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DISCIPLINA : Analise das Demonstrações Financeiras

D ISCIPLINA : A nalise das D emonstrações F inanceiras A NALISE DAS D EMONSTRAÇÕES F
D ISCIPLINA : A nalise das D emonstrações F inanceiras A NALISE DAS D EMONSTRAÇÕES F
D ISCIPLINA : A nalise das D emonstrações F inanceiras A NALISE DAS D EMONSTRAÇÕES F

ANALISE DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

F inanceiras A NALISE DAS D EMONSTRAÇÕES F INANCEIRAS Prof. Paulo Cesar da Silva UBERLANDIA /

Prof. Paulo Cesar da Silva

UBERLANDIA / MG 1º SEMESTRE 2010

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DISCIPLINA : Analise das Demonstrações Financeiras

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PARTE I – ELEMENTOS FUNDAMENTAIS PARA ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

INTRODUÇÃO

da

administração financeira e desperta enorme interesse tanto para os administradores internos da

empresa, como para os diversos segmentos de analistas externos.

Para o administrador interno da empresa, a análise visa basicamente a uma avaliação de seu desempenho geral, notadamente como forma de identificar os resultados (consequências) retrospectivos e prospectivos das diversas decisões financeiras tomadas. Deve-se notar que essa tarefa de avaliação interna da empresa é bastante simplificada, em termos de obtenção de seus principais indicadores, pela natural facilidade de acesso as informações contábeis.

O analista externo, por sua vez, apresenta objetivos mais específicos com relação à avaliação do desempenho da empresa, os quais variam segundo sua posição, de credor, de investidor, prestador de serviços, dentre outros. É de assinalar, ainda, que a analise externa desenvolvida basicamente por meio das demonstrações financeiras usualmente publicadas pela empresa, traz dificuldades adicionais de avaliação, em função das limitações de informações contidas nos relatórios contábeis.

A análise das demonstrações financeiras visa fundamentalmente ao estudo do desempenho

econômico-financeiro de uma empresa em determinado período passado, para diagnosticar, em

A análise

das

demonstrações

financeiras

constitui um

dos

estudos

mais

importantes

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conseqüência, sua posição atual e produzir resultados que sirvam de base para a previsão de tendências

futuras. Na realidade o que se pretende avaliar são os reflexos que as decisões tomadas por uma

empresa determinam sobre sua liquidez, estrutura patrimonial e rentabilidade.

Deve-se ressaltar que a utilização de um simples índice isolado de outros complementares, não

fornece elementos suficientes para uma conclusão satisfatória. Um índice isolado, na realidade,

dificilmente contribui com informações relevantes para o analista.

Para uma analise mais detalhada e mais bem fundamentada, é necessário lançar mãos de todos

os métodos e técnicas de analise, com isso é possível extrair o maximo de informações que podem ser

analisadas em conjunto, permitindo assim a elaboração de um relatório de analise completo.

TÉCNICAS CONTÁBEIS

É o conjunto de métodos organizados de forma sistemática, desenvolvidos e postos em

execução com o propósito de obter informações úteis à tomada de decisões, a partir de quaisquer

demonstrações e relatórios contábeis. O quadro abaixo demonstra as técnicas contabeis mais

expressivas, todas utilizadas de forma sistemática:

TECNICA

COMENTARIO

Escrituração

Consiste no registro em livros próprios (Razão, Diário, Caixa e Contas Correntes), de todos os fatos administrativos, bem como dos atos administrativos relevantes que ocorrem no dia a dia das empresas.

Demonstrações

São os relatórios ( quadros ) técnicos que apresentam dados extraídos dos registros contábeis da empresa. As demonstrações mais conhecidas são o Balanço Patrimonial e a Demonstração do Resultado do Exercício.

Financeiras

Auditoria

È a verificação da exatidão dos dados contidos nas demonstrações contábeis, através do exame minucioso dos registros de contabilidade e dos documentos que deram origem a eles.

Analise de

Compreende o exame e a interpretação dos dados contidos nas demonstrações contábeis, a fim de transformar esses dados em informações úteis aos diversos usuários da contabilidade.

Balanços

Consolidação de balanços 1

Corresponde à unificação das demonstrações contábeis da empresa controladora e de suas controladas, visando apresentar a situação econômica e financeira de todo o grupo, como se fosse uma única empresa.

1 Aplicável apenas aos grupos econômicos, a Lei das Sociedades Anônimas, por meio dos arts. 249, 250 e 275, dispõem sobre a necessidade da elaboração de demonstrações financeiras consolidadas por parte das companhias abertas.

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RELATÓRIO CONTÁBIL

É a exposição resumid a e ordenada de dados colhidos pela contab ilidade. Seu objetivo é

demonstrar aos usuários os prin cipais fatos registrados pela contabilidade em d eterminado período. Os Relatórios Contábeis são també m conhecidos por informes contábeis com as seg uintes terminologias:

Demonstrações financei ras - terminologia utilizada pela (LSA) Lei das Soc iedades por Ações.

Ou Demonstrações cont ábeis - terminologia preferida pelos contadores.

1 – OBJETIVOS E METODOLO GIA DA ANÁLISE DE BALANÇOS

A Análise de Balanços o bjetiva extrair informações das Demonstraçõe s Financeiras que sejam

úteis para a tomada de decisões . As demonstrações finan ceiras fornecem uma série de dados sobre a e mpresa, de acordo com

regras contábeis. A Análise de

eficiente quanto melhor informa ção produzir.

Balanços transforma esses dados em informa ções e será tanto mais

Diante destas demonstr ações, é importante salientar a distinção entre d ados e informações:

nenhuma reação no leit or; INFORMAÇÕES repr esentam, para quem as recebe uma comunica ção que pode produzir reação ou decisão, frequ entemente acompanhada de um efeito-surpres a.

O objetivo da Análise de

meio da utilização dos

ou descrição de objetos ou eventos que, isola damente, não provocam

DADOS são números

Balanço é produzir informação e uma aval iação de desempenho,

permitindo que seja traçado t endências estatísticas de uma entidade por

métodos próprios de análise. Para tanto é indispensável q ue seja seguida a seqüência do processo contábi l, a saber:

TECNICAS DE ANALISE DAS DEMONSTRAÇOES FINANCEIRAS • Informaçõ es • Fatos ou eventos economicos -
TECNICAS DE ANALISE
DAS DEMONSTRAÇOES
FINANCEIRAS
• Informaçõ
es
• Fatos ou
eventos
economicos -
contabeis
• Demonstrações
Contabeis =
Economic o -
Financeiro p ara
tomada d e
decisões
Dados
PROCESSO CONTABIL
RELATOR IO PARA
ANA LISE

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O contador procura capt ar, organizar e compilar todos os dados. Sua ma téria-prima são fatos de

significado

econômico-financei ro

expressos

em moeda. Seu produto

final

são as demonstrações

financeiras.

O analista de balanços t ransforma os dados em informações e conclui s e a empresa merece ou

não crédito, se é bem ou mal ad ministrada.

O grau de excelência da Análise de Balanços é dado exatamente pela q ualidade e extensão das

informações que se consegue ge rar a partir destes.

A Análise de Balanços d eve ser elaborada como se fosse descomplicada , assumindo o papel de

tradução dos elementos contido s nas demonstrações financeiras.

Após a análise, podemos

incluir no relatório final as seguintes informaçõ es:

Situação finance ira.

Situação econôm

ica.

Desempenho.

Eficiência na util ização dos recursos.

Pontos fortes e f racos.

Tendências e pe rspectivas, quadro evolutivo.

Adequação das f ontes às aplicações de recursos.

Causas das alter ações na situação financeira.

Causas das alter ações na rentabilidade.

Evidência de err os da administração.

Providências qu e deveriam ser tomadas e não foram.

Avaliação de alt ernativas econômico-financeiras futuras.

Segue abaixo o fluxo do processo de tomada de decisão com base nos in dicadores:

Diagnostico 1 Escolha dos 2 Comparação 3 ou 4 Decisões indicadores com padroes conclusoes
Diagnostico
1
Escolha dos
2
Comparação
3
ou
4
Decisões
indicadores
com padroes
conclusoes
ANALISE
ANALISE
3 ou 4 Decisões indicadores com padroes conclusoes ANALISE Pag. 5 P rof.: P aulo C

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A não observância da seqüência apresentada acima ocasiona distorções graves na Análise de Balanços, fica esta prejudicada e sem muita utilidade para fins de tomada de decisões. Por falta de padrões ou por não saber construí-los a análise fica comprometida. Como fazer afirmativas se não temos elementos de referencia. Mais a frente estudaremos cada uma dessas etapas.

2 – PANORAMA DAS TÉCNICAS DE ANÁLISE DE BALANÇOS

1895 – Conselho Executivo da Associação dos Bancos do Estado de New York – recomenda

solicitar a análise aos tomadores de crédito. 1900 – Conselho Executivo da Associação dos Bancos do Estado de New York – na proposta

do formulário de crédito incluía espaço para balanço. 1906 – Willian Post – declara facilidade para obter tais informações.

1913 – a atenção é voltada para índices que não fossem Ativo Circulante e Passivo

Circulante. 1915 – Federal Reserve Board - a análise tornou-se praticamente obrigatória nos EUA.

1918 – Federal Reserve Board – através de um livreto, foram criados formulários padronizados para Balanços e Demonstrações de lucros e Perdas. 1919 – Alexandre Wall (Pai da Análise) – apresentou um modelo de análise através dos índices.

1923 – James H. Biss (obra: Financial and Operating ratios in Management) – escreveu sobre

os coeficientes característicos que podem ser obtidos através de médias. 1931 – Dun & Bradstreet – índices padrão para diversos ramos de atividades.

1925 – Stephen Gilman – índices encadeados que indicasse as variações havidas nos

principais itens (análise horizontal). Década de 30 – Du Pont – análise de rentabilidade que decompunha a taxa de retorno em

taxa de margem de lucro e giro dos negócios ROI (Return on Invetiment). Década de 40 – técnicas de análise de balanços.

1968 – Brasil – Serasa começou a operar.

Atualmente, a utilização da analise de balanço é amplamente utilizada por diversos usuários

que, direta ou indiretamente tem alguma relação com as empresas.

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TÉCNICAS DE ANÁLISE

2.1. ANÁLISE ATRÁVES DOS ÍNDICES

A Análise de Balanços surgiu por motivos práticos e mostrou-se logo instrumento de grande

utilidade.

Alguns dos índices que surgiram inicialmente permanecem em uso até hoje. As atuais técnicas

de Análise de Balanços possibilitam grande número de informações sobre a empresa.

Através de certos índices de balanços pode-se prever a insolvência; cada índice tem seu peso e

sua importância na análise. Os índices-padrões permitem uma adequada avaliação do índice de uma

determinada empresa e proporciona ao usuário da análise informação objetiva do seu desempenho.

Os índices de balanço fornecem avaliações genéricas sobre diferentes aspectos da empresa em

análise, sem descer a um nível maior de profundidade. Essa profundidade é alcançada por outras

técnicas.

Conforme já comentado, a análise dos índices isoladamente não fornece subsídios sólidos para

tomada de decisões, é imprescindível complementá-los com outros métodos.

Os indicadores básicos de analises estão divididos em quatro grandes grupos:

INDICE

COMENTARIO

LIQUIDEZ

E

ATIVIDADE

Visam medir a capacidade de pagamento (folga financeira) de uma empresa, ou seja, sua habilidade em cumprir corretamente as obrigações passivas assumidas.

Visam a mensuração das diversas durações de um “ciclo operacional”, o qual envolve todas as fases operacionais típicas de uma empresa, que vão desde a aquisição de insumos básicos ou mercadorias, até o recebimento das vendas realizadas.

Servem para aferir a composição (estrutura) das fontes passivas de recursos de uma empresa. Evidencia a forma pela qual os recursos de terceiros são usados pela empresa e sua participação com relação ao capital próprio.

ENDIVIDAMENTO

E ESTRUTURA

RENTABILIDADE

Visam avaliar os resultados auferidos por uma empresa em relação a determinados parâmetros que melhor revelem suas dimensões.

ANALISE

DE ACOES

Objetivam avaliar os reflexos do desempenho da empresa sobre suas ações. São de grande utilidade para os analistas de mercado e acionistas (potenciais e atuais), como parâmetro de apoio a suas decisões de investimentos.

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2.2 ANÁLISE VERTICAL E HORIZONTAL

Presta-se fundamentalmente ao estudo de tendências. No entanto, pesquisas efetuadas recentemente com insolvência de pequenas e médias empresas têm ressaltado a utilidade da Análise Vertical e Horizontal como instrumento de análise. Esta analise é importante, pois fornece ao administrador uma visão do comportamento evolutivo da empresa ao longo dos períodos e quais os percentuais que cada item / grupo representa na estrutura do demonstrativo analisado.

2.3 ANÁLISE DO CAPITAL DE GIRO

Através do cálculo dos índices de rotação ou prazos médios (recebimento, pagamento e estocagem), é possível construir um modelo de análise dos investimentos e financiamentos do capital de giro, de grande utilidade gerencial, bem como para a avaliação da capacidade de administração do capital de giro por parte da empresa.

2.4 MODELOS DE ANÁLISE DE RENTABILIDADE

2.4.1 ANÁLISE DO ROI (RETORNO OPERACIONAL DOS INVESTIMENTOS)

Permite ampla decomposição dos elementos que influem na determinação da taxa de rentabilidade de uma empresa e explica quais os principais fatores que levaram ao aumento ou à queda de rentabilidade. Possibilita ainda identificar as alternativas para modificações da rentabilidade quando esta estiver em estudo.

2.4.2 ANÁLISE DA “ALAVANCAGEM FINANCEIRA”

É utilizada para comparar o custo das diferentes alternativas de capitais de terceiros com o custo do capital próprio, a análise da “alavancagem financeira” é imprescindível para as decisões de subscrição de ações e muito recomendável nas decisões de financiamentos de longo prazo.

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2.5 ANÁLISE DA DEMONSTRAÇÃO DAS ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS E DO FLUXO DE CAIXA

A partir de 31/12/78 a DOAR (Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos) começou a ser

divulgada por determinação da Lei n.º 6.404. Os analistas de balanço pouco conhecem das potencialidades informativas dessa demonstração e não vêm utilizando para emissão de seus pareceres.

Com a utilização dos dados da DOAR, pode-se construir a Demonstração do Fluxo Líquido de Caixa, cuja análise é a última palavra sobre a situação financeira da empresa e sobre sua gestão de caixa. Contudo, a DFC – Demonstração do Fluxo de Caixa passou a ser obrigatória com a lei 11.638/2007, sendo adotada em substituição à DOAR – Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos.

A DFC- Demonstração do Fluxo de Caixa centra sua atenção nas origens e aplicações de caixa, ou

seja, revela onde os recursos de caixa foram obtidos e onde foram investidos, em determinado periodo.

A DFC- Demonstração do Fluxo de Caixa é muito importante para a avaliação da situação financeira

da empresa, podendo se conhecer sua efetiva capacidade de pagamento.

2.6 ANÁLISE PROSPECTIVA

A Análise de Balanços tradicional detém-se exclusivamente no passado da empresa, por serem os

dados do passado os únicos contidos nas demonstrações financeiras. Nesse tipo de análise supõe-se que o comportamento da empresa no futuro seja igual ao do passado. As Técnicas previsionais de análises juntamente com novas variáveis, têm superado em muito os resultados que se obtém pela análise do passado, entretanto seu grau de erro é maior do que na analise historica. Em vista das dificuldades, a análise previsional ainda é muito pouco usada no Brasil.

3 – USOS E USUÁRIOS DA ANÁLISE DE BALANÇOS

Um dos elementos mais importantes na tomada de decisões relacionadas a uma empresa é a análise das suas demonstrações financeiras. Saber analisar balanços está se tornando uma necessidade cada vez maior para grande numero de pessoas, principalmente para aqueles que pretendem se relacionar com a empresa em questão. Cada usuário está interessado em algum aspecto particular da empresa, de acordo com seu grau de relacionamento com a mesma.

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O diagnostico de uma e mpresa quase sempre começa com uma rigoro sa Analise de Balanços,

cuja finalidade é determinar qua is são os pontos críticos e permitir, de imediato , apresentar um esboço das prioridades para a solução d e seus problemas.

fundamental para quem pretende relacionar-se com a empresa, sendo a me o grau de relacionamento estabelecido com a empresa.

Vamos relembrar agora os principais usuários da analise de balanços, le mbrando que a presente

A análise de balanços é

profundidade da analise confor

lista é apenas exemplificativa, p odendo ter outros além dos citados.

Investidores / Socios Bancos/ Out ros Financiadores Empr egados / Analistas / Demonstrações Pres tadores
Investidores /
Socios
Bancos/
Out ros
Financiadores
Empr egados /
Analistas /
Demonstrações
Pres
tadores
Administradores
Financeiras
de S erviços
Fornecedores
Setor P ublico
/ Consultores
Sindicatos/
IBGE/
Clientes

3.1 FORNECEDORES

O fornecedor de mercad orias precisa conhecer a capacidade de pagame nto de seus clientes, ou

até o próximo balanço

seja, a sua liquidez. Geralmente

os fornecedores observam para sua segurança

índices também de rentabilidad e e endividamento.

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3.2 CLIENTES (COMPRADORES)

Raramente o comprador analisa a situação do fornecedor. Em geral ocorre análise por parte do comprador quando depende de fornecedores que não possuam o mesmo porte dele ou que possam de alguma forma oferecer riscos. Outra possibilidade de ocorrer análise se dá quando existem poucos fornecedores no mercado e a relação entre comprador e fornecedor é bastante forte.

3.3 BANCOS COMERCIAIS (ou Carteira Comercial do Banco Múltiplo)

A análise do banco comercial dá maior ênfase a aspectos de curto prazo (empréstimos que

devem ser pagos dentro de dois ou três meses), embora não relege os pontos de longo prazo, como a rentabilidade e a capitalização do cliente.

O banco comercial preocupa-se com o endividamento do cliente, pois sabe que é um forte

indicador de insolvência.

3.4 BANCOS DE INVESTIMENTOS (ou Carteira de Investimentos no Banco Múltiplo)

Os bancos de investimentos concedem investimentos dependendo da situação futura do cliente. Por isso analisar a tendência e fazer previsões é muito mais importante para o banco de investimento do que fazer análise da atual situação do cliente.

3.5 SOCIEDADES DE CRÉDITO IMOBILIÁRIO (ou carteira de Crédito Imobiliário do Banco Múltiplo)

Essas sociedades concedem créditos a construtoras por prazos superiores a um ano. A análise delas, feitas pela sociedade de crédito imobiliário, geralmente fica no meio termo entre a análise de um banco de investimento e a de um comercial.

3.6 SOCIEDADES FINANCEIRAS (ou Carteiras de Financiamento ao Consumidor do Banco Múltiplo)

Essas sociedades concedem crédito diretamente aos consumidores. As lojas vendem para seus clientes e estes recebem o crédito da Sociedade Financeira, sendo que a loja intervém como avalista dos empréstimos. É por essa razão que tais sociedades necessitam conhecer avais a seus clientes.

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3.7 CORRETORAS DE VALORES E PÚBLICO INVESTIDOR

Neste caso as análises são para investimento em ações. As corretoras, como agentes dos investidores, preocupam-se basicamente com a rentabilidade da empresa. A liquidez interessa apenas como questão de sobrevivência.

3.8 CONCORRENTE

A análise dos concorrentes de uma empresa é de vital importância. O conhecimento profundo

da situação de seus concorrentes pode ser fator de sucesso ou de fracasso da empresa no mundo.

A empresa deve também saber qual sua posição em relação a seus concorrentes e como se situa

quanto à liquidez e à rentabilidade. Os concorrentes fornecem os padrões necessários para a empresa auto-avaliar-se. É

fundamental analisar empresas concorrentes.

3.9 DIRIGENTES

A análise para os administradores é um instrumento complementar para a tomada de decisões.

Ela será utilizada como auxiliar na formulação de estratégia da empresa, pois pode fornecer subsídios úteis como informações fundamentais sobre a rentabilidade e a liquidez da empresa hoje em comparação com as dos balanços orçados.

A liquidez é uma preocupação para os administradores da empresa, pois, se for muito baixa,

ainda que dê condições de a empresa operar, pode representar sério entrave para a obtenção do

crédito bancário.

3.10 GOVERNO

O governo utiliza intensamente a Análise de Balanço em diversas situações. Por exemplo, numa

concorrência aberta, ele escolherá aquela empresa que estiver em melhor situação financeira. E ao longo do desenvolvimento dos trabalhos da empresa vencedora, ele buscará através da análise informações sobre a continuidade dos trabalhos. Da mesma maneira, o governo também controla as empresas públicas e autarquias, estabelecendo níveis de investimentos e índices de desempenho.

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3.11 ACOMPANHAMENTO DE CLIENTES E FORNECEDORES

A Análise de Balanços proporciona bons resultados na previsão de insolvência. Muitos fornecedores e bancos tiveram enormes prejuízos com empresas que vão à falência ou concordata simplesmente porque deixaram de acompanhar, ainda que de forma simples, a situação financeira desta

empresa. A análise detalhada revela se os fornecedores inicialmente contratados teriam ou não condições de cumprir os acordos assinados.

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1 - INTRODUÇÃO Atividades Práticas

1.

MARQUE A ALTERNATIVA CORRETA

1.

A Análise de Balanços objetiva:

a)

Extrair dados do departamento de contabilidade de uma empresa.

b)

Transformar os dados financeiros em uma linguagem complicada, embora útil.

c)

Extrair informações das Demonstrações Financeiras para a tomada de decisões.

d)

Nenhuma das alternativas anteriores

2.

As informações da Análise de Balanços podem ser classificadas em:

a)

Informações sobre a situação financeira e sobre a rentabilidade da empresa.

b)

Informações para o fisco e informações para a direção da empresa.

c)

Contabilidade Financeira, Contabilidade de Custos e Planejamento.

d)

Nenhuma das alternativas anteriores.

3. Os primeiros passos da Análise de Balanços ocorreram:

a)

Após a 2º guerra mundial.

b)

No final do século XIX.

c)

Nos anos 70.

d)

Nenhuma das alternativas anteriores

4.

O fornecedor de mercadorias utiliza a Análise de Balanços para:

1.

Conhecer as estratégias da empresa-cliente.

2.

Conhecer a capacidade de pagamento de seus clientes.

3.

Conhecer a capacidade econômica da empresa-cliente para que possa concorrer a curto prazo.

4.

Nenhuma das alternativas anteriores.

2.

QUESTÕES:

1. Qual a diferença entre dado e informação?

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2. Que tipo de informações podemos incluir no relatório?

3. Qual é a seqüência do processo de tomada de decisão?

4. Fale sobre as técnicas de análise.

5. Relacione os principais usuários de Análise de Balanços.

3. RELACIONE E NUMERE AS COLUNAS:

1. Padronização

(

)

2. Analise através de índices

(

)

3. Analise vertical e horizontal

(

)

Permite elaborar um diagnostico geral da situação econômico-financeira da empresa.

Possibilita

econômico-financeiro.

descrição

detalhada

da

situação

Coloca as demonstrações financeiras sob forma adequada para análise.

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ESTRUTURA DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

1 - ESTRUTURA DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

A Análise das demonstrações financeiras exige noções do seu conteúdo, significado, origens e

limitações.

Através

de

uma

abordagem

resumida,

apresenta-se

o

que

revelam

as

demonstrações

financeiras e cada uma das principais contas que nela aparecem quando publicadas.

As principais partes dessas publicações são:

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ITEM

COMENTARIO

Relatório da

Através desse relatório, a diretoria presta informação aos acionistas, sobre diversos aspectos do desempenho e de perspectivas da sociedade relativas aos resultados, orçamentos, planejamento estratégico, dentre outros assuntos que são relevantes para

Diretoria

a

empresa.

 

O Art. 176 da Lei 6.404/76 estabelece que ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, com base na escrituração mercantil da companhia, as seguintes demonstrações financeiras ( Contábeis ), que deverão exprimir com clareza a situação do patrimônio da companhia e as mutações ocorridas no período ”.

 

BP - Balanço Patrimonial; DLPA - Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados (Opcionalmente algumas empresas optam pela DPML - Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido); DRE - Demonstração do Resultado do Exercício; DFC - Demonstração dos Fluxos de Caixa (Companhia fechada com patrimônio liquido, na data do balanço, inferior a R$ 2.000.000,00 está desobrigada à elaboração e publicação); DVA - Demonstração do Valor Adicionado (Se companhia aberta).

Demonstrações

Financeiras

Notas

São dados e informações que ora complementam as demonstrações financeiras, ora fornecem critérios contábeis ou ainda acrescentam informações relativas a eventos subsequentes que tenham efeitos relevantes sobre a situação financeira da companhia. Enfim contem elementos que possibilita uma analise mais ampla da empresa.

Explicativas

 

É

obrigatório apenas para as companhias abertas e empresas de grande porte, ou seja,

Parecer

aquelas que têm papéis negociáveis – ações ou debêntures – colocados junto ao público. Os auditores independentes são contadores que, sem manter vínculo empregatício, são contratados para emitir opiniões sobre a correção e veracidade das demonstrações financeiras. Verificam os controles internos da empresa, conferem lançamentos, dentre outros processos, tudo por amostragem, o que necessariamente não detecta todos os erros e fraudes. Por isso, fala-se em Parecer dos Auditores e não em Certificados dos Auditores.

dos Auditores

1.1 O QUE MOSTRAM AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

A estrutura básica das quatro demonstrações financeiras, referidas anteriormente, é determinada pela Lei das Sociedades por Ações (Lei 6.404/76). Essa lei trouxe consideráveis aperfeiçoamentos contábeis em relação às práticas anteriores vigentes e tornou-se um marco na história da Contabilidade no Brasil, apesar de ainda não incorporar todos os aperfeiçoamentos que seriam possíveis. Basicamente, suas disposições referem-se a:

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Demonstrações Financeiras Obrigatórias: Balanço Patrimonial, Demonstração do Resultado

do Exercício, Demonstração de Lucros/Prejuízos Acumulados ou Demonstrações das Mutações do Patrimônio Líquido e Demonstrações do Fluxo de Caixa e Demonstração de Valor Adicionado. Conteúdo das Demonstrações Financeiras

Critérios de avaliação de Ativo e Passivo

Determinação do Lucro Líquido

Consolidação de Demonstrações Financeiras.

Para efeito de Análise de Balanços, a Lei das S.A. representou notável avanço. O conteúdo e a forma de apresentação das demonstrações financeiras atendem às necessidades da Analise de Balanços. Vejamos como se compõem essas demonstrações.

1.2 BALANÇO PATRIMONIAL ( BP )

É a demonstração que apresenta todos os bens e direitos da empresa representados pelo ATIVO, assim como as obrigações - PASSIVO EXIGÍVEL - em determinada data. A diferença entre Ativo e

Passivo é chamada Patrimônio Líquido e representa o capital investido pelos proprietários da empresa, quer através de recursos trazidos de fora da empresa, quer gerados por esta em suas operações e retidos internamente. Através dele pode-se identificar a saúde financeira e econômica da empresa no fim do ano ou em qualquer data prefixada. Segundo Robert N. Antony 2 , o balanço mostra:

1) As fontes de onde provieram os recursos utilizados para a empresa operar: Passivo e Patrimônio Líquido, e

2)

Os bens e direitos em que esses recursos se acham investidos.

Essa definição evidência os termos fontes e investimentos de recursos, o que é ideal para Análise de Balanços, pois analisar é, em grande parte, avaliar a adequação entre as diversas fontes e os investimentos efetuados. No Ativo temos comprovadamente por documentos o que existe de concreto na empresa. Todos os bens e direitos com exceção das despesas antecipadas e diferidas, pois representam investimentos que beneficiarão exercícios futuros. O Passivo Exigível e o Patrimônio Líquido mostram a origem dos recursos que se acham investidos no Ativo.

2 ANTHONY, Robert Newton. Contabilidade Gerencial: Introdução à contabilidade. São Paulo: Ed. Atlas, 1981

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O Ativo engloba dois tipos de itens:

1)

Aqueles cujo valor é absolutamente indiscutível porque possui estampado o seu valor;

2)

As mercadorias (PEPS, UEPS ou média ponderada) e os bens do ativo imobilizado (custo de

aquisição corrigido monetariamente) cujo valor depende de avaliação. No Passivo Exigível tem valor líquido e certo no que se refere às dívidas assumidas junto a terceiros, porém no que se refere a débitos fiscais e previdenciários em atraso, praticamente nenhuma empresa os atualiza corretamente. Todas as variações do Ativo e do Passivo Exigível em relação ao que deveriam registrar os seus valores corretos são refletidos no Patrimônio Líquido, que assim estará mais próximo ou menos próximo da realidade segundo as eventuais distorções desses Ativos e Passivos. A estrutura de balanço patrimonial descrita abaixo (Visão sintética do balanço) está em conformidade à deliberação CVM (Comissão de Valores Mobiliários) nº 488, de 03/10/2005, que aprovou o Pronunciamento IBRACON (Instituto dos Auditores Independentes do Brasil) NPC nº 27. Além disso, a estrutura apresentada abaixo está citada na Lei 6.404/76 atualizada pelas leis 11.638/2007 e 11.941/2009 nos Art. 178, 179, 180 e 182. ( Ver Capitulo XV Lei 6.404/76 que trata do Exercício Social e Demonstrações Financeiras ):

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VISÃO DETALHADA DOS GRUPOS DO BALANÇO PATRIMONIAL

 

ATIVO

PASSIVO e PATRIMÔNIO LIQUIDO

CIRCULANTE

CIRCULANTE

Compreende contas que estão constantemente em giro- em movimento-, sua conversão em dinheiro ocorrera no Maximo até o próximo exercício social.

Compreende obrigações exigíveis que serão liquidadas no próximo exercício social, nos próximos 365 dias após o levantamento do balanço.

NÃO CIRCULANTE

NÃO CIRCULANTE

 

Compreende todas as contas do Ativo que não tenham seus recebimentos marcados até o próximo exercício social.

Compreende

todas

as

contas

do

Passivo

 

que

não

tenham

seus

pagamentos

marcados

até

o

próximo

exercício social.

 

REALIZÁVEL A LONGO PRAZO

EXIGÍVEL A LONGO PRAZO

 

Incluem-se nessa conta bens e direitos que se transformarão em dinheiro após o exercício seguinte.

Relacionam-se nessa conta obrigações exigíveis que serão liquidadas com prazo superior a um ano – dividas a longo prazo.

INVESTIMENTOS

São as aplicações de caráter permanente que geram rendimentos não necessários à manutenção da atividade principal da empresa.

PATRIMÔNIO LIQUIDO São recursos dos proprietários aplicados na empresa. Os recursos significam o capital mais o seu rendimento – lucros e reservas . Se houver prejuízo, o total dos investimentos dos proprietários serão reduzidos.

IMOBILIZADO

Abarca os itens (bens corpóreos) de natureza permanente que serão utilizados para a manutenção da atividade básica da empresa e as decorrentes de operações que transfiram à empresa os benefícios, riscos e controle desses bens (leasing).

INTANGÍVEL

 

São direitos que tenham por objetos bens incorpóreos, isto é, que não podem tocar, destinados à manutenção da empresa ou exercidos com essa finalidade.

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1.2.1. DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS QUE EXPLICAM O BALANÇO PATRIMONIAL

Todas as demonstrações contábeis ajudam a explicar o BP – Balanço Patrimonial conforme apresentado no exemplo abaixo:

Balanço Patrimonial conforme apresentado no exemplo abaixo: 1.3 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO ( DRE )

1.3 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO ( DRE )

É uma demonstração dos aumentos e reduções causados no Patrimônio Líquido pelas operações

da empresa. As receitas representam normalmente aumento do Ativo através de ingresso de novos

elementos, como Duplicatas a Receber ou dinheiro proveniente das transações. Aumentando o Ativo,

aumenta o Patrimônio Líquido. As despesas representam redução do Patrimônio Líquido, através de um

entre dois caminhos possíveis: Redução do Ativo ou Aumento do Passivo Exigível.

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DISCIPLINA : Analise das Demonstrações Financeiras

Enfim, a Demonstração do Resultado é o resumo do movimento de certas entradas e saídas no

balanço, entre duas datas. Por isso, há autores clássicos americanos que chamam a Demonstração do Resultado de Fluxo (movimento) de Renda.

A Demonstração do Resultado retrata apenas o fluxo econômico e não o fluxo monetário (fluxo

de dinheiro). Para a demonstração do Resultado não importa se uma receita ou despesa tem reflexos em dinheiro, basta apenas que afete o Patrimônio Líquido.

1.4 DEMONSTRAÇÃO DOS LUCROS OU PREJUIZOS ACUMULADOS ( DLPA )

Esta demonstração possibilita a evidenciação do lucro do período, sua distribuição e a movimentação ocorrida no saldo da conta de Lucros ou Prejuízos Acumulados. Devemos lembrar que a referida demonstração é também obrigatória para as Limitadas e outros tipos de sociedades, conforme a legislação do Imposto de Renda ( art. 274 do RIR/1999 ).

1.5 DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO ( DMPL )

Essa demonstração não é obrigatória pela lei 6.404/76, das Sociedades por Ações, mas sua publicação é exigida pela CVM em sua instrução Nº 59/86, para as companhias abertas.

È de muita utilidade, pois fornece a movimentação ocorrida durante o exercício nas diversas

contas componentes do Patrimônio Liquido; faz clara indicação do fluxo de uma conta para outra e indica a origem e o valor de cada acréscimo ou diminuição no Patrimônio Liquido durante o exercício. Sua importância torna-se mais acentuada em face dos critérios da lei, pois a demonstração indicará claramente a formação e a utilização de todas as reservas, e não apenas das originadas por lucros; servirá também para melhor compreensão, inclusive quanto ao calculo dos dividendos obrigatórios. Reconhecendo a importância dessa demonstração é que a Lei das Sociedades por Ações mencionou-a, aceitando-a como exposto no § 2º art. 186; estabelece esse parágrafo que a Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados “poderá ser incluída na demonstração das mutações do Patrimônio Liquido, se elaborada e publicada pela companhia”. Dessa forma, a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido não costuma ser analisado no sentido tradicional em que o são o Balanço e a DRE.

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1.6 DEMONSTRAÇÃO DAS ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS ( DOAR ) – Substituída pela DFC

A Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos (DOAR) mostra as novas origens e aplicações verificadas durante o exercício, não a sua totalidade, mas apenas as ocorridas nos itens não Circulante do Balanço (Não Circulante: Exigível a Longo Prazo, Patrimônio Líquido, Ativo Não Circulante:

Realizável a Longo Prazo, Investimentos, Imobilizado, Intangível ), ou seja, a DOAR evidencia as variações ocorridas no Capital Circulante Líquido – CCL, num período. Assim temos: Variação CCL = PL + ELP – ANC. O CCL é definido também como sendo a diferença, positiva ou negativa entre o AC e o PC, ou seja, CCL = AC – PC. Traçando um paralelo entre o Balanço e a DOAR, pode-se dizer que o Balanço mostra a posição dos investimentos e financiamentos da empresa em determinado momento, mas não torna claro, como a empresa passou de determinada posição de investimento e financiamento para outra posição, ou seja, quais os recursos adicionais de que a empresa se utilizou e onde os aplicou. É aí que a DOAR entra, apresentando estes últimos dados. Através da DOAR é possível conhecer como fluíram os recursos ao longo de um exercício: quais foram os recursos obtidos, qual a participação das transações comerciais no total de recursos gerados, como foram aplicados os novos recursos etc. Enfim, a DOAR visa permitir a análise do aspecto financeiro da empresa tanto no que diz respeito ao movimento de investimentos e financiamentos quanto relativamente à administração da empresa sob o ângulo de obter e aplicar compativelmente os recursos. A DOAR oferece uma visão mais completa e profunda de sua posição financeira. Contudo, conforme já mencionado anteriormente este demonstrativo foi substituído pela DFC – Demonstração do Fluxo de Caixa, conforme alteração introduzida pela lei 11.638 de Dezembro de 2007, constante no Art. 176, IV da Lei 6.404/76.

1.7 DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA ( DFC )

Em termos gerais, a DFC é uma demonstração contábil que procura apresentar informações sobre os fluxos das transações e eventos que afetaram o caixa da empresa ao longo de um determinado período, de forma organizada e estruturada por atividades, permitindo melhor compreensão da articulação entre as diversas demonstrações financeiras. As informações da DFC, principalmente quando analisadas em conjunto com as demais demonstrações financeiras, podem permitir que investidores, credores e outros usuários avaliem:

A capacidade de a empresa gerar futuros fluxos líquidos positivos de caixa;

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A capacidade de a empresa honrar seus compromissos, pagar dividendos e retornar empréstimos obtidos;

A liquidez, solvência e flexibilidade financeira da empresa;

A taxa de conversão de lucro em caixa;

A performance operacional de diferentes empresas, por eliminar os efeitos de distintos

tratamentos contábeis para as mesmas transações e eventos; O grau de precisão das estimativas passadas de fluxos futuros de caixa;

Os efeitos, sobre a posição financeira da empresa, das transações de investimentos e de

financiamento, etc. Além de ser um relatório que gera informações para a tomada de decisão, a DFC é um

importante instrumento de análise, pois fornece informações referentes à capacidade financeira da empresa de autofinanciamento das operações, de independência do sistema bancário no curto prazo, de gerar recursos para manter e expandir o nível de investimentos, e sobre as condições da empresa para amortizar suas dívidas bancária de curto e longo prazo. O formato geral da DFC abrange três classes de fluxos de caixa:

I. Atividades Operacionais: Envolvem todas as atividades relacionadas com a produção e entrega de bens e serviços e os eventos que não sejam definidos como atividades de investimento e financiamento. Normalmente, relacionam-se com as transações que aparecem na DRE – Demonstração de Resultado do Exercício;

II. Atividades de Investimento: Relacionam-se normalmente com o aumento e diminuição dos

ativos de longo prazo que a empresa utiliza para produzir bens e serviços. III. Atividades de Financiamento: Relacionam-se com os empréstimos de credores e investidores na entidade que resultam em mudanças no tamanho e na composição do capital, bem como nos empréstimos a pagar da empresa. O somatório dos três fluxos líquidos de caixa evidencia o acréscimo ou decréscimo líquido ocorrido ao caixa no período, o qual, somado ao saldo existente no início do período, produz seu montante final. No Brasil, na década de 90, a DFC passou a ser sugerida de forma facultativa pela resolução da CVM nº. 48 de 03/10/2005, baseando-se na IAS 7, aprovada em julho de 1977 pelo IASB. Em 28 de dezembro de 2007, foi aprovada a Lei 11.638, estabelecendo a substituição da DOAR – Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos pela DFC – Demonstração do Fluxo de Caixa (art. 176, IV).

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2 - ESTRUTURA DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS Atividades Práticas

1.

Questões:

1. Quais são as principais partes de uma publicação?

 

2. Quais são as demonstrações financeiras publicadas? Dê o conceito de cada uma.

3. O que é CCL? E como se calcula seu valor?

 

4. Como se divide o Ativo e o Passivo no Balanço Patrimonial?

5. Quais os elementos / contas que integram o PL?

 

6. Como se encontra a Receita Operacional Líquida?

7. O que são despesas operacionais? E como se dividem?

 

8. Conceitue Bens, Direitos, Obrigações e Patrimônio Líquido.

9. O que são usos, aplicações ou investimentos?

 

10. O que são recursos, fontes ou financiamentos?

2.

Escreva se esta conta é D (despesa), R (receita), A (ativo), P (passivo) e PL (patrimônio líquido)

(

) Despesas administrativas (

) Disponibilidades

(

) Custo de Serv. Prestados

(

) Vendas a Prazo

(

) Reserva de Reavaliação

(

) Investimentos

(

) Fornecedores

(

) Móveis e Utensílios

(

) Imobilizado

(

) Terrenos p/aluguel

(

) Terrenos da fábrica

(

) Dupl. A Rec (2 anos)

(

) Juros Ativos

(

) Diferido

(

) Financiamento (4 anos)

(

) Capital Social

(

) Prejuízos Acumulados

(

) Impostos a Pagar

(

) Aplicações a LP

(

) Banco C/ Movimento

(

) Duplicatas Descontadas

(

) Dinheiro

(

) Estoques

(

) Despesas Financeiras

(

) Receitas Financeiras

(

) Contas a Pagar

(

) Títulos a receber

(

) Empréstimo

(

) P & D

(

) Clientes

3. Uma empresa que apresente grandes lucros, sempre terá plena condição de pagar suas contas em dia?

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4. Classifique as contas colocando os valores nas respectivas colunas para efeito de análise:

os valores nas respectivas colunas para efeito de análise: 5. Porque a analise de empresas é

5. Porque a analise de empresas é importante para empregados, fornecedores de mercadorias, financiadores e acionistas? Seria a analise importante apenas para usuários externos? E as pessoas de dentro da empresa, não precisam analisá-la?

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3

PADRONIZAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

1. PADRONIZAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

As demonstrações financeiras devem ser preparadas para a análise, da mesma forma que um paciente que vai submeter-se a exames médicos. Antes de iniciar a análise, devem-se examinar detalhadamente as demonstrações financeiras. Este trabalho é chamado Padronização e consiste numa crítica às contas das demonstrações financeiras, bem como na transcrição delas para um modelo previamente definido. A padronização é feita pelos seguintes motivos:

SIMPLIFICAÇÃO – um balanço apresentado segundo a Lei das S.A., por exemplo, compreende cerca de 60 contas. Isso dificulta a visualização como um todo. Se compararmos três balanços com 60 valores cada um, e se calcularmos os percentuais de

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variação de um ano para outro, bem como a composição (análise vertical e horizontal),

chegaremos a 540 números, complicando assim o trabalho do analista. Utilizando o modelo

de balanço proposto reduziremos para cerca de 20 o número de contas.

COMPARABILIDADE – com exceção das companhias onde existe um plano de contas legal

obrigatório (bancos, seguradoras etc.), todas as outras empresas tem seu próprio plano de

contas. Como a análise se baseia em comparação, só faz sentido analisar um balanço após o

seu enquadramento num modelo que permita comparação com outros balanços.

ADEQUAÇÃO AOS OBJETIVOS DA ANÁLISE – há pelo menos uma conta que deve sempre ser

reclassificada: Duplicatas Descontadas; do ponto de vista contábil, é uma dedução de

Duplicatas a Receber; do ponto de vista de financiamentos, porém, é um recurso tomado

pela empresa junto aos bancos, devido à insuficiência de recursos próprios. Em nada se

distingue de empréstimos bancários, do ponto de vista financeiro. Por isso, as Duplicatas

Descontadas devem figurar no Passivo Circulante. Há outras também que merecem analise

como: Despesas do Exercício Seguinte.

PRECISÃO NAS CLASSIFICAÇÕES DE CONTAS – é freqüente encontrarmos balanços e

demonstrações de resultados com falhas nas classificações de contas, como, por exemplo,

empréstimos de curto prazo que aparecem no Exigível a Longo Prazo, investimentos de

caráter permanente que aparecem no Ativo Circulante; tudo isso visa embelezar os

balanços. Uma padronização rigorosa deve corrigir isso.

DESCOBERTA DE ERROS – há casos de erros, intencionais ou não.

a) Estoques finais ou iniciais da DRE não coincidem com os estoques dos balanços;

b) Provisão para Devedores Duvidosos do balanço não coincide com a que foi constituída

na DRE;

c) Impossível conciliar Patrimônio Líquido Final com os resultados do exercício mais o

Patrimônio Líquido Inicial.

Nesses casos, deve-se desconfiar da veracidade das demonstrações financeiras e suspender a

análise até que se esclareçam as dúvidas.

Uma padronização rigorosa deveria sempre ser precedida da elaboração de um Fluxo de Caixa.

O Fluxo de Caixa – método do Fluxo Líquido – tem a virtude de mostrar a coerência entre dois

balanços e a demonstração do resultado, descobrindo qualquer eventual falsificação de uma dessas

peças.

INTIMIDADE DO ANALISTA COM AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS DA EMPRESA – a padronização obriga o analista a pensar em cada conta das demonstrações financeiras e a decidir sobre sua consistência com outras contas, sobre a classificação que deve dar a ela, enquanto a transcreve para o modelo predefinido de padronização. Ao terminar esse

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trabalho, o analista adquire grande familiaridade com os números da empresa e em conseqüência, poderá enxergar detalhes que, de outra forma, não conseguiria. As principais características do modelo de padronização são:

O Passivo Circulante é dividido em Operacional e Financeiro, sendo que as “Duplicatas Descontadas” fazem parte deste último. No lado do Passivo, acha-se um subtotal representado por Capitais de Terceiros (Passivo Circulante + Passivo Exigível a Longo Prazo).

O ativo apresenta apenas as contas essenciais.

No Patrimônio Líquido aparecem apenas o “Capital Social” já deduzido de eventuais “Capital

a Realizar” e somado às “Reservas”. A “Demonstração do Resultado” evidencia apenas os valores fundamentais para análise.

Receita Líquida de Vendas está deduzida das “Devoluções e Abatimentos” e “Impostos”.

1.1. RESUMO DAS PRINCIPAIS RECLASSIFICAÇÕES

1.1. RESUMO DAS PRINCIPAIS RECLASSIFICAÇÕES 2. A EMPRESA EXEMPLO: CIA BIG Toda as técnicas de análise

2. A EMPRESA EXEMPLO: CIA BIG

Toda as técnicas de análise serão numericamente exemplificadas com base em demonstrações financeiras de uma hipotética empresa, denominada Cia. BIG, cujos dados foram adaptados de um caso real.

A cada nova técnica introduzida, reporta-se à Cia. Big, de forma que o aluno possa perceber como as diversas técnicas de análise se relacionam. Além das demonstrações financeiras já padronizadas, encontram-se dados adicionais necessários para as analises. A seguir o modelo de padronização das seguintes demonstrações respectivamente:

DRE – Demonstração do Resultado do Exercício

DMPL – Demonstração das Mutações do Patrimônio Liquido ( Com informações detalhadas

da DPLA ) BP – Balanço Patrimonial

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D ISCIPLINA : A nalise das D emonstrações F inanceiras Pag. 30 P rof.: P aulo
D ISCIPLINA : A nalise das D emonstrações F inanceiras Pag. 30 P rof.: P aulo

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D ISCIPLINA : A nalise das D emonstrações F inanceiras Pag. 31 P rof.: P aulo

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3 - PADRONIZAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

Atividades Práticas

1.

Marque a Alternativa Correta

1.

Duplicatas Descontadas no balanço padronizado:

a)

Fazem parte do Passivo Circulante Operacional.

b)

Devem ser deduzidas de Contas a Receber.

c)

Não precisam figurar no balanço.

d)

São incluídas no Passivo Circulante Financeiro.

2.

Vendas Líquidas representam:

a)

As Vendas Totais da empresa.

b)

As Vendas Totais menos Devoluções.

c)

As Vendas Totais menos as Despesas de Vendas.

d)

As Vendas Totais menos Impostos e menos Devoluções e Abatimentos.

3.

A Provisão para Devedores Duvidosos no balanço é considerada como:

a)

Acréscimo de Patrimônio Líquido.

b)

Dedução de Ativo Não Circulante.

c)

Acréscimo de Passivo Circulante.

d)

Dedução de Contas a Receber de Clientes.

4.

A Depreciação Acumulada é:

a)

Uma reserva.

b)

Uma provisão somada às demais contas do Patrimônio Líquido.

c)

Uma conta retificadora de Ativo Não Circulante.

d)

Um fundo para reposição de máquinas.

2.

Questões:

1. Qual o motivo de padronizarmos as demonstrações financeiras antes da análise?

2. O que é Ativo Circulante Operacional?

3. O que é Passivo Circulante Operacional?

4. O que é Capitais de Terceiros?

5. O que é padronização?

6. Dê sua opinião sobre Análise de Balanços na visão de Gestão Empresarial, “ você como um administrador que irá depender destas análises para a tomada de decisão.”

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3. A Cia Soninho apresentou o seguinte balanço em 31/12/2009 CIA SONINHO

BALANÇO PATRIMONIAL

 

31/12/2009

ATIVO

 

PASSIVO

 

Circulante

 

Circulante

 

Obras –de –arte

10

Duplicatas a receber

100

Máquinas e equipamentos

40

Lucros Acumulados

55

Imóveis

100

Contas a pagar

15

Não Circulante

 

Exigível a Longo prazo

 

Fornecedores

100

Capital

200

Participações Societárias

50

Impostos a Recolher

10

Móveis e utensílios

30

   
   

Patrimônio Líquido

 

Caixa

70

Salário a pagar

40

Veículos

80

Empréstimos a pagar (1,5 ano)

45

Duplicatas descontadas

(15)

   

TOTAL

465

TOTAL

465

Pede-se : Apresentar o balanço patrimonial de forma correta em 31/12/2009

Pede-se : Apresentar o balanço patrimonial de forma correta em 31/12/2009 Pag. 33 P rof.: P

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4. Reclassifique o BP e a DRE da Cia Bem Feito.

   

BALANÇO PATRIMONIAL

 

ATIVO

31-12-X1

31-12-X2

31-12-X3

PASSIVO

 

31-12-X1

31-12-X2

31-12-X3

CIRCULANTE Disponibilidades Caixa Bancos Aplic de Liq Imed

     

CIRCULANTE Fornecedores INSS a recolher FGTS a recolher Impostos a Pagar Divid a Pagar Contas a Pagar Empréstimos Banc

 

24.612

32.816

56.492

1.202

1.451

1.927

1.854

2.640

5.805

4.482

4.055

4.779

630

822

1.290

 

5.684

5.506

6.706

4.230

4.428

3.586

Clientes Duplicatas a Rec Prov Dev Duvid Duplicatas Descont

1.890

1.036

4.778

37.454

59.117

126.627

970

2.173

1.233

(1.132)

(1.476)

(2.064)

2.294

8.061

20.592

(10.100)

(20.226)

(55.127)

   
 

26.222

37.415

69.436

Total do Passivo Circ

 

36.480

51.976

93.776

Estoques Produtos Acabados Produtos em Proces Matéria-prima

8.469

29.060

60.464

NÃO CIRCULANTE

 

3.255

11.329

14.120

EXIG L PRAZO

 

14.370

12.986

26.970

Empréstimos Banc

 

10.920

40.706

115.176

 

26.094

53.375

101.554

Financiamento

-

.

19.414

41.160

Total do Circulante

58.000

96.296

177.696

Total do Exigível L P

10.920

60.120

156.336

NÃO CIRCULANTE Investimentos Ações Outras Emp Incentivos Fiscais

PATRIMÔNIO LÍQ

   

2.100

4.120

8.100

Capital Social

 

410

915

4.480

Subscrito

 

26.167

46.660

70.748

 

2.510

5.035

12.580

A

realizar

(3.342)

(3.000)

-

.

Imobilizado Imóveis Instalações Máquinas e Equip Veículos Móveis e Utensílios Depreciação Acum Imobiliz em andam

 

22.825

43.660

70.748

13.300

21.200

41.969

Reservas de Capital

 

2.060

9.100

20.600

C

M do Capital

   

8.491

17.144

35.940

7.300

26.500

55.107

   

5.290

12.250

23.010

Reservas de Lucro Reserva Legal Lucros Retidos

1.710

3.110

6.781

 

388

516

1.141

(5.572)

(9.336)

(18.920)

5.494

10.939

18.068

-

.

20.200

57.186

 

5.882

11.455

19.209

 

24.088

83.024

185.733

 

Total do Patrim Líq

 

37.198

72.259

125.897

Total Não Circulante

26.598

88.059

198.313

 

TOTAL DO ATIVO

84.598

184.355

376.009

TOTAL PASSIVO

   

84.598

184.355

376.009

   

DRE

31-12-X1

 

31-12-X2

 

31-12-X3

 

Receita Bruta

 

182.616

 

237.169

   

455.000

(

- ) Deduções Devoluções, Abatimentos Impostos Receita Líquida

   

(7.556)

 

(16.175)

 

(26.807)

(13.128)

(16.583)

(21.670)

161.932

204.411

406.523

- ) Custo dos Prod Vendidos Lucro Bruto Despesas Operacionais De Venda Administrativa Financeira Lucro Operacional Receita / Despesa Não Operacional Lucro na Venda Invest Lucro na Venda Imobilizado Saldo da Correção Monetária Lucro Antes do IR Provisão para IR Lucro Líquido

(

(123.373)

(147.440)

(252.927)

38.559

56.971

 

153.596

(7.860)

(11.397)

(19.200)

(7.151)

(9.171)

(13.190)

(10.608)

(26.060)

(114.503)

12.940

10.343

 

6.703

120

-

-

-

230

390

(1.598)

(2.650)

2.030

11.462

7.923

9.123

(3.690)

(3.777)

(2.410)

7.772

4.146

6.713

Pag. 34

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DISCIPLINA : Analise das Demonstrações Financeiras

Balanço Patrimonial 31-12-X1 31-12-X2 31-12-X3 VA AV AH VA AV AH VA AV AH ATIVO
Balanço Patrimonial
31-12-X1
31-12-X2
31-12-X3
VA
AV
AH
VA
AV
AH
VA
AV
AH
ATIVO CIRCULANTE
SOMA
NÃO CIRCULANTE
REALIZ A LONGO PRAZO
SOMA
TOTAL DO ATIVO
PASSIVO CIRCULANTE
SOMA
NÃO CIRCULANTE
EXIGÍVEL A LONGO PRAZO
SOMA
CAPITAIS DE TERCEIROS
PATRIMÔNIO LÍQUIDO
SOMA
TOTAL DO PASSIVO

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DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO FINDO EM X1 X2 X3 VA AV AH VA AV
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO
EXERCÍCIO FINDO EM
X1
X2
X3
VA
AV
AH
VA
AV
AH
VA
AV
AH
RECEITA LÍQUIDA
(
- ) Custo dos Produtos Vendidos
= LUCRO BRUTO
(
- ) Despesas Operacionais
* de Vendas
* Administrativas
* Financeiras
= LUCRO OPERACIONAL
(
+ ) Receitas Não Operacional
(
+ ) Saldo Correção Monetária
= LUCRO ANTES DO I.R.
- ) Imposto de renda
LUCRO LÍQUIDO
(

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4

PARTE II – AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO EMPRESARIAL

ANALISE ATRAVÉS DOS ÍNDICES

1 – RECORDANDO

1.1 INTRODUÇÃO

Numa empresa, freqüentemente os responsáveis pela administração estão tomando decisões, quase todas vitais para o sucesso do negócio. Por isso, há necessidade de maiores informações e outros subsídios que contribuam para uma boa tomada de decisões. Basicamente as decisões financeiras inerentes à atividade de uma empresa presumem-se na captação de recursos – decisões de financiamento, e na aplicação dos valores levantados – decisões de investimento. Os montantes provenientes destas decisões, assim como suas diferentes naturezas, estão apurados nos ativos (investimentos) e passivos (financiamentos) contabilizados pela empresa. São decisões que toda empresa toma de maneira contínua e inevitável. Os recursos próprios de uma empresa são os provenientes do capital subscrito e integralizado pelos sócios e acionistas, das reservas em geral e dos lucros retidos. Estes valores são identificados no patrimônio líquido. O recursos de terceiros são originados de fonte externa, mais especificamente do mercado financeiro, podendo assumir a modalidade de empréstimos e financiamentos, repasses de recursos internos e externos etc. Deve-se notar, ainda, a existência de determinados passivos (basicamente de curto prazo) que não são provenientes de instituições financeiras, tais como créditos concedidos por fornecedores, contribuições e encargos sociais e impostos a recolher, etc.

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Para dirigir qualquer empreendimento é indispensável dispor, no momento certo, das informações corretas em quantidade adequadas. Através da análise das demonstrações contábeis levantadas pela empresa, pode-se extrair séries de informações sobre a posição financeira e econômica. Por exemplo, um analista poderá obter conclusões sobre a atratividade de investir em ações em determinada empresa, se um crédito solicitado merece ou não ser atendido, se a capacidade de pagamento (liquidez) está boa ou má, se existe rentabilidade adequada na atividade operacional da empresa, se as políticas empregadas são compatíveis com a estrutura da empresa , e assim por diante.

1.2 CONCEITOS

A análise de balanços é uma técnica que visa extrair das Demonstrações Contábeis, as informações úteis para o gerenciamento das atividades econômico-financeiras. É o processo que visa decompor os elementos do Balanço em sua formas usuais simples e irredutíveis, para efeito de interpretação. Para que a empresa busque a continuidade, dependerá da capacidade desta, atingir alguns objetivos, dentre estes, a liquidez (capacidade da empresa pagar, nas datas acertadas, os compromissos financeiros por ela assumidos).

1.3 OBJETIVOS

A análise de balanços visa relatar, a partir das Demonstrações Contábeis fornecidas pelas empresas, a posição Patrimonial , Econômica e Financeira atual, as causas que determinaram a evolução apresentada, e as tendências. Irá extrair informações para à tomada de decisões. Pela análise pode-se constatar se a empresa está sendo bem administrada, identificar sua capacidade de solvência (estimar se é uma empresa que irá ou não falir), avaliar se é uma empresa lucrativa, e se tem condições de saldar suas dívidas com recursos gerados internamente, além de possibilitar o conhecimento e avaliação das políticas empregadas, quanto aos investimentos, aos créditos concedidos, níveis de estoque, etc

1.4 USUÁRIOS

Os usuários da análise financeira de balanços poderá ser: acionistas, concorrentes, instituições financeiras (bancos), fornecedores, clientes, governos, administradores e diretores da própria empresa.

1.5 A ESTRUTURA DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

As Demonstrações Contábeis são de fundamental importância para toda a análise de balanços. Somente através do entendimento da estrutura contábil das demonstrações é que se pode desenvolver avaliações mais acuradas das empresas. Mais especificamente, todo o processo de análise requer conhecimentos sólidos da forma de contabilização e apuração das demonstrações contábeis.

1.5.1 BALANÇO PATRIMONIAL

O balanço apresenta a posição patrimonial de uma empresa em dado momento. A informação que esse demonstrativo fornece é totalmente estática e, muito provavelmente, a sua estrutura se apresentará relativamente diferente algum tempo após o seu encerramento. No entanto, pelas relevantes informações de tendências que podem ser extraídas de seus diversos grupos de contas , o balanço servirá como elemento de partida indispensável para o conhecimento da situação econômica e financeira de uma empresa.

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1.5.2 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO

A Demonstração de Resultados do Exercício visa fornecer, de maneira esquematizada, os

resultados (lucro ou prejuízo) auferidos pela empresa em determinado exercício social, os quais são transferidos para contas do patrimônio líquido. O lucro (ou prejuízo) é resultante de receitas, custos e despesas incorridos pela empresa no período e apropriados segundo o regime de competência, ou seja, independentemente de que tenham sido esses valores pagos ou recebidos.

1.5.3

PATRIMÔNIO LÍQUIDO

DEMONSTRAÇÕES

DOS

LUCROS

OU

PREJUÍZOS

ACUMULADOS

E

DAS

MUTAÇÕES

DO

A Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados retrata as movimentações ocorridas na

conta de lucros acumulados do Patrimônio Líquido, fornecendo explicações sobre o seu comportamento ao longo do exercício social. Enquanto a Demonstração do Resultado do Exercício evidencia a formação do lucro do exercício, a Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados revela as alterações verificadas nos lucros acumulados da sociedade. Portanto a Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados revela unicamente as variações ocorridas nos lucros acumulados da empresa, a demonstração das mutações do Patrimônio Líquido (mesmo não sendo obrigatória pela legislação ) aborda os movimentos verificados ao longo do exercício social em todas as contas do Patrimônio Líquido, demonstrando os acréscimos e reduções verificadas na conta de lucros ou prejuízos acumulados, reservas de reavaliação, reservas estatutárias, capital realizado etc.

1.5.4 DEMONSTRAÇÕES DAS ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS ( DOAR )

A demonstração das origens e aplicações de recursos é simplesmente a comparação de dois

balanços consecutivos, os quais identificam as variações ocorridas na estrutura financeira da empresa durante o período considerado, permitindo, por conseguinte, melhores critérios para a análise financeira. O demonstrativo, num sentido mais amplo, permite a identificação clara dos fluxos financeiros que aumentaram ou reduziram o capital circulante líquido, indicando suas origens (origens dos recursos que elevaram o capital circulante líquido ) e aplicações (aplicações dos recursos que diminuíram o capital circulante líquido).

1.6 INFORMAÇÕES PRODUZIDAS PELA ANÁLISE DE BALANÇOS

Situação financeira

Desempenho

Adequação das fontes às aplicações de recursos

Causas das alterações na rentabilidade

Evidencia de erros na administração

Providências que deveriam ser tomadas e não foram

Avaliação de alternativas econômico-financeiras futuras

Eficiência na utilização dos recursos

Pontos fortes e fracos

Tendências e perspectivas

Quadro evolutivo

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DI

SCIPLINA : Analise das Demonstraç ões Financeiras

1.7 SEQUENCIA DA ANÁLISE

1)

Extrair-se os índices das demonstrações financeiras

2)

Compara-se os índices c om os padrões

3)

Pondera-se as diferente s informações e chega-se a um dignóstico ou con clusões

4)

Tomada de decisões

1.8 PADRONIZAÇÃO DAS DEMO NSTRAÇÕES FINANCEIRAS

Simplificação

Comparabilidade

Adequação aos objetivo s da análise

Precisão nas classificaçõ es de contas

Descobertas de erros

Intimidade do analista c om as demonstrações financeiras

2 – ÍNDICES FINANCEIROS

2.1 QUANTOS ÍNDICES SÃO NEC ESSÁRIOS PARA UMA BOA ANÁLISE?

O importante não é o ca lculo de grande número de índices, mas de um conjunto de índices que

desejada na análise. A

análise é variável de usuário pa ra usuário. Ex: o fornecedor pode apenas que rer rápidas informações

sobre a empresa, a respeito d e sua rentabilidade, de seu índice de liquidez . Como irá saldar seus compromissos.

permita conhecer a situação d a empresa, segundo o grau de profundidade

2.2 ASPECTOS DA EMPRESA REV ELADOS PELOS ÍNDICES

Índice é a relação entr e contas ou grupo de contas das Demonstraç ões Contábeis, que visa

evidenciar determinado aspecto da situação econômica ou financeira de uma em

O Uso de índices (quo cientes) tem como finalidade principal perm itir ao analista extrair tendências e comparar os índice s com padrões preestabelecidos. A finalidade d a análise é, mais do que retratar o que aconteceu no pa ssado, fornecer algumas bases para inferir o q ue poderá acontecer no futuro.

A periodicidade da aná lise depende dos objetivos que se pretenda a lcançar. Tratando-se de

análise para finalidades externa s um cálculo anual ou semestral é suficiente. interna, alguns índices merece rão acompanhamento mensal, outros até de dependendo de quão crítico sej a o índice como um sinal de alarme do sistema

Para a análise gerencial intervalos mais curtos, de informação contábil

financeiro. Pode-se subdividir a aná lise das Demonstrações Financeiras em análise da situação financeira e análise da situação econômica.

presa.

LIQUID EZ FINANCEIRA ESTRUTURA D E CAPITAL ANALISE DA SITUAÇÃO ECONOMICA RENTABILI DADE
LIQUID EZ
FINANCEIRA
ESTRUTURA D E CAPITAL
ANALISE DA SITUAÇÃO
ECONOMICA
RENTABILI DADE

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3 DESCRIÇÃO DETALHADA DOS ÍNDICES

3.1 ESTRUTURA DE CAPITAIS

Os índices desse grupo mostram as grandes linhas de decisões financeiras, em termos de obtenção e aplicação de recursos.

3.1.1. IPCT INDICE DE PARTICIPAÇÃO DE CAPITAL DE TERCEIROS

=

IPCT INDICE DE PARTICIPAÇÃO DE CAPITAL DE TERCEIROS = O índice de Participação de Capitais de
IPCT INDICE DE PARTICIPAÇÃO DE CAPITAL DE TERCEIROS = O índice de Participação de Capitais de

O índice de Participação de Capitais de terceiros relaciona, as duas grandes fontes de recursos

da empresa ou seja Capitais Próprios ( PL ) e Capitais de Terceiros ( PC + ELP ). É um indicador de risco ou de dependência à terceiros.

A empresa em 31.12.x1. Para cada $ 100 de capital próprio (patrimônio líquido) tomou $ 154 de

capital de terceiros, e em 31.12.x2 tomou $ 183 emprestado. Neste caso, o índice de Participação de Capitais de Terceiros indica que o endividamento da empresa piorou de 31.12.x1 para 31.12.x2.

Do ponto de vista estritamente financeiro, quanto maior a relação Capitais de Terceiros / PL menor a liberdade de decisões financeiras da empresa. Sendo assim, este índice quanto menor, melhor.

Lembrar de comparar com padrões do mesmo ramo de atividade para saber se o nível do endividamento da empresa está dentro ou fora de certos padrões.

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3.1.2. CE COMPOSIÇÃO DO ENDIVIDAMENTO

=

F inanceiras 3.1.2. CE COMPOSIÇÃO DO ENDIVIDAMENTO = Tais índices indicam que a empresa tinha 81%
F inanceiras 3.1.2. CE COMPOSIÇÃO DO ENDIVIDAMENTO = Tais índices indicam que a empresa tinha 81%

Tais índices indicam que a empresa tinha 81% de suas dívidas vencíveis a Curto Prazo e este percentual caiu para 54%, melhorando o perfil da dívida.

A empresa em expansão deve procurar financiá-la, em grande parte, com endividamento de longo prazo, à medida que ela ganhe capacidade operacional , tenha condições de começar a amortizar suas dívidas. Deve evitar financiar expansão com empréstimos de curto prazo.

3.1.3. IPL IMOBILIZAÇÃO DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO

= ã + + í

IPL IMOBILIZAÇÃO DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO = ã + + í Pag. 42 P rof.: P aulo

Pag. 42

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D ISCIPLINA : A nalise das D emonstrações F inanceiras Importante : CCP = PL -

Importante :

CCP = PL - ANC

CCP : Capital Circulante Próprio

PL : Patrimônio Líquido

ANC : Ativo Não Circulante

O CCP é a parcela do Patrimônio Líquido Investida no Ativo Circulante.

Indica que a empresa em 31.12.x1 investiu no Ativo Não Circulante ( Investimentos, Imobilizado e Intangível ) a importância equivalente à 71% do PL, o restante 29% ( CCP ) é aplicado Ativo Circulante.

Em 31.12.x2 subiu para 121% , a empresa usou de 21% de Capitais de Terceiros além do PL, para imobilização. O Ativo Circulante é totalmente financiado por Capitais de Terceiros, os quais financiam ainda uma parte do Ativo Não Circulante. A empresa está nas mãos de terceiros para o financiamento de seu giro comercial.

3.1.4. IRNC IMOBILIZAÇÃO DOS RECURSOS NÃO CORRENTES

= ã + + í +

DOS RECURSOS NÃO CORRENTES = ã + + í + Pag. 43 P rof.: P aulo

Pag. 43

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D ISCIPLINA : A nalise das D emonstrações F inanceiras Importante : CCL = CCP (

Importante : CCL =

CCP ( PL – ANC )

+ ELP

CCL : Capital Circulante Líquido

CCP : Capital Circulante Próprio

PL : Patrimônio Líquido

ANC : Ativo Não Circulante

ELP : Exigível a Longo Prazo

O CCL representa a folga financeira a curto prazo, ou seja, financiamentos de que a empresa dispõe

para o seu giro e que não serão cobrados a curto prazo.

Estes índices mostram que a empresa destinou ao Ativo Não Circulante, respectivamente 55% e 66% dos Recursos não correntes. Este índice não deve em regra ser superior a 100%, deve sempre existir parte dos recursos não correntes, em relação às imobilizações, destinado ao Ativo Circulante.

A parcela de recursos não correntes destinada ao Ativo Circulante é denominada Capital Circulante Líquido ( CCL ).

ao Ativo Circulante é denominada Capital Circulante Líquido ( CCL ). Pag. 44 P rof.: P

Pag. 44

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EXERCÍCIOS ÍNDICES ESTRUTURA DE CAPITAIS.

A empresa JR Comércio Ltda. apresentou nos anos abaixo, os seguintes valores em suas Demonstrações Financeiras:

ATIVO

Ano 20x1

Ano 20x2

PASSIVO

Ano 20x1

Ano 20x2

Circulante

   

Circulante

   

Disponível

2.000

3.200

Salários a Pagar

19.000

31.000

Clientes /Contas a Receber

13.000

26.800

Fornecedores

13.000

43.000

Estoques

20.000

30.000

Impostos a recolher

5.000

15.000

Total do Ativo Circulante

35.000

60.000

Total do Passivo Circulante

37.000

89.000

     

Não Circulante

   

Não Circulante

   

Exigível a Longo Prazo

   

Realizável a Longo Prazo

   

Financiamentos

5.000

12.000

Duplicatas a receber

1.200

3.300

Patrimônio Líquido

   

Investimentos

1.800

2.700

Capital Social

9.000

28.500

Imobilizado

35.000

107.000

Reservas

12.000

26.500

Total do Não Circulante

38.000

113.000

Lucros Acumulados

10.000

17.000

     

Total do PL

31.000

72.000

TOTAL DO ATIVO

73.000

173.000

TOTAL PASSIVO

73.000

173.000

Pede-se calcular os índices financeiros da Estrutura de Capitais, comentar sobre eles e avaliar o desempenho desta empresa, considerando apenas os índices de estrutura de capital.

Índices

Ano

20x1

Ano

20x2

Participação Capital de Terceiros

Composição

Endividamento

Imobilização do PL

Imobilização do Recursos não correntes

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3.2 INDICES DE LIQUIDEZ

Os índices desse grupo mostram a base da situação financeira da empresa. São índices que, a partir do confronto dos Ativos Circulantes com as Dívidas, procuraram medir quão sólida é a base financeira da empresa.

3.2.1. ILG INDICE DE LIQUIDEZ GERAL

= +

+

3.2.1. ILG INDICE DE LIQUIDEZ GERAL = + + O índice de Liquidez Geral em 31.12.x1
3.2.1. ILG INDICE DE LIQUIDEZ GERAL = + + O índice de Liquidez Geral em 31.12.x1

O índice de Liquidez Geral em 31.12.x1 de 1,18 indica que para cada $ 1,00 de dívida a empresa tem 1,18 de investimentos realizáveis à curto prazo, ou seja, consegue pagar todas suas dívidas e ainda dispõe de uma folga, excedente ou margem, de 18% (CCP). Pagando sua dívidas totais inclusive à longo prazo.

$ 1,00 de

dívida existem investimentos circulantes $0,88 (não conseguiria nesta data pagar a totalidade de suas dívidas) insuficiência de 0,12% para cada $ 1,00 de dívida.

Em 31.12.x2 o Ativo Circulante ficou menor que os Capitais de Terceiros, para cada

Lembrete: O índice evidencia a solidez financeira e não a capacidade de pagamento, pois alguns itens do Ativo não são converseis em dinheiro rapidamente, como por exemplo: Estoques.

Pag. 46

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3.2.2. ILC INDICE DE LIQUIDEZ CORRENTE

=

F inanceiras 3.2.2. ILC INDICE DE LIQUIDEZ CORRENTE = Nos dois exercícios o Ativo Circulante é
F inanceiras 3.2.2. ILC INDICE DE LIQUIDEZ CORRENTE = Nos dois exercícios o Ativo Circulante é

Nos dois exercícios o Ativo Circulante é maior que o Passivo Circulante, isto significa que os investimentos do Ativo Circulante são suficientes para cobrir as dívidas de curto prazo e ainda permitir uma folga de 46% e 61% respectivamente.

OBSERVAÇÃO:

O fator tempo foi desconsiderando no calculo do índice de Liquidez Corrente, no que diz respeito aos seguintes pontos que distanciam da realidade: Exemplo:

É impossível receber todas as duplicatas (ciclo financeiro), a antecipação destas pode

ocasionar redução no valor em função dos encargos cobrados; Os valores de liquidações não são necessariamente os valores contábeis registrados no Ativo e Passivo Circulante;

Impossibilidade de vender instantaneamente todos os estoques,

O Ativo Circulante pode compreender certos valores não recuperáveis, como despesas antecipadas, Seguros a Vencer, etc.

A margem de folga para manobras de prazos visa equilibrar as entradas e saídas de caixa. Quanto maiores os recursos, maior essa margem, maior segurança da empresa, melhor a situação financeira.

Pag. 47

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3.2.3. ILI INDICE DE LIQUIDEZ IMEDIATA

=

F inanceiras 3.2.3. ILI INDICE DE LIQUIDEZ IMEDIATA = Este índice evidencia qual a capacidade pagamento
F inanceiras 3.2.3. ILI INDICE DE LIQUIDEZ IMEDIATA = Este índice evidencia qual a capacidade pagamento

Este índice evidencia qual a capacidade pagamento da empresa a curto prazo, pois leva em consideração somente os recursos disponíveis da empresa.

3.2.4. ILS INDICE DE LIQUIDEZ SECA

=

+ çõ +

da empresa. 3.2.4. ILS INDICE DE LIQUIDEZ SECA = + çõ + Pag. 48 P rof.:

Pag. 48

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D ISCIPLINA : A nalise das D emonstrações F inanceiras Indica que a empresa conseguiria em

Indica que a empresa conseguiria em 31.12.x1 pagar 90% de suas dívidas somente com as disponibilidades imediatas. Em 31.12.x2 este reduziu para 87% , mantendo dentro das normalidades.

Em ambos os casos pode-se afirmar que a empresa tem uma boa performance, independente de padrões.

Este índice é um teste que visa medir o grau de excelência da situação financeira da empresa.

Pag. 49

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EXERCÍCIOS ÍNDICES DE LIQUIDEZ:

A empresa JR Comércio Ltda. apresentou nos anos abaixo, os seguintes valores em suas Demonstrações Financeiras:

ATIVO

Ano 20x1

Ano 20x2

PASSIVO

Ano 20x1

Ano 20x2

Circulante

   

Circulante

   

Disponível

2.000

3.200

Salários a Pagar

19.000

31.000

Clientes /Contas a Receber

13.000

26.800

Fornecedores

13.000

43.000

Estoques

20.000

30.000

Impostos a recolher

5.000

15.000

Total do Ativo Circulante