co-financiado pelo Estado Português - Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social e pela União Europeia, através do Fundo Social Europeu.

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Ícones

Actividades/Avaliação

Documentação de Referência/Bibliografia

Destaque

Glossário

Índice

Legislação

Objectivos

Plataforma de Formação a Distância/Internet

Recursos Multimédia DVD ou CD-Rom

Resumo

Videograma

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Índice

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Índice

• • •

Apresentação do Projecto Ficha Ambiental Enquadramento e Caracterização do Módulo
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Nota introdutória O Sector Algumas especificidades Pressupostos de elaboração do módulo Caracterização do público-alvo Áreas profissionais visadas Pré-requisitos, duração e nível de qualificação profissional Identificação do módulo Resumo do módulo Estrutura curricular e componentes de formação Objectivos de formação Objectivos gerais • Objectivos específicos Materiais e equipamentos a utilizar

M1 . 9 M1 . 13 M1 . 17 M1 . 19 M1 . 19 M1 . 19 M1 . 21 M1 . 22 M1 . 22 M1 . 23 M1 . 23 M1 . 23 M1 . 24 M1 . 25

orientações para o Formador
• • • • • • • • •

Programação do módulo Relação formador-formando Metodologia Actividades Temporização-sequencialização Avaliação Critérios de avaliação Recuperação-remediação Materiais pedagógicos Bibliografia recomendada Legislação Endereços electrónicos Plano de sessão Documentação de referência

documentação de Referência
• • •

1. Estaleiro de obra
• •

M1 . 26 M1 . 27 M1 . 29 M1 . 29 M1 . 29 M1 . 30 M1 . 31 M1 . 32 M1 . 33 M1 . 33 M1 . 33 M1 . 35 M1 . 37 M1 . 37 M1 . 39 SM 1

2.

Caminhos de Circulação
• •

SM 2

Plano de sessão Documentação de referência SM 3 Plano de sessão Documentação de referência SM 4 Plano de sessão Documentação de referência

3.

Instalações Administrativas
• •

4.

Instalações Sociais
• •

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Índice

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SM 5

5. Estaleiro de Apoio à Produção
• •

Plano de sessão Documentação de referência Plano de sessão Documentação de referência Plano de sessão Documentação de referência Plano de sessão Documentação de referência Plano de sessão Documentação de referência Plano de sessão Documentação de referência Plano de sessão Documentação de referência Plano de sessão Documentação de referência Plano de sessão Documentação de referência Plano de sessão Documentação de referência

SM 6

6. Equipamentos de Protecção Colectiva
• •

SM 7

7. Equipamentos de Protecção Individual
• •

SM 8

8. Funções em Estaleiro de obra
• •

SM 9

9. Movimentação de Terras e Escavações
• •

SM 10

10. Fundações
• •

SM 11

11. Estruturas
• •

SM 12

12. Alvenarias
• •

SM 13

13. Coberturas
• •

SM 14

14. Revestimentos
• •

Legenda:

M SM

Módulo - textos de enquadramento/caracterização Submódulo

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Apresentação do Projecto

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Apresentação do Projecto

O presente Guia de Orientações para o Formador insere-se num Projecto mais vasto que engloba dez recursos didácticos, em suporte papel e digital, no âmbito da Segurança, Qualidade e Ambiente na Construção Civil, a saber: • Análise de Riscos na Construção Civil 1. Guia de Aprendizagem do Formando (Manual do Formando) 2. Guia de Orientações para o Formador (Manual do Formador) 3. CD-ROM Multimédia 4. Aplicação Interactiva on-line Sistema de Gestão da Qualidade, Ambiente e Sustentabilidade 5. Guia de Aprendizagem do Formando (Manual do Formando) Resíduos na Construção e demolição 6. Guia de Aprendizagem do Formando (Manual do Formando) 7. Guia de Orientações para o Formador (Manual do Formador) 8. Videograma 9. Aplicação Interactiva on-line Energias Alternativas (ou Renováveis) 10. Guia de Aprendizagem do Formando (Manual do Formando)

• •

O desenvolvimento deste Projecto (200-RD-2004) decorre de uma candidatura apresentada pelo Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul (CENFIC) e aprovada no âmbito da Acção-Tipo 4.2.2.2 – Recursos Didácticos, do Programa Operacional Emprego, Formação e Desenvolvimento Social (POEFDS). Estes recursos, embora podendo ser explorados autonomamente, constituem módulos de formação que devem ser utilizados de forma articulada, entre si e com outros materiais neles referenciados, em múltiplos contextos, tais como sessões presenciais, a distância ou tutoradas na empresa, com vista a obter-se a máxima eficácia ao nível do processo de aprendizagem. Concluída a fase de concepção, cabe agora às equipas pedagógicas desenvolver as estratégias mais adequadas ao tempo de exploração e pesquisa dos materiais, aos contextos de aplicação, bem como às motivações e interesses dos seus destinatários. A coordenação do Projecto e a equipa de autores têm, porém, a convicção de que estes recursos podem constituir uma base de trabalho de grande utilidade e actualidade para todos aqueles que pretendem aprofundar ou desenvolver as suas competências pessoais e profissionais nos domínios da Segurança, Qualidade e Ambiente, num tempo que se assume como cada vez mais exigente ao nível do mercado de emprego e da sociedade em geral. Como em qualquer trabalho desta natureza, extensão e complexidade tentou-se fazer um rigoroso controlo de qualidade. Pelos erros de conteúdo, grafia ou outros, que, apesar

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Apresentação do Projecto

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disso, porventura tenham passado, apresenta-se desde já as desculpas de toda a equipa de trabalho, agradecendo todas as sugestões que possam contribuir para a sua correcção ou mesmo para a melhoria e enriquecimento global dos recursos didácticos que integram este Projecto.

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Ficha Ambiental

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Ficha Ambiental

ESPECIFICAÇÕES AMBIENTAIS
Informações, Recomendações e Boas Práticas A protecção ambiental deve ser uma preocupação de todos nós. Ela começa com os contributos individuais no consumo de energia, água, materiais e no destino que damos aos produtos em fim de vida útil. Este recurso didáctico é disponibilizado em suporte digital (CD-Rom ou DVD) e, apenas quando necessário, em suporte de papel. Cada um de nós, instituição formadora, formador, formando, vai utilizar para além deste guia, computadores, equipamentos periféricos (impressora, scanner, projector de vídeo, etc.) e muitos outros materiais (papel, tinteiros, discos graváveis, entre outros), durante e depois da acção de formação. Ao fazê-lo, podemos agir de forma a reduzir os impactes ambientais associados. Nesta pequena ficha procuramos dar informações básicas e recomendações de boas práticas ambientais que abarquem todo o ciclo de vida gerado pelo recurso didáctico e sua utilização operacional. INFoRMAÇÕES do PRoduTo: • Design, formatação, paginação e paleta de cores seleccionados de forma a, sem perda de qualidade gráfica, consumir o mínimo de papel e tinta; • Impresso em ambas as faces do papel que, se possível, deve ser reciclado a 100%; • Impresso com tintas atóxicas e ecológicas – vulgo “ecoprint”; • Selecção de empresa gráfica com preocupações e procedimentos amigos do ambiente. RECoMENdAÇÕES SoBRE BoAS PRÁTICAS AMBIENTAIS: Registe e pratique todas as regras que vier a conhecer sobre este tema! Impressão: antes de imprimir qualquer documento, pense! • Se é mesmo necessária a sua impressão. Caso seja, pondere sobre a qualidade que pretende da impressão: Rascunho? Normal? Optimizado? (A escolha depende das características do seu equipamento e determina o consumo de tinta); • Imprima, sempre que possível, frente e verso. Imprima de um só lado apenas excepcionalmente. No caso de um rascunho, imprima em papel já utilizado; • Deite o papel inutilizado no ecoponto azul. Consumíveis: antes de deitar fora, pondere! • Consulte as especificações ambientais do fabricante e os símbolos das embalagens. Verifique se o seu fornecedor habitual aceita a devolução do produto, utiliza procedimentos de reciclagem e tem um destino final certificado; • Em alternativa, adira, por exemplo, à campanha BR da AMI – Assistência Médica Ambiental. O programa BR – “Bio-Recuperação” ajuda o ambiente e, ao mesmo tempo,

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Ficha Ambiental

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contribui para o financiamento de uma organização sem fins lucrativos. Tel.: 21 415 51 31; Existem campanhas similares de outras organizações. Esteja atento(a).

Equipamentos: antes de comprar, verifique! • O equipamento tem indicação do seu desempenho energético? (categoria A é a melhor opção!); • O fabricante ou fornecedor tem um compromisso de qualidade favorável ao ambiente? - por exemplo: programa de recolha do produto, troca, reciclagem e destino final certificado? O produto ou embalagem têm indicações claras sobre o seu destino após a utilização? • O equipamento tem no seu manual de instruções especificações ambientais? – por exemplo: produção de ozono (O3), consumo de energia e grau de radiações (ver se existe etiqueta ENERGY STAR - www.energystar.gov), a possibilidade de utilização de papel reciclado e de tinteiros recicláveis; • O fabricante ou fornecedor disponibiliza informações sobre os cuidados a ter com as interferências dos campos magnéticos de alta intensidade? - por exemplo, os cabos USB devem ser pequenos (menores do que 3 metros) para assim minimizar as interferências deste tipo. Cuidados especiais com resíduos provenientes dos EEE – Equipamentos eléctricos e electrónicos, sobretudo com os perigosos: • O fabricante ou fornecedor cumpre com as obrigações impostas na lei sobre a gestão de resíduos provenientes de EEE? Sabe informar e dar indicações sobre este tema? • Merecem um especial cuidado os resíduos provenientes de: monitores, lâmpadas fluorescentes do scanner e lâmpadas do projector de vídeo – verifique se o seu fornecedor tem um programa de recolha do produto, troca, reciclagem e destino final certificado? • Caso não consiga outro meio de recolha de pequenas quantidades, informe-se junto da AMBICARE (www.ambicare.com), entidade privada certificada para a valorização de lâmpadas contendo mercúrio.

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Enquadramento e Caracterização do Módulo

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Enquadramento e Caracterização do Módulo

NoTA INTRoduTóRIA A análise dos riscos não é mais do que um exame cuidadoso dos factores que, no ambiente de trabalho, são susceptíveis de causar danos aos trabalhadores, permitindo determinar se as precauções tomadas são suficientes ou se é necessário adoptar mais medidas para prevenir eventuais danos. O objectivo será assegurar que ninguém sofra ferimentos ou contraia doenças profissionais. A análise dos riscos envolve a identificação dos perigos presentes e, portanto, a avaliação da extensão dos riscos conexos, tendo em conta as precauções existentes. Os resultados da análise de riscos permitem aos utilizadores escolher as boas práticas mais adequadas a cada situação concreta. Neste guia não se pretende realizar a análise de um caso concreto de uma empresa, nem tão pouco, uma análise exaustiva dos riscos na construção civil. O objectivo é contribuir para o desenvolvimento de competências na área da segurança em estaleiros de obra. Estes conhecimentos básicos de análise de riscos proporcionam aos formandos do Sector da Construção Civil o acesso a informações que lhes permitam compreender melhor os riscos associados aos processos construtivos, à mão-de-obra, aos equipamentos e aos materiais de construção e fazer escolhas mais responsáveis e seguras no seu futuro profissional, como intervenientes em obra. o SECToR A construção civil é uma das maiores indústrias da UE, com um volume de negócios anual superior a 900 mil milhões de euros e mais de 12 milhões de trabalhadores só na Europa dos 27. Infelizmente, também é a indústria que regista os piores resultados em termos de segurança e saúde no trabalho (SST), um problema que se calcula custe às empresas e aos contribuintes cerca de 75 mil milhões de euros por ano, para não falar no sofrimento humano. Embora, ao longo dos anos, se tenham registados progressos na melhoria dos níveis de SH&ST nesta indústria graças a uma cooperação mais estreita entre entidades empregadoras, trabalhadores e donos de obra, continua a haver grandes oportunidades de aumentar ainda mais esses níveis. AlGuMAS ESPECIFICIdAdES os riscos de acidente, em Portugal, são muito mais elevados neste Sector em comparação com a média da uE. • Os trabalhadores do Sector da Construção estão duas vezes mais susceptíveis de sofrerem um acidente não mortal do que os trabalhadores noutros Sectores. As quedas em altura, nomeadamente de andaimes, juntamente com os acidentes envolvendo as restantes actividades a decorrer nos estaleiros de obra, figuram entre os maiores

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problemas. Cerca de 1.300 trabalhadores do Sector da Construção morrem por ano, - o dobro da média de outros Sectores. As investigações demonstraram que a sinistralidade e mortalidade no Sector da Construção têm muitas vezes origem em factores anteriores às actividades desenvolvidas antes da abertura do estaleiro, isto é, na fase de concepção do projecto e da preparação de obra.

A incidência de perturbações músculo-esqueléticas neste Sector está significativamente acima da média da uE. • 48% dos trabalhadores sofrem de dores lombares (média da UE: 33%). • 36% dos trabalhadores queixa-se de problemas musculares no pescoço e nos ombros (média da UE: 23%). • 28% dos trabalhadores queixa-se de problemas musculares nos membros superiores (média da UE: 13%). • 23% dos trabalhadores sofrem de problemas musculares dos membros inferiores (média da UE: 12%). os problemas respiratórios generalizam-se não apenas devido ao amianto. • 600.000 trabalhadores do Sector da Construção trabalham em locais onde é detectada a presença de fibras de amianto. O amianto é um potente cancerígeno que provoca doenças mortais, tais como mesotelioma e amiantose. Os fumadores que inalam amianto têm muito mais probabilidades de desenvolver cancro de pulmão. • No Reino Unido morrem anualmente cerca de 750 trabalhadores dos segmentos da construção civil e da manutenção, vítimas de doenças relacionadas com o amianto. Prevê-se que este valor aumente consideravelmente durante a próxima década. • Os carpinteiros correm um risco elevado de contrair cancro da cavidade nasal devido à inalação do pó da madeira. • O pó resultante do corte ou manuseamento de produtos à base de sílica cristalina, tais como a areia, podem provocar dificuldades respiratórias, nomeadamente silicose. os solventes e outras substâncias perigosas agravam os riscos para a saúde dos trabalhadores. • O contacto frequente com substâncias principalmente líquidas, tais como óleos, resinas e produtos à base de cimento que contêm crómio IV, aumentam a probabilidade de ocorrência de problemas cutâneos. Durante a construção do Canal da Mancha, foi diagnosticada dermatite profissional a mais de um quarto dos 1 134 trabalhadores. • Os estudos demonstraram um risco acrescido de reforma antecipada entre os pintores e assentadores de pavimentos devido ao “sindroma dos solventes” (sintomas neuropsiquiátricos associados à exposição excessiva a solventes orgânicos, tais como os éteres e esteres de glicol). Esses sintomas podem incluir perda de memória, fadiga extrema e outros distúrbios do sistema nervoso central.

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outros riscos a que estão expostos os trabalhadores da construção • O contacto excessivo com o chumbo, por exemplo a remoção de pinturas à base de chumbo e o trabalho com canalizações de chumbo velhas, pode provocar disfunções do sistema nervoso central, provocar náuseas, cefaleias, cansaço e outros sintomas. • Níveis de ruído elevados aumentam o risco de problemas auditivos. Quase um em cada cinco trabalhadores dependentes do Sector (17%) está exposto de forma permanente a níveis elevados de ruído e mais de metade (53%) está sujeita a uma exposição parcial. • O síndrome de vibração mão-braço é um distúrbio comum entre o pessoal que trabalha com instrumentos eléctricos manuais, tais como berbequins e martelos pneumáticos. 19% dos trabalhadores dependentes da construção na UE estão expostos de forma permanente a vibrações e cerca de 54% apenas parcialmente. Neste guia tentaremos mostrar como os vários profissionais da construção civil podem identificar algumas más práticas em obra e adoptar medidas de prevenção mais adequadas ao risco a que estão expostos, evitando desta forma os incidentes/acidentes e enquadrar as medidas pró-activas a implementar em estaleiros de obra. PRESSuPoSToS dE ElABoRAÇÃo do Módulo O Sector da Construção Civil em Portugal, pelo número de trabalhadores, empresas envolvidas e risco associado a esta actividade tem vindo a ensombrar as estatísticas nacionais em termos de sinistralidade, o que por si só reflecte uma realidade que é a falta de formação em Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho SH&ST. A entrada em vigor do Decreto-Lei 272/2003 de 29 de Outubro (Directiva Estaleiros Temporários ou Móveis), veio reforçar a necessidade de formação a um maior número de Técnicos de Segurança e Coordenadores de Segurança, além da formação sempre necessária a trabalhadores, chefias e direcções das empresas do Sector. O presente recurso irá benefeciar as empresas, através da formação dos seus trabalhadores/formandos e disponibiliza um conjunto de documentos (Fichas de Análise de Riscos) com um carácter essencialmente prático, possibilitando a sua utilização nos desenvolvimentos práticos do Plano de Segurança e Saúde, obrigatoriedade enquadrada nas orientações da Directiva Estaleiros. O guia está estruturado em submódulos que foram divididos em várias fichas temáticas, em que os temas são apresentados de forma clara e sucinta e com possibilidade da realização de actividades pelo formando. De forma a assegurar conhecimentos e informações suplementares, são disponibilizados links e bibliografia básica sobre os vários conteúdos.

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CARACTERIzAÇÃo do PúBlICo-Alvo Os destinatários deste Módulo são, preferencialmente, os formandos de cursos de nível 3, desempregados ou trabalhadores com mais do 9.º Ano de Escolaridade, do Sector da Construção Civil e Obras Públicas. Pode também este Guia, no entanto, ser explorado em sessões de formação de nível 2, desde que com o devido enquadramento e acompanhamento. Sempre que se justifique ou seja considerado relevante pela equipa pedagógica, este recurso pode ainda constituir um suporte útil ao desenvolvimento ou aprofundamento de competências, em contexto de formação ou trabalho, por parte de engenheiros, arquitectos, projectistas, outros técnicos do Sector, bem ainda por estudantes de engenharia e arquitectura. ÁREAS PRoFISSIoNAIS vISAdAS Este Guia pode ser utilizado, em diferentes momentos, na animação de sessões de formação dirigidas a perfis profissionais muito diversificados e passíveis de enquadramento nas seguintes Áreas1:
Código 010 146 422 522 580 581 582 720 850 851 862
1

Área de Educação e Formação Programas de Base Formação de Professores e Formadores das Áreas Tecnológicas Ciências do Ambiente Electricidade e Energia Arquitectura e Construção Arquitectura e Urbanismo Construção Civil e Engenharia Civil Saúde Protecção do Ambiente Tecnologia da Protecção do Ambiente Segurança e Higiene no Trabalho

Conforme a Portaria nº 256/2005 de 16 de Março que define a Classificação de Áreas de Educação e Formação.

Considerando as competências visadas, e sem prejuízo das profissões tradicionais, este recurso tem especial utilidade para os profissionais (em exercício ou em formação) com intervenção directa na concepção, coordenação, gestão da segurança, fiscalização, controlo e execução de obra ou estaleiro de Construção Civil e Obras Públicas, tais como: • Técnico de Obra/Condutor de Obra; • Técnico de Segurança e Higiene no Trabalho; • Técnico de Desenho de Construção Civil; • Técnico de Medições e Orçamentos; • Técnico de Topografia;

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Enquadramento e Caracterização do Módulo

Encarregados e outros técnicos do Sector.

PRé-REQuISIToS, duRAÇÃo E NívEl dE QuAlIFICAÇÃo PRoFISSIoNAl Não existem pré-requisitos absolutos para frequentar ou explorar o presente Módulo, embora se recomende que os aprendentes respeitem, pelo menos, duas das seguintes condições: • Trabalhar ou estar a iniciar uma profissão no Sector da Construção Civil; • Possuir o 9.º ano de escolaridade; • Estar a frequentar um curso de nível 3, dirigido a uma das saídas profissionais do Sector da Construção Civil. Este recurso pode inserir-se, com durações variáveis, em diferentes trajectórias ou itinerários de formação inicial e contínua, desde que os respectivos objectivos pedagógicos incluam, entre outros, os domínios da Segurança, Qualidade e Ambiente. Sugere-se, não obstante, 25 a 50 horas de trabalho - não necessariamente presenciais para que haja uma efectiva aquisição dos conhecimentos e competências propostos pelo Guia de Aprendizagem, incluindo visitas de estudo e outras actividades práticas. Este Módulo não confere, se ministrado autonomamente, qualquer nível de qualificação, não obstante possa constituir uma unidade capitalizável de um itinerário de formação de nível 3, após integração no Catálogo Nacional de Qualificações.

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IdENTIFICAÇÃo do Módulo Análise de Riscos na Construção Civil RESuMo O objectivo do Guia de Aprendizagem do Formando de Análise de Riscos na Construção Civil é contribuir com um recurso técnico-pedagógico, num Sector de actividade em que a formação e informação aos trabalhadores é insuficiente, traduzindo-se desta forma num número significativamente grande de acidentes de trabalho. O Guia de Aprendizagem pretende introduzir alguns conhecimentos gerais de segurança e higiene ocupacional, integrados em contexto de estaleiro de obra. Assim o primeiro conjunto de submódulos (estaleiro de obra, caminhos de circulação, instalações administrativas, …) enquadra o formando no âmbito das instalações existentes em estaleiro de obra, seus riscos e medidas preventivas associadas à implantação, exploração e desmobilização destas instalações. O acto de construir é apresentado nos submódulos seguintes, baseado nas actividades mais significativas, sendo caracterizadas essas actividades e analisados os riscos e medidas preventivas que lhe estão associados. Em todos os submódulos são apresentadas Listas de Verificações e/ou Fichas de Análise de Riscos, com base nos temas específicos e na realidade concreta do estaleiro de obra. Assim pretendemos tornar este recurso num documento essencialmente prático ao possibilitar a sua utilização na formação em sala ou em contexto real de trabalho, bem como nos desenvolvimentos práticos do Plano de Segurança e Saúde. Os pré-requisitos, materiais e equipamentos a utilizar são constantes em todo o Guia de Aprendizagem, pelo que apenas serão indicados nesta nota introdutória.

ESTRuTuRA CuRRICulAR E CoMPoNENTES dE FoRMAÇÃo As competências visadas pelo Guia de Aprendizagem têm natureza transversal, pelo que devem integrar as três componentes de formação: sociocultural, científico-tecnológica e prática, quer em contexto de formação quer de trabalho. Este módulo apresenta a seguinte estrutura curricular: 0. Enquadramento do Módulo 1. Estaleiro de Obra 2. Caminhos de Circulação 3. Instalações Administrativas 4. Instalações Sociais 5. Estaleiro de Apoio à Produção 6. Equipamentos de Protecção Colectiva

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7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. 14. 15.

Equipamentos de Protecção Individual Funções em Estaleiro de Obra Movimentação de Terras e Escavações Fundações Estruturas Alvenarias Coberturas Revestimentos Anexos

Enquadramento do Módulo

Estaleiro de Obra Caminhos de Circulação Instalações Administrativas

Instalações em Estaleiro de Obra

Instalações Sociais Estaleiro de Apoio à Produção

Equipamentos de Protecção Colectiva

Movimentação de Terras Fundações

Equipamentos de Protecção Individual

Estruturas Alvenarias Coberturas

Funções em Estaleiro de Obra

Revestimentos

Actividades de Produção Glossário Documentação de Referência Anexos Legislação Actividades/Avaliação
Resolução ou Desenvolvimentos Propostos

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oBjECTIvoS dE FoRMAÇÃo objectivos Gerais O Guia de Aprendizagem Análise de Riscos na Construção Civil visa: 1. Identificar os elementos constituintes de um estaleiro de obra; 2. Identificar as fases principais dos processos construtivos; 3. Analisar os riscos associados aos processos construtivos, profissões, equipamentos e materiais. objectivos Específicos No final do Guia de Aprendizagem cada formando deve estar apto a: 1. Reconhecer a necessidade da análise de riscos em estaleiros de obra; 2. Identificar os principais elementos constituintes de um estaleiro de obra, os seus riscos e medidas preventivas; 3. Identificar os principais processos construtivos, as actividades que decorrem em obra e os diferentes materiais de construção, bem como os respectivos riscos associados; 4. Identificar os riscos específicos das profissões presentes em estaleiro de obra; 5. Caracterizar as funções presentes em obra, respectivos riscos e medidas preventivas; 6. Identificar os diversos tipos de EPC (Equipamento Protecção Colectiva) e os riscos associados; 7. Identificar os diversos tipos de EPI (Equipamento Protecção Individual) a disponibilizar em obra e a sua função; 8. Elaborar fichas de análise de riscos adequadas ao trabalho a realizar; 9. Compreender e aplicar, através de exemplos, a hierarquização dos riscos em obra.

MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR
• • • • Guia de Aprendizagem; Bloco de notas e caneta; Computador e aplicação interactiva; Equipamento de Protecção Individual: • Capacete de protecção • Óculos de protecção • Colete reflector • Botas de protecção

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Orientações para o Formador

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Orientações para o Formador

PRoGRAMAÇÃo do Módulo O módulo Análise de Riscos na Construção Civil deve realizar-se num Centro de Formação que reúna as condições mínimas em termos de espaço, instalações, meios, recursos materiais e humanos e com formandos de um contexto laboral estandardizado. No entanto, dado que existem diferentes contextos laborais, económicos e sociais, a programação da acção de formação será aberta, flexível e adaptável às necessidades, nível de interesses e aptidões dos formandos, assim com às instalações de recursos materiais do Centro de Formação. RElAÇÃo FoRMANdo-FoRMAdoR Os objectivos gerais do módulo relativamente à relação Formando-Formador serão entre outros: • Estabelecer um clima positivo de relacionamento e colaboração com a envolvente, valorizando a comunicação como um dos aspectos essenciais na formação; • Desenvolver a iniciativa, o sentido da responsabilidade, a identidade e a maturidade profissional que permitam melhorar a qualidade da formação e do trabalho, motivando o aperfeiçoamento profissional contínuo; • Valorizar a importância do conhecimento e das competências profissionais, quer de carácter formal quer informal, e a sua repercussão na actividade e imagem da pessoa, do Centro de Formação e da empresa; • Seleccionar e valorizar criticamente diversas fontes de informação relacionadas com a profissão, de forma que permitam a capacidade de auto-aprendizagem e possibilitem a evolução e adaptação das suas capacidades profissionais às mudanças tecnológicas e organizativas do Sector profissional em que se inserem. METodoloGIA No momento de desenvolver a metodologia aplicável ao módulo, o formador deverá ter em conta os seguintes princípios psicopedagógicos: 1. Partir dos conhecimentos prévios; 2. Promover a aquisição de aprendizagens significativas; 3. Utilizar metodologias: a. Activas e motivadoras por parte do formador; b. Participativas da parte do formando; 4. Favorecer o desenvolvimento integral do formando; 5. No desenvolvimento da metodologia em Formação Profissional temos que ter presente a iminente integração do formando no mundo do trabalho e a actualização e aumento de competência para os que buscam na formação um meio de progressão na carreira profissional; 6. Coordenação com a equipa formativa de outros módulos, se a matéria a tratar assim o requerer. O formador promoverá uma metodologia activa e participativa, procurando centrar o pro-

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cesso de aprendizagem no formando. O formando deverá, assim, ter a oportunidade de participar com as suas ideias, dando a sua opinião, de forma a que o formador conheça os seus interesses, motivações, necessidades e expectativas, sem perder de vista a envolvência laboral onde está ou poderá vir a integrar-se. O método de formação será construtivista, ou seja, será dirigido à construção de aprendizagens significativas, isto é, a partir dos seus conhecimentos prévios o formando elaborará novas aprendizagens. As acções de formação iniciar-se-ão com a comunicação do tema e exposição dos objectivos, através de um esquema de conteúdos a tratar (que poderá ser desenvolvido no quadro ou através de uma apresentação de dados já elaborados, com recurso a videoprojector). De seguida, pode realizar-se uma série de perguntas para conhecer o nível de conhecimentos prévios que o formando possui, de forma a aproveitá-los e rentabilizá-los ao máximo durante a sessão de formação. Durante o desenvolvimento dos conteúdos deverá privilegiar-se a utilização de exemplos relacionados com o contexto laboral e/ou social dos formandos, para que desta forma se sintam implicados e participem. De forma a suscitar a participação no processo de formação-aprendizagem do formando a exposição teórica deverá ser breve para, de imediato, realizar exercícios práticos. Assim, e em resumo, dever-se-á seguir uma metodologia que facilite a interacção, fomente a responsabilidade sobre a aprendizagem, assegure a motivação, favoreça a modificação ou aquisição de novas atitudes, possibilite o desenvolvimento de competências e potencie a avaliação como um processo de feedback contínuo. O formador poderá também fazer referência a temas transversais que contribuam para o aprofundamento do estudo em causa. ACTIvIdAdES O objectivo das actividades é motivar e facilitar a aprendizagem dos formandos para atingir as competências estabelecidas para a formação. As actividades podem ser grupais ou individuais, devem seguir uma ordem, começando por actividades simples que poderíamos chamar de enquadramento ou motivação, e continuando através de actividades de dificuldade progressiva destinadas a desenvolver os conhecimentos programados; também existirão actividades orientadas para a personalização e individualização da aprendizagem; levar-se-ão a cabo actividades de ampliação de conhecimentos para aqueles formandos que superem com facilidade os objectivos propostos, ou de recuperação para aqueles que apresentem dificuldades. Algumas das actividades a desenvolver podem revestir a seguinte natureza: • Exercícios individuais ou em equipa; • Leitura e análise de artigos em revistas ou literatura especializada;

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• • • • • • •

Jogos pedagógicos ou simulações; Exposição, em sala, realizada pelos formandos sobre determinados conteúdos; Brainstorming, role-playing, entre outras técnicas; Debate sobre as actividades e conclusões realizadas; Visita de estudo a obras ou entidades relacionadas com os temas apresentados; Participação em conferências/seminários, workshops sobre os temas abordados; Pesquisa ou procura de informação por parte dos formandos em diversas instituições e entidades.

No caso da Análise de Riscos na Construção Civil, a realidade do conhecimento é dependente da proximidade dos problemas, pelo que aos formandos com experiência profissional devem ser proporcionadas oportunidades de aprofundamento e redescoberta de saberes não explorados. Sempre que possível, os formandos devem sair para o exterior, seja numa visita organizada e dirigida pelo formador ou Centro de Formação, seja através de pesquisa autónoma de informação relacionada com a unidade de trabalho. As visitas deverão ser aprovadas pelo responsável da acção ou do Centro que organiza a formação. TEMPoRIzAÇÃo-SEQuENCIAlIzAÇÃo A temporização é o tempo das sessões formativas que vamos dedicar aos respectivos conteúdos. Este tempo pode variar em função dos temas e das actividades previstas. A sequencialização consiste na ordenação e gestão adequada das sessões. Uma sequencialização standard seria a seguinte: • Primeira sessão: Exposição de um esquema de conteúdos e diagnóstico dos conhecimentos prévios. • Segunda sessão e seguintes: Desenvolvimento dos conteúdos e realização de actividades. • última sessão: Avaliação sumativa e sistémica do processo de aprendizagem, pelos formandos e pelo formador. Quando se trata de um módulo formativo integrado num itinerário ou percurso mais alargado é necessário fazer referência ao momento temporal, isto é, a que período de tempo pertence a unidade. Também poderá fazer-se referência à ordem em que se deve ministrar, antes ou após, dependendo dos conhecimentos prévios necessários para o estudo da unidade que se está a tratar, ou se estes conhecimentos são indispensáveis para o estudo de unidades posteriores. As visitas de estudo devem ter um planeamento específico e atempado, de forma a cumprirem cabalmente os seus objectivos. Todas as visitas ou actividades no exterior devem ter um plano de acção e uma avaliação no final.

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AvAlIAÇÃo A avaliação deverá ser contínua, formativa e sumativa. Isto significa que se deve realizar um acompanhamento contínuo e individualizado do formando ao longo de todo o processo de formação-aprendizagem; a avaliação é, portanto, um elemento fundamental deste processo. A avaliação supõe uma recolha de informação que se realiza através de diversas acções que não são exclusivamente provas, fichas de trabalho e testes, mas também a observação contínua: das questões colocadas, dos debates, dos trabalhos, das atitudes, do comportamento diário, da assiduidade, etc. Esta informação permite-nos ter um conhecimento acerca de como está a decorrer o processo de formação-aprendizagem, ou seja, se o formando está a adquirir as competências previstas. Aconselha-se que os formandos elaborem um dossiê/caderno de apontamentos, trabalhos, exercícios e actividades, para que o formador possa valorizar estes aspectos. No processo de avaliação o formador deve perguntar: • Como se avalia? Esta pergunta foi respondida quando indicámos que a avaliação é contínua. Quando se avalia? As fases da avaliação contínua podem ser concretizadas em: • Avaliação inicial Trata-se de conhecer os conhecimentos prévios dos formandos, assim como as suas atitudes, competências e também motivação. Atingido este objectivo, são colocadas questões, de forma a que os formandos respondam de forma livre ou enquadrada: produção curta, escolha múltipla, emparelhamento ou associação, etc. • Avaliação formativa ou processual Trata-se da avaliação ao longo de todo o processo formativo - tem carácter regulador, orientador e auto-corrector do processo formativo. Avaliação sumativa Também se denomina como final, global ou resumo. Consiste na necessidade de pôr uma única nota ao formando no final do processo avaliativo, que será a classificação resultante de toda a avaliação contínua.

O que se avalia? Avalia-se a aprendizagem dos formandos, ou seja, a aquisição das competências terminais e a sua fundamentação científica. A avaliação deve, também, avaliar os conhecimentos, os conceitos, os procedimentos e as atitudes. Podem-se estabelecer diferentes critérios de qualificação para ponderar cada uma das componenetes de aprendizagem. Isto pode ser muito variável e subjectivo e recomendase a definição destas ponderações em reunião pedagógica.

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aplicação informática. normalmente. A recuperação é mais uma parte do processo de formação-aprendizagem e tem início quando se detectam dificuldades no formando. RECuPERAÇÃo-REMEdIAÇÃo A recuperação deve-se entender como uma actividade ou conjunto de actividades e não como um exame. legislação. documentação de referência. distinguem-se as seguintes categorias: • Material didáctico São os materiais que necessitamos para o desenvolvimento da unidade. computadores. 33 Orientações para o Formador CRITéRIoS dE AvAlIAÇÃo Como já indicámos anteriormente pretende-se avaliar a aquisição das competências terminais. MATERIAIS PEdAGóGICoS São aqueles que precisamos para a realização da programação e posterior desenvolvimento da formação. etc. • Material bibliográfico complementar Como bibliografia pode-se utilizar a que o formador indica em cada unidade.M1 . A avaliação contínua deverá ser sustentada em critérios de avaliação cujos parâmetros medirão o grau de aprendizagem do formando e a medida de progresso e “concretização” dos objectivos estabelecidos no processo de formação-aprendizagem. vídeogravador. além de sítios na internet ou outros materiais de consulta em suporte papel ou digital. a um bloco temático. sem aguardar o insucesso. Aconselha-se a sua elaboração a partir de cada tema e tendo sempre presente os conteúdos da unidade. portanto. quadro. canetas. os critérios de avaliação estão agrupados por capacidades terminais. tais como: revistas e livros especializados. videoprojector. O Projecto formativo do Centro de Formação. Os materiais de enquadramento que apoiem a eficácia e eficiência do processo de formação-aprendizagem. realizando com ele actividades complementares de reforço e apoiando aqueles pontos onde o formando sente dificuldades. Estas capacidades e critérios referem-se. Através dos critérios de avaliação constata-se a aquisição das capacidades terminais. de forma que a cada capacidade lhe corresponda uma série de critérios de avaliação determinados. • CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Material curricular Os decretos que regulam a formação profissional e contínua designadamente os que correspondem à modalidade de intervenção.

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Documentação de Referência BIBLIOGRAFIA E ENDEREçOS ELECTRÓNICOS CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Gerhard. • González. M.Qualidade e Segurança no Trabalho”. 2006.º 41821 de 11 de Agosto de 1958 . Gerardo. tendo em vista a aproximação das disposições legislativas dos Estados membros. Luís . • Branco. Luís. IST/IDICT.Glossário”. Germano. • Cabral. • Freitas. “Riscos de Soterramento na Construção”. “Manual de Segurança . “Organização do Estaleiro”. Higiene e Saúde em Estaleiros de Construção”. • Franco.Construção. 1996. “Construção Civil e Obras Públicas: a coordenação de segurança”. 1998. José.Direcção-Geral do Emprego. “Manual de Segurança no Estaleiro”. Luís. Edições Serviços de Publicações Oficiais das CE. • Decreto-Regulamentar n. IDICT. Sílabo. Manuel. IDICT. “Segurança e Higiene do Trabalho”. Alberto. • Pinto. Abel. Luxemburgo. Volume 2. IDICT. Vida Económica. IDICT. Alves. IDICT. 1974. 1999. Francisco. • Azevedo. “Manual de Segurança no Estaleiro”. Restauro de Edifícios”. • Silva. “ Dicionário Técnico da Construção Civil”. “Sinalização de Segurança e Saúde nos Locais de Trabalho”. 1996. IGT. Fernando.Transpõe para o direito interno a Directiva do Conselho n.Aprova o Regulamento das Instalações Provisórias Destinadas ao Pessoal Empregado nas Obras. LNEC. 1996. • Amaral.º 33/88 de 12 de Setembro .º 441/91. M. “ Movimentação Manual de Cargas”. AECOPS. 2003. “Segurança na Construção . “Prévencion de Accidentes en la Construccion”. Fernando A .º 89/106/CEE. • Nunes. Almedina. Conservação. de 14 de Novembro . Editora Lusófona. “Segurança e Saúde no trabalho . 1993. • Santos. 1998. 1996. Gandra do. de 21 de Dezembro de 1988. Neves da. Porto Editora. L. 2004. 1996.Direcção “Saúde Pública e Segurança no Trabalho” Guia para a Avaliação de Riscos no Local de Trabalho.Aprova o Regulamento da Sinalização Temporária de Obras e Obstáculos na Via Pública. “Escavações em Solos e a sua Estabilidade”. • Roxo.M1 . lEGISlAÇÃo • Decreto-Lei n. • Dias. IDICT. • Dias.Avaliação e Controlo de Riscos”. EPGE. 2006. 2004. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . “Plano de Segurança e Saúde na Construção”. Luís Fontes. L. 1996. CEAC. • Miguel. • Decreto-Lei n. “Segurança. • Decreto-Lei n. • Teixeira. AECOPS.º 46427 de 10 de Julho de 1965 . IDICT. 1999. 1989. “Gestão de Segurança”. Filomena. IDICT.Aprova o Regulamento de Segurança no Trabalho da Construção Civil . 37 Documentação de Referência . 1971. “Estudo da Implantação e Organização de Estaleiros”. • Lucas. “Utilização de Produtos Químicos Perigosos”. IDICT 1996. A.º 113/93 de 10 de Abril . Relações Industriais e Assuntos Sociais . “Coordenação de Segurança na Construção: Que Rumo?”. “Manual de Higiene e Segurança do Trabalho”. 2006. 1999. • Fonseca. Maria. “Construção . Alves. 2000. IDICT. • Rodrigues. EPGE. 2006.RSTCC. Paz. • Dressel. • Decreto-Lei n. Maria.º 89/391/CEE relativa à aplicação de medidas destinadas a promover a melhoria da segurança e da saúde dos trabalhadores no trabalho. • Gonelha.Transpõe a Directiva n.Bibliografia e Endereços Electrónicos BIBlIoGRAFIA RECoMENdAdA • Comissão Europeia . relativa aos produtos de construção. • Machado. António “Concepção de Locais de Trabalho”. • Franco.

Prescrições mínimas de segurança e de saúde para a utilização pelos trabalhadores de equipamentos de trabalho.º 102/2000 de 2 de Junho . Lei 35/2004 de 29 de Julho .Aprova o novo regime jurídico dos acidentes de trabalho e doenças profissionais.Bibliografia e Endereços Electrónicos M1 .º 98/37/CE de 22 de Junho relativa às regras de colocação no mercado e entrada em serviço de máquinas e dos componentes de segurança. Portaria nº 58/2005 de 21 de Janeiro . Portaria n.Regulamenta o Código do Trabalho.º 92/57/CEE. Decreto-Lei n. Higiene e Saúde no Trabalho. Portaria n. Decreto-Lei 320/2001 de 12 de Dezembro .Estabelece as regras relativas à informação estatística sobre acidentes de trabalho e doenças profissionais.Transpõe para o direito interno a Directiva n.Transpõe para o direito interno a Directiva n. Decreto-Lei n.Altera o Decreto-Lei n.º 566/93 de 2 de Junho .º 347/93 de 1 de Outubro .Prescrições mínimas de segurança e saúde respeitantes à exposição dos trabalhadores aos riscos devidos ao ruído.º 141/95 de 14 de Junho . Decreto-Lei n.º 273/2003. Lei 99/2003 de 27 de Agosto . Decreto-Lei n. Decreto-Lei nº 50/2005 de 25 de Fevereiro .Aprova o Código do Trabalho. Decreto-Lei n.Regulamenta as prescrições mínimas de colocação e utilização da sinalização de segurança e saúde no trabalho. bem assim.º 146/2006 de 20 de Fevereiro .Prescrições mínimas para a sinalização de segurança e de saúde no trabalho.Estabelece as normas de certificação da aptidão profissional e de homologação de cursos de formação profissional dos perfis profissionais de condutor(a) manobrador(a) de equipamentos de movimentação de terras e condutor(a) manobrador(a) de equipamentos de elevação. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .º 133/99 de 21 de Abril .Regulamenta as exigências essenciais das obras susceptíveis de condicionar as características técnicas de produtos nelas utilizados e. de pedreiro (m/f ).Transpõe para o direito interno a Directiva n. Decreto-Lei nº 182/2006 de 6 de Setembro .º 89/654/CEE de 30 de Novembro relativa às prescrições mínimas de segurança e de saúde para os locais de trabalho). as inscrições relativas à marca de conformidade CE e respectivos sistemas de comprovação. Portaria n.Estabelece as normas de certificação da aptidão profissional e de homologação de cursos de formação profissional dos perfis profissionais de carpinteiro(a) de estruturas [carpinteiro(a) de cofragens].º 101/96 de 3 de Abril . 38 • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • Portaria n.º 89/656/ CEE de 30 de Novembro relativa às prescrições mínimas de segurança e de saúde na utilização de equipamentos de protecção individual. Decreto-Lei n.º 26/94 de 1 de Fevereiro . Decreto-Lei n.º 1456-A/95 de 11 de Dezembro .Aprova o estatuto da Inspecção-Geral do Trabalho.º 12/2004 de 9 de Janeiro . de 24 de Junho relativa a prescrições mínimas de segurança e saúde a aplicar nos estaleiros temporários ou móveis. Lei nº 100/97 de 13 de Setembro .Estabelece as regras técnicas de concretização das prescrições mínimas de segurança e saúde nos locais e postos de trabalho dos estaleiros. de 29 de Outubro .Transpõe para o direito interno a Directiva n.º 348/93 de 1 de Outubro .Estabelece o Regime Jurídico aplicável ao exercício da actividade de construção.º 441/91 de 14 de Novembro relativo aos princípios de prevenção de riscos profissionais.Documentação de Referência . de armador(a) de ferro e de ladrilhador(a). Decreto-Lei n. Decreto-Lei n.º 362/93 de 15 de Outubro .Estabelece o regime de organização e funcionamento das actividades de Segurança.

Arquitectura.osha. Decreto-Lei nº 266/2007 de 24 de Julho .Autoridade para as Condições do Trabalho • www.pt .com . de 3 de Novembro.Aprova a orgânica da Autoridade para as Condições do Trabalho. que aprova o Regulamento Geral do Ruído.Laboratório Nacional de Engenharia Civil • www. Engenharia e Construção • www.Occupational Safety and Health Administration • www.Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social • www.int .apambiente.gov.org .pt .es/insht .pt .Transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva 2003/18/CE.Aprova o modelo de ficha de aptidão médica.Instituto Nacional de Seguridad e Higiene en el Trabajo • www.cenfic.Institut National de Recherche et de Sécurité • www.pt . ENdEREÇoS ElECTRóNICoS • www.iefp. de 17 de Janeiro.pt .pt . revendo o Decreto-Lei nº 243/2001 de 5 de Setembro.Agência Portuguesa do Ambiente • www.fr . relativa à protecção sanitária dos trabalhadores contra os riscos de exposição ao amianto durante o trabalho.gov/niosh .cdc.gov.hse.Autoridade Nacional de Protecção Civil • www.Estabelece o regime da qualidade da água destinada ao consumo humano.construlink. do Conselho.pt .AECOPS (Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas do Sul) • http://agency.catalogo.lnec.pt . que aprova a lista das doenças profissionais e o respectivo índice codificado. Decreto-Lei nº 305/2007 de 24 de Agosto .M1 .Altera o Decreto-Regulamentar nº 6/2001 de 5 de Maio.gov.gov.pt .anq. Decreto-Lei nº 326-B/2007 de 28 de Setembro .National Institute for Occupational Safety and Health • www.Transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva nº 2006/15/CE.inrs. Portaria nº 299/2007 de 16 de Março .Estabelece o regime de prevenção de acidentes graves que envolvam substâncias perigosas e de limitação das suas consequências para o homem e para o ambiente.Altera o Decreto-Lei nº 9/2007. 39 Documentação de Referência . Decreto-Regulamentar nº 76/2007 de 17 de Julho .pt .pt . que estabelece uma segunda lista de valores limite de exposição profissional (indicativos) a agentes químicos.gov.Direcção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho • www.revistaseguranca.Organização Internacional do Trabalho • www.Revista Segurança CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .aecops.mtss.act.ipq.mtss.pt .eu.com .Catálogo de Profissões • www.Instituto Português da Qualidade • www.uk . que transpôs para a ordem jurídica interna a Directiva nº 98/83/CE.Regras técnicas das instalações eléctricas de baixa tensão.dgert. Decreto-Lei nº 254/2007 de 12 de Julho .ilo.Centro de Formação Profissional Industria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul • www.mtas.isq.Health and Safety Executive • www. Decreto-Lei nº 278/2007 de 01 de Agosto .pt .Instituto do Emprego e Formação Profissional • www. Decreto-Lei nº 306/2007 de 27 de Agosto .Bibliografia e Endereços Electrónicos • • • • • • • • • Portaria nº 949 –A/2006 de 11 de Setembro .proteccaocivil.Diário da República Electrónico • www.dre.Instituto de Soldadura e Qualidade • www.

com . 40 • • http://sinalux.3m.Bibliografia e Endereços Electrónicos M1 .3M Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Sinalux www.Documentação de Referência .eu/PT .

Estaleiro de Obra CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .1.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Ficha de trabalho sobre os condicionalismos • Listas de verificações . 1 Estaleiro de Obra SuBMódulo 1 Estaleiro de obra duração: mínimo: 2 horas. podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo. etc. Centro de Formação.SM1 .vedação e controlo de acessos e infra-estruturas técnicas provisórias • Casos práticos • Visita a estaleiro de obra CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . máximo: 4 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível. envolvente.

Delimitação do Estaleiro 2.4 Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

durante a fase de implantação. pelo menos. • Identificar e descrever. • Atribuir à entidade executante a responsabilidade de estabelecer medidas preventivas adequadas aos riscos identificados. • Identificar os requisitos que a vedação de obra deverá possuir. dez aspectos relacionados com a funcionalidade e condições de segurança do estaleiro. • Indicar. oito riscos frequentes em estaleiro de obra relacionados com a vedação e acessos. quatro infra-estruturas aéreas ou enterradas presentes no estaleiro de obra. • Identificar as infra-estruturas técnicas a disponibilizar nos estaleiros de obra. IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 1: Estaleiro de Obra Fichas temáticas: Condicionalismos existentes no local Delimitação do Estaleiro Infra-estruturas técnicas provisórias Temas: Estaleiro de obra Condicionalismos existentes no local Delimitação de estaleiro Vedação Infra-estruturas técnicas 2. 3. • Identificar. • Executar o reconhecimento ao local de implantação de estaleiro de obra. 3 Estaleiro de Obra PlANo dE SESSÃo 1.SM1 . pelo menos. • Compatibilizar a implantação da vedação com os caminhos de acesso e portaria. • Identificar em que fase se deve efectuar um reconhecimento ao local e envolvente ao estaleiro. oito medidas de prevenção referentes à delimitação CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . cada formando deverá estar apto a: • Enumerar os três condicionalismos locais relevantes para a implantação do estaleiro. pelo menos. cada formando deverá estar apto a: • Identificar os condicionalismos existentes em estaleiro de obra. oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação. • Listar. • Enumerar. pelo menos. dos diferentes tipos de vedação de obra. dando exemplos. oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo.

Listar. Descrever a importância dos meios de comunicação num estaleiro. • Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos. • 1 Computador. Identificar e descrever os requisitos básicos de segurança relativamente à rede de gás. • 1 Flipchart ou quadro de papel. quatro infra-estruturas técnicas a implantar num estaleiro de obra. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • 1 secretária e 1 cadeira para formador. • 1 Videoprojector.Estaleiro de Obra SM1 . 4 • • • • do estaleiro. • Material auxiliar para os formandos. Elaborar uma lista de verificações para as infra-estruturas técnicas . 4. • Canetas/Marcadores para o quadro de papel. pelo menos.rede de águas e rede eléctrica. • 1 Tela.

Tempo acumulado 1. comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto Condicionalismos existentes no local Delimitação física da obra Infra-estruturas técnicas provisórias (rede de águas. Observação Avaliação oral (ficha de trabalho e lista de verificações) 90 min.SM1 . CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 2. rede de esgotos. 4 min. 5. 4. 6. rede de gás) Sínteses intermédias Avaliação Interrogativo e expositivo Métodos Activos a seleccionar pelo Formador Videoprojector e computador Expositivo Videoprojector e computador - 2 min. Avaliação Oral - 3 min. 120 min. ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Tempo parcial 2 min. 7. Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão Expositivo - - 15 min. 5 Estaleiro de Obra 5. 15 min. Comunicar o tema da sessão Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais. 105 min. 3. Interrogativo Expositivo e interrogativo - 4 min. instalações eléctricas.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

4. 2004. Luís Fontes. 1989. Gerhard. do Conselho. 1999. Portaria 101/96 de 3 de Abril . de 24 de Junho.º 1456-A/95.Regulamenta as prescrições mínimas de segurança e de saúde nos locais e postos de trabalho dos estaleiros temporários ou móveis.º 141/95 de 14 de Junho . Pinto. Conservação. Abel. LNEC. Restauro de Edifícios”. Decreto-Lei n.º 33/88 de 12 de Setembro . de 11 de Dezembro . 7. Franco. Neves da. 3. A. Decreto Regulamentar n. organização e coordenação para promover a segurança. “Sinalização de Segurança e Saúde nos Locais de Trabalho”. 8. 5.SM1 .Estabelece regras gerais de planeamento.Construção. relativa às prescrições mínimas de segurança e saúde no trabalho a aplicar em estaleiros temporários ou móveis. Sílabo. 1971. “Manual de Segurança no Estaleiro”. “Manual de Segurança .º 92/57/CEE. 10. Portaria n.Disciplina a sinalização temporária de obras e obstáculos na via pública. “Estudo da Implantação e Organização de Estaleiros”. Dressel. “Organização do Estaleiro”. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Machado. Decreto-Lei 273/2003 de 29 de Outubro . 1996. 2. IDICT.Regulamenta as prescrições mínimas de colocação e utilização da sinalização de segurança e saúde no trabalho. Maria. 6. Silva. 9. higiene e saúde no trabalho em estaleiros da construção e transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva n. AECOPS.Prescrições mínimas para a sinalização de segurança e de saúde no trabalho. AECOPS. 7 Estaleiro de Obra doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 1 1.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Caminhos de Circulação CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .2.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Elaboração da lista de verificação de vias de circulação pedonal • Elaboração da lista de verificação de vias de circulação rodoviária • Elaboração da lista de verificação para locais destinados ao parqueamento • Visita a obra CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 1 Caminhos de Circulação SuBMódulo 2 Caminhos de Circulação duração: mínimo: 2 horas 30 minutos. etc. podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo. máximo: 5 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível. Centro de Formação.SM2 . envolvente.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

3 Caminhos de Circulação PlANo dE SESSÃo 1. • Descrever os diferentes tipos de sinalização. • Descrever os requisitos básicos de segurança a prever nos locais de parqueamento. cada formando deverá estar apto a: • Enumerar. cada formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que as vias de circulação pedonal deverão possuir. • Enumerar. 3. seis condições de segurança que as vias de circulação rodoviárias devem obedecer.SM2 . oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação. oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo. • Listar. • Identificar os diferentes locais destinados ao parqueamento de viaturas e equipamentos. pelo menos. IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 2: Caminhos de circulação Fichas Temáticas: Vias de circulação pedonal Vias de circulação rodoviária Parqueamento Sinalização Temas: Vias de circulação Plano de evacuação Emergência Sinalização Parqueamento Segurança no trabalho 2. pelo menos. • Elaborar e preencher correctamente uma lista de verificações para os locais destinados CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . quatro regras para a implantação das vias de circulação rodoviárias. seis condições de segurança que as vias de circulação pedonal devem obedecer. • Definir os traçados das vias de circulação rodoviária. pelo menos. • Definir os locais de implantação de vias de circulação pedonal. • Utilizar e preencher a lista de verificação de vias de circulação rodoviária. • Listar todas as regras de execução e localização que facilitam a funcionalidade de parques de viaturas. • Identificar os requisitos que as vias de circulação rodoviária deverão possuir. • Utilizar e preencher correctamente a lista de verificação de vias de circulação pedonal.

• Material auxiliar para os formandos. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos. • 1 secretária e 1 cadeira para formador.Caminhos de Circulação SM2 . pelo menos. • 1 Videoprojector. 4 • • • • • ao parqueamento. • 1 Tela. • 1 Computador. • Canetas/Marcadores para o quadro de papel. 4. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos. Listar. Identificar e desenhar exemplos de sinalização rodoviária temporária. Enumerar. quatro regras de execução e localização que facilitam a funcionalidade de parques de equipamentos. • 1 Flipchart ou quadro de papel. Identificar os locais de colocação obrigatória da sinalização e estaleiro de obra. Elaborar e preencher uma lista de verificações para a sinalização em estaleiro de obra. quatro requisitos que permitem a eficácia da sinalização de segurança. pelo menos.

Avaliação Oral - 4 min. 6.SM2 . ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Expositivo Videoprojector e computador Tempo parcial 2 min. 5. segurança no trabalho) Sínteses intermédias Avaliação Interrogativo e expositivo Métodos Activos a seleccionar pelo Formador Videoprojector e computador - 3 min. 4 min. 8. 3 min. 5 Caminhos de Circulação 5. Interrogativo Expositivo e interrogativo - 4 min. 135 min. Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão Expositivo - - 15 min. Comunicar o tema da sessão Síntese da sessão anterior Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais. Tempo acumulado 1. 4. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 150 min. 7. de equipamentos) Sinalização (rodoviária temporária. comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto Vias de circulação pedonal Vias de circulação rodoviária Parqueamento (de viaturas. 3. Observação Avaliação oral (ficha de trabalho e lista de verificações) 115 min. 2. 20 min.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Machado. Decreto-Lei 273/2003 de 29 de Outubro . Luís Fontes. 9. IDICT. Silva.º 92/57/CEE. Pinto.Estabelece regras gerais de planeamento. relativa às prescrições mínimas de segurança e saúde no trabalho a aplicar em estaleiros temporários ou móveis. 1996.Prescrições mínimas para a sinalização de segurança e de saúde no trabalho. organização e coordenação para promover a segurança. Decreto Regulamentar n. 1989.SM2 . 6. A. Neves da. 8. Franco.º 1456-A/95. 2. Portaria n. 2004.º 141/95 de 14 de Junho . 7.Disciplina a sinalização temporária de obras e obstáculos na via pública. AECOPS. “Manual de Segurança no Estaleiro”. “Estudo da Implantação e Organização de Estaleiros”. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . AECOPS. Conservação. “Sinalização de Segurança e Saúde nos Locais de Trabalho”. Maria.Construção. 3. 1999. de 11 de Dezembro . de 24 de Junho. higiene e saúde no trabalho em estaleiros da construção e transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva n. 1971. do Conselho. Sílabo.Regulamenta as prescrições mínimas de colocação e utilização da sinalização de segurança e saúde no trabalho.Regulamenta as prescrições mínimas de segurança e de saúde nos locais e postos de trabalho dos estaleiros temporários ou móveis. Gerhard. LNEC. Decreto-Lei n.º 33/88 de 12 de Setembro . Restauro de Edifícios”. Abel. Dressel. “Manual de Segurança . 10. 7 Caminhos de Circulação doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 2 1. “Organização do Estaleiro”. Portaria 101/96 de 3 de Abril . 5. 4.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Instalações Administrativas CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .3.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Centro de Formação. 1 Instalações Administrativas SuBMódulo 3 Instalações Administrativas duração: mínimo: 2 horas 30 minutos.SM3 . máximo: 5 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível. envolvente. etc. podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo. Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Elaboração da lista de contactos de emergência • Elaboração da lista de verificação e aplicá-la a escritórios de apoio • Elaboração da lista de procedimentos a adaptar em caso de emergência • Simulação de um acidente grave com consequente actuação CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

pelo menos. pelo menos. • Listar os procedimentos a adoptar em caso de acidente. • Indicar.SM3 . 3 Instalações Administrativas PlANo dE SESSÃo 1. • Definir as instalações que têm uma correlação de proximidade com o escritório de apoio. 3. cada formando deverá estar apto a: • Caracterizar a portaria. cada formando deverá estar apto a: • Identificar. IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 3: Instalações administrativas Fichas Temáticas: Portaria e controlo de acessos Escritórios de Apoio Posto de Socorros Temas: Portaria Contactos de emergência Manual de acolhimento Escritório de apoio Posto de socorros Contactos de emergência Acidente de trabalho Registo de acidente de trabalho 2. • Enumerar. pelo menos. • Identificar. pelo menos. • Caracterizar os escritórios de apoio. cinco equipamentos técnicos que deverão estar presentes no posto de socorro. seis requisitos que o posto de socorros deverá possuir. • Definir as instalações que têm uma correlação de proximidade com a portaria. • Identificar. • Elaborar e preencher a lista de verificações em escritórios de apoio. oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo. oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação. • Caracterizar o posto de socorros. seis requisitos que a portaria deverá possuir • Utilizar e preencher correctamente a lista de contactos de emergência. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . de uma forma resumida. como actuar em caso de acidente ligeiro e em caso de acidente grave. • Definir as instalações que têm uma correlação de proximidade com o posto de socorros. seis requisitos que o escritório de apoio deverá possuir.

Avaliação Oral Observação Videoprojector e computador Avaliação oral (ficha de trabalho e lista de verificações) 4 min. • Canetas/Marcadores para o quadro de papel. 6. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 150 min. 135 min. 20 min. 8. Interrogativo Expositivo e interrogativo Interrogativo e expositivo Métodos Activos a seleccionar pelo Formador - 4 min. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos. 3 min. 2. 7. 115 min. 4 4. • 1 Flipchart ou quadro de papel. • Material auxiliar para os formandos. 3. • 1 Computador. • 1 Videoprojector. • Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos. Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão Expositivo - - 15 min.Instalações Administrativas SM3 . 4 min. 5. 5. comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto Portaria e controlo de acessos Escritórios administrativos Posto de socorros Sínteses intermédias Avaliação - 3 min. ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Expositivo Videoprojector e computador Tempo parcial 2 min. • 1 secretária e 1 cadeira para formador. • 1 Tela. 4. Comunicar o tema da sessão Síntese da sessão anterior Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais. Tempo acumulado 1.

1971. 2. “Segurança e Higiene do Trabalho”. Fonseca. 2004.Regulamenta as prescrições mínimas de segurança e de saúde nos locais e postos de trabalho dos estaleiros temporários ou móveis. 1998. “Manual de Segurança no Estaleiro”. 3. higiene e saúde no trabalho em estaleiros da construção e transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva n. Pinto. organização e coordenação para promover a segurança. 7. Machado. 1996. António “Concepção de Locais de Trabalho”. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Gerhard.Transpõe a Directiva n. Decreto-Lei 273/2003 de 29 de Outubro . LNEC. 8. “Manual de Higiene e Segurança do Trabalho”. de 24 de Junho. 9. Conservação. relativa às prescrições mínimas de segurança e saúde no trabalho a aplicar em estaleiros temporários ou móveis. 10.Regulamento das instalações provisórias destinadas ao pessoal empregado nas Obras. EPGE. Miguel. Fernando.º 89/391/CEE relativa à aplicação de medidas destinadas a promover a melhoria da segurança e da saúde dos trabalhadores no trabalho. AECOPS. IDICT. Nunes.Estabelece regras gerais de planeamento.SM3 . 4. 2006. 5. 2006. Abel. Restauro de Edifícios”. Decreto-Lei 46427 de 10 de Julho de 1962 . “Estudo da Implantação e Organização de Estaleiros”. Dressel. de 14 de Novembro . do Conselho.º 92/57/CEE. “Manual de Segurança .Construção. Luís Fontes. Decreto-Lei n. Sílabo. 6. Porto Editora. Portaria 101/96 de 3 de Abril . 5 Instalações Administrativas doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 3 1.º 441/91. Alberto.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Instalações Sociais CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .4.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Centro de Formação. 1 Estaleiro de Obra SuBMódulo 4 Instalações Sociais duração: mínimo: 1 horas 30 minutos. vestiário. etc.SM4 . Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Preenchimento da lista de verificação do refeitório e da cozinha em estaleiro de obra • Preenchimento da lista de verificações do dormitório. podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo. instalações sanitárias e balneário em estaleiro de obra CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . envolvente. máximo: 3 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

• Elaborar e preencher a lista de verificações do dormitório. dez requisitos que as instalações sanitárias deverão possuir. • Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos. oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação. IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 4: Instalações sociais Fichas Temáticas: Refeitório e cozinha Dormitório e instalações sanitárias Temas: Fenestração Salubridade 2. oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo. • 1 secretária e 1 cadeira para formador. instalações sanitárias e balneário em estaleiro de obra. 3.SM4 . • 1 Flipchart ou quadro de papel. • 1 Videoprojector. pelo menos. pelo menos. • Caracterizar o dormitório e as instalações sanitárias. dez requisitos que o refeitório e a cozinha deverão possuir. dez requisitos que o dormitório/vestiário deverá possuir. • Material auxiliar para os formandos. • Definir as instalações que têm uma correlação de proximidade com o refeitório e a cozinha. 4. 3 Instalações Sociais PlANo dE SESSÃo 1. • 1 Tela. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos. • Canetas/Marcadores para o quadro de papel. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . vestiário. cada formando deverá estar apto a: • Caracterizar o refeitório e a cozinha. cada formando deverá estar apto a: • Identificar. • Determinar os equipamentos sanitários obrigatórios em estaleiro de obra. • Identificar. • 1 Computador. • Identificar. pelo menos. • Utilizar e preencher correctamente a lista de verificações do refeitório e da cozinha em estaleiro de obra. • Listar todos os condicionalismos a ter em conta na localização dos dormitórios e vestiários.

Comunicar o tema da sessão Síntese da sessão anterior Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais. 4. Interrogativo Expositivo e interrogativo Interrogativo e expositivo Métodos Activos a seleccionar pelo Formador - 4 min. 4 min. Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão Expositivo - - 10 min.Instalações Sociais SM4 . 2. comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto Refeitório e cozinha Dormitório e instalações sanitárias Sínteses intermédias Avaliação - 3 min. 80 min. 60 min. 20 min. ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Expositivo Videoprojector e computador Tempo parcial 2 min. 5. Tempo acumulado 1. 6. 4 5. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 90 min. 3 min. 8. 7. Avaliação Oral Observação Videoprojector e computador Avaliação oral (ficha de trabalho e lista de verificações) 4 min. 3.

“Manual de Segurança . M. Machado. Silva.º 92/57/CEE. Decreto-Lei n. A. Sílabo. 2006. do Conselho.Regras técnicas das instalações eléctricas de baixa tensão. Pinto. 1996. 5. Abel. organização e coordenação para promover a segurança. Alves. Neves da. Portaria 101/96 de 3 de Abril . Nunes. “Organização do Estaleiro”. 10. Fernando.º 441/91. Dias.Transpõe a Directiva n. de 24 de Junho. “Plano de Segurança e Saúde na Construção”. de 14 de Novembro . 1989. higiene e saúde no trabalho em estaleiros da construção e transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva n. 5 Instalações Sociais doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 4 1. 4. 3. relativa às prescrições mínimas de segurança e saúde no trabalho a aplicar em estaleiros temporários ou móveis.Estabelece regras gerais de planeamento. Decreto-Lei 273/2003 de 29 de Outubro .Regulamenta as prescrições mínimas de segurança e de saúde nos locais e postos de trabalho dos estaleiros temporários ou móveis. 7. L.Construção. Portaria nº 949–A/2006 de 11 de Setembro . Restauro de Edifícios”. 8. “Segurança e Higiene do Trabalho”. AECOPS. 9. Decreto-Lei 46427 de 10 de Julho de 1962 . Luís Fontes. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .Regulamento das instalações provisórias destinadas ao pessoal empregado nas Obras. Conservação.SM4 . 2. AECOPS. “Manual de Segurança no Estaleiro”. IST/IDICT. 6. EPGE.º 89/391/CEE relativa à aplicação de medidas destinadas a promover a melhoria da segurança e da saúde dos trabalhadores no trabalho. 1996. 2004.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

5. Estaleiro de Apoio à Produção CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo.SM5 . máximo: 3 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível. 1 Estaleiro de Apoio à Produção SuBMódulo 5 Estaleiro de Apoio à Produção duração: mínimo: 1 horas 30 minutos. Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Preenchimento da lista de verificações referente ao armazém e ferramentaria • Elaboração e preenchimento da lista de verificação da carpintaria • Preenchimento da lista de verificação do estaleiro de cofragens • Preenchimento da lista de verificações referente ao estaleiro de ferro CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . envolvente. Centro de Formação. etc.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

• Identificar. pelo menos. dez requisitos que o estaleiro de cofragens deverá possuir. seis riscos frequentes associados ao estaleiro de ferro. • Listar. • Elaborar e preencher a lista de verificações do estaleiro de cofragens. oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação. seis requisitos que o armazém e a ferramentaria deverão possuir. • Elaborar e preencher a lista de verificações do estaleiro de ferro. • Listar todos os riscos frequentes associados ao estaleiro de cofragens. • Determinar as instalações que têm uma correlação de proximidade com a carpintaria. cada formando deverá estar apto a: • Identificar. IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 5: Estaleiro de apoio à produção Fichas Temáticas: Armazém e ferramentaria Carpintaria Estaleiro de cofragens Estaleiro de ferro Temas: Armazém Ferramentaria Ficha de segurança do produto Circulação Carpintaria Cofragem Descofrante Estaleiro de ferro 2. dez requisitos que a carpintaria deverá possuir. pelo menos. • Identificar. 3 Estaleiro de Apoio à Produção PlANo dE SESSÃo 1. • Caracterizar estaleiro de ferro. • Utilizar e preencher correctamente a lista de verificações da carpintaria. pelo menos. cada formando deverá estar apto a: • Caracterizar o armazém e a ferramentaria. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .SM5 . dez requisitos que o estaleiro de ferro deverá possuir. • Identificar. • Utilizar e preencher correctamente a lista de verificações do armazém e da ferramentaria. oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo. • Definir as instalações que têm uma correlação de proximidade com o armazém. • Caracterizar a carpintaria. • Caracterizar estaleiro de cofragens. pelo menos. pelo menos. 3.

5. 6. Tempo acumulado 1. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Interrogativo Expositivo e interrogativo Interrogativo e expositivo Métodos Activos a seleccionar pelo Formador - 4 min. • 1 secretária e 1 cadeira para formador. comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto Armazém e ferramentaria Carpintaria Estaleiro de cofragens Estaleiro de ferro Sínteses intermédias Avaliação - 3 min. • 1 Tela. 20 min. Comunicar o tema da sessão Síntese da sessão anterior Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais. 7. • Material auxiliar para os formandos. • Canetas/Marcadores para o quadro de papel. 2. 4 min. 60 min. • Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos. 3. 5. 90 min. Avaliação Oral Observação Videoprojector e computador Avaliação oral (ficha de trabalho e lista de verificações) 4 min. • 1 Computador. ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Expositivo Videoprojector e computador Tempo parcial 2 min. 3 min. 4. • 1 Videoprojector. 80 min. 8. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos. Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão Expositivo - - 10 min. 4 4. • 1 Flipchart ou quadro de papel.Estaleiro de Apoio à Produção SM5 .

7. Alves. Decreto-Lei 320/2001 de 12 de Dezembro . 1996. Maria. 5 Estaleiro de Apoio à Produção doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 5 1. 1999. “Plano de Segurança e Saúde na Construção”. M. “Utilização de Produtos Químicos Perigosos”. IDICT.º 98/37/CE de 22 de Junho relativa às regras de colocação no mercado e entrada em serviço de máquinas e dos componentes de segurança. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . que regulamenta as instalações eléctricas de baixa tensão. Decreto-Lei 273/2003 de 29 de Outubro .Transpõe a directiva n. 10.Prescrições mínimas de segurança e de saúde para a utilização pelos trabalhadores de equipamentos de trabalho. 3. “ Movimentação Manual de Cargas”. 6. IDICT. de 24 de Junho. Machado. 4. L. Teixeira. IST/IDICT. “Manual de Segurança no Estaleiro”. organização e coordenação para promover a segurança. 8. Decreto-Lei nº 50/2005 de 25 de Fevereiro . Portaria 949-A/2006. 1996. Decreto-Lei n.º 441/91. 2000.Transpõe para o direito interno a Directiva n.Regulamenta as prescrições mínimas de segurança e de saúde nos locais e postos de trabalho dos estaleiros temporários ou móveis. Dias. do Conselho. Luís Fontes.Estabelece regras gerais de planeamento. 2. AECOPS.º 89/391/CEE relativa à aplicação de medidas destinadas a promover a melhoria da segurança e da saúde dos trabalhadores no trabalho.º 92/57/CEE. 5. higiene e saúde no trabalho em estaleiros da construção e transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva n. de 14 de Novembro . 9. Filomena. relativa às prescrições mínimas de segurança e saúde no trabalho a aplicar em estaleiros temporários ou móveis.SM5 . Franco. Portaria 101/96 de 3 de Abril .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Equipamentos de Protecção Colectiva CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .6.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo. máximo: 4 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível. Centro de Formação. envolvente.SM6 . etc. 1 Equipamentos de Protecção Colectiva SuBMódulo 6 Equipamentos de Protecção Colectiva duração: mínimo: 2 horas. Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Preenchimento da lista de verificações referente a andaime • Elaboração e preenchimento da lista de verificação de entivação de vala • Visita a obra com aplicação dos vários tipos de equipamentos de protecção colectiva CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

• Listar. • Listar. • Caracterizar entivação. dois procedimentos de segurança para cada fase de preparação de montagem e recepção de materiais. cada formando deverá estar apto a: • Identificar. • Reconhecer as redes de segurança como uma medida de protecção colectiva. oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo. oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação. • Utilizar e preencher correctamente a lista de verificações de um andaime. IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 6: Equipamento de Protecção Colectiva Fichas Temáticas: Guarda-Corpos Andaimes Redes de Segurança Entivação de valas Temas: Guarda-corpos Guardas Andaime Procedimentos de segurança Rede de segurança Entivação Protecção colectiva 2. • Identificar os requisitos referentes à montagem de um andaime. pelo menos. • Listar os locais onde devem ser colocados os guarda-corpos. • Reconhecer a importância da protecção colectiva. pelo menos. • Identificar situações de risco de soterramento. 3. três requisitos que os guarda-corpos deverão possuir. • Caracterizar os diferentes tipos de redes. pelo menos. quatro causas de acidentes de trabalho em andaimes. • Conhecer os locais onde devem ser colocadas as redes de segurança. • Identificar todos os constituintes de um andaime metálico. cada formando deverá estar apto a: • Caracterizar os guardas-corpos. • Identificar os diferentes tipos de guardas-corpos. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 3 Equipamentos de Protecção Colectiva PlANo dE SESSÃo 1.SM6 .

3 exemplos de redes para impedir a queda. Listar. • Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos. Identificar. • Canetas/Marcadores para o quadro de papel. pelo menos. • Material auxiliar para os formandos. 4 • • • • • • • • Identificar. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . quatro medidas de prevenção associadas à entivação de valas. Identificar os diferentes tipos de entivação caracterizando cada uma delas. pelo menos.Equipamentos de Protecção Colectiva SM6 . Listar todas as redes que limitam a queda. cinco requisitos que as redes de segurança deverão possuir. • 1 Videoprojector. Elaborar e preencher a lista de verificação de entivação de valas. • 1 Flipchart ou quadro de papel. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos. • 1 secretária e 1 cadeira para formador. • 1 Computador. pelo menos. pelo menos. Listar os cuidados a ter de modo a conservar as características das redes. • 1 Tela. duas características a todos os tipos de redes. Atribuir. 4.

3. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 85 min. 7. 4 min. Interrogativo Expositivo e interrogativo Interrogativo e expositivo Métodos Activos a seleccionar pelo Formador - 4 min. ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Expositivo Videoprojector e computador Tempo parcial 2 min. comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto Guarda-corpos Andaimes Redes de protecção Entivação de valas Sínteses intermédias Avaliação - 3 min. 20 min. 5. 6. 5 Equipamentos de Protecção Colectiva 5. Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão Expositivo - - 15 min. Comunicar o tema da sessão Síntese da sessão anterior Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais. 2. 105 min. 3 min. Avaliação Oral Observação Videoprojector e computador Avaliação oral (ficha de trabalho e lista de verificações) 4 min. 8.SM6 . 120 min. 4. Tempo acumulado 1.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Alves. 3. IDICT 1996. organização e coordenação para promover a segurança. “Construção . Alves. IGT. IDICT. 8.Manual de Segurança no Estaleiro”. higiene e saúde no trabalho em estaleiros de construção”. higiene e saúde no trabalho em estaleiros da construção e transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva n. Dias. 2006. “Construção Civil . “Segurança. 4. 1996. M. 9. 2004.Estabelece regras gerais de planeamento. GONELHA. Luís Maldonado. Cabral. Portaria 101/96 de 3 de Abril . 10.Avaliação e Controlo de Riscos”. Santos. L.. M. José. Manuel. 1996. IDICT. 7. Almedina. 1999. Vida Económica. 2. de 24 de Junho. Dias. Decreto-Lei 273/2003 de 29 de Outubro .SM6 . “Construção Civil e Obras Públicas: a coordenação de segurança”. 6. 7 Equipamentos de Protecção Colectiva doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 6 1. IST/IDICT. “Segurança e Saúde no trabalho . Fernando A. do Conselho. Rodrigues. Roxo. “Plano de Segurança e Saúde na Construção”.Qualidade e Segurança no Trabalho”. Germano. “Coordenação de Segurança na Construção: Que Rumo?”.Glossário”. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .º 92/57/CEE. L. 2ª edição.Regulamenta as prescrições mínimas de segurança e de saúde nos locais e postos de trabalho dos estaleiros temporários ou móveis. “Segurança na Construção . 1998. IDICT. 5. 2003. relativa às prescrições mínimas de segurança e saúde no trabalho a aplicar em estaleiros temporários ou móveis.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Equipamentos de Protecção Individual CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .7.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

máximo: 6 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível. envolvente. Centro de Formação. podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo. Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Preenchimento da lista de verificações de todos os EPI mencionados • Disponibilizar aos formandos. etc. 1 Equipamentos de Protecção Individual SuBMódulo 7 Equipamentos de Protecção Individual duração: mínimo: 3 horas. na sala de formação. o maior número de EPI (Equipamento de Protecção Individual) de forma a poderem manusear os mesmos CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .SM7 .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

cada formando deverá estar apto a: • Caracterizar. as situações de trabalho em que a utilização do capacete é imprescindível. • Identificar o risco de exposição às poeiras. cada formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes tipos de protecção individual. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Reconhecer as informações que devem constar nas embalagens dos vários EPI. oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação. oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo. • Elaborar a lista de verificações para EPI. • Elaborar o plano de protecções individuais em estaleiro de obra. • Identificar viseira. • Reconhecer as diversas categorias de protecção que o calçado oferece. • Identificar os elementos que compõem um calçado. • Definir capacete. • Caracterizar o ruído. • Reconhecer a necessidade da utilização de protecção para as mãos. Viseira Vestuário. • Identificar a necessidade de protecção do corpo. dando pelo menos um exemplo. IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 7: Equipamentos de Protecção Individual Fichas Temáticas: Protecção da Cabeça Protecção dos Ouvidos Protecção dos Olhos Protecção das Vias Respiratórias Protecção das Mãos Protecção dos Pés Protecção do Corpo Temas: Capacete Protectores auditivos Óculos. luvas. 3 Equipamentos de Protecção Individual PlANo dE SESSÃo 1. • Determinar os requisitos a serem tidos em conta na escolha de um EPI. 3.SM7 . calçado Poluição 2.

4 • • • • • • • • • • • • • • • • Identificar os dois tipos de capacetes. • 1 Videoprojector. • 1 Tela. Utilizar e preencher correctamente a lista de verificações de todos os EPI mencionados. pelo menos. Enumerar. pelo menos. pelo menos. Identificar e diferenciar todos os tipos de protecção do corpo. quatro requisitos/exigências que os capacetes deverão possuir. Enumerar. 4. Enumerar todos os requisitos a ter em conta na aquisição de um EPI para protecção do corpo. Identificar e diferenciar todos os tipos de protecção dos pés. Listar cinco requisitos a ter em conta na aquisição de um EPI para protecção das mãos. quatro factores a ter em conta na aquisição de protectores auditivos. Identificar e diferenciar todos os tipos de protecção das vias respiratórias. • Canetas/Marcadores para o quadro de papel. Identificar todos os tipos de protectores auditivos. Enumerar. • 1 Computador. quatro requisitos a ter em conta na aquisição de um EPI para protecção dos olhos. • Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos. pelo menos.Equipamentos de Protecção Individual SM7 . Identificar. • Material auxiliar para os formandos. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos. Listar todos os requisitos a ter em conta na aquisição de um EPI para protecção dos pés. • 1 secretária e 1 cadeira para formador. • 1 Flipchart ou quadro de papel. Identificar quais os equipamentos que reduzem a exposição ao ruído. dois requisitos a ter em conta na aquisição de um EPI para protecção das vias respiratórias. Enumerar todos os tipos de protecção das mãos. Identificar e diferenciar todos os tipos de protecção dos olhos.

7. 180 min. 8. Comunicar o tema da sessão Síntese da sessão anterior Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais. ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Expositivo Videoprojector e computador Tempo parcial 2 min. 4 min. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 2. 3 min. 3. 160 min.SM7 . Tempo acumulado 1. 6. Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão Expositivo - - 20 min. Observação Avaliação oral (ficha de trabalho e lista de verificações) 140 min. 4. comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto Protecção da cabeça Protecção dos ouvidos Protecção dos olhos Protecção das vias respiratórias Protecção das mãos Protecção dos pés Protecção do corpo Sínteses intermédias Avaliação Interrogativo e expositivo Métodos Activos a seleccionar pelo Formador Videoprojector e computador - 3 min. Avaliação Oral - 4 min. 5 Equipamentos de Protecção Individual 5. 5. 20 min. Interrogativo Expositivo e interrogativo - 4 min.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Porto Editora. 4.SM7 . Germano. “Construção Civil . 3.Glossário”. “Segurança e Saúde no trabalho . 14. “Construção Civil e Obras Públicas: a coordenação de segurança”. do Conselho. 5.Manual de Segurança no Estaleiro”. com vista a preservar a saúde e segurança dos seus utilizadores. 2.Lista de normas harmonizadas a observar pelos equipamentos de protecção individual. Roxo. 9. 7 Equipamentos de Protecção Individual doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 7 1.Prescrições mínimas em termos de saúde e de segurança dos trabalhadores na utilização de EPI.º 22714/03 de 21 de Novembro . 2006. 11. 6.Altera o Decreto-Lei 128/93 de 22 de Abril. Decreto-Lei 273/2003 de 29 de Outubro . 8.º 92/57/CEE. 1996. organização e coordenação para promover a segurança. relativa às prescrições mínimas de segurança e saúde no trabalho a aplicar em estaleiros temporários ou móveis. Miguel. IDICT. CEAC. IDICT. Despacho n.º 348/93 de 1 de Outubro . de 24 de Junho. GONELHA. IDICT. Vida Económica.Estabelece regras gerais de planeamento. higiene e saúde no trabalho em estaleiros da construção e transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva n. higiene e saúde no trabalho em estaleiros de construção”.º 139/95 de 14 de Junho . Rodrigues. Almedina. Gerardo. “Segurança. Machado. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .Estabelece as exigências técnicas essenciais de segurança a observar pelos equipamentos de protecção individual. 1996. Luís Fontes. Decreto-Lei n. com vista a preservar a saúde e a segurança dos seus utilizadores. González. 2006. “Prévencion de Accidentes en la Construccion”.Regulamenta as prescrições mínimas de segurança e de saúde nos locais e postos de trabalho dos estaleiros temporários ou móveis. “Manual de Higiene e Segurança do Trabalho”. 1974. 13.Avaliação e Controlo de Riscos”. 1996. 2ª edição. “Segurança na Construção . Decreto-Lei n. 2004. AECOPS. Alberto. Luís Maldonado. “Manual de Segurança no Estaleiro”. 10. 12. 1999. Portaria 101/96 de 3 de Abril .º 128/93 de 22 de Abril . 7. Manuel. Decreto-Lei n.

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8. Funções em Estaleiro de Obra CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

máximo: 8 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível.SM8 . 1 Funções em Estaleiro de Obra SuBMódulo 8 Funções em Estaleiro de obra duração: mínimo: 4 horas. Centro de Formação. Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Elaboração e preenchimento da ficha de prevenção de segurança para funções de direcção de obra e apoio • Elaboração e preenchimento da ficha de prevenção de segurança para funções de produção em obra • Visita a um estaleiro de obra CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . envolvente. podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo. etc.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

3. cada formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes tipos de funções de direcção de obra e apoio. • Caracterizar os principais riscos nas funções de produção em obra. cada formando deverá estar apto a: • Listar todos os documentos relativos aos meios humanos em estaleiro de obra. • Seleccionar 2 funções em obra e listar as regras de actuação para as mesmas. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação. • Identificar os diferentes tipos de funções de produção em obra. • Definir. • Elaborar e preencher a ficha de prevenção de segurança para funções de direcção de obra e apoio. 3 Funções em Estaleiro de Obra PlANo dE SESSÃo 1. IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 8: Funções em Estaleiro de Obra Fichas Temáticas: Funções de Direcção de Obra e Apoio Funções de Produção em Obra Temas: Director de Obra Técnico de Obra Técnico de Segurança Funções 2. • 1 Flipchart ou quadro de papel. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos. a função de técnico de segurança. 4. indicando 4 regras de actuação. • Definir. • Caracterizar os principais riscos em funções de direcção de obra e apoio.SM8 . indicando 5 regras de actuação. a função de técnico de obra. oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo. • Elaborar e preencher a ficha de prevenção de segurança para funções de produção em obra. indicando 3 regras de actuação. a função de Director de obra. • 1 secretária e 1 cadeira para formador. • Definir. • Listar todos os documentos relativos aos meios humanos em estaleiro de obra que devem ser apresentados.

ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Expositivo Videoprojector e computador Tempo parcial 2 min.Equipamentos de Protecção Colectiva SM8 . Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos. 3 min. Tempo acumulado 1. 220 min. Material auxiliar para os formandos. 5. 3. 2 min. Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão Expositivo - - 20 min. Comunicar o tema da sessão Síntese da sessão anterior Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais. 2. 1 Computador. 4 • • • • • • Canetas/Marcadores para o quadro de papel. comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto Funções de direcção de obra e apoio Funções de produção em obra Sínteses intermédias Avaliação - 3 min. 205 min. 240 min. 7. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Avaliação Oral Observação Videoprojector e computador Avaliação oral (ficha de trabalho e lista de verificações) 3 min. 1 Videoprojector. Interrogativo Expositivo e interrogativo Interrogativo e expositivo Métodos Activos a seleccionar pelo Formador - 2 min. 5. 8. 6. 4. 1 Tela. 15 min.

1989. IDICT. “Construção Civil e Obras Públicas: a coordenação de segurança”. Dressel. A. Lucas. 1996. “Organização do Estaleiro”. Gerhard. 2.SM8 .Estabelece o regime de organização e funcionamento das actividades de Segurança.Transpõe para o direito interno a Directiva n. IDICT. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 9. Dressel.º 26/94 de 1 de Fevereiro . 1971. AECOPS. LNEC. Decreto-Lei 320/2001 de 12 de Dezembro . Neves da. “Estudo da Implantação e Organização de Estaleiros”. 1998. Fonseca. IDICT. 1996.Manual de Segurança no Estaleiro”. Decreto-Lei n. 4. 1971. 5. LNEC. “Escavações em Solos e a sua Estabilidade”. “Construção Civil . 5 Funções em Estaleiro de Obra doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 8 1. Gerhard. Silva. 8. Francisco. 1996. António “Concepção de Locais de Trabalho”. 7.º 98/37/CE de 22 de Junho relativa às regras de colocação no mercado e entrada em serviço de máquinas e dos componentes de segurança. IDICT. 6. 3. “Estudo da Implantação e Organização de Estaleiros”. Higiene e Saúde no Trabalho.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Movimentação de Terras e Escavações CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .9.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

envolvente. podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo. Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Elaboração e preenchimento da Ficha de Avaliação de Riscos (FAR) referente a equipamentos de movimentação de terras e escavações • Elaboração e preenchimento da ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados em operações de movimentação de terras e escavações • Visita a um estaleiro de obra em fase de trabalhos de movimentação de terras ou escavações CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Centro de Formação. 1 Movimentação de Terras e Escavações SuBMódulo 9 Movimentação de Terras e Escavações duração: mínimo: 1 hora. etc. máximo: 2 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível.SM9 .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

• Identificar. cada formando deverá estar apto a: • Caracterizar movimentação de terras. oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo. • Definir materiais de escavação. 3. • Listar.SM9 . • Definir combustíveis e lubrificantes. • Identificar os três grupos de materiais ou produtos associados presentes em trabalhos de movimentação de terras. • Reconhecer as variáveis que influenciam quais os meios de entivação ou escoramento a aplicar. sete riscos associados ao trabalho de movimentação de terras e escavações. • Reconhecer os diferentes tipos de transporte para terras. pelo menos. pelo menos. dez medidas de prevenção relacionadas com os trabalhos de movimentação de terras e escavações. seis riscos frequentes em estaleiros relacionados com os materiais e produtos com origem nos trabalhos de movimentação de terras e escavações. • Definir escavação. cada formando deverá estar apto a: • Identificar as principais operações correspondentes aos trabalhos de movimentação de terras e escavações. IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 9: Movimentação de Terras e Escavações Fichas Temáticas: Equipamentos Materiais Temas: Movimentação de terras Escavações Materiais de construção 2. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Listar. • Listar. • Definir infra-estruturas enterradas. oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação. 3 Movimentação de Terras e Escavações PlANo dE SESSÃo 1. três tipos de equipamentos presentes em trabalhos de movimentação de terras. pelo menos. pelo menos. • Elaborar e preencher a ficha de análise de riscos referentes a equipamentos de movimentação de terras e escavações.

• Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos.Movimentação de Terras e Escavações SM9 . • 1 secretária e 1 cadeira para formador. • Canetas/Marcadores para o quadro de papel. • 1 Computador. dez medidas de prevenção relacionadas com o processo construtivo e equipamento utilizado em trabalhos de movimentações de terras e escavações. • 1 Tela. Elaborar e preencher uma ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados em operações de movimentação de terras e escavações. • Material auxiliar para os formandos. 4 • • Listar. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 4. pelo menos. • 1 Flipchart ou quadro de papel. • 1 Videoprojector. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos.

2 min. Interrogativo Expositivo e interrogativo Interrogativo e expositivo Métodos Activos a seleccionar pelo Formador - 2 min. 35 min. 7. 15 min. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão Expositivo - - 10 min. 5. 2. 4. Avaliação Oral Observação Videoprojector e computador Elaboração de FAR (fichas de análise de riscos) 3 min. Avaliação oral 8. Tempo acumulado 1. 6. 3.SM9 . comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto Equipamentos (Máquinas de movimentação de terras) Materiais Sínteses intermédias Avaliação - 3 min. 5 Movimentação de Terras e Escavações 5. 50 min. ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Expositivo Videoprojector e computador Tempo parcial 2 min. Comunicar o tema da sessão Síntese da sessão anterior Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais. 60 min. 3 min.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Azevedo. 1996. 7. higiene e saúde no trabalho em estaleiros de construção”. Francisco. “Escavações em Solos e a sua Estabilidade”. 1971. 1974. 1996. IDICT. 6. “Construção Civil e Obras Públicas: a coordenação de segurança”. 7 Movimentação de Terras e Escavações doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 9 1. IDICT. “Construção Civil . GONELHA. Gerhard. IDICT. Dressel. Gerardo. 3. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . IDICT. González. Luís.Transpõe para o direito interno a Directiva n. 4. “Prévencion de Accidentes en la Construccion”. Lucas. 2. LNEC. Vida Económica. 1996. “Estudo da Implantação e Organização de Estaleiros”. 8. “Segurança. CEAC.SM9 . Luís Maldonado. 2006.Manual de Segurança no Estaleiro”. “Riscos de Soterramento na Construção”. 2ª edição.º 98/37/CE de 22 de Junho relativa às regras de colocação no mercado e entrada em serviço de máquinas e dos componentes de segurança. 1996. 5. Decreto-Lei 320/2001 de 12 de Dezembro .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Fundações CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .10.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo.SM10 . Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Elaboração e preenchimento da Ficha de Avaliação de Riscos (FAR) referente a equipamentos de escavação em fundações directas • Elaboração e preenchimento da ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de fundações • Visita a um estaleiro de obra em fase de trabalhos de execução de fundações CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . etc. envolvente. 1 Fundações SuBMódulo 10 Fundações duração: mínimo: 1 hora. máximo: 2 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível. Centro de Formação.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

pelo menos. • Enunciar e definir todas as actividades presentes na execução dos vários tipos de fundações directas. • Enunciar os três factores que determinam a escolha do tipo de fundação. • Elaborar e preencher a ficha de análise de riscos referentes a equipamentos de escavação de fundações directas. IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 10: Fundações Fichas Temáticas: Equipamentos Materiais Temas: Fundação Escavação Betão Riscos 2. • Listar. pelo menos. com elaboração de um esquema. • Reconhecer. • Identificar os diferentes tipos de materiais presentes na execução de fundações directas. fundação directa de indirecta. cada formando deverá estar apto a: • Distinguir. • Identificar as actividades correspondentes à execução de fundações directas. 3 Fundações PlANo dE SESSÃo 1. cinco riscos mais frequentes em trabalhos de execução de sapatas de fundação. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo. • Identificar e caracterizar a retroescavadora como equipamento presente em trabalhos de fundações directas. oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação. 3. cada formando deverá estar apto a: • Definir fundação.SM10 . • Reconhecer os diferentes tipos de equipamentos presentes em trabalhos de fundações directas. pelo menos. • Enunciar. • Identificar os diferentes tipos de sapatas de fundação. oito medidas de prevenção a ter em conta em trabalhos de movimentação de terras e escavações. cinco riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os materiais e produtos com origem nos trabalhos de execução de fundações directas.

• Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos. Elaborar e preencher a ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de fundações. • Canetas/Marcadores para o quadro de papel. • 1 Videoprojector. pelo menos. oito medidas de prevenção a ter em conta em trabalhos de execução de fundações directas. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • 1 Computador. • 1 Flipchart ou quadro de papel. • 1 Tela. 4.Fundações SM10 . 4 • • Enunciar. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos. • 1 secretária e 1 cadeira para formador. • Material auxiliar para os formandos.

5 Fundações 5. Tempo acumulado 1. 7. 3 min. ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Expositivo Videoprojector e computador Tempo parcial 2 min. 50 min. Interrogativo Expositivo e interrogativo - 2 min. 2 min. Equipamentos Interrogativo (Máquinas de fundações directas) e expositivo Materiais Métodos Sínteses intermédias Activos a seleccionar Avaliação pelo Formador Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão 35 min. 5. 60 min. Comunicar o tema da sessão Síntese da sessão anterior Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais. 2. 6. 15 min. Avaliação Oral Observação Videoprojector e computador Elaboração de FAR (fichas de análise de riscos) 3 min. 3. Avaliação oral 8.SM10 . CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 4. Expositivo - - 10 min. comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto - 3 min.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

“Riscos de Soterramento na Construção”. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . “Construção Civil e Obras Públicas: a coordenação de segurança”.Manual de Segurança no Estaleiro”. Luís Maldonado. de 29 de Outubro. Decreto 41821 de 11 de Agosto de 1958. Dressel. 1971. CEAC. Gerardo. “Construção Civil . IDICT. 1996. Francisco. 8. Gerhard. Decreto-Lei n. 1996. 4. IDICT. 1974. González. GONELHA. “Segurança. 5. 7 Fundações doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 10 1. 2006. 2ª edição. 9. IDICT. LNEC. 7. 1996. “Prévencion de Accidentes en la Construccion”. IDICT. Vida Económica. higiene e saúde no trabalho em estaleiros de construção”. 3. Lucas. 2.º 273/2003. 1996. “Estudo da Implantação e Organização de Estaleiros”. Luís.SM10 . 6. Azevedo. “Escavações em Solos e a sua Estabilidade”.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Estruturas CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .11.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo.SM11 . máximo: 2 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível. 1 Estruturas SuBMódulo 11 Estruturas duração: mínimo: 1 hora. envolvente. Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Elaboração e preenchimento da Ficha de Avaliação de Riscos (FAR) referente a equipamentos utilizados na escavação de estruturas em betão armado • Elaboração e preenchimento da ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de estruturas em betão armado CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Centro de Formação. etc.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

quatro riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os trabalhos de betonagem de estruturas em edificações. • Diferenciar e definir betão. • Identificar os principais elementos estruturais em edificações.SM11 . 3. • Enunciar. cada formando deverá estar apto a: • Identificar todas as actividades relativas à execução de elementos estruturais de betão armado em edifícios. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . seis riscos mais frequentes em estaleiro relacionados com os materiais e produtos com origem nos trabalhos de betonagem de estruturas em edificações. pelo menos. IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 11: Estruturas Fichas Temáticas: Equipamentos Materiais Temas: Betão Betão armado Estrutura Riscos 2. • Conhecer os constituintes do betão armado. • Enunciar. adequadas ao processo construtivo e equipamento utilizado. oito medidas de prevenção relacionadas com os trabalhos de betonagem de estruturas em edificações. • Listar. oito medidas de prevenção. • Reconhecer e definir os principais elementos estruturais em edificações. • Identificar os principais materiais presentes na execução de estruturas em betão armado. adequadas às condicionantes do local. pelo menos. oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação. • Elaborar e preencher a ficha de análise de riscos referentes a equipamentos utilizados na execução de estruturas em betão armado. pelo menos. areia e brita. dois equipamentos presentes na execução de estruturas em betão armado. pelo menos. pelo menos. 3 Estruturas PlANo dE SESSÃo 1. cada formando deverá estar apto a: • Definir “estrutura resistente”. oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo. • Enunciar. cimento. • Elaborar e preencher a ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de estruturas em betão armado. • Identificar.

Comunicar o tema da sessão Síntese da sessão anterior Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais. 3. ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Expositivo Videoprojector e computador Tempo parcial 2 min. 4 4. • 1 secretária e 1 cadeira para formador. 5. 2. 6. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos. • 1 Tela. Avaliação Oral Observação Videoprojector e computador Elaboração de FAR (fichas de análise de riscos) 3 min. 50 min. 2 min. • Material auxiliar para os formandos. 35 min. • 1 Videoprojector. 15 min. • 1 Computador. 4. 5. • Canetas/Marcadores para o quadro de papel. Interrogativo Expositivo e interrogativo Interrogativo e expositivo Métodos Activos a seleccionar pelo Formador - 2 min. 60 min. Tempo acumulado 1. comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto Equipamentos (Ferramentas de execução de estruturas em betão armado) Materiais Sínteses intermédias Avaliação - 3 min. 7. 3 min.Estruturas SM11 . Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão Expositivo - - 10 min. • 1 Flipchart ou quadro de papel. Avaliação oral 8.

Luís Maldonado. 1996. IDICT. de 29 de Outubro. 4. 1996. 2. higiene e saúde no trabalho em estaleiros de construção”. “Segurança. 7. 1996. Dressel. 1996. Luís. “Construção Civil . 2ª edição. 5. Decreto 41821 de 11 de Agosto de 1958.º 273/2003. “Construção Civil e Obras Públicas: a coordenação de segurança”. IDICT. Gerhard. IDICT. “Riscos de Soterramento na Construção”. “Estudo da Implantação e Organização de Estaleiros”. 6. 3.SM11 . Vida Económica. Lucas. Decreto-Lei n. Azevedo.Manual de Segurança no Estaleiro”. IDICT. 2006. LNEC. 7 Estruturas doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 11 1. 8. Francisco. 1971. “Escavações em Solos e a sua Estabilidade”. GONELHA. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

12. Alvenarias CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

etc.SM12 . Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Elaboração e preenchimento da ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados na execução de alvenarias • Elaboração e preenchimento da ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de alvenarias CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo. envolvente. 1 Alvenarias SuBMódulo 12 Alvenarias duração: mínimo: 1 hora. máximo: 2 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível. Centro de Formação.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

• Elaborar e preencher a ficha de intervenção referente a equipamentos utilizados na execução de alvenarias. dez medidas de prevenção. • Definir argamassa. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Identificar. pelo menos. cada formando deverá estar apto a: • Definir alvenaria. oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo. cinco riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os trabalhos de execução de alvenarias em edificações. seis riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os materiais e produtos com origem nos trabalhos de execução de alvenarias em edificações. 3 Alvenarias PlANo dE SESSÃo 1. três equipamentos presentes na execução de alvenarias. • Identificar os principais materiais presentes na execução de alvenarias. pelo menos. IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 12: Alvenarias Fichas Temáticas: Equipamentos Materiais Temas: Alvenarias Riscos Equipamentos Medidas prevenção 2. oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação. 3. • Elaborar e preencher a ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de alvenarias. ajustadas aos condicionalismos do local. pelo menos. • Enunciar. • Listar. ajustadas ao processo construtivo e equipamentos utilizados. ajustadas ao processo construtivo e equipamentos utilizados. pelo menos. relacionadas com os trabalhos de execução de alvenarias em edificações. dez medidas de prevenção relacionadas com os trabalhos de execução de alvenarias de tijolo cerâmico em edificações. cada formando deverá estar apto a: • Identificar todas as tarefas relativas à execução de alvenarias de tijolo cerâmico. pelo menos. • Enunciar.SM12 . • Identificar os principais tipos de alvenarias em edificações. • Enunciar.

MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos. 4. • Canetas/Marcadores para o quadro de papel. 60 min. 35 min. 3 min. • Material auxiliar para os formandos. • 1 secretária e 1 cadeira para formador. 5. 2 min. 6. Avaliação Oral Observação Videoprojector e computador Elaboração de FAR (fichas de análise de riscos) 3 min. • Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos. comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto Equipamentos (Ferramentas de execução de alvenarias de tijolo cerâmico) Materiais Sínteses intermédias Avaliação - 3 min. 50 min. 3. Comunicar o tema da sessão Síntese da sessão anterior Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais. • 1 Videoprojector. 7.Alvenarias SM12 . • 1 Computador. • 1 Flipchart ou quadro de papel. • 1 Tela. Avaliação oral 8. 2. Tempo acumulado 1. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Interrogativo Expositivo e interrogativo Interrogativo e expositivo Métodos Activos a seleccionar pelo Formador - 2 min. 4 4. Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão Expositivo - - 10 min. 15 min. ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Expositivo Videoprojector e computador Tempo parcial 2 min. 5.

IDICT. Decreto 41821 de 11 de Agosto de 1958. Conservação. Vida Económica. 4. 1971. “Estudo da Implantação e Organização de Estaleiros”. González. 13. 10. Fonseca. 2ª edição. 8. 1998. Luís Maldonado. “Gestão de Segurança”. Lucas. IDICT. “Manual de Segurança . 1974. 1996.º 273/2003. Decreto-Lei n. IDICT.º 348/93 de 1 de Outubro. 9. 11. LNEC. 6. Gerhard. Dressel. Luís. Freitas. 2. 3. “Segurança. Editora Lusófona. GONELHA. “Construção Civil . higiene e saúde no trabalho em estaleiros de construção”. 2006. 5 Alvenarias doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 12 1. António “Concepção de Locais de Trabalho”. Volume 2.SM12 . Sílabo. “Construção Civil e Obras Públicas: a coordenação de segurança”. “Prévencion de Accidentes en la Construccion”. Pinto. 2004. 5. Restauro de Edifícios”.º 128/93 de 22 de Abril. Francisco. 1996. 2006.Construção.Manual de Segurança no Estaleiro”. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Decreto-Lei n. “Escavações em Solos e a sua Estabilidade”. Gerardo. 1996. 7. Decreto-Lei n. Abel. CEAC. 12. IDICT. de 29 de Outubro.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Coberturas CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .13.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

1 Coberturas SuBMódulo 13 Coberturas duração: mínimo: 1 hora. envolvente. etc. Centro de Formação. podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo. Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Elaboração e preenchimento da ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados na execução de uma cobertura tradicional • Elaboração e preenchimento da ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de uma cobertura tradicional CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .SM13 . máximo: 2 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

no que diz respeito a aplicação telhas cerâmicas. IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 13: Coberturas Fichas Temáticas: Equipamentos Materiais Temas: Cobertura Riscos Equipamentos Medidas prevenção 2. • Enumerar. quatro riscos frequentes em estaleiro de obra relacionados com os materiais e produtos com origem nos trabalhos de aplicação de telhas cerâmicas. • Identificar os principais materiais presentes na execução de coberturas tradicionais. pelo menos. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . cada formando deverá estar apto a: • Identificar a função da cobertura. • Enunciar três medidas de prevenção.SM13 . ajustadas ao processo construtivo e equipamentos adoptados. • Listar as ferramentas e equipamentos mais utilizados na execução de uma cobertura. pelo menos. 3. • Enumerar. quatro requisitos para as medidas de prevenção. pelo menos. • Elaborar e preencher a ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de uma cobertura tradicional. • Elaborar e preencher a ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados na execução de uma cobertura tradicional. • Listar o processo de fixação das telhas. relacionadas com os trabalhos de execução de coberturas. ajustadas aos condicionalismos do local processo construtivo e equipamentos. • Reconhecer os principais elementos componentes de uma cobertura tradicional. oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo. • Enunciar. cinco riscos frequentes em estaleiro de obra relacionados com trabalhos de coberturas. • Identificar todas as actividades relativas à execução de uma cobertura tradicional. 3 Coberturas PlANo dE SESSÃo 1. oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação. cada formando deverá estar apto a: • Caracterizar coberturas horizontais e coberturas inclinadas.

35 min. 5. • 1 secretária e 1 cadeira para formador. Avaliação oral 8. 2 min. • Canetas/Marcadores para o quadro de papel. 60 min. • 1 Videoprojector. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Expositivo Videoprojector e computador Tempo parcial 2 min. 4. Comunicar o tema da sessão Síntese da sessão anterior Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais. 7. • 1 Flipchart ou quadro de papel. 3 min.Coberturas SM13 . • Material auxiliar para os formandos. 5. 3. • Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos. comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto Equipamentos (Ferramentas de execução de coberturas em madeira) Materiais Sínteses intermédias Avaliação - 3 min. 6. 50 min. Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão Expositivo - - 10 min. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos. Interrogativo Expositivo e interrogativo Interrogativo e expositivo Métodos Activos a seleccionar pelo Formador - 2 min. 2. Tempo acumulado 1. Avaliação Oral Observação Videoprojector e computador Elaboração de FAR (fichas de análise de riscos) 3 min. 4 4. 15 min. • 1 Tela. • 1 Computador.

“Manual de Higiene e Segurança do Trabalho”. higiene e saúde no trabalho em estaleiros de construção”. Fernando A . Paz. 1974. 2006. LNEC. IDICT 1996. “Plano de Segurança e Saúde na Construção”. González. Decreto 41821 de 11 de Agosto de 1958. Cabral.Construção. Gerhard. 5 Coberturas doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 13 1. Dias. L. “Segurança. 1971. 1998.º 273/2003. Sílabo. “Estudo da Implantação e Organização de Estaleiros”. Decreto-Lei n. 5. Nunes. 2. Freitas. Pinto. 2006. L. Luís. IDICT. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . “Segurança e Higiene do Trabalho”. 4. 1998. “Construção Civil e Obras Públicas: a coordenação de segurança”. “Manual de Segurança . Miguel. 16. EPGE. “Gestão de Segurança”. “ Dicionário Técnico da Construção Civil”. Alberto. 13. “Construção . 1993. António “Concepção de Locais de Trabalho”. GONELHA. Vida Económica. IDICT. 3. Volume 2. 2004. Gerardo. IDICT. Luís Maldonado. 10. 1996. Fonseca. Restauro de Edifícios”. Alves. 2ª edição. 2006. “Construção Civil . 14. CEAC.SM13 . Dias. M. 7. IST/IDICT. EPGE. Branco. Abel. 15. Porto Editora. 8. Dressel. 12. de 29 de Outubro. 1996. Conservação. IDICT. “Construção Civil e Obras Públicas: a coordenação de segurança”.Qualidade e Segurança no Trabalho”. “Prévencion de Accidentes en la Construccion”. Fernando. Alves. 2006. 6. 9. Editora Lusófona. M. 11.Manual de Segurança no Estaleiro”. 1996.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Revestimentos CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .14.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

SM14 . máximo: 2 horas A programação desta unidade formativa deverá ser aberta e flexível. 1 Revestimentos SuBMódulo 14 Revestimentos duração: mínimo: 1 hora. podendo-se adaptar em qualquer momento às características do grupo. etc. Centro de Formação. Instalações Sala de formação Propostas de Actividades • Elaboração e preenchimento da ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados na aplicação de revestimentos • Elaboração e preenchimento da ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de pinturas CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . envolvente.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

no que diz respeito ao processo construtivo e equipamento utilizado. • Listar as tarefas inerentes à execução do revestimento. oBjECTIvoS ESPECíFICoS No final da sessão de formação. 3. ajustadas aos condicionalismos do local. • Elaborar e preencher a ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na aplicação de tintas. • Enumerar. • Elaborar e preencher a ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados na aplicação de revestimentos. pelo menos. quatro riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os trabalhos de revestimento por pintura. pelo menos. • Listar. • Identificar. • Listar. seis medidas de prevenção relacionadas com os trabalhos de execução de revestimentos por pintura. oBjECTIvoS GERAIS No final do submódulo. cada formando deverá estar apto a: • Definir revestimento. pelo menos. • Caracterizar os principais equipamentos presentes na execução de revestimentos.SM14 . quatro medidas de prevenção. em madeira. pelo menos. • Identificar os principais materiais presentes em trabalhos de pintura na construção civil. cada formando deverá estar apto a: • Identificar as actividades relativas à execução de revestimentos cerâmicos. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 3 Revestimentos PlANo dE SESSÃo 1. em pedra e por pintura em edifícios. cinco riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os materiais e produtos com origem em trabalhos de pinturas. IdENTIFICAÇÃo do Módulo/ACÇÃo Análise de Riscos na Construção Civil Submódulo 14: Revestimentos Fichas Temáticas: Equipamentos Materiais Temas: Revestimento Riscos Medidas prevenção 2. • Enumerar todos os riscos associados ao processo de revestimento de um edifício.

• 1 secretária e 1 cadeira para formador. Avaliação Oral Observação Videoprojector e computador Elaboração de FAR (fichas de análise de riscos) 3 min. 50 min. • 1 Tela. ACTIvIdAdES dIdÁCTICAS Estratégias Pontos-Chave Métodos Material/ /Equipamento Avaliação Expositivo Videoprojector e computador Tempo parcial 2 min. • Canetas/Marcadores para o quadro de papel.Revestimentos SM14 . 2 min. 3 min. 5. Síntese final: • Síntese Global • Verificar resultados • Comunicar os resultados • Comunicar o tema da próxima sessão Expositivo - - 10 min. 3. 60 min. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Mesas e cadeiras para os formandos. 5. 6. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 15 min. 7. 4 4. • 1 Flipchart ou quadro de papel. Avaliação oral 8. • Fotocópias da ficha de actividades/avaliação para os formandos. comunicar o objectivo específico Avaliar os pré-requisitos Motivar para o assunto Equipamentos (Ferramentas de execução de revestimentos por pintura) Materiais Sínteses intermédias Avaliação - 3 min. Tempo acumulado 1. • Material auxiliar para os formandos. 2. • 1 Computador. 35 min. 4. Interrogativo Expositivo e interrogativo Interrogativo e expositivo Métodos Activos a seleccionar pelo Formador - 2 min. Comunicar o tema da sessão Síntese da sessão anterior Comunicar os objectivos pedagógicos Com base nos objectivos gerais. • 1 Videoprojector.

8. 9. Paz. Volume 2. Miguel. 6. 1996.º 273/2003. “Gestão de Segurança”. 2. González. Fernando A . “Construção Civil e Obras Públicas: a coordenação de segurança”.SM14 . Dias. Alberto. “Construção . 1974. 5 Revestimentos doCuMENTAÇÃo dE REFERêNCIA SuBMódulo 14 1. Editora Lusófona. “Construção Civil e Obras Públicas: a coordenação de segurança”. 2006.Manual de Segurança no Estaleiro”.Qualidade e Segurança no Trabalho”. CEAC. Nunes. IDICT. 1998. Porto Editora. L. IDICT 1996. Freitas. 1993. “Segurança e Higiene do Trabalho”. IDICT. 2006. “ Dicionário Técnico da Construção Civil”. EPGE. Fernando. “Prévencion de Accidentes en la Construccion”. 10. Luís. de 29 de Outubro. Cabral. IDICT. 3. Decreto 41821 de 11 de Agosto de 1958. 1996. EPGE. M. 11. “Construção Civil . Branco. 2006. 7. Decreto-Lei n. 5. 4. “Manual de Higiene e Segurança do Trabalho”. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Gerardo. Alves.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Agradecimentos CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

lda Urb. lda Centro de Estudos.Agradecimentos O desenvolvimento dos recursos didácticos que integram este Projecto foi coordenado pelo CENFIC – Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul. +351 239 948 570 Fax: +351 239 945 232 E-mail: escritorio@teleformar. a coordenação técnico-pedagógica. directa ou indirectamente. na certeza de que a sua generosidade irá favorecer o desenvolvimento e aprofundamento das competências nacionais nos domínios da Qualidade. o conteúdo e a concepção gráfica ficam a dever-se sobretudo à proficiência. empenho e disponibilidade dos seguintes parceiros: Ceifa ambiente. 27. +351 21 496 77 00 Fax: +351 21 499 07 67 E-mail: cinel@cinel. em especial no Sector da Construção Civil e Obras Públicas. muito contribuíram para o resultado final dos materiais produzidos. +351 21 392 00 94/5 Fax: +351 21 392 00 91 E-mail: geral@ceifa-ambiente. Lote 31A 3150-109 CONDEIXA-A-NOVA Tel.net CINEl Centro de Formação Profissional da Indústria Electrónica Rua das Indústrias. +351 93 203 11 57 Fax: +351 21 219 16 72 E-mail: jose. bem como todos os colaboradores externos que. Tomé.cinelformacao.net www.net Avaliador externo: Teleformar. a pesquisa.pt www. expressa-se aqui o agradecimento sincero de toda a Equipa. Segurança e Ambiente. Venda Nova 2704-505 AMADORA Tel. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 68. 10 2925-579 AZEITÃO Tel. Informação e Formação para o Ambiente Rua Azedo Gneco.pt Estes agradecimentos são extensivos a toda a equipa do CENFIC e dos PARCEIROS que. deram o seu contributo para o sucesso deste projecto.net www.com josé Paulo Palhas lourenço Engenheiro Civil Rua Patrício Nunes. Quinta de S. e na impossibilidade de nomear individualmente todas as empresas que cederam os direitos de imagem ou conteúdos. com o seu profissionalismo e dedicação. 27ª.ceifa-ambiente.3@sapo. C/v Dta.teleformar. 1350-038 LISBOA Tel. Porém. Finalmente.lourenco.

Agradecimentos Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

através do Fundo Social Europeu Europeia Portuguesa Programa Operacional Análise de Riscos na Construção Civil Emprego. co-financiado pelo Estado Português . Formação e União República POEFDS Desenvolvimento Social Centro de Formação Profissional CENFIC da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul .Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social e pela União Europeia. Formação e Desenvolvimento Social (POEFDS).Produção apoiada pelo Programa Operacional de Emprego.

Formação e Desenvolvimento Social Centro de Formação Profissional Análise de Riscos na Construção Civil da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul .Análise de Riscos na Construção Civil Guia de Aprendizagem do Formando Módulo 1 Europeia CENFIC União República Portuguesa POEFDS Programa Operacional Emprego.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Formação e Desenvolvimento Social (POEFDS).Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul Direcção de Serviços de Gestão Estratégica Elisa Lopes Antunes Félix Esménio José Paulo Palhas Lourenço Caroline Cabral José Paulo Palhas Lourenço Teleformar. co-financiado pelo Estado Português .M1 . CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . do IEFP .Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social e pela União Europeia.cenfic. através do Fundo Social Europeu.Arquitectura e Construção 862 .Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul. por escrito.pt Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida ou transmitida por qualquer forma ou processo sem o consentimento prévio. Lda. Março de 2008 500 exemplares. Qualidade e Ambiente na Construção Civil (200-RD-2004) Análise de Riscos na Construção Civil Guia de Aprendizagem do Formando 580 .: +351 21 940 63 00 • Fax: +351 21 940 63 70 • E-mail: cenfic@cenfic. em suporte informático Coordenação Técnico-Pedagógica Autoria Apoio Multimédia e Concepção Gráfica Avaliação Técnico-Pedagógica 1ª Edição Tiragem depósito legal ISBN Copyright 2008 Todos os direitos reservados CENFIC Av.Centro de Formação Profissional da Indústria Electrónica Portugal.Segurança e Higiene no Trabalho CENFIC . Severiano Falcão • 2689-516 PRIOR-VELHO Tel. Prior Velho. CINEL . 1 Ficha Técnica Projecto Título Tipo de Recurso Áreas de Educação e Formação (nucleares) Propriedade Coordenação do Projecto Segurança.pt • www. Produção apoiada pelo Programa Operacional de Emprego.Instituto do Emprego e Formação Profissional ou do CENFIC .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

3 Ícones Actividades/Avaliação Documentação de Referência/Bibliografia Destaque Glossário Índice Legislação Objectivos Plataforma de Formação a Distância/Internet Recursos Multimédia DVD ou CD-Rom Resumo Videograma CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .M1 .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Índice CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

3. Vias de circulação rodoviária 2. 25 M1 . 28 SM 1 FT 1 FT 2 FT 3 2.4.M1 . 21 M1 . Instalação eléctrica 1.2.3.4. 15 M1 .1.2. 3. Parqueamento de viaturas 2. 23 M1 .1.4.3. Delimitação do estaleiro 1. Sinalização rodoviária 2. Actividades/avaliação AV 1 SM 2 FT 4 FT 5 FT 6 FT 7 3. Sinalização de emergência 2. 25 M1 . Portaria e controlo de acessos Escritórios de apoio Posto de socorros Actividades/avaliação AV 2 SM 3 FT 8 FT 9 FT 10 AV 3 CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 25 M1 . Vias de circulação pedonal 2. Parqueamento de equipamentos 2. Instalações Administrativas 3. duração e nível de qualificação profissional Identificação do módulo Resumo do Módulo Estrutura curricular e componentes de formação Objectivos de formação • Objectivos gerais • Objectivos específicos Materiais e equipamentos a utilizar M1 . 19 M1 .3.3. Rede de gás 1. Parqueamento 2. 7 Índice • • • Apresentação do Projecto Ficha Ambiental Enquadramento e Caracterização do Módulo • • • • • • • • • • • • Nota introdutória O Sector Algumas especificidades Pressupostos de elaboração do módulo Caracterização do público-alvo Áreas profissionais visadas Pré-requisitos.1. 3. Estaleiro de obra 1.3. 24 M1 .2. Sinalização 2. Caminhos de Circulação 2.3. 21 M1 . 24 M1 .4. Actividades/avaliação M1 .2. Rede de esgotos 1.3.2. Condicionalismos existentes no local 1.3.5. 3.2.1. Sinalização segurança no trabalho 2. 21 M1 .1. 11 M1 . Rede de águas 1.4. 27 1.4.1. 26 M1 .3.4. Infra-estruturas técnicas provisórias 1.3.

7.1. Andaimes 6.2. Equipamentos 10.1.1.4.1. Equipamentos de Protecção Colectiva 6. 5.6.3. Equipamentos de movimentação de terras e escavações 9.2.2.2. Equipamentos de Protecção Individual 7. 7. Actividades/avaliação Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Fundações 10. Actividades/avaliação 10. Redes de segurança 6. 5. 8 SM 4 FT 11 FT 12 AV 4 SM 5 FT 13 FT 14 FT 15 FT 16 AV 5 SM 6 FT 17 FT 18 FT 19 FT 20 AV 6 SM 7 FT 21 FT 22 FT 23 FT 24 FT 25 FT 26 FT 27 AV 7 SM 8 FT 28 FT 29 AV 8 SM 9 FT 30 FT 31 AV 9 SM 10 FT 32 FT 33 AV 10 SM 11 FT 34 FT 35 AV 11 4. Actividades/avaliação 9. Funções em Estaleiro e obra 8. Materiais 11. Protecção da cabeça Protecção dos ouvidos Protecção dos olhos Protecção das vias respiratórias Protecção das mãos Protecção dos pés Protecção do corpo Actividades/avaliação 8.3.1. Armazém e ferramentaria Carpintaria Estaleiro de cofragens Estaleiro de ferro Actividades/avaliação 6. 7. Movimentação de Terras e Escavações 9. Materiais 9. 7. Funções de direcção de obra e apoio 8. 5.2. Refeitório e cozinha 4.2.1.1.3. 7.4. 7. Equipamentos 11. 5.7. Actividades/avaliação 5.8.1. Actividades/avaliação 11. 7.3.2.5.4.3.3.5.3. Entivação de valas 6. Estaleiro de Apoio à Produção 5.5. Instalações Sociais 4. Dormitório e instalações sanitárias 4.Índice M1 . Estruturas 11. Funções de produção em obra 8. Guarda-corpos 6. Actividades/avaliação 7. Materiais 10.3.2.

2. Coberturas 13. Actividades/avaliação 14. Glossário 15. Alvenarias 12.3. Equipamentos 12.1. Materiais 13.3.2. Actividades/avaliação 13.4.textos de enquadramento/caracterização Submódulo Ficha Temática Actividades/Avaliação Anexos CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Materiais 14.1.2. Actividades/avaliação Resolução ou desenvolvimentos propostos Legenda: SM 12 FT 36 FT 37 AV 12 SM 13 FT 38 FT 39 AV 13 SM 14 FT 40 FT 41 AV 14 A A1 A2 A3 A4 M SM FT AV A Módulo .1.M1 . Equipamentos 14. Documentação de referência Bibliografia e endereços electrónicos 15. Materiais 12. 9 Índice 12. Revestimentos 14.3. Actividades/avaliação 15. Anexos 15.1. Legislação 15.2. Equipamentos 13.3.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Apresentação do Projecto CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

a convicção de que estes recursos podem constituir uma base de trabalho de grande utilidade e actualidade para todos aqueles que pretendem aprofundar ou desenvolver as suas competências pessoais e profissionais nos domínios da Segurança. Ambiente e Sustentabilidade 5. Aplicação Interactiva on-line Sistema de Gestão da Qualidade. Pelos erros de conteúdo. do Programa Operacional Emprego. Videograma 9. tais como sessões presenciais. Guia de Orientações para o Formador (Manual do Formador) 8. constituem módulos de formação que devem ser utilizados de forma articulada. em múltiplos contextos. Guia de Aprendizagem do Formando (Manual do Formando) 7. bem como às motivações e interesses dos seus destinatários. CD-ROM Multimédia 4. A coordenação do Projecto e a equipa de autores têm. em suporte papel e digital. Estes recursos. que. embora podendo ser explorados autonomamente. extensão e complexidade tentou-se fazer um rigoroso controlo de qualidade. Como em qualquer trabalho desta natureza. Qualidade e Ambiente. Guia de Aprendizagem do Formando (Manual do Formando) 2. num tempo que se assume como cada vez mais exigente ao nível do mercado de emprego e da sociedade em geral. Aplicação Interactiva on-line Energias Alternativas (ou Renováveis) 10. Guia de Aprendizagem do Formando (Manual do Formando) • • • O desenvolvimento deste Projecto (200-RD-2004) decorre de uma candidatura apresentada pelo Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul (CENFIC) e aprovada no âmbito da Acção-Tipo 4. apesar CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 13 Apresentação do Projecto O presente Guia de Aprendizagem do Formando insere-se num Projecto mais vasto que engloba dez recursos didácticos. Formação e Desenvolvimento Social (POEFDS). porém. aos contextos de aplicação. Guia de Aprendizagem do Formando (Manual do Formando) Resíduos na Construção e demolição 6. entre si e com outros materiais neles referenciados. a saber: • Análise de Riscos na Construção Civil 1. cabe agora às equipas pedagógicas desenvolver as estratégias mais adequadas ao tempo de exploração e pesquisa dos materiais. a distância ou tutoradas na empresa. com vista a obter-se a máxima eficácia ao nível do processo de aprendizagem. Concluída a fase de concepção. Qualidade e Ambiente na Construção Civil. no âmbito da Segurança. grafia ou outros.2.2.2 – Recursos Didácticos.M1 . Guia de Orientações para o Formador (Manual do Formador) 3.

14 disso.Apresentação do Projecto M1 . agradecendo todas as sugestões que possam contribuir para a sua correcção ou mesmo para a melhoria e enriquecimento global dos recursos didácticos que integram este Projecto. apresenta-se desde já as desculpas de toda a equipa de trabalho. porventura tenham passado. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Ficha Ambiental CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

apenas quando necessário. pondere! • Consulte as especificações ambientais do fabricante e os símbolos das embalagens.) e muitos outros materiais (papel. utiliza procedimentos de reciclagem e tem um destino final certificado. etc. ao mesmo tempo. Verifique se o seu fornecedor habitual aceita a devolução do produto. vai utilizar para além deste guia. entre outros). por exemplo. podemos agir de forma a reduzir os impactes ambientais associados. deve ser reciclado a 100%. durante e depois da acção de formação. equipamentos periféricos (impressora. formador. sem perda de qualidade gráfica. • Deite o papel inutilizado no ecoponto azul. adira. INFoRMAÇÕES do PRoduTo: • Design. consumir o mínimo de papel e tinta. projector de vídeo. No caso de um rascunho. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . em suporte de papel. • Impresso com tintas atóxicas e ecológicas – vulgo “ecoprint”. Este recurso didáctico é disponibilizado em suporte digital (CD-Rom ou DVD) e. instituição formadora. formatação. materiais e no destino que damos aos produtos em fim de vida útil. imprima em papel já utilizado. à campanha BR da AMI – Assistência Médica Ambiental. Ela começa com os contributos individuais no consumo de energia. Recomendações e Boas Práticas A protecção ambiental deve ser uma preocupação de todos nós. se possível. • Impresso em ambas as faces do papel que. Nesta pequena ficha procuramos dar informações básicas e recomendações de boas práticas ambientais que abarquem todo o ciclo de vida gerado pelo recurso didáctico e sua utilização operacional. frente e verso. RECoMENdAÇÕES SoBRE BoAS PRÁTICAS AMBIENTAIS: Registe e pratique todas as regras que vier a conhecer sobre este tema! Impressão: antes de imprimir qualquer documento. discos graváveis. Consumíveis: antes de deitar fora. pense! • Se é mesmo necessária a sua impressão. formando. água. • Imprima.M1 . • Em alternativa. scanner. Ao fazê-lo. O programa BR – “Bio-Recuperação” ajuda o ambiente e. • Selecção de empresa gráfica com preocupações e procedimentos amigos do ambiente. 17 Ficha Ambiental ESPECIFICAÇÕES AMBIENTAIS Informações. Caso seja. tinteiros. Cada um de nós. paginação e paleta de cores seleccionados de forma a. sempre que possível. Imprima de um só lado apenas excepcionalmente. computadores. pondere sobre a qualidade que pretende da impressão: Rascunho? Normal? Optimizado? (A escolha depende das características do seu equipamento e determina o consumo de tinta).

os cabos USB devem ser pequenos (menores do que 3 metros) para assim minimizar as interferências deste tipo. Existem campanhas similares de outras organizações.ambicare.por exemplo. reciclagem e destino final certificado? O produto ou embalagem têm indicações claras sobre o seu destino após a utilização? • O equipamento tem no seu manual de instruções especificações ambientais? – por exemplo: produção de ozono (O3). troca. lâmpadas fluorescentes do scanner e lâmpadas do projector de vídeo – verifique se o seu fornecedor tem um programa de recolha do produto. informe-se junto da AMBICARE (www.energystar. Esteja atento(a). reciclagem e destino final certificado? • Caso não consiga outro meio de recolha de pequenas quantidades. troca.www. Cuidados especiais com resíduos provenientes dos EEE – Equipamentos eléctricos e electrónicos.Ficha Ambiental M1 . consumo de energia e grau de radiações (ver se existe etiqueta ENERGY STAR . Equipamentos: antes de comprar.com). Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . a possibilidade de utilização de papel reciclado e de tinteiros recicláveis. • O fabricante ou fornecedor disponibiliza informações sobre os cuidados a ter com as interferências dos campos magnéticos de alta intensidade? .gov). Tel. sobretudo com os perigosos: • O fabricante ou fornecedor cumpre com as obrigações impostas na lei sobre a gestão de resíduos provenientes de EEE? Sabe informar e dar indicações sobre este tema? • Merecem um especial cuidado os resíduos provenientes de: monitores. entidade privada certificada para a valorização de lâmpadas contendo mercúrio.: 21 415 51 31.por exemplo: programa de recolha do produto. • O fabricante ou fornecedor tem um compromisso de qualidade favorável ao ambiente? . verifique! • O equipamento tem indicação do seu desempenho energético? (categoria A é a melhor opção!). 18 • contribui para o financiamento de uma organização sem fins lucrativos.

Enquadramento e Caracterização do Módulo CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

trabalhadores e donos de obra. figuram entre os maiores CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Os trabalhadores do Sector da Construção estão duas vezes mais susceptíveis de sofrerem um acidente não mortal do que os trabalhadores noutros Sectores. um problema que se calcula custe às empresas e aos contribuintes cerca de 75 mil milhões de euros por ano. para não falar no sofrimento humano. Embora. O objectivo será assegurar que ninguém sofra ferimentos ou contraia doenças profissionais. em Portugal. nomeadamente de andaimes. Estes conhecimentos básicos de análise de riscos proporcionam aos formandos do Sector da Construção Civil o acesso a informações que lhes permitam compreender melhor os riscos associados aos processos construtivos. à mão-de-obra. no ambiente de trabalho. juntamente com os acidentes envolvendo as restantes actividades a decorrer nos estaleiros de obra. são muito mais elevados neste Sector em comparação com a média da uE. continua a haver grandes oportunidades de aumentar ainda mais esses níveis. aos equipamentos e aos materiais de construção e fazer escolhas mais responsáveis e seguras no seu futuro profissional. o SECToR A construção civil é uma das maiores indústrias da UE. nem tão pouco. também é a indústria que regista os piores resultados em termos de segurança e saúde no trabalho (SST). com um volume de negócios anual superior a 900 mil milhões de euros e mais de 12 milhões de trabalhadores só na Europa dos 27. uma análise exaustiva dos riscos na construção civil. a avaliação da extensão dos riscos conexos. AlGuMAS ESPECIFICIdAdES os riscos de acidente. permitindo determinar se as precauções tomadas são suficientes ou se é necessário adoptar mais medidas para prevenir eventuais danos.M1 . portanto. como intervenientes em obra. O objectivo é contribuir para o desenvolvimento de competências na área da segurança em estaleiros de obra. tendo em conta as precauções existentes. 21 Enquadramento e Caracterização do Módulo NoTA INTRoduTóRIA A análise dos riscos não é mais do que um exame cuidadoso dos factores que. Infelizmente. A análise dos riscos envolve a identificação dos perigos presentes e. Neste guia não se pretende realizar a análise de um caso concreto de uma empresa. se tenham registados progressos na melhoria dos níveis de SH&ST nesta indústria graças a uma cooperação mais estreita entre entidades empregadoras. As quedas em altura. Os resultados da análise de riscos permitem aos utilizadores escolher as boas práticas mais adequadas a cada situação concreta. são susceptíveis de causar danos aos trabalhadores. ao longo dos anos.

Enquadramento e Caracterização do Módulo M1 . • 23% dos trabalhadores sofrem de problemas musculares dos membros inferiores (média da UE: 12%). foi diagnosticada dermatite profissional a mais de um quarto dos 1 134 trabalhadores. • 600. tais como óleos. vítimas de doenças relacionadas com o amianto.000 trabalhadores do Sector da Construção trabalham em locais onde é detectada a presença de fibras de amianto. tais como os éteres e esteres de glicol). fadiga extrema e outros distúrbios do sistema nervoso central. os solventes e outras substâncias perigosas agravam os riscos para a saúde dos trabalhadores.300 trabalhadores do Sector da Construção morrem por ano. tais como mesotelioma e amiantose.o dobro da média de outros Sectores. • O contacto frequente com substâncias principalmente líquidas. aumentam a probabilidade de ocorrência de problemas cutâneos. 22 • problemas. • 36% dos trabalhadores queixa-se de problemas musculares no pescoço e nos ombros (média da UE: 23%). podem provocar dificuldades respiratórias. • 28% dos trabalhadores queixa-se de problemas musculares nos membros superiores (média da UE: 13%). • O pó resultante do corte ou manuseamento de produtos à base de sílica cristalina. O amianto é um potente cancerígeno que provoca doenças mortais. Esses sintomas podem incluir perda de memória. isto é. resinas e produtos à base de cimento que contêm crómio IV. • 48% dos trabalhadores sofrem de dores lombares (média da UE: 33%). A incidência de perturbações músculo-esqueléticas neste Sector está significativamente acima da média da uE. na fase de concepção do projecto e da preparação de obra. . Os fumadores que inalam amianto têm muito mais probabilidades de desenvolver cancro de pulmão. • Os estudos demonstraram um risco acrescido de reforma antecipada entre os pintores e assentadores de pavimentos devido ao “sindroma dos solventes” (sintomas neuropsiquiátricos associados à exposição excessiva a solventes orgânicos. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • Os carpinteiros correm um risco elevado de contrair cancro da cavidade nasal devido à inalação do pó da madeira. Durante a construção do Canal da Mancha. tais como a areia. nomeadamente silicose. Prevê-se que este valor aumente consideravelmente durante a próxima década. • No Reino Unido morrem anualmente cerca de 750 trabalhadores dos segmentos da construção civil e da manutenção. Cerca de 1. os problemas respiratórios generalizam-se não apenas devido ao amianto. As investigações demonstraram que a sinistralidade e mortalidade no Sector da Construção têm muitas vezes origem em factores anteriores às actividades desenvolvidas antes da abertura do estaleiro.

o que por si só reflecte uma realidade que é a falta de formação em Segurança. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . cefaleias. pode provocar disfunções do sistema nervoso central. cansaço e outros sintomas. pelo número de trabalhadores. tais como berbequins e martelos pneumáticos. veio reforçar a necessidade de formação a um maior número de Técnicos de Segurança e Coordenadores de Segurança. provocar náuseas. 23 Enquadramento e Caracterização do Módulo outros riscos a que estão expostos os trabalhadores da construção • O contacto excessivo com o chumbo. • Níveis de ruído elevados aumentam o risco de problemas auditivos. Higiene e Saúde no Trabalho SH&ST. 19% dos trabalhadores dependentes da construção na UE estão expostos de forma permanente a vibrações e cerca de 54% apenas parcialmente. através da formação dos seus trabalhadores/formandos e disponibiliza um conjunto de documentos (Fichas de Análise de Riscos) com um carácter essencialmente prático. De forma a assegurar conhecimentos e informações suplementares. por exemplo a remoção de pinturas à base de chumbo e o trabalho com canalizações de chumbo velhas. além da formação sempre necessária a trabalhadores. Neste guia tentaremos mostrar como os vários profissionais da construção civil podem identificar algumas más práticas em obra e adoptar medidas de prevenção mais adequadas ao risco a que estão expostos. O guia está estruturado em submódulos que foram divididos em várias fichas temáticas. PRESSuPoSToS dE ElABoRAÇÃo do Módulo O Sector da Construção Civil em Portugal. obrigatoriedade enquadrada nas orientações da Directiva Estaleiros. possibilitando a sua utilização nos desenvolvimentos práticos do Plano de Segurança e Saúde. evitando desta forma os incidentes/acidentes e enquadrar as medidas pró-activas a implementar em estaleiros de obra. Quase um em cada cinco trabalhadores dependentes do Sector (17%) está exposto de forma permanente a níveis elevados de ruído e mais de metade (53%) está sujeita a uma exposição parcial. empresas envolvidas e risco associado a esta actividade tem vindo a ensombrar as estatísticas nacionais em termos de sinistralidade. são disponibilizados links e bibliografia básica sobre os vários conteúdos. O presente recurso irá benefeciar as empresas. chefias e direcções das empresas do Sector. • O síndrome de vibração mão-braço é um distúrbio comum entre o pessoal que trabalha com instrumentos eléctricos manuais.M1 . em que os temas são apresentados de forma clara e sucinta e com possibilidade da realização de actividades pelo formando. A entrada em vigor do Decreto-Lei 272/2003 de 29 de Outubro (Directiva Estaleiros Temporários ou Móveis).

por parte de engenheiros. Sempre que se justifique ou seja considerado relevante pela equipa pedagógica. tais como: • Técnico de Obra/Condutor de Obra. ÁREAS PRoFISSIoNAIS VISAdAS Este Guia pode ser utilizado. preferencialmente. este recurso tem especial utilidade para os profissionais (em exercício ou em formação) com intervenção directa na concepção. projectistas. em diferentes momentos. gestão da segurança. outros técnicos do Sector. ser explorado em sessões de formação de nível 2. desempregados ou trabalhadores com mais do 9. bem ainda por estudantes de engenharia e arquitectura. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • Técnico de Segurança e Higiene no Trabalho. os formandos de cursos de nível 3. controlo e execução de obra ou estaleiro de Construção Civil e Obras Públicas. do Sector da Construção Civil e Obras Públicas. arquitectos. em contexto de formação ou trabalho.Enquadramento e Caracterização do Módulo M1 .º Ano de Escolaridade. Pode também este Guia. Considerando as competências visadas. • Técnico de Medições e Orçamentos. coordenação. desde que com o devido enquadramento e acompanhamento. 24 CARACTERIzAÇÃo do PúBlICo-AlVo Os destinatários deste Módulo são. e sem prejuízo das profissões tradicionais. fiscalização. na animação de sessões de formação dirigidas a perfis profissionais muito diversificados e passíveis de enquadramento nas seguintes Áreas1: Código 010 146 422 522 580 581 582 720 850 851 862 1 Área de Educação e Formação Programas de Base Formação de Professores e Formadores das Áreas Tecnológicas Ciências do Ambiente Electricidade e Energia Arquitectura e Construção Arquitectura e Urbanismo Construção Civil e Engenharia Civil Saúde Protecção do Ambiente Tecnologia da Protecção do Ambiente Segurança e Higiene no Trabalho Conforme a Portaria nº 256/2005 de 16 de Março que define a Classificação de Áreas de Educação e Formação. no entanto. • Técnico de Topografia. • Técnico de Desenho de Construção Civil. este recurso pode ainda constituir um suporte útil ao desenvolvimento ou aprofundamento de competências.

Sugere-se. Este Módulo não confere. após integração no Catálogo Nacional de Qualificações. PRé-REQuISIToS. em diferentes trajectórias ou itinerários de formação inicial e contínua. 25 a 50 horas de trabalho – não necessariamente presenciais – para que haja uma efectiva aquisição dos conhecimentos e competências propostos pelo Guia de Aprendizagem. duas das seguintes condições: • Trabalhar ou estar a iniciar uma profissão no Sector da Construção Civil. incluindo visitas de estudo e outras actividades práticas. não obstante. Qualidade e Ambiente. se ministrado autonomamente. Este recurso pode inserir-se. • Possuir o 9. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . pelo menos. desde que os respectivos objectivos pedagógicos incluam. os domínios da Segurança. embora se recomende que os aprendentes respeitem. dirigido a uma das saídas profissionais do Sector da Construção Civil. • Estar a frequentar um curso de nível 3. qualquer nível de qualificação. entre outros. 25 Enquadramento e Caracterização do Módulo • Encarregados e outros técnicos do Sector. com durações variáveis.º ano de escolaridade. não obstante possa constituir uma unidade capitalizável de um itinerário de formação de nível 3.M1 . duRAÇÃo E NíVEl dE QuAlIFICAÇÃo PRoFISSIoNAl Não existem pré-requisitos absolutos para frequentar ou explorar o presente Módulo.

…) enquadra o formando no âmbito das instalações existentes em estaleiro de obra.Enquadramento e Caracterização do Módulo M1 . pelo que apenas serão indicados nesta nota introdutória. integrados em contexto de estaleiro de obra. baseado nas actividades mais significativas. pelo que devem integrar as três componentes de formação: sociocultural. Assim o primeiro conjunto de submódulos (estaleiro de obra. caminhos de circulação. Enquadramento do Módulo 1. Em todos os submódulos são apresentadas Listas de Verificações e/ou Fichas de Análise de Riscos. Assim pretendemos tornar este recurso num documento essencialmente prático ao possibilitar a sua utilização na formação em sala ou em contexto real de trabalho. Equipamentos de Protecção Colectiva 7. Equipamentos de Protecção Individual Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . O acto de construir é apresentado nos submódulos seguintes. sendo caracterizadas essas actividades e analisados os riscos e medidas preventivas que lhe estão associados. Estaleiro de Apoio à Produção 6. materiais e equipamentos a utilizar são constantes em todo o Guia de Aprendizagem. ESTRuTuRA CuRRICulAR E CoMPoNENTES dE FoRMAÇÃo As competências visadas pelo Guia de Aprendizagem têm natureza transversal. 26 IdENTIFICAÇÃo do Módulo Análise de Riscos na Construção Civil RESuMo O objectivo do Guia de Aprendizagem do Formando de Análise de Riscos na Construção Civil é contribuir com um recurso técnico-pedagógico. Instalações Administrativas 4. exploração e desmobilização destas instalações. instalações administrativas. seus riscos e medidas preventivas associadas à implantação. bem como nos desenvolvimentos práticos do Plano de Segurança e Saúde. quer em contexto de formação quer de trabalho. Os pré-requisitos. Instalações Sociais 5. O Guia de Aprendizagem pretende introduzir alguns conhecimentos gerais de segurança e higiene ocupacional. Caminhos de Circulação 3. traduzindo-se desta forma num número significativamente grande de acidentes de trabalho. num Sector de actividade em que a formação e informação aos trabalhadores é insuficiente. com base nos temas específicos e na realidade concreta do estaleiro de obra. Estaleiro de Obra 2. Este módulo apresenta a seguinte estrutura curricular: 0. científico-tecnológica e prática.

27 Enquadramento e Caracterização do Módulo 8. 11. 14. 15. 10. Funções em Estaleiro de Obra Movimentação de Terras e Escavações Fundações Estruturas Alvenarias Coberturas Revestimentos Anexos Enquadramento do Módulo Estaleiro de Obra Caminhos de Circulação Instalações Administrativas Instalações em Estaleiro de Obra Instalações Sociais Estaleiro de Apoio à Produção Equipamentos de Protecção Colectiva Movimentação de Terras Fundações Equipamentos de Protecção Individual Estruturas Alvenarias Coberturas Funções em Estaleiro de Obra Revestimentos Actividades de Produção Glossário Documentação de Referência Anexos Legislação Actividades/Avaliação Resolução ou Desenvolvimentos Propostos Nota: todas as palavras a vermelho ao longo do módulo encontram-se definidas no glossário disponível no final.M1 . CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 12. 9. 13.

6. 3. Identificar os principais elementos constituintes de um estaleiro de obra. • Computador e aplicação interactiva. equipamentos e materiais. Reconhecer a necessidade da análise de riscos em estaleiros de obra. profissões. 28 oBjECTIVoS dE FoRMAÇÃo objectivos Gerais O Guia de Aprendizagem Análise de Riscos na Construção Civil visa: 1. as actividades que decorrem em obra e os diferentes materiais de construção. Analisar os riscos associados aos processos construtivos.Enquadramento e Caracterização do Módulo M1 . • Bloco de notas e caneta. Elaborar fichas de análise de riscos adequadas ao trabalho a realizar. 4. Caracterizar as funções presentes em obra. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Guia de Aprendizagem. Identificar os riscos específicos das profissões presentes em estaleiro de obra. Identificar os diversos tipos de EPC (Equipamento Protecção Colectiva) e os riscos associados. Identificar os diversos tipos de EPI (Equipamento Protecção Individual) a disponibilizar em obra e a sua função. • Equipamento de Protecção Individual: • Capacete de protecção • Óculos de protecção • Colete reflector • Botas de protecção Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Identificar os elementos constituintes de um estaleiro de obra. 2. 7. Identificar as fases principais dos processos construtivos. através de exemplos. 3. a hierarquização dos riscos em obra. Compreender e aplicar. 2. bem como os respectivos riscos associados. Identificar os principais processos construtivos. objectivos Específicos No final do Guia de Aprendizagem cada formando deve estar apto a: 1. 9. 8. respectivos riscos e medidas preventivas. os seus riscos e medidas preventivas. 5.

Estaleiro de Obra CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .1.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

delimitação e infra-estruturas técnicas afectas ao estaleiro de obra. serviços afectados. serão introduzidos conceitos como estaleiro temporário ou móvel.cm-lisboa. Assim.telecom. 2.pt • www. a materialização da delimitação física do estaleiro e as infra-estruturas técnicas necessárias ao normal funcionamento de todas as actividades presentes ao longo do processo construtivo.pt • www. • Identificar as infra-estruturas técnicas a disponibilizar nos estaleiros de obra. GloSSÁRIo • Estaleiro de obra • Condicionalismos • Vedação • Infra-estruturas técnicas provisórias 5.pt • www. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. RESuMo Pretende-se com este submódulo apresentar e caracterizar o estaleiro de obra relativamente aos condicionalismos existentes para a sua implantação. SABER MAIS • www.edp. FICHAS TEMÁTICAS • Condicionalismos existentes no local • Delimitação do estaleiro • Infra-estruturas técnicas provisórias 4.iambiente. • Identificar os requisitos que a vedação de obra deverá possuir.SM1 Estaleiro de Obra 1.pt CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 3. A aprendizagem dos conceitos presentes neste submódulo. cada formando deverá estar apto a: • Identificar os condicionalismos existentes em estaleiro de obra.pt • http://dre. possibilitará rentabilizar os meios a disponibilizar em estaleiro na medida em que obrigará à necessidade de planear a obra.epal.pt • www. desde a fase de mobilização de meios até à desmobilização final com a conclusão da empreitada.

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Acessos e eventual conflitualidade com vias existentes de trânsito pedonal e rodoviário. 1 Condicionalismos Existentes no Local 1. Estruturas confinantes e eventuais impactos causados pela execução da obra. constitui uma medida de prevenção de acidentes muito importante que se irá reflectir ao longo CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . CoNdICIoNAlISMoS ExISTENTES No loCAl oBjECTIVoS No final desta ficha temática. muitas vezes. O ajuste do projecto de implantação do estaleiro de obra às condições objectivas. de acordo com as condições do local de implantação do estaleiro. PAlAVRA-CHAVE • Condicionalismos • Estaleiro de Obra • Infra-estruturas • Estruturas confinantes • Acessos GloSSÁRIo Estaleiro de obra. Infra-estruturas técnicas. Entidade executante. • Executar o reconhecimento ao local de implantação de estaleiro de obra.FT1 . salientam-se os seguintes condicionalismos: • • • Infra-estruturas aéreas e enterradas. No reconhecimento a efectuar ao local da obra deverão ser analisados os condicionalismos locais relevantes para a sua implantação. Os projectos de implantação do estaleiro são. A Entidade Executante deverá estabelecer um conjunto de medidas de prevenção adequadas aos riscos eventualmente originados pelos referidos condicionalismos. o formando deverá estar apto a: • Identificar os condicionalismos existentes em estaleiro de obra. que venham a ser identificados. documentos genéricos carecendo de correcções ou adaptações em questão de pormenor. Entre outros aspectos que a localização do estaleiro venha a colocar. que possam ter influência nas condições de segurança no trabalho em estaleiro de obra.1. • Identificar as infra-estruturas públicas aéreas e enterradas. Plano de Segurança e Saúde.

• Rede telefónica. 2 de toda a fase de execução. • Saber se existem linhas de água na envolvente. para evitar que no futuro surjam riscos sobre as vias de circulação. Por tal motivo. • Conhecer qual o regime pluviométrico do local. verificando no local os condicionalismos que possam condicionar a implantação dos meios a disponibilizar em obra. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . as medidas de prevenção integrada preconizadas no “Plano de Segurança e Saúde” a desenvolver para a fase de obra. nomeadamente: • Rede de águas. Constitui. • Conhecer qual o regime de ventos do local do obra. • Rede de esgotos domésticos e pluviais. • Identificar o traçado das vias. que em caso de pluviosidade intensa. de modo a evitar cruzamentos e curvas cegas. a última oportunidade para incluir. além disso.1: Estaleiro de Obra Acções Aconselhadas Durante a fase de implantação do estaleiro de obra deverão ser verificados os seguintes aspectos relacionados com a sua funcionalidade e as condições de segurança: • Solicitar às entidades gestoras dos serviços públicos o contacto dos piquetes de emergência e informação sobre o cadastro das suas redes enterradas e aéreas. • Rede de distribuição de energia eléctrica. de um modo estruturado. se efectue um reconhecimento ao local e envolvente ao estaleiro. Figura 1. possa pôr em risco a segurança do estaleiro. ou alterar. de forma a proporcionar adequadas condições de segurança aos transeuntes. se justifica que imediatamente antes de se iniciarem os trabalhos de mobilização de meios. Sempre que possível as curvas deverão ser definitivas e o seu traçado não deve inviabilizar a simplificação das tarefas desenvolvidas no estaleiro. • Rede de gás. • Identificar os caminhos pedonais externos que são protegidos e sinalizados (bandas sonoras e sinais luminosos).Condicionalismos Existentes no Local FT1 . As acções aconselhadas são meramente exemplificativas e não exaustivas pelo que deverão ser ajustadas à realidade concreta de cada situação de obra.

exemplo queda de objectos em altura.2: Mobilização de Estaleiro de Obra CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 3 Condicionalismos Existentes no Local • • • • • • • Eliminar os declives dos caminhos superiores a 12 %. Levantamento de árvores e vegetação na envolvente ao local de implantação.FT1 . Levantamento dos aterros e operadores licenciados para as operações de gestão de resíduos de obra. devendo-se adaptar ao tipo de circulação esperada. para que possam funcionar como vias de emergência. Conceber sempre que possível as vias de circulação afastadas de locais onde existam riscos. Identificar a zona envolvente relativamente à utilização das edificações existentes. identificar e referenciar as possíveis árvores a cortar (solicitar autorização para corte junto da fiscalização da obra). Ser estudada uma rede de vias prioritárias. que são mantidas desimpedidas. Saber se existe recolha de resíduos sólidos urbanos. e qual a periodicidade com que é feita a sua recolha. Figura 1.

) Relevo Terrenos agrícolas Afogamento Afundamento Atolamento de máquinas Capotamento de máquinas Culturas Desabamentos Deslizamento ou aluimento Despenhadeiros Inundações Produtos químicos Quedas a nível diferente Subida dos níveis freáticos Vedações INTERfERêNCIAS COM INfRA-ESTRUTURAS Proximidade de linhas aéreas de electricidade Proximidade de redes subterrâneas de electricidade Proximidade de linhas aéreas de telefones Proximidade de redes subter-râneas de telefones Proximidade de redes de águas Proximidade de redes de esgotos Proximidade de oleodutos e gasodutos Acidente eléctrico/Queimaduras Incêndio Corte de comunicações Electrocussão Rotura de condutas/Inundações Desabamentos Intoxicações/Infecções Rotura de condutas Explosão/Projecção de objectos Intoxicação/Asfixia CRUzAMENTOS/TRAVESSIAS Linhas eléctricas Caminhos-de-ferro Linhas/Cursos de água Edifícios/habitações/muros Acidente eléctrico/Queimaduras Catenárias (indução e electrocus-são) Atropelamentos Afogamento/Afundamento Subida dos níveis freáticos Inundações Afogamento Deslizamento/aluimento de terras Capotamento de máquinas Transposição de edifícios Quedas de altura Desmoronamento Procedimento cruzamento e travessia de obstáculos Procedimento cruzamento e travessia de obstáculos Procedimento na proximidade de linhas de caminho de ferro Procedimento cruzamento e travessia de obstácu-los Estudo do relevo Procedimento medidas de salvamento aquático Procedimento cruzamento e travessia de obstácu-los Procedimento trabalhos em cobertura de edifícios Procedimento nos trabalhos na vizinhança de ins-talações eléctricas em tensão Procedimento no cruzamento e travessia de obstáculos Procedimento em interferência com redes eléctricas subterrâneas Procedimento no cruzamento/travessia de obstáculos Procedimento em Interferência com redes telefónicas Procedimento em Interferência com redes de águas Procedimento em Interferência com redes de esgotos Procedimento em interferência com oleodutos e gasodutos Procedimentos no cruzamento e travessia de obstáculos Reconhecimento/estudo preliminar geotécnico da natureza do solo Ancoragem de taludes Eliminação de elementos instáveis Colocar sinalização e demarcar a zona Delimitação e acessos ao estaleiro Colocar sinalização e demarcar a zona Definir zonas de circulação Solicitar autorizações legais Criar trajectos alternativos O RISCOS/SITUAÇÕES PERIGOSAS MEDIDAS DE PREVENÇÃO E . etc. 4 CONDICIONALISMOS EXISTENTES NO LOCAL RECONHECIMENTO Obra: E LOCALIzAÇÃO DA ObRA/ESTALEIRO Estradas e Acessos Deterioração Desabamentos Zonas de acidentes frequentes Zonas de trânsito congestionado Restrições de circulação GEOLOGIA Geologia (solo.Condicionalismos Existentes no Local FT1 .OBRA Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . poços. subsolo. lençóis de água.ESTALEIRO O .

de modo a. • Compatibilizar a implantação da vedação com os caminhos de acesso e portaria. o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que a vedação de obra deverá ter. garantindo a não intromissão inadvertida e intempestiva de pessoas estranhas à obra. pelo que estará associada a sua implantação à localização da portaria e respectivo controlo de acessos à obra. opaca ou não. Esta protecção de obra deve ter a altura necessária para garantir a privacidade pretendida durante a execução dos trabalhos. A vedação poderá ser em rede. porque enferruja-se e deteriora-se com facilidade. Não é recomendado o uso de malhasol como elemento de vedação. A vedação de obra é uma protecção. constituir aviso da existência de um obstáculo. PAlAVRA-CHAVE • Vedação de obra • Malhasol • Tapume • Portaria • Controlo de acessos GloSSÁRIo Vedação de obra. A vedação deverá estar dotada de local de acesso a trabalhadores e viaturas. há necessidade por vezes de ocupar passeios públicos ou parte de arruamentos. este orienta a circulação das pessoas e garante-lhes a devida segurança contra o risco de queda de qualquer ferramenta ou material. Via pública.0m nos limites adjacentes a passeios ou caminhos de peões. Nos centros urbanos. pelo que se deverá obter junto dos organismos competentes as respectivas licenças de ocupação. deverá ser provida de um corredor protegido superiormente. • Identificar os diferentes tipos de vedação de obra. dElIMITAÇÃo do ESTAlEIRo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. estes deverão ter uma largura suficiente de modo a não dificultarem ou impedirem a passagem de qualquer veículo (ter em atenção as viaturas CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . que isola a zona de intervenção do exterior. Sinalização.2. apresentando com o tempo “pontas” metálicas muitas vezes perigosas. No que diz respeito aos portões. sendo recomendado o uso de tapumes com a altura mínima de 2.FT2 . A cor das vedações deverá ser suficientemente contrastante com o meio ambiente. por si só. sobretudo em zonas de grande movimento de peões. Tapume. 1 Delimitação do Estaleiro 1. Esta vedação. painel de rede amovível ou tapume metálico. Acidente.

devem ser ajustadas à especificidade da obra e ter em conta. • Queda de objecto. envolvendo terceiros por intervenção de pessoas estranhas no perímetro da obra.60 m por 30 peões/minuto com um mínimo de 0. A delimitação do estaleiro deve atender às seguintes medidas de prevenção: • Se a vedação alterar ou eliminar as zonas de circulação pedonal. • Acidentes. A sinalização de segurança associada à vedação e portaria é um meio de prevenção muito importante. • Acidentes. As medidas de prevenção relacionadas com a vedação e acessos. • Atropelamento. • Quedas ao mesmo nível. • Acidentes. por ocultação ou falta de iluminação da sinalização reguladora. estas deverão ser refeitas com passadiços apropriados resguardados lateralmente e bem iluminados. • Entalamentos.Delimitação do Estaleiro FT2 . • Electrocussão por aparecimento acidental de corrente. • Cortes/perfurações resultantes da natureza inadequada de materiais. • As circulações pedonais devem ser dimensionadas com uma largura de 0.90 m. e sinalizadas. 2 pesadas e a dimensão das cargas). como também terceiros susceptíveis de serem abrangidos pelos riscos presentes em estaleiro de obra. utilizando lanternins eléctricos de cor alaranjada. Quando se mostre conveniente deve-se colocar sinalização nocturna indicadora da existência da vedação. Figura 1. por falta de visibilidade. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Este procedimento é aconselhado fundamentalmente para zonas urbanas. • Esmagamentos. não só os trabalhadores. por condicionalismos impostos ao trânsito de peões e/ou automóveis.3: Vedação de Estaleiro Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com a vedação e respectivos acessos são os seguintes: • Acidentes.

arruamento. As vedações metálicas deverão esta equipotencializadas e ligadas à terra. 3 Delimitação do Estaleiro • Se a zona de circulação pedonal confinar com uma via com trânsito automóvel. deverá executar-se um murete que sirva de barreira ao transporte de terras por escoamento superficial. deve ser estabelecida uma separação física entre as duas. Os portões nas entradas do estaleiro devem estar em locais de boa visibilidade. deve dispor de pavimento anti-derrapante e não podem existir orifícios (perigo com os sapatos de saltos altos) nem ressaltos. Não é permitido o atravessamento de tapumes metálicos por cabos eléctricos. o corredor de passagem deve ser coberto. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Quando o estaleiro ficar contíguo a uma zona pavimentada pública (passeio.FT2 . Em passeios ou para travessia de valas. estacionamento). Figura 1. Figura 1.4: Corredor de passagem • Se nos trabalhos a decorrer em estaleiro de obra for identificado o risco de queda de objectos sobre a via pública.5: Corredor de passagem • • • • • Qualquer passadiço para peões será sinalizado.

Portas e portões devem ser mantidos fechados fora do horário de trabalho.Delimitação do Estaleiro FT2 . só durante o período laboral.6: Sinalização à entrada da obra • • Colocação de sinalização dissuasora de entrada de pessoas estranhas à obra. A utilização de correntes nas entradas. deverá ser repetida em cada lado da entrada e nunca no vão. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 4 Figura 1.

A vedação constitui obstrução à iluminação pública ou sinalização reguladora. A largura do acesso é suficiente. l = Constitui um risco ligeiro. A cor da vedação é apropriada. A entrada e saída de viaturas e máquinas encontra-se bem sinalizada. Existe espaço suficiente entre o tapume e a cota do terreno de forma a permitir a passagem de águas pluviais. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações.º de acessos suficiente. Existe sinalização adequada à entrada do estaleiro.FT2 . Existe obstrução parcial da via pública. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. Existe um n. O controlo de acessos é eficaz. A vedação está equipotencializda e existe ligação à terra (vedações metálicas). O material utilizado na vedação não constitui um risco para os trabalhadores ou terceiros. A vedação constitui obstrução à visibilidade de peões e de automobilistas. NC = Não conforme. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. quer para as pessoas ou instalações. 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 7 8 9 10 11 12 13 14 NA = Não Aplicável. Existe controlo de acessos. C = Conforme. 5 Delimitação do Estaleiro FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Vedação e Controlo de Acessos ITEM 1 2 3 4 5 6 DESCRIÇÃO O estaleiro encontra-se perfeitamente delimitado.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

O projecto de estaleiro deverá identificar e definir objectivamente através de peças escritas. • Descrever os requisitos básicos de segurança relativamente à rede de gás. a implantação e características das infra-estruturas técnicas provisórias. esgotos. Os novos métodos construtivos associados aos equipamentos de obra cada ver mais potentes e sofisticados. o formando deverá estar apto a: • Identificar as infra-estruturas técnicas provisórias a implantar em obra. INFRA-ESTRuTuRAS TéCNICAS PRoVISóRIAS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. deverá elaborar. assim como os requisitos de segurança. submeter à análise da fiscalização e aprovação pelas entidades gestoras os projectos das infra-estruturas provisórias de estaleiro de obra. qualidade e ambiente que a obra deverá cumprir de forma global e integradora. bem como os locais onde se desenvolvem actividades de apoio directo àqueles trabalhos. Esquentador. execução dos trabalhos. gás. Estão incluídas nas infra-estruturas técnicas a implantar em estaleiro de obra. cálculos e peças desenhadas.3. • Elaborar lista de verificações para as Infra-estruturas técnicas. A entidade executante. Para o efeito entende-se por Estaleiro de Obra os locais onde se efectuam os trabalhos incluídos na empreitada.FT3 . PAlAVRA-CHAVE • Infra-estruturas técnicas • Rede de águas • Rede de esgotos • Instalação eléctrica • Rede de gás GloSSÁRIo Estaleiro de obra. implantação dos equipamentos de apoio e outros elementos resultantes dos processos e métodos construtivos adoptados pela Direcção de Obra. Será no estaleiro que se estabelecerão todas as regras e procedimentos relativos à implantação das instalações de apoio. ETAR. Luminária. gás. GPL. as redes provisórias de águas. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . esgotos. instalação eléctrica e de telecomunicações. Factores de influência externa. instalação eléctrica e telecomunicações) têm no entanto que cumprir com as exigências legais para a sua implantação e utilização em estaleiro de obra. são os factores que obrigam a que as infra-estruturas técnicas sendo provisórias (águas. Montante. 1 Infra-estruturas Técnicas Provisórias 1.

1 0. no caso desta rede não suportar os consumos previstos ou a sua não existência.30 0. é também prudente afixar junto ao telefone os contactos de emergência que constam do plano de emergência.3. Como exemplo apresentam-se os caudais instantâneos mínimos a considerar para os seguintes dispositivos de utilização: dISPoSITIVoS dE uTIlIzAÇÃo Torneira de Serviço Lavatório individual Chuveiro Autoclismo de bacia de retrete Urinol CAudAIS MíNIMoS (l/s) 0. 2 A existência em obra de meios de comunicação é fundamental para garantir em caso de acidente o pedido de socorro. …).1 0. pelo que cada caso concreto obrigará à análise dos condicionalismos existentes no local: • levantamento de necessidades (lay-out de instalações. documento este obrigatório em obra. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Infra-estruturas Técnicas Provisórias FT3 . equipamentos. Pelo anteriormente exposto. equipamentos e eventualmente na rede de incêndio armada para o combate a incêndio. A rede de águas será sempre que possível suportada na rede pública. deve ser garantida ligação à rede de telecomunicações fixa e verificada a qualidade do sinal da rede móvel.15 lista de Verificação As verificações apresentadas no âmbito da rede de águas são de carácter geral. Figura 1. REdE dE ÁGuAS A rede de águas provisória a implantar no estaleiro de obras deve ser baseada no lay-out das instalações.15 0. a alternativa será a execução de furo hertziano ou reservatório.7: Contador Rede Águas Figura 1.8: Quadro Eléctrico 1.1.

no caso desta rede não suportar os caudais produzidos ou a sua não existência. • Tratamento de águas residuais com origem em: CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . garantia de qualidade da água. equipamentos. Furo hertziano. • Sinalizar água não potável.2. pelo que cada caso concreto obrigará à análise dos condicionalismos existentes no local: • levantamento de necessidades (lay-out de instalações.3. • Disponibilizar em obra análise da qualidade da água. localização do nível freático. acessível para permitir recolha de matéria orgânica. A rede de esgotos será sempre que possível ligada à rede pública. REdE dE ESGoToS A rede de esgotos provisória a implantar no estaleiro de obras deve ser baseada no lay-out das instalações. 1. deverão ser implantadas caixa de retenção de gorduras na cozinha. • Pressão disponível e qualidade da água. caixa de retenção de hidrocarbonetos na área oficinal e rampas de lavagem. • Cota de soleira da caixa de visita. • Dimensionamento de reservatório. A montante do ramal de ligação à rede pública ou da ETAR. • Licenciamento do furo. unidades Portáteis. • Regularidade no abastecimento. • Meios de elevação. • Levantamento da rede pública existente. • Rede pública de esgotos. a alternativa será a implantação em obra de ETAR compacta para recolha e tratamento das águas residuais. …). • Levantamento da rede pública existente. • ETAR compacta. 3 Infra-estruturas Técnicas Provisórias • • • Rede pública de águas. Como exemplo apresentam-se os diâmetros dos ramais de descarga dos seguintes aparelhos: APARElHo Bacia de Retrete Chuveiro Lavatório Urinol RAMAl dE dESCARGA (mm) 90 50 50 50 lista de Verificação As verificações apresentadas no âmbito da rede de esgotos são de carácter geral. • Sinalizar furo e condicionar o acesso. solicitar cadastro da rede à entidade gestora. no ramal de ligação à rede existente. solicitar cadastro da rede à entidade gestora.FT3 . equipamentos e no tipo de tratamento das águas residuais. filtragem e purificação da água.

Zona de lavagem de autobetoneiras (bacias de decantação). dotado de corte geral. As condições de selecção e instalação de equipamentos eléctricos em estaleiro de obra estão contempladas na Portaria Nº 949-A/2006 – Regras Técnicas das Instalações Eléctricas de Baixa Tensão. Na origem da instalação deve existir um quadro eléctrico.3. 1. Como exemplo apresentam-se as condições de instalação de equipamentos eléctricos em estaleiro de obra. Os quadros de estaleiro devem satisfazer a norma EN 60 439-4 e ter os índices de protecção IP e IK indicados. Rampas de lavagem (caixa de retenção de hidrocarbonetos). Oficina (caixa de retenção de hidrocarbonetos). Um dimensionamento da instalação eléctrica incorrecto. de prevenção e requisitos ambientais complementares. Canalizações 3.Infra-estruturas Técnicas Provisórias FT3 . por sua vez. Não instalar os cabos nos locais de passagem de viaturas e pessoas (protecção mecânica nos casos de impossibilidade). INSTAlAÇÃo EléCTRICA A Instalação eléctrica provisória a implantar no estaleiro de obras deve ser baseada no layout das instalações. mas obriga à tomada de medidas de organização. 2. Tal factor manifesta-se algumas vezes irrealista pelo que se recomenda o estudo caso a caso das necessidades de cada obra. em função das influências externas: Equipamentos 1. dispositivos de protecção principais. 4 • • • • Cozinha (caixa de retenção de gorduras). Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . equipamentos e nos factores de influência externa. 2. Para o cálculo aproximado da potência eléctrica necessária é frequente multiplicar o valor da potência instalada por um coeficiente de funcionamento igual a 0. Comando e Seccionamento 3. Condições de Instalação Instalar as canalizações de modo a que as ligações não fiquem sujeitas a esforços mecânicos. 1. provoca normalmente cortes intempestivos no fornecimento da corrente o que. Aparelhagem de Protecção. com a eleição subsequente de um coeficiente ajustado à situação concreta.3. seccionamento e corte. Usar cabos resistentes à abrasão e água do tipo H07RN-F ou equivalente. aumenta o risco de acidente e perdas de produção. Utilizar dispositivos de protecção diferencial de alta sensibilidade IΔn≤30mA. através de grupo gerador é perfeitamente aceitável. A adopção de fontes de energia alternativas ao abastecimento público de electricidade.7.

• Quais os meio alternativos. • Contacto de emergência da entidade gestora.FT3 . Dispositivos de protecção contra sobreintensidades.3. Tomadas. • Definir caminho de cabos. 1. • Sinalização e iluminação de emergência. • Qual o regime de exploração. equipamentos. solicitar cadastro da rede à entidade gestora. …). de utilização corrente em estaleiros de obra: Rede de alimentação Aparelho de queima Posto abastecedor Figura 1. 3. pelo que cada caso concreto obrigará à análise dos condicionalismos existentes no local: • levantamento de necessidades (lay-out de instalações. 5 Infra-estruturas Técnicas Provisórias Aparelhos de utilização Aparelhos de utilização alimentados a partir do quadro de entrada ou quadros de distribuição e sejam dotados de: 1. • Localização e característica das luminárias. • Definir localização de quadros volante. lista de Verificação As verificações apresentadas no âmbito da instalação eléctrica provisória são de carácter geral. • Qual a tensão disponível. REdE dE GÁS A rede de gás provisória a implantar no estaleiro de obras deve ser baseada no lay-out dos equipamentos de queima a considerar para a cozinha e para a produção de águas quentes sanitárias. Constituição de um sistema autónomo de utilização de gás (não ligado a redes públicas de distribuição).4.9: Sistema de utilização de Gás GPL A rede de gás é normalmente suportada por GPL (gás de petróleo liquefeito) em garrafas CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 2. • Rede pública de distribuição. Dispositivos de protecção contra contactos indirectos.

implantadas em cabine de garrafas dimensionada conforme o número de garrafas necessárias ao normal funcionamento dos equipamentos.10: Pormenores de cabine de garrafas GPL A instalação da rede de gás terá de ser executada por empresa certificada e será passado termo de responsabilidade pelo técnico de gás credenciado pela DGGE (Direcção Geral de Geologia e Energia). O gás propano é mais denso que o ar. pelo facto é proibido a sua utilização e o armazenamento em caves e espaços fechados. • Esquentadores devem estar no exterior das instalações. lista de Verificação As verificações apresentadas no âmbito da rede de gás são de carácter geral. pelo que cada caso concreto obrigará à análise dos condicionalismos existentes no local: • levantamento de necessidades (lay-out de equipamentos de queima). Figura 1. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • Evacuação segura de gases de combustão dos aparelhos de queima. • Proibir o armazenamento e utilização de GPL em caves.Infra-estruturas Técnicas Provisórias FT3 . 6 portáteis de gás propano G110 de 45Kg. • Deve ter vedação e sinalização de segurança. • Cabine de garrafas (normal/sem bolt): • Deve ser acessível a viaturas.

Existe rede de combate a incêndio – Carretéis. garantem qualidade da água. 7 Infra-estruturas Técnicas Provisórias FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Infra-estruturas Técnicas Provisórias ITEM 1 2 3 4 5 6 7 DESCRIÇÃO Rede de Águas Provisória Projecto aprovado. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. quer para as pessoas ou instalações.FT3 . Unidades portáteis. Sinalização do furo e condicionado o acesso. Furo hertziano. está licenciado. NC = Não conforme. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. A água é potável. l = Constitui um risco ligeiro. 1/4 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES NA = Não Aplicável. Controlo qualidade da água com origem no furo hertziano. C = Conforme. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações.

C = Conforme. quer para as pessoas ou instalações. l = Constitui um risco ligeiro. WC químicos nos locais onde não exista Rede de esgoto. NC = Não conforme. Retenção de hidrocarbonetos (oficinas. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. Retenção de gorduras (cozinha). localização e acesso a viaturas.Infra-estruturas Técnicas Provisórias FT3 . ETAR compacta. 2/4 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES NA = Não Aplicável. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. Lava-botas à entrada das instalações sociais e administrativas. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. rampa lavagem). Estado de limpeza e conservação das loiças sanitárias. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 8 LISTA DE VERIfICAÇÃO Infra-estruturas Técnicas Provisórias ITEM 1 2 3 4 5 6 7 DESCRIÇÃO Rede de Esgotos Provisória Projecto aprovado.

Estaleiro dispõe de terra de protecção. 3/4 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 4 5 6 7 NA = Não Aplicável. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. Riscos da instalação eléctrica estão devidamente sinalizados. quer para as pessoas ou instalações. Protecção contra contactos directos. C = Conforme. 9 Infra-estruturas Técnicas Provisórias LISTA DE VERIfICAÇÃO Infra-estruturas Técnicas Provisórias ITEM 1 2 3 DESCRIÇÃO Instalação Eléctrica Provisória Projecto aprovado. disjuntores diferenciais I∆n≤30mA. Intervenção na instalação só por técnico competente. l = Constitui um risco ligeiro. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. Quadros fixos e móveis (pimenteiros) em conformidade com EN 60 439-4. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. isolamentos em bom estado. NC = Não conforme. Protecção contra contactos indirectos.FT3 .

4/4 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 7 NA = Não Aplicável. Estado e validade das mangueiras de ligação aos aparelhos de queima. 10 LISTA DE VERIfICAÇÃO Infra-estruturas Técnicas Provisórias ITEM 1 2 3 4 5 6 DESCRIÇÃO Rede de Gás Provisória Projecto aprovado. estado da vedação e organização do espaço. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. Cabine de garrafas é acessível a viaturas. Evacuação dos produtos de combustão. quer para as pessoas ou instalações. NC = Não conforme. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Rede de gás executada por empresa certificada. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações.Infra-estruturas Técnicas Provisórias FT3 . Verificação de concentrações de CO. Esquentadores no exterior das instalações. Cabine de garrafas. l = Constitui um risco ligeiro. C = Conforme.

A __________________ deverá estar dotada de local de acesso a trabalhadores e __________________. Enuncie quais os condicionalismos locais mais relevantes na implantação de um estaleiro de obra. Identifique três situações não conformes na figura referente a uma “vedação de obra”. _______________________ c. Complete a frase seguinte relativa à ficha temática 2. 3. pelo que estará associada a sua implantação à localização da _________________ e respectivo _____________________ à obra. complete os espaços em branco. _______________________ b. relativamente às suas redes aéreas e enterradas. esgotos.2 Delimitação do Estaleiro. 4. _______________________ 5. 1 Actividades/Avaliação 1.AV1 . gás e telefones). CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . rede eléctrica. Relativamente à ficha temática 2. Indique os procedimentos a ter junto das entidades gestoras dos serviços públicos afectados (águas.4. a. 2. ponto 1. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. ponto 1.2 Delimitação do Estaleiro.

Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. Relativamente à ficha temática 3.Actividades/Avaliação AV1 . reveja o submódulo 1. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . associe com uma seta os riscos apresentados às respectivas medidas preventivas. ponto 1. Estaleiro de Obra.3 Infra-estruturas Técnicas Provisórias.4) .Se não conseguir resolver esta actividade. 2 6. RISCoS Incêndio Explosão Electrocussão Ambiente Intoxicação Derrame de gasóleo MEdIdAS PREVENTIVAS Evacuação de produtos de combustão Caixa de retenção de hidrocarbonetos Proibir garrafas gás em caves ETAR Disjuntores diferenciais de 30 mA Carretéis de calibre reduzido Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15.

Caminhos de Circulação CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .2.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

pt • www. 2.pt • www. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo.SM2 Caminhos de Circulação 1. visitantes e transeuntes.profor. SABER MAIS • www.sinalux.estradasdeportugal. 3. serão introduzidos conceitos referentes a medidas de prevenção em vias de circulação pedonal.dgv.pt CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . RESuMo Pretende-se com este submódulo apresentar as medidas de prevenção a tomar em estaleiro de obra relativamente às vias de circulação pedonal e rodoviária. GloSSÁRIo • Via de circulação • Plano de evacuação • Parqueamento • Sinalização 5. Assim. • Identificar os requisitos que as vias de circulação rodoviária deverão possuir.com.pt • www. parqueamento de materiais e equipamentos.pt • www. o estaleiro social e o estaleiro de apoio atendendo sempre à segurança dos trabalhadores e ao socorro em caso de acidente. de segurança no trabalho e de emergência.brisa. • Definir os locais e características dos parqueamentos. conceitos estes que deverão estar associados à sinalização de segurança a implementar em estaleiro e necessários à segurança de todos os trabalhadores. vias de circulação rodoviária. cada formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que as vias de circulação pedonal deverão possuir.pt • www. FICHAS TEMÁTICAS • Vias de Circulação Pedonal • Vias de Circulação Rodoviária • Parqueamento • Sinalização 4. A aprendizagem dos conceitos presentes neste submódulo. parqueamento de viaturas e de equipamentos e sinalização rodoviária. • Identificar os diferentes tipos de sinalização.pt • http://dre. possibilitará dimensionar e organizar a circulação no interior do estaleiro de obra em estreita articulação com a produção.intervega.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

deve ser criada uma guarda ou barreira física que irá servir de resguardo e permitirá visualizar ao condutor/manobrador o circuito de circulação dos peões neste local. administrativa e comercial). Deverão estar sempre desimpedidas. produção/frentes de trabalho. Nos locais de saída de viaturas e equipamentos.1: Barreira Física CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .1. As vias de circulação pedonal de um estaleiro devem ser definidas de modo a corresponderem às necessidades dos vários sectores da obra (segurança. Plano de evacuação. • Utilizar a lista de verificação de vias de circulação pedonal. PAlAVRA-CHAVE • Via de circulação • Pedonal • Rodoviária • Plano de evacuação • Emergência GloSSÁRIo Via de circulação pedonal. o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que as vias de circulação pedonal deverão possuir. Entende-se por via de circulação pedonal os caminhos existentes no interior e envolvente ao estaleiro de obra que servem para os trabalhadores e demais pessoas afectas à obra circularem em segurança a pé. estarem bem sinalizados e serem sujeitos a verificação e conservação adequadas.FT4 . 1 Vias de Circulação Pedonal 2. • Definir os locais de implantação de vias de circulação pedonal. Figura 2. como em caso de emergência em que as vias de circulação (pedonal e rodoviária) deverão obrigatoriamente constar no plano de evacuação a implementar em estaleiro. VIAS dE CIRCulAÇÃo PEdoNAl oBjECTIVoS No final desta ficha temática.

• Identificar os caminhos pedonais externos que são protegidos e sinalizados (bandas sonoras e sinais luminosos). de forma a proporcionar adequadas condições de segurança aos transeuntes. de modo a evitar cruzamentos e curvas cegas. que são mantidas desimpedidas. 2 Acções aconselhadas As vias de circulação pedonal em estaleiro de obra deverão obedecer às seguintes condições de segurança: • Separadas das vias rodoviárias. Sempre que possível as curvas deverão ser definitivas e o seu traçado não deve inviabilizar a simplificação das tarefas desenvolvidas no estaleiro. • Conceber sempre que possível as vias de circulação afastadas de locais onde existam riscos.Vias de Circulação Pedonal FT4 .2: Vias de Circulação Pedonal e Rodoviária Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • Largura de pelo menos 0. exemplo queda de objectos e quedas em altura. Figura 2. • Piso em bom estado. • Identificar o traçado das vias. devendo-se adaptar ao tipo de circulação esperada. • Sinalização de prioridade aos peões sempre que haja atravessamento das vias rodoviárias. para evitar que no futuro surjam riscos sobre as vias de circulação.60 m. • Eliminar os declives dos caminhos superiores a 12 %. • Ser estudada uma rede de vias prioritárias. para que possam funcionar como vias de emergência.

Risco de queda de nível. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. ao longo da via pedonal. largura ≥ 0. C = Conforme. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 3 Vias de Circulação Pedonal FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Vias de Circulação Pedonal ITEM 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 DESCRIÇÃO As vias pedonais estão separadas das vias rodoviárias. Risco de queda de objectos.60m. l = Constitui um risco ligeiro. ao longo da via pedonal. Os postos de trabalho garantem a evacuação rápida e segura dos trabalhadores. Risco de queda em altura. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. Circulações em rampas com declive ≤ 12%. ao longo da via pedonal. quer para as pessoas ou instalações. NC = Não conforme. Existe sinalização adequada à entrada do estaleiro. sinalizadas e desimpedidas. O piso é regular. uniforme e está desimpedido. O piso está limpo e isento de substâncias escorregadias.FT4 . Vias pedonais exteriores. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 12 13 14 NA = Não Aplicável. estão protegidas. As vias pedonais estão sinalizadas. Dimensões. As vias de circulação pedonal de emergência estão sinalizadas. Estão sinalizadas as passagens de peões nas vias de circulação rodoviária.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

ou destinados a cargas ou descargas. PAlAVRA-CHAVE • Via de circulação Rodoviária • Piso • Sinalização GloSSÁRIo Via de circulação rodoviária. é importante ter em atenção que. equipamentos e materiais necessários à execução dos trabalhos. que servem para as movimentações de viaturas ligeiras. 1 Vias de Circulação Rodoviária 2. Talude.0m. Sinalização. • O piso destas vias devem assegurar a circulação sem perturbações. pelos caminhos. • Nas vias com dois sentidos. circulam pessoas. Entende-se por via de circulação rodoviária os caminhos existentes no interior do estaleiro de obra. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .6m. sendo vantajosa a utilização de pavimentos de macadame. • Definir os traçados das vias de circulação rodoviária. de modo a facilitar o controlo de pessoas e veículos à obra. transportando materiais muito pesados. a largura mínima deverá ser de 7. sendo o seu tipo e traçado condicionado quer pelas dimensões das viaturas e dos respectivos raios de curvatura. possibilitam a redução de tempos e de custos nas operações de transporte. VIAS dE CIRCulAÇÃo RodoVIÁRIA oBjECTIVoS No final desta ficha temática. pesadas e de transporte de pessoal. • Utilizar a lista de verificação de vias de circulação rodoviária. A circulação num estaleiro é muitas vezes negligenciada. Para a implantação das vias de circulação rodoviária devem ser respeitadas as seguintes regras: • É recomendada a adopção de uma só entrada no estaleiro. betão ou betume betuminoso. com um mínimo de 3. equipamentos e diversos veículos. Macadame. • A largura dos caminhos de circulação depende dos meios de transporte utilizados.FT5 . o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que as vias de circulação rodoviária deverão possuir. solo cimento. quer pelos outros meios de transporte e de elevação de cargas.2. As vias de circulação rodoviária. estando sempre presentes nestes locais os riscos de atropelamento e esmagamento.

• Dimensão da largura da via (único sentido) com pelo menos 3. troços com comprimento superior a 100. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .3: Dimensões das Vias de Circulação Acções aconselhadas As vias de circulação rodoviária em estaleiro de obra deverão obedecer às seguintes condições de segurança: • Separadas das vias pedonais. Figura 2. exemplo queda de objectos. Afastar as vias de circulação do coroamento de taludes. sinais luminosos e sinais verticais). com um raio mínimo de 10. Sempre que possível as curvas deverão ser definitivas e o seu traçado não deve inviabilizar a simplificação das tarefas desenvolvidas no estaleiro. • Dimensão da largura da via (duplo sentido) com pelo menos 7. As passagens superiores devem ter a altura mínima de 4. 2 • • • • • Os acessos a recintos cobertos de veículos ou depósitos terão a largura mínima de 10. • Piso deve estar em bom estado. Proceder à rega intermitente dos caminhos.0m. • Consoante o local e via de acesso deve ser limitada a velocidade (colocadas bandas sonoras. em todo o estaleiro de obra.0m. • Conceber sempre que possíveis as vias de circulação rodoviária afastadas de locais onde existam riscos.Vias de Circulação Rodoviária FT5 . de modo a evitar cruzamentos e curvas cegas. • Identificar o traçado das vias. As curvas devem permitir que todos os meios de transporte circulem sem dificuldade.60 m. • Sinalização de limitação de velocidade de 20Km/h. queda de viaturas em altura e esmagamento por equipamento/viatura. sempre que exista o levantamento de pó. • Nas vias de circulação rodoviária devem ser sinalizadas as passagens de peões. • Respeitar a distância de segurança relativamente aos caminhos de circulação pedonal.0m garantir alargamento pontual para cruzamento de veículos. caso exista o levantamento de pó devem ser feitas regas periódicas.0 m. com a colocação de pórticos/barreiras de sinalização nas zonas de aproximação.0m. para evitar que no futuro surjam riscos sobre as vias de circulação.

para que possam funcionar como vias de emergência em caso de necessidade. que são mantidas desimpedidas. Figura 2.4: Vias de Circulação em Estaleiro CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 3 Vias de Circulação Rodoviária • Ser estudada uma rede de vias prioritárias.FT5 .

Sinalização na rede rodoviária envolvente. quando exista levantamento de pó. indicando localização do estaleiro. Estabelecida e sinalizada limitação de velocidade de 20 Km/h em todo o estaleiro. 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 8 9 10 11 12 13 14 NA = Não Aplicável. Traçado da via rodoviária está afastado do coroamento das escavações. C = Conforme. Risco de queda de nível. As vias de circulação rodoviária de emergência estão sinalizadas. quer para as pessoas ou instalações. O piso é regular. uniforme e está desimpedido. As zonas perigosas estão protegidas e sinalizadas. Existe sinalização adequada à entrada do estaleiro. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág.6m Dois sentidos largura ≥ 7. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. NC = Não conforme.Vias de Circulação Rodoviária FT5 . 4 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Vias de Circulação Rodoviária ITEM 1 2 3 4 5 6 7 DESCRIÇÃO As vias rodoviárias estão sinalizadas. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. ao longo da via pedonal. Estão sinalizadas as passagens de peões nas vias de circulação rodoviária. Existe uma boa visibilidade em todo o traçado da via rodoviária em estaleiro.0m Vias rodoviárias e pedonais separadas. Rega dos caminhos. Dimensões: Um sentido largura ≥ 3. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . l = Constitui um risco ligeiro.

dentro do estaleiro. consegue-se diminuir a probabilidade da ocorrência de acidentes e atropelamentos. O Decreto-Lei 50/2005. Equipamento de trabalho. incêndio e os riscos ambientais.3. Meios de 1ª intervenção. Evitando desta forma possíveis incidentes e acidentes associados aos riscos mais frequentes nestes locais. PARQuEAMENTo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. queda de materiais. • Descrever os requisitos básicos de segurança a prever nos locais de parqueamento. • Elaborar lista de verificações para os locais destinados ao parqueamento. de forma a reduzir ao máximo os percursos de circulação no interior do estaleiro.FT6 . visto que é difícil. Verificamos que existe uma lacuna muito grande relativamente a regras de segurança no âmbito do parqueamento em estaleiro de obra. PAlAVRA-CHAVE • Parqueamento • Viaturas ligeiras • Equipamentos • Pavimento GloSSÁRIo Acidente. Estaleiro de obra. Assim sendo utilizaram-se conceitos e regras de senso comum e de boa prática sobre segurança na construção civil. o formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes locais destinados ao parqueamento de viaturas e equipamentos. O parqueamento de viaturas ligeiras e pesadas assim como o parqueamento de equipamentos. 1 Parqueamento 2. define equipamentos de trabalho de uma forma genérica e muito abrangente. esmagamento. Os parqueamentos a implantar no estaleiro (veículos e equipamentos) devem estar situados tão próximo quanto possível do acesso principal. na restante legislação apenas são referidas áreas e temáticas comuns e integrantes dos parques de equipamentos. não existindo legislação específica que regule este tema. Desta forma. Devem os locais afectos aos parqueamentos estar separados fisicamente entre si para se evitarem manobras difíceis com veículos e equipamentos. devem ter áreas bem definidas. colisões. como forma de garantir uma organização eficaz das movimentações no interior do estaleiro de obra. de maneira a garantir-se uma melhor organização dos meios e dos locais. o atropelamento. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . impor uma circulação em vias diferenciadas de veículos e pessoas. de 25 de Fevereiro.

PARQuEAMENTo dE VIATuRAS O parqueamento de viaturas ligeiras deverá ter uma área suficiente para todos os veículos dos vários sectores da obra. A área de parqueamento deverá ser ampla para que permita a realização de manobras necessárias à entrada e saída de viaturas.1. possibilitando o estacionamento em condições de segurança.6: Parqueamento de Viaturas 2. regularizado e nivelado.3. este parqueamento deverá estar junto do estaleiro administrativo e do acesso principal ao estaleiro de obra. assim como contemplar alguns lugares para visitantes e junto ao posto médico um lugar para viatura de socorro.Parqueamento FT6 . 2 Figura 2.7: Dimensionamento de áreas para parqueamento de viaturas ligeiras • O pavimento do parque de viaturas deverá ser impermeabilizado. tais como: • Estar sinalizados os lugares de parqueamento de viaturas incluindo os lugares destinados aos visitantes e garantida a iluminação eléctrica do local.5: Parqueamento de Equipamentos Figura 2. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • Devem existir na proximidade dos parques. meios de 1ª intervenção para o combate a incêndio. lista de Verificação Sugere-se que os parques de viaturas obedeçam a algumas regras de execução e localização. • Figura 2. que promovam uma eficaz funcionalidade da circulação em obra. compostos por extintor de pó tipo ABC de 6Kg e uma caixa de areia com pá.

FT6 .2.9: Dimensionamento de áreas para manobra e parqueamento de equipamentos • Os espaços de parqueamento dos equipamentos devem estar delimitados fisicamente e com a devida sinalização e deverão garantir uma distância de segurança entre equipamentos. • A área de parqueamento deverá ser ampla para que permita a realização de manobras necessárias à entrada e saída do equipamento. 3 Parqueamento Figura 2. lista de Verificação Sugere-se que os parques de equipamentos obedeçam a algumas regras de execução e localização. PARQuEAMENTo dE EQuIPAMENToS Os parques de equipamentos em obra são estruturas físicas que têm como função o parqueamento de equipamentos utilizados na obra. A sua localização deve ser junto da área oficinal do estaleiro de obra. área de pequenas reparações e por uma estrutura que possibilite a lavagem do equipamento ao fim do dia de trabalho. Tendo em conta a abrangência da definição de equipamentos de trabalho. áreas de circulação de trabalhadores. Os parques de equipamentos deverão localizar-se junto do acesso ao estaleiro. Figura 2.3. que promovam boas condições de trabalho. que poderá ir desde a simples ferramenta à maquinaria pesada. só faz sentido que haja parques para equipamentos na obra quando existam equipamentos de médio e grande porte. pois falamos em equipamentos que em alguns casos ultrapassam os 6 m de comprimento e os 3 m de altura. de forma a reduzir a circulação do equipamento no interior da obra minimizando assim • CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .8: Parque de Viaturas 2. tais como: • Deveram ser constituídos por área de parqueamento.

para que estas sejam tratadas convenientemente. atropelamentos e esmagamentos. 4 o risco de colisões. com combustíveis ou lubrificantes. A zona de lavagem de equipamentos deverá estar munida de bacias de retenção. garantindo que a escorrência da água seja realizada directamente para valas que devem rodear as zonas de parqueamento. Caso não seja garantida uma iluminação natural suficiente em toda a área. As zonas de parqueamento de equipamentos deverão ter no piso membranas impermeabilizantes para que seja possível a recolha de camadas de solo contaminadas. permitindo recolher as substâncias retidas para posterior tratamento. Estas valas devem conduzir a água a pequenos tanques que permitam a captação de combustíveis e lubrificantes eventualmente derramados. Deverão existir meios de combate a incêndio na área de pequenas reparações e na proximidade dos equipamentos.Parqueamento FT6 . possibilitando o parqueamento do equipamento em condições de segurança. que receberão todas as águas provenientes da lavagem dos equipamentos. • • • • • Figura 2.10: Parque de Equipamentos Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . esta deverá dispor de iluminação artificial adequada. • O pavimento do parque deverá ser regularizado e nivelado. As zonas de parqueamento das máquinas e camiões deverão ter o piso tratado convenientemente.

Caixa de areia e pá. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. Estável. Área de pequenas reparações de equipamentos Sistema de recolha de resíduos. Lugar de parqueamento de viatura de socorro junto ao posto médico NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. quer para as pessoas ou instalações. Nivelados. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Os pavimentos estão: Regularizados. Caixa de retenção de hidrocarbonetos. 5 Parqueamento FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Parqueamento de Viaturas e Equipamentos ITEM 1 2 3 4 DESCRIÇÃO Locais para parqueamento estão sinalizados. C = Conforme. NC = Não conforme. Área de parqueamento de equipamentos/máquinas está impermeabilizada.FT6 . Rampa de lavagem de equipamentos/máquinas. l = Constitui um risco ligeiro. Extintor de Pó ABC 6Kg. Área de lavagens de viaturas e equipamentos. Existem lugares para parqueamento destinados a visitantes. Áreas de parqueamento garantem manobras em segurança. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. Garantidas as distância de segurança entre equipamentos/ máquinas. Iluminação de parques de viaturas e equipamentos. 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 NA = Não Aplicável. Meios de 1ª Intervenção.

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pelo que não se dispensa a adopção de medidas de prevenção e controlo dos locais e equipamentos onde este risco está presente. Local de trabalho. Na implantação da sinalização deve ser considerado o seguinte: • Identificar todos os acessos para viaturas e caminhos pedonais para circulação de trabalhadores. A sinalização pretende assim dar resposta à obrigação de informar. • Elaborar lista de verificações para a sinalização em estaleiro de obra. pelo que será necessário informar os trabalhadores e visitantes sobre as condições de acesso. Segurança contra incêndio. áreas de armazenagem de produtos perigosos. • Identificar os locais de colocação obrigatória da sinalização em estaleiro de obra. • Todas as entradas no estaleiro devem possuir sinalização externa proibindo a entrada a pessoas estranhas à obra e indicação do Equipamento de Protecção Individual de utilização obrigatória dentro do estaleiro. deslocação e circulação necessárias à segurança em estaleiro de obra. permanência. Em estaleiro de obra devem ser sinalizados caminhos de circulação. devendo ser estabelecida tendo em conta a natureza. • Na definição dos caminhos de circulação deve ser considerada a movimentação de todos os materiais e equipamentos utilizados na obra.FT7 . meios de protecção contra incêndio e de socorro. Plano de emergência. Como técnica complementar de segurança. nomeadamente dos elementos de maiores dimensões.4. PAlAVRA-CHAVE • Sinalização • Sinalização Rodoviária Temporária • Segurança no Trabalho • Emergência GloSSÁRIo Sinalização. • Equipamento a utilizar no transporte e movimentação dos elementos de maiores di- CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . o formando deverá estar apto a: • Descrever os diferentes tipos de sinalização. SINAlIzAÇÃo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. a sinalização não elimina nem reduz o risco mas informa sobre a sua presença. 1 Sinalização 2. dimensão e localização da obra. características. O estaleiro de obra é um local de trabalho onde existem as mais variadas situações de perigos. parqueamentos.

12: Sinalização Rodoviária Temporária Cor Cores e Formas da Sinalização de Segurança Forma Significado Indicação Equipamentos de Alarme e Combate a Incêndio Proibição Aviso/Perigo Identificação e localização Comportamentos perigosos Atenção Precaução Verificação Comportamento ou acção específica Utilização de EPI Saídas de emergência Ponto de encontro Posto de socorros Informação Obrigação Vias de Evacuação Equipamentos de Emergência Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Sinalização de zonas perigosas ou interditas. Figura 2. assim como a localização dos mesmos face às condicionantes existentes. Em todos os locais do estaleiro devem ser previstos locais para passagem das viaturas utilizadas no transporte de materiais e/ou equipamentos para a carga ou descarga destes.11: Sinalização de Segurança Figura 2. 2 • • • • • mensões. Sinalização da localização dos meios de segurança contra incêndio e de saídas de emergência contempladas no plano de emergência. As instalações existentes no estaleiro devem ser devidamente identificadas. Deverá ser prevista a colocação dos dispositivos necessários para garantir a segurança na entrada e saída de viaturas no estaleiro.Sinalização FT7 . com identificação dos perigos.

• Dispositivos complementares. natureza e extensão o justifiquem.4. restituindo a via às normais condições de exploração. A sinalização temporária deve ser removida imediatamente após a conclusão da obra ou da remoção do obstáculo ocasional. • Sinalização intermédia. • Pré-sinalização.1. • Sinalização de posição. A sinalização rodoviária pode ser apresentada sob a seguinte forma: • Sinais verticais. 3 Sinalização dimensões dos Sinais Dimensão 150x150mm Dimensão 200x200mm Dimensão 300x300mm Dimensão 400x400mm Dimensão 600x600mm 6m 8m 13m 17m 26m 2. • Sinalização final. A sinalização rodoviária temporária é classificada do seguinte modo: • Sinalização de aproximação. Sempre que a duração prevista das obras seja superior a 30 dias ou a duração da obra. deve ser elaborado projecto da sinalização temporária a implementar na via. tendo em vista prevenir os utentes das condições especiais de circulação impostas na zona regulada pela sinalização rodoviária temporária. • Sinalização avançada. • Sinalização luminosa. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . SINAlIzAÇÃo RodoVIÁRIA TEMPoRÁRIA As obras e obstáculos na via pública devem ser convenientemente sinalizados.FT7 . • Marcas rodoviárias.

20 0.5m 20 Sinalização de Posição 0.30 L3 L2 L1 30m Sinalização Final FIM DE OBRAS Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Sinalização FT7 .50 0. 4 Pré-Sinalização 1300 m CIRCULAÇÃO ALTERNADA TRÂNSITO CONDICIONADO MÁQUINAS EM MOVIMENTO ENTRADA E SAÍDA DE VIATURAS Sinalização Avançada Sinalização Intermédia SINAIS DE PROIBIÇÃO 3.

não afixando um número excessivo de sinais que possam confundir-se.FT7 . deverá obedecer aos seguintes requisitos: • Atrair a atenção. • Placas e cores destinadas a localizarem e identificar o material de segurança contra incêndio. com cores de segurança. Sinalização Permanente • Placas de proibição. O tipo de risco que se pretende minimizar. aviso e obrigação.4. Para que o recurso ao uso de sinalização de segurança resulte. • Estar em número e localização conforme a importância dos riscos que pretendem alertar. • Ser retirada sempre que a situação que a justificava deixe de se verificar. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . aquela que. A sinalização de segurança não dispensa. actividade ou situação. em caso algum. a adopção das medidas de prevenção necessárias e adequada. Sinalização de Carácter Acidental e Temporário • Sinais luminosos ou acústicos. para objectos ou situações susceptíveis de provocarem perigo para a segurança e saúde. • Sinais gestuais. a altura e posição adequada. • Placas de localização e identificação dos meios de salvamento. tendo em atenção a possibilidade de sinalização contraditória. • Dar a possibilidade de realizar o indicado. • Marcação. deverá ser avaliado antecipadamente de modo que a sinalização se faça de modo racional. • Ter informação sobre as actuações convenientes. relacionada com um objecto. • Comunicações verbais. • Dar a conhecer a mensagem com a antecedência suficiente. • Clareza da mensagem. A sinalização de segurança pretende chamar a atenção de uma forma rápida e inteligível. SINAlIzAÇÃo dE SEGuRANÇA No TRABAlHo Entenda-se como sinalização de segurança no trabalho. socorro e emergência. • Placas e rotulagem de recipientes e tubagens. fornece um conjunto de estímulos que condicionam ou prescrevem a actuação do indivíduo relativamente à segurança perante o objecto ou situação. • Conduzir a uma única interpretação. 5 Sinalização 2. de vias de circulação. • Estar localizado em local iluminado.2.

6 Sinais de Proibição Sinais de Aviso Sinais de obrigação Sinais de Salvamento ou Socorro Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Sinalização FT7 .

7 Sinalização Sinais de Combate a incêndios Sinais de Informação Sinais Compostos Rotulagem de Substâncias Perigosas IRRITANTE TÓXICO INFLAMÁVEL CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .FT7 .

8 Etiquetas Identificadoras de Perigo LÍQUIDO INFLAMÁVEL COMBUSTÃO ESPONTÂNEA LÍQUIDO INFLAMÁVEL CORROSIVO COMBURENTE GASES COMPRIMIDOS NÃO INFLAMÁVEIS obstáculos e locais Perigosos RISCoS dE: SITuAÇÕES: Choque contra obstáculos Degraus.Sinalização FT7 . Pilares Queda de objectos Mudanças de nível Queda em altura Cais de carga Queda de nível Dispositivos móveis Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

9 Sinalização FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Sinalização em Estaleiro de Obra ITEM 1 DESCRIÇÃO A sinalização de segurança na envolvente exterior ao estaleiro está adequada. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações.Incêndio: Extintores. Local de entrada/saída de viaturas e máquinas encontra-se bem sinalizada. Sinalização de Emergência: Caminhos de Evacuação Caixa de 1º Socorros Ponto de Encontro Sinalização de Seg. Todos os locais em obra com risco de electrocussão estão devidamente sinalizados. 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 NA = Não Aplicável. quer para as pessoas ou instalações. Local de armazenamento de produtos tóxicos está sinalizado. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Todos os locais com risco de queda e queda de objectos estão devidamente sinalizados. À entrada no estaleiro tem sinalização de “Proibição de entrada a pessoas estranhas à obra” Nos locais de trabalho e entrada estão colocados sinais de obrigação de utilizar EPI. Sinalização de Resíduos Perigosos. Estabelecida e sinalizada limitação de velocidade de 20 Km/h em todo o estaleiro. As vias rodoviárias. Caixas de Areia Marco Incêndio e Carretéis Sinalizada localização de Resíduos Sólidos Urbanos. C = Conforme. estão devidamente sinalizados. passagens de peões e parques. existe rotulagem dos produtos? Máquinas e equipamentos de trabalho têm sinalização de segurança. NC = Não conforme. l = Constitui um risco ligeiro. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações.FT7 .

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complete os espaços em branco.2 Vias de Circulação Rodoviária. 2. Relativamente à ficha temática 5.AV2 . Complete a frase relativa à ficha temática 4. ponto 2.1 Parqueamento de Viaturas.3.5.3. complete os espaços em branco. As Vias de Circulação Pedonal são os caminhos existentes no ________________ e ________________ ao estaleiro de obra que servem para os ________________ e demais pessoas afectas à obra circularem a ________________. Os parques de equipamentos deverão localizar-se junto do ________________ ao estaleiro.2 Parqueamento de Equipamentos. 4. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . de forma a reduzir a circulação do equipamento no interior da obra minimizando assim o risco de ________________ . 5. Enuncie quatro requisitos que as vias rodoviárias a implantar em estaleiro de obra deverão ter. cuja largura mínima deverá ser de ________________. Complete a frase seguinte relativa à ficha temática 6. 1 Actividades/Avaliação 2. ponto 2. Relativamente à ficha temática 6. 3. ponto 2. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1.1 Vias de Circulação Pedonal. ________________ e ________________. ponto 2.

Se não conseguir resolver esta actividade.4 Sinalização. Cores e Formas da Sinalização de Segurança Forma Significado Indicação Identificação e localização Comportamentos perigosos Aviso/Perigo Atenção Precaução Verificação Comportamento ou acção específica Utilização de EPI Cor Informação Obrigação Vias de Evacuação Equipamentos de Emergência Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15. ponto 2. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. Caminhos de Circulação. Relativamente à ficha temática 7. 2 6. complete o quadro nos locais assinalados a azul.Actividades/Avaliação AV2 . reveja o submódulo 2. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .4) .

3. Instalações Administrativas CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

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possibilitará dimensionar e organizar as instalações administrativas em estreita articulação com a produção.pt • http://dre. cada formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que as instalações administrativas deverão ter.pt CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Elaborar lista de contactos de emergência.osha. A aprendizagem dos conceitos presentes neste submódulo. o estaleiro social e o estaleiro de apoio atendendo sempre à segurança dos trabalhadores e ao socorro em caso de acidente. vitrina com informações de segurança/escritório de apoio e o registo de acidente de trabalho/posto de socorros.eu.proteccaocivil.pt • www. o escritório de apoio e o posto de socorros. medidas preventivas e respectivos procedimentos de segurança associados às actividades a decorrer nas instalações administrativas.int • www. SABER MAIS • http://agency.pt • www. Assim.SM 3 Instalações Administrativas 1. GloSSÁRIo • Acidente de trabalho • Ligação equipotencial • Notificação de acidente • Plano de Segurança e Saúde 5. serão introduzidos conceitos referentes ao dimensionamento das instalações.pt • www. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo.igt. 3. • Elaborar lista de verificações referente às instalações administrativas. FICHAS TEMÁTICAS • Portaria e Controlo de Acessos • Escritórios de Apoio • Posto de Socorros 4. riscos mais frequentes.dimep. • Definir os locais de implantação das instalações administrativas. 2. RESuMo Pretende-se com este submódulo caracterizar as instalações administrativas mais relevantes em estaleiro de obra. a portaria. Serão apresentados os requisitos que estas instalações deverão possuir assim como procedimentos de segurança associados a estes locais de trabalho.gov. nomeadamente o controlo de acessos/portaria.capa.

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PoRTARIA E CoNTRolo dE ACESSoS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. com o enquadramento legal dado pelo Dec Lei 273/2003. 1 Portaria e Controlo de Acessos 3.1: Pormenor de entrada e portaria Solução de portaria com serviço permanente e compartimento para atendimento. PAlAVRA-CHAVE • Portaria • Controlo de Acessos • Contactos de Emergência • Manual de Acolhimento GloSSÁRIo Portaria. que refere “tomar as medidas necessárias para que o acesso ao estaleiro seja reservado a pessoas autorizadas”. Entende-se por portaria de estaleiro. equipamentos e materiais. À portaria está associado o procedimento referente ao controlo de acessos (identificação. Plano de Segurança e Saúde. vestiário e instalação sanitária. • Definir as instalações que têm uma correlação de proximidade com a portaria. A localização mais conveniente para a portaria será junto do acesso principal e deverá ter uma correlação de proximidade muito importante com o escritório de obra. Figura 3. toma de refeições. pelo que deverá ser elaborado um Plano de Acesso ao Estaleiro. • Elaborar lista de contactos de emergência. fornecedores e visitantes. o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que a portaria deverá ter. Plano este contemplado no Plano de Segurança e Saúde. aprovisionamento. central telefónica e parqueamento de viaturas. serviço de gestão de equipamento.FT8 . CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . acolhimento e registo) de trabalhadores.1. o local destinado a controlar todo o movimento de entrada e saída em obra de meios humanos.

cargas ou de equipamentos no estaleiro deverá ser condicionada através de autorização expressa dada pelos serviços administrativos à portaria. • Sistema de controlo de acessos com registo. facilitando desta forma o controlo de pessoas e veículos. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Portaria e Controlo de Acesso FT8 . • Disponíveis contactos de emergência. OBRIGATÓRIO APRESENTAR IDENTIFICAÇÃO Figura 3. assim como um mecanismo próprio de lavagem de rodados para os camiões. Disponibilizar aos trabalhadores e visitantes o Manual de Acolhimento. Deve ter rede telefónica com contacto directo ao escritório de obra. • Sinalização de segurança na entrada em estaleiro. Meios de 1ª intervenção (extintor de pó tipo ABC de 6Kg e balde de areia com pá). 2 Acções aconselhadas A portaria em estaleiro de obra deverá obedecer aos seguintes requisitos: • Afixada planta de emergência.2: Apresentação de Identificação e Equipamento de Segurança • • • • • • • Os portões de acesso ao estaleiro devem ter entradas independentes para camiões e para pessoas. Deverá possuir um ponto de água exterior. A entrada de veículos. Recomendável a adopção de uma só entrada em estaleiro.

XXXXX TÉCNICO DE SEGURANÇA: Sr. XXXXX ENCARREGADO GERAL: Sr.. XXXXX ENTIDADE EXECUTANTE: 112 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 800 506 506 800 202 022 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 CENFIC AVISAR IMEdIATAMENTE Análise de Riscos na Construção Civil . XXXXX DIRECTOR DA OBRA: Eng. SEGURADORA BOMBEIROS Polícia de Segurança Pública ENTIDADES A CoNTACTAr: GÁS Águas Municipalizadas EDP (Instalação Eléctrica) PT (Telecomunicações) DONO DA OBRA: COORDENADOR DE SEGURANÇA: Eng.. 3 Portaria e Controlo de Acessos FICHA dE CoNTACToS CoNTACToS dE EMERGÊNCIA NÃo SE ESQuEÇA dESTES NúMERoS NÚMERO NACIONAL DE SOCORRO HOSPITAL.FT8 . XXXXX DIRECTOR DE PRODUÇÃO: Eng.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

2: Escritório de Apoio CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . topógrafos e técnicos de segurança. 1 Escritórios de Apoio 3. o local destinado ao pessoal dirigente. nomeadamente. Ligação de Terra. Entende-se por escritório de apoio em estaleiro. o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que o escritório de apoio deverá ter.FT9 . incluindo. técnico e administrativo da obra.2. medidores-orçamentistas. mas também à Fiscalização. • Utilizar a lista de verificação em escritórios de apoio. São um sector muito importante. serviço de gestão de equipamento e parqueamento de viaturas. director de obra. não só os espaços destinados à Entidade Executante. apontadores. Figura 3. Ligação Equipotencial. Coordenação de Segurança e Subempreiteiros. pois toda a logística é tratada nas instalações administrativas. desenhadores. fiscalização. PAlAVRA-CHAVE • Escritório de apoio • Vitrina • Construção modulada • Conforto térmico GloSSÁRIo Escritório de Apoio. aprovisionamento. encarregado.1: Instalações Administrativas Figura 3. junto do acesso principal do estaleiro e tem uma correlação de proximidade muito importante com a portaria. Plano de Segurança e Saúde. Estas instalações englobam em muitos casos. ESCRITóRIoS dE APoIo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. preparadores. A localização mais conveniente para os escritórios será sempre que possível. • Definir as instalações que têm uma correlação de proximidade com o escritório de apoio.

Figura 3. • Em todas as instalações as portas exteriores devem abrir para fora. • Não permitir a utilização de equipamentos de chama no interior das instalações. evitar que visitantes ocasionais não se percam e entrem em locais de risco. estar em local bem visível e acessível a todos os trabalhadores. deve ser analisado o risco de derrubamento pela acção do vento. 2 Em estaleiro. junto da área administrativa. Figura 3. • Construção modulada em altura. Esta vitrina deve ter dimensões adequadas.3: Vitrina/Informação aos trabalhadores Acções aconselhadas o escritório de apoio em estaleiro de obra deverá obedecer aos seguintes requisitos: • Identificar e sinalizar as instalações. será obrigatoriamente montada uma vitrina para afixação de documentos cujo objectivo é a informação dos trabalhadores relativamente aos aspectos essenciais do Plano de Segurança e Saúde. Módulos devem ser espiados e amarrados.4: Escritório de apoio ao Estaleiro de Obra Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • A utilização de módulos metálicos obriga a execução de ligação de terra e ligação equipotencial de todos os módulos. • Iluminação exterior das instalações e iluminação interior com lâmpadas de fluorescência.Escritórios de Apoio FT9 .

Figura 3.FT9 . com prolongamento de 2m para o exterior e proibir a rega dos módulos. Colocação de redes de sombreamento. isolar as coberturas e instalar sistemas de ar condicionado. Garantia de conforto térmico no interior dos escritórios. 3 Escritórios de Apoio • • • Colocação de lava botas com mangueira flexível à entrada das instalações.5: Colocação de redes de sombreamento CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . tipo ráfia.

Planta de Emergência. Documentação referente aos Trabalhadores. Organograma Funcional. Apólices de Seguros. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Certificados de Classificação das Empresas actualizados (INCI ex-IMOPPI) Contratos de empreitada e de subempreitadas. Horários de Trabalho. Documentação referente aos Equipamentos. Informação de Segurança Riscos em Estaleiro de Obra. Declarações (conforme Dec Lei 273/2003). Índices de Sinistralidade. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. Plano de Segurança e Saúde (Disponível para Consulta). C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. quer para as pessoas ou instalações. Contactos de Emergência. 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES DOCUMENTAÇÃO NA = Não Aplicável. Livro de Obra.Escritórios de Apoio FT9 . 4 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Documentação/Elementos Obrigatórios em Obra ITEM DESCRIÇÃO Comunicação Prévia (actualizada). C = Conforme. l = Constitui um risco ligeiro. Alvará de Licença de Construção (Afixado em obra). NC = Não conforme. Denominação Social do Empreiteiro e Alvará (Afixado em obra). NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS INFORMAÇÃO/VITRINA 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 Pág. Regulamento de Segurança no Trabalho da Construção Civil (Disponível para Consulta).

1 Posto de Socorros 3. independentemente do volume de mãode-obra. com a colaboração de profissionais de saúde ou de pessoal devidamente formado. de forma a garantir um fácil acesso aos meios de socorro e deverá ter uma correlação de proximidade muito importante com o escritório de obra.3. o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que o posto de socorros deverá ter. Acidente de Trabalho. • Definir as instalações que têm uma correlação de proximidade com o posto de socorros. • Enunciar os procedimentos a adoptar em caso de acidente. caso seja necessário. prestar assistência a outras situações de maior envergadura. poder-se-á justificar a instalação de um posto de socorros onde se possam tratar algumas situações de pequena gravidade e. Notificação de Acidente. devendo dispor do material e equipamentos indispensáveis ao cumprimento das suas funções. central telefónica. A localização mais conveniente para o posto de socorros será junto da entrada principal. portaria.FT10 . Dependendo da dimensão do estaleiro. pois referimo-nos a um Sector de actividade onde existe um número significativo de riscos com consequências dramáticas para a saúde humana e mais probabilidades de ocorrência de acidentes. PAlAVRA-CHAVE • Posto de Socorros • Socorrista • Contactos de emergência • Acidente de trabalho • Registo de acidente de trabalho GloSSÁRIo Posto de Socorros. Deverá sempre existir um socorrista em obra. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . PoSTo dE SoCoRRoS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. acessos e parqueamento de viaturas.

• Ligaduras de vários tamanhos. • Afixada Planta de Emergência. • Janelas que possibilitem uma boa ventilação e iluminação natural. com circuito de iluminação e tomadas. • Energia eléctrica. não dispensa a existência nos locais de trabalho de estojos de primeiros socorros. • Betadine (anti-séptico). • Disponíveis contactos de emergência. 2 Figura 3. • Adesivos. • Identificar e sinalizar as instalações. A instalação de um posto de socorros. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . o posto de socorros. • Tesoura com ponta recta e curva. • Tesoura normal. • Soro fisiológico. • Cama para recobro.6: Posto de Socorros Acções aconselhadas o posto de socorros em estaleiro de obra deverá obedecer aos seguintes requisitos: • Revestimentos de paredes e pavimentos resistentes e laváveis. • Rede de água fria e quente. • Maca. deve estar dotado de equipamentos médicos como por exemplo: • Luvas esterilizadas. • Deve ter rede telefónica com contacto directo ao escritório de obra. • Meios de 1ª intervenção (extintor de pó tipo ABC de 6Kg). • Pinças hemostáticas. • Termómetro. • Talas de vários tamanhos. • Compressas de tamanhos variados e embaladas individualmente.Posto de Socorros FT10 .

em que se comunica aos interessados. 3 Posto de Socorros Em caso de acidente de trabalho. • Tapar a vitima com um casaco ou manta. que auxiliaram a tomada das primeiras providências.FT10 . os Técnicos de Segurança e os responsáveis pela coordenação dos trabalhos. • Em caso de hemorragias. Acidente com lesão grave • Havendo suspeita de fractura ou outras lesões não identificadas. a descrição do acidente e as medidas de prevenção/correctivas a adoptar. deixar a vítima como está sem a movimentar. estojos de primeiros socorros. decorrentes do anterior. Figura 3. nunca podendo exceder as 24 horas. a notificação do acidente através do registo de acidente de trabalho. venham a acontecer. no prazo mais curto possível. de modo a evitar que outros acidentes. ao técnico de higiene e segurança e ao responsável pela coordenação dos trabalhos naquele local. de forma sucinta. • Avisar ou mandar avisar imediatamente os Socorristas.7: Procedimento em caso de acidente de trabalho Como se deve actuar em caso de acidente ligeiro e em caso de acidente com lesão grave: Acidente ligeiro • Deverão estar distribuídos pelo estaleiro e junto das frentes de trabalho. • Dependendo da gravidade. sinalizar e isolar imediatamente a área. devem ser comunicados à Inspecção Geral do Trabalho e ao coordenador de segurança em obra. • Não permitir que a vitima se levante ou sente. Deverá ser feita pelo Técnico de Segurança. Todos os acidentes de trabalho de que resulte morte ou lesão grave para o trabalhador. comunicar de imediato o acidente ao socorrista. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Não lhe dar líquidos ou estimulantes. faça compressão sobre o sangramento com compressas ou com um pano limpo.

4 • • • • Manter a área envolvente à vítima totalmente desimpedida. Se for caso disso. Tratando-se de electrocussão. evite retirar pedaços de roupa que porventura possam estar agregados à pele. se possível. não tocar na vítima mas providenciar imediatamente o corte de tensão e fazer-lhe respiração artificial (socorrista) enquanto aguarda a chegada do socorro. sólidos aquecidos. gorduras ou outras substâncias. Colocar um pano limpo sobre a área queimada.Posto de Socorros FT10 . Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . limpar cuidadosamente os ferimentos. electricidade. deitar a vítima e colocar a cabeça e o tórax da vítima em um plano inferior ao restante do corpo.). Não aplicar unguentos. e etc. Dependendo da gravidade ou da extensão da queimadura. Tratando-se de queimaduras térmicas (contactos directos com chamas.

: 1/1 Tipo de lesão: Parte do corpo atingida Breve descrição do acidente: Medidas de prevenção adoptadas: Efeitos do acidente: Sem incapacidade Incapacidade permanente: % Responsável do Empreiteiro pela SST Data: ____/____/____ Ass.FT10 .: (2) Apólice de seguro de acidentes de trabalho a coberto da qual se encontra o trabalhador sinistrado CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .º: Categoria profissional: Data de admissão na obra: 00/00/0000 DADOS RELATIVOS À ENTIDADE EMPREGADORA Entidade empregadora: Companhia de Seguros: (2) Data de admissão na empresa: 00/00/0000 DADOS RELATIVOS AO ACIDENTE Data e hora: 00/00/0000 às 00h00m Local: No estaleiro Fora do estaleiro Deslocação: Domicílio > Trabalho Deslocação: Trabalho > Domicílio Onde? Destino do sinistrado: Hospital de Entidade que o transportou: INEM/Ambulância dos Bombeiros de Data e hora: 00/00/0000 às 00h00m Houve mais sinistrados no acidente? Não Sim Quantos? Testemunhas: Causa do acidente: Atropelamento Capotamento Colisão de veículos Compressão por objecto Choque eléctrico Amputação Asfixia Concussão/Lesões internas Contusão Distensão Cabeça. excepto coluna Coluna vertebral Sub. I. 5 Posto de Socorros FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo REGISTO DE ACIDENTE DE TRAbALHO Dono da Obra: Obra: Empreiteiro: DADOS DO SINISTRADO Nome: Sexo: Masculino Feminino Naturalidade: Nacionalidade: Morada: Estado civil: B.: (1) Caso não seja mencionado o Bilhete de Identidade Incapacidade temporária Morte Regresso ao trabalho: / / > dias perdidos Director Obra Data: ____/____/____ Ass. excepto dedos Dedo(s) da(s) mão(s) Pernas(s) Queda em altura Queda ao mesmo nível Queda de objectos Soterramento Lesões múltiplas Luxação Queimadura Traumatismo Ignorado Pé(s).º Trabalhador: Número: Pág. excepto dedos Dedo(s) do(s) pé(s) Localizações múltiplas Apólice: (2) N.º: 0000000 de 00/00/0000 emitido em Passaporte (1) N. nocivas/radiações Choque com objectos Esforço físico excessivo Explosão/Incêndio Intoxicação Electrização/Electrocussão Entorse Esmagamento Ferida/Golpe Fractura Braço(s) Mão(s).º: 00000000 de emitido por Data de Nascimento: 00/00/0000 N. N. excepto olhos Olho(s) Tronco.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

4. Enuncie quatro requisitos que as vias rodoviárias a implantar em estaleiro de obra deverão ter. Descreva qual a localização mais conveniente para a portaria e a correlação de proximidade com outras instalações em estaleiro de obra.4. Enuncie quatro requisitos que os Escritórios de Apoio a implantar em estaleiro de obra deverão ter. Complete a frase seguinte relativa à ficha temática 9. será obrigatoriamente montada uma ___________________para afixação de _________________ cujo objectivo é a __________________ dos trabalhadores relativamente aos aspectos essenciais do _________________________________________. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . ponto 3. 1 Actividades/Avaliação 3. 3. Enuncie quatro requisitos que o Posto de Socorros a implantar em estaleiro de obra deverá ter. 5.AV3 .2 Escritórios de Apoio. Em estaleiro de obra. junto da área _____________________. 2.

Se não conseguir resolver esta actividade. 2 6. Relativamente aos procedimentos a tomar em caso de acidente de trabalho. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte.4) . reveja o submódulo 3. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Actividades/Avaliação AV3 . ___________________________ ___________________________ ___________________________ __________________________ __________________________ __________________________ Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15. Instalações Administrativas. comente com base nas figuras apresentadas.

4. Instalações Sociais CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

int • http://dre. Serão apresentados os requisitos que estas instalações deverão possuir assim como procedimentos de segurança associados a estes locais. os vestiários e as instalações sanitárias. medidas preventivas e respectivos procedimentos de segurança associados às actividades a decorrer nas instalações sociais. GloSSÁRIo • Esgoto • Estaleiros Temporários ou móveis • Fumigar • Fenestração • Inflamáveis • Intoxicação • Pé Direito • Porta de Emergência • Salubridade 5.pt CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . riscos mais frequentes.osha. cada formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que as instalações sociais deverão ter.euromodulo.pt • www. o refeitório. serão introduzidos conceitos referentes ao dimensionamento das instalações. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo.levapambiente. 3. possibilitará dimensionar e organizar as instalações sociais em estreita articulação com a produção. a cozinha. os dormitórios. A aprendizagem dos conceitos presentes neste submódulo.pt • www. o estaleiro administrativo e o estaleiro de apoio atendendo sempre à segurança dos trabalhadores e às condições sociais em estaleiro de obra. 2.SM4 . 1 Instalações Sociais 1.neogal. • Elaborar lista de verificações referente às instalações sociais. Assim. • Definir os locais de implantação das instalações sociais. SABER MAIS • http://agency.eu. RESuMo Pretende-se com este submódulo caracterizar as instalações sociais mais relevantes em estaleiro de obra. FICHAS TEMÁTICAS • Refeitório e Cozinha • Dormitório e Instalações Sanitárias 4.pt • www.

Instalações Sociais SM4 .com Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .grupoipg.pt www. 2 • • www.segurancalimentar.pla.

Esgoto. o local destinado aos trabalhadores para a toma das refeições que podem ser pré-preparadas ou confeccionadas em obra. será necessário verificar com base nas localizações das frentes de trabalho e cargas de mão-de-obra. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que o refeitório e a cozinha deverão ter. Neste ultimo caso. do número de utentes. será sempre que possível em local afastado das zonas de trabalho de modo a ficarem protegidas das poeiras e dos ruídos próprios desses locais. As instalações sociais do estaleiro destinam-se a apoiar os recursos humanos deslocados na obra. É recomendável a existência de zonas verdes próximo das instalações sociais. PAlAVRA-CHAVE • Refeitório • Cozinha • Fenestração • Salubridade GloSSÁRIo Estaleiros Temporários. (Decreto n. A localização mais conveniente para as instalações sociais onde estão incluídos o refeitório e a cozinha.º 46427 de 10 de Julho de 1965). REFEITóRIo E CozINHA oBjECTIVoS No final desta ficha temática. A quantificação e dimensões das instalações encontram-se legisladas. • Utilizar a lista de verificações de refeitório e cozinha em estaleiro de obra. devem dispor de cozinha ou quando a obra tenha um prazo de execução superior a 6 meses e mais de 50 trabalhadores em obra.1. devido à distância entre os diferentes locais de trabalho será aconselhado a instalação de vários refeitórios.FT11 . da duração e organização dos trabalhos. Devem responder às necessidades específicas do local da obra. • Definir as instalações que têm uma correlação de proximidade com o refeitório e a cozinha. 1 Refeitório e Cozinha 4. se é suficiente um refeitório e uma sala de convívio para todo o pessoal do estaleiro ou se. De acordo com as dimensões do terreno e a distribuição das instalações do estaleiro de obra. Entende-se por refeitório em estaleiros temporários. Salubridade. Inflamáveis. Fenestração.

• Para o dimensionamento de um refeitório. Figura 4. • Deverá ter uma ventilação conveniente por janelas e/ou por ventiladores. 2 Figura 4. insectocutores eléctricos. disponha de um escoamento rápido e que resista sem se degradar. utilizando. a fim de impedir a entrada de insectos. munidos de doseadores de sabão líquido e toalhas descartáveis ou secadores de mãos.1 m2 por trabalhador.Refeitório e Cozinha FT11 . Dispor de portas abrindo para o exterior. o espaço deve ser protegido por redes mosquiteiras. considerar a área de 1. onde o pessoal possa tomar as suas refeições. • As paredes exteriores garantirem defesa satisfatória do vento e da chuva. Fenestração de 1/10 da área do pavimento.1: Solução de refeitório e cozinha com base em construção metálica modulada Acções aconselhadas o refeitório e cozinha em estaleiro de obra deverão obedecer aos seguintes requisitos: Tendo em consideração a natureza. • Disporem de lavatórios com uma torneira ou bica por cada dez ocupantes. aos detergentes fortes. com largura suficiente para a passagem dos Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • O pé-direito mínimo livre será de 2.2: Corte de Refeitório e Cozinha (ventilação. Evitar o recurso a insecticidas pulverizados. se necessário. admissão de ar fresco e balcão) • • Controlar os insectos alados. duração e o número de trabalhadores deverá ser implementado em obra um refeitório e eventualmente cozinha que satisfaçam as seguintes condições: • Serem cobertos e abrigados das intempéries.5 m.0 m de altura. localização. dotados de água potável e disporem de mesas e cadeiras. • Paredes interiores com revestimento que possibilite a lavagem até aos 2. • O pavimento deve ser de material facilmente lavável.

CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . levantam problemas ao nível da organização do refeitório. A caixa de visita que recolhe as águas residuais do refeitório deve ser sifonada. prever em obra uma ETAR compacta. Figura 4. O refeitório e a cozinha deverão ser mantidos em permanente estado de salubridade. sinalizar de forma clara os pontos de água.FT11 . equipado com meios de combate a incêndios de 1ª intervenção e o acesso ser só possível a pessoas autorizadas. os bancos corridos devem ser evitados. Caso exista rede de água não potável. As instalações sociais devem ter uma rede de esgoto (drenagem de águas residuais). 3 Refeitório e Cozinha • • trabalhadores. instalar dispositivo para lavagem de calçado. A sua recolha posterior deverá ser efectuada pelas Entidades Competentes para o efeito (Serviços Municipalizados) em zona exterior ao estaleiro por estes definida. Junto à porta do refeitório colocar extintor de incêndio de pó tipo ABC de 6Kg e de CO2 5Kg no interior da cozinha. no caso de não ser possível a sua ligação à rede pública.3: Cozinha Figura 4. das fontes de energia e dos materiais inflamáveis.4: Refeitório • • • • • • • • Equipar a zona de refeições com mesas munidas de tampos impermeáveis e de fácil lavagem. sendo tomadas diariamente as providências necessárias para a eliminação dos lixos e resto de comida. Os lixos orgânicos deverão ser depositados em contentores e removidos periodicamente para fora do estaleiro. além de não proporcionarem posturas correctas. Na rede de esgotos da cozinha deve ser montada uma caixa de retenção de gorduras a montante da ligação à rede geral de esgotos. Na entrada das instalações sociais. O local de armazenagem de botijas de gás deverá ser localizado afastado das zonas sociais. Devem ser utilizadas cadeiras de espaldar.

4 Figura 4.Refeitório e Cozinha FT11 . Estas instalações deverão corresponder aos requisitos apontados para o refeitório. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . dimensão ou outros condicionalismos da obra não aconselharem a montagem de um refeitório dever-se-ão construir instalações que permitam o aquecimento e toma de refeições.5: Limpeza e lavagem de calçado Se o prazo de execução da obra. embora com as devidas adaptações.

0m. Pé-direito mínimo livre de 2. Dispositivo para extermínio de insectos (insectocutores).FT11 . Ventilação é adequada. na saída das instalações. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. quer para as pessoas ou instalações. C = Conforme. Portas com abertura para o exterior. ligação a rede pública ou ETAR. Pavimento lavável e com bom escoamento. NC = Não conforme. Extintor de CO2 de 5Kg na cozinha.1 m2/trabalhador. doseadores de sabão líquido e toalhas descartáveis. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Refeitório dimensionado para 1. quente e fria. Extintor de pó tipo ABC de 6Kg. Cozinha com caixa de retenção de gorduras. bancada facilmente higienizáveis. Mesas com tampos de fácil lavagem e impermeáveis. 1/2 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES NA = Não Aplicável. Rede de esgotos. Iluminação eléctrica com lâmpadas de fluorescência. 5 Refeitório e Cozinha FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Refeitório e Cozinha ITEM 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 DESCRIÇÃO Cobertura e paredes exteriores impermeáveis. l = Constitui um risco ligeiro. Rede de água potável. Fenestração de 1/10 da área de pavimento. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. Paredes interiores com revestimento lavável até 2. Cadeiras confortáveis e de fácil limpeza. Preparação de alimentos com dimensão suficiente. 1 Torneira/10 ocupantes.5m.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 2/2 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES NA = Não Aplicável. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. extintor de pó tipo ABC de 6Kg. NC = Não conforme. C = Conforme. l = Constitui um risco ligeiro.Refeitório e Cozinha FT11 . Instalações limpas e asseadas. vedação. no exterior. Garrafas de gás. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. Recolha de lixos orgânicos (diária). C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. Desinfestação das instalações (trimestral). quer para as pessoas ou instalações. sinalização. 6 LISTA DE VERIfICAÇÃO Refeitório e Cozinha ITEM 19 20 21 22 23 DESCRIÇÃO Local destinado à auto preparação das refeições.

• O local de implantação deve ser convenientemente drenado. vestiário. PAlAVRA-CHAVE • Dormitório • Vestiário • Instalações sanitárias • Balneário • Salubridade GloSSÁRIo Estaleiros Temporários ou móveis. Pé-Direito. doRMITóRIo E INSTAlAÇÕES SANITÁRIAS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que o dormitório e as instalações sanitárias deverão ter. Ter em conta na localização dos dormitórios e vestiários. o local destinado ao alojamento dos trabalhadores deslocados. instalações sanitárias e balneário em estaleiro de obra. • O regime dos ventos para minimizar a invasão de poeiras da obra. 1 Dormitório e Instalações Sanitárias 4. • Utilizar a lista de verificações de dormitório.FT12 . os condicionalismos existentes e os seguintes cuidados: • Local geograficamente independente do estaleiro industrial. isto é.2. Fumigar. Entende-se por dormitório em estaleiros temporários. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . devem ter um acesso fácil e equipados com assentos e armários individuais em número suficiente. Estes devem possuir fechadura com chave e permitir arrumar o vestuário de trabalho separado do vestuário pessoal. Porta de Emergência. sendo economicamente mais favorável a disponibilização de condições para pernoitar em estaleiro. Os vestiários são destinados aos trabalhadores que não pernoitam em obra. • Determinar os equipamentos sanitários obrigatórios em estaleiro de obra. o pessoal cuja área habitual de residência se situe a distância considerável do local da obra. Intoxicação. • O regime dos ventos se forem adoptados módulos sobrepostos.

• No sentido de facilitar a evacuação do dormitório em caso de incêndio dotá-lo. • O pavimento das instalações deverá ser facilmente lavável. 2 Figura 4.º 46427 de 10 de Julho de 1965. tipo ABC. de pelo menos duas portas colocadas em pontos opostos. No entanto. o pavimento dos dormitórios deverá possuir isolamento térmico que garanta o mínimo de conforto. com capacidade de 6 Kg. instalações sanitárias e balneário) encontram-se legisladas no Decreto n.Dormitório e Instalações Sanitárias FT12 . Para apoio às frentes de trabalho devem existir WC químicos na proporção de 1 equipamento por cada 15 trabalhadores ou fracção. Acções aconselhadas o dormitório e/ou vestiário a implantar em estaleiro de obra deverá obedecer aos seguintes requisitos: • Sempre que possível. • As portas de entrada dos dormitórios deverão abrir para o exterior e é recomendável que sobre elas exista um pequeno telheiro que abrigue a zona de entrada da chuva e do sol. sempre que se justifique. com pendentes suaves que permitam o escoamento das águas de lavagem. se as instalações sanitárias são suficientes para todo o pessoal em estaleiro de obra. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .6: Implantação em U de dormitório e balneário contíguo As instalações sanitárias devem estar implantadas em local contíguo ao dormitório e resguardadas das vistas. assim como “raspadores” para ajudar a limpar as lamas do calçado. • Reservar junto à entrada dos dormitórios. dotá-los de uma boa ventilação para impedir a condensação de vapor de água nas paredes interiores. um local para troca de roupa de trabalho. • Nas entradas das instalações colocar lava-botas munidos de torneira e mangueira. • Se for previsível que a obra venha a funcionar em mais que um turno ter especial atenção ao ruído e ao seu impacto nos trabalhadores que se encontrem em período de descanso. situar o dormitório em local geograficamente distinto do reservado ao estaleiro de produção. • Junto à porta de emergência colocar extintores de pó químico seco. será necessário verificar com base nas localizações das frentes de trabalho e cargas de mão-de-obra. A quantificação e dimensões das instalações sociais (dormitório. • Se optar pela construção de dormitórios recorrendo a contentores metálicos. De acordo com as dimensões do estaleiro de obra. vestiário.

Fumigar as instalações trimestralmente. muito menos. Os armários deverão ser duplos. equipadas com persianas ou material similar que permita obscurecer o seu interior. Este mínimo é elevado para 2 m quando forem previstas duas ou mais filas de camas. os dormitórios colectivos devem ser mantidos em boas condições de higiene e limpeza. através de uma limpeza diária. Equipar os compartimentos com armários individuais (um por cada utente). dotar as instalações com um sistema de AVAC. Se possível. destinar um compartimento para arrecadação de malas e outros volumes que pela sua dimensão não devam ser guardados junto das camas.50 m. Nunca permitir nos dormitórios aquecedores individuais a gás ou outros equipamentos que provoquem o abaixamento dos níveis de oxigénio e. sendo necessário elevar este valor para 1. Dotar todos os dormitórios com janelas para o exterior. quando existir uma única fila de camas. Não permitir guardar nos compartimentos produtos perigosos. nem tão pouco confeccionar refeições mesmo que ligeiras. Se as condições climatéricas assim o aconselharem. Figura 4. O afastamento mínimo entre duas camas contíguas deve ser no mínimo de 1 m. Apenas será permitido a utilização de aquecedores eléctricos a óleo. a não ser que no compartimento de muda de roupa exista local para guardar a roupa de trabalho. Para a garantia da salubridade das instalações. 3 Dormitório e Instalações Sanitárias • • • • • • • • • • • • • equipada com bancos e cabides. sistema individual do tipo Split ou através de unidades centrais em estaleiros sociais de grandes dimensões.50 m quando se instalarem beliches de duas camas. entre as camas e a parede. As janelas devem ser protegidas com rede e com uma área de fenestração de 1/10 da área da área de pavimento. para permitir uma eficiente limpeza. A cubicagem por ocupante não deve ser inferior a 5. que libertem gases tóxicos que possam originar a intoxicação dos trabalhadores.7: Plantas de dormitórios com cama simples e beliche CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . desinfecção e desinfestação periódicas. As camas devem ser metálicas e fáceis de desmontar. O pé-direito mínimo deve ser de 3 m. Existir coxia com a largura mínima de 1.FT12 .50 m3.

sempre que possível. cujo número. circuito de iluminação. • O pavimento das instalações sanitárias deverá possibilitar uma boa lavagem e drenagem das águas e ser resistente aos produtos de desinfecção vulgarmente utilizados em instalações colectivas. com dispositivos de mistura que permitam regular a temperatura da água. • Um urinol por cada 25 trabalhadores ou fracção. • As janelas devem ser protegidas com rede e com uma área de fenestração de 1/10 da área da área de pavimento. se existirem. sendo o chão revestido com estrados constituídos por pequenos módulos de plástico acopláveis. • As instalações sanitárias terão dimensões suficientes para comportarem em boas condições de utilização os dispositivos. então.70m. • As bases de chuveiro dos duches deverão ser do tipo anti-derrapante ou. de tal modo que a ligação “dormitório/ sanitários”seja cómoda. será: • Uma retrete por cada 15 trabalhadores ou fracção. alvéolos protegidos. estarem equipadas com dispositivos que garantam aquela função. e quando agrupadas separadas entre si por divisórias com a altura mínima de 1. em função do número de ocupantes do dormitório a que estiver afecto. deverão ser equipadas com terra. • As tomadas de corrente. 4 Acções aconselhadas As instalações sanitárias a implantar em estaleiro de obra deverão obedecer aos seguintes requisitos: • As instalações sanitárias devem estar interligadas ao dormitório (caso exista) por um telheiro resguardado dos ventos dominantes. com lâmpadas colocadas em luminárias estanques aplicadas no tecto. • Dotar os duches de água corrente quente e fria. No entanto. • Optar. • Terão um pé-direito mínimo de 2. deverá garantir um arejamento suficiente para dissipar os odores desagradáveis. exigindo sempre o cumprimento escrupuloso das regras de segurança inerentes aos aparelhos de queima e ao acondicionamento das garrafas de gás. equipadas com cabides.60m. • As bacias de retrete devem estar resguardadas das vistas. • Um chuveiro por cada 20 trabalhador ou fracção. • Para a produção de AQS (água quente sanitária) é frequente a utilização em estaleiro. por iluminação do tipo fluorescente. tampa de protecção contra salpicos de água e protecção por disjuntor diferencial de 10 mA. • As cabines de duche deverão ter antecâmaras para a muda de roupa. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Dormitório e Instalações Sanitárias FT12 . • A instalação eléctrica. dos sanitários deverá ser do tipo estanque e protegida com disjuntor diferencial de 30mA. • Um lavatório por cada 5 trabalhadores ou fracção. de esquentadores a gás propano ou butano.

10: WC químico CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .FT12 .8: Urinóis Figura 4. 5 Dormitório e Instalações Sanitárias Figura 4.9: Base de chuveiro Figura 4.

Limpeza diária e boas condições de higiene. Extintor de pó tipo ABC de 6Kg. DESCRIÇÃO NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. 1/4 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 8 9 10 11 NA = Não Aplicável. Instalações sanitárias são contíguas aos dormitórios. Portas com abertura para o exterior. na saída das instalações. l = Constitui um risco ligeiro. quer para as pessoas ou instalações.0m Beliches ≥ 1. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Volume mínimo por trabalhador é de 5. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. C = Conforme. Pavimento lavável e com bom escoamento.5m. Armários individuais com alhetas de ventilação. Pé-direito mínimo livre de 3. NC = Não conforme.5m. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações.5m Distância à parede ≥ 1. 6 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Dormitório e Vestiário ITEM DORMITÓRIO 1 2 3 4 5 6 7 Cobertura e paredes exteriores impermeáveis.0m. Afastamento entre camas: Simples ≥ 1. Afastamento entre cama e parede ≥ 1.Dormitório e Instalações Sanitárias FT12 . compartimento duplo.5 m3.

NC = Não conforme. arejamento das instalações. Aquecimento dos dormitórios por equipamento que não provoque redução de oxigénio. Iluminação natural através de janelas com persianas. C = Conforme. 2/4 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 14 15 VESTIÁRIO 16 17 18 19 20 21 NA = Não Aplicável. Armários individuais com fechadura. compartimento duplo e alhetas de ventilação. Instalações limpas e asseadas. quer para as pessoas ou instalações. Desinfestação das instalações (trimestral). Separação das instalações por sexos. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. equipados com assentos. Fácil acesso.FT12 . recolha (diária). C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. Iluminação eléctrica com lâmpadas de fluorescência. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 7 Dormitório e Instalações Sanitárias LISTA DE VERIfICAÇÃO Dormitório e Vestiário ITEM 12 13 DESCRIÇÃO Ventilação é adequada. Área de janelas ≥ 1/10 do pavimento. l = Constitui um risco ligeiro. Contentor para colocação de resíduos. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág.

quer para as pessoas ou instalações. NC = Não conforme. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações.70m. Bacia de retrete com sifonagem. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág.6m. Pé-Direito ≥ 2. 1 lavatório por cada 5 trabalhadores. Ponto de água próximo da instalação sanitária. l = Constitui um risco ligeiro. 3/4 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES INSTALAÇÕES SANITÁRIAS 1 2 3 4 5 6 BALNEÁRIO 7 8 9 10 11 NA = Não Aplicável. Instalações separadas por sexos. 1 urinol por cada 25 trabalhadores. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. Bacias de retrete em bateria devem ter divisória com altura ≥ 1.Dormitório e Instalações Sanitárias FT12 . Wc´s químicos colocados em local acessível. 8 LISTA DE VERIfICAÇÃO Instalações Sanitárias e balneários ITEM DESCRIÇÃO Proximidade com dormitório e frentes de obra. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 1 bacia retrete por cada 15 trabalhadores. 1 chuveiro por cada 20 trabalhadores. C = Conforme.

C = Conforme. Instalação eléctrica do tipo estanque. NC = Não conforme. Drenagem de águas é efectuada para a rede de esgotos do estaleiro. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. Água é potável e com caudal suficiente para todos os equipamentos. Pavimento e paredes com materiais de limpeza fácil. Tomadas com alvéolos protegidos. Instalações limpas e desinfectadas. Instalações dispõem de AQS (água quente sanitária). CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 9 Dormitório e Instalações Sanitárias LISTA DE VERIfICAÇÃO Instalações Sanitárias e balneários ITEM 12 13 14 15 16 17 18 DESCRIÇÃO Instalações têm fácil acesso.FT12 . 4/4 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 19 20 NA = Não Aplicável. Bases de chuveiro com piso antiderrapante. quer para as pessoas ou instalações. protecção por disjuntor diferencial de 30mA. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. l = Constitui um risco ligeiro. pólos de terra e protecção por disjuntor diferencial de 10mA.

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janelas cuja área total seja igual ou superior a 1/10 da área do _____________. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .AV4 . para um refeitório em estaleiro de obra com 60 trabalhadores? 50 m2 66 m2 90 m2 4. o refeitório deverá ter como valores mínimos um pé-direito de _________ m.1 Refeitório e Cozinha. a. ________________________ c. Descreva quais os cuidados a ter relativamente à localização dos dormitórios e vestiários em estaleiro de obra. ________________________ 3. 2. ponto 4. Complete os espaços em branco referentes à ficha temática 11. Qual a área mínima. 1 Actividades/Avaliação 4. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. disponibilizar um lavatório por cada _________ ocupantes. Em estaleiro de obra. Identifique três situações não conformes na figura referente a uma “Posto de Garrafas de Gás”.3. paredes interiores com revestimento que possibilite a lavagem até aos _________ m de altura. ________________________ b. para o dimensionamento do refeitório devemos ter uma área de _________ m2 por trabalhador.

reveja o submódulo 4. Instalações Sociais. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. 2 5.Actividades/Avaliação AV4 . ponto 4. Relativamente à ficha temática 12. complete os espaços em branco. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .4) .2 Dormitório e Instalações Sanitárias. 6.Se não conseguir resolver esta actividade. Dimensione as instalações sanitárias para um estaleiro de obra com 40 trabalhadores? Lavatório 2 8 10 Chuveiro 2 3 4 Urinol 1 2 3 Retrete 2 3 4 Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15.

5. Estaleiro de Apoio à Produção CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

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• Elaborar lista de verificações referente ao estaleiro de apoio. São apresentados os requisitos que estas instalações deverão possuir assim como procedimentos de segurança associados a estes locais. carpintaria. 2. riscos mais frequentes. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. Assim. ferramentaria. cada formando deverá estar apto a: • Identificar as instalações afectas ao estaleiro de apoio. possibilitará dimensionar e organizar o estaleiro de apoio em estreita articulação com a produção. o estaleiro administrativo e as instalações sociais. GloSSÁRIo • Aprovisionamento • Armadura • Cabo de Elevação • Cofragem • Descofragem • Etiquetagem • Lingada • Solho CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Após o planeamento da obra é dimensionado o estaleiro de apoio. estaleiro de cofragens e de ferro. RESuMo Pretende-se com este submódulo apresentar as instalações a contemplar na implantação de um estaleiro de apoio. tendo por base os materiais a utilizar. 1 Estaleiro de Apoio à Produção 1. • Definir os locais de implantação do estaleiro de apoio. • Identificar os requisitos que o estaleiro de apoio deverá ter. serão introduzidos conceitos referentes ao dimensionamento das instalações. 3. equipamentos a disponibilizar e processos construtivos adoptados. A aprendizagem dos conceitos presentes neste submódulo. medidas preventivas e respectivos procedimentos de segurança associados às actividades a decorrer nas instalações em análise.SM5 . FICHAS TEMÁTICAS • Armazém e Ferramentaria • Carpintaria • Estaleiro de Cofragens • Estaleiro de Ferro 4. assim são analisadas as áreas e os locais a afectar para armazém.

wurth.pt • www.pt • www.doka.rubi.pt Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Estaleiro de Apoio à Produção SM5 .pt • www.fachagas.com • http://dre.peri. SABER MAIS • www.pt • www. 2 5.nordesfer.manutain.pt • www.com • www.

de pequena dimensão. Ferramentaria é o local destinado a guardar ferramentas e equipamentos. O ferramenteiro deverá manter um registo actualizado de todo o movimento de ferramentas entradas e saídas em estaleiro de obra. 1 Armazém e Ferramentaria 5. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Entende-se por armazém. em geral. O fiel de armazém deverá manter um registo de todo o material movimentado.FT13 . • Elaborar um plano de correlação entre as várias instalações e o Armazém. zona descoberta. o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que o armazém e a ferramentaria deverão ter. zonas cobertas e fechadas. Estaleiro de obra. Plano de Segurança e Saúde. No caso do armazém e ferramentaria. ARMAzéM E FERRAMENTARIA oBjECTIVoS No final desta ficha temática. PAlAVRA-CHAVE • Armazém • Ferramentaria • Aprovisionamento • Rotulagem • Acessos GloSSÁRIo Aprovisionamento. o local destinado ao aprovisionamento de diversos materiais que não podem (por se deteriorarem) ou não devem (por razões de segurança contra roubo) permanecer ao ar livre. no caso do depósito de materiais. destinadas ao depósito temporário de materiais. • Utilizar a lista de verificações referente ao armazém e ferramentaria. Sinalização. Geralmente está associado ao armazém o depósito de materiais com zonas ao ar livre e devidamente vedadas.1. mas devidamente vedada e fechada (sendo vedação metálica deverá ter ligação à terra).

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . características dos materiais (zonas de depósito) e. • Das recomendações do fabricante. Estes locais devem estar devidamente identificados com sinalização de segurança e referenciados em peça desenhada que integra o Plano de Segurança e Saúde. de acordo com as correlações entre os acessos (plano de circulação da obra).1: Armazenamento exterior de materiais Criar zonas de armazenamento específicas de acordo com os seguintes critérios: • Em função da natureza do próprio produto. pelo que a zona de armazenagem deverá estar dimensionada para permitir tal manobra. • Em função do perigo potencial de cada material ou produto. Os produtos deverão ser preferencialmente armazenados na embalagem de origem. confirmar se existem calços suficientemente sólidos que garantam a estabilidade do empilhamento. Aquando da mobilização do estaleiro de obra é necessário prever a localização destas instalações. Em caso afirmativo. 2 Figura 5.Armazém e Ferramentaria FT13 . Se existirem locais para o armazenamento de tubagens ou outros materiais cilíndricos. • Por exigência legal. A remoção manual deste tipo de material deverá ser feita pelos topos com o pessoal colocado nos extremos. assinalar essa incompatibilidade e proceder à sua separação física. Com a recepção dos materiais. ainda. Quando tal não for possível deverá ser feita a rotulagem de acordo com a embalagem de origem. verificar se as suas características os podem tornar incompatíveis com outros produtos armazenados. com os alcances e capacidades dos meios mecânicos de elevação (grua distribuidora). • Para garantia de preservação.

mas nunca será inferior a 70cm. O armazenamento de materiais e ferramentas deve ser feito em prateleiras suficientemente largas para os materiais não caírem e em altura na razão inversa do seu peso (mais pesados em baixo). Se a movimentação for feita manualmente não deverão ser efectuados empilhamentos superiores a 1.2: Rotulagem em produtos perigosos Os combustíveis devem ser armazenados no depósito de materiais exterior e com cobertura que proteja das intempéries. Os bidões armazenados na horizontal devem ter travamento eficaz. que garantam que não há contaminação da instalação. A largura destes corredores deverá estar de acordo com os meios de movimentação manual ou mecânica e com a altura das pilhas e dimensões do material.5m. Na organização das zonas de armazenagem de materiais e ferramentaria devem estar definidos corredores entre os diferentes materiais. 3 Armazém e Ferramentaria Figura 5. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Uma boa ligação funcional entre a produção e o armazém e a ferramentaria é fundamental para a sua gestão. Os materiais e ferramentas devem estar divididos por categorias e a sua armazenagem deve estar organizada de tal modo que a sua remoção se possa fazer sequencialmente. Garantir que o armazenamento dos materiais é efectuado em pilhas baixas. Confirmar se existem bacias de retenção colocadas sob os recipientes susceptíveis de provocar derrames. A capacidade da bacia deverá estar de acordo com a perigosidade do derrame e a quantidade de produto previsível reter. As ferramentas susceptíveis de derrame de óleos de lubrificação deverão estar assentes sobre resguardos ou tinas de recepção impermeáveis.FT13 .

emitidos por estas. Devem ser colocados junto dos acessos extintores portáteis de pó tipo ABC e caixa de areia com pá. seria colocado na prateleira superior) deverão ser armazenados longe da iluminação fluorescente. pelo menos.4: Ferramentaria Acções Aconselhadas O armazém e ferramentaria de estaleiro de obra deverão obedecer aos seguintes requisitos: • Prever zonas específicas para descarga e manobra de veículos junto das instalações. colocar. devendo estar bem visível a sinalização para o efeito. aceleram o seu envelhecimento. Os capacetes de protecção (material leve que. os capacetes. uma boca-de-incêndio armada devidamente equipada com mangueira e agulheta junto ao armazém.Armazém e Ferramentaria FT13 . Figura 5. no seu interior será proibido fumar ou foguear. Dado o risco de incêndio geralmente associado aos armazéns de obra e ferramentaria. devido aquele condicionalismo. • Implantação das instalações em terreno plano e com capacidade de carga.3: Armazém de tintas Os Equipamentos de Protecção Colectiva e Individual deverão estar armazenados de modo a permitir a permanente disponibilidade para a sua utilização e existirem em número suficiente. muitas vezes. • Organização dos espaços conforme categorias dos materiais e ferramentas. armazenados em prateleiras intermédias. já que os raios ultra-violetas. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Sempre que a rede de água o permita. em princípio. 4 Figura 5. são. Em armazéns dotados com esse tipo de iluminação.

Verificar todas as ferramentas e acessórios de elevação que dão entrada na ferramentaria. estabilizar com calços.50m. Abater todas as ferramentas.FT13 . • FIFO (first in first out). regras fornecimento conforme data de recepção. Disponibilizar junto dos produtos corrosivos. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . materiais em pilhas a uma altura máxima de 1. • Organização do empilhamento com fiadas cruzadas. 5 Armazém e Ferramentaria • • • • Acondicionamento dos materiais deve atender às regras básicas de armazenamento: • Materiais cilíndricos. • Movimentação manual. tóxicos e inflamáveis a ficha de segurança e manter em bom estado a rotulagem do produto. acessórios de elevação e equipamentos em mau estado de conservação. manter stock mínimo para reposição imediata. • Na arrumação em prateleiras os materiais pesados em baixo.

C = Conforme. l = Constitui um risco ligeiro. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. Existem meios SI de 1ª intervenção. Altura dos empilhamentos é segura e está ordenada. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. Paletes estão em bom estado e facilitam a movimentação mecânica. Empilhamento é efectuado em pavimento resistente e nivelado. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações.70m. corrosivos e tóxicos. quer para as pessoas ou instalações. Está afixada sinalização de segurança. Os produtos estão devidamente identificados. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 14 15 NA = Não Aplicável. Os materiais não têm elementos salientes nas zonas de passagem. Existe separação de produtos inflamáveis. Proibição de Fumar e Foguear. Existe Ficha de Segurança Bacias de retenção nos recipientes susceptíveis de provocar derrame. Existem corredores de circulação entre os materiais e a parede. Existem corredores de passagem com mais de 0. NC = Não conforme. Existem EPC e EPI em quantidade suficiente e estão bem acondicionados.Armazém e Ferramentaria FT13 . Materiais cilíndricos estão devidamente calçados e nivelados. Existem zonas amplas para estacionamento de veículos de transporte. 6 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Armazém e ferramentaria ITEM 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 DESCRIÇÃO As zonas de armazenagem e a ferramentaria estão identificadas.

todas as tarefas descritas estão enquadradas na actividade de carpintaria. Solho. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Cofragem. • Elaborar um plano de correlação entre as várias instalações e a carpintaria. desde a entivação de valas. cavaletes.2. estâncias. passando pela execução de plataformas de trabalho. Entende-se por carpintaria em estaleiro de obra. PAlAVRA-CHAVE • Carpintaria • Solho • Localização • Organização • Serra Circular • Acessos GloSSÁRIo Carpintaria. que tenham como matéria-prima a madeira em tosco/ solho ou acabada. Os trabalhos de carpintarias em estaleiro são diversos. • Utilizar a lista de verificações referente à carpintaria. Estaleiro de Obra. Plano de Segurança e Saúde. o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que a carpintaria de estaleiro deverá ter.FT14 . 1 Carpintaria 5. o local onde se executam trabalhos de carácter provisório ou definitivo. à execução de estruturas de cofragens e coberturas. CARPINTARIA oBjECTIVoS No final desta ficha temática. gamelas e outras ferramentas em madeira. réguas.

Os trabalhos de carpintaria de toscos.Carpintaria FT14 . móveis. revestimentos.5: Carpintaria A obra de carpintaria pode ser de toscos ou de limpos. Os trabalhos de carpintaria de limpos ou acabada. ainda. consoante o sistema de cofragem adoptado tenha a madeira como matéria-prima. A carpintaria deve estar devidamente identificada com sinalização de segurança e delimitada em obra. só muito raramente são executados integralmente em estaleiro de obra. 2 Figura 5. pelo que se verifica um grande incremento da pré-fabricação em oficinas especializadas e a montagem destes elementos (cozinhas. o que se verifica cada vez menos. A carpintaria deve estar pavimentada e nivelada. Com a mobilização do estaleiro de obra é necessário prever a localização destas instalações (carpintaria e depósitos). possibilitando a instalação das máquinas Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . O local destinado à carpintaria deverá possuir tamanho adequado em conformidade com o planeamento dos trabalhos necessários realizar com o recurso à madeira. em estaleiro de obra são de carácter específico ou diverso. estas instalações devem ser referenciados em peça desenhada que integra o Plano de Segurança e Saúde. roupeiros. com o alcance e capacidade dos meios mecânicos de elevação (grua distribuidora). características dos materiais com zonas de depósito para matériaprima (madeira) e produtos acabados e. vãos…) em obra. a favor dos sistemas de cofragem metálica que são hoje em dia bastante utilizados na construção civil. de acordo com as correlações entre os acessos (plano de circulação da obra).

A área deverá ser arejada. que regulamenta as instalações eléctricas de baixa tensão. corrigir o efeito estroboscópico característico desse tipo de iluminação. As máquinas devem ter um sistema de aspiração equipado com mangas ligadas a silos de recolha de aparas e serradura. agulheta e chave de manobra. o plano de manutenção da instalação e das máquinas terá de incluir uma verificação diária ao sistema de aspiração. A instalação eléctrica. Se optar pela utilização de lâmpadas fluorescentes ou equivalente. A iluminação deverá ser suficiente (pelo menos 400 Lux no posto de trabalho) e adequada ao tipo de actividade. A utilização de quaisquer máquinas de carpintaria só é permitida a pessoal habilitado para o efeito Figura 5. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . reduzem a sensibilidade das mãos e aumentam o risco de acidente. As máquinas de corte e bancadas. 3 Carpintaria em segurança. já que as baixas temperaturas.6: Máquina com sistema de aspiração Prever na montagem da rede de água do estaleiro a instalação de um ou mais carretéis de incêndio. deverá possuir todos os requisitos de segurança previstos para as oficinas de carpintaria e contemplados na Portaria 949-A/2006. mas ao mesmo tempo estar suficientemente protegida do frio. equipados com mangueira.FT14 . devem ter pintado no pavimento uma linha que delimita a área de trabalho sendo exclusivamente destinada aos operadores e mantê-la livre de detritos ou outros materiais. Nas saídas devem ser colocados extintores de incêndios de pó químico seco tipo ABC e/ou água pulverizada e de CO2 junto ao quadro eléctrico.

Na serra circular garantir a existência de capacete protector na zona de corte. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 4 Acções Aconselhadas A carpintaria em estaleiro de obra deverá obedecer aos seguintes requisitos: • Afixada sinalização de segurança. • Os carpinteiros devem ter formação adequada à sua profissão e receber formação e informação sobre os riscos associados ao seu local de trabalho. • Afixar regras diárias de limpeza e organização dos postos de trabalho.8: Serra circular • • Proceder periodicamente a registos de inspecção de todas as máquinas. Figura 5. • Proibir a utilização de luvas quando se efectuem operações com máquinas.7: Empurrador de madeira • • Manter operacionais as protecções à zona de corte das máquinas. conforme manual da máquina (redigido em português). Executar todas as verificações e ajustes das máquinas com a corrente eléctrica desligada e com o disco parado. Figura 5. procedimentos de manutenção e os riscos associados a cada máquina-ferramenta. • Utilizar empurradores de madeira para o corte final das peças.Carpintaria FT14 .

confortável e garantir que não existem partes soltas. 5 Carpintaria • • • • • • Criar um cadastro para cada máquina em que esteja reunida toda a informação sobre o equipamento. nomeadamente características técnicas da máquina. histórico das intervenções de manutenção e reparação. Não fumar nem fazer lume Substâncias In amáveis Figura 5. Garantir que este documento esteja disponível na carpintaria. Garantir a existência de meios de 1ª intervenção para o combate a incêndios. Instalação eléctrica deve ser dotada de protecção diferencial de 30 mA e a rede de cabos eléctricos deve estar distribuída de forma organizada. Proibição de fumar e foguear no interior da carpintaria. principais modos operatórios.FT14 . Iluminação da carpintaria com lâmpadas de fluorescência e dotada de correcção do efeito estroboscópico.9: Sinalização de segurança em carpintarias CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . O vestuário de trabalho deve ser justo.

1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 NA = Não Aplicável. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. Os locais de trabalho estão limpos e organizados. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 6 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Carpintaria ITEM 1 2 DESCRIÇÃO As zonas de armazenagem e a carpintaria estão identificadas. NC = Não conforme. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. Caminho de cabos eléctricos organizado. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. têm controlo efeito estroboscópico. Existem zonas amplas para estacionamento de veículos de transporte. Instalação eléctrica com protecção diferencial 30 mA. obrigação de utilizar EPI. Iluminação com lâmpadas de fluorescência. Acondicionamento de líquidos inflamáveis em local seguro e sinalizado.Carpintaria FT14 . Existe sistema de aspiração para serradura. Zonas de corte das máquinas com capacete protector. C = Conforme. Empilhamento de madeiras é efectuado em pavimento resistente e nivelado. “Proibição de Fumar e Foguear”. Existem meios SI de 1ª intervenção. l = Constitui um risco ligeiro. Altura dos empilhamentos de madeiras é segura e está ordenada. quer para as pessoas ou instalações. Está afixada sinalização de segurança. Existe sinalização de segurança. Existem registos referentes à manutenção das máquinas.

Estaleiro de obra. o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que o estaleiro de cofragens deverá ter. continuando então a desenvolver-se e a aperfeiçoar-se. As regras de armazenamento da cofragem em estaleiro de obra são normalmente descuradas. mas o seu maior desenvolvimento surgiu depois do aparecimento do betão.FT15 . A questão do óleo descofrante é muito relevante já que poderá ser causa de incêndio. poluição. 1 Estaleiro de Cofragens 5. • Utilizar a lista de verificações referente ao estaleiro de cofragens. havendo registos de morte ou incapacidades permanentes devido ao incorrecto armazenamento e movimentação dos mesmos. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . madeiras para cofragens. Entende-se por estaleiro de cofragens. ESTAlEIRo dE CoFRAGENS oBjECTIVoS No final desta ficha temática.3. ou outros riscos de exposição. Estaleiro de Cofragens. Os elementos metálicos têm um peso considerável. PAlAVRA-CHAVE • Cofragem • Descofragem • Descofrante • Plataforma GloSSÁRIo Cofragem. é no entanto de extrema importância o seu cumprimento para evitar acidentes. material extremamente moldável. Descofragem. o local destinado ao aprovisionamento e movimentação de painéis de cofragens pré-fabricados. mortes e mesmo a nível de riscos ambientais. depósito de cofragens fabricadas e depósito de cofragens utilizadas. • Identificar os riscos mais frequentes no estaleiro de cofragens. Desde tempos remotos que as técnicas de cofragem se utilizavam na edificação de muros em terra ou de argila. área para execução e reparação de cofragens.

podemos mencionar: Cofragens de madeira. tábuas pregadas sobre barrotes e vigas.10: Execução de Cofragem de Madeira Como principais fases da evolução das cofragens.11: Cofragem de Madeira Cofragens repetitivas. uma vez que a incorporação desta por m2 é muito elevada. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Figura 5. Os referidos elementos começaram por ser de madeira passando depois a metálicos. permitindo aumentar a produção diminuindo os prazos de execução e essencialmente dispensando os carpinteiros profissionais para se começar a utilizar cada vez mais operários especializados na montagem e desmontagem de elementos repetitivos. 2 Figura 5.Estaleiro de Cofragens FT15 . Sendo este um sistema tradicional. que apenas pode ser utilizado em obras onde o prazo de execução não seja o factor principal e em situações onde a mão-de-obra para o seu manuseamento seja barata.

O armazenamento deve ser organizado por tipos e dimensões. 3 Estaleiro de Cofragens Figura 5. As suspensões não devem ser feitas por um único ponto e os elementos devem ser conduzidos com o recurso a cordas guia. No estaleiro de cofragem é recomendável existir uma correlação forte com a grua de distribuição e atender à sua capacidade de carga em virtude das dimensões e pesos dos elementos de cofragem metálica e pré-fabricada.13: Movimentação de elementos de Cofragem A madeira e/ou painéis de cofragem devem ser armazenados em local acessível aos meios mecânicos de elevação.12: Cofragem com Painéis Pré-fabricados A disposição e áreas para o estaleiro de cofragens têm que ter em conta os condicionalismos impostos pelo tipo de sistema a utilizar e a sequência correcta para colocação em obra. Figura 5. a altura das pilhas não deve colocar em causa a sua estabilidade. os materiais devem estar correctamente alinhados e.FT15 . os trabalhos de movimentação mecânica de cofragens devem ser proibidos e os elementos suspensos devem ser colocados no solo. Em caso de vento forte. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . velocidade superior a 60 Km/h. o estado de conservação e amarração dos painéis deve ser verificado antes da sua elevação.

• Exposição ao ruído. diariamente e. A zona de trabalho deve ser limpa. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • Queda de pessoas ao mesmo nível. • Exposição a condições atmosféricas adversas. quando não é possível manter as protecções colectivas. • Quedas em altura. ligado a um ponto sólido. O escoramento deve estar dimensionado para resistir aos esforços previstos com uma margem de segurança de 150%.14: Acondicionamento de elementos de Cofragem A zona de trabalhos onde se efectua a montagem de cofragens e a sua descofragem deve ser delimitada e sinalizada. de modo a que estes possam efectuar um trabalho em segurança e permitir a rápida evacuação no caso de surgir uma situação de emergência. 4 Figura 5. rodapé e tábua de pé com uma largura mínima de 80 cm. As plataformas de trabalho devem ser utilizadas para montagens em que a altura da cofragem é superior a 1. As sapatas e calços devem ter solidez para resistir aos esforços e os prumos devem estar bem verticais. • Pancadas.Estaleiro de Cofragens FT15 . • Queda de objectos. os desperdícios devem ser acondicionados em local apropriado e enviados periodicamente para o exterior da zona de obra. os trabalhadores devem usar o arnês anti–queda.50m. A desmontagem das cofragens deve ser executada com as plataformas protegidas contra quedas em altura. estas plataformas devem ter guarda-corpos. Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com o estaleiro de cofragens são os seguintes: • Corte e perfuração. • Esmagamento. não circulem naquele espaço onde poderão ser atingidos pela queda dos materiais. de modo a que os trabalhadores não afectos aquela actividade.

• A recolha e eliminação dos excedentes de produto deve ser efectuada por um operador autorizado. As medidas de prevenção relacionadas com o estaleiro de cofragens. para que os restantes trabalhadores não circulem num local onde possam ser atingidos pela queda de materiais. • Os painéis de cofragem devem ser armazenados em local acessível aos meios mecânicos. • Colocar em local visível e acessível as fichas de dados de segurança do óleo descofrante que está a ser utilizado. • Os materiais devem estar correctamente alinhados. utilizar óleo descofrante biodegradável. O estaleiro de cofragens deve obedecer aos seguintes requisitos: • Deve ser criada uma zona no estaleiro de obra só para o armazenamento dos elementos de cofragem com área. esgotos. • Devem ser evitados derrames ou fugas (rede de água pública. deve ser ajustado ao. • A zona de armazenagem deverá ser dotada de local para a remoção de resíduos e desperdícios. • Manter o óleo descofrante afastado de todas as fontes de ignição.FT15 . • O óleo descofrante deve ser armazenado num local fresco e com ventilação adequada. arrumados e limpos. • Prever zonas específicas para descarga e manobra de veículos junto das instalações. desobstruídos. processo construtivo e equipamento adoptado. a limpeza dos painéis deverá ser efectuada nesta zona estando os trabalhadores expostos a condições atmosféricas adversas. • Se possível. pé-direito adequados. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . solo e vegetação) através da criação de bacias de retenção. 5 Estaleiro de Cofragens • • Exposição a substâncias tóxicas. devendo ser rigorosamente proibido guiar os painéis com as mãos. • A zona de armazenagem deverá ser dotada de local para o armazenamento dos óleos descofrantes. os painéis devem ser posicionados com recurso a cordas guia. • O armazenamento dos elementos deve ser organizado por tipos e dimensões. em terreno plano e com capacidade de carga. • Os elementos de cofragem não deverão ser depositados directamente no solo. já que. • Devem ser implementados espaços de circulação adequados. Incêndio. • A zona de armazenamento e montagem das cofragens deverá estar delimitada e sinalizada. cursos de água. • Os prumos deverão ser armazenados na horizontal com travamento devido à sua forma circular. • A altura das pilhas não deve colocar em causa a sua estabilidade. • Deve ser colocada uma cobertura tipo telheiro na zona de armazenamento. • Na sua recepção.

Zona de armazenamento com cobertura tipo telheiro. desobstruídos. delimitado e identificado no Plano de Circulação. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. Os painéis de cofragem são armazenados em local acessível aos meios mecânicos de elevação Os painéis de cofragem são recepcionados com recurso a corda guia. Existem Fichas de Dados de Segurança do óleo descofrante. C = Conforme. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . arrumados e limpos. Estão implantados espaços de circulação adequados. Óleo descofrante é armazenado em local fresco e ventilado. Existe local para armazenamento de óleos descofrantes. Existe um local destinado a armazenar desperdícios e são removidos com regularidade. Evitar pilhas com > 1. NC = Não conforme. Armazenamento é efectuado em pavimento resistente e nivelado.Estaleiro de Cofragens FT15 . l = Constitui um risco ligeiro. Estão visíveis? Recolha de resíduos de óleos descofrantes é efectuada por operador autorizado. Altura dos empilhamentos é segura e está ordenada. Materiais cilíndricos estão devidamente calçados e nivelados. Existem meios SI de 1ª intervenção. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 9 10 11 12 13 14 15 NA = Não Aplicável. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág.50m Materiais são armazenados por tipos e dimensões. quer para as pessoas ou instalações. 6 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Estaleiro de Cofragem ITEM 1 2 3 4 5 6 7 8 DESCRIÇÃO O estaleiro de cofragens está identificado.

As suspensões não devem ser feitas com cabos de elevação posicionados num único ponto e os elementos devem ser conduzidos com o recurso a cordas guia. ESTAlEIRo dE FERRo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. prever áreas para: depósito dos varões de aço. o local destinado ao aprovisionamento e movimentação de atados de varões de aço.4. Etiquetagem. o estado de conservação das lingas deve ser verificado antes da elevação dos atados de aço ou das armaduras. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Em caso de vento forte. Consoante as quantidades necessárias. Lingada. fabrico e armazenagem de armaduras.15: Estaleiro de Ferro No estaleiro de ferro é recomendável existir uma correlação forte com a grua de distribuição e atender à sua capacidade de carga em virtude das dimensões e pesos dos elementos a movimentar. depósito de desperdícios. o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos que o estaleiro de ferro deverá ter. Cabo de Elevação. • Utilizar a lista de verificações referente ao estaleiro de ferro.FT16 . • Identificar os riscos mais frequentes no estaleiro de ferro. garantindo desta forma uma lingada segura. Estaleiro de Ferro. Estaleiro de obra. depósito de varões dobrados e área de armazenagem de armaduras. área de dobragem dos varões. Entende-se por estaleiro de ferro. PAlAVRA-CHAVE • Estaleiro de Ferro • Movimentação • Grua • Lingada • Armadura GloSSÁRIo Armadura. área de corte dos varões. Figura 5. 1 Estaleiro de Ferro 5.

a máquina de corte deve ser móvel e deslocar-se sobre carril ao longo do comprimento das baias. 2 velocidade superior a 60 Km/h. Para optimizar a tarefa de corte dos varões. Figura 5.16: Movimentação de atados de aço O posicionamento dos varões em baias. os trabalhos de movimentação mecânica de atados ou armaduras devem ser suspensos e os elementos colocados no solo. As baias destinadas a receber os atados de aço mais pesados devem ficar na zona onde a capacidade de carga da grua seja maior.Estaleiro de Ferro FT16 . dobragem e montagem de armaduras deve ser contígua à zona de armazenagem. Proceder conforme as indicações do fabricante à manutenção das máquinas de corte e dobragem de aço. As máquinas de corte e dobragem. devem ser accionadas por pedal com protecção superior. A área de corte. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . para evitar o arranque acidental e devem vir equipadas com botoneira de paragem de emergência. deve ter uma relação directa entre o peso dos atados a movimentar e o diagrama de cargas da grua de distribuição. O registo de manutenção ou reparação das máquinas deve estar disponível em estaleiro.

• Queda ao mesmo nível. • Esmagamento. que regulamenta as instalações eléctricas de baixa tensão. • Queda em altura. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . As massas metálicas acessíveis devem ser equipotencializadas e executar a sua ligação à terra. regularmente devem ser feitas medições destas ligações assim como dos dispositivos de protecção diferencial do quadro eléctrico do estaleiro de ferro. • Electrocussão. 3 Estaleiro de Ferro Figura 5. O local destinado ao estaleiro de ferro deve ser mantido limpo e os desperdícios devem ser acondicionados em local apropriado que garanta uma arrumação cuidada e uma remoção fácil deste resíduo. • Queda de objectos desprendidos. • Perfuração. • Queda de objectos em manipulação.17: Dobragem de Ferro A instalação eléctrica.FT16 . • Marcha sobre objectos. Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com o estaleiro de ferro são os seguintes: • Corte. deverá possuir todos os requisitos de segurança previstos para estaleiro de obra e contemplados na Portaria 949-A/2006.

principais modos operatórios. • Proceder periodicamente a registos de inspecção de todas as máquinas. arrumados e limpos. deve ser organizado por tipos e dimensões. histórico das intervenções de manutenção e reparação. em terreno plano e com capacidade de carga para o armazenamento dos atados em baias ou estantes. • A zona afecta ao estaleiro de ferro deverá estar delimitada e sinalizada. • Instalação eléctrica deve ser dotada de protecção diferencial de 30 mA e a rede de cabos eléctricos deve estar distribuída de forma organizada. Garantir que este documento esteja disponível no estaleiro de ferro. devendo ser rigorosamente proibido guiar os atados com as mãos. • A área de corte dos varões de aço deverá ser dotada de local para a remoção de resíduos. 4 • • • Choque contra objectos. • Na sua recepção. nomeadamente características técnicas da máquina. • Prever zonas específicas para descarga e manobra de veículos junto das instalações. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • Os elementos de aço não deverão ser depositados directamente no solo. Posturas inadequadas. para que os restantes trabalhadores não circulem num local onde os riscos são significativos e específicos do armador de ferro. • Criar um cadastro para cada máquina em que esteja reunida toda a informação sobre o equipamento. • Devem ser implementados espaços de circulação adequados. os atados de aço devem ser posicionados com recurso a cordas guia. • Executar todas as verificações e ajustes das máquinas com a corrente eléctrica desligada. • Deve ser colocada uma cobertura tipo telheiro na zona de fabrico de armaduras e garantir que os trabalhadores não estejam expostos a condições atmosféricas adversas. deve ser em terreno nivelado e ser feita a etiquetagem segundo a sua aplicação em obras. • Os atados de varões de aço e as armaduras devem ser armazenados em local acessível aos meios mecânicos de elevação. Sobre esforços. O estaleiro de ferro deve obedecer aos seguintes requisitos: • Deve ser criada uma zona no estaleiro de obra para o estaleiro de ferro com área. • O armazenamento dos atados em baias ou estantes.Estaleiro de Ferro FT16 . • O armazenamento das armaduras prontas. desobstruídos. conforme manual da máquina (redigido em português).

5 Estaleiro de Ferro Manter os locais de moldagem e de montagem limpos e desobstruídos Figura 5.18: Locais de trabalho limpos e desobstruídos CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .FT16 .

l = Constitui um risco ligeiro. Instalação eléctrica com protecção diferencial 30 mA. Máquinas cumprem os requisitos de segurança. O estaleiro de ferro está limpo e organizado. Estado de segurança da patilha de segurança da grua. quer para as pessoas ou instalações. NC = Não conforme. Existem meios SI de 1ª intervenção. Estaleiro de ferro é servido por equipamento de elevação? Interditas as elevações com um único ponto de suspensão. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. Caminho de cabos eléctricos organizado. C = Conforme. Existe uma zona destinada a acondicionar os desperdícios de ferro. Máquinas têm ligação equipotencial com ligação à terra. Lingas são portadoras de identificação.. 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 NA = Não Aplicável. que proteja da chuva e do sol.Estaleiro de Ferro FT16 . Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 6 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Estaleiro de ferro ITEM 1 DESCRIÇÃO As zonas de armazenagem estão junto à zona de fabrico de armaduras. A área de fabrico de armaduras tem telheiro. Bancadas de montagem com dimensões que evitam posturas inadequadas. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. São feitas as revisões periódicas às máquinas e existem registos de manutenção.

o local destinado ao aprovisionamento de diversos materiais que não podem (por se deteriorarem) ou não devem (por razões de segurança contra roubo) permanecer ao ar livre. ______________________________________________________ 3. em geral. de pequena dimensão. 1. O __________________ deverá manter um registo actualizado de todo o movimento de ferramentas entradas e saídas em estaleiro de obra. Enuncie três medidas preventivas.AV5 .1 Armazém e Ferramentaria. ______________________________________________________ CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . __________________ é o local destinado a guardar equipamentos e ferramentas. 1 Actividades/Avaliação 5. Complete os espaços em branco referentes à ficha temática 13. 2.1 Armazém e Ferramentaria. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. O __________________ deverá manter um registo de todo o material movimentado.5. ponto 5. Entende-se por __________________. associadas às figuras e referentes à ficha temática 13. ponto 5. ______________________________________________________ 2.

ponto 5. associe com uma seta os riscos apresentados às respectivas medidas preventivas. ponto 5. ______________________________________________________ 5. ponto 5.Actividades/Avaliação AV5 .3 Estaleiro de Cofragens.2 Carpintaria. Relativamente à ficha temática 15. Relativamente à ficha temática 14. SERRA CIRCulAR RISCoS Amputação Explosão Electrocussão Queda em altura Intoxicação Ruído 4. ______________________________________________________ 3.2 Carpintaria. identifique nos riscos apresentados três riscos referente à utilização da serra circular eléctrica. ______________________________________________________ 4. RISCoS Queda em altura Incêndio Exposição ao ruído Esmagamento MEdIdAS dE PREVENÇÃo Armazenar óleo descofrante em local fresco e ventilado Suspensão de cargas em mais de um ponto de fixação Manutenção de máquinas e ferramentas Guarda-Corpos em bordaduras de lajes Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Relativamente à ficha temática 14. 2 3. enuncie quatro requisitos de segurança que a carpintaria de estaleiro de obra deverá ter: 1. ______________________________________________________ 2.

Relativamente à ficha temática 15. enuncie três medidas preventivas.AV5 . 3 Actividades/Avaliação 6. ______________________________________________________ 3. 1. associada à tarefa de descofragem representada na figura. ______________________________________________________ 2. ______________________________________________________ CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . ponto 5.3 Estaleiro de Cofragens.

Relativamente à ficha temática 16.Actividades/Avaliação AV5 . enuncie três requisitos de segurança a ter na movimentação mecânica de atados de ferro. ponto 5. ______________________________________________________ 3. 4 7. ______________________________________________________ Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 1.4 Estaleiro de Ferro e com base nas figuras representadas. ______________________________________________________ 2.

Estaleiro de Apoio à Produção. associada à implantação de um estaleiro de ferro. enuncie três medidas preventivas. reveja o submódulo 5. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .Se não conseguir resolver esta actividade. 1.4) . ponto 5.AV5 .4 Estaleiro de Ferro. 5 Actividades/Avaliação 8. ______________________________________________________ Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15. ______________________________________________________ 3. ______________________________________________________ 2. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. Relativamente à ficha temática 16.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Equipamentos de Protecção Colectiva CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .6.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

• Elaborar plano de protecções colectivas em estaleiro de obra. • Redes de Protecção (tipos de redes. • Identificar os requisitos referentes à montagem de uma estrutura de andaime. RESuMo Pretende-se com este submódulo apresentar os principais tipos de equipamentos de protecção colectiva e as características técnicas mais relevantes. • Elaborar lista de verificações para entivação de vala. A aprendizagem dos conceitos presentes neste submódulo. entende-se o conjunto de meios a empregar e destinados a proteger todos os trabalhadores sujeitos a diferentes tipos de perigos. 1 Equipamentos de Protecção Colectiva 1. A grande maioria dos acidentes mortais na construção civil. as quais devem ser consideradas nos Planos de Protecção Colectiva a implementar em Estaleiro de Obra. FICHAS TEMÁTICAS • Guarda-Corpos • Andaimes • Redes de Segurança • Entivação de Valas 4. características geométricas e recomendações para utilização). garante da integração em obra do Princípio Geral de Prevenção que refere “dar prioridade à protecção colectiva relativamente a medidas de protecção individual”. utilização e desmontagem). 2. Como equipamentos de protecção colectiva em estaleiro de obra. GloSSÁRIo • Andaime • Declaração de Conformidade • Entivação • Guarda-corpos • Guarda-cabeças • Protecção Colectiva • Rede de segurança • Vala CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Andaimes de serviço (classificação e regras a observar na montagem e desmontagem). ocorre devido a quedas em altura e soterramentos pelo que são apresentados os seguintes equipamentos de protecção colectiva: • Guarda-corpos (rígidos e flexíveis e respectivas características geométricas). • Sistemas de entivação de valas (tipos e regras a observar na montagem. cada formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes tipos de guarda-corpos.SM6 . • Identificar os diferentes tipos de redes de protecção. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. 3. possibilitará dimensionar estes equipamentos em estreita articulação com a produção e dotar o estaleiro de obra com meios adequados de protecção colectiva.

pt www.diabase.carldora. 2 5.tubos.pt www.com www.com Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .pt http://dre.pt www.ulma.pt www.institutovirtual.Equipamentos de Protecção Colectiva SM6 .pt www.peri.norsave. • • • • • • • • SABER MAIS www.

coberturas. andaimes. • Identificar os requisitos que os guarda-corpos devem ter. Guarda-Cabeças. Queda em Altura. o formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes tipos de guarda-corpos. Os guarda-corpos rígidos são compostos por elementos horizontais (guardas). consoante os materiais constituintes do sistema adoptado. aberturas em lajes. A constituição destes elementos deve ser executada de modo a que resistam ao peso de um trabalhador e não serem confundidas com barras ou bandas de sinalização. plataformas de trabalho.FT17 . Guardas. PAlAVRA-CHAVE • Guarda-corpos • Guarda-corpos rígidos • Guarda-corpos flexíveis • Montantes • Guardas • Guarda-cabeças GloSSÁRIo Guarda-corpos. 1 Guarda-Corpos 6. • Conhecer os locais onde devem ser colocados guarda-corpos.1: Guarda-corpos rígido CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . GuARdA-CoRPoS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. verticais (montantes) e suportes de fixação ao elemento construtivo. escadas e outros acessos. Guarda-corpos são protecções colectivas utilizadas em estaleiro de obra com o objectivo de impedir a queda em altura de pessoas e de materiais. Figura 6. São classificados em rígidos (montantes e guardas horizontais) ou flexíveis (montantes e redes).1. Estes equipamentos são utilizados na periferia das lajes.

barras ou perfis metálicos (vão máximo 2.00m para alturas de rede de 1. excepto o rodapé. solidamente colocados nos montantes verticais a 0. Figura 6. geralmente de varão de aço de 6mm.00m da fixação ao elemento construtivo.20m).20. Outro elemento integrante no guarda-corpos é o rodapé ou guarda-cabeças.45m e 1.3: Guarda-corpos flexível Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .20m de largura. As redes devem ter malha quadrada de 0. nomeadamente por tubos.00m e de 2. com a função de prevenir a queda de materiais ou ferramentas a partir do plano de trabalho.Guarda-Corpos FT17 .50m).15m de altura solidamente colocada nos montante. constituído por um elemento horizontal geralmente uma tábua de madeira com 0.00m para alturas de rede de 1.2: Sistemas de montagem de guarda-corpos rígido Os guarda-corpos flexíveis diferem dos rígidos essencialmente devido à substituição dos elementos horizontais. ou por tábuas de madeira (vão máximo 1. Os montantes devem estar espaçados de 1. Figura 6. por redes e dispositivos de fixação da rede aos montantes.10m de lado e 1m a 1. Devem em qualquer dos casos ter três elementos de fixação da rede em altura. Para garantir uma resistência igual aos guarda-corpos rígidos deve ser colocada uma corda no seu contorno. 2 Os elementos horizontais podem ser constituídos por diferentes tipos de materiais.

• As caixas de escadas devem dispor de guarda-corpos que impeçam a queda de pessoas. Figura 6. • Todos os vãos.6: Boas práticas na colocação de guarda-corpos CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .5: Boas práticas na colocação de guarda-corpos Figura 6.FT17 . plataformas de trabalho e locais de recepção de materiais devem dispor de guarda-corpos. nomeadamente: • Os planos de trabalho devem ter os bordos que dão para o vazio protegidas por guarda-corpos capazes de impedir a queda de pessoas e materiais. 3 Guarda-Corpos Figura 6. • Os andaimes. todas as aberturas devem estar protegidas.4: Guarda-corpos rígido em periferia de laje Acções Aconselhadas Os guarda-corpos são dispositivos destinados a impedir as quedas e devem ser instalados nos locais onde este risco esteja presente. • Nos planos de trabalho. aberturas em fachadas e caixas de elevador devem ter guarda-corpos.

Estado de conservação dos materiais. -guardas a 0. -guarda-cabeças com 0. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. quer para as pessoas ou instalações.Guarda-Corpos FT17 . G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações.00m.15m. 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 2 3 4 5 6 7 8 NA = Não Aplicável. C = Conforme. 4 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Guarda-Corpos ITEM 1 DESCRIÇÃO Localização de guarda-corpos: Vãos de sacada Escadas Localização de guarda-corpos: Plataformas de trabalho Passadiços Localização de guarda-corpos: Andaimes Bailéus Localização de guarda-corpos: Bordos não protegidos Coberturas Localização de guarda-corpos: Aberturas não protegidas Caixas de elevador Montagem é segura: -montantes fixos. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. l = Constitui um risco ligeiro. NC = Não conforme. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .45m e 1. Condições de armazenamento dos materiais.

ANdAIMES oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Protecção Colectiva. suportadas por estruturas de secção reduzida e que se destinam a apoiar a execução de trabalhos de construção. as estruturas de andaime. devem merecer por parte dos responsáveis das empreitadas uma maior atenção. munidas de plataformas horizontais elevadas. pelas dimensões que por vezes atingem e pela quantidade de tarefas.2.FT18 . reparação ou demolição de estruturas. pela utilidade e complexidade que têm. Os andaimes são construções provisórias auxiliares. Queda em Altura. passando pela sua utilização até mesmo à sua desmobilização. Guarda-corpos. • Utilizar a lista de verificação de andaime. PAlAVRA-CHAVE • Andaime • Elementos constituintes • Causas de acidentes • Procedimentos de segurança GloSSÁRIo Andaime. uma vez que estão ligados à redução/ eliminação do risco mais preocupante existente num edifício em construção a Queda em Altura. carecem de especial atenção desde o momento da sua montagem. • Identificar os elementos constituintes de um andaime metálico. Declaração de Conformidade. Sendo a Protecção Colectiva uma área fundamental e prioritário na segurança dos trabalhadores da Construção Civil. o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos referentes à montagem de um andaime. manutenção. 1 Andaimes 6. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . materiais e trabalhadores que suportam. Os andaimes.

Documento de Harmonização relativo a “Andaimes de serviço e de trabalho. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .50m 7-Plataforma de trabalho 8-Escada de acesso 9-Rodapé frontal 10-Travessa lateral dupla 11-Prumo de remate 12-Nó/braçadeira Figura 6. A Norma HD 1000. com elementos pré-fabricados não cobertos e com altura até 30 m”: refere quais os principais aspectos a ter em consideração aquando da montagem. utilização e desmontagem desses mesmos andaimes e também as regras relativas ao cálculo da sua resistência e estabilidade. de Julho de 1990. Estes últimos são constituídos por tubos metálicos de diferentes secções transversais e acessórios de junção adequados. ou ainda por elementos pré-fabricados que formam estruturas de tipo pórtico com possibilidade de regulação múltipla. utilizadas desde há muitos anos têm tido ultimamente uma grande evolução técnica passando-se dos tradicionais andaimes de madeira para os andaimes metálicos devido aos melhores rendimentos e níveis de segurança. 2 1-Escora/sola regulável 2-Travessa principal 3-Prumo 4-Diagonal de contraventamento 5-Barra horizontal 1. pelo que o sistema de andaime deve ter marcação CE e possuir Declaração de Conformidade.Andaimes FT18 .00m 6-Barra horizontal 0.7: Elementos Constituintes de andaime metálico de pés Estas construções provisórias. Só se devem utilizar peças de andaimes adequadas e de boa qualidade.

• Rotura da plataforma: • Sobrecarga exagerada. • Ausência ou ineficácia dos guarda-corpos. • Perda de equilíbrio dos trabalhadores: • Não utilização de um equipamento individual de protecção contra quedas.FT18 . durante a montagem e desmontagem. • Ausência. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . insuficiência ou ineficácia das amarrações à construção. • Materiais em mau estado. • Abatimento das bases de apoio. 3 Andaimes Figura 6. • Insuficiência da sua resistência ou dos seus suportes. • Ausência ou má utilização dos meios de acesso. • Materiais em mau estado. • Choque provocado por veículos. • Plataforma de largura insuficiente ou espaço livre excessivo entre a plataforma e a construção. • Ausência de travessa de apoio intermédia. • Sobrecargas excessivas.8: Montagem de estrutura de andaime Acções Aconselhadas As principais causas de acidentes de trabalho em andaimes são os que a seguir se descrevem: • desmoronamento: • Número insuficiente de travessas e de diagonais de contraventamento.

• Não trabalhar em cima do andaime durante uma tempestade ou debaixo de Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • Montagem: • Elaborar plano de montagem. 4 • • Queda de materiais: • Queda de um elemento estrutural do andaime durante a montagem ou desmontagem. • Manter a verticalidade do andaime. • Ausência de rodapé. • Se as pranchas oferecem suficiente segurança. • Ausência de protecções. Contacto com linhas aéreas (dos corpos ou por intermédio de um objecto): • Desrespeito pelas distâncias mínimas de segurança. • Se estão os três níveis de guarda-corpos. • Verificações antes da utilização: • Se possui bases estáveis. • Se dá acesso ao local onde se vai desenvolver o trabalho. desviar águas pluviais. associados aos andaimes. • Rotura de uma plataforma. • Se o andaime serve para a tarefa a executar. • Se os montantes estão devidamente aprumados e contraventados. • Não subir nem manter-se de pé sobre as diagonais longitudinais ou sobre o guarda corpos. • Desmoronamento do andaime. • Verificar o estado das pranchas metálicas ou de madeira. devem ser respeitados os procedimentos de segurança nas fases de preparação da montagem. • Proceder a fundações ou compactação de acordo com as cargas previsíveis e a natureza do terreno. • Se a escada de acesso cumpre as condições necessárias para ser utilizada. • Recepção de materiais: • Preparar zona de recepção do andaime. • Proteger a base dos prumos e a zona envolvente. recepção de materiais. • Utilizar protecção colectiva e individual. • Se necessário. • Montar o andaime de acordo com o projecto. antes da utilização e montagem que a seguir se apresentam: • Preparação da montagem: • Verificar o terreno no sentido de assegurar a capacidade de carga. • Organizar a descarga e armazenamento provisórios. • utilização: • Não saltar entre plataformas. • Ligar a massa metálica à terra. montagem.Andaimes FT18 . Como medidas de prevenção e com o intuito de eliminar os acidentes de trabalho.

as medidas de prevenção dos riscos de queda de pessoas ou objectos. desmontagem ou reconversão do andaime. Em conformidade com o art. as medidas que garantem a segurança do andaime em caso de alteração das condições meteorológicas. Não instalar escadas nem dispositivos improvisados em cima do andaime. as condições de carga admissível. Figura 6.FT18 . Manter a distância conveniente a eventuais condutores eléctricos. desmontagem ou reconversão do andaime só pode ser efectuada sob a direcção de uma pessoa competente com formação específica adequada sobre os riscos dessas operações. desmontagem ou reconversão possa comportar. nomeadamente sobre a interpretação do plano de montagem. a montagem.9: Boas práticas na utilização de andaimes CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Não alterar a estrutura do andaime. qualquer outro risco que a montagem. desmontagem e reconversão do andaime. Não sobrecarregar os quadros nem as plataformas do andaime.º 4º do Decreto-Lei nº 50/2005 de 25 de Fevereiro. 5 Andaimes • • • • ventos fortes. a segurança durante a montagem.

l = Constitui um risco ligeiro. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Tem guarda-corpo interior? Existência de guarda-corpos a 0. NC = Não conforme. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações.Andaimes FT18 . Montagem e desmontagem supervisionada por trabalhador competente (Dec-Lei 50/2005). Existência de guarda-cabeças/ rodapé em todas as zonas de passagem e utilização.45m e a 1. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. nas zonas das plataformas. O andaime está devidamente escorado e/ou ancorado? Distância da plataforma do andaime à parede ≥ 20cm. quer para as pessoas ou instalações. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. C = Conforme. 6 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Andaimes ITEM 1 DESCRIÇÃO O andaime está assente em solo estável e com resistência adequada. 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 2 3 4 5 6 7 8 NA = Não Aplicável.00m. Os elementos do andaime estão em bom estado de conservação e não apresentam deformações? Os apoios fazem-se sobre vigas de madeira com o mínimo de 5cm de espessura.

quer de pessoas. redes verticais tipo forca. suportadas por corda perimetral. 1 Redes de Segurança 6. polietileno ou polipropileno. capazes de absorver uma certa quantidade de energia. • Redes para limitar a queda (limitam a queda sempre que esta for inevitável. REdES dE SEGuRANÇA oBjECTIVoS No final desta ficha temática. As redes de segurança conforme o grau e o tipo de protecção para as quedas em altura dividem-se em dois grupos: • Redes para impedir a queda (impedem a queda. um instrumento fundamental no combate aos acidentes provocados por quedas em altura. redes horizontais. Consola. portanto. • Conhecer os locais onde devem ser colocadas redes de segurança. • Identificar os requisitos que as redes de segurança devem ter.3. A absorção de energia nas redes. As redes de segurança são. funcionando como barreiras físicas directas. o formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes tipos de redes de segurança. com origem na queda de pessoas ou materiais. ligadas por nós. PAlAVRA-CHAVE • Rede de segurança • Redes tipo ténis • Redes verticais • Redes verticais tipo forca • Redes horizontais • Redes horizontais de grande extensão GloSSÁRIo Rede de Segurança. em geral. Das redes de segurança que servem para impedir a queda. para trabalhos de construção. é feita por alongamento das fibras da trança e pelo aperto dos nós. as redes verticais. formando um conjunto elástico de malhas quadradas. A utilização de redes de segurança insere-se nas medidas de protecção colectiva. constituídas por cordas de fibras sintéticas de poliamida. Cobertura. Protecção Colectiva.FT19 . Queda em Altura. quer de materiais. sendo usadas para impedir ou limitar a queda em altura. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . As redes de segurança utilizadas na construção civil são. salientam-se as redes tipo ténis. agindo de forma a minorar os efeitos da mesma). podendo substituir os guarda corpos no caso das redes verticais ou o tamponamento de aberturas em lajes no caso de redes horizontais).

na sua essência as mesmas características das redes tipo ténis. 2 Para limitar as quedas podem utilizar-se as redes horizontais e as verticais com forca. O bordo superior deve exceder.Redes de Segurança FT19 . colocadas directamente no piso. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . diferem das verticais pelos suportes metálicos do bordo superior onde são fixas as redes e por terem uma consola do tipo forca. podendo abranger a fachada de dois pisos. Figura 6. O seu comprimento não deve ultrapassar os 12 m e devem ter uma altura mínima de 0. no mínimo 1 m a altura do plano de trabalho e o bordo inferior deve dispor de espaço livre para permitir o alongamento da rede devido ao impacto do corpo sujeito a uma queda de 6 m. Podem ser fixadas a elementos horizontais ou verticais de resistência adequada.90 m. tendo como objectivo impedir a queda de corpos. Figura 6. uma vez que estas cobrem todo o vão a descoberto. Estas redes são aplicadas na vertical ou com ligeira inclinação.10: Rede vertical tipo ténis As redes verticais são redes que têm.11: Rede vertical As redes verticais tipo forca. As redes tipo ténis. são redes verticais usadas nos bordos das lajes e abertura em pisos ou paredes. As ancoragens podem ser feitas directamente aos elementos estruturais envolventes ou a suportes metálicos verticais. De uma forma prática este tipo de rede tem a mesma função de um guarda-corpos. divergindo destas essencialmente nas dimensões.

betonagem e descofragem e na montagem de estruturas metálicas e de cobertura. têm como objectivo limitar as quedas por aberturas existentes entre pisos. A colocação da rede deve ser efectuada o mais perto possível do plano CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . podendo ser aumentada a inclinação. Figura 6. sendo utilizadas para recolher pessoas ou materiais que possam cair durante a montagem de estruturas metálicas. permitindo normalmente 2 ou 3 tipos de posicionamento que depende da altura máxima de queda. As redes tipo forca são as mais adequadas para proteger os trabalhos na laje de cobertura. Para serem consideradas redes de grande extensão devem possuir uma superfície total maior ou igual a 64m2 e a sua largura ser no mínimo 8 m.FT19 . A altura de queda não deverá ser superior a 6 m e a distância mínima livre abaixo da rede deve ser de 3 m.12: Rede vertical tipo forca As redes horizontais são as mais utilizadas em Portugal. em operações de cofragem. execução de coberturas e execução de pontes e viadutos. nunca ultrapassando uma altura superior a 6 m. 3 Redes de Segurança A dimensão mais adequada das redes é de 6 x 6m.13: Rede horizontal As redes horizontais de grande extensão têm um vasto alcance na protecção de quedas em altura. Figura 6. As redes são colocadas nos bordos das lajes de forma horizontal.

provocando a perda das suas características mecânicas. uso e desmontagem. • Não apresentar ruptura de cordão. • Apresentar marcação com: • Nome do fabricante. cuidados e inspecção. 4 de trabalho.Evitar todas as agressões físicas (cortes e rasgões das malhas). .). Figura 6. . • Apresentar um manual de instruções que forneça a seguinte informação: • Montagem. • Não apresentar ruptura de malhas. em embalagens opacas e resistentes. é essencial que sejam observadas as seguintes medidas: . etc. . deve ser constantemente verificado o estado destas redes. à projecção de materiais. cigarros. que degradam as fibras. • Datas de avaliação das cordas de teste. . uma rede só deve ser utilizada como protecção contra queda em altura se observar os seguintes requisitos: • Não apresentar sinais de deterioração. que cortem ou que queimem as fibras. • Alguns avisos de perigo (ex temperaturas extremas. decapagem.Limpar periodicamente a rede para retirar materiais retidos na malha. • Armazenamento.Proteger as redes de projecções de matérias incandescentes (trabalhos de soldadura. • Ano e mês de fabrico. • Dimensões da rede. o frio. influências químicas) Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .14: Rede horizontal de grande extensão Acções Aconselhadas As redes de segurança estão constantemente sujeitas a agressões ambientais como o calor. de forma a reduzir a altura de uma eventual queda. Dado o ambiente e as condições em que são utilizadas. • Período de validade.Redes de Segurança FT19 .Armazenar as redes e demais elementos em locais secos e protegidos da luz. • Classe de resistência. de modo a que as redes conservem as suas características. a humidade e os raios UV.Utilização apenas no período de vida útil.

como medidas gerais. • Substituição. recomenda-se o seguinte: • A altura de queda livre de pessoas deve ser a menor possível. • Armazenamento. não deve ultrapassar os 6 m. verificar se o betão atingiu a resistência suficiente. • Peso máximo de queda.FT19 . Se a ancoragem se faz em partes da construção recentemente betonadas. • Devem prever-se zonas de ancoragem de forma que resistam aos esforços transmitidos em consequência de uma queda. • Inspecção. • Todas as peças metálicas de amarração e ancoragem que estejam em contacto com as redes devem ser sujeitos a tratamentos anti-oxidantes. Figura 6.15: Rede horizontal CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Distância mínima abaixo da rede. • Segurança da ligação da rede. 5 Redes de Segurança • O manual de instruções deverá estar na língua do utilizador. Ainda. • Dimensão mínima de recolha dos corpos em queda. e conter a seguinte informação: • Forças de ancoragem necessárias.

Rede não apresenta sinais de deterioração.Redes de Segurança FT19 . 6 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Redes de Segurança ITEM 1 2 3 4 5 6 7 8 DESCRIÇÃO Montagem da rede conforme Manual de Instruções Está disponível Manual de Instruções em português? Rede tem marcação CE? Rede está protegida contra a projecção de matérias incandescentes? Rede sem materiais retidos. Condições de armazenamento Local seco e protegido UV. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. Peças de amarração e ancoragem com tratamento anti-oxidante. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. NC = Não conforme. C = Conforme. 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES NA = Não Aplicável. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. l = Constitui um risco ligeiro. quer para as pessoas ou instalações.

Passadiço.4. Talude. de paredes rochosas ou terrosas. normalmente de madeira ou painel metálico. calor. As movimentações de terrenos que podem originar situações como estas. • Utilizar a lista de verificação de entivação de vala. ENTIVAÇÃo dE VAlAS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. afundamentos ou desmoronamentos do terreno ou os desmoronamentos de construções próximas dos trabalhos em causa. Vala. em valas. Protecção Colectiva. vibrações ou sobrecargas. Soterramento. As principais origens são os deslizamentos. 1 Entivação de Valas 6. A entivação é o nome corrente que se dá ao revestimento. Existem entivações em valas ou taludes de vários tipos apresentando-se como principais factores para a sua escolha a natureza dos terrenos e a profundidade da escavação. Escoramento. Pode ocorrer logo no decurso da escavação mas o mais usual é que ocorra no decorrer dos trabalhos efectuados dentro da escavação. O risco de soterramento surge especialmente durante as operações de construção de infra-estruturas ou de partes enterradas de obras. ou seja. podem ser induzidas por factores como teor de água. o formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes tipos de entivação. PAlAVRA-CHAVE • Entivação • Vala • Escoramento • Escora • Painel • Protecção Colectiva GloSSÁRIo Entivação.FT20 . destinado a impedir desmoronamentos. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Identificar os requisitos que as entivações devem ter.

Entivação de Valas FT20 . a ausência de protecção colectiva. a inclinação insuficiente do talude.17: Entivação por meio de painéis pré-fabricados • A entivação por meio e pranchas e quadros metálicos independentes que consiste em instalar na vala os quadros metálicos na posição vertical e seguidamente CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .16: Entivação de vala Como causas directas dos acidentes por soterramento pode apontar-se a ausência de entivação. a destruição ou deslocamento da entivação. o desabamento de muros e a montagem e desmontagem da entivação. Figura 6. 2 Figura 6. a má ou insuficiente entivação. Como algumas das variantes da entivação após escavação pode-se referir: • A entivação por meio de painéis pré-fabricados com escoramento posterior que consiste em realizar em primeiro lugar uma gaiola de protecção constituída por dois painéis ligados por um sistema de escoramento provisório sendo posteriormente colocado o escoramento definitivo ao abrigo daquela protecção. A entivação em valas pode ocorrer após a escavação ou durante a mesma e que muitos dos processos permitem executar a entivação da vala sem expor os trabalhadores ao risco de soterramento.

A entivação provisória faz-se depois avançar para o troço seguinte à medida que progride a instalação das pranchas verticais. Seguidamente é colocado o escoramento definitivo ao abrigo daquela protecção.18: Entivação por meio e pranchas e quadros metálicos independentes • A entivação por meio de pranchas e quadros metálicos deslocáveis que consiste na entivação por troços. 3 Entivação de Valas colocar as pranchas entre quadros sucessivos. Figura 6. fixadas lateralmente.FT20 . à custa de quadros metálicos dispostos na posição horizontal que dão suporte a pranchas colocadas verticalmente contra as paredes da vala. podendo o sistema ser colocado na vala a partir do exterior. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .19: Entivação por meio de pranchas e quadros metálicos deslocáveis • A entivação por meio de caixas rígidas em pranchas de madeira ou metálicas que consiste num sistema pré-fabricado por módulos constituído por dois painéis ligados entre si por escoras metálicas extensíveis. Figura 6.

20: Entivação por meio de caixas rígidas em pranchas de madeira ou metálicas Relativamente aos processos de entivação utilizados durante a escavação refira-se por exemplo a entivação por cravação de pranchas de madeira. que é o processo de entivação mais antigo e que inspira outras técnicas mais recentes e consiste na cravação sucessiva de pranchas adjacentes em madeira sendo as escoras também desse material e a entivação com painéis metálicos e quadros de deslizamento que é essencialmente um processo de entivação pré-fabricado formado por painéis e quadros realizados por montantes e escoras metálicas extensíveis sendo que os montantes estão dotados de calhas laterais por onde deslizam os painéis.Entivação de Valas FT20 .21: Entivação com painéis metálicos e quadros de deslizamento Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Figura 6. 4 Figura 6.

• As escavações devem ser contornadas por roda-pés que impeçam a queda de materiais sobre os trabalhadores que executem tarefas no fundo da vala. consiste numa medida de protecção colectiva destinada a impedir o soterramento e queda de materiais pelo que devem ser implementadas as seguintes medidas de prevenção: • As escavações em valas com mais de 1. quer para fazer o assentamento da entivação quer para a realização de outros trabalhos.23: Zonas de segurança em entivação de vala Acções Aconselhadas A entivação de valas. Deverá usar-se sempre capacete de protecção. 5 Entivação de Valas Figura 6. ou para sair delas.20m devem ser entivadas. • Entre a beira da escavação e os materiais deve ser mantido um espaço livre. • Nunca descer a uma escavação não entivada. • Nunca se deve andar em cima das estroncas. • Nunca se devem suprimir as estroncas se a entivação não tiver resistência suficiente par impedir aluimentos. Deve existir uma escada por cada 15m de escavação. • Para o atravessamento de escavações devem ser instalados passadiços munidos de guarda-corpos. • Utilizar escadas para descer ao fundo das escavações.FT20 . CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . para trabalhar ou atravessar uma escavação.

Entivação de Valas FT20 .22: Boas práticas em entivação de valas Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 6 Figura 6.

C = Conforme. Colocação de guardas. Existe bomba para drenagem de água. Monitorização de gases tóxicos no interior da vala.15m.rodapés no coroamento da vala com altura ≥ 0. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES 4 5 6 7 8 NA = Não Aplicável.0m relativamente a circulação de veículos. C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações.20m tem entivação? Existência de zona livre de cargas com largura ≥ 0. G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. Existência de uma escada no interior da vala. quer para as pessoas ou instalações. por cada 15m de escavação. NC = Não conforme. 7 Entivação de Valas FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO Entivação de Valas ITEM 1 2 3 DESCRIÇÃO Vala com profundidade superior a 1.60m. l = Constitui um risco ligeiro. NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. Monitorização diária das condições de segurança dos trabalhos e meios de protecção colectiva. Bordo da escavação com afastamento ≥ 2.FT20 .

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1 Actividades/Avaliação 6. ______________________________________________________ 2. associadas às figuras e referentes à ficha temática 17.AV6 .1 Guarda-Corpos. Complete os espaços em branco referentes à ficha temática 17. 1. ______________________________________________________ 3. com o objectivo de impedir a ______________________ de pessoas e materiais.5. ______________________________________________________ CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . estes elementos são solidamente fixos à estrutura do edifício através de montantes. ponto 6. colocadas a ____ m e a ____ m. Enuncie três medidas preventivas. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. Os guardacorpos rígidos são compostos por elementos horizontais as guardas.1 GuardaCorpos.15m de altura. rodapés ou ______________________ com 0. ponto 6. 2. Guarda-corpos são ______________________ utilizadas em estaleiro de obra.

2 3.3 Redes de Segurança. ponto 6.Actividades/Avaliação AV6 . identifique nos riscos apresentados três riscos referentes à montagem de andaimes. ______________________________________________________ 3.2 Andaimes. ______________________________________________________ 3. ______________________________________________________ Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . ______________________________________________________ 5. ______________________________________________________ 2. ______________________________________________________ 4. ponto 6. Relativamente à ficha temática 18. ______________________________________________________ 2.2 Andaimes. ANdAIME RISCoS Amputação Explosão Electrocussão Queda em altura Intoxicação Queda de materiais 4. Relativamente à ficha temática 19. ______________________________________________________ 4. Relativamente à ficha temática 18. enuncie quatro tipos de redes de segurança utilizados na construção de edifícios: 1. enuncie quatro procedimentos de segurança a respeitar durante a utilização de um andaime: 1. ponto 6.

ponto 6. ______________________________________________________ CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . ______________________________________________________ 3. 7. rede vertical tipo forca. Relativamente à ficha temática 20. ______________________________________________________ 2.4 Entivação de Valas e com base nas figuras representadas. ponto 6. Relativamente à ficha temática 19. 3 Actividades/Avaliação 6.3 Redes de Segurança.AV6 . complete os espaços em branco. 1. enuncie três procedimentos de segurança a ter na escavação de valas.

Equipamentos de Protecção Colectiva. 4 8.Actividades/Avaliação AV6 . Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte.4) . Relativamente à ficha temática 6. reveja o submódulo 6.Se não conseguir resolver esta actividade. Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15.4 Entivação de Valas. complete os espaços em branco. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

7. Equipamentos de Protecção Individual CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

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FICHAS TEMÁTICAS • Protecção da Cabeça • Protecção dos Ouvidos • Protecção dos Olhos • Protecção das Vias Respiratórias • Protecção das Mãos • Protecção dos Pés • Protecção do Corpo 4. • Máscaras (protecção das vias respiratórias). • Identificar os requisitos a serem tidos em conta na escolha de um EPI. fato. • Elaborar lista de verificações para EPI. • Auriculares e abafadores (protecção dos ouvidos).SM7 . (protecção da cabeça). RESuMo Pretende-se com este submódulo apresentar os principais tipos de equipamentos de protecção individual (EPI) e as características técnicas mais relevantes. • Óculos e viseiras de protecção (protecção dos olhos). Como equipamentos de protecção individual em estaleiro de obra. 2. São considerados equipamentos de protecção individual: • Capacetes. • Botas (protecção dos pés). cada formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes tipos de protecção individual. • Arnês. GloSSÁRIo • Capacete • Óculos de protecção • Viseira • Aparelhos Isolantes • Aparelhos Filtrantes • Protecção Individual CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 1 Equipamentos de Protecção Individual 1. 3. cinto de trabalho e colete reflector (protecção do corpo). Os EPI devem ser utilizados quando os riscos existentes não puderem ser evitados ou suficientemente limitados pelos Equipamentos de Protecção Colectiva ou medidas organizacionais. • Elaborar plano de protecções individuais em estaleiro de obra. entende-se os equipamentos cuja função básica é proteger o trabalhador dos riscos a que está exposto no local de trabalho. minimizando-os. as quais devem ser consideradas nos Planos de Protecção Individual a implementar em Estaleiro de Obra. • Luvas (protecção das mãos). oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo.

br • http://dre.juba.logismarket.manutan.es • www. SABER MAIS • www.3m. 2 • • • • • • • • • • • • • • • • • Sapato Bota Botim Biqueira de protecção Contraforte Gáspea Palmilha Sola Decibéis Abafadores Tampões Ruído Arnês Cinto de Trabalho Avental Fato Bata 5.pt Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .pt • www.com • www.Equipamentos de Protecção Individual SM7 .farcol.pt • www.com.pt • www.acrilon.mmprotek.pt • www.

Os capacetes são encontrados em diversas cores. bem como as superfícies exteriores e interiores. lesões na cabeça. sendo a diferença entre eles a existência de uma pala no tipo I. refere-se à capacidade de absorção de choque e a resistência à penetração e à propagação das chamas. nomeadamente os devidos a choques resultantes da queda de objectos ou do impacto da cabeça contra um obstáculo. • Mês e ano de fabrico. Geralmente a entidade empregadora define um código de cores específico que permita distinguir a categoria dos seus empregados.FT21 . evitando.1. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . o formando deverá estar apto a: • Identificar quando se deve utilizar o capacete. A resistência deve ser o mais uniforme possível e não ter reforços especiais em qualquer ponto. • País de origem. PRoTECÇÃo dA CABEÇA oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Os capacetes devem satisfazer as exigências estabelecidas pela NP EN 397:1995 e conter as seguintes informações: • Número da norma. serem cuidadosamente acabados e apresentarem bordos lisos e arredondados. PAlAVRA-CHAVE • Capacete • Cabeça GloSSÁRIo Capacete. Estes equipamentos são utilizados em função dos riscos a que o trabalhador está exposto. • Identificar os requisitos a ter em consideração aquando da aquisição do capacete. assim. São classificados em dois tipos: I e II. Como características obrigatórias a considerar em relação à estrutura do casco. 1 Protecção da Cabeça 7. Capacete é um equipamento de protecção individual com capacidade de absorção de choque. • Identificar os tipos de capacete. • Nome do fabricante.

desinfecção.Protecção da Cabeça FT21 . fornecido pelo fabricante.1: Trabalhador utilizando capacete Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . manutenção. Este EPI deve ainda ter consigo um manual de instruções. Figura 7. 2 • Referência a características opcionais que tenham sido consideradas. utilização. acessórios e peças sobressalentes. que contenha informações sobre armazenamento. limpeza.

• Utilizar a lista de verificação de EPI. Os protectores auditivos devem ser escolhidos de modo a satisfazer os valores limite de exposição diária ao ruído como também a média semanal dos valores diários. Ruído. as medidas preventivas não são consideradas de forma errada prioritárias. o descanso e o sono. a comunicação. o que por sua vez ocasiona acidentes de trabalho. devem ser feitas medições nos locais de trabalho a cargo da entidade empregadora através de um sonómetro. o formando deverá estar apto a: • Identificar os tipos de protectores auditivos. PAlAVRA-CHAVE • Protectores auditivos • Abafadores • Tampões • Ruído GloSSÁRIo Abafadores. Por isso. A reiteração destas situações pode ocasionar estados crónicos de nervosismo e stress. O ruído pode ser um problema em muitos locais de trabalho. O ruído produz incómodo e dificulta ou impede a atenção. Decibéis.FT22 . a concentração. inclusive na construção civil. 1 Protecção dos Ouvidos 7. deve-se reduzir os riscos de exposição ao ruído através da utilização de protectores auditivos. Os valores limite estabelecidos bem como as formas de medição do ruído e expressões de cálculo estão estabelecidos pelo Decreto-Lei 182/2006. Para isso. Tampões. Dado que os efeitos da exposição a níveis de ruído acima do permitido não são conhecidos a curto prazo. A tabela abaixo indica a relação entre a exposição a um determinado nível de decibéis e os efeitos nocivos que um trabalhador pode ter em consequência do mesmo: CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . PRoTECÇÃo doS ouVIdoS oBjECTIVoS No final desta ficha temática.2. de 6 de Setembro.

podem ter um cordão a ligá-los. presos por um arco à volta da cabeça. tornando-se uma solução adequada para trabalhos intermitentes. Figura 7.Protecção dos Ouvidos FT22 . Feitos de espuma de poliuretano. 2 A partir destes valores em décibeis 30 40 45 50 55 65 75 11-140* Começam a sentir-se estes efeitos nocivos Dificuldade em conciliar o sono Perda de qualidade do sono Dificuldade na comunicação verbal Provável interrupção do sono Incómodo diurno moderado Incómodo diurno forte Comunicação verbal extremamente difícil Perda de audição a longo prazo Perda de audição a curto prazo (*Para sons impulsivos.2: Trabalhador utilizando protecção auricular Os abafadores devem satisfazer as exigências estabelecidas pela EN 352-1 e os Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Organização Mundial de Saúde Abafadores Protector auditivo constituído por dois abafadores em forma de concha. Tampões Protector auditivo constituído por um tampão para cada ouvido. Pode ter também um adaptador para ser usado em conjunto com o capacete. Valores dependentes da duração do som e do número de exposições ao mesmo) Tabela: Valores OMS. silicone ou PVC.

Os abafadores que possuem um adaptador para o capacete devem estar em conformidade com a EN352-3. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . utilização e manutenção de protectores auditivos deve ter em consideração o disposto na EN 458:2004 e no Decreto-Lei nº 182/2006. Aquando da aquisição deste EPI. A selecção. • Tipo de trabalho para que se destina. • Identificação do fabricante. • Instruções para colocação e uso adequado. • Informação adequada sobre a minimização dos riscos do ruído. nomeadamente quanto a valores mínimos de atenuação e respectivos desvios padrão.FT22 . Os protectores de ouvido devem satisfazer as exigências estabelecidas pelas EN 352-1 a EN 352-7. devem-se ter em atenção os seguintes factores: • Ergonomia. de 6 de Setembro. 3 Protecção dos Ouvidos tampões pela EN 352-2. • Marcação CE no aparelho (no caso dos abafadores) ou na embalagem (no caso dos tampões).

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

• Ser indeformável. partículas. argamassa. tintas. deve-se considerar uma protecção individual adequada ao tipo de trabalho a executar. 1 Protecção dos Olhos 7. etc. poeiras. vapores. produtos corrosivos. Os óculos destinados a proteger os olhos da projecção destes três últimos elementos são geralmente ventilados para evitar a condensação. Os gases e vapores eliminados durante o manuseamento de produtos químicos e os fumos produzidos no processo de soldadura também constituem um risco. deve-se ter em atenção os seguintes factores: • Ser transparente. podendo causar lesões irreversíveis nos olhos. • Não ser inflamável. metal em fusão durante operações de soldadura. partículas e líquidos. Na aquisição deste equipamento. Caso não seja possível assegurar a protecção dos olhos do trabalhador através de protecções colectivas. Filtro Óptico Os olhos são os órgãos do corpo humano que permitem detectar a luz e transformar essa percepção em impulsos eléctricos. PRoTECÇÃo doS olHoS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. • Utilizar a lista de verificação de EPI. Estes órgãos são muito sensíveis e estão sujeitos a acidentes no local de trabalho devido a projecção de poeiras. o formando deverá estar apto a: • Identificar os requisitos referentes à aquisição de um EPI para protecção dos olhos. Os óculos destinam-se à protecção contra gases. geralmente possuem duas oculares. PAlAVRA-CHAVE • Óculos • Olhos • Viseira GloSSÁRIo Viseira.FT23 . CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .3. Os tipos de protecção para os olhos são aqui divididas em: óculos Constituídos por armações. • Identificar e diferenciar os tipos de protecção dos olhos.

A protecção do rosto pode ser feita através de vários materiais: material plástico transparente. resinas celulósicas (para choques moderados). ainda. Figura 7. Ter um bom campo de visão. uma rede metálica de malha fina (para projecção de metal em fusão). Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . As máscaras de soldador têm como finalidade proteger o rosto e o pescoço de radiações emitidas pelas projecções incandescentes. No entanto. é aconselhável ser utilizada na cabeça através de uma correia. principalmente em trabalhos que requerem a utilização das duas mãos.3: Trabalhador utilizando óculos de protecção Viseiras As viseiras têm como finalidade proteger não só os olhos do trabalhador como o seu rosto. A utilização da máscara de soldador pode ser feita segurando-a numa só mão. que pode ser em vidro ou em material plástico. Este equipamento é feito de material não inflamável e contém uma janela munida de um filtro óptico. 2 • • Ser resistente a choques e abrasão.Protecção dos Olhos FT23 . policarbonato (com grande resistência a choques) ou.

4: Trabalhador utilizando viseira Na aquisição deste equipamento.FT23 . • O material. • O filtro deverá ser o que tenha melhor conforto visual para o trabalhador. 3 Protecção dos Olhos Figura 7. fissuras ou arranhões. • O filtro deverá possuir características de absorção adaptadas à natureza e à importância do risco criado pela radiação produzida. não deve ter partes metálicas em contacto com a pele do trabalhador. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . deve-se ter em atenção os seguintes factores: • As oculares não devem ter cor amarelada. se utilizado sob influência de altas temperaturas.

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gases e partículas sólidas ou líquidas.) são alguns exemplos do risco que os trabalhadores correm ao exporem as vias respiratórias em determinadas tarefas. serra de corte para madeira. O equipamento de protecção individual para as vias respiratórias dos trabalhadores pode ser de dois tipos: aparelhos filtrantes e aparelhos isolantes. Dentro desta categoria encontram-se os anti-aerossóis (ou anti-poeiras) e os anti-gases. A manipulação ou mesmo a existência de produtos químicos necessários para a tarefa. Aparelhos filtrantes Têm como função filtrar o ar que o trabalhador respira no seu ambiente de trabalho. PRoTECÇÃo dAS VIAS RESPIRATóRIAS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. poeiras ocasionadas pela execução de uma tarefa (como a utilização de uma pistola de pintura. • Utilizar a lista de verificação de EPI. Os anti-gases geralmente cobrem toda a face protegendo-a de vapores. o formando deverá estar apto a: • Identificar e diferenciar os tipos de protecção das vias respiratórias. • Identificar os requisitos referentes à aquisição de um EPI para protecção das vias respiratórias. por vezes. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . etc. expostos à poluição no seu local de trabalho. Os trabalhadores da construção civil estão.FT24 . Aparelhos Isolantes.4. Os anti-aerossóis (ou anti-poeiras) podem cobrir apenas o nariz e a boca (semi-máscara) ou podem proteger toda a face (máscara). 1 Protecção das Vias Respiratórias 7. PAlAVRA-CHAVE • Poeiras • Poluição • Vias Respiratórias GloSSÁRIo Aparelhos Filtrantes.

Protecção das Vias Respiratórias FT24 . Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • Estado de conservação e funcionamento. 2 Figura 7. fornecendo ar puro artificialmente. Independentemente do tipo. A escolha de um EPI para as vias respiratórias deve ser ponderada através do tipo de contaminante a que estarão expostos e ao tipo de trabalho que irão executar.5: Trabalhador utilizando máscara anti-poeiras Aparelhos Isolantes Têm como função isolar completamente o ar que o trabalhador respira. deve-se ter em atenção a alguns factores aquando da aquisição e utilização: • Robustez do equipamento. • Facilidade de manutenção.

produtos de vidro. As mãos estão em constante contacto com equipamentos.FT25 . correntes. irritantes ou tóxicos (cimentos. luvas em tecido. pinturas. mais vulnerável a acidentes do que qualquer outra parte do corpo. luvas em tecido de algodão recoberto (palma da mão e dedos) por um revestimento sintético Manipulação e peças secas. eléctricos. reforçadas com couro Manipulação de objectos não cortantes. biológicos ou térmicos. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 1 Protecção das Mãos 7.5. inteiramente revestidas com material sintético Manipulação de produtos corrosivos. perfis. PRoTECÇÃo dAS MÃoS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. químicos. O material de que são feitas as luvas varia de acordo com os riscos expostos: riscos mecânicos. polidas e ligeiramente cortantes (chapas metálicas. eventualmente reforçadas Manutenção e colocação em obra de betume e asfalto. condução de máquinas luvas em couro. • Utilizar a lista de verificação de EPI. muito resistentes ao corte Manutenção de chapas metálicas secas e de peças quentes. luvas com punhos em tecido de algodão. • Identificar os requisitos referentes à aquisição de um EPI para protecção das mãos. luvas tricotadas. solventes e ácidos). encontrando-se. A sua protecção é feita através de luvas. o formando deverá estar apto a: • Identificar e diferenciar os tipos de protecção das mãos. tijolos e madeiras). PAlAVRA-CHAVE • Luvas • Mãos GloSSÁRIo Luvas. manuseiam objectos e produtos. assim.

Protecção das Mãos FT25 .6: Trabalhador utilizando luvas A EN-420 estabelece as exigências gerais para todos os tipos de luvas de protecção. • Marcação CE. Figura 7. • Os factores a serem tidos em conta na escolha das luvas de protecção são: • Tipo de trabalho. • Ergonomia. • Validade Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • Eficácia. • Conforto. • Tamanho. As informações que devem conter na luva ou na embalagem são: • Identificação do fabricante. 2 luvas com punhos de 15 a 20cm em couro tratado contra efeitos de calor Trabalhos de soldadura. excepto para trabalhos eléctricos e cirúrgicos. • Nome comercial da luva. • Riscos a que o tipo de luva em questão protege.

Há três tipos de calçado distintos de acordo com a abrangência da sua protecção: protecção só dos pés (sapato). traumatismos. os pés tornam-se igualmente vulneráveis a acidentes por. Contraforte Reforça a zona do calcanhar. Sapato. PAlAVRA-CHAVE • Calçado • Pés GloSSÁRIo Biqueira de Protecção. Palmilha. é utilizado calçado que. Gáspea Protege a parte central do pé. 1 Protecção dos Pés 7. não estarem no campo de visão directo do trabalhador. Contraforte. Os trabalhadores da construção civil estão em constante contacto com equipamentos e materiais através do seu manuseamento como também quando circulam no local de trabalho. Os elementos que compõem um calçado de protecção são: Biqueira de protecção Geralmente de aço. Bota. Assim como as mãos.FT26 . • Utilizar a lista de verificação de EPI. está incorporada na frente do calçado protegendo a zona dos dedos. perfurações. assim como as luvas.6. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . A circulação pelo local de trabalho pode causar quedas ao mesmo nível. o formando deverá estar apto a: • Identificar e diferenciar os tipos de protecção dos pés. Para a protecção dos pés. PRoTECÇÃo doS PéS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. protecção dos pés ao nível do tornozelo (bota) e protecção acima do tornozelo (botim). • Identificar os requisitos referentes à aquisição de um EPI para protecção dos pés. Botim. têm características variadas de acordo com o tipo de trabalho a executar. Sola. Gáspea. nesse caso. acima da sola. queimaduras e mesmo electrocussão.

• País de fabrico. Figura 7. • Data de fabrico.Protecção dos Pés FT26 . 2 Palmilha Peça integrante da sola que protege de eventuais perfurações. Sola Conjunto de elementos que fazem parte da face inferior do calçado. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • Símbolos apropriados para as exigências específicas. • Número da EN correspondente.7: Trabalhador utilizando calçado de segurança As informações que devem conter no calçado e na embalagem são: • Tamanho do calçado. • Nome do fabricante.

resistência à flexão. 3 Protecção dos Pés O grau de protecção que o calçado oferece é resumido no seguinte quadro: CATEGoRIAS dE PRoTECÇÃo SB RISCoS ABRANGIdoS Riscos fundamentais* Parte superior fechada Anti-estático Absorção do impacto Corte impermeável Palmilha de aço Sola cravada Condutibilidade eléctrica Isolamento ao calor Isolamento ao frio Resistência da camada exterior da sola ao calor x o o o o o x o o o o x x x x o o o o o o o x x x x x o o o o o o x x x x x x x o o o o S1 S2 S3 * Os riscos fundamentais são definidos como se segue: a qualidade e comportamento dos materiais incorporados (peles.FT26 . permeabilidade ao vapor. o – requisitos facultativos. aderência entre o corte e a sola e propriedades anti-derrapantes da sola. resistências ao rasgão. forros. resistência à abrasão. x – exigências obrigatoriamente satisfeitas. solas etc…). CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

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químicos. Fato. Devem conter as seguintes informações: • Identificação do fabricante. aventais. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Indicação dos riscos a que se destina proteger. • Instruções de limpeza. coletes e fatos. • Identificar os requisitos referentes à aquisição de um EPI para protecção do corpo. Bata. • Número da EN correspondente. A protecção do corpo do trabalhador pode ser dividida em três tipos: vestuário. • Dimensões. 1 Protecção do Corpo 7. O Vestuário protege ou não o corpo inteiro de riscos mecânicos. térmicos e fazem parte deste conjunto batas. • Tipo de produto. Avental. o formando deverá estar apto a: • Identificar e diferenciar os tipos de protecção do corpo. PAlAVRA-CHAVE • Vestuário GloSSÁRIo Arnês.FT27 . PRoTECÇÃo do CoRPo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. • Utilizar a lista de verificação de EPI. Cinto de Trabalho. nome comercial ou código. arnês e cinto de trabalho.7.

8: Trabalhador utilizando um avental de protecção O Arnês é um equipamento de protecção contra quedas em altura. É constituído de correias principais (com 40mm de largura mínima) e secundárias (com 20mm de largura mínima). As informações que deve conter a embalagem do equipamento são: • Nome do fabricante. para a eficácia da protecção. respeitar sempre as regras de utilização bem como a sua utilização durante todo o processo de trabalho que estiver a executar.Protecção do Corpo FT27 . 2 Figura 7. • Instruções de armazenamento e manutenção. de material sintético. Os Cintos de Trabalho são utilizados para trabalhos em altura numa posição apoiada em que o trabalhador tenha que ter as mãos livres para realizar o seu trabalho. • Instruções de utilização. É de vital importância. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

G = Constitui um risco grave para pessoas e instalações. 1/1 Revisão: Data: ObSERVAÇÕES NA = Não Aplicável. quer para as pessoas ou instalações. DESCRIÇÃO Tem Marcação CE? NA C NC L G C MEDIDAS CORRECTIVAS Pág. 3 Protecção do Corpo FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo LISTA DE VERIfICAÇÃO EPI ITEM 1 Norma ______________ 2 3 4 5 6 7 Está disponível Manual de Instruções em Português? Atende às exigências ergonómicas e de saúde do trabalhador? É adequado ao utilizador? Não apresenta sinais de deterioração. l = Constitui um risco ligeiro. Condições de armazenamento Local seco e protegido UV. NC = Não conforme.FT27 . C = Conforme. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . C = Constitui um risco crítico para pessoas e instalações. Usado de acordo com as instruções do fabricante.

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Os ___________________ são protectores auditivos que podem conter um adaptador para ser utilizado em conjunto com o capacete.3 Protecção dos Olhos: óCuloS dE PRoTECÇÃo CARACTERíSTICAS Transparente Inflamável Bom campo de visão Deformável Sem resistência à abrasão Resistente a choques CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .2 Protecção dos Ouvidos. O país de origem. utilização.1 Protecção da Cabeça. nome do fabricante e a cor associada à categoria profissional devem constar das informações sobre o capacete. lesões na cabeça. Assinale com Verdadeiro (V) ou Falso (F) as seguintes afirmações. entre outros. O capacete pode ter cores diferentes de acordo com a categoria profissional dentro do estaleiro. O manual de instruções deve ser fornecido pelo fabricante do capacete e deve conter informações sobre o seu armazenamento. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. de acordo com a NP EN 397:1995. 1 Actividades/Avaliação 7. O capacete é um equipamento de protecção colectiva com capacidade de absorção ao choque. ponto 7. manutenção. A resistência de um capacete deve ser a maior possível. Complete os espaços em branco referentes à ficha temática 22. limpeza. Indique 3 características que devem ser inerentes aos óculos de protecção. ponto 7. ponto 7. Outro tipo de protecção de ouvido são os _________________. assim. 2. referente à ficha temática 23. referentes à ficha temática 21. sem existência de reforços especiais em qualquer ponto. 3.AV7 . Os riscos de exposição ao ______________________ são reduzidos ao utilizar protectores de ouvidos.8. evitando.

ponto 7. Já o _______________________ é um equipamento utilizado para trabalhos em altura numa posição apoiada onde o trabalhador tenha que ter as mãos livres para realizar o seu trabalho. Assinale os factores a ter em conta na escolha de luvas de protecção. ______________________________________________________ 5.Actividades/Avaliação AV7 . Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 1. Relativamente à ficha temática 24. ______________________________________________________ 2.7 Protecção do Corpo. indique os dois grandes tipos de protecção das vias respiratórias e a diferença entre elas.4 Protecção das Vias Respiratórias. TIPo dE CAlÇAdo dE SEGuRANÇA Bota Botim Sapato 7. 2 4. ponto 7. Relativamente à ficha temática 26. TIPo dE PRoTECÇÃo QuE ABRANGE Pés Pés ao nível do tornozelo Pés acima do tornozelo Complete os espaços em branco referentes à ficha temática 27. As correias principais devem ter uma largura mínima de_________ mm e as secundárias __________mm de largura mínima. ponto 7. de acordo com a ficha temática 25.5 Protecção das Mãos. ponto 7. correlacione os tipos de calçado que existem com o nível de protecção que abrangem. O arnês é um equipamento de protecção do corpo contra _________________. luVAS FACToRES A TER EM CoNTA NA SuA ESColHA Tamanho Riscos a que protege Cor Textura Ergonomia Fabricante 6.6 Protecção dos Pés.

3 Actividades/Avaliação 8.AV7 . 7. ___________________________ 9. ponto 7.5 Protecção das Mãos e 7. 1. ___________________________ 6.3 Protecção dos Olhos. Relativamente às fichas temática 23. ___________________________ 3. ___________________________ 4.7 Protecção do Corpo. complete os espaços em branco indicando o EPI que o trabalhador está a utilizar. 25 e 27. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . ___________________________ 2. ___________________________ 5. Enumere todos os EPI´s que estão a ser utilizados por este trabalhador e as suas funções preventivas.

4) .Se não conseguir resolver esta actividade. reveja o submódulo 7. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Actividades/Avaliação AV7 . Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. Equipamentos de Protecção Individual. 4 Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15.

8. Funções em Estaleiro e Obra CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

existentes em estaleiro de obra podem ser agrupados com base na especificidade e riscos das suas actividades. cada formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes tipos de funções de direcção de obra e apoio.pt • www. exercidas pelos trabalhadores e os riscos a que está exposto o elemento fundamental presente em estaleiro de obra. Cronograma de Mão-de-obra.gov. FICHAS TEMÁTICAS • Funções de Direcção de Obra e Apoio • Funções de Produção em Obra 4. 1 Funções em Estaleiro e Obra 1. GloSSÁRIo • Trabalhador • Protecção Individual • Plano de Segurança e Saúde • Director de Obra • Operador • Pedreiro 5. A aprendizagem dos conceitos presentes neste submódulo. SABER MAIS • www. o Homem. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. 3. • Elaborar ficha de prevenção de segurança para funções de produção em obra. Plano de Protecções Individuais e o Plano de Saúde dos Trabalhadores. devem estar disponíveis em estaleiro de obra. com a descrição geral das funções em análise. Para a abordagem ao tema foram organizados dois grandes grupos: Funções de Direcção de Obra e Apoio e as Funções de Produção em Obra. nomeadamente o Organograma Funcional do Empreendimento. Serão também analisados os documentos que no âmbito da Directiva Estaleiros e associados aos meios humanos. riscos associados e a apresentação de fichas tipo de procedimentos de segurança para funções de direcção e de produção em obra. • Identificar os principais riscos em funções de direcção de obra e apoio.anq. 2. • Elaborar ficha de prevenção de segurança para funções de direcção de obra e apoio. tem como objectivo dar a conhecer as principais actividades.catalogo.SM8 . • Identificar os principais riscos nas funções de produção em obra. • Identificar os diferentes tipos de funções de produção em obra.cenfic. RESuMo Pretende-se com este submódulo apresentar as principais funções presentes em estaleiro de obra.pt CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Os meios humanos.

2 • • • • • • www.ilo.pt www.mtss.org Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .iefp.pt http://dre.who.cicoopn.org www.Funções em Estaleiro e Obra SM8 .gov.pt www.pt www.

que permitam uma leitura clara das funções existentes em estaleiro de obra e respectivas quantidades de mão-de-obra. Plano de Segurança e Saúde. Equipamentos de Protecção Individual.FT28 . Director de Obra. A caracterização da empreitada compreende. o formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes tipos de funções de direcção de obra e apoio. devem ser elaborados documentos referentes aos meios humanos a afectar à obra e. entre outros. deverá também ser estabelecido de forma a garantir-se um fluxo de informação estruturado entre todos os responsáveis. os seguintes documentos relativos aos meios humanos em estaleiro de obra: • Organograma Funcional do Empreendimento – este documento deverá referenciar todas as chefias. as relações de funcionalidade e a organização explícita sobre os meios humanos a afectar na área da segurança em estaleiro. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 1 Funções de Direcção de Obra e Apoio 8.1. • Elaborar ficha de prevenção de segurança para funções de direcção de obra e apoio. Para a caracterização de uma empreitada de construção civil. FuNÇÕES dE dIRECÇÃo dE oBRA E APoIo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. O sistema de comunicação entre esses meios humanos. PAlAVRA-CHAVE • Organograma Funcional do Empreendimento • Cronograma de Mão-de-Obra • Funções • Director de Obra • Técnico de Obra • Técnico de Segurança GloSSÁRIo Trabalhador. • Identificar os principais riscos em funções de direcção de obra e apoio.

será integrado no Plano de Segurança e Saúde em fase de obra.2: Cronograma Mensal Homens-dia A direcção de uma empreitada e as funções de apoio directo. Obra Seg. Apontador Chefe o cina Fiel armazém Serv. admin. e nanceiro DIRECTOR TÉCNICO Empreiteiro A DIRECTOR DE CONSTRUÇÃO Empreiteiro B DIRECTOR DA OBRA Adjunto Serv. Consultores Técnicos DIRECTOR DE QUALIDADE E SEGURANÇA Empreiteiro n Coord. e Saude Consultores Técnicos Figura 8. Controlador Qual. Controlador Seg.1: Organograma Funcional • Cronograma de Mão-de-obra – este documento deverá expressar os valores de cargas de mão-de-obra (homens/dia) e. e Seg. e Saúde Autores dos Projectos DIRECTOR DO EMPREENDIMENTO Apoio adm. 300 250 200 150 100 50 homens/dia Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Figura 8. Projecto Seg.Funções de Direcção de Obra e Apoio FT28 . técnicos Preparador obra Controlador Medidor Topografo Produção Encarregado geral Encarregados Arvorados Qual. são asseguradas por uma Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 2 DONO DA OBRA Coord.

Regras de actuação • Dê sempre o exemplo utilizando os equipamentos de protecção individual necessários. • Queda em altura. os materiais. • Comunique de imediato ao dono de obra e ao coordenador de segurança e saúde em obra. os equipamentos. a mão-de-obra e os métodos de execução necessários e adequados à realização da obra.3: Plano de Distribuição de Equipamentos de Protecção Individual • director de obra: Técnico de engenharia ou arquitectura designado pela entidade executante para assegurar a direcção efectiva do estaleiro. Concebe e realiza planos técnicos de obra. 3 Funções de Direcção de Obra e Apoio equipa de técnicos que normalmente é constituída por director de obra. cumprindo escrupulosamente as prescrições de segurança e corrigindo as não conformidades detectadas. apontador. Técnico de Obra 3. • Queda de materiais. • Informe os trabalhadores. arvorado. topógrafo e técnico de segurança. Chefias 2. Apontador/Arvorado 4.FT28 . de todas as medidas de segurança e saúde a tomar em estaleiro de obra. tendo em vista definir as suas características técnicas. Topógrafo/Técnico de Segurança obrigatório Sim Sim Figura 8. 01 utilização Capacete obrigatório obrigatório obrigatório Sim Sim Sim Botas Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Coletes Sim Sim Sim 02 03 Função * Categoria Profissional 1. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . técnico de obra/ encarregado. • Coopere com o coordenador de segurança em obra e com o técnico de segurança. os acidentes de que resulte a morte ou lesão grave de trabalhadores. acatando as sugestões destes. Riscos da actividade • Queda ao mesmo nível.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • Informe os trabalhadores. de todas as medidas de segurança e saúde a tomar em estaleiro de obra. bem como a insuficiência de meios de protecção colectiva ou individual. • Queda de materiais. • Informe o director de obra de qualquer anomalia ou condição insegura.4: Directora de Obra • Técnico de obra/Encarregado: Técnico que participa no planeamento e organização de trabalhos de Construção Civil e Obras Públicas. Regras de actuação • Assegure-se que todos os trabalhadores conhecem o trabalho que vão executar e dispõem de formação e informação adequada. • Queda em altura. 4 Figura 8. orienta e controla a execução destes trabalhos em obra. • Exija o uso dos equipamentos de protecção individual e o cumprimento dos procedimentos de segurança em estaleiro de obra. acatando as instruções deste e apresentando sugestões que permitam melhorar de forma contínua a eficácia da prevenção. • Colabore com o técnico de segurança.Funções de Direcção de Obra e Apoio FT28 . Riscos da actividade • Queda ao mesmo nível. bem como das condições físicas e psíquicas necessárias para o desempenho da sua função.

FT28 . de forma pedagógica mas firme.5: Técnico de Obra/Encarregado • Técnico de Segurança: Técnico que desenvolve actividades de prevenção e de protecção contra riscos profissionais. 5 Funções de Direcção de Obra e Apoio Figura 8. • Acompanhe a gestão do aprovisionamento e conservação dos equipamentos de protecção individual e colectiva. a eficácia das medidas implementadas através da reavaliação dos riscos e da análise comparativa com a situação anterior. • Organize e mantenha actualizado o registo de toda a informação relevante em matéria de segurança. • Forme e informe os trabalhadores e demais intervenientes nos locais de trabalho. • Defina procedimentos em matéria de segurança e promova a integração de prescrições de segurança em instruções de trabalho. • Conceba. programe e desenvolva medidas de prevenção e de protecção em colaboração com o coordenador de segurança em obra. • Avalie. Regras de actuação • Dê o exemplo e corrija de imediato todas as infracções ou actos inseguros que detectar. • Efectue vistorias diárias aos locais e postos de trabalho e respectivos acessos por forma a assegurar o cumprimento das medidas de prevenção e de protecção preconizadas no Plano de Segurança e Saúde. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Promova a comunicação entre todas as entidades intervenientes em estaleiro de obra. com o director de obra e com o técnico de obra/encarregado. em matéria de segurança e avalie a eficácia destas acções ao nível dos comportamentos. periodicamente.

• Queda em altura. • Queda de materiais. 6 Riscos da actividade • Queda ao mesmo nível.Funções de Direcção de Obra e Apoio FT28 .6: Técnico de Segurança Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Figura 8.

Ordene a instalação e manutenção das protecções colectivas nas escavações. em estado de limpeza e com as vias de circulação desimpedidas. aberturas e outras situações de trabalho. a formação e instruções de segurança que venham a ser ministradas como complemento ao seu trabalho. Antes do inicio dos trabalhos • • • • • • • • • • • • • • • • Conheça as partes do projecto que tem de executar e tire quaisquer dúvidas quanto à execução dos trabalhos. Zele pela reparação de equipamentos. Informe-se sobre o que estabelece o Plano de Segurança e Saúde. Na realização dos trabalhos devem ser utilizados os meios técnicos de construção de forma adequada e segura. Conheça as Instruções de Segurança desenvolvidos para a tarefa. Avalie os riscos dos trabalhos sob a sua responsabilidade. Questione os subempreiteiros que têm equipamentos em obra. A falta de informação e formação dos trabalhadores quanto à segurança necessária para a realização dos trabalhos deve ser detectada por si e levada ao conhecimento do Departamento de Segurança ou à Direcção de Obra. diariamente. coordene a sua actividade de forma a compatibilizar a utilização de meios e garantir a execução do programa de trabalhos com a máxima segurança. 7 Funções de Direcção de Obra e Apoio FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo ficha de Procedimentos de Segurança Técnico de Obra/Encarregado Objectivo Esta ficha técnica tem como principal objectivo informar o trabalhador das funções decorrente da sua actividade profissional. Informe o Director de Obra de qualquer anomalia ou condição insegura. aplique as medidas previstas no Plano de Segurança e. Organize. sobre a entrega da documentação dos equipamentos. nos andaimes. para validarem a documentação. Assegure-se que se mantém o estaleiro arrumado. Exija que os trabalhadores sob a sua responsabilidade utilizam obrigatoriamente os equipamentos de protecção individual. Não deixe que iniciem os trabalhos. Versão 00 Data de Entrada em Vigor Página 1 de 2 CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . proponha as medidas adequadas ao Departamento de Segurança ou à Direcção de Obra. plataformas. não substituindo de forma alguma. as actividades das equipas de acordo com o programa de trabalhos estabelecido. procurando prevenir os riscos do trabalho a executar. Informese sobre as respectivas medidas de segurança previstas no Plano de Segurança e Saúde. trabalhadores que não dão entrada no escritório. não estando ao seu alcance melhorar a prevenção. só assim poderá permanecer em obra. bem como da insuficiência de meios de protecção colectiva ou individual.FT28 . escadas. Havendo subempreiteiros e trabalhadores independentes. ferramentas e outros meios de trabalho. ferramentas e ligações eléctricas. Verifique o bom estado de funcionamento dos equipamentos. incluindo as protecções colectivas. Aplique e mantenha a sinalização de segurança nos locais de trabalho dependentes de si. Regras de actuação Faça-se acompanhar do cartão de identificação.

Funções de Direcção de Obra e Apoio FT28 . COMPETêNCIA E EXIGêNCIA PROfISSIONAL A PREVENÇÃO É A MELHOR DEfESA CONTRA OS ACIDENTES DE TRAbALHO Versão 00 Data de Entrada em Vigor Página 2 de 2 Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 8 ficha de Procedimentos de Segurança Técnico de Obra/Encarregado Utilize sempre os equipamentos de protecção de acordo com as instruções do fabricante EPI Obrigatórios • • • • Capacete de Protecção Botas de Palmilha e biqueira de aço Fato de trabalho Colete Reflector • • • • • • EPI Específicos Luvas de Protecção mecânica Protectores auriculares Protecção da face e dos olhos Arnês anti-queda Fato e calçado contra intempéries Protecção das vias respiratórias A SEGURANÇA DOS SEUS TRAbALHADORES DEPENDE DA SUA ORGANIzAÇÃO.

o formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes tipos de funções de produção em obra.1. Preferencialmente os EPI deverão ser utilizados para colmatar os riscos remanescentes detectados através da avaliação de riscos efectuada após a implementação das protecções colectivas. Operador. devem ser apresentados também os seguintes documentos relativos aos meios humanos em estaleiro de obra: • Plano de Protecções Individuais – por equipamento de protecção individual EPI. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .FT29 . Para a caracterização de uma empreitada de construção civil. Pedreiro. FuNÇÕES dE PRoduÇÃo EM oBRA oBjECTIVoS No final desta ficha temática. O Plano de Protecções Individuais deverá referenciar todas as funções existentes em estaleiro e quais os equipamentos de protecção individual de utilização obrigatória.2. 1 Funções de Produção em Obra 8. • Elaborar ficha de prevenção de segurança para funções de produção em obra. Protecção Individual. PAlAVRA-CHAVE • Plano de Protecções Individuais • Plano de Saúde dos Trabalhadores • Funções • Pedreiro • Carpinteiro de Cofragens • Pintor de Construção Civil • Condutor Manobrador GloSSÁRIo Trabalhador. além dos documentos referidos no ponto 8. • Identificar os principais riscos nas funções de produção em obra. entende-se qualquer equipamento ou acessório destinado ao uso pessoal do trabalhador para protecção contra riscos susceptíveis de ameaçar a sua segurança ou saúde no desempenho das tarefas a realizar.

O Plano de Saúde dos Trabalhadores. Armador Ferro 12. Pintor de Construção Civil e Condutor Manobrador de Equipamentos de Movimentação de Terras. Pedreiro 2. Estucador 10. Motorista 9.Funções de Produção em Obra FT29 . pretende dar resposta a essa exigência. Em produção de obra as funções presentes ao longo da empreitada são normalmente as referidas no quadro relativo ao Plano de Protecções Individuais.7: Plano de Distribuição de Equipamentos de Protecção Individual • Plano de Saúde dos Trabalhadores – nos termos da Lei-quadro de Segurança. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Higiene e Saúde no Trabalho constitui obrigação da entidade empregadora assegurar a vigilância adequada da saúde dos trabalhadores em função dos riscos a que estão expostos. Servente Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Biqueira e palmilha de aço Sim Sim Sim Sim+cinto Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Protecção mecânica Protecção mecânica Protecção química Protecção mecânica Protecção eléctrica Protecção mecânica Protecção mecânica Protecção química Protecção mecânica Protecção mecânica Protecção mecânica Protecção mecânica Protecção mecânica Protecção mecânica Sim Máscara Sim Sim Sim - Figura 8. São seguidamente apresentadas as funções de: Pedreiro. Carpinteiro Cofragens 3. Ladrilhador 11. 2 01 Função * Categoria Profissional Capacete 02 03 04 05 Botas Coletes luvas óculos 1. Montador Andaime 6. Pintor 4.8: Plano de Saúde dos Trabalhadores Os meios humanos presentes no estaleiro de obra em actividades de produção são diversificados e estão normalmente associados a equipas de trabalho. TRABAlHAdoR NoME CATEGoRIA PRoFISSIoNAl NASCIMENTo dATA TIPo ExAME MédICo RESulTAdo PRóxIMo Figura 8. Canalizador 13. Condutor Manobrador 5. Electricista 7. Calceteiro 14. Carpinteiro de Cofragens. Soldador 8. verificando a aptidão física e psíquica do trabalhador para o exercício da sua profissão.

montagem de estruturas. acatando as suas orientações. • Queda em altura. Regras de actuação • Mantenha o local de trabalho limpo de restos de massas ou outros materiais. conserve os guarda-corpos ou as redes de segurança.FT29 . 3 Funções de Produção em Obra • Pedreiro(a): Técnico que executa alvenarias e acabamentos. • Contacto com produtos tóxicos.9: Pedreiro(a) CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Riscos da actividade • Queda ao mesmo nível. • Exposição ao ruído. • Use os equipamentos de protecção individual e cumpra a sinalização de segurança. • Queda de materiais. • Nos trabalhos nos bordos das lajes ou junto de aberturas. • Utilize meios mecânicos para movimentar materiais. coberturas e procede a diversos assentamentos tendo em conta as normas de construção estabelecidas e as medidas de segurança e higiene no trabalho. Figura 8. acondicione e amarre adequadamente as cargas a movimentar. • Comunique de imediato ao encarregado qualquer anomalia ou condição insegura e colabore com o técnico de segurança. • Não utilize escadas de mão como posto de trabalho.

• Não retire elementos de cofragem sem autorização da sua chefia. acatando as suas orientações. • Queda de materiais. falhas ou rachas para tábuas de pé. destinados à sustentação de terras. Regras de actuação • Não reutilize tábuas com pregos. • Quando lingar painéis metálicos. Riscos da actividade • Queda ao mesmo nível. cofragens e entivações em madeira ou noutros materiais. Figura 8. nós. trabalhos de betonagem e outras obras de construção. • Não permaneça debaixo de cargas suspensas. • Queda em altura.Funções de Produção em Obra FT29 . • Comunique de imediato ao encarregado qualquer anomalia ou condição insegura e colabore com o técnico de segurança. • Projecção de materiais. • Use os equipamentos de protecção individual e cumpra a sinalização de segurança. verifique previamente o estado de conservação dos olhais de suspensão.10: Carpinteiro de Cofragens Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 4 • Carpinteiro(a) de Cofragens: Técnico que executa e monta em obra estruturas. • Associados aos equipamentos de trabalho.

Regras de actuação • Verifique se. preparando e revestindo superfícies com tintas e vernizes. Figura 8. bem como em madeiras e superfícies metálicas. nos trabalhos em altura. • Queda em altura. em alternativa a linha de vida. • Comunique de imediato ao encarregado qualquer anomalia ou condição insegura e colabore com o técnico de segurança. • Verifique se conhece as fichas de dados de segurança dos produtos que utiliza. 5 Funções de Produção em Obra • Pintor(a) de Construção Civil: Técnico que executa acabamentos. • Use os equipamentos de protecção individual e cumpra a sinalização de segurança. estão instaladas e se tem o arnês e respectivos acessórios em bom estado. acatando as suas orientações. higiene e saúde no trabalho. • Verifique se o piso de circulação na zona de trabalho se encontra limpo e em bom estado.11: Pintor de Construção Civil CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Contacto com produtos tóxicos. as protecções colectivas ou.FT29 . Riscos da actividade • Queda ao mesmo nível. tendo em conta as medidas de segurança. no interior e exterior em edificações.

especialmente o espaço necessário para a manobra. 6 • Condutor(a)-Manobrador(a) de Equipamentos de Movimentação de Terras: Técnico(a)/Operador(a) que conduz e manobra equipamentos industriais destinados à movimentação de terras e outros materiais.Funções de Produção em Obra FT29 . descarga. • Proceda às manutenções do equipamento referidas no manual de operação e manutenção. demolição. nomeadamente operações de carregamento. escavação e perfuração. • Esmagamento. Riscos da actividade • Queda ao mesmo nível. • Comunique de imediato ao encarregado qualquer anomalia ou condição insegura e colabore com o técnico de segurança. Figura 8. dentro da cabina ou no exterior da máquina. transporte. compactação. • Capotamento. • Associados aos equipamentos que utiliza. desmonte. acatando as suas orientações. nivelamento. • Em equipamentos não transporte pessoas.12: Condutor Manobrador Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Regras de actuação • Certifique-se que conhece bem o equipamento com que está a operar e limitações do equipamento. • Queda em altura. • Observe as indicações de estabilidade da máquina em declive e verifique sempre a estabilidade do solo da plataforma onde trabalha e circula. • Circule com prudência e sem exceder a velocidade máxima permitida em estaleiro. Abrande em zonas de má visibilidade. espalhamento. • Use os equipamentos de protecção individual e cumpra a sinalização de segurança.

4. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Use as posições adequadas do corpo para movimentar carga. Não suba as escadas com objectos nas mãos. Não se faça transportar em equipamentos sem condições adequadas. Tome os cuidados necessários com a energia eléctrica. 8. 14. Não desça às escavações e poços. Não permaneça debaixo das cargas em movimento ou suspensas. 5. nem entre em condutas ou galerias sem verificar as condições de segurança. Não sobrecarregue os andaimes com materiais. 13. 20. plataformas ou andaimes sem ordem de trabalho do Técnico de Obra/Encarregado. Acondicione a carga a movimentar de forma estável e amarrada de forma adequada. Não conduza veículos ou máquinas sem estar habilitado. 22. 7 Funções de Produção em Obra FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo ficha de Procedimentos de Segurança Edição 1 PEDREIRO(A) Medidas de Prevenção: 1. 12. 11. Não retire elementos da cofragem.FT29 . 10. Conheça o trabalho que lhe foi distribuído. 9. 17. 2. 16. No trabalho. Não queime resíduos no estaleiro. Privilegie os meios mecânicos para o transporte de cargas pesadas. 3. junto de aberturas ou nos bordos das lajes. No trabalho sobre armações de ferro. Se pressentir desmoronamentos abandone o local e avise o Técnico de Obra/Encarregado. 6. garantindo a boa circulação. Não permaneça na zona de manobras das máquinas e veículos pesados. procure circular sobre tábuas de pé ou estrados. Utilize os locais próprios para circular. nem faça fogo junto de produtos inflamáveis. plataforma ou outra protecção colectiva. Não utilize andaimes ou plataformas sem “tábuas de pé”. 19. Não salte obstáculos. Assegure-se do bom estado dos equipamentos e ferramentas portáteis. “guarda-corpos” ou “guarda-cabeças” suficientes. Comunique ao Técnico de Obra/Encarregado qualquer anomalia ou falta de condições de segurança. Mantenha as escadas de mão fixadas e equilibradas. No trabalho em altura em que não possa ser usado andaime. use o arnês de segurança. 18. Retire da via de circulação qualquer objecto que crie perigo para os que nela circulam. 15. 21. Não utilize as escadas de mão como posto de trabalho. aplique e conserve os “guardacorpos”. 1 de 3 7. Pág.

Funções de Produção em Obra FT29 . 2 de 3 Protege da queda de objectos e pancadas Botas com palmilha e biqueira de aço Protege de perfurações. 8 ficha de Procedimentos de Segurança Edição 1 PEDREIRO(A) os pedreiros estão sujeitos aos seguintes riscos: • Queda em altura • Queda de materiais • Exposição ao ruído • Contacto com produtos tóxicos • Cortes • Electrocussão • Entalamentos • Atropelamentos • Dermatoses Proteja-se com os equipamentos adequados: uSo oBRIGATóRIo Capacete de protecção Pág. choques e cortes Colete reflector Sinaliza a posição do trabalhador Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

3 de 3 Protege de perfurações e cortes uSo ESPECíFICo Arnês de segurança e linha de vida Protege de quedas em altura Máscara descartável com filtro Protege da inalação de poeiras Óculos de protecção Protege de projecção de materiais Protectores auriculares Protege do ruído CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 9 Funções de Produção em Obra ficha de Procedimentos de Segurança Edição 1 PEDREIRO(A) Luvas de protecção mecânica Pág.FT29 .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Relativamente à ficha temática 28. 1 Actividades/Avaliação 8. ponto 8. ponto 8. ponto 8. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. O Organograma Funcional do Empreendimento deverá referenciar todas as __________ ______. O Plano de Protecções Individuais deverá referenciar todas as __________________ existentes em estaleiro e quais os _____________________ de utilização obrigatória. as relações de funcionalidade e a organização explícita sobre os ____________ _______________ a afectar na área da segurança em estaleiro de obra. Complete os espaços em branco referentes à ficha temática 29. Complete os espaços em branco referentes à ficha temática 28. Constitui obrigação da entidade empregadora assegurar a vigilância adequada da _______________ dos trabalhadores em função dos riscos a que estão expostos.2 Funções em Produção de Obra.1 Funções em Direcção de Obra e Apoio.3. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . será integrado no __________________________________ em fase de obra. TéCNICo dE oBRA/ENCARREGAdo RISCoS Irritação dos olhos Queda em altura Electrocussão Queda de materiais Exposição a poeiras Queda ao mesmo nível 3. O Plano de Saúde dos Trabalhadores permite verificar a _____________________ e psíquica do trabalhador para o exercício da sua profissão.AV8 . os três riscos mais significativos que sejam referentes às funções de Técnico de Obra/Encarregado. 2. O Cronograma de Mão-de-obra deverá expressar os valores de _______________e. identifique na coluna assinalada com riscos.1 Funções em Direcção de Obra e Apoio.

4) . os três riscos mais significativos que sejam referentes às funções de Carpinteiro de Cofragens. identifique na coluna assinalada com riscos. Funções em Estaleiro e Obra.Se não conseguir resolver esta actividade. Relativamente à ficha temática 29.2 Funções em Produção de Obra. 2 4. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . reveja o submódulo 8. CARPINTEIRo dE CoFRAGENS RISCoS Irritação dos olhos Queda em altura Operação com Equipamentos Queda de materiais Exposição a poeiras Projecção de Materiais Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15.Actividades/Avaliação AV8 . Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. ponto 8.

Movimentação de Terras e Escavações CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .9.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Os riscos associados aos trabalhos de movimentação de terras. utilizados em trabalhos de movimentação de terras. com uma análise particular destes trabalhos a céu aberto. estão essencialmente relacionados com o comportamento dos solos. medidas preventivas com procedimentos de segurança associados às actividades em análise.SM9 . • Elaborar ficha de análise de riscos referente a equipamentos de movimentação de terras e escavações. A execução de grande parte dos trabalhos de construção civil. • Elaborar ficha de intervenção referente a materiais utilizados em movimentação de terras e escavações. transporte e aterro das terras de escavação. A aprendizagem dos conceitos presentes neste submódulo. 3. FICHAS TEMÁTICAS • Equipamentos de Movimentação de Terras e Escavações • Materiais de Movimentação de Terras e Escavações 4. GloSSÁRIo • Movimentação de Terras • Escavação • Implantação CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. • Identificar os principais equipamentos e materiais presentes em trabalhos de movimentação de terras e escavações. utilização de equipamentos de movimentação de terras e combustíveis/lubrificantes necessários ao seu normal funcionamento. cada formando deverá estar apto a: • Identificar as operações correspondentes aos trabalhos de movimentação de terras e escavações. riscos mais frequentes. RESuMo Pretende-se com este submódulo caracterizar a actividade de movimentação de terras e escavações em estaleiro de obra. 1 Movimentação de Terras e Escavações 1. possibilitará uma análise em obra mais rigorosa dos riscos e procedimentos de segurança a implementar durante os trabalhos de movimentação de terras e escavações em estaleiro de obra. Assim. com os necessários trabalhos de escavação. serão disponibilizadas as fichas correspondentes aos procedimentos de inspecção e prevenção de um equipamento e ficha de intervenção de um material tipo. 2. tem como actividade primária a modelação do terreno da sua cota natural para as cotas de projecto ou construção. São apresentadas as fases e conceitos fundamentais correspondentes aos trabalhos de movimentação de terras e escavação a céu aberto. materiais de escavação.

cimertex.pt • www.drilbor.pt • www.Movimentação de Terras e Escavações SM9 .stet.pt Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .pt • http://dre. 2 • • • • • Escavadora Buldózer Dumper Manutenção Preventiva Vazadouro 5. SABER MAIS • www.lidermaq.pt • www.pt • www.bobcat.

1 Equipamentos de Movimentação de Terras e Escavações 9. destinada a remover (e eventualmente aproveitar) a terra vegetal existente. se for caso disso e uma primeira decapagem superficial. são a escavação. EQuIPAMENToS dE MoVIMENTAÇÂo dE TERRAS E ESCAVAÇÕES oBjECTIVoS No final desta ficha temática. a grandes distâncias e com grandes velocidades. é uma actividade que exige conhecimentos adequados.1. hoje em dia. o formando deverá estar apto a: • Identificar as operações correspondentes aos trabalhos de movimentação de terras e escavações. adaptados à dimensão da obra. Escavação. em grandes quantidades. tarefa fácil. A movimentação de terras. parece. bem como as vibrações produzidas. possam ter em edificações ou formações geológicas vizinhas. • Elaborar ficha de análise de riscos referente a equipamentos de movimentação de terras e escavações. PAlAVRA-CHAVE • Movimentação de terras • Escavação • Transporte • Aterro • Equipamento GloSSÁRIo Movimentação de Terras. Dumper.FT30 . Buldózer. Escavadora. Antes de se iniciar um trabalho de movimentação de terras. As principais operações em trabalhos de movimentação de terras. Devem-se tomar as devidas precauções relativas à influência que as cargas em circulação ocasionadas pela execução dos trabalhos. Seguidamente faz-se a desmatação. procede-se à sua implantação. Mas se parece fácil. o transporte dos materiais de escavação e o aterro destes materiais. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . graças à variedade de máquinas existentes no mercado. para que seja segura e rentável. Implantação. • Identificar os diferentes tipos de equipamentos presentes em trabalhos de movimentação de terras. por meios topográficos ou outros.

se o estado das estradas assim o per- Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Deverá ser tida em linha de conta a eventual existência do nível freático às cotas de trabalho e que obrigará a conduzir as águas para local fora da zona de trabalhos. naturalmente. a carga dos produtos desagregados e a colocação dos materiais escavados (rochas ou terras) em vazadouro ou em aterro.Equipamentos de Movimentação de Terras e Escavações FT30 . Para o transporte de terras existem meios para circulação em estrada e meios de transporte para circulação em estaleiro de obra. quer por meios técnicos). estando já disponíveis no mercado sistemas de entivação e escoramento metálicos providos de pistões hidráulicos que permitem uma colocação rápida. eventualmente com recurso a bombagem. para executar escoramentos correntes. segura e sem intervenção de mão-de-obra em situação de risco. deverão ser previstos os meios de entivação ou escoramento necessários e adequados. Tradicionalmente usam-se elementos de madeira.1: Movimentação de Terras com Escavadora de Rastos Conforme a natureza da obra. não esquecendo que a presença de água nos terrenos é um factor de instabilidade destes.20m). A escavação constitui a primeira operação da movimentação de terras. do terreno e a profundidade da escavação (a partir de 1. ou de rochas já desagregadas (quer pela Natureza. Os primeiros efectuam um transporte mais rápido. 2 Figura 9. Compreende. sempre que os trabalhos de escavação derem origem a planos de corte verticais ou quase (caso das valas).

são utilizados equipamentos de pneus e de rastos. Os equipamentos mais utilizados nestes trabalhos são: • Buldózer. por questões de estabilidade. de forma a optimizarem as exigências funcionais da obra.FT30 . não o devendo fazer em simultâneo. para plataforma de uma via de comunicação. O combustível que estes equipamentos empregam é invariavelmente o gasóleo. O terceiro e último conjunto de operações num trabalho de movimentação de terras é a descarga e depósito dos produtos de escavação. Equipamentos de Movimentação de Terras Nas operações de movimentação de terras. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • dumper. Se a obra consiste na construção de um aterro (para fundação de um edifício. deslocar-se e rodar. com funções semelhantes. mas que pode ser ligeiramente regulada em altura para melhor ataque ao terreno. quer pela sua versatilidade de transportarem qualquer tipo de material. estamo-nos a referir aos camiões. os produtos de escavação são conduzidos a vazadouro. • Escavadora. mas com uma capacidade de carga muito grande. quase plana. em caixa basculante de grande capacidade. Podem escavar. que não sejam as de um normal espalhamento e regularização superficial. meio de transporte mais utilizado. e a sua capacidade de carga e velocidade de circulação estão limitados pela legislação vigente. pelo que ultrapassam largamente as dimensões e cargas rodoviárias regulamentares. para uma barragem de terra). destinadas a circularem fora de estrada. 3 Equipamentos de Movimentação de Terras e Escavações mitir. são. são sempre equipados com pneus. os cuidados serão diferentes. equipamento que faz a escavação exclusivamente por arraste. quer pela possibilidade que têm de circular em estrada e sobre terra batida. • Camião. mas destinadas a casos específicos. equipamento utilizado para o transporte de materiais a granel. estamo-nos a referir aos dumper de transporte. geralmente mais lentos que os primeiros. Se a obra é uma demolição ou uma escavação. e que consiste num tractor de rastos equipada com uma pá frontal. carregar. onde são depositados sem maiores preocupações. conforme o estado do terreno em que irão circular. Os segundos podem ser equipados com pneus de alta ou de baixa pressão. a qual não consegue efectuar qualquer movimento para elevação dos materiais. por se pretender das terras a melhor compactação que elas possibilitem. são equipamentos montadas sobre tractores de rastos ou pneus.

• Choque com objectos. • Atropelamento.2: Movimentação de Terras com Buldózer Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os trabalhos de movimentação de terras e escavações são os seguintes: • Capotamento. • Projecções. 4 Figura 9. • Incêndio. • Queimaduras. • Exposição ao ruído e vibrações. • Deslizamento de terras sobre o equipamento. • Queimaduras. • Atropelamento. • Contacto com redes técnicas enterradas e aéreas. • Choque com objectos. • Queda no acesso à máquina. Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os trabalhos de movimentação de terras e escavações são os seguintes: • Capotamento. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Equipamentos de Movimentação de Terras e Escavações FT30 . • Deslizamento de terras sobre o equipamento. • Incêndio. • Contacto com redes técnicas enterradas e aéreas.

Queda no acesso à máquina. 5 Equipamentos de Movimentação de Terras e Escavações • • • Projecções. Exposição ao ruído e vibrações. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .FT30 .

A máquina possuirá o respectivo Certificado CE ou Certificado de Bom Funcionamento No caso do posto de trabalho do manobrador ser ruidoso Lep. O condutor deverá estar habilitado com Certificado de Aptidão Profissional. Manter estes locais livres de substâncias que potenciem o risco de quedas. electricidade ou água (em carga). O trabalho deverá ser organizado de modo que no perímetro da giratória (contrapesos e balde) não permaneça nem passe ninguém quando o equipamento está em funcionamento. perpendicularmente ao talude ou se encontrar a uma distância prudente do coroamento do mesmo (pelo menos 1/3 da altura do talude). O manobrador deverá ter formação adequada. se esta tiver os rastos orientados. A direcção de obra estudará cada caso concreto. Sair e aceder ao equipamento pelos acessos apropriados. 6 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo FICHA dE ANÁlISE dE RISCoS ESCAVADORA DE RASTOS • • • • • • • • • • • Capotamento Atropelamento Choque com objectos Contactos com redes técnicas Queda de materiais Queimaduras Incêndios Deslizamento de terras sobre a máquina Projecções Vibrações Quedas no acesso à máquina Edição 1 Página 1 de 1 ESCAVAdoRA dE RASToS MEdIdAS dE PREVENÇÃo • • • • • • • • A máquina deverá estar equipada com protecção ROPS e FOPS.Equipamentos de Movimentação de Terras e Escavações FT30 . É obrigatório o preenchimento pelo condutor manobrador da parte diária do equipamento. O manobrador deverá ser informado do local previsível onde existam redes enterradas e instruído sobre os procedimentos a tomar na aproximação a tais infra-estruturas. Verificado por: Data: Aprovado por: Data: • • • • Preparado por: Data: Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . tendo em conta a natureza das infra-estruturas existentes e a envolvente do local. no sentido de saber inequivocamente quais as atitudes a tomar no caso de acidentalmente tocar linhas de gás.d > 85 dB (A) deverão ser privilegiadas as medidas organizacionais de protecção colectiva face ás medidas de protecção individual. Deverá existir uma ficha de manutenção da vistoria efectuada ao equipamento. Excluem-se as situações em que exista entivação. parede ancorada ou qualquer outro elemento similar com resistência suficiente para suportar os impulsos introduzidos no terreno. Só é permitido o “ataque” de escavação com a máquina colocada no escoramento do talude.

eventualmente. 1 Materiais 9. Manutenção. podemos referir o desprendimento de terras por alteração do equilíbrio natural do terreno. nomeadamente profissionais da construção civil que. possam dar as primeiras pistas para uma melhor compreensão dos terrenos em questão. Escavação. Os materiais ou produtos associados aos trabalhos de movimentação de terras e escavações podem ser agrupados em três grandes grupos: Materiais de escavação: A primeira e mais expedita forma de recolher dados sobre um determinado terreno é consultar as cartas geológicas da região. o aluimento de terras devido a infiltrações e a exposição a terras contaminadas com origem em antigos aterros com matéria orgânica em decomposição. • Elaborar ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados em operações de movimentação de terras e escavações. por obras vizinhas ou próximas. o formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes tipos de materiais presentes em trabalhos de movimentação de terras. MATERIAIS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Gasóleo. Como exemplos de riscos. tenham sido levados a cabo. bem como indagar sobre os estudos geotécnicos que. para o mesmo efeito. PAlAVRA-CHAVE • Materiais de escavação • Infra-estruturas enterradas • Talude natural • Combustíveis • Lubrificantes GloSSÁRIo Movimentação de Terras. Também é usual proceder-se à interrogação de habitantes da zona.FT31 .2. pela sua experiência pessoal. Lubrificantes. Vazadouro. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

explosão devido a rotura em redes de gás e a exposição a gases tóxicos em redes de esgotos. 2 ÂNGulo do TAludE NATuRAl Tipo de Terreno Rocha Dura Rocha Branda Aterro Compacto Terra Vegetal Argila e Marga Areia Fina Terreno Seco 80º .Materiais FT31 .3: Depósito de terras em vazadouro Infra-estruturas enterradas: Deve ser solicitado junto das entidades competentes o levantamento das redes enterradas. nomeadamente cabos eléctricos. obriga ao cumprimento de requisitos legais relativos a estes produtos. O armazenamento destes produtos deve ser em local que em caso de necessidade seja de fácil acesso aos bombeiros e ao seu equipamento.90º 55º 45º 45º 40º 30º Figura: Ângulo de talude natural para terrenos Muito Húmido 80º 55º 40º 30º 20º 20º Figura 9. que nos garante uma menor exposição dos trabalhadores a riscos de soterramento devido a rotura de redes de águas. redes de águas. A recolha destes dados é uma medida preventiva. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . electrocussão devido ao contacto com cabos eléctricos. redes de esgotos e redes de gás. Combustíveis e lubrificantes: O armazenamento e manipulação de combustíveis (gasóleo) e lubrificantes para equipamentos.

4: Depósito de gasóleo à superfície Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os materiais e produtos com origem nos trabalhos de movimentação de terras e escavações são os seguintes: • Aluimento de terras. • Electrocussão. processo construtivo e equipamento utilizado. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Como exemplo de riscos associados aos combustíveis e lubrificantes. Figura 9. • Levantamento das infra-estruturas enterradas. podemos referir a contaminação dos solos. incêndio e explosão. • Execução de talude natural no coroamento dos depósitos de terras em vazadouro. devem ser ajustadas aos condicionalismos do local. As medidas de prevenção propostas. deve ser em local vedado e com acesso condicionado (fechadura). obedecendo aos seguintes requisitos: • Levantamento das características geológicas dos terrenos de escavação. • Contaminação de solos. 3 Materiais O armazenamento de gasóleo em tambores. • Exposição a gases tóxicos.FT31 . • Explosão. • Soterramento. Como medida de prevenção para derrames deverão existir bacias de retenção com o mínimo de 50% de capacidade dos tambores e o solo deve ser impermeabilizado.

Materiais FT31 . suspender os trabalhos. Impermeabilização do local de implantação do reservatório de combustível. devido à possibilidade de exposição a gases explosivos. todos os trabalhadores devem abandonar o local de trabalho. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . À mínima suspeita da existência de gases tóxicos. Garantia de procedimentos de manutenção preventiva aos equipamentos. 4 • • • • • • • • Estabelecer planos de emergência para incidente/acidente referente a corte de condutas. em local vedado e condicionado o acesso com fechadura. nomeadamente enjoo. Condicionar a utilização de equipamentos eléctricos em trabalhos de escavação. Se verificar que algum trabalhador apresenta qualquer perturbação funcional. que devem estar em bom estado de conservação e com registos referente ao Plano de Manutenção proposto pelo fabricante. Bacia de retenção para combustíveis com 50% da capacidade do reservatório. tonturas ou desmaio. Armazenamento de combustíveis. vómitos.

Afastar os curiosos. • EQUIPAMENTO DE PRO• TECÇÃO INDIVIDUAL • PROCEDIMENTO EM CASO DE fUGA OU DERRAME SEM fOGO PROCEDIMENTO EM CASO DE INCêNDIO • • • • • • • • • • PRIMEIROS SOCORROS • • • • Inflamável • • • CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Arrefecer o reservatório com água pulverizada quando exposto ao fogo. Aparelho respiratório isolante. água pulverizada ou CO2. Risco de explosão dos vapores em caso de mistura com o ar.Telefone: 808 250 143 Proceder à evacuação da vítima após a sua estabilização.FT31 . espuma. Risco de irritação por contacto. Afastar a vítima da zona perigosa.). etc. Caso os olhos ou a pele tenham sido atingidos pelo produto. assinalar o perigo e estabelecer um cordão de segurança. administrar oxigénio e vigiar as funções cardíaca e respiratória. Utilizar água pulverizada para abafar os vapores. Manter-se a favor do vento. proteger a zona queimada com penso para queimados (ou esterilizado). solicitar ajuda aos Bombeiros. para a pele. Em caso de hemorragias fazer o controlo e prevenir o choque. Não provocar o vómito em vítimas de intoxicação e contactar o Centro de Intoxicações . Fato de protecção contra o fogo. pelo menos durante 15 minutos. Em função da gravidade do sinistro. Enxugar ou limitar o produto derramado com terra ou areia. proceder à ressuscitação cardio-respiratória (ventilação artificial e compressão cardíaca externa). colocar a vítima em posição lateral de segurança e vigiar as funções cardíaca e respiratória. mantendo-a em repouso. Verificar o fecho das válvulas e colmatar a fuga. olhos e mucosas. cigarros. Em caso de insuficiência respiratória (consciente ou inconsciente). Em caso de queimaduras pelo fogo. circuitos eléctricos. Actuar com pó químico. lavar abundantemente com água. Utilizar explosivímetro ou outros aparelhos de detecção e/ou medida. 5 Materiais FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo fICHA DE INTERVENÇÃO GASÓLEO • CARACTERÍSTICAS • EfEITOS NAS PESSOAS E • NO AMbIENTE • MEDIDAS GERAIS DE SEGURANÇA • • • • Líquido inflamável. Risco de intoxicação por inalação ou ingestão. Em caso de paragem respiratória e/ou circulatória. no combate ao incêndio. cursos de água e poços. Não provocar faíscas nem chamas e interromper quaisquer fontes de inflamação (motores. Não usar água em jacto sobre o produto. Em caso de perda de conhecimento (inconsciência). Impedir o escoamento do produto para o esgoto. Recolher o produto para recipientes.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

o _____________________ dos materiais de escavação e o _____________________ destes materiais em local controlado. são a _____________________ .1 Equipamentos de movimentação de terras. 2.1 Equipamentos. As principais operações em trabalhos de movimentação de terras.AV9 . ______________________________________________________ CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. associadas à operação do equipamento de escavação “Escavadora de Rastos” e referente à ficha temática 30. Complete os espaços em branco referentes à ficha temática 30. ______________________________________________________ 2. Enuncie três medidas preventivas. ponto 9.3. ponto 9. ______________________________________________________ 3. 1 Actividades/Avaliação 9. 1.

enuncie quatro procedimentos de segurança a respeitar nos trabalhos de escavação em vala com infra-estruturas enterradas. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. ______________________________________________________ 2. três que sejam referentes ao armazenamento de combustíveis em estaleiro de obra.Actividades/Avaliação AV9 . 2 3. Movimentação de Terras e Escavações. ponto 9. ponto 9. ______________________________________________________ 4. identifique na coluna dos riscos.4) . Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .2 Materiais. 1. dEPóSITo dE GASólEo RISCoS Amputação Incêndio Electrocussão Contaminação de solos Exposição a gases tóxicos Queda de materiais 4. Relativamente à ficha temática 31. ______________________________________________________ 3. reveja o submódulo 9. Relativamente à ficha temática 31.2 Materiais de movimentação de terras. ______________________________________________________ Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15.Se não conseguir resolver esta actividade.

10. Fundações CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

A aprendizagem dos conceitos presentes neste submódulo. GloSSÁRIo • Escavação • Implantação • Sapata CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 3. 2. devem ser encarados como um caso particular dos trabalhos de escavação apresentando alguns condicionalismos sobretudo com o espaço limitado para a realização dos trabalhos. nomeadamente as características de resistência do solo de fundação obtidas através de prospecções geotécnicas. A escolha do tipo de fundação tem em conta. factor que confere alguma especificidade em termos de riscos. • Identificar os principais equipamentos e materiais presentes em trabalhos de fundações directas. possibilitará uma análise em obra mais rigorosa dos riscos e procedimentos de segurança a implementar durante os trabalhos de execução de fundações directas em estaleiro de obra. Os riscos indicados como mais frequentes em cada actividade associada à execução de fundações directas. FICHAS TEMÁTICAS • Equipamentos • Materiais 4. três factores. referem-se não só às operações necessárias à execução das tarefas mas. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. As soluções estruturais com fundações directas assentam essencialmente em soluções que recorrem ao uso de sapatas.SM10 . vigas de fundação e ensoleiramento geral. Os trabalhos de escavação para abertura de sapatas de fundação. essencialmente. • Elaborar ficha de intervenção referente a materiais utilizados na execução de fundações. armazenagem e movimentação dos materiais utilizados. de situações referentes à execução de fundações directas em edifícios comuns uma vez que esta é a situação mais frequente no mercado da construção civil. o tipo de estrutura a executar e o custo da construção. cada formando deverá estar apto a: • Identificar as operações correspondentes aos trabalhos de fundações directas. 1 Fundações 1. • Elaborar ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados em trabalhos de fundações. também. RESuMo Pretende-se com este submódulo caracterizar os trabalhos de fundações em estruturas a executar em estaleiro de obra. Desta forma optou-se por tratar. às operações de recepção. com uma análise mais detalhada das fundações directas para edificações.

com • www.volvo.Fundações SM10 .pt • www.pt • http://dre.pt • www.com • www.jcb.cimertex.stet.com Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 2 • • • Viga Manutenção Vazadouro 5. SABER MAIS • www.motivo.

Estes esforços tendem a ocasionar movimentos nas edificações. Sapata. quer pelas cargas permanentes. • Identificar os diferentes tipos de equipamentos presentes em trabalhos de fundações directas. EQuIPAMENToS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. designam-se por fundações indirectas. 1 Equipamentos 10. Fundação Indirecta. • Elaborar ficha de análise de riscos referente a equipamentos de escavação de em fundações directas. INdIRECTAS ou PRoFuNdAS – Quando transmitem os esforços a camadas de terreno situadas bastante abaixo da edificação. Fundação é um elemento constitutivo de uma edificação. Nível Freático. Retroescavadora. PAlAVRA-CHAVE • Fundação • Fundação Directa • Fundação Indirecta • Implantação • Escavação • Entivação GloSSÁRIo Fundação Directa.1. As fundações podem-se agrupar em duas grandes famílias: dIRECTAS ou SuPERFICIAIS – Quando transmitem os esforços às camadas de terreno que se situam quase imediatamente sob a edificação. que compete às fundações impedir que se concretizem ou excedam parâmetros aceitáveis.FT32 . CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . que tem a função de transmitir ao terreno os esforços nela provocados por essa edificação. Escavação. • Identificar as actividades correspondentes à de execução de fundações directas. quer pelas acidentais. o formando deverá estar apto a: • Enunciar a diferença entre fundação directa e indirecta.

um pouco abaixo da superfície aparente deste). Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . vigas de fundação e ensoleiramento geral. em contacto directo com o terreno. nomeadamente as características de resistência do solo de fundação obtidas através de prospecções geotécnicas. Figura: Execução de Fundação Directa A escolha do tipo de fundação tem em conta. a adopção de fundações superficiais de fundações directas por sapatas é a solução natural.Equipamentos FT32 . 2 Figura: Execução de Fundação Indirecta A fundação directa ou superficial é o tipo de fundação mais corrente. tem sido utilizada desde sempre. na história das edificações (por ex. o tipo de estrutura a realizar e o custo da construção.. as Pirâmides egípcias têm fundações directas. três factores. Em situações em que o solo superficial apresenta boas características de resistência (sem que existam camadas de pouca resistência a níveis inferiores pouco profundos) e em que a estrutura a construir é de pequeno ou médio porte. constituídas pela face inferior do sólido geométrico pirâmide. As soluções estruturais utilizadas em fundações directas assentam essencialmente em soluções que recorrem ao uso de sapatas. essencialmente.

o que irá provocar mais tarde o aparecimento de anomalias diversas. martelos demolidores. é a solução estrutural corrente em edifícios de pequeno a médio porte. as paredes da escavação ficado em talude. com recurso a sapatas. • Sapatas contínuas para paredes de betão ou alvenaria. interessa saber quais as actividades inerentes à execução de uma fundação directa. procede-se à escavação da caixa de sapata que. Porque vulgarmente se vê executarem-se fundações com uma total falta de cuidados e de rigor. etc. após o que deve ser recoberto com uma camada de betão (eventualmente betão pobre) com 5 cm de espessura. pelos meios habituais. pode receber muitos outros acessórios. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Seguidamente é posicionada a armadura dos elementos verticais de suporte. necessitar de cofragem. com exactidão e sem conspurcação desta pelo terreno. também. tendo condicionalismos relacionados com o espaço limitado. constituída por varão de aço. • Sapata comum a dois ou mais elementos verticais. Os equipamentos mais utilizados nos trabalhos de escavação em sapatas de fundação são: Retroescavadora. até para não se utilizar mais betão que o necessário. serve. para se garantir que. atrás. porta . nem perca verticalidade durante a betonagem. tendo. Equipamentos em Fundações directas A abertura de sapatas para fundações deve ser encarada como um caso particular da escavação a céu aberto.FT32 . neste caso. Após implantação exacta. também. tais como braços de carga extensíveis. fica uma camada de betão estrutural com espessura controlada. e que serve para se proceder à colocação da armadura. pois é economicamente a solução mais favorável. Pode. devidamente travada e escorada. O fundo desta escavação ficará razoavelmente nivelado. As sapatas de fundação de pilares ou elementos de parede podem ser dos seguintes tipos: • Sapata isolada para um único elemento de suporte da estrutura. por se verificar que o terreno não permitiu um corte na vertical. factor este que confere riscos específicos associados a estes trabalhos. para que não se desloque. tal como as escavadoras de maior porte. conforme a natureza do terreno. a que se dá o nome de betão de limpeza. a cofragem serve para se garantir a exacta forma geométrica da sapata.paletes. habitualmente equipados com uma pá carregadora frontal e uma pá retroescavadora de menores dimensões. 3 Equipamentos A fundação. poderá necessitar ou não de entivação. sob a armadura. • Sapatas interligadas por vigas de travamento (vigas de fundação). são equipamentos muito versáteis. vibradores de betão. o que se consegue por recalçamento da armadura por meios adequados.

quer pela sua versatilidade de transportarem qualquer tipo de material. Figura: Escavação de Sapata de Fundação com Retroescavadora Quando os trabalhos de escavação deste género de fundações se realizam em zonas confinadas e/ou adjacentes a espaços urbanos já edificados. • Exposição a substâncias tóxicas ou nocivas (poeiras e gases).20m com refere o Decreto 41821 de 11 Agosto de1958. • Projecções. quer pela possibilidade que têm de circular em estrada e sobre terra batida. • Deslizamento de terras sobre o equipamento. • Desabamento do coroamento da escavação. • Queda no acesso à máquina. deverá acautelar-se a queda de pessoas e veículos para o interior das sapatas de fundação ou o soterramento de trabalhadores. • Exposição ao ruído e vibrações. • Queda de pessoas a nível diferente. • Soterramento. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os trabalhos de execução de sapatas de fundação são os seguintes: • Desabamento de estruturas vizinhas por descalce ou descompressão. meio de transporte mais utilizado. • Queda de materiais provenientes da parte superior da fundação.Equipamentos FT32 . Pelo que se destaca para o efeito como medida de prevenção a colocação de passadiços com guarda corpos para atravessamento e a entivação das sapatas quando estas ultrapassem a profundidade de 1. • Contacto com redes técnicas enterradas e aéreas. • Choque ou pancadas por objectos móveis. 4 Camião.

devem ser ajustadas ao processo construtivo e equipamento adoptado. • Antes de iniciar o trabalho deve ser efectuado o levantamento do tipo de terreno. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Caso se atinga o nível freático. garantir a drenagem permanente da fundação. • Impedir a inundação das fundações através do desvio de linhas de água. • Construção de acessos separados à zona de trabalhos. para equipamentos e trabalhadores. Manter estes locais livres de substâncias que potenciem o risco de quedas. obedecendo aos seguintes requisitos: • Os condutores manobradores devem ter Certificado de Aptidão Profissional referente ao equipamento específico. • Verificação periódica da máquina conforme manual de instruções do fabricante. • Em manobras difíceis ou de fraca visibilidade utilizar um ajudante de manobra. 5 Equipamentos As medidas de prevenção relacionadas com os trabalhos de movimentação de terras e escavações. • Devem ser devidamente entivadas as frentes de escavação para profundidades superiores a 1. demarcar a zona de intervenção do equipamento. • Colocar guardas em todo o perímetro da escavação e reforçar com sinalização luminosa nos locais de circulação nocturna de pessoas ou veículos. • Em vias de circulação. • Sair e aceder ao equipamento pelos acessos apropriados. proximidade de construções e de todas as infraestruturas aéreas e enterradas. • Colocar em reserva bombas para a drenagem de águas.20m.FT32 .

Vigiar a pressão dos pneus e comunicar anomalias. Não saltar da máquina para o solo. demarcar a zona de intervenção da máquina. Sair e aceder ao equipamento pelos acessos apropriados. Não deve estacionar sobre os bordos dos taludes. Devem ser sempre guardadas distâncias de segurança em relação aos trabalhadores e aos obstáculos fixos que se encontrem nas suas imediações. Em manobras difíceis ou de fraca visibilidade utilizar um ajudante de manobra. Utilização de cabines de segurança (FOPS e ROPS) É expressamente proibido o transporte de pessoal na máquina. Quando em declive. em particular de redes enterradas e linhas aéreas de alta e média tensão. Subir á máquina pelo acesso apropriado. Em vias de circulação. Utilizar a sinalização sonora na marcha-atrás bem audível.Equipamentos FT32 . manobrar a máquina com os elementos mecânicos de força e sobrecarga na direcção da parte mais alta. Manter estes locais livres de substâncias que potenciem o risco de quedas ao mesmo nível e em altura. Na cabine deverá existir um extintor de incêndios. Condutores manobradores com formação específica sobre o funcionamento da máquina. Observar todas as indicações do fabricante quanto á estabilidade da máquina.00m do coroamento dos taludes. Verificação periódica da máquina conforme manual de instruções do fabricante. Não permitir a permanência e estacionamento dos equipamentos a uma distância inferior a 1. Verificado por: Data: Aprovado por: Data: Preparado por: Data: Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Testar os órgãos mecânicos antes do inicio dos trabalhos. 6 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo FICHA dE ANÁlISE dE RISCoS RETROESCAVADORA/CONJUNTO INDUSTRIAL • • • • • • • • • • • Capotamento Atropelamento Choque com objectos Contactos com redes técnicas Queda de materiais Queimaduras Incêndios Deslizamento de terras sobre a máquina Projecções Vibrações Quedas no acesso à máquina Edição 1 Página 1 de 1 ESCAVAdoRA dE RASToS MEdIdAS dE PREVENÇÃo • • • • • • • • • • • • • • • • • • O manobrador não deve abandonar o posto de condução sem o veículo estar parado e os órgãos hidráulicos em posição estabilizada e os sistemas de segurança e imobilização accionados.

PAlAVRA-CHAVE • Fundações Directas • Escavação • Cofragem • Armaduras • Betão • Riscos • Medidas Prevenção GloSSÁRIo Sapata. • Betão armado. Fundação. • Elaborar ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de fundações. Os materiais que ao longo dos tempos têm sido utilizados como elementos estruturais na execução de fundações directas são: • Blocos maciços de cantaria.FT33 . normalmente adoptada para a execução de sapatas de fundações directas em edifícios é o Betão Armado. Armadura. o formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes tipos de materiais presentes na execução de fundações directas. Presentemente a solução estrutural. desde que estes tenham a possibilidade de receber os esforços que lhes são transmitidos pela edificação e dissipá-los no terreno. Betão. Escavação. • Alvenaria de pedra ou tijolo. • Betão simples ou ciclópico. A fundação directa em edificações pode ser constituída por diversos materiais. MATERIAIS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Cofragem. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 1 Materiais 10.2.

Trabalhos de execução de armaduras de aço. 2 Figura: Fundação directa em alvenaria de pedra As actividades presentes na execução dos vários tipos de fundações directas. sendo por isso necessário. devem ser encarados como um caso particular dos trabalhos de escavação apresentando alguns condicionalismos sobretudo com o espaço limitado para a realização dos trabalhos. analisar detalhadamente os riscos específicos de cada operação. são normalmente as seguintes: • Trabalhos de escavação para abertura de caixa para fundação. • Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • Trabalhos de cofragem. Os materiais ou produtos presentes nesta actividade são as terras de escavação. englobam as actividades de montagem dos painéis de cofragem e podem ser muito diversificadas em função do tipo de estrutura a ser construída. incluem todas as actividades inerentes ao fabrico de armaduras de aço destinadas a serem integradas nos elementos a betonar. Os materiais ou produtos presentes nesta actividade são o aço em varão. normalmente do tipo A400NR.Materiais FT33 . factor que confere alguma especificidade em termos de riscos. Os materiais ou produtos presentes nesta actividade são a madeira ou painéis metálicos de cofragem e o óleo descofrante.

FT33 . englobam a remoção dos elementos constituintes da cofragem e seus suportes bem como as actividades complementares e subsequentes. surge a necessidade de realizar “Procedimentos de Segurança”. que poderão servir de ponto de partida para a elaboração do Plano de Segurança e Saúde. Desta forma. a todos os trabalhadores. Os materiais ou produtos presentes nesta actividade são o betão estrutural composto por cimento. 3 Materiais • Trabalhos de betonagem. incluem as actividades de colocação de betão nos elementos de construção. • Trabalhos de descofragem. No entanto existem medidas de prevenção “base” intrínsecas a cada trabalho que deverão ser tidas em conta de forma a prevenir os riscos laborais. Os materiais ou produtos presentes nesta actividade são a madeira ou painéis metálicos de cofragem. areia. de acordo com o definido no projecto. no estaleiro. Figura: Armadura em sapata de fundação directa Os riscos associados a cada actividade bem como as respectivas medidas de prevenção e de protecção dependem necessariamente do processo construtivo a adoptar assim como do tipo de actividade a realizar. Estes procedimentos de segurança poderão ainda servir de base à formação e informação dos trabalhadores devendo ser acessíveis. brita e água. segundo o Decreto-Lei n.º273/2003. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

• Assegurar o controlo da atmosfera na vala ou cabouco. espaços disponíveis. processo construtivo e equipamento utilizado. características do piso rodoviário. controlo esse que deverá ser quase permanente se for previsível a necessidade de foguear no seu interior. • Desabamento do coroamento da escavação. 4 Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os materiais e produtos com origem nos trabalhos de execução de fundações directas são os seguintes: • Aluimento de terras. • Perfuração. O armazenamento deve ser organizado por dimensões. • Esmagamento. • Choques e entalamento na movimentação de cargas.Materiais FT33 . devem ser ajustadas aos condicionalismos do local. • Devem ser usados meios mecânicos para elevação e transporte das cargas. As medidas de prevenção propostas. As suspensões não devem ser feitas por um único ponto e os elementos devem ser conduzidos com recurso a cordas guia. os materiais devem estar correctamente alinhados e. a altura das pilhas não deve colocar em causa a estabilidade. obedecendo aos seguintes requisitos: • Antes do início dos trabalhos procurar obter toda a informação pertinente (Seguir o procedimento indicado para escavações a céu aberto). • Antes de iniciar a betonagem da sapata de fundação verificar a estabilidade. • Choque com objectos. • Escolher com particular atenção a zona de estaleiro destinada ao armazenamento do aço e fabrico das armaduras. a uma distância razoável dos bordos. • A equipa encarregada dos trabalhos deverá estar bem familiarizada com o sistema a utilizar e deverá ser organizada de modo a que de consiga um trabalho conjunto. • Logo depois da marcação no terreno da zona a escavar abrir. A correcta implantação do estaleiro do ferro é elemento fundamental para a prevenção de acidentes associados ao fabrico de armaduras. fecho e escoramento da cofragem tendo em conta os esforços introduzidos pelo betão na Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • Desprendimento de terras ou rochas devido a vibrações próximas. uma valeta impermeável destinada a desviar as águas da chuva ou outro tipo de escorrências. alcances da grua ou outro equipamento de movimentação de cargas e infra-estruturas aéreas. Dever-se-ão ter em atenção os acessos. Valorizar a informação relativa aos riscos mais importantes para o trabalho em causa. • Planear as actividades e quantificá-las de modo a obter dados suficientes para o correcto dimensionamento da área a reservar para as zonas de fabrico e armazenagem de armaduras. • Projecções (de betão). • A madeira e/ou painéis de cofragem devem ser armazenados em local acessível aos meios mecânicos. • Desabamento de estruturas vizinhas por descalce ou descompressão. instalações circundantes.

5 Materiais • • sua fase fluida. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .FT33 . Dimensionar a equipa de betonagem de acordo com os condicionalismos de espaço que. normalmente. Dotar a frente de trabalho com energia eléctrica de intensidade suficiente para alimentar os equipamentos utilizados na betonagem. são introduzidos pelas plataformas de trabalho.

Evitar o contacto com a pele. mantendo-a em repouso. Impedir o escoamento do produto para o esgoto. colocar a vítima em posição lateral de segurança e vigiar as funções cardíaca e respiratória. Caso os olhos ou a pele tenham sido atingidos pelo produto. Em condições normais de utilização e ventilação.Materiais FT33 . afastados de combustíveis e oxidantes fortes. Para arrefecimento dos recipientes e afastar o derrame da área de exposição. Polimerização perigosa não ocorre. Em caso de ingestão. diatomite Enxugar ou limitar o produto derramado com serradura ignifugada. Sobrexposição: não se esperam efeitos significativos. providenciar assistência médica. 6 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo fICHA DE INTERVENÇÃO ÓLEO DESCOfRANTE • • CARACTERÍSTICAS • EfEITOS NAS PESSOAS E • NO AMbIENTE • • MEDIDAS GERAIS DE SEGURANÇA • • • Hidrocarbonetos de petróleo sintéticos aditivados. Afastar a vítima da zona perigosa. não é necessária protecção das vias respiratórias. podese utilizar água pulverizada. não provocar o vómito. diatomite terra ou areia. Proceder à evacuação da vítima após a sua estabilização. Seguir as boas práticas de higiene pessoal. cursos de água e poços. Se for ingerida elevada quantidade. olhos e mucosas. Uso de luvas adequadas e protecção ocular. desde que seja possível a recolha selectiva da água. Evitar a mistura com oxidantes fortes (incompatíveis). Em caso de perda de conhecimento (inconsciência). Em caso de intoxicação contactar o Centro de Intoxicações Telefone: 808 250 143 • EQUIPAMENTO DE PROTECÇÃO INDIVIDUAL • • PROCEDIMENTO EM CASO DE fUGA OU DERRAME SEM fOGO • • • • • • • PRIMEIROS SOCORROS • • • • Irritante • • PROCEDIMENTO EM CASO DE INCêNDIO Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Deve ser eliminado (incinerado) em queimador fechado. Utilizar óleo descofrante biodegradável. Evitar a utilização de água para extinguir o incêndio. Utilizar o agente extintor adequado aos materiais adjacentes em combustão. retirar o vestuário contaminado e lavar abundantemente com água. Armazenar em recipientes fechados. pelo menos durante 15 minutos. Lavar com água abundante o local do derrame depois de recolhido o produto. Em áreas fechadas utilizar equipamento de respiração autónomo. Evitar a proximidade de fontes de calor muito elevadas. Enxugar ou limitar o produto derramado com serradura ignifugada.

quando transmitem os esforços a camadas de terreno situadas bastante abaixo da edificação.AV10 . ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1.1 Equipamentos. associadas à utilização de equipamentos de escavação na abertura de sapatas de fundação e referente à ficha temática 32. ______________________________________________________ CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 1 Actividades/Avaliação 10. ______________________________________________________ 3. 2. Complete os espaços em branco referentes à ficha temática 32. 1. ______________________________________________________ 2.3.1 Equipamentos. As fundações podem-se agrupar em duas grandes famílias as fundações ___________ ou ___________. ponto 10. ponto 10. Enuncie três medidas preventivas. quando transmitem os esforços às camadas de terreno que se situam imediatamente sob a edificação e as fundações ___________ ou ___________.

2 Materiais em fundações directas. enuncie quatro medidas de prevenção a implementar nos trabalhos de execução de sapatas de fundação directas em edificações. identifique na coluna dos riscos. 1. ólEo dESCoFRANTE RISCoS Amputação Incêndio Electrocussão Contaminação de solos Exposição a gases tóxicos Queda de materiais 4.Se não conseguir resolver esta actividade.2 Materiais. Relativamente à ficha temática 33. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. Relativamente à ficha temática 33. reveja o submódulo 10. ______________________________________________________ 3. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Fundações.Actividades/Avaliação AV10 . ponto 10. ______________________________________________________ 4. 2 3. três que sejam referentes à utilização de óleos descofrantes em cofragens de fundações directas. ponto 10. ______________________________________________________ Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15.4) . ______________________________________________________ 2.

Estruturas CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .11.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

GloSSÁRIo • Estrutura • Betão Armado • Armadura • Cofragem • Betonagem CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Elaborar ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados na execução de estruturas em betão armado. assentam essencialmente em soluções que recorrem ao uso de pilares. vigas e lajes em betão armado. Desta forma optou-se por tratar. RESuMo Pretende-se com este submódulo caracterizar os trabalhos que decorrem durante a execução de estruturas em betão armado em estaleiro de obra de edificações. cada formando deverá estar apto a: • Identificar os principais elementos estruturais em edificações. A execução destes elementos estruturais comporta um conjunto significativo de riscos para a segurança dos seus executantes. 3. pelo que estes devem ser identificados de modo a que sejam implementadas medidas preventivas que os minimizem. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. cofragem. A aprendizagem dos conceitos presentes neste submódulo.SM11 . uma vez que esta é a situação mais frequente no mercado da construção civil e onde ocorre o maior número de acidentes mortais no Sector. 2. • Elaborar ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de estruturas em betão armado. betonagem e descofragem. • Identificar as actividades relativas à execução de elementos estruturais de betão armado em edifícios. 1 Estruturas 1. FICHAS TEMÁTICAS • Equipamentos utilizados na execução de elementos estruturais em betão armado • Materiais utilizados na execução de estruturas em betão armado 4. • Identificar os principais equipamentos e materiais presentes na execução de estruturas em betão armado. associando estes trabalhos às actividades de armação do ferro. As soluções estruturais em edificações. na impossibilidade de os eliminarem. Só assim se consegue uma redução da sinistralidade associada a ganhos de produtividade. possibilitará uma análise em obra mais rigorosa dos riscos e procedimentos de segurança a implementar durante os trabalhos de execução de estruturas em betão armado. de situações referentes à execução de estruturas tradicionais em edifícios.

cimpor.Estruturas SM11 .pt • www.pt Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .mapei.apeb.auto-diesel.pt • www.com • www.pt • www.pt • www.pt • http://dre. 2 • • • • Descofragem Pilar Viga Laje 5.maxit.pt • www.secil.concretope. SABER MAIS • www.

Viga. prazo de execução e condições locais. EQuIPAMENToS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. tem como base de suporte. Na escolha dos métodos e processos construtivos a utilizar. qualquer tipo de construção seja qual for a sua finalidade. As estruturas reticuladas (pórticos) são constituídas por: laje: Estrutura laminar horizontal. qualidade. como as de ordem arquitectónica. os metais. Os equipamentos e materiais que normalmente se dispõe para resolver as mais variadas soluções estruturais são a madeira. Escoramento. Como é do conhecimento geral. a pedra. • Identificar as actividades relativas à execução de elementos estruturais de betão armado em edifícios. Descofragem. Laje. para resistir às acções a que vai estar sujeita. o técnico terá que ter sempre presente as exigências não só de segurança e resistência. PAlAVRA-CHAVE • Estrutura • Betão Armado • Betonagem • Cofragem • Descofragem GloSSÁRIo Estrutura. neste submódulo. custo. ao longo do tempo de vida da construção. uma estrutura que se designa por “estrutura resistente” e cuja função é de garantir. os novos materiais sintéticos e o betão armado.FT34 . • Identificar os principais equipamentos presentes na execução de estruturas em betão armado. Cofragem. Betão. a manutenção das condições de segurança. sendo sobre este ultimo material que.1. Pilar. se vai prender a nossa atenção. onde duas dimensões são da mesma ordem de grandeza e a terceira acentua- CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . o formando deverá estar apto a: • Identificar os principais elementos estruturais em edificações. resistência e estabilidade do conjunto. Armadura. 1 Equipamentos 11. durabilidade. • Elaborar ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados na execução de estruturas em betão armado.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • Betão. dobrados e atados para incorporar em estruturas de betão armado. Figura 11. Viga: Estrutura reticular horizontal. Pilar: estrutura reticular vertical. onde uma das dimensões é preponderante em relação às outras duas e assenta sobre elementos de fundação. 2 damente de menor dimensão.1: Elementos Estruturais O termo “Betão Armado”. onde uma das dimensões é preponderante em relação às outras duas. cimento e areia. informa da existência na sua constituição de: • Armadura. conjunto de varões de aço cortados. que é uma delimitação do termo geral “betão”. pedra artificial composta por pedra britada ou seixos.Equipamentos FT34 .

sendo. 3 Equipamentos Figura 11. a vigilância do comportamento do escoramento durante a operação de betonagem. • Descofragem e desmontagem dos escoramentos. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Entre cada uma das operações devem ser efectuadas acções de inspecção/prevenção. • Colocação de armaduras. execução de cofragem e a descofragem. portanto. estão associados à actividade principal que é a betonagem e às actividades que decorrem paralelamente à execução dos elementos estruturais que são a execução de armaduras. É deste facto exemplo. Independentemente dos pontos de paragem e acções de inspecção/ prevenção. • Operações de betonagem.FT34 .2: Execução de Estrutura em Betão Armado A execução de elementos estruturais em betão armado envolve as seguintes actividades: • Montagem do escoramento das cofragens. Os riscos e medidas preventivas associados a estas ultimas actividades já se encontram descritos no submódulo 5 “Estaleiro de Apoio à Produção”. Equipamentos na Execução de Estruturas em Betão Armado Os equipamentos utilizados em estruturas de betão armado. considerado um ponto de paragem obrigatório sempre que se termina uma das operações atrás enunciadas e se passa à seguinte. • Execução de cofragens. levada a cabo pelos responsáveis envolvidos. no decorrer das operações deve ser assegurada a vigilância do comportamento dos meios e materiais envolvidos.

Equipamentos FT34 . Os equipamentos mais utilizados nestes trabalhos são a autobetoneira. que se movimenta sobre rodas ou lagartas. É constituída por uma torre metálica. equipamento composto por uma cuba metálica. equipamento destinado à elevação de cargas. com uma lança horizontal giratória e motores de orientação. Autobetoneira. elevação e translação da carga. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Figura 11. dispondo então de motor de translação da própria grua.3: Grua Telescópica Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os trabalhos de betonagem de estruturas em edificações são os seguintes: • Queda em altura. dotado de sistemas de propulsão e direcção. em boas condições da central até à obra. factor este que confere riscos específicos associados a estes trabalhos e aos equipamentos utilizados. grua telescópica e a grua torre. de forma cilíndrica. montada na traseira de um camião com chassis adequados. Grua Torre. É utilizada para o transporte de betão pronto. Grua Telescópica. • Queda ao mesmo nível. 4 A operação dos equipamentos para apoio à actividade de betonagem tem condicionalismos relacionados com o espaço limitado. sobre cujo chassis é montado um aparelho de elevação com lança direccional e usualmente telescópica. equipamento composto por veículo automóvel. As gruas podem ser fixas a maciços ou sapatas de betão ou podem ser movimentadas sobre carris. autobomba.

• O comportamento da cofragem e do escoramento deve ser constantemente verificado. Exposição ao ruído e vibrações.03 A. • As manobras de elevação de baldes ou tubagem da autobomba deve ser dirigida pelo encarregado. Projecções de betão. fecho e escoramento da cofragem tendo em conta os esforços introduzidos pelo betão quando fluído. evitando embates nos elementos de cofragem. • Antes de iniciar a betonagem verificar a estabilidade. • A mangueira de descarga de betão deve ser guiada. • Deve ser rigorosamente proibido carregar o balde acima da capacidade de carga do equipamento de elevação de cargas. • Verificação periódica da máquina conforme manual de instruções do fabricante. a fim de eveitar movimentos descontrolados. • Quadro eléctrico volante com disjuntor diferencial de 0. Manter estes locais livres de substâncias que potenciem o risco de quedas. As medidas de prevenção relacionadas com os trabalhos de betonagem de estruturas em edificações. Queda no acesso a equipamentos. • As manobras de aproximação devem ser executadas com o recurso a corda guia. obedecendo aos seguintes requisitos: • Os condutores manobradores devem ter Certificado de Aptidão Profissional referente ao equipamento específico. normalmente. ter um comprimento adequado. • A autobomba de betão só deve ser operada por trabalhadores especializados. 5 Equipamentos • • • • Electrização e electrocussão. • Dotar a frente de trabalho com energia eléctrica com intensidade suficiente para alimentar os vibradores de betão ou outros equipamentos necessários à betonagem.FT34 . no mínimo por dois trabalhadores e. são introduzidos pelas plataformas de trabalho. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Dimensionar a equipa de betonagem de acordo com os condicionalismos de espaço que. • Sair e aceder ao equipamento pelos acessos apropriados. deve ser ajustado ao processo construtivo e equipamento adoptado.

etc. quando sentado na cabine (limpar os vidros. Nunca se deve testar o limite da grua tentando elevar a carga e verificar se as “sapatas” levantam e.). informações suficientes de modo a poder ser avaliada a capacidade resistente dessa entivação à possível sobrecarga introduzida pelas sapatas da grua Quando a estabilização for feita junto de um talude não entivado. quando o peso total (máquina e carga) for inferior a 12 toneladas. giratória. especialmente. O local de estacionamento da grua deverá ser escolhido de acordo com as condições do terreno. dever-se-á recorrer a um auxiliar. assim como à diminuição dos gabaris provocados por aterros. O manobrador deve familiarizar-se com as possibilidades e limitações para não as ultrapassar e conhecer a localização e função de todos os comandos e instrumentos de protecção. suspensão da lança. Quando a estabilização é feita junto de elementos entivados obter. deverá ser superior a um metro. A movimentação de cargas deverá ser sempre executada com recurso aos estabilizadores da grua e por intermédio de um sinaleiro. Sempre que a carga levantada pela grua automovel possa transpor o tapume colocar cones de sinalização na via e retirar imediatamente após terminado o serviço. a grua deverá ser alvo de uma verificação profunda para avaliar o seu estado de conservação e funcionamento. os espelhos e os faróis). Verificado por: Data: Aprovado por: Data: • • • • • • • • • • • • • • • • Preparado por: Data: Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Antes de se posicionarem os estabilizadores. • estado do sistema de elevação da carga (cabo e cadernal). Para pesos totais superiores. quando a envolvente não é totalmente dominada pela visão do condutor e. alterar o valor dos contrapesos indicado pelo fabricante. 6 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo FICHA dE ANÁlISE dE RISCoS GRUA MÓVEL PRINCIPAIS RISCoS • • • • • • • Colisão com outras máquinas ou veículos. a distância da sapata mais próxima do coroamento do talude natural. Esmagamento (por queda do equipamento). Na execução de manobras com a grua. cimbres. distribuir a carga recorrendo a elementos em madeira ou metal com as dimensões adequadas. Periodicamente e após reparação que envolva elementos estruturais de segurança. óleo. nomeadamente no que diz respeito à largura e estabilidade da via. em caso de necessidade. Queda de nível superior. guardar uma distância conveniente ao coroamento do talude de modo a que a sobrecarga adicional não provoque o aluimento do terreno. Antes de colocar o equipamento em funcionamento. À falta de elementos mais precisos. Esmagamento (por queda da carga). o manobrador deve efectuar uma inspecção visual ao mesmo atendendo nomeadamente a: • estado geral do equipamento (peças danificadas ou desapertadas). Atropelamento. Antes da movimentação consultar o diagrama de cargas específico do equipamento tendo em conta o ponto mais desfavorável da movimentação. • eventuais fugas (combustível. nas manobras de marcha-atrás. Edição 1 Página 1 de 2 MEdIdAS dE PREVENÇÃo • • • Não são permitidas alterações aos componentes de fábrica relativos à segurança do equipamento que retirem ou lhe possam retirar fiabilidade. O manobrador deverá estar atento aos condicionalismos introduzidos ao trânsito das gruas pelo desenvolvimento da obra. • compartimento do manobrador para ver se faltam componentes ou se estão danificados ou soltos Assegurar-se da continuidade dos cabos de ligação aos diferentes sensores de informação para o ordenador de bordo. O manobrador deve assegurar-se de que dispõe de boa visibilidade. muito menos. Capotamento. a distância deverá ser de dois metros ou mais. A grua deverá ficar devidamente estabilizada e nivelada já que o diagrama de cargas foi estudado para funcionar nessas condições. etc.Equipamentos FT34 . das características da manobra a executar e da carga a deslocar. Electrização.. O deslocamento da grua deverá ser sempre feito com a lança recolhida e baixa e ainda com o gancho do cadernal engatado em olhal próprio. etc. Esta avaliação deverá ser feita preferencialmente segundo lista de verificações a ser preenchida e assinada por técnico responsável e deverá ficar a fazer parte do dossiê técnico da grua. junto do técnico responsável pela entivação. avaliar a capacidade resistente da superfície de apoio e.

Ter em conta as deformações introduzidas na lança. Em caso nenhum se deverá utilizar a lança para empurrar ou deslocar lateralmente cargas ou equipamentos. quer pelas solicitações dinâmicas da carga. de modo a determinar a possibilidade da manobra. O condutor manobrador deverá estar habilitado com Certificado de Aptidão Profissional.FT34 . quer pelos ventos Antes da movimentação de uma carga deverá ser estudado o seu futuro percurso. assim como do “momento” mais desfavorável. Manter a lança suficientemente afastada de qualquer obstáculo. Verificado por: Data: Aprovado por: Data: Edição 1 Página 2 de 2 Preparado por: Data: CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 7 Equipamentos FICHA dE ANÁlISE dE RISCoS GRUA MÓVEL MEdIdAS dE PREVENÇÃo • • • • • Verificar se o número de “quedas” de cabo no cadernal está de acordo (segundo as especificações da grua e do cabo) com a carga a elevar.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

assim pode apresentar-se com ou sem sais solúveis (salitre). e os inertes são a areia e as britas. britas e godos). com dimensões inferiores a 5 mm. sem as propriedades aglutinantes. e daí a sua grande importância. Cimento. é o cimento. que amassado com água tem a propriedade de se moldar e endurecer com o tempo. O cimento deverá ser armazenado em lotes.2. só devem ser utilizadas no fabrico do betão. Conforme a sua localização. MATERIAIS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. o formando deverá estar apto a: • Identificar os principais materiais presentes na execução de estruturas em betão armado. A areia do rio é uma das areias naturais mais utilizada e apresenta-se normalmente bastante limpa. Cofragem.FT35 . • Elaborar ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de estruturas em betão armado. Betão Armado. 1 Materiais 11. É um dos elementos que mais influência a qualidade de um betão. o cimento a utilizar no betão normal será do tipo “Portland Normal”. que serve de aglutinante da massa. Aço. 24 horas depois da referida lavagem. Aditivos. Todas as areias que tenham de ser lavadas. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . e em local seco e protegido das intempéries. A areia é um inerte natural ou artificial constituída por um conjunto de grãos ou partículas de pedra dura. PAlAVRA-CHAVE • Estruturas • Betão • Aço • Cimento • Inertes • Betão Armado • Riscos • Medidas Prevenção GloSSÁRIo Estrutura. que entram na composição dos betões (areias. Os inertes são os materiais sólidos. O aglomerante. Chama-se betão a uma mistura de um aglomerante com inertes. identificados com a indicação de data de entrada em estaleiro.

Materiais FT35 . o óleo descofrante permite realizar uma descofragem mais fácil. lhe conferem qualidades particulares. e por conseguinte. fluidez. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . o aço é o elemento em falta nos elementos constituintes do betão armado em estruturas. nomeadamente a plasticidade. Actualmente é usado sob a forma de varões redondos. Os aditivos encontram-se disponíveis sob a forma de líquidos. recomenda-se a utilização de óleos descofrantes biodegradáveis e a consulta da Ficha de Segurança do produto. Figura 11. Deve usar-se água potável e não água das chuvas (por ser ácida) ou do mar (por ser salgada). um maior aproveitamento das cofragens e qualidade no acabamento final do elemento estrutural. 2 As britas são inertes provenientes da britagem de rochas com dimensões acima de 5mm e que vão normalmente até 80mm. melhorar ou diminuir certas qualidades dos betões. o tempo de presa e de endurecimento entre outras propriedades. como medida preventiva recomenda-se a consulta da Ficha de Segurança do produto e o cumprimento das orientações fornecidas pelo fabricante. pó ou dissolventes em água. Destinam-se a reforçar. Godos são inertes naturais constituídos por seixos rolados com dimensões acima dos 5mm. os aditivos para betões são produtos que misturados nos betões.4: Pedreira de Extracção de Inertes A água a utilizar no fabrico do betão não deverá conter matérias orgânicas nem substâncias em suspensão. ao conjunto de varões com que se arma uma peça de betão armado chama-se “armadura”.

• Riscos ambientais. • Meios de 1ª intervenção nos locais de armazenamento de aditivos para betão. • Garantia da integridade da rotulagem nos produtos tóxicos. • Irritação da pele. 3 Materiais Figura 11. • Óleo descofrante deve ser aplicado de costas voltadas ao vento. • Queimaduras. • Incêndio. As medidas de prevenção propostas. • Estabelecer planos de emergência para incidente/acidente referente a exposição a produtos tóxicos. em local vedado e condicionado o acesso com fechadura.FT35 . processo construtivo e equipamento utilizado. afixadas junto dos produtos tóxicos ou irritantes. • Dermatites. • Projecções de betão fresco. • Exposição a poeiras. • Fichas de segurança dos produtos. obedecendo aos seguintes requisitos: • Armazenamento de aditivos para betão.5: Controlo de Qualidade de Betão Pronto Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os materiais e produtos com origem os trabalhos de betonagem de estruturas em edificações são os seguintes: • Exposição a substâncias nocivas ou tóxicas. O pulverizador de CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Explosão. devem ser ajustadas aos condicionalismos do local.

lixadeira mecânica com sistema de aspiração incorporado. deve lavar abundantemente a parte atingida com água e sabão. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . autobetoneiras e autobombas devem ser encaminhadas para bacias de decantação. Em caso de contaminação acidental de qualquer parte do corpo. Deve ser proibida a aplicação de descofrante em tronco nu. Águas de lavagem de baldes. Bacia de retenção para produtos tóxicos com 50% da capacidade do reservatório.Materiais FT35 . Utilizar na limpeza dos painéis de cofragem. 4 • • • • dorso só deve ser reabastecido quando no chão.

colocar a vítima em posição lateral de segurança e vigiar as funções cardíaca e respiratória. Em função da gravidade do sinistro. Em caso de paragem respiratória e/ou circulatória. Lavar com água abundante o local do derrame depois de recolhido o produto. Em caso de perda de conhecimento (inconsciência). lavar abundantemente com água. Pode causar dermatites alérgicas. Enxugar ou limitar o produto derramado com terra ou areia. Não provocar o vómito em vítimas de intoxicação e contactar o Centro de Intoxicações Telefone: 808 250 143 Proceder à evacuação da vítima após a sua estabilização. olhos e mucosas. Caso os olhos ou a pele tenham sido atingidos pelo produto. Usar fato de trabalho justo. 5 Materiais FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo fICHA DE INTERVENÇÃO CIMENTO PORTLAND • CARACTERÍSTICAS • EfEITOS NAS PESSOAS E • NO AMbIENTE • MEDIDAS GERAIS DE SEGURANÇA • • • Substância em pó que não apresenta risco de inflamabilidade. mantendo-a em repouso. Evitar o contacto com a pele. Impedir o escoamento do produto para o esgoto. No caso de insuficiência respiratória (consciente /inconsciente). Em caso de hemorragias fazer o controlo e prevenir o choque. Afastar a vítima da zona perigosa.FT35 . Usar máscara antipoeiras. administrar oxigénio e vigiar as funções cardíaca e respiratória. Uso de luvas e de óculos com protecção lateral. assinalar o perigo e estabelecer um cordão de segurança. Não classificado como produto perigoso. proceder à ressuscitação cardiorespiratória (ventilação artificial e compressão cardíaca externa). cursos de água e poços. Afastar curiosos. solicitar ajuda aos Bombeiros. Utilizar o agente extintor adequado aos materiais adjacentes em combustão. Manter-se a favor do vento em operações de preparação e descarga. pelo menos durante 15 minutos. • EQUIPAMENTO DE PRO• TECÇÃO INDIVIDUAL • PROCEDIMENTO EM CASO DE fUGA OU DERRAME SEM fOGO PROCEDIMENTO EM CASO DE INCêNDIO • • • • • • PRIMEIROS SOCORROS • • • • Irritante • • CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

_______________ e areia.1 Equipamentos.1 Equipamentos identifique os elementos estruturais e complete os espaços em branco. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. ponto 11. _______________. ______________________________________________________ 3. ______________________________________________________ CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . ______________________________________________________ 2. Complete os espaços em branco referentes à ficha temática 34. pedra artificial composta por pedra britada ou seixos. dobrados e atados para incorporar em estruturas de _______________. 1. 2. 1 Actividades/Avaliação 11. Relativamente à ficha temática 34. ponto 11. conjunto de varões de aço cortados.3. _______________.AV11 .

Se não conseguir resolver esta actividade. AdITIVoS PARA BETÃo RISCoS Amputação Incêndio Electrocussão Contaminação de solos Exposição a gases tóxicos Dermatites 4.Actividades/Avaliação AV11 . Relativamente à ficha temática 35. ponto 11.2 Materiais.4) . ______________________________________________________ Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15. Relativamente à ficha temática 35. ______________________________________________________ 4.2 Materiais. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. 2 3. 1. ______________________________________________________ 3. identifique na coluna dos riscos. reveja o submódulo 11. Estruturas. ponto 11. ______________________________________________________ 2. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . enuncie quatro medidas de prevenção a implementar relativamente aos materiais utilizados na execução de betão armado em elementos estruturais. três que sejam referentes à utilização de aditivos para betão para elementos estruturais.

12. Alvenarias CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

utilizados em trabalhos de execução de alvenaria de tijolo cerâmico. • Identificar os principais equipamentos e materiais presentes na execução de alvenarias. pelo que estes devem ser identificados de modo a que sejam implementadas medidas preventivas que os minimizem. FICHAS TEMÁTICAS • Equipamentos utilizados na execução de alvenarias de tijolo cerâmico • Materiais utilizados na execução de alvenarias de tijolo cerâmico 4. RESuMo Pretende-se com este submódulo caracterizar a actividade de execução de alvenarias em edificações. Só assim se consegue uma redução da sinistralidade associada a ganhos de produtividade. possibilitará uma análise em obra mais rigorosa dos riscos e procedimentos de segurança a implementar durante os trabalhos de execução de alvenarias. com uma análise particular das alvenarias de tijolo cerâmico de furação horizontal. 3. associando estes trabalhos às actividades de preparação de argamassas e assentamento de alvenarias. na impossibilidade de os eliminarem. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. Assim. cada formando deverá estar apto a: • Identificar os principais tipos de alvenarias em edificações. • Elaborar ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de alvenarias. 1 Alvenarias 1. GloSSÁRIo • Alvenaria • Andaime • Argamassa • Betoneira • Cal • Cimento CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .SM12 . serão disponibilizadas fichas de análise de riscos de um equipamento e ficha de intervenção de um material tipo. A aprendizagem dos conceitos presentes neste submódulo. • Identificar as tarefas relativas à execução de alvenarias de tijolo cerâmico de furação horizontal. 2. A execução de alvenarias comporta um conjunto significativo de riscos para a segurança dos seus executantes. as tarefas e conceitos fundamentais correspondentes aos equipamentos e materiais. Serão apresentados os diferentes tipos de alvenarias. riscos mais frequentes e medidas preventivas com procedimentos de segurança associados à actividade em análise. • Elaborar ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados na execução de alvenarias.

presdouro.ctcv.pt • www.apfac.pt • www. SABER MAIS • www.tabicesa.pt • http://dre.maxit.pt • www.pt • www.pt • www.preceram.lusoceram.es Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .pt • www. 2 • • Pedreiro Tijolo 5.certif.pt • www.pt • www.apicer.Alvenarias SM12 .

Entende-se por alvenaria toda a construção em edifícios ou obras de arte. • Elaborar ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados na execução de alvenarias.alvenaria de taipa.FT36 . executada com pedras naturais ou artificiais. Pedreiro. EQuIPAMENToS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. • Barro .alvenaria de pedra. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 1 Equipamentos 12. • Identificar os principais equipamentos presentes na execução de alvenarias. Plataforma.alvenaria de tijolo. Actualmente designa-se alvenaria como o conjunto de pedras ou outros materiais que se interligam por argamassas. PAlAVRA-CHAVE • Alvenaria • Tarefas • Equipamentos • Riscos • Medidas de Prevenção GloSSÁRIo Alvenaria. Assentamento. Betoneira.alvenarias de blocos. Podem portanto as alvenarias ser utilizadas no exterior e no interior. • Identificar as tarefas relativas à execução de alvenarias de tijolo cerâmico. Argamassa. e nelas empregues os seguintes materiais: • Pedra . • Tijolo .1. • Blocos de betão simples . Esta designação deriva do árabe e significava a arte de construir com pedra e cal e executada pelo pedreiro. o formando deverá estar apto a: • Identificar os principais tipos de alvenarias em edificações. Andaime.

Como qualquer outra actividade. mas apenas com função de “enchimento”. designados de alvenarias. devem ser avaliados os riscos relativos às seguintes tarefas: • Organização dos trabalhos (preparação da obra.Equipamentos FT36 . a execução de alvenarias envolve riscos a que vão estar sujeitos os trabalhadores durante a fase de construção. em Portugal continental de uma maneira geral as alvenarias são de tijolo cerâmico. • Limpezas e arrumações. Para a execução das alvenarias de tijolo. com elementos construtivos.1: Alvenaria de Taipa Após a execução das fundações e estrutura de um edifício. A sua ocorrência pode estar associada à falta de organização do posto de trabalho. torna-se necessário preencher os espaços entre os elementos estruturais e construir as divisórias que compartimentam os espaços. • Assentamento de tijolos. recepção e armazenamento dos materiais). ferramentas e materiais utilizados durante a execução dos trabalhos. • Colocação de materiais para isolamento térmico e acústico. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 2 Figura 12. • Fabrico de argamassas. aos equipamentos.

FT36 . sobre cujo chassis é montado um aparelho de elevação com lança telescópica e garfos para elevação de cargas. Os equipamentos mais utilizados nestes trabalhos são as gruas. as multicarregadoras (multifunções) e a betoneira eléctrica ou a gasóleo. de forma cilíndrica. preparação de argamassas e assentamento de tijolos. plataformas de trabalho e a serra eléctrica circular de corte. Betoneira. que fun- CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . A tarefa de movimentação de materiais e preparação de argamassas tem condicionalismos relacionados com os materiais e equipamentos utilizados. Os equipamentos utilizados na execução de alvenarias.2: Alvenaria de Tijolo Cerâmico Equipamentos na Execução de Alvenarias de Tijolo Cerâmico A utilização de equipamentos comuns ou especiais e dos utensílios usuais de trabalho comporta riscos específicos que é necessário prevenir. dotado de sistemas de propulsão e direcção. Os equipamentos mais utilizados nestes trabalhos são as estruturas de andaime. equipamento composto por uma cuba metálica. 3 Equipamentos Figura 12. Multicarregadora Telescópica/Multifunções. equipamento composto por veículo automóvel. que se movimenta sobre rodas. estão associados às tarefas principais movimentação de cargas. A tarefa de assentamento de tijolos tem condicionalismos relacionados com as plataformas de trabalho (andaimes fixos e móveis) e equipamentos de corte.

Figura 12. • Electrização e electrocussão. • Queda de objectos. Serra Circular de Mesa. • Esmagamento. • Cortes.Equipamentos FT36 . é uma armação provisória suportada por estruturas de secção reduzida. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • Sobre-esforços. • Queda ao mesmo nível.3: Multicarregadora Telescópica/Multifunções Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os trabalhos de execução de alvenarias em edificações são os seguintes: • Queda em altura. 4 ciona a energia eléctrica ou com motor de combustão a gasóleo. equipamento eléctrico de corte constituído por um disco de aço dentado. • Lesões músculo-esqueléticas. Andaime. que tem por função auxiliar e apoiar a realização de trabalhos de construção civil. É utilizada para misturar diferentes componentes das argamassas ou betões. Usualmente são constituídos por suportes metálicos com plataformas de madeira ou metálicas. montado em bancada.

caixa de escadas. • Use as posições adequadas do corpo para movimentar carga. • Quadro eléctrico volante com disjuntor diferencial de 0. • Verificação periódica do equipamento conforme manual de instruções do fabricante. • Utilizar os EPI’s obrigatórios e os temporários. • Não devem ser retirados os elementos da cofragem. • Os andaimes não devem ser sobre carregados com materiais. nas frentes de trabalho. com solidez e estabilidade adequadas às cargas a movimentar e. garantindo a boa circulação. • Definir o local destinado ao armazenamento das paletes de tijolo. Não devem ser utilizadas como posto de trabalho. possam ser fácilmente geridas. caixas ou escadotes. • Proibir o assentamento de plataformas de trabalho sobre tijolos. sem antes estarem colocados guarda-corpos ou redes de protecção. • Deve ser rigorosamente proibido carregamentos acima da capacidade de carga do equipamento de elevação de cargas. obedecendo aos seguintes requisitos: • Os condutores manobradores devem ter Certificado de Aptidão Profissional referente ao equipamento específico. plataformas ou andaimes sem ordem de trabalho do encarregado.03 A. • Os trabalhos com equipamentos de elevação deve ser organizado de forma a que as interferências com outros equipamentos ou serviços. • Devem ser colocadas protecções colectivas em elementos vasados (poço de elevador. negativos de lajes).20m devem ser dotadas de guardacorpos. Manter estes locais livres de substâncias que potenciem o risco de quedas. • Plataformas de trabalho com altura superior a 1. 5 Equipamentos As medidas de prevenção relacionadas com os trabalhos de execução de alvenarias de tijolo cerâmico em edificações. • Sair e aceder ao equipamento pelos acessos apropriados. • As escadas de mão devem ser fixadas e equilibradas. rodapé e fecho na parte frontal da plataforma. dotadas de guardacorpos. deve ser ajustado ao processo construtivo e equipamentos utilizados. • Dotar a frente de trabalho com energia eléctrica com intensidade suficiente para garantia de uma iluminação mínima de 100 lux . • Deve ser proibido a realização de trabalhos nas bordaduras de lajes. • Deve ser garantida a existência de plataformas de descarga de materiais (nos pisos). Privilegie os meios mecânicos para o transporte de cargas pesadas. medida a 2m do solo.FT36 . bidões. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . corettes.

Monte os respectivos “ guarda-corpos” nos andaimes. Use equipamentos de protecção individual. principalmente nos extremos. Verificado por: Data: Aprovado por: Data: Preparado por: Data: Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . botas e luvas de protecção mecânica. Prepare no solo as peças suficientes para a montagem dos andaimes. Garanta a boa fixação das “tábuas de pé”.1x0. Instale “tábuas de pé” suficientes nas zonas de trabalho. Aplique tábuas de pé com largura suficiente e em bom estado de utilização. Comunique imediatamente ao encarregado qualquer anomalia ou falta de condições de segurança. Coloque os apoios dos andaimes bem assentes no solo/superfície. Não retire peças dos andaimes sem ordem do encarregado. com chapas de apoio 0. Não deixe entre as “tábuas de pé” e a parede intervalos superiores a 20 cm . Monte os prumos com travamento adequado. capacete com francalete. 6 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo FICHA dE ANÁlISE dE RISCoS ANDAIME METÁLICO PRINCIPAIS RISCoS • • • • • • • • • Queda em altura Queda de objectos Esmagamentos Entalamentos Contusões Cortes Queda de nível Electrocussão Posturas inadequadas Edição 1 Página 1 de 1 MEdIdAS dE PREVENÇÃo • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • O equipamento terá que possuir obrigatóriamente Certificado de Conformidade CE Identifique a estabilidade e solidez do local de montagem de andaimes junto do seu encarregado.Equipamentos FT36 . esse procedimento é proibido. Observe o projecto e as instruções do encarregado para a montagem dos andaimes. Para a elevação das peças dos andaimes use meios mecânicos se necessário. Aplique rodapé nos andaimes. Não se apoie nos elementos dos andaimes sem previamente os fixar. Coloque toda a ferramenta necessária no cinto porta-ferramentas e não entregue ou receba ferramentas atiradas pelo ar.1m. Garanta acessos adequados entre os vários níveis dos andaimes. Garanta a ancoragem adequada dos andaimes (de 3 em 3m em altura e de 5 em 5m na horizontal).

Os tijolos cerâmicos podem ser classificados quanto à sua aplicação em alvenarias de: • Face à vista: tijolos cujo destino é ficarem aparentes. • Existência de elementos de isolamento térmico e acústico. • Aparelho de assentamento da parede (geometria e desfasamento das juntas). PAlAVRA-CHAVE • Alvenarias • Tijolo Cerâmico • Argamassa • Cimento • Areia • Riscos • Medidas Prevenção GloSSÁRIo Alvenaria. Os materiais utilizados para a construção de alvenarias. MATERIAIS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Argamassa. medidas de protecção colectiva a implementar e uma correcta utilização dos equipamentos de protecção individual. Cimento. Estes riscos podem ser atenuados por intermédio de um conhecimento profundo dos materiais.FT37 . o formando deverá estar apto a: • Identificar os principais materiais presentes na execução de alvenarias. Tijolo. • Resistentes: tijolos com função estrutural na construção. para além do seu próprio peso. no interior ou no exterior da construção. 1 Materiais 12. • Elaborar ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de alvenarias. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . podem apresentar riscos inerentes ao seu manuseamento. pelo que devem ser analisados os seguintes factores: • Tipo de argamassa de assentamento. As paredes de alvenaria. • Enchimento: tijolos sem função resistente.2. embora não constituam materiais particularmente perigosos. entre si e à eventual estrutura de apoio. • Número de panos da parede e suas ligações. também designadas de forma simplificada por “alvenarias” não devem ser classificadas unicamente com base nos blocos ou tijolos mas também em outros elementos que vão influenciar o seu comportamento. • Tipo de revestimento da parede.

Todas as areias que tenham de ser lavadas. O cimento deverá ser armazenado em lotes. e em local seco e protegido das intempéries. O aglomerante. acima dos 700ºC. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .4: Execução de Argamassa para Assentamento de Alvenaria O tijolo é um produto de cerâmica de barro vermelho. 24 horas depois da referida lavagem. que serve de aglutinante da massa. ao desgaste e com baixa porosidade. Figura 12. que o barro passa a adquirir uma estrutura cristalina e uma elevada resistência mecânica. O cimento a utilizar na preparação das argamassas será do tipo “Portland Normal”. Deve usar-se água potável e não água das chuvas (por ser ácida) ou do mar (por ser salgada). pelo que deve ser de boa qualidade.Materiais FT37 . É com a cozedura ao fogo. 2 Chama-se argamassa de assentamento a uma mistura de um aglomerante com inertes. utilizado na execução de alvenarias. que amassado com água tem a propriedade de se moldar e endurecer com o tempo. A água a utilizar no fabrico das argamassas não deverá conter matérias orgânicas nem substâncias em suspensão. identificados com a indicação de data de entrada em estaleiro. com dimensões inferiores a 5 mm. É um dos elementos que mais influência a qualidade de uma argamassa. A areia é um inerte natural ou artificial constituída por um conjunto de grãos ou partículas de pedra dura. à compressão. é o cimento ou a cal hidráulica. e os inertes são a areia. só devem ser utilizadas no fabrico de argamassas.

• Dermatoses. Figura 12. • Irritação da pele.5: Execução de Alvenaria de Tijolo Cerâmico Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os materiais e produtos com origem nos trabalhos de execução de alvenarias em edificações são os seguintes: • Exposição a substâncias nocivas ou tóxicas. 3 Materiais Os aditivos são produtos que misturados nas argamassas.FT37 . melhorar ou diminuir certas qualidades das argamassas. lhe conferem qualidades particulares. • Exposição a poeiras. • Queimaduras. pó ou dissolventes em água. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Explosão. o tempo de presa e de endurecimento entre outras propriedades. fluidez. nomeadamente a plasticidade. • Riscos ambientais. • Projecções de argamassas frescas. Os aditivos encontram-se disponíveis sob a forma de líquidos. como medida preventiva recomenda-se a consulta da Ficha de Segurança do Produto e o cumprimento das orientações fornecidas pelo fabricante. Destinam-se a reforçar. • Incêndio.

devem ser ajustadas aos condicionalismos do local. • Águas de lavagem de baldes. • Colocação de materiais. antes de decorridas 48h (verificar exposição a ventos fortes). • As paletes de tijolo e cimento devem ser movimentadas com meios mecânicos e distribuídas tão próximo quanto possível dos locais de aplicação e preparação. em local vedado e condicionado o acesso com fechadura. • Fichas de segurança dos produtos. • Deve ser garantida a limpeza e organização diária dos postos de trabalho. periodicamente. • Os entulhos devem ser depositados em local específico e. • Bacia de retenção para produtos tóxicos com 50% da capacidade do reservatório. • Estabelecer planos de emergência para incidente/acidente referente a exposição a produtos tóxicos. estâncias e betoneiras devem ser encaminhadas para bacias de decantação. para descarga de entulhos. processo construtivo e equipamento utilizado. evitando sobrecarregar as lajes em zonas menos resistentes. • Deve ser proibida a permanência de trabalhadores junto de paredes recentemente construídas. junto de pilares. • Meios de 1ª intervenção nos locais de armazenamento de aditivos para argamassas.Materiais FT37 . obedecendo aos seguintes requisitos: • Armazenamento de aditivos para argamassas. • Deve ser garantida a existência de condutas devidamente vedadas. gamelas. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • Garantia da integridade da rotulagem nos produtos tóxicos. afixadas junto dos produtos tóxicos ou irritantes. 4 As medidas de prevenção propostas. devem ser enviados a vazadouro. antes de as içar. Tijolos soltos devem ser movimentados em segurança. • Deve haver o cuidado de não romper o filme plástico de protecção das paletes de tijolo.

mantendo-a em repouso. Utilizar o agente extintor adequado aos materiais adjacentes em combustão. lavar abundantemente com água. administrar oxigénio e vigiar as funções cardíaca e respiratória. olhos e mucosas. Lavar com água abundante o local do derrame depois de recolhido o produto. Enxugar ou limitar o produto derramado com terra ou areia. Afastar a vítima da zona perigosa. Afastar curiosos. Evitar o contacto com a pele.• TECÇÃO INDIVIDUAL PROCEDIMENTO EM CASO DE fUGA OU DERRAME SEM fOGO PROCEDIMENTO EM CASO DE INCêNDIO • • • • • • PRIMEIROS SOCORROS • • • • Irritante • • CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Uso de luvas e de óculos com protecção lateral. Em caso de hemorragias fazer o controlo e prevenir o choque. Em caso de perda de conhecimento (inconsciência). Em função da gravidade do sinistro. Manter-se a favor do vento. No caso de insuficiência respiratória (consciente /inconsciente).FT37 . proceder à ressuscitação cardiorespiratória (ventilação artificial e compressão cardíaca externa). colocar a vítima em posição lateral de segurança e vigiar as funções cardíaca e respiratória. Não classificado como produto perigoso. Não provocar o vómito em vítimas de intoxicação e contactar o Centro de Intoxicações Telefone: 808 250 143 Proceder à evacuação da vítima após a sua estabilização. Em caso de paragem respiratória e/ou circulatória. Impedir o escoamento do produto para o esgoto. pelo menos durante 15 minutos. solicitar ajuda aos Bombeiros. EQUIPAMENTO DE PRO. cursos de água e poços. 5 Materiais FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo fICHA DE INTERVENÇÃO CAL HIDRÁULICA CARACTERÍSTICAS • EfEITOS NAS PESSOAS E • NO AMbIENTE • MEDIDAS GERAIS DE SEGURANÇA • • • Substância em pó que não apresenta risco de inflamabilidade. Caso os olhos ou a pele tenham sido atingidos pelo produto. assinalar o perigo e estabelecer um cordão de segurança.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

3. ______________________________________________________ CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . ______________________________________________________ 2. 2. associadas à utilização de equipamentos de protecção colectiva na execução de alvenarias e referente à ficha temática 36.AV12 . ponto 12. ______________________________________________________ 3. Para a execução das ______________________. ponto 12. 1 Actividades/Avaliação 12. Enuncie três medidas preventivas.1 Equipamentos. • Assentamento de tijolos. devem ser avaliados os riscos relativos às seguintes tarefas: • ______________________ (preparação da obra. • Colocação de materiais para isolamento ______________________. • Fabrico de ______________________. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. recepção e armazenamento dos materiais). 1. Complete os espaços em branco referentes à ficha temática 36.1 Equipamentos. • Limpezas e arrumações.

2 Materiais.2 Materiais. três que sejam referentes à aplicação de argamassas no assentamento de alvenarias de tijolo cerâmico. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . enuncie quatro medidas de prevenção a implementar relativamente aos materiais utilizados na execução de alvenarias de tijolo cerâmico. 2 3. Relativamente à ficha temática 37. ______________________________________________________ 3. Alvenarias.Se não conseguir resolver esta actividade. ARGAMASSAS dE CIMENTo E AREIA RISCoS Irritação dos olhos Incêndio Electrocussão Contaminação de solos Exposição a poeiras Dermatoses 4. ______________________________________________________ Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15. ponto 12. Relativamente à ficha temática 37. identifique na coluna assinalada com riscos. ponto 12.4) . reveja o submódulo 12. 1. ______________________________________________________ 4. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. ______________________________________________________ 2.Actividades/Avaliação AV12 .

13. Coberturas CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

• Elaborar ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados na execução de uma cobertura tradicional. cuja estrutura é em madeira ou em vigotas. de situações referentes à execução de coberturas tradicionais em edifícios. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. • Identificar os principais equipamentos e materiais presentes na execução de uma cobertura tradicional. ou seja. As soluções de coberturas em edificações assentam essencialmente em coberturas inclinadas e horizontais.com • http://dre. possibilitará uma análise em obra mais rigorosa dos riscos e procedimentos de segurança a implementar durante os trabalhos de coberturas. associando estes trabalhos às actividades de carpintaria. FICHAS TEMÁTICAS • Equipamentos utilizados na execução de uma cobertura tradicional • Materiais utilizados na execução de uma cobertura tradicional 4. • Identificar as actividades relativas à execução de uma cobertura tradicional. uma vez que esta é a situação mais frequente em edificações de pequeno porte. sendo estas últimas acessíveis ou não. • Elaborar ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de uma cobertura tradicional.coelhodasilva. SABER MAIS • www. GloSSÁRIo • Cobertura • Asna • Vara • Cumeeira • Ripado • Contra-Ripado • Telha 5. cada formando deverá estar apto a: • Identificar os principais elementos componentes de uma cobertura tradicional. 1 Coberturas 1. 2.pt CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .SM13 . Desta forma optou-se por tratar. RESuMo Pretende-se com este submódulo caracterizar os trabalhos que decorrem durante a execução de coberturas em estaleiro de obra de edificações. 3. A aprendizagem dos conceitos presentes neste submódulo.

com www.pt www.pt www.onduline. 2 • • • • • www.margon.pt www.pt Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .telhasun.uralita.Coberturas SM13 .novinco.

Forro: Elementos que forra a cobertura no seu interior. 3. A cobertura tem como função proteger o edifício de intempéries e da radiação solar. A cobertura inclinada obedece a uma estrutura de apoio que pode ser em madeira. É colocado entre a estrutura principal e a secundária. EQuIPAMENToS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. O contra-ripado faz parte da estrutura secundária da cobertura. ainda. PAlAVRA-CHAVE • Cobertura • Coberturas horizontais • Coberturas inclinadas GloSSÁRIo Cobertura. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Em conjunto com o ripado. bem como garantir o conforto térmico no interior do edifício. Asna. O ripado faz parte da estrutura secundária da cobertura. Esta estrutura é constituída por: 1. Ripado. apoiadas frequentemente apenas nas paredes exteriores dos edifícios. São. 1 Equipamentos 13. • Identificar os principais equipamentos presentes na execução uma cobertura tradicional. 5. • Identificar as actividades relativas à execução de uma cobertura tradicional. Contra-ripado: Estrutura composta por ripas de madeira dispostas paralelamente ao declive da vertente. Cumeeira: É a terça colocada no ponto mais alto da cobertura e apoiada sobre os vértices superiores das asnas. Vara. betão. Asnas: Coberturas de madeiras tradicionais.1. pendente e revestimento. metálica ou em alvenaria. Telha. Forro. o formando deverá estar apto a: • Identificar os principais elementos de uma cobertura tradicional. 2. caracterizadas em coberturas horizontais (terraços acessíveis ou não) e coberturas inclinadas. após o revestimento da cobertura.FT38 . com assentamento de telhas cerâmicas. Cumeeira. A cobertura em análise é a tradicional em madeira. estrutura em asnas. • Elaborar ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados na execução de uma cobertura tradicional. 4. têm como função o suporte das telhas. Ripado: Estrutura composta por ripas de madeira dispostas perpendicularmente ao declive da vertente e tem como função o suporte das telhas. As coberturas devem ser entendidas segundo a sua estrutura. Contra-Ripado.

Figura 13. pedra. 8. Varas: Apoiam-se sobre as terças (também chamadas de madres) perpendicularmente a estas e.Equipamentos FT38 . portanto. xisto ou ardósia utilizada em telhados. 7. O comportamento dos meios e materiais envolvidos também devem ser objecto de inspecção. • Colocação das peças de madeira. Telhas: Peça de argila cozida. Em todas estas operações devem ser efectuadas acções de inspecção/prevenção levada a cabo pelos responsáveis envolvidos. • Fixação de peças metálicas.1: Esquema dos elementos que compõem a cobertura A execução de uma cobertura com estrutura em madeira envolve as seguintes actividades: • Corte da madeira. de forma a permitir o escoamento das águas pluviais. As secções das varas dependem das cargas a que a cobertura está sujeita. 2 6. paralelamente ao beiral. na direcção da vertente. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • plicação das telhas. Terças (ou Madres): Apoiam-se sobre a asna na posição horizontal.

Possui uma base rígida em alumínio injectado com revestimento que assegura uma boa precisão. • Traumatismos. A Serra circular é uma ferramenta de corte de madeira e outros materiais. possuindo inúmeros tamanhos e materiais de composição diferentes. invariável. Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com trabalhos de cobertura são: • Queda em altura. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . O Martelo é a ferramenta utilizada para percutir materiais e objectos. composto de um cabo ao qual se fixa a cabeça através do alvado ou olho. sendo chamada de serra circular de mesa. • Cortes. A serra circular pode ter ainda uma mesa para facilitar trabalhos de corte de peças de grandes dimensões.2: Cobertura em estrutura de madeira Equipamentos na Execução de Coberturas em Madeira As ferramentas e equipamentos mais utilizados na execução de uma cobertura com estrutura em madeira são o martelo e a serra circular de mesa. 3 Equipamentos Figura 13. • Queda ao mesmo nível • Electrização e electrocussão. • Exposição ao ruído e vibrações.FT38 . O seu formato mantém-se. no entanto.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . • Verificação periódica do estado de conservação dos equipamentos. 4 As medidas de prevenção relacionadas com os trabalhos de execução de coberturas devem ser ajustadas ao processo construtivo e equipamentos adoptados. • Manuseamento dos equipamentos de acordo com as instruções do fabricante.Equipamentos FT38 . obedecendo aos seguintes requisitos: • Os trabalhadores devem ter prévia formação sobre o trabalho a desenvolver.

deverá existir um extintor no local. luvas de protecção. deverá utilizar-se empurras Sempre que o material a cortar for inflamável. cabos eléctricos e e protecções de Segurança. disjuntor diferencial de 30mA O operador não deve usar roupa larga. a montante. Usar roupa justa ao corpo e apropriada ao trabalho Sempre que a luz natural não seja suficiente para o desmpenho normal da actividade proceder-se-à colocação de iluminação artificial adequada Utilizar equipamentos de protecção individual (Botas com biqueira de aço. nomeadamente.FT38 . Manter os cabos de alimentação em bom estado de conservação e afastado de arestas vivas. óleo e caminhos de circulação a não ser que devidamente sinalizados ou protegidos Ligar o equipamento a tomada perfeitamente compatível e que possua. Verificado por: Data: Aprovado por: Data: Preparado por: Data: CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . aneis. Se o material a utilizar for pedra. colares. a protecção de segurança do disco do equipamento O operador deve compreender e cumprir as regras de segurança da máquina Verificar as condições de utilização do equipamento. objectos soltos. máscara e protectores auriculares) Sempre que o material em que se irá efectuar o corte for de pequenas dimensões. 5 Equipamentos FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo FICHA dE ANÁlISE dE RISCoS SERRA CIRCULAR DE MESA PRINCIPAIS RISCoS • • • • • • Electrocussão Incêndios Projecção de partículas Corte Acidental Exposição ao Ruído Inalação de poeiras Edição 1 Página 1 de 1 MEdIdAS dE PREVENÇÃo • • • • • • • • • • • • O equipamento terá de possuir obrigatóriamente Certificado de Conformidade CE É proibido retirar. etc. de forma a diminuir a emissão de poeiras. garantir que a mangueira da água está ligada. calor.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

No universo das telhas cerâmicas. bege ou castanha.2.FT39 . de ligação pouco estanque e eficiente. Argamassa. 1 Materiais 13. tipicamente de cor vermelha. o formando deverá estar apto a: • Identificar os principais materiais presentes na execução de coberturas tradicionais. é geralmente fixada com argamassa e pouco indicada para aplicação em coberturas com muita inclinação. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . MATERIAIS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. com um único canal. Os materiais mais utilizados em cobertura inclinada são: as telhas cerâmicas. de forma curva. Neste submódulo serão tratadas apenas as telhas cerâmicas. Telha Lusa. encontram-se diversos tipos: Telha Canudo Telha tradicional artesanal. Mástique. Telha Canudo. Uma das suas vantagens refere-se a uma maior sobreposição de encaixes. A sua aplicação confere um efeito estético muito semelhante à telha de canudo (telhas à antiga portuguesa). Telha Romana Telha semelhante à telha canudo. Possui capa côncava ou trapezoidal e canal trapezoidal. PAlAVRA-CHAVE • Cobertura • Telhas • Riscos • Medidas de Prevenção GloSSÁRIo Cobertura. • Elaborar ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de coberturas tradicionais. actualmente pouco usada. Telha lusa Telha bem proporcionada e com um tamanho médio. Telha Marselha. sendo pouco estanque na junta e muito pesada. Telha Romana. Este resultado é especialmente vantajoso para zonas muito ventosas ou obras com inclinações fracas. resultando daí uma cobertura mais “fechada”.

Materiais FT39 . O seu design tradicional e equilibrado conserva a beleza nostálgica dos velhos telhados portugueses tornando-se o modelo de eleição na renovação de coberturas de antigas habitações recuperadas. • Argamassas (em zonas em que ocorram simultaneamente valores baixos de precipitação e pequena amplitude térmica). • Mástique específico. • Pregos (de cabeça larga em aço galvanizado. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 2 Telha Marselha Telha de formato aplanado. cobre ou aço inox com um diâmetro mínimo de 3mm). seja para se opor ao efeito da acção do vento sobre as coberturas.3: Telha Canudo Figura 13.5: Telha Lusa Figura 13. com um duplo canal que assegura uma óptima estanquecidade ao vento e à chuva. Figura 13. Os grampos a serem utilizados na fixação dos elementos de suporte em madeira deverão ser em aço inox ou protegidos contra a corrosão por galvanização. As telhas podem ser fixadas através de um dos seguintes processos: • Grampos (em aço inox ou galvanizados).6: Telha Marselha A fixação das telhas pode ser necessária. seja para evitar o seu deslizamento.4: Telha Romana Figura 13.

• Traumatismos. As medidas de prevenção propostas devem ser ajustadas aos condicionalismos do local. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Irritação da pele. afixadas junto dos produtos tóxicos ou irritantes.FT39 . • Estabelecer planos de emergência para incidente/acidente referente a exposição a produtos tóxicos. • Armazenamento de produtos em local fresco e bem ventilado. 3 Materiais Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os materiais e produtos com origem nos trabalhos de aplicação de telhas cerâmicas são: • Exposição a poeiras. • Meios de 1ª intervenção nos locais de armazenamento de aditivos para betão. • Dermatites. obedecendo aos seguintes requisitos: • Fichas de segurança dos produtos. • Cortes. processo construtivo e equipamento utilizado. • Garantia da integridade da rotulagem nos produtos tóxicos.

4 FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo fICHA DE INTERVENÇÃO MASTIQUE DE POLIURETANO • CARACTERÍSTICAS • EfEITOS NAS PESSOAS E • NO AMbIENTE • MEDIDAS GERAIS DE SEGURANÇA • • Substância em pasta que não apresenta risco de inflamabilidade. proceder à ressuscitação cardiorespiratória (ventilação artificial e compressão cardíaca externa). Em caso de paragem respiratória e/ou circulatória. Evitar o contacto com a pele. Em caso de hemorragias fazer o controlo e prevenir o choque. assinalar o perigo e estabelecer um cordão de segurança. Uso de óculos de protecção. pelo menos durante 15 minutos. Enxugar ou limitar o produto derramado com terra ou areia. cursos de água e poços. Não provocar o vómito em vítimas de intoxicação e contactar o Centro de Intoxicações Telefone: 808 250 143 Proceder à evacuação da vítima após a sua estabilização. • EQUIPAMENTO DE PRO• TECÇÃO INDIVIDUAL • PROCEDIMENTO EM CASO DE fUGA OU DERRAME SEM fOGO PROCEDIMENTO EM CASO DE INCêNDIO • • • • • • PRIMEIROS SOCORROS • • • • Irritante • • Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . No caso de insuficiência respiratória (consciente /inconsciente).Materiais FT39 . Em função da gravidade do sinistro. olhos e mucosas. Usar fato de trabalho. Uso de luvas e de óculos com protecção lateral. Afastar a vítima da zona perigosa. administrar oxigénio e vigiar as funções cardíaca e respiratória. colocar a vítima em posição lateral de segurança e vigiar as funções cardíaca e respiratória. mantendo-a em repouso. Lavar com água abundante o local do derrame depois de recolhido o produto. solicitar ajuda aos Bombeiros. Pode causar dermatites alérgicas. Não classificado como produto perigoso. lavar abundantemente com água. Caso os olhos ou a pele tenham sido atingidos pelo produto. Utilizar o agente extintor adequado aos materiais adjacentes em combustão. Impedir o escoamento do produto para o esgoto. Em caso de perda de conhecimento (inconsciência). Afastar curiosos.

ponto 13.1 Equipamentos. Complete os espaços em branco referentes à ficha temática 38. ______________________________________________________ 2. ponto 13. As _____________________ assentam-se sobre as varas.1 Equipamentos identifique os elementos estruturais da cobertura e complete os espaços em branco. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. ______________________________________________________ 3.AV13 . ______________________________________________________ CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .3. 1. A Terça colocada no ponto mais alto é conhecida por _________________________. horizontais e paralelas ao _____________________. paralelamente ao beirado. as terças apoiam-se sobre a _________________________ na posição horizontal. 1 Actividades/Avaliação 13. ______________________________________________________ 4. Também chamadas de _________________________. 2. Relativamente à ficha temática 38.

Relativamente à ficha temática 39. 2 3. identifique na coluna dos riscos.2 Materiais. ponto 13. dois que sejam referentes à utilização de mástique de poliuretano. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 1. ______________________________________________________ 3. ______________________________________________________ Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15. indique quatro medidas de prevenção a implementar relativamente aos materiais utilizados na execução de uma cobertura tradicional. MÁSTIQuE dE PolIuRETANo RISCoS Amputação Irritação Electrocussão Contaminação de solos Exposição a gases tóxicos Dermatites 4. ______________________________________________________ 4.2 Materiais.Actividades/Avaliação AV13 . Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. reveja o submódulo 13. ponto 13.Se não conseguir resolver esta actividade. Relativamente à ficha temática 39. Coberturas.4) . ______________________________________________________ 2.

Revestimentos CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .14.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

na impossibilidade de os eliminarem. em madeira. A execução destes revestimentos comporta um conjunto significativo de riscos para a segurança dos seus executantes. As soluções de revestimento em edificações. • Identificar as actividades relativas à execução de revestimentos cerâmicos. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. em pedra e por pintura em edifícios. 2. RESuMo Pretende-se com este submódulo caracterizar os trabalhos que decorrem durante a execução de revestimentos em estaleiro de obra de edificações. Desta forma optou-se por tratar. • Elaborar ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados na aplicação de revestimentos. pedra. • Identificar os principais equipamentos e materiais presentes na execução de pinturas. associando estes trabalhos às actividades de carpintaria e pintura. A aprendizagem dos conceitos presentes neste submódulo. em particular. de situações referentes à execução de revestimentos em cerâmica. pelo que estes devem ser identificados de modo a que sejam implementadas medidas preventivas que os minimizem. FICHAS TEMÁTICAS • Equipamentos utilizados na execução de revestimentos. GloSSÁRIo • Revestimento • Espátula • Flutuante • Granito • Lixa • Lamparquet • Mármore CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Elaborar ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na execução de pinturas.SM14 . assentam essencialmente em soluções que recorrem ao uso de colas. pinturas. madeira e. argamassa e tintas. Só assim se consegue uma redução da sinistralidade associada a ganhos de produtividade. possibilitará uma análise em obra mais rigorosa dos riscos e procedimentos de segurança a implementar durante os trabalhos de execução de revestimento. 4. 3. por se tratar de uma situação com maiores perigos devido a trabalhos em altura e à toxicidade dos produtos. 1 Revestimentos 1. • Materiais utilizados na execução de revestimentos. cada formando deverá estar apto a: • Identificar os principais revestimentos em edificações.

com • www.pt • www.revigres.pt • www.fpm-madeiras.pt • www.pt • www.pt • http://dre.pt • www.vic-floor.ecopiedra.pt • www.pt • www.pt • www.barbot.pt • www.cinca.jular.pt • www.mapei. 2 • • • • • • Parquet Pincel Pistola Rolo Talocha Trincha 5.sotinco.cin.Revestimentos SM14 . SABER MAIS • www.rmc.com Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .sika.es • www.quimar.

1 Equipamentos 14. o formando deverá estar apto a: • Identificar as actividades relativas à execução de revestimentos cerâmicos. Pistola. Trincha. Após a execução das alvenarias. Os revestimentos integram a fase de acabamentos na construção civil. PAlAVRA-CHAVE • Revestimento • Cerâmico • Pedra • Madeira • Pintura GloSSÁRIo Revestimento. vinil. segurança e um aspecto visual mais agradável tanto no exterior como no interior. Há vários tipos de materiais para revestimentos: cerâmicos.1. pedra. • Aplicação do revestimento. • Elaborar ficha de análise de riscos referente a equipamentos utilizados na aplicação de revestimentos. Talocha. • Identificar os principais equipamentos presentes na execução de revestimentos. serão objectos de avaliação as seguintes tarefas: Revestimento cerâmico e pedra • Aplicação da cola. • Limpezas e arrumações. É a camada que proporciona mais conforto. • Pedra. Em Portugal. vidro. metal. Assim. madeira. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Madeira. EQuIPAMENToS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Rolo. em madeira. Pincel. As tarefas inerentes a este processo dependem do tipo de revestimento a ser aplicado. etc. em pedra e por pintura em edifícios.FT40 . Espátula. os quatro tipos de revestimento mais utilizados são os seguintes: • Cerâmicos. • Pintura. segue-se a fase do seu revestimento. Lixa.

Equipamentos FT40 . químicos. • Limpezas e arrumações. para remoção de tinta velha e aplicação de massas. como lã. para aplicação de tintas. a saber: Pincel. Trincha. peça cilíndrica envolta em material esponjoso ou outros. É utilizada para alisar paredes e tectos com massas ainda frescas ou suster pequenas quantidades de argamassa. Rolo. para polimento. • Aplicação do revestimento. ferramenta achatada com uma pega. equipamento eléctrico composto por um reservatório. Lixa. instrumento composto de cerdas ou pêlos fixados a um cabo para aplicar tintas. Pistola. eléctricos e ergonómicos. pincel espalmado. A falta de organização do posto de trabalho também constitui um factor de risco. • Limpezas e arrumações. superfície abrasiva. um espalhador e um compressor. Espátula. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Talocha. As tarefas que fazem parte do processo de revestimento de um edifício estão sujeitas a riscos de variadas naturezas. • Aplicação da cola. Revestimento por aplicação de tintas • Aplicação da tinta por pintura manual ou à pistola. 2 Revestimento em madeira • Aplicação de materiais para isolamento acústico. ferramenta composta por uma lâmina presa a um cabo. tais como: mecânicos. Equipamentos na Execução de Revestimento por Pintura A tarefa de aplicação de tintas. vernizes ou velaturas tem condicionalismos relacionados com os materiais e equipamentos utilizados.

As medidas de prevenção relacionadas com os trabalhos de execução de revestimento por pintura em edificações deve ser ajustado ao processo de aplicação e equipamentos utilizados. • Alergias. • Deve ser proibido a realização de trabalhos nas bordaduras de lajes. • Os andaimes não devem ser sobre carregados com materiais. • Dermatites.20m devem ser dotadas de guardacorpos. negativos de lajes). obedecendo aos seguintes requisitos: • Verificação periódica do equipamento conforme manual de instruções do fabricante. • Queda ao mesmo nível. • Electrização e electrocussão. garantindo a boa cir- CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Devem ser colocadas protecções colectivas em elementos vasados (caixa de escadas. • Definir o local destinado ao armazenamento das tintas.1: Compressor e dois tipos de pistola para pintura Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os trabalhos de revestimento por pintura são: • Queda em altura. • Plataformas de trabalho com altura superior a 1. • Lesões músculo-esqueléticas. • Intoxicação. 3 Equipamentos Figura 14. sem antes estarem colocados guarda-corpos ou redes de protecção.FT40 .

As escadas de mão devem ser fixadas e equilibradas. 4 • • • culação. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Não devem ser utilizadas como posto de trabalho. Utilizar os EPI obrigatórios e os específicos para determinadas tarefas. Use as posições adequadas do corpo para movimentar carga.Equipamentos FT40 .

fora do objecto a pintar. O local de trabalho deve estar bem iluminado. Quando o equipamento estiver em uso. máscara e protectores auditivos. Utilizar sempre óculos de protecção. Dermatites. 5 Equipamentos FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo FICHA dE ANÁlISE dE RISCoS PINTURA COM PISTOLA/COMPRESSOR PRINCIPAIS RISCoS • • • • • Alergias. locais húmidos ou molhados. O estado da ficha e o cabo eléctrico deverão ser regularmente verificados. verificar se as chaves de ferramentas de ajustamento foram previamente retiradas. Nunca se deve transportar a pistola pelo cabo nem puxá-lo para tirar a ficha da tomada. Cumprir as instruções de conservação e manutenção bem como as indicações acerca de substituição de ferramentas. Nunca pulverizar produtos inflamáveis ou pesticidas. O cabo da pistola deve estar protegido do calor e evitar o seu contacto com óleo e objectos cortantes. Antes de fazer a ligação. Verificado por: Data: Aprovado por: Data: Preparado por: Data: CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Electrização. procedendo à sua substituição por um técnico autorizado quando se encontrarem danificados. e ao trocar acessórios. Incêndio. Testar antes da sua aplicação. Deve-se regular a pistola em função do tipo de tinta que se utiliza. O trabalhador não deve utilizar a pistola em caso de cansaço ou falta de concentração. não deixar o equipamento ligado à corrente eléctrica. Não expor o equipamento à chuva. Proibição de fumar durante os trabalhos de preparação de tintas e em pinturas. Intoxicação. Edição 1 Página 1 de 1 MEdIdAS dE PREVENÇÃo • • • • • • • • • • • • • • • Não são permitidas alterações aos componentes de fábrica relativos à segurança do equipamento que retirem ou lhe possam reduzir a fiabilidade. Nunca utilizar o equipamento junto de líquidos ou gases inflamáveis.FT40 . para verificar a distância a utilizar para a execução do trabalho.

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ainda. Granito.FT41 . o formando deverá estar apto a: • Identificar os principais materiais presentes em trabalhos de pintura na construção civil. de fácil limpeza e aplicação.2 MATERIAIS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Parquet. Mármore. 1 Materiais 14. de acordo com o tipo de material: Revestimento Cerâmico Revestimento através de peças cerâmicas feitas a partir de argila. ainda. resistência à compressão e isolamento eléctrico. As cerâmicas são. Tábuas corridas. divididas em: Cerâmica Porcelanatos Grés Semi-grés Semiporoso Poroso Grau de absorção Baixo Baixo Médio Alto Alto Resistência mecânica Alta Alta Média Baixa Baixa CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . • Elaborar ficha de intervenção referente a materiais ou produtos utilizados na aplicação de tintas. areia e outras matériasprimas naturais (feldspatos. São. Lamparquet. PAlAVRA-CHAVE • Revestimento • Revestimento Cerâmico • Revestimento em Pedra • Revestimento em Madeira • Revestimento com tintas • Riscos • Medidas Prevenção GloSSÁRIo Revestimento. Flutuante. calcite e outros) e cozidas a altas temperaturas. As principais características são a dureza. Os revestimentos podem ser classificados em vários tipos.

Ambientes residenciais onde se caminha geralmente com alguma quantidade de sujidade abrasiva que não seja areia e outros materiais de dureza maior que areia Ex. Restaurantes. O grau de impureza vai alterando a sua coloração. Mármore Rocha constituída. destacam-se os granitos e os mármores. em forma de mosaico aplicados à cola.2: Revestimento cerâmico Revestimento em Pedra Revestimento feito através de peças de pedras. eventualmente. Revestimento em Madeira A madeira é muito utilizada no revestimento de pisos nos edifícios. Ambientes residenciais e comerciais com tráfego muito elevado.Materiais FT41 . lojas. Todas as dependências residenciais. mica. por calcário. 2 A resistência ao desgaste superficial em placas cerâmicas é classificada através do PEI (Porcelain Enamel Institute) e devem ter essa informação no fundo de cada peça: PEI 1 2 3 4 5 utilização Ambientes residenciais onde se caminha geralmente com chinelos ou pés descalços. Os tipos de revestimento em madeira mais encontrados são: Parquet Tacos de madeira. Ambientes residenciais onde se caminha geralmente com sapatos. Ambientes residenciais (todas as dependências) e comerciais com alto tráfego. WC. exposições abertas ao publico. lojas. Restaurantes. Ex. entradas. Figura 14. Ex. dormitórios sem portas para o exterior. entre outros. Ex. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . caminhos preferenciais. com espessura de 2cm. essencialmente. corredores. Dentro da classe das pedras naturais. Todas as dependências residenciais excepto cozinhas e entradas. Granito Rocha constituída por quartzo e feldspato e. Ex.

o pigmento.3: Revestimento em madeira Revestimento com Tintas A tinta é constituída por quatro componentes: a resina. que transforma o produto do estado líquido para o estado sólido. Superfícies exteriores e interiores de madeira. que dá cor e opacidade ao produto. massa acrílica e coberturas.FT41 . 3 Materiais lamparquet Diferem do Parquet na espessura. reboco e betão. o solvente. azulejo. betão. metais e superfícies exteriores de massa alvenaria. alumínio e alvenaria. Há vários tipos de tinta: Tipos de tinta Acrílica Époxi Esmalte Látex Acrílica Óleo Base locais de aplicação Água. Gesso. metais. 1cm. Madeira. reboco. com consistência de Madeira. que dilui o produto e colabora no ajuste da viscosidade. Figura 14. que auxilia na secagem. metal e madeiras não resinosas. metal. e o aditivo. superfícies exteriores ou interiores. paredes e pisos de betão. Tábuas corridas Pavimento constituído por madeira maciça que é fixada (com cola ou pregos) à betonilha através de barrotes/sarrafos. Flutuante Pavimento de madeira ou laminado cuja aplicação não requer pregos nem colas. É colocado directamente sobre a tela isolante e remata no rodapé. Sintética Solvente Resina acrílica Óleo Reboco. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

processo construtivo e equipamento utilizado. • Exposição a poeiras. • Explosão. • Queimaduras. obedecendo aos seguintes requisitos: • Armazenamento de tintas e vernizes em local seco e ventilado. • Irritação da pele. • Fichas de segurança dos produtos. • Dermatoses. As medidas de prevenção propostas. • Meios de 1ª intervenção nos locais de armazenamento de tintas e vernizes. • Projecções de tinta. • Incêndio. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . afixadas junto dos produtos tóxicos ou irritantes. • Riscos ambientais.Materiais FT41 . 4 Acções Aconselhadas Os riscos mais frequentes em estaleiro de obra relacionados com os materiais e produtos com origem nos trabalhos de pinturas em edificações são: • Exposição a substâncias nocivas ou tóxicas. devem ser ajustadas aos condicionalismos do local. • Garantia da integridade da rotulagem nos produtos tóxicos. • Deve ser garantida a limpeza e organização diária dos postos de trabalho. • Estabelecer planos de emergência para incidente/acidente referente a exposição a produtos tóxicos.

Não usar água excepto se pulverizada e apenas para arrefecer o reservatório exposto ao fogo. Manter-se a favor do vento e afastado das zonas baixas e reservatórios. etc. cursos de água e poços. Remover o produto derramado com material antideflagrante ou utilizando um absorvente adequado (terra ou areia). circuitos eléctricos. lavar abundantemente com água. Perigo de explosão em espaço fechado na presença de uma fonte de ignição. Prevenir as autoridades policiais.FT41 . Impedir o escoamento do produto para o esgoto. • EQUIPAMENTO DE PRO• TECÇÃO INDIVIDUAL • PROCEDIMENTO EM CASO DE fUGA OU DERRAME SEM fOGO • • • • • • • • • • • Inflamável • • • • Nocivo • PROCEDIMENTO EM CASO DE INCêNDIO PRIMEIROS SOCORROS CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Actuar com Pó Químico ou CO2. 5 Materiais FICHA dE CoNTRolo/VERIFICAÇÃo fICHA DE INTERVENÇÃO DILUENTE CELULOSO • CARACTERÍSTICAS • EfEITOS NAS PESSOAS E • NO AMbIENTE • • MEDIDAS GERAIS DE SEGURANÇA • • • • Líquido muito inflamável.). Não provocar faíscas nem chamas e interromper quaisquer fontes de inflamação (motores. proceder à ressuscitação cardiorespiratória (ventilação artificial e compressão cardíaca externa). proteger a zona queimada com penso Caso os olhos ou a pele tenham sido atingidos pelo produto. Risco grave para a saúde em caso de inalação prolongada. desde que se verifique não existir fuga. Não provocar o vómito em vítimas de intoxicação e contactar o Centro de Intoxicações Telefone: 808 250 143 Proceder à evacuação da vítima após a sua estabilização. Verificar o fecho das válvulas e colmatar a fuga. cigarros. pelo menos durante 15 minutos. Afastar curiosos. colocar a vítima em posição lateral de segurança e vigiar as funções cardíaca e respiratória. Utilizar explosívimetro e outros aparelhos adequados de detecção e/ou medida. Risco de explosão dos vapores em caso de mistura com o ar. Em caso de perda de conhecimento (inconsciência). Risco de intoxicação por inalação ou ingestão. Afastar a vítima da zona perigosa. Aparelho respiratório isolante. Em caso de paragem respiratória e/ou circulatória. Em caso de queimaduras pelo fogo. mantendo-a em repouso. assinalar o perigo e estabelecer um cordão de segurança. No caso de insuficiência respiratória (consciente /inconsciente). Em caso de hemorragias fazer o controlo e prevenir o choque. Fato de protecção contra o fogo. Recolher o produto para recipientes. administrar oxigénio e vigiar as funções cardíaca e respiratória. Utilizar água pulverizada para abafar os vapores.

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para aplicação de tinta com compressor. ponto 14. ______________________________________________________ 3.AV14 . alguns dos equipamentos utilizados são: • ___________________________ (para remover tintas ou aplicar massas). Na execução do revestimento por pintura. • Lixa. ponto 14.1 Equipamentos.1 Equipamentos.2 Materiais. identifique na coluna assinalada com riscos. ______________________________________________________ 3. • ___________________. associadas à execução de pinturas em revestimento e referente à ficha temática 40. • ___________________. • Rolo. 1. pincel espalmado. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1.3. Relativamente à ficha temática 41. Enuncie três medidas preventivas. destinado a ________________________). 2. três que sejam referentes à aplicação de tinta com pistola/compressor. • __________________ (instrumento composto de cerdas fixas por um cabo. Complete os espaços em branco referentes à ficha temática 40. ______________________________________________________ 2. ponto 14. APlICAÇÃo dE TINTAS RISCoS Irritação dos olhos Incêndio Electrocussão Amputação Exposição a poeiras Dermatoses CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . 1 Actividades/Avaliação 14.

enuncie quatro medidas de prevenção a implementar relativamente aos materiais utilizados na execução de revestimentos por pintura. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . 2 4. 1. Relativamente à ficha temática 41. ______________________________________________________ 2. reveja o submódulo 14. ______________________________________________________ 3.2 Materiais. Revestimentos. ______________________________________________________ 4. ponto 14.Actividades/Avaliação AV14 .Se não conseguir resolver esta actividade.4) . ______________________________________________________ Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 15.

Anexos CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .15.

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1.15. Glossário CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

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Acabamento . a fim de proporcionar melhor escoamento da água ou acabamento estético. Acesso . Através do seu estudo. instável a pressões elevadas. corredor ou qualquer meio de entrar e sair de um ambiente. É expresso por uma percentagem. por fricção. interiores e exteriores. escada. Abaular . deve determinar medidas de CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Deste modo devem ser observadas medidas de segurança adequadas. Abrasão . Abrasivo .Dar forma curva. 1 Glossário A Abafadores .A1 .Termo genérico que resume todo e qualquer rasgo na construção. atinge temperaturas elevadas. devendo ser observadas as medidas de segurança específicas para estas no tocante ao transporte. seja para dar lugar a portas e janelas. limas.Gás muito inflamável. A utilização dessas ferramentas comporta riscos.Faculdade que alguns produtos e ferramentas possuem de desbastar por atrição. seja para criar frestas ou vãos. arqueada. tais como lixas. limas.Protector auditivo constituído por dois abafadores em forma de concha. É utilizado em soldadura e em combustão na presença de oxigénio.Acontecimento ocasional. dadas pelos trabalhadores nas empresas ou outras organizações. realizado com recurso a diferentes materiais de revestimento. presos por um arco à volta da cabeça. etc.Fenómeno económico-social resultante das faltas não previstas. Acetileno . Salientam-se os riscos de projecção de partículas para os olhos. que no caso de serem movidas por energia mecânica se agravam. Absentismo . Não deve ser manuseado por trabalhadores sem formação adequada. esmeris. decorrente de uma situação imprevista com lesões no trabalhador ou danos materiais. como lixas.Material ou ferramenta. e o ruído.Rampa. Acidente . Abertura . uma casa ou um terreno. Pode ter também um adaptador para ser usado em conjunto com o capacete. Apresenta-se em geral em garrafas. esmeriz e pedras com cristais rijos cimentados. armazenamento e utilização. Que se utiliza para desbastar outros.Conjunto de trabalhos finais. de emissão de poeiras. a uma superfície.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Aditivos .Aço resistente à oxidação. aplainar. betões. São particularmente utilizados na construção. reparação ou demolição de uma obra. Acústica .Parte do abastecimento de água que compreende o transporte da mesma desde o local de captação até ao consumo. acompanhado de lesão.Nivelar.Liga de aço e carbono que resulta num material leve e de grande resistência.Acto oficial em que se outorga a execução de um trabalho a uma entidade. Aço-carbono . É indispensável em todas as obras em que há trabalhadores em altura ou gruas. Os andaimes acima de 25m de altura são obrigatoriamente calculados pelo técnico responsável. independentemente das temperaturas. gases e estruturas sólidas. através dos fluidos. onde se fixam as guarnições/alisares e as dobradiças.É o acidente decorrente de uma situação de trabalho.Glossário A1 . tintas. mediante a assinatura de um contrato em que se estabelecem as condições gerais e particulares da sua execução. Quanto ao uso classificam-se: construção. Quanto à constituição: de madeira. metálicos. Adução . Aduela . e resistente também à corrosão por agentes químicos. Adoçar . reparação. Considera-se que 60 km/h é o máximo de velocidade em que se pode permitir a execução de trabalhos atrás referidos. 2 prevenção.Construção provisória. Aço-inoxidável . Acidente de trabalho . etc.Produtos compostos que se adicionam a outros materiais para lhes alterar as propriedades. Andaime . A sua composição química pode determinar a aplicação de medidas especiais de segurança. É obrigatório o seu emprego em trabalhos acima de 4m do solo. Adjudicar . colas. Anemómetro . em argamassas. desbastar saliências ou alisar e aplainar madeiras.Parte da Física que estuda os fenómenos ligados à sensação do som e à sua propagação (eco e reverberação).Aparelho que serve para medir a velocidade do vento. destinada a suportar os operários e os materiais durante a construção. demolição.Aro dos vãos de portas ou janelas que guarnecem o vão.Liga de ferro com uma reduzida quantidade de carbono. mistos. Aço . composto de 2 ombreiras e uma verga/padieira.

ele chama-se alvenaria estrutural. também recebe o nome de mansarda. quando provido de janelas.agregado ou unido com argamassa . para protecção. brita. Alvenaria . Ver Fundação. Agregado .Cada uma das superfícies ou vertentes inclinadas de um telhado. é o nome que se dá às duas vertentes de forma trapezoidal.Nome do elemento correspondente à altura interna dos perfis metálicos. composta de aparas de madeira amassadas com cola ou resina.Guarnição de madeira da parte interna das portas e janelas.Elemento de cobertura que. As duas águas triangulares chamam-se tacaniças. Água-furtada .A1 . Quando esse conjunto sustenta a edificação. Antiga regra prática estabelece que o alicerce equivale à sexta parte da altura da parede sustentada. com largura igual ao dobro da espessura dessas paredes. Régua fixa na parede.Nos telhados rectangulares de quatro águas.Conjunto de elementos de pedra.Tem origem num mineral chamado asbesto e é composto por filamentos delicados. Alma . Água-mestra . As abas superior e inferior designam-se por banzo. flexíveis e incombustíveis. encontrando-se presentemente em desuso por questões de saúde.Placa prensada.) ou industrial que entra na preparação do betão. e de peso específico menor que o da água (flutua). enterrada que recebe a carga da edificação. Alvará de construção .Maciço de alvenaria ou estrutura em betão armado. Agregado leve . etc. que principia no espigão horizontal ou cumeeira e segue até ao beirado. respectivamente. Água (Cobertura) . Amianto .É o material mineral (areia. Alisar . Alçapão .Portinhola no piso ou no forro que dá acesso a caves ou sótãos.que forma paredes ou muros. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . tijolos cerâmicos ou de blocos de cimento . Ver Guarnição. que licencia a execução da obra. Alicerce (fundação) .Documento emitido pela autoridade municipal onde a construção está localizada. Era usado na construção de refractários e na composição do fibrocimento. que pode ser ou não laminada. na altura do encosto das cadeiras.É o material mineral composto por argila expandida. 3 Glossário Aglomerado (ou contraplacado) . Sótão com janelas que se abrem sobre as águas do telhado.

Glossário A1 . prevenindo lesões na coluna.Aparelhos que têm como função isolar completamente o ar que o trabalhador respira no seu ambiente de trabalho. Arquitecto . calcário ou feldspato. Aprumar . Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Argamassa .Tratamento químico no alumínio que lhe confere maior resistência à acção dos agentes atmosféricos. que é incorporado no betão e que lhe confere a necessária rigidez.Equipamento em forma de plataforma usada para alcançar pavimentos superiores das construções e destinado ao apoio à realização de trabalhos em diversos níveis. São exemplos as máscaras e os filtros anti-aerossóis ou anti-poeiras e os anti-gases. moldagem e armação de varões de aço (armadura) a incorporar nos elementos de betão que formam a estrutura de uma construção.: Argamassa de cal (cal+areia+água).Aparelhos que têm como função filtrar o ar que o trabalhador respira no seu ambiente de trabalho. Armadura .Técnico responsável pelo corte. o conhecimento dos materiais e suas técnicas e a experiência na execução de obras. tijolos ou blocos que formam conjuntos de alvenaria. pilares ou esquadrias por meio do fio de prumo. 4 Andaime . Aparelhos isolantes .Profissional que idealiza e projecta uma construção. suspende o trabalhador.Acertar a verticalidade de paredes. dobrados e atados (com arame recozido). A argamassa magra ou mole é a mistura com menor quantidade de aglomerante (cal e/ou cimento).Conjunto de tarefas que visam a aquisição.Equipamento utilizado. Arnês (de segurança) . Aprovisionamento . transporte e armezenamento de todos os materiais a incorporar em obra. Aparelhos filtrantes . quando há o risco de queda em altura. fornecendo o ar puro de forma artificial.Conjunto de varões de aço.Mistura de materiais inertes (areia) com materiais aglomerantes (cimento e/ou cal) e água. Ex. Possui a arte da composição. responsável pela aglutinação. Armador de ferro . Anodização . conjuntamente com um cabo de segurança ou linha de vida. cortados.Rocha composta de pequenos grãos de quartzo. usada para unir ou revestir pedras. Arenito .

Avental de trabalho .Equipamento de protecção individual para protecção da parte da frente do corpo. os operários deverão estar munidos de arnês e linha de vida. suspensa por cabos guia que deverão estar solidamente ancorados. Considerando que a sua aplicação é feita a quente. combinados com o oxigénio do ar podem formar. pela falta de oxigénio ou pela presença de algum produto nocivo. 5 Glossário Asfalto . de aspecto luzidio.Colocação de terras para enchimento de escavação ou nivelar uma superfície irregular. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Átrio . Asna .Ladrilho.Elemento estrutural em madeira ou metálico que sustenta a cobertura. Com os árabes. tijolos e outros materiais de revestimento ou acabamento em obra. devem ser observadas as medidas de segurança adequadas. pelo risco de explosão. Atmosfera perigosa . que é utilizado em impermeabilizações e revestimentos de pavimentos de estrada. utilizados normalmente na fase de acabamento.Pátio de entrada das casas romanas. proporcionando uma acção simultânea sobre os dois cabos.Betume negro. A origem do azulejo remonta aos povos babilónicos. misturado com inertes.A1 . Como medida de segurança. cercado por telhados pelos quatro lados. Aterro . Placa de cerâmica podendo ser polida e vidrada de diversas cores. pulverulento ou sob a forma de vapores. no estado gasoso. Atmosfera explosiva . os azulejos apresentavam relevos. Assentamento . Azulejo . guarnecida por protecções laterais. B Bailéu . O sistema de comando e movimentação terá de estar situado no bailéu.Plataforma de trabalho móvel. Originalmente. característica que ainda sobrevive até hoje. os azulejos ganharam maior difusão.Ambiente de trabalho em que se verificam condições adversas para a permanência de trabalhadores. existente na natureza. Hoje o termo identifica um espaço de entrada numa habitação. marcando fortemente a arquitectura moura na Península Ibérica.Numerosos produtos. com libertação de fumos e vapores tóxicos.Colocação/instalação e ajustamento de blocos. porém descoberto. misturas explosivas.

Equipamento de protecção individual para protecção da parte superior do tronco.Na sua massa dispõem-se armaduras de aço para aumentar a resistência do elemento estrutural. O betão celular é uma variável que substitui a pedra britada por microcélulas de ar obtidas por uma betonagem adequada. cimento. que visam delimitar áreas e não protegê-las.Mistura de água. que giram em torno de um eixo até atingir a posição perpendicular em relação ao batente ou à esquadria. A folha que fecha primeiro. Basalto . 6 Baixada . em proporções prefixadas. protegendo-a da acção das chuvas. conferindo-lhe grande leveza e a aparência de espuma.Ferragem que permite abertura rápida de portas corta-fogo para saídas de emergência. Betão ciclópico tem pedras aparentes de volume avantajado e Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Elemento horizontal com barras metálicas destinado a garantir o afastamento das pessoas estranhas à obra. Barra anti-pânico .Rebaixo onde a porta ou a janela se encaixam ao fechar.Ramal condutor que liga a linha eléctrica de distribuição pública com a instalação. não devendo ser feitos quaisquer trabalhos sem ser supervisionados por técnico competente e executados por profissionais do ramo.Rocha muito dura. Beiral .Prolongamento do telhado para além da parede externa. Só pode ser executado pela concessionária. Importa distinguir das bandas ou fitas de sinalização. sem estrutura de sustentação aparente. servindo para enchimentos. Barreira de protecção . Betão . situado na parte superior de portas e janelas que favorece a iluminação e a ventilação dos ambientes. utilizadas em portas e janelas. Balanço .Saliência ou corpo que se projecta para além da prumada de uma construção. Bandeira . Bata de trabalho . abrindo vãos para ventilação. usada na pavimentação de estradas e na construção.Peças. na portas ou janela. Betão armado . que forma uma massa compacta que ganha presa e endurece com o tempo. Batente .Glossário A1 . de grão fino e cor escura. Betão aparente é aquele que não recebe revestimentos e necessita de uma cofragem especial e de elevada qualidade. Basculante . areia e pedra britada.Caixilho fixo ou móvel.

Peça integrante do calçado de protecção incorporada na frente do calçado. equipada com uma lâmina para corte de terras. confinados por cofragem. Dependendo do seu diâmetro máximo. 7 Glossário formas irregulares.Colocação de betão em elementos estruturais (pilar. C Cabo de elevação . Bitola . da menor para a maior. verificado e armazenado de modo a evitar que se danifique. Bloco de cimento (ou betão simples) .Equipamento de protecção individual para protecção dos pés.A1 . Fragmentos de pedra de dimensões padronizadas usados na betonagem.Equipamento que prepara o betão ou mistura as argamassas.Máquina de movimentação de terras constituída por um tractor de lagartas ou mais raramente de pneus. assentado para executar paredes com acabamento final para pintura. é classificada de 0 a 5. Bota de trabalho ou segurança .Elemento metálico. Bloco de gesso . Brita (pedra britada) . É aconselhável etiquetá-lo de modo a facilitar a sua identificação e disCENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . de nylon ou de corda (sisal).Tipo de bomba em que a roda de pás gira e provoca a aceleração radial centrífuga do fluido ou material sólido.Pedra fragmentada. Pode ser complementada por um botim para protecção da zona acima do tornozelo. Biqueira de protecção . Deve ser mantido. protegendo a zona dos dedos.Padrão utilizado para medidas repetitivas. Bloco cerâmico . Betonagem . Buldózer . viga ou laje). Bomba centrífuga .Elemento de dimensões padronizadas que tem como fim a execução de paredes e constitui um material alternativo ao bloco cerâmico. Betoneira .Elemento de gesso vazado macho x fêmea. utilizado na elevação de materiais ou cargas.Tijolo de barro com dimensões padronizadas que pode ter uma função estrutural ou servir para a execução de paredes.

os cabos eléctricos utilizados em ligações e extensões devem ser apropriados.Caixa enterrada nos pontos de mudança de direcção de uma canalização de esgotos ou águas pluviais. critérios. que dá sustentação aos beirais e ao piso de sacadas ou balcões. Cabo-Guia . Cachorro . Calçada . tendo em conta a sua estanquicidade e ligação de terra.Designação do conjunto de caixilhos. Caiar .Glossário A1 . ferro ou aluminio onde se aplicam vidros em portas.Espaço vertical destinado à implantação de escada. Caixilharia . 8 por da indicação da carga máxima.Elemento destinado a limitar a oscilação horizontal de carga suspensa. Capitel .Engradado de madeira. para a cabeça. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . que permite o acesso para limpeza e inspecção.Peça em forma de L que remata quinas ou ângulos de paredes. Caixa de escada .Equipamento de protecção individual.Profissional que executa a rede de águas e esgotos de uma edificação. em balanço. Num estaleiro.Mosaico de pedra talhada à mão em pavimentação de ruas ou passeios.Pintar com cal diluída em água. Caixa de inspecção . de uma coluna. Capacete . janelas e outros vãos. Canalizador . que se destina a proteger o trabalhador de qualquer risco residual dentro do espaço da obra. Também serve de apoio a pequenas prateleiras. Existem capitéis simples ou ornamentados conforme a linguagem arquitectónica utilizada nas edificações. Existem vários tipos de calçada consoante a pedra utilizada e o modo como são arrumadas as pedras. em geral esculpida. Cantoneira .É o conjunto de especificações técnicas.Peça em pedra ou madeira. condições e procedimentos estabelecidos pelo dono de obra para a execução de uma empreitada.Parte superior. sobre almofada de areia ou saibro. Cal . muito utilizado na preparação de argamassas. Caixilho . requer preparo antecipado. Cabo eléctrico . Caderno de encargos .Condutor constituído por vários fios electricamente distintos e reunidos num mesmo invólucro isolante.Óxido de cálcio obtido pela acção do calor entre 900º e 1100º sobre rocha calcária fragmentada em pequenos blocos.

A parte superior da cornija. Também se refere às lajetas usadas em pisos ou como revestimento de paredes. tais como tijolos. por um fabricante inglês de cal. É usado com a cal e a areia na composição das argamassas. Cáustico . Misturado com água. Choque-eléctrico . Cinzel . através de colher de pedreiro. Desenvolvido em 1824. percutido por uma maceta ou martelo.Equipamento de protecção individual utilizado para trabalhos em altura numa posição apoiada em que o trabalhador tenha que ter as mãos livres para realizar o seu trabalho. cujas características são resistência e solidificação em tempo curto.A armação de madeira ou metálica que serve de suporte para a construção de elementos estruturais. É um produto tóxico que pode provocar doença profissional. Cimalha .Contacto de pessoas com partes activas de material eléctrico (contactos directos) ou de massas postas acidentalmente sob tensão (contactos indirectos).Metal cinzento azulado. forma um composto que endurece em contacto com o ar. como formas. onde assentam os beirais do telhado. que foi usado em canalizações de água e gás e entrava na composição de tintas. Chumbo .Ferramenta manual de corte.Oficina.Profissional que trabalha o madeiramento de uma obra. Cimento . obrigando a medidas de segurança ou EPI’s apropriados. telhas e vasos.Produto/substância que queima ou corrói. usada para gravar o metal ou esculpir a pedra. Cerâmica . para torná-la áspera e facilitar a aderência da camada seguinte ou emboço. Saliência ou arremate na parte mais alta da parede. Cinto de trabalho . CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .A1 . ganhou esse nome porque a sua coloração era semelhante à da terra de Portland. estando a sua utilização condicionada por legislação própria. Cimbre .Aglomerante obtido a partir da preparação de calcários naturais ou artificiais.Arte de fabricação de objectos de argila cozida. dúctil/macio. Chapiscar . de argamassa de cimento e areia grossa (proporção geralmente 1:3) contra uma superfície de alvenaria. O cimento de uso mais frequente hoje é o Portland. 9 Glossário Carpintaria . moldes ou escoramentos.Actividade que constitui a primeira operação do reboco e que consiste na projecção. local onde decorrem trabalhos de carpinteiro Carpinteiro (de cofragens ou moldes) .

quase sempre vertical. Em geral.Conjunto de estrutura de suporte e telhas que serve de protecção à edificação. Pode ser de pedra. madeira ou metal e consta de três partes: base. infra-estruturas técnicas. assumiu as formas mais variadas e diversos ornamentos. 10 Clarabóia . porém. lajes. têm como função o suporte das telhas.Condutor eléctrico que liga as massas de uma instalação a uma ligação de terra ou a outras massas. dependendo da sua localização. Contraplacado . Coordenador em matéria de segurança e saúde durante a execução da obra .Estrutura composta por ripas de madeira dispostas paralelamente ao declive da vertente.Adiante designado por “coordenador da obra”. Contraforte no calçado de segurança . Condicionalismos (ou constrangimentos) . pilares. estruturas confinantes e acessos.Chapa de madeira produzida pela sobreposição de várias folhas delgadas coladas e prensadas. O contra-ripado faz parte da estrutura secundária da cobertura.Abertura na cobertura da construção. Contra-ripado .Conjunto dos elementos montado na obra para receber o betão e as armaduras. Cofragem . dando forma definitiva a vigas. fechada por caixilho com vidro ou outro material transparente. Em conjunto com o ripado. fuste e capitel. Consola . Laje em balanço.Conjunto de factores que condiconam as actividades desenvolvidas em estaleiro ou obra. etc. Cobertura .Glossário A1 . Sacada. maior resistência e homogeneidade.Classificação dos fogos segundo o material combustível. nomeada Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Classe de fogos . A cor que lhe está convencionada é o verdeamarelo. são de madeira ou de metal.Peça integrante do calçado de protecção que reforça a zona do calcanhar. em geral na sua periferia. Apresenta. a pessoa singular ou colectiva. Tem as mesmas características da madeira em relação à elasticidade e ao peso.. Condutor de protecção . de betão armado. que irão compor a estrutura da construção. alvenaria. Permite definir o agente extintor a usar.Elemento estrutural de sustentação. Ao longo da história da arquitectura.Elemento saliente da construção. Coluna . criada para iluminar e/ou ventilação natural em ambientes em geral sem janelas. o que permite o fabrico de peças de grandes dimensões.

bem como para limpar as ferramentas e materiais do pintor. trata-se de um produto inflamável que comporta riscos especiais. durante a fase do projecto. como os inerentes ao contacto com a pele ou absorção dos vapores. onde se encontram as superfícies inclinadas (águas). para executar. Também chamada espigão horizontal.Procedimento de remoção de cimbres ou moldes. durante a realização da obra.Substância que serve para diluir ou dissolver.Medida da intensidade de sons. diluente .A1 . Não deve ser utilizado para a limpeza das mãos. descofragem . equipamento ou produto respeita todas as exigências básicas de segurança. 11 Glossário pelo dono da obra ou pelo autor do projecto ou pelo fiscal da obra mediante consulta ao primeiro. Tem um cheiro característico. Utilizado para tornar as tintas e vernizes mais fluídos. desaterro .Movimentação de terras ou pedras para a formação de plataformas horizontais que receberão a edificação.É o técnico designado pelo empregador para assegurar a direcção CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . de acordo com o tipo de cofragem utilizado. declaração de Conformidade . singular ou colectiva.Contacto acidental de dois terminais dum equipamento eléctrico ou de uma instalação a potenciais diferentes.Documento pelo qual se declara que uma máquina. A esta operação estão associados riscos específicos. Cumeeira . Curto-Circuito .Acção de escavação/desmonte ou terraplanagem de um terreno.Parte mais elevada de uma cobertura. linha de cume ou festo. as tarefas de coordenação previstas no Decreto-Lei 273/2003. d decibel .A pessoa. Coordenador em matéria de segurança e saúde durante a realização do projecto da obra . director de obra . abreviadas para dB.Operação que consiste na abertura e remoção dos moldes que serviram para moldar peças em betão armado. nomeada pelo dono da obra para executar. as tarefas de coordenação previstas no Decreto-Lei 273/2003. Corte ou desmonte (para implantação de obra) . Os diluentes são substâncias de natureza análoga aos solventes incorporados nas tintas e vernizes. descimbramento .

A sua manifestação pode ocorrer vários anos após contraída. E Edificação . não peneirada. comércio. dose . serviços ou indstria.A pessoa singular ou colectiva com um ou mais trabalhadores ao seu serviço e responsável pela empresa ou estabelecimento. 12 técnica e financeira dos trabalhos de construção. Tapumes.Escoamento de águas ou outros fluidos por meio de tubagem ou valas subterrâneas.Pessoa singular ou colectiva por conta da qual a obra é realizada.Aparelho portátil.Profissional encarregado da execução da instalação eléctrica. Empreiteiro Geral .Equipamento de movimentação de terras. biombos. Emboço . mesmo dos que Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Aparelho eléctrico de manobra destinado a garantir a interrupção automática de uma corrente eléctrica. dumper . chamados de drenos.Empresa adjudicatária de todos os trabalhadores. drenagem . dosímetro (Acústico) . É feito com areia grossa.Legalmente define-se como sendo uma doença contraída em consequência do exercício de determinada actividade profissional.Primeira camada de argamassa nas paredes.Designação genérica de qualquer construção destinada a habitação. com ou sem cabine e caixa basculante. Electricista .Glossário A1 . disjuntor . Empregador . utilizado para medir a exposição dos trabalhadores ao ruído durante o período de trabalho.Paredes que separam compartimentos de uma construção. dono da obra . doença profissional . divisória . telefónica e equipamentos.Quantidade de substância absorvida ou depositada no organismo durante um tempo determinado.

Espátula . Escora . de acordo com o projecto aprovado e as disposições legais ou regulamentares aplicáveis. Espigão . para remoção de tinta velha e aplicação de massa. Escavadora .Peça metálica ou de madeira que sustenta ou serve de trava a um elemento construtivo quando este não suporta a carga exigida.Movimentação de terras. Escavação . CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Esgoto .Material vitrificável aplicado sobre metais.Conjunto de tubagens onde se reunem e conduzem efluentes constituídos pelas águas residuais domésticas. Equipamento de trabalho . 13 Glossário não são da sua especialidade.A1 . podendo ser levada a cabo ao nível do plano de trabalho ou em profundidade. com remoção.Técnica de pintura em que se usa uma esponja para espalhar a tinta. Encarregado .Acção de colocação de escoras.Ponto culminante de um telhado. Esponjado .Ferramenta composta por uma lâmina presa a um cabo. Equipamentos de Protecção Individual . Entidade executante .Qualquer máquina. Escoramento . resultando num efeito irregular e manchado. Serve para a execução de fundações e para a abertura de valas. destinado a processar o expediente e a apoiar a direcção de obra. Linha que divide as águas de uma cobertura. Conjunto de Equipamentos de Protecção Individual. ferramenta ou instalação utilizado no trabalho.Profissional que dirige os operários numa empreitada. Esmalte . Tinta oleosa usada especialmente sobre madeira e metal. Entivação .EPI. cerâmicas e porcelanas. pluviais ou industriais.A pessoa singular ou colectiva que executa a totalidade ou parte da obra. aparelho. e que responde perante o dono da obra. Escritório de apoio .Gabinete de trabalho em estaleiro de obra.Máquina de terraplanagem provida de uma pá ou “colher” no extremo do braço articulado. que devem ser fornecidas pelo empregador ao trabalhador.Escoramento de sustentação provisória de terras em valas ou trincheiras.

Pode ser constituída por betão armado.Conjunto de elementos que forma o reticulado de uma edificação e sustenta paredes. aço.Rótulo contendo a designação do produto.) Estaleiros temporários ou móveis .Estação de tratamento de águas residuais. pavimentos e cobertura. Estaleiro de ferro . madeira. Estatística de acidentes . Geralmente de betão armado. sancas.Local da construção onde se armazenam os materiais (cimento. moldagem e montagem de armaduras. Estaca . os locais onde se desenvolvem actividades de apoio directo àqueles. usada no revestimento de paredes e de tectos. Estuque . dobragem de ferro. etc. A sua utilização e armazenamento requerem cuidados especiais pelo que só devem ser manuseados por pessoal especializado. sinalização de perigos e forma de armazenamento. e ainda. área para execução e reparação de cofragens. etc. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .São os locais de trabalho onde se efectuam trabalhos de construção de edifícios e de engenharia civil. depósito de cofragens fabricadas e depósito de cofragens utilizadas. madeira ou elementos de alvenaria resistentes. Estrutura . ETAR . que é cravado nos terrenos.Elemento estrutural utilizado em fundações indirectas. areia e água. ETA .) e se realizam os serviços auxiliares para a execução da obra (preparação da argamassa.Estação de tratamento de águas para consumo humano. etc. 14 Esquentador . Etiquetagem . permitindo uma actuação de modo a controlar os riscos. Estaleiro de obra . capazes de libertar energia e de produzir uma fragmentação.Local destinado ao aprovisionamento e movimentação de painéis de cofragens pré-fabricadas.Local destinado ao aprovisionamento e movimentação de atados de varões de aço.Massa à base de cal. corte.Glossário A1 .Substâncias químicas. ferro.Aparelho de aquecimento de águas alimentado a gás combustível. Estaleiro de cofragens . Explosivos .Sistema de recolha de dados da sinistralidade e posterior tratamento. Também usada em ornatos. gesso. madeiras para cofragens.

Classificação das instalações eléctricas de modo ordenado e estruturado atendendo à segurança das pessoas e dos bens. Em desuso.A1 . feito de vidro ou material plástico.Material de altíssima resistência e pouco peso.Peça integrante da viseira. por conta do dono da obra. Factores de influência externa .Conjunto de vãos. Fiscal da obra . Fato de trabalho .Elemento que forra a cobertura no seu interior. com dimensões análogas que entram na formação de uma parede.Regras Técnicas das Instalações Eléctricas de Baixa Tensão.Elemento constituinte de um equipamento de protecção individual. conforme a sua localização de alçado lateral esquerdo ou direito. janelas ou outras aberturas por onde entram o ar e a luz naturais. Fenestração . Os alçados ou fachadas laterais designam-se.Fileira horizontal de pedras. Forro . portas.Material que é empregue como condutor na transmissão de dados e voz. singular ou colectiva encarregada do controlo da execução da obra. destinado à retenção de partículas ou gases. aumentando inúmeras vezes a capacidade de transmissão em relação aos meios tradicionais com condutores de cobre. Filtro . Flutuante .A pessoa. Fibrocimento .Material que resulta da união do cimento comum com fibras de qualquer natureza . 15 Glossário F Fachada .a mais frequente é a fibra do amianto. composto de carbono com utilização na execução de barras ou tiras para serem incorporados no betão armado. Fiada .Alçado principal de uma construção que se opõe ao alçado posterior ou tardoz. Filtro óptico . É colocado directamente sobre a tela isolante. Fibra de carbono . É colocado entre a estrutura prin- CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .Equipamento de protecção individual para o corpo.Pavimento de madeira ou laminado cuja aplicação não requer pregos nem colas. Fibra óptica . As condições de selecção e instalação de equipamentos eléctricos em estaleiro de obra estão contempladas na Portaria Nº 949-A/2006 . blocos ou de tijolos.

Produto químico (tóxico) para eliminar insectos ou pragas. G Galgar .Conjunto de elementos estruturais (estacas ou sapatas) responsável pela sustentação da obra.Glossário A1 . Nos gases. A força de coesão é mínima e a de repulsão é enorme. ensoleiramentos. vapor ou fumos. Fumigar .São as utilizadas em solos que não têm boa coesão (por exemplo: argilas ou lamas) e que. Fundação (ou alicerce) . Fundação indirecta .Local onde os esgotos domésticos são recolhidos e decantados. Galvanização . fazer com que uma régua.Acção de tratamento de uma superfície metálica de forma a preservá-la da corrosão. 16 cipal e a secundária.Alinhar. sendo necessário procurar camadas mais profundas nas quais se vão cravar estacas ou elementos estruturais afins. sob o telhado. Gárgula . as moléculas movem-se livremente e com grande velocidade. Fungicida .Substância em estado gasoso cuja matéria tem forma e volume variáveis. Utilizam-se em solos com boa coesão e capacidade de carga. por isso. Gambiarras .Luminária portátil para iluminação provisória em obra/oficina. Fundação directa . orifício por onde escorre a água de uma fonte ou chafariz. desempenar.Líquido combustível utilizado em motores. dificilmente podem suportar as cargas previstas. Fossa séptica . Gás . alçar.Desinfestar por meio de gás. sapatas. uma tábua ou um vão (porta ou janela) tenham seus lados perfeitamente paralelos. endireitar. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .São as fundações em que as cargas são directamente transmitidas ao solo.Cano situado nas extremidades dos beirais que escoa as águas pluviais proveninetes das caleiras. através de elementos como vigas de fundação. levantar. sendo posteriormente bombeados ou drenados. Gasóleo .

uma contra lança e um contra peso. GPl .Referência a duas casas unidas por uma mesma parede meeira. tapume. Gesso cartonado . Guardas (de segurança) . o seu nome deriva da sua cor ou do local onde fica a jazida. bem como na protecção de aberturas. Grés . andaimes. com grande capacidade de isolamento térmico e acústico. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Grisu . e que serve para impedir a queda de materiais ou utensílios a partir da plataforma de trabalho.Gás de petróleo liquefeito. Grua-Torre .Elemento de protecção colectiva. denso e opaco. Elemento humano que controla uma obra relativamente aos acessos e orientações definidas pela direcção de obra. Geminada . Muito usado para revestir pisos.Peça que se coloca na base e junto ao bordo exterior do piso.Material cerâmico duro.Equipamento de elevação composto de uma base.Material de construção feito de papel e gesso prensados. utilizado na periferia das lajes. Guarda-cabeças . muito usado no revestimento interior de paredes e tectos. coberturas. muitas vezes.Pó de sulfato de cálcio que misturado com água forma uma pasta compacta usada em moldagens e no acabamento de tectos e paredes. suportando uma lança. Guarda-corpos . passadiços e acessos. Granito . grade. feldspato e mica.Elemento físico de segurança. plataformas. A constituição destes elementos deve ser executada de modo a que resistam ao peso de um trabalhador e não serem confundidas com barras e bandas de sinalização.A1 . fixa ou móvel sobre carris. Existem diversas cores de granito e.Peça integrante do calçado de protecção que protege a sola do pé. e de uma torre. Gesso .90m e um intermédio a 0. Devem ser constituídos por um montante vertical que suporta um elemento horizontal a 0. destinado a proteger um espaço.Gás metano mais ou menos puro que se emana das minas.45m. 17 Glossário Gáspea . composto de argila e feldspato.Rocha magmática granular formada por quartzo.

rampas ou outros elementos que apresentam pendentes. Higienista . Implantação . escadas. Impermeabilização .Processos construtivos que impedem a infiltração de água na estrutura construída.Aparelho de leitura directa que avalia a humidade relativa do ar (em percentagem). Higrómetro .Substâncias combustíveis que ardem com chama. Pode referir-se a coberturas. eléctricas.Redes técnicas aéreas ou enterradas relativas a instalações de águas. O aparecimento da ferrugem é um estado avançado do processo de oxidação. telecomunicações.Estado dos corpos em combustão ou detonação de um produto combustível. I Ignição .Técnico de higiene no trabalho. Infra-estruturas técnicas provisórias . Inoxidável . Infiltração .Ângulo formado entre um plano e a horizontal. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Marcação no terreno da localização exacta dos diferentes elementos que integram uma construção. 18 H Hidrófugo . esgotos residuais ou pluviais.Glossário A1 . podendo ser com filme plástico ou por aplicação de camadas de betume ou massa impermeável. em conformidade com o previsto no projecto.Refere-se aos metais submetidos a processos que impedem a oxidação (reacção do ferro com o oxigénio). Inclinação .Produtos ou agentes químicos adicionados às argamassas e tintas para proteger e preservar as paredes e construções da humidade. gás e outras. Iluminação directa .Iluminação dirigida para uma determinada área de circulação ou trabalho e que complementa a iluminação geral ou difusa.Acção de líquidos ou fuídos que penetram no interior das estruturas. Inflamáveis .

sem se comprometerem as condições de equilíbrio dos elementos estruturais. cimento. l lã de vidro .Quantidade de energia térmica proveniente dos raios solares recebida por uma construção. divisórias e tectos.Manta isolante à base fibra de vidro cor amarela e é usada para tratamento térmico e acústico em paredes. mármore. lambril (ou lambrim) . que podem ser provenientes do exterior e introduzidas por via respiratória. linha ou fenda que separa dois elementos diferentes mas justapostos. que define os pavimentos numa construção. apoiado em vigas e pilares. com encaixe do tipo macho-fêmea. 19 Glossário Insolação . lã de rocha .Peça de geometria e dimensão variáveis.Estrutura plana e horizontal de pedra ou betão armado.Unidade de medida de energia (J). CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .Manta isolante à base de fragmentos minerais e é usada para tratamento térmico e acústico em paredes.Processo ou técnica construtiva que visa resguardar um ambiente do calor. arenito ou metal. de cerâmica.Articulação. pedra.A1 . digestiva ou dérmica. laje . do som e da humidade. Intoxicação . que assegura o corte da passagem de corrente quando há uma variação anormal na tensão. com pouca espessura.Faixas inferiores que revestem as paredes geralmente em lâminas de madeira (rodapés). existente nos quadros eléctricos. barro cozido. ladrilho . divisórias e tectos. joule .Dispositivo. utilizada no revestimento de paredes e pavimentos. Interruptor diferencial . As juntas de dilatação permitem que os materiais se expandam pela acção do calor. Isolamento .Efeito causado no organismo por substâncias tóxicas. j junta .

em especial sobre a pele.Elemento de ligação entre a carga e o aparelho elevatório. local de trabalho . de betão ou outro material. lixa .Ligação das massas metálicas à terra. ligação de terra . amplia e controla. para protecção dos trabalhadores e necessário ao correcto funcionamento dos aparelhos diferenciais. lintel (verga. destinado a suportar a alvenaria que forma o pano superior da parede e que absorve essa carga. lingada . Tem aproximadamente 1cm.Glossário A1 . lei de ohm . como o cimento e a cal. 20 Lamparquet . padieira ou umbral) .expresso em Ohm. ligantes (Hidráulicos) . Sendo: U .expresso em Ampere lixívia . ligação equipotencial . para polimento. de natureza fotoquímica. em operações de limpeza e na dissolução de gorduras. Deve atender-se a medidas de segurança específicas para estes trabalhos que vão desde a capacidade de carga do equipamento á inspecção dos cabos.Acção que consiste em suspender uma carga através de cabos.Pavimento em madeira que difere do parquet na espessura.Local destinado a alojar um posto de trabalho. insolúvel e rígido.Folha com uma superfície abrasiva. que formam um composto estável. linga (cabo ou estropo) . em regra. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Pode causar efeitos sobre o organismo.Produtos. empresa ou qualquer outro local onde o trabalhador tenha acesso para exercer a sua actividade.Solução alcalina usada. tal que a tensão “U” é igual ao produto da resistência eléctrica “R” pela intensidade de corrente “I”. R . O seu manuseamento requer medidas de segurança e utilização de equipamento apropriado.Ligação que tem por objectivo manter o mesmo potencial entre duas massas.Elemento superior de um vão. I .Emissão de radiação electromagnética que se caracteriza por ser produzida por um dispositivo que a estimula. á sua eficiência de modo a evitar o escorregamento e ângulo que formam os cabos em função da carga. laser . como queimaduras. de modo a proceder á sua movimentação mecânica.expresso em Volt. situado dentro de um edifício.Relação entre três unidades de grandeza eléctrica. ou sobre o globo ocular. electromagnéticos e mecânicos.

Como medida de segurança. Sinónimo de movimentação manual de cargas.Profissional que realiza trabalhos em madeira nas edificações ou na con- CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .Viga de sustentação disposta segundo o comprimento de uma estrutura em que se apoiam os degraus de uma escada ou uma série de estacas. luvas (de protecção) . repousa nas pernas da asna. Manutenção .Tipo de pavimento em via de comunicação rodoviária.Equipamento de protecção individual para protecção das mãos. em miniatura. Madre . Marceneiro . 21 Glossário longarina . luminária . utilizado em vias de tráfego reduzido. de um projecto arquitectónico. na terminologia francesa. Mansarda . lubrificantes . Maqueta .Conjunto de acções organizadas destinadas a garantir o estado de conservação das estruturas. instalações e outros componentes de um sistema. Manoredutor .Produtos com a propriedade de olear peças de máquinas e ferramentas.Aparelho que permite controlar a saída de um fluído. iluminação. lâmpada.Tubo plástico transparente que cheio de água permite marcar uma determinada cota ou nível em diversos pontos da obra.O mesmo que água-furtada. Mangueira de nível . Requerem medidas de segurança na sua correcta utilização.Elemento ou vigota que na estrutura de uma cobertura. deve estar provido de uma válvula de segurança que permita a saída do fluído em caso de sobrepressão. revestimentos. Também pode ser um conjunto composto por balastro e lâmpada fluorescente. lanterna. Manómetro .Aparelho destinado a medir a pressão de um reservatório ou garrafa de gás.A1 . Estes equipamentos são utilizados nas botijas de acetileno ou hidrogénio. de um recipiente.Aquilo que alumia. para soldadura. M Macadame .Reprodução tridimensional.

lingas de correntes.Rocha cristalina e compacta. adaptado á face e que cobre as vias respiratórias. vigiando e controlando directamente o seu estado de saúde. Massa Fina .Para o lado da nascente de um rio.Radiação ionizante de baixo poder energético.Acção prática destinada a prevenir/eliminar o risco ou limitar as suas consequências. 22 fecção de móveis. água e cal.Meios destinados à implementação de medidas de autoprotecção que consiste na intervenção no combate a um incêndio. Meios de 1ª intervenção . formado por uma cabine que se desloca ao longo de guias verticais. A sua segurança obedece às normas próprias para elevadores e monta-cargas.Aparelho de elevação. Máscara . no espectro electromagnético. A utilização desta radiação comporta riscos para o globo ocular. Medida preventiva . Tem bom polimento e pouca resistência ao calor. Meios de suspensão . Tais como: lingas de cabos. ligas de cordas e lingas de barras de carga. desencadeada imediatamente após a sua detecção pelos ocupantes de um edifício ou instalação. lingas de estrado. Mástique . podendo afectar o sistema circulatório e glandular. Microondas . utilizada no reboco de paredes ou muros.Equipamento de protecção individual.Glossário A1 . O seu uso destina-se a proteger os trabalhadores que tenham de permanecer em ambientes contaminados ou que laborem com substâncias irritantes.Acessórios de elevação situados entre o gancho do aparelho elevatório e a carga.Produto em forma de pasta indicado para colagens elásticas. Mármore . Medicina do trabalho . Sobre a matéria biológica os efeitos são de ordem térmica. Reveste pisos e paredes e também guarnece elementos em cozinhas e casas de banho. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Mistura proporcional de areia fina.Especialidade da medicina cujo objectivo é prevenir riscos para a saúde do trabalhador.Equipamento de movimentação de terras e terraplanagem que serve para nivelar plataformas. Também se designam pelo mesmo nome os elevadores de materiais em obra. Escoamento por gravidade de montante para jusante. Montante . Monta-cargas . se bem que não obedecem a esta norma. Motoniveladora .

Equipamento de movimentação de terras.A1 . desmonte.É qualquer operação de transporte e sustentação de uma carga. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . escavação e perfuração de terras. Norma técnica . o óculos de Protecção .Documento que serve para comunicar aos interessados. Movimentação de terras . nivelamento. espalhamento. que devido às suas características ou condições ergonómicas desfavoráveis. vapores. transporte.Equipamento de protecção individual destinado à salvaguarda da vista contra gases.Sigla que significa Organização Internacional do Trabalho. oIT .É a profundidade a que se encontra a superfície do lençol de água subterrânea. nomeadamente na região dorsolombar. ohm . por um ou mais trabalhadores. Notificação de acidente . a descrição de um acidente. de forma sucinta. N Nível . Nível freático . Movimentação manual de cargas .Instrumento que verifica a horizontalidade de uma superfície. 23 Glossário Motoscraper . de terraplanagem e de transporte de grande capacidade que realiza trabalhos no nivelamento de pouca espessura mas de forma contínua.Engloba todos os trabalhos referentes a operações de carregamento.Conjunto de directrizes devidamente ordenadas com vista a evitar situações de risco para os trabalhadores.Regra que orienta e normaliza a produção de materiais de construção.Unidade de medida de resistência eléctrica. Normas de segurança . compactação. poeiras. partículas e líquidos. comportem riscos para os mesmos.

Equipamento de movimentação de terras provida de uma pá ou “colher” no extremo do braço articulado. 24 oMS . Palmilha . P Pá carregadora .Cada uma das peças verticais de portas e janelas responsáveis pela sustentação das vergas superiores.Local onde se devem estacionar viaturas ou equipamentos. Paramento . Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Parapeito .É qualquer trabalhador incumbido da utilização/operação ou manobra de um equipamento de trabalho. geralmente construído em alvenaria.Processo de reacção química do oxigénio com os metais. orçamento de obra . terraços.Um orçamento é uma previsão (ou estimativa) do custo de uma empreitada. fazendo assim uma previsão dos custos da mesma.Representação da estrutura organizativa de uma empresa ou empreitada onde estão representados os vários serviços e departamentos e a sua interligação.Elemento de compartimentação ou separação dos espaços que constituem um edifício. oxidação .Sigla que significa Organização Mundial de Saúde.Técnico que elabora os orçamentos para as obras. ombreira . presente em janelas. principalmente o ferro. organograma . Protecção que atinge a altura do peito. Serve para carregamento de terras para depósito ou camião. Parede . orçamentista .Face exterior de uma parede.Peça integrante da sola do calçado que protege o pé de eventuais perfurações. operador . Parqueamento (estacionamento) . Dá origem à ferrugem. sacados e patamares.Glossário A1 .Peitoril.

Pirómetro . ferro ou betão que numa asna liga as pernas á linha. Pé-direito . que formam desenhos a partir da mistura de tonalidades de várias madeiras. Pedreiro . pedra ou alvenaria.Profissional encarregado de preparar e aplicar revestimentos com tintas nas superfícies que vão receber estes materiais.Conjunto de leis municipais que controlam o uso do solo urbano.Desenho tridimensional de fachadas e ambientes. Peitoril .Equipamento eléctrico composto por um reservatório.Pedreiro usa-se este nome na zona Norte de Portugal.Altura entre o piso e o tecto.Piso feito da composição de tacos. Pavimento . deve dispor de protecções laterais adequadas. Perigo . Trolha . Passadiço .Peça de madeira.Instrumento composto de cerdas ou pêlos fixados por um cabo para aplicar tintas. Plano director municipal (PdM) . Andar. 25 Glossário Parquet . CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Pestana .Aparelho para medir altas temperaturas.Meia calha em chapa sobre trechos do telhado abertos. Pincel .Andar.Profissional encarregado da execução de elementos em alvenaria e acabamentos. Pendural .Passagem provisória que liga dois locais. Pintor . Piso .Elemento estrutural vertical de betão armado. Perspectiva .Pavimento de qualquer construção. Quando é circular.Base inferior das janelas que se projecta além da parede e funciona como parapeito. Conjunto de dependências de um edifício situadas num mesmo nível. Pistola (pintura). um espalhador e uma pistola para aplicação de jactos de tinta. madeira. Pilar . recebe o nome de coluna.A1 .Situação que excede o limite de risco aceitável.

etc. Porta de emergência . Plataforma . devendo dispor de material e equipamentos necessários. dimensão nominal máxima inferior a 0. que substitui o vidro no fecho de vãos. inquebrável. mais elevada que a sua envolvente.Revestimento cerâmico ou à base de resina de alta resistência e grande dureza.Área plana horizontal. local onde se efectua o controlo de acessos ao estaleiro de obra.Local onde se podem efectuar pequenos curativos médicos.Estudo das condições de segurança de um edifício.Proveniente da pedra britada.Saída destinada em exclusivo a uma evacuação de emergência.Documento no qual estão indicadas as medidas de auto-protecção. o nome tem origem italiana. Posto de socorros . Pó de pedra . Pré-fabricado . Platibanda . Policarbonato . de alta resistência. Plano de Evacuação . em geral de grandes dimensões. explosão. sismo.Moldura contínua. Garante luminosidade natural ao ambiente. devendo observar-se as medidas de segurança de modo a evitar quedas e outros riscos. Portaria . Muito usada para mostrar instalações hidráulicas e de gás.Entrada principal. Porcelanato . de dimen- Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .075 mm.Qualquer elemento produzido ou moldado industrialmente. formando uma protecção à cobertura. Devem permanecer devidamente sinalizadas e desobstruídas. 26 Plano de Emergência . com pontos de fuga. transparente. a cargo de porteiro.Material sintético. Planta isométrica .Glossário A1 . bem como a sinalização e coordenação destas acções. fuga de gás. mais larga do que saliente.Documento fundamental para o planeamento e organização da segurança no trabalho em estaleiros temporários ou móveis. Plano de Segurança e Saúde . elemento vertical de circulação. relativamente aos riscos de incêndio. Utiliza-se para trabalhos de construção. em que se estabelece os caminhos de fuga mais rápidos e seguros. actuação e de evacuação a adoptar por uma entidade para fazer face a uma situação de emergência.Rampa. Plano Inclinado .Tipo de perspectiva em que o desenho reproduz todos os elementos do projecto. que contorna uma construção acima dos freixais.

O seu uso tem como objectivo reduzir o tempo de trabalho e racionalizar os métodos construtivos. de cobertura de parte substancial da cabeça e de todo o pavilhão auricular (capacetes) e os protectores activos.É a denominação que se dá a uma queda acidental num pavimento à mesma cota ou com pequenas desníveis.Posição vertical da linha do fio de prumo.É a denominação que se dá à queda entre duas cotas significativamente afastadas. Q Queda de nível . 27 Glossário sões padronizadas. Protecção individual . Protector respiratório . São de quatro tipos: de inserção no canal auditivo externo (tampões).Equipamento de protecção destinado a proteger o operador do risco provocado pela projecção de partículas. barreiras. Protector auditivo . CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . eliminando.A1 . afastando ou interpondo.Equipamento de protecção individual destinado a proteger o trabalhador do risco de inalação de agentes agressivo. radiações ou outros riscos para a vista.É o EPI (equipamento individual) que é utilizado para reduzir o efeito agressivo do ruído ambiente no aparelho auditivo. em que se aplica ao trabalhador a respectiva protecção. Também denomina a verticalidade das paredes de uma construção.Técnica de protecção relativamente a um ou mais riscos. É em geral provocado por má arrumação do local de trabalho ou passagem por elementos não sinalizados. Protecção colectiva . Prumo .Técnica de protecção em que se protege o conjunto de trabalhadores. Dentro destas protecções consideram-se as normas de segurança e a sinalização. Em geral produz acidentes graves ou mortais. Protector ocular . Permite verificar o paralelismo e a verticalidade de paredes. Queda em altura .Nome do aparelho que se resume a um fio provido com um peso numa das extremidades. de cobertura de todo o pavilhão auricular (protectores auriculares). Prumada . pelo que se devem observar medidas de segurança apropriadas. entre estes e o risco.

Pode receber muitos outros acessórios. enquanto a massa ainda está fresca. para trabalhos de construção.Em redes de águas. Refractário .Radiação de grande poder energético e que produz ionização à sua passagem pela matéria.Equipamento de movimentação de terras. azulejo ou outro material. Ripado . como sejam o risco de surdez. O ripado faz parte da estrutura Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Ramal . tais como braços de carga extensíveis.Radiação de baixa energia do espectro electromagnético. A utilização desta ferramenta comporta vários riscos. Rede de segurança .Glossário A1 .Estrutura composta por ripas de madeira dispostas perpendicularmente ao declive da vertente e tem como função o suporte das telhas.Prancha estreita e comprida de madeira. Régua . Rebarbadora . Radiação não ionizante . que não produz ionização ao atravessar a matéria. A sua utilização requer medidas de segurança adequadas.É aquele que é eleito ou escolhido pelos trabalhadores para exercer funções específicas no âmbito da segurança e saúde no trabalho. sendo usadas para impedir ou limitar a queda em altura de pessoas ou materiais.Revestimento de parede feito com massa fina. corresponde a um caminho subsidiário dessa rede. esgotos ou outro fluído.Ferramenta mecânica com disco abrasivo.Qualidade dos materiais que apresentam resistência a grandes temperaturas.Designação genérica dos materiais que são aplicados sobre as superfícies toscas e que são responsáveis pelo acabamento. A acção não controlada sobre o organismo produz graves lesões (ex: leucemia e outras). Retroescavadora . podendo receber pintura directamente ou ser recoberto com estuque. martelos demolidores ou vibradores de betão. de projecção de partículas para a face e os olhos e as vibrações que transmite á mão e braço. equipado com uma pá carregadora frontal e uma pá retroescavadora. Perfil rectangular de alumínio que nivela pisos e paredes. porta-paletes. 28 R Radiação ionizante . Revestimento .São protecções colectivas. destinada a tirar rebarba. Reboco . Representante dos Trabalhadores .

Há dois tipos básicos: a isolada e a corrida. Já a sapata corrida é uma pequena laje armada colocada ao longo da alvenaria que recebe o peso das paredes. Os rodapés podem ser de madeira.Equipamento de protecção individual para protecção dos pés. normalmente em gesso. cerâmicas e tintas. fabrico de vidro. baterias. Sarjeta . mármore. no desenvolver do trabalho. envolta em material esponjoso ou lã para aplicar tintas. Pode ter diversos formatos e ainda embutir ou não a iluminação. ocorra um acontecimento anormal e imprevisto que ocasiona lesões e/ou danos.Parte mais larga e inferior do alicerce. Ruído . Artefactos de betão ou cantaria similares ao sumidouro. Sanca . 29 Glossário secundária da cobertura.Moldura. etc.Probabilidade que. A primeira é um elemento de betão de forma piramidal construído nos pontos que recebem a carga dos pilares. pedra.Desempeno de massa com emprego de régua ou sarrafo de madeira.Caixa sifonada que se instala nos passeios para escoamento das água pluviais que correm nas valetas. junto ao piso. Risco de Acidente . cerâmica. Sarrafar . contínuo ou de impacto. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Está presentemente nas actividades ligadas à fundição de chumbo e prata. Saturnismo . Sapato (de segurança) .Conjunto de condições que se deve verificar para a promoção e manutenção da saúde pública. Impõe-se fazer a sua avaliação para determinar o tempo máximo de exposição e /ou as protecções adequadas. distribuindo-o por uma faixa maior de terreno.Som desagradável. cilíndrica. Rolo .Faixa de protecção ao longo das bases das paredes.Peça comprida.A1 . S Salubridade . que quando em excesso pode provocar surdez profissional.Doença profissional devida ao contacto com o chumbo e inalação dos seus vapores. Ambos os elementos são indicados para a composição de fundações assentes em terrenos firmes. instalada no encontro entre as paredes e o tecto. Rodapé . Sapata .

madeira. cerâmica. Silicose . Soleira .Conjunto de meios e medidas destinadas a evitar e proteger as pessoas contra o risco de incêndio. configuração dada pela corrente das águas dos rios.Conjunto de sinais ou dísticos que se destinam a comunicar informações. Sinalização . Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . proibições ou obrigações. Sola . Tira de pedra ou lancil sobre a qual assentam as ombreiras de um vão de porta.Pneumoconiose provocada pela inalação de poeiras de sílica.) que exija protecção contra infiltrações de água. Servente .Glossário A1 .Conjunto de elementos que fazem parte da face inferior do calçado de protecção.Prancha de madeira.Aparelho destinado a medir a intensidade sonora num ambiente ou posto de trabalho. Sifão . Soterramento .Risco que se corre em trabalhos de escavação. 30 Segurança contra incêndio . Estes dados permitem proteger os trabalhadores relativamente ao risco de surdez ou promover a insonorização dos ambientes de trabalhos. com vista a facilitar o uso de instalações ou equipamentos. bloco. Seixo rolado . azulejo.Pedra de formato arredondado e superfície lisa. geralmente de pinho. designadamente no revestimento de pavimentos (soalho) e como elemento tosco em cofragem de madeira. na adesão e no isolamento de qualquer superfície (cimento.Auxiliar dos profissionais que trabalham nas obras. Solho . utilizada em múltiplos contextos. Sonómetro . etc. Existem também seixos obtidos artificialmente. perigos. fundidores de moldes de areia. podendo provocar a morte por asfixia ou por traumatismo. etc. É uma doença profissional que afecta os mineiros. de ficar debaixo de terras que se desprendem.Piso na porta de entrada de uma edificação. rolados em máquinas.Tubo ou caixa dividida por septo que constitui um compartimento de retenção das águas impedindo a exalação de gases ou cheiros provenientes dos esgotos ou tubos de drenagem Silicone .Material usado na vedação. vidro.

Vedação provisória que delimita a obra do meio envolvente. de ligação pouco estanque e eficiente. Tampões . madeira. vidro. com um duplo canal que assegura uma óptima estanquecidade ao vento e à chuva. Telha lusa . Volume inclinado de terras que impede o desmoronamento dos solos.Telha bem proporcionada e com um tamanho médio. formada por elemento rectangular com pega e destinada a apertar e alisar as massas. podem ter um cordão a ligá-los. Talocha . cerâmica. 31 Glossário T Tábua de Pé . O seu design tradicional e equilibrado conserva a beleza nostálgica dos velhos telhados portugueses tornando-se o modelo de eleição na renovação de coberturas de antigas habitações recuperadas. resultando daí uma cobertura mais “fechada”. de forma curva.Cobertura de uma edificação. ferro. A sua aplicação confere um efeito estético muito semelhante à telha de canudo (telhas à antiga portuguesa). com um único canal. Tapume .A1 . escarpa. pedra. tornando-se uma solução adequada para trabalhos intermitentes. é a designação que se dá às tábuas onde se apoiam os trabalhadores. Cada inclinação de telhado requer um tipo de telha específico. etc.Ferramenta de pedreiro ou estucador.Pavimento constituído por madeira maciça que é fixa (com cola ou pregos) à betonilha através de barrotes (sarrafos). Talude .Peças usadas para cobrir as construções. bege ou castanha.Telha tradicional artesanal. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Inclinação de um terreno em consequência de uma escavação. Este resultado é especialmente vantajoso para zonas muito ventosas ou obras com inclinações fracas.Rampa. Telha canudo .Telha de formato aplanado. Uma das suas vantagens refere-se a uma maior sobreposição de encaixes. é geralmente fixada com argamassa e pouco indicada para aplicação em coberturas com muita inclinação. Telhado .Protector auditivo constituído por uma rolha para cada ouvido. Telha . As telhas têm formas variadas e podem ser de barro. Tábuas corridas . tipicamente de cor vermelha. Telha marselha . Feitos de espuma de poliuretano ou PVC.Em andaimes.

Estão excluidas as instalações técnicas e acabamentos. Possui capa côncava ou trapezoidal e canal trapezoidal. económicas e sociais.Telha de cano plano com origem no Norte da Europa. é igual a metade do comprimento. sendo pouco estanque na junta e muito pesada. tijolo furado.Pessoa singular que.Peça de barro cozido usada nas alvenarias. o estagiário e o aprendiz e os que estejam na dependência económica do empregador em razão dos meios de trabalho e do resultado da sua actividade. se obriga a prestar serviço a um empregador.Elemento estrutural da cobertura. actualmente pouco usada. u urbanismo . Apoiase sobre a asna na posição horizontal. como os declives ou taludes e picos. 32 Telha plana . tijolo refractário com argila pura ou componentes refractários.Pincel espalmado. Tosco . Os tijolos laminados são produzidos industrialmente. necessárias ao desenvolvimento harmonioso da vida humana em contexto urbano. bem assim o tirocinante. Tem forma de paralelepípedo rectangular com espessura igual a metade da largura. Os estudos topográficos são essenciais para o projecto e a implantação de qualquer obra. Terça (ou madre) . mediante retribuição. incluindo a Administração Pública. Telha romana . os institutos públicos e demais pessoas colectivas de direito público e. sem necessidade de remates. Tijolo . embora não titulares de uma relação jurídica de emprego. É destinada a coberturas com grande inclinação. paralelamente ao beiral. pública ou privada. Existe também o tijolo cru (adobe).Estudo sistematizado e interdisciplinar da cidade que inclui o conjunto de medidas técnicas. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Trincha .Disciplina técnica que estuda e representa graficamente os terrenos e a diversidade do relevo.Conjunto de trabalhos de construção que abarcam a estrutura e as alvenarias. o tijolo de cunha forma destinada à construção de arcos. Trabalhador . Topografia . normalmente em madeira. que.Glossário A1 .Telha semelhante à telha canudo. por sua vez.

Via pública . Vão . Via de circulação pedonal . transporte de pessoal. com o fim de arrumar as componentes e produzir uma massa compacta.Equipamento destinado a produzir vibração no betão. equipamentos e materiais necessários à execução dos trabalhos.Local onde se despejam os entulhos e terras sobrantes das obras.Abertura ou rasgo numa parede. Vibrador . Verniz .Caminhos existentes no interior e envolvente ao estaleiro de obra que servem para os trabalhadores e visitantes circularem em segurança.Protecção (tapume. devem ser feitas avaliações e adoptar medidas de segurança.Obra de arte. Vedação de obra . Vazadouro . acima da cota do terreno natural.Aquele que tem uma trama de arame no seu interior para torná-lo mais resistente. em geral de betão armado ou metálica. Vidro temperado -Aquele que passa por um tratamento especial de aquecimento e CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . incolor ou não. que trata. Poderá destinar-se à colocação de janelas ou portas. Vidro aramado . que serve para ligar dois pontos de uma via.Peça de betão ou madeira colocada sobre vãos de portas e janelas que suporta a parte superior da parede. As vibrações sobre o corpo humano têm efeitos nefastos pelo que sempre que se verifique existir esse risco.Caminhos existentes no interior e envolvente ao estaleiro de obra que servem para a movimentação de viaturas ligeiras. por razões de segurança. protege ou realça as superfícies dos materiais.Escavação estreita e longa feita no solo para escoar águas residuais ou pluviais e também para a execução de infra-estruturas técnicas enterradas.Solução composta de resinas sintéticas ou naturais. 33 Glossário V Vala .A1 . grade ou rede) que isola a zona de trabalhos.Espaço público destinado à circulação pedonal ou rodoviária. prevenindo a intrusão de pessoas estranhas à obra. Verga . Via de circulação rodoviária .Caminhos existentes no interior e envolvente do estaleiro de obra. através da introdução de uma agulha. Viaduto . pesadas. Via de circulação .

Quando executada em fundações designa-se por viga de fundação.Valor limite de exposição ou seja o valor limite. ponderada em função do tempo de exposição. z zarcão . de cor alaranjada. ferro ou betão armado responsável pela sustentação das lajes. para um dia de trabalho de 8 horas e uma semana de 40 horas. O primeiro processo tem riscos elevados. para protecção dos olhos e do rosto. se não forem adoptadas medidas adequadas.l. O revestimento de chapas de ferro dá origem às telhas de zinco usadas em coberturas ou telhados quase planos. zona Perigosa . Vigota .E .Equipamento de protecção individual.Elemento estrutural fabricado em instalação industrial. É usado como primeira demão na pintura de peças metálicas a fim de protegê-las. já que esses produtos são muito perigosos para a saúde pelo contacto com a pele.É qualquer zona dentro ou em torno de um equipamento de trabalho onde a presença de um trabalhador exposto o submete a riscos para a sua segurança ou saúde. com pouca inclinação. Viseira . munido de um filtro óptico. 34 rápido arrefecimento para torná-lo mais resistente a impactos. A viga transfere o peso das lajes e dos demais elementos construtivos para os pilares. Viga .Material que foi revestido de zinco. V. zincado . penetram no corpo humano. x xilófago . Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Evita a oxidação ou ferrugem.Verme que se alimenta de madeira. expresso em concentração média diária.Glossário A1 .Elemento estrutural horizontal ou inclinado de madeira.Subproduto do chumbo. perfurando-a em galerias até à sua destruição total. óxido salino de chumbo. Para obviar este problema utilizam-se produtos que destroem esses vermes e que se aplicam por imersão da madeira ou por introdução em autoclave.

2.15. Documentação de Referência BIBlIOGRAFIA E EnDEREçOS ElECtRónICOS CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

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Legislação CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .3.15.

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .

Decreto-Lei n. Decreto-Lei n.Aprova o Regulamento de Segurança no Trabalho da Construção Civil . 1 Legislação • • • • • • • • • • • • • • • • • Decreto-Lei n.º 566/93 de 2 de Junho . Decreto-Lei n. Higiene e Saúde no Trabalho.Transpõe para o direito interno a Directiva do Conselho n.º 26/94 de 1 de Fevereiro . Decreto-Lei n.º 441/91 de 14 de Novembro relativo aos princípios de prevenção de riscos profissionais.Transpõe para o direito interno a Directiva n. Decreto-Lei n. Lei nº 100/97 de 13 de Setembro – Aprova o novo regime jurídico dos acidentes de trabalho e doenças profissionais. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .Aprova o Regulamento da Sinalização Temporária de Obras e Obstáculos na Via Pública. Decreto-Lei n. as inscrições relativas à marca de conformidade CE e respectivos sistemas de comprovação.Estabelece o regime de organização e funcionamento das actividades de Segurança.º 89/391/CEE relativa à aplicação de medidas destinadas a promover a melhoria da segurança e da saúde dos trabalhadores no trabalho.º 89/106/CEE.º 141/95 de 14 de Junho .º 46427 de 10 de Julho de 1965 .RSTCC. bem assim.º 89/656/CEE de 30 de Novembro relativa às prescrições mínimas de segurança e de saúde na utilização de equipamentos de protecção individual. Decreto-Lei 320/2001 de 12 de Dezembro . Portaria n.Transpõe para o direito interno a Directiva n.º 41821 de 11 de Agosto de 1958 .º 102/2000 de 2 de Junho – Aprova o estatuto da Inspecção-Geral do Trabalho. Decreto-Regulamentar n. Decreto-Lei n. de 14 de Novembro .A3 . tendo em vista a aproximação das disposições legislativas dos Estados membros. Decreto-Lei n.º 98/37/CE de 22 de Junho relativa às regras de colocação no mercado e entrada em serviço de máquinas e dos componentes de segurança.Estabelece as regras relativas à informação estatística sobre acidentes de trabalho e doenças profissionais). Decreto-Lei n.º 89/654/CEE de 30 de Novembro relativa às prescrições mínimas de segurança e de saúde para os locais de trabalho). Decreto-Lei n.Estabelece as regras técnicas de concretização das prescrições mínimas de segurança e saúde nos locais e postos de trabalho dos estaleiros.º 347/93 de 1 de Outubro .Aprova o Regulamento das Instalações Provisórias Destinadas ao Pessoa Empregado nas Obras.Transpõe a directiva n.Prescrições mínimas para a sinalização de segurança e de saúde no trabalho. Portaria n. relativa aos produtos de construção.º 101/96 de 3 de Abril .º 113/93 de 10 de Abril . de 21 de Dezembro de 1988. Portaria n.º 348/93 de 1 de Outubro .Regulamenta as prescrições mínimas de colocação e utilização da sinalização de segurança e saúde no trabalho.º 33/88 de 12 de Setembro .º 362/93 de 15 de Outubro .º 133/99 de 21 de Abril .Transpõe para o direito interno a Directiva n.Altera o Decreto-Lei n.º 441/91.Regulamenta as exigências essenciais das obras susceptíveis de condicionar as características técnicas de produtos nelas utilizados e.º 1456-A/95 de 11 de Dezembro .

Decreto-Lei nº 50/2005 de 25 de Fevereiro . Decreto-Lei nº 306/2007 de 27 de Agosto – Estabelece o regime da qualidade da água destinada ao consumo humano.Prescrições mínimas de segurança e de saúde para a utilização pelos trabalhadores de equipamentos de trabalho.º 92/57/CEE.Estabelece o regime de prevenção de acidentes graves que envolvam substâncias perigosas e de limitação das suas consequências para o homem e para o ambiente. Lei 35/2004 de 29 de Julho – Regulamenta o Código do Trabalho.º 12/2004 de 9 de Janeiro . Decreto-Lei n. de armador(a) de ferro e de ladrilhador(a). Decreto-Lei nº 278/2007 de 01 de Agosto – Altera o Decreto-Lei nº 9/2007.Legislação A3 .Transpõe para o direito interno a Directiva n. Decreto-Regulamentar nº 76/2007 de 17 de Julho – Altera o Decreto-Regulamentar nº 6/2001 de 5 de Maio.Estabelece as normas de certificação da aptidão profissional e de homologação de cursos de formação profissional dos perfis profissionais de carpinteiro(a) de estruturas [carpinteiro(a) de cofragens]. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Portaria nº 299/2007 de 16 de Março – Aprova o modelo de ficha de aptidão médica.Prescrições mínimas de segurança e saúde respeitantes à exposição dos trabalhadores aos riscos devidos ao ruído. Portaria nº 949 –A/2006 de 11 de Setembro – Regras técnicas das instalações eléctricas de baixa tensão. do Conselho. que transpôs para a ordem jurídica interna a Directiva nº 98/83/CE. que aprova o Regulamento Geral do Ruído. de 29 de Outubro .º 146/2006 de 20 de Fevereiro . revendo o Decreto-Lei nº 243/2001 de 5 de Setembro. Decreto-Lei nº 305/2007 de 24 de Agosto – Transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva nº 2006/15/CE. 2 • • • • • • • • • • • • • • • • • Lei 99/2003 de 27 de Agosto – Aprova o Código do Trabalho. de 3 de Novembro. de 24 de Junho relativa a prescrições mínimas de segurança e saúde a aplicar nos estaleiros temporários ou móveis. Decreto-Lei n.º 273/2003. Decreto-Lei nº 326-B/2007 de 28 de Setembro – Aprova a orgânica da Autoridade para as Condições do Trabalho. Decreto-Lei nº 254/2007 de 12 de Julho . de 17 de Janeiro. que estabelece uma segunda lista de valores limite de exposição profissional (indicativos) a agentes químicos. Decreto-Lei nº 182/2006 de 6 de Setembro . Portaria nº 58/2005 de 21 de Janeiro – Estabelece as normas de certificação da aptidão profissional e de homologação de cursos de formação profissional dos perfis profissionais de condutor(a) manobrador(a) de equipamentos de movimentação de terras e condutor(a) manobrador(a) de equipamentos de elevação.Estabelece o Regime Jurídico aplicável ao exercício da actividade de construção. de pedreiro (m/f ). que aprova a lista das doenças profissionais e o respectivo índice codificado. Decreto-Lei nº 266/2007 de 24 de Julho – Transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva 2003/18/CE. Portaria n. relativa à protecção sanitária dos trabalhadores contra os riscos de exposição ao amianto durante o trabalho.

15. Actividades/Avaliação RESOlUçãO OU DESEnvOlvImEntOS PROPOStOS CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .4.

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Estaleiro não se encontra perfeitamente delimitado. Estruturas confinantes e eventuais impactos causados pela execução da obra.20m/0. Solicitar às entidades gestoras dos serviços públicos o contacto dos piquetes de emergência e informação sobre o cadastro das suas redes enterradas e aéreas. AV2 . Acesso/Colisões/Atropelamentos/Esmagamentos. troços com comprimento superior a 100. 5.60m. Sinalização de limitação de velocidade de 20Km/h.0m a 4. 2. Acessos e eventual conflitualidade com vias existentes de trânsito pedonal e rodoviário. Consoante o local e via de acesso deve ser limitada a velocidade (colocadas bandas sonoras. 1 Actividades / Avaliação . sinais luminosos e sinais verticais).5m. Não existe controlo de acessos. em todo o estaleiro de obra. 3. Incêndio – Carretéis de calibre reduzido/Explosão – Proibir garrafas de gás em caves/Electrocussão – Disjuntores diferenciais de 30 mA/Ambiente – ETAR/Intoxicação – Evacuação de produtos de combustão/Derrame de gasóleo – Caixa de retenção de hidrocarbonetos. 2. 2.3m/3. 4. Material utilizado na vedação constituí risco para os trabalhadores ou terceiros. Infra-estruturas aéreas e enterradas. 6. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . Interior/Envolvente/Trabalhadores/Pé/0.Resolução ou Desenvolvimentos Propostos AV1 . 3.3m/5.0m/2.60 m.6m/2. Vedação/Viaturas/Portaria/Controlo de Acessos 4.25m/4. Separadas das vias pedonais.0m. 5. 2.90m.Estaleiro de obra 1. 3.A4 .Caminhos de Circulação 1. Dimensão da largura da via (único sentido) com pelo menos 3.0m garantir alargamento pontual para cruzamento de veículos.

Instalações Administrativas 1. Avisar ou mandar avisar imediatamente os Socorristas. serviço de gestão de equipamento. deve ser analisado o risco de derrubamento pela acção do vento. A utilização de módulos metálicos obriga a execução de ligação de terra e ligação equipotencial de todos os módulos. aprovisionamento. evitar que visitantes ocasionais não se percam e entrem em locais de risco. Rede de água fria e quente. Não lhe dar líquidos ou estimulantes. Energia eléctrica. 2 6. Posto de socorros. Iluminação exterior das instalações e iluminação interior com lâmpadas de fluorescência. A localização mais conveniente para a portaria será junto do acesso principal e deverá ter uma correlação de proximidade muito importante com o escritório de obra. Construção modulada em altura. deixar a vítima como está sem a movimentar. Equipamentos de alarme e combate a incêndios/Proibição/Triângulo/Círculo/Saídas de emergência. Deve ter rede telefónica com contacto directo ao escritório de obra. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC .Actividades / Avaliação . Identificar e sinalizar as instalações. 3. 6. 2. Veículos/Barreira física/Peões/Portaria/Vedação . Ponto de encontro. 4. módulos devem ser espiados e amarrados. central telefónica e parqueamento de viaturas. AV3 . Administrativa/Vitrina/Documentos/Informação/Plano de Segurança e Saúde. Revestimentos de paredes e pavimentos resistentes e laváveis. 5. Janelas que possibilitem uma boa ventilação e iluminação natural. Havendo suspeita de fractura ou outras lesões não identificadas. Não permitir que a vitima se levante ou sente. Manter a área envolvente à vítima totalmente desimpedida.Resolução ou Desenvolvimentos Propostos A4 . com circuito de iluminação e tomadas. Tapar a vitima com um casaco ou manta. os Técnicos de Segurança e os responsáveis pela coordenação dos trabalhos.

0/Pavimento/10/1. 2.5m. tóxicos e inflamáveis a ficha de segurança do produto. Proibição de fumar e foguear em armazéns. 5. 1.1. O regime dos ventos para minimizar a invasão de poeiras da obra. AV5 .5/2. 6. 3 Actividades / Avaliação . 2. Os carpinteiros devem ter formação adequada à sua profissão e receber formação e informação sobre os riscos associados ao seu local de trabalho. 3. Afixar regras diárias de limpeza e organização dos postos de trabalho. 6. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .Estaleiro de Apoio à Produção 1. 5.Resolução ou Desenvolvimentos Propostos AV4 . Armazém/Fiel de armazém/Ferramentaria/Ferramenteiro. 8/2/2/3. Afixada sinalização de segurança. Local geograficamente independente do estaleiro industrial. 4. 3.5m/1. Os regimes dos ventos se forem adoptados módulos sobrepostos. Amputação/Electrocussão/Ruído. 66 m2 4. Disponibilizar junto dos produtos corrosivos. Manter em bom estado a rotulagem dos produtos. Queda em altura – Guarda corpos em bordaduras de lajes/Incêndio – Armazenar óleo descofrante em local fresco e ventilado/Exposição ao ruído – Manutenção de máquinas e ferramentas/Esmagamento – Suspensão de cargas em mais de um ponto de fixação.5m/1. Não existe vedação/Não está sinalizado/Não existe extintor de pó tipo ABC. O local de implantação deve ser convenientemente drenado.Instalações Sociais 1. Proibir a utilização de luvas quando se efectuem operações com máquinas. 2. procedimentos de manutenção e os riscos associados a cada máquina-ferramenta. Os painéis de cofragem devem ser armazenados em local acessível aos meios mecânicos.0m/1.A4 .

Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Os elementos de cofragem não deverão ser depositados directamente no solo. Com ventos superiores a 60 Km/h suspender as movimentações mecânicas de cargas. Protecções colectivas/Queda em altura/0. As caixas de escadas devem dispor de guarda-corpos que impeçam a queda de pessoas. para que os restantes trabalhadores não circulem num local onde os riscos são significativos e específicos do armador de ferro. As suspensões não devem ser feitas com cabos de elevação posicionados num único ponto. plataformas de trabalho e locais de recepção de materiais devem dispor de guarda-corpos. Os atados de varões de aço e as armaduras devem ser armazenados em local acessível aos meios mecânicos de elevação. Todos os vãos. desobstruídos. Os planos de trabalho devem ter os bordos que dão para o vazio protegidas por guarda-corpos capazes de impedir a queda de pessoas e materiais. devendo ser rigorosamente proibido guiar os atados com as mãos. 3.Equipamentos de Protecção Colectiva 1. Não subir nem manter-se de pé sobre as diagonais longitudinais ou sobre o guarda corpos. Electrocussão/Queda em altura/Queda de materiais. arrumados e limpos. AV6 .45m/1. os atados de aço devem ser posicionados com recurso a cordas guia. Os prumos deverão ser armazenados na horizontal com travamento devido à sua forma circular. Na sua recepção. Devem ser implementados espaços de circulação adequados. Não saltar entre plataformas.Resolução ou Desenvolvimentos Propostos A4 . aberturas em fachadas e caixas de elevador devem ter guarda-corpos. Deve ser garantida a remoção de resíduos e desperdícios. 8. 4 O armazenamento dos elementos deve ser organizado por tipos e dimensões. Nos planos de trabalho. A zona afecta ao estaleiro de ferro deverá estar delimitada e sinalizada.Actividades / Avaliação . 2. Os atados devem ser conduzidos com recurso a cordas guia. todas as aberturas devem estar protegidas. 7.0m/Guarda cabeças. Verificar o estado de conservação dos cabos e lingas. Os andaimes. 4.

6m. Entre a beira da escavação e os materiais deve ser mantido um espaço livre. 1 . 0.Equipamentos de Protecção Individual 1. 8. Rede tipo ténis/Redes verticais tipo forca/Redes horizontais/Redes horizontais de grande extensão. 6. 5. AV7 .0m/3.têm como função isolar completamente o ar que o trabalhador respira.A4 . As escavações em valas com mais de 1.6m/2. Tamanho/Riscos a que protege/Ergonomia 7. Dentro desta categoria encontram-se os anti-aerossóis (ou anti-poeiras) e os anti-gases. Quedas em altura/40mm/20mm/Cinto de trabalho CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . fornecendo um ar puro artificialmente.têm como função filtrar o ar que o trabalhador respira no seu ambiente de trabalho. Nunca descer a uma escavação não entivada. Transparente/ Bom campo de visão/Resistente a choques 4. Ruído/Abafadores/Tampões 3.Resolução ou Desenvolvimentos Propostos Não trabalhar em cima do andaime durante uma tempestade ou debaixo de ventos fortes.0m máximo. Bota – Protecção dos pés ao nível do tornozelo Botim – Protecção dos pés acima do tornozelo Sapato – Protecção só dos pés 8. 5 Actividades / Avaliação . 5.. Não sobrecarregar os quadros nem as plataformas do andaime. 1. F (não é protecção colectiva)/V/V/F (a cor não consta de tais informações)/V 2. 2.0m mínimo/6. quer para fazer o assentamento da entivação quer para a realização de outros trabalhos. Deverá usar-se sempre capacete de protecção. As escavações devem ser contornadas por roda-pés que impeçam a queda de materiais sobre os trabalhadores que executem tarefas no fundo da vala.Aparelhos filtrantes . Não instalar escadas nem dispositivos improvisados em cima do andaime.20m devem ser entivadas. 6. 7.Aparelhos Isolantes.

Sair e aceder ao equipamento pelos acessos apropriados. Em manobras difíceis ou de fraca visibilidade utilizar um ajudante de manobra. AV9 . Incêndio/Contaminação de solos/Exposição a gases tóxicos. Escavação/Transporte/Aterro. Em vias de circulação. 6 9. Manter estes locais livres de substâncias que potenciem o risco de quedas. Queda em altura/Queda de materiais/Projecção de materiais.Luvas (Protecção das Mãos) 5. À mínima suspeita da existência de gases tóxicos. 3.Colete reflector (Protecção do Corpo) 10.Movimentação de Terras e Escavações 1. 2. suspender os trabalhos. Chefias/Meios humanos/Cargas de mão-de-obra/Plano de Segurança e Saúde. Verificação periódica da máquina conforme manual de instruções do fabricante. Viseira Bata Luvas AV8 .Capacete (Protecção da Cabeça) 2. 3. 1. 2. devido à possibilidade de exposição a gases explosivos. Queda em altura/Queda de materiais/Queda ao mesmo nível. Levantamento das infra-estruturas enterradas. demarcar a zona de intervenção do equipamento.Resolução ou Desenvolvimentos Propostos A4 .Funções em Estaleiro de obra 1.Botas (Protecção dos Pés) 6. 4.Abafadores (Protecção dos Ouvidos) 3.Actividades / Avaliação . Estabelecer planos de emergência para incidente/acidente referente a corte de condutas. Funções/Equipamentos de protecção individual/Saúde/Aptidão física. 4. Observar todas as indicações do fabricante quanto á estabilidade do equipamento.Máscara (protecção das Vias Respiratórias) 4. Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Condicionar a utilização de equipamentos eléctricos em trabalhos de escavação.

Pilar/3 – Laje. 2. em local vedado e condicionado o acesso com fechadura. Armazenamento de aditivos para betão. Meios de 1ª intervenção nos locais de armazenamento de aditivos para betão. Impedir a inundação das fundações através do desvio de linhas de água. 3.20m. Estabelecer planos de emergência para incidente/acidente referente a corte de condutas. 4.A4 . 7 Actividades / Avaliação . Águas de lavagem de baldes. a uma distância razoável dos bordos. AV11 . Incêndio/Exposição a gases tóxicos/Dermatites.Fundações 1. Levantamento das características geológicas dos terrenos de escavação. Em caso de contaminação acidental de qualquer parte do corpo. Colocar em reserva bombas para a drenagem de águas. 2. Execução de talude natural no coroamento dos depósitos de terras. Assegurar o controlo da atmosfera na vala ou cabouco. uma valeta impermeável destinada a desviar as águas da chuva ou outro tipo de escorrências. 1 . deve lavar abundantemente a parte atingida com água e sabão. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .Viga/2.Estruturas 1. para equipamentos e trabalhadores. Colocar guardas em todo o perímetro da escavação e reforçar com sinalização luminosa nos locais de circulação nocturna de pessoas ou veículos. 3. controlo esse que deverá ser quase permanente se for previsível a necessidade de foguear no seu interior. Logo depois da marcação no terreno da zona a escavar abrir. Armadura/Betão armado/Betão/Cimento. Deve ser proibida a aplicação de descofrante em tronco nu. 4. autobetoneiras e autobombas devem ser encaminhadas para bacias de decantação. Levantamento das infra-estruturas enterradas. Construção de acessos separados à zona de trabalhos. Incêndio/Contaminação de solos/Exposição a gases tóxicos. Devem ser devidamente entivadas as frentes de escavação para profundidades superiores a 1.Resolução ou Desenvolvimentos Propostos AV10 . Directas/Superficiais/Indirectas/Profundas.

Tijolos soltos devem ser movimentados em segurança. Irritação dos olhos/Exposição a poeiras/Dermatoses.Vara 2. antes de as içar. Armazenamento de produtos em local fresco e bem ventilado. sem antes estarem colocados guarda-corpos ou redes de protecção. Águas de lavagem de baldes. 2. Deve ser proibido a realização de trabalhos nas bordaduras de lajes. Garantia da integridade da rotulagem nos produtos tóxicos. 2. 4. As paletes de tijolo e cimento devem ser movimentadas com meios mecânicos e distribuídas tão próximo quanto possível dos locais de aplicação e preparação. gamelas. devem ser enviados a vazadouro. Deve haver o cuidado de não romper o filme plástico de protecção das paletes de tijolo.Alvenarias 1. Estabelecer planos de emergência para incidente/acidente referente a exposição a Análise de Riscos na Construção Civil CENFIC . Plataformas de trabalho com altura superior a 1. Fichas de segurança dos produtos. Proibir o assentamento de plataformas de trabalho sobre tijolos.Actividades / Avaliação . junto de pilares. Alvenarias de tijolo/Organização dos trabalhos/Argamassas/Térmico e Acústico. bidões.Coberturas 1. periodicamente. 8 AV12 . Irritação/Dermatite 4.Forro 4.Contra-ripado (paralelo ao declive) 3. estâncias e betoneiras devem ser encaminhadas para bacias de decantação.20m devem ser dotadas de guardacorpos. AV13 . 3. caixas ou escadotes. evitando sobrecarregar as lajes em zonas menos resistentes. afixadas junto dos produtos tóxicos ou irritantes. Devem ser colocadas protecções colectivas em elementos vasados (poço de elevador. Colocação de materiais. Os entulhos devem ser depositados em local específico e.Asna 3. 1. corettes.Resolução ou Desenvolvimentos Propostos A4 . caixa de escadas. Meios de 1ª intervenção nos locais de armazenamento de aditivos para betão. Ripas/beirado/madres/asna/cumeeira. negativos de lajes).

Utilizar os EPI obrigatórios e os específicos para determinadas tarefas. AV14 . Verificação periódica do equipamento conforme manual de instruções do fabricante. 9 Actividades / Avaliação . sem antes estarem colocados guarda-corpos ou redes de protecção. Fichas de segurança dos produtos. Armazenamento de tintas e vernizes em local seco e ventilado. afixadas junto dos produtos tóxicos ou irritantes. Estabelecer planos de emergência para incidente/acidente referente a exposição a produtos tóxicos.Resolução ou Desenvolvimentos Propostos produtos tóxicos. Use as posições adequadas do corpo para movimentar carga. Não devem ser utilizadas como posto de trabalho. Definir o local destinado ao armazenamento das tintas. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil . As escadas de mão devem ser fixadas e equilibradas.A4 . Deve ser proibido a realização de trabalhos nas bordaduras de lajes. Meios de 1ª intervenção nos locais de armazenamento de tintas e vernizes. Garantia da integridade da rotulagem nos produtos tóxicos. Plataformas de trabalho com altura superior a 1. Devem ser colocadas protecções colectivas em elementos vasados (caixa de escadas. garantindo a boa circulação. Deve ser garantida a limpeza e organização diária dos postos de trabalho. 3. Os andaimes não devem ser sobre carregados com materiais. Irritação dos olhos Electrocussão Dermatoses 4. Espátula/pincel/aplicar tintas/pistola/trincha 2. negativos de lajes).Revestimentos 1.20m devem ser dotadas de guardacorpos.

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Venda Nova 2704-505 AMADORA Tel. em especial no Sector da Construção Civil e Obras Públicas. e na impossibilidade de nomear individualmente todas as empresas que cederam os direitos de imagem ou conteúdos. Informação e Formação para o Ambiente Rua Azedo Gneco.net Avaliador externo: Teleformar.pt www. 27. Finalmente. +351 239 948 570 Fax: +351 239 945 232 E-mail: escritorio@teleformar. 27ª. +351 21 496 77 00 Fax: +351 21 499 07 67 E-mail: cinel@cinel. 10 2925-579 AZEITÃO Tel. empenho e disponibilidade dos seguintes parceiros: Ceifa ambiente.net www. expressa-se aqui o agradecimento sincero de toda a Equipa.com josé Paulo Palhas lourenço Engenheiro Civil Rua Patrício Nunes.ceifa-ambiente.3@sapo. com o seu profissionalismo e dedicação.net www. lda Centro de Estudos. directa ou indirectamente. Lote 31A 3150-109 CONDEIXA-A-NOVA Tel. na certeza de que a sua generosidade irá favorecer o desenvolvimento e aprofundamento das competências nacionais nos domínios da Qualidade. Tomé. Quinta de S. C/v Dta. o conteúdo e a concepção gráfica ficam a dever-se sobretudo à proficiência.Agradecimentos O desenvolvimento dos recursos didácticos que integram este Projecto foi coordenado pelo CENFIC – Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul. a pesquisa.lourenco. +351 93 203 11 57 Fax: +351 21 219 16 72 E-mail: jose. deram o seu contributo para o sucesso deste projecto. 1350-038 LISBOA Tel. +351 21 392 00 94/5 Fax: +351 21 392 00 91 E-mail: geral@ceifa-ambiente.pt Estes agradecimentos são extensivos a toda a equipa do CENFIC e dos PARCEIROS que. bem como todos os colaboradores externos que. a coordenação técnico-pedagógica.teleformar.cinelformacao. muito contribuíram para o resultado final dos materiais produzidos. Segurança e Ambiente. lda Urb.net CINEl Centro de Formação Profissional da Indústria Electrónica Rua das Indústrias. 68. Porém. CENFIC Análise de Riscos na Construção Civil .

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Produção apoiada pelo Programa Operacional de Emprego.ministério do trabalho e da Solidariedade Social e pela União Europeia. Formação e Desenvolvimento Social (POEFDS). Formação e União República POEFDS Desenvolvimento Social Centro de Formação Profissional CENFIC da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul . através do Fundo Social Europeu Europeia Portuguesa Programa Operacional Análise de Riscos na Construção Civil Emprego. co-financiado pelo Estado Português .

Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade Guia de Aprendizagem do Formando Módulo 2 Europeia CENFIC União República Portuguesa POEFDS Programa Operacional Emprego. Formação e Desenvolvimento Social Centro de Formação Profissional Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul .

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Arquitectura e Construção 862 . Produção apoiada pelo Programa Operacional de Emprego.: +351 21 940 63 00 • Fax: +351 21 940 63 70 • E-mail: cenfic@cenfic. Lda.cenfic. por escrito. Cristina Leitão Silva João Caixinhas Teleformar. em suporte informático Coordenação Técnico-Pedagógica Autores Apoio Multimédia e Concepção Gráfica Avaliação Técnico-Pedagógica 1ª Edição Tiragem depósito legal ISBN Copyright 2008 Todos os direitos reservados CENFIC Av.Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul Direcção de Serviços de Gestão Estratégica Elisa Lopes Antunes Félix Esménio CEIFA ambiente.Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social e pela União Europeia. através do Fundo Social Europeu.Centro de Formação Profissional da Indústria Electrónica Portugal. Março de 2008 500 exemplares. do IEFP . Qualidade e Ambiente na Construção Civil (200-RD-2004) Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade Guia de Aprendizagem do Formando 580 .pt Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida ou transmitida por qualquer forma ou processo sem o consentimento prévio. CINEL . Severiano Falcão • 2689-516 PRIOR-VELHO Tel. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .Segurança e Higiene no Trabalho CENFIC . Formação e Desenvolvimento Social (POEFDS). co-financiado pelo Estado Português .M2 . 1 Ficha Técnica Projecto Título Tipo de Recurso Áreas de Educação e Formação (nucleares) Propriedade Coordenação do Projecto Segurança.pt • www.Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul.Instituto do Emprego e Formação Profissional ou do CENFIC . Prior Velho. Lda.

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3 Ícones Actividades / Avaliação Documentação de Referência / Bibliografia Destaque Glossário Índice Legislação Objectivos Plataforma de Formação a Distância/Internet Recursos Multimédia DVD ou CD-Rom Resumo Videograma CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .M2 .

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3.1. 7 Índice • • • Apresentação do Projecto Ficha Ambiental Enquadramento e Caracterização do Módulo • • • • • • • • • • • Nota introdutória O Sector Algumas especificidades Pressupostos de elaboração do módulo Caracterização do público-alvo Áreas profissionais visadas Pré-requisitos. 25 M2 .3. As relações entre o homem e o ambiente 1.1.2.1.2.1.1. Actividades/avaliação M2 .4. 22 M2 .3.2. Inovação cultural 2. 25 M2 . 21 M2 . Sustentabilidade 2.2.2. Efeitos ambientais da actividade humana 1.2. A utilização da natureza como depósito de emissões e resíduos 1. aquíferos e oceanos 1.2.4.2. 23 M2 . 23 M2 .1. A utilização da natureza como fonte de recursos 1.4.2. A poluição dos solos. Inovação técnica 2. 24 M2 .M2 .1.1.1. Formas de implementação 2.2. Preservação do património 2. 27 SM 1 FT 1 FT 2 2. Actividades/avaliação FT3 AV 1 SM 2 FT 4 FT 5 3. 15 M2 . 25 M2 .2.2.1. O conceito de desenvolvimento sustentável: definição e princípios 2. 21 M2 . O ciclo do carbono O ciclo da água As cadeias alimentares Qualidade ambiental como pré-requisito para a sustentabilidade 3. 3. Agir rumo à sustentabilidade 2. A Base da Sustentabilidade Ecológica: os Ciclos Naturais 3.2. 3. Ocupação do solo 1.4.3. o desafio Ambiental 1. Responsabilidade social e cidadania 2.2. O sector da construção e o ambiente 1.4. 22 M2 . duração e nível de qualificação profissional Identificação do módulo Resumo do Módulo Estrutura curricular e componentes de formação Objectivos de formação Objectivos gerais • Objectivos específicos Materiais e equipamentos a utilizar • M2 . Erosão 1. 3. Desertificação 1. Regras gerais para a preservação da sustentabilidade dos ecossistemas AV 2 SM 3 FT 6 FT 7 FT 8 FT 9 CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . 26 • 1. 11 M2 .3. 19 M2 .1.

1. O direito internacional 6. Sistemas de Gestão Ambiental 7. A gestão da água com base na noção de ciclo 5.4.5.3.2.4.2. A perda da biodiversidade 4.1. Actividades/avaliação FT 18 AV 7 SM 8 FT 19 FT 20 FT 21 AV 8 A A1 8. EMAS 8. Boas práticas na construção civil 7.1. Sistemas de Certificação Ambiental 8. legislação Ambiental 6.2. SGA baseados em “boas práticas” 7. ISO 14001 8.3.2.2. As ETAR 7.Índice M2 .2.2.1.2.1.3.1. Actividades/avaliação 9.1. O direito do ambiente 6. Actividades/avaliação FT 11 FT 12 AV 4 SM 5 FT 13 5.1. Legislação nacional 6.1.1. A aposta na eco-eficiência e os limites da sua aplicação 7.2.1.2. Princípios gerais da política ambiental 6. A gestão integrada de materiais e resíduos 5.1.1.2.1. As incineradoras de resíduos 7. Efeito de estufa 4.1.1.1. O conceito de gestão ambiental sustentável: abordagens integradas 5. Os aterros 7. Glossário Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .3. Legislação da União Europeia 6. Anexos 9.1. Desflorestação 4. Formas sustentáveis de mobilidade 5. A gestão sustentável das cidades e do espaço 5. A eco-arquitectura 7. As causas das alterações climáticas a nível global e local 4. os limites da Sustentabilidade: Perturbações nos Ciclos Naturais 4.2. Actividades/avaliação 4.2. Actividades/avaliação FT 14 AV 5 SM 6 FT 15 FT 16 6.3. LiderA 8.4. Sistemas de certificação ISO 8.1. Gerir a Interface entre o Homem e a Natureza 5.1.1.3.3.3.1.4.2. Buraco de ozono 4.2. Os filtros de emissões 7. Formas sustentáveis de energia 5.3.2. 8 AV 3 SM 4 FT 10 3. SGA baseados na conformidade legal 7. Actividades/avaliação AV 6 SM 7 FT 17 7.1.

2.3. Actividades/avaliação Resolução ou desenvolvimentos propostos Legenda: A2 A3 A4 M SM FT AV A Módulo .textos de enquadramento/caracterização Submódulo Ficha Temática Actividades/Avaliação Anexos CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . 9 Índice 9. Documentação de referência Bibliografia e endereços electrónicos 9.M2 . Legislação 9.4.

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Apresentação do Projecto CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .

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M2 . Guia de Aprendizagem do Formando (Manual do Formando) 2. apesar CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . em múltiplos contextos. grafia ou outros. porém. embora podendo ser explorados autonomamente. com vista a obter-se a máxima eficácia ao nível do processo de aprendizagem. que. Ambiente e Sustentabilidade 5. Guia de Orientações para o Formador (Manual do Formador) 3. cabe agora às equipas pedagógicas desenvolver as estratégias mais adequadas ao tempo de exploração e pesquisa dos materiais. A coordenação do Projecto e a equipa de autores têm. Estes recursos. 13 Apresentação do Projecto O presente Guia de Aprendizagem do Formando insere-se num Projecto mais vasto que engloba dez recursos didácticos. a distância ou tutoradas na empresa. a convicção de que estes recursos podem constituir uma base de trabalho de grande utilidade e actualidade para todos aqueles que pretendem aprofundar ou desenvolver as suas competências pessoais e profissionais nos domínios da Segurança. a saber: • Análise de Riscos na Construção Civil 1. Concluída a fase de concepção. do Programa Operacional Emprego. Pelos erros de conteúdo. no âmbito da Segurança. Qualidade e Ambiente na Construção Civil. bem como às motivações e interesses dos seus destinatários. num tempo que se assume como cada vez mais exigente ao nível do mercado de emprego e da sociedade em geral. Qualidade e Ambiente. Como em qualquer trabalho desta natureza. extensão e complexidade tentou-se fazer um rigoroso controlo de qualidade. aos contextos de aplicação.2. tais como sessões presenciais. Aplicação Interactiva on-line Energias Alternativas (ou Renováveis) 10. entre si e com outros materiais neles referenciados. Guia de Orientações para o Formador (Manual do Formador) 8. Formação e Desenvolvimento Social (POEFDS). Guia de Aprendizagem do Formando (Manual do Formando) Resíduos na Construção e demolição 6. CD-ROM Multimédia 4. em suporte papel e digital. Videograma 9.2 – Recursos Didácticos.2. Aplicação Interactiva on-line Sistema de Gestão da Qualidade. Guia de Aprendizagem do Formando (Manual do Formando) • • • O desenvolvimento deste Projecto (200-RD-2004) decorre de uma candidatura apresentada pelo Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Sul (CENFIC) e aprovada no âmbito da Acção-Tipo 4. Guia de Aprendizagem do Formando (Manual do Formando) 7. constituem módulos de formação que devem ser utilizados de forma articulada.

Apresentação do Projecto M2 . apresenta-se desde já as desculpas de toda a equipa de trabalho. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . agradecendo todas as sugestões que possam contribuir para a sua correcção ou mesmo para a melhoria e enriquecimento global dos recursos didácticos que integram este Projecto. porventura tenham passado. 14 disso.

Ficha Ambiental CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .

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Verifique se o seu fornecedor habitual aceita a devolução do produto. Recomendações e Boas Práticas A protecção ambiental deve ser uma preocupação de todos nós. Imprima de um só lado apenas excepcionalmente. paginação e paleta de cores seleccionados de forma a. Nesta pequena ficha procuramos dar informações básicas e recomendações de boas práticas ambientais que abarquem todo o ciclo de vida gerado pelo recurso didáctico e sua utilização operacional. durante e depois da acção de formação. 17 Ficha Ambiental ESPECIFICAÇÕES AMBIENTAIS Informações. por exemplo. adira. O programa BR – “Bio-Recuperação” ajuda o ambiente e. consumir o mínimo de papel e tinta. ao mesmo tempo. • Impresso com tintas atóxicas e ecológicas – vulgo “ecoprint”. • Imprima. • Deite o papel inutilizado no ecoponto azul. computadores. instituição formadora. frente e verso. scanner. Cada um de nós. pondere sobre a qualidade que pretende da impressão: Rascunho? Normal? Optimizado? (A escolha depende das características do seu equipamento e determina o consumo de tinta). equipamentos periféricos (impressora. formatação. apenas quando necessário. • Selecção de empresa gráfica com preocupações e procedimentos amigos do ambiente. se possível.M2 . sempre que possível. etc. • Impresso em ambas as faces do papel que. pense! • Se é mesmo necessária a sua impressão. No caso de um rascunho. materiais e no destino que damos aos produtos em fim de vida útil. água. Este recurso didáctico é disponibilizado em suporte digital (CD-Rom ou DVD) e. vai utilizar para além deste guia. Ao fazê-lo. podemos agir de forma a reduzir os impactes ambientais associados. • Em alternativa. imprima em papel já utilizado. formador. deve ser reciclado a 100%. formando. Caso seja. entre outros). à campanha BR da AMI – Assistência Médica Ambiental. RECoMENdAÇÕES SoBRE BoAS PRÁTICAS AMBIENTAIS: Registe e pratique todas as regras que vier a conhecer sobre este tema! Impressão: antes de imprimir qualquer documento. pondere! • Consulte as especificações ambientais do fabricante e os símbolos das embalagens. projector de vídeo. discos graváveis. INFoRMAÇÕES do PRoduTo: • Design. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .) e muitos outros materiais (papel. Ela começa com os contributos individuais no consumo de energia. em suporte de papel. Consumíveis: antes de deitar fora. sem perda de qualidade gráfica. utiliza procedimentos de reciclagem e tem um destino final certificado. tinteiros.

reciclagem e destino final certificado? O produto ou embalagem têm indicações claras sobre o seu destino após a utilização? • O equipamento tem no seu manual de instruções especificações ambientais? – por exemplo: produção de ozono (O3). Esteja atento(a).ambicare. • O fabricante ou fornecedor tem um compromisso de qualidade favorável ao ambiente? .por exemplo. troca.energystar. Cuidados especiais com resíduos provenientes dos EEE – Equipamentos eléctricos e electrónicos.com). a possibilidade de utilização de papel reciclado e de tinteiros recicláveis. • O fabricante ou fornecedor disponibiliza informações sobre os cuidados a ter com as interferências dos campos magnéticos de alta intensidade? .por exemplo: programa de recolha do produto. reciclagem e destino final certificado? • Caso não consiga outro meio de recolha de pequenas quantidades. Tel. informe-se junto da AMBICARE (www.www.: 21 415 51 31. Equipamentos: antes de comprar. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . entidade privada certificada para a valorização de lâmpadas contendo mercúrio. 18 • contribui para o financiamento de uma organização sem fins lucrativos. lâmpadas fluorescentes do scanner e lâmpadas do projector de vídeo – verifique se o seu fornecedor tem um programa de recolha do produto.Ficha Ambiental M2 . sobretudo com os perigosos: • O fabricante ou fornecedor cumpre com as obrigações impostas na lei sobre a gestão de resíduos provenientes de EEE? Sabe informar e dar indicações sobre este tema? • Merecem um especial cuidado os resíduos provenientes de: monitores. consumo de energia e grau de radiações (ver se existe etiqueta ENERGY STAR . verifique! • O equipamento tem indicação do seu desempenho energético? (categoria A é a melhor opção!). troca. Existem campanhas similares de outras organizações. os cabos USB devem ser pequenos (menores do que 3 metros) para assim minimizar as interferências deste tipo.gov).

Enquadramento e Caracterização do Módulo CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .

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mas também indispensáveis ao progresso do nosso país. pedreiras). para além disso. túmulos e templos e. etc. o SECToR A construção civil é uma das primeiras actividades do homem. alteração dos leitos dos rios. poluição atmosférica (por exemplo. como a paisagem natural se foi profundamente alterando através das obras que o homem foi fazendo. etc. Os vestígios de civilizações do passado mostram. através das emissões de máquinas usadas na construção). o seu objectivo não é multar os que causam danos ao ambiente. 21 Enquadramento e Caracterização do Módulo NoTA INTRoduTóRIA A promoção de competências relacionadas com a protecção ambiental é hoje um objectivo básico da educação a todos os níveis de formação. directa ou indirectamente. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . edifícios. uma série de efeitos ambientais que. alterações do meio aquático (por exemplo. destruição de ecossistemas que davam abrigo a muitas espécies vegetais e animais. por outro lado. pois. A legislação contribuiu muito para a promoção da consciencialização ambiental e hoje o sector da construção é obrigado a agir de uma forma mais responsável perante o ambiente. provavelmente mais antiga ainda do que a agricultura. Há. poluição das águas através de material poluente usado nas obras). Em especial no contexto da qualificação profissional a integração de módulos de aprendizagem relacionados com a gestão ambiental torna-se uma prioridade cada vez mais urgente. O CENFIC tem desenvolvido há já vários anos uma actividade exemplar e. como o homem foi aproveitando com grande génio inventivo os recursos naturais ao seu alcance para construir casas. em última análise. até pioneira neste campo. barragens. É na sequência das actividades já desenvolvidas que aparece este guia de aprendizagem de Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade que pretende proporcionar aos formandos do sector da Construção Civil acesso a conhecimentos básicos que lhes permitirão compreender melhor os desafios ambientais e fazer escolhas mais responsáveis no seu futuro profissional. Apesar de muitos destes efeitos serem visíveis para todos. hoje muitas vezes extintas ou em vias de extinção). Em Portugal este processo está agora a começar. Hoje em Portugal já quase não existem espaços naturais que não tenham sofrido uma alteração através do homem. mas sim proteger a saúde e vida e assegurar mais bem-estar aos cidadãos. só há relativamente pouco tempo é que as relações entre as actividades construtivas e o ambiente começaram a ser uma preocupação importante.M2 . sendo ainda poucas as escolas de formação profissional que já interiorizaram estas prioridades nos seus currículos. por um lado. pontes. Os profissionais da construção devem entender que os objectivos da legislação ambiental não só são justificados. de certo modo. Mas não são só as construções em si (estradas.) que modificam o ambiente. alteração da biodiversidade (por exemplo. são provocados pelas actividades construtivas: alteração da paisagem devidas à extracção de matérias-primas para a construção (por exemplo.

importante que todos os profissionais da construção saibam equacionar a relação entre a sua actividade específica. no entanto. Já em relação à gestão de materiais e de energia. transformados e consumidos voltam à natureza sob a forma de resíduos e emissões. O guia de aprendizagem tem. uma tarefa muito complexa que exige capacidades técnicas específicas de todos os profissionais deste sector de actividade. abordados com mais detalhe em manuais específicos. por isso. PRESSuPoSToS dE ElABoRAÇÃo do Módulo Partimos do pressuposto que os formandos que irão usar este guia de aprendizagem têm ainda poucos conhecimentos sobre os grandes ciclos naturais. • através dos materiais que são removidos da natureza como matérias-primas e que.Enquadramento e Caracterização do Módulo M2 . Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . ao mesmo tempo. Embora a ocupação do espaço seja. sem dúvida. por isso. não são em geral os técnicos da construção que tomam decisões nesta área. as causas das alterações ambientais mais dramáticas. O objectivo deste guia de aprendizagem de Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade é criar uma base de conhecimentos que permita aos formandos entender as relações de causa e efeito que estão na base dos problemas ambientais e saber responder aos desafios ambientais com que será confrontado na sua vida profissional. e as soluções técnicas que são hoje em dia utilizadas para minimizar os efeitos negativos da construção civil sobre o ambiente. este grupo profissional tem um papel importante a assumir. os efeitos ambientais que ela pode ter e as consequências que estes podem representar para a sustentabilidade dos ecossistemas. o carácter de um compêndio de introdução geral aos problemas. • como pode ser gerida a interface Homem-Natureza de uma forma mais harmoniosa. um dos efeitos mais importantes da actividade construtiva. que põem em causa a preservação desses recursos para gerações futuras e causam. Os problemas relacionados com a gestão dos resíduos da construção e demolição (RC&D) e com as energias alternativas serão. • como eles se modificam através das actividades humanas. grandes problemas de poluição atmosférica. AlGuMAS ESPECIFICIdAdES As actividades humanas têm influência sobre o ambiente a vários níveis: • através da ocupação do solo. depois de alterados. portanto. como já foi mencionado em cima. È. • através do uso de formas de energia baseadas na transformação de recursos naturais de origem fóssil (como o carvão e o petróleo). Neste guia de aprendizagem tentaremos mostrar: • como funcionam ecossistemas sem intervenção do homem. 22 Gerir as relações entre a construção e o ambiente é.

projectistas. para o glossário e. ÁREAS PRoFISSIoNAIS VISAdAS Este Guia pode ser utilizado. do Sector da Construção Civil e Obras Públicas. Pode também este Guia. sempre que pareceu recomendável. Para assegurar que os formandos compreendam que o ambiente é uma unidade que não pode ser observada em compartimentos separados haverá em todos os capítulos referências para outros submódulos ou fichas temáticas. Sempre que se justifique ou seja considerado relevante pela equipa pedagógica. ser explorado em sessões de formação de nível 2. desde que com o devido enquadramento e acompanhamento. no entanto. os formandos de cursos de nível 3. se necessário para outros módulos. arquitectos. em contexto de formação ou trabalho. CARACTERIzAÇÃo do PúBlICo-AlVo Os destinatários deste Módulo são. bem ainda por estudantes de engenharia e arquitectura. em diferentes momentos. na animação de sessões de formação dirigidas a perfis profissionais muito diversificados e passíveis de enquadramento nas seguintes Áreas1: Código 010 146 422 522 580 581 582 720 850 851 862 1 Área de Educação e Formação Programas de Base Formação de Professores e Formadores das Áreas Tecnológicas Ciências do Ambiente Electricidade e Energia Arquitectura e Construção Arquitectura e Urbanismo Construção Civil e Engenharia Civil Saúde Protecção do Ambiente Tecnologia da Protecção do Ambiente Segurança e Higiene no Trabalho Conforme a Portaria nº 256/2005 de 16 de Março que define a Classificação de Áreas de Educação e Formação. para fontes de informação adicionais na rubrica a que chamámos “Saber Mais”. este recurso pode ainda constituir um suporte útil ao desenvolvimento ou aprofundamento de competências. outros técnicos do Sector. em que os temas são apresentados de forma clara e sucinta e com possibilidade de uma auto-avaliação pelo formando. desempregados ou trabalhadores com mais do 9.º Ano de Escolaridade. preferencialmente. por parte de engenheiros.M2 . compostos por várias fichas temáticas. 23 Enquadramento e Caracterização do Módulo O guia de aprendizagem de Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade está estruturado em submódulos. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .

coordenação. este recurso tem especial utilidade para os profissionais (em exercício ou em formação) com intervenção directa na concepção. • Encarregados e outros técnicos do Sector. Qualidade e Ambiente. não obstante possa constituir uma unidade capitalizável de um itinerário de formação de nível 3. IdENTIFICAÇÃo do Módulo Sistema de Gestão da Qualidade. os domínios da Segurança.º ano de escolaridade. • Técnico de Topografia. controlo e execução de obra ou estaleiro de Construção Civil e Obras Públicas. duRAÇÃo E NíVEl dE QuAlIFICAÇÃo PRoFISSIoNAl Não existem pré-requisitos absolutos para frequentar ou explorar o presente Módulo. duas das seguintes condições: • Trabalhar ou estar a iniciar uma profissão no Sector da Construção Civil. entre outros. qualquer nível de qualificação. • Estar a frequentar um curso de nível 3. Ambiente e Sustentabilidade RESuMo O objectivo do guia de aprendizagem de Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade é contribuir para o desenvolvimento de competências na área do Ambiente. incluindo visitas de estudo e outras actividades práticas. fiscalização.Enquadramento e Caracterização do Módulo M2 . Este Módulo não confere. e sem prejuízo das profissões tradicionais. desde que os respectivos objectivos pedagógicos incluam. com durações variáveis. 24 Considerando as competências visadas. 25 a 50 horas de trabalho – não necessariamente presenciais – para que haja uma efectiva aquisição dos conhecimentos e competências propostos pelo Guia de Aprendizagem. O Guia de Aprendizagem pretende introduzir alguns conhecimentos gerais de ambiente Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . Sugere-se. tais como: • Técnico de Obra/Condutor de Obra. PRé-REQuISIToS. não obstante. Este recurso pode inserir-se. • Técnico de Desenho de Construção Civil. • Técnico de Segurança e Higiene no Trabalho. gestão da segurança. pelo menos. focando especificamente a interacção Homem-Ambiente. • Técnico de Medições e Orçamentos. em diferentes trajectórias ou itinerários de formação inicial e contínua. após integração no Catálogo Nacional de Qualificações. dirigido a uma das saídas profissionais do Sector da Construção Civil. • Possuir o 9. se ministrado autonomamente. embora se recomende que os aprendentes respeitem.

materiais e equipamentos a utilizar são constantes em todo o Guia de Aprendizagem. não esquecendo o contexto Homem-Ambiente. pelo que apenas serão indicados nesta nota introdutória. 4. quer em contexto de formação quer de trabalho. 3. 25 Enquadramento e Caracterização do Módulo e de sistemas de gestão. pelo que devem integrar as três componentes de formação: sociocultural.M2 . 8. ESTRuTuRA CuRRICulAR E CoMPoNENTES dE FoRMAÇÃo As competências visadas pelo Guia de Aprendizagem têm natureza transversal. 9. 6. Os pré-requisitos. Enquadramento do Módulo O Desafio Ambiental Sustentabilidade A base da sustentabilidade ecológica: os ciclos naturais Os limites da sustentabilidade: perturbações dos ciclos naturais Gerir a interface entre o Homem e a Natureza Legislação ambiental Sistemas de Gestão Ambiental Sistemas de Certificação Ambiental e da Qualidade Anexos CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . 7. Este módulo apresenta a seguinte estrutura curricular: 0. 2. 5. 1. sendo os restantes módulos específicos para uma correcta gestão do ambiente e da qualidade. pretende-se que os primeiros submódulos (conceitos de ambiente e enquadramento da problemática interacção Homem-Ambiente) sejam de conhecimentos genéricos. científico-tecnológica e prática. Assim.

em particular nos meios urbanos ou em locais com maior incidência da actividade humana. nas suas diferentes vertentes. as estratégias.Enquadramento e Caracterização do Módulo M2 . 2. 3. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade Legislação Actividades/avaliação Resolução ou desenvolvimentos propostos Nota: todas as palavras a azul ao longo do módulo encontram-se definidas no glossário disponível no final. 26 Enquadramento do módulo O Desafio Ambiental Causas e efeitos dos problemas ambientais Gerir a Interface entre o Homem e Natureza A gestão ambiental Glossário Documentação de referência Bibliografia e endereços electrónicos O Conceito de Sustentabilidade A Base da Sustentabilidade Ecológica: os Ciclos Naturais Os limites da Sustentabilidade: Perturbações dos Ciclos Naturais Gestão Ambiental na Prática Gestão Ambiental na baseada nas "Boas Práticas" Sistemas de Certificação Ambiental Anexos oBjECTIVoS dE FoRMAÇÃo objectivos Gerais 1. quer na esfera privada quer na profissional. transferindo os ensinamentos da ciência para uma gestão mais responsável dos comportamentos e atitudes no quotidiano. Analisar. medidas ou acções que podem contribuir para um ambiente mais sustentável. CENFIC . O Guia de Aprendizagem Sistema de Gestão da Qualidade. Promover uma cultura amiga do ambiente. Ambiente e Sustentabilidade visa: Identificar e prevenir os danos que o Sector da Construção Civil pode causar ao ambiente.

Compreender a dimensão ambiental como uma maneira de encontrar formas de desenvolvimento que conservem e façam o melhor uso possível dos recursos naturais e energia disponíveis. MATERIAIS E EQuIPAMENToS A uTIlIzAR • Manual. baseados em boas práticas. Reconhecer a importância dos ciclos naturais e descrever o funcionamento de alguns deles. Identificar os objectivos da legislação ambiental à luz desses princípios. Reconhecer o papel e os objectivos de sistemas de certificação ambiental. 9. Interiorizar o desafio ambiental como um parceiro precioso na mudança. 7. • Bloco de notas e caneta. 6. 3. 10. 4. Avaliar a dimensão dos riscos derivados da alteração dos ciclos naturais. 2. Enquadrar o conceito de “ecossistema”. Enquadrar o significado do conceito de “desenvolvimento sustentável”. 8. Identificar as pressões que influenciam e alteram os ecossistemas. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . 11. Enunciar os grandes princípios que devem guiar a gestão ambiental de todas as actividades humanas. reconhecendo os seus limites ao nível da sustentabilidade. transpondo para a vida quotidiana e profissional os fundamentos científicos apreendidos. • Computador. Explicar a diferença entre sistemas de gestão baseados na conformidade legal e sistemas mais ambiciosos. 27 Enquadramento e Caracterização do Módulo objectivos Específicos No final do Guia de Aprendizagem cada formando deve estar apto a: 1.M2 . 5.

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O Desafio Ambiental CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .1.

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• Compreender que as actividades do Homem têm efeitos ambientais. com o ambiente que o rodeia. RESuMo O Homem faz parte do ecossistema Terra estabelecendo. para os quais devemos estar atentos. Em todas as suas actividades. • Conhecer de que forma o Homem utiliza a Natureza. 1993. • Reconhecer a construção civil como uma das actividades que mais impacte exerce sobre o planeta. têm muitas vezes efeitos ambientais nefastos. o Homem acaba sempre por ter algum impacto no ambiente. aquíferos e oceanos • Desertificação • Erosão • Impacte da construção civil no ambiente 4. • www. cada formando deverá estar apto a: • Entender a complexidade da relação Homem-Natureza.SM1 O Desafio Ambiental 1.pt CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . e como depósito de resíduos e emissões. 3. como fonte de recursos. As actividades humanas. TEMAS • Natureza como fonte de recursos e depósito de materiais • Efeitos ambientais da actividade humana • Ocupação do solo • Poluição dos solos.Ecologia e Espírito Humano.naturlink. GloSSÁRIo • Antrópico / Antropogénico • Ecossistema • Biosfera • Gases de efeito de estufa (GEE) • Combustíveis fósseis • Biodiversidade • Resíduos 5. SABER MAIS • Al Gore: A Terra à Procura de Equilíbrio . Editorial Presença. uma relação muito próxima.. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. O grande desafio ambiental que temos à nossa frente é minimizar os impactos das actividades humanas sobre o ambiente! 2. É da Natureza que retira os recursos naturais indispensáveis à sua sobrevivência e desenvolvimento e é ali que deposita os seus resíduos e emissões. em especial a construção civil. Lisboa. 1ª ed.

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as aves e o ar. tal como a água. qualidade de vida e bem-estar – a nós e às gerações vindouras. Biosfera Neste submódulo vamos começar por clarificar algumas noções básicas que são necessárias para desenvolver os temas que fazem parte deste curso. neste submódulo. A palavra “ambiente”. situa o Homem no ecossistema: sugere que cada indivíduo se encontra no meio de um sistema que o envolve e com o qual ele tem uma relação de grande proximidade – cada um de nós está no centro do “seu” ambiente. sem uma posição especial nesse sistema. Ecossistema designa a unidade “Homem+Natureza”. mas com um sentido um pouco diferente. Estudaremos melhor o significado de ecossistema mais à frente.1. as casas e as fábricas. As relações do Homem com o ambiente são profundamente influenciadas pela percepção que o Homem tem da Natureza. 1 As Relações entre o Homem e o Ambiente 1. Muitas vezes ouvimos falar em “ambiente”. o formando deverá estar apto a: • Identificar e comentar as diferentes perspectivas de avaliação da relação entre o Homem e a Natureza.FT1 . pelo contrário. em que o Homem é um elemento do sistema global que relaciona todos os elementos naturais e antrópicos que existem na Terra. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . tentando descobrir como é que podemos gerir essas relações de forma a que o “nosso” ambiente nos garanta saúde. PAlAVRA-CHAVE • Ambiente • Natureza • Homem • Visão biocêntrica • Visão antropocêntrica • Visão ecocêntrica GloSSÁRIo Antrópico. • Explicar o significado de uma visão ecocêntrica do mundo. É sobretudo sobre as relações entre o Homem e o “ambiente” que nos vamos debruçar neste submódulo. Ecossistema. AS RElAÇÕES ENTRE o HoMEM E o AMBIENTE oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Trata-se de um conceito próximo de “ecossistema”.

1: A Ponte Vasco da Gama esteve ligada a polémicas aquando da sua construção. tendo sido impostas várias medidas de protecção da fauna do estuário do Tejo Fonte: CEIFA ambiente. Uma criança que vive no campo tem uma percepção diferente da Natureza do que uma criança que vive na cidade. não se pode tratar desta questão como se o Homem e a Natureza fossem realidades separadas. vive num contexto que inclui também necessidades sociais. Desta perspectiva – a que chamamos “antropocêntrica” – em caso de conflito de interesses. As duas perspectivas (biocêntrica e antropocêntrica) reflectem as posições antagónicas que conhecemos de muitas discussões sobre o ambiente a que assistimos entre os chamados Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . biológicas (respirar. os defensores desta abordagem argumentam que pode e deve fazê-lo para promover o seu desenvolvimento social. Portanto. Para que o Homem continue a existir à superfície da Terra. não podendo existir sem ela. Figura 1. Mas ainda hoje há várias maneiras de olhar para as relações entre o Homem e a Natureza: • Há quem veja esta relação de uma perspectiva “biocêntrica” que parte do princípio que o Homem faz parte integrante da Natureza. construção de aeroportos). A percepção da Natureza pelo Homem varia de lugar para lugar. comer. os defensores de uma visão “biocêntrica” do mundo opõem-se à realização de tais projectos (por exemplo. que designa tudo o que tem como característica fundamental o facto de a sua existência ser “natural”. construção de um aeroporto numa zona de passagem de aves migratórias dá origem a grandes discussões). é fundamental manter a integridade da Natureza. • Por outro lado. embora necessitando da Natureza para viver. económicas e culturais. Por vezes ocorrem situações de conflito. de uma perspectiva biocêntrica. a Natureza só é importante na medida em que ela permite ao Homem satisfazer as suas necessidades vitais. Nestes casos. etc. Para quem pensa assim. No entanto. Mas como o Homem tem a capacidade de utilizar a Natureza para outros fins (por exemplo. da biosfera.As Relações entre o Homem e o Ambiente FT1 . económico e cultural. sem qualquer intervenção do Homem. Lda. por passar por cima de uma importante área de habitat de aves. em especial. as actividades do Homem estão no centro das atenções. 2 Natureza (do latim natura) é um conceito vasto. em que a protecção da natureza aparece como impedimento à realização de projectos que o Homem quer realizar. Mas a percepção da Natureza foi também evoluindo no tempo.). e. decidiu-se pela construção da ponte. à medida que a ciência foi descobrindo as origens dos fenómenos naturais e desvendando as interligações que existem entre eles. há quem considere que o Homem.

Desta perspectiva. Portanto. Debaixo destas águas estão as ruínas das casas dos antigos habitantes Fonte: Ana Henriques. 3 As Relações entre o Homem e o Ambiente “ambientalistas” e os “economicistas”. as suas casas e campos. ou um grupo de pessoas. e não podem ser tratados como realidades separadas. Toda a história dos que ali vivem. Se um acontecimento (seja ele natural ou antrópico) provocar alterações na Natureza. não provocam só impactos ambientais (que também afectam o Homem). CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . assumir a sua responsabilidade perante a natureza e os que são negativamente afectados por uma medida. no seu conjunto. usufruir dos bens e serviços que a Natureza lhe fornece. na maioria dos casos. incluindo o Homem. Ora as actividades económicas de uma pessoa. sociais e ecológicos de uma medida têm que ser ponderados. sempre. de acordo com uma visão ecocêntrica do mundo. sofrerá as consequências dessas alterações. há um grupo de pessoas que ganha e outro que perde. mas também impactos económicos e sociais sobre outras pessoas ou grupos sociais: em quase todas as actividades económicas. por um lado. teve que ser deslocada para outro local. Este empreendimento só é aceitável se os resultados positivos que se esperam da construção da barragem forem. mas deve. a população que habitava nesta zona das margens do rio Homem.FT1 . predomina uma visão mais integrada do problema. Figura 1. uma perspectiva “ecocêntrica” que vê o Homem e a Natureza como partes integrantes do ecossistema. no seu conjunto. igrejas. oficinas. a várias escalas. Em resumo. cafés e escolas desaparecem. O que é importante é que ele actue. é que uma medida deve ser tomada. Homem e a Natureza estão em permanente interacção. Para construir uma barragem é necessário deslocar as pessoas que vivem no espaço que irá ser submergido pelas águas. por outro lado. No entanto. todo o ecossistema. a visão ecocêntrica do mundo considera que todos os impactos económicos. podemos dizer que o Homem pode.2: Imagem da albufeira da barragem de Vilarinho das Furnas (Parque Nacional do Gerês). superiores às perdas que ela provoca. Para construção desta barragem. só se o resultado da avaliação for positivo.

As Relações entre o Homem e o Ambiente FT1 . passando pela fase de manutenção e uso até à fase de demolição. O desafio de quem toma a decisão desta envergadura é que tem que assegurar que. minimizar – os eventuais impactos negativos dessa obra possa ter sobre o Homem e sobre o ambiente. ou gerar consequências económicas e sociais negativas para outras pessoas. com o empreendimento que vai ser realizado. pondo o funcionamento do ecossistema e a qualidade de vida do Homem no centro das atenções. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . 4 de forma prudente. pois baseia-se numa visão mais integrada dos problemas. mas também a longo prazo. como para a Natureza. para os defensores de uma visão ecocêntrica do mundo. A construção de um aeroporto exige. de modo a evitar alterações na Natureza que possam pôr em causa o funcionamento do ecossistema. desde a fase de construção. serão tomadas todas as medidas para evitar – ou. pelo menos. uma avaliação muito cuidada dos impactos que essa obra pode provocar. tanto para o Homem. não só a curto prazo. A visão ecocêntrica do mundo permite ultrapassar muitos conflitos entre protectores da natureza e promotores de actividades económicas. Têm que ser estudadas todas as vantagens e desvantagens das diversas opções.

água. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . 5 As Relações entre o Homem e o Ambiente 1. Como ser socio-económico. o Homem utiliza materiais (bióticos e abióticos) para produzir diversos produtos e energias (renováveis e não renováveis). peles de animais. cortiça. o Homem utiliza recursos vitais à sua sobrevivência como o sol. vento. A uTIlIzAÇÃo dA NATuREzA CoMo FoNTE dE RECuRSoS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. o formando deverá estar apto a: • Compreender que o Homem é um ser multifacetado. Sem estes recursos a sua vida no planeta não seria possível. hoje utilizam-se pequenos seres vivos (microorganismos) para produzir materiais ou para despoluir locais contaminados – são as biotecnologias que nos últimos anos se têm desenvolvido com base em investigação científica. Materiais abióticos. As grandes categorias de recursos naturais que o Homem utiliza são: • os materiais bióticos: madeira. Por exemplo. a água. a cada ano que passa. como o gás natural e a gasolina. • Reconhecer que a sobre-exploração afecta a quantidade e qualidade dos recursos que deixamos às gerações vindouras. o uso que faz dos recursos naturais depende do fim a que se destinam: • • Como ser biológico. • Explicar a dinâmica de evolução da relação Homem-Natureza. PAlAVRA-CHAVE • Recursos naturais • Sobre-exploração • Homem biológico • Homem sócio-económico • Relação Homem-Natureza GloSSÁRIo Materiais bióticos.1. água. • as fontes de energia renováveis: sol. Desta forma. novas formas de uso são descobertas.FT1 . não pode ser visto apenas como um ser biológico. Energias não renováveis Há muito tempo o Homem utiliza os recursos naturais que encontra no seu ambiente e. Energias renováveis. • as fontes de energia não renováveis: petróleo e derivados. O Homem é um ser multifacetado e como já vimos.1. identificando as suas diferentes facetas. o ar e os alimentos. • os materiais abióticos: rocha. mas também como ser socio-económico. minerais.

3: Imagens de dois dos mais importantes recursos ao dispor do Homem. Lda Até há alguns séculos. porque os agricultores querem aumentar ao máximo as suas colheitas e não pensam que estão a destruir. a população e o nível tecnológico aumentaram. muitas vezes. o seu melhor capital. Mas essas civilizações estão em risco de desaparecer como é o caso dos índios da Amazónia. com as florestas tropicais que estão em risco de desaparecer de muitas zonas do globo porque alguns grupos económicos querem fazer o máximo de lucro com as madeiras.As Relações entre o Homem e o Ambiente FT1 . É o que acontece. Ainda hoje. 6 Figura 1. Há uma exploração desenfreada de alguns recursos que. sem se preocuparem com o que acontecerá depois. como a madeira e os peixes estão a alterar o ambiente para sempre. pode ser totalmente degradado em algumas décadas de cultivo intensivo. Com o passar do tempo. e com eles. a Água e o Sol. na maior parte das regiões do mundo. existem algumas regiões do nosso planeta em que há uma convivência harmoniosa entre o Homem e o seu ambiente. a exploração da natureza na Europa era feita por uma população pequena que não dispunha de meios capazes de extrair grandes quantidades de recursos e por isso a relação Homem-Natureza era razoavelmente equilibrada. um solo que leva milhares de anos para se formar. Os recursos não renováveis como os metais e os minerais estão a esgotar-se como resultado do crescimento da população e do desenvolvimento económico. não havendo planeamento a médio e longo prazo. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . Do mesmo modo. a exploração dos recursos naturais desenvolveu-se a um ritmo tão acelerado que a natureza não é capaz de recompor o que é destruído. só visa o lucro. Fonte: CEIFA ambiente. enquanto o uso desgovernado dos recursos renováveis do planeta. a longo prazo. por exemplo. O Homem tem subaproveitado a energia solar disponível.

4: a) Parque eólico em Fanhões. podemos recorrer a uma maior utilização de energias alternativas (renováveis). Fonte: a) CEIFA ambiente. É bom que todos nós paremos e pensemos nas consequências que os nossos actos desgovernados podem causar à natureza. Por exemplo. 7 As Relações entre o Homem e o Ambiente Figura 1. estudar formas de substituir os recursos não renováveis por recursos renováveis. A qualidade e quantidade dos recursos de que as futuras gerações poderão ou não usufruir depende da forma como nós actualmente os usamos. b) www. uma energia não renovável. não existe. com vários aerogeradores que aproveitam o vento.FT1 . fonte de energia renovável. como facilmente se depreenderá.org O problema é que a velocidade de exploração dos recursos naturais renováveis tem sido feita a uma taxa superior à sua taxa de renovação.canarias. Esta situação poderá originar o que se designa por: Sobre-exploração A sobre-exploração conduz ao esgotamento dos recursos naturais da Terra. No que concerne aos recursos naturais não renováveis a sua exploração torna-se deveras preocupante porque. concelho de Loures. Lda. por parte da natureza. em vez de continuar a usar petróleo. qualquer capacidade de renovação dos mesmos. ou seja. b) Plataforma petrolífera no mar. extraindo petróleo. extrai-se mais da natureza do que ela pode produzir no mesmo período. o Homem tem que tentar reutilizar e reciclar os materiais e além disso. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Para evitar a sobre-exploração.

Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .

incluindo o Homem (biosfera) são componentes naturais do ecossistema. desde a escala local à escala planetária. Biosfera. como fonte de recursos e depósito de resíduos. Hidrosfera. Todas as componentes do ecossistema têm que se ir adaptando às transformações que se vão processando. • Verificar que o ecossistema Terra possui limites ecológicos. Atmosfera.1. desde o microcosmo das bactérias e dos átomos até à escala do universo. PAlAVRA-CHAVE • Ecossistema • Tecnosfera • Limites ecológicos • Depósito • Poluição GloSSÁRIo Antrópico.FT1 . • Concluir que a Terra pode funcionar. o solo (litosfera). referimo-nos tanto aos elementos naturais como aos elementos antrópicos: a água (hidrosfera). simultaneamente. e é assim denominada porque é sobretudo através das suas técnicas e dos produtos fabricados com essas técnicas que o Homem intervém no ambiente de forma massiva. o formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes componentes do ecossistema. As relações entre as componentes do ecossistema acontecem a várias escalas. A chamada “tecnosfera” é a componente antrópica do ecossistema.2. A uTIlIzAÇÃo dA NATuREzA CoMo dEPóSITo dE EMISSÕES E RESíduoS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Chuvas ácidas. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Litosfera. 9 As Relações entre o Homem e o Ambiente 1. Combustão Ecossistema O Homem e o seu ambiente fazem parte do ecossistema “Terra” que está em permanente evolução. Quando falamos de componentes do ecossistema. o ar (atmosfera) e todos os organismos vivos. aquela que resulta da acção do Homem.

Meadows. Chega ainda à conclusão. por sua vez. portanto. todos os recursos utilizados pela economia humana – alimentos. Este livro fala-nos do perigo de o desenvolvimento do Homem poder ser travado nas próximas décadas. Por exemplo. para garantir o seu próprio futuro. ou seja. produção alimentar e consumo de recursos naturais. que. carvão e petróleo. porque a Terra é um espantoso sistema. Meadows. ferro. O mesmo solo . há já muito tempo que se vem tentando alertar a opinião pública e os políticos Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . entre outros – existem em quantidades limitadas no nosso planeta. e Jorgen 1 Randers. um recurso renovável como a floresta. se continuarmos a agir com a natureza como até à data. limites que o Homem devia respeitar. passa a ser um recurso não renovável quando os depósitos no solo das emissões gasosas das fábricas e dos automóveis atingem níveis tão elevados que alteram a qualidade do solo e. madeira. Em 1972 foi publicado o livro “os limites do Crescimento”1 . Há. causador de chuvas ácidas.As Relações entre o Homem e o Ambiente FT1 . em consequência. nesta combustão libertam-se para a atmosfera elevados níveis de ácido sulfúrico. Dennis L. face à actual tendência de crescimento da população mundial conjugada com a industrialização. Esta conduz à morte da floresta. Mas a natureza desses limites é complexa. que analisa e efectua previsões. água. destroem a capacidade de reprodução da floresta. petróleo. Por isso.. com as suas dinâmicas e inter-relacionamentos.fonte de vida das árvores e da matéria prima que elas fornecem . Mas que limites são estes afinal? De acordo com os autores do livro referido. a floresta pode ser utilizada para a produção de madeira (a fonte). Lda Livro de Donella H. causam a acidez do solo.5: Representação esquemática da interligação das diferentes componentes do ecossistema. quanto ao futuro da Terra. 10 Figura 1. pela queima de madeira. poluição.é também o depósito das chuvas ácidas resultantes da poluição do ar. porque as taxas de extracção de recursos e os níveis das emissões atingiram já níveis que os ecossistemas não podem suportar. Fonte: CEIFA ambiente. que estamos perante um futuro insustentável.

FT1 . os jazigos de alguns metais e de petróleo estão em vias de se esgotar).1) e garantam qualidade de vida aos Homens de hoje e às gerações vindouras. estes Muitos rios e lagos. que antes eram um importante habitat e fonte de alimento para as populações locais. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . se queremos assegurar a sobrevivência do Homem na Terra a longo prazo.wikipedia. ou na destruição de um ecossistema por excesso de poluição. Figura 1.org Na Conferência do Rio (1992) foi definido o conceito de Desenvolvimento Sustentável de forma muito abrangente.1. A fixação de limites ecológicos é difícil. estão tão poluídos que hoje já não vivem ali peixes. Mas na prática. Quando se fala em “limites ecológicos” pensa-se em geral ou no esgotamento de determinados recursos (por exemplo. Mas a ciência hoje acredita que para definir os limites ecológicos de um espaço.6: Imagem duma floresta morta pelas chuvas ácidas. que tenham por base uma visão ecocêntrica do mundo (ver ficha 1. Enquanto a quantidade de resíduos ou emissões não excede determinados limites. as dúvidas sobre como resolver os problemas de insustentabilidade do planeta – em especial a questão ambiental. porque a Terra é um sistema muito complexo. cujas dinâmicas e inter-relações ainda são mal conhecidas. Fonte: www. as sociedades europeias estão cada vez mais abertas para os sinais de alerta e a necessidade de reconhecer que há “limites ecológicos” que têm que ser respeitados. 11 As Relações entre o Homem e o Ambiente para a necessidade urgente de se encontrar formas de desenvolvimento sustentáveis. e o problema das desigualdades entre os países pobres e ricos – continuam a suscitar polémicas. composto por inúmeros subsistemas. o que conta é a questão de se saber quando e porque é que esse espaço perde a sua capacidade de dar suporte à vida que naturalmente abrigava antes de haver poluição. No entanto.

as águas residuais de milhares de turistas.As Relações entre o Homem e o Ambiente FT1 .terra. tal facto tem efeitos negativos. Em toda a Europa Central a floresta sofre hoje as graves consequências desta poluição que começou com a revolução industrial no século XIX.com. Quando os ecossistemas colapsam. as chuvas e neblinas carregadas de ácidos são responsáveis também pelo “desgastes” de esculturas de mármore e calcário. A “morte da floresta” é. sendo absorvidos por ele. Só agora. o ecossistema corre o risco de colapsar.7: No mundo. é limi- Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .br/lazer Por outro lado. muitas plantas deixam de se poder desenvolver nele. A partir do momento em que as substâncias estranhas que depositamos em espaços naturais excedem a capacidade de absorção desse ecossistema. Figura 1. sabemos que esse espaço natural atingiu o seu limite ecológico. e por vezes catastróficos. 12 podem interagir com o meio natural. e perde a capacidade de dar suporte aos seres vivos que nele habitam. em grande parte. do tráfego motorizado (automóveis) e da produção de electricidade. durante o Verão. como ocorre em Atenas e em todos os grandes centros poluídos por automóveis e fábricas do mundo. numa região normalmente pouco povoada. lentamente. Fonte: http://paginas. Relembrando o exemplo referido anteriormente. a poluição atmosférica começa a ser controlada. sobre a economia e as sociedades humanas. Quando os níveis de poluição atingem o limite ecológico. consequência da produção industrial com base em energias fósseis. por exemplo: • limites de Curto Prazo: a capacidade de um rio absorver. Mas as consequências de violações constantes dos limites ecológicos não são só importantes para as espécies que vivem num certo espaço natural. se a acidez do solo atinge determinados níveis. é importante saber que os limites ecológicos podem ser definidos para diferentes períodos de tempo. através de técnicas e combustíveis menos poluentes.

mas uma necessidade da economia. Actualmente a sociedade humana utiliza recursos naturais e deposita resíduos na natureza a ritmos que não são sustentáveis! O ambiente emite sinais da sua fragilidade ecológica e exerce pressões sobre a economia. o que mostra que a urgência de encontrarmos alternativas ambientalmente aceitáveis não é uma questão de moda. sejam eles devidos à escassez de recursos ou ás despesas com a remediação de problemas de poluição. nem uma exigência de ecologistas sonhadores. limites de longo Prazo: a exaustão das reservas de petróleo acessíveis é resultado de se ter atingido o limite ecológico. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . que se traduzem em elevados custos. a curto prazo esse ecossistema aquático pode atingir níveis de poluição que o levam ao colapso. pela exploração dos jazigos durante muitas décadas. 13 As Relações entre o Homem e o Ambiente • tada.FT1 .

Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .

têm sido cada vez mais frequentes e com maior intensidade. há problemas que ainda não estão cientificamente bem equacionados. como furacões. 1 Efeitos Ambientais da Actividade Humana 1. Conhecemos. Impacte ambiental. há falta de vontade política para encontrar soluções. Lda São muitas as pressões que o Homem exerce sobre o seu ambiente. a poluição e o esgotamento de recursos resultantes do nosso actual modelo de produção e consumo. PAlAVRA-CHAVE • Uso do solo • Alteração do espaço GloSSÁRIo Aterro sanitário. e essas alterações têm. Habitat. também a qualidade do ar. e. em parte. Fauna A organização da vida humana.FT2 . por sua vez. do que eram no passado. por outro lado. Figura 1. o formando deverá estar apto a: • Reconhecer que a ocupação do solo por parte do Homem tem bastantes impactos ambientais. EFEIToS AMBIENTAIS dA ACTIVIdAdE HuMANA oBjECTIVoS No final desta ficha temática.2. as causas e efeitos dos problemas. alterações do clima através da poluição atmosférica podem favorecer o desenvolvimento de pragas para a agricultura ou de insectos nocivos ao Homem. • Identificar e descrever os impactos ambientais da alteração e uso do solo. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Trata-se obviamente de um ciclo vicioso: o Homem exerce pressões sobre os ecossistemas que os alteram. Fonte: CEIFA ambiente. do meio físico e. da água. As Pressões sobre o Ambiente e as suas respostas Se estiveres atento ao noticiário.8: As Pressões sobre o Ambiente e as suas respostas. Isto porque por um lado. mas nem sempre se encontram as melhores soluções para os resolver. repercussões sobre o Homem. A incapacidade de manutenção dos sistemas que dão suporte à vida altera. por outro. agrava os fenómenos naturais. irás com certeza reparar que os fenómenos naturais. inundações e secas. Por exemplo. desequilibram de forma continuada e persistente a capacidade de resposta dos ecossistemas da Terra às intervenções humanas.

Efeitos Ambientais da Actividade Humana FT2 . 2 Como cidadãos do mundo. Vamos aprender a identificar as causas e efeitos de algumas alterações do ambiente e perceber que faz sentido combater: 1. A erosão Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . no nosso dia a dia. também nós estamos a intervir no ambiente. A poluição dos solos. tomando posição contra as medidas que podem alimentar o ciclo vicioso que acima foi descrito. Para isso. A desertificação 4. aquíferos e oceanos 3. A ocupação desordenada do solo 2. cedo descobrimos que estes problemas estão a diminuir consideravelmente a nossa qualidade de vida e a reduzir as opções de desenvolvimento das crianças de hoje e de amanhã. É por isso que cada um de nós tem que tentar contribuir para a solução dos problemas ambientais e intervir na vida política. temos que compreender como é que. vamos estudar em mais profundidade alguns dos problemas causados pelas actividades humanas. Nos submódulos que se seguem.

aos usos acima referidos associam-se. para centros urbanos. descargas acidentais ou voluntárias de poluentes no solo e águas. com o consumo de energia e com o ciclo da água. As consequências inerentes ao aparecimento de um agregado urbano conduzem a impactos ambientais muito abrangentes. PAlAVRA-CHAVE • Uso do solo • Alteração do espaço GloSSÁRIo Aterro sanitário. como fonte de recursos e depósito de resíduos. Impacto ambiental. • Verificar que o ecossistema Terra possui limites ecológicos. De facto. geralmente. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . todas as actividades do Homem interferem com o uso do solo. Na generalidade. no entanto.2.1. oCuPAÇÃo do Solo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. actividades agrícolas. • a alteração dos solos (pavimentação) e sua remoção.FT2 . concentrar a nossa atenção sobre o impacto ambiental resultante da ocupação de solos para construção de agregados urbanos e para a agricultura. a instalação de lixeiras e aterros sanitários. Vamos. Fauna. Habitat. 3 Efeitos Ambientais da Actividade Humana 1. pecuária e indústria têm tido como consequência alterações significativas da Terra para além dos elevados níveis de contaminação que possam estar associados a essa ocupação e uso. bem como deposições atmosféricas resultantes das várias actividades. porque através dela ocorre (como está esquematizado no quadro seguinte): • uma alteração total do habitat natural. o formando deverá estar apto a: • Identificar os diferentes componentes do ecossistema. • Concluir que a Terra pode funcionar. • o desaparecimento de grande parte da fauna. A ocupação e uso do espaço por exemplo. • a destruição do coberto vegetal. simultaneamente.

como demonstra o quadro seguinte: utilização do habitat pelo Homem (agricultura) Alteração do espaço • • • Perda e fragmentação de habitats naturais Perda de Biodiversidade Degradação dos solos (erosão. contaminação com biocidas e utilização de fertilizantes) Desflorestação • • • Maior consumo de energia Diminuição dos recursos • energéticos Aumento da poluição • Contributo para as alterações climáticas • Irrigação Diminuição dos recursos aquáticos. verifica-se que uma grande área é dominada de eucaliptos e pinheiros. Lda A ocupação do solo em Portugal tem sofrido algumas alterações ao longo dos séculos. Actualmente. Lda A agricultura também é responsável por grandes alterações no ambiente. 4 utilização do habitat pelo Homem (agregados urbanos) Alteração do espaço Perda de terrenos de cultivo (agricultura) Perda e fragmentação de habitats naturais Perda de Biodiversidade Maior consumo de energia Diminuição dos recursos energéticos Aumento da poluição Contributo para a alteração climática Interferência no Ciclo da Água Aumento da escorrência Cheias Erosão das margens dos rios Degradação da qualidade da água Diminuição da precipitação Diminuição dos recursos aquáticos Aluimento de terras Intrusão de águas marinhas Figura 1. continuando o sul a ser dominado por sobreiros e azinheiras. sobreiros e azinheiras. • Figura 1.9: Quadro representativo das consequências das utilizações de habitats naturais pelo Homem para construção de agregados urbanos Fonte: CEIFA ambiente.Efeitos Ambientais da Actividade Humana FT2 . Enriquecimento dos solos com sais (salinização) Contaminação de águas com fertilizantes (eutrofização) e biocidas. A floresta tem sido alterada conforme os interesses económicos do país. a floresta portuguesa era dominada por carvalhos. castanheiros.10: Quadro representativo das consequências das utilizações de habitats naturais pelo Homem para obtenção de terrenos agrícolas Fonte: CEIFA ambiente. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . No início do século XX.

FT2 . em 1995 Fonte: Gráfico elaborado por CEIFA ambiente. à industria. com dados da Direcção-Geral dos Recursos Florestais (DGRF). que estabelece as linhas estratégicas da ocupação do solo e define onde se podem construir infra-estruturas rodoviárias. Pode observar-se a grande ocupação de território por parte da agricultura Fonte: Gráfico elaborado por CEIFA ambiente.11: Gráfico representativo das espécies arbóreas mais abundantes no território português. quais as zonas estritamente dedicadas à floresta. 1999 O Programa Nacional da Política de Ordenamento do Território (PNPOT) é um importante instrumento para o ordenamento do nosso território. etc. à agricultura. 2000. citado no REA MADRP. com dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). 5 Efeitos Ambientais da Actividade Humana ocupação Vegetal em Portugal castanheiro outras folhosas pinheiro bravo pinheiro manso outras resinosas sobreiro azinheira outros carvalhos eucalipto Figura 1.12: Uso do território nacional em 1996.ine. uso do Território Nacional Área agrícola Área florestal Área urbana Outros usos Figura 1. Lda. www. Lda.pt CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .

as diferentes ocupações do solo em Portugal.Efeitos Ambientais da Actividade Humana FT2 .min-agricultura.13: Diferentes ocupações do solo de Portugal.dgrf. 6 No mapa seguinte. Figura 1. no ano de 2002. distribuídas ao longo de território Fonte: Direcção-Geral dos Recursos Florestais (DGF) (www. é possível distinguir.pt) Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . localmente.

Fauna. As suas taxas de degradação têm vindo a aumentar nas últimas décadas (pela pressão crescente das actividades humanas) sendo bastante rápidas em relação às suas taxas de formação e regeneração. e está na origem de problemas de saúde pública. 7 Efeitos Ambientais da Actividade Humana 1. água e oceano) estão interligados e que a poluição de um deles vai afectar os restantes. PAlAVRA-CHAVE • Poluição • Solo • Aquíferos • Oceanos • Poluentes GloSSÁRIo Recurso não renovável. Biodiversidade. ar. Lixiviados. • Reconhecer que a poluição prejudica as cadeias alimentares e perturba os ecossistemas.FT2 . Metais pesados. que são extremamente lentas. • Indicar as principais fontes de poluição. A PoluIÇÃo doS SoloS. o formando deverá estar apto a: • Identificar e descrever os diferentes tipos de poluição.2. • Verificar que os diferentes meios (solo. A poluição do solo é definida como a adição ao solo de materiais que podem modificar qualitativa e quantitativamente as suas características naturais e formas de utilização. uma vez que tem impactos sobre o ambiente global da área afectada (subsolo. águas superficiais e subterrâneas. Ecossistemas. podendo causar prejuízos. Poluição do Solo O solo é um recurso não renovável e limitado. Resíduos perigosos. A poluição do solo tem-se tornado uma preocupação ambiental crescente. fauna e vegetação). CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Aterros sanitários.2. ETAR. destruição da biodiversidade e de ecossistemas. AQuíFERoS E oCEANoS oBjECTIVoS No final desta ficha temática.

pt/geociencias Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . poluindo-os também. Instituto Geológico e Mineiro. lençóis freáticos. 8 Figura 1. inevitavelmente irá também poluir linhas de água.ineti. Versão On-line no site do INETI: http://e-geo. O lixo por nós produzido é uma importante fonte de poluição dos solos Fonte: CEIFA ambiente. Figura nº 9. Os poluentes do solo podem infiltrar-se e ser. bem como ecossistemas vivos que dependam destes meios. assim. Lda Poluição dos aquíferos Devido às características especiais do solo. arrastados para os lençóis freáticos. Água Subterrânea: Conhecer para Preservar o Futuro.14: Imagem de uma lixeira. qualquer tipo de poluição que incida directamente sobre ele. Figura 1.Efeitos Ambientais da Actividade Humana FT2 . e cursos de água.15: Esquema representativo das diferentes origens de poluição do solo e das águas subterrâneas Fonte: Instituto Geológico e Mineiro (2001).

por exemplo. a graxa e outras impurezas das estradas. Figura 1. Lda • derrames quando o petróleo é derramado no oceano. Além disso. veículos e construções para os rios e destes para o mar. Em Portugal são originadas 4 milhões de toneladas/ano de resíduos de construção e demolição Fonte: CEIFA ambiente. Os sistemas agrícolas intensivos usam grandes quantidades de substâncias químicas (por vezes tóxicas. Resíduos resultantes.16: As pilhas constituem um resíduo perigoso devido à quantidade de metais pesados que entra na sua constituição. está a poluir o solo. a que se chama agrotóxicos) e adubos (nutrientes). As águas das chuvas carregam o óleo. em especial resíduos perigosos. • Agroquímicos utilizados nas actividades agrícolas. Esta substância é bio-acumulável. emissões gasosas com partículas que se depositam. Parte da poluição chega ao mar através dos rios e chuvas e outra parte é despejada directamente pelo Homem. Estes agroquímicos podem provocar a acidez dos solos. criando sérios problemas ambientais e de saúde. quando alguém faz uma mudança de óleo do motor do carro e deixa o óleo usado escorrer para o solo. Por exemplo. isto é. e ter um efeito tóxico sobre as plantas. da deposição não controlada de produtos. Principais poluentes do solo. escorrimentos provenientes de lixeiras e/ou aterros sanitários (a que se chamam lixiviados). a chuva que cai no mar está contaminada com poluentes atmosféricos. após serem ingeridas permanecem no corpo dos animais e vão sendo acumulados ao longo da cadeia alimentar atingindo níveis letais para os organismos. A maior parte permanece na área costeira. 9 Efeitos Ambientais da Actividade Humana Poluição dos oceanos A maioria do material poluente despejado anualmente nos oceanos provém dos continentes. os resíduos irão poluir estes meios. Quando em contacto com cursos de água podem provocar a morte de seres vivos nesses ecossistemas. a mobilidade dos metais pesados. aquíferos e oceanos: • Águas contaminadas e efluentes líquidos lançados directamente sobre o solo provenientes de indústrias químicas e de esgoto doméstico. a salinização do solo (acumulação de sais no solo). forma uma mancha perigosa CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Se estiverem em contacto com o solo ou água.FT2 . • Um dos agrotóxicos (pesticidas) mais conhecidos é o Diclorodifenil-tricloroetano (DDT).

Fontes de Poluição De acordo com a sua origem. em especial as praias. Os efluentes de lixeiras são também uma forma de poluição relacionada com actividades urbanas. muito sensíveis a este tipo de problemas e evitam esses lugares. Este tipo de acidentes é conhecido por “Marés negras”. focas e baleias. Hoje.geocities. em geral. para além de ter consequências económicas negativas. e que é transmitida através das cadeias alimentares (submódulo 3). No Mediterrâneo. em particular o petróleo bruto. os derrames voluntários devido aos resíduos de lavagem de tanques no mar e à mudança de óleo dos motores das embarcações. Os derrames de petróleo causam grande devastação na costa e na vida marinha. o turismo pode ser seriamente afectado. se houver problemas de poluição nas praias. entre elas o cancro. Fonte: www. sabe-se que a radioactividade têm graves consequências na saúde de todos os seres vivos. A Bandeira Azul é um incentivo para os municípios fazerem esforços para impedirem que o esgoto vá sem pré-tratamento para os meios aquáticos. os derrames de petróleo chegam a atingir 1 milhão de toneladas por ano. como pássaros. 10 para os animais que vêm à superfície. Assim. poluindo a zona costeira. se não se disponibilizam meios públicos para tratar estas emissões. porém. em zonas urbanas. Mesmo as nações ricas frequentemente opõem-se em gastar dinheiro com estações de tratamento. pois exige a construção de redes de canalização e estações de tratamento de águas residuais (ETAR). O tratamento de esgotos antes de serem lançados nos cursos de água é. de onde são transportados até ao mar. Figura 1. Por exemplo. mas apenas uma parte é previamente tratada. os esgotos e outros efluentes poluídos acabam por ser lançados directamente em linhas de água.17: 10% da poluição global dos oceanos é originada por acidentes com o transporte marítimo de mercadorias.com/maquaticos • lixo radioactivo necessita de uma atenção especial no seu tratamento. por exemplo. podemos identificar várias formas de poluição: • Poluição urbana e doméstica Em todo o mundo. O esgoto não tratado constitui um grave risco para a saúde e para os ecossistemas. e os turistas são. Alguns desses resíduos têm que ser guardados com segurança por muitos e muitos séculos. e alterar o desenvolvimento dos seres vivos. porque a radioactividade pode causar doenças muito graves. porque se achava que ninguém poderia ser prejudicado. grande quantidade de esgoto doméstico é despejada nos rios e no mar.Efeitos Ambientais da Actividade Humana FT2 . Além dos derrames acidentais temos ainda. Não é aconselhável tomar banho em praias sem Bandeira Azul. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . bastante caro. o mar era considerado o lugar ideal para se despejar este tipo de lixo. Durante algum tempo. também no mar. Os países em desenvolvimento têm poucos recursos financeiros para construir estações de tratamento em número suficiente.

Sendo assim. permanecendo inalterada. Trata-se. também eles. quando poluímos o solo. na realidade. Fonte: CEIFA ambiente. não se decompondo facilmente.FT2 . uma das fontes mais preocupantes de poluição dos ecossistemas. não poluam o ambiente é uma das grandes prioridades da política ambiental na Europa. o grande problema prende-se com as fezes dos animais. no fim. muito ricos em matéria orgânica e potencial poluente dos solos e cursos de água. a descarga de efluentes líquidos e as emissões gasosas que poluem a atmosfera. A Terra é um grande ecossistema onde as várias “partes” se ligam entre si formando um “todo”. • A poluição proveniente de fontes pontuais caracteriza-se por ser facilmente identificável o ponto de descarga de poluentes. estamos. Tornar as indústrias menos poluentes e obrigar os industriais a produzirem produtos que. em geral. muitas substâncias perigosas. A Poluição industrial Está relacionada com a deposição de resíduos industriais. Além disso. de uma poluição difusa. que contêm. uma grande parte dos resíduos domésticos é constituída por produtos em fim de vida. a nível mundial. produzidos pela indústria. também a poluir os aquíferos e os oceanos.18: Imagem de uma saída de esgoto que vai poluir as linhas de água. ser reciclado pelo mar. Assim. no fim da sua vida útil. todos os seus elementos são afectados. grande parte do esgoto industrial é inorgânica. Uma grande quantidade de despejos industriais é lançada directamente no mar ou chega até ele através dos rios nos quais é despejada. 11 Efeitos Ambientais da Actividade Humana Figura 1. e têm uma grande responsabilidade na deterioração das linhas de água superficiais e nos lençóis freáticos. e a introduzir nas cadeias alimentares – que. acabam no nosso prato – substâncias nocivas à nossa saúde! CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Os resíduos provenientes de actividades industriais representam. Enquanto o esgoto doméstico tem uma grande carga orgânica e pode. Na pecuária. A poluição proveniente de fontes não pontuais ou difusas caracteriza-se pela sua distribuição no espaço ser difícil de delimitar geograficamente. Lda • A Poluição agrícola e pecuária A agricultura e pecuária são importantes fontes de poluição. provocada pelos agroquímicos utilizados em extensas áreas. pelo menos em parte. pela sua quantidade e perigosidade. quando se polui uma parte do ecossistema.

Efeitos Ambientais da Actividade Humana FT2 .br • www.achetudoeregiao. 12 Saber mais: • www.pt Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .pt • http://e-geo.ineti.com.apda.

muitas vezes também. dos recursos hídricos. ou vivem em extrema pobreza. a água e a cobertura vegetal rareiam. resultante de vários factores. o formando deverá estar apto a: • Identificar as causas que podem conduzir à desertificação. submódulo 4). desflorestação. as populações são obrigadas a abandonar esses lugares. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . indica que aproximadamente um terço do mundo será deserto em 2100.3. e as zonas mais secas são as mais atingidas por este fenómeno. às actividades humanas (por exemplo. da vegetação e reduz a qualidade de vida das populações afectadas. económico e social. há regiões climáticas na Terra mais vulneráveis do que outras à desertificação. das pastagens e das áreas de florestas e matas naturais devido às variações climáticas e. Impactos da desertificação Como podemos observar no esquema seguinte. semiáridas e sub-húmidas secas. Diz-se.FT2 . o solo torna-se improdutivo. vinculado ao Escritório Meteorológico do Reino Unido. a desertificação tem impactes tanto a nível ecológico. • Concluir que a desertificação constitui um problema grave e que tem consequências tanto a nível ecológico. PAlAVRA-CHAVE • Desertificação • Formação do solo • Regeneração do solo • Degradação do solo • Perda da produtividade biológica • Perdas económicas GloSSÁRIo Acidificação A desertificação é definida como sendo “a degradação da terra nas regiões áridas. onde há desertificação. entre eles as variações climáticas e as actividades humanas”.2. A desertificação abrange um conjunto de problemas como a degradação dos solos. como também económico e social. Ou seja. por isso que o processo de desertificação consiste na perda da produtividade biológica e económica das terras agrícolas. Um relatório elaborado pelo Centro Hadley. 13 Efeitos Ambientais da Actividade Humana 1. dESERTIFICAÇÃo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Por outras palavras.

in UNCCD newsletter no. tornando as áreas afectadas em desertos. Fonte: www. na 4ª Conferência relativa à Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação. verificamos que a diferença é enorme: o solo degrada-se com extrema rapidez.Efeitos Ambientais da Actividade Humana FT2 . mais acelerado do que o tempo que a natureza precisa para os repor. De acordo com um relatório divulgado em Nairobi.org/guide Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . se não forem tomadas medidas urgentes. Por isso. em muitos casos.worldrevolution. Se compararmos a velocidade de formação e regeneração do solo. Figura 1. as características morfológicas do solo podem ser destruídas de tal forma que este perde as suas capacidades produtivas. degradação e destruição dos recursos naturais se tornar. Produtividade da agricultura Reservas de água no solo Perda de biodiversidade Figura 1. 14 Alterações Climáticas Secas Desertificação Isolamento geográfico de populações Pobreza Actividades Humanas Agricultura Desflorestação Pecuária etc. o cultivo intensivo e o pastoreio em excesso produzem a desertificação dos solos. Na zona Sahel do continente africano. 2000 A base deste grande problema consiste no facto de o ritmo de exploração. mas demora muito tempo a recuperar as qualidades que tinha antes de ter sido alterado.20: Imagem do aspecto de um solo deserto. que é extremamente lenta. Fonte: Esquema adaptado de “The health impacts of desertification”. a desflorestação.19: Representação esquemática dos impactos da Desertificação. ocorrerá também uma aceleração da degradação dos solos na Europa. 14. com a velocidade a que o mesmo solo se degrada. Os solos do nosso país são dos mais vulneráveis da Europa.

ou seja. publicado em 2000. erosão (como vamos ver ainda neste submódulo) e contaminação dos solos.eu Ver. O solo é um recurso muito transversal em termos de lei. A challenge for the 21 th century”.eu • www.eea.igeo. 1 CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .br • http://panda. “Down to earth: Soil degradation and sustainable development in Europe.uol. por não poderem suportar actividades agrícolas. Relatório da EEA e da UNEP.pt • http://reports.FT2 . nacional e global e uma integração do ambiente nas políticas sectoriais dos países. A crescente actividade agrícola e a construção de infra-estruturas de lazer e turismo irão aumentar a pressão sobre a degradação do solo e contribuir para a desertificação. 15 Efeitos Ambientais da Actividade Humana A Agência Europeia para o Ambiente (EEA) e o Programa Ambiental das Nações Unidas (UNEP) alertam1 para os problemas que podem contribuir para a desertificação também na Europa: acidificação. está actualmente em discussão uma proposta da Comissão Europeia para uma directiva-quadro que visa garantir uma abordagem global da protecção do solo. uma correcta resposta ao problema implica acções urgentes a nível local. No entanto. Segundo o mesmo relatório.europa.folha. Vastas áreas na região mediterrânica já foram abandonadas.europa. uma lei específica para a protecção do solo.com. não existe. A directiva obriga os Estados-Membros a tomarem medidas específicas para lutar contra as ameaças que pesam sobre o solo. até agora. mas dá-lhes liberdade quanto à forma de o fazerem. Saber mais: • http://ec.

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isto é. por gelo. o mar e o vento transportam grandes quantidades de partículas do solo. PAlAVRA-CHAVE • Erosão natural • Erosão antropogénica • Actividades humanas • Desertificação GloSSÁRIo Antropogénico A erosão é o processo de desprendimento e arraste acelerado das partículas do solo causado pela água e pelo vento. 17 Efeitos Ambientais da Actividade Humana 1. ERoSÃo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Nos dias de hoje são erodidos pela corrente de água do rio Fonte: Ana Henriques CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .21: Erosão natural causada pela acção de agentes naturais como a água (rio). Os rios. a chuva. Estes grandes blocos de granito foram arrastados. como causa e prevenção.FT2 . Assim. • Indicar as causas e as consequências da erosão. o formando deverá estar apto a: • Identificar e distinguir os dois tipos de erosão. • Reconhecer que o Homem tem um importante papel. dos processos naturais que provocam modificações da crosta terrestre. outrora. na erosão dos solos. Este fenómeno pode ser classificado segundo os factores que a originam.2. Figura 1. distingue-se entre a erosão resultante de um processo natural e a erosão resultante de um processo antropogénico: Erosão geológica (natural) – manifesta-se em virtude da acção dos agentes naturais.4.

zonas florestais são muito menos afectadas pela erosão do que zonas com pouca vegetação. pode levar à desertificação. Em alguns casos os solos ficam seriamente erodidos. principalmente. etc. e a perda total da capacidade produtiva. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . por sua vez. construção de casas na linha de costa junto ao mar. Figura 1.). retirar a vegetação do solo e deixa-lo a descoberto. As enxurradas. provenientes das águas que não se infiltram no solo. transportam partículas de solo em suspensão e nutrientes necessários às plantas. 18 Erosão antropogénica – é a erosão cuja origem está ligada.O Sector da Construção Civil e o Ambiente FT2 . A perda de partículas de solo e de nutrientes influencia directamente a produtividade das culturas agrícolas. por exemplo. quando ele desprotege os solos. Lda Este fenómeno poderá ser desencadeado por uma combinação de factores como fortes declives. podendo também o solo ter algumas características próprias que o tornem propenso à erosão (é o caso de este possuir camada arável fina. clima (por exemplo longos períodos de seca seguidos de chuvas torrenciais) e catástrofes ecológicas (nomeadamente incêndios florestais).22: Processo de degradação do solo resultante de actividades humanas (erosão hídrica) Fonte: CEIFA ambiente. tornando mais fácil aos agentes naturais o transporte da sua camada superior. O abate de árvores e de sebes de caniços. pouca vegetação ou reduzidos teores de matéria orgânica). A erosão do solo constitui a principal causa do empobrecimento precoce das terras produtivas. pois o solo descoberto fica muito mais sujeito a desagregação das suas partículas devido a diferenças de temperatura (entre o dia e a noite) e é depois facilmente arrastado pelas chuvas. Por exemplo. A erosão tem sido intensificada por algumas actividades humanas. A erosão é uma das principais ameaças ambientais para a sustentabilidade e capacidade produtiva do solo e da agricultura. à ocupação das terras pelo Homem. são causas frequentes da crescente erosão a que estão sujeitos os solos em Portugal. principalmente pela gestão incorrecta do solo (por exemplo.

CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .FT3 . contribui para a formação da chuva ácida e da poluição do ar. A formação de partículas de poeira está presente na extracção de matéria-prima. pelas alterações que provoca na paisagem e pela quantidade de materiais e energia que utiliza. A construção – pelos espaços de território que ocupa e altera. O volume de recursos naturais utilizados pela construção civil. o formando deverá estar apto a: • Assumir que a construção civil. a produção de cimento e cal envolve a calcinação do calcário. Uma vez que a energia utilizada no sector tem por base maioritariamente combustíveis fósseis. em geral. Combustíveis fósseis. em processos que exigem temperaturas elevadas. muitos deles não renováveis. Chuva ácida. corresponde a pelo menos entre 15 % e 50 % do total consumido anualmente por toda a sociedade. como por exemplo. é um sector que consome muitos recursos naturais e provoca impactos ambientais importantes. Adicionalmente. transporte e produção de materiais. o SECToR dA CoNSTRuÇÃo E o AMBIENTE oBjECTIVoS No final desta ficha temática. a actividade construtiva agrava o efeito de estufa (submódulo 4). PAlAVRA-CHAVE • Construção civil • Ambiente • Recursos naturais • Energia • Impactos ambientais GloSSÁRIo Recursos não renováveis. e através de poeiras. Aterros sanitários A relação entre a construção e ambiente é variada e está em constante mudança. Dos 40 % da energia consumida mundialmente pela construção civil. em especial. que provocam a emissão de grandes quantidades de CO2 na atmosfera. o cimento. 1 O Sector da Construção Civil e o Ambiente 1. • Identificar medidas de minimização dos impactos ambientais causados pela construção civil. energia e água que usa e transporta – é uma das actividades industriais que maiores impactos tem sobre o ambiente.3. Resíduos. aproximadamente 80 % concentram-se na produção e transporte de materiais. as enormes quantidades de materiais.

ser reutilizados. No esquema seguinte são apresentadas possíveis formas de aproveitamentos directos do sol e da sua energia. 2 Figura 1.23: O barro. Fonte: CEIFA ambiente. também eles. constituídos por cimento. Além disso. tijolos e telhas. A quantidade crescente Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . durante a fase em que são utilizados. da utilização da vegetação e do solo para reduzir a exposição ao vento. da água das chuvas. os ruídos e os resíduos que resultam das actividades construtivas. da implantação e orientação da construção. material constituinte dos tijolos. contribuir para a poupança de recursos. ou seja. aproveita e utiliza os recursos sem os esgotar. utiliza o ambiente de forma sustentável. No entanto.O Sector da Construção Civil e o Ambiente FT3 . em grande parte. a qualidade dos diferentes edifícios. Lda o aproveitamento dos recursos que a natureza nos dá Uma forma de construir preocupada com o ambiente. destruir ou poluir. que são materiais inertes e podem. Proteger dos ventos de Norte A chuva O Sol O vento Aproveitar água da chuva Utilizar a energia do sol Reciclar águas negras Figura 1. é uma matéria-prima muito explorada. ao mesmo tempo. hoje em dia a maioria destes resíduos são simplesmente levados para aterro. e tomar todas as providências para reduzir as emissões gasosas e líquidas. melhorando.24: Diferentes formas possíveis de aproveitamento dos recursos naturais nas nossas habitações Fonte: CEIFA ambiente. Podemos assim poupar muitos recursos. muitas vezes. Lda Resíduos de construção e demolição (RC&d) Os resíduos de construção são. o Sector da Construção Civil deve preocupar-se com o tipo de materiais e técnicas que utiliza. os edifícios podem. Portanto.

ceifa-ambiente.FT3 . Estas metodologias de avaliação do desempenho ambiental de edifícios. preservando. para um melhor aproveitamento dos recursos nos edifícios e uma gestão mais eficiente dos materiais e dos resíduos.usp. os recursos naturais não renováveis. arquitectos e engenheiros têm vindo a desenvolver. Lda As medidas referidas anteriormente.pcc. ou seja. Saber mais: • www. ou seja. que seja reduzida a extracção de matérias-primas. para não falar dos sérios problemas ambientais.net • www.reciclagem. a demolição gerará uma quantidade considerável de entulho. mas significa também uma redução dos custos da obra (através da redução dos custos de deposição em aterro) e pode até abrir novas oportunidades de negócio (o sector de reciclagem é um dos que apresenta maiores taxas de crescimento nos últimos anos). caso não se proceda à sua desmontagem e reutilização das suas partes. com 10 metros de entulhos!!! Figura 1. Fonte: CEIFA ambiente.br CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . O peso e volume dos Resíduos de Construção e Demolição (RC&D) produzidos por ano numa cidade com 2 milhões de habitantes é de cerca de 1 milhão de toneladas e 800 mil m3 de volume depositado.25: Fotografia de um monte de vários resíduos de demolição. têm resultado de estudos científicos e da experiência que se tem vindo a acumular sobre as boas práticas que algumas empresas. por ano. ainda. Finalizada a vida útil de um edifício. visam implementar formas de Construção Sustentável. o equivalente ao espaço ocupado por 11 campos de futebol com dez metros de altura. 55 campos de futebol. que começam já na fase de projecto de um edifício. A reciclagem de resíduos tem vantagens para a gestão ambiental. 3 O Sector da Construção Civil e o Ambiente de resíduos que é produzida pelo Sector da Construção Civil tem contribuído significativamente para o rápido esgotamento das capacidades dos aterros sanitários existentes. A reciclagem permite. indirectamente. sociais e económicos que estes resíduos causam quando depositados clandestinamente. a utilização de materiais e técnicas ambientalmente mais correctas no sector da construção. Se fizermos as contas à população Portuguesa (de acordo com o último CENSUS: 10 milhões) enchemos.

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2º dessa Lei: “A política de ambiente tem por fim optimizar e garantir a continuidade de utilização dos recursos naturais.4) . 2. estão também a ser vítimas deste fenómeno. O Homem explora os vários recursos naturais que o planeta Terra tem disponíveis. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. A disponibilidade de alguns recursos está a diminuir consideravelmente.” Dê argumentos que fundamentem esta afirmação.4. que transcreve parcialmente o Art. Descreva as consequências que daí podem advir. reveja o submódulo 1. Explique de que forma um recurso utilizado pelo Homem pode ser fonte de matérias-primas e.º 11/87) que dá enquadramento à política ambiental no nosso país. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 9. Um das consequências mais graves dessa intervenção é a desertificação. 3. Em Portugal. tente identificar a abordagem que o legislador seguiu: biocêntrica. como pressuposto básico de um desenvolvimento auto-sustentado. Dê dois exemplos demonstrativos desta situação. há uma Lei de Bases do Ambiente (Lei n. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . 5. Explique o que é a desertificação. ao mesmo tempo. antropocêntrica ou ecocêntrica? Justifique a sua resposta. 4. depósito de resíduos ou emissões. O Desafio Ambiental. Leia com atenção o seguinte texto.AV1 Actividades/Avaliação 1. qualitativa e quantitativamente. A actividade humana está a interferir com a natureza.” À luz do que aprendeu sobre as diferentes visões que existem da Natureza.Se não conseguir resolver esta actividade. e como é que regiões onde não há desertos naturais. Explique esta afirmação a exemplo do solo. “A Indústria da Construção Civil é a actividade humana com maior impacto sobre o ambiente.

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Sustentabilidade CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .2.

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sobre a necessidade de preservar o património natural. Neste enquadramento.SM2 Sustentabilidade 1. e o contexto histórico que levou ao seu reconhecimento pela comunidade internacional na Conferência do Rio de Janeiro. Começa por mostrar a relevância deste conceito para o futuro da Humanidade. GloSSÁRIo • Ecossistemas • Resíduos 5. TEMAS • O conceito de Desenvolvimento Sustentável • Formas de implementação • Preservação do património • Inovação técnica e cultural • Responsabilidade social e cidadania 4. • Transpor para a prática conhecimentos relacionados com o conceito de sustentabilidade. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Editora Gaia. cada formando deverá estar apto a: • Compreender o significado do conceito Desenvolvimento Sustentável. debruça-se. SABER MAIS • Pegada Ecológica e Sustentabilidade Humana. 2002. 2. em seguida. Genebaldo Freire Dias. São Paulo. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. e os meios que estão ao alcance de empresas. 3. governos e cidadãos para contribuir para o desenvolvimento sustentável. RESuMo Este submódulo é uma introdução ao conceito de Desenvolvimento Sustentável. a ameaça que as técnicas e o modelo de produção e consumo de massa representam para o património natural.

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PAlAVRA-CHAVE • Desigualdade social • Globalização • Ciclo vicioso • Relatório Brundtland • Desenvolvimento Sustentável GloSSÁRIo Biodiversidade O nosso mundo luta com grandes problemas sociais e ambientais. que hoje tanto preocupa as nossas sociedades. que até meados do séc. têm causas globais. não residem só no fanatismo religioso. que causas locais têm efeitos globais. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . por um lado. Há. portanto. As emissões que acorrem neste momento para a atmosfera estão a repercutir-se sobre o clima mundial. em grande parte também. dois grandes grupos de problemas que afectam a capacidade de desenvolvimento do Homem: 1. Os problemas ambientais. 2. portanto. como cheias e furacões. nas desigualdades económicas.FT4 . a enorme desigualdade social entre pobres e ricos. embora os seus efeitos sejam localizados. 1 O Conceito de Desenvolvimento Sustentável: Definição e Princípios 2. Estes conflitos põem em risco a nossa segurança e a paz entre os povos. ou seja resultam da alteração do clima. nos últimos 50 anos. muitas das catástrofes aparentemente naturais a que assistimos hoje. por outro lado. social e ético de grandes dimensões. o CoNCEITo dE dESENVolVIMENTo SuSTENTÁVEl: dEFINIÇÃo E PRINCíPIoS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. alcançaram. Por outro lado. a acumulação de muitos e grandes problemas ambientais. mas. dimensões globais.1. o formando deverá estar apto a: • Reconhecer o contexto histórico em que o conceito de Desenvolvimento Sustentável aparece e identificar o papel que a Organização das Nações Unidas (ONU) representou neste contexto. O rendimento conjunto das 500 pessoas mais ricas do mundo ultrapassa agora o dos 416 milhões de pessoas mais pobres Fonte: Relatório da ONU sobre o Desenvolvimento Humano. publicado em 2006. que são o tema central deste Guia de Aprendizagem. XX tinham causas e efeitos com uma dimensão mais ou menos localizada. Não se trata só de um problema económico. sociais e políticas que dividem o mundo. As raízes do terrorismo. Sabemos.

Por exemplo. A globalização deve ser gerida com vista a ultrapassar os problemas que acima indicámos. em geral. No século XX.O Conceito de Desenvolvimento Sustentável: Definição e Princípios FT4 . Mas nem sempre isto foi claro. um bairro mais rico e limpo e um bairro mais pobre e com poucas condições de higiene. Muitos deles são hoje dependentes da ajuda dos países industrializados. As graves implicações destes problemas só começaram a ser reconhecidas a partir de meados do século passado. como global. por outro lado. Figura 2. A maioria dos países mais pobres. e só recentemente é que os governos começaram a trabalhar nesse sentido. em geral.1: Imagens de dois bairros bem diferentes. O empobrecimento dos solos tinha. chamamos “países em vias de desenvolvimento”. tornam-se cada vez mais evidentes as estreitas relações que existem entre fenómenos ambientais e a capacidade de desenvolvimento das sociedades humanas. tinha. graves efeitos a nível social e económico em países a que. tratada como um problema local. os países mais desenvolvidos entraram numa fase de acelerado crescimento económico. Com efeito. pelo menos em parte. num contexto histórico muito especial. sobretudo a partir dos anos 50. hoje em dia. Lda Estes dois problemas – a desigualdade das capacidades de desenvolvimento dos países ricos e pobres. pois a existência de ciclos viciosos é uma característica própria a muitos problemas de insustentabilidade. e a crise ecológica que afecta todo o mundo – são os dois grandes desafios daquilo a que se chama globalização. Já tínhamos falado de ciclo vicioso no submódulo 1. Fonte: CEIFA ambiente. político e ambiental que tem que ser gerido tanto a nível local. que era. colónias dos países mais ricos. O gráfico seguinte ilustra como a pobreza e a degradação ambiental se condicionam mutuamente. A globalização é um fenómeno económico. 2 Em meados do século XX. Foi com essa convicção que nasceu o conceito de desenvolvimento Sustentável. por um lado. a erosão está muitas vezes na origem da fome e da pobreza crescente da população. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . não conseguiram acompanhar este ritmo. tais como o abate de grandes áreas de florestas tropicais. causas globais. reconhece-se que a erosão de solos. pois conduz à desertificação de grandes regiões do planeta (submódulo 1) e torna os países afectados cada vez mais dependentes da ajuda dos países mais ricos.

publicado por um grupo de cientistas em 1972. A longo prazo.3: Logótipo da Organização das Nações Unidas. Lda Por volta de 1970 começa a haver acordo entre cientistas e políticos na avaliação que fazem sobre as perspectivas de desenvolvimento da Humanidade. 3 O Conceito de Desenvolvimento Sustentável: Definição e Princípios Pressão sobre o ambiente Necessidade de alimentos e energia Redução da capacidade produtiva dos ecossistemas locais Ciclo vicioso desenvolvimento insustentável Crescimento demográfico Necessidade de importações / escassez de divisas POBREZA ? Figura 2. o Homem iria pôr em risco a sua própria sobrevivência na Terra.FT4 . dizia claramente que era urgentemente necessário mudar o rumo. Fonte: CEIFA ambiente. pois reconheceram que o mundo se encontrava num trilho de desenvolvimento insustentável e que era urgentemente necessário alterar as relações entre países pobres e ricos.org CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Figura 2.2: Ciclo vicioso do desenvolvimento insustentável.un. Fonte: www. e salvaguardar o ambiente. O Relatório do Clube de Roma. Nesse mesmo ano (1972) os representantes dos Estados membros da Organização das Nações Unidas (ONU) chegaram a um acordo histórico na Cimeira que se realizou na cidade de Estocolmo. pois o Humanidade estava em rota de colisão com o planeta.

em muitos casos. Mas então isso significa que esta definição não serve para nada? Não. 4 Mas não acontece quase nada de concreto nos anos seguintes. isto também não é correcto. a biodiversidade. É neste relatório que se encontra. a definição do conceito de Desenvolvimento Sustentável: O desenvolvimento sustentável é aquele que satisfaz as necessidades presentes sem comprometer a capacidade de as gerações futuras satisfazerem as suas próprias necessidades. que à primeira vista. pois a ciência permite-nos identificar uma série de actividades que certamente geram efeitos negativos para a geração actual e/ou as gerações futuras. Ora se evitarmos actividades que sabemos que têm impactes negativos. parece clara embora abstracta. isso não é possível.org Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . pois é impossível prever com absoluta certeza como é que as nossas acções vão influenciar sistemas tão complexos como o clima.wikipedia.O Conceito de Desenvolvimento Sustentável: Definição e Princípios FT4 . Lda Não. certamente já estamos a contribuir para um trilho mais sustentável de desenvolvimento – e essa deve ser a nossa aposta para o nosso dia-a-dia: • Evitar o que é insustentável é já o primeiro passo para o desenvolvimento Sustentável! Saber mais: • http://pt. A definição de Desenvolvimento Sustentável. suscita muitas dúvidas quando a queremos definir em termos práticos.4: Desenvolvimento Sustentável Fonte: CEIFA ambiente. Só em 1987 aparece um Relatório oficial da ONU (o chamado Relatório Brundtland) que se debruça seriamente sobre as relações entre ambiente e desenvolvimento humano. Podemos dizer com absoluta clareza se uma actividade é sustentável? Desenvolvimento ? Sustentável Figura 2. pela primeira vez. etc.

CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . • Duas Convenções Internacionais: sobre Alterações Climáticas (que deu origem ao Protocolo de Quioto) e sobre Biodiversidade. que são enunciadas de forma geral no primeiro Princípio da Declaração do Rio. assinada por todos os países.1. • a responsabilidade dos Estados na implementação deste direito para as gerações actuais e vindouras. • a necessidade urgente de proteger o ambiente e a natureza. • Identificar os resultados mais importantes da Cimeira do Rio de Janeiro. Gases de efeito de estufa Desde 1987 têm-se feito esforços no sentido de clarificar melhor o que é Desenvolvimento Sustentável. O primeiro grande passo foi feito em 1992. foram elaborados. que confirma as conclusões da Cimeira de Estocolmo. FoRMAS dE IMPlEMENTAÇÃo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. que engloba um conjunto de estratégias. diversos documentos importantes: • A Agenda 21. a implementar a nível global. 5 O Conceito de Desenvolvimento Sustentável: Definição e Princípios 2. Para implementar os princípios da Declaração do Rio de Janeiro. em harmonia com a natureza.1. o formando deverá estar apto a: • Reconhecer a ideia fundamental que orientou os trabalhos da Cimeira do Rio de Janeiro. visando inverter o processo de deterioração ambiental. Têm direito a uma vida saudável e produtiva. Princípio nº 1 da Declaração do Rio: Os seres humanos constituem o centro das preocupações relacionadas com o desenvolvimento sustentável. • a necessidade de uma acção conjunta e solidária de todos para combater a pobreza. totalmente dedicada ao tema do Desenvolvimento Humano e do Ambiente. PAlAVRA-CHAVE • Sustentabilidade • Cimeira do Rio • Princípios do Desenvolvimento Sustentável • Instrumentos de implementação GloSSÁRIo Alteração climatérica / alteração climática. ano em que se realizou a Cimeira do Rio de Janeiro. nacional e local em todas as áreas em que haja impacto do Homem sobre o ambiente. esta constitui um plano integrado de acção. durante a Cimeira ou na sua sequência.FT4 . É durante a Cimeira do Rio de Janeiro que são identificadas as grandes linhas de acção que devem orientar a política e a economia. O que devemos reter é que a Cimeira do Rio proclamou • o direito ao desenvolvimento de todos os Homens.

o Desenvolvimento Sustentável Fonte: CEIFA ambiente. Mas nem só os Estados são chamados a tomar medidas rumo ao Desenvolvimento Sustentável. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . conhecida por “Princípios Florestais”. em geral. Hoje já muitos países. 6 • • • Convenção sobre a desertificação (acordada posteriormente. em 1994).5: Desenho simbólico da ligação entre as diferentes pessoas no sentido de chegar a um objectivo comum. e. se possível. regiões. que elaboraram. autarquias. de forma a assegurar que elas não venham a agravar ainda mais os problemas globais.O Conceito de Desenvolvimento Sustentável: Definição e Princípios FT4 . Por exemplo. • as opções que permitiriam limitar as emissões de gases com efeito de estufa (GEE) e formas de adaptação a elas (submódulo 4). Trata-se de um documento que indica as linhas orientadoras que devem guiar todas as actividades do país. Compromisso de financiamento de assistência ao desenvolvimento. Figura 2. que poderão um dia vir a ser confirmados numa Convenção sobre Florestas. Os documentos resultantes da Cimeira do Rio ainda hoje servem de guia a todos os movimentos relacionados com o Desenvolvimento Sustentável. foi criado o “Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas” (Intergovernamental Panel on Climate Change – IPCC). social. Em Portugal já há muitas autarquias que têm uma Agenda 21 Local que visa implementar os grandes objectivos da Cimeira do Rio ao nível das autarquias. • a vulnerabilidade dos sistemas socio-económicos e naturais às alterações climatéricas. para estudar as alterações climatéricas. entretanto. entre eles Portugal. Todas as convenções internacionais têm sido elaboradas com base em estudos sobre os problemas que se pretende resolver. ambiental e política a nível global. Declaração oficial de princípios. que reúne os cientistas mais conceituados de todo o mundo para avaliar: • os aspectos científicos do sistema climático e de mudança do clima. até contribuam para melhorar a situação económica. Lda A investigação científica tem dado um grande contributo para a implementação do conceito de Desenvolvimento Sustentável. A Agenda 21 é um documento que apela à acção de Estados. uma Estratégia Nacional para o Desenvolvimento Sustentável. e cidadãos.

wikipedia.info • http://pt.agenda21local.org CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . 7 O Conceito de Desenvolvimento Sustentável: Definição e Princípios Saber mais: • www.FT4 .

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1 Agir Rumo à Sustentabilidade 2. Natureza. só vê os ganhos e custos que lhe dizem respeito a si próprio. quando toma decisões económicas. numa perspecO grande problema é que aquilo que parece sustentável a curto prazo pode não o ser a longo prazo. e só pensa a curto prazo? É exactamente por isso que é importante que haja linhas de orientação que ajudem os agentes económicos a agir de acordo com princípios de sustentabilidade. o formando deverá estar apto a: • Identificar e explicar o papel que a economia. Ambiente e Economia Natureza Meio-Ambiente Economia (Produção & Consumo) de bens e serviços Os sintomas de insustentabilidade deste sistema são cada vez mais alarmantes Figura 2.6: A Insustentabilidade da Economia Fonte: CEIFA ambiente. Ecossistemas Já vimos que as causas da insustentabilidade que observamos a nível global estão directamente relacionadas com a forma como o Homem se relaciona com a Natureza. AGIR RuMo à SuSTENTABIlIdAdE oBjECTIVoS No final desta ficha temática. PAlAVRA-CHAVE • Sistemas de produção e consumo • Egoísmo e miopia da economia • Pilares de sustentabilidade • Instituições • Cidadania GloSSÁRIo Resíduos. se cada um.FT5 . Os sistemas de produção e consumo que dominam a nossa economia são excessivamente baseados na exploração de recursos naturais e devolvem à natureza demasiadas emissões e resíduos que provocam alterações profundas no ambiente. a sociedade e as instituições representam para o desenvolvimento sustentável.2. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . se a economia é egoísta e míope. Lda Mas como mudar o rumo. ou seja.

no seu conjunto. o nosso país. para que. melhorando as condições de vida de quem trabalha. a economia. O Desenvolvimento Sustentável visa o desenvolvimento humano sem atropelar a Natureza. Lda Face aos desafios que a globalização representa. particularmente importantes neste contexto: • A legislação ambiental é um instrumento que impõe regras de comportamento aos agentes económicos. que o Desenvolvimento Sustentável está apoiado em três pilares: 1. mas também a nível global. bem como as actividades de consumo.Agir Rumo à Sustentabilidade FT5 . Entre essas instituições podemos aqui realçar o papel de duas. está desempregado. 2 tiva de longo prazo. 2. Costuma dizer-se. afinal. As Instituições reflectem a capacidade que uma sociedade tem de se adaptar aos desafios do futuro. a própria sociedade (ou seja. formas políticas. as instituições que a sociedade criou ao longo da sua história para se organizar (leis. possam contribuir para o Desenvolvimento Humano e a Sustentabilidade Ecológica. criar instituições adaptadas aos novos desafios. que inclui todas as actividades relacionadas com a produção de bens e serviços. Em sociedades democráticas. para preservar a sustentabilidade dos ecossistemas. ou é idoso. são os cidadãos quem pode alterar as instituições. etc. ou depende de administrações corruptas não se pode desenvolver de forma sustentável. É por isso que hoje em dia se fala muito em cidadania. e vigiar pela sua qualidade. Uma sociedade que vive mergulhada em redes burocráticas. • A legislação do trabalho e da segurança social são instrumentos que visam fomentar o desenvolvimento humano. É nas mãos deles que está. Todas as sociedades devem. estruturas administrativas. o nosso mundo se desenvolva.). não só em cada país. a geração presente com a herança que as gerações passadas lhe legaram). que estimulem os agentes económicos a agir de forma sustentável. por isso. precisamos Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . hoje em dia. o futuro da Humanidade. Desenvolvimento Sustentável = DESENVOLVIMENTO HUMANO + SUSTENTABILIDADE ECOLÓGICA ECONOMIA SOCIEDADE INSTITUIÇÕES PILARES DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL Figura 2. Se queremos que a nossa cidade. 3. os três pilares têm que estar bem articulados entre si.7: Pilares do Desenvolvimento Sustentável Fonte: CEIFA ambiente.

que saibam tomar decisões e estejam atentos às instituições – e cada um de nós é um cidadão! CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . 3 Agir Rumo à Sustentabilidade de cidadãos bem informados.FT5 .

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1. O terceiro. imaginemos três pessoas que possuem. mas. parcela a parcela. o sol. Assim. faz girar as pás dos moinhos. esta pessoa não enriqueceu à custa das terras. fixa o CO2 da atmosfera. no fim da vida. como o espaço. vive dos rendimentos da terra e pode. vai vendendo. os recursos naturais. também não aproveita as terras para cultivo. etc. conserva-as. mantém as terras inutilizadas. Do mesmo modo. o vento. PRESERVAÇÃo do PATRIMóNIo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. A segunda. No fim da sua vida. esta pessoa é certamente muito mais pobre do que no início. seria bom se soubéssemos utilizar os inúmeros bens e serviços que a Natureza nos oferece sem destruirmos o património que os produz. podemos referirmo-nos ao património cultural (a arte. etc. que vive de outros rendimentos. No fim da sua vida. cultiva a terra. o saber). Quando falamos em preservar o património. legar o seu património intacto aos seus sucessores. Vamos centrar a nossa atenção sobre o património natural. a palavra “preservar” significa proteger uma coisa de se deteriorar ou de desaparecer. usa técnicas próprias para a manter produtiva. mas não tira proveito delas. as suas propriedades. poderíamos A natureza põe à nossa disposição bens de importância vital. as ideias. 5 Agir Rumo à Sustentabilidade 2. em baldio. mas lega um património inalterado aos seus herdeiros. e não terá nenhum património para legar aos seus filhos. o formando deverá estar apto a: • Explicar o que significa preservar o património natural. mas para compreender o que significa preservar o património. para financiar as despesas do seu dia-a-dia.2. terras produtivas. e impedir a sua utilização. todas elas. A primeira. ao património edificado (que o Homem foi construindo para se desenvolver) ou ao património natural. • Explicar a relação entre o conceito de Desenvolvimento Sustentável e “preservação do património natural”. o ar. Enquanto que “conservar” significa guardar uma coisa sem a usar. PAlAVRA-CHAVE • Preservar • Conservar • Recursos naturais renováveis • Recursos naturais não renováveis • Perda da biodiversidade • Espécies em risco de Extinção GloSSÁRIo Habitat Preservar é diferente de conservar.FT5 . CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . assegura a decomposição de resíduos. E presta-nos uma série de serviços: produz oxigénio.

As perdas do património natural são particularmente preocupantes quando se referem a perdas de recursos renováveis. também na Europa. representa hoje uma das grandes ameaças à sobrevivência de espécies em muitos países em vias de desenvolvimento. estamos a destruir o património natural. o que nos diz a definição de Desenvolvimento Sustentável. sem o destruir ou pôr em risco a sua capacidade produtiva no futuro. Quando consumimos recursos não renováveis.org/ wiki/Lince-iberico Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . e não podem ser caçadas. Através da exploração desses recursos. portanto.wikipedia. a Terra vai ficando cada vez mais pobre. Figura 2. não os podemos utilizar. são hoje protegidas através de medidas de conservação da natureza. como o petróleo. É isso. temos que “conservar” alguns elementos da natureza. e das que estão em risco de desaparecer. por isso. Estes reproduzem-se e têm. pois corremos o risco de os destruir para sempre. por exemplo. uma condição essencial para um desenvolvimento sustentável. Já falámos de recursos renováveis e não renováveis.8: Será que os nossos filhos ainda vão poder apreciar esta paisagem no Parque Nacional do Gerês? Fonte: Ana Henriques Preservar o património natural significa. Preservar o património é.Agir Rumo à Sustentabilidade FT5 . hoje. como é o caso do Lince ibérico (Lynx pardinus). seres vivos. algumas são hoje legalmente protegidas. a poluição generalizada e a destruição de habitats naturais pelo Homem põem em risco a sobrevivência de muitas espécies. Ou seja. No entanto. Aparentemente encontra-se extinto em Portugal. por isso. lembremos: O Desenvolvimento Sustentável é aquele que satisfaz as necessidades presentes sem comprometer a capacidade de as gerações futuras satisfazerem as suas próprias necessidades. para dele tirar proveito. Fonte: http://pt. O Lince ibérico e muitas outras espécies. um mecanismo natural para se preservarem a si próprios. Em Portugal existem já muito poucas espécies selvagens. que o podemos utilizar. que em tempos era. A caça. 6 legar às gerações vindouras um património natural intacto. por exemplo. Apenas existem cerca de cem linces ibéricos em toda a Península Ibérica. uma fonte importante de alimento. no fundo. O lince-ibérico (Lynx pardinus) é a espécie de felino mais gravemente ameaçada de extinção e um dos mamíferos mais ameaçados.

quercus. tais como a sardinha. Sabemos que muitas são verdadeiros tesouros. É o que acontece com as baleias. Muitas espécies de peixes estão ameaçadas. Fonte: CEIFA ambiente.pt (foto de Carlos Carrapato) Também nos oceanos observamos uma acelerada perda da biodiversidade.10: Porto de pesca. ricas em substâncias preciosas para a medicina e a indústria química. Lda O sector económico das pescas é gravemente penalizado pelo crescente número de espécies ameaçadas. uma grande parte desse património natural está em risco de desaparecer. praticamente extinto em Portugal. para preservar o património natural. e que está sujeita a restrições.FT5 . pois CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . A perda das espécies é especialmente dramática em relação às plantas. o que tem obrigado os governos a limitar temporariamente as quotas de pesca. Fonte: www. Com a destruição das florestas tropicais. Figura 2.9: Fotografia de um lince ibérico. o carapau e a pescada. mas também com a pesca de alguns dos principais peixes que povoam a costa portuguesa. ou já desapareceu sem que o tenhamos notado. 7 Agir Rumo à Sustentabilidade Figura 2.

Mas. temos que os utilizar a um ritmo que permita à natureza ir repondo aquilo que dela retiramos! Saber mais: • www. podem ser extintos.info Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . como vimos em cima. Cada espécie que desaparece deixa o nosso planeta mais empobrecido. Por exemplo. como as plantas e os animais. podemos preservar o património natural. ou seja.Agir Rumo à Sustentabilidade FT5 . Mas atenção. se não formos cautelosos. podemos contribuir para a preservação do património natural se preferirmos utilizar recursos renováveis em vez de recursos não renováveis. 8 muitas espécies nunca foram identificadas e estudadas. também os recursos renováveis.ecologia. com pequenos gestos.

9 Agir Rumo à Sustentabilidade 2. e. Resíduos. as técnicas de produção que hoje se usam permitem produzir quantidades enormes de produtos em pouco tempo. Lda Ao contrário do que acontecia em sociedades pré-industrializadas. Diz-se frequentemente que o nosso modelo tecnológico é insustentável. substituir o trabalho humano por máquinas e reduzir. Os baixos preços de produção são uma condição fundamental para que as CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . • Caracterizar um modelo de produção e consumo de massa. pelo uso exagerado que faz dos recursos naturais. Ambiente fornece materiais.2. Técnica transforma recursos em produtos. Fonte: CEIFA ambiente. em geral. pela poluição que causa. a necessidade de o conservar. ou seja. INoVAÇÃo TéCNICA oBjECTIVoS No final desta ficha temática. quando ele está em risco de extinção. • Definir os objectivos de tecnologias sustentáveis. o formando deverá estar apto a: • Verificar que a técnica desempenha um papel preponderante nas relações entre o Homem e a Natureza. naturalmente.11: As relações entre o Homem e o Ambiente são fortemente influenciadas pelas técnicas. resíduos e emissões Resíduos e emissões dos consumidores voltam à Natureza Figura 2. altamente poluente. etc. luz solar. PAlAVRA-CHAVE • Modelo tecnológico • Modelo de produção e consumo de massa • Técnicas eficientes GloSSÁRIo Impactes ambientais.2. para além de ser.FT5 . ar. energia. Como tínhamos visto anteriormente o património natural está ameaçado pela forma como o Homem lida com a Natureza. pelo tipo de produtos que produz e consome. porque requer muitos materiais e muita energia. As técnicas têm um papel essencial neste contexto. desta forma. Ecossistemas Na ficha precedente debruçámo-nos sobre a necessidade de preservar o património natural e. água. os custos de produção.

representando uma grave ameaça para os ecossistemas a nível local e global. porque os países em vias de desenvolvimento estão a adoptar os mesmos padrões tecnológicos. a utilização de uma quantidade sempre crescente de materiais e energia.Agir Rumo à Sustentabilidade FT5 . que toda a gente acha que tem que ter. de um produto que hoje é considerado um bem quase essencial. a quantidade de resíduos e emissões que daí resultam crescem de ano após ano. 10 pessoas possam comprar as enormes quantidades de produtos que vão aparecendo no mercado. e assim. em pouco tempo. como veremos com mais detalhe nos submódulos 3 e 4. embora há 20 anos as pessoas conseguissem viver sem ele. Portanto. pois gera massas de produtos. Os problemas resultantes das tecnologias não sustentáveis que dominam o modelo de produção e consumo de massa nos países industrializados. a baixos preços. Por outro lado. o consumo aumenta As empresas produzem mais. para satisfazer a crescenta procura Empresas procuram técnicas para produzir mais com menos custos Figura 2. Técnica permite redução de custos Produção aumenta Aumenta a exploração de recursos naturais e a quantidade de emissões e resíduos industriais Aumenta a quantidade de resíduos e o consumo de energia Aumenta a exploração de recursos naturais e a quantidade de emissões e resíduos industriais Devido aos baixos preços. Lda As consequências ambientais de modelos de produção e consumo de massa são dramáticas. baseados na exploração excessiva do património natural. entre muitos outros. os consumidores são aliciados a ir comprando o que vai sendo produzido. O telemóvel é um exemplo. independentemente do contributo real que eles possam dar para a sua qualidade de vida. e sem se preocupar com os impactos ambientais que possam causar. por um lado. Estes padrões de produzir e consumir estimulam. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . Fonte: CEIFA ambiente. e são cada vez mais difíceis de tratar. as técnicas abriram a possibilidade de se produzir muito. estão a atingir dimensões cada vez mais alarmantes. para a massa dos consumidores os comprarem.12: Modelo de produção e consumo em massa. A este modelo de produção e consumo chamamos “modelo de produção e consumo em massa”. A indústria tem vindo a criar necessidades nos consumidores que antes não eram sentidas.

por um lado. as técnicas que são usadas para produzir esses produtos. e. por outro. para entrarmos num trilho de sustentabilidade. muitas vezes na sua simplicidade: fogão e forno solares. bicicleta… Saber mais: • www. é preciso não esquecer que os habitantes da China ou da Índia têm o mesmo direito que os habitantes dos países industrializados a usarem frigoríficos. por outro. não existem hoje quaisquer dúvidas que o modelo dos países industrializados. de produtos que melhorem a qualidade de vida.13: Além da população asiática. porque precisamos. 11 Agir Rumo à Sustentabilidade Devido ao rápido crescimento populacional que se observa nesses países. seria necessário reduzir nos próximos anos a quantidade de materiais e energia consumida para um quarto da que usamos hoje! O segredo da tecnologia sustentável reside.br CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . com muito menos impactes ambientais. o modelo do consumo de massa que se está a espalhar por todo o mundo. se for adoptado por países como a China e a Índia. Fonte: CEIFA ambiente. Figura 2.FT5 .roessler. Tem havido muita investigação sobre este assunto e chegou-se à conclusão que. Lda No entanto.amigosdomindelo. também a população do continente africano é bastante numerosa.pt • www. por um lado. O que temos que questionar é. terá consequências muito graves para os ecossistemas e para a Humanidade. de técnicas muito mais eficientes (que produzam o mesmo produto com menos matérias primas) e. carros e telemóveis.org. Como gerir esta situação? Uma das soluções é promover a inovação tecnológica.

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14: Imagem de um cartaz alusivo ao 25 de Abril e que era visível por todo o país nessa altura. o Desenvolvimento Sustentável requer também inovação cultural.FT5 .2. promoveu a emancipação das mulheres e criou condições de mais justiça social. PAlAVRA-CHAVE • Consumo sustentável GloSSÁRIo Resíduos. • Exemplificar como se podem alterar hábitos e mentalidades. o formando deverá estar apto a: • Explicar porque é que. Também só alterando as mentalidades se podem criar hábitos de consumo que nos assegurem qualidade de vida e sejam ecologicamente sustentáveis. Chamamos inovações culturais às alterações que observamos numa sociedade quando as ideias e os comportamentos se alteram de forma generalizada. Muitas inovações culturais a que temos assistido nos últimos anos em Portugal estão ligadas à revolução do 25 de Abril. não chegam. INoVAÇÃo CulTuRAl oBjECTIVoS No final desta ficha temática. 13 Agir Rumo à Sustentabilidade 2. que pôs fim à ditadura e à guerra colonial. elas. para além de inovações técnicas. São necessárias também inovações culturais que favoreçam a substituição de tecnologias poluentes por tecnologias mais sustentáveis.3. Fonte: Internet CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . por si só. Impactes ambientais Embora as inovações técnicas sejam indispensáveis para gerir melhor as relações do Homem com a Natureza. Figura 2.

teríamos. Estes gastos impedem que haja recursos disponíveis para outras medidas. este progresso foi acompanhado por um aumento dos resíduos e das emissões. em muitos casos. que mudar as mentalidades. Uma grande parte do dinheiro que o Estado investe hoje é para construir estradas (que estimulam o aumento de trânsito motorizado). No entanto. Mas há muito mais formas de consumo sustentável. Muitos dos problemas enunciados estão associados ao comportamento dos consumidores. Para alterar certos hábitos de consumo. nem sequer têm um impacto positivo no seu bem-estar. e.15: Armazém de materiais. compram produtos da agricultura biológica. nos últimos 30 anos.Agir Rumo à Sustentabilidade FT5 . Nem sempre é fácil escolher… Fonte: Internet A crescente sensibilização da população para os problemas ambientais e os desgastes visíveis do património natural tem tido impactos positivos. É urgente encontrar formas de evoluir com menos impactes ambientais. e causam. muitas vezes. porventura bem mais sustentáveis. por isso. É fácil observar que as pessoas consomem hoje muitos produtos que não são essenciais à vida. telemóvel. para promover a reciclagem de materiais. 14 A entrada de Portugal na Comunidade Europeia também provocou profundas alterações e… o desenvolvimento de um modelo de produção e consumo de massa. Muitas pessoas pensam que possuir um carro. redução do consumo de água na casa de banho. Figura 2. usando autoclismos que permitam regular o fluxo de água. por exemplo: • utilizar lâmpadas de baixo consumo energético. uma notável melhoria das condições de vida da população portuguesa. e foi feito. à custa do património natural. produzir energia (com combustíveis fósseis). por isso menos emis- Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . É verdade que se regista. É sobre as consequências deste modelo no nosso país que nos vamos concentrar. e tratar os resíduos (que são produzidos em quantidades crescentes).. ou escolhem automóveis que consomem menos combustível. lhes confere um estatuto social mais elevado. • produtos locais não precisam de ser transportados. etc. Cada vez mais pessoas fazem hoje a selecção dos resíduos.

FT5 .ch CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . por isso se diz que este é o combate mais difícil que temos que vencer. uma grande parte dos resíduos resulta de uma atitude de descuido por parte dos trabalhadores. Mas podemos começar por nós próprios! Saber mais: • http://ecocar19.topten.minerva. prolongar a vida útil dos objectos.pt • www. em vez de deitar fora e comprar novo.wbcsd. se queremos salvar o planeta. andando a pé ou de bicicleta. entre papel reciclado e papel feito através do abate de árvores. reparando o que se avaria.uevora.pt • www. 15 Agir Rumo à Sustentabilidade • • • • sões. azulejos.blog. que partem imensos tijolos. É certo que é muito difícil alterar mentalidades. na construção civil. em vez de utilizar o carro). vidros porque não trabalham com profissionalismo. o papel reciclado é certamente o que menos danos causa ao ambiente. alterar os hábitos de mobilidade (utilizando mais os transportes públicos.pt • www.

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por exemplo. • Identificar alguns instrumentos que o Estado utiliza para regular a responsabilidade das empresas e permitir que os consumidores façam escolhas conscientes. preservando o valor produtivo do solo. Diz. e de cada um. • Os cidadãos.2. em suma.” CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . os seus direitos de consumidores. Ou seja. os empresários têm uma responsabilidade maior que os trabalhadores. Preferências dos consumidores Voltemos à definição de Desenvolvimento Sustentável. Legislação ambiental. Na nossa sociedade há três grandes grupos de decisores: • O Estado. em relação aos estragos causados ao ambiente por uma empresa. e como se produz. • Explicar como é que os cidadãos podem contribuir para a promoção de modelos mais sustentáveis de produção e consumo. Ou seja. 17 Agir Rumo à Sustentabilidade 2. temos que agir como aquele camponês que utiliza as suas terras de forma inteligente. Uma das dificuldades é que o Desenvolvimento Sustentável apela à responsabilidade de todos. • As empresas (dentro dos limites impostos pela legislação). têm mais poder de decisão sobre o que se produz. na prática. as responsabilidades não podem ser assumidas igualmente por todos. RESPoNSABIlIdAdE SoCIAl E CIdAdANIA oBjECTIVoS No final desta ficha temática.4. em detrimento de outras despesas de interesse “Desenvolvimento Sustentável é aquele que satisfaz as necessidades presentes sem comprometer a capacidade de as gerações futuras satisfazerem as suas próprias necessidades. nem sobre as técnicas produtivas que utilizam. o formando deverá estar apto a: • Reconhecer que o conceito de Desenvolvimento Sustentável está associado à noção de responsabilidade colectiva. certamente acarretam uma responsabilidade maior do que aqueles que. Uma boa parte dos impostos que o Estado cobra aos seus cidadãos são canalizados para reparar os danos causados por alguns. para a reflectir agora à luz do que aprendemos até agora.FT5 . através do seu direito • de voto). não podem decidir sobre os produtos que produzem. utilizando. entendemos agora melhor porque é que não é fácil. em especial. Aqueles que. vivendo dos frutos que elas lhe dão. Responsabilidade social e ambiental das empresas. PAlAVRA-CHAVE Responsabilidade colectiva. em especial na sua função de consumidores. via governo (e indirectamente. No entanto. os cidadãos. trabalhando numa fábrica. encontrar formas de desenvolvimento sustentável. para poder legar o seu património intacto aos seus sucessores. De facto. na nossa sociedade. que temos que assumir – colectivamente – a responsabilidade de preservar o património natural.

a educação. muitas vezes. O que se pretende é que as empresas não se limitem a respeitar a legislação ambiental. A responsabilidade empresarial não inclui só a responsabilidade ambiental. Por exemplo. Figura 2. Uma prioridade da legislação ambiental é.17: No filme “Tempos Modernos“. Exige-se que elas vão mais longe. esses produtos são vendidos a preços bastante elevados nos países ricos. onde as pessoas. como a segurança social. para além disso. mas só uma parte muito pequena dessas receitas vai chegar aos que os produziram. a sociedade civil requer. geral. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . os requisitos de segurança e higiene obrigatórios.Agir Rumo à Sustentabilidade FT5 . de que temos vindo a falar. fala-se muito na responsabilidade ambiental e social das empresas. a cultura. em contradição com os interesses da sociedade. regulada pela legislação ambiental. assim. o Estado é obrigado a reparar este dano… Fonte: CEIFA ambiente. Figura 2. em grande parte. de 1936. etc. Por vezes. 18 Os interesses particulares de algumas empresas ou proprietários privados estão. estão dispostas a trabalhar por salários que mal chegam para se alimentarem. Há muitos produtos no mercado que são produzidos por crianças e mulheres em condições quase de escravatura. devido à extrema pobreza em que vivem. Charlot advertia para as condições desumanas em que os operários trabalhavam nas fábricas no princípio do séc. e as regras de conduta a que obriga o código do trabalho. o desporto. e que é. muitos empresários produzem os seus produtos em países em vias de desenvolvimento. tomando um papel activo na protecção do património natural e na construção de uma sociedade mais justa. Lda Neste contexto. estimular uma alteração das técnicas e das formas de gestão das empresas. XX. que os empresários introduzam voluntariamente inovações nas suas fábricas de modo a protegerem melhor os interesses dos cidadãos e do ambiente. Para evitar efeitos negativos sobre a saúde humana e os ecossistemas.16: Imagem de uma lagoa poluída.

consumosustentavel. E. se os consumidores se recusarem a comprar tapetes feitos à custa de trabalho infantil.FT5 . Fonte: Christel Kovermann / terre des hommes Os consumidores. uma realidade do nosso mundo actual. neste contexto. se um número significativo de consumidores optar por produtos mais ecológicos. pois os empresários são muito sensíveis às preferências dos consumidores. Tal como as empresas e os governos. em especial quando estes não respeitam os direitos humanos e causam danos ambientais. Além disso. Do mesmo modo. 19 Agir Rumo à Sustentabilidade Figura 2. estão a pressionar os empresários para que eles assumam a sua responsabilidade social. podem.18: O trabalho infantil é. como a preferência dos consumidores por produtos com mais qualidade pode alterar significativamente as decisões dos empresários. também os cidadãos devem assumir a sua responsabilidade ambiental e social. infelizmente. é importante que os consumidores se informem e ponderem bem as vantagens e desvantagens dos produtos que compram. Assim. os empresários começarão imediatamente a tentar satisfazer essa procura.com CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . assumir um papel muito importante. Saber mais: • www. Cidadãos bem informados podem exprimir as suas preocupações perante os políticos e exigir que os interesses da sociedade em geral sejam protegidos contra os interesses individuais. cada cidadão é também um consumidor.

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6. no Relatório Brundtland. 5.3. 7. Imagine que é um cidadão responsável e um consumidor consciente. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. Sustentabilidade. 4. Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 9. Porque é que o modelo tecnológico e o modelo de produção e consumo dominantes nos países desenvolvidos representam uma grande ameaça para o património natural? Explique o significado da expressão “consumo sustentável” e dê exemplos concretos. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Pense em três exemplos que demonstrem que esta afirmação é verdadeira.4) . reveja o submódulo 2.Se não conseguir resolver esta actividade. Explique o que é o ciclo vicioso do desenvolvimento insustentável. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. Quais são os objectivos e em que pilares deve assentar uma estratégia de Desenvolvimento Sustentável? Explique a diferença entre conservar e preservar o património. O conceito de Desenvolvimento Sustentável foi utilizado pela primeira vez em 1987. 3. 2.AV2 Actividades/Avaliação 2. Dá uma definição com palavras próprias de Desenvolvimento Sustentável.

2 Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .Actividades/Avaliação FT1 .

3. A Base da Sustentabilidade Ecológica: Os Ciclos Naturais CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .

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nada se perde. 1 A Base da Sustentabilidade Ecológica: Os Ciclos Naturais 1. Materiais e energia vão sucessivamente passando por complexas transformações físicas e químicas em que não há desperdícios materiais. Estes dois ciclos são analisados em profundidade. GloSSÁRIo • Ecossistema • Atmosfera • Biosfera • Aquíferos / lençol freático • Biodiversidade • Limites ecológicos • Plâncton • Herbívoros • Biomassa CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. TEMAS • O ciclo do carbono • O ciclo da água • As cadeias alimentares • Qualidade ambiental como pré-requisito para a sustentabilidade • Regras gerais para a preservação da sustentabilidade dos ecossistemas 4. 3. • Compreender a importância das cadeias alimentares para a biodiversidade. Finalmente. • Entender que perturbações de um ciclo natural têm repercussões nos outros ciclos naturais. Na Natureza nada se cria. portanto. embora assumindo formas e funções diversas. ciclos fechados.SM3 . cada formando deverá estar apto a: • Compreender o papel dos ciclos naturais para o equilíbrio dos ecossistemas. pois tudo o que entra no ciclo permanece nele. RESuMo Este submódulo debruça-se sobre a forma que melhor caracteriza a gestão de materiais e energia na Natureza: o ciclo. é realçado o papel das cadeias alimentares para a preservação dos ecossistemas e da vida na Terra. 2. de forma a tornar visível a interdependência destes elementos com a biodiversidade e o funcionamento dos ecossistemas. Os ciclos naturais são. • Conhecer o funcionamento de dois ciclos naturais que permitem a existência da vida na Terra. e os materiais que neles transitam voltam à composição que tinham no início do ciclo. tudo se movimenta em grandes ciclos. Os ciclos de importância vital para a existência e sobrevivência da vida na Terra são o do carbono – que é o elemento básico de toda a matéria orgânica – e o da água.

br/downloads/wwf_brasil_planeta_vivo_2006. 2 5. Relatório Publicado pelo WWF (World Wildelife Fund) Disponível online: http://assets.org.pdf Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .A Base da Sustentabilidade Ecológica: Os Ciclos Naturais SM3 .wwf. SABER MAIS • Planeta Vivo. 2006.

1 O Ciclo do Carbono 3. O CO2 atmosférico entra nos ecossistemas terrestres e aquáticos através de organismos.1. por um lado. e vice-versa. • Reconhecer que o Homem intervém no ciclo do carbono provocando-lhe • alterações. Biomassa. Herbívoros. o CO2 é captado pelas plantas e por outros organismos fotoss- Biosfera "Bio" = vida "esfera da vida" CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . PAlAVRA-CHAVE • Combustão • Fotossíntese • Dióxido de carbono • Oxigénio GloSSÁRIo Atmosfera. dos seres vivos para a atmosfera e para o mar e. na transferência do elemento químico “carbono” (C). Lda O carbono na Terra aparece essencialmente na forma de compostos orgânicos. percorre um ciclo entre a atmosfera e a biosfera. processo denominado fotossíntese. Desflorestação O carbono. Atmosfera Combustão Fotossíntese Biosfera Figura 3. que o utilizam para a síntese de matéria orgânica. por outro lado. podemos dizer que o ciclo do carbono consiste. carbonatos (matéria sólida. como por exemplo as rochas calcárias) ou sob a forma de CO2 na atmosfera. Fonte: CEIFA ambiente. Combustíveis fósseis. Ecossistemas.FT6. • Identificar e explicar os principais processos do ciclo do carbono.1: Ciclo do carbono simplificado. Durante a fotossíntese. Biosfera. via combustão. Plâncton. sob a forma de dióxido de carbono (CO2). De uma forma muito simples. o CIClo do CARBoNo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. o formando deverá estar apto a: • Definir ciclo de carbono. na sua reintegração na matéria orgânica via assimilação fotossintética.

portanto. Com ajuda da energia solar e em presença da água o CO2 é separado em oxigénio (O2) e transformado em O matéria orgânica (glicose). o produto de uma parte do ciclo do carbono – a fotossíntese. Aeróbica Carb. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . é o Ciclo do Carbono Actividade Vulcânica CO2 na Atmosfera Fotossíntese Resp. .).O Ciclo do Carbono FT6 . É.. portanto.. A biomassa que existe na terra é. a que chamamos combustão. através da fotossíntese que as plantas crescem e podem servir de alimento aos animais herbívoros. Fonte: CEIFA ambiente. É também através da fotossíntese que o CO2 é retirado da atmosfera e armazenado (em especial nas árvores. Lda A fotossíntese pode ser descrita da seguinte forma: Dióxido de Carbono + Água + Energia Solar —> Glicose + Oxigénio A segunda parte do ciclo de carbono baseia-se num fenómeno que pode considerarse inverso à fotossíntese. bactérias. A combustão pode processar-se a temperaturas muito elevadas (por exemplo o fogo) ou a baixas temperaturas. Dissolvido Carbono na Biomassa Carb. A respiração que ocorre nas nossas células é um exemplo de combustão lenta que ocorre a temperaturas baixas. com o O2 presente na atmosfera e liberação de calor. É através das diferentes combustões (respiração celular. o plâncton dos oceanos. 2 intéticos (como as algas. etc. do solo. nos Sedimentos Fogo Combustíveis Fósseis Combustão Figura 3. que o fixam durante muitos anos). Neste processo químico há a reacção de uma substância combustível (matéria orgânica). estamos a inspirar O2 e a expirar CO2 resultante da combustão lenta que ocorre nas nossas células (respiração celular). Aeróbica Detritos Resp.2: O ciclo do Carbono. fogo) que o CO2 é devolvido à atmosfera: Matéria orgânica + Oxigénio —> Dióxido de carbono + Água + Energia Cada vez que respiramos.

Fonte: CEIFA ambiente. • • Energia Solar CO 2 e vapor de água Respiração O2 Fotossíntese Respiração do Solo CO 2 O2 Água O2 CO 2 CO 2 e vapor de água O2 Respiração Celular Figura 3. com a consequente libertação de CO2. Respiração do Solo – processo que ocorre através da decomposição e mineralização de matéria orgânica morta. A concentração de CO2 na atmosfera não foi sempre a mesma de hoje. Lda Interferência no ciclo de carbono O ser humano intervém neste ciclo através da: • Combustão – do petróleo.FT6 . com libertação de CO2. que consomem combustíveis fósseis. que se alimentam destes produtos e libertam o CO2 para a atmosfera. Os automóveis. Nas últimas décadas este equilíbrio tem sido CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . também chamados combustíveis fósseis). são um dos grandes responsáveis pela excessiva libertação de CO2 para a atmosfera. mas tem-se mantido mais ou menos constante desde há vários milhares de anos. por organismos decompositores (fungos. 3 O Ciclo do Carbono Os vários tipos de combustão que constituem o ciclo de carbono são: • Respiração Celular – processo que ocorre nas plantas e animais através da reacção da glicose com o O2. provoca uma grande libertação de CO2 que não é totalmente compensada pela assimilação fotossintética do carbono na biosfera. carvão e gás natural (que são matérias orgânicas.3: As árvores fazem fotossíntese e respiram assim como o resto dos seres vivos. Fogo – é combustão de matéria orgânica a alta temperatura. água e energia. bactérias). • O ciclo de carbono ocorre desde que existe vida à superfície da Terra. de animais e plantas. desflorestação – com a desflorestação maciça deixam de existir árvores para utilizar e armazenar o CO2 produzido.

naturlink.O Ciclo do Carbono FT6 . 4 afectado pelas actividades humanas. Saber mais: • www.pt Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .

2. ainda. aproximadamente 2 % estão localizados no gelo dos Pólos e apenas 1 % é encontrado na forma de água subterrânea (aquíferos ou lençóis freáticos). rios e atmosfera A quantidade de água que existe na Terra hoje é a mesma que existia no passado e que existirá no futuro. No entanto. ou o ciclo hidrológico. Assim. • Reconhecer que o Homem intervém no ciclo da água provocando-lhe alterações. nem toda a água está disponível ao Homem. ETAR. afectada pela poluição. • Identificar e explicar os fenómenos naturais do ciclo da água. lagos. Eutrofização. é o processo de reciclagem global da água. o formando deverá estar apto a: • Definir ciclo da água. Ecossistema O ciclo da água (H2O). o CIClo dA ÁGuA oBjECTIVoS No final desta ficha temática. A qualidade desta água é.4: Distribuição da água no mundo Fonte: CEIFA ambiente.FT7 . Os oceanos constituem cerca de 97 % de toda a água do planeta. identificando-as. Dos 3 % restantes. Mar Gelo nos polos Águas subterrâneas. O movimento da água no ciclo é mantido pela energia radiante de origem solar que provoca evaporação e pela atrac- CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Figura 3. em lagos. Atmosfera. Lda A água circula na natureza no chamado ciclo da água. 1 O Ciclo da Água 3. inclusive a irrigação na agricultura. rios e na atmosfera. • Concluir que as alterações provocadas no ciclo da água diminuem a quantidade e qualidade da água disponível ao consumo humano. a água doce de que dispomos para satisfazer todas as necessidades humanas. PAlAVRA-CHAVE • Água • Evaporação • Precipitação • Condensação • Evapotranspiração • Desflorestação • Erosão dos solos • Impermeabilização dos solos GloSSÁRIo Aquíferos / lençol freático. é menos de 1 % da água existente no planeta.

rios. Condensação Evapotranspiração Precipitação Infiltração Evaporação Figura 3. e retorna à superfície terrestre na fase líquida (chuva. O ciclo da água é uma sequência fechada de fenómenos pelos quais a água passa para a atmosfera. onde é parcialmente retida na superfície (lagos e rios). Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . Esta é devolvida à Terra através da precipitação. dado que. o ciclo hidrológico. precipitam. voltando depois a evaporar-se. orvalho) e sólida (neve. 2 ção gravítica que origina a chuva. neblinas e nevoeiros que se movimentam sob a acção do vento.pt Neste processo a água dos oceanos. como já dissemos. granizo. Após a evaporação. então. infiltrada (no solo. neve.5: O ciclo da água. dá-se a condensação da água. com formação de nuvens. reiniciando. a Terra e o Homem” – INAG. neve ou granizo. mais humidade poderá o ar conter.O Ciclo da Água FT7 . por evaporação. rios e lagos vai para a atmosfera. a formação de nuvens. devolvendo a água aos lagos. www. e caiem como chuva. Quando as pequenas gotas de água que pairam no ar atingem um certo peso.inag. quanto mais elevada for a temperatura do ar. maior é a evaporação e. Quando a humidade excede a saturação dá-se. a determinadas temperaturas. por efeito da força da gravidade. geada). O conjunto de água evaporada do solo e transpirada pelas plantas tem o nome de evapotranspiração. consequentemente. Também a água contida no solo passa para a atmosfera por evaporação e a das plantas por transpiração. granizo (precipitação). na forma de vapor. assim. oceanos e à terra. para alimentar os aquíferos) ou escoada (para o mar). Este ciclo é fortemente condicionado pelas variações de temperatura. Fonte: Esquema adaptado de “A Água.

como será nessa altura? 10% Campo 50% Precipitação Escorrência Lençol Freático Evapotranspiração 100% 43% 25% Escorrência Lençol Freático Cidade 32% Figura 3. a longo prazo.6: Representação das consequências das interferências do Homem no ciclo da água.S Environmental Protection Agency A impermeabilização do solo tem efeitos importantes para o ciclo da água.FT7 . podemos ter graves problemas de falta de água disponível. para as sarjetas. o destino da precipitação é alterado dentro do ciclo da água. logo a sua disponibilidade fica diminuída e. que no total são cerca de 6. mas uma grande parte da água doce vai directamente para o mar. Nas cidades a escorrência da água da chuva é maior que no campo. • Devido à diminuição da infiltração nos solos diminui também a alimentação das reservas de águas subterrâneas.3 biliões de pessoas. Uma vez que a ONU prevê que em 2050 seremos 9. que rapidamente reencaminham esta água para os cursos de água naturais).2 biliões. 3 O Ciclo da Água Interferência no ciclo da água O contínuo crescimento da população mundial e as formas de ocupação do solo têm interferido com o ciclo da água. Precipitação Evapotranspiração 100% 40% Grande parte da população mundial. causando problemas. por exemplo: • Há menos precipitação e menos água a evaporar de volta para a atmosfera (a chuva cai na superfície impermeável e escorre. grande parte da água para uso humano é extraída dos aquíferos. a maioria das vezes. e não se infiltra no solo. uma vez que as superfícies artificiais construídas são menos permeáveis que o solo. vive com escassez de água. Mas. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . • A maior escorrência para os rios provoca por vezes cheias e inundações (a corrente dos rios fica mais intensa durante e depois das chuvas). Assim. Fonte: Esquema adaptado de U. No caso das cidades esses efeitos são. a vários níveis. como sabemos.

degradando a qualidade desses ecossistemas. Os adubos e os pesticidas utilizados intensamente na agricultura actual são prejudiciais à qualidade da água. para os aquíferos ou para os rios e lagos naturais ou artificiais. pesca e actividades recreativas). devido à desflorestação (a vegetação natural é substituída por edifícios e outras construções). mesmo quando não se pratica a rega. a perda de qualidade da água também pode resultar numa diminuição da quantidade de água disponível para uso humano. reconduzi-las com boa qualidade ao seu ciclo natural. O tratamento das águas poluídas além de complicado é extremamente caro. Assim. a erosão dos solos (submódulo 1) causada pela escorrência das águas que arrastam muitas partículas. Os pesticidas são em geral nocivos à saúde e os adubos originam um excesso de substâncias nutrientes nas massas de água (eutrofização). assim. têm que dar especial atenção ao tratamento destas águas e procurar. As árvores. As raízes das árvores desempenham também um papel importante para o solo. é lançada nas massas de água naturais apresenta em geral má qualidade. sendo capaz de degradar a própria qualidade dos rios. esses produtos são transportados pelo escoamento resultante da chuva. agricultura. que produzem enormes quantidades de águas residuais fortemente poluídas.epa.pt • www. depois de utilizada (consumo humano. 4 • A quantidade de transpiração pelas plantas também é reduzida nas cidades. As cidades. Portanto. indústria. a menos que receba tratamento prévio (numa ETAR). A intervenção do Homem no ciclo hidrológico não se faz somente em termos da quantidade de água.pt Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . na medida do possível. lagos e lençóis freáticos. pois seguram a terra à sua volta e reduzem. são também elementos essenciais para o ciclo da água.gov • www. que origina o crescimento excessivo de algas e plantas aquáticas. e para o bom funcionamento do ciclo hidrológico.inag. constituindo um grande entrave à limpeza destas águas. mas também em termos da sua qualidade. Proteger a floresta é de grande importância para a estabilização do escoamento das águas. se não tomarmos as medidas necessárias para evitar este problema. Saber mais: • www.naturlink.O Ciclo da Água FT7 . a água que. Com efeito. para além de terem um papel importante no ciclo do carbono. como já vimos.

Biomassa Para que um ser vivo seja saudável e possa sobreviver. ele precisa de alimento. novamente disponível às plantas e assim se reinicia o ciclo de transferência de nutrientes. as relações alimentares que existem nas cadeias alimentares. 1 As Cadeias Alimentares 3. É o alimento que fornece os nutrientes necessários para um bom funcionamento do organismo e ao mesmo tempo a energia que ele necessita nas suas actividades. De modo geral. o formando deverá estar apto a: • Compreender. • Concordar com a importância de um bom conhecimento das cadeias alimentares. PAlAVRA-CHAVE • Produtores • Predadores ou carnívoros • Decompositores • Níveis tróficos • Transferência de nutrientes • Fluxo de energia GloSSÁRIo Ecossistema. os quais são regulados pela relação predador-presa. • Identificar e explicar o ciclo e o fluxo existentes nas cadeias alimentares.3. Uma cadeia alimentar representa as relações alimentares existentes entre os organismos de um ecossistema. apesar de se observarem variações quanto às plantas e animais que deles fazem parte. Esta cadeia inicia-se nos produtores de biomassa por fotossíntese (plantas) e passa pelos herbívoros (que se alimentam de plantas). AS CAdEIAS AlIMENTARES oBjECTIVoS No final desta ficha temática. predadores ou carnívoros (que se alimentam de outros animais) e pelos decompositores. uma vez que os decompositores transformam a matéria orgânica morta em compostos mais simples.FT8 . podemos afirmar que os níveis tróficos são os mesmos nos diversos ecossistemas. distinguindo. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Esta cadeia acaba também por ser um ciclo.

Figura 3. que come o herbívoro.no seu livro “Silent Spring” (Primavera Silenciosa). por exemplo. Muitos deles alimentam-se também de outros peixes. por consumidores. o Homem que se alimenta tanto de produtores (cenoura) como de herbívoros (coelho) e de carnívoros (peixes). o 3 e o 4 aos carnívoros (consumidores secundários e terciários.8: Cadeia alimentar do peixe. poderoso insecticida utilizado globalmente depois da II Grande Guerra. inclusive do Homem. cuja complexidade é variável. Exemplo de um consumidor primário. É importante conhecermos as cadeias alimentares por vários motivos: • Por vezes as plantas absorvem dos solos e das águas. respectivamente). sendo por isso carnívoros! A transferência do alimento (energia) entre os diferentes níveis tróficos faz-se através de cadeias alimentares. substâncias tóxicas para a nossa saúde. geralmente. e por aí adiante. Lda.7: Cadeia alimentar e fluxo de energia. 2 Trófico 4 tem poucos seres vivos porque há menos energia do que nos níveis inferiores. Por isso na natureza não há cadeias alimentares isoladas. Rachel Carson demonstra como o DDT. geralmente de elevada complexidade. Fonte: Internet Nível Trófico 1 O grupo formado pelos herbívoros e carnívoros é denominado. secundário e terciário. Fluxo de energia Os peixes não se alimentam apenas de algas. • Porque nos permite o uso natural de animais ou plantas que possam controlar ou equilibrar determinados ecossistemas de forma a evitar o uso de pesticidas e quaisquer outras formas artificiais que possam desequilibrar em longo prazo o ambiente. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . é chamado de consumidor secundário. pelo contrário. cada consumidor utiliza como alimento seres vivos de vários níveis tróficos. o 2 aos herbívoros (consumidores primários). Os herbívoros são consumidores primários porque se alimentam de plantas. Os predadores ou carnívoros são os organismos que se alimentam de outros animais (por exemplo o leão). Hoje desconfia-se que os pesticidas utilizados na agricultura provocam doenças graves no Homem. O carnívoro.As Cadeias Alimentares FT8 . veja-se o exemplo do BSE (doença das vacas loucas) ou do DDT (Dicloro-Difenil-Tricloroetano). Fonte: CEIFA ambiente. formando redes ou teias alimentares. apresentam sempre vários pontos de cruzamento. Importância de se conhecerem as cadeias alimentares A Primavera Silenciosa Em 1962 . Nível Trófico 3 Nível Trófico 2 Figura 3. O nível trófico 1 corresponde aos produtores. penetrava na cadeia alimentar e se acumulava nos tecidos gordurosos dos animais. Na maioria dos ecossistemas. que se vão passando de nível trófico para nível trófico até chegarem ao Homem. Temos.

para que possamos prever quais os efeitos que podem resultar das nossas acções no ambiente.geocities. 3 As Cadeias Alimentares Esta prática é denominada controlo biológico. No entanto. Desta forma é possível aumentar a qualidade do produto agrícola e reduzir a poluição do ambiente contribuindo para a preservação de recursos naturais e aumentando a sustentabilidade dos ecossistemas. E é neste sentido que é importante termos um bom conhecimento da cadeia alimentar.com • http://pt. normalmente. A acácia (mimosa) foi introduzida nas dunas da Costa da Caparica com o intuito de segurar as areias.wikipedia. ou um efeito não previsto. Controlo biológico O controle biológico é um processo natural de regulação populacional baseado numa ideia simples: controlar uma praga usando os seus próprios inimigos naturais. levou a uma grande ocupação do solo. para que não ocorra um efeito contrário ao desejado. Esta situação poderá levar a extinção de algumas espécies. Fonte: CEIFA ambiente. Lda Saber mais: • www. qualquer intervenção que se realize no ambiente tem que ser bem estudada para que o “feitiço não se vire contra o feiticeiro”. ou seja. a grande expansão desta planta. as outras caem também. No entanto.FT8 . Figura 3. Esta tecnologia tem como benefício a substituição de pesticidas químicos na agricultura ou em outras actividades de utilização do solo. tendo as espécies locais dificuldade em crescer.9: Quando se derruba uma peça de dominó. todas as outras caem atrás.org CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . quando se derruba uma peça. É o que acontece com as cadeias alimentares. É como um jogo de dominó.

Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .

Ecossistema Alterações significativas na forma como vivemos e trabalhamos são requisitos essenciais para garantirmos um futuro sustentável. Mas comecemos por falar do significado e importância da qualidade ambiental. • evitar passar fardos para as gerações futuras (nesta ficha vamos falar sobretudo sobre este ponto). Hoje sabemos que qualidade de vida e bem-estar não são apenas afectados pela prosperidade económica e por segurança mas também por outros elementos essenciais como boa saúde. pode destruir a sua base de vida. que utiliza a natureza com muita imaginação. Ora o génio inventivo do Homem pode pôr em risco o Homem biológico. inventando técnicas e criando substâncias e produtos que não existiam no mundo natural. “Resident Evil” ou “Matrix”… CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Estamos actualmente a usar os recursos naturais a um nível e ritmo prejudiciais ao ambiente. 1 Qualidade Ambiental como Pré-Requisito para a Sustentabilidade 3. QuAlIdAdE AMBIENTAl CoMo PRé-REQuISITo PARA A SuSTENTABIlIdAdE oBjECTIVoS No final desta ficha temática. para além de ser também um ser inteligente. Já vimos que o Homem é um ser biológico. • Avaliar a utilidade da Pegada Ecológica como ferramenta de cálculo do impacto humano na Terra. inclusão social. cultura e boa habitação.4. PAlAVRA-CHAVE • Qualidade ambiental • Sustentabilidade • Recursos naturais • Impacto • Consumo • Redução GloSSÁRIo Resíduos. como por exemplo. um ambiente saudável e agradável. • ter em atenção como as nossas acções afectam outras partes do mundo. Muitos filmes tratam este tema com muita fantasia.FT9 . O desenvolvimento sustentável também significa: • respeito pelos limites do planeta Terra em fornecer recursos e absorver a poluição e os resíduos (iremos tratar deste tema na ficha seguinte). o formando deverá estar apto a: • Reconhecer e explicar o significado e importância da qualidade ambiental para a sustentabilidade do ecossistema. Biodiversidade. empregabilidade.

Qualidade Ambiental como Pré-Requisito para a Sustentabilidade FT9 . da qualidade ambiental em geral. Resident Evil e Matrix. as nossas criações científicas representam para nós próprios. a nossa economia e a própria civilização humana correm o risco de desaparecer.11: Smog em Hong-Kong. há ainda o calor e a luz do sol. Figura 3. 2 Figura 3. evidentemente. Por isso dizemos que a qualidade ambiental é um pré-requisito. Queres ir para este lugar passar férias?! Fonte: Greenpeace Podemos medir a influência que as nossas actividades têm sobre o ambiente. Vamos a seguir dar um exemplo de como o podemos fazer. uma condição indispensável. quase a brincar! Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . o vento e tantas outras coisas que tornam muitos lugares deste planeta em pequenos paraísos para repousarmos e nos sentirmos bem. para a sustentabilidade do ecossistema Terra. por vezes. ou seja. Fonte: Internet Os recursos naturais são só uma parte da oferta que a natureza nos faz de forma tão generosa. Se o ambiente for despojado dos seus bens e poluído. Mas a qualidade destes paraísos terrestres depende.10: Imagens de dois filmes. que retratam o perigo que. a paisagem.

earthvoice. Fonte: www. 3 Qualidade Ambiental como Pré-Requisito para a Sustentabilidade Pegada ecológica A Pegada Ecológica1 é um instrumento criado para de medir o impacto humano na Terra. Fonte: CEIFA ambiente. O consumo de produtos animais e a utilização de automóvel diariamente aumenta significativamente a tua pegada ecológica.13: O destino do planeta Terra estas nas nossas mãos. Figura 3. A alternativa é eliminar o excesso. Para a humanidade alcançar a sustentabilidade. ou seja. caso contrário poderá entrar em colapso. em termos de população. autores do livro “Our Ecological Footprint . Recursos Resíduos Floresta Pecuária Agricultura Figura 3. A redução da pegada global da humanidade é essencial! Para se alcançar a sustentabilidade os padrões de vida e de consumo da sociedade actual têm que ser alterados. sugerem que em 2050 a humanidade estará a utilizar o equivalente a mais de dois planetas. deixará de ter os meios e recursos de que precisa para sobreviver.org CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Lda Se continuarmos no nosso actual caminho as previsões relativas à mudança.FT9 . Este conceito exprime a área produtiva equivalente de terra e mar necessária para produzir os recursos utilizados e para assimilar os resíduos gerados por uma dada unidade de população. concluindo-se que a espécie humana está a agir de um modo insustentável). como também destrói os ecossistemas e a sua capacidade de fornecer recursos e serviços dos quais a humanidade tanto depende. do consumo de alimentos e fibras e das emissões de CO2. 1 Desenvolvida por Mathis Wackernagel e William Rees. Este grau de excesso coloca em risco não só a biodiversidade. a pegada total da população mundial deveria ser inferior à área total terra/água da Terra (aquela pegada é actualmente calculada pela Footprint Network como sendo aproximadamente 23 % maior do que o planeta pode regenerar. Esta sociedade tem de tornar-se uma sociedade sustentável. é muito superior à sua área geográfica.Reducing Human Impact on the Earth” (1996). A Pegada Ecológica de muitos países.12: Representação simbólica da pegada ecológica. sobretudo os mais desenvolvidos.

pt Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .Qualidade Ambiental como Pré-Requisito para a Sustentabilidade FT9 . 4 Saber mais: • www.esb.ucp.

Limites ecológicos. O problema é que o Homem utiliza a Natureza como se a Terra fosse um sistema aberto. REGRAS GERAIS PARA A PRESERVAÇÃo dA SuSTENTABIlIdAdE doS ECoSSISTEMAS oBjECTIVoS No final desta ficha temática.14: O Homem utiliza a Terra como se ela fosse um sistema materialmente aberto. Veremos mais tarde que essas pressões podem pôr em risco a vida do Homem no nosso planeta. • Concluir que os princípios e regras de sustentabilidade podem ser utilizados na nossa vida quotidiana. o formando deverá estar apto a: • Assumir que o planeta Terra tem limites ecológicos. em conjunto. Lda CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . líquidas (águas residuais) e gasosas (poluição atmosférica) que põem em risco o funcionamento dos ecossistemas. Flora Em vários submódulos deste Guia de Aprendizagem debruçámo-nos sobre o problema das pressões que a humanidade. PAlAVRA-CHAVE • Recursos naturais • Poluição • Princípios e regras de sustentabilidade • Reciclagem • Exploração GloSSÁRIo Ecossistema. Atmosfera. Combustíveis fósseis. Fonte: CEIFA ambiente.FT9 . Fauna. de emissões sólidas (resíduos). por um lado.1. Resíduos Perigosos. alterando por vezes o funcionamento dos grandes ciclos naturais. Ambiente e Economia Natureza Técnicas. da deposição. está a exercer sobre os ecossistemas. e por outro lado. • Verificar que é urgente modificar os nossos actuais sistemas de produção e consumo para que os materiais se movimentem em ciclos fechados.4. Estas pressões resultam. no ambiente. Natureza. Economia (Produção e Consumo) Figura 3. 5 Regras Gerais para a Preservação da Sustentabilidade dos Ecossistemas 3. • Identificar e explicar os princípios e regras de sustentabilidade. da exploração irresponsável de recursos naturais.

6 Mas. os nossos sistemas técnicos e a nossa economia são. uma grande parte dos recursos que retiramos da natureza acabam. há já várias décadas que se tem vindo a estudar formas de gestão ambiental que permitam garantir a sustentabilidade dos ecossistemas. permitam que os materiais que lhe retiramos se movimentem. não podemos ir buscar esse recurso a um outro planeta (talvez daqui a uns séculos isso seja possível. assim. além disso. Não é o que acontece nos nossos actuais sistemas de produção e de consumo: nós tiramos materiais à natureza. tanto quanto possível. produzimos emissões e resíduos perigosos. aquela que mais aproxima as nossas tecnologias do modelo de funcionamento da natureza. Perante o perigo de a humanidade esgotar os recursos naturais e degradar completamente o ambiente. por isso. Figura 3. embora os nossos sistemas de reciclagem ainda estejam muito longe da perfeição dos ciclos naturais. A longo prazo. tal como na natureza. Quando esgotamos totalmente um recurso natural. devolvemos uma série de emissões e resíduos à natureza que ela não consegue reintegrar nos seus ciclos naturais. do ponto de vista dos materiais.Regras Gerais para a Preservação da Sustentabilidade dos Ecossistemas FT9 . por isso. No entanto. Como no caso dos combustíveis fósseis. Temos que encontrar formas de produzir e consumir que. a Terra é um sistema finito. por se transformar em materiais poluentes que alteram o funcionamento dos ciclos naturais. em ciclos fechados. e.15: Fechar os ciclos! Fonte: CEIFA ambiente. se todos os materiais se movimentarem em ciclos fechados. insustentáveis. transformamos esses materiais. e depois de os utilizarmos. basta olharmos à nossa volta com atenção para descobrirmos onde está o segredo da sustentabilidade. Não sabemos como reciclar todos os materiais que tiramos da natureza. ao transformar as matérias naturais em produtos artificiais. A natureza mostra-nos que um sistema com limites pode ser sustentável e manter todas as suas funções. mas hoje em dia essa possibilidade pertence ao reino da pura ficção!). Lda A ideia da “reciclagem dos materiais” é. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . que tem limites.

FT9 . a maioria dos ecossistemas está a sofrer as consequências da poluição generalizada da atmosfera. pois nesse ecossistema esses resíduos são. se parte dos lucros que produz fossem investidos em painéis solares ou na plantação de árvores. estivesse disponível um fluxo equivalente de energia renovável. ao utilizar a natureza como fonte de recursos naturais e depósito das nossas emissões. surge um problema de poluição. Por exemplo: um depósito petrolífero seria utilizado de uma forma sustentada.16: O sol é a maior fonte de energia! Nesta imagem podemos ver um pequeno painel solar que fornece energia ao telefone de emergência de uma auto-estrada. ou se os resíduos contêm substâncias que o ecossistema não assimila. Lda 2. Para um recurso renovável – florestas. quando o petróleo se esgotasse. como acontece actualmente. Infelizmente. o Homem deve actuar de acordo com o princípio da precaução. do solo e da água. De acordo com um relatório recente da World Wildlife Fund. nutrientes de plantas aquáticas. em parte. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . ou seja. que o aconselha a ser prudente e não ultrapassar os limites ecológicos dos ecossistemas. Figura 3. jazidas de minérios – a taxa de uso não pode ser superior ao ritmo a que se pode desenvolver um recurso renovável. este poderá desaparecer do mar do Norte dentro de 15 anos. Por exemplo: a pesca é sustentável se os peixes forem pescados a um ritmo que permita que a população de peixes não diminua. Muitos ecossistemas sofrem danos ir- 3. 7 Regras Gerais para a Preservação da Sustentabilidade dos Ecossistemas Portanto. de forma que. peixes – a taxa sustentável de uso desse recurso pelo Homem não pode ser maior do que a sua taxa de regeneração. absorvido ou tornado inofensivo pelo ambiente. Há três regras de ouro que nos ajudam a gerir o uso de materiais: 1. se nada for feito no sentido de diminuir a pesca do bacalhau. que a quantidade pescada num período possa ser substituída pela quantidade de peixes que vão nascendo e crescendo nesse meio aquático no mesmo período. não há outro remédio senão diminuir o consumo de gasolina e electricidade! Para um poluente – a taxa de deposição na natureza não deve ser superior ao ritmo a que esse poluente pode ser reciclado. que o possa substituir. Por exemplo: os esgotos podem ser lançados num rio ou lago desde que o ecossistema natural da água consiga absorver estes resíduos sem sofrer alterações graves. Para um recurso não renovável – combustíveis fósseis. Se o ritmo a que estes substitutos são desenvolvidos é demasiado lenta. Fonte: CEIFA ambiente. Mas se as quantidades de efluentes são demasiadas.

com a máxima eficácia… com pequenos gestos vamos dando a nossa contribuição pessoal para que a situação ambiental não se agrave ainda mais: se apenas preciso de um saco de pano para transportar as compras do supermercado até casa. e também no local de trabalho. usar a água. É o caso de muitos rios e lagos. É fácil aplicar estas regras na nossa vida quotidiana: podemos começar por poupar electricidade em casa. Fonte: CEIFA ambiente. Lda Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .Regras Gerais para a Preservação da Sustentabilidade dos Ecossistemas FT9 . utilizar os transportes públicos em vez do automóvel privado. 8 reversíveis devido aos poluentes que recebem. e todos os recursos naturais. porque é que levo três de plástico que deito logo para o lixo? Figura 3. que.17: Transporte de compras em saco de pano. pelos níveis de poluição que atingiram. deixaram de poder abrigar a fauna e flora que antes ali habitava.

No ciclo de carbono existem dois processos complementares muito importantes. Observa a figura do ciclo da água e completa-o. Explica como. Qual é este fenómeno e diz em que consiste? 3.. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Indica as consequências desta acção. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1.5. é o Ciclo da Água Figura 3.18: Ciclo da Água. Há um fenómeno do ciclo que não está representado. 2. Descreva em poucas palavras o ciclo da água. 1 Actividades/Avaliação 3. 3.2. e diz qual é a grande consequência de que tanto se tem falado na sociedade. Identifica-os e diz em que consistem. 2 1 4 3 Rio Mar ..AV3 . Fonte: CEIFA ambiente. O Homem ao construir grandes centros urbanos substitui os solos por superfícies artificiais.1. 4. Lda 1234- 3. O Homem está a interferir e a desequilibrar o ciclo do carbono.

pt/pegada e tenta calcular a tua própria pegada ecológica. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . Explica porque razão é importante ter um bom conhecimento das cadeias alimentares? Vai ao site www.Actividades/Avaliação AV3 . Como poderás melhorar o resultado que obtiveste? Qual seria a melhor forma de gerir um recurso renovável? 7. Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 9.4) . 2 5. Observa a figura que se segue. 8. 2 Produção de O2 O sol fornece a energia para a fotossíntese Produção de alimentos (carbonatos) 1 Produção do CO2 necessário para a fotossíntese Plantas mortas Resíduos e corpos mortos são reciclados 123- 3 Nutrientes 6. A Base da Sustentabilidade Ecológica: Os Ciclos Naturais. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. reveja o submódulo 3. Indica como é designado cada elemento da cadeia alimentar representada.Se não conseguir resolver esta actividade.m-almada.

4. Os Limites da Sustentabilidade: Perturbações nos Ciclos Naturais CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .

Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .

que essencialmente. uma vez que esta camada protege o planeta das radiações UV-B. devido ao aumento das emissões de gases com efeito de estufa (GEE) e à desflorestação. São as perturbações no ciclo do carbono. RESuMo O Homem. 3. Nas últimas décadas. devido à crescente pressão que o Homem exerce sobre os ecossistemas. 2. TEMAS • Alterações climáticas • Efeito de Estufa • Buraco do Ozono • Desflorestação • Pressões Humanas • Poluição • Biodiversidade 4. O buraco na camada de ozono é outra consequência das actividades humanas sobre a Natureza que afecta a vida da Terra. têm fortemente afectado a biodiversidade. GloSSÁRIo • Combustíveis fósseis • Atmosfera • Ecossistema • Biodiversidade CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . juntamente com os diferentes tipos de poluição causada. • Conhecer as consequências das perturbações provocadas pelo Homem nos ciclos naturais que provocam alterações climáticas. cada formando deverá estar apto a: • Compreender que as perturbações nos ciclos naturais afectam a vida na Terra e podem pôr a vida do Homem em perigo. • Entender a importância da biodiversidade e as consequências da sua perda. através das suas várias actividades. 1 Os Limites da Sustentabilidade: Perturbações nos Ciclos Naturais 1. têm contribuído para as alterações do clima. tem-se verificado um número cada vez maior de extinções de espécies. por isso. É. Estas alterações. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. tem perturbado os ciclos naturais e contribuído para as alterações climáticas. nocivas aos seres vivos.SM4 . urgente repensar as nossas decisões e acções de forma a reduzir a pressão sobre o ambiente.

Os Limites da Sustentabilidade: Perturbações nos Ciclos Naturais SM4 . SABER MAIS • www.confagri. 2 5.pt Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .

1 As Causas das Alterações Climáticas a Nível Global e Local 4. e que teve uma particular intensificação nos séculos XIX e XX. As alterações climáticas podem ter causas naturais (por exemplo. como as principais causas das alterações climáticas. temos testemunhado sinais CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .1: Ilustração de uma fábrica no tempo da Revolução Industrial. Atmosfera A mudança climática global. da agricultura e do que a natureza lhes dá. Durante os últimos 50 anos. mais afectamos o ambiente à nossa volta. especialmente.FT10 . que cada vez mais preocupa cientistas e políticos. do artesanato ou da construção eram basicamente locais. AS CAuSAS dAS AlTERAÇÕES ClIMÁTICAS A NíVEl GloBAl E loCAl oBjECTIVoS No final desta ficha temática. das actividades agrícolas. PAlAVRA-CHAVE • Alterações climáticas • Perturbações dos Ciclos Naturais • Efeito de Estufa • Desflorestação • Buraco de Ozono GloSSÁRIo Antropogénico. Desde que existem humanos à face da Terra. os efeitos da caça. Fonte: Internet Quanto mais nós produzimos e consumimos. ainda existem populações pré-industriais que vivem da caça. Pode observar-se a grande quantidade de chaminés e o fumo poluente que libertavam. o formando deverá estar apto a: • Concordar que o Homem através das suas actividades tem contribuído para as alterações climáticas. • Identificar as perturbações causadas nos ciclos naturais. Este cenário alterou-se radicalmente com a Revolução Industrial. até há uns 200 anos. variações lentas na luminosidade do sol) e/ou causadas pelo Homem.1. estes têm afectado o ambiente. as perturbações no ciclo do carbono. constitui uma ameaça sobre o Homem e a Natureza. pela primeira vez na história. Figura 4. e que subsistem em algumas regiões do planeta. que começou à volta de 1750. Mas. Actualmente.

Lda Se o CO2 aumenta na atmosfera. o fenómeno que observamos hoje em dia é essencialmente provocado pelas actividades humanas. cujas consequências podem ser devastadoras. que contribuem para o efeito de estufa. Um dos sintomas que observamos actualmente é a maior frequência de condições extremas no Inverno com mais tempestades e inundações nos países do Norte e períodos de seca com incêndios florestais nos países do Sul. incluindo as actividades industriais e agrícolas. além de perturbar o equilíbrio do seu ciclo. Como veremos neste submódulo. Um dos problemas ambientais à escala global prende-se com as alterações climáticas induzidas pelo Homem. ou seja. Sendo assim. Para Reter: Alterações do clima mundial podem ter causas naturais e antropogénicas. Alterações climáticas globais As alterações climáticas induzidas pelo Homem são resultado da emissão adicional de gases para a atmosfera. Estas emissões têm diversas origens. Uma vez que os ciclos naturais estão todos interligados. também conhecido por aquecimento global ou efeito de estufa em conjugação com a desflorestação e o buraco de ozono (de que trataremos nas fichas seguintes). são principalmente resultado de perturbações no ciclo de carbono provocadas pelo Homem. Figura 4. mas também globais. perturbando-o também.naturlink.pt Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . Saber mais: • www. vai aumentar (devido ao efeito de estufa) a evaporação e precipitação do ciclo da água. estamos a criar problemas ambientais que não são apenas locais. as alterações que ocorrem num dos ciclos vão afectar outros ciclos (submódulo 3). as mudanças climáticas a que assistimos actualmente têm causas antropogénicas. No entanto. Fonte: CEIFA ambiente. as alterações do ciclo de carbono provocam perturbações no ciclo da água. as centrais energéticas. 2 claros da influência do Homem no ambiente de todo o planeta.As Causas das Alterações Climáticas a Nível Global e Local FT10 . os carros e os aviões.2: A indústria é um importante contributo na emissão de gases de estufa para a atmosfera.

No entanto. Isto é. há gases conhecidos como Gases com Efeito de Estufa (GEE). durante o último século as alterações registadas têm sido mais pronunciadas do que em qualquer período registado até ao momento. Atmosfera.1. que criam um “cobertor” ao redor da Terra. que terão impactos directos negativos sobre os ecossistemas terrestres. os automóveis. tem sido apontado como uma das principais causas das alterações no clima. • Reconhecer que são necessárias medidas para minimizar o problema e que algumas estão ao nosso alcance e não apenas dos governos. o óxido nitroso (N2O) e os clorofluorocarbonetos (CFC).1. principalmente o dióxido de carbono (CO2). Efeito de estufa e aquecimento global A actividade industrial. PAlAVRA-CHAVE • • • • • Efeito de Estufa Gases com efeito de estufa (GEE) Dióxido de Carbono Aumento de temperatura Alterações climáticas GloSSÁRIo Ecossistema. Biosfera. • Compreender a importância do problema. O aumento da concentração dos gases com efeito de estufa na atmosfera. 3 As Causas das Alterações Climáticas a Nível Global e Local 4. e outras tantas actividades humanas libertam CO2 para a atmosfera. assim como outros gases com potencial de aquecimento como o metano (CH4).FT10 . No entanto. o “cobertor” formado pelos GEE reflecte CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Combustíveis fósseis As alterações do clima são acontecimentos naturais que ocorrem desde sempre. O progressivo aumento de CO2 na atmosfera tem vindo a desequilibrar o ciclo de carbono e a incrementar as alterações climáticas. A radiação solar atravessa a atmosfera. EFEITo dE ESTuFA oBjECTIVoS No final desta ficha temática. identificando quais as principais causas e consequências do efeito de estufa. Processo anaeróbico. a energia consumida para aquecimento. nos diversos sectores socio-económicos mundiais. o formando deverá estar apto a: • Identificar quais os principais gases com efeito de estufa. na saúde pública e na qualidade de vida das pessoas em geral. Clorofluorocarbonetos (CFC). reflecte na superfície da Terra e sai do planeta.

B – Uma parte da radiação é reflectida de volta ao espaço.3: Contribuição dos diferentes tipos de gases para as emissões totais de GEE em 2001. Temperaturas mais elevadas levam a maiores evaporações de água dos oceanos.4 % Figura 4. o efeito de estufa provoca outros efeitos. não a deixando sair da atmosfera.4 % A concentração de vapor de água na atmosfera terrestre também aumentou. Por isso. aquecendo o Planeta. C – A radiação reflectida pela Terra não regressa ao espa ço espaço porque é de novo reflectida e absorvida pelos gases de efeito de estufa que envolvem a Terra. que por sua vez o agravam. A B C A Attm os of er a GE GE E E Figura 4.gppaa. Lda Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . pela superfície da Terra e pela atmosfera.As Causas das Alterações Climáticas a Nível Global e Local FT10 .min-agricultura. “Greenhouse gas emission trends a projections in Europe 2003”. PFC e SF6 N2O CH4 CO2 82. solos. um gás que também contribui para a absorção dos raios solares.pt/infoco) 8. Ou seja. impedindo que eles se dissipem. 8. devido ao aumento da temperatura média. lagos e rios e a uma maior capacidade da atmosfera para reter a humidade. 4 de volta a radiação solar. A – A radiação solar atravessa a atmosfera. visto que também contribuem para o aquecimento global.4: Representação esquemática do efeito de estufa Fonte: CEIFA ambiente.2 % 1. Fonte: AEA. no entanto. O resultado é o aquecimento da superfície da Terra – Efeito de Estufa.0 % HFC. contribuindo assim para o aumento da temperatura média do planeta. o vapor de água é igualmente considerado um gás de efeito de estufa. parte é absorvida. O vapor de água é. (www.

para satisfazer as necessidades alimentares de uma população em crescimento (na ordem do bilião por década). e a sua concentração na atmosfera aumenta. por parte dos governos. Este aquecimento terá consequências graves: o nível médio das águas do mar vai aumentar entre 15 e 95 cm. Além das emissões de CO2 pela indústria e pelo sistema de transportes. grandes quantidades de carbono. são também responsáveis pelo aumento dos gases CH4 e N2O na atmosfera. boi…) produz grandes quantidades de CH4 que é libertado para a atmosfera. A floresta pode acumular. quer no material vegetal. as alterações de uso do solo (em especial a transformação de florestas em zonas agrícolas) agravam o efeito de estufa. Uma redução global da área destes ecossistemas naturais terá impactos negativos sobre a capacidade de sumidouro (locais de acumulação) da biosfera. os locais de acumulação de carbono no planeta diminuem.5: A floresta acumula carbono sob a forma de biomassa (folhas. e o seu impacto no clima também. Uma das conclusões que o relatório do IPCC de 1995 prevê é que as temperaturas médias globais vão aumentar entre 1º e 3. Estas conclusões.5ºC até 2100. A agricultura contribui para o aumento dos gases de efeito de estufa. com o crescente abate de árvores. A exploração intensiva de culturas agrícolas. a quantidade deste último é muito superior na atmosfera. da existência de alterações climáticas levou à instauração de um Painel Internacional sobre a Mudança Climática (Intergovernmental Panel on Climate Change . através da conversão do carbono do solo em CO2 e por elevadas emissões de CH4 e de N2O por parte dos animais ruminantes. em larga medida. O sistema digestivo dos ruminantes (vaca. As florestas são assim. Ou seja. 5 As Causas das Alterações Climáticas a Nível Global e Local O grande aumento de CO2 na atmosfera resulta do facto das emissões deste gás não serem totalmente compensadas pela assimilação fotossintética do carbono na biosfera (submódulo 3). que têm uma baixa taxa de retenção de carbono. troncos…) Fonte: Ana Henriques O reconhecimento. principalmente. onde vive uma grande parte da população mundial. Figura 4. quer na matéria orgânica morta do solo.IPCC). inundando enormes áreas costeiras.FT10 . O CH4 possui um poder de aquecimento global 23 vezes maior que o CO2. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . o reservatório de carbono mais importante da biosfera em termos globais. pelos processos anaeróbicos nas zonas de pastagens e pela queima de combustíveis fósseis. Calcula-se que cerca de 20 % da floresta desapareceu durante os últimos 140 anos em resultado da conversão de floresta em agricultura. a longo prazo. No entanto.

no âmbito do Protocolo de Quioto são muito complicadas já que a economia mundial está fortemente apoiada no consumo de combustíveis fósseis. ainda não ratificaram o protocolo. Protocolo de Quioto O Protocolo de Quioto surgiu de uma reunião conhecida oficialmente pela Terceira Conferência das Partes da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas e teve lugar em Dezembro de 1997.As Causas das Alterações Climáticas a Nível Global e Local FT10 . quando se viaja. em Quioto. 6 levaram alguns governos a reunir-se e a tomarem uma decisão no sentido de minimizar dos impactos destes factos.de • www. que é considerado o país mais rico do mundo. no entanto. d) poupar energia sempre que possível. etc.atmosphere. Para ultrapassar esta situação é necessário: a) haver mais consciencialização global sobre a importância do problema. As negociações. onde participaram cerca de 125 entidades governamentais de todo o mundo.cnpma. Esta argumentação pode. b) substituir as tecnologias actuais por tecnologias que exijam menos energia. Saber mais: • www.br • www. pois as suas economias são extremamente dependentes de energia proveniente de petróleo.embrapa. É este o motivo porque os Estados Unidos da América (EUA). Alguns países argumentam que as metas de redução de CO2 estabelecidas no protocolo terão efeitos económicos negativos. c) desenvolver energia alternativas e aumentar a sua utilização em todos os países. no Japão.pt Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .naturlink.mpg. teve como principal objectivo a adopção de um protocolo legalmente vinculativo em que 39 países industrializados se comprometeram a limitar durante o período de 2008-2012 as suas emissões de GEE na atmosfera. no trabalho. tanto mais que os EUA são dos maiores produtores de CO2 libertado para a atmosfera. Esta conferência. em casa. ter consequências fatais para a humanidade.

Cerca de 90 % do ozono localiza-se na estratosfera. essencialmente. A camada de ozono funciona como um filtro que diminui a intensidade da radiação que atravessa a estratosfera terrestre. Buraco de Ozono. Troposfera. PAlAVRA-CHAVE Camada de Ozono. Radiação Ultravioleta.1. BuRACo dE ozoNo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. o formando deverá estar apto a: • Reconhecer a importância da camada de ozono para a vida na Terra e a necessidade da sua preservação. Esta camada é destruída por compostos de clorofluorocarbonetos (CFC) Fonte: CEIFA ambiente. esta radiação não é prejudicial como a primeira e passa facilmente pela camada de ozono. por processos naturais. Porém. por exemplo. Lda A quantidade de ozono presente na estratosfera é mantida em equilíbrio. • Enumerar os principais compostos destruidores da camada de ozono. existe também a UV-A. este equilíbrio natural tem vindo a ser perturbado devido. O aumento da incidência de cancro da pele no ser humano é. Estratosfera. Sol CFC Camada de Ozono Figura 4. constituindo aquilo a que se chama “Camada de ozono”. No entanto.FT10 . Esta camada é fundamental para assegurar a vida na Terra. Porém. Clorofluorocarbonetos GloSSÁRIo Antropogénico O ozono (O3) é um gás cuja molécula contém três átomos de oxigénio (O) ligados entre si. que pode provocar efeitos nocivos nos seres vivos. na camada entre 10 a 50 km acima da superfície terrestre. às emissões an- CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . uma vez que o ozono estratosférico tem a capacidade de absorver grande parte da radiação ultravioletaB (UV-B). através dos quais o ozono é continuamente formado e destruído. Radiação UV-B Além da radiação UV-B. ou seja. uma destas consequências. as maiores concentrações de ozono aparecem a altitudes aproximadamente entre 15 e 35 km. 7 As Causas das Alterações Climáticas a Nível Global e Local 4.2.6: A Camada de Ozono protege o planeta Terra das radiações UV-B. A degradação desta camada protectora tem consequências graves e directas sobre a vida na Terra.

durante muito tempo.pt • www. Durante os últimos 20 anos observou-se uma redução gradual da espessura da camada de ozono. à destruição do ozono pelos já referidos compostos químicos resultantes das actividades humanas. Verifica-se.7: Imagem obtida pela NASA a 17 de Setembro de 2001.pt Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . Realça-se que estes compostos são muito estáveis e não são destruídos na troposfera. Estes compostos voláteis foram.meteo. Assim.naturlink. a estratosfera.pt • www.iambiente. passando facilmente para a camada seguinte. devido sobretudo à utilização e libertação para a atmosfera de CFC e de compostos destruidores de moléculas de ozono.As Causas das Alterações Climáticas a Nível Global e Local FT10 .wikipedia. principalmente nas latitudes médias e altas. usados como líquidos de arrefecimento de frigoríficos e ar condicionado ou como gás propulsor de desodorizantes. uma maior redução na direcção dos pólos. de um modo geral. como resultado da implementação dos compromissos recomendados pelo Protocolo de Montreal sobre as Substâncias que Deterioram a Camada de Ozono (1987) será expectável que se tenha de esperar até cerca do ano 2060 para que a camada de ozono seja totalmente recuperada. embora a utilização de compostos como os CFC tenha sofrido um decréscimo desde os anos 80. um só átomo de cloro pode vir a destruir milhares de moléculas de ozono antes de ser removido. mesmo pondo em prática medidas com vista à redução das suas emissões. 8 A troposfera é a camada desde a superfície terrestre até aos 10 km de altitude. De facto. Fonte: www. apresentando maior intensidade no chamado “buraco de ozono” da Antártida.quercus. Efectivamente. tropogénicas de compostos que contêm átomos de cloro. devido.pt Figura 4. onde se pode observar (a azul) o buraco de Ozono da Antártida. tais como os clorofluorocarbonetos (CFC). A diminuição global da espessura da camada de ozono também foi detectada em Portugal. a série de valores médios anuais da quantidade total de ozono em Lisboa no período 1968-1997 apresenta uma tendência estatisticamente significativa de -3. Logo. uma vez que são difíceis de remover da estratosfera. irão ser ainda necessárias várias décadas para repor os níveis de ozono na estratosfera.org Devido à persistência dos compostos referidos. Saber mais: • www. em grande parte. flúor.3% por década Fonte: www. um dos problemas ambientais mais preocupantes resultantes da poluição do ar é: • Rarefacção da Camada de ozono – que levou mesmo ao aparecimento do termo “Buraco na Camada de ozono”.

FT11 . • A agricultura. 1 Desflorestação 4. • Aumento das áreas industriais. • Distinguir a reflorestação. a sobre-exploração das florestas na África.2. • Reconhecer que a desflorestação interfere com os ciclos naturais. • Áreas de pasto (pecuária). Porém. • Aumento da superfície cultivada e monoculturas. principalmente devido a abates realizados pela indústria madeireira ou para a obtenção de solo para cultivos agrícolas. sobretudo como combustível para cozinhar. Atmosfera. Nos países em vias de desenvolvimento as principais causas da desflorestação são: • A sobre-exploração de madeira proveniente da floresta. dESFloRESTAÇÃo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. PAlAVRA-CHAVE • Desflorestação • Sobre-exploração • Reflorestação GloSSÁRIo Efeito de estufa. Biodiversidade. como uma possível medida. Estes países não têm muitas alternativas e os seus habitantes recorrem aos recursos naturais para sobreviverem. Alterações climáticas Desflorestação é o processo de desaparecimento de massas florestais. • Identificar as causas da desflorestação e distinguir as suas origens. fundamentalmente causado pela actividade humana. por exemplo. Limite ecológico. Ásia e América Latina é sobretudo causada pela procura de madeiras tropicais e outros recursos florestais por parte da indústria nos países mais desenvolvidos. • Crescimento turístico. Nos países desenvolvidos as principais causas da desflorestação são: • Desenvolvimento urbano. o formando deverá estar apto a: • Definir em que consiste o processo de desflorestação. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . para minimizar os impactos da desflorestação.

9: Representação esquemática das possíveis consequências da desflorestação Fonte: CEIFA ambiente. queimadas) Ciclo da Água Evaporação Precipitação Perda de Biodiversidade Clima mais Seco Desertificação Efeito de Estufa Erosão do Solo Mais Seco Mais Duro Alteração do Uso do Solo Destruição de Habitats Destabilização das Bacias Hidrográficas Secas Inundações Fertilidade Humanidade Figura 4. aeroportos. A desflorestação permanente conduz ao desequilíbrio do ciclo do carbono e da água (submódulo 3) e acentua o efeito de estufa.greenpeace. que todos os dias é desflorestada mais um pouco Fonte: www. que existe na atmosfera em árvores (submódulo 3). • Construção de infra-estruturas (por exemplo estradas.Desflorestação FT11 . barragens. Assim. Estas monoculturas são extremamente pobres em biodiversidade. o que levará a um aumento na concentração de CO2 na atmosfera. etc. Figura 4. também tem que promover a biodiversidade da zona a repovoar.). uso do solo para a agricultura e para a habitação. a reflorestação. nas últimas décadas. Se não se plantarem novas árvores reduz-se a absorção do carbono libertado pelas árvores cortadas. 2 Em Portugal. a fixação do dióxido de carbono (CO2). A desflorestação tem consequências graves no ambiente. no Brasil. A reflorestação visa. em parte. Mas para que a reflorestação seja ecologicamente sustentável. surgiram extensas áreas de eucaliptos. como representa o seguinte esquema: Desflorestação Sumidouros de Carbono Produção de Oxigénio Libertação de CO2 (incêndios.8: Imagem da floresta Amazónia. Lda Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . diversos organismos internacionais propõem como medida de contenção. bem como a erosão dos solos e a desertificação (submódulo 1).org O crescimento da população tem levado ao desaparecimento de florestas devido à utilização da madeira.

em pouco tempo efeitos negativos começarão a ser sentidos pelo planeta. Só entre Agosto de 2003 e Agosto de 2004. afectando o clima do norte até o sul do país. principalmente no que diz respeito ao clima. por exemplo). que após ser dizimada afectou o microclima de várias regiões do país. o equivalente a um terço da superfície de Portugal. no Brasil.pt Figura 4. 3 Desflorestação A desflorestação no Brasil Devido à desflorestação.FT11 . pois (como vimos neste e no submódulo 3). de pastagem (para o gado) e de outros produtos exportados para os países desenvolvidos.greenpeace. “A floresta amazónica está a desaparecer a um ritmo cada vez mais veloz. para obtenção de campo para cultivo de soja Fonte: www. a floresta é o melhor meio que existe para evitar o efeito de estufa e as alterações climáticas. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . a desflorestação atingiu mais de 26 mil quilómetros quadrados. o Brasil está a tornar-se em um dos maiores contribuintes para o aquecimento global do planeta. Efeito semelhante já é sentido no nordeste do Brasil com a destruição quase total da Mata Atlântica.10: Fotografia de uma desflorestação ilegal realizada em Mato Grosso.” Fonte: http://dn.org Assim. A grande ameaça da Amazónia é a procura de madeiras tropicais nos países ricos e também a desflorestação que se faz para criar campos de cultivo (de soja. Se o processo de abate de árvores de forma desgovernada persistir. que deixa a floresta cada vez mais seca e com menor capacidade de evaporação (perturbações no ciclo da água) – ocasiona na redução das chuvas em várias regiões. a Amazónia já está no seu limite ecológico (submódulo 1).sapo. A crescente desflorestação – principalmente na Amazónia.

11: Representação esquemática da Floresta Amazónica e da Mata Atlântica no território do Brasil. Fonte: CEIFA ambiente.Desflorestação FT11 .utad.nationalgeographic.pt Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .uc.dec.pt (revista de Janeiro de 2007). • http://panoias. Lda Saber mais: • http://fortran.com • www. 4 Floresta Amazónica t Ma c nti tlâ aA a Oceano Atlântico Figura 4.geocities.pt • www.

Fonte: www. Flora. • Identificar as consequências da perda da biodiversidade. Se um dos elos da cadeia desaparece. 1 A Perda da Biodiversidade 4. Fauna. Figura 4. Metais pesados.org Numa perspectiva global.wikipedia. toda a cadeia pode ser afectada.12: Biodiversidade. Dicloro-difenil-tricloroetano (DDT).FT12 . A PERdA dA BIodIVERSIdAdE oBjECTIVoS No final desta ficha temática.3. todas as espécies de animais. O desaparecimento de um predador pode resultar num grande aumento da população da sua CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . o formando deverá estar apto a: • Definir o conceito biodiversidade. • Descrever diferentes benefícios da biodiversidade. a biodiversidade pode ser considerada como sinónimo de “Vida na Terra”. • Indicar causas que originem a perda de biodiversidade. Cada organismo vivo está inserido numa cadeia alimentar que é regulada por um frágil equilíbrio. PAlAVRA-CHAVE • Biodiversidade • Cadeias alimentares • Biotecnologia • Alteração de habitats • Efeito de Cascata GloSSÁRIo Ecossistema. os microorganismos e as diferentes formas de vida vegetal. resultado de mais de 3 mil milhões de anos de evolução. somada às suas várias constituições genéticas e aos ecossistemas dos quais façam parte. Habitat Biodiversidade A biodiversidade é a variedade de todas as formas de vida existentes.

a perda de habitat e a sua fragmentação devido à intensificação da agricultura e da silvicultura. a mortalidade elevada devido ao controlo por parte dos agricultores e da caça excessiva. nos protege de eventos catastróficos que ficam além da capacidade de controlo humano.13: Imagem do coelho bravo (Oryctolagus cuniculus) originário da Península Ibérica. o coelho. os incêndios. 2 Pensa-se que as causas do desaparecimento do coelho bravo na Península Ibérica foram factores como: doenças.14: Fotografia de uma flor rara (Ophys scolopax). o solo e os Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .pt Para além dos benefícios directos que a biodiversidade oferece ao ser humano. O coelho é presa de pelo menos 39 espécies de predadores. Fonte: http://portal. o coelho bravo (Oryctolagus cuniculus) é originário da Península Ibérica. o património genético é reduzido. nomeadamente. como o Lince-ibérico (Lynx pardinus) e a Águia-imperial-ibérica (Aquilla adalberti). Fonte: Ana Henriques Ora estes benefícios deixam de se verificar em áreas de monoculturas (onde uma só espécie predomina). proteger os lençóis de água e combater a erosão dos solos. relevo e solo) e concentra duas das maiores florestas tropicais do mundo: a Amazónica e a Atlântica. Figura 4. como o carbono. devido à diminuição da população da sua presa principal. que estão em declínio. através da sua função tampão relativamente às variações do clima. onde em tempos foi muito abundante. Figura 4. É a biodiversidade que. Nestas áreas o número de espécies de flora e a fauna é muito baixo (falta alimento e esconderijos para os animais). Essa característica é consequência da grande extensão do país.icn. Por exemplo. diminuindo a biodiversidade desse local. ela garante também o “suporte da vida”. O coelho proliferou e dizimou espécies vegetais importantes da região. A biodiversidade é igualmente responsável por minimizar a poluição. em parte. o inverso se passa na Austrália onde esta espécie de coelho foi levada involuntariamente através dos navios. O Brasil apresenta a maior variedade de espécies do planeta. incluindo algumas com graves problemas de conservação. que abrange ampla variedade de habitats (diferentes tipos de clima.A Perda da Biodiversidade FT12 . do género das orquídeas. Existe uma grande biodiversidade de flores em todo o planeta. Porém. através da reciclagem dos elementos essenciais. sendo um elemento chave dos ecossistemas mediterrâneos. o oxigénio e o azoto. presa e consequentemente levar à diminuição da população de que esta se alimenta e ou vice-versa (submódulo 3).

que são irrecuperáveis. O principal impacto da perda da biodiversidade é a extinção das espécies. o clima da região pode também ser afectado.FT12 . 90% das espécies extintas acabaram em consequência da destruição de seu habitat. Ano após ano verifica-se a desflorestação de grandes áreas de floresta tropical. a biotecnologia (tecnologia de seres vivos) foi muito desenvolvida. Também na agricultura e na indústria agro-alimentar se utilizam biotecnologias para melhorar os produtos alimentares. As grandes ameaças à preservação da biodiversidade são: • Eliminação ou alteração de habitats pelo Homem A eliminação ou alteração de habitats é o principal factor da diminuição da biodiversidade. a Humanidade tem vindo a destruir um património sem o qual a sobrevivência da sua própria espécie deixa de ser possível! A maior parte dos medicamentos são retirados de plantas ou descobertos através de produtos extraídos delas. Perda de Biodiversidade O conceito de biodiversidade ganhou maior repercussão a partir dos anos 80. com o risco de extinção de várias espécies de animais e vegetais. ocorre actualmente a uma velocidade nunca antes vista. Por incrível que possa parecer. as monoculturas de eucaliptos absorvem muitos recursos hídricos). consequência da actividade humana. Este novo ramo da ciência utiliza microorganismos (pequeníssimos seres vivos. o que pode levar à perda de mais espécies (exemplo do coelho anteriormente referido). Na última década. Apenas no século XX entre 25 a 50% de toda a cobertura de florestas tropicais foram destruídas. Uma vez que há alteração da componente vegetal destas áreas. animais e vegetais) para desenvolver medicamentos. e até o tratamento de solos contaminados. à produção de alimentos e a diversas actividades económicas. 3 A Perda da Biodiversidade recursos hídricos são alterados (por exemplo. com o objectivo de permitir plantações agrícolas e de pastagem e o aproveitamento da madeira para diversos fins. Em média. A retirada da camada de vegetação original para construção de casas ou para actividade agropecuária altera o ambiente. visto que a vegetação tem um importante papel nos ciclos naturais (submódulo 3). A biodiversidade tem ainda o benefício e a vantagem de nos fornecer numerosas substâncias e materiais que estão muitas vezes ligados ao desenvolvimento de medicamentos. Um efeito cascata pode ocorrer quando uma extinção local de uma espécie altera significativamente a capacidade de sobrevivência de outras espécies. O desaparecimento de espécies e de áreas naturais. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . novos materiais.

Fonte: www.org • “A pesca do bacalhau caiu.pt Sobre-exploração comercial O Homem tem vindo a explorar diversas espécies “sem conta nem medida”.” Fonte: www.16: A vida marinha é repleta de biodiversidade. mas devido ao estado debilitado dos stocks pesqueiros.naturlink.000 animais viviam nesta zona. • Figura 4. Fonte: Internet Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . entre 1968 e 1992.A Perda da Biodiversidade FT12 . Poluição das águas. solo e ar A poluição perturba os ecossistemas e mata os organismos que neles vivem. 4 Figura 4. como o Dicloro-difenil-tricloroetano (DDT). Pesquisadores acreditam que o lixo tóxico lançado pelas indústrias situadas ao longo do rio será a causa de mortalidade destes animais. mercúrio e cádmio (metais pesados).greenpeace. Muitas espécies marinhas e alguns animais terrestres encontram-se um risco de colapso ou extinção.15: O Rio Amazonas é o responsável pela enorme biodiversidade existente na Amazónia. não por um aumento da consciência ecológica. cerca de 70%. mas actualmente estima-se que a população esteja reduzida a apenas 450 indivíduos. A poluição dos rios e oceanos pode ser a causa da redução de muitas populações animais. já que exames aos seus corpos revelam altos níveis de produtos químicos nocivos. no Canadá. Pensa-se que em 1900. no canal de São Lorenço. mais de 5. É o que se pensa estar a acontecer com a população de beluga ou baleiabranca.

CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . esta espécie alastrou-se de tal forma que hoje em dia constituiu uma ameaça as espécies nativas das dunas das praias do sul da Europa. Por exemplo. Fonte: Internet Aprender a conviver com a fantástica biodiversidade que a Natureza nos oferece é um dos maiores desafios que teremos de enfrentar nos próximos anos. 5 A Perda da Biodiversidade • Introdução de espécies exóticas As espécies exóticas não são originárias de determinado habitat e.FT12 . Como ocupam uma grande área do solo. tanto através da predação. ao serem introduzidas.17: Imagem da planta invasora. e impedindo o crescimento de outras espécies locais. ocupando-o. o chorão (Carpobrotus edulis) originário da África do Sul foi introduzido nas praias do sul da Europa com o intuito de fixar as areias nas dunas. impendem as outras espécies de crescer. Figura 4. como de competição ou alteração do habitat natural. podem constituir uma ameaça para as espécies que ali existam originalmente. No entanto. o chorão (Carpobrotus edulis) que cresce junto ao solo.

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Qual é a causa principal que tem acelerado as alterações climáticas no nosso planeta? Quais as principais alterações ambientais que se têm vindo a verificar? Quais são as causas do efeito de estufa e quais são as suas consequências? O desaparecimento da camada de ozono é um problema ambiental que muito tem preocupado a humanidade. Que compostos provocam o “Buraco de Ozono” e qual a característica que os torna tão perigosos? 4. não um luxo. Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 9. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. 3.1. A desflorestação tem aumentado bastante nos países em desenvolvimento com consequências graves no ambiente. Explique em que medida esta camada é importante à vida no planeta Terra e indique uma possível consequência da sua diminuição.4) .4. Desde que existem humanos à face da Terra. temos afectado o ambiente à nossa volta. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1.AV4 Actividades/Avaliação 4. Explique o que se entende por desflorestação e indique quais são as suas principais consequências. Os Limites da Sustentabilidade: Perturbações nos Ciclos Naturais.Se não conseguir resolver esta actividade.” Quais as características da biodiversidade que a tornam tão fundamental à sobrevivência humana e à natureza? 2. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . reveja o submódulo 4. 5. “A biodiversidade é uma necessidade. 3.

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Gerir a Interface entre o Homem e a Natureza CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .5.

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2. 2007 • James Robertson: Transformar a Economia . • Estratosfera • Chuvas ácidas. GloSSÁRIo • Clorofluorocarbonetos (CFC). Finalmente realça-se o papel decisivo da gestão do espaço. cada formando deverá estar apto a: • Saber usar a informação disponível para aumentar o conhecimento temático. aos problemas com que as sociedades modernas se vêem confrontadas. 2007 CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . A necessidade de abordagens integradas é ilustrada em quatro grandes áreas particularmente relevantes: água. TEMAS • O conceito de gestão ambiental sustentável • Gerir a necessidade de energia • Gerir a necessidade de mobilidade • A gestão da água com base na noção de ciclo • A gestão integrada de materiais e resíduos • A gestão sustentável das cidades e do espaço 4. O seu objectivo é dar resposta. a gestão ambiental tornou-se uma necessidade urgente. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo. Edições Sempre-em-pé. demonstra-se que uma estrutura de gestão compartimentada e o enfoque em soluções de fim de linha tornam a gestão ambiental ineficaz. e os desafios específicos da gestão ambiental em centros urbanos. energia. SABER MAIS • Herbert Girardet: “Criar Cidades Sustentáveis”.Desafio para o terceiro milénio. • Usar a sua capacidade em estabelecer relações de equivalência para outras áreas de aplicação. Edições Sempre-em-pé. • Ecossistema • Aterro sanitário • ETAR • Hidrosfera • Resíduos 5. Com base em exemplos concretos. mobilidade e resíduos. RESuMo Face ao agravamento dos problemas ambientais.SM5 Gerir a Interface entre o Homem e a Natureza 1. de imediato. 3.

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e embora se deva. A gestão da água. Atmosfera. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Por outro lado. desde a engenharia hidráulica até à química laboratorial. acabamos por criar outros problemas. • Reconhecer as vantagens de abordagens integradas na gestão ambiental. o CoNCEITo dE GESTÃo AMBIENTAl SuSTENTÁVEl: ABoRdAGENS INTEGRAdAS oBjECTIVoS No final desta ficha temática. É o que acontece com as Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR). que têm a função de retirar das águas residuais os materiais poluentes que elas transportam. em cada área. é certo que uma alteração tão profunda na economia e nas técnicas só será realizável a longo prazo. a complicada relação entre o Homem e a Natureza. A água que sai de uma ETAR em bom funcionamento tem certamente uma qualidade muito superior àquela que tinha Para estruturar o conhecimento. considera-se que o ecossistema é constituído por vários compartimentos: atmosfera (o ar). por um lado. 1 O Conceito de Gestão Ambiental Sustentável: Abordagens Integradas 5. A gestão ambiental é o conjunto de tarefas que é necessário realizar para resolver os problemas imediatos causados pelos impactes das actividades humanas nos diversos compartimentos ambientais. há tarefas muito urgentes que temos que realizar de imediato. ou seja os problemas são tecnicamente bem abordados. Por isso. PAlAVRA-CHAVE • Gestão ambiental • Compartimentos ambientais • Áreas de gestão ambiental • Abordagens de fim de linha GloSSÁRIo Ecossistema. O facto de a gestão ambiental estar dividida por áreas tem vantagens e desvantagens. mais ou menos correspondentes aos quatro compartimentos que compõem o ecossistema. exige conhecimentos muito profundos sobre inúmeras questões. o formando deverá estar apto a: • Integrar conhecimentos dos submódulos precedentes e transpô-los para a prática da gestão ambiental. Aterro sanitário. que o Homem tem que alterar os modelos dominantes de consumo e produção de forma a poder desenvolver-se em harmonia com os ecossistemas (submódulos 1 e 2). há uma grande especialização. A maior vantagem é que. por exemplo. desde já. Sabemos. começar a alterar hábitos e mentalidades. hidrosfera (a água) e biosfera (a vida). litosfera (o solo). No entanto. ETAR.FT13 . Durante muito tempo a gestão ambiental foi dividida por áreas. Litosfera Temos estudado. até agora.1. quando se gere a água como se ela fosse um compartimento fechado do ambiente. para impedir que os problemas ambientais se agravem ainda mais.

são levados (tal como as lamas das ETAR) para aterro sanitário. o que aliás se reflectia na forma como as instituições responsáveis pela gestão ambiental ainda até há bem pouco tempo estavam compartimentadas. em geral. Mas os progressos têm sido lentos. altamente contaminados. 2 quando ali entrou. o Instituto do Ambiente (IA) e o Instituto Nacional de Resíduos (INR) foram integrados na APA (Agência Portuguesa do Ambiente). ou seja. Ou seja. o solo e os seres vivos são os principais depósitos da poluição ambiental. desta vez da atmosfera para a litosfera. No entanto. A transferência de poluição de um compartimento para outro é uma grande desvantagem das abordagens compartimentadas. Por exemplo. em vez de se ir à origem do problema – os processos industriais em que essas emissões eram produzidas – só se actuou no fim da linha de produção.1: Os compartimentos ambientais estão interligados. quando a poluição atmosférica devido às emissões gasosas das fábricas se tornou um perigo para a saúde humana. Hoje reconhece-se a necessidade de encontrar soluções integradas que abordem o problema onde ele é criado. Mais uma vez. não podem ser geridos como se fossem compartimentos estanques. A outra grande desvantagem é que abordagens compartimentadas conduzem. que vai receber os resíduos). Através deste decreto-lei. só se começa a pensar no problema quando ele já não tem remédio. para reter os poluentes em filtros. Mas os filtros têm que ser regularmente substituídos por novos. e os velhos. Soluções de fim de linha e abordagens compartimentadas dominaram durante muito tempo toda a relação do Homem com a Natureza.O Conceito de Gestão Ambiental Sustentável: Abordagens Integradas FT13 . Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . Lda O mar. Figura 5. Fonte: CEIFA ambiente. o que acontece é que se transfere a poluição de um compartimento ambiental (neste caso a hidrosfera) para outro (o solo. o que aconteceu foi uma transferência de poluição. os materiais retirados da água ficam retidos na ETAR sob a forma de lamas altamente contaminadas que têm que ser levadas para aterros especiais. a soluções de fim de linha. Só com o Decreto-Lei 207/2006 é que a orgânica do Ministério do Ambiente foi alterada no sentido de alcançar uma maior integração na gestão ambiental. as empresas foram obrigadas a colocar filtros nas chaminés. Como só se pensou na poluição atmosférica.

• a água.FT13 . • os transportes. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . 3 O Conceito de Gestão Ambiental Sustentável: Abordagens Integradas Vamos a seguir estudar os desafios ambientais em algumas áreas particularmente relevantes: • a energia. • os resíduos.

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movimento dos corpos. • Indicar vantagens e desvantagens das fontes de energias renováveis.1. As fontes de energia não renováveis esgotam-se à medida que vão sendo utilizadas.). Ao longo da história foram desenvolvidos diversos processos de produção.FT13 . Na altura da desova. quedas de água. As principais fontes para produção da energia que utilizamos hoje podem ser divididas em dois grupos: as renováveis e as não renováveis (submódulo 1). com a descoberta do fogo. transporte e armazenamento de energia. trabalho. como é o caso da energia do sol. PAlAVRA-CHAVE • Energia • Fontes de energia renováveis • Fontes de energia não renováveis • Efeito de estufa GloSSÁRIo Combustíveis fósseis. A construção de barragens modifica o ecossistema e constitui uma barreira à migração das espécies aquáticas existentes no meio. as energias renováveis também podem provocar impactes negativos no ambiente. transformáveis umas nas outras. mares (ondas e marés) e calor contido no interior da Terra. electricidade. Porém. • Verificar que mesmo as fontes energias renováveis têm impactos no ambiente. Aterro sanitário A energia manifesta-se sob diversas formas (força. FoRMAS SuSTENTÁVEIS dE ENERGIA oBjECTIVoS No final desta ficha temática. que. por exemplo. Uma outra fonte de energia renovável é a biomassa. da energia hídrica. palha. Gases de efeito de estufa (GEE). vento. Ecossistema. luz). petróleo e seus derivados e gás natural).1. como é o caso. As barragens constituem um obstáculo à migração. lenha. Em Portugal esta espécie encontra-se em perigo. foi desde os primórdios da civilização utilizada pelo Homem para produzir calor (por exemplo. como é o caso dos combustíveis fósseis (carvão. calor. o formando deverá estar apto a: • Identificar e distinguir as duas principais fontes de energia. Biogás. No caso das fontes de energia renováveis a sua utilização não conduz ao seu esgotamento. que impede a chegada dos peixes às áreas de postura CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . 5 O Conceito de Gestão Ambiental Sustentável: Abordagens Integradas 5. etc. Incineradora . os salmões (Salmo salar) regressam dos mares e sobem os rios até à nascente para colocarem a sua postura (ovos).

Há 21 anos em Chernobyl. urânio). petróleo ou gás natural.3: Barragem de Miranda. esses recursos são transformados por via da combustão noutras formas de energia. como as suas disponibilidades são altamente limitadas. as necessidades energéticas da humanidade são fundamentalmente satisfeitas a partir dos chamados combustíveis fósseis. na Ucrânia. que conservam durante vários séculos a sua radioactividade. hoje em dia. Entrou em serviço em Dezembro de 1960. uma alternativa sustentável. de facto. também do ponto de vista económico. uma alternativa à energia proveniente de combustíveis não renováveis. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . como a eléctrica. concelho de Miranda do Douro e distrito de Bragança. esta forma de energia não é considerada eficiente.O Conceito de Gestão Ambiental Sustentável: Abordagens Integradas FT13 . Embora ela. As medidas de segurança que são necessárias para evitar fugas de radioactividade para o exterior do reactor. e também à impossibilidade de tratamento dos resíduos que são produzidos nas centrais atómicas. provocou alterações genéticas nos fetos de mulheres grávidas nessa altura. Por estes motivos. pois a sua utilização está associada a graves riscos (contaminação radioactiva do ambiente. Esta tecnologia é. tendo os bebés nascido com deficiências. e. pois emite menos CO2 do que as tradicionais centrais térmicas que trabalham com carvão. A grande quantidade de radiação libertada na explosão. os peixes Fonte: CEIFA ambiente. por isso. O problema destes recursos é que não só da sua combustão resultam subprodutos altamente tóxicos e poluentes. a mais problemática. aconteceu um grande acidente nuclear. Esses resíduos. perigo iminente para a saúde e vida). Em regra. hoje em dia. pelo que. O paredão da barragem constitui uma grande barreira física à migração de espécies aquáticas. Lda Actualmente. 6 Figura 5. estando previsto para breve o seu esgotamento. ou a mecânica. Uma outra fonte de energia são os combustíveis nucleares (por exemplo. e garantir um transporte e armazenamento relativamente seguros são muito dispendiosas. um balanço integrado mostra que os riscos que a energia atómica representa para o ambiente e a vida não compensam essa vantagem. a energia atómica não é. contribua menos para o efeito de estufa (submódulos 3 e 4). nomeadamente. do ponto de vista ambiental e económico. não é considerada. representam uma hipoteca muito pesada para as gerações futuras.

7 O Conceito de Gestão Ambiental Sustentável: Abordagens Integradas Figura 5. à inexistência de tecnologias e redes de distribuição disponíveis e. do ponto de vista dos GEE neutro.5: Os diferentes tipos de energias renováveis e não renováveis. As fontes de energia renováveis ainda são pouco utilizadas devido aos custos de instalação.FT13 .4: Reactor destruído e vítimas do acidente nuclear em Chernobyl. Energia Energias Renováveis Biomassa Éolica Geotérmica Hídrica Hidrogénio Oceanos Solar Figura 5. Lda Energias Não Renovaveis Petróleo Carvão Gás Natural Urânio CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Fonte: CEIFA ambiente. para obter energia. No entanto. em geral. o que origina dióxido de enxofre e óxidos de azoto. ao desconhecimento e falta de sensibilização para o assunto por parte dos consumidores e dos municípios. o balanço energético da biomassa é. A única excepção é a biomassa. A utilização da maior parte das energias renováveis não conduz à emissão de gases com efeito de estufa (GEE) (submódulos 3 e 4). como a biomassa resulta da fixação de CO2 nas plantas (submódulo 3). porque da sua combustão não resulta mais CO2 do que aquele que tinha sido fixado. uma vez que há queima de resíduos orgânicos. Fonte: SDC Chernobyl Energias renováveis As principais vantagens resultantes da utilização das energias renováveis consistem no facto de não serem poluentes e poderem ser exploradas localmente.

07. As diversas energias renováveis dispõem de um conjunto de características comuns. a proximidade entre o local de produção e consumo permite poupanças adicionais pois não é necessário uma rede para transportar a energia a longas distâncias. • Algumas das tecnologias de aproveitamento das energias renováveis apresentam uma grande flexibilidade na adição e substituição de unidades de geração de energia. o potencial de utilização das energias eólica e solar é grande e o seu uso é incentivado pelo Estado (por exemplo. 8 Por força de lei. • Contribuem para a diminuição da dependência energética da nossa sociedade em relação a fontes de energia importadas (combustíveis fosseis) e atenua a dependência energética relativamente aos países produtores de petróleo e gás natural. através da recente legislação sobre a eficiência energética dos edifícios. nomeadamente quando comparados com energias provenientes de combustíveis fósseis. nomeadamente: • Contrariamente às fontes de energia fósseis (carvão.O Conceito de Gestão Ambiental Sustentável: Abordagens Integradas FT13 . apresentam reduzidos efeitos negativos sobre o ambiente. • Podem ser produzidos em equipamentos eficientes. A floresta nacional representa. gás. de pequena dimensão. em particular. cerca de metade da energia eléctrica consumida pode ser de origem hídrica. • Regra geral. A medida inserese no Sistema de Certificação Energética e de Qualidade do Ar Interior que entrou em vigor no dia 01. vento. no próprio local onde são necessários. as energias renováveis tiveram sempre uma importância superior à média europeia. em anos normais. no início de 2009 todas as casas para venda ou arrendamento terão de possuir um certificado de eficiência energética. Saber mais: • http://web. os recursos que utilizam (sol. que prevêem. Em Portugal.) podem ser considerados inesgotáveis.pt Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . directamente ou através dos seus resíduos – biomassa – mais de 5 % dos combustíveis consumidos. a utilização do calor das centrais incineradoras de resíduos e do biogás dos aterros sanitários para a produção de electricidade.educom. petróleo). e já estão em curso os programas de aproveitamento energético dos resíduos urbanos. uma vez que.2007. etc. Estes recursos estão longe de estar completamente explorados.

burro). contactar com outras comunidades (nem sempre com fins pacíficos). procurar recursos. PAlAVRA-CHAVE • Mobilidade motorizada • Poluição • Inovação tecnológica • Transportes públicos • TIC • Soluções de partilha GloSSÁRIo Chuvas ácidas. Biodiesel. o formando deverá estar apto a: • Identificar os principais desafios que a mobilidade motorizada representa e apontar soluções. A mobilidade é uma necessidade básica das sociedades humanas. Desde sempre o Homem teve que se deslocar para se alimentar.6: Os Descobrimentos foram feitos com formas de mobilidade baseadas na força do vento e das correntes marítimas… Fonte: Internet A invenção da roda revolucionou as tecnologias de mobilidade. o vento (barco à vela)… Figura 5. a possibilidade de boiar à superfície da água (jangada. Desde muito cedo o Homem procurou aproveitar os recursos naturais disponíveis para satisfazer as suas necessidades de mobilidade: os animais (cavalo. mas só com a invenção da máquina a vapor se entra na era da mobilidade motorizada que hoje domina as nossas CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . 9 O Conceito de Gestão Ambiental Sustentável: Abordagens Integradas 5.1.2.FT13 . O desenvolvimento do comércio. FoRMAS SuSTENTÁVEIS dE MoBIlIdAdE oBjECTIVoS No final desta ficha temática. Ecossistema. das técnicas e das culturas seria impensável sem mobilidade. barco).

que funcionam com combustíveis menos poluentes. conseguindo-se diminuir as emissões de poluentes para a atmosfera. estas tecnologias alternativas têm ainda um peso muito pequeno no volume total de transportes. Lda Espera-se que uma nova tecnologia (células de combustível) venha a revolucionar o sector dos transportes nas próximas décadas. Cerca de 1/3 das emissões de dióxido de carbono (CO2) e uma grande percentagem de dióxido de enxofre (SO2) – que provoca as chuvas ácidas – são produzidas pela combustão de combustíveis fósseis nos meios de transporte. grandes superfícies são utilizadas na construção de infraestruturas que têm impactos importantes sobre os ecossistemas. A tecnologia tem evoluído no sentido de dotar os veículos com equipamentos mais eficientes. na Mesopotâmia. No entanto. hoje em dia. tenta-se criar as condições mínimas para que esta tecnologia se torne viável do ponto de vista comercial. Para assegurar a mobilidade. etc. vidas. ocupa uma grande área de terreno Fonte: CEIFA ambiente. Lda Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .8: Um posto de abastecimento de combustível. Trata-se de veículos movidos a hidrogénio. como estradas. 10 A roda foi provavelmente inventada na Ásia.O Conceito de Gestão Ambiental Sustentável: Abordagens Integradas FT13 . intensificam ainda mais o efeito de estufa e contribuem para as alterações climáticas (submódulo 4). há 6000 anos. especial atenção. Os transportes motorizados utilizam energias não renováveis (como a gasolina e o gasóleo) contribuindo assim. que apenas emitiriam vapor de água. e em grande escala. por esse facto. nomeadamente sobre o ambiente. pontes. Figura 5. como o biodiesel e o gás natural. A emissão de vários gases tóxicos e de partículas prejudicam a saúde humana. para o problema mundial das alterações climáticas. O ruído provocado pelo trânsito reduz a qualidade de vida das populações que vivem perto de ruas movimentadas. postos de abastecimento de combustível. parques de estacionamento. Figura 5. túneis. e merece. pois tem impactos negativos importantes. Actualmente. A mobilidade motorizada tornou-se uma necessidade básica das sociedades mais desenvolvidas. as pessoas têm necessidade de deslocações constantes a distâncias cada vez maiores e em cada vez menos tempo. Os produtos e serviços tendem a afastar-se dos locais de consumo.7: O excessivo tráfego de carros contribui de forma muito significativa para as alterações climáticas que se têm vindo a verificar a nível mundial Fonte: CEIFA ambiente.

8 % para o transporte ferroviário e 4 % para o transporte por vias interiores navegáveis. necessário ponderar as alternativas de mobilidade que existem. De facto se analisarmos todas as hipóteses que temos ao nosso dispor e avaliarmos todos os impactos inerentes a cada escolha. o automóvel individual é também o meio de transporte que provoca mais congestionamentos de trânsito. como mostra o seguinte exemplo de “car-sharing”: 5 pessoas vivem no mesmo lugar e trabalham numa cidade a 20 km de distância. e combinam que vão todos num dos carros. É. cada uma delas vai de carro para o trabalho. sendo um produto que tem por fim único promover a mobilidade. pois descobriram que afinal um carro partilhado chegava perfeitamente para satisfazer as necessidades de mobilidade dos 5. como mostram as estatísticas a nível europeu: o transporte rodoviário (maioritariamente viagens em veículo ligeiro) representa 79 % do transporte de passageiros. sozinha. em comparação com 6 % para o transporte ferroviário e 5 % para o transporte aéreo. todos os dias. Um grande desafio é a mobilidade de lazer. reduzem para 1/5 a quantidade de gasolina que gastavam! Ao fim de alguns meses. Car-sharing = Partilha de carros CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . etc. alternando os carros em cada dia da semana. ou seja. No entanto. resolvem vender 4 carros e utilizar só um dos carros. A procura de soluções mais sustentáveis para os problemas da mobilidade faz-se em várias vertentes: • Desenvolvimento de tecnologias menos poluentes. passando esta para os transportes públicos.) • Repensar o ordenamento do território de forma a aproximar a procura e a oferta de bens e serviços • Promover soluções de partilha. sem dúvida. Ironicamente. Cada vez mais pessoas utilizam o automóvel para fazer passeios nos tempos livres. não vai resolver os problemas que a mobilidade motorizada origina. Internet. Um dia resolvem partilhar o veículo. 11 O Conceito de Gestão Ambiental Sustentável: Abordagens Integradas Portanto. acaba por criar frequentemente imobilidade… Além disso continuamos a perder muitas vidas na estrada e muitas horas nas filas dos engarrafamentos de trânsito. estimando-se que seja responsável por um aumento de 6 % no consumo de combustíveis na UE. com vista a promover novas formas de mobilidade que dão prioridade aos transportes públicos. de bicicleta e de transportes públicos do que a passar horas O congestionamento em estradas e aeroportos agrava a poluição. É urgente uma alteração de mentalidades. mais uma vez se constata que a inovação tecnológica. em comparação com 41 % para o transporte marítimo de curta distância. por isso. Há. Mas não é só o trânsito individual que torna a mobilidade numa fonte de problemas. muitos motivos por que as pessoas se sentem obrigadas a usar carro. Assim. A camionagem é hoje responsável por 44 % das mercadorias transportadas na União Europeia (UE). Pouparam imenso dinheiro e descobriram que até tinham mais prazer em andar a pé. o automóvel individual é uma forma de mobilidade especialmente cara. a utilização do automóvel deixará de ser a primeira e preferencial opção. • Redução das necessidades de mobilidade através da promoção de tecnologias de informação e comunicação (TIC) que permitem o acesso a muitos serviços sem necessidade de deslocações (por exemplo telefone.FT13 .

pt • http://ecocar19. 12 nas filas de carros… Saber mais: • http://celulasdecombustivel.blog.pt Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .planetaclix.O Conceito de Gestão Ambiental Sustentável: Abordagens Integradas FT13 .

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5.1.3. A GESTÃo dA ÁGuA CoM BASE NA NoÇÃo dE CIClo
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Descrever medidas de gestão da água baseadas no conceito de ciclo; • Reconhecer as consequências de abordagens de fim de linha na gestão da água e as vantagens de abordagens integradas. PAlAVRA-CHAVE • Ciclo da água • Impermeabilização • Erosão • Desflorestação GloSSÁRIo Habitat; Biodiversidade; Lixiviados; ETAR; Aterro sanitário

A água constitui um recurso essencial à vida. A água doce utilizável é menos de 1% de toda a água do planeta. Há necessidade de uma crescente consciencialização da sociedade de que os recursos hídricos não são ilimitados e que portanto é necessário protegê-los e conservá-los.

Consumo de água: Portugal = 160 litros por habitante/dia; Sertão Brasileiro = 10 litros por habitante/dia

Figura 5.9: A quantidade de água disponível no planeta é diferente de local para local: abundância nuns lugares, escassez noutros Fonte: a) Internet b) CEIFA ambiente, Lda.

A utilização eficiente deste recurso é uma questão essencial à qual ninguém pode estar alheio. Tendo em mente os impactos da intervenção humana no ciclo da água, de forma a minimizá-los, é necessário gerir o uso da água com base na noção do ciclo. Isto significa que a gestão dos recursos hídricos deve ter em vista evitar perturbações no ciclo natural da água, como sejam:

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Um aumento da eficiência traduz-se numa redução de caudais captados e portanto, indirectamente, na preservação dos recursos hídricos disponíveis.

Uma das fontes de alteração do ciclo da água é a impermeabilização dos solos, em especial nas cidades. A precipitação não se consegue infiltrar no solo sendo “perdida” por escorrência (submódulo 3). Uma forma de gestão mais sustentável, seria utilizar, em vez de asfalto e cimento, superfícies menos impermeabilizantes que permitissem a infiltração de água no solo. O leito dos rios e as suas margens são por vezes excessivamente ocupados por construções ou por campos agrícolas. Além da perda de habitats especiais e da biodiversidade que ocorre nesses habitats, aumenta o risco de inundações e, consequentemente, de prejuízos económicos. Há que salvaguardar estas zonas porque a maioria são naturalmente áreas de cheias (vales) que fazem parte do leito dos rios.

Figura 5.10: Margem de um rio super povoado Fonte: Internet

A desflorestação também tem consequências no ciclo da água. As raízes da vegetação mantêm o solo compacto e uma vez cortadas, o solo fica exposto e desagregado. Com as águas de precipitação, partículas do solo são arrastadas e os seus nutrientes são lixiviados. O solo torna-se progressivamente mais pobre e alterado, o que provoca a erosão. Para evitar todos estes problemas relacionados com alterações do ciclo da água, é indispensável manter a cobertura vegetal, de preferência florestal. Sempre que essa desapareça deve ser reconstituída o mais rapidamente possível.

Figura 5.11: Nesta imagem observa-se a desflorestação da Amazónia e os terrenos desertos desflorestados. Estes terrenos estão mais sujeitos à erosão que os terrenos ocupados pela vegetação Fonte: www.greenpeace.org

A água que depois de utilizada (consumo humano, indústria, agricultura, pesca e actividades recreativas), é lançada nas massas de água naturais apresenta, em geral, má qualidade, podendo, em consequência, também degradar a qualidade dos meios de recepção. Já vimos que a solução tradicional é sujeitar as águas residuais a tratamento prévio numa ETAR, antes de serem lançadas no meio receptor. Isso seria uma solução de fim de linha, na qual a poluição seria simplesmente transferida para as lamas resi-

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duais da ETAR, que acabariam por ser depositadas em aterro sanitário. Uma solução integrada, pelo contrário, vai no sentido de evitar a contaminação das águas tanto nos usos domésticos, como nos processos industriais. Por exemplo, em casa devemos evitar lançar medicamentos, lixívias e outros produtos químicos nas sanitas, ou deitar óleos (alimentares ou de motor) na canalização. Nas empresas é necessário procurar tecnologias mais limpas. A gestão sustentável da água depende, em grande parte, do consumidor comum. Ou seja, cada um de nós pode e deve fazer a sua parte!

Saber mais: • www.inag.pt (Conselhos para poupar água e Plano Nacional da Água – Instituto da Água) • http://snirh.inag.pt (sobre o PEAASAR – plano estratégico de abastecimento e saneamento – Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos – Instituto da Água)

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As Relações entre o Homem e o Ambiente

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5.1.4. A GESTÃo INTEGRAdA dE MATERIAIS E RESíduoS
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Aplicar os princípios gerais de gestão ambiental à gestão dos materiais. PAlAVRA-CHAVE • Princípio da prevenção • Fecho de ciclos • Reciclagem • Boas práticas na gestão de resíduos GloSSÁRIo Limites ecológicos; Incineradora; Aterro sanitário

Como vimos nas secções precedentes, a gestão ambiental deve seguir abordagens integradas, para evitar que se limite a transferir poluições de um compartimento ambiental para outro. Para além da energia, dos transportes e da água, cuja gestão, como vimos, exige cuidados muito especiais, há uma outra área, não menos importante da interface entre o Homem e a Natureza, que requer muita atenção: trata-se da gestão de todos os materiais que retiramos da Natureza, modificamos, utilizamos e lhe devolvemos, por fim, em forma de resíduos.

Figura 5.12: Imagem de diferentes tipos de resíduos que são muitas vezes, infelizmente, deixados em terrenos descampados Fonte: CEIFA ambiente, Lda

A natureza gere os materiais de outra maneira, em grandes ciclos naturais (submódulo 3). Tudo o que é utilizado num processo natural, passa depois para outro processo, onde é alterado e, nessa nova forma, fica de novo disponível a outros processos naturais. A imagem do ciclo é, portanto, a característica principal da gestão que a natureza faz dos materiais. Aliás, antes de os modelos de produção e consumo de massa se terem estabelecido, muitas actividades humanas assemelhavam-se ao que se passava na natureza: nos ciclos naturais não há resíduos, tudo o que é produzido é aproveitado e reaproveitado para ser matéria-prima noutro processo. E assim agiam os nossos antepassados, evitando

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o desperdício e reaproveitando as sobras. Infelizmente, não é isso que acontece em muitos modelos de produção e consumo que hoje dominam a nossa forma de viver e as nossas relações com a Natureza. Os modelos de gestão mais frequentes têm a forma de uma linha, como se se partisse do pressuposto que haverá sempre matérias-primas disponíveis e que os resíduos poderão ser sempre depositados na natureza.

Figura 5.13: Representação esquemática de um “Sistema Linear” Fonte: CEIFA ambiente, Lda

Estes modelos estão condenados a sucumbir quando as matérias-primas rareiam ou os problemas resultantes dos resíduos se tornam incontroláveis. Situações de ruptura começaram a ocorrer em várias indústrias, quando se atingiram os limites ecológicos dos ecossistemas afectados (submódulo 1). Estes sinais de alarme multiplicaram-se nos últimos 100 anos e obrigaram cientistas, políticos e gestores a reflectir seriamente sobre como se devem gerir os materiais de forma sustentável. O segredo de uma gestão sustentável de materiais e resíduos é simples: temos que reduzir a quantidade de matéria-prima que retiramos da natureza e evitar produzir resíduos que não possam ser reaproveitados. Esta regra mestra leva-nos a pensar em termos de ciclo de vida de materiais e de produtos. A figura em baixo mostra como se pode gerir o ciclo de vida de um produto, de forma integrada, ou seja, pensando, antes de começarmos a produzi-lo, em todos os pormenores, desde a exploração das matérias-primas, a energia que se vai usar para o produzir e para o utilizar, até ao que vai acontecer quando ele chegar ao fim da sua vida útil.

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Figura 5.14: Representação esquemática do ciclo de vida ideal para um produto Fonte: CEIFA ambiente, Lda (Imagem adaptada de Kazazian, Thierry: “Haverá a idade das coisas leves”, São Paulo, 2005)

Até há bem pouco tempo, resolvia-se o problema dos resíduos com uma abordagem de “fim de linha”, ou seja, só se começava a pensar nos resíduos depois de eles terem sido produzidos. Apesar de se terem feitos muitos progressos nas últimas décadas no sentido de melhorar a gestão de materiais, ainda são produzidos muitos resíduos, em quase todas as actividades humanas, que causam graves problemas ambientais e poderiam ser evitados. Dentro de uma perspectiva de fim de linha foram construídos por todo o mundo milhares de aterros sanitários e incineradoras de resíduos que exigem muitos investimentos e tecnologias avançadas. Mas os aterros construídos há cerca de 15 anos em Portugal já estão a chegar ao fim da sua capacidade, e a possibilidade de se poder incinerar todos os resíduos é pouco viável, por motivos económicos, técnicos e até sociais, pois as pessoas se opõem à construção destas centrais na sua vizinhança. É necessário gerir os resíduos de forma integrada, pensando que os resíduos são, do ponto de vista ambiental, materiais que, numa certa fase do seu ciclo de vida, são rejeitados, porque deixaram de ter utilidade para o Homem. A gestão integrada de materiais e resíduos tem que ter em consideração todo o ciclo de vida dos materiais. O objectivo é reduzir ao máximo a parte que vai para soluções de fim de linha, e isso faz-se estabelecendo uma “ordem de prioridades” para a compra, a utilização e o tratamento de materiais: 1. Evitar usar materiais que podem ter efeitos nefastos na fase de produção ou de utilização, ou causam problemas quando se tornam resíduos (prevenção qualitativa); evi-

Estima-se que os 15 países membros da EU, produziram, em 2003: 182 milhões ton/ano de resíduos sólidos urbanos (RSU), 286 milhões ton/ano de resíduos de construção e demolição (RC&D), 338 milhões de ton/ano de resíduos industriais (RI) e 26 milhões de ton/ano de resíduos perigosos (RP).

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Técnicas eficientes são aquelas que produzem o mesmo com menos; ou seja, precisam de menos matérias-primas e energia e produzem a mesma quantidade de produtos com menos resíduos.

2. 3. 4.

tar desperdícios de materiais na fase de produção, utilizando as técnicas disponíveis mais eficientes (prevenção quantitativa); Reutilizar todos os materiais residuais dentro do mesmo processo (fábrica, obra de construção, produção agrícola) ou noutros processos; Reciclar todos os materiais residuais que não podem ser directamente reintegrados na produção ou no consumo e utilizar, sempre que possível, materiais reciclados; Levar para tratamento final (incineradora ou aterro sanitário) somente os resíduos para os quais não foi possível encontrar uma solução.

Conclusão: precisamos de muitas inovações técnicas que tornem os produtos mais leves, mais eficientes, mais duradouros e que, no seu fim de vida, possam ser reciclados, e não se tornarem simplesmente resíduos que têm que ser depositados ou incinerados.

Saber mais: • Manual Europeu de Gestão de Resíduos de Construção e Demolição, Volumes I e III, 2002-2004: Para download: www.ceifa-ambiente.net

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5.2. A GESTÃo SuSTENTÁVEl dAS CIdAdES E do ESPAÇo
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Reconhecer a importância do ordenamento do território; • Identificar relações de dependência entre a cidade e a sua periferia; • Nomear critérios de qualidade de vida urbana. PAlAVRA-CHAVE • Ordenamento do território • Densidade populacional • Periferia • Pegada ecológica GloSSÁRIo Desflorestação; Habitat; Biodiversidade; Fauna; Flora

Já reflectimos várias vezes sobre a importância que a ocupação do espaço pelo Homem tem sobre o ambiente. A desflorestação e a impermeabilização do solo têm efeitos sobre o ciclo da água e a sobrevivência das espécies, a destruição de habitats naturais ameaça a biodiversidade, a construção de barragens altera os cursos dos rios e tem implicações sobre a fauna, a flora, etc.. Com o aumento da densidade populacional, surge a necessidade de regulamentar a utilização do espaço pelo Homem. Hoje em dia, embora as pessoas possam ser proprietárias de terras, não lhes é permitido utilizar esses espaços como bem lhes apetece. E há boas razões para que assim seja. Se não houvesse regras, teríamos indústrias altamente poluentes ao lado de casas de habitação, aterros no meio de florestas, aeroportos ao lado das praias, centrais atómicas no meio das cidades e outras aberrações deste tipo. ordenamento do território é o nome que se dá a esta área da gestão ambiental que se dedica a gerir a localização das actividades humanas no espaço disponível. Trata-se de uma área transversal de gestão, que requer uma excelente base de informação geográfica, económica, social e ambiental, e que assume duas funções essenciais: 1. determinar o espaço que pode ser ocupado por actividades humanas, e qual o espaço que deverá ser reservado à Natureza; 2. como devem ser distribuídas as actividades humanas no espaço, de forma a se poderem articular de forma harmoniosa. A gestão do espaço em centros urbanos (cidades) representa um desafio particularmente complexo, não só pela densidade populacional que esses espaços abrigam, como pela

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diversidade de actividades que ali estão instaladas.

Figura 5.15: Para viver, a cidade precisa de mais do que aquilo que produz… Fonte: CEIFA ambiente, Lda

As necessidades de uma cidade não podem ser totalmente satisfeitas por aquilo que ali existe ou é produzido. De facto, os habitantes de uma cidade têm que se alimentar de produtos que, em grande parte, são produzidos em zonas rurais, por vezes noutros continentes. A água que as cidades consomem vem de aquíferos situados fora do seu perímetro, e as águas residuais que a cidade despeja no esgoto vão poluir linhas de água da periferia, as praias e os oceanos. As infra-estruturas para o tratamento de águas são situadas fora da cidade, e o mesmo acontece com as instalações de tratamento de resíduos. E a poluição atmosférica que as cidades produzem tem efeitos não só na cidade, como também a nível regional e global. A cidade ocupa, por isso, não só o espaço em que está construída, mas também muito espaço na periferia e de outros lugares. Diz-se, por isso, que a maior parte das cidades têm uma pegada ecológica muito elevada. As cidades têm uma responsabilidade muito grande em relação às suas periferias, tanto mais que os habitantes da cidade precisam de lugares com boa qualidade ambiental na proximidade para repouso e actividades de lazer. Por outro lado, uma cidade tem uma oferta de bens e serviços que serve, em geral, uma população muito maior do que aquela que ali vive. Assim, muitos postos de trabalho na cidade são ocupados por pessoas que vivem na periferia e se deslocam todos os dias para a cidade, dando origem aos famosos movimentos pendulares de trânsito: de manhã um grande fluxo de trânsito intensivo em direcção à cidade, e ao fim do dia o fluxo em direcção contrária.

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Figura 5.16: Existem zonas em Lisboa onde ainda circulam eléctricos, que constituem um óptimo meio de locomoção dentro da cidade e são pouco poluentes Fonte: CEIFA ambiente, Lda

A mobilidade (de mercadorias e de pessoas) é uma área prioritária da gestão urbana. Uma cidade bem gerida tem uma rede de transportes públicos que minimiza a poluição atmosférica, os níveis de ruído e o congestionamento das vias públicas. Em Lisboa foram feitos vários estudos sobre o consumo de água e de energia que mantêm a cidade viva. Quanto à água, o estudo chega à conclusão que “o combate às perdas, uma melhor gestão da procura, a reutilização de águas cinzentas e de águas residuais tratadas para usos não potáveis, são alguns dos desafios que devem ser abordados com urgência”. Em relação à energia as soluções passam por “uma maior eficiência energética pelo lado da procura, a redução da dependência de combustíveis fosseis, a maior descentralização da produção de energia, o aumento do contributo de energias renováveis para o balanço energético local - oferecendo a Lisboa também uma expressão de geradora de energia final em vez de apenas consumidora”.

Figura 5.17: Estes acumuladores de calor que se podem colocar nos telhados das casas, aproveitam a energia solar (fonte de energia renovável) para aquecer a água da casa Fonte: CEIFA ambiente, Lda

Saber mais: • www.cidadessustentaveis.info • www.lisboaenova.org

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Actividades/Avaliação

5.3. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo
1. Para se estudar o ambiente de forma estruturada, é habitual distinguir vários compartimentos ambientais. Indique os seus nomes. Escolha dois desses compartimentos e descreva um fenómeno natural que demonstre como eles estão interligados. O que é uma gestão ambiental compartimentada e qual é a grande desvantagem ambiental a ela associada? Descreva o problema através do exemplo da gestão dos recursos hídricos. Descreva as vantagens ambientais provenientes da utilização das energias renováveis. Em que medida é que as TIC podem contribuir para uma redução do trânsito? Existe uma “ordem de prioridades” que facilita a gestão integrada de materiais e resíduos. Nomeie correctamente essa ordem de prioridades, começando pela mais amiga do ambiente e acabando nas soluções de fim de linha. A noção de ciclo tem uma importância muito grande na gestão ambiental. Dê dois exemplos que mostrem a vantagem da sua aplicação.

2.

3.

4. 5.

6.

Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 9.4) .Se não conseguir resolver esta actividade, reveja o submódulo 5. Gerir a Interface entre o Homem e a Natureza. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte.

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6. Legislação Ambiental

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Legislação Ambiental

1.

RESuMo Este submódulo começa por descrever a evolução dos princípios sobre os quais se baseia a política e o direito ambientais, e a importância desses princípios para a gestão ambiental. Caracteriza, em seguida, os três níveis a que o direito ambiental é criado: internacional, comunitário e nacional. Dado o ênfase crescente de abordagens baseadas no princípio da prevenção, torna-se evidente que o futuro aponta para uma legislação comunitária e nacional que aposta na responsabilidade ambiental do produtor. Esta evolução requer uma postura pró-activa por parte dos empresários.

2.

oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo, cada formando deverá estar apto a: • Conhecer os princípios gerais que orientam a política ambiental, o direito ambiental e, em consequência, a gestão ambiental; • Compreender que o direito ambiental tem fontes internacionais, comunitárias e nacionais e descrever as relações entre direito comunitário e nacional; • Saber usar a informação disponível para aumentar o seu conhecimento sobre as diferentes áreas do direito do ambiente.

3.

TEMAS • Princípios gerais da política ambiental • O direito do Ambiente • A legislação internacional • Legislação da União Europeia • Legislação nacional

4.

GloSSÁRIo • Clorofluorocarbonetos (CFC); • Estratosfera • Chuvas ácidas; • Ecossistema • Aterro sanitário • ETAR

5.

SABER MAIS • Direito do Ambiente, Fernando dos Reis Condesso, Livraria Almedina, Coimbra, 2001. • www.diramb.gov.pt (Legislação) • http://europa.eu (site oficial da União Europeia)

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Princípios Gerais da Política Ambiental

6.1. PRINCíPIoS GERAIS dA PolíTICA AMBIENTAl
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Diferenciar os princípios que orientam a política e o direito ambientais. PAlAVRA-CHAVE • Princípio da prevenção • Princípio do poluidor-pagador (PPP) • Princípio da precaução • Gestão ambiental GloSSÁRIo Clorofluorocarbonetos (CFC); Estratosfera

A necessidade de gerir as relações entre o Homem e a Natureza levou à criação de uma série de regras que devem ser respeitadas para evitar que as actividades humanas continuem a ter efeitos negativos sobre o ambiente. Estas regras variam, dependendo do tipo de actividade a que dizem respeito, e são fruto da política ambiental que um Estado ou uma comunidade de Estados decide implementar. As regras definidas pela política ambiental são as linhas orientadoras da gestão ambiental. Uma parte dessas regras tem carácter vinculativo, e constitui a “legislação ambiental”. Mas a política ambiental ainda pode utilizar outros instrumentos, para além da lei, para implementar os seus objectivos, como por exemplo, campanhas de sensibilização. Para entender melhor os objectivos da política ambiental é importante conhecer alguns princípios básicos que a orientam e que determinam o tipo de instrumentos que ela utiliza. Durante muito tempo valia a regra “todos sujam e o Estado limpa”. Ainda hoje muita gente deita os seus resíduos para a via pública, a pensar que a Câmara Municipal é que tem o dever de limpar tudo. É certo que as câmaras têm que o fazer, mas essa tarefa custa dinheiro, e é, portanto, feita à custa da sociedade em geral. É com os impostos pagos por todos os cidadãos que o Estado tem que reparar o dano que alguns provocam.

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Princípios Gerais da Política Ambiental

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Figura 6.1: Durante muito tempo valia a regra “todos sujam e o Estado limpa”. Fonte: Internet

Mas hoje já são poucas as pessoas que actuam de forma tão irresponsável, talvez porque desde há muitos anos a gestão ambiental se guia pelo princípio poluidor-pagador (PPP). Este princípio diz simplesmente: “quem suja, tem que limpar, ou então paga pelos danos causados!”. É com base neste princípio que o Estado: • obriga as empresas a respeitarem uma série de regras em relação à água, aos resíduos, ao ruído e às emissões; • cobra taxas sobre os resíduos e as águas residuais ; • aplica multas aos que poluem o ambiente; • pode punir os que não respeitam as regras de protecção ambiental, em casos graves inclusivamente com pena de prisão. No entanto, e apesar de o PPP ser um princípio muito eficaz, quando o Estado faz uma boa vigilância, nem sempre é possível identificar os poluidores. Por exemplo, todos nós emitimos emissões de dióxido de carbono (CO2) para a atmosfera: como avaliar o contributo que cada um dá para a alteração climática? Há também imensas fontes de poluição que sujam um rio, mas como identificar a contribuição de cada um? Nestes casos o PPP não pode ser correctamente aplicado. Além disso, há danos irreversíveis e irreparáveis, e há bens que não têm preço (por exemplo, a biodiversidade). Também nestes casos o PPP não é aplicável. De facto, só há uma forma correcta de agir quando corremos o risco de, com uma actividade, causar danos irreversíveis ou irreparáveis ao ambiente: evitar os danos. É o que diz o princípio da prevenção: “é melhor prevenir do que remediar”. Este princípio, que na prática se aplica em conjunto com o PPP, afirma que os poluidores devem ser responsabilizados se não tomarem as medidas necessárias para evitar danos. Portanto, não se trata aqui de reparar um dano, mas sim de fazer tudo para que esse dano não ocorra. Por exemplo: os resíduos são um problema? Pois bem, o que o princípio da prevenção diz é que o melhor é evitar produzir resíduos. As emissões de CO2 estão a alterar o clima? Pois bem, reduzamos o nosso consumo de energia, diz o princípio da prevenção.

Se uma espécie em risco de extinção acabasse por desaparecer devido à acção de um indivíduo, não haveria dinheiro no mundo que pudesse reparar esse dano que é irreversível (a espécie nunca mais voltará a existir) e irreparável (pois não é possível calcular, e muito menos pagar, os custos ambientais que poderão advir dessa perda).

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Princípios Gerais da Política Ambiental

Figura 6.2: É melhor evitar o incêndio florestal do que remediar… Fonte: Internet

Há ainda um terceiro princípio que vale a pena mencionar: é o princípio da precaução. Este princípio parte da observação de que há muita incerteza quanto aos danos que uma actividade pode causar ao ambiente. Por exemplo, quando os clorofluorocarbonetos (CFC) apareceram, foram considerados o melhor produto que a química jamais tinha produzido: eram substâncias sem cheiro, não tóxicas, não inflamáveis, e podiam ser usadas em inúmeras aplicações, como gás de expansão para os aerossóis e as espumas, e como gás de compressão para aparelhos de refrigeração. Frigoríficos, aparelhos de ar condicionado, sprays e colchões de espuma são exemplos de produtos que integram substâncias com estas características. Só muitos anos depois é que se descobriu o buraco de ozono e só após vários anos de investigação foi mais tarde reconhecido o impacto negativo que os CFC tinham na estratosfera. Os CFC foram banidos a nível mundial, a sua produção e venda é proibida. Hoje utilizamse substâncias com propriedades similares mas menos risco para a camada de ozono. No entanto, ainda durante muitos anos vamos ter emissões de CFC, que estão integrados em frigoríficos e aparelhos de ar condicionado mais antigos, se não forem cuidadosamente retirados desses aparelhos no fim da sua vida útil. Portanto, coisas que nós hoje pensamos que são perfeitamente inofensivas, podem ter efeitos negativos que só se tornam visíveis a longo prazo. O princípio da precaução diz que temos que admitir que tudo o que fazemos pode representar um risco, ou seja, devemos ser cautelosos, observar cuidadosamente os efeitos que possam surgir, não adoptar tecnologias ou substâncias cujos efeitos ainda estão mal estudados sem tomar todas as medidas de precaução possíveis. Por exemplo, os organismos geneticamente modificados (OGM) podem ser uma bênção (por exemplo, na cura de doenças como as diabetes) ou uma tragédia para o planeta (por exemplo, se esses organismos se expandirem à custa de outras espécies). Neste caso, como em muitos outros, temos que agir de acordo com o princípio da precaução.

Só agora, após 200 anos de utilização intensiva de combustíveis fósseis, se sabe que as emissões de CO2 vão ter efeitos dramáticos sobre o clima da Terra.

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6.2. o dIREITo do AMBIENTE
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Relacionar os princípios gerais descritos na ficha precedente com a evolução da política o direito do ambiente. PAlAVRA-CHAVE • Desempenho ambiental • Política ambiental • Direito do ambiente GloSSÁRIo Chuvas ácidas; Ecossistema

O fim da década dos anos sessenta é o marco do surgimento das Políticas e do Direito do Ambiente. Acidentes industriais como os que ocorreram no Love Canal, nos EUA, poluição de um curso de água, Hooker Chemical Company, rotura de um depósito de resíduos em Michigan, EUA, as chuvas ácidas, com efeitos sobre as florestas nos países da Europa Central - eis alguns dos exemplos de desastres que precederam o surgimento de políticas e normas.

Figura 6.3: “Love Canal: área do Estado de Nova Iorque (E.U.A.) que teve que ser evacuada em 1977 devido à grave poluição química do seu subsolo” Fonte: www.wikipedia.org

Assim se desenvolve, em especial a partir de meados do século passado, o direito do ambiente que reflecte a preocupação generalizada com os crescentes problemas ambientais

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que ameaçam a saúde humana e os ecossistemas. O direito ambiental não é só o direito emanado pelas autoridades nacionais. Há diversas fontes de direito que têm implicações directas ou indirectas sobre as empresas e os cidadãos: o direito internacional, o direito comunitário e o direito nacional. Mas, independente da fonte legislativa, o direito do ambiente é uma área muito dinâmica do direito, pois está profundamente ligada ao progresso científico e técnico. À medida que a ciência vai ganhando conhecimentos sobre os mecanismos que regem os ciclos naturais, as interdependências que caracterizam os ecossistemas e os efeitos das tecnologias sobre o ambiente, também o direito do ambiente se vai desenvolvendo, com o fim de gerir cada vez melhor as relações entre o Homem e a Natureza. A evolução da política ambiental e do direito ambiental, em especial, pode ser resumida em três fases: • 1ª fase (até fins dos anos 60): centrada sobre aspectos pontuais, visava especialmente a protecção da vida e saúde humanas (regulamento de substâncias perigosas) • 2ª fase (a partir dos anos 70): a política ambiental reconhece, cada vez mais, a necessidade de proteger o ambiente; o direito ambiental passa a regular os processos de produção e de “eliminação” através de soluções de fim de linha que visam: • A retenção das emissões das instalações industriais • A imposição de requisitos técnicos para as instalações de tratamento de resíduos sólidos e líquidos • 3ª fase: rumo a uma política integrada, voltada para a prevenção dos problemas globais e locais É fácil reconhecer que estas três fases acompanham a evolução dos princípios de gestão, de que já falámos na ficha precedente. As duas primeiras fases acima descritas são caracterizadas por leis e regulamentos muito detalhados, que procuravam controlar todas as actividades e processos de produção; quem não cumprisse a lei era punido (de acordo com o princípio poluidor-pagador – PPP). Com esta abordagem, o direito ambiental acabou por criar muita burocracia, pois era preciso pedir licenças para muitas actividades, o que tornava todo o sistema pouco flexível e não incentivava a inovação; por outro lado, a eficácia das normas de protecção ambiental dependia muito da capacidade de controlo por parte do Estado e, como o Estado não podia estar em todo o lado, acabava por haver muitas áreas que não eram regulamentadas e representavam riscos importantes.

Embora frequentemente utilizada - mesmo em documentos legais - a palavra “eliminação” no contexto ambiental não faz sentido, pois todos sabemos, pelo menos desde Lavoisier (séc. XVIII) que na natureza “nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”…

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Figura 6.4: O Estado não pode estar em todo o lado e controlar tudo… Fonte: CEIFA ambiente, Lda

Em breve se percebeu que era preciso alterar a política ambiental e, para além do PPP, utilizar outros mecanismos para obrigar os poluidores a pensarem seriamente em como evitar problemas ambientais. É certo que há áreas que representam um risco para a saúde humana e o ambiente tão elevado que têm que ser regulamentadas através de proibições muito rigorosas e bem controladas. Portanto, a entrada do princípio da prevenção no direito ambiental não excluiu, de forma alguma, a possibilidade de o Estado intervir com leis muito rígidas quando está em causa a segurança e o bem-estar dos cidadãos. Mas, para além de decretar restrições e proibições, o Estado começou a aplicar com mais frequência o princípio da prevenção, que, em certos casos, pode ser muito mais eficaz do que uma legislação baseada em proibições e punições. Este princípio, como sabemos, exige uma alteração das mentalidades, e transfere para os empresários a responsabilidade de prevenir quaisquer danos que os seus processos ou produtos possam provocar. Assim, o direito do ambiente começou a realçar, cada vez mais, o papel de uma postura pro-activa por parte dos empresários, ou seja, não devem esperar que o Estado regule e castigue, devem, eles próprios, tomar a iniciativa de promover o seu desempenho ambiental. Nesse sentido, hoje o Estado impõe metas que têm que ser atingidas, e deixa à responsabilidade dos empresários a escolha da melhor forma de as atingir. É o que acontece, por exemplo, com as embalagens: o Estado impõe determinadas quotas de recolha e reciclagem e a Sociedade Ponto Verde S.A. (que é uma entidade privada, sem fins lucrativos, constituída em Novembro de 1996, com a missão de promover a recolha selectiva, a retoma e a reciclagem de resíduos de embalagens, a nível nacional) instalou os ecopontos que todos conhecemos.
Hoje em dia, cada vez mais, as pessoas dão prioridade a produtos amigos do ambiente. Desta forma, as empresas que se preocupam com o ambiente podem ser mais competitivas que as que não têm qualquer tipo de preocupação.

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Figura 6.5: Os ecopontos, cada vez mais comuns, são os locais onde devemos colocar o lixo que separamos em casa. Fonte: CEIFA ambiente, Lda

Saber mais: • www.ipv.pt

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6.2.1. o dIREITo INTERNACIoNAl
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Reconhecer a função do direito internacional e explicar as limitações a que a sua implementação está sujeita; • Mencionar os temas que são regulados pelas convenções ambientais em vigor. PAlAVRA-CHAVE • Instituições internacionais • Tratados internacionais • Convenções internacionais GloSSÁRIo Alterações climáticas; Resíduos

Como já vimos, o direito ambiental pode ser deliberado a vários níveis. O carácter global dos impactes ambientais e os efeitos das pressões do modelo produtivo e de consumo de massa das sociedades modernas sobre o equilíbrio ecológico da Terra obrigam, não só ao surgimento de políticas e regulamentos dentro de cada Estado, mas também de acordos e convenções entre os Estados, visando a protecção do ambiente e do equilíbrio ecológico dos vários compartimentos ambientais – água, ar, conservação da natureza, alterações climáticas, resíduos, etc. O direito internacional é promovido por instituições internacionais, como por exemplo, a Organização das Nações Unidas (ONU).

Figura 6.6: Logótipo da Organização das Nações Unidas. Fonte: www.un.org

A função do direito internacional é a aplicação dos princípios da prevenção e do princípio poluidor-pagador (PPP) com o fim de regulamentar o problema da responsabilidade em casos de poluição que afectam mais do que um país, ou seja, quando o país causador do

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dano deve ser responsabilizado por efeitos causados noutro país. O direito internacional é, por isso, quase sempre o resultado de negociações muito difíceis e morosas entre os vários países. No entanto, não se pode prescindir, hoje em dia, de regras internacionais para o ambiente, pois muitos problemas não podem ser eficazmente abordados a nível nacional, como é o caso, por exemplo, das alterações climáticas. Não faria sentido, por exemplo, que só um país fizesse esforços para reduzir as emissões de dióxido de carbono (CO2), pois, por maior que fosse o seu contributo, a nível global os resultados seriam provavelmente pouco eficazes para proteger o clima da Terra. Por isso, é importante que haja acordos internacionais que estabelecem o contributo que cada país deve dar para a realização dos objectivos comuns. Os acordos internacionais sofrem de uma fraqueza em relação às leis nacionais e comunitárias: é mais difícil assegurar o seu cumprimento. Se um cidadão desrespeita uma lei, é multado, mas se um país não cumpre o que se propôs fazer, em regra não há sanções suficientemente fortes que o obriguem a cumprir o acordado. De qualquer forma, os tratados na área do ambiente prevêem mecanismos de informação, reuniões periódicas e órgãos administrativos que, na prática, acabam por exercer uma pressão importante para que os compromissos sejam cumpridos. Além disso, os Estados que não cumprem os tratados internacionais sofrem pressões, por vezes muito fortes por parte dos outros países. É que acontece actualmente com o Protocolo de Quioto que ainda não foi ratificado pelos Estados Unidos da América (EUA), pelo que o governo americano tem sido fortemente criticado pelos outros países. Há, além disso, diferentes tipos de tratados internacionais, mais ou menos abrangentes, com ou sem compromissos objectivos, associados ou não a um calendário de metas a atingir. Há acordos que funcionam apenas como carta de intenção. É o caso, por exemplo da Declaração do Rio, assinada durante a Conferência das Nações Unidas sobre Ambiente e Desenvolvimento, no Rio de Janeiro. Estas cartas de intenção contêm, normalmente, compromissos políticos genéricos ou dizem, por exemplo, que os países devem “fazer esforços no sentido de”. No entanto, elas têm o mérito de formarem plataformas de princípios sobre os quais tratados mais vinculativos podem depois ser deliberados. É o que fica ilustrado na seguinte lista das convenções internacionais sobre temas ambientais, até hoje ratificadas a nível global. Foi sobretudo a partir das Cimeiras de Estocolmo (1972) e do Rio de Janeiro (1992) que o direito internacional do ambiente se desenvolveu com mais intensidade: • Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Flora e da Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (CITES), ratificada em 1975; • Convenção de Viena para Protecção da Camada de Ozono, ratificada em 1989, e Protocolo de Montreal sobre Substâncias que Destroem a Camada de Ozono, ratificado em 1987; • Convenção da Basileia sobre o Controle de Movimentos Transfronteiriços de Resíduos Perigosos e seu Depósito, ratificada em 1992;

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• • • •

Convenção sobre Áreas Húmidas de Importância Internacional, especialmente como Habitat de Aves Aquáticas (Convenção de Ramsar), ratificada em 1993; Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), ratificada em 1994; Convenção de Combate à Desertificação, ratificada em 1997. Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, ratificada em 1994, e Protocolo de Quioto, ratificado em 2002;

Observa-se uma nítida intensificação das actividades legislativas a nível internacional nas últimas décadas.

Figura 6.7: A luta contra a desertificação é um grande desafio do séc. XXI. Fonte: www.greenpeace.org

É importante também mencionar que um acordo internacional não é válido, necessariamente, para todo o mundo. Um acordo é um compromisso mútuo entre um determinado número de países. As metas do Protocolo de Montreal (1987) foram aceites por 175 países. Já o acordo sobre os rios transfronteiriços ibéricos (Convenção de Albufeira, 1998) diz apenas respeito a Portugal e Espanha.

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6.2.2. lEGISlAÇÃo dA uNIÃo EuRoPEIA
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Reconhecer o papel da legislação comunitária na área do ambiente; • Caracterizar o tipo de documentos que formam o direito comunitário; • Explicar as vantagens económicas do direito ambiental comunitário. PAlAVRA-CHAVE • Direito comunitário • Conselho da UE • Estados Membros • Regulamentos • Directivas • Decisões e Recomendações • Governação ambiental • Postura pró-activa

O objectivo central da União Europeia (UE) é atingir a uniformização das bases políticas e administrativas dos seus 27 Estados Membros. Para atingir este objectivo, a legislação comunitária baseia-se no acordo entre os Estados Membros de que, em certas áreas do direito, o direito comunitário tem prioridade sobre o direito nacional, ou seja, nessas áreas o direito comunitário é um ordenamento jurídico independente que prevalece sobre as ordens jurídicas nacionais.

Figura 6.8: Bandeira da Europa, símbolo não só da União Europeia, mas também da unidade e da identidade da Europa. Fonte: http://europa.eu

Mas, tirando algumas excepções, o direito nacional é normalmente o que ainda domina. Em especial, o direito comunitário nunca se pode sobrepor à Constituição de qualquer Estado Membro. Mas também a legislação sobre a educação, a medicina, o trabalho, a segurança social, etc. continuam a ser, em grande parte, uma competência dos Estados Membros. Actualmente discute-se a possibilidade de haver uma convenção europeia que permita uma maior transferência de competências dos Estados Membros para a UE.

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Foi em 1986 que Portugal se juntou à União Europeia.

Figura 6.9: Mapa da União Europeia, com os países membros de amarelo. Fonte: http://pt.wikipedia.org

Neste contexto, o direito do ambiente apresenta um estatuto especial. Os Estados Membros reconhecem que há vantagens económicas em haver níveis de desempenho ambiental similares em todos os países. De facto, restrições ambientais podem tornar alguns produtos e serviços mais caros, como é o caso, por exemplo, da obrigatoriedade de os automóveis terem um catalizador para reter as emissões poluentes. Se houvesse países em que esta obrigação não existisse para os produtores, o preço dos automóveis ali produzidos poderia ser mais baixo, o que iria penalizar os produtores dos países com melhor desempenho ambiental. Por isso, os Estados Membros acordaram que era necessário tentar harmonizar, tanto quanto possível, as legislações ambientais em toda a Europa, o que, na prática, resulta numa transferência de competências legislativas dos Estados Membros para a União Europeia. Na área do ambiente, o Conselho da União Europeia (que representa todos os países membros) tem a capacidade de definir, em cada caso concreto, como devem ser distribuídas as competências legislativas, ou seja, define se a legislação referente a um tema específico deve ser decidida a nível comunitário ou nacional. De acordo com essa decisão, para o caso específico em questão, o Conselho pode adoptar diversos tipos de documentos: • Regulamentos, que são directamente aplicáveis e obrigatórios em todos os Estados-Membros sem que seja necessária qualquer legislação de aplicação; nestes casos a legislação comunitária tem prioridade sobre a legislação nacional. • directivas, que vinculam os Estados Membros quanto aos objectivos a alcançar

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num determinado prazo, deixando, no entanto, às instâncias nacionais a competência quanto à forma e aos meios a utilizar. As Directivas têm de ser transpostas para o direito interno de cada país de acordo com os seus procedimentos específicos; neste caso, portanto, há uma distribuição de competências: os objectivos são estipulados a nível comunitário, mas os Estados Membros adoptam a legislação necessária para atingir esses objectivos a nível nacional. decisões, que são vinculativas na sua integralidade para os seus destinatários. Assim, as Decisões não requerem legislação de transposição nacional. No entanto, as Decisões só regulam questões muito específicas e podem ser dirigidas a um ou a todos os Estados-Membros, bem como a empresas e pessoas singulares; Recomendações e pareceres, que não são vinculativos.

Na área do ambiente a legislação da UE é maioritariamente composta por Directivas que exigem uma transposição para o direito nacional. Por isso, na maioria dos países, a legislação ambiental em vigor é, em grande parte, simplesmente devida à transposição do direito comunitário para direito nacional.

Saber mais: • http://europa.eu • www.valorcar.pt

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FT16 . • Nomear os principais documentos legislativos que estão em vigor. das mais avançadas. d) Promover o aproveitamento racional dos recursos naturais. PAlAVRA-CHAVE • Constituição Portuguesa • Lei de Bases do Ambiente • Legislação Ambiental Europeia GloSSÁRIo Aterro sanitário. no quadro do desenvolvimento sustentável: • • Todos têm direito a um ambiente de vida humano. lEGISlAÇÃo NACIoNAl oBjECTIVoS No final desta ficha temática. ainda hoje. 13 O Direito do Ambiente 6. referente ao “Ambiente e Qualidade de Vida” estabelece o direito de todos os cidadãos ao ambiente. 3. o formando deverá estar apto a: • Reconhecer o carácter constitucional do direito ao ambiente em Portugal. e) Promover (…) a qualidade ambiental das povoações e da vida urbana (…). ETAR A criação do direito ao ambiente como um direito social merecedor de ser reconhecido no catálogo constitucional só se afirmou na década de 1970. por meio de organismos próprios e com o envolvimento e a participação dos cidadãos: a) Prevenir e controlar a poluição e os seus efeitos e as formas prejudiciais de erosão. de modo a garantir a conservação da natureza (…). assumindo aí a Constituição da República Portuguesa de 1976 uma posição pioneira e.3. sadio e ecologicamente equilibrado e o dever de o defender. O artigo 66º da Constituição Portuguesa. Para assegurar o direito ao ambiente. Promover a integração de objectivos ambientais nas várias políticas de âmbito sectorial. 1. bem como classificar e proteger paisagens e sítios. Promover a educação ambiental e o respeito pelos valores do ambiente. incumbe ao Estado. 2. Assegurar que a política fiscal compatibilize desenvolvimento com protecção do ambiente (…) CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . c) Criar e desenvolver reservas e parques naturais e de recreio. b) Ordenar e promover o ordenamento do território (…). salvaguardando a sua capacidade de renovação e a estabilidade ecológica (…).2. no quadro de um desenvolvimento sustentável.

que “a política de ambiente tem por fim optimizar e garantir a continuidade de utilização dos recursos naturais. Em especial. a eficiência energética (Decreto-Lei 78/2006. paisagem protegida e monumento natural. 14 A Lei de Bases do Ambiente (Lei n. A legislação ambiental europeia tem ajudado os Estados Membros menos desenvolvidos a evoluir e a promover o seu desempenho ambiental em muitos domínios. os Estados Membros. há já vários anos. Portugal foi um dos países que mais beneficiou desta política. têm vindo a adoptar um novo estilo de governação ambiental que visa promover uma postura mais pró-activa por parte dos empresários.º 613/76 de 27 de Julho). qualitativa e quantitativamente. Fonte: CEIFA ambiente. como pressuposto básico de um desenvolvimento auto-sustentado”. reserva natural. pela UE. reservas ecológicas. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .O Direito do Ambiente FT16 . Para além da Lei de Bases do Ambiente. a UE tem generosamente financiado a construção de infra-estruturas para a protecção ambiental (aterros sanitários. em cumprimento do disposto nos artigos 9º e 66º da Constituição Portuguesa”. de 11 de Agosto). Como já foi dito anteriormente.º 11/87) define “as bases da política de ambiente. o reforço dos princípios da prevenção e da precaução tem sido liderado. parque natural. Lei n. o ordenamento do território (Lei nº 48/98. Figura 6. etc.) e a implementação de medidas de conservação da natureza (parques nacionais. Para lhes facilitar a implementação da legislação comunitária.).ICNB) É também por influência da UE que Portugal tem acompanhado a evolução dos princípios gerais que regem a política e o direito ambientais. de 4 de Abril).º 58/2005. Diz ainda. ETAR. Sob a sua influência. a protecção da natureza (Decreto-Lei n. Lda. etc. ainda é muito visível a compartimentação do ambiente na nossa legislação (submódulo 5).10: Mapa com a representação de todas as áreas com estatuto de conservação de Portugal: parque nacional. de 29 de Dezembro). há uma variada gama de leis e decretos-leis que regulam os aspectos específicos do ambiente em Portugal: os resíduos (Decreto-Lei n. a água (Lei da água.º 178/2006 de 5 de Setembro). (com dados do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade .

Figura 6.) depositados num descampado.pt (Lei de Bases do Ambiente) CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . como já vimos.11: Fotografia de resíduos de vários equipamentos electrónicos (frigoríficos. e o Estado limita-se a controlar se as metas são cumpridas.gov. mas deixam à responsabilidade dos empresários a escolha da melhor forma de as atingir. É o que acontece com a legislação sobre as embalagens. ou seja. No entanto. Saber mais: • www. também em Portugal cada vez mais leis ambientais definem simplesmente as metas que têm que ser atingidas. e a reciclar uma grande parte dos materiais que utilizaram na produção dos seus produtos. o importante é entendermos que a legislação ambiental deve ter por objectivo principal a preservação do património natural (submódulo 2) e a redução dos efeitos negativos das actividades humanas sobre o ambiente (submódulos 3 e 4). Mas a lei não diz como é que os produtores devem assegurar a recolha dos produtos em fim de vida. etc.FT16 . e os veículos em fim de vida – todas elas resultantes da transposição de Directivas europeias.gov. se os produtos são efectivamente recuperados e os materiais reciclados. os resíduos de equipamentos eléctricos e electrónicos (REEE). infelizmente. Os produtores destes produtos são obrigados a recuperar os seus produtos no fim da sua vida útil.diramb. Como cidadãos devemos estar atentos e alertar para as situações que pareçam contradizer os verdadeiros objectivos do direito do ambiente. 15 O Direito do Ambiente Nesse sentido. Lda Embora uma parte da legislação seja muito complicada e exija muita burocracia. nem sempre tem os efeitos que seriam de desejar.diramb. Fonte: CEIFA ambiente.pt (Artigos 9º e 66º da Constituição Portuguesa) • www. máquinas de lavar roupa. também é verdade que a legislação ambiental é o fruto de muitas pressões políticas e económicas e por isso.

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3. Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 9. 2. Quais são as vantagens económicas do direito ambiental da União Europeia? Nomeia os principais documentos que regulam a gestão ambiental em Portugal a) De forma geral b) Problemas relacionados com a água c) Problemas relacionados com os resíduos 3. nem todas as regras ambientais em vigor foram emitidas a nível nacional. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. 5. se for descoberto. Estuda o seguinte exemplo: Um empresário tem a possibilidade de despejar as suas águas residuais num pequeno ribeiro. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. reveja o submódulo 6. Que instituições têm competência para promover a legislação ambiental a nível internacional e a nível da Comunidade Europeia? A legislação europeia é constituída por diferentes tipos de documentos. 4. Há princípios guias da política ambiental. c) analisa o seu processo de produção para encontrar forma de diminuir a carga poluente dos seus efluentes. b) constrói uma pequena ETAR que despolui as águas residuais antes do despejo.Se não conseguir resolver esta actividade. Ele tem várias alternativas: a) faz o despejo e sujeita-se a pagar uma multa. e livra-se da multa. Explique a diferença entre um Regulamento e uma Directiva.4) . Ordene cada uma das alternativas a um princípio de gestão e justifique.AV6 Actividades/Avaliação 6. Embora a aplicação do direito ambiental seja uma competência do Estado. Legislação Ambiental. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . que se reflectem no direito ambiental e também na gestão ambiental.

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7. Sistemas de Gestão Ambiental

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Sistemas de Gestão Ambiental

1.

RESuMo Este submódulo dedica-se ao problema da gestão ambiental. Começa por mostrar que há vários tipos de Sistemas de Gestão Ambiental (SGA), nomeadamente os SGA baseados na conformidade legal, SGA baseados em sistemas de fim de linha e os SGA baseados em boas práticas ambientais. Partindo do reconhecimento dos efeitos ambientais negativos de sistemas de gestão compartimentados e orientados para soluções de fim de linha, é evidenciada a necessidade de infra-estruturas ambientais de fim de linha, essenciais para evitar a contaminação do ar, da água e do solo. Para uma gestão ambiental sustentável é, no entanto, indispensável ir mais longe, e apostar na eco-eficiência de processos e produtos, evitando, contudo, cair na ratoeira que ela pode representar. Finalmente, é realçado o papel que as boas práticas de gestão ambiental na construção e na eco-arquitectura podem e devem representar no futuro do Sector da Construção.

2.

oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo, cada formando deverá estar apto a: • Perceber os problemas relacionados com os sistemas de gestão ambiental (SGA) das empresas fazendo a distinção entre boas e más práticas de gestão; • Conhecer argumentos a favor de uma postura pró-activa na indústria; • Conhecer as boas práticas na construção e arquitectura, identificando com exemplos concretos.

3.

TEMAS • SGA baseados na conformidade legal • SGA baseados em “Boas Práticas” • Aposta na eco-eficiência e os limites da sua aplicação • Boas Práticas no Sector da Construção • A construção sustentável • A eco-arquitectura

4.

GloSSÁRIo • ETA • Eutrofização • Metais pesados • Energias renováveis e não renováveis

5.

SABER MAIS • www.ceifa-ambiente.net • www.diramb.gov.pt • www.netresiduos.com

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SGA Baseados na Conformidade Legal

7.1. SGA BASEAdoS NA CoNFoRMIdAdE lEGAl
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Reconhecer e justificar as limitações de SGA baseados na conformidade legal. PAlAVRA-CHAVE • Desempenho ambiental • SGA • Conformidade legal • Actuação reactiva • Soluções de fim de linha • Compartimentos ambientais • Poluição atmosférica • Aquíferos • Solo GloSSÁRIo ETA; Aquíferos; ETAR; Aterro sanitário; Biosfera

Cada instituição, empresa ou empreendimento tem um sistema de gestão ambiental (SGA), ou seja, um conjunto de regras internas através das quais implementa os seus princípios de gestão. A análise de um SGA permite avaliar o desempenho ambiental da instituição ou empresa em questão. Empresas com um bom desempenho ambiental procuram fazer uma boa gestão dos seus materiais e resíduos, promover a eficiência energética, reduzir o uso da água, etc. O desempenho ambiental de uma empresa é o seu nível de preocupação ambiental e pode ser avaliado na forma como gere a sua interface com o ambiente (produção de resíduos, ruídos e emissões, uso de energia e água, etc.). O conceito de desempenho ambiental é, no entanto, muito elástico, pois pode ser interpretado de várias formas, dependendo da importância que se dá aos princípios de gestão que acabàmos de estudar nas secções precedentes.

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SGA Baseados na Conformidade Legal

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Figura 7.1: É muito importante que cada empresa tenha um SGA adequado aos impactos que causa na natureza. Fonte: ClipArt

A gestão ambiental que se faz na maioria das empresas visa simplesmente implementar os requisitos legais, ou seja, os seus SGA não foram instalados com o objectivo de melhorar o desempenho ambiental da empresa, mas sim o de estar em conformidade com o direito do ambiente. Esta atitude levanta alguns problemas que, à luz do que aprendemos nos submódulos precedentes, podem ser aqui brevemente enumerados: • Como a legislação ambiental ainda está organizada de forma compartimentada, empresas que utilizam SGA baseados na conformidade ambiental, em geral não utilizam uma abordagem integrada, que seria a mais indicada do ponto de vista ambiental e económico (como vimos no submódulo 5); • Uma gestão compartimentada favorece, como também vimos no submódulo 5, soluções de fim de linha que, em vez de resolver os problemas, os transferem de um compartimento ambiental para outro. • Uma empresa com um SGA baseado simplesmente na conformidade legal actua de forma reactiva (ou seja, limita-se a reagir à lei); por isso, por vezes é apanhada de surpresa quando a legislação é subitamente alterada ou o Estado define novas regras; uma postura pró-activa seria mais adequada, evitaria problemas deste tipo e poderia, além disso, promover inovações com benefícios do ponto de vista económico e ambiental. A utilização de SGA baseados na conformidade legal visa essencialmente combater, a curto prazo, a poluição causada nos diversos compartimentos ambientais: • Ar: as emissões gasosas da indústria e do trânsito motorizado são a principal causa da poluição atmosférica que conduz à má qualidade do ar que afecta zonas com grandes concentrações de indústrias e centros urbanos. Como veremos na ficha seguinte, o problema da qualidade do ar foi tratado, durante muito tempo, através da instalação de filtros nas chaminés das fábricas, que é, nitidamente, uma solução de fim de linha, pois os filtros usados, que contêm concentrações muito elevadas de poluentes, têm que ir para tratamento em incineradoras de resíduos ou para aterros especiais. No primeiro caso, temos depois que tratar as emissões e as cinzas da incineradora, no

Na maioria das vezes, os valores de poluentes definidos pela lei, estão acima dos limites ecológicos.

Graves problemas de saúde estão associados à inspiração de substâncias tóxicas (asma, bronquites, vários tipos de cancros).

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segundo depositamos esses equipamentos poluídos no solo… • Água: para além das emissões gasosas, uma grande parte das indústrias produzem efluentes líquidos altamente contaminados. Estes efluentes foram durante muito tempo simplesmente conduzidos para linhas de água ou para o mar (uma prática que, infelizmente, ainda é muito vulgar encontrar em Portugal). As consequências destas más práticas são desastrosas para a biosfera que vive em meios aquáticos e para a saúde humana. Muitos recursos são investidos em estações de tratamento de água (ETA) para dar às águas disponíveis nos aquíferos a qualidade mínima de água potável. Desde há algumas décadas tenta-se evitar que os efluentes líquidos da indústria e o esgoto doméstico sejam conduzidos para os meios aquáticos sem serem previamente tratados numa ETAR. As lamas das ETAR, tal como os filtros usados vão depois para aterro…

As lamas das ETAR são, geralmente, ricas em metais pesados.

Figura 7.2: Todas as águas utilizadas pelo Homem, com ou sem tratamento, acabam por voltar ao meio natural, podendo ou não causar poluição. Fonte: ClipArt

Solo: O solo é o receptor final de todas as poluições que são emitidas para o ambiente. Mais dia, menos dia, as substâncias poluentes contidas nos filtros e nas lamas das ETA e ETAR vão um dia acabar também no solo. Além disso, todos os resíduos sólidos produzidos na indústria ou nos centros urbanos são incinerados ou depositados em aterro sanitário e, num caso ou noutro, vão também acabar por ir para o solo.

Resumindo: empresas com SGA baseados na conformidade legal não evitam as poluições e requerem que cada vez mais recursos sejam investidos em tecnologias de fim de linha que não resolvem o problema, mas evitam a poluição incontrolada do ar e da água. A curto prazo, estas tecnologias reduzem os riscos para a biosfera, em especial a saúde humana. No entanto, a longo prazo não impedem que a concentração de poluentes nos aterros aumente, e o risco de poluição do solo e da água persista.

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7.1.1. oS FIlTRoS dE EMISSÕES
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Reconhecer não só as necessidades de tecnologias de protecção da qualidade do ar baseadas em filtros de emissões gasosas, como também indicar as grandes desvantagens. PAlAVRA-CHAVE • Smog • Ozono na atmosfera • Qualidade do ar GloSSÁRIo Reacções fotoquímicas; Estratosfera; Troposfera

A partir de meados do século XVIII, com a Revolução Industrial, a poluição ambiental – e, em especial, a poluição atmosférica – aumentou consideravelmente e de modo descontrolado. A queima de carvão (que era o combustível mais utilizado) lançava na atmosfera das cidades industriais europeias toneladas de poluentes. Com o desenvolvimento da indústria, o Homem passou a conviver com o ar poluído e outros prejuízos resultantes do progresso técnico. Actualmente, quase todas as grandes cidades do mundo sofrem os efeitos nocivos da poluição do ar. Cidades como Pequim, Xangai, São Paulo, Tóquio, Nova Iorque e Cidade do México estão na lista das mais poluídas do mundo. O efeito mais conhecido da poluição atmosférica em cidades é o “smog”. Mas o que é o Smog? A expressão “smog” vem da junção de “smoke” (fumo) e “fog” (nevoeiro). É um fenómeno que ocorre quando se verificam elevadas concentrações de poluentes, na presença de elevadas temperaturas ou inversões térmicas e ausência de vento. Os primeiros sintomas de alarme devidos ao smog tornaram-se perceptíveis já durante a Revolução Industrial, no séc. XVIII, sobretudo na Grã-Bretanha.

É, sobretudo nos dias quentes de Verão, que se consegue observar o fenómeno “smog”: no horizonte vê-se um nevoeiro castanho que indica a presença de poeiras e gases tóxicos…

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Figura 7.3: Fotografia exemplificativa do smog que costuma existir nas cidades do mundo mais poluídas. Neste caso trata-se da cidade de Quebec, no Canadá. Fonte: Internet

O smog é a uma concentração de vários poluentes na atmosfera, em especial óxidos de enxofre. Um outro elemento que contribui para o smog é o azoto. Devido a reacções fotoquímicas, os óxidos de azoto que são libertos pelos escapes de automóveis decompõemse e, em presença do oxigénio, transformam-se em ozono. Este, por sua vez, combina-se com os hidrocarbonetos (também dos escapes dos automóveis) para produzir uma nuvem gasosa castanho-amarelada da qual fazem parte numerosos compostos químicos. O ozono, apesar da sua utilidade na estratosfera (submódulo 4), é um gás bastante tóxico para os seres humanos quando misturado no ar que respiramos nas camadas baixas da atmosfera (troposfera). O smog reduz grandemente a visibilidade e tem um efeito cancerígeno, para além de irritar o sistema respiratório. Em 1952, este fenómeno, que se manteve durante 4 dias na cidade de Londres, foi responsável por cerca de 4000 mortos. Qualidade do ar A gestão da qualidade do ar exige que se definam limites de concentração dos poluentes na atmosfera, limites de emissão dos mesmos, bem como a intervenção do Estado no processo de licenciamento, na criação de estruturas de controlo da poluição em áreas especiais e apoios na implementação de tecnologias menos poluentes. Mas o primeiro passo passa pela obrigação das indústrias que emitem gases poluentes para a atmosfera os reterem e a maneira mais fácil de o fazer é através de um aumento da altura das chaminés. Trata-se de uma solução de fim de linha que, para além das desvantagens que já conhecemos deste tipo de abordagens, não é eficaz, pois a chaminé de uma central termoeléctrica, por exemplo, mesmo com 300 metros de altura, não protege senão o ambiente na sua proximidade. Os fumos poluentes propagam-se, por centenas de quilómetros e acabam por descer até ao nível do solo.

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Figura 7.4: Os fumos das grandes chaminés na maioria das vezes vão prejudicar as populações mais afastadas das chaminés, devido aos ventos que os arrastam para longe. Todas as chaminés devem ter um filtro para diminuir a quantidade dos poluentes lançados na atmosfera. Fonte: CEIFA ambiente, Lda

Assim, passou a ser obrigatório o uso de filtros de emissão nas chaminés de fábricas e incineradoras, de forma a evitar a emissão de partículas e gases tóxicos para a atmosfera. Mesmo nos automóveis, nomeadamente nos automóveis a diesel, também são usados filtros. Porém, o problema não fica resolvido por aqui. Estes filtros apenas retêm os compostos tóxicos, mas não os eliminam. Os filtros têm que ser, periodicamente, limpos ou substituídos. Posteriormente, é necessário dar um tratamento adequado aos filtros usados, sendo a maioria depositada em aterros. Com este tipo de abordagem de fim de linha, o problema não fica resolvido, a poluição apenas está a ser transferida de um meio (ar) para outro meio (solo). legislação A preservação de uma boa qualidade do ar ambiente tem sido uma preocupação prioritária nos trabalhos da União Europeia (UE) desde o início dos anos 80. Com base na experiência adquirida ao longo das últimas duas décadas, a UE tem vindo a formular e a aperfeiçoar nova regulamentação, destinada a avaliar e a combater a poluição atmosférica. Assim os limites das concentrações de poluentes emitidos para a atmosfera encontram-se legislados. Toda a indústria é obrigada a manter níveis aceitáveis e legais de emissões para a atmosfera. O Decreto-Lei 78/2004 estabelece o regime legal de protecção e controlo das emissões poluentes para a atmosférica, fixando os princípios, objectivos e instrumentos apropriados à garantia da protecção do recurso natural ar. Apresenta, também, as medidas, procedimentos e obrigações dos operadores das instalações abrangidas por este diploma, com vista a evitar ou a reduzir a poluição atmosférica.
Existem, ainda, muitos outros diplomas legislativos referentes ao ar, fixando limites de diversos poluentes. (www.diramb.gov.pt)

Saber mais: • www.diramb.gov.pt

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7.1.2. AS ETAR
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Reconhecer não só a necessidade de unidades de tratamento de água (ETA e ETAR), como também indicar as suas desvantagens. PAlAVRA-CHAVE • Recursos hídricos • ETAR • ETA • Tratamento de águas residuais • Água potável • Saneamento básico GloSSÁRIo Lixiviados; Eutrofização; Metais pesados

A degradação dos recursos hídricos em Portugal tem ainda como causa principal o lançamento de efluentes domésticos e industriais nos cursos de água doce, muitas vezes sem qualquer tratamento e poluição das águas pode também ser provocada pelos lixiviados resultantes de fertilizantes agrícolas, em quantidade tão elevadas que o corpo de água não os pode absorver naturalmente.

Figura 7.5: O lançamento de esgotos nos cursos de água é uma das grandes causas da poluição aquática. Fonte: Ana Henriques

A contaminação das águas superficiais e subterrâneas por descargas de efluentes domésticos não é justificável, não só por questões de ética ambiental, mas também porque há tecnologias disponíveis para o tratamento destas águas. A tecnologia actualmente mais usada é o tratamento físico, químico e/ou biológico destas águas em Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR). ETAR Embora uma ETAR seja uma solução de fim de linha, tal como os filtros das chaminés, o

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certo é que estas tecnologias são indispensáveis. A ETAR é, hoje em dia, sem dúvida, o destino mais adequado para as águas residuais, pois em causa está a saúde pública e a preservação dos recursos hídricos. As ETAR têm como objectivo o tratamento final das águas residuais produzidas pelas populações, permitindo uma possível reutilização destas, através de um processo longo e faseado. Entende-se por águas residuais, as águas abastecidas às populações, após terem sido utilizadas para os mais variados fins domésticos e/ou industriais. É de notar que as águas abastecidas à população através da rede pública são previamente tratadas. Este processo faz-se em estações de tratamento de água (ETA). Portanto, para a manter a qualidade da água, há sempre dois processos: um para tornar a água potável, e, depois desta ter sido utilizada, um para tornar a água residual menos nociva para o ambiente.

Figura 7.6: Fotografia aérea de uma ETAR. Fonte: Internet

A escolha de um sistema de tratamento é determinada por vários factores: características quantitativas e qualitativas das águas residuais, localização da ETAR e os objectivos de qualidade que se pretendem – imposição do grau de tratamento. Tratamento de águas residuais: • Tratamento preliminar (físico): conjunto de processos para remoção de sólidos grossos. • Tratamento primário (físico-químico): remoção de partículas insolúveis na água. Pode incluir pré-arejamento das águas residuais. • Tratamento secundário (químico ou biológico): remoção da matéria orgânica da água. • Tratamento terciário: remoção de nutrientes, como o fósforo e o azoto, e de microrganismos patogénicos. O tratamento terciário torna-se indispensável para evitar a eutrofização do meio receptor. No tratamento terciário as águas residuais sofrem um tratamento de desinfecção e redução de nutrientes, mas este tratamento raramente é feito em Portugal, pois actualmente

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os recursos disponíveis ainda são canalizados, na sua quase totalidade, para superar as carências de tratamento a níveis mais básicos. Mas aquilo que, no contexto do saneamento básico em Portugal, ainda aparece como um “luxo” pode hipotecar muito o nosso futuro, pois a eutrofização crescente dos meios aquáticos é um problema grave que torna o tratamento das águas em ETA cada vez mais difícil e caro. Actualmente, também começam a surgir ETAR com tratamento de cheiros. Apesar de ser um investimento caro, é essencial quando as ETAR se encontram próximo de populações, de forma a evitar o fenómeno NIMBY. Como produto final do tratamento das águas residuais temos as lamas. Estas, dependendo do seu teor em metais pesados, matéria orgânica e nutrientes, podem ser usadas para a agricultura. Caso excedam os limites previstos na lei, terão que ter outro destino, que poderá ser aterros ou incineração. legislação A Directiva 91/271/CEE (Tratamento das Águas Residuais Urbanas) tem como objectivo principal proteger o ambiente dos efeitos nefastos das descargas de águas residuais. Para atingir esse objectivo, a Directiva estabelece a obrigatoriedade de dotar os aglomerados populacionais, consoante a respectiva carga (expressa em equivalentes de população) e a natureza do meio receptor, com sistemas colectores e de tratamento.
NIMBY: Not in My BackYard (à letra: no meu quintal das traseiras, não!) é a designação que se dá à oposição das populações a instalações de tratamento de resíduos ou ETAR na sua vizinhança.

Figura 7.7: A água que despejamos nos cursos de água deve ser a mais limpa possível. Fonte: ClipArt

A transposição desta Directiva para o direito nacional deu origem ao Decreto-Lei 152/97, de 15 de Julho que é relativo à recolha, tratamento e descarga de águas residuais urbanas e ao tratamento e descarga de águas residuais de determinados sectores industriais. O Decreto-Lei 236/98, de 1 de Agosto, estabelece as normas, critérios e objectivos de

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qualidade com a finalidade de proteger o meio aquático e melhorar a qualidade das águas em função dos seus principais usos. Existem outros decretos-lei referentes a captações de água, limites máximos de diferentes poluentes, entre os quais metais pesados e detergentes, e concentrações de poluentes em descargas de águas residuais de diferentes sectores industriais. Saber mais: • www.diramb.gov.pt • www.naturlink.pt • www.smasalmada.pt

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7.1.3. AS INCINERAdoRAS dE RESíduoS
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Descrever as vantagens e desvantagens relacionadas com a incineração de resíduos. PAlAVRA-CHAVE • Resíduos combustíveis • Poder calorífico • Redução de volume • Produtos finais da incineração • Co-incineração • Escórias GloSSÁRIo Resíduos; Incineradora

Para alguns historiadores, o problema dos resíduos começou quando o Homem deixou de ser nómada para passar a ser sedentário. Nesta passagem, os resíduos e as pessoas passaram a concentrar-se no mesmo espaço, e a necessidade de os gerir tornou-se evidente pelos problemas de cheiros e riscos para a saúde humana. No século XIX surgiu a primeira incineradora, conhecido na época por “crematório” ou “destruidor”. Foi desenvolvida em 1874, na Inglaterra, tendo esta tecnologia sido exportada para Nova York em 1885. No entanto, apesar da grande expansão que houve de incineradoras, os custos elevados (devido à necessidade de adicionar carvão), os maus cheiros e poluição, levaram ao encerramento de muitas unidades deste tipo. A incineração tem tido vários “altos e baixos” ao longo dos tempos, tendo sempre suscitado muita polémica. É “adorada” por uns e “odiada” por outros!

Figura 7.8: Fotografia de uma incineradora. Fonte: Internet

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A contaminação das águas superficiais e subterrâneas por descargas de efluentes domésticos não é justificável, não só por questões de ética ambiental, mas também porque há tecnologias disponíveis para o tratamento destas águas. A tecnologia actualmente mais usada é o tratamento físico, químico e/ou biológico destas águas em Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR). Afinal o que é a incineração? A incineração é um processo no qual os resíduos são destruídos por via térmica, hoje em dia geralmente com recuperação de energia – a que se chama “co-incineração”. O processo de incineração permite a redução do volume de resíduos através da combustão, com temperaturas da ordem dos 1100 ºC. Este tipo de sistema só tem utilidade para eliminar resíduos combustíveis, não apresentando vantagens para outros materiais como vidros e metais. Por outro lado, a incineração da matéria orgânica não é interessante sob o ponto de vista energético, uma vez que este material, devido ao seu elevado teor em água, possui um baixo poder calorífico. A incineração tem sido sobretudo adoptada nas zonas de grande produção de resíduos por permitir uma redução do volume inicial até cerca de 90%. Do processo de incineração de resíduos sólidos urbanos (RSU) resultam os seguintes produtos finais: energia calorífica que é transformada em energia eléctrica, vapor, águas residuais, gases, cinzas e escórias. O efluente originado pelo arrefecimento das escórias e pela lavagem dos gases, de acordo com a legislação da União Europeia, é considerado um resíduo perigoso, pelo que terá de sofrer um tratamento adequado. Os gases resultantes da incineração têm de sofrer um tratamento posterior, uma vez que na sua composição se incluem diversas substâncias tóxicas. Os processos de depuração de gases vão recolher as cinzas resultantes, também incluídas na categoria dos resíduos perigosos, pelo que necessitam de um tratamento complementar e são levadas a aterro. Os gases após passagem pelos diversos processos de limpeza são emitidos para a atmosfera através de uma chaminé com uma altura adequada de forma a que os poluentes que subsistirem nesses gases, quando cheguem ao solo tenham uma concentração suficientemente diminuta para não afectar a saúde pública ou o ambiente.

A Central de Tratamento de RSU, da Valorsul, recebe perto de 2000 toneladas de resíduos e produz energia suficiente para alimentar uma cidade de 150 mil habitantes.

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Figura 7.9: Qual será o destino destes resíduos? Fonte: CEIFA ambiente, Lda

Sintetizando, a incineração dos RSU é um sistema de redução do volume. Produz efluentes gasosos, líquidos e sólidos altamente contaminados. Para os gases, as chaminés de incineradoras têm que ter uma altura mínima para assegurar que os poluentes se misturem com o ar, diminuindo as concentrações tóxicas. Além disso, as chaminés têm estar apetrechadas de filtros especiais. É necessário garantir o armazenamento permanente dos resíduos resultantes, dado muitos deles serem tóxicos e representarem riscos graves para a saúde pública e para o ambiente. A incineração permite o aproveitamento da energia, mas não a reciclagem dos materiais representando, por isso, uma perda no ciclo da renovação dos recursos naturais, ou seja, é uma solução de fim de linha pouco sustentável. A incineração não substitui os aterros, mas permite reduzir significativamente o volume de resíduos destinados a deposição em aterro. É uma solução que exige a existência de aterros especiais para receber resíduos perigosos. No quadro seguinte estão descritas as vantagens e desvantagens da incineração.
INCINERAÇÃo Vantagens • • • • Sistema mais eficiente em termos de redução do volume dos resíduos. Área necessária mínima comparativamente com outros sistemas. Máxima recuperação do conteúdo energético dos resíduos – Co-incineração. Grande número de categoria de resíduos admissíveis. • • • • • desvantagens É o sistema mais caro de todos. Os efeitos das emissões tóxicas são os mais preocupantes. Os efeitos na saúde ainda não estão perfeitamente estudados. Problemas no tratamento das cinzas e escórias. Dificuldade de implementação destas instalações devido à oposição por parte das populações (NIMBY). Necessidade de mão-de-obra altamente especializada.

Legislação Relativamente à legislação, o Decreto-Lei 85/2005, de 28 de Abril, estabelece o regime legal a que fica sujeita a incineração e a co-incineração de resíduos, com o objectivo de prevenir ou, tanto quanto possível, reduzir ao mínimo os seus efeitos negativos no ambiente.

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A co-incineração é a possibilidade de incinerar determinados resíduos com alto valor calorífico juntamente com outros combustíveis. Esta solução, que levanta muita polémica, é especialmente interessante para certas indústrias que precisam de grande quantidade de energia térmica, como por exemplo as cimenteiras. Utilizando resíduos, estas indústrias podem poupar muito dinheiro em combustíveis. Segundo a lei, a co-incineração está sujeita a um rigoroso controlo tanto em relação aos resíduos que podem ser queimados em processos industriais, como também das emissões que resultam desse processo. O decreto-lei acima indicado abrange todas as instalações de incineração e co-incineração de resíduos localizadas no território nacional. Saber mais: • www.diramb.gov.pt • www.netresiduos.com (CIR, Centro de Informação de Resíduos) • www.valorsul.pt

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7.1.4. oS ATERRoS
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Reconhecer a necessidade de aterros, vantagens e desvantagens ; • Explicar as vantagens de uma gestão integrada de materiais e resíduos. PAlAVRA-CHAVE • Aterros sanitários • Lixeiras • Vazadouros • Confinamento • Gestão integrada de materiais e resíduos • Prevenção/Redução na fonte GloSSÁRIo Lixiviados; Resíduos

Os aterros sanitários apareceram depois das primeiras incineradoras. Foram desenvolvidos em Inglaterra, em 1920, com base em preocupações de saúde pública da época. Eram construídos em terras secas e os resíduos depositados em células tapadas periodicamente com terra. Antes (e em Portugal até há bem pouco tempo), a deposição dos resíduos era feita em “lixeiras a céu aberto” ou vazadouros, que originavam maus cheiros e problemas de saúde pública. Em alguns países menos desenvolvidos este panorama ainda se verifica. Apesar de ser uma solução melhor que as lixeiras, a deposição em aterro de grandes quantidades de resíduos representa não só uma perda irreversível de recursos, como é também uma fonte de grandes riscos ambientais. Apesar da Terra ser um sistema aberto em termos energéticos (porque tem sempre a energia solar à sua disposição), é um sistema fechado em termos de matéria. Ao depositar os resíduos em aterros, perde-se uma quantidade significativa de recursos que só muito dificilmente poderão ser recuperados. o que é um aterro? Um aterro sanitário é “uma instalação de eliminação para a deposição de resíduos acima ou abaixo da superfície natural” (DL 152/2002), em que “os resíduos são lançados ordenadamente e cobertos com terra ou material similar, existe controlo sistemático dos lixiviados e dos gases produzidos, bem como, monitorização do impacto ambiental durante a operação e após o seu encerramento.” (PERSU). Um aterro sanitário é uma das modalidades de confinamento (outra palavra para “destino

PERSU: Plano Estratégico de Resíduos Sólidos Urbanos

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final”) prevista no PERSU sendo uma grande evolução em relação às lixeiras e vazadouros em termos de controlo de impactos ambientais.

Figura 7.10: Imagem exemplificativa de um aterro. Fonte: CEIFA ambiente, Lda

Em Portugal, a construção de aterros pode ser um problema, uma vez que como é um país pequeno tem pouco espaço adequado para este tipo de infra-estruturas.

Gestão de RSu num Aterro Sanitário Idealmente, no aterro sanitário “só se confina o que não puder ser aproveitado de nenhum modo conhecido” (PERSU), ou seja, só se remete para destino final o que não puder ser reutilizado ou reciclado. Este condicionante justifica-se não só devido à escassez de recursos em termos de matérias-primas, mas também em termos de espaço disponível para instalar aterros. No quadro seguinte estão descritas as vantagens e desvantagens dos aterros sanitários:
ATERRo SANITÁRIo Vantagens • • • • É o sistema mais económico de todos São admissíveis todos os tipos de resíduos não tóxicos. As emissões para o ambiente, se devidamente controladas, menores que as dos outros sistemas. Potencialidade de aproveitamento do biogás. • • • • • desvantagens Necessidade de grandes áreas. A massa dos resíduos não é reduzida (há apenas uma compactação dos resíduos) Biodegradabilidade é muito lenta. Recuperação de materiais e energia é baixa. Riscos de contaminação das águas subterrâneas e superficiais por ruptura das telas impermeabilizadoras do fundo e taludes. Libertação de gases do grupo do “Efeito de Estufa”, como o CO2 e CH4. Localizações potenciais limitadas pelas condições hidrogeológicas e geográficas. Requerem um grande período de monitorização e manutenção após selagem. Necessidade de tratamento das águas lixiviantes (ETAR). Grande oposição pública à sua implementação.

• • • • •

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Selagem do aterro Após a exploração do aterro, ou seja, quando é atingida a cota de enchimento máxima, procede-se à sua selagem (encerramento). A cobertura final de terra que se coloca no aterro permite que se proceda a um arranjo paisagístico da zona afectada. O verdadeiro destino final de todos os materiais que utilizamos é o aterro. Vamos continuar a precisar de aterros, mas podemos reduzir significativamente a quantidade de resíduos que não podem ter outro destino. Para isso, a gestão integrada de materiais e resíduos, de que falámos no submódulo 5, permite evoluir para sistemas baseados na Prevenção/ Redução na fonte que conduzem a uma diminuição crescente das fracções a levar a aterro. legislação Como já foi referido, até muito recentemente, a gestão dos resíduos urbanos em Portugal resumia-se à simples recolha e deposição dos resíduos em lixeiras ou, na melhor das hipóteses em vazadouros controlados. As medidas regulamentares, os instrumentos económicos e a maior consciencialização quer dos cidadãos quer dos políticos, veio alterar este cenário. O Decreto-Lei 152/2002, de 23 de Maio, estabelece o regime jurídico a que fica sujeito o procedimento para a emissão de licença, instalação, exploração, encerramento e manutenção pós-encerramento de aterros destinados à deposição de resíduos. Saber mais: • www.diramb.gov.pt • www.inresiduos.pt (Instituto dos Resíduos) • www.netresiduos.com/cir (CIR, Centro de Informação de Resíduos) • www.valorsul.pt

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7.2. SGA BASEAdoS EM “BoAS PRÁTICAS”
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Relacionar o termo “eficiência” com os conceitos de desperdício e de desempenho técnico e ambiental. PAlAVRA-CHAVE • Desperdício • Eficiência técnica e económica • Emissões • Resíduos GloSSÁRIo Recurso natural não renovável

O esgotamento de alguns recursos naturais não renováveis, que poderá vir a ocorrer nas próximas décadas devido ao seu uso excessivo, preocupa crescentemente a humanidade. Porém, os recursos naturais disponíveis na natureza continuam a ser explorados a taxas excessivamente elevadas. Esforços para os preservar, ou, pelo menos, reduzir radicalmente a sua utilização obviamente não têm tido o sucesso desejado. Como foi explicado anteriormente, do ponto de vista do desenvolvimento sustentável, a utilização de um recurso escasso, não renovável, só se deveria ser feita na medida em que outros recursos – renováveis – pudessem ir substituindo a utilização desse recurso escasso. Mas a questão que se põe é: será que o Homem precisa efectivamente de tantos recursos para se desenvolver? E a resposta é clara: não! Se não desperdiçássemos e soubéssemos aproveitar os recursos de uma forma eficiente, as reservas de muitos recursos não renováveis não estariam hoje em risco de se esgotar. O problema é, portanto, um problema de desperdício e de falta de eficiência.

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Figura 7.11: Temos que aprender a reduzir os nossos desperdícios… Fonte: ClipArt

Desperdício é comprar produtos descartáveis, quando há alternativas duradouras…

Os recursos, por diversos motivos, raramente são utilizados a 100 %, gerando desperdícios, que podem ser de vários tipos: 1. em primeiro lugar, o desperdício, em sentido lato, que ocorre devido à excessiva utilização dos recursos, ou seja, quando se gasta mais do que é necessário. Esta é a forma de desperdício mais comum nas sociedades mais ricas e possivelmente a mais difícil de combater, pois ela exige uma alteração das mentalidades e dos comportamentos. 2. um segundo tipo de desperdício ocorre porque o Homem não utiliza recursos que estão à sua disposição em quantidades ilimitadas; o não aproveitamento da energia natural das ondas, do vento, e do sol significa que essa energia é simplesmente dissipada. Hoje em dia, o Estado privilegia (através de benefícios fiscais) os utilizadores destas energias, que não poluem e nos permitem preservar outras fontes de energia não renováveis. 3. Finalmente, há desperdício técnico em processos de produção e consumo, pois uma parte dos materiais e energia que eles consomem não é efectivamente aproveitada, transformando-se em perdas. Como veremos em baixo, as emissões e os resíduos são, de facto, indicadores de desperdício. Admitindo que hoje já há uma certa preocupação em evitar o desperdício, pelo menos no que diz respeito à utilização de energia natural, vamos centrar a nossa atenção sobre o que podemos fazer contra o desperdício técnico. Neste sentido já utilizámos várias vezes o termo “eficiência” e é agora altura de nos debruçarmos sobre ele. Sabemos que, para uma empresa, promover a eficiência dos seus processos é um objectivo essencial, porque eficiência significa produzir com menos custos e, assim, aumentar o lucro. Mas como se mede a eficiência? A eficiência é um indicador técnico-económico que reflecte o grau de desempenho de uma actividade ou de um processo; pode ser medida em termos monetários ou em termos quantitativos: • Em termos monetários ou económicos, a eficiência é o coeficiente entre despe-

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sas (Custos = C) e receitas (Vendas = V), ou seja: E=C/V Em termos técnicos, a eficiência de um processo/actividade (E) é o coeficiente entre a quantidade produzida (Produção = P) e a quantidade de recursos (Recursos = R) utilizada na produção, ou seja: E=P/R

A eficiência de um processo, só por si, não nos diz muito. Só quando comparamos dois processos, ou o mesmo processo antes e depois de uma alteração técnica, é que este indicador é útil, pois mostra qual das duas situações é a melhor. No cálculo da eficiência técnica, emissões e resíduos não fazem parte da Produção (P), pois uma parte dos recursos foi desperdiçada sob a forma de emissões e resíduos. Isto leva-nos a concluir que quanto menor é o desperdício material e energético de um processo ou actividade tanto maior será a sua eficiência técnica. A eficiência económica e técnica estão intimamente ligadas: quando há perdas técnicas no processo (desperdício de recursos) essas perdas não são só emissões e resíduos; de facto, todos os recursos desperdiçados foram comprados, ou seja, são um custo económico para a empresa. Promover a eficiência técnica tem, por isso, duas grandes vantagens: 1. traz ganhos ambientais, que se traduzem em menos poluição e resíduos. Toda a sociedade beneficia de medidas tendentes a melhorar a eficiência técnica de uma empresa; 2. mas essas medidas também se traduzem numa redução de custos para a empresa (em matérias primas, água, electricidade, transporte, tratamento de resíduos, etc.).

No futuro o objectivo será atingir o mínimo possível de resíduos, ou seja, caminhar para o “resíduo zero”!

Figura 7.12: Vantagens de uma melhor eficiência. Fonte: CEIFA ambiente, Lda

A legislação ambiental pode ser um importante auxílio neste caminho a percorrer, funcionando como força motivadora de utilização de melhores tecnologias, através dos princípios poluidor-pagador e da prevenção, pois, como vimos no submódulo precedente, obriga os produtores de resíduos e emissões a tomarem medidas para os minimizarem. No entanto, as empresas podem ir mais longe, melhorando permanentemente os seus

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empreendimentos através de uma gestão baseada em boas práticas, como veremos nas fichas seguintes.

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7.2.1. A APoSTA NA ECo-EFICIêNCIA E oS lIMITES dA SuA APlICAÇÃo
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Explicar o contributo da eco-eficiência dos processos industriais para a preservação do património natural; • Reconhecer que, a nível dos produtos, a “ratoeira da eco-eficiência” pode ter efeitos contra-produtivos. PAlAVRA-CHAVE • Boas práticas • Eco-eficiência • Ratoeira da eco-eficiência • Emissões e resíduos zero GloSSÁRIo Resíduos

Na ficha precedente mostrámos que a economia e o ambiente nem sempre estão em contradição entre si. A eficiência técnica traz benefícios para ambos os lados. Infelizmente muitas empresas interessadas em melhorar a sua eficiência só pensam em termos económicos e não notam que uma parte da sua eficiência depende da forma como os materiais e a energia são utilizados nos seus processos. Que conselho podemos dar a estas empresas? A indústria deveria procurar implementar formas de gestão integradas, baseadas em boas práticas, para chegar a um nível de “emissões e resíduos zero”. Com isso alcançaria maior eficiência técnica, menos custos e, portanto, mais competitividade. Por outro lado, estaria a contribuir activamente para a protecção do património natural. Na procura de uma melhor e mais avançada tecnologia, seria bom procurar imitar a natureza que funciona, como exposto no submódulo 3, em grandes ciclos naturais, onde todos os “desperdícios” de um processo são aproveitados noutros processos. Os resíduos deveriam, portanto, ser vistos como materiais que podem ter outro uso: é necessário fazer inovações para descobrir novas aplicações para os resíduos. Mas nem sempre se consegue implementar as soluções ideais a curto prazo. Até se ter conseguido alcançar um nível de emissões e resíduos próximo de zero em todos os processos industriais, vão certamente decorrer ainda muitas décadas. Mas podemos, desde já, ir trabalhando nessa direcção.

Emissões e resíduos zero: Não produzir emissões e resíduos representa a solução ideal para a empresa e para o ambiente!

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Figura 7.13: A indústria da construção produz muitos resíduos. Há que fazer um esforço por reduzirmos os nossos resíduos Fonte: CEIFA ambiente, Lda

Assim, e na sequência do que foi dito anteriormente, podemos agora afirmar que um dos caminhos mais promissores para o futuro do planeta é uma a aposta de toda a indústria na chamada eco-eficiência. Este conceito, muito próximo do conceito de eficiência técnica, afirma que as empresas devem tentar conseguir o mesmo resultado económico (produção e receitas) com muito menos desgaste do património natural. A aposta na eficiência é, actualmente, uma perspectiva muito positiva que favorece a implementação de boas práticas ambientais nas empresas: têm sido feitas muitas inovações tanto a nível dos processos de produção, como nos próprios produtos. A nível dos produtos, no entanto, vale a pena reflectir num fenómeno muito comum que tem tido efeitos negativos. Estamos a falar da “ratoeira da eco-eficiência”. De que se trata? Temos hoje, de facto, produtos mais eficientes, como os automóveis, que consomem hoje muito menos combustível por quilómetro do que há uns anos atrás; o mesmo se pode dizer dos equipamentos electrónicos, que são cada vez mais pequenos, através de uma redução significativa de material por aparelho.

Figura 7.14: Um dos primeiros computadores, concebido e construído entre 1943 e 1946 pelo físico John Mauchly e pelo engenheiro J. Presper Eckert Fonte: ENIAC, museu on-line, www.seas.upenn.edu/~museum

No entanto, se considerarmos a produção total, os resultados são desanimadores. Os progressos que se têm alcançado através da eco-eficiência para cada automóvel ou cada aparelho têm sido mais do que compensados pelo aumento das quantidades produzidas. De facto, há cada vez mais automóveis em circulação e são produzidos cada vez mais aparelhos electrónicos. No total, embora cada aparelho seja mais eco-eficiente, a quantidade de energia e material consumida por estes produtos continua a aumentar.

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A ratoeira da eco-eficiência Um amigo meu comprou um automóvel novo. O mesmo modelo consumia, há 10 anos, 10 litros por 100 km. O novo modelo só precisa de 5 litros para fazer os mesmos 100 km. O meu amigo estava radiante, porque iria poupar imenso dinheiro. Mas no fim do ano descobriu que tinha acabado por gastar mais gasolina, do que nos anos anteriores! É que, em vez de ter feito os 10.000 km que fazia antes, este ano, deliciado com o baixo consumo do carro, fez muito mais viagens e acabou por fazer 30.000 km. O exemplo da ratoeira da eco-eficiência ilustra um problema típico da sociedade de consumo de massa. Mostra também que há uma tendência muito forte para o desperdício. Este tipo de comportamento dificulta a política do ambiente. Quando se tenta tornar um produto ecológico mais barato, por vezes a procura desse produto aumenta tanto que as vantagens ligadas a cada produto, no total, acabam por ser anuladas pelo consumo de enormes quantidades do mesmo. Constatamos, portanto, que inovações técnicas que promovem a eco-eficiência de produtos, sozinhas, não vão ter os efeitos desejados. É certo que precisamos de inovação técnica, para preservar o património natural. No entanto, é preciso ter cuidado: a eco-eficiência pode ser uma ratoeira! Para além de inovações tecnológicas, precisamos de mudar as formas de pensar e de consumir dos cidadãos. Os consumidores desprevenidos devem ser informados do que acontece quando “caem” na “ratoeira da eco-eficiência”!

Os telemóveis de hoje, são mais pequenos que os de antigamente, logo há menor gasto de recursos para os produzir. No entanto, para terem o modelo mais pequeno e moderno as pessoas trocam de telemóvel, sem o antigo estar avariado… É um desperdício!

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7.2.2. BoAS PRÁTICAS NA CoNSTRuÇÃo CIVIl
oBjECTIVoS No final desta ficha temática, o formando deverá estar apto a: • Aplicar os conhecimentos adquiridos nos submódulos anteriores e estabelecer interacções entre a gestão ambiental e a sua futura vida profissional. PAlAVRA-CHAVE • Desmantelamento • Ciclo de vida • Boas práticas • Construção sustentável GloSSÁRIo Clorofluorocarbonetos (CFC); Energias renováveis

Para uma gestão ambiental integrada de um edifício temos que começar, logo na fase de concepção e projecto, a pensar nas interacções que se irão estabelecer – desde a fase de construção até ao seu desmantelamento / demolição – entre o edifício e o ambiente. Por isso se diz que a gestão integrada na construção civil toma em consideração todo o ciclo de vida de um edifício. Como vimos anteriormente, uma abordagem de ciclo de vida baseia-se num balanço de custos ambientais e económicos que considera todos os recursos ecológicos, sociais, humanos e energéticos necessários para realizar uma actividade ou um empreendimento. No caso da construção civil, o balanço de custos e benefícios ambientais considera também a questão relativa ao que deverá acontecer com os materiais integrados no edifício quando ele chegar ao fim da sua vida útil. Vejamos alguns exemplos que nos demonstram como é importante utilizar uma abordagem integrada: • Pensemos, por exemplo, no material “amianto” que foi utilizado durante muitas décadas, em especial a partir de 1970 na fabricação de fibrocimento, pois era um material isolante, que assegurava uma excelente protecção contra incêndios. Hoje sabemos que o amianto é um material extremamente perigoso para a saúde humana: as partículas de amianto entram nos pulmões através da respiração e podem provocar tumores graves nesses órgãos. Desde Janeiro de 2006, a sua utilização foi proibida em Portugal, mas nos edifícios antigos há ainda muito fibrocimento incorporado. Hoje em dia os operários que têm que fazer obras nesses edifícios ou participar na sua demolição devem seguir à linha as regras de segurança que são previstas na legislação.

Desde os princípios da década de 1990, as empresas são obrigadas a cumprir algumas exigências legais em matéria de protecção da saúde dos trabalhadores (Decreto-lei 284/89).

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Figura 7.15: O amianto é prejudicial à saúde humana. Fonte: CEIFA ambiente, Lda

O segundo exemplo refere-se aos clorofluorocarbonetos (CFC) nos aparelhos de ar condicionado. Enquanto os CFC estão dentro do aparelho, são inofensivos para o ambiente. O problema põe-se, como sabemos (submódulo 4) quando os CFC são libertados para a atmosfera. Portanto, sempre que se desmonta um aparelho de ar condicionado, é necessário manuseá-lo com muita precaução, para que não haja fugas de gás. Os aparelhos devem ir intactos para uma instalação com equipamento adequado para recolher o gás, ou esta operação tem que ser feita no local onde o aparelho se encontra, com equipamento móvel apropriado.

Durante a obra, os bons profissionais da construção podem contribuir para que o edifício que estão a construir tenha impactos ambientais mínimos, utilizando as melhores práticas no isolamento, nos telhados, nas canalizações, etc.. Um outro contributo importante dos profissionais da construção civil durante a obra são as medidas tendentes a reduzir ao máximo os materiais utilizados. E isto pode fazer-se reutilizando o que pode ser ainda útil na obra, depositando os materiais residuais separados, para permitir a sua reutilização ou reciclagem, evitando derrames de óleos e tintas que podem poluir o solo e as águas, não gastando mais água do que o estritamente necessário, etc..

Figura 7.16: É necessário começar a separar os materiais residuais… Fonte: CEIFA ambiente, Lda

Mas também nas outras fases da vida de um edifício se podem minimizar os seus impactos no ambiente através de boas práticas, das quais enumeramos em seguida algumas: • Quando se faz a escolha dos materiais, um dos critérios a ter em conta é, entre outras, a sua durabilidade e o seu grau de toxicidade; • Na fase de projecto e durante a obra deve pensar-se em minimizar os movimentos de terras; • Podem reduzir-se os custos e as emissões de transporte utilizando materiais locais, em

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60 % do solo e 70 % da madeira mundiais? • Os edifícios com critérios sustentáveis reduzem 40 % do consumo de água. Água e Resíduos Diminuição Figura 7. convivendo. sendo destes 45 % da energia. a melhoria da qualidade do ar interior e o conforto de seus moradores. Fonte: CEIFA ambiente.FT18 . 11 SGA Baseados em “Boas Praticas“ • • especial nos espaços exteriores.17: Fases de vida de um edifício e objectivos da construção sustentável. Lda A vida útil média de um edifício é de 50 anos. propagação e emissão de resíduos e extracção de materiais naturais? • Os edifícios sustentáveis reduzem 40 % a 50 % das emissões de dióxido de carbono (CO2)? • As pessoas despendem 80 % do seu tempo dentro de edifícios trabalhando. para elementos de vedação e de abrigo do vento. Edifício Sustentável Projecto Construção Vida Útil Desconstrução 2 meses Objectivos da Construção Sustentável 2 anos 50 anos 1. vivendo…? Hoje chamamos “Construção Sustentável” ao conjunto de regras baseadas em boas práticas que procuram reduzir os impactos ambientais da construção ao longo de todo o ciclo de vida de um edifício. poderemos aumentar o ciclo de vida do edifício para 100 ou mais anos. Reduzir Interacções com o Ambiente Projectar com Durabilidade Construir com Qualidade Sistemas Gestão Manutenção Materiais Energia. Implantar fontes de energias renováveis (como por exemplo painéis solares) é uma forma de evitar emissões que agravem o efeito de estufa (submódulos 3 e 4). construídos de preferência com recursos renováveis. 40 % água. A Construção Sustentável faz uso de eco-materiais. Procura soluções tecnológicas para promover o uso adequado e a economia de recursos finitos (água e energia). construir com maior qualidade e adoptar sistemas de gestão da manutenção. não tóxicos e com um alto potencial de reutilização ou reciclagem. Sabia que… • A construção absorve 50 % dos recursos materiais. se tivermos em conta aspectos como projectar com maior durabilidade. Aumentar o Ciclo de Vida das Construções Aumentar o Ciclo de Vida de 50 anos para 100 2. Pode reduzir-se a impermeabilização do solo no exterior para permitir a infiltração de águas nos solos. Porém. a redução da poluição. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .

SGA Baseados em “Boas Praticas“ FT18 .com.lidera. 12 Saber mais: • www.br • www.pt Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .info • www.quercus.idhea.

economistas e outros especialistas. nunca têm sol. Fonte: CEIFA ambiente. a grande maioria dos edifícios ignora pura e simplesmente a energia natural que o ambiente põe gratuitamente à sua disposição (o que é. A arquitectura é. PAlAVRA-CHAVE • Planeamento baseado em boas práticas ambientais • Envolvente ambiental • Aproveitamento de energia natural • Construção sustentável GloSSÁRIo Combustíveis fósseis. Energias renováveis.FT18 . não atravessando as janelas. sociólogos. a integração de saberes e tecnologias diferentes é ainda mais importante do que na arquitectura convencional. os quartos estão voltados para o norte. além dos arquitectos. por definição. como vimos. Na eco-arquitectura. como uma área da arquitectura preocupada com o desempenho ambiental dos edifícios. Energias não renováveis A diminuição dos recursos naturais. visto que os edifícios causam ensombramento uns aos outros. inter-disciplinar. Em muitos edifícios só se pode alcançar um mínimo CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Ecossistema. Lda De facto. No Verão o sol encontra-se a uma maior altitude. e a necessidade de preservar o equilíbrio natural dos ecossistemas levou ao desenvolvimento da eco-arquitectura. uma forma de desperdício que deveria ser combatida). nomeadamente os combustíveis fósseis.3. constituem um problema para um bom aproveitamento da energia do sol. enquanto as casas de banho ou as escadas estão voltadas para o sul. Um dos aspectos que nos salta à vista quando observamos um edifício é que ele. e desta forma entra na casa através das janelas. Verão Inverno Inverno Verão Verão Inverno Os grandes aglomerados de casas. 13 SGA Baseados em “Boas Praticas“ 7. a a b b Figura 7.2. muitas vezes. está mal orientado em relação à sua envolvente ambiental: por exemplo. proporcionando algum aquecimento (b).18: Exemplo de um edifício bem orientado a Sul (a). uma vez que requer a colaboração de engenheiros. A ECo-ARQuITECTuRA oBjECTIVoS No final desta ficha temática. o formando deverá estar apto a: • Identificar as vantagens ambientais e económicas da eco-arquitectura. No Inverno o sol está mais baixo. todas muito juntas.

AR VENTO SOL VEGETAÇÃO SOLO USO HABITACIONAL ÁGUA Figura 7. 14 de conforto térmico à custa de enormes custos de energia – tanto para o aquecimento no Inverno. Tudo isto são sintomas de grande desperdício e de más práticas na arquitectura. • O uso das energias renováveis deve ser promovido e. quando se torna necessário recorrer às não renováveis. ensombramento no Verão. vento. Figura 7. incluindo a que é gasta na extracção e transporte de materiais e na reciclagem dos materiais no fim de vida do edifício. Lda Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .19: Recurso natural (sol. a sua forma. A eco-arquitectura procura combater os erros do passado e promover a harmonia entre o edifício e a natureza. • Escolher os materiais tendo em conta o seu ciclo de vida. ou seja. ventilação natural. Lda LENÇOIS DE ÁGUA SUBTERRÂNEA Há um conjunto de boas práticas que a eco-arquitectura tem vindo a desenvolver e que deveriam servir de orientação a todos os profissionais do Sector da Construção: • Poupanças energéticas substanciais podem ser conseguidas através de sistemas passivos de energia. A eco-arquitectura faz esforços no sentido de minimizar o consumo de energia e todas as fases de vida do edifício. que ajuda a arrefecer a casa de forma passiva (sem gasto de energia) Fonte: CEIFA ambiente. etc. o afastamento entre edifícios. como para o arrefecimento no Verão. aproveitando energias naturais que o meio envolvente oferece. vegetação.) que podem ser aproveitados para melhorar o ambiente nas habitações. e acumuladores de calor no Inverno. a orientação.20: Representação esquemática de um sistema de ventilação transversal (natural). água. • O uso dos materiais locais evita gastos de transportes. a vegetação envolvente e os materiais são fundamentais para a qualidade dos edifícios e o bem-estar de quem os virá a utilizar. só através de formas que evitem o desperdício e consumo excessivo por parte dos moradores. Decisões sobre a localização. Fonte: CEIFA ambiente.SGA Baseados em “Boas Praticas“ FT18 .

• Maximizar a economia de recursos e energia. • www. portanto. Fonte: CEIFA ambiente. quer de utilização de recursos. Publicação da Comissão Europeia. Lda No entanto. a recente legislação sobre a eficiência energética dos edifícios (Decreto-Lei nº 78/2006. • Maximizar o conforto térmico. manutenção. Decreto-Lei nº 80/2006) vai obrigar os proprietários a alterar a sua atitude e pode contribuir para melhorar o conforto térmico de muitas habitações. é um ramo que tem boas perspectivas de desenvolvimento no futuro. 15 SGA Baseados em “Boas Praticas“ A eco-arquitectura é. auditivo e melhorar a qualidade do ar no interior da habitação. • Prolongar o tempo de vida dos edifícios e dos equipamentos utilizados. os equipamentos que a eco-arquitectura utiliza (como janelas com bom isolamento térmico. mas não serve para uso alimentar.21: Exemplo de tanques para retenção das águas das chuvas. • Minimizar o impacto da construção sobre o ambiente. rega ou usos sanitários). Embora ainda pouco conhecida em Portugal. painéis solares. Edição da Ordem dos Arquitectos. de que falámos na ficha precedente. Figura 7. Programa Thermie. ou reduzir o consumo de energia. Esta água pode depois ter vários usos (por exemplo. visual. Decreto-Lei nº 79/2006.) são ainda relativamente caros. tanques para retenção de águas da chuva para utilização doméstica. Só a longo prazo é que os donos de obra vêm o retorno desses investimentos. para além de não trazerem grande conforto natural aos moradores.net CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . 2001. Saber mais: • A Green Vitruvius – Princípios e Práticas de Projecto para uma Arquitectura Sustentável. são uma fonte de problemas ambientais. reabilitação do edifício e dos equipamentos associados durante todo o ciclo de vida. etc. • Minimizar os impactos da conservação.FT18 . Resumindo: Benefícios económicos e ambientais da ECO-ARQUITECTURA: • Maximizar o aproveitamento dos factores ambientais. um ramo da arquitectura ligado à construção sustentável.ceifa-ambiente. Actualmente. quer em termos de impactos locais da construção. por isso muitos preferem ainda soluções tradicionais que.

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No entanto. Verificar as soluções no Anexo 4 (ponto 9. tanto do ponto de vista económico como ambiental.AV7 Actividades/Avaliação 7. reveja o submódulo 7. Se conseguiu resolver com sucesso passe ao submódulo seguinte. O que é a ratoeira da eco-eficiência? Como pode evitar cair numa ratoeira destas? Dê exemplos de boas práticas no Sector da Construção relacionadas com a redução de consumo energético.3. 5. 4. CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . Sistemas de Gestão Ambiental. 3. Neste submódulo foram estudados vários sistemas de gestão ambiental (SGA) baseados em boas práticas. Explique porque é que a ecoeficiência (eficiência técnica especialmente orientada para a redução dos efeitos ambientais) é a solução mais promissora para a indústria.4) . 6.Se não conseguir resolver esta actividade. a maioria das empresas ainda não usa este tipo de SGA. ACTIVIdAdES/AVAlIAÇÃo 1. Que outro tipo de SGA conhece? A legislação ambiental assegura que as empresas tenham bons SGA? Que soluções de fim de linha visam reduzir a poluição atmosférica? Porque é que os problemas relacionados com a gestão de resíduos não se pode basear exclusivamente na incineração dos mesmos? Defina o significado da expressão “eficiência técnica”. 7. 2.

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8. Sistemas de Certificação Ambiental CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .

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apcer. oBjECTIVoS oPERACIoNAIS No final do submódulo.SM8 Sistemas de Certificação Ambiental 1. RESuMo Neste submódulo são apresentados os motivos que levaram ao aparecimento de diversos sistemas de certificação. SABER MAIS • www. GloSSÁRIo • Política Ambiental 5. em especial na área da gestão ambiental. Em seguida é apresentada a norma ISO que têm especial relevo para a gestão ambiental (ISO 14001). cada formando deverá estar apto a: • Conhecer as vantagens de sistemas de certificação de gestão empresarial. e. • Saber quais os sistemas mais importantes de certificação ambiental. • Transpor os conhecimentos dos submódulos 5 e 7 para a temática da certificação ambiental. 3.pt • www. TEMAS • Sistemas de Certificação ISO (Ambiente) • Sistema Integrado de Gestão • EMAS • Lidera • Melhoria contínua dos sistemas de gestão 4. 2. o sistema europeu de certificação EMAS.info CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . com especial relevo para o papel que a ISO representa e as vantagens de uma certificação integrada. • Compreender os princípios básicos de um sistema de certificação para a construção sustentável. em seguida. Finalmente é apresentado um sistema de certificação nacional que está actualmente em fase de desenvolvimento (LiderA).lidera.

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o organismo mais importante é a Organização Internacional de Padronização – International Organization for Standardization (ISO). Os mais conhecidos são provavelmente os que certificam a qualidade de produtos e a gestão ambiental. A ISO aprova normas internacionais em todos os campos técnicos. As suas normas são aceites como standards de qualidade em todo o mundo. uma autorização oficial que só lhe é conferida se ela provar que respeita todos os requisitos do catálogo de critérios que a ISO desenvolveu para o sector em causa. que visam benefícios ambientais e sociais para além do mínimo que a legislação exige.1. constituída por várias instituições de todos os países. • Explicar as vantagens de certificações tipo ”Sistema integrado de Gestão”. PAlAVRA-CHAVE Instituições certificadoras. A sua principal função é harmonizar os padrões utilizados nos diversos países. regras de con- A palavra “iso” em grego significa igualdade CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .FT19 . É uma entidade não governamental. o formando deverá estar apto a: • Justificar a necessidade de normas internacionais.1: Agrobio é um dos logótipos de certificação da agricultura biológica. Figura 8. Existem hoje imensos sistemas de certificação. Suíça. A globalização exige que haja padrões de medidas e tamanhos. • Reconhecer o papel da ISO. excepto na electricidade e electrónica. ela própria. tem que ter. Por isso. Sistemas de certificação. Fonte: Internet Na área da certificação. SISTEMAS dE CERTIFICAÇÃo ISo oBjECTIVoS No final desta ficha temática. 1 Sistemas de Certificação ISO 8. códigos. Foi para responder a esta necessidade que começaram a aparecer instituições certificadoras que emitem certificados de qualidade às empresas que cumprem critérios de qualidade pré-definidos. Normas de procedimento Empresas com uma postura pró-activa têm todo o interesse em tornar visíveis os seus esforços de boa gestão. ISO. para que uma organização possa ser reconhecida como entidade certificadora. A ISO foi criada no ano de 1947 em Genebra.

os códigos de países (PT / PRT / 620 para Portugal. instruções de trabalho. mesmo sem o saber. gestão da qualidade de acordo com ISO 9000 Vamos concentrar-nos neste submódulo sobre normas de procedimento relevantes para o ambiente. BR / BRA / 076 para Brasil) • normas de procedimento . 2 dução. Pelas mesmas razões. sabe que este certificado lhe confere uma referência mundialmente reconhecida. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC .por exemplo. A gestão ambiental integrada tem grandes vantagens.por exemplo. Por isso. Os exemplos que vão ser apresentados referem-se à certificação da qualidade da gestão a nível das empresas ou outras instituições. Nos últimos anos. levando assim a um maior benefício custo/tempo para a empresa. procedimentos. Fonte: www. Figura 8. evitando as certificações separadas. Por exemplo. como vimos no submódulo 5. As normas ISO podem ser classificadas em três grupos: • normas técnicas .por exemplo. que estudaremos a seguir. entre outros. Este sistema consiste em fazer a implementação de: • um Sistema de Gestão de Qualidade (ISO 9001). todos têm de possuir um manual. etc. além disso.iso. nem todas as empresas com um bom desempenho têm um certificado.Sistemas de Certificação ISO FT19 . pois as bases dos três sistemas são coincidentes. o processo. e são uma garantia de segurança e qualidade. mais ou menos iguais em todo o mundo. a certificação pelo Sistema Integrado de Gestão – que inclui todos os aspectos relevantes para uma boa gestão empresarial – tem grandes vantagens e facilita. As informações podem conjugar-se na mesma documentação. que estabelece as normas relativas aos “tamanhos e unidades”.2: Imagem da sigla adoptada pela ISO para todos os países. No entanto. a ISO 31. o cartão de crédito • classificações . Todos nós aplicamos na nossa vida diária. • um Sistema de Gestão Ambiental (ISO 14001). • um Sistema de Higiene e Segurança no Trabalho (OHSAS 18001 que corresponde à NP 4397) que será tratada noutro módulo especialmente destinado às questões de higiene e segurança (Guia de Aprendizagem da Análise de Riscos na Construção Civil). as certificações de acordo com normas internacionais são processos morosos e caros. independentemente da sua língua. cada vez mais empresas têm optado por implementar um Sistema Integrado de Gestão. pois eles facilitam a comunicação e o comércio.org Quem se certifica com base numa norma ISO.

3 Sistemas de Certificação ISO Saber mais: • www.iso.apcer.FT19 .org CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .pt • www.

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EN = Norma Europeia. o formando deverá estar apto a: • Integrar os conhecimentos adquiridos e estabelecer interligações com os temas tratados nas fichas anteriores e nos submódulos 5 e 7. o SGA de acordo com a ISO 14001 é um instrumento de participação voluntário.FT19 .. independentemente da certificação. mas sim o resultado de milhares de pequenos actos de todos os que entram e saem numa organização. etc. O seu objectivo é certificar instituições e empresas que fazem esforços no sentido de melhorar os seus SGA. ISo 14001 oBjECTIVoS No final desta ficha temática. que todos devem cumprir. energia. ISo = International Organization for Standardization CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade . ele tem que ser permanentemente repensado e reinventado por todos. Mas muitas NP = Norma Portuguesa. as empresas que exercem actividades no ramo industrial também o podem utilizar. Já vimos no submódulo 7 que. instituições). águas. A NP EN ISO 14001:2004 – Environmental Management Systems – que foi aprovada em 1996 e revista em 2004.1. processo. actividade. Todas as empresas têm rotinas para gerir os resíduos. todas em empresas têm sistemas mais ou menos desenvolvidos para gerir a sua interface com o ambiente. É aplicável a organizações de todo o tipo e dimensão. PAlAVRA-CHAVE • ISO 14001 • Sistema Gestão de Ambiente (SGA) • Classes de sistemas de gestão ambiental • Melhoria continua GloSSÁRIo Política Ambiental A família ISO 14000 é uma série de normas desenvolvidas pela International Organization for Standardization (ISO) – e estabelece as linhas orientadoras (requisitos) da gestão ambiental dentro das organizações (empresas. estabelece os requisitos específicos que um Sistema de Gestão Ambiental (SGA) deve cumprir. etc. Sobretudo nas empresas grandes existe a necessidade de se criar um SGA bem definido com as regras para cada sector. é possível distinguir três grandes classes de sistemas de gestão: 1.1. Tal como os outros sistemas de gestão. 5 Sistemas de Certificação ISO 8. Recordando o que ali ficou dito. Apesar de este sistema estar mais dirigido para empresas prestadoras de serviços. Como o SGA não é um produto que se possa comprar ali ao virar da esquina.

Lda A ISO 14001 é implementada através de um processo cíclico. uma empresa que decide obter uma certificação ambiental. São as empresas deste terceiro grupo que têm interesse em certificar os seus SGA através de entidades competentes. 6 2. Todos os anos. Estes SGA representam o nível mínimo que um SGA deve ter. mantendo o equilíbrio com as necessidades socio-económicas”. Uma empresa que tenha implementado um SGA de acordo com a ISO 14001 poderá candidatar-se à certificação ambiental. tentam melhorar a eco-eficiência dos seus produtos e processos. de modo a porem em evidência a sua preocupação com o ambiente. Fonte: CEIFA ambiente.Sistemas de Certificação ISO FT19 . proteger a natureza e manter uma postura pró-activa (adopção de uma Política Ambiental). de facto. Seria importante que todas as empresas em Portugal implementassem um SGA deste tipo. Após uma avaliação positiva do SGA. auditorias…) Implementação e operação do SGA Figura 8. objectivos. programa…) MELHORIA CONTÍNUA Verificação (monitorização. vezes estes processos são desconexos e não merecem. Mas algumas empresas vão mais longe e instalam SGA baseados em boas práticas que. a organização revê e avalia periodicamente o seu SGA. através de uma entidade certificadora acreditada. sendo depois renovável.3: Esquema representativo do funcionamento de um Sistemas de Gestão Ambiental. O nível seguinte é dos SGA realmente implementados. Política Ambiental Revisão pela Gestão Planeamento do SGA (requisitos legais. em Portugal. há uma auditoria de acompanhamento para verificar se há algum problema na aplicação do SGA e se há oportunidades de o melhorar. que visam assegurar a conformidade legal dos procedimentos da empresa em relação aos diferentes aspectos ambientais. de modo a identificar oportunidades de melhoria e a minimizar os seus impactos no ambiente. Normalmente. a designação de “sistema” de gestão ambiental. opta pela ISO 14001. Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade CENFIC . o certificado emitido é válido por um período de três anos. ou seja. 3. para além de estarem de acordo com a legislação. Segundo a própria norma: “O intuito global desta norma é apoiar a protecção ambiental e a prevenção da poluição.

org CENFIC Sistemas de Qualidade Ambiental e Sustentabilidade .iso. energia. o sistema baseia-se na procura de melhoria contínua do sistema. europeu e internacional. • Redução dos consumos de recursos. • Definição clara dos procedimentos de trabalho e das responsabilida