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UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DE PERNAMBUCO UFRPE UNIDADE ACADÊMICA DE GARANHUNS - UAG

ENGENHARIA DE ALIMENTOS

ÉLIDA KARLA DA SILVA

RELATÓRIO: PRÁTICA EM LABORATÓRIO I (PREPARO DE SOLUÇÕES)

GARANHUNS PE Julho de 2016

ÉLIDA KARLA DA SILVA

RELATÓRIO: PRATICA EM LABORATÓRIO I (PREPARO DE SOLUÇÕES)

Relatório apresentado ao Professor Francisco Resende de Albuquerque da disciplina Físico-química II da Universidade Federal Rural de Pernambuco UFRPE Campus Garanhuns, como requisito para avalição parcial da disciplina.

FRANCISCO RESENDE DE ALBUQUERQUE

GARANHUNS PE Julho de 2016

SUMÁRIO

Introdução

04

Objetivos

05

Materiais e Reagentes

05

Metodologia

05

Resultados

06

Conclusão

09

Referências

09

INTRODUÇÃO

Soluções são determinadas como uma mistura homogênea que consegue ser de duas ou mais substancias dissolvidas (soluto) em outra substância (solvente), podem abranger os estados sólidos, líquidos e gasosos. É fundamental no laboratório para o preparo de solução o uso de reagentes com formulação e concentração corretas, para que isto ocorra é preciso ter conhecimento sobre alguns princípios teóricos vitais, como por exemplo o que é uma solução e seu estado, entre outros. O preparo de uma solução exige atenção a alguns passos, quais sejam: o cálculo da quantidade de soluto a ser utilizada, a medição desse soluto, a sua diluição no meio solvente e homogeneização seguida de armazenagem, a primeira coisa a ser feita antes de preparar uma solução é fazer os cálculos, para saber quanto de cada reagente será necessário, quais vidrarias usar e assim por diante (PORTAL EDUCAÇÃO, 2012). Toda a vidraria empregada em laboratório deve ser perfeitamente limpa e livre de substâncias estranhas, afim de não afetar os resultados de análises e preparações de soluções (GAVETTI, 2013). Para realizar uma limpeza correta de vidrarias, deve se saber quais os tipos de substâncias foram utilizados nas mesmas, isso porque existem diversos métodos, produtos e soluções para a limpeza da vidraria, o cuidado no uso de procedimentos convenientes para a limpeza de vidrarias tem sido importante para obtenção resultados precisos em analises de laboratório. Na preparação de qualquer tipo de solução é necessário tomar precauções no manuseio dos reagentes, utilizar os EPIs (Equipamento de Proteção Individual) e EPC (Equipamento de Proteção Coletivo) correspondentes aos riscos possíveis e se for o caso até proceder em capela, para não correr riscos é preciso ser atento ao tipo de reagente que esta manuseando e suas especificações, em caso de acidentes avisar ao responsável do laboratório, não comer, nem beber no laboratório, ser atento e contido durante a permanência no laboratório.

EPC (Equipamento de Proteção Coletivo):

Capelas;

Exaustores;

Chuveiro de emergência e lava olhos;

Extintores de incêndio.

EPIs (Equipamento de Proteção Individual):

Jaleco;

Luvas;

Óculos de segurança;

Máscaras faciais ou protetores faciais.

OBJETIVOS

O intuito desta prática, foi o aprofundamento nas técnicas de manuseio de vidrarias, aperfeiçoamento dos conhecimentos nos aspectos quantitativos e qualitativos das soluções, preparação de solução com reagentes sólido, como também realizar a diluição desta.

MATERIAIS E REAGENTES

Suporte universal;

Funil;

Bastão de vidro;

Pisseta com água destilada;

Béquer;

Balão volumétrico de 100 ml;

Pêra de sucção;

Pipeta graduada;

Bandeja;

Solução alcoólica de Hidróxido de Potássio (KOH);

Cloreto de Cálcio (CaCl2).

METODOLOGIA

A princípio foram apresentados os cálculos para a preparação da solução com o reagente sólido, os que foram realizados com antecedência, com estes corrigidos pelo professor iniciou- se a preparação da solução. Primeiro ocorreu a separação das vidrarias, no qual os alunos selecionaram as vidrarias necessárias, foi realizada a lavagem da vidraria com uma solução de limpeza (solução alcoólica de hidróxido de potássio), quando utilizada essa solução é preciso

deixar a vidraria em repouso por 1 hora, mas nesta prática devido ao escasso tempo da aula, à vidraria ficou apenas alguns minutos na bandeja. Com as vidrarias já prontas e com o auxílio do béquer e da balança de precisão foi pesada a massa de reagente necessária, devido as dificuldades a mesma teve uma diferença da massa encontrada teoricamente, assim com a ajuda da pisseta de água destilada e do bastão de vidro foram adicionados uma pequena quantidade de água no béquer e dissolvido todo o sólido, a solução superconcentrada foi levada ao balão volumétrico de 250 ml que se encontrava no suporte universal e conectado ao funil simples o qual era segurado pela argola metálica, logo após foi adicionado água destilada até próximo a marca dos 250 ml sendo completado o volume com o auxílio da pipeta graduada para formar o menisco, assim esta foi agitada algumas vezes e finalizada, devido a diferença na massa pesada e na massa calculada teoricamente foram realizados os cálculos de correção da concentração, e apresentados ao professor.

RESULTADOS

Os seguintes dados foram apresentados pelo professor aos alunos para possibilitar o preparo da solução de CaCl 2 , concentração de 0,100 mol/L de CaCl 2, sendo o volume final da solução 250 ml, com um reagente de pureza 96,0 % mm.

Baseado nas informações cedidas pelo professor os alunos realizaram os seguintes cálculos para descoberta da massa de reagente necessário, para o cumprimente deste foi utilizada a fórmula de concentração molar, que segundo o livro Química de Usberco e Salvador (2002, p.279) possui esta estrutura:

Substituindo os valores dados pelo professor na fórmula de concentração molar temos (sendo M (CaCl 2 ) = 110,98 g/mol):

=

.

0,100 / =

35,0 ⁄ . 0,250

= 0,8862 2

Antes de fazer o cálculo estequiométrico foi realizado o cálculo em quantidade de matéria do Cl (cloreto), utilizando a formula que segundo o livro Química de Usberco e Salvador (2002, p.211) possui esta estrutura:

=

=

0,8862

35,45 ⁄

= 0,025

Porém o regente utilizado era CaCl 2 (cloreto de cálcio), assim foram feitos os seguintes cálculos estequiométricos para encontrar a massa de cloreto de cálcio necessária:

2

2+ +

2

1

→ 1

2

0,0125 → 0,0125 → 0,025

Sabendo que M (CaCl 2 ) = 110,99 g/mol, tem-se:

=

0,025 =

110,99 ⁄

= 1,3873 2

Como a massa encontrada não é a mesma necessária do reagente, pois o regente possui impurezas, foi necessário que os alunos efetuassem os cálculos relacionados à pureza:

100 → 96 2

→ 1,3873 2

= 1,4451

Como explicado anteriormente, não foi possível pesar a massa exata descritas nos cálculos, portanto foi pesada uma massa de 1,4695 g de reagente, foi preparada a solução com esta massa seguindo os processos descrito.

Após o preparo da solução foi necessário à correção da concentração devido à diferença entre a massa teórica necessária e a massa utilizada.

Primeiramente foi encontrada a pureza:

1,4695 → 100

2 → 96 2

= 1,4107 2

Encontrando a quantidade de matéria de CaCl 2 presente na massa pesada:

=

=

1,4107

110,98 ⁄

= 0,0127 2

Utilizando o cálculo estequiométrico para correção:

2

2+ +

2

1

→ 1

2

0,0127 → 0,0127 → 0,0254

Corrigindo a massa de Cl :

=

0,0254 =

35,45 ⁄

= 0,9004

Corrigindo a concentração de Cl :

=

.

=

0,9004

35,0 ⁄ . 0,250

= 0,1016 /

Assim encerrou-se o preparo da solução, que possuía uma concentração diferente da solução teórica.

CONCLUSÃO

O preparo das soluções foi bem-sucedido e com tal prática os alunos puderam aperfeiçoar as técnicas no manuseio das diversas vidrarias, bem como o aperfeiçoamento de conceitos fundamentais para a química, como cálculos estequiométricos e de concentração de soluções, facilitando o aprendizado destes conteúdos pelos discentes, segundo VERAS, E.Y.F e col. (2010): as práticas em laboratório ajudam a entender em 82,92% dos casos melhor os assuntos teóricos.

REFERÊNCIAS

PORTAL EDUCAÇÃO, PREPARO DE SOLUÇÕES. Disponível em:

zZX>. Acessado em 3 de Julho de 2016.

FERNANDES A.C.G., CARDOSO C., ARAÚJO L., BITTENCOURT T. A. A., ZANIN C. I. C. B., LIMA A.A. SEGURANÇA NO LABORATÓRIO DE QUIMICA. Minas Gerais,

2015.

GAVETI S.M.V.C., GUIA PARA UTILIZAÇÃO DE LABORATÓRIOS QUIMICOS E BIOLÓGICOS. Sorocaba, UNESP 2013.

USBERCO E SALVADOR. QUÍMICA, 5º edição. São Paulo: Saraiva; 2002. p 279.

USBERCO E SALVADOR. QUÍMICA, 5º edição. São Paulo: Saraiva; 2002. p 211.

VERAS E.Y.F., SILVEIRA F.A., SOUSA A.A., PAIVA P.E.C. A IMPORTÂNCIA DO LABORATÓRIO DE QUÍMICA NO PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM. Natal: ABQ; 2010.