Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil

CAPÍTULO I
OS ACIDENTES DE TRABALHO NA CONSTRUÇÃO CIVIL E OBRAS PÚBLICAS

I-1

...................................................................................................................................................................................... Classificação dos factores causais. Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil ÍNDICE 1................................................. 5 3................................................ 3 3........................................................................ 10 6..................................................................................... Introdução ...............................................................3......................... Objectivos específicos............................................................................................ Os Acidentes de trabalho no sector da construção civil e obras públicas..................................... 6 4.4.............2..............1............................................................................. 6 5........................................... 7 6..........2............................................... O conceito de acidente de trabalho ................................... 5 3... 9 6............................................................................ Reparação do acidente de trabalho ........................................................................... 11 I-2 ........................................... Regime de reparação ........................................................................................Segurança................................................................. Custos dos acidentes .................... Consequências dos acidentes de trabalho............................................... 9 6................................. 11 Bibliografia ......................... Noção de acidente de trabalho ................... 9 6.......................1....................... 11 Regulamentação aplicável ........................................ 3 2............................................................................................................................ Causas e factores causais dos acidentes .................................... Descaracterização do acidente................................................

957 51.000 30. é constituído na sua maioria por pequenas empresas. OS ACIDENTES DE TRABALHO NO SECTOR DA CONSTRUÇÃO CIVIL E OBRAS PÚBLICAS É do conhecimento geral que o sector da Construção Civil assume uma elevada importância económica. Somente a título de exemplo.401 57. 2.561 56.024 Evolução dos Acidentes de Trabalho no Sector da Construção Civil em Portugal Fonte: GEP/MTSS. OBJECTIVOS ESPECÍFICOS  Reconhecer as características específicas do sector da construção civil e obras públicas.  Identificar os factores causais dos acidentes de trabalho. muitas vezes sem contrato de trabalho e em situação ilegal.538 51. é de salientar que este sector se caracteriza por uma forte deslocação/movimentação de mão-de-obra.322 47.  Analisar as estatísticas da sinistralidade.978 53. Este sector tem características e especificidades muito próprias que o demarcam dos restantes sectores de actividade. à luz da legislação aplicável. o local de trabalho está sujeito a constantes alterações. Perante todas estas situações resulta um numeroso conjunto de riscos objectivos e bastante elevados. imigrante. muitas vezes em situações ilegais.  Identificar as consequências dos acidentes de trabalho para a organização.000 10. 60. com mão-de-obra pouco qualificada. Vejamos agora a evolução dos acidentes de trabalho totais e mortais para este sector desde o início de 2000.790 47.000 20. diversidade de actividades e profissões. tanto pelo peso bastante expressivo ao nível do produto como ao nível do emprego.Segurança. rotatividade e prática de subcontratação. mas também com aspectos sociais e tradições muito fortes.000 0 2000 102 2001 139 2002 109 2003 113 2004 110 2005 111 2006 83 2007 103 2008 78 160 140 120 100 80 60 40 20 0 Acidentes totais Acidentes mortais 51.083 53. Essas especificidades têm a ver não só com aspectos técnicos inerentes à actividade. para o indivíduo e a família e para a sociedade.  Reconhecer a noção de acidente de trabalho. associados à forte precariedade. Acidentes de Trabalho Acidentes mortais I-3 .000 50. que transformam este sector num dos sectores de actividade com maiores probabilidades de ocorrência de acidentes de trabalho.000 Acidentes totais 40. Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil 1.

538 2006 237. Acidentes de Trabalho No que diz respeito à sinistralidade mortal.401 2002 248. o sector da construção civil tem vindo a assistir a uma diminuição ligeira da sinistralidade laboral. como demonstra a tabela seguinte: 2000 Acidentes totais em todas as actividades económicas Acidentes totais na construção 234.884 51. Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil Como se pode constatar pelos dados apresentados acima. cerca de 20 % dos acidentes ocorridos em todas as actividades económicas.790 2007 237.Segurança. No entanto. Veja-se que: 400 350 300 250 200 150 100 50 0 Acidentes 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 Total de acidentes mortais Total de acidentes mortais na construção civil 368 102 365 139 357 109 312 113 306 110 300 111 253 83 276 103 231 78 Acidentes mortais de 2000 a 2008 Fonte: GEP/MTSS.392 51. Acidentes de Trabalho I-4 .322 2008 240. 2000 Total 1-9 pessoas 10-19 pessoas 20-49 pessoas 50-99 pessoas 100-249 pessoas 250-499 pessoas 500 e + pessoas Ignorado 368 89 41 55 23 24 15 16 105 2001 365 54 26 50 24 27 18 11 155 2002 2003 2004 2005 2006 357 107 51 39 27 32 18 27 56 312 72 50 40 29 25 9 34 53 306 94 38 49 31 22 13 28 31 300 96 43 54 30 32 20 16 9 253 75 47 48 19 24 18 12 10 Acidentes de trabalho mortais por dimensão da empresa Fonte: GEP/MTSS. constituem em média. é importante salientar que os acidentes na construção.222 53.957 2005 228. em termos globais.097 57. representam ainda mais de um terço do total de acidentes mortais.561 2001 244. apesar do número de acidentes mortais na construção ter vindo a decrescer. A tabela seguinte demonstra ainda que é nas pequenas e médias empresas que se constata um maior número de acidentes mortais.936 56.018 47.109 53.083 2003 237.978 2004 234.192 51.133 47. Acidentes de Trabalho No entanto. constata-se também uma ligeira diminuição.024 Acidentes ocorridos em todas as actividades económicas versus acidentes ocorridos na construção Fonte: GEP/MTSS.

que se desenvolve com um objectivo. desde uma situação inicial a outra final. Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil O quadro seguinte identifica as causas mais frequentes dos acidentes mortais ocorridos em 2009 no sector da construção. não colocando frequentemente a hipótese de eles próprios virem a ser vítimas. O elevado risco de acidente de trabalho neste sector é uma realidade. CAUSAS E FACTORES CAUSAIS DOS ACIDENTES 3. Existe. Para além de existir uma crença na controlabilidade do risco. um acontecimento não pretendido cria uma situação anómala que. o manuseamento de produtos tóxicos e os soterramentos.Segurança. através de diversas situações normais e por múltiplas vias possíveis. previsto e controlado. técnicas e ambientais). Todavia. sucede-se no tempo. Tanto o estado inicial indesejado (o acidente) como o estado final lesivo explicam-se pela interacção de um conjunto de factos causais. 2009 3. uma preocupação com a ocorrência de acidentes. Introdução O acidente de trabalho não é uma fatalidade. uma vez que este passou a ser conhecido. I-5 . o transporte de materiais. Este processo. de facto. Relatório de Actividades. Não resulta de uma causa. os trabalhadores acreditam ter capacidades para os evitar. pessoais. negligenciando-se o uso de protecção adequada (Equipamentos de Protecção Individual).1. pelo menos dos mais comuns e vulgarmente conhecidos como as quedas em altura de pessoas e materiais. constituindo um estado inicial indesejado. acredita-se também que os acidentes só acontecem aos outros. se desenvolve por vias normais até determinar uma sequência ou um processo de lesões conducentes ao estado final lesivo. pois tem causas bem identificáveis e previsíveis. Forma Esmagamento Queda em altura Choque objectos Soterramento Atropelamento Electrocussão Queda de nível Queda de pessoas Máquina Por determinar Nº de acidentes mortais 3 23 10 3 2 6 1 2 2 4 Causas dos acidentes mortais ocorridos em 2009 no sector da construção Fonte: ACT. Mas como lidam os trabalhadores com esta situação? Segundo alguns estudos realizados parece existir um elevado grau de conhecimento do risco de acidente de trabalho. mas de um conjunto de factores que convergem para a sua ocorrência. O processo laboral envolve um todo dinâmico de sistemas e subsistemas com funções interdependentes (materiais. a utilização de máquinas e ferramentas. Num momento. cada um deles considerado como efeito ou consequência de outros anteriores. diminuir ou pelo menos controlar.

as consequências dos acidentes de trabalho são as mais diversas. Se não as houvesse. defeituosas. os acidentes passariam a maior parte das vezes despercebidos. tais como: a perda de parte do vencimento pelo sinistrado. poeiras. produtos. I-6 . etc.  Acções de animais.  Arrumação ou armazenagem: má arrumação do local de trabalho e/ou  Acondicionamento defeituoso. humidade.. vegetais e minerais. etc. Os factores causais humanos são constituídos por aquelas acções ou omissões das pessoas que. o eventual decréscimo do rendimento aquando do seu retorno ao posto de trabalho. ruído excessivo. também conhecidos por “falhas humanas”. não protegidas. o valor dos danos causados nas instalações. inexperiência. distracção. 4. são motivados por anomalias de:  Máquinas ou ferramentas: inadequadas. estando directamente ligadas a factores económicos.Segurança. causam e explicam situações potenciais de risco e de perigo. dão lugar à aparição de acidentes e respectivas consequências. materiais e fortuitos. droga... As condições materiais que originam. temperatura. o valor do tempo perdido pelos colegas para o socorrer. imputáveis ao(s) sinistrado(s) ou a terceiros.  Outras: doenças. originando situações de risco. constituem os factores causais materiais. Podem ser apreciadas no plano material e humano: No plano material.. etc. o menor rendimento do operário que o substitui. etc. alcoolismo.  Sinalização: inexistente ou desapropriada. etc. também conhecidos por “falhas técnicas”. negligência.2. Estes. má iluminação.  Psicológicas: imprudência. Os factores fortuitos devem-se a situações imprevisíveis resultantes de:  Acções adversas de fenómenos atmosféricos incontroláveis.  Higiene e salubridade: arejamento insuficiente. Estes factores. são devidos a deficiências:  Fisiológicas: fadiga. material de trabalho. Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil 3. equipamentos. Classificação dos factores causais Os factores causais podem ser classificados em três grupos: humanos. fadiga psicológica. CONSEQUÊNCIAS DOS ACIDENTES DE TRABALHO As consequências dos acidentes são as manifestações externas que permitem o seu reconhecimento. etc. inaptidão. ferramentas.  Profissionais: ignorância.  Outras acções. de que resultem acidentes e as respectivas consequências. sujidade.

Imagem afectada. Acumulação de tarefas. Baixa de produtividade. Consternação. surgem preocupações de vária índole. Aumento dos custos. Dificuldades económicas. profissional. Aumento dos encargos sociais. Medo colectivo. Aumento dos seguros. Heinrich em 1931.  Pagamento do prémio de seguro. Mau ambiente de trabalho. Diminuição do salário. I-7 . são aqueles que podem ser directamente imputados a dado acidente e por norma podem ser quantificáveis com facilidade. CUSTOS DOS ACIDENTES Desde os estudos levados a cabo por H. Inquietação. Vejamos de uma forma sistematizada as consequências dos acidentes de trabalho: VÍTIMAS Sinistrado POSSÍVEIS CONSEQUÊNCIAS Plano Humano Plano Material Sofrimento físico e moral.  Assistência médica e medicamentosa. Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil No plano humano. as consequências de um acidente podem ser muito nefastas. Perdas de produção. Diminuição do poder de compra. passaram a classificar-se os custos dos acidentes de trabalho em dois tipos: Custos directos Custos indirectos Os custos directos como o nome indica. indispensáveis à sua inserção numa nova actividade que possa ser desempenhada com as faculdades não comprometidas no acidente. Diminuição do seu potencial Diminuição do potencial humano. Perdas de tempo. Preocupações. Não cumprimento de prazos de entrega. Perdas de prémios de produção. nomeadamente quanto aos problemas de readaptação física e reabilitação profissional. Sofrimento moral. Formação de substituto. Também se designam por custos segurados. Diminuição da produção. W.  Indemnizações. Baixa do potencial humano. Consequências dos acidentes de trabalho Família Colegas Empresa País 5. São exemplos de custos directos:  Salários.Segurança. Para além dos sofrimentos físico e moral sentidos pelo acidentado.

 Perdas de produção motivadas pela influência causada nos outros trabalhadores. Todos perdem com os acidentes de trabalho. 4/5 do volume total.  Perdas da eficiência e da produtividade do acidentado após a recuperação. 1/5 do seu volume. H. estabeleceu a proporção média de 1:4 entre os custos directos e os custos indirectos. nem normalmente cobertos. não são facilmente quantificáveis. selecção e formação de um substituto quando necessário. O facto de não serem quantificáveis não significa que estes custos. e infelizmente muito superiores aos directos.  Perdas comerciais por não satisfação de prazos de entrega. a parte visível de um iceberg. Imagem do iceberg (proporção entre custos directos e indirectos dos acidentes) Naturalmente que os custos totais dos acidentes são a soma dos custos directos com os custos indirectos. I-8 . Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil Estes custos estão normalmente cobertos pelos seguros de trabalho. embora mais subtis.  Perdas resultantes da degradação do nome e da imagem da empresa no mercado. Os custos indirectos. representa os custos directos dos acidentes. e são representados pelo respectivo prémio. a parte submersa e invisível. Heinrich.  Perdas com o aumento dos desperdícios na produção após o acidente. contrariamente aos anteriores.  Perdas por produtos defeituosos produzidos após o acidente. São exemplos de custos indirectos:  Tempo perdido pelo acidentado e pelos outros trabalhadores. na indústria americana do seu tempo. após estudos realizados sobre muitos acidentes.  Tempo e gastos com o recrutamento.Segurança. Desta proporção retirou-se a analogia com um iceberg que se passou a utilizar. não sejam muito reais.  Tempo de investigação da(s) causa(s) do acidente. representa os custos indirectos.

de 4 de Setembro. Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil Perde o trabalhador que vê diminuídas as suas potencialidades como pessoa e como profissional. e ainda as interrupções normais ou forçosas de trabalho. de 12 de Fevereiro. nos termos do artigo 284º do Código do Trabalho. O conceito de acidente de trabalho O conceito de acidente de trabalho encontra-se definido na Lei nº 98/2009. como direito universal e dever do Estado. A Lei nº 98/2009. o que precede o seu início. quando em frequência de curso de formação profissional ou. fora do local de trabalho. f | No local onde o trabalhador deva receber qualquer forma de assistência ou tratamento em virtude de anterior acidente e enquanto aí permanecer para esse efeito. Regime de reparação A saúde. Consideram-se também acidentes de trabalho. enquanto o trabalhador aí permanecer para tal efeito. directa ou indirectamente.2. c | No local de trabalho e fora deste. I-9 . sujeito ao controlo do empregador. perde também a sua família. aprovado pela Lei nº 7/2009.” Entende-se por local de trabalho todo o lugar em que o trabalhador se encontra ou deva dirigir-se em virtude do seu trabalho e em que esteja. quando exista autorização expressa do empregador para tal frequência. d | No local de trabalho. que regulamenta o regime de reparação dos acidentes de trabalho e das doenças profissionais. quando no exercício do direito de reunião ou de actividade de representante dos trabalhadores. quando ocorram: a | No trajecto de ida para o local de trabalho ou de regresso deste. perturbação funcional ou doença de que resulte redução na capacidade de trabalho ou de ganho ou a morte. Entende-se por tempo de trabalho além do período normal de trabalho. perde a empresa cuja competitividade diminui.1. perde a sociedade em geral. e | No local de pagamento da retribuição. etc. no seu artigo 64º. b | Na execução de serviços espontaneamente prestados e de que possa resultar proveito económico para o empregador. que tem que cobrar mais impostos para compensar os prejuízos resultantes da diminuição da qualificação da mãode-obra e da diminuição da riqueza criada. incluindo a reabilitação e reintegração profissionais. da seguinte forma: “É acidente de trabalho aquele que se verifique no local e no tempo de trabalho e produza directa ou indirectamente lesão corporal. em actos de preparação ou com ele relacionados. e o que se lhe segue. vem regulamentar o regime de reparação dos acidentes de trabalho e das doenças profissionais. em actos também com ele relacionados. é uma conquista dos trabalhadores e está consagrada na Constituição da República Portuguesa.Segurança. 6. nos termos previstos no Código do Trabalho. NOÇÃO DE ACIDENTE DE TRABALHO 6. a seguradora que paga a indemnização mas não a totalidade dos prejuízos (os custos indirectos). 6. de 4 de Setembro.

sendo devido a forças inevitáveis da natureza. também. e | Entre o local de trabalho e o local da refeição. em consequência. compreende também o acidente de trabalho que se verifique nos trajectos normalmente utilizados e durante o período de tempo habitualmente gasto pelo trabalhador: a | Entre qualquer dos seus locais de trabalho.  O que provier exclusivamente de negligência grosseira do sinistrado. Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil g | Em actividade de procura de emprego durante o crédito de horas para tal concedido por lei aos trabalhadores com processo de cessação do contrato de trabalho em curso. h | Fora do local ou tempo de trabalho. De acordo com o artigo 15º da Lei nº 98/2009. não dando. salvo se tal privação derivar da própria prestação do trabalho. no caso de ter mais de um emprego.Segurança.3. mas há. das condições de segurança estabelecidas pela entidade empregadora ou previstas na lei. o empregador não tem que reparar o acidente que provier de motivo de força maior. Não deixa de se considerar acidente de trabalho o que ocorrer quando o trajecto normal tenha sofrido interrupções ou desvios determinados pela satisfação de necessidades atendíveis do trabalhador. não constitua risco criado pelas condições de trabalho. Há uma causa inerente ao trabalho. independentes de intervenção humana. 6. consentir na prestação. quando verificado na execução de serviços determinados pelo empregador ou por ele consentidos. Como trajecto de ida e volta para o local de trabalho.  O que resultar de privação permanente ou acidental do uso da razão do sinistrado. nem se produza ao executar serviço expressamente ordenado pela entidade empregadora em condições de perigo evidente. dada a sua importância. lugar a reparação:  O que for dolosamente provocado pelo sinistrado ou provier de um seu acto ou omissão. que importe violação. O artigo 14º da Lei nº 98/2009 indica-nos os casos em que o acidente deixa de se considerar de trabalho. sem causa justificativa. conhecendo o estado do sinistrado. Considera-se de força maior o que. mas em que a lei o descaracteriza como tal. uma causa estranha que com ela se combina e. f | Entre o local onde por determinação do empregador presta qualquer serviço relacionado com o seu trabalho e as instalações que constituem o seu local de trabalho habitual ou a sua residência habitual ou ocasional. c | Entre qualquer dos locais referidos na alínea precedente e o local do pagamento da retribuição. d | Entre qualquer dos locais referidos na alínea b) e o local onde ao trabalhador deva ser prestada qualquer forma de assistência ou tratamento por virtude de anterior acidente. I-10 . ou se a entidade empregadora ou o seu representante. nos termos da lei civil. Descaracterização do acidente Existem casos em que o acidente pode aparecer formalmente como de trabalho. bem como por motivo de força maior ou por caso fortuito. b | Entre a sua residência habitual ou ocasional e as instalações que constituem o seu local de trabalho. a lei retira à primeira a sua protecção.

Segurança.  Gabinete de Estratégia e Planeamento. Teresa Maneca (2004). 211.  Lima. Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social. mas a responsabilidade criminal não é transferível. Acidentes de Trabalho – 2008.  Comparticipação na reposição de salários perdidos. Relatório Anual de Actividades 2009 (Área inspectiva).4. “Trabalho e Risco no Sector da Construção Civil em Portugal: Desafios a uma cultura de prevenção”. REGULAMENTAÇÃO APLICÁVEL  Lei nº 98/2009. Higiene e Saúde no Trabalho na Construção Civil 6. De notar. Reparação do acidente de trabalho A reparação dos acidentes de trabalho é da responsabilidade do empregador. 2005. incluindo a reabilitação e reintegração profissionais.  Despesas associadas à prestação dos cuidados de saúde (ambulâncias. Manual do Formando – Segurança. que o empregador transfere o risco monetário do acidente de trabalho (reparação). Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social. I-11 . Higiene e Segurança do Trabalho da Construção Civil.Regulamenta o regime de reparação de acidentes de trabalho e de doenças profissionais.  Gabinete de Estratégia e Planeamento. Lisboa – Outubro de 2010. Acidentes de Trabalho – 2007. que a transfere obrigatoriamente para uma companhia de seguros. de 4 de Setembro . Lisboa – Março de 2010.  Centro de Formação Profissional da Indústria da Construção Civil e Obras Públicas do Norte. BIBLIOGRAFIA  Gabinete de Estratégia e Planeamento. Oficina do CES. estadias. farmacêutica e hospitalar. O seguro de acidentes de trabalho é obrigatório e deve cobrir todos os trabalhadores. indemnizações por perda parcial ou total da capacidade de ganho. Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social. Séries Cronológicas Acidentes de Trabalho 2000-2006. através do seguro de acidentes de trabalho.  Pensões por morte. Lisboa – Março de 2010.  Autoridade para as Condições do Trabalho. As apólices de acidentes de trabalho asseguram:  Prestações de natureza médica. deslocações por meios próprios). Coimbra: Centro de Estudos Sociais.

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