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Prof. Mauro - UCDB

LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA 1

INTRODUÇÃO:

Procuraremos com os experimentos de laboratório verificar na prática as leis e comportamentos previstos em nossas aulas teóricas, procurando consolidar os conceitos abstratos da teoria. Ao ver um circuito funcionando, o acadêmico deverá chegar às mesmas conclusões e leis dos cientistas do passado, ajudando-o a reter tais conhecimentos. Cada experimento será acompanhado pelo professor em sala, dividindo-se os 40 alunos da turma em 2 sub-turmas para laboratório. Cada sub-turma será dividida pelas bancadas do laboratório em grupos de 3 alunos (ou no máximo 4) para realizar as atividades, com todos os alunos devendo participar e saber o que está acontecendo. Para garantir isto, ao final das aulas qualquer membro da equipe

poderá ser questionado sobre o que a equipe fez. Caso não saiba, a equipe toda perderá pontos no relatório. O objetivo é que nenhum aluno seja deixado de lado pelos seus colegas, realizando-se um verdadeiro trabalho em equipe, e não apenas um ou dois trabalhando e o resto "fazendo turismo" ou sendo segregado. Deverão ser anotados cada dado e medição obtidos, que serão usados depois, em casa, para desenvolverem gráficos e relatório em grupo, a ser entregue na semana seguinte.

O GRUPO DO RELATÓRIO DEVERÁ SER O MESMO QUE REALIZOU O

EXPERIMENTO, sem “paraquedistas” de última hora. O relatório só poderá conter 4 nomes se

o grupo em aula tinha 4 componentes. Cada aluno faz o seu próprio relatório com o nome dos outros integrantes, e apenas um dos relatórios do grupo é sorteado para avaliação. A cada semana os integrantes devem trocar de equipe, não se podem repetir integrantes das equipes. Se o aluno perder a aula terá que fazer o experimento fora do horário de aula, com algum estagiário certificando esta realização.

O relatório DEVERÁ CONTER:

Data e título do experimento

Identificação dos alunos da equipe (nome e turma)

Objetivo (teoria a ser provada, etc

Material usado

Enunciados das instruções e procedimentos

Dados e medições coletadas

Cálculos efetuados

GRÁFICOS EM PAPEL MILIMETRADO, feitos a mão (não precisa ser uma folha inteira, pode ser recortado um pedaço de 5cmx10cm).

Conclusões e dificuldades

)

Vale salientar que os resultados não precisarão ser exatos, pois queremos apenas compreender os conceitos, não fazer pesquisa e publicar trabalhos em congressos. Portanto, não se preocupem se a margem de erro for maior que a prevista (ver primeira aula teórica). Os trabalhos devem ser feitos A MÃO, em letra legível, em papel quadriculado ou papel sulfite. NÃO SERÃO ACEITOS TRABALHOS FEITOS EM COMPUTADOR OU PAPEL PAUTADO. As conclusões devem conter frases significativas com relação ao objetivo, e eventuais justificativas por erros encontrados. Mas não basta jogar a culpa toda nos equipamentos, que podem estar descalibrados. Use seu cérebro para concluir algo útil. Além de algumas experiências em bancada, teremos também simulações em

microcomputador, utilizando-se do software de simulação eletrônica Electronic Workbench. Isto nos possibilitará realizar experimentos com uma gama muito maior de componentes e instrumentos, com muito mais agilidade do que na bancada, com a vantagem de termos menos alunos por micro, um ou dois apenas. Estas atividades também deverão ter relatórios, em grupos, para serem entregues uma semana depois. Este software deverá ficar disponível aos alunos fora do horário da aula para explorarem-no ou refazerem seus experimentos.

A nota dos relatórios dependerá da limpeza, organização, objetivos cumpridos e

conclusões significativas.

EXPERIMENTO 1: RESISTORES E LEI DE OHM

OBJETIVOS:

Código de cores para leitura de resistores Medição de resistores Lei de Ohm

MATERIAL USADO:

Multímetros analógico e digital Fonte de alimentação DC Painel de conexão Resistores de carbono dos seguintes valores: 470, 1k, 1k2, 1k5, 2k2, 3k3, 3k9, 4k7, 5k6, 6k8, 8k2, 10k ohms.

TIPOS DE RESISTORES:

Como visto em teoria, resistores oferecem uma maior oposição à passagem da corrente elétrica. Os primeiros eram feitos de fio de alta resistividade, mas com o avanço da tecnologia, eles começaram a receber formatos mais adequados. Com a descoberta de novos materiais, mais resistentes a altas temperaturas (por causa da dissipação por efeito Joule), eles passaram a ter tamanhos menores. Os principais são:

de fio: de construção robusta e suportam temperaturas mais altas de filme de carbono: feitos de dezenas de Ohms a centenas de kiloohms, tolerância de 5 a 10% de filme metálico: mais precisos, tolerância de 1 e 2%, feitos de dezenas de ohms a dezenas de megaohms. Todos usam um código de cores para identificar seus valores e margens de erro, descritos a seguir. Vale salientar ainda que existem resistores variáveis, que tem 3 terminais, 2 ligados às extremidades da resistência e um ligado a um cursor móvel, que pode deslocar-se sobre o material resistivo. A R entre as extremidades é fixa, porém de qualquer extremidade ao terminal ligado ao cursor o valor de R é variável (entre zero e o valor máximo especificado). São de 3 tipos principais:

potenciômetro: contém uma haste giratória acoplada ao cursor, permitindo a variação da resistência manualmente. Normalmente é usado em que se deseja variar grandezas controladas por corrente ou tensão elétrica, como o volume de um rádio ou o contraste de um monitor ou TV.

trimpot: o cursor a acoplado a uma base plana giratória vertical ou horizontal, de difícil acesso manual. É comum em circuitos em que não se deseja mudar a R constantemente, como em calibração de instrumentos.

multi-voltas:(ou multi-turn) consiste de um "tijolinho" com um parafuso pequeno na ponta, para calibragem também, porém usado quando se necessita de um ajuste mais preciso.

Os resistores vêm em valores comerciais pré-definidos, com diferentes margens de erro, em múltiplos de 10 dos valores abaixo. Para valores diferentes deve-se montar combinações dos originais.

SÉRIE (tolerância) X VALORES:

1 (5,10 e 20%)

2 (2 e 5%)

3 (1 e 2%)

 

10

10

100

102

105 107

 
 

11

110

113

115 118

 

12

12

121

124

127

 

13

130

133

137 140

143 147

15

15

150

154

158

 

16

162

165

169 174

178

18

18

182

187

191 196

 
 

20

200

205

210 215

 

22

22

221

226

232 237

 
 

24

243

249

255 267

 

27

27

274

280

287 294

 
 

30

301

309

316 324

 

33

33

332

340

348 357

 
 

36

365

374

383

39

39

392

402

412 422

 
 

43

432

442

453 464

 

47

47

475

487

499

 

51

511

523

536 549

 

56

56

562

576

590 604

619

 

62

634

649

665

68

68

681

698

715

732

 

75

750

768

787

806

82

82

825

845

866

887 909

 

91

931

953

976

CÓDIGO DE CORES:

Usado mais para resistores de carbono ou filme. Resistores de fio, por serem maiores, normalmente tem seu valores impressos, sem cores. Cada resistor contém 4 anéis, o primeiro sendo o que mais se aproxima de um dos 2 terminais, sendo:

1º anel: 1º algarismo significativo 2º anel: 2º algarismo significativo 3º anel: número de zeros (expoente da potência de dez) 4º anel: tolerância

 

cor\anel->

1

 

2

3

= multiplicador

preto

0

 

0

0

x

1 =x 10^0

marrom

1

 

1

1

x

10=x 10^1

vermelho

2

 

2

2

x

10^2

laranja

3

 

3

3

x

10^3

amarelo

4

 

4

4

x

10^4

verde

5

 

5

5

x

10^5

azul

6

 

6

6

x

10^6

violeta

7

 

7

7

x

10^7

cinza

8

 

8

8

x

10^8

branco

9

 

9

9

x

10^9

4º anel: tolerância=margem de erro ou precisão:

 
 

marrom

1%

vermelho

 

2%

ouro

5%

prata

10%

incolor

20%

Exemplos:

1.Vm,Vm,Vm,ouro: (vermelho,vermelho,vermelho,ouro) 22x10^2, isto é, 2200 ohms ou 2K2, com 5% de precisão. 2.L,L,P,Prata: (laranja,laranja,preto,prata): 33x10^0, i.e., 33 ohms, com 10% de precisão.

PAINEL DO VOLTÍMETRO/MULTÍMETRO:

MULTÍMETRO DIGITAL No caso dos multímetros digitais, basta escolhermos a escala de grandeza a ser medida (ohms, volts ou amperes) e sua ordem de grandeza para termos a leitura pronta em seu display numérico. Tudo que se precisa é observar se a escala não foi excedida (valor máximo) e se as pontas de prova estão colocadas nos buracos certos:

se as pontas de prova estão colocadas nos buracos certos: • cabo preto no comum •

cabo preto no comum

vermelho em duas posições diferentes: uma para corrente, outra para tensão/resistência.

E alguns MM digitais ainda são autorange , isto é, escolhem as escalas automaticamente.

MULTÍMETRO ANALÓGICO

O uso de um voltímetro analógico é mais complexo. Ele

consiste de um ponteiro deslizando sobre uma escala. De

acordo com a grandeza e fundo de escala escolhido (por um botão giratório), faz-se a leitura na escala correspondente do painel, tendo então de calcular a ordem de grandeza da medida. Isto é, multiplicamos por um fator correspondente.

O painel do multímetro analógico do laboratório, SANWA

YX-360TR ou da MINIPA, é semelhante ao abaixo (principais escalas):

Note que a escala de ohms é logarítmica, não linear. A razão será vista em aula posterior.

OBS:

1.Para medir R em MM analógicos deve-se primeiro ajustar o 0 (zero), curto-circuitando as pontas de prova PARA CADA ESCALA diferente usada. 2.O MM analógico, por sua construção mecânica que usa galvanômetro (bobina de deflexão), pode medir apenas valores médios, não de pico (para o caso de sinais alternados). Para achar o valor de pico, usamos fórmulas que relacionem o valor médio ao de pico da forma de onda estudada. 3.Ambos os MM (analógico e digital) podem fazer outras medições, como por exemplo teste de diodos e transistores, mas isto será visto em outra oportunidade. Por agora faremos apenas as medições básicas de R, V e I. Alguns MM digitais mais modernos podem ler até capacitância e freqüência. 4.Observe que nosso MM analógico mede apenas corrente DC, enquanto o nosso digital lê corrente DC e AC (contínua e alternada). 5.Os MM digitais podem ter também uma função chamada HOLD, que armazena pico (valor máximo) de um sinal. 6.Alguns MM digitais podem também ler valores eficazes (veremos isto em teoria, em AC). Dependendo da qualidade do MM, temos a medição do valor eficaz real (MM tipo TRUE RMS), outros apenas medem o valor médio e convertem internamente para valor eficaz através da fórmula do fator de forma da senoide. Isto só é OK se a forma de onda medida for uma senoide, senão o valor estará errado. 7.Para ambos os MM deve-se escolher uma escala do aparelho que esteja mais próxima do limite da medição, para ter máxima precisão.

do limite da medição, para ter máxima precisão. IMPORTANTE : 1. Resistência sempre se mede DESCONECTA

IMPORTANTE:

1. Resistência sempre se mede DESCONECTADA do circuito, isto é, com pelo menos um dos terminais desconectados, e sem alimentação de tensão. Ela é medida em

ohms.

2.

Corrente (em Amperes) sempre exige que se coloque o MM em SÉRIE com o circuito,

isto é, deve-se abrir o circuito para afazer a medição. (Exceto para multímetros tipo alicate, para corrente alternada, a ser visto em outra experiência).

3.

Tensão (=voltagem), medido em Volts, deve-se colocar o MM em paralelo ao elemento sobre o qual se medirá a tensão.

4.

Alguns MM (o digital, por exemplo) têm plugs diferentes para realizar cada medição:

a. 1 comum (p/todos)

b. 1 dos 3:

V e ohm

 

mA

A

5.

NÃO MEÇA CORRENTE LIGADO EM V, PODE QUEIMAR O APARELHO.

LAB 1: Código de cores, Resistores e Lei de Ohm

PROCEDIMENTOS

PARTE I: IDENTIFICAÇÃO E MEDIÇÃO DE RESISTORES

1. Para os valores de resistores abaixo, escreva seus respectivos códigos de cores, selecione-

os das bancadas e meça-os usando MM analógico e digital. (Obs: como há somente 3 digitais, os grupos devem se alternar no seu uso - uns fazem 1º com o Analógico e outros com o digital, e depois trocam).

VALOR DO

CORES

MEDIÇÃOCOM

RESISTOR

MM ANALÓGICO

MM DIGITAL

470

     

1K

     

1K2

     

1K5

     

2K2

     

3K3

     

3K9

     

4K7

     

5K6

     

6K8

     

8K2

     

10K

     

OBS: Em resistores costuma-se usar K para 1000 e µ para 10 -6 , entre os dígitos significativos, quando for o caso.

PARTE II: VERIFICAÇÃO DA LEI DE OHM

2. Escolher 3 resistências quaisquer e levantar as curvas características respectivas, variando-

se a tensão e medindo a corrente Depois “Plote” os gráficos da curva teórica e da medida.:

Meça cada resistência. Varie a tensão, meça a I e calcule a I. Compare-as graficamente para checar se a lei de ohm está válida.

OBS: calcule I como V ÷ pela R medida (não a nominal). Use as resistências montadas em soquetes para facilitar as ligações. R nominal é a resistência obtida lendo o código de cores.

Rnominal :

 

Rmedido :

V(v)

I(A)

medido

calculado

1

   

2

   

3

   

4

   

5

   

6

   

7

   

8

   

9

   

EXPERIMENTO 2: LEIS DE KIRCHOFF

OBJETIVOS:

Observar Requiv e soma de I e V em circuitos de associação de resistores; observar curto circuito e circuito aberto

MATERIAL USADO:

Multímetros analógico e digital Fonte de alimentação DC Painel de conexão ou protoboard Resistores de carbono dos seguintes valores: 470, 1k, 1k2, 1k5, 2k2, 3k3, 3k9, 4k7, 5k6, 6k8, 8k2, 10k ohms.

PROCEDIMENTO 1. Para analisar as características dos circuitos série e paralelo, e os conceitos de divisor de tensão e de corrente, e curto-circuito e circuito aberto, monte cada um dos circuitos abaixo, usando 3 resistores diferentes (ignore o 1Kescrito abaixo):

1.1

diferentes (ignore o 1K Ω escrito abaixo) : 1.1 1.2 1.3 1.4 Para cada um dos

1.2

diferentes (ignore o 1K Ω escrito abaixo) : 1.1 1.2 1.3 1.4 Para cada um dos

1.3

diferentes (ignore o 1K Ω escrito abaixo) : 1.1 1.2 1.3 1.4 Para cada um dos
diferentes (ignore o 1K Ω escrito abaixo) : 1.1 1.2 1.3 1.4 Para cada um dos
diferentes (ignore o 1K Ω escrito abaixo) : 1.1 1.2 1.3 1.4 Para cada um dos

1.4

Para cada um dos circuitos acima:

a. Meça sua R equivalente (SEM ALIMENTAÇÃO) entre os pontos A e B. Depois calcule algebricamente (a partir dos valores medidos de R1, R2 e R3)

1.5

lido calculado CARACT. OBSERVADA b. Aplique 5 Volts entre A e B e meça as
lido
calculado
CARACT. OBSERVADA
b. Aplique 5 Volts entre A e B e meça as
correntes e tensões em cada resistor.
1.1
1.2
nominal
medido
1.3
R
1
1.4
R
2
1.5
R
3
Lembre-se: tensão se mede em paralelo, corrente
em série.
MEDIDAS
MEDIDAS
CALCULADAS
V
V
V
V
I
I
I
I
I
I
I
I
1
2
3
AB
1
2
3
AB
1
2
3
AB
1.1
1.2
1.3
1.4
1.5

OBS: para calcular, use as leis de Ohm e de Kirchoff , usando as R medidas c.A que conclusões você pode chegar da parte b, sobre a divisão de V e I? Você pode identificar os efeitos de um curto e de um circuito aberto? Explique com suas próprias palavras