Celebração da

Celebração da

Disciplina
Disciplina
O Caminho do Crescimento
O Caminho do Crescimento

Espiritual
Espiritual
Richard J. Foster
Editora Vida
ISBN: 8573671386
Ano: 1983
Formatado por SusanaCap
ÍNDICE
PREFÁCIO
Muitos livros há que versam sobre a vida interior, porém não há
muitos que combinem verdadeira originalidade com integridade
intelectual. Não obstante, foi exatamente esta combinação que Richard
oster conseguiu produ!ir. "merso como está nos clássicos devocionais, o
autor ofereceu#nos um cuidadoso estudo que pode, de si mesmo, ser de
grande valor por longo tempo. $mbora o presente volume demonstre o
quanto deve aos %lássicos, o livro não é sobre eles& ele representa, em ve!
disso, obra genuinamente original.
' que nos chama a atenção de imediato é o caráter amplo do
empreendimento corrente. Muitos livros contempor(neos lidam com
aspectos particulares da vida interior. $ste, porém, é diferente porque trata
de uma variedade surpreendente de t)picos importantes& grande parte do
frescor de seu tratamento resulta de sua ousadia. ' autor empenhou#se em
examinar um largo espectro de experi*ncia, desde a confissão até +
simplicidade e + alegria. ,ma ve! que o produto acabado é o resultado de
ampla leitura e de cuidadosa atividade pensante, este não é o tipo de livro
que pode ser escrito +s pressas ou de modo barato.
-s fontes de discernimento são variadas, sendo as principais delas as
$scrituras .agradas e os reconhecidos clássicos de devoção& estas porém,
não são as /nicas fontes das quais o autor se valeu. ' leitor cuidadoso logo
percebe uma grande d0vida também para com os pensadores seculares.
1endo#se em vista o fato de que o autor é quacre, não é de surpreender que
se2am proeminentes as contribuiç3es dos escritos quacres clássicos. $ssas
contribuiç3es incluem as obras de 4eorge ox, 5ohn 6oolman, 7annah
6hitall .mith, 1homas 8ell9 e muitos outros. ' ob2etivo aqui não é
sectário mas genuinamente ecum*nico, visto que os discernimentos
importantes nunca devem limitar#se ao grupo do qual se originam. ' que
nos é dado é, por conseguinte, um exemplo da universalidade da
participação.
' tratamento dado + simplicidade é especialmente valioso, e parte
porque não é simples. Na verdade, os de! :princ0pios controladores; da
simplicidade, explicados no %ap0tulo <", são por si mesmos 2ustificativa
suficiente para o aparecimento de outro livro sobre a vida espiritual. 's
de! princ0pios enunciados, conquanto arraigados na sabedoria antiga,
fa!em#se surpreendentemente contempor(neos.
' autor entende muito bem que a *nfase sobre a simplicidade pode
transformar#se em armadilha. = por isto que ele não aceitará nada tão )bvio
como a adoção de uma atitude clara, embora possa di!er concisamente>
:$nforque a moda. %ompre somente o que lhe for necessário.; $is a0 uma
proposta radical que, se adotada de modo amplo, libertaria imensamente as
pessoas que são v0timas dos anunciantes, em particular na televisão.
Resultaria uma aut*ntica revolução cultural se um n/mero considerável de
pessoas obedecesse + incisiva ordem>
:?esacumular;.
's maiores problemas de nosso tempo não são tecnol)gicos, pois
estes n)s controlamos ra!oavelmente bem. Nem mesmo são pol0ticos ou
econ@micos, porque as dificuldades nessas áreas, por deslumbrantes que
se2am, são grandemente derivativas. 's maiores problemas são morais e
espirituais, e, a menos que possamos fa!er algum progresso nesses
dom0nios, talve! nem mesmo sobrevivamos.
oi assim que declinaram no passado culturas adiantadas. = por este
motivo que dou as boas#vindas a uma obra realmente madura sobre o
cultivo da vida do esp0rito.
?. $lton 1rueblood
1. AS DISCIPLINAS ESPIRITUAIS: PORTA DO LIVRAMENTO
:Aasso pela vida como um transeunte a caminho da eternidade, feito
+ imagem de ?eus mas com essa imagem aviltada, necessitando de que se
lhe ensine a meditar, adorar, pensar.; # ?onald %oggan, -rcebispo de
%antuária
- superficialidade é maldição de nosso tempo. - doutrina da
satisfação instant(nea é, antes de tudo, um problema espiritual. -
necessidade urgente ho2e não é de um maior n/mero de pessoas
inteligentes, ou dotadas, mas de pessoas profundas.
-s ?isciplinas clássicas da vida espiritual convidam#nos a passar no
viver na superf0cie para o viver nas profunde!as. $las nos chamam para
explorar os rec@nditos interiores do reino espiritual. "nstam conosco a que
se2amos a resposta a um mundo va!io. 5ohn 6oolman aconselhou> := bom
que vos aprofundeis, para que possais sentir e entender os sentimentos das
pessoas.;
Não devemos ser levados a crer que as ?isciplinas são para os
gigantes espirituais e, por isso, este2am além de nosso alcance& ou para os
contemplativos que devotam todo o tempo + oração e + meditação. Bonge
disso.
Na intenção de ?eus, as ?isciplinas da vida espiritual são para seres
humanos comuns> pessoas que t*m empregos, que cuidam dos filhos, que
lavam pratos e cortam grama. Na realidade, as ?isciplinas são mais bem
exercidas no meio de nossas atividades normais diárias. .e elas devem ter
qualquer efeito transformador, o efeito deve encontrar#se nas con2unturas
comuns da vida humana> em nossos relacionamentos com o marido ou com
a esposa, com nossos irmãos e irmãs, ou com nossos amigos e vi!inhos.
Nem dever0amos pensar nas ?isciplinas $spirituais como uma tarefa
ingrata e mon)tona que visa a exterminar o riso da face da terra. -legria é
nota dominante de todas as ?isciplinas. ' ob2etivo das ?isciplinas é o
livramento da sufocante escravidão ao auto#interesse e ao medo. Cuando a
disposição interior de alguém é libertada de tudo quanto o sub2uga,
dificilmente se pode descrever essa situação como tarefa ingrata e
mon)tona. %antar, dançar, até mesmo gritar, caracteri!am as ?isciplinas da
vida espiritual.
Num importante sentido, as ?isciplinas $spirituais não são dif0ceis.
Não precisamos estar bem adiantados em quest3es de teologia para praticar
as ?isciplinas. 's recém#convertidos # até mesmo as pessoas que ainda não
se entregaram a 5esus # deveriam praticá#las. - exig*ncia fundamental é
suspirar por ?eus. ' salmista escreveu> :%omo suspira a corça pelas
correntes das águas, assim, por ti, ) ?eus, suspira a minha alma. - minha
alma tem sede de ?eus, do ?eus vivo; D.almo EF>G, FH.
's principiantes são bem#vindos. $u também ainda sou principiante,
especialmente depois de vários anos de praticar cada ?isciplina
apresentada neste livro. %onforme disse 1homas Merton> :Não dese2amos
ser principiantes.
Mas, convençamo#nos do fato de que, por toda a vida, nunca seremos
mais que principiantesI;
' .almo EF>J di!> :,m abismo chama outro abismo.; 1alve! algures
nas c(maras subterr(neas de sua vida tenha voc* ouvido o chamado para
um viver mais profundo, mais pleno. 1alve! voc* se tenha cansado das
experi*ncias fr0volas e do ensino superficial. ?e quando em quando voc*
tem captado vislumbres, insinuaç3es de algo que ultrapassa aquilo que
voc* tem conhecido.
"nteriormente voc* tem suspirado por lançar#se em águas mais
profundas.
's que t*m ouvido o distante chamado do seu 0ntimo e dese2am
explorar o mundo das ?isciplinas $spirituais, imediatamente se defrontam
com duas dificuldades.
- primeira é de ordem filos)fica. - base materialista em nossa época
tornou#se tão penetrante que ela tem feito as pessoas duvidarem seriamente
de sua capacidade de ir além do mundo f0sico. Muitos cientistas de
primeira categoria t*m ido além de tais d/vidas, sabendo que não podemos
estar confinados a uma caixa de espaço#tempo. Mas a pessoa comum é
influenciada pela ci*ncia popular que está uma geração atrás dos tempos e
é preconcebida contra o mundo não#material.
= dif0cil exagerar quão saturados estamos com a mentalidade da
ci*ncia popular. - meditação, por exemplo, se de algum modo permitida,
não é considerada como contato com um mundo espiritual real, mas como
manipulação psicol)gica. 4eralmente as pessoas tolerarão um breve toque
na :2ornada interior;, mas logo chega a hora de haver#se com os neg)cios
reais do mundo real. Necessitamos de coragem para ir além do preconceito
de nossa época e afirmar com os nossos melhores cientistas que existe mais
do que o mundo material. %om honestidade intelectual, dever0amos dispor#
nos a estudar e explorar este outro reino com todo o rigor e determinação
que dar0amos a qualquer campo de pesquisa.
- segunda dificuldade é de ordem prática. .implesmente não
sabemos como explorar a vida interior. "sto nem sempre tem sido
verdadeiro. No primeiro século e anteriormente, não era necessário dar
instruç3es sobre como :praticar; as ?isciplinas da vida espiritual. - K0blia
chamou o povo a ?isciplinas tais como 2e2um, meditação, adoração e
celebração e quase não deu instrução nenhuma sobre a forma de executá#
las. = fácil de ver a ra!ão por qu*. $ssas ?isciplinas eram tão
freqLentemente praticadas e de tal modo constitu0am parte da cultura geral
que o :como fa!er; era conhecimento comum. 5e2uar, por exemplo, era tão
comum que ninguém perguntaria o que comer antes de um 2e2um, como
quebrar um 2e2um, ou como evitar a vertigem enquanto 2e2uava # toda a
gente 2á sabia.
"sto não se verifica em nossa geração. 7o2e existe uma ignor(ncia
abismal dos mais simples e práticos aspectos de quase todas as ?isciplinas
$spirituais clássicas. ?a0 que qualquer livro escrito sobre o assunto deve
levar essa necessidade em consideração e prover instrução prática sobre a
mec(nica de ?eus das ?isciplinas. = preciso, porém, logo de in0cio di!er
uma palavra de acautelamento> conhecer a mec(nica não significa que
estamos praticando a ?isciplina. -s ?isciplinas $spirituais são uma
realidade interior e espiritual, e a atitude interior do coração é muito mais
decisiva do que a mec(nica para se chegar + realidade da vida espiritual.
A Escravidão de !"i#os arrai$ados
-costumamo#nos a pensar no pecado como atos individuais de
desobedi*ncia a ?eus. "sto é bem verdade até certo ponto, mas a K0blia vai
muito mais longe.
Na sua carta aos Romanos, o ap)stolo Aaulo freqLentemente se refere
ao pecado como uma condição que infesta a raça humana Di. é., Romanos
M>N#GOH. ' pecado como condição abre seu caminho através dos :membros
do corpo;& isto é, os hábitos enrai!ados do corpo DRomanos J>P e
seguintesH. $ não há escravidão que possa comparar#se + escravidão de
hábitos pecaminosos arraigados.
?i! "sa0as PJ>FQ> :'s perversos são como o mar agitado, que não se
pode aquietar, cu2as águas lançam de si lama e lodo.; ' mar não necessita
fa!er nada de especial para produ!ir lama e lodo& isto é o resultado de seus
movimentos naturais. = o que também se verifica conosco quando nos
achamos sob a condição de pecado. 's movimentos naturais de nossas
vidas produ!em lama e lodo. ' pecado é parte da estrutura interna de
nossas vidas. Não há necessidade alguma de esforço especial. Não é de
admirar que nos sintamos enredados.
Nosso método comum de lidar com o pecado arraigado é lançar um
ataque frontal.
%onfiamos em nossa força de vontade e determinação. Cualquer que
se2a nosso problema # ira, amargura, glutonaria, orgulho, incontin*ncia
sexual, álcool, medo # decidimos nunca mais repeti#lo& oramos contra ele,
lutamos contra ele, dispomos nossa vontade contra ele. 1udo, porém, é em
vão e uma ve! mais nos encontramos moralmente falidos ou, pior ainda,
tão orgulhosos de nossa 2ustiça exterior que :sepulcros branqueados; é
uma descrição suave de nossa condição.
7eini -rnold, em seu excelente livrinho intitulado reedon rom
.inful 1houghts DBiberdade de Aensamentos AecaminososH, escreve>
:?ese2amos deixar perfeitamente claro que não podemos livrar e purificar
nosso pr)prio coração exercitando nossa pr)pria RvontadeS:.
Na carta aos %olossenses, Aaulo cita algumas formas exteriores que
as pessoas usam para controlar o pecado> :não manuseies, não proves, não
toques.; $ então acrescenta que estas coisas :com efeito, t*m apar*ncia de
sabedoria, como culto de si mesmo; # que frase expressiva, e como
descreve bem muita coisa de nossas vidasI No momento em que achamos
que podemos ter *xito e alcançar a vit)ria sobre o pecado mediante a força
de nossa vontade somente, esse é o momento em que estamos cultuando a
vontade. Não é uma ironia que Aaulo tenha olhado para nossos mais
estr*nuos esforços na caminhada espiritual e os tenha chamado de :culto
de si mesmo;T
- força de vontade nunca terá *xito no trato com os hábitos
profundamente arraigados do pecado. $mmet ox escreve> :1ão#logo voc*
resista mentalmente a qualquer circunst(ncia indese2ável ou não buscada,
por esse pr)prio meio voc* a dotará de mais poder # poder que ela usará
contra voc*, e voc* terá esgotado seus pr)prios recursos nessa exata
medida.; 7eini -rnold conclui> :$nquanto acharmos que podemos salvar#
nos a n)s mesmos por nossa pr)pria força de vontade, a /nica coisa que
fa!emos é tornar o mal que há em n)s mais forte do que nunca.; $sta
mesma verdade tem sido comprovada por todos os grandes escritores da
vida devocional, desde .. 5oão da %ru! até $vel9n ,nderhill.
' :culto de si mesmo; talve! possa ter uma demonstração exterior de
*xito por algum tempo, mas nas brechas e nas fendas de nossa vida sempre
há de revelar#se nossa profunda condição interior. 5esus descreveu tal
condição quando falou da exibição exterior de 2ustiça dos fariseus. :Aorque
a boca fala do que está cheio o coração. ... ?igo#vos que de toda palavra
fr0vola que proferirem os homens, dela darão conta no dia de 2u0!o;
DMateus GF>ME#MUH. Mediante a força de vontade as pessoas podem fa!er
boa figura durante algum tempo& cedo ou tarde, porém, virá o momento
desprevenido quando a :palavra fr0vola; escapará, revelando o verdadeiro
estado do coração. .e estivermos cheios de compaixão, isto será revelado&
se estivermos cheios de amargura, isto também se manifestará.
Não temos a intenção de que se2a assim. Não temos intenção
nenhuma de explodir a ira ou de ostentar uma tena! arrog(ncia, mas
quando estamos com outras pessoas, aquilo que somos vem + tona. $mbora
tentemos ocultar essas coisas com todas as nossas forças, somos tra0dos
pelos olhos, pela l0ngua, pelo queixo, pelas mãos, pela linguagem de todo o
nosso corpo. - força de vontade não tem defesa contra a palavra fr0vola,
contra o momento desprevenido. - vontade tem a mesma defici*ncia da lei
# ela pode lidar somente com as exterioridades. Não é suficiente para
operar a transformação necessária da disposição interior.
As Disci%&i'as Es%iri#(ais a"re) a Por#a
Cuando perdemos a esperança de obter a transformação interior
mediante as forças humanas da vontade e da determinação, abrimo#nos
para uma maravilhosa e nova reali!ação> a 2ustiça interior é um dom de
?eus que deve ser graciosamente recebido. - imperiosa necessidade de
mudança dentro de n)s é obra de ?eus e não nossa. = preciso que ha2a um
trabalho real interno, e s) ?eus pode operar a partir do interior. Não
podemos alcançar ou merecer esta 2ustiça do reino de ?eus& ela é uma
graça concedida ao homem.
Na carta aos Romanos o ap)stolo Aaulo esforça#se a fim de
demonstrar que a 2ustiça é um dom de ?eus. $le emprega o termo trinta e
cinco ve!es nessa ep0stola, e cada ve! que o emprega fá#lo com *xito pelo
fato de que a 2ustiça não é atingida nem ating0vel mediante esforço
humano. ,ma as mais claras afirmaç3es é Romanos P>GJ> :... os que
recebem a abund(ncia da graça e o dom da 2ustiça, reinarão em vida por
meio de um s), a saber, 5esus %risto.; $sse ensino, evidentemente, não se
encontra s) em Romanos mas na K0blia toda e se apresenta como uma das
pedras angulares da fé cristã.
No momento em que captamos esta compreensão palpitante,
corremos o risco de um erro no sentido oposto. .omos tentados a crer que
nada há que possamos fa!er.
.e os esforços humanos terminam em fal*ncia moral De tendo#o
tentado, sabemos que é assimH, e se a 2ustiça é um dom gratuito de ?eus
Dconforme a K0blia o declara com clare!aH, então não é l)gico dedu!ir que
devemos esperar que ?eus venha e nos transformeT Aor estranho que
pareça, a resposta é :não;. - análise é correta> o esforço humano é
insuficiente e a 2ustiça é o dom de ?eus. ' que é falha é a conclusão, pois
feli!mente existe algo que podemos fa!er. Não precisamos agarrar#nos +s
pontas do dilema das obras nem da ociosidade humanas.
?eus nos deu as ?isciplinas da vida espiritual como meios de receber
sua graça.
-s ?isciplinas permitem#nos colocar#nos diante de ?eus de sorte que
ele possa transformar#nos.
' ap)stolo Aaulo disse> :' que semeia para a sua pr)pria carne, da
carne colherá corrupção& mas o que semeia para o $sp0rito, do $sp0rito
colherá vida eterna; D4álatas U>OH. ' lavrador não consegue fa!er germinar
o grão& tudo o que ele pode fa!er é prover as condiç3es certas para o
crescimento do grão.
$le lança a semente na terra onde as forças naturais assumem o
controle e fa!em surgir o grão. ' mesmo acontece com as ?isciplinas
$spirituais # elas são um meio de semear para o $sp0rito. -s ?isciplinas
são o meio de ?eus plantar#nos na terra& elas nos colocam onde ele possa
trabalhar dentro de n)s e transformar#nos. .o!inhas, as ?isciplinas
$spirituais nada podem fa!er& elas s) podem colocar#nos no lugar onde
algo possa ser feito. $las são os meios de graça de ?eus. - 2ustiça interior
que buscamos não é algo que se2a derramado sobre nossas cabeças. ?eus
ordenou as ?isciplinas da vida espiritual como meios pelos quais somos
colocados onde ele pode abençoar#nos.
Neste sentido, seria pr)prio falar do :caminho da graça disciplinada;.
= :graça; porque é grátis& é :disciplinada; porque existe algo que nos cabe
fa!er. $m 1he %ost of ?iscipleship D' %usto do ?iscipuladoH, ?ietrich
Konhoeffer deixa claro que a graça é grátis, mas não é barata. ,ma ve! que
entendemos com clare!a que a graça de ?eus é imerecida e imerec0vel, se
esperamos crescer devemos iniciar um curso de ação conscientemente
escolhida, que inclua tanto a vida individual como em grupo. $ssa é a
finalidade das ?isciplinas $spirituais.
.eria conveniente visuali!ar o que vimos estudando. "maginemos
uma passagem estreita com um declive 0ngreme de cada lado. ' abismo da
direita é o caminho da fal*ncia moral por meio dos esforços humanos para
alcançar a 2ustiça.
7istoricamente se tem dado a isto o nome de heresia do moralismo.
' abismo da esquerda é o caminho da fal*ncia moral pela aus*ncia de
esforços humanos. $ste tem sido denominado heresia do antinomianismo.
$ssa passagem representa um caminho # as ?isciplinas da vida espiritual.
$ste caminho condu! + transformação interior e + cura que buscamos. Não
devemos desviar#nos para a direita nem para a esquerda, mas permanecer
no caminho. $ste está cheio de sérias dificuldades, mas também conta com
incr0veis alegrias. V medida que andamos neste caminho, a b*nção de ?eus
virá sobre n)s e nos reconstruirá + imagem de seu ilho 5esus %risto.
?evemos lembrar#nos sempre de que o caminho não produ! a mudança&
ele apenas nos coloca no lugar onde a mudança pode ocorrer. $ste é o
caminho da graça disciplinada.
7á um ditado em teologia moral que di! que :virtude é fácil;. "sto é
verdadeiro somente até onde a obra graciosa de ?eus tenha assumido o
comando de nossa disposição interior e transformado os padr3es de hábitos
arraigados de nossas vidas. $nquanto isto não se reali!ar, a virtude é dif0cil,
dif0cil mesmo.
Butamos por exibir um esp0rito amável e compassivo& não obstante é
como se estivéssemos levando para dentro algo tra!ido do exterior. .urge
então, das profunde!as interiores, a /nica coisa que não dese2ávamos> um
esp0rito morda! e amargo. %ontudo, uma ve! que tenhamos vivido no
caminho da graça disciplinada por uma temporada, descobrimos mudanças
internas.
Não fi!emos nada mais do que receber um dom, não obstante
sabemos que as mudanças são reais. .abemos que são reais porque
verificamos que o esp0rito de compaixão que outrora achávamos tão dif0cil,
é agora fácil. Na realidade, dif0cil seria estar cheio de amargura. ' -mor
divino entrou em nossa disposição interior e assumiu o controle de nossos
padr3es de hábitos. Nos momentos desprevenidos, brota do santuário
interior de nossa vida um fluxo espont(neo de :amor, alegria, pa!,
longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, dom0nio
pr)prio; D4álatas P>FF, FMH. - necessidade cansativa de ocultar dos outros
aquilo que somos interiormente 2á não existe.
Não temos de esforçar#nos para ser bons e generosos& somos bons e
generosos.
?if0cil seria refrear#nos de ser bons e generosos, porque a bondade e
a generosidade fa!em parte de nossa nature!a. -ssim como os movimentos
naturais de nossa vida outrora produ!iam lama e lodo, agora eles produ!em
o fruto do $sp0rito. .haWespeare escreveu> :- qualidade da miseric)rdia
não é forçada; # nem o são quaisquer das virtudes espirituais uma ve! que
elas assumam o comando da personalidade.
O Ca)i'*o da Mor#e: Tra's+or)ar as Disci%&i'as e) Leis
-s ?isciplinas $spirituais visam ao nosso bem. $las t*m por
finalidade tra!er a abund(ncia de ?eus para nossa vida. = poss0vel,
contudo, torná#las em outro con2unto de leis que matam a alma. -s
?isciplinas dominadas pela lei respiram morte.
5esus ensinou que devemos ir além da 2ustiça dos escribas e fariseus
DMateus P>FQH. 1odavia, precisamos ver que tal 2ustiça não era coisa de
somenos. $les estavam comprometidos em seguir a ?eus numa forma para
a qual muitos de n)s não estamos preparados. ,m fator, contudo, era
sempre central + sua 2ustiça> exterioridade. - 2ustiça deles consistia em
controlar as apar*ncias externas, muitas ve!es incluindo a manipulação de
outras pessoas. -té que ponto temos ido além da 2ustiça dos escribas e
fariseus pode ser visto no quanto nossa vida demonstra a obra interna de
?eus no coração. $la produ!irá resultados externos, mas a obra será
interna. = fácil, em nosso !elo pelas ?isciplinas $spirituais, torná#las na
2ustiça exterior dos escribas e fariseus.
Cuando as ?isciplinas se degeneram em lei, elas são usadas para
manipular e controlar pessoas. 1omamos ordens expl0citas e as usamos
para aprisionar outros. ' resultado de tal deterioração das ?isciplinas
$spirituais é orgulho e medo. ' orgulho domina porque chegamos a crer
que somos o tipo certo de pessoas. ' medo domina porque o poder de
controlar os outros tra! consigo a ansiedade de perder o controle, e a
ansiedade de ser controlado por outros.
.e quisermos progredir no caminhar espiritual de sorte que as
?isciplinas se2am b*nção e não maldição, devemos chegar, em nossas
vidas, ao lugar onde depomos a carga eterna da necessidade de dirigir os
outros. $ssa necessidade, mais do que qualquer outra coisa, levar#nos#+ a
transformar as ?isciplinas $spirituais em leis. ,ma ve! que criamos uma
lei, temos uma :exterioridade; pela qual podemos 2ulgar quem está + altura
e quem não está. .em leis, as ?isciplinas são, antes de tudo, uma obra
interna e é imposs0vel controlar uma obra interna. Cuando verdadeiramente
cremos que a transformação interior é obra de ?eus e não nossa, podemos
dar descanso a nossa paixão por endireitar a vida dos outros.
?evemos estar c@nscios de quão rapidamente podemos agarrar esta
ou aquela palavra e transformá#la em lei. No momento em que assim
procedemos, qualificamo#nos para o severo pronunciamento de 5esus
contra os fariseus> :-tam fardos pesados De dif0ceis de carregarH e os p3em
sobre os ombros dos homens, entretanto eles mesmos nem com o dedo
querem mov*#los; DMateus FM>EH.
$m quest3es assim necessitamos das palavras do ap)stolo Aaulo
embutidas em nossas mentes> :Não tratamos da letra, mas do $sp0rito. =
que a letra da lei condu! + morte da alma; DF %or0ntios M>U, AhillipsH.
-o entrarmos no mundo interior das ?isciplinas $spirituais, sempre
haverá o perigo de torná#las em lei. Mas não estamos abandonados aos
nossos pr)prios inventos humanos. 5esus %risto prometeu ser nosso
Arofessor e 4uia sempre presente. .ua vo! não é dif0cil de ser ouvida. Não
é dif0cil entender suas instruç3es. .e começarmos a calcificar o que deveria
sempre permanecer vivo e crescente, ele nos dirá. Aodemos confiar em seu
ensino. .e nos desviarmos para alguma idéia err@nea ou prática
inaproveitável, ele nos condu!irá de volta. .e estivermos dispostos a ouvir
o "nstrutor %elestial, receberemos a instrução de que necessitamos.
Nosso mundo está faminto de pessoas verdadeiramente
transformadas. Beon 1olst)i observou> :1odos pensam em mudar a
humanidade e ninguém pensa em mudar a si mesmo.; $ste2amos entre os
que cr*em que a transformação interior de nossa vida é um alvo digno de
nosso melhor esforço.
PRIMEIRA PARTE : DISCIPLINAS
PRIMEIRA PARTE : DISCIPLINAS

INTERIORES
INTERIORES
,. A DISCIPLINA DA MEDITA-.O
“A verdadeira contemplação não é um truque
psicológico mas uma graça teológica.”
- Thomas Merton
Na sociedade contempor(nea nosso -dversário se especiali!a em tr*s
coisas> ru0do, pressa e multid3es. .e ele puder manter#nos ocupados com
:grande!a; e :quantidade;, descansará satisfeito. ' psiquiatra %. 4. 5ung
observou certa ve!> :- pressa não é do diabo& ela é o diabo.;
.e esperamos ultrapassar as superficialidades de nossa cultura #
incluindo a cultura religiosa # devemos estar dispostos a descer aos
sil*ncios recriadores, ao mundo interior da contemplação. $m seus
escritos, todos os mestres da meditação esforçam#se por despertar#nos para
o fato de que o universo é muito maior do que imaginamos, que há vastas e
inexploradas regi3es interiores tão reais quanto o mundo f0sico que tão
bem conhecemos. alam das palpitantes possibilidades de nova vida e
liberdade. %hamam#nos para a aventura, para sermos pioneiros nesta
fronteira do $sp0rito. $mbora possa soar estranho aos ouvidos modernos,
não dever0amos envergonhar#nos de nos matricularmos como aprendi!es
na escola da oração contemplativa.
Co'ce%/0es Err1'eas Co)%ree's2veis
reqLentemente se indaga se é poss0vel falar da meditação como
sendo cristã.
Não é ela antes propriedade exclusiva das religi3es orientaisT .empre
que falo a um grupo sobre a meditação como ?isciplina %ristã clássica, há
o inevitável fran!ir de sobrolhos. :$u pensava que os adeptos da
Meditação 1ranscendental fossem o grupo que lidava com a meditação.;
:Não venha di!er#me que nos vai dar um mantra para recitarI;
Cue a meditação se2a palavra tão estranha aos ouvidos do
%ristianismo moderno é um lamentável comentário sobre o seu estado
espiritual. - meditação sempre permaneceu como uma parte clássica e
central da devoção cristã, uma preparação decisiva para a obra de oração, e
ad2unto dessa obra. .em d/vida, parte do surto de interesse pela meditação
'riental se deve ao fato de as igre2as terem abandonado o campo. Cuão
deprimente é, para um estudante universitário que busca conhecer o ensino
cristão sobre a meditação, descobrir que há tão poucos mestres vivos da
oração contemplativa e que quase todos os escritos sérios sobre o assunto
t*m sete séculos ou mais de idade. Não é de admirar que tal estudante se
volte para o !en, para a ioga ou para a meditação transcendental.
%ertamente que a meditação não era coisa estranha aos autores das
$scrituras.
“Sara !saque a meditar no campo" ao cair da tarde”
#$%nesis &'.()*.
“+o meu leito" quando de ti me recordo" e em ti
medito" durante a viglia da noite” #Salmo ().(*.
$ssas eram pessoas chegadas ao coração de ?eus. ?eus lhes falava,
não porque elas tivessem capacidades especiais, mas porque estavam
dispostas a ouvir. 's .almos, praticamente, cantam das meditaç3es do
povo de ?eus sobre a lei do .enhor> :'s meus olhos antecipam as vig0lias
noturnas, para que eu medite nas tuas palavras; D.almo GGN.GEOH. ' salmo
introdut)rio do .altério inteiro chama o povo todo a imitar o homem :bem#
aventurado;, cu2o :pra!er está na lei do .enhor, e na sua lei medita de dia e
de noite; D.almo G.FH.
's escritores cristãos através dos séculos t*m falado de um modo de
ouvir a ?eus, de comunicar#se com o %riador do céu e da terra, de
experimentar o -mado $terno do mundo. Aensadores tão excelentes como
-gostinho, rancisco de -ssis, rançois énelon, Madame 4u9on,
Kernardo de %lairvaux, rancisco de .ales, 5uliana de NorXich, "rmão
BaXrence, 4eorge ox, 5ohn 6oolman, $vel9n ,nderhill, 1homas Merton,
ranW Baubach, 1homas 8ell9 e muitos outros falam deste caminho mais
excelente.
- K0blia di! que 5oão, ao receber sua visão apocal0ptica D-pocalipse
G.GQH, encontrava#se :em esp0rito, no dia do .enhor;. ?ar#se#ia o caso de
5oão ser treinado numa forma de ouvir e ver, da qual nos temos esquecidoT
R. ?. Baing escreve> :<ivemos em um mundo secular. ... 7á uma profecia
no livro de -m)s, de um época futura e que haverá fome na terra, Snão de
pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do .enhorS. $sse tempo
chegou. = a época presente.;
1enhamos a coragem de unir#nos + tradição b0blica e uma ve! mais
aprender a antiga Dnão obstante contempor(neaH arte da meditação. Cue
nos 2untemos ao salmista e declaremos> :$u, porém, meditarei nos teus
preceitos; D.almos GGN.JOH.
7á, também, os que acham que a idéia cristã da meditação é
sin@nima do conceito de meditação centrada na religião 'riental. $m
realidade, trata#se de mundos separados. - meditação 'riental é uma
tentativa para esva!iar a mente& a meditação cristã é uma tentativa para
esva!iar a mente a fim de ench*#la. -s duas idéias são radicalmente
diferentes.
1odas as formas orientais de meditação acentuam a necessidade de
afastamento do mundo. 7á *nfase sobre perder a personalidade e a
individualidade e fundir#se com a Mente %)smica. 7á um anseio por
libertar#se dos fardos e sofrimentos desta vida e ver#se colhido na
felicidade que não requer esforço, suspensa, do Nirvana. - identidade
pessoal perde#se numa fusão de consci*ncia c)smica. - separação, o
desligamento, é a meta final da religião 'riental. = um escape da roda
miserável da exist*ncia. Não há ?eus ao qual ligar#se ou de quem ouvir.
Yen e "oga são formas populares deste método. - meditação
transcendental tem as mesmas ra0!es budistas, mas em sua forma 'cidental
é algo aberrante. $m sua forma popular, a M1 é meditação para os
materialistas. Não há necessidade da m0nima crença no reino espiritual
para praticá#la. = meramente um método de controlar as ondas cerebrais a
fim de melhorar o bem#estar fisiol)gico e emocional. -s formas mais
avançadas de M1 envolvem, de fato, a nature!a espiritual, e então ela
assume exatamente as mesmas caracter0sticas de todas as demais religi3es
orientais.
- meditação cristã vai muito além da noção de separação. 7á
necessidade de separação # :sabat de contemplação;, como di! Aedro de
%elles, do século Z"".
Mas devemos prosseguir buscando a união. ' afastamento da
confusão toda que nos cerca é para que tenhamos uma união mais rica com
?eus e com os demais seres humanos. - meditação cristã leva#nos +
inteire!a interior necessária para que nos entreguemos livremente a ?eus, e
também leva#nos + percepção espiritual necessária para atacar os males
sociais. Neste sentido, é a mais prática de todas as ?isciplinas.
7á o perigo de pensar somente em termos de afastamento, conforme
indicou 5esus ao contar a hist)ria do homem que se esva!iara do mal mas
não se enchera do bem. :Cuando o esp0rito imundo sai do homem... $ntão
vai, e leva consigo outros sete esp0ritos, piores do que ele, e, entrando,
habitam ali& e o /ltimo estado daquele homem se torna pior que o
primeiro; DBucas GG.FE#FUH.
-lguns se afastam da meditação, receosos de que ela se2a por demais
dif0cil e complicada. .eria melhor deixar ao profissional que tem mais
tempo explorar as regi3es interioresT -bsolutamente, não. 's especialistas
reconhecidos neste campo nunca relatam que estão numa viagem somente
para os poucos privilegiados, os gigantes espirituais. $les ririam de tal
idéia. $les achariam ser o que estavam fa!endo uma atividade humana
natural # tão natural, e tão importante, quanto respirar. ?ir#nos#iam que não
temos necessidade de nenhum dom especial nem de poderes ps0quicos.
1udo o que ter0amos de fa!er seria disciplinar e treinar as faculdades
latentes que há dentro de n)s. Cualquer pessoa capa! de abrir o poder da
imaginação pode aprender a meditar. .e formos capa!es de dar ouvidos a
nossos sonhos, 2á estaremos dando os primeiros passos. 1homas Merton,
que devia conhecer o assunto, escreveu> :- meditação é realmente simples&
não há muita necessidade de elaborar técnicas que nos ensinem como
proceder a respeito.;
-ssim, pois, para que não nos extraviemos, devemos entender que
não estamos nos enga2ando nalguma obra petulante, leviana. Não estamos
solicitando o concurso de algum camareiro c)smico. ' neg)cio é sério e
até mesmo perigoso. $le deveria demandar de n)s o melhor que temos de
pensamento e de energias. Ninguém deveria empreender a meditação
meramente por derivativo ou porque outros a este2am praticando. 's que
nela entram com tibie!a, certamente vão falhar. A. 1. Rorhbach escreveu>
:- melhor preparação geral para a meditação bem#sucedida é uma
convicção pessoal de sua import(ncia e uma firme determinação de
perseverar na prática.; %omo qualquer trabalho sério, ela é mais dif0cil nas
fases de aprendi!ado& uma ve! que nos tornamos peritos # art0fices # ela
passa a fa!er parte de nossos padr3es de hábitos estabelecidos. :$sperar em
?eus não é ociosidade;, disse Kernardo de %lairvaux, :mas trabalho maior
que qualquer outro trabalho para quem não estiver habilitado.;
7á, também, os que consideram o caminho da contemplação como
carente de sentido prático e totalmente fora de contato com o século vinte.
7á o receio de que ela produ!a o tipo de pessoa que ?ostoievsWi
imortali!ou em seu livro 's "rmãos 8arama!ov, o ascético Aadre erapont>
um homem r0gido, farisaico, que por ingente esforço liberta#se do mundo, e
então invoca maldiç3es sobre este. Na melhor das hip)teses, tal meditação
condu!iria a outra mundanalidade insalubre que nos mantém imunes ao
sofrimento da raça humana.
1ais avaliaç3es deixam muito a dese2ar. $m realidade, a meditação é
a /nica coisa que pode suficientemente reorientar nossas vidas de sorte que
passamos lidar exitosamente com a vida humana. 1homas Merton
escreveu> :- meditação não terá nenhum ob2etivo e nenhuma realidade a
menos que este2a firmemente arraigada na vida.; 7istoricamente, nenhum
grupo acentuou a necessidade de entrar nos sil*ncios para ouvir, mais do
que os quacres& o resultado tem sido um impacto social vital que excede de
muito o n/mero dos quacres. 's pr)prios contemplativos eram homens e
mulheres de ação. Meister $cWhart escreveu> :-inda que a pessoa se
encontrasse em arrebatamento como .. Aaulo e soubesse de alguém
necessitado de alimento, melhor faria alimentando essa pessoa do que
permanecendo em *xtase.;
%om freqL*ncia a meditação produ!irá discernimentos
profundamente práticos, quase mundanos. -dvirá instrução sobre como
relacionar#se com a esposa ou com o marido, sobre como lidar com este
problema delicado ou com aquela situação de neg)cio. Mais de uma ve!
tenho recebido orientação sobre qual atitude tomar quando prelecionando
numa sala de aula de faculdade. = maravilhoso quando uma meditação
especial leva ao *xtase, mas é muito mais comum receber orientação no
trato com problemas humanos comuns. Morton 8else9 disse>
“, que -a.emos com nossas vidas e/teriormente" o
0om cuidado que dispensamos aos outros" é tanto
parte da meditação quanto aquilo que -a.emos na
quietude e volta para o interior. 1m realidade" a
meditação cristã que não produ. di-erença na
qualidade de vida e/terior do indivduo est2 em curto-
circuito.
3ode 0rilhar por um momento" mas a não ser que ela
resulte no encontro de relacionamentos mais ricos e
mais amor2veis com outros seres humanos ou na
mudança das condiç4es do mundo que causam
so-rimento" as possi0ilidades são de que a atividade
de oração do indivduo -alhar2.”
1alve! a mais comum de todas as concepç3es err@neas é considerar a
meditação como uma forma religiosa de manipulação psicol)gica. $la
pode ter valor em fa!er baixar nossa pressão sangL0nea ou em aliviar a
tensão. $la pode até proporcionar#nos introspecç3es significativas
a2udando#nos a entrar em contato com nossa mente subconsciente. Mas a
idéia de contato e comunhão reais com uma esfera espiritual de exist*ncia
parece anticient0fica e fantasiosamente irracional. .e voc* acha que
vivemos em um universo puramente f0sico, considerará a meditação como
um bom meio de obter um consistente padrão de onda cerebral alfa. D-
meditação transcendental tenta pro2etar exatamente esta imagem, o que a
torna altamente apelativa para homens e mulheres seculares modernos.H .e,
porém, voc* acredita que vivemos em um universo criado pelo ?eus
pessoal e infinito que tem pra!er em nossa comunhão com ele, voc* verá a
meditação como comunicação entre o -mante e o amado. %onforme disse
-lberto, o 4rande> :- contemplação dos santos é inspirada pelo amor do
contemplado> isto é, ?eus.;
$sses dois conceitos são completamente opostos. ,m confina#nos a
uma experi*ncia totalmente humana& o outro lança#nos a um encontro
divino#humano.
,m fala da exploração do subconsciente& o outro, de :descansar
naquele a quem temos encontrado, que nos ama, que está perto de n)s, que
vem a n)s e nos atrai para si.; -mbos parecem religiosos e até usam 2argão
religioso, mas o primeiro não pode, em /ltima inst(ncia, encontrar lugar
para a realidade espiritual.
%omo, pois, chegamos a crer em um mundo do esp0ritoT Mediante fé
cegaT ?e maneira nenhuma. - realidade interior do mundo espiritual está
ao alcance de todos quantos estão dispostos a buscá#la. %om freqL*ncia
tenho descoberto que aqueles que tão gratuitamente difamam o mundo
espiritual nunca tomaram de! minutos para investigar se tal mundo
realmente existe ou não. %omo qualquer outro trabalho cient0fico,
formulamos uma hip)tese e a experimentamos para ver se é verdadeira ou
não. .e nosso primeiro experimento falha, não nos desesperamos nem
rotulamos de fraudulento todo o neg)cio. Reexaminamos nosso
procedimento, talve! a2ustemos nossa hip)tese, e experimentamos de novo.
?ever0amos, pelo menos, ter a honestidade de perseverar nesta obra
no mesmo grau que perseverar0amos em qualquer campo da ci*ncia. ' fato
de que tantos se mostram indispostos a fa!*#lo revela, não sua intelig*ncia,
mas seu preconceito.
Dese3a'do a Vo4 Viva de De(s
7á ocasi3es em que tudo dentro de n)s di! :sim; a estas linhas de
redericW 6. aber>
“Sentar apenas e pensar em 5eus"
,h" que alegria é6
3ensar o pensamento" respirar o +ome7
Maior -elicidade não tem a terra.”
Mas os que meditam sabem que a mais freqLente reação é a inércia
espiritual, frie!a e falta de dese2o. 's seres humanos parece ter uma
tend*ncia perpétua de que alguém fale com ?eus por eles. %ontentamo#nos
em receber a mensagem de segunda mão. No .inai, o povo clamou a
Moisés> :ala#nos tu, e te ouviremos& porém não fale ?eus conosco, para
que não morramos; D[xodo FQ.GNH. ,m dos erros fatais de "srael foi sua
insist*ncia em ter um rei humano em ve! de descansar no governo
teocrático de ?eus. Aodemos perceber uma nota de triste!a na palavra do
.enhor> :Mas \re2eitaram] a mim, para eu não reinar sobre eles; DG .amuel
O.JH. - hist)ria da religião é a hist)ria de um esforço quase desesperado de
ter um rei, um mediador, um sacerdote, um intermediário. ?este modo não
precisamos, n)s mesmos, de ir a ?eus. 1al método poupa#nos a
necessidade de mudar, pois estar na presença de ?eus é mudar. $sta forma
é muito conveniente porque ela nos dá a vantagem da respeitabilidade
religiosa sem exigir transformação moral. Não temos necessidade de
observar muito de perto o cenário de nosso pa0s para perceber que ele está
fascinado pela religião do mediador.
= por isto que a meditação nos é tão ameaçadora. 'usadamente ela
nos convida a entrar na presença viva de ?eus por n)s mesmos. $la di!
que ?eus está falando no presente cont0nuo e dese2a dirigir#se a n)s. 5esus
e os escritores do Novo 1estamento deixam claro que isto não é apenas
para os profissionais da religião # os sacerdotes # mas para todos. 1odos
quantos reconhecem a 5esus %risto como .enhor são o sacerd)cio
universal de ?eus e como tal podem entrar no .anto dos .antos e
conversar com o ?eus vivo.
Aarece tão dif0cil levar as pessoas a crer que elas podem ouvir a vo!
de ?eus.
Membros da igre2a do .alvador, em 6ashington, ?. %., v*m fa!endo
experi*ncias neste campo por algum tempo. %oncluem eles> :Aensamos
que somos gente do século vinte e do século vinte e um& não obstante,
temos insinuaç3es de que é poss0vel receber instruç3es tão claras quanto
aquela dada a -nanias. ... S?isp3e#te e vai + rua que se chama ?ireitaS.; Aor
que nãoT .e ?eus está vivo e ativo nos neg)cios humanos, por que não
pode sua vo! ser ouvida e obedecida ho2eT $la pode ser e é ouvida por
todos quantos o conhecem como presente Mestre e Arofeta.
%omo recebemos o dese2o de ouvir sua vo!T :$ste dese2o de voltar#
se para ?eus é um dom da graça. Cuem imagina que pode simplesmente
começar a meditar sem orar pelo dese2o e pela graça de assim fa!*#lo, logo
desistirá. Mas o dese2o de meditar, e a graça de começar a meditar,
deveriam ser tomados como uma promessa impl0cita de mais graças.;
Kuscar e receber esse :dom da graça; é a /nica coisa que nos manterá
caminhando em direção da 2ornada interior.
Pre%ara'do5se %ara Medi#ar
= imposs0vel aprender, através de um livro, a arte de meditar.
-prendemos a meditar, meditando. %ontudo, sugest3es simples no tempo
certo podem produ!ir uma imensa diferença. -s sugest3es práticas e os
exerc0cios de meditação nas páginas seguintes são dados na esperança de
que possam a2udar na prática real da meditação. Não são leis nem
tencionam limitar o leitor& são, antes, umas poucas das muitas 2anelas que
dão para o mundo interior.
Cuando se atingiu certa profici*ncia na vida interior, é poss0vel
praticar a meditação quase em toda parte e em qualquer circunst(ncia. '
"rmão BaXrence no século de!essete e 1homas 8ell9 no século vinte dão
eloqLente testemunho desse fato. 1endo dito isso, porém, devemos ver a
import(ncia tanto para os principiantes como para os proficientes de
reservar um parte de cada dia para a meditação formal. .e milhares
incontáveis podem tomar vinte minutos duas ve!es por dia para recitar um
mantra, não dever0amos ter menor dedicação de estabelecer momentos para
meditação.
,ma ve! convencidos de que necessitamos separar momentos
espec0ficos para a contemplação, devemos prevenir#nos contra a noção de
que praticar certos atos religiosos em determinadas horas significa que
estamos finalmente meditando.
$sta é uma obra para a vida toda. = um trabalho de vinte e quatro
horas por dia. - oração contemplativa é um modo de vida. :'rai sem
cessar;, exortou Aaulo DG 1essalonicenses P.GJH. %om um toque de humor
Aedro de %elles observou que :aquele que ronca na noite do v0cio não pode
conhecer a lu! da contemplação;.
= preciso, pois, que cheguemos a ver o quanto é central o todo de
nosso dia em preparar#nos para momentos espec0ficos de meditação. .e
estivermos constantemente entusiasmados com atividade frenética, não
poderemos estar atentos nos instantes de sil*ncio interior. ,ma mente
perseguida e fragmentada por assuntos externos dificilmente está preparada
para a meditação. 's Aais da igre2a freqLentemente falavam do 'tium
.anctum> :)cio santo;. "sso quer di!er um senso de equil0brio na vida, uma
capacidade de estar em pa! durante as atividades do dia, uma capacidade
de descansar e separar tempo para desfrutar da bele!a, uma capacidade de
regular nosso pr)prio passo. %om nossa tend*ncia para definir as pessoas
em termos do que elas produ!em, far0amos bem em cultivar o :)cio santo;
com determinação no que tange +s agendas de nossas entrevistas.
$ quanto a um lugar para meditaçãoT "sto será discutido em detalhe
ao tratarmos da ?isciplina da solitude& por ora, bastam umas poucas
palavras. Arocure um lugar calmo e livre de interrupção. .em telefone por
perto. .e poss0vel, um lugar entre árvores e plantas. = melhor ter um lugar
certo em ve! de andar + cata de um local diferente cada dia.
Cue di!er da posturaT $m certo sentido a postura não fa! diferença
alguma& voc* pode orar em qualquer parte, em qualquer momento, e em
qualquer posição. Noutro sentido, porém, a postura é de máxima
import(ncia. ' corpo, a mente e o esp0rito são inseparáveis. - tensão do
esp0rito é telegrafada em linguagem corporal. 1enho realmente visto
pessoas passarem todo um culto de adoração mascando chiclete, sem a
mais leve consci*ncia da profunda tensão em que se encontram. Não
somente a postura exterior reflete o estado interior, como também pode
a2udar a nutrir a atitude interior de oração. .e interiormente estamos
fragmentados com distraç3es e ansiedade, uma postura de pa! e
descontração, conscientemente escolhida, terá a tend*ncia de acalmar
nosso turbilhão interior.
Não há :leis; que prescrevam uma postura correta. - K0blia contém
de tudo, desde 2a!er prostrado no chão até estar em pé, com as mãos e a
cabeça erguidas para os céus. - posição de l)tus das religi3es orientais é
simplesmente outro exemplo # não uma lei # de postura. ' melhor método
seria encontrar uma posição com o máximo de conforto e com o m0nimo
de distração. ' excelente m0stico do século cator!e, Ricardo Rolle, preferia
estar sentado, :... porque eu sabia que eu... permaneceria mais tempo... do
que andando, ou em pé, ou a2oelhado.
Aorque sentado estou muit0ssimo + vontade, e meu coração
muit0ssimo elevado;.
%oncordo perfeitamente, e acho melhor sentar#me numa cadeira, com
as costas corretamente posicionadas na cadeira e ambos os pés apoiados no
chão. .entar#se com o corpo curvado indica desatenção e o cru!ar das
pernas restringe a circulação do sangue. %oloque as mãos sobre os 2oelhos,
com as palmas voltadas para cima, num gesto de receptividade. Vs ve!es é
bom fechar os olhos a fim de afastar as distraç3es e concentrar a atenção
no %risto vivo. 'utras ve!es é /til ponderar sobre um quadro do .enhor ou
olhar lá fora as lindas árvores e plantas com a mesma finalidade. .em levar
em conta como se fa!, o ob2etivo é concentrar a atenção do corpo, as
emoç3es, a mente e o esp0rito na :gl)ria de ?eus na face de %risto; DF
%or0ntios E.UH.
Co)o Medi#ar 6 Pri)eiros Passos
$ntra#se com muito maior facilidade no mundo interior da meditação
pela porta da imaginação. ?eixamos ho2e de avaliar seu profundo poder. -
imaginação é mais forte do que o pensamento conceitual e mais forte do
que a vontade. No 'cidente, nossa tend*ncia para endeusar os méritos do
racionalismo # e ele tem mérito, sim # tem#nos levado a ignorar o valor da
imaginação.
-lguns raros indiv0duos talve! possam exercer a contemplação num
va!io sem imagens, mas a maior parte de n)s sentimos necessidade de estar
mais profundamente arraigados nos sentidos. 5esus ensinou assim, fa!endo
constante apelo para a imaginação e para os sentidos. No seu livro
"ntrodução + <ida ?evota, rancisco de .ales escreveu>
“3or meio da imaginação con-inamos nossa mente ao
mistério so0re o qual meditamos" para que ela não
vagueie de um lado para o outro" assim como
engaiolamos um p2ssaro ou prendemos um -alcão
com sua própria correia de sorte que ele possa
descansar na mão. Talve. alguém lhe diga que é
melhor usar o simples pensamento de -é e conce0er o
assunto de uma maneira inteiramente mental e
espiritual na representação dos mistérios" ou então
imaginar que as coisas ocorrem em sua própria alma.
1ste método é sutil demais para principiantes.”
?evemos, simplesmente, convencer#nos da import(ncia de pensar e
experimentar por meio de imagens mentais. Cuando crianças, isto nos
vinha tão espontaneamente, mas agora, durante anos temos sido treinados a
deixar de lado a imaginação, e até mesmo a tem*#la. $m sua autobiografia,
%. 4. 5ung descreve quão dif0cil lhe foi humilhar#se e uma ve! mais 2ogar
os 2ogos de imaginação de uma criança, e fala do valor dessa experi*ncia.
-ssim como as crianças precisam aprender a pensar com l)gica, os adultos
necessitam redescobrir a realidade mágica da imaginação.
"nácio de Bo9ola em sua obra $xerc0cios $spirituais constantemente
incentivava seus leitores a visuali!ar as hist)rias do $vangelho. 1odo
exerc0cio de contemplação que ele deu destinava#se a abrir a imaginação.
$le chegou a incluir uma meditação intitulada :aplicação dos sentidos;,
que é uma tentativa de a2udar#nos a utili!ar os cinco sentidos quando
retratamos os acontecimentos do $vangelho. .eu pequeno volume de
exerc0cios de meditação, com *nfase sobre a imaginação, causou tremendo
impacto para o bem no século de!esseis.
= bom começar o aprendi!ado da meditação com os sonhos, uma ve!
que isto envolve pouco mais do que prestar atenção a algo que 2á estamos
fa!endo.
?urante quin!e séculos os cristãos, em esmagadora maioria,
consideraram os sonhos como um meio natural pelo qual o mundo do
esp0rito irrompia em nossas vidas. 8else9, autor de ?reams> 1he ?arW
.peech of the .pirit D.onhos> - Binguagem 'bscura do $sp0ritoH, observa>
:... todos os grandes Aais da igre2a primitiva, de 5ustino Mártir a "reneu, de
%lemente e 1ertuliano a 'r0genes e %ipriano, criam que os sonhos eram
um meio de revelação.;
%om o racionalismo da Renascença veio certo cepticismo a respeito
dos sonhos.
$ntão, nos dias formativos do desenvolvimento da psicologia, reud
acentuou principalmente o aspecto negativo dos sonhos, visto que ele
trabalhou quase inteiramente com doenças mentais. ?a0 que os homens e
as mulheres modernos revelaram tend*ncia para ignorar totalmente os
sonhos, ou recear que o interesse por eles redundaria em neurose. Não há
necessidade de ser assim& e, de fato, se atentarmos bem, os sonhos podem
a2udar#nos a encontrar mais maturidade e sa/de.
.e estivermos convencidos de que os sonhos podem ser uma chave
que abre a porta do mundo interior, podemos fa!er tr*s coisas práticas. $m
primeiro lugar, podemos orar especificamente, pedindo a ?eus que nos
informe através de nossos sonhos. ?evemos di!er#lhe de nossa disposição
de permitir que ele nos fale deste modo. -o mesmo tempo, é prudente orar
pedindo proteção, uma ve! que o abrir#nos + influ*ncia espiritual pode ser
perigoso assim como proveitoso.
.implesmente pedimos a ?eus que nos cerque com a lu! de sua
proteção + medida que ele assiste nosso esp0rito.
$m segundo lugar, dever0amos começar a registrar nossos sonhos. -s
pessoas não se lembram dos seus sonhos porque não lhes prestam atenção.
Manter um diário de nossos sonhos é uma forma de levá#los a sério. =,
naturalmente, tolice considerar todo sonho como profundamente
significativo ou como alguma revelação de ?eus. Maior tolice ainda é
considerar os sonhos como apenas ca)ticos e irracionais. No registro dos
sonhos começam a surgir certos padr3es e discernimentos. $m pouco
tempo é#nos fácil distinguir entre sonhos significativos e os que resultam
de ter visto o /ltimo espetáculo da noite anterior.
"sto condu! + terceira consideração # como interpretar os sonhos. '
melhor meio de descobrir o significado dos sonhos é pedir. :Nada tendes,
porque não pedis; D1iago E.FH. Aodemos confiar em que ?eus trará
discernimento se e quando for necessário. Vs ve!es convém consultar os
especialistas nessas quest3es.
Kenedict Aererius, que viveu no século de!esseis, sugere que o
melhor intérprete dos sonhos é a :... pessoa muito experimentada no
mundo e nos neg)cios da humanidade, com um amplo interesse em tudo
quanto é humana, e aberta + vo! de ?eus;.
Co)o Medi#ar 6 E7erc2cios Es%ec2+icos
7á uma progressão na vida espiritual. Não é prudente apetrechar#se
para galgar o monte $verest antes de ter tido alguma experi*ncia em picos
mais baixos. Aor isso eu recomendaria começar com um per0odo diário de
cinco a de! minutos. $ste tempo destina#se a aprender a :concentrar#se;,
:acalmar#se;, ou o que os contemplativos da "dade Média chamavam de
:lembrar#se;. = tempo para ficar quieto, para entrar no sil*ncio recriador,
para permitir que a fragmentação de nossa mente venha a concentrar#se.
- seguir damos dois breves exerc0cios que o a2udarão a :concentrar#
se;. ' primeiro é :palmas para baixo, palmas para cima;. %omece
colocando as palmas das mãos voltadas para baixo, como indicação
simb)lica de seu dese2o de transferir para ?eus quaisquer preocupaç3es
que voc* possa ter. "nteriormente voc* pode orar> :.enhor, eu te dou minha
ira contra o 5oão. Biberto o medo que tenho de ir ao dentista esta manhã.
Rendo#te minha ansiedade por não ter dinheiro suficiente com que pagar as
contas deste m*s. Biberto minha frustração por não encontrar alguém que
tome conta de meus filhos esta noite.; .e2a o que for que pese em sua
mente ou que o preocupe, simplesmente diga#o, com as :palmas para
baixo;. Bibere esse problema. <oc* pode até sentir certo senso de
libertação nas mãos. -p)s alguns momentos de submissão, vire as palmas
das mãos para cima, como s0mbolo do dese2o de receber algo do .enhor.
<oc* pode orar silenciosamente, di!endo> :.enhor, gostaria de receber teu
divino amor para o 5oão, tua pa! com refer*ncia + cadeira do dentista, tua
paci*ncia, tua alegria.; Cualquer que se2a sua necessidade, diga#a, com as
palmas das mãos :para cima;. 1endo#se concentrado, passe os momentos
restantes em completo sil*ncio. Não peça nada. Aermita que o .enhor
comungue com seu esp0rito, que o ame. .e as impress3es ou direç3es
vierem, )timo& se não, )timo.
'utra meditação com vistas a concentrar#se começa com a
respiração. 1endo#se assentado confortavelmente, torne#se, com vagar,
c@nscio de sua respiração.
"sto o a2udará a entrar em contato com seu corpo e indicará o n0vel de
tensão interior. "nspire profundamente, e com vagar vá inclinando a cabeça
para trás até onde poss0vel. ?epois expire, permitindo que a cabeça venha
lentamente para a frente até que o queixo quase se ap)ie no peito. aça isto
durante alguns momentos, orando interiormente algo assim> :.enhor, exalo
o medo que tenho do exame de 4eometria, inalo tua pa!. $xalo minha
apatia espiritual, inalo tua lu! e vida.; $ntão, como antes, fique em sil*ncio
exterior e interiormente. $ste2a atento ao %risto vivo no interior. .e a sua
atenção se desvia para a carta que deve ser ditada, ou para as 2anelas que
precisam ser limpas, :exale; o problema nos braços do Mestre e aspire seu
divino sopro de pa!. $ntão ouça de novo.
$ncerre cada meditação com uma aut*ntica expressão de aç3es de
graças.
?epois que voc* adquirir certa profici*ncia em concentrar#se,
acrescente uma meditação de cinco a de! minutos sobre algum aspecto da
criação. $scolha algo na ordem criada> árvores, plantas, pássaros, folhas,
nuvens, e diariamente pondere sobre isso, com cuidado e em esp0rito de
oração. ?eus, que criou os céus e a terra, usa a criação para mostrar#nos
algo de sua gl)ria e dar#nos algo de sua vida. :' mais simples e mais
antigo meio... pelo qual ?eus se manifesta é... através da terra e na pr)pria
terra. $le ainda nos fala por meio da terra e do mar, das aves do céu e das
pequenas criaturas que vivem na terra, desde que façamos sil*ncio para
ouvir.; Não dever0amos negligenciar este recurso da graça de ?eus, pois,
como nos adverte $vel9n ,nderhill>
“1vitar a nature.a" recusar sua ami.ade e tentar
saltar o rio da vida na esperança de encontrar 5eus
do outro lado" é o erro comum de uma mstica
pervertida. ... Assim" voc% deve começar com aquela
primeira -orma de contemplação que os antigos
msticos 8s ve.es chamavam de 9desco0erta de 5eus
em suas criaturas9.”
1endo praticado durante algumas semanas os dois tipos de meditação
dados acima, voc* dese2ará adicionar a meditação das $scrituras. %omo a
calota de uma roda, a meditação das $scrituras torna#se o ponto central de
refer*ncia pelo qual todas as demais meditaç3es são mantidas em devida
perspectiva. - meditatio .cripturarum é considerada por todos os mestres
como o fundamento normal da vida interior. -o passo que o estudo das
$scrituras se concentra na exegese, a meditação das $scrituras concentra#
se em internar e personali!ar a passagem. - Aalavra escrita torna#se uma
palavra viva endereçada a voc*.
1ome um simples acontecimento, como a ressurreição, ou uma
parábola, ou uns poucos vers0culos, ou mesmo uma simples palavra e deixe
que isso crie ra0!es em voc*. Kusque viver a experi*ncia, lembrando#se do
incentivo de "nácio de Bo9ola de aplicar todos os sentidos + nossa tarefa.
.inta o cheiro do mar. 'uça o marulhar da água ao longo da praia. <e2a a
multidão. .inta o sol sobre a cabeça e a fome no est@mago. Arove o sal do
ar. 1oque a orla do manto de %risto. rancisco de .ales instruiu#nos a>
“... representar na imaginação todo o mistério so0re o
qual voc% dese:a meditar como se ele realmente se
desse em sua presença. 3or e/emplo" se voc% dese:a
meditar so0re nosso Senhor na ;ru." imagine-se no
monte ;alv2rio" contemplando e ouvindo tudo quanto
-oi -eito ou dito no dia da 3ai/ão.”
-o entrar na hist)ria, não como um observador passivo, mas como
um participante ativo, lembre#se de que uma ve! que 5esus vive no -gora
$terno e não é limitado pelo tempo, o acontecimento do passado é uma
experi*ncia viva no tempo presente para ele. ?a0, voc* pode realmente
encontrar o %risto vivo no acontecimento, ser alcançado por sua vo! e ser
tocado por seu poder curador. "sto pode ser mais do que um exerc0cio da
imaginação& pode ser um aut*ntico confronto. 5esus %risto realmente virá a
voc*.
$sta não é a hora para estudos técnicos de palavras, ou de análise, ou
mesmo de reunião de material para repartir com outras palavras. Aonha de
lado todas as tend*ncias + arrog(ncia e com coração humilde receba a
Aalavra que lhe é dirigida. %om freqL*ncia acho que o a2oelhar é
especialmente apropriado para este momento especial. ?ietrich Konhoeffer
disse> :... assim como voc* não analisa as palavras de alguém a quem voc*
ama, mas aceita#as conforme lhe são ditas, aceite a Aalavra da $scritura e
pondere#a em seu coração, como o fe! Maria. "sso é tudo. "sso é
meditação.; Cuando Konhoeffer fundou o seminário em inWenXalde, os
seminaristas e professores aceitaram e praticaram meia hora de meditação
silenciosa, em con2unto, sobre as $scrituras.
= importante resistir + tentação de examinar superficialmente muitas
passagens.
- pressa reflete o nosso estado interior e é este estado que precisa ser
transformado. Konhoeffer recomendava passar uma semana inteira num
/nico textoI
-lém disso, voc* dese2ará viver o dia todo com o texto b0blico
escolhido.
,ma quarta forma de meditação tem como ob2etivo levar o leitor a
uma profunda comunhão interior com o Aai, na qual voc* olha para ele e
ele olha para voc*.
Na imaginação, ve2a a si mesmo caminhando por uma bonita estrada
na floresta.
Não se apresse, permitindo que o som de folhas farfalhantes e
riachos frescos da floresta supere o barulho ensurdecedor de nossa
moderna megal)pole. -p)s observar a si mesmo por uns instantes, tome a
perspectiva de alguém que está andando, em ve! de alguém que está sendo
observado. 1ente sentir a brisa no rosto como se ela soprasse suavemente,
levando toda a sua ansiedade. Aare ao longo do caminho para meditar na
bele!a das flores e dos pássaros. Cuando puder experimentar o cenário
com todos os sentidos, o caminho terminará, repentinamente, numa bela
colina gramada. -nde pelo luxuriante e grande prado cercado por pinheiros
ma2estosos. -p)s explorar o prado por algum tempo, deite#se de costas,
olhando para cima, para o céu a!ul e para as brancas nuvens. ?esfrute a
paisagem e os odores. ?* graças ao .enhor pela bele!a.
Aouco tempo depois há um anelo de entrar nas regi3es superiores
além das nuvens. Na imaginação, deixe que seu corpo espiritual, brilhante
de lu!, saia do corpo f0sico. 'lhe para trás a fim de ver#se deitado na
grama& acalme o corpo di!endo#lhe que voc* retornará em breve. "magine
o seu eu espiritual, vivo e vibrante, subindo pelas nuvens e entrando na
atmosfera. 'bserve o seu corpo f0sico, a colina, e a floresta distante +
medida que voc* deixa a terra.
$ntre mais e mais no espaço exterior até que nada ha2a, exceto a
cálida presença do %riador eterno. ?escanse em sua presença. 'uça
silenciosamente, prevendo o imprevisto. 'bserve cuidadosamente qualquer
instrução dada. %om tempo e experi*ncia voc* poderá distinguir
prontamente entre o mero pensamento humano que pode aflorar + mente
consciente e o <erdadeiro $sp0rito que interiormente se move sobre o
coração. Não se surpreenda se a instrução for terrivelmente prática e não
conter nada do que voc* pensava ser :espiritual;.
Não fique desapontado se não houver palavras& como bons amigos,
voc*s estão silenciosamente desfrutando a companhia um do outro.
%hegada a hora de sair, audivelmente agradeça ao .enhor sua bondade e
retorne ao prado. -nde alegremente de volta ao longo do caminho até
chegar ao lar, pleno de nova vida e energia.
7á uma quinta forma de meditação, a qual, em certos sentidos, é bem
o oposto da que acabamos de apresentar. 1rata#se de meditar sobre os
acontecimentos de nosso tempo e buscar perceber seu significado. 1emos
uma obrigação espiritual de penetrar o significado interior dos
acontecimentos e das press3es pol0ticas, não para adquirir poder, mas para
obter perspectiva profética. 1homas Merton disse que a pessoa
“... que tem meditado so0re a 3ai/ão de ;risto mas
não tem meditado so0re os campos de e/termnio de
5achau e Ausch<it. ainda não entrou plenamente na
e/peri%ncia do ;ristianismo em nosso tempo. ... +a
verdade" o contemplativo deve" acima de tudo"
meditar e meditar so0re essas terrveis realidades tão
sintom2ticas" tão importantes" tão pro-éticas.”
$sta forma de meditação é mais bem reali!ada, tendo#se a K0blia em
uma das mãos e o 2ornal do dia na outraI Não se deixe, porém, controlar
pelos absurdos lugares#comuns pol0ticos nem pela propaganda que nos é
oferecida ho2e. Na verdade, os 2ornais são geralmente muit0ssimo
superficiais e parciais para que se2am de alguma a2uda. .eria bom que
levássemos os eventos de nosso tempo + presença de ?eus e ped0ssemos
visão profética para discernir o rumo que esses acontecimentos tomam.
?ever0amos, também, pedir orientação para qualquer coisa que
pessoalmente dev*ssemos estar fa!endo a fim de sermos sal e lu! de nosso
mundo decadente e tenebroso.
Não se desanime se no princ0pio suas meditaç3es não tiverem
significado. <oc* está aprendendo uma arte para a qual não recebeu
preparo algum. Nem a nossa cultura nos incentiva a desenvolver essas
habilidades. <oc* estará indo contra a maré, mas tenha (nimo& sua tarefa é
de valor imenso.
7á muitos outros aspectos da ?isciplina da Meditação que poderiam
ter sido proveitosamente considerados. %ontudo a meditação não é um ato
simples, nem pode ser completada da forma como se completa a
construção de uma cadeira. = um modo de vida. <oc* estará
constantemente aprendendo e crescendo + medida que penetra as
profunde!as interiores.
D?ois t)picos intimamente relacionados com a meditação serão
estudados sob a ?isciplina da solitude> o uso criativo do sil*ncio, e o
conceito desenvolvido por .. 5oão da %ru!, que ele graficamente chama de
:a escura noite da alma;.
8. A DISCIPLINA DA ORA-.O
“1u sou o -undamento de tua s=plica7 primeiro" é
minha vontade que rece0as o que suplicas7 depois"
-aço-te dese:2-lo7 e então -aço-te suplic2-lo e tu o
suplicas. ;omo" pois" não haverias de rece0er o que
suplicas>” - ?uliana de +or<ich
- oração arremessa#nos + fronteira da vida espiritual. = pesquisa
original em territ)rio inexplorado. - meditação introdu!#nos na vida
interior& o 2e2um é um recurso concomitante, mas a ?isciplina da oração é
o que nos leva + obra mais profunda e mais elevada do esp0rito humano. -
oração verdadeira cria e transforma a vida. :- oração # a oração secreta,
fervorosa, de fé # 2a! + rai! de toda piedade pessoal;, escreve 6illiam
%are9.
'rar é mudar. - oração é a avenida central que ?eus usa para
transformar#nos.
.e não estivermos dispostos a mudar, abandonaremos a oração como
caracter0stica percept0vel de nossas vidas. Cuanto mais nos aproximamos
do pulsar do coração de ?eus, tanto mais vemos nossa necessidade e tanto
mais dese2amos assemelhar#nos a %risto. 6illiam KlaWe di! que nossa
tarefa na vida é aprender a produ!ir os :raios de amor; de ?eus. %om que
freqL*ncia criamos mantos de evasão # abrigos + prova de raios # a fim de
evitarmos o -mante $terno. Mas quando oramos, lenta e graciosamente
?eus revela nossos esconderi2os e nos livra deles. :Aedis, e não recebeis,
porque pedis mal, para esban2ardes em vossos pra!eres; D1iago E.MH. Aedir
:corretamente; envolve paix3es transformadas, renovação total. Na oração,
na verdadeira oração, começamos a pensar os pensamentos de ?eus + sua
maneira> dese2amos as coisas que ele dese2a, amamos as coisas que ele
ama. Arogressivamente, aprendemos a ver as coisas da perspectiva divina.
1odos quantos t*m andado com ?eus consideraram a oração como
principal neg)cio de suas vidas. -s palavras de Marcos, :1endo#se
levantado alta madrugada, saiu, foi para um lugar deserto, e ali orava;,
soam como um comentário sobre o estilo de vida de 5esus DMarcos G.MPH.
?avi dese2a que ?eus quebre as cadeias de auto#indulg*ncia do sono> :de
madrugada te buscarei; D.almo UM.G, $dição Revista e %orrigidaH. Cuando
os ap)stolos foram tentados a investir suas energias em outros mistérios
importantes e necessários, eles decidiram entregar#se continuamente +
oração e ao ministério da Aalavra D-tos U.EH.
Martinho Butero declarou> :1enho tanto o que fa!er que não posso
prosseguir sem passar tr*s horas diariamente em oração.; $le sustentava
como axioma espiritual que :-quele que orou bem, estudou bem.; 5oão
6esle9 disse> :?eus nada fa! senão em resposta + oração;, e apoiava sua
convicção devotando duas horas diariamente a esse exerc0cio sagrado. '
caracter0stico mais notável da vida de ?avid Krainerd foi sua vida de
oração. .eu diário está cheio de relatos de oração, 2e2um e meditação.
:4osto de estar so!inho em meu chalé, onde posso passar bastante tempo
em oração.; :7o2e separo este dia para 2e2um secreto e oração a ?eus.;
:Cuando volto ao lar e entrego#me + meditação, + oração, e ao 2e2um...;
Aara esses exploradores nas fronteiras da fé, a oração não era um
pequeno hábito preso + periferia de suas vidas # ela era a vida deles. oi o
trabalho mais sério de seus anos mais produtivos. 6illiam Aenn testificou
de 4eorge ox que, :-cima de tudo ele avanta2ou#se em oração... - mais
espantosa, viva e venerável estrutura que 2á senti ou contemplei, devo
di!er, era a dele em oração.; -doniram 5udson buscava retirar#se dos
afa!eres e das pessoas sete ve!es por dia a fim de enga2ar#se no sagrado
mister da oração. $le começava + meia#noite e de novo ao alvorecer&
depois +s nove, +s do!e, +s quin!e, +s de!oito e +s vinte e uma horas ele
daria tempo + oração secreta. 5ohn 79de, da ^ndia, fe! da oração um
caracter0stico tão dominante de sua vida que foi apelidado de :79de que
'ra;. Aara esses, e para todos os que enfrentaram com bravura as
profunde!as da vida interior, respirar era orar.
1ais exemplos, contudo, em ve! de estimular a muitos de n)s,
desanimam#nos.
$sses :gigantes da fé; acham#se tão distantes de qualquer coisa que
tenhamos que experimentar que chegamos a desesperar#nos. Mas em ve!
de flagelar#nos por nossa falha )bvia, dever0amos lembrar#nos de que ?eus
sempre nos encontra onde estamos e lentamente nos condu! a coisas mais
profundas. 's corredores ocasionais não entram subitamente numa
maratona ol0mpica. $les se preparam e treinam durante muito tempo, e o
mesmo dever0amos n)s fa!er. .e observarmos tal progressão, podemos
esperar orar com maior autoridade e *xito espiritual daqui a um ano.
= fácil sermos derrotados logo de in0cio por nos haverem ensinado
que tudo no universo 2á foi determinado, e assim as coisas não podem ser
mudadas. Aodemos melancolicamente sentir#nos desse modo, mas não é
isso o que a K0blia ensina.
's suplicantes que encontramos na K0blia agiam como se suas
oraç3es pudessem fa!er e fi!essem uma diferença ob2etiva. ' ap)stolo
Aaulo alegremente anunciou que :somos cooperadores de ?eus; DG
%or0ntios M.NH& isto é, estamos trabalhando com ?eus para determinar o
resultado dos acontecimentos. ' estoicismo, e não a K0blia, é que exige um
universo fechado. Muitos, com sua *nfase sobre aquiesc*ncia e resignação
ao modo de ser das coisas como :a vontade de ?eus;, aproximam#se mais
de $p0cteto que de %risto. Moisés foi ousado na oração porque acreditava
poder mudar as coisas, e mudar até mesmo a mente de ?eus. ?e fato, a
K0blia de tal modo acentua a abertura de nosso universo que, num
antropomorfismo duro para os ouvintes modernos, ela fala que ?eus
constantemente muda de idéia de acordo com seu amor imutável D[xodo
MF.GE& 5onas M.GQH.
"sto vem como um verdadeiro livramento a muitos n)s, mas também
coloca diante de n)s uma tremenda responsabilidade. $stamos cooperando
com ?eus para determinar o futuroI %ertas coisas acontecerão na hist)ria
se orarmos corretamente. ?evemos mudar o mundo pela oração. Cue
motivação maior necessitamos para aprender este sublime exerc0cio
humanoT
- oração é um assunto tão vasto e tão complexo que de imediato
reconhecemos a impossibilidade de mesmo levemente tocar em todos os
seus aspectos num /nico cap0tulo. 1em#se escrito uma mir0ade de livros
verdadeiramente bons sobre a oração, sendo um dos melhores o clássico de
-ndreX Murra, :6ith %hrist in the .chool of Ara9er; D%om %risto na
$scola da 'raçãoH. ar0amos bem em ler muito e experimentar
profundamente se dese2amos conhecer os caminhos da oração. ,ma ve!
que a restrição freqLentemente aumenta a clare!a, este cap0tulo limitar#se#á
a ensinar#nos como orar a favor de outras pessoas, com *xito espiritual.
7omens e mulheres de nossos tempos sentem tão grande necessidade da
a2uda que possamos proporcionar#lhes, que nossas melhores energias
deveriam ser devotadas a esse mister.
A%re'de'do a Orar
- verdadeira oração é algo que aprendemos. 's disc0pulos pediram a
5esus>
:.enhor, ensina#nos a orar; DBucas GG.GH. $les haviam orado a vida
toda, não obstante, algo acerca da qualidade e quantidade da oração de
5esus levou#os a ver quão pouco sabiam a respeito da oração. .e a oração
deles havia de produ!ir alguma diferença no cenário humano, era preciso
que eles aprendessem algumas coisas.
,ma das experi*ncias libertadoras em minha vida aconteceu quando
entendi que a oração implicava um processo de aprendi!ado. .enti#me livre
para indagar, para experimentar, até mesmo para falhar, pois eu sabia que
estava aprendendo.
?urante anos eu havia orado por tudo e com grande intensidade, mas
com pouco *xito. $ntão eu vi a possibilidade de estar eu fa!endo algumas
coisas erradas, podendo entretanto aprender de modo diferente. Aeguei os
$vangelhos e recortei todas as refer*ncias + oração e colei#as em folhas de
papel. -o ler o ensino do Novo 1estamento sobre a oração, de uma sentada,
fiquei chocado. 'u as escusas e racionali!aç3es para explicar a oração não
respondida estavam erradas, ou estavam erradas as palavras de 5esus.
Resolvi aprender a orar, de modo que minha experi*ncia fosse conforme
com as palavras de 5esus em ve! de tentar fa!er suas palavras conformes
com a minha empobrecida experi*ncia.
1alve! a mais surpreendente caracter0stica de 5esus ao orar se2a que,
ao fa!*#lo em favor de outros, nunca terminava di!endo :se for da tua
vontade;.
Nem o fi!eram os ap)stolos e profetas quando oraram a favor de
outros.
'bviamente acreditavam conhecer a vontade de ?eus antes que
fi!essem a oração da fé. $stavam tão imersos no ambiente do $sp0rito
.anto que, ao encontrarem uma situação espec0fica, sabiam o que se
deveria fa!er. - oração era tão positiva que freqLentemente tomava a forma
de uma ordem direta, autoritária>
:-nda;, :ica bom;, :Bevanta#te;. Notei que, ao orar por outros,
evidentemente não havia lugar para oraç3es indecisas, tentativas, meio
esperançosas, que terminam com :se for da tua vontade;.
- seguir procurei indiv0duos que pareciam experimentar maior poder
e eficácia do que eu, na oração, e lhes pedi que me ensinassem tudo o que
sabiam. -lém disso, busquei a sabedoria e experi*ncia dos mestres de
oração do passado, lendo todos os bons livros que eu pudesse encontrar
sobre o assunto. %omecei estudando os homens de oração do -ntigo
1estamento com novo interesse.
-o mesmo tempo, comecei a orar em favor de outros com a
expectação de que ocorreria uma mudança. .ou tão grato por não haver
esperado até que eu fosse perfeito ou tivesse tudo direitinho antes de orar
por outros& doutra forma, eu nunca teria começado. A. 1. ors9the disse> :-
oração é para a religião o que a pesquisa original é para a ci*ncia.; Aercebi
que eu estava me enga2ando em :pesquisa original; na escola do $sp0rito.
Não se pode descrever a emoção que eu sentia. %ada fracasso aparente
levava a um novo processo de aprendi!ado. %risto era meu Mestre, de sorte
que aos poucos sua palavra começou a confirmar#se em minha experi*ncia.
:.e permanecerdes em mim e as minhas palavras permanecerem em v)s,
pedirei o que quiserdes, e vos será feito; D5oão GP.JH.
' entendimento de que a obra da oração demanda um processo de
aprendi!ado livra#nos de arrogantemente descartá#la como falsa ou irreal.
.e ligarmos nosso aparelho de televisão e ele não funcionar, não
declaramos que não existem ondas de televisão no ar. .upomos que algo
está errado, algo que podemos encontrar e corrigir. <erificamos a tomada
de força, a chave, até descobrirmos o que está bloqueando o fluxo desta
misteriosa energia que transmite imagens através do ar. %ertificamo#nos de
que o problema foi locali!ado e o defeito consertado vendo se o aparelho
funciona ou não. = assim com a oração. Aodemos determinar se estamos
orando da forma certa se os pedidos se reali!am. .e não, procuramos o
:defeito;& talve! este2amos orando de forma errada, talve! algo dentro de
n)s precise de mudança, talve! ha2a novos princ0pios de oração a ser
aprendidos, talve! precisemos de paci*ncia e persist*ncia. 'uvimos,
fa!emos os a2ustes necessários e tentamos de novo. Aodemos ter a
segurança de que nossas oraç3es estão sendo respondidas com a mesma
certe!a que temos de que o aparelho de televisão está funcionando.
,m dos mais decisivos aspectos do aprendi!ado da oração pelos
outros é entrar em contato com ?eus de sorte que sua vida e seu poder
se2am canali!ados para outros por nosso intermédio. Muitas ve!es supomos
que estamos em contato quando não estamos. Aor exemplo, de!enas de
programas de rádio e televisão passaram pela sua sala enquanto voc* lia
estas palavras, mas voc* deixou de captá#los porque não estava sintoni!ado
com o canal. = muito freqLente que as pessoas orem e orem com toda a fé
que há no mundo, e nada acontece. Naturalmente, não estavam em sintonia
com o canal. %omeçamos a orar pelos outros primeiramente concentrando#
nos e ouvindo o trovão calmo do .enhor dos exércitos. -finar#nos com os
sopros divinos é obra espiritual& sem isto, porém, nossa oração é vã
repetição DMateus U.JH. 'uvir ao .enhor é a primeira coisa, a segunda
coisa e a terceira coisa necessária + oração bem#sucedida. .oren
8ierWegaard certa ve! observou> :-lguém orava pensando, a princ0pio, que
a oração era falar& mas foi#se calando mais e mais até que, afinal, percebeu
que a oração é ouvir.;
- meditação é o prel/dio necessário + intercessão. - obra de
intercessão, +s ve!es denominada oração da fé, pressup3e que a prece de
orientação está perpetuamente ascendendo ao Aai. ?evemos ouvir,
conhecer a vontade de ?eus e a ela obedecer antes que a peçamos para a
vida de outros. - oração de orientação constantemente precede e cerca a
oração da fé.
Aortanto, o ponto inicial para aprender a orar pelos outros é dar
ouvidos + orientação. $m quest3es de problemas f0sicos, sempre tendemos
a orar primeiro pelas situaç3es mais dif0ceis> c(ncer terminal ou esclerose
m/ltipla. Mas quando ouvimos, aprendemos a import(ncia de começar por
coisas menores como resfriados ou dores de ouvido. ' *xito nos pequenos
cantos da vida dá#nos autoridade nas quest3es maiores. Na quietude,
aprenderemos não somente quem é ?eus mas como seu poder opera.
Vs ve!es temos medo de não ter fé suficiente para orar por este filho
ou por aquele casamento. Nossos temores deveriam ser sepultados, pois a
K0blia nos di! que os grandes milagres são poss0veis pela fé do tamanho de
um pequenino grão de mostarda. ?e modo geral, a coragem para orar a
favor de uma pessoa é sinal de fé suficiente. %om freqL*ncia o que nos
falta não é fé, mas compaixão.
Aarece que a verdadeira empatia entre o suplicante e o beneficiário
de nossa s/plica estabelece a diferença. - K0blia di! que 5esus
:compadeceu#se; das pessoas. %ompaixão foi um aspecto evidente de toda
cura registrada no Novo 1estamento. Não oramos pelas pessoas como
:coisas; mas como :pessoas; a quem amamos. .e tivermos compaixão e
interesse dados por ?eus, ao orarmos pelos outros nossa fé crescerá e se
fortalecerá. %om efeito, se verdadeiramente amarmos as pessoas,
dese2aremos a elas muito mais do que podemos dar#lhes, e isso nos levará a
orar.
' senso interior de compaixão é um dos mais n0tidos ind0cios da
parte do .enhor de que este é um pro2eto de oração para voc*. Nas horas de
meditação pode vir ao coração um impulso, uma compulsão para
interceder, uma certe!a de acerto, um fluxo do $sp0rito. $ste :sim; interior
é a autori!ação divina para que voc* ore pela pessoa ou situação. .e a idéia
vier acompanhada de um senso de abatimento, é provável então que voc*
deve deixar o assunto de lado. ?eus guiará outrem a orar pelo problema.
Os %icos )e'os e&evados da Ora/ão
Nunca dever0amos complicar demais a oração. .omos propensos a
isso uma ve! que entendemos que a oração é algo que devemos aprender.
1ambém é fácil ceder a esta tentação porque quanto mais complicada
fa!emos a oração, tanto mais as pessoas dependem de n)s para aprender
como fa!*#lo. 5esus, porém nos ensinou a dirigir#nos como crianças a um
pai. ranque!a, honestidade e confiança marcam a comunicação do filho
com o pai. 7á certa intimidade entre pai e filho com espaço tanto para a
seriedade como para a gargalhada. Meister $cWhart observou que :- alma
produ!irá a pessoa se ?eus rir para ela e ela, em retribuição, rir para ele;.
5esus ensinou#nos a orar pelo pão de cada dia& uma criança pede a
refeição matinal na plena confiança de que esta será provida. $la não
precisa esconder algumas fatias do pão de ho2e com receio de que amanhã
não haverá nenhuma fatia dispon0vel& no que a ela concerne, há um
inesgotável abastecimento de pão. ,ma criança não acha dif0cil ou
complicado conversar com seu pai, nem ela se sente constrangida em tra!er
+ atenção dele a mais simples necessidade.
-s crianças ensinam#nos o valor da imaginação. %omo acontece com
a meditação, a imaginação é um instrumento poderoso na obra da oração.
Aodemos ser reticentes em orar com a imaginação, achando que ela está
ligeiramente abaixo de n)s. -s crianças não t*m tal retic*ncia. $m .aint
5oan D.anta 5oanaH, de 4eorge Kernard .haX, 5oana dR-rc insistia em que
ela ouvia vo!es que vinham de ?eus. 's cépticos disseram#lhe que ela
ouvia vo!es vindas de sua imaginação.
"nalterada, 5oana respondeu> :.im, é desse modo que ?eus fala
comigo.;
- imaginação abre a porta da fé. .e pudermos :ver; com os olhos de
nossa mente um casamento refeito que antes estava em frangalhos ou uma
pessoa que estava enferma e agora está bem, é curta a dist(ncia para crer
que assim será. -s crianças entendem instantaneamente estas coisas e
reagem bem a orar com a imaginação. %erta ve! fui chamado a um lar para
orar a favor de uma menininha de colo que estava gravemente enferma.
.eu irmão, de quatro anos de idade, encontrava#se no quarto e eu lhe disse
que precisava de seu aux0lio para orar por sua irmã!inha. $le ficou muito
contente e eu também, pois eu sabia que as crianças muitas ve!es oram
com eficácia fora do comum. $le subiu na cadeira que estava ao meu lado.
:<amos fa!er um 2oguinho de fa!#de#conta;, disse#lhe eu.
:.abendo que 5esus está sempre conosco, vamos imaginar que ele
está sentado na cadeira em nossa frente. $le está esperando pacientemente
que concentremos nossa atenção nele. Cuando o virmos, começaremos a
pensar mais a respeito do seu amor do que na enfermidade da 5ulinha. $le
sorri, levanta#se, e vem para n)s. $ntão n)s dois colocamos as mãos sobre
a 5ulinha e quando o fi!ermos, 5esus colocará as suas mãos sobre as
nossas. <igiaremos e imaginaremos que a lu! que vem de 5esus está
2orrando diretamente sobre sua irmã!inha e curando#a.
açamos de conta que a lu! de %risto luta com os germes maus até
que todos eles se vão embora. %ertoT; %om seriedade o garotinho assentiu.
5untos oramos nesta forma infantil e depois demos graças ao .enhor
porque aquilo que :vimos; era como ia ser. Aois bem, não sei se isto criou
na criança uma sugestão p)s#hipn)tica ou se foi um :faça#se; divino> o que
eu sei é que na manhã seguinte 5ulinha estava perfeitamente bem.
's alunos com problemas reagem prontamente + oração. ,m amigo
meu, que ensinava crianças com problemas emocionais, resolveu começar
a orar por elas.
Naturalmente, ele não contou +s crianças o que fa!ia. Cuando uma
das crianças se arrastava para debaixo de sua mesa e assumia uma posição
fetal, o professor pegava a criança nos braços e orava silenciosamente para
que a lu! e a vida de %risto curassem a mágoa e o )dio que o menino sentia
contra si mesmo. Aara não constranger a criança, meu amigo orava
mentalmente enquanto se desincumbia de seus deveres de mestre. Aassados
alguns minutos a criança se descontra0a e voltava para sua carteira. Vs
ve!es meu amigo perguntava + criança se ela se lembrava de como se
sentia ao vencer uma corrida. .e o menino dissesse que sim, ele o
estimulava a retratar#se cru!ando a linha de chegada com todos os seus
amigos a cumprimentá#lo e a amá#lo. ?esse modo a criança podia cooperar
no pro2eto de oração bem como reforçar sua pr)pria aceitação.
No fim do ano letivo, todas as crianças, exceto duas, puderam
retornar a uma classe regular. %oincid*nciaT Aode ser, mas como certa ve!
observou o arcebispo 6illiam 1emple, as coincid*ncias ocorriam muito
mais freqLentemente quando ele orava.
?eus dese2a que os casamentos se2am saudáveis, 0ntegros e
permanentes. 1alve! voc* conheça casamentos que estão em grande
dificuldade e precisam de sua a2uda. 1alve! o marido este2a tendo um caso
amoroso com outra mulher.
$xperimente orar a favor deste casamento uma ve! por dia, durante
trinta dias.
<isuali!e o marido encontrando# se com a outra mulher e sentindo#se
aterrado e chocado até por ter tido a idéia de envolver#se com ela. "magine
a pr)pria idéia de um caso il0cito tornar#se desagradável para ele.
<isuali!e#o entrando pela porta e, vendo a esposa, sentir#se esmagado por
um senso de amor por ela.
Retrate#os dando um passeio 2untos e apaixonados como o eram anos
antes.
:<e2a;#os cada ve! mais capa!es de abrir#se um com o outro, e
conversar, e demonstrar carinho. $m sua imaginação, levante uma grande
parede entre o marido e a outra mulher. %onstrua um lar, empregando para
isso o amor e a consideração pelo marido e pela esposa. $ncha#o da pa! de
%risto.
.eu pastor e os cultos de adoração precisam ser banhados em oração.
Aaulo orava por seu povo& ele pedia ao povo que orasse por ele. %. 7.
.purgeon atribu0a seu *xito +s oraç3es de sua igre2a. ranW Baubach di!ia a
seus audit)rios> :.ou muito sens0vel e sei quando estais orando por mim.
.e um de v)s me desampara, eu o percebo. Cuando orais por mim, sinto
um estranho poder. Cuando cada pessoa em uma congregação ora
intensamente enquanto o pastor prega, acontece um milagre.; .ature os
cultos de adoração com suas oraç3es. <isuali!e o .enhor no alto e sublime,
enchendo o santuário com a sua presença.
Aode#se orar por desvios sexuais com verdadeira certe!a de que pode
ocorrer uma real e duradoura mudança. ' sexo é como um rio # é bom e
uma b*nção maravilhosa quando mantido dentro de seu pr)prio leito. ,m
rio que transborda é uma coisa perigosa, e também o são os impulsos
sexuais pervertidos. Cuais são as margens para o sexo criadas por ?eusT
,m homem e uma mulher num casamento para a vida toda. = uma alegria,
quando se ora a favor de indiv0duos com problemas sexuais, visuali!ar um
rio que transbordou de suas margens, e convidar o .enhor para tra!*#lo de
volta ao seu leito natural.
.eus pr)prios filhos podem e devem ser transformados mediante suas
oraç3es. 're por eles durante o dia com a participação deles& ore por ele +
noite enquanto dormem. ,m bom método é entrar no quarto e colocar
levemente as mãos sobre a criança adormecida. "magine a lu! de %risto
fluindo através de suas mãos e curando cada trauma emocional e cada
mágoa que seu filho sofreu nesse dia.
$ncha#o da pa! e da alegria do .enhor. No sono a criança é muito
receptiva + oração, visto que a mente consciente, que tende a levantar
barreiras + suave influ*ncia de ?eus, está descontra0da.
%omo sacerdote de %risto, voc* pode executar um serviço
maravilhoso pegando os filhos nos braços e abençoando#os. Na K0blia, os
pais tra!iam os filhos a 5esus não para que ele brincasse com eles ou
mesmo lhes ensinasse, mas para que ele pudesse colocar as mãos sobre eles
e abençoá#los DMarcos GQ.GM#GUH. $le deu#lhe capacidade de fa!er a mesma
coisa. Kem#aventurada a criança abençoada por adultos que sabem
abençoarI
:'raç3es rel(mpago; são uma excelente idéia que ranW Baubach
desenvolveu em seus muitos livros sobre a oração. $le se propunha
aprender a viver de modo que :ver alguém será orarI 'uvir alguém, como
crianças conversando, um menino chorando, pode ser orarI; 'raç3es de
forte e direto lampe2o dirigido +s pessoas é uma grande emoção e pode
tra!er resultados interessantes. 1enho tentado isto, interiormente pedindo
que a alegria do .enhor e uma consci*ncia mais profunda de sua presença
sur2am dentro de cada pessoa com quem me encontro. Vs ve!es as pessoas
parecem não reagir, mas outras ve!es respondem e sorriem como se eu me
dirigisse a elas. $m um @nibus ou num avião podemos imaginar 5esus
andando pelos corredores, tocando as pessoas nos ombros e di!endo> :$u
te amo. Meu maior deleite seria perdoar#te e dar#te todas as boas coisas. 1u
tens belas qualidades ainda em botão e eu gostaria de desabrochá#las desde
que digas SsimS. $u gostaria de governar tua vida se tu mo permitires.;
ranW Baubach sugere que se milhares de n)s fi!éssemos :oraç3es
rel(mpago; pelas pessoas que encontramos e falássemos dos resultados,
poder0amos aprender muita coisa acerca de como orar pelos outros.
Aoder0amos mudar toda a atmosfera de uma nação se milhares de n)s
constantemente atirássemos um manto de oração em torno de todos os que
vivem em nosso c0rculo de ação. :,nidades de oração combinada, como
gotas de água, formam um oceano que desafia a resist*ncia.;
5amais devemos esperar até que sintamos disposição de orar antes de
orarmos pelos outros. - oração é como qualquer outro mister& talve! não
nos sintamos com disposição de trabalhar, mas uma ve! que nos damos ao
trabalho por um tempinho, começamos a gostar dele. Aode ser que não
sintamos disposição para estudar piano, mas uma ve! que tocamos o
instrumento por algum tempo, sentimos vontade de tocá#lo. ?a mesma
forma, nossos m/sculos de oração precisam ser flexionados um pouco, e
uma ve! iniciada a corrente sangL0nea da intercessão, descobriremos que
estamos dispostos a orar.
Não temos de preocupar#nos com o fato de que esta atividade tomará
muito de nosso tempo, porque :$la não toma tempo algum, mas ocupa
todo o nosso tempo;.
Não se trata de orar e depois trabalhar, mas oração simult(nea com o
trabalho.
Arecedemos, envolvemos e acompanhamos todo o nosso trabalho
com oração. 'ração e ação tornam#se inseparáveis. 1homas 8ell9 conhecia
esse modo de viver>
:7á um modo de ordenar nossa vida mental em mais de um n0vel de
cada ve!. $m um n0vel podemos estar pensando, discutindo, examinando,
calculando, atendendo +s exig*ncias dos afa!eres externos. Mas no 0ntimo,
atrás dos bastidores, num n0vel mais profundo, podemos também estar em
oração e adoração, em c(ntico e culto, e numa suave receptividade aos
sopros divinos.;
1emos tanto que aprender, uma longa dist(ncia a percorrer.
%ertamente o anelo de nossos coraç3es se resume no que disse o arcebispo
1ait> :?ese2o uma vida de oração mais excelente, mais profunda, mais
verdadeira.;
9. A DISCIPLINA DO :E:UM
“Algumas pessoas t%m e/altado o :e:um religioso
elevando-o além das 1scrituras e da ra.ão7 e outras o
t%m menospre.ado por completo.” - ?oão @esleA
$m uma cultura onde a paisagem está pontilhada de restaurantes de
todos os tipos, o 2e2um parece fora de lugar, fora de passo com os tempos.
%om efeito, o 2e2um tem estado em geral descrédito, tanto dentro como
fora da igre2a, por muitos anos. Aor exemplo, em minha pesquisa não
consegui encontrar um /nico livro publicado sobre o 2e2um, de GOUG a
GNPE, um per0odo de quase cem anos.
Mais recentemente desenvolveu#se um renovado interesse pelo
2e2um, muito embora ele se2a freqLentemente dogmático e carente de
equil0brio b0blico.
Cue é que explicaria este quase total menospre!o por um assunto
mencionado com tanta freqL*ncia nas $scrituras e tão ardorosamente
praticado pelos cristãos através dos séculosT ?uas coisas. $m primeiro
lugar, o 2e2um, como resultado das excessivas práticas ascéticas da "dade
Média, adquiriu uma péssima reputação. %om o decl0nio da realidade
interior da fé cristã, desenvolveu#se uma crescente tend*ncia para acentuar
a /nica coisa que sobrou, a forma exterior. $ sempre que existe uma forma
destitu0da de poder espiritual, a lei assume o comando porque ela sempre
tra! consigo um senso de poder manipulador.
?a0 que o 2e2um foi submetido aos mais r0gidos regulamentos e
praticado com extrema automortificação e flagelação. - cultura moderna
reagiu fortemente contra esses excessos e tendeu a confundir 2e2um com
mortificação.
' segundo motivo por que o 2e2um passou por tempos dif0ceis no
século passado é a questão da propaganda. - publicidade com a qual
somos alimentados ho2e convenceu#nos de que se não tomarmos tr*s boas
refeiç3es por dia, entremeadas com diversas refeiç3es ligeiras, corremos o
risco de morrer de fome. "sto, aliado + crença popular de que é uma virtude
positiva satisfa!er a todo apetite humano, fe! que o 2e2um parecesse
obsoleto. Cuem quer que seriamente tente 2e2uar é bombardeado com
ob2eç3es. :$ntendo que o 2e2um é pre2udicial + sa/de.;
:$le minará as suas forças e assim voc* não poderá trabalhar.; :Não
destruirá ele o tecido saudável do corpoT; 1udo isto, naturalmente, é
rematada tolice baseada no preconceito. $mbora o corpo humano possa
sobreviver apenas durante breve tempo sem ar ou sem água, ele pode
passar muitos dias # em geral, cerca de quarenta # antes que comece a
inanição. .em que se2a preciso concordar com as infladas alegaç3es de
alguns grupos, não é exagero di!er que, quando feito corretamente, o 2e2um
pode ter efeitos f0sicos benéficos.
- K0blia tem tanto que di!er a respeito do 2e2um, que far0amos bem
em examinar uma ve! mais esta antiga ?isciplina. ' rol dos personagens
b0blicos que 2e2uavam torna#se um :Cuem é quem; das $scrituras> Moisés,
o legislador& ?avi, o rei& $lias, o profeta& $ster, a rainha& ?aniel, o vidente&
-na, a profetisa& Aaulo, o ap)stolo& 5esus %risto, o ilho encarnado. Muitos
dos grandes cristãos através da hist)ria da igre2a 2e2uaram e deram seu
testemunho sobre o valor do 2e2um& entre eles estavam Martinho Butero,
5oão %alvino, 5ohn 8nox, 5oão 6esle9, 5onathan $dXards, ?avid
Krainerd, %harles inne9 e o Aastor 7si, da %hina.
' 2e2um, está claro, não é uma ?isciplina exclusivamente cristã&
todas as grandes religi3es do mundo reconhecem seu mérito. Yoroastro
praticava o 2e2um, como o fi!eram %onf/cio e os iogues da ^ndia. Alatão,
.)crates e -rist)teles 2e2uavam. Mesmo 7ip)crates, pai da medicina
moderna, acreditava no 2e2um. 'ra bem, o fato de que todos esses
indiv0duos, na K0blia e fora dela, tinham o 2e2um em alta conta não o torna
certo ou mesmo dese2ável& isto porém, deveria levar#nos a fa!er uma pausa
e nos dispormos a reavaliar as suposiç3es populares de nosso tempo
concernentes + ?isciplina do 2e2um.
O :e3() 'a ;2"&ia
Nas $scrituras o 2e2um refere#se + abstenção de alimento para
finalidades espirituais. $le se distingue da greve de fome, cu2o prop)sito é
adquirir poder pol0tico ou atrair a atenção para uma boa causa. ?istingue#
se, também, da dieta de sa/de, que acentua a abstin*ncia de alimento, mas
para prop)sitos f0sicos e não espirituais. ?evido + seculari!ação da
sociedade moderna, o :2e2um; Dse de algum modo praticadoH é motivado
ou por vaidade ou pelo dese2o de poder. "sto não quer di!er que essas
formas de :2e2um; se2am necessariamente erradas, mas que seu ob2etivo
difere do 2e2um descrito nas $scrituras. ' 2e2um b0blico sempre se
concentra em finalidades espirituais.
Na K0blia, os meios normais de 2e2uar envolviam abstin*ncia de
qualquer alimento, s)lido ou l0quido, excetuando#se a água. No 2e2um de
quarenta dias de 5esus, di! o evangelista que ele :nada comeu; e ao fim
desses quarenta dias :teve fome;, e .atanás o tentou a comer, indicando
que a abstenção era de alimento e não de água DBucas E.FssH. ?e uma
perspectiva f0sica, isto era o que geralmente estava envolvido num 2e2um.
Vs ve!es se descreve o que poderia ser considerado 2e2um parcial&
isto é, há restrição e dieta mas não abstenção total. $mbora pareça que o
2e2um normal fosse prática costumeira do profeta ?aniel, houve uma
ocasião em que, durante tr*s semanas, ele não comeu :man2ar dese2ável,
nem carne nem vinho entraram na minha boca, nem me untei com )leo
algum; D?aniel GQ.MH. Não somos informados do motivo para este
afastamento de sua prática normal de 2e2uar& talve! seus deveres
governamentais o obstassem.
7á, também, diversos exemplos b0blicos do que se tem chamado
acertadamente :2e2um absoluto;, ou abstenção tanto de alimento como de
água. Aarece ser uma medida desesperada para atender a uma emerg*ncia
extrema. -p)s saber que a execução aguardava a ela e ao seu povo, $ster
instruiu a Mordecai> :<ai, a2unta a todos os 2udeus... e 2e2uai por mim, e
não comais nem bebais por tr*s dias, nem de noite nem de dia& eu e as
minhas servas também 2e2uaremos; D$ster E.GUH.
Aaulo fe! um 2e2um absoluto de tr*s dias ap)s seu encontro com o
%risto vivo D-tos N.NH. %onsiderando#se que o corpo humano não pode
passar sem água muito mais do que tr*s dias, tanto Moisés como $lias
empenharam#se no que deve considerar#se 2e2uns absolutos sobrenaturais
de quarenta dias D?euteron@mio N.N& G Reis GN.OH. = preciso sublinhar que
o 2e2um absoluto é a exceção e nunca deveria ser praticado, a menos que a
pessoa tenha uma ordem muita clara de ?eus, e por não mais do que tr*s
dias.
Na maioria dos casos, o 2e2um é um assunto privado entre o
indiv0duo e ?eus.
7á, contudo, momentos ocasionais de 2e2uns de um grupo ou
p/blicos. ' /nico 2e2um p/blico anual exigido pela lei mosaica era
reali!ado no dia da expiação DBev0tico FM.FJH. $ra o dia do calendário
2udaico em que o povo tinha o dever de estar triste e aflito como expiação
por seus pecados. D-os poucos foram#se adicionando outros dias de 2e2um,
até que ho2e há mais de vinteIH 's 2e2uns eram convocados, também, em
tempos de emerg*ncia de grupo ou nacional> :1ocai a trombeta em .ião,
promulgai um santo 2e2um, proclamai uma assembléia solene; D5oel F.GPH.
Cuando o reino de 5udá foi invadido, o rei 5osafá convocou a nação para
2e2uar DF %r@nicas FQ.G#EH. $m resposta + pregação de 5onas, toda a cidade
de N0nive 2e2uou, inclusive os animais # involuntariamente, sem d/vida.
-ntes do retorno a 5erusalém, $sdras fe! os exilados 2e2uar e orar por
segurança na estrada infestada de salteadores D$sdras O.FG#FMH.
' 2e2um em grupo pode ser uma coisa maravilhosa e poderosa,
contanto que ha2a um povo preparado e un(nime nessas quest3es. "gre2as
ou outros grupos que enfrentam sérios problemas poderiam ser
substancialmente beneficiados mediante oração e 2e2um de grupo
unificado. Cuando um n/mero suficiente de pessoas entende corretamente
do que se trata, as convocaç3es nacionais + oração e 2e2um podem,
também, ter resultados benéficos. $m GJPU o rei da "nglaterra convocou
um dia de solene oração e 2e2um por causa de uma ameaça de invasão por
parte dos franceses. 5oão 6esle9 registrou este fato em seu ?iário, no dia U
de fevereiro>
“, dia de :e:um -oi um dia glorioso" tal como Bondres
raramente tem visto desde a Cestauração. ;ada igre:a
da cidade estava mais do que lotada" e uma solene
gravidade estampava-se em cada rosto. ;ertamente
5eus ouve a oração" e haver2 um alongamento de
nossa tranqDilidade.”
$m uma nota ao pé da página ele escreveu> :- humildade
transformou#se em rego!i2o nacional porque a ameaça de invasão dos
franceses foi impedida.;
-través da hist)ria também se desenvolveu o que poderia chamar#se
de 2e2uns regulares. Na época de Yacarias foram criados quatro 2e2uns
regulares DYacarias O.GNH. - 2act(ncia do fariseu da parábola de 5esus
evidentemente descrevia uma prática daquele tempo> :2e2uo duas ve!es por
semana; DBucas GO.GFH. ' ?idaqu* insistia em dois 2e2uns semanais, nas
quartas e nas sextas#feiras. ' 2e2um regular tornou#se obrigat)rio no
.egundo %onc0lio de 'rleans, no sexto século.
5oão 6esle9 procurou reviver o ensino do ?idaqu* e insistiu com os
primitivos metodistas a que 2e2uassem nas quartas e nas sextas#feiras. %om
efeito, ele tinha um sentimento tão forte quanto a este assunto, que se
recusava a ordenar para o ministério metodista, quem não 2e2uasse nesses
dias.
' 2e2um regular ou semanal teve efeito tão profundo na vida de
alguns que eles andavam + procura de um mandamento b0blico sobre o
assunto, de sorte que pudessem imp@#lo a todos os cristãos. - busca foi em
vão. .implesmente não existem leis b0blicas que ordenem o 2e2um regular.
%ontudo, nossa liberdade no evangelho não significa licença, mas
oportunidade. <isto que não há leis que nos obriguem, somos livres para
2e2uar em qualquer dia. Aara o ap)stolo Aaulo a liberdade significa que ele
estava enga2ado em :2e2uns muitas ve!es; DF %or0ntios GG.FJH. ?evemos
sempre ter em mente o conselho apost)lico> :Não useis da liberdade para
dar ocasião + carne; D4álatas P.GMH.
7á, ho2e, uma :disciplina; que tem adquirido certa popularidade,
semelhante, mas não id*ntica, ao 2e2um. %hama#se :vig0lias;, proveniente
do uso que Aaulo fa! do termo em conexão com seus sofrimentos por
%risto DF %or0ntios U.P& GG.FJH. Refere#se + abstenção de dormir a fim de
atender + oração ou outros deveres espirituais. Não há indicação de que
isso tenha qualquer ligação central com o 2e2um& doutra forma, estar0amos
limitados a 2e2uns muito brevesI
$mbora as :vig0lias; possam ter valor, e ?eus +s ve!es nos chama a
passar sem dormir por necessidades espec0ficas, devemos cuidar para que
não elevemos + categoria de obrigaç3es principais coisas que t*m apenas
lev0ssimo precedente b0blico. ?ever0amos ter sempre diante de n)s a
advert*ncia de Aaulo, porque, em qualquer discussão de ?isciplinas,
descobrir0amos muitas coisas que :... com efeito, t*m apar*ncia de
sabedoria, como culto de si mesmo, e falsa humildade, e rigor ascético&
todavia, não t*m valor algum contra a sensualidade; D%olossenses F.FMH.
< o :e3() () Ma'da)e'#o=
,m problema que compreensivelmente preocupa muitas pessoas é
saber se a K0blia torna o 2e2um obrigat)rio ou não a todos os cristãos.
Numerosas tentativas t*m sido feitas para responder a esta questão,
resultando numa variedade de conclus3es. ,ma das melhores respostas
afirmativas foi elaborada em GPOQ, por 1homas %artXright, em um livro
que tem algo de clássico nesse campo, intitulado :1he 7ol9 $xercise of a
1rue ast; D' .agrado $xerc0cio do 5e2um <erdadeiroH.
$mbora muitas passagens da $scritura tratem deste assunto, duas se
destacam em import(ncia. - primeira é o espantoso ensino de 5esus acerca
do 2e2um, no .ermão do Monte. ?ois fatores relacionam#se diretamente
com o problema que temos em mão. ' ensino de 5esus sobre o 2e2um
estava diretamente no contexto de seu ensino sobre dar e orar. = como ser
houvesse uma quase inconsciente suposição de que dar, orar e 2e2uar eram
todos partes da devoção cristã. Não temos maior ra!ão para excluir do
ensino o 2e2um do que o temos para excluir o dar e o orar. $m segundo
lugar, 5esus declarou> :Cuando 2e2uardes...; DMateus U.GUH. $le parecia
admirado que as pessoas 2e2uassem, e o que faltava era instrução sobre
como fa!*#lo adequadamente. Martinho Butero disse> :Não foi intenção de
%risto re2eitar ou despre!ar o 2e2um... sua intenção foi restaurar o 2e2um
adequado.;
?ito isto, entretanto, devemos admitir que as palavras de 5esus não
constituem uma ordem. 5esus estava dando instruç3es sobre o exerc0cio
apropriado de uma prática comum no seu tempo. $le não pronunciou uma
s) palavra sobre se era uma prática certa ou se deveria ser continuada.
5esus, portanto, não disse :.e 2e2uardes;, nem disse :?eveis 2e2uar;.
- segunda afirmativa crucial de 5esus acerca do 2e2um veio em
resposta a uma pergunta dos disc0pulos de 5oão Katista. Aerplexos pelo fato
de que tanto eles como os fariseus 2e2uavam, mas os disc0pulos de 5esus
não, perguntaram :Aor qu*T; 5esus respondeu> :Aodem acaso estar tristes
os convidados para o casamento, enquanto o noivo está com elesT ?ias
virão, contudo, em que lhes será tirado o noivo, e nesses dias hão de
2e2uar; DMateus N.GPH. $sta é, talve!, a mais importante declaração do
Novo 1estamento sobre se os cristãos devem 2e2uar ho2e.
%om a vinda de 5esus havia raiado um novo dia. ' reino de ?eus
tinha vindo entre eles em poder. ' Noivo encontrava#se no meio deles& era
tempo de feste2ar, não de 2e2uar. <iria, contudo, um tempo para seus
disc0pulos 2e2uarem, embora não no legalismo da antiga ordem.
- mais natural interpretação dos dias em que os disc0pulos de 5esus
2e2uarão é a presente era da igre2a, especialmente + lu! de sua intrincada
conexão com a afirmativa de 5esus sobre os novos odres do reino de ?eus
que vem logo em seguida DMateus N.GU#GOH. -rthur 6illis argumenta que
5esus está se referindo + era presente da igre2a, e não apenas ao per0odo de
tr*s dias entre sua morte e ressurreição. $le conclui seu argumento com
estas palavras>
“Somos" portanto" compelidos a relacionar os dias de
sua aus%ncia com o perodo desta época" desde o
tempo em que ele ascendeu ao 3ai até que ele volte
do céu.
Eoi assim" evidentemente" que os apóstolos
entenderam suas palavras" pois somente após suas
ascensão ao 3ai é que lemos de eles :e:uarem #Atos
F).&")*.
Antes de o +oivo dei/2-los" ele prometeu que voltaria
de novo para rece0%-los para si mesmo. A !gre:a
ainda aguarda o grito da meia-noiteG 91is o noivo6 Sa
ao seu encontro9 #Mateus &H.(*. 1sta época da !gre:a
é que é o perodo do +oivo ausente. A esta época da
!gre:a -oi que nosso Mestre se re-eriu quando disseG 9e
nesses dias hão de :e:uar.I , tempo é agora6”
Não há como escapar + força das palavras de 5esus nesta passagem.
$le deixou claro que esperava que seus disc0pulos 2e2uassem depois de sua
partida. $mbora as palavras não se2am proferidas na forma de uma ordem,
isso é apenas um tecnicismo sem(ntico. = evidente desta passagem que
%risto tanto apoiou a ?isciplina do 2e2um como previu que seus seguidores
o praticariam.
1alve! se2a melhor evitar o termo :ordem;, visto que em sentido
estrito 5esus não ordenou o 2e2um. Mas é )bvio que ele atuou segundo o
princ0pio de que os filhos do reino de ?eus 2e2uariam. Aara a pessoa que
anseia por um andar mais 0ntimo com ?eus, essas declaraç3es de 5esus são
palavras atraentes.
'nde estão ho2e as pessoas que responderão ao chamado de %ristoT
1ornamo#nos tão acostumados + :graça barata; que instintivamente nos
esquivamos aos apelos mais exigentes + obedi*nciaT :4raça barata é graça
sem discipulado, graça sem a cru!.; Aor que a contribuição em dinheiro,
por exemplo, tem sido indiscutivelmente conhecida como elemento da
devoção cristã e o 2e2um tão discutidoT %ertamente temos tanta evid*ncia
b0blica, se não mais, com relação ao 2e2um, quanto a temos com vistas a
dar. 1alve! em nossa sociedade afluente o 2e2um envolva um sacrif0cio
muito maior do que dar dinheiro.
O"3e#ivo do :e3()
= sensato reconhecer que a primeira declaração que 5esus fe! acerca
do 2e2um tratou da questão de motivos DMateus U.GU#GOH. ,sar boas coisas
para nossos pr)prios fins é sempre sinal de falsa religião. Cuão fácil é
tomar algo como o 2e2um e tentar usá#lo para conseguir que ?eus faça o
que dese2emos. Vs ve!es se acentuam de tal modo as b*nçãos e benef0cios
do 2e2um que ser0amos tentados a crer que com um pequeno 2e2um
poder0amos ter o mundo, inclusive ?eus, comendo de nossas mãos.
' 2e2um deve sempre concentrar#se em ?eus. ?eve ser de iniciativa
divina e ordenado por ?eus. %omo a profetisa -na, precisamos cultuar em
2e2uns DBucas F.MJH. 1odo e qualquer outro prop)sito deve estar a serviço
de ?eus. %omo no caso daquele grupo apost)lico de -ntioquia, :servindo
ao .enhor; e :2e2uando; devem ser ditos de um s) f@lego D-tos GM.FH. %.
7. .purgeon escreveu> :Nossas temporadas de oração e 2e2um no
1abernáculo t*m sido, na verdade, dias de elevação& nunca a porta do céu
esteve mais aberta& nunca nossos coraç3es estiveram mais pr)ximos da
4l)ria central.;
?eus interrogou o povo do tempo de Yacarias> :Cuando 2e2uastes...
acaso foi para mim que 2e2uastes, como efeito para mimT; DYacarias J.PH.
.e nosso 2e2um não é para ?eus, então fracassamos. Kenef0cios f0sicos,
*xito na oração, dotação de poder, discernimentos espirituais # estas coisas
nunca devem tomar o lugar de ?eus como centro de nosso 2e2um. 5oão
6esle9 declarou> :Arimeiro, se2a ele \o 2e2um] feito para o .enhor com
nosso olhar fixado unicamente nele. Cue nossa intenção a0 se2a esta, e esta
somente, de glorificar a nosso Aai que está no céu...; $sse é o /nico modo
de sermos salvos de amar mais a b*nção do que -quele que abençoa.
,ma ve! que o prop)sito básico este2a firmemente fixo em nossos
coraç3es, estamos livres para entender que há, também, prop)sitos
secundários em 2e2uar.
Mais do que qualquer outra ?isciplina, o 2e2um revela as coisas que
nos controlam. $ste é um maravilhoso benef0cio para o verdadeiro
disc0pulo que anseia ser transformado + imagem de 5esus %risto. %obrimos
com alimento e com outras coisas boas aquilo que está dentro de n)s, mas
no 2e2um estas coisas v*m + tona. .e o orgulho nos controla, ele será
revelado quase imediatamente. ?avi disse> :em 2e2um está a minha alma;
D.almo UN.GQH. "ra, amargura, ci/me, disc)rdia, medo # se estiverem dentro
de n)s, aflorarão durante o 2e2um. - princ0pio racionali!aremos que a ira é
devido + fome& depois descobriremos que estamos irados por causa do
esp0rito de ira que há dentro de n)s. Aodemos rego!i2ar#nos neste
conhecimento porque sabemos que a cura está dispon0vel mediante o poder
de %risto.
' 2e2um a2uda#nos a manter nosso equil0brio na vida. Cuão
facilmente começamos a permitir que coisas não essenciais adquiram
preced*ncia em nossas vidas. Cuão depressa dese2amos ardentemente
coisas das quais não necessitamos até que se2amos por elas escravi!ados.
Aaulo escreveu> :1odas as coisas me são l0citas, mas eu não me deixarei
dominar por nenhuma delas; DG %or0ntios U.GFH. Nossos anseios e dese2os
humanos são como um rio que tende a transbordar& o 2e2um a2uda a mant*#
lo no seu devido leito. :$smurro o meu corpo, e o redu!o + escravidão;,
disse Aaulo DG %or0ntios N.FJH. .emelhantemente, escreveu ?avi>
:$u afligia a minha alma com 2e2um; D.almo MP.GMH. "sso não é
ascetismo> é disciplina, e a disciplina tra! liberdade. No século quarto
-stério disse que o 2e2um garantia que o est@mago não fi!esse o corpo
ferver como uma chaleira em pre2u0!o da alma.
"n/meras pessoas t*m escrito sobre os muitos outros valores do
2e2um tais como aumento de eficácia na oração intercessora, orientação na
tomada de decis3es, maior concentração, livramento dos que se encontram
em escravidão, bem#estar f0sico, revelaç3es e assim por diante. Nesta,
como em todas as quest3es, podemos esperar que ?eus galardoe os que
diligentemente o buscam.
A Pr!#ica do :e3()
7omens e mulheres modernos ignoram, em grande parte, os aspectos
práticos do 2e2um. 's que dese2am 2e2uar precisam familiari!ar#se com
estas informaç3es.
%omo acontece com todas as ?isciplinas, deve#se observar certa
progressão& é prudente aprender a andar bem antes de tentarmos correr.
%omece com um 2e2um parcial de vinte e quatro horas de duração& muitos
t*m achado que o melhor per0odo é de almoço a almoço. "sto significa que
voc* não tomaria duas refeiç3es. .ucos de frutas frescas são excelentes.
1ente este método uma ve! por semana durante algumas semanas. No
começo voc* ficará fascinado com os aspectos f0sicos, mas a coisa mais
importante a observar é a atitude interior de adoração. $xteriormente voc*
estará executando os seus deveres regulares do dia, mas interiormente voc*
estará em oração e adoração, c(ntico e louvor. Numa forma nova, levará
cada tarefa do dia a ser um ministério sagrado ao .enhor.
%onquanto seus deveres se2am seculares, para voc* eles são um
sacramento.
%ultive uma :suave receptividade aos sopros divinos;. Cuebre seu
2e2um com uma leve refeição de frutas e vegetais frescos e uma boa dose
de rego!i2o 0ntimo.
?epois de duas ou tr*s semanas, voc* estará preparado para tentar
um 2e2um normal de vinte e quatro horas. ,se somente água, mas em
quantidades saudáveis.
Muitos acham que o melhor é água destilada. .e o gosto da água lhe
desagrada, adicione uma colher de chá de suco de limão. Arovavelmente
voc* sentirá algumas dores de fome ou desconforto antes de terminar o
tempo. Não se trata de fome verdadeira& seu est@mago tem sido treinado
durante anos de condicionamento a dar sinais de fome em determinadas
horas. $m vários aspectos, seu est@mago é como uma criança mimada, e as
crianças mimadas não precisam de indulg*ncia, precisam de disciplina.
Martinho Butero disse> :... a carne estava habituada a resmungar
horrivelmente.; <oc* não deve ceder a este resmungo.
"gnore os sinais ou diga mesmo ao seu :filho mimado; que se acalme
e em breve tempo as dores da fome terão passado. .e não, tome um copo
de água e o est@mago ficará satisfeito. <oc* tem que ser o senhor de seu
est@mago, e não seu escravo. .e os deveres de fam0lia o permitirem, devote
+ meditação e oração o tempo que voc* normalmente tomaria em
alimentar#se.
?esnecessário é di!er que voc* deveria seguir o conselho de 5esus
em refrear#se de chamar a atenção para o que voc* está fa!endo. 's /nicos
a saber que voc* 2e2ua são os que devem sab*#lo. .e voc* chama a atenção
para seu 2e2um, as pessoas ficarão impressionadas e, como disse 5esus, essa
será sua recompensa.
<oc*, porém, 2e2ua por galard3es muito maiores e grandiosos. -s
palavras abaixo foram escritas por um indiv0duo que, a t0tulo de
experimento, dedicou#se a 2e2uar uma ve! por semana durante dois anos>
“F. Achei que -oi uma grande reali.ação passar um dia
inteiro sem alimento.
;ongratulei-me comigo mesmo pelo -ato de ach2-lo
tão -2cil.
&. ;omecei a ver que o ponto acima re-erido
di-icilmente seria o alvo do :e:um.
+isto -ui au/iliado por começar a sentir -ome.
). ;omecei a relacionar o :e:um de alimento com
outras 2reas de minha vida nas quais eu era mais
e/igente... 1u não me via o0rigado a conseguir lugar
no Jni0us para estar contente" ou sentir-me
re-rescado no verão e aquecido quando -a.ia -rio.
'. ... Ce-leti mais so0re o so-rimento de ;risto e so0re
o so-rimento dos que estão com -ome e t%m -ilhinhos
-amintos. ...
H. Seis meses após principiar a disciplina do :e:um"
comecei a ver por que -ora sugerido um perodo de
dois anos. A e/peri%ncia muda ao longo do caminho. A
-ome nos dias de :e:um tornou-se aguda" e mais -orte
a tentação de comer. 3ela primeira ve. eu estava
usando o dia a -im de encontrar a vontade de 5eus
para minha vida. ;omecei a pensar so0re o signi-icado
de alguém render sua própria vida.
(. Agora sei que a oração e o :e:um estão
intimamente ligados" esta -orma contudo ainda não
est2 com0inada em mim.”
7avendo reali!ado diversos 2e2uns com certo grau de *xito espiritual,
passe para um 2e2um de trinta e seis horas> tr*s refeiç3es. Reali!ado isto, é
hora de buscar o .enhor para saber se ele dese2a que voc* prossiga num
2e2um mais longo. 1r*s a sete dias é um bom per0odo de tempo e
provavelmente causará um forte impacto sobre o curso de sua vida.
= bom conhecer o processo pelo qual seu corpo passa no curso de um
2e2um mais longo. 's primeiros tr*s dias são geralmente os mais dif0ceis
em termos de desconforto f0sico e dores de fome. ' corpo está começando
a livrar#se dos venenos t)xicos que se acumularam durante anos de
deficientes hábitos alimentares, e o processo não é nada confortável. $ssa é
a ra!ão de sentir a l0ngua grossa e mau hálito. Não se preocupe com esses
sintomas& antes, se2a grato por melhor sa/de e bem#estar como resultado.
<oc* pode sentir dores de cabeça durante esse tempo, principalmente se
voc* é um ávido bebedor de café ou de chá. $sses são sintomas suaves do
2e2um que passarão, muito embora se2am desagradáveis por algum tempo.
No quarto dia as dores da fome começam a ceder, embora voc* tenha
sensaç3es de fraque!a e tontura. - tontura é apenas temporária, causada
por mudanças s/bitas de posição. Movimente#se com vagar e voc* não terá
dificuldade. - fraque!a pode chegar ao ponto em que a mais simples tarefa
demande grande esforço. ?escansar é o melhor remédio. Muitos acham
que este é o mais dif0cil per0odo do 2e2um.
No sexto ou sétimo dia voc* começará a sentir#se mais forte e mais
alerta. -s dores de fome continuarão a diminuir até que nono ou décimo
dia são apenas uma insignificante irritação. ' corpo terá eliminado o
grosso dos venenos t)xicos e voc* se sentirá bem. .eu senso de
concentração estará aguçado e voc* achará que poderia continuar 2e2uando
indefinidamente. $m termos f0sicos, esta é parte mais agradável do 2e2um.
$m algum ponto a partir do vigésimo#primeiro dia até ao
quadragésimo, ou mais tempo ainda, dependendo do indiv0duo, as dores de
fome voltarão. $sta é a primeira fase da inanição e indica que o corpo
esgotou todas as suas reservas excedentes e está começando a sacar sobre o
tecido vivo. - esta altura o 2e2um deve ser quebrado.
- soma de peso perdido durante um 2e2um varia grandemente com o
indiv0duo. No começo é normal a perda de quase um quilo de peso por dia,
diminuindo para quase meio quilo diário + medida que o 2e2um prossegue.
?urante o 2e2um voc* sentirá mais frio, simplesmente porque o
metabolismo do corpo não produ! a soma costumeira de calor. %uidando#
se de manter o calor, não há dificuldade alguma.
?eve ser )bvio a todos que algumas pessoas há que, por motivos
f0sicos, não devem 2e2uar. 's diabéticos, as mulheres grávidas e os que t*m
problemas card0acos não devem 2e2uar. .e voc* tiver alguma d/vida sobre
sua aptidão para 2e2uar, consulte um médico.
-ntes de começar um 2e2um prolongado, alguns são tentados a comer
uma boa dose de alimento com o intuito de formar :estoque;. "sto é
muit0ssimo imprudente& com efeito, refeiç3es ligeiramente mais leves do
que o normal são melhores para um dia ou dois anteriores ao 2e2um. ,m
bom conselho é que voc* se abstenha de tomar café ou chá tr*s dias antes
de começar um 2e2um longo. .e a /ltima refeição a estar no est@mago é de
frutas e vegetais frescos, voc* não deve ter dificuldade com prisão de
ventre.
,m 2e2um prolongado deve ser quebrado com suco de frutas ou de
vegetais. - princ0pio, tomar pequenas quantidades. Bembre#se de que o
est@mago se contraiu consideravelmente e todo o sistema digestivo entrou
numa espécie de hibernação.
No segundo dia voc* deve poder comer frutas, e depois leite ou
iogurte. - seguir voc* pode comer saladas frescas e vegetais co!idos. $vite
todo molho de salada, gordura ou amido. = preciso tomar o máximo
cuidado para não comer em excesso. ,ma boa coisa durante este per0odo é
considerar a dieta e hábitos alimentares futuros para ver se voc* precisa ser
mais disciplinado e estar no controle de seu apetite.
$mbora os aspectos f0sicos do 2e2um nos deixem curiosos, 2amais
devemos esquecer#nos de que a principal obra do 2e2um b0blico está no
reino espiritual.
' que se passa espiritualmente é de muito maior conseqL*ncia do
que o que acontece no corpo. <oc* estará enga2ado em uma guerra
espiritual que necessitará de todas as armas de $fésios U. ,m dos per0odos
mais cr0ticos no campo espiritual está no final do 2e2um f0sico quando
temos uma tend*ncia natural para descontrair#nos. Não quero, porém,
deixar a impressão de que todo 2e2um é uma tremenda luta espiritual&
pessoalmente, não tenho sentido assim.
1le é" tam0ém" “... :ustiça" e pa." e alegria no 1sprito
Santo” #Comanos F'.FK*.
' 2e2um pode tra!er avanços no reino espiritual que 2amais poderiam
ter acontecido de outra maneira. = um recurso da graça e b*nção de ?eus
que não deve ser negligenciado por mais tempo. 6esle9 declarou>
“... não é meramente pela lu. da ra.ão... que o povo
de 5eus tem sido" em todos os tempos" levado a usar
o :e:um como um recursoG ... mas eles t%m sido...
ensinados a esse respeito pelo próprio 5eus" mediante
claras e a0ertas revelaç4es de sua Lontade... ,ra"
quaisquer que tenham sido as ra.4es para reavivar os
do passado" em seu .eloso e constante cumprimento
deste dever" elas são de igual -orça ainda para
reavivar-nos.”
-gora é o tempo para que todos quantos ouvem a vo! de %risto
obedeçam a ela.
>. A DISCIPLINA DO ESTUDO
“Muem estuda somente os homens" adquire o corpo
do conhecimento sem a alma7 e quem estuda
somente os livros" a alma sem o corpo. Muem
adiciona a o0servação 8quilo que v%" e re-le/ão 8quilo
que l%" est2 no caminho certo do conhecimento"
contanto que ao sondar os coraç4es dos outros" não
negligencie o seu próprio.” - ;ale0 ;olton
' prop)sito das ?isciplinas $spirituais é a total transformação da
pessoa. $las visam a substituir os velhos e destruidores hábitos de
pensamento por novos hábitos vivificadores. $m parte alguma este
prop)sito é visto mais claramente do que na ?isciplina do estudo. '
ap)stolo Aaulo di! que o modo de sermos transformados é mediante a
renovação da mente DRomanos GF>FH. - mente é renovada aplicando#se a
ela as coisas que a transformarão. :inalmente, irmãos, tudo o que é
verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é 2usto, tudo o que é puro,
tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se
algum louvor existe, se2a isso o que ocupe o vosso pensamento;
Dilipenses E>OH. - ?isciplina do estudo é o ve0culo básico que nos leva a
ocupar o pensamento. -ssim, devemos rego!i2ar#nos pois não estamos por
conta de nossos pr)prios inventos, mas recebemos este recurso da graça de
?eus para a transformação de nossa disposição interior.
Muitos cristãos permanecem em su2eição a temores e ansiedades
simplesmente porque não se beneficiam da ?isciplina do estudo. 1alve!
se2am fiéis em sua freqL*ncia + igre2a e dese2osos de cumprir seus deveres
religiosos, mas ainda não estão sendo transformados. Não estou aqui
falando dos que manifestam meras formas religiosas, mas dos que
verdadeiramente buscam adorar e obedecer a 5esus %risto como .enhor e
Mestre. 1alve! cantem com pra!er, orem no $sp0rito, vivam tão
obedientemente quanto sabem, até mesmo recebam vis3es e revelaç3es
divinas& não obstante, o tom de suas vidas permanece inalterado. Aor qu*T
Aorque nunca se dedicaram a uma das principais formas que ?eus usa para
mudar#nos> o estudo.
5esus deixou inconfundivelmente claro que o conhecimento da
verdade é que nos liberta. :%onhecereis a verdade e a verdade vos
libertará; D5oão O>MFH. 's bons sentimentos não nos libertarão.
$xperi*ncias extáticas não nos libertarão.
$star :inebriado com 5esus; não nos libertará. .em o conhecimento
da verdade, não seremos libertos.
' princ0pio é verdadeiro em qualquer área do esforço humano. =
verdadeiro em Kiologia e em Matemática. = verdadeiro no casamento e em
outras relaç3es humanas. Mas é especialmente verdadeiro com refer*ncia +
vida espiritual.
Muitos estão embaraçados e confusos no andar espiritual por simples
ignor(ncia da verdade. Aior ainda, muitos t*m sido levados + mais cruel
escravidão por ensinamentos falsos. :Rodeais o mar e a terra para fa!er um
prosélito& e, uma ve! feito, o tornais filho do inferno duas ve!es mais do
que v)s; DMateus FM>GPH.
-pliquemo#nos, pois, a aprender o que constitui a ?isciplina
$spiritual do estudo, a fim de identificar suas ciladas, praticá#la com
alegria e experimentar o livramento que ela tra!.
?(e @ Es#(do=
$studo é um tipo espec0fico de experi*ncia em que, mediante
cuidadosa observação de estruturas ob2etivas, levamos os processos de
pensamento a moverem#se numa determinada direção. Aor exemplo,
tomemos o estudo de um livro.
<emo#lo, sentimo#lo. V medida que o estudamos, nossos processos
de pensamento assumem uma ordem que se conforma + do livro. Cuando
feito com concentração, percepção e repetição, formam#se hábitos
arraigados de pensamento.
' -ntigo 1estamento instrui no sentido de as leis serem escritas nas
portas e nos umbrais das casas, e atadas aos punhos, de sorte que :este2am
por frontal entre vossos olhos; D?euteron@mio GG>GOH. - finalidade dessa
instrução era dirigir a mente de forma repetida e regular a certos modos de
pensamento referentes a ?eus e +s relaç3es humanas. $videntemente, o
Novo 1estamento substitui as leis escritas nos umbrais das casas por leis
escritas no coração, e nos leva a 5esus, nosso Mestre interior e sempre
presente.
?evemos esclarecer, uma ve! mais, que os arraigados hábitos de
pensamento que se formam, conformar#se#ão + ordem da coisa que está
sendo estudada. ' que estudamos determina que tipos de hábitos devem
ser formados. Aor isso é que Aaulo insistia em que nos ocupássemos das
coisas que são verdadeiras, respeitáveis, 2ustas, amáveis e de boa fama.
' processo que ocorre no estudo deve distinguir#se da meditação.
$sta é devocional& o estudo é anal0tico. - meditação saboreará a palavra& o
estudo a explicará.
$mbora a meditação e o estudo muitas ve!es se superponham e
funcionem concorrentemente, constituem duas experi*ncias distintas. '
estudo proporciona determinada estrutura ob2etiva dentro da qual a
meditação pode funcionar com *xito.
No estudo há dois :livros; a serem estudados> verbal e não verbal.
Bivros e preleç3es constituem, portanto, apenas metade do campo de
estudo, talve! menos.
' mundo da nature!a e, muit0ssimo importante, a observação
cuidadosa dos acontecimentos e das aç3es são os campos básicos do estudo
não verbal.
' ob2etivo principal do estudo é a percepção da realidade de uma
determinada situação, encontro, livro, etc. Aor exemplo, uma pessoa
poderia estar envolvida no esc(ndalo de 6atergate sem perceber, mesmo
de leve, a verdadeira nature!a dessa trágica situação. Mas se uma pessoa
observasse e refletisse cuidadosamente sobre o que estava ocorrendo,
aprenderia um bocado de coisas.
?(a#ro Passos
' estudo envolve quatro passos. ' primeiro é a repetição. -
repetição é uma forma de canali!ar a mente de modo regular, numa direção
espec0fica, firmando assim hábitos de pensamento. - repetição desfruta,
ho2e, de certa má fama.
%ontudo, é importante reconhecer que a pura repetição, mesmo sem
entender o que está sendo repetido, em realidade, afeta a mente interior.
7ábitos arraigados de pensamento podem ser formados apenas pela
repetição, mudando assim o comportamento. $sse é o princ0pio l)gico
central da psicocibernética, que treina o indiv0duo para repetir certas
afirmaç3es regularmente Dpor exemplo, amo a mim mesmo
incondicionalmenteH. Nem mesmo é importante que a pessoa creia naquilo
que está repetindo& basta que se2a repetido. - mente interior é assim
treinada, e afinal responderá modificando o comportamento para
conformar#se + afirmação. Naturalmente, este princ0pio tem sido conhecido
durante séculos, mas s) em anos recentes recebeu confirmação cient0fica.
= por isso que a programação de televisão tem tanta import(ncia.
%om inumeráveis crimes cometidos todas as noites no horário nobre da 1<,
a pr)pria repetição treinará a mente interior em padr3es de pensamento
destruidor.
- concentração é o segundo passo no estudo. .e além de condu!ir a
mente repetidas ve!es ao assunto em questão a pessoa concentrar#se no que
está sendo estudado, a aprendi!agem aumenta sobremaneira. -
concentração centrali!a a mente. $la prende a atenção na coisa que está
sendo estudada. - mente humana tem capacidade incr0vel de concentrar#se.
$la está a todo instante recebendo milhares de est0mulos, cada um dos
quais capa! de arma!enar#se em seus bancos de mem)ria enquanto se
concentra nuns poucos apenas. $sta capacidade natural do cérebro aumenta
quando, com unidade de prop)sito, concentramos nossa atenção num
dese2ado ob2eto de estudo.
Cuando não apenas de maneira repetida canali!amos a mente num
determinado sentido, concentrando nossa atenção no assunto, mas
entendemos o que estamos estudando, então atingimos um novo n0vel. -
compreensão é, pois, o terceiro passo na ?isciplina do estudo& ela leva +
introspecção e ao discernimento& também prov* a base para uma
verdadeira percepção da realidade.
7á necessidade de mais um passo> a reflexão. $mbora a
compreensão defina o que estamos estudando, a reflexão determina o seu
significado. Refletir sobre os acontecimentos de nosso tempo, ruminá#los,
são atos que nos levam + realidade interior desses acontecimentos. -
reflexão fa!#nos ver as coisas da perspectiva de ?eus. Na reflexão
chegamos a entender, não somente a matéria de nosso estudo, mas a n)s
mesmos. 5esus falou muitas ve!es dos ouvidos que não ouvem e dos olhos
que não v*em. Cuando ponderamos o significado do que estudamos,
chegamos a ouvir e ver as coisas de maneira nova.
Bogo se torna )bvio que o estudo demanda humildade. "sto não
acontece enquanto não estivermos dispostos a su2eitar#nos + matéria que
estudamos. ?evemos submeter#nos ao sistema. ?evemos vir como aluno,
não como professor. ' estudo não s) depende diretamente da humildade,
mas é conducente a ela. -rrog(ncia e esp0rito d)cil excluem#se
mutuamente.
1odos n)s conhecemos indiv0duos que seguiram algum curso de
estudo ou alcançaram algum grau acad*mico, que alardeiam seus
conhecimentos de modo ofensivo. ?evemos sentir profunda triste!a por
tais pessoas. $las não entendem a ?isciplina $spiritual do estudo.
%onfundiram o ac/mulo de informaç3es com conhecimento. $quiparam
verborragia com sabedoria. Cue tragédiaI ' ap)stolo 5oão definiu vida
eterna como o conhecimento de ?eus. :$ a vida eterna é esta> que te
conheçam a ti, o /nico ?eus verdadeiro, e a 5esus %risto, a quem enviaste;
D5oão GJ>MH. Mesmo um toque deste conhecimento experimental é
suficiente para dar#nos um profundo senso de humildade.
Aois bem, havendo lançado a base, passemos a considerar a
reali!ação prática da ?isciplina do estudo.
Es#(do de Livros
Cuando consideramos o estudo é muito natural pensarmos em livros
ou outros escritos. $mbora constituam apenas metade do campo, conforme
afirmei anteriormente, e a metade mais )bvia, eles são muito importantes.
"nfeli!mente, muitos parecem pensar que estudar um livro é tarefa
simples. Não há d/vida de que a atitude petulante explica o motivo dos
pobres hábitos de leitura de muitas pessoas. ' estudo de um livro é matéria
extremamente complexa, de modo especial para o novato. %omo no t*nis
ou na datilografia, quando se aprende a matéria pela primeira ve!, parece
haver mil detalhes a serem dominados e a pessoa se pergunta como é
poss0vel a um pobre mortal conservar tudo em mente ao mesmo tempo.
%ontudo, uma ve! que se adquire profici*ncia, a mec(nica torna#se uma
segunda nature!a e a pessoa pode concentrar#se no 2ogo de t*nis ou no
material a ser datilografado.
- mesma coisa se verifica com o estudo de um livro. ' estudo é uma
arte exigent0ssima que envolve um labirinto de pormenores. ' principal
obstáculo é convencer as pessoas de que elas devem aprender a estudar. -
maioria das pessoas sup3e que pelo fato de saberem ler as palavras, sabem
por isso mesmo estudar. $sta limitada compreensão da nature!a do estudo
explica por que tantas pessoas beneficiam#se tão pouco da leitura de livros.
1r*s regras intr0nsecas e tr*s extr0nsecas comandam o estudo bem#
sucedido de um livro.
-s regras intr0nsecas podem, no começo, necessitar de tr*s leituras
separadas, mas com o tempo elas podem ser feitas simultaneamente. -
primeira leitura envolve entender o livro> o que é que o autor está di!endoT
- segunda leitura envolve interpretar o livro> o que é que o autor quer
di!erT - terceira leitura envolve avaliar o livro> está o autor certo ou
erradoT - tend*ncia de muitos de n)s é no sentido de fa!er a terceira leitura
e freqLentemente nunca fa!er a primeira e a segunda. a!emos uma análise
cr0tica de um livro antes de entendermos o que ele di!. 5ulgamos um livro
certo ou errado antes de interpretarmos seu significado. ' sábio escritor de
$clesiastes disse que há tempo para cada coisa debaixo do céu, e o tempo
para a análise cr0tica de um livro vem depois de cuidadoso entendimento e
interpretação.
1odavia, as regras intr0nsecas de estudo são, em si mesmas,
insuficientes. Aara ler com *xito, precisamos dos aux0lios extr0nsecos da
experi*ncia, de outros livros e da discussão ao vivo.
- experi*ncia é o /nico meio de podermos interpretar o que lemos e
de relacionar#nos com o que lemos. - experi*ncia que foi entendida e foi
alvo de nossa reflexão, informa e ilumina nosso estudo.
No que se refere a livros, podemos incluir dicionários, comentários e
outra literatura interpretativa, porém mais significativos são os livros que
precedem ou favorecem o problema que está sendo estudado. = freqLente
que os livros tenham significado somente quando lidos em relação com
outros livros. Aor exemplo, as pessoas acharão quase imposs0vel entender
Romanos ou 7ebreus sem base na literatura do -ntigo 1estamento. 's
grandes livros que se dedicam aos problemas principais da vida interagem
entre si. Não podem ser lidos isoladamente.
- discussão ao vivo refere#se + interação comum que ocorre entre os
seres humanos + medida que perseguem um determinado curso de estudo.
"nteragimos com o autor, interagimos uns com os outros, e assim nascem
novas idéias criativas.
' primeiro e mais importante livro que devemos estudar é a K0blia.
' salmista perguntou> :?e que maneira poderá o 2ovem guardar puro o seu
caminhoT; $ ele respondeu + sua pr)pria pergunta> :'bservando#o
segundo a tua palavra;, e acrescentou> :4uardo no coração as tuas
palavras, para não pecar, contra ti; D.almo GGG>N, GGH. Arovavelmente a
:palavra; a que o salmista se refere se2a a 1orá. 's cristãos, através dos
séculos, t*m confirmado esta verdade em seu estudo das $scrituras. :1oda
$scritura é inspirada por ?eus e /til para o ensino, para a repreensão, para
a correção, para a educação na 2ustiça, a fim de que o homem de ?eus se2a
perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra; DF 1im)teo M>GU,
GJH. 'bserve que o prop)sito central não é pure!a doutrinária Dembora esta,
sem d/vida, este2a envolvidaH mas a transformação interior. Cuando vamos
+ $scritura vamos para ser transformados, não para acumular informaç3es.
?evemos entender, porém, que existe uma vasta diferença entre o
estudo b0blico e a leitura devocional da K0blia. No estudo b0blico dá#se alta
prioridade + interpretação> o que significa. Na leitura devocional, dá#se alta
prioridade + aplicação> o que significa para mim. No estudo, não buscamos
*xtase espiritual& com efeito, o *xtase pode ser um obstáculo. Cuando
estudamos um livro da K0blia, buscamos ser controlados pela intenção do
autor. Resolvemos ouvir o que ele di!, e não o que gostar0amos que ele
dissesse. $stamos dispostos a pagar o preço de um dia estéril ap)s outro,
até que o significado nos se2a claro. $ste processo revoluciona#nos a vida.
' ap)stolo Aedro encontrou algumas coisas nas ep0 stolas de :nosso
amado irmão Aaulo; que eram :dif0ceis de entender; DF Aedro M>GP,GUH. .e
Aedro pensou assim, n)s também pensaremos. Necessitamos de trabalhar
no assunto. - leitura devocional diária é, certamente, recomendável, porém
ela não é estudo. Cuem estiver buscando :uma palavrinha do .enhor para
ho2e; não está interessado na ?isciplina do estudo.
- $scola ?ominical para o adulto médio é por demais superficial e
devocional para a2udar#nos a estudar a K0blia, muito embora algumas
igre2as creiam suficientemente no estudo a ponto de oferecer cursos sérios
sobre a K0blia.
1alve! voc* more nas proximidades de um seminário ou de uma
universidade onde pode freqLentar cursos como ouvinte. Neste caso, voc*
é feli!, especialmente se encontrar um professor que distribua vida bem
como informaç3es. .e, porém, esse não for o caso De mesmo que o se2aH,
voc* pode tomar algumas provid*ncias para começar o estudo da K0blia.
-lgumas de minhas mais proveitosas experi*ncias de estudo vieram
mediante a estruturação de um retiro privado para mim mesmo. $m geral
isto leva de dois a tr*s dias. .em d/vida voc* ob2etará que devido ao seu
horário, não lhe é poss0vel encontrar o tempo necessário.
Cuero que voc* saiba que não é mais fácil para mim conseguir esse
tempo do que para qualquer outra pessoa. Buto e esforço#me por conseguir
cada retiro, programando#o em minha agenda com muitas semanas de
anteced*ncia. 1enho sugerido esta idéia a grupos, e tenho verificado que os
profissionais com horários sobrecarregados, operários com horários
r0gidos, donas#de#casa com fam0lia grandes, e outros, podem, com efeito,
encontrar tempo para um retiro de estudo privado. ?escobri que o mais
dif0cil problema não é encontrar tempo mas convencer#me de que é muito
importante encontrar tempo.
- K0blia di! que ap)s a maravilhosa ressurreição de ?orcas, Aedro
:ficou em 5ope muitos dias em casa de um curtidor, chamado .imão;
D-tos N>EMH. oi durante essa estada em 5ope que o $sp0rito .anto levou
Aedro a compreender Dcom aux0lios visuais, é claroH seu racismo. Cue teria
acontecido se Aedro, em ve! de permanecer a0, tivesse partido para vários
lugares a fim de falar sobre a ressurreição de ?orcasT = poss0vel que ele
não tivesse compreendido aquela visão esmagadora recebida do $sp0rito
.anto, :Reconheço por verdade que ?eus não fa! acepção de pessoas& pelo
contrário, em qualquer nação, aquele que o teme e fa! o que é 2usto lhe é
aceitável; D-tos GQ>ME, MPHT Ninguém sabe. Mas isto sei> ?eus tem para
n)s vários lugares de :estada; onde ele possa ensinar#nos de um modo
especial.
Aara muitos, um fim de semana é uma boa oportunidade para tal
experi*ncia.
'utros podem arran2ar algum tempo no meio da semana. .e apenas
um dia for poss0vel, com freqL*ncia o domingo é excelente.
' melhor lugar é o que estiver longe de casa. ?eixar a casa não s)
nos liberta do telefone e das responsabilidades domésticas, mas também
disp3e nossa mente para uma atitude de estudo. -lguns locais como hotéis,
chalés, cabanas, funcionam bem. -campar é menos dese2ável visto que a
gente se distrai com outras atividades.
Retiros de grupos quase nunca levam o estudo a sério, por isso voc*
precisará, certamente, de organi!ar seu pr)prio retiro. ,ma ve! que voc*
está so!inho, terá de disciplinar a si mesmo e a seu tempo com cuidado. .e
voc* é novo no assunto, não vai querer exagerar e dessa forma esgotar#se.
%om experi*ncia, porém, voc* pode esperar reali!ar umas de! a do!e horas
de bom estudo cada dia.
Cue deve voc* estudarT "sso depende de sua necessidade. Não sei
quais são suas necessidades& sei, porém, que uma das grandes necessidades
dos cristãos ho2e é simplesmente da leitura de grandes porç3es da K0blia.
4rande parte de nossa leitura b0blica é fragmentada e esporádica. %onheço
estudantes que fi!eram cursos de K0blia e nunca leram, nem mesmo como
um todo, o livro da K0blia que estava sendo estudado. %onsidere pegar um
grande livro da K0blia, como 4*nesis ou 5eremias, e l*#lo do começo ao
fim. 'bserve a estrutura e o desenvolvimento do livro. Note áreas de
dificuldades e volte a elas mais tarde. -note os pensamentos e as
impress3es. Vs ve!es é bom combinar o estudo da K0blia com o estudo de
algum grande clássico devocional. $ssas experi*ncias de retiro podem
transformar sua vida.
'utro método de estudar a K0blia é tomar um livro menor, como
$fésios ou G 5oão, e l*#lo por inteiro, todos os dias, durante um m*s. Mais
do que qualquer outro esforço isolado, isto porá em sua mente a estrutura
do livro. Beia#o sem tentar encaixá#lo em categorias estabelecidas. $spere
ouvir coisas novas em novas formas. Mantenha um diário de suas
descobertas. No desenrolar desses estudos, obviamente voc* dese2ará fa!er
uso dos melhores aux0lios dispon0veis.
-lém de estudar a K0blia, não se esqueça de estudar alguns dos
clássicos experienciais da literatura cristã. %omece com as %onfiss3es de
.to. -gostinho. - seguir, volte#se para a "mitação de %risto, de 1homas de
8empis. Não negligencie 1he Aractice of the Aresence of 4od DArática da
Aresença de ?eusH, do "rmão BaXrence. Aara maior pra!er, leia 1he Bittle
loXers of .t. rancis D-s lore!inhas de .. ranciscoH, pelo "rmão
,golino. 1alve!, a seguir, voc* dese2asse algo um pouco mais pesado,
como os Aensamentos, de Aascal. ?esfrute de 1able 1alWs D%onversas +
MesaH, de Martinho Butero, antes de entrar na "nstituição da Religião
%ristã, de %alvino. %onsidere a leitura do pioneiro na escrita de diário
religioso, 1he 5ournal of 4eorge ox D?iário de 4eorge oxH, ou talve! o
mais conhecido ?iário de 5oão 6esle9. Beia com atenção - .erious %all to
a ?evout and 7ol9 Bife D-pelo a uma <ida ?evota e .antaH, de 6illiam
BaX Das palavras dessa obra tra!em um tom contempor(neoH. ?e autores
do século vinte, leia - 1estament of ?evotion D1estamento de ?evoçãoH,
por 1homas 8ell9& 1he %ost of ?iscipleship D' %usto do ?iscipuladoH, por
?ietrich Konhoeffer, e - $ss*ncia do %ristianismo -ut*ntico, de %. ..
BeXis.
%abe aqui uma palavra de advert*ncia. Não se deixe vencer nem
desanimar pela quantia dos livros que não tenha lido. = provável que voc*
não leu todos os que aqui arrolamos, mas, sem d/vida, leu outros que não
mencionamos. 's que foram arrolados, foram#no com o intuito de dar
(nimo ao leitor, demonstrando, também, a excelente quantidade de
literatura que temos + nossa disposição para guiar#nos na caminhada
espiritual. Muitos outros t*m percorrido o mesmo caminho e t*m deixado
marcos. Bembre#se de que a chave da ?isciplina do estudo não é ler muitos
livros, mas ter experi*ncia daquilo que lemos.
Es#(do de ALivros 'ão Ver"aisB
%hegamos ao menos reconhecido mas talve! o mais importante
campo de estudo> a observação da realidade nas coisas, nos acontecimentos
e nas aç3es. ' ponto mais fácil por onde começar é a nature!a. Não é
dif0cil ver que a ordem criada tem algo para ensinar#nos.
"sa0as di! que :... os montes e os outeiros romperão em c(nticos
diante de v)s, e todas as árvores do campo baterão palmas; D"sa0as PP>GFH.
- obra das mãos do %riador pode falar a n)s e ensinar#nos, se estivermos
dispostos a ouvir. Martin Kuber conta a hist)ria do rabino que ia a uma
lagoa todos os dias ao amanhecer a fim de aprender :o hino que as rãs
entoam em louvor a ?eus;.
%omeçamos o estudo da nature!a prestando atenção. <emos flores ou
pássaros.
'bservamo#los cuidadosa e reverentemente. -ndré 4ide descreve a
ocasião em que, durante uma aula, observou uma mariposa que sa0a de sua
crisálida. $le se encheu de maravilha, espanto e alegria em face desta
metamorfose, desta ressurreição. 1odo entusiasmado ele mostrou#a ao
professor que respondeu com uma nota de desaprovação> :4rande coisaI
Não sabia voc* que a crisálida é o envolt)rio da borboletaT 1oda borboleta
que voc* v* surgiu de uma crisálida. = perfeitamente natural.; ?esiludido,
4ide escreveu> :.im, de fato, eu conhecia 7ist)ria Natural também, talve!
melhor do que ele... Mas, pelo fato de ser natural, não podia ele ver que era
maravilhosoT Aobre criaturaI - partir desse dia, senti pena dele e aversão a
suas liç3es.; Cuem não sentiriaT ' professor de 4ide havia apenas
acumulado informaç3es& ele não havia estudado. Aor isso, o primeiro passo
no estudo da nature!a é a observação reverente. ,ma folha pode falar de
ordem e variedade, de complexidade e de simetria. $vel9n ,nderhill
escreveu>
“;oncentre-se" como os e/erccios de recordar
ensinaram-lhe a -a.%-lo. 5epois" com atenção e" não
mais disperso entre os pequenos acidentes e
interesses de sua vida pessoal" mas equili0rado"
ereto" pronto para o tra0alho que voc% demandar2
desse mister" procure alcançar" por um distinto ato de
amor uma das mirades de mani-estaç4es da vida que
o circunda" as quais" de uma -orma costumeira"
di-icilmente voc% nota" a menos que aconteça voc%
necessitar delas.
Bance-se a ele7 não atraia a imagem dele ara voc%.
Atenção deli0erada - mais ata" apai/onada - uma
atenção que logo transcende a consci%ncia de si
mesmo" como separada da coisa vista e a esta
assistindo7 esta é a condição do %/ito.
Muanto ao o0:eto de contemplação" pouco importa.
5os Alpes ao inseto" tudo é v2lido" contanto que sua
atitude se:a reta7 pois todas as coisas neste mundo
que voc% dese:a alcançar estão ligadas umas 8s
outras" e uma delas verdadeiramente apreendida ser2
a porta para as restantes.”
' passo seguinte é fa!er#se amigo das flores, das árvores e das
pequenas criaturas que raste2am pela terra. %omo o ?r. ?oolittle da fábula,
converse com os animais. $stá claro que não podemos, em realidade,
conversar com eles... ou será que podemosT 7á, por certo, uma
comunicação que ultrapassa as palavras # os animais, até mesmo as plantas,
parecem responder + nossa ami!ade e compaixão. .ei disto porque 2á fi!
experi*ncias neste sentido, e também o fi!eram alguns cientistas de
primeira, e temos verificado que é verdadeiro.
1alve! as hist)rias a respeito de .. rancisco de -ssis domesticando
o lobo de 4ubbio e pregando aos pássaros não se2am improváveis. ?isto
podemos estar certos> se amarmos a criação, aprenderemos com ela. $m 's
irmãos 8arama!ov, ?ostoievsWi aconselhou>
:-me toda a criação de ?eus, o todo e cada grão de areia que nela
há. -me cada folha, cada raio de lu! de ?eus. -me os animais, ame as
plantas, ame tudo. .e voc* amar tudo, perceberá o mistério divino nas
coisas. Aercebido o mistério, voc* poderá compreend*#lo melhor cada dia.;
7á, naturalmente, além da nature!a muitos outros :livros; que
dever0amos estudar. .e voc* observar as relaç3es que ocorrem entre os
seres humanos, receberá uma educação de n0vel p)s#graduação. <e2a, por
exemplo, quanto do que falamos visa a 2ustificar nossas aç3es. -chamos
quase imposs0vel agir e deixar que o ato fale por si mesmo. Não& devemos
explicá#lo, 2ustificá#lo, demonstrar sua 2uste!a. Aor que sentimos esta
compulsão de explicar tudo direitinhoT Aor causa do orgulho e do medo.
Nossa reputação está em 2ogoI
$sse traço é particularmente fácil de observar entre vendedores,
escritores, pregadores, professores # todos quantos ganham a vida fa!endo
bom uso das palavras. .e porém, fi!ermos de n)s mesmos um dos
principais assuntos de estudo, aos poucos nos livraremos da arrog(ncia.
.eremos incapa!es de orar como o fariseu> :_ ?eus, graças te dou porque
não sou como os demais homens...; DBucas GO>GGH.
-tente bem para os relacionamentos comuns que voc* encontra
durante o dia> em casa, no trabalho, na escola. Note as coisas que
controlam as pessoas.
Bembre#se> voc* não está tentando condenar ou 2ulgar ninguém& voc*
está apenas procurando aprender.
%onforme mencionei acima, n)s mesmos dever0amos conhecer as
coisas que nos controlam. 'bserve seus sentimentos interiores e variaç3es
de (nimo. Cue é que controla seus (nimosT Cue é que voc* pode aprender
da0 a respeito de si mesmoT
-o fa!er tudo isto, não estamos tentando tomar#nos psic)logos ou
soci)logos amadores. Nem estamos obsecados por excessiva introspecção.
$studamos essas matérias com esp0rito de humildade e tendo necessidade
de uma grande dose de graça. ?ese2amos apenas seguir a máxima de
.)crates> :%onhece#te a ti mesmo.; $ mediante o bendito $sp0rito .anto
esperamos que 5esus se2a nosso Mestre vivo e sempre presente.
ar0amos bem em estudar instituiç3es e culturas, bem como as forças
que as modelam. ?ever0amos, também, ponderar sobre os acontecimentos
de nosso tempo # notando primeiro, com esp0rito de discernimento, o que
nossa cultura pensa ser ou não ser um :grande acontecimento;. $xamine os
sistemas de valor de uma cultura # não o que as pessoas di!em ser, mas o
que realmente são. $ um dos mais n0tidos meios de ver os valores de nossa
cultura é observar os comerciais de televisão.
aça perguntas. ?e que se constituem o ativo e o passivo de uma
sociedade tecnol)gicaT Aor que achamos dif0cil, em nossa cultura,
encontrar tempo para desenvolver relacionamentosT = o individualismo
'cidental valioso ou destruidorT Cue elementos, em nossa cultura, estão
alinhados com o evangelho, e quais estão em desacordoT ,ma das mais
importantes funç3es dos profetas cristãos de nossos dias é perceber as
conseqL*ncias de várias invenç3es e de outras forças culturais e formular
2u0!os de valor a respeito delas.
' estudo produ! alegria. %omo todo novato, acharemos dif0cil
trabalhar no começo. Mas quanto maior nossa profici*ncia, tanto maior
nossa alegria.
-lexander Aope disse> :Não há estudo que não se2a capa! de deleitar#
nos depois de uma pequena aplicação a ele.; ' estudo é digno de nosso
mais sério esforço.
Se$('da Par#e: Disci%&i'as E7#eriores
Se$('da Par#e: Disci%&i'as E7#eriores
C. A DISCIPLINA DA SIMPLICIDADE
“Muando vivemos verdadeiramente na simplicidade
interior" toda a nossa apar%ncia é mais -ranca" mais
natural. A verdadeira simplicidade... -a.-nos cJnscios
de certa a0ertura" moderação" inoc%ncia" alegria e
serenidade" o que é encantador quando o vemos de
perto e continuamente" com olhos puros. ,h" quão
am2vel é esta simplicidade6 Muem ma dar2> 3or ela
dei/o tudo. 1la é a pérola do 1vangelho.” - Erançois
Eénelon
.implicidade é liberdade. ?uplicidade é servidão. - simplicidade
tra! alegria e equil0brio. - duplicidade tra! ansiedade e temor. ' pregador
de $clesiastes observou que :?eus fa! o homem reto, e este procura
complicaç3es sem conta; D$clesiastes J>FN, K0blia de 5erusalémH. <isto
como muitos de n)s experimentamos o livramento que ?eus tra! mediante
a simplicidade, cantamos uma ve! mais um antigo hino dos shaWers>
“N um dom ser simples"
N um dom ser livre"
N um dom descer aonde devemos estar"
1 quando nos virmos num caminho certo"
Liveremos num vale de amor e deleite6
Ao adquirir a real simplicidade"
+ão nos envergonhamos de viver e amar"
Loltar e voltar nosso deleite ser2"
Até que voltando" voltando"
3ara o que é certo nos voltamos.”
- ?isciplina cristã da simplicidade é uma realidade interior que
resulta num estilo de vida exterior. 1anto o aspecto interior como o exterior
da simplicidade são fundamentais. $nganamo#nos a n)s mesmos se cremos
que podemos possuir a realidade interior sem que ela tenha um profundo
efeito sobre nosso modo de viver. - tentativa de demonstrar um estilo de
vida exterior de simplicidade sem a realidade interior condu! ao legalismo
fatal.
- simplicidade começa no foco e na unidade interior. .ignifica viver
a partir do que 1homas 8ell9 chamou de :%entro ?ivino;. 8ierWegaard
captou o n/cleo da simplicidade cristã no intenso t0tulo de seu livro. Aurif9
of 7eart "s 6ill 'ne 1hing DAure!a de %oração é ?ese2ar ,ma .) %oisaH.
' experimentar a realidade interior liberta#nos exteriormente. '
lingua2ar torna#se vera! e honesto. - cobiça de :status; e posição passou,
porque não mais necessitamos deles. Aaramos com a extravag(ncia
pomposa, não porque não possamos dar#nos a esse luxo, mas por uma
questão de princ0pio. Nossos bens se tornam dispon0veis aos outros.
5untamo#nos + experi*ncia que Richard $. K9rd registrou em seu diário,
ap)s meses de solidão no estéril `rtico> :$stou aprendendo... que um
homem pode viver intensamente sem grande quantidade de coisas.;
alta + cultura contempor(nea tanto a realidade interior como o estilo
de vida de simplicidade exterior.
"nternamente o homem moderno está fraturado e fragmentado.
$ncontra#se perdido num labirinto de reali!aç3es competidoras. Num
momento ele toma decis3es com base na ra!ão sadia, e no momento
seguinte o fa! por medo do que os outros venham a pensar dele. $le não
tem unidade ou foco em torno do qual a vida se oriente.
Aelo fato de faltar#nos um %entro divino, nossa necessidade de
segurança tem#nos indu!ido a um apego insano +s coisas. ?evemos
entender com clare!a que o ardente dese2o de abund(ncia na sociedade
contempor(nea é de nature!a psic)tica. = psic)tica porque perdeu por
completo o contato com a realidade.
-nsiamos possuir coisas de que não necessitamos nem desfrutamos.
:%ompramos coisas que realmente não dese2amos para impressionar
pessoas das quais não gostamos.; 'nde a obsolesc*ncia plane2ada desiste,
a obsolesc*ncia psicol)gica assume o controle. .omos levados a sentir
vergonha de usar roupas ou dirigir carros até que se gastem. 's ve0culos de
propaganda t*m#nos convencido de que andar fora de moda é não andar em
dia com a realidade. 5á é tempo de despertar#nos para o fato de que a
conformidade com uma sociedade enferma significa que estamos
enfermos. $nquanto não virmos o quanto nossa cultura se desequilibrou
neste ponto não estaremos em condiç3es de lidar com o esp0rito de
rique!as materiais que há dentro de n)s, nem dese2aremos a simplicidade
cristã.
- psicose permeia até mesmo nossa mitologia. ' her)i moderno é o
2ovem pobre que se torna rico em ve! do ideal franciscano ou budista do
2ovem rico que voluntariamente se torna pobre. D-inda achamos dif0cil
imaginar que isso também pudesse acontecer a um 2ovemIH. %obiça a que
chamamos ambição. 1esouro oculto a que chamamos prud*ncia. 4an(ncia
a que denominamos dilig*ncia.
-lém do mais, é importante entender que a moderna contracultura
mal chega a ser uma melhoria. = uma mudança superficial no estilo de vida
que não trata seriamente dos problemas básicos de uma sociedade de
consumo. <isto que sempre faltou + contracultura um centro positivo,
inevitavelmente ela se degenerou em trivialidade. -rt 4ish disse>
:4rande parte da contracultura é um reflexo dos piores aspectos da
velha sociedade enferma. - revolução não é narc)tico livre, sexo livre,
abortos a pedido. "sso é ofegar moribundo de uma velha cultura e não
condu!irá a uma nova vida. ' erotismo pseudolibertário, os elementos de
sadomasoquismo, e os an/ncios que apelam para o sexo em grande parte
da imprensa clandestina é parte da perversão da antiga ordem e expressão
de morte. Muitos que se acham na clandestinidade estão vivendo os
mesmos valores do establishment, apenas em forma invertida.;
%ora2osamente necessitamos de articular novos e mais humanos
modos de viver.
?ever0amos fa!er ob2eção + moderna psicose que define as pessoas
pelo quanto podem produ!ir ou pelo que elas ganham. ?ever0amos
experimentar novas e ousadas alternativas para o presente sistema
mort0fero. - ?isciplina $spiritual da simplicidade não é um sonho perdido
mas uma visão recorrente através da hist)ria. $la pode ser recapturada
ho2e. ?eve s*#lo.
A ;2"&ia e a Si)%&icidade
-ntes de tentar for2ar uma opinião cristã da simplicidade é necessário
destruir a noção prevalecente de que a K0blia é amb0gua com relação aos
problemas econ@micos. %om muita freqL*ncia se pensa que nossa reação +
rique!a é um problema individual. ?i!#se que o ensino da K0blia nesta área
é estritamente matéria de interpretação pessoal. Arocuramos crer que 5esus
não se referiu a quest3es econ@micas práticas.
Nenhuma leitura sé ria das $scrituras pode sustentar tal opinião. -s
in2unç3es b0blicas contra a exploração do pobre e o ac/mulo de rique!a são
claras e diretas. - K0blia desafia quase todos os valores econ@micos da
sociedade contempor(nea. Aor exemplo, o -ntigo 1estamento contesta a
noção popular de um direito absoluto + propriedade privada. - terra
pertencia a ?eus e portanto não podia ser possu0da perpetuamente, e no
ano do 2ubileu toda a terra voltava ao seu possuidor original. $m realidade,
o prop)sito do ano do 2ubileu era prover uma redistribuição regular da
rique!a, uma ve! que a pr)pria rique!a era considerada como pertencente a
?eus e não ao homem. 1al ponto de vista radical da economia estampa#se
na face de quase toda crença e prática modernas. .e "srael tivesse
observado fielmente o 2ubileu, teria desferido um golpe mortal no perene
problema de os ricos se tornarem mais ricos e os pobres se tornarem mais
pobres.
- todo instante a K0blia trata decisivamente do esp0rito interior de
escravidão gerado por um apego id)latra + rique!a. :.e as vossas rique!as
prosperam, não ponhais nelas o coração; D.almo UF>GQH. ' décimo
mandamento é contra a cobiça, contra o dese2o interior de :ter;, que
condu! ao roubo e + opressão. ' sábio fil)sofo entendia que :Cuem confia
nas suas rique!as cairá; DArovérbios GG>FOH.
5esus declarou guerra ao materialismo do seu tempo. ' tremo
aramaico para rique!a era :mamom;, e 5esus condenou#a como um deus
rival> :Nenhum servo pode servir a dois senhores& porque, ou há de
aborrecer um ou amar o outro, ou se há de chegar a um e despre!ar o outro.
Não podeis servir a ?eus e a Mamom; DBucas GU>GM, $d. Rev. %orrigidaH.
$le falou com freqL*ncia e sem ambigLidade dos problemas econ@micos.
:Kem#aventurados v)s os pobres, porque vosso é o reino de ?eus; e :-i
de v)s, os ricosI porque tendes a vossa consolação; DBucas U>FQ, FEH.
Retratou graficamente a dificuldade do rico entrar no reino de ?eus como a
de um camelo passar pelo fundo de uma agulha. Aara ?eus, naturalmente,
todas as coisas são poss0veis, mas 5esus entendeu claramente e dificuldade.
<iu as garras que a rique!a pode colocar sobre uma pessoa. $le sabia que
:onde está o teu tesouro, ai estará também teu coração;, que é
precisamente a ra!ão de ele ordenar a seus seguidores. :Não acumuleis
para v)s outros tesouros sobre a terra; DMateus U>FG, GNH. 5esus não estava
di!endo que o coração deveria ou não deveria estar onde está o tesouro. $le
estava afirmando o simples fato de que onde quer que voc* encontre o
tesouro, a0 encontrará o coração.
5esus exortou o 2ovem rico a não ter apenas uma atitude interior de
desapego a suas posses, mas literalmente livrar#se delas, se dese2asse o
reino de ?eus DMateus GN>GU#FFH. ?isse 5esus> :1ende cuidado e guardai#
vos de toda e qualquer avare!a& porque a vida de um homem não consiste
na abund(ncia dos bens que ele possui; DBucas GF>GPH. -conselhou +s
pessoas que vinham buscar a ?eus> :<endei os vossos bens e dai esmola&
fa!ei para v)s outros bolsas que não desgastem, tesouro inextingu0vel nos
céus...; DBucas GF>GU#FGH. 5esus disse que se realmente dese2amos o reino
de ?eus devemos, como um negociante que procura boas pérolas, tendo
achado uma de grande valor, estar dispostos a vender tudo para consegui#la
DMateus GM>EP, EUH. $le chamou todos os que quisessem segui#lo para uma
vida alegre, despreocupada e isenta de cuidados materiais> :?á a todo o
que te pede& e se alguém levar o que é teu, não entres em demanda; DBucas
U>MQH.
5esus referiu#se + questão de economia mais do que a qualquer outro
problema social. .e numa sociedade comparativamente simples nosso
.enhor dá *nfase tão grande sobre os perigos espirituais da rique!a, quanto
mais dever0amos n)s que vivemos numa cultura altamente rica levar a sério
a questão econ@mica.
-s ep0stolas referem o mesmo interesse. Aaulo disse> :'ra, os que
querem ficar ricos caem em tentação e cilada, e em muitas concupisc*ncias
insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ru0na e perdição;
DG 1im)teo U>NH. ' bispo não deve ser :avarento; DG 1im)teo M>MH. '
diácono não deve ser :cobiçoso de s)rdida gan(ncia; DG 1im)teo M>OH. '
escritor de 7ebreus aconselhou> :.e2a a vossa vida sem avare!a. %ontentai#
vos com as coisas que tendes& porque ele tem dito> ?e maneira alguma te
deixarei, nunca 2amais te abandonarei; D7ebreus GM>PH. 1iago lançou a
culpa por mortes e guerras sobre a cobiça de bens materiais> :%obiçais e
nada tendes& matais e inve2ais e nada podeis obter& viveis a lutar e a fa!er
guerras; D1iago E>G#FH. Aaulo chamou a avare!a de idolatria e ordenou +
igre2a de %orinto que exercesse severa disciplina contra qualquer pessoa
culpada de gan(ncia D$fésios P>P& G %or0ntios P>GGH. $le colocou a gan(ncia
ao lado do adultério e do roubo e declarou que os que vivem nessas coisas
não herdarão o reino de ?eus. Aaulo aconselhou os ricos a não confiarem
em sua rique!a, mas em ?eus, e repartir generosamente com os outros DG
1im)teo U>GJ#GNH.
7avendo dito isto, devo apressar#me em acrescentar que ?eus dese2a
que tenhamos suficiente provisão material. 7á miséria ho2e por uma
simples falta de provisão, assim como há miséria quando as pessoas
tentam viver de provisão. - pobre!a deliberada é um mal e deve ser
abandonada. Nem a K0blia perdoa ou escusa o ascetismo. - $scritura
declara de forma consistente e vigorosa que a criação é boa e deve ser
desfrutada. ' ascetismo estabelece uma divisão antib0blica entre um
mundo espiritual bom e um mundo material mau e assim encontra salvação
prestando tão pouca atenção quanto poss0vel ao reino f0sico da exist*ncia.
-scetismo e simplicidade são mutuamente incompat0veis. -s
similaridades superficiais e ocasionais na prática nunca devem obscurecer
a diferença radical entre os dois. ' ascetismo renuncia +s posses. -
simplicidade coloca as posses na devida perspectiva. ' ascetismo não
encontra lugar para uma :terra que mana leite e mel;. - simplicidade pode
rego!i2ar#se nesta graciosa provisão da mão de ?eus. ' ascetismo s)
encontra contentamento quando humilhado. - simplicidade conhece o
contentamento tanto na humilhação como na abund(ncia Dilipenses E>GFH.
- simplicidade é a /nica coisa que pode adequadamente reorientar
nossas vidas de sorte que as posses se2am autenticamente desfrutadas sem
destruir#nos. .em a simplicidade, ou capitularemos ao esp0rito de
:Mamom; da presente era má, ou cairemos num ascetismo legalista e
anticristão. -mbas as situaç3es levam + idolatria. -mbas são
espiritualmente fatais.
- $scritura é farta em descriç3es da abundante provisão material que
?eus dá ao seu povo. :Aorque o .enhor teu ?eus te fa! entrar numa boa
terra... e nada te faltará nela; D?euteron@mio O>J#NH. 1ambém é farta em
advert*ncias sobre o perigo de provis3es que não são mantidas na devida
perspectiva. :Não digas, pois, no teu coração> - minha força e o poder do
meu braço me adquiriram estas rique!as; D?euteron@mio O>GJH.
- ?isciplina $spiritual da simplicidade prov* a necessária
perspectiva que nos liberta para receber a provisão de ?eus como um ?om
que, por não ser nosso, não devemos guardar, mas que pode ser
gratuitamente partilhado com outros. ,ma ve! que reconhecemos que a
K0blia denuncia os materialistas e os ascetas com igual vigor, estamos
preparados para voltar nossa atenção + estrutura de um entendimento
cristão da simplicidade.
U) Po'#o de A%oio
-rquimedes declarou> :?ai#me um ponto de apoio e eu moverei a
terra.; $sse ponto focal é importante em qualquer ?isciplina, mas é
tremendamente importante em se tratando da simplicidade. ?e todas as
?isciplinas, a simplicidade é a mais vis0vel e, portanto, a mais aberta +
corrupção. - maioria dos cristãos nunca lutou de verdade com o problema
da simplicidade, convenientemente ignorando muitas palavras de 5esus
sobre o assunto. - ra!ão é simples> esta ?isciplina desafia diretamente
nossos interesses pessoais num abastado estilo de vida. Mas os que levam a
sério o ensino b0blico sobre a simplicidade defrontam#se com severas
tentaç3es em direção ao legalismo. No ardente esforço de dar expressão
concreta ao ensino econ@mico de 5esus é fácil confundir nossa expressão
do ensino com o pr)prio ensino. ,samos este atavio ou compramos aquele
tipo de casa e sacramentamos nossas escolhas como simplicidade de vida.
Aor causa deste perigo é muito importante achar e claramente
articular um ponto focal arquimediano para a simplicidade.
1emos esse ponto focal nas palavras de 5esus>
“3or isso vos digoG +ão andeis ansiosos pela vossa
vida" quanto ao que haveis de comer ou 0e0er7 nem
pelo vosso corpo quanto ao que haveis de vestir. +ão
é a vida mais do que o alimento" e o corpo mais do
que as vestes> ,0servai as aves do céuG não
semeiam" não colhem" nem a:untam em celeiros7
contudo vosso pai celeste as sustenta. 3orventura"
não valeis vós muito mais do que as aves>
Mual de vós" por ansioso que este:a" pode acrescentar
um cJvado ao curso da sua vida> 1 por que andais
ansiosos quanto ao vestu2rio> ;onsiderai como
crescem os lrios do campoG eles não tra0alham nem
-iam. 1u" contudo" vos a-irmo que nem Salomão" em
toda a sua glória" se vestiu como qualquer deles. ,ra"
se 5eus veste assim a erva do campo" que ho:e e/iste
e amanhã é lançada no -orno" quanto mais a vós
outros" homens de pequena -é> 3ortanto não vos
inquieteis" di.endoG Mue comeremos> Mue
0e0eremos> ouG ;om que nos vestiremos> porque os
gentios é que procuram todas estas coisas7 pois vosso
3ai celeste sa0e que necessitais de todas elas7 0uscai"
pois" em primeiro lugar" o seu reino e a sua :ustiça" e
todas estas coisas vos serão acrescentadas” #Mateus
(G&H-))*.
' ponto central da ?isciplina da simplicidade é buscar primeiro o
reino de ?eus e a sua 2ustiça # e então, tudo o que for necessário virá em
sua devida ordem.
= imposs0vel exagerar a import(ncia do discernimento de 5esus neste
ponto.
1udo depende de manter em primeiro lugar o que realmente é
:primeiro;. Nada deve vir antes do reino de ?eus, nem mesmo o dese2o de
um estilo de vida simples. - simplicidade torna#se idolatria quando
precede a busca do reino.
.oren 8ierWegaard escreveu>
“9Ouscai em primeiro lugar o reino de 5eus e a sua
:ustiça.I Mue signi-ica isto" que tenho eu de -a.er" ou
que tipo de es-orço é este que pode ser chamado de
0uscar ou perseguir o reino de 5eus> 5everei tentar
o0ter um emprego compatvel com os meus talentos e
minhas -orças para que assim e/erça in-lu%ncia> +ão"
deves 0uscar primeiro o reino de 5eus. 5evo" então"
sair a proclamar este ensino ao mundo> +ão" deves
0uscar primeiro o reino de 5eus. Mas então" em certo
sentido" nada é o que devo -a.er. Sim" certamente em
certo sentido" nada" torna-se nada diante de 5eus"
aprender a manter-se silente7 neste sil%ncio est2 o
começo" que é 0uscar primeiro o reino de 5eus.”
ocali!ar o reino produ! realidade interior, e sem essa realidade
degenerar#nos#emos em trivialidades legalistas. Nada mais pode ser
central. ' dese2o de sair da corrida maluca não pode ser central& a
preocupação com a ecologia não pode ser central. - /nica coisa que pode
ser central na ?isciplina $spiritual da simplicidade é buscar primeiro o
reino de ?eus e a 2ustiça, tanto pessoal como social, desse reino. Aor mais
dignos que se2am todos os demais interesses, no momento em que eles se
tornam o foco de nossos esforços, tornam#se idolatria. ' concentrar#nos
neles inevitavelmente nos indu!irá a declarar que nossa atividade especial
é a simplicidade cristã. $, de fato, quando o reino de ?eus é
verdadeiramente colocado em primeiro lugar, as preocupaç3es ecol)gicas,
os pobres, a distribuição eqLitativa da rique!a e muitas outras coisas
recebem a devida atenção. - pessoa que não busca o reino de ?eus em
primeiro lugar, absolutamente não o busca, a despeito de quão digna se2a a
idolatria que o substitui.
%omo 5esus deixou muito claro em nosso texto central, estar livre de
ansiedade é uma das provas interiores de que estamos buscando o reino de
?eus em primeiro lugar. - realidade interior da simplicidade envolve uma
vida de alegre despreocupação com os bens materiais. Nem o ganancioso
nem o avarento conhecem essa liberdade. $la não tem nada que ver com a
abund(ncia ou com a falta de posses. = uma atitude interior de confiança.
' simples fato de uma pessoa viver sem a posse de bens materiais não é
garantia alguma de que este2a vivendo em simplicidade. Aaulo ensinou que
o amor do dinheiro é a rai! de todos os males, e muitas ve!es os que menos
o t*m amam#no ao máximo. = poss0vel a uma pessoa estar desenvolvendo
um estilo de vida exterior de simplicidade e viver cheia de ansiedade.
"nversamente, a rique!a não liberta da ansiedade.
Aorque rique!a e abund(ncia v*m hipocritamente vestidas com pele
de ovelha fingindo ser segurança contar ansiedades, e elas se tornam então
o ob2eto de ansiedade... elas protegem a pessoa contra as ansiedades
exatamente com o lobo que é posto a cuidar de ovelhas as protege... contra
o lobo...
- liberdade de ansiedade caracteri!a#se por tr*s atitudes interiores.
.e recebemos o que temos como um ?om, se o que temos recebe o
cuidado de ?eus e se o que temos está dispon0vel aos outros, então
seremos livres de ansiedade. $sta é a realidade interior da simplicidade.
%ontudo, se aquilo que temos n)s cremos que o conseguimos, se aquilo
que temos n)s cremos que devemos ret*#lo e se o que temos não está
dispon0vel aos outros, então vivermos em ansiedade. 1ais pessoas 2amais
conheceram a simplicidade, a despeito das contorç3es exteriores a que
possam submeter#se a fim de viver :a vida simples;.
Receber o que temos como um dom de ?eus é a primeira atitude
interior da simplicidade. 1rabalhamos, porém sabemos que não e nosso
trabalho que dá o que temos. <ivemos pela graça, mesmo quando se trata
do :pão nosso de cada dia;.
?ependemos de ?eus para obter os mais simples elementos da vida>
ar, água, sol.
' que temos não é resultado de nosso labor, mas do gracioso cuidado
de ?eus.
Cuando somos tentados a pensar que aquilo que possu0mos resulta de
nossos esforços pessoais, basta uma pequena seca ou um pequeno acidente
para mostrar#nos uma ve! mais quão radicalmente dependemos em tudo.
.aber que é neg)cio de ?eus, e não nosso, cuidar do que temos é a
segunda atitude interior da simplicidade. ?eus pode proteger o que
possu0mos. Aodemos confiar nele. .ignifica isso que nunca dever0amos
tirar a chave do carro ou fechar a portaT %laro que não. Mas sabemos que a
fechadura da porta não é o que protege a casa. = apenas bom senso tomar
precauç3es normais, mas se cremos que é a precaução que nos protege e a
nossos bens, estaremos crivados de ansiedade.
.implesmente não existe preocupação :+ prova de roubo;.
'bviamente, estas consideraç3es não se restringem a posses, mas incluem
coisas tais como nossa reputação ou nosso emprego. .implicidade significa
a liberdade de confiar em ?eus para obter estas De todas as demaisH coisas.
1er nossos bens dispon0veis aos outros indica a terceira atitude
interior da simplicidade. Martinho Butero disse> :.e nossos bens não estão
dispon0veis + comunidade, são bens roubados.; ' motivo por que achamos
estas palavras tão dif0ceis é o nosso temor do futuro. -garramo#nos +s
nossas posses em ve! de reparti#las, porque nos preocupamos com o dia de
amanhã. .e, porém, cremos que ?eus é quem 5esus disse ser, então não
precisamos temer. Cuando virmos a ?eus como o %riador 1odo#poderoso e
nosso amoroso Aai, podemos repartir, porque sabemos que ele cuidará de
n)s. .e alguém estiver em necessidade, somos livres para socorr*#lo. -qui,
também, o corriqueiro bom senso definirá a base da nossa participação e
nos livrará da loucura.
Cuando buscamos em primeiro lugar o reino de ?eus, estas tr*s
atitudes caracteri!am nossas vidas. 1omadas 2untamente, elas definem o
que 5esus queria di!er por, :não andeis ansiosos;. $las cont*m a realidade
interior da simplicidade cristã. $ podemos estar certos de que quando
vivemos nesta realidade central, :todas estas coisas; necessárias + vida
abundante serão igualmente nossas.
A E7%ressão E7#erior da Si)%&icidade
?escrever a simplicidade apenas como uma realidade interior é di!er
algo falso.
- realidade interior não é realidade enquanto não houver expressão
exterior. - atitude libertadora da simplicidade afetará nosso modo de viver.
%onforme adverti anteriormente, dar aplicação espec0fica + simplicidade é
correr o risco de deteriorar#se em regras legalistas. =, contudo, um risco
que devemos aceitar, pois a recusa em discutir pontos espec0ficos baniria a
?isciplina para o campo teorético. -final de contas, os escritores da K0blia
constantemente aceitaram esse risco.
?ese2o arrolar de! princ0pios controladores para a expressão exterior
da simplicidade. Não devem ser considerados como leis mas como uma
tentativa de consubstanciar o significado da simplicidade na vida do século
vinte.
$m primeiro lugar, compre as coisas por sua utilidade e não por seu
:status;.
's autom)veis devem ser comprados por sua utilidade, não por seu
prest0gio.
%onsidere andar de bicicleta. Na construção ou compra de casas,
pense na habilidade em ve! de pensar na impressão que ela causará aos
outros. Não tenha casa maior do que o ra!oável. -final de contas, quem
necessita de sete quartos para duas pessoasT
%onsidere suas roupas. Muitas pessoas não t*m necessidade de mais
roupas.
%ompram mais, não porque precisem, mas porque dese2am andar na
moda. $nforque a moda. %ompre somente aquilo de que voc* precisa. ,se
suas roupas até que se gastem. Aare com o esforço de impressionar as
pessoas com suas roupas e impressione#as com sua vida. .e for prático no
seu caso, aprenda a alegria de fa!er roupas. $, pelo amor de ?eus De digo
isto muito literalmenteH, use roupas práticas em ve! de roupas ornamentais.
5oão 6esle9 declarou> :Cuanto a aparelho, compro o mais duradouro e, em
geral, o mais simples que posso. Não compro m)veis, senão o que for
necessário e barato.;
.egundo, re2eite qualquer coisa que o este2a viciando. -prenda a
distinguir entre a verdadeira necessidade psicol)gica, como ambientes
alegres e o v0cio.
$limine ou redu!a o uso de bebidas que viciem e não são nutritivas>
álcool, café, chá, %oca#%ola, etc. .e voc* está viciado em televisão, venda
o aparelho ou se desfaça dele de qualquer 2eito. Cualquer dos meios de
comunicação que voc* acha não poder viver sem eles> rádios, estéreos,
revistas, filmes, 2ornais, livros # trate de livrar#se deles. ' chocolate tornou#
se um v0cio grave para muitas pessoas. .e o dinheiro lançou garra sobre
seu coração, d* uma parte e sinta a liberdade interior. .implicidade é
liberdade, não escravidão.
Recuse ser escravo de qualquer coisa, exceto de ?eus.
1erceiro, crie o hábito de dar coisas. .e voc* acha que se está
apegando a alguma posse, considere dá#la a alguém que necessite. -inda
me lembro do Natal em que resolvi que melhor do que comprar ou mesmo
fa!er um ob2eto para uma determinada pessoa, eu lhe daria algo que
significava muito para mim. Meu motivo era ego0sta> dese2ava conhecer o
livramento oriundo deste simples ato de pobre!a voluntária. $sse algo era
uma bicicleta de de! marchas. $nquanto eu me dirigia para a casa do
amigo para entregar o presente, lembro#me de cantar com novo significado
o coro de um hino que di!> :?e graça, de graça recebestes& de graça, de
graça dai.; 'ntem meu filho de seis anos ouviu falar de um coleguinha que
precisava de uma lancheira, e perguntou#me se ele podia dar#lhe a sua.
-leluiaI
?esacumule. Cuantidades de coisas que não são necessárias
complicam a vida.
$las precisam ser classificadas e guardadas e espanadas e
reclassificadas e guardadas de novo ad nauseam. Muitos de n)s
poder0amos livrar#nos da metade das coisas que possu0mos sem nenhum
sacrif0cio grave. ar0amos bem em atender o conselho de 1horeau>
:.implifique, simplifique.;
Cuarto, recuse ser dominado pela propaganda dos fabricantes de
bugigangas modernas. $sses inventos para poupar tempo quase nunca
poupam tempo. %uidado com as palavras> :Aaga por si mesmo em seis
meses.; - maioria desses inventos são feitos para desarran2ar#se, desgastar#
se e assim complicar nossa vida em ve! de a2udar. $ste problema é uma
praga da ind/stria de brinquedos. Nossas crianças não precisam ser
entretidas por bonecas que choram, que comem, que urinam, suam e
cospem. ,ma velha boneca de trapo pode dar mais alegria e durar muito
mais. Muitas ve!es as crianças encontram maior alegria em brincar com
panelas e bules velhos do que com o /ltimo aparelho espacial. Arocure
brinquedos educativos e duráveis. aça voc* mesmo alguns.
$m geral essas engenhocas são um dreno desnecessário dos recursos
energéticos do mundo. 's $stados ,nidos t*m menos de Ua da população
mundial, mas consomem cerca de MMa da energia do mundo. Nos $stados
,nidos, s) os condicionadores de ar usam a mesma soma de energia que
usa a %hina com seus OMQ milh3es de habitantes. - responsabilidade
ambiental seria suficiente para livrar#nos da maioria desses aparelhos
produ!idos ho2e.
's anunciantes tentam convencer#nos de que pelo fato de o mais
novo modelo disto ou daquilo ter um novo caracter0stico DninhariaTH,
devemos vender o antigo e comprar o novo. -s máquinas de costura t*m
novos pontos, os gravadores de fita t*m novos bot3es, as enciclopédias t*m
novos 0ndices. 1al dogma de comunicação precisa ser cuidadosamente
examinado. Muitas ve!es os :novos; caracter0sticos são apenas um meio
de indu!ir#nos a comprar o de que não necessitamos. Arovavelmente aquele
refrigerador nos servirá muito bem pelo resto de nossa vida mesmo sem o
dispositivo automático de fa!er gelo e sem as cores do arco#0ris.
Cuinto, aprenda a desfrutar das coisas sem possu0#las. Aossuir coisas
é uma obsessão de nossa cultura. .e as possu0mos, achamos que podemos
controlá#las& e se podemos controlá#las, sentimos que nos darão maior
pra!er. $ssa idéia é uma ilusão. Muitas coisas na vida podem ser
desfrutadas sem que as possuamos ou controlemos. Aartilhe das coisas.
-proveite a praia sem achar que voc* tem que comprar um pedaço dela.
-proveite as bibliotecas e os parques p/blicos.
.exto, desenvolva um apreço mais profundo pela criação. -proxime#
se da terra.
-nde sempre que puder. 'uça os pássaros # eles são mensageiros de
?eus. 4o!e da textura da grama e das folhas. Maravilhe#se com as ricas
cores que há por toda parte. .implicidade significa descobrir uma ve! mais
que :-o .enhor pertence a terra e tudo o que nela se contém; D.almo
FE>GH.
.étimo, olhe com cepticismo saudável todos os planos de :compre
agora, pague depois;. $les são uma armadilha e servem para aumentar sua
escravidão. 1anto o -ntigo como o Novo 1estamento condenam a usura e o
fa!em por bons motivos. DNa K0blia, o termo :usura; não é empregado no
sentido moderno de 2uro exorbitante& refere#se a qualquer tipo de 2uro.H -
cobrança de 2uro era considerada como exploração antifraternal do
infort/nio de outrem, da0 uma negação da comunidade cristã. 5esus
denunciou a usura como sinal da velha vida e admoestou seus disc0pulos a
emprestar :sem esperar nenhuma paga; DBucas U>MPH.
$ssas palavras da $scritura não deveriam ser interpretadas como um
tipo de lei universal imposta a todas as culturas em todos os tempos. Mas
também não devem ser consideradas como totalmente inaplicáveis +
sociedade moderna. -trás dessas in2unç3es b0blicas estão séculos de
sabedoria acumulada De talve! algumas experi*ncias amargasIH.
%ertamente a prud*ncia, bem como a simplicidade, exigiriam que usemos
de extrema cautela antes de incorrermos em d0vida.
'itavo, obedeça +s instruç3es de 5esus sobre a linguagem clara,
honesta. :.e2a, porém, a tua palavra> .im, sim> não, não. ' que disto
passar, vem do maligno; DMateus P>MJH. .e voc* consente em executar
uma tarefa, execute#a. $vite a ba2ulação e as meias verdades. aça da
honestidade e da integridade os caracter0sticos distintivos de seu falar.
Re2eite o 2argão e a especulação abstrata cu2o prop)sito é obscurecer e
impressionar, em ve! de esclarecer e informar.
- linguagem clara é dif0cil porque raramente vivemos a partir do
%entro divino, raramente respondemos s) aos impulsos celestiais. Muitas
ve!es o medo do que os outros possam pensar ou uma centena de outros
motivos determinam nosso :sim; ou :não; em ve! da obedi*ncia aos
est0mulos divinos. .e surge uma oportunidade mais atraente, ou uma
situação que nos coloca numa lu! melhor, logo invertemos nossa decisão.
.e, porém, nosso falar procede da obedi*ncia ao %entro divino, não
veremos motivo para tornar nosso :sim; em :não; e nosso :não; em
:sim;.
$staremos vivendo em simplicidade de linguagem pois nossas
palavras t*m somente uma onte. .oren 8ierWegaard escreveu> :.e és
absolutamente obediente a ?eus, então não existe ambigLidade em ti e... tu
és mera simplicidade perante ?eus.
.... ,ma coisa há que a ast/cia de .atanás e todos os laços da
tentação não podem apanhar de surpresa> a simplicidade.;
Nono, recuse tudo quanto gere a opressão de outros. 1alve! ninguém
tenha corporificado mais plenamente este princ0pio do que 5ohn 6oolman,
o alfaiate quacre do século de!oito. .eu famoso ?iário está cheio de ternas
refer*ncias a seu dese2o de viver sem oprimir a outros.
“Aqui -ui levado a uma contnua e la0oriosa
investigação para sa0er se eu" como indivduo" evitava
todas as coisas que tendiam a -omentar guerras ou
eram com elas relacionadas" -osse neste pas ou na
P-rica7 meu coração estava pro-undamente
interessado em que no -uturo eu pudesse" em todas
as coisas" manter-me constante 8 pura verdade" e
viver e andar na lisura e simplicidade de um sincero
seguidor de ;risto. ... 1 aqui a lu/=ria e a co0iça" com
as numerosas opress4es e outros males que as
acompanham" pareciam-me muito a-litivas e senti"
naquilo que é imut2vel" que as sementes de grande
calamidade e desolação são semeadas e crescem
depressa neste continente.”
$ste é um dos mais dif0ceis e sens0veis problemas com que se
defrontam os cristãos do século vinte. $m um mundo de recursos
limitados, leva nossa cobiça de rique!a + pobre!a de outrosT ?ever0amos
comprar produtos fabricados por pessoas que são forçadas a trabalhar em
est/pidas linhas de montagemT
?esfrutaremos de relaç3es hierárquicas na companhia ou na fábrica
que mant*m outras pessoas sob nossas ordensT 'primimos nossos filhos
ou c@n2uge porque certas tarefas estão sob nosso comandoT
Muitas ve!es nossa opressão vem mati!ada com racismo e sexo. -
cor da pele ainda afeta a posição de uma pessoa na empresa. ' sexo de um
candidato a emprego ainda afeta o salário. Aossa ?eus dar#nos profetas
ho2e que, + semelhança de 5ohn 6oolman, nos chamem :do dese2o de
rique!a; de sorte que possamos :quebrar o 2ugo da opressão;.
?écimo, evite qualquer coisa que o distraia de sua meta principal.
4eorge ox advertiu>
:Mas há para v)s o perigo e a tentação de atrair vossas mentes para o
vosso neg)cio, e este criar# lhes empecilho& de sorte que mal podeis fa!er
qualquer coisa para o serviço de ?eus, pois haverá o clamor, meu neg)cio,
meu neg)cio& e vossas mentes entrarão nas coisas, em ve! de discuti#las. ...
$ então, se o .enhor ?eus cru!ar convosco, e vos detiver no mar e na terra,
e tirar vossos bens e costumes, para que vossas mentes sobrecarregadas se
afligirão, pois estão fora do poder de ?eus.;
Cue ?eus nos d* sempre coragem, sabedoria e força para manter
como prioridade, n/mero um de nossas vidas o :buscar em primeiro lugar
o seu reino e a as 2ustiça;, entendendo tudo o que isso implica. a!er isto é
viver em simplicidade.
D. A DISCIPLINA DA SOLITUDE
“Aquieta-te em solitude e encontrar2s o Senhor em ti
mesmo.” - Teresa de Pvila
5esus chama#nos da solidão para a solitude. ' medo de ficarem
so!inhas petrifica as pessoas. ,ma criança que muda para uma nova
vi!inhança di!, em soluços, + sua mãe> :Ninguém brinca comigo.; ,ma
caloura na faculdade suspira pelos dias de ginásio quando era o centro de
atenção> :-gora, sou uma figura apagada.; ,m executivo abatido em seu
escrit)rio, poderoso, não obstante, so!inho. ,ma senhora idosa reside em
um lar de velhos aguardando a hora de ir para o :Bar;.
Nosso medo de ficar so!inhos impulsiona#nos para o barulho e para
as multid3es.
%onservamos uma constante torrente de palavras mesmo que se2am
ocas. %ompramos rádios que prendemos ao nosso pulso ou a2ustamos aos
nossos ouvidos de sorte que, se não houver ninguém por perto, pelo menos
não estamos condenados ao sil*ncio. 1. .. $liot analisou muito bem nossa
cultura quando disse> :'nde deve ser encontrado o mundo em que ressoará
a palavraT -qui não, pois não há sil*ncio suficiente.;
Mas a solidão ou o barulho não são nossas /nicas alternativas.
Aodemos cultivar uma solitude em sil*ncio interiores que nos livram da
solidão e do medo. .olidão é va!io interior. .olitude é reali!ação interior.
.olitude não é, antes de tudo, um lugar, mas um estado da mente e do
coração.
7á uma solitude do coração que pode ser mantida em todas as
ocasi3es. -s multid3es, ou a sua aus*ncia, t*m pouco que ver com este
estado atentivo interior. = perfeitamente poss0vel ser um eremita e viver no
deserto e nunca experimentar a solitude. Mas se possuirmos solitude
interior nunca teremos medo de ficar so!inhos, pois sabemos que não
estamos s)s. Nem tememos estar com outros, pois eles não nos controlam.
$m meio ao ru0do e confusão encontramos calma num profundo sil*ncio
interior.
- solitude interior há de manifestar#se exteriormente. 7averá a
liberdade de estar so!inhos, não para nos afastarmos das pessoas, mas para
poder ouvi#las melhor. 5esus viveu em :solitude do coração; interior.
1ambém freqLentemente experimentou solitude exterior.
$le começou seu ministério passando quarenta dias so!inho no
deserto DMateus E>G#GGH.
-ntes de escolher os do!e, ele passou a noite inteira so!inho no
monte deserto DBucas U>GFH.
Cuando recebeu a not0cia da morte de 5oão Katista, 5esus :retirou#se
dali num barco, para um lugar deserto, + parte; DMateus GE>GMH.
-p)s a alimentação miraculosa dos cinco mil, 5esus mandou que os
disc0pulos partissem& então ele despediu as multid3es e :subiu ao monte a
fim de orar so!inho...; DMateus GE>FMH.
-p)s uma longa noite de trabalho, :1endo#se levantado alta
madrugada, saiu, foi para um lugar deserto, e ali orava; DMarcos G>MPH.
Cuando os do!e retornaram de uma missão de pregação e curas,
5esus os instruiu> :<inde repousar um pouco, + parte...; DMarcos U>MGH.
?epois da cura de um leproso, 5esus :se retirava para lugares
solitários, e orava; DBucas P>GUH.
%om tr*s disc0pulos ele buscou o sil*ncio de um monte solitário
como palco para a transfiguração DMateus GJ>G#NH.
$nquanto se preparava para sua mais sublime e mais santa obra,
5esus buscou a solitude do 2ardim do 4ets*mani DMateus FU>MU#EUH.
Aode#se prosseguir, mas talve! isto se2a suficiente para mostrar que a
busca de um lugar solitário era uma prática regular de 5esus. "gualmente
deve ser conosco.
$m Bife 1ogether D<ida 5untosH, ?ietrich Konhoeffer deu a um de
seus cap0tulos o t0tulo de :' ?ia 5untos;, e com percepção intitulou o
cap0tulo seguinte :' ?ia .o!inho;. -mbos são fundamentais para o *xito
espiritual. $screveu ele>
“Aquele que não pode estar so.inho" tome cuidado
com a comunidade. ... Aquele que não est2 em
comunidade" cuidado com o estar so.inho. ... ;ada
uma dessas situaç4es tem" de si mesma" pro-undas
ciladas e perigos. Muem dese:ar a comunhão sem
solitude mergulha no va.io de palavras e sentimentos"
e quem 0usca a solitude sem comunhão perece no
a0ismo da vaidade" da auto-en-atuação e do
desespero.”
Aortanto, se dese2armos estar com os outros de modo significativo,
devemos buscar o sil*ncio recriador da solitude. .e dese2amos estar
so!inhos em segurança, devemos buscar a companhia e a responsabilidade
dos outros. .e dese2amos viver em obedi*ncia, devemos cultivar a ambos.
So&i#(de e Si&E'cio
.em sil*ncio não há solitude. Muito embora o sil*ncio +s ve!es
envolva a aus*ncia de linguagem, ele sempre envolve o ato de ouvir. '
simples refrear#se de conversar, sem um coração atento + vo! de ?eus, não
é sil*ncio.
?evemos entender a ligação que há entre solitude interior e sil*ncio
interior.
's dois são inseparáveis. 1odos os mestres da vida interior falam dos
dois de um s) f@lego. Aor exemplo, a "mitação de %risto, que tem sido a
obra#prima incontestável da literatura devocional durante cinco séculos,
tem uma seção intitulada :?o amor da solidão e do sil*ncio;. ?ietrich
Konhoeffer fa! dos dois um todo inseparável em <ida 5untos, como o fa!
1homas Merton em 1houghts in .olitude DAensamentos em .olitudeH. %om
efeito, lutamos por algum tempo tentando resolver se dar0amos a este
cap0tulo o t0tulo de ?isciplina da solitude ou ?isciplina do sil*ncio, tão
estreitamente ligados são os dois em toda a importante literatura
devocional. ?evemos, pois, necessariamente entender e experimentar o
poder transformador do sil*ncio se dese2amos conhecer a solitude.
?i! um antigo provérbio> :' homem que abre a boca, fecha os
olhosI; - finalidade do sil*ncio e da solitude é poder ver e ouvir. '
controle, e não a aus*ncia de ru0do, é a chave do sil*ncio. 1iago
compreendeu claramente que a pessoa capa! de controlar a l0ngua é
perfeita D1iago M>G#GFH. .ob a ?isciplina do sil*ncio e da solitude
aprendemos quando falar e quando refrear#nos de falar. - pessoa que
considera as ?isciplinas como leis, sempre transformará o sil*ncio em algo
absurdo> :Não falarei durante os pr)ximos quarenta diasI; $sta é sempre
uma grave tentação para o verdadeiro disc0pulo que dese2a viver em
sil*ncio e solitude. 1homas de 8empis escreveu> := mais fácil estar
totalmente em sil*ncio do que falar com moderação.; ' sábio pregador de
$clesiastes disse que há :tempo de estar calado, e tempo de falar;
D$clesiastes M>JH. ' controle é a chave.
-s analogias que 1iago fa! do leme e dos freios, sugerem que a
l0ngua tanto guia como controla. $la guia nosso curso de muitas formas. .e
contamos uma mentira, somos levados a contar mais mentiras para
encobrir a primeira. Bogo somos forçados a comportar#nos de modo a
darmos crédito + mentira. Não admira que 1iago tenha dito> :a l0ngua é
fogo; D1iago M>UH.
- pessoa disciplinada é a que pode fa!er o que precisa ser feito
quando precisa ser feito. ' que caracteri!a uma equipe de basquetebol num
campeonato é ser ela capa! de marcar pontos quando necessários. Muitos
de n)s podemos encestar a bola, mas não o fa!emos quando necessário. ?o
mesmo modo, uma pessoa que está sob ?isciplina do sil*ncio é a que pode
di!er o que necessita ser dito no momento em que precisa ser dito. :%omo
maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo;
DArovérbios FP>GGH. .e ficamos calados quando dever0amos falar, não
estamos vivendo na ?isciplina do sil*ncio. .e falamos quando dever0amos
estar calados, novamente erramos o alvo.
O Sacri+2cio de To&os
Bemos em $clesiastes> :%hegar#se para ouvir é melhor do que
oferecer sacrif0cios de tolos; D$clesiastes P>GH. ' sacrif0cio de tolos é
conversa religiosa de iniciativa humana. ' pregador continua> :Não te
precipites com a tua boca, nem o teu coração apresse a pronunciar palavra
alguma diante de ?eus& porque ?eus está nos céus, e tu na terra& portanto
se2am poucas as tuas palavras; D$clesiastes P>FH.
Cuando 5esus tomou a Aedro, 1iago e 5oão e os levou ao monte e foi
transfigurado diante deles, Moisés e $lias apareceram e entabularam
conversa com 5esus. ' texto grego prossegue> :$ respondendo, Aedro
disse#lhes... se queres farei aqui tr*s tendas...; DMateus J>GEH. "sto é tão
expressivo. Não havia alguém falando com Aedro. $le estava oferecendo o
sacrif0cio de tolos.
' ?iário de 5ohn 6oolman contém um comovente e terno relato da
aprendi!agem do controle da l0ngua. .uas palavras são tão expressivas que
é melhor citá#las aqui>
:$u ia a reuni3es num terr0vel estado mental, e me esforçava por
estar interiormente familiari!ado com a linguagem do verdadeiro Aastor.
,m dia, encontrando#me sob forte operação do esp0rito, levantei#me e
disse algumas palavras numa reunião& mas não me mantendo 2unto +
abertura ?ivina, falei mais do que era exigido de mim. Aercebendo logo
meu erro, fiquei com a mente aflita algumas semanas, sem nenhuma lu! ou
consolo, ao ponto mesmo de não encontrar satisfação em nada. Bembrava#
me de ?eus, e ficava perturbado, e no auge de minha triste!a ele teve
piedade de mim e enviou o %onsolador. $ntão senti o perdão de minha
ofensa& minha mente ficou calma e tranqLila, e senti#me verdadeiramente
grato ao meu gracioso Redentor por suas miseric)rdias. %erca de seis
meses ap)s este incidente, sentindo aberta a fonte de amor ?ivino, e
interesse por falar, proferi umas poucas palavras em uma reunião, nas quais
encontrei pa!. .endo assim humilhado e disciplinado sob a cru!, minha
compreensão tornou#se mais fortalecida para distinguir o esp0rito puro que
interiormente se move sobre o coração, que me ensinou a esperar em
sil*ncio, +s ve!es durante muitas semanas, até que senti aquele fluxo que
prepara a criatura para posicionar#se como uma trombeta, através da qual o
.enhor fala ao seu rebanho.;
Cue descrição do processo de aprendi!ado pelo qual se passa na
?isciplina do sil*ncioI ?e particular significado foi o aumento de sua
capacidade, proveniente desta experi*ncia, de :distinguir o esp0rito puro
que interiormente se move sobre o coração;.
,m motivo de quase não agLentarmos permanecer em sil*ncio é que
ele nos fa! sentir tão desamparados. $stamos demais acostumados a
depender das palavras para manobrar e controlar os outros. .e estivermos
em sil*ncio, quem assumirá o controleT ?eus fará isto& mas nunca
deixaremos que ele assuma o controle enquanto não confiarmos nele. '
sil*ncio está intimamente relacionado com a confiança.
- l0ngua é nossa mais poderosa arma de manipulação. ,ma frenética
torrente de palavras flui de n)s porque estamos num constante processo de
a2ustar nossa imagem p/blica. 1ememos muito o que pensamos que as
outras pessoas v*em em n)s, de modo que falamos a fim de corrigir o
entendimento delas. .e fi! alguma coisa errada e descubro que voc* sabe
disso, serei muito tentado a a2udá#lo a entender minha açãoI ' sil*ncio é
uma das mais profundas ?isciplinas do $sp0rito simplesmente porque ela
p3e um paradeiro nisso.
,m dos frutos do sil*ncio é a liberdade de deixar que nossa
2ustificação fique inteiramente com ?eus. Não temos necessidade de
corrigir os outros. 7á uma hist)ria de um monge medieval que estava
sendo in2ustamente acusado de certos erros. %erto dia ele olhava pela
2anela e viu lá fora um cachorro a morder e rasgar um tapete que havia sido
pendurado para secar. $nquanto ele observava, o .enhor falou#lhe,
di!endo> := isso que estou fa!endo com a sua reputação. Mas se voc*
confiar em mim, não terá necessidade de preocupar#se com as opini3es dos
outros.; 1alve!, mais do que qualquer outra coisa, o sil*ncio leva#nos a
crer que ?eus pode 2ustificar e endireitar tudo.
4eorge ox falava com freqL*ncia do :esp0rito de escravidão;
DRomanos O>GEH, e de como o mundo 2a! nesse esp0rito. reqLentemente
ele identificava o esp0rito de escravidão com o esp0rito de subservi*ncia a
outros seres humanos. $m seu ?iário ele falava de :a2udar as pessoas a
escapar dos homens;, afastá#las do esp0rito de escravidão + lei mediante
outros seres humanos. ' sil*ncio é o principal meio de condu!ir#nos a esse
livramento.
- l0ngua é um term@metro> ela di! qual é nossa temperatura
espiritual. $la é, também, um termostato& controla nossa temperatura
espiritual. ' controle da l0ngua pode significar tudo. 1emos n)s sido
libertados de modo que podemos controlar nossa l0nguaT Konhoeffer
escreveu> :' sil*ncio verdadeiro, a verdadeira tranqLilidade, o controle
real da l0ngua manifesta#se somente como a s)bria conseqL*ncia da chama
espiritual.; Relata#se que ?ominic fe! uma visita a rancisco de -ssis e
durante todo o encontro nenhum deles proferiu uma /nica palavra.
.omente quando tivermos aprendido a estar verdadeiramente calados é que
estaremos capacitados para proferir a palavra necessária no momento
oportuno.
%atherine de 7aecW ?ohert9 escreveu> :1udo em mim é silente...
estou imersa no sil*ncio de ?eus.; = na solitude que chegamos a
experimentar o :sil*ncio de ?eus; e assim receber o sil*ncio interior que é
o anseio de nosso coração.
A Noi#e Esc(ra da A&)a
Bevar a sério a ?isciplina da solitude significará que em algum ponto
ou pontos no curso da peregrinação entraremos no que .. 5oão da %ru!
vividamente descreveu como :a noite escura da alma;. - :noite escura;
para a qual ele nos chama não é algo mau ou destrutivo. Aelo contrário, é
uma experi*ncia a ser recebida com agrado do mesmo modo que uma
pessoa enferma receberia com agrado uma cirurgia que promete sa/de e
bem#estar. - finalidade da escuridão não é castigar#nos ou afligir#nos. =
libertar#nos.
Cue significa entrar na noite escura da almaT Aode ser um senso de
aride!, de depressão, até mesmo o de sentir#se perdido. $la nos despo2a da
depend*ncia excessiva + vida emocional. - noção, tantas ve!es ouvida
ho2e, de que tais experi*ncias podem ser evitadas e que dev0amos viver em
pa! e conforto, alegria e celebração s) revela o fato de que muito da
experi*ncia contempor(nea não passa de sentimentalismo superficial. -
noite escura é um dos meios de ?eus levar#nos + tranqLilidade, + calma, de
modo que ele possa operar a transformação interior da alma.
%omo se expressa essa noite escura na vida diáriaT Cuando se busca
seriamente a solitude, geralmente há um fluxo de *xito inicial e então um
des(nimo inevitável # e com ele um dese2o de abandonar por completo a
busca. 's sentimentos vão#se embora e fica o senso de que não alcançamos
?eus. .. 5oão da %ru! descreveu#o deste modo>
“... a escuridão da alma mencionada aqui... p4e os
apetites sensórios e espirituais a dormir" amortece-os
e os priva da capacidade de encontrar pra.er em
qualquer coisa. Ata a imaginação e impede-a de -a.er
qualquer 0om tra0alho discursivo. 1la -a. cessar a
memória" -a. o intelecto tornar-se o0scuro e incapa.
de entender qualquer coisa" e da leva a vontade
tam0ém a tornar-se 2rida e contrita" e todas as
-aculdades va.ias e in=teis. 1 acima de tudo isso"
paira uma densa e cansativa nuvem que a-lige a alma
e a conserva a-astada de 5eus.”
$m seu poema :%anciones del -lma;, .. 5oão da %ru! usou duas
ve!es a frase>
:$stando minha casa agora totalmente calada.; Nessa expressiva
linha ele indicava a import(ncia de silenciar todos os sentidos f0sicos,
emocionais, psicol)gicos, e mesmo espirituais. 1oda distração do corpo,
mente e esp0rito deve ser posta numa espécie de animação suspensa antes
que possa ocorrer esta profunda obra de ?eus na alma. ' anestésico deve
fa!er efeito antes que se reali!e a cirurgia. <irá o sil*ncio, a pa!, a
tranqLilidade interiores. ?urante esse tempo de escuridão, a leitura da
K0blia, os serm3es, o debate intelectual # tudo falhará em comover ou
emocionar.
Cuando o amoroso ?eus nos atrai para uma escura noite da alma,
muitas ve!es somos tentados a culpar todo o mundo e todas as coisas por
nosso entorpecimento interior e procuramos livrar#nos dela. ' pregador é
maçante. ' c(ntico de hinos é tão fraco. 1alve! comecemos a andar por a0
+ procura de outra igre2a ou de uma experi*ncia que nos d* :arrepios
espirituais;. $sse é um grave engano.
Reconheça a noite escura pelo que ela é. .e2a agradecido porque
?eus o está amorosamente desviando de toda distração, de modo que voc*
possa v*#lo. $m ve! de ridiculari!ar e brigar, acalme#se e espere.
Não estou aqui a falar de entorpecimento espiritual que vem como
resultado de pecado ou desobedi*ncia. alo da pessoa que busca a ?eus
com afã, e não abriga pecado conhecido em seu coração. :Cuem há entre
v)s que tema ao .enhor, e ouça a vo! do seu .ervo que andou em trevas
sem nenhuma lu!, e ainda assim confiou em o nome do .enhor e se firmou
sobre o seu ?eusT; D"sa0as PQ>GQH
' ponto da passagem b0blica é que é perfeitamente poss0vel temer,
obedecer, confiar e firmar#se no .enhor e ainda :andar em trevas sem
nenhuma lu!;. - pessoa vive em obedi*ncia mas entrou numa noite escura
da alma.
.. 5oão da %ru! disse que durante esta experi*ncia há uma graciosa
proteção contra v0cios e um maravilhoso progresso nas coisas do reino de
?eus.
.e uma pessoa na hora dessas trevas observar bem de perto, verá
com clare!a quão pouco os apetites e as faculdades se distraem com coisas
in/teis e pre2udiciais& e como ela está segura de evitar vangl)ria, orgulho e
presunção, alegria va!ia e falsa, e muitos outros males. Aelo andar em
escuridão a alma não somente evita extraviar#se mas avança rapidamente,
porque assim ela adquire virtudes.
Cue dever0amos fa!er durante essa época de aflição interiorT
Arimeiro, não leve em consideração o conselho de amigos bem#
intencionados de livrar#se da situação. $les não entendem o que está
acontecendo. Nossa época é tão ignorante destas coisas que não lhe
recomendo conversar sobre esses assuntos. -cima de tudo, não tente
explicar nem 2ustificar por que voc* parece estar :aborrecido;.
?eus é seu 2ustificador& entregue seu caso a ele. .e voc* pode,
realmente, retirar#se para um :lugar deserto; durante algum tempo, faça#o.
.e não, cumpra suas tarefas diárias. Mas, este2a no :deserto; ou em casa,
mantenha no coração um profundo, interior e atencioso sil*ncio # e ha2a
sil*ncio até que a obra da solitude se complete.
1alve! .. 5oão da %ru! tenha estado a condu!ir#nos a águas mais
profundas do que cuidássemos ir. Aor certo ele não está falando de um
reino que muitos de n)s vemos apenas :como em espelho, obscuramente;.
Não obstante, não temos necessidade de censurar#nos por nossa timide! de
escalar esses picos nevados da alma. $sses assuntos são mais bem tratados
com cautela. Mas talve! ele tenha provocado dentro de n)s uma atração
por experi*ncias mais elevadas, mais profundas, não importa quão leve o
puxão. = como abrir levemente a porta de nossa vida a este reino. "sto é
tudo o que ?eus pede, e tudo de que ele necessita.
Aara concluir nossa viagem na noite escura da alma, ponderemos
estas palavras poderosas de nosso mentor espiritual>
“,h" então" alma espiritual" quando vires teus apetites
o0scurecidos" tuas inclinaç4es secas e contritas" tuas
-aculdades incapacitadas para qualquer e/erccio
interior" não te a-li:as7 pensa nisto como uma graça"
visto que 5eus te est2 li0erando de ti mesma e
tirando de ti a tua própria atividade.
;onquanto tuas aç4es possam ter alcançado 0om
%/ito" não tra0alhaste tão completa" per-eita" e
seguramente - devendo 8 impure.a e ina0ilidade de
tais aç4es - como -a.es agora que 5eus te toma pela
mão e te guia na escuridão" como se -osses cega" ao
longo de um caminho e para um lugar que não
conheces. +unca terias tido %/ito em alcançar este
lugar" não importa quão 0ons se:am teus olhos e teus
pés.”
Passos %ara a So&i#(de
-s ?isciplinas $spirituais são coisas que fa!emos. Nunca devemos
perder de vista esse fato. Aodemos falar piedosamente acerca da :solitude
do coração;, mas se isto, de certo modo, não abrir caminho para nossa
experi*ncia, então erramos o alvo das ?isciplinas. $stamos lidando com
aç3es, e não apenas com estados mentais. Não é suficiente di!er> :Kem,
muito certamente estou na posse da solitude e sil*ncio interiores& não há
nada que eu necessite fa!er.; 1odos quantos chegaram aos sil*ncios vivos
fi!eram determinadas coisas, ordenaram suas vidas de uma forma especial,
de modo que recebessem a :pa! de ?eus, que excede todo o
entendimento;. .e dese2amos ter *xito, devemos ir além do teorético para
as situaç3es da vida.
Cuais são alguns passos para a solitudeT - primeira coisa que
podemos fa!er é tirar vantagem das :pequenas solicitudes; que enchem
nosso dia. %onsideremos a solitude daqueles primeiros momentos
matutinos na cama, antes que a fam0lia desperte. Aense na solitude de uma
x0cara de café pela manhã, antes de começar o trabalho do dia. $xiste a
solitude de pára#choque de um carro 2unto ao pára#choque de outro durante
a correria do tráfego na hora de mais movimento.
Aode haver poucos momentos de descanso e refrigério quando
dobramos uma esquina e vemos uma flor ou uma árvore. $m ve! da oração
aud0vel antes de uma refeição, considere convidar a todos para reunir#se
em uns poucos momentos de sil*ncio.
?e quando em quando, dirigindo um carro lotado de crianças e
adultos conversadores, eu exclamava> :<amos brincar de fa!er sil*ncio e
ver se ficamos absolutamente calados até chegarmos ao aeroporto; Dcerca
de cinco minutos adianteH. uncionava. $ncontre nova alegria e significado
no pequeno trecho que vai do metr@ ou do ponto de @nibus até + sua casa.
.aia um pouquinho antes de ir deitar#se, e prove da noite silenciosa.
Muitas ve!es perdemos esses pequeninos lapsos de tempo. Cue penaI
$les podem e deveriam ser redimidos. .ão momentos para sil*ncio interior,
para reorientar nossas vidas como o ponteiro de uma b/ssola. .ão
pequenos momentos que nos a2udam a estar genuinamente presentes onde
estamos.
Cue mais podemos fa!erT Aodemos encontrar ou criar um :lugar
tranqLilo; para sil*ncio e solitude. %onstantemente estão sendo constru0das
novas casas. Aor que não insistir em que um pequeno santuário interior se2a
inclu0do nas plantas, um pequeno lugar onde um membro da fam0lia possa
estar a s)s e em sil*ncioT Cue é que nos impedeT %onstru0mos esmeradas
salas de estar, e achamos que vale a pena a despesa. .e voc* 2á possui uma
casa, considere murar uma pequena seção da garagem ou pátio. .e mora
num apartamento, se2a criativo e ache outros meios de permitir#se a
solitude. .ei de uma fam0lia que tem uma cadeira especial& sempre que
uma pessoa se assenta nela, é como estar di!endo>
:Aor favor, não me amole& quero estar a s)s.;
$ncontre lugares fora de sua casa> um local num parque, o santuário
de uma igre2a Ddessas que mant*m abertas suas portasH, mesmo um
dep)sito em algum lugar. ,m centro de retiro perto de n)s construiu uma
bonita cabana para uma pessoa, especificamente para meditação particular
e solitude. %hama#se :Bugar 1ranqLilo;. -s igre2as investem somas
enormes de dinheiro em edif0cios. Cue tal construir um lugar onde alguém
possa ir para estar a s)s durante alguns diasT %atherine de 7aecW ?ohert9
foi a pioneira no desenvolvimento de Aoustinias Dpalavra russa que
significa :deserto;H na -mérica do Norte. .ão lugares destinados
especificamente para solitude e sil*ncio.
No cap0tulo sobre estudo, consideramos a import(ncia de observar a
n)s mesmos para ver com que freqL*ncia nossa conversa é uma tentativa
frenética de explicar e 2ustificar nossas aç3es. 1endo observado isto em
voc* mesmo, experimente praticar aç3es sem nenhuma palavra de
explicação. Note seu senso de temor de que as pessoas entendam mal voc*
por que voc* fe! o que fe!. 1ente deixar que ?eus se2a seu 2ustificador.
?iscipline#se, de modo que as suas palavras se2am poucas mas digam
muito.
1orne#se conhecido como uma pessoa que, quando fala, sempre tem
algo a di!er.
Mantenha clara sua linguagem. aça o que di! que fará. :Melhor é
que não votes do que votes e não cumpras; D$clesiastes P>PH. Cuando a
l0ngua se encontra sob a nossa autoridade, as palavras de Konhoeffer se
tornam verdadeiras com relação a n)s> :Muita coisa desnecessária fica por
di!er. Mas a coisa essencial e /til pode ser dita em poucas palavras.;
?* outro passo. 1ente viver um dia inteiro sem proferir palavra
alguma. aça#o, não como uma lei, mas como um experimento. Note seus
sentimentos de desamparo e excessiva depend*ncia das palavras para
comunicar#se. Arocure encontrar novos meios de relacionar#se com outros,
que não dependam de palavras. -proveite, saboreie o dia. -prenda com
ele.
Cuatro ve!es por ano retire#se durante tr*s a quatro horas com a
finalidade de reorientar os alvos de sua vida. "sto pode ser facilmente feito
em uma noite.
ique até tarde no escrit)rio, faça#o em casa, ou procure um canto
sossegado em uma biblioteca p/blica. Reavalie suas metas e ob2etivos. Cue
é que voc* dese2a ver reali!ado daqui a um anoT ?aqui a de! anosT Nossa
tend*ncia é superestimar em alto grau o que podemos reali!ar em de!.
$stabeleça metas realistas, mas este2a disposto a sonhar, esforçar#se. No
sossego dessas breves horas, ouça o trovão do sil*ncio de ?eus. Mantenha
um registro diário do que lhe acontece.
- reorientação e fixação de metas não precisam ser frias e calculadas,
como alguns imaginam, feitas com uma mentalidade de análise de
mercado. Aode ser que, ao entrar num sil*ncio atento, voc* receba a
deliciosa impressão de que este ano dese2a aprender a tecer ou trabalhar
com cer(mica. $ssa lhe parece uma meta muito terrestre, antiespiritualT
?eus está intencionalmente interessado em tais quest3es. $stá voc*T 1alve!
voc* dese2e aprender DexperimentarH mais acerca dos dons espirituais de
milagres, de cura e de l0ngua. 'u voc* pode fa!er, como um amigo que sei
que está gastando longos per0odos de tempo experimentando o ?om de
socorros, aprendendo a ser servo. 1alve! no pr)ximo ano voc* gostaria de
ler todas as obras de %. .. BeXis ou de ?. $lton 1rueblood. - escolha
desses alvos soa#lhe como 2ogo de manipulação de um vendedorT %laro
que não. Não se trata de meramente estabelecer uma direção para sua vida.
<oc* está indo para algum lugar, por isso é muito melhor ter uma direção
fixada pela comunhão com o %entro divino.
Na ?isciplina do estudo examinamos a idéia de retiros de estudo de
dois ou tr*s dias. 1ais experi*ncias quando combinadas com uma imersão
interior no sil*ncio de ?eus, são enaltecidas. V semelhança de 5esus,
devemos afastar#nos das pessoas de modo que possamos estar
verdadeiramente presentes quando estivermos com elas. aça um retiro
uma ve! por ano, sem outro prop)sito em mente que não a solitude.
' fruto da solitude é aumento de sensibilidade e compaixão por
outros. .urge uma nova liberdade para estar com as pessoas. 7á uma nova
atenção para com suas mágoas. 1homas Merton observou>
:= na profunda solitude que encontro afabilidade com a qual posso
verdadeiramente amar a meus irmãos. Cuanto mais solitário estou, tanto
mais afeição sinto por eles. = pura afeição e cheia de rever*ncia pela
solitude dos outros. .olitude e sil*ncio ensinam#me a amar meus irmãos
pelo que eles são, e não pelo que di!em.;
Não sente voc* um toque, um anseio de aprofundar#se no sil*ncio e
solitude de ?eusT Não dese2a uma exposição mais profunda, mais
completa + Aresença de ?eusT
- ?isciplina da solitude é que abrirá a porta. <oc* está convidado a
vir e :ouvir a vo! de ?eus em seu sil*ncio todo#abrangente, maravilhoso,
terr0vel, suave e amoroso;.
F. A Disci%&i'a da S(")issão
“, cristão é o mais livre de todos os senhores" e não
est2 su:eito a ninguém7 o cristão é o mais su0misso
de todos os servos" e est2 su:eito a todo mundo.” -
Martinho Butero
?e todas as ?isciplinas $spirituais, nenhuma tem sofrido mais do
que a ?isciplina da submissão. ?e certo modo, a espécie humana tem uma
habilidade extraordinária para tomar o melhor ensino e transformá#lo nos
piores fins. Nada pode escravi!ar tanto as pessoas como na religião tem
feito mais para manipular e destruir as pessoas do que um ensino deficiente
sobre a submissão. Aortanto, devemos entrar nesta ?isciplina com grande
cuidado e discernimento a fim de garantir que somos ministros da vida e
não da morte.
1oda ?isciplina tem sua liberdade correspondente. .e me preparei na
arte da ret)rica, estou livre para proferir um comovente discurso quando a
ocasião o exigir. ?em)stenes ficou livre para ser orador somente porque
suportou a disciplina de falar mais alto do que o rugido do oceano, com
pedrinhas na boca.
' prop)sito das ?isciplinas é a liberdade. Nosso ob2etivo é a
liberdade, não a ?isciplina. No momento em que fa!emos da ?isciplina
nosso foco central, tornamo#la em lei e perdemos a correspondente
liberdade.
-s ?isciplinas não t*m, em si mesmas, nenhum valor. $las s) t*m
valor como meio de colocar#nos diante de ?eus de sorte que ele possa dar#
nos a libertação que buscamos. - libertação é o alvo& as ?isciplinas são
meramente os meios. $las não são a resposta& apenas nos condu!em +
Resposta. ?evemos entender com clare!a esta limitação das ?isciplinas se
quisermos evitar a escravidão. Não s) devemos entend*#la, mas precisamos
sublinhá#la para n)s mesmos repetidas ve!es, tão grave é nossa tentação de
concentrar#nos nas ?isciplinas.
%oncentremo#nos sempre e %risto e consideremos as ?isciplinas
$spirituais como um meio de aproximar#nos mais do coração do Mestre.
Li"erdade 'a S(")issão
$u disse que toda ?isciplina tem sua liberdade correspondente. Cue
liberdade corresponde + submissãoT = a liberdade de render a terr0vel carga
de sempre necessitar de fa!er as coisas ao nosso pr)prio modo. - obsessão
de exigir que as coisas marchem de acordo com a nossa vontade é uma das
maiores escravid3es da sociedade humana hodierna. -s pessoas passam
semanas, meses, até mesmo anos em perpétua agonia porque alguma
coisinha não lhes saiu como dese2avam. $las queixam#se e se revoltam.
icam furiosas e agem como se sua pr)pria vida dependesse disso. Aodem
até adquirir /lceras por causa da situação.
Na ?isciplina da submissão ficamos livres para deixar de lado a
questão, para esquec*#la. rancamente, a maioria das coisas na vida não
são tão importantes como pensamos. Nossa vida não se acaba se isto ou
aquilo não acontece.
.e voc* observar essas coisas, há de ver, por exemplo, que todas as
lutas e divis3es na igre2a ocorrem porque as pessoas não t*m a liberdade de
submeter#se umas +s outras. "nsistimos em que está em 2ogo um problema
cr0tico& estamos lutando por um princ0pio sagrado. 1alve! se2a verdade.
4eralmente não o é. %om freqL*ncia não significaria não conseguir as
coisas do nosso 2eito. .) na submissão é que nos capacitamos a levar esse
esp0rito a um lugar onde ele não mais nos controle. .) a submissão pode
livrar#nos suficientemente para capacitar#nos a distinguir os problemas
aut*nticos e a obstinada vontade#pr)pria.
.e ao menos pudéssemos ver que a maioria das coisas na vida não
são problemas importantes, então poder0amos dar#lhes pouca import(ncia.
?escobrimos que não são grande coisa. Aor isso di!emos com freqL*ncia&
:Kem, não me importo;, quando o que realmente queremos di!er De o que
transmitimos aos outrosH é que nos importamos um bocado. =
precisamente aqui que a ?isciplina do sil*ncio se a2usta tão bem a todas as
demais ?isciplinas. $m geral, o melhor modo de lidar com a maioria das
quest3es de submissão é ficar calado. 7á necessidade de um esp0rito de
graça todo#abrangente que ultrapasse qualquer tipo de linguagem ou ação.
Cuando assim procedemos, libertamos os outros e a n)s também.
' ensino b0blico sobre a submissão concentra#se, antes de tudo, no
esp0rito com que vemos as outras pessoas. - $scritura não tenta expor uma
série de relacionamentos hierárquicos, mas comunicar#nos uma atitude
interior de m/tua subordinação. Aedro, por exemplo, apelou para os
escravos de seu tempo a que vivessem em submissão a seus senhores DG
Aedro F>GOH. ' conselho parece desnecessário até percebermos que é
perfeitamente poss0vel obedecer a um senhor sem viver num esp0rito de
submissão a ele. $xteriormente podemos fa!er o que as pessoas pedem e
internamente estar em rebeldia contra elas. - preocupação por um esp0rito
de apreço a outras pessoas permeia todo o Novo 1estamento. ' antigo
pacto estipulava que não devemos matar. 5esus, porém, acentuou que o
verdadeiro problema era o esp0rito interior de homic0dio com o qual
consideramos as pessoas. ' mesmo se verifica com o problema da
submissão& o verdadeiro problema é o esp0rito de consideração e defer*ncia
que temos quando estamos com outras pessoas.
Na submissão estamos, afinal, livres para valori!ar outras pessoas.
.eus sonhos e planos tornam#se importantes para n)s. $ntramos numa
nova, maravilhosa e gloriosa liberdade # a liberdade de abrir mão de nossos
pr)prios direitos para o bem do pr)ximo. Aela primeira ve! podemos amar
as pessoas incondicionalmente.
-brimos mão do direito que temos de que elas retribuam nosso amor.
5á não sentimos que temos de ser tratados de determinado modo. Aodemos
rego!i2ar#nos com os sucessos delas. .entimos verdadeiro pesar por seus
fracassos. Aouco importa que nossos planos se frustrem, se os delas t*m
*xito. ?escobrimos que é muito melhor servir ao pr)ximo do que fa!er
como bem entendemos.
<oc* conhece o livramento que há em abrir mão de seus direitosT
.ignifica que voc* está livre da ira fervente e da amargura que sente
quando a atitude de alguém não é a que voc* esperava. .ignifica que,
afinal, voc* pode quebrar a perversa lei de comércio> :<oc* coça minhas
costas, eu coço as suas& voc* fa! sangrar meu nari!, eu faço sangrar o seu.;
.ignifica liberdade de obedecer + ordem de 5esus> :-mai os vossos
inimigos e orai pelos que vos perseguem; DMateus P>EEH. .ignifica que,
pela primeira ve!, entendemos como é poss0vel render o direito de retaliar>
:- qualquer que te ferir na face direita, volta#lhe também a outra; DMateus
P>MNH.
Pedra de ToG(e
%omo talve! voc* tenha notado, entrei no assunto da submissão pela
porta dos fundos. %omecei explicando que ela fa! por n)s antes de definir
o que ela é. -ssim fi! com uma finalidade. Muitos de n)s temos sido
expostos a uma forma tão mutilada de submissão b0blica que ou temos
aceito a deformidade ou temos re2eitado totalmente a ?isciplina. -
primeira atitude leva#nos a odiar#nos a n)s mesmos& a .egunda condu! +
arrog(ncia. -ntes de nos agarrarmos +s pontas do dilema, consideremos
uma terceira alternativa.
- pedra de toque para o entendimento b0blico da submissão é Marcos
O>ME>
“1ntão" convocando a multidão e :untamente os seus
discpulos" disse-lhesG Se alguém quer vir após mim" a
si mesmo se negue" tome a sua cru. e siga-me.”
Cuase instintivamente recusamos em face dessas palavras. .entimo#
nos muito mais + vontade com palavras como :auto#reali!ação; do que
com a idéia de :negação de si mesmo;. D$m realidade, o ensino de 5esus
sobre a negação de si mesmo é a /nica coisa que geralmente tra! auto#
reali!ação.H - negação de si mesmo fa! aparecer em nossa mente toda
espécie de imagens de aviltamento e de )dio de si mesmo. "maginamos
que, com absoluta certe!a, significa a re2eição de nossa individualidade e
provavelmente nos condu!irá a várias formas de automortificação.
Aelo contrário, 5esus nos chamou a negar#nos a n)s mesmos sem
querer que nos odiemos a n)s mesmos. - autonegação é simplesmente uma
forma de vir a entender que não temos de fa!er nossa pr)pria vontade.
Nossa felicidade não depende de conseguir o que dese2amos.
-utonegação não significa a perda de nossa identidade, como
pensam alguns. .em identidade não poder0amos nem mesmo su2eitar#nos
uns aos outros. Aerdeu 5esus a identidade quando voltou o rosto para o
4)lgotaT Aerdeu Aedro a identidade quando respondeu + ordem de 5esus de
carregar sua cru!> :.egue#me; D5oão FG>GNHT Aerdeu Aaulo a identidade
quando se entregou Vquele que havia dito>
“3ois eu lhe mostrarei quanto lhe importa so-rer pelo
meu nome” #Atos QGF(*>
%laro que não. .abemos que o contrário é verdadeiro. $les
encontraram identidade no ato de negar#se a si mesmos.
-utonegação não é a mesma coisa que desdenhar#se. ' desdenhar a
si mesmo alega que não temos valor, e mesmo que tivéssemos, dever0amos
re2eitá#lo. - autonegação declara que somos de valor infinito e ainda nos
mostra como perceb*#lo. ' autodesdém nega a bondade da criação& a
autonegação afirma que ela foi realmente boa. 5esus fe! da capacidade de
amar#nos a n)s mesmos o requisito indispensável para alcançarmos os
outros DMateus FF>MNH. ' amor#pr)prio e a autonegação não estão em
conflito. 5esus deixou perfeitamente claro, mais de uma ve!, que a
autonegação é o /nico meio seguro de amar#nos a n)s mesmos. :Cuem
acha a sua vida, perd*#la#á; DMateus GQ>MNH.
Repito, devemos sublinhar para n)s mesmos que a autonegação
significa a liberdade de submeter#nos a outros. .ignifica manter os
interesses alheios acima do nosso pr)prio. ?esta maneira, a autonegação
libera#nos da autopiedade.
Cuando vivemos fora da autonegação, exigimos que as coisas andem
segundo nosso entender. Cuando não andam, voltamo#nos para a
autopiedade. :Aobre de mimI; $xteriormente podemos submeter#nos, mas
o fa!emos num esp0rito de mart0rio. ' esp0rito de autopiedade, de mart0rio,
é sinal seguro de que a ?isciplina da submissão malogrou. = por isso que a
autonegação é a base da ?isciplina& ela salva#nos da autopiedade.
7omens e mulheres dos nossos tempos acham extremamente dif0cil
ler os grandes mestres devocionais porque fa!em uso tão pr)digo da
linguagem da autonegação. =#nos dif0cil abrir#nos +s palavras de 1homas
de 8empis> :Não formar opinião de n)s mesmos, e sempre pensar em
termos elevados com relação aos outros, é grande sabedoria e perfeição.; =
dif0cil dar ouvidos +s palavras de 5esus> :.e alguém quer vir ap)s mim, a si
mesmo se negue, tome a sua cru! e siga#me; DMarcos O>MEH. 1udo isto
porque temos falhado em entender o ensino de 5esus de que o caminho da
auto#reali!ação passa pela autonegação. .alvar a vida é perd*#la& perd*#la
por amor a %risto é salvá#la DMarcos O>MPH. 4eorge Matheson introdu!iu a
hinologia da igre2a este maravilhoso paradoxo meditante a autonegação>
“Ea.e-me um cativo" Senhor"
1 livre então serei7
,0riga-me a entregar a espada"
1 serei conquistador.
+os alarmes da vida me a-undo
Muando estou só7
Aprisiona-me em teus 0raços"
1 -orte minha mão ser2.”
1alve! o ar tenha sido suficientemente aclarado de modo que
possamos considerar a autonegação como a libertação que ela realmente é.
?evemos convencer#nos disto, porque, como ficou dito, a autonegação é a
pedra de toque da ?isciplina da submissão.
S("ordi'a/ão Re'ovadora Co'+or)e E'si'ada %or :es(s
' mais radical ensino social de 5esus foi a inversão total que ele fe!
da noção contempor(nea de grande!a. - liderança está em tornar#se servo
de todos. ' poder se descobre na submissão. ' s0mbolo supremo desta
radical condição de servo é a cru!. :\5esus] a si mesmo se humilhou,
tornando#se obediente até + morte, e morte de cru!; Dilipenses F>OH. Mas
observe isto> %risto não somente morreu uma morte de cru!, ele viveu uma
vida de cru!. ' caminho da cru!, o caminho do servo sofredor, foi
essencial ao seu ministério. 5esus viveu a vida de cru! em submissão ao
pr)ximo. $le foi o servo de todos. $le re2eitou de planos os t0tulos culturais
de posição e poder quando disse> :<)s, porém, não queirais ser chamados
Rabi. ... Nem vos chameis mestres; DMateus FM>O#GQ, $d. Rev. %or.H. 5esus
rompeu os costumes de seu tempo quando sobreviveu + vida de cru!
tomando a sério as mulheres e dispondo#se a encontrar#se com as crianças.
$le viveu a vida de cru! quando tomou uma toalha e lavou os pés dos
disc0pulos.
$ste 5esus que poderia facilmente ter pedido uma legião de an2os pra
a2udá#lo, preferiu escolher a morte de cru! do %alvário. - vida de 5esus foi
a vida de cru! de submissão e serviço. - morte de 5esus foi a morte de cru!
da conquista pelo sofrimento.
= imposs0vel exagerar o caráter renovador da vida e ensino de 5esus
neste ponto. $ste caráter renovador acabou com todas as reivindicaç3es
para posição privilegiada e status. A@s em vigor toda uma nova ordem de
liderança. - vida de cru! de 5esus solapou todas as ordens sociais baseadas
no poder e no auto#interesse.
%onforme observei anteriormente, 5esus chamou seus seguidores
para viverem a vida de cru!. :.e alguém quer vir ap)s mim, a si mesmo se
negue, tome a sua cru! e siga#me; DMarcos O>MEH. $le disse claramente a
seus disc0pulos> :.e alguém quer ser o primeiro, será o /ltimo e servo de
todos; DMarcos N>MPH.
Cuando 5esus imortali!ou o princ0pio da vida de cru! lavando os pés
dos disc0pulos, ele acrescentou> :Aorque eu vos dei o exemplo, para que,
como eu vos fi!, façais v)s também; D5oão GM>GPH.
- vida de cru! é a vida de submissão voluntária. - vida de cru! é a
vida de servo livremente aceita.
S("ordi'a/ão Co'+or)e E'si'ada 'as E%2s#o&as
' exemplo de 5esus e o chamado para seguir o caminho da cru! em
todas as relaç3es humanas formam a base do ensino das ep0stolas sobre a
submissão. ' apostolo Aaulo baseia o imperativo da igre2a de considerar
:cada um os outros superiores a si mesmo; na submissão e na autonegação
do .enhor por nossa salvação. :- si mesmo se esva!iou, assumindo a
forma de servo; Dilipenses F>E#JH. ' ap)stolo Aedro, instruindo sobre a
submissão, apelou diretamente para o exemplo de 5esus como motivo dela.
:Aorquanto para isto mesmo foste chamados, pois que também %risto
sofreu em vosso lugar, deixando#vos exemplo para seguirdes os seus
passos... pois ele, quando ultra2ado, não revidava com ultra2e, quando
maltratado não fa!ia ameaças, mas entregava#se +quele que 2ulga
retamente; DG Aedro F>FG#FMH. %omo prefácio ao 7austafel $fésio Dtermo
cunhado por Martinho Butero que significa literalmente :mesa de casa;,
da0 uma tábua de regra para a fam0lia cristãH, lemos> :.u2eitando#vos uns
aos outros no temor de %risto; D$fésio P>FGH. ' chamado para que os
cristãos vivam a vida de cru! fundamenta#se na vida de cru! do pr)prio
%risto.
- ?isciplina da submissão tem sido terrivelmente mal interpretada e
difamada por aqueles que falham em ver este contexto mais amplo.
.ubmissão é um tema ético que percorre todo o Novo 1estamento. = uma
postura obrigat)ria a todos os cristãos> homens e mulheres, pais e filhos,
senhores e servos. 'rdena#se que vivamos uma vida de submissão porque
5esus viveu uma vida de submissão, e não porque estamos num
determinado lugar ou posição na vida. - autonegação é uma postura que se
a2usta aos que seguem o .enhor crucificado. Aor todo o 7austafel, o /nico
motivo que impele + submissão é o exemplo de 5esus.
$sta singular base l)gica para a submissão é estonteante quando a
comparamos com outros escritos do primeiro século. Neles havia um
constante apelo + submissão porque foi assim que os deuses criaram as
coisas& era uma estação na vida do homem. Nenhum escritor do Novo
1estamento apela para a submissão nessa base. ' ensino é revolucionário.
$les ignoraram por completo todos os costumes contempor(neos de sobre#
ordenar e subordinar e chamaram a todos a considerar :cada um os outros
superiores a si mesmo; Dilipenses F>MH.
-s ep0stolas chamam + subordinação primeiramente os que, em
virtude da pr)pria cultura, 2á são subordinados.
:$sposas, sede submissas aos pr)prios maridos. .... ilhos, em tudo
obedecei a vossos pais. ... .ervos, obedecei em tudo aos vossos
senhores...; D%olossenses M>GO#FF e passagens paralelasH. ' aspecto
renovador deste ensino é que as pessoas, +s quais a cultura do primeiro
século não permitia escolha nenhuma, são consideradas como agentes
morais livres.
Aaulo deu responsabilidade moral pessoal aos que não tinham
nenhum status legal ou moral em sua cultura. $le fa! com que as pessoas
proibidas de tomar decis3es, tomem decis3es.
= surpreendente que Aaulo os tenha chamado + subordinação, uma
ve! que 2á eram subordinados em virtude de seu lugar na cultura do
primeiro século. - /nica ra!ão significativa para tal ordem era o fato de
que, por força da mensagem do evangelho, eles 2á se viam livres de um
status subordinado na sociedade. ' evangelho havia constatado todas as
cidadanias de segunda classe como eram conhecidas. Aaulo insistiu na
subordinação voluntária, não por causa da posição deles na vida, mas
porque :convém no .enhor; D%olossenses M>GOH.
$sta forma de endereçar o ensino moral aos subordinados culturais é,
também, um contraste radical com a literatura da época. 's est)icos, por
exemplo, dirigiam#se somente + pessoa que se encontrava em elevada
posição na ordem social, incentivando#a a fa!er um bom trabalho nessa
posição que ela 2á antevia como sua. Mas Aaulo falou primeiro +s pessoas
que sua cultura recomendava não dirigir#se a elas, e chamou#as para a vida
de cru! de 5esus.
- seguir, as ep0stolas se voltam para o parceiro culturalmente
dominante no relacionamento e também o chamam para a vida de cru! de
5esus. ' imperativo da subordinação é rec0proco. :Maridos, amai a vossas
esposas. ... Aais, não irriteis os vossos filhos. ... .enhores, tratai aos servos
com 2ustiça e com eqLidade...; D%olossenses M>GN#E>G e textos paralelosH.
%om toda a certe!a se ob2etará que a ordem para o parceiro dominante não
emprega a linguagem da submissão. ' que deixamos de ver é o quanto de
submissão essas ordens exigiam do parceiro dominante em seu ambiente
cultural. Aara um marido, pai e senhor do primeiro século obedecer +
in2unção de Aaulo significaria uma dramática diferença em seu
comportamento. - esposa, o filho, o servo do primeiro século não teriam
necessidade de efetuar a m0nima mudança para obedecer + ordem de Aaulo.
Cuanto mais não se2a, o ferrão do ensino atinge é o parceiro dominante.
Arecisamos ver, também, que esses imperativos aos maridos, pais e
senhores constituem outra forma de autonegação. .ão apenas outro
con2unto de palavras para transmitir a mesma verdade, a saber, que
podemos livrar#nos da necessidade de fa!er as coisas segundo nosso
entender. .e um marido ama a esposa, ele considerará suas necessidades.
$le estará disposto a considerá#la superior a si mesmo. $le pode cuidar das
necessidades de seus filhos e considerá#los superiores a si pr)prio
Dilipenses F>MH.
Na carta aos $fésios, Aaulo exorta os servos a viverem num esp0rito
alegre, voluntário, dispostos a servir a seus senhores terrenos. $ntão
exortou os senhores> :?e igual modo procedei para com eles; D$fésios
U>NH. 1al idéia era incr0vel aos ouvintes do primeiro século. 's servos eram
tidos como propriedade de seus donos, não como seres humanos. Mas
Aaulo, com autoridade divina, aconselhou os senhores a suprirem as
necessidades de seus servos.
1alve! a mais perfeita ilustração de subordinação renovadora se2a a
pequenina carta a ilemom. 'nésimo, escravo fugitivo de ilemom, fe!#se
cristão. $le estava regressando voluntariamente para ilemom como parte
do que para ele significava ser disc0pulo de %risto. Aaulo instou com
ilemom a que recebesse 'nésimo :não 2á como escravo& antes, muito
acima de escravo, como irmão car0ssimo; Dilemom GUH. 5ohn boder
observa> :"sto significa que Aaulo está instruindo a ilemom. ilemom
devia subordinar#se a 'nésimo pondo#o em liberdade. -mbos deviam ser
mutuamente subordinados Sno temor de %ristoS: D$fésios P>FGH.
-s ep0stolas não consagraram a estrutura social hierárquica existente.
a!endo universal a ordem + subordinação, elas a relativi!aram e a
minaram. $las exigiam que os cristãos vivessem como cidadãos de uma
nova ordem # e o aspecto mais fundamental desta nova ordem é a
subordinação universal.
Li)i#es da S(")issão
's limites da ?isciplina da submissão estão nos pontos em que ela se
torna destrutiva. $la se torna, pois, numa lei do amor conforme ensinada
por 5esus e é uma afronta + verdadeira submissão b0blica DMateus P, U, J e
especialmente FF>MJ#MNH.
Aedro chamou os cristãos + submissão radical ao estado quando
escreveu>
:.u2eitai#vos a toda instituição humana por causa do .enhor& quer
se2a ao rei, como soberano& quer +s autoridades...; DG Aedro F>GM, GEH. Não
obstante, quando o governo apropriadamente autori!ado de seu tempo
ordenou + igre2a nascente que parasse de proclamar a %risto, foi Aedro
quem respondeu> :5ulgai se é 2usto diante de ?eus ouvirmos antes a v)s
outros do que a ?eus& pois n)s não podemos deixar de falar das coisas que
vimos e ouvimos; D-tos E>GN, FQH. $m ocasião semelhante, Aedro declarou
simplesmente> :-ntes importa obedecer a ?eus do que aos homens; D-tos
P>FNH.
$ntendendo a vida de cru! de 5esus, Aaulo disse> :1odo homem
este2a su2eito +s autoridades superiores; DRomanos GM>GH. Aorém, quando
Aaulo viu que o $stado estava deixando de cumprir sua função ordenada
por ?eus de prover 2ustiça para todos, ele admoestou#o com energia e
insistiu em que o erro fosse corrigido D-tos GU>MJH.
$stavam esses homens em oposição ao seu pr)prio princ0pio de
autonegação e submissãoT Não. $les simplesmente entenderam que a
submissão chega ao extremo de sua peia quando se torna destrutiva. $m
verdade, eles exemplificaram a subordinação renovadora recusando#se com
mansidão a obedecer a uma ordem destrutiva e dispondo#se a sofrer
conseqL*ncias. ' pensador alemão 5ohannes 7amel disse que a
subordinação inclui :a possibilidade de uma resist*ncia orientada pelo
esp0rito, de um rep/dio apropriado e uma recusa pronta a aceitar o
sofrimento neste ou naquele ponto particular;.
Vs ve!es é fácil de ver os limites da submissão. Aede#se a uma mãe
que bata em seu filho irracionalmente. Aede#se a uma criança que a2ude
numa prática ilegal.
Aede#se a um cidadão que viole os ditames da $scritura e da
consci*ncia por amor ao $stado. $m cada caso, o disc0pulo recusa, não
com arrog(ncia, mas num esp0rito manso e submisso.
Muitas ve!es é extremamente dif0cil de definir os limites da
submissão. Cue di!er do parceiro matrimonial que se sente suprimido e
impedido de reali!ação pessoal por causa da carreira profissional do
c@n2ugeT = esta uma forma leg0tima de autonegação ou é destrutivaT Cue
di!er do professor que é in2usto ao dar nota a um alunoT ?eve o aluno
submeter#se ou deve resistirT Cue di!er do empregador que promove seus
empregados na base de favoritismo e de interesses pessoaisT Cue fa! o
empregado pre2udicado, especialmente se a promoção é necessária para o
bem de sua fam0liaT
$ssas são quest3es extremamente complicadas pelo simples fato de
que as relaç3es humanas são complicadas. .ão quest3es que não se
su2eitam a respostas simplistas. Não existe uma lei de submissão que cubra
todas as situaç3es.
?evemos ser cépticos no tocante +s leis que pretendem aplicar#se a
qualquer circunst(ncia. - ética casu0stica sempre falha.
Não é fugir ao problema di!er que ao definir os limites da submissão
somos lançados em uma profunda depend*ncia do $sp0rito .anto. -final
de contas, se tivéssemos um c)digo de leis para cobrir todas as
circunst(ncias da vida, não necessitar0amos de depend*ncia. ' $sp0rito é
um discernidor preciso dos pensamentos e dos intentos do coração, tanto
dos outros como dos nossos. $le será para n)s um Mestre e Arofeta
presente e nos instruirá quanto ao que fa!er em cada situação.
A#os de S(")issão
- submissão e o serviço funcionam concomitantemente. ?a0 que
grande parte do fluxo prático da submissão virá no pr)ximo cap0tulo. 7á,
contudo, sete atos de submissão que serão comentados brevemente.
' primeiro ato de submissão é ao ?eus 1rino e ,no. No começo do
dia esperamos diante do Aai, do ilho e do $sp0rito .anto, calmos e
submissos. -s primeiras palavras de nosso dia formam a oração de 1homas
de 8empis> :%omo quiseres& o que quiseres& quando quiseres.;
.ubmetemos o corpo, mente e esp0rito para prop)sitos divinos.
.emelhantemente, o dia é vivido em atos de submissão entremeados de
constantes demonstraç3es de submissão interior. <isto como as primeiras
palavras matutinas são de submissão, assim também as /ltimas palavras da
noite. $ntregamos o corpo, mente e esp0rito nas mãos de ?eus para que
faça conosco conforme lhe apra! durante a longa escuridão.
' segundo ato de submissão é + K0blia. %omo nos submetemos +
Aalavra de ?eus viva D5esusH, assim nos submetemos + Aalavra de ?eus
escrita Da K0bliaH.
Rendemo#nos primeiro para ouvir a Aalavra& em segundo lugar para
receber a Aalavra, e em terceiro lugar para obedecer + Aalavra. Kuscamos o
$sp0rito, que inspirou as $scrituras, para interpretá#las e aplicá#las + nossa
condição. - palavra da $scritura, vivificada pelo $sp0rito .anto, vive
conosco durante dia.
' terceiro ato de submissão é + nossa fam0lia. ' lema para a fam0lia
deveria ser> :Não tenha cada um em vista o que é dos outros; Dilipenses
F>EH. Bivre e graciosamente os membros da fam0lia fa!em concessão uns
aos outros. ' ato básico de submissão é o compromisso de ouvir os demais
membros da fam0lia. .eu corolário é uma disposição de partilhar, que, por
si pr)pria, é obra da submissão.
' quarto ato de submissão é a nossos vi!inhos e aos que
encontramos no curso de nosso viver diário. - vida de simples bondade é
vivida diante deles. .e estiverem em necessidade, n)s os a2udamos.
$xecutamos pequenos atos de bondade e de urbanidade comum>
repartimos nosso alimento, cuidamos de seus filhos quando os pais se
ausentam, cortamo#lhes a grama, arran2amos tempo para visitá#los,
compartilhamos nossas ferramentas. Nenhuma tarefa é pequena demais,
insignificante demais, pois cada uma delas é uma oportunidade de viver em
submissão.
' quinto ato de submissão é + comunidade crente, o corpo de %risto.
.e há serviços a completar e tarefas a reali!ar, examinamo#las de perto
para ver se são convites de ?eus para a vida de cru!. Não podemos fa!er
tudo mas podemos fa!er algumas coisas. Vs ve!es são assuntos de nature!a
organi!acional, mas com muita freqL*ncia são oportunidades espont(neas
para pequenas tarefas de serventia. Aode, +s ve!es, tratar#se de chamados
para servir a igre2a universal e se o ministério for confirmado em nossos
coraç3es, podemos submeter#nos a ele com segurança e rever*ncia.
' sexto ato de submissão é aos alquebrados e despre!ados. $m toda
cultura há :vi/vas e )rfãos;& isto é, os desamparados, os indefesos D1iago
G>FJH. Nossa primeira responsabilidade é estar entre eles. %omo rancisco
de -ssis, no século tre!e, e 8ágaXa no século vinte, devemos descobrir
meios de verdadeiramente identificar#nos com os oprimidos, os re2eitados.
-0 devemos viver a vida de cru!.
' sétimo ato de submissão é ao mundo. <ivemos numa comunidade
internacional interdependente. Não podemos viver em isolamento. Nossa
responsabilidade ambiental, ou sua aus*ncia, afeta não somente as pessoas
ao redor do mundo mas também as geraç3es que estão por nascer. -s
naç3es que padecem fome afetam#nos. Nosso ato de submissão é uma
determinação de viver como membro responsável de um mundo cada ve!
mais irresponsável.
No#a Fi'a&
$m nosso dia tem surgido um problema especial acerca da submissão
no tocante + autoridade. ' fen@meno que passo a descrever é algo que
tenho observado repetidamente. Cuando as pessoas começam a mudar#se
para o reino espiritual, v*em que 5esus está ensinado um conceito de
autoridade que se op3e inteiramente ao pensamento dos sistemas deste
mundo. $las chegam a compreender que a autoridade não reside em
posiç3es ou graus, ou t0tulos, ou bens, ou qualquer s0mbolo exterior. '
caminho de %risto segue totalmente em outra direção> o caminho da
autoridade espiritual. - autoridade espiritual é ordenada e sustentada por
?eus. -s instituiç3es humanas podem ou não reconhecer esta autoridade&
igualmente, não fa! diferença alguma. - autoridade espiritual é marcada
tanto por compaixão como por poder. 's que andam no $sp0rito podem
identificá#la imediatamente. .abem, sem d/vida, que a submissão é devida
+ palavra que foi dada em autoridade espiritual.
Mas, e aqui está a dificuldade, que di!er +s pessoas que estão em
:posição de autoridade; mas não possuem autoridade espiritualT ,ma ve!
que 5esus deixou claro que a posição não dá autoridade, deveria esta pessoa
ser obedecidaT Não é prefer0vel desconsiderar toda autoridade
humanamente ordenada e buscar a autoridade espiritual e s) a ela
submeter#nosT $sses são tipos de quest3es levantadas por pessoas que
sinceramente dese2am andar no caminho do $sp0rito.
-s perguntas são leg0timas e merecem uma resposta cuidadosa.
- resposta não é simples, mas também não é imposs0vel. -
subordinação renovadora nos mandaria viver em submissão + autoridade
humana enquanto esta não se torna destrutiva. 1anto Aedro com Aaulo
exigiram obedi*ncia ao estado pagão porque entenderam o grande bem
resultante desta instituição humana.
1enho verificado que as :autoridades; humanas muitas ve!es t*m
uma grande dose de sabedoria que negligenciamos com perigo para n)s.
- isto eu acrescentaria outro motivo por que, no meu entender,
devemos submeter#nos +s pessoas investidas de autoridade, que não
conhecem a autoridade espiritual. ?evemos submeter#nos por delicade!a
comum e por compaixão pela pessoa que se encontra nessa situação dif0cil.
1enho profunda empatia pelos indiv0duos que se encontram nessa posição,
pois eu mesmo 2á estive a0 mais de uma ve!. = um p(ntano frustrante,
quase desesperador, estar numa posição de autoridade e saber que nossas
ra0!es não t*m profundidade suficiente na vida divina para comandar com
autoridade espiritual. %onheço a sensação frenética que fa! uma pessoa
empertigar#se e esbaforir#se, e imaginar truques inteligentes para indu!ir as
pessoas + obedi*ncia. -lguns podem achar fácil rir#se dessas pessoas e
desconsiderar sua :autoridade;. $u não. %horo por elas porque conheço a
dor e o sofrimento interiores que devem ser enfrentados para viver#se em
tal contradição.
-lém do mais, podemos orar por tais pessoas para que se2am cheias
de novo poder e autoridade. Aodemos, também, tornar#nos seus amigos e
a2udá#las no que estiver ao nosso alcance. .e vivermos a vida de cru!
perante elas, muito em breve podemos descobrir que estão crescendo em
poder espiritual, e n)s também.
H. A Disci%&i'a do Servi/o
“Aprenda esta liçãoG se voc% tem de -a.er o tra0alho
de um pro-eta" voc% precisa não de um cetro mas de
uma en/ada.” - Oernardo de ;lairau/
%omo a cru! é o s0mbolo da submissão, assim a toalha é o s0mbolo
do serviço.
Cuando 5esus reuniu seus disc0pulos para a /ltima %eia, eles
debatiam sobre quem era o maior. $ste problema não lhes era novo.
:Bevantou#se entre eles uma discussão sobre qual deles seria o maior;
DBucas N>EUH. .empre que houver problema acerca de quem é o maior,
haverá problema acerca de quem é o menor.
$sse é o ponto crucial da questão para n)s, não é mesmoT Muitos de
n)s sabemos que nunca seremos os maiores& assim também, não se2amos
os menores.
Reunidos na festa da Aáscoa, os disc0pulos sabiam perfeitamente que
alguém tinha de lavar os pés dos outros. ' problema era que s) os menores
é que lavavam os pés dos outros. ?e modo que ficaram com os pés
empoeirados. $ra um ponto tão melindroso que eles nem mesmo iriam
falar sobre o assunto. Ninguém dese2ava ser considerado o menor. $ntão
5esus tomou uma toalha e uma bacia, redefinindo, assim a grande!a.
7avendo dado o exemplo de servo perante eles, ele os chamou para o
caminho do serviço. :'ra, se eu, sendo o .enhor e Mestre, vos lavei os
pés, também v)s deveis lavar os pés uns dos outros. Aorque eu vos dei o
exemplo, para que, como eu vos fi!, façais v)s também; D5oão GM>GE,GPH.
?e certo modo, preferir0amos ouvir o chamado de 5esus para negar pai e
mãe, casas e terra por amor do evangelho, a ouvir sua ordem para lavar
pés. - autonegação radical dá uma sensação de aventura. .e abandonarmos
tudo, teremos até mesmo a possibilidade de um glorioso mart0rio. Mas no
serviço somos levados para o mundano, para o ordinário, para o trivial.
Na ?isciplina do serviço há também grande liberdade. ' serviço
capacita#nos para di!er :nãoI; aos artif0cios de promoção e autoridade do
mundo. $le acaba com nossa necessidade De dese2oH de uma :ordem de
import(ncia;. $sta expressão é muito significativa, muito reveladora.
%omo nos assemelhamos a galináceosI No galinheiro não há pa! até que
fique claro quem é o mais importante, o menos importante, e quem fica
entre o poleiro de cima e o de baixo. ,m grupo de pessoas não é capa! de
estar 2unto por muito tempo até que fique claramente estabelecida a :ordem
de import(ncia;. Aodemos v*#lo facilmente em situaç3es tais como onde as
pessoas se assentam, como caminham em relação uns com os outros, quem
sempre cede quando duas pessoas falam ao mesmo tempo, quem fica atrás
quando determinado trabalho precisa ser feito e quem se prontifica a fa!*#
lo. D?ependendo do trabalho, pode ser um s0mbolo de senhorio ou um
s0mbolo de servidão.H $ssas coisas estão estampadas no rosto da sociedade
humana.
' ponto não é que devemos abolir a liderança ou a autoridade.
Cualquer soci)logo demonstraria de imediato a impossibilidade de tal
tarefa. Mesmo entre 5esus e os disc0pulos v*em#se facilmente a liderança e
a autoridade. ' importante é que 5esus redefiniu completamente a
liderança e a autoridade.
5esus nunca ensinou que todos tinham igual autoridade. Na verdade,
ele tinha muito que di!er sobre autoridade espiritual aut*ntica e deixou
claro que muitos não a possu0am. Mas a autoridade da qual 5esus falou não
é aquela em que o indiv0duo atribui import(ncia a si mesmo. ?evemos
entender com clare!a a nature!a radical do que 5esus ensinou sobre este
assunto. $le não estava simplesmente invertendo a :ordem de
import(ncia;, como muitos sup3em. $le a estava abolindo. - autoridade da
qual ele falou não era uma autoridade para manipular e controlar. $ra uma
autoridade de função, não de status.
5esus declarou> :.abeis que os governadores dos povos os dominam
e que os maiorais exercem autoridade sobre eles. Não é assim entre v)s.;
$le re2eitou total e completamente os sistemas de ordem de import(ncia de
seu tempo. %omo, pois, devia ser entre elesT :Cuem quiser tornar#se
grande entre v)s, será esse o que vos sirva... tal como o ilho do homem,
que não veio para ser servido, mas para servir; DMateus FQ>FP#FOH.
Aortanto, a autoridade espiritual a que 5esus se referia não era uma
autoridade que se encontrava numa posição, num t0tulo, mas numa toalha.
Servi/o Farisaico I Servi/o Verdadeiro
.e o verdadeiro serviço deve ser entendido e praticado, é preciso
distingui#lo claramente do :serviço farisaico;.
' serviço farisaico é prestado pelo esforço humano. $le gasta somas
imensas de energia calculando e plane2ando como prestar o serviço.
4ráficos e mapas sociol)gicos podem ser pro2etados de modo que
podemos :a2udar essas pessoas;. ' verdadeiro serviço provém de um
relacionamento com o 'utro divino em nosso 0ntimo. .ervimos por
instigaç3es cochichadas, por insist*ncias divinas.
?espende#se energia, mas não é a energia frenética da carne. 1homas
8ell9 escreve> :?escubro que ele \?eus] nunca nos guia a uma mix)rdia
intolerável de intranqLilidade ofegante.;
' serviço farisaico impressiona#se com a :apar*ncia;. $le está
interessado em registrar lucros impressionantes no :placar; eclesiástico.
4osta de servir, especialmente quando o serviço é tit(nico. ' serviço
verdadeiro acha quase imposs0vel distinguir entre serviço pequeno e
serviço grande. 'nde se observa a diferença o verdadeiro servo parece ser
freqLentemente atra0do para o serviço pequeno, não por falsa modéstia,
mas porque ele o v* genuinamente como serviço importante. $le recebe
com agrado, indiscriminadamente, todas as oportunidade de servir.
' serviço farisaico demanda recompensas exteriores. $le precisa
saber que as pessoas v*em e apreciam o esforço. $le busca o aplauso dos
homens # com a devida modéstia religiosa, é claro. ' verdadeiro serviço
descansa contente no anonimato. $le não teme as lu!es e o fr*mito da
atenção, mas também não os busca. ,ma ve! que ele vive a partir de um
novo %entro de Refer*ncia, o aceno divino de aprovação é quanto basta.
' serviço farisaico está muit0ssimo preocupado com os resultados.
$le espera ansiosamente para ver se a pessoa servida retribui na mesma
moeda. -margura#se quando os resultados ficam aquém das expectativas.
' verdadeiro serviço está livre da necessidade de calcular resultados. $le
deleita#se apenas no serviço.
Aode servir os inimigos com a mesma liberdade com que serve os
amigos.
' serviço farisaico escolhe minuciosamente a quem servir. Vs ve!es
os nobres e poderosos são servidos porque isso trará certa vantagem. Vs
ve!es os humildes e indefesos são servidos porque isso garantirá uma
imagem humilde. ' verdadeiro serviço não discrimina em seu ministério.
$le ouviu a ordem de 5esus de ser :servo de todos; DMarcos N>MPH.
rancisco de -ssis escreveu> :.endo servo de todos, estou obrigado a
servir a todos e administrar as palavras suavi!adoras de meu senhor.;
' serviço farisaico é afetado por estados de (nimo e caprichos. $le
s) pode servir quando há um :sentimento; de servir D:movido pelo
$sp0rito;, conforme di!emosH. .a/de ruim ou sono insuficiente controlarão
o dese2o de servir. ' verdadeiro serviço ministra simples e fielmente
porque há uma necessidade. $le sabe que o :sentimento de servir; pode,
muitas ve!es, constituir#se em obstáculo ao verdadeiro serviço. $le recusa
permitir que o sentimento controle o serviço, mas permite que o serviço
discipline os sentimentos.
' serviço farisaico é temporário. unciona somente enquanto se
executam os atos espec0ficos do serviço. 7avendo servido, pode descansar
sossegado. ' verdadeiro serviço é um estilo de vida. $le atua a partir de
padr3es arraigados de vida.
Krota espontaneamente para satisfa!er a necessidade humana.
' serviço farisaico não tem sensibilidade. $le insiste em satisfa!er a
necessidade mesmo que o resultado se2a destrutivo. $le exige a
oportunidade de a2udar. ' serviço verdadeiro pode deixar de prestar o
serviço tão livremente quando executá#lo. Aode ouvir com ternura e
paci*ncia antes de atuar. Aode servir enquanto espera em sil*ncio.
:.ervem, também, aqueles que apenas ficam firmes e esperam.;
' serviço farisaico fratura a comunidade. Na análise final Duma ve!
removidas todas as armadilhas religiosasH ele se concentra na glorificação
do indiv0duo.
Aortanto, ele coloca os outros a nosso débito e se torna uma das mais
sutis e destrutivas formas de manipulação conhecidas. ' resultado é a
ruptura da comunidade.
' verdadeiro serviço, por outro lado, edifica a comunidade.
.ilenciosa e despretensiosamente ele vai aqui e ali cuidando das
necessidades alheias& não obriga ninguém a retribuir o serviço. $le atrai,
une, cura, edifica. ' resultado é uma comunidade unida.
Servi/o e ()i&dade
Mais do que qualquer outro meio, a graça da humildade é produ!ida
em nossas vidas pela ?isciplina do serviço. - humildade, como todos
sabemos, é uma daquelas virtudes que nunca são ganhas por buscá#las.
Cuanto mais a buscamos, mais distante ela fica. Aensar que a temos é
prova segura de que não a possu0mos. Aortanto, muitos de n)s supomos
que nada podemos fa!er para ganhar esta honrada virtude cristã, e assim
nos acomodamos.
Mas existe algo que podemos fa!er. Não é preciso atravessarmos a
vida esperando que algum dia a humildade caia sobre n)s. ?e todas as
?isciplinas $spirituais clássicas, o serviço é a mais conducente ao
crescimento da humildade. 'corre uma profunda mudança em nosso
esp0rito quando iniciamos um curso de ação, conscientemente escolhido,
que acentua o bem dos outros e em sua maior parte é um trabalho oculto.
Nada como o serviço para disciplinar os dese2os desordenados da
carne, e nada como servir no anonimato para transformar os dese2os da
carne. - carne choraminga contra o serviço, porém, contra o serviço feito
no anonimato, ela apronta uma gritaria. $la se esperneia por obter honra e
reconhecimento. $la imagina meios sutis, religiosamente aceitáveis a fim
de chamar a atenção para o serviço prestado. .e ousadamente nos
recusarmos a ceder + lux/ria da carne, n)s a crucificamos. 1oda ve! que
crucificamos a carne crucificamos nosso orgulho e arrog(ncia.
' ap)stolo 5oão escreveu> :Aorque tudo que há no mundo, a
concupisc*ncia da carne, a concupisc*ncia dos olhos e a soberba da vida,
não procede do Aai, mas procede do mundo; DG 5oão F>FUH. ?eixamos de
entender a força desta passagem por causa de nossa tend*ncia de relegá#la
totalmente ao pecado sexual. - :concupisc*ncia da carne; refere#se ao
fracasso de p@r sob nosso controle # disciplinar # as paix3es humanas
naturais. %. 7. ?odd disse que a :concupisc*ncia dos olhos; refere#se +
tend*ncia de ser cativado pela exibição exterior. $le define a :soberba da
vida; como :ego0smo pretensioso;. $m cada caso se observa a mesma
coisa> enfatuação com poderes e capacidades humanos naturais sem
nenhuma depend*ncia de ?eus. "sso é a carne em operação, e a carne é o
inimigo mortal da humildade.
= necessário exercer a mais estrita disciplina diá ria para conter essas
paix3es. - carne deve aprender a dolorosa lição de que ela não tem direitos
pr)prios. = a obra do serviço an@nimo que reali!ará esta auto#humilhação.
6illian BaX causou um duradouro impacto sobre a "nglaterra do
século de!oito com seu livro, - .erious %all to ?evout and 7ol9 Bife D,m
%hamado .ério para uma <ida ?evota e .anta. Nele, BaX insistia em que
cada dia se2a considerado como um dia de humildade. %omo faremos de
cada dia um dia de humildadeT
-prendendo a servir aos outros. BaX entendia que a ?isciplina do
serviço é que tra! humildade + vida. .e quisermos humildade, ele nos
aconselha a
“... condescender em todas as -raque.as e
en-ermidades do pró/imo" ocultar suas -ragilidades"
amar o que ele tem de e/celente" incentivar suas
virtudes" aliviar suas necessidades" rego.i:ar-se em
suas prosperidades" compadecer-se de suas triste.as"
rece0er sua ami.ade" ignorar suas indelicade.as"
perdoar-lhe a malcia" ser servo de servos" e
condescender em e/ecutar o mais in-erior dos o-cios
para os mais ntimos da humanidade.”
$ntão, o resultado da disciplina diária da carne será o surgimento da
graça da humildade. $la nos virá sem que o percebamos. $mbora não
sintamos sua presença, estaremos c@nscios de um novo !elo e alegria de
viver. Maravilhar#nos#emos em face do novo senso de confiança que
marcará nossas atividades. $mbora as demandas da vida se2am tão grandes
como sempre, viveremos em um novo senso de pa! sem pressa. -s pessoas
a quem outrora inve2ávamos, agora as vemos com compaixão, porque
vemos não somente sua posição mas também seu sofrimento. -s pessoas
que ter0amos ignorado, agora as vemos e consideramos como indiv0duos
agradáveis. .entimos um novo esp0rito de identificação com os párias, a
:esc)ria; da terra DG %or0ntios E>GMH.
Mais até do que a transformação que ocorre dentro de n)s, estamos
c@nscios de um amor e de uma alegria mais profundos em ?eus. Nossos
dias estão pontilhados de express3es espont(neas de louvor e adoração. '
2ubiloso serviço an@nimo prestado ao pr)ximo é uma oração de aç3es de
graça posta em prática. Aarece que somos dirigidos por um novo %entro de
%ontrole # e de fato o somos.
Si)... Mas
,ma hesitação natural e compreens0vel acompanha qualquer
discussão séria do serviço. - hesitação é boa desde que se2a sábia para
calcular o custo antes de entrar em cheio em qualquer ?isciplina.
$xperimentamos um temor que surge mais ou menos assim> :.e eu fi!er
isso, as pessoas vão tirar vantagem de mim& elas me pisarão.;
= aqui que devemos ver a diferença entre escolher servir e escolher
ser servo.
Cuando escolhermos servir, ainda estamos no comando. ?ecidimos a
quem e quando servir. .e estamos no comando, preocupar#nos#emos muito
sobre alguém pisar#nos, isto é, dominar#nos.
Mas quando escolhemos ser servos, damos de mão ao direito de estar
no comando.
7á nisso uma grande liberdade. .e voluntariamente escolhemos
deixar que tirem vantagem de n)s, então não podemos ser manipulados.
Cuando escolhemos ser servos, su2eitamos ou rendemos o direito de
decidir a quem e quando servir.
1ornamo#nos dispon0veis e vulneráveis.
%onsidere a perspectiva de um escravo. ' escravo v* a vida toda da
perspectiva da escravidão. $le não v* a si mesmo como possuindo os
mesmos direitos de homens e mulheres livres. Aor favor, entenda#me>
quando esta escravidão é involuntária, ela é cruel e desumani!ante. Cuando
a escravidão é livremente escolhida, porém, tudo se muda. - servidão
voluntária é uma grande alegria.
- idéia da escravidão pode ser#nos dif0cil, mas não constitu0a
problema para o ap)stolo Aaulo. reqLentemente ele se 2actava de sua
escravidão a %risto, fa!endo uso pr)digo do conceito do primeiro século de
:escravo de amor; Disto é, o escravo que, por amor, escolheu livremente
permanecer nessa condiçãoH.
a!emos o melhor do nosso esforço por suavi!ar a linguagem de
Aaulo, tradu!indo a palavra :escravo; por :servo;. Mas, se2a qual for a
palavra que resolvamos empregar, este2amos certos de entender que Aaulo
queria di!er que de livre vontade ele abria mão de seus direitos.
Aortanto, 2ustifica#se o receito de que se aproveitem de n)s e nos
pisem. "sso é exatamente o que pode acontecer. Mas quem pode magoar
+quele que livremente escolheu ser pisadoT 1homas de 8empis instrui#nos
a estar :su2eitos... para que todos os homens possam passar sobre v)s e
pisar#vos como pisam a lama da rua;.
7á em 1he Bittle loXers of .t. rancis D-s lore!inhas de ..
ranciscoH uma deliciosa hist)ria sobre como rancisco de -ssis ensinou
ao "rmão Béo o significado da alegria perfeita. $nquanto os dois
caminhavam 2untos sob a chuva e o frio intenso, rancisco lembrava a Béo
todas as coisas que o mundo acreditava tra!er alegria # inclusive o mundo
religioso #, acrescentando cada ve!> :- alegria perfeita não está nisso.;
inalmente, em exasperação, o "rmão Béo pediu> :Rogo#te, em nome de
?eus, que me digas onde está a perfeita alegria.; $ntão rancisco passou a
enumerar as mais humilhantes coisas que ele podia imaginar,
acrescentando cada ve!> :'h, "rmão Béo, escreva que a perfeita alegria está
a0.; Aara explicar e concluir a questão, ele lhe disse> :-cima de todas as
graças e dons do $sp0rito .anto que %risto dá a seus amigos, está a de
conquistar a si mesmo e de boa vontade suportar os sofrimentos, os
insultos, as humilhaç3es e as privaç3es pelo amor de %risto.;
-chamos dif0cil aceitar essas palavras ho2e. D= preciso entender que
eu, também, luto até para ouvir os mestres devocionais sobre este ponto.H
Receamos que tal atitude condu!a irrevogavelmente ao caminho do
ascetismo excessivo e + automortificação. Na igre2a, s) agora estamos
emergindo de uma :teologia de verme; que desvalori!ou terrivelmente a
capacidade e o potencial humanos. ' serviço recondu! a essa situaçãoT
Não, por certo que não. .em d/vida, é um perigo contra o qual devemos
sempre guardar#nos. Mas também devemos tomar cuidado com o inimigo
em direção oposta. %omo disse Konhoeffer> :.e não houver elemento de
ascetismo em nossa vida, se dermos rédea solta aos dese2os da carne...
acharemos dif0cil treinar#nos para o serviço de %risto.;
Servi/o 'o Mercado
.erviço não é um rol de coisas que fa!emos, embora nele
descubramos coisas a fa!er. Não e um c)digo de ética, mas um modo de
vida. $xecutar atos espec0ficos de serviço não é o mesmo que viver na
?isciplina do serviço. -ssim como no 2ogo de basquete há mais do que o
livro de regras, o serviço significa mais do que atos espec0ficos de servir.
,ma coisa é atuar como servo& outra coisa muito diferente é ser servo.
%omo em todas as ?isciplinas, é poss0vel dominar a mec(nica do serviço
sem experimentar a ?isciplina.
1odavia, não é suficiente acentuar a nature!a interior do serviço. Aara
que o serviço se2a serviço é preciso que ele tome forma e conformação no
mundo em que vivemos. Aortanto, devemos buscar perceber qual a
semelhança do serviço no mercado de nossa vida diária.
?e in0cio há o serviço an@nimo. Mesmo os l0deres p/blicos podem
cultivar tarefas de serviço que permanecem geralmente inc)gnitas. .e todo
o serviço que prestamos é feito perante outros, seremos em realidade
pessoas superficiais.
'uçamos a orientação espiritual de 5eremias 1a9lor> :1enha em
grande apreço o ficar escondido, e pouco estimado> alegre#se com a falta
de louvor& nunca se perturbe quando for desconsiderado ou depreciado...;
' anonimato é uma censura + carne e pode desferir um golpe fatal ao
orgulho.
- princ0pio pareceria que o serviço an@nimo é s) por causa do
indiv0duo que o recebe. Não é esse o caso. 's ministérios an@nimos,
ocultos, afetam até mesmo as pessoas que nada sabem deles. 7á um amor e
compaixão mais profundos entre as pessoas, muito embora não saibam
explicar o sentimento. .e um serviço oculto é feito a favor delas, elas são
inspiradas a uma devoção mais profunda, pois sabem que a fonte do
serviço é muito mais profunda do que podem ver. = um ministério no qual
todas as pessoas podem enga2ar#se com freqL*ncia. $le propaga
ondulaç3es de alegria e celebração em qualquer comunidade.
7á o serviço de pequenas coisas. V semelhança de ?orcas,
encontramos meios de fa!er :t/nicas e vestidos; para as vi/vas D-tos
N>MNH. - hist)ria a seguir é ver0dica. $nquanto me achava nas frenéticas
agonias finais do preparo de minha tese de doutorado, recebi um
telefonema de um amigo. .ua esposa havia sa0do com o carro e ele queria
saber se eu poderia levá#lo a alguns lugares. -panhado de surpresa,
consenti, interiormente maldi!endo a minha sorte. -o sair, agarrei o livro
de Konhoeffer, Bife 1ogether D<ida 5untosH, pensando que eu pudesse ter
oportunidade de l*#lo. - cada lugar que chegávamos eu me impacientava
interiormente pela perda de tempo precioso. inalmente, num
supermercado, a /ltima parada, disse a meu amigo que eu esperaria no
carro. -panhei meu livro, abri#o onde estava o marcador e li estas palavras>
“, segundo serviço que se deveria prestar a outrem
numa comunidade cristã é o de a:uda ativa. !sto
signi-ica" inicialmente" simples assist%ncia em
quest4es insigni-icantes" e/teriores. R2 uma multidão
dessas coisas aonde quer que as pessoas vivam em
comunidade. +inguém é 0om demais que não possa
prestar serviço mais humilde. Muem se preocupa com
a perda de tempo causada por esses pequenos e
e/teriores atos de a:uda" geralmente est2 tirando
importSncia de sua própria carreira com muita
solenidade.”
rancisco de .ales di! que as grandes virtudes e as pequenas
fidelidades são como aç/car e sal. ' aç/car pode ter um sabor mais
delicioso, porém seu uso é menos freqLente. ' sal é encontrado por toda
parte. -s grandes virtudes são uma ocorr*ncia rara& o ministério das
pequenas coisas é um serviço diário. 1arefas grandes demandam grande
sacrif0cio por um momento& as coisas pequenas demandam sacrif0cio
constante.
“As ocasi4es sem importSncia... retornam a cada
momento.
.... Se dese:amos ser -iéis a coisas pequenas" a
nature.a nunca tem tempo para respirar" e devemos
morrer para todas as nossas inclinaç4es. 5everamos
pre-erir" cem ve.es" -a.er alguns grandes sacri-cios
para 5eus" conquanto violentos e dolorosos" so0 a
condição de termos li0erdade de seguir nossos gostos
e h20itos em cada pequeno detalhe.”
No reino do esp0rito cedo descobrimos que os verdadeiros problemas
se encontram nos insignificantes escaninhos da vida. Nossa enfatuação
com a :import(ncia; cegou#nos para este fato. ' serviço das coisas
pequenas nos colocará em desacordo com nossa indol*ncia e problemas
centrais. énelon disse> :Não é elevação de esp0rito sentir despre!o pelas
coisas pequenas. =, pelo contrário, devido a pontos de vista estreitos
demais que consideramos como pequeno o que tem conseqL*ncias de tão
longo alcance.;
7á o serviço de proteger a reputação alheia. 'u, como disse
Kernardo de %lairvaux, o serviço de :%aridade;. Cuão necessário é este se
dese2amos ser salvos de cal/nia e mexericos. ' ap)stolo Aaulo ensinou#nos
a não difamar a ninguém D1ito M>FH. Aodemos revestir nossa cal/nia com
toda a solenidade religiosa que dese2armos, mas ela permanecerá como
veneno mort0fero. 7á uma disciplina em refrear a l0ngua que pode operar
maravilhas em nosso 0ntimo.
Nem dever0amos tomar parte na conversa difamadora de outros.
1emos uma norma na equipe pastoral de nossa igre2a que o povo tem
pre!ado. Recusamo#nos a permitir que qualquer membro da congregação
fale descaridosamente de um pastor para outro. 4entilmente, mas com
firme!a, pedimos#lhes que se diri2am diretamente ao pastor criticado. Aor
fim as pessoas entendem que não lhes permitimos falar#nos sobre o pastor
ulano de tal. $sta norma, sustentada por toda a nossa equipe, tem obtido
resultados benéficos.
Kernardo advertiu#nos de que a l0ngua malévola :desfere um golpe
mortal na caridade de todos quantos a ouvem e, até onde poss0vel, destr)i
rai! e galho, não somente nos ouvintes imediatos mas também em todos os
outros a quem a cal/nia, voando de lábio em lábio, é repetida depois;.
Aroteger a reputação dos outros é um serviço profundo e duradouro.
7á o serviço de ser servido. Cuando 5esus começou a lavar os pés
dos que ele amava, Aedro recusou. Nunca ele permitiria que seu Mestre se
humilhasse a executar um serviço tão servil em seu favor. Aarece uma
declaração de humildade& realmente, era um ato de orgulho velado. '
serviço de 5esus era uma afronta ao conceito de autoridade de Aedro. .e
Aedro fosse o senhor, ele nunca lhes teria lavado os pésI
= um ato de submissão e serviço permitir que os outros nos sirvam.
$sse ato reconhece que eles t*m :autoridade do reino; sobre n)s.
4raciosamente recebemos o serviço prestado, 2amais sentindo que
devemos retribu0#lo. 's indiv0duos que, por orgulho, se recusam a ser
servidos, falham em submeter#se + liderança divinamente indicada no reino
de ?eus.
7á o serviço de cortesia comum. 1ais atos de compaixão t*m
encontrado dificuldades em nossa época. N)s, porém, que somos a lu!,
nunca devemos despre!ar os rituais de relacionamento que há em cada
cultura. = um dos poucos meios restantes na sociedade moderna de
reconhecer o valor uns dos outros.
%onforme Aaulo aconselhou a 1ito, devemos ser :cordatos, dando
provas de toda cortesia, para com todos os homens; D1ito M>FH.
's missionários entendem o valor da cortesia. $les não se atreveriam
a cometer o disparate de entrar em alguma aldeia exigindo ser ouvidos sem
primeiro conhecer os rituais adequados de apresentação e familiaridade.
No entanto, achamos que podemos violar esses rituais em nossa pr)pria
cultura e ainda ser recebidos e ouvidos. $ nos perguntamos por que
ninguém quer ouvir.
:Mas esses rituais são tão inexpressivos, tão hip)critas;, queixamo#
nos. "sso é um mito. $les são extremamente significativos e não são
hip)critas de maneira alguma. ,ma ve! que vencemos nossa arrog(ncia
egoc*ntrica pelo fato de que as pessoas realmente não dese2am saber como
estamos quando di!em :%omo vai voc*T;, podemos ver que é apenas um
modo de reconhecer nossa presença. Aodemos acenar com a mão e
reconhecer a presença delas também sem sentir a necessidade de fa!er uma
prognose de nossa /ltima dor de cabeça. Aalavras como :muito obrigado; e
:sim, por favor;, cartas de apreço e respostas R.<A Dresponda, por favorH
são todas serviços de cortesia. 's atos espec0ficos variam de cultura para
cultura, mas o prop)sito é sempre o mesmo> reconhecer outros e afirmar
seu valor. ' serviço de cortesia é extremamente necessário em nossa
sociedade cada ve! mais computadori!ada e despersonali!ada.
7á o serviço da hospitalidade. Aedro insta conosco que se2amos
:mutuamente hospitaleiros sem murmuração; DG Aedro E>NH. Aaulo di! o
mesmo e até fa! dele uma das exig*ncias para o oficio de bispo DRomanos
GF>GM, G 1im)teo M>F, 1ito G>OH. $xiste ho2e uma desesperada necessidade
de lares que possam abrir#se uns aos outros. - antiga idéia da hospedaria
tornou#se obsoleta pela proliferação de hotéis e restaurantes, mas podemos
questionar seriamente se a mudança representa progresso. 1enho andado
pelas miss3es espanholas da %alif)rnia e fico maravilhado em face da
graciosa e suficiente provisão feita para os visitantes. 1alve! os modernos
hotéis brilhantes e despersonali!ados é que se2am obsoletos.
%onheço um casal que tem procurado fa!er do ministério da
hospitalidade uma prioridade em suas vidas. $m qualquer m*s do ano eles
podem ter certe!a de setenta pessoas em seu lar. = um serviço para o qual
eles cr*em que ?eus os chamou. 1alve! a maioria de n)s não possa fa!er
tanto assim, mas podemos fa!er alguma coisa. Aodemos começar em
algum ponto.
Vs ve!es nos limitamos porque tornamos a hospitalidade complicada
demais.
Bembro#me de uma ocasião em que a hospedeira corria apressada de
um lado para outro cuidando disto e daquilo, dese2ando sinceramente fa!er
com que todos se sentissem + vontade. ,m amigo meu surpreendeu#nos a
todos De p@s todo o mundo + vontadeH, di!endo> :7elen, não quero café,
não quero chá, não quero bolachas, não quero guardanapo, s) quero
conversar. <enha assentar#se e conversar conoscoI; -penas uma
oportunidade de estar 2untos e trocar experi*ncias # isto é a ess*ncia da
hospitalidade.
7á o serviço de ouvir. :' primeiro serviço que se presta a outros na
comunidade consiste em ouvi#los. -ssim como amar a ?eus começa com
ouvir a sua Aalavra, assim o começo do amor aos irmãos está no aprender a
ouvi#los.; Necessitamos com urg*ncia da a2uda que pode resultar do ouvir
uns aos outros. Não precisamos ser psicanalistas experientes para ser
ouvintes preparados. -s exig*ncias mais importantes são compaixão e
paci*ncia.
Não temos de ter as respostas corretas para ouvir bem. %om efeito,
freqLentemente as respostas corretas constituem um obstáculo para se
ouvir, pois estamos mais ansiosos por dar a resposta do que para ouvir.
,ma impaciente meia#atenção é uma afronta + pessoa que fala.
'uvir aos outros acalma e disciplina a mente para ouvir a ?eus. %ria
uma obra interior no coração que transforma as afeiç3es da vida, e até
mesmo nossas prioridades. Cuando nos tornamos obtusos + vo! de ?eus,
seria bom ouvir os outros em sil*ncio e ver se não é ?eus que nos fala.
:-quele que pensa que seu tempo é valioso demais para gastá#lo em
sil*ncio, finalmente não terá tempo algum para ?eus e para o pr)ximo,
mas s) para si mesmo e para suas loucuras.;
7á o serviço de levar as cargas uns dos outros. :Bevai as cargas uns
dos outros, e assim cumprireis a lei de %risto; D4álatas U>FH. - :lei de
%risto; é a lei do amor, a :lei régia; como lhe chamou 1iago D1iago F>OH. '
amor se cumpre com o máximo de perfeição quando levamos as mágoas e
sofrimentos uns dos outros, quando choramos com os que choram.
.e houver interesse de nossa parte, aprenderemos a levar suas
triste!as. ?igo :aprenderemos; porque esta é, também, uma disciplina a ser
aprendida. Muitos de n)s supomos com demasiada facilidade que tudo o
que temos de fa!er é decidir levar as cargas alheias. $ntão tentamos fa!er
isso por algum tempo e logo se vai embora a alegria da vida e nos achamos
carregados das triste!as alheias.
Não é preciso ser assim. Aodemos aprender a suportar as cargas
alheias sem que elas nos destruam. 5esus, que levou as cargas do mundo
inteiro, podia di!er>
:' meu 2ugo é suave e o meu fardo é leve; DMateus GG>MQH. Aodemos
aprender a erguer as triste!as e dores dos outros até aos braços ternos de
5esus de sorte que nosso fardo se2a mais leveT %laro que podemos. Mas
isso demanda alguma prática, por isso, em ve! de apressar#nos a levar as
cargas do mundo inteiro, comecemos mais humildemente. %omecemos em
algum cantinho, nalgum lugar, e aprendamos. 5esus será nosso Mestre.
inalmente, há o serviço de partilhar a palavra da <ida uns com os
outros. -s Aoustinias, estabelecidas por %atherine ?ohert9, tinham uma
norma> os que adentravam os desertos do sil*ncio e da solitude fa!iam#no
pelos outros.
Cuaisquer palavras que recebessem de ?eus, deviam tra!*#la e
comunicá#la aos outros. $ste é um serviço gracioso a ser prestado, pois
ninguém pode ouvir tudo quanto ?eus dese2a di!er. ?ependemos uns dos
outros para receber o pleno conselho de ?eus. ' menor dos membros pode
tra!er#nos um recado # não nos atrevamos a despre!ar o seu serviço.
=, naturalmente, uma coisa terr0vel proclamar essas palavras uns aos
outros.
reqLentemente há mistura> :?e uma s) boca procede b*nção e
maldição; D1iago M>GQH. 1ais realidades nos humilham e nos arro2am em
profunda depend*ncia de ?eus. Não devemos, porém, recuar#nos deste
serviço, pois o mundo atual necessita dele desesperadamente.
' serviço motivado pelo dever respira morte. ' serviço que flui de
nosso 0ntimo é vida, alegria e pa!. ' %risto ressurreto convida#nos para o
ministério da toalha. 1alve! seria bom voc* começar experimentando fa!er
uma oração que muitos de n)s temos feito. %omece o dia orando> :.enhor
5esus, eu gostaria tanto que me trouxesse alguém, ho2e, a quem eu possa
servir.;
Terceira Par#e: Disci%&i'as Associadas
Terceira Par#e: Disci%&i'as Associadas
1J. A DISCIPLINA DA CONFISS.O
“A con-issão de o0ras m2s é o primeiro começo de
o0ras 0oas.” - Agostinho de Ripona
No coração de ?eus está o dese2o de perdoar e amar. Aor isto ele p@s
em ação todo o processo redentor que culminou na cru! e foi confirmado
na ressurreição.
- idéia comum do que 5esus reali!ou na cru! corre mais ou menos
assim> as pessoas eram tão más e tão mesquinhas e ?eus estava tão irado
com elas que ele não lhes perdoaria, a menos que alguém importante
sofresse o castigo por todas elas.
Nada poderia estar mais distante da verdade. ' amor, e não a ira,
levou 5esus + cru!. ' 4)lgota resultou do grande dese2o divino de perdoar,
e não da relut(ncia de ?eus. 5esus viu que mediante seu sofrimento vicário
ele poderia realmente assumir todo o mal da humanidade e assim curá#la,
perdoando#lhe.
oi por isso que 5esus recusou o costumeiro tira#dores quando este
lhe foi oferecido. $le dese2ava estar completamente alerta para esta
important0ssima obra de redenção. Numa forma profunda e misteriosa ele
estava se preparando para entrar no inconsciente coletivo da raça humana.
,ma ve! que 5esus vive no $terno -gora, esta obra não era apenas para os
que estavam ao seu redor, mas ele estava aceitando toda a viol*ncia, todo o
medo, todo o pecado de todo o passado, de todo o presente e de todo o
futuro. $sta era sua mais sublime e mais santa obra, a obra que torna
poss0vel a confissão e o perdão de pecados.
-lguns parecem pensar que quando 5esus exclamou> :?eus meu,
?eus meu, por que me desamparasteT; foi esse um momento de fraque!a
DMarcos GP>MEH.
-bsolutamente, não. $ste foi o momento de maior triunfo. 5esus, que
havia andado em constante comunhão com o Aai, havia#se identificado tão
completamente com a humanidade que ele era a verdadeira corporificação
do pecado DF %or0ntios P>FGH. 5esus teve *xito em assumir todos os poderes
das trevas do presente século mau e em ter derrotado cada um deles pela
lu! de sua presença. $le havia alcançado uma identificação tão completa
com o pecado da raça que chegou a sentir o abandono de ?eus. .omente
desse modo ele poderia redimir o pecado.
oi, na verdade, seu momento de maior triunfo.
%ompletada esta maior de todas as suas obras, 5esus p@de, então,
tomar alento.
:$stá consumado;, disse ele. "sto é, a obra da redenção estava
completa. $le podia sentir os /ltimos res0duos da miséria da humanidade
flu0rem dele para os cuidados do Aai. -s /ltimas pontadas de mal, de
hostilidade, de ira e de medo foram#lhe retiradas e ele p@de voltar#se de
novo para a lu! da presença de ?eus. :$stá consumado.; - tarefa está
completa. Bogo depois ele estava livre para render o esp0rito ao Aai.
“3ara vergonha de nossos pecados ele ru0ori.ou-se7
Eechou os olhos para mostrar-nos 5eus7
Mue todo o mundo se prostre e sai0a
Mue ninguém" senão 5eus" pode mostrar tal amor.”
- Oernardo de ;lairvau/
$ste processo redentor é um grande mistério oculto no coração de
?eus. Mas sei que é verdadeiro. .ei disto não s) porque a K0blia di! que é
verdadeiro, mas porque tenho visto seus efeitos na vida de muitos,
inclusive na minha. = a base pela qual podemos saber que a confissão e o
perdão são realidades que nos transformam. .em a cru! a ?isciplina da
confissão seria apenas psicologicamente terap*utica. Aorém ela é muito
mais. Reali!a uma mudança ob2etiva em nosso relacionamento com ?eus e
uma mudança sub2etiva em n)s. = um meio de curar e transformar a
disposição interior.
:Mas eu pensava que %risto na %ru! e a obra redentora tinham algo
que ver com a salvação;, pode voc* di!er. $ t*m. Mas a salvação, de
acordo com a K0blia, refere#se a muito mais do que a questão de quem vai
para o céu ou quem se tornará cristão. -os convertidos, Aaulo disse>
:?esenvolvei a vossa salvação com temor e tremor; Dilipenses F>GFH.
Num sermão intitulado :' -rrependimento dos %rentes;, 5oão 6esle9
falou da necessidade de os cristãos receberem como herança mais da graça
perdoadora de ?eus. - ?isciplina da confissão pode a2udar o crente a
crescer :+ perfeita varonilidade, + medida da estatura da plenitude de
%risto; D$fésios E>GMH.
:Mas não é a confissão uma graça em ve! de uma ?isciplinaT; $la é
ambas. - menos que ?eus conceda a graça, não há confissão aut*ntica.
Mas é também uma ?isciplina, porque há coisas que devemos fa!er. = um
curso de ação conscientemente escolhido que nos condu! + sombra do
1odo#poderoso.
:%omo é que a confissão está inclu0da nas ?isciplinas -ssociadasT
$u pensava que fosse um assunto privado entre o indiv0duo e ?eus.; -qui
também a resposta não é :oucou;, mas :ectambém;. .omos gratos pelo
ensino da Reforma, de que há :um s) Mediador entre ?eus e os homens,
%risto 5esus, homem; DG 1im)teo F>PH.
1ambém somos gratos pelo ensino b0blico, cu2o apreço se renova em
nossos dias, de :confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros, e orai
uns pelos outros...; D1iago P>GUH. -mbos se encontram na K0blia, e um não
exclui o outro.
-chamos a confissão uma ?isciplina tão dif0cil em parte porque
vivemos a comunidade dos crentes com uma comunhão de santos antes de
v*#la como uma comunhão de pecadores. %hegamos a sentir que todos os
outros progrediram tanto em santidade que nos encontramos isolados e
so!inhos em nosso pecado. Não suportar0amos revelar nossas falhas e
defici*ncias aos outros. "maginamos que somos os /nicos que não puseram
os pés na estrada do céu. Aortanto, escondemo#nos uns dos outros e
vivemos em mentiras veladas e em hipocrisia.
.e, porém, sabemos que o povo de ?eus é, antes de tudo, uma
comunhão de pecadores, estamos livres para ouvir o incondicional
chamado de amor de ?eus e confessar nossa necessidade abertamente
diante dos irmãos e irmãs. .abemos que não estamos so!inhos em nosso
pecado. ' medo e o orgulho que se apegam a n)s como cracas, apegam#se
aos outros também. .omos pecadores 2untos. $m atos de confissão m/tua,
liberamos o poder que cura. Nossa condição humana 2á não é negada mas
transformada.
Poder de Perdoar
's seguidores de 5esus %risto receberam o poder de em seu nome
perdoar o pecado. :.e de alguns perdoardes os pecados, são#lhes
perdoados& se lhos retiverdes, são retidos; D5oão FQ>FMH. Cue privilégio
maravilhosoI Aor que afastar#nos de um ministério tão vivificanteT .e n)s,
não por mérito, mas por pura graça, recebemos o poder de libertar os
outros, como ousamos reter este grande domT
1al poder não ameaça, de forma alguma, o valor ou a eficácia da
confissão privada. = uma verdade maravilhosa que o indiv0duo pode entrar
em uma nova vida na cru! sem levar o aux0lio de nenhum mediador
humano. $ssa realidade dominou como um sopro de ar fresco nos tempos
da Reforma. oi como um toque de clarim de livramento da escravidão e
manipulação que se haviam infiltrado no sistema confessional eclesiástico.
Arecisamos lembrar#nos, também, que o pr)prio Butero acreditava na
confissão m/tua, fraternal. No %atecismo Maior ele escreveu>
:Aortanto, quando te admoesto + confissão, admoesto#te a que se2as
cristão.;
' indiv0duo que conheceu, mediante a confissão privada, o perdão e
o livramento de persistentes hábitos importunadores, deveria rego!i2ar#se
grandemente nesta prova da miseric)rdia divina. 7á, porém, outros para os
quais isso não aconteceu. Aermita#me descrever o processo. 1emos orado,
implorado mesmo, por perdão, e embora esperando ter sido perdoados, não
temos sentimento nenhum de livramento. 1emos duvidado de nosso perdão
e perdido a esperança em nossa confissão. Receamos que, talve!, tenhamos
feito confissão somente a n)s mesmos e não a ?eus. -s triste!as e mágoas
do passado, que nos perseguem, não foram curadas. 1emos tentado
convencer#nos a n)s mesmos de que ?eus s) perdoa o pecado, mas ele não
apaga a mem)ria. $m nosso 0ntimo, porém, sabemos que deve haver algo
mais. -lguns disseram que aceitássemos o perdão pela fé e não
chamássemos a ?eus de mentiroso. Não dese2ando chamar a ?eus de
mentiroso, fa!emos o melhor que podemos para aceitar o perdão pela fé.
Aorém a miséria e a amargura permanecem em nossa vida e novamente
nos desesperamos. Aor fim, começamos a crer que o perdão é apenas uma
passagem para o céu, que não tem o prop)sito de afetar nossa vida no
presente, ou que não somos dignos da graça perdoadora de ?eus.
- K0blia ensina que todos os crentes são sacerdotes diante de ?eus.
:<)s, porém, sois raça eleita, sacerd)cio real; DG Aedro F>NH. No tempo da
Reforma este era chamado :sacerd)cio universal dos crentes;. ,ma das
funç3es do sacerdote do -ntigo 1estamento era tra!er o perdão de pecados
mediante o sacrif0cio santo. ' livro de 7ebreus, naturalmente, deixa claro
que 5esus é o sacrif0cio final e suficiente. Mas ele deu#nos seu sacerd)cio,
o ministério de efetuar aquele sacrif0cio real nos coraç3es e nas vidas de
outros seres humanos. = pela vo! de nossos irmãos e irmãs que a palavra
de perdão é ouvida e cria rai! dentro de n)s.
Di!rio de ()a Co'+issão
Muito embora eu tivesse lido na K0blia acerca do ministério da
confissão na irmandade cristã, 2amais eu o havia experimentado senão
quando pastoreava minha primeira igre2a.
Não dei o dif0cil passo de desnudar minha vida interior a outrem
porque sentisse algum peso de consci*ncia ou senso de pecado. Não sentia
que houvesse nada de errado # exceto uma coisa. $u ansiava por mais
poder para reali!ar a obra de ?eus. .entia#me insuficiente para muitas das
desesperadas necessidades com as quais me defrontava. ?evia haver mais
recursos espirituais do que eu experimentava De eu tinha recebido todas as
experi*ncias do $sp0rito .anto que supomos ter # cite#as, eu as tiveraIH
:.enhor, há alguma coisa mais que dese2as tra!er + minha vidaT; orava eu.
:?ese2o ser conquistado e governado por ti. .e houver em minha vida
algum bloqueio ao fluxo de teu poder, revela#mo.; $le revelou. Não por
uma vo! aud0vel ou mesmo por meio de qualquer vo! humana, mas
simplesmente por uma impressão cada ve! maior de que talve! algo em
meu passado impedisse o fluxo de sua vida. -ssim, arquitetei um plano.
?ividi minha vida em tr*s per0odos> inf(ncia, adolesc*ncia, vida adulta. No
primeiro dia compareci diante de ?eus em oração e meditação, munido de
lápis e papel. %onvidando#o a revelar#me qualquer coisa que, durante
minha inf(ncia, necessitasse de perdão ou de cura, ou de ambos. -guardei
em absoluto sil*ncio por de! minutos. -notei alguma coisa sobre minha
inf(ncia que me aflorou + mente consciente. Não fi! tentativa alguma de
analisar os itens ou de atribuir#lhes algum valor. Minha certe!a era de que
?eus revelaria a coisa que necessitasse de seu toque sanador. 1erminada
essa parte, guardei o papel correspondente ao dia. No dia seguinte repeti o
mesmo exerc0cio com relação aos anos de minha adolesc*ncia, e no
terceiro dia, com relação aos anos de minha vida adulta.
Aapel em mãos, dirigi#me, pois, a um querido irmão em %risto. $u o
havia informado, com uma semana de anteced*ncia, da finalidade de nosso
encontro. Bentamente, +s ve!es dolorosamente, li minha folha de papel,
acrescentando apenas o necessário para tornar claro o pecado. 1erminada a
confissão, eu ia guardando a folha de papel em minha pasta. %om
sabedoria, meu amigo conselheiro deteve minha mão e pegou a folha de
papel. .em di!er uma palavra, e, diante de meus olhos, ele rasgou o papel
em centenas de pedacinhos e atirou#os numa cesta de lixo. Meus pecados,
eu sabia, estavam tão distantes de mim quanto dista o 'riente do 'cidente.
- seguir, meu amigo, com a imposição de mãos, fe! uma oração de
cura por todas as triste!as e mágoas do passado. ' poder dessa oração vive
comigo até ho2e.
Não posso di!er que experimentei quaisquer sentimentos dramáticos.
Não experimentei. %om efeito, a experi*ncia toda foi um ato de obedi*ncia
sem o m0nimo de sentimentos coativos. Mas estou convencido de que isso
me libertou por meios que antes eu não conhecera. Aarecia que eu estava
livre para explorar o que para mim eram regi3es novas e não mapeadas do
$sp0rito. -p)s esse acontecimento, comecei a mover#me em diversas das
?isciplinas descritas neste livro, que nunca havia experimentado antes.
7avia uma conexão casualT Não sei, e francamente não me importa saber.
= suficiente ter obedecido ao impulso interior vindo de cima.
7ouve uma interessante lu! lateral. - exposição de minha condição
humana evidentemente funcionou como centelha de liberdade em meu
amigo conselheiro, porque imediatamente ap)s sua oração a meu favor ele
p@de expressar um pecado profundo e perturbador que fora incapa! de
confessar até então. Biberdade gera liberdade.
Co'se&*o ao O(vir ()a Co'+issão
Não s) é verdadeiro que :N)s amamos porque ele nos amou
primeiro; mas estamos capacitados a fa!er confissão s) e especialmente
porque ele nos amou primeiro DG 5oão E>GNH. - evid*ncia de miseric)rdia e
graça cria um coração contrito e permite o fluxo da confissão. .omos
atra0dos a ele, como nos di! 'séias, :com cordas humanas, com laços de
amor; D'séias GG>EH. %hegamos com coraç3es esperançosos, pois -quele a
quem vamos aguarda#nos como o pai do pr)digo que, vendo o filho
quando ainda estava longe, compadecido, correu, abraçou#o e recebeu#o de
volta DBucas GP>FQH. .eu maior deleite é perdoar. $le chama suas criaturas
celestes, cheias de lu!, para a celebração sempre que uma pessoa fa!
confissão.
Cue fa!emos n)sT
Necessitamos de :um exame de consci*ncia;. $sta é a hora, disse
?ouglas .teere, :em que a alma se coloca sob a contemplação de ?eus e
quando, em sua silente e amorável Aresença, esta alma é penetrada até ao
(mago e se torna consciente das coisas que devem ser perdoadas e
endireitadas antes que ela possa continuar a amar -quele cu2o cuidado tem
sido tão constante;.
Nesta experi*ncia de abrir#nos para a :contemplação de ?eus;,
devemos estar preparados para lidar com pecados definidos. ,ma
confissão generali!ada pode livrar#nos de humilhação e vergonha, mas não
produ!irá cura interior. -s pessoas que foram a 5esus, foram com pecados
)bvios, espec0ficos, e cada uma delas foi perdoada. = muit0ssimo fácil
evitar nossa verdadeira culpa numa confissão geral. $m nossa confissão
tra!emos pecados concretos. 1odavia, ao chamá#los de concretos, não me
refiro somente aos pecados do coração> orgulho, avare!a, ira, medo, bem
como pecados da carne> preguiça, glutonaria, concupisc*ncia, crime.
Aodemos usar o método descrito anteriormente. 1alve! se2amos atra0dos
para o método que Butero usava, no qual ele procurava examinar#se a si
mesmo + lu! dos ?e! Mandamentos. Aodemos ser levados a outro método
muito diferente.
Não devemos, porém, em nosso dese2o de ser espec0ficos, correr para
o perigo contrário de preocupar#nos indevidamente em esmiuçar cada
detalhe de nossa vida.
:- triste!a; é necessária a uma boa confissão. - triste!a, no que se
relaciona com confissão, não é antes de tudo uma emoção, embora esta
possa estar presente. = uma repugn(ncia por haver ofendido o coração do
Aai. - triste!a é expressão da vontade antes de ser expressão das emoç3es.
$m verdade, o estar emocionalmente triste sem uma triste!a piedosa e da
vontade destr)i a confissão.
1riste!a é um modo de levar a confissão a sério. $la é o contrário do
sacerdote, e sem d/vida do penitente, que %haucer ridiculari!a em 1he
%anterbur9 1ales D%ontos de %antuáriaH>
“;heio de doçura ouvia ele a con-issão"
1 agrad2vel era sua a0solvição.”
:?eterminação de evitar o pecado; é o terceiro elemento de uma boa
confissão.
Na ?isciplina da confissão pedimos a ?eus que nos d* um ardente
dese2o de viver santamente, e um )dio pela vida 0mpia. 5oão 6esle9 disse
certa ve!> :?ai#me cem pregadores que nada temem senão o pecado e nada
dese2am senão ?eus... e com apenas esses abalarei as portas do inferno e
estabelecerei o reino do céu na terra.; Kuscamos de ?eus a vontade de ser
libertos do pecado quando nos preparamos para fa!er confissão. ?evemos
dese2ar ser conquistados e governados por ?eus, ou, se não o dese2amos,
dese2ar dese2á#lo. 1al dese2o é um dom gracioso de ?eus. - busca deste
dom é uma das condiç3es prévias para se confessar a um irmão ou irmã.
1udo isto parece complicadoT <oc* teme que pudesse falhar em um
dos pontos e assim tornar tudo sem efeitoT 4eralmente é mais complicado
na análise do que na experi*ncia. Bembre#se do coração do Aai& ele é como
um pastor que arriscará tudo para encontrar a ovelha extraviada. Não temos
de fa!er ?eus disposto a perdoar. $m realidade, ?eus é quem está
trabalhando para fa!er#nos dispostos a buscar seu perdão.
,ma observação mais sobre o preparo para a confissão. ?eve haver
um ponto terminal definido no processo de auto#exame. - não ser assim,
podemos cair facilmente num hábito permanente de autocondenação. -
confissão começa em triste!a mas termina em alegria. 7á celebração do
perdão de pecados porque ele resulta numa vida autenticamente
transformada.
<em, a seguir, a questão prática de quem devemos confessar.
1eologicamente, é de todo correto di!er que todo cristão crente pode
receber a confissão de outrem. Mas nem todo crente terá empatia e
compreensão. "nfeli!mente, contamos com alguns indiv0duos que parecem
incapa!es de guardar uma confid*ncia. 'utros seriam desqualificados
porque ficariam horrori!ados em face da revelação de certos pecados.
'utros, ainda, não entendendo a nature!a e o valor da confissão, tentariam
dar de ombros, di!endo> :- coisa não é tão má quanto parece.; eli!mente,
muitos entendem, e se alegrariam em prestar a2uda.
Co'se&*o 'a A3(da ao Pe'i#e'#e
%omo em qualquer ministério espiritual, há uma preparação
necessária para se poder ouvir corretamente a confissão de um irmão ou
irmã.
%omeçamos aprendendo a viver sob a cru!. Konhoeffer disse> :Cuem
quer que viva sob a %ru! e tenha discernido na %ru! de %risto a suprema
fraque!a de todos os homens e de seu pr)prio coração, verificará que não
existe pecado que lhe se2a estranho. Cuem quer que outrora se tenha
sentido horrori!ado pela hedionde! de seu pr)prio pecado que cravou a
%risto na %ru!, 2á não ficará horrori!ado nem mesmo pelos mais grosseiros
pecados de um irmão.; $ste é um fato que nos livrará de 2amais nos
escandali!armos com a confissão de outrem. $le nos livra, para sempre, de
manter qualquer atitude de superioridade. .abemos quão enganoso é o
coração humano e conhecemos a graça e a miseric)rdia da aceitação de
?eus.
,ma ve! que vemos a hedionde! do pecado, sabemos que, a despeito
do que os outros fi!eram, n)s somos os principais pecadores.
Aortanto, nada há que alguém possa di!er que nos perturbe. Nada.
<ivendo sob a cru! podemos ouvir as piores coisas, proferidas pelos
melhores indiv0duos, sem mais que um piscar de olhos. .e vivemos nessa
realidade, comunicamos esse esp0rito a outros. $les sabem que é seguro vir
a n)s. .abem que podemos receber qualquer revelação da parte deles.
.abem que nunca condescender0amos com eles, mas os entender0amos.
<ivendo neste esp0rito, não precisamos di!er aos outros que
mantemos em segredo informação secreta. $les sabem que nunca
revelar0amos uma confid*ncia. Não temos que prometer#lhes. Nem 2amais
ser0amos tentados a revelá#la, porque conhecemos a triste!a piedosa que os
impulsionou a este passo dif0cil.
<ivendo sob a cru! estamos livres do perigo da dominação espiritual.
5á estivemos onde nosso irmão agora está, de modo que se foi o dese2o de
usar sua confissão contra ele. Nem sentimos necessidade alguma de
controlá#lo ou de endireitá#lo. 1udo o que sentimos é aceitação e
compreensão.
-o preparar#nos para este sagrado ministério convém que
regularmente oremos por que aumente em n)s a lu! de %risto, de sorte que,
estando com os outros, irradiemos sua vida e sua lu! para eles. ?ese2amos
aprender a viver de tal maneira que nossa presença fale do amor e da graça
perdoadora de ?eus.
?ever0amos orar, também, por um aumento do dom de
discernimento. "sso é especialmente importante quando ap)s a confissão
oramos por eles. = preciso que se note a verdadeira cura necessária na
profundidade do esp0rito interior.
= importante que, quando os outros nos revelam suas ang/stias,
aprendamos a estar quietos. .eremos severamente tentados a aliviar a
tensão da situação fa!endo algum comentário de improviso. "sto distrai e
até mesmo destr)i a sacralidade do momento. Nem dever0amos tentar
arrancar mais detalhes do que os necessários. .e percebemos que, por
constrangimento ou temor, eles ret*m algo, o melhor método é esperar em
sil*ncio e em oração.
%erta ocasião uma pessoa confessava seus pesares a mim e ao
.enhor. Cuando ela terminou, senti#me compelido a esperar em sil*ncio.
$ntão ela começou a falar de um pecado 0ntimo que nunca pudera contar a
ninguém. Mais tarde ela me disse que enquanto eu aguardava, ela olhou
pra mim e :viu; sobrepostos em meus olhos os olhos de 'utrem que lhe
comunicaram amor e aceitação que a liberaram para descarregar o coração.
$u não havia sentido nada, nem tinha :visto; nada, mas não duvido de sua
experi*ncia, pois esta resultou numa maravilhosa cura interior.
$ssa hist)ria mostra outro importante fator no recebimento de uma
confissão.
Muitas ve!es é /til colocar a cru! entre voc* e o penitente. "sto se fa!
em oração através da imaginação. $sta atitude protege a pessoa de receber
de voc* emoção meramente humana e protege voc* de receber dela
quaisquer influ*ncias perniciosas. 1udo é filtrado pela lu! da cru!. .ua
compaixão é enaltecida e animada por amor divino. <oc* ora pelo
penitente mediante o poder da cru!.
= desnecessário di!er que enquanto a pessoa fala voc* está orando
por ela.
"nteriormente e de modo impercept0vel Dseria descort*s demonstrar
que voc* está orandoH voc* irradia para ela oraç3es de amor e perdão. <oc*
ora, também, para que ela d* a :chave; que revelaria qualquer área que
necessita do toque curador de %risto.
inalmente, é de extrema import(ncia que voc* ore pela pessoa e não
apenas lhe d* conselhos. -ntes da oração, ou durante ela, dever0amos
anunciar + pessoa que o perdão em 5esus %risto é agora real e efica! para
ela. Aodemos di!*#lo em palavras e tons de aut*ntica autoridade, pois
temos todo o céu em apoio de absolvição D5oão FQ>FF, FMH.
- oração visa + cura das feridas internas causadas pelo pecado. '
melhor é acompanhar a oração com a :imposição de mãos;, que é um
ensino elementar da K0blia e constitui um meio pelo qual ?eus comunica
seu poder vivificador D7ebreus U>FH. Aeça a ?eus que flua para a mente
interior profunda e cure as mágoas passadas. "magine a cura. ?* graças a
?eus por ela. -gnes .anford escreve acerca deste ministério>
$stabelece#se um relacionamento muito 0ntimo neste tipo de oração.
-quele que ora percebe os sentimentos da pessoa pela qual ora& tanto que,
freqLentemente, as lágrimas brotam de algum profundo centro de
compaixão dentro da alma. Não obstante, se alguém chora, não é por
triste!a mas por alegria, sabendo que essas lágrimas não são suas& são
lágrimas do coração compassivo de %risto pairando sobre este perdido, e a
alegria de %risto porque, enfim, lhe foi dado um canal por via do qual ele
pode alcançar esta pessoa a quem ele ama.
- ?isciplina da confissão p3e termo ao fingimento. ?eus está
chamando + exist*ncia uma igre2a que possa confessar abertamente sua
frágil condição humana& uma igre2a que conhece não s) a graça perdoadora
de %risto mas também a graça de %risto que lhe dá autoridade. -
honestidade condu! + confissão, e a confissão condu! + mudança. Aossa
?eus conceder + igre2a, mais uma ve!, a graça de recobrar a ?isciplina da
confissão.
11. A DISCIPLINA DA ADORA-.O
“Adorar é avivar a consci%ncia pela santidade de
5eus" alimentar a mente com a verdade de 5eus"
purgar a imaginação pela 0ele.a de 5eus" a0rir o
coração ao amor de 5eus" consagrar a vontade ao
propósito de 5eus.” - @illiam Temple
-dorar é experimentar a realidade, tocar a vida. = conhecer, sentir,
experimentar o %risto ressurreto no meio da comunidade reunida. =
irromper na .heWinah de ?eus, que é sua gl)ria ou a radi(ncia habitando
no meio de seu povo, denotando a Aresença imediata de ?eus em oposição
a um ?eus abstrato ou distante, ou, melhor ainda, ser invadido por ela.
?eus está ativamente buscando adoradores. 5esus declarou> :'s
verdadeiros adoradores adorarão o Aai em esp0rito e em verdade& porque
são estes que o Aai procura para seus adoradores; D5oão E>FMH. = ?eus
quem busca, atrai, persuade.
- adoração é a resposta humana + iniciativa divina. No 4*nesis ?eus
andava no 2ardim + procura de -dão e $va. Na crucificação 5esus atraiu
homens e mulheres para si mesmo D5oão GF>MFH. - $scritura está repleta de
exemplos dos esforços de ?eus para iniciar, restaurar e manter comunhão
com seus filhos. ?eus é como o pai do pr)digo que, vendo o filho ainda
distante, correu para receb*#lo em casa.
-doração é nossa resposta +s aberturas de amor do coração do pai.
.ua realidade central encontra#se :um esp0rito e em verdade;. $la acende#
se dentro de n)s somente quando o $sp0rito de ?eus toca nosso esp0rito
humano. )rmulas e rituais não produ!em adoração, nem o fa! o seu
desuso formal. Aodemos usar todas as técnicas e métodos certos, podemos
ter a melhor liturgia poss0vel, mas não temos adorado o .enhor até que o
$sp0rito toque o esp0rito. -s palavras do hino :Biberta minha alma para
que eu possa adorar#te; revelam a base da adoração. $nquanto ?eus não
tocar e libertar nosso esp0rito, não podemos entrar neste dom0nio. %antar,
orar, louvar, tudo isso pode condu!ir + adoração, mas adoração é mais do
que qualquer desses atos. = preciso que nosso esp0rito se2a inflamado pelo
fogo divino.
%omo resultado, podemos ser indiferentes + questão de uma f)rmula
correta para a adoração. ' problema de alta liturgia ou baixa liturgia, esta
f)rmula ou aquela, é periférico e não central. .entimo#nos estimulados em
nossa indiferença quando observamos que em parte alguma o Novo
1estamento prescreve uma determinada forma de adoração. $m realidade,
o que encontramos é uma liberdade inacreditável para pessoas com ra0!es
tão profundas no sistema lit/rgico da sinagoga. $las tinham a realidade.
Cuando o $sp0rito tocava o esp0rito, as f)rmulas se tornavam inaplicáveis.
O O"3e#o de Nossa Adora/ão
5esus respondeu para sempre a questão de a quem devemos adorar.
:-o .enhor teu ?eus adorarás, e s) a ele darás culto; DMateus E>GQH. '
/nico ?eus verdadeiro é o ?eus de -braão, de "saque e de 5ac)& o ?eus
que 5esus %risto revelou. ?eus deixou claro sua repulsa + idolatria
colocando um mandamento incisivo no começo do ?ecálogo. :Não terás
outros deuses diante de mim; D[xodo FQ>MH. - idolatria não consiste apenas
em curvar#se perante ob2etos vis0veis de adoração. -. 6. 1o!er di!> :-
ess*ncia da idolatria é dar acolhida a pensamentos indignos acerca de
?eus.; Aensar retamente acerca de ?eus é, num importante sentido, ter
tudo certo. Aensar erradamente acerca de ?eus é, num importante sentido,
ter tudo errado.
Necessitamos desesperadamente de ver quem é ?eus> ler a respeito
de sua auto#revelação ao seu antigo povo "srael, meditar nos seus atributos,
fixar#se na revelação de sua nature!a em 5esus %risto. Cuando vemos o
.enhor dos exércitos :alto e sublime;& quando ponderamos sobre sua
infinita sabedoria e conhecimento& quando nos maravilhamos diante de sua
insondável miseric)rdia e amor, não podemos deixar de irromper em
doxologia.
“Alegre" teus atri0utos con-esso"
$loriosos todos e inumer2veis.”
<er que é o .enhor condu!#nos + confissão. Cuando "sa0as captou a
visão da gl)ria de ?eus, clamou> :-i de mimI $stou perdidoI Aorque sou
homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios e
os meus olhos viram o Rei, o .enhor dos $xércitosI; D"sa0as U>PH. -
pecaminosidade penetrante dos seres humanos evidencia#se quando
contrastada com a radiante santidade de ?eus.
Nossa volubilidade torna#se extrema uma ve! que vemos a fidelidade
de ?eus.
$ntender sua graça é entender nossa culpa.
-doramos o .enhor não s) por ser ele quem é mas também pelo que
ele tem feito.
-cima de tudo, o ?eus da K0blia é o ?eus que age. .ua bondade,
fidelidade, 2ustiça, miseric)rdia pode ser vistas em seus tratos com seu
povo. .uas aç3es graciosas estão não apenas impressas na hist)ria antiga,
mas estão gravadas em nossas hist)rias pessoais. %onforme disse o
ap)stolo Aaulo, a /nica resposta racional é a adoração DRomanos GF>GH.
Bouvamos a ?eus por quem ele é, damos#lhe graças pelo que ele tem feito.
A Prioridade da Adora/ão
.e o .enhor há de ser .enhor, a adoração deve ter prioridade em
nossa vida. ' primeiro mandamento de 5esus é> :-marás, pois, o .enhor
teu ?eus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu
entendimento e de toda a tua força; DMarcos GF>MQH. - prioridade divina é,
em primeiro lugar, adoração& em segundo lugar, serviço. Nossa vida deve
ser pontilhada de louvor, aç3es de graça e adoração. ' serviço flui da
adoração. ' serviço como substituto da adoração é idolatria. - atividade
pode tornar#se a inimiga da adoração.
?eus declarou que a função primeira dos sacerdotes lev0ticos era
chegarem#se a ele, para o servirem D$!equiel EE>GPH. Aara o sacerd)cio do
-ntigo 1estamento, servir a ?eus devia preceder a qualquer outro trabalho.
$ isso não é menos verdadeiro quando se trata do sacerd)cio universal do
Novo 1estamento. ,ma grave tentação que todos enfrentam é procurar
responder a chamados de serviço sem servir ao pr)prio .enhor.
Pre%aro %ara a Adora/ão
,m aspecto surpreendente da adoração, na K0blia, é que as pessoas
se reuniam naquilo que s) poder0amos chamar de :santa expectação;. $las
acreditavam que realmente ouviriam a 8ol bahXeh, a vo! de ?eus.
Cuando Moisés entrava no 1abernáculo, sabia que estava entrando na
Aresença de ?eus. - mesma coisa era verdadeira em relação + igre2a
primitiva. Não lhes causava surpresa que o edif0cio em que se reuniam
tremesse com o poder de ?eus. 5á havia acontecido antes D-tos F>F& E>MGH.
Cuando alguns ca0am mortos e outros eram ressuscitados dentre os mortos
pela palavra do .enhor, as pessoas sabiam que ?eus estava no meio delas
D-tos P>G#GG& N>MU#EM& FQ>J#GQH. Cuando os crentes primitivos se reuniam,
estavam perfeitamente c@nscios de que o véu se rasgara ao meio e, como
Moisés e -rão, estavam entrando no .anto dos .antos. Não havia
necessidade de intermediários. $les estavam entrando na tremenda,
gloriosa, graciosa Aresença do ?eus vivo. Reuniam#se com antego!o,
sabendo que %risto estava presente entre eles e os ensinaria e os tocaria
com seu poder vivo.
%omo cultivamos esta santa expectaçãoT $la começa em n)s quando
entramos na .heWinah do coração. $mbora vivendo as exig*ncias de nosso
tempo, estamos cheios de adoração interior. 1rabalhamos, brincamos,
comemos e dormimos, mas estamos ouvindo, ouvindo sempre o nosso
Mestre. 's escritos de ranW Baubach estão impregnados deste senso de
viver + sombra do 1odo#poderoso. :?e todos os milagres de ho2e, o maior
é este& saber que melhor te encontro quando trabalho ouvindo... 4raças te
dou, também porque o hábito de conversação constante fica mais fácil a
cada dia. %reio, realmente, que todos os pensamentos podem ser
conversaç3es contigo.;
' "rmão BaXrence conhecia a mesma realidade. Aelo fato de haver
experimentado a presença de ?eus na co!inha, ele sabia que encontraria
?eus também na missa.
$is o que ele escreveu> :Não consigo imaginar como pessoas
religiosas podem viver satisfeitas sem a prática da Aresença de ?eus;.
%aptando a visão do "rmão BaXrence e de ranW Baubach,
recentemente dediquei um ano a aprender a viver com uma perpétua
abertura para 5esus como meu Mestre presente. ?ecidi aprender seu
vocabulário> está ele dirigindo#se a mim por meio de pássaros canoros ou
de um rosto tristeT Arocurei deixar que ele se movesse através de cada
ação> estes dedos enquanto escrevo, esta vo! quando falo. Meu dese2o era
pontilhar cada minuto com sussurros interiores de adoração, louvor e aç3es
de graça. Muitas ve!es falhei durante horas, até mesmo por alguns dias.
Mas voltava sempre e tentava de novo. $sse ano proporcionou#me
muitas coisas, mas a que mencionarei aqui é que ele elevou grandemente
meu senso de expectação p/blica. -final de contas, ele me havia falado por
de!enas de pequenas formas no decorrer da semana& certamente ele me
falará aqui também. -lém disso, achei cada ve! mais fácil distinguir sua
vo! do fr*mito e das circunst(ncias da vida.
Cuando duas ou mais pessoas v*m ao culto p/blico com uma
expectação santa, essa atitude pode transformar a atmosfera do recinto. -s
pessoas que entram oprimidas e distra0das podem, de imediato, ser atra0das
para um senso da Aresença silente. %oraç3es e mentes são elevados. '
ambiente torna#se carregado de expectação.
$is uma forma prática de exercitar esta idéia. <iva durante a semana
como herdeiro do reino, ouvindo a vo! de ?eus, obedecendo + sua palavra.
,ma ve! que voc* ouviu a vo! de ?eus no decorrer da semana, sabe que a
ouvirá quando congregar#se para a adoração p/blica. %hegue para o culto
de! minutos mais cedo. $rga o coração em adoração ao Rei da gl)ria.
%ontemple sua ma2estade, gl)ria e ternura conforme reveladas em 5esus
%risto. Retrate a maravilhosa visão que "sa0as teve do .enhor :alto e
sublime; ou a magn0fica revelação que 5oão teve de %risto com olhos
:como chama de fogo;, e vo! :como vo! de muitas águas; D"sa0as U&
-pocalipse GH. Aeça + Aresença real que se manifeste. Cue encha o recinto
de Bu!.
- seguir, eleve + Bu! de %risto o pastor ou as pessoas investidas de
responsabilidades especiais. "magine a radi(ncia da .heWinah de ?eus
cercando essa pessoa. "nteriormente, libere#as para falar a verdade com
ousadia no poder do .enhor.
-gora as pessoas estão começando a entrar. Relance as vistas ao
redor até que seus olhos ve2am alguém que necessita de seu trabalho
intercessor. 1alve! os ombros dessas pessoas este2am ca0dos, ou elas
pareçam um pouquinho tristes.
$leve#as + gloriosa e refrescante Bu! da Aresença divina. "magine a
carga caindo de seus ombros como caiu o Aeregrino, na alegoria de
Kun9an. Mantenha#as como uma intenção especial durante o culto.
Kastaria que uns poucos, em qualquer congregação, fi!essem isto para
aprofundar a experi*ncia de adoração de todos.
'utro aspecto vital da comunidade eclesiástica primitiva era seu
senso de estarem :reunidos; em adoração. Arimeiro, eles se congregavam
em um grupo e, segundo, quando se encontravam, estavam congregados
numa unidade de esp0rito que transcendia seu pr)prio individualismo.
$m contraste com as religi3es do 'riente, a fé cristã tem acentuado
fortemente a adoração con2unta. Mesmo em circunst(ncias altamente
perigosas, a comunidade primitiva era estimulada a não deixar de
congregar#se D7ebreus GQ>FPH. -s ep0stolas falam com freqL*ncia da
comunidade crente com o :corpo de %risto;.
<isto como não se pode imaginar a vida humana sem cabeça, braços
e pernas, assim não podiam pensar aqueles cristãos em viver isoladamente
uns dos outros.
Martinho Butero dá testemunho do fato de que :em casa, em minha
pr)pria casa, não há calor ou vigor em mim& mas na igre2a, quando a
multidão se congrega, em meu coração acende um fogo que se espalha;.
-lém disso, quando o povo de ?eus se re/ne, muitas ve!es há um
senso de estarem :reunidos; em uma s) mente, estando de perfeito acordo
Dilipenses M>GPH.
1homas 8ell9 disse> :,ma Aresença vivificadora toma conta de n)s,
derrubando alguma parte da intimidade e isolamento especiais de nossas
vidas individuais e fundindo nossos esp0ritos numa <ida e Aoder
superindividuais. ,ma Aresença ob2etiva, din(mica envolve a todos n)s,
nutre nossas almas, tra!#nos alegre e indi!0vel conforto e ativa em n)s
capacidades que antes se achavam adormecidas.; Cuando verdadeiramente
nos congregamos em adoração, ocorrem fatos que nunca ocorreriam fora
do grupo. 7á a psicologia do grupo e não obstante é muito mais, é
interpenetração divina. 7á o que os escritores b0blicos chamaram Woinonia,
profunda comunhão interior no poder do $sp0rito.
$sta experi*ncia transcende de muito o esp0rito de corpos. $la não
tem a m0nima depend*ncia de unidades homog*neas ou mesmo de
conhecer informação da vida uns dos outros. 7á uma fusão divina de nossa
separação. No poder do $sp0rito somos :envolvidos num senso de unidade
e de Aresença tal que silencia todas as palavras e nos envolve numa calma
indi!0vel e entrelaçamento dentro de uma vida mais vasta;. 1al comunhão
na adoração torna a adoração vicária, por via de intermediários, sem sabor
e va!ia.
O Diri$e'#e da Adora/ão
- adoração aut*ntica tem somente um dirigente, 5esus %risto.
Cuando falo de 5esus como o ?irigente da adoração quero di!er, antes de
tudo, que ele está vivo e presente entre seu povo. .ua vo! pode ser ouvida
em seus coraç3es e sua presença conhecida. Não somente lemos a respeito
dele na $scritura& podemos conhec*#lo por meio de revelação. $le dese2a
ensinar#nos, guiar#nos, repreender#nos, consolar#nos.
$m segundo lugar, %risto está vivo e presente em todos os seus
of0cios. Na adoração inclinamo#nos a considerar %risto somente em seu
of0cio sacerdotal, como .alvador e Redentor. Mas ele está também entre
n)s como nosso Arofeta.
"sto é, ele nos ensinará a respeito da 2ustiça e nos dará poder para
fa!er o que é 2usto. 4eorge ox disse> :%ongregai#vos em Nome de 5esus...
ele é vosso Arofeta, vosso Aastor, vosso Kispo, vosso .acerdote, no meio
de v)s, para abrir#vos, e santificar#vos, e alimentar#vos com <ida, e
vivificar#vos com <ida.;
$m terceiro lugar, %risto está vivo e presente em todo o seu poder.
$le nos salva não s) das conseqL*ncias do pecado, mas do dom0nio do
pecado. $le nos dará a força para obedecer a tudo o que nos ensinar. .e
5esus é nosso ?irigente, seria de esperar que ocorressem milagres na
adoração. %uras, tanto interiores como exteriores, serão a regra e não a
exceção. ' livro de -tos será não apenas algo para leitura, mas parte de
nossa experi*ncia.
$m quarto lugar, %risto é o ?irigente da adoração no sentido de que
s) ele decide que instrumentalidades humanas devem ser usadas, caso se
use alguma. -s pessoas pregam, ou profeti!am, ou cantam, ou oram
segundo se2am chamadas por seu ?irigente. ?esta forma não há lugar para
a exaltação pessoal ou para conceitos privados. .) 5esus é honrado. V
medida que nosso %hefe vivo os evoca, qualquer um ou todos os dons do
$sp0rito podem ser livremente exercidos e alegremente recebidos. 1alve!
se2a dada uma palavra de conhecimento na qual é revelado o intento do
coração e sabemos que o Rei 5esus está no comando. 1alve! ha2a uma
profecia ou uma exortação que nos coloque de sobreaviso porque sentimos
que a 8ol bahXeh foi proferida. - pregação ou ensino manifesto porque o
%hefe vivo o evocou comunica vida + adoração. - pregação sem a unção
divina cairá como água gelada sobre a adoração. - pregação que vem do
coração inflama o esp0rito de adoração& a pregação que vem do intelecto
apaga as brasas acesas.
Nada há mais vivificador do eu do que a pregação inspirada pelo
$sp0rito& nada mais mortal do que a pregação vinda de inspiração humana.
Ave'idas da Adora/ão
,m motivo por que a adoração deve ser considerada como ?isciplina
$spiritual é que ela é um meio ordenado de agir e viver, que nos p3e diante
de ?eus de modo que ele possa transformar#nos. Muito embora este2amos
apenas respondendo ao toque libertador do $sp0rito .anto, há avenidas
divinamente indicadas que levam a este dom0nio.
- primeira avenida que leva + adoração é calar toda atividade de
iniciativa humana. ' sil*ncio da :atividade de ordem humana;, como lhe
chamavam os patriarcas da vida interior, não é algo que se limite aos cultos
de adoração, mas ao estilo de vida. ?evemos viver num perpétuo sil*ncio
interior que ouve, de sorte que nossas palavras e aç3es tenham sua fonte
em ?eus. .e estamos acostumados a levar a cabo os neg)cios de nossa
vida em força e sabedoria humanas, faremos a mesma coisa na adoração
con2unta. .e, porém, temos cultivado o hábito de permitir que toda
conversação, toda transação de neg)cios, se2am divinamente inspiradas,
essa mesma sensibilidade fluirá para a adoração p/blica. rançois énelon
disse>;eli! a alma que por uma sincera ren/ncia de si mesma se mantém
incessantemente nas mãos do %riador, pronta a fa!er tudo o que ele quer&
que nunca se detém di!endo para si mesma uma centena de ve!es por dia>
S.enhor, que queres que eu façaTd;
Aarece imposs0velT ' /nico motivo pelo qual cremos que isto está
muito além de nosso alcance é que não entendemos a 5esus como nosso
mestre presente. ?epois de havermos estado sob sua tutela por algum
tempo, vemos como é poss0vel que todo movimento de nossa vida tenha
sua rai! em ?eus. -cordamos de manhã e ficamos na cama
silenciosamente louvando e adorando a .enhor. ?i!emos#lhe que
dese2amos viver sob sua liderança e governo. ?irigindo nosso carro para o
trabalho, perguntamos a nosso Mestre> :%omo vamos indoT;
"mediatamente nosso Mentor relampe2a diante de nossa mente a
observação cáustica que fi!emos ao nosso c@n2uge + hora do café, a
demonstração de desinteresse revelada a nossos filhos ao sairmos de casa.
Reconhecemos que temos vivido na carne. 7á confissão, restauração e uma
nova humildade.
Aaramos no posto de gasolina e sentimos um impulso divino de
travar conhecimento com a pessoa que nos atende, de v*#la como um ser
humano e não como um aut@mato. %ontinuamos dirigindo, rego!i2ando#
nos em nosso novo discernimento da atividade iniciada pelo $sp0rito. $
assim prosseguimos durante o dia> um impulso aqui ou uma atração ali, +s
ve!es correndo na frente ou andando morosamente atrás de nosso 4uia.
%omo a criança que dá os primeiros passos, estamos aprendendo mediante
o *xito e o fracasso, confiantes em que temos um mestre presente que, por
meio do $sp0rito .anto, nos guiará a toda verdade. ?esse modo chegamos
a compreender o que Aaulo queria di!er quando nos instruiu a não andar
:segundo a carne, mas segundo o $sp0rito; DRomanos O>EH.
.ilenciar a atividade da carne de modo que a atividade do $sp0rito
.anto domine nosso modo de viver modificará e melhorará a adoração
p/blica. Vs ve!es ela tomará a forma de absoluto sil*ncio. %ertamente que
é mais apropriado aproximar#nos em reverente sil*ncio e temor diante do
.anto da $ternidade, do que correr apressadamente + sua Aresença com
coraç3es e mentes voltados para o lado errado e l0nguas loqua!es. -
admoestação b0blica é> :' .enhor, porém, está no seu santo templo& cale#se
diante dele toda a terra; D7abacuque F>FQH.
' louvor condu!#nos + adoração. 's salmos são a literatura de
adoração e seu mais proeminente aspecto é o louvor. :Bouvai ao .enhor; é
o grito que repercute de um extremo ao outro do .altério. %antar, gritar,
dançar, rego!i2ar#se adorar # tudo isso é linguagem de louvor.
- $scritura insiste conosco a que :ofereçamos a ?eus, sempre,
sacrif0cio de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome;
D7ebreus GM>GPH. ' -ntigo Aacto exigia o sacrif0cio de touros e de bodes.
' Novo Aacto requer o sacrif0cio de louvor. Aedro di!#nos que como novo
sacerd)cio real de %risto devemos oferecer :sacrif0cios espirituais;, o que
significa :proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas
para a sua maravilhosa lu!; DG Aedro F>P, NH.
Aedro e 5oão sa0ram do .inédrio com as costas sangrando e com
louvor nos lábios D-tos P>EGH. Aaulo e .ilas encheram a cadeia filipense
com seus hinos de louvor D-tos GU>FPH. $m cada caso estavam oferecendo
o sacrif0cio de louvor.
' mais poderoso movimento de louvor do século vinte tem sido o
movimento carismático. Aor meio dele ?eus tem soprado nova vida e
vitalidade em milh3es de vidas. $m nossa época a igre2a de 5esus %risto
está adquirindo uma consci*ncia mais ampla de quão central é o louvor em
condu!ir#nos + adoração.
No louvor vemos quão totalmente as emoç3es precisam ser levadas
ao ato de adoração. -doração exclusivamente intelectual é aberração. 's
sentimentos são uma parte leg0tima da personalidade humana e deveriam
ser empregados na adoração. a!er tal afirmativa não significa que a
adoração deva violentar nossas faculdades racionais, mas significa que
nossas faculdades racionais so!inhas são insuficientes. %onforme
aconselhou Aaulo, devemos orar com o esp0rito e orar com a mente, cantar
com a mente DG %or0ntios GE>GPH. $sse é um motivo para o dom espiritual
de l0nguas. -2uda#nos a ir além da mera adoração racional para uma
comunhão mais 0ntima com o Aai. - mente pode não saber o que está
sendo dito, mas o esp0rito sabe. ' $sp0rito de ?eus entra em contato com o
nosso esp0rito.
' c(ntico visa elevar#nos ao louvor. $le proporciona um meio para a
expressão da emoção. -través da m/sica expressamos nossa alegria, nossas
aç3es de graças.
Nada menos que quarenta e um salmos mandam#nos :cantar ao
.enhor;. .e o c(ntico e o louvor podem ocorrer numa forma concentrada,
isto serve para orientar#nos.
%oncentramo#nos. Nossa mente e esp0rito fragmentados fluem para
um todo unificado. 1ornamo#nos equilibrados para com ?eus.
?eus quer que todo o nosso ser participe da adoração. ' corpo, a
mente, o esp0rito e as emoç3es devem todos ser colocados no altar da
adoração. Muitas ve!es temo#nos esquecido de que a adoração deve incluir
o corpo bem como a mente e o esp0rito.
- K0blia descreve a adoração em termos f0sicos. ' significado básico
da palavra hebraica que tradu!imos por adoração é :prostrar;. - palavra
b*nção literalmente significa :a2oelhar#se;. -ç3es de graça referem#se a
:uma extensão da mão;. Aor toda a K0blia encontramos uma variedade de
posturas f0sicas relacionadas com a adoração> 2a!er prostrado, em pé,
a2oelhado, erguer as mãos, bater palmas, levantar a cabeça, curvar a
cabeça, dançar e usar pano de saco e cin!as. ' ponto em questão é que
devemos oferecer a ?eus nossos corpos bem como o restante de nosso ser.
- adoração é apropriadamente f0sica.
?evemos apresentar nossos corpos a ?eus em adoração, numa
postura consistente com o esp0rito interior de adoração. icar em pé, bater
palmas, dançar, erguer as mãos, levantar a cabeça são posturas consistentes
com o esp0rito de louvor.
-ssentar#se quieto, ar severo é, evidentemente, inapropriado ao
louvor.
-2oelhar#se, curvar a cabeça, prostrar#se, são posturas consistentes
com o esp0rito de humildade.
.omos rápidos para fa!er ob2eç3es a esta linha de ensino. :-s
pessoas t*m temperamentos diferentes;, alegamos. :"sso pode apelar para
tipos emocionais, mas eu sou naturalmente calado e reservado. Não é esse
o tipo de adoração que satisfaria a minha necessidade.; ' que devemos ver
é que a verdadeira pergunta na adoração não é> :Cue é que satisfará a
minha necessidadeT; - verdadeira pergunta é> :Cue tipo de adoração ?eus
requerT; = claro que ?eus demanda adoração sincera. $ é ra!oável esperar
que a adoração sincera se2a f0sica bem como intelectual.
Muitas ve!es nosso :temperamento reservado; é pouco mais do que
receio do que os outros pensem de n)s, ou talve! indisposição para
humilhar#nos perante ?eus e os outros. = claro que as pessoas t*m
temperamentos diferentes, mas isto nunca deve impedir#nos de adorar com
todo o nosso ser.
Aodemos, naturalmente, fa!er tudo isso que acabamos de descrever e
2amais entrar em adoração, mas esses fatores podem prover#nos vias
através das quais somos colocados diante de ?eus de modo que nosso
esp0rito interior possa ser tocado e libertado.
Co'seGKE'cias da Adora/ão
.e a adoração não nos transformar, ela não é adoração. $star diante
do .anto da eternidade é transformar#se. 's ressentimentos não podem ser
guardados com a mesma tenacidade quando entramos na graciosa lu! de
?eus. %omo disse 5esus, precisamos deixar nossa oferta perante o altar e ir
reconciliar#nos com nosso irmão DMateus P>FM, FEH. Na adoração uma
força maior abre caminho que vai dar no santuário do coração, cresce na
alma uma compaixão maior. -dorar é transformar#se.
.e a adoração não nos impulsionar para maior obedi*ncia, ela não é
adoração.
-ssim como a adoração começa em santa expectação, ela termina em
santa obedi*ncia. - santa obedi*ncia evita que a adoração se torne um
narc)tico, uma fuga das necessidades prementes da vida moderna. -
adoração habilita#nos a ouvir com clare!a o chamado para o serviço de
modo que respondemos> :$is#me aqui, envia#me a mim; D"sa0as U>OH. -
adoração aut*ntica impelir#nos#á a unirmo#nos + guerra do %ordeiro contra
os poderes demon0acos por toda parte, no n0vel pessoal, no n0vel social e
no n0vel institucional. 5esus, o %ordeiro de ?eus, é nosso comandante#
chefe. Recebemos suas ordens para o serviço e vamos na poderosa força do
.enhor>
“... conquistando e para conquistar" não como o
prncipe deste mundo com açoites e pris4es" torturas
e tormentos nos corpos das criaturas" para matar e
destruir a vida dos homens... mas com a palavra da
verdade... retri0uindo o ódio com amor" lutando com
5eus contra a inimi.ade" com oraç4es e l2grimas noite
e dia" com :e:um" choro e lamentação" em paci%ncia"
em -idelidade" em verdade" em amor não -ingido" em
longanimidade" e em todos os -rutos do esprito" de
modo que" por todos os meios possamos vencer o mal
com o 0em...”
6illard .perr9 declarou> :- adoração é uma aventura deliberada e
disciplinada na realidade. Não é para os t0midos e para os que se dão ao
conforto. $la exige que nos abramos a n)s mesmos + perigosa vida do
esp0rito. $la torna impertinente toda a parafernália religiosa de templos e
sacerdotes e ritos e cerim@nias. $la envolve uma disposição de deixar que
S7abite ricamente em v)s a palavra de %risto> instru0#vos e aconselhai#vos
mutuamente em toda a sabedoria, louvando a ?eus, com salmos hinos e
c(nticos espirituais, com gratidão, em vossos coraç3es; D%olossenses
M>GUH.
1,. A DISCIPLINA DA ORIENTA-.O
“3ermanecei na vida" no amor" na -orça e na
sa0edoria de 5eus" em unidade uns com os outros e
com 5eus7 e a pa. e a sa0edoria de 5eus encherão os
vossos coraç4es" para que nada domine em vós senão
a vida que est2 no Senhor 5eus.” - $eorge Eo/
$m nossa época o céu e a terra aguardam ansiosos o emergir de um
povo guiado pelo $sp0rito, inebriado do $sp0rito e com autoridade
concedida pelo $sp0rito. 1oda a criação aguarda expectantemente o
surgimento de um povo disciplinado, livremente congregado, mártir, que
conheça nesta vida a vida e o poder do reino de ?eus. -conteceu antes.
Aode acontecer de novo.
= poss0vel encontrar aqui e acolá indiv0duos cu2os coraç3es inflamem
com o fogo divino. Mas eles são com tochas dispersas na noite. Aor
enquanto não houve reunião de um povo do $sp0rito.
.im, tem#se ouvido o grito> :$i#lo aqui, ei#lo aliI; conforme advertiu
5esus DMateus FE>FUH. Mas esses gritos são apenas o espocar moment(neo
dos fogos de artif0cio humanos, não a explosão divina do fogo celestial.
Nosso século ainda está para ver o nascimento da igre2a apost)lica do
$sp0rito.
1al povo não surgirá enquanto não houver entre n)s uma experi*ncia
mais profunda, mais intensa de um $manuel do $sp0rito # ?eus conosco #
um conhecimento de que no poder do $sp0rito 5esus veio para guiar
pessoalmente o seu povo, uma experi*ncia de que ele guia, tão definida e
tão imediata como a nuvem de dia e fogo de noite.
Mas o conhecimento da direção direta, ativa, imediata do $sp0rito
não será suficiente. = preciso que a orientação individual ceda lugar +
direção corporativa. ?eve manifestar#se também uma direção direta, ativa,
imediata do $sp0rito 2unto. Não falo de :direção corporativa; num sentido
organi!acional, mas num sentido org(nico e funcional. 's conc0lios
eclesiásticos e os decretos denominacionais simplesmente não são desta
realidade.
1odo o ensino sobre a orientação divina, em nosso século, tem sido
perceptivelmente deficiente quanto ao aspecto corporativo. 1emos recebido
excelente instrução sobre como ?eus nos guia através da $scritura, e
através das circunst(ncias, e através das influ*ncias do $sp0rito sobre o
coração do indiv0duo. Mas pouco temos ouvido sobre como ?eus guia por
intermédio do seu povo, o corpo de %risto. .obre esse assunto o sil*ncio é
profundo.
Aor esse motivo resolvi colocar a orientação entre as ?isciplinas
-ssociadas e acentuar seu aspecto grupal. ?eus guia, de fato, o indiv0duo
rica e profundamente, mas também ele guia grupos de pessoas e pode
instruir o indiv0duo mediante a experi*ncia do grupo.
1alve! nossa preocupação com a orientação individual se2a produto
de nosso individualismo 'cidental. ' povo de ?eus nem sempre foi assim.
?eus condu!iu os filhos de "srael tirando#os da escravidão como
povo. 1odos viram a nuvem e a coluna de fogo. Não eram uma reunião de
indiv0duos que por acaso iam na mesma direção& eram um povo sob o
governo teocrático de ?eus. .ua cuidadosa presença cobria#os com
espantoso imediatismo. ' povo, porém, logo achou a presença de ?eus,
sem mediação, terr0vel demais, gloriosa demais e implorou> :Não fale
?eus conosco, para que não morramos; D[xodo FQ>GNH. Aor isso Moisés
tornou#se o mediador do povo. ?essa maneira começou o ministério dos
profetas cu2a função era ouvir a palavra de ?eus e transmiti#la ao povo.
$ra um desvio da direção corporativa do $sp0rito .anto, mas
permanecia um senso de ser um povo reunido sob o governo de ?eus.
%hegou o dia, porém, quando "srael re2eitou até mesmo o profeta,
preferindo um rei. ?esse ponto em diante, o profeta era um estranho. $le
era uma vo! solitária clamando no deserto, +s ve!es obedecido, +s ve!es
assassinado, mas sempre do lado de fora.
Aacientemente ?eus preparou um povo e, na plenitude do tempo,
nasceu 5esus. $ com ele raiou um novo dia. ,ma ve! mais congregava#se o
povo que viveria sob o imediato governo teocrático do $sp0rito.
“;om tranqDila persist%ncia ?esus mostrou-lhes o que
signi-icava viver em resposta 8 vo. do 3ai. 1nsinou-
lhes" tam0ém que poderiam ouvir a vo. procedente do
céu e" com m2/imo de clare.a" quando estivessem
:untos. “Se dois dentre vós" so0re a terra"
concordarem a respeito de qualquer coisa que
porventura pedirem" ser-lhes-2 concedida por meu 3ai
que est2 nos céus. 3orque onde estiverem dois ou tr%s
reunidos em meu nome" ali estou no meio deles”
#Mateus FTGFQ" &U*.
Nessas palavras 5esus deu a seus disc0pulos tanto certe!a como
autoridade.
7avia a certe!a de que quando um povo se reunisse verdadeiramente
em seu nome, sua vontade poderia ser discernida. ' $sp0rito
superintendente utili!aria o controle m/tuo dos diferentes crentes para
assegurar que, quando seus coraç3es estivessem em unidade, eles estariam
em ritmo com as batidas do coração do Aai.
-ssegurava que eles tinham ouvido a vo! do verdadeiro Aastor, que
podiam orar e atuar com autoridade. .ua vontade, mais a vontade deles,
mais a unidade equivaleriam a autoridade.
$mbora 5esus fosse um estranho para o seu pr)prio povo, sendo
crucificado fora das portas da cidade, algumas pessoas aceitaram seu
governo e se tornaram um povo congregado. :?a multidão dos que creram
era um o coração e a alma. Ninguém considerava exclusivamente sua nem
uma das coisas que possu0a& tudo, porém, lhes era comum. %om grande
poder os ap)stolos davam o testemunho da ressurreição; D-tos E>MF,MMH.
1ornaram#se um bando ardoroso de testemunhas a declarar por toda parte
que a vo! de %risto poderia ser ouvida e sua vontade obedecida.
1alve! o aspecto mais espantoso dessa comunidade inflamada fosse
seu senso de orientação corporativa. "sto foi belamente exemplificado no
chamado de Aaulo e Karnabé para percorrerem o império romano em toda
a sua extensão, com as boas#novas do reino de ?eus D-tos GM>G#MH. '
chamado deles veio quando algumas pessoas se haviam reunido durante
um longo per0odo de tempo. "nclu0a#se aqui o uso das ?isciplinas da
oração, do 2e2um e da adoração. 7avendo#se tornado um povo preparado,
eles receberam o chamado quando estavam reunidos> :.eparai#me agora a
Karnabé e a .aulo para a obra a que os tenho chamado; D-tos GM>FH.
%om todos os nossos métodos modernos de recrutamento
missionário poder0amos lucrar dispensando séria atenção ao exemplo da
orientação corporativa. ar0amos bem em incentivar grupos de pessoas
dispostas a 2e2uar, orar e adorar 2untas até que tenham discernido a mente
do .enhor e tenham ouvido seu chamado.
.ob a orientação corporativa, a igre2a primitiva enfrentou e resolveu
seu mais explosivo problema D-tos GPH. -lguns cristãos, por iniciativa
pr)pria, haviam subido até -ntioquia e começaram a pregar a necessidade
da circuncisão para todos os cristãos. ' problema estava longe de ser algo
sem import(ncia. Aaulo viu, de imediato, que equivalia a escravi!ar a igre2a
+ cultura 2udaica.
Aresb0teros e ap)stolos indicados reuniram#se no poder do .enhor,
não para conquistar posição ou para 2ogar um lado contra o outro, mas para
ouvir a mente do $sp0rito. - tarefa não era nada pequena. 7ouve intenso
debate. $ntão, num belo exemplo de como a orientação individual se
relaciona com a orientação associativa, Aedro contou sua experi*ncia com
o centurião romano %ornélio.
$nquanto ele falava, o $sp0rito de ?eus, sempre atento,
evidentemente fe! um trabalho maravilhoso. Cuando terminou, toda a
assembléia caiu em sil*ncio D-tos GP>GFH. inalmente, o grupo congregado
lutou para chegar ao que se deve chamar de gloriosa unidade vinda do céu
para re2eitar a religião cultural e sustentar o evangelho eterno de 5esus
%risto. %onclu0ram> :Aareceu bem ao $sp0rito e a n)s...; D-tos GP>FOH. $les
haviam enfrentado o mais duro problema de seu tempo e discerniram a vo!
do alto. $stá a0 o ponto culminante do livro dos -tos.
oi mais do que uma vit)ria sobre um problema& foi uma vit)ria do
método para solucionar problemas. %omo povo, eles haviam resolvido
viver sob o governo direto do $sp0rito. 7aviam re2eitado até mesmo a
democracia, isto é, o governo da maioria. 'usaram viver na base do
governo do $sp0rito& nada de PGa dos votos, nada de contempori!ação,
mas unidade dirigida pelo $sp0rito. $ funcionou.
.em d/vida, essas experi*ncias de discernir a vontade de ?eus em
comunidade contribu0ram em grande parte para que Aaulo visse a igre2a
como o corpo de %risto. $le percebeu que os dons do $sp0rito eram
concedidos pelo $sp0rito ao corpo de tal forma que estava assegurada a
unidade. Ninguém possu0a coisa alguma. Mesmo os mais maduros
necessitavam da a2uda dos outros. 's mais insignificantes tinham algo a
contribuir. Ninguém podia ouvir todo o conselho de ?eus em isolamento.
%om triste!a devemos notar que na época em que 5oão recebeu sua
grande visão apocal0ptica, a comunidade de crentes estava começando a
esfriar#se. Na época de %onstantino a igre2a 2á estava preparada para
aceitar outro rei humano. - visão, porém, não morreu e tem havido grupos,
através dos séculos, reunidos sob o governo do $sp0rito. Nosso século
aguarda tal reunião.
A&$('s Mode&os
' bando apost)lico não foi do ponto !ero +s alturas vertiginosas do
governo do $sp0rito em um /nico salto. Nem o faremos n)s. Na maior
parte, eles entraram nesse reino dando um passo por ve!, +s ve!es
adiantando#se um pouquinho mais, +s ve!es retrocedendo. Cuando chegou
o Aentecostes, eles eram um povo preparado.
,ma ve! entendidas as implicaç3es radicais de ser um povo sob a
administração direta do $sp0rito .anto, uma das coisas mais destrutivas
que podemos fa!er é di!er> :Aarece maravilhoso& a partir de amanhã
viverei desse modoI; 1ais !elotes s) conseguiram tornar a vida miserável
para si mesmos e para todos ao redor deles. -ssim, em ve! de sairmos
impetuosamente a conquistar o mundo do $sp0rito, seria sábio de nossa
parte contentar#nos com passos mais modestos no momento. ,m dos
melhores modos de aprender é seguir os modelos de pessoas que lutaram
associadamente para ouvir a vo! do alto.
,m dos mais excelentes exemplos vem do :pobre!inho de -ssis;, ..
rancisco. -o que parece, rancisco estava :em grande agonia de d/vida;
para saber se ele deveria dedicar#se somente + oração e meditação, o que
era uma prática comum naqueles tempos, ou se deveria enga2ar#se em
miss3es de pregação. .abiamente rancisco buscou conselho. :<isto que a
santa humildade que havia nele não lhe permitia confiar em si mesmo ou
em suas pr)prias oraç3es, humildemente ele se voltou para outros a fim de
conhecer a vontade de ?eus nesta questão.;
$le enviou mensagens a dois amigos nos quais ele mais confiava, a
irmã %lara e o irmão .ilvestre, pedindo#lhes que se reunissem com um de
seus :companheiros mais puros e mais espirituais; e buscassem a vontade
de ?eus sobre a questão.
"mediatamente foram orar e tanto a irmã %lara como o irmão
.ilvestre voltaram com a mesma resposta.
Cuando o mensageiro regressou, rancisco lavou#lhe os pés e
preparou#lhe uma refeição. $ntão a2oelhando#se diante do mensageiro,
perguntou#lhe> :Cue é que meu .enhor 5esus %risto me ordena fa!erT; '
mensageiro respondeu que %risto havia revelado que :dese2a que saias pelo
mundo pregando, porque ?eus não te chamou para ti mesmo somente, mas
para a salvação de outros;. Recebida a mensagem como indiscut0vel
palavra de %risto, .. rancisco levantou#se de um salto, di!endo> :.endo
assim, vamos # em nome do .enhor.; %om base nisso ele imediatamente
empreendeu uma missão de pregação. $ssa orientação deu ao primitivo
movimento franciscano uma combinação rara de contemplação m0stica e
fervor evangel0stico.
Nessa experi*ncia rancisco fa!ia mais do que buscar o conselho de
conselheiros sábios. $le buscava um método que abriria as portas do céu
para revelar a mente de %risto, e ele tomou#a como tal # para o grande bem
de todos a quantos ele serviu.
'utro modelo de orientação associada pode encontrar#se no que
alguns t*m chamado de :reuni3es de esclarecimento;. 1ais reuni3es são
convocadas especificamente para sondar a mente do $sp0rito quando a
algum problema individual. Recentemente um 2ovem dotado pediu meu
conselho acerca de seu futuro. $le recebera seu diploma na faculdade e
lutava por saber se deveria entrar ou não no ministério. i!era todos os
testes vocacionais e cursos de orientação oferecidos, e ainda estava
indeciso. 7onestamente, eu não sabia o que era melhor para ele, por isso
lhe sugeri que convocasse uma reunião de esclarecimento. $ntão ele reuniu
um grupo de pessoas que o conheciam bem, eram espiritualmente maduras
e não tinham receito de ser honestas e francas com ele.
Não houve vis3es de abalar a terra para dar a meu amigo, mas nessa
noite, enquanto adoravam e trocavam idéias, aquelas pessoas se tornaram
uma comunidade de apoio. ?epois de algum tempo os dons e a vocação
desse 2ovem foram confirmados e ho2e ele está no ministério pastoral.
,m conceito estreitamente semelhante a este foi lançado pela "gre2a
do .alvador, em 6ashington, ?. %. Cuando um membro sente que ?eus o
levou a estabelecer determinado grupo de missão ou a aventurar#se em
determinada área de serviço, eles :sondam o chamado;. "sto se fa! ao
término de um culto de adoração e o indiv0duo fala da visão que sente.
?epois disso, todos os que quiserem são bem#vindos + reunião com a
pessoa para :examinar o chamado;.
5untos eles investigam o caso, orando, fa!endo perguntas,
pesquisando. Vs ve!es há um senso de que a idéia foi produto de falso
entusiasmo e é abandonada.
?outras ve!es, confirma#se a idéia pelas oraç3es e pela interação do
grupo.
1alve! outros na sala se2am atra0dos para o chamado e se apropriam
dele. ?esse modo, forma#se uma :companhia dos comprometidos;.
Cuest3es da mais alta import(ncia pessoal podem ser tra!idas +
comunidade crente em busca de discernimento. Recentemente duas pessoas
vieram perante nossa comunidade declarando que sentiam a orientação do
.enhor para que se casassem, e dese2avam a confirmação de um corpo
dirigido pelo $sp0rito. oi solicitado a diversas pessoas que conheciam o
casal que se reunissem com eles.
$ste é o relat)rio delas>
:- comissão especial nomeada para comunicar#se com Marcos e
Keatri!, com relação aos seus planos de casamento, sente#se feli! em
apresentar um relat)rio inteiramente positivo.
Reunimo#nos com Marcos e Keatri! e tivemos uma noite de
comunhão e oração muit0ssimo agradável. alamos de nosso interesse pela
santidade da fam0lia, que é o coração do plano de ?eus para as relaç3es
humanas. icamos impressionados em ver como Marcos e Keatri!
dependem da orientação de ?eus& em notar sua previsão de problemas
potenciais e seu maduro reconhecimento de que o casamento feli! depende
da cont0nua entrega ao outro e ao .enhor.
.entimo#nos feli!es em recomendar os planos de Marcos e Keatri! +
reunião de NeXberg. .entimos que seu lar refletirá a influ*ncia piedosa e
amorosa de seus lares da inf(ncia e da comunidade eclesiástica quando
unirem seu amor nesse relacionamento ordenado por ?eus.
- comissão sente um calor benéfico e especial por Marcos e Keatri!,
que prevemos continuarão num relacionamento de pastoreio.
Recomendamos este precedente a outros casais que estão pensando em
casamento.;
"sto é mais que um mero procedimento de confirmação. Não fa!
muito tempo, duas pessoas dessa comunidade resolveram casar#se. $m
particular, diversas pessoas aconselharam contra o passo a ser dado,
embora eles parecessem decididos e houvessem passado os papéis de
casamento. inalmente, um casal em quem os dois confiavam e a quem
respeitavam incentivou#os a apresentar o problema perante a igre2a e
solicitar um conselho de orientação de grupo. i!eram isso na pr)xima
reunião da igre2a Dnão na reunião matinal de domingoH.
%om ternura e seriedade o casal falou de seus motivos para o
casamento. ,ma atitude de adoração permeou o grupo + medida que as
perguntas e as respostas se sucediam. -o final do encontro os presb0teros e
outras pessoas interessadas foram estimulados a reunir#se com o casal. -
reunião foi dominada por um profundo senso de ternura e oração + medida
que o grupo buscava ouvir a mente do .enhor no assunto. -p)s algum
tempo, todo o grupo estava possu0do de um senso de unidade, e com um
incr0vel esp0rito de compaixão disseram ao casal que acreditavam ser uma
imprud*ncia o casamento naquela oportunidade.
Aara nosso grupo esta foi uma nova experi*ncia, e foi extremamente
dif0cil aconselhá#los contra seus dese2os. Não obstante, hav0amos
discernido com clare!a a mente de %risto. Muitos de n)s aguardamos a
reação deles com temor e tremor. -s perguntas assomavam +s nossas
mentes> :.erá que não agimos como autocratas e legisladoresT omos
suficientemente sens0veis aos seus sentimentosT;
7avendo recebido o discernimento do corpo eclesiástico, o casal
decidiu, num aut*ntico ato de maturidade espiritual, adiar o casamento.
Mais tarde resolveram não casar#se. ' tempo demonstrou a sabedoria dessa
decisão.
$ssa hist)ria acentua a import(ncia de tratar essas quest3es no
contexto de uma comunidade amorável. .em um senso de apoio e atenção,
tais matérias podem transformar#se em leis que matam a alma.
= poss0vel que as decis3es de neg)cios se2am tomadas sob um senso
da direção associada do $sp0rito .anto. 's quacres t*m procedido assim
durante anos e t*m demonstrado a exeqLibilidade de tal método. -s
reuni3es de neg)cio deveriam ser consideradas como culto de adoração. 's
fatos podem ser apresentados e discutidos, todos visando a ouvir a vo! de
%risto. 's fatos são apenas um aspecto do processo de tomar decisão e em
si mesmos não são conclusivos. ' $sp0rito pode condu!ir em sentido
contrário aos fatos dispon0veis, ou de acordo com eles. $le implantará um
esp0rito de unidade quando escolhemos o caminho certo, e nos perturbará
com desassossego quando não o ouvimos corretamente.
,nidade, e não a regra da maioria, é o princ0pio da orientação
corporativa. - unidade concedida pelo $sp0rito ultrapassa o mero acordo. =
a percepção de que ouvimos a 8ol bahXeh, a vo! de ?eus.
,ma ilustração clássica e dramática ocorreu em GJPO. 5ohn 6oolman
e outros haviam alfinetado a consci*ncia da .ociedade de -migos com sua
participação no movimento para acabar com a instituição demon0aca da
escravidão. Cuando se efetuou a Reunião -nual de iladélfia para decidir
seus assuntos de neg)cios daquele ano, o problema da escravidão era um
item principal da agenda. Muita coisa estava em 2ogo e o problema foi
debatido acaloradamente. 5ohn 6oolman permaneceu assentado em
sil*ncio durante várias sess3es, com a cabeça curvada e olhos
lacrime2antes. Aor fim, ap)s horas de oração agoni!ante, ele levantou#se e
falou.
“Minha mente é levada a considerar a pure.a do Ser
5ivino e a :ustiça de seu :u.o" e nesse ponto minha
alma est2 co0erta de horror. ... Muitos escravos
continente são oprimidos e seus clamores chegaram
aos ouvidos do Altssimo. ... +ão é ocasião para
delonga. 5everamos nós agora ser sensveis ao que
ele requer de nós7 mas pelo respeito aos interesses
privados de algumas pessoas" ou por consideração a
algumas ami.ades que não se -irmam num alicerce
imut2vel" negligenciamos cumprir nosso dever com
-irme.a e constSncia... 5eus pode por meios terrveis
em :ustiça responder-nos nessa questão.”
' %onselho -nual fundiu#se num esp0rito de unidade como resultado
deste testemunho compassivo. Responderam como uma s) vo! para
remover a escravidão de seu meio. 5ohn 4reenleaf 6hittier declarou que
aquelas sess3es :devem sempre ser consideradas como uma das mais
importantes convocaç3es religiosas na hist)ria da igre2a cristã;.
$ssa decisão unida é particularmente impressionante quando
reconhecemos que os quacres foram a /nica organi!ação que pediu aos
senhores de escravos que reembolsassem seus escravos pelo tempo que
estiveram em cativeiro. 1ambém é surpreendente reconhecer que sob o
impulso do $sp0rito .anto, os quacres haviam voluntariamente feito o que
nenhum dos l0deres revolucionários antiescravistas # 4eorge 6ashington,
1homas 5efferson, AatricW 7enr9 # estava disposto a fa!er.
1ão influente foi a decisão unida de GJPO, que por ocasião da
assinatura da ?eclaração de "ndepend*ncia os quacres se haviam livrado
completamente da instituição da escravatura.
Muitas das comunidades cristãs que surgem ao redor do mundo t*m
descoberto a realidade e quão práticas são as decis3es de neg)cios
mediante o governo do $sp0rito. 's problemas são tratados com a certe!a
de que a mente do $sp0rito pode ser conhecida. Re/nem#se no nome de
%risto, crendo que sua vontade será corporificada em seu meio. Não
buscam transig*ncia, mas consenso divino.
%ompareci, certa ve!, a uma sessão de neg)cios, de cerca de
du!entas pessoas, na qual foi debatido um problema que demandava muita
seriedade. $mbora houvesse uma n0tida diferença de opini3es, cada um dos
membros dese2ava sinceramente ouvir e obedecer + vo! de ?eus. ?epois
de um considerável per0odo de tempo, começou a emergir no grupo um
senso unido de direção. Aoucas pessoas discordavam das decis3es tomadas.
inalmente, uma destas levantou#se e disse>
:Não acho certo este curso de ação, mas espero que os restantes do
grupo me amem o suficiente para trabalhar comigo até que eu tenha o
mesmo senso de direção de ?eus que voc*s t*m ou até que ?eus nos abra
outro caminho.;
%omo observador, fui tocado pela maneira terna com que o grupo
respondeu ao apelo. Aor todo o audit)rio começaram a formar#se pequenos
grupos para trocar idéias, ouvir, orar. No momento em que chegaram a uma
decisão unida, tive grande apreço pela forma em que os cristãos devem
:preservar a unidade do $sp0rito no v0nculo da pa!; D$fésios E>MH.
$xpress3es assim da função central da orientação associada estão entre os
mais saudáveis sinais de vitalidade espiritual ho2e.
O Dire#or Es%iri#(a&
Na "dade Média, nem mesmo os maiores santos tentaram as
profunde!as da 2ornada interior sem a a2uda de um diretor espiritual. 7o2e
mal se entende o conceito, nem é praticado. "sto é uma tragédia, porque a
idéia do diretor espiritual é altamente aplicável ao cenário contempor(neo.
= uma bela expressão da orientação divina mediante a a2uda de nossos
irmãos e irmãs.
- direção espiritual tem uma hist)ria exemplar. Muitos dos primeiros
espirituais foram os Aais que viviam no deserto e eram tidos em alta
consideração por sua capacidade de :discernir esp0ritos;. Muitas ve!es as
pessoas via2avam quil@metros e mais quil@metros no deserto apenas para
ouvir uma breve palavra de conselho, uma :palavra de salvação;, que
resumia a vontade e o 2u0!o de ?eus para a sua situação espec0fica. 's
-pophthegmata ou :?itos dos Aais; são um eloqLente testemunho da
simplicidade e profunde!a desta orientação espiritual.
Cual é a finalidade de um diretor espiritualT $le é um instrumento de
?eus para abrir o caminho ao ensino interior do $sp0rito .anto.
.ua função é pura e simplesmente carismática. $le guia somente pela
força de sua pr)pria santidade. Não se trata de um superior ou de alguma
autoridade nomeada pela igre2a. ' relacionamento é o de um conselheiro
com um amigo.
$mbora o diretor tenha, obviamente, progredido mais nas
profunde!as interiores, os dois estão 2untos, aprendendo e crescendo no
reino do $sp0rito.
- direção espiritual nasceu pela primeira ve! de relaç3es humanas
naturais, espont(neas. ,m sistema hierárquico ou mesmo organi!acional
não é essencial + sua função e com freqL*ncia a destr)i. 's tipos comuns
de cuidado e participação pertencentes + comunidade cristã são o ponto de
partida para a direção espiritual. ?eles fluirá a :autoridade do reino;
através da subordinação e serviço m/tuos.
,m diretor espiritual deve ser uma pessoa que tenha desenvolvido
uma confortável aceitação de si mesmo. "sto é, uma aut*ntica maturidade
deve permear a vida toda dessa pessoa. 1ais pessoas não são levadas pelas
flutuaç3es dos tempos. $las podem absorver o ego0smo, a mediocridade e a
apatia que as cercam e transformar tudo. Não são 2ulgadoras e
sãoinabaláveis. ?evem ter compaixão e dedicação. V semelhança de Aaulo
que pensava em 1im)teo como seu :filho amado;, elas devem estar
preparadas para assumir certas responsabilidades. ' amor firme que elas
demonstram deve ser um amor que se recusa aprovar qualquer capricho.
1ambém elas devem ter conhecimento suficiente da psique humana para
não reforçarem necessidades inconscientes e infantis de autoritarismo.
,m diretor espiritual deve ter participação pessoal na viagem interior
e estar disposto a falar de suas pr)prias lutas e d/vidas. = preciso
reconhecer que 2untos eles estão aprendendo de 5esus, se Mestre presente.
%omo é que se estabelece tal relacionamentoT %omo todas as demais
coisas no reino de ?eus, ele é produ!ido pela oração. 1ra!endo nosso
problema perante ?eus e descansando#o nele, esperamos pacientemente
que ?eus manifeste sua vontade. %aso ele nos convide a falar com alguém
ou a fa!er determinados arran2os, obedecemos alegremente. .e tivermos a
humildade de crer que podemos aprender de nossos irmãos e irmãs, e
entendermos que alguns se aprofundaram mais no %entro divino do que
outros, poderemos ver a necessidade da direção espiritual. %omo disse
<irgil <ogt, da Reba Alace elloXship> :.e voc* não pode ouvir a seu
irmão, não pode ouvir ao $sp0rito .anto.;
-o refletir sobre o valor deste ministério, 1homas Merton disse que o
diretor espiritual tinha algo de :um pai espiritual que :gerou; a vida
perfeita na alma de seu disc0pulo, antes de tudo mediante suas instruç3es,
mas também por sua oração, sua santidade e seu exemplo;.
Li)i#es da Orie'#a/ão Cor%ora#iva
%omo todos sabemos, existem perigos na orientação corporativa
assim como na orientação individual. 1alve! o mais ameaçador perigo se2a
a manipulação e controle. .e a orientação associada não for tratada dentro
do contexto maior de uma graça que a tudo envolve, ela degenera num
meio efica! de endireitar o comportamento desviado. 1orna#se um tipo de
f)rmula quase#mágica através da qual o grupo pode impor sua vontade
sobre o indiv0duo, um :sistema papal; por meio do qual todas as opini3es
divergentes podem ser postas em linha.
$ssa perversão manipuladora resulta na supressão da nova vitalidade
espiritual.
' profeta "sa0as di! que o Messias :Não esmagará a cana quebrada,
nem apagará a torcida que fumega; D"sa0as EF>M& Mateus GF>FQH. Não é o
método de 5esus esmagar o fraco nem apagar a menor esperança. -s nossas
deliberaç3es devem refletir a ternura individual. Numa determinada
ocasião 4eorge ox estava debatendo com um tal de Nathaniel .tephens.
.ua vit)ria era certa. $smagado, .tephens declarou que :4eorge ox
entrou na lu! do sol, e agora pensa em apagar minha lu! estelar;. ox
escreveu> :Mas eu disse> # Nathaniel, dá#me tua mão& depois eu lhe disse
que não extinguiria a m0nima medida de ?eus em ninguém, muito menos
apagaria sua lu! estelar;.
'utro perigo está em que a orientação associada venha a apartar#se
das normas b0blicas. - $scritura deve envolver e penetrar nosso
pensamento e ação. ' $sp0rito nunca condu!irá em oposição + Aalavra
escrita que ele inspirou. ?eve sempre haver a autoridade exterior da
$scritura bem como a autoridade interior do $sp0rito .anto. $m realidade,
a pr)pria K0blia é uma forma de orientação associada. $la é um meio pelo
qual ?eus fala através da experi*ncia do povo de ?eus. $la é um aspecto
da :comunhão dos santos;.
?allas 6illard disse> :' ob2etivo de ?eus na hist)ria é a criação de
uma comunidade todo inclusiva de pessoas amorosas, estando ele mesmo
inclu0do nessa comunidade como seu principal sustentador e mais glorioso
habitante.; 1al comunidade viveria sob o imediato e total governo do
$sp0rito .anto. .eria um povo a quem o esplendor de ?eus cegou a todas
as demais lealdades& uma comunidade compassiva corporificando a lei do
amor conforme vista em 5esus %risto. .eria um obediente exército do
%ordeiro de ?eus vivendo sob as ?isciplinas $spirituais, uma comunidade
no processo total de transformação de dentro para fora, um povo decidido a
viver as exig*ncias do evangelho em um mundo secular. .eriam
ternamente agressivos, mansamente poderosos, molde raro e apost)lico,
constituiriam uma nova reunião do povo de ?eus. Cue o ?eus 1odo#
poderoso possa reunir tal povo em nosso tempo.
18. A DISCIPLINA DA CELE;RA-.O
“, principal -im e dever do homem é amar a 5eus e
des-rutar de sua companhia para sempre.” -
;atecismo de @estminster
- celebração está no coração do método de %risto. $le entrou no
mundo sob uma alta nota de 2/bilo> :$is aqui vos trago boa nova de grande
alegria;, clamou o an2o, :que o será para todo o povo; DBucas F>GQH. $le
deixou o mundo legando sua alegria aos disc0pulos> :1enho#vos dito estas
coisas para que o meu go!o este2a em v)s, e o vosso go!o se2a completo;
D5oão GP>GGH.
5esus começou seu ministério p/blico proclamando o ano do 5ubileu
DBucas E>GO, GNH. -s implicaç3es sociais de tal conceito são grandiosas.
"gualmente penetrante é o reconhecimento de que, como resultado, somos
chamados a um perpétuo 5ubileu do $sp0rito. $ssa radical e divinamente
habilitada liberdade de posses e uma reestruturação das ordens sociais não
podiam deixar de tra!er celebração. Cuando os pobres recebem as boas#
novas, quando os cativos são postos em liberdade, quando os cegos t*m a
vista restaurada, quando os oprimidos são libertados, quem poderia conter
o grito de 2/biloT
No -ntigo 1estamento, todas as estipulaç3es sociais do ano de
5ubileu # cancelamento das d0vidas, libertação dos escravos, nenhum
plantio agr0cola, devolução da propriedade ao seu possuidor original # eram
uma celebração da graciosa provisão de ?eus. Aoder#se#ia confiar em
?eus> ele proveria o que fosse necessário. $le havia declarado> :$ntão eu
vos darei a minha benção; DBev0tico FP>FGH. - liberdade da ansiedade e dos
cuidados forma a base da celebração. <isto como sabemos que ele cuida de
n)s, podemos lançar sobre ele os nossos cuidados. ?eus transformou nosso
pranto em 2/bilo.
' esp0rito livre de cuidados da 2ubilosa festividade está ausente na
sociedade contempor(nea. - apatia e até mesmo a melancolia dominam os
tempos. 7arve9 %ox di! que o homem moderno tem sido pressionado :de
tal forma no sentido de trabalho /til e do cálculo racional que ele quase se
esqueceu da alegria da celebração extática...;
A Ce&e"ra/ão d! For/a L Vida
- celebração tra! alegria + vida, e a alegria fa!#nos fortes. - K0blia
di!#nos que a alegria do .enhor é a nossa força DNeemias O>GQH. Não
podemos continuar por muito tempo, em coisa alguma, sem a alegria.
Aodemos começar a estudar piano por força de vontade, mas não
continuaremos por muito tempo com as liç3es se não houver alegria. $m
realidade, o /nico motivo por que começamos é porque sabemos que a
alegria é o produto final. "sso é o que sustenta todos os principiantes>
sabem que há um senso de pra!er, de go!o, de alegria em vencer.
- celebração é central a todas as ?isciplinas $spirituais. .em um
esp0rito 2ubiloso de festividade, as ?isciplinas se tornam entorpecidas,
instrumentos que respiram morte nas mãos dos fariseus modernos. 1oda
?isciplina deve caracteri!ar#se pela alegria isenta de cuidados e pelo senso
de aç3es de graça.
- alegria é um dos frutos do $sp0rito D4álatas P>FFH. reqLentemente
me inclino a pensar que a alegria é o motor, o elemento que mantém tudo
mais em marcha.
.em a celebração 2ubilosa para inspirar as outras ?isciplinas, cedo ou
tarde as abandonaremos. - alegria produ! energia. - alegria fa!#nos fortes.
' antigo "srael foi instru0do a reunir#se tr*s ve!es por ano para
celebrar a bondade de ?eus. $ssas celebraç3es era as experi*ncias que
davam força e coesão ao povo de "srael.
O Ca)i'*o da A&e$ria
Na vida espiritual s) uma coisa produ!irá a aut*ntica alegria> a
obedi*ncia.
?i! o velho hino que não há outro meio de ser feli! em 5esus senão
:crer e observar;. ' autor da letra havia recebido inspiração do pr)prio
Mestre, pois 5esus di!#nos que não há bem#aventurança igual + da
obedi*ncia. %erta ve! uma mulher na multidão exclamou> :Kem#
aventurada aquela que te concebeu e os seios que te amamentaramI; 5esus
respondeu> :-ntes bem#aventurados são os que ouvem a palavra de ?eus e
a guardamI; DBucas GG>FJ, FOH. Mais bem#aventurada coisa é viver e
obedi*ncia do que ter sido a mãe do MessiasI
$m GOJQ 7annah 6hitall escreveu um livro que se tornou um
clássico sobre o %ristianismo 2ubiloso, ' .egredo de uma <ida eli!. '
t0tulo mal sugere as profunde!as desse livro perceptivo. Não há nada de
:quatro passos fáceis para viver com *xito;. ?iligentemente a autora define
a forma de uma vida plena e abundante escondida em ?eus. $ntão, com
todo o cuidado, revela as dificuldades deste caminho e finalmente traça os
resultados de uma vida que se entrega a ?eus. Cual é o segredo do cristão
para uma vida feli!T $sse segredo poderia ser otimamente resumido pelo
cap0tulo intitulado :- -legria da 'bedi*ncia;. - alegria vem pela
obedi*ncia a %risto, e resulta de obedi*ncia a %risto. .em obedi*ncia, a
alegria é oca e artificial.
Aara obter a verdadeira celebração, a obedi*ncia deve inundar o
tecido comum de nosso viver diário. .em isso, nossa celebração contém
um som va!io. Aor exemplo, algumas pessoas vivem de tal modo que é
imposs0vel ter qualquer tipo de felicidade em seus lares, mas vão + igre2a e
cantam hinos e oram :no $sp0rito;, na esperança de que, de alguma forma,
?eus lhes d* uma infusão de alegria para atravessarem o dia. Arocuram
algum tipo de transfusão celestial que ignore a miséria de suas vidas diárias
e lhes d* alegria. ' dese2o de ?eus, porém, não é ignorar a miséria mas
transformá#la.
Arecisamos entender que ?eus, +s ve!es, dá#nos uma infusão de
alegria mesmo em nossa amargura e insensibilidade. Mas esta situação é
anormal. ' meio normal de ?eus tra!er alegria é redimindo e santificando
as con2unturas comuns da vida humana. Cuando os membros de uma
fam0lia estão cheios de amor, de compaixão e de um esp0rito de serviço,
uns pelos outros, tal fam0lia tem motivos para celebrar.
7á algo de triste na corrida de alguns, de igre2a em igre2a, tentando
conseguir uma in2eção da :alegria do .enhor;. - alegria não se encontra
em cantar determinado tipo de m/sica, ou viver com o tipo certo de grupo,
ou mesmo em exercer os dons carismáticos do $sp0rito, por muito bom que
tudo isso possa ser. - alegria está na obedi*ncia. Cuando o poder de 5esus
entra em nosso trabalho e la!er e os redime, haverá alegria onde outrora
havia lamento.
Menospre!ar isso é perder o significado da $ncarnação.
oi por isso que coloquei a celebração no final de nosso estudo. -
alegria é o produto final de haverem as ?isciplinas $spirituais funcionando
em nossa vida.
?eus produ! a transformação de nossa vida através das ?isciplinas, e
s) depois de haver uma obra transformadora dentro de n)s é que
conhecemos a verdadeira alegria. Muitos tentam alegrar#se cedo demais.
Muitas ve!es tentamos encher as pessoas de alegria quando, em realidade
nada aconteceu em suas vidas. ?eus não irrompeu nas experi*ncias
rotineiras de sua exist*ncia diária. %elebração acontece quando as
aventuras comuns da vida são redimidas.
= importante evitar o tipo de celebração que realmente nada celebra.
Aior ainda é fingir celebrar quando não há e n)s o esp0rito de celebração.
Nossos filhos v*em#nos abençoar o alimento e de imediato passam a brigar
por ele # b*nçãos que não são b*nçãos. ,ma das coisas que quase destroem
as crianças é serem elas obrigadas a dar graças quando não se sentem
gratas. .e fingirmos um ar de celebração, nosso esp0rito interior o
contradi!.
,m ensino popular de nossos dias instrui#nos a louvar a ?eus pelas
várias dificuldades que acontecem em nossas vidas, afirmando que há
grande poder transformador nesse louvor a ?eus. $m sua melhor forma, tal
ensino é um modo de incentivar#nos a olhar para a frente usando um pouco
os olhos da fé a fim de ver o que acontecerá. -firma em nossos coraç3es a
alegre certe!a de que ?eus toma todas as coisas e as fa! cooperar para o
bem daqueles que o amam. $m sua pior forma, este ensino nega a vile!a do
mal e denomina as mais horr0veis tragédias como vontade de ?eus. -
K0blia ordena#nos a viver num esp0rito de aç3es de graças em qualquer
situação& ela não nos manda celebrar a presença do mal.
O Es%2ri#o de Ce&e"ra/ão Ise'#a de C(idados
' ap)stolo Aaulo di!> :-legrai#vos sempre no .enhor& outra ve!
digo, alegrai#vos; Dilipenses E>EH. %omo, porém, devemos fa!er issoT
:Não andeis ansiosos de coisa alguma.; $sse é o lado negativo do rego!i2o.
' lado positivo é> :$m tudo, porém, se2am conhecidas diante de ?eus as
vossas petiç3es, pela oração e pela s/plica, com aç3es de graça.; '
resultadoT :$ a pa! de ?eus, que excede todo o entendimento, guardará os
vossos coraç3es e as vossas mentes em %risto 5esus; Dilipenses E>U, JH.
Aaulo instruiu sobre como podemos rego!i2ar#nos sempre, e sua
primeira palavra de conselho devia ser> :Não andeis ansiosos; de coisa
alguma. 5esus, evidentemente, deu o mesmo conselho, quando disse> :Não
andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber>
nem pelo vosso corpo quanto ao que haveis de vestir; DMateus U>FPH. $m
ambos os casos emprega#se a mesma palavra, que tradu!imos por
:ansioso; ou :preocupado;. 's cristãos são chamados a viver livres de
cuidados, mas esse modo nos parece estranho. ?esde os dois anos de idade
somos treinados a tomar todo cuidado. ?i!emos a nossos filhos, quando
eles correm a tomar o @nibus para a escola> :1omem cuidado;, isto é,
encham#se de cuidados.
Não haverá em n)s o esp0rito de celebração enquanto não
aprendermos a :não andar ansiosos de coisa alguma;. $ nunca teremos
uma indiferença isenta de cuidado pelas coisas enquanto não confiarmos
totalmente em ?eus. Aor isso é que o 5ubileu era uma celebração tão
decisiva no -ntigo 1estamento. Ninguém ousaria celebrar o 5ubileu a não
ser que tivesse uma profunda confiança na capacidade de ?eus de prover
para suas necessidades.
Cuando confiamos em ?eus, estamos livres para depender
inteiramente dele quanto +s coisas de que necessitamos> :.e2am conhecidas
diante de ?eus as vossas petiç3es, pela oração e pela s/plica, com aç3es de
graça.; - oração é o meio pelo qual movemos o braço de ?eus. ?a0 que
podemos viver num esp0rito de celebração livre de cuidados.
Aaulo, porém, não terminou a questão aqui. $le prosseguiu, di!endo
que dever0amos ocupar nossa mente com tudo o que é verdadeiro,
respeitável, 2usto, puro, amável e de boa fama. ?eus estabelecera uma
ordem criada repleta de coisas excelentes e boas, e naturalmente se dedu!
que se pensarmos nessas coisas, seremos feli!es.
$sse é o caminho indicado por ?eus que leva + alegria.
.e pensarmos que teremos alegria apenas orando e cantando salmos,
ficaremos desiludidos. Mas se enchermos nossa vida com coisas boas e
simples, e constantemente dermos graças a ?eus por elas, conheceremos a
alegria. $ que di!er de nossos problemasT Cuando determinarmos
permanecer nas coisas boas e excelentes da vida, nossa vida se encherá
dessas coisas de tal sorte que elas terão a tend*ncia de tragar nossos
problemas.
- decisão de ocupar a mente com as coisas mais elevadas da vida é
um ato de vontade. = por isso que a celebração é uma ?isciplina. $la não é
algo que cai sobre nossa cabeça. = resultado de um modo de pensar e viver
conscientemente escolhido. -o escolhermos esse caminho, a cura e a
redenção de %risto irromperão nossos recessos interiores de nossa vida e
relacionamentos, e o resultado inevitável será a alegria.
;e'e+2cios da Ce&e"ra/ão
.em d/vida, o mais importante benef0cio da celebração é que ela nos
livra de tomarmos a n)s mesmos demasiadamente a sério. $ssa é uma
graça tremendamente necessária a todos quantos são sinceros com relação
+s ?isciplinas $spirituais.
-s pessoas devotas correm um risco ocupacional de tornarem#se
enfadonhas. Não deveria ser assim. ?entre todas as pessoas, dever0amos
ser livres, vivas, interessantes. - celebração adiciona uma nota de alegria,
de festividade, de hilaridade + nossa vida. -final, 5esus rego!i2ou#se tão
plenamente na vida que foi acusado de ser bebedor de vinho e glutão.
Muitos de n)s levamos vidas tão a!edas que não haveria a possibilidade de
sermos acusados de tais atos.
'ra bem, não estou recomendando uma peri)dica incursão adoidada
no pecado& estou sugerindo que precisamos de experi*ncias mais
profundas, mais terrenas de alegria. = saudável e refrescante cultivar um
largo apreço pela vida. Nosso esp0rito pode fatigar#se no esforço de buscar
a ?eus, como nosso corpo pode cansar#se com o excesso de trabalho. -
celebração a2uda#nos a descontrair#nos e a go!ar as coisas boas da terra.
- celebração pode ser um ant0doto efica! contra o senso peri)dico de
triste!a que ás ve!es constringe e oprime o coração. rançois énelon, no
cap0tulo intitulado :-ux0lios da 1riste!a;, aconselhou aos que estão
curvados sob o peso da vida a estimularem a si mesmos :com boa
conversação, e até mesmo divertir#se;.
- celebração dá#nos perspectiva. Aodemos rir de n)s mesmo.
%hegamos a ver que as causas que defendemos não são assim tão
monumentais como gostar0amos de crer.
Na celebração, os nobres e os poderosos readquirem seu equil0brio e
os fracos e humildes recebem nova estatura. Cuem pode ser nobre ou
humilde no festival de ?eusT 5untos, os ricos e os pobres, os poderosos e
os impotentes, todos celebram nivelador de sistemas de casta como a
festividade.
Bibertos, pois, de uma opinião vaidosa de nossa pr)pria import(ncia
estamos livres também de um esp0rito com tend*ncias a formular 2u0!os.
's outros, afinal de contas, não parecem tão horr0veis, tão antiespirituais.
-s alegrias comuns podem ser partilhadas sem submet*#las a 2u0!os de
valor santimonial.
inalmente, um caracter0stico interessante da celebração é que ela
tende para mais celebração. -legria gera alegria. Riso gera riso. $ssa é uma
das poucas coisas na vida que multiplicamos quando damos.
A Pr!#ica da Ce&e"ra/ão
.e a celebração é antes de tudo uma ?isciplina corporativa, e se ela
tra! tanto benef0cio ao povo de ?eus, como é praticadaT - pergunta é boa,
porque os homens e mulheres dos nossos tempos se tornaram tão
mecani!ados que temos extinguido quase todas as experi*ncias de alegria
espont(nea. Nossas experi*ncias de celebração são artificiais, plásticas.
?evido + bondade de ?eus o nosso coração rompe em salmos e hinos
e c(nticos espirituais. %ulto, louvor, adoração, palmas, riso, fluem dos
recessos interiores. ' salmista declarou> :-o .enhor pertence a terra e tudo
o que nela se contém; D.almo FE>GH. No .almo GPQ vemos a celebração do
povo de ?eus com trombeta, com saltério, com harpa, com adufes e
danças, com instrumentos de cordas e com flautas, e com c0mbalos
retumbantes.
Cue é que as crianças fa!em quando celebramT a!em barulho,
muito barulho. Não há nada de errado com o barulho no tempo pr)prio,
assim como não há nada de errado com o sil*ncio, quando oportuno. -s
crianças dançam quando celebram.
?avi saltava e dançava com todas as suas forças diante do .enhor DF
.amuel U>GE, GUH. Cuando os filhos de "srael foram arrebatados das garras
de ara) pelo grande poder de ?eus, a profetisa Miriã guiou o povo numa
grande dança de celebração D[xodo GP>FQH. - dança folcl)rica sempre foi
condutora de valores culturais e tem sido usada repetidamente na
celebração aut*ntica. Naturalmente, a dança pode ter manifestaç3es
err@neas e más, mas essa é outra hist)ria muito diferente.
?ançar e fa!er barulho não são formas necessárias de celebração.
.ão apenas exemplos, par convencer#nos de que ao .enhor pertence a terra
e tudo o que nela se contém. V semelhança de Aedro, precisamos aprender
que nada é impuro quando vem da graciosa mão de ?eus D-tos GQH. .omos
livres para celebrar a bondade de ?eus com todas as nossas entranhasI
Aodemos fa!er algumas coisas espec0ficas para cultivar a arte de
celebração.
,ma delas é acentuar os dons criativos da fantasia e da imaginação.
7arve9 %ox observou que :as faculdades celebrativas e imaginativas do
homem atrofiaram#se;. $m outro lugar ele escreve> :7ouve tempo em que
os visionários eram canoni!ados e os m0sticos adorados. -gora eles são
estudados, ridiculari!ados, talve! até aprisionados. ?e um modo geral, a
fantasia é vista com desconfiança em nosso tempo.;
N)s, dos Novos tempos, podemos arriscar#nos a ir contra a maré.
Rendamo#nos ao sabor dos 2ogos de fantasia das crianças. <e2amos vis3es
e sonhemos sonhos. <amos brincar, cantar, gargalhar. - imaginação pode
libertar um dil/vio de idéias criativas, e o exercitar nossa imaginação pode
tra!er muita alegria. .omente os inseguros acerca de sua pr)pria
maturidade é que temerão uma forma tão deliciosa de celebração.
'utra coisa que podemos fa!er é transformar os acontecimentos
familiares em momentos de celebração e aç3es de graças. "sto é
especialmente verdadeiro em se tratando das várias cerim@nias que
ocorrem e nossa cultura, como aniversários e formaturas. -lém disso,
componha rituais regulares de celebração não relacionados com
acontecimentos hist)ricos mas que pertençam apenas + sua fam0lia. Aassem
mais tempo 2untos como fam0lia, e cantemI ,ma terceira coisa que
podemos fa!er é tirar vantagem das festividades de nossa cultura e
realmente celebrar. ' Natal pode ser uma causa perdida, mas a Aáscoa
certamente não o é. $squeça o desfile de modas de outono e celebre o
poder da ressurreição. aça a Aáscoa da fam0lia uma ocasião alegre.
7avia, na "dade Média, um feriado conhecido como esta dos 1olos.
$ra uma ocasião em que os :monstros sagrados; da época podiam ser
ridiculari!ados e escarnecidos sem perigo algum. 's membros do clero
menor arremedavam e ridiculari!avam seus superiores. 's l0deres pol0ticos
eram satiri!ados. Aodemos passar sem a excessiva devassidão que muitas
ve!es acompanhava essas festividades, mas realmente precisamos de uma
ocasião para rir de n)s mesmos.
$m ve! de irritar#nos com os costumes sociais de nossa época e lutar
contra eles, seria bom que encontrássemos meios de rir#nos deles.
Não estamos limitados +s festividades estabelecidas& podemos criar
as nossas pr)prias. Recentemente nossa igre2a reali!ou uma noite de
celebração em apreço por seus pastores. %ada fam0lia desenhou um cartão.
<ários grupos prepararam esquetes humor0sticos, peças, brincadeiras.
%omo um dos pastores, posso di!er que essa foi uma noite muito alegre.
- celebração dá#nos a força para viver em todas as demais
?isciplinas. -s outras ?isciplinas buscaram fielmente tra!er livramento
das coisas que durante anos nos t*m atormentado a vida livramento que,
por sua ve!, evoca mais celebração. -ssim se forma um c0rculo
ininterrupto de vida e poder.
Fi'is
%hegamos ao fim deste estudo mas apenas ao começo de nossa
viagem. <imos como a meditação eleva nossa sensibilidade espiritual, que,
por sua ve!, nos condu! + oração. Muito em breve descobrimos que a
oração tem o 2e2um como recurso acompanhante. "nformados por essas tr*s
?isciplinas, podemos efetivamente passar para o estudo que nos dá
discernimento acerca de n)s mesmos e do mundo em que vivemos.
-través da simplicidade vivemos com os outros em integridade. -
solitude permite#nos estar verdadeiramente presentes com as pessoas
quando estamos com elas. Mediante a submissão vivemos com os outros
sem manipulação, e pelo serviço somos uma b*nção para eles.
- confissão livra#nos de n)s mesmos e libera#nos para a adoração. -
adoração abre a porta para a orientação. 1odas as ?isciplinas livremente
exercidas produ!em a doxologia da celebração.
-s ?isciplinas clássicas da vida espiritual convidam#nos a escalar os
7imalaias do $sp0rito. -gora estamos embevecidos entre a floresta e os
picos nevados que temos pela frente. Aartimos para a escalada, confiantes,
com nosso 4uia que iluminou a trilha e conquistou o p0ncaro mais elevado.
Vs ve!es nos desanimamos em nossa 2ornada. 's picos, onde
gostar0amos de estar, parecem tão distantes. $stamos dolorosamente
c@nscios de nossas peregrinaç3es aparentemente intérminas nos picos
menos elevados da cadeia de montanhas. Mas quando olhamos para trás,
vemos que progredimos& então nos rego!i2amos.
' ap)stolo Aaulo sabia que tinha ainda muitas alturas a conquistar.
$m ve! de desanimar#se, porém, ele foi desafiado a prosseguir :para o
alvo, para o pr*mio da soberana vocação de ?eus, em %risto 5esus;
Dilipenses M>GEH. 1emos, ho2e, o mesmo desafio.
* * *
$sta obra foi digitali!ada com base na legislação abaixo,
para uso exclusivo de deficientes visuais. ?istribuição gratuita.
Bei N.UGQ, de GN de fevereiro de GNNO, sobre :?ireitos autorais.
-lteração, atuali!ação e consolidação da legislação;.
1^1,B' """ # ?os direitos do autor.
%ap0tulo "< # ?as limitaç3es aos direitos autorais.
-rt. EU # Não constitui ofensa aos direitos autorais>
" # - reprodução>
dH ?e obras literárias, art0sticas ou cient0ficas, para uso exclusivo de
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