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FACULDADE DE TECNOLOGIA DO IPIRANGA Manual de Normatização para Trabalhos Acadêmicos da FATEC do Ipiranga

FACULDADE DE TECNOLOGIA DO IPIRANGA

Manual de Normatização para Trabalhos Acadêmicos da FATEC do Ipiranga

SÃO PAULO

2012

SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO

7

1 TIPOS DE TRABALHOS ACADÊMICOS

8

1.1

Projeto de pesquisa

8

1.1.1 Tema /Delimitação do tema

10

1.1.2 Justificativa da escolha

10

1.1.3 Objetivos

10

1.1.4 Revisão da literatura

10

1.1.5 Formulação do problema

11

1.1.6 Enunciado da hipótese

11

1.1.7 Metodologia

11

1.1.8 Discussão dos Resultados

13

1.1.9 Orçamento

13

1.1.10 Cronograma de execução

13

1.1.11 Referências

13

1.1.12 Início do trabalho

13

1.2

Pós-graduação

14

1.2.1Tese

14

1.1.2

Dissertação

15

1.3

Graduação

15

1.3.1 Atividade Autônoma de Projeto (AAP)

16

1.3.2 Projeto Integrador Multidisciplinar (PRIMT)

17

1.3.3 Projeto de Conclusão de Curso ou Projeto de Trabalho de Graduação I e o II

17

1.4

Apresentação de Trabalho em Congressos

17

1.4.1 Comunicação Científica

18

1.4.2 Pôster

19

1.4.5

Apresentação Oral de Trabalhos Científicos

20

2 ESTRUTURA DO TRABALHO ACADÊMICO

22

2.1

Elementos Pré-textuais

22

2.1.1 Capa

23

2.1.2 Lombada

24

2.1.3 Folha de Rosto

24

2.1.4 Errata

25

2.1.5 Folha de Aprovação

25

2.1.6 Dedicatória

26

2.1.7 Agradecimentos

26

2.1.8 Epígrafe

27

2.1.9 Resumo

27

2.1.10 Lista de Ilustrações

28

2.1.11 Lista de Abreviaturas e Siglas

29

2.1.12 Lista de Símbolos

30

2.1.13 Sumário

30

2.2.1 Introdução

32

2.2.2 Desenvolvimento

32

2.2.3 Conclusões

32

2.2.4 Notas de Rodapé

33

2.3

Elementos Pós-Textuais

33

2.3.1 Referências

34

2.3.2 Glossário

34

2.3.3 Apêndice

34

2.3.4 Anexos

34

2.3.5 Índice

35

3 APRESENTAÇÃO GRÁFICA DOS TRABALHOS

36

3.1

Formatação de Trabalhos Acadêmicos

37

3.3.2

Elementos sem título e sem indicação numérica

39

4.1

Citação Direta

40

4.1.1Citação inserida dentro do texto:

40

 

4.1.2

Citação com mais de três linhas:

41

4.2

Citação Indireta

42

5 NORMAS PARA REFERÊNCIAS

44

5.2

Regras para o Registro

44

5.1.1 Obras com um, dois ou três autores

44

5.1.2 Obras com mais de três autores

44

5.1.3 Obras de organizadores

45

5.1.4 Monografia, dissertação e tese

45

5.1.5 Artigos de jornais

45

5.1.6 Artigos de revistas

46

5.1.7 Internet

46

REFERÊNCIAS

47

LISTA DE FIGURAS

Figura 1 - Modelo de Capa dos trabalhos da FATEC Ipiranga

23

Figura 2 - Modelo da Ficha

24

Figura 3 - (a) Modelo do anverso folha de rosto; (b) Modelo do verso da folha de rosto

25

Figura 4 (a) Modelo de uma folha de errata; (b) Modelo da folha de aprovação

26

Figura 5 - (a) Modelo da Dedicatória; (b) Modelo de

27

Figura 6 - (a) Exemplo da epígrafe; (b) Exemplo de um resumo

28

Figura 7 - Exemplo de uma lista de figuras

29

Figura 8 - Exemplo de uma lista de Abreviaturas e

30

Figura 9 - Exemplo de Sumário

31

Figura 10 - Exemplo da numeração

39

LISTA DE QUADROS

Quadro 1- Exemplo de um cronograma de

13

Quadro 2 - Elementos de um Trabalho

22

Quadro 3 Exemplos de referências da

46

7

APRESENTAÇÃO

O objetivo deste manual de normatização é, de um lado, apresentar as principais normas que norteiam os trabalhos acadêmicos brasileiros, com base na Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e, de outro, adaptá-las aos trabalhos científicos que fazem parte da matriz curricular dos cursos ministrados na FATEC do Ipiranga, tais como o Projeto Integrador Multidisciplinar (PRIMT) a Atividade Autônoma de Projeto (AAP) e o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) ou Monografia. Para tanto, em um primeiro momento, serão apresentados os diferentes tipos de trabalhos acadêmicos; em um segundo momento, serão elencados os elementos que compõem a estrutura de um trabalho científico; posteriormente, serão expostas as regras de apresentação para os trabalhos acadêmicos; por fim, serão exibidas as normas para citação e referências. Esse documento foi elaborado pelas professoras que ministram as disciplinas de Metodologia da Pesquisa Científica e Tecnológica nos cursos da FATEC Ipiranga, que formam a comissão de Pesquisa da FATEC Ipiranga. Sendo elas:

Prof.ª Ma Aline Correia de Sousa Colantuono (Eventos)

Prof.ª Ma Silza Maria Librelon Raia (GCOM)

Prof.ª Título Elisabete Helena Villas Boas (RH)

Prof.ª Ma Ana Cláudia Melo Tiessi Gomes de Oliveira. (ADS).

As professoras citadas tiveram também a colaboração da professora Prof. Esp. Eliane Regina Rodrigues Message, que nos cedeu material de suma importância para a elaboração deste manual. Esta é a primeira versão do manual de normalização da FATEC do Ipiranga, sendo assim, sugestões e críticas serão bem vindas.

8

1 TIPOS DE TRABALHOS ACADÊMICOS

Neste capítulo, tem-se como objetivo apresentar os diferentes tipos de trabalhos acadêmicos, bem sua suas características e níveis de exigência. Antes da elaboração efetiva de um trabalho acadêmico sendo ele em nível de pós-graduação ou graduação é necessário elaborar um projeto de pesquisa para nortear o trabalho a ser realizado. Os itens necessários em um projeto de pesquisa são apresentados na Seção 1.1.

1.1 Projeto de pesquisa

As instituições de fomento de pesquisa possuem formulários próprios para a realização do projeto, que devem ser utilizados, quando necessário. Esse projeto inicial pode também ser modificado ao longo do desenvolvimento da pesquisa. Neste manual é apresentado o modelo proposto pelo Centro Paula Souza. Pesquisas científicas normalmente nascem de um projeto, ou seja, ao aparecimento de uma ideia deve se seguir o planejamento de como ocorrerá essa pesquisa. É como o projeto de uma casa imaginam-se suas partes, como se dará seu desenvolvimento, o que será feito antes, depois, como o imóvel será erguido. Além disso, o projeto é o documento que levará (ou não) à autorização para o desenvolvimento da pesquisa, assim como para a liberação de verbas, quando necessárias. O “aparecimento” da ideia tema de pesquisa é antecedido (e sucedido) pela aquisição de conhecimentos sobre o assunto. De acordo com Manual do Centro Paula Souza,

A aquisição de conhecimentos sobre o material a ser pesquisado não se confunde com a própria pesquisa em si. O investigador dificilmente será capaz de resolver um problema em pesquisa aplicada ou tecnológica sem ter adquirido previamente os conhecimentos básicos e genéricos sobre a área de estudo. Adicionam-se aqui os conhecimentos necessários sobre outras disciplinas que eventualmente venham a ser usadas como ferramenta de apoio à solução do problema. Esta aquisição de conhecimentos, normalmente, é resultante de:

9

a) frequência a cursos,

b) leitura de trabalhos publicados, livros e relatórios de pesquisa,

c) informação verbal, conversa e discussões com pessoas experientes e

d) experiência própria (2008, p. 6) (

grifo nosso

).

Com base nesse conhecimento prévio sobre o assunto, o pesquisador pode ter claras para si as características de seu trabalho. Então, será capaz de delimitar um tema para a pesquisa 1 . A partir da ideia inicial, é necessário fazer um estudo exploratório a fim de verificar a possibilidade de se desenvolver o trabalho. Nesse momento, examinam- se a existência de bibliografia acessível e confiável, a capacidade teórico-técnica do aluno de realizar a pesquisa (seu nível acadêmico, seus conhecimentos a respeito do tema), além de outros aspectos práticos, como o tempo de que será necessário dispor, os materiais e o orçamento para o desenvolvimento da investigação. A pesquisa deve fazer parte dos gostos e interesses do aluno, ou corre-se o risco de não conseguir terminá-la. Deve ainda ser relevante, ou seja, precisa ter importância prática e/ou teórica para a comunidade acadêmica e/ou para a sociedade. Examinadas essas questões e aprovado o tema, redige-se o PROJETO DE PESQUISA. De acordo com o Centro Paula Souza,

Seria interessante sublinhar a unanimidade do meio técnico-científico sobre a afirmação de que a pesquisa tecnológica não é coisa de gênios. Para obter sucesso em pesquisa o indispensável é ter um plano de pesquisa (projeto) organizado. Dessa forma, a organização e o planejamento da pesquisa passam por uma fase, na qual escrever é fundamental (2008, p. 7).

Destaca-se, dessa forma, a importância do plano de pesquisa para a organização dos trabalhos, como também a necessidade de uma redação precisa, clara, objetiva mesmo em se tratando de uma pesquisa tecnológica. Esse projeto é tão importante para o desenvolvimento dos trabalhos como a planta de uma casa sem ela, como saber onde fazer o primeiro buraco, onde

1 Este pode se originar de aulas, material didático, estudos, revistas, jornais, artigos científicos, congressos, experiência profissional.

10

colocar tijolos? Dessa mesma forma, o projeto de pesquisa indica ao estudioso por onde começar sua investigação, ao mesmo tempo orientando-o sobre a onde chegar. De forma geral, um projeto de pesquisa deve ser seguido da seguintes itens:

(a) Tema/Delimitação do tema; (b) Justificativa; (c) Objetivos; (d) Revisão da Literatura; (e) Formulação do problema; (f) Enunciado da hipótese; (g) Metodologia; (h) Discussão dos Resultados; (i) Orçamento e (j) Cronograma de Execução. Cada um desses itens é detalhado das seções subsequentes.

1.1.1 Tema /Delimitação do tema

Dentro do tema escolhido deve-se ainda selecionar um tópico a ser estudado. Ao limitar a extensão do trabalho, possibilita-se o aprofundamento da abordagem - quanto mais delimitado, maior a possibilidade de aprofundamento do tema.

1.1.2 Justificativa da escolha

É necessário justificar a escolha do tema em questão, a partir de sua relevância teórica e/ou técnica para a sociedade, a ciência, a academia, o desenvolvimento tecnológico. Pode-se realizar a justificativa por meio de uma contextualização do tema, explicando a importância de se realizar (mais) um estudo sobre ele.

1.1.3 Objetivos

Os objetivos da pesquisa, devem apontar o que se buscará conhecer, compreender, construir, aprimorar, enfim, o que a pesquisa pretende realizar.

1.1.4 Revisão da literatura

Apresenta-se aqui, sucintamente, o “estado da arte” a respeito daquele tema – a situação atual do problema e as pesquisas já realizadas sobre ele. De acordo com Cervo e Bervian (2002), essa revisão serve para orientar o próprio desenvolvimento do trabalho.

11

1.1.5 Formulação do problema

Apresenta-se, de forma interrogativa, o objeto de estudo da pesquisa. Esse problema deve surgir de reflexão pessoal do pesquisador sobre a revisão bibliográfica.

1.1.6 Enunciado da hipótese

A hipótese é uma possibilidade de resolução do problema ou uma “explicação provisória” -, à qual se chega também por meio do estudo bibliográfico e a reflexão do pesquisador. Nem todo projeto de pesquisa precisa ter uma hipótese, uma vez que um estudo exploratório é justamente a busca de uma resposta. Uma pesquisa de doutorado, por outro lado, deve ter uma “tese”, ou seja, uma “resposta” pronta, que se busca provar ao longo do desenvolvimento do trabalho.

1.1.7 Metodologia

Neste item deve-se explicar como se desenvolverá o trabalho. Como guia para a descrição da metodologia, podem-se usar as seguintes questões:

Qual o tipo de pesquisa?

Como se procederá à pesquisa? Quais os caminhos para se chegar aos

objetivos propostos?

Qual o universo da pesquisa (total de indivíduos que possuem as mesmas

características definidas para um determinado estudo)? Será utilizada

amostragem?

Quais os instrumentos de coleta de dados?

 

Como foram construídos os instrumentos de pesquisa?

 

Qual a forma que será usada para a tabulação de dados?

Como interpretará e analisará os dados e informações?

Será

realizada

pesquisa

de

campo

ou

de

laboratório?

Com

que

metodologia? Como pretende acessar suas fontes de consulta bibliográfica, fichá-las, lê-

las e resumi-las, construir seu texto, entre outros.

12

Geralmente fazem parte da metodologia da pesquisa os seguintes itens: (a) Amostragem; (b) Instrumentos; (c) Procedimentos e (d) Análise e Tratamento de Dados. A amostragem é uma das etapas do processo estatístico e estabelece um grupo de indivíduos (população ou universo) “que representem a totalidade de indivíduos que possuam as mesmas características definidas para um estudo” (CERVO, p. 73). Esses indivíduos constituintes da amostra devem ser selecionados de acordo com critérios que assegurem sua representatividade. Ao descrever-se a amostra, é necessário especificar como ocorreu sua seleção, assim como justificar os procedimentos de amostragem. São definidos como instrumentos a descrição das Técnicas utilizadas para a coleta de dados (instrumentos de medida). Na pesquisa de campo, os instrumentos de pesquisa mais utilizados são: Observação, Entrevista, Questionário (perguntas abertas, fechadas e de múltipla escolha) e Formulários. Na Pesquisa experimental, indicam-se os instrumentos e materiais ou técnicas a serem utilizados (testes, escalas, instrumentos de laboratório). Os procedimentos representam os métodos utilizados para a elaboração do trabalho acadêmico. Nas pesquisas descritivas, aqui se descrevem os passos da coleta e registro dos dados. Quem? (pesquisador, equipe treinada ou outro) Como? (em grupo, individual ou outro) Quando? (período) Onde? “Descrevem-se ainda as dificuldades, as preocupações, a supervisão e o controle” (CERVO, p. 73). Em caso de pesquisa experimental, indica-se a forma de fazer a observação e manipulação da variável em estudo, tipo de experimento, utilização ou não de grupo de controle e maneira de registro dos resultados. Finalmente, no item Tratamento e Análise dos dados explicita-se qual será o tratamento e a forma pelos quais os dados coletados serão analisados, a fim de serem interpretados. Deve-se considerar, para isso, sempre “o referencial teórico ou conceitual adotado na pesquisa [e] os resultados de pesquisas anteriores” (CENTRO PAULA SOUZA, 2008, p. 9). É necessário ainda especificar o tratamento estatístico antes da coleta de dados, quando se tratar de estudo quantitativo.

13

1.1.8 Discussão dos Resultados

Neste item devem se relacionados os resultados da pesquisa com o material teórico estudado, a fim de se chegar a conclusões sobre o tema.

1.1.9 Orçamento

Previsão de despesas com pessoal, serviços e de material.

1.1.10 Cronograma de execução

Escalonamento do tempo da pesquisa nas atividades a serem realizadas. Esse cronograma varia conforme as especificações da pesquisa. Como exemplo, desenhamos um cronograma de um estudo de caso hipotético, que se realizaria em 12 meses. Exemplo pode ser verificado no Quadro 1.

Mês

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

11

12

Leitura e Fichamento do material bibliográfico

X

X

X

                 

Elaboração instrumentos de coleta de dados na pesquisa de campo

   

X

                 

Coleta de dados

     

X

X

X

X

         

Elaboração dos dados

           

X

X

X

     

Elaboração das conclusões

               

X

X

   

Redação e formatação do relatório de pesquisa

               

X

X

X

X

Quadro 1- Exemplo de um cronograma de execução.

1.1.11

Referências

Levantamento

inicial

das

obras

que

serão

utilizadas

no

trabalho.

As

referências devem seguir o formato proposto pela ABNT.

1.1.12 Início do trabalho

Após a provação do projeto, inicia-se a pesquisa bibliográfica, procedendo-se ao levantamento, seleção e fichamento das obras a serem utilizadas no trabalho. Momento que surge a seguinte dúvida. Onde Pesquisar? Além da biblioteca, podem-se utilizar para pesquisa artigos encontrados na internet. Neste caso, é importante observar a confiabilidade das informações

14

encontradas, assim como distinguir aquelas que são científicas, portanto adequadas a um trabalho desse tipo. De acordo com Cervo e Bervian (2002)

Como fontes confiáveis para referências acadêmicas e científicas deve-se privilegiar dissertações, teses, tratados, revistas periódicas vinculadas às instituições de ensino ou de pesquisa e artigos publicados em revistas científicas catalogadas nos respectivos órgãos normatizadores e fiscalizadores (p. 157). (grifo nosso)

Algumas universidades dão a seus alunos senhas para acesso a portais que agrupam revistas científicas eletrônicas, mas há revistas gratuitas, passíveis de serem encontradas e acessadas por intermédio do “Google Acadêmico”, ou “Periódicos” da Capes, Scielo e BDBComp, entre outras. Basta entrar na página do buscador e digitar o tema da pesquisa. Ao recolher material da internet, cuidado para não deixar faltar os elementos necessários para fazer a citação do texto, quando for montar as referências.

1.2 Pós-graduação

Considera-se a existência de uma ascendência entre monografia, dissertação e tese, “em relação à originalidade, à profundidade e à extensão” (MARCONI, 2010, p. 221). Assim, da graduação à pós-graduação, os trabalhos vão exigindo cada vez mais embasamento, aprofundamento e originalidade. Na pós-graduação lato senso, geralmente se pede a realização de uma monografia; no strictu senso, realizam-se a dissertação de mestrado e depois a tese de doutorado.

1.2.1Tese

Resultado de pesquisa (experimental ou não), com tema único. Difere da dissertação pela necessidade de se tratar de pesquisa original, a fim de se obter o título de doutor. É também realizada com a coordenação de um professor orientador.

15

1.1.2 Dissertação

Resultado de pesquisa científica (experimental ou não), com um único tema, e com o objetivo de “reunir, analisar e interpretar informações” (ISKANDAR, 2009, p. 25). Para sua realização, são importantes o conhecimento da literatura existente até o momento sobre o tema e a capacidade de sistematização do aluno. A pesquisa é coordenada por um orientador professor doutor, visando à obtenção do título de mestre.

1.3 Graduação

Na graduação, realizam-se desde o resumo de capítulos ou livros a recensões bibliográficas a respeito de um tema, ou até mesmo, uma pesquisa experimental mais extensa como o caso do trabalho de conclusão de curso TCC e de pesquisas interdisciplinares PRIMT e AAP. Mesmo estes últimos, vários autores preferem classificar como “pesquisas exploratórias” ou “estudos iniciais de pesquisa” (MARCONI, 2010, p. 222), pois são ainda o início de uma atividade de pesquisa. Existem várias maneiras de resumir um texto acadêmico, são elas: Resumo, Resenha e Fichamento. Sendo que o resumo pode ser:

Indicativo ou descritivo: Presente na introdução do trabalho, apresenta as partes mais importantes deste, em frases curtas. Não dispensa a leitura do texto completo.

Informativo ou analítico (sinopse): mais completo que o resumo indicativo, é colocado antes do início do texto e apresenta todas as partes deste, dispensando sua leitura completa para a compreensão de seus elementos. Quando colocado no início do relatório de pesquisa, deve ser feito em um só parágrafo e conter por volta de 500 palavras. O tempo verbal deve ser o presente e as frases devem ser curtas e objetivas (OLIVEIRA, 2010).

A Resenha consiste em um resumo crítico, que contém as ideias do autor do resumo (opiniões e comentários). Já o fichamento é um tipo de resumo em que se

16

realiza um compêndio das ideias de cada obra que será utilizada na pesquisa. O fichamento é fundamental para qualquer trabalho, porque permite ao pesquisador selecionar e guardar o material bibliográfico que será usado na produção do relatório. Pode ser realizado em fichas de papel, mas é mais prático criar arquivos do Word para esse fim. Deve ser feita uma ficha (ou arquivo) para cada documento utilizado na bibliografia. Devem fazer parte das fichas:

a referência bibliográfica da obra a ser fichada

o conteúdo do texto

as citações textuais e contextuais e

as críticas

Apesar de a confecção dos fichamentos ser pessoal (cada pesquisador ficha de acordo com os seus hábitos de estudo e as suas necessidades em relação àquele material), é preciso sempre atentar para o seguinte:

separar citações contextuais de textuais (estas entre parênteses e com o número da página na sequência) e

as ideias do autor do texto fichado e o que é criação do autor do fichamento. Problemas nesses aspectos levam à impossibilidade de utilização da ficha, pois seus dados não serão confiáveis.

1.3.1 Atividade Autônoma de Projeto (AAP)

Pesquisa interdisciplinar desenvolvida no Centro Paula Souza, deve resultar em uma monografia (trabalho a respeito de um tema delimitado) (MARCONI, 2010, p. 219). De acordo com CESU (2012) os pressupostos de uma AAP são:

As atividades autônomas de projeto, como o próprio nome salienta, partem do pressuposto que devem ser desenvolvidas pelos estudantes, autonomamente, de forma individual ou em grupo. Elas não eliminam o trabalho de orientação docente, mas o requerem de forma diferenciada. Por exemplo: um dado curso pode estabelecer que as suas AAPs de um dado semestre sejam um desafio que envolva conhecimentos abordados pelas disciplinas daquele semestre e de semestres anteriores. Neste caso, o desafio do(s) aluno(s) será propor a resolução de um dado problema a partir dos conhecimentos que detêm ou que está desenvolvendo naquele semestre. Essa autonomia, inicialmente “vigiada”, deve possibilitar o amadurecimento do aluno, com o reforço de seus acertos e reflexão

17

de seus erros. Assim, o trabalho docente fica muito mais ligado a um diálogo instigador de ações do que propriamente à condução das práticas a serem desenvolvidas. Trata-se, portanto, de uma nova forma de encarar o processo de aprendizagem, muito mais centrado nas ações dos estudantes do que nos ensinamentos dos docentes.

Para a apresentação do relatório, deve-se fazer uma capa, resumo, sumário e texto, contendo: introdução, capítulos, considerações finais e referências.

1.3.2 Projeto Integrador Multidisciplinar (PRIMT)

Integra as disciplinas de cada semestre através de pesquisa, monografia, projeto ou outra forma de desenvolvimento que corrobore para a formação sistêmica e holística do aluno, dando-lhe condições de perceber a interação entre várias áreas de conhecimento e, simultaneamente, preparando-o a cada semestre para a elaboração de seu Projeto de Conclusão de Curso (Trabalho de Graduação).

1.3.3 Projeto de Conclusão de Curso ou Projeto de Trabalho de Graduação I e o II

O Projeto de Conclusão de Curso é uma exigência curricular na formação acadêmica e profissional dos cursos de tecnologia e consiste no desenvolvimento de um projeto de estudo individual, ou em grupo sobre temas do conteúdo dos cursos e relacionado à prática profissional do aluno. A formatação do relatório de pesquisa de conclusão de curso deve seguir as normas da ABNT, contendo todos os itens obrigatórios para esse tipo de documento.

1.4 Apresentação de Trabalho em Congressos

Quando se pretende apresentar um trabalho científico em um congresso, inicialmente se pede que o candidato envie um resumo do trabalho à comissão organizadora do evento. Este tem como finalidade a seleção daqueles trabalhos que serão apresentados, assim como, posteriormente, orientar a classificação do trabalho em sessões. Pode-se inscrever um trabalho em sessões de comunicação oral ou em apresentações de pôsteres (geralmente, congressos que aceitam

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trabalhos desenvolvidos por alunos de graduação, fazem-no apenas para as sessões de pôsteres).

O resumo, do tipo informativo, deve conter todo o trabalho breve

contextualização, apresentação do tema, metodologia, resultados e conclusões, em um único parágrafo, com o número de palavras ou caracteres normalmente pré- estabelecido.

Se o trabalho for escolhido para ser apresentado, esse resumo aparecerá no

“Caderno de Resumos”, o qual todos os inscritos recebem, e posteriormente, nos Anais do evento. A apresentação do trabalho pode gerar a publicação do texto completo, cada evento determina as regras para que isso ocorra.

1.4.1 Comunicação Científica

A Comunicação científica é um trabalho feito para ser apresentado oralmente, em um congresso científico. Podem ser utilizados quaisquer tipos de trabalhos acadêmicos para a preparação dessas apresentações. Tradicionalmente, o autor lê seu texto diante de uma plateia, com o tempo de 20 a 30 minutos. Em seguida, há um tempo para que responda a questionamentos da plateia. Ultimamente, vários congressos têm oferecido a utilização de Datashow, o que, sem dúvida, torna muito mais atraente a apresentação, podendo-se prescindir da leitura do texto e utilizar slides.

Deve-se observar, na preparação da Comunicação, que, devido ao fato de o texto se destinar à leitura:

o tempo de apresentação deve ser rigorosamente observado não se pode excedê-lo. Por isso, é importante que se façam leituras do texto em casa, em voz pausada e clara, a fim de quantificar o número de páginas que se pode escrever para o tempo determinado (esse número varia conforme o leitor). Se o número de páginas preparadas for excessivo, será necessária uma “adaptação” no momento da apresentação, pulando-se trechos e “correndo” com a leitura, o que diminuirá o interesse e o entendimento da plateia;

19

não se deve utilizar uma quantidade muito grande de citações, pois estas

tornam aborrecida a leitura o tempo todo se deve dizer “abre aspas”, “fecha aspas”, “citando”;

forem utilizados slides feitos no Power Point, deve-se respeitar as regras desse instrumento, apresentadas em sessão posterior (Apresentação Oral de Trabalhos Científicos, item 1.3.2).

se

1.4.2

Pôster

O pôster é uma espécie de resumo do trabalho científico, que serve como

“chamariz” ou apresentação deste para o público. O autor do trabalho necessariamente deve permanecer ao seu lado durante seu período de exposição, pois pode ser instado a explicar com mais detalhes aquilo que se encontra resumido. Ao abrir sessões de pôsteres, o congresso determina as normas para a formatação destes (tamanho, principalmente). Quando não especificado, deve-se observar o tamanho das letras a serem utilizadas, considerando-se que o leitor se postará a aproximadamente um metro de seu trabalho. A utilização de tabelas, ilustrações, gráficos é muito interessante, por se tratarem de instrumentos de síntese do trabalho e serem atrativos para o público 2 .

1.4.3 Artigo

Após a realização do congresso, geralmente são publicados em seus “Anais”, um livro ou livros, ou revista eletrônica que contém o texto integral das apresentações dos oradores convidados e o resumo ou texto completo (artigo) das apresentações orais ou de algumas delas.

2 O modelo de pôster que deve ser usado pela FATEC se encontra no Manual de Identidade Visual do Centro Paula Souza (2010), p. 12. Disponível em: http://www.centropaulasouza.sp.gov.br/quem- somos/manual-de-identidade/manual/manual-de-identidade.pdf

20

O texto do artigo pode ser entregue antes ou durante a apresentação da

comunicação cada evento pré-determina. Esses textos passarão por uma “Comissão Editorial”, que escolherá aqueles que serão publicados, utilizando fatores

como “relevância científica”, “redação”, “adequação à ABNT”, “tamanho” e outros. É importante frisar que nenhuma comissão editorial corrige os textos na melhor das

hipóteses, se seu artigo contiver problemas, ele lhe será enviado para correção. Na maioria das vezes, textos com problemas são descartados.

O número de páginas do artigo sempre é pré-determinado, e sua estrutura,

quando não estabelecida previamente pela organização do congresso, é a mesma da comunicação oral.

1.4.5 Apresentação Oral de Trabalhos Científicos

Para a apresentação oral dos trabalhos em congressos, é comum que se ofereça Datashow. Nesse caso, o apresentador pode optar por criar um arquivo em Power Point ou Slide Show. De qualquer forma, esse recurso audiovisual, que pode enriquecer muito a apresentação do trabalho, deve seguir algumas regras fundamentais para que sua utilização seja positiva:

cores de fundo: devem ser claras, para que a audiência enxergue o texto e não tenha sono;

em cada slide deve ser colocada uma pequena quantidade de texto, para que

se possam usar letras grandes e não se dificulte a leitura;

o texto a ser colocado deve ser um roteiro para o acompanhamento da exposição do trabalho, não o trabalho completo. É preciso que a audiência se concentre na voz do expositor e tenha, na tela, ilustrações, tópicos e uma ou outra citação fundamental. Não são os slides, mas o apresentador que deve dominar a plateia;

o uso de imagens é desejável e muito interessante, mas estas devem ser criteriosamente escolhidas para que não provoquem um congestionamento visual dos slides;

o apresentador não deve ler o texto dos slides, mas apenas utilizá-los como referência, apoio. Segundo Castro (2010): “Há uma regra clássica: se alguém

21

que não assistiu à aula recebe o PowerPoint e o entende, está errado por

O texto dos slides deve ser apenas um recurso mnemônico,

para fixar os conceitos mencionados e para criar a arquitetura mental das principais ideias” (CASTRO, 2010, p. 26);

excesso. (

)

os slides são propícios também à inserção de gráficos e tabelas, que serão explicados pelo expositor.

22

2 ESTRUTURA DO TRABALHO ACADÊMICO

O trabalho acadêmico exige o cumprimento de regras para torná-lo

organizado e válido. Por sua vez, essas regras são estabelecidas pelas instituições baseadas em normas da ABNT.

De acordo com a ABNT, a estrutura de um trabalho científico, normalizado

pela NBR 14724:2005, é constituída de elementos pré-textuais, textuais e pós- textuais, sendo alguns obrigatórios e outros opcionais. No Quadro 2 são apresentados todos os elementos de um TCC.

Elementos

TG

AAP

PRIMT

CAPA

Obrigatório

X

X

LOMBADA

Obrigatório

-

-

FOLHA DE ROSTO

Obrigatório

-

-

FOLHA DE APROVAÇÃO

Obrigatório

-

-

Ficha catalográfica

Obrigatório (verso da folha de rosto)

-

-

ERRATA

Opcional

-

-

DEDICATÓRIA

Opcional

-

-

AGRADECIMENTOS

Opcional

-

-

EPÍGRAFE

Opcional

-

-

RESUMO DA LÍNGUA VERNÁCULA

Obrigatório

X

X

RESUMO DA LÍNGUA ESTRANGEIRA

Obrigatório

X

X

LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Opcional

-

-

LISTA DE TABELAS

Opcional

-

-

LISTA DE SÍMBOLOS

Opcional

-

-

LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

Opcional

-

-

SUMÁRIO

Obrigatório

X

X

INTRODUÇÃO

Obrigatório

X

X

DESENVOLVIMENTO

Obrigatório

X

X

REFERÊNCIAS

Obrigatório

X

X

GLOSSÁRIO

Opcional

-

-

APÊNDICE(S)

Opcional

X

X

ANEXOS(S)

Opcional

X

X

ÍNDICE (S)

Opcional

-

-

Quadro 2 - Elementos de um Trabalho acadêmico.

2.1 Elementos Pré-textuais

Os elementos pré-textuais são representados pela parte que antecede o texto

com informações que ajudam na identificação e utilização do trabalho.

23

2.1.1 Capa

Parte obrigatória do trabalho científico, serve para a proteção do trabalho após a encadernação. As informações que devem constar na capa são as seguintes:

nome da instituição (opcional), nome do(s) autor(es) da pesquisa, título do trabalho (subtítulo se houver), local e data da entrega (somente ano), conforme Figura 1.

local e data da entrega (somente ano), conforme Figura 1. Figura 1 - Modelo de Capa

Figura 1 - Modelo de Capa dos trabalhos da FATEC Ipiranga.

24

2.1.2 Lombada

Parte opcional do trabalho, de acordo com a ABNT. Deve conter: nome da

instituição, nome do(s) aluno(s), título do trabalho e data (somente ano). Porém, na

Fatec do Ipiranga a lombada será elemento obrigatório para o Trabalho de

Conclusão de Curso.

2.1.3 Folha de Rosto

Elemento obrigatório, deve conter nome do(s) autor(es), título do trabalho,

dados sobre a natureza e o objetivo do trabalho, nome do orientador, local e data

(somente ano).

Nos trabalhos de graduação da FATEC Ipiranga, no verso dessa página,

deve-se colocar a ficha catalográfica, elaborada pelo bibliotecário, a partir de dados

fornecidos pelo autor do trabalho 3 . Na Figura 2 pode ser observado um exemplo da

Ficha Catalográfica. Na Figura 3 (a) é apresentado um modelo do anverso da folha

de rosto e na Figura 3 (b) está o modelo da ficha catalográfica inserida no anverso

da folha de rosto.

Sobrenome, Nome do Aluno Título do trabalho de conclusão de curso/Nome completo do aluno; orientador: Professor Nome completo do orientador Local (cidade da Instituição), Ano (de depósito) f. (quantidade de folhas do trabalho) Monografia (Graduação) Faculdade de Tecnologia do Ipiranga (FATEC Ipiranga )

1-

2-

(áreas

de

Sobrenome do aluno, Nome do aluno Trad II FATEC Ipiranga

concentração)

CDU:

Figura 2 - Modelo da Ficha Catalográfica.

3 Este elemento deve ser colocado apenas nos Trabalhos de Graduação, dado que serão armazenados na Biblioteca.

25

25 (a) (b) Figura 3 - (a) Modelo do anverso folha de rosto; (b) Modelo do

(a)

(b)

Figura 3 - (a) Modelo do anverso folha de rosto; (b) Modelo do verso da folha de rosto.

2.1.4 Errata

Elemento opcional, em papel avulso ou encartado, apresenta os erros que porventura sejam encontrados no trabalho após a sua encadernação, assim como, suas respectivas correções e o número das páginas em que ocorrem. Na Figura 4 (a) Erro! Fonte de referência não encontrada. é apresentada um modelo de uma errata.

2.1.5 Folha de Aprovação

Parte pré-textual obrigatória para os trabalhos de graduação, dissertações e teses. Deve conter: nome do(s) autor(es), título, identificação do trabalho, nomes dos componentes da banca, local e data de aprovação. Na Figura 4 (b) pode ser visto o modelo da folha de aprovação.

26

26 Figura 4 – (a) Modelo de uma folha de errata; (b) Modelo da folha de

Figura 4 (a) Modelo de uma folha de errata; (b) Modelo da folha de aprovação

2.1.6 Dedicatória

Elemento opcional a ser utilizado pelo autor para homenagem ou indicação de pessoas a quem dedica seu trabalho. O texto contido neste item tem formatação livre, quanto a tamanho e formato a fonte, deve ser alinhado a direita. Um exemplo de dedicatória é apresentado na Figura 5 (a).

2.1.7 Agradecimentos

Elemento opcional traz agradecimentos àqueles que contribuíram para a elaboração da pesquisa. É de bom tom que se agradeçam o orientador, a secretaria acadêmica, demais professores e colegas que tenham colaborado com a pesquisa, instituição financiadora, empresas ou outras instituições de ensino que tenham dado acesso ao pesquisador a dados e documentos. Na Figura 5 (b) pode ser observado um exemplo de Agradecimentos.

27

27 (a) (b) Figura 5 - (a) Modelo da Dedicatória; (b) Modelo de agradecimento. 2.1.8 Epígrafe

(a)

(b)

Figura 5 - (a) Modelo da Dedicatória; (b) Modelo de agradecimento.

2.1.8 Epígrafe

Também conhecido como dístico, é um pensamento, uma parte de um texto, frase, verso entre outros, que tenha alguma relação com o trabalho. Elemento opcional, colocado após os agradecimentos. Podem também constar epígrafes nas folhas de abertura das seções primárias. Toda epígrafe é considerada uma citação direta, e desse modo, necessita de chamada bibliográfica (AUTOR, DATA, p.) e indicação na lista de referência, o texto deve aparecer alinhado à direita. Na Figura 6 (a) pode ser visto um modelo de uma epígrafe.

2.1.9 Resumo

Parte obrigatória do relatório de pesquisa, o resumo deve ser do tipo informativo ou analítico. O texto é separado do título por dois espaços de 1,5 cm. O Resumo deve ser redigido na terceira pessoa do singular com verbo na voz ativa,

28

em parágrafo único, e conter no mínimo 150 palavras e no máximo 500 palavras. Não devem aparecer abreviações, nem símbolos, nem citações, de acordo com a Figura 6 (b). Em seguida, colocam-se as “palavras-chave”, descritivas do tema da pesquisa. As palavras-chave devem aparecer em ordem alfabética, iniciadas com letra maiúsculas e separadas por ponto entre si. Devem ter no mínimo três e no máximo seis palavras-chave. O resumo sempre deve ser redigido após o término do relatório. No trabalho de graduação da Faculdade de Tecnologia do Ipiranga deve-se colocar também um resumo em língua estrangeira, mais comumente em inglês o “Abstract”, seguido das “Keywords”.

em ingl ês o “Abstract”, seguido das “ Keywords ”. (a) (b) Figura 6 - (a)

(a)

(b)

Figura 6 - (a) Exemplo da epígrafe; (b) Exemplo de um resumo.

2.1.10 Lista de Ilustrações

Elemento opcional deve ser colocado no relatório que tiver 10 ou mais ilustrações (quadros, tabelas, fotografias, gráficos, fluxogramas, organogramas,

29

esquemas, estampas, mapas e desenhos). Cada tipo de ilustração deve ter uma lista específica, na qual deve constar o número da figura, título e página onde se encontra. Na Figura 7 é apresentado um modelo de uma lista de Figuras. As listas dos demais tipos de ilustrações deve utilizar o mesmo formato.

demais tipos de ilustrações deve utilizar o mesmo formato. Figura 7 - Exemplo de uma lista

Figura 7 - Exemplo de uma lista de figuras.

2.1.11 Lista de Abreviaturas e Siglas

Também opcional, neste item se colocam em ordem alfabética as abreviaturas e siglas utilizadas no texto, com os respectivos significados. É necessário, também, fazer uma lista para cada tipo. Na Figura 8 é apresentado um exemplo da lista de abreviaturas e siglas.

30

30 Figura 8 - Exemplo de uma lista de Abreviaturas e Siglas. 2.1.12 Lista de Símbolos

Figura 8 - Exemplo de uma lista de Abreviaturas e Siglas.

2.1.12 Lista de Símbolos

Neste elemento opcional, os símbolos devem ser apresentados na ordem em que aparecem no texto. Deve ser utilizada a mesma formatação da lista de abreviaturas e siglas.

2.1.13 Sumário

Apresenta de forma numerada os capítulos, títulos, subtítulos e partes do trabalho, indicando também a sua página. A numeração e formatação devem ser apresentadas exatamente como apareceram no texto. Os elementos pré-textuais não aparecem no Sumário. E deve ser respeitado um alinhamento para a escrita do texto. Recomenda-se alinhar o texto após uma barra de espaço, da indicação de tópico mais longa, como na Figura 9.

31

O título da página (SUMÁRIO) deve vir grafado centralizado, em letras maiúsculas e em negrito, fonte Arial, tamanho 12. O texto desta seção é separado por três espacejamentos duplos, e entre cada linha do texto, deve haver um espacejamento duplo. Ainda é necessário inserir o pontilhado entre o texto e o número da página. Na Figura 10 é apresentado um exemplo de sumário.

entre o texto e o número da página . Na Figura 10 é apresentado um exemplo

Figura 9 - Exemplo de Sumário.

32

2.2 Elementos Textuais

Neste item, o autor apresenta a pesquisa propriamente dita, com suas ideias, dados e provas. Ao preparar o texto, deve-se levar em consideração o desenvolvimento lógico da argumentação, a adesão ao tema e a apresentação da sequência correta ou do encadeamento das informações e provas na direção da conclusão.

2.2.1 Introdução

Na apresentação do trabalho devem ser inseridos os elementos anteriormente colocados no projeto de pesquisa tema, problema, justificativa, objetivos, metodologia e um breve resumo (um parágrafo) de cada capítulo do trabalho. É importante que esta parte do trabalho seja redigida após o término do desenvolvimento, a fim de que o relatório científico alcance a coerência argumentativa, sem a qual não poderia ser considerado um “texto”. A introdução a partir de agora, de acordo com a ABNT será um item numerado.

2.2.2 Desenvolvimento

Aqui se relata o desenvolvimento da pesquisa, apresentando-se as leituras que foram feitas, pesquisas teóricas ou práticas e as ideias delas decorrentes. Divide-se em seções didáticas a fim de facilitar a exposição das ideias ao leitor. É muito importante observar a necessidade da coerência argumentativa: não basta fazer uma pesquisa, é preciso que a apresentemos de forma clara, coerente, progressiva, a fim de preparar o encaminhamento para a conclusão do trabalho.

2.2.3 Conclusões

Ao encerrar o trabalho, devem-se retomar os elementos apresentados na introdução (objetivos, problema, justificativa, hipóteses) e os dados levantados ao

33

longo do desenvolvimento a fim de “fechar” o encadeamento lógico das ideias, constituindo a análise final do assunto. De acordo com o Centro Paula Souza (2008, p. 14), a conclusão “é uma reafirmação das ideias principais tratadas no documento, a partir dos resultados da pesquisa”. Em trabalhos realizados ao longo do curso é interessante que se denomine esta parte final de “Considerações Finais”, por se tratar de “estudos exploratórios” que não possuem, necessariamente, uma conclusão definitiva.

2.2.4 Notas de Rodapé

São anotações colocadas ao pé da página ou no final do capítulo ou do trabalho, identificadas por números com a finalidade de indicar a fonte de consulta (no caso de se utilizar o sistema alfanumérico para as citações), esclarecer ou complementar o texto. Deve-se utilizar esse recurso quando esse esclarecimento ou complementação não se adequar ao desenvolvimento argumentativo do texto. A sequência numérica das notas de rodapé é ordenada por numeração única, em ordem crescente, por capítulo ou para todo o trabalho.

Exemplo:

1 MESSAGE, Eliane Regina Rodrigues. Manual de Normalização de Trabalho de Conclusão de Curso. 1.ed. São Paulo: FATECSBC, 2012. p.8.

Exemplo:

2 Stakeholder, é o termo utilizado para definir todos os envolvidos num determinado projeto.

2.3 Elementos Pós-Textuais

Esses elementos complementam o trabalho, trazendo documentos comprobatórios das pesquisas realizadas, informações adicionais e as fontes às quais o relatório científico faz referência.

34

2.3.1 Referências

Cada fonte consultada e mencionada na pesquisa deve ser descrita nessa seção obrigatória, que serve como um “mapa” para a localização dos livros, revistas, sites, documentos, congressos, entre inúmeros outros textos a que o texto se refira. As referências devem ser apresentadas em ordem alfabética, de acordo com determinações da ABNT NBR 6023.

2.3.2 Glossário

Opcional, o glossário é uma lista alfabética de palavras ou expressões de sentido obscuro ou técnicas que aparecem no texto, assim como sua definição.

2.3.3 Apêndice

Opcional, essa seção apresenta alguns documentos elaborados pelo autor ao longo da produção da pesquisa, e cuja inclusão serve para complementar a argumentação apresentada no relatório científico por exemplo, cálculos ou números apurados por uma pesquisa que no corpo do texto será apresentada apenas em forma de gráfico. De acordo com a ABNT NBR 14724 (2005, p. 7), os apêndices devem ser indicados como “APÊNDICE A – Título”, por letras maiúsculas consecutivas, travessão e título.

2.3.4 Anexos

Opcional, esse elemento pós-textual se constitui de documentos não produzidos pelo autor da pesquisa, mas que servirão para fundamentar, ilustrar ou comprovar a argumentação por exemplo, entrevistas. Deve ser indicado como os elementos do Apêndice.

35

2.3.5 Índice

Opcional, esse item se refere à um lista de palavras ou frases, ordenadas segundo determinado critério, que localiza ou remete para as informações contidas no corpo do texto.

36

3 APRESENTAÇÃO GRÁFICA DOS TRABALHOS

No Brasil, as normas definidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) fornecem a base necessária ao desenvolvimento tecnológico do

país. É uma entidade privada, sem fins lucrativos, fundada em 1940, reconhecida

como Fórum Nacional de Normalização; é membro fundador da

Organization for Standardization (ISO), da Comissão Pan-Americana de Normas Técnicas (COPANT), e da Associação MERCOSUL de Normalização (AMN), sendo a única e exclusiva representante, no Brasil, dessas entidades.

A elaboração de trabalhos acadêmico-científicos também é orientada por

regras de formatação que definem um padrão de qualidade universal.

A seguir, são apresentadas algumas das normas da ABNT, aplicáveis à

produção acadêmico-científica, em vigor desde maio de 2006:

International

NBR 6021:2003 (NB 62) esta norma especifica os requisitos para apresentação dos elementos que constituem a estrutura de organização física de uma publicação periódica científica impressa.

NBR 6022:2003 (NB 61) esta norma estabelece um sistema para a apresentação dos elementos que constituem o artigo em publicação periódica científica impressa

NBR 6023:2002 (NB 66) esta norma especifica os elementos a serem incluídos em referências. Fixa a ordem dos elementos e estabelece convenções para a transcrição e a apresentação da informação originada dos documentos e/ou outras fontes de informação.

NBR 6024:2003 (NB 69) estabelece um sistema de numeração progressiva das seções de documentos escritos, de modo a expor numa sequência lógica o inter-relacionamento da matéria e a permitir sua localização.

NBR 6027:2003 (NB 85) estabelece os requisitos para apresentação de sumário de documentos que exijam visão de conjunto e facilidade de localização das seções e outras partes.

NBR 6028:2003 (NB 88) estabelece os requisitos para redação e apresentação de resumos.

37

NBR 6034:2004 (NB 124) estabelece os requisitos e os critérios básicos para a elaboração de índices e aplica-se, no que couber, aos índices automatizados.

NBR 10520:2002 (NB 896) especifica as características exigíveis para a apresentação de citações em documentos.

NBR 14724:2005 especifica os princípios gerais para a elaboração de trabalhos acadêmicos (teses, dissertações e outros), visando sua apresentação à instituição (banca, comissão examinadora, especialistas designados e/ou outros).

3.1 Formatação de Trabalhos Acadêmicos

(a)

Estilo da Fonte Usada no Texto

Tamanho do papel: A4 (210 x 297 mm)

Texto geral: arial tamanho 12 - estilo: normal

Título capítulo: arial tamanho 12 - estilo: negrito, título em CAIXA ALTA

Tópico: tamanho 12 - estilo: negrito

Subtópico: arial tamanho 12 - estilo: itálico, com letra negritada

(b)

Configuração de Página

Margem superior: 3,0 cm

Margem inferior: 2,0 cm

Margem esquerda: 3,0 cm (justificada)

Margem direita: 2,0 cm (justificada)

Cabeçalho: 1,25 cm

Rodapé: 1,25 cm

(c)

Paragrafação e Espaçamento

Paragrafação direta com recuo da primeira linha de 1,25 cm

Espaçamento antes: 6 pt

Espaçamento depois: 0 pt

38

Espaçamento do texto geral: 1,5 linha

Espaçamento entre o capítulo e o texto: 1,5 linha

Espaçamento entre o tópico e texto: 1,5 linha

Espaçamento entre o subtópico e o texto: 1,5 linha

Transcrições longas, notas de rodapé, resumos: simples

Quadros e tabelas: de acordo com o necessário para a visualização dos dados da ilustração.

Títulos, subtítulos e intertítulos: 1x 1,5 cm tanto do texto precedente quanto do que o sucede.

Transcrições longas: separação de 1,5 cm do texto precedente e do que o sucede.

3.2 Numeração de Páginas

As páginas devem ser numeradas em algarismos arábicos na margem superior direita da folha (2 cm da borda superior e 2 cm da inferior). Apenas a partir do primeiro elemento textual (a Introdução) deve aparecer a numeração da página, mas todas as pré-textuais devem ser contadas (a partir da folha de rosto NBR 14724). Dessa maneira, se um trabalho tiver 9 páginas a partir da folha de rosto, e a Introdução for a décima, nesta primeira página numerada aparecerá o número “10”. Se houver apêndice e anexo, a numeração deverá dar continuidade à do corpo do texto.

3.3 Numeração Indicativa de Seções

Existem divisões e subdivisões do texto que devem ser utilizadas a fim de melhor apresentar o conteúdo dos trabalhos. Estas divisões ocorrem nos títulos e subtítulos das divisões menores, podendo ser inseridas até no máximo a quinta divisão. A partir da terceira divisão, o subtítulo não se apresenta mais em negrito e nem letras maiúsculas. Na ABNT aparece até a nona divisão, porém sugerimos que os alunos da FATEC utilizem no máximo até a quarta divisão

39

Observa-se também que uma seção não deve conter somente uma frase. Nem uma seção de nível 1 vir seguida de uma seção 1.1, sem conter nenhum texto. Na Figura 10 é dado um exemplo de como os níveis devem aparecer no sumário.

um exemplo de como os níveis devem aparecer no sumário. Figura 10 - Exemplo da numeração

Figura 10 - Exemplo da numeração progressiva.

3.3.1 Indicativos de seção

O indicativo numérico de uma seção deve preceder seu título, separado deste por um espaço de caractere e com alinhamento à esquerda. Não se utilizam ponto hífen, travessão ou qualquer sinal após o indicativo de seção.

3.3.1 Títulos sem indicativos numéricos

Os itens que não recebem indicativo numérico são: errata, agradecimentos, resumo, listas, sumário, referências, glossário, apêndice(s), anexo(s), índice(s) devem ser apresentados em folhas distintas e centralizados.

3.3.2 Elementos sem título e sem indicação numérica

Os itens que não recebem nem indicativo número nem título são: dedicatória, epígrafe e folha de aprovação.

40

4 CITAÇÕES

No trabalho científico é necessário fazer as referências precisas às ideias ou conclusões dos autores que estamos utilizando para embasamento. Citamos a fonte de onde extraímos esses dados. As fontes podem ser primárias - obra do próprio autor que é objeto de estudo ou pesquisa, ou secundárias - obra do autor que pesquisa outro autor ou faz referência a ele. Conforme a ABNT (NBR 6023), as citações podem ser registradas tanto em notas de rodapé chamadas de Sistema Numérico, como no corpo do texto, chamado de Sistema Alfabético. Na FATEC Ipiranga adotamos o Sistema Alfabético - colocamos após as aspas finais do trecho citado as informações entre parênteses da referência. (SOBRENOME do autor em letras maiúsculas, data da publicação do texto citado, página referenciada).

4.1 Citação Direta

É cópia fiel cópia fiel de um texto. Até três linhas inserimos no parágrafo, acompanhada de aspas no início e no final.

4.1.1Citação inserida dentro do texto:

As características da “educação militar compartilhada pelos homens e pelas mulheres espartanas” são tão conhecidas que não vale a pena perdermos tempo em descrevê-las. (PONCE, 1994, p.42).

durante a missa, a

figura de Conceição interpôs mais de uma vez, entre mim e o padre; fique isto à contra dos meus dezessete anos”. (ASSIS, 1999, p.169). “Entenda-se metodologia como processo, onde se aplicam diferentes métodos, técnicas e materiais, tanto laboratoriais como instrumentos e equipamentos para coleta de dados no campo” (OLIVEIRA, 2005, p.28, grifo do autor).

Outro exemplo de citação inserida dentro do texto: “[

]

41

4.1.2 Citação com mais de três linhas:

O texto reproduzido tem que ser registrado com letra menor a do texto principal (usar fonte 10), com recuo de parágrafo (4 cm) em relação ao texto principal e usar espaçamento simples. Obrigatoriamente, mencionar o nome do autor, ano de publicação da obra e página onde se encontra aquele fragmento copiado. Exemplos:

O conceito de headhunter (caçador de talentos) está ligado aos profissionais especializados em recrutamento de executivos. No entanto, o conceito traz em si o foco no ser humano (ou animal) que deve ser caçado (ou morto) com alguma arma (instrumento de guerra) e é típico da estratégia militar e agressiva que predominou durante décadas nas nossas empresas (CHIAVENATO, 2009, p.167, grifo do autor).

Analisando outros aspectos, verificamos que no diálogo, Dona Conceição sabia que o rapaz estava na sala e, ela não estava conseguindo dormir, então foi até a sala para estar junto ao rapaz. Como podemos ver, nesse fragmento:

Entretanto, um pequeno rumor que ouvi dentro veio acordar-me da leitura. Logo depois vi assomar à porta da sala o vulto de Conceição. Conceição entrou na sala, arrastando as chinelinhas de alcova. Ela foi sentar-se na cadeira que ficava acordado, sem querer, fazendo barulho, respondeu com

presteza, acordei por acordar. [

fincava os cotovelos no mármore da mesa e metera o rosto entre as mãos espalmadas. Não estando abotoadas as mangas, caíram naturalmente, e eu vi-lhe metade dos braços, muito claros, e menos magros do que se poderia supor. A presença de Conceição espertava-me ainda mais que os livros. (ASSIS, 1999, p. 171-173).

Pouco a pouco, tinha-se reclinado;

]

Supressão: é a omissão de parte da citação, e são representadas por reticências entre colchetes, como no exemplo a seguir.

A visão constitui a “cola” que mantém a coesão e a coerência e que garante

a

consonância e consistência interna da organização. A visão não deve ser

o

elemento conservador do status quo, mas deve refletir uma postura não-

conformista [

2010, p.68, grifo do autor).

]

em relação aos resultados da empresa (CHIAVENATO,

42

4.2 Citação Indireta

É

a

ideia

de

um

autor,

sem

a

transcrição

fiel

do

texto.

Ao

final

da

apresentação da ideia, menciona-se o nome do autor e o ano de publicação da obra.

No

início

do

parágrafo:

o

sobrenome

do

autor

pesquisado

é

apresentado em letras minúsculas e o ano da obra entre parênteses.

Exemplo:

 

Oliveira

(2005)

aponta

que

para

se

realizar

um

projeto

acadêmico,

é

necessário primeiro que se desenvolva uma pesquisa científica.

Segundo Oliveira (2005), para se realizar um projeto acadêmico, é necessário primeiro que se desenvolva uma pesquisa científica.

No final do parágrafo: o sobrenome do autor pesquisado é apresentado em letras maiúsculas. O sobrenome e o ano da obra são apresentados entre parênteses.

Exemplo:

Para se realizar um projeto acadêmico, é necessário primeiro que se desenvolva uma pesquisa científica (OLIVEIRA, 2005).

4.3 Citação de citação

Não faz diferença se a citação é direta ou indireta, porém, cita-se um texto que não foi pesquisado no original, e retira-se apenas o conteúdo da fonte citada pelo autor pesquisado. É a chamada citação apud.

Exemplo:

Segundo Goldenberg (apud MATIAS; PEREIRA, 2007, p.71), a pesquisa qualitativa se preocupa com o aprofundamento da compreensão de um grupo social ou problema.

Entenda-se: a ideia é de Goldenberg, e tivemos acesso a ela através do livro de Matias-Pereira, página 71. É uma citação indireta apud.

“a pesquisa-ação é um tipo de pesquisa com base empírica que é concebida e realizada em estreita associação com uma ação ou com a resolução de um problema” (THIOLLENT, apud GIL, 2009, p.55).

43

Entenda-se: o texto é de Thiollent, retirado da página 55 do livro de Gil, através de Gil, É uma citação direta apud.

4.4 Tradução em citação

Não há problema na sua utilização, porém, deve ser indicada a expressão tradução nossa, entre parênteses.

Exemplo:

“texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto texto.” (NOME DO AUTOR, 2011, p.133, tradução nossa).

44

5 NORMAS PARA REFERÊNCIAS

Em ordem alfabética por sobrenome dos autores, obedece à sequência:

sobrenome do autor (em letras maiúsculas), nome do autor, título da obra ( em negrito), nome do tradutor (quando for tradução), edição, cidade de publicação, editora, ano de publicação, total de páginas e série ou coleção quando houver.

5.2 Regras para o Registro

colocar todos os prenomes dos autores por extenso;

colocar por extenso os títulos de periódicos;

deixar um espaço duplo entre uma referência e outra, para melhor

visualização;

dar um espaço após as pontuações;

alinhar no primeiro caractere à esquerda todas as linhas de cada referência;

separar os autores por ponto-e-vírgula;

ao consultar periódicos, anotar o local de publicação, volume, número (ou fascículo) e data.

5.1.1 Obras com um, dois ou três autores

CITELLI, Adilson. Linguagem e persuasão. 4º. ed. São Paulo: Ática, 1989. CEREJA, William Roberto; MAGALHÃES, Thereza Cochar. Gramática reflexiva: texto, semântica e interação. 6ª ed. São Paulo: Atual, 1999. CINTRA, Anna Maria Marques; FONSECA, José Ismar da; MARQUESI, Sueli Cristina. Português Instrumental: para a área de Ciências Contábeis. São Paulo: Atlas, 1992.

5.1.2 Obras com mais de três autores

PINTO, Aníbal et al. A inflação recente no Brasil e na América Latina. Rio de Janeiro: Graal, 1978.

45

5.1.3 Obras de organizadores

BRAIT, Beth. (Org.). Bakhtin, dialogismo e construção do sentido. Campinas, SP: Editora da UNICAMP, 1997.

5.1.4 Monografia, dissertação e tese

CHAGAS, Marcio Zalceu, 2002. Fatores associados à dengue no bairro São José, Município de São Caetano do Sul São Paulo. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Biologia) Universidade do Grande ABC, Santo André, 2002.

PEREIRA, Sandra Francisca. Controle de estoque. Trabalho de Conclusão de Curso (Especialização em Controladoria e Finanças) Pós-Graduação em Controladoria e Finanças, Centro Universitário Fundação Santo André, Santo André, 2001.

MELO, Ricardo. Violência na escola. Um enfoque dialógico. Dissertação (Mestrado em Educação) Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2001.

MARQUEZ, Karem Garcia. Estudo dos metais e outros elementos presentes nos sedimentos das regiões costeiras de São Sebastião e Ubatuba: Litoral norte do Estado de São Paulo. 2001. Tese (Doutorado) Instituto de Química, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2001.

a) Obras produzidas por sociedades, associações, empresas, entidades públicas ou similares

EMPRESA GOIANA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA. Relatório técnico 1981. Goiânia, 1982.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6023:

referências elaboração. Rio de Janeiro, 2002. 24p.

5.1.5 Artigos de jornais

Com autor:

PINTO, João Nogueira. Programas explora tema raro na TV. O Estado de S.Paulo, São Paulo, 12 out. 1981.

46

Autoria desconhecida:

LIXO Político. Folha de S.Paulo. São Paulo. Caderno A, 26 fev. 2004.

5.1.6 Artigos de revistas

Com autor:

LINHARES, Juliana. Arte sobre rodinhas. Veja, São Paulo, edição 1840, ano 37, n. 6, 11 fev. 2004.

5.1.7 Internet

Na internet é possível achar trabalhos individuais, artigos de jornais, revistas e ainda os artigos de entidade. No Quadro 3 pode ser observado um exemplos de cada tipo.

Trabalho

MOURA, Gomes Agar. Citações e referências a documentos eletrônicos. Rio de Janeiro, 2000. Disponível:<http://www.elogica.com.br/users/gmoura/refere/html>. Acesso em: 15 dez. 2000, 19h33min.

individual

Artigo de

ZANARDI, Olga; REIS, Renato. A luta diária dos políticos. Gazeta Mercantil, São Paulo, 11 nov. 2001. Disponível em:

jornal

<http://www.uol.com.br/reuters/adc27094.htm>. Acesso em: 25 nov. 2001.

22h46min.

Artigo de

FALZETTA, Ricardo. Navegar é preciso. Nova Escola, n. 131, abr. 2000. Disponível em: <http://www.uol.com.br/novaescola/>. Acesso em: 27 maio 2000. 16h49min;

revista

Quadro 3 Exemplos de referências da Internet.

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REFERÊNCIAS

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