Senhor Presidente,  Distintos colegas,  Senhoras e senhores,     As  minhas  primeiras  palavras  são  de  agradecimento  aos  anfitriões  da  19ª  Sessão 

da  Conferência  das  Partes  da  Convenção  Quadro  das  Nações  Unidas sobre as Alterações Climáticas.  Permita‐me  Sr.  Presidente,  apresentar  as  minhas  mais  sinceras  condolências  ao  povo  das  Filipinas,  fazendo  votos  para  que  o  país  consiga  regressar rapidamente a um quadro de normalidade.  Portugal  associa‐se  à  Declaração  proferida  pela  União  Europeia  e  os  seus  28  Estados‐Membros  e  estamos  também  fortemente  empenhados  nas  negociações internacionais em matéria de alterações climáticas.  As  evidências  científicas  relativas  à  influência  da  actividade  humana  sobre  o  clima  são  mais  fortes  do  que  nunca.  As  alterações  climáticas  são  uma  realidade, e nós precisamos de agir para evitar os seus impactos.  Juntos  podemos  e  temos  que  alcançar  o  objectivo  partilhado  de  permanecer abaixo dos 2 graus de aumento da temperatura média global.  No  entanto,  o  desafio  é  hoje  maior  que  nunca,  à  medida  que  as  emissões  globais continuam a aumentar.   No  ano  passado  em  Doha  adoptámos  a  Emenda  ao  Protocolo  de  Quioto  e  estabelecemos  a  Plataforma  de  Durban  com  o  objectivo  de  alcançarmos,  em  2015,  um  acordo  global  ambicioso.  Portugal  reafirma  o  seu  forte  empenho  em  cumprir  os  seus  compromissos  para  o  2º  período  do  Protocolo de Quioto.  Senhor Presidente,   Em Varsóvia, devemos alcançar resultados concretos.  Isto  significa  avançarmos  na  nossa  agenda  de  implementação  da  Plataforma  de  Durban  e  darmos  passos  significativos  no  sentido  da  adopção em 2015 de um acordo legalmente vinculativo ambicioso e justo,  aplicável a todas as Partes. 

Este  ano  temos  que  definir  passos  concretos  para  conseguirmos  alcançar  esse  resultado  ambicioso  em  Paris.  Precisamos  de  um  processo  que  incentive  as  Partes  a  preparar  as  suas  propostas  de  compromissos  o  quanto antes.   Em Varsóvia temos uma tripla missão:  ‐  Definir  com  clareza  e  ex‐ante  qual  a  informação  que  as  partes  terão  de  fornecer em simultâneo com os compromissos de mitigação em 2014;  ‐ Definir um calendário de Varsóvia até Lima e daí até Paris;  ‐  Preparar  uma  visão  comum  sobre  uma  fase  de  avaliação  dos  compromissos  propostos,  para  garantir  a  assinatura  de  um  acordo  ambicioso em 2015.  Sr. Presidente,  No  início  desta  semana,  uma  reputada  ONG  classificou  Portugal  em  3º  lugar  no  seu  índice  de  desempenho  climático.  Assim,  ao  mesmo  tempo  que  continuamos  a  desenvolver  a  nossa  política  nacional  de  clima  para  o  pós‐2020,  congratulamo‐nos  com  o  reconhecimento  do  progresso  até  agora alcançado. Neste contexto, vemos a aposta nas energias renováveis,  na  eficiência  de  recursos  e  a  reforma  fiscal  ambiental  como  meios  para  melhorar  o  nosso  desempenho  não  só  em  matéria  de  redução  de  emissões,  mas  também  promovendo  o  crescimento  verde  aumentado  a  competitividade e emprego.   Em  Portugal,  o  financiamento  da  política  climática,  incluindo  o  apoio  aos  países  em  desenvolvimento,  resulta  da  afetação  de  100%  das  receitas  da  componente  nacional  do   comércio europeu  de  licenças de  emissão,  assegurando  desta  forma  a  disponibilização  de  recursos  financeiros  novos  e adicionais para a política climática.  Estamos  também  empenhados  na  preparação  do  período  pós‐2020.  O  roteiro  nacional  de  baixo  carbono  mostra  que,  até  2050,  será  possível  reduzir  as  emissões  em  cerca  de  50  a  60%  comparado  com  os  valores  de  1990.  O  nosso  roteiro  mostra  claramente  que  a  eficiência  energética  é  crucial  no  cumprimento  deste  esforço  e  que  é  um  pilar  fundamental  para  uma economia verde, competitiva e de baixo carbono.   

Sr. Presidente,  O tempo urge.  O  nosso  desafio  comum  tal  como  acordado  em  Durban  é  claro:  alcançar  em  2015  um  Acordo  global,  ambicioso,  justo  e  juridicamente  vinculativo.  Esse  Acordo  permitirá  enfrentar  as  alterações  climáticas  e  os  seus  impactos  de  forma  efectiva,  equitativa  e  com  uma  perspectiva  de  longo  prazo.  Neste  Acordo  e  no  contexto  do  desenvolvimento  sustentável  a  adaptação as alterações climáticas é uma prioridade incontestável.  Doha  colocou‐nos  no  bom  caminho  para  a  adopção  de  um  acordo  pós‐ 2020  e  temos  vindo  a  ter  discussões  muito  frutíferas  sobre  todos  os  elementos dos pacotes de Durban e Doha. Um bom resultado em Varsóvia  será  um  forte  sinal  de  que  estamos  comprometidos  em  assinar  um  novo  acordo em 2015.  Obrigado.   

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful