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Dança Forró

Este documento propõe uma proposta educacional em arte que ensina a cultura da dança do forró para alunos do EJA em Belo Horizonte. A proposta inclui 6 aulas que ensinam a origem e estilos do forró, seus principais artistas, os passos básicos de dança e integram teoria e prática. O objetivo é promover a aprendizagem e apreciação desta importante expressão cultural nordestina.

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Daiane Marques
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Dança Forró

Este documento propõe uma proposta educacional em arte que ensina a cultura da dança do forró para alunos do EJA em Belo Horizonte. A proposta inclui 6 aulas que ensinam a origem e estilos do forró, seus principais artistas, os passos básicos de dança e integram teoria e prática. O objetivo é promover a aprendizagem e apreciação desta importante expressão cultural nordestina.

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Daiane A.

Ribeiro Marques
Luclia Custdio Rocha

PROPOSTA EDUCACIONAL EM ARTE.


(A cultura da dana no ensino EJA Forr).

Belo Horizonte
2016

Introduo:
Desde que existe o homem, existe a dana. Antes mesmo de existir dana o homem j se
usava o movimento corporal para expressar seus sentimentos. Uniu-se a msica ao gesto,
descoberto o som, o ritmo e o movimento, nasceu a dana. uma das mais antigas artes
criadas pelo homem, onde se manifestava todos os seus impulsos, crenas e desejos. A
dana desde seu surgimento at a atualidade estampa uma linguagem corporal moldurada e
inserida sob influncia dos contextos econmicos, sociais, polticos e religiosos. A dana
sempre ser um patrimnio histrico que permeia a cultura corporal do homem. (GARCIA;
HAS, 2006).
Onde existe vida existe movimento e a dana movimento, a sucesso deles, sua
integrao. expresso de vida, transmisso de sentimentos, comunicao, vivencia
corporal, emocional. A dana movimento e no pode ser satisfatoriamente descrita,
verbalizada, essencial viv-la, senti-la, experiment-la. inerente ao ser humano, em
qualquer um de ns, em qualquer homem ou mulher que transita pela rua. necessrio
desmistific-la, desenterr-la, cultiv-la e compartilh-la.
Por meio do Referencial Curricular Nacional (BRASIL, 1998) constata-se que o movimento
importante para o desenvolvimento da cultura humana. mais do que um simples
deslocamento do corpo no espao, uma linguagem que permite s crianas agirem sobre o
meio fsico e atuarem sobre o ambiente humano, mobilizando as pessoas por meio da
expresso.
Foi a parir dos anos 50 que o vocbulo Forr comeou a ser amplamente utilizado no Brasil,
em especial por causa da grande migrao de nordestinos para o Sudeste e para construo
de Braslia. No forr, o sertanejo matava a saudade de sua terra natal e se identificava com
suas razes. Naquela dcada o ritmo foi um estrondoso sucesso nacional, tendo influenciado
a msica brasileira, como faz at os dias atuais. Exemplo disto foi a mistura feita por Raul
Seixas, na dcada de 70, unindo o rock com o baio, criando o que chamou de baioque. O
forr tambm foi exportado e influenciou bandas estrangeiras como os Beatles. De acordo
com a Enciclopdia da Msica Brasileira (1998; p.301): O prprio pop rock ingls tipificado
pelos Beatles tem forte influncia do baio em sua marcao rtmica, bastando conferir
gravaes de sucesso como She Loves You, de John Lennon e Paul MacCartney.
At os anos 70, as letras de forr possuam temticas predominantemente sertanejas e seu
formato musical praticamente no havia se alterado desde os anos 50. Em 1975, aps o
declnio do ritmo, em funo de novidades como a Bossa Nova e do sucesso de msicas
estrangeiras, o forr recebeu um novo significado que lhe fez voltar a ter destaque: o de
revalorizao da msica nacional, em detrimento da importada. Surgiu nesta dcada, ento,
um novo formato forrozeiro, hbrido, com temticas urbanas e com aderncia de estudantes
universitrios. De acordo com Silva (2002, p. 103), O forr universitrio foi assim designado
pelos seus idealizadores porque os primeiros consumidores eram, de fato, jovens
universitrios. Esta denominao questionada por muitos e pelo prprio Silva (2002, p.
103) j que os universitrios no so os nicos apreciadores do gnero.

Neste trabalho, vamos trabalhar as caractersticas da dana do forr e seus estilos, com os
alunos do EJA (Educao de Jovens e Adultos). O forr tem vrios estilos, como o baio,
xaxado, xote, p de serra, forr eletrnico e o forr universitrio.
Objetivos:

Conhecer as origens do forr;


Conhecer os principais representantes do gnero;
Caracterizar os tipos de forr;
Conhecer os passos bsicos para danar o forr;
Trabalhar na teoria e na prtica propostas para o ensino do forr que integrem o fazer,
a apreciao e a contextualizao artsticas.

Justificativa:
O poder de um pas reside em grande parte na riqueza de sua cultura.
O Brasil, por ser continental, indispe at por questes fsicas da possibilidade de uma
cultura homognea e semelhante independente da regio onde se avalie, isso gera o
preconceito por parte das pessoas, por desconhecer a riqueza e importncia de certo
aspecto cultural para determinada regio de nosso pas, desconhecimento, gera ignorncia,
e medo as vezes, ambos causam a repulsa.
O valor do forr, transcende o mero aspecto social, que tambm um peso altssimo a ser
levado em conta quando da medio da importncia dessa manifestao cultural.
Alm do bvio, que deter, vivificar, e transportar vrios aspectos da sociedade nordestina
dentro do universo que ele gera, o forr mostra que se trata de algo muito alm de limites
fsicos, uma prova notria disso, o chamado forr universitrio, e o desejo de tribos
alternativas em ter uma vivncia mais profunda ligada ao contexto do forr.
Analisando na fonte, no Nordeste, essa dana carrega o peso ancestral de ser o carro
social nos festejos comunitrios e institucionais as vezes, um exemplo disso a msica
de grandes mestres como Luiz Gonzaga, Azulo, Valmir Silva, Messias Holanda, Biliu de
Campina., Gonzaguinha, Elba, etc... Onde em vrias canes pode se encontrar tramas
complexas e por vezes muito engraadas que se desenvolvem durante uma festa de forr.
Recentemente, o forr virou cone pop dos descolados e antenados, saber danar forr,
indica at status dependendo do grupo social onde se est inserido, alm de ser uma, como
o era desde o comeo, oportunidade de sociabilizao, pois se for sondado mais de perto,
pode se verificar, que a "tribo" do forr, formada geralmente por universitrios,
extremamente coesa e pontual em seus trejeitos e encontros, encontros esses habitualmente
em pontos fixos, bares ou casas de show que tem a "quinta do forr" por exemplo. Mas
desde o incio, e at hoje, o forr se presta ao seu sentido mais nobre e prtico: realizar a
dana social e promover a interao entre os indivduos.

Pblico Alvo:
Alunos do EJA (Educao de Jovens e Adultos) da rede pblica de Belo Horizonte (MG).

Cronograma:

Durao das atividades; 6 aulas com durao de 4 horas.

Aula 1 Etapa:

Conhecendo as origens do forr


1 Momento: A professora montar uma apresentao em Slide com

Desenvolvimento:

explicaes sobre a origem do forr e suas diferenas de gneros, e


levara para os alunos, explicando o contedo do Slide, aps essa
explicao a professora vai discutir com os alunos sobre o tema.
2 Momento: A professora passar uma atividade com as seguintes

questes: Depois dessa aula vocs conseguem me responder:


A origem do nome forr?
J tiveram alguma experincia com o forr?
Em qual poca do ano se destaca essa dana
Quais os benefcios adquiridos para quem pratica essa dana?

Aula 2 Etapa:

Desenvolvimento:

Conhecendo os principais representantes do forr.


1 Momento: A professora disponibilizar papis com o nome escrito com letra
de forma maiscula e a foto dos maiores representantes de forr do pas,
(Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Sivuca, Elba Ramalho, Jackson do
Pandeiro). Depois os alunos devero montar grupos e devero retirar um
destes nomes, e pesquisar o perfil biogrfico do artista sorteado.
Devero trazer CDs dos cantores.
PS: Recomendaes na aula anterior.
2 Momento: Aps a pesquisa cada grupo ir apresentar o artista que
pesquisou falando um pouco de sua vida, obra e apresentando uma musica
do artista, (Cd) para a turma escutar. Durante a apresentao a professora

poder fazer comentrios enriquecedores sobre o cantor.

Aula 3 Etapa:

Caractersticas dos tipos de forr

1 Momento: A professora levar para a sala de aula trs vdeos que ela
pesquisou sobre o forr, para que os alunos possam assistir com ateno.
(Forr-p-de-serra, Forr eletrnico e Forr universitrio)
Desenvolvimento:

Vdeo 01 - (4:56) Forr p-de-serra: https://www.youtube.com/watch?v=DGwu2Go0h1Y


Vdeo 02 - (2:56) Forr eletrnico: https://www.youtube.com/watch?v=tEmXG-di_vQ
Vdeo 03 - (8:15) Forr universitrio: https://www.youtube.com/watch?v=eiwEXWpK_Dg

2 Momento: A professora far alguns questionamentos sobre o assunto e


sobre os vdeos:
Todos os videos mostra o mesmo estilo de forr?
Quais as diferenas pode ser notadas?
Ja tinham ouvido esses estilos de forr?
Voc conhece outros estilos de forr alm desses?
Perceberam a diferena entre as danas?
3 Momento:Os alunos devero fazer um texto sobre os tres videos exibidos
pela professora, e sobre o que entenderam das discurses em sala.

Aula 4 Etapa:

Desenvolvimento:

Caractersticas dos tipos de forr

1 Momento: A professora levar para a sala de aula trs vdeos que ela
pesquisou sobre o forr e sua dana, para que os alunos possam assistir com
ateno.
(Xote, Xaxado e Baio)
Vdeo 01 (4:50) - https://www.youtube.com/watch?v=k8-ur6Qvx2M
Vdeo 02 (1:39) - https://www.youtube.com/watch?v=zz8mgQ_KXn8
Vdeo 03 (2:18) - https://www.youtube.com/watch?v=CnzP_z03Ehc

2 Momento: A professora far alguns questionamentos sobre o assunto e


sobre os vdeos:
Todos os videos mostra o mesmo estilo de forr?
Quais as diferenas pode ser notada?
Ja tinham ouvido esses estilos de forr?
Voc conhece outros estilos de forr alm desses?
Perceberam a diferena entre as danas?
3 Momento:Os alunos devero fazer um texto sobre os tres videos exibidos
pela professora, e sobre o que entenderam das discurses em sala.

Aula 5 Etapa:

Aula Prtica

1 Momento: A professora iniciar a aula contextualizando todo o tema

sobre o forr, com um texto produzido por ela, falando resumidamente


sobre o mesmo e seus estilos, discutindo sobre o tema com os alunos.
Desenvolvimento:

Explicar os alunos sobre os 10 mandamentos para a dana do forr.


(Cada um recebera uma folha com os mandamentos)
Aps acabar de explicar os 10 mandamentos, a professora explicar o
desenvolvimento da aula prtica.
2 Momento: A professora levar um aparelho de som, com as seguintes
msicas:
- Numa sala de reboco (Luiz Gonzaga) - Eu s quero um xod (Dominguinhos)
- Xote das meninas (Luiz Gonzaga) - La Belle de jour (Alceu Valena)
- Bate corao (Elba Ramalho) - Xote dos milagres (Fala Mansa) - Morena
tropicana (Alceu Valena).
A primeira msica (Numa sala de reboco) ser a ltima a ser utilizada, com as
outras msicas de fundo, com o volume baixo, a professora ensinar os passos
bsicos para se danar o forr.
- Iniciando a aula pratica com os passos bsicos:
1. Dois passos para um lado e dois passos para o outro, contando a marcao,
(repete o passo 5 vezes);
2. Passo pra traz, passo para a frente, contando a marcao no mesmo lugar,
(repete o passo 5 vezes);
3. Repete o passo numero (2), porm, movimentando na sala.
4. Marcao de abertura com os dois braos dados, (repete o passo 5 vezes)
5. Marcao de abertura, abrindo os braos, (Repete o passo 5 vezes)

6. Ensinar o giro
7. Fazer a sequencia de 1 a 6.
3 Momento: Colocar a musica Numa sala de Reboco, deixar os alunos
danarem livre, usando os passos ensinados, na ordem que eles desejarem.

Os 10 manda mentos do Forr:


Quando se trata de regras, podemos definir milhares, existem muitas definies do que
necessrio para ser um bom par para danar forr, mas podemos citar 10 mandamentos
bsicos para ser no mnimo um par agradvel:
1.

Estar Socivel:
Nada como danar com um rapaz ou moa bem apresentado (a), quando digo bem : cabelo
penteado; Roupas limpas e cheirosas: uma maquiagem para as meninas, para os rapazes a
Barba feita: pode ser lisinha ou pode ser a moda dos Morrameds.
2. No pisar no p do parceiro:
Claro que uma pisada em falso tudo bem, mas a cada giro uma pisada no pode. Se no
souber danar, tudo bem, aceitvel, mas avise assim que chamar a dama para danar.
3. Estar cheiroso (a):
Este item primordial no h nada mais desagradvel do que danar com um moo (a) que
no est cheiroso (a), no precisa tomar banho de perfume, porque tambm desagradvel,
perfume em pequenas quantidades nos lugares estratgicos, s! Se voc aquele (a) que
transpira muito, basta caprichar no antitranspirante, uma toalhinha tambm bem-vinda, vai
ao banheiro lava o rosto e volta a danar at ter que repetir o processo. Acredite, seu par vai
adorar danar com voc sem grudar.
4. No ficar parado no meio do salo:
Quando voc gosta muito da banda e quer assistir ao show, ou cansou e no quer danar,
respeite quem est l para danar, parado s onde no atrapalha.
5. Manter sempre o bom hlito:
A balinha se estende a qualquer motivo, at mesmo aquele bafinho de ficar muito tempo sem
comer incomoda, a dana deve ser boa para os dois.
6. No largar o Parceiro na pista no meio da msica:

muito ruim para ambos ser largado no meio da msica, s faa isso se realmente no tiver
como aguardar o final da msica, pensa bem 3 a 4 minutos pode salvar a noite daquele
parceiro, abandonado. Claro existem excees se no encaixar a dana e for um
desastre/caus. (ningum obrigado a pises no p e gracinhas, pea desculpas e se retire
delicadamente.
7. No derrubar o parceiro no salo:
Se no tiver certo do que est fazendo, no faa! No vai dar aquele giro pirocpitero voador
se voc no tem firmeza e treinou muito antes. Se derrubar seu par vai ficar feio, alm de
poder machucar sua parceira e quem estiver ao redor. Isso se estende a quando o salo
estiver muito cheio, no sair batendo em todo mundo, respeito bom e todos gostam.
8. No tocar nas partes intimas:
Bom no precisa comentar muito esse item, danar forr inevitvel que os corpos tenham
bastante contato, porm no precisa esmagar a Dama contra seu corpo, danar agarradinho
um bom xote sensacional, mas existe diferena entre uma boa pegada e um aperto que
deixa a dama toda curvada, sem ar e dolorida. Tomar cuidado com as mos, braos para no
tocar em partes intimas em um giro, ou por sacanagem mesmo.
9. No danar de bolsa:
muito desagradvel danar com bolsas, se quer ficar com o celular, dinheiro e o carto,
compra uma bolsinha que prende no corpo e no vai ficar batendo em tudo quando voc
girar. Quanto aos mocinhos, no deixe o bolso cheio de coisas, como disse dana de
contato, danar e sentir um bolso cheio tambm desagradvel, sentir aquele troo duro,
que esperamos que seja um celular constrangedor, se no conseguir colocar os objetos
nos bolsos de traz, guarde tambm na chapelaria ou se no tiver esse recurso no leve, para
danar no s estar com as mos livres.

10. Curtir a Dana


Essa a melhor parte, danar, aproveitar, curtir, cada batida da zabumba, cada soar da
sanfona e trepidar do triangulo, relaxe deixe a msica te conduzir. No fique com medos
bobos de que eu dano mais ou menos que fulano, se puder aproveitar cada msica voc
com certeza sair totalmente satisfeito!

Referencial Bibliogrfico:

Antnio, Marcos. Enciclopdia da Msica Brasileira (1998; p.301), ano 1998, Art
editora.
Zaniolo, Suselaine, Conteudo, Metodologia e Pratica de Ensino da Arte. 1 edio Rio
de Janeiro 2016
Referencial Curricular Nacional (BRASIL, 1998)

Daiane A. Ribeiro Marques
                                                     Lucélia Custódio Rocha
Introdução:
Desde que existe o homem, existe a dança. Antes mesmo de existir dança o homem já se
usava o movimento corporal p
Neste trabalho, vamos trabalhar as características da dança do forró e seus estilos, com os
alunos do EJA (Educação de Jovens
Cronograma:
Duração das atividades; 6 aulas com duração de 4 horas.
   
 Aula 1 Etapa:
                                  Conh
poderá fazer comentários enriquecedores sobre o cantor.
   
 Aula 3 Etapa:
                                  Características
2º Momento: A professora fará alguns questionamentos sobre o assunto e
sobre os vídeos:

Todos os videos mostra o mesmo esti
6. Ensinar o giro
7. Fazer a sequencia de 1 a 6.
3º Momento: Colocar a musica “Numa sala de Reboco”, deixar os alunos 
dançar
É muito ruim para ambos ser largado no meio da música, só faça isso se realmente não tiver
como aguardar o final da música, p
Referencial Bibliográfico:

Antònio, Marcos.  Enciclopédia  da  Música  Brasileira  (1998;  p.301), ano  1998, Art
editora.

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