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AUDITORIAS DA QUALIDADE

Introdução à ISO 19011

Susana Marques

Abril 2011

OBJECTIVOS

No final deste módulo os participantes deverão ser capazes de enquadrar o processo de auditoria no contexto do Sistema da Qualidade.

2

Susana Marques

CONTEÚDO
 A Norma NP EN ISO 19011;  Conceito de auditoria;  Objectivos da auditoria;  Tipos de auditorias;  Responsabilidades na auditoria;  Princípios de auditoria.

3

Susana Marques

Programa de Auditorias Procedimento documentado Registos das auditorias e dos seus resultados 4 Susana Marques .  Implementado e mantido com eficácia. com os requisitos da norma e os requisitos do SGQ estabelecidos pela organização.AUDITORIA INTERNA E O REFERÊNCIAL ISO 9001 Assegurar a realização de auditorias internas periódicas para avaliar se o SGQ está:  Conforme com as disposições planeadas.

NP EN ISO 19011 Norma Portuguesa NP EN ISO 19011 2003 Linhas de orientação para auditorias a sistemas de gestão da qualidade e/ou de gestão ambiental (ISO 19001:2002) Elaboração: CT 80 (APQ) EDIÇÃO: Dezembro de 2003 5 Susana Marques .

Referências normativas 3. Campo de aplicação 2. Competências e avaliação de auditores 6 Susana Marques . Gestão de um programa de auditorias 6. Termos e definições 4.NP EN ISO 19011 LINHAS DE ORIENTAÇÃO PARA AUDITORIAS A SGQ/SGA 1. Actividades da auditoria 7. Princípios de auditoria 5.

condução de auditorias internas ou externas a SGQ/SGA. 7 Susana Marques . definição da competência e avaliação de auditores.NP EN ISO 19011 Esta norma proporciona orientações para a: gestão dos programas de auditorias a SGQ/SGA.

a outros tipos de auditorias. desde que salvaguardada a competência necessária na equipa auditora. 8 Susana Marques . a auditorias interna (1ª parte) e a auditorias externas (2ª e 3ª parte).CAMPO DE APLICAÇÃO Aplica-se: a auditorias a SGQ e/ou SGA.ISO 19011 .

segundo a ISO 19011: Processo sistemático.  PROCESSO Conjunto de actividades interrelacionadas e interactuantes que transformam entradas e saídas  SISTEMÁTICO As auditorias requerem planeamento e necessitam de ser conduzidas de forma estruturada. independente e documentado para obter evidências de auditoria e respectiva avaliação objectiva com vista a determinar em que medida os critérios da auditoria são satisfeitos.  INDEPENDENTE Os auditores não podem auditar uma actividade que eles próprios tenham desempenhado ou na qual têm responsabilidades. 9 Susana Marques .CONCEITO DE AUDITORIA Definição.

As evidências de auditoria podem ser qualitativas ou quantitativas.CONCEITO DE AUDITORIA Critérios da auditoria Conjunto de políticas. procedimentos ou requisitos. afirmações factuais ou outra informação. Os critérios da auditoria são utilizados como referência em relação à qual as evidências de auditoria são comparadas. 10 Susana Marques . Evidências de auditoria Registos. que sejam verificáveis e relevantes para os critérios da auditoria.

decididos pela equipa auditora após ter tido em consideração os objectivos da auditoria e todas as constatações da auditoria.CONCEITO DE AUDITORIA Constatações da auditoria Resultados da avaliação das evidências de auditoria de acordo com os critérios da auditoria. As constatações da auditoria podem tanto a conformidade ou não conformidade com os critérios da auditoria como oportunidades de melhoria. Conclusões da auditoria Resultados finais de uma auditoria. 11 Susana Marques .

relatórios externos. bases de dados informatizadas.CONCEITO DE AUDITORIA EVIDÊNCIA OBJECTIVA Informação quantitativa ou qualitativa. registos e relatórios com feedback dos clientes. 12 Susana Marques . dados tratados. registos ou constatação de factos relevantes para a qualidade de um produto ou serviço. indicadores. baseada na observação.). medida ou ensaio e que possa ser verificada (exemplo: relatórios. qualificação de fornecedores. etc. monitorização.

Comparação das evidências com os critérios da auditoria Conclusões da auditoria Constatações da auditoria Conformidade Não Conformidade 13 Susana Marques . ISO 14001. etc Evidências PRÁTICAS DA EMPRESA da auditoria Ex: Registos. constatações de factos. M anual Qualidade. etc. Procedimentos.CONCEITO DE AUDITORIA Critérios da Auditoria Ex: ISO 9001.

EXERCÍCIO EVIDÊNCIA OBJECTIVA “Facto ou Dedução?” 14 Susana Marques .

   Determinar a eficácia do Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ).OBJECTIVOS DA AUDITORIA  Verificar se as actividades relativas à qualidade e os resultados associados estão conformes com as disposições previstas.   Satisfazer exigências regulamentares. Consolidar a implementação do SGQ. 15 Susana Marques . Avaliar fornecedores. Identificar áreas de melhoria potenciais.

OBJECTIVOS DA AUDITORIA 16 Susana Marques .

 Verificar se as instruções e informações transmitidas estão a ser entendidas e postas em prática.  Verificar se os procedimentos estabelecidos são eficazes.OBJECTIVOS DA AUDITORIA A avaliação de qualquer actividade compreende sempre três tipos de aspectos:  Verificar se actividade está suficiente e adequadamente documentada. 17 Susana Marques .

TIPOS DE AUDITORIAS QUANTO ÀS ENTIDADES PROMOTORAS Audita e Certifica o Fornecedor Provê confiança FORNECEDOR 1ª Parte FORNECEDOR 2ª Parte Necessidades e Expectativas Necessidades e interesses próprios Partes envolvidas na avaliação da conformidade 18 Susana Marques .

 Os seus resultados e a sua análise fazem obrigatoriamente parte da Revisão do Sistema pela Gestão de Topo. Características específicas:  A frequência de realização é relativamente curta. 19 Susana Marques .TIPOS DE AUDITORIAS Auditorias de 1ª Parte AUDITORIAS INTERNAS – realizadas por iniciativa da organização com vista a avaliar o seu próprio sistema de gestão da qualidade (podem ser realizadas por auditores externos à organização).  As acções correctivas são relativamente rápidas de implementar.

 Quando o fornecedor não tem um SGQ certificado ou quando os produtos a adquirir estão fora do âmbito da certificação. São realizadas nas seguintes situações:  Em caso de quebra de confiança no fornecedor.  No âmbito de um fornecimento específico .TIPOS DE AUDITORIAS Auditorias de 2ª Parte Auditorias realizadas pelos clientes aos respectivos fornecedores com a finalidade de avaliar o grau de confiança e adequabilidade do Sistema da Qualidade destes. 20 Susana Marques .

TIPOS DE AUDITORIAS Auditorias de 3ª Parte Auditorias externas realizadas por uma terceira entidade independente:  Auditorias para efeitos de registo e certificação de conformidade de acordo com as normas de referência:  NP EN ISO 9001:2008  NP EN ISO 14001:2004 OHSAS 18001:2007 21 Susana Marques .

AUDITORIA DE SEGUIMENTO – auditoria realizada para avaliar a implementação.TIPOS DE AUDITORIAS Auditorias de 3ª Parte AUDITORIA DE CONCESSÃO – auditoria realizada para efeitos de concessão da certificação. AUDITORIA DE ACOMPANHAMENTO – auditoria realizada para efeitos da manutenção da certificação. 22 Susana Marques . anteriormente não abrangidas. AUDITORIA DE EXTENSÃO – auditoria realizada para efeitos de tornar a certificação extensível a outras áreas ou actividades. AUDITORIA DE RENOVAÇÃO – auditoria realizada para efeitos de renovação de certificação. na sequência da análise do processo de candidatura. adequação e eficácia de acções correctivas decorrentes de auditorias anteriores.

EXERCÍCIO TIPOS DE AUDITORIA “Auditorias na CBE” 23 Susana Marques .

Auditoria de terceira parte – Entidade Certificadora 24 Susana Marques . Auditorias internas – Pode ser o representante da gestão para a qualidade.  Recebe o relatório final da auditoria. O Cliente da auditoria pode ser o auditado ou qualquer outra organização que tenha direito regulamentar ou contratual de requerer uma auditoria.RESPONSABILIDADES NA AUDITORIA Cliente da auditoria Pessoa ou organização que requer uma auditoria.  Responsável por informar o auditor coordenador sobre o objectivo e âmbito da auditoria. Normalmente não participa na auditoria. Quem solicita a auditoria. Auditorias de segunda parte – Pode ser o Director de Compras ou o Representante da gestão.

Necessário designar um coordenador da auditoria quando existe mais do que um auditor envolvido. 25 Susana Marques . ‐Preparação da equipa e do plano de auditoria.  Responsabilidades: ‐Condução geral da equipa auditora. ‐Tomar as decisões finais. ‐Ligação com o Cliente e/ou auditado.RESPONSABILIDADES NA AUDITORIA Auditor Coordenador Pessoa com competência para gerir e liderar uma auditoria. ‐Selecção da sua equipa. ‐Apresentação do relatório final da auditoria.

executar e reportar a auditoria. A equipa auditora pode incluir auditores em formação 26 Susana Marques . Equipa auditora Um ou mais auditores que realizam uma auditoria apoiados. de acordo com as instruções do auditor coordenador. se necessário. Papel do auditor: Preparar. nos peritos técnicos. Um dos auditores da equipa auditora é nomeado auditor coordenador.RESPONSABILIDADES NA AUDITORIA Auditor Pessoa com competência para realizar uma auditoria.

27 Susana Marques . processo ou actividade a auditar. Um perito técnico não actua como auditor no âmbito da equipa auditora.RESPONSABILIDADES NA AUDITORIA Perito técnico Pessoa que possui conhecimento específico ou experiência qualificada para a equipa auditora. Os conhecimentos e a experiência qualificada referem-se tanto à organização. à língua ou à orientação cultural.

Disponibilizar documentos e registos conforme solicitado.RESPONSABILIDADES NA AUDITORIA Auditado Organização a ser auditada Proporcionar o acesso à equipa auditora. Inicia as acções adequadas às constatações de auditoria. Colaborar com a equipa auditora de forma a garantir a conclusão da auditoria com sucesso. Recebe uma cópia do relatório da auditoria. 28 Susana Marques . Disponibilizar instalações.

TERMOS DE DEFINIÇÕES AUDITADO NÃO É A PESSOA SISTEMA PROCESSO PRODUTO REPRESENTANTE DO AUDITADO DIRETOR GERENTE CHEFE 29 Susana Marques .

EXERCÍCIO RESPONSABILIDADE “Responsabilidades no processo de auditoria” 30 Susana Marques .

Integridade. 31 Susana Marques . . .Discrição.PRINCÍPIOS DE AUDITORIA Relacionados com os Auditores  Conduta ética: Pilar do profissionalismo. .Confiança.  Devido cuidado profissional: Aplicação de diligência e de discernimento na auditoria.Confidencialidade.  Apresentação imparcial: Obrigação de relatar com verdade e rigor. .

 Abordagem baseada em evidências: método racional para chegar a conclusões de auditoria fiáveis e reprodutíveis num processo de auditoria sistemático. 32 Susana Marques .PRINCÍPIOS DE AUDITORIA Relacionados com a Auditoria  Independência: base para a imparcialidade da auditoria e para a objectividade das conclusões da auditoria.

são autorizadas pela perspectiva de um contrato/compra. ou pelo próprio contrato. são autorizadas pela Gestão de Topo. 33 Susana Marques .  Consistem numa avaliação das práticas reais praticadas na empresa e consequente comparação com os padrões de boas práticas. Se externas. Não são uma investigação sem método ou objectivo definido.CARACTERÍSTICAS DAS AUDITORIAS  São legítimas. Se internas.

 São programadas e realizadas com o conhecimento prévio e na presença das pessoas cujo trabalho é objecto de auditoria. 34 Susana Marques .  São programadas com antecedência. bem treinadas e independentes (sem responsabilidade directa sobre a actividade submetida a auditoria). Sem segredos ou surpresas.CARACTERÍSTICAS DAS AUDITORIAS  São realizadas por pessoas experientes. não devendo ser efectuadas apenas nas situações de crise.

CARACTERÍSTICAS DAS AUDITORIAS  Os factos revelados pela auditoria são abordados de forma franca e discutidos antes do relatório ser elaborado e enviado à Gestão de Topo. mas sim acção correctiva de aprimoramento.  Não têm conotação punitiva. 35 Susana Marques .  Os seus resultados e recomendações são examinados ao nível da Gestão de Topo e acompanhados para se verificar o cumprimento das acções correctivas.

AUDITORIA 36 Susana Marques .

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