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CENTRO UNIVERSITÁRIO UNA Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas SÓSTENES PEREIRA DA SILVA SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA Os efeitos

CENTRO UNIVERSITÁRIO UNA

Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas

SÓSTENES PEREIRA DA SILVA

SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA

Os efeitos na formação dos preços e no fluxo de caixa, causados pela substituição tributária progressiva do ICMS nas micro e pequenas empresas optantes pelo simples nacional

Belo Horizonte

2015

SÓSTENES PEREIRA DA SILVA SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA Os efeitos na formação dos preços e no fluxo de

SÓSTENES PEREIRA DA SILVA

SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA

Os efeitos na formação dos preços e no fluxo de caixa, causados pela substituição tributária progressiva do ICMS nas micro e pequenas empresas optantes pelo simples nacional

RESUMO DAS AVALIAÇÕES:

1.

Do professor orientador

------------------------

2.

Da apresentação oral

------------------------

3.

Nota final

------------------------

CONCEITO

------------------------

Belo Horizonte

2015

SÓSTENES PEREIRA DA SILVA SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA Os efeitos na formação dos preços e no fluxo de

SÓSTENES PEREIRA DA SILVA

SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA

Os efeitos na formação dos preços e no fluxo de caixa, causados pela substituição tributária progressiva do ICMS nas micro e pequenas empresas optantes pelo simples nacional

Trabalho de estágio supervisionado apresentado ao Curso de Ciências Contábeis da Faculdade de Ciências Aplicadas do Centro Universitário UNA como requisito parcial para obtenção do título de bacharel em ciências contábeis.

Orientadora:

Fernanda

Nascimento Jupetipe

Karoliny

Belo Horizonte

2015

DEDICATÓRIA

À minha querida esposa Sarah e a minha filha Caroline, que me apoiaram com abraços e sorrisos carinhosos, e tiveram paciência nos momentos difíceis desta longa caminhada.

Às minhas irmãs Alessandra e Helma que me incentivaram a continuar.

Aos meus

pais

que

me

ensinaram

a

perseverar sempre,

e

a

acreditar, que

existe Deus acima de todas as coisas.

AGRADECIMENTOS

Aos meus queridos professores, que contribuíram a cada ano letivo para o meu crescimento pessoal e profissional. Tenho absoluta certeza de que adquiri junto a vocês muito conhecimento e sabedoria. Acredito ter experimentado os três métodos de Confúcio; primeiro o aprendizado, por reflexão, que é o mais nobre; segundo, por imitação, que é o mais fácil; e terceiro, por experiência, que é o mais amargo.

Aos meus colegas de classe com quem também muito aprendi e ao longo deste curso compartilhamos diversos momentos. Cada um com seu jeito de ser, manias e conhecimentos de vida ou científicos adquiridos ao longo da vida.

EPÍGRAFE

“Não pergunte o que seu país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer por seu país” - John F. Kennedy.

RESUMO

Este TCC aborda o tema “Os efeitos da substituição tributária progressiva do ICMS nas micro e pequenas empresas optantes pelo simples nacional”, demonstrando a incompatibilidade desta regra, na forma atual, quando confrontada com os princípios do Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte. Demonstra a expressiva contribuição das ME/EPP no desenvolvimento da economia e os efeitos causados pela substituição tributária no crescimento sustentável destas empresas.

Palavras-Chave:

Simples

Substituição Tributária.

Nacional; Lei Geral das ME/EPP; ICMS ST;

ABSTRACT

This TCC is about the topic "The effects of progressive tax substitution ICMS in micro and small companies opting for national simple", demonstrating the incompatibility of this rule, in its present form, when confronted with the principles of the National Statute of Micro and Small Businesses. Demonstrates the significant contribution of ME / EPP in the development of the economy and the effects caused by tax substitution in the sustainable growth of these companies.

Keywords:

National

Simple;

General

Law

of ME / EPP; ICMS ST; Tax

replacement.

LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Figura 1 – Organograma da Empresa 09 .......................................................................

Figura 2 – Organograma do Setor Fiscal da Empresa 09 ..............................................

Quadro 1 – Fundamentação legal da ST

17

................................................................. Tabela 1 – Receita ICMS - Regime de Caixa - Valores Correntes - Período: janeiro

de 2010 a abril de 2015 18 ..............................................................................................

Gráfico 1 – Receita ICMS - Regime de Caixa - Valores Correntes Período: janeiro de

2010 a abril de 2015

..............................................................................................

18

Quadro

2

Simulação

preço

de

venda

da

cerveja

21

.................................................... Quadro 3 – Fluxo de caixa sem substituição tributária Quadro 4 – Fluxo de caixa com substituição tributária

22

.............................................. 22 ..............................................

LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS

ICMS

Imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre

ICMS ST

prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação. Imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre

LCP

prestações de serviços alcançados pelo ICMS no regime de substituição tributária, que é um instituto jurídico mediante o qual se atribui a determinado contribuinte a responsabilidade pelo recolhimento do imposto relativo a fato gerador praticado por terceiro. Lei Complementar

MVA

Margem de Valor Agregado

IVA

Índice de Valor Agregado

MPE

Micro e Pequena Empresa

ST

Substituição Tributária

SEBRAE

Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas

PIB

Produto Interno Bruto

CTN

Código Tributário Nacional

PLS

Projeto de Lei do Senado

IRPJ

Imposto de Renda – Pessoa Jurídica

CSLL

Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido

PIS

Programa de Integração Social

COFINS

Contribuição Social para o Financiamento da Seguridade Social

IPI

Imposto Sobre Produtos Industrializados

RFB

Receita Federal do Brasil

MVA

Margem de Valor Agregado

IVA

Índice de Valor Agregado

CGSN

Comitê Gestor do Simples Nacional

VMLA

Valor da Mercadoria no Local de Embarque

VMLD

Valor da Mercadoria no Local de Desembarque

SUMÁRIO

  • 1. PERFIL ORGANIZACIONAL................................................................................8

    • 1.1 Apresentação da Empresa..............................................................................8

1.3

Atividades Exercidas no Estágio.....................................................................9

  • 2. TRABALHO DE ESTÁGIO.................................................................................10

    • 2.1 Introdução...................................................................................................10

      • 3. JUSTIFICATIVA................................................................................................11

      • 4. OBJETIVO.......................................................................................................11

      • 5. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA...........................................................................12

CAPÍTULO 1 – QUANTO ÀS MICROEMPRESAS E EMPRESAS DE PEQUENO PORTE 12

  • 1.1 A Lei Geral (Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno

Porte)12

  • 1.2 Perfil Dos Pequenos Negócios......................................................................12

  • 1.3 Empreendedorismo......................................................................................12

  • 1.4 Conjuntura Econômica.................................................................................13

  • 1.5 Geração de Emprego....................................................................................13

  • 1.6 Sobrevivência..............................................................................................13

CAPÍTULO 2 – DEFINIÇÃO DE TRIBUTOS...............................................................13

CAPÍTULO 3 – O ICMS............................................................................................14 CAPÍTULO 4 – O SIMPLES NACIONAL....................................................................14

CAPÍTULO 5 – LUCRO PRESUMIDO E LUCRO REAL...............................................15 CAPÍTULO 6 - DA SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA.......................................................16

  • 6.1 Disposições Gerais......................................................................................16

  • 6.2 Pontos de Discussão....................................................................................18

    • 6. METODOLOGIA...............................................................................................19

    • 7. DESENVOLVIMENTO PRÁTICO........................................................................20

CAPÍTULO 1 – OS EFEITOS DA SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA NA PREFICIAÇÃO DAS

MERCADORIAS.....................................................................................................20

  • 1.1 A MVA e Os Efeitos no Valor do Produto Final................................................20

  • 1.2 Alíquota ICMS ST.........................................................................................20

  • 1.3 Preço de Venda............................................................................................21

CAPÍTULO 2 – OS EFEITOS DA SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA NO FLUXO DE CAIXA. 22

  • 2.1 Fluxo de Caixa.............................................................................................22

CONCLUSÃO.........................................................................................................23

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..........................................................................24

8

  • 1. PERFIL ORGANIZACIONAL

1.1Apresentação da Empresa

A empresa onde o elaborar deste trabalho trabalha foi criada em 1993, e está localizada em Belo Horizonte. Atua no ramo de contabilidade a mais de 22 anos. Possui 50 colaboradores e 1 (uma) filial na região metropolitana. É uma organização que busca reunir o talento e o capital intelectual dos grandes nomes da área contábil. Tem por objetivo proporcionar um suporte permanente com altíssimo nível de eficiência, com uma excelente relação custo-benefício. Pretendendo assim garantir um trabalho de grande qualidade técnica. Busca oferecer proteção contábil, a uniformidade da informação, a coesão e a assessoria e consultoria especializada a empresas dos mais diferentes portes e setores de atividade. Missão: "Ser a melhor solução na prestação de serviços de contabilidade, assessoria e consultoria, adotando os mais altos padrões técnicos e éticos visando a satisfação total de nossos clientes".

1.2Organograma

Sócios/Diretor Sócios/Diretor

Gerência Gerência

 

Gerência Gerência

Fiscal/DP Fiscal/DP

 

Contábil Contábil

Coordenador Coordenador

Contábil Contábil

8 1. PERFIL ORGANIZACIONAL 1.1Apresentação da Empresa A empresa onde o elaborar deste trabalho trabalha foi
Analista Analista
Analista
Analista

Coordenador Coordenador

8 1. PERFIL ORGANIZACIONAL 1.1Apresentação da Empresa A empresa onde o elaborar deste trabalho trabalha foi

Fiscal Fiscal

Analista Analista
Analista
Analista

Figura 1 – Organograma da Empresa

Fonte: Autor

Coordenador Coordenador

8 1. PERFIL ORGANIZACIONAL 1.1Apresentação da Empresa A empresa onde o elaborar deste trabalho trabalha foi

DP DP

Analista Analista
Analista
Analista

9

Gerência

Gerência Fiscal/DP

Fiscal/DP

Coordenador Coordenador Fiscal Fiscal Analista Analista Fiscal Fiscal
Coordenador Coordenador Fiscal Fiscal
Analista Analista Fiscal Fiscal

Figura 2 – Organograma do Setor Fiscal da Empresa

Fonte: Autor

1.3Atividades Exercidas no Estágio

O responsável pela preparação do presente trabalho tem por principais responsabilidades no estágio a realização da coordenação da equipe do setor fiscal do escritório. Estabelecer metas e acompanhar do desenvolvimento dos trabalhos, garantindo o pleno cumprimento das obrigações principais e acessórias. Também desenvolve a atividade de análise tributária dos clientes, buscando a melhor forma de tributação de acordo com as normas contábeis e fiscais.

10

  • 2. TRABALHO DE ESTÁGIO

2.1Introdução

Nos últimos anos tem-se observado crises macroeconômicas; e o Brasil passou por algumas destas crises sem sentir os mesmos efeitos sentidos por outros países. Não há dúvida quanto ao fato de que em algum momento o Brasil irá sentir os efeitos daquelas crises e das atuais; e para lidar com estas, é preciso a concretização da reforma política, e principalmente tributária; e que estas prezem pelo crescimento sustentável dos negócios, que são os geradores de riquezas de um país.

É de extrema importância o fluxo dos micro e pequenos empreendedores no sentido da formalização dos negócios; estes passos certamente contribuirão para uma economia forte. Para isso é necessário o incentivo ao microempreendedor e ao empreendedorismo. De acordo com o IBGE as Micro e Pequenas empresas, atualmente cerca de 9 milhões de empresas no País, vêm crescendo muito no Brasil nos últimos anos. Segundo o IBGE, as ME/EPP representam hoje, mais da metade dos empregos formais. Em 1985, o IBGE calculou em 21% a participação dos pequenos negócios no PIB.

De acordo com a Fundação Getúlio Vargas em estudo “Participação das Micro e Pequenas Empresas na Economia Brasileira” – Julho/2014, a participação dos pequenos negócios no PIB em 2001 apresentou crescimento, indo para a casa de 23,2% e, em 2011, atingiu 27%. Conforme afirma o IBGE as Micro e Pequenas Empresas já são as principais geradoras de riqueza no comércio no Brasil (53,4% do PIB deste setor). No PIB da indústria, a participação das micro e pequenas (22,5%) já se aproxima das médias empresas (24,5%). E no setor de Serviços, mais de um terço da produção nacional (36,3%) têm origem nos pequenos negócios.

11

No que tange a substituição tributária do ICMS, hoje é aplicado às Micro e Pequenas empresas as mesmas regras de cálculo aplicadas às demais empresas e cientes de que as ME/EPP devem gozar de tratamento diferenciado, pergunta-se:

Quais são efeitos na formação dos preços e no fluxo de caixa, causados pela substituição tributária progressiva do ICMS nas micro e pequenas empresas optantes pelo simples nacional?

  • 3. JUSTIFICATIVA

O que impulsionou a realização deste trabalho foi o Projeto de Lei do Senado (PLS) nº 201, de 2013 - Complementar apresentado pelo Senador Roberto Requião e a ânsia de identificar alguns efeitos causados pela substituição tributária progressiva do ICMS nas micro e pequenas empresas optantes pelo Simples Nacional, demonstrando quais seriam os impacto que a ST teriam nas atividades destas empresas. Levando em consideração a importância destas empresas para a economia brasileira. De acordo com o SEBRAE (2014, Participação das Micro e Pequenas Empresas na Economia Brasileira, p. 7): As Microempresas e Empresas de Pequeno Porte aqui denominada por Micro e Pequenas Empresas (doravante MPE) vêm adquirindo, ao longo dos últimos 30 anos, uma importância crescente no país, pois é inquestionável o relevante papel socioeconômico desempenhado por estas empresas.

  • 4. OBJETIVO

Este trabalho tem por objetivos gerais, identificar quais são efeitos na formação dos preços e no fluxo de caixa, causados pela substituição tributária progressiva do ICMS nas micro e pequenas empresas optantes pelo simples nacional.

E tem como objetivo específico, a) apresentar a base da Lei Geral das Micro e Pequenas empresas; b) apresentar o conceito de tributos; c) apresentar a forma básica de cálculo dos tributos no Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real; d) simular a precificação de um produto e a realização da operação de venda deste, observando os efeitos causados pela ST na precificação e no fluxo de caixa.

12

  • 5. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

CAPÍTULO 1 – QUANTO ÀS MICROEMPRESAS E EMPRESAS DE PEQUENO PORTE

1.1A Lei Geral (Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte)

A Lei Geral, também conhecida como Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, foi instituída pela Lei Complementar Federal 123/2006 para regulamentar o disposto na Constituição, que prevê o tratamento favorecido, simplificado e diferenciado a esse setor. De acordo com o SEBRAE, o objetivo basilar desta Lei Geral é o de fomentar o desenvolvimento e a competitividade dos pequenos negócios, como estratégia de geração de emprego, distribuição de renda, inclusão social, redução da informalidade e fortalecimento da economia.

1.2Perfil Dos Pequenos Negócios

Os pequenos negócios são divididos da seguinte maneira:

Microempreendedor Individual - Faturamento anual até R$ 60 mil;

Microempresa - Faturamento anual até R$ 360 mil;

Empresa de Pequeno Porte - Faturamento anual entre R$ 360 mil e R$ 3,6

milhões; Pequeno Produtor Rural - Propriedade com até 4 módulos fiscais ou faturamento

anual de até R$ 3,6 milhões.

1.3Empreendedorismo

O estudo realizado pelo SEBRAE revela que empreendedorismo no Brasil está crescendo desde 2011. A Taxa Total de Empreendedores (TTE) em 2014 foi de 34,5%, cerca de 2% maior do que a do ano passado. No último triênio, o aumento do número de empreendedores no país foi de quase dez pontos percentuais.

13

1.4Conjuntura Econômica

Quanto à conjuntura econômica, de acordo com o SEBRAE, em pesquisa realizada em fevereiro de 2015, observa-se queda da confiança dos pequenos negócios no Brasil. Esta queda certamente impacta diretamente na economia.

1.5Geração de Emprego

Segundo SEBRAE (2015, Análise do CAGED, p. 3), Em fevereiro deste ano, os pequenos negócios foram responsáveis pela geração líquida de 7.621 empregos formais celetistas no país, enquanto as médias e grandes empresas mais demitiram do que empregaram, registrando saldo negativo (demissões líquidas) de 20.577 empregos. Agregando-se a esses resultados os 10.541 postos de trabalho gerados pela Administração Pública, constata-se que, em janeiro, houve extinção (líquida) de 2.415 vagas no país.

1.6Sobrevivência

De acordo com pesquisa realizada pelo SEBRAE, Tomando como referência as empresas brasileiras constituídas em 2007, a taxa de sobrevivência das empresas com até 2 anos de atividade foi de 75,6%. Essa taxa foi superior à taxa calculada para as empresas nascidas em 2006 (75,1%) e nascidas em 2005 (73,6%). E a taxa de mortalidade de empresas com até 2 anos caiu de 26,4% (nascidas em 2005) para 24,9% (nascidas em 2006) e para 24,4% (nascidas em

2007).

CAPÍTULO 2 – DEFINIÇÃO DE TRIBUTOS

Conforme o artigo 3º do CTN, “Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada.” (Brasil, Lei Nº 5.172, de 25 de outubro de 1966).

14

Segundo Juliano e Cristiano Colombo, por pecuniária entende-se que este não poderá ser pago in natura ou em serviços. Já por compulsória entende-se que ao realizar o fato gerador, estará compulsoriamente imposta a obrigação tributária.

CAPÍTULO 3 – O ICMS

De acordo com Carrazza 1 , o ICMS vem genericamente previsto no art. 155, II, da CF, que estatui: “Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre: operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior”. O Art. 62 do Regulamento de ICMS de Minas Gerais, aprovado pelo Decreto n° 43.080/2002, orienta no sentido de que:

Art. 62. O imposto é não-cumulativo, compensando-se o que for devido em cada

operação relativa à circulação de mercadorias ou prestação de serviços de transporte,

interestadual ou intermunicipal, ou de comunicação com o montante cobrado nas

anteriores, por este ou por outro Estado.

CAPÍTULO 4 – O SIMPLES NACIONAL

O Simples Nacional é a unificação da arrecadação, cobrança e fiscalização de tributos aplicável às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, com a participação de todos os entes federados (União, Estados, Distrito Federal e Municípios). O CGSN é o administrador do Simples Nacional e é composto por oito integrantes: quatro da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), dois dos Estados e do Distrito Federal e dois dos Municípios. O simples nacional abrange o recolhimento do IRPJ, CSLL, PIS/PASEP, COFINS, IPI, ICMS, ISS e da Contribuição para a Seguridade Social destinada à Previdência Social a cargo da pessoa jurídica (CPP). O recolhimento é feito através do documento único de arrecadação – DAS. Este documento deve ser recolhido até o dia 20 do mês subsequente àquele em que houver sido auferida a receita bruta.

1 CARRAZZA, Roque Antônio. ICMS. 15ª Ed. São Paulo: Malheiros, 2011.

15

De

forma resumida, o valor devido mensalmente

pelas ME

e

EPP

optantes pelo Simples Nacional é determinado de acordo com cada atividade

utilizando-se as tabelas (anexos I, II, III, IV, V e VI) da Lei Complementar nº 123, de

2006.

Para efeito de determinação da alíquota, o sujeito passivo utilizará a receita bruta acumulada nos 12 (doze) meses anteriores ao do período de apuração (RBT12). Conhecida a Receita acumulada, identifica-se o anexo aplicável às receitas, a faixa de receita bruta a que ele pertence e então se aplica o percentual referente àquela faixa de RBT12. P.ex.: sabendo-se que o RBT12 de determinada empresa é de R$ 825.000,00, vê-se que, nos Anexos, esse valor está dentro da faixa de receita bruta que vai de R$ 720.000,01 a R$ 900.000,00. Se a receita for tributada pelo Anexo II, essa faixa corresponde à alíquota de 8,10%. Para cálculo do valor a ser recolhido pela ME ou EPP, será o resultante da aplicação da alíquota correspondente sobre a receita bruta mensal auferida (regime de competência) ou recebida (regime de caixa), conforme opção feita pelo contribuinte. Mas o contribuinte não precisa se preocupar em fazer esse cálculo todo, que será efetuado pelo PGDAS-D.

CAPÍTULO 5 – LUCRO PRESUMIDO E LUCRO REAL

O lucro presumido é uma forma simplificada de determinação da base de cálculo do imposto de renda e da CSLL. Aplicável às pessoas jurídicas que não estiverem obrigadas, no ano-calendário, à apuração do lucro real. O pagamento será feito mediante a utilização do Documento de Arrecadação de Receitas Federais – DARF. Além do IRPJ e da CSLL, os principais impostos e contribuições recolhidas por estas empresas sobre o faturamento ou lucro são: PIS, COFINS, ICMS, IPI, ISS. No Lucro Presumido, a empresa utiliza percentuais de presunção pré- estabelecidos pela RFB através das legislações e suas alterações vigentes.

16

Já no Lucro Real, apura-se o Lucro da empresa, a saber, receita versus despesas dedutíveis; realiza os ajustes (adições ou exclusões) para se obter o lucro tributável, de acordo com RIR/99 Decreto Nº 3.000, de 26 de março de 1999.

CAPÍTULO 6 - DA SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA

6.1Disposições Gerais

A Constituição Federal, em seu artigo 150 § 7 permitiu a atribuição à terceiro a condição de responsável pelo pagamento de imposto ou contribuição, cujo fato gerador deva ocorrer posteriormente, assegurando a imediata e preferencial restituição da quantia paga, caso não se realize o fato gerador presumido. De acordo com o artigo 6º da LCP 87/96, “Lei estadual poderá atribuir a contribuinte do imposto ou a depositário a qualquer título a responsabilidade pelo seu pagamento, hipótese em que assumirá a condição de substituto tributário. (Redação dada pela LCP 114, de 16.12.2002)”.

Quadro 1 – Fundamentação legal da ST

Assunto:

Substituição tributária nas operações com mercadorias

Base legal:

Constituição: art. 150, § 7º

Lei Complementar 87/96: art. 6º a 10

Lei Complementar 123/06 e 127/07 - Simples Nacional

Código Tributário Nacional: art. 121 e 128

Lei Estadual nº 6.763/75: art. 22

Convênio ICMS 81/93

Convênios e Protocolos referentes à ST

Regulamento do ICMS/02 – Decreto n.º 43.080/02 - Anexo XV

Resolução n.º 3.728, de 20/12/05

Fonte: Orientação 001/2007 SEFAZ/MG

17

De acordo com a Orientação DOLT/SUTRI Nº 001/2007 MG, no âmbito do ICMS, a substituição tributária pode ocorrer nas seguintes modalidades:

Substituição tributária em operações antecedentes - Aplica-se a substituição tributária na modalidade antecedente, quando o imposto devido pelo remetente ou alienante da mercadoria ficar sob a responsabilidade do destinatário. Diz-se substituição tributária "para trás". Substituição tributária em prestações concomitantes - Aplica-se a substituição tributária na modalidade concomitante, quando, por exemplo, o recolhimento do imposto devido pelo prestador de serviço de transporte rodoviário de carga ficar sob a responsabilidade do alienante ou do remetente por ocasião da saída da mercadoria, em relação à prestação realizada. Substituição tributária em operações subseqüentes - Aplica-se a substituição tributária na modalidade subseqüente, quando o recolhimento do imposto devido pelo adquirente ou destinatário da mercadoria, nas sucessivas operações até o consumidor final, ficar sob a responsabilidade do alienante ou remetente da mercadoria. Diz-se, comumente, substituição tributária "para frente".

O ICMS é uma das principais fontes de recursos dos Estados, e o instituto da Substituição Tributária vem maximizando o recolhimento deste imposto.

TABELA 1

Receita ICMS - Regime de Caixa - Valores Correntes - Período: janeiro de 2010 a abril de 2015

 

Em R$

Meses

ICMS Principal

Outros (1)

Total

2010

26.271.703.902

915.720.002

27.187.423.904

2011

28.791.922.471

427.190.997

29.219.113.468

2012

31.569.242.549

530.790.289

32.100.032.837

2013

35.239.955.680

713.007.651

35.952.963.331

2014

37.491.308.123

796.735.826

38.288.043.949

2015

12.058.039.568

222.237.827

12.280.277.395

Total

171.422.172.292

3.605.682.591

175.027.854.884

Fonte: Elaborada pelo autor com base nos dados fornecidos pela SEFAZ/MG

40,000,000,000 35,000,000,000 37,491,308,123 35,239,955,680 30,000,000,000 31,569,242,549 25,000,000,000 28,791,922,471 26,271,703,902 20,000,000,000 15,000,000,000 10,000,000,000 12,058,039,568 5,000,000,000 - 915,720,002
40,000,000,000
35,000,000,000
37,491,308,123
35,239,955,680
30,000,000,000
31,569,242,549
25,000,000,000
28,791,922,471
26,271,703,902
20,000,000,000
15,000,000,000
10,000,000,000
12,058,039,568
5,000,000,000
-
915,720,002
427,190,997
530,790,289
713,007,651
796,735,826
222,237,827
2010 2011 2012 2013 2014 2015
ICMS Principal
Outros (1)

Gráfico 1 – Receita ICMS - Regime de Caixa - Valores Correntes

Período: janeiro de 2010 a abril de 2015

Fonte: Elaborado pelo autor

18

6.2Pontos de Discussão

As regras de cálculo da substituição tributária são complexas e em alguns casos até mesmo poderiam ser consideradas injustas ou impositivas. Nas operações interestaduais entre contribuintes do ICMS, o remetente deve conhecer as regras tributárias relativas ao ICMS no Estado de destino da mercadoria. Como temos 27 Estados, se o remente ME/EPP fizer negócio com boa parte destes Estados, irá precisar de uma mão de obra ou serviços terceirizados com conhecimento do Regulamento de ICMS destes Estados. Mão de obra esta que é de alto valor agregado, influenciando diretamente na formação do preço das mercadorias. A MVA é outro ponto que provoca muita discussão, pois o sujeito ativo estabelece “margens de lucro” de toda uma cadeia tributária, com base em pesquisas desconhecidas pela maior parte dos empresários, e cujos representantes legais não se manifestam em favor destes. Outro problema bastante recorrente é o da ocorrência de fatos presumidos não realizados. Apesar de a Constituição Federal assegurar a imediata e preferencial restituição da quantia paga, caso não se realize o fato gerador presumido, os Estados imputam “N” obrigações acessórias às empresas, impossibilitando-as de serem ressarcidas da quantia outrora desembolsada. Outro ponto a ser considerado, é o impacto da Substituição Tributária no fluxo de caixa das empresas, por exemplo, se observado o custo de oportunidade, pois estas empresas antecipam valores ao fisco quem nem mesmo sabe se irão receber no futuro ou quando irão receber.

19

6. METODOLOGIA

O método predominante utilizado neste trabalho foi o dedutivo, partindo- se de uma análise mais genérica do conceito de tributos e das formas de apuração destes nas ME/EPP e demais regimes de tributação, até as partes mais especificas ligadas à sistemática de cálculo do ICMS e ICMS ST tanto no regime diferenciado quanto no regime normal de tributação. Foi selecionado na Parte 2 do Anexo XV do RICMS/MG, Decreto N°

43.080, de 13 de dezembro de 2002 o Item 1.8 - cerveja, chope e refrigerante, cujo está sujeito à substituição tributária. Assim, com base nesta seleção imputaram-se valores aleatórios de compra e venda da mercadoria com a finalidade de se observar com relação às compras e vendas:

Quais seriam os valores de ICMS ST na regra geral de cálculo; e Quais seriam os valores de ICMS ST, caso fosse aplicado no cálculo do ICMS ST uma “regra de cálculo específica para as ME/EPP”. O método comparativo foi aplicado para dar clareza aos números obtidos nos testes de input apresentados neste trabalho. Foi utilizado para demonstrar a real necessidade da manutenção do tratamento diferenciado a ser dispensado às ME. Por fim apresentaram-se argumentos que tentam demonstrar o quanto a ST afeta o fluxo de caixa destas empresas que não gozam de tanta abundância financeira quanto às demais empresas.

20

  • 7. DESENVOLVIMENTO PRÁTICO

CAPÍTULO 1 – OS EFEITOS DA SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA NA PRECIFICAÇÃO DAS MERCADORIAS

1.1A MVA e Os Efeitos no Valor do Produto Final

De acordo com o § 4º da Lei Kandir, A margem de valor agregado será estabelecida com base em preços usualmente praticados no mercado considerado, obtidos por levantamento, ainda que por amostragem ou através de informações e outros elementos fornecidos por entidades representativas dos respectivos setores, adotando-se a média ponderada dos preços coletados, devendo os critérios para sua fixação ser previstos em lei. Os empresários quando questionados quanto aos critérios para definição destas margens de valor agregado, desconhecem tais critérios. Além do mais, cada empresa possui seus custos fixos e variáveis o que torna a MVA em alguns casos vantajosa, porém em outros não. Assim, é vantajosa quando a MVA estipulado pelo Estado é inferior à margem efetivamente praticada pela empresa, e desvantajosa, quando a margem estipulada for superior à efetivamente praticada pelo estabelecimento.

1.2Alíquota ICMS ST

As empresas optantes pelo Simples Nacional estão sujeitas a alíquotas especificas de ICMS que variam entre 1,25% a 3,95%. Já as demais empresas estão sujeitas a alíquotas de ICMS que variam entre 4% a 27%, de acordo o produto ou tipo de operação realizada.

21

1.3Preço de Venda

Como o ICMS é embutido no preço do produto observou-se que quando o produto está sujeito à Substituição Tributária de ICMS, as empresas optantes pelo Simples não gozam dos mesmos benefícios fiscais os quais gozariam se o produto não estivesse alcançado pelo instituto da ST.

Quadro 2 – Simulação preço de venda da cerveja

IMOPRTAÇÃO COM SUBSTITUIÇÃO

 

IMPORTAÇÃO SEM SUBSTITUIÇÃO

TRIBUTÁRIA

 

TRIBUTÁRIA

 
 

CERVEJAS

 

CERVEJAS

PRODUTO

ALEMÃS

PRODUTO

ALEMÃS

 

2203.0

2203.0

NCM

0.00

NCM

0.00

QUANTIDADE

1056

QUANTIDADE

1056

MVA

158%

MVA

158%

DESCRIÇÃO

%

R$

DESCRIÇÃO

%

R$

VMLE

 

R$

 

VMLE

 

R$

-

31.442,86

-

31.442,86

FRETE

 

R$

FRETE

 

R$

-

2.573,19

-

2.573,19

SEGURO

 

R$

SEGURO

 

R$

-

31,41

-

31,41

VMLD

 

R$

 

VMLD

 

R$

34.047,46

34.047,46

IPI

6,00%

R$

IPI

6,00%

R$

2.042,85

2.042,85

ICMS

20,00%

R$

ICMS

20,00%

R$

9.022,58

9.022,58

ICMS ST

20,00%

R$

ICMS ST

0,00%

R$

14.215,97

-

CUSTO DA

R$

 

CUSTO DA

R$

IMPORTAÇAO

59.328,86

IMPORTAÇAO

45.112,88

CRÉDITOS

R$

CRÉDITOS

R$

(IPI+PIS+COFINS+ICMS)

-

(IPI+PIS+COFINS+ICMS)

-

CUSTO DE AQUISIÇÃO

 

$

 

CUSTO DE AQUISIÇÃO

 

$

59.328,86

45.112,88

COMISSAO

10,00%

-

COMISSAO

10,00%

-

DESCONTO COMERCIAL

4,00%

-

DESCONTO COMERCIAL

4,00%

-

ICMS

0,00%

-

ICMS

3,95%

-

LUCRO

15,00%

-

LUCRO

17,84%

-

PREÇO DE VENDA

29,00%

R$

 

PREÇO DE VENDA

35,79%

R$

83.561,77

70.258,57

VALOR DA CAIXA

 

$

VALOR DA CAIXA

 

$

79,13

66,53

LUCRO

 

R$

LUCRO

 

R$

12.534,27

12.534,27

Fonte: Autor

22

No quadro 2, simulou-se o valor de uma importação de cerveja, onde no quadro a esquerda aplicou-se sobre a base de cálculo do ICMS, MVA de 157,56% para fins de cálculo da ST. Neste mesmo quadro à direita, simulou-se o preço de venda do produto não estando este sujeito à substituição tributária, e para fins de cálculo do ICMS sobre o valor da venda considerou a maior alíquota de ICMS vigente para o Simples Nacional, qual seja 3,95%.

CAPÍTULO 2 – OS EFEITOS DA SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA NO FLUXO DE CAIXA 2.1Fluxo de Caixa

Nos quadros 3 e 4 apresentados abaixo, foi representado a compra e venda, onde no quadro 3 o produto adquirido não estava sujeito à ST, ao contrário do quadro 4, cujo produto adquirido sofreu a incidência da ST. Sobre os preços de compra e venda, aplicou-se mês a mês um aumento de 10% sobre o valor da compra e venda anterior. Para fins de cálculo da Substituição Tributária, foi utilizado a MVA de 157,56% e alíquota de ICMS de 20%.

Quadro 3 – Fluxo de caixa sem substituição tributária

FEVEREIR JANEIRO O MARÇO ABRIL MAIO JUNHO VENDAS 15.000,00 16.500,00 18.150,00 19.965,00 21.961,50 24.157,65 COMPRAS S/
FEVEREIR
JANEIRO
O
MARÇO
ABRIL
MAIO
JUNHO
VENDAS
15.000,00
16.500,00
18.150,00
19.965,00
21.961,50
24.157,65
COMPRAS S/
ST
12.207,00
13.427,70
14.770,47
16.247,52
17.872,27
19.659,50
2.793,00
3.072,30
3.379,53
3.717,48
4.089,23
4.498,15
Fonte: autor

Quadro 4 – Fluxo de caixa com substituição tributária

FEVEREIR JANEIRO O MARÇO ABRIL MAIO JUNHO VENDAS 15.000,00 16.500,00 18.150,00 19.965,00 21.961,50 24.157,65 COMPRAS C/
FEVEREIR
JANEIRO
O
MARÇO
ABRIL
MAIO
JUNHO
VENDAS
15.000,00
16.500,00
18.150,00
19.965,00
21.961,50
24.157,65
COMPRAS C/
ST
16.053,67
17.659,04
19.424,94
21.367,44
23.504,18
25.854,60
-
1.053,67
-
1.159,04
-
1.274,94
-
1.402,44
-
1.542,68
-
1.696,95
Fonte: autor

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CONCLUSÃO

O presente trabalho teve como objetivo, identificar quais são efeitos na formação dos preços e no fluxo de caixa, causados pela substituição tributária progressiva do ICMS nas micro e pequenas empresas optantes pelo simples nacional. O trabalhou procurou demonstrar que se aplicada às ME e EPP as

mesmas regras de cálculo do ICMS ST utilizadas pelas demais empresas, o objetivo principal da Lei Geral das ME/EPP não é plenamente alcançado. Quanto os efeitos da ST sobre o preço de venda, após os cálculo observou-se que:

  • a) O VMLE em ambos os casos permanece o mesmo; R$ 31.442,86;

  • b) O VMLD também se manteve o mesmo em ambos os casos; R$ 34.047,46;

  • c) Quanto ao custo de importação:

quando o

produto está sujeito à

substituição tributária há um aumento de 31,51% neste.

  • d) Quanto ao preço de venda e lucro:

    • a. Se o produto não estivesse sujeito à Substituição Tributária; quando este fosse vendido pela empresa optante pelo Simples Nacional, chegaria ao consumidor final ao preço de R$ 66,53 por caixa. Neste moldes renderia um lucro de R$ 12.534,27 que representou 17,84% de lucro.

    • b. Se o produto estivesse sujeito à Substituição Tributária; quando

este fosse vendido pela empresa optante pelo Simples Nacional, chegaria ao consumidor final ao preço de R$ 79,13 por caixa. Neste moldes renderia um lucro de R$ 12.534,27 que representou 15% de lucro. Quanto ao fluxo de caixa, pode ser observado que sem os efeitos da substituição tributária, o fluxo de caixa de caixa da empresa se manteve positivo, todavia, considerando a substituição nas compras, o fluxo de caixa da empresa passou a ficar negativo, pois a substituição tributária exigiu do contribuinte o desembolso de uma quantia de um fato gerador de ICMS que ainda não ocorreu. Assim pode-se concluir que a substituição tributária afeta a concorrência das empresas Optantes Pelo Simples perante às demais empresas, já que elas não dispõe de mesmo poder financeiro ou de influência no mercado.

24

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