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As diferentes gramáticas

Acerca do estudo da gramática seguimos duas vertentes:

Gramática internalizada: Sistema de regras que constituem a estrutura de funcionamento do idioma e que são assimiladas naturalmente pela prática por todos os falantes. Gramática normativa: Teoria que tomando como referência os usos tradicionais – “exemplares” – do idioma descreve e propõe um sistema de normas e orientações para se falar / escrever em situações formais de comunicação.

Variedades Linguísticas

Variedade Padrão e Variedade Não Padrão

Os critérios que determinam a norma (padrões de uso) de uma língua se estabelecem ao longo do tempo, principalmente pela ação da escola e dos meios de

comunicação. Esses dois instrumentos sociais levam os falantes de um idioma a aceitarem como “certo” o modo de falar da camada da população que, em virtude de sua situação social privilegiada, tem maior prestígio na sociedade. Essa variedade, denominada variedade padrão (ou norma urbana de prestígio), é usualmente falada e escrita em situações mais formais de comunicação. Os documentos oficiais (leis,

sentenças judiciais

os livros e relatórios científicos, os contratos empresariais, as

cartas comerciais, os discursos políticos e as solicitações de emprego são exemplos de textos elaborados nessa variedade linguística.

),

Quando a situação é informal, a variedade linguística é denominada não-padrão ou popular. É através dessa variação que nos comunicamos com nossos amigos, familiares, vizinhos e colegas.

Os fatores que caracterizam e diferenciam essas duas variedades linguísticas a padrão e a não padrão são de natureza sociocultural, ou seja, são determinadas principalmente pelo nível de escolaridade do falante.

Variações Linguísticas

Variação Sociocultural gerada pela influência das condições sociais e culturais dos falantes;

Variação Histórica ocorrem na língua ao longo do tempo onde surge os neologismo (novas palavras) e as palavras menos usadas tornam-se arcaísmos;

Variação Geográfica expressões que variam de acordo com a região do país.

Variação Situacional essa variação ocorre de acordo com a situação em que o falante de encontra, se a situação é formal emprega-se o padrão formal, se a situação é informal emprega-se a variedade popular.

se a situação é informal emprega-se a variedade popular. Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp. Bianca
se a situação é informal emprega-se a variedade popular. Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp. Bianca

Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp. Bianca Pâmela Barros Andrade

Figuras de Linguagem

Às diferentes possibilidades de usar a linguagem para revelar nosso mundo psíquico, damos o nome de recursos estilísticos. A estilística é o ramo da linguagem que estuda esses recursos.

Entre as diferentes possibilidades de uso da linguagem nos deparamos com o sentido conotativo (figurado, dependente de um contexto particular) e o sentido denotativo (literal, comum, aquele que exprime a significação usual da palavra).

As diferentes possibilidades de emprego conotativo das palavras constituem um amplo conjunto de recursos expressivos a que damos o nome de figuras de linguagem.

Para estudar as principais figuras, vamos reuni-las em dois grupos.

Principais figuras de linguagem (1ª grupo)

Comparação - se estabelece por meio de palavras ou expressões comparativas presentes no enunciado (como, semelhante a, igual a, que nem, tal qual

Metáfora emprego de uma palavra com sentido diferente do seu usual, baseado em uma comparação implícita (subentendida) entre dois elementos.

Metonímia figura de linguagem que consiste na substituição (troca) de uma palavra por outra, quando entre ambas existe uma proximidade de sentidos que permite essa troca.

Personificação ou Prosopopeia consiste em atribuir a seres inanimados (sem vida) características de seres animados, ou em atribuir características humanas a seres irracionais.

Antítese figura que consiste no emprego de palavras (ou expressões) de significados opostos com a intenção de realçar a força expressiva de cada uma delas.

Hipérbole exagero intencional, com a finalidade de intensificar a expressividade e, assim, impressionar o ouvinte ou o leitor.

Eufemismo figura por meio da qual se procura suavizar, tornar menos chocantes palavras ou expressões normalmente desagradáveis, dolorosas ou constrangedoras.

Ironia figura por meio da qual se enuncia algo, mas o contexto permite ao leitor (ou ouvinte) entender o oposto do que se está afirmando.

Principais figuras de linguagem (2º grupo)

Onomatopeia consiste em criar uma palavra para tentar reproduzir um som ou ruído.

criar uma palavra para tentar reproduzir um som ou ruído. Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp.
criar uma palavra para tentar reproduzir um som ou ruído. Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp.

Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp. Bianca Pâmela Barros Andrade

Elipse figura que consiste na omissão, na não colocação de uma palavra ou expressão que o contexto permite ao leitor ou ouvinte identificar com facilidade.

Pleonasmo recurso de linguagem que consiste em intensificar o significado de um elemento textual por meio da redundância, isto é, da repetição da ideia já expressa por esse elemento.

Noções de Semântica

A Semântica é o estudo da significação das palavras, expressões e enunciados que constituem os textos. Acerca desse estudo podemos conhecer diferentes formas de relações das significações. Veremos a seguir:

Sinônimos palavras, que, empregadas em um determinado contexto, têm o mesmo significado ou significados muito semelhantes.

Hiponímia é a relação que se estabelece entre palavras ou expressões de sentido mais específico (limitado) e palavras ou expressões de sentido mais geral.

Hiperonímia é a relação entre palavras ou expressões de sentido mais geral e palavras ou expressões de sentido mais específico (limitado)

Antônimos vocábulos que apresentam sentidos opostos ou aproximadamente opostos.

Homônimos palavras de significados diferentes que têm ou a mesma grafia e a mesma pronúncia, ou a mesma grafia, ou ainda a mesma pronúncia.

Expressão idiomática toda expressão formada por várias palavras, constituindo uma estrutura fixa (suas palavras não podem ser mudadas) e de sentido único, invariável.

Polissemia conjunto dos múltiplos significados que uma palavra pode apresentar.

Ambiguidade apresenta mais de um sentido ao texto, pode ser uma qualidade ou um defeito em um texto.

Fonologia

A fonologia é a parte da gramática que estuda a palavra sob o ponto de vista de sua constituição sonora, tem por objetivos: estudar os fonemas, estudar e classificar os encontros fonéticos, definir regras de divisão silábica, classificar a palavra quanto ao número de sílabas e a quanto à posição da sílaba tônica.

Fonema menor unidade que participa da constituição sonora da palavra. O fonema pode se caracterizar por seu valor opositivo, isto é, de contraste: a alteração de um fonema pode mudar o significado da palavra.

Letra símbolo gráfico visual do fonema.

da palavra. Letra – símbolo gráfico visual do fonema. Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp. Bianca
da palavra. Letra – símbolo gráfico visual do fonema. Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp. Bianca

Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp. Bianca Pâmela Barros Andrade

Dígrafo conjunto de dois sinais gráficos que representa um único fonema. Dígrafos separáveis (ss, rr, sc, sç, xc), dígrafos inseparáveis (lh, qu, nh, ch, qu, gu)

Vogal é a base sonora da sílaba.

Semivogais são os fonemas /i/ e /u/ quando aparecem ligados a uma vogal.

Consoantes são os fonemas que se produzem quando a corrente do ar, vinda dos pulmões, é momentaneamente interrompida pela língua, pelos dentes ou lábios.

Ditongo encontro de dois sons vocálicos na mesma sílaba.

Tritongo encontro de três sons vocálicos na mesma sílaba.

Hiato encontro de dois sons vocálicos em sílabas diferentes.

Acentuação Gráfica

Os acentos gráficos têm a finalidade de oferecer ao leitor orientações que lhe permitem pronunciar adequadamente as palavras que lê. As regras de acentuação podem ser divididas em dois grupos: 1º grupo para regras gerais (4 casos) e 2º grupo para regras complementares (4 casos).

PRINCIPAIS MUDANÇAS NA ORTOGRAFIA UTILIZADA NO BRASIL

1. O alfabeto incorpora as letras k, w e y, passando a ter 26 letras.

K consoante: Karina, Kafka, kantiano, kardecismo, Kuwait, kuwaitiano, kg,

km, K (potássio de kalium), kylobite.

W será vogal ou semivogal pronunciada como /u/ em palavras de origem

inglesa: watt, whisky, web, show, Wallace. Será consoante como o /v/ em

palavras de origem alemã: Walter, Wagner.

Y Som vocálico pronunciado como /i/, com função de vogal ou semivogal:

yard (jarda), yaki-mono (cerâmica japonesa), yin, yang, yen (unidade monetária

do Japão), Kênya, Paraty.

2. Acentuação

Mesmo com a perda do acento gráfico de algumas palavras, elas continuarão a ser pronunciadas como antes. (BECHARA, 2008)

Não houve mudanças em relação às palavras oxítonas e proparoxítonas.

em relação às palavras oxítonas e proparoxítonas. Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp. Bianca Pâmela
em relação às palavras oxítonas e proparoxítonas. Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp. Bianca Pâmela

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Palavras paroxítonas a) Perdem o acento gráfico os ditongos representados por ei e oi da

Palavras paroxítonas

a) Perdem o acento gráfico os ditongos representados por ei e oi da sílaba tônica das palavras paroxítonas, uma vez que existe oscilação em muitos casos entre a pronúncia aberta e fechada:

em

assembleia, boleia, ideia, ASSIM COMO:

aldeia, baleia, cadeia, cheia, meia;

alcaloide, apoio (do verbo apoiar), boia, heroico, jiboia, paranoico, joia ASSIM COMO:

boina, dezoito, biscoito, oitenta, foi

EXCEÇÃO: Palavras paroxítonas que se enquadram nesta regra, mas terminam r, continuarão sendo acentuadas: blêizer, contêiner, destróier, gêiser, Méier, etc.

b) Perdem o acento gráfico as formas verbais que contêm um e tônico oral

fechado em hiato com a terminação em da 3ª pessoa do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo: creem, deem, descreem, desdeem, leem, preveem, releem, reveem, veem.

c) Perde o acento gráfico a vogal tônica fechada do hiato oo em palavras

paroxítonas, seguidas ou não de s: enjoo (substantivo), enjoo (flexão de enjoar), povoo, voo, etc.

d) Perdem o acento gráfico palavras paroxítonas que são homógrafas (têm a

mesma grafia) de artigos, contrações, preposições e conjunções átonas:

para (flexão de parar e preposição), pela(s) (substantivo e flexão de pelar), pelo (flexão de pelar e substantivo), pera (substantivo e preposição antiga), polo(s) (substantivo e combinação antiga e popular de por e lo(s); para-balas, para-brisa(s), para-choque(s), para-lama(s), etc.

para-brisa(s), para-choque(s), para-lama(s), etc. Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp. Bianca Pâmela
para-brisa(s), para-choque(s), para-lama(s), etc. Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp. Bianca Pâmela

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EXCEÇÃO: pôr (verbo) continuará acentuado para se distinguir da preposição por; e pôde (pret. perfeito do indicativo) continuará acentuado para se distinguir de pode (presente do indicativo).

e)

ACENTO

OPCIONAL.

Pode

ser

acentuada

ou

não

a

palavra

fôrma

(substantivo), distinta de forma (substantivo, flexão verbal).

f) Perdem o acento gráfico as vogais tônicas i e u das palavras paroxítonas, quando essas vogais estiverem precedidas de ditongo: baiuca, bocaiuva, boiuno, cheiinho (de cheio), feiinho (de feio), feiura, taoismo.

EXCEÇÃO: Serão acentuadas as vogais tônicas i e u das palavras oxítonas, quando mesmo precedidas de ditongo estão em posição final, sozinhas na sílaba, ou seguidas de s: Piauí, teiú, teiús, tuiuiú, tuiuiús.

g) Os verbos ARGUIR e REDARGUIR perdem o acento agudo na vogal tônica u nas formas rizotônicas (aquelas cuja sílaba tônica está no radical): arguo, arguis, argui, arguímos arguís, arguem.

h) Os verbos AGUAR, APANIGUAR, APAZIGUAR, APROPINQUAR, AVERIGUAR, DESAGUAR, ENXAGUAR, OBLIQUAR, DELINQUIR e afins podem ser conjugados de duas formas: Ou têm as formas rizotônicas (cuja sílaba tônica recai no radical) com o u do radical tônico, mas sem acento agudo; Ou têm as formas rizotônicas com a ou i do radical com acento agudo.

3. Trema NÃO SERÁ MAIS USADO em palavras portuguesas ou aportugesadas: aguentar, anguiforme, arguir, bilíngue, lingueta, linguista, linguístico, cinquenta, equestre, frequentar, tranquila, ubiquidade.

Obs.: O TREMA SERÁ MANTIDO em palavras derivadas de nomes próprios estrangeiros: hübneriano, de Hübner, mülleriano, de Müller, etc.

hübneriano, de Hübner, mülleriano, de Müller, etc. Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp. Bianca Pâmela
hübneriano, de Hübner, mülleriano, de Müller, etc. Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp. Bianca Pâmela

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O TREMA PODERÁ SER USADO para indicar, quando necessário, a pronúncia do u em vocabulários ortográficos e dicionários: lingueta (gü), líquido (qü ou qu), linguiça (gü), equidistante (qü ou qu).

MESMO COM A PERDA DO TREMA, AS PALAVRAS CONTINUARÃO A SER PRONUNCIADAS COMO ANTES. (BECHARA, 2008)

4. O USO DO HÍFEN

As observações a seguir referem-se ao uso do hífen em palavras formadas por prefixos ou por elementos que podem funcionar como prefixos, como:PRONUNCIADAS COMO ANTES. (BECHARA, 2008) 4. O USO DO HÍFEN aero, agro, além, ante, anti, aquém,

aero, agro, além, ante, anti, aquém, arqui, auto, circum, co, contra, eletro, entre, ex, extra, geo, hidro, hiper, infra, inter, intra, macro, micro, mini, multi, neo, pan, pluri, proto, pós, pré, pró, pseudo, retro, semi, sobre, sub, super, supra, tele, ultra, vice etc.

Com prefixos, usa-se sempre o hífen diante de palavra iniciada por h. Exemplos:semi, sobre, sub, super, supra, tele, ultra, vice etc. anti-higiênico anti-histórico co-herdeiro macro-história

anti-higiênico

anti-histórico

co-herdeiro

macro-história

mini-hotel

proto-história

sobre-humano

super-homem

ultra-humano

EXCEÇÃO: subumano (nesse caso, a palavra humano perde o h).

Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal diferente da vogal com que se inicia o segundo elemento. Exemplos:

aeroespacial

antiaéreo

agroindustrial

antieducativo

anteontem

autoaprendizagem

antieducativo anteontem autoaprendizagem Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp. Bianca Pâmela
antieducativo anteontem autoaprendizagem Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp. Bianca Pâmela

Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp. Bianca Pâmela Barros Andrade

autoescola

extraescolar

autoestrada

infraestrutura

autoinstrução

plurianual

coautor

semiaberto

coedição

semianalfabeto

EXCEÇÃO: o prefixo co aglutina-se em geral com o segundo elemento, mesmo quando este se inicia por o: coobrigar, coobrigação, coordenar, cooperar, cooperação, cooptar, coocupante etc.

Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por consoante diferente de r ou s. Exemplos:

anteprojeto

antipedagógico

autopeça

autoproteção

coprodução

geopolítica

microcomputador

pseudoprofessor

semicírculo

semideus

seminovo

ultramoderno

Atenção: com o prefixo vice, usa-se sempre o hífen. Exemplos: vice-rei, vice-almirante etc.

Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por r ou s. Nesse caso, duplicam-se essas letras. Exemplos:

antirrábico

antirreligioso

antirracismo

antirrugas

anti rr eligioso anti rr acismo anti rr ugas Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp. Bianca
anti rr eligioso anti rr acismo anti rr ugas Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp. Bianca

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antissocial

minissaia

biorritmo

multissecular

contrarregra

neorrealismo

contrassenso

neossimbolista

cosseno

semirreta

infrassom

ultrarresistente.

microssistema

ultrassom

Com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, usa-se sempre o hífen.

Exemplos:

além-mar

além-túmulo

aquém-mar

ex-aluno

ex-diretor

ex-hospedeiro

ex-prefeito

ex-presidente

pós-graduação

pré-história

pré-vestibular

pró-europeu

recém-casado

recém-nascido

sem-terra

ESTRUTURA DAS PALAVRAS

Estudar a estrutura das palavras é estudar os elementos que formam a palavra, denominados de morfemas. São os seguintes os morfemas da Língua Portuguesa.

RADICAL: O que contém o sentido básico do vocábulo. Aquilo que permanecer intacto, quando a palavra for modificada. Ex.

que permanecer intacto, quando a palavra for modificada. Ex. Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp. Bianca
que permanecer intacto, quando a palavra for modificada. Ex. Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp. Bianca

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falar, comer, dormir, casa, carro.

OBS: Em se tratando de verbos, descobre-se o radical, retirando-se a terminação AR, ER ou IR.

VOGAL TEMÁTICA: Nos verbos, são ao vogais A, E e I, presentes na terminação verbal. Elas indicam a que conjugação o verbo pertence:

1ª conjugação = Verbos terminados em AR 2ª conjugação = Verbos terminados em ER 3ª conjugação = Verbos terminados em IR

OBS: O verbo pôr pertence à 2ª conjugação, já que proveio do antigo poer.

Nos substantivos e adjetivos, são as vogais A, E, I, O e U no final das palavras, evitando que ela termine em consoante. É o que ocorre, por exemplo, nas palavras meia, pente, táxi, couro, urubu.

Cuidado para não confundir vogal temática de substantivos e adjetivos com desinência nominal de gênero, que estudaremos mais à frente.

TEMA: É a junção do radical com a vogal temática. Se não existir a vogal temática, o tema e o radical serão o mesmo elemento; o mesmo acontecerá, quando o radical for terminado em vogal. Por exemplo, em se tratando de verbo, o tema sempre será a soma do radical com a vogal temática - estuda, come, parti; em se tratando de substantivos e adjetivos, nem sempre isso acontecerá. Vejamos alguns exemplos: No substantivo pasta, past é o radical, a, a vogal temática, e pasta o tema; já na palavra leal, o radical e o tema são o mesmo elemento - leal, pois não há vogal temática; e na palavra tatu também, mas agora, porque o radical é terminado pela vogal temática.

DESINÊNCIAS: É a terminação das palavras, flexionadas ou variáveis, posposta ao radical, com o intuito de modificá-las. Modificamos os verbos, conjugando-os; modificamos os substantivos e os adjetivos em gênero e número. Existem dois tipos de desinências:

DESINÊNCIAS VERBAIS: Modos temporais = indicam o tempo e o modo. São quatro as desinências modo temporais:

-VA- e -IA- para o Pretérito Imperfeito do Indicativo = estudava, vendia, partia

. -RA- para o Pretérito Mais-que-perfeito do Indicativo = estudara, vendera, partira.

-RIA- para o Futuro do Pretérito do Indicativo = estudaria, venderia, partiria.

-SSE- para o Pretérito Imperfeito do Subjuntivo = estudasse, vendesse, partisse.

Número pessoais = indicam a pessoa e o número. São três os grupos das desinências número pessoais.

São três os grupos das desinências número pessoais. Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp. Bianca Pâmela
São três os grupos das desinências número pessoais. Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp. Bianca Pâmela

Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp. Bianca Pâmela Barros Andrade

Grupo 1: i, ste, u, mos, stes, ram, para o Pretérito Perfeito do Indicativo = eu cantei, tu cantaste, ele cantou, nós cantamos, vós cantastes, eles cantaram.

Grupo II: -es, -mos, -des, -em, para o Infinitivo Pessoal e para o Futuro do Subjuntivo = Era para eu cantar, tu cantares, ele cantar, nós cantarmos, vós cantardes, eles cantarem. Quando eu puser, tu puseres, ele puser, nós pusermos, vós puserdes, eles puserem.

Grupo III: -s, -mos, -is, -m, para todos os outros tempos = eu canto, tu cantas, ele canta, nós cantamos, vós cantais, eles cantam.

DESINÊNCIAS NOMINAIS:

DE GÉNERO: indica o gênero da palavra. A palavra terá desinência nominal de gênero, quando houver a oposição masculino-feminino. Por exemplo cabeleireiro-cabeleireira. A vogal A será desinência nominal de gênero sempre que indicar o feminino de uma palavra, mesmo que o masculino não seja terminado em O. Por exemplo: crua, ela, traidora.

DE NÚMERO: indica o plural da palavra. É a letra S, somente quando indicar o plural da palavra. Por exemplo: cadeiras, pedras, águas.

AFIXOS: São elementos que se juntam a radicais para formar novas palavras. São eles:

PREFIXO: É o afixo que aparece antes do radical. Por exemplo destampar, incapaz, amoral.

SUFIXO: É o afixo que aparece depois do radical, do tema ou do infinitivo. Por exemplo:

pensamento, acusação, felizmente.

VOGAIS E CONSOANTES DE LIGAÇÃO: São vogais e consoantes que surgem entre dois morfemas, para tornar mais fácil e agradável a pronúncia de certas palavras. Por exemplo: flores, bambuzal, gasômetro, canais.

PROCESSO DE FORMAÇÃO DE PALAVRAS

DERIVAÇÃO

Derivação Prefixal ou Prefixação - Consiste no acréscimo de um prefixo a um radical. Ex.:

Desarmar prefixo DES (dês + arm + ar) Rever prefixo RE (re + ver) Ilegal prefixo I (i + legal)

Derivação Sufixal ou Sufixação - Ocorre pelo acréscimo de um sufixo a um radical, a uma palavra primitiva ou a uma palavra já derivada. Ex.:

Noitada

noit + ada

Caloroso

calor + oso

Calorosamente

caloroso + mente

Derivação Parassintética ou Parassíntese - ocorre pela junção simultânea de um prefixo e de um sufixo a um radical. Ex.:

simultânea de um prefixo e de um sufixo a um radical. Ex.: Roteiro de Estudos Gramaticais
simultânea de um prefixo e de um sufixo a um radical. Ex.: Roteiro de Estudos Gramaticais

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es + clar + ecer

em + surd + ecer

Derivação regressiva - Ocorre pela redução de elementos já existentes na palavra primitiva. Logo, os afixos não são usados.

Abalo é derivação regressiva de abalar Venda é derivado de vender.

Observe que nesse tipo de derivação a palavra derivada tem um número de fonemas menor que a primitiva.

Atacar (6 fonemas) ataque (5 fonemas)

Na linguagem popular, ocorre com freqüência a derivação regressiva.

portuga

português

delega

delegado

Derivação imprópria ou conversão - Esta derivação ocorre sem que se altere a palavra primitiva. Consiste na mudança da classe gramatical da palavra. Ex.:

Como meu avô está velho! O velho acabou de sair da sala.

Tem opiniões firmes sobre economia. Pisava firme sobre o gramado.

A ocorrência mais comum de derivação imprópria é a substantivação, isto é, a transformação

de qualquer classe gramatical em substantivo.

Em geral, a criança teme o escuro. (de adjetivo para substantivo)

O não é muito difícil de se dizer. (de advérbio para substantivo)

Costuma levantar cedo para ver o nascer do sol. (de verbo para substantivo)

COMPOSIÇÃO

Composição por justaposição - Ocorre quando cada elemento que compõe a nova palavra mantém sua pronúncia. Ex.:

meio-dia, girassol, pontapé, passatempo.

Observe que o hífen nem sempre aparece nos casos de justaposição.

Composição por aglutinação - Ocorre quando pelo menos um dos elemento que compõem a nova palavra sofre alteração. Ex.:

aguardente (água + ardente) planalto (plano + alto) pernalta (perna + alta

+ ardente) planalto (plano + alto) pernalta (perna + alta Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp.
+ ardente) planalto (plano + alto) pernalta (perna + alta Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp.

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HIBRIDISMO - Consiste em formar palavras novas utilizando elementos de línguas diferentes. São exemplos de hibridismo ou palavras híbridas:

a) socio logia altí metro (latim e grego)

b) auto móvel mono cultura endo venoso (grego e latim)

c) alcoô metro (árabe e grego) abreu grafia (português e grego) micro ondas (grego e português)

O hibridismo ocorre, com freqüência, na linguagem coloquial:

sambó dromo (português e grego) chutô metro (português e grego)

ONOMATOPÉIA - Consiste na reprodução aproximada de certos sons ou ruídos por meio de palavras. Exemplos: pum! pum!, tchibum!, zás!, bem-te-vi.

Em geral, os elementos dessas palavras duplicam-se: cricri; reco-reco; tique-taque; zunzum

SIGLA - Consiste em reduzir certos títulos e expressões, utilizando a letra ou a sílaba inicial de cada um dos elementos. Esse processo vem sendo cada vez mais empregado nos dias atuais.

ONU - Organização das Nações Unidas; OEA - Organização dos Estados Americanos; Ibope - Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística; CLT - Consolidação das Leis do Trabalho; UFMG Universidade Federal de Minas Gerais;

Há casos em que as siglas geram palavras derivadas:

uspiano - estudante da USP (Universidade de São Paulo)

petista - partidário ou simpatizante do PT (Partido dos Trabalhadores)

Abreviação vocabular ou redução

Consiste na redução fonética de uma palavra ou expressão. Ex:

apê (apartamento)

foto (fotografia)

cine (cinema)

As classes gramaticais

foto (fotografia) cine (cinema) As classes gramaticais Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp. Bianca Pâmela
foto (fotografia) cine (cinema) As classes gramaticais Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp. Bianca Pâmela

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Para facilitar a abordagem de diferentes aspectos linguísticos, as palavras estão agrupadas em classes gramaticais ou classes morfológicas ou classes de palavras.

Uma classe gramatical é constituída por um grupo de palavras que possuem características morfológicas, sintáticas e semânticas comuns.

De um aluno de nível médio, espera-se que consiga identificar não só a que grupo pertence uma palavra empregada em um contexto mas também o valor de um emprego determinado.

São dez as classes de palavras, assim constituídas:

Classe

Característica Semântica

Característica

 

Característica Sintática

 

morfológica

Morfológica

 

Substantivo

Dá nome aos seres

Apresenta

flexões

É

núcleo

de

função

sintática

próprias de gênero e de número

(sujeito,

objeto,

aposto,

complemento nominal)

Adjetivo

Caracteriza os substantivos

Apresenta flexões de gênero e número em função do substantivo a que se refere

É adjunto adominal ou predicativo.

Pronome

Acompanha ou substitui um substantivo, fazendo referência a uma das três pessoas gramaticais

Apresenta três flexões:

Se substitui o nome, é núcleo de função sintática; se acompanha o nome, tem função de adjunto adnominal

gênero, número e pessoa

Artigo

Determina ou indetermina o substantivo

Indica gênero e número do substantivo a que se refere

Tem função de adjunto adnominal

Numeral

Quantifica o substantivo a que se refere ou indica-lhe uma ordem

Alguns

possuem

flexão

Tem função de adjunto adnominal (se acompanha o substantivo)

de gênero

Verbo

Indica

um

processo

(açao,

Flexiona-se para indicar p[essoa, número, tempo, modo, voz e aspecto

Se expressa ação ou fenômeno, é núcleo do predicado; se expressa estado, liga o sujeito a uma qualidade.

estado, fenômeno)

Advérbio

uma circunstância ao verbo, ao adjetivo, ao advérbio ou a toda a oração

Acrescenta

É palavra invariável.

Tem função de adjunto adverbial.

Conjunção

Relaciona orações ou termos de mesma função.

É palavra invariável.

Não possui função sintática.

 

Preposição

Relaciona

termos

É palavra invariável.

Não possui função sintática.

 

subordinando um ao outro.

Interjeição

Expressa

sentimento

ou

É invariável.

   

indica chamamento.

 
invariável.     indica chamamento.   Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp. Bianca Pâmela
invariável.     indica chamamento.   Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp. Bianca Pâmela

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Além dessas 10 classes definidas, existem algumas palavras que se aproximam tanto do advérbio, mas ainda diferem dele e não se assemelham a nenhuma outra: são as palavras denotativas.

ADJETIVO

É palavra variável sofre flexões em gênero, número e grau e que tem por função

caracterizar o substantivo atribuindo-lhe qualidade, estado, modo de ser ou aspecto.

Classificam-se os adjetivos conforme o gênero:

a) uniformes aqueles que possuem a mesma forma para o masculino ou feminino: inteligente,

simples, feliz, urgente, capaz, etc.

b) biformes aqueles que apresentam formas diferentes para o masculino e feminino: simpático (a),

alto (a), estudioso (a), belo (a), feio (a), etc. Quanto ao número e salvo exceções, o adjetivo recebe flexão no plural: homem honesto, homens honestos, sapatos marrom-escuros, blusas azul-marinho. Para o estudo de análise sintática é importante também identificar os adjetivos pátrios e as locuções adjetivas.

Adjetivos Pátrio acreano afegão capixaba

Locução Adjetiva do Acre do Afeganistão do Espírito Santo

Há ainda outras locuções adjetivas:

Adjetivo

Locução Adjetiva

abdominal

de abdômen

vulturino

de abutre

discente

de aluno

plúmbleo

de chumbo

materno

de mãe

pueril

de criança

ADVÉRBIO É a palavra que designa alguma circunstância relativa ao verbo. O advérbio, excepcionalmente, pode designar a intensidade do adjetivo e do próprio advérbio. Explicando melhor: o advérbio tem como função principal, esclarecer as circunstâncias que envolvem a conduta verbal. Só por exceção e na forma de intensidade é que o advérbio modifica o adjetivo ou o próprio advérbio. Ex.:

Maria comeu depressa. (advérbio de modo) Maria ficou bem bonita. (advérbio de intensidade) Maria chegou muito cedo. (advérbio de intensidade)

O advérbio pode aparecer como advérbio propriamente dito uma palavra apenas ou sob a

forma de locução formado por duas ou mais palavras. Ex.:

Pedrita mora aqui. (advérbio) Pedrita mora à beira mar. (locução adverbial) Circunstâncias que o advérbio pode indicar:

a) afirmação: sim, certamente, deveras, realmente

Locução adverbial: com certeza, por certo, sem dúvida, de fato, na verdade.

b) dúvida: talvez, acaso, porventura, provavelmente, decerto.

Locução adverbial: por certo, quem sabe, com certeza.

Locução adverbial: por certo, quem sabe, com certeza. Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp. Bianca Pâmela
Locução adverbial: por certo, quem sabe, com certeza. Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp. Bianca Pâmela

Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp. Bianca Pâmela Barros Andrade

c)

intensidade: bastante, bem, demais, mais, menos, muito, pouco, quase, quanto, tanto, tão,

demasiado, meio, todo, completamente, inteiramente, demasiadamente, excessivamente, apenas. Locução adverbial: de muito, de pouco, de todo, em demasia, em excesso, por completo.

d) lugar: abaixo, acima, adiante, aí, aqui, além, ali, aquém, cá, acolá, atrás, através, dentro, fora,

perto, longe, junto, onde, defronte, detrás, aonde, donde, alhures, nenhures, algures.

Locução adverbial: à direita, à esquerda, à distância, ao lado, de longe, de perto, para dentro, por aqui, em cima, por fora, para onde, por ali, por dentro, de onde.

e) modo: assim, bem, mal, depressa, devagar, pior, melhor, como, alerta, suavemente, calmamente

(e quase todos os derivados de adjetivo terminados em mente).

Locução adverbial: às cegas, às claras, à toa, à vontade, às pressas, a pé, ao léu, às escondidas, em geral, em vão, passo a passo, de cor, frente a frente, lado a lado.

f) negação: não, absolutamente

Locução adverbial: de forma alguma, de jeito nenhum, de modo algum, de jeito algum.

g) tempo: hoje, ontem, amanhã, agora, depois, antes, já, anteontem, sempre, nunca, tarde, jamais,

outrora, raramente, sucessivamente, presentemente. Locução adverbial: à noite, à tarde, às vezes, de repente, de manhã, de vez em quando, de súbito, de quando em quando, em breve, de tempos em tempos, vez por outra, hoje em dia.

h) assunto: sobre, acerca de.

i) causa: de fome, por causa de

j) companhia: com, na companhia de

k) concessão: mesmo que, apesar de, embora

l) condição: sem, com

m) finalidade: para, com o fim de,

n) conformidade: de acordo com, conforme

PALAVRAS DENOTATIVAS

São aquelas que não se encaixam em nenhuma outra classe, mas por serem muito semelhantes

aos advérbios são aqui estudadas. Tais palavras não possuem efeito sintático. São observadas apenas no seu efeito semântico. São elas:

a) de inclusão também, até, mesmo, inclusive, ademais, além disso, de mais a mais

b) de exclusão só, somente, salvo, exceto, senão, apenas, fora, tirante, sequer

c) de situação mas, então, afinal, agora

d) de designação eis

e) de retificação aliás, isto é, ou melhor, ou antes,

f) de realce cá, lá, só, é que, ainda, mas, sobretudo, embora.

g) de valor expletivo ora, que

h) de valor explicativo a saber, por exemplo, isto é, ou seja

i) de afetividade felizmente

ADVÉRBIOS INTERROGATIVOS

São os usados nas interrogativas diretas ou indiretas:

a) modo como

b) lugar onde, aonde, donde

c) causa por que

d) tempo quando

e) valor/intensidade quanto

f) finalidade por que, para que

– quanto f) finalidade – por que, para que Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp. Bianca
– quanto f) finalidade – por que, para que Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp. Bianca

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ARTIGO

É palavra que precede o substantivo com o fim de determiná-lo. Os artigos se dividem em

definidos (o, a, os, as) e indefinidos (um, uns, uma, umas). Em análise sintática exercem a função

de adjunto adnominal.

CONJUNÇÃO

É palavra invariável usada (a) para ligar duas orações ou (b) ligar na mesma oração termos

independentes:

- ligando orações: Ela chorou porque perdeu o namorado.

- ligando termos: Quero que você compre um livro ou (e) um caderno. Quando ligam orações, as conjunções se classificam como

coordenativas se unirem

orações formando períodos coordenados. Serão subordinativas quando unirem orações formando período formado por subordinação, conforme veremos no final deste estudo.

Conjunção coordenativa: é aquela que liga duas orações num período de coordenação de

idéias, podendo ser:

como,

assim

senão também, também).

- Adversativa: mas, porém, todavia, contudo, senão, aliás, no entanto, entretanto, ainda sim, não obstante.

- Alternativa: ou, ou

- Conclusivas: logo, pois (após o verbo), então, portanto, assim, por isso, enfim, por fim, por

conseguinte, donde, por onde, por consequência.

- Explicativa: ou, pois bem, ora, na verdade, depois, alem disso, com efeito, outrossim, demais, ademais, ao demais, de mais a mais, demais disso, porque, que.

Conjunção Subordinativa: é aquela que liga duas orações num período formado por

subordinação (onde uma oração exerce função sintática em outra) podendo ser classificada em:

- Integrantes: ligam orações substantivas às suas principais: que, se.

Observação: as abaixo classificadas introduzem orações adverbiais.

- Causais: porque, que, pois que, porquanto, já que, por isso que, uma vez que, sendo que, dado

que, desde que, como, visto que.

do que,

mais

- Concessivas: embora, quando mesmo, mesmo que, ainda que, por mais que, por menos que, por

muito que, por pouco que, se bem que, posto que, com/sem + infinitivo, conquanto, suposto que.

- Condicionais: se, salvo se, exceto se, contanto que, com tal que, caso, a não ser que, a menos que, sem que, suposto que.

- Consecutiva: de maneira que, de forma que, de sorte que, de molde que, de jeito que, de modo que.

- Finais: para que, que, afim de que, porque.

- Temporais: apenas/mal, desde que, logo que, até que, antes que, depois que, assim que, sempre que, quando, enquanto, senão quando, ao tempo que, ao passo que.

- Proporcionais: quanto (mais, menos, maior, menor, melhor, pior - subordinada), tanto (mais,

menos, maior, menor, melhor, pior - principal), à medida que, à proporção que. Observação: o primeiro elemento “tanto” pode ser omitido. -Conformativa: como, conforme, consoante, segundo, da mesma maneira que.

- Comparativas: que, do que, como, tal qual, tanto quanto, tão quão, tanto como, menos

- Aditiva: e, nem, (não só)

como,

assim

mas

também, (não somente)

que,

não só

senão

ainda, também, que, tanto

quanto,

assim

(como,

porém sim, que também, senão que,

ou,

já,

seja

seja,

ora

ora,

quer

quer,

agora

agora,

quando

quando.

do que.

ora ora, quer quer, agora agora, quando quando. do que. Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp.
ora ora, quer quer, agora agora, quando quando. do que. Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp.

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INTERJEIÇÃO

É palavra que representa alguma emoção súbita. Não possui função sintática.

Podem expressar:

alegria - ah!, oh!, oba!, eh!, viva!

dor ai!, ui!, ah!, oh!, ai de mim!, meu Deus!

advertência - cuidado!, atenção!, devagar!, olha lá!, calma!

afugentamento - fora!, rua!, passa!, xô!

alívio - ufa!, arre!

animação - coragem!, avante!, eia!

aplauso - bravo!, bis!, mais um!

chamamento - alô!, olá!, psit!, ô!, ó!

desejo - oxalá!, tomara! / dor - ai!, ui!

espanto - puxa!, oh!, chi!, ué!, céus!, quê!, upa!

impaciência - hum!, hem!, diabo!, irra!

silêncio - silêncio!, psiu!, quieto!, pst!, bico!

desagrado chi!, ora bolas!, que nada!, francamente!

aprovação muito bem!, boa!, apoiado!, bravo!, hurra!

terror uh!, credo!, cruzes!, Jesus!, ui!

saudação salve!, viva!, ora viva!, ave!

indignação fora!, morra!, abaixo!, São locuções interjetivas: puxa vida!, não diga!, que horror!, graças a Deus!, ora bolas!, cruz credo!, ai de mim!, quem me dera!, valha-me Deus!, ô de casa!, bem feito!, etc.

NUMERAL

É palavra usada para determinar uma certa quantidade de seres (substantivos) ou colocá-los

em determinada ordem ou designar suas partes (fração) ou múltiplos.

São classificados em:

a) cardinal indica quantidade determinada de seres. Ex.: um, dois, três.

b) ordinal indica a ordem que o ser ocupa numa série. Ex.: primeiro, segundo, terceiro.

c) multiplicativo expressa a ideia de que um número é múltiplo de outro. Ex.: dobro, duplo,

triplo, quádruplo.

d) fracionário indica que um número representa parte (fração) de outro. Ex.: meio, terço, quarto,

quinto, inteiro.

PREPOSIÇÃO

É a palavra invariável que liga dois termos entre si estabelecendo que o segundo depende do

primeiro. A preposição pode estabelecer as mais variadas relações não sendo único o sentido em que possa ser empregado. Ex:

Preposição DE:

- posse: casa de Pedro.

- parte: ponta da mesa

- pertença: parafuso da fechadura

- classificação: piano de cauda

- finalidade: caixa de jóia

- lugar: acontecimento do Brasil

- tempo: prazo de um ano

- lugar: acontecimento do Brasil - tempo: prazo de um ano Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª
- lugar: acontecimento do Brasil - tempo: prazo de um ano Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª

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- matéria: copo de vidro

- conteúdo: copo de leite

- preço: bolsa de mil reais

- origem: ele veio de marte Preposição A:

- lugar: ir à cidade

- tempo: ir à noite

- finalidade: tocar à missa

- contiguidade: estar à janela

- preço: vender à cem reais

- medida: comida a quilo Preposição ATÉ:

- fim de movimento: caminhar até o mar

- quantidade de tempo: descansar até dez horas por dia

- tempo: ficar até ele chegar Preposição COM:

- companhia voltar com a esposa

- modo trabalhar com capricho

- oposição lutar com os inimigos Preposição EM:

- lugar estar no escritório

- modo viver em paz

- preço avaliar em reais

- tempo chegar em duas horas

- finalidade pedir em casamento

- causa ser feliz e não morrer Preposição PARA:

- lugar ir para o norte

- finalidade trabalhar para vencer

- tempo deixar para amanhã Preposição POR:

- lugar ele anda por aí

- meio comunicar por gestos

- troca comer gato por lebre

- preço vender por cem reais

- em favor de lutar por você

- duração ficar rico por muitos anos

- ordem ele veio por último Preposição SOBRE:

- posição superior colocar um livro sobre o outro

- assunto falar sobre dinheiro As preposições acima são chamadas de essenciais, pois essa é a função originária dessas palavras. Existem ainda as chamadas acidentais que são palavras oriundas de outras classes que funcionam como preposição. Ex: Conforme, como, consoante, segundo, mediante, durante, exceto, feito, salvo, fora.

Contração de preposição com outra palavra As preposições “a”, “de”, “em”, “por” podem se unir a outras palavras como artigos, pronomes ou advérbios. Ex:

- Preposição + artigo: ao, aos, à, às, do, dos, dum, dumas, no, nos, num, numas, pelo, pelas.

às, do, dos, dum, dumas, no, nos, num, numas, pelo, pelas. Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª
às, do, dos, dum, dumas, no, nos, num, numas, pelo, pelas. Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª

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- Preposição + pronomes: àquele, àquelas, àquilo, deste, dessas, daqueles, dos, das, doutros, nestes, naquelas, naquilo, nas, no, dele, delas. - Preposição + advérbio: daqui, daí, dali, dalém. Locuções Prepositivas Existem também alguns grupos de palavras que exercem função de preposição como por exemplo, abaixo de, cerca de, acima de, afim de, em cima de, antes de, através de, ao lado de, ao longo de, a par com, à roda de, a respeito de, dentro de, dentro em, em favor de, à frente de, junto a, até a, detrás de, para com, de conformidade com, na conta de, de acordo com, por meio de, diante de, em vez de.

Importante: o que difere uma locução prepositiva de uma locução conjuntiva é que naquela (prepositiva) o grupo de palavras termina com preposição e nesta, com

PRONOME É a palavra que substitui um substantivo ou o determina, relacionando esse substantivo a uma das três pessoas gramaticais (eu/nós, tu/vós, ele/eles). Diante dessas duas funções principais, os pronomes podem ser classificados como:

a) pronome substantivo é aquele que substitui o substantivo. Ex.:

Maria saiu cedo ou Ela saiu cedo. Os cães morderam seu tio ou Eles morderam seu tio. b) pronome adjetivo é aquele que acompanha o substantivo determinando-o, seja indicando a pessoa gramatical ou diferenciando de outro. Ex.:

Tua voz é boa. Aquela mulher é minha tia. Os pronomes podem ainda ser classificados como pessoais, possessivos, demonstrativos, indefinidos, interrogativos e relativos. Pronomes Pessoais aqueles que indicam as três pessoas gramaticais (do singular e do plural):

PESSO

RETO

OBLÍQUOS

A

S

EU

me,

mim,contigo

TU

te

ti, contigo

ELE

se,

lhe, o,

si, consigo

a

NÓS

nos

conosco

VÓS

vos

convosco

ELES

se,lhes,os,

si, consigo

as

Tais pronomes vão ser sempre pronomes substantivos. Ainda entre os pronomes pessoais encontram-se os pronomes de tratamento. Há momentos em que não se permite informalidade, intimidade no trato com certas pessoas, nesse caso, em vez de se dirigir a alguém se utilizando de tu ou você, deve-se preferir Vossa Senhoria, Vossa Excelência, Vossa Majestade etc.

Vossa Senhoria, Vossa Excelência, Vossa Majestade etc. Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp. Bianca Pâmela
Vossa Senhoria, Vossa Excelência, Vossa Majestade etc. Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp. Bianca Pâmela

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Pronomes Possessivos aqueles que indicam aquilo que pertencem a cada uma das pessoas

gramaticais. Tais pronomes podem ser pronomes substantivos ou adjetivos, dependendo de sua função. Ex.:

A sua mãe não virá pronome adjetivo.

A sua não virá pronome substantivo.

São pronomes possessivos: meu, minha, teu, tua, seu, sua, nosso, nossa, vosso, vossa, seus, suas.

Pronomes Demonstrativos são aqueles que identificam os substantivos em razão da sua

localização no espaço e relacionando-os com as pessoas gramaticais.

1ª pessoa (singular ou plural): este, esta, isto, estes, estas denotam que o ser está próximo do falante.

2ª pessoa (singular ou plural): essa, essa, isso, esses, essas denotam que o ser está próximo da

pessoa com que se fala. 3ª pessoa (singular ou plural): aquele, aquela, aquilo, aqueles, aquelas denotam que o ser encontra-se distante tanto do falante quanto do ouvinte. Há também os pronomes demonstrativos de reforço que são o o, mesmo, próprio, semelhante, tal

e suas variações. São também pronomes de tratamento: senhor, senhora, senhorita, você, vocês.

Pronomes Indefinidos são aqueles que sempre se referem à 3ª pessoa do discurso de modo

vago, impreciso, indeterminado. Serão sempre substantivos (e indefinidos) os pronomes alguém, ninguém, algo, outrem, quem, tudo, nada. Os demais poderão ser substantivos ou adjetivos: algum,

nenhum, qualquer, qual, um, todo, pouco, outro, demais, tal, que, quanto, vários, mais, menos, muito, certo, tanto, cada. Obs.: as palavras mais e menos só serão pronomes indefinidos quando se relacionarem com substantivos. Relacionando-se com verbo, advérbio e adjetivo serão advérbios. Há ainda locuções pronominais indefinidas como: cada qual, quem quer que, qualquer um, cada um, seja quem for, seja qual for, todo aquele que, tal qual, tal e qual, um ou outro.

Pronomes Relativos são aqueles que representam uma palavra que já apareceu na oração

anterior sempre representa um antecedente. Ex.:

Essa é a mulher que amo. São pronomes relativos: o qual, a qual, os quais, as quais, cujo, cuja, cujos, cujas,

quanto, quanta, quantos, quantas, que, quem, onde, aonde, donde.

Pronomes Interrogativos são o que, quem, qual, quanto (que são indefinidos) quando

usados em frases interrogativas diretas e indiretas.

SUBSTANTIVO

É a classe de palavras que dá nome aos seres, às coisas, a tudo que existe ou que pensamos que existe. Os substantivos são classificados como próprios ou comuns.

- Comuns: são aqueles que dão nomes aos seres da mesma espécie. Ex.: menino, coelho, cidade,

mulher, cachorro, país.

- Próprios: são aqueles que dão nome a um ser entre todos os outros de uma mesma espécie. Ex.:

João, Pernalonga, Guaratinguetá, Maria, Rex, Brasil. Podem ainda ser classificados como concretos e abstratos. São concretos os que:

a) possuem existência física como parede, pedra, ar, ondas eletromagnéticas, som, voz, homem. b) possuem existência no imaginário das pessoas como Deus, anjo, fantasma.

no imaginário das pessoas como Deus, anjo, fantasma. Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp. Bianca Pâmela
no imaginário das pessoas como Deus, anjo, fantasma. Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp. Bianca Pâmela

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São abstratos os que:

a) dão nomes aos sentimentos: medo, alegria, tristeza, etc.

b) dão nomes às ações: corrida, luta, mergulho, competição, casamento, etc.

c) dão nomes aos estados: riqueza, pobreza, acidez, esperteza, etc.

d) dão nomes aos conceitos: verdade, mentira, certo, errado, etc.

Podem ser coletivos ou compostos:

- Coletivos: são aqueles que dão nomes a grupos específicos de seres: matilha, manada, penca,

turma, tripulação etc.

- Compostos: são aqueles formados por dois ou mais elementos morfológicos: salário-família, pé-

de-moleque, sofá-cama, etc.

VERBO

É palavra que exprime ação, estado, mudança de estado e fenômeno natural, situando essas

ocorrências no tempo.

Apenas para viabilizar o estudo de análise sintática, vamos fazer uma diferenciação entre verbos de significação e verbos de ligação.

Verbos de significação: são todos aqueles que trazem em si próprios alguma mensagem, alguma ação, algum fenômeno. Ex.:

- Choveu muito. (indica que um fenômeno ocorreu)

- O Juiz condenou o réu. (ação de condenar alguém)

- Vanessa chorou pouco pelo marido. (indica que alguém chorou por outrem)

- Jesus nasceu. (indica a conduta de alguém)

Verbos de ligação: são aqueles que não trazem em si qualquer significado, ou os que não indicam qualquer conduta ou fenômeno. Tais verbos se prestam apenas para unir um estado ou qualidade a um outro termo. Esse estado ou qualidade pode ser representado por um adjetivo, substantivo ou particípio. Sua função é apenas ligar um termo a outro.

O verbo de ligação, por excelência, é o verbo ser. Ex.:

João é homem. (substantivo) João é feio. (adjetivo) Porém, pode haver uma infinidade de verbos que são acidentalmente de ligação como, estar, ficar, permanecer, tornar-se, virar, continuar, aparentar, andar, viver. Tais verbos exigem atenção, pois somente quanto tiverem a função e o sentido do verbo ser é que serão de ligação. Observem:

- Maria foi à São Paulo com você?

- Não, ela ficou. (nesse caso o verbo ficar não é de ligação, pois além de não ter o sentido do verbo ser, não liga o termo ela a adjetivo, substantivo ou particípio). É verbo de significação. Observem ainda:

- Onde está João?

- Ele está aqui. (nesse caso também o verbo estar não é de ligação, pois não une termos e também

não possui o significado do verbo ser). Note-se que só será de ligação se ligar um termo (substantivo) a outro que pode ser adjetivo, substantivo ou particípio. No caso, aqui é advérbio de lugar.

Outra questão importante é saber que o verbo ser pode às vezes se ligar a particípio. Nesse caso não será verbo de ligação, pois esta união o torna auxiliar da formação de voz passiva. Ex.:

Maria é/foi bonita. (adjetivo-verbo de ligação) Maria é/foi secretária. (substantivo-verbo de ligação) Maria é/foi enganada. (particípio-voz passiva) Tal fato só se dá com o verbo ser, pois com os demais (acidentais) isso não acontecerá. Ex.:

Maria está bonita/cansada. (adjetivo/particípio). Maria continua bonita/enganada. (adjetivo/ particípio)

Maria continua bonita/enganada . (adjetivo/ particípio) Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp. Bianca Pâmela
Maria continua bonita/enganada . (adjetivo/ particípio) Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp. Bianca Pâmela

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Sintaxe

Função sintática princípio organizacional da linguagem; aspecto da estrutura da oração; define-se através de relações de combinação entre os diversos termos da oração:

sujeito predicado predicativo objeto direto objeto indireto agente da passiva complemento nominal adjunto adverbial adjunto adnominal aposto vocativo

Uma classe pode desempenhar várias funções sintáticas:

Ex. João classe -> substantivo função -> várias:

Sujeito:

João ama Maria.

Obj. direto:

Maria ama João.

Obj. indireto: Maria devolveu o livro a João. Adjunto adnominal: Maria devolveu o livro de João. Etc.

Quadro comparativo classe/função

Maria leu o livro de João

CLASSES

FUNÇÕES

Maria substantivo

Maria sujeito

leu verbo

leu o livro de João predicado

o artigo

leu núcleo do predicado

livro substantivo

o livro de João objeto direto

de preposição

livro núcleo do SN objeto direto

João substantivo

“o” e “de João” – adjuntos adnominais

palavras e função muitos -

 

livros -

interessantes -

Termos da oração I. Termos essenciais ou básicos sujeito predicado (predicativo em predicado nominal e verbo-nominal)

II. Termos integrantes complementos verbais (objeto direto e indireto) complemento nominal agente da passiva

direto e indireto) complemento nominal agente da passiva Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp. Bianca Pâmela
direto e indireto) complemento nominal agente da passiva Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp. Bianca Pâmela

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III.

Termos acessórios

adjunto adverbial adjunto adnominal aposto

IV. Vocativo

----------------------------------------------------------------------------------------------------

I - Termos essenciais ou básicos

Sujeito crítica ao conceito tradicional feita por Perini (Para uma nova gramática do português):

“o ser de quem se diz algo” (Rocha Lima, 1997, p. 234)

“termo sobre o qual se faz alguma declaração” (Cunha, 1985, p.137)

Contra-exemplo: “Esse bolo eu não vou comer.”

Outra definição comum: “sujeito é quem pratica a ação”

Tentativa de definição de Perini (1995, p. 17): “Sujeito é o termo com o qual o verbo concorda.” Predicado Conceito tradicional de predicado: “aquilo que se diz do sujeito”. (Rocha Lima, 1997, p. 234)

1- Tipos de sujeito

a) Simples apresenta um só núcleo. Ex. Maria chegou ontem. / Nós chegamos ontem.

b) Composto apresenta mais de um núcleo. Ex. Os políticos e o povo têm interesses diferentes.

c) Oculto (ou elíptico) determinado através das desinências verbais e/ou do contexto anterior. Ex. Estudo em Realengo. Maria chegou ontem. [] Estava viajando.

d) Indeterminado tradicionalmente, são previstas duas estratégias de indeterminação do sujeito:

d-1)- usar o verbo na 3 a pessoa do plural: Roubaram minha carteira. d-2)- usar o verbo na 3 a pessoa do singular com a partícula SE (índice de indeterminação do sujeito);

nestes casos, o verbo é intransitivo ou possui complemento preposicional. Vive-se bem na Suíça. (v. intransitivo) Precisa-se de motoristas. (v. com complemento preposicional (ou preposicionado))

e) Oração sem sujeito

e-1)- fenômenos da natureza. Ex. Venta muito. / Choveu ontem./ Faz frio hoje. e-2)- verbo HAVER no sentido de existir. Ex. Há muitas pessoas na sala.

- Obs. 1: Havia muitas pessoas na sala. / Devia haver muitas pessoas./ Podia haver muitas pessoas.

- Obs. 2: No registro coloquial se usa TER no lugar de HAVER: Tinha muitas pessoas ali.

e-3)- verbos FAZER, IR e HAVER no sentido de tempo decorrido:

Faz três dias ele partiu. / Há três dias ele partiu. / Vai para três dias que ele partiu. e-4)- BASTAR DE e CHEGAR DE. Ex. Basta de calúnias. / Chega de calúnias. e-5)- SER indicando tempo ou distância:

São duas horas. / Seriam talvez léguas. (Há autores que discordam desta última classificação, como Macedo (1991; apud Henriques, 2003, p.19), que consideraria „duas horas‟ e „léguas‟ como sujeitos.)

-------------------------------------------------------------------------------------------------

DIVERGÊNCIAS:

Há polêmica sobre o SE (índice de indeterminação de sujeito) e SE (pronome apassivador formador de voz passiva sintética ou pronominal):

– formador de voz passiva sintética ou pronominal): Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp. Bianca Pâmela
– formador de voz passiva sintética ou pronominal): Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp. Bianca Pâmela

Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp. Bianca Pâmela Barros Andrade

VISÃO TRADICIONAL:

Precisa-se de novos funcionários. SE = índice de indeterminação do sujeito

Vive-se bem no Rio.

O verbo possui complemento preposicionado

SE = índice de indeterminação do sujeito

O verbo é intransitivo (não possui complemento)

Porém:

Vendem-se livros. SE = pronome apassivador O verbo é transitivo direto. A oração seria, então, um exemplo de voz passiva pronominal, equivalente a “Os livros são vendidos”. Por isso, o verbo fica no plural (livros = sujeito).

VISÃO DIVERGENTE Para alguns autores (como Manuel Said Ali e Antenor Nascentes) não existiria voz passiva pronominal, todos os casos acima seriam exemplos de estratégias de indeterminação do sujeito. Alguns argumentos são:

- Tanto quem diz „vendem-se casas‟ como „precisa-se de trabalhadores‟ têm a mesma intenção, qual

seja, omitir o sujeito.

- As pessoas dificilmente percebem „vendem-se casas‟ como voz passiva (casas são vendidas), por isso, costumam “errar” a concordância e dizem „vende-se casas‟. Há casos em que a transformação da voz

passiva analítica em sintética daria resultados estranhos. Ex. De que são feitos esses doces? = De que se fazem esses doces? (?) / Animais mortos foram trazidos com a enchente = Animais mortos se trouxeram com a enchente. (?)

- Há casos em que o uso da passiva sintética no lugar da analítica causa ambigüidade. Ex. Demitiram-se muitos funcionários da Ford.

I - Termos essenciais ou básicos (continuação) 2- Predicado (verbal, nominal, verbo-nominal; predicativo do sujeito/ do objeto)

Tipos de predicado e de predicativo 2.1- Tipos de predicado

2.1.1- Predicado verbal Seu núcleo é um verbo ou uma locução verbal. Eu fiz os exercícios. Eu tinha feito os exercícios. Ela vai trabalhar amanhã. Obs. Mais adiante veremos os tipos de predicação verbal (verbos transitivos e intransitivos).

2.1.2- Predicado nominal Seu núcleo é o predicativo, que pode ser constituído por um nome (substantivo, adjetivo ou locução adjetiva) ou um pronome. O predicativo se relaciona com o sujeito através de um verbo de ligação.

O

mistério é o encanto da vida. [substantivo]

O

mistério é sempre encantador. [adjetivo]

O

anel é de ouro. [locução adjetiva]

Esta esmeralda é de verdade. [locução adjetiva]

O aluno é você. [pronome]

2.1.3- Predicado verbo-nominal Predicado misto, ou seja, possui dois núcleos: verbo e predicativo. Ela chegava sempre atrasada. Ele entrou risonho na sala.

A ignorância torna os homens preconceituosos.

na sala. A ignorância torna os homens preconceituosos . Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp. Bianca
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2.2- Tipos de predicativo: predicativo do sujeito e predicativo do objeto

- Do sujeito: o predicativo se refere ao sujeito da oração:

No predicado nominal:

Nossa vida tornou-se impossível. Ela parecia espantada. No predicado verbo-nominal:

Ela chegava sempre atrasada. Ele entrou risonho.

- Do objeto: o predicativo se refere ao objeto e só aparece em predicado verbo-nominal:

A ignorância torna os homens preconceituosos. Um fraco rei faz fraca a forte gente. (Os lusíadas) Levo minha consciência tranqüila.

Obs. Predicativo precedido de preposição:

Ele era tido por sábio. [predicado verbo-nominal; predicativo do sujeito] Acusavam de injusta a medida. [predicado verbo-nominal; predicativo do objeto]

======================================================

Voltando ao item 2.1.1:

Tipos de predicação verbal

Como foi dito, o núcleo do predicado verbal é um verbo, que pode ser:

- Intransitivo (sozinho é suficiente para representar a noção do predicado):

Neva./ O soldado morreu./ Todos fugiram.

- Transitivo (requer a presença de um ou mais termos que lhe completem a compreensão):

Jorge comprou um carro novo./ O motorista pediu uma informação ao guarda.

Obs. A análise da transitividade verbal é feita dentro da frase. Comi bife hoje. (VTD) / Hoje ainda não comi. (VI) Ela anda muito pensativa. (VL - predicado nominal) / Ela anda vagarosamente. (VI) Os noivos viviam bem. (VI) / Nós vivemos uma vida difícil. (VTD objeto direto interno)

II

- Termos integrantes (complementos verbais, complemento nominal e agente da passiva)

1-

COMPLEMENTOS VERBAIS

1.1- OBJETO DIRETO Complemento que normalmente vem ligado ao verbo sem preposição. Ele amava a vida. [substantivo] Ele a adorava. [pronome] Não encontrei nada. [pronome] Ele disse um não. [palavra substantivada] Ele ama o viver. [palavra substantivada]

1.1.1- Objeto direto preposicionado

=> Em alguns casos, usa-se facultativamente uma preposição antes do objeto direto:

- Com os pronomes „ninguém‟, „alguém‟, „todos‟, „outro(s)‟:

A atriz encanta todos/

a todos

Não excluí ninguém/

a ninguém

todos/ a todos Não excluí ninguém/ a ninguém Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp. Bianca Pâmela
todos/ a todos Não excluí ninguém/ a ninguém Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp. Bianca Pâmela

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- Com pronomes de tratamento:

Vi Vossa Excelência ontem/ Vi a Vossa Excelência ontem.

- Com os conectivos comparativos „como‟ e „que‟:

Beneficiou mais sua família que o povo./

que ao povo

Obs. Para que seja evitada ambigüidade em algumas construções, o uso da preposição se torna obrigatório:

„Respeitou-a como uma mãe‟ = 1- Como uma mãe respeitaria 2- Como se respeita uma mãe. O uso da preposição garante a segunda interpretação: „Respeitou-a como a uma mãe‟.

- Com valor partitivo da preposição:

Comeu o bolo/ do bolo e bebeu o leite/ do leite.

- Quando o objeto direto está topicalizado O povo ninguém engana pouco Ao povo

Os políticos, todos os odeiam. [os = objeto direto pleonástico]

Aos políticos Obs. Se a topicalização causar ambigüidade (entre „sujeito‟ e „objeto direto‟), a preposição se torna obrigatória:

„Ao Guarani venceu recentemente a Ponte Preta‟.

- Como complemento de verbo que exprime sentimento (Cunha, 1985, p. 152):

Eu amo meus pais/

a meus pais.

=> Uso obrigatório da preposição

- Com pronomes pessoais tônicos:

Ele não convidou o vizinho, convidou a mim.

- Com o pronome QUEM em orações adjetivas:

Vi ontem o amigo [a quem eu admirava] = [que eu admirava] obj. dir.

- Com o nome próprio „Deus‟:

Louvemos a Deus.

-

Devemos amar a Deus.

- Na coordenação entre um pronome átono e um substantivo:

Eu a esperei e a seu irmão também.

1.1.2- Objeto direto interno Verbos que seriam, normalmente, intransitivos podem ter complemento com mesmo radical, contanto que haja um determinante (adjunto):

Morreu uma morte gloriosa. Sonhei um sonho bom. Viver uma vida de aventuras.

Além de palavra de mesmo radical, o objeto direto interno pode ser uma palavra da mesma família ideológica do verbo (mesmo campo semântico):

Dormir um sono tranqüilo Chorar lágrimas de crocodilo

1.1.3- Objeto direto pleonástico Pode-se usar a repetição do objeto direto com fins de ênfase. A mim, ele não me encontrou. Os políticos, todos os odeiam.

ele não me encontrou. Os políticos , todos os odeiam. Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp.
ele não me encontrou. Os políticos , todos os odeiam. Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp.

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1.2- OBJETO INDIRETO

Complemento que se liga ao verbo por meio de preposição. Emprestei o livro à aluna. A todos ele dirigiu palavras duras. As urnas vão mostrar para os políticos a verdade. Falou aos convidados ontem.

O objeto indireto, em geral, pode ser representado pelo pronome LHE(S):

Emprestei-lhe o livro. Ele lhes dirigiu palavras duras. As urnas vão lhes mostrar a verdade. Falou-lhes ontem.

Nos exemplos abaixo, não é possível a substituição por LHE(S):

Concordar com João. [com ele] Gostar de doces. [deles] Precisar de conselhos.[deles] Reparar nos outros. [neles] Pensar nos problemas. [neles] Consentir no assunto. [nele, nisso]

Devido à não-correspondência destes últimos exemplos a LHE(S), Rocha Lima cria uma categoria nova de complementos, qual seja, a dos COMPLEMENTOS RELATIVOS.

1.2.1- Objeto indireto de interesse (Henriques, 2003, p.49; Kury, 1987, p. 48)

Enfatiza a pessoa interessada na ação expressa pelo verbo:

Não me toque nas porcelanas! Não me estraguem essas plantas, meninos.

1.2.2- Objeto indireto pleonástico Tal como acontece com o objeto direto, também podemos usar a repetição do objeto indireto com fins de ênfase, de expressividade. A mim, ele não me entregou a correspondência.

A mim , ele não me entregou a correspondência. Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp. Bianca
A mim , ele não me entregou a correspondência. Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp. Bianca

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1.3- COMPLEMENTO ADVERBIAL (Kury) ou CIRCUNSTANCIAL (Lima) (Ou „adjunto adverbial necessário‟ nas palavras de Cunha, 1985, p. 517)

Certos verbos, classificados tradicionalmente como intransitivos, possuem certa transitividade, pois o sentido do predicado não se completa no próprio verbo:

Voltei da viagem. Ela foi à feira. Está à janela. Estive no nordeste. Ele mora em Paquetá. Venho de casa. Fico em casa nas férias.

2. AGENTE DA PASSIVA (Na opinião de Kury (p.50), também é um complemento verbal)

Expressa o ser que exerce a ação na voz passiva. O termo pode iniciar com POR ou DE:

A

lua foi conquistada pelo homem.

O

chefe é estimado de todos.

3. COMPLEMENTO NOMINAL Completa o sentido de nomes transitivos: substantivos, adjetivos e advérbios.

Minha crença em você é fraca. [complemento de um substantivo]

Tenho certeza do seu sucesso. [complemento de um substantivo]

Estou certo do céu sucesso. [complemento de um adjetivo]

O cigarro é nocivo à saúde. [complemento de um adjetivo]

Relativamente a este assunto, não tenho comentários. [complemento de um advérbio]

Em geral, o complemento nominal faz parte da regência de um nome ligado a um verbo (no radical ou na semântica):

Creio em você obj. ind.

Minha crença em você

Vender mercadorias

A venda de mercadorias

obj. dir. Entregamos ao revendedor obj. ind. Estive no Nordeste compl. circunstancial O cigarro prejudica a saúde obj. dir.

Entregamos ao revendedor obj. ind. Estive no Nordeste compl. circunstancial O cigarro prejudica a saúde obj.
Entregamos ao revendedor obj. ind. Estive no Nordeste compl. circunstancial O cigarro prejudica a saúde obj.

A entrega ao revendedor

Minha estada no Nordeste

O cigarro é prejudicial à saúde

O cigarro é nocivo à saúde. („ser nocivo‟ relaciona-se semanticamente a „prejudicar‟)

COMPLEMENTO NOMINAL e ADJUNTO ADNOMINAL

Nos casos em que o complemento nominal começa com DE, podemos ter dificuldades na diferenciação entre „complemento‟ e „adjunto‟. Mas há algumas dicas:

- Se o termo se refere a um ADJETIVO ou ADVÉRBIO será sempre COMPLEMENTO NOMINAL:

Útil ao ser humano

-

Nocivo à saúde

-

Referentemente a este exemplo

- Se o termo possui um sentido de objeto/complemento (passividade), é um COMPLEMENTO NOMINAL; se possui um sentido de sujeito (agente), é um ADJUNTO ADNOMINAL:

Amor de mãe = A mãe ama [sujeito] = adjunto adnominal

Amor de mãe = A mãe ama [sujeito] = adjunto adnominal Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª
Amor de mãe = A mãe ama [sujeito] = adjunto adnominal Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª

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Ele tem amor à mãe. = Ele ama a mãe. [objeto] = complemento nominal

A ida da menina à festa nos irritou. - da menina = a menina foi = sujeito = adjunto adnominal - à festa = alguém foi à festa = complemento = C. nominal

Um caso de ambigüidade:

A lembrança de meu pai me alegrou.

1 a leitura = meu pai se lembrou de algo = meu pai – sujeito = logo, „de meu pai‟= 2 a leitura = eu me lembrei de meu pai = de meu pai – objeto indireto = logo, „de meu pai‟ =

ESTRUTURA DO PERÍODO

1- Introdução: período composto; subordinação; coordenação

Como vimos, no período simples, a oração é classificada como absoluta. No período composto, pode haver orações coordenadas e/ ou subordinadas. Na análise sintática do período (assim como na análise dos termos), não analisamos as orações, mas o relacionamento entre elas.

A diferença básica entre coordenação e subordinação é que, na relação entre duas orações, as

duas podem ser independentes sintaticamente as coordenadas ou uma pode reger a outra, isto é, a principal rege a subordinada. Logo, na análise da relação entre orações, há três tipos de orações: coordenadas (ou independentes), principais e subordinadas.

Exemplos:

Período simples: Aquele pugilista ganhou o título mundial por duas vezes. Período composto/ coordenação: “Aqui estou, aqui vivo, aqui morrerei.” (M. de Assis) Período composto/ subordinação: Ele disse [que está tudo bem] principal subordinada

2- Coordenação

A coordenação estabelece ligações entre duas unidades lingüísticas de mesmo nível (ou seja,

uma unidade não está subordinada à outra). Tais unidades podem ser termos ou orações. Exemplos de coordenação entre termos de uma oração:

João e Paula foram à festa.

O fato sociológico ou econômico me escapa.

Encontrei Maria e Joana no cinema.

COORDENAÇÃO ENTRE ORAÇÕES

A coordenação se estabelece:

A - Por justaposição (colocação lado a lado) de orações, sem conjunção, separadas na escrita por

vírgula, ponto-e-vírgula ou dois pontos. Por não haver conjunção, são chamadas de ASSINDÉTICAS [“assíndeto” = ausência de ligação formal, de conectivo]. “Aqui estou, aqui vivo, aqui morrerei.” (M. de Assis) “Sacudi-a, ela foi pousar na vidraça.” – “Dei de ombros, saí do quarto” (M. de Assis)

B Com auxílio de conjunção coordenativa. Portanto, SINDÉTICA é a classificação que se dá à oração com conjunção:

“Não vê, não ouve, não fala e não conhece ninguém” (Garret) Oração coordenada sindética

As orações coordenadas sindéticas são classificadas semanticamente de acordo com o sentido da conjunção que as inicia:

de acordo com o sentido da conjunção que as inicia: Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp.
de acordo com o sentido da conjunção que as inicia: Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp.

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B-1 Aditivas (e, nem) Ele chegou e foi tomar banho. Nas horas difíceis, os falsos amigos não telefonam nem aparecem.

Observações:

1 a - Segundo Henriques (2003, p.95), se a palavra „nem‟ aparece duas vezes, a primeira será advérbio de negação:

Nem telefonou, nem fez uma visita. [Nem= não]

2 a Segundo Azeredo (1999, p. 118) e José Oiticica (Teoria da Correlação. Rio de Janeiro: Organização Simões, 1952), orações aditivas com conectivos presentes nos dois termos relacionados são chamadas de orações

CORRELATIVAS (para Azeredo, “coordenação correlativa”): não só

não apenas

como também;

mas ainda, etc. Não somente Marilda socorreu a pobre família, mas também adotou as duas órfãs.” (Exemplo de Oiticica, p.20)

mas também; não só

B-2 Adversativas (mas, porém, etc.)

A noção básica da adversativa é a de quebra de expectativa:

O time da casa jogou bem, mas o seu adversário fez uma atuação surpreendente.

Fui a um cinema sofisticado; todavia, a platéia se comportou mal.

B-3 Alternativas (ou) Expressam idéias que se excluem:

Nossa vista está embaçada ou isso é neblina? Ora trabalho, ora descanso. (Para Azeredo, coordenadas correlativas.)

B-4 Conclusivas (logo, etc.) São da “família” do „logo‟: „portanto‟, „então‟, „assim‟, „por isso‟, „por conseguinte‟, „de modo que‟, „em vista disso‟, etc.

A segunda oração coordenada carrega a conjunção e exprime conclusão ou conseqüência lógica

em relação ao conteúdo da primeira:

Teu amigo está doente e sem recursos; portanto deves auxiliá-lo.

O dia está lindo, por isso, as praias estão cheias.

Observação: O conectivo POIS „somente se for usado após o verbo‟ é sinônimo de “por isso” e “portanto”, ou seja, expressa conclusão somente nesta posição: Está chovendo; leve, pois, um guarda-chuva.

B-5 Explicativas (porque, pois, que)

A oração coordenada explicativa esclarece o motivo de se ter feito a declaração anterior,

oferece uma justificativa. Não zombe dele, porque (pois) está apaixonado. Acho que devemos acelerar, que o caminho é longo.

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

ATENÇÃO Oração coordenada explicativa x Oração subordinada adverbial causal As duas podem ser iniciadas por PORQUE (ou „pois‟) Como diferenciá-las? Porque EXPLICATIVO = introduz uma justificativa/explicação para uma opinião, suposição, ordem ou pedido:

Não zombe dele, pois está apaixonado. [Justificativa de um pedido] Acho que devemos acelerar, que o caminho é longo. [Justificativa de uma opinião] Deve ter chovido, porque o chão está molhado. [Justificativa de uma opinião ou suposição]

molhado . [Justificativa de uma opinião ou suposição] Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp. Bianca Pâmela
molhado . [Justificativa de uma opinião ou suposição] Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp. Bianca Pâmela

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Porque CAUSAL = introduz um fato que serve como causa (a oração com a qual combina expressa a consequência). A combinação de orações expressa, portanto, a relação lógica entre CAUSA e CONSEQÜÊNCIA.

O chão está molhado porque choveu.

conseqüência

causa

Cheguei atrasado ao trabalho porque dormi demais.

consequência

causa

3- Subordinação As orações subordinadas funcionam como um termo de outra oração:

Exemplos:

A) Sujeito

A sua volta é importante.

sujeito Que você volte é importante. or. subordinada subjetiva

B) Objeto direto

Aguardo seu regresso. obj. direto Aguardo que você regresse. or. subordinada objetiva direta

C) Adjunto adverbial

À saída do cinema, Pedro encontrou Paula.

adjunto adverbial Quando saía do cinema, Pedro encontrou Paula. or. subordinada adverbial

CLASSIFICAÇÃO DAS ORAÇÕES SUBORDINADAS

Podem ser SUBSTANTIVAS, ADJETIVAS e ADVERBIAIS:

1- Subordinadas SUBSTANTIVAS Orações que desempenham, no período composto, as mesmas funções sintáticas desempenhadas pelos substantivos no período simples:

1.a SUBJETIVAS (função de sujeito)

É necessário que você estude. É necessário o seu estudo. [É necessário isto.] sujeito

Geralmente são usadas com verbos em terceira pessoa seguidos de „que‟ ou „se‟:

Convém que não faltemos à reunião. Convém isto.

Parecia que era longe o lugar.Parecia isto. Sucedeu que todos se retiraram ao mesmo tempo. Sucedeu isto. Está claro que ninguém acredita nessa história. Está claro isto.

É importante que você volte. É importante isto.

Não é sabido se haverá aula amanhã. Não é sabido isto.

Quem espera alcança. Ele alcança.

Obs. Numa interpretação que admite o uso do „se‟ “formador de voz passiva” junto a verbos transitivos diretos, também há orações subjetivas nesta estrutura. Compare:

também há orações subjetivas nesta estrutura. Compare: Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp. Bianca Pâmela
também há orações subjetivas nesta estrutura. Compare: Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp. Bianca Pâmela

Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp. Bianca Pâmela Barros Andrade

Isto é sabido. = Voz passiva desenvolvida (com verbo ser+particípio passado) [Isto = sujeito] Sabe-se isto. = Voz passiva sintética (com „se‟) [Isto = sujeito] Sabe-se que ele virá. = Que ele virá é sabido. [Que ele virá = sujeito]

1.b OBJETIVAS DIRETAS

Ele disse que não se lembrava do nome do livro. Ele disse isto. Não sei se devo ir à festa. Não sei isto. Queremos que ele venha. Queremos isto. Eu perguntei onde ele nasceu. Perguntei isto. Ele me disse de quem era filho. Ele me disse isto. Não vi quem quebrou a janela. Não vi a pessoa.

1.c OBJETIVAS INDIRETAS

O aluno lembrou-se de que o professor chegaria mais tarde. O aluno lembrou-se de algo/disto.

Obedece a quantos te são superiores. Obedece a estas pessoas.

O narcisista gosta de se olhar no espelho. Ele gosta disto.

1.d COMPLETIVAS NOMINAIS

Eu estou certo de que a carta será encontrada. Eu estou certo disto. Eu tenho certeza de que ela será encontrada. Eu tenho certeza disto. Temos necessidade de que tudo corra bem. Temos necessidade disto.

1.e PREDICATIVAS

O correto é que todos cheguem cedo. O correto é isto.

A conclusão foi que ela tinha razão. A conclusão foi esta.

1.f APOSITIVAS (função de aposto)

Uma coisa me assombrava: que eles tivessem mentido. Uma coisa me assombrava: terem eles mentido. Ela me disse isto: não me aborreça. Ela me disse isto: que eu não a aborrecesse. Um temor o perseguia: que a velhice lhe enfraquecesse.

1.g AGENTES DA PASSIVA

O grupo de monitores era formado por quem soubesse os conteúdos.

Este trabalho foi feito por quem entende.

Ele é estimado por quantos o conhecem.

2- Subordinadas ADJETIVAS

Exercem a função sintática de adjunto adnominal e vêm normalmente introduzidas pelos pronomes relativos „que‟ ou „onde‟:

Ela tem olhos que seduzem.Ela tem olhos sedutores. adjunto adnominal

Vêm junto de um substantivo, como no exemplo acima (olhos “que seduzem”), ou de um pronome substantivo:

Aquele que disser algo será responsabilizado pelas suas palavras. [Aquele = pronome demonstrativo substantivo, “aquela pessoa”]

“Bendito o que semeia livros.” (Castro Alves) [O = pronome demonstrativo substantivo, “aquela pessoa”]

[O = pronome demonstrativo substantivo, “aquela pessoa”] Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp. Bianca Pâmela
[O = pronome demonstrativo substantivo, “aquela pessoa”] Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp. Bianca Pâmela

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Esta moça não é a que você encontrou na praia? [A = pronome demonstrativo substantivo, “aquela moça”]

Outros exemplos de adjetivas:

“Há uma outra pátria onde as flores são sempre viçosas.” (Castro Alves) O pássaro fugiu do ninho em que [onde] nasceu. Ela trouxe o livro de que eu falei ontem. Esta é a razão por que [pela qual] eu me atrasei hoje. A maneira pela qual [como] o receberam foi ótima. Ela era uma mulher cujos olhos faiscavam.

As subordinadas adjetivas podem ser RESTRITIVAS ou EXPLICATIVAS:

Henriques (2003, p.113) mostra como o uso da vírgula pode diferenciar as restritivas das explicativas:

(a)

Adoro os filmes de Hitchcock, que revejo sempre.[Adjetiva explicativa]

(b)

Adoro os filmes de Hitchcock que revejo sempre. [Adjetiva restritiva]

O

autor da frase (a) adora todos os filmes de Hitchcock e sempre os revê.

O

autor da frase (b) adora somente os filmes que costuma rever. Aqui, a oração é restritiva, ou

seja, restringe, limita o termo que está sendo adjetivado („os filmes de Hitchcock‟).

3- Subordinadas ADVERBIAIS

Exercem a função sintática de adjunto adverbial de outra oração.

Classificação:

3.a CAUSAIS (porque, pois, como)

Como já foi visto, a oração subordinada adverbial causal se diferencia da coordenada explicativa.

A primeira está relacionada a uma relação lógica e factual de causa e conseqüência: a oração principal

relata a conseqüência e a subordinada causal, como o próprio nome sugere, apresenta a causa:

Cheguei atrasado ao trabalho porque dormi demais.

conseqüência

causa

Como dormi demais, cheguei atrasado ao trabalho. causa

Todos ficaram em casa, pois estava chovendo. Todos ficaram em casa, já que (uma vez que) estava chovendo.

3.b COMPARATIVAS

Seus olhos brilham como as estrelas [brilham]. (igualdade) Os brasileiros festejam mais (do) que os europeus [festejam]. (superioridade) Nosso time ganha mais (do) que perde. (superioridade) Seus irmãos viajam tanto quanto eu troco de camisa. (igualdade)

Obs. Oiticica (1952, p. 34-36) defende que algumas estruturas comparativas tradicionalmente chamadas de subordinadas são, na verdade, correlativas, pois uma não está subordinada à outra principal e, por outro lado, também não há coordenação, pois as orações não são independentes:

coordenação, pois as orações não são independentes: Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp. Bianca Pâmela
coordenação, pois as orações não são independentes: Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp. Bianca Pâmela

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Dois termos são indispensáveis ainda, aqui: primeiro o avérbio de intensidade ‘mais’; depois a conjunção ‘que’, freqüentemente acrescida de ‘do’ (‘do que’) Alguns exemplos do autor são:

César lê mais, que escreve. César escreve mais depressa do que Hélio lê. Alberto é mais vivo que Donato [é vivo].

3.c CONCESSIVAS (embora, apesar de)

Apresentam uma idéia que é suplantada pela idéia contida na oração principal.

Embora seja verdadeira, há elementos estranhos nessa história. Nem que venham agora contra mim o sol e a lua, não recuarei das minhas idéias.” (M. de Assis) Ele não progrediria na vida, ainda que se esforçasse muito. Apesar de que se esforçou muito, ele não progrediu na vida. Sem que seja estudante excelente, Maria conquistou o respeito dos mestres.

3.d CONDICIONAIS (se, caso) Apresentam uma circunstância da qual depende a realização do fato contido na oração principal:

Se eu tiver dinheiro, vou comprar um carro novo.

condição

fato a realizar-se

or. subordinada

or. principal

Se eu tivesse oportunidade, conheceria o mundo inteiro. Se acontecer algum problema, entre em contato comigo. Caso aconteça algum problema, entre em contato comigo.

3.e CONFORMATIVAS (conforme)

Conforme nós havíamos combinado, amanhã haverá uma palestra sobre cinema. Como todos já sabem, não teremos aula na semana do carnaval. Segundo disse Buda, tudo é dor./ Como disse Buda, tudo é dor.

3.f CONSECUTIVAS (que)

Expressam conseqüência:

A modelo era tão bonita, que encantava a todos. “Outrora o passado surgia com tanto vigor na vida desse homem, que anulava o presente.” (José de Alencar)

OBS. Como existe uma ligação semântica e sintática muito forte entre a conjunção „que‟ da oração que expressa conseqüência e a palavra de intensidade („tão‟, „tanto‟) da oração anterior, que expressa a causa, José Oiticica (1952, p. 40-52) classifica a relação entre as duas orações de „orações correlatas consecutivas‟:

Tanto o animei, que ele publicou o trabalho” (p. 40) “Ele falou tão bem, que a todos comoveu.” (p. 43) “Seu susto foi tal, que ela desmaiou.” (p. 43) “As coisas chegaram a tal ponto, que desistimos.” (p. 49)

3.g FINAIS (para que; a fim de que) Expressam finalidade:

Ele simulou doença para que o deixassem sair. Ela trabalha muito, a fim de que não falte à família.

3.h - PROPORCIONAIS

a fim de que não falte à família . 3.h - PROPORCIONAIS Roteiro de Estudos Gramaticais
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A idéia de proporção pode ser expressa pelas locuções conjuntivas “à medida que” e “à proporção que”:

A inundação aumentava à medida que subiam as águas do rio. Ganhamos experiência à proporção que envelhecemos.

Segundo Rocha Lima (p.283), também podem ser usadas as seguintes expressões

correlativas:

 

quanto mais

(tanto) mais;

quanto menos

(tanto) menos;

quanto mais

(tanto) menos;

quanto menos

(tanto) mais;

quanto maior

(tanto) maior;

quanto melhor

(tanto) pior;

quanto maior

(tanto) menor, etc.

Exemplos:

Quanto mais eu trabalho, menos eu ganho. Quanto maior é a altura, maior o tombo. Quanto mais eu rezo, mais asombração me aparece.

3.i TEMPORAIS (quando)

Expressa evento anterior, simultâneo ou posterior a outro evento expresso na oração principal:

Quando a visita chegar, jantaremos. (Anterior) Assim que o professor chegou, os alunos se levantaram. (Imediatamente anterior) Quando a visita chegou, estávamos jantando. (Simultâneo) Enquanto conversávamos, escutávamos música. (Simultâneo)

OBS. “Depois que” introduz o evento anterior e “Antes que” o evento posterior:

Depois que a visita chegou, jantamos. Antes que você tome alguma atitude, deve pensar mais.

Também há o sentido de iteração (freqüência, repetição periódica):

Cada vez que a vejo, sinto-me inibido.

A classificação das adverbiais, acima apresentada, acompanha a classificação das conjunções subordinativas. Mas há orações subordinadas adverbiais sem conjunções. Henriques (p. 126) oferece alguns exemplos e os compara a advérbios (não-oracionais):

Advérbios

Orações adverbiais

Classificação:

Moro numa rua deserta.

Moro onde não mora ninguém.

 

Vou à praia com a minha família.

Vou à praia com quem me dê carona.

 

Jogo sinuca contra qualquer um.

Jogo sinuca contra quem quiser.

Oposição

Falarei sobre literatura.

Falarei sobre quem você mais admira.

 

Partiremos com lágrimas nos olhos.

Partiremos chorando.

 

-------------------------------------------------------------------------------------------------

ORAÇÕES REDUZIDAS

Orações subordinadas podem conter verbos numa forma finita (indicativo ou subjuntivo) ou numa forma não-finita (ou nominal: infinitivo, gerúndio ou particípio). No segundo caso, não há conjunções ou pronomes relativos ligando uma oração à outra: são as orações REDUZIDAS.

ligando uma oração à outra: são as orações REDUZIDAS. Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp. Bianca
ligando uma oração à outra: são as orações REDUZIDAS. Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp. Bianca

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Alguns exemplos:

A) Reduzidas de GERÚNDIO:

(“

que

Partiremos chorando. = Oração subordinada adverbial modal.

A pintura, revelando paisagens lindas, enfeitava a parede. = Oração subordinada adjetiva explicativa.

revelava paisagens lindas

”)

B) Reduzidas de INFINITIVO:

Convém perguntar. = Oração subordinada substantiva subjetiva. (“

Para não chegar atrasado, acordei mais cedo. = Oração subordinada adverbial final. (“Para que não

que perguntemos.”)

chegasse atrasado

”)

Ao telefonar, soube que meus parentes tinham regressado. = Oração subordinada adverbial temporal.

(“Quando telefonei

Aconselharam-no a agir com prudência. = Oração subordinada substantiva objetiva indireta. (“ agisse com prudência.")

”)

C) Reduzidas de PARTICÍPIO:

a que

Resolvidos os problemas na empresa, fomos para casa. = Oração subordinada adverbial temporal.

(“Quando/ Assim que foram resolvidos os problemas na empresa

”)

Assim que foram resolvidos os problemas na empresa ”) Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp. Bianca
Assim que foram resolvidos os problemas na empresa ”) Roteiro de Estudos Gramaticais Prof.ª Esp. Bianca

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