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EMPREENDEDORISMO
Prof. José Newton Pires Reis – UFC/DEA

1. INTRODUÇÃO: TALENTO, COMPETÊNCIA E DEDICAÇÃO

Ser um empreendedor é:
1) Criar oportunidades e não esperar que elas apareçam.
2) Sonhar grandes sonhos e construir metas para transformar os sonhos em realidade.
3) Abrir o leque da inteligência, libertar a sensibilidade e expandir a coragem para
conquistar o que mais ama, admira e necessita.
4) Não ter medo de caminhar por lugares desconhecidos, mesmo sem bússola.
5) Aprender a usar os fracassos como pilares das grandes vitórias, usar as perdas como
plataforma dos melhores ganhos, usar a fragilidade como nutriente da sabedoria.
6) Acreditar na vida e nunca desistir dela.
7) Saber começar tudo de novo tantas vezes quantas forem necessárias.
8) Carregar consigo esta pérola do pensamento: O destino não é inevitável, mas uma
questão de escolha. .

Um empreendedor deve estar consciente de que quem sobe no pódio sem riscos triunfa
sem glória. Ele não acredita em sorte, azar, destino, mas nas ferramentas que tem para ser
autor da sua história.
Para ser empreendedor é necessário trabalhar perdas e frustrações. É necessário superar
as dores da existência e usá-las para esculpir a personalidade. A sociedade, as
universidades, as empresas, as famílias, as igrejas e demais instituições sociais precisam de
empreendedores. Os empreendedores são o oxigênio, e a inspiração da sociedade.
São os empreendedores que fazem a diferença nos ambientes. Eles ajudam, abrem
caminhos, conquistam, enxergam o que não está diante dos olhos, corrigem erros, previnem
falhas, motivam pessoas, trazem soluções que ninguém trouxe. Você é um empreendedor?
Gostaria de sê-lo?

A vida é um labirinto: a diferença entre um grande e um pequeno líder
Se você almeja ser um empreendedor, terá de enfrentar a vida de forma diferente. Terá
de enxergar a família, o trabalho e as instituições como labirintos exteriores. Terá também
de enfrentar o anfiteatro dos pensamentos, o território da emoção e os solos da memória
como labirintos interiores. Em cada labirinto, há lições para aprender e terrenos para ser
conquistados.
Por que enxergar os ambientes em que vivemos como labirintos? Porque eles têm
curvas imprevisíveis, compartimentos desconhecidos, situações inesperadas. Os que
desejam ser empreendedores precisam ter consciência de que a vida é uma grande escola,
mas pouco ensina para quem não sabe ser um aluno...
Seu maior desafio será penetrar nesses labirintos e explorá-los saudavelmente. Para isso
precisará de coragem para caminhar e humildade para corrigir rotas. Você tem essas
características? Errará não poucas vezes, mas esse é o preço para as grandes conquistas.
Precisará saber que mais grave do que errar é se omitir, não tentar.
Ao entrar nesse labirinto, o grande perigo é achar que sabe, ser dominado pelo orgulho
e não se colocar como eterno aprendiz. Quem acha que sabe educar poderá não conquistar
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seus filhos e alunos. Quem acha que entende do amor poderá perder quem ama. Quem está
convencido de que sabe a melhor maneira de trabalhar poderá fechar o leque da sua
inteligência para outras possibilidades.
As crenças, os paradigmas e os preconceitos que estão nas matrizes da memória são seu
maior obstáculo para ser um empreendedor. Um empreendedor deve ser uma pessoa aberta
e ter um senso refinado de observação. Não podemos nos esconder atrás dos nossos
diplomas, status, condição financeira.
Devemos perceber rapidamente as pequenas mudanças e procurar tomar atitudes. Não
espere o amor morrer para depois tentar ressuscitá-lo. Não espere os filhos ficarem doentes
para depois tratá-los. Não espere estar superado profissionalmente para depois tentar com
desespero reciclar-se.
Alguns lidam com as finanças de maneira inadequada. Não percebem que a vida é um
labirinto, que ninguém conhece os eventos que o amanhã nos trará. Gastam mais do que
ganham, tratam seu dinheiro como fonte inesgotável. Não percebem que o estresse
financeiro é uma grande causa da ansiedade moderna.
Muitas doenças psíquicas, relacionamentos desfeitos, empresas falidas seriam evitados
se fôssemos mais rápidos para enxergar os problemas. Infelizmente, somos lentos para
perceber as mudanças e lentos para reagir.
Precisamos ser empreendedores. Todavia, se falharmos não devemos ter vergonha de
dizer: "Eu errei". Se precisarmos de ajuda, não devemos ter receio de falar: "Ensine-me".
Se errarmos o caminho, não devemos ter medo de recomeçar.
Um empreendedor não é infalível nem perfeito. Ele cai e se levanta. Não lamenta os
seus fracassos, agradece a possibilidade de estar no páreo. O anfiteatro da sua mente não é
controlado pela teimosia e auto-suficiência, mas é uma esponja que absorve com modéstia
as experiências dos outros.
Ele sabe a diferença entre um pequeno líder e um grande líder. Um pequeno líder
enxerga os grandes erros, um grande líder enxerga os pequenos erros; um pequeno líder vê
a casa desmoronar, um grande líder enxerga as pequenas rachaduras e previne seu
desabamento.
Você é um grande líder? Enxerga os pequenos problemas?

Exigindo flexibilidade e criatividade
Na vida há situações imprevisíveis e inevitáveis. Precisamos da sabedoria para suportá-
las, compreendê-las e superá-las. Há períodos em que o nosso trabalho transcorre muito
bem, nossos íntimos nos amam, nossos amigos estão próximos, nossas metas são
concretizadas. Conseguimos encontrar um "estoque" abundante de tudo o que mais
amamos.
Já encontrou uma pessoa que você ama e se sente feliz ao seu lado? Já conquistou um
trabalho que o realiza e lhe dá prazer? Já encontrou pessoas que o admiram pelo que você é
e não pelo que você tem?
Há outros períodos em que as cobranças surgem, o tédio aparece, os amigos ficam
distantes, as angústias criam raízes, o desânimo brota. Ficamos sem oxigênio. Aí entra o
problema.
Temos de escolher entre nos aventurarmos no labirinto para reconquistar o que
perdemos ou ficarmos lamentando a situação, esperando um milagre ocorrer ou a sorte
mudar. Muitos esperam anos em vão. Morrem sem conquistar. São controlados pelo destino
e não controlam seu destino.
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Nos momentos de turbulência, as dúvidas surgem. Será que o labirinto não é perigoso?
Será que não sofrerei mais ainda ao percorrer lugares desconhecidos? Será que as pessoas
não pensam que eu sou um derrotado? Será que não é mais fácil ficar paralisado do que
mudar de atitude para conquistar o que eu amo? Será que vale a pena correr riscos para ser
um pai melhor, um amigo mais profundo, um profissional mais competente, um amante
mais sensível?
Os que sucumbem ao calor das suas dúvidas e inseguranças são derrotados. Um
empreendedor tem dúvidas, mas não é aprisionado por ela. Como você se comporta quando
o que você mais ama está se dissipando? Fica com raiva, sente medo, culpa os outros? Um
empreendedor não culpa os outros, mas decide mudar. Ele escolhe caminhos e não apenas
detecta erros.
Um professor empreendedor não apenas dá com maestria suas aulas, mas conquista o
território da emoção dos seus alunos, conta-lhes história, conta as aventuras dos cientistas
para produzir conhecimento, inspira-lhes a inteligência, prepara-os para a vida.
Um executivo empreendedor não apenas trabalha bem com gráficos e dados lógicos,
mas transmite sensibilidade, elogia seus liderados, vê além do horizonte, sorri no caos,
demonstra que é nas dificuldades que se conquistam as melhores oportunidades.
Um amante empreendedor não acha que o amor é inesgotável. Por isso, cultiva-o e
irriga-o. Encanta sua esposa ou seu marido, seu namorado ou namorada. Liberta-se da
prisão do ciúme e dá liberdade para quem ama. Não gasta energia tola com brigas e
acusações. Sabe que a vida é tão breve como as gotas de orvalho que se dissipam ao calor
do sol. Aproveita seu tempo, faz do seu relacionamento uma poesia, um canteiro de
respeito e amor.
As melhores coisas de sua vida precisam ser cultivadas. Infelizmente, alguns maridos só
descobrem que suas esposas estão profundamente feridas por eles quando elas pedem o
divórcio. Algumas esposas só percebem que seus casamentos estão destruídos quando a
última gota de amor seca. Algumas pessoas só investem em qualidade de vida quando estão
no leito de um hospital.
Infelizmente, há muitas pessoas fechadas num casulo. São cultas, mas engessadas. São
eloqüentes, mas não sabem falar a linguagem da emoção. Querem ser líderes em suas
empresas e nas instituições, mas não são lideres de si mesmas.
Se você souber abrir as janelas da sua mente, ampliar a arte de pensar e praticar as leis
da qualidade de vida deste projeto, então, os labirintos que você vive não serão um terreno
perigoso, um deserto, um cárcere, mas um ambiente em que você realizará seus mais belos
projetos.

Dez passos para se tornar um empreendedor
1- Antecipe-se às mudanças. Melhor do que corrigir erros é preveni-los.
2- Se não conseguir prevenir erros, apure seu senso de observação. Observe pequenos
problemas (trincas) para evitar grandes desabamentos.
3- Não é possível evitar todos os riscos. Lembre-se: Quem vence sem risco é coroado sem
glória.
4- Não lamente, não reclame, não culpe os outros, não se culpe.
5- Só não muda de idéias quem não tem idéias. Mude tantas vezes quantas forem
necessárias.
6- Os ambientes em que você vive são labirintos. Tenha coragem para reconhecer erros e
sensibilidade para corrigir rotas.
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7 -Nunca desista de quem ama.
8- Nunca desista de si mesmo.
9- Controle seu destino e não seja controlado por ele. Construa suas oportunidades.
10- Faça da sua vida um grande desafio e um eterno aprendizado. Agradeça a Deus a
oportunidade de existir e caminhar.

Ao longo dos anos atuando como psiquiatra e psicoterapeuta e pesquisando os segredos
da mente humana, tive uma convicção: Todo ser humano, seja ele rei ou súdito, intelectual
ou iletrado, atravessa momentos difíceis e angustiantes. Infelizmente, como já disse,
quando não temos problemas, nós os “fabricamos”.
Basta sentir que precisa de alguém que você sofrerá frustrações. Basta amar e ter
amigos que as incompreensões virão. Basta querer trabalhar em equipe e motivar pessoas
que as discussões surgirão. Mas isso não depõe contra a vida, faz dela uma poesia. Quanto
mais incrustado o ouro estiver na rocha, mais precioso ele será.
Não pense que as pessoas sejam complicadas, pense que você é que não está tendo
habilidade para conquistá-las. Não considere seu trabalho estressante. Você é que não está
conseguindo transforma-lo num oásis. Para muitos, a dor é um problema; para os sábios, é a
sua escola.

Que tipo de história nós estamos escrevendo?
Somos fagulhas vivas que cintilam durante poucos anos no teatro da vida e depois se
apagam tão misteriosamente quanto acenderam. Nada é tão fantástico quanto a vida, mas
nada é tão efêmero e fugaz quanto ela.
Hoje estamos aqui, amanhã seremos uma página na história. Um dia, tombaremos na
solidão de um túmulo e ali não haverá aplausos, dinheiro, bens materiais. Que história
escrevemos? Que sementes plantamos?
Se a vida é tão rápida, não deveríamos, nessa breve história do tempo, procurar os mais
belos sonhos, as mais ricas aspirações? Pelo que vale a pena viver? Quais sonhos nos
controlam? Quais são as nossas metas e os nossos maiores empreendimentos?
Alguns têm depressão, ansiedade, estresse, não por conseqüências dos conflitos da sua
infância, mas pela angústia f existencial, pela falta de um sentido de vida sólido. Lembre-se
do que estudamos: alguns têm fortunas, mas mendigam o pão da alegria; têm cultura, mas
falta-lhes o pão da tranqüilidade; têm fama, mas são parceiros da solidão. Erraram o alvo.
Um dos mais populares cantores brasileiros disse certa vez que tinha tudo o que uma
pessoa podia deseja ter, mas não tinha prazer de viver. Solidão, tédio, falta de sentido de
vida e vazio existencial não faziam parte do dicionário do Mestre dos mestres.
Até quando o corpo de Jesus morria na cruz, ele ainda era um grande empreendedor,
um conquistador do território da emoção. Era capaz de surpreender as pessoas com frases
inesquecíveis.
O chefe da escolta dos soldados, encarregado de executar a sentença de Pilatos, apurou
seu senso de observação aos pés da cruz e foi conquistado por ele. Cada reação de Jesus
golpeou sua insensatez e abriu as janelas da sua inteligência. Deixe-me dar um exemplo
dessas reações.
Na hora mais dramática da crucificação, a primeira hora, Jesus sofreu uma dor
insuportável. Não havia espaço para ter outra reação a não ser gritar, ter reações violentas,
reagir por instinto. Mas para a nossa admiração, ele esqueceu-se de si e bradou ao seu Pai
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que lhes perdoasse. Do ponto de vista psiquiátrico é impossível para um crucificado ter um
raciocínio lúcido quanto mais afetivo e altruísta como o de Cristo.
Ele disse que seus carrascos não sabiam o que faziam Expressou que eles eram escravos
do sistema, cumpriam ordens refletir, não eram livres. Por isso, com lábios trêmulos,
desculpou-os sem que eles lhe pedissem desculpas. Compreendeu homens
incompreensíveis. Perdoou homens imperdoáveis.

PAINEL I: pontos sugeridos para reflexão e discussão

1. Ser um empreendedor é criar oportunidades. Você tem criado oportunidades para ter
grandes conquistas? Enfrenta seus labirintos com coragem ou tem medo do desconhecido?
2- Você percebe os pequenos problemas no seu trabalho, na relação com os filhos, esposa
ou marido, ou só descobre quando o mundo está desabando? Você tem coragem para tomar
atitude para reconquistar o que mais ama?
3- Você tem sido um profissional, um pai ou mãe, um jovem, um amante, empreendedor?
Tem tido coragem para levantar e cair? Tem libertado sua criatividade para encantar as
pessoas, trazer soluções que ninguém trouxe, prevenir erros, corrigir falhas? Enfim, você
tem feito a diferença nos ambientes em que atua?
4- Você expõe ou impõe suas idéias? Você influencia positivamente o ambiente?
5- Você tem força, sabedoria e consolo nas situações de perdas, sabedoria nas tormentas?

1. Faça um relatório das características em “ser um empreendedor”, descritas no início
desse capítulo, que você precisa desenvolver.
2-Entre os dez passos para ser um empreendedor, aponte o Que você mais precisa trabalhar
na sua personalidade.
3- Não tenha medo dos fracassos, tenha, sim, receio de não tentar. Não engrosse a massa de
pessoas frustradas, esteja preparado para os desafios sociais e profissionais.
4-A vida é um labirinto. Portanto, planeje sua vida. Nunca gaste mais do que ganha nem
gaste tudo. Ninguém sabe Quais serão os vales Que vai atravessar no futuro.
5- Se você é um profissional, liberte-se do cárcere da insegurança e saia da zona de
conforto dos seus diplomas, status e sucessos antigos. Seja um conquistador. Explore o
desconhecido.
6- Se você é um estudante, valorize seus estudos. Ame a sua escola e seus professores.
Tenha coragem. Empreenda sem medo de falhar, Se falhar, repense sua vida, mas não
recue. Seja um pensador.

Quem nunca pensou em abrir seu próprio negócio? Essa opção é cada vez mais levada
em consideração por profissionais de todas as áreas.
Fatores estratégicos como a terceirização e a expansão do setor de serviços colocaram
as pequenas empresas em posição privilegiada na nova ordem mundial.
Do ponto de vista individual, a pequena empresa tem sido vista como a saída sonhada
por aqueles que querem trocar as amarras do trabalho assalariado pela aventura da auto-
realização e do sucesso conquistado por meio do próprio esforço.
Esses motivos são mais do que suficientes para a multiplicação das pequenas empresas.
E, contraditoriamente, têm sido responsáveis também pelos transtornos enfrentados por
grande parte dos negócios, que acabam fechando as portas.
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Saber conviver com o risco e tirar proveito das oportunidades são, talvez, as
características mais necessárias para a atividade empresarial, as que realmente definem o
perfil do empreendedor.
Capacitar os novos empresários para superarem as dificuldades iniciais do seu novo
projeto de vida, à frente do seu próprio negócio, é o objetivo deste programa do SEBRAE.
Obviamente, não estamos oferecendo aqui fórmulas prontas ou receitas pré-fabricadas.
Nem é disso que o futuro empreendedor precisa.
O conhecimento e as atividades práticas que estamos desenvolvendo são acima de tudo
um roteiro, uma espécie de moldura em que cada um terá, necessariamente, que colocar o
seu talento, sua competência e, sobretudo, sua dedicação.

Barreiras ao desenvolvimento de novos negócios
a) Barreiras na área econômica
- produção em série
- oligopólios
- linhas de crédito
- falta de capital
b) Barreiras na área de comportamento
- centralização: não tem sistema de informação gerencial e de mercado
- isolamento: o concorrente sempre visto como ameaça

 alta taxa de mortalidade

2. TEXTOS DE APOIO

2.1. POR QUE SER EMPRESÁRIO

Muitos motivos levam as pessoas à idéia de abrir um negócio próprio. Os mais comuns
são:
• Vontade de ser independente, “mandar no seu próprio nariz”;
• Ser o patrão em vez de empregado;
• Ganhar muito dinheiro;
• Dedicar mais tempo à família;
• Sair da rotina, da mesmice;
• Realizar outras aspirações além daquelas que lhe permitia a condição de
empregado;
• Provar para si e para os outros sua competência, sua capacidade de abrir e manter
um negócio;
• Trabalhar e tirar férias quando quiser.
Ao fazer a opção, o empresário considera seu engajamento (econômico e psicológico)
como um investimento mais gratificante que o trabalho assalariado.
No entanto, ser empresário exige sempre sacrifícios que muitos não estão dispostos a
fazer. Entre alguns desses "ossos do ofício", estão os seguintes:
• a maioria dos empresários trabalha de 12 a 15 horas diárias em seu negócio, em vez
de oito horas, como empregado;
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• raramente tiram férias e, quando o fazem, é por poucos dias, mas não esquecem o
telefone "só para saber como vão as coisas no seu negócio;
• às vezes envolvem-se tanto com a empresa que diminui, em vez de aumentar, o
tempo disponível para a família;
• sua tão desejada independência toma-se muita relativa, quando se observa a
dependência aos fornecedores, bancos, clientes, funcionários, governo etc.;
• o patrimônio pessoal do empreendedor fica comprometido com as operações do
novo negócio e talvez até vinculado como garantia de algum empréstimo tomado pela
empresa;
• a vontade de ganhar muito dinheiro pode esbarrar num obstáculo definitivo:
competência. A intenção apenas não é suficiente -é necessário que o empresário demonstre,
com efetividade, a capacidade de gerir seu negócio.
Entretanto, mais e mais pessoas, no Brasil e no mundo, desejam tornar-se
empreendedoras. Quando esse desejo é acompanhado de uma decisão amadurecida e
consciente, é uma manifestação saudável de vitalidade e renovação da sociedade e um
passo importante para a satisfação de uma necessidade pessoal legítima.
• O empreendedor nasce feito? NÃO. É possível ensinar. Não somos um produto
concluído. É questão de comportamento, e não um traço de personalidade; o
comportamento do empreendedor é intencional (baseado em metas, desafios, objetivos
definidos); diferencia-se dos demais pelo modo como ver o mundo, encarar a realidade,
administrar conflitos e resolver problemas – aliados a um conjunto de técnicas e
conhecimentos que permite enxergar oportunidades e atuar de forma a obter resultados. O
ambiente pode alterar substancialmente a disposição para empreender.

talento
conhecimento  dedicação  SUCESSO

Dinâmica (desafio  tarefa): dividir a turma em duplas. Solicitar uma determinada quantia
em dinheiro como forma de pagamento de duas camisetas. As camisetas precisam ser
vendidas pela dupla, se não conseguirem ficaram para si.
Debate: estratégias, dificuldades etc
Será que você não passa a vida inteira fazendo o que não quer fazer? Você não é apenas
um fazedor de tarefas?
Ver problema ou oportunidade?
Planeja Desenvolve
Age  Controla

2.2. DEFINIÇÕES DE EMPREENDEDORISMO
Nem todo empresário é empreendedor. Apesar de ambos assumirem riscos em
atividades empresariais, o empreendedor tem sensibilidade para aproveita oportunidades
(necessidades insatisfeitas na sociedade; problemas existentes na comunidade; recursos mal
utilizados nos processos)
Empreendedorismo e pequenos negócios são conceitos freqüentemente discutidos, mas
a definição de cada um varia enormemente de um lugar para outro, de país para país, de
autor para autor.
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Nos últimos anos, tem havido espaço para uma multidão de especialistas no campo do
empreendedorismo. Podemos até mesmo dizer que existe hoje um ramo de pesquisa
rotulado de "empreendedorismo", com seus próprios pensadores e estudiosos.
Os principais autores situam-se nos campos da economia e das ciências do
comportamento, mas o assunto percorre muitas outras disciplinas.
Portanto, é com um farto embasamento conceitual que apresentamos os significados
mais correntes ligados ao termo empreendedor.
1. Que empreende; ativo, arrojado, cometedor.
2. Aquele que empreende; cometedor.
3. Chefe de uma empresa.
4. Chefe de uma empresa especializada na construção, nos trabalhos públicos, nos
trabalhos de habitação.
5. Pessoa que, perante contrato de uma empresa, recebe remuneração para executar
determinado trabalho ou aufere lucros de uma outra pessoa, chamada mestre-de-obras.
6. A idéia de empreendedor é associada inicialmente à idéia de criação de um negócio
por meio de capitais pessoais. Empreendedor é a pessoa que levanta o capital. A gestão de
um negócio criado requer também qualidades de empreendedor.
7. Aquela pessoa que efetua uma obra, para um cliente, sem se subordinar a ele.
8. Chefe de uma empresa artesanal ou industrial.
9. Refere-se ao fator organizacional na produção.
10. Alguém que provê fundos para uma empresa e, assim, assume os riscos.
11. Aquele que empreende qualquer coisa.
12. Pessoa que se encarrega da execução de um trabalho por contrato empresarial.
13. Toda pessoa que dirige um negócio por sua própria competência e que coloca em
execução os diversos fatores de produção, tendo em vista vender os produtos ou serviços.
14. Pessoa que organiza e gere um negócio, assumindo o risco em favor do lucro.
15. O termo empreendedor denota a pessoa que exercita total ou parcialmente as
funções de:
• iniciar, coordenar, controlar e instituir maiores mu- danças no negócio da
empresa; e/ou
• assumir os riscos, nessa operação, que decorrem da natureza dinâmica da
sociedade e do conhecimento imperfeito do futuro e que não pode ser convertido em certos
custos através de transferência, cálculo ou eliminação.
As características convencionalmente associadas ao empreendimento -liderança,
inovação, risco etc. -estão tão relacionadas ao conceito precisamente porque, em uma
cultura altamente comercializada como a nossa, elas são características essenciais da efetiva
organização dos negócios. Pela mesma lógica, em uma cultura diferentemente orientada, as
características típicas de um empreendimento diferem. (AITKEN, 1963).
Por definição, empreendedorismo sempre envolve, explícita ou implicitamente, a idéia
de inovação. (AITKEN, 1965).
O empreendedor (queira ou não, também exerce, de fato, a função de gerente) tem uma
função diferente. É seu trabalho localizar novas idéias e colocá-las em prática. Ele deve
liderar, talvez ainda inspirar; ele não pode deixar que as coisas se tornem rotineiras e, para
ele, a prática de hoje jamais será suficientemente boa para amanhã.
Em resumo, ele é inovador e algo mais. Ele é o indivíduo que exercita o que na
literatura da administração é chamado de 'liderança', E é ele quem está virtualmente
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presente. Ou seja, mesmo não estando presente, ele é percebido como se estivesse
(BAUMOL, 1968).
Um empreendedor é alguém que toma a iniciativa nos recursos administrativos.
(BELSHAW,1955).
Empreendedorismo -a habilidade de criar uma atividade empresarial crescente onde não
existia nenhuma anteriormente (BRERETO, 1974).
Um empreendimento empresarial é aquele cujos principais objetivos são lucratividade e
crescimento. Um negócio É caracterizado pelas práticas estratégicas inovativas.
Um empreendedor é um indivíduo que estabelece e gerencia um negócio com a
principal intenção de lucro crescimento. O empreendedor é caracterizado, principalmente,
pelo comportamento inovativo e empregará práticas estratégicas de gerenciamento no
negócio (CARLAND, 1984).
Um empreendedor é alguém que se especializa em tom decisões determinantes sobre a
coordenação de recursos escassos (CASSON, 1982).
O trabalho específico do empreendedorismo numa empresa de negócios é fazer os
negócios de hoje capazes de realizar o futuro, transformando-se em um negócio diferente
(DRUCKER, 1974).
Empreendedorismo não é nem ciência, nem arte. É uma prática.
A gerência do empreendedor (empresarial) dentro da nova abordagem possui quatro
requisitos:
• Requer, primeiro, uma visão para o mercado.
• Requer, segundo, provisão financeira, e, particularmente, planejamento, fluxo de
caixa e necessidade de capital para o futuro.
Requer, terceiro, construir um alto time de gerência antes que o novo empreendimento
necessite dele e bem antes que realmente possa ter condições de pagá-lo.
E, finalmente, requer do empreendedor fundador uma decisão com relação ao seu
próprio papel, área de atuação e relações.
Um empreendedor é uma pessoa imaginativa, caracterizada pela capacidade de fixar
alvos e objetivos. (...) Essa pessoa manifesta-se pela perspicácia, ou seja, pela sua
capacidade de perceber e detectar as oportunidades. Também, por longo período, ele
continua a atingir oportunidades potenciais e continua a tornar decisões relativamente
moderadas, tendo em vista modificá-las; essa pessoa continua a desempenhar um papel
empresarial (FILION, 1986).
Pode-se definir mais simplesmente empreendedorismo como a apropriação e a gestão
dos recursos humanos e materiais dentro de uma visão de criar, de desenvolver e de
implantar resoluções permanentes, de atender às necessidades dos indivíduos (JASSE,
1982).
O espírito empresarial se traduz por uma vontade constante de tomar as iniciativas e de
organizar os recursos disponíveis para alcançar resultados concretos (JASSE, 1985).
Comparados aos homens em geral, os empreendedores estão significativamente, em
maior escala, refletindo necessidades de realização, independência e eficiência de sua
liderança, e estão, em menor escala, refletindo ênfases nas necessidades de manutenção
(HORNDAY, 1970).
Smith (1967) refere-se a dois tipos de empreendedores: o empreendedor profissional
(ou artesanal) e o empreendedor que identifica oportunidades. Os primeiros são limitados
em termos de bagagem cultural e engajamento social; os últimos são de um maior grau de
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instrução e de engajamento social e são mais agressivos no desenvolvimento e na expansão
da companhia (HORNDAY, 1970).
 O empreendedor é aquele que não perde a capacidade de imaginar, tem uma grande
confiança em si mesmo, é entusiasta, tenaz, ama resolver problemas, ama dirigir, combate a
rotina, evita constrangimentos...
 É aquele que cria uma informação interessante, ou não, do ponto de vista econômico
(inovando em relação ao produto, ou ao território, ao processo de produção, ao mercado...)
ou aquele que antecipa sobre esta informação (antes dos outros ou diferentemente dos
outros).
 É aquele que reúne e sabe coordenar os recursos econômicos para aplicar, de modo
prático e eficaz sobre um mercado, a informação que ele conhece a fundo.
 Ele o faz, primeiro, em função das vantagens pessoais, tais como prestígio, ambição,
independência, o jogo, o poder sobre si e sobre a situação econômica e, em seguida, o lucro
etc (JULIEN, 1986).
O empreendedor satisfaz a um número de funções que podem ser resumidas em
inovação, gerenciamento, coordenação e risco. Empreendedores parecem ter uma
realização orientada, como a de assumir a responsabilidade por decisões, e não gostam de
trabalhos repetitivos e rotineiros. Os empreendedores criativos possuem um alto nível de
energia e um ótimo grau de perseverança e imaginação, que combinam com a
espontaneidade de assumir riscos moderados e calculados, possibilitando-lhes transformar o
que freqüentemente começou com uma simples e mal definida idéia em algo concreto.
Empreendedores também podem gerar um entusiasmo altamente contagioso dentro de
uma organização. Eles programam um senso de propósito e, fazendo isso, convencem os
outros de que eles estão onde está a ação (KETS DE VRIES, 1985).
Há evidências que as características empresariais e comportamentais podem ser
desenvolvidas.
O empreendedor é, acima de tudo, um generalista -ele deve saber um pouco sobre tudo.
(KIERULFF, 1975).
O empreendedor é uma pessoa que congrega risco, inovação, liderança, vocação
artística, habilidade e perícia profissional em uma fundação sobre a qual constrói um time
motivado. Esse grupo de seres humanos, às vezes sem se conhecerem previamente,
desenvolvem uma nova empresa (LANCE, 1986).
Um empreendedor é a pessoa que cria uma empresa próspera do nada (MANCUSO,
1974).
Tomar decisões sob diversos graus de incerteza vem a ser uma característica
fundamental do empreendedorismo (PALMER, 1971).
Para ter sucesso, ele deve ter capacidade para julgar, perseverança e um conhecimento
do mundo tanto quanto do negócio. Ele deve possuir a arte de superintendência e
administração (SAY, 1803).
Sempre enfatizei que o empreendedor é o homem que realiza coisas novas e não,
necessariamente, aquele que inventa (SCHUMPETER,1934).
Empreendedorismo, como definido, consiste essencialmente em fazer coisas que não
são geralmente feitas em vias normais da rotina do negócio; é essencialmente um fenômeno
que vem sob o aspecto maior da liderança. Mas esta relação entre empreendedorismo e
liderança geral é uma relação muito complexa.
Em quase todas as definições de empreendedorismo há um consenso de que nós
estamos falando de um tipo de comportamento que inclui:
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• Tomada de iniciativa;
• Organização ou reorganização de mecanismos socioeconômicos para transformar
recursos e situações em contas práticas; e
• Aceitação do risco e do fracasso. O principal recurso usado pelo empreendedor é ele
mesmo... (SHAPIRO, 1975).

Hoje tomamos como definição o termo 'empreendedor'. Ele sugere espírito, zelo, idéias.
Contudo, temos a tendência de usar a palavra livremente para descrever qualquer um que
dirige um negócio, por exemplo, para a pessoa que preside a General Motors ou possui uma
banca de frutas, ou a pessoa que é dona do McDonald's (franquia) ou vende assinaturas de
revistas.
Antes, a palavra 'empreendedor' gozava de um significado mais puro, mais preciso.
Descrevia apenas aqueles que criaram seus próprios negócios, aqueles como Henry Ford.
Certamente, no início de sua carreira, o maior dom de um empresário tradicional é sua
habilidade de explorar inúmeros caminhos para assegurar o seu sucesso, sem se tornar
desanimado pelo fracasso ao longo do percurso; um dos seus dons é diminuir suas perdas
rapidamente; e um outro é levantar-se, sacudir a poeira e tentar novamente (STACEY,
1980).
Um raio X da organização empresarial revela essas características dinâmicas:
• Encorajamento da imaginação dos indivíduos;
• Flexibilidade;
• Voluntariedade em aceitar riscos (STEVENSON, 1985).

2.3. CARACTERÍSTICAS DO COMPORTAMENTO EMPREENDEDOR

Busca de oportunidades e iniciativa
• Fazer algo sem ter sido obrigado ou sem ter sido solicitado.
• Faz as coisas antes de solicitado ou antes de forçado pelas circunstâncias.
• Age para expandir o negócio a novas áreas, produtos ou serviços.
• Aproveita oportunidades fora do comum para começar um negócio, obter
financiamentos, equipamentos, terrenos, local de trabalho ou assistência.

Persistência
• Superar o seu próprio limite e ir até o final, mudando de estratégia de acordo com as
circunstâncias.
• Age diante de um obstáculo.
• Age repetidamente ou muda de estratégia a fim de enfrentar um desafio ou superar
um obstáculo.
• Assume responsabilidade pessoal pelo desempenho necessário ao atingimento de
metas e objetivos.

Comprometimento
• Fazer coisas além do seu padrão normal de comportamento para cumprir com o
combinado.
• Faz um sacrifício pessoal ou despende um esforço extraordinário para completar
uma tarefa.
12

• Colabora com os empregados ou se coloca no lugar deles, se necessário, para
terminar um trabalho.
• Esmera-se em manter os clientes satisfeitos e coloca em primeiro lugar a boa
vontade em longo prazo, acima do lucro em curto prazo.

Exigência de qualidade e eficiência
• Fazer as coisas “com carinho", superando padrões estabelecidos.
• Encontra maneiras melhores, mais rápidas e ou mais baratas de fazer as coisas.
• Age de maneira a fazer coisas que satisfazem ou excedem padrões de excelência.
• Desenvolve ou utiliza procedimentos para assegurar que o trabalho seja terminado
a tempo ou que o trabalho atenda a padrões de qualidade previamente combinados.

Disposição para correr riscos calculados
• Ponderar uma circunstância frente às suas conseqüências e pensar bem sobre que
atitude tomar.
• Avalia alternativas e calcula riscos deliberadamente.
• Age para reduzir os riscos ou controlar os resultados.
• Coloca-se em situações que implicam desafios ou riscos moderados.

Estabelecimento de metas
• Qualquer tipo de forte desejo (intencional) de conquista de algo palpável.
• Estabelece metas e objetivos que são desafiantes e que têm significado pessoal.
• Define metas de longo prazo, cloros e específicos.
• Estabelece objetivos de curto prazo, mensuráveis.

Busca de informações
• Buscar informações pessoalmente (utilizando qualquer meio que possa ajudá-lo,
como telefone, pessoas etc.) para adquirir ou confirmar dados acerca de algo, com
determinado objetivo.
• Dedica-se pessoalmente a obter informações de clientes, fornecedores e
concorrentes.
• Investiga pessoalmente como fabricar um produto ou fornecer um serviço.
• Consulta especialistas para obter assessoria técnico ou comercial.

Planejamento e monitoramento sistemáticos
• Organizar-se previamente para realizar algum propósito.
• Planeja dividindo tarefas de grande porte em subtarefas com prazos definidos.
• Constantemente, revisa seus planos, levando em conta os resultados obtidos e as
mudanças circunstanciais.
• Mantém registros financeiros e utiliza-os para tomar decisões.

Persuasão e rede de contatos
• Estabelecer e utilizar estratégias de convencimento para determinado fim,
recorrendo às pessoas certas para isso.
• Utiliza estratégias deliberadas para influenciar ou persuadir os outros.
13

• Utiliza pessoas-chave como agentes para atingir seus próprios objetivos.
• Age para desenvolver e manter relações comerciais.

Independência e autoconfiança
• Ter pontos de vista próprios e manter a confiança na capacidade de enfrentar os
desafios.
• Busca autonomia em relação a normas e controles de outros.
• Mantém seu ponto de vista, mesmo diante de oposição ou de resultados inicialmente
desanimadores.
• Expressa confiança na sua própria capacidade de complementar uma tarefa difícil
ou de enfrentar um desafio.

3. TAREFA DE IMPLANTAÇÃO

SUAVISÃO DO EMPREENDEDOR
Quais são, para você, os aspectos mais importantes na conduta de um empreendedor?

VOCÊ COMO EMPREENDEDOR
Faça uma comparação entre as seguintes competências típicas do perfil do empreendedor e o seu perfil pessoal, para definir o que você
pode fazer para melhorar as suas características empreendedoras, a partir de agora, em relação às suas oportunidades de negócios.

Competência O que você pode fazer para melhorar
Busca de oportunidades e iniciativa
Faz coisas antes de solicitado ou antes de forçado pelas
circunstâncias.
Age para expandir o negócio para novas áreas, produtos ou
serviços.
Aproveita oportunidades fora do comum para começar um negócio,
obter financiamento, terreno, local de trabalho ou assistência
Persistência
Age diante de um obstáculo significativo.
Age repetidamente ou muda de estratégia a fim de
enfrentar um desafio ou superar um obstáculo.
Assume responsabilidade pessoal pelo desempenho necessário ao
atingimento de metas e objetivos.
Comprometimento
Faz sacrifício pessoal ou despende um esforço extraordinário para
completar uma tarefa.
Colabora com os empregados ou se coloca no lugar deles para
terminar um trabalho.
Esmera-se em manter o cliente satisfeito colocando a boa vontade a
longo prazo acima do lucro a curto prazo
Exigência de qualidade e eficiência
Encontra maneiras melhores, mais rápidas ou mais baratas de fazer
as coisas.
Age de maneira a fazer coisas que satisfazem ou excedem padrões
de excelência.
Desenvolve ou utiliza procedimentos para assegurar que o trabalho
seja terminado a tempo ou que o trabalho atenda a padrões de
qualidade previamente combinados.
Disposição para correr riscos calculados
Avalia alternativas e calcula riscos deliberadamente.
Age para reduzir os riscos ou controlar os resultados.
Coloca-se em situações que implicam desafios ou riscos
moderados.
14

Estabelecimento de metas
Estabelece metas e objetivos que são desafiantes e que têm
significado pessoal.
Define metas de longo prazo, claras e específicas.
Estabelece objetivos de curto prazo, mensuráveis.
Busca de informações
Dedica-se pessoalmente a obter informações de clientes,
fornecedores e concorrentes.
Investiga pessoalmente como fabricar um produto ou fornecer um
serviço.
Consulta especialistas para obter assessoria técnica ou comercial.
Planejamento e monitoramento sistemáticos
Planeja dividindo tarefas de grande porte em subtarefas com prazos
definidos.
Constantemente revisa seus planos, levando em conta os resultados
obtidos e as mudanças circunstanciais.
Mantém registros financeiros e utiliza-os para tomar decisões.
Persuasão e rede de contatos
Utiliza estratégias deliberadas para influenciar ou persuadir os
outros.
Utiliza pessoas-chave como agente para atingir seus próprios
objetivos.
Age para desenvolver e manter relações comerciais.
Independência e autoconfiança
Busca autonomia em relação a normas e controles de outros.
Mantém seu ponto de vista, mesmo diante de oposição ou
resultados inicialmente desanimadores.
Expressa confiança em sua própria capacidade de complementar
uma tarefa ou de enfrentar um desafio

4. ATIVIDADES EM SALA DE AULA
Faça desses exercícios um primeiro e importante passo de sua trajetória como
empresário, utilizando as atividades de sala de aula como oportunidades para o exercício de
sua capacidade inovadora e de sua determinação de vencer.
Aproveite bem o tempo de que dispõe para pensar e planejar seu negócio. Peça a
orientação que considerar necessária, neste e nos módulos seguintes do programa. E faça
com que esse aprendizado seja realmente uma etapa útil para o conhecimento dos desafios e
das oportunidades que você vai vivenciar no dia-a-dia do seu negócio.

4.1. Perfil do potencial de empreendedor (auto-avaliação)

INSTRUÇÕES:
a) Este questionário contém 85 afirmações que descrevem atitudes e reações diante de
acontecimentos ou rotinas do dia-a-dia de trabalho e negócios. Leia cada uma e decida
qual o numeral da escala abaixo que define melhor sua forma de lidar com cada situação
ou atitude descrita. Seja o mais realista possível no julgamento a seu próprio respeito. O
questionário tem o objetivo de ajudá-lo em sua auto-avaliação e não consiste em nenhum
teste.
b) Você deve escolhe um numeral que melhor descreve o seu comportamento conforme o
critério abaixo:
1. Nunca
2. Raramente
3. Algumas vezes
4. A maioria das vezes
5. Sempre
15

c) Anote o numeral escolhido na linha à direita de cada afirmação, de acordo com o
exemplo abaixo:
Mantenho-me calmo em situações tensas 2
Se você escolheu o numeral 2, é porque você considera que raramente mantém-se calmo na
situação descrita.
d) É importante esclarecer que esses números não correspondem a uma nota ou pontuação.
Em alguns casos, por exemplo, o numeral 5 pode corresponder a uma atitude ou
comportamento menos recomendável que o 2 ou 5. Em outros casos, essa ordem é inversa.

QUESTIONÁRIO

1. Busco as coisas que precisam ser feitas.
2. Gosto de desafios e de novas oportunidades
3. Quando enfrento um problema difícil, dedico a quantidade de tempo que for necessária
para encontrar uma solução.
4. Quando começo um trabalho ou projeto reúno toda a informação possível.
5. Aborreço-me quando as coisas não são bem feitas.
6. Eu me esforço muito para realizar meu trabalho.
7. Encontro formas de fazer as coisas mais rapidamente.
8. Estabeleço minhas próprias metas.
9. Planejo um trabalho grande dividindo-o em várias partes menores.
10. Penso em soluções diferentes para resolver os problemas.
11. Quando as outras pessoas não têm o desempenho esperado, eu digo isso a elas
12. Tenho confiança de que serei bem-sucedido em qualquer atividade que me dispuser a
fazer.
13. Eu consigo fazer com que os outros apóiem minhas recomendações.
14. Desenvolvo estratégias para influenciar os outros.
15. Eu comparo minhas conquistas com minhas expectativas.
16. Sei quanto dinheiro é necessário para desenvolver meus projetos ou atividades.
1 7. Eu escuto com atenção qualquer pessoa com quem estiver conversando.
18. Faço o que é necessário, sem que os outros tenham que me pedir.
19. Eu prefiro realizar tarefas que domino bem e nas quais me sinto seguro.
20. Insisto várias vezes para que as pessoas façam o que quero
21. Busco orientação de pessoas que entendem dos aspectos do meu negócio.
22. É importante para mim fazer um trabalho de alta qualidade.
23. Eu trabalho durante várias horas e faço sacrifícios pessoais para concluir meu trabalho
dentro do prazo.
24. Eu não uso meu tempo da melhor maneira possível.
25. Faço as coisas sem ter um resultado específico em mente.
26. Analiso com cuidado as vantagens e as desvantagens das várias formas de executar as
tarefas.
27. Eu penso em muitos projetos.
28. Se estou nervoso ou chateado com alguém, eu digo isso a ele.
29. Eu mudo minha maneira de pensar se outras pessoas discordam energicamente dos
meus pontos de vista.
30. Eu convenço as outras pessoas das minhas idéias.
31. Não gasto muito tempo pensando em como convencer os outros.
16

32. Regularmente, eu verifico a que distância estou de conquistar meus objetivos.
33. Eu sei quanto dinheiro poderei esperar de retorno dos meus projetos.
34. Fico chateado quando não consigo fazer o que quero.
35. Eu faço as coisas antes mesmo que esteja claro como elas devem ser feitas.
36. Fico de olho nas oportunidades para fazer coisas novas.
37. Quando alguma coisa impede o que estou tentando fazer, procuro outros meios para
fazê-la.
38. Muitas vezes, tomo atitudes sem buscar informações.
39. Meu resultado no trabalho é melhor do que o das pessoas que trabalham comigo.
40. Eu faço o que for necessário para concluir meu trabalho.
41. Aborreço-me quando perco tempo.
42. Eu faço coisas que me ajudam a conquistar meus objetivos.
43. Eu tento pensar em todos os problemas que podem acontecer e planejo o que fazer caso
cada um deles apareça.
44. Uma vez que eu tenha escolhido uma maneira de resolver um problema, não a mudo
mais.
45. É difícil, para mim, dar ordens para as pessoas sobre o que elas devem fazer.
46. Quando tento alguma coisa difícil ou que me desafia, sinto confiança de que terei
sucesso.
47. Eu consigo que as outras pessoas vejam que sou capaz de executar o que me propus a
fazer.
48. Procuro pessoas importantes para me ajudarem a atingir meus objetivos.
49. Eu não sei a que distância estou de conquistar meus objetivos.
50. Não ligo para as conseqüências financeiras dos meus atos.
51. Eu sofri fracassos no passado.
52. Faço as coisas antes que elas se tornem urgentes.
53. Eu tento fazer coisas novas e diferentes das que sempre fiz.
54. Quando encontro uma grande dificuldade, procuro outras atividades.
55. Quando tenho que realizar um trabalho para alguém, faço muitas perguntas para estar
certo de que entendi o que a pessoa quer.
56. Quando meu trabalho está satisfatório, não gasto mais tempo tentando melhorá-lo.
57. Quando estou fazendo um trabalho para outra pessoa, me esforço para que ela fique
muito satisfeita com o resultado.
58. Eu procuro formas mais baratas para fazer as coisas.
59. Minhas metas correspondem ao que é importante para mim. 60. Enfrento os problemas
quando eles aparecem, ao invés de ficar antecipando.
61. Penso em diferentes formas de resolver os problemas.
62. Eu demonstro que não discordo de outras pessoas.
63. Faço coisas que são arriscadas.
64. Eu sou muito persuasivo com os outros.
65. Com a finalidade de alcançar meus objetivos, busco soluções que tragam benefícios a
todas as pessoas envolvidas.
66. Eu coordeno a atuação das pessoas que trabalham para mim.
67. Eu tenho um bom controle das minhas finanças.
68. Há ocasiões em que tiro vantagem de alguém.
69. Eu espero para receber ordens dos outros e depois agir.
70. Eu tiro vantagens das oportunidades que surgem.
17

71. Tento várias formas de superar os obstáculos que atrapalham a realização dos meus
objetivos.
72. Procuro diferentes fontes de informação que me ajudem nos meus trabalhos ou projetos.
73. Eu quero que meu negócio seja o melhor do ramo.
74. Não deixo que meu trabalho interfira em minha família ou em minha vida pessoal.
75. A maior parte do dinheiro que eu uso em meu projeto ou trabalho, pego emprestado.
76. Eu tenho uma visão clara do meu futuro.
77. Tenho uma abordagem lógica e sistemática das minhas atividades.
78. Se uma determinada maneira de resolver um problema não dá certo, tento outra.
79. Digo às pessoas o que elas têm que fazer, ainda que elas não queiram fazê-lo.
80. Mantenho-me firme em minhas decisões, mesmo quando outras pessoas discordam de
forma enérgica.
81. Eu não consigo que pessoas com firmes pontos de vista mudem o seu modo de pensar.
82. Eu consigo saber quais pessoas são capazes de me ajudar a alcançar meus objetivos.
83. Quando estou trabalhando com uma data de entrega, verifico regularmente se posso
terminar o trabalho no prazo.
84. Meus projetos incluem questões financeiras.
85. Quando não sei alguma coisa, não tenho problemas em reconhecer.

AUTO-AVALIAÇÃO DO PERFIL DO EMPREENDEDOR

INSTRUÇÕES:
1. Anote as respostas que você deu ao questionário sobre as linhas que ficam acima dos
numerais que se referem a cada questão, Para facilitar a marcação, observe que, embora em
cada linha haja um intervalo entre os numerais correspondentes às afirmações que você
respondeu, esses numerais estão ordenados de forma crescente e consecutiva em cada
coluna vertical,
2. Faça as somas e as subtrações indicadas em cada linha para computar os pontos que você
obteve em cada uma das competências,
3. Some todas as pontuações relativas a cada competência individual para determinar a
pontuação total.
AVALIAÇÃO DAS DECLARAÇÕES SOMA DE PONTOS COMPETÊNCIA

Iniciativa
Busca de oportunidades
Persistência
Busca de informações
Exigência de qualidade
Comprometimento
Eficiência
Estabelecimento de metas
Planejamento sistemático
Persistência na resolução de problemas
Independência
Autoconfiança
Persuasão
Otimização da rede de contatos
Monitoramento
Utilização de recursos financeiros
18

Fator de correção
FOLHA PARA CORRIGIR A PONTUAÇÃO

INSTRUÇÕES

1 .O fator de correção (o total da soma das respostas 1; 34, 51, 68 e 85) é utilizado para
determinar se a pessoa tentou apresentar uma imagem altamente favorável de si mesma.
Se o total desta soma for maior que 20, então o total da pontuação da competência deve
ser corrigido para oferecer uma avaliação mais precisa da pontuação das competências
do indivíduo.
2. Empregue os seguintes números para fazer a correção da pontuação:
Se o total do fator correção for
24 ou 25
22 ou 23
20 ou 21
19 ou menos
diminua o número a seguir da pontuação de cada competência
7
5
3
0

3. Utilize a página seguinte para corrigir a pontuação de cada competência.
FOLHA DE PONTUAÇÃO CORRIGIDA

COMPETÊNCIA Pontuação Original - Fator De Correção = Total Corrigido
Iniciativa

Busca de oportunidades

Persistência

Busca de informações

Exigência de qualidade

Comprometimento

Eficiência

Estabelecimento de metas

Planejamento sistemático

Persistência na resolução de problemas

Independência

Autoconfiança

Persuasão

Otimização da rede de contatos

Monitoramento

Utilização de recursos financeiros
19

CONHEÇA SEU POTENCIAL
Se você foi verdadeiro consigo mesmo ao desenvolver a sua auto-avaliação, apoiando-se
em sua atividade de campo e em sua auto-observação, poderá, neste momento, avaliar seu
"Perfil do potencial de empreendedor" em cada uma das competências analisadas,
conforme os critérios de pontuação abaixo.
• O a 10: BAIXO -Terá que desenvolver ações para atingir seu potencial.
• 11 a 20: MÉDIO -Existe potencial latente, que quando requisitado se manifesta.
• 20 a 25: MÉDIO ALTO -Pode contar. Seu potencial está presente.
• 26 a 30: ALTO –PARABÉNS!.. Essa é sua força.

PERFIL DO POTENCIAL EMPREENDEDOR

Iniciativa

Busca de oportunidades

Persistência

Busca de informações

Exigência de qualidade

Comprometimento

Eficiência

Estabelecimento de metas

Planejamento sistemático

Persistência na resolução de problemas

Independência

Autoconfiança

Persuasão

Otimização da rede de contatos

Monitoramento

Utilização de recursos financeiros

4.2. ATIVIDADE 2: desenvolvendo suas características empreendedoras

Baseado em seu "Perfil do potencial de empreendedor", obtido na atividade anterior,
descreva as ações que poderão ser desenvolvidas por você, para melhorar suas
características a partir de agora, em relação às suas futuras oportunidades de negócios.

5. BIBLIOGRAFIA

Saber empreender. Edição Sebrae
Manual experiências e vivências – metodologia CEFE - Brasil
Empreendedorismo: transformando idéias em negócios. José Carlos Assis Dornelas.
Trabalhar por conta própria. José Augusto Minareli. SEBRAE.

O perfil do profissional do século XXI
20

As grandes transformações que estão acontecendo no mundo cada vez mais exigirão
contínua evolução dos profissionais, para que possam acompanhar as mudanças e gerar
competitividade para seus negócios e empresas.
O cenário em que vivemos hoje sinaliza queda nas margens de lucro das empresas e
acirramento da competição. Por isso, apenas empresas e profissionais competitivos terão
espaço no mundo dos negócios.
O mercado exigirá profissionais com os seguintes conhecimentos e habilidades:
• Domínio de informática - com o surgimento da agricultura de precisão e da
automação industrial, torna-se indispensável o domínio das ferramentas de informática para
que se possa operar com eficiência essas novas tecnologias;
• Domínio de idiomas - com a globalização da economia, o mundo hoje se comunica
basicamente através do inglês. Por isso, negociações, acesso a novas tecnologias e
participação em congressos internacionais são de suma importância para lincar o
profissional ao mercado. A ausência do conhecimento do idioma tem sido fator
eliminatório nas contratações das empresas;
• Capacidade de desaprender - a evolução exige que o profissional tenha uma
capacidade de deletar da memória antigos conceitos e velhas tecnologias, para que esses
espaços possam ser preenchidos com conceitos modernos de gestão e novas tecnologias.
Aquele que não adquirir essa habilidade terá uma obsolescência rápida e deixará de ser
válido para as organizações;
• Visão sistêmica - os desafios das empresas em um cenário de mercado competitivo
exigirão que os profissionais entendam profundamente os negócios e que conheçam
sistemicamente suas empresas, para que se tenha o domínio do negócio e o conhecimento
da "anatomia" dos resultados;
• "Empreendedorismo" - as empresas estão demandando profissionais dinâmicos que
têm coragem de correr riscos e também que não têm medo de cometer erros, que criem
novos empreendimentos e alavanquem o crescimento da companhia:
• Liderança - a presença de líderes nas empresas tem demanda crescente, pois líderes
agregadores e dinâmicos motivam equipes de trabalho e desenvolvem um espírito
colaborativo na busca dos resultados:
• Comunicação - vivemos em uma era em que a comunicação é fator altamente
relevante para o sucesso dos profissionais. Quem não tem essa habilidade, necessita
urgentemente trabalhá-la e desenvolvê-la para que perante os clientes, fornecedores e
colegas de trabalho possa ter uma atuação importante, expressando claramente suas
opiniões e propósitos;
• Criatividade - com a rapidez das transformações dos negócios, as empresas
precisam de profissionais criativos que tenham capacidade de desenvolver soluções simples
e rápidas, além de criar novos rumos e alternativas em prol de uma maior competitividade
da companhia:
• Espírito de equipe - uma empresa só se torna vencedora quando tem um time unido
e determinado. Espírito de equipe é alcançado quando o profissional tem a visão de que o
sucesso de todos será também o seu e que, quando a empresa se desenvolve
conseqüentemente seus horizontes se ampliam e suas alternativas se multiplicam.
• Humildade - esta característica é extremamente relevante para o profissional ter
sucesso. Normalmente pessoas humildes têm postura agregadora, são queridas pelos
21

colegas e encaram as vitórias com naturalidade, criando dentro da organização um
ambiente harmônico e positivo;
• Versatilidade - as mudanças muito rápidas requerem do profissional alta capacidade
de adaptação a diferentes cenários. Esta habilidade aumenta o leque de alternativas de áreas
em que o profissional pode ser aproveitado, criando para ele uma maior valorização perante
o mercado;
• Equilíbrio entre qualidade de vida e trabalho - o profissional de sucesso tem que
saber harmonizar o volume de trabalho com sua qualidade de vida em relação a
convivência familiar, lazer e saúde. O desequilíbrio dessa equação promove desajustes,
prejudicando significativamente a performance no trabalho e, conseqüentemente, sua
qualidade de vida. São raros os profissionais que conseguem atingir este equilíbrio;
• Foco do cliente - as empresas que vêm alcançando sucesso são aquelas que
conseguem encantar seus clientes. Por isso, é muito importante que os profissionais saibam
colocar o "chapéu" do cliente e enxergar quais são os seus anseios na relação com a
empresa. Pensando assim, os profissionais poderão agir de uma forma tal que satisfaça e
encante seus clientes.

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