INSTITUTO SUPERIOR DE CIÊNCIAS EDUCATIVAS

Curso de Qualificação em Administração Escolar e Administração Educacional Ano Lectivo de 2006/07

O CONSELHO DE DISCIPLINA DE MATEMÁTICA Órgão de coordenação dos professores e estrutura de apoio ao Departamento Curricular
Um estudo de caso numa escola da Região Autónoma da Madeira

Rui Manuel Martins Castanheira

PROJECTO DE INVESTIGAÇÃO E INTERVENÇÃO EDUCATIVA 2007

Resumo

Esta investigação centra-se na actividade do Conselho de Disciplina de Matemática do 2º Ciclo de uma Escola Básica e Secundária da Região Autónoma da Madeira, enquanto órgão de coordenação dos professores da disciplina e estrutura de apoio ao Departamento Curricular e refere-se ao ano escolar de 2006/2007. O objectivo central da investigação visa a inventariação das

competências do órgão, bem como a descrição do seu funcionamento e a análise da respectiva actividade, para a compreensão da forma como o órgão tem exercido as suas competências e para a identificação e caracterização das eventuais disfunções. Nesta conformidade, a problemática da investigação é lançada pela questão que constitui o ponto de partida deste trabalho: Será que o Conselho de Disciplina de Matemática do 2º ciclo tem exercido cabalmente as suas competências? O presente trabalho inicia-se com uma introdução, seguida pelo enquadramento teórico do tema em estudo e pela metodologia utilizada nesta investigação. Depois segue-se a análise dos dados recolhidos através dos instrumentos apropriados, que foram a consulta de

documentos, a observação participante natural e a entrevista não estruturada. Finalmente, o trabalho termina com as conclusões e recomendações. Nesta pesquisa recorremos à investigação descritiva qualitativa, realizada com base num estudo de caso, tendo-se adoptado um abordagem centrada na descrição, com os dados organizados e apresentados num registo interpretativo.

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ABREVIATURAS

CP – Conselho Pedagógico. CPA – Código do Procedimento Administrativo. DO – Desenvolvimento Organizacional DRE – Direcção Regional de Educação. DT – Director de Turma. EB – Ensino Básico. EF – Educação Física. EM – Educação Musical. EVT – Educação Visual e Tecnológica. EMRC – Educação Moral e Religiosa Católica. OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico PISA – Programme for International Student Assessment. PmatE- Projecto Matemática Ensino. PQND – Professor do quadro de escola com nomeação definitiva. PQZN – Professor do quadro de zona pedagógica. RAM – Região Autónoma da Madeira. SASE – Serviço de Acção Social Escolar. SEE – Secretário de Estado da Educação. SERE – Secretário de Estado da Reforma Educativa. SRE – Secretário Regional da Educação. TIC – Tecnologias da Informação e Comunicação.

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ÍNDICE GERAL

Pág. Resumo Abreviaturas Índice de quadros Índice dos anexos 1. INTRODUÇÃO 1.1. Contexto do Estudo 1.2. Definição do Problema 1.3. Definição de Objectivos 1.4. Pertinência do Estudo 1.5. Limitações do Estudo 2. ENQUADRAMENTO TEÓRICO 2.1. Paradigmas Organizacionais da Escola 2.1.1. A Escola como Organização 2.1.2. A Escola como Empresa 2.1.3. A Escola como Burocracia 2.1.4. A Escola como Democracia 2.1.5. A Teoria Comportamental da Administração - A hierarquia das necessidades de Maslow - As Teorias X e Y de McGregor 2.1.6. A Teoria Z de William Ouchi 2.1.7. A Abordagem Sistémica 2.1.8. A Abordagem Contingencial 2.1.9. A Escola como Arena Política 2.1.10. A Escola como Anarquia 2.1.10.1. A Escola como anarquia organizada 2.1.10.2. A decisão organizacional como caixote do lixo (garbage can) 2.1.10.3. A Escola como sistema debilmente articulado (loosely coupled) 2.1.10.4. A Escola como sistema caótico 2.1.11. A Escola como Cultura 2.1.12. O Desenvolvimento Organizacional 2.2. Organização Administrativa 2.2.1. Pessoas colectivas públicas e serviços públicos 2.2.2. Órgãos de pessoa colectiva 2.2.3. O Código do Procedimento Administrativo e os órgãos colegiais 2.3. Enquadramento legal 2.3.1. O Despacho nº 8/SERE/89, de 3 de Fevereiro 2.3.2. O Decreto Legislativo Regional nº 4/2000/M, de 31/01 2.4. O Departamento Curricular 2.5. O Delegado de Disciplina e o Conselho de Disciplina 2 3 7 9 10 10 11 11 11 12 13 13 13 15 20 29 37 37 39 40 41 42 43 48 49 51 53 55 57 62 69 69 69 70 80 80 82 83 85

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3. METODOLOGIA DE INVESTIGAÇÃO 3.1. Caracterização do Contexto de Estudo 3.1.1. Caracterização geral da Escola 3.1.2. O Departamento Curricular 3.1.3. Caracterização do Grupo disciplinar de Matemática do 2º ciclo 3.2. Método de investigação 3.2.1. Estudo de caso 3.2.2. Fiabilidade e validade 3.3. Técnicas e Instrumentos de Recolha de Dados 3.3.1. A Análise Documental 3.3.2. A Observação 3.3.3. A Entrevista 4. ANÁLISE DE DADOS 4.1. Análise de conteúdo das entrevistas 4.1.1. Noção de análise de conteúdo 4.1.2. Etapas da análise de conteúdo a) Definição dos objectivos e do quadro de referência teórico b) Constituição de um corpus documental c) Definição de categorias d) Definição de unidades de análise ou unidades de conteúdo e) Quantificação d) Interpretação dos resultados obtidos 4.2. Análise de documentos e resultados da observação 4.2.1. Regulamento Interno da Escola e Competências do Conselho de Disciplina 4.2.2. O Delegado de Disciplina 4.2.2.1. Normas em vigor 4.2.2.2. A redução na componente lectiva do horário do Delegado de Disciplina 4.2.2.3. Eleição do Delegado de Disciplina 4.2.3. O Regimento do Conselho de Disciplina 4.2.3.1. Periodicidade das reuniões 4.2.3.2. Convocatória e ordem de trabalhos das reuniões 4.2.3.3. As actas das reuniões 4.2.4. Assuntos tratados nas reuniões 4.2.4.1. A transmissão de Informação 4.2.4.2. O Plano de Acção para promover o sucesso na Matemática 4.2.4.3. O desdobramento das turmas 4.2.4.4. As aulas de recuperação 4.2.4.5. A planificação didáctica das actividades lectivas 4.2.4.6. Avaliação do grau de cumprimento da planificação das actividades da disciplina 4.2.4.7. A planificação das actividades não lectivas a) As Olimpíadas Portuguesas da Matemática b) O Campeonato Nacional de Jogos Matemáticos c) O Maismat d) O Campeonato Regional de Resolução de Problemas (Agente X)

93 93 93 93 94 96 97 97 98 99 101 104 111 111 111 113 113 114 116 118 121 122 146 146 154 154 155 157 158 158 162 165 167 167 169 172 174 176 178 179 179 180 181 184

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4.2.4.8. Recursos Materiais a) Materiais previstos no Plano de Acção b) Outros recursos materiais 4.2.4.9. Problemas de instalações 4.2.4.10. Análise e reflexão sobre as práticas educativas 4.2.4.11. Avaliação e exames. Elaboração de provas a nível de escola. a) Critérios de avaliação b) Fichas de avaliação global c) Provas de aferição d) Exame de Equivalência à Frequência 4.4.12. Encontros Regionais de Delegados 4.4.13. Análise dos resultados escolares dos alunos 4.4.14. Balanço da execução do Plano de Acção. 5. CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES. BIBLIOGRAFIA LEGISLAÇÃO CONSULTADA DOCUMENTOS DA ESCOLA CONSULTADOS OUTROS DOCUMENTOS CONSULTADOS ANEXOS

186 186 187 188 189 189 189 189 189 189 191 193 195 197 204 206 207 208 209

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nas suas reuniões? Não considera que se ocupe muito tempo a transmitir informações? Quadro 10 – Qual a sua opinião sobre a forma como os professores participam nas reuniões do Conselho de Disciplina? Quadro 11 – Na sua opinião. qual é que deve ser o principal papel do Delegado de Disciplina? Quadro 12 – Indique algumas sugestões que considere pertinentes para melhorar o exercício das competências do Conselho de Disciplina Quadro 13 – De que forma o Conselho de Disciplina pode influenciar o desempenho profissional dos professores que o integram? 95 96 110 118 123 125 126 126 127 129 131 134 136 7 . Ano lectivo de 2006/2007 Quadro 3 – Entrevistas efectuadas Quadro 4 – Categorias Quadro 5 – No seu entender quais são as competências do Conselho de Disciplina? Quadro 6 – Conhece o(s) normativo(s) legal/ais que fixam as competências do Conselho de Disciplina? Quadro 7 – Conhece o Projecto Educativo da Escola? Quadro 8 – Conhece o regimento interno do Conselho de Disciplina? Quadro 9 – Quais são os assuntos que habitualmente mais ocupam o Conselho de Disciplina.ÍNDICE DE QUADROS Pág.Grupos Disciplinares do Departamento Curricular de Ciências Exactas e da Natureza e Tecnologias Quadro 2 .Professores da disciplina de Matemática – 2º ciclo. Quadro 1 .

a quem recorre preferencialmente para solicitar apoio? Quadro 23 . As reuniões que até então tinham uma periodicidade semanal deixaram de o ter. a transmitir informações? Quadro 18 – A maior parte da informação que é transmitida no Conselho de Disciplina.Ordem de trabalhos das reuniões do Conselho de Disciplina 2006/2007 Quadro 25 . a maior parte do tempo. em que sentido circula? Quadro 19 – O Coordenador do Departamento ausculta a opinião dos Delegados para tomar posição sobre os assuntos que são discutidos no Conselho Pedagógico? Quadro 20 – Qual a sua opinião sobre a utilidade da existência do Departamento? Considera que é uma estrutura que tem muita utilidade na escola. Conseguiu saber as razões desta alteração? Quadro 17 – As reuniões do Departamento também são ocupadas.Quadro 14 – Em que medida o funcionamento do Conselho de Disciplina pode influenciar o sucesso escolar dos alunos na disciplina de Matemática? Quadro 15 – No seu entender. ou apenas se limita a transmitir informação? Quadro 21 – Quais são as dificuldades mais sentidas no desempenho do cargo de Delegado de Disciplina? Quadro 22 – Quando. a periodicidade das reuniões do Conselho de Disciplina foi alterada a partir do mês de Janeiro. quais são as dificuldades mais sentidas no desempenho da função de membro do Conselho de Disciplina e professor de Matemática? Quadro 16 – No corrente ano lectivo.Secretários das reuniões do Conselho de Disciplina 2006/2007 138 139 141 141 142 142 143 144 144 161 164 166 8 . no exercício do cargo.Distribuição das reuniões do Conselho de Disciplina ao longo do ano escolar 2006/2007 Quadro 24 . se confronta com um problema de particular complexidade.

. Anexo 2 – Actas do Conselho de Disciplina do ano escolar 2006/2007. 210 212 259 278 281 290 293 299 306 316 9 .Transcrição da entrevista. .Ficha síntese da entrevista. .Ficha síntese da entrevista.Transcrição da entrevista. . . Anexo 10 – Plano de Acção para promover o sucesso na Matemática. Anexo 5 – Entrevista ao Delegado de Disciplina. professor António (E1). Anexo 7 – Entrevista à professora Sofia (E2). .ÍNDICE DE ANEXOS Pág. . Anexo 1 – Requerimento ao Director Regional de Educação. Anexo 9 – Entrevista à professora Rosa (E4).Transcrição da entrevista. (A1 a A25) Anexo 3 – Quadro síntese das actas do Conselho de Disciplina. Anexo 4 – Guião da entrevista ao Delegado de Disciplina.Transcrição da entrevista. Anexo 8 – Entrevista à professora Maria (E3).Ficha síntese da entrevista. Anexo 6 . .Ficha síntese da entrevista.Guião da entrevista aos professores da disciplina.

INTRODUÇÃO. numa Escola Básica e Secundária da Região Autónoma da Madeira e refere-se ao ano escolar de 2006/2007. por consequência. participando nas reuniões deste órgão. 1. O Conselho de Disciplina.2 Definição do Problema A problemática deste estudo centra-se em torno da seguinte interrogação: Será que o Conselho de Disciplina de Matemática do 2º Ciclo tem exercido cabalmente as suas competências? 10 . como órgão de coordenação vertical dos professores da mesma disciplina e estrutura de apoio ao Departamento Curricular no qual está inserido. A qualidade do trabalho dos professores de qualquer disciplina depende.1 Contexto do Estudo O estudo incide sobre a actividade do órgão Conselho de Disciplina de Matemática do 2º Ciclo do Ensino Básico. é membro de um Conselho de Disciplina. Com a crescente autonomia das escolas.1. Qualquer professor da escola está inserido num grupo disciplinar e. decorre de uma lógica de preocupação com esta temática. da dinâmica daquele órgão. podem surgir algumas dificuldades por parte dos professores no exercício das suas funções. em grande medida. como objecto deste estudo. 1. A escolha da actividade do Conselho de Disciplina. como docente da disciplina de Matemática do 2º ciclo numa escola da Região Autónoma da Madeira. por vezes. assume alguma importância no funcionamento da escola. cada vez mais alargado e. decorrente da nossa actividade profissional. têm necessidade de exercer um leque de competências. as estruturas de gestão intermédia. nas quais se inclui o Conselho de Disciplina.

Nesta perspectiva.3 Definição de Objectivos O conjunto das questões de investigação permite evidenciar os seguintes propósitos na investigação realizada: . para melhoria do desempenho dos professores da disciplina.Inventariar as competências do Conselho de Disciplina.Caracterizar as eventuais disfunções do órgão.Descrever o funcionamento do Conselho de Disciplina.Que deliberações foram tomadas pelo órgão? .Analisar a actividade do órgão Conselho de Disciplina. A investigação permite aprofundar o conhecimento sobre a forma de funcionamento de um Conselho de Disciplina e a consequente identificação das eventuais disfunções do órgão.4 Pertinência do Estudo Este estudo insere-se numa perspectiva do professor que reflecte sobre a sua actividade profissional e que investiga.Em que medida o Conselho de Disciplina tem exercido as suas competências? 1. este estudo pretende clarificar as seguintes questões: .Quais são as competências do Conselho de Disciplina? . . detectando os problemas e tentando encontrar soluções para os mesmos. contribuindo assim. 1. .Quais foram os assuntos tratados nas reuniões? .Quais as principais características do funcionamento do referido Conselho? .Compreender a forma como o Conselho de Disciplina tem exercido as suas competências. 11 . . .

um observador participante pode provocar alguma subjectividade no seu trabalho. quer de preocupações pessoais. é passível da existência de lacunas. decidimos enveredar por esta temática de investigação. intimamente envolvidas num ambiente. concretamente da disciplina de Matemática. que tentaremos eliminar. por conseguinte.5 Limitações do Estudo Este estudo está bastante limitado pelo tempo disponível para a sua concretização e. de forma a obter alguma validade interna para a investigação. no sentido de ser conveniente não escolher para tema da investigação um assunto em que o investigador esteja pessoalmente envolvido. 12 . faz todo o sentido enveredar por uma investigação que verse sobre a temática proposta. têm dificuldades em distanciar-se. quer do conhecimento prévio que possuem das situações.Como docente do 2º Ciclo do Ensino Básico. Apesar disso. visto que. pelas razões antes apresentadas. preocupa-nos a forma como o exercício das competências de um Conselho de Disciplina pode contribuir para melhorar o desempenho profissional dos docentes que o integram e contribuir para o almejado sucesso escolar dos alunos na disciplina em causa. as pessoas. Temos presente um dos conselhos dados por Bogdan e Biklen (2003). Contudo. Uma das preocupações do investigador é a procura de objectividade na observação e na análise dos dados. Por outro lado. 1. estando esta investigação inserida num Curso de Qualificação em Administração Escolar e Administração Educacional. que só poderão ser ultrapassadas com um eventual aprofundamento futuro desta temática de investigação. simultaneamente. o facto do investigador ser.

lhes modelou o pensamento. 19).2. Elas penetram em todos os aspectos da vida contemporânea” (p. o fruto da organização escola. Na verdade. trabalhamos em empresas. aos gestores das empresas que influenciam o desenvolvimento da economia nacional.1. alimentamo-nos em restaurantes. departamentos públicos. 2).1. Paradigmas Organizacionais da Escola 2. No entender de Chiavenato (2003). Segundo Teixeira (1995). “as organizações são as unidades sociais dominantes das sociedades complexas […]. ao condutor do autocarro em que nos deslocamos para o local de trabalho. aos membros do Governo que dirige o nosso país ou a nossa região são. que. entendem que “as organizações são compostas de seres humanos em estado de interacção” (p. nascemos em hospitais. 1995) apesar de se recusarem a definir as organizações. A análise conceptual da problemática da escola como organização remetenos para a questão da própria conceptualização de organização. de entre as organizações que estruturam a nossa sociedade. “o mundo em que vivemos é uma sociedade institucionalizada e composta por organizações” (p. quando morremos recorremos à igreja e à empresa funerária: tudo são organizações. March e Simon (1979. A Escola como Organização A sociedade actual é uma sociedade organizacional.1. do médico que nos atende quando estamos doentes. Hoje. de alguma maneira. ao menos em parte. irá ter influência sobre todas as outras. citados por Teixeira. em alguma medida. De acordo com Bilhim (1996). a organização escola é uma das mais importantes já que. instituições sem fins lucrativos e. ENQUADRAMENTO TEÓRICO 2. 5) 13 .

entre as quais. alguns autores desses estudos. 2003). De acordo com a mesma autora. apelidados de imagens organizacionais da escola.Hobbes (1985. os estudos realizados têm-se debruçado muito mais sobre empresas industriais do que sobre escolas. facilitam a compreensão do que nela se passa. “a compreensão das organizações e a procura de processos que as tornem mais eficazes tem ocupado múltiplos investigadores e homens de acção que ao seu estudo têm dedicado parte significativa das suas vidas” (p. várias vezes. algumas dão-nos um apoio mais relevante para essa compreensão do que a teoria da burocracia. a fim de atingir objectivos específicos” (p. citado por Teixeira. De seguida.5). 14 . é considerada a organização escola. Para Etzioni. citado por Costa. 1995) entende “por organização. (1984. o funcionamento da escola ou. pelo menos. que se enquadram no âmbito do quadro teórico da organização e administração escolar e que constituem modos distintos de perspectivar a organização escolar. estendem as suas conclusões a outros tipos de organizações. 6). 1995). Contudo. 10). frequentemente. e certamente que continuarão a influenciar no futuro. Diversas teorias organizacionais influenciaram no passado. procuraremos caracterizar algumas dessas teorias. “as organizações são unidades sociais intencionalmente construídas e reconstruídas. Segundo Teixeira (1995). modelo a que mais frequentemente se tem recorrido (Teixeira. um número qualquer de homens reunidos pelo encargo de um negócio que lhes é comum” (p.

acreditando que. ou seja. em segundo lugar. 26). a sua produtividade. Deste modo nasceu a chamada Teoria da Administração Científica. A imagem empresarial da escola encontra a sua fundamentação conceptual nos modelos clássicos de organização e administração industrial. podia melhorar a eficiência produtiva” (p. designadamente nos trabalhos de Frederick Taylor e Henri Fayol. citado por Costa (2003). cujo principal objectivo consistiu em introduzir nas empresas um conjunto de procedimentos que aumentasse a sua eficiência e.1. 20). sendo o precursor do estudo e medição dos tempos e dos movimentos dos operários. citado por Costa. pela necessidade de separação. 2003) as etapas fundamentais da proposta de Taylor para a análise e organização do trabalho. “em primeiro lugar.2. De acordo com uma síntese efectuada por Hampton (1986. Segundo o Taylor. nas empresas. 25). engenheiro americano. No entender de Vicente (2004). deste modo. pelo estudo científico do trabalho que deverá ficar a cargo da administração” (p. essas propostas passavam.2. a teoria preconizada por Taylor “coloca a sua ênfase nas tarefas executadas pelos operários fabris. “conceber a escola como empresa significa atribuirlhe um conjunto de características que tiveram a sua origem em concepções e práticas utilizadas na área da produção industrial” (p. publicou em 1911 a sua mais famosa obra – The Principles of Scientific Management – na qual procurou apresentar as soluções que considerava necessárias para aumentar a eficiência das empresas do seu país. foram as seguintes: 15 . pela emancipação da administração. entre a função administrativa e as restantes tarefas desempenhadas pelos trabalhadores e. desse modo. Frederick Taylor (1856-1915). A Escola como Empresa Segundo Costa (2003).

segundo as suas palavras “para cada indivíduo que trabalha demais. Treino dos trabalhadores: de acordo com a obra de Taylor. 4. intencionalmente.1. há cem deles que. (p. os tempos inúteis e a fadiga). segundo o autor da teoria da administração científica. surgiu em França o livro de um outro engenheiro. o controlo e os incentivos salariais (designadamente através do pagamento à peça) já que “muitos operários estão sempre desejosos de trabalhar com a máxima rapidez. 88) Cinco anos depois da publicação da obra de Taylor. e que constitui outro documento clássico dos estudos de administração. ferramentas). Henry Fayol (1841-1925). desde que se lhes dê liberal acréscimo de ordenado. a administração deverá proceder à selecção e aperfeiçoamento científico do trabalhador. 2. serão objecto de padronização (uniformização dos métodos de trabalho. tempos. 5. Selecção dos trabalhadores: seleccionar significa escolher entre os homens comuns os poucos especialmente apropriados para o tipo de trabalho em vista. todos os dias da sua vida trabalham menos – muito menos do que deviam” (p. a alternativa para esta situação é. o pressuposto de que a eficiência aumenta com a especialização: quanto mais especializado for o operário. 3. Análise das tarefas: identificação dos tempos e movimentos de cada tarefa em ordem a estabelecer o tempo-padrão e eliminar tudo o que possa levar a uma menor rapidez de desempenho (tais como os movimentos supérfluos. com o título Administration Industrielle et Générale. Identificação da melhor maneira de realizar tarefas (the one best way): a eficiência atinge-se através da descoberta de soluções óptimas que logo que identificadas. citado por Costa. 16 . esta selecção é feita em função dos princípios da divisão do trabalho e da especialização do operário subjacente aos quais está. Incentivos salariais: Taylor (1990. 2003) tem uma concepção do homem como preguiçoso e indolente. segundo Chiavenato.29). tanto maior será a sua eficiência. movimentos instrumentos.

Divisão do trabalho: quanto mais as pessoas se especializarem. 7. Unidade de comando: cada trabalhador deve receber ordens de apenas uma pessoa. Segundo Teixeira (1998). como para quem paga. Subordinação do interesse individual ao interesse colectivo: os interesses de uma pessoa não devem nunca ter preferência em relação ao interesse da organização como um todo. organizar. a par de esquemas de incentivos. maior é a experiência do seu trabalho. oferta de pessoal qualificado. o empregado. diversas variáveis. financeira e administração. o empregador.Apesar de manter como preocupação fundamental a questão da eficiência nas organizações. 17 . 4. Remuneração: a compensação pelo trabalho realizado deve ser justa tanto para quem recebe. Unidade de direcção: a empresa deve ser orientada para um objectivo comum. A função administração engloba as funções fundamentais de planear. autoridade e responsabilidade devem estar intimamente ligadas: 3. judiciosamente aplicadas.. Fayol situou a sua investigação. numa direcção (única). Autoridade: o direito de dar ordens e o poder de se fazer obedecer. 2. tal como as pessoas. 8. as quais constituem o chamado processo administrativo e estão associadas ao papel de um gestor. coordenar e controlar. o sucesso da empresa. Cadeia de comando: numa organização. sendo considerado o fundador da escola clássica de gestão. entendendo a organização como um todo. não ao nível das tarefas. devem ser tidas em conta. como procedeu Taylor. Para isso. Contudo. etc. técnica. 10. Centralização: o grau de centralização ou descentralização da gestão dependerá das condições específicas da organização em causa. 6. Fayol sintetizou a sua teoria em catorze princípios gerais da gestão (administração): 1. contabilidade. 5. a linha de autoridade vai por ordem de escalões da gestão de topo até aos níveis mais baixos da hierarquia. segurança. 9. devem estar nos lugares certos. Fayol dividiu as operações empresariais em seis actividades fundamentais: comercial. nas horas certas. Disciplina: uma organização com sucesso requer o esforço comum de todos os trabalhadores. qualquer que seja o nível em que se encontra. como o custo de vida. bem definida. Fayol foi o autor da ideia da organização estrutural das empresas por funções. mas no quadro da estrutura organizacional. Ordem: os materiais. comandar. podem ser necessárias penalidades.

selecção e promoção do pessoal directivo e docente” (p. Estabilidade de emprego: reter os empregados produtivos deve ser sempre uma prioridade de gestão. A este propósito. Espírito de equipa: o espírito de equipa contribui para a unidade da organização. Iniciativa: os gestores devem encorajar as iniciativas dos trabalhadores. citado por Costa. constitui uma das marcas dominantes em vários aspectos dos modos de organização da acção educativa nas escolas. governamentais. Segundo diversos investigadores. 12. Segundo Costa (2003). direcção por objectivos. citado por Costa. Equidade: os empregados devem ser tratados numa base de justa igualdade. Tem de haver uma hierarquia clara tanto directores como professores com responsabilidades directivas são gestores industriais. 14. comerciais. Fayol defendia que os mesmos princípios podiam ser aplicados em empresas de dimensões diferentes e de todo o tipo – industriais. políticas ou mesmo religiosas. nomeadamente através de novas ou adicionais actividades autodirigidas. 13. 2003): A analogia com a concepção de Taylor da indústria é presentemente bastante evidente. os professores são trabalhadores e os alunos são matériasprimas a ser processadas. controlo minucioso da qualidade. 2003). Uma elevada taxa de rotação de pessoal geralmente anda associada a uma quebra da eficiência da empresa. Fayol aconselhava. a comunicação verbal e informal.33) Martin-Moreno (1989. o taylorismo. analisando a marcada influência que os princípios da administração científica tiveram na organização 18 . 1998. p. 2003) consideram que “a visão produtiva da escola acentua a importância da eficácia (adequação dos resultados aos objectivos previstos) e da eficiência (uso adequado dos recursos): planificação precisa e ajustada. Para Bottery (1993. a transposição para a organização escolar dos princípios anteriormente apresentados. em vez da escrita e formal. (p.11. 31). como corrente de pensamento. Muñoz e Roman (1989. por exemplo. 10-11) De acordo com Vicente (2004). leva-nos a uma concepção da escola como empresa educativa. (Teixeira. citados por Costa.

cada professor molda durante um período de tempo (ano. Direcção unipessoal: organização hierárquica e centralizada da escola na figura do director que. que decidem da passagem ou da repetência para o ano seguinte. 33-34) 19 . Uniformidade de horários: divididos ao minuto os dias mantêm-se inalteráveis depois de previamente e devidamente planeados para todo o ano lectivo. hora) uma faceta do produto (aluno) e envia-o para outro professor. (p. decide sobre todos os aspectos da vida escolar. Disciplina formal: o professor é um agente de manutenção da disciplina a qual não decorre do desenrolar das actividades de aprendizagem. quer no nível de instrução. a mesma disposição das mesas e dos alunos nas salas (independentemente da diversidade de países e de culturas). retomando o processo com outro produto. 2. 10. velando pelo cumprimento das normas e disposições da administração central. 9. 4. 3. 11. Posicionamento insular dos professores: como na produção industrial. Agrupamentos rígidos de alunos: procura-se a constituição de agrupamentos homogéneos de alunos com base quer na idade cronológica. 7. com predomínio para a lição magistral. apresenta onze características gerais que presidem à organização de uma escola de tipo taylorista: 1. o mesmo corredor. de modo a conseguirem-se turmas de iguais. Escassez de recursos materiais: pouca diversificação e utilização de materiais didácticos. não permitindo a interferência dos membros da comunidade exterior nas questões escolares (mesmo os pais devem esperar os filhos à porta de entrada e poderão esclarecer-se com o director). Metodologias dirigidas para o ensino colectivo: métodos de ensino uniformizados. mas assume-se como condição prévia a estas (formalismo do cumprimento de normas).dos centros educativos. Uniformidade na organização dos espaços educativos: a mesma localização das salas. 6. 8. Uniformidade curricular: os mesmos conteúdos programáticos são obrigatórios para todos os alunos. Avaliação descontínua: realização periódica de provas ou exames (de preferência escritos) com base nos conteúdos adquiridos. Insuficientes relações com a comunidade: escola fechada ao meio. 5.

a saber: . já referida anteriormente. e a teoria das relações humanas.2. Segundo Weber (1979. XIX. numa perspectiva puramente técnica. existem três bases para a autoridade. Para o mesmo autor. como alternativa às teorias em voga. Segundo Weber (1991. entendida como tipo ideal. capaz de atingir o mais alto grau de eficiência. . 1996). que será objecto de análise mais adiante. a uniformidade e a consistência. a partir do estudo das organizações europeias do séc. o sistema. O pensamento de Weber sobre a burocracia surge enquadrado nas suas perspectivas sobre os tipos de dominação (ou autoridade). portanto. a racionalidade. Merton inspirou-se nos trabalhos do sociólogo alemão Max Weber (1864-1920). designadamente a teoria da Administração Científica. dando lugar à teoria Administrativa da Burocracia. 1996).3. descreveu uma forma ideal de organização que enfatizava a ordem. 20 . a burocracia constitui o modelo mais puro da autoridade legal e. que se traduz na igualdade de tratamento perante a lei e no carácter universal e abstracto da sua aplicação. A Escola como Burocracia Segundo Teixeira (1995). citado por Bilhim. de organização administrativa. encontra a sua legitimação na autoridade legal. cujo pensamento foi aplicado às práticas organizacionais. ou seja. porque havia a consciência de que estas teorias não davam resposta aos problemas globais de administração das organizações. três tipos de dominação. sendo o mais racional e conhecido meio de exercer dominação sobre os seres humanos.1. Tal acontece. enquanto teoria organizacional. a burocracia. Poder-se-á dizer que o paradigma burocrático está intimamente ligado a Weber. que. citado por Costa.Carismática. como refere Teixeira (1998). foi criada por Merton nos anos 40. a teoria da burocracia.Tradicional.

21 . com um inequívoca delimitação de competências. a dominação legal baseia-se na racionalidade e responde às seguintes características: . . A segunda baseiase na crença em algo que sempre existiu.separação total da direcção administrativa dos meios de administração e de propriedade.existe uma hierarquia de funções solidamente estabelecida. definido por Weber. De acordo com Teixeira (1995). . delimitação precisa dos meios de coerção e das hipóteses da sua aplicação.A totalidade da direcção é constituída por funcionários individuais que são pessoalmente livres.actividade ligada a regras.existe uma relação salarial geralmente congruente com a posição hierárquica e as responsabilidades assumidas e. A terceira nas organizações modernas é definida como obediência à autoridade.. . apresenta as seguintes características: . .autoridade constituída por: domínio de deveres de execução objectivamente delimitado em virtude da partilha dessa execução.as relações são contratuais baseadas numa selecção aberta. . o tipo ideal de organização. . .existência de uma hierarquia administrativa (com direito de recurso dos subordinados aos superiores). poderes de comando necessários para o fim em vista. A primeira deriva de uma qualidade “extraordinária” que uma pessoa tem e que faz com que as outras desejem satisfazer as suas ordens. Para Weber (1971. 1995).as qualificações profissionais são adquiridas através de exames e atestadas por diplomas. os funcionário têm direito à reforma. só devendo obediência aos deveres objectivos da sua função. na maior parte das vezes.todos os regulamentos são fixados por escrito.Racional-Legal. citado por Teixeira. .ausência total de apropriação do lugar pelo seu titular. .

4. Costa (1996). .os funcionários exercem funções em regime de profissão única ou principal e têm direito a uma carreira profissional muitas vezes ligada à antiguidade. a saber: 1. . A existência de normas e regulamentos que fixam cada “área de jurisdição” (divisão do trabalho). 1996) reduz a quatro as características básicas da burocracia: 22 . destaca um conjunto de elementos que distinguem a organização burocrática relativamente a outros modelos de organização. para isso. socorrendo-se. A exigência ao funcionário de “plena capacidade” de dedicação ao trabalho (sem prejuízo da “delimitação rigorosa” do “tempo de permanência na repartição”). citado por Costa. 3. 6.os funcionários estão sujeitos a uma disciplina estrita e homogénea e a controlo. 5. 2. Beetham (1988. uniformidade e estabilidade das regras gerais (recusa dos privilégios individuais e da concessão de favores). O princípio da especialização e do “treinamento” específico do cargo. A estruturação hierárquica da autoridade (de acordo com um “sistema firmemente ordenado de mando e subordinação”).existe uma separação total entre a administração e a propriedade.não há lugar a apropriação dos postos dos postos de trabalho.. (pp. Baseado na obra de Max Weber. enquanto tipo ideal. . A administração com base em documentos devidamente preservados (arquivos). 12-13) Como refere Costa (1996). de seis grupos de características propostas por Max Weber. O desempenho de cada cargo com base na universalidade. constitui um modelo organizacional caracterizado globalmente pela racionalidade e pela eficiência. que não se afasta significativamente dos objectivos da administração científica pretendidos por Taylor. ao fazer uma caracterização mais pormenorizada do modelo burocrático. a burocracia.

citado por Costa. citado por Costa. Autoridade limitada do cargo. 44). 10. Hierarquia da autoridade. A competência: os funcionários são seleccionados conforme o seu mérito. são treinados para as suas funções e controlam o acesso aos conhecimentos reunidos nos processos. Gratificação diferencial por cargo. a fim de garantir a máxima eficiência possível no alcance desses objectivos” (p. Disciplina racional. Hall (1971. 4. 1996). 1996) indica-nos onze características da organização burocrática: 1. 3. Competência técnica. 3. sem arbitrariedades ou favoritismos. 4. Separação entre propriedade e administração. com uma estrutura de carreira que oferece perspectivas de promoção regular. na adequação dos meios aos objectivos (fins) pretendidos. A continuidade: a repartição constitui uma ocupação remunerada a tempo inteiro.1. A hierarquia: cada funcionário tem uma competência claramente definida dentro da divisão hierárquica do trabalho e é responsável pelo seu cumprimento perante um superior. A impessoalidade: o trabalho é conduzido segundo regras prescritas. 6. 23 . 2. Normas que controlam o comportamento dos empregados. Divisão do trabalho. 11. isto é. 9. “a burocracia é uma forma de organização humana que se baseia na racionalidade. 2. 8. Ênfase nas comunicações escritas. Normas de procedimento para actuação no cargo. 7. e existe um registo escrito de cada transacção. Por sua vez. 5. Impessoalidade dos contactos pessoais. Segundo Chiavenato (1983.

quer o modelo seja visualizado numa vertente prescritiva. a burocracia. Nas tecnologias claras. as diversas características apontadas apresentam-nos a burocracia como um modelo organizacional que pode ser. uma vez que a cada um eram atribuídas áreas específicas de actuação e responsabilidades na base da sua competência e capacidades (Teixeira. colocando a ênfase na estrutura. O modelo organizacional burocrático é caracterizado por regras rígidas e por sistemas de controlo e hierarquias. Para muita gente. com um modelo de liderança carismática com apenas uma figura dominante. Na consensualidade sobre os objectivos. Conforme refere Costa (1996). globalmente. sendo associado a excesso de papelada e de regras com prejuízo do funcionamento eficaz e inovador das organizações: Contudo. A teoria da burocracia assenta nos princípios de hierarquia e da autoridade de comando como a forma de organização estrutural ideal para todas as organizações. a ideia de burocracia conduziria a um tratamento equitativo de todos os empregados. 5. 3. designadamente: 1. Na correcta adequação dos meios aos fins. para aplicação à realidade. Weber desenvolveu a teoria da burocracia como forma superior de racionalidade na organização das actividades humanas. 24 . qualificado como uma imagem organizacional assente no princípio da racionalidade. tem vindo a ser alvo de contestação acérrima por uma parte significativa da literatura situada no âmbito da gestão e da análise organizacional das últimas décadas. o termo burocracia tem uma carga negativa. Na previsibilidade e na certeza face ao futuro. quer seja entendido como modelo descritivo que reflecte as características comuns a um vasto conjunto de organizações das sociedades modernas. Como refere Vicente (2004). enquanto teoria organizacional.Para Costa (1996). Essa racionalidade traduz-se.1998). Nos processos de decisão e de planeamento estáveis. 2. 4.

por outro lado. um dos mais utilizados (e. Centralização das decisões nos órgãos de cúpula dos ministérios da educação. 2. No entender de Costa (2003). O Princípio de Peter (1973. sendo. qualquer lugar tende a ser ocupado por um empregado incompetente para assumir as responsabilidades inerentes a ele” (p. entre os indicadores mais significativos da imagem burocrática da escola. o corolário de Peter diz que: “Com o tempo. por isso o trabalho realizado por aqueles que ainda não chegaram ao seu nível de incompetência. Um dos textos mais conhecidos neste domínio é o de Peter e Hull. segundo Peter e Hull. apresentada neste livro. 39). 25 . eventualmente. 1996). por outro lado. traduzida na ausência de autonomia das escolas e no desenvolvimento de cadeias administrativas hierárquicas. raramente numa organização todos os empregados atingiram os patamares mais elevados. por um lado. todo o empregado tende a ser promovido. 3. no qual os autores procuram examinar a competência dos indivíduos nas organizações e descrever o seu percurso de promoção hierárquica. Regulamentação pormenorizada de todas as actividades a partir de uma rigorosa e compartimentada divisão do trabalho. 46). em termos satíricos e humorísticos e de forma sistematizada. certamente. a crítica à burocracia constitui uma constante dos textos de inúmeros autores. Se. porque. citado por Costa. apontam-se os seguintes: 1. é o célebre Princípio de Peter: “Numa hierarquia.Se. Para o mesmo autor. Previsibilidade de funcionamento com base numa planificação minuciosa da organização. trata-se de uma questão de dar tempo ao tempo. A formulação mais divulgada. “o quadro conceptual e teórico desenvolvido pelo modelo burocrático de organização terá sido. 46). até ao seu nível de incompetência” (p. outros autores dedicaram-se a escrever sobre este modelo organizacional. também um dos mais criticados) na caracterização quer dos sistemas educativos quer das escolas” (p. por um lado.

Na sua tese de doutoramento. 1995). Pedagogia uniforme: a mesma organização pedagógica. Para Teixeira (1995). as regras administrativas prevalecem sobre as regras pedagógicas. Formosinho (1987. 7) O mesmo autor salienta como características da burocracia apontadas por Weber e que se aplicam facilmente à escola. citado por Teixeira. Concepção burocrática da função docente. 5. arquivomania). 7. as mesmas metodologias para todas as situações. este autor deixa inequivocamente expresso que o modelo burocrático prevalece [em Portugal] não só antes. Formalização. certificação. 3. 1995) usa em vários dos seus escritos o paradigma da burocracia como elemento explicativo do funcionamento da escola. na avaliação da eficácia do acto de aprender. como depois da revolução de 1974. o carácter burocrático da escola está patente “no que é proposto como fim do acto escolar. Uniformidade e impessoalidade nas relações humanas. (p. Na sua análise à legislação que rege as escolas. Uniformidade. Legalismo. Obsessão pelos documentos escritos (duplicação. Formosinho verifica que a escola é orientada pelos princípios do paradigma burocrático: existe uniformidade e rigidez nas tomadas de decisão. 8. os mesmos conteúdos disciplinares. 7). Na perspectiva de Alves-Pinto (1983. 9.4. Actuação rotineira (comportamentos estandardizados) com base no cumprimento de normas escritas e estáveis. Impessoalidade. na organização do sistema escolar” (p. hierarquização e centralização da estrutura organizacional dos estabelecimentos de ensino. nos métodos seguidos. as seguintes: 1. citado por Teixeira. 6. existe um elevado grau de centralização. 26 . 2. a utilização do paradigma burocrático como paradigma explicativo da escola leva vantagens sobre todos os outros.

É ainda demasiado abstracto quanto ao conteúdo. no conhecido livro Le Phénomène Bureaucratique. da administração dos sistemas educativos. 27 . Centralismo. a burocracia manifesta-se não só como modelo caracterizador da administração pública e. É-o. refere-se assim ao sistema educativo do seu país: Com efeito. Em segundo lugar. por consequência. também. Crozier (1963. a selecção e preparação das elites. caracterizados pela existência de um fosso entre o mestre e o aluno. em detrimento da formação do conjunto dos alunos. sem contacto com os problemas da vida prática e da vida pessoal do aluno. 6. 1995). 1996). o sistema educativo francês pode ser facilmente classificado de burocrático. mas. que estudou a evolução do sistema educativo durante os períodos liberal e republicano. no que respeita à importância que atribui à questão da selecção de uma pequena elite e da sua assimilação às camadas sociais superiores.48-49) Segundo Costa (1996). quanto à pedagogia e ao próprio acto de ensino. Formalismo. os conteúdos leccionados. na dimensão especificamente organizacional onde a centralização e a impessoalidade são levadas ao extremo. antes de mais. apresentando as seguintes características: normatividade. Por seu turno. como modelo explicativo de outras dimensões educativas tais como: a relação pedagógica. defendeu que a organização da educação se estrutura de acordo com o modelo burocrático. depois de caracterizar como burocrático o sistema social francês e partindo do princípio que o sistema educativo de uma sociedade reflecte e perpetua o seu sistema social.4. citado por Costa. ou seja. o qual reproduz a separação estratificada do sistema burocrático. citado por Teixeira. Fernandes (1992. 5. Hierarquia. É-o. (p. uniformidade e centralização. finalmente. é já ao nível de escola que alguns autores colocam a abordagem burocrática.

citado por Costa. para alguns. afirmando: Em termos de modelo teórico de análise. como se pode depreender. citado por Costa. que entre nós utilizaram o modelo burocrático na análise da educação. de modo especial se perspectivado de forma prescritiva. a solução consubstanciada encaminha-se. em suma. mas não de forma exclusiva. (p. citados por Costa. Nunca produzirá liberdade nem actualização continuada. de um curioso compromisso entre esta perspectiva e a teoria da anarquia organizada. outro tipo de estruturas e de regras. 51-52) Segundo Costa (1996). Dentro da estrutura burocrática nunca mudaremos para novas escolas. para um compromisso entre a perspectiva burocrática (a consideração das determinações formais e dos respectivos constrangimentos impostos) e uma perspectiva que pudesse contemplar a organização e os actores. por exemplo. socorrendo-se. a acção organizacional. e isto poderá explicar a razão pela qual o modelo pode ser utilizado para prever com correcção certos tipos de comportamento nas escolas. referem: As escolas são organizações formais com muitas das mesmas características das organizações burocráticas […] O modelo burocrático é aquele que a maioria dos administradores escolares adoptam. para escolas livres.Hoy e Miskel (1987. parece ser opinião generalizada que a administração do sistema educativo português tem assumido marcas óbvias deste modelo organizacional. a aplicação à escola do modelo organizacional da burocracia. 49) Licínio Lima (1992. no seu estudo sobre a participação na organização escolar no período de 1974-1988. analisando a presença e os modos de funcionamento da estrutura burocrática nas escolas. Essa estrutura foi inventada para assegurar o domínio e o controlo. (p.53) 28 . desta forma. 1996). utiliza a perspectiva burocrática. do seguinte excerto do trabalho de Clark e Meloy (1990. uma esfera de autonomia relativa ao nível da organização […] os estudos em torno da anarquia organizada. para isso. 1996). é objecto de recusa e de oposição radical. 1996): Estamos certos de uma coisa. Contudo. de acordo com diversos trabalhos de investigação. (p.

encontramo-nos perante a defesa de uma imagem organizacional da escola como democracia que analisaremos de seguida. 3. a alternativa aos ditames burocráticos está na concepção e no funcionamento democrático dos estabelecimentos de ensino. 3. A Escola como Democracia A imagem da escola enquanto democracia constitui. motivação. Desta forma. generalidade e interactividade no desempenho das tarefas. Utilização de estratégias de decisão colegial através da procura de consensos partilhados.Na perspectiva destes autores. Autoridade de grupo e prestação de contas. satisfação. 5. um dos lugares mais comuns do discurso educacional português das duas décadas.1. 2. Visão harmoniosa e consensual da organização. Empenhamento do grupo e consenso sobre os objectivos e os meios organizacionais. 29 . Segundo Costa (1996). terapeutas comportamentais). Autodisciplina e controlo exercido individual e colectivamente. 5. 2. 4. 4. que se seguiram à revolução de 1974. Valorização dos comportamentos informais na organização relativamente à sua estrutura formal. Variabilidade. 2. alguns dos indicadores desta imagem organizacional são os seguintes: 1. Desenvolvimento de processos participativos na tomada de decisões. 6. liderança) e defesa da utilização de técnicos para a “correcção” dos desvios (psicólogos. possivelmente. Democracia. que se traduz nas seguintes características: 1. Desenvolvimento de uma pedagogia personalizada.4. assistentes sociais. Incremento do estudo do comportamento humano (necessidades.

Segundo Câmara. diminuindo apenas quando a luminosidade era tão fraca que o grupo experimental tinha dificuldades reais de ver. nas quais grupos de trabalhadores eram sujeitos a alterações de horários. a Western Electric decide chamar Elton Mayo e os seus colegas para estudarem estes «estranhos» fenómenos. Tal não aconteceu e começaram a surgir resultados que punham em causa os pressupostos da organização científica do trabalho. em termos de produção. da Western Electric Company. Os resultados obtidos nestas alterações e os resultados alcançados. O que se verificou na prática foi que. nos anos seguintes. grupos de controlo (níveis de iluminação inalterados) e grupos experimentais (sujeitos a diferentes níveis de iluminação. Seguiram-se. também aumentou. sem quaisquer alterações. mais estranho ainda foi que a produção do grupo de controlo. com uma equipa de colaboradores. Conclui-se que não eram as alterações das condições de trabalho que afectavam a produção. mas sim o facto de os trabalhadores envolvidos nas experiências se terem sentido alvo de preferência e de uma atenção especial. um bairro nos arredores de Chicago. É perante estes resultados que. Esperava-se um conjunto de resultados que permitisse estabelecer o nível óptimo de iluminação. a produção continuava a aumentar. A paternidade desta teoria é atribuída a Elton Mayo (1880-1949). numa fábrica de componentes electrónicos. uma série de experiências. uma investigação por ele realizada. Guerra & Rodrigues (2005). pois seria de esperar que o desempenho do grupo experimental variasse com os aumentos e diminuições da intensidade da luz. conseguindo assim estabelecer o seu nível optimizante. devido à experiência de Hawthorne. estabelecendo. sistemas de pagamentos e períodos de descanso. em 1927. situada em Hawthorne. para tal. para estudar os efeitos dos vários níveis de iluminação na produtividade dos seus trabalhadores.Em termos organizacionais e administrativos. com a variação da luminosidade. vieram pôr em causa os pressupostos básicos do comportamento humano na qual assentava a organização científica do trabalho. Esta atenção que lhes era dirigida levou ao 30 . assente nos pressupostos de Taylor. entre 1927 e 1932. Por outro lado. a fundamentação teórica da imagem da escola como democracia situa-se inicialmente na teoria das relações humanas. o programa de Hawthorn foi originalmente pensado pelos engenheiros da Western Electic. Tratava-se de uma experiência tradicional típica da organização científica do trabalho. nos anos 20.

da experiência de Hawthorne ressaltaram duas conclusões básicas. em vez de destruir as acções destes grupos informais (tal como preconizaria Taylor). segurança e também pelo sentimento de pertença produzido pelos grupos informais. Assim. mesmo sem alterações nos níveis de iluminação da sua área de trabalho. Ou seja. 31 . na medida em que o grupo tende a desenvolver as suas próprias normas. nas normas. que vieram a ser a base da abordagem da teoria das relações humanas. A segunda conclusão refere-se à profunda necessidade de reconhecimento. foi o facto de estarem a ser estudados que levou ao aumento da sua produção (o chamado efeito Hawthorne). procuram criar grupos informais para satisfazerem aquilo que Mayo chama um desejo de intimidade. em detrimento do estudo das condições de trabalho. A experiência de Hawthorne demonstrou que as atitudes dos trabalhadores poderiam ser influenciadas pelo reconhecimento. na sua relação com o seu espaço e tempo de trabalho. valores e atitudes que lhe dá capacidade para exercer pressão social forte sobre os indivíduos dentro do mesmo. A primeira conclusão diz respeito à importância dos grupos informais dentro da estrutura formal das organizações. na relação com os outros grupos e com os superiores. nas atitudes e no comportamento dos grupos informais de trabalhadores.(p. Isto porque a experiência de Hawthorne mostrou a importância do grupo informal no desempenho do trabalhador. os trabalhadores. ou seja. perante situações de incerteza social. segurança e pertença sentida pelo homem. a necessidade de ver o processo de trabalho como uma actividade colectiva e cooperativa e não como uma actividade individualizada. Mayo refere a importância da direcção ganhar a colaboração e a cooperação destes grupos para assim obter melhores desempenhos dos seus trabalhadores. como seres sociais. consistência e previsibilidade.incremento da sua moral e levou-os a desejar melhorar o seu desempenho. 93) Segundo os mesmos autores. Por isso. Estas descobertas levaram Mayo e o seu grupo a centralizarem a sua atenção no papel. Foi devido ao efeito Hawthorne que o grupo de controlo melhorou o seu desempenho.

integrado num grupo. o operário move-se mais por necessidades de reconhecimento social do que por benefícios materiais. Ainda de acordo com a mesma autora. O reconhecimento da existência de uma estrutura informal. a administração não pode ignorar que dentro da organização existem vários subgrupos. ressaltando que a motivação para a produtividade não depende apenas da organização do trabalho (Câmara et al. De acordo com Vicente (2004). 2005). a saber: 1. a teoria das relações humanas surgiu como uma reacção humanista à Administração Científica do Trabalho. elementos novos e extremamente relevantes. a ênfase passa da tarefa para a pessoa já que se admite que o nível de produção depende da satisfação do pessoal e que esta decorre da integração social obtida na empresa e do enriquecimento do posto de trabalho. pode sintetizar-se nos seguintes pontos: o operário é visto menos como um ser individual do que como um ser social. é um dos contributos mais importantes que a teoria das relações humanas ofereceu para a compreensão do que se passa nas organizações. a teoria das relações humanas introduziu no campo do estudo das organizações. Dentro da organização formal existem organizações informais. por vezes extremamente poderosa. a teoria das relações humanas.Com esta experiência ficou evidente a importância dos factores afectivoemocionais no desempenho dos trabalhadores. colocando a ênfase nas pessoas – quando anteriormente a ênfase era colocada nas tarefas e na estrutura – e enfatizando a importância que os factores psicológicos têm na produtividade do trabalho.. 32 . Para Teixeira (1995). tal como é proposta por Elton Mayo.

4. 5. 33 . Assim. quando desde 1974. Mayo e os seus colaboradores verificam que o comportamento do operário não é independente do grupo a que ele pertence. está presente quando se analisam as questões do chamado currículo oculto. A ênfase na pessoa substitui a ênfase que anteriormente se colocava nas tarefas e na estrutura. a socialização do trabalhador torna-se um elemento importante para a sua própria realização e para a eficácia do seu trabalho. entre os seus membros. de cuja resposta depende a compreensão do que. se passa na escola. Coexistem vários subgrupos dentro do grupo organizacional. Existem várias questões que se podem colocar. O reconhecimento desta realidade exprimiu-se na estrutura organizacional da escola secundária portuguesa. Os trabalhadores reagem como membros de um grupo e não como indivíduos isolados. o órgão de gestão da escola passou a integrar representantes dos três subgrupos que coexistem na escola: os professores. de estatutos e papéis – vai integrar vários subgrupos dentro do grupo organizacional.Essa problemática. Toda a organização – ao ultrapassar o nível da total indiferenciação. efectivamente. em grande parte. Quando o professor procura identificar os líderes naturais de uma turma e procura entrar em acordo com eles para obter um determinado resultado está a ter em conta este princípio simples da teoria das relações humanas: os elementos de uma turma vão ter os seus comportamentos influenciados pelo seu grupo de pertença. os trabalhadores não docentes e os alunos. As pessoas são motivadas mais por necessidade de reconhecimento social do que por benefícios materiais. Ao contrário de Taylor. 3. nomeadamente: Quais são as normas escritas que levam alunos. professores e trabalhadores não docentes a assumirem determinadas atitudes e não outras? O que explica o ascendente de um determinado elemento? Qual a fonte do seu poder? Como se cruza a estrutura formal com a informal? 2. que procurava tratar os operários um a um.

a teoria das relações humanas constituiu. 1996). enveredando por novas abordagens. as necessidades. estas áreas de investigação enveredaram por um novo rumo e encontraram um novo objecto de estudo: os factores sociais e psicológicos do comportamento organizacional. quando se efectuou a passagem do ensino centrado nos programas ao ensino centrado na aprendizagem dos alunos.Esta grande orientação da teoria das Relações Humanas recorda-nos o que aconteceu. a partir desse momento. Com Hawthorne registou-se uma importante alteração das concepções administrativas já que. Contudo. mas 34 . um vasto conjunto de investigadores deu continuidade aos trabalhos iniciais de Elton Mayo. a participação nos processos de decisão. assim. a liderança. em interacção constante com os outros. a dinâmica de grupos. A administração passou. para citar algumas das mais significativas. o paradigma dominante para o entendimento da gestão das organizações. a experiência de Hawthorne constitui um evento extremamente importante na história da análise organizacional e da teoria administrativa já que. No entender de Costa (1996). e durante várias épocas. A perspectiva taylorista que entendia o trabalhador de forma individualizada (de acordo com uma relação directa e exclusiva com a tarefa) foi substituída pelo estudo do homem social. em termos pedagógicos. Segundo Hollway (1991. à tradicional visão racionalista e mecanicista do indivíduo se sobrepõe um novo entendimento do trabalhador que deixa de ser visto como um mero elemento do encadeamento mecânico para aparecer como pessoa dependente da complexidade social e interpessoal em que se encontra inserido e dos aspectos emocionais e irracionais daí decorrentes. motivações e satisfação individual e grupal. que se caiu num culto do grupo. a dirigir todas as atenções para os fenómenos grupais com um tal impacto. desde os anos trinta. a introdução do factor humano no contexto organizacional trouxe para o mundo empresarial novas áreas de investigação: as estruturas informais na organização. Segundo o mesmo autor. citado por Costa.

1996) identifica como principais continuadores de Mayo os autores Lewin. Na verdade. Maslow.mantendo os pressupostos básicos da teoria das relações humanas. Ao defender uma concepção democrática de sociedade.1996. 62). já que se apresentam como objectivos prioritários desta perspectiva. p. a comunicação (de cima para baixo e de baixo para cima). Likert e McGregor e como os elementos organizacionais mais importantes desenvolvidos na sequência de Hawthorne. a teoria das relações humanas constitui a fundamentação teórica da imagem democrática da escola. 1996) o modelo democrático ou colegial de escola é caracterizado pelos seguintes indicadores: 35 . citado por Costa.1996. 1996). Dewey “concebe a educação como preparação para a vida em sociedade e a escola como o cadinho onde essa preparação se processa” (Costa. ou seja. a liderança. reconhecido como dos mais notáveis pedagogos do movimento da Escola Nova. Aktouf (1989. a identificação com a empresa e a participação. 62). 1992. Argyris. citado por Costa. da sociedade democrática” (Costa. Dewey preconiza “uma concepção de escola como modelo e projecção da sociedade ideal. os fenómenos de cooperação e de participação. e à sua realização e desenvolvimento interior (Bwditch & Buono. Em termos organizacionais. a satisfação e realização dos trabalhadores. citado por Costa. é com a teoria comportamental que o interesse pelas pessoas assume uma dimensão mais aprofundada. p. ao valorizar as pessoas e os grupos. o grupo. a visão harmoniosa e consensual da organização. a completa utilização das habilidades e capacidades dos indivíduos em ordem à sua satisfação e crescimento pessoal. Para Bush (1986. Entre as novas abordagens destacam-se a teoria comportamental e a corrente do Desenvolvimento Organizacional. Um dos autores que mais marcou o desenvolvimento de uma concepção democrática da escola foi John Dewey.

característica dos modelos de escola como empresa e como burocracia. É um modelo de organização fortemente normativo. estes aspectos constituem formas de mudar a ordem hierárquica tradicional das relações de cima para baixo. De acordo com Costa (1996). 4. Os diversos órgãos de gestão e coordenação da escola devem ser constituídos através de processos de representação formal com base em procedimentos eleitorais que cada departamento realiza e a tomada de decisões. 1996). Segundo o mesmo autor. citado por Costa. Para Borrell (1989. As decisões são entendidas como tendo na base um processo de consenso ou compromisso e não são decorrentes de procedimentos conflituais. 36 . para ter verdadeira legitimidade. 3. a imagem da escola como democracia concebe os estabelecimentos de educação com modos de funcionamento participados e concertados entre todos os intervenientes na vida escolar. de modo a que a harmonia e o consenso prevaleçam. 5. nomeadamente de tipo colegial. funcionando como linhas orientadoras da acção pedagógica. devem guiar o funcionamento da organização escolar. valorizando as pessoas. trata-se de um modelo que assenta em dois aspectos fundamentais: a participação e a democracia organizacional. contrastando com a concepção de autoridade formal dos modelos burocráticos. Reclama a autoridade profissional com base na competência especializada dos professores. Aceita-se a existência de um conjunto comum de valores que.1. deverá ser precedida de consulta aos colegas. estando sujeita ao modelo de representatividade. 2.

Kurt Lewin. a teoria comportamental fundamenta-se no comportamento individual das pessoas. torna-se necessário o estudo da motivação humana. as necessidades mais 37 . Para poder explicar como as pessoas se comportam. Dentro do campo da motivação humana salientam-se Abraham Maslow.1. por ordem hierárquica.5. A teoria comportamental da administração tem o seu início com Herbert Alexander Simon.Teoria Comportamental da Administração No entender de Chiavenato (2004). campo no qual a teoria administrativa recebeu volumosa contribuição.2. a teoria comportamental (ou teoria behaviorista) da administração trouxe uma nova concepção e um novo enfoque dentro da teoria administrativa: a abordagem das ciências do comportamento. Assim. Essa hierarquia de necessidades pode ser visualizada como uma pirâmide. A hierarquia das necessidades de Maslow Abraham H. Maslow (1908-1970) apresentou uma teoria da motivação segundo a qual as necessidades humanas estão organizadas e dispostas em cinco níveis. Frederick Herzberg e David McClelland. Para explicar o comportamento organizacional. Com a teoria comportamental a ênfase permanece nas pessoas. um dos temas fundamentais da teoria comportamental da administração é a motivação humana. Na base da pirâmide estão as necessidades mais baixas (necessidades fisiológicas). Douglas McGregor. mas dentro do contexto organizacional mais amplo. e no topo. Rensis Likert e Chris Argyris são autores importantes desta teoria. o abandono das posições normativas e prescritivas das teorias anteriores (teorias clássica. das relações humanas e da burocracia) e a adopção de posições explicativas e descritivas. Os autores behavioristas verificaram que o gestor precisa de conhecer as necessidades humanas para melhor compreender o comportamento humano e utilizar a motivação humana como poderoso meio para melhorar a qualidade de vida dentro das organizações.

nomeadamente família. quando as necessidades mais baixas (fisiológicas e de segurança) se encontram relativamente satisfeitas. A sua frustração pode produzir sentimentos de inferioridade. de valor. fraqueza. prestígio. Constituem o nível mais baixo de todas as necessidades humanas. poder capacidade e utilidade. de aceitação por parte dos colegas. com 38 .elevadas (necessidades de auto-realização). Envolvem a necessidade de ser reconhecido. 5. Necessidades de estima. A satisfação das necessidades de estima conduz a sentimentos de autoconfiança. São necessidades relacionadas com a maneira pela qual o indivíduo se vê e avalia. 2. De acordo com esta hierarquia. a frustração das necessidades sociais conduz à falta de adaptação social. Necessidades de segurança. mas de vital importância. ser respeitado. de participação. o indivíduo torna-se resistente e hostil em relação às pessoas que o cercam. de sono e repouso (cansaço). ao isolacionismo e à solidão. Necessidades de auto-realização. busca de protecção contra ameaças físicas e emocionais ou privação. ser apreciado. ou seja. etc. de ser integrado no meio social. Estão relacionadas com o crescimento pessoal e com a realização do próprio potencial. Na nossa sociedade. podem levar ao desânimo ou a actividades compensatórias. o desejo sexual. dependência e desamparo que. Dentre as necessidades sociais estão a necessidade de associação. estabilidade. Quando as necessidades sociais não estão suficientemente satisfeitas. 4. Constituem o segundo nível das necessidades humanas. de abrigo (frio ou calor). São necessidades de segurança. Surgem no comportamento quando as necessidades fisiológicas estão relativamente satisfeitas. 3. Os cinco níveis de necessidades são os seguintes: 1. pelo menos. por sua vez. amigos. São as necessidades humanas mais elevadas e que estão no topo da hierarquia. Surgem no comportamento. Necessidades fisiológicas. força. só surgirão novas necessidades se as necessidades de nível inferior forem satisfeitas. Nesse nível estão as necessidades de alimentação (fome e sede). na sua maioria. Necessidades sociais.

(2005). depois de satisfeitas as necessidades básicas (fisiológicas e segurança) é necessário. de auto-estima e de auto-realização (Câmara et al. ao contrário. 39 . 2004) Segundo Câmara et al. têm capacidade de iniciativa. tal como entre a teoria Y e a teoria das relações humanas. Para o mesmo autor.a força de cada indivíduo para se tornar naquilo que é capaz (Chiavenato.. é preciso conhecer em que nível da escala hierárquica de necessidades se encontra a pessoa. Assim. O homem não procura apenas satisfazer as suas necessidades fisiológicas e de segurança – necessidades primárias. são preguiçosos. e de seguida proporcionar-lhe a satisfação desse nível ou do imediatamente superior (Bilhim. são criativos. satisfazer sucessivamente as suas necessidades sociais. De acordo com Abraham Maslow. para motivar alguém. As Teorias X e Y de McGregor Douglas McGregor(1906-1964) opõe à visão pessimista e negativa do homem (teoria X) a visão optimista e positiva (teoria Y). 1996).2005). 2004). aceitam responsabilidades e são capazes de se auto-dirigir e auto-controlar. existe um paralelismo entre a teoria X e os modelos clássicos. A teoria X (gestão autoritária) e a teoria Y (gestão participativa) pretendem evidenciar as preocupações com o factor humano. assume que os trabalhadores gostam de trabalhar. a necessidade imediatamente superior torna-se dominante. A teoria Y. Ele tem também necessidades sociais. a teoria X assume que os trabalhadores não gostam de trabalhar. São duas visões opostas sobre a natureza humana e a forma de gerir a força de trabalho (Vicente. não gostam de assumir responsabilidades e só obrigados são capazes de trabalhar. para motivar o indivíduo. de reconhecimento e de desenvolvimento – as necessidades secundárias. À medida que uma necessidade inferior é satisfeita.

para conseguir uma melhor integração dos seus colaboradores e. ideias. Só quando estes verificam que os objectivos individuais são compatíveis e que não 40 . por essa via. o americano de ascendência japonesa. William Ouchi apresentou a teoria Z. à maneira das empresas japonesas. neste tipo de gestão as decisões são. será muito difícil aceitar a forma colectiva de responsabilidade que caracteriza muitas das empresas japonesas. tomadas colectivamente. as organizações cuja gestão se desenvolve dentro dos parâmetros da teoria Z tendem a desenvolver as suas próprias tradições. A Teoria Z de William Ouchi Na sequência das teorias X e Y. a Teoria Y recomenda que as organizações ocidentais implementassem uma cultura de clã. melhores resultados. defendendo que os trabalhadores têm um envolvimento similar aos dos gestores quando existe um sistema de recompensas e incentivos eficaz. diferente da que era defendida pelas teorias clássicas. 2. que pretende ser uma variante da teoria Y.1. em que organizar e dirigir pressupõe uma forte ênfase no controlo. facilitando a tomada de decisões e as comunicações internas. A teoria Y veio reforçar a ideia que pode existir uma outra forma de gerir as organizações e de motivar os indivíduos. para a cultura ocidental. Esta combinação de decisão colectiva com responsabilidade individual exige uma atmosfera de elevada confiança mútua entre os membros da organização. De facto. mas a responsabilidade continua a ser individual. Segundo Teixeira (1998). McGregor propõe uma outra forma de gestão em que organizar e dirigir pressupõe uma acção assente no desenvolvimento. supervisão.A um modelo de gestão baseado no teoria X.6. De acordo com Castro (1996). muitas vezes. coesão e punição. cultura e o chamado “ambiente familiar”. Segundo o mesmo autor. na autonomia e na recompensa.

Katz e Kahn (1978. como meios para produzir os outputs. segundo o qual um sistema é um todo complexo ou organizado. de acordo com o sistema. Nas organizações do tipo Z geralmente verifica-se um amplo interesse pelo bem-estar dos membros da organização como uma faceta natural do relacionamento no trabalho. output (saída) e feedback (retroacção). 41 . As relações entre as pessoas tendem a ser informais e é enfatizada a necessidade de relacionamento entre membros da organização com posições hierárquicas diferentes. um conjunto ou combinações de coisas ou partes formando um todo unitário ou complexo.há ninguém disposto a assumir um comportamento em benefício próprio é que se disponibilizam para assumir a responsabilidade por uma decisão do grupo e se empenham com entusiasmo no seu trabalho. a energia é a capacidade utilizada para movimentar e dinamizar o sistema e os materiais são os recursos a serem utilizados pelo sistema. 2.7. A informação é tudo o que permite reduzir a incerteza a respeito de alguma coisa. citados por Teixeira. tal como os sistemas físicos ou biológicos como o corpo humano ou uma célula. os principais conceitos relacionados com os sistemas são input (entrada). ou seja.1. Segundo Vicente (2004). entre outros. É tudo o que o que o sistema recebe do exterior. podendo ser informação. a abordagem sistémica baseia-se na teoria de sistemas que surgiu na sequência da Teoria Geral de Sistemas da autoria de Ludwing Van Bertalanffy. ou seja. 1998). Os inputs são as entradas no sistema para que ele possa operar. A Abordagem Sistémica Para Vicente (2004). energia ou materiais. concebem uma organização como um sistema aberto. o que contribui para o desenvolvimento de uma atmosfera de igualitarismo e aumento da confiança recíproca. uma identidade que interage com as variáveis do ambiente que a rodeia.

1. Para Vicente (2004). segundo Castro (1996). a abordagem sistémica. vem introduzir a necessidade da abordagem contingencial. vê as organizações como formadas por partes interrelacionadas. a solução depende das características dessa situação. Segundo Castro (1996). como qualquer sistema vivo.Os outputs são o resultado final da operação de um sistema. No entender de Vicente (2004). regular a entrada. o reconhecimento de que as organizações são sistemas e que as mudanças numa das suas partes afectarão as outras. chama a atenção para o facto de que. respondendo às alterações do ambiente com as apropriadas alterações no sistema.8. em cada situação. A teoria dos sistemas. de tal forma. pode afectar outras e o desempenho global da organização. que o que acontece numa delas. Por outro lado. usando uma analogia com os sistemas vivos. Assim. uma vez que elas se encaixam e são interdependentes. Esta. coloca a ênfase no ambiente. O feedback é um mecanismo segundo o qual uma parte da energia de saída de um sistema volta á entrada. é necessário encará-la no seu contexto e procurar antecipar todas as consequências (desejáveis ou não) de qualquer actuação. 42 . têm de se adaptar à situação. O feedback permite comparar a maneira como um sistema funciona em relação a um padrão estabelecido e na presença de desvios. A Abordagem Contingencial A abordagem contingencial dá um passo em frente em relação à visão sistémica. ao analisar determinada situação ou problema de uma organização. para que a saída se aproxime do padrão. as organizações são afectadas pelo (e afectam o) que se passa no seu ambiente. para sobreviverem. as organizações. 2.

manifestam-se quer no interior da escola. . De acordo com o mesmo autor.A vida escolar desenrola-se com base na conflitualidade de interesses e na consequente luta pelo poder. que defendia que só há uma melhor maneira de desempenhar uma tarefa. o modelo de escola como arena política apresenta as seguintes características: . a solução depender das características dessa situação. A Escola como Arena Política Para Costa (1996). a este 43 . Uma solução que funciona bem em determinada situação numa certa organização.Contrariamente a Taylor. encontra-se.Os estabelecimentos de ensino são compostos por uma pluralidade e heterogeneidade de indivíduos e de grupos que dispõem de objectivos próprios. bem como da unidade de objectivos e da visão consensual da perspectiva democrática. em cada situação. A abordagem contingencial procura identificar as variáveis chave em relação às quais a organização pode ser caracterizada. quer no seu exterior e influenciam toda a actividade organizacional. individuais ou de grupos.1. 2. em que o funcionamento é semelhante ao das situações políticas existentes nos contextos macro-sociais.9. o desenvolvimento do paradigma da escola como arena política marca uma importante viragem nas concepções vigentes. basicamente. ao nível da análise organizacional. a partir de processos de negociação. este modelo organizacional. no sentido interpretativo e crítico. de pendor marcadamente sociológico. pode não funcionar bem noutra situação ou noutra organização. tendo na base a capacidade de poder e de influência dos diversos indivíduos e grupos. poderes e influências diversas e posicionamentos hierárquicos diferenciados. Ao invés da racionalidade linear e da previsibilidade dos modelos empresarial e burocrático.Os interesses. obtêm-se. . . chamando a atenção para o facto de.As decisões escolares. .A escola é um sistema político em miniatura. a abordagem contingencial defende o princípio que não há uma melhor maneira de gerir.

citado por Costa. de coligação e de negociação tendo em conta a consecução dos seus objectivos. racional e consensual da organização e avançaram para uma visão da realidade organizacional onde a homogeneidade cedeu o lugar à heterogeneidade a harmonia foi usurpada pelo caos. 79) Segundo Costa (1996). as organizações são percepcionadas como realidades sociais complexas onde os actores. Os grupos de interesses desenvolvem e formam alianças em busca de objectivos políticos particulares. estruturação e comportamento organizacional. têm vindo a ser concebidas. os modelos políticos partem do pressuposto que nas organizações a política e as decisões emergem de um processo de negociação e regateio. devido a algumas especificidades da sua composição. estabelecem estratégias. como organizações 44 . a incerteza e a divergência surgem como características dominantes das situações organizacionais.nível. conforme afirmado por Bacharach (1988. num contexto caracterizado pela diversidade dos objectivos. citado por Costa. 1996). como espaços organizacionais privilegiados para a aplicação dos modelos políticos e. Nesta perspectiva. (p. De acordo com a definição de Bush (1986. desencadeiam situações de conflito. 1996). situados no centro das contendas e em função de interesses individuais ou de grupo. pela existência de conflitos abertos ou latentes. na vertente oposta ao paradigma da escola como democracia. Trata-se de um paradigma que surge a partir do desenvolvimento de várias linhas de investigação que. por vários autores. por isso. O conflito é perspectivado como um fenómeno natural e o poder decorre das coligações dominantes em vez de ser um exclusivo de líderes formais. citado por Costa. (p. basicamente. 79) Focalizado no contexto escolar Afonso (1993. defende que: a abordagem política concebe as escolas e os sistemas escolares como organizações políticas onde grupos distintos com interesses próprios entram em interacção com o objectivo de satisfazer esses interesses particulares. Na vertente de análise micropolítica. 1996). recusaram a concepção homogénea. e pela luta por mais legitimidade e poder. as escolas. já que são muito reduzidas as suas tendências normativas. mobilizam poderes e influências.

citado por Costa. o conflito não é encarado como um problema a evitar (como o é na teoria das relações humanas) nem um acontecimento inapropriado ou uma disfunção (modelo burocrático). 1996). 1988. Desta forma. de acordo com este modelo organizacional. desta forma. para além 45 . em situações de conflito.relativamente às quais a metáfora da arena política encontra sucesso. conflito. mas surge como algo natural e inevitável perante o qual os responsáveis escolares devem estar preparados para o entenderem enquanto característica do processo global de funcionamento da organização. 1988. Os interesses dos grupos passam. poder e negociação. não será correcto falar em objectivos previamente definidos pela organização. para os defensores da abordagem política. No entanto. a dominar a tomada de decisões nas organizações escolares. ambiguidade e contestação (Bush. a) Interesses. 1996). os indivíduos procuram associar-se formando coligações para. Assim. citado por Costa.1996) – e procuram realizá-los através das organizações. citado por Costa. Não sendo a estratégia individual a forma mais eficaz na consecução desses interesses. profissionais e políticos (Hoyle. A perspectiva micropolítica valoriza primordialmente os indivíduos e secundariza a colectividade ou instituição como unidade (Hughes. Os indivíduos detêm interesses de ordem diversa pessoais. em conjunto. 1986. 1988. melhor atingirem os seus objectivos (Bacharach. constituindo-se como a primeira arena do conflito político (Bacharach.1996). 1996). podendo mesmo ser percebido como um factor que.79) O mesmo autor caracteriza o paradigma da escola como arena política através de um conjunto de ideias-base agrupadas em torno de quatro conceitos: interesses. no momento da decisão. 1986. (p. b) Conflito. citado por Costa. mas em objectivos sujeitos à constante instabilidade. A diversidade de interesses inerente aos vários grupos que compõem a organização escolar traduz-se. citado por Costa. o processo da tomada de decisões surge como o lugar privilegiado das manifestações micropolíticas.

Entre os actores escolares que dispõem de grandes fontes de poder (sem contudo estarem na posse de um poder absoluto) merecem destaque os responsáveis máximos dos estabelecimentos de ensino. ao contrário do que se verifica nos paradigmas empresarial e burocrático. o poder de controlo das recompensas e o poder coercivo (Bush. 1996) e seguida por Hoyle (1986. citado por Costa. 1996). citado por Costa. podemos considerar dois tipos de poder. No modelo político. que não sendo sinónimos. No paradigma político as decisões resultam de complexos processos de negociações e compromissos que. o poder de especialista. A influência consiste no poder informal que. 1983. o poder assume um lugar de grande importância: os interesses individuais e grupais desenvolvem-se e afirmam-se em função do poder dos respectivos representantes. cuja fonte se situa na estrutura hierárquica da organização. traduzem as preferências daqueles que detêm maior poder e/ou influência. que assumem particular importância nos contextos escolares: o poder de posição oficial. c) Poder. não conseguindo satisfazer completamente as preferências dos vários grupos ou indivíduos. que têm à sua disposição cinco formas de poder. é benéfico para o desenvolvimento de uma saudável mudança organizacional (Baldridge. d) Negociação. De um modo geral.de inevitável e normal. poder-se-á dizer que nas situações conflituais surgem como vencedores aqueles que detêm maiores fatias de poder e nos processos de negociação conseguem melhores resultados os que representam um maior peso organizacional. Utilizando uma distinção efectuada por Bacharach (1988. o conhecimento. 1996). citado por Costa. 1996). não estando dependente de processos de legitimação legal. citado por Costa. 1986. em que as 46 . pode ser suportado por diversificadas fontes tais como o carisma. a experiência pessoal ou o controlo dos recursos. assumem importâncias diversificadas nos contextos organizacionais: O poder de autoridade e o poder de influência. o poder pessoal. A autoridade corresponde ao poder formal.

47 . o aumento da auto-estima destes. 1996). citado por Costa. Um dos casos típicos de conflitualidade nas organizações escolares (e. citado por Costa. também de negociação e de troca de bens entre os responsáveis hierárquicos e a classe docente) é o que tem a ver com a implementação de reformas educativas e com a introdução de inovações pedagógicas (Costa 1996). o apoio aos seus objectivos. por consequência. em que as decisões resultam do desenvolvimento de situações consensuais. tendo em conta a partilha de objectivos comuns (Hughes. de acordo com os objectivos formalmente definidos e também de forma diferente do que se verifica no paradigma democrático. a opinião sobre a liderança. os professores podem oferecer bens de troca tais como: a estima ao director. 1986. 1996). neste quadro. O mesmo autor especifica alguns desses bens de troca que podem ser colocados na mesa das negociações entre o director da escola e os professores: entre os bens de troca do primeiro aponta a distribuição dos recursos materiais. por seu lado. a promoção dos professores. assumindo particular importância. a conformidade com as regras e a reputação da escola. as formas de intercâmbio ou de troca.decisões surgem na sequência de um processo racional. dispõem de bens de troca que utilizam na negociação. Para Hoyle (1986. o processo normal de decisão não consiste na imposição unilateral da vontade do(s) grupo(s) mais forte(s). já que os diversos grupos ou actores. mas sim um processo baseado fundamentalmente em procedimentos negociais. a autonomia e a aplicação flexível das regras.

entre os quais se apontam os seguintes: .O seu modo de funcionamento pode ser considerado de anárquico. problemática e ambígua. contrapõe a ambiguidade. suplanta o corte proposto por este modelo e rompe profundamente com os aspectos teóricos que caracterizam os outros paradigmas organizacionais referidos. ou mesmo dos seus actores.1. . A Escola como Anarquia Para Costa (1996). na medida em que é suportado por intenções e objectivos vagos. pais. 48 . imprevisível e improvisada. A imagem da organização escolar como anarquia. previsibilidade e clareza das organizações. instituições. tecnologias pouco claras e participação fluida.2. o conceito de anarquia. coerente e articulado. autoridades locais. não surge aqui com um conotação negativa. estruturas. . administração. em termos organizacionais. mas uma sobreposição de diversos órgãos. apesar de situar-se numa linha de ruptura efectuada pelo modelo político. grupos e organizações profissionais) que sendo turbulento e incerto aumenta a incerteza e ambiguidade organizacionais. do amontoamento de problemas. uma realidade complexa. visto que à racionalidade. a imprevisibilidade e a incerteza do funcionamento organizacional (Costa. nomeadamente o modelo empresarial. . o modelo burocrático ou racional e o modelo de escola como democracia.1996). heterogénea.A tomada de decisões não surge a partir de uma sequência lógica de planeamento.10. mas sim de forma desordenada. .Um estabelecimento de ensino não constitui um todo unido. mas sim como uma metáfora cuja utilização permite visualizar um conjunto de aspectos que poderão ser encontrados nas organizações escolares. processos ou indivíduos frouxamente unidos e fragmentados. soluções e estratégias.As organizações escolares são vulneráveis em relação ao seu ambiente externo (governo.A escola é.

as preferências e os objectivos da organização são inconsistentes. no tempo e na importância que os actores dedicam à participação nos diferentes contextos organizacionais fazendo com que os espaços de decisão vejam regularmente alterada a sua composição real. podem enquadrar-se no âmbito desta imagem as metáforas: a) A escola como anarquia organizada. existe uma mudança constante na forma. caos) constitui. ou seja. vagos. caixote do lixo.1. . 1996). articulação débil. d) a escola como sistema caótico. 49 .Objectivos problemáticos. A imagem anárquica da escola. Tendo em conta os trabalhos apresentados por autores que se situam nesta abordagem organizacional. a anarquia organizada ocorre em organizações nas quais se encontrem as três características seguintes: .1.10. ou seja. mal definidos. . A Escola como anarquia organizada Para Cohen. não sendo geralmente percebidos pelos respectivos membros.A escola como anarquia é uma imagem organizacional que teve a sua origem em diversos estudos que foram maioritariamente desenvolvidos por autores americanos. os processos utilizados na actividade organizacional são pouco claros. mais parecendo uma colecção de ideias soltas e desagregadas. citados por Costa. c) a escola como sistema debilmente articulado. decorrendo muitas vezes de procedimentos improvisados ou na sequência de situações de tentativa e erro. tendo em conta os vários contributos teóricos (anarquia organizada. ou seja. March e Olsen (1972.Participação fluida. b) a decisão organizacional como caixote do lixo. 2. uma referência obrigatória dos diversos trabalhos que elegem a organização escolar como objecto de estudo. hoje.Tecnologias pouco claras.

incoerentes e de difícil operacionalização. 1996) juntou uma quarta e que consiste na existência de ambientes turbulentos no interior dos quais as organizações actuam. afirmando a necessidade de alteração das teorias de gestão vigentes. com relevância para as dimensões da incerteza e da imprevisibilidade das organizações e para a complexidade e instabilidade do seu funcionamento. nem sempre é respeitado. então. o seu sucesso está relacionado com um mundo 50 . o ambiente e a liderança. o planeamento. porque nem sempre é claro. porque nestas instituições a ambiguidade se tornou o aspecto dominante da sua actividade organizativa em domínios como a identificação dos objectivos.A ambiguidade da experiência: a experiência é certamente uma forma de aprendizagem. . as tecnologias. citados por Costa. tornase. O colapso das teorias tradicionais de gestão. 1996). 1996) apresentaram quatro tipos de ambiguidade com que se confronta o líder formal numa organização escolar: .A ambiguidade das intenções: como os fins e os objectivos são problemáticos. ocorreu. no que diz respeito às organizações escolares. pouco claros. confronta-se com outros poderes e tem mesmo de se sujeitar. Segundo Bush (1986. Cohen e March (1974. citado por Costa. citado por Costa. definindo a escola como uma organização imprevisível num campo turbulento. no entanto. certamente ambígua a fundamentação e justificação das intenções.A ambiguidade do poder: a ocupação de um lugar no topo da estrutura hierárquica não significa necessariamente dispor sempre de um poder superior (o poder não decorre automaticamente da autoridade) e daqui pode inferir-se que o poder de liderança nas organizações escolares. . a decisões que nem sempre são as suas. No caso específico da liderança.A estas três características Turner (1988. Cohen e os seus colegas fizeram assentar em novas bases as suas concepções organizacionais. a tomada de decisões. algumas vezes. das propostas e dos projectos que o líder necessita de implementar.

1996) definiram este modelo do seguinte modo: O processo caixote do lixo é aquele no qual os problemas. March e Olsen (1972.A ambiguidade do êxito: a avaliação do sucesso na liderança organizacional é problemática pois não é fácil medir. como parece ser a situação das organizações escolares. A decisão organizacional como caixote do lixo (garbage can) Em consonância com as características da anarquia organizada. entre fracasso e êxito. . A questão do processo de decisão nas organizações constitui uma temática central na teoria da anarquia organizada que foi equacionada.1. indicadores estes que se traduzirão provavelmente em avaliações ambíguas se nos colocarmos no âmbito da administração escolar. ou mesmo distinguir. Cohen. o tempo que demora e os problemas que resolve dependem todos de uma interligação de elementos relativamente complicada. que apelidaram de modelo do caixote do lixo (garbage can). as soluções e os participantes saltam de uma oportunidade de escolha para outra. duas das principais formas de reconhecimento do êxito do administrador são a promoção e a aceitação generalizada dos resultados da sua actuação. os teóricos desta teoria organizacional desenvolveram um modelo explicativo do processo de tomada de decisão nas organizações. já que essa mesma experiência poder-se-á tornar ambígua se a realidade se apresentar complexa e estiver em constante mutação. A ambiguidade de liderança traduzir-se-á. a mistura dos problemas que irrompem na organização.10. em novas formas de ambiguidade. de forma mais específica. 2. de tal modo que a natureza da escolha.2. através da metáfora do caixote do lixo. 94) 51 . Estes incluem a mistura das escolhas disponíveis num dado momento. citados por Costa. a mistura de soluções em busca de problemas e as exigências externas sobre os decisores. (p. nos momentos de escolha e de decisão. de imprevisibilidade e de incerteza.caracterizado pela simplicidade e pela estabilidade e no decorrer do qual a experiência seja frequente.

constitui um desafio aos pressupostos da ordem e da racionalidade dos modelos anteriores. situando-se principalmente na observação do processo da tomada de decisões com base em pressupostos organizacionais distintos dos que até aí prevaleciam. onde as soluções planeadas se ligam a problemas descabidos e os problemas encontram soluções pouco usuais. entre os objectivos e as estratégias e onde confluem e se misturam desordenadamente problemas. citado por Costa. selecção da solução. A abordagem da anarquia organizada. através do modelo de decisão do caixote do lixo. soluções. tem no entanto a vantagem de chamar a atenção para a falta de intencionalidade de certas acções organizacionais e de contrapor ao modelo burocrático e ao seu conhecido circuito sequencial – identificação do problema. (p. 1996). definição.De acordo com esta teoria. a utilização da metáfora do modelo de caixote do lixo. a tomada de decisões decorre no interior de um contexto situacional onde é manifesta a desarticulação entre os problemas e as soluções. é interpretada da seguinte forma: […] as soluções e os problemas são despejados no “caixote do lixo” figurativo das organizações. surgiu como 52 . participantes e oportunidades de escolha. 94) Segundo Lima (2003). especialmente em relação ao modelo burocrático racional. 1989. Deste modo. a tomada de decisões. a tomada de decisões não segue os processos de sequencialidade lógica. do tipo da causalidade linear: problema – objectivos – estratégias – negociação – decisão (Costa. no mínimo um pouco estranha. citado por Costa. ao recusar a concepção hierárquica das decisões e da autoridade na escola (Bell. 1996). Para Estler (1988. Para Foster (1986. citado por Costa) o modelo do caixote do lixo. implementação e avaliação – um outro modelo no qual as soluções resultam frequentemente de um conjunto de elementos relativamente independentes e desligados uns dos outros. de acordo com as teorias do caixote do lixo e da anarquia. 1996). ou mesmo de elementos acidentais.

já que entre as diversas estruturas. órgãos e acontecimentos não existe uma união forte. presente no modelo anárquico. designadamente: . a concepção da escola como anarquia organizada e a explicação das decisões escolares como caixote do lixo não significam que o funcionamento desse tipo de organizações seja basicamente desorganizado ou completamente sujeito à desordem. Esta noção de desarticulação e de conexão débil entre os vários componentes organizacionais. uma coordenação eficiente e racional. Neste sentido Cohen e March (1974.1. Um dos aspectos que deve ser destacado é a ideia de que não existe uma harmonia e coesão fáceis entre os vários componentes de uma organização (humanos. estruturais ou processuais). certamente que há ordem na actividade organizacional. e à importância central que a desarticulação parcial entre problemas e decisões assume no modelo caixote do lixo.3.um alternativa dos anos setenta aos três modelos de decisão que o precederam. referem-se à noção de “conexão débil”. embora aparentemente 53 . vai constituir o objecto de estudo privilegiado por Weick na análise das organizações escolares. 1996). a partir dos anos sessenta. o que poderá indiciar um certo grau de autonomia dos diversos elementos e numa certa desarticulação da vida escolar. citados por Costa. . 2. A Escola como sistema debilmente articulado (loosely coupled) As escolas são organizações debilmente acopladas (loosely coupled).10. mas antes uma conexão frouxa ou mesmo uma desarticulação entre os vários elementos que.o modelo do consenso (participativo) com início nos anos vinte e .o modelo racional-burocrático tipíco da revolução industrial. só que se trata de uma ordem diferente que não corresponde às explicações lineares da racionalidade dos modelos tradicionais.o modelo político. Segundo Costa (1996).

as estruturas organizacionais da escola estão frouxamente ligadas à instrução.entre organizações e ambientes. tem vindo a constituir. . Considerando os diversos componentes da organização escolar. Esta situação deve-se essencialmente ao facto da função prioritária da 54 . os meios e os fins. citado por Costa) identificou oito tipos de articulação débil nas organizações: . . estas estruturas organizacionais são desarticuladas do trabalho técnico da educação e de muitas das suas indefinições e problemas. nomeadamente a temática da desconexão entre a estrutura burocrática da escola e as actividades de instrução. .entre sub-unidades. os professores e os administradores. a fraca articulação entre o topo e a base. também.entre níveis hierárquicos. são várias as situações que podemos apelidar de “loosely coupled”. Em segundo lugar. . . objecto de estudo por parte de alguns autores (Meyer.entre ideias. Rowan. o ontem e o amanhã ou.entre actividades. a linha e o saff. estão separados e preservam uma identidade própria. não coordenando nem controlando a actividade educativa. .entre intenções e acções. Weick (1990. O princípio da desarticulação organizacional. . Scott e Deal) e desenvolve-se em torno de duas ideias básicas: Em primeiro lugar as estruturas organizacionais escolares reflectem regras institucionais criadas a partir do ambiente em relação à educação. designadamente a débil conexão entre a intenção e a acção.entre indivíduos. tomando por base a estrutura hieráquica da organização. Para os autores referidos.entre organizações. citado por Costa). segundo Weick (1976.unidos.

por um lado. bem como pelo facto de se tratar de um estratégia de resposta (bem sucedida) a ambientes incertos e diversificados. em causa a legitimação da sua própria existência. avaliação. na sociedade moderna.escola consistir em responder às normas. isso não significa a desagregação da escola.10. certificação) que produzem graus e diplomas diferenciados para responder aos diversos interesses de afectação de recursos no mercado de trabalho e à estratificação social.1. que tem confiança no director. o qual confia nos professores. A Escola como sistema caótico A última temática a ser analisada no âmbito da imagem anárquica da escola. Por exemplo.4. a desconexão entre as estruturas formais e o trabalho organizacional (instrução) é explicada pelo carácter ritual e cerimonial daquelas. mesmo que a estrutura formal não coordene satisfatoriamente a actividade educativa. estando. 55 . Assim. 2. A teoria do caos aparece como resposta positiva e como solução para as dificuldades e ambiguidades teóricas no campo da administração da educação. Segundo Meyer e Rowan (1992. a comunidade tem confiança no conselho escolar. aos valores e às expectativas da sociedade. por outro lado. Se. os autores avançam com aquilo que apelidam de “lógica de confiança” e que corresponde ao pressuposto que cada indivíduo confia na competência e no trabalho dos outros. citados por Costa. 1996). a escola encontra-se altamente institucionalizada tendo-se transformado. é a perspectiva organizacional do caos. fundamentalmente numa agência de certificação pessoal. de interacção e de sentido no seu interior que impeça a sua desagregação. Perante este aparente dilema. Para isso socorre-se de estruturas e de procedimentos estandardizados e ritualizados (currículos. porque entre os diversos órgãos e actores se estabeleceu uma “lógica de confiança”. conforme referem Meyer e Rowan (1992). por isso. as organizações necessitam de um mínimo de conexão.

1996). 2. 3. 4. O ataque de turbulência: significa que no decorrer de períodos de ordem e de estabilidade organizacional podem irromper. 102). Hart e Blair (1991. estando sujeitas a mudanças radicais. ou seja. pequeno ou grande. O efeito de borboleta costuma ser ilustrado com a seguinte imagem: se uma borboleta bater as asas no Brasil. Os especialistas da disciplina de administração escolar também não necessitam de se alarmar por causa disso” (p. Os choques do acaso: todos os sistemas caóticos estão dependentes de choques aleatórios. há ordem no caos educacional. de insubordinação e de contestação. podem transformar-se em estruturas dissipadoras. “os administradores escolares não necessitam de entrar em pânico face a esse caos. momentos de distúrbio e de desordem. dispersivas e esbanjadoras de sentido entrópico). parte do princípio que qualquer acontecimento. podendo mesmo um pequeno facto originar um grande efeito. principalmente os sistemas não lineares (que não são estáticos e por isso se encontram sujeitos a grande quantidade de variáveis) 56 . o resultado pode ser um ciclone no Texas. de forma inesperada e repentina. tornando-se necessário um alerta constante em relação às mais pequenas alterações que acontecem na organização. os quais não são imediatamente explicáveis. De acordo com o trabalho de Griffiths. uma ordem caótica. 1996). citado por Costa. As estruturas dissipativas: enquanto sistemas. podemos apresentar um conjunto de sete conceitos nucleares desta perspectiva que nos permitem caracterizar a teoria do caos na organização escolar. Os políticos não necessitam de o exacerbar. mas um caos ordenado. citado por Costa.Para Sungalaia (1990. pode influenciar e alterar o funcionamento organizacional. e que são os seguintes: 1. há caos nos sistemas educacionais. O efeito de borboleta: sendo provavelmente o conceito mais conhecido da teoria do caos (também designado por “dependência sensível das condições iniciais”). Para este autor. mas. as organizações são compostas de estruturas que não permanecem estáticas.

1998).1. Simetrias recorrentes: noção ligada ao conceito anterior de strange attractors. De acordo com Chiavenato (2004). A Escola como Cultura Para Teixeira (1998). transformando-se em inputs e introduzindo. 173). a cultura organizacional representa as normas informais e 57 . Equivale à personalidade no indivíduo. os resultados (outputs) entram novamente no sistema.11. Mecanismos de feedback: componente fundamental dos modelos sistémicos. rituais. desta forma. Para o mesmo autor. mais do que a unidade individual. assim. alguma ordem nos sistemas caóticos. 5. e transmite a forma como as pessoas de uma organização se comportam. Forças de atracção estranhas: existência de elementos ou forças ocultas que emergem rapidamente como componentes centrais do sistema. crenças e hábitos partilhados pelos membros de uma organização que interagem com a sua estrutura formal produzindo normas de comportamento” (p. 2. citado por Teixeira. fazendo com que os acontecimentos girem à sua volta (strange attractors). a cultura organizacional pode definir-se como “um conjunto de valores. 7. consiste no processo de retroacção segundo o qual. Segundo Mondy (1991. podem significar grandes alterações. significa que na teoria do caos. a cultura organizacional representa a maneira tradicional e costumeira de pensar e fazer as coisas numa organização. introduzindo. 6. interessa prestar atenção às formas que se mantêm e permanecem simétricas nos diversos níveis do sistema e que ocorrem de tempos em tempos.para os quais. mitos e acções. mesmo os choques pequenos. designadamente a alteração das situações iniciais. a cultura de uma organização é o conjunto único de características que permite distinguir essa organização de qualquer outra. novas informações (energia) na organização. estabelecendo um sistema de valores que se exprime por meio de ritos.

citado por Bilhim. os hábitos. de que se destacam. ou seja. Acrescenta ainda que cada organização tem a sua própria cultura. os sentimentos. invisíveis. 1996) pode ser analisada segundo três níveis diferentes: Um primeiro nível diz respeito aos aspectos mais visíveis e tangíveis da cultura. da natureza humana (boa. o conhecimento. trabalho. poderá ser sintetizada nos seguintes aspectos: . as atitudes. ou seja. a escola é diferente das outras organizações. tal como cada escola é diferente de qualquer outra escola.As organizações são diferentes umas das outras e. a tecnologia utilizada. a visão e a missão. os objectos materiais. chegando até às publicações dessa organização. perfeição). poder. interiorizados nos indivíduos. para Schein (1984. mas mais consciente que o terceiro. lazer) e da natureza das relações humanas (cooperação. a um nível pré-consciente ou mesmo inconsciente. a ética organizacional. Um terceiro nível diz respeito aos pressupostos de base. que se encontram expressos nas concepções acerca das relações com o ambiente (dominação. as intenções. para além dos valores. harmonização). 58 . individualismo. deste modo. aos artefactos. segundo Costa (1996). as ideologias. as regras e as normas. as crenças. amor). Um segundo nível. relaciona-se com os valores. submissão. as justificações para agir. e dele faz parte um conjunto de elementos que procuram dar sentido e justificar a acção organizacional.não escritas que orientam o comportamento dos membros da organização no diaa-dia e que direccionam as suas acções para a realização dos objectivos organizacionais. menos visível que o primeiro. má. A cultura organizacional. da natureza da actividade humana (actividade. ao conjunto de pressupostos tomados por verdadeiros. A perspectiva cultural das organizações. passividade. os símbolos. os padrões de comportamento. competitividade. a linguagem escrita e falada. tais como a arquitectura dos edifícios da organização.

A qualidade e o sucesso de cada organização escolar dependem do seu tipo de cultura: as escolas bem sucedidas são aquelas em que predomina uma cultura forte entre os seus membros. heróis. alternativa à teoria X e à teoria Y de McGregor). que se traduz em diversas manifestações simbólicas tais como valores. recusando os modelos racionais. através da gestão do simbólico. Para os mesmos autores as grandes organizações (corporate cultures) são aquelas que colocaram sempre nos seus lugares de topo gestores (heróis) que se afastaram dos padrões tradicionais de gestão. mas a sua preocupação constante será canalizada para os aspectos simbólicos. cerimónias. . Para Costa (1996). . já que a cultura pode e deve ser não só utilizada como também alterada. 1996). linguagem.A especificidade própria de cada escola constitui a sua cultura. e se posicionaram como gestores do simbólico. crenças.As tarefas primordiais de um gestor não se devem situar ao nível da estrutura. das formas ou dos processos racionais de decisão. designadamente a existência de uma cultura forte (valores. o indicador fundamental das organizações de sucesso é o tipo de cultura presente em cada uma das organizações. De acordo com Deal e Kennedy (1988. o desenvolvimento da perspectiva cultural na análise da realidade escolar foi certamente influenciado pelas investigações realizadas no campo da cultura de empresa (como a teoria Z de Ouchi. e outros elementos simbólicos identificados e partilhados pelos membros da organização). através da partilha de identidade e de valores. A prioridade dada à cultura surge como a chave para o êxito empresarial naquelas organizações que prestam atenção ao conjunto de elementos que caracterizam a sua cultura. citado por Costa. rituais. como actores que.. mitos. no seio da teia 59 . bem como por alguns sucessos editoriais sobre esta temática (como Corporate Cultures de Deal e Kennedy e In Search of Excellence de Peters e Waterman).

da qualidade e da excelência escolar. ou seja. 1996). segundo a qual “as escolas não marcam a diferença”. os resultados académicos dos alunos têm que ver com as escolas (com as suas características. começou a encontrar terreno fértil no âmbito da análise organizacional da escola. com os efeitos provocados pelas varáveis organizacionais). os rituais e as crenças). o movimento das escolas eficazes encontrou nas investigações sobre cultura organizacional um dos seus mais fortes aliados e nos conceitos de qualidade e excelência algumas das suas “bandeiras” mais utilizadas. a moldar e a alterar essa mesma cultura. mas. também. Contudo.cultural. segundo Deal (1988. 60 . O movimento das escolas eficazes (effective schools). Para o mesmo autor. comos seus recursos. ainda que se reconheçam algumas diferenças entre a investigação sobre as escolas eficazes (que reflecte uma maior ênfase nos aspectos racionais e técnicos como os objectivos. se dedicaram não só a perceber e gerir a cultura. surgindo geralmente associado às questões da eficácia. a formação) e a perspectiva cultural (mais preocupada com elementos simbólicos como os valores. A ideia que as escolas eficazes eram aquelas que dispunham de uma cultura forte. podemos continuar a afirmar a semelhança de características entre as escolas eficazes e as escolas com fortes culturas e a fazer depender uma maior eficácia organizacional de uma maior intervenção na revitalização e recriação da cultura. os planos. Este movimento surgiu como reacção a uma tese. iniciado nos Estados Unidos defende que as escolas fazem a diferença (schools make difference) no que diz respeito ao aproveitamento dos alunos. ou seja o aproveitamento dos alunos está dependente principalmente de variáveis sócio-culturais e familiares exteriores à escola. ou escolas de qualidade. suportada pelo famoso Relatório Coleman. os heróis. citado por Costa. a construir. De acordo com Costa (1996). a noção de cultura organizacional tem vindo a percorrer a investigação da realidade escolar. à semelhança das empresas associadas à corporate culture.

Para Costa (1996). assim. Porém uma das áreas temáticas possivelmente mais divulgadas pelos defensores dos modelos culturais é a liderança. chega a duas constatações sobre a questão da qualidade escolar: a) as motivações e os resultados dos alunos são profundamente afectados pela cultura ou o espírito particular de cada escola. mais do que a consecução de determinados objectivos inerentes aos dois primeiros termos. Em relação ao conceito de excelência. O indicador fundamental das escolas que vão conseguindo subir na lista da excelência é para os autores o desenvolvimento de uma cultura organizacional própria. também as escolas excelentes são aquelas que dispõem de líderes sobressalientes (Beare et al. está presente nos mais diversos aspectos da vida organizacional e nos vários sectores de actuação administrativa. pode ser referido o relatório da OCDE sobre As Escolas e a Qualidade (1972). a dar-se uma 61 . sendo de destacar os de “qualidade” e de “excelência”. as mesmas características. já que analogamente ao que se passa com as organizações excelentes ou com as culturas fortes. Caldwell e Millikan (1989. entendem a “excelência” como o completar da trilogia constituída pelos termos “eficiência. b) as escolas nas quais os alunos obtêm bons resultados têm essencialmente. eficácia. Relativamente ao conceito de qualidade. excelência” pois a noção de excelência. que colocando a escola como organização no âmago do problema da qualidade. tendo vindo. 1996) valorizando a imagem cultural da escola. supõe a existência de organizações diferenciadas qualitativamente: umas melhores do que outras. ou seja. A imagem da escola como cultura tem um carácter englobante. 1989). citados por Costa. concomitantemente. as preocupações com a melhoria do funcionamento da escola através da valorização de cultura organizacional têm vindo a ultimamente a socorrer-se de outros conceitos englobantes. refira-se que Beare. a fazer parte integrante dos estudos sobre a cultura organizacional. A questão da liderança passa.

1996). toma em linha de conta a pressão endógena a favor da mudança e os mecanismos de implementação da mesma. citado por Bilhim. a partir da teoria das relações humanas. focalizados na cultura organizacional e nos seus processos sociais e humanos. Esta abordagem focaliza fundamentalmente o contexto interno. citado por Vicente. Para Lawrence e Lorsch (1972. 2. mais ligado às questões culturais e simbólicas e aos processos de influência. para se entender o Desenvolvimento Organizacional é necessário conhecer os seus pressupostos básicos. O conceito de Desenvolvimento Organizacional está relacionado com os conceitos de mudança e capacidade adaptativa da organização à mudança. o Desenvolvimento Organizacional é uma das abordagens mais conhecidas destinadas a provocar e a implementar mudança organizacional. De acordo com Bilhim (1996). De acordo com Peiró (2000. o Desenvolvimento Organizacional busca melhorar as organizações através de esforços sistemáticos. planificados. que são os seguintes: a) Conceito de organização. Os especialistas de Desenvolvimento Organizacional adoptam um conceito comportamentalista de organização. para Vicente (2004) consiste numa abordagem que pretende facilitar o crescimento e desenvolvimento das organizações. ou seja. Para Bilhim (1996). O Desenvolvimento Organizacional O Desenvolvimento Organizacional (DO). com uma orientação contingencial.1. 2004). a longo prazo.deslocação significativa das concepções tradicionais da liderança (ligada aos modelos racionais e burocrático) para um novo entendimento do papel do líder. “a organização é a coordenação de diferentes actividades 62 .12.

de contribuições individuais com a finalidade de efectuar transacções planeadas com a envolvente” (p. A única maneira viável de mudar as organizações é mudar a sua cultura. A turbulência da mudança obriga a que a organização se adapte ou morra. Trata-se da noção de cultura como variável organizacional interna. o grupo. nem em todos os países ao mesmo tempo. sentir e agir das organizações onde as pessoas trabalham e às quais dedicam grande parte do seu tempo. A organização e a envolvente estão em permanente e íntima interacção. a organização e a instituição são sistemas dinâmicos e vivos. f) Interacção entre o indivíduo e a organização. ou seja. que exigem adaptação. e) Interacção entre a organização e a sua envolvente. 63 . b) Conceito de cultura organizacional. na medida em que nunca se atingirá um ponto de perfeição. O indivíduo. Uma das qualidades mais importantes da organização é exactamente a sua sensibilidade. O Desenvolvimento Organizacional é uma resposta da organização à dinâmica da sua envolvente permitindo-lhe descobrir caminhos de sobrevivência. A mudança organizacional deve ser planeada e nesta perspectiva haverá sempre lugar à mudança. c) Conceito de mudança organizacional. valores e crenças que enformam (normalizam) o comportamento das pessoas na organização.344). Quanto mais forte for esta relação mais facilmente as oportunidades e as ameaças com origem na envolvente serão diagnosticadas e atempadamente geridas. ajustamento e reorganização. como condição de sobrevivência numa envolvente de mudança turbulenta. O mundo actual caracteriza-se pela mudança constante. os pressupostos básicos em que se baseiam as normas. d) Necessidade de contínua adaptação à mudança. embora o seu ritmo não seja idêntico em todos os sectores da actividade produtiva. percepção e adaptabilidade ante a mudança de estímulos externos. mudar os sistemas de pensar. isto é.

O Desenvolvimento Organizacional parte de uma noção de contrato psicológico. etc. O Desenvolvimento Organizacional parte da seguinte filosofia acerca do homem: o ser humano tem aptidões para a produtividade. o comportamento inter-grupos. incentivos e directrizes. etc. o comportamento grupal que integra a liderança. as relações interpessoais que incluem as relações entre duas ou mais pessoas no desempenho de uma actividade. O Desenvolvimento Organizacional salienta o comportamento ao nível individual para atingir o comportamento organizacional: as normas. bem como aos sistemas formais de fluxo de trabalho. como seja a relação entre dois ou mais grupos de trabalho no desempenho de uma dada tarefa. as quais podem permanecer inactivas se a envolvente em que vive e trabalha lhe é restritiva e hostil.. h) Alvos de mudança O Desenvolvimento Organizacional está voltado para a mudança sistémica ao nível organizacional podendo esta ser estrutural ou comportamental. Os alvos comportamentais estão relacionados com os fenómenos humanos ou comportamentais. 64 . grupos. as normas do grupo. impedindo o crescimento e a expansão das suas potencialidades. Os alvos estruturais estão relacionados com a estrutura da organização. a qual se refere à divisão formal do trabalho (funções) entre posições.. se fizermos da organização um ambiente que satisfaça as necessidades dos indivíduos estes poderão expandir-se e encontrar a sua maior satisfação e auto-realização na promoção dos objectivos da organização. De acordo com as teses de Maslow e Herzberg. tais como: o individuo em si mesmo com o seu sistema de crenças e valores. necessários para a coordenação das actividades e interacções. baseada no pressuposto de que é possível o esforço no sentido de se conseguir que as metas dos indivíduos se integrem e articulem sem conflito com as metas da organização. departamentos e divisões. g) Objectivos individuais e organizacionais. os valores e as crenças organizacionais podem ser mudados através da mudança operada nos indivíduos.Toda a organização é um sistema social. informação. a coesão.

O Desenvolvimento Organizacional envolve a organização como um todo para que a mudança possa ocorrer definitivamente. Contudo.Para Davis (1981. 65 . b) Orientação sistémica. a melhoria organizacional por meio de pesquisa e do diagnóstico dos problemas e da acção necessária para resolvê-los. Para isso utiliza a pesquisa-acção. para que opere independentemente e sem vinculações com a hierarquia ou políticas da empresa. A ênfase é em como as partes se relacionam entre si e não em cada uma dessas partes. O Desenvolvimento Organizacional utiliza agentes de mudança que são pessoas que desempenham o papel de estimular. A organização necessita de todas as suas partes trabalhando em conjunto para resolver os problemas e aproveitar as oportunidades que surgem. para as relações de trabalho entre as pessoas. a) Focalização na organização como um todo. orientar e coordenar a mudança dentro de um grupo ou organização. pressupõe 2004). O agente principal de mudança pode ser um consultor externo à organização. bem como para a estrutura e os processos organizacionais. tomada isoladamente. O objectivo do Desenvolvimento Organizacional é fazer todas essas partes trabalharem juntas com eficácia. o executivo principal de Recursos Humanos e o administrador da organização podem ser importantes agentes de mudança. ou seja. c) Agente de mudança. e) Aprendizagem experimental. d) Resolução de problemas O Desenvolvimento Organizacional enfatiza a resolução de problemas. não se limitando a discuti-los teoricamente. certas a definição de Desenvolvimento nomeadamente: Organizacional características. citado por Chiavenato. O Desenvolvimento Organizacional está voltado para as interacções entre as partes da organização que se influenciam reciprocamente.

abrir os canais de comunicação. e a gestão. construir confiança e encorajar responsabilidades entre as pessoas.O Desenvolvimento Organizacional apoia-se quase sempre numa estratégia baseada na experiência directa da organização. Há um esforço para desenvolver equipas. No trabalho destas equipas. g) Desenvolvimento de equipas. tratamento de conflitos. procurando um ponto de encontro para que se alcance a colaboração. as barreiras hierárquicas e os interesses específicos de cada departamento são eliminados. etc. confrontações. g) Retroacção da informação. eliminando as barreiras interpessoais de comunicação pelo esclarecimento e compreensão das suas razões. conflitos inter-grupo e procedimentos para cooperação. melhorar as relações inter-grupos. O desenvolvimento organizacional repousa sobre processos de grupo. A formação e desenvolvimento de equipas é uma técnica de alteração comportamental muito utilizada pelas organizações. métodos de controlo. o estilo de liderança. utilização das habilidades dos participantes. dos seus grupos e indivíduos. compreensão dos objectivos da equipa. O Desenvolvimento Organizacional proporciona informação de retorno e retroacção às pessoas para que elas tenham dados concretos que fundamentem as suas decisões.. Os dados são submetidos a reuniões com cada nível de pessoal da organização. de vários níveis e de diversas especializações reúnem-se sob a coordenação de um especialista ou consultor externo e criticam-se mutuamente. A retroacção da informação fornece informação de retorno sobre temas tais como o clima organizacional. Grupos de indivíduos. como discussões em grupo. membros da organização. como o grau de confiança recíproca. de cada 66 . o sistema de recompensas. proporcionando uma predisposição para a colaboração e inovação. A equipa passa a auto-avaliar o seu comportamento por intermédio de determinadas variáveis. f) Processos de grupo.

adaptando as acções para adequá-las às necessidades específicas e particulares que foram diagnosticadas. Para Davis (1991. É flexível e pragmático. 2004). As comunicações e interacções constituem os aspectos fundamentais do Desenvolvimento Organizacional para obter multiplicação de esforços rumo à mudança. i) Enfoque interactivo. com avaliação e revisão dos mesmos. 7. Diagnóstico das necessidades pela direcção e pelo consultor.vez. A sinergia é fundamental nas interacções. localizar problemas e estabelecer prioridades de mudança. Desenvolvimento intergrupal. 2. citado por Chiavenato). Planeamento da acção para resolução do problema. o Desenvolvimento Organizacional é um processo que se desenvolve por oito etapas. Segundo Kotter (2000. 6. o avanço do Desenvolvimento Organizacional em relação à teoria comportamental reside no facto de que o Desenvolvimento Organizacional persegue a mudança da cultura e não apenas a 67 . para analisar os resultados e planear as medidas de correcção para cada nível da organização. 4. é situacional e orientado para as contingências. a saber: 1. Retroacção dos dados obtidos. 3. Desenvolvimento de equipas. para mediar áreas de desentendimentos. Os participantes discutem todas as alternativas possíveis e não se baseiam exclusivamente em uma única maneira de abordar os problemas. Obtenção dos dados apropriados. h) Orientação contingencial. Pelo contrário. 8. Avaliação e acompanhamento. 5. citado por Chiavenato. Õ Desenvolvimento Organizacional não segue um procedimento rígido e imutável. Decisão da organização de utilizar o Desenvolvimento Organizacional e escolha do consultor para coordenar o processo.

No entender de Vicente (2004). 68 . Daí a necessidade de actuar sobre o comportamento individual e de grupo para chegar à mudança do comportamento organizacional. o objectivo do Desenvolvimento Organizacional consiste em mudar as pessoas e a natureza e a qualidade das suas relações dentro da organização. O Desenvolvimento Organizacional coloca. assim. a ênfase na mudança da cultura da organização.mudança das pessoas.

as autarquias locais e as Regiões Autónomas. em cada época. os elementos da organização administrativa são basicamente dois: (1) as pessoas colectivas e (2) os serviços públicos. cabe tomar decisões em nome da pessoa colectiva. ou seja. 69 . As pessoas colectivas públicas são criadas por iniciativa pública. as associações públicas. Os órgãos são centros de imputação de poderes funcionais. Exemplos de pessoas colectivas públicas são o Estado. dotadas em nome próprio de poderes e deveres públicos. nomeadamente as pessoas colectivas públicas. os institutos públicos. segundo Amaral (1998).2 Órgãos de pessoa colectiva Para Caupers (2000). por isso. As pessoas colectivas públicas dispõem de órgãos e são dirigidas pelos mesmos. a lei dá à administração pública de um dado país. para assegurar a prossecução necessária de interesses públicos e. formas de organizar a prossecução de interesses comuns a várias pessoas. não possuem vontade própria. não têm existência física.2.2. as pessoas colectivas. por sua vez. são as organizações criadas no seio das pessoas colectivas públicas que contribuem para realizar as suas atribuições e exercer as suas competências. Os serviços públicos. constituem as células organizacionais que compõem internamente as pessoas colectivas públicas. sendo criações do mundo do direito. manifestar a vontade imputável à pessoa colectiva. Assim. A estes. ou seja. com o objectivo de realizar o interesse público. De acordo com Sá (1999).2.2 Organização Administrativa 2. 2.1 Pessoas colectivas públicas e serviços públicos A organização administrativa é o modo de estruturação concreta que. que é um atributo dos seres humanos.

estabelecidas nos artigos 14º a 28º do Código do Procedimento Administrativo (CPA). isto é. sendo órgãos decisórios.2. cuja função é emitir uma opinião ou esclarecer os órgãos activos antes de estes tomarem uma decisão. 2) os órgãos colegiais. 2) os órgãos não representativos. devido à circunstância de serem integrados por diversos membros. Dentro dos órgãos decisórios. Com base no critério do tipo de funções exercidas. que têm por missão fiscalizar a regularidade do funcionamento de outros órgãos.De acordo com Caupers (2000). Tais regras encontram-se. como a nomeação e a cooptação. cujos titulares são eleitos. Com recurso ao critério da forma de designação. cujos titulares são designados por outros processos. encontramos: 1) os órgãos activos. que são compostos por dois ou mais titulares. Segundo Amaral (1998) os órgãos activos podem. por sua vez. temos: 1) os órgãos representativos. 3) os órgãos de controlo. os órgãos podem classificar-se de várias maneiras: Usando como critério o número de titulares. 70 . costuma reservar-se a designação de órgãos deliberativos aos que tenham carácter colegial. pô-las em prática. aqueles a quem compete tomar decisões e órgãos executivos. 2) os órgãos consultivos. exigem regras especiais para poderem funcionar. 2. a quem compete tomar decisões ou executá-las.3 O Código do Procedimento Administrativo e os órgãos colegiais Os órgãos colegiais. na sua maioria. que têm apenas um titular. através da emissão de pareceres. aqueles a quem compete executar tais decisões. classificar-se em decisórios e executivos. nomeadamente. temos: 1) os órgãos singulares.

Os princípios gerais da actividade administrativa constantes do CPA e as normas que concretizam preceitos constitucionais são aplicáveis a toda e qualquer actuação da Administração Pública. com a publicação do Decreto-Lei nº 442/91. e na qual são indicados.Durante décadas. enquanto a constituição é o acto pelo qual os membros de um órgão colegial se reúnem pela primeira vez e dão início ao funcionamento desse órgão. . passando a ter uma nova redacção que lhe foi dada pelo Decreto-Lei nº 6/96. as disposições do CPA relativas à organização e à actividade administrativas são aplicáveis a todas as actuações da Administração Pública no domínio da gestão pública (artigo 2º do CPA). o CPA foi alterado. o local desta e a respectiva ordem de trabalhos. de 31 de Janeiro.A composição e a constituição do órgão colegial: a composição é o elenco abstracto dos membros que hão-de fazer parte do órgão colegial. onde se incluem os órgãos do Estado e das Regiões Autónomas que exerçam funções administrativas. de 15 de Novembro. A marcação é a fixação da data e hora em que a reunião terá lugar. esta situação foi alterada. uma vez constituído. De acordo com Amaral (1998). Além disso. cada uma das suas reuniões tem de ser marcada e convocada. o qual se encontrava por isso disperso por centenas de diplomas legais. a convocação é a notificação feita a todos e cada um dos membros acerca da reunião a realizar. O CPA aplica-se a todos os órgãos da Administração Pública. não existia em Portugal nenhum diploma legislativo que regulasse de forma genérica o regime jurídico da constituição e funcionamento dos órgãos colegiais da Administração Pública. ainda que meramente técnica ou de gestão privada. é normalmente utilizada alguma terminologia própria. Em 1991. 71 . que aprovou o CPA. em 1996.A marcação e a convocação de reuniões: para que os órgãos colegiais possam funcionar. Posteriormente. além do dia e hora da reunião. nomeadamente: . em matéria de órgãos colegiais administrativos em Portugal.

Tanto as reuniões como as sessões podem ser ordinárias se forem realizadas regularmente em datas ou períodos certos. com o período de antes da ordem do dia. ou três. dirse-á que tal órgão tem duas. etc. por exemplo. inesperadamente. isto é. embora possa reunir apenas uma vez por semana. pois. Mas a parte essencial é deliberativa. Se o órgão colegial é de funcionamento contínuo – como. O processo jurídico mais frequente pelo qual os órgãos colegiais deliberam chama-se votação. secretários e tesoureiros. ou extraordinárias. começam a funcionar. por ele. e cada reunião começa quando é declarada aberta pelo presidente e termina quando. por definição. compostos por uma pluralidade de titulares. de uma denominação apropriada. expressamente. é declarada encerrada. são membros mas não vogais. e os vice-presidentes. deliberação e votação: os órgãos colegiais. se existir. em cada sessão poderá haver uma ou várias reuniões. As sessões são. . Uma parte importante das reuniões desenrolase sem que seja necessário deliberar: é o que se passa com a leitura do expediente. que existe sempre. Os membros são todos os titulares do órgão colegial. uma vez constituídos. O seu funcionamento realiza-se através de reuniões. aquela em que o órgão colegial é chamado a tomar decisões em nome da pessoa colectiva a que pertence. fora dessas datas ou períodos. os períodos dentro dos quais podem reunir os órgãos colegiais de funcionamento intermitente. por exemplo. se forem convocadas. a desempenhar as funções para que foram criados. o Governo ou a Câmara Municipal -. Vogais são apenas os membros que não ocupem uma posição funcional dotada. quando existam. ou quatro sessões por ano. diz-se que está em sessão permanente. há casos em que certos órgãos colegiais podem deliberar sem ser através de votação: são os casos de 72 . isto é.Funcionamento.As reuniões e as sessões: a reunião de um órgão colegial é o encontro dos respectivos membros para deliberar sobre a matéria da sua competência. se se tratar de um órgão colegial de funcionamento intermitente – como. que permite apurar a vontade colectiva pela contagem das vontades individuais dos membros. Mas o presidente..Os membros e os vogais: os órgãos colegiais são. a Assembleia Municipal. Porém. .

. . mas correctamente. A maioria dizse simples ou absoluta.Quórum: significa o número mínimo de membros de um órgão colegial que a lei exige para que ele possa funcionar regularmente (quórum de funcionamento) ou deliberar validamente (quórum de deliberação). que nesse sentido tenha votado a maioria. . pode ser por listas. procede-se à votação sem que o presidente vote e. maioria deve ser definida como sendo mais de metade dos votos. . por levantados e sentados. normalmente.Maioria: a lei exige. em que o sentido do voto de cada um não se torna conhecido dos demais.deliberação por consenso. o presidente participa com os outros membros na votação geral e. é o presidente quem decide do sentido da votação: no primeiro. pode ser nominal. Convém chamar a atenção que. 73 . quando a lei se contenta. se a lei a faz corresponder a um número superior à maioria simples. A votação secreta ou escrutínio secreto. A votação pública. para se poder considerar ter sido tomada uma decisão. por braços erguidos ou caídos. ainda que não atinja mais de metade dos votos. se corresponde a mais de metade dos votos. se houver empate. no segundo. ou seja. e qualificada ou agravada. O quórum de funcionamento e o quórum de deliberação muitas vezes coincidem. nomeadamente. para o órgão começar a funcionar. em que todos os presentes ficam a saber o sentido de voto de cada um.Voto de desempate e voto de qualidade: a forma mais usual que a lei utiliza para resolver o impasse criado por uma votação empatada consiste na atribuição ao presidente do órgão colegial do direito de fazer um voto de desempate ou um voto de qualidade. o presidente vota desempatando. ou ainda por método electrónico. relativa se traduz a maior votação obtida entre várias alternativas. ou também por método electrónico. por assentimento tácito informal nos termos em que for interpretado pelo presidente. mas podem ser diferentes.Os modos de votação: há vários modos de votação utilizáveis nos órgãos colegiais. A maioria é habitualmente definida como metade dos votos e mais um. com um número de presenças inferior ao exigido para que o mesmo órgão possa deliberar. Em ambos os casos. o quórum deliberativo pode referir-se ao número de membros que compõem o colégio eleitoral ou ao número de membros presentes na reunião.

recorrendo a alguns preceitos do CPA. só há dissolução quanto a órgãos colegiais designados por eleição. diz-se destes que foram adoptados ou aprovados pelo órgão colegial. por escrito.havendo empate. o acto que põe termo colectivamente às suas funções é uma demissão. sendo a demissão o acto que faz cessar as funções de um órgão singular. .Dissolução e demissão: há quem entenda que a dissolução é o acto que põe termo colectivamente ao mandato dos titulares de um órgão colegial. os actos são as decisões tomadas. Se a votação é favorável a uma certa proposta ou projecto. Os actos assim praticados não se confundem com as actas. isto é.Actos e actas: os órgãos colegiais da Administração Pública tomam decisões que configuram actos jurídicos. indicaremos as principais regras gerais em vigor no direito português sobre a constituição e funcionamento dos órgãos colegiais. se os titulares do órgão colegial são nomeados. mas tudo o que mais tiver ocorrido em reunião. onde se mencionam não só as decisões tomadas. sendo a deliberação o processo específico usado nos órgãos colegiais para tomar decisões. tais propostas ou projectos deixam de exprimir o ponto de vista do membro apresentador ou proponente para se converterem numa decisão do órgão em causa e. Essas regras são as seguintes: 74 . . Por conseguinte. considera-se automaticamente desempatada a votação de acordo com o sentido em que o presidente tiver votado. portanto. . No entender do autor é mais correcto admitir que todo o acto administrativo é uma decisão. No entender do autor. Seguidamente. com os documentos em que se relata. . as actas são as narrativas das reuniões efectuadas. as dos órgãos colegiais.Decisão e deliberação: há quem distinga estes dois termos entendendo que decisões são as resoluções dos órgãos singulares e deliberações. a partir desse momento. na vontade da pessoa colectiva a que o órgão pertence.Adopção e aprovação: os órgãos colegiais deliberam sobre propostas ou projectos que lhe são apresentados. a ocorrência de reuniões e tudo quanto nelas se tenha passado.

Qualquer órgão colegial só pode deliberar em reunião formalmente convocada e realizada. Cabe ao presidente. ou por circuito integrado de televisão. 14º. 75 . ou quem o substituir. 2. O presidente. 17º. ou por simples reunião informal fora do local próprio (Amaral. nº 3 do CPA). bem como pedir a suspensão jurisdicional da eficácia das deliberações tomadas pelo órgão colegial a que preside que considere ilegais (art. 15º. por sua iniciativa ou a pedido de pelo menos um terço dos membros (art. 15º. Pode o presidente. organizar o expediente e. em geral. a substituição faz-se. coadjuvar o presidente no que por este lhe for determinado (Amaral. 14º. Cada órgão colegial deve ter um presidente e um secretário. nº 2 do CPA). nº 1 do CPA). Quanto às reuniões extraordinárias. 6. dirigir os trabalhos e assegurar o cumprimento das leis aplicáveis e a regularidade das deliberações (art. respectivamente. 1998). mediante decisão fundamentada. passá-las ao livro respectivo uma vez aprovadas. suspender ou encerrar antecipadamente as reuniões. nº 1 do CPA). 14º. 14º. em princípio eleitos pelo próprio órgão de entre os seus membros. servirá de presidente o membro mais antigo. e de secretário o mais moderno (art. 3. Na falta do presidente ou do secretário escolhido por eleição (art. Os presidentes dos órgãos colegiais da Administração Pública são. nº 1 do CPA). terão lugar quando o presidente as convocar. ou pela circulação de textos a assinar individualmente pelos membros do órgão. sendo por isso inexistentes quaisquer pretensas decisões tomadas por auscultação telefónica. fixar os dias e as horas das reuniões ordinárias (art. Compete ao secretário redigir os projectos de actas das reuniões. Compete ao presidente abrir e encerrar as reuniões. No caso dos membros possuírem a mesma antiguidade. quando circunstâncias excepcionais o justifiquem (art. pelo membro de mais idade e pelo mais jovem (art. pois. nº 2 do CPA). nº 4 do CPA). pode interpor recurso contencioso. órgãos defensores e fiscalizadores da legalidade administrativa. 4. 1998). 6º.1. nº1 do CPA). na falta de determinação legal ou de deliberação do orgão colegial sobre o assunto. assegurar a sua boa ordem. 5.

nº 1). 24º. quando todos os membros presentes já tenham usado da palavra por uma vez. 23º do CPA). Mas. salvo quando a lei dispuser o contrário (art. 14. Nenhuma votação pode ter lugar sem que primeiro seja proporcionada a oportunidade de discussão do assunto. pode o presidente convocar nova reunião – com o intervalo de. A generalidade das deliberações é tomada por maioria absoluta dos membros presentes à reunião. 12. 1998). A violação das disposições sobre a convocação de reuniões gera a ilegalidade das deliberações tomadas. 8. Os órgãos colegiais só podem deliberar em primeira convocação quando esteja presente a maioria do número legal dos seus membros com direito a voto (art. Não comparecendo o número mínimo exigido. Um órgão colegial só pode deliberar sobre a matéria constante da ordem do dia. Exceptuam-se os casos em que a lei exija 76 . nomeadamente. 24 horas -. nº 2 do CPA). nos órgãos colegiais consultivos não são permitidas abstenções (art. salvo se todos os membros do órgão comparecerem à reunião e nenhum suscitar oposição (art. 1998). 22º. mesmo que a votação venha a ser feita por escrutínio secreto. a menos que se trate de reunião ordinária e pelo menos dois terços dos membros reconheçam a urgência da deliberação imediata sobre outros assuntos (art. Salvo determinação da lei em contrário. 10. sempre tomadas por escrutínio secreto as deliberações que envolvam apreciação do comportamento ou das qualidades de qualquer pessoa (art. 13. em número não inferior a três (art. 21º do CPA). dar a discussão por encerrada e decidir passar imediatamente à votação (Amaral. São. 20º do CPA). 11. a requerimento de qualquer deles. porém. 15. desde que se verifiquem a presença de pelo menos um terço dos membros com direito a voto. salvo se a lei impuser ou permitir o voto secreto (ar. 22º. nº 1 do CPA). Nenhum órgão colegial pode reunir e deliberar sem estar devidamente constituído (Amaral. As deliberações são em regra tomadas por votação nominal. a maioria pode. pelo menos.7. 19º do CPA). 9. 24. As reuniões dos órgãos colegiais da Administração não são públicas. passado um período razoável e. podendo nesta o órgão deliberar. nº 2 do CPA).

Em caso de empate. A acta de cada reunião é aprovada no final da respectiva reunião ou no inicio da seguinte. podem fazer constar na acta o seu voto de vencido e respectiva justificação (art. os membros presentes. os assuntos apreciados. De cada reunião será lavrada acta. nº 4). nº 2). a votação será repetida precedendo nova discussão. Os membros do órgão colegial. não pode fazerse a votação senão com base numa ou várias propostas também fundamentadas. Nos casos em que o órgão assim o delibere.maioria qualificada ou em que seja suficiente a maioria relativa (art. encontrar uma fundamentação adequada (Amaral. Neste caso. 1998). ilegal a prática – corrente entre nós – de votar sem apoio em nenhuma proposta fundamentada e encarregar depois um membro do órgão colegial de. e a forma e o resultado das votações (art. 22. a posteriori. e deverá indicar. que conterá um resumo de tudo o que de relevante nela tiver ocorrido. 16. 27º. 20. pois. só pela respectiva acta. na mesma reunião e. 1998). as deliberações tomadas. salvo os casos de extravio ou falsidade. 25º. salvo se a votação se tiver efectuado por escrutínio secreto. 17. 27º. sendo assinada. 27º. em que – perante a Administração ou em tribunal – serão admitidos todos os meios de prova para reconstituir a verdade dos factos (Amaral. Tais decisões. que votarem vencidos. se o empate ainda se mantiver. 21 As decisões tomadas pelos órgãos colegiais da Administração Pública só adquirem eficácia depois de aprovadas as actas ou as minutas correspondentes (art. logo na reunião a que a acta diga respeito (art. adiar-se-á a deliberação para a reunião seguinte. 26º do CPA). nº 1 do CPA). 19. após a aprovação. 27º. pelo presidente e pelo secretário (art. Por via de regra. Se a lei exigir que determinada decisão seja fundamentada. a data. pode aprovar em minuta parte da acta. 28º. 18. É. se o empate se mantiver. nº 1) e quando 77 . poderão ser provadas. o presidente terá voto de qualidade. nº 3). proceder-se-á então a votação nominal (art. o presidente pode votar ou abster-se de votar. e o local da reunião. pelo menos. nº 1 do CPA).

Em princípio e na maior parte dos casos. 78 . de acordo com a tradição europeia que faz dos regimentos parlamentares a norma supletiva para os demais órgãos colegiais. Para o fazerem. as deliberações serão sempre acompanhadas das declarações de voto (art. Por conseguinte. a constituição e o funcionamento dos órgãos colegiais da Administração Pública serão regulados pelo regimento da Assembleia da República. Os que votaram vencidos ficarão isentos de tal responsabilidade se fizerem registo na acta da respectiva declaração de voto (art. A lei especificará. 2000). a competência de cada órgão (Amaral. Se alguma deliberação tomada for ilegal.se trate de pareceres a dar a outros órgãos administrativos. nas pessoas colectivas públicas as atribuições referem-se à pessoa colectiva pública em si mesma. Nos casos omissos na lei administrativa e na falta de costume aplicável. noutro plano. as pessoas colectivas públicas precisam de poderes – são os poderes funcionais. os diferentes órgãos de uma pessoa colectiva dispõem de competências diversas para prosseguir atribuições idênticas (Caupers. as atribuições de cada pessoa colectiva pública e. enquanto a competência se reporta aos órgãos de uma pessoa colectiva pública. portanto. nº 2). 23. atribuições são os fins ou interesses que a lei incumbe as pessoas colectivas públicas de prosseguir. 28º. Atribuições e competências As pessoas colectivas existem para prosseguir determinados fins. 28º. 1998). 24. Assim. 1998). Ao conjunto dos poderes funcionais chamamos competência. competência é o conjunto de poderes funcionais que a lei confere para a prossecução das atribuições das pessoas colectivas públicas. Em regra. públicos e privados (Amaral. nº 3). Os fins das pessoas colectivas públicas chamam-se atribuições. ficam responsáveis por ela. todos os membros que a tiverem aprovado.

invadir a esfera de competência de outros órgãos da mesma pessoa colectiva – e. o que configura o princípio da legalidade da competência. por um lado. por meio de competências que não sejam as suas. Atribuições e competências limitam-se. conhece e encontra pela frente uma dupla limitação: pois. 1998). Esta distinção entre atribuições e competências tem a maior importância. nomeadamente. são actos anuláveis. está também limitado pelas atribuições da pessoa colectiva em cujo nome actua. a competência é definida por lei ou por regulamento. nem tão-pouco pode exercer a sua competência fora das atribuições da pessoa colectiva em que se integra (Amaral.Segundo Amaral (1998). mas também porque. por outro lado. que os pratica. De acordo com o CPA. a lei estabelece uma sanção diferente para o caso de os órgãos da Administração praticarem actos estranhos às atribuições das pessoas colectivas públicas ou actos fora da competência confiada a cada órgão. ao agir. está limitado pela sua própria competência – não podendo. não podendo. um princípio que deve ser sublinhado é o de que a competência só pode ser conferida. 79 . não só para se compreender a diferença que existe entre os fins que se prosseguem e os meios jurídicos que se usam para prosseguir esses fins. Para Amaral (1998). delimitada ou retirada por lei. Nenhum órgão administrativo pode prosseguir atribuições da pessoa colectiva a que pertence. assim. qualquer órgão da Administração Pública. de acordo com Sá (1999). Enquanto os actos praticados fora das atribuições são nulos. os praticados apenas fora da competência do órgão. reciprocamente umas às outras. designadamente praticar quaisquer actos sobre matéria estranha às atribuições da pessoa colectiva a que pertence.

organização curricular e processos e critérios de avaliação de docentes e discentes. disciplina ou especialidade.3. Os números 18 a 32 do anexo ao mesmo despacho referiam-se a normas sobre os Conselhos de grupo. subgrupo. de 3 de Fevereiro Até 2001. subgrupo. c) Elaborar estudos e ou pareceres no que se refere a programas. dos Conselhos de Turma e do Conselho Consultivo. a existência do órgão Conselho de Disciplina estava contemplada no Despacho nº 8/SERE/89. de 3 de Fevereiro. e) Colaborar na inventariação das necessidades em equipamento e material didáctico e promover a interdisciplinaridade. f) Planificar as actividades lectivas e não lectivas. mais concretamente no seu anexo.1 O Despacho nº 8/SERE/89.2. disciplina ou especialidade. nomeadamente na partilha de experiências e recursos de formação. d) Apoiar os professores em profissionalização. disciplina ou especialidade. nomeadamente os Conselhos de grupo. métodos. para além do Conselho de Directores de Turma. assim como o intercâmbio de recursos pedagógicos e materiais com outras escolas. No anexo ao referido despacho previa-se a existência de órgãos de apoio ao Conselho Pedagógico. subgrupo.3 Enquadramento legal 2. b) Colaborar com o Conselho Pedagógico na elaboração e execução do plano de formação dos professores da escola e do grupo disciplinar. 80 . enquanto o nº 19 estipulava as atribuições [competências] dos mesmos órgãos: a) Colaborar com o Conselho Pedagógico na construção do Projecto Educativo da Escola. O nº 18 previa que os professores das diversas disciplinas se organizassem em Conselhos de grupo. que definia as regras de composição e funcionamento do Conselho Pedagógico e dos seus órgãos de apoio.

disciplina ou especialidade. b) Orientar e coordenar pedagogicamente os professores do grupo. Em qualquer outra situação a eleição era válida por um período de um ano. d) Estimular a criação de condições que favoreçam a formação contínua e apoiar os professores menos experientes. e) Coordenar a planificação das actividades pedagógicas e promover a troca de experiências e a cooperação entre os professores do grupo. quem deve assumir a direcção de instalações próprias ou adstritas ao respectivo grupo. de entre os professores do grupo.Segundo o nº 31. De acordo com o nº 23. O Delegado. na área da concepção e realização do projecto de formação e acção pedagógica. O nº 20 estabelecia as condições exigidas ao desempenho do cargo de Delegado estipulando que o mesmo deveria ser “um professor portador de habilitação própria. desde que existisse um número mínimo de três professores. todas as reuniões dos Conselhos de grupo. disciplina ou especialidade de entre os professores que reuniam as condições estabelecidas no nº 20. o Delegado era eleito por um período de dois anos. actuando como transmissor entre este órgão e o grupo. se fosse professor do quadro de nomeação definitiva. sempre que se justifique. f) Assegurar a participação do grupo na análise e crítica da orientação pedagógica. bem como pela sua capacidade de relacionamento e liderança”. de acordo com os números 21 e 22 do anexo ao Despacho nº 8/SERE/89. subgrupo. o Delegado era eleito pelo Conselho de grupo. de 3 de Fevereiro. subgrupo. de preferência profissionalizado. escolhido pela sua competência científica e pedagógica. em 81 . g) Orientar directamente o professor em profissionalização. Conforme estipulava o nº 26. tendo em vista a sua formação contínua. tinha as seguintes competências: a) Representar os professores da disciplina na Conselho Pedagógico. subgrupo. disciplina ou especialidade eram presididas pelo respectivo Delegado. c) Propor ao Conselho Directivo.

nomeadamente nos domínios pedagógico-didáctico.3. sendo que esta competência podia ser desempenhada por um professor substituto designado pelo Conselho Pedagógico. de 31 de Janeiro. de acordo com o número de professores do respectivo grupo. prevê. 2. de 31 de Janeiro. disciplina ou especialidade. sofreu algumas alterações. responsável pela definição da respectiva política educativa (nº 1. como órgão de gestão da escola. foi experimentado num número reduzido de escolas e. está prevista a existência do Conselho Executivo ou director. desde então.articulação com a instituição do ensino superior. os delegados tinham direito. no ano escolar de 2001/2002. aprovou o novo regime de autonomia.2 O Decreto Legislativo Regional nº 4/2000/M. e do Conselho Pedagógico. de 21 de Junho e. cultural. 13º). bem como elaborar proposta fundamentada da sua avaliação. às seguintes reduções de serviço lectivo: De três a dez professores – 4 horas semanais. art. aplicado de forma generalizada em todos os estabelecimentos de educação e de ensino públicos da Região. Mais de vinte professores – 6 horas semanais. da orientação e 82 . foi. Em 2006. administração e gestão dos estabelecimentos de educação e de ensino públicos na Região Autónoma da Madeira. a existência do Conselho da Comunidade Educativa como órgão de direcção da escola. administrativa e financeira (nº 1 do art. no ano escolar de 2000/2001. De onze a vinte professores – 5 horas semanais. 6ª). na sua secção I do capítulo II. enquanto. o Decreto Legislativo Regional nº 4/2000M. na secção II do mesmo capítulo. finalmente. de 31 de Janeiro O Decreto Legislativo Regional nº 4/2000/M. De acordo com o nº 28 do mesmo anexo. nas áreas pedagógica. que lhe foram introduzidas pelo Decreto Legislativo Regional nº 21/2006/M. que. como órgão de coordenação e orientação educativa da escola. subgrupo.

Delegado de disciplina. do Decreto Legislativo Regional nº 4/2000M. . e de acordo com o nº 3 do mesmo artigo.Coordenação de ciclo. .Conselho de Turma. prevê a criação de estruturas de gestão intermédia.Orientadores de estágio pedagógico. de 31 de Janeiro.4 O Departamento Curricular Segundo o nº 3 do artigo 37º. . no sentido de assegurar o acompanhamento eficaz do percurso escolar dos alunos na perspectiva da promoção da qualidade educativa.Director de turma. de 21 de Junho. ao qual incumbe. com as alterações que lhe foram introduzidas pelo Decreto Legislativo Regional nº 21/2006/M. que colaboram com o Conselho Pedagógico e com o Conselho Executivo ou o director. as estruturas de gestão intermédia devem ser fixadas no regulamento interno da escola.Coordenador de curso do ensino recorrente. 83 .acompanhamento dos alunos e da formação inicial e contínua do pessoal docente e não docente (art. . o Departamento curricular “constitui a estrutura de apoio ao conselho pedagógico.Departamento curricular. De acordo com o nº 1 do mesmo artigo. sem prejuízo das seguintes estruturas de cariz pedagógico: . O mesmo diploma. no seu artigo 35º. O nº 1 do artigo 36º estipula que as estruturas de gestão intermédia podem revestir um carácter pedagógico ou técnico-pedagógico. podem ser criadas estruturas de gestão intermédia em função do respectivo projecto educativo. . .Coordenador do departamento curricular. . 21º). na escola. 2.

no domínio da implementação dos planos curriculares nas suas componentes disciplinares bem como de outras actividades educativas. De acordo com o artigo 40º do mesmo diploma. quer no âmbito da formação contínua quer no apoio aos que se encontram em formação inicial. de acordo com o artigo 38º. medidas no domínio da orientação. nomeadamente na análise e desenvolvimento de medidas de orientação pedagógica. tem as seguintes competências: a) Coordenar as actividades pedagógicas a desenvolver pelos professores do departamento. e) Exercer as demais competências fixadas pelo regulamento interno. d) Colaborar com as estruturas de formação contínua na identificação das necessidades de formação dos professores do departamento. c) Colaborar com o Conselho Pedagógico na concepção de programas e na apreciação de projectos. e) Promover medidas de planificação e avaliação das actividades do departamento. bem como do plano anual de escola e do regulamento interno do estabelecimento.especialmente. visando contribuir para o seu sucesso educativo. “compete ao Coordenador do departamento curricular: a) Assegurar a articulação entre o departamento e as restantes estruturas de orientação educativa. f) Exercer as demais competências fixadas pelo regulamento interno”. o desenvolvimento de medidas que reforcem a articulação interdisciplinar na aplicação dos planos de estudo”. acompanhamento e avaliação dos alunos. 84 . b) Desenvolver. d) Propor medidas no domínio da formação dos docentes do departamento. em articulação com outros serviços e estruturas pedagógicas. O Departamento curricular. b) Assegurar a participação do departamento na elaboração. c) Promover a articulação entre a formação inicial e a formação contínua dos professores do departamento. desenvolvimento e avaliação do projecto educativo de escola.

na Região Autónoma da Madeira. a existência de Conselhos de Disciplina. considerando que a coordenação de disciplina corresponde à estrutura de apoio ao Coordenador do Departamento curricular em todas as questões específicas da respectiva disciplina. “O mandato do delegado de disciplina tem a duração de quatro anos” (nº 4 do artigo 41º). bem como a sua experiência. de 21 de Junho. a existência do Conselho de Disciplina deixou de estar contemplada em qualquer normativo legal de âmbito regional. alterado posteriormente pelo Decreto Legislativo Regional nº 21/2006/M. com a entrada em vigor do Decreto Legislativo Regional nº 4/2000/M. que aprovou o regime de autonomia. com as alterações que lhe foram introduzidas pelo Decreto Legislativo Regional nº 21/2006/M. É o caso. considera o Conselho de Disciplina como “um órgão de apoio ao departamento curricular na execução da política pedagógica da escola e da 85 .2. A existência do Conselho de Disciplina passou. a depender da decisão de cada escola. no respectivo Regulamento Interno. vertida no respectivo Regulamento Interno. competência pedagógico-didáctica e científica”.5 O Delegado de Disciplina e o Conselho de Disciplina O artigo 41º do Decreto Legislativo Regional nº 4/2000M. da Escola Básica e Secundária da Calheta. O nº 2 do mesmo artigo estipula que “o delegado de disciplina é o docente profissionalizado eleito pelos docentes da mesma disciplina. de 31 de Janeiro. A partir de 2001. então. Algumas escolas da Região Autónoma da Madeira contemplam. que no artigo 54º do seu Regulamento Interno. de 21 de Junho. de 31 de Janeiro. consagra a figura do Delegado de Disciplina. por exemplo. De acordo com o nº 3 do mesmo artigo “as competências do delegado de disciplina devem constar no regulamento interno” da escola. aprovado em 5 de Julho de 2001 e alterado em 5 de Dezembro de 2006. tendo em consideração as habilitações académico-profissionais respectivas. administração e gestão dos estabelecimentos de educação e de ensino públicos.

Segundo o artigo 55º do mesmo Regulamento. ou por solicitação de dois terços dos seus membros em efectividade de funções”. g) Conceber medidas que visem uma rentabilização pedagógica dos espaços. c) Planificar as actividades lectivas e não lectivas. encontros ou outras acções.formação do pessoal docente”. 86 . seminários. d) Apoiar o trabalho dos professores promovendo a troca de experiências sobre métodos. no âmbito da formação contínua. i) Promover debates. h) Promover intercâmbios escolares para troca de experiências pedagógicas. com dois dias úteis de antecedência. b) Colaborar com o departamento curricular na elaboração e execução do plano de formação de professores da escola e da disciplina. pelo presidente da direcção executiva [Conselho Executivo] da escola. no mínimo. uma vez por mês e extraordinariamente sempre que seja convocado pelo respectivo delegado. De acordo com o mesmo artigo. nomeadamente na partilha de experiências e recursos de formação. o Conselho de Disciplina é composto por todos os professores da respectiva disciplina e tem as seguintes competências: a) Colaborar com o departamento curricular na execução do projecto educativo da escola e do projecto curricular de escola. técnicas e recursos pedagógicos. j) Estas competências não invalidam outras que lhe sejam atribuídas pela natureza específica das suas funções. “o conselho de disciplina reúne. f) Colaborar na inventariação das necessidades em equipamentos e material didáctico. ordinariamente. e) Apoiar os professores em formação inicial. sendo as convocatórias afixadas nos placares existentes nos locais habituais.

às seguintes reduções de serviço lectivo: . . c) Orientar e coordenar a acção pedagógica dos professores. b) Assegurar.O mesmo Regulamento Interno. e) Coordenar a planificação de todas as actividades curriculares e de complemento curricular e promover a troca de experiências e a cooperação entre os professores. h) Propor a aquisição de material didáctico de interesse para a disciplina. tendo em vista a formação contínua dos docentes que representam. ao nível da sua disciplina. f) Assegurar a participação da disciplina na orientação pedagógica da escola. d) Para cumprimento do estipulado na alínea anterior pode o delegado decidir assistir a aulas de outro docente da disciplina.Leccionação em três ciclos – 6 tempos semanais. O nº 7 do mesmo artigo consagra as seguintes competências do Delegado de Disciplina: a) Representar a disciplina e respectivos professores no departamento curricular.Leccionação em dois ciclos – 4 tempos semanais. estipula que o Delegado de Disciplina é eleito por maioria simples pelo Conselho de Disciplina e tem direito.Leccionação em apenas um ciclo – 2 tempos semanais. de acordo com o número de ciclos em que é leccionada a respectiva disciplina. informando-o dessa intenção com 48 horas de antecedência e fazendo chegar. posteriormente. . que o apresentará em conselho pedagógico. o relatório da observação efectuada ao coordenador de departamento. no seu artigo 56º. 87 . acompanhando o desenvolvimento da componente lectiva. actuando como elemento de ligação. a concretização dos objectivos enunciados no projecto educativo. g) Organizar um dossier com toda a informação disponível de interesse significativo para a disciplina e para as actividades planificadas a desenvolver ao longo do ano lectivo.

i) Elaborar e utilizar os materiais didácticos próprios da disciplina. na fase de preparação do ano lectivo. n) Estas atribuições não invalidam outras que lhe sejam atribuídas pela natureza específica das suas funções. m) Organizar o dossier a depositar na biblioteca da escola conforme o expresso no nº4. no Funchal. a troca de experiências e sugestões. j) Analisar e debater questões relativas à adopção de materiais de ensino/aprendizagem e manuais escolares. c) Reflectir sobre estratégias que visem o sucesso educativo. aprovado em 16 de Março de 2005. se necessário. e) Proceder. d) Definir. de acordo com os programas em vigor. assim como promover estratégias que visem o sucesso educativo. b) Planificar as actividades lectivas e não lectivas. 88 . os objectivos essenciais da disciplina. encontram-se fixadas as funções [competências] daquele órgão: a) Eleger o Delegado de Disciplina. l) Eleger o coordenador do respectivo departamento curricular. h) Promover a troca de informações entre os professores da disciplina e seus homólogos dos apoios acrescidos. no que respeita às planificações a curto prazo. em acção conjunta e coordenada pelo respectivo Delegado. do artigo 116º deste regulamento interno. f) Propor critérios de avaliação na disciplina. novas estratégias de aprendizagem. No artigo 56º do seu Regulamento Interno.i) Coordenar e planificar a articulação vertical dos currículos quando a disciplina que representa está presente em vários ciclos/níveis de ensino. j) Presidir às reuniões de conselho de disciplina. promovendo. assegurando a coordenação de procedimentos e formas de actuação. colaborando na sua preservação e divulgando sugestões de exploração. g) Analisar criteriosamente os resultados do aproveitamento escolar na disciplina propondo. Outra escola da Região Autónoma da Madeira que contempla a existência do Conselho de Disciplina é a Escola Secundária Francisco Franco. às planificações a longo e médio prazo.

as competências do Delegado de Disciplina são as seguintes: 1. 3. a convocatória e a síntese da reunião à Direcção Executiva. 89 . de acordo com os recursos da Escola.l) Identificar as necessidades prioritárias na área da formação apresentadas pelos Professores que constituem o grupo disciplinar. Convocar uma reunião por disciplina/nível de ensino no início de cada ano lectivo. 4. n) Apoiar os professores em profissionalização. b) Materiais de apoio. d) Testes de avaliação formativa e sumativa. susceptíveis de análise pelo Departamento e pelo Conselho Pedagógico. p) Proporcionar momentos de formação através de partilha de materiais e experiências. q) Sugerir acções pedagógicas e curriculares. Garantir a eficácia do circuito de comunicação entre o Departamento Curricular e o Conselho de Disciplina. Manter organizado o dossier da disciplina. 5. De acordo com o artigo 59º do mesmo Regulamento. c) Fichas de trabalho. Entregar. r) Desenvolver medidas tendentes a melhorar as aprendizagens e a prevenir a exclusão. para definição dos respectivos critérios de avaliação. contribuindo para assegurar a coordenação e articulação das actividades. no domínio de projectos de âmbito regional. no prazo de 48 horas após a realização da reunião. no qual deve constar: a) Programa da disciplina. 2. gestão e coordenação pedagógica. Representar os professores da disciplina nas reuniões de Departamento. m) Concretizar as tarefas adequadas ao grupo. o) Colaborar com o Departamento em que se integra para o bom desempenho das suas competências. 6. quando solicitado. tendo por base as disposições programáticas em vigor para a disciplina/nível de ensino. solicitadas pelos órgãos de direcção. Convocar e presidir às reuniões do conselho de disciplina.

Analisar e debater. Elaborar linhas de orientação metodológica que visem o sucesso educativo. no domínio da implementação dos planos curriculares na sua componente disciplinar.e) Resumo das planificações a médio e longo prazo. com os professores da disciplina. 9. a ser levada a Conselho Pedagógico pelo representante dos orientadores pedagógicos. bem como elaborar proposta fundamentada da sua avaliação. Orientar pedagogicamente os professores da disciplina. f) Legislação. ou desenvolvidas pelos professores da disciplina. questões relativas à gestão dos currículos e programas e à adopção de modelos pedagógicos. na área da concepção e realização do projecto de formação e acção pedagógica. a incluir no Plano Anual de Actividades de acordo com o Projecto Educativo da Escola. 13. h) Outros instrumentos de recolha de informação. em articulação com a instituição superior. designado pelo Conselho Pedagógico. elaboração. à partilha de recursos e à dinamização de projectos de inovação pedagógica. favorecendo a formação contínua e o apoio aos professores menos experientes. em início de carreira. 11. 12. 10. g) Documentos. 7. mediante proposta do grupo disciplinar. nomeadamente no que se refere à troca de experiências. 8. Coordenar a planificação. 90 . Esta competência pode ser desempenhada por outro professor. execução e avaliação das actividades lectivas e pedagógicas a desenvolver. de métodos de ensino e de avaliação. Promover a cooperação entre os professores da disciplina. desenvolvimento e avaliação de outras actividades a desenvolver pelos professores da disciplina. bem como de outras actividades educativas constantes do Plano Anual de Actividades. Orientar directamente professores em profissionalização em exercício. de materiais de ensino-aprendizagem e de manuais escolares. Coordenar a planificação.

pela entrega atempada de todas as provas de equivalência à frequência. 22. 17. na inventariação do material presente nas salas específicas e propor novas aquisições. de preferência em disquete. 91 . 15. no caso de existir. ouvidos os docentes da disciplina. Coordenar a constituição dos júris de exame responsáveis pela elaboração das provas de equivalência à frequência e/ou correcção das mesmas. Assegurar a participação dos professores da disciplina na inventariação das necessidades em recursos educativos e na promoção da interdisciplinaridade. à Direcção Executiva. o Delegado de Disciplina deve indicar um professor para o substituir nessa tarefa. Identificar as necessidades de formação dos professores da disciplina em colaboração com a comissão de formação. no sentido de valorização colectiva. 18.14. 16. Em caso de impedimento. na ausência de directores de instalações. 20. 23. 21. no contexto dos sistemas de avaliação dos ensinos básico e secundário. pela organização do inventário do material e equipamento pertencente à disciplina. Estabelecer com o Coordenador de Departamento Curricular uma política concertada de esforços. Fornecer à equipa pedagógica de acompanhamento de estudos. que será responsável perante a Direcção Executiva. a nível de escola. testes de avaliação e fichas de trabalho com as respectivas propostas de resolução. zelar pela sua conservação e apresentar à Direcção Executiva propostas de aquisição de material/equipamento. Apoiar o Director de Instalações. Divulgar a Ordem de Serviço referente ao serviço de vigilância de Exames. 19. Responsabilizar-se. Analisar e prestar esclarecimentos sobre a designada Norma 2 do Júri Nacional de Exames. Responsabilizar-se pela recepção e entrega das provas de equivalência à frequência. nomeadamente. através da formação e do estabelecimento de linhas de articulação curricular entre as disciplinas do departamento a que pertence.

25. o grupo disciplinar deverá designar um substituto. que o substitui pontualmente nas suas ausências e impedimentos. que terá direito às mesmas horas de redução nesse período de tempo. Caso o Delegado de Disciplina esteja impedido de exercer funções profissionais por um período superior a 30 dias. Designar o professor da disciplina.24. 92 .

METODOLOGIA DE INVESTIGAÇÃO Os processos usados na obtenção da informação foram implementados de acordo com a metodologia da investigação qualitativa. Na época.1 Caracterização do Contexto de Estudo O estudo foi realizado no grupo disciplinar de Matemática do 2º ciclo da Escola Básica e Secundária do Pedregal. 3. a Escola Preparatória alargou progressivamente a sua actividade ao ensino unificado do 7º. a Escola Preparatória. no qual se integra o investigador. criada no mesmo concelho em 1975. 8º e 9º ano (actual 3º ciclo do Ensino Básico) e posteriormente ao Ensino Secundário. ou seja.1 Caracterização geral da Escola A Escola do Pedregal é uma escola pública. distribuídos por cinco turmas. em três turmas. num concelho onde a actividade turística e todos os serviços que lhe estão associados têm um importante peso na economia local. 93 .1. e refere-se à actividade do Conselho de Disciplina durante o ano escolar de 2006/2007. Ao longo da década de 80. e 53 alunos no 2º ano. começou por funcionar nas instalações de uma antiga Escola Primária e.3. a única no concelho. Trata-se de uma Escola Básica e Secundária que teve a sua origem na Escola Preparatória do Pedregal. de forma a assegurar a confidencialidade das informações recolhidas. no ano lectivo de 1975/76 matricularam-se 132 alunos no 1º ano do então denominado Ciclo Preparatório (actual 5º ano). A designação da escola é um nome fictício. localizada na Região Autónoma da Madeira. fruto do período revolucionário do pós-25 de Abril de 1974. 3. um total de 185 alunos.

Ao nível da gestão destacamos o facto de. o de Presidente do Conselho Executivo. Nela estavam matriculados 604 alunos. período sobre o qual incide o nosso estudo. .2º ciclo – 142 alunos. . depois o cargo de Presidente da Direcção Executiva e finalmente. Em 2006/2007. nos últimos 13 anos.Cursos de Educação e Formação – 28 alunos. onde actualmente ainda funciona a Escola Básica e Secundária do Pedregal. incluindo os 24 docentes que leccionaram no 2º Ciclo do Ensino Básico. de forma continuada. ser o mesmo docente a ocupar. No ano lectivo de 2006/2007. No mesmo ano lectivo.3º ciclo – 251 alunos. 94 . primeiro o cargo de Presidente do Conselho Directivo. . incluindo os do regime nocturno. leccionaram na Escola 105 docentes.Desde 1981. a Escola Preparatória passou a funcionar num novo edifício construído de raiz. bem como para o Ensino Secundário. Em 1998 a Escola Preparatória do Pedregal passou a designar-se Escola Básica e Secundária do Pedregal. distribuídos da seguinte forma: . os alunos do 2º ciclo estavam distribuídos por quatro turmas de 5º ano e três turmas de 6º ano. a Escola Básica e Secundária do Pedregal continuava a ser a única escola do concelho a funcionar para o 2º e 3º ciclos do Ensino Básico. hoje já algo degradado.Secundário – 183 alunos.

3.1.2 O Departamento Curricular

Na Escola do Pedregal, tal como nas outras escolas da RAM, as várias disciplinas estão agrupadas em grupos disciplinares, que por sua vez, agrupamse em Departamentos Curriculares, que são estruturas de gestão intermédia previstas no artigo 37º do Decreto Legislativo Regional nº 21/2006/M, de 21 de Junho. Segundo o mesmo normativo legal, o Departamento Curricular constitui a estrutura de apoio ao Conselho Pedagógico, que é coordenada por um Coordenador do Departamento Curricular, eleito de entre os Delegados de Disciplina. Na Escola do Pedregal, a disciplina de Matemática do 2º ciclo, que constitui o grupo disciplinar com a mesma designação, está integrada no Departamento Curricular de Ciências Exactas e da Natureza e Tecnologias, tal como também pertence ao mesmo Departamento o grupo disciplinar de Matemática do 3º ciclo e Secundário. Contudo, os dois grupos disciplinares funcionam de forma autónoma em Conselhos de Disciplina distintos e com Delegados de Disciplina diferentes.

QUADRO 1 Grupos Disciplinares do Departamento Curricular de Ciências Exactas e da Natureza e Tecnologias Disciplinas Matemática (2º ciclo) Matemática (3º ciclo e Secundário), Métodos Quantitativos. Ciências Físico-Químícas, Fìsico-Química, Física, Química, Técnicas Laboratoriais de Química, Técnicas Laboratoriais de Física. Ciências da Natureza (2º Ciclo); Ciências Naturais (3º ciclo); Ciências da Terra e da Vida, Biologia, Geologia. Introdução às Tecnologias de Informação; Informática. Educação Tecnológica

1 2 3 4 5 6 7

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3.1.3 Caracterização do Grupo disciplinar de Matemática do 2º ciclo

O grupo disciplinar de Matemática do 2º ciclo do Ensino Básico da Escola Secundária do Pedregal, durante o ano escolar de 2006/2007, era composto por 5 professores que leccionavam a respectiva disciplina e, por isso tinham assento no Conselho de Disciplina. Dos membros do Conselho de Disciplina refira-se que, em 2006/2007, o professor António esteve a desempenhar o cargo de delegado de disciplina nesta Escola, estando no primeiro ano do seu mandato. O professor Rui já exerceu, anteriormente o cargo de delegado de disciplina de Matemática do 2º ciclo, nesta escola, durante nove anos, desde 1990 até 1999, os dois primeiros anos apenas como delegado da disciplina de Matemática e os restantes anos como delegado de 4º grupo do 2º ciclo, que englobava as disciplinas de Matemática e de Ciências da Natureza. A professora Rosa também já exerceu, nesta Escola, as funções de Delegada da Disciplina de Matemática (2ºciclo), durante dois anos, desde 2004 até 2006. QUADRO 2 Professores da disciplina de Matemática – 2º ciclo Ano lectivo de 2006/2007
Nome Idade Categoria Profissional Contratado PQZP Destacada PQND Contratada PQND Habilitações Na escola 1 0 18 3 11 Tempo de serviço Na No disciplina total 7 7 0 20 0 6 4 24 3 12

António Sofia Rui Maria Rosa

29 30 48 32 40

Licenciatura em Ensino de Matemática e C. Natureza Licenciatura em Ensino de Matemática e C. Natureza Bacharelato Economia Licenciatura Matemática Via Ensino Licenciatura em Gestão

Refira-se que um dos membros do Conselho de Disciplina é o próprio investigador. Por outro lado, os nomes dos professores do grupo disciplinar, como todos os outros nomes mencionados neste estudo, excepto o do investigador, são

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pseudónimos, de forma a respeitar a confidencialidade das informações recolhidas.

3.2 Método de investigação

Nesta pesquisa recorremos à investigação descritiva qualitativa, realizada com base num estudo de caso, sobre a forma como o Conselho de Disciplina desenvolveu a sua actividade e exerceu as suas competências. Deste modo, procurou-se analisar o modo de funcionamento do órgão, Conselho de Disciplina, enquanto estrutura de coordenação vertical dos professores da mesma disciplina e estrutura de apoio ao Departamento Curricular, no qual está inserido.

3.2.1.Estudo de caso

Os estudos de caso “correspondem a um modelo de análise intensiva de uma situação particular (caso). Tal modelo, flexível no recurso a técnicas, permite a recolha de informação diversificada a respeito da situação em análise, viabilizando o seu conhecimento e caracterização “ (Pardal & Correia, 1995, p. 23).

Yin (1988, citado por Carmo e Ferreira, 1998) define um estudo de caso como uma abordagem empírica que investiga um fenómeno actual no seu contexto actual, quando os limites entre determinados fenómenos e o seu contexto não são claramente evidentes e no qual são utilizadas muitas fontes. O mesmo autor evidencia que o estudo de caso constitui a estratégia preferida quando se quer responder a questões de “como” ou “porquê”, o investigador não pode exercer o controlo sobre os acontecimentos e o estudo focaliza-se na investigação de um fenómeno actual no seu próprio contexto. Além destes estudos de caso, cujo objectivo é a explicação de fenómenos, Yin refere, ainda, a existência de estudos de caso exploratórios e descritivos.

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Por sua vez, para Sousa (2005), o estudo de caso visa essencialmente a compreensão do comportamento de um sujeito, de um dado acontecimento, ou de um grupo de sujeitos ou de uma instituição, considerados como entidade única, diferente de qualquer outra, numa dada situação contextual específica, que é o seu ambiente natural.

Para Trindade (2002), os estudos de caso correspondem a um método de pesquisa que privilegia o estudo de situações singulares como uma estratégia de abordagem e compreensão da realidade, porque, de acordo com tal estratégia, as situações singulares tendem a ser entendidas e tratadas como situações mais amplas e abrangentes. 3.2.2 Fiabilidade e validade

Seja qual for o procedimento de recolha de dados que for adoptada, o mesmo deverá ser, sempre, examinado criticamente para ver até que ponto é fiável e válido. A fiabilidade de qualquer processo de recolha de dados consiste na sua capacidade de fornecer resultados semelhantes sob condições constantes em qualquer ocasião. A validade é um conceito mais complexo. Diz-nos se um método mede ou descreve o que supostamente deve medir ou descrever. Se um método não é fiável, também não é válido, mas um método fiável não é necessariamente válido. Pode dar origem a respostas iguais ou semelhantes em quaisquer ocasiões, mas pode não medir o que se pretende na realidade medir (Bell, 2004).

Nos estudos de caso, como em qualquer outros estudos, torna-se necessário assegurar a validade e fiabilidade do estudo. Segundo Carmo e Ferreira (1998), a validade interna diz respeito à correspondência entre os resultados e a realidade, isto é, à necessidade de garantir que estes traduzam a realidade estudada, enquanto a fiabilidade diz respeito à replicação do estudo, isto é, à necessidade de assegurar que os resultados obtidos seriam idênticos aos que se alcançariam caso o estudo fosse repetido.

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Num estudo de caso, de acordo com Pardal e Correia (1995), o investigador pode recorrer a uma grande diversidade de técnicas, facto que tanto pode ser determinado pelo quadro teórico de que se possa ter socorrido e das questões que tenha formulado, como da especificidade da situação, ou de ambas as condições. Sendo assim, no estudo de caso utilizam-se diferentes técnicas de recolha de dados tais como: a observação, a entrevista, a análise documental e o inquérito. No nosso estudo utilizámos as primeiras três técnicas referidas,

concretamente, a observação participante, a entrevista semi-estruturada e a análise documental.

3.3 Técnicas e Instrumentos de Recolha de Dados

A recolha de dados foi feita na Escola, fundamentalmente, através da consulta de documentos, complementada com entrevistas semi-estruturadas e com a observação participante.

3.3.1 A Análise Documental

A pesquisa documental ou arquivística, segundo Afonso (2005), “consiste na utilização de informação existente em documentos anteriormente elaborados, com o objectivo de obter dados relevantes para responder às questões de investigação” (p. 88).

Para Chaumier (1974, citado por Sousa, 2005), a análise documental é “uma operação ou um conjunto de operações visando representar o conteúdo de um documento sob uma forma diferente da original, a fim de facilitar num estado ulterior, a sua consulta e referenciação”(p. 262).

Para Sousa (2005), a análise documental tem por objectivo dar forma conveniente e apresentar de outro modo a informação, facilitando a compreensão

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e a aquisição do máximo de informação com a maior pertinência. Esta permite passar de um documento primário, em bruto, para um documento secundário, que sintetiza o primeiro, produzindo resumos sínteses, indexações, índices, etc. Segundo Lee (2003, citado por Afonso, 2005), uma das grandes vantagens desta técnica de recolha de dados reside no facto de poder ser utilizada uma metodologia não interferente, sendo os dados obtidos por processos que não envolvem recolha directa de informação a partir dos sujeitos investigados, evitando problemas causados pela presença do investigador. O mesmo autor refere que os dados recolhidos desta maneira evitam problemas de qualidade, resultantes de as pessoas saberem que estão a ser estudadas, em consequência do que, muitas vezes, mudam o seu comportamento.

Conforme já referido anteriormente, neste estudo a recolha de dados foi feita fundamentalmente com base na análise de documentos. Os principais documentos consultados foram as actas das reuniões do Conselho de Disciplina de Matemática do 2º ciclo, referentes ao ano de 2006/2007, bem como o Regulamento Interno da Escola e outros documentos divulgados e aprovados no referido Conselho de Disciplina. Por vezes, foi igualmente necessário consultar algumas outras actas do mesmo órgão, referentes a reuniões realizadas em anos escolares anteriores, de forma a encontrar mais facilmente resposta para as questões de investigação. Para a consulta das actas do Conselho de Disciplina, foi necessário previamente solicitar autorização para tal, através de um requerimento dirigido ao Exmo Sr. Director Regional de Educação (anexo 1). Após a recepção da resposta ao requerimento, contendo a referida autorização entrámos em contacto com o Presidente do Conselho Executivo da Escola, de forma a operacionalizar a consulta das ditas actas.

Para um trabalho mais eficaz a partir da informação contida nas actas, foi construído um quadro síntese das actas das reuniões do Conselho de Disciplina, durante o ano escolar de 2006/2007, que se pode encontrar como anexo 3 deste trabalho.

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“não há ciência sem observação. podem variar consoante as circunstâncias.2 A Observação Segundo Pardal e Correia. observa de modo espontâneo os factos que ocorrem. a observação pode ser: a) Simples ou Estruturada. funcionando mais como um espectador do que como um investigador. tem como função produzir informação requerida pelas hipóteses de trabalho ou pelas questões da investigação e prescrita pelos indicadores. segundo o tipo de participação do observador. segundo o tipo de procedimento. d) Individual ou em Equipa.3. informal e não planeada. 49). devemos sistematizar a observação. apenas é aceite como procedimento científico na medida em que ultrapassa a simples constatação dos factos ao proceder à sua interpretação. Sendo eminentemente espontânea. de acordo com os mesmos autores. sem conhecer em profundidade o contexto nem os sujeitos. planeada sistematicamente e passível de controlo. A vida quotidiana e a nossa natural curiosidade levam-nos a observar. Sendo assim. A observação simples é uma forma de observação em que o observador. Na verdade. nem por isso. de um ponto de vista exterior. a observação perdeu actualidade e interesse. segundo o contexto. e apesar de se estar a assistir constantemente à sofisticação das técnicas de investigação. c) Sistematizada ou Não-sistematizada. As modalidades de observação.3. a observação é a mais antiga das técnicas da recolha de dados. 101 . p. Contudo. e) Laboratorial ou em Campo. segundo o número de observadores. para trabalhar cientificamente. segundo o tipo de organização. constantemente o que se passa à nossa volta. A observação. isto é. como técnica científica. nem estudo científico sem um observador” (1995. b) Participante ou Não-participante. para Sousa (2005).

A observação sistematizada é utilizada sobretudo quando se procede a uma investigação em que o problema e as hipóteses estão bem definidos. Mann (1970. tornando-se o observador um membro do grupo de modo a vivenciar o que eles vivenciam e trabalhar dentro do sistema de referência deles”. p. A observação não-participante é aquela em que o observador toma contacto mas não se integra no contexto que observa. sem qualquer objectivo previamente definido. em que o observador se integra num grupo com a finalidade de obter informações. é professor da escola onde efectua o estudo) e a observação participante artificial.A observação estruturada contrapõe-se à observação simples na medida em que é previamente organizada. presenciando os factos mas sem participar nem se deixar envolver por eles. Enquanto a observação simples se limita a visitar. Segundo o mesmo autor existem duas formas de observação participante: A observação participante natural. em que o observador pertence à mesma comunidade do grupo que investiga (por exemplo. permanecendo de fora. observando a vida do grupo a partir do seu interior como seu membro. a observação estruturada parte da formulação do problema para estruturar uma estratégia de observação que vise directamente a recolha de dados que interessam para a validação ou invalidação das hipóteses ou para dar resposta às questões da investigação. como se fosse um dos seus elementos. 2005.113) afirma que a observação participante é uma “tentativa de colocar o observador e o observado do mesmo lado. A observação participante pressupõe o envolvimento pessoal do observador na vida da comunidade educacional que pretende estudar. de modo a que a recolha dos dados seja mais objectiva e concreta. ver e ouvir. mantendo um certo afastamento. citado por Sousa. Neste caso. o papel do observador é essencialmente o de um espectador isento. sendo necessário proceder-se a uma série de observações estrategicamente organizadas de modo a que os dados obtidos possam confirmar ou infirmar as 102 .

103 . registando o observador os dados à medida que forem ocorrendo. sendo aconselhável este último tipo de observação porque diversas pessoas a observarem o mesmo fenómeno de ângulos diferentes poderão chegar a conclusões mais objectivas do que apenas uma. as categorias susceptíveis de observação e a calendarização das observações. espontaneamente. o observador sabe sempre o que deseja observar. enquanto a observação em equipa é efectuada por vários observadores. quase todas as observações são efectuadas no seu ambiente natural educacional. porque se aceitam os grupos preexistentes de sujeitos com as suas características normais.hipóteses. No contexto da educação. procurando o maior rigor no controlo das variáveis independentes. A observação laboratorial é rara no contexto da educação. embora esse registo seja feito sem meios técnicos especiais e sem perguntas directas. Contudo. onde decorrem os eventos que se procuram observar. Nesta modalidade de observação não há condições controladas nem o intuito de responder a propósitos preestabelecidos. A observação em campo pressupõe que o campo é o local. A observação individual é efectuada apenas por um único observador. estando antecipadamente bem definidos os factos a observar. A observação não-sistematizada ou não-planeada é caracterizada pelo facto do observador não ter nada previamente planeado. ficando apenas atento aos acontecimentos e registando aqueles comportamentos ou acções que sucedem casualmente e que poderão eventualmente possuir significado para a investigação. Nesta modalidade de observação os procedimentos sucedem-se segundo um programa sistematizado. Só quando se pretende enveredar por estudos de competências e capacidades pessoais é que se recorre à elaboração de condições laboratoriais.

3. tinham sido registadas diversas notas pessoais sobre os assuntos tratados nas referidas reuniões e que permitiram a sua utilização como mais uma fonte de dados. na sua actividade profissional. ter o hábito de efectuar registos de notas pessoais e a compilação de documentos distribuídos nas diversas reuniões em que participa. a maioria das vezes. só foi tomada muito perto do final do ano lectivo de 2006/2007. a observação participante natural não-sistematizada foi outra das técnicas utilizadas para a recolha de dados. p. Tratou-se de uma observação não sistematizada. em situação de face a face ou por intermédio do telefone” (Afonso. porque a decisão de opção por esta temática de investigação. Por isso. 91). p. na medida em que a informação obtida não se encontra condicionada pelas opiniões e pontos de vista dos sujeitos. 2005. Na investigação qualitativa. “a observação é uma técnica de recolha de dados particularmente útil e fidedigna. No estudo efectuado.3 A Entrevista A entrevista “consiste numa interacção verbal entre o entrevistador e o respondente ou entrevistado. 97). os produtos da observação tomam. muito especialmente na sua qualidade de membro de alguns órgãos da escola.Segundo Afonso. Valeu ao investigador o facto de. mas sob a orientação do investigador. Segundo o mesmo autor. “as entrevistas podem ser utilizadas de duas formas. muito especialmente durante as reuniões do Conselho de Disciplina. a forma de registos escritos pelo investigador ou registos em vídeo realizados pelo investigador ou por outra pessoa. 3. ao longo do ano escolar. Podem constituir a estratégia dominante para a recolha de dados ou 104 . como acontece nas entrevistas e nos questionários” (2005. designadamente para complementar as informações recolhidas através da análise das próprias actas das reuniões.

condicionados pelo rigor da técnica. com o objectivo de estabelecer frequências que permitam um tratamento estatístico posterior. Para Pardal e Correia (1995). é possível um tratamento quantitativo dos dados. p. na sequência destas e na utilização de vocabulário. o entrevistador segue um guião previamente estabelecido. De acordo com Sousa (2005). 2005. citado por Sousa. p. a fim de se estudarem as diferenças entre as respostas dadas. Segundo Afonso (2005) as entrevistas estruturadas utilizam-se em investigações onde se pretende obter informação quantificável de um número elevado de entrevistados. “podemos distinguir entre entrevistas estruturadas. entrevistador e entrevistado são. 134). quase como se fosse um questionário aplicado verbalmente. também designada por dirigida. 2003. ao guião da entrevista.podem ser utilizadas em conjunto com a observação participante. com uma série de perguntas predefinidas. directiva. 105 . o que torna mais objectivas as conclusões do estudo. O primeiro. Para Lodi (1974. desse modo. a entrevista estruturada obedece a um grande rigor na colocação de perguntas ao entrevistado. devendo responder exclusivamente ao que lhe é perguntado. 248). “trata-se de uma técnica que procura obter dos diferentes entrevistados respostas às mesmas perguntas. o segundo. de forma estrita. análise de documentos e outras técnicas” (Bogdan & Biklen. Como a ordem e a redacção das perguntas permanecem inalteráveis para todos os entrevistados. visto que ambos têm uma liberdade de actuação muito limitada. de resposta curta e objectiva. Neste caso. fechada ou padronizada. Trata-se de uma entrevista estandardizada. em função das características do dispositivo montado para registar a informação fornecida pelo entrevistado” (p. submetendo-se. Para Afonso (2005). 97). não estruturadas e semi-estruturadas. a todos os níveis: no modo de formulação das perguntas. na entrevista estruturada.

usando a definição padrão gizada previamente. repetir apenas a pergunta com as instruções e clarificações previamente definidas. uma análise qualitativa dos factos e opiniões em maior profundidade. não pode sugerir respostas ao interlocutor. responda em vez do entrevistado ou dê a sua opinião sobre a pergunta. por outro lado. mesmo que ligeiramente. porém. nunca improvisar. evitando dar qualquer sinal de perspectivas pessoais sobre a pergunta. na medida em que o entrevistado vê. 98) Outro tipo de entrevista é a não estruturada. (p. (4) nunca sugerir uma resposta nem mostrar que se concorda ou discorda de uma resposta. 106 . de qualquer maneira. Para Afonso (2005). imprime rigor na informação. De acordo com Sousa (2005). (3) não deixar que outra pessoa interrompa a entrevista . em que o primeiro. limitada a sua espontaneidade.A aplicação de uma entrevista estruturada apresenta alguma dificuldade. por um lado. que para Pardal e Correia (1995). de alguma forma. nomeadamente acrescentando categorias de resposta ou alterando frases. na entrevista estruturada devem ser aplicadas as seguintes regras: (1) evitar longas afirmações sobre o estudo. quando necessário. Não possibilitam. a pode fragilizar. exigindo a máxima disciplina ao entrevistador e ao entrevistado. (5) nunca interpretar o significado de uma pergunta. É um tipo de entrevista que. mas que. trata-se de uma conversa livre entre entrevistador e entrevistado. as entrevistas estruturadas têm a vantagem de serem efectuadas com relativa rapidez e de não exigirem uma preparação prévia dos entrevistadores. (2) respeitar sempre a sequência das perguntas e a sua exacta formulação.

nas entrevistas não estruturadas “a interacção verbal entre entrevistador e entrevistado desenvolve-se à volta de temas ou grandes questões organizadoras do discurso. as mesmas obedecem a um formato intermédio entre os dois tipos de entrevistas 107 . é indispensável estabelecer e garantir uma boa relação de confiança. explicitando as regras do anonimato e da confidencialidade em relação à informação recolhida. em primeiro lugar. isto é. p. o forçar a responder. (p. 98). Para Sousa (2005). Segundo o Ghiglione e Matalon (1985. “a função do entrevistador é a de estimular o entrevistado. no entender de Afonso (2005). Além disso. Não há qualquer limite para a resposta nem para a linha de raciocínio. “o que geralmente se pretende com a entrevista deste tipo é a obtenção de uma visão geral do problema em estudo ou o conhecimento de algumas das características da personalidade do entrevistado” (p. coloca questões no decorrer de uma conversa ao entrevistado. a condução deste tipo de entrevistas obedece a regras de utilização ditadas pela experiência acumulada dos investigadores. segundo Sousa (2005). aceitar as pausas. a estratégia de gestão da entrevista deve basear-se em perguntas abertas. Em relação às entrevistas semi-estruturadas. 249). não interromper a linha de pensamento do entrevistado. o entrevistador. Durante a entrevista é necessário saber ouvir. em geral. podendo este expressar as suas opiniões e sentimentos com total abertura e liberdade.Para Afonso (2005). Assim. empatia e segurança com o entrevistado. Para o mesmo autor. 2005. argumentações ou justificações que o entrevistado deseje dar”. quando for caso disso. 99) Na entrevista não estruturada. As perguntas fechadas devem ser utilizadas apenas quando for necessário clarificar detalhes do discurso do entrevistado. 249). no entanto. citados por Sousa. também designada por não dirigida ou aberta. e. explicando claramente o objectivo da entrevista e. levando-o a falar sobre determinado assunto sem. aceitar tudo o que é dito numa atitude de neutralidade atenta e simpática. sem perguntas específicas e respostas codificadas” (p.

à medida da oportunidade. o entrevistador possui um referencial de perguntas. mas os temas tendem a ser mais específicos. A intervenção do entrevistador tem como finalidade encaminhar a comunicação para os objectivos da entrevista. mas antes. a três professores membros do Conselho de Disciplina. Neste caso. a entrevista semi-estruturada não é inteiramente livre e aberta.já referidos anteriormente.utilizando-se um guião próprio que foi construído previamente . sempre que o discurso se desvie das intenções da investigação. Para estas três últimas entrevistas. estabelecidas à priori. definindo-se o objectivo da entrevista e. suscitando o aprofundamento da informação requerida. Qualquer uma das entrevistas foi convenientemente preparada. que serão lançadas à medida do desenrolar da conversa. suficientemente abertas. Após a construção do guião. tal como já foi referido anteriormente. nem. Em geral. tal e qual foram previamente concebidas e formuladas. Naturalmente. para complementar a recolha de dados. Neste estudo. foi feita uma entrevista semi-estruturada ao Delegado de Disciplina .e outras três entrevistas. construindo-se o respectivo guião (Anexos 4 e 6). Segundo Pardal e Correia (1995). também semi-estruturadas. são conduzidas a partir de um guião que constitui o instrumento de gestão da entrevista semi-estruturada. um guião próprio. ao nível da informalidade na comunicação. nem orientada por um leque inflexível de perguntas. que servem de guia. que este forneça a informação pretendida. não necessariamente pela ordem estabelecida no guião. o modelo global é o da entrevista não estruturada. O objectivo é que o discurso do entrevistado vá fluindo livremente. Depois de concedida a autorização para as entrevistas. de forma a. Director Regional de Educação (Anexo 1). fez-se um primeiro 108 . tão pouco. através de um requerimento dirigido ao Exmo Sr. do entrevistador e do entrevistado. foi solicitada autorização para a realização de entrevistas aos professores da disciplina de Matemática do 2º ciclo da Escola onde se desenvolveu o estudo. também foi construído previamente.

concretamente as professoras Sofia. encontra-se no anexo 5. O guião da entrevista feita ao Delegado de Disciplina encontra-se no anexo 4 deste trabalho e a transcrição da mesma entrevista (E1). sendo um deles o Delegado de Disciplina e outro o próprio investigador. um pequeno gravador áudio. foi construído um guião para a entrevista ao Delegado de Disciplina e outro guião para ser utilizado nas entrevistas às três professoras. Conforme anteriormente referido. Maria e Rosa Em qualquer uma das entrevistas houve uma preparação prévia dos entrevistados. no sentido de os informar sobre os propósitos da entrevista. de imediato foram feitas as marcações da data. visto o grupo disciplinar estar reduzido a cinco docentes. 8 e 9. bem como as respectivas fichas síntese. uma caneta e um relógio.contacto com os docentes do grupo disciplinar no sentido de saber a sua disponibilidade para concederem a entrevista. foram recolhidos depoimentos das professoras Sofia (E2). 109 . o investigador efectuou quatro entrevistas: Uma ao Delegado de Disciplina. hora e local das entrevistas. A receptividade por parte dos docentes foi total e como não existiam muitas hipóteses de escolha dos entrevistados. um bloco de notas. Os materiais utilizados nas entrevistas foram os seguintes: o guião da entrevista. Maria (E3) e Rosa (E4). Sendo assim. professor António. bem como a respectiva ficha síntese. e as outras três a docentes membros do Conselho de Disciplina. O guião elaborado para a entrevista a três docentes do Conselho de Disciplina encontra-se no anexo 6 deste trabalho e as transcrições das entrevistas. Conforme já foi referido. encontram-se nos anexos 7.

O quadro 3 contém algumas informações sobre as entrevistas efectuadas. QUADRO 3 Entrevistas efectuadas Entrevistado António Sofia Maria Rosa Código E1 E2 E3 E4 Data 06/07/2007 10/07/2007 09/07/2007 09/07/2007 Hora 09h00 17h00 16h00 15h00 Local Escola Escola Escola Escola Observações Delegado Professor Professor Professor 110 .

biografias. Segundo Berelson (1952. representando um conjunto de procedimentos metodológicos muito frequentes em trabalhos de investigação educacional. documentos de arquivo. peças de legislação. protocolos de entrevistas semidirectivas e não-directivas. Os dados que são objecto de uma análise de conteúdo podem ser de origem e de natureza diversa. etc. a “análise de conteúdo é uma técnica sistemática e replicável para comprimir muitas palavras de texto em poucas categorias de conteúdo. 2006). 2003) a análise de conteúdo é “uma técnica de investigação que permite fazer uma descrição objectiva. 2006).Invocados pelo investigador. Segundo a tipologia dos dados sugerida por Van der Maren (1995.1. notas de campo. livros ou partes de livros.107). ANÁLISE DE DADOS 4. baseada em regras explícitas de codificação” (p. histórias de vida. citado por Esteves.1 Noção de análise de conteúdo A análise de conteúdo é uma expressão que se utiliza para designar um conjunto de técnicas possíveis para tratamento de informação previamente recolhida. enquanto traços de fenómenos que existem independentemente da acção do investigador.4. . como por exemplo. diários. respostas abertas solicitadas em questionários. como por exemplo. relatos de práticas. 111 . Análise de conteúdo das entrevistas 4. artigos de jornal. sistemática e quantitativa do conteúdo manifesto de comunicações. portefólios.1.Suscitados pelo investigador. citado por Esteves. os dados podem ser: . citado por Vala. 251). tendo por objectivo a sua interpretação” (p. os dados de observação directa registados em protocolos. etc De acordo com Stemler (2001.

107). trabalhando sobre o mesmo conteúdo. a mesma autora entende que: 112 . dos dados para o seu contexto” (p. Krippendorf (1980. válidas e replicáveis. porque a totalidade do conteúdo deve ser ordenado e integrado em categorias previamente escolhidas. 103). de “um trabalho de economia. Sistemática. porque na maior parte das vezes é calculada a frequência dos elementos considerados significativos (Carmo & Ferreira. citado por Ghiglione & Matalon. Isto pressupõe que eles cheguem a acordo sobre os aspectos a analisar. 2003) definiu análise de conteúdo como “uma técnica de investigação que permite fazer inferências. considera que “a análise de conteúdo é uma técnica para fazer inferências pela identificação sistemática e objectiva das características específicas de uma mensagem” (pp. por conseguinte. as categorias a estabelecer e a utilizar e a definição operacional de cada uma dessas categorias.Objectiva. Quantitativa. em função dos objectivos que o investigador quer atingir. “toda a análise de conteúdo decorre de uma pergunta ou perguntas que o investigador se coloca (caso contrário. possam obter os mesmos resultados. p. Uma primeira característica da análise de conteúdo traduz-se na necessidade de lidar com comunicações frequentemente numerosas e extensas para delas extrair um conhecimento que a simples leitura ou audição cumulativas não permitiria formar. citado por Vala. ao serviço da sua compreensão para lá do que a apreensão de superfície das comunicações permitiria alcançar” (Esteves. obedecer a instruções suficientemente claras e precisas para que investigadores diferentes. Nesta linha de pensamento. 2006. porque a análise deve ser efectuada de acordo com determinadas regras. 1998). No entender de Esteves (2006). Holsti (1968. Trata-se. 2005).108-109). de redução da informação. seria um exercício sem sentido). segundo determinadas regras. bem como da natureza dos dados com que ele lida (invocados ou suscitados) (pp.181-182).

à crítica e. 109). a análise de conteúdo compreende no seu percurso um certo número de etapas: . esta é a primeira etapa em qualquer processo de investigação empírica. seja qual for a análise construída. tal como para Carmo e Ferreira (1998). O que importa é que. a) Definição dos objectivos e do quadro de referência teórico. apesar de lhe fazer referência.Definição dos objectivos e do quadro de referência teórico. . de formular as questões de pesquisa. se necessário.Interpretação dos resultados obtidos.1.Definição de categorias.2. diferentes níveis de conhecimento prévio do objecto de estudo por parte de diferentes investigadores. Como qualquer outra técnica de investigação.Quantificação (não obrigatória). segundo Esteves (2006). posteriormente. darão origem a formas necessariamente diferentes de tratamento do material. se for o caso. desde logo por quem o fez (p. Para Vala (2003). . Etapas da Análise de Conteúdo Segundo Carmo e Ferreira (1998). .Constituição de um corpus documental.Diferentes formas de circunscrever o objecto de investigação. A objectividade e a sistematicidade de um trabalho de análise de conteúdo podem e devem ser testadas e. uma vez que todas as decisões tomadas e os argumentos em que se fundaram são explicitados. não se trata ainda de uma etapa da análise de conteúdo propriamente dita.Definição de unidades de análise ou unidades de conteúdo. Porém. por entender que para uma recolha de dados pertinentes e para as decisões que depois é preciso 113 . a análise de conteúdo implica que sejam definidos objectivos e referentes teóricos. melhoradas. . . ela seja sujeita a processos de validação interna do trabalho realizado e se sujeite. à contestação dos resultados obtidos. 4.

circunscrito o objecto ou objectos de que se vai ocupar. . Para Bardin (2004). . . foi delimitado o objecto deste estudo.Inventariar as competências do Conselho de Disciplina.tomar na fase do tratamento respectivo.Analisar a actividade do órgão Conselho de Disciplina. nomeadamente: .Descrever o funcionamento do Conselho de Disciplina.perspectivado a natureza geral do estudo que pretende realizar (exploratório.Caracterizar as eventuais disfunções do órgão. Também foram referenciados o quadro conceptual e o quadro teórico em que se situa e alicerça o problema da investigação. . por meio de análise de conteúdo . Segundo Carmo e Ferreira (1998). que é o seguinte: Será que o Conselho de Disciplina de Matemática do 2º Ciclo tem exercido cabalmente as suas competências? b) Constituição de um corpus documental. descritivo. a actividade do Conselho de Disciplina de Matemática do 2º Ciclo de uma Escola Básica e Secundária da Região Autónoma da Madeira. . a constituição do corpus documental deve ser feita tendo em atenção as seguintes regras: 114 .delineado os seus objectivos de investigação. a saber.é fundamental a clareza com que o investigador tiver: . interpretativo. Numa primeira fase. .referenciado os quadros conceptual e/ou teórico em que os seus problemas se situam e alicerçam.Compreender a forma como o Conselho de Disciplina tem exercido as suas competências. . o corpus documental é o conjunto dos documentos escolhidos que vão ser objecto de análise. bem como foram delineados os objectivos desta investigação. explicativo ou confirmatório).

Porquê? No caso das entrevistas ou das respostas abertas dadas em questionários. é preciso ter-se em conta todos os elementos desse corpus. ter sido obtidas por intermédio de técnicas idênticas e ser realizadas por indivíduos semelhantes. . devendo a parte seleccionada ser representativa do conjunto dos documentos.Quem diz? . Uma vez definido o campo do corpus documental (entrevistas. perante o corpus documental.Regra da homogeneidade. sem apresentar demasiada diversidade nos referidos critérios. programas de televisão sobre determinado assunto. 115 . . Por exemplo. procurando-se reunir todos os documentos sobre o assunto. Sabe-se “quem” falou e “a quem”. enquanto fonte de informação. editoriais de um jornal. em relação ao “porquê”. não se pode deixar de fora nenhum documento.Regra da representatividade. de forma a corresponderem ao objectivo que suscita a análise.Como? . respostas a um questionário. o sujeito fala porque lho pedimos. Além disso. mesmo os de mais difícil acesso. apresentando certas semelhanças entre si. etc.Regra da pertinência. ou seja. Os documentos escolhidos devem obedecer a critérios de escolha rigorosos.. colocar as seguintes interrogações gerais: . devem referir-se todas a esse tema. Ghiglione e Matalon (2005) consideram que compete ao investigador. .A quem? . desde que o material a isso se preste. visto que são conhecidas as respostas às restantes.Regra da exaustividade. Os documentos escolhidos devem ser adequados.O quê? . as entrevistas sobre um dado tema.). as questões relevantes serão apenas a segunda (o quê?) e a quarta (como?). A análise pode efectuar-se numa amostra.

invocados ou suscitados. De acordo com Grawitz (1993. citado por Carmo & Ferreira. citado por Sousa. Nos procedimentos fechados parte-se de um quadro teórico ou empírico de análise educacional. Segundo Henry e Moscovici (1968. também designados por exploratórios. são classificados e reduzidos. é a operação através da qual os dados.Neste estudo. enquanto os procedimentos abertos efectuam primeiro uma exploração. c) Definição de categorias. ou seja. depois de terem sido identificados como pertinentes. podem ser criadas segundo dois tipos fundamentais de procedimentos. que é objecto de análise de conteúdo. 2005). Os procedimentos fechados definem as categorias antes de darem início à análise. as categorias ou classes. definindo as categorias em conformidade com os conteúdos que foram encontrando. conhecidos frequentemente como procedimentos fechados e procedimentos abertos. as categorias são criadas na ocasião e para 116 . são as entrevistas efectuadas ao Delegado de Disciplina e a outros três professores da disciplina de Matemática do 2º Ciclo. em função das quais o conteúdo será classificado e eventualmente quantificado” (p. procurando-se depois apenas as unidades que possam ser incluídas nestas categorias Os procedimentos abertos. “as categorias são rubricas significativas. o corpus documental. que leva a definir determinadas categorias. a definição de categorias. Para Esteves (2006). nas quais os dados contidos no material e julgados pertinentes vão ser agrupados. são os mais frequentes na investigação educacional. Nos procedimentos abertos não há qualquer quadro categorial pré-estabelecido. surgindo as categorias à medida que nos procedimentos de análise se vão encontrando unidades que se podem ir associando em categorias. 1998). também designada por codificação por alguns autores. ou categorização. 255).

à medida que novos dados vão sendo considerados. Por exemplo. . Quando se definem categorias a priori pode-se pôr em risco a pertinência da sua inclusão. ou seja. porque se caminha dos dados empíricos para a formulação de uma classificação que se lhes adeqúe. o que significa que todo o conteúdo objecto de classificação deve ser integralmente incluído nas categorias consideradas. as características de cada categoria devem ser explicitadas sem ambiguidade e de forma suficientemente clara. as categorias devem ter as seguintes características: . de acordo com os objectivos. as categorias foram criadas por um procedimento aberto. à medida que o material ia sendo incorporado. o que significa que devem manter uma estreita relação com os objectivos e com o conteúdo que está a ser classificado. Segundo Carmo e Ferreira (1998). Para os mesmos autores. A fixação definitiva da categorização foi o produto de um processo que passou pela criação de uma primeira grelha de análise que foi sendo sucessivamente reformulada. que se seleccionaram dos conteúdos em análise.Exaustivas. caso em que se torna necessário justificar porque razão esses aspectos não foram considerados. cada elemento ou unidade não pode pertencer a mais do que uma categoria.esse efeito. não considerar alguns aspectos do conteúdo. ou seja.Exclusivas. sendo no entanto possível. 117 . a categorização é passível de remodelações. . mantémse como provisória ou instável até todo o material pertinente ter sido absorvido. quando se estabelece por um procedimento aberto.Objectivas. ou seja. . No presente estudo. a situação em que entrevistados relatam por vezes factos ou emitem opiniões sobre aspectos que estão fora dos objectivos da investigação. Trata-se assim de um processo essencialmente indutivo. nas mesmas categorias.Pertinentes. de modo a que diferentes codificadores classifiquem os diversos elementos. mais ou menos profundas. emergindo do próprio material analisado. A categorização. a escolha das categorias é fundamental na análise de conteúdo.

torna-se necessário tomar em consideração três tipos de unidades: 118 . que por si só ou associada a outras poderá contribuir para se poder chegar à compreensão de uma dada ideia expressa (de modo manifesto ou oculto) no documento.Conhecimento do Projecto Educativo da Escola 4.No final. foi criada uma grelha de categorias que se coaduna com os objectivos da pesquisa e que permitiu incorporar e distribuir todas as unidades de registo. 2004) é uma unidade mínima possuidora de sentido.Conhecimento dos normativos legais que fixam as competências do órgão 3.Sugestões para melhorar o exercício das competências 9.Utilidade da existência do Departamento 13. às vezes também designada por “índice” (Bardin.Forma de participação dos professores nas reuniões do Departamento 14.Influência do Conselho de Disciplina no desempenho profissional dos professores 10. O quadro seguinte mostra a categorização produzida: QUADRO 4 Categorias 1.Razões da alteração da periodicidade das reuniões do Conselho de Disciplina 12.Influência do Conselho de Disciplina no sucesso escolar dos alunos 11.Dificuldades sentidas no desempenho do cargo 15.Assuntos tratados nas reuniões 6.Papel do Delegado de Disciplina 8.A quem recorre para solicitar apoio d) Definição de unidades de análise ou unidades de conteúdo. De acordo com Ghiglione e Matalon (2005). recortadas nas entrevistas.Conhecimento do regimento do Conselho de Disciplina 5.Competências do Conselho de Disciplina 2.Forma de participação dos professores nas reuniões do Conselho de Disciplina 7. A unidade de conteúdo ou de contexto. após a definição de categorias.

superiores às das unidades de registo são óptimas para que se possa compreender significação exacta da unidade de registo. por unidade de registo entende-se o elemento de significação a codificar. a escolha da unidade de registo depende dos objectivos estabelecidos e do quadro teórico orientador da investigação. a unidade de contexto serve de unidade de compreensão para codificar a unidade de registo e corresponde ao segmento de mensagem. Por unidades de registo formais podem entender-se determinadas palavras. são unidades de sentido ou de significado. Segundo Bardin (2004). independente da palavra ou palavras com que foram expressas na mensagem. Para Esteves (2006). que é definida como o segmento de conteúdo mínimo que se considera necessário para poder proceder à análise. 119 . colocando-o numa dada categoria. por vezes. simplesmente designadas por temas. 2) Unidade de contexto. Segundo Vala (2003). Para Carmo e Ferreira (1998). a classificar. a atribuir a uma dada categoria. cujas dimensões. que é o segmento mais largo de conteúdo que o investigador considera quando caracteriza uma unidade de registo. ou seja.1) Unidade de registo. sobretudo em discursos muito elaborados onde as ideias foram sendo apresentadas interligadas umas nas outras. a unidade de registo pode ser de natureza e dimensões muito diversas. porque implica decidir qual o mais pequeno segmento do discurso dotado de sentido próprio e isso nem sempre é fácil de estabelecer. associações de palavras ou mesmo um item ou um objecto. sendo a distinção mais frequente entre unidades de registo formais. As unidades de registo semânticas ou temáticas. e unidades de registo semânticas ou temáticas. que podem ou não coincidir com unidades linguísticas. sendo esta o segmento mais curto. O recorte das unidades de registo a codificar é uma das operações mais delicadas de um processo de análise temática.

calcular as frequências relativas das ocorrências entre categorias. Segundo Vala (2003). Cabe ao investigador decidir aquilo que vai ser objecto de contagem. a escolha das unidades de enumeração deve ser cuidadosamente ponderada. cada um dos parágrafos de um texto. as unidades de enumeração existem sempre que o investigador considera adequado proceder a alguma quantificação de ocorrências. a palavra). Pode querer contar as unidades de registo (quantas por categoria) para. cada um deles. Mas também pode considerar-se unidade de contexto. Frequentemente. No caso de análise de entrevistas. a partir dessa contagem. apenas interessa o primeiro tipo de unidades de numeração. cada entrevista foi tomada como unidade de contexto e foi-lhe atribuído um código. se servir para contar o número de vezes que aparece um determinado conteúdo. Ghiglione e Matalon (2005) consideram que a unidade de numeração pode ser de dois tipos: aritmética ou geométrica. se servir para medir o espaço consagrado a determinado conteúdo. Aritmética. 3) Unidade de enumeração ou de numeração. considera-se cada entrevista como uma unidade de contexto. ou. que permite reconhecer imediatamente o inquirido. Geométrica. que é a unidade em função da qual se procede à quantificação. Para Esteves (2006). porque é ela. A partir das unidades de registo que foram codificadas em cada categoria. No presente estudo. a frase de que esse registo faz parte. na sua integralidade. que permite compreender o sentido de cada uma das unidades de registo que foram recortadas e que se pretende codificar. pode-se considerar como unidade de contexto de uma unidade de registo formal (por exemplo. no caso de se estar a trabalhar com vários textos. foi possível obter os indicadores que ajudam a compreender melhor o sentido da 120 .Para Esteves (2006). pois diferentes tipos de unidades podem conduzir a diferentes resultados. ao trabalhar com protocolos de entrevistas.

Análise avaliativa. e) Quantificação.própria categoria. bem como as respectivas unidades de registo. a partir da quantificação feita. fez-se uma análise quantitativa de ocorrências. perceber o valor que esse objecto tem para os sujeitos. que são muito próximas do conteúdo manifesto das entrevistas. visando determinar o interesse da fonte por diferentes objectos ou conteúdos. Para cada indicador foi efectuada a contabilização de frequências relativas. negativo ou neutro em relação a determinado objecto e.Análise de ocorrências. que inclui os vários indicadores referentes a cada categoria. os entrevistados se referiram a um determinado objecto (indicador). que consiste no estudo das atitudes da fonte relativamente a determinados objectos. de acordo com a óptica dos entrevistados. Os indicadores representam inferências do investigador a partir das unidades de registo. tratando de distinguir e contabilizar as unidades de registo que reflectem um juízo positivo. também consideradas como unidades de enumeração. a análise quantitativa pode tomar três direcções: . Neste estudo. Segundo Vala (2003). . o que é especialmente verdadeiro em trabalhos meramente exploratórios.Análise estrutural. nem todos os trabalhos de análise do conteúdo implicam a necessidade de quantificação dos dados obtidos. ou seja. “supõe-se que há um significado diferente se o objecto 121 . para cada pergunta das entrevistas foi elaborado um quadro. De acordo com Esteves (2006). Sendo assim. . Segundo Esteves (2006). foram contadas em quantas entrevistas (relativamente ao total de entrevistas efectuadas). iniciada por Osgood através do que chamou Análise Associativa. envolvendo a mera contabilidade de frequências. que visa encontrar associações ou dissociações estatisticamente significativas entre diferentes unidades do discurso ou entre estas e variáveis relativas aos sujeitos envolvidos na investigação. que consiste no tratamento mais simples que um analista pode efectuar sobre os seus dados.

Maria (E3) e Rosa (E4). 121). f) Interpretação dos resultados obtidos. A interpretação dos resultados obtidos. feita à luz dos objectivos e do suporte teórico. para assegurar a validade de qualquer previsão que venha a ser feita. a análise de conteúdo deverá não só possibilitar a compreensão do fenómeno que constitui objecto de estudo. a verdade é que várias perguntas das entrevistas são coincidentes nos dois guiões. Além da descrição. no entender de Carmo e Ferreira (1998). fazê-lo chegar a formas de previsão. Conforme foi referido anteriormente. como também fazer o investigador chegar à sua explicação e podendo mesmo. é fundamental. professor António (E1) e outro guião para ser utilizado nas entrevistas às professoras membros do Conselho de Disciplina. No entanto. professoras Sofia (E2).em causa tiver sido referido por dois sujeitos ou se tiver sido referido por dezassete” (p. nalguns casos. a análise de conteúdo para as perguntas coincidentes foi feita em conjunto. foi elaborado um guião para ser utilizado na entrevista ao Delegado de Disciplina. Apesar de serem guiões diferentes. 122 . Por isso. torna-se necessário fazer o cruzamento com os resultados obtidos por outras técnicas.

” (E2) “Planificação. para ver aquilo que estamos a fazer correctamente. claro […]” (E4) Troca de experiências “[…] ver quais são as coisas que estão mal. […]” (E4) “Em primeiro lugar. QUADRO 5 No seu entender. relativamente ao nosso grupo e à nossa disciplina […]” (E2) “Organizar o trabalho da disciplina. Tentarmos orientar uns aos outros. “[…] e tentar transmitir informação de 25 “E formação também. quais são as competências do Conselho de Disciplina? Categorias Competências do Conselho de Disciplina Coordenação/ organização/ orientação Indicadores Planificação Unidades de registo “Fazer planificação.” (E3) “Planear as aulas. 50 75 % 75 recursos. Ter o à vontade para perguntar a outro colega que tenha mais tempo de serviço e mais experiência. essas coisas […]” (E2) “[…] qualquer dúvida que uma pessoa tenha. em primeira instância para tratar de assuntos relativos à disciplina” (E1) “Todos os assuntos que digam respeito ao nosso grupo” (E4) Formação de professores Transmissão de informação. darmos as nossas opiniões. o que é que podemos melhorar.” (E3) 25 50 superiores […]” (E2) 123 . para tentar melhorar.” (E3) “[…] e coordenação.A. coisas que podemos utilizar no ensino. organizar tudo aquilo que se faz ao longo de um ano. Perguntas que integravam simultaneamente o guião da entrevista ao Delegado de Disciplina e o guião da entrevista às professoras do Conselho de Disciplina. materiais. Organizar os professores. para poder esclarecer […]” (E4) Tratar de assuntos relativos à disciplina “Decidir.

era “organizar tudo aquilo que se faz ao longo do ano. Para um dos professores (25%). Fazer planificação. coisas que podemos utilizar no ensino. enquanto para outro (25%) uma das competências do órgão é a transmissão de informações. as principais competências do Conselho de Disciplina estes responderam da seguinte forma: A professora Sofia afirmou que. No âmbito desta investigação. as competências essenciais do Conselho de Disciplina são “decidir. três dos entrevistados (75%) referiram estas competências. enquanto na entrevista que foi feita a outros professores da disciplina. A professora Maria. por seu turno. as competências do Conselho de Disciplina mais referidas foram a planificação e a coordenação/ organização/ orientação dos professores da disciplina e da respectiva actividade.Para os professores entrevistados. relativamente ao nosso grupo e à nossa disciplina. disse que as competências do Conselho de Disciplina eram “organizar o trabalho da disciplina. recursos. afirmou que as principais competências do Conselho de Disciplina eram tratar “todos os assuntos que digam respeito ao nosso grupo. por sua vez. na entrevista feita ao Delegado de Disciplina em funções no ano lectivo de 2006/2007. Dois dos entrevistados (50%) consideram que a troca de experiências entre os professores é uma das competências do órgão em questão. uma das competências do Conselho de Disciplina é a formação de professores. Planear as aulas. o que é que podemos melhorar. em relação à questão que lhes foi colocada sobre quais eram. O tratamento de assuntos relativos à disciplina é outra competência referida por dois entrevistados (50%). no seu entender. materiais. Planificação. Organizar os professores e formação também”(E3). para tentar melhorar. Ter o à 124 . para ver aquilo que estamos a fazer correctamente. qualquer dúvida que uma pessoa tenha. para tratar de assuntos relativos à disciplina” (E1). em primeiro lugar. essas coisas e tentar transmitir informações de superiores”(E2). professor António. este afirma que no seu entender. ver quais as coisas que estão mal. darmos as nossas opiniões. em primeira instância. Tentarmos orientar uns aos outros. Pelo menos. A professora Rosa.

” (E4) “Não completamente. quando vai sendo preciso alguma coisa. Provavelmente de todos não. todos eles. apenas conhece parcialmente alguns normativos legais sobre o assunto. O Delegado de Disciplina não foi tão categórico em relação a este assunto. Mas não sei. que exerceu a função de Delegada de Disciplina no ano lectivo 2005/2006. a percepção dos docentes em relação às competências do órgão Conselho de Disciplina é muito vaga. claro” (E4). 125 .” (E3) “Não.” (E1) 25 Unidades de registo % 75 Os normativos legais que fixam as competências do Conselho são absolutamente desconhecidos por três professores entrevistados (75%). vou recorrendo a outras pessoas e vou procurar. todos os decretos que falam sobre as competências do Conselho de Disciplina não conheço. Sei basicamente as minhas competências. incluindo a professora Rosa (E4). e coordenação. Delegado de Disciplina no período objecto de estudo. mas os normativos legais. que tenha mais tempo de serviço e mais experiência para poder esclarecer. as três docentes entrevistadas manifestaram categoricamente desconhecer os normativos legais que fixam as competências do referido órgão. afirmando que não conhecia completamente os normativos legais.vontade para perguntar a outro colega. Lá está. Não tenho conhecimento de todos. não conheço todas as leis. O professor António (E1). como delegado. todos os decretos que regem o Conselho de Disciplina.” (E2) “Não. Por outro lado. Conforme se pode verificar. QUADRO 6 Conhece o(s) normativo(s) legal/ais que fixam as competências do Conselho de Disciplina? Categorias Conhecimento dos normativos legais que fixam as competências do órgão Conhece parcialmente Indicadores Não conhece “Não.

Não conheço.” (E3) “Não. Delegado de Disciplina. não tenho conhecimento. O Projecto Educativo. 126 . incluindo o professor António (E1).” (E3) “Não.” (E1) “Não. Apenas um entrevistado (25%). afirma que conhece “algumas coisinhas”. embora tenha acrescentado que o Projecto Educativo “era uma das coisas que até era interessante sabermos”. A professora Sofia (E2). Nem quando fui delegada. Vou conhecendo.]. QUADRO 8 Conhece o regimento interno do Conselho de Disciplina? Categorias Conhecimento do regimento do Conselho de Disciplina Indicadores Não conhece Unidades de registo “Que eu conheça.” (E1) “Não.” (E4) “Na integra não. não o conhecia. por acaso. afinal. não me disseram nada disso.” (E2) 25 Unidades de registo % 75 O Projecto Educativo da Escola é completamente desconhecido por três dos professores entrevistados (75%). Não. nem nunca ouvi falar.” (E4) “Só conheço aquele que nós utilizamos […. começou por afirmar que conhecia o regimento que era utilizado. Delegado de Disciplina. quando é necessário. era uma das coisas que até era interessante nós sabermos.QUADRO 7 Conhece o Projecto Educativo da Escola? Categorias Conhecimento do Projecto Educativo da Escola Conhece parcialmente Indicadores Não conhece “Não. Conheço assim algumas coisinhas. mas acabou por confessar que. a professora Sofia (E2). não.” (E2) % 100 O regimento interno do Conselho de Disciplina é desconhecido pela totalidade dos professores entrevistados (100%). se calhar. algumas coisas. incluindo o professor António (E1).

” (E3) “…porque as informações do Pedagógico é ler e informar mais o grupo. habitualmente. como é que eles estão. quer o cumprimento do programa. mais ocupam o Conselho de Disciplina. Se essas informações fossem logo disponibilizadas para todos os membros. poupava-se alguma coisa.” (E1) 25 75 No entender dos professores entrevistados os assuntos que habitualmente mais ocupam as reuniões do Conselho de Disciplina são os seguintes: 127 .QUADRO 9 Quais são os assuntos que. Muitas delas. é mais fácil. se calhar. e o que é que podemos fazer a nível de planificação para poder melhorar. nas suas reuniões? Não considera que se ocupe muito tempo das reuniões a transmitir informações? Categorias Assuntos tratados nas reuniões Indicadores Transmissão de informação Unidades de registo % “Aliás. Se calhar. Lê-se as súmulas. porque há algumas informações. que nós perdemos tempo e que não nos interessam a nós. que vêm. … e tentar arranjar estratégias para combater isso. Depois ter que estar a explicar. senão…” (E4) Planificação/ coordenação “…o cumprimento de programas…” (E1) “Se calhar. para podermos ver. a ordem de trabalhos é sempre informações do Pedagógico e outras informações. Pois. transmitir aquilo que se passa nas aulas com os alunos. porque tem aquelas súmulas.” (E2) “Eu acho que é a parte da planificação e a parte da coordenação …” (E4) Insucesso na disciplina “No caso da Matemática. E agora. por exemplo. não nos interessam. ou grande parte 100 delas. em todas as reuniões que fazemos. Porque realmente.” (E1) “Sim. há algum tempo perdido acerca disso. acaba por ser o insucesso. é mais a nível disso. quer o insucesso. É só para ficarmos também a ter conhecimento dos outros grupos e das outras disciplinas.” (E2) “Este ano era mais a transmissão de informação. Ao nosso grupo não nos interessam para nada.

128 . Delegado de Disciplina.Planificação/coordenação (75% dos entrevistados). o professor António (E1).Transmissão de informação (100% dos entrevistados). considera que o insucesso na disciplina de Matemática também é um dos assuntos que mais ocupa as reuniões do órgão. .. Refira-se ainda que um dos professores entrevistados (25%).

quanto mais despachado melhor. Não sei se tem a ver com o coordenador. no nosso grupo. Parece que há uma falta de confiança no grupo. Quando há aquelas actividades. mas alguns. às vezes. eu acho que são um bocado […]” (E4) % 50 129 .” (E1) “Eu acho que. se calhar. de gerir a reunião. mas acho que são todos participativos e nunca há assim muita discordância entre propostas. por exemplo. Não sei se tem a ver com o coordenador. talvez por falta de experiência. que eu não tinha grande conhecimento. notei que havia elementos. Acho que foi mais para o passiva. Quanto mais depressa o tempo passasse melhor. também. tirando aquelas reuniões. Cada um. mas há uma falta de confiança no grupo. como é que vamos fazer aquilo. não é pelo Delegado. De alguns. Podia haver uma maior intervenção nesse aspecto. por isso. Não todos. nunca houve. não há assim muitas propostas.” (E2) “Pouco activa. não foi muito interventiva. O facto de não sugerir para planear.QUADRO 10 Qual a sua opinião sobre a forma como os professores participam nas reuniões do Conselho de Disciplina? É uma participação interventiva? Categorias Forma de participação dos professores Indicadores Interventiva/ participativa Unidades de registo “Sim. no fundo. Daí a importância do coordenador também. pode querer falar. para que dêem mais. no fundo. por parte dos docentes. Tirar partido … Mas pelo que eu vi este ano. Não há assim muitas propostas. Pode ter a ver. Acho que é um bocado isso.” (E4) Pouco interventiva/ pouco activa/ passiva “Eu. por vezes.” (E1) “Eu acho que são participativos e todos. que foram muito pouco activos na tomada de decisões e na própria ajuda em encontrar outros caminhos. como é que vamos fazer isto. também. por falta de 100 capacidade também de decidir sobre determinados temas.” (E3) “Mas é um bocado passivo. nunca há propostas no nosso grupo. Até porque as decisões são tomadas pelo Conselho.

enquanto a professora Rosa (E4) considera que os professores são “participativos”. por parte dos docentes”. considerando que a mesma “foi mais para o passiva”. Acrescenta que “podia haver uma maior intervenção nesse aspecto”. Delegado de Disciplina. Para a professora Sofia (E2). O professor António (E1). No entender da professora Maria (E3). a participação dos professores foi “pouco activa”. ressalvando que “não todos. a participação dos professores nas reuniões do Conselho de Disciplina “não foi muito interventiva”. mas alguns”. 130 .A totalidade dos entrevistados considera que a forma como os professores participam nas reuniões do Conselho de Disciplina é pouco activa ou passiva. “não há assim muitas propostas. nas reuniões. mas por outro lado. que foram muito pouco activos na tomada de decisões”. afirma que “havia elementos.

não é? E depois. é assim. Deve orientar-nos no nosso trabalho.” (E3) % 75 “Um coordenador. Já por isso é o coordenador. Há pessoas que têm mesmo o perfil para ser líder e são líderes. Nas reuniões. leva os próprios colegas. quer seja a coordenar as actividades. aquele cargo. Acho 25 professores 131 . Porque se souber puxar.QUADRO 11 Na sua opinião.” (E4) Papel semelhante ao dos outros “Acho que o papel não devia ser muito diferente dos outros. aos restantes elementos do grupo. Eu senti-me como coordenadora e dar as informações quando tínhamos as reuniões no Funchal era só transmitir toda a informação que recebia de lá. Mas. naquilo que nós tenhamos dúvidas. Mas como líder. quer seja a coordenar as planificações. Aquele que puxa por todos os assuntos. também foi um bocado assim caído do céu aos trambolhões. nas preparações e em tudo o mais. Também não sei as suas competências. Ajudar-nos. qual é que deve ser o principal papel do Delegado de Disciplina? Categorias Papel do Delegado de Disciplina Indicador Coordenador/ líder Unidades de registo “Acho que deve ser um coordenador. É claro que o grupo tem de colaborar com o coordenador. A todos os níveis.” (E2) “Deve ser um coordenador. Aquele que é líder. ou com leis. Tentar orientar o resto do grupo. eu falo por mim porque eu não tinha experiência nenhuma. há pessoas que são. Ele deve ser o líder. Já que tem que haver um professor que dê a assinatura em todas as actas. ele deve ser o líder. Porque um líder. Mas deve ser um bom coordenador. pode-nos ajudar nisso. Principalmente. acho que não deve ter um papel muito diferente dos outros colegas. Se tivermos alguma dúvida que esteja relacionada com o Conselho Executivo. que nós não saibamos. senão também não funciona bem. também não tenho geito para ser líder.

Acrescenta que o delegado deve ser “aquele que puxa por todos os assuntos. pode-nos ajudar nisso”. Em relação à possibilidade do Delegado ser um líder. Deve “tentar orientar o resto do grupo. tentar sempre ajudar a convergir. o Delegado “deve ser um coordenador”. Deve orientar-nos no nosso trabalho”. Agora. A professora Maria partilha da mesma opinião que a professora Sofia pois também considera que o Delegado “deve ser um coordenador”. no que diz respeito ao papel do Delegado de Disciplina. Ajuda sim. quer seja a coordenar as actividades. em caso de dúvida. afirmando que ele “deve ser mais um professor”. Mas deve ser um bom coordenador” (E3). entende que o Delegado “não deve ter um papel muito diferente dos outros colegas”. Agora. Principalmente. ele deve ser o líder. Para a professora Rosa. esta 132 . que nós não saibamos. senão também não funciona bem. Se tivermos alguma dúvida que esteja relacionada com o Conselho Executivo. Acrescenta a mesma professora que essa orientação deve ser a “todos os níveis. Ajudar-nos. o delegado deve ser “um coordenador”. ou com leis.que deve ser mais um professor. haverá decisões que. Conclui a professora Sofia dizendo: “Também não sei as suas competências” (E2). É claro que o grupo tem de colaborar com o coordenador. Relativamente à representação que cada docente tem. Ele deve ser o líder. refira-se que. quer seja a coordenar as planificações. durante dois anos lectivos. …” (E1) A maioria dos professores entrevistados (75%) considera que o Delegado de disciplina deve ser um coordenador ou um líder. em caso de divergência. não me parece que o delegado tenha que decidir e que mandar e mesmo coordenar. Já por isso é o coordenador. Acrescenta o professor António que não lhe parece que o Delegado “tenha que decidir e que ma mandar e mesmo coordenar”. no entender da professora Sofia. enquanto o professor António (E1). que já anteriormente desempenhou a função de Delegada de Disciplina. naquilo que nós tenhamos dúvidas. que desempenha a função de Delegado de Disciplina.

é assim. acho que não deve ter um papel muito diferente dos outros colegas. em caso de dúvida. porque eu não tinha experiência nenhuma. Há pessoas que têm mesmo o perfil para ser líder e são líderes” (E4). professor António. também não tenho jeito para ser líder. também foi um bocado assim caído do céu aos trambolhões. Acrescenta o mesmo professor. não me parece que o delegado tenha que decidir e que mandar e mesmo coordenar” (E1). Mas como líder. ao afirmar: “Porque um líder. aquele cargo. haverá decisões que. Eu senti-me como coordenadora e dar as informações quando tínhamos as reuniões no Funchal era só transmitir toda a informação que recebia de lá. nas preparações e em tudo o mais. Nas reuniões. em caso de divergência. tentar sempre ajudar a convergir. não é? E depois. há pessoas que são. a propósito do papel do delegado. que: “Já que tem que haver um professor que dê a assinatura em todas as actas. Mas. eu falo por mim. Agora. aos restantes elementos do grupo.professora apresenta o exemplo do seu caso pessoal quando desempenhou o cargo em questão. No entender do próprio Delegado de Disciplina. Agora. o papel do Delegado não deve ser muito diferente dos outros [professores]. Acho que deve ser mais um professor. 133 .

” (E1) “Por exemplo. Acho que é importante haver esse tempo. com mais antecedência e com mais empenho. tem de haver empenho. mas com a antecedência devida! Planificações feitas. acho que deviam ser aprovadas. isto os comentários que eu ouvi. esse tal um tempo [proposto] destinado só à planificação e organização das aulas pelos pares. nós termos aqueles 45 minutos para nos podermos reunir. quais são as dificuldades. mas não era consagrado no nosso horário. Porque.” (E3) Tempo semanal destinado a coordenação entre pares pedagógicos “No caso do trabalho de pares pedagógicos. mas discutidas e aprovadas e depois. Há tantas coisas que podiam melhorar. e depois esta parte que foi. Embora se fizesse. 25 50 % 25 134 . para poder preparar as aulas e ver o que é preciso e o que não é preciso. Não quer dizer que tenham de ser feitas no grupo.” (E2) Maior coordenação entre os professores “Eu acho que nas reuniões ordinárias devia-se falar mais na parte da matéria que se dá. coordenadas em grupo. se os professores estão a par.] não [tenho nenhuma sugestão]. Categorias Sugestões para melhorar o exercício das competências Indicador Aprovação atempada de planificações Unidades de registo “Logo no início do ano. as planificações. os grupos não davam as mesmas coisas. pelo menos para mim. a Português. no início do ano. na mesma turma. este ano. que foram divididas as turmas. Acho que é importante. Depois há actividades que podem ser bem planeadas. sem ser com pressas. Não é questão de pressa. de forma planeada. se calhar. para nós podermos reunir e falar sobre as dificuldades que vamos encontrando. é importante. uma das coisas que nós tínhamos dito na reunião. acho que era importante. por exemplo.QUADRO 12 Indique algumas sugestões que considere pertinentes para melhorar o exercício das competências do Conselho de Disciplina. [Mas a nível do funcionamento do órgão.

Para a professora Rosa (E4). para os pares pedagógicos coordenarem as actividades a desenvolver nas respectivas turmas. Se estão a seguir os mesmos critérios? Tudo isso. na coordenação das referidas actividades. os professores teriam em vista ganhos do tempo dispendido. ao apresentarem esta sugestão. o horário semanal dos professores deveria incluir um tempo de 45 minutos. em reuniões do órgão. 135 . como medida para melhorar o exercício das competências do Conselho de Disciplina. nomeadamente entre os professores que constituem cada par pedagógico. Possivelmente.Eu acho que isso era importante debater. De acordo com esta professora as planificações deviam ser aprovadas “logo no início do ano”.” (E4) Metade (50%) dos entrevistados sugerem que. deveria haver uma maior coordenação entre os professores da disciplina. Outra sugestão apresentada pela professora Maria (E3) foi a da planificação atempada das planificações.

facilita o desempenho para todos. Perguntas que integravam apenas o guião da entrevista às professoras do Conselho de Disciplina. ás vezes. coordena cada um à sua maneira. se calhar. QUADRO 13 De que forma o Conselho de Disciplina pode influenciar o desempenho profissional dos professores que o integram? Categorias Influência do Conselho de Disciplina no desempenho profissional dos professores Indicadores Pode facilitar o desempenho Unidades de registo % “Eu acho que tem alguma influência. em que ele esteja habituado e acaba por não pensar muito na planificação. que saiba orientar. … Influencia nesse ponto. se o Conselho de Disciplina for exigente. se houver um boa coordenação. E o que tem menos experiência acaba por falhar.” (E2) “A falta de experiência de um professor ou a experiência a mais de um professor. se não formos competentes a esse nível. Então. Acaba por ir cada um para a sua maneira. o papel dele. 100 Por exemplo. acaba por falhar. também se calhar. nós também seguimos as coisas de outra maneira. já não pensa tanto nas planificações. pelos vícios que já tem e. também não queremos saber de algumas coisas. O que tem muita experiência. É mais fácil para todos. de uniformizar o procedimento dos professores 136 . Acho que é importante que um Conselho de Disciplina saiba orientar. aí. o coordenador não coordena bem isso. mas também precisava de uma coordenação e. Porque se houver uma boa planificação. E.B. se calhar. pela falta de experiência e o que tem muita experiência. há mais uniformidade entre o grupo e tudo funciona da mesma maneira. Agora. também nos baldamos. se for um Conselho de Disciplina que não quer saber de nada. O que tem falta de experiência pensa. Acho que sim. nós provavelmente.

às vezes. para ver se conseguimos terminar ou não o programa. considera “que é importante que um Conselho de Disciplina saiba orientar”. Para a professora Maria (E3). Por seu lado. há mais uniformidade entre o grupo e tudo funciona da mesma maneira”. E mesmo para nós. facilita o desempenho de todos”.pode ter influência aí. para sabermos em que ponto é que estamos. assim. A planificação. consideram que essa influência pode facilitar o desempenho dos docentes. não siga assim à risca o número de aulas. Se bem que eu. Mas eu acho que é muito importante a planificação. “se houver uma boa planificação. seguir a planificação. 137 .” (E4) Todos os professores. Acrescenta a mesma professora que.” (E3) “É muito importante. a professora Rosa (E4) enfatiza a necessidade da planificação e do acompanhamento da respectiva execução. A professora Sofia (E2). a quem foi colocada a questão da forma como o Conselho de Disciplina pode influenciar o desempenho profissional dos docentes que o integram. “é mais fácil para todos.

acho que só tende a melhorar o ensino. se o grupo for bem coordenado. através do Maismat. as dificuldades que foram diagnosticadas nos testes diagnóstico. por exemplo.” (E2) “Influencia. acho que foi excelente. acho que foi muito bom. em que os alunos podem apanhar o gosto pela Matemática. Por exemplo. 138 . Por exemplo. o professor fica mais motivado e os alunos vão estar mais motivados para também aprenderem. planificações.” (E3) “Por exemplo estas medidas que nós propusemos no Plano de Acção para a Matemática. deviam ser mais trabalhadas com o coordenador e com todos os % 100 professores. Se nós nos organizarmos de forma a realizar actividades. Eu acho que influencia muito. mesmo …” (E4) A totalidade das professoras entrevistadas considera que o funcionamento do Conselho de Disciplina pode influenciar muito o sucesso escolar dos alunos na disciplina de Matemática. destacando a importância que o Plano de Acção para a melhoria do ensino e consequentemente dos resultados escolares dos alunos. o sucesso. se houver um Plano de Acção que seja implementado. se houver uma boa coordenação. o ensino da Matemática. Fazer com que os alunos também participem mais activamente. que é uma actividade que tem a ver com a Matemática. Ao nível do Plano de Acção. Se o professor estiver empenhado a fazer aquilo que está a fazer.QUADRO 14 Em que medida o funcionamento do Conselho de Disciplina pode influenciar o sucesso escolar dos alunos na disciplina de Matemática? Categorias Influência do Conselho de Disciplina no sucesso escolar dos alunos Indicadores Pode aumentar o sucesso Unidades de registo “Acho que sim. Isso bem trabalhado poderia dar mais nas aulas de recuperação. através do Conselho de Disciplina e que todos utilizem actividades e coisas para melhorar. tudo de acordo com o Conselho de Disciplina. Se ele influenciar as coisas de forma mais activa. que seja para melhorar. se o Conselho de Disciplina tiver esse Plano que nós passamos a utilizar já é uma dica para que seja melhor o ensino.

o professor dá tudo e a turma não ajuda nada. que isso acarreta um bocado. QUADRO 15 No seu entender. que seja para melhorar”. Como também foi a primeira vez.Para a professora Sofia (E3). uma vez que eles têm provas de aferição e. Acho que se fosse mais trabalhado. o desempenho do professor com as turmas. tudo de acordo com o Conselho de Disciplina. planificações. A professora Maria (E4). a nível da organização de documentos. de motivar os alunos. se os professores se organizarem “de forma a realizar actividades. nas actividades que iam ocorrendo durante o ano. o professor. se houver uma boa coordenação. Em todas as actividades que foram surgindo. o professor fica mais motivado e os alunos vão estar mais motivados para aprender”. não é. a nível de reuniões do Conselho de Disciplina. contribuir para o aumento do sucesso. o empenho. o Maismat. também não sabia como é que isto funcionava muito bem e também…” (E2) Preparar os alunos tendo em vista as provas de aferição “Sei lá.” (E4) Execução actividades lectivas das não “Eu senti-me muito perdida na motivação dos alunos. mas há sempre uma avaliação e. assim. para mim. isso só tenderá a melhorar o ensino e. há sempre uma avaliação. quais são as dificuldades mais sentidas no desempenho da função de membro do Conselho de Disciplina e professor de Matemática? Categorias Dificuldades sentidas pelos membros Indicadores Planificações Unidades de registo “Se calhar. porque depois. se o grupo for bem coordenado. coisas que eu nunca tinha participado e senti um pedacinho de dificuldade aí. Às vezes. que não seja quantitativa. Eu se tivesse a leccionar o 6º ano sentia um grande peso. “ se o professor estiver empenhado a fazer aquilo que está a fazer. quer o Agente X. Também depende das turmas. uma grande responsabilidade em preparar os alunos. eu acho. planificações.” (E3) 33 33 % 33 139 .

Para a professora Maria (E3). nomeadamente o Agente X e o Maismat. 140 . foi “a nível da organização de documentos. foi uma das dificuldades mais sentidas. no desempenho da função de membro do Conselho de Disciplina. Por sua vez.No entender da professora Sofia (E2). a motivação dos alunos para as actividades não lectivas da disciplina. a professora Rosa (E4) faz referência à responsabilidade para preparar os alunos para as provas de aferição. planificações”. a dificuldade mais sentida.

confirma que as reuniões do Departamento são ocupadas. deveu-se a uma norma recente. Ele. a periodicidade das reuniões do Conselho de Disciplina foi alterada a partir do mês de Janeiro. entretanto. Conseguiu saber as razões desta alteração? Categorias Razões da alteração da periodicidade das reuniões do Conselho de Disciplina Indicadores Alteração legislação de Unidades de registo “O que me foi dito no Conselho Executivo foi. Mas sei que saiu qualquer norma. QUADRO 16 No corrente ano lectivo. que não soube precisar. 141 . Perguntas que integravam apenas o guião da entrevista ao Delegado de Disciplina. A maior parte do tempo”. que à quintafeira ia deixar de haver essas reuniões. professor António (E1). nesse sentido. disse-me que a tinha lá. a maior parte do tempo. a transmitir informação. a maior parte do tempo.” (E1) De acordo com o testemunho do professor António (E1). a alteração na periodicidade das reuniões do Conselho de Disciplina. mas não me chegou a dar. não sei se regional ou nacional.C. cheguei a pedir legislação nesse sentido ao professor Renato [membro do Conselho Executivo]. (E1) O Delegado de Disciplina. Delegado de Disciplina. Eu inclusivamente. ocorrida a partir do mês de Janeiro. As reuniões que até então tinham uma periodicidade semanal deixaram de o ter. a transmitir informações? Categorias Ocupação das Reuniões do Departamento Indicadores Transmissão informação de Unidades de registo “Sim. QUADRO 17 As reuniões do Departamento também são ocupadas.

QUADRO 19 O Coordenador do Departamento ausculta a opinião dos Delegados para tomar posição sobre os assuntos que são discutidos no Conselho Pedagógico? Categorias Auscultação da opinião dos Delegados no Departamento Indicadores Não são auscultados.QUADRO 18 A maior parte da informação que é transmitida no Conselho de Disciplina.” (E1) De acordo com o testemunho do professor António (E1). não ausculta a opinião dos Delegados de Disciplina em relação aos assuntos que são discutidos no Conselho Pedagógico. normalmente. a maior parte da informação. em que sentido circula? Categorias Transmissão da informação no Conselho de Disciplina Indicadores Sentido descendente Unidades de registo “No sentido descendente”. circula no sentido descendente. 142 . é proveniente do departamento e é dirigida aos professores da disciplina. o Coordenador do Departamento. Normalmente não. que é transmitida no Conselho de Disciplina. Unidades de registo “Não. ou seja. (E1) No entender do Professor António (E1).

nem todos os professores podem ter assento no Conselho Pedagógico. quando vemos que as coisas vão funcionando de determinada maneira. já está! Nota-se que há um comodismo muito grande.” (E1) Para o Delegado de Disciplina. a existência do Departamento justifica-se por ser necessário limitar o número de assentos no Conselho Pedagógico. já que tem a palavra de muitos professores. não vou eu agora …” (E1) Unidades de registo “[…]. Porque.QUADRO 20 Qual a sua opinião sobre a utilidade da existência do Departamento? Considera que é uma estrutura que tem muita utilidade na Escola. Aqui existe muito: O que não se fizer agora. saber que posição é que esses professores tomam. e que é contagioso”. na próxima reunião isto vai! Pronto já se tratou. Forma de participação dos professores nas reuniões do Departamento Comodismo “Agora a verdade é que. quem tem lugar no Conselho Pedagógico não costuma auscultar a opinião dos professores que representa. realmente. e que é contagioso. quem tiver assento no Conselho Pedagógico. antes de se falar por eles. ou apenas se limita a transmitir informação? Categorias Utilidade da existência do Departamento Indicadores Limitação do número de assentos no Conselho Pedagógico. deve. Por outro lado. atribuindo também responsabilidade por esse facto aos membros do departamento. o professor António confirma que. 143 . Há que limitar. professor António (E1). E também por culpa dos colegas que estão no Departamento. o que realmente não costuma acontecer. argumentando com “um comodismo muito grande.

Tentava falar com o grupo. que se mostrou sempre muito disponível. […]” (E1) “[…] ou mesmo. Tentava sempre em grupo. Eu não tive formação para isso.” (E1) 144 . tentava saber o que era preciso fazer. QUADRO 22 Quando.” (E1) As dificuldades mais sentidas pelo professor António (E1). para qualquer cargo. também em relação a isso. Também recorria a ele. quando havia alguma dúvida. porque há sempre coisas que vão falhando e também serviram para aprender. por falta de tempo…” (E1) “[…] falta de algum traquejo. se calhar devia ter … O meu não teve qualquer preparação para exercer qualquer cargo: Por exemplo. a quem recorre preferencialmente para solicitar apoio? Categorias A quem recorre para solicitar apoio Indicadores Professores da disciplina Coordenador do Departamento Presidente do Conselho Executivo Unidades de registo “Em grupo. se tivesse mais experiência. Embora. se confronta com um problema de particular complexidade. já que tiramos um curso virado para o ensino. no desempenho do cargo de Delegado de Disciplina. Aliás. foram a falta de tempo.” (E1) Falta de formação “Já agora. falta de experiência… Se calhar. Director de Turma somos logo […] também falta de formação para o exercício do cargo. no exercício do cargo.” (E1) “Sim. a falta de experiência e a falta de formação específica para o cargo.QUADRO 21 Quais as dificuldades mais sentidas no desempenho do cargo de Delegado de Disciplina? Categorias Dificuldades sentidas no desempenho do cargo Indicadores Falta de tempo Falta de experiência Unidades de registo “Este ano. não precisava de tanto tempo. também acho que falta de formação para isso. também ao Presidente do Conselho Executivo.

mas também recorre ao apoio do Coordenador do Departamento e do Presidente do Conselho Executivo. quando se confronta com algum problema de particular complexidade. 145 .No exercício do cargo de Delegado de Disciplina. dos professores da disciplina. o professor António (E1) recorre preferencialmente ao apoio do grupo. ou seja.

mais concretamente no seu anexo. de 21 de Junho. Na verdade. No Regulamento Interno da Escola Básica e Secundária do Pedregal. então. o artigo 39º do referido regulamento estipula que as competências do Delegado de Disciplina são as seguintes: 146 . a única referência que é feita ao Conselho de Disciplina é.4. que aprovou o regime de autonomia.2 Análise de documentos e resultados da observação Sendo uma pesquisa baseada em informação qualitativa. com as alterações aprovadas no Conselho da Comunidade Educativa em Maio e Julho de 2005 e Julho de 2006. alterado posteriormente pelo Decreto Legislativo Regional nº 21/2006/M. que definia as regras de composição e funcionamento do Conselho Pedagógico e dos seus órgãos de apoio. na Região Autónoma da Madeira. com os dados organizados e apresentados num registo interpretativo. que se refere às competências do Delegado de Disciplina. vertida no respectivo Regulamento Interno. com a entrada em vigor do Decreto Legislativo Regional nº 4/2000/M.2. no seu artigo 39º. administração e gestão dos estabelecimentos de educação da Região Autónoma da Madeira. exactamente. Tal como também foi referido anteriormente.1 Regulamento interno da Escola e Competências do Conselho de Disciplina Conforme já foi referido anteriormente. a partir de 2001. 4. concretamente. na alínea c) do referido artigo. a depender da decisão de cada escola. de 31 de Janeiro. a existência dos Conselhos de Disciplina nas escolas básicas e secundárias da Região Autónoma da Madeira estava contemplada no Despacho nº 8/SERE/89. a existência do Conselho de Disciplina deixou de estar contemplada em qualquer normativo legal de âmbito regional. A existência do Conselho de Disciplina passou. até ao final do ano escolar de 2000/2001. de 3 de Fevereiro. através da produção de um texto final. adopta-se uma abordagem centrada na descrição.

o Delegado de Disciplina começou por afirmar que sabia quais eram essas competências. f) Estimular a criação. o regime de autonomia. 147 .a) Eleger o coordenador do departamento curricular. Nessa reunião. cooperação e colaboração dos professores da disciplina para projectos pedagógicos e didácticos inovadores. comprometendo-se. Portanto. e acabou por não saber explicar em que normativo legal é que as mesmas se encontravam explicitadas. esta questão foi colocada no seio do próprio Conselho de Disciplina de Matemática do 2º ciclo. de forma generalizada em todas as escolas da Região Autónoma da Madeira. a indagar sobre a resposta à questão que lhe foi colocada. administração e gestão dos estabelecimentos de educação. situação que ocorre desde o início do ano escolar de 2001/2002. c) Convocar e coordenar os conselhos de disciplina. Dada a inexistência de competências para o Conselho de Disciplina na Escola do Pedregal. g) Promover a interdisciplinaridade dentro do departamento curricular e ao nível de projectos da escola. embora não as revelando. embora a sua composição e as suas competências não estejam referidas no Regulamento Interno da Escola. pela primeira vez na reunião do dia 27 de Setembro de 2002. quando entrou em vigor. se uma das competências do Delegado de Disciplina é “convocar e coordenar os conselhos de disciplina”. pressupõem-se a existência deste órgão. h) Coordenar a utilização das salas. face ao pedido de esclarecimento feito por um dos membros do Conselho de Disciplina sobre quais eram as exactas competências deste órgão. b) Representar os professores da disciplina no departamento curricular. instalações ou laboratórios específicos da disciplina e respectivo equipamento e material. d) Organizar e actualizar o dossier da disciplina. e) Coordenar a planificação das actividades lectivas e não lectivas da disciplina. conforma consta da respectiva acta. por isso.

na qual é sugerido directamente ao Departamento de Ciências Exactas que apresente uma proposta sobre as competências do Conselho de Disciplina. um dos membros do Conselho de Disciplina solicitou ao Delegado que o informasse sobre os normativos legais nos quais constam as competências do Conselho de Disciplina. os membros do Conselho de Disciplina foram convidados a apresentar uma proposta sobre as competências para o mesmo órgão. o Delegado transmitiu aos presentes uma informação oriunda do Conselho Pedagógico. o delegado “distribuiu aos colegas o despacho 8/SERE/89 com a intenção de servir de suporte à redacção da proposta sobre as competências do Conselho de Disciplina”. “presumindo-se que desconhecia a resposta à questão colocada”. consta da mesma acta uma declaração apresentada por um dos membros do Conselho de Disciplina que diz o seguinte: “Relativamente ao teor da deliberação tomada pelo Conselho Pedagógico da escola na sua reunião do dia 28 de Março de 2003. segundo a qual. o delegado informou que esta questão fora transmitida à Coordenadora do Departamento e que a mesma ficara de obter informações sobre o assunto. de acordo com a respectiva acta. Tendo em conta tal solicitação. oferece-me dizer o seguinte: Parto do pressuposto que o Conselho Pedagógico é constituído por pessoas que sabem ler e compreender aquilo que lêem. aprovada na Assembleia 148 . na reunião do Conselho de Disciplina realizada no dia 9 de Maio de 2003. A legislação em vigor sobre o assunto. Na sequência deste assunto. Na sequência desta informação. conforme consta da respectiva acta. na reunião do Conselho de Disciplina do dia 10 de Fevereiro de 2003.Na reunião do mesmo Conselho de Disciplina realizada no dia 22 de Novembro de 2002. Depois disso. para as mesmas serem incluídas no Regulamento Interno da Escola. segundo a respectiva acta. Posteriormente. as competências dos Conselhos de Disciplina constam dos diversos diplomas legais em vigor e estão dispersas.

Legislativa Regional. de acordo com o nº 2 do artigo 5º do Decreto Legislativo Regional nº 4/200/M. um dos órgãos de direcção. de 21 de Junho. Contudo. é bem elucidativo da forma de funcionamento do referido Conselho Pedagógico. administração e gestão da escola era a Direcção Executiva. devo esclarecer que estou disponível para apresentar sugestões para a elaboração da proposta em questão. realizada no dia 13 de Junho de 2003. facto esse que parece ser do desconhecimento dos elementos do Conselho Pedagógico. o facto do Conselho Pedagógico ter sugerido apenas ao Departamento de Ciências Exactas a apresentação de uma proposta sobre o assunto. elaborar e submeter à aprovação do Conselho da Comunidade Educativa o Regulamento Interno da Escola. Ainda em relação ao assunto das competências do Conselho de Disciplina na Escola do Pedregal. em consequência da aprovação das alterações introduzidas pelo Decreto Legislativo Regional nº 21/2006/M. não fazendo o mesmo em relação aos outros Departamentos. conforme consta da respectiva 149 . na reunião do Conselho de Disciplina de Matemática do 2ºciclo. na Escola do Pedregal.” Refira-se que. visto ser competência deste órgão a elaboração de propostas referentes ao citado Regulamento. Contudo. ouvido o Conselho Pedagógico. não é aos departamentos que compete apresentar propostas sobre o Regulamento Interno. Considero estranho que o Conselho Pedagógico não tenha solicitado à Direcção Executiva a apresentação de uma proposta sobre a eventual alteração a introduzir no Regulamento Interno. Portanto. até ao final do ano escolar de 2005/2006. Apesar de tudo o que acabei de referir. é bem clara quando afirma que compete à Direcção Executiva. o mesmo órgão de gestão passou a designar-se Conselho Executivo. de 31 de Janeiro. é necessário que fique bem claro que é à Direcção Executiva que compete elaborar a referida proposta. Aliás. mas sim à Direcção Executiva. que entrou em vigor no ano escolar de 2006/2007.

3. 5. para servir de base de trabalho na inventariação de eventuais competências do Conselho de disciplina. o mesmo Conselho de Disciplina aprovou uma proposta. Colaborar com o departamento curricular na emissão de propostas e/ou pareceres sobre assuntos que sejam objecto de deliberação no referido departamento e noutras estruturas da escola. 2. Foi com este propósito que distribuí aos colegas tal documento e sugeri que o assunto fosse tratado na sessão seguinte. De acordo com a proposta aprovada. Avaliar o grau de consecução das planificações e decidir de eventuais reajustamentos a efectuar. Na sequência disso. Posteriormente. Apoiar o trabalho dos professores da disciplina. voltei a insistir com a referida Coordenadora.acta. Planificar as actividades lectivas e não lectivas. técnicas e materiais de ensino. 4. que colocou a questão em Conselho Pedagógico. no âmbito da respectiva disciplina. organização curricular e processos e critérios de avaliação de 150 . conforme consta da acta respectiva. promovendo a troca de experiências sobre metodologia. métodos. Elaborar os estudos e/ou pareceres no que se refere a programas. e devido à falta de informação sobre a questão. 7. Colaborar na inventariação de necessidades em equipamento e material didáctico e promover a interdisciplinaridade. as competências do Conselho de disciplina deveriam ser as seguintes: 1. solicitei que a mesma me fotocopiasse o despacho 8/SERE/89. tendo a mesma se disponibilizado para a colocar em sede própria. o Delegado de Disciplina afirmou o seguinte: “Coloquei a questão das competências do Conselho de Disciplina à Coordenadora [do Departamento]. Eleger o delegado de disciplina. contendo uma sugestão de competências para o próprio Conselho de Disciplina. 6. Propor actividades para o plano de actividades da escola.” Em reunião realizada no dia 26 de Junho de 2003. 8.

Ainda no ano lectivo de 2003/2004. apresentando sugestões sobre acções de formação no âmbito pedagógico-didáctico da disciplina. consta uma informação. Analisar a qualidade científica e pedagógica dos manuais escolares e propô-los para adopção na escola. um dos membros do Conselho de Disciplina questionou sobre qual a legislação onde estão referenciadas essas competências. durante uma reunião do Conselho de Disciplina. Acrescentou o delegado que “desta forma o grupo inventariou sugestões de competências que o delegado entregou à Coordenadora [do 151 . transmitida pelo Delegado. competências e regime de funcionamento do Conselho de disciplina. Exercer as demais competências previstas nos diversos normativos legais em vigor. Avaliar os resultados atingidos. o Delegado entregou aos professores presentes. Na primeira reunião do já citado Conselho de Disciplina realizada no ano escolar de 2003/2004. Na sequência desta informação. relacionando-os com os objectivos propostos e as práticas pedagógicas. 11. um dos membros do referido órgão “questionou o delegado da existência ou não de uma regulamentação sobre a composição. a redacção de competências”. mais concretamente no dia 29 de Setembro de 2003. Na acta da reunião do Conselho de Disciplina. 9. segundo a qual as competências da disciplina já estão referenciadas na legislação em vigor.alunos. a lista das referidas competências. realizada no dia 29 de Outubro de 2003. proveniente da Coordenadora [do Departamento]. ficando sem resposta. 12. Colaborar com o responsável pela elaboração do Plano de Formação de Professores da Escola. realizada no dia 16 de Junho de 2004. sugeridas pelo Conselho de Disciplina no ano escolar anterior. tendo o delegado afirmado que o Conselho Pedagógico havia remetido para o grupo [disciplinar]. conforme consta da respectiva acta. 10. conforme consta da respectiva acta.

o professor que pretendia ser esclarecido sobre as competências do Conselho de Disciplina declarou “achar curioso o delegado não saber quais as competências do Conselho de Disciplina” e não saber se as mesmas se encontram ou não em vigor. Na sequência destas afirmações feitas pelo Delegado de Disciplina. ou seja. Como tal está em vigor”. na reunião seguinte. o Delegado prestou o seguinte esclarecimento sobre as competências do Conselho de Disciplina: “De acordo com a coordenadora do departamento e com o presidente da direcção executiva. o assunto das competências do Conselho de Disciplina foi novamente referenciado numa reunião do mesmo órgão. o mesmo professor que tinha colocado a questão inicial. No ano lectivo de 2004/2005. a partir de quando estão em vigor”. A Coordenadora do 152 . a sugestão de competências do Conselho de disciplina inventariada pelo mesmo e apresentada oportunamente à coordenadora. Na reunião seguinte do Conselho de Disciplina. perguntou ao delegado ”qual o órgão que aprovara [a proposta] e qual a data da aprovação”. Em relação às competências do Conselho de disciplina não esclareceu qual foi o órgão que as aprovou e em que data. ao que o Delegado respondeu: “É suposto que sim”. já consta dos normativos legais. Sobre este assunto. o mesmo professor que solicitara o esclarecimento declarou o seguinte: “Em relação à composição e regime de funcionamento do Conselho de disciplina. tendo o Delegado assumido um compromisso de dar informações sobre o assunto. ou seja. Face a esta resposta do Delegado.Departamento] para efeitos de aprovação em sede própria”. dada ausência da professora que então desempenhava o cargo de delegada de disciplina. “perguntou se a proposta [de competências] que foi apresentada em Departamento se encontra ou não em vigor”. o professor que pretendia ser esclarecido. Da acta dessa reunião consta que um dos membros do Conselho de Disciplina “questionou a Coordenadora do Departamento sobre quais as competências do Conselho de Disciplina. de acordo com a respectiva acta. reunião essa presidida pela Coordenadora do Departamento. o delegado nada esclareceu. Na mesma reunião. realizada no dia 3 de Março de 2005. no dia 21 de Junho de 2004.

sob orientação e responsabilidade do conselho pedagógico. O mesmo professor que tinha questionado a Coordenadora “afirmou desconhecer os referidos documentos legais e insistiu. para que a Coordenadora do Departamento especificasse quais os normativos legais em que estão expressas as competências do Conselho de Disciplina. mas a coordenadora não satisfez essa pretensão do professor”. Ainda no que diz respeito às competências do órgão Conselho de Disciplina.Departamento respondeu dizendo que as competências do Conselho de Disciplina estão dispersas por diversos documentos legais”. diz que as provas “são elaboradas a nível de escola. 153 . ambas do 2º ciclo da escola do Pedregal. a matriz da prova. da qual constam as aprendizagens e competências de ciclo a avaliar. de uma área afim. “compete ao coordenador de cada disciplina ou ao coordenador do departamento curricular assegurar o cumprimento das orientações e decisões do conselho pedagógico” e “ao presidente/director compete assegurar a constituição das equipas de elaboração das provas de exame”. para cada uma das disciplinas. Segundo a alínea b) do mesmo número. sob proposta do grupo disciplinar/departamento curricular”. Conforme estipulam as alíneas e) e f) do mesmo número. em reunião conjunta dos Conselhos das disciplinas de Matemática e de Ciências da Natureza. do Secretário de Estado da Educação. “ao grupo disciplinar/departamento curricular compete propor ao conselho pedagógico. os professores presentes tomaram conhecimento do teor do Despacho normativo nº 14/2007. nos anos terminais dos 2º e 3º ciclos do ensino básico.2. De acordo com a alínea d) do mesmo número. no seu nº 12. conforme se refere na respectiva acta. ao qual compete a definição dos respectivos critérios de elaboração e classificação das provas. da qual devem fazer parte um professor profissionalizado dessa disciplina ou. com observância de algumas normas. realizada no dia 22 de Março de 2007. que será o coordenador e um professor que tenha leccionado a disciplina”. a estrutura da prova. a propósito dos exames de equivalência à frequência. na sua falta. respectivas cotações e critérios de classificação”. uma equipa de dois professores. de 22 de Fevereiro. “para a elaboração da prova é constituída. o qual.

de 31 de Janeiro. eleito pelos docentes da mesma disciplina.1 Normas em vigor Conforme estipula o nº 2 e o nº 5 do artigo 41º do Decreto Legislativo Regional nº 4/2000/M. ou melhor. na Escola do Pedregal haverá delegados e representantes de disciplina 154 . Tendo em consideração o estipulado no nº 3 do artigo 38º do Regulamento Interno. conforme se pode ler no impresso próprio.2 O Delegado de Disciplina 4. com as alterações que lhe foram introduzidas pelo Decreto Legislativo Regional nº 21/2006/M.2. mas nunca foram estipuladas quaisquer normas que regulamentassem a existência dos Conselhos de Disciplina. a matriz da prova de exame de equivalência à frequência. ao Conselho Pedagógico. sempre que o número de docentes seja igual ou superior a três. que aprovou o regime de autonomia. isto partindo do pressuposto que o departamento curricular não chama a si o exercício desta competência. o mandato do Delegado de Disciplina tem a duração de quatro anos.2.Do anteriormente exposto pode ser inferida uma competência do grupo disciplinar. apesar dos mesmos continuarem a reunir e a ser convocados “nos termos da legislação em vigor”. de 21 de Junho. Desde 2001 até à actualidade. 4. Segundo o nº 4 do mesmo artigo. o Delegado de Disciplina é o professor profissionalizado. administração e gestão dos estabelecimentos de educação e de ensino público da Região Autónoma da Madeira. foram introduzidas algumas alterações no Regulamento Interno da Escola. do Conselho de Disciplina.2. colocado à disposição dos Delegados de Disciplina para estes efectuarem as convocatórias das reuniões do órgão em questão. que é a de propor.

Na Escola Básica e Secundária do Pedregal.2. .distintos para o 2º Ciclo do ensino básico e para o conjunto do 3º Ciclo do ensino básico e secundário. de acordo com o número total de níveis da respectiva disciplina.2 A redução na componente lectiva do horário do Delegado de Disciplina De acordo com o nº 7 do artigo 38º do Regulamento Interno da Escola do Pedregal. foi desempenhado pelo professor António. Daqui resulta a existência de um Delegado de Disciplina de Matemática para o 2º Ciclo do ensino básico e de outro Delegado de Matemática para o 3º ciclo e secundário. o delegado de disciplina tem direito. na componente lectiva do seu horário semanal. era insuficiente para 155 . às seguintes reduções de serviço na componente lectiva do seu horário: . O órgão de administração e gestão da escola deverá calendarizar e afixar todo o processo de eleição dos delegados de disciplina.1 a 3 níveis – 1 hora. durante o ano escolar de 2006/2007. o cargo de Delegado de Disciplina de Matemática. . à luz da nova organização dos tempos lectivos dos professores. 45 minutos.10 ou mais níveis – 4 horas. a redução na componente lectiva do horário semanal do Delegado de Disciplina de Matemática de 2º ciclo é de apenas 1 hora. do 2º Ciclo. 4.4 a 6 níveis – 2 horas. Por várias vezes.7 a 9 níveis – 3 horas. .2. introduzida pela reorganização curricular de 2001. o professor António manifestou a sua opinião que a redução de uma hora. conforme determina o nº2 do artigo 38º do Regulamento Interno da Escola Segundo o nº 7 do artigo 39º. ou melhor.

o desempenho do cargo de Delegado de Disciplina. podemos dizer o seguinte: . 2º e 3º ciclos. (A24) No que diz respeito à redução na componente lectiva do horário semanal correspondente ao cargo de Delegado de Disciplina. Horácio Bento de Gouveia. no mínimo. na componente lectiva do horário semanal do professor. . e propondo. Em 18 de Janeiro de 2007. referente ao cargo de delegado de disciplina. é manifestamente insuficiente para o desempenho da sua função. o Conselho de Disciplina tomou uma posição sobre este assunto. e de acordo com os respectivos Regulamentos Internos. os delegados em que a respectiva disciplina é leccionada em apenas um ciclo. . 156 . têm direito a uma redução de 2 tempos no serviço lectivo. o professor António voltou a manifestar a sua opinião na reunião de 22 de Março de 2007. Face a esta posição do Conselho Pedagógico. Francisco M. é insuficiente para resolver todos os problemas do Grupo” [disciplinar] (A20). .Na Escola Básica e Secundária da Calheta. ao considerar que a redução de 45 minutos. a que fosse aumentado o número de horas de redução correspondente ao desempenho do cargo em questão. Barreto. Na reunião do dia 5 de Julho de 2007. o delegado de Disciplina tem 2 tempos de redução de serviço lectivo. S.Na Escola Básica dos 2º e 3º ciclos do Caniço. de forma.Na Escola Básica do 2º e 3º ciclos Dr. o Delegado de Disciplina tem 3 horas de redução. o professor António informou os professores da disciplina que iria propor uma alteração ao Regulamento Interno da Escola. Na reunião do Conselho de Disciplina do dia 7 de Dezembro de 2006. o Delegado de Disciplina tem uma redução de 4 horas na componente lectiva. afirmando que “a redução de uma hora lectiva no seu horário.Na Escola Básica do 1º. 4 horas de redução para o desempenho deste cargo. Prof. os professores da disciplina foram informados que “o Conselho Pedagógico entende que temos que cumprir o Regulamento Interno da Escola”(A16). a título comparativo com outras escolas da Região Autónoma da Madeira.

por unanimidade. em reunião extraordinária e de acordo com as instruções recebidas do Presidente do Conselho Executivo. Sendo assim. mas pertence ao grupo de recrutamento 230 (Matemática e Ciências da Natureza). houve necessidade de.2. para o cargo de Delegada de Disciplina. Atendendo ao facto do referido professor não continuar a leccionar na Escola. o Conselho de Disciplina procedeu à eleição da professora Maria. no dia 6 de Julho.3 Eleição do Delegado de Disciplina No ano escolar de 2006/2007. eleger um outro professor para o cargo de Delegado de Disciplina de Matemática do 2º Ciclo. foi necessário repetir a eleição. também compareceu na reunião a professora Isabela. Refira-se que.2. para além dos cinco professores membros do Conselho de Disciplina. A professora 157 . no final do ano escolar 2006/2007. no dia 5 de Julho de 2007.Verifica-se assim. 4. ou mesmo o quádruplo do número de horas de redução que tem direito o Delegado de Disciplina de Matemática do 2º Ciclo na Escola do Pedregal. o professor Rui. por unanimidade. o número de horas de redução de serviço lectivo a que tem direito um Delegado é o dobro. que não lecciona a disciplina de Matemática. não ser elegível para este cargo” (A25). foi eleito. que em qualquer uma destas escolas da RAM. no dia 6 de Julho de 2007. devido ao facto da docente eleita na véspera “não pertencer ao Grupo 230 e não ser profissionalizada neste grupo e. Refira-se que. ou o triplo. por isso. para o qual fora eleito em Julho de 2006. o professor António cumpriu o primeiro ano do seu mandato de Delegado de Disciplina. Contudo. no ano escolar de 2007/2008. Na reunião do dia 6 de Julho de 2007. para o cargo em questão. a professora Maria é profissionalizada no Grupo 500 (Matemática do 3º Ciclo e Secundário).

que antecedeu o ano sobre o qual incidiu este estudo. a periodicidade da realização das reuniões do Conselho de Disciplina tem ficado ao critério do Delegado de Disciplina.Isabela compareceu na reunião por indicação do Presidente do Conselho Executivo e participou na votação.1 Periodicidade das reuniões Dada a inexistência de regimento interno para o órgão. No ano escolar de 2005/2006. as reuniões tinham. mais concretamente a partir de 1 de Fevereiro de 2007 passou a ter.3 O Regimento do Conselho de Disciplina 4. sabendo-se apenas que estiveram relacionadas com alterações efectuadas nos horários dos professores. 4.2. Contudo. sobre quem são efectivamente os docentes eleitores e quem são os elegíveis. As razões para esta alteração nunca foram convenientemente explicadas.2. no ano escolar de 2006/2007. período sobre o qual incide o nosso estudo.3. 158 . A situação peculiar ocorrida na eleição do Delegado de Disciplina sugere o desconhecimento. a periodicidade das reuniões começou por ser semanal e a partir de meados do ano lectivo. por parte do presidente da reunião. novamente. uma periodicidade mensal. geralmente. tendo acontecido o mesmo nos anos lectivos anteriores. não se percebendo se participou apenas na qualidade de professora eleitora ou se também participou na qualidade de professora elegível. uma periodicidade mensal.

semanalmente. às quintasfeiras. A verdade é que. a partir de então. na sala 34 da escola e que estas reuniões não necessitariam de ordem de trabalhos. os horários semanais de todos os professores sofreram alterações. como salas de estudo. o que lhe foi dito pelo Conselho Executivo era que ia deixar de haver reuniões do Conselho de Disciplina à quinta-feira e que inclusivamente tinha pedido a legislação nesse sentido a um dos membros do Conselho Executivo. o delegado de disciplina informou o órgão que as reuniões se realizariam. no início do ano lectivo.Na verdade. num só ano 159 . às 15h30m. aulas de recuperação ou aulas de substituição. o professor Rui perguntou ao Delegado de Disciplina se iriam continuar ou não a realizar-se reuniões ordinárias [semanais] à quintafeira. um horário com aulas à quinta-feira [à tarde]. conforme consta da acta referente à reunião realizada nesse dia (A18). anteriormente. Na entrevista feita ao Delegado de Disciplina. as reuniões do Conselho de Disciplina deixaram de ser semanais e passaram a realizar-se de acordo com o critério do respectivo delegado. tendo este respondido que não tinha nenhuma directiva a esse respeito e que lhe tinham distribuído. destinado à realização de reuniões dos Conselhos das várias disciplinas. o Delegado garantiu que tinha saído alguma norma sobre o assunto (E1). Contudo. o mesmo adianta que na ocasião. No dia 1 de Fevereiro de 2007. a partir do dia 1 de Fevereiro e até ao final do ano escolar. Enquanto nos anos escolares anteriores o número de reuniões do Conselho de Disciplina era quase sempre inferior a 15. tendo sido retirado dos horários dos professores da escola. um bloco semanal de 90 m. Na ocasião. no ano escolar de 2006/2007 registaram-se 25 reuniões do mesmo órgão. conforme consta na acta da reunião do Conselho de Disciplina de 28 de Setembro de 2006 (A3). se tinham realizado tantas reuniões do Conselho de Disciplina de Matemática. mas a mesma nunca lhe chegou a ser entregue. sendo o mesmo substituído por outras actividades. Nunca.

escolar. Mas, em algumas das 25 reuniões referenciadas em 2006/2007, registaram-se situações curiosas, nomeadamente: - A 5ª reunião, que se deveria ter realizado no dia 19 de Outubro de 2006, na verdade, não se realizou, devido ao falecimento de uma professora da Escola. Contudo, foi feita uma acta correspondente a essa reunião, assinada pelo Delegado de Disciplina, na qual se afirma que a reunião não se realizou “devido ao falecimento da colega” Zelinda (A5); - A 8ª reunião, realizada no dia 9 de Novembro de 2006, registou apenas a presença do Delegado de Disciplina. Contudo, face à informação transmitida pelo mesmo Delegado, na reunião do dia 16 de Novembro de 2006, segundo a qual “devem ser feitas actas de todas as reuniões semanais do Conselho de Disciplina, inclusivamente, no caso de apenas um dos professores comparecer na reunião” (A9), foi também feita uma acta correspondente a essa pretensa reunião; - Nas reuniões dos dias 2 e 3 de Novembro, bem como, no dia 25 de Janeiro, o Delegado não compareceu e, para além de ter ocorrido a falta de quórum numa delas, o desconhecimento da ordem de trabalhos por parte dos presentes, fez com que as referidas reuniões tenham terminado, breves momentos após o seu início.

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QUADRO 23 Distribuição das reuniões do Conselho de Disciplina ao longo do ano escolar 2006/2007 (Por período lectivo)

Momento Antes do início do ano lectivo 1º Período

Data 14/09/2006 22/09/2006 28/09/2006 12/10/2006 19/10/2006 a) 26/10/2006 02/11/2006 b) 09/11/2006 c) 16/11/2006 23/11/2006 30/11/2006 b) 07/12/2006 14/12/2006 04/01/2007 11/01/2007 18/01/2007 25/01/2007 b) 01/02/2007 01/03/2007 22/03/2007 16/04/2007 03/05/2007 19/06/2007 05/07/2007 06/07/2007

Nº de reuniões 2

11

2º Período

7

3º Período

3 2

Depois do final do ano lectivo

a) A reunião não se realizou, mas foi elaborada uma acta. b) A reunião terminou logo após o seu início, dada a ausência do Delegado e o desconhecimento da ordem de trabalhos. c) Apenas compareceu o Delegado de Disciplina.

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Contando com estas cinco pretensas reuniões, no ano escolar de 2006/2007, no total, podemos contabilizar 25 reuniões distribuídas da seguinte forma: - 2 reuniões antes do início do ano lectivo; - 11 reuniões durante o 1º período; - 7 reuniões durante o 2º período; - 3 reuniões durante o 3º período; - 2 reuniões depois do final do ano lectivo.

Relativamente ao Regimento do Conselho de Disciplina, recorde-se que, como se infere das entrevistas feitas quer ao Delegado de Disciplina, quer a outros docentes, não existe nenhum regimento para este órgão. Face à questão que lhes foi colocada, no sentido de saber se conheciam o Regimento Interno do Conselho de Disciplina todos os entrevistados responderam negativamente.

4.2.3.2 Convocatória e ordem de trabalhos das reuniões

As duas primeiras reuniões do Conselho de Disciplina realizadas antes do início do ano lectivo foram convocadas nos termos legais, com a divulgação prévia da ordem de trabalhos. Contudo, na 2ª reunião, realizada no dia 22 de Setembro de 2006, o Delegado de Disciplina transmitiu a informação que a partir de então as reuniões do Conselho de Disciplina realizar-se-iam semanalmente, sempre às quintas-feiras, na mesma sala e não necessitavam de ordem de trabalhos (A3). Tal situação ocorreu até ao final do mês de Janeiro de 2007, porque só a partir de então, as reuniões recomeçaram novamente a ser convocadas nos termos legais, com a divulgação prévia da convocatória.

No período de tempo em que as reuniões eram semanais, também ocorria uma outra situação digna de registo. Uma dos membros do Conselho de Turma, concretamente a professora Rosa, que leccionava também a disciplina de Ciências da Natureza, só participava nas reuniões do Conselho de Disciplina de

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Matemática, quando houvesse algum assunto do seu interesse, sendo neste caso convocada para a reunião (A3), o que nunca veio a acontecer. Tal situação ocorria, porque as reuniões do Conselho de Disciplina de Ciências da Natureza realizavam-se, em simultâneo, com as reuniões de Matemática, e como o horário desta professora era fundamentalmente preenchido com aulas de Ciências da Natureza era dada prioridade a esta disciplina, já que no que diz respeito à Matemática, a professora Rosa apenas leccionava a uma turma de currículos alternativos de 9ºano (3º Ciclo) e aulas de recuperação a uma turma de 6º ano.

Analisando a ordem de trabalhos das 10 reuniões em que a mesma foi conhecida, constata-se que o ponto “outros assuntos” figurou 8 vezes na ordem de trabalhos das reuniões e o ponto “Informações” figurou também 8 vezes, algumas delas como “Informações do Conselho Pedagógico”, outras vezes como “Informações dadas pelo Delegado” ou mesmo “Informações do Departamento”. Logo no início do ano escolar, o assunto “Ficha de avaliação diagnostica”, figurou 2 vezes na ordem de trabalhos e no final do ano, o assunto “Eleição do delegado de Disciplina” também figurou 2 vezes na ordem de trabalhos.

Outros assuntos que também figuraram, pelo menos uma vez, na ordem de trabalhos das reuniões foram os seguintes: - Preparação do ano lectivo; - Desdobramento das turmas; - Balanço do 2º período; - Balanço do ano lectivo; - Matriz do exame de equivalência à frequência; - Actividade Pmate.

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QUADRO 24 Ordem de trabalhos das reuniões do Conselho de Disciplina 2006/2007
Reunião 1 Data 14/09/2006 Ordem de trabalhos inicial 1. Preparação do Ano Lectivo 2006/2007 2. Realização de uma Ficha de Avaliação Diagnóstica. 3. Outros assuntos 1. Leitura e aprovação da acta da reunião anterior. 2. Informações dadas pelo Delegado de grupo. 3. Ficha de Avaliação Diagnostica. 4. Desdobramento das turmas. Sem ordem de trabalhos. Sem ordem de trabalhos. A reunião não foi realizada. Sem ordem de trabalhos. Sem ordem de trabalhos. Sem ordem de trabalhos. Sem ordem de trabalhos. Sem ordem de trabalhos. Sem ordem de trabalhos. Sem ordem de trabalhos. Sem ordem de trabalhos. Sem ordem de trabalhos. Sem ordem de trabalhos. Sem ordem de trabalhos. Sem ordem de trabalhos. 1. Elaboração do plano da actividade Pmate. 2. Informação sobre o Campeonato Regional de Resolução de Problemas de Matemática (Agente X). 3. Outros assuntos. 1. Informações do Conselho Pedagógico. 2. Informações do Departamento. 3. Outros assuntos. 1. Informações do Conselho Pedagógico. 2.Outros assuntos 1. Aprovação matriz exame equivalência à frequência. 2. Balanço do 2º Período. 3. Outros assuntos. 1. Informações do Conselho Pedagógico. 2. Outros assuntos. 1. Informações Pedagógico. 2. Outros assuntos. 1. Informações do Conselho Pedagógico. 2. Balanço do ano lectivo. 3. Eleição do Delegado de Disciplina. 4. Outros assuntos. Eleição do Delegado de Disciplina.

2

22 /09/2006

3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18

28/09/2006 12/10/2006 19/10/2006 26/10/2006 02 /11/2006 09 /11/2006 16 /11/2006 23/11/2006 30/11/2006 07/12/2006 14/12/2006 04/01/2007 11/01/2007 18/01/2007 25/01/2007 01/02/2007

19

01/03/2007

20 21

22/03/2007 16/04/2007

22 23 24

03/05/2007 19/06/2007 05/07/2007

25

06/07/2007

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4.2.3.3 As actas das reuniões

As actas são normalmente aprovadas na reunião seguinte do órgão. Contudo, por vezes, a acta é aprovada no final da própria reunião. Esta situação ocorreu em reuniões curtas, que se encerraram logo após o seu início, ou mesmo na última reunião do ano escolar.

Em certos casos, parece que a acta foi aprovada duas vezes, a primeira vez na própria reunião e a segunda vez numa reunião seguinte. Mas, tal nunca ocorreu. O que aconteceu foi o secretário da própria reunião, por lapso, ter escrito no final da acta que a mesma tinha sido aprovada, sem tal acontecer. Tal lapso deveu-se ao facto do secretário ter utilizado uma minuta, já feita em suporte informático, em que no final da mesma se diz que a acta foi aprovada na própria reunião.

Até ao final do mês de Janeiro, enquanto se realizaram reuniões semanais do Conselho de Disciplina, era obrigatório fazer uma acta para cada reunião do órgão, mesmo que esta não se realizasse, ou que apenas comparecesse um dos membros do órgão, conforme já foi anteriormente referido.

Dada a inexistência de regimento interno do órgão, por consenso, todos os membros do Conselho de Disciplina, incluindo o Delegado de Disciplina, secretariam a reunião de forma rotativa ao longo do ano escolar.

165

QUADRO 25 Secretários das reuniões do Conselho de Disciplina 2006/2007 Nº da reunião 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 Data 14/09/2006 22 /09/2006 28/09/2006 12/10/2006 19/10/2006 26/10/2006 02 /11/2006 09 /11/2006 16 /11/2006 23/11/2006 30/11/2006 07/12/2006 14/12/2006 04/01/2007 11/01/2007 18/01/2007 25/01/2007 01/02/2007 01/03/2007 22/03/2007 16/04/2007 03/05/2007 19/06/2007 05/07/2007 06/07/2007 Secretário Sofia Maria Rui António António Sofia Maria António Rui Sofia Maria Rui António Sofia Maria Rui Sofia Rosa António Carina Sofia Maria Rui António António 166 .

o secretário da reunião do Conselho de Disciplina também é obrigado a transcrever para acta respectiva. Entretanto. A transmissão de informação descendente. é lida e distribuída no Departamento Curricular pelo Coordenador respectivo. Depois. sendo a mesma. é portador da mesma súmula e procede à sua leitura e distribuição na reunião do Conselho de Disciplina. oriunda do Conselho Executivo. os assuntos que constam na referida súmula. transmitida através de uma súmula ou resumo dos assuntos tratados no referido Conselho. para a acta da reunião do Departamento Curricular. informações essas de tipos diversos.2.4. especialmente aqueles assuntos que se relacionam directa ou indirectamente com o desempenho de funções por parte dos professores da disciplina. que participa nas reuniões do Departamento. e finalmente para a acta do Conselho de Disciplina. Para além desses. A dita súmula elaborada por um membro do Conselho Pedagógico.2.4. não foram só aqueles que figuram na ordem de trabalhos das 10 reuniões em que as mesmas foram divulgadas. 167 . 4. Normalmente a maior quantidade de informação tem origem no Conselho Pedagógico. Desta forma. para a respectiva acta. é frequente em quase todas as reuniões. os assuntos que constam na dita súmula do Conselho Pedagógico.4 Assuntos tratados nas reuniões Os assuntos tratados nas reuniões. realizadas ao longo do ano escolar de 2006/2007. antes da aprovação da acta da reunião respectiva. do Conselho Pedagógico e do Departamento Curricular.1 A transmissão de Informação A transmissão de informação foi seguramente uma das formas de ocupação das reuniões mais utilizada ao longo do ano lectivo. o secretário da reunião do Departamento é obrigado a transcrever. conforme se pode constatar pela leitura das actas das referidas reuniões. muitos outros assuntos foram tratados nas reuniões do Conselho de Disciplina. Por sua vez. o Delegado de Disciplina. os mesmos assuntos são transcritos para 3 actas diferentes: Para a acta da reunião Conselho de Pedagógico.

que determina um conjunto de normas sobre as provas de aferição. com quadros referentes ao mesmo despacho. na altura. em que foi dado a conhecer o teor de dois normativos legais. o que só acontecia no Departamento de Ciências Exactas e da Natureza e Tecnologias. nomeadamente aquela que tem origem nas editoras que procuram divulgar. que vão entrando em vigor. durante a reunião. Contudo em anos anteriores esta prática não era autorizada pela professora que. por vezes. Uma das informações cuja transmissão é. o Despacho normativo nº 14/2007. de forma fastidiosa.Para facilitar o andamento dos trabalhos. O mesmo já tinha acontecido na reunião do Departamento. mas também os chamados livros de apoio escolar. 168 . refira-se o que ocorreu na reunião do Conselho de Disciplina realizada no dia 22 de Março de 2007. do SEE corresponde a 15 páginas do Diário da República. A título de exemplo. ambos os despachos foram lidos na integra. o Secretário da reunião do Conselho de Disciplina anexa à acta respectiva. Registe-se que. que aprova os regulamentos dos exames dos Ensinos Básico e Secundário e o Despacho nº 2351/2007. habitualmente. o que perfaz um total de 2520 linhas. só o Despacho normativo nº 14/2007. a realizar no final dos 1º e 2º ciclos do ensino básico. do SEE. de 22/02. de 05/02. durante a reunião do Conselho de Disciplina. escritas a duas colunas. Por ordens superiores. as folhas das ditas súmulas das reuniões do Conselho Pedagógico. Durante as reuniões o Delegado também dá conhecimento da correspondência recebida. apesar de terem sido distribuídas cópias dos referidos despachos a todos os professores presentes na reunião (A20). contendo cada uma 84 linhas. como por exemplo. de 22/02. não só os manuais escolares. tudo para ser lido em voz alta. mais morosa é a informação sobre os normativos legais mais importantes. desempenhava o cargo de Coordenadora do Departamento. a que acrescem 8 páginas do mesmo Diário da República. os livros de exercícios (A12). do SEE. porque a mesma não permitia que os Delegados do seu Departamento distribuíssem as referidas súmulas.

Dificuldades de aprendizagem a nível cognitivo. dos alunos do 2º Ciclo. foi implementado na Escola.º ano. no 2. 3. nomeadamente: 1. tornando-se necessário melhorar. no ano escolar de 2006/2007. tanto nos exames de 9. é fundamental os alunos efectuarem boas aprendizagens na disciplina de Matemática no 2.4.2 O Plano de Acção para promover o sucesso na Matemática No final do ano escolar de 2005/2006. Número insuficiente de aulas de Matemática possíveis (carga horária semanal insuficiente e défice de aulas na R. na disciplina de Matemática (Anexo 10). Falta de pré-requisitos.Todos dos professores da disciplina concordam que a transmissão de informações é um dos assuntos que mais ocupa o Conselho de Disciplina nas suas reuniões. relativamente ao Continente. 4.º Ciclo. não só com base nos resultados da avaliação interna dos alunos do 2º Ciclo na disciplina de Matemática no ano lectivo de 2005/2006. partiu de um diagnóstico feito.º ciclo. referentes aos Exames Nacionais do 9º ano e do 12º ano realizados nos anos lectivos anteriores. Face aos resultados não satisfatórios obtidos pelos alunos da Escola na disciplina de Matemática. o mais rapidamente possível o desempenho dos alunos nesta disciplina. tendo em conta os respectivos calendários escolares).º ano como nos exames de 12. para no futuro obterem bons resultados na avaliação. Partiu-se do pressuposto que. A. O Plano em questão. Indisciplina. mas também com base nos resultados da avaliação externa dos alunos da Escola. apesar de apenas abranger as turmas do 2º Ciclo. 4.2. no Plano de Acção foram identificados os problemas mais associados aos resultados negativos dos alunos. depois de ter sido aprovado superiormente. O referido Plano. 2. M. 169 . o Conselho de Disciplina elaborou um Plano de Acção para promover o sucesso.

Evitar o abandono escolar. de forma. Falta de trabalho e métodos de estudo. de acordo com a prerrogativa do Decreto Legislativo Regional n. Desinteresse. e) Desdobrar as Aulas de Recuperação. para identificar quais as dificuldades dos alunos.º 20/2003/M de 24 de Julho. foram definidos os objectivos a atingir com a implementação do Plano de Acção. Estas fichas devem ser aplicadas no início de cada ano lectivo. a saber: 1. d) Aulas de Recuperação de Matemática leccionadas. 4. dispostas de forma separada para evitar conversas entre os alunos. atribuindo mais 45 minutos. nomeadamente: a) Aumentar a carga lectiva semanal da disciplina de Matemática.5. b) Aulas de Matemática leccionadas em salas específicas. com um ritmo lento de aprendizagem ou que manifestem falta de interesse pela disciplina. concretamente sala 21 e 22. Aumentar o gosto/motivação pela disciplina de Matemática. pelos professores titulares da turma (90 minutos semanais). a fim de detectar quais as dificuldades específicas de cada aluno. Um dos grupos deverá ser constituído pelos alunos que apresentam maiores dificuldades. Feito o diagnóstico e identificados os problemas. c) Realizar fichas de avaliação diagnóstica. desde o inicio do ano lectivo. equipadas com mesas individuais. 170 . Para a prossecução destes objectivos foi proposta a implementação de diversas estratégias. 6. agrupados segundo o critério do nível de dificuldades de aprendizagem. a que sejam dadas aulas distintas para 2 grupos diferentes de alunos em cada turma. Reduzir o número de níveis inferiores a três. 2. seriam mais 90 minutos de carga lectiva para a disciplina. Melhorar o desempenho dos alunos. 3. embora o Conselho de Disciplina tivesse considerado que o ideal.

n) Criar turmas com Percursos Curriculares Alternativos.º Ciclo. i) Aulas de Estudo Acompanhado leccionadas por professores de Matemática/Ciências da Natureza e Língua Portuguesa. não só as fichas de trabalho como também a respectiva correcção para o caso do docente não ser de Matemática. f) Aulas de Apoio Pedagógico Acrescido para os alunos com Necessidades Educativas Especiais. h) Sala de Estudo de Matemática. de acordo com o estipulado no Despacho n. m) Melhorar o processo de requisição e utilização de computadores com. j) Realizar fichas de trabalho de Matemática já elaboradas pelo grupo e colocadas em dossier próprio na sala dos professores.º 13/2006 da Secretaria Regional de Educação. atribuindo para este fim a componente não lectiva de 90 minutos do horário de cada professor de Matemática. leccionadas. nomeadamente na resolução de problemas. o) Responsabilizar os pais pelo desempenho escolar dos respectivos educandos. g) Aulas de Matemática leccionadas por um par pedagógico de professores em cada turma. ligação à internet. Cada grupo deverá ser constituído. etc.O outro grupo deverá ser constituído pelos alunos que apresentam dificuldades pontuais de aprendizagem ao nível de alguns pré-requisitos. preferencialmente por um dos professores titulares da turma. sempre que tal se justifique. Sub12. para serem utilizados nas aulas de Matemática. 171 . k) Aplicar medidas disciplinares aos alunos do 2.. aos computadores da escola com ligação à internet. MiniMat. nas Aulas de Substituição e Estudo Acompanhado. l) Possibilitar o acesso livre pelos alunos. pelo menos das 14h30m às 18h. no máximo por 10 elementos. de forma a motivar o interesse e acompanhar os alunos em jogos lúdico-matemáticos como sejam o MaisMat. sempre que possível com a presença de um professor de Matemática da escola. Neste dossier estarão disponíveis.

o desdobramento da turma não figurava entre as estratégias propostas pelo Conselho de Disciplina no momento de elaboração do Plano de Acção. tendo em conta o tipo de dificuldades dos mesmos alunos. nomeadamente. para efectuar tal desdobramento. dada a falta de critérios previamente definidos. o aumento da carga horária semanal da disciplina. em mais um segmento de 45 minutos e a formação de grupos de alunos para as actividades de recuperação. que seriam implementadas na Escola. na reunião do Conselho de Disciplina do dia 26 de Outubro de 2006. O desdobramento de cada turma em dois grupos.2. que têm aulas de Matemática separadamente. os professores de Matemática do 2º Ciclo foram informados sobre algumas das estratégias.. de saber se o referido Plano de Acção tinha sido aprovado nos termos propostos (A6). Logo no início do ano escolar de 2006/2007. 4. que foi substituída pelo desdobramento de cada turma em dois grupos de alunos.4.3 O desdobramento das turmas Depois de. excepto a estratégia das aulas de Matemática serem leccionadas por um par pedagógico de professores em cada turma. jogos lúdico-matemáticos. em Julho de 2006. em salas distintas e leccionadas por professores distintos (A9). geoplano. pensamos que da Direcção Executiva. foi um processo algo sinuoso. incluindo a definição da composição de cada um dos grupos. Contudo. foi aprovado na íntegra. foi notória.p) Utilizar com mais frequência materiais didácticos manipuláveis como por exemplo. mas em simultâneo. em desdobrar cada turma em dois grupos. alguma pressão exercida 172 . etc. na reunião do mesmo órgão realizada no dia 16 de Novembro de 2006 o Delegado de Disciplina informou que o Plano de Acção para promover o sucesso na Matemática (2º ciclo) elaborado pelo Conselho de Disciplina. nesse mesmo ano. ter sido colocada a questão. contidas no Plano. Recorde-se que. tangram. logo que foi conhecida a decisão superior.

ficar a cargo dos dois docentes da disciplina (A3 e A4). os professores passaram a trabalhar com as turmas desdobradas em grupos. em relação ao critério que deveria ser adoptado no desdobramento de cada turma em dois grupos (A2). na reunião realizada no dia 22 de Setembro de 2006.sobre os membros do Conselho de Disciplina para que estes assumissem a responsabilidade pelo desdobramento de cada turma em dois grupos de nível diferente: um grupo de nível superior e outro grupo de nível inferior (A1). A segunda proposta preconizava a divisão da turma em dois grupos homogéneos entre si. O próprio Conselho de Disciplina de Matemática do 2º ciclo. surgiram duas propostas antagónicas. os dois professores de cada turma trabalharam em conjunto na mesma sala com todos os alunos da turma (A2). 173 . Nesse sentido os professores de Matemática. No seio do Conselho de Disciplina. ou seja. desde o dia 25 de Setembro até ao dia 13 de Outubro. em dois grupos de alunos. durante três semanas. o Conselho Pedagógico da Escola. decidiram desdobrar a turma em dois grupos. de forma a manter a heterogeneidade dentro de cada grupo (A2 e A4). tendo em consideração a tomada de posição do Conselho de Disciplina tomada na reunião do dia 22 de Setembro. conforme consta de uma decisão tomada pelo Conselho de Disciplina na reunião realizada no dia 12 de Outubro. A segunda proposta venceu com apenas 1 voto de diferença. Já posteriormente à tomada de posição do Conselho de Disciplina. revelou alguma divisão no momento da tomada de posição. de forma a manter a heterogeneidade em cada grupo (A4). de forma aleatória. deliberou no sentido da divisão de cada turma. A partir do dia 16 de Outubro. A primeira proposta preconizava a divisão de cada turma em dois grupos de nível diferente: um de nível superior e outro de nível inferior e apontava numa linha que era defendida pelo Presidente do Conselho Executivo (A1) e pelo próprio Delegado de Disciplina. reunido no dia 27 de Setembro de 2006. No início do ano lectivo. ficando um grupo constituído pelos alunos com números ímpares e o outro grupo pelos alunos com os números pares.

4 As aulas de recuperação Em relação às aulas de recuperação da disciplina de Matemática do 2º Ciclo. apenas funcionaram aulas de recuperação para alguns alunos do 6º ano que já tinham sido propostos. Nesta fase. no final do ano lectivo anterior. No início do ano lectivo 2006/2007.Refira-se que. para os alunos de 6ºano. 4. Esta situação prolongou-se até meados do 2º período. o Conselho Pedagógico aconselhou que os alunos fossem agrupados por grau de dificuldade (A4). o Delegado de Disciplina informou que em relação aos testes diagnóstico. desde Setembro até Janeiro. conforme previsto no Plano de Acção. para efeitos de envio para a Secretaria Regional. os alunos do seu grupo juntavam-se ao outro grupo da mesma turma. os resultados dos testes diagnóstico nunca foram solicitados aos professores. 174 . cada professor passou a leccionar para grupos com cerca de 10 alunos. No início do ano lectivo. passando o outro professor a leccionar para toda a turma (A3). feitos na escola. com o desdobramento das turmas. ao contrário daquilo que era proposto no Plano de Acção (Anexo 9). Na reunião do Conselho de Disciplina realizada no dia 12 de Outubro de 2006. as aulas de recuperação. sempre que um dos professores faltava. Contudo. mas a verdade é que a implementação das referidas aulas constituiu também um processo complicado.4. tendo o processo de elaboração e aplicação dos referidos testes sido coordenado pelo Conselho de Disciplina. não funcionavam por grupos de nível. o enunciado. aplicaram-se testes diagnóstico na disciplina de Matemática. mais concretamente até ao final do mês de Janeiro. para as referidas aulas. a todos os alunos do 2º Ciclo (A2). os critérios de correcção e os resultados seriam enviados para a Secretaria Regional de Educação. o que permitiu uma melhor rentabilidade do trabalho.2. Além disso. a partir de então.

no ano lectivo de 2006/2007. as aulas de recuperação deveriam ter uma duração de 90 minutos e uma frequência semanal. Segundo o Plano de Acção. no sentido de vários alunos do 5º e 6º anos frequentarem aulas de recuperação em grupos de nível: um grupo constituído por alunos com mais dificuldades e outro grupo constituído por alunos com menos dificuldades (A6). a inserção dos alunos nas aulas de recuperação de Matemática se processou com algumas dificuldades. A carga horária semanal que cada aluno deve ter. Além disso. por decisão administrativa. apenas no final do mês de Janeiro é que as aulas de recuperação começaram para estes alunos. no que diz respeito a aulas de recuperação. as aulas de recuperação não foram leccionadas pelos professores titulares de cada turma. registaram-se trocas de alunos na organização dos grupos para as aulas de recuperação. alunos com poucas dificuldades foram agrupados com outros alunos com muitas dificuldades (A19). Contudo. Por outro lado. assim como também para aqueles alunos. na reunião do Conselho de Disciplina realizada no dia 1 de Março de 2007. 175 . contrariando as propostas dos professores de Matemática e a estratégia prevista no Plano de Acção. de forma administrativa. cujas propostas tinham sido apresentadas nas reuniões dos Conselhos de Turma efectuadas em Dezembro. apenas 45 minutos de aulas de recuperação de Matemática. na generalidade dos casos. Contudo. deve ter no mínimo uma carga horária semanal de 90 minutos (A19).Em função dos resultados obtidos nos testes diagnóstico. Registe-se que. foram atribuídos a alguns alunos. ainda no mês de Outubro. o órgão em questão considerou que cada aluno. foi outro dos assuntos tratados nas reuniões do Conselho de Disciplina. ao contrário do previsto no Plano de Acção. refira-se que durante o ano lectivo de 2006/2007. no final do 1º período. proposto para aulas de recuperação. os professores de Matemática apresentaram propostas. Para além do atraso no início das aulas. visto que. ao contrário do preconizado no Plano de Acção.

o Delegado de Disciplina forneceu a informação que as planificações anuais da disciplina deveriam ser entregues ao Coordenador do Departamento Curricular até ao dia 6 de Outubro. para saber se a planificação estava a ser cumprida. datada do dia 10 de Janeiro de 2007. quando o Delegado de Disciplina questionou os professores presentes. porque a uma das outras disciplinas – Língua Portuguesa ou Inglês – foi atribuído um bloco de 90 minutos. significa que. por vezes. seriam 2 blocos de 90 minutos ou 4 tempos de 45 minutos (A16).2. fundamentalmente. Sendo as aulas de recuperação repartidas. semanalmente. Antes do dia 6 de Outubro. o assunto das planificações apenas voltou a ser falado no Conselho de Disciplina no dia 7 de Dezembro. o professor Rui e a professora Maria entregaram ao Delegado de Disciplina a proposta de planificação referente ao 5º ano. 4. isso aconteceu. ou seja. nos casos em que apenas foram atribuídos 45 minutos para a disciplina de Matemática. pela disciplina de Inglês.5 A planificação didáctica das actividades lectivas Nas várias reuniões do Conselho de Disciplina realizadas ao longo do ano escolar de 2006/2007. O ano lectivo iniciouse no dia 25 de Setembro de 2006 e na reunião do Conselho de Disciplina realizada no dia 28 do mesmo mês. nunca constou da ordem de trabalhos o assunto da planificação didáctica das actividades lectivas da disciplina. pelas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática. enquanto a professora Sofia e o professor António se encarregavam da elaboração da planificação anual para o 6º ano de escolaridade (A3). mas também. Na 176 .Por deliberação do Conselho Pedagógico. o máximo de aulas de recuperação por aluno. Depois disso. Nessa mesma reunião o Conselho de Disciplina decidiu que a professora Maria e o professor Rui ficavam responsáveis pela elaboração da planificação anual do 5º ano de escolaridade. é dada prioridade a disciplinas que apresentam melhores resultados que a disciplina de Matemática.4.

Essa alteração ficou para ser aprovada na reunião seguinte do Conselho de Disciplina”. na reunião que se seguiu. em que o professor Rui alertou para o facto da planificação de 6º ano. tanto para o 5º ano. no dia 18 de Janeiro. o professor Rui alertou para o facto das planificações da disciplina ainda não terem sido aprovadas pelo Conselho de Disciplina. Finalmente. por unanimidade. no dia 11 de Janeiro. o Delegado de Disciplina esclareceu que. o Conselho de Disciplina aprovou. o assunto das planificações só voltou novamente a ser tratado na reunião do Conselho de Disciplina realizada no dia 3 de Maio de 2007. porque tal não constava. “foi feita uma uniformização do número de aulas previstas para as planificações do 5º e 6º ano. por eles elaboradas. estavam a ser cumpridas com alguns atrasos na calendarização. “facto que o Delegado também lamentou afirmando que o mesmo se deveu à falta de experiência e esquecimento de as levar a aprovação na reunião de disciplina”(A13). inicialmente. mais concretamente na reunião do Conselho de Disciplina do dia 4 de Janeiro de 2007. “foi acordado entre os presentes que a aprovação das planificações do 2º e 3º períodos ficava para a próxima reunião. para 177 . as planificações anuais das actividades lectivas da disciplina (até ao final do ano lectivo). depois de ter entregue a referida planificação ao Coordenador do Departamento. como para o 6º ano (A16). visto estar a faltar um elemento do grupo” (A15). apenas se manifestaram os professores Maria e Rui. na mesma reunião. na disciplina de Matemática. Já no 2º período.ocasião. apenas para o 2º e 3º período. dizendo que as planificações de 5º ano. Na reunião do Conselho de Disciplina realizada no dia 14 de Dezembro de 2007. passados quase 4 meses após o início do ano lectivo. do referido documento (A12). visto o 1º período já ter passado” (A14). Até ao final do ano lectivo. Em relação à planificação anual do sexto ano. No entanto. foi-lhe solicitado que acrescentasse a essa planificação o número de aulas previstas para cada unidade.

não se ter seguido a sugestão do Inspector. idênticas a outras que tinham sido utilizadas na disciplina de Matemática do 2º Ciclo. que o mesmo entregou planificações da disciplina ao Coordenador do Departamento. dada a inexperiência alegada pelo próprio. 4. No mesmo dia.2. em anos anteriores. uma para cada ano de escolaridade. no ano lectivo então em curso. durante o ano lectivo. feita no ano lectivo anterior. que não foi leccionada no ano lectivo transacto nas turmas de 5º ano. de forma a incluir o assunto dos volumes do 5º ano (A22).o ano lectivo então em curso. seja. As referidas matrizes. apresentada pelo professor Rui. o Conselho de Disciplina aprovou uma proposta. para que a planificação de 6º ano fosse reformulada. não incluir os conteúdos referentes à unidade programática de volumes do 5º ano. o professor Rui alertou para o facto de. já aprovada pelo Conselho de Disciplina. nunca foi aprovada qualquer planificação de médio prazo. Por outro lado. depreende-se das afirmações feitas pelo Delegado na reunião do dia 7 de Dezembro. Na lógica do Delegado. sem que tais planificações tenham sido previamente aprovadas pelo Conselho de Disciplina. já durante o 2º período. Em consequência desta alerta. Deste modo. consistem em tabelas. Para além do facto das planificações anuais apenas terem sido aprovadas no dia 18 de Janeiro ou. no sentido de ser elaborada uma planificação de ciclo para a disciplina (A22). durante grande parte do ano. acresce que. cada professor adoptou a sua própria planificação. não era necessário a aprovação das planificações por parte do Conselho de Disciplina. que contêm em linha 178 .4.6 Avaliação do grau de cumprimento da planificação das actividades da disciplina No final de cada período os membros do Conselho de Disciplina preencheram umas matrizes para efectuar o balanço das unidades programáticas já leccionadas até ao momento.

a matriz apenas foi preenchida no final de cada período. as Olimpíadas Portuguesas da Matemática. mas nos últimos anos o seu preenchimento tem sido feito de forma mais esporádica e. a) As Olimpíadas Portuguesas da Matemática Nesse mesmo dia o Delegado de Disciplina informou que se iriam realizar. Em anos lectivos anteriores. À medida que os professores vão leccionando as unidades. inclusivamente.7 Planificação das actividades não lectivas Na reunião do Conselho de Disciplina efectuada no dia 28 de Setembro de 2006. a qualquer momento. nas reuniões do Conselho de Disciplina. o plano de actividades da disciplina (A3). 179 . a nível nacional. Este preenchimento é feito durante as reuniões do Conselho de Disciplina e deste modo. em 2006/2007. cujas inscrições terminavam no dia 18 de Outubro. 4. o Delegado de Disciplina informou os presentes que até ao dia 17 de Outubro deveria ser entregue ao Coordenador do Departamento. essas matrizes eram actualizadas em todas as reuniões do Conselho de Disciplina. se constata quais foram as unidades do programa já leccionadas em cada turma.4. não tendo nenhum aluno do 2º Ciclo participado nas mesmas.2. e até ao final do ano escolar. mais uma vez. vão rubricando e datando no espaço respectivo. nunca mais se voltou a falar nas referidas Olimpíadas.as várias unidades do programa e em coluna as várias turmas do respectivo ano de escolaridade. preenchendo assim a referida tabela. consultando as referidas matrizes que se encontram arquivadas no dossier de disciplina. Desde então. no último ano escolar.

apenas se voltou a falar em eventuais actividades não lectivas. no dia 23 de Novembro. um aluno do 2º ciclo participar na Final Nacional” (A12). Na ocasião. “foi abordada a possibilidade da Escola participar nos Jogos Matemáticos. O Delegado ficou incumbido de elaborar um Plano para essa actividade. Na reunião de 7 de Dezembro. o Delegado esclareceu que ainda não tinha elaborado nenhum plano para a actividade dos Jogos Matemáticos. e que não há garantias. nas reuniões do Conselho de Disciplina.b) O Campeonato Nacional de Jogos Matemáticos No Conselho de Disciplina. em Évora. o Delegado afirmou que. concretamente a 14 de Dezembro de 2006. o delegado deveria “elaborar um plano que contemple a possibilidade de. Na reunião seguinte do órgão. na reunião do dia 16 de Novembro de 2006. e até ao final do ano escolar. pelo menos. no caso da disciplina de Matemática do 2º ciclo participar na organização dos Jogos Matemáticos. não tendo nenhum aluno do 2º ciclo participado no mesmo. Os professores foram informados que a escola só pode inscrever um aluno por jogo e nível de ensino. Desde então. sobre a possibilidade de assegurar a deslocação dos alunos da escola ao Campeonato Nacional. nunca mais se voltou a falar no referido Campeonato Nacional. tendo em vista a sua aprovação”(A10). por ter sido altura de realização de testes e avaliações. por indicação do Delegado de Disciplina. quando o Delegado transmitiu a informação sobre a realização do 3º Campeonato Nacional de Jogos Matemáticos. Sendo assim. ainda não tinha elaborado. ficou assente que. Na última reunião realizada durante o 1º período. o Plano de Actividade para o Campeonato dos Jogos Matemáticos (A13). 180 . ficou ao critério dos professores da disciplina trabalharem com estes jogos. no dia 9 de Março de 2007. no sentido dos alunos treinarem os mesmos (A9).

o Delegado recordou que seriam realizadas competições diferentes para os diferentes anos de escolaridade e que. através de uma parceria. Na competição Maismat. O Maismat. para competir são agrupados em equipas constituídas por dois elementos. o Conselho de Disciplina decidiu integrar no Plano de Actividades a Competição Maismat (A4). na 15ª reunião. existiria uma competição para o quinto ano de escolaridade e outra para o sexto ano de escolaridade no Maismat. Na reunião seguinte. promovido pelo Departamento de Matemática da Universidade de Aveiro e ao qual se associou. 181 . No dia 11 de Janeiro de 2007. o Delegado deu a conhecer a calendarização do PmatE e informou que haveriam competições para os diferentes anos de escolaridade (A15). durante o ano escolar de 2006/2007. utilizando uma plataforma de ensino assistido por computador que está disponível na internet. apesar de poderem treinar individualmente. a Direcção Regional de Educação da Madeira (DRE). por sua vez.c) O Maismat A única actividade não lectiva desenvolvida pelos professores da disciplina de Matemática do 2º ciclo. realizada anualmente. portanto. os mesmos são convidados a responder a um conjunto de 20 questões ou níveis sobre conteúdos que fazem parte do programa de Matemática do 5º e 6º ano de escolaridade. está dividido em duas competições: uma para 5º ano e outra para o 6º ano de escolaridade e os alunos. Na reunião do Conselho de Disciplina efectuada no dia 12 de Outubro de 2006. foi o Maismat que é uma competição integrada no Projecto Matemática Ensino (PmatE). destinada exclusivamente a alunos do 2º ciclo. a 18 de Janeiro de 2007.

o Conselho de Disciplina. De acordo com a acta dessa reunião “foram acertadas as directrizes para a elaboração do plano da actividade Maismat” (A18). no ano lectivo anterior. Na mesma reunião. no concelho de Câmara de Lobos. No mesmo dia. realizada a 1 de Março. o Delegado informou que a Final Regional do Maismat se realizaria no dia 18 de Abril. Na reunião seguinte do Conselho de Disciplina. que frequentaram. o Delegado informou que o PmatE (Maismat) já constava do Pano Anual de Actividades da Escola. uma vez que continuavam inscritos no Minimat. Passados breves dias. constava como primeiro ponto da ordem de trabalhos o assunto “Elaboração do plano da actividade PmatE”. na reunião do Conselho de Disciplina. o 4. para depois elaborar uma planificação da mesma (A16). O mesmo professor pediu. o Conselho de Disciplina ainda não ter aprovado qualquer plano para a actividade do Maismat. que fosse informado da disponibilidade das salas da escola com computadores. relativamente às salas com computadores disponíveis. “visto não haver verba disponível” (A20).º ano de escolaridade. até à data. não conseguiam actualizar os seus dados no Maismat. o delegado de disciplina resolveu o problema das dificuldades sentidas na inscrição de alguns alunos do 5º ano e esclareceu o professor em questão. aprovou o Plano da actividade Maismat (A19). Na reunião do Conselho de Disciplina efectuada no dia 1 de Fevereiro de 2007. Na sequência deste alerta. para os alunos treinarem o Maismat (A19). o Delegado de Disciplina deu conhecimento que tinha entregue ao Coordenador do Departamento uma folha sobre o Maismat e que estava à espera que a actividade fosse aprovada superiormente. finalmente. mas que a deslocação à Final Regional ainda aguardava resposta da Escola. 182 . na Escola do Carmo. o professor Rui deu conhecimento que alguns dos seus alunos de 5º ano.Na mesma reunião. o professor Rui alertou para o facto de. também. No dia 22 de Março. a correspondente actividade do PmatE destinada a alunos do 1º ciclo.

Na reunião do Conselho de Disciplina efectuada no dia 16 de Abril de 2007. constatou-se que também não tinham sido inscritos. a equipa de 5º ano participou na Final Regional do Maismat. nos treinos. dentro do prazo regulamentar. o Delegado comprometeu-se a envidar todos os esforços. num total de 79 equipas. o professor Rui. visto ainda “não terem conhecimento da matéria que corresponde a esse nível”. Dado que. que nela participaram. porque ainda não tinha sido cumprida a fase da selecção das equipas representantes da Escola e porque não havia a garantia de verba disponível para fazer face às despesas de deslocação dos alunos e do professor acompanhante. Na ocasião. no dia 18 de Abril de 2007. não conseguiam passar do nível 8. Refira-se que. que acompanhou a equipa de 5º ano à final Regional do Maismat. e que nem sequer tinha sido cumprida uma das fases do Plano da actividade. deu conhecimento da forma como decorreu a participação da referida equipa na 183 . as 3 equipas de 6º ano da Escola do Pedregal. o 14º e o 16º lugares. nos treinos da competição. constatou-se que nenhuma equipa da escola tinha sido inscrita para a Final Regional do Maismat. informaram que os alunos desse ano de escolaridade não tinham sido inscritos porque. que previa a selecção das equipas representantes da escola na Final Regional. no sentido de ainda se tentar inscrever a equipa em questão na Final Regional (A21). de forma inequívoca. onde obteve um brilhante 4º lugar. e que uma das equipas desse ano de escolaridade se tinha destacado. dois dias antes da realização da Final Regional. Desta forma. o que veio a acontecer. ou seja. Relativamente aos alunos do 5º ano. os professores que leccionavam às turmas de 6º ano. Na reunião do Conselho de Disciplina efectuada no dia 3 de Maio de 2007. no Plano da actividade estava prevista a deslocação de apenas uma equipa de 5º ano à Final Regional do Maismat. na Final Regional do Maismat. no ano lectivo anterior. num total de 127 equipas concorrentes oriundas das várias escolas do 2º Ciclo da RAM. obtendo o 7º. classificaram-se todas nas primeiras 16 posições.

na Final Regional do Maismat. ao nível da nossa Escola. “Realçou a forma como a equipa e o professor acompanhante foram bem recebidos na citada Escola. membros da equipa que participou. fase esta que deveria estar concluída até ao final do 2º período. de Santana. com o apoio da DRE da Madeira. Lamentou que a planificação desta actividade. se este já tinha tratado da justificação das faltas dadas às aulas. designado por Agente X. não tenha sido cumprida. Na mesma reunião. devido ao facto da selecção da equipa representante no Maismat de 5º ano apenas ter ocorrido dois dias antes da Final Regional. nesse mesmo dia. na Escola do Carmo. só na véspera dessa Final é que foi possível ensinar. foi o Campeonato Regional de Resolução de Problemas Matemáticos. mas comprometeu-se a tratar desse assunto” (A22). que ainda não tinham sido leccionados até à data. no dia 18 de Abril. alguns conteúdos programáticos de 5º ano. aos alunos da equipa. em Câmara de Lobos. que normalmente fazem parte das questões que surgem nos últimos níveis do Maismat de 5º ano. realizada no dia 18 de Abril. os volumes de cubos e de paralelepípedos rectângulos e as fracções. d) Campeonato Regional de Resolução de Problemas (Agente X) Uma outra actividade. o que não aconteceu. Acrescentou o mesmo professor que. Manuel Ferreira Cabral. pelos alunos do 5º B. a classificação de triângulos. dizendo que se a selecção da equipa tivesse sido feita atempadamente.Final Regional. Concluiu o professor Rui. no que diz respeito à calendarização da fase de selecção da equipa representante da Escola na Final Regional. num total de 79 equipas. um projecto dinamizado por professores da Escola Básica e Secundária Bispo D. O delegado de disciplina respondeu negativamente. isso permitiria uma preparação mais eficaz para a Final. o professor Rui “perguntou ainda ao delegado de disciplina. e a provável obtenção de um resultado ainda melhor” (A22). que foi abordada nas reuniões do Conselho de Disciplina. como por exemplo. 184 . Destacou o 4º lugar alcançado por esta equipa nessa Final.

fase essa que se iniciou no dia 1 de Fevereiro. mas a verdade é que. o assunto nunca mais foi falado nas reuniões do Conselho de Disciplina e nenhum aluno da Escola foi apurado para a Fase de Investigação Final. 185 . . foram apurados para a Investigação Final os 50 melhores Agentes no conjunto dos 10 Casos de Investigação resolvidos na Fase de Investigação. foram acertadas as directrizes para a elaboração do Plano desta actividade. de acordo com a acta da reunião do Conselho de Disciplina.Neste Campeonato os alunos participantes são os Agentes e os problemas são os Casos em Investigação. Contudo. o referido Plano nunca chegou a ser apresentado ao Conselho de Disciplina para efeitos de aprovação. Na reunião do Conselho de Disciplina efectuada no dia 1 de Fevereiro.A Fase de Investigação que consiste na resolução de 10 Casos em Investigação que eram colocados quinzenalmente na página web do Agente X. no dia 15 de Junho. Alguns professores divulgaram esta actividade junto dos seus alunos. A competição subdivide-se em duas: . chegando inclusivamente a propor a resolução dos Casos em Investigação como trabalhos desenvolvidos na sala de aula ou como trabalhos de casa.O Agente X mini para alunos do 5º e 6º anos de escolaridade. até ao final do ano escolar.A Fase da Investigação Final. no que diz respeito à participação dos alunos da escola do Pedregal (A18). que foi uma prova de carácter presencial que teve lugar na Escola Básica e Secundária de Santana. . para divulgação do Campeonato Regional de Resolução de Problemas Matemáticos e.O Agente X Max para alunos do 7º e 8 º anos de escolaridade. O Campeonato era composto por duas fases: . na DRE. Na RAM. realizada no Funchal. o Delegado de Disciplina informou que participara numa reunião.

aprovado pelo Conselho de Disciplina no final do ano escolar de 2005/2006. cuja proposta de aquisição consta do Plano de Acção (A3). Refira-se que. cuja aquisição era proposta. alguma correspondência. nesse sentido. na 9ª reunião do Conselho de Disciplina o delegado informou que “os recursos materiais. divulgando os seus produtos. No dia 16 de Novembro. o Delegado de Disciplina informou que “a lista de materiais pedida no final do ano lectivo anterior desapareceu” e que seria efectuado outro pedido com requisição de imediato (A2). que constasse na lista de materiais do referido plano de acção e que tivesse sido requisitado. efectuada no dia 22 de Setembro de 2006. proveniente de editoras.4. cuja proposta de aquisição pela Escola constava do Plano de Acção da Matemática. de materiais didácticos manipuláveis e.4. O Delegado deu conhecimento da recepção das mesmas e na reunião do Conselho 186 . o Delegado afirmou que ainda não sabia se já tinha chegado à Escola o material didáctico.8 Recursos Materiais a) Materiais previstos no Plano de Acção No Plano de Acção.2. Na 2ª reunião do Conselho de Disciplina do ano escolar de 2006/2007. foi recebida pelo Delegado de Disciplina. ainda não tinha chegado à escola qualquer material didáctico. foram requisitados” (A9). realizada no dia 28 de Setembro. Na reunião seguinte do Conselho de Disciplina. com maior frequência. uma das estratégias propostas era a utilização. até à data da conclusão desta investigação. b) Outros Recursos materiais Durante o ano escolar. do referido Plano constava uma lista de materiais manipuláveis e jogos lúdico-didácticos.

à Escola. de acordo com o referido Plano.2. com dimensões mais reduzidas. como a sala 18 e a sala 20. até ao final do ano lectivo nunca mais o assunto foi discutido no seio do Conselho de Disciplina. cuja aquisição fora proposta anteriormente (A19). localizam-se no referido piso superior do bloco 3 da Escola. o Conselho de Disciplina. mas. 187 . aprovou uma proposta “no sentido de todas as aulas de Matemática serem leccionadas em salas do piso superior do Bloco 3 da escola. foi necessário recorrer a outras salas. no sítio da Internet para.9 Problemas de instalações O Plano de Acção prevê que as aulas de Matemática sejam leccionadas em salas específicas. Refira-se que as salas 21 e 22. deliberou propor a aquisição de alguns Cadernos de Matemática com actividades da editora Santillana/Constância (A12). o delegado informou que recebera um folheto informativo sobre os quadros interactivos. a carga lectiva semanal da disciplina de Matemática do 2º ciclo corresponde a 2 blocos de 90 minutos mais um tempo de 45 minutos.de Disciplina efectuada no dia 7 de Dezembro de 2006. dada a sua insuficiência para serem utilizadas por todas as 7 turmas do 2º ciclo. efectuada em 14 de Setembro de 2006. Pediu aos docentes para se informarem das capacidades e funcionalidades do produto. Dado que. no mesmo dia 1 de Março. que apresentavam alguns problemas que foram identificados no Conselho de Disciplina. dos manuais de 3º e 4º anos de escolaridade. esse órgão. 4.4. na 1ª reunião do ano escolar. devido à proximidade do gabinete onde se encontra depositado o material da disciplina” (A1). avaliar uma possível requisição do mesmo. posteriormente. concretamente nas salas 21 e 22. No dia 1 de Março de 2007. O Conselho de Disciplina foi informado da chegada. Refira-se que. por unanimidade. Contudo.

“facto este que prejudica os alunos e o normal desenrolar das aulas” (A9). No que diz respeito à sala 18. depois de ter distribuído cópias de um excerto de 5 páginas do documento: “Análise da Organização e Orientação Pedagógica . foi identificado o problema dos alunos se queixarem da dificuldade em visualizarem o que é escrito no referido quadro. o que veio a acontecer. tinham sido discutidos alguns aspectos a ter em conta nos 188 . Na reunião do dia1 de Fevereiro.Exames do E. B – 2006 – Roteiro” da Inspecção Regional de Educação (desde a pág. o Delegado informou que iria “ser colocado um novo quadro na sala 18” (A18). foi referido “o problema das dimensões exíguas de um quadro de parede” e do “número insuficiente de mesas e cadeiras existente na mesma sala (A3). o delegado não distribuiu as páginas 35 e 37 do mesmo documento. páginas que se referem a uma matriz de recomendação de melhoria para as estruturas de gestão intermédia/orientação educativa e que. 43 até à 47) (A3).10 Análise e reflexão sobre as práticas educativas No dia 28 de Setembro de 2006 o Delegado solicitou uma análise do relatório da inspecção feito à escola. em relação à sala 20. conforme informação dada pelo Delegado na reunião do dia 14 de Janeiro de 2007 (A14). Até ao final do ano escolar. na reunião do dia 28 de Setembro na reunião do Conselho de Disciplina.4. Na reunião do Conselho de Disciplina. no final do ano lectivo anterior. 4. essa análise nunca foi feita no seio do Conselho de Disciplina. Relativamente ao quadro de parede foi sugerido a colocação de um outro com maiores dimensões.Assim. As páginas distribuídas referem-se a uma matriz de competências dos órgãos de gestão e estruturas intermédia/orientação educativa. realizada no dia 12 de Outubro. certamente. na reunião do Conselho Pedagógico do dia 27 de Setembro de 2006. o Delegado informou que.2. Aliás. permitiriam a análise pretendida. talvez por lapso.

O Delegado também informou que as matrizes dessas provas globais deveriam ser aprovadas pelo Conselho de Disciplina e dadas a conhecer aos alunos com o mínimo de 15 dias de antecedência em relação à data de realização da prova (A22). uma proposta referente aos critérios de avaliação que deveriam ser adoptados pela disciplina (A3). como na reunião efectuada no dia 3 de Maio de 2007. EM. em todas as disciplinas do 2º ciclo. deveriam ser submetidos a um teste global. 189 .4. EVT e áreas curriculares não disciplinares.2. No 6º ano também de exceptuam as disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática (sujeitas a Provas de Aferição). No dia 7 de Dezembro. tanto no 5º como no 6º ano. 4. por unanimidade. realizada no dia 28 de Setembro de 2006. EMRC. com a análise de resultados). com a referência a reajustamentos das planificações. Elaboração de provas a nível de escola. efectuada no dia 22 de Março. a) Critérios de avaliação Na 3ª reunião do ano escolar. excepto nas disciplinas de EF.Departamentos e nos Grupos Disciplinares: planificações por ciclo.11 Avaliação e exames. actas completas (com actividades e estratégias para superar certas dificuldades. o Delegado informou que os alunos da escola. b) Fichas de avaliação global Tanto na reunião do Conselho de Disciplina. o Delegado informou que os referidos critérios tinham sido aprovados pelo Conselho Pedagógico (A12). no final do ano lectivo. o Conselho de Disciplina aprovou. planificações por turma (consoante dificuldades detectadas).

na disciplina de Matemática. os professores deveriam motivar os alunos. no sentido dos professores informarem os alunos que as Provas de aferição são identificadas e que. no sentido destes tentarem obter o melhor resultado possível na Prova de aferição (A22). d) Exames de Equivalência à Frequência No dia 22 de Março de 2007. depois de classificadas. o delegado informou que “o prazo de entrega das matrizes dos Exames de Equivalência à frequência termina no dia 16 de Abril” (A20). Deste modo. o Conselho de Disciplina concordou com a proposta apresentada pelo professor Rui. Na reunião do dia 3 de Maio. o professor Rui afirmou que. os membros do Conselho de Disciplina foram informados que. do Secretário de Estado da Educação. a todos os alunos do 6º ano. se tinha apercebido que alguns alunos do 6º ano estavam convencidos que as Provas de aferição eram respondidas de forma anónima. Nesse mesmo dia. nas aulas de recuperação. de 5 de Fevereiro. pelas 10 horas. o Delegado de Disciplina deu conhecimento do teor do Despacho nº 2351/2007. no dia 24 de Maio. o mesmo professor apresentou uma proposta para superar esse problema. 190 .c) Provas de aferição No dia 22 de Março de 2007. o Delegado de Disciplina também deu conhecimento do teor do Despacho normativo nº 14/2007. Na sequência deste despacho. as pautas com os resultados dos alunos são publicitadas. de 22 de Fevereiro de 2007. Dado que tal ideia não corresponde à verdade. que determina um conjunto de normas sobre as provas de aferição. seria aplicada uma Prova de aferição. que aprova os Regulamentos dos Exames do Ensino Básico e do Ensino Secundário. Sendo assim. bem como o Regulamento do Júri Nacional de Exames.

tamanho 12.Na reunião do Conselho de Disciplina do dia 16 de Abril de 2007 foi aprovada a matriz do Exame de Equivalência à Frequência da disciplina de Matemática do 2º Ciclo (A21).Referir a cotação a atribuir a cada questão. 191 .Ser feito com letra Arial.5 entre as questões.Conter a duração no cabeçalho.(A22) 4.12 Encontros Regionais de Delegados Durante o ano escolar de 2006/2007. ainda.2. No mesmo dia 22 de Maio.4. o Conselho de Disciplina decidiu que a prova do Exame de Equivalência à Frequência seria elaborada pelo professor António e pela professora Rosa. Na mesma reunião de 3 de Maio o Delegado informou que os exames de equivalência à frequência deveriam ser entregues ao Conselho Executivo até ao dia 1 de Junho e forneceu outras informações úteis sobre a elaboração do enunciado da prova de exame. Posteriormente. espaço simples no texto e 1. o Delegado de Disciplina foi convocado para participar em Encontros de Delegados de Matemática do 2º ciclo realizados no Funchal. . dizendo que o mesmo deveria: . . que as provas deveriam ser acompanhadas dos critérios de correcção/classificação e que os nomes dos professores responsáveis pela elaboração dos Exames deveriam constar em acta do Conselho de Disciplina. no âmbito do Programa “O Sucesso na Disciplina de Matemática”. O delegado esclareceu. promovido pela DRE. o delegado informou que as matrizes dos Exames de equivalência à frequência foram aprovadas. na reunião do dia 3 de Maio.

informou que. por consenso. o Encontro foi subordinado ao tema “Materiais na aula de Matemática”. para além do Delegado foi também convocado outro professor da disciplina. elaborarem. O Conselho de Disciplina reunido no dia 16 de Novembro tomou conhecimento da realização do referido Encontro e. por exemplo. no total com três blocos de noventa minutos por semana” (A10). o professor Rui “sugeriu que houvesse partilha de informação entre escolas para que estes Encontros fossem mais produtivos. na sequência deste assunto. troca de planificações.Para o 1º Encontro. o Delegado pediu aos restantes colegas que indicassem temáticas para serem abordadas nos próximos Encontros. Em relação a isso. o Delegado informou que tinha participado em mais um Encontro de Delegados de Matemática do 2º Ciclo. ficando esta. desta vez. todas as escolas em conjunto. cumprimento do programa e. visto que se realizarão mais dois Encontros no segundo período e outro no terceiro período. que desta vez tinha versado a temática da avaliação dos alunos (A18). do dia 1 de Fevereiro de 2007. na reunião do Conselho de Disciplina. o Delegado de Disciplina deu conhecimento das actividades desenvolvidas no 192 . realizado no dia 4 de Junho no Auditório da Direcção Regional de Educação. No dia 23 de Novembro de 2006. recursos existentes em cada escola e sua utilização. que se realizou no dia 17 de Novembro de 2006. o Delegado e o professor Rui deram conhecimento da forma como tinha decorrido o referido Encontro de Delegados e. Na sua reunião de 19 de Junho de 2007. no Funchal. decidiu que seria o professor Rui a acompanhar o Delegado de Disciplina ao Encontro de Delegados (A9). uma proposta para o aumento da carga horária da disciplina de Matemática. o Conselho de Disciplina foi informado que o Delegado participara em mais um Encontro de Delegados de Matemática do 2º Ciclo da RAM. Na sequência do mesmo assunto. para além de recordar que este Encontro de reflexão e formação se inseriu no programa “O Sucesso na Disciplina de Matemática”. Na reunião do Conselho de Disciplina. O Delegado.

fundamentalmente. embora fossem de realçar. O professor Rui referiu que os resultados obtidos na disciplina de Matemática. à falta de empenho e de sentido de responsabilidade. Não foi feita qualquer análise em relação aos dados fornecidos. 4. bem 193 . não eram satisfatórios. resultado superior ao de outras disciplinas como Ciências da Natureza. o Delegado distribuiu um quadro estatístico com os resultados dos Exames Nacionais do Ensino Básico e Secundário. por unanimidade.13 Análise dos resultados escolares dos alunos Na reunião do Conselho de Disciplina. no momento de avaliação sumativa ocorrido no final do 1º período. efectuada no dia 26 de Outubro de 2006. divulgando um conjunto de fichas de trabalho utilizadas com alguns materiais didáctico-pedagógicos (A23). No dia 18 de Janeiro de 2007 o delegado distribuiu pelos presentes cópias de um documento. História e mesmo Inglês. os resultados não satisfatórios obtidos na disciplina de Matemática são devidos fundamentalmente à indisciplina de alguns alunos. bem como à ausência de pré-requisitos manifestadas por diversos alunos. com apenas 23 % de níveis inferiores a três. referente às várias escolas da RAM. os resultados obtidos pelos alunos do 6ºano na disciplina de Matemática. positivamente. o que infelizmente já era normal acontecer nesta disciplina. O mesmo professor afirmou que. no final do 1º período. tendo solicitado que se fizesse uma análise dos resultados obtidos. respeitante ao ano lectivo 2005/2006 (A6). nas diversas disciplinas e nos diversos anos de escolaridade. ao nível do segundo ciclo. deveramse.referido Encontro de Delegados. no seu entender. O Conselho de Disciplina. com o número e percentagens de "negativas" obtidas pelos alunos da Escola.4. considerou que os resultados não satisfatórios obtidos na disciplina de Matemática.2. à falta de empenho e de hábitos de trabalho.

no ponto da ordem de trabalhos “Balanço do ano lectivo”. Face aos números apresentados. -Falta de pré-requisitos. os alunos do 5º ano obtiveram 37% de níveis inferiores a 3. e entendeu que vários factores contribuíram para o insucesso escolar de muitos alunos na disciplina de Matemática. no final do 2º período (A22). o Conselho de Disciplina considerou não satisfatórios os resultados obtidos pelos alunos na disciplina de Matemática do 2º ciclo. nomeadamente: -Aulas de recuperação iniciadas apenas a meio do ano lectivo. 4. -Dificuldades de aprendizagem a nível cognitivo (A24). por disciplina. o Delegado distribuiu pelos presentes cópias de um quadro resumo com os resultados da avaliação dos alunos da Escola. no ano escolar de 2007/2008 deveriam ser implementadas as seguintes medidas: 194 . Na reunião do Conselho de Disciplina efectuada no dia 5 de Julho de 2007. os professores constataram que no final do ano lectivo. na avaliação interna. Segundo o referido relatório.como ao não cumprimento de regras básicas do saber estar na sala de aula e à falta de pré-requisitos. enquanto os alunos do 6º ano obtiveram 31% de níveis inferiores a três na mesma avaliação interna. o Conselho de Disciplina fez um balanço da execução do Plano de Acção para Promover o Sucesso na Matemática.14 Balanço da execução do Plano de Acção. -Indisciplina não punida de alguns alunos. na disciplina de Matemática. -Falta de empenho. mas 50% de classificações não satisfatórias na Prova de Aferição (A24). Na reunião do Conselho de Disciplina realizada no dia 5 de Julho de 2007. hábitos e métodos de estudo dos alunos.4.2. manifestados por diversos alunos (A16). No dia 3 de Maio de 2007. tendo na ocasião sido elaborado um relatório referente ao ano lectivo que terminara (A24).

As aulas de Apoio Pedagógico Acrescido. deveria ser desdobrada em dois grupos. nomeadamente nas salas 21 e 22. sendo formados dois grupos por turma. preferencialmente. b) Os alunos. deveria continuar a ser leccionada por dois professores em cada turma. para coordenação das actividades das respectivas turmas. deveriam ser leccionadas. por um dos professores titulares da turma. O outro grupo deveria ser constituído pelos alunos que têm algumas dificuldades de aprendizagem. 7. Um dos grupos deveria ser constituído pelos alunos que apresentam muitas dificuldades de aprendizagem. As aulas de Matemática deveriam ser leccionadas em salas específicas. 1 tempo de 45 minutos. que transitaram do 4º ano. aprovadas pelos Conselhos de Turma. que ficaram retidos no 5º ano e aqueles que vão frequentar o 6º ano. A disciplina de Matemática do 2º ciclo. destinadas aos alunos com Necessidades Educativas Especiais. equipadas com mesas individuais. por cada par pedagógico a que pertença cada professor. com aulas em simultâneo. 2. as aulas de recuperação deveriam funcionar desde o início do ano lectivo. deveriam ser seleccionados para as aulas de recuperação em função dos resultados que obtiveram na Prova de Aferição do 4º ano e dos elementos que constarem nos respectivos processos individuais. por sua vez. As aulas de recuperação deveriam ser leccionadas pelos professores titulares da turma. 195 . A selecção dos alunos para as aulas de recuperação deveria processar-se da seguinte forma: a) Os alunos do 5º ano. 5. A carga lectiva semanal da disciplina de Matemática do 2º Ciclo deveria aumentar para 3 blocos de 90 minutos. que. 3. na sua componente não lectiva. 6.1. Os horários semanais dos professores de Matemática (2º Ciclo) deveriam incluir. 4. deveriam ser seleccionados para as aulas de recuperação de acordo com as propostas nesse sentido. Além disso.

Deveriam ser adquiridos os recursos materiais. nomeadamente. Sempre que surjam problemas de indisciplina nas turmas. de algumas medidas disciplinares que constam do Estatuto Disciplinar do Aluno. ao nível de material didáctico. No início do ano lectivo. por não estarem contempladas no Regulamento Interno da Escola. Esta sala de estudo deveria funcionar no turno contrário ao da maioria das aulas dos alunos. aprovado no final do ano lectivo anterior e que ainda não tinham sido fornecidos. 9. que permitisse o uso de computadores com acesso à Internet. aos alunos indisciplinados. específica para os alunos do 2º Ciclo. que constavam do Plano de Acção. Deveria ser criada uma Sala de Estudo de Matemática. deveriam ser aplicadas fichas de avaliação diagnóstica para identificar as dificuldades específicas de cada aluno. 196 . o que nem sempre aconteceu no ano lectivo que findou. No 2º ciclo. deveriam ser criadas turmas com Percursos Curriculares Alternativos para alunos com necessidades educativas especiais. 10. O Regulamento Interno da Escola deveria ser urgentemente revisto. medidas essas que não foi possível aplicar no ano lectivo que findou. de forma a possibilitar a aplicação. ou seja. os Directores de Turma e os restantes professores deveriam aplicar todos os dispositivos legais que constam no Estatuto Disciplinar dos Alunos. 13.8. que transportam os alunos para suas casas. desde as 14h30 até à saída dos últimos autocarros. 12. 11. a inibição de actividades de complemento curricular e a realização de actividades úteis à comunidade escolar. supostamente na parte da tarde.

Na Escola Básica e Secundária do Pedregal as competências do Conselho de Disciplina não figuram no Regulamento Interno da Escola. com os dados organizados a apresentados num registo interpretativo. de 21 de Junho. Nesse artigo e nessa alínea estipula-se que uma das competências do Delegado de Disciplina é convocar e coordenar os Conselhos de Disciplina. exactamente. concretamente o Decreto Legislativo Regional nº 4/2000/M. no caso concreto. Por conseguinte. vertida no respectivo Regulamento Interno. na alínea c) do referido artigo. tendo-se adoptado uma abordagem centrada na descrição.5. o Conselho de Disciplina de Matemática do 2º Ciclo de uma escola da Região Autónoma da Madeira. 197 . A única referência ao Conselho de Disciplina que é feita no Regulamento Interno da Escola é. O estudo que realizámos permitiu-nos descrever e analisar a actividade de um Conselho de Disciplina específico. A existência deste órgão está dependente da decisão de cada escola. . que se refere às competências do Delegado de Disciplina. não contempla a existência do Conselho de Disciplina. e que vigora desde 2001. O quadro legislativo que serve de moldura à nossa investigação. no seu artigo 39º. CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES. para assim. de 31 de Janeiro. se uma das competências do Delegado de Disciplina é “convocar e coordenar os conselhos de disciplina”. administração e gestão dos estabelecimentos de educação e de ensino públicos da Região Autónoma da Madeira. introduzidas pelo Decreto Legislativo Regional nº 21/2006/M. concretamente. que aprova o regime de autonomia. acontecendo o mesmo em relação à sua composição. compreendermos em que medida aquele órgão tem exercido as suas competências Tratou-se de uma pesquisa baseada em informação qualitativa. embora a sua composição e as suas competências não estejam referidas no Regulamento Interno da Escola. e que sofreu algumas alterações em 2006. pressupõe-se a existência deste órgão.

4. no âmbito da respectiva disciplina. tomámos como referência para o nosso estudo as competências que o próprio órgão sugeriu em 26 de Junho de 2003 e que agora recordamos: 1. 6. isto partindo do pressuposto que o departamento curricular não chama a si o exercício desta competência. 11. 3. Colaborar na inventariação de necessidades em equipamento e material didáctico e promover a interdisciplinaridade. 5. de 22 de Fevereiro. Avaliar o grau de consecução das planificações e decidir de eventuais reajustamentos a efectuar. relacionando-os comos objectivos propostos e as práticas pedagógicas. e dada a indefinição em relação a este assunto. ao Conselho Pedagógico. 9. Colaborar com o responsável pela elaboração do Plano de Formação de 198 . 7. as competências do Conselho de Disciplina não se esgotam na elaboração das matrizes dos Exames de Equivalência à Frequência. Eleger o delegado de disciplina. 2. organização curricular e processos e critérios de avaliação de alunos. Propor actividades para o plano de actividades da escola. 10. Avaliar os resultados atingidos. Elaborar os estudos e/ou pareceres no que se refere a programas. promovendo a troca de experiências sobre metodologia. do Secretário de Estado da Educação é a de propor. Contudo. Planificar as actividades lectivas e não lectivas. 8. concretamente do Despacho normativo nº 14/2007. técnicas e materiais de ensino. Analisar a qualidade científica e pedagógica dos manuais escolares e propôlos para adopção na escola. a matriz da prova de exame de equivalência à frequência.A única competência do Conselho de Disciplina que pode ser inferida dos normativos legais. Apoiar o trabalho dos professores da disciplina. Colaborar com o departamento curricular na emissão de propostas e/ou pareceres sobre assuntos que sejam objecto de deliberação no referido departamento e noutras estruturas da escola. métodos.

Professores da Escola. libertando as reuniões dos Conselhos de Disciplina para o tratamento das questões que são mais prementes. 12. parece-nos que uma das lacunas evidenciadas no desempenho do Conselho de Disciplina é exactamente a planificação. O facto das planificações anuais terem sido aprovadas pelo Conselho de Disciplina apenas a 18 de Janeiro e de. A transmissão de informação poderia ser feita de forma mais eficiente através da utilização das novas tecnologias da informação e comunicação. Durante o ano escolar de 2006/2007. nomeadamente ao nível da implementação de diversas estratégias previstas no referido Plano. Outros assuntos tratados nas reuniões do Conselho de Disciplina foram a planificação didáctica das actividades lectivas. a realização de testes diagnóstico no início do ano lectivo. Durante o ano escolar de 2006/2007. nas reuniões do Conselho de Disciplina. como por exemplo. bem como das actividades não lectivas. Normalmente. Exercer as demais competências previstas nos diversos normativos legais em vigor. um dos assuntos que foi objecto de tratamento pelo Conselho de Disciplina foi o Plano de Acção para promover o sucesso na disciplina de Matemática. nomeadamente. foram tratados diversos assuntos. o desdobramento das turmas. como também das actividades não lectivas. apresentando sugestões sobre acções de formação no âmbito pedagógico-didáctico da disciplina. tomando como referência de análise as competências sugeridas pelo próprio órgão. aprovado no final do ano lectivo de 2005/2006. informações oriundas do Conselho Pedagógico ou mesmo da Direcção Executiva. mas grande parte das reuniões desse órgão foi utilizada para transmitir informações. Mas. a coordenação pedagógica dos docentes da disciplina. as aulas de recuperação e os recursos materiais cuja utilização está prevista no Plano. quer das actividades didácticas lectivas. nunca se ter 199 . durante o ano lectivo.

tendo em vista a sua aprovação. 200 . Os problemas ocorridos com a aprovação de Planos. constitui indicadores suficientes para aferir da existência de um problema. até ao final do ano lectivo. o que colocou seriamente em risco a participação das equipas da Escola na Final Regional do Maismat. a aprovação do correspondente Plano só ocorreu a 1 de Março de 2007. Também no que diz respeito às planificações das actividades não lectivas. a única que foi desenvolvida durante o ano lectivo. órgão que na Escola tem a competência para aprovar o Regulamento Interno da Escola. a inexistência de competências para o órgão. Em relação à actividade do Maismat. onde apenas acabou por participar uma equipa. o Plano da Actividade não foi integralmente cumprido. Além disso. a insuficiente redução de horas na componente lectiva do horário semanal do Delegado para o desempenho do cargo. Contudo. pode ter contribuído para um aligeirar de responsabilidades por parte dos restantes membros do Conselho de Disciplina. O Campeonato Nacional de Jogos Matemáticos e o Campeonato Regional de Resolução de Problemas Matemáticos (Agente X).aprovado qualquer planificação a médio prazo. é necessário que o Conselho Executivo elabore uma proposta nesse sentido e a apresente ao Conselho da Comunidade Educativa. tal nunca aconteceu. Por outro lado. ou mesmo. e apenas depois do Delegado ter sido pressionado para tal. em relação ao ocorrido. os procedimentos não foram os melhores. Na origem do mesmo. mas a verdade é que. o problema não se verificou apenas ao nível das planificações lectivas. foram duas actividades para o qual o Delegado de Disciplina se comprometeu a apresentar os respectivos Planos ao Conselho de Disciplina. pode estar a alegada inexperiência do professor que desempenhou a função de Delegado de Disciplina durante o ano lectivo. Para que tal aconteça. tanto para as actividades lectivas como para as actividades não lectivas. podem ser ultrapassados com a introdução das competências do Conselho de Disciplina no Regulamento Interno da Escola.

a necessidade de repetir a eleição. Durante o ano escolar. no âmbito dos assuntos tratados nas reuniões. resultantes do desdobramento das turmas nas aulas regulares. Raramente o Conselho de Disciplina fez análises relacionadas com o processo de ensino-aprendizagem e tomou decisões no sentido de melhorar o desempenho profissional dos docentes que integram o órgão. Aprovação dos critérios de avaliação dos alunos na disciplina de Matemática. numa reunião extraordinária do Conselho de Disciplina. das quais se destacam as seguintes: Definição de critérios para a composição dos grupos de alunos. nomeadamente no final do ano escolar. face ás exigências existentes. Outros assuntos tratados nas reuniões e de forma que nos parece minimamente satisfatória. Aprovação das planificações didácticas anuais. sobre quem eram os docentes elegíveis. que habitualmente é a mais problemática ao nível dos resultados escolares. Aprovação do plano da Actividade Maismat. foram a definição de critérios de avaliação dos alunos e a aprovação da matriz do Exame de Equivalência à Frequência. foi a eleição do Delegado de Disciplina. Contudo.Um dos assuntos tratados nas reuniões. 201 . Definição de critérios na formação de grupos de alunos para as aulas de recuperação. Elaboração da proposta de matriz do Exame de equivalência à frequência. por parte do presidente da reunião. No que diz respeito a análise dos resultados escolares dos alunos parece-nos que o Conselho de Disciplina deveria aprofundar as suas análises de forma a melhorar o desempenho dos alunos na disciplina. o Conselho de Disciplina tomou algumas decisões. revelou o desconhecimento.

de 22 de Fevereiro. No que diz respeito ao exercício das competências do Conselho de Disciplina. o Conselho de Disciplina não exerceu as seguintes competências: Apoio ao trabalho dos professores da disciplina. apresentando sugestões sobre acções de formação no 202 . o Conselho de Disciplina exerceu parcialmente as seguintes competências: Planificação das actividades lectivas e não lectivas. promovendo a troca de experiências sobre metodologia.Elaboração de proposta sobre o aumento do número de horas da redução na componente lectiva do horário semanal do Delegado de Disciplina. Colaboração com o Departamento Curricular na emissão de propostas e/ou pareceres sobre assuntos que sejam objecto de deliberação no referido Departamento e noutras estruturas da escola. Elaboração da proposta de critérios de avaliação dos alunos. já citado anteriormente. Colaboração na inventariação de necessidades em equipamento e material didáctico. Eleição do Delegado de Disciplina. Colaboração com o responsável pela elaboração do Plano de Formação dos Professores da Escola. Por outro lado. no ano escolar em análise. Eleição do Delegado de Disciplina. Contudo. as competências exercidas plenamente foram as seguintes: Elaboração da proposta da matriz da prova do Exame de equivalência à frequência. continuando a ter por base de trabalho as competências sugeridas pelo próprio órgão na reunião de 26 de Junho de 2003. bem como aquela que resulta da aplicação do Despacho normativo nº 14/2007. Avaliação do grau de consecução das planificações. durante o ano escolar de 2006/2007. técnicas e materiais de ensino. poder-se-á afirmar que. Promoção da interdisciplinaridade.

pode constituir um problema. Relativamente à forma de funcionamento do Conselho de Disciplina. Qualquer órgão da administração pública deve ter o seu próprio regimento. De uma forma geral. 203 . a que não haja qualquer dúvida em relação a um conjunto de procedimentos.âmbito pedagógico-didáctico da disciplina. poder-se-á dizer que a actividade e a forma de funcionamento do Conselho de Disciplina poderá ser melhorada com a implementação de algumas medidas tendentes a que sejam ultrapassadas as lacunas agora detectadas ao nível das competências e do regimento do órgão. ao possibilitar a realização de reuniões sem convocatória e sem a respectiva ordem de trabalhos e inclusivamente apenas com a presença de um docente. que são inerentes à realização de reuniões por parte dos órgãos colegiais. importará referir que a inexistência de Regimento Interno para o órgão. de forma.

Lisboa: Edições 70 (edição original em francês publicada em 1977). A. Imagens organizacionais da escola (3ª ed. 1 (2ª ed. Lisboa: Universidade Aberta. Fazer investigação: Contributos para a elaboração de dissertações e teses (pp. Investigação naturalista em educação. M. (2003). (1998).). (2005). Princípios de gestão. P. D.). Bell. J. Uma introdução à teoria e aos métodos. J.). Bogdan. I. Curso de Direito Administrativo: Vol. V. Rio de Janeiro: Elsevier Editora. N. 204 . Introdução à teoria geral da administração (7ª ed). Caupers. (2004). Amaral. Um guia prático e crítico. Carmo. Como realizar um Projecto de Investigação (3ª ed). J. (1996). Lima & J.. L. M. (2005). A. (2003). 105-196). J. Estruturas e pessoas. Coimbra: Livraria Almedina. Teses relatórios e trabalhos escolares (5ª ed. Esteves.). Recursos humanos e sucesso empresarial (6ª ed. Lisboa: Publicações Dom Quixote. J. M. Câmara. (1998). Pacheco (org. I. (1996). Introdução ao Direito Administrativo (5ª ed. H. M. Caderno de apoio.). (2000). Guerra. Lisboa: Universidade Aberta. Teoria organizacional. P. Lisboa: Universidade Católica Editora. Bilhim. A. e Ferreira. B. Robert & Biklen. Castro. Análise de conteúdo (3ª ed. Porto: Porto Editora. F. Costa. Porto: Porto Editora (edição original em inglês publicada em 1990).BIBLIOGRAFIA Afonso. Metodologia da investigação: Guia para autoaprendizagem.). Porto: Edições Asa. A. Investigação qualitativa em educação. (2006). Porto: Asa Editores. Bardin. Chiavenato.). Azevedo. (2004). F. Sari (2003). (2006). & Rodrigues. Lisboa: Gradiva (edição original em inglês publicada em 1993). In J. Lisboa: Âncora Editora. Análise de conteúdo. Humanator. B. Lisboa: Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas. M.

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de 31 de Janeiro – Aprova o regime de autonomia. de 15 de Novembro – Aprova o Código do Procedimento Administrativo Decreto-Lei nº 6/96. do Secretário de Estado da Educação. Decreto-Lei nº 442/91. administração e gestão dos estabelecimentos de educação e de ensino públicos da Região Autónoma da Madeira. bem como o Regulamento do Júri Nacional de Exames. Despacho normativo nº 14/2007. Despacho nº 2351/2007. que determina um conjunto de normas sobre as provas de aferição. de 22 de Fevereiro de 2007. de 31 de Janeiro. de 21 de Junho – Altera e republica o Decreto Legislativo Regional nº 4/2000/M. administração e gestão dos estabelecimentos de educação e de ensino públicos da Região Autónoma da Madeira. Decreto Legislativo Regional nº 21/2006/M. que aprova os Regulamentos dos Exames do Ensino Básico e do Ensino Secundário.LEGISLAÇÃO CONSULTADA Por ordem cronológica Despacho 8/SERE/89. Decreto Legislativo Regional nº 4/2000/M. de 31 de Janeiro – Altera e republica o Código do Procedimento Administrativo. 206 . de 5 de Fevereiro. do Secretário de Estado da Educação. que aprova o regime de autonomia. de 3 de Fevereiro – Define as regras da composição e funcionamento dos conselhos pedagógicos e dos seus órgãos de apoio nas escolas.

de 16 de Junho de 2004. de 13 de Junho de 2003. de 22 de Novembro de 2002. Acta da reunião do Conselho de Disciplina de Matemática do 2ºciclo. Actas das reuniões do Conselho de Disciplina de Matemática do 2º ciclo. de 10 de Fevereiro de 2003. de 29 de Outubro de 2003. Acta da reunião do Conselho de Disciplina de Matemática do 2ºciclo. Acta da reunião do Conselho de Disciplina de Matemática do 2ºciclo. de 3 de Março de 2005. do ano escolar 2006/2007. Acta da reunião do Conselho de Disciplina de Matemática do 2ºciclo. de 27 de Setembro de 2002.DOCUMENTOS DA ESCOLA CONSULTADOS Acta da reunião do Conselho de Disciplina de Matemática do 2ºciclo. com revisão aprovada em 25 de Janeiro de 2007. de 9 de Maio de 2003. Regulamento Interno da Escola. 207 . Acta da reunião do Conselho de Disciplina de Matemática do 2ºciclo. Acta da reunião do Conselho de Disciplina de Matemática do 2ºciclo. Acta da reunião do Conselho de Disciplina de Matemática do 2ºciclo. Acta da reunião do Conselho de Disciplina de Matemática do 2ºciclo. com alterações aprovadas em Maio e Julho de 2005 e Julho de 2006. Acta da reunião do Conselho de Disciplina de Matemática do 2ºciclo. Projecto Educativo da Escola. de 29 de Setembro de 2003. de 21 de Junho de 2004. Acta da reunião do Conselho de Disciplina de Matemática do 2ºciclo. de 26 de Junho de 2003.

aprovado em 5 de Dezembro de 2001 e alterado em 10 de Julho de 2006.OUTROS DOCUMENTOS CONSULTADOS Regulamento Interno da Escola Básica e Secundária da Calheta. aprovado em 16 de Março de 2005 208 . Regulamento Interno da Escola Secundária Francisco Franco.

ANEXOS 209 .

ANEXO 1 Requerimento ao Director Regional de Educação 210 .

portador do Bilhete de Identidade nº 5153219. residente em ---------------. da Escola Básica e Secundária ------------------------------. desde 1 de Setembro de 2001 até ao final do presente ano lectivo. solicitar a V. nº38 9050-047 Funchal Rui Manuel Martins Castanheira. emitido no Funchal em 23/11/1999. Órgão de coordenação dos professores e estrutura de apoio ao Departamento Curricular: Um estudo de caso na Região Autónoma da Madeira”.Exmo Sr. vem. por este meio. promovido pelo Instituto Superior de Ciências Educativas. a frequentar o Curso de Qualificação em Administração Escolar e Administração Educacional. 25 de Junho de 2007 __________________________________________ (Rui Manuel Martins Castanheira) Anexo: Guião da entrevista.ª Ex. b) A consulta das actas das reuniões do Conselho de Disciplina de Matemática (2º Ciclo) efectuadas na mesma Escola. Director Regional de Educação Rua Cidade do Cabo. 211 . Pede deferimento Funchal. Esta solicitação ocorre no âmbito da realização de um trabalho de investigação intitulado “O Conselho de Disciplina de Matemática. do 2º Ciclo do Ensino Básico (grupo 230). natural de Lisboa. professor do quadro de nomeação definitiva.ª se digne autorizar o seguinte: a) A realização de entrevistas aos professores da disciplina de Matemática (2º Ciclo) da Escola Básica e Secundária -----------------------------------.

(A1 a A25) 212 .ANEXO 2 Actas do Conselho de Disciplina do ano escolar 2006/2007.

Assuntos tratados e deliberações: 123Preparação do Ano Lectivo 2006/2007 Realização de uma Ficha de Avaliação Diagnostica Outros Assuntos Relativamente ao ponto um. Foram. sendo cada grupo leccionado por professores distintos.Maria e Rui irão elaborar a ficha de avaliação diagnostica do quinto ano. em quarenta e cinco minutos.A1 1ª Reunião 14/09/2006 Aos catorze dias do mês de Setembro do ano dois mil e seis. perante as dificuldades apresentadas. onde foram apresentadas as várias propostas para a elaboração da ficha de avaliação diagnostica. realizaram uma reunião ordinária. ainda.Irão ser formados grupos para as actividades de recuperação. . Seguiu-se o ponto dois. os professores do conselho de grupo/disciplina de Matemática do Segundo Ciclo. Foi sugerido que este desdobramento terá em conta a avaliação diagnostica de cada aluno. o Delegado relembrou as informações dadas pelo Presidente do Conselho Executivo no passado dia onze de Setembro.Foi sugerido que a ficha de avaliação diagnostica não fosse apresentada aos alunos na primeira semana de aulas.Aumento da carga horária semanal da disciplina de Matemática. formados dois grupos de trabalho: . . Um grupo será de nível superior e o outro de nível inferior. sendo assim possível a organização dos mesmos. 213 . das quais constam: . . para lhes ser proporcionado tempo de relembrar as aprendizagens realizadas no passado ano lectivo. tendo em conta o tipo de dificuldades dos alunos.Desdobramento das turmas na aula de Matemática. pelas dez horas e trinta minutos. sob a presidência do Professor Delegado António.

foi decidido que o Delegado irá propor ao Conselho Executivo. assim como a organização de grupos para as aulas de recuperação. que todas as salas utilizadas para as aulas de Matemática sejam no piso superior do Corpo três. Relembrou-se que esta ficha terá como intuito a separação das turmas. 214 .. devido à proximidade com o material de Matemática. Em relação ao ponto três. foi lida e aprovada a presente acta e deu-se por terminada a reunião.Sofia e António irão elaborar a ficha de avaliação diagnostica para o sexto ano. Nada mais havendo a tratar.

Assuntos tratados e deliberações: 1. Ficha de Avaliação Diagnóstica 4. Passando ao ponto quatro. onde foram discutidas as duas propostas de desdobramento da turma: . Leitura e aprovação da acta da reunião anterior 2. onde foram apresentados os teste de Avaliação Diagnósticos dos quinto e sexto anos. Informações dadas pelo Delegado de Grupo 3. Relativamente ao ponto dois da ordem de trabalho agendada. realizaram uma reunião ordinária. 215 .A2 2ª Reunião 22/09/2006 Aos vinte e dois dias do mês de Setembro do ano dois mil e seis.Primeira proposta.A lista de materiais pedida no final do ano lectivo anterior desapareceu. Seguiu-se o ponto três. Será efectuado outro pedido com requisição de imediato. . um nível superior e um inferior. os professores do conselho de grupo/disciplina de Matemática do Segundo Ciclo.As turmas serão leccionadas pelos dois professores enquanto não há desdobramento das turmas. sob a presidência do Professor Delegado António. o Delegado de grupo deu as seguintes informações: O presidente do Conselho Executivo comprometeu-se em colocar as salas utilizadas para as aulas de Matemática o mais próximo possível das salas áudio Visuais. O Técnico de informática está avisado da desorganização dos computadores da sala trinta e quatro mas não procederam à sua organização porque estão à espera de novos computadores. . dividir a turma por dois níveis. Desdobramento das turmas A reunião teve inicio com a leitura e aprovação da acta da reunião anterior. pelas dez horas e trinta minutos.

Nada mais havendo a tratar. dividir a turma por dois grupos homogéneos para que haja heterogeneidade dentro de cada grupo.Segunda proposta. Feita a votação a segunda proposta foi aprovada por dois votos a favor. 216 .. deu-se por terminada a reunião. um voto na proposta um e uma abstenção.

Maria. ao coordenador do departamento. ficou acordado que os professores Maria e Rui ficam responsáveis pela elaboração da planificação anual referente ao quinto ano de escolaridade. O delegado de disciplina forneceu então algumas informações emanadas do coordenador do departamento. professor António. os professores do Conselho de Disciplina de Matemática (2º ciclo) realizaram uma reunião ordinária na sala trinta e quatro da Escola. enquanto os professores Sofia e António se encarregam da elaboração da planificação anual referente ao sexto ano de escolaridade. Seguidamente. Deu-se início à reunião com a leitura e aprovação da acta referente à última reunião do Conselho de Disciplina. Estiveram presentes os professores Sofia. Acrescentou que as actas das reuniões devem ser feitas de forma sucinta. informou que as reuniões do Conselho de Disciplina se realizam semanalmente às quintas-feiras. De seguida. o plano de actividades da disciplina. contendo as competências e os critérios de avaliação. realizada no passado dia vinte e dois de Setembro. o delegado de disciplina. Rui e António. na sala trinta e quatro e não necessitam de ordem de trabalhos. Até dezassete de Outubro deve ser entregue. pelas quinze horas e trinta minutos. de acordo com o modelo de impresso disponibilizado em suporte de papel e informático. às quinze horas e trinta minutos. Até ao dia seis de Outubro devem ser entregues. o delegado de disciplina entregou aos presentes cópias dos critérios de avaliação adoptados nesta disciplina no ano lectivo 217 . sob a presidência do professor delegado António. 2. nomeadamente: 1. as planificações anuais da disciplina. ao referido coordenador. Em relação às planificações anuais e por sugestão do delegado de disciplina.A3 3ª Reunião 28/09/2006 Aos vinte e oito dias do mês de Setembro do ano dois mil e seis.

que constitui um excerto. cuja proposta de aquisição consta do Plano de Acção para promover o sucesso na Matemática. no final do ano lectivo anterior. a correspondente requisição não foi. O delegado de disciplina sugeriu que se colocasse outro quadro ao lado do já existente. entregue ao Conselho Executivo. – 2006 – Roteiro". aprovado pelo Conselho de Disciplina no final do ano lectivo transacto. Relativamente ao material didáctico. tendo o Conselho de Disciplina aprovado por unanimidade a adopção dos referidos critérios no presente ano lectivo. de um documento da Inspecção Regional de Educação que tem por título "Análise da Organização e Orientação Pedagógica – Exames do E. o delegado de disciplina disse que ainda não sabe se o referido material já chegou à Escola. B. O delegado de disciplina deu então conhecimento de documentação recebida sobre a realização das Olimpíadas da Matemática. até à data. 218 . O professor Rui Castanheira disse que. O delegado de disciplina distribuiu pelos presentes cópias da matriz de competências dos órgãos de gestão e estruturas de gestão intermédia/orientação educativa (ficha v). páginas quarenta e três a quarenta e sete. no seu entender. não tem as condições apropriadas para ser utilizado numa aula normal de Matemática. De seguida. cujas inscrições devem ser efectuadas até ao dia dezoito de Outubro. e solicitou uma análise do relatório da inspecção feita à escola. este problema só ficaria resolvido pela substituição do referido quadro por outro de maiores dimensões ou. A professora Maria manifestou interesse em que lhe fossem distribuídas chaves do armário da disciplina. existente na sala trinta e quatro. pela substituição da sala. cuja proposta de aquisição foi aprovada pelo Conselho de Disciplina no final do ano lectivo transacto.transacto. tendo o delegado de disciplina ficado incumbido de satisfazer este pedido. devido às suas dimensões exíguas. pois segundo o mesmo. O professor Rui apresentou o problema do quadro branco de parede da sala vinte que. o delegado de disciplina informou que era necessário requisitar os manuais de Matemática de terceiro e quarto anos.

com os naturais prejuízos daí inerentes para o normal decorrer da lição. Além disso. Em relação à necessidade de abordagem. Face a este problema o delegado informou que sugeriu aos alunos que. é da responsabilidade do par pedagógico titular da disciplina. a composição dos dois grupos. O professor Rui alertou para o facto de. no sexto ano. de forma facultativa. O delegado forneceu também a seguinte informação: Sempre que um dos professores da disciplina faltar a um dos grupos. os alunos do outro grupo. dado que as turmas ainda não foram desdobradas nas aulas de Matemática. cujo professor esteja a leccionar. o mesmo professor afirmou que. se ainda não o possuíssem. em que se vai desdobrar cada turma nas aulas de Matemática. por vezes. pois.O professor Rui chamou também a atenção para o facto de a sala vinte não ter um número de mesas e cadeiras suficiente para ser utilizada por turmas de vinte alunos. da unidade sobre os números racionais. cujo professor esteja a faltar. passando o outro professor a leccionar para toda a turma. que consta do programa de quinto ano e que não foi leccionada no ano lectivo transacto em algumas turmas então no quinto ano. actualmente. a abordagem dos assuntos não esteja 219 . muitas vezes. Seguidamente. o que acontece no momento. os alunos desse grupo juntam-se ao outro grupo da mesma turma. muitos alunos do sexto ano não têm o manual do quinto ano e. só entrarão na sala onde já está o primeiro grupo. de acordo com uma deliberação do Conselho Pedagógico. o delegado de disciplina informou os presentes que. o delegado de disciplina informou que. quando a aula já esteja a decorrer. tal procedimento poder perturbar o normal funcionamento das aulas no grupo. vários alunos do sexto ano ainda não têm o correspondente manual de sexto ano. tirassem fotocópias do manual. inclusivamente. é natural que. por muita coordenação que exista entre os dois professores. que constituem o par pedagógico de cada turma.

ela é convocada. o delegado de disciplina informou que a professora Rosa lecciona a disciplina de Matemática e também a disciplina de Ciências da Natureza. E nada mais havendo a tratar. Finalmente. 220 . dando-se prioridade na reunião a abordagem desse assunto. para que a professora em questão possa ainda participar na reunião do Conselho de Disciplina de Ciências da Natureza. Acrescentou que. em que é desdobrada cada turma. que se realiza em simultâneo. sempre que houver algum assunto que interesse à referida professora.a ser feita rigorosamente em simultâneo nos dois grupos. deu-se por terminada a reunião.

um grupo constituído pelos alunos com números ímpares. outro com os números pares. realizaram uma reunião ordinária onde foram tratados os seguintes assuntos: Foi lida e aprovada a acta da reunião anterior.º Ciclo. Foram elaboradas as grelhas de correcção das fichas diagnóstico De seguida leram-se todas as informações emanadas do Conselho Pedagógico de dia vinte e sete de Setembro de 2006. 2.A4 4ª Reunião 12/10/2006 Aos doze dias do mês de Outubro do ano dois mil e seis. de modo a manter a heterogeneidade em cada grupo. pelas quinze horas e trinta minutos. os professores do conselho de grupo/disciplina de Matemática. O grupo foi informado que já existe na escola o Software Geometer´s Sketchpad. O grupo deliberou que a partir da próxima Segunda Feira os colegas irão começar a trabalhar com as turmas desdobradas. sob a presidência do Professor António. E nada mais havendo a tratar. foi lida e aprovada a presente acta e deuse por terminada a reunião. Este desdobramento será aleatório. O Grupo decidiu integrar no Plano de Actividades a Competição Mais Mate. 221 .

os professores do conselho de grupo/disciplina de Matemática. 2. pelas quinze horas e trinta minutos.A5 5ª Reunião 19/10/2006 Aos dezanove dias do mês de Outubro do ano dois mil e seis.º Ciclo. sob a presidência do Professor António. não realizaram a reunião devido ao falecimento da colega Zelinda. 222 .

Os docentes detectaram. diversas maneiras de preencher o mesmo. Foram pedidos. Foi discutido o decorrer das aulas de Matemática depois de feitos os desdobramentos das turmas. sob a presidência do Professor António. foi colocada a possibilidade de instalar o mesmo programa em vários computadores. até à data.º Ciclo. realizaram uma reunião ordinária onde foram tratados os seguintes assuntos: Iniciou-se a reunião com a leitura e aprovação da acta da reunião anterior.A6 6ª Reunião 26/10/2006 Aos vinte e seis dias do mês de Outubro do ano dois mil e seis. de forma a possibilitar a utilização. relativamente ao livro de ponto. “Geometer´s sketchpad”. Os professores António e Sofia informaram que têm feito os mesmos sumários e que. sendo necessário colocar um maior. pelo professor Rui. Ficou estabelecido que as Aulas de Recuperação funcionarão em dois grupos. Esta lista será feita com base nos resultados das Fichas Diagnosticas. os professores do conselho de grupo/disciplina de Matemática. O grupo foi informado sobre a Acção de Formação intitulada “A Matemática e o Jogo” sobre a qual nenhum docente mostrou interesse. Por último. na sala dezoito tem havido muitas queixas por parte dos alunos que não conseguem visualizar com clareza o que se escreve no quadro preto. talvez devido à fraca iluminação. alguns esclarecimentos: se o Plano de Matemática foi efectivamente aprovado nos termos propostos. De seguida foi facultado ao grupo pelo Delegado um quadro estatístico dos resultados dos Exames Nacionais do Ensino Básico e Secundário respeitante ao ano lectivo 2005/2006. na sala vinte o quadro branco é de dimensões insuficientes. no que refere ao software educativo. um constituído por alunos com mais dificuldades e outro de alunos com menos dificuldades. o mesmo docente 223 . têm conseguido manter o ritmo de aprendizagem em ambos os grupos. 2. pelas quinze horas e trinta minutos. por exemplo por todos os alunos de uma turma.

224 . para os alunos e que alguns manuais de quinto ano não vieram com o respectivo Caderno de Materiais. foi lida e aprovada a presente acta e deu-se por terminada a reunião. E nada mais havendo a tratar.questionou se os Cadernos de Actividades fornecidos pelo SASE ficam. no final do ano.

entre as 10h55 e as 11h40. os professores do Conselho de Disciplina de Matemática (2º ciclo) realizaram uma reunião ordinária na sala trinta e quatro da Escola. pelas quinze horas e trinta minutos. Estiveram presentes os professores Maria e Rui. conforme é habitual às quintas-feiras.A7 7ª Reunião 02/11/2006 Aos dois dias do mês de Novembro do ano dois mil e seis. depois da presente acta ter sido lida e aprovada. Constatada a ausência do delegado de disciplina e dado o desconhecimento da ordem de trabalhos. sob a presidência do professor Rui. 225 . acordou-se dar por encerrada a reunião. bem como a impossibilidade de deliberarem por falta de quórum. nesta mesma sala. e o facto dos dois professores já terem reunido hoje de manhã. para coordenarem a sua actividade como docentes de três turmas de 5º ano. conforme determina o artigo 22º do Código de Procedimento Administrativo.

foi lida e aprovada a presente acta e deu-se por terminada a reunião.º Ciclo. 226 . realizaram uma reunião ordinária onde foram tratados os seguintes assuntos: Na ausência de todos os outros elementos do Conselho de Disciplina.A8 8ª Reunião 09/11/2006 Aos nove dias do mês de Novembro do ano dois mil e seis. E nada mais havendo a tratar. os professores do conselho de grupo/disciplina de Matemática. o Delegado procedeu à correcção das fichas de avaliação das Turmas A e C do sexto ano. 2. pelas quinze horas e trinta minutos. sob a presidência do Professor António.

Relativamente a dúvidas suscitadas na reunião do dia vinte e seis de Outubro. distribuídos aos alunos carenciados pelos serviços de Acção Social Escolar. os professores do Conselho de Disciplina de Matemática (2º ciclo) realizaram uma reunião ordinária na sala trinta e quatro da Escola. que são distribuídos anualmente aos alunos carenciados pelos serviços de Acção Social Escolar. professor António. os funcionários dos referidos serviços não souberam esclarecer o delegado. Os Cadernos de Actividades. os serviços 227 . Estiveram presentes os professores Maria. Relativamente aos Cadernos de Materiais.A9 9ª Reunião 16/11/2006 Aos dezasseis dias do mês de Novembro do ano dois mil e seis. sob a presidência do professor delegado António. é necessário assinar a folha de presenças em triplicado. ou seja. no final do ano lectivo. Esclareceu também que. 2. esclareceu que devem ser feitas actas de todas as reuniões semanais do Conselho de Disciplina. inclusivamente no caso de apenas um dos professores comparecer na reunião. Deu-se início à reunião com a leitura e aprovação da acta referente à reunião do Conselho de Disciplina. outro entregue ao Coordenador de Departamento e o terceiro é arquivado no dossiê da disciplina. sempre que falte algum professor às referidas reuniões. ao contrário do que acontece com os manuais escolares adoptados. sendo um dos exemplares entregue na Secretaria da escola. o delegado de disciplina. não necessitam de ser devolvidos pelos referidos alunos. Rui e António. De seguida. realizada no passado dia vinte e seis de Outubro. em relação ao problema levantado na última reunião. pelas quinze horas e trinta minutos. o delegado esclareceu o seguinte: 1.

bem como outro docente da disciplina. para um Encontro de Delegados de Matemática desse mesmo ciclo. Os recursos materiais. que teve início hoje. Na sala 18 vai ser colocada uma lâmpada. às nove horas. na Escola Básica do segundo e terceiro ciclos Dr. no Funchal. O Plano de Acção para promover o sucesso na Matemática (segundo ciclo) elaborado pelo Conselho de Disciplina. 5. Seguidamente o delegado deu conhecimento do teor do ofício circular número setecentos e quarenta e três barra dois mil e seis da Direcção Regional de Educação. Horácio Bento de Gouveia. das catorze horas e trinta minutos às dezassete horas e trinta 228 . 3. foi aprovado na íntegra. apesar do referido Caderno fazer parte integrante do Manual escolar adoptado. dia dezassete de Novembro. cuja proposta de aquisição pela Escola constava do Plano de Acção da Matemática. através do qual é convocado o delegado de Matemática do segundo ciclo. cuja sessão de trabalho irá decorrer na Escola Básica do segundo e terceiro ciclos Dr. mas em simultâneo. excepto a estratégia das aulas de Matemática serem leccionadas por um par pedagógico de professores em cada turma. em salas distintas e leccionadas por professores distintos. de forma a tentar melhorar a sua visibilidade por parte dos alunos. 6. que têm aulas de Matemática separadamente. amanhã.de Acção Social Escolar não distribuem o Caderno de Materiais a muitos alunos carenciados que a eles têm direito. em Julho do corrente ano. que foi substituída pelo desdobramento de cada turma em dois grupos de alunos. Na sala 20 vai ser colocado um quadro de parede com maiores dimensões. Horácio Bento de Gouveia. por cima do quadro. destinada a professores de Matemática do segundo ciclo do Ensino Básico. O delegado de disciplina deu também conhecimento aos presentes da realização de uma acção de formação subordinada ao tema "Na Matemática com a resolução de problemas". 4. no Funchal. foram requisitados.

apresentado na última reunião do Conselho Pedagógico. o delegado de disciplina deu conhecimento do resumo dos assuntos tratados na última reunião do Conselho Pedagógico. O delegado deu também conhecimento do facto da Escola ter sido informada. De seguida. o delegado esclareceu que cada escola só pode inscrever um aluno por jogo e nível de ensino. realizada no passado dia dois de Novembro. 229 . que se realizará em Évora. Ainda na sequência do mesmo assunto. através de uma carta da Comissão Organizadora do referido Campeonato. para informar que vários alunos continuam a queixar-se da dificuldade em visualizarem o que é escrito no quadro da sala dezoito. para acompanhar o delegado de disciplina no Encontro anteriormente referido. Tendo em consideração esta convocatória. Sendo assim. Seguidamente interveio o professor Rui. pela professora Felícia. para posterior consulta dos interessados. que também foi distribuída pelos presentes. no dia nove de Março de dois mil e sete. decidiu-se que seria indicado o professor Rui. informando que não há garantias sobre a possibilidade de assegurar a deslocação dos alunos desta Escola ao terceiro Campeonato Nacional de Jogos Matemáticos. que se insere no âmbito do Programa "O Sucesso na Disciplina de Matemática". sobre a realização do terceiro Campeonato Nacional dos Jogos Matemáticos. o delegado deu conhecimento da existência do projecto das TIC. facto este que prejudica os alunos e o normal desenrolar das aulas. tendo-se acordado que seria colocada no dossiê da disciplina uma cópia do referido projecto.minutos e. do qual se junta cópia em anexo. dirigida ao Presidente do Conselho Executivo e da qual foi distribuída uma cópia a cada um dos professores presentes nesta reunião. Ainda sobre o Campeonato Nacional dos Jogos Matemáticos. pela Associação de Professores de Matemática. por consenso. no sentido dos alunos treinarem os mesmos. o delegado afirmou que fica ao critério dos professores da disciplina trabalharem com estes jogos.

serem retiradas do referido dossiê.Por último. 230 . foi abordada a questão da existência de fichas de trabalho de Matemática do segundo ciclo. deu-se por terminada a reunião. no sentido de cada professor elaborar o seu próprio dossiê. tomada na reunião do dia vinte e sete de Setembro de dois mil e seis. E nada mais havendo a tratar. ficando arquivadas num dossiê existente no armário da disciplina colocado na sala trinta e quatro. num dossiê existente na sala de professores. colocadas num dossiê existente na sala de professores. Face à deliberação do Conselho Pedagógico. na qual foi rejeitada uma proposta para que os grupos elaborassem fichas de trabalho para as aulas de substituição. para uma eventual utilização nas aulas de substituição. reunião essa do Conselho Pedagógico. os membros do Conselho de Disciplina presentes acordaram no sentido das fichas de trabalho de Matemática do segundo ciclo.

o Delegado deu algumas informações acerca do Encontro de Delegados e Professores de Matemática do 2. Em relação a isso. recursos existentes em cada escola e sua utilização. solicitou a todos os docentes do Conselho a consulta. troca de planificações. elaborarem.º Ciclo. ficando esta. na Escola Básica Horácio Bento Gouveia. realizaram uma reunião ordinária onde foram tratados os seguintes assuntos: Iniciou-se a reunião com a leitura e aprovação da acta da reunião anterior. De seguida. o Delegado pediu aos restantes colegas que pensassem em temáticas para serem abordadas nos próximos encontros. Sobre este encontro. todas as escolas em conjunto. os professores do conselho de grupo/disciplina de Matemática.º Ciclo que se realizou no dia dezassete de Novembro no Funchal. uma proposta para o aumento da carga horária da disciplina de Matemática. O Delegado ficou incumbido de elaborar um Plano para essa actividade. 2. visto que se realizarão mais dois no segundo período e um no terceiro período. cumprimento do programa e. foi lida e aprovada a presente acta e deuse por terminada a reunião. pelas quinze horas e trinta minutos. por exemplo. na internet da página do PISA. Foi também abordada a possibilidade desta escola participar nos Jogos Matemáticos. 231 .A10 10ª Reunião 23/11/2006 Aos vinte e três dias do mês de Outubro [Novembro] do ano dois mil e seis. o colega Rui sugeriu que houvesse partilha de informação entre escolas para que estes encontros fossem mais produtivos. no total com três blocos de noventa minutos por semana. tendo em vista a sua aprovação. O Delegado de Disciplina. E nada mais havendo a tratar. sob a presidência do Professor António.

Deu-se início à reunião com a leitura e aprovação da acta referente à reunião do Conselho de Disciplina. nesta mesma sala. acordou-se dar por encerrada a reunião. pelas quinze horas e trinta minutos. para coordenarem a sua actividade como docentes de três turmas de 5º ano. sob a presidência do professor Rui. os professores do Conselho de Disciplina de Matemática (2º ciclo) realizaram uma reunião ordinária na sala trinta e quatro da Escola.A11 11ª Reunião 30/11/2006 Aos trinta dias do mês de Novembro do ano dois mil e seis. 232 . Sofia e Rui. e o facto do par pedagógico Maria e Rui já terem reunido hoje de manhã. realizada no passado dia quatro de Janeiro [23 de Novembro]. conforme é habitual às quintas-feiras. Constatada a ausência do delegado de disciplina e dado o desconhecimento da ordem de trabalhos. entre as 10h55 e as 11h40. Estiveram presentes os professores Maria.

a mesma reunião foi contabilizada na numeração sequencial das reuniões do Conselho de Disciplina. sob a presidência do professor delegado António. o delegado de disciplina. princípios de actuação e normas orientadoras para a 233 . documento este que foi lido pelo delegado e que se junta em anexo a esta acta. Deu-se início à reunião com a leitura e aprovação da acta referente à reunião do Conselho de Disciplina. dado o dia para a sua realização ter coincidido com a data do falecimento da professora desta escola. O delegado distribuiu também pelos presentes cópias dos seguintes normativos legais: 1. os professores do Conselho de Disciplina de Matemática (2º ciclo) realizaram uma reunião ordinária na sala trinta e quatro da Escola. a folhas cinco. 2. Zelinda. Despacho normativo número cinquenta barra dois mil e cinco. professor António.A12 12ª Reunião 07/12/2006 Aos sete dias do mês de Dezembro do ano dois mil e seis. esclareceu que apesar da referida reunião não se ter realizado. realizada no passado dia trinta de Novembro. pelas quinze horas e trinta minutos. Despacho normativo número quinze barra dois mil e seis. Relativamente a uma dúvida que foi colocada sobre a numeração sequencial das reuniões do Conselho de Disciplina. no âmbito da avaliação sumativa interna. Maria. o delegado distribuiu pelos presentes cópias de um resumo dos assuntos tratados e deliberações tomadas na reunião do Conselho Pedagógico realizada no passado dia vinte e nove de Novembro. concretamente em relação à quinta reunião. Estiveram presentes os professores Sofia. De seguida. que introduz algumas alterações nas regras referentes aos exames do décimo segundo ano. do Secretário de Estado da Educação. Rui e António. seis e sete. da Ministra da Educação. que define.

por unanimidade. de acompanhamento e de desenvolvimento como estratégia de intervenção com vista ao sucesso educativo dos alunos. Números e operações catorze: Adição. divulgando a edição de uma colecção de cadernos de Matemática com actividades para os alunos do primeiro e segundo ciclos do ensino básico. Para além das informações que constam do resumo dos assuntos tratados na reunião do Conselho Pedagógico do dia vinte e nove de Novembro. que lá se encontra colocado. um aluno do segundo ciclo da Escola participar na final do campeonato nacional. o delegado de disciplina informou que. pelo menos. Relativamente ao Campeonato Nacional de Jogos Matemáticos. o delegado deverá elaborar um plano que contemple a possibilidade de. de exíguas dimensões. O delegado acrescentou que havia questionado o professor Renato sobre como é que se ia trabalhar. para substituir outro. de acordo com indicações recebidas do professor Renato. no caso desta disciplina participar na organização da actividade em questão. um por cada jogo. o delegado deu conhecimento de correspondência recebida da editora Santillana Constância. O Conselho de Disciplina deliberou. e depois do delegado ter esclarecido que ainda não tinha sido elaborado nenhum plano para esta actividade. ficou assente que. a realizar em Évora. o delegado de disciplina deu também conhecimento que em breve vai ser colocado um novo quadro de parede na sala 20. Ainda sobre o mesmo assunto. propor que a Escola adquira um exemplar de cada um dos seguintes cadernos: 1. nos Jogos Matemáticos. no dia nove de Março de dois mil e sete. tendo este informado que iria tentar que fosse disponibilizada uma sala de escola para este efeito.implementação. membro do Conselho Executivo. irão três alunos da Escola à Final. acompanhamento e avaliação dos planos de recuperação. De seguida. multiplicação e divisão de números decimais. 234 . com os alunos. subtracção. com o preço unitário de dois euros e quinze cêntimos.

foi-lhe solicitado que acrescentasse a essa planificação o número de aulas previstas para cada unidade. sobre este assunto. multiplicação de fracções. Problemas da matemática dezoito: Percentagens e proporcionalidade. 5. Números e operações quinze: Operações com números inteiros e decimais. subtracção. Adição e Subtracção de fracções com igual denominador. as planificações estavam a ser cumpridas com alguns atrasos ao nível da calendarização. subtracção. O delegado acrescentou que tinha previsto cerca de cento e sessenta aulas na planificação anual de sexto ano. contabiliza também os dias de feriados e a interrupção de actividades lectivas no Carnaval.2. Números e operações dezasseis: Iniciação às fracções. a editora em questão ofereceu à escola um exemplar do caderno Números e operações dezassete. Refira-se que. Números e operações dezoito: Adição. O professor Rui respondeu. do referido documento. inicialmente. Em relação à planificação anual do sexto ano. na disciplina de Matemática. 7. multiplicação de fracções. 4. 235 . feitas no início do ano lectivo. 6. porque tal não constava. Problemas da matemática dezasseis: Adição e subtracção de fracções com igual denominador. depois de ter entregue a referida planificação ao Coordenador do Departamento. informando que. 3. o delegado de disciplina questionou os presentes para saber se a planificação estava a ser cumprida. Problemas da matemática dezassete: Adição. tendo este o informado que nas suas planificações anuais. o delegado de disciplina esclareceu que. Passando para outro assunto. esclarecendo que contabilizara os dias da semana do desporto escolar e que tinha solicitado uma opinião. como dias de aulas previstas. ao Coordenador do Segundo Ciclo. nas turmas de quinto ano leccionadas por ele e pela professora Maria.

Dado que. no dossiê de disciplina. de acordo com o estipulado no Regulamento Interno da Escola. de forma a aumentar o número de horas de redução da componente lectiva referente ao cargo de delegado de disciplina. o delegado informou que fica arquivada. o professor Rui perguntou ao delegado se ele dispunha de alguma informação sobre o início das aulas de recuperação de Matemática para os alunos de quinto ano. o delegado informou os presentes que. E nada mais havendo a tratar. Face à questão colocada. Por último.Mudando de assunto. A propósito do Regulamento Interno da Escola. tendo este respondido negativamente. esta redução é insuficiente. o cargo de delegado de disciplina no segundo ciclo apenas dá direito a uma hora de redução na componente lectiva do respectivo horário semanal. tendo dado conhecimento ao Conselho de Disciplina que uma das auxiliares de acção educativa o tinha informado que. O professor Rui chamou a atenção para o facto de tal procedimento não estar de acordo com a prática adoptada pelos professores desde o início do ano lectivo. o professor Rui colocou a questão do preenchimento dos livros de ponto nas aulas de Matemática. de acordo com instruções dadas pela Chefe do Pessoal Auxiliar. deu-se por terminada a reunião. 236 . De seguida. uma cópia do referido Regulamento e que os professores interessados podem solicitar cópias do mesmo na reprografia da Escola. no seu entender. nos livros de ponto seria reservado um rectângulo normal para cada professor de Matemática e para cada bloco de noventa minutos. o delegado informou que vai propor uma alteração ao Regulamento Interno da Escola. o delegado de disciplina afirmou que iria contactar o Conselho Executivo para apresentar este assunto.

por ter sido altura de realização de testes e avaliações. 237 . O Professor Rui referiu que não há ainda. não deveria. O Coordenador [delegado] referiu que. no seu entender. nos livros de ponto que utiliza. que por se ter tratado apenas de um comentário informal por parte do Coordenador do segundo ciclo.º Ciclo. uniformidade na questão dos espaços para os sumários. os professores do conselho de grupo/disciplina de Matemática. O mesmo professor alertou para o facto das planificações não terem sido aprovadas em reunião de grupo. ainda o Plano de Actividades para o Campeonato da Matemática. facto que o Delegado também lamentou afirmando que o mesmo se deveu à falta de experiência e esquecimento de as levar a aprovação na reunião de disciplina. foi lida e aprovada a presente acta e deuse por terminada a reunião. E nada mais havendo a tratar. não fez. pelas quinze horas e trinta minutos. sob a presidência do Professor António. realizaram uma reunião ordinária onde foram tratados os seguintes assuntos: Foi lida e aprovada a acta da reunião anterior em relação à qual o Delegado mostrou o seu desagrado pelo facto de constar uma sugestão em relação à contabilização das aulas previstas.A13 13ª Reunião 14/12/2006 Aos catorze dias do mês de Dezembro do ano dois mil e seis. O colega Rui informou os presentes que fazia questão que o mesmo constasse da referida acta. Foi preenchido na respectiva tabela que consta do dossier de grupo. 2. o balanço das unidades lectivas leccionadas. constar da acta.

sob a presidência do Professor António.º Ciclo. 238 . 2. o Delegado de Grupo informou que o quadro se encontra colocado na sala vinte. sendo essa apenas para o segundo e terceiro período.A14 14ª Reunião 04/01/2007 Aos quatro dias do mês de Janeiro do ano dois mil e seis. foi lida e aprovada a presente acta e deuse por terminada a reunião. De seguida. realizaram uma reunião ordinária onde foram tratados os seguintes assuntos: Foi lida e aprovada a acta da reunião anterior. pelas quinze horas e trinta minutos. E nada mais havendo a tratar. visto o primeiro já ter passado. os professores do conselho de grupo/disciplina de Matemática. Foi feita uma uniformização das aulas previstas para as planificações do quinto e sexto ano. Essa alteração deverá ser aprovada na próxima reunião de grupo.

sob a presidência do professor delegado António.A15 15ª Reunião 11/01/2007 Aos onze dias do mês de Janeiro do ano dois mil e sete. De seguida. os professores do Conselho de Disciplina de Matemática (2º ciclo) realizaram uma reunião ordinária na sala trinta e quatro da Escola. pelas quinze horas e trinta minutos. Deu-se início à reunião com a leitura e aprovação da acta referente à reunião do Conselho de Disciplina. caso não haja horários disponíveis para todos os alunos e que na avaliação intercalar poderá fazer-se os ajustes. Estiveram presentes os professores Maria. realizada no passado dia quatro de Janeiro. o coordenador ausentou-se. o coordenador do segundo ciclo esteve presente na reunião para confirmar a lista de alunos propostos para as aulas de recuperação com os respectivos professores. Ainda na sequência do mesmo assunto. Confirmados os alunos. Seguidamente o delegado deu a conhecer a calendarização do Pmate e que neste haverá competições para os diferentes anos de escolaridade. o coordenador informa que irá dar prioridade aos alunos propostos para o plano de recuperação. E nada mais havendo a tratar. Sofia e António. 239 . Por último foi acordado entre os presentes que as aprovações das planificações do segundo e terceiro período ficava para a próxima reunião visto faltar um elemento do grupo. deu-se por terminada a reunião. A professora Maria informou o coordenador que a lista dos alunos propostos para as aulas de recuperação foram com base na avaliação dos testes diagnósticos.

Deu-se início à reunião com a leitura e aprovação da acta referente à reunião do Conselho de Disciplina.A16 16ª Reunião 18/01/2007 Aos dezoito dias do mês de Janeiro do ano dois mil e sete. Estiveram presentes os professores Sofia. Rui e António. por unanimidade. realizada no passado dia onze de Janeiro. os resultados obtidos pelos alunos do 6ºano na disciplina de Matemática. os resultados não satisfatórios obtidos na disciplina de Matemática são devidos fundamentalmente à indisciplina de alguns alunos. De seguida o delegado de disciplina deu conhecimento da realização de uma reunião do Departamento. e distribuiu pelos presentes cópias de um documento. realizada no dia doze de Janeiro. o que infelizmente já é normal acontecer nesta disciplina. bem como à ausência de pré-requisitos manifestadas por diversos alunos. à falta de empenho e de hábitos de trabalho. tendo solicitado que se fizesse uma análise dos resultados obtidos. os professores do Conselho de Disciplina de Matemática (2º ciclo) realizaram uma reunião ordinária na sala trinta e quatro da Escola. nas diversas disciplinas e nos diversos anos de escolaridade. positivamente. no seu entender. O Conselho de Disciplina. resultado superior ao de outras disciplinas como Ciências da Natureza. pelas quinze horas e trinta minutos. considera que os resultados não satisfatórios obtidos na disciplina de Matemática são devidos 240 . sob a presidência do professor delegado António. não eram satisfatórios. com o número e percentagens de "negativas" obtidas pelos alunos da Escola. com apenas vinte e três por cento de níveis inferiores a três. Maria. História e mesmo Inglês. ao nível do segundo ciclo. embora fossem de realçar. O professor Rui referiu que os resultados obtidos na disciplina de Matemática. no momento de avaliação sumativa realizada no final do primeiro período. O mesmo professor afirmou que.

Ainda em relação às aulas de recuperação e ao assunto tratado na última reunião deste órgão. feita no passado mês de Outubro. foram constituídos dois grupos de alunos que manifestaram dificuldades de aprendizagem e que foram propostos para aulas de recuperação. da qual se junta uma cópia em anexo. para as quais foram propostos alunos no início do ano lectivo. manifestadas por diversos alunos. De seguida. com um elevado grau de abrangência e precisão. 3. no que diz respeito aos pré-requisitos necessários para a abordagem do programa de 5º ano. Um grupo que apresentava mais dificuldades e outro grupo constituído por alunos que apresentavam dificuldades pontuais de aprendizagem ao nível de alguns pré requisitos. a folhas cinco. A proposta para alunos do quinto ano. lendo-a e destacando os pontos que lhe pareceram mais importantes. das turmas B. 2. Tendo em consideração os resultados da avaliação diagnóstica. nomeadamente na resolução de problemas. interveio o professor Rui. As aulas de recuperação. eram uma das estratégias que constam do Plano de 241 . frequentarem aulas de recuperação de Matemática. teve em consideração a avaliação diagnóstica efectuada no início do ano lectivo. bem como ao não cumprimento de regras básicas do saber estar na sala de aula e à falta de pré-requisitos. diagnosticaram-se as dificuldades dos alunos ao nível cognitivo. 5. A avaliação diagnóstica teve por base os resultados de um teste diagnóstico feito aos alunos.fundamentalmente à falta de empenho e de sentido de responsabilidade. e que tais aulas devem ser iniciadas na próxima semana. realizada no passado dia dez de Janeiro. o delegado de disciplina distribuiu pelos presentes a súmula da reunião do Conselho Pedagógico. que esteve ausente na última reunião do Conselho de Disciplina. para afirmar o seguinte: «1. 4. O delegado de disciplina informou que os alunos com planos de recuperação têm prioridade para as aulas de recuperação. Através do teste em questão. C e D.

Deste modo. nas referidas turmas. efectuada no final do primeiro período. 7. Dado que. A avaliação sumativa de final do primeiro período teve em consideração parâmetros do domínio das atitudes e valores que. apenas teve em consideração o desempenho dos alunos no que diz respeito à primeira unidade programática (Sólidos geométricos) e à primeira parte da segunda unidade programática. ao nível dos pré-requisitos. podem ser explicadas algumas pretensas divergências entre os resultados da avaliação diagnóstica. Uma coisa são os resultados da avaliação diagnóstica feita no início do ano lectivo. não foram objecto de avaliação no teste diagnóstico efectuado no início do ano lectivo. entendo que devem manter-se as propostas. 8. feitas no início do ano lectivo. durante o primeiro período não houve aulas de recuperação de Matemática. realizado nas turmas de quinto ano no início do ano lectivo. Assim. Não compreender as diferenças resultantes destes dois tipos de avaliação. 10. logicamente. feita no início do ano lectivo. para os alunos terem aulas de recuperação de Matemática. por isso estas duas avaliações podem produzir resultados algo diferentes. 9. C e D do quinto ano. 242 .» A professora Maria concordou com o facto de se manterem as propostas. 6. no 5º ano. para determinados alunos frequentarem as aulas de recuperação de Matemática. plano esse proposto no final do ano lectivo transacto. efectuada no final do primeiro período. Outra coisa são os resultados da avaliação sumativa feita no final do primeiro período.Acção para promover o sucesso na disciplina de Matemática no segundo ciclo. A avaliação sumativa das aprendizagens dos alunos das turmas B. 11. feitas no início do ano lectivo. referente ao sistema de numeração decimal. para alunos do quinto ano. grande parte do 1º período foi ocupado com um tema da geometria. no momento de avaliação diagnóstica. e os resultados da avaliação sumativa. na disciplina de Matemática. para o qual os alunos tinham revelado menos dificuldades. só pode acontecer a alguém que seja desconhecedor do programa de Matemática de quinto ano e da forma como foi elaborado o teste diagnóstico.

vai existir uma competição para o quinto ano de escolaridade e outra para o sexto ano de escolaridade no Maismat. até à presente data. O professor Rui alertou para o facto de. E nada mais havendo a tratar. A propósito deste assunto. por unanimidade. planificações essas que se juntam em anexo.Relativamente a este assunto das propostas de alunos para as aulas de recuperação de Matemática. 243 . como para o sexto ano. o delegado de disciplina deu conhecimento que havia entregue ao coordenador do Departamento. as planificações para as referidas actividades. O delegado de disciplina informou que no segundo período. De seguida. relativamente aos alunos das turmas que leccionam. deu-se por terminada a reunião. portanto. a folhas seis a dezasseis. entre vinte e dois e vinte e oito de Fevereiro vão ser convocadas reuniões de Conselhos de Turma. uma folha sobre o Maismat e que estava à espera que a actividade fosse aprovada superiormente. para se efectuar a avaliação intercalar. tendo em consideração que no presente ano lectivo este Conselho ainda não tinha aprovado nenhuma planificação das actividades lectivas da disciplina. para depois elaborar uma planificação da mesma. tanto para o quinto ano. até ao final do ano lectivo. o professor António informou que ele e a professora Sofia fizeram um reajuste em relação às propostas efectuadas no início do ano lectivo. o Conselho de Disciplina ainda não ter aprovado qualquer plano para a actividade do Maismat. o delegado recordou que vão ser realizadas competições diferentes para os diferentes anos de escolaridade e que. os presentes aprovaram. Em relação ao Pmate.

Maria e Rui. pelas quinze horas e trinta minutos. acordou-se dar por encerrada a reunião. Estiveram presentes os professores Sofia.A17 17ª Reunião 25/01/2007 Aos vinte e cinco dias do mês de Janeiro do ano dois mil e sete. Constatada a ausência do delegado de disciplina e dado o desconhecimento da ordem de trabalhos. os professores do Conselho de Disciplina de Matemática (2º ciclo) realizaram uma reunião ordinária na sala trinta e quatro da Escola. 244 . sob a presidência do professor Rui.

sob a presidência do professor Delegado António. 01/02/2007 Ao 1[primeiro] dia do mês de Março [Fevereiro] do ano dois mil e sete. Como tal. Assuntos tratados e deliberações: 1. e a outra reunião foi sobre o Campeonato Regional de Resolução de Problemas de Matemática (Agente X). Estas actividades são promovidas pela Direcção Regional de Ensino [Educação]. Passando ao ponto um da ordem de trabalhos. das duas reuniões que teve no Funchal.Outros assuntos.A18 18ª Reunião.pt/agente x. O delegado de disciplina divulgou os jogos: Agente X. Foram elaboradas as directrizes para a elaboração dos planos de actividade para as actividades Maismat e agente X. pelas dezassete horas e quinze minutos.madeira-edu. os artigos deverão ser entregues até ao dia 23 de Fevereiro à professora Rute Areal. para ser aprovado em Departamento e em conselho Pedagógico. E o Maismat. No âmbito da Área curricular Não Disciplinar de Área de Projecto. os professores do conselho de disciplina de Matemática do 2º Ciclo realizaram uma reunião ordinária. no âmbito do sucesso na disciplina de Matemática. todos os interessados em participar na revista. Uma reunião foi sobre a avaliação dos alunos.Informação sobre o Campeonato Regional de Resolução de Problemas de Matemática (Agente X). 245 .Elaboração do plano da actividade Pmat. 2. cujo site é o seguinte: http://projectos. a turma do oitavo A optou pela realização da revista da escola denominada “Ponto e Vírgula”. o delegado informou o conselho de disciplina. quer ao nível do grupo disciplinar ou trabalhos realizados pelos alunos. 3.

246 . E nada mais havendo a tratar.Às equipas da escola que forem apuradas tem que ser garantida pela escola a sua deslocação. foi lida e aprovada a presente acta e deuse por terminada a reunião. devido à fraca visibilidade. O delegado de disciplina referiu que não tem nenhuma directiva a esse respeito. Rui perguntou ao delegado de disciplina se vai ou não continuar a haver reuniões ordinárias [semanais] à quinta-feira. Relativamente à sala dezoito vai ser requisitado um quadro novo para esta sala. Em relação às aulas de recuperação estão a ser elaborados dossiers de registo próprios para estas aulas. e que lhe deram um horário com aulas à quinta-feira. O prof.

no respectivo armário do Grupo. sob a presidência do professor António. que frequentaram.ºs anos de escolaridade que se encontram. no ano lectivo anterior. livros cuja lista se junta em anexo. Pediu aos docentes para se informem. uma vez que.º ano de escolaridade. Assim. os professores do conselho de disciplina de Matemática. a Final regional será no dia dezoito de Abril na Escola Básica e Secundária do Carmo em Câmara de Lobos. a separação deixou de ter sentido. O Delegado informou os docentes que havia falado com uma responsável da Fase Regional do Maismate. o 4. não conseguem actualizar os seus dados no Maismate. Alunos com poucas dificuldades foram agrupados com outros de muitas dificuldades. informou também que alguns dos seus alunos. Este professor. desta maneira. Susana Silva que o informou das datas e locais onde vai decorrer o mesmo. as aulas têm menos rendimento e deixa de haver possibilidade de trabalhar de igual forma perante os alunos. mostrando assim o seu desagrado perante esta situação. realizaram uma reunião ordinária onde foram tratados os seguintes assuntos: Iniciou-se a reunião com a aprovação do Plano para a actividade Maismate. avaliar uma possível requisição do mesmo. pelas quinze horas e trinta minutos. posteriormente.A19 19ª Reunião 01/03/2007 Ao primeiro dia do mês de Março do ano dois mil e sete. bastante alto do mesmo. das capacidades e funcionalidades do produto.º e 4. Segundo o mesmo docente. O Delegado alertou para o preço. O Professor Rui fez referência para o facto de ter havido troca na organização dos grupos para as Aulas de Recuperação. 2º ciclo. O Grupo foi informado da chegada de vários livros do 3. O delegado informou ainda que recebeu um folheto informativo de Quadros Interactivos. uma vez que continuam inscritos no Minimate. no sítio da Internet para. a partir de agora. Pediu também que fosse informado 247 .

da disponibilidade das salas com computadores para os alunos treinarem o Maismate. No entanto. o Grupo acha que as Aulas de Recuperação da disciplina de Matemática deve ter. no mínimo uma carga horária semanal de 90 minutos. Por fim. só podem frequentar. no máximo. O delegado relembrou que esse facto tinha sido informado em reunião de grupo pelo Coordenador do segundo Ciclo e que nada em contrário havia sido dito. demonstrou o seu desagrado com o facto de ter sido dada prioridade à disciplina de Língua Portuguesa nas Aulas de Recuperação. 2 blocos de 90 minutos. Matemática e Inglês. Sendo assim. foi lida e aprovada a presente acta e deuse por terminada a reunião. 248 . uma vez que os alunos propostos para Aulas de Recuperação de Língua Portuguesa. um dos blocos de 90 minutos passa a ter de ser distribuída por Língua Inglesa e Matemática. E nada mais havendo a tratar.

O delegado referiu. 2.º Ciclo. E nada mais havendo a tratar. 2. realizaram uma reunião ordinária onde foram tratados os seguintes assuntos: 1. mais uma vez. que a redução de uma hora lectiva no seu horário é insuficiente para resolver todos os problemas do Grupo. procedeu-se à transmissão de informações da última reunião do Conselho Pedagógico. referiu-se que o Pmate já constava do Plano Anual de Actividades mas a deslocação à Final Regional aguarda ainda resposta da escola. Informações do Conselho Pedagógico. na integra. Salientou-se em Departamento a discriminação dos alunos desta escola face à Região. o anexo dois do Despacho Normativo catorze de dois mil e sete. O delegado iniciou a reunião com a leitura e aprovação da acta da reunião anterior de quinze [um] de Março. visto não haver verba disponível. a deslocação à Final Nacional. foi feito o balanço das unidades já leccionadas. O delegado informou que o prazo de entrega das Matrizes dos Exames de Equivalência à Frequência é o dia dezasseis de Abril do corrente ano e informou também que é necessário elaborar matrizes das fichas de avaliação global para o quinto ano que serão entregues aos alunos quinze dias antes da sua realização. foi lida e aprovada a presente acta e deuse por terminada a reunião. somente. os professores do conselho de grupo Matemática e Ciências da Natureza. bem como o Despacho Normativo dois mil trezentos e cinquenta e um de dois mil e sete.A20 20ª Reunião 22/03/2007 Aos vinte e dois dias do mês de Março do ano dois mil e sete. Outros assuntos. pelas quinze horas e trinta minutos. Relativamente ao último ponto da ordem de trabalhos. Foi lido. De seguida. A Direcção Regional de Educação assegura. 249 . sob a presidência do Professor António.

visto a secretária. Nada mais havendo a tratar. Fomos informados de que as luzes das salas dezoito. sob a presidência do Professor Delegado António. De seguida foi apresentada a Matriz do exame de equivalência à frequência da disciplina de Matemática do sexto ano. foi lida e aprovada a presente acta e deu-se por terminada a reunião. professora Carina. O delegado informou que recebeu uma carta que divulga o nome de manuais para a preparação dos exames nacionais [das provas de aferição] do segundo ciclo. que foi vista e aprovada por todos os presentes. conclui-se que estes não seriam propostos para o concurso. informou-se que ainda não tinham sido inscritas. visto estas estarem interessadas em participar no PMATE. pois os alunos não conseguem passar do nível oito.A21 21ª Reunião 16/04/2007 Aos dezasseis dias do mês de Abril do ano dois mil e sete. não ter sido convocada para a presente reunião. informou-se que as equipas de sexto ano não foram inscritas. vinte e um e vinte e dois ainda não estão a funcionar devidamente. Relativamente às equipas de quinto ano. mas o Delegado iria fazer os possíveis para a sua inscrição. os professores do conselho de disciplina de Matemática [2º Ciclo]. pelas catorze horas e trinta minutos. realizaram uma reunião ordinária onde foram tratados os seguintes assuntos: Deu-se início à reunião com a informação de que a acta relativa à reunião anterior será aprovada numa próxima reunião. visto não terem conhecimento da matéria que se encontra nesse nível. embora já tenha sido chamado um técnico para resolver o problema. 250 . Sendo assim. Em relação ao PMATE.

A22 22ª Reunião 03/05/2007

A três do mês de Maio de do ano dois mil e sete, pelas dezassete horas, sob a presidência da professora Maria [professor António], os professores do Conselho de disciplina de Matemática (2º ciclo) realizaram uma reunião ordinária na sala trinta e quatro da Escola. Estiveram presentes os professores António, Maria, Sofia, Rui e Rosa. Deu-se início à reunião com a leitura e aprovação das actas referentes às reuniões do Conselho de disciplina, realizadas nos passados dias vinte e dois de Março e dezasseis de Abril. De seguida o delegado distribuiu pelos presentes cópias do quadro resumo da Avaliação por disciplina do segundo período do 2º Ciclo. Seguidamente, o delegado de disciplina deu a conhecer as informações do conselho pedagógico e informou o conselho de grupo que as matrizes da Ficha de Avaliação global devem ser entregues aos alunos quinze dias antes da realização desta. Ficou decidido que os professores a elaborarem a prova do exame de equivalência a frequência são o Professor António e a Professora Rosa. O professor Rui afirmou que se tinha apercebido que alguns alunos do 6º ano estavam convencidos que as provas de aferição eram respondidas de forma anónima. Dado que tal ideia não corresponde à verdade, o mesmo professor apresentou uma proposta no sentido dos professores informarem os alunos que as provas de aferição são identificadas e que, depois de classificadas, as pautas com os resultados dos alunos são publicitadas. Deste modo, o professor Rui propôs que os professores devem motivar os alunos, no sentido destes tentarem obter o melhor resultado possível na prova de aferição. Esta proposta mereceu a concordância do Conselho de Disciplina. Relativamente ao Maismat, o prof. Rui deu conhecimento da forma como decorreu a participação da equipa de 5ºano desta Escola na Final Regional

251

do Maismat, realizada no passado dia 18 de Abril, em Câmara de Lobos, na Escola do Carmo. Realçou a forma como a equipa e o professor acompanhante foram bem recebidos na referida Escola. Destacou o 4º lugar alcançado por esta equipa na citada Final, num total de 79 equipas. Lamentou que a planificação desta actividade ao nível da nossa escola não tenha sido cumprida, no que diz respeito à calendarização da fase de selecção da equipa representante da Escola na Final Regional, fase esta que deveria estar concluída até ao final do 2º período, o que não aconteceu. Acrescentou o mesmo professor que, devido ao facto da selecção da equipa representante no Maismat de 5º ano apenas ter ocorrido dois dias antes da Final Regional, só na véspera dessa Final é que foi possível ensinar, aos alunos da equipa, alguns conteúdos programáticos de 5º ano que ainda não tinham sido leccionados até à data, como por exemplo, a classificação de triângulos, os volumes de cubos e de paralelepípedos rectângulos e as fracções, que normalmente fazem parte das questões que surgem nos últimos níveis do Maismat de 5º ano. Concluiu o prof. Rui, dizendo que se a selecção da equipa tivesse sido feita atempadamente, isso permitiria uma preparação mais eficaz para a Final, e a provável obtenção de um resultado ainda melhor. O professor Rui perguntou ainda ao delegado de disciplina, se este já tinha tratado da justificação das faltas às aulas, dadas no dia 18 de Abril, pelos alunos do 5º B, membros da equipa que participou, nesse mesmo dia, na Final Regional do Maismat. O delegado de disciplina respondeu negativamente, mas comprometeu-se a tratar desse assunto. Em relação à planificação do 6º ano, o professor Rui alertou para o facto da planificação de 6º ano para o presente ano lectivo, já aprovada pelo Conselho de Disciplina, não incluir os conteúdos referentes à unidade programática de volumes do 5º ano, que não foi leccionada no ano lectivo transacto nas turmas de 5º ano. Por isso o mesmo professor propôs que a planificação de 6º ano fosse reformulada, de forma a incluir este assunto. Esta proposta foi aprovada pelo Conselho de Disciplina.

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O mesmo professor alertou para o facto de, neste ano lectivo, não se ter seguido a sugestão do Inspector, feita no ano lectivo anterior, no sentido de ser elaborada uma planificação de ciclo para a disciplina. Relativamente às convocatórias das reuniões do Conselhos de Disciplina, o professor Rui pediu ao delegado de disciplina que as convocatórias das reuniões do Conselho de Disciplina fossem sempre feitas com a devida antecedência, de forma a evitar situações de haver professores a faltar a reuniões por não terem conhecimento atempado da realização das mesmas. Finalmente, o delegado de disciplina informou que o Profmat 2007 terá início entre cinco e nove de Novembro de dois mil e sete na Ilha Terceira nos Açores. E nada mais havendo a tratar, deu-se por terminada a reunião.

253

A23 23ª Reunião 19/06/2007

Aos dezanove dias do mês de Junho do ano dois mil e sete, pelas catorze horas e trinta minutos, sob a presidência do professor delegado António, os professores do Conselho de Disciplina de Matemática (2º ciclo) realizaram uma reunião ordinária na sala trinta e quatro da Escola. A ordem de trabalhos da reunião foi a seguinte: Ponto um: Informações; Ponto dois: Outros assuntos. Deu-se início à reunião com a leitura e aprovação da acta referente à reunião do Conselho de Disciplina, realizada no passado dia três de Maio. De seguida o delegado de disciplina leu e distribuiu pelos presentes uma cópia do resumo da reunião do Conselho Pedagógico efectuada no passado dia vinte e quatro de Maio, que se junta em anexo, a folhas três e quatro. O delegado de disciplina informou que o Departamento Curricular aprovou um voto de pesar pelo falecimento do professor desta escola, João Guevara. Seguidamente, o delegado de disciplina deu conhecimento aos presentes que, tinha participado em mais um Encontro Regional de Delegados de Matemática, realizado no passado dia 4 de Junho no Auditório da Direcção Regional de Educação, no Funchal. O delegado, para além de recordar que este Encontro de reflexão e formação se insere no programa “O Sucesso na Disciplina de Matemática”, informou que, desta vez, o Encontro foi subordinado ao tema “Materiais na aula de Matemática”. Na sequência do mesmo assunto, o delegado de disciplina deu conhecimento das actividades desenvolvidas no referido Encontro de Delegados, divulgando um conjunto de fichas de trabalho utilizadas com alguns materiais didáctico-pedagógicos, nomeadamente com a calculadora, com o geoplano, com material cuisenaire e com material polydron.

254

Passando para o último ponto da ordem de trabalhos, os professores actualizaram o preenchimento de uma matriz, onde assinalaram as unidades programáticas já leccionadas, até à data, em cada uma das turmas do ensino regular. E nada mais havendo a tratar, deu-se por terminada a reunião.

255

A24 24ª Reunião 05/07/2007

Aos cinco dias [do mês de Julho] do ano de dois mil e sete, pelas quinze horas e trinta minutos, sob a presidência do Professor António, os professores do conselho de disciplina de Matemática, 2.º Ciclo, realizaram uma reunião ordinária. Iniciou-se a reunião com a leitura e aprovação da acta da reunião anterior. De seguida o Delegado leu todas as informações emanadas pelo Conselho Pedagógico, segue em, anexo uma fotocópia da súmula do mesmo. Em relação ao ponto dois da ordem de trabalhos, seguiu-se o balanço do ano lectivo. O Conselho de disciplina considerou os resultados da disciplina de Matemática no quinto e sexto ano de escolaridade, depois de analisados os mesmos, não são satisfatórios, tendo em conta que na avaliação interna do quinto ano foram obtidos 37% de níveis inferiores a três no final do ano lectivo. No sexto ano os alunos obtiveram 31% de níveis inferiores a três no final do ano lectivo e 50% de classificações não satisfatórias na Prova de Aferição de Matemática deste ano. De seguida, foi feito um balanço da execução do Plano de Acção para Promover o Sucesso na Matemática, tendo sido elaborado um relatório referente ao presente ano lectivo que se junta em anexo a esta acta. O Conselho de Disciplina entende que vários factores contribuíram para o insucesso escolar de vários alunos na disciplina de Matemática,

nomeadamente: - Aulas de recuperação iniciadas apenas a meio do ano lectivo; - Indisciplina não punida de alguns alunos; - Falta de empenho, hábitos e métodos de estudo dos alunos; - Falta de pré-requisitos;

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Perímetros. propondo-se. foram leccionados os seguintes conteúdos: .Números e Cálculos. . No que concerne ao último ponto da ordem de trabalhos.Adição e Subtracção. matriz essa que segue em anexo a esta acta.. é manifestamente insuficiente para o desempenho da sua função. Em relação aos Currículos Alternativos. referente ao cargo de Delegado de disciplina. Após isto. outros assuntos. 257 . . a exercer presentemente as funções de Delegado da disciplina. no mínimo quatro horas de redução para o desempenho deste cargo. . E nada mais havendo a tratar.Números inteiros e decimais. o Conselho de Disciplina entende que a redução da carga horária na componente lectiva do professor. O Conselho de Disciplina elegeu-a para o referido cargo por unanimidade.Dificuldades de aprendizagem a nível cognitivo. A Professora Maria disponibilizou-se para exercer o mesmo. os professores preencheram uma matriz onde foram assinaladas as unidades programáticas leccionadas durante o ano lectivo em cada uma das turmas do ensino regular. e em relação ao próximo ponto da ordem de trabalhos e atendendo ao facto do António. quarenta e cinco minutos. foi lida e aprovada a presente acta e deuse por terminada a reunião. Após isto. houve necessidade de eleger um outro professor para o mesmo cargo.Números racionais relativos. não continuar a leccionar nesta escola no próximo ano lectivo. .

informou os presentes que a eleição de Delegado de Disciplina feita na reunião anterior deverá ser repetida devido ao facto da docente eleita não pertencer ao Grupo 230 e não ser profissionalizada neste grupo e. os professores do conselho de disciplina de Matemática. realizaram uma reunião extraordinária na sala 34. pelas dezanove horas e quarenta e cinco minutos. com a seguinte ordem de trabalhos: Ponto único: Eleição do Delegado de Disciplina O Delegado iniciou a reunião com a leitura e aprovação da acta da reunião anterior. 258 . não ser elegível para este cargo. estando também presente a professora Isabela que também pertence ao Grupo 230. Posto isto.º Ciclo. foi lida e aprovada a presente acta e deuse por terminada a reunião.A25 25ª Reunião 06/07/2007 Aos seis dias do mês de Julho do ano dois mil e sete. de acordo com as instruções recebidas do Presidente do Conselho Executivo. sob a presidência do António. De seguida. o professor Rui disponibilizou-se para o cargo e foi eleito por unanimidade. E nada mais havendo a tratar. 2. por isso.

ANEXO 3 Quadro Síntese das actas do Conselho de Disciplina 2006/2007 259 .

Outros assuntos. em mais um segmento de 45 minutos. 2. de acordo com a sugestão do Presidente do Conselho Executivo. -Desdobramento de cada turma em dois grupos. 260 . sobre a implementação de estratégias que constam do Plano de Acção para promover o sucesso na Matemática: -Aumento da carga horária semanal da disciplina. Informações dadas pelo Delegado grupo. relembrando-se que esta ficha terá como intuito o desdobramento das turmas. devido à proximidade do gabinete onde se encontra depositado o material da disciplina 2ª 22/09/2006 1. 2. para proporcionar aos alunos tempo de relembrar as aprendizagens realizadas no ano lectivo anterior. Foram apresentadas várias propostas para a elaboração da ficha de avaliação diagnostica. 3. provenientes do Presidente do Conselho Executivo. Leitura e aprovação da acta da reunião anterior. Preparação do Ano Lectivo 2006/2007. Realização de uma Ficha de Avaliação Diagnostica. as salas destinadas às aulas de as da de Aprovação da acta da reunião anterior. Aprovação de proposta no sentido de todas as aulas de Matemática serem leccionadas em salas do piso superior do Bloco 3 da escola. sugerindo o presidente do Conselho Executivo. tendo em conta o tipo de dificuldades dos alunos. que a ficha de avaliação diagnóstica não fosse aplicada na primeira semana de aulas. do Presidente do Conselho Executivo.Quadro Síntese das Actas das Reuniões do Conselho de Disciplina 2006/2007 Reunião Data 1ª 14/09/2006 Assuntos 1. que tais grupos fossem organizados em função das dificuldades manifestadas pelos alunos na avaliação diagnóstica. Informações. fornecidas pelo Delegado de Disciplina. Decisões Foram constituídos dois grupos de trabalho para elaborar as fichas de avaliação diagnóstica. O Delegado de Disciplina forneceu informações seguintes: -Conforme pretensão dos professores disciplina. -Sugestão. assim como a organização dos grupos para as aulas de recuperação. Salas que devem ser utilizadas para as aulas de Matemática. leccionados por professores distintos. sendo um grupo de nível superior e outro grupo de nível inferior -Formação de grupos de alunos para as actividades de recuperação.

de acordo com o modelo de impresso disponibilizado em suporte de papel e informático. os alunos desse grupo juntam-se ao outro grupo da mesma turma. de forma sucinta. sempre que um dos professores de Matemática falte a um dos grupos. desapareceu. passando o outro professor a leccionar para toda a turma.Matemática estão situadas o mais próximo possível do gabinete de audiovisuais. Aprovação da acta da reunião anterior. -A composição dos dois grupos. -As actas dessas reuniões devem ser feitas. A segunda proposta previa que a turma fosse dividida em dois grupos homogéneos entre si. cuja aquisição foi proposta pelo Conselho de Disciplina no final do ano lectivo anterior. as planificações anuais da disciplina. -Nas aulas regulares. e que ocorrem reuniões dos respectivos Conselhos em simultâneo. devem ser entregues ao Coordenador do Departamento. 4. 1 voto na primeira proposta e uma abstenção. A professora Maria e o professor Rui ficam responsáveis pela elaboração da planificação anual do 5º ano de escolaridade. -A lista de materiais. 3. Foram apresentadas as fichas de avaliação diagnóstica de 5º e 6º anos. -Até ao dia 6 de Outubro. de acordo com uma deliberação do Conselho Pedagógico. em que cada turma vai ser desdobrada nas aulas de Matemática. o plano de actividades da disciplina. Definição do critério a utilizar na composição dos dois grupos de alunos. em que se vai desdobrar cada turma nas aulas de Matemática. Desdobramento das turmas. -Dado que a professora Rosa lecciona a disciplina de Matemática e também a disciplina de Ciências da Natureza. 3ª 28/09/2006 O Delegado de Disciplina forneceu as informações seguintes: -As reuniões do Conselho de Disciplina realizam-se semanalmente às quintas-feiras sempre na mesma sala e não necessitam de ordem de trabalhos. esta professora participará Foram apresentadas e discutidas duas propostas: A primeira proposta previa que cada turma fosse dividida em dois grupos de nível diferente: um de nível superior e outro de nível inferior. Foi aprovada a segunda proposta com dois votos a favor. enquanto a professora Sofia e o professor António se encarregam da elaboração da planificação anual para o 6º ano de escolaridade. Ficha de avaliação diagnostica. é da responsabilidade do par pedagógico titular da disciplina. onde está depositado o material da disciplina. -Enquanto as turmas não forem desdobradas as aulas serão leccionadas conjuntamente pelos dois professores de cada turma. contendo as competências e os critérios de avaliação. -Até ao dia 17 de Outubro deve ser entregue ao Coordenador do Departamento. 261 .

no final do ano lectivo anterior.preferencialmente nas reuniões de Ciências da Natureza e só participará nas reuniões de Matemática quando houver algum assunto que interesse à referida professora. dando-se prioridade. cuja proposta de aquisição consta do Plano de Acção para promover o sucesso na Matemática. para que ela ainda possa participar na reunião de Ciências da Natureza. visto que. dos critérios de avaliação adoptados na disciplina. se já chegou à Escola. sendo nesse caso convocada para a reunião do Conselho de disciplina de Matemática. no final do ano lectivo anterior. aprovado pelo Conselho de Disciplina. no final do ano lectivo anterior. o delegado informou que sugeriu aos alunos que. se ainda não o possuíssem. O delegado ficou incumbido de satisfazer este pedido. tirassem fotocópias do manual. a correspondente requisição não foi entregue ao Conselho Executivo. O Delegado solicitou uma análise do relatório da inspecção feito à escola. Face a este problema. cujas inscrições terminam dia 18 de Outubro. na reunião de Matemática. por unanimidade.Exames do E. que seria necessário para a abordagem de uma unidade do programa de 5º ano que não tinha sido leccionada em algumas turmas do 5º ano. à abordagem do assunto que interessa à professora Rosa. 43 até à 47). no ano lectivo anterior. O delegado apresentou o problema de vários alunos do 6º ano ainda não terem o correspondente manual escolar e de muitos alunos do mesmo ano não terem o manual de 5º ano. A professora Maria manifestou interesse em que lhe fossem distribuídas chaves do armário da disciplina. -Não sabe. o material didáctico. -Realização das Olimpíadas Portuguesas da Matemática. de forma facultativa. Aprovação. até à data. depois de ter distribuído cópias de um excerto de 5 páginas do documento: “Análise da Organização e Orientação Pedagógica . -Necessidade de nova requisição de manuais escolares de 3º e 4º anos. cuja proposta de aquisição foi aprovada pelo Conselho de Disciplina. O professor Rui apresentou o problema das dimensões exíguas de um quadro de parede da sala 20 e do número insuficiente de mesas e cadeiras existente na mesma sala. B – 2006 – Roteiro” da Inspecção Regional de Educação (desde a pág. 262 .

-O Conselho Pedagógico aconselha que nas aulas de recuperação os alunos sejam agrupados por grau de dificuldade e não só por ano. com a referência a reajustamentos das planificações. Este desdobramento será aleatório. há dois professores por turma e com base nos testes diagnóstico as turmas serão divididas. por exemplo. serão enviados para a Secretaria Regional de Educação (enunciado. 263 . A partir da próxima 2ª feira os professores trabalharão com as turmas desdobradas em grupos. critérios de correcção e resultados). ou seja. nas aulas de recuperação. -Se os Cadernos de Actividades fornecidos As aulas de recuperação funcionarão em dois grupos: um constituído por alunos com mais dificuldades e outro de alunos com menos dificuldades. -Os testes diagnóstico feitos na escola. Zelinda. Foi discutido recuperação. foram discutidos. as turmas devem ser desdobradas. o decorrer das aulas de Aprovação da acta da reunião anterior. actas completas (com actividades e estratégias para superar certas dificuldades. …) O Delegado de Disciplina forneceu também a seguinte informação: -Já existe na escola o Software “Geometer’s Sketchpad”. A divisão por turma e disciplina fica a cargo dos dois docentes da disciplina. no Conselho Pedagógico. respeitante ao ano lectivo 2005/2006. alguns aspectos a ter em conta nos Departamentos e nos Grupos Disciplinares: planificações por ciclo. planificações por turma (consoante dificuldades detectadas). Não se realizou a reunião devido ao falecimento da professora da Escola. será feita com base nos resultados das fichas diagnosticas. de forma a manter a heterogeneidade em cada grupo. Foram elaboradas grelhas de correcção da ficha diagnóstica.A escola acedeu ao Plano de Acção na Matemática no 2º e 3º ciclos. de forma a possibilitar a utilização. ficando um grupo constituído pelos alunos com números ímpares e o outro grupo pelos alunos com os números pares. emanadas da reunião do Conselho Pedagógico realizada no dia 27 de Setembro de 2006: -Nas aulas de Matemática no 2º ciclo e nas aulas de Língua Portuguesa no 5º ano. O delegado distribuiu um quadro estatístico com os resultados dos Exames Nacionais do Ensino Básico e Secundário. O professor Rui colocou as seguintes questões: -Se o Plano de Acção na Matemática foi aprovado nos termos propostos? -Se o software educativo “Geometer’s Sketchpad” pode ser instalado em vários computadores. A divisão dos alunos. A competição Maismat deverá integrar o plano de actividades. com a análise de resultados. -Na sequência da inspecção feita na escola. .4ª 12/10/2006 5ª 19/10/2006 6ª 26/10/2006 O Delegado de Disciplina forneceu as informações seguintes. Aprovação da acta da reunião anterior. por todos os alunos de uma turma.

destinada a professores de Matemática do 2º ciclo. sendo um dos exemplares entregue na secretaria. -As reuniões semanais de grupo [Conselho de disciplina] são obrigatórias. foram entregues aos alunos sem o respectivo Caderno de Materiais. Outras informações fornecidas pelo delegado de disciplina: -Devem ser feitas actas de todas as reuniões semanais do Conselho de disciplina.Satisfaz Muito Bem. . inclusivamente no caso de apenas um dos professores comparecer na reunião. -Em todos os testes realizados na Escola.Satisfaz Bem e de 90 a 100% . outro entregue ao Coordenador de departamento e o terceiro arquivado no dossiê da disciplina. -Sempre que falte algum professor ás reuniões do Conselho de disciplina. 7º e 8º). é necessário assinar a folha de presenças em triplicado. os professores têm de pôr a nota qualitativa e quantitativa nos testes. Na ausência de todos os outros elementos do Conselho de disciplina. Por isso. A reunião. no final do ano lectivo. -Na sala 20. o delegado procedeu à correcção das fichas de avaliação das turmas A e C do 5º ano. o quadro é de dimensões insuficientes. O Delegado de Disciplina forneceu as informações seguintes. -Realização de uma acção de formação subordinada ao tema “Na matemática com a resolução de problemas”. dada a ausência do delegado. -Para as avaliações intercalares as menções qualitativas serão: de 0 a 49% .Não satisfaz. o desconhecimento da ordem de trabalhos e a impossibilidade do órgão deliberar por falta de quórum. os seguintes problemas: -Na sala 18. a iluminação do quadro é insuficiente o que prejudica a visualização do quadro preto. depois de aberta. emanadas da reunião do Conselho Pedagógico realizada no dia 2 de Novembro de 2006: -O Conselho pedagógico decidiu manter os critérios de progressão e retenção para os alunos do 2º e 3º ciclos em anos não terminais (5º. 70 a 89% . também. fornecidos pelo SASE. 264 . sugere-se a aquisição de um com maiores dimensões.Satisfaz. que Aprovação da acta da reunião [Não corresponde à verdade] 7ª 02/11/2006 Aprovação da acta da reunião 8ª 09/11/2006 9ª 16/11/2006 Aprovação da acta da reunião Aprovação da acta da reunião de 26/10/2006.pelo SASE ficam para os alunos.Alguns manuais de 5º ano. O professor Rui apresentou. 50 a 69% . foi encerrada.

-Projecto das TIC. que são distribuídos aos alunos carenciados. que têm aulas de Matemática separadamente. por cima do quadro. o delegado esclareceu o seguinte: Os Cadernos de Actividades. -Os funcionários do SASE não souberam esclarecer o delegado em relação ao problema de estarem a ser distribuídos manuais escolares a alunos carenciados. -Realização do 3º Campeonato Nacional de Jogos Matemáticos. de forma a tentar melhorar a sua visibilidade por parte dos alunos. mas em simultâneo. cuja proposta de aquisição pela Escola constava do Plano de Acção da Matemática. amanhã. Relativamente a dúvidas suscitadas na reunião do Conselho de Disciplina. foi aprovado na íntegra. 265 . que se insere no âmbito do Programa “O Sucesso na Disciplina de Matemática” (Ofício circular nº743/2006 da DRE). para posterior consulta dos interessados. do dia 26/10/2006.O Plano de Acção para promover o sucesso na Matemática (segundo ciclo) elaborado pelo Conselho de Disciplina. cuja cópia fica arquivada no dossiê da disciplina. . que foi substituída pelo desdobramento de cada turma em dois grupos de alunos. fica ao critério dos professores da disciplina trabalharem com estes jogos. em salas distintas e leccionadas por professores distintos. no sentido dos alunos treinarem os mesmos. numa outra escola da RAM e.teve início.Os recursos materiais. Por consenso. -Convocatória do delegado e de outro professor da disciplina. para um Encontro de Delegados de Matemática do 2º ciclo. Não há garantias sobre a possibilidade de assegurar a deslocação dos alunos da escola ao Campeonato Nacional. que decorrerá. decidiu-se que seria o professor Rui a acompanhar o delegado de disciplina no Encontro de Delegados. -Na sala 20 vai ser colocado um quadro de parede com maiores dimensões. pelo SASE. Não necessitam de ser devolvidos pelos referidos alunos no final do ano lectivo. apresentado na última reunião do CP. foram requisitados. sem o respectivo Caderno de Materiais. em Évora. A escola só pode inscrever um aluno por jogo e nível de ensino. pela professora responsável. hoje. às 9 horas numa outra escola da RAM. . no dia 9 de Março de 2007. -Na sala 18 vai ser colocada uma lâmpada. excepto a estratégia das aulas de Matemática serem leccionadas por um par pedagógico de professores em cada turma. em Julho do corrente ano. Sendo assim.

Foi abordada a possibilidade da Escola participar nos Jogos Matemáticos. todas as escolas em conjunto. Aprovação da acta da reunião [Não corresponde à verdade] Aprovação da acta da reunião de 23/11/2006. Em relação a isso. posteriormente. no total com três blocos de noventa minutos por semana. recursos existentes em cada escola e sua utilização. 12ª 07/12/2006 Aprovação da acta da reunião de 30/11/2006. a ser entregue. ao DT. 10ª 23/11/2006 Sobre o Encontro de Delegados e professores de Matemática do 2º ciclo. solicitou a todos os docentes do Conselho a consulta. para os alunos do Ensino Básico. na internet da página do PISA. o colega Rui sugeriu que houvesse partilha de informação entre escolas para que estes encontros fossem mais produtivos. -Foi dado a conhecer o teor do despacho normativo nº 50/2005. O Delegado de Disciplina forneceu as informações seguintes.O professor Rui informou que vários alunos continuam a queixar-se da dificuldade em visualizarem o que é escrito no quadro da sala dezoito. Desde que um aluno seja posto fora da sala de aula. dada a ausência do delegado e o desconhecimento da ordem de trabalhos. tendo em vista a sua aprovação. o delegado pediu aos restantes colegas que indicassem temáticas para serem abordadas nos próximos encontros. elaborarem. 11ª 30/11/2006 Depois da aprovação da acta da sessão anterior. realizado no dia 17/11/2006. Aprovação da acta da reunião anterior. O Delegado de Disciplina. O Delegado ficou incumbido de elaborar um Plano para essa actividade. por exemplo. emanadas da reunião do Conselho Pedagógico realizada no dia 29 de Novembro de 2006:: -Os critérios de avaliação levados a Conselho Pedagógico foram aprovados. ficando esta. visto que se realizarão mais dois no segundo período e um no terceiro período. 266 . troca de planificações. -Serão postos em vigor diversos impressos para facilitar e uniformizar o processo do registo Disciplinar dos alunos. cumprimento do programa e. referente à elaboração de planos de recuperação e de acompanhamento. uma proposta para o aumento da carga horária da disciplina de Matemática. o professor deverá preencher o documento do registo da participação disciplinar. facto este que prejudica os alunos e o normal desenrolar das aulas. a reunião foi encerrada.

é insuficiente -O Regulamento Interno da Escola. esclareceu que apesar da referida reunião não se ter realizado. professor António. a redução de uma hora. pelo menos. Em relação à planificação anual do sexto ano. fica arquivado no dossiê da disciplina e os professores interessados podem solicitar cópias do mesmo na reprografia da Escola. a mesma reunião foi contabilizada na numeração sequencial das reuniões do Conselho de Disciplina. -o delegado vai propor uma alteração ao Regulamento Interno da Escola. concretamente em relação à quinta reunião. propor que a escola adquira um exemplar de alguns cadernos de Matemática com actividades da editora Santillana/Constância. as planificações estavam a ser cumpridas com alguns atrasos ao nível da calendarização. o delegado deverá elaborar um plano que contemple a possibilidade de. porque tal não constava. Sobre o Campeonato Nacional de Jogos Matemáticos. 267 . Foi deliberado. referente ao cargo de delegado de disciplina. -Recepção de correspondência da editora Santillana/Constância.O Delegado de Disciplina forneceu também as seguintes informações: -Em breve vai ser colocado um novo quadro de parede na sala 20. Relativamente a uma dúvida que foi colocada sobre a numeração sequencial das reuniões do Conselho de Disciplina. na disciplina de Matemática. de forma a aumentar o número de horas de redução da componente lectiva do seu horário semanal. nas turmas de quinto ano leccionadas por ele e pela professora Maria. divulgando a edição de uma colecção de cadernos de Matemática com actividades para os alunos do 1º e 2º ciclos do EB. Zelinda. Ficou assente que. o delegado de disciplina esclareceu que. O delegado de disciplina questionou os presentes para saber se a planificação estava a ser cumprida. o delegado esclareceu que ainda não tinha sido elaborado nenhum plano para esta actividade. porque no seu entender. dado o dia para a sua realização ter coincidido com a data do falecimento da professora desta escola. um aluno do 2º ciclo participar na Final Nacional. para substituir o quadro de dimensões exíguas que lá se encontra colocado. por unanimidade. no caso da disciplina de Matemática do 2º ciclo participar na organização dos Jogos Matemáticos. conforme prevê o referido regulamento. foi-lhe solicitado que acrescentasse a essa planificação o número de aulas previstas para cada unidade. informando que. o delegado de disciplina. depois de ter entregue a referida planificação ao Coordenador do Departamento. O professor Rui respondeu.

O professor Rui perguntou ao delegado se ele dispunha de alguma informação sobre o início das aulas de recuperação de Matemática para os alunos de quinto ano. do referido documento. não deveria. o delegado de disciplina afirmou que iria contactar o Conselho Executivo para apresentar este assunto. tendo este o informado que nas suas planificações anuais. tendo dado conhecimento ao Conselho de Disciplina que uma das auxiliares de acção educativa o tinha informado que. na referida acta constar uma sugestão em relação à contabilização das aulas previstas. Face à questão colocada. O colega Rui informou os presentes que fazia questão que o mesmo constasse da referida acta. para efectuar o balanço das unidades lectivas leccionadas. constar da acta. facto que o Delegado também lamentou afirmando que o mesmo se deveu à falta de experiência e esquecimento de as levar a aprovação na reunião de disciplina. O professor Rui chamou a atenção para o facto de tal procedimento não estar de acordo com a prática adoptada pelos professores desde o início do ano lectivo. sobre este assunto. nos livros de ponto seria reservado um rectângulo normal para cada professor de Matemática e para cada bloco de noventa minutos. ao Coordenador do Segundo Ciclo.inicialmente. pelo facto de. 268 . O delegado acrescentou que tinha previsto cerca de cento e sessenta aulas na planificação anual de sexto ano. 13ª 14/12/2006 Aprovação da acta da reunião de 07/12/2006. O mesmo professor alertou para o facto das planificações não terem sido aprovadas em reunião de grupo. de acordo com instruções dadas pela Chefe do Pessoal Auxiliar. Foi preenchida uma tabela. Em relação à aprovação da acta da reunião anterior. feitas no início do ano lectivo. como dias de aulas previstas. O mesmo professor colocou a questão do preenchimento dos livros de ponto nas aulas de Matemática. tendo este respondido negativamente. o delegado mostrou o seu desagrado. que consta do dossiê de Grupo [disciplina]. esclarecendo que contabilizara os dias da semana do desporto escolar e que tinha solicitado uma opinião. no seu entender. contabiliza também os dias de feriados e a interrupção de actividades lectivas no Carnaval. que por se ter tratado apenas de um comentário informal por parte do Coordenador do 2º ciclo.

O Delegado de Disciplina forneceu também as seguintes informações: -Os alunos com planos de recuperação têm Aprovação da acta da reunião [Não corresponde à verdade] Aprovação da acta da reunião de 14/12/2006. uma equipa iria percorrer todas as reuniões de grupo. O Delegado de Disciplina forneceu as informações seguintes. na sala 20. -No dia 11 de Janeiro. Aprovação da acta da reunião de 11/01/2006. -As reuniões intercalares de Conselhos de Turma decorrerão entre 22 e 28 de Fevereiro. visto o primeiro período já ter passado. O Coordenador do 2º ciclo esteve presente na reunião para confirmar a lista de alunos propostos para as aulas de recuperação com os respectivos professores. foi feita com base na avaliação resultante dos testes diagnósticos. emanadas da reunião do Conselho Pedagógico realizada no dia 10 de Janeiro de 2007: -O Conselho Pedagógico deliberou que o máximo de aulas de recuperação semanais por aluno é de 2 blocos de 90 minutos ou 4 tempos de 45 minutos. ainda o Plano de Actividades para o Campeonato da Matemática. o Conselho Pedagógico entende que temos que cumprir o Regulamento Interno da Escola. nas aulas de recuperação. a fim de elaborar um mapa das aulas de recuperação. Foi feita uma uniformização do número de aulas previstas para as planificações do quinto e sexto ano. Foi acordado entre os presentes que a aprovação das planificações do 2º e 3º períodos ficava para a próxima reunião visto estar a faltar um elemento do grupo. não fez. O Delegado informou que. já se encontra colocado um novo quadro. Aprovação da acta da reunião [Não corresponde à verdade] Aprovação da acta da reunião de 04/01/2006. A professora Maria informou o Coordenador. irá dar prioridade aos alunos propostos para o plano de recuperação. por ter sido altura de realização de testes e avaliações. propostos para as aulas de recuperação. que a lista dos alunos. 269 . o Coordenador ausentou-se da reunião. O Coordenador informou que. -Relativamente à pretensão do delegado de disciplina em propor um aumento das horas de redução no seu horário semanal.14ª 04/01/2007 15ª 11/01/2007 16ª 18/01/2007 O Coordenador [delegado] referiu que. Essa alteração deverá ser aprovada na próxima reunião de grupo. Seguidamente o delegado deu a conhecer a calendarização do Pmate e informou que haverá competições para os diferentes anos de escolaridade. apenas para o segundo e terceiro período. onde estivessem professores que tenham proposto alunos para as aulas de recuperação. caso não haja horários disponíveis para todos os alunos e que na avaliação intercalar poderá fazer-se os ajustes. Confirmados os alunos.

feitas no início do ano lectivo. considera que os resultados não satisfatórios obtidos na disciplina de Matemática. Aprovação. o que infelizmente já é normal acontecer nesta disciplina. para as aulas de recuperação de Matemática. bem como à ausência de pré-requisitos manifestadas por diversos alunos. no momento de avaliação sumativa realizada no final do primeiro período. resultado superior ao de outras disciplinas como Ciências da Natureza. tendo solicitado que se fizesse uma análise dos resultados obtidos. A propósito deste assunto. os resultados não satisfatórios obtidos na disciplina de Matemática são devidos fundamentalmente à indisciplina de alguns alunos. para os alunos terem aulas de recuperação de Matemática. portanto. por unanimidade. com apenas vinte e três por cento de níveis inferiores a três. Em relação ao Pmate. manifestadas por diversos alunos. -Nas reuniões dos Conselhos de turma. das planificações das actividades lectivas da disciplina. -As aulas de recuperação devem ser iniciadas na próxima semana. O professor Rui e a professora Maria informaram que tinham mantido as propostas. até à presente data. ao nível do segundo ciclo. 270 . o Conselho de Disciplina ainda não ter aprovado qualquer plano para a actividade do Maismat. fundamentalmente. embora fossem de realçar. que se realizarão entre 22 e 28 de Fevereiro. os resultados obtidos pelos alunos do 6ºano na disciplina de Matemática. O professor António e a professora Sofia informaram que fizeram um reajuste em relação às propostas efectuadas no inicio do ano lectivo. o delegado recordou que vão ser realizadas competições diferentes para os diferentes anos de escolaridade e que. no seu entender. nas diversas disciplinas e nos diversos anos de escolaridade. não eram satisfatórios. até ao final do ano lectivo.prioridade para as aulas de recuperação. bem como ao não cumprimento de regras básicas do saber estar na sala de aula e à falta de pré-requisitos. O mesmo professor afirmou que. no final do 1º período. devem-se. à falta de empenho e de hábitos de trabalho. O delegado distribuiu pelos presentes cópias de um documento. que tinha O Conselho de Disciplina. História e mesmo Inglês. por unanimidade. positivamente. como para o 6º ano. o delegado de disciplina deu conhecimento. relativamente aos alunos das turmas que leccionam O professor Rui fez uma declaração sobre o processo de selecção dos alunos. com o número e percentagens de "negativas" obtidas pelos alunos da Escola. à falta de empenho e de sentido de responsabilidade. O professor Rui referiu que os resultados obtidos na disciplina de Matemática. vai existir uma competição para o quinto ano de escolaridade e outra para o sexto ano de escolaridade no Maismat. será efectuada a avaliação intercalar. tanto para o 5º ano. O professor Rui alertou para o facto de.

O Delegado de Disciplina forneceu também as seguintes informações: -Encontro de Delegados de Matemática do 2º ciclo da RAM. Elaboração do plano da actividade Pmate. Foram acertadas as directrizes para a elaboração do plano da actividade Maismat. O delegado respondeu que não tem nenhuma directiva a esse respeito e que lhe tinham distribuído um novo horário com aulas à 5ª feira à tarde. 17ª 25/01/2007 A reunião. Foram acertadas as directrizes para a elaboração do plano desta actividade 3. no qual esteve presente. se as reuniões ordinárias do Conselho de Disciplina continuam ou não a ser semanais à 5ª feira. 18ª 01/02/2007 1. 2. realizada no Funchal. Aprovação da acta da reunião [Não corresponde à verdade] 19ª 01/03/2007 1. . Outros assuntos. para divulgação do Campeonato Regional de Resolução de Problemas (Agente X). uma folha sobre o Maismat e que estava à espera que a actividade fosse aprovada superiormente. que se insere no âmbito do Programa “O Sucesso na Disciplina de Matemática”.entregue ao coordenador do Departamento. Informações do Departamento. Informação sobre o Campeonato Regional de Resolução de Problemas de Matemática (Agente X).Vai ser colocado um novo quadro na sala 18. na qual esteve presente. O Delegado de Disciplina forneceu as seguintes informações: . (Nada consta na acta) 2. versando a temática da avaliação dos alunos. depois de aberta. Informações do Conselho Pedagógico. O professor Rui perguntou ao delegado. para depois elaborar uma planificação da mesma. dada a ausência do delegado e o desconhecimento da ordem de trabalhos. 3. (Nada consta na acta) 3. foi encerrada.A Final Regional do Maismat terá lugar no dia 271 . O Delegado de Disciplina forneceu informação sobre uma reunião. Outros assuntos. Outros assuntos.

Matemática e Inglês. Segundo o mesmo docente.º ano de escolaridade. cuja aquisição foi proposta. mostrando assim o seu desagrado perante esta situação. uma vez que continuam inscritos no Minimat. a realizar no final dos 1º de e 2º ciclos do ensino básico. desta maneira. que frequentaram. a separação deixou de ter sentido. disciplina (os dois despachos foram lidos na íntegra e de foram distribuídas cópias dos mesmos). Estes livros ficam depositados no armário da disciplina. -Recepção de manuais de 3º e 4º anos de escolaridade. uma carga horária semanal de 90 minutos. cada aluno proposto deve ter. uma vez que. do SEE. com o que determina um conjunto de normas sobre Conselho as provas de aferição. 20ª O Delegado de Disciplina forneceu as 22/03/2007 informações seguintes. -Recepção de um folheto informativo sobre quadros interactivos. em Câmara de Lobos.18 de Abril. 2 blocos de 90 minutos. só podem frequentar. do SEE. informou também que alguns dos seus alunos. no mínimo. uma vez que os alunos propostos para Aulas de Recuperação de Língua Portuguesa. conjunta -Despacho nº 2351/2007. O Professor Rui fez referência ao facto de ter havido troca na organização dos grupos para as Aulas de Recuperação. na Escola do Carmo. 1. 272 . da O Conselho de Disciplina considera que nas aulas de recuperação da disciplina de Matemática. Aprovação do plano actividade Maismat. o 4. emanadas da reunião do Conselho Pedagógico realizada no dia 15 de Março de 2007: -Despacho normativo nº 14/2007. de 05/02. as aulas têm menos rendimento e deixa de haver possibilidade de trabalhar de igual forma perante os alunos. Aprovação da acta da reunião de 01/03/2007. Sendo assim. Alunos com poucas dificuldades foram agrupados com outros de muitas dificuldades. O mesmo professor. pelo Conselho de disciplina. um dos blocos de 90 minutos passa a ter de ser distribuída por Língua Inglesa e Matemática. de 22/02. Pediu também que fosse informado da disponibilidade das salas com computadores para os alunos treinarem o Maismat. anteriormente. que aprova os regulamentos dos exames Reunião dos Ensinos Básico e Secundário. não conseguem actualizar os seus dados no Maismat. O mesmo professor demonstrou o seu desagrado com o facto de ter sido dada prioridade à disciplina de Língua Portuguesa nas Aulas de Recuperação. no máximo. no ano lectivo anterior. O delegado relembrou que esse facto tinha sido informado em reunião de grupo pelo Coordenador do segundo Ciclo e que nada em contrário havia sido dito. Informações do Conselho Pedagógico.

. que serão entregues aos alunos 15 dias antes da sua realização. deixará a participação a um funcionário e fará uma chamada telefónica oficial para o Director de Turma informando-o do ocorrido.Ciências da Natureza do 2º ciclo.O Conselho Pedagógico relembrou que a saída da sala de aula. embora já tenha sido chamado um técnico para resolver o problema. Outros assuntos. -O Conselho Pedagógico decidiu que no 3ª período será colocada uma legenda no livro [de ponto] sobre as faltas. 273 . Balanço do 2º Período. FD. por mau comportamento dos alunos. O Delegado de Disciplina forneceu as seguintes informações: -A iluminação eléctrica das salas 18. é insuficiente para resolver todos os problemas do Grupo [disciplinar]. pelos professores respectivos. que as equipas do 6º ano não tinham sido inscritas. das unidades já 21ª 16/04/2007 O delegado referiu.Falta de material. (Nada consta na acta) 3. -Recepção de uma carta que divulga o nome de manuais para a preparação das provas de aferição do 2º ciclo. 2. visto não haver verba disponível. Outros assuntos. -É necessário elaborar matrizes das fichas de avaliação global para o 5º ano. -A prova de aferição de 6º ano na disciplina de Matemática terá lugar no dia 24 de Maio às 10 horas. Aprovação matriz exame equivalência à frequência. Aprovação da acta da reunião [Não corresponde à verdade] Aprovação da matriz do Exame de equivalência à frequência da disciplina de matemática do 6º Ano. sendo FM. 1. que a redução de uma hora lectiva no seu horário. os presentes foram informados. -Quando um professor não conseguir encontrar o Director de Turma para lhe entregar uma participação disciplinar. Foi feito um balanço leccionadas. é definitiva e estes deverão ser encaminhados para a sala de estudo e feita a participação disciplinar.Falta disciplinar. -O prazo de entrega das matrizes dos Exames de Equivalência à frequência termina no dia 16 de Abril. 21 e 22 não está a funcionar devidamente. Em relação ao Pmate. 2. mas a deslocação à Final Regional aguarda ainda resposta da escola. mais uma vez. -O Pmate (Maismat) já consta do Plano Anual de Actividades.

EM. mas o delegado irá fazer os possíveis para que se possa inscrever uma equipa. As provas deverão conter a duração no cabeçalho. -Os Exames de equivalência à frequência devem ser entregues ao Conselho Executivo até ao dia 1 de Junho. excepto nas disciplinas de EF. O delegado distribuiu pelos presentes cópias de um quadro resumo com os resultados da avaliação dos alunos. por disciplina. em todas as disciplinas do 2º ciclo. tamanho 12. Informações do Conselho Pedagógico. O Delegado de Disciplina forneceu as informações seguintes. tanto no 5º como no 6º ano. EMRC. . decorrerão nas manhãs de 4º. espaço simples no texto e 1. 22ª 03/05/2007 1. que não tenham alunos envolvidos no Desporto Escolar. Outros asssuntos.5 entre as questões. deverão ser submetidos a um teste global. no final do ano lectivo. 5ª e 6º feira. O enunciado da prova deve referir a cotação a atribuir a cada questão. -Os exames devem ser feitos com letra Arial. emanadas da reunião do Conselho Pedagógico realizada no dia 23 de Abril de 2007: -As matrizes dos Exames de equivalência à frequência foram aprovadas.Na semana do Desporto escolar haverá aulas na 2ª e na 3ª feira. 2. O professor Rui afirmou que se tinha apercebido que alguns alunos do 6º ano Aprovação da acta da reunião [Não corresponde à verdade] Aprovação das actas das reuniões de 22/03/2007 e 16/04/2007. As actividades previstas na alíneas b) do nº 4 do Despacho nº 18/2006. as mesmas também ainda não foram inscritas. visto não terem conhecimento da matéria que corresponde a esse nível. -Os nomes dos professores encarregues da elaboração dos Exames devem constar em acta do Conselho de disciplina. SRE (calendário escolar 2006/2007). as aulas decorrerão normalmente. no sentido dos professores informarem os 274 . O Conselho de disciplina decidiu que a prova do Exame de equivalência à frequência será elaborada pelo professor António e pela professora Rosa.As matrizes das provas globais devem ser aprovadas pelo Conselho de disciplina e dadas a conhecer aos alunos com o mínimo de 15 dias de antecedência em relação à data de realização da prova.pois os alunos não conseguem passar do nível 8. disciplinas sujeitas a Provas de Aferição e áreas curriculares não disciplinares. EVT. O Conselho de disciplina concordou com uma proposta apresentada pelo professor Rui. . Relativamente às equipas de 5º ano. no final do 2º período. -Os alunos da escola. Nas turmas de 9º ano e Secundário. As provas deverão se acompanhadas dos critérios de correcção/classificação. que está interessada em participar no Pmate.

fase esta que deveria estar concluída até ao final do 2º período. dadas no dia 18 de Abril. o professor Rui alertou para o facto da planificação de 6º ano para o presente ano lectivo. depois de classificadas. realizada no passado dia 18 de Abril. Em relação à planificação do 6º ano.estavam convencidos que as provas de aferição eram respondidas de forma anónima. só na véspera dessa Final é que foi possível ensinar. Rui. na Final Regional do Maismat. O professor Rui perguntou ainda ao delegado de disciplina. 275 . Relativamente ao Maismat. e a provável obtenção de um resultado ainda melhor. isso permitiria uma preparação mais eficaz para a Final. já aprovada pelo Conselho de Disciplina. membros da equipa que participou. como por exemplo. que normalmente fazem parte das questões que surgem nos últimos níveis do Maismat de 5º ano. no sentido destes tentarem obter o melhor resultado possível na prova de aferição. Concluiu o prof. em Câmara de Lobos. o que não aconteceu. não incluir os conteúdos referentes à unidade programática de volumes do 5º ano. apresentada pelo professor Rui. Acrescentou o mesmo professor que. pelos alunos do 5º B. Destacou o 4º lugar alcançado por esta equipa nessa Final. Dado que tal ideia não corresponde à verdade. dizendo que se a selecção da equipa tivesse sido feita atempadamente. nesse mesmo dia. O delegado de disciplina respondeu negativamente. devido ao facto da selecção da equipa representante no Maismat de 5º ano apenas ter ocorrido dois dias antes da Final Regional. mas comprometeu-se a tratar desse assunto. Realçou a forma como a equipa e o professor acompanhante foram bem recebidos na citada Escola. na Escola do Carmo. alunos que as provas de aferição são identificadas e que. Deste modo. num total de 79 equipas. os volumes de cubos e de paralelepípedos rectângulos e as fracções. no que diz respeito à calendarização da fase de selecção da equipa representante da Escola na Final Regional. deu conhecimento da forma como decorreu a participação da referida equipa na Final Regional. alguns conteúdos programáticos de 5º ano que ainda não tinham sido leccionados até à data. os professores devem motivar os alunos. as pautas com os resultados dos alunos são publicitadas. se este já tinha tratado da justificação das faltas às aulas. Aprovação de uma proposta. aos alunos da equipa. o mesmo professor apresentou uma proposta para superar esse problema. de forma a incluir o assunto dos volumes do 5º ano. para que a planificação de 6º ano fosse reformulada. que acompanhou a equipa de 5º ano à final Regional do Maismat. o professor Rui. a classificação de triângulos. Lamentou que a planificação desta actividade ao nível da nossa Escola não tenha sido cumprida.

no sentido de ser elaborada uma planificação de ciclo para a disciplina. os alunos do 5º ano obtiveram 37% de níveis inferiores a 3. com o geoplano. na disciplina de Matemática. na avaliação interna. O delegado de disciplina leu e distribuiu pelos presentes uma cópia do resumo da reunião do Conselho Pedagógico do dia 24/05/2007. Outros assuntos. com material cuisenaire e com material polydron. Foi feito um balanço da execução do Plano de Acção para Promover o Sucesso na Matemática. Aprovação da acta da reunião de 19/06/2007. O Conselho de Disciplina considerou não satisfatórios os resultados obtidos pelos alunos na disciplina de Matemática. 1. O Delegado de Disciplina forneceu também as seguintes informações: -Encontro de Delegados de Matemática do 2º ciclo da RAM. 24ª 05/07/2007 1. no qual esteve presente. feita no ano lectivo anterior. até à data. no Funchal. Balanço do ano lectivo. realizado no passado dia 4 de Junho no Auditório da Direcção Regional de Educação. Os professores actualizaram o preenchimento de uma matriz. Informações do Conselho Pedagógico. nomeadamente: -Aulas de recuperação 276 . Na sequência do mesmo assunto. 23ª 19/06/2007 Aprovação da acta da reunião de 03/05/2007.que não foi leccionada no ano lectivo transacto nas turmas de 5º ano. O delegado. não se ter seguido a sugestão do Inspector. tendo sido elaborado um relatório referente ao presente ano lectivo que se junta em anexo a esta acta. 2. O mesmo professor alertou para o facto de. No final do ano lectivo. desta vez. em cada uma das turmas do ensino regular. 2. nomeadamente com a calculadora. O Conselho de Disciplina entende que vários factores contribuíram para o insucesso escolar de vários alunos na disciplina de Matemática. divulgando um conjunto de fichas de trabalho utilizadas com alguns materiais didáctico-pedagógicos. Informações do Conselho Pedagógico O delegado de disciplina leu e distribuiu pelos presentes uma cópia do resumo da reunião do Conselho Pedagógico do dia 29/06/2007. Os alunos do 6º ano obtiveram 31% de níveis inferiores a três na avaliação interna e 50% de classificações não satisfatórias na Prova de Aferição. neste ano lectivo. informou que. onde assinalaram as unidades programáticas já leccionadas.. para além de recordar que este Encontro de reflexão e formação se insere no programa “O Sucesso na Disciplina de Matemática”. o Encontro foi subordinado ao tema “Materiais na aula de Matemática”. o delegado de disciplina deu conhecimento das actividades desenvolvidas no referido Encontro de Delegados.

-Falta de pré-requisitos. 4 horas de redução para o desempenho deste cargo.Números e Cálculos.Adição e Subtracção. -Dificuldades de aprendizagem a nível cognitivo. Aprovação da acta da reunião 277 .Números racionais relativos. para o cargo de delegado de disciplina. O Conselho de Disciplina entende que a redução de 45 minutos. por isso. A professora Maria disponibilizou-se para exercer o cargo. -Indisciplina não punida de alguns alunos. Atendendo ao facto do professor António. de acordo com as instruções recebidas do Presidente do Conselho Executivo. Foi preenchida uma matriz onde foram assinaladas as unidades programáticas leccionadas durante o ano lectivo em cada uma da turmas do ensino regular. professor António. não continuar a leccionar nesta Escola. . hábitos e métodos de estudo dos alunos.Perímetros. . na componente lectiva do horário semanal do professor. por unanimidade. propondo-se. a exercer presentemente as funções de delegado de disciplina. no mínimo. no próximo ano lectivo. A professora Maria foi eleita. 25ª 06/07/2007 Nesta reunião extraordinária também esteve presente a professora Isabela. O delegado em funções. informou os presentes que a eleição de Delegado de Disciplina feita na reunião anterior deverá ser repetida devido ao facto da docente eleita não pertencer ao Grupo 230 e não ser profissionalizada neste grupo e. para o cargo de delegada de disciplina. Em relação aos Currículos Alternativos. . Aprovação da acta da reunião de 05/07/2007. . não ser elegível para este cargo. O professor Rui foi eleito. -Falta de empenho. O professor Rui disponibilizou-se para o cargo. foram leccionados os seguintes conteúdos: . Ponto único: Eleição do delegado de disciplina. por unanimidade.Números inteiros e decimais. houve necessidade de eleger um outro professor para o mesmo cargo. 3. mas pertence ao mesmo grupo de recrutamento (230). 4. é manifestamente insuficiente para o desempenho da sua função.iniciadas apenas a meio do ano lectivo. que não lecciona a disciplina de Matemática. referente ao cargo de delegado de disciplina. Outros assuntos. Eleição do delegado de disciplina.

ANEXO 4 Guião da entrevista ao Delegado de Disciplina 278 .

Guião da entrevista ao Delegado de Disciplina

Legitimação da entrevista A. Informar, em linhas gerais, sobre os objectivos da investigação. Este trabalho de investigação destina-se a compreender a forma como o Conselho de Disciplina tem exercido as suas competências, como expliquei ao colega no contacto prévio que tive consigo. B. Motivar o professor para as respostas, reforçando a importância das suas informações para o prosseguimento da investigação. A participação do colega, enquanto entrevistado, é importante para a concretização do estudo, o que me leva, desde já, a agradecer a sua disponibilidade.

C. Assegurar o carácter confidencial das informações. Posso assegurar que o nome desta escola não será mencionado em circunstância alguma, assim como a identificação do entrevistado. Queria pedir autorização ao colega para gravar a entrevista, de modo a permitir que a recolha de informação seja o mais completa e célere possível.

Caracterização do entrevistado - Idade - Tempo de serviço total - Tempo de serviço na Escola - Tempo de serviço na disciplina - Habilitações académicas - Situação profissional

Competências do Conselho de Disciplina 1. No seu entender, quais são as competências do Conselho de Disciplina? 2. Conhece o(s) normativo(s) legal/ais que fixam as competências do Conselho de Disciplina?

279

Regimento do Conselho de Disciplina 3. Conhece o regimento interno do Conselho de Disciplina?

Assuntos tratados nas reuniões 4. Quais são os assuntos que, habitualmente, mais ocupam o Conselho de Disciplina, nas suas reuniões?

O Projecto Educativo de Escola e o planeamento da actividade 5. Na sua opinião, o planeamento da actividade do grupo disciplinar tem como principal objectivo as grandes linhas orientadoras do Projecto Educativo de Escola? 6. Conhece o Projecto Educativo da Escola?

Participação dos professores no Conselho de Disciplina 7. Qual a sua opinião sobre a forma como os professores participam nas reuniões do Conselho de Disciplina?

Delegado de disciplina 8. Na sua opinião, qual é que deve ser o principal papel do Delegado de Disciplina? 9. Quais são as dificuldades mais sentidas no desempenho do cargo de Delegado de Disciplina? 10. Quando, no exercício do cargo, se confronta com um problema de particular complexidade com quem contacta preferencialmente?

Sugestões 11. Indique algumas sugestões que considere pertinentes para melhorar o exercício das competências do Conselho de Disciplina.

280

ANEXO 5
Entrevista ao Delegado de Disciplina, professor António (E1)

- Ficha síntese da entrevista

- Transcrição da entrevista

281

Ficha síntese da entrevista ao Delegado de Disciplina, professor António

A primeira entrevista foi feita ao Delegado de Disciplina, professor António, e teve lugar no dia 6 de Julho de 2007, entre as 9 horas e as 10 horas, na sala 34 da Escola. O local escolhido para a entrevista foi uma sala de trabalho dos professores de várias disciplinas da escola, onde habitualmente se realizam as reuniões do Conselho de Disciplina e onde se encontra localizado o armário da disciplina.

O entrevistador começou por explicar os objectivos da investigação, tendo o entrevistado sido motivado para as respostas através do reforço da importância das suas informações para o prosseguimento da investigação. Antes de se começarem a colocar as questões foi assegurada, ao entrevistado, a confidencialidade das informações fornecidas pelo mesmo e foi solicitada autorização para a gravação das respostas.

Durante o período de tempo em que decorreu a entrevista, apenas se encontravam no interior da sala o entrevistador e o entrevistado. Devido ao facto de não ser um dia de aulas, porque o ano lectivo já tinha terminado, havia um silêncio adequado para a realização da entrevista.

O entrevistado e o entrevistador encontravam-se sentados à volta de uma mesa oval, habitualmente usada para as reuniões de professores.

Apesar do conhecimento mútuo existente, dado o entrevistado e o entrevistador serem ambos professores de Matemática do 2º ciclo na mesma escola, notava-se algum nervosismo na voz do entrevistado.

No final, o entrevistador agradeceu a disponibilidade do entrevistado para colaborar nesta investigação.

282

Entrevista ao Delegado de Disciplina, professor António - E1

Competências do Conselho de Disciplina

Entrevistador: No seu entender, quais são as competências do Conselho de Disciplina? Professor: Decidir, em primeira instância para tratar de assuntos relativos à disciplina. São os professores mais chegados à disciplina, que percebem mais da disciplina, que sabem quais as necessidades, que estão mais dentro dela e depois decidem. Entrevistador: Conhece os normativos legais que fixam as

competências do Conselho de Disciplina? Professor: Não completamente. Sei basicamente as minhas competências, como delegado, mas os normativos legais, todos eles, todos os decretos que falam sobre as competências do Conselho de Disciplina não conheço. Provavelmente de todos não. Não tenho conhecimento de todos. Lá está, quando vai sendo preciso alguma coisa, vou recorrendo a outras pessoas e vou procurar. Mas não sei, não conheço todas as leis, todos os decretos que regem o Conselho de Disciplina.

Regimento do Conselho de Disciplina

Entrevistador: Sabe que a periodicidade das reuniões de cada órgão deve estar consagradas num regimento interno do órgão. Neste caso do Conselho de Disciplina, existe algum regimento interno para o Conselho de Disciplina, aqui na Escola? Professor: Que eu conheça, não. Entrevistador: E a nível de Departamento? Professor: Que eu conheça, não.

283

Entrevistador: Em relação à realização das reuniões do Conselho de Disciplina, este ano lectivo houve aquela situação em que nós, até Janeiro, fazíamos reuniões semanais do Conselho de Disciplina. A partir de certa altura deixaram de se fazer reuniões semanais. Conseguiu saber, porque é que isso aconteceu? Houve alguma alteração da legislação? Professor: Não. O que me foi dito no Conselho Executivo foi, acho que os outros professores têm conhecimento, que à quinta-feira ia deixar de haver essas reuniões. Entrevistador: Mas, não chegou a saber porque é que houve essa alteração a meio do ano lectivo? Professor: Não. Eu, inclusivamente, cheguei a pedir legislação nesse sentido ao professor Renato [membro do Conselho Executivo]. Ele, entretanto, disse-me que a tinha lá, mas não me chegou a dar. Mas sei que saiu alguma norma, não sei se regional ou nacional, nesse sentido.

Assuntos tratados nas reuniões

Entrevistador: Quais são os assuntos que, habitualmente, mais ocupam o Conselho de Disciplina, nas suas reuniões? Professor: No caso da Matemática, acaba por ser o insucesso, o cumprimento de programas e tentar arranjar estratégias para combater isso, quer o insucesso, quer o cumprimento do programa.

Entrevistador: Mas, em termos de assuntos, podemos, por exemplo, considerar a gestão do programa ou a transmissão de informação. Não considera que se ocupa muito tempo das reuniões do Conselho de Disciplina a transmitir informação? Professor: Sim. Aliás, em todas as reuniões que fazemos, ou grande parte delas, a ordem de trabalhos é sempre informações do Pedagógico e outras

284

tem necessidade de tomar posição em relação aos assuntos que lá são discutidos. mas pouco. Ele. em que sentido circula? Professor: No sentido descendente. Entrevistador: O Coordenador do Departamento representa o Departamento no Conselho Pedagógico. a transmitir informações? Professor: Sim. quando eu fornecia as informações do Conselho Pedagógico. Entrevistador: Quando participa nas reuniões do Departamento. Nós aqui. também são ocupadas. pode haver transmissão em vários sentidos. assuntos que previamente já são conhecidos. 285 . no Conselho Pedagógico. temos de ouvir tudo. Entrevistador: Mas no Departamento há pouca informação no sentido contrário. A maior parte da informação que é transmitida no Conselho de Disciplina. Como é um órgão mais vasto.informações. Normalmente não. O Departamento. Há pouca. Se essas informações fossem logo disponibilizadas para todos os membros. a maior parte do tempo. Ás vezes um pedido. Entrevistador: Quando se fala em transmissão de informação. como é um órgão mais vasto. O Coordenador. via mais ou menos o que interessava a esta disciplina. Lá no Departamento não. poupava-se alguma coisa. A maior parte do tempo. as reuniões nesse órgão. Em sentido ascendente. ou em sentido horizontal. não é? Professor: Sim. não ausculta a opinião dos delegados sobre isso? Professor: Não. em sentido descendente. normalmente.

não vou eu agora. saber que posição é que esses professores tomam. na próxima reunião isto vai! Pronto já se tratou. não teve em conta isso. antes de se falar por eles. quem tiver assento no Conselho Pedagógico. O Projecto Educativo de Escola e o planeamento da actividade Entrevistador: Cada escola deve ter o seu Projecto Educativo. E também por culpa dos colegas que estão no Departamento. conhece o Projecto Educativo de Escola? Professor: Não. realmente.Entrevistador: Qual é a sua opinião sobre a utilidade da existência do Departamento? Considera que é uma estrutura que tem muita utilidade na Escola. nem todos os professores podem ter assento no Conselho Pedagógico. já que tem a palavra de muitos professores. não …. já está! Nota-se que há um comodismo muito grande. o que realmente não costuma acontecer. quando vemos que as coisas vão funcionando de determinada maneira. deve. Acredito que se for bem … Porque. Entrevistador: Ia fazer-lhe a pergunta se. vamos lá a ver. mas desconhecendo o projecto educativo. e que é contagioso. Neste caso concreto. Aqui existe muito: O que não se fizer agora. na sua opinião. Não quer dizer que neste caso tenha. Professor: Mas este ano. Há que limitar.. ou que apenas se limita a transmitir informação? Professor: Se calhar pode ter.. considera que o planeamento da actividade na disciplina tem como principal objectivo as grandes linhas orientadoras do Projecto Educativo de Escola. 286 . Porque. Agora a verdade é que.

falta de experiência. Nas reuniões. Não todos. tentar sempre ajudar a convergir. talvez por falta de experiência. não me parece que o delegado tenha que decidir e que mandar e mesmo coordenar. acho que não deve ter um papel muito diferente dos outros colegas. não precisava de tanto tempo. 287 . Já que tem que haver um professor que dê a assinatura em todas as actas. se tivesse mais experiência. que eu não tinha grande conhecimento. não é pelo Delegado.Participação dos professores no Conselho de Disciplina Entrevistador: Qual a sua opinião sobre a forma como os professores participam nas reuniões do Conselho de Disciplina? participação interventiva? Professor: Sim. Até porque as decisões são tomadas pelo Conselho. … Entrevistador: Quais as dificuldades mais sentidas no desempenho do cargo de Delegado de Disciplina? Professor: Este ano. que foram muito pouco activos na tomada de decisões e na própria ajuda em encontrar outros caminhos. por vezes. Podia haver uma maior intervenção nesse aspecto. notei que havia elementos. haverá decisões que. por falta de capacidade também de decidir sobre determinados temas. qual é que deve ser o principal papel do Delegado de Disciplina? Professor: Acho que o papel não devia ser muito diferente dos outros. Agora. De alguns. É uma Delegado de disciplina Entrevistador: Na sua opinião. em caso de dúvida. mas alguns. Eu. foram as duas principais dificuldades. Ajuda sim. Acho que deve ser mais um professor. nas preparações e em tudo o mais. Agora. em caso de divergência. Se calhar. por falta de tempo e falta de algum traquejo.

acho que era importante. Aliás. a quem recorre preferencialmente para solicitar apoio? Professor: Em grupo. Professor: No caso do trabalho de pares pedagógicos. Entrevistador: Quando. já que tiramos um curso virado para o ensino.Embora. Tentava sempre em grupo. se calhar devia ter … O meu não teve qualquer preparação para exercer qualquer cargo: Por exemplo. que se mostrou sempre muito disponível. Há tantas coisas que podiam melhorar… 288 . também ao Presidente do Conselho Executivo. ou mesmo. Eu não tive formação para isso. Entrevistador: E com o Coordenador do Departamento? Professor: Sim. Já agora. Também recorria a ele. Tentava falar com o grupo. tentava saber o que era preciso fazer. também em relação a isso. mas não era consagrado no nosso horário. se confronta com um problema de particular complexidade. Sugestões Entrevistador: Indique algumas sugestões que considere pertinentes para melhorar o exercício das competências do Conselho de Disciplina. no exercício do cargo. porque há sempre coisas que vão falhando e também serviram para aprender. Embora se fizesse. Director de Turma somos logo … também falta de formação para o exercício do cargo. para qualquer cargo. quando havia alguma dúvida. também acho que falta de formação para isso. esse tal um tempo [proposto] destinado só à planificação e organização das aulas pelos pares.

acha que alguma coisa podia ser feita. 289 . do funcionamento do órgão.Entrevistador: Mas a nível do órgão em si. alguma sugestão que tenha a dar para eventualmente melhorar? Professor: Não.

ANEXO 6 Guião da entrevista aos professores da disciplina 290 .

enquanto entrevistado. Caracterização do entrevistado . Queria pedir autorização ao colega para gravar a entrevista. sobre os objectivos da investigação. de modo a permitir que a recolha de informação seja o mais completa e célere possível. como expliquei ao colega no contacto prévio que tive consigo. é importante para a concretização do estudo. o que me leva. Este trabalho de investigação destina-se a compreender a forma como o Conselho de Disciplina tem exercido as suas competências.Tempo de serviço na disciplina . assim como a identificação do entrevistado.Idade . Conhece o(s) normativo(s) legal/ais que fixam as competências do Conselho de Disciplina? 291 . a agradecer a sua disponibilidade.Situação profissional Competências do Conselho de Disciplina 1.Tempo de serviço total .Guião da entrevista aos professores da disciplina Legitimação da entrevista A. No seu entender.Tempo de serviço na Escola . Assegurar o carácter confidencial das informações.Habilitações académicas . B. reforçando a importância das suas informações para o prosseguimento da investigação. Informar. Posso assegurar que o nome desta escola não será mencionado em circunstância alguma. A participação do colega. em linhas gerais. quais são as competências do Conselho de Disciplina? 2. desde já. C. Motivar o professor para as respostas.

mais ocupam o Conselho de Disciplina. nas suas reuniões? O Projecto Educativo de Escola e o planeamento da actividade 5.Regimento do Conselho de Disciplina 3. Conhece o Projecto Educativo da Escola? Participação dos professores no Conselho de Disciplina 7. No seu entender. Na sua opinião qual é que deve ser o principal papel do Delegado de Disciplina? Influências do Conselho de Disciplina nos professores e nos alunos 9. De que forma o Conselho de Disciplina pode influenciar o desempenho profissional dos professores que o integram? 10. quais são as dificuldades mais sentidas no desempenho da função de membro do Conselho de Disciplina e professor de Matemática? 12. Qual a sua opinião sobre a forma como os professores participam nas reuniões do Conselho de Disciplina? Papel do Delegado de disciplina 8. o planeamento da actividade do grupo disciplinar tem como principal objectivo as grandes linhas orientadoras do Projecto Educativo de Escola? 6. Na sua opinião. 292 . Em que medida o funcionamento do Conselho de Disciplina pode influenciar o sucesso escolar dos alunos na disciplina de Matemática? Dificuldades sentidas e sugestões 11. Indique algumas sugestões que considere pertinentes para melhorar o exercício das competências do Conselho de Disciplina. habitualmente. Conhece o regimento interno do Conselho de Disciplina? Assuntos tratados nas reuniões 4. Quais são os assuntos que.

Transcrição da entrevista 293 .Ficha síntese da entrevista .ANEXO 7 Entrevista à professora Sofia (E2) .

Os procedimentos utilizados na aplicação da entrevista à professora Sofia foram idênticos aos procedimentos já utilizados na entrevista feita ao Delegado de Disciplina. ou seja. o entrevistador agradeceu a colaboração da entrevistada. por vezes. sentados à volta de uma mesa oval.Ficha síntese da entrevista à professora Sofia A professora Sofia foi entrevistada no dia 10 de Julho de 2007. Durante o período de tempo em que decorreu a entrevista. na sala. era audível. Durante a entrevista à professora Sofia. na sala 34 da Escola. tendo a entrevistada sido motivada para as respostas através do reforço da importância das suas informações para o prosseguimento da investigação. 294 . a confidencialidade das informações fornecidas pela mesma e foi solicitada autorização para a gravação das respostas. apenas se encontravam no interior da sala o entrevistador e a entrevistada. entre as 17 e as 18 horas. No fim da entrevista. o entrevistador começou por explicar os objectivos da investigação. Antes de se começarem a colocar as questões foi assegurada. habitualmente usada para as reuniões de professores. à entrevistada. um barulho incomodativo de uma máquina a funcionar. fruto de eventuais obras que estivessem a decorrer no interior da Escola.

recursos.Transcrição da entrevista à professora Sofia – E2 Competências do Conselho de Disciplina Entrevistador: No seu entender. para tentar melhorar. relativamente ao nosso grupo e à nossa disciplina. quais são as competências do Conselho de Disciplina? Professora: Em primeiro lugar. coisas que podemos utilizar no ensino. Conhece o regimento interno do Conselho da Disciplina? Professora: Só conheço aquele que nós utilizamos…. darmos as nossas opiniões. materiais. etc. deve ter um regimento interno que estipula a periodicidade das reuniões. Fazer planificação. para ver aquilo que estamos a fazer correctamente. em termos de tempo? 295 . Entrevistador: Conhece os normativos legais que fixam as competências do Conselho de Disciplina? Professora: Não. quem é que secretaria as reuniões. Tentarmos orientar uns aos outros. o que é que podemos melhorar. à priori. habitualmente. essas coisas e tentar transmitir informação de superiores. Regimento do Conselho de Disciplina Entrevistador: Qualquer órgão. organizar tudo aquilo que se faz ao longo de um ano. ver quais são as coisas que estão mal. Assuntos tratados nas reuniões Entrevistador: Quais são os assuntos que. mais ocupam o Conselho de Disciplina. Não. não tenho conhecimento.

quando é necessário. era uma das coisas que até era interessante nós sabermos. há algum tempo perdido acerca disso. Se calhar. Entrevistador: Não considera que se ocupe muito tempo das reuniões a transmitir informações? Professora: Sim. se calhar. Neste caso concreto. O Projecto Educativo de Escola e o planeamento da actividade Entrevistador: Cada escola deve ter o seu Projecto Educativo. algumas coisas. por acaso. Porque realmente.Professora: Se calhar. se calhar. Ao nosso grupo não nos interessam para nada. É só para ficarmos também a ter conhecimento dos outros grupos e das outras disciplinas. não nos interessam. para podermos ver. Muitas delas. porque há algumas informações. que nós perdemos tempo e que não nos interessam a nós. conhece o Projecto Educativo de Escola? Professora: Na integra não. o planeamento da actividade do grupo disciplinar tem como principal objectivo as grandes linhas orientadoras do Projecto Educativo de Escola? Professora: Não sei. que vêm. transmitir aquilo que se passa nas aulas com os alunos. é mais a nível disso. Participação dos professores no Conselho de Disciplina Entrevistador: Qual a sua opinião sobre a forma como os professores participam nas reuniões do Conselho de Disciplina? 296 . por exemplo. Vou conhecendo. como é que eles estão. Entrevistador: Na sua opinião. O Projecto Educativo. Conheço assim algumas coisinhas. e o que é que podemos fazer a nível de planificação para poder melhorar.

Agora. nós provavelmente. se for um Conselho de Disciplina que não quer saber de nada. Deve orientar-nos no nosso trabalho. qual é que deve ser o principal papel do Delegado de Disciplina? Professora: Acho que deve ser um coordenador. nós também seguimos as coisas de outra maneira. se houver um Plano de Acção que seja implementado. através do Conselho de Disciplina e que todos utilizem 297 . se o Conselho de Disciplina for exigente. naquilo que nós tenhamos dúvidas. Ajudar-nos. no fundo. Se tivermos alguma dúvida que esteja relacionada com o Conselho Executivo. Também não sei as suas competências. Acho que sim. não foi muito interventiva. Entrevistador: Em que medida o funcionamento do Conselho de Disciplina pode influenciar o sucesso escolar dos alunos na disciplina de Matemática? Professora: Acho que sim. Acho que é importante que um Conselho de Disciplina saiba orientar. Tentar orientar o resto do grupo. que saiba orientar. Por exemplo. se não formos competentes a esse nível. também se calhar. no fundo. A todos os níveis. ou com leis. Acho que foi mais para o passiva. Por exemplo. pode-nos ajudar nisso.Professora: Eu acho que. Influências do Conselho de Disciplina nos professores e nos alunos Entrevistador: De que forma o Conselho de Disciplina pode influenciar o desempenho profissional dos professores que o integram? Professora: Eu acho que tem alguma influência. também não queremos saber de algumas coisas. Delegado de disciplina Entrevistador: Na sua opinião. que nós não saibamos. também nos baldamos.

também não sabia como é que isto funcionava muito bem e também… Entrevistador: Indique algumas sugestões que considere pertinentes para melhorar o exercício das competências do Conselho de Disciplina. o sucesso. tudo de acordo com o Conselho de Disciplina. Dificuldades sentidas e sugestões Entrevistador: No seu entender. uma das coisas que nós tínhamos dito na reunião. 298 . é importante. Professora: Por exemplo. pelo menos para mim. quais são as dificuldades. para poder preparar as aulas e ver o que é preciso e o que não é preciso. planificações. que seja para melhorar. se calhar. por exemplo. o ensino da Matemática. se o Conselho de Disciplina tiver esse Plano que nós passamos a utilizar já é uma dica para que seja melhor o ensino. nós termos aqueles 45 minutos para nos podermos reunir.actividades e coisas para melhorar. planificações. para mim. Acho que é importante haver esse tempo. acho que só tende a melhorar o ensino. para nós podermos reunir e falar sobre as dificuldades que vamos encontrando. quais são as dificuldades mais sentidas no desempenho da função de membro do Conselho de Disciplina e professor de Matemática? Professora: Se calhar. Se nós nos organizarmos de forma a realizar actividades. Acho que é importante. Como também foi a primeira vez. a nível da organização de documentos.

Transcrição da entrevista 299 .ANEXO 8 Entrevista à professora Maria (E3) .Ficha síntese da entrevista .

Durante o período de tempo em que decorreu a entrevista. 300 .Ficha síntese da entrevista à professora Maria A professora Maria foi entrevistada no dia 9 de Julho de 2007. na sala 34 da Escola. havia um silêncio adequado para a realização da entrevista. Antes de se começarem a colocar as questões foi assegurada. sentados à volta de uma mesa oval. entre as 16 e as 17 horas. No fim da entrevista. O entrevistador começou por explicar os objectivos da investigação. a confidencialidade das informações fornecidas pela mesma e foi solicitada autorização para a gravação das respostas. tendo a entrevistada sido motivada para as respostas através do reforço da importância das suas informações para o prosseguimento da investigação. à entrevistada. porque o ano lectivo já tinha terminado. apenas se encontravam no interior da sala o entrevistador e a entrevistada. habitualmente usada para as reuniões de professores. mas que foi diminuindo à medida que a entrevista se aproximava do seu final. Devido ao facto de não ser um dia de aulas. o entrevistador agradeceu a colaboração da entrevistada. Durante a entrevista a professora Maria manifestou algum nervosismo inicial.

mais ocupam o Conselho de Disciplina. à priori. Assuntos tratados nas reuniões Entrevistador: Quais são os assuntos que. habitualmente. O Projecto Educativo de Escola e o planeamento da actividade Entrevistador: Cada escola deve ter o seu Projecto Educativo.Transcrição da entrevista à professora Maria – E3 Competências do Conselho de Disciplina Entrevistador: No seu entender. Regimento do Conselho de Disciplina Entrevistador: Qualquer órgão. E formação também. quais são as competências do Conselho de Disciplina? Professora: Organizar o trabalho da disciplina. Planificação. 301 . quem é que secretaria as reuniões. etc. Neste caso concreto. Não conheço. conhece o Projecto Educativo de Escola? Professora: Não. Organizar os professores. deve ter um regimento interno que estipula a periodicidade das reuniões. em termos de tempo? Professora: Este ano era mais a transmissão de informação. Entrevistador: Conhece os normativos legais que fixam as competências do Conselho de Disciplina? Professora: Não. Conhece o regimento interno do Conselho da Disciplina? Professora: Não.

senão também não funciona bem. Daí a importância do coordenador também. Aquele que é líder. Ele deve ser o líder. quer seja a coordenar as planificações. Não sei se tem a ver com o coordenador. Acho que é um bocado isso. qual é que deve ser o principal papel do Delegado de Disciplina? Professora: Deve ser um coordenador. pode querer falar. leva os próprios colegas. Porque se souber puxar. Quanto mais depressa o tempo passasse melhor. O facto de não sugerir para planear. de gerir a reunião. Principalmente. quanto mais despachado melhor. para que dêem mais. Mas deve ser um bom coordenador. Cada um. ele deve ser o líder. Já por isso é o coordenador. quer seja a coordenar as actividades. às vezes. Delegado de disciplina Entrevistador: Na sua opinião. Aquele que puxa por todos os assuntos. É claro que o grupo tem de colaborar com o coordenador. se calhar.Participação dos professores no Conselho de Disciplina Entrevistador: Qual a sua opinião sobre a forma como os professores participam nas reuniões do Conselho de Disciplina? Professora: Pouco activa. como é que vamos fazer isto. Não sei se tem a ver com o coordenador. também. Pode ter a ver. como é que vamos fazer aquilo. mas há uma falta de confiança no grupo. 302 . Parece que há uma falta de confiança no grupo. Tirar partido … Mas pelo que eu vi este ano.

se calhar. se o grupo for bem coordenado. Então. mas também precisava de uma coordenação e. pelos vícios que já tem e. em que ele esteja habituado e acaba por não pensar muito na planificação. o professor fica mais motivado e os alunos vão estar mais motivados para também aprenderem. Se ele influenciar as coisas de forma mais activa. pela falta de experiência e o que tem muita experiência. de uniformizar o procedimento dos professores pode ter influência aí. Fazer com que os alunos também participem mais activamente. já não pensa tanto nas planificações. se houver um boa coordenação. se houver uma boa coordenação. Acaba por ir cada um para a sua maneira. aí. se calhar. Entrevistador: Em que medida o funcionamento do Conselho de Disciplina pode influenciar o sucesso escolar dos alunos na disciplina de Matemática? Professora: Influencia.Influências do Conselho de Disciplina nos professores e nos alunos Entrevistador: De que forma o Conselho de Disciplina pode influenciar o desempenho profissional dos professores que o integram? Professora: Pode influenciar. É mais fácil para todos. O que tem muita experiência. Facilita o desempenho para todos. o papel dele. Porque se houver uma boa planificação. o coordenador não coordena bem isso. coordena cada um à sua maneira. porque pode haver dois aspectos: A falta de experiência de um professor ou a experiência a mais de um professor. ás vezes. 303 . … Influencia nesse ponto. acaba por falhar. Eu acho que influencia muito. O que tem falta de experiência pensa. Se o professor estiver empenhado a fazer aquilo que está a fazer. E o que tem menos experiência acaba por falhar. E. há mais uniformidade entre o grupo e tudo funciona da mesma maneira.

quais são as dificuldades mais sentidas no desempenho da função de membro do Conselho de Disciplina e professor de Matemática? Professora: As dificuldades que eu mais senti foram: Eu senti-me muito perdida na motivação dos alunos. Professora: Logo no início do ano. deviam ser mais trabalhadas com o coordenador e com todos os professores. Acho que se fosse mais trabalhado. A nível de conteúdos. Em todas as actividades que foram surgindo. da planificação. se calhar. acho que deviam ser aprovadas. de motivar os alunos. com mais antecedência e com mais empenho. não partilhámos muito aí. trabalhámos de forma diferente. de forma planeada. com a mesma disciplina [no 5º ano]. em que os alunos podem apanhar o gosto pela Matemática. as planificações. a nível de grupo. acho que não tive muita [dificuldade]. coisas que eu nunca tinha participado e senti um pedacinho de dificuldade aí. Isso bem trabalhado poderia dar mais nas aulas de recuperação. Depois há actividades que podem ser bem planeadas. as dificuldades que foram diagnosticadas nos testes diagnóstico. através do Maismat. o Maismat. já não… Mas. mas com a antecedência devida! 304 . Ao nível do Plano de Acção. Dificuldades sentidas e sugestões Entrevistador: No seu entender. Como tive muito o apoio do par pedagógico: Já a nível do Conselho de Disciplina.Por exemplo. no início do ano. Não é questão de pressa. nas actividades que iam ocorrendo durante o ano. sem ser com pressas. a nível de reuniões do Conselho de Disciplina. que é uma actividade que tem a ver com a Matemática. Entrevistador: Indique algumas sugestões que considere pertinentes para melhorar o exercício das competências do Conselho de Disciplina. quer o Agente X.

tem de haver empenho. 305 . mas discutidas e aprovadas e depois.Planificações feitas. coordenadas em grupo. Não quer dizer que tenham de ser feitas no grupo.

Ficha síntese da entrevista .ANEXO 9 Entrevista à professora Rosa (E4) .Transcrição da entrevista 306 .

apenas se encontravam no interior da sala o entrevistador e a entrevistada. à entrevistada. o entrevistador agradeceu a colaboração da entrevistada 307 . Durante o período de tempo em que decorreu a entrevista. A entrevistada manifestou alguma descontracção durante a entrevista. No fim da entrevista. Devido ao facto de não ser um dia de aulas. havia um silêncio adequado para a realização da entrevista. que permaneceu quase sempre em silêncio. com cerca de 6 anos de idade. Antes de se começarem a colocar as questões foi assegurada. a confidencialidade das informações fornecidas pela mesma e foi solicitada autorização para a gravação das respostas. porque o ano lectivo já tinha terminado. entre as 15 e as 16 horas.Ficha síntese da entrevista à professora Rosa A professora Rosa foi entrevistada no dia 9 de Julho de 2007. na sala 34 da Escola. habitualmente usada para as reuniões de professores. tendo a entrevistada sido motivada para as respostas através do reforço da importância das suas informações para o prosseguimento da investigação. também esteva presente na sala a sua pequena filha. sentados à volta de uma mesa oval. Durante a entrevista à professora Rosa. O entrevistador começou por explicar os objectivos da investigação. entretida com um jogo no computador.

Planear as aulas. não me disseram nada disso. habitualmente. Por isso é que eu acho que é muito importante. deve ter um regimento interno que estipula a periodicidade das reuniões. para poder esclarecer. que dividiram as turmas.Transcrição da entrevista à professora Rosa – E4 Competências do Conselho de Disciplina Entrevistador: No seu entender. porque se não há coordenação. Nem quando fui delegada. Assuntos tratados nas reuniões Entrevistador: Quais são os assuntos que. e coordenação. se o professor C. qualquer dúvida que uma pessoa tenha. agora. este ano. quais são as competências do Conselho de Disciplina? Professora: Todos os assuntos que digam respeito ao nosso grupo. mais ocupam o Conselho de Disciplina. por exemplo. o professor D dava uma coisa e o professor C dava outra. quem é que secretaria as reuniões. etc. Ter o à vontade para perguntar a outro colega que tenha mais tempo de serviço e mais experiência. nesta parte. claro. não tivesse tido coordenação com o professor D [com quem formava um par pedagógico]. à priori. Conhece o regimento interno do Conselho da Disciplina? Professora: Não. em termos de tempo? 308 . Entrevistador: Conhece os normativos legais que fixam as competências do Conselho de Disciplina? Professora: Não. tipo. Regimento do Conselho de Disciplina Entrevistador: Qualquer órgão.

estive numa escola e tinha um Projecto Educativo muito engraçado. Neste caso concreto. considera que o planeamento da actividade na disciplina tem como principal objectivo as grandes linhas orientadoras do Projecto Educativo de Escola. é mais fácil. conhece o Projecto Educativo de Escola? Professora: Não. 309 . porque tem aquelas súmulas. nem nunca ouvi falar. não …. nunca houve.Professora: Eu acho que é a parte da planificação e a parte da coordenação porque as informações do Pedagógico é ler e informar mais o grupo. no Continente. senão… O Projecto Educativo de Escola e o planeamento da actividade Entrevistador: Cada escola deve ter o seu Projecto Educativo. não é isso que tem ocupado mais tempo? Professora: Pois. Entrevistador: Ia fazer-lhe a pergunta se. mas desconhecendo o projecto educativo. Entrevistador: Mas. na sua opinião. em termos de tempo. antes de vir para cá. mas acho que são todos participativos e nunca há assim muita discordância entre propostas. por acaso. tirando aquelas reuniões. Lê-se as súmulas. Eu. Professora: Não sei. Participação dos professores no Conselho de Disciplina Entrevistador: Qual a sua opinião sobre a forma como os professores participam nas reuniões do Conselho de Disciplina? Professora: Eu acho que são participativos e todos. E agora. Depois ter que estar a explicar.

A Coordenadora lia tudo. eu acho que são um bocado… Delegado de disciplina Entrevistador: Na sua opinião. também não tenho geito para ser líder. há pessoas que são. no nosso grupo. por exemplo. A professora Isabela até dizia: Parece que não sabemos ler. por isso. por parte dos docentes. Eu senti-me como coordenadora e dar as informações quando tínhamos as reuniões no Funchal era só transmitir toda a informação que recebia de lá. Mas como líder. Porque um líder. qual é que deve ser o principal papel do Delegado de Disciplina? Professora: Um coordenador. Quando foi delegada de disciplina participava no Departamento curricular no qual se integra a disciplina. é assim. 310 . Como é que considera que o Departamento ocupa a maior parte do tempo nas suas reuniões? É com a transmissão de informação? Professora: Era. tudo. tudo. Sem dúvida. nunca há propostas no nosso grupo. gostaria também de lhe perguntar algo sobre a participação do delegado no Departamento. aos restantes elementos do grupo. aquele cargo. Há pessoas que têm mesmo o perfil para ser líder e são líderes. Entrevistador: Como já desempenhou anteriormente a função de delegada de disciplina. também foi um bocado assim caído do céu aos trambolhões. tudo. eu falo por mim porque eu não tinha experiência nenhuma. tudo. a transmissão de informação pode ser no sentido ascendente. não há assim muitas propostas. e aí é que era muito maçudo e quando eram decretos. Mas. Não há assim muitas propostas. também. tínhamos que ler tudo. não é? E depois.Mas é um bocado passivo. Entrevistador: Quando se fala em transmissão de informação. Quando há aquelas actividades.

ou mesmo horizontal. é muito maçador. À priori pressupunha-se que ele tivesse que auscultar as pessoas do seu Departamento. se havia erros e depois criticavam muito. não é. porque a pessoa já está maçada. sobre posições que ele quer tomar no Conselho Pedagógico. toda. dos órgãos superiores para os órgãos inferiores? Professora: Sim. Era. mas. Entrevistador: Eu estou a dizer isto porque o Coordenador do Departamento tem assento no Conselho Pedagógico. e. acaba por despachar um pouco certos assuntos. qual é o tipo de informação que era preponderante? Seria a informação que circulava em sentido descendente. por vezes. Por exemplo. são muito à pressa. eles auscultam mas. Era. tipo iam ver o caderno dos alunos e iam ver a matéria que a pessoa dava. no fundo. três horas de reunião. No caso concreto do Departamento. Influências do Conselho de Disciplina nos professores e nos alunos Entrevistador: De que forma o Conselho de Disciplina pode influenciar o desempenho profissional dos professores que o integram? Professora: Sim. primeiro. e uma pessoa. onde está a representar o departamento. Sei lá. quando tive [a leccionar] no 1º grupo [do 3º Ciclo e Secundário] de Matemática. Entrevistador: A informação em sentido ascendente era escassa? Professora: Sim. só no fim é que são tratados esses assuntos e. O que acho … Eu não conseguia fazer isso. havia pessoas que faziam isso.descendente. é essa informação toda. não será assim? Professora: Às vezes. ou seja. 311 .

mas depois. E tive de entrar muitas vezes nas brincadeiras com eles. Ter mão. olhe. Eu acho que é assim. quando uma pessoa. Eu cheguei à escola e eu dizia: mas o que é que eu vou dar? E como é que eu vou dar? E como é que eu vou expor a matéria? Como é que eu me vou relacionar com os alunos? E por acaso tive muita sorte. Foi no Pedro Nunes. em Lisboa. tipo … Por acaso a mim nunca foi directamente. depois. por acaso. Porque eu não conseguia ter mão nos miúdos. Não. nem nada disso. ou é novo e inicia a carreira. quando uma pessoa está num grupo pela primeira vez. além de professor. isso eu senti. E. A Directora de duas turmas que eu tinha. que nem se chegavam e eu pensei: Bom devo ser uma péssima professora! E um dia. não era no sentido de eles serem mal criados comigo. essa professora foi ter comigo e disse-me: Olhe. mas tipo. quando comecei a dar aulas pela primeira vez. porque eles vêm-te como um amigo. gostam imenso de ti e a maneira como estás a lidar com eles. E eu: Gostam de mim? Olhe eu estava desesperada eu não sabia com quem é que havia de desabafar. eu pensava que era horrível. Por acaso. aquilo era tudo professores do quadro. as tias e os tios todos.Entrevistador: Mas quem? O delegado? Professora: Os professores do grupo iam ver os cadernos dos alunos dos outros professores e depois criticavam. depois. primeiro que eu conseguisse que eles se acalmassem e que tivessem a passar [para o caderno] a matéria e isso tudo. 312 . era professora de Físico-Química e ajudou-me imenso. como exponho agora a matéria e conseguir controlá-los. era para aí meia hora. os alunos diziam que nas explicações comentavam. Venho de um curso onde não tivemos nada de práticas pedagógicas. os alunos vieram-me dizer que gostam muito de si. aqueles professores. o que é que eu pensava? Também não falava com os outros professores e. Nesse aspecto não me senti lesada. acho que tem que haver um pouco de apoio. principalmente. porque houve uma altura que eu estava tão desanimada.

não foi? Professora: Dois anos antes de vir para cá. Entrevistador: Mas isso foi antes ser colocada nesta Escola. está a ver. que começaram. para eles aquilo era: Esta é mais uma! E. Não há coordenação. simpática. cada professor está por sua conta. por acaso. Porque. eu não vou conseguir: Mas depois. E. e a professora. depois. estás a fazer bem ou não estás a fazer mal. Porque eu fui mesmo por conta própria. Entrevistador: Mas eu estava a referir-me mais ao aspecto em que o desempenho profissional dos professores… Vamos imaginar que. houve uma altura em que eu disse ao meu conjugue: Eu vou desistir. É exactamente a mesma coisa. E. A fazer aquilo e tudo.Porque eles ficavam no fim da aula. pronto. por acaso. no fim. o facto dela ter vindo ter comigo e ter … Porque eu comecei em Novembro ou Dezembro. eu ouvia-as e dava a minha opinião também. era na altura em que o Rui Costa. Os professores não reuniam. a partir do momento em que não há coordenação. ou seja. muito. gostei muito da atitude dela. Então. Nós a Estudo Acompanhado damos o que queremos. porque eu estava mesmo. não existia o Conselho de Disciplina. ajudou-me imenso. e já tinham sido quatro professores que tinham desistido. o Figo. agradeci muito. Eu já era a quinta [professora]. porque não conseguiam aguentar as turmas. por hipótese. 313 . por absurdo. não é? Professora: É como em Estudo Acompanhado. Nunca tive uma orientação. por acaso. ela foi. não havia coordenação nenhuma. então. tipo. Gostei muito. muito. Então as miúdas falavam muito deles e. uma pessoa … E a delegada de disciplina não foi capaz de me ajudar.

o professor. Se bem que eu. o professor dá tudo e a turma não ajuda nada. o facto dele existir. o desempenho do professor com as turmas. seguir a planificação. não é.Entrevistador: O que eu queria perguntar era. Às vezes. mesmo … E mais aquele tempo lectivo adicional. Entrevistador: Em que medida o funcionamento do Conselho de Disciplina pode influenciar o sucesso escolar dos alunos na disciplina de Matemática? Professora: Por exemplo estas medidas que nós propusemos no Plano de Acção para a Matemática. A planificação. mas há sempre uma avaliação e. acho que foi excelente. 314 . E mesmo para nós. para ver se conseguimos terminar ou não o programa. Eu se tivesse a leccionar o 6º ano sentia um grande peso. o empenho. Dificuldades sentidas e sugestões Entrevistador: No seu entender. que não seja quantitativa. que isso acarreta um bocado. Mas eu acho que é muito importante a planificação. para sabermos em que ponto é que estamos. quais são as dificuldades mais sentidas no desempenho da função de membro do Conselho de Disciplina e professor de Matemática? Professora: Sei lá. até que ponto é que o Conselho de Disciplina. porque depois. de haver alguma coordenação. até que ponto isso influencia o desempenho dos professores? Professora: É muito importante. que nós pedimos. às vezes. Também depende das turmas. uma grande responsabilidade em preparar os alunos. acho que foi muito bom. há sempre uma avaliação. não siga assim à risca o número de aulas. uma vez que eles têm provas de aferição e. eu acho.

Porque. se os professores estão a par. os grupos não davam as mesmas coisas. na mesma turma. isto os comentários que eu ouvi. Professora: Eu acho que nas reuniões ordinárias devia-se falar mais na parte da matéria que se dá. e depois esta parte que foi. por exemplo. que foram divididas as turmas.Entrevistador: Indique algumas sugestões que considere pertinentes para melhorar o exercício das competências do Conselho de Disciplina. a Português. Se estão a seguir os mesmos critérios? Tudo isso. 315 . Eu acho que isso era importante debater. este ano.

. ANEXO 10 PLANO DE ACÇÃO PARA PROMOVER O SUCESSO NA MATEMÁTICA 316 .

º Ciclo Projecto de Escola Pedregal. 19 de Julho de 2006 317 .Escola Básica e Secundária do Pedregal. Região Autónoma da Madeira PLANO DE ACÇÃO PARA PROMOVER O SUCESSO NA MATEMÁTICA 2.

1.Professores responsáveis pela execução. com uma média de 318 .º Ciclo. 2.I . c) Alunos que frequentaram o 6. Em 2005 e anos anteriores. IV .º ano. a Escola registou um dos piores resultados. • Delegado da disciplina de Matemática. a) Alunos que realizaram o exame de 9. • 19% transitaram para o 6. II . 2. a nível nacional. utilizando os resultados da avaliação dos alunos na disciplina de Matemática. verificou-se que 53% dos alunos revelam dificuldades na aprendizagem da Matemática.º ano: • Após apreciação das sínteses descritivas.Coordenador do Projecto.º ano de escolaridade com nível inferior a três na disciplina de Matemática.º ano: • 24% dos alunos obtiveram nível inferior a três.º ano e transitaram para o 5. no exame da disciplina de Matemática.Diagnóstico da situação. tendo estes obtido nível inferior a três na disciplina de Matemática. • Professores que leccionam Matemática no 2º ciclo. b) Alunos que frequentaram o 5. • Todas as turmas do 2.Turmas abrangidas pelo projecto. no ensino regular: • 54% dos alunos obtiveram nível inferior a três.º Ciclo. • 11% ficaram retidos.º ano: • Em 2005. a) Alunos que frequentaram o 4. III . No ano lectivo 2005/2006.

no 2. para no futuro obterem bons resultados na avaliação. 5. sendo esta a pior média de todas as regiões do país.º Ciclo. Desinteresse.º ano como nos exames de 12. 1. nas 50 piores escolas a nível nacional na disciplina de Matemática. esta escola tem obtido maus resultados. 4. Dificuldades de aprendizagem a nível cognitivo. ficando incluída. tendo em conta os respectivos calendários escolares). sendo a média nacional de 8.º pior resultado no ranking das escolas. 2. 3. V . relativamente ao Continente. o mais rapidamente possível o desempenho dos alunos nesta disciplina. Falta de pré-requisitos. é fundamental. os alunos efectuarem boas aprendizagens na disciplina de Matemática no 2. b) Alunos que realizaram o exame de 12. a nível nacional. 6.Identificação dos problemas mais associadas aos resultados negativos dos alunos. no exame da disciplina de Matemática.Número insuficiente de aulas de Matemática possíveis (carga horária semanal insuficiente e défice de aulas na R. tanto nos exames de 9. inferior à média da Região (1.1. Falta de trabalho e métodos de estudo.º ano: • Em 2005. com uma média de 2.2 valores. A.1 valores.º Ciclo. frequentemente.97). Indisciplina. • Nos últimos anos.º ano. Sabendo que.85. a Escola registou o 4. torna-se necessário melhorar. M. 319 . ao nível da avaliação externa do 12º ano.

4. c) Realizar fichas de avaliação diagnóstica. embora o Conselho de Disciplina considere que o ideal.VI . 2. a) Aumentar a carga lectiva semanal da disciplina de Matemática. pelos professores titulares da turma (90 minutos semanais). de forma a que sejam dadas aulas distintas para 2 grupos diferentes de alunos em cada turma. seriam mais 90 minutos de carga lectiva para a disciplina. e) Desdobrar as Aulas de Recuperação. 320 . de acordo com a prerrogativa do Decreto Legislativo Regional n. desde o inicio do ano lectivo. d) Aulas de Recuperação de Matemática leccionadas. atribuindo mais 45 minutos. dispostas de forma separada para evitar conversas entre os alunos. equipadas com mesas individuais.Estratégias a implementar. 3. Evitar o abandono escolar. agrupados segundo o critério do nível de dificuldades de aprendizagem. Reduzir o número de níveis inferiores a três. concretamente sala 21 e 22. Melhorar o desempenho dos alunos. para identificar quais as dificuldades dos alunos. VII . a fim de detectar quais as dificuldades específicas de cada aluno ao longo do Ciclo. 1.Objectivos a atingir.º 20/2003/M de 24 de Julho. Aumentar o gosto/motivação pela disciplina de Matemática. b) Aulas de Matemática leccionadas em salas específicas. Estas fichas devem ser aplicadas no início de cada ano lectivo.

Um dos grupos deverá ser constituído pelos alunos que apresentam maiores dificuldades. preferencialmente por um dos professores titulares da turma. com um ritmo lento de aprendizagem ou que manifestem falta de interesse pela disciplina. f) Aulas de Apoio Pedagógico Acrescido para os alunos com Necessidades Educativas Especiais. g) Aulas de Matemática leccionadas por um par pedagógico de professores em cada turma. h) Sala de Estudo de Matemática. não só as fichas de trabalho como também a respectiva correcção para o caso do docente não ser de Matemática. Neste dossier estarão disponíveis. sempre que tal se justifique. O outro grupo deverá ser constituído pelos alunos que apresentam dificuldades pontuais de aprendizagem ao nível de alguns pré-requisitos. nomeadamente na resolução de problemas. 321 . nas Aulas de Substituição e Estudo Acompanhado. leccionadas. no máximo por 10 elementos.º Ciclo. i) Aulas de Estudo Acompanhado leccionadas por professores de Matemática/Ciências da Natureza e Língua Portuguesa. j) Realizar fichas de trabalho de Matemática já elaboradas pelo grupo e colocadas em dossier próprio na sala dos professores.º 13/2006 da Secretaria Regional de Educação. atribuindo para este fim a componente não lectiva de 90 minutos do horário de cada professor de Matemática. k) Aplicar medidas disciplinares aos alunos do 2. Cada grupo deverá ser constituído. de acordo com o estipulado no Despacho n.

o) c). p) Utilizar com mais frequência materiais didácticos manipuláveis como por exemplo. VIII – Relação Problemas – Estratégias. m) Melhorar o processo de requisição e utilização de computadores com. sempre que possível com a presença de um professor de Matemática da escola. c). p) a). M.. k). g). f). etc. h). e). l a). pelo menos das 14h30m às 18h. jogos lúdico-matemáticos. d). j). Desinteresse 6. d). j) l). relativamente ao Continente tendo em conta os respectivos calendários escolares). etc. g). Número insuficiente de aulas de Matemática possíveis a) (carga horária semanal insuficiente e défice de aulas na R. Falta de pré requisitos 4. Falta de trabalho e métodos de estudo implementar b). n) Criar turmas com Percursos Curriculares Alternativos. 2. A.. f). Dificuldades de aprendizagem a nível cognitivo 5. o) Responsabilizar os pais pelo desempenho escolar dos respectivos educandos. f). aos computadores da escola com ligação à internet. i) 322 . m). de forma a motivar o interesse e acompanhar os alunos em jogos lúdico-matemáticos como sejam o MaisMat. e). i). para serem utilizados nas aulas de Matemática. tangram. g). e). Indisciplina 3. d). Sub12. ligação à internet. Estratégias a Problemas 1. MiniMat. n). h).l) Possibilitar o acesso livre pelos alunos. geoplano.

8€ • Materiais manipuláveis (Areal Editora): Material Polidron: • • 1 saco de pentágonos.99€ Multiplicação e Divisão.67€ Mundo da Matemática-Heróis dos números. Verbo.50€. 8€ Expressões numéricas.60€ o Jogos Matemáticos (Tio Papel): Cubos.Recursos necessários para a aplicação das estratégias. 2. Recursos Materiais: • Salas de aula específicas. 8€ Divisão. 1 saco de rectângulos. 23. 23€. 8€ Adição e Subtracção. Verbo. 8€ Fracções equivalentes. 1. • Professores de outras disciplinas (Ciências da Natureza. 40. com ligação à Internet. 380€. 39. licença para 10 utilizadores. 35.IX . acessíveis para os alunos. 323 . • Software de Geometria “Geometer´s Sketchpad” (APM). • Jogos lúdico-matemáticos como sejam: o Cd Rom: Adição e Subtracção. Língua Portuguesa). • Sala com computadores. 8€ Tabuada da Multiplicação. Iona Software. Recursos Humanos: • Professores de Matemática (componente lectiva e não lectiva).

A delegada da disciplina de Matemática (2º Ciclo) ______________________________________________ 324 .70€.40€.00€. 2 fitas métricas enroláveis.70€.80€. 13. 3. 1 saco de triângulos equiláteros.º Ciclo. - Colecção de medidas líquidas em acrílico. 23.30€. 20. 1. Acompanhamento interno das diferentes fases de execução do Plano. Realização da Prova de Aferição no final do 2.80€. capacidade 1 litro. 1 saco de triângulos isósceles. X . 24.Metodologia de Acompanhamento e Avaliação Interna do Projecto. 22. Elaboração de relatórios anuais. 23. 36. 15. 2. 1 saco de quadrados. Loto das tábuas de multiplicar.90€. Cubo geométrico em acrílico com tampa.• • • • - 1 saco de hexágonos.

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