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Agrupamento de Escolas

Alexandre Herculano
Sub - Departamento
Educação Especial
ortal à Nº1

articipação Março 2009

Nesta edição :

Portal à Participação é um jornal digital que surge do Inclusão 1e2


reconhecimento da importância da partilha, da colaboração e da Informações gerais 2e3
troca de práticas e conhecimentos, relativos à inclusão da diferença
Artigos : A surdez / Intervenção Precoce 4e5
em contexto educativo.
Deste modo, tem como finalidade primordial, sensibilizar e Para reflectir 6
(in)formar a comunidade educativa, para formas de promoção da Cantinho dos alunos 7
inclusão de todos os alunos, nomeadamente, dos alunos com NEE, Entrevistando 7
mas também, favorecer o desenvolvimento pessoal e profissional e
fomentar a articulação entre ciclos, através da divulgação de
práticas de articulação e de trabalho colaborativo.
O jornal abordará diferentes problemáticas, apresentará
perspectivas e reflexões e dará a conhecer o que vai acontecendo
nos diversos estabelecimentos de ensino, no âmbito da Educação
Especial, bem como a legislação e os eventos relevantes e
relacionados com a temática.
Contudo, não se esgotando, neste âmbito, a sua proposta de Inclusão
sensibilização e (in)formação, está aberto à participação de outros
intervenientes da comunidade educativa, a outras abordagens da A educação inclusiva não se justifica hoje simplesmente porque é eficaz,
diferença, nomeadamente da que por qualquer causa, circunstância, porque dispensa os elevadíssimos custos das escolas especiais, porque
aspecto, comportamento, hábito ou costume de cariz social, corresponde ao desejo dos pais. Embora todas estas sejam vantagens
económico, cultural, religioso, racial ou outro indicie qualquer forma inegáveis, a razão última que a baseia consiste na defesa do direito à
de exclusão, e ainda a outras áreas do saber em presença no plena dignidade da criança como ser humano, livre e igual em direitos e
contexto educativo. dignidade.”
O jornal será publicado mensalmente e enviado para o endereço Benard da Costa (1998)
electrónico de todos os que assim o desejarem e disponibilizarem o
referido endereço, sendo também possível consultá-lo na página
WEB do Agrupamento. Inclusão numa perspectiva global é, hoje em dia, uma palavra que faz
Embora o jornal seja de distribuição gratuita, aceitam-se parte do dicionário usual dos mais variados quadrantes da sociedade.
donativos que reverterão para o desenvolvimento de actividades É proferida em todos os meios de comunicação social. A ênfase dada
relacionadas com esta temática. a esta palavra, nos discursos políticos, sociais, educacionais,
A Presidente Maria João Igreja económicos e culturais, terá certamente uma razão de ser, ou seja a
existência e o reconhecimento de variadíssimas formas de exclusão.
Assim, ouvimos falar de inclusão aos políticos, aos analistas à
comunicação social seja na saúde, no emprego, na educação, ou na
justiça, em suma na sociedade em geral. Fala-se ainda em inclusão,
através do seu oposto: a exclusão social ligada à segregação, à
marginalidade, ao desemprego, à ausência de equidade.
Ao longo dos tempos, a história, está repleta de situações de
exclusão de seres humanos considerados diferentes por razão de
nascimento, de cor, de sexo, de cultura ou de religião que eram, na
sua maioria, discriminados, perseguidos, excluídos e por vezes
condenados à morte.
Constata-se também que as sociedades, de acordo com cada época
e espaço, constroem uma visão de homem padronizada e de acordo
com a mesma, classifica-o, rotula-o e remete-o para “ghettos”
excluindo-o das vivências sociais próximas, dos recursos materiais,
do prestígio social e do exercício do poder. Elegem um padrão de
“normalidade” e esquecem-se de que a sociedade se compõe de
homens diferentes que a constituem e a enriquecem na sua
diversidade.
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(cont.)
O conceito da diversidade humana está intrinsecamente Contudo se em termos de valores e de ideologias esta assunção, é
relacionado com diferentes formas de exclusão social. No entanto, e um passo importante, em termos de práticas e de mudanças de
paradoxalmente, o mesmo, é o garante da sobrevivência da espécie atitudes, de sistemas e de organizações, o caminho nem sempre
humana e de todos os outros seres vivos, pelo aumento das tem sido fácil, erguendo-se em todas as áreas fortes barreiras
combinações genotípicas e pela capacidade de adaptabilidade ao activas e passivas à participação a que todos têm direito.
meio. Actualmente as perspectivas sobre o valor da diferença, situam-se
Na área da educação, impulsionada por várias ciências como a numa dicotomia quase antagónica, Rodrigues (2000). Se por um
psicologia, a neurologia, a genética, a sociologia e a antropologia, lado a diferença é encarada como positiva na perspectiva cultural,
tem vindo a aumentar a consciencialização de que em termos sociológica, antropológica, criativa e mesmo biológica, assistimos,
culturais, a diversidade é igualmente um garante de enriquecimento por outro, a uma enorme massificação de gostos, de valores, de
para a sociedade. Actualmente, assiste-se até a um enfoque na modas, de normas de comportamento e de normativos de
preservação das diferenças culturais. capacidades, numa espécie de globalização dos padrões de
Relativamente às pessoas com deficiências, onde a diversidade comportamento pessoais e sociais, característica da era da
biológica é mais visível e evidente e como tal, vítimas privilegiadas globalização em que vivemos. Cria-se assim uma certa contradição
da sociedade e sujeitas a formas de discriminação acentuadas, entre a teoria e a prática, contradição que tem gerado dificuldades
vários movimentos surgiram, ao longo dos tempos, no sentido de acrescidas em lidar com a diferença e assinale-se não só em
minimizar os efeitos do abandono, da segregação, da contexto escolar. As escolas e os professores, reflexos da
marginalização e da exclusão, a que os indivíduos com deficiências sociedade em que estão inseridas, têm tido muita dificuldade em
e as crianças em particular tem sido votadas, por serem diferentes. lidar com a diferença, em se organizarem em termos estruturais e
De acordo com Lowenfeld (1973), a história da educação especial, práticos, de maneira a encarar e assumir a diferença e a
tem sido perspectivada em quatro formas distintas a que heterogeneidade como positivas.
correspondem também períodos diferenciados da história: De acordo com Skrtic (1994), a inclusão é mais do que um modelo
separação, protecção, emancipação e integração. Baptista (1993) para a prestação de serviços de educação especial. É um novo
distingue três épocas. A primeira que se pode considerar a pré- paradigma de pensamento e de acção, no sentido de incluir todos
história da Educação Especial, essencialmente de cariz asilar. A os indivíduos numa sociedade na qual a diversidade, hoje em dia, é
segunda, de forte componente assistencial, aliada todavia a mais norma, do que excepção. Assim é importante que as
algumas preocupações educativas, defendendo-se no entanto que a sociedades, as escolas e comunidades abracem o desafio da
educação deverá decorrer em ambientes segregados. Por fim, a inclusão e, ao mesmo tempo, tenham em mente que o principal
terceira e a mais recente, apresenta uma nova abordagem do objectivo é facilitar e ajudar a aprendizagem e a participação, no
conceito e da prática da Educação Especial caracterizada sentido de propiciar a adaptação e o ajustamento de todos os
predominantemente pela preocupação com a integração dos indivíduos à vida em sociedade, a que tem inegavelmente direito.
deficientes com os seus pares, nos seus contextos, e na sua
comunidade de pertença, com uma educação apropriada numa Ana Maria Lopes Ferreira, Professora de Educação Especial
perspectiva inclusiva sistémica e ecológica.
EB2, 3 Alexandre Herculano

Informações
Legislação a conhecer

Decreto-lei nº3 /2008, define os apoios especializados a prestar aos alunos com limitações significativas ao nível da actividade e participação em um
ou vários domínios da vida

Despacho nº 20956/2008, regula as condições de aplicação das medidas de acção social escolar (art.13º Alunos deficientes)

Despacho nº3536/2009 – Exames Nacionais.

Despacho Normativo nº10/2009 - Regulamentos do Júri Nacional de Exames e dos exames dos Ensinos Básico e Secundário.

Lei nº7/2009, de 12 de Fevereiro – Aprova a revisão do código de Trabalho


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Actividades desenvolvidas Acontecimentos!

No presente ano lectivo, nos meses de Dezembro e Janeiro, a professora de EE


No dia 21 de Fevereiro de 2009, a
Teresa Guardão e a formadora de LGP Carla Jesus elaboraram um Senhora Ministra da Educação,
CALENDÁRIO com o propósito de divulgar o ensino de surdos no Agrupamento acompanhada de duas chefes de
de Escolas Alexandre Herculano e dar informações sobre a problemática da Gabinete, do Sr. Director Regional de
surdez. Esta actividade teve a participação dos alunos surdos da EB1/JI de S. Educação da LVT, do seu assessor e
Domingos e dos pais que tomaram a seu cargo a maior parte da divulgação fora do Sr. Coordenador da Equipa de
da comunidade escolar, entre a família, amigos e população da comunidade local. Apoio às Escolas, visitou a E. B. 2,3 de
Os esforços colocados para superar algumas dificuldades relacionadas com os Alexandre Herculano e a E. B.1
materiais necessários à construção dos CALENDÁRIOS foram atenuados com o Santarém n.º 6 – Vale de Estacas.
afecto e a colaboração prestados por alguns docentes da EB1/JI de S. Domingos
e do Sub-departamento de EE. O sóbrio lucro conseguido com a venda dos
calendários suportará as viagens destes alunos a Lisboa, ao Centro de Jovens
Surdos, integrados no XII Encontro de Estudantes, dia 24 de Abril de 2009, para o No dia 21 de Março de 2009 celebrou-
qual foram convidados. se o Dia Mundial da Trissomia 21.
A todos que colaboraram os nossos Para saber mais sobre esta patologia
agradecimentos. consulte o nosso blogue em:

Teresa Guardão, Professora de EE http://aeahespecial.blogspot.com/


Carla Jesus, Formadora de LGP

As nossas propostas

1 de Abril
O VII Encontro de Intervenção Precoce de Rio Maior sob o tema “Saúde e Educação na Intervenção
Precoce – (Des) Complementaridades pretende contribuir para o desenvolvimento da educação e
saúde infantil, através da promoção de intercâmbio de conhecimentos técnicos e científicos entre os
seus participantes e outras pessoas interessadas pela saúde infantil. Atendendo a que nos dias de
hoje, bebés e crianças, desde cedo começam a frequentar a Creche e o Jardim-de-infância,
passando lá grande parte do seu tempo, é fundamental que estes contextos educativos estejam
preparados para dar resposta ao desenvolvimento das mesmas. Assim sendo, a família, os
educadores de infância, os técnicos de saúde, etc. têm um papel importante neste processo de
desenvolvimento infantil e o dever de estarem atentos a possíveis indicadores de risco que surjam
durante este mesmo processo e, se necessário, permitir uma intervenção tão precoce quanto
possível.
Professoras Rosa e Amélia, PIP

18 de Abril (9h /18h)

Workshop- Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF) e os seus contributos no processo de avaliação das Necessidades Educativas
Especiais e na Programação da Intervenção em Educação Especial.
Lisboa, Parque das Nações
- Para mais informações:
Telf.: 21 387 24 58
Email: info@oficinadidactica.pt

Outras

As notícias sobre o desporto escolar passam a estar disponíveis Os Boletins Informativos, produzidos pelo Centro de Recursos de
no Portal do Desporto Escolar, www.desportoescolar.min-edu.pt Tecnologias de Informação e Comunicação, para a Educação
Especial encontram-se disponíveis para consulta, na Biblioteca da
Escola 2º e 3º Ciclo Alexandre Herculano.
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A   S U R D E Z 
RECOMENDAÇÕES

Falar claramente, movimentando bem a boca e pronunciando bem


cada palavra, mas sem exagerar.

Falar em ritmo normal, salvo quando for solicitado a fazê-lo mais


devagar.

Falar com tom normal de voz, a não ser que a criança surda peça
para levantar a voz. Gritar não adianta.
Como a criança surda não pode ouvir as mudanças subtis no tom
O que é Surdez? de voz do seu interlocutor, indicando sarcasmo ou seriedade, ela
fará a leitura das expressões faciais, dos gestos ou movimentos do
A surdez é uma diminuição da audição que, em cerca de 20% corpo para entender o que quer comunicar-lhe.
dos casos, pode ter deficiências associadas.
Um a dois bebés por cada mil nascimentos têm uma surdez de Manter o contacto visual, enquanto durar a conversação, pois o
grau severo a profundo. Em idade escolar a perda de audição simples desviar do olhar pode dar a entender-lhe que a conversa já
superior a 45 decibéis é de 3 a 9 por cada 1.000 crianças. terminou.
A surdez pode ser de três tipos:
Surdez de transmissão: quando existe uma lesão a nível É necessário preparar a escola para receber uma criança surda.
do ouvido externo ou médio, que impede a transmissão das O professor deve evitar passear pela sala enquanto explica ou
ondas sonoras. questiona a turma ou algum aluno em particular. Deverá falar de
Surdez neurossensorial: quando existem lesões do ouvido forma que o seu rosto seja bem percepcionado.
interno ou do nervo auditivo que transmite o impulso ao O recurso diário a materiais didácticos (grafo visuais) construídos
cérebro. para o efeito ou adaptados é uma necessidade permanente.
Surdez mista: quando existe, ao mesmo tempo, uma lesão do
aparelho de transmissão e de recepção. Disponibilizar-lhe a maior quantidade possível de informação
escrita, uma vez que, na tentativa de acompanhar a informação
Quanto ao grau de perda da capacidade auditiva, a surdez é através da leitura labial, o aluno surdo tem dificuldades em
classificada de: conseguir, em simultâneo, tirar apontamentos.
Surdez ligeira: entre 20 a 40 dB
Surdez moderada: entre 40 e 70 dB É importante que a disposição dos alunos seja circular, durante
Surdez severa: entre 70 e 90 dB uma discussão em grupo, de modo a que todos se vejam.
Surdez profunda: superior a 90 dB
Substituir apresentações orais por escritas, quando a fluência
Em que altura pode surgir a surdez? verbal for fraca e não houver intérprete de LGP.
A surdez pode surgir durante a gravidez, durante o parto,
durante a primeira infância ou noutra qualquer altura da É indispensável a presença de intérpretes de LGP na sala de aula,
vida. Quanto mais cedo é adquirida maiores serão as suas a partir do 2º ciclo do EB.
implicações na aquisição da linguagem.

Atendimento Telefónico com Vídeo-Intérprete para Surdos

A Comunidade Surda tem, um serviço de atendimento telefónico com um sistema de vídeo - intérprete.
O sistema ajuda os Surdos a ganhar maior autonomia e dá acesso a actos como chamar a polícia, os bombeiros, prestadores de serviços -
tudo o que habitualmente se faz por telefone, poderá ser feito via este atendimento. Numa primeira fase, o serviço estará disponível nos dias
úteis entre as 9h30 e as 12h30. Este é disponibilizado de 3 formas: por telefone (cujo único custo é o do telefone especial, que custa 286 EUR
e chamadas gratuitas), por computador / Internet (totalmente gratuito) ou por vídeo chamada no telemóvel (paga-se o custo da chamada).
Basta ligar para o número 1000 no caso do telefone ou do programa de computador (de download gratuito -
http://sip.zonadvanced.pt/downloads/xlite.html. No caso do telemóvel, o número é o 210343712.Para já, a maior desvantagem é o curto horário
de atendimento. A APS prevê que quando estiver disponível 24h por dia, haja uma ligação directa para o 112.

Professora Teresa Guardão


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Intervenção Precoce
A importância da Intervenção Precoce (IP) - Para criar condições facilitadoras do - HDS – Hospital Distrital de Santarém
é hoje um dado adquirido, já que inúmeros desenvolvimento global e harmonioso das Av. Bernardo Santareno
concelhos no País podem contar com crianças. Tel: 243300200- Geral
equipas de IP, que intervêm a nível local, -Para optimizar/valorizar a interacção Tel: 243300290- S. Pediatria
numa perspectiva preventiva e criança/família, através da informação, da Fax: 243370220
educacional, envolvendo crianças, famílias participação e do reforço das respectivas
e a comunidade. capacidades e competências. -SLSS – Serviços Locais de Segurança
À semelhança do que aconteceu em Social
muitos concelhos, também o Projecto de Como intervém?
Intervenção Precoce de Santarém (PIPS) - No envolvimento da família e na sua - Câmara Municipal de Santarém.
”Crescer Melhor”, resultou da necessidade participação em todo o processo de Largo do Município, nº11
de encontrar respostas relativamente à intervenção, respeitando-a nas tomadas de Departamento de Assuntos Culturais e
prevenção de problemas sociais, familiares decisão sobre as suas crianças. Sociais
visando a promoção do desenvolvimento -No trabalho em equipa, integrada por Av. 5 de Outubro, nº1
das crianças desde o seu nascimento. profissionais de formação diferenciada Tel: 243304400
Este Projecto tem como Agrupamento de vocacionados para o desenvolvimento da Fax: 243304401/2
referência a E.B.2,3 Alexandre Herculano. acção.
- Agrupamento de Escolas Alexandre
Mas o que é afinal a Intervenção Quem são os parceiros do PIPS? Herculano,
precoce? - APPACDM de Santarém – Associação E.B.2,3 de Alexandre Herculano
É “uma medida de apoio integrada, Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Quinta do Mergulhão - Sra da Guia
centrada na criança e na família, mediante com Deficiência Mental Tel: 243309420
acções de natureza preventiva e habilitava - Centro de Saúde de Santarém Fax: 243309427/6
designadamente do âmbito da educação, - HDS – Hospital Distrital de Santarém
da saúde e da acção social”, - SLSS – Serviços Locais de Segurança
regulamentada em 1999, pelo Despacho- Social
Conjunto nº891/99, de 19 de Outubro, - Câmara Municipal de Santarém
entre os Ministérios da Educação, da - Agrupamento de Escolas
Saúde da Solidariedade Social. Alexandre Herculano Maria da Conceição M. Domingos e
Maria Hermengarda F. Ribeiro,
A quem se destina? Onde se dirigir? Educadoras do PIPS.
A crianças dos 0 aos 6 anos de idade, - APPACDM de Santarém
especialmente até aos 3 anos, com Quinta Nossa Senhora do Rosário- Vale de
deficiências ou em risco de atraso grave de Santarém Tel: 243767050
desenvolvimento e suas famílias. Fax: 243767059

Para que serve? - Centro de Saúde de Santarém.


- Para apoiar crianças e famílias de Av. Combatentes da Grande Guerra, nº9 –
forma contínua e integrada, Santarém
optimizando recursos e criando redes Tel: 243330600 Fax:243324708
formais e informais de interajuda.
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Para Reflectir

Deficiências
“Deficiente” é aquele que não consegue modificar a sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em
que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.

“Louco” é quem não procura ser feliz com o que possui.

“Cego” é aquele que não vê o seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para os seus míseros problemas e
pequenas dores.

“Surdo” é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo ou o apelo de um irmão, pois está sempre apressado
para o trabalho e quer garantir os seus tostões no fim do mês.

“Mudo” é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por detrás da máscara da hipocrisia.

“Paralítico” é quem não consegue andar na direcção daqueles que precisam de sua ajuda.

“Anão” é quem não sabe deixar o amor crescer. (.


(Adaptado de Mário Quintana – 1906-1994)

Ver com o coração

Se pudesses pedir três desejos, o que pedias?


Esta simples questão no seguimento da exploração de um pequeno conto sobre desejos e a moral por ele transmitida conduziu a
respostas surpreendentes e tristes, para não usar o termo aterrador - desde a violência doméstica, alcoolismo, ao abandono e à
separação. Experiências de vida marcantes de crianças de 10/11 anos. A importância levou-me a partilhar para que o leitor possa fazer
a sua própria reflexão.
É essencial conhecer os alunos que se têm na sala de aula (contexto, vivências, ânsias, medos, desejos, interesses…). Só assim
se pode compreender determinado tipo de comportamento e a origem das dificuldades manifestadas, que se podem reflectir no seu
desempenho académico. Conhecer as competências dos alunos e avaliá-los de acordo com as suas capacidades ajuda a fomentar o
auto-conceito e a motivação face à aprendizagem e à vida escolar. Só assim se pode trabalhar de forma a responder às necessidades
de cada aluno, assumindo uma pedagogia diferenciada e rumo à inclusão. É necessário estar aberto e ver para além daquilo que os
nossos olhos nos mostram. Conhecer para melhor intervir.
Cabe aos pais/ encarregados de educação não se destituírem das suas obrigações e responsabilidades, transferindo-as para a
escola. Estes têm a obrigação de proporcionar um ambiente o mais favorável possível ao normal desenvolvimento dos seus
filhos/educandos e à aprendizagem, demonstrarem que se interessam e que acompanham o que se passa na escola.
Vale a pena reflectir.

Ana Silva, docente de Educação Especial


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Cantinho dos alunos


Educação Especial e Formação Cívica

“Guie uma criança pelo caminho que deve seguir e guie-se por ela de vez em quando.” J. Billings
AGRUPAMENTO DE ESCOLAS 
ALEXANDRE HERCULANO ‐ SANTARÉM
Como forma de sensibilizar os alunos para a diferença e deficiência, e dos valores a desenvolver QUINTA DO MERGULHÃO ‐ SRA. DA 
enquanto futuros cidadãos tem sido desenvolvido um trabalho colaborativo com os Directores de Turma no GUIA
âmbito da Formação Cívica, sendo facultado material com guiões de orientação. Neste caso, o texto 2005‐075 SANTARÉM 
Tel. 243309420 – Fax. 243309426/7
trabalhado foi “O menino que tinha dois olhos”, de Garcia Sanches e M.A. Pacheco. eeaeaherculano@googlegroups.com
Aqui partilho o resultado com alguns exemplos.
Ana Silva, Professora de Educação Especial

FICHA TÉCNICA
COORDENAÇÃO
Ana Isabel Silva
PARTICIPANTES
Prof. Maria João Igreja
Prof. Ana Maria Ferreira
Prof. Teresa Guardão
Prof. Rosa
Prof. Amélia
Prof. Maria da Conceição Domingos
Prof. Maria Hermengarda Ribeiro
Prof. Ana Isabel Silva
Zezocas
Madalena Duarte , Pedro Baeta, Sandra Barros 6ºC
Saul
Mikola
ASPECTO GRÁFICO
Inês Correia
Ana Isabel Silva
HIPERLIGAÇÕES
Prof. Rui Lopes

Margarida Duarte 6ºC Envie-nos as suas dúvidas,


Pedro Ferreira 6ºC sugestões e/ou comentários para
Luís Rito 6ºC
portalaparticipacao@gmail.com

Nota: Onde se lê “sintão” deve ler-se sintam.

Entrevistando...
PP – O que te levou a entrar nesse curso?
Também no nosso Curso de Educação e PP – Quais são as diferenças que sentiste e MK – A possibilidade de concluir o 9º ano mais
Formação de Ambiente se sente a sentes actualmente? depressa e porque é diferente, temos menos
inclusão. Os nossos jovens “repórteres” MK – Na língua, principalmente na escrita. E aulas teóricas e mais práticas.
entrevistaram o aluno ucraniano Mikola acho que vou continuar a sentir essas
Knyzky. dificuldades durante algum tempo, porque não PP – Quando acabares o curso terás o 9º ano
Portal Participação – Há quanto tempo é fácil para um estrangeiro aprender logo o concluído. Depois disso pretendes dar
estás em Portugal? bom português. continuação a um novo curso de ambiente, ou
Mikola Knyzky – Estou em Portugal há 5 PP - Como foi o teu primeiro dia de aulas? seguirás para outras áreas?
anos. MK – Hum… Não sei, acho que ainda é cedo
PP – Por que motivo vieste para MK – Foi difícil. Não sabia falar nem escrever para falar nisso, visto que ainda estamos no
Portugal? e então não falei com ninguém. primeiro ano do curso. Mas, pretendo estudar até
MK – Vim para cá porque os meus pais PP – O que achas da escola? ter o 12º concluído, e depois tirar o curso de
estavam cá a trabalhar. MK – Acho fixe. É igual a todas as outras. guitarra.

PP – Na tua opinião que diferenças PP – O que mudavas? PP – Visto que és o primeiro de muitos alunos
existem entre Portugal e a Ucrânia? MK- Colocava computadores novos e criava a ser entrevistado, o que achas deste recente
MK – Hum… Não sei, muitas. Uma delas é uma sala de alunos, tipo uma associação de jornal?
que em Portugal tem melhores condições estudantes. MK – Acho que foi uma boa ideia e espero que os
de vida. PP – Gostas do curso CEF Ambiente? pais e professores gostem, que dêem a sua
MK – Gosto. opinião e que continue a “crescer”.
Zezocas, nº10, Saul, nº17, Mikola, nº16
da turma do 8ºE