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CURSO ONLINE MATEMÁTICA FINANCEIRA – CURSO REGULAR PROFESSOR: GUILHERME NEVES

Olá pessoal!

Dando continuidade ao nosso cronograma, nesta aula veremos uma breve exposição teórica sobre os logaritmos, assunto importantíssimo para resolver diversas questões no regime composto. Em seguida estudaremos profundamente o regime composto e a descrição dos diversos tipos de taxas.

Logaritmos

Os logaritmos serão de uma utilidade extrema em problemas de juros compostos. Primordialmente naqueles em que teremos que resolver equações exponenciais. Teremos agora uma breve exposição teórica com os principais temas de logaritmos essenciais para as soluções dessas equações.

Definição

Considere dois números reais e positivos e . Por motivos que ficam além dos objetivos deste curso, consideraremos que 1. Denominamos logaritmo na base o expoente que se deve dar à base de modo que a potência obtida seja igual a .

Na simbologia algébrica, temos:

log Nomenclaturas

Na

expressão log :

é a base. é o logaritmando ou antilogaritmo. é o logaritmo.

Logaritmação

Qual o significado da expressão log 9? Em suma, como se calcula o valor de log 9?

Devemos raciocinar da seguinte forma: 3 elevado a que número é igual a 9? A resposta é 2.

Portanto, log 9 2. Ou seja, log 9 2 3 9. Vejamos outro exemplo. Calcular o valor de log 125.

Devemos raciocinar da seguinte forma: 5 elevado a que número é igual a 125? A resposta é 3.

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Portanto, log 125 3. Ou seja, log 125 3 5 125. Propriedades decorrentes da definição

i) O logaritmo de 1 em qualquer base é igual a 0. log 1 0 Esse fato é de fácil explicação, visto que qualquer número não-nulo elevado a 0 é igual a 1. Exemplo: Qual o valor de log 1? Devemos raciocinar: 4 elevado a que número é igual a 1? A resposta é 0. Portanto, log 1 0 4 1. ii) O logaritmo da base em qualquer base é igual a 1. log 1 Esse fato também é de fácil explicação, visto que qualquer número elevado a 1 é igual a ele mesmo. Portanto, temos que:

log 5 1 log 10 1 log 1 iii) Dois logaritmos são iguais se e somente se os logaritmandos são iguais. log log

Observe, que já que se trata de um “se e somente se”, podemos utilizar essa propriedade nos dois sentidos. Ou seja:

Se os logaritmos são iguais, então os logaritmandos são iguais.

Se os dois números são iguais (números positivos), então os logaritmos em qualquer base também são.

Utilizaremos bastante este fato na solução de equações exponenciais.

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Bases especiais

Existem dois sistemas de logaritmos que são muito importantes (inclusive em Matemática Financeira), que são:

  • i) Sistema de logaritmos decimais

É o sistema de base 10. Utilizaremos a seguinte notação:

Observe que:

log log

log 10 log 10 1. ii) Sistema de logaritmos neperianos ou naturais. É o sistema de base 2,71828182 … O número tem uma infinidade de aplicações na Matemática.

Utilizaremos

o

número

em

Capitalizações Contínuas. Adotaremos a seguinte notação:

Matemática

Financeira

no

estudo

das

Observe que:

log

log 1 Propriedades operatórias

  • i) Logaritmo do produto

O logaritmo do produto de dois ou mais fatores reais e positivos é igual a soma dos logaritmos dos fatores (em qualquer base).

log · log log

Exemplo:

Sabemos que:

log 8 3, 2 8. log 16 4, 2 16. Vamos calcular o logaritmo de 128 8 16 na base 2.

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Portanto,

log 128

log 8 · 16 log 8 log 16 3 4 7

log 128 7

O que é verdade, já que 2 128.

ii) Logaritmo do Cociente

O logaritmo do cociente de dois números reais e positivos é igual à diferença

entre o logaritmo do dividendo e o logaritmo do divisor (em qualquer base).

log log log

Exemplo:

Sabemos que:

log 9 2, 3 9.

log 243 5, 3 243.

Vamos calcular o logaritmo de 27 243/9 na base 3.

Portanto,

log 27 log 243 log 243 log 9 5 2 3

9

log 27 3

O que é verdade, já que 3 27.

iii) Logaritmo da potência

O logaritmo de uma potência de base real positiva e expoente real é igual ao

produto do expoente pelo logaritmo da base da potência.

Exemplo:

Sabemos que:

log 8 3, 2 8.

log · log

Vamos calcular o logaritmo de 512 8 na base 2.

log 512 log 8 3 · log 8 3·3 9

Portanto,

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log 512 9

O que é verdade, já que 2 512.

01. (Companhia Catarinense de Águas e Saneamento 2008/FEPESE) Um dos

problemas da captação de água de rios é a presença de algas potencialmente tóxicas, responsáveis pelo mau cheiro e o gosto ruim na água. No entanto, se a quantidade de células (algas) estiver dentro dos limites tolerados pelo organismo, as algas não causam riscos à saúde. O padrão considerado preocupante é a partir de 20 mil células por mililitro. Suponha que a quantidade n de células (algas) por mililitro em função do tempo, em semanas, seja dada pela expressão algébrica n(t) = 20 · 2 t . Determine, aproximadamente, o tempo necessário, em semanas, para que entre no padrão “preocupante”. (Considere: log 10 2 = 0,3)

  • a) 4

  • b) 8

  • c) 10

  • d) 12

  • e) 16

Resolução

O padrão preocupante é de 20 mil células por mililitro (no mínimo). O tempo

necessário para que entre no padrão é a raiz da equação

20 · 2 20.000

2 1.000

O logaritmo de “auxílio” dado pela questão está na base 10. Podemos, portanto

“logaritmar” ambos os membros na base 10. Lembre-se da terceira propriedade

dos logaritmos.

 

log 2 log 1.000

log 2

log 10

Lembrando

que

log · log ,

· log 2 3 · log 10

Lembrando também que log 1,

Letra C

· 0,3 3 · 1

3

0,3 10

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02. (Prefeitura Municipal de Eldorado do Sul 2008/CONESUL) Usando os valores log 2 = 0,3 e log 3 = 0,47, calcule e assinale o valor correspondente a log 144.

a)

2,22.

b)

2,19.

c)

2,06.

d)

2,14.

e)

2,27.

Resolução

Quando a base não é escrita, por convenção, utiliza-se a base 10. Portanto, os

logaritmos escritos no enunciado são todos de base 10.

Se queremos calcular log 144 dados log 2 e log 3, o primeiro passo é fatorar

144.

CURSO ON ‐ LINE – MATEMÁTICA FINANCEIRA – CURSO REGULAR PROFESSOR: GUILHERME NEVES 02. (Prefeitura Municipal

Temos então que 144 2 · 3

log 144 log 2 · 3

Sabemos que o logaritmo do produto é a soma dos logaritmos.

log 2 · 3 log 2 log 3

Sabemos também que o logaritmo da potência é o produto do expoente pelo

logaritmo da base.

log 2 log 3 4 · 2 2 · 3

Portanto,

144 4 · 2 2 · 3 4 · 0,3 2 · 0,47 1,2 0,94 2,14

Letra D

03. (TCM SP 2006/CETRO) A população de uma cidade aumenta segundo a

equação 30.000 · 1,01 , onde N é o número de habitantes e t é o tempo

em anos. O valor de t para que a população dobre em relação a hoje é de

  • a) ,

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  • b) log 2 1,01

  • c) 2 · 2 · 1,01

d) ,
d)
,
  • e) 50

Resolução

Para calcular a população hoje, basta fazer t = 0.

30.000 · 1,01 30.000 · 1 30.000

Portanto, queremos saber quando a população será 60.000.

Basta fazer N = 60.000

30.000 · 1,01 60.000

O 30.000 que está multiplicando “passa para o segundo membro dividindo”.

1,01 2

  • i) Se dois números são iguais, então os seus logaritmos em qualquer base também são.

1,01 2

Logaritmando os dois membros:

Letra A

1,01 2

· 1,01 2

2

log 1,01

04. (CEF 2010/CESPE-UnB) A população P de uma comunidade, t anos após

determinado ano – considerado ano t = 0 - , pode ser calculada pela fórmula

· , em que k é uma constante positiva,

é a quantidade de

indivíduos na comunidade no ano t = 0 e é a base do logaritmo neperiano.

Nesse caso, considerando 0,63 como valor aproximado para

população triplique em 6 anos, então será duplicada em

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e

que

a

 

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  • a) 3,38 anos.

  • b) 3,48 anos.

  • c) 3,58 anos.

  • d) 3,68 anos.

  • e) 3,78 anos.

Resolução

Quando a população for triplicada, teremos: P = 3P 0 . Isto ocorrerá em 6 anos.

Logo:

 

· ·

Ou seja:

 

3

Vamos aplicar o logaritmo neperiano em ambos os membros da equação.

3

 

6 ·

3

Lembre-se que 1.

 

6 3

 

3

 

6

Quando a população for dobrada, teremos: P = 2P 0 . Isso ocorrerá em t anos.

Logo:

· ·

2

Vamos aplicar o logaritmo neperiano em ambos os membros da equação.

Lembre-se que 1.

Como sabemos que

2

· 2

2

 

2

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Letra E

2

3

6

2 ·

6

3

2 3 6 · 0,63 3,78 .

Juros Compostos

No regime de capitalização composta, o juro gerado em cada período

agrega-se ao capital, e essa soma passa a render juros para o próximo

período. Daí que surge a expressão “juros sobre juros”.

Imagine a seguinte situação: Guilherme aplicou R$ 10.000,00 a juros

compostos durante 5 anos à taxa de 20% a.a. Vamos calcular os juros gerados

em cada período e o montante após o período de cada aplicação.

Os juros gerados no primeiro ano são · 10.000 2.000 e o montante após

o primeiro ano é 10.000 + 2.000 = 12.000.

Os juros gerados no segundo ano são

· 12.000 2.400

e o montante

após o segundo ano é 12.000+2.400=14.400.

Os juros gerados no terceiro ano são · 14.400 2.880 e o montante após

o terceiro ano é 14.400 + 2.880 = 17.280.

Os juros gerados no quarto ano são · 17.280 3.456 e o montante após o

quarto ano é 17.280 + 3.456 = 20.736.

Os juros gerados no quinto ano são

· 20.736 4.147,20 e o montante

após o quinto ano é 20.736 + 4.147,20 = 24.883,20.

Período de Capitalização

O intervalo de tempo em que os juros são incorporados ao capital é

chamado de período de capitalização.

Dessa forma, se o problema nos diz que a capitalização é mensal, então os

juros são calculados todo mês e imediatamente incorporados ao capital.

Capitalização trimestral: os juros são calculados e incorporados ao capital uma

vez por trimestre.

E assim por diante.

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Caso a periodicidade da taxa e do número de períodos não estiverem na

mesma unidade de tempo, deverá ser efetuado um “ajuste prévio” para a

mesma unidade antes de efetuarmos qualquer cálculo. Abordaremos este

assunto em seções posteriores (taxas de juros).

Fórmula do Montante Composto

Para calcular o montante de uma capitalização composta utilizaremos a

seguinte fórmula básica:

· 1

M montante (capital + juros).

C Capital inicial aplicado.

i taxa de juros

n número de períodos.

Observe que se a capitalização é bimestral e aplicação será feita durante 8

meses, então o número de períodos é igual a 4 bimestres.

Não utilizaremos uma fórmula específica para o cálculo dos juros compostos.

Se por acaso em alguma questão precisarmos calcular o juro composto,

utilizaremos a relação:

Comparação entre as Capitalizações Simples e Composta

Considere a seguinte situação: João aplicará a quantia de R$ 1.000,00 a uma

taxa de 10% ao mês. Calcule os montantes simples e compostos para os

seguintes períodos de capitalização:

a)

1 mês

b)

15 dias (meio mês)

c)

2 meses

Resolução

a)

Capitalização Simples

· 1 ·

1.000 · 1 0,1 · 1 1.100

Capitalização Composta

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· 1

1.000 · 1 0,1 1.100

Observe que, para 1, o montante simples é igual ao montante composto.

  • b) Capitalização Simples

· 1 ·

1.000 · 1 0,1 · 0,5 1.050

Capitalização Composta

· 1

1.000 · 1 0,1 , 1.048,81

Observe que, para 0,5, o montante simples é maior do que o montante

composto.

  • c) Capitalização Simples

· 1 ·

1.000 · 1 0,1 · 2 1.200

Capitalização Composta

· 1

1.000 · 1 0,1 1.210

Observe que, para 2, o montante simples é menor do que o montante

composto.

Em resumo, temos as seguintes relações

1

O montante simples é igual ao montante composto.

0 1

O montante simples é maior do que o montante

1

composto. O montante simples é menor do que o montante composto.

Convenção Linear e Convenção Exponencial

Vimos que se o número de períodos for menor do que 1, é mais vantajoso para

o credor cobrar juros simples.

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Utilizaremos esse fato a favor do credor quando, na capitalização composta, o

número de períodos for fracionário.

Por exemplo, estamos fazendo uma aplicação a juros compostos durante 3

meses e meio. Podemos dizer que o tempo 3,5 meses é igual a 3 meses + 0,5

meses. Assim, poderíamos calcular o montante no período fracionário sob o

regime simples (para ganhar mais dinheiro obviamente).

Em Matemática Financeira, quando o número de períodos é fracionário,

podemos calcular o montante de duas maneiras:

  • - Convenção Exponencial

  • - Convenção Linear

Um capital de R$ 10.000,00 será aplicado por 3 meses e meio à taxa de 10%

ao mês, juros compostos, em que se deseja saber o montante gerado.

  • - Convenção Exponencial

A convenção exponencial diz que o período, mesmo fracionário, será utilizado

no expoente da expressão do montante.

Assim,

M

(1

= C ⋅ + i

) n

= 10.000 ⋅+

(1

0,10)

  • M 3,5

    • M = 10.000 1,10

3,5

O valor 1,10 3,5 = 1,395964 deverá ser fornecido pela questão.

  • M = 10.000 1,395964

    • M = 13.959,64

  • - Convenção Linear

A convenção linear considera juros compostos na parte inteira do período e,

sobre o montante assim gerado, aplica juros simples no período fracionário.

Podemos resumir a seguinte fórmula para a convenção linear:

M = C ⋅ + i ⋅ +⋅ in

(1

)

Int

(1

frac

)

Nessa formula “Int” significa a parte inteira do período e n frac a parte fracionária

do período.

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M

= 10.000 ⋅+

(1

3

0,10) ⋅+

(1

0,10 0,5)

M

3

= 10.000 ⋅⋅

1,10

1,05

  • M = 13.975,50

Como era de se esperar, o montante da convenção linear foi maior do que o

montante da convenção exponencial.

Exercícios Resolvidos

05. (AFRM – Pref. de Angra dos Reis 2010/FGV) O valor de um investimento de R$ 20 000,00, a uma taxa de juros compostos de 50% ao ano, ao final de dois anos é

  • a) R$ 45.000,00

  • b) R$ 47.500,00

  • c) R$ 60.000,00

  • d) R$ 90.000,00

  • e) R$ 50.000,00

Resolução

 

· 1

20.000 · 1 0,50 45.000,00

Letra A

06. (BACEN 2010/CESGRANRIO) Um investidor aplicou R$ 20.000,00 num CDB com vencimento para 3 meses depois, a uma taxa composta de 4% ao mês. O valor de resgate dessa operação foi, em reais, de (Nota: efetue as operações com 4 casas decimais)

  • a) 20.999,66

  • b) 21.985,34

  • c) 22.111,33

  • d) 22.400,00

  • e) 22.498,00

Resolução

· 1

20.000 · 1,04

O enunciado mandou efetuar as operações com 4 casas decimais.

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1,04 1,04 1,0816 1,0816 1,04 1,124864 1,1249

20.000 · 1,04 20.000 · 1,1249 22.498,00

Letra E

07. (APOFP/SEFAZ-SP/FCC/2010) Os juros auferidos pela aplicação de um

capital no valor de R$ 12.500,00, durante dois anos, a uma taxa de juros

compostos de 8% ao ano, são iguais aos da aplicação de um outro capital no

valor R$ 10.400,00, a juros simples, à taxa de 15% ao ano. O tempo em que o

segundo capital ficou aplicado foi igual a

  • a) 22 meses

  • b) 20 meses

  • c) 18 meses

  • d) 16 meses

  • e) 15 meses

Resolução

Aplicação a juros compostos:

· 1

12.500 · 1 0,08

14.580

Assim, o juro composto é a diferença entre o montante e o capital aplicado

14.580 – 12.500 = 2.080.

Esse juro

é

igual

ao da aplicação à

taxa

simples. A resposta do tempo de

aplicação será dada em meses. Como a taxa é de 15% ao ano, a taxa

equivalente mensal é 15%/12 = 1,25%=0,0125 ao mês.

· ·

 

2.080

10.400 · 0,0125 ·

2.080

130 ·

16

Letra D

08. (AFRE-SC 2010/FEPESE) Suponha que uma taxa de juros compostos de 10% ao mês acumule no final de 5 meses $ 10.000,00. Calcule o valor inicial do investimento e assinale a alternativa que indica a resposta correta.

  • a) $ 2.691,43

  • b) $ 3.691,43

  • c) $ 4.691,43

  • d) $ 5.691,43

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  • e) $ 6.691,43

Resolução

Na capitalização composta o montante é dado por

· 1

10.000 · 1 0, 10

10.000 · 1,61051

10.000

1,61051 6.209,21

Não há gabarito compatível.

09. (Esp-Adm-Orç-Fin-Púb Pref. de São Paulo 2010/FCC) Uma pessoa aplicou metade de seu capital, durante um ano, a uma taxa de juros compostos de 8% ao semestre. Aplicou o restante do capital, também durante um ano, a uma taxa de juros simples de 4% ao trimestre. A soma dos juros destas aplicações foi igual a R$ 4.080,00. O montante referente à parte do capital aplicado a juros compostos apresentou o valor de

  • a) R$ 14.400,00.

  • b) R$ 14.560,00.

  • c) R$ 14.580,00.

  • d) R$ 16.000,00.

  • e) R$ 16.400,00.

Resolução

Digamos que o capital total aplicado seja 2x. Assim, como utilizamos a

metade do capital em cada uma das aplicações, então o capital das

aplicações será x.

1ª aplicação (Regime Composto)

Sabemos que

No regime composto, a relação entre o montante e o capital é a seguinte.

· 1

A

taxa

é

de

8%

ao

semestre e o

tempo

de

aplicação

é

igual

a

1

ano

(2

semestres).

 

Como ,

· 1,08

1,1664 ·

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1,1664 ·

0,1664 ·

2ª aplicação (Regime Simples)

· ·

Lembrando que a taxa é trimestral e que um ano é composto por 4 trimestres.

· 0,04 · 4

0,16 ·

A soma dos juros compostos com os juros simples é igual a R$ 4.080,00.

4.080

0,1664 · 0,16 · 4.080

0,3264 · 4.080

12.500

Na aplicação do regime composto tivemos o seguinte montante.

1,1664 ·

1,1664 · 12.500 14.580,00

Letra C

10. (CEF 2004 FCC) Um capital de R$ 500,00 foi aplicado a juro simples por 3

meses, à taxa de 4% ao mês. O montante obtido nessa aplicação foi aplicado a

juros compostos por 2 meses à taxa de 5% ao mês. Ao final da segunda

aplicação, o montante obtido era de

  • a) R$ 560,00

  • b) R$ 585,70

  • c) R$ 593,20

  • d) R$ 616,00

  • e) R$ 617,40

Resolução

Temos nesta questão duas aplicações: uma no regime de capitalização simples

e outra na capitalização composta. É fato que o montante na capitalização

simples é dado por

M

S

(1

= C ⋅ +⋅ in

)

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A taxa de juros e o tempo de aplicação do capital já estão na mesma unidade.

Podemos aplicar diretamente a fórmula acima. O enunciado informou que a

taxa é de 4% ao mês e o tempo é igual a 3 meses. Dessa forma,

M

S

= 500

M =

S

  • M S

(1

⋅+

0,04 3)

500 1,12

= 560

 

Esse montante obtido na capitalização simples será o capital da segunda

aplicação.

Teremos agora uma aplicação em juros compostos com capital inicial igual a

R$ 560,00, taxa de juros igual a 5% ao mês durante dois meses.

O montante da capitalização composta é dado por

M

C

(1

= C ⋅ + i

) n

.

M =

C

560

(1

⋅+

0,05)

2

M

C

=

560 1,05

2

Letra E

M

C

= 617, 40

11. (AFRE-CE ESAF 2006) Metade de um capital foi aplicada a juros

compostos à taxa de 3% ao mês por um prazo de doze meses enquanto a

outra metade foi aplicada à taxa de 3,5% ao mês, juros simples, no mesmo

prazo de doze meses. Calcule o valor mais próximo deste capital, dado que as

duas aplicações juntas renderam um juro de R$ 21.144,02 ao fim do prazo.

(Considere que 1,03 12 = 1,425760)

  • a) R$ 25 000,00.

  • b) R$ 39 000,00.

  • c) R$ 31 000,00.

  • d) R$ 48 000,00.

  • e) R$ 50 000,00.

Resolução

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Chamemos o capital total aplicado de 2C. Assim, metade (C) será aplicada

a juros compostos e a outra metade (C) será aplicada a juros simples.

Em qualquer um dos dois tipos de regime, o montante sempre é a soma do

capital com os juros.

M =+⇒=

CJ

J MC

Capitalização Composta

Capital aplicado: C

Taxa de juros: 3% = 0,03 ao mês

Tempo de aplicação: 12 meses

Assim, o juro da capitalização composta será dado por:

J = MCC

C

− =⋅+ i C

(1

)

12

J = C

C

1,03

12

C

J =

C

1, 425760

1

C −⋅ C

Capitalização Simples

Capital aplicado: C

J =

C

0, 425760

C

Taxa de juros: 3,5% = 0,035 ao mês

Tempo de aplicação: 12 meses

Assim, o juro da capitalização simples será dado por:

J = Cin ⋅ ⋅

S

J = C

S

0,035 12

J =

S

0, 42

C

As duas aplicações juntas renderam um juro de R$ 21.144,02.

18

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J + J

S

C

= 21.144,02

0, 42 ⋅+ C 0, 425760 ⋅= C 21.144,02

0,84576 C = 21.144,02

C =

21.144,02

0,84576

C = 25.000

O capital total aplicado é 2 · .

Logo, 2 C = 50.000

Letra E

12. (AFRE-MG ESAF 2005) A que taxa mensal de juros compostos um capital

aplicado aumenta 80% ao fim de quinze meses.

  • a) 4%.

  • b) 5%.

  • c) 5,33%.

  • d) 6,5%.

  • e) 7%.

Resolução

Podemos, para facilitar o raciocínio, admitir o que o capital inicial é igual a R$

100,00. Para que o capital aumente 80%, os juros serão iguais a R$ 80,00

(80% de 100,00). Então o montante será igual a R$ 180,00. A taxa e o tempo

estão na mesma unidade.

Apliquemos a fórmula dos juros compostos.

(1

  • M = C ⋅ + i

) n

180 = 100 ⋅+ (1 i )

15

1,80 = (1 + i )

15

Foi fornecida uma tabela na prova para o auxílio de questões como essa.

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CURSO ON ‐ LINE – MATEMÁTICA FINANCEIRA – CURSO REGULAR PROFESSOR: GUILHERME NEVES De acordo com

De acordo com essa tabela, a uma taxa de 4% temos

1,04

15

1,80 .

Letra E

13. (Auditor Interno do Poder Executivo-Secretarias de Estado da Fazenda e

da Administração – 2005 – FEPESE) Determine o tempo em meses que um

capital aplicado a uma taxa de juro composto de 3,00% ao mês será triplicado.

Informações adicionais: log 3 0,48 e log 1,03 0,012.

Assinale abaixo a única alternativa correta.

a)

5 meses

b)

10 meses

c)

20 meses

d)

30 meses

e)

40 meses

Resolução

Já que a taxa de juros é mensal, então diremos que a capitalização também é

 

mensal.

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Queremos que o capital seja triplicado. Ou seja, o montante será o triplo do

capital (M = 3.C)

Assim,

M = 3 C .

Ora, mas sabemos que na capitalização composta o montante é dado por

  • M =⋅+

C

(1

i

) n

. Temos então:

(1

Ci

+

)

n

(1

+

0,03)

3

=⋅ C

n

=

3

 

1,03

n

=

3

log1,03

n

=

log 3

n log1,03 = log 3

 

n =

log 3

log1,03

 
 

0, 48

 

n =

 

0,012

 

0, 480

=

0480

== 480 40 meses.

n =

0,012

0012

12

Letra E

14. (CEF 2008 CESGRANRIO) O gráfico a seguir representa as evoluções no

tempo do Montante a Juros Simples e do Montante a Juros Compostos, ambos

à mesma taxa de juros. M é dado em unidades monetárias e t, na mesma

unidade de tempo a que se refere à taxa de juros utilizada.

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CURSO ON ‐ LINE – MATEMÁTICA FINANCEIRA – CURSO REGULAR PROFESSOR: GUILHERME NEVES Analisando-se o gráfico,

Analisando-se o gráfico, conclui-se que para o credor é mais vantajoso

emprestar a juros

a)

compostos, sempre.

 

b)

compostos, se o período do empréstimo for menor do que a unidade de

 

tempo.

 

c)

simples, sempre.

 

d)

simples, se o período do empréstimo for maior do que a unidade de tempo.

e)

simples, se o período do empréstimo for menor do que a unidade de tempo.

Resolução

 

O gráfico acima descreve bem o exemplo que fizemos anteriormente (aquele

em que o montante simples foi maior do que o montante composto).

 

Quando o número de períodos da capitali zação for menor do que 1 o juro

simples será maior do que o juro composto.

 

Letra E

 

15. (SEFAZ-RJ 2007/FGV) A fração de período pela convenção linear produz

uma renda a e pela convenção exponencial produz uma renda b. Pode-se

afirmar que:

 

a)

log

b)

 

c)

d)

e)

Resolução

 

Vimos que:

   

1

O montante simples é igual ao montante composto.

 
 

0 1

O montante simples é maior do que o montante

 

composto.

 

1

O montante simples é menor do que o montante

 

composto.

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Assim, a fração de período pela convenção linear produz uma renda maior do

que a convenção exponencial.

Letra E

  • 16. (AFRE – PB 2006 FCC) Um capital no valor de R$ 20.000,00 foi investido a

uma taxa de juros compostos de 10% ao ano, durante 2 anos e 3 meses. O

montante no final do período, adotando a convenção linear, foi igual a

  • a) R$ 25.500,00

  • b) R$ 24.932,05

c)) R$ 24.805,00

  • d) R$ 23.780,00

  • e) R$ 22.755,00

Resolução

Nesse problema temos uma taxa de 10% ao ano e o capital será investido

durante 2 anos e 3 meses. Devemos adotar a convenção linear, então a parte

fracionária do período (3 meses) será utilizada no regime simples. Como o ano

tem 12 meses, 3 meses é igual a 1/4 do ano= 0,25 anos.

Assim,

 

M

Letra C

M

= C ⋅ + i ⋅ +⋅ in

(1

)

Int

(1

frac

)

= 20.000 ⋅+

(1

2

0,10) ⋅+

(1

0,10 0, 25)

M

2

= 20.000 ⋅⋅

1,10

1,025

M = 24.805,00

  • 17. (BESC 2004/FGV) O montante de um principal de R$ 300,00 em 2 meses e

10 dias, a juros de 10% ao mês pela convenção linear, é igual a:

  • a) R$ 370,00

  • b) R$ 372,00

  • c) R$ 373,00

  • d) R$ 375,10

  • e) R$ 377,10

Resolução

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De acordo com a convenção linear, a parte inteira do período será aplicada a

juros compostos enquanto que a parte fracionária será aplicada a juros

simples. O período de 10 dias equivale a 1/3 do mês.

· 1 · 1 ·

Letra D

300 · 1 0,10 · 1 0,10 ·

  • 1
    3

1

300 · 1,21 · 1 30 363 · 1

1

30

363

363

30

363 12,1 375,10

18. (AFRF 2003/ESAF) Um capital é aplicado a juros compostos à taxa de 40% ao ano durante um ano e meio. Calcule o valor mais próximo da perda percentual do montante considerando o seu cálculo pela convenção

exponencial em relação ao seu cálculo pela convenção linear, dado que 1,40

1,5

=1,656502.

a)

0,5%

b)

1%

c)

1,4%

d)

1,7%

e)

2,0%

Resolução

Assuma, por hipótese, que o capital aplicado é de R$ 100,00.

Convenção Exponencial

· 1

100 · 1 0,40 , 100 · 1,40 , 100 · 1,656502 165,6502

Convenção Linear

· 1 · 1 ·

100 · 1 0,40 · 1 0,40 · 0,5

100 · 1,40 · 1,20 168,00

Cálculo da perda percentual

168,00

165,6502

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165,6502 168

168

2,3498

168

· 100%

234,98

168

% 1,398%

Letra C

19. (SEFAZ-RJ 2008/FGV) José dispõe de R$ 10.000,00 para aplicar durante

seis meses. Consultando determinado banco, recebeu as seguintes propostas

de investimento:

  • I – Juros simples de 2% ao mês.

    • II – Juros compostos de 1% ao mês.

III – Resgate de R$ 12.000,00, ao final de um período de seis meses.

Assinale:

  • a) se todas apresentarem o mesmo retorno.

  • b) se a proposta I for a melhor alternativa de investimento.

  • c) se a proposta II for a melhor alternativa de investimento.

  • d) se a proposta III for a melhor alternativa de investimento.

  • e) se as propostas I e III apresentarem o mesmo retorno.

Resolução

  • I – Juros simples de 2% ao mês durante 6 meses.

· 1 · 10.000 · 1 0,02 · 6 11.200

  • II - Juros compostos de 1% ao mês durante 6 meses.

· 1 10.000 · 1 0,01 10.615,20

Portanto, a proposta III é a melhor alternativa de investimento.

Letra D

Taxas Equivalentes

Duas taxas são ditas equivalentes quando, aplicadas a um mesmo capital

inicial, pelo mesmo prazo, produzem o mesmo montante.

Essa definição de taxas equivalentes aplica-se tanto a juros simples quanto a

juros compostos. Só que falar em taxas equivalentes no regime simples é o

mesmo que falar em taxas proporcionais.

Essa afirmação não é verdadeira quando se trata de juros compostos.

Exemplo

Qual é a taxa trimestral equivalente

à taxa de juros compostos

de

10% ao

mês?

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Duas taxas são ditas equivalentes quando, aplicadas a um mesmo capital

inicial, pelo mesmo prazo, produzem o mesmo montante.

Se considerarmos o tempo igual a um trimestre (três meses), então teremos a

seguinte equação:

Ci ⋅+ =⋅+

m

Ci

(1

)

3

(1

t

)

1

(1

+

0,10)

3

1

= + i

t

1

+ i =

t

1,331

i

t

= 0,331

i

t

= 33,1%

Portanto, a taxa de 10% ao mês é equivalente a 33,1% ao trimestre.

Para o cálculo das taxas equivalentes basta efetuar a comparação dos fatores

1

Exemplo

 

Qual

é

a

taxa anual

equivalente

à

taxa

de juros compostos de 20%

ao

trimestre?

 

Já que 1 ano é o mesmo que 4 trimestres, temos a seguinte relação:

1 1

1 1 0,2

1 2,0736

1,0736

107,36%

Taxa Nominal e Taxa Efetiva

Há um mau hábito em Matemática Financeira de anunciar taxas proporcionais

(no regime composto) como se fossem equivalentes. Uma expressão do tipo

“24% ao ano com capitalização mensal” significa na realidade “2% ao mês”.

A taxa de 24% ao ano é chamada taxa nominal e a taxa 2% ao mês é chamada

de taxa efetiva.

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No regime de juros compostos, uma taxa é dita nominal quando o período a

que a taxa se refere não coincidir com o período de capitalização. Por exemplo,

uma taxa de 24% ao ano com capitalização mensal é uma taxa nominal

porquanto a taxa se refere ao período de um ano, mas a capitalização dos

juros é realizada mensalmente (ou seja, os juros são calculados uma vez por

mês e imediatamente incorporados ao capital). Já quando a taxa é efetiva

quando o período a que a taxa se refere coincide como período de

capitalização. No nosso exemplo, a taxa de 2% ao mês com capitalização

mensal é uma taxa efetiva.

São exemplos de taxas nominais:

  • - 30% ao mês com capitalização diária.

  • - 48% ao ano com capitalização bimestral.

Uma taxa de juro é dita efetiva se o período a que ela estiver referenciada for

coincidente com o período de capitalização. Assim, uma taxa de juros de 20%

ao ano com capitalização anual é uma taxa efetiva.

Nesse caso, podemos dizer simplesmente “taxa efetiva de 20% ao ano” que

estará subentendido “20% ao ano com capitalização anual”.

A taxa de juros nominal é a mais comumente encontrada nos contratos

financeiros. Contudo, apesar de sua larga utilização, pode conduzir a ilusões

sobre o verdadeiro custo financeiro da transação, pois os cálculos não são

feitos com taxa nominal !!!

Ao se deparar com uma taxa nominal, para efeito de cálculo, a mesma deve

ser convertida para taxa efetiva por meio da seguinte fórmula:

ú í çã

Vejamos alguns exemplos que mostram a conversão de taxa nominal para taxa

efetiva.

Exemplo 1: Taxa nominal de 60% ao ano com capitalização bimestral.

1 ano corresponde a 6 bimestres. Assim, a taxa efetiva bimestral será

i

b

60%

=

6

= 10% a.b.

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Se quisermos calcular a taxa efetiva anual, temos que utilizar o conceito de

taxas equivalentes.

Portanto, a taxa efetiva anual será calculada da seguinte maneira:

(1

+ i =+ i

)

1

(1

 

)

6

a

  • 1 +=+

i

a

(1

b

0,10)

6

  • i a

 

=

1,10

6

1

 
  • i a

= 0,7715

 
  • i a

= 77,15%

Ou seja, se a unidade do período utilizado for ano, a taxa que deverá ser

utilizada para efeito de cálculo será 77,15% a.a. (essa é a taxa efetiva) e não

60% (taxa nominal). Já se a unidade utilizada for bimestre, a taxa utilizada para

efeito de cálculo será 10% a.b ..

Para o cálculo dos juros ou do montante, nunca utilizaremos a taxa nominal

diretamente. Devemos utilizar a taxa efetiva implícita na taxa nominal.

Taxa Real e Taxa Aparente

Imagine que Thiago fez uma aplicação financeira durante 2 anos e obteve um

rendimento total de 80%. Mas nesse período de 2 anos houve uma inflação

total de 60%. Então, na verdade, o ganho real não foi de 80%, pois se assim

fosse, não estaríamos levando em conta a perda causada pela inflação!

A taxa de 80% do nosso problema é denominada taxa aparente.

A

taxa

real

é

aquela que leva em

consideração a perda influenciada pela

inflação.

 

E como calcular a taxa real nessa situação?

Para facilitar o processo mnemônico, utilizaremos as seguintes notações:

A taxa aparente

I inflação no período

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R taxa real

É válida a seguinte relação:

A = I + R +⋅ IR

No nosso exemplo:

A = 80% = 0,8

I = 60% = 0,6

R taxa real = ?

A = I + R +⋅ IR

0,8 = 0,6 ++

R

0,6 R

0,8 0,6 = 1,6 R

1,6 R = 0, 2

R =

0, 2

== 2 0,125

16

1,6

R = 12,5%

Podemos concluir, que a taxa real de juros nesse ambiente inflacionário foi de

12,5%.

A expressão que fornece a taxa real em função da taxa aparente e da inflação

é a seguinte:

R =

A I

1 + I

No nosso exemplo,

R =

A I

0,8

0,6

== 0, 2 12,5%

1,6

1

+ I

1

+

0,6

=

.

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Exercícios Resolvidos

20. (CEF 2008 CESGRANRIO) Qual a taxa efetiva semestral, no sistema de

juros compostos, equivalente a uma taxa nominal de 40% ao quadrimestre,

capitalizada bimestralmente?

a)

75,0%

b)

72,8%

c)

67,5%

d)

64,4%

e)

60,0%

Resolução

Letra B

a)

12,3600%

b)

12,5508%

c)

12,6825%

d)

12,6162%

e)

12,4864%

Vamos analisar cada parte do enunciado.

uma taxa nominal de 40% ao quadrimestre, capitalizada bimestralmente”.

Já que um quadrimestre (4 meses) é composto por dois bimestres (2 meses), a

40%

2

= 20% a.b.

taxa efetiva bimestral é dada por

i

b

=

Já que a taxa efetiva bimestral é 20%, para calcular a taxa efetiva

semestral devemos utilizar o conceito de taxas equivalentes. Lembrando

que um semestre é composto por 3 bimestres.

(1

+ i =+ i

s

b

)

1

(1

)

3

1

+=+

s

i

(1

0, 20)

3

i =

s

1,728

1

− =

0,728

  • i s

= 72,8%

21. (AFRF 2001/ESAF) Indique a taxa de juros anual equivalente à taxa de juros nominal de 12% ao ano com capitalização mensal.

Resolução

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Já que um ano é composto por 12 meses, a taxa efetiva mensal é:

12%

  • 12 1% ê

Devemos fazer a comparação dos fatores 1 para o cálculo da taxa de

juros anual.

1 1

1 1 0,01

Consultando a tabela financeira:

1 1,126825

0,126825 12,6825%

Letra C

22. (Auditor Fiscal – Pref. de Fortaleza 2003/ESAF) O capital de R$ 20.000,00 é aplicado à taxa nominal de 24% ao ano com capitalização trimestral. Obtenha o montante ao fim de dezoito meses de aplicação.

  • a) R$ 27.200,00

  • b) R$ 27.616,11

  • c) R$ 28.098,56

  • d) R$ 28.370,38

  • e) R$ 28.564,92

Resolução

Já que um ano é composto por 4 trimestres, a taxa efetiva trimestral é:

24%

  • 4 6%

O

tempo de

aplicação

é

de

18 meses,

mas

como a nossa taxa efetiva

é

trimestral, então usaremos o fato de que 18 meses equivalem a 6 trimestres.

· 1

20.000 · 1 0,06 28.370,38

Letra D

23. (SUSEP 2010/ESAF) No sistema de juros compostos, o Banco X oferece uma linha de crédito ao custo de 80 % ao ano com capitalização trimestral. Também no sistema de juros compostos, o Banco Y oferece a mesma linha de crédito ao custo dado pela taxa semestral equivalente à taxa cobrada pelo Banco X. Maria obteve 100 unidades monetárias junto ao Banco X, para serem pagas ao final de um ano. Mário, por sua vez, obteve 100 unidades monetárias junto ao Banco Y para serem pagas ao final de um semestre. Sabendo-se que

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Maria e Mário honraram seus compromissos nos respectivos períodos contratados, então os custos percentuais efetivos pagos por Maria e Mário, foram, respectivamente, iguais a:

a)

320 % ao ano e 160 % ao semestre.

b)

120 % ao ano e 60 % ao semestre.

c)

72,80 % ao ano e 145,60 % ao semestre.

d)

240 % ao ano e 88 % ao ano.

e)

107,36 % ao ano e 44 % ao semestre.

Resolução

Banco X: 80% ao ano com capitalização trimestral (taxa nominal). Logo, a taxa efetiva trimestral é 80% /4 = 20% a.t.

O custo efetivo pago por Maria ao longo de um ano (4 trimestres) foi de:

 

1 1

1 1

1 0,20 1 1,0736 107,36%

Banco Y: Já que a taxa efetiva trimestral do banco Y é de 20% a.t., a taxa equivalente semestral será (1+20%) 2 – 1 = 0,44 = 44% ao semestre. Como Mário pagará sua dívida ao final de um semestre, seu custo percentual foi de

44%.

 

Letra E

24. (AFRM – Pref. de Angra dos Reis 2010/FGV) A taxa de juros compostos anual equivalente à taxa de 30% ao quadrimestre é

a)

114,70%

b)

107,55%

c)

109,90%

d)

90,00%

e)

119,70%

Resolução

Lembremos que o quadrimestre é um período de 4 meses e que 1 ano é composto por 3 quadrimestres.

1 1

1 1 0,3

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1 2,197

1,197 119,70%

Letra E

25. (DNOCS 2010/FCC) Uma pessoa fez um empréstimo em um banco no valor de R$ 25.000,00, tendo que pagar todo o empréstimo após 18 meses a uma taxa de juros de 24% ao ano, com capitalização mensal. O valor dos juros a serem pagos no vencimento pode ser obtido multiplicando R$ 25.000,00 por:

  • a) 1,02 1

  • b) 18 ·

1,36 1

  • c) 18 ·

1,24 1

  • d) 3 · 1,24 1

  • e)

6 · 1,24 1

Resolução

O primeiro passo é calcular a taxa efetiva mensal. O problema forneceu a taxa nominal de 24% ao ano com capitalização mensal. Portanto, a taxa efetiva mensal é de 24%/12 = 2%.

· 1

· 1

· 1

· 1 1