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CESAR ROBERTO PEREIRA BASTOS

GLEISON FERREIRA DE ARRUDA

ÍTALO MATEUS SANTANA MENDONÇA

COMPARAÇÃO DE CÁLCULOS ENTRE O ARTIGO EXPERIMENTO
FATORIAL BLOCADO PARA DETERMINAÇÃO DE DIFERENÇAS ENTRE
TEMPO DE QUEIMA DE VELAS DE PARAFINA E OS CÁLCULOS
EXECUTADOS EM AULA

PALMAS- TO
2017

como requisito parcial para a obtenção da nota A2. Professor(a).TO 2017 . CESAR ROBERTO GLEISON FERREIRA DE ARRUDA ÍTALO MATEUS COMPARAÇÃO DE CÁLCULOS ENTRE O ARTIGO EXPERIMENTO FATORIAL BLOCADO PARA DETERMINAÇÃO DE DIFERENÇAS ENTRE TEMPO DE QUEIMA DE VELAS DE PARAFINA E OS CÁLCULOS EXECUTADOS EM AULA. Trabalho da disciplina planejamento e otimização de experimentos apresentado ao curso de graduação em Engenharia de Produção da Faculdade Católica do Tocantins. Ila Raquel Mello Cardoso PALMAS. Me.

RESUMO Com base no artigo. INTRODUÇÃO O artigo de experimento fatorial usado como base para esse trabalho. foi usado para uma licitação no estado de Minas Gerais para a determinação da melhor marca de vela para as pessoas que ainda não possuíam energia elétrica em suas casas. OBJETIVO Esse trabalho tem como objetivo contestar os dados apresentados no artigo usado como base para assim comprovar o teor dos dados apresentados para a licitação de Minas Gerais. . iremos utilizar os dados desse artigo para refazer os cálculos apresentados. quatro empresas iriam concorreram a essa licitação. pois determinados fatores poderiam influenciar nessa escolha. experimento fatorial blocado para determinação de diferenças entre tempo de queima de velas de parafina. assim necessitando de uma averiguação por meio de cálculos estatísticos para determinar qual o melhor tipo de vela para ganhar essa licitação. todos os dados do artigo terão que ser refeitos para comprovar se houve ou não nenhum tipo de manipulação para que determinada empresa ganhasse a licitação. para assim confirmar se todos os dados apresentados estariam corretamente como o artigo apresentou para a licitação de uma cidade do interior do estado de Minas Gerais. e com base no artigo de experimento fatorial nós iremos novamente refazer os cálculos apresentados para assim determinar se estão todos corretos.

et al. entrevista e etc. Ainda de acordo com ANDRE M. artigos científicos. et al. (2008). Então o que vale mesmo é o bom senso. geralmente retirados de questionários. MATERIAL E MÉTODOS Classificação da pesquisa A presente pesquisa é classificada como Pesquisa Bibliográfica que é desenvolvida com base em material já elaborado e publicado . C. porém é fato que quanto maior a quantidade de amostra. Conhecido como amostras ANDRE M.DESENVOLVIMENTO Referencial teórico O artigo em estudo utiliza dados de alguém em alguém lugar. são coletados de grupos de população relativamente pequenos. Existem porém pesquisas científicas que se baseiam unicamente . não há método exato de quantas amostra é o tamanho ideal de amostra. Qualquer trabalho científico inicia-se com uma pesquisa bibliográfica. e publicadas por meios escritos e eletrônicos. que permite ao pesquisador conhecer o que já se estudou sobre o assunto. (2008). Não recomenda-se trabalhos originados da internet GIL. no entanto se for o número muito grande dificulta o acesso a uma possível amostra e aumentam muitos os custos da pesquisa. A pesquisa bibliográfica é feita a partir do levantamento de referências teóricas já analisadas. (2008) e define também população é um conjunto de elementos com uma uma ou mais características iguais e servem para ser usadas em estudos. constituído principalmente de livros e artigos científicos é importante que se verifique a origem do material a ser estudado. como livros. C. mais precisa são as informações. O tamanho ótimo é definido de acordo com tipo de pesquisa. páginas de web sites.

SILVA. & AZEVEDO . do coeficiente de correlação. t. de maneira que permita seu amplo e detalhado conhecimento GIL. Para verificar os dados do artigo em estudo foi utilizado um software onde foi possível extrair os dados utilizado. de Cochran. SNK. em seguida foi rodado no sistema para comparar os resultados. como: Teste Bartlett e o Teste Normalidade. Também faz confundimento em experimentos fatoriais do tipo 2x2x2. Analisa experimentos fatoriais com testemunha e tratamento adicional e experimentos em blocos ao acaso com repetições. de Kruskal-Wallis. (2008). de Duncan.C. Quanto aos procedimentos o presente trabalho se caracteriza como estudo de Caso: consiste no estudo profundo e exaustivo de um ou poucos objetos. Kuiper. de normalidade (Kolmogorov-Smirnov. experimentos em parcelas subdivididas e parcelas subsubdivididas. Para contatar as veracidade dos fatos foi realizado alguns testes. na pesquisa bibliográfica. Lilliefors e Watson) e teste de aderência (ajuste) de séries pelo método de Kolmogorov-Smirnov. de Bartlett. Shapiro-Wilk. Ele também aplica o Processo analítico hierárquico (AHP). O software Assistat faz análise de variância (ANOVA) e classifica médias pelos testes de Tukey. de Friedman. de Dunnett e de Scott-Knott. Anderson-Darling. regressão polinomial para tratamentos quantitativos em experimentos fatoriais.A de. procurando referências teóricas publicadas com o objetivo de recolher informações ou conhecimentos prévios sobre o problema a respeito do qual se procura a resposta FONSECA. Aplica os testes de Mann-Whitney. Através do método adotado o presente trabalho se desenvolveu com a comparação de dados utilizados no artigo com os estratificado da pesquisa e reformulação de cálculos. Faz Análise de Componentes Principais (ACP). F. S. Faz regressão na análise de variância e correlação simples entre variáveis. de A. Cramer-von Mises. . (2002).

Ambos consideraram as amostras dentro da normalidade. as variâncias são homogêneas. a fim de verificar a homogeneidade da variância dos dados experimentais. Isto representa que não é necessário transformar os dados antes da Anova. . ou seja. Teste Bartlett e o Teste Normalidade.RESULTADOS E DISCUSSÕES Para iniciar as análises fizemos dois testes dos pressupostos do modelo matemático.

Verificamos através da comparação dos resultados se a analise exploratória executada no artigo através de gráficos do tipo boxplot se assemelham aos gráficos que geramos com o programa Excel® 2016. respectivamente: . Seguem logo abaixo os gráficos extraídos do artigo e os nossos.

Tempo de queima vs. Marca 8 7 Tempo de queima em horas 6 5 4 3 2 1 0 0 1 2 3 4 Marca .

0 = Diurno.0 1.0 2.0 = Noturno . 2.0 1. Turno 8 7 Tempo de queima em horas 6 5 4 3 2 1 0 0. Tempo de queima vs.

Tempo de queima vs. Para termos certeza de onde estão as diferenças entre as marcas utilizamos o Teste Tukey: . Dia 8 7 Tempo de queima em horas 6 5 4 3 2 1 0 0 1 2 3 4 Dia A análise visual evidenciou a semelhança entre as variáveis resposta em todos os gráficos.

.

1 e 4. tem a maior diferença entre tempos. Através da análise visual dos gráficos verificou-se como os fatores e o bloco influenciam a variável resposta. que no artigo analisado é considerado bloco. isto é. a menos indicada é a marca 4”. Sendo que o resultado mostrou não existir diferença significativa entre as marcas 1 e 2. enquanto a marca 3 possui maior variabilidade. . nota-se que durante os dias do experimento há variabilidades aparentemente iguais. existe diferença entre as marcas 1 e 3. A marca 1 possui um maior tempo de queima e menor variabilidade. aparentemente.CONCLUSÃO Dois fatores foram descritos como fixos (marcas e turno) e um como bloco (dia). a fim de descobrir quais são diferentes. a análise de marcas mostra que há diferença entre marcas para os tempos de queima. A marca 1 parece ter os mesmos tempos no turno 1 (diurno) e 2 (noturno). Através dos testes estatísticos executados ficou comprovada a ausência de manipulação nos dados. Não há diferença entre os turnos (diurno ou noturno) para o tempo de queima. sendo que a marca 4 parece ter o menor tempo de queima entre turnos. A análise de dia de realização do experimento. concluindo que as marcas 1 e 2 possuem os maiores tempos de queima. 2 e 3 e. porém com tempos diferentes. A marca 3. não há diferença entre queima por turno. por fim. prevalece o que foi recomendado no artigo analisado: “O município deve comprar as marcas 1 ou 2. também não há diferença significativa entre as marcas 3 e 4. Sendo assim. mostrou que o dia de realização do experimento influencia o tempo de queima. entre as marcas 2 e 4. Utilizamos o Teste Tukey para identificar onde estão diferenças entre marcas.

Revista Brasileira de produtos agroindustriais.A de. 2008. São Paulo: Atlas. SILVA. HELINTON A. S. J. 2002. Metodos quantitativos com Excel . B. Como elaborar projetos de pesquisa. de A. F. 2002. São Paulo.C. L. & AZEVEDO . C. BIBLIOGRAFIA ANDRE M. et al. ed. 4. S. 2008 GIL. FONSECA. Campina Grande. Experimento fatorial blocado para determinação de diferenças entre tempo de queima de velas de parafina Revista da Estatística da UFOP . A. J.XI Semana da Matemática e III Semana da Estatística. Versão para um programa computacional assistat para o sistema operacional Windows. Vol I. C. . Metodologia da pesquisa científica. Fortaleza: UEC. et al. 2011.