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GUIA PRÁTICO

PARA

DRIBLAR A CRISE

GUIA PRÁTICO PARA DRIBLAR A CRISE 7 lições práticas para superar dificuldades e enxergar oportunidades.
GUIA PRÁTICO PARA DRIBLAR A CRISE 7 lições práticas para superar dificuldades e enxergar oportunidades.

7 lições práticas para superar dificuldades e enxergar oportunidades.

GUIA PRÁTICO PARA DRIBLAR A CRISE 7 lições práticas para superar dificuldades e enxergar oportunidades.

ÍNDICE

03

05

07

10

12

14

Como sobreviver a 2016?

1ª lição: motivação é fundamental

2ª lição: domine as informações de seu negócio

3ª lição: otimize a logística

4ª lição: veja e seja visto

5ª lição: que tal fazer diferente?

17

19

23

24

25

6ª lição: quando a fusão pode ajudar

7ª lição: prepare-se para ganhar o mundo

Para sair da crise

Conclusão

Sobre A Voz da Indústria

CAPÍTULO

01

COMO SOBREVIVER A 2016?

COMO SOBREVIVER A 2016?

Graças à delicada situação nacional, 2015 foi apelidado de “Dois mil e crise”. Assim, falou-se muito sobre como “driblar a crise”. O verbo “driblar” vem do inglês e dentre alguns significados, pode ser utilizado para fintar ou enganar o adversário com movimento do corpo; enquanto a palavra “crise” é grega (krisis) e inicialmente era mais utilizada na medicina para definir momento decisivo de uma doença; período grave e crítico; situação aflitiva, anormal e grave; período de alteração súbita, comumente para melhora.

Pensando nessa melhora elaboramos um Guia Prático ouvindo especialistas em economia, gestão empresarial, e do setor industrial que foram enfáticos em dizer algo que muitos brasileiros já ouviram: crise é, também, sinônimo de oportunidade. Para isso é preciso enxergar além do horizonte e ter atitude para desbravar

novos caminhos. Nessa hora, prepare-se para nadar em águas mais profundas, o que exigirá de você, nada mais do que melhor preparo enquanto nadador, observando itens importantes que podem ser decisivos para uma maior produtividade, redução de custos, ou mesmo, para partir para um “oceano azul” de oportunidades.

para partir para um “oceano azul” de oportunidades. De origem grega, a palavra Krisis, inicialmente, era

De origem grega, a palavra Krisis, inicialmente, era amplamente utilizada na medicina para definir um momento decisivo de uma doença; período grave e crítico; situação aflitiva anormal e grave; período de alteração súbita, comumente para melhora.

CAPÍTULO

02

1ª LIÇÃO MOTIVAÇÃO É FUNDAMENTAL

1ª LIÇÃO MOTIVAÇÃO É FUNDAMENTAL

Por mais que as expectativas não sejam tão boas, sobretudo nos primeiros seis meses do ano, quando a carga de impostos recai sobre o cidadão e, também, para a indústria com maior ênfase, é natural sentir um desânimo. “Porém, o

gestor da indústria não deve ficar “reclamando” da situação,

e sim buscar oportunidades para o seu negócio”, alerta o

consultor do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP), Ruy Barros. Ele explica que é em momentos de crise que surgem novas oportunidades e que a indústria sempre foi um segmento forte no desenvolvimento do País e que não será este o momento que irá desfazer o que já foi construído. “O gestor tem que acreditar e fazer sua parte. ”

Além disso, vale lembrar que o CEO de uma companhia é quem tem que comandar o barco. Isso significa que a automotivação é muito importante. Seu comportamento

reflete o espírito da companhia e, dará o tom de como será

o ano para seu time de colaboradores. Um líder motivado e

com espírito de vitória é fundamental para manter o ânimo e

garantir o envolvimento de todos na busca de melhores resultados. Lembre-se: 2016 está só começando!

Comece tomando uma atitude Independentemente do porte ou do segmento de atuação, “atitude” é a base de tudo. Ficar parado esperando que a situação vá melhorar logo é um equívoco brutal que vai na contramão de características do bom gestor que deve ter iniciativa e buscar oportunidades. “Muitas indústrias estavam acostumadas a ter seus pedidos já fechados por um período, o que ocasionava uma certa acomodação. A hora é de mudar este comportamento”, sentencia Barros.

A hora é de mudar este comportamento”, sentencia Barros. Muitas indústrias estavam acostumadas a ter seus

Muitas indústrias estavam acostumadas a ter seus pedidos já fechados por um período, o que ocasionava uma certa acomodação. A hora é de mudar este comportamento.

CAPÍTULO

03

CAPÍTULO 03 2ª LIÇÃO: DOMINE AS INFORMAÇÕES DE SEU NEGÓCIO 07

2ª LIÇÃO: DOMINE AS INFORMAÇÕES DE SEU NEGÓCIO

2ª LIÇÃO: DOMINE AS INFORMAÇÕES DE SEU NEGÓCIO

Antes da tomada de qualquer decisão é preciso ter em mãos e em mente as informações estratégicas de seu negócio. Para aumentar o faturamento em momentos de crise, o consultor do Sebrae-SP indica manter os controles financeiros para auxiliar nas tomadas de decisão: receita apurada, fluxo de caixa, controle de estoque, margem de contribuição e lucratividade. O gestor da indústria que conhece esses índices e sabe trabalhar com eles tem uma vantagem competitiva de buscar receitas de maneira mais efetiva.

De acordo com o diretor titular do Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (DEMPI/FIESP), Milton Bogus, na maioria das vezes, o empresário confunde caixa com lucro, sendo necessário identificar quando os fluxos de pagamento não estão em sintonia com os de recebimento, pois isso gera demanda de financiamento de capital de giro que se transformará em uma “bola de neve” em termos de custos financeiros, afogando o negócio em dívidas!

de custos financeiros, afogando o negócio em dívidas! O gestor da indústria que conhece esses índices

O gestor da indústria que conhece esses índices e sabe trabalhar com eles tem uma vantagem competitiva de buscar receitas de maneira mais efetiva.

esses índices e sabe trabalhar com eles tem uma vantagem competitiva de buscar receitas de maneira

CAUTELA AO TOMAR CRÉDITO

Controles são importantes para comandar com sabedoria e fazer com que sua empresa permaneça viva durante “a tempestade”. Bogus explica que muitas micro e pequenas indústrias (MPIs) desconhecem as melhores alternativas de crédito paras suas necessidades e, por isso, acabam não tomando decisões corretas nas negociações com os bancos. Por isso, na hora de tomar crédito, “cautela” e “austeridade” são as respostas.

Além de conhecer os números é preciso revisar seus custos de produção e suas receitas de vendas com frequência, pois não é o faturamento o principal indicador, mas sim o quanto resultou de receita da venda após o custo de produção. O diretor titular do DEMPI/FIESP lembra ainda que para aumentar o faturamento não se pode deixar de lado a qualidade e gestão, além de controle e produtividade, que são fundamentais para a sobrevivência do negócio. Assim a empresa pode acompanhar e corrigir rumos das atividades. Atentos a tudo isso, é chegada a hora de rever planos e, se for o caso, inovar. “Controle é fundamental, pois não adianta vender mais e receber menos ao final do mês”, alerta.

O que é preciso ter em mãos para dominar as informações do seu negócio?

INFORMAÇÕES

ESTRATÉGICAS

Fluxo de caixa

Controle de estoque

Margem de contribuição e lucratividade

INFORMAÇÕES ESTRATÉGICAS • Fluxo de caixa • Controle de estoque • Margem de contribuição e lucratividade

CAPÍTULO

04

CAPÍTULO 04 3ª LIÇÃO OTIMIZE A LOGÍSTICA 10
CAPÍTULO 04 3ª LIÇÃO OTIMIZE A LOGÍSTICA 10
CAPÍTULO 04 3ª LIÇÃO OTIMIZE A LOGÍSTICA 10
CAPÍTULO 04 3ª LIÇÃO OTIMIZE A LOGÍSTICA 10
CAPÍTULO 04 3ª LIÇÃO OTIMIZE A LOGÍSTICA 10
CAPÍTULO 04 3ª LIÇÃO OTIMIZE A LOGÍSTICA 10
CAPÍTULO 04 3ª LIÇÃO OTIMIZE A LOGÍSTICA 10
CAPÍTULO 04 3ª LIÇÃO OTIMIZE A LOGÍSTICA 10
CAPÍTULO 04 3ª LIÇÃO OTIMIZE A LOGÍSTICA 10
CAPÍTULO 04 3ª LIÇÃO OTIMIZE A LOGÍSTICA 10

3ª LIÇÃO OTIMIZE A LOGÍSTICA

3ª LIÇÃO OTIMIZE A LOGÍSTICA

A logística do negócio também merece atenção, pois aumentando a quantidade comprada e diminuindo a frequência das aquisições, o empreendedor pode minimizar as suas despesas. Segundo Bogus, esse aspecto é relegado por muitos que não pensam na redução dos custos de aquisição e de transporte de insumos e de seus produtos acabados.

Nesse quesito vale ressaltar ainda a importância de investir constantemente em sua equipe, já que ela é parte da logística interna do negócio. Principalmente neste momento de redução de quadro de colaboradores, cada colaborador é um elo essencial em seu processo produtivo, desde as compras de matérias-primas e insumos até o atendimento pós-venda, que não pode ser esquecido.

até o atendimento pós-venda, que não pode ser esquecido. Em tempos de crise, qualificar a mão-de-obra
até o atendimento pós-venda, que não pode ser esquecido. Em tempos de crise, qualificar a mão-de-obra
até o atendimento pós-venda, que não pode ser esquecido. Em tempos de crise, qualificar a mão-de-obra
até o atendimento pós-venda, que não pode ser esquecido. Em tempos de crise, qualificar a mão-de-obra
até o atendimento pós-venda, que não pode ser esquecido. Em tempos de crise, qualificar a mão-de-obra
até o atendimento pós-venda, que não pode ser esquecido. Em tempos de crise, qualificar a mão-de-obra
até o atendimento pós-venda, que não pode ser esquecido. Em tempos de crise, qualificar a mão-de-obra
até o atendimento pós-venda, que não pode ser esquecido. Em tempos de crise, qualificar a mão-de-obra
até o atendimento pós-venda, que não pode ser esquecido. Em tempos de crise, qualificar a mão-de-obra

Em tempos de crise, qualificar a mão-de-obra existente pode ser uma alternativa para melhorar a qualidade do produto ou serviço. Lembre-se: cada colaborador é um elo essencial em seu processo produtivo.

melhorar a qualidade do produto ou serviço. Lembre-se: cada colaborador é um elo essencial em seu

CAPÍTULO

05

4ª LIÇÃO VEJA E SEJA VISTO

4ª LIÇÃO VEJA E SEJA VISTO

Não adianta fazer todos os esforços relatados até aqui se você não investir em algo muito importante: identificar o que seu consumidor

você vende.

Intensificar o esforço de comunicação com o cliente, investindo em

marketing e propaganda é fundamental para se destacar da concorrência.

A boa notícia é que, hoje, como disse o especialista de Marketing, Conrado Adolpho em seu livro “OS 8Ps do Marketing Digital”, o consumidor tem boa parte da atividade de comunicação da marca,

e por isso, as empresas não precisam mais investir milhões em

mídia, as pequenas e médias empresas, pela primeira vez, têm a chance de virar a mesa do mercado, ao passo que podem brigar de igual para igual com as grandes empresas.

Isso porque, segundo o autor, o que antes era definido pela verba de marketing, hoje é definido pelo capital social que a empresa é capaz de gerar ao longo da cadeia de valor do seu negócio. Quanto mais a empresa consegue fazer com que o mercado fale bem dela, maior é esse capital social - pessoas ligadas à marca e se relacionando com ela - e, portanto, maior a divulgação do produto/serviço.

está disposto

a comprar e contar

a

ele

o

que

está disposto a comprar e contar a ele o que As empresas não precisam mais investir

As empresas não precisam mais investir milhões em mídia, as pequenas e médias empresas, pela primeira vez, têm a chance de virar a mesa do mercado, ao passo que podem brigar de igual para igual com as grandes empresas.

“Os 8 Ps do Marketing Digital.” (Conrado Adolpho)

Mercados B2B extremamente segmentados têm nas feiras de relacionamento uma grande oportunidade para contar ao seu consumidor o que estão fazendo. “Uma feira de negócios é o canal de oportunidade para conhecer novas soluções e práticas para seu negócio, além de acompanhar novidades, tendências e tecnologias do setor”, explica o gerente de marketing da Informa Exhibitions, organizadora da FEIMEC (Feira Internacional de Máquinas e Equipamentos), Maurício Koyano. A feira é uma iniciativa da ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) e entidades do setor.

CAPÍTULO

06

5ª LIÇÃO QUE TAL FAZER DIFERENTE?

5ª LIÇÃO QUE TAL FAZER DIFERENTE?

Segundo o consultor do Sebrae-SP, Ruy Barros, diversificar seu portfólio é uma sugestão muito bem aceita pelo mercado para gerar receita. Portanto, tente entender as expectativas de seus clientes e ver se, dentro dos processos de sua indústria, cabe o desenvolvimento de um novo produto, ou se é possível adaptar-se a novos nichos de mercado é mais do que uma solução: é mandatório para qualquer gestor.

Inovação e tecnologia

Em entrevista à revista “Conexão” (publicação bimestral do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo), o gerente da unidade de Desenvolvimento e Inovação do Sebrae-SP, Renato Fonseca afirmou que “quem conseguir incorporar as TICs [Tecnologia da Informação e Comunicação] em quaisquer áreas, terá dado um passo à frente da concorrência”, opinião corroborada por Barros.

A tecnologia hoje já está presente na pequena indústria, sendo um dos fatores geradores e impactantes do Macro Mercado onde está inserida a indústria (Fator PEST (estudo qualitativo de cenários específicos baseado em fatores políticos “P”, econômicos “E”, sociais “S” e tecnológicos “T”)), que inclui inovar em produtos, em processos e no desenvolvimento de um novo mercado.

COMO INOVAR?

É por tudo isso que especialistas defendem que inovar em processos sempre é uma saída. O mercado necessita da inovação

e o empresário precisa se adaptar aos novos tempos. “Atualmente

é fundamental investir em tecnologia em períodos de dificuldades

econômicas, ao contrário do que muitos fazem, ou seja, deixar de realizar investimentos importantes em melhoria de qualidade de produtos e serviços”, alerta Bogus.

Embora menor, o consumo ainda existe e como as pessoas passam por dificuldades financeiras, elas tendem a ficar mais exigentes, isso pede investimento em qualidade e inovação. Quem está na liderança precisa enxergar as mudanças de comportamento e tendências de consumo, ainda que influenciadas por uma crise, como uma oportunidade.

Nesta hora, não é o momento de buscar uma novidade genial, inovação, independentemente do perfil, seja ela incremental (aquela que acontece em pequenas etapas da produção e devem ser feitas continuamente, visando a melhoria e a qualidade do seu processo ou produto) ou radical (que deve repensar seu processo, seu produto e até mesmo seu negócio), é útil e válida, desde que parta do princípio de que surgiu a partir da compreensão das necessidades dos clientes.

a partir da compreensão das necessidades dos clientes. Inovação Incremental Melhoria em cima de outra

Inovação Incremental

Melhoria em cima de outra inovação. Também pode ser chamada de “inovação marginal” ou “inovação de sustentação”.

Inovação Radical

Melhoria que traz uma tecnologia completamente diferente de qualquer coisa que tenha vindo antes.

Os termos foram cunhados pelo economista austríaco e professor de Harvard, Joseph Schumpeter (1883 -1950). Para ele, a inovação incremental, um progresso em cima de algo que já existe, se opunha à radical, que traz uma tecnologia completamente diferente de qualquer outra que tenha vindo antes.

existe, se opunha à radical, que traz uma tecnologia completamente diferente de qualquer outra que tenha

CAPÍTULO

07

6ª LIÇÃO QUANDO A FUSÃO PODE AJUDAR

6ª LIÇÃO QUANDO A FUSÃO PODE AJUDAR

Uma sugestão para os pequenos e médios negócios é estabelecer parcerias com outras empresas para adquirir matérias-primas,

distribuir seus produtos, fazer divisão dos processos de produção,

da alocação de máquinas e equipamentos no seu parceiro de

produção, compras coletivas e consórcios que aumentam

bastante o poder de barganha com os fornecedores. Outra saída é apostar em uma fusão desde que as fusões sejam pensadas como uma estratégia de parceria, como uma busca de ambos os lados, de parceiros que se complementam. “Fusões podem ajudar

o aumento de competitividade, melhoria de custos e de processos”, declara Bogus.

Para o consultor do Sebrae-SP, Ruy Barros, apostar numa fusão trata-se de uma decisão estratégica que deve ser tomada baseada em diversos fatores como o desempenho das empresas envolvidas, análise de índices como lucratividades, rentabilidade e comportamento de vendas, tanto da empresa compradora como a adquirida. “Temos bons exemplos deste processo nas indústrias alimentícia e farmacêutica.”

Algumas razões para apostar numa fusão:

Diversificação dos negócios

Aquisição de matérias-primas a melhores preços

Melhor distribuição dos produtos

Otimização de processos produtivos

Maior poder de compra

Injeção de capital para investimentos

poder de compra • Injeção de capital para investimentos Fusões podem ajudar o aumento de competitividade,

Fusões podem ajudar o aumento de competitividade, melhoria de custos e de processos.

CAPÍTULO

08

CAPÍTULO 08 7ª LIÇÃO: PREPARE-SE PARA GANHAR O MUNDO 19
CAPÍTULO 08 7ª LIÇÃO: PREPARE-SE PARA GANHAR O MUNDO 19
CAPÍTULO 08 7ª LIÇÃO: PREPARE-SE PARA GANHAR O MUNDO 19
CAPÍTULO 08 7ª LIÇÃO: PREPARE-SE PARA GANHAR O MUNDO 19
CAPÍTULO 08 7ª LIÇÃO: PREPARE-SE PARA GANHAR O MUNDO 19

7ª LIÇÃO: PREPARE-SE PARA GANHAR O MUNDO

7ª LIÇÃO PREPARE-SE PARA GANHAR O MUNDO

No cenário atual, não há dúvida de que é interessante receber em dólares ou outras moedas conversíveis, pois o real está desvalorizado em relação a estas moedas. O mercado interno fraco, por sua vez, aumenta a atratividade das exportações, afinal é possível a empresa determinar em seu planejamento estratégico um certo percentual que pode ser destinado para operações internacionais.

“A exportação pode ser uma excelente opção estratégica para as indústrias, sejam elas de produtos ou serviços”, explicam Ruy Barros e o consultor do Sebrae-SP, Maurício Golfette. De acordo com os consultores, participar do mercado internacional pode trazer diversas vantagens para as empresas, como internacionalizar suas operações e ter contato com novas tecnologias, além de ampliar a base de clientes.

Ainda sobre a desvalorização do real, o diretor titular do DEMPI/FIESP, Milton Bogus, afirma afirma que há o favorecimento da substituição de importação de componentes pela indústria e que elas têm buscado o mercado externo, porém este ainda é um processo lento, em parte prejudicado pela instabilidade do dólar. Esse cenário mostra novas oportunidades de negócios com produtos e serviços antes importados.

de negócios com produtos e serviços antes importados. Entre as principais vantagens de ganhar o mercado

Entre as principais vantagens de ganhar o mercado externo é a de internacionalizar suas operações e ter contato com novas tecnologias, além, é claro, de ampliar sua base de clientes.

COMO SER COMPETITIVO?

Embora o mercado internacional seja uma janela de oportunidade, é fundamental pesquisá-lo, conhecer legislações, adequar o produto, buscar parcerias e apoio, capacitar e preparar a empresa para o processo de exportação a fim de obter resultados efetivos. Isso significa: PLANEJAMENTO. “Devemos nos preparar para sermos competitivos”, afirma Bogus.

O planejamento para exportação deve ser realizado considerando horizonte de médio e longo prazo. A empresa deve adaptar seu portfólio de produtos ou serviços para realizar vendas internacionais, pensar o marketing para atingir o consumidor no exterior e pesquisar o mercado para direcionar estrategicamente as ações de vendas. Somente depois de ter formatado o negócio é que a empresa consegue executar ações de vendas e efetivamente participar do mercado internacional, defendem os especialistas. Vale lembrar que todo o processo de diagnóstico, preparação, elaboração de planejamento e execução de

ações de promoção e venda demora, em média, pelo menos seis meses para ser concluído. Para obter apoio na tarefa, pode se recorrer a entidades de classes e associações como FIESP, ACSP, ABIT, ABRAVEST. Neste caso, existem excelentes projetos setoriais com fundos específicos destinados ao apoio às MPE’s ou MPI’s. É o caso da APEX (Agência de Promoção de exportações), que possui o PEIEX (Programa de Extensão Industrial Exportadora) em apoio a empresas que desejam se adequar ao mercado internacional. Também o SEBRAE-SP possui produtos e serviços que podem ajudar as MPE’s ou MPI’s a inserir o tema exportação dentro de seus planos estratégicos.

o tema exportação dentro de seus planos estratégicos. O planejamento para exportação deve ser realizado

O planejamento para exportação deve ser realizado considerando horizonte de médio e longo prazo.

CAPÍTULO

07

PARA SAIR DA CRISE

PARA SAIR DA CRISE

Para o consultor do Sebrae-SP, Ruy Barros, a solução para sair da crise está em melhorar seus processos internos, verificar o que necessita ser mudado em busca de melhorias nos procedimentos, diminuir custos e desenvolver novos produtos. “Em resumo, é aproveitar seu conhecimento e

capacidade produtiva, de olho na captação de novos clientes

e na divulgação de seu negócio”, diz.

Já o diretor titular do DEMPI/FIESP, Milton Bogus, orienta

a pensar nos efeitos que a crise tem sobre o negócio no

curto médio e longo prazo, para visualizar as soluções com metas definidas e como mensurar os resultados das estratégias aplicadas.

Assim, no curto prazo, o objetivo deve ser o de reduzir custos, além de buscar constantemente a redução de dívidas bancárias e de melhoria da produtividade. No médio prazo, a empresa deve considerar seu mercado e seus clientes atuais e o que pode ser melhorado no atendimento de suas necessidades. No longo prazo, o

foco precisa ser na visão de novas tendências para planejar e se preparar ao longo do tempo para se adequar com antecedência.

Sobretudo nas MPI’s, já que a crise as afeta diretamente, pois, em sua maioria, não têm o mesmo fôlego que as médias e grandes. Com orçamento mais enxuto, têm menos folga em seu capital de giro para suprir as despesas mensais e, por isso, “trabalham no limite”.

as despesas mensais e, por isso, “trabalham no limite”. A crise afeta diretamente as MPI’s, pois

A crise afeta diretamente as MPI’s, pois a maioria delas não têm o mesmo fôlego que as médias e grandes. Com orçamento mais enxuto, têm menos folga em seu capital de giro para suprir as despesas mensais e, por isso, trabalham no limite.

CONCLUSÃO

Sobreviver a uma crise pode parecer difícil ou quase impossível se decidirmos ouvir más notícias e olharmos apenas para lado negativo da situação. Porém, situações complexas e desafiadoras acontecem há muitos anos e diversas empresas as superaram.

Pense

Positivo

A capacidade de continuar na ativa e, eventualmente, crescer depende de quão bem você conhece a realidade de seu negócio, das informações que possui e sua motivação em relacionar-se, otimizar e diversificar.

Boa sorte e sucesso!

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SOBRE A VOZ DA INDÚSTRIA

A Voz da Indústria é o canal de conteúdo da FEIMEC (Feira

Internacional de Máquinas e Equipamentos) e EXPOMAFE (Feira Internacional de Máquinas-Ferramenta e Automação Industrial), ambas, iniciativas da ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) e comandadas pelas entidades que representam os segmentos desta importante cadeia produtiva. FEIMEC e EXPOMAFE são organizadas e promovidas pela Informa Exhibitions.

A Informa Exhibitions acredita que eventos são plataformas de

conhecimento e de relacionamento, que auxiliam a impulsionar a economia brasileira. A empresa é filial do Informa Group, maior organizador de eventos, conferências e treinamentos do mundo, com capital aberto e papéis negociados na bolsa de Londres. Dentre os eventos realizados pela Informa Exhibitions no Brasil estão:

Agrishow, Fispal Tecnologia, Fispal Food Service, ForMóbile, FutureCom, ABF Franchising Expo, Serigra Sign e Feimec, num total de 24 feiras setoriais. A Informa Exhibitions possui escritórios em São Paulo (sede) e Curitiba, com cerca de 200 profissionais. Nos últimos quatro anos, a empresa investiu cerca de R$ 400 milhões no Brasil em aquisições de eventos e marcas, o que levou a decisão estratégica de alterar o nome da empresa no Brasil de BTS Informa para Informa Exhibitions.

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