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1 INTRODUÇÃO
Cinética química é o estudo da velocidade das reações, de como a velocidade varia em
função das diferentes condições e quais os mecanismos de desenvolvimento de uma reação. A
velocidade de uma reação química é dita pelo aumento na concentração molar do produto por
unidade de tempo ou o decréscimo na concentração molar do reagente na unidade de tempo.
O estudo da cinética química esta dividida em duas partes: nível macroscópico e
sumicroscópico. O nível macroscópico estuda as velocidades das reações, o que significam
estas velocidades e como se pode determin!"las e#perimentalmente e ainda como certos
fatores como a temperatura e concentração do reagente pode influenciar as velocidades. O
nível sumicroscópico focali$a"se na teoria das colisões e nos mecanismos de reação.
%este traal&o ser! mostrado os estudos e dados otidos e#perimentalmente na reação
entre os reagentes 'permanganato de sódio (,() %, !cido o#!lico (,* % e !cido sulf+rico * ,-,
para esses reagentes serão apresentados quatro analises para a velocidade da reação,
primeiramente o tempo de uma reação normal e as influ.ncias da concentração do reagente,
de um catalisador e da temperatura.
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a
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c
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2

2 OBJETIVO
7eterminar a velocidade de reação e descrever os fatores que 8 afetam.
3

3 REFERENCIAL TEORÍCO
3.1 Velocidade das ea!"es #$%&icas
9egundo :ot$ e 0reic&el '2((2, p.4-, a velocidade de reação é a variação da
concentração de uma sust;ncia do sistema relacional por unidade de tempo. 7urante uma
reação química, a concentração de um reagente, ou dos reagentes diminui com o tempo e a
concentração dos produtos aumenta. <ogo, a velocidade de uma reação química pode ser
definida como sendo a velocidade com que a concentração de um dos reagentes diminui por
unidade de tempo ou pela velocidade com que a concentração de um dos produtos aumenta
por unidade de tempo.
=ara determin!"las, é preciso medir duas grande$as > concentração e tempo. A
velocidade de uma reação pode ser descrita como a diminuição da concentração de um
reagente, ou o aumento da concentração de um produto, por unidade de tempo,
?'concentração-@?'tempo-.
A possível determinar a concentração de uma sust;ncia que participa de uma reação
mediante muitos métodos. =ode"se relacion!"la a grande$as mensur!veis diretamente, como
por e#emplo o pB. Cma outra propriedade que pode ser usada é a asor;ncia da lu$.
Considere a decomposição do %
2
O
*
dissolvido em tetracloreto de carono líquido.
Dsta reação ocorre de acordo com a equação seguinte:
2 %
2
O
*
'solvente- E ) %O
2
'solvente- 1 O
2
'g-
O avanço desta reação pode ser acompan&ado de diversos modos. =or e#emplo, a pressão de
O
2
gasoso pode ser usada como indicador de velocidade, pois o aumento da pressão de O
2
se
relaciona 8 diminuição da concentração de %
2
O
*
. =ara cada 5 mol de O
2
formado,
desaparecem 2 mols de %
2
O
*
. A concentração do %
2
O
*
em solução, num determinado tempo,
é igual 8 concentração inicial de %
2
O
*
menos a quantidade que se decompFs.
A velocidade desta reação se e#prime como o quociente entre a variação da
concentração do %
2
O
*
e a variação do tempo e é mostrada na Dq. 4.55
Gelocidade de reação H ? da I%
2
O
*
J @ ?t H " ? da I%
2
O
*
J @ ?t '4.55-
4

O sinal negativo é necess!rio, pois a concentração de %
2
O
*
diminui com o passar do tempo e
a velocidade de reação é e#pressa como uma grande$a positiva.
A velocidade calculada nesses procedimentos é uma velocidade média no intervalo de
tempo considerado. =odemos tamém ter a velocidade instant;nea num +nico instante de
tempo. Dsta velocidade instant;nea se otém traçando a reta tangente 8 curva da concentração
contra o tempo num certo ponto. A velocidade é otida pelo coeficiente angular desta reta.
3.2 Co'di!"es de ea!(o e )elocidades da ea!(o
=ara que &aKa uma reação química, é necess!rio que as moléculas dos reagentes se
Kuntem de modo que possa ocorrer troca ou reorgani$ação dos !tomos. Os !tomos e as
moléculas são móveis em fase gasosa, ou nas soluções, e as reações ocorrem, frequentemente,
numa mistura de gases ou entre as sust;ncias que estão presentes numa solução. %estas
circunst;ncias, são tr.s os fatores que podem afetar a velocidade da reação.
• Concentração dos reagentes. Cm talete de AlLa"9elt$er 'remédio efervescente-
contém icaronato de sódio e !cido cítrico, que reagem para dar CO
2
gasoso e outros
produtos quando o talete é mergul&ado em !gua. A reação é mais r!pida quando o
talete est! na !gua pura do que quando est! em etanol com pequena quantidade de
!gua.
• Temperatura. A e#peri.ncia de qualquer um mostra que quando co$in&armos os
alimentos numa temperatura mais alta, estes co$in&am mais r!pido. Msto ocorre porque
quando os alimentos são co$idos acontecem reações químicas e o aumento da
temperatura fa$ com que as reações seKam mais r!pidas. A por esta ra$ão que no
laoratório aquecemos os reagentes para acelerar as reações.
• Catalisadores. Os catalisadores são sust;ncias que aceleram as reações químicas,
mas que não se transformam no decorrer da reação. =or e#emplo, o peró#ido de
&idrog.nio, B
2
O
2
,

se decompõe em !gua e o#ig.nio.
2 B
2
O
2
'N- E O
2
'g- 1 2 B
2
O 'N-
5

9e o peró#ido, estiver em local fresco, num vaso de pl!stico limpo, pode ficar
estocado durante meses, pois é ra$oavelmente est!velO a velocidade de decomposição é muito
ai#a. %a presença de um sal de mangan.s, porém, ou de um sal contendo iodeto, ou de uma
en$ima, ocorre vigorosa reação com aundante formação de ol&as e desprendimento de
vapor de !gua.
9egundo :ot$ e 0reic&el '2((2, p.P-, se a reação envolver um sólido, a !rea superficial
do sólido pode afetar a velocidade da reação. Como as moléculas para reagirem t.m que
entrar em contato, somente as moléculas sore a superfície do sólido podem reagir com um
outro reagente. A ra$o!vel, então, que a velocidade dependa do n+mero de moléculas na
superfície do sólido, o que depende, por sua ve$, da !rea superficial. Quanto menores forem
as partículas dos sólidos, maior ser! a quantidade de material e#posta na superfície e maior
ser! o efeito da !rea superficial na velocidade da reação.
3.3 A e#$a!(o de )elocidade
A relação entre as concentrações dos reagentes e a velocidade da reação é a equação
de velocidade ou lei de velocidade. %a decomposição do %
2
O
*
, a equação de velocidade é,
conforme Dq. 4.45
Gelocidade de reação H L I%
2
O
*
J '4.45-
onde a constante de proporcionalidade L é denominada constante de velocidade. Dsta equação
de velocidade nos di$ que a velocidade de reação é proporcional 8 concentração do reagente.
Dm geral, numa reação &omog.nea como mostra a Dq. 4.42
a A 1 / RCE # S '4.42-
onde C é um catalisador &omog.neo, a equação de velocidade tem a forma, conforme Dq.
4.44
Gelocidade H L IAJ
m
I/J
n
ICJ
p
'4.44-
A equação de velocidade tradu$ o fato de a velocidade da reação ser proporcional 8s
concentrações dos reagentes 'e talve$ 8 concentração do catalisador-, cada qual elevada a uma
6

certa pot.ncia. A importante ressaltar que os e#poentes m, n e p, na equação anterior, não são
necessariamente os coeficientes estequiométricos da equação química equilirada. Os
e#poentes devem ser determinados e#perimentalmente. Dles são, muitas ve$es, n+meros
inteiros positivos, mas podem ser n+meros negativos, ou fracion!rios ou nulos.
Como e#emplo de equação de velocidade, analisemos a equação da decomposição do
peró#ido de &idrog.nio na presença de um catalisador como o íon iodeto.
2 B
2
O
2
'aq.- R M
"
'aq-E 2 B
2
O 'N- 1 O
2
'g-
A e#peri.ncia mostra que esta reação tem a seguinte equação de velocidade, conforme mostra
a Dq 4.4):
Gelocidade de reação H LIB
2
O
2
J IM
"
J '4.4)-
GeKa que o e#poente de cada termo de concentração é 5, emora o coeficiente estequiométrico
da B
2
O
2
seKa 2 e o M
"
não participe da equação equilirada.
3.* A co's+a'+e de )elocidade, -
A constante de velocidade, L, é a constante de proporcionalidade de que relaciona a
velocidade 8s concentrações, numa dada temperatura. A um par;metro importante, pois uma
ve$ con&ecido permite que se calcule a velocidade da reação para qualquer conKunto de
concentrações. =ara ver o uso de L, consideremos a reação de sustituição do íon Cl
"
pela !gua
na cisplatina, =t'%B
4
-
2
Cl
2
, uma droga contra o c;ncer. A equação da velocidade desta reação é
Gelocidade H LI=t'%B
4
-
2
Cl
2
J '4.)5-
=t'%B
4
-
2
Cl
2
'aq- 1 B
2
O 'N- E =t'%B
4
-
2
'B
2
O-ClJ
1
'aq- 1 Cl
"
'aq-
e a constante de velocidade, L, é (,(T(@&. 9aendo"se L, pode"se calcular a velocidade da
reação em qualquer concentração do reagenteO por e#emplo, quando I=t'%B
4
-
2
Cl
2
J H (,(5U
mol@<:
Gelocidade H '(,(T(@&-.'(,(5Umol@<- H (,((5V mol@<.&
7

3.. A ode& de $&a ea!(o
A ordem de uma reação em relação a um certo reagente é igual ao e#poente da
concentração deste reagente na equação de velocidade, e a ordem total da reação é a soma dos
e#poentes de todos os fatores de concentração.
Quando a velocidade de reação é diretamente proporcional 8 concentração de W
elevada a primeira pot.ncia como mostra a Dq. 4.*5, a reação é de primeira ordem.
Gelocidade H " ?IWJ@?t H LIWJ '4.*5-
Quando a velocidade de reação é diretamente proporcional 8 concentração de W
elevada a segunda pot.ncia como mostra a Dq. 4.*2, a reação é de segunda ordem.
Gelocidade H " ?IWJ@?t H LIWJ
2
'4.*2-
=ara uma reação de ordem $ero do tipo XWE produtosY, a equação de velocidade é
Gelocidade H " ?IWJ@?t H LIWJZ H L '4.*4-
9egundo :ot$ e 0reic&el '2((2, p.5*-, a meia"vida, t
5@2
, de uma reação é o intervalo
necess!rio para a concentração de um reagente diminuir 8 metade do seu valor inicial. Dste
par;metro é um indicador da velocidade com que um reagente é consumido numa reação
químicaO quando mais dilatada for a meia"vida, mais lenta ser! a reação. A meia"vida é usada
principalmente no caso de processos de primeira ordem.
=ara um reagente W numa reação de primeira ordem em W, a meia"vida 't
5@2
- é o tempo
que
IWJ
t
H [IWJ
(
ou IWJ
t
@ IWJ
(
H [ '4.*)-
onde IWJ
(
é a concentração inicial e IWJ
t
é a concentração depois de a metade do reagente ter
sido consumido. =ara ac&ar t
5@2
, sustituimos IWJ
t
@ IWJ
(
H [ e t H [ na equação da
concentração em função do tempo para uma cinética de primeira ordem 'Dq. 4.*5-
Mn IWJ
t
@ IWJ
(
H "Lt '4.**-
Mn ' [- H "Lt [ '4.*V-
8

<evando em conta que Mn 2 H (,VT4 , podemos escrever esta equação numa outra forma, que é
muito +til e relaciona a meia"vida 8 constante de velocidade de primeira ordem:
t [ H (,VT4@L '4.*P-
Oserve que t
5@2
é independente da concentração numa reação de primeira ordem.
9

* /ATERIAI0 E /1TODO0
%o desenvolvimento desta aula pr!tica foram utili$ados os materiais e o método
descritos aai#o.
*.1 /a+eiais e Rea2e'+es
=ara reali$ar essa pr!tica e#perimental foram utili$ados os seguintes materiais e
reagentes:
• /a+eiais
1 Béquer 50 mL;
4 Bequeres de 25 mL;
1 Conunto de Bico de B!nsen;
1 Conta gotas;
1 Cron"metro
# $ipetas 5 ml;
1 $ipeta 1 ml;
• Rea2e'+es3
10 mL %gua destilada;
20 mL &olução de 'cido o('lico )*
2
C
2
+
4
, 0-5 .;
4 mL &olução de 'cido sul/0rico )*
2
&+
4
, 5 1;
12 mL &olução de permanganato de pot'ssio )3mn+
4
, 0-04 .;
5 gotas &olução de sul/ato de 1angan4s )1n&+
4
, 0-1 1.
10

*.2 /e+odolo2ia
%a primeira etapa mediu"se o tempo de uma reação normal. Mnicialmente pipetou"se *
m< de solução de !cido o#!lico (,* % em um équer de 2*ml e marcou"se com a numeração 5
no frasco, indicando a primeira reação. %o mesmo équer adicionou"se 5 m< de solução de
!cido sulf+rico * ,. =reparou"se o cronFmetro e acrescentou"se a mistura do équer ) m< de
solução de permanganato de pot!ssio (,() %. ,arcou"se o tempo 'em segundos- até a solução
se descolorir completamente e anotou"se o tempo.
%a etapa seguinte avaliou"se o efeito da concentração. =ipetou"se * m< de solução de
!cido o#!lico (,* % em um équer de 2* m< e marcou"se a numeração 2 no frasco, indicando
a segunda reação. %o mesmo recipiente adicionou"se 5 m< de solução de !cido sulf+rico * ,
e em seguida acrescentou"se 5( m< de !gua destilada. =reparou"se o cronFmetro e
acrescentou"se na mistura do équer ) m< de permanganato de pot!ssio (,() %. ,arcou"se o
tempo 'em segundos- até a solução descolorir completamente 'indicando o final da reação- e
anotou"se o respectivo tempo.
%a terceira etapa avaliou"se o efeito do catali$ador 'acelera a reação-. =ipetou"se * m<
de solução de !cido o#!lico (,* % e introdu$iu"se em um équer de 2* m< e marcou"se o
recipiente indicando a ordem da reação. Adicionou"se na solução 5 m< de !cido sulf+rico * ,
e acrescentou"se * gotas de solução de sulfato de mangan.s (,5 , 'catali$ador-. =reparou"se o
cronFmetro e acrescentou"se na mistura do équer ) m< de permanganato de pot!ssio (,() %.
,arcou"se o tempo 'em segundos- até a solução reagir completamente e anotou"se o
respectivo tempo.
%a quarta e ultima etapa avaliou"se o efeito da temperatura. =ipetou"se * m< de
solução de !cido o#!lico (,* % em um équer de 2* ml e marcou"se o recipiente indicando a
quarta reação. Adicionou"se na solução 5 m< de solução de !cido sulf+rico * , e em seguida
aqueceu"se a mistura no conKunto de \nsen 'não foi necess!rio ferver-. =reparou"se o
cronFmetro e em seguida acrescentou"se na mistura do équer ) m< de solução de
permanganato de pot!ssio (,() %. ,arcou"se o tempo 'em segundos- até a solução reagir
completamente e anotou"se o respectivo tempo.
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. RE0ULTADO0 E DI0CU00ÃO
=odemos destacar a seguinte reação de o#i"redução ocorrida no processo e#perimental.
2 :mnO
)
1 * B
2
C
2
O
)
1 4 B
2
9O
)
E :
2
9O
)
1 2 ,n9O
)
1 5( CO
2
1 U B
2
O
Onde:
agente redutor: ,n, sofreu redução *e
"
agente o#idante: C, sofreu o#idação 2e
"
D otivemos como produtos: sulfato de pot!ssio, sulfato de mangan.s, g!s carFnico e !gua.
..1 /edida do +e&4o de $&a ea!(o
=ara a reação dos reagentes, medimos o tempo de TT5 segundos, dados de uma reação
normal, ou seKa, sem a influencia de nen&um fator e#terno como temperatura, catalisador ou
concentração de reagentes, e a partir dessa reação podemos analisar as reações seguintes. D
todos os dados das reações estão e#pressas na taela *.5 e comparadas uma a uma.
..2 E5ei+o da co'ce'+a!(o
Ao acrescentarmos 5( m< de !gua destilada no équer contendo as soluções de
permanganato de pot!ssio, !cido o#!lico e !cido sulf+rico, diminuímos a concentração dos
reagentes e oservamos que a reação foi a mais lenta, marcando 54)2 segundos. Ou seKa,
quanto maior a concentração dos reagentes maior é a velocidade da reação e ao contrario,
quanto menor a concentração dos reagentes a reação é mais lenta.
A velocidade de uma reação depende tamém da concentração dos reagentes, pois ela est!
relacionada com o n+mero de c&oques entre as moléculas. Gamos aplicar esse conceito a uma
reação genérica:
12

5A 1 5/ E 5A/
O n+mero de c&oques e, consequentemente, a velocidade irão depender das concentrações
de A e B. Gamos considerar quatro situações em que varia o n+mero de moléculas de A e B,
num mesmo volume e numa mesma temperatura:
Fi2 ..2 =ossiilidade de colisões entre as moléculas
]onte: &ttp:@@^^^.marco.eng.r@cinetica@traal&odealunos@Cinetica/asica@influencia.&tml
Msso demonstra que o n+mero de colisões e, consequentemente, a velocidade da reação são
proporcionais ao produto das concentrações.
..3 E5ei+o do ca+ali6ado

Ao acrescentarmos * gotas de ,n9O
)
'sulfato de mangan.s- (,5 ,, &ouve uma
aceleração da reação provocada pelo catali$ador ',n9O
)
- e oservamos )5* segundos para a
reação se completar. Oservamos tamém que o efeito de um catali$ador pode acelerar a
reação quando comparamos com a primeira etapa onde se mediu apenas a velocidade da
reação em si.
Os catalisadores t.m a capacidade de diminuir a energia de ativação, fa$endo com que
a reação se processe de maneira diferente.
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Fi2 ..3 Dnergia de ativação com e sem catalisador
]onte: &ttp:@@^^^.marco.eng.r@cinetica@traal&odealunos@Cinetica/asica@influencia.&tml
O primeiro cientista a e#plicar a ação de um catalisador foi Arr&enius, em 5UUT. Dle
afirmava que o catalisador se comina com o reagente, originando um composto
intermedi!rio que, por sua ve$, se transforma, originando o produto e se regenerando em
seguida. Considerando a reação genérica a seguir, de acordo com esse raciocínio temos:
%ote que a soma dos dois passos corresponde 8 reação genérica que pode ser representada
pela equação e pelo gr!fico a seguir:
A 1 / 
C
→ A/
Fi2 ..31 _r!fico de uma reação em presença de um catalisador
]onte: &ttp:@@^^^.marco.eng.r@cinetica@traal&odealunos@Cinetica/asica@influencia.&tml
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5" Cm catalisador acelera a reação, mas não aumenta o seu rendimento, isto é, ele produ$ a
mesma quantidade de produto, mas num período de tempo menor.
Fi2 ..32 _r!fico do tempo de uma reação em presença de catalisador
]onte: &ttp:@@^^^.marco.eng.r@cinetica@traal&odealunos@Cinetica/asica@influencia.&tml
2" O catalisador não altera o ?B da reação.
4" Cm catalisador acelera tanto a reação direta quanto a inversa, pois diminui a energia de
ativação de amas.
..* E5ei+o da +e&4ea+$a
Ao aquecermos os reagentes no ico de \nsen, oservamos que a reação foi quase
que instant;nea, marcando 22 segundos e oservamos que o efeito da temperatura tem o
potencial maior de acelerar uma reação e visto que foi a reação mais r!pida.
O primeiro cientista a relacionar a variação de temperatura e a velocidade das reações
foi `acous Ganat Boff, no final do século SMS. Dle perceeu que, em algumas reações, uma
elevação de 5(ZC durante a reação fa$ia com que a velocidade dorasse. A partir desse fato,
ele estaeleceu a seguinte regra, con&ecida por regra de Ganat Boff.
Cm aumento na temperatura provoca um aumento na energia cinética média das moléculas
e, com isso, um aumento no n+mero de colisões, o que ir! acarretar aumento da velocidade da
reação. Dm um sistema, nem todas as moléculas apresentam a mesma energia cinética e
somente uma fração delas 'representada na !rea destacada do gr!fico- possui energia
suficiente para reagir:
15

Fi2 ..*1 _r!fico moléculas # energia
]onte: &ttp:@@^^^.marco.eng.r@cinetica@traal&odealunos@Cinetica/asica@influencia.&tml
Como, com a elevação da temperatura, ocorre um aumento na energia cinética média das
moléculas, &! alteração na distriuição dessa energia. 7essa maneira, aumenta a quantidade
de moléculas com energia suficiente para reagir e, consequentemente, &! aumento na
velocidade da reação.
Fi2 ..*2 _r!fico mostrando a temperatura inicial e final de uma reação aquecida
]onte: &ttp:@@^^^.marco.eng.r@cinetica@traal&odealunos@Cinetica/asica@influencia.&tml
16

0a. *.5 0empo das reações
Ensai
o
Influência Tempo
(segundos)
Observação
1 Sem
influência
991 Reação normal
2 Concentração
dos reaentes
1342 !uanto maior a concentração dos reaentes
mais r"#ida a reação$ e do contr"rio %uanto
menor a concentração maior &ai ser o tem#o
#ara a reação se #rocessar
3 Catalisador 415 'm #resença de um catalisador$ a uma
aceleração na reação
4 (em#eratura 22 !uando os reaentes são a%uecidos$ a
&elocidade de reação do)ra seu &alor*
Conforme a ta. *.5 oservamos as seguintes afirmações.
%o primeiro ensaio, em uma reação normal, a reação levou TT5 segundos para se
completar e a partir desse dado otivemos respostas para os ensaios posteriores. =odemos
concluir que quando os reagentes sofrem algum tipo de aquecimento a reação é quase que
instant;nea pois de TT5 segundos em uma reação normal esta reação se processou em somente
22 segundos. Ao acrescentarmos 5( m< de !gua destilada Kunto aos reagentes no segundo
ensaio, diminuimos a concentração dos reagentes e doramos o tempo para essa reação se
processar, e#perimentalmente otivemos 54)2 segundos. Dm presença de um catalisador
como o sulfato de mangan.s, tamém podemos oservar que a reação sofreu uma aceleração
no processo, )5* segundos.
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7 CONCLU0ÃO
=odemos determinar a velocidade de reação por diversos fatores que podem ter
influ.ncia nesta reação, fatores como o aumento de temperatura, concentração dos reagentes,
presença de um catalisador e a superfície de contato.
Quanto maior a concentração dos reagentes maior é o n+mero de colisões entre as
moléculas e a velocidade de reação segue proporcional, essa influ.ncia é e#plicada pela teoria
de colisões. `! para o aumento de temperatura podemos destacar o aumento da energia
cinética média das moléculas e consequentemente aumentando o n+mero de colisões entre
elas e o aumento da quantidade de moléculas com energia suficiente para reagir, e a partir da
relação entre a temperatura e a velocidade de reação, podemos con&ecer a regra de Ganat
Boff.
Cm catalisador tem a capacidade de diminuir a energia de ativação de uma molécula,
fa$endo com que a reação se processe de um modo diferente, e consequentemente
aumentando sua velocidade, o primeiro cientista a e#plicar essa teoria foi Arr&enius.
A partir dos dados e#perimentais podemos comparar enfim todas as teorias que
envolvem a determinação da velocidade de uma reação 'com ou sem influ.ncia- com os dados
otidos. Gisto que com a diminuição da concentração dos reagentes ao se adicionar 5( m< de
!gua destilada 'ensaio 2- a reação foi a mais demorada, marcando 54)2 segundos, K! em
presença de um catalisador 'ensaio 4- o tempo de reação caiu pela metade em relação ao
primeiro ensaio, marcando )5* segundos. `! no ensaio ), onde os reagentes foram aquecidos
no ico de /\nsen o tempo de reação dorou.
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8 REFER9NCIA0 BIBLIO:R;FICA0
+,(- e (ric.el$ /o.n C* $ 0aul* Química e reações químicas 1ol*2 * Rio de /aneiro2 S*3$
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E!EITO "# TE+,E&#T-&# 4is#on5&el em2
6.tt#277888*marco*en*)r7cinetica7tra)al.odealunos7Cinetica9asica7influencia*.tml: 3cesso
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E!EITO "E -+ $#T#.I)#"O& 4is#on5&el em2
6/00p122333marcoengbr2cine0ica20rabal/odealunos2$ine0ica4asica2influencia/0ml:
3cesso em 2270972011*