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CHOROGRAPHIA MODERNA

DO

REL\0 DE PORTUGAL

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1

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CHOROGR

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REmO^DE PORTUGAL

POR

)Ã0 MARIA BAt^TISTA

ÒORONEL DE ARTILHER/A REFORMADO

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COADJUVADO POfif SEU FILHO

JOA(^JUSTINO BAP^STA DE OLIVEIRA

\^ ^

OBRA PRÈÍVÃDA NO CONGRESSO INTERNACIONAL DE GEOGRAPHIA E ESTATÍSTICA

'^

REUNIDO l3M PARIS EM 1875

V )LUME IV

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\

\ TYPOGRAPHIA DA ACADEMIA REAL DAS SCIENCIA

PROVmCIA

DA

EXTREMADURA

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S^"^

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TíT^

EISTBICTO ASMIUISTSAinO

DE

(K)

CONCELHO DE ALCOBAÇA

(a)

PATRIARCHADO

COMARCA DE ALCOBAÇA

ALCOBAÇA

(1)

Ant.* V/ de Alcobaça na ant/ com. de Leiria.

Era cab.^ dos coutos de Alcobaça pertencentes ao conv.°

de S.'* Maria de Alcobaça, da ordem de S. Bernardo, os

quaes coutos comprehendiam 13 Y.^^

com. de Alco-

baça. Está sit.^ em logar baixo, relativamente ás serras que

lhe ficam próximas, lâ'' a E. do Oceano, na estr.^ real de

Leiria para as Caldas da Rainha. Dista de Leiria 6^ para

S. 0.

Tem uma só F. da inv. do Santíssimo Sacramento, vig.^ da ap. do conv.° de S/* Maria de Alcobaça. Hoje é prior.° Compr.® esta F., além da V.% o L. de Palmeira e a q.^^ da Ponte de Elias.

Hoje é cab.^ do actual cone." e da actual

P.

C

A

E. P

600

310

300

1400

<s

Tem cíisa de misericórdia e hospital. A egreja parochial da V.''' é hoje a do ext.° conv.°

Não cabe nos limites d'esta obra o transcrever quanto en-

contrámos nos differentes auctores relativamente ao gran-

dioso monumento de S.'* Maria de Alcobaça: resumiremos

com tudo o mais notável para que o leitor curioso procure o

restante nas próprias origens, e o viajante instruído encontre

as belezas d'arte que simplesmente se lhe apontam. Foi este conv." fundado por el-rei D. Aífonso Henriques

em 1148, em cumprimento de um voto feito por occasião

da tomada de Santarém, de que doaria aos monges de S.

Bernardo todas as terras que se avistavam do alto da serra de Albardos, caso se verificasse a conquista da dita V.^

Alguns soberanos, successores doeste nosso primeiro rei,

acrescentaram e aformosearam este protentoso edifício. O

coro e sachristia são obra d'el-rei D. Manuel, o refeitório

do cardeal infante D. Aífonso que foi abb." do couv.°: os

cinco claustros e sete dormitórios foram construídos por di-

versos monarchas e alguns á custa da ordem. A famosa e

riquíssima livraria também á custa da ordem; assim como

a cosinha, cujo pavimento era lavado por um rio, e a cha-

miné de forma pyramidal descançava sobre oito columnas

de ferro : n'esta cosinha se guardava a celebre caldeira de

cobre tomada ao rei de Castella na batalha de Aljubarrota

e da qual fez presente ao conv." el-rei D. João i. Desap-

pareceu em 1834, segundo diz J. A. de Almeida no D. C. Tudo isto era digno de ser admirado depois do magestoso

templo, de soberbo frontespicio gothico, e differentes ca- pellas com diversas ordens de architectura, segundo os tem-

pos em que foram construídas : dos túmulos de D. Affonso ii, D. Affonso ni, D. Pedro i e sua esposa D. Ignez de Castro,

e de outras rainhas e infantes que ali jazem.

Este celebre conv."' da ordem de S. Bernardo e cabeça

de todos os da mesma ordem, foi invadido pelos árabes em

1193, incendiado pelos francezcs em 1810, e extincto em

1834: e não obstante um decreto da senhora D. Maria ii,

de sempre saudosa memoria, que mandou conservar o edi-

9

licio como um monumento liislorico, lem progredido a obra

da destruição, com excepção somente da ogreja que, pelo

contrario, em 1808 se estava reparando e afornioseando.

Ainda se podem ir ver e admirar os preciosos túmulos

de D. Pedro i e d'aquel]a que depois de morta foi rainha,

que excedem em bordados e relevos aos próprios da Ba-

talha, segundo diz o /). C, o que não podemos aíBrmar ou

negar por não lermos visto detidamente uns e outros.

O leitor que se não contentar com esta resumida noticia

do conv.°, e quizer além d'isso saber a grandeza, riquezas

e privilégios d'esta insigne cabeça da ant."^ ordem de Cis-

ter e bera assim os titulos, honras e cargos que exerciam

seus abb/^ consulte os nossos antigos auctores de historia

e chorographia e especificadamente, por melhor nos lem-

brarem e os termos á mão, a Geographia Histórica de Lima, a Chorographia de Carvalho, a Monarchia Lusitana de fr. JJernardo de Brito, as Chronicas de Cister, o Mappa de Por-

tugul de J. B. de Castro e finalmente entre os modernos o D. C. de J. A. de Almeida vol. i, pag. 24 e seguintes, o

appenso vol. m. pag. 13 e 14, e o Z). G. do sr. P. L. no

artigo Alcobaça.

Teve esta V.^ castello de que hoje só existem ruinas.

É abundante de todos os frutos, de gado e de caça: as suas

frutas tem um sabor especial, chegando a todo o reino a

fama dos bellos peros e camoezas e que os seus dehcados

pecegos egualmente merecem.

As aguas são excellentes e em grande abundância.

O clima c saudável e ameno.

Finalmente esta terra, é uma das melhores da Extrema- dura e seguramente a melhor das V.^^ d'esta província.

Graciosa, fresca, regada pelos seus dois rios, farta de

frutas e de sombras, é na primavera e verão um ameno jar-

dim que merece ser visitado e apreciado pelos que podem,

hoje tão commodamente, gosar as suas bellezas campes-

tres, a par de uma sociedade escolhida, e no centro de uma

população geralmente affavel e obsequiadora. N'esta V.*^ houve antigamente uma fabrica de tecidos de

:

10

:

algodão, e eram conhecidos em todo o reino os seus cele-

brados lenços, chamados de Alcobaça. O D. C. diz ter sido

esta fabrica incendiada durante a guerra peninsular, mas

tenho idéa de ouvir dizer na própria localidade que traba-

lhara (essa ou outra) ainda depois, o que não affirrao.

Hoje, diz o mesmo D. C, existe uma fabrica de meias.

Tem feiras annuaes em 20 de agosto e 30 de novembro mercado semanal nos domingos e mensal nos dias 25.

Segundo a Geographia Commercial e Industrial do sr.

João Fehx, ha n'este cone." 67 caldeiras ou alambiques de

distillação, 5 colmeias, uma fabrica de chapeos ordinários,

duas de cortumes, uma de papel, 19 fornos de cal, 1 de

cal hydraulica, 14 de telha e tijollo, 40 lagares de azeite,

163 de vinho, duas machinas de distillação de aguardente,

uma mina de asphalto, 277 moinhos, 3 ofQcinas de arcos

de pipas, uma de fogo de artificio, duas de phosphoros, 4

ollarias, 1 tear de lã, 17 de linho.

Tem estação telegraphica.

Tem este concellio

Superfície, em hectares

45224

População, habitantes

26796

Freguezias, segundo a, E.

C

Prédios, inscriptos na matriz

18

27183

Deu-lhe foral, ao que parece, el-rei D. Affonso Henriques em 1148, e novo foral el-rei D. Manuel em 1513, ou 1814 conforme o D. G. do sr. P. L.

Parece que o nome d'esta V.^ é derivado dos dois rios Alcôa e Baça.

ALFEIZIRÃO

(2)

Ant.* V.* de Alfeizirão na ant.^ com. de Leiria, de que

eram don."^ os abb.''^ de Alcobaça, por ser couto do conv.** Em 1840 pertencia esta V.^ ao conc.° de S. Martinho do Porto, ext.° pelo decreto de 24 de outubro de 1855, pelo qual passou ao de Alcobaça.

Está sit.'' a 0. da serra de Alfeizirão, em campo largo,

11

sendo o terreno para o lado mar cheio de paues : uma légua

a E. do Oceano. Tem estr.'^ real para S. Martinho do Porto

e outra para a estr.'' real de Leiria ás Caldas da Rainha.

Dista de Alcobaça 3' para 0. S. 0.

Tem uma só F. da inv. de S. João Baptista, Vig,^ que

era

da ap. do conv.° de Alcobaça.

(O \'ig.° da F. de S. João Baptista de Alfeizirão, era em

1708 conjunctamente prior da F. da V.'' de S. Martinho.)

Compr.® esta F., além da V.*, os log.^* de Vai de Ma-

ceira, Vallado=Macalhona, Sapeiros, Vai da Palha, Vai da

Cella, Sapateira^ Casaes do Norte, Casal do Pardo, Casal Velho, Casal do Padre António, Casalinho, Xarnaes; as q.''*

de S. José, de José Bento; e as H. I. de Valle, Aguiar, Mos- queiros, Vai das Astias ou Vai das Hastes, Vai da Palha,

Moinhos da Fonte, Figueira.

Vem mencionados em Carv.°, os log.^^ de Vai de Maceira,

Vallado, Macalhona, Casal Velho, CasaUnho, Mosqueiros.

 

G

i60 (V." e termo)

A

400

P.

E. P

411

2116

E. C

1842

Tem casa de misericórdia e duas ermidas.

Tem castello ant.° (hoje em ruinas) cujo alcaide mór era

nomeação dos abb.^^ de Alcobaça.

É abundante de trigo, centeio e milho; e recolhe algum

vinho.

É abundante de aguas e tem um bom chafariz.

Tem feira, de 3 dias, começando em 15 de janeiro.

Deu-lhe foral o D. abb.® de Alcobaça em 1422, e novo

foral el-rei D. Manuel em 1513, ou 1514 segundo o D. G.

do sr. P. L.

Pretendem alguns auctores que no sitio da Ramalheira,

a E. de Alfeizirão, estivesse sit.^ a ant.^ povoação romana

de Ebtirobritiwn, que outros collocam em Évora de Alco- baça.

Também no mesmo sitio, segundo consta de algumas

inscripções romanas ah descobertas, erigiu o cônsul Decio

12

Junio Bruto um templo a Neptuno, pela victoria alcançada

sobre os lusitanos, no anno 130 antes da era vulgar. D"este

templo ainda restam vestígios e ali se edificou a egreja de

S. Gião.

Perto havia uma torre que servia de pharol para os na- vegantes.

ALJUBARROTA

(3)

(bispado de Leiria)

Ant.^ V.^ de Aljubarrota na ant.^ com. de Leiria, de que

eram don.°^ os abb.^* de Alcobaça.

Está sit.^ na estr.^ real de Leiria pari as Caldas da Rai- nha, na aba da serra de Porto de Moz para a parte do poente.

Dista de Alcobaça uma légua para E. N. E. Tinha e tem ainda esta-Y.^ duas FF. que são as ant.^^

seguintes:

Nossa Senhora dos Prazeres, vig.'^ que era da ap. do

conv." de Alcobaça, a qual compr.^ além da parte respec- tiva da V.^, os log."^ de Pedreira, Covões, Lagoa do Cão,

Carrascal, Xequeda ou Chiqueda (de Baixo e de Cima), Boa Vista, Carvalhal, Lameira; os casaes do Rei, da Eva ou da

Era, da Ponte de Ouro ou da Fonte do Ouro, dos Ganilhos:

e as q.'^^ dos Inglezes, de Joaquim Pereira, e do Sarmento.

Vem mencionados em Carv.", os log.^^ de Carrascal com duas ermidas de S. Pedro e S.'° Amaro, e Carvalhal com

uma de S. Romão.

C 450 (as duas FF.)

P

A

E.V

314

333

E. C. (as duas FF.)

4600

2707

S. Vicente, cur.° annual da ap. alt.* das collegiadas de

S. Pedro e S.^^ Maria da V.'' de Porto de Moz. Hoje é vig.*

Compr.'' esta F., além da parte respectiva da V.'', os log."' de Chão, Coinreira (?) de Baixo, Ataija de Cima, Ataija de

13

Baixo; os casaes do Vazão, do Rei, de S.'^ Tereza, do Ca-

douço; e a q.*"* de S. João.

C

A

E. P

E. C

Tem casa de misericórdia e algumas ermidas. É abundante de trigo, milho, centeio, vinho, azeite, ex-

cellentes frutas, gado e caça.

234

247

p.

1120

Aljubarrota significa em liugua árabe campina aberta, e pelas inscripções e moedas que se tem encontrado, consta

ter sido povoação romana com o nome de Aruncia.

Deu-lhe foral o D. Abb." de Alcobaça em 1316 e novo foral el-rei D. Manuel em 1514. O brazão d'armas d'esta V.* é um escudo tendo em campo

branco a figura da celebre padeira com a pá do forno; po-

rém alguns auctores dizem ter somente a pá, no meio do

escudo. Não vem no livro dos brazões da Torre do Tombo.

Junto d'esta povoação teve logar a celebre batalha de Al-

jubarrota, em que D. João i de Portugal derrotou D. João i

de Castella.

N'esta batalha foi tomada aos castelhanos a grande cal- deira de cobre de que já falíamos na descripção de Alco-

baça, e lembrando-se a Filippe n de Hespanha o fazer d'ella

um sino, respondeu um fidalgo da corte do mesmo rei:

«No senor; dexen-la estar asi, que se tanto suena siendo

caldera, qué será si Uegare a ser campana.»

Foi a dita caldeira encontrada na bagagem do rei caste-

lhano por Gonçalo Rodrigues, que desde então tomou o ap-

pellido de Caldeira.

A memorável pá, que manejou tão desastradamente para

os castelhanos a histórica padeira Brites de Almeida, ainda

se conserva (segundo diz o D. C.) na casa da camará, é de

ferro e quadrada, e saía em uma procissão que se costu-

mava fazer no dia anniversario da batalha.

Esteve durante os 60 annos do dominio hespanhol es-

Í4

condida em um vão de parede, coberta de alvenaria e d'ali

saiu triumphante em 1640.

O que podemos affirmar ter visto em Aljubarrota é a pá

insculpida em pedra na casa onde dizem morara a dita pa-

deira.

A respeito de antiguidades romanas diz o D. C. ter-se

encontrado em uma pedra entre as ruinas da antiquíssima egreja de S.'* Marinha, uma inscrípção pela qual se provou

a existência da povoação romana no local que hoje occupa Aljubarrota (ou muito próximo) com o nome de Anmcia.

Comtudo devemos observar que o dr. Hiibner não falia

em especial d'esta inscripção, o que era muito natural vista

a sua importância. Veja-se o qm das Noticias Archeologicas

d'este auctor transcrevemos na descripção de Évora de Alco-

baça.

Falia também o citado D. C. em uma imagem da Virgem

que se encontrou haverá 240 annos no laço de uma vara

ou aboiz^ a qual imagem se venera na egreja matriz com

o titulo de Nossa Senhora do Laço.

ALPEDRIZ

(4)

(bispado de ledria)

Ant.^ V.^ de Alpedriz na ant.^ com. de Leiria.

Está sit.* em vistosa planicie junto ao rio Abbadia, 11'' a E. do Oceano. Dista de Alcobaça 12*^ para o N.

Tem uma F. da inv. de Nossa Senhora da Esperança,

prior.° que era da ap. do cabido da de Leiria, segundo

Carv.° e D. G. M., do padr.° real segundo a E. P.

Compr.*' esta F., além da V.^, os log.^^ de Montes, Ri-

beira de Pereiro, Casaes de D. Braz, Ribeira do Picamilho (Picanilho no mappa topographico), compondo-se este L. dos

seguintes casaes: Moinhos de Cabreiro, Moinho da Azenha,

Moinho do Coelho, Moinho do Ventura, Pisão do Mourato,

casal chamado Quinta do Pica-milho, Casal de Aguas For-

15

mosas: compr.*^ mais os seguintes casaes, do Moinho da Bo- ticária, do Moinho da Ferraria, do Moinho, da Ponte do Oli- val, do Rebotim.

Vem mencionados em Carv." os log/^ de Montes, com uma ermida de S. Vicente, Ribeira com uma ermida de

Nossa Senhora da Consolação.

 

G

250

IA

206

p

E, P

196

784

E. C

898

Tem casa de misericórdia e hospital.

É abundante de trigo, milho, centeio, vinho, azeite, fru-

tas, gado e caça.

Tem muitas fontes de boas aguas. O D. C. chama-lhe V.^ ext.* Parece ser esta V.^ fundação dos árabes, aos quaes a to-

mou D. Affonso Henriques em 1147, dando-lhe foral em

H50, e novo foral el-rei D. Manuel em 1515.

Segundo o D. G. do sr. P. L. pertencia esta V/ á ordem

de Aviz.

BENEDICTA

(5)

Ant.* F. de Nossa Senhora da Encarnação no L. de Be-

nedicta, cur.'' da ap. dos freguezes, e da confirmação do

abb.® de Alcobaça, no T. da V.^ de S.'^ Catharina. Era couto do conv." de Alcobaça. Está sit.° o L. de Benedicta próximo á serra dos Can-

dieiros ou dos Mohanos. Dista de Alcobaça 16'' para o S.

Compr.*^ mais esta F. os log.^^ de Riba-Fria, Bairro da Figueira, Frei Domingos, Ninho d'Aguia, Pinheiro, Rapo- zeira, Matta de Cima, Taveiro, Candieiros, Freires, Pedra

Bodeira ou Pedra Redonda, Chamisso, Cabecinha, Charcas

ou Charcos, da Beiça ou do Beição; os casaes da Boa Vista,

Machados, Fonte Quente, Algarão, Oliveira da Cruz, S. Ber-

nardo, Fundeira, Azambujeira, Mouta do Gavião, Venda da Rega, dos Carvalhos, da Pequena, Charneca, do Gregório,

16

do Guerra, da estrada, da Lagoa de Frei João, do Leirlão,

da Bica, da Lagoa; e a q.'^ do retiro.

Vem mencionados no D. G. M. os log.^' de Bairro da Fi-

gueira, Candieiros, Freires.

 

C

A

299

p.

E.

P

336

10)75

E.

C

1572

É abundante de trigo, milho, centeio, vinho e frutas.

CELLA

(6)

Ant.'"* V.^ de Gella (Cella Nova na E. P.) na ant.^ com. de Leiria, de que eram don.°^ os abb.^^ de Alcobaça por

ser couto do conv.° Está sit.* em logar alto na serra de Alfeizirão, 1 72' a

E. do Oceano. Dista de Alcobaça 6*^ para 0. S. O.

Tem uma só F. da inv. de S.'° André, vig.* que era da

ap. do conv.° de Alcobaça.

Compr.® mais esta F. os log.^* de Monte de Bois, ou Monte

de Boi, Bica, Casal dos Ramos, Junqueira, Carrascas, Mur- teira; os casaes de Maceda, Arieira, Cella Velha, Barrada,

Mattas, Vai Bom, Junceira, Carreira, Pedralhos, Rebellos,

Feteira, Panasqueira, Genrinhas, Pousada, Melgaço, do Jorge Dias; e as q.**^ ou H. L de Vai Bom, Ribeiras, Correas ou

Vai de Correias, Carneireiros (ou Carneiros?), Boa Vista.

 

C

390

A

485

P.

 

E. P

502

2160

E. C

2449

Tem casa de misericórdia, hospital (ou albergaria se-

gundo o D. G. do sr. P. L.) e 3 ermidas segundo J. B. de

Castro.

Recolhe trigo, centeio, milho, vinho e muitas frutas.

Deu-lhe foral el-rei D. Manuel em 1514 e o titulo de V.*,

17

coz

(7)

Ant.'' V/ de Coz, segundo Garv.", Cós segundo a E. P.

e D. C, na

ant.^ com. de Leiria, de que

abb." de Alcobaça.

eram don.°' os

Está sit.* em ameno valle, junto a um cabeço alto, cer-

cada de arvoredos, pomares, vinhas, e olivaes: passa-lhe pelo meio a ribeira da Areia^ que mais abaixo se junta ao

rio Abbadia; duas léguas a E. do Oceano eV.*" da Peder- neira. Dista de Alcobaça 9^ para N. N. E.

Tem uma só F. da inv. de S.'""* Eufemia que era prior."

da ap. do conv.° de Alcobaça.

Compr.*' esta F., além da V.^, os log." da Povoa, onde

ba uma origem dagua thermal, levemente ferruginosa, da

qual nos dá noticia o D. C, Castanheira, Casalinlio, Vara-

tojo. Casal das Freiras.

Vem mais no mappa topographico os log.®* de Alqueidão e Pomarinho os quaes parece devem pertencer a esta F.

Yem mencionados em Carv.° os log." de Povoa e Casta-

nheira, onde ha uma ermida de S.^" Martha.

C

,

. 250

A

195

P.

E. P

216

956

CE

893

A egreja parochial estava em 1708 fora da V.^, e na egreja

da misericórdia o sacrário para a administração dos sacra-

mentos.

Tem casa de misericórdia, duas ermidas na V.^ e 7 no

T. segundo J. B. de Castro, e um most.° da ordem

de S.

Bernardo, com a inv. de S.*^ Maria, onde só com as rendas

que lhe cedeu o conv.° de Alcobaça e 10:000 maravedis

que lhe deixou D. Sancho i, se sustentavam 1 15 freiras. Este most.° foi fundado por D. Fernando, um dos pri-

meiros abb.®^ de Alcobaça, testamenteiro de D. Sancho i.

Dentro da cerca está um monte a que chamam Monser-

18

rate com uraa ermida de Nossa Senhora da mesma inv. de

MoDserraíe, tcudo ao redor muitas capellinhas, sitio muito

alegre e vistoso, segundo diz Carv.°

É abundante de trigo, cevada, centeio, milho grosso, vi-

nho, azeite e muita caca miúda nos grandes pinhaes que

ficam ao N. da Y."* e para o lado da costa no sitio chamado

Camarsão.

Tem muitas fontes de excellentes aguas e uma thermal

no L. da Povoa, como já dissemos. Também a chamada Fonte Santa dizem ter virtudes medicinaes, é no sitio da

Senhora da Luz. Nas ribeiras próximas tem muitos lagares de azeite e

moinhos.

Era couto do conv.° de Alcobaça.

foral D. fr. Pedro Gonçal-

ves, geral de Alcobaça, porém o D. G. do sr. P. L. não

menciona este foral e somente o de D. Manuel de 1513.

«No castello de Leiria, tiiz o dr. Hiibner, e nas povoa-

çijes que ficam próximas de Vai de Maceira e Coz, tem ap-

parecido vai'ias lapidas sepulchraes.» Tem feira annual a 28 de outubro, e outra em 16 de no-

vembro, no sitio de Nossa Senhora da Luz.

ÉVORA

Segundo o D. G. M. deu-lhe

(8)

Ant.^ V.^ de Évora (Évora de Alcobaça

na E. P., e D.

C.) na ant.^ com. de

de Alcobaça.

Está sit.^ V^*" a O. da m. e. do rio Baça, 2'' a S. E. da estr.* real de Leiria ás Caldas da Rainha. Dista de Alco- baça 4'' para o S.

Leiria, de que eram don.°' os abb.®^

Tem uma F. da inv. de Santiago, vig.^ que era da

ap. do conv.° de Alcobaça.

Compr.** esta F., além da V.*, os log.^' de Mendalvo,

Arieiro, Ribeira de Maceira. Cortiçada ou Cortiçadas, Azam-

bujeira ou Zambujeira, Carris^ Fonte Santa, Fonte Quente,

19

Molianos, Pedreira, Acípresto ou Ciprestes, Barrada; os ca- saes de Murteiras, Abegão, Pinheiro, Fragosas ou Fragosa, Sete Lenços, Ortiga, Pereiro; e as q.'*'' da Ortiga c da Preta,

 

c

2;jo

A

400

p.

E.

P

45i

1G69

E.

C

2104

Tem casa de misericórdia e três ermidas, segundo J. B.

de Castro.

É abundante de trigo, milho, centeio, vinho, azeite, fru-

tas, gado e caça.

Segundo o D. G. M. deu-lhe foral D. fr. Martinho n, ge-

ral de Alcobaça.

O D. G. do sr. P. L. não menciona este foral, mas sim um de D. Sancho i de 1210, e novo foral d'el-rei D. Ma-

nuel, de 1514.

Era couto e uma das \.^^ do conv.° de Alcobaça. Diogo Mendes de Vasconcellos e Gaspar Barreiros pre-

tendem que n'este local estivesse sit.* a ant."" Eburobritimn

e J. B. de Castro parece com elles se conforma; outros po- rém a situam em Alfeizirão ou próximo, como já dissemos

na descripção da dita V.'"* «Na fértil região da costa entre Peniche e Leiria, diz o dr. Hiibner, se encontram numerosos vestígios de colónias

romanas. Nos log.^* de Vallado, Alfeizirão, Serra de Minde,

Aljubarrota e Alcobaça se tem descoberto varias inscripções,

o que deu occasião a situar a Eburobritium de Plimo em

Évora de Alcobaça.»

FAMALICÃO

(9)

Ant.* F. de Nossa Senhora da Victoria no L. de Famali-

cão, que foi constituída com parte dos habitantes da F. da Pederneira. Segundo o D. G. M. era vig.^ da ap. do conv." de Alcobaça. Hoje é prior.

Em 1840 pertencia esta F. ao cone.'* da Pederneira, ext.°

20

pelo decreto de 24 de outubro de 1855 pelo qual passou

ao de Alcobaça.

Está sit.'' a egreja parochial (ha dois log.*'^ de Famalicão Famalicão de Baixo e Famalicão de Cima*, ignoramos em

qual d'elles está a egreja) 3 Va'' a E. do Oceano, 3 Ys'' ao

N. da estr.* real de Leiria ás Caldas da Rainha. Dista de

Alcobaça l^"" para O. Compr.^ esta F., além dos dois log.®* de Famalicão de

Baixo e Famalicão de Cima, os log.*'^ de Rebolo, Macarca, Raposos, Matta da Torre, Casaes de Baixo, Casal do Motta,

Serra

da Pescaria : os casaes de Vai da Rica, Mattos, La-

deira, Pias, Salgado ou Salgados, do Bispo, Outeiro, Boa

Vista; e as q.^** de S. Julião, Castello, Campinho. Vem mencionados em Carv.° os dois log.^* de Famalicão,

parte de um d'elles (não diz qual) pertencia ao T. da V.*

de Alfeizirão e á F. da dita V."*; também menciona o casal

do Rebolo.

 

 

C

A

314

P.

 

E. P

323

1107

E. C

1332

MAIORGA

(10)

Ant.^ V.*'' de Maiorga na ant.^ com. de Leiria, de que

eram don.°^ os abb.^' de Alcobaça.

Está sit.^ em uma chã na m. d. da ribeira Valia, 1 '/a' a

E. S. E. do Oceano e da V."^ da Pederneira. Dista de Alco-

baça uma légua para o N. Tem uma F. da inv. de S. Lourenço, vig.* que era da ap. do conv.° de Alcobaça.

Compr." esta F., além da V.*, os log.^^ de Bemposta, Pal-

meira; os casaes de Baixo, Fervença, Cruz, Valles,