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DIAGNÓSTICO DOS EMPREENDIMENTOS ECONÔMICOS SOLIDÁRIOS DA AGRICULTURA FAMILIAR DO TERRITORIO SERTÃO PRODUTIVO Contrato
DIAGNÓSTICO DOS EMPREENDIMENTOS ECONÔMICOS SOLIDÁRIOS DA AGRICULTURA FAMILIAR DO TERRITORIO SERTÃO PRODUTIVO Contrato
DIAGNÓSTICO DOS EMPREENDIMENTOS ECONÔMICOS SOLIDÁRIOS DA AGRICULTURA FAMILIAR DO TERRITORIO SERTÃO PRODUTIVO Contrato

DIAGNÓSTICO DOS EMPREENDIMENTOS ECONÔMICOS SOLIDÁRIOS DA AGRICULTURA FAMILIAR DO TERRITORIO SERTÃO PRODUTIVO Contrato MDA/SDT/CEF/COFASPI nº 0241878-95/2007

Edgar Souza Santos Filho Graduando em Gestão Ambiental Técnico de Base Contrato de Prestação de Serviços: COFASPI- Cooperativa de Assistência a Agricultura Familiar Sustentável do Piemonte

Caetité BA Julho de 2010

Sumário

INTRODUÇÃO

Capítulo 1 - ASPECTOS GERAIS 1.1 TERRITÓRIOS

1.2 TERRITORIO SERTÃO PRODUTIVO

1.2.1 - ORGANIZAÇÃO

1.2.2 - CARACTERÍSTICAS

Erro!

3

Indicador não definido.

1.2.3

- SISTEMA DE TRANSPORTES - RODOVIAS DO SISTEMA PRINCIPAL

1.2.4

- RODOVIAS DO SISTEMA SECUNDÁRIO

1.2.5

- RODOVIAS DO SISTEMA TERCIÁRIO

1.2.5

ORGANIZAÇÃO SOCIAL

CAPÍTULO 2 PERFIL DOS PRINCIPAIS EMPREENDIMENTOS E ATIVIDADES 2.1- MUNICÍPIOS

2.2 POLÍTICAS PÚBLICAS NA ÁREA DA ECONOMIA SOLIDÁRIA

2.3 - AGRICULTURA E PECUÁRIA

2.4- EMPREENDIMENTOS

2.5 APOIO AOS EMPREENDIMENTOS

CONSIDERAÇÕES FINAIS

REFERÊNCIAS:

INTRODUÇÃO

A agricultura familiar e constituída por pequenos e médios produtores

representa a imensa maioria de produtores rurais no Brasil. São cerca de 4,5 milhões de estabelecimentos, dos quais 50% no Nordeste. O segmento detém 20% das terras e responde por 30% da produção global. Em alguns produtos básicos da dieta dos brasileiros, os agricultores familiares são responsáveis por aproximadamente 40% do valor bruto da produção agropecuária, 80% das ocupações produtivas agropecuárias e parcela significativa dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros, como o feijão (70%); a mandioca (84%); a carne de suínos (58%); de leite (54%); de milho (49%); e de aves e ovos (40%). Estes produtores têm sofrido ao longo dos anos um processo de redução nas suas rendas, chegando à exclusão de

trabalhadores rurais de ao redor de 100.000 propriedades agrícolas por ano, de 1985

a 1995 (IBGE, Censo Agropecuário 1995/96). Boa parcela deste processo de

empobrecimento pode ser explicada pela pouca oferta e pela baixa qualidade dos serviços públicos voltados para os mesmos, os quais poderiam viabilizar a inclusão socioeconômica destes agricultores. Isso levou, no passado, a aceitar como uma

realidade lamentável, que os agricultores familiares são construções sociais cujo alcance depende dos projetos em que se envolvem e das forças que são capazes de mobilizar para implementá-los.

O Nordeste é a região brasileira que detém a maior parcela dos

estabelecimentos agrícolas familiares do país (49,7%), comparado com as demais regiões. Esses estabelecimentos detêm também a maior fração da área (31,6%), mas não há uma participação correspondente no valor bruto da produção (apenas 16,7%). O Nordeste é ainda a Região que a apresenta a menor área média por estabelecimento na agricultura familiar (17 ha) e a segunda menor na agricultura patronal (269 ha), com valores bastante inferiores às medias do país (26 e 433 ha, respectivamente). Em geral, são agricultores com baixo nível de escolaridade e diversificam os produtos cultivados para diluir custos, aumentar a renda e aproveitar

as oportunidades de oferta ambiental e disponibilidade de mão-de-obra.

O Território do Sertão Produtivo, é composto por 19 (dezenove) municípios do semi-árido, mesmo sendo uma região com potenciais para grandes riquezas, como extração de urânio e ferro, e energia eólica, o território tem 90% de sua economia baseada na agricultura familiar.

A agricultura detém maioria da força de trabalho familiar, dentre a

diversidade de espécie cultivada destaca-se mandioca, o feijão e o milho. Em destaque há uma diversificação nas culturas da banana, melancia, manga e de hortaliças, significando a uma estratégia de sobrevivência da pequena produção. Registra-se também como importantes atividades econômicas o algodão, a palma e

o sorgo e em menor escala algumas leguminosas úteis na alimentação dos animais.

A pecuária destaca-se na criação de bovinocultura, ovinocultura, Caprinocultura e

avicultura chegando a estar presente em todos os municípios do território o qual se

distribuem de forma variável.

O presente instrumento tem por objetivo o diagnóstico dos principais

Empreendimentos Econômicos Solidários da Agricultura Familiar do Território Sertão

Produtivo - Bahia, como metodologia, foi aplicado um questionário com um conjunto

de informações sobre os empreendimentos, relacionando sua organização, ao processo de constituição, ao funcionamento, a gestão e a perspectiva de firmarem e crescimento no mercado. As Bases de Serviços de Apoio à Comercialização, prestam tipos de serviços de apoio ao fortalecimento dos sistemas de comercialização tanto de bens quanto de serviços produzidos em unidades familiares no meio rural, visando o fortalecimento da agricultura familiar.

Capítulo I - ASPECTOS GERAIS

1.1 TERRITÓRIOS

O Ministério do Desenvolvimento Agrário MDA considera Território um espaço físico, geograficamente definido, geralmente contínuo, compreendendo cidades e campos caracterizados por critérios multidimensionais, tais como o ambiente, economia, sociedade, cultura, política, as instituições, a população com grupos sociais relativamente distintos, que se relacionam interna e externamente por meio de processos específicos, onde se pode distinguir um ou mais elementos que indicam identidade, coesão social e cultural. A Secretaria de Desenvolvimento Territorial SDT, vinculada ao MDA, nasce no ano de 2003 tendo como finalidade promover o desenvolvimento dos Territórios Rurais no Brasil, priorizando a Agricultura Familiar e incluindo comunidades tradicionais, assentamentos, indígenas, quilombolas, ribeirinhos, perímetros irrigados e comunidades de sequeiro. É importante observar, que a abordagem territorial é uma concepção que procura trazer à tona problemas persistentes na realidade do “Brasil rural”, e orienta para o enfrentamento das desigualdades regionais, degradação ambiental, pobreza, exclusão social e a estagnação econômica ainda presentes em muitos lugares desse país. Sintonizado com essa nova compreensão, o Governo da Bahia passou a reconhecer em seu Planejamento Territorial, a partir de 2006, a existência de 26 Territórios de Identidade dando maior amplitude nos debates a cerca da territorialidade, concebendo também os Territórios como unidades de planejamento para a formulação de políticas públicas no Estado da Bahia.

1.2 - TERRITORIO SERTÃO PRODUTIVO

de planejamento para a formulação de políticas públicas no Estado da Bahia. 1.2 - TERRITORIO SERTÃO

1.2.1- ORGANIZAÇÃO

O processo de organização institucional do Território Sertão Produtivo tem inicio com a realização do I Seminário sobre Desenvolvimento Territorial realizado em 2004 na cidade de Caetité/BA. Marco inicial do processo de mobilização e articulação este evento contribuiu para a implantação da Política Nacional de Desenvolvimento Territorial no Sertão Produtivo. Várias atividades de sensibilização marcaram este período levantando um conjunto de demandas e prioridades apontadas como essenciais para o desenvolvimento e a integração dos dezenove municípios que integram este território.

Após um amplo processo debates e realização de diagnósticos sobre a realidade sócio-cultural do Território foi criado no ano de 2006 o CODESP Conselho de Desenvolvimento do Território Sertão Produtivo. Partindo do princípio de gestão democrática o CODESP buscou desde sua formação inicial, congregar todos os segmentos da sociedade civil organizada bem como representantes do poder público da esfera municipal, estadual e federal, alem de diversas ONG’s com atuação nos dezenove municípios que compreende este Território. Sua principal missão é contribuir para o desenvolvimento sustentável e promover a integração dos dezenove municípios que integram o Território Sertão Produtivo.

1.2.1- CARACTERÍSTICAS

O TERRITÓRIO SERTÃO PRODUTIVO é composto por 19 municípios, sendo:

Caetité, Guanambi, Caculé, Contendas do Sincorá, Brumado, Malhada de Pedras,

Dom Basilio, Tanhaçú, Livramento de Nossa Senhora, Candiba, Sebastião

Laranjeiras, Iuiu, Pindaí, Urandi, Ibiassuçê, Ituaçú, Lagoa Real, Palmas de Monte

Alto e Rio do Antonio.

O Território Sertão Produtivo compreende parte das regiões da Serra Geral e

do Médio São Francisco. A sua composição geográfica é formada pelos municípios

de Brumado, Caculé, Caetité, Candiba, Contendas do Sincorá, Dom Basilio,

Guanambi, Ibiassuçê, Ituaçu, Iuiu, Lagoa Real, Livramento de Nossa Senhora,

Malhada de Pedras, Palmas de Monte Alto, Pindaí, Rio do Antônio, Sebastião

Laranjeiras, Tanhaçu e Urandi, mostrados na Figura 1. Eles englobam uma

população de 450.834 habitantes em uma área de 23.543,51 quilômetros quadrados

com uma densidade demográfica média de 19,04 hab km -2 .

O Território se enquadra entre as coordenadas geográficas 40º52’/43º40’ de

Longitude Oeste e 13º40’/15º00’ de Latitude Sul, limitando-se ao norte com a região

da Chapada Diamantina, ao leste com a região Sudoeste, ao sul com a região da

Serra Geral e com o estado de Minas Gerais e a oeste com a região do Médio São Francisco. De uma maneira geral, dados relacionados aos aspectos físicos do meio ambiente, das Regiões da Bahia, estão fundamentados em estudos desenvolvidos por vários órgãos, no âmbito estadual e federal, publicados na forma de textos e mapas, tratando dos principais elementos que compõem o cenário natural. As Unidades Geoambientais (UGs) foram concebidas a partir dos limites geomorfológicos compilados, que se constituem na referência cartográfica que melhor expressa e explica a conformação da paisagem, resultante dos vários processos de modelagem que atuaram e que continuam em andamento na Região. Outros aspectos naturais importantes pedológicos, geológicos, fitoecológicos, formas de uso da terra e clima também foram abordados, sumariamente, para complementar a caracterização, no sentido de facilitar a compreensão do ambiente físico da Região, em uma abordagem integrada que expressa, também, a forma como este espaço foi ocupado e as repercussões decorrentes das ações antrópicas.

DIMENSÃO TERRITORIAL E DENSIDADE POPULACIONAL DOS MUNICÍPIOS

Município

Área (Km²)

População Estimada

Brumado

2.167

64.642

Caculé

686

22.557

Caetité

2.306

48.007

Candiba

398

12.821

Contendas do Sincorá

862

3.886

Dom Basílio

653

11.620

Guanambi

1.302

79.886

Ibiassucê

382

9.008

Ituaçu

1.216

18.772

Iuiú

1.096

12.093

Lagoa Real

996

14.510

Livramento de Nossa Senhora

2.267

44.568

Malhada de Pedras

479

7.677

Palmas de Monte Alto

2.789

22.061

Pindaí

715

15.772

Rio do Antônio

987

15.110

Sebastião Laranjeiras

2.004

11.421

Tanhaçu

1.342

20.134

Urandi

896

16.289

Fonte: IBGE

1.2.2-

PRINCIPAL

SISTEMA

DE

OTerritório

Sertão

TRANSPORTES

Produtivo

possui

essencialmente, por três trechos rodoviários:

BR-030

RODOVIAS

o

sistema

DO

principal

SISTEMA

formado,

De sentido radial e com uma superfície de rolamento pavimentada, se constitui no grande eixo construído para atender ao tráfego de longa distância, significando, também, a principal via de integração do Território. Permite a ligação com o Distrito Federal, através da conexão com a BR-430/BR-349, e, em conexão com a BR-116/BR-324, possibilita a ligação com Salvador, capital do Estado da Bahia. A outra importância desta estrada reside no escoamento da produção, pois, em conexão com trechos da BA-262, BR-407, BA-263 e BR-415, possibilitam a integração do transporte rodoviário x transporte marítimo (navegação de cabotagem e longo curso) e a integração da rodovia x aerovia no município de Ilhéus o segundo mais importante aeroporto do Estado.

BR-122

De sentido longitudinal e com uma superfície de rolamento pavimentada, se caracteriza pelo tráfego de longa distância. Além de se constituir na via de

integração com a Região da Chapada Diamantina, é uma alternativa para a

conexão com a BR-242, através da qual se verifica a integração com a Região

Oeste, a mais dinâmica do Estado, com a capital estadual e a ligação com a

Capital Federal.

BR-430

Trata-se de outra importante ligação, mesmo com uma pequena extensão nos

limites regionais. É o trecho utilizado como ligação entre as Regiões Oeste e

Cacaueira, permitindo, através de conexões, a integração da rodovia com o porto

e o aeroporto, ambos localizados em Ilhéus.

Outros Trechos

É necessário salientar que, mesmo sem trechos incluídos nos limites do Território,

merecem alguns comentários as rodovias BR-116, BR-349 e BR-242 por se

constituírem em grandes troncos, cujo tráfego de longa distância possui linhas de

desejo na Região, com zonas de origem e destino de significativo volume de

carga e de fluxo de passageiros.

A BR-116, de sentido norte-sul, é a mais extensa rodovia brasileira e eixo de

integração entre as regiões. É, conseqüentemente, uma via de integração

nacional, estando interligada ao Território Sertão Produtivo através de uma

conexão com a BR-407 e a BA-265.

A BR-349, de sentido nordeste - sudoeste, além de ser ligação com a Região

Oeste, também o é com o Planalto Central e com a capital federal Brasília. Está

interligada ao Território através de conexão com a BR - 430.

A BR-242, de sentido leste-oeste, atravessa as regiões da Chapada Diamantina e

Oeste, estando interligada ao Território Sertão Produtivo através das BR-122, BA-

148, BA-142 e BR-407.

A situação física e a extensão dos trechos das estradas pertencentes ao sistema principal estão indicadas na Tabela 1.

Tabela 1.

Extensão e situação física das rodovias pertencentes ao sistema principal do Território Sertão Produtivo (Dados de 2004).

Código

Trecho

Ext.

em

Sit. Física

Obs.

BR-

Palmas do Monte Alto Guanambi

40,0

pavimentado

-

BR-

Guanambi Caetité

40,0

pavimentado

-

BR-

Caetité Brumado

100,0

pavimentado

-

BR-

Brumado Sussuarana

49,8

pavimentado

-

BR-

Maniaçu Caetité

28,2

pavimentado

-

BR-

Caetité Guanambi

40,4

pavimentado

-

BR-

Guanambi Pindaí

36,0

pavimentado

-

BR-

Pindaí Urandi

36,0

pavimentado

-

BR-

Urandi Div. BA/MG

25,6

pavimentado

-

BR-

Contendas do Sincorá - Entr. BA-142

42,0

pavimentado

-

BR-

Caetité Igaporã

45,5

pavimentado

-

Fonte: DERBA; CAR.

1.2.3- RODOVIAS DO SISTEMA SECUNDÁRIO

Complementando o sistema principal, estão as rodovias do sistema

secundário, que têm como função coletar o tráfego das vias urbanas e das vias

alimentadoras (rurais ou vicinais), além de distribuir o tráfego do sistema principal

para as áreas urbanas e rurais (o tráfego no sentido inverso). No momento todas as

sedes municipais estão interligadas à rede básica. Contudo, viagens realizadas ao

Território permitiram observar que alguns trechos apresentam deficiências na

superfície de rolamento devido à sua deficiente conservação (que determina baixa

velocidade e, conseqüentemente, aumento do tempo de viagem), não apresentando,

portanto, boas condições de trafegabilidade e representando ainda obstáculos à

integração territorial.

As rodovias do sistema coletor são de relativa importância no sistema de

comercialização. Levantamentos realizados permitem observar que a

comercialização feita nos mercados periódicos (Guanambi, Brumado, Livramento de

Nossa Senhora, Caetité, Caculé, Lagoa Real, Ibiassucê, Sebastião Laranjeiras e

Dom Basílio) só apresenta importância face à rede de cidades influenciadas por este

tipo do sistema rodoviário (coletor).

A BA-148 merece destaque não só pela sua importância para os sistemas de

integração e comercialização por vias internas, como também por sua grande

extensão e integração com a Região da Chapada Diamantina, além de atender à

quarta maior cidade do Território Livramento de Nossa Senhora.

As BA-026 e BA-142 funcionam como vias de integração inter-regional e as

demais rodovias exercem funções de integração intra-regional de mercados

espacialmente separados. Haja vista a necessidade de sua interação no processo e

no desenvolvimento territorial, todos os trechos rodoviários devem ser objetos de

conservação periódica, a fim de que não venham comprometer a funcionalidade da

rede de cidades. Os trechos do sistema secundário, com suas respectivas extensões

e situação física, estão indicados na Tabela 2.

Tabela 2.

Extensão e situação física das rodovias pertencentes ao sistema secundário do Território Sertão Produtivo (Dados de 2004).

Ext. em

 

Código

Trecho

KM

BA-

Entr. BA-148 (Malhada de Pedras)

22,0

BA-

Rio do Antônio Entr. BA- 617

22,0

BA-

Entr. BA-617 Caculé

12,0

BA-

Entr. BA-265 Urandi

20,0

BA-

Entr. BR-407 Tanhaçu

3,7

BA-

Liv. de

N. Senhora

Entr. BA-901

16,4

BA-

BA-

Entr. BA-901 BA-943 (p. Itaquaraí)

Entr.

BA-943

Entr.

BR-030

31,4

19,5

BA-

Entr. BR-030 Malhada de Pedras

16,0

BA-

Livramento

de

Nossa

Senhora

23,0

BA-

Urandi

Entr.

BA-616

(Sebastião

42,0

BA-

Ent. BA-616 (S. Laranjeiras)BR-030

55,0

BA-

BR-030 Mutãs

10,5

BA-

BR-122 Candiba

12,0

BA-

Guanambi Matina

40,0

BA-

Entr. BR-122 Candiba

12,0

BA-

Entr. BR-030(Ibitira) Rio do Antônio

26,0

BA-

Sebastião Laranjeiras Div. BA/MG

18,0

BA-

BR-030 Ibiassucê

12,0

BA-

Ibiassucê Caculé

25,5

BA-

BA-148 Dom Basílio

5,0

BA-

BR-030 Lagoa Real

19,8

BA-

BA-148 Itaquaraí

6,0

Fonte: DERBA

 

1.2.4

- RODOVIAS DO SISTEMA TERCIÁRIO

O sistema terciário ou vicinal, constituído por rodovias que atendem às áreas

de produção e servem de acesso aos pequenos aglomerados populacionais,

complementa o sistema secundário. Estas rodovias, haja vista o pequeno volume de

tráfego previsto, foram construídas com simplificadas condições técnicas para

atender à necessidade de áreas espacialmente separadas, onde foram introduzidas

atividades para dinamizar a produção.

Para a seleção de investimentos nos programas de desenvolvimento, faz-se

necessário indicar trechos específicos, visando o atendimento de determinadas

áreas onde se pretende intervir para a obtenção de níveis mais elevados de

produtividade.

A existência de diversas localidades com aglomerados populacionais, que

caracterizam diferentes níveis de ocupação e produção, pode servir como indicador

para a seleção de investimentos, a exemplo de Guirapá, Ceraíma, Irundiara, São

Timóteo, Pajeú do Vento, Morrinhos, Brejinho das Ametistas, Itaquaraí, Cristalândia,

Ubiraçaba e Iguatemi.

Os trechos das rodovias que atendem às localidades acima tiveram origem

nos caminhos primitivos e as pequenas localidades surgiram em função do início da

produção agrícola. A necessidade de reduzir a distância dos transportes fez com que

os lavradores passassem a residir nas proximidades das áreas de produção, dando

início à tendência de aglomeração que originou os povoados. É conveniente

ressaltar que esta situação também foi favorecida pela necessidade de organização

da produção, uma vez que o associativismo gerou métodos mais racionais,

possibilitando trocas de informações e a redução dos custos unitários de produção.

1.2.5 ORGANIZAÇÃO SOCIAL

O quadro que compõe a organização social desta do Território , não se pode deixar de evidenciar o surgimento das associações de produtores, empresários e comerciantes de diferentes ramos que buscam, principalmente, a consolidação de interesses econômicos, através da modernização produtiva, organizacional e gerencial dos seus empreendimentos, visando a identificação de melhores mercados para colocação de seus produtos.

Em outra perspectiva, surgem igualmente as associações de dirigentes e executivos municipais que se organizam como força territorial filiada a facções políticas hegemônicas do Estado, visando o fortalecimento de suas posições e a ampliação de seu poder de barganha junto aos poderes públicos, nos âmbitos estadual e federal.

Quanto aos sindicatos da Região, criados em maioria na década de 1970, contam com a presença de um quadro significativo de trabalhadores sindicalizados, principalmente em decorrência da exigência da legislação previdenciária, para que os trabalhadores possam beneficiar-se da aposentadoria; na verdade, observa-se que os sindicatos regionais desempenham uma função mais assistencialista em relação aos trabalhadores, em muitos casos cobrindo as carências de assistência médico - odontológica não atendida pelos governos municipais e estaduais. A grande maioria dos sindicatos carece de estrutura adequada mesmo para as restritas atividades que realizam.

A fragilidade dos sindicatos também está associada à baixa participação dos sindicalizados, às irregularidades na contribuição sindical e às distorções verificadas na estrutura diretiva da organização.Embora se observe a presença de representantes dos cargos eletivos municipais saídos dos quadros sindicais, o que denota força política e representatividade dos sindicatos nos municípios, tal fato não parece ter influência na transformação das convencionais práticas clientelistas ainda vigentes na Região.

As cooperativas localizadas no Território Sertão Produtivo estão vinculadas à existência e organização de grupos de interesse de diversas naturezas: fomento ao crédito, produção e comercialização de produtos da pecuária (gado e leite), pequenos e médios produtores irrigantes (frutas) e de garimpeiros. Estas organizações reproduzem os problemas comuns às demais cooperativas do Estado, quais sejam, baixa participação dos associados, verticalização das decisões por parte de grupos que exercem o controle da organização, despreparo e falta de informação dos associados inclusive quanto aos seus papéis enquanto cooperados, falta de apoio e recursos financeiros.

Dentre as principais cooperativas, ressaltam-se: COODAMAC (Cooperativa Mista Agropecuária para o Desenvolvimento Auto - Sustentável de Caetité ); COOTRAF (Cooperativa de Assessoria Técnica e Educacional para o Desenvolvimento da Agricultura Familiar );Cooperativas agropecuárias dos produtores de leite de Guanambi, Candiba e Lagoa Real. Essas e outras iniciativas organizacionais da Região sobrevivem com recursos limitados porem esta em constante crescimento com apoio do poder publico estadual.

Em paralelo a este modo de organização mais tradicional, encontram-se as mais atuais formas de organização da sociedade civil, que se constituem no denominado terceiro setor, as ONGs (Organizações Não Governamentais). Ainda que não se denomine como ONG, pela sua natureza diferenciada, encontram-se no Território as Escolas Família Agrícolas EFAs, que desenvolvem um modelo de educação para o

meio rural, pautado na experiência francesa conhecida naquele país como Casa Familiar Rural. As Escolas Família Agrícolas foram implantadas nesta Região há cerca de 30 anos, pela iniciativa do padre italiano Padre Aldo Lucchetta. Trata-se de uma experiência educacional que se apóia em processos de organização das comunidades rurais, oferecendo ensino fundamental e profissionalizante para alunos rurais, durante um período de quatro a oito anos.

Capítulo 2 - PERFIL DOS PRINCIPAIS EMPREENDIMENTOS

2.1 MUNICÍPIOS

Território / Municípios

Número de estabelecimentos agropecuários (Unidades)

Brumado

 

2.873

Caculé

 

2.021

Caetité

 

4.572

Candiba

 

2.520

Contendas do Sincorá

 

175

Dom Basílio

 

2.460

Guanambi

 

4.114

Ibiassucê

 

1.327

Ituaçu

 

2.297

Iuiú

 

704

Lagoa Real

 

2.169

Livramento de Nossa Senhora

 

4.280

Malhada de Pedras

 

1.307

Palmas de Monte Alto

 

2.483

Pindaí

 

2.807

Rio do Antônio

 

2.173

Sebastião Laranjeiras

 

1.559

Tanhaçu

 

1.954

Urandi

 

1.822

TOTAL

43.617

Analisando-se o número de estabelecimentos agropecuários nos municípios, observa-se que Livramento de Nossa Senhora, Guanambi e Caetité ultrapassam 4.000 ( quatro mil ) estabelecimentos cada um. Entre os 19 municípios do Território, 02 (Dois) deles possuem de 0 a 1.000 unidades de estabelecimentos agropecuários, 05 (Cinco) deles possuem de 1.000 a 2.000 unidades de estabelecimentos agropecuários, 09 (Nove) deles possuem de 2.000 a 3.000 unidades de estabelecimentos agropecuários e acima 03 (três) possuem acima de 4.000;

 

Ano 2007

Ano 2008

Ano 2009

Território / Municípios

OPERAÇÕES

VALOR

OPERAÇÕES

VALOR

OPERAÇÕES

VALOR

Brumado

751

2.862.913,76

393

1.169.735,45

561

1.417.310,51

Caculé

566

897.417,16

572

1.148.672,72

500

1.227.712,63

Caetité

568

1.050.047,93

509

1.022.705,68

485

949.348,57

Candiba

1.003

2.129.589,77

881

1.978.257,42

646

1.119.708,35

Contendas do Sincorá

21

177.179,51

135

310.529,59

100

159.235,94

Dom Basílio

871

5.630.789,74

1.086

6.752.973,58

743

4.593.281,33

Guanambi

1.005

1.701.555,18

972

1.936.507,39

883

1.584.506,71

Ibiassucê

401

785.973,70

508

1.300.433,24

520

1.730.164,52

Ituaçu

456

2.541.300,82

529

2.173.002,29

184

783.904,51

Iuiú

387

1.132.419,20

410

1.337.443,45

452

1.758.286,82

Lagoa Real

357

1.089.698,53

669

1.777.579,75

533

1.779.189,02

Livramento de Nossa Senhora

1.248

5.678.373,19

990

3.957.116,54

835

2.723.093,56

Malhada de Pedras

130

362.672,02

148

422.567,01

211

396.665,90

Palmas de Monte Alto

473

990.335,52

351

1.238.570,13

304

505.631,99

Pindaí

775

1.387.324,26

761

1.335.792,46

519

868.549,91

Rio do Antônio

443

977.670,17

143

697.247,59

176

267.678,71

Sebastião Laranjeiras

144

510.709,28

235

924.583,99

259

1.295.164,11

Tanhaçu

1.009

4.460.179,14

880

3.138.762,28

477

1.452.577,01

Urandi

498

1.478.615,11

627

1.412.204,61

464

829.896,55

2.2 POLÍTICAS PÚBLICAS NA ÁREA DA ECONOMIA SOLIDÁRIA

Com relação às políticas públicas na área da economia solidária, hoje com muito destaque, pois, uma vez que uma verdadeira política pública ela não nasce só do governo, mas também com a sociedade, destaca que as políticas publicas a nível de

agricultura como o PRONAF surgiram com a participação popular e atualmente esta sendo fortalecido programas de economia solidária, um exemplo e a rede que forma toda essa articulação entre os empreendimentos do Brasil tem hoje no Brasil 22 mil empreendimentos de economia solidária, e que tem mais de um milhão e meio de Ainda se destaca o surgimento de uma política pública de crédito e de formação,

enfatizada pelo governo, que são políticas recentes e que o objetivo para o futuro e a criação de um ministério de economia solidária. Abaixo a Quantidade de operações

e valores do PRONAF nos municípios nos anos de 2007, 2008 e 2009.

2.3 AGRICULTURA E PECUÁRIA

A Agricultura e pecuária possui um elevado número de pessoas ocupadas nos diversos grupos de atividades agropecuárias reflete a importância que a agricultura exerce na economia regional, especialmente na geração de emprego e absorção da força de trabalho. A vinculação de grande parte da população às atividade agrícolas deve-se ao peso que o segmento da agricultura familiar desempenha na área ao absorver grande parte da população regional. No que se refere às atividades ocupacionais desta população, as lavouras temporárias se destaca , seguido da pecuária e a produção mista (lavoura e pecuária) . Na medida em que os pequenos estabelecimentos, com áreas inferiores a 100 hectares, são as que mais têm peso na produção das lavouras temporárias, o elevado percentual de mão-de-obra neste segmento mostra consistência, e coloca em destaque a agricultura familiar na absorção da força de trabalho. As lavouras permanentes, embora tenham crescido de importância na Região, tanto em termos de área cultivada quanto no valor da produção agrícola; No território, as lavouras temporárias se constituíssem no grupo de atividade mais importante em termos de pessoal ocupado, tal importância não se reproduzia com a mesma intensidade em todos os subespaços. A cultura da mandioca é uma das principais atividades agrícolas das região. Destaca se ainda na região a cultura do milho, feijão, algodão, banana, mamona entre outras culturas.

Na década de 90, das terras que se encontravam em exploração, 41,8% destinavam- se à pecuária, distribuídas entre pastagens naturais e plantadas, enquanto que, em 1985, as pastagens ocupavam 36,2%. A expansão dessas áreas para a pecuária resultou na substituição das lavouras por pastos, acarretando problemas que se relacionam com o aumento do desemprego e da degradação ambiental. Por sua vez,

a elevação do percentual de terras inaproveitáveis de 5,0%, em 1985, para 6,8%, em

1995-1996; Nos últimos anos aconteceu uma forte expansão da pecuária, isso deve- se basicamente à incorporação de novas áreas sob a forma de pastos, comumente abertos através de queimadas da vegetação nativa. A capacidade suporte das pastagens por unidade de área é baixa e, como a escassez de alimentos surge em certos períodos do ano e se agrava nos de estiagens, o rendimento dos animais declina e torna-se incerto. Embora não se disponha de dados e informações detalhados, reconhece-se que, em conseqüência das características das explorações, com problemas de alimentação para os animais ao longo do ano, a produtividade dos rebanhos nem sempre é satisfatória.No Território existem áreas e

fazendas isoladas, onde a produção bovina, ovina e até mesmo a caprina têm características bastante diferenciadas, com aporte tecnológico adequado, de forma intensiva e rendimentos satisfatórios. Concomitante a esta situação, predominam as áreas em que, não obstante tenham origem e evolução similares, permanecem em patamar inferior, com problemas de alimentação para os animais, ocorrência de doenças, raças não definidas e, evidentemente, denotando padrões de manejo de rebanho não apropriados ao desenvolvimento da atividade. Sistemas intensivos e extensivos de exploração refletem diferenças e diversidades quanto às estruturas de apoio e serviços aos quais os pecuaristas têm tido acesso, em decorrência dos mais variados fatores. Acessos a crédito, assistência técnica e programas de apoio podem ser considerados fatores diferenciadores do público que lida com a atividade animal. Tanto no setor vegetal como no animal, reconhecem-se na Região distintas situações em que técnicas ultrapassadas convivem com o que existe de mais avançado na agricultura. Uma situação marcante da atividade pecuária regional refere-se ao caráter integrado e complementar com agricultura familiar prevalecente na área. Embora nas grandes e médias propriedades predomine a exploração animal bovina, um expressivo rebanho é encontrado nas pequenas. Ao analisar a distribuição do rebanho bovino em função do tamanho das pastagens, confirma-se a significativa presença da atividade pecuária nas pequenas e médias propriedades.

Ovinos: A produção de ovinos vem crescendo na região, tendo como maior quantidade de cabeças os municípios de Tanhaçu, Livramento de Nossa Senhora, Guanambi e Brumado, e tendo com menores números de cabeças os municípios de Caculé e Ibiassucê. A quantidade total de cabeças ultrapassa as 100.000 ( cem mil ) cabeças no território. Dados obtidos na SEAGRI.

Caprinos: A produção de caprinos também vem crescendo na região, tendo como maior quantidade de cabeças os municípios de Tanhaçu, Brumado, Contendas do Sincorá e tendo com menores números de cabeças os municípios de Pindaí e Candiba. A quantidade total de cabeças chega a aproximar as 140.000 ( cento e cinqüenta mil) cabeças no território. Dados obtidos na SEAGRI.

tem forte impacto no território , tendo como maior

quantidade de cabeças os municípios de Brumado, Lagoa Real e Caculé e tendo com menores números de cabeças os municípios de Contendas do Sincorá e Candiba. A quantidade total de cabeças chega a aproximar as 140.000 ( cento e quarenta mil) cabeças no território. Dados obtidos na SEAGRI.

Suínos: A produção de suínos

Aves: A produção de aves tem forte impacto no território, essa atividade e de forte impacto na agricultura familiar, tendo assim como maior quantidade de cabeças os municípios de Caculé, Caetité e Urandi e tendo com menores números de cabeças os municípios de Contendas do Sincorá e Dom Basílio . A quantidade total de cabeças chega a ultrapassar 1.000.000 ( um milhão ) cabeças no território. Dados obtidos na SEAGRI.

Bovinos: A produção de bovinos e sem duvida a atividade pecuária de maior impacto no território, tendo assim como maior quantidade de cabeças os municípios de Palmas de Monte Alto, Guanambi e Iuiu e tendo com menores números de cabeças

os municípios de Malhada de Pedras e Contendas do Sincorá. A quantidade total de

cabeças ultrapassa as 500.000 ( quinhentos mil ) cabeças no território. Dados

obtidos na SEAGRI.

Apicultura: A atividade vem crescendo e desenvolvendo no território, essa atividade e também e de forte impacto na agricultura familiar, tendo assim como maiores produtores de mel os municípios de Caculé, Caetité e Livramento de Nossa Senhora.

2.4 EMPREENDIMENTOS

A COOMADAC - Cooperativa Mista Agropecuária para o Desenvolvimento Auto-Sustentável de Caetité e Região, surgiu a partir da história do Sindicato de Trabalhadores Rurais de Caetité. Este, fundado em 1978 sob forte influência da

igreja, começa a funcionar efetivamente no ano de 1982. Durante os quatro primeiros anos, havia somente 73 sócios. Devido ao grande trabalho de conscientização desenvolvido na região, o número de associados aumentou para 1000. Em 1993 o sindicato atingiu 3000 associados e em 1999 chegou a 6000, abrangendo 60 comunidades rurais do município de Caetité. Nos últimos dez anos, as ações do sindicato concentraram-se principalmente na obtenção de crédito e direitos para os trabalhadores/as rurais. Em 1996, produtores e membros do sindicato começaram a debater a possibilidade de se melhorar a comercialização dos produtos agrícolas (sobretudo da mandioca e derivados de cana-de-açúcar). Os produtores sentiam neste período a necessidade de comercializar de forma mais eficiente. Assim nasce

a COOMADAC em 24/04/2000, com 22 cooperados/as fundadores. É uma

cooperativa mista, que procura incentivar a diversificação agrícola, uma das características básicas da agricultura familiar. A proposta da COOMADAC é desenvolver projetos (principalmente de compra e venda), que possam proporcionar aos cooperados/as a garantia de escoamento da produção dos mesmos. A cooperativa possui hoje um terreno que em breve vai construir a sua sede, onde funcionará, escritório e sua central de armazenamento e comercialização de produtos agrícolas.

A COOTRAF - Cooperativa de Assessória Técnica e Educacional para o

Desenvolvimento da Agricultura Familiar, surgiu a partir da real necessidade que o

estado tem em relação a uma política de assistência técnica e extensão rural, com

especial atenção a agricultura familiar;

No município de Caetité, sede da COOTRAF foi desenvolvido trabalho de

formação de núcleos, para o acompanhamento da cadeia produtiva da mandioca

abordando desde as técnicas de plantio, até o produto final para comercialização

tendo uma metodologia participativa, onde os agricultores (as) eram os principais sujeitos do conhecimento.

O Trabalho consistia em visitas às unidades individuais de beneficiamento de

farinha onde se abordava técnicas de produção e higienização do processo produtivo, ainda acontecia visitas em algumas propriedades individuais onde se

discutia com produtores tecnologias simples, porém de grande importância para se obter uma boa produção.

O Trabalho iniciado no município demonstrou alguns resultados positivos haja

vista, que despertou nos agricultores (as) a grande necessidade de se organizar

melhorar as técnicas de produção, bem como, possibilitou o estudo conjunto com os agricultores (as) familiares de todas as etapas da cadeia produtiva, pois associado ao trabalho de visita de campo aconteciam atividades de capacitação através de cursos de técnicas e produção de farinha.

A partir destes trabalhos a COOTRAF, juntamente com o SEMEAR passa a

articular-se com outros atores da agricultura familiar como a Agencia de Desenvolvimento Solidário ADS e também junto a FETRAF/BA. O projeto da COOTRAF dentro do trabalho desenvolvido no complexo Cooperativo é trabalhar inicialmente com a adoção de novas tecnologias de produção e comercialização da agricultura familiar e agroecologia. A ECOSOL SERRA GERAL nasce após amplo debate onde agricultores familiares começaram a discutir a constituição de uma cooperativa de crédito rural que viesse a contribuir para uma maior democratização do acesso ao crédito e a serviços financeiros. No ano de 2001 inicia-se através de reuniões de sensibilização e de mobilização coordenadas por alguns Sindicatos de Trabalhadores Rurais da Região de Serra Geral e pela COOMADAC Cooperativa Mista Agropecuária Para o Desenvolvimento Auto Sustentável de Caetité e Região um processo ao qual culmina em abril de 2002 com a criação da ECOSOL SERRA GERAL, composta por 86 associados com o objetivo de fortalecer a consolidação de um Sistema de Crédito Solidário dentro de uma concepção rural de instrumento de fortalecimento da Agricultura Familiar e de promoção do desenvolvimento territorial sustentável. Em dezembro de 2002 nasce o Sistema Nacional de Cooperativas de Economia e Crédito Solidário ECOSOL, onde a ECOSOL SERRA GERAL participa da formulação do estatuto e do manual de Gestão da Cooperativa Central deste sistema. Ficou evidente a filiação deste sistema através da comunhão de princípios

de inclusão social a partir da promoção do desenvolvimento territorial sustentável e solidário com respeito à diversidade étnica, cultural, ambiental de gênero e de geração. Para isso a cooperativa será um instrumento de democratização dos recursos locais, onde a captação de poupança e investimento na produção local é fundamental na viabilidade deste instrumento que deve estar articulados com as organizações formais e informais da Agricultura Familiar. O desafio da ECOSOL está na continuidade dos trabalhos que vem sendo desenvolvidos desde sua constituição: trabalho de base nas comunidades rurais e na capacitação dos dirigentes e multiplicadores regionais, de forma que venha a fortalecer a estrutura produtiva da agricultura familiar aliada a política de crédito solidário. Outro desafio é articular a política de crédito a uma estratégia de desenvolvimento territorial, entendendo que o território não é um simples suporte físico das atividades econômicas ou um quadro de localização dos agentes, mas um espaço construído histórico e socialmente, no qual a eficiência das atividades econômicas é intensamente condicionada pelos laços de proximidades e pelo fato de pertencer a esse espaço. A agricultura familiar da Região se mobilizou para a implantação de um projeto de Desenvolvimento Territorial, onde se alcance o objetivo de democratizar os recursos locais. Hoje, articulados com a Política Nacional de Desenvolvimento Territorial, a estratégia de ação está direcionada para o fortalecimento da Agricultura Familiar como forma de gerar trabalho e renda no campo de forma solidária e na melhoria da qualidade de vida, de modo a evitar o êxodo rural para os centros urbanos, principalmente da juventude rural. Verifica-se assim a necessidade de otimizar as potencialidades a partir dos recursos locais em que o modelo de gestão é a AUTOGESTÂO em que os agricultores (as) familiares assumam a direção dos empreendimentos solidários como sujeito do processo. O funcionamento da ECOSOL SERRA GERAL segue os princípios do cooperativismo. Sua ação é pautada pela consolidação das práticas democráticas e de cooperação na democratização dos recursos locais voltados para o fortalecimento da agricultura familiar. ECOSOL e ADS Agencia de Desenvolvimento Solidário ADS Agência de Desenvolvimento Solidário – “Missão promover a constituição, fortalecimento e articulação de empreendimentos autogestionários,

buscando a geração de trabalho e renda, através da organização econômica, social e política dos trabalhadores, inseridos num processo de desenvolvimento sustentável e solidário”. “Após a sua fundação a ADS iniciou a formulação de uma política de finanças para a Economia Solidária.”

A COOPLAR COOPERATIVA DOS PRODUTORES DE LEITE E CEREAIS DE

LAGOA REAL, segundo o presidente da Cooperativa, o projeto de sucesso de renda familiar e inclusão social que começou há cerca de cinco anos com uma pequena produção diária de 350 litros de leite e hoje está em torno de quatro mil litros, com

perspectivas de aumentar neste ano de 2010. Trata-se da Cooperativa dos Produtores de Leite e Cereais de Lagoa Real com cerca de 200 filiados que injeta por ano quase R$1 milhão na economia do município, situado na região sudoeste, entre Guanambi e Caetité, com pouco mais de 13 mil habitantes.

A cooperativa possui hoje 99% dos associados estão incluídos na categoria de

agricultura familiar com uma média diária de produção de 20 litros, mas tem produtor

com 200 e 400 litros, e até uma mulher com apenas dois litros. No entanto, a maior parte dos produtores tira de 10 a 15 litros por dia.

A fábrica de processamento foi financiada uma parte pela CAR e outra através

da CODEVASF. Os produtores estão entusiasmados com a viabilidade de expansão

da usina e já estão preparando para melhorar a produtividade e ganhar mais com as vendas.

A cooperativa foi montada a partir do Programa Fome Zero do governo federal,

com a produção inicial de 350 litros por dia, e hoje a iniciativa já é uma realidade. A

estruturação administrativa e a capacitação gerencial da entidade são dadas pelo SEBRAE / Bahia, inclusive com a realização de cursos na área de comercialização e vendas.

Associação Divina Providencia de Amparo Social e Cristão desenvolve trabalhos Educativo em comunidades rurais do semi-árido, objetivando motivar as famílias para o processo de convivência com o semi-árido; acompanha construção de cisternas e equipamentos outros de captação de água da chuva; Alem disso, ajuda e estimula os agentes de pastorais e de luta em defesa da boa convivência com o Semi-árido a se engajarem, com mais força e fé, na luta por uma sociedade mais justa, fraterna e igualitária. Um forte luta da associação nos últimos anos e

Garantindo a segurança alimentar das famílias através das cisternas de produção - A

cisterna de produção, voltada para a captação de água de chuva a ser utilizada na

produção de hortaliças e árvores frutíferas, tem como principal objetivo a garantia da

segurança alimentar às famílias envolvidas e com excedente gerar renda para as

mesmas.

 

EMPREENDIMENTO

MUNICÍPIO

AREA DE

TIPO DE

 

SEDE

ATUAÇÃO

PRODUTO

Associação dos Pequenos e Mini Produtores e Distribuidores de Leite de Brumado

BRUMADO

MUNICIPAL

Leite e Derivados

Associação dos Produtores de Cachaça do Grama

RIO DO

MUNICIPAL

Aguardente

ANTÔNIO

Associação

IBIASSUCÊ

MUNICIPAL

Piscicultura / Farinha E Polvilho

Comunitária do Santo

Antonio

 

Associação Quilombola do Santo Inácio

IBIASSUCÊ

MUNICIPAL

Ovos Caipira /

Artesanato / Farinha

 

E

Polvilho

Associação

IBIASSUCÊ

MUNICIPAL

Horticultura / Farinha E Polvilho

Comunitária do Jacaré

e

Região

 

Associação

IBIASSUCÊ

MUNICIPAL

Apicultura / Farinha

Comunitária do

E

Polvilho

Bonsucesso

 

Associação

CACULÉ

MUNICIPAL

Farinha / Polvilho /

Comunitária de Barreiro

Hortaliças

e

Quati

Associação

CACULÉ

MUNICIPAL

Farinha / Polvilho /

Comunitária de Tapera

e

Região

Associação

CACULÉ

MUNICIPAL

Farinha / Polvilho /

Comunitária de Alecrim

Associação dos Produtores de Retiro

CACULÉ

MUNICIPAL

Farinha / Polvilho / Hortaliças /

Associação dos Apicultores de Caculé

CACULÉ

MUNICIPAL

Apicultura

Associação

CACULÉ

MUNICIPAL

Piscicultura /

Comunitária de

Hortaliças

Truvisco

APROCAC

CACULÉ

MUNICIPAL

Cachaça /

Associação de Produtores de Cana de açúcar e Derivados

Rapadura

Associação De Pequenos E Médios Agricultores Da Comunidade De Vargem Comprida

PALMAS DE

MUNICIPAL

Agricultura E

MONTE ALTO

Pecuária

APAC ASSOCIAÇÃO PROMOCIONAL AGRÍCOLA DE CACULÉ -

CACULÉ

MUNICIPAL

Educação no

Campo

COOPAVALI - Cooperativa Produtores Algodão do Vale Iuiu Ltda.

GUANAMBI

REGIONAL

Algodão

COOPERC - Cooperativa Agrícola de Irrigação do Projeto Ceraíma

GUANAMBI

MUNICIPAL

Perímetro Irrigado

COOPAG Cooperativa Agropecuária De Guanambi

GUANAMBI

REGIONAL

Compra E Venda De Produtos Agropecuários, Perfuração De Poços, Usina Laticínios

COOPACAN COOPERATIVA AGROPECUÁRIA DE CANDIBA RESP LTDA

CANDIBA

REGIONAL

Pecuária

2.5 APOIO AOS EMPREENDIMENTOS

ATER Assistência Técnica Extensão Rural

A EBDA tem como jurisdição todos os municípios, porém a capacidade da mesma não permite cobrir 100% dos mesmos, dessa forma a assistência às comunidades fica muito em função da demanda de trabalho ( quando solicitada de forma grupal), sendo Josué Fogaça , técnico da mesma, em depoimento cita que ‘a entidade não pode gastar os recursos públicos para assistências individuais , principalmente quando esta é muito distante. A nossa Assistência não está vinculada ao crédito, porém quando este existe é prioridade; mas temos trabalhos voltados ao Associativismo, organização comunitária, políticas publicas, Pesquisa participativas, Unidades de Observação, Campos de Multiplicação de Sementes ( banco de

Sementes) Apicultura etc. Quanto a Assistência aos produtores com crédito, assistimos os projetos por nós elaborados, que estes estão ligados diretamente aos agentes financeiros, bem como os elaborados por outras entidades, como o Sindicato com o Pronaf B ( Agro amigo). Quanto aos projetos estruturantes de uso coletivo o nosso papel sempre foi de orientá-los na busca dos mesmos, junto aos órgãos competentes, este ano é que surgiu esta nova modalidade de projetos junto à CAR, que nós de Caetité não elaboramos nenhum até o momento. A nossa Atuação nos empreendimentos, é mais ligada ao uso dos mesmos ( Ex a Associação de Ingazeira, adquiriu um Tratos no Programa Produzir, como é uma Comunidade Assistida por nós, tudo quanto ao melhor uso da mesma , visando preservá-la, bem como a conservação do solo, o melhor uso da mesma em todos os aspectos) Casa de Farinha ( Entramos com capacitação em melhoria da qualidade de farinha, produção de polvilhos, gestão etc.).

Projeto AMA Atende direto e indiretamente aproximadamente 300 famílias de agricultores e agricultoras familiares com objetivo de promover processo de assessoria técnica através de uma metodologia de Agentes Multiplicadores de ATER a ser implementada pela FETRAF, tendo como pilares centrais a agroecologia, a capacitação sócio-técnico, a ocupação e geração de renda e cidadania para jovens e mulheres do campo.

Conta ainda com o CENTRO DE FORMAÇÃO DE AGRICULTORES FAMILIARES DO VALE DO IUIU, localizado a Rodovia Palmas de Monte Alto / Malhada Km 22 - CEP. 46460-000, Palmas de Monte Alto Bahia e ainda a ESTAÇÃO EXPERIMENTAL DE MANIAÇU localizado no distrito de Maniaçu município de Caetité BA , com objetivos formação de agricultores familiares, sendo que a formação dos produtores rurais é de vital valor para as atividades de assistência técnica e extensão rural, visando promover as transformações sociais e econômicas requeridas pela agricultura familiar,a formação dos produtores familiares e de suas famílias tem como pressupostos fundamentais trabalhar de acordo com as demandas agropecuárias identificadas, em nível dos municípios e territórios.

Ainda como apoio no território o Governo do Estado investe fortemente na agricultura, como são assistidos 11.165 agricultores familiares com investimento de R$ 2,5 milhões ; Introdução de nova variedade de Mandioca “Formosa” , resistente a bacteriose, tolerante a seca e com maior produtividade de raiz e matéria seca nas raízes ; Instalação do campo de multiplicação manivas de semente, distribuídas para 100 agricultores familiares em Guanambi; Programa de desenvolvimento da cotonicultura no Vale do Iuiú, com instalação de 1.839 hectares de algodão, beneficiando 613 agricultores familiares, elevando a produtividade de 70 toneladas por hectare para 130 toneladas por hectare ; Aumentando na receita liquida media dos cotonicultores com o beneficiamento (pluma) ; Capacitação de 445 agricultores familiares no Centro de formação de Agricultores e em comunidades rurais, entre outros diversos apoios e parcerias.

Apoio a cotonicultura A região Sudoeste receberá incentivos para ser desenvolvida de forma sustentável, organizada e segura. Através do Programa do Estado, cerca de 500 cotonicultores familiares do Sudoeste baiano serão beneficiados com o trabalho de subsolagem de 1 mil hectares para cultivo do algodão na próxima safra, que se inicia em outubro. A atividade de preparo do solo, de forma diferenciada, será desenvolvida pela (EBDA) em 08 municípios do território que, associado ao trabalho de ATER, espera aumentar a produtividade regional de 80 para 150 arrobas de algodão em caroço por hectare. Municípios atendidos: Iuiu, Palmas de Monte Alto, Guanambi, Candiba, Pindaí, Urandi, , Brumado e Livramento de Nossa Senhora.

Alem disso vale destacar no território a (FLONA) Floresta Nacional de Contendas do Sincorá foi criada por meio do Decreto sem número de 21 de setembro de 1999 com uma área de 11.034 hectares, registrado no Cartório de Registro de Imóveis da Comarca de Ituaçu, Estado da Bahia em nome do IBAMA. A Flona foi transferida ao IBAMA, por meio de dispositivo legal, que permite que empresas consumidoras de matéria prima florestal, portanto obrigadas a cumprir com a reposição florestal.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A agricultura familiar e de forte impacto no território Sertão Produtivo, e a economia do território e aquecida com a produção de agricultores e agricultoras familiares. Porem apesar do esforço conjunto de várias entidades e movimentos, percebe-se ainda uma grande dificuldade para que os agricultores familiares (jovens e Mulheres) tenham acesso a tecnologias de produção e beneficiamento apropriadas a sua realidade. Preocupado com as diversas problemáticas enfrentada no meio rural, tais como o alto crescimento do êxodo rural, dos jovens e mulheres devido à falta de oportunidade, a má distribuição das políticas publica, vem contribuindo com este fator. Algumas iniciativas tenham surtido efeitos positivos, porem para superar as dificuldades encontradas e para fortalecer ainda mais o desenvolvimento rural e necessário que se trabalhe de maneira sustentável, de maneira que possamos ter uma agricultura ecologicamente equilibrada, economicamente viável, socialmente justa, humana e adaptativa. Assim podemos enfocar na segurança alimentar, produtividade e qualidade de vida, uma produção agrícola que não comprometa nossa capacidade futura de praticar agricultura com sucesso, mantendo a qualidade do Meio Ambiente. Assim podemos não podemos trabalhar a distribuição igualitária e redução da pobreza antes da questão da sustentabilidade poder ser completamente atendida, pois a sustentabilidade da agricultura está fortemente ligada com a manutenção de um sistema político-social que pode perpetuar situações de distribuição e utilização de recursos profundamente desiguais. A agricultura não pode ser sustentável se existe uma flagrante má distribuição de poder, terras, bens e saúde entre as pessoas. Os problemas ambientais estão fortemente ligados a esses fatores.