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O MODELO DE AUTO‐AVALIAÇÃO DAS BIBLIOTECAS ESCOLARES: METODOLOGIAS DE OPERACIONALIZAÇÃO (CONCLUSÃO)   Dezembro de 2009 

A auto­avaliação das Bibliotecas Escolares e a Avaliação Externa das Escolas 
 (possível cruzamento de dados) 
 
 
 
A  equipa  inspectiva  possibilita,  através  do  texto  de  apresentação,  que  a  escola  saliente  os  seus  pontos  fortes  e  fracos.  Neste  texto  inicial 
pode/deve  a  Direcção  permitir  que  o  trabalho  da  biblioteca  mereça  destaque,  não  só  porque  o  seu  trabalho  tem  pertinência  no  sucesso 
escolar, mas também porque vai permitir à escola dar visibilidade a um dos seus pontos fortes. Tanto mais que a linha orientadora do trabalho 
da inspecção será o texto de apresentação, a partir do qual realizará as entrevistas dos diferentes painéis. Se até agora, em muitos casos, esta 
visibilidade  não  aconteceu,  a  nova  visão  das  BE  e,  sobretudo,  a  aplicação  do  MAABE  vai  trazer  força  ao  trabalho  das  bibliotecas  e  à  sua 
divulgação, pois possibilitará o entroncar da avaliação feita na BE com a apresentação da escola/agrupamento à IGE. Numa primeira fase, seria 
conveniente que a escola enviasse o relatório anual da aplicação do Modelo mostrando assim, logo desde início, o valor destes (s) documentos, 
ou seja da BE, na vida do agrupamento. Por outro lado, na sessão de apresentação, deveria a escola salientar os pontos fortes da BE e a sua 
articulação com o PE. Neste contexto, a Direcção deve contar com a colaboração do PB para delinear o texto de apresentação.  
Os  quadros  que  a  seguir  são  apresentados  sugerem  um  possível  cruzar  de  conteúdos  (IGE  e  MAABE)  que,  posteriormente,  nas  entrevistas 
seriam passíveis de confronto com a população escolar e comunidade envolvente. Ao analisar todos os documentos e ao tentar cruzá‐los desde 
logo surgiu um problema: tudo parece importante merecendo por isso ser incluído no texto. Há, no entanto, necessidade de sermos objectivos 
e realistas, a Direcção não pode referir de uma forma exaustiva a BE, sob pena de esgotar as cerca de dez páginas que pode apresentar. Assim, 
as frases com informação relativa à biblioteca devem ser elucidativas do seu trabalho e valor e, como os números muitas vezes valem mais do 
que mil palavras, devem seguir em anexo estatísticas, quadros, tabelas que evidenciem de uma forma muito objectiva o trabalho da BE e a sua 
integração no agrupamento. 
 
 

                               Susana Maria Casals Namura  
  
O MODELO DE AUTO‐AVALIAÇÃO DAS BIBLIOTECAS ESCOLARES: METODOLOGIAS DE OPERACIONALIZAÇÃO (CONCLUSÃO)   Dezembro de 2009 
 

INSPECÇÃO GERAL DE EDUCAÇÃO  MODELO DE AUTO‐AVALIAÇÃO DE BIBLIOTECAS ESCOLARES 
 
Campos de Análise Tópicos Descritores dos  Domínios / Subdomínios Caracterização/ Desempenho da BE
  Campos de Análise  Indicadores  (a integrar o texto de apresentação do agrupamento) 
   
  1.1 Contexto físico e social  D 1  D 1.3  Integrar  o  trabalho  da  Biblioteca  no  meio  social/cultural  em  que  se  insere 
        (baixa literacia, poucas expectativas relativamente à escola…). 
  1.2 Dimensões e condições    D 2.3  Referir  a  existência  de  uma  BE  bem  apetrechada  (colecção,  equipamento, 
  físicas da escola  D 2  D 2.4  área…)  que  serve  (horário…)  todo  o  agrupamento  articulando  com  ele  em 
    diversas actividades (PE, PCA, PAA salientando algumas). 
1.  Contexto  e   
Caracterização  Geral  da   
Escola    D 1  D 1.2  Considerar  a  adequação  da  equipa  da  BE  (PB,  assistentes  operacionais 
1.4. População docente      afectos  ao  serviço,  respectiva  formação,  equipa  multidisciplinar…)  às 
  D 2  D 2.1  necessidades  do  funcionamento  da  biblioteca  ao  serviço  e  apoio  da 
1.5 Pessoal Não docente   D 2.2  comunidade escolar. 
   
1.6 Recursos financeiros  
D 3  D 3.1  Apontar a atribuição de verba para possibilitar a adequação da colecção às 
D 3.2  necessidades  sentidas  pelo  agrupamento,  mostrando  assim  a  valorização 
dada  pelos  órgãos  de  administração/gestão  ao  trabalho  da  BE.  Mencionar 
projectos, concursos, actividades que permitem aumentar as verbas da BE. 
 
   
    A 1  A 1.4  Salientar  a  articulação  do  plano  de  desenvolvimento  da  BE  com  os 
  2.1 Prioridades e objectivos  A 2  A 1.5  objectivos  e  estratégias  do  PE.  Exemplificar  a  partir  das  estratégias 
      A 1.6  apontadas  no  PE,  neste  caso  por  ex.,  incrementar  hábitos  de  estudo  e 
2.O Projecto Educativo  2.2 Estratégias e Plano de  B 3  A 2.4  leitura,  participação  das  famílias,  formação  em  TIC,  divulgação  da 
Acção    C 1.1  informação, frequência da BE… 
C 1  C1.3  A  BE  é  considerada  um  recurso  nos  projectos,  actividades  educativas  e 
  D 1.1  curriculares  apoiando  estratégias  alternativas  para  o  funcionamento  das 
D 1  D 1.2  aulas. 
D 3.1   
 

                               Susana Maria Casals Namura  
  
O MODELO DE AUTO‐AVALIAÇÃO DAS BIBLIOTECAS ESCOLARES: METODOLOGIAS DE OPERACIONALIZAÇÃO (CONCLUSÃO)   Dezembro de 2009 
 

   
  3.1 Estrutura de Gestão  A 1  Transversalidade do trabalho realizado pela BE procurando articular com as 
3. A Organização e gestão      mais diversas áreas (elencar p. ex. as parcerias com as áreas curriculares não 
da Escola  3.2 Gestão Pedagógica  A 2  disciplinares, apoios educativos, OTE, departamentos curriculares…). 
 
3.3 Procedimentos de Auto‐ D 1 D 1.4 Salientar  a  avaliação  do  Observatório  Interno  e  a  auto‐avaliação  realizada 
Avaliação institucional  pela BE (juntar anexos com as informações estatísticas mais relevantes) 
  C 2.2 Referir o trabalho articulado com outras BE, RBE, BM, SABE (…) com vista a 
  C 2  C 2.3  uma melhoria dos serviços prestados. 
4. Ligação à Comunidade    C 2.4  Aberturas ocasionais em horários mais alargados e /ou fim‐de‐semana para 
D 3  C 2.5  aproximação à comunidade com por ex. feiras do livro; disciplina Biblioteca 
D 3.4  na plataforma Moodle, blogue, catálogo online procurando levar a escola ao 
D 3.5  meio envolvente. 
  Em  reuniões,  é  apresentada  a  disponibilidade  da  BE  para  trabalhar  com 
    A 1.1  todos os docentes e discentes. Implementação de regras de comportamento 
  A 1  A 1.2  na  BE  idênticas  às  da  sala  de  aula,  incutindo  valores  de  cidadania.  A  BE 
5. Clima e Ambiente Educativos    A 1.3  apresentada  também  como  um  local  agradável  para  permanecer  nos 
    A 1.4  tempos  livres  oferecendo  ocupações  diversificadas.  Salientar  actividades 
      como:  visitas  dos  alunos  do  quarto  ano  nos  finais  dos  anos  lectivos; 
A 2  A 2.1  formação  de  utilizadores  tanto  para  alunos  como  professores;  Amigos  da 
A 2.5  Biblioteca  (clube  de  leitura)  como  elemento  agregador  e  sentido  de 
pertença… 
6.Resultados (académicos, sociais da educação) Impacto  da  BE  no  nas  atitudes  e  competências  dos  alunos  no  âmbito  da 
    leitura  e  literacia  (apresentar  por  ex.  estatísticas  relativas  ao  empréstimo 
A 2   A 2.4  domiciliário, número de amigos da Biblioteca…) 
  A 2.5  Impacto da BE (apoio, formações, equipamento) na utilização das TIC 
B 3  A  aplicação/  aceitação  das  regras  da  BE  e  os  resultados  da  formação  de 
  utilizadores com resultados na formação de cidadãos activos. 
7. Outros Elementos relevantes para a caracterização da  MAABE Apresentação de dados estatísticos relativos ao (s) domínio (s) avaliado (s). 
escola 
Bibliografia: "Tópicos para a apresentação da escola, campos de análise de desempenho", IGE 
              "Quadro de referência para a avaliação de escolas e agrupamentos", IGE 
                              "Modelo de Auto‐avaliação da Biblioteca Escolar", RBE 
 

                               Susana Maria Casals Namura