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Controle de Constitucionalidade O presente material constitui resumo elaborado por equipe de monitores a partir

Controle de Constitucionalidade

O presente material constitui resumo elaborado por equipe de monitores a partir da aula ministrada pelo professor em sala. Recomenda-se a complementação do estudo em livros doutrinários e na jurisprudência dos Tribunais.

Sumário

1.

Controle Abstrato

2

 

1.1 Competência

3

1.2 Parâmetro

3

1.3 Objeto

4

1.4 Participantes

7

 

1.4.1

Legitimados Ativos

7

1.4.1.1

Rol de legitimados do art. 103 da Constituição Federal

8

 

1.4.2 Legitimados Passivos

9

1.4.3 Advogado-Geral da União

9

1.4.4 Procurador-Geral da República

10

1.4.5 Amicus Curiae

11

1.4.6 Outras formas de participação

12

1.5

Cautelar

12

 

1.5.1

Efeito vinculante

12

 

1.6

Decisão final

13

1.6.1 Aspecto procedimental

13

1.6.2 Efeitos da decisão

13

1.7

Técnicas decisórias

15

1.7.1 Modulação temporal

15

1.7.2 Declaração de inconstitucionalidade parcial com redução de texto

15

1.7.3 Declaração de inconstitucionalidade parcial sem redução de texto

15

1.7.4 Declaração de inconstitucionalidade sem pronúncia de nulidade

15

1.7.5 Declaração de norma ainda constitucional ou processo de

incosntitucionalização ou inconstitucionalidade progressiva ou norma constitucional em

trânsito para inconstitucionalidade

16

1.8

Recurso e Ação Rescisória

16

 

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1.

Controle Abstrato

 

No

controle

abstrato

encontramos

as

ações

específicas

do

controle

de

constitucionalidade, são elas:

ADI – art. 102, I, “a” da CF

ADC – art. 102, I, “a” da CF

ADO art. 103, § 2º da CF

ADPF art. 102, § 1º da CF e Lei 9.882/99

ADI estadual art. 125, § 2º da CF

ADI interventiva ou representação interventiva art. 36, III da CF e Lei

reguladas pela Lei 9.868/99

11.562/11

Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe:

I - processar e julgar, originariamente:

a) a ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal ou estadual e a ação declaratória de constitucionalidade de lei ou ato normativo federal;

Art. 103. Podem propor a ação direta de inconstitucionalidade e a ação declaratória de constitucionalidade:

§ 2º - Declarada a inconstitucionalidade por omissão de medida para tornar efetiva norma constitucional, será dada ciência ao Poder competente para a adoção das providências necessárias e, em se tratando de órgão administrativo, para fazê-lo em trinta dias.

Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe:

§ 1.º A arguição de descumprimento de preceito fundamental, decorrente desta Constituição, será apreciada pelo Supremo Tribunal Federal, na forma da lei.

Art. 125. Os Estados organizarão sua Justiça, observados os princípios estabelecidos nesta Constituição. § 2º - Cabe aos Estados a instituição de representação de inconstitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais ou municipais em face da Constituição Estadual, vedada a atribuição da legitimação para agir a um único órgão.

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Art. 36. A decretação da intervenção dependerá:

III de provimento, pelo Supremo Tribunal Federal, de representação do Procurador-Geral

da República, na hipótese do art. 34, VII, e no caso de recusa à execução de lei federal.

1.1 Competência

A competência para julgar a ADI, ADC, ADO, ADPF e a representação interventiva é

do STF. Já a competência para julgar a ADI estadual é do TJ (órgão máximo do Poder Judiciário estadual).

1.2 Parâmetro

O parâmetro é a norma ou princípio constitucional perante o qual é questionado o

ato (objeto).

O parâmetro na ADI e na ADC é o mesmo, ou seja, é a ordem constitucional global:

Texto constitucional;

Princípios constitucionais implícitos;

Tratados internacionais de direitos humanos aprovados na forma do art. 5º, § 3º da CF.

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se

aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

§ 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem

aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais.

Na ADPF o parâmetro são os preceitos fundamentais. O STF na ADPF nº 33/MC elencou alguns pontos que indicam o que são preceitos fundamentais:

Princípios fundamentais previstos entre os arts. 1º e 4º da CF;

Direitos fundamentais;

Princípios constitucionais sensíveis previstos no art. 34, VII do CF;

Cláusulas pétreas previstas no art. 60, § 4º da CF.

Uma

parcela

da

doutrina

entende

que

os

princípios

da

administração

pública

também deveriam ser considerados preceitos fundamentais.

 
 

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Assim, podemos concluir que o parâmetro na ADI é mais amplo do que o parâmetro da ADPF.

Na ADO o parâmetro são normas constitucionais que imponham um dever de fazer.

Na ADI estadual o parâmetro é a Constituição estadual.

Por fim, o parâmetro na representação interventiva:

Princípios constitucionais sensíveis previstos no art. 34, VII da CF;

Dever de execução de lei federal art. 34, VI, 1ª parte da CF.

1.3 Objeto

O objeto na ADI é a lei ou ato normativo federal ou estadual que aparecem de forma

explicita no art. 102, I. “a” da CF, o que não está tão evidente é que a lei e o ato normativo devem ser posteriores à Constituição Federal.

Logo, não cabe ADI contra lei ou ato normativo municipal. Todavia, em relação à lei distrital depende, pois se for derivada da competência estadual caberá ADI, mas se for derivada da competência municipal não cabe ADI.

Cabe ADI contra norma constitucional? Depende, pois a norma constitucional originária não pode ser objeto de ADI. Entretanto, a norma constitucional derivada (emendas a Constituição) pode ser objeto de ADI e o parâmetro são os limites ao poder de reforma constitucional.

Observação: se duas normas constitucionais originárias encontram-se em conflito a solução hermenêutica é a ponderação de valores dentro da situação concreta.

O objeto na ADC é a lei ou ato normativo federal.

O que é ato normativo para fins de cabimento de ADI e ADC? É o ato normativo primário, ou seja, aquele que detém autonomia, pois não depende de nenhuma outra norma a não ser a Constituição Federal.

O objeto da ADO é uma omissão que pode ser:

Total ou parcial;

Normativa ou administrativa.

Para entendermos o objeto da ADPF primeiro devemos ter em mente que existem dois tipos de ADPF:

Direta ou autônoma o objeto é um ato do Poder Público (art. 1º, caput da Lei 9.882/99), que pode ser:

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i. Normativo ou concreto;

ii. Da administração pública direta ou indireta;

iii. Posterior ou anterior à Constituição Federal;

iv. Infralegal;

v. Revogado;

vi. Conjunto de decisões judiciais.

Art. 1 o A arguição prevista no § 1 o do art. 102 da Constituição Federal será proposta perante o Supremo Tribunal Federal, e terá por objeto evitar ou reparar lesão a preceito fundamental, resultante de ato do Poder Público.

Indireta ou incidental o objeto é a lei ou ato normativo da União, Estados, Municípios ou Distrito Federal, incluídos os anteriores à Constituição Federal (art. 1º, § único, I da Lei 9.882/99).

Parágrafo único. Caberá também arguição de descumprimento de preceito fundamental:

I - quando for relevante o fundamento da controvérsia constitucional sobre lei ou ato normativo federal, estadual ou municipal, incluídos os anteriores à Constituição;

Exemplo: em um determinado processo foi suscitada uma questão incidental de matéria constitucional, neste caso estaríamos diante de um controle concreto de constitucionalidade a ser julgado pelo juiz competente. Contudo, se esta questão constitucional for um preceito fundamental o juiz da causa continua competente, mas admite-se que a partir da questão incidental poderá ser proposta ação diretamente ao STF, que consiste na ADPF incidental.

Vale ressaltar que STF não irá resolver o caso concreto, mas tão-somente analisar a questão incidental que envolve preceito fundamental. E o controle que o STF exercerá nesse caso é o controle abstrato, apesar de o nome da ADPF ser incidental ou indireta.

Assim, a questão incidental será analisar pelo STF e o caso concreto será resolvido pelo juízo competente, tal fenômeno é qualificado como cisão funcional da competência em plano vertical.

Se a ADPF incidental ou indireta é proposta a partir de uma questão incidental contida em um processo comum que já existe, logo, podemos concluir que a ADPF direta ou

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autônoma é proposta no STF independentemente da existência de qualquer processo discutindo a matéria.

ADC

ADI

 

ADPF indireta ou incidental

ADPF direta

Lei ou ato normativo federal posteriores à Constituição.

Lei ou ato normativo federal ou estadual

Lei ou ato normativo

Ato

do

Poder

da

União,

Estados,

Público.

posteriores

à

Distrito

Federal

ou

 
 

Constituição.

Municípios,

incluídos

os

anteriores

à

Constituição.

Podemos concluir que: ADC < ADI < ADPF indireta < ADPF direta. Assim, o objeto da ADPF é mais amplo do que o objeto da ADI. Diferentemente, o parâmetro da ADI é mais amplo do que o parâmetro da ADPF.

O objeto da ADI estadual é a lei ou ato normativo estadual ou municipal.

Objeto

Ação

Parâmetro

Competência

Lei federal

ADI

Constituição Federal

STF

Lei estadual

ADI

Constituição Federal

STF

ADI estadual

Constituição Estadual

TJ

Lei municipal

ADI estadual

Constituição Estadual

TJ

Observação: a única lei que pode ser objeto das duas ações é a lei estadual. Na hipótese de ocorrer a propositura simultânea (“simultaneus processus’) das duas ações a ADI genérica vai implicar no sobrestamento (paralisação) da ADI estadual.

Se o STF declarar a inconstitucionalidade a ADI estadual ficará prejudicada. Se o STF declarar a lei estadual constitucional não há prejudicialidade na ADI estadual.

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Atenção! Na ADI estadual o parâmetro é uma norma da Constituição estadual, mas, por questões de simetria, pode acontecer de a norma utilizada como parâmetro ser uma norma de reprodução obrigatória da Constituição Federal. Neste caso, da decisão do TJ caberá recurso extraordinário para o STF.

Da decisão de TJ na ADI estadual em regra cabe recurso extraordinário para o STF? Em regra não, pois trata-se de competência exclusiva do TJ. Mas, excepcionalmente, caberá recurso extraordinário para o STF se a norma da Constituição Estadual, utilizada como parâmetro na ADI estadual, for de reprodução obrigatória da Constituição Federal. Consistindo, assim, a única hipótese de controle difuso abstrato em âmbito de recurso extraordinário.

Por fim, o objeto da representação interventiva pode ser:

Ato normativo ou concreto;

Ato comissivo ou omissivo.

1.4

Participantes

1.4.1

Legitimados Ativos

ADI, ADC, ADO, ADPF art. 103 da CF.

Art. 103. Podem propor a ação direta de inconstitucionalidade e a ação declaratória de

constitucionalidade:

I - o Presidente da República;

II - a Mesa do Senado Federal;

III - a Mesa da Câmara dos Deputados;

IV a Mesa de Assembleia Legislativa ou da Câmara Legislativa do Distrito Federal;

V o Governador de Estado ou do Distrito Federal;

VI - o Procurador-Geral da República;

VII - o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil;

VIII - partido político com representação no Congresso Nacional;

IX - confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional.

ADI estadual o art. 125, § 2º da CF confere liberdade para a Constituição Estadual, vedado atribuir a um único legitimado. De modo que não há necessidade de reprodução obrigatória do modelo federal.

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Art. 125. Os Estados organizarão sua Justiça, observados os princípios estabelecidos nesta Constituição.

§ 2º - Cabe aos Estados a instituição de representação de inconstitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais ou municipais em face da Constituição Estadual, vedada a atribuição da legitimação para agir a um único órgão.

Representação interventiva exclusiva do Procurador-Geral da República.

1.4.1.1 Rol de legitimados do art. 103 da Constituição Federal

O rol de legitimados do art. 103 da CF é classificado pela doutrina em:

Legitimados universais ou neutros art. 103, I, II, III, VI, VI, VIII da CF.

I

- o Presidente da República;

II

- a Mesa do Senado Federal;

III

- a Mesa da Câmara dos Deputados;

VI

- o Procurador-Geral da República;

VII - o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil; VIII - partido político com representação no Congresso Nacional;

Legitimados especiais art. 103, IV, V, IX da CF.

IV

a Mesa de Assembleia Legislativa ou da Câmara Legislativa do Distrito Federal;

V o Governador de Estado ou do Distrito Federal;

IX - confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional.

Os legitimados especiais precisam demonstrar a pertinência temática, ou seja, só podem propor a ADI quando a lei ou ato normativo impugnados guarda relação com a área em que eles atuam.

Os legitimados universais não precisam demonstrar pertinência temática, podendo propor ADI sobre qualquer matéria.

O

art.

103

da

CF

pode

ser

dividido

entre

aqueles

legitimados

que

possuem

capacidade postulatória e os que não possuem.

 
 

Com capacidade postulatória art. 103, I ao VII da CF.

 
 

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I - o Presidente da República;

II

- a Mesa do Senado Federal;

III

- a Mesa da Câmara dos Deputados;

VI

- o Procurador-Geral da República;

VII - o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil;

Sem capacidade postulatória art. 103, VIII e IX da CF.

VIII - partido político com representação no Congresso Nacional;

IX - confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional.

Para os que não possuem capacidade postulatória é imprescindível a constituição de advogados e procuração com poderes específicos.

1.4.2 Legitimados Passivos

Os legitimados passivos não são chamados de réus, pois réu é aquele em face de quem se deduz uma pretensão e as ações aqui estudadas não envolvem direitos subjetivos.

ADI,

ADO,

ADPF,

ADI estadual,

representação

interventiva

órgão ou

autoridade responsável;

 

ADC não há legitimado passivo, pois tem por finalidade ratificar a presunção de constitucionalidade da norma.

1.4.3

Advogado-Geral da União

 

ADI o AGU atua como curador da presunção de constitucionalidade da norma impugnada art. 103, § 3º da CF.

Art. 103. Podem propor a ação direta de inconstitucionalidade e a ação declaratória de

constitucionalidade:

§ 3º - Quando o Supremo Tribunal Federal apreciar a inconstitucionalidade, em tese, de norma legal ou ato normativo, citará, previamente, o Advogado-Geral da União, que

defenderá o ato ou texto impugnado.

Exceções:

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a) Quando já houver decisão anterior do STF pela inconstitucionalidade da norma;

b) Quando a norma impugnada é contraria ao interesse da União.

ADC não há a atuação.

ADO o relator poderá solicitar sua manifestação.

ADPF idem ADI.

ADI estadual idem ADI (Procurador-Geral do Estado ou Advogado-Geral do Estado).

Representação interventiva manifestação como Advogado-Geral da União típico, ou seja, defendendo os interesses da União.

1.4.4

Procurador-Geral da República

ADI em razão da autonomia funcional o PGR pode se manifestar pela procedência ou improcedência da ação (art. 103, § 1º da CF).

Art. 103. Podem propor a ação direta de inconstitucionalidade e a ação declaratória de constitucionalidade:

§ 1º - O Procurador-Geral da República deverá ser previamente ouvido nas ações de inconstitucionalidade e em todos os processos de competência do Supremo Tribunal Federal.

Deve o PGR se manifestar na ação que ele mesmo propôs? Sim.

Pode o PGR pedir a improcedência da ação que ele mesmo propôs? Sim, pois ao longo dos debates ele pode entender que a norma é constitucional, podendo pedir a improcedência da ação que ele próprio propôs. Nesse caso, e em qualquer hipótese, não há que se falar em desistência da ação.

ADC, ADPF idem ADI.

ADO manifestação nas ações que não propôs.

Observação: os demais legitimados podem se manifestar, ou seja, os demais com exceção daquele que propôs a ação.

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ADI estadual mesma lógica da ADI, mas exercida pelo Procurador-Geral de Justiça.

Representação interventiva idem ADI.

1.4.5

Amicus Curiae

O amicus curiae está previsto no art. 7º, § 1º da Lei 9.868/99 e terá aplicação em

todas as ações.

A expressão em latim “amicus curiae” significa amigo da corte que pode ser algum órgão ou entidade que é admitida no processo com a finalidade de pluralização (ou democratização / abertura) do debate (ou interpretação) constitucional.

A admissibilidade do amicus curiae é feita pelo relator e do despacho de não

admissão cabe o agravo para o próprio plenário. O momento da admissão é até a data da

remessa dos autos à mesa de julgamento.

Existem dois pressupostos para a admissibilidade do amicus curiae, são eles:

a) Relevância da matéria;

b) Representatividade do postulante.

Quanto a sua atuação, o amicus curiae pode:

a) Fazer manifestação escrita ou oral;

b) Juntar documentos ou memoriais;

c) Solicitar designação de perito ou audiência pública.

O amicus curiae não pode:

a) Ampliar o objeto da demanda;

b) Recorrer da decisão final.

Por fim, quanto à natureza jurídica uma corrente entende que o amicus curiae tem natureza jurídica própria, ou seja, não é intervenção de terceiros, todavia, a corrente majoritária entende que o amicus curiae é uma forma de intervenção de terceiros.

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1.4.6

Outras formas de participação

Perito ou comissão de peritos

Audiência pública

Informações adicionais

1.5

Cautelar

Especialistas na matéria

A cautelar é possível em todas as ações, a diferença entre elas é a finalidade, veja:

ADI suspensão da eficácia da norma.

ADC suspensão dos processos em que haja discussão sobre a norma (prazo:

180 dias).

ADO suspensão da eficácia da norma em caso de omissão parcial; suspensão de processos judiciais ou procedimentos administrativos; ou determinação de outra medida que o STF considere razoável.

ADPF suspensão da eficácia do ato; suspensão de processos; suspensão de decisões judiciais sem trânsito em julgado; ou suspensão de medidas pertinentes à matéria discutida.

ADI estadual idem ADI.

Representação interventiva suspensão do ato.

Em todas as hipóteses elencadas acima a cautelar gera efeitos erga omnes e vinculante e da violação desse efeito vinculante cabe reclamação.

1.5.1 Efeito vinculante

São afetados pelo efeito vinculante:

Demais órgão do Poder Judiciário;

Administração Pública direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.

Contra o ato proferido por estes caberá reclamação, se o STF julgar procedente a reclamação será determinado a cassação da decisão judicial e a anulação do ato administrativo.

A reclamação não tem finalidade recursal.

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Não são afetados elo efeito vinculante:

STF;

Legislativo (função legislativa)

1.6

Decisão final

1.6.1

Aspecto procedimental

Presença mínima de 8 ministros (2/3);

Decisão: 6 votos (maioria absoluta).

No Tribunal de Justiça será aplicada a mesma lógica de forma proporcional, ou seja, presença mínima de 2/3 dos ministros e decisão da maioria absoluta.

1.6.2 Efeitos da decisão

ADI, ADC, ADO, ADPF, ADI estadual a decisão tem efeito erga omnes e vinculante.

Em relação a ADI e a ADC que são ações de caráter dúplice ou bivalente, pois a finalidade da ADI é declarar a norma inconstitucional e a ADC, por sua vez, tem a finalidade de declarar a norma constitucional. De outro modo, a finalidade da ADI é uma declaração negativa de constitucionalidade e da ADC é uma declaração positiva de constitucionalidade, por isso que na doutrina são chamadas de ações com sinais trocados.

Logo, a procedência de uma equivale a improcedência da outra.

A declaração de inconstitucionalidade gera efeitos específicos:

Efeito temporal: ex tunc (retroativo), mas cabe modulação.

Observação: modulação dos efeitos ocorre quando a declaração de inconstitucionalidade pode gerar insegurança jurídica. Assim, o STF pode atribuir efeito ex nunc (pro futuro) ou atribuir efeito retroativo limitado.

Nulidade

x

Segurança jurídica e interesse social

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Efeito repristinatório é a restauração de uma norma revogada.

Exemplo: Lei A foi revogada pela Lei B que é inconstitucional (nula), logo, a revogação também é nula. Sendo assim, a Lei A automaticamente vai sofrer a repristinação.

O STF pode, expressamente, determinar o afastamento da repristinação (efeito repristinatório), na hipótese de a lei restaurada também for inconstitucional.

Atenção! O efeito repristinatório também ocorre na cautelar na ADI.

O que há em comum na cautelar e na decisão final na ADI? Em ambos os casos tem efeito erga omnes, vinculante e repristinatório. Diferentemente, o efeito temporal na cautelar, em regra, é nunc e na decisão final é ex tunc, entretanto, em ambos os casos cabe modulação.

Na ADO o STF irá determinar a comunicação ao órgão competente, se este for um órgão administrativo terá o prazo de 30 dias para suprir a omissão (art. 103, § 2º da CF), mas a Lei 9.868/99 diz que pode ser estabelecido outro prazo razoável a ser fixado pelo tribunal, pois dependendo da complexidade do tema 30 dias pode ser um prazo muito curto.

Art. 103. Podem propor a ação direta de inconstitucionalidade e a ação declaratória de constitucionalidade:

§ 2º - Declarada a inconstitucionalidade por omissão de medida para tornar efetiva norma constitucional, será dada ciência ao Poder competente para a adoção das providências necessárias e, em se tratando de órgão administrativo, para fazê-lo em trinta dias.

A ADPF e a ADI estadual seguem a mesma lógica da ADI genérica.

Antes de visualizarmos os efeitos da decisão, é necessário entendermos a lógica da representação interventiva.

1º.

Violação do Estado;

2º.

O PGR propõe a representação interventiva;

3º.

O STF julga a representação interventiva, se julgar procedente o pedido de intervenção;

4º.

Presidente da República pode elaborar:

Decreto de suspensão do ato se for suficiente. Nesse caso é dispensada a apreciação do Congresso Nacional; ou

Decreto de intervenção.

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Art. 36. A decretação da intervenção dependerá:

§ 3º - Nos casos do art. 34, VI e VII, ou do art. 35, IV, dispensada a apreciação pelo Congresso Nacional ou pela Assembleia Legislativa, o decreto limitar-se-á a suspender a execução do ato impugnado, se essa medida bastar ao restabelecimento da normalidade.

1.7

Técnicas decisórias

1.7.1

Modulação temporal

Já visto anteriormente.

1.7.2 Declaração de inconstitucionalidade parcial com redução de texto

A declaração incide sobre palavras ou expressões consideradas inconstitucionais. Isso

somente é possível se a parte remanescente mantiver o seu sentido original.

1.7.3 Declaração de inconstitucionalidade parcial sem redução de texto

A declaração de inconstitucionalidade incide sobre determinado sentido do texto ou

determinada hipótese de aplicação extraída do texto, mas não explícita. Nesse caso o texto

permanece hígido, mas há a exclusão do sentido ou da hipótese de aplicação inconstitucional, o que implica uma redução do campo de abrangência da norma. Esta técnica está ligada a interpretação conforme a Constituição.

Interpretação conforme consiste na definição do sentido harmônico com a Constituição dentre os diversos sentidos possíveis. A interpretação conforme pode levar a atribuição do sentido compatível com a Constituição ou a exclusão do sentido incompatível. No primeiro caso, haverá a declaração de inconstitucionalidade e no segundo haverá da declaração de inconstitucionalidade sem redução de texto.

1.7.4 Declaração de inconstitucionalidade sem pronúncia de nulidade

Há o reconhecimento de que a norma é inconstitucional, mas que a sua ausência é mais danosa do que ela própria, logo, é declarada inconstitucional, mas não nula, portanto, mantida.

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1.7.5 Declaração de norma ainda constitucional ou processo de incosntitucionalização ou inconstitucionalidade progressiva ou norma constitucional em trânsito para inconstitucionalidade

um

determinado contexto fático é considerada constitucional enquanto tal contexto perdurar.

A

norma

em

abstrato

seria

inconstitucional,

mas

analisada

dentro

de

Exemplo: prazo em dobro para a Defensoria Pública.

1.8 Recurso e Ação Rescisória

Não cabem em nenhuma das ações diretas.

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