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CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL ANOTADO E COMENTADO

PROF. JOSÉ CARLOS DE ARAÚJO ALMEIDA FILHO


CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL ANOTADO E COMENTADO
PROF. JOSÉ CARLOS DE ARAÚJO ALMEIDA FILHO

PROF. JOSÉ CARLOS DE ARAÚJO ALMEIDA FILHO, MS


COORDENAÇÃO

CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL ANOTADO E COMENTADO

EDIÇÃO DOS AUTORES

NITERÓI – RJ – 2006
CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL ANOTADO E COMENTADO
PROF. JOSÉ CARLOS DE ARAÚJO ALMEIDA FILHO

®2006, José Carlos de Araújo Almeida Filho, Coordenador

Direitos de Publicação:

José Carlos de Araújo Almeida Filho


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com o objetivo de democratizar o acesso ao Ensino do Direito.

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Comentado, desde que siga a seguinte orientação:

Código de Processo Civil Anotado e Comentado – Prof. José Carlos de Araújo Almeida
Filho, Ms (obs. sobre o título, inserir o link para a página correspondente).

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COMO AS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR.

O AUTOR NÃO COBRA PELA DIVULGAÇÃO DA OBRA. DESTA FORMA, A PRESENTE OBRA,
APESAR DE PROTEGIDA POR DIREITOS DE AUTOR, NÃO PODE SER COBRADA, POR QUEM
QUER QUE SEJA.
CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL ANOTADO E COMENTADO
PROF. JOSÉ CARLOS DE ARAÚJO ALMEIDA FILHO

AUTORES

Coordenação: JOSÉ CARLOS DE ARAÚJO ALMEIDA FILHO – Mestre em Direito.


Professor de Direito Processual Civil na Universidade Católica de Petrópolis.
Palestrante no curso de pós-graduação lato sensu da UERJ. Membro do Instituto
Brasileiro de Direito Processual. Advogado no Rio de Janeiro.
CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL ANOTADO E COMENTADO
PROF. JOSÉ CARLOS DE ARAÚJO ALMEIDA FILHO

SUMÁRIO

AUTORES..................................................................................................................- 4 -
INTRODUÇÃO.......................................................................................................- 6 -
1 PROCESSO DE CONHECIMENTO................................................................- 7 -
LIVRO I DO PROCESSO DE CONHECIMENTO ....................................................- 7 -
TÍTULO I DA JURISDIÇÃO E DA AÇÃO................................................................- 7 -
CAPÍTULO I DA JURISDIÇÃO .................................................................................- 7 -
1.1 ART. 1º ..............................................................................................................- 7 -
PRINCÍPIOS .........................................................................................................- 7 -
EXCEÇÃO AO PRINCÍPIO DA INAFASTABILIDADE ........................- 7 -
JURISDIÇÃO .......................................................................................................- 7 -
CONSTITUIÇÃO ................................................................................................- 7 -
JURISDIÇÃO CONTENCIOSA E VOLUNTÁRIA ..................................- 7 -
JURISPRUDÊNCIA............................................................................................- 7 -
1.2 ART. 2º .................................................................................................................- 9 -
PRINCÍPIO ...........................................................................................................- 9 -
EXCEÇÃO AO PRINCÍPIO DA INÉRCIA.................................................- 9 -
JURISPRUDÊNCIA............................................................................................- 9 -
OUTROS ARTIGOS ...........................................................................................- 9 -
2 DA AÇÃO ...........................................................................................................- 11 -
CAPÍTULO II DA AÇÃO..........................................................................................- 11 -
2.1 ART. 3º ...........................................................................................................- 11 -
PRINCÍPIO .........................................................................................................- 11 -
JURISPRUDÊNCIA..........................................................................................- 11 -
OUTROS ARTIGOS .........................................................................................- 11 -
BIBLIOGRAFIA .....................................................................................................- 14 -
CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL ANOTADO E COMENTADO
PROF. JOSÉ CARLOS DE ARAÚJO ALMEIDA FILHO

INTRODUÇÃO

D
esde o ano de 1996 que estamos navegando na Internet,
fazendo pesquisas e produzindo temas de importância para o
Direito. Com o avanço da Internet e a inserção de milhares de
milhões de páginas em todo o mundo, este grande meio de comunicação passou a ser
desvalorizado e criticado pelos pesquisadores.

Em parte, não olvidamos do excesso de informação produzido na


Internet, o que, em uma dicotomia, provoca inexistência de informação. Por outro lado,
entendemos ser o meio mais acessível para uma verdadeira inserção educacional.

Muito se discutiu sobre cotas etc. Mas não se preocuparam como as


pessoas que ingressam nas Universidades, sem condições de adquirirem livros, se
manteriam nas mesmas. Relativamente à legislação comentada, sequer se pode imaginar
que um estudante tenha acesso à mesma, devido aos altos custos praticados pelo
mercado.

O ensino é dever do Estado. Como dever do Estado, é, também, dever do


cidadão proporcionar condições desta educação ser exercitada.

Em suma, esta é a idéia nascida da PÁGINA ACADÊMICA PENSADORES DO


DIREITO: Democratização do Ensino. E, desta forma, nasce este primeiro passo, que é o
Código de Processo Civil Anotado e Comentado, com links para os textos legais e
jurisprudências de nosso país.

Que nossos estudantes tenham acesso à educação de forma ampla,


conquistando sua cidadania e sem a preocupação de estar em um ambiente não admitido
pela academia – a Internet.

José Carlos de Araújo Almeida Filho


Niterói, Outono de 2006
CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL ANOTADO E COMENTADO
PROF. JOSÉ CARLOS DE ARAÚJO ALMEIDA FILHO

1 PROCESSO DE CONHECIMENTO

LIVRO I
DO PROCESSO DE CONHECIMENTO

TÍTULO I
DA JURISDIÇÃO E DA AÇÃO

CAPÍTULO I
DA JURISDIÇÃO

1.1 ART. 1º

Art. 1o A jurisdição civil, contenciosa e voluntária, é exercida pelos juízes1, em todo o território
nacional, conforme as disposições que este Código estabelece.

2
PRINCÍPIOS: Juiz Natural – Inafastabilidade do Judiciário (art. 5º, XXXV, da CR/88)
EXCEÇÃO AO PRINCÍPIO DA INAFASTABILIDADE: Arbitragem (Lei 9307/96)
JURISDIÇÃO: Cível (o que redundará na competência em razão da matéria. Em
matéria de Direito Processual do Trabalho, o CPC é adotado subsidiariamente). A
aplicação do CPC também é adotada em processos de natureza empresarial, tributária,
família, fazendária de um modo em geral, enfim, todas as matérias que não sejam de
competência da Justiça Criminal.
CONSTITUIÇÃO: Disposições sobre o Poder Judiciário – arts. 92 a 126
JURISDIÇÃO CONTENCIOSA E VOLUNTÁRIA: Vide texto
3
JURISPRUDÊNCIA: Clique aqui para ter acesso ao banco de dados de jurisprudência

O Código de Processo Civil, desde o seu art. 1º, apresenta princípios


processuais de relevante importância. Antes, porém, de analisarmos os princípios
contidos no art. 1º do CPC, é importante afirmar que a jurisdição é a base de todo o
processo civil pátrio. Sem jurisdição não há que se falar em processo. E sem processo,
não estaríamos inseridos na condição de Estado Democrático de Direito, admitindo que
as pessoas pudessem se valer da vingança como forma de resolução de conflitos.

1
Vide LOMAN (Lei de Organização da Magistratura), que trata dos direitos e deveres dos juízes.
Recomendamos, a fim de ser entendido o instituto, a obra A RESPONSABILIDADE CIVIL DO JUIZ, de
nossa autoria. Basta clicar nos link´s.
2
“Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros
e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à
segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
XXXV - a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito”
3
Parte integrante deste código comentado.
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É importante traçarmos, aqui, uma questão que será desenvolvida


posteriormente, que diz respeito á jurisdição. Em nosso sistema tratamos como
jurisdição o que o sistema italiano trata de competência e vice e versa. Desta forma,
temos por jurisdição o ato pelo qual o juiz, subsumindo a vontade das partes, profere
decisão aplicando o Direito ao caso em concreto. Em termos de competência, como
analisaremos posteriormente, temos a delimitação da competência, seja em razão do
território, da matéria ou do valor.

Em termos de jurisdição o Código de Processo Civil trabalha com duas


formas: contenciosa e voluntária. A primeira forma é, em verdade, a verdadeira
jurisdição. Relativamente à figura jurisdição voluntária, pode-se afirmar que não é nem
mesmo jurisdição e tampouco voluntária. Nesta hipótese, o juiz se limita a homologar
determinados atos das partes. Diz-se jurisdição por haver necessidade de homologação
do juiz, mas na verdade ele não está aplicando sua vontade (próprio da jurisdição) ou o
direito ao caso em concreto, mas se limitando a valer-se de procedimentos que
poderiam, muito bem, serem administrativos. Por sua vez, não é voluntária, porque o
CPC exige a atuação jurisdicional.

Trata-se, sem dúvida, de incoerência do texto legal.

Há Projeto de Lei tramitando na Câmara dos Deputados (4724/2004) que


prevê a possibilidade do divórcio4 e do inventário5 ser administrativos. Aconselhamos
analisar o texto inserido na página do INSTITUTO BRASILEIRO DE DIREITO PROCESSUAL.

Os Procedimentos ditos de Jurisdição Voluntária se encontram assim


definidos no CPC:

I - emancipação;

II - sub-rogação;

III - alienação, arrendamento ou oneração de bens dotais, de menores, de órfãos e


de interditos;

4
Neste caso, trata-se de procedimento especial de JURISDIÇÃO CONTENCIOSA
5
Idem
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IV - alienação, locação e administração da coisa comum;

V - alienação de quinhão em coisa comum;

Vl - extinção de usufruto e de fideicomisso.

E, mais:
¾ DAS ALIENAÇÕES JUDICIAIS
¾ DA SEPARAÇÃO CONSENSUAL
¾ DOS TESTAMENTOS E CODICILO
¾ DA HERANÇA JACENTE
¾ DOS BENS DOS AUSENTES
¾ DAS COISAS VAGAS
¾ DA CURATELA DOS INTERDITOS
¾ DA ORGANIZAÇÃO E DA FISCALIZAÇÃO DAS FUNDAÇÕES
¾ DA ESPECIALIZAÇÃO DA HIPOTECA LEGAL

1.2 ART. 2º

Art. 2o Nenhum juiz prestará a tutela jurisdicional senão quando a parte ou o interessado a
requerer, nos casos e forma legais.

PRINCÍPIO: Inércia Judicante


6 7 8
EXCEÇÃO AO PRINCÍPIO DA INÉRCIA: Arts. 989 , 1113 , 1142 (além de
outros)
9
JURISPRUDÊNCIA: Clique aqui para ter acesso ao banco de dados de jurisprudência
OUTROS ARTIGOS: 262 e 460

O art. 2º consagra, em si, o princípio da inércia judicante. O texto legal é


de clareza hialina, ao afirmar que nenhum juiz prestará a tutela senão quando
provocado. A provocação, neste caso, se dá por meio do direito de ação, consagrado na
Constituição.

6
Art. 989. O juiz determinará, de ofício, que se inicie o inventário, se nenhuma das pessoas mencionadas
nos artigos antecedentes o requerer no prazo legal.
7
Art. 1.113. Nos casos expressos em lei e sempre que os bens depositados judicialmente forem de fácil
deterioração, estiverem avariados ou exigirem grandes despesas para a sua guarda, o juiz, de ofício ou a
requerimento do depositário ou de qualquer das partes, mandará aliená-los em leilão
8
Art. 1.142. Nos casos em que a lei civil considere jacente a herança, o juiz, em cuja comarca tiver
domicílio o falecido, procederá sem perda de tempo à arrecadação de todos os seus bens.
9
Parte integrante deste código comentado.
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O princípio da inércia judicante possui suas exceções, como visto. Mas


ele, em si, traz questões de relevante debate, como, por exemplo, a determinação de
produção de prova ex officio. Estaria, neste caso, violando o juiz ao princípio da inércia?

Sem dúvida que não. O princípio da inércia judicante exige a provocação


do órgão jurisdicional. Esta provocação se dá por meio do direito de ação e, a partir
deste momento, não há mais que se falar em inércia, porque o próprio Código é
explícito neste sentido: “art. 262. O processo civil começa por iniciativa da parte, mas se
desenvolve por impulso oficial.”

Mesmo com a regra do art. 26210, não significa dizer que o juiz possa
julgar fora dos pedidos formulados pelas partes (arts. 12811 e 46012 do CPC). Mas
poderá, sim, determinar a produção de provas, como se vê no art. 13013. A inércia do
órgão julgador suscita diversas dúvidas, notadamente quando estamos diante de artigos
como o 130, por exemplo.

Sob nossa ótica, entendemos que o art. 2º somente tem sua razão de
existir até o manejo da petição inicial, quando, então, por meio do direito de ação,
quando a parte formula seu pedido, esta inércia estará superada. Mesmo assim, poderia
o juiz subsumir ao princípio e determinar, por exemplo, medida de natureza
antecipatória (ou cautelar) sem o pedido da parte?

O art. 355 do CPC se encontra assim redigido:

“Art. 355. O juiz pode ordenar que a parte exiba documento ou coisa, que se ache em
seu poder.”

Ocorre, contudo, que a partir do art. 356 há clara menção ao pedido e,


desta forma, entendemos que não se trata de poder ou discricionariedade do juiz

10
Art. 262. O processo civil começa por iniciativa da parte, mas se desenvolve por impulso oficial.
11
Art. 128. O juiz decidirá a lide nos limites em que foi proposta, sendo-lhe defeso conhecer de questões,
não suscitadas, a cujo respeito a lei exige a iniciativa da parte.
12
Art. 460. É defeso ao juiz proferir sentença, a favor do autor, de natureza diversa da pedida, bem como
condenar o réu em quantidade superior ou em objeto diverso do que Ihe foi demandado.
13
Art. 130. Caberá ao juiz, de ofício ou a requerimento da parte, determinar as provas necessárias à
instrução do processo, indeferindo as diligências inúteis ou meramente protelatórias.
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determinar a exibição de documentos. Este, contudo, não é o pensamento majoritário.


Vide decisão proferida em sede de agravo de instrumento. Inobstante a decisão
proferida no agravo de instrumento em questão, entendemos não ser cabível, por afronta
ao princípio do dispositivo, que o juiz determine, ao despachar a inicial, exibição de
documentos que não foram pedidos pela parte.

Esta decisão, em verdade, não se encontra dentre as disposições legais de


impulso oficial, porque o juiz não pode fazer às vezes da parte no processo de
conhecimento, ainda que se alegue a busca da verdade real, como citado no agravo em
questão.

2 DA AÇÃO

CAPÍTULO II
DA AÇÃO

2.1 ART. 3º

Art. 3o Para propor ou contestar ação é necessário ter interesse e legitimidade.

PRINCÍPIO: Do direito de ação


JURISPRUDÊNCIA: Clique aqui para ter acesso ao banco de dados de jurisprudência
OUTROS ARTIGOS:
OBRA DE REFERÊNCIA: Teoria da Ação no Processo Civil, Prof. Dr. Leonardo
Greco

Admitimos haver um erro na redação do art. 3º. Em verdade, a


legitimidade e o interesse da parte são derivados do DIREITO DE AÇÃO, a fim de
provocar a tutela jurisdicional do Estado e, desta forma, romper a inércia judicante.

O termo ação é utilizado em nosso sistema para diversas designações,


como processo, demanda, pedido etc. E é por esta razão admitirmos um equívoco no
texto legislativo. Sobre conceito de ação, Celso Agrícola Barbi14 “talvez seja o mais
polêmico entre todos os do Direito Processual.”

14
BARBI, Celso Agrícola. Comentários ao Código de Processo Civil. Vol I, 10ed., RJ: Forense, 1998
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E esta polêmica está longe de ser solucionada. O Prof. Humberto


Theodoro Júnior15 ao discorrer sobre ação e pretensão, deixa claro que ação é direito
subjetivo público “exercitado pelo autor contra o Estado-juiz”. Neste diapasão,
podemos afirmar que ação, como inserida no CPC é um direito subjetivo público, de
índole constitucional, através do qual o particular exerce sua pretensão não contra o
Estado-juiz, mas através deste contra outrem.

Discordarmos do Prof. Humberto Theodoro Júnior porque o direito de


ação é uma providência requerida pelo autor do direito material ao Estado (e não contra
o Estado). Em verdade, pela formulação triangular do processo, AUTOR – ESTADO –
RÉU, poder-se-ia imaginar tratar-se de uma ação contra o Estado. Mas não é o caso.

Desta forma, ação, como inserida no CPC, é o direito subjetivo de


pretender do Estado a tutela jurisdicional a fim de solucionar conflitos de interesses
entre as partes.

Diante da crítica que fizemos à redação do art. 3º, para postular em juízo
– seja pedindo uma providência inicial (autor), seja contestando, reconvindo etc. (que
também é pedido e, portanto, direito de ação do réu) - é preciso que a parte demonstre
interesse e legitimidade. São condições da ação que devem se encontrar apresentadas
desde o início.

Como conseqüência, teremos, posteriormente, uma discussão sobre


citação e sua natureza jurídica, ou seja, se a citação é decisão, ou despacho de mero
expediente. Para o Superior Tribunal de Justiça citação é despacho de mero expediente.
Apesar de não ser o capítulo próprio para debatermos o tema, é importante,
principalmente para o estudante de Direito, que o CPC seja analisado como um
conjunto. Ele possui sua essência e os artigos se completam. Por enquanto, indicamos a
análise do texto sobre citação. Clique aqui. Sobre condições da ação, inserimos um
texto da estudante Estela Cristina Nogueira Domingues de Araújo Almeida, bastando
clicar aqui.

15
THEORDO JÚNIOR, Humberto. Curso de Direito Processual Civil. Vol I, 33ed, RJ: Forense, 2002
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BIBLIOGRAFIA16

BARBI, Celso Agrícola. Comentários ao Código de Processo Civil. Vol I, 10ed., RJ:
Forense, 1998

THEORDO JÚNIOR, Humberto. Curso de Direito Processual Civil. Vol I, 33ed, RJ:
Forense, 2002

16
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interessar pelo tema