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Goiânia, 20 de setembro de 2009

HOME Novas luzes sobre o palco


ÚLTIMAS NOTÍCIAS Rodrigo Alves

EDITORIAS O diretor Danilo Alencar, do grupo Arte & Fatos, apresenta a sala onde
Capa nasceu o espetáculo Balada de Um Palhaço, um dos sucessos atuais que
Opinião tem destacado também lá fora o teatro goiano. O local é uma sala de aula,
Cidades
com poucos móveis esparsos e paredes de alvenaria brancas construídas
Política
Economia especialmente para preservar a acústica. O piso é do tipo tablado, dando o
Mundo tom da simplicidade. Situada na área 2 da Pontifícia Universidade Católica de
Esporte
Goiás, a sala representa como o teatro – cujo dia foi comemorado ontem –
Magazine
tem se desenvolvido no Estado: mesmo sem tantos recursos de sobra,
consegue produzir com qualidade.
COLUNAS
Giro
Direito e Justiça No mesmo lugar nasceram ainda outros bons espetáculos do Arte & Fatos e
Coluna social do grupo Guará, capitaneado pelo diretor Samuel Baldani. O caso de Balada
Memorandum
Crônicas e
de Um Palhaço, porém, é exemplar, principalmente quando se fala em
outras histórias pesquisa e trabalho conceitual em Goiás. Com um novo perfil de produção
preocupada com a profissionalização e a qualidade do que é feito, o
SERVIÇOS espetáculo prova como aos poucos algumas das montagens teatrais do
E-mail Estado vêm alcançando patamares que surpreendem mesmo fora do Estado.
Cartas dos leitores
Assinatura
Acontece Assim como algumas outras produções locais, Balada... angariou prêmios
Na telinha importantes. Entre eles, o de melhor espetáculo no 2º Festival de Teatro de
Cinema Juiz de Fora (2007), no Festival de Teatro de Resende (RJ) (2008) e no
Horóscopo
Guia do Assinante Festival de Ipitanga (BA) (2009). Montado a partir do texto do dramaturgo
Central do Assinante Plínio Marcos, o espetáculo mostra como a pesquisa e o esforço em
Efetuar Logout aproveitar o máximo de recursos têm deixado para trás a aparência amadora
que há poucas décadas era a cara da produção teatral em Goiás.
CHARGE
Qualidade
ESPECIAIS O esforço para melhorar a qualidade é crescente. Segundo estimativas da
Ditadura Militar Federação de Teatro de Goiás (Feteg), também presidida por Danilo Alencar,
Caminhada Ecoógica hoje no Estado há perto de cem grupos de teatro em exercício, distribuídos
Goiânia 75 anos
Retrospectiva 2008
por alguns dos 246 municípios goianos. Embora menos de 30% desse total
seja associado à Feteg, ele diz que é possível fazer um diagnóstico do que
está acontecendo ao teatro no Estado.
SITES
Vrum
Só em Goiânia, explica, há mais de 20 grupos com histórias de persistência,
Lugar Certo
fato antes raro, mostrando que eles estão conseguindo resistir às
OJC
Jornal do Tocantins dificuldades. Um dos principais fatores está na recente profissionalização de
Tv Anhanguera seus quadros, especialmente após o surgimento do curso de graduação em
Goiasnet Artes Cênicas na UFG, que completa uma década ano que vem. São
Fundação J. Câmara
Rede Anhanguera
profissionais que compõem uma nova geração de criadores de teatro,
Executiva FM dotados de um senso mais direcionado à pesquisa e à montagem mais
elaborada, como observa o estudioso do teatro goiano e diretor Hugo Zorzetti
CONTATOS
Coordenador do curso de artes cênicas da UFG, o professor Alexandre
ASSINATURAS: Nunes, por sua vez, também elogia as mudanças gradativas pelas quais a
3250-5353 produção local vem passando. De acordo com ele, com o início do curso
CLASSIFICADOS:
3250-5323
universitário a cidade passou a formar uma massa crítica de profissionais
COMERCIAL DE conscientes de que a melhor maneira de melhorar é estudar e trocar
INTERNET: experiências com outros grupos. “Isso reflete também nos que não passam
3250-1323
pela universidade, pois, mesmo não estando aqui, sempre estão em contato
ATENDIMENTO AO
ASSINANTE: com quem está”, diz.
3250-1220
O professor explica que o curso de graduação deve ser encarado de maneira
EXPEDIENTE diferente em relação aos demais, mas é fundamental para um cidade nova e
cheia de potencial artístico como Goiânia. “O processo de artes cênicas
muitas vezes se forma por um processo autodidata. O que não podemos
deixar é a universidade dar as costas para este campo de conhecimento”,
defende.

Pesa ainda, segundo ele, o fato de que dentro da universidade o espaço para
a discussão amplia o horizontes de quem produz. “Baseado no modelo
teórico e prático de aprendizado, o artista desenvolve melhor suas
potencialidades e parte de um patamar que de repente ele levaria anos para
alcançar sozinho”, cita.

Recursos
“São grupos que hoje aprenderam a buscar o apoio financeiro, com o advento
das leis de incentivo”, observa Danilo Alencar. Fato que, salienta ele, embora
ainda não afaste as dificuldades históricas do teatro em Goiás, demonstra
como a produção feita aqui avançou degraus acima no processo de
profissionalização e incremento da qualidade. “Para ter uma ideia, hoje temos
cerca de oito a dez grupos que produzem há pelo menos 20 anos e
conseguiram construir uma estrutura sólida”, observa o presidente da Feteg.

Com os mecanismos de fomento, fazer a montagem do espetáculo com um


mínimo de estrutura possível já não é o principal anseio dos grupos locais,
conforme destacam produtores consultados pelo POPULAR. A grande
questão agora, explicitam eles, é conseguir manter as montagens em cartaz
e ainda conseguir mais espaço para se apresentar. “Somente a mobilização
dos grupos levará a isso. Essa é um dos pontos que temos discutido
bastante”, pontua Danilo.

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Diretor convidad

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Goiânia, 20 de setembro de 2009

HOME Diretor convidado


ÚLTIMAS NOTÍCIAS A figura do diretor convidado tem sido uma experiência recorrente entre
produções locais. Foi o caso do recém-estreado espetáculo Boi, monólogo
EDITORIAS com texto de Miguel Jorge encenado pelo ator Guido Campos Correa. Sem
Capa medo de ousar, Guido firmou parceira como o premiado diretor Hugo Rodas,
Opinião
radicado em Brasília. Juntos, eles contam a história de Zé Argemiro, um
Cidades
Política personagem que prefere a companhia dos bois à dos homens. Com boa
Economia preparação física, Guido se alterna no palco entre outros personagens, em
Mundo
performance que tem sido elogiada.
Esporte
Magazine
Outro caso de troca entre grupos locais e profissionais de fora foi
COLUNAS experimentado pelo grupo de Teatro Ritual. A companhia buscou na
Giro Alemanha o diretor japonês Tadashi Endo para dirigir Travessia Parte 2 – De
Direito e Justiça Tão Longe Venho Vindo, espetáculo que faz parte de uma trilogia. “Como ele
Coluna social
Memorandum
é mestre em butô [técnica japonesa de teatro-dança] o convidamos. Ele
Crônicas e aceitou e acabamos indo para a Alemanha conceber o espetáculo”, conta
outras histórias Pablo Angelino, integrante do Teatro Ritual. “Nos últimos anos não somente
nós, mas outros grupos, temos estabelecido essas pontes com quem está lá
SERVIÇOS fora, até para melhorar e mesmo para facilitar nossas incursões fora daqui.”
E-mail
Cartas dos leitores
Assinatura A Cia. Nu Escuro também flertou com quem entende de outros assuntos.
Acontece Para montar o espetáculo Preciso Olhar, os integrantes da trupe convidaram
Na telinha o diretor Henrique Rodovalho, da Companhia Quasar de Dança, para trazer
Cinema
Horóscopo uma visão diferente para a montagem. “Acho que temos de experimentar
Guia do Assinante para melhorar”, diz Izabela Nascente, uma das integrantes da companhia. O
Central do Assinante grupo, aliás, é um dos casos dos que aprenderam a se adaptar. Com um de
Efetuar Logout
seus espetáculos mais conhecidos, O Cabra Que Matou as Cabras, eles têm
se apresentado em festivais pelo Brasil. “Neste fim de semana estamos indo
CHARGE para Sorocaba”, contou Izabela, horas antes de embarcar para a cidade
paulista.
ESPECIAIS
Ditadura Militar ¤ LEIA MAIS:
Caminhada Ecoógica
Goiânia 75 anos
Retrospectiva 2008 Parcerias e teatro de rua

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HOME Parcerias e teatro de rua


ÚLTIMAS NOTÍCIAS Protagonistas de outro caso de sucesso que conquista públicos de outros
Estados, os atores Dionísio Bombinha e Liz Eliodoraz, do Teatro Que Roda,
EDITORIAS alçaram seu Das Saborosas Aventuras de Dom Quixote de La Mancha e seu
Capa Escudeiro Sancho Pança ao panteão dos espetáculos elogiados pela crítica
Opinião
fora do eixo Rio–São Paulo. Baseado na obra do espanhol Miguel Cervantes
Cidades
Política e formatado como teatro de rua ambulante, o espetáculo mostra como o
Economia teatro goiano aprendeu a se adaptar à falta de espaços e a fazer parceiras.
Mundo
Esporte
Magazine Um dos articuladores da Galhofada – Pequena Mostra de Teatro de Rua em
Goiânia, Marcos Lotufo destaca o teatro de rua como uma manifestação
COLUNAS teatral que os goianos conseguiram inovar sem depender de muitos recursos
Giro financeiros. “No teatro de rua ainda exista a disposição de fazer parcerias, o
Direito e Justiça que estimula a troca de informações e o consequente enriquecimentos dos
Coluna social
Memorandum
trabalhos desses grupos”, aponta.
Crônicas e
outras histórias Fruto de um trabalho conjunto entre o Teatro Que Roda e o diretor André
Almeida, de Santa Catarina, Das Saborosas Aventuras ... é a prova de que o
SERVIÇOS trabalho baseado em parceira pode render resultados. O espetáculo nasceu
E-mail de um encontro entre Almeida, que esteve em Goiânia para participar de um
Cartas dos leitores
Assinatura evento sobre teatro de rua, e Bombinha. “Como o trabalho dele na
Acontece universidade tinha essa abordagem, acabamos amadurecendo a ideia até
Na telinha chegar neste trabalho que agora está rendendo muitos frutos”, comemora
Cinema
Horóscopo Bombinha.
Guia do Assinante
Central do Assinante ¤ LEIA MAIS:
Efetuar Logout

Disputa por espaço


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Caminhada Ecoógica
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Retrospectiva 2008

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HOME Disputa por espaço


ÚLTIMAS NOTÍCIAS Rodrigo Alves

EDITORIAS Mesmo passando por uma boa fase, a vida Fotos: Cristina Cabral
Capa de quem produz teatro em Goiás ainda está
Opinião longe do ideal. Prejudicados quando o
Cidades
quesito ainda é espaço para apresentações,
Política
Economia os grupos locais, em especial os que atuam
Mundo na capital, se espremem para conseguir uma
Esporte
vaga em teatros que sejam de baixo custo
Magazine
financeiro. O mais concorrido deles, o Centro
Municipal de Cultura Goiânia Ouro, por
COLUNAS
Giro
exemplo, tem um custo de 10% da bilheteria Ana Cristina Evangelista: “Empresários
Direito e Justiça arrecadada, diferente de preços cobrados em não têm hábito de financiar a cultura”
Coluna social locais maiores como Teatro Goiânia e Teatro
Memorandum
Crônicas e
Rio Vermelho –este último chega a cobrar R$ 8 mil por período.
outras histórias
A pedido da reportagem, o Goiânia Ouro fez um levantamento do número de
SERVIÇOS espetáculos locais apresentados no local, montados exclusivamente como
E-mail peça teatral (o que exclui, por exemplo, espetáculos de dança), neste ano até
Cartas dos leitores agora. De abril, quando se encerram as apresentações de três meses do
Assinatura
Acontece Projeto Goiânia Canto de Outro, até este fim de semana foram nada menos
Na telinha do que 95 dias voltados exclusivamente para espetáculos teatrais da cidade.
Cinema Na agenda, lotada até o fim do ano, mais 27 diferentes peças locais ainda
Horóscopo
Guia do Assinante deverão ser apresentadas no espaço, segundo o diretor do centro cultural,
Central do Assinante
Efetuar Logout Carlos Brandão.
Para o o diretor Delgado Filho, do grupo Arte & Fogo, não basta somente ter
CHARGE espaço, mas é preciso condições para preenchê-lo. “Não temos plateia
formada ainda. Quando se faz espetáculo com plateia aqui, ainda mais
ESPECIAIS cobrando ingresso, é quase impossível encher a casa”, diz. Para ele o ideal
Ditadura Militar seria que houvesse outros teatros espalhados pela cidade, com menor
Caminhada Ecoógica número menos de assentos. Um bom exemplo que cita é espaço da Casa da
Goiânia 75 anos
Retrospectiva 2008 Artes (antigo Cete), situado no Setor Oeste, que tem palco e plateia com
capacidade para no máximo cerca de 80 pessoas. “O teatro não tem de estar
à disposição do público, é o público é que tem de estar à disposição dele.”
SITES
Vrum
Seleção
Lugar Certo
Dono de opiniões contundentes, o diretor Marcos Fayad não se esquiva de ir
OJC
Jornal do Tocantins direto ao ponto. “É bem evidente que a produção local está crescendo, com
Tv Anhanguera temporadas intermitentes, quinzenais, algumas tentando imprimir qualidade.
Goiasnet Mas ainda há muita porcaria que ganha espaço em lugares disputados como
Fundação J. Câmara
Rede Anhanguera o Goiânia Ouro”, critica. Para o diretor faltam seleção e critério por parte das
Executiva FM autoridades ligadas à área cultural. “Não se trata de censura, mas de bom
senso. Sempre digo que nunca vi nenhuma autoridade assistindo a qualquer
CONTATOS dos meus trabalhos, que custam muita pesquisa”, reclama.

ASSINATURAS: “Isso mostra como que comanda e está no poder não sabe nem o que se
3250-5353 passa”, alfineta. Ele ainda reclama da ociosidade de espaços como os
CLASSIFICADOS:
3250-5323
Centros Culturais Oscar Niemeyer e Martim Cererê, de reponsabilidade do
COMERCIAL DE Estado. “É um desperdício ser um local frequentado somente pelo rock
INTERNET: [refere-se aos festivais de rock independente feitos no local], um lugar com
3250-1323
ATENDIMENTO AO
três grandes áreas boas para serem usadas”, critica, referindo-se ao Martim
ASSINANTE: Cererê. Para ele, a cidade também precisaria ainda de pelo mais três
3250-1220 pequenos teatros de baixo custo, com cerca de 200 lugares cada um para
abarcar as produções que têm ficado sem espaço na cidade.
EXPEDIENTE
Outra questão que Fayad, como outros profissionais da área consultados
pelo POPULAR, destaca é a falta de publicidade. “Se você fizer uma
campanha, de publicidade mesmo, em qualquer TV hoje, com certeza
consegue casa cheia de quarta a domingo em um único espetáculo. Por que
isso não acontece hoje? Porque os grupos não conseguem se manter nem
com a bilheteria, o que é provado por pesquisa, e não têm auxílio público
suficiente. Hoje com R$ 20 mil ou R$ 30 mil somente se monta um
espetáculo, com dignidade. Não resta nada para publicidade, nem mesmo o
cartaz”, pontua.
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Rifa para se manter

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Goiânia, 20 de setembro de 2009

HOME Rifa para se manter


ÚLTIMAS NOTÍCIAS Além da falta de espaço, a falta de recursos financeiros ainda é o maior
impeditivo para as produções. A atriz Ana Cristina Evangelista, do Teatro
EDITORIAS Zabriskie (um dos poucos que mantém espaço particular para se apresentar),
Capa reúne os ânimos para dizer que não vai desistir diante das dificuldades pelas
Opinião
quais o grupo vem passando. Para manter as contas em dia, o grupo chegou
Cidades
Política a buscar uma alternativa criativa: rifar um espetáculo para angariar fundos.
Economia
Mundo
Nos últimos meses, o Zabriskie conseguiu fôlego ao firmar parceria com duas
Esporte
Magazine empresas locais, por meio da Lei de Incentivo Municipal. “Só conseguimos
porque são empresas conhecidas que nos acompanham. Se não fosse assim
COLUNAS seria difícil”, conta Ana Cristina, que também batalha há anos a possibilidade
Giro de ter um projeto aprovado na Lei Rouanet (federal), sempre sem sucesso.
Direito e Justiça “O grande questionamento que temos feito a estes mecanismos é que, além
Coluna social
Memorandum
de termos de buscar a aprovação, o pires ainda volta para nossas mãos, para
Crônicas e pedir a uma classe de empresários que não tem o hábito de financiar cultura.”
outras histórias
Apontadas como um dos principais motores do incremento na produção local,
SERVIÇOS as leis de incentivo ajudam, mas ainda não conseguem abarcar todas as
E-mail necessidades dos grupos, de acordo com os produtores. De acordo com o
Cartas dos leitores
Assinatura produtor cultural Marcelo Carneiro, hoje a lei que mais fomenta a produção
Acontece em Goiânia é a municipal.
Na telinha
Cinema
Horóscopo “Como os artistas estão mais próximos dos empresários, fica mais fácil de
Guia do Assinante conseguir na municipal. Já na Goyazes, a estadual, o número é muito
Central do Assinante pequeno. Na Rouanet, então, é quase nulo.” O produtor estima que somente
Efetuar Logout
30% dos produtores que têm seus projetos aprovados conseguem arrecadar
o valor que reivindicaram. “Este é outro problema que assola a área.” Em
CHARGE parte, justifica ele, isso ainda acontece pela falta da cultura de mecenato
entre os empresários.
ESPECIAIS
Ditadura Militar ¤ LEIA MAIS:
Caminhada Ecoógica
Goiânia 75 anos
Retrospectiva 2008 ENTREVISTA / HUGO ZORZETTI
Um estudioso do teatro em Goiás

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HOME ENTREVISTA / HUGO ZORZETTI

ÚLTIMAS NOTÍCIAS Um estudioso do teatro em Goiás


Rodrigo Alves
EDITORIAS
Capa
Opinião Um dos fundadores da Escola de Artes Wildes Barbosa
Cidades Cênicas da Universidade Federal de Goiás e
Política coordenador do curso de teatro do Centro de
Economia
Mundo Educação Profissional Basileu França, Hugo
Esporte Zorzetti é um experiente dramaturgo e diretor
Magazine do Grupo Exercício que conhece a área
como poucos. Afinal, há mais de 50 anos ele
COLUNAS atua no meio em Goiânia. Também autor de
Giro
Direito e Justiça
uma série de livros que resgatam as
Coluna social memórias do teatro goiano, na entrevista a
Memorandum seguir, ele faz uma análise da evolução do
Crônicas e
outras histórias
segmento em Goiás e ainda aponta o novo
perfil do profissional de artes cênicas no
Estado.
SERVIÇOS
E-mail
Cartas dos leitores Além de quantidade, o teatro goiano tem
Assinatura melhorado em qualidade. Como o teatro
Acontece
Na telinha local evoluiu nas últimas décadas?
Cinema
Horóscopo A primeira geração formada por Cici Pinheiro, Otavinho Arantes e João
Guia do Assinante
Central do Assinante
Bennio trouxe para Goiás um teatro influenciado pela estética da Europa.
Efetuar Logout Otavinho, por exemplo, era um homem muito viajado, assim como Bennio e
Cici. Ele trazia espetáculos uma semana depois de estrear na França.
CHARGE Fazia-se teatro com vocação profissional. Já uma segunda geração foi
influenciada pelo clima político. Uma quantidade grande de grupos sai de
diretórios acadêmicos, muito politizados, o que fez o teatro em Goiás figurar
ESPECIAIS como um dos mais resistentes. Nesta época a palavra profissional soava até
Ditadura Militar
Caminhada Ecoógica mal. Uma terceira geração já foi influenciada pelas escolas de teatro que
Goiânia 75 anos surgiram em Goiás, com pessoas que não estavam mais atuando e passaram
Retrospectiva 2008
a lecionar. Aí houve o advento da escola de teatro da Universidade Federal
de Goiás, que foi um divisor de águas, formando agora a quarta geração.
SITES
Vrum Qual é o perfil dessa quarta geração?
Lugar Certo
OJC É nisso que me ocupo no trabalho que estou fazendo agora, analisando esta
Jornal do Tocantins
Tv Anhanguera
nova geração. Ela está novamente voltada para a profissionalização como
Goiasnet era no início. As influências são mais estéticas, com a vocação política se
Fundação J. Câmara distanciando cada vez mais. Trata-se de um teatro mais audacioso, mais
Rede Anhanguera
Executiva FM
baseado no corpo e menos no texto. São influências novas que acabam
dando a cara ao nosso teatro.
CONTATOS Nesta geração, embora timidamente, há indícios de o produto já ser
encarado como algo vendável, algo impensado antes. Isso procede?
ASSINATURAS:
3250-5353
CLASSIFICADOS: É contingência do momento. A primeira geração ainda viveu sob a benesse
3250-5323 do Estado. Gente como Otavinho Arantes e João Bennio usufruiu dessa
COMERCIAL DE
INTERNET: condição.
3250-1323
ATENDIMENTO AO O teatro vivia das tetas do erário. Hoje isso não acontece. O Estado recuou e
ASSINANTE:
3250-1220 inventaram-se as leis de incentivos. Os próprios editais e a forma como se
analisam os projetos hoje, tudo está voltado para a vendagem. Com esse
EXPEDIENTE refluxo do Estado, o artista volta a ficar com o pires na mão. Além disso, o
teatro ficou mais caro. Hoje, se o artista quer divulgar, tem de pagar
publicidade.

Ainda há um grande problema em relação à formação do público. Se


comparece, quase nunca quer pagar. O que se poderia ser feito para
formar público?

Educação. É a única saída não só para esse como para outros males. Nós
precisamos que as escolas criem em seus currículos disciplinas para arejar
um pouco a mente das pessoas. Enfim, incentivá-las a ir a um bom
espetáculo, a escutar boa música. Você vê que aqui em Goiás vivemos um
fenômeno desgastante. Nossos bons cantores e compositores sumiram e de
resto sumiram no Brasil inteiro. As escolas não fazem muita coisa.
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