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MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE GESTÃO ESTRATÉGICA E PARTICIPATIVA RELATÓRIO DE GESTÃO SGEP/MS EXERCÍCIO 2010

MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE GESTÃO ESTRATÉGICA E PARTICIPATIVA

RELATÓRIO DE GESTÃO SGEP/MS EXERCÍCIO 2010

Brasília, 30 de dezembro de 2010

MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE GESTÃO ESTRATÉGICA E PARTICIPATIVA Relatório de Gestão do exercício de

MINISTÉRIO DA SAÚDE

SECRETARIA DE GESTÃO ESTRATÉGICA E PARTICIPATIVA

Relatório de Gestão do exercício de 2010

Relatório de Gestão do exercício de 2010 apresentado aos órgãos de controle interno e externo como prestação de contas anual a que esta Unidade está obrigada nos termos do art. 70 da Constituição Federal, elaborado de acordo com as disposições da IN TCU nº 63/2010, da DN TCU nº 107/2010, da Portaria TCU nº 277/2010 e das orientações do órgão de controle interno, da Portaria CGU 2546/2010;

Relatório de Gestão Individual

Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa

Brasília, 31 de dezembro de 2010

MINISTÉRIO DA SAÚDE Ministro de Estado - José Gomes Temporão

SECRETARIA DE GESTÃO ESTRATÉGICA E PARTICIPATIVA Secretário - Antônio Alves de Souza

GABINETE DA SGEP Chefe - Maria Natividade Gomes da Silva Teixeira Santana COORDENAÇÃO GERAL DE PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO DA SGEP Coordenador Geral - Jomilton Costa Souza

DEPARTAMENTO NACIONAL DE AUDITORIA DO SUS Diretor Luiz Carlos Bolzan

DEPARTAMENTO DE OUVIDORIA-GERAL DO SUS Diretor Adalberto Fulgêncio dos Santos Júnior

DEPARTAMENTO DE APOIO A GESTÃO PARTICIPATIVA Diretora - Ana Maria Costa

DEPARTAMENTO DE MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO DA GESTÃO DO SUS Diretor - André Bonifácio Carvalho

SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO

5

1.IDENTIFICAÇÃO DA UJ

8

2.Planejamento e gestão Orçamentária e financeira da UJ

11

2.1.Competência institucional

11

2.2.Estratégia de Atuação frente às responsabilidades institucionais

13

2.2.1.Análise do Plano Estratégico da SGEP

13

2.2.2.Plano de Ação da SGEP

15

2.2.2.1. Plano de Ação GAB/SGEP

16

2.2.2.2. Plano de Ação CGPLAN/GAB/SGEP

26

2.2.2.3. Plano de Ação do DAGEP/SGEP

31

2.2.2.4. Plano de Ação do DOGES/SGEP

46

2.2.2.5.Plano de Ação do DEMAGS/SGEP

70

2.2.2.6.Plano de Ação do DENASUS/SGEP

142

2.3.Programas e Ações sob Responsabilidade Institucional da SGEP

162

2.4.Desempenho Operacional

172

3.Reconhecimento de Passivos

176

4.Pagamentos e Cancelamentos de Resto a Pagar

176

5.Recursos de Gestão de Pessoas

176

6.Transferências efetuadas no exercício

228

7.Não se aplica

228

8. Informações das declarações de bens e rendas

228

9. Informações do sistema de controle Interno

229

10 a 14. Não se aplica

231

15. Informações sobre providências adotadas para atender os Acórdãos do TCU

232

B.Informações Contábeis da Gestão

237

APRESENTAÇÃO

Este Relatório foi elaborado em conformidade com a Instrução Normativa TCU nº 63/2010, Decisão Normativa - TCU nº 107/2010 e Portaria TCU Nº 277/2010. Relata as atividades e

realizações efetivadas no decorrer de 2010, registrando e sistematizando os processos de trabalho adotados no tocante às atribuições e responsabilidades da Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa (SGEP).

O Relatório de Gestão 2010 da SGEP é um documento que expressa às ações

realizadas no execício, cotejadas ao planejado, e aponta novos desafios por meio das análises processuais. Em última instância, qualifica a gestão das políticas públicas visando à eficiência, eficácia e efetividade das ações planejadas para configurar a Missão da Secretaria. As metas analisadas versam sobre os resultados provenientes da implementação dos

Programas, Ações, Subações, Tarefas e Atividades da SGEP, distribuídos à responsabilidade dos quatro Departamentos que a compõe: Departamento de Apoio a Gestão Participativa (DAGEP), Departamento Nacional de Auditoria do SUS (DENASUS), Departamento de Ouvidoria-Geral do SUS (DOGES), Departamento de Monitoramento e Avaliação da Gestão do SUS (DEMAGS), e do Gabinete composto da Coordenação Geral de Planejamento e Orçamento, Divisão Técnica e Administrativa, Chefia de Gabinete e Assessoria do Secretário, e incluem demonstrativos quantitativos e qualitativos, físicos e valores financeiros referentes às ações desenvolvidas. Envolve, portanto, o realizado no âmbito da própria Secretaria, quanto às ações realizadas de forma descentralizada. Secundariamente, o objetivo desse Relatório é também conferir maior transparência em relação aos processos e resultados da aplicação dos recursos públicos federais, além de facilitar e socializar a prestação de contas à sociedade, permitindo difundir o que foi realizado, analisando os processos e apresentando os recursos aplicados. Este documento possui entre outros objetivos constituir subsídios para implementar as ações da SGEP, de forma a contribuir com o incremento das atividades desenvolvidas, apresentação dos resultados e maior resolutividade das ações visando subsidiar o processo de avaliação dos resultados alcançados, conforme as metas estabelecidas no PPA 2008-2011, e contribuir para o planejamento estratégico das atividades do ano de 2011. Neste ano o grande destaque continuou sendo a implementação da Política Nacional de Gestão Estratégica e Participativa no SUS (ParticipaSUS). Será apresentado os avanços e o compartilhamento das experiências vivenciadas em sua implementação em diferentes lugares do Brasil, graças ao esforço de gestores, prestadores, trabalhadores e usuários do SUS, e à compreensão de que a democracia e a participação popular são conquistas do povo brasileiro que precisam ser fortalecidas e revitalizadas em todos os momentos de nossas vidas.

A SGEP trabalha tendo como meta assegurar, no dia a dia da gestão do SUS, o

princípio doutrinário da participação da comunidade, previsto na Constituição Federal de 1988, não é

tarefa fácil e bem compreendida por muitos gestores. Muito já se avançou em vinte e dois anos, mas precisamos continuar acreditando que é possível radicalizar na sua efetivação como prática que fortalece o SUS para consolidá-lo como a maior política de inclusão social do Brasil e patrimônio sócio cultural e imaterial dos brasileiros, das brasileiras e da humanidade. Orientando as ações de governo na promoção e no aperfeiçoamento da gestão democrática no âmbito do Sistema Único de Saúde, a Secretaria tem como um de seus focos de atuação a promoção de debates envolvendo a participação, o protagonismo popular e o controle social em saúde, o papel do Estado na formulação e implementação de políticas públicas, democracia, ética, transparência e intersetorialidade, entre outros assuntos relacionados à qualificação e ao fortalecimento da gestão participativa no SUS. O Programa Mais Saúde agenda prioritária e estratégica do Ministério da Saúde coloca, também, para a Secretaria, o compromisso com objetivos estratégicos, correlacionados a metas que foram contratualizadas e com responsabilização da SGEP que tem como missão, contribuir para a melhoria dos processos de qualificação da gestão do SUS, e da capacidade do setor da saúde no atendimento à diversidade da população brasileira. Ressaltamos a realização da I F eir a N a c i o na l d e G es t ã o E s t r a t ég i ca e P a r t ici p a t i va ( FENAGEP) e da I Mostra Nacional de Experiências Exitosas em Gestão Estratégica e Participativa no SUS (EXPOGEP) que aconteceu em Brasília/DF no período de 30 de junho a 04 de julho por meio de esforço coletivo empreendido pelos membros da SGEP.

A realização da I FENAGEP viabilizou um espaço democrático de compartilhamento de experiências e práticas relativas ao processo de implementação da ParticipaSUS, possibilitando o intercâmbio entre experiências exitosas em gestão estratégica e participativa consonantes com os princípios do SUS e com a Política ParticipaSUS em seus componentes: Auditoria, Ouvidoria, Monitoramento e Avaliação da Gestão do SUS, Gestão Participativa e o Controle Social.

No período de 01 de dezembro a 04 de dezembro houve a realização da I Conferência Mundial sobre o Desenvolvimento de Sistemas Universais de Seguridade Social, em parceria com o Conselho Nacional de Saúde e os Ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, da Previdência Social e do Trabalho e Emprego.

Com objetivo de fortalecer os sistemas universais existentes através do intercâmbio de experiências, conquistas e desafios ou obstáculos comuns estimulando outros países, governos e sociedades a adotarem sistemas universais, integrais e equitativos como uma alternativa válida, ética e factível no processo de reformas nacionais e nos processos de integração regionais, buscando a produção de bens públicos, possibilitou estimular outros países, governos e sociedades a adotarem sistemas universais, integrais e equitativos como uma alternativa válida, ética e factível no processo de reformas nacionais e nos processos de integração regionais, buscando a produção de bens públicos.

A ParticipaSUS vem promovendo à progressiva descentralização das

responsabilidades pela execução das ações de saúde e pelo uso dos recursos financeiros consolidando

a competência na execução dos processos de Gestão Estratégica e Participativa do Sistema, por meio

das Portarias nº 3060/2007, 2588/2008, 2344/2009, 3251/2009, 3329/2010 e 3997/2010, apresentando

uma nova forma de transferência de recursos, superando a fragmentação do financiamento do SUS, no

Bloco de Gestão do Pacto pela Saúde.

Destaque também nos processos de capacitação continua de conselheiros e de

lideranças sociais na temática da saúde em todo o Brasil.

Ressaltamos todo esforço empreendido por toda a equipe do Apoio Integrado -

ParticipaSUS junto aos estados/DF e municípios com objetivo de qualificar as ações de cooperação da

SGEP, e buscando promover a implementação da Política ParticipaSUS.

No decorrer do processo de planejamento e monitoramento das ações, a Coordenação

Geral de Planejamento e Orçamento - CGPLAN construiu espaços/canais de discussão e diálogo, entre

todos os gestores e técnicos da SGEP, com objetivo de convergir os esforços de produção de dados e

informações de modo a permitir a visão integrada no que concerne aos aspectos da gestão a serem

avaliadas.

Jomilton Costa Souza Coordenador Geral de Planejamento e Orçamento da SGEP

1. Identificação da Unidade Jurisdicionada(UJ)

 

Poder e Órgão de vinculação

 

Poder: Executivo Órgão de Vinculação: Órgão específico singular do Ministério da Saúde

Código SIORG: 000304

 
 

Identificação da Unidade Jurisdicionada

 

Denominação completa: Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa Denominação abreviada: SGEP

 

Código SIORG: 000304

Código LOA: 36000

Código SIAFI: 250009

Situação: ativa Natureza Jurídica: Órgão da Administração Pública Direta do Poder Executivo

 

Principal Atividade: Administração Pública em Geral

Código CNAE: não se aplica

Telefones/Fax de

(061) 3315-3616 e

(061) 3315-2512

/

(061) 3321-1935

contato:

Endereço eletrônico: gestãoparticipativa@saude.gov.br Página da Internet: http://www.saude.gov.br/sgep Endereço Postal: Esplanada dos Ministérios bloco G Ed. Sede 4º andar Gabinete

Normas relacionadas à Unidade Jurisdicionada Normas de criação e alteração da Unidade Jurisdicionada

 

Criação: Decreto n.º 5.841, de 13 de julho de 2006/ Alteração: Decreto nº5.974 de 29 de novembro de 2006, Decreto nº 6860, de 27 de maio de 2009 e Decreto nº 7.336 de 19 de outubro de 2010.

Outras normas infralegais relacionadas à gestão e estrutura da Unidade Jurisdicionada

Portaria 3027/2007 Política Nacional de Gestão Estratégica e Participativa

 

Manuais e publicações relacionadas às atividades da Unidade Jurisdicionada

 

Unidades Gestoras e Gestões relacionadas à Unidade Jurisdicionada Unidades Gestoras relacionadas à Unidade Jurisdicionada

 

Código SIAFI 257001

Nome Fundo Nacional de Saúde

 

Gestões relacionadas à Unidade Jurisdicionada

 

Código SIAFI não se aplica

Nome não se aplica

 

Relacionamento entre Unidades Gestoras e Gestões

 

Código SIAFI da Unidade Gestora não se aplica

Código SIAFI da Gestão não se aplica

INTRODUÇÃO

As especificidades da área da saúde no Brasil fazem com que o debate acerca da função, do vínculo, dos resultados e das finalidades da implantação de toda e qualquer ação seja efetivada com base nos princípios e diretrizes do SUS, com ênfase na universalidade, equidade, integralidade, descentralização, hierarquização, regionalização e participação popular, que devem ser discutidos e incorporados na formulação de políticas dessa natureza.

Para a consolidação do SUS, a formulação da política de saúde deve emergir dos espaços onde acontece a aproximação entre a construção da gestão descentralizada, o desenvolvimento da atenção integral à saúde e o fortalecimento da participação popular, com poder deliberativo.

A implementação da Política Nacional de Gestão Estratégica e Participativa no SUS ParticipaSUS está possibilitando ampliar a definição e o entendimento de uma gestão estratégica e participativa reafirmando-se em um conjunto de atividades voltadas ao aprimoramento da gestão do SUS, visando maior eficácia, eficiência e efetividade, por meio de ações que incluem o Apoio ao Controle Social (a educação popular, a mobilização social, a busca da equidade), o Monitoramento e Avaliação da Gestão, a Ouvidoria, a Auditoria e a Gestão da Ética nos serviços públicos de saúde. orientando as ações de governo para a promoção e o aperfeiçoamento da gestão democrática, por meio de um referencial conceitual e estratégico formulado para atuação com integração coletiva, operacionalizada por meio da participação popular no processo de qualificação da gestão e do controle social.

Outra conquista neste exercício foi a publicação das Portarias nº 3329 e 3997/2010 de 01/11/2010 e 16/12/2010, respectivamente, que regulamentou as novas condições para transferência de recursos financeiros, com vistas à implantação da ParticipaSUS inseridos no Componente para a Qualificação da Gestão do SUS do Bloco de Gestão do Sistema Único de Saúde, no que diz respeito às ações de auditoria, monitoramento e avaliação da gestão do SUS, ouvidoria, participação e controle social no SUS.

As transferências dos recursos serão automáticas, tendo em vista a já comprovação à SGEP da inserção das ações da ParticipaSUS nos respectivos Planos de Saúde, referentes as Portarias 2344 de 2009 e 3251 de 2009. As ações foram deenvolvidas por meio de seus Departamentos e do Gabinete, estas estruturas representaram áreas de atuação complementar, atuando de forma integrada, com maior racionalidade e ganho de eficácia, evitando duplicidade de ações ou conflito de competências. São elas: I - Apoiar os conselhos de saúde, as conferências de saúde e os movimentos sociais que atuam no campo da saúde, com vistas ao seu fortalecimento para que os mesmos possam exercer plenamente os seus papéis; II - Apoiar o processo de formação dos conselheiros; III - Estimular a participação e avaliação dos cidadãos nos serviços de saúde; IV - Apoiar os processos de educação popular em saúde,

para ampliar e qualificar a participação social no SUS; V - Apoiar a implantação e implementação de

ouvidorias nos estados, Distrito Federal e municípios, com vistas ao fortalecimento da gestão estratégica do SUS; VI - Apoiar o processo de mobilização social e institucional em defesa do SUS e na discussão do pacto; VII Apoiar os sistemas de auditoria estaduais, Distrito Federal e municipais; e

VIII Apoiar as ações de monitoramento e avaliação da gestão do SUS.

De maneira geral, observou-se um avanço na implantação da ParticipaSUS nos estados, apesar da permanência de entraves que se verificam na estrutura e contexto político da gestão estadual do SUS, na organização e níveis de adesão das Secrtarias Estaduais de Saúde - SES ou alguns de seus setores.

Mas também foram evidenciadas inovações e propostas como a criação de núcleos de gestão estratégica e participativa nos estados que pudessem agregar várias áreas da gestão e oportunidades para incrementar o papel protagonista da gestão estadual à Política ParticipaSUS.

A riqueza dos relatos das vivências por parte dos estados, Distrito Federal e

municípios reafirmou as diferenças da situação nos estados e regiões, a necessidade dos componentes da ParticipaSUS articularem-se mais contribuindo para a integração dessas áreas nos estados e ampliar a discussão e interlocução para os sujeitos sociais (Conselhos de Saúde, Sociedade Organizada e Movimentos Sociais), envolvendo outras áreas das SES como a Atenção Básica.

No que se refere ao Programa Mais Saúde, as ações e metas da SGEP foram reforçadas e reformuladas a fim de contribuir com a melhoria dos processos de qualificação da gestão do SUS, e da capacidade do setor da saúde no atendimento à diversidade da população brasileira, contribuindo com a correção das iniquidades historicamente observadas no setor saúde.

A SGEP, em cumprimento à meta institucional de fortalecimento e apoio aos

Conselhos de Saúde, vem apoiando a implementação do Programa de Inclusão Digital - PID que tem como objetivo contribuir para que os conselheiros de saúde se apropriem de informações e adquiram habilidades para comunicação digital indispensáveis ao exercício do controle social.

Na perspectiva de dotar os conselhos de saúde de infra-estrutura e apoio logístico para

exercer seu papel no controle social, a SGEP adquiriu e distribuiu computadores para todos os Conselhos de Saúde do Brasil, totalizando 5.565 Conselhos Municipais de Saúde, 26 Conselhos Estaduais de Saúde e o Conselho do Distrito Federal e laptops a todos os conselheiros nacionais do

Conselho Nacional de Saúde, impressoras laser, estabilizadores de voltagem, antena parabólica, web

can, televisão e dvd. Quanto à Formação dos Conselheiros em relação a inclusão digital, a SGEP tem

se pautado na Política Nacional para Educação Permanente para o controle social, aprovada pelo

Conselho Nacional de Saúde - CNS. A SGEP firmou convênio com a Fundação Osvaldo Cruz - Fiocruz para realização de cursos de Comunicação e Informação na modalidade presencial aos conselheiros estaduais por região, coordenadores de plenárias e conselheiros nacionais.

Resultado positivo tem sido alcançado por meio da capacitação contínua de conselheiros e de lideranças sociais na temática da saúde em todo o Brasil. Em 2010 foi finalizado o Projeto de Formação dos Conselheiros, pautado nas diretrizes da Política Nacional de Educação Permanente para o controle social, em parceria com a Fundação Osvaldo Cruz - Fiocruz tendo realizado de cursos de Comunicação e Informação na modalidade presencial e Ensino à Distância EAD, aos conselheiros estaduais/distritais/municipais por região, coordenadores de plenárias e conselheiros nacionais/distritais/municipais para mais de 6.000 pessoas.

A criação da SGEP representou ousada inovação no desenvolvimento dos processos

participativos e aperfeiçoamento da democracia do Estado. A SGEP tem a responsabilidade de acelerar e aperfeiçoar a implementação das práticas de gestão estratégica e participativa nas três esferas de gestão do SUS.

É proposta inadiável renovar o compromisso com as diretrizes e princípios do SUS,

refletir sobre modelos de atenção que potencializam a transformação das práticas; considerar o planejamento e a programação como instrumentos indispensáveis de gestão; incorporar a importância do financiamento e do controle, monitoramento e avaliação, auditoria, participação e controle social, ouvidoria e a integração entre estes componentes.

2. Planejamento e gestão orçamentária e financeira da UJ 2.1 Responsabilidades institucionais da SGEP

2.1.1.Competência Institucional

À Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa compete:

I. Formular e implementar a política de gestão democrática e participativa do SUS e fortalecer a participação social;

II. Articular as ações do Ministério da Saúde, referentes à gestão estratégica e participativa, com os diversos setores, governamentais e não-governamentais, relacionados com os condicionantes e determinantes da saúde;

III. Apoiar o processo de controle social do SUS, para o fortalecimento da ação dos conselhos de saúde;

IV. Promover, em parceria com o Conselho Nacional de Saúde, a realização das Conferências de Saúde e das Plenárias dos Conselhos de Saúde, com o apoio dos demais órgãos do Ministério da Saúde;

V. Incentivar e apoiar, inclusive nos aspectos financeiros e técnicos, as instâncias estaduais, municipais e do Distrito Federal, para o processo de elaboração e execução da política de educação permanente para o controle social no SUS;

VI.

Apoiar estratégias para mobilização social, pelo direito à saúde e em defesa do SUS, promovendo a participação popular na formulação e avaliação das políticas públicas de saúde;

VII.

Contribuir para a equidade, apoiando e articulando grupos sociais que demandam políticas específicas de saúde;

VIII.

Promover a participação efetiva dos gestores, trabalhadores e usuários na eleição de prioridades

e

no processo de tomada de decisões na gestão do SUS;

IX.

Formular e coordenar a Política de Monitoramento e Avaliação da Gestão do SUS, por meio da análise de seu desenvolvimento, da identificação e disseminação de experiências inovadoras, produzindo subsídios para a tomada de decisões e a organização dos serviços;

X.

Formular e coordenar a Política de Ouvidoria para o SUS, implementando sua descentralização

e

cooperação com entidades de defesa de direitos do cidadão;

XI.

Realizar auditorias e fiscalizações no âmbito do SUS e coordenar a implantação do Sistema Nacional de Auditoria do SUS, nas três esferas de Governo;

XII.

Promover, em parceria com a Secretaria-Executiva do Conselho Nacional de Saúde, a articulação dos órgãos do Ministério da Saúde com o Conselho Nacional de Saúde;

XIII.

Apoiar administrativa e financeiramente a Secretaria-Executiva do Conselho Nacional de Saúde;

XIV.

Fomentar a realização de estudos e pesquisas, por meio de acordos de cooperação com entidades governamentais e não-governamentais, que contribuam para o desenvolvimento do SUS e da reforma sanitária brasileira; e

XV.

Estabelecer mecanismos para a gestão da ética, com enfoque na conformidade de conduta como instrumento de sustentabilidade e melhoria da gestão pública do SUS, bem como acompanhar sua implementação no âmbito do Ministério da Saúde.

2.1.2.Objetivos Estratégicos

O Decreto n.º 6.860 de 27/05/2009, sem alterar as competências da Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa e a Portaria nº. 3027 de 26 de novembro de 2006 veio fortalecer seu cenário político-institucional que são:

Reafirmar os pressupostos da Reforma Sanitária quanto ao direito universal à saúde como responsabilidade do Estado, como Universalidade, Equidade, Integralidade e Participação Social.fortalecer seu cenário político-institucional que são: Valorizar os diferentes mecanismos de participação popular

Valorizar os diferentes mecanismos de participação popular e de controle social nos processos de gestão do SUS, especialmente os Conselhos e as Conferências de Saúde, garantindo sua consolidação como política de inclusão social e conquista popular.à saúde como responsabilidade do Estado, como Universalidade, Equidade, Integralidade e Participação Social. 12

Promover a inclusão social de populações específicas, visando a equidade no exercício do direito à saúde.Afirmar o protagonismo da população na luta por saúde, a partir da ampliação de espaços

Afirmar o protagonismo da população na luta por saúde, a partir da ampliação de espaços públicos de debates e construção de saberes.visando a equidade no exercício do direito à saúde. Integrar e promover a interação das ações

Integrar e promover a interação das ações de auditoria, ouvidoria, monitoramento e avaliação com o controle social, entendidos como medidas para o aprimoramento da gestão do SUS nas três esferas de governo.de espaços públicos de debates e construção de saberes. Ampliar os espaços de ausculta da sociedade

Ampliar os espaços de ausculta da sociedade em relação ao SUS, articulando-os com a gestão do sistema e a formulação de políticas públicas de saúde.da gestão do SUS nas três esferas de governo. Articular com as demais áreas do Ministério

Articular com as demais áreas do Ministério da Saúde na implantação de mecanismos de avaliação continuada da eficácia e efetividade da gestão do SUS.sistema e a formulação de políticas públicas de saúde. Articular as ações referentes à gestão estratégica

Articular as ações referentes à gestão estratégica e participativa desenvolvidas pelo Ministério da Saúde, com os diversos setores, governamentais e não-governamentais, relacionados com os condicionantes e determinantes da saúde.continuada da eficácia e efetividade da gestão do SUS. Fortalecer as formas coletivas de participação e

Fortalecer as formas coletivas de participação e solução de demandas.com os condicionantes e determinantes da saúde. 2.2. Estratégia de Atuação frente às responsabilidades

2.2. Estratégia de Atuação frente às responsabilidades institucionais

2.2.1. Análise do Plano estratégico da SGEP O processo de planejamento anual iniciado pela SGEP, em 2010, por meio da Coordenação Geral de Planejamento e Orçamento (CGPLAN), tem como foco principal permitir uma melhora na realização dos trabalhos, além de explicitar os objetivos e compromissos compartilhados entre os departamentos que compõem a Secretaria. A SGEP vem dando continuidade aos trabalhos realizados até o presente momento com a intenção de atribuir ainda mais eficiência às suas ações. Assim, o Programação Anual de Saúde torna-se um instrumento de gestão, de conhecimento e de estratégias de planejamento que possibilita a sistematização permanente de monitoramento e avaliação das ações governamentais. Este processo de planejamento da Secretaria segue as grandes linhas de atuação da SGEP. Este planejamento busca pactuar diretrizes e estratégias gerais para o enfrentamento dos desafios apresentados, além disso, visa contribuir para uma gestão mais qualificada, resolutiva, integrada e participativa na busca de uma gestão estratégica. Alvos Institucionais

Conselhos de Saúde Estaduais, Distrito Federal e Municipais;

Conselho Nacional de Saúde;

Gestores e profissionais de saúde;

Secretarias Estaduais, Distrito Federal e Municipais de Saúde;

Entidades não governamentais e sociedade organizada;

Movimentos Sociais e Sindicais

Segmentos

Instâncias organizadas de representação social;

Secretaria Executiva, CONASEMS, CONASS, Ministério Público, FNS, Secretarias do

Ministério da Saúde, ANVISA, ANS, FNS, ANVISA, FUNASA, ANS, ONG,

Universidades Federais e Estaduais, Institutos de Pesquisa, Fiocruz, Órgãos de Controle Interno e Externo CGU e TCU.

Modalidade de Ação

Fortalecimento da representatividade do controle social do SUS;

Capacitação de Conselheiros, capacitação em educação popular em saúde;

Capacitação de lideranças dos movimentos sociais;

Capacitação de gestores e profissionais de saúde;

Difundir a Carta de Direitos dos Usuários da Saúde;

Produção de materiais sobre direito à saúde;

Realização da Conferência Nacional de Saúde e acompanhamento de conferências estaduais e municipais de saúde;

Apoio e desenvolvimento de estruturas de ouvidorias de saúde nas demais instâncias do SUS;

Auditar e fiscalizar a gestão do Sistema Único de Saúde nos níveis estadual e municipal;

Desenvolver instrumentos e iniciativas que qualifiquem o processo de monitoramento e avaliação da gestão no âmbito do SUS;

Informação para Gestão de Saúde;

Contribuir para a melhoria da comunicação e informação dos conselheiros entre si e com a sociedade;

Realização de eventos macrorregionais.

Modalidade de Atuação

Transferência fundo a fundo;

Celebração de convênios, Termos de Cooperação Simplificado e Portarias;

Parcerias Federativas;

Parcerias Institucionais;

Visitas “in loco”.

Dando continuidade às ações estruturantes da SGEP, pode-se afirmar que as realizações de 2010 foram conduzidas num ambiente que contou com os seguintes fatores Favoráveis: (1) Implementação da ParticipaSUS; (2) Desenvolvimento de ações integradas com os componentes estaduais e municipais de auditoria, favorecendo o apoio e implementação de 200 áreas referentes à Auditoria Nacional, Estaduais, Distrito Federal e Municipais, sendo encerradas 1.562 auditorias; (3) Apoio implantação de áreas (Federal, Estaduais/DF e

Municipais) de Monitoramento e Avaliação da Gestão do SUS favorecendo a implantação de 192 áreas de monitoramento e avaliação, atingindo em 100% a meta programada para 2010. Vale destacar que, para tanto, se tornou imprescindível a construção de espaços/canais de discussão e diálogo, nos quais possibilitou a sua articulação favorecendo a implantação de 35 componentes de monitoramento e avaliação, alcançando 100% da meta definida no PPA; (4) Apoio à implantação e à implementação de Ouvidorias do SUS em nível Federal, Estaduais/Distrito Federal e municípios estratégicos foram apoiados 228 entes federados; (5) Viabilização de 9.967.269 milhões de informações à população, por meio da Ouvidoria, para a disseminação de informações em saúde, e realização de 9.706.710 de atendimentos via disque saúde, considerando todos os canais de acesso (correspondência, correspondência eletrônica, 0800 e outros); (6) Capacitação contínua de conselheiros e de lideranças sociais na temática da saúde em todo o Brasil. Foram capacitadas 50.147 pessoas; (7) Ampliação e o fortalecimento da participação e mobilização social em defesa do SUS, por meio da realização de 48 eventos, bem como para a Promoção da equidade em saúde de populações em condições de vulnerabilidade e iniquidades, foram implantadas 21 instâncias de Promoção da Equidade estaduais; (8) Intensificação de ações de inclusão dos Quilombos no SUS; e (9) No processo de continuidade do Programa de Inclusão Digital (PID) nas suas três dimensões (Capacitação de conselheiros, conectividade e infra-estrutura dos Conselhos de Saúde) a SGEP adquiriu e distribuiu equipamentos para todos os Conselhos do Brasil, totalizando 5.591. Disponibilizou 1500 TV LCD 32”, antena parabólica e decodificador do canal saúde aos conselhos de saúde. A parceria com a Oi permitirá a instalação dos decodificadores nos conselhos, para a exibição diária do Canal Saúde. Desfavoráveis:(1) Limitações orçamentárias, escassez de recursos humanos e vínculos de trabalho precários.

2.2.2. Plano de Ação da Secretaria de Gestão Estratégica e Participatica

A SGEP é composta por quatro departamentos: Departamento de Apoio à Gestão Participativa - DAGEP, Departamento Nacional de Auditoria do SUS - DENASUS , Departamento de Ouvidoria-Geral do SUS - DOGES e Departamento de Monitoramento e Avaliação da Gestão do SUS - DEMAGS , e um Gabinete composto da Coordenação Geral de Planejamento e Orçamento, Divisão Técnica e Administrativa, Chefia de Gabinete e Assessoria do Secretário. O Plano de Ação da Secretaria é pautado de acordo com quatro grandes eixos que norteiam a implementação da ParticipaSUS: (1) Educação Permanente para qualificação da Gestão Estratégica e Participativa no SUS; (2) Fortalecimento da gestão do conhecimento, promovendo estudos, pesquisas e divulgação de experiências, práticas e conteúdos da Política ParticipaSUS; (3) Fortalecimento de mecanismos de gestão Estratégica e participativa e (4) Apoio técnico e político aos estados, Distrito Federal e municípios para implementação da Política Nacional de Gestão Estratégica e Participativa. Foram apresentados os planos de ação implementados pela SGEP, por meio do Gabinete da SGEP e seus quatro Departamentos.

2.2.2.1. Plano de Ação do Gabinete da Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa

Programa de Inclusão Digital para os Conselhos Estaduais, Distrito Federal e Municipais de Saúde Ação 8705- Fortalecimento do Controle Social/SGEP

O Programa de Inclusão Digital (PID) dos Conselhos de Saúde é resultado de

demanda das Conferências Nacionais de Saúde especialmente as 10ª, 11ª e 12ª Conferência Nacional de Saúde que discutiu a importância da Comunicação e Informação em Saúde para o controle social e a necessidade do Conselho Nacional de Saúde definir estratégias, para elaboração e implementação de políticas articuladas de comunicação e informação em saúde na perspectiva de dar maior visibilidade às diretrizes do SUS, à política de saúde, às ações e à utilização de recursos, no sentido de ampliar a participação e o controle social, e deliberou sobre “a necessidade de realização da informatização dos conselhos de saúde, com aquisição de computadores pelo Ministério da Saúde para todos os conselhos de saúde, ficando à responsabilidade de cada município propiciar a infraestrutura dos conselhos.”

O Programa está fundamentado também na Política de Educação Permanente para o Controle Social aprovada pelo Conselho Nacional de Saúde em 2007 especialmente o Eixo Estruturante V que trata da Informação e Comunicação em Saúde reafirmando a importância de viabilizar estratégias de comunicação e informação com vistas ao fortalecimento do controle social e organização em rede para divulgação de experiências locais.

A Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa SGEP, órgão do Ministério da

Saúde, em cumprimento aos princípios e diretrizes da sua Política Nacional de Gestão Estratégica e Participativa no SUS ParticipaSUS, em especial os princípios que tratam diretamente o controle

social busca materializar/efetivar o Programa em parceria com o Conselho Nacional de Saúde.

O PID tem como objetivo contribuir para que os conselheiros de saúde se apropriem de informações e adquiram habilidades para comunicação digital indispensáveis ao exercício do controle social e estabelecer rede de intercâmbio entre os conselhos de saúde. O Programa prevê três componentes: equipamentos, formação de conselheiros e conectividade.

No componente equipamento, a SGEP adquiriu e disponibilizou no período de 2007 a 2010, computadores, impressoras e estabilizadores ou nobreaks para todos os conselhos de saúde do Brasil, de 5.565 conselhos municipais de saúde, 26 conselhos estaduais de saúde e o conselho do Distrito Federal totalizando 5.591 conjuntos com seja, 16.683 equipamentos.

Em 2010 a SGEP disponibilizou 1500 kits canal saúde aos conselhos de saúde, que consiste em TV LCD 32”, antena parabólica e decodificador. As antenas e decodificadores são resultado de parceria com a OI Anatel que tem como responsabilidade, como contrapartida pela concessão de TV por assinatura, instalação do kit canal saúde em todos os conselhos de saúde que atenderam aos critérios estabelecidos pelo Comitê Nacional do PID e que foram validados pelo GT de acompanhamento do PID dos estados, disponibilizar Canal saúde para 100% dos assinantes. Os

equipamentos são destinados para uso exclusivo dos conselhos de saúde constituindo-se como patrimônio permanente dos mesmos. A SGEP tem como meta para 2011 disponibilizar webcam para

todos os conselhos de saúde, e aparelhos de fax para as regiões Norte e Nordeste, TV para os 4.118

conselhos de saúde não contemplados na primeira etapa.

No que diz respeito ao componente conectividade, a SGEP está desenvolvendo um trabalho articulado com o Ministério das Comunicações, Governos Estaduais e Municipais a fim de construir estratégias que assegurem conectividade, com acesso de banda larga, a todos os conselhos de saúde.

Estratégias de Monitoramento e Avaliação do PID

Após implantação do Programa de Inclusão Digital por meio da disponibilização dos equipamentos aos conselhos de saúde nos eventos realizados em todos os estados, foi definido pela equipe da SGEP, um processo de monitoramento acompanhamento e avaliação dos conselhos de saúde, iniciando com a Pesquisa de Avaliação da Entrega de Equipamentos aos Conselhos de Saúde.

site:

http://formsus.Datasus.gov.br/site/formulario.php?id_aplicacao=1803. Esta pesquisa tem o objetivo de avaliar a utilização dos equipamentos pelo conselho de saúde. Até novembro 5.269 conselhos de saúde

responderam a pesquisa e destes 999 não instalaram os equipamentos no espaço dos conselhos, 445 informaram não dispor de apoio técnico das Secretarias de Saúde. Quanto à conectividade 739

conselhos informaram não ter acesso a internet 208 tem acesso com linha discada. Quanto à educação

permanente dos conselhos 4.668 informaram não ter uma Política de Educação Permanente para os conselheiros de saúde conforme aprovado no Conselho Nacional de Saúde. ASGEP articulará com gestores estaduais e municipais na perspectiva de sensibilizá-los para cumprimento de sua responsabilidade de assegurar funcionamento dos conselhos conforme prevê a Política Nacional de

Gestão Estratégica e Participativa no SUS ParticipaSUS e o Termo de Doação dos Equipamentos.

A pesquisa

é

respondida

via

online

pelo

As atas foram definidas como segunda estratégia de monitoramento. Os conselhos devem enviar atas assinadas por todos os conselheiros confirmando instalação dos equipamentos no espaço do conselho. Dos 5.591 conselhos existentes em todo o Brasil, 3.044 conselhos enviaram atas o que significa 54, 28%.

Foram realizadas Oficinas Regionais com participação de representantes dos estados

de cada região e dos parceiros indispensáveis para o fortalecimento dos conselhos de saúde: Conselhos

Estaduais de Saúde, Secretarias Estaduais de Saúde, Núcleos do Ministério da Saúde nos estados,

Datasus Regionais e representações dos Sistemas de Auditoria nos estados.

A SGEP incentivou a formação de Grupos de Trabalho de Acompanhamento do Programa de Inclusão Digital dos Conselhos de Saúde em todos os estados. Neste grupo de acompanhamento e monitoramento no estado GT PID, cada representação tem funções essenciais,

cabendo aos Conselhos Estaduais de Saúde, coordenar e articular o GT PID; aos Interlocutores da ParticipaSUS ligados as Secretarias Estaduais de Saúde, articular o apoio financeiro dos repasses fundo a fundo da ParticipaSUS; os Núcleos do Ministério da Saúde (Patrimônio), o apoio logístico e facilitador das ações; aos Datasus, a formação básica de conselheiros em informática e apoio técnico; aos Seauds, a orientação técnico pedagógica; Cosems no papel de interlocução com a gestão municipal para organização e funcionalidade dos conselhos de saúde e aos Coordenadores de Plenárias, a articulação e mobilização. Essa estratégia possibilita tem possibilitado um salto qualitativo para o sucesso do Programa, aproximação do programa às realidades locais e facilitar a solução das pendências.

O processo de monitoramento e avaliação do PID pautado na efetivação dos critérios para participação dos conselhos no PID e aponta avanços significativos no processo de fortalecimento dos conselhos tais como: reafirmação da importância dos conselhos; organização de rede de articulação entre os diversos atores inseridos na ação de fortalecimento dos conselhos; ampliação das condições de funcionamento dos conselhos; resgate do papel fundamental de cada representante do GT PID dos estados. Embora tenhamos muitos avanços alguns desafios que devem ser aprofundados no sentido de buscar estratégias de superação, pois não basta os conselhos estarem constituídos, é preciso dotar os conselheiros de informações e de conhecimentos para que os mesmos possam realizar intervenções qualificadas em defesa do SUS.

Muitos conselhos de saúde apresentam pendências relacionadas à falta de espaço físico para funcionamento, condição indispensável para continuidade da ação de fortalecimento dos conselhos de saúde, compromisso esse assumido pelos gestores estaduais e municipais assumiram por ocasião do recebimento dos equipamentos e da assinatura dos Termos de Doação. Assim faz-se indispensável o investimento dos secretários de saúde junto aos conselhos de saúde para que os mesmos assegurem as condições necessárias ao funcionamento dos conselhos de saúde, incluindo o espaço físico. A SGEP vem investindo todos os esforços, por meio da articulação com os gestores, conselhos de saúde, Cosems e Núcleos do Ministério da Saúde para organização dos conselhos de saúde.

Oficinas Estaduais do PID Destaque para a realização das Oficinas Estaduais de Acompanhamento, Monitoramento e Avaliação do Programa de Inclusão Digital dos Conselhos de Saúde, conforme participantes na relação a seguir:

Campo Grande/MS 47 participantes;

Rio Grande do Sul 150 participantes;

Santa Catarina 100 participantes;

Maranhão 33 participantes;

Alagoas 44 participantes;

Rio Grande do Norte 111 participantes;

Mato Grosso 40 participantes;

Minas Gerais 94 participantes;

Paraná 130 participantes;

Roraima 40 participantes

Amazonas 80 participantes

Pará 110 participantes

Rio de Janeiro 35 participantes;

Brasília - 57 participantes;

Roraima 40 participantes;

Tocantins 34 participantes;

Amapá 76 participantes;

João Pessoa 104 participantes;

Piaui 32 participantes;

Goiás- 150 participantes

Plenária Estadual de Conselhos de Saúde do Estado de Rondônia com apresentação do PID Nacional de situação do PID Estadual;

Plenária do Conselho Estadual de Saúde do estado de Minas Gerais para apresentação do PID em nível nacuional e estadual.

Educação Popular em Saúde EPS

Um grande destaque de 2010 se deu por meio da importância da Comitê Nacional de Educação Popular em Saúde - CNEPS no sentido do fortalecimento da visibilidade às práticas de educação popular em saúde e protagonismo dos seus atores, simbolizando a continuidade histórica da luta em defesa SUS. Por meio da legitimidade trazida pela instituição do Comitê foi possível ampliar o leque de articulação dos movimentos populares No nível local a exemplo do diálogo com as gestões municipais e assembléias legislativas.

Reverenciada a importância do compromisso estabelecido pelo Sr Secretário de Gestão Estratégica e Participativa na realização dos Encontros e demais ações do CNEPS, sendo que

as

agendas foram mantidas dentre tantas atividades e ações realizadas pela SGEP em 2010. A atuação

da

Coordenação do Comitê foi bastante elogiada sendo que tem imprimido no CNEPS uma relação

democrática e de confiança entre seus membros. A atuação do CNEPS neste ano foi muito produtiva sendo que, mesmo com todas as

especificidades ou fatores possivelmente limitantes apresentados neste, como processo eleitoral, copa

do mundo, foi implementada uma intensa agenda de eventos e ações, dentre as quais se destacam:

Realização dos 6 Encontros Regionais de Educação Popular em Saúde: Encontro Nacional do Movimento Popular de Saúde MOPS; Encontro Regional Sul de Educação Popular em Saúde da Região Sul; I Encontro Sudeste de Educação Popular em Saúde; I Encontro Nordestino de Educação Popular em Saúde, PB,PE,AL, SE e BA; I Encontro Norte de Educação Popular em Saúde;

Encaminhamentos para abertura do edital do Prêmio Victor Valla,

Oficinas descentralizadas sobre a Política Nacional de Educação Popular em Saúde - PNEPS com destaque a realizada no Congresso do CONASEMS,

Participação nas Caravanas em Defesa do SUS,

Implementação das Tendas de Educação Popular realizadas em espaços como a Rede Unida, Simbravisa e com destaque a da I FENAGEP,

Sobre o processo de formulação da PNEPS podemos ressaltar a importância da concepção que tem sido trabalhada de não apenas pensar nesta enquanto um documento formal, mas um processo vivo, uma construção em ato, que desde já tem implementado e provocado ações. No que se refere aos Encontros Regionais de Educação Popular em Saúde destacou-se

a expressiva participação, que diretamente e indiretamente envolveu desde seu processo de

organização em torno de 2000 pessoas, demonstrando um bom exemplo de utilização do recurso público que foi disponibilizado. Avaliou-se que os Encontros cumpriram a expectativa enquanto espaços de formulação da Política, mobilizando para o debate a respeito da educação popular em saúde no nível regional. Na avaliação destes e de seus participantes ficou evidente a necessidade em dar continuidade nos processos de formação. Dentre as regiões ficou explicita a necessidade de atenção e investimento diferenciados para Região Norte do país. Indicada a necessidade sistematizar a riqueza de dados apresentada nas fichas de inscrição. Em relação à Tenda da I FENAGEP, as atividades de Educação Popular esteviram em lugar de destaque no centro da Feira, o que proporcionou muita visibilidade. Foi apontada como um

modelo de como devem ser as tendas, não só pela localização, mas também do ponto de vista cultural, artístico, da produção do conhecimento. Avanços foram obtidos no sentido da construção de articulações intersetoriais com as demais políticas e setores, a exemplo da parceria com a RECID, porém de que estas devam ser fortalecidas e ampliadas. Nesse sentido, apontamos a necessidade de ampliar o diálogo com outras áreas como Ministério da Cultura, da Agricultura, Direitos Humanos, MEC e SESU. Um dos desafios importantes para 2011 será a necessidade de intensificar as estratégias de comunicação e visibilidade do comitê a fim de se publicizar o que já foi e o que será construído.

Em relação ao grupo que compõem o CNEPS, embora seja heterogêneo tem apresentado unidade nas propostas e conseguido implementar um processo coletivo de trabalho, permeado pelo respeito mútuo e pela ética. Neste contexto ficou registrada a ousadia do movimento de educação popular em saúde na construção da PNEPS-SUS, pois “um novo paradigma tem sido lançado” nos modos de fazer política com a metodologia dos Encontros e debates descentralizados. Em relação à articulação e construção junto à gestão, a implementação do CNEPS se destacou, ficando mais acessível o diálogo e interlocução com a gestão local, com municípios, estado, principalmente com as áreas da gestão participativa, assim como a realização dos Encontros promoveu essa aproximação. Neste ano foi apontado a necessidade em fortalecer a estrutura para o funcionamento do comitê, instituindo a secretaria executiva, porém que esta não deve ser descolada do trabalhado sistematico junto à Coordenação do CNEPS e de EPS. Participação em eventos financiados pela OPAS

Seminário Internacional "Novas Visões do Desenvolvimento".

3ª Reunião do Subcomitê de Padrões de Arquitetura Tecnológica, Terminologia e Interoperabilidade - SPATTI/CIINFO.

Reunião Ampliada do GT de Saúde Indígena em Brasília/DF.

Oficina Estadual de Acompanhamento, Monitoramento e Avaliação do Programa de Inclusão Digital dos Conselhos de Saúde em Campo Grande/MS.

Oficina Estadual de Acompanhamento, Monitoramento e Avaliação do Programa de Inclusão Digital dos Conselhos de Saúde/RS/SC.

Conferência Temática de Cooperativismo Social.

Oficina Estadual de Acompanhamento, Monitoramento e Avaliação do Programa de Inclusão Digital dos Conselhos de Saúde/MA/AL/RN/MT.

Oficina do Sistema de Apoio ao Relatório Anual de Gestão SargSUS em Congresso Estadual, em Rio Branco e Salvador.

Agenda do Sistema de Apoio ao Relatório Anual de Gestão SargSUS em João Pessoa/PB.

Reunião da Comissão de Acompanhamento da Implantação da Secretaria Especial de Saúde Indígena.

Oficina Estadual de Acompanhamento, Monitoramento e Avaliação do Programa de Inclusão Digital dos Conselhos de Saúde/MG.

Oficina Estadual de Acompanhamento, Monitoramento e Avaliação do Programa de Inclusão

Digital dos Conselhos de Saúde/PR.

Reuniões referentes a I Feira Nacional de Gestão Estratégica e Participativa em Brasília.

Conferência Temática de Cooperativismo Social em Brasília.

Feira Nacional de Gestão Estratégica e Participativa - FENAGEP

Oficina Estadual de Acompanhamento, Monitoramento e Avaliação do Programa de Inclusão

dos

Digital

Conselhos de Saúde

Conferência SOA na Saúde

Encontro Nacional do Movimento Popular de Saúde - MOPS

Encontro Regional Sul de Educação Popular em Saúde da Região Sul

I Encontro Nordestino de Educação Popular em Saúde, PB,PE,AL, SE e BA.

I Encontro Norte de Educação Popular em Saúde

II Congresso Nacional de Fisioterapia na Saúde Coletiva e XX Forum Nacional de Ensino em Fisioterapia

Oficina de Aperfeiçoamento dos Profissionais de Saúde para a Defesa e Fortalecimento do SUS

215ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Saúde

216ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Saúde

Seminário Controle Social na Saúde Pública

Capacitação Online de Gestores e Conselheiros de Saúde

Cooperação Técnica para Qualificação de Gestores, Profissionais e Usuários do SUS

Projeto de Comunicação da Articulação Nacional de Movimentos e Práticas de Educação Popular em Saúde

Primeira Edição do Prêmio Victor Valla de Educação Popular em Saúde

Oficina de Trabalho para Transição das Ações de Saúde Indígena para Secretaria Especial de Saúde Indígena.

Núcleo de Comunicação Social

As estratégias utilizadas por esta Assessoria teve como foco principal o cidadão, o Controle Social e a gestão. Foi considerado também o saber popular no seu processo de planejamento e gestão no sentido de democratizar o acesso a Comunicação e a Informação e desenvolver

mecanismos nas três esferas de governo para garantir a divulgação permanente para a sociedade informações e decisões dos conselhos e das conferências de saúde e dos movimentos sociais. Ações desenvolvidas

Assessoria do Secretário em todos os eventos e dos Diretores dos quatros departamentos;

Arquivamento, por data, de todas as fotografias realizadas pela SGEP;

Assessoria das publicações da Secretaria;

Reuniões mensais com a equipe de comunicação;

Preparação de Releases dos eventos realizados pela Secretaria;

Contato com a Imprensa para respostas e divulgação das ações da Secretaria;

Coberturas Realizadas Janeiro

Fórum Social Mundial (FSM) em Porto Alegre;

Fevereiro

Encontro com ouvidores dos municípios e estados;

Oficina de Avaliação do PID 2010 | Nos estados do Ceará, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Espírito Santo;

Seminário Estadual de Gestão Estratégica e Participativa em Aracaju-SE;

Matérias publicadas no site;

Fotografia Registro fotográfico de toda viagem;

Março

Oficina para a Formação de Facilitadores para o Fortalecimento do Controle do SUS | Local:

Brasília-DF;

Oficina Nacional para Implantação do SARGSUS | Local: Hotel Nacional | Brasília-DF;

2º encontro do Comitê Nacional de Educação Popular em Saúde (Cneps) | Local: Brasília-DF;

Seminário Regional Sul e Sudeste para Implementação da POLÍTICA NACIONAL DE SAÚDE INTEGRAL DA POPULAÇÃO NEGRA | Local: Rio de Janeiro RJ;

O Papel da Mulher na Participação Social e nas Políticas Públicas: Ouvidoria gerando reflexões | Local: Auditório Emílio Ribas/MS - Brasília-DF

Abril

Comemoração da homologação da demarcação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, com a presença do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva | Aldeia Maturuca Roraima;

6ª Reunião Extraordinária do Conselho Nacional de Políticas Indigenistas CNPI | Roraima;

Visita do MS a Casa de Apoio à Saúde do Índio (Casai), em Boa Vista (RR);

I Seminário Nacional de Acompanhamento, Monitoramento e Avaliação do Programa de Inclusão Digital (PID) dos Conselhos de Saúde | Brasília DF;

Seminário Estadual de Fortalecimento da Gestão do SUS Gestão Estratégica e Participativa no Amapá

Matérias publicadas no site

Fotografia Registro fotográfico de toda viagem

Maio

Visita da Comitiva de Cooperação Técnica do Ministério da Saúde do Peru.

Reunião ampliada para discussão do processo de transferência das ações da saúde indígena da Fundação Nacional de Saúde (FUNASA) para a Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI);

Seminário Nacional sobre Institucionalização da Avaliação em Saúde;

Seminário Estadual de Fortalecimento da Gestão do SUS Gestão Estratégica e Participativa no Espírito Santo;

Matérias publicadas no site

Fotografia Registro fotográfico de toda viagem

Junho

Mesa Redonda “As políticas intersetoriais com os povos indígenas” com a participação do Secretário | São Paulo;

46ª reunião extraordinária do CNS;

I Feira Nacional de Gestão Estratégica e Participativa (I FENAGEP) | Abertura;

I Exposição de Gestão Estratégica e Paticipativa (I EXPOGEP)

Julho

Cobertura da I Fenagep

Cobertura do lançamento do estatuto de igualdade racial

Curso a distância para ouvidores

Fotografia registro fotográfico de todas as viagens

Agosto

Estratégias para a aprovação da secretaria de saúde indígena

Aprovação da Sesai no Senado

Lei da Sesai sancionada pela presidência

Lançamento do cadastro nacional de auditores

Oficina sobre saúde indígena no Vale do Javari e Alto Solimões

Peça teatral apresenta SUS para estudantes

Fotografia registro fotográfico de todas as viagens

Setembro

Apresentação de peça teatral sobre o SUS

Curso de monitoramento e avaliação do SUS

SGEP visita sala de monitoramento do INSS

Reunião na Opas para ações na saúde indígena

Ministério lança rede social de comunicadores

Curso básico em M&A para gestão do SUS

Conasems destaca avanços do ParticipaSUS

Evento inédito com moradores de rua promovido pela SGEP

Ministro aprova tema da 14ª Conferência Nacional de Saúde

Ministério realiza curso de gestão pública

Moradores de rua discutem acesso ao SUS

Gestores peruanos conhecem modelo de saúde brasileiro

Fotografia registro fotográfico de todas as viagens

Outubro

SGEP avalia a iniciativa Painel de Indicadores do SUS

Adesão ao Sargsus

Assinatura do decreto de criação da Sesai

Cerimônia de criação da Sesai com presidente Lula

Saúde da população negra em destaque no dia 27

Governo discute modelo de seguridade social brasileiro

Fotografia registro fotográfico de todas as viagens

Novembro

Secretaria apresenta resultados de pesquisa sobre monitoramento e avaliação da gestão no SUS

Discussões sobre processos e práticas de monitoramento e avaliação

SGEP realiza evento para ouvidores

Encontro de ouvidores em Brasília

Oficina de lideranças quilombolas

Secretaria apresenta balanço do PID

Seminário discute ParticipaSUS

Ministro entrega condecorações a indígenas e ao secretário da SGEP e Sesai

SGEP lança volumes dos painéis de indicadores do SUS em inglês e espanhol

Fotografia registro fotográfico de todas as viagens

Dezembro

Avaliação da implementação do Sargsus no país

Secretaria participa de evento no dia internacional do combate a corrupção

Gestores e técnicos destacam benefícios do Sargsus durante oficina

Encontro nacional avalia implementação do ParticipaSUS

Fiocruz lança Canal Saúde como emissora de TV

Metade dos municípios brasileiros já está cadastrada para acesso ao Sargsus

Fotografia registro fotográfico de todas as viagens

Saúde Indígena Participação da SGEP até a constituição da Nova Secretaria SESAI/MS,

conforme o Decreto nº 7336 de 19/10/2010

2.2.2.2. Plano de Ação da Coordenação Geral de Planejamento e Orçamento (CGPLAN)

Durante o exercício de 2010 a CGPLAN/SGEP coordenou a execução e

operacionalização da Agenda de Trabalho da SGEP definida na VI Oficina de Planejamento realizada

em dezembro de 2009, bem como, a VII oficina e o seu realinhamento, que foi realizado em agosto de

2010

Foi realizado no dia 18 de agosto o Encontro de Planejamento que é a avaliação das

Ações da SGEP no 1º semestre e a definição da Agenda de Trabalho para o 2º semestre, as inter-

relações com os Departamentos e a atuação transversal da Coordenação Geral de Planejamento e Orçamento na Implementação da Agenda Pactuada.

A Coordenação direcionou todos os seus esforços e desenvolveu inúmeras ações para

a implementação e implantação da Política Nacional de Gestão Estratégica e Participativa, as quais serão apresentadas.

No que se refere ao PPA, foi realizada a revisão qualitativa e a elaboração da Fase

quantitativa do PLOA 2011. A Agenda de trabalho da Secretaria esteve focada no sentido da obtenção de melhores resultados, voltada para o aperfeiçoamento da gestão da política de saúde, que envolve o

trabalho e a educação na saúde, a participação e o controle social do SUS, a descentralização, o planejamento, monitoramento e avaliação.

A Coordenação Geral de Planejamento em conjunto com todos os segmentos da SGEP vem monitorando a liberação de recursos aos estados e municípios na implantação da ParticipaSUS, por meio de relatórios gerenciais praticamente diariamente. Além do acompanhamento dos recursos tem voltado seus esforços na ampliação de adesão de municípios ao Pacto pela Saúde, reforçando assim, o acordo assumido entre os gestores responsáveis pela implementação do SUS.

Esta CGPLAN mantém também um papel de fundamental importância na ligação entre os estados e municípios, prestando orientações diversas visando à implantação da Política Nacional de Gestão Estratégica e Participativa em seus quatro componentes.

Administração e Acompanhamento de Convênios

A Coordenação de Planejamento e Orçamento/SGEP disponibilizou todas as

transferências de recursos da Secretaria aos estados e muinicípios no portal da saúde, na página da SGEP e coordenando o Comitê de monitoramento e avaliação da execução dos convênios da SGEP.

Navegando pelo Mapa Interativo do Brasil na página da SGEP é possível acessar os dados dos Convênios atualizado mensalmente.

A prioridade da SGEP para descentralização de recursos priorizou a modalidade fundo

a fundo, aprovando somente quatro convênios e duas emendas parlamentares em 2010.

Destaques MAIS SAÚDE 2010

Realização da

I

F eir a

N a c i o na l

d e

G es t ã o

E s t r a t ég i ca

e

P a r t ic ip a t i va

-

FENAGEP e da I Mostra Nacional de Experiências Exitosas em Gestão Estratégica e Participativa no SUS EXPOGEP que aconteceu em Brasília/DF no período de 30 de junho a 04 de julho contou com a participação de 1.719 participantes.

Realização da I Conferência Mundial sobre o Desenvolvimento de Sistemas Universais de Seguridade Social, em parceria com o Conselho Nacional de Saúde e os Ministérios do

Desenvolvimento Social e Combate à Fome, da Previdência Social e do Trabalho e Emprego, no período de 01 de dezembro a 04 de dezembro.

Atividades Desenvolvidas pela CGPLAN

Elaboração de instrumentos de planejamento visando à programação das ações da SGEP;

Monitoramento e Avaliação das Metas Físicas e Financeiras dos Departamentos da SGEP;

Elaboração de metodologia de monitoramento das ações: relatório de gestão da SGEP;

Acompanhamento do desempenho orçamentário/financeiro;

Elaboração do Relatório Anual de Gestão/2009 da SGEP;

Elaboração da Mensagem Presidencial 2010;

Balanço do governo LULA 2003/2010;

Acompanhamento e monitoramento da programação de emissão de passagens e diárias da SGEP;

Elaboração da agenda de eventos da SGEP para 2010 que contenha as "Atividades de Saúde" para compor a "Agenda do Presidente da República";

Elaboração agenda trabalho da SGEP resultante dos encaminhamentos da VI Oficina de Planejamento;

VII oficina (encontro de avaliação do 1º semestre 2010)

Acompanhamento e monitoramento da situação de transferências de recursos das Portarias de incentivo da implantação e implementação da ParticipaSUS;

Membro e participante das reuniões da Câmara Técnica do SIOPS;

Participação da equipe técnica da SGEP no treinamento promovido pelo Fundo Nacional de Saúde sobre Parecer Técnico e Econômico dos Termos de Cooperação Simplificado TC (Portarias);

Coordenação do GT de Planejamento para a definição de ações prioritárias a serem desenvolvidas no ano;

Monitoramento das metas, ações e diretrizes estratégicas do Mais Saúde, emissão de relatórios gerenciais para auxiliar na análise dos indicadores de desempenho e no controle dos recursos das ações da Secretaria, para subsidiar a tomada de decisões;

Programação das Ações, detalhamento das metas físicas e financeiras, vinculadas ao orçamentário com ações do PPA, qualificação dos indicadores e detalhamento das metas físicas do Mais Saúde;

Participação do corpo técnico no treinamento para a elaboração da Agenda da SGEP no Mais Saúde;

Participação nas reuniões da COFIN;

Elaboração da Programação Anual de Saúde - exercício 2010 e 2011;

Participação em parceria com a equipe do PlanejaSUS da Oficina realizada no estado de Roraima com o objetivo de desenvolver um processo de apoio e cooperação técnica no sentido de auxiliar na qualificação e fortalecimento da gestão do Sistema Único de Saúde, no tocante à Gestão Estratégica e Participativa;

Participação na Oficina realizada no estado do Amazonas, com o objetivo de desenvolver um processo de apoio e cooperação técnica no sentido de auxiliar na qualificação e fortalecimento da gestão do Sistema Único de Saúde, no tocante à Gestão Estratégica e Participativa

Participação no Seminário de Gestão Estratégica e Participativa do estado de Sergipe na coordenação da Relatoria do Seminário e facilitadores dos grupos de trabalho;

Elaboração dos Cadernos de Planejamento para apoio aos Seminários de Gestão Estratégica e Participativa - Fortalecimento da Gestão Estadual do SUS nos estados:

BA, AP, BA, SE, GO e ES;

Subsidiar resposta à Secretaria Executiva deste Ministério para Procuradoria-Geral da União, no que se refere ao envio das informações dos Consultores de organismos Internacionais do projeto TC 44;

Elaboração de proposta a SPO para o Desenvolvimento no Sistema PlamSUS do módulo SISGEP;

Elaboração de justificativa para suplementação orçamentária 2010;

Participação nas reuniões do Apoio Integrado com os tutores e apoiadores por região;

Elaboração da prestação de contas da execução do 5º PTS;

Participação da Oficina de Consolidação dos Planos de Saúde do estado de Roraima;

Implantação da ParticipaSUS no estado do Ceará no que se refere as Portarias de transferências de recursos, Convênios, atividades do CESAU com apoio da SGEP, e Programação Anual de Saúde recorte ParticipaSUS;

Seminário de Acompanhamento, Monitoramento e Avaliação da implantação e implementação do Programa de Inclusão Digital nos componentes: educação permanente, equipamentos e conectividade; participação como facilitadores de grupos;

Participação da III Oficina de Monitoramento do Pacto pela Redução da Mortalidade Infantil em Roraima;

Coordenação do Ciclo de Monitoramento 2010 do Programa Mais Saúde;

Coordenação do processo de elaboração do PLOA 2011- PPA Fase Qualitativa

Coordenação do processo de elaboração do PLOA 2011 PPA Fase Quantitativa;

Elaboração da Portaria que cuida da criação do Comitê Técnico de Monitoramento e Avaliação dos 310 convênios da SGEP;

Elaboração da Portaria 3997/2010, para implementação da ParticipaSUS;

Participação na Reunião Administrativa financeira TC44;

Coordenação do CINEGEP na I Fenagep Feira Nacional de Gestão Estratégica e Participativa no SUS no espaço da I Expogep Mostra Nacional de Experiências de Gestão Estratégica e Participativa no SUS;

Elaboração do Projeto referente ao Encontro de Avaliação de Planejamento da SGEP 1º semestre 2010;

Elaboração do 3º e 4º Termo de Ajuste no TC nº. 44 com a OPAS prorrogando o prazo da vigência para 2016 e suplementação R$ 12.600.000,00;

Elaboração do 6º e 7º PTS ao 4º Termo de Ajuste no TC nº. 44 com a OPAS;

Elaboração de relatórios de desempenho, notas técnicas, em atendimento a solicitações externas e internas;

Participação no grupo de trabalho do Apoio Integrado aos Estados;

Acompanhamento das atividades de Apoio Integrado da SGEP aos Estados;

Inserção da Área de Planejamento na estratégia do Apoio Integrado à Gestão Estratégica e Participativa, contribuindo com conteúdos de planejamento para a capacitação dos apoiadores;

Entrada de dados, acompanhamento e Avaliação do SISGEP;

Participação do Encontro de Educação Popular em Saúde da Região Sudeste;

Participação no Encontro na Assembléia Legislativa de Minas Gerais com a Participação de 40 prefeituras do estado para explanar sobre o financiamento do SUS;

Participação da Oficina para viabilizar a metodologia e conteúdo do Educação Permanente do Controle Social do SUS em Betim;

Participação na Oficina da Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba PB com o objetivo de construção das Programações Anual de Saúde, recorte ParticipaSUS, referentes aos recursos das Portarias 3060/2007, 2588/2008, 2344/2009 e 3251/2009;

Participação na VI Oficina de construção da programação Anual de Saúde para implementação da ParticipaSUS no Estado do Ceará;

II Seminário de Monitoramento e Avaliação da Gestão da SESA/CE;

Participação no Seminário Macroregional Gestão Estratégica e Participativa Um Projeto em Construção no Brasil em Sobral/CE;

Reunião na SESAU/CE com o Interlocutor da ParticipaSUS Francisco Pinheiro sobre o processo de implantação da Política no Ceará;

Participação no Seminário Macroregional Gestão Estratégica e Participativa Um Projeto em Construção no Brasil em Fortaleza/CE;

Participação no Seminário Macroregional Gestão Estratégica e Participativa Um Projeto em Construção no Brasil em Juazeiro do Norte/CE;

Participação no Seminário de Gestão Estratégica e Participativa do Estado de Goiás;

Participação no XXVI Congresso nacional de Secretarias Municipais de Saúde e VII

Congresso Brasileiro de Saúde, Cultura de Paz e Não-Violência, em Gramado;

Participação da Oficina de Avaliação da implantação da Política ParticipaSUS no

estado de Roraima/RR e na capital Boa Vista;

Participação no I Encontro Norte de Educação Popular em Saúde (conforme

programação anexa).

2.2.2.3. Plano de Ação do Departamento de Apoio a Gestão Participativa (DAGEP) O Relatório das atividades do DAGEP é um documento que expressa às ações

realizadas no período de 2010, cotejadas ao planejado, e aponta novos desafios por meio das análises

processuais. Em última instância, qualifica a gestão das políticas públicas visando à eficiência, eficácia

e efetividade das ações planejadas para configurar a Missão do Departamento.

O Plano Plurianual PPA 2008-2011 responde ao desafio de acelerar o crescimento

econômico, promover a inclusão social e reduzir as desigualdades sociais, bem como é a expressão

formal das prioridades estratégicas propostas pelo Governo Federal.

Nesta perspectiva, o Dagep comprometido com sua missão institucional desenvolveu

seu planejamento a partir de quatro Ações, dispostas em eixos temáticos que contêm as atividades e

tarefas a serem executadas e inseridas no Programa de Governo destinado ao cumprimento das metas

do Plano Plurianual.

AÇÃO 8705 - AMPLIAÇÃO DAS PRÁTICAS DE GESTÃO PARTICIPATIVA, DE CONTROLE SOCIAL E DE EDUCAÇÃO EM SAÚDE

Gráfico 2: números de eventos, capacitações e mobilizações de pessoas, janeiro a dezembro de

2010

e mobilizações de pessoas, janeiro a dezembro de 2010 63 eventos QUANTITATIVO DE PESSOAS CAPACITADAS E

63 eventos

QUANTITATIVO DE PESSOAS CAPACITADAS E MOBILIZADAS

POR FONTES DE RECURSOS JANEIRO DEZEMBRO 2010

47.037 368 eventos
47.037
368 eventos
13.016 192 eventos 91 eventos 19.449 14.572 85 eventos
13.016
192 eventos
91 eventos
19.449
14.572
85 eventos

PARTICIPASUS - Portaria 3060 / 2588368 eventos 13.016 192 eventos 91 eventos 19.449 14.572 85 eventos PPA 2008-2011 DAGEP/SGEP CONVÊNIOS TOTAL

PPA 2008-2011 DAGEP/SGEP13.016 192 eventos 91 eventos 19.449 14.572 85 eventos PARTICIPASUS - Portaria 3060 / 2588 CONVÊNIOS

CONVÊNIOSeventos 91 eventos 19.449 14.572 85 eventos PARTICIPASUS - Portaria 3060 / 2588 PPA 2008-2011 DAGEP/SGEP

TOTAL GERALeventos 91 eventos 19.449 14.572 85 eventos PARTICIPASUS - Portaria 3060 / 2588 PPA 2008-2011 DAGEP/SGEP

Fonte: DAGEP/2010 dados informados pelas instituições executoras.

Esta Ação 8705 contempla pessoas capacitadas e mobilizadas em eventos realizados

com recursos orçamentários e financeiros do Dagep/Sgep, que o próprio departamento executa, bem

como, por meio de Convênio e por Portarias de Repasse Fundo a Fundo n os 3060/2007, 2588/2008,

2344/2009 e 3251/2009.

No período de janeiro a dezembro de 2010 foram 13.016 pessoas capacitadas e

mobilizadas com 192 eventos realizados com recursos por meio das Portarias. Com recursos próprios

do Dagep/Sgep foram capacitadas e mobilizadas 19.449 e realizados 91 eventos. Com relação aos

Convênios 14.572 pessoas envolvidas com recursos de convênios, totalizando assim 47.037 pessoas

capacitadas e mobilizadas com 368 eventos realizados, conforme gráfico acima.

Aplicação dos recursos da Política de Gestão Estratégica e Participativa no SUS - ParticipaSUS A qualificação da gestão do SUS requer ações estruturais que enfoquem a participação

popular e o fortalecimento do controle social, a inclusão de práticas participativas e de educação

popular na rede de serviços, bem como a promoção da equidade em saúde dos vários grupos

populacionais existentes no estado.

A implantação da ParticipaSUS nos estados da federação brasileira ainda é um desafio

que se observa na estrutura e contexto político da gestão estadual do SUS a Sgep vem promovendo à

progressiva descentralização das responsabilidades pela execução das ações de saúde e pelo uso dos

recursos financeiros consolidando a competência na execução dos processos de Gestão Estratégica e

Participativa do Sistema. Prova disto foi à publicação das Portarias nos 3060/2007, 2588/2008,

2344/2009 e 3251/2009, ampliando o número de municípios contemplados pelo repasse de incentivo

fundo a fundo.

Foram evidenciadas inovações e propostas como a criação de núcleos de gestão

estratégica e participativa nos estados que pudessem agregar várias áreas da gestão e oportunidades

para incrementar o papel protagonista da gestão estadual à ParticipaSUS.

A riqueza dos relatos das vivências por parte dos estados, Distrito Federal e

municípios reafirmou as diferenças da situação nos estados e regiões, a necessidade dos componentes

da ParticipaSUS articularem-se mais contribuindo para a integração dessas áreas nos estados e ampliar

a discussão e interlocução para os sujeitos sociais (Conselhos de Saúde, Sociedade Organizada e

Movimentos Sociais), envolvendo outras áreas das Secretarias Estaduais de Saúde como a Atenção

Básica.

Gráfico 3: Análise da Capacitação de Conselheiros nos Planos de Ação dos Estados do Brasil com Recursos das Portarias 3060/2007 e 2588/2008, de 2007 a 2010

Capacitações de Conselheiros nas Regiões do Brasil, no periodo

6000

5000

4000

3000

2000

1000

0

de 2007 a 2010 - Portarias nº 3060/2007 e 2588/2008 5.981 5.312 3.108 3.207 2.800
de 2007 a 2010 - Portarias nº 3060/2007 e 2588/2008
5.981
5.312
3.108 3.207
2.800
N.º conselheiros
planejados
1.669
1.532
N.º conselheiros
1.000
capacitados
500
284

Fonte: DAGEP/2010 dados informados pelas instituições executoras.

O gráfico acima demonstra as capacitações de conselheiros contidas nos Planos de

Ação, com recursos orçamentários e financeiros das Portarias de N.º 3060/2007 e 2588/2008, no

período de 2007 a 2010.

Vale ressaltar que as Regiões Norte, Sul, Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste previram

em seus planejamentos os quantitativos de 3.207, 500, 1.532 e 1.000 respectivamente, totalizando

6.523 conselheiros planejados pelos Estados. Quando as suas execuções verificaram-se a capacitação

nas referidas regiões Sul, Sudeste, Centro Oeste, Nordeste e Norte foram o total de 1.669, 2.800,

3.108, 5.981 e 5.312 conselheiros capacitados, respectivamente.

Em síntese, a análise dos resultados permite avaliar que foram capacitados 18.870

conselheiros no País, o que demonstra satisfatório o desempenho das ações realizadas por meio dos

Planos de Ação relativos às Portarias nº 3060/2007 e nº 2588/2008.

Sistema Nacional de Informação sobre Conselhos de Saúde - ParticipanetSUS Para permitir o monitoramento e avaliação do funcionamento dos conselhos de saúde

o Dagep/Sgep desenvolveu, em parceria com o DATASUS, o Sistema de Informações sobre

Conselhos de Saúde, denominado ParticipanetSUS. Este sistema tem o objetivo de subsidiar decisões

e avaliar a atuação do controle social nas três esferas de gestão do SUS, configurando-se em um

importante instrumento de apoio à gestão participativa e ao controle social.

O ParticipanetSUS é um sistema dinâmico que permite atualização permanente, a

construção de séries históricas e, conseqüentemente, o acompanhamento da evolução dos conselhos de

saúde, especialmente, após os 20 de anos da construção do SUS. Essas informações indicarão,

enquanto instrumento de gestão, os rumos para o planejamento das ações de gestão participativa e dos

processos de aperfeiçoamento do controle social no Brasil. Para seu êxito, esse sistema requer o

compromisso das Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde quanto à implementação, alimentação,

atualização dos dados e a utilização das informações no planejamento das ações.

Atividades desenvolvidas para o processo de implementação do ParticipanetSUS

Sistema

Articulação

e

sensibilização

de

Técnicos

de

Estados

e

Municípios

sobre

o

ParticipanetSUS (AP/AC/RR/RO/AM);

Realização da Oficina ParticipanetSUS: uma tecnologia para avançar na gestão do controle

social do SUS, em Brasília/DF, dia 17 de junho de 2010, com a participação de 60 pessoas;

Realização da Oficina ParticipanetSUS, Brasília-DF, de 1º a 3 de julho de 2010, com a

participação de 77 pessoas. Objetivo: sensibilizar e mobilizar gestores do SUS, auditores,

técnicos do DATASUS e interlocutores da SGEP sobre a implementação do sistema

ParticipanetSUS nos estados e municípios.

Realização da Oficina ParticipanetSUS, Cuiabá-MT, 28 e 29 de setembro de 2010, com a

participação de 30 pessoas. Objetivo: Implantação do ParticipanetSUS, com cadastramento

dos usuários e preenchimento das informações;

Realização de Oficina ParticipanetSUS, Aracaju-SE, 7 e 8 de dezembro de 2010, com a

participação de 150 pessoas, de 70 municípios. Objetivo: sensibilizar e mobilizar gestores,

conselheiros e técnicos das Secretarias de Saúde sobre a implementação do sistema

ParticipanetSUS no estado e municípios.

Práticas educativas nos serviços de saúde

Participação no Grupo de Trabalho da Gestão Federal, em parceria com outras coordenações

do Ministério da Saúde e do Ministério da Educação, na construção da I Mostra;

I Mostra Nacional do Programa Saúde na Escola;

IV Mostra Nacional do Programa Saúde e Prevenção na Escola. As Mostras se realizaram no

período de 13 a 15 de junho, contando com a participação de 1300 pessoas de todo o território

nacional em mesas redondas, comunicações coordenadas, conversas afiadas e conferências.

Seminário Nacional de Práticas Educativas no SUS, em Brasília, no período de 17 a 19 de

junho de 2010, com a participação de 200 pessoas (Gestores Estaduais e Municipais de Saúde,

Instituições Formadoras do SUS e Trabalhadores do SUS).

Cursos de Formação em Serviço em Educação em Saúde/Práticas Educativas no SUS,

realizados de outubro a dezembro 2010, nas cidades de Porto Velho-RO, Teresina-PI, Belo

Horizonte-MG, Palmas-TO, Curitiba-PR, com a participação de 28, 30, 26, 29 e 30 pessoas

respectivamente.

Conferências de Saúde

Realização de estudos realizados por Universidades Federais e Estaduais sobre Conferências

de Saúde em 9 estados (PB, CE, RN, MG, MT, SC, RJ, ES e GO). Objetivo: avaliar a inserção

das deliberações de Conselhos Municipais de Saúde nos processos decisórios e nos modos de

formulação e implementação das políticas locais de saúde;

Utilização de 07 macro-categorias como: política de saúde, atenção à saúde, participação da

comunidade, gestão do SUS, controle social, educação em saúde e gestão do trabalho no SUS;

Constituição do Comitê Editorial do Projeto o qual será responsáveis pela elaboração do livro

que relatará os principais resultados obtidos pelos pesquisadores;

Realização da V Oficina de Trabalho: Sistematização Teórico-Metodológica para realização

de estudos avaliativos sobre conferências de Saúde, em Brasília, no dia 22/04/2010;

Reunião do Comitê Editorial do Projeto, no Rio de Rio de Janeiro, no dia 05/05/2010, nos

quais o Dagep apoiou com as passagens e diárias.

Projeto Abre Alas para Saúde O DAGEP apoiou institucional e financeiramente, no montante de R$ 159.115,00

(cento e cinqüenta e nove mil, cento e quinze reais), o projeto “Abre Alas para Saúde”. O objetivo do

projeto é pesquisar, elaborar, montar e realizar 40 apresentações do espetáculo “Abre Alas pra Saúde”,

prevendo atingir um público de no mínimo 20 mil pessoas, pautado no princípio de garantia e

produção de saúde, em ruas, praças, feiras, teatros e auditórios para um público preferencialmente que não tem acesso ao lazer nem a informação sobre seus direitos.

Produção um vídeo do espetáculo em formato de DVD 500 cópias desta mídia serão distribuídas entre instituições indicadas pelo Ministério da Saúde.

Publicações Produzidas

Política Nacional de Saúde Integral da População Negra

o

Publicação de 30.000 exemplares da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, no valor de R$ 18.600,00, com recursos da OPAS.

Folder ParticipanetSUS

o

Produção de 30.000 folders do ParticipanetSUS, , com recursos da OPAS.

Cartilha “Saúde da Mulher: Um diálogo aberto e Participativo”

o

A Cartilha da Saúde da Mulher está em processo de impressão com recursos do Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas da Secretaria de Assistência à Saúde DAPS/SAS/MS. Estava prevista no planejamento do DAGEP de 2009, na Ação Ampliação das Práticas de Gestão Participativa, de Controle Social e de Educação em Saúde, no Eixo 2 Produção de Material de Formação e Informação para o Fortalecimento do Controle Social.

Folder Política Nacional de Saúde Integral da população Negra Uma Política do SUS.

o

Produção de 50.000 exemplares.

Publicações previstas no planejamento de ações do DAGEP, para Conselheiros, que estão elaboradas, mas ainda em análise e trâmites processuais e não foram impressas:

Publicação Conversando Sobre a Saúde de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais - LGBT: Traçando Caminhos Para a Igualdade no SUS;

Revisão da publicação Dialogando Sobre o Pacto Pela Saúde 2ª edição;

Carta de Direitos dos Usuários da Saúde (2são duas modalidades, uma em braile e outra ilustrada);

Publicação “Saúde no Campo e na Floresta: construindo um SUS para todos” e

Publicação “Reduzir a Mortalidade Infantil: Um Compromisso de Todos”.

Publicações previstas no planejamento de ações do DAGEP e ainda não elaboradas:

Publicação da Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e

Transexuais LGBY e da Cartilha sobre uso de Silicone Industrial por Travestis e Transexuais, impressão de 30.000 exemplares cada, prevista em junho.

A Cartilha sobre direito à Saúde de Comunidades Quilombolas está em processo de aprovação, para produção de 30.000 exemplares.

Análise dos Convênios do DAGEP (2004 a 2009)

O quantitativo de convênios estabelecidos por meio deste Departamento representa um total de 258 convênios firmados, com a seguinte distribuição numérica regional: (i) Nordeste 96; (ii) Sudeste 77; (ii) Centro Oeste 35; (iv) Sul 28 e (v) Norte 22, respectivamente aferido quanto aos seus percentuais, 37%, 30%, 14%, 11% e 8%. Os dados aqui revelados flagram uma concentração de convênios nas regiões do Nordeste e Sudeste, totalizando uma somatória de percentual na ordem de

67%.

Quanto ao número de convênios realizados por ano, no período de 2004 a 2009, apresentou o seguinte quantitativo: em 2004 foram celebrados 28 convênios, em 2005 foram 50 convênios, em 2006 foram 104 convênios, em 2007 foram 54 convênios, em 2008 foram 10 convênios e em 2009 foram 12 convênios. Uma observação relevante é a curva ascendente no período de 2005 a 2007, totalizando 208 convênios firmados, tendo destaque o ano de 2006 com 104 convênios, ou seja, com uma proporcionalidade de 40% do total de convênios e uma espacialidade de tempo de 06 anos. Visualizando os 06 Eixos Temáticos pré-estabelecidos no programa, revela-se que dos 258 convênios celebrados, 83 foram contemplados em Educação Permanente para o Controle Social, 61 em Promoção de Equidade em Saúde, 43 em Educação Popular em Saúde, 43 em Fortalecimento das Práticas de Gestão Participativa, 20 em Produção de Conhecimento em Gestão Participativa e 8 em Mobilização Social em Defesa do SUS. Em se tratando de recursos alocados para o financiamento dos convênios, a Região Sudeste se destacou com um aporte financeiro na ordem de R$ 21.679.875,09, o que proporcionou 71.715 pessoas participantes nos processos participativos de gestão do SUS, em seguida a Região Centro Oeste com um montante de R$ 12.586.095,32 com 15.783 pessoas envolvidas no processo. A Região Nordeste apresentou um investimento no valor de R$ 8.321.653,46 com 122.521 pessoas participantes no processo de gestão do SUS, a Região Sul aportou R$ 5.708.824,04 com 18.913 pessoas envolvidas e por fim, a Região Norte com um valor na ordem R$ 2.574.805,20 proporcionando 12.843 pessoas envolvidas nos processos participativos. Com efeito, para uma melhor visualização e análise, do total de recursos direcionados ao financiamento dos convênios que foi na ordem de R$ 50.871.253,11, a Região Sudeste percentualmente apresentou 42%, a Região Centro Oeste com 25%, a Região Nordeste 17%, a Região Sul 11% e a Região Norte 5%. Ressaltou-se o número de participantes, ou seja, do total de 241.775 pessoas participantes nos processos participativos de gestão do SUS a Região Nordeste registrou 122.521 pessoas envolvidas, o equivalente a 51% deste universo, a Região Sudeste foi a que mais alocou recursos para os convênios com 25% a mais que o Nordeste apresentou 71.715 pessoas envolvidas, o

que equivale a 30%. Quanto a Região Centro Oeste, Sul e Norte, estas apresentaram os percentuais de 6%, 8% e 5% pessoas envolvidas, respectivamente. No tocante a situação de execução dos convênios, os concluídos totalizaram 187, ou seja, 72% do total de 258 convênios, Em execução 49 o equivalente a 19%, e 22 em situações adversas (cancelado, bloqueado, inadimplência, prestações de contas não aprovada, recursos devolvidos, etc.) que equivale a 9%. A análise dos resultados permite avaliar como satisfatório o desempenho das ações realizadas por meio de convênios com as Unidades Federativas. Contudo, a avaliação das atividades e dos resultados apresentados por região, demonstra com maior clareza a importância do desenvolvimento de ações de acompanhamento sistemático e monitoramento dos convênios. Quanto ao desempenho dos 258 convênios firmados com os Estados, 187 foram concluídos e 49 estão em andamento, ou seja, em fase de conclusão, totalizando um percentual de 91%, considerado um resultado bastante satisfatório no processo avaliativo. Outra evidência que dá suporte a esta conclusão sobre os convênios foi o quantitativo de 241.775 pessoas envolvidas nos processos participativos de gestão do SUS, onde as iniciativas inovadoras nas áreas temáticas de Educação Permanente para o Controle Social, Promoção de Equidade em Saúde, Educação Popular em Saúde, Fortalecimento das Práticas de Gestão Participativa, Produção de Conhecimento em Gestão Participativa e Mobilização Social em Defesa do SUS trouxeram um aporte de conhecimentos que qualifica e estrutura a atenção à saúde, no seu aspecto diferenciado, permitindo o aprofundamento da abordagem intercultural. Nessa perspectiva, o importante é ressaltar a idéia de não apenas trazer o quantitativo de ações executadas, resultados numéricos, e sim o retorno social dessas ações e essencialmente do empoderamento e conhecimento do público envolvido, por meio dessas ações, que resultaram em maior participação com inclusão de diferentes segmentos populacionais historicamente à margem das discussões sobre as políticas públicas de saúde que agora estão na frente de lutas e conquistas sociais dentro do processo democrático do SUS e na sociedade. Sobre o estabelecimento de parcerias, as ações desenvolvidas com as organizações reforçaram seu caráter inovador e de inclusão social, tornando-se cada vez mais uma referência nacional no desenvolvimento de políticas sociais, pois os números demonstrados revelam que 80% dos convênios foram celebrados com as Organizações Não Governamentais, Sociais, Universidades e com as Gestões Municipais. Foram detectadas algumas dificuldades no quadro situacional de alguns convênios, tais como cancelados, bloqueados, recursos devolvidos, inadimplência na entrega da prestação de contas, instauração de tomada de contas especiais, prestação de conta não aprovada. Alguns desses convênios apontaram dificuldades gerenciais e operacionais na sua execução. As recomendações para futuras ações são: (i) Melhor estruturação do setor responsável pelos convênios; (ii) Melhor interação com o setor de Monitoramento e Avaliação; (iii)

Organizar e qualificar o sistema de informações; (iv) Qualificar os Recursos Humanos; e (v) Melhor

interação com os demais setores afins.

AÇÃO 8707 - AMPLIAÇÃO E FORTALECIMENTO DA PARTICIPAÇÃO E MOBILIZAÇÃO SOCIAL EM DEFESA DO SUS- EVENTOS REALIZADOS PELO DAGEP/SGEP/MS Foram realizados 48 eventos com recursos orçamentários e financeiros do Dagep e

da Sgep/MS, no período de janeiro a novembro de 2010, totalizando 15.691 pessoas capacitadas e

mobilizadas.

Destacam-se os seguintes eventos realizados com recursos do Dagep:

I

Seminário Regional Sul e Sudeste para implementação da Política Nacional de Saúde

Integral da População Negra, Rio de Janeiro/RJ, 25 e 26 de março de 2010, com a participação

de 167 pessoas. O objetivo do seminário era potencializar as ações da PNSIPN, a partir da

disseminação de informações sobre saúde da população negra, no sentido de fomentar a

ampliação do acesso da população negra às ações e aos serviços do SUS. Participaram do

Seminário os profissionais de saúde da Região Sul e Sudeste, gestores estaduais e municipais

e conselheiros de saúde municipais e estaduais;

I Feira Nacional de Gestão Estratégica e Participativa I FENAGEP Brasília/DF. O Sgep

promoveu, com recursos da OPAS, a primeira I FENAGEP e a I Mostra Nacional de

Experiências Exitosas em Gestão Estratégica e Participativa (I EXPOGEP). O evento

aconteceu do dia 30 de junho até o dia 4 de julho, na Expo Brasília, no Parque da Cidade e

teve a participação de 1.719 pessoas. Um dos objetivos do encontro foi fortalecer a

participação da comunidade na gestão do Sistema Único de Saúde (SUS), princípio garantido

na Constituição. A I Mostra Nacional de Experiências Exitosas em Gestão Estratégica e

Participativa no SUS (I Expogep) teve 360 trabalhos inscritos para apresentação. O objetivo

foi promover o intercâmbio entre as diversas experiências de Gestão Participativa, Ouvidoria,

Auditoria, Monitoramento e Avaliação da Gestão do SUS e Controle Social do SUS;

II Seminário Controle Social no SUS e a Saúde da Mulher, Brasília/DF, 01 a 04 de julho de

2010, com 75 participantes. Foi realizada a conferência Ações do Governo Federal na

promoção de Políticas Públicas para as Mulheres 2003/2010 e mesa com o tema O

Ministério da Saúde mobilizado pela Saúde Integral das Mulheres, onde se discutiu: A

violência contra as mulheres como questão de saúde pública DASIS/SVS; Objetivos de

Desenvolvimento do Milênio: cumprindo a agenda para as mulheres; Plano de enfrentamento

da feminização da AIDS e outras DST‟s - DDSTAIDS/SVS; Atenção e Cuidado à Saúde

Integral das Mulheres SAS; A força política e a participação das mulheres nos conselhos de

saúde DAGEP/SGEP;

II Seminário Nacional de Diversidade de Sujeitos e Igualdade de Direitos no SUS,

Brasília/DF, 01 a 03 de julho de 2010, com 85 participantes. O objetivo geral do seminário era

realizar o balanço geral do avanço na implementação das Políticas de Promoção da Equidade

no SUS no âmbito do Ministério da Saúde. Os objetivos específicos foram apresentar e discutir os avanços na área de Atenção e Cuidado em Saúde, os avanços relativos às Vigilâncias em Saúde, os avanços no âmbito das ações de gestão e discutir e definir os desafios para implementação das Políticas. Foram discutidos temas como a diversidade de sujeitos como objeto de políticas de saúde, caminhos percorridos para construção da equidade em saúde para as populações negra, do campo e floresta, LGBT, consolidação das políticas de saúde integral para os sujeitos diversos e de seus componentes específicos uma agenda para o futuro;

Oficina ParticipanetSUS, 01 a 03 de julho de 2010, com a participação de 77 pessoas. O objetivo era sensibilizar e mobilizar gestores do SUS, auditores, técnicos do DATASUS e interlecutores da SGEP sobre a implementação do sistema ParticipanetSUS nos estados e municípios;

Oficina “Saúde da População em Situação em Situação de Rua: Uma Questão de Equidade” em Brasília/DF, dias 27 e 28 de setembro de 2010, com 30 participantes.

Oficina de Capacitação em Saúde da População Negra, Regiões Norte, Nordeste e Centro- Oeste - 22 e 23 de novembro 2010

Oficina de Capacitação de lideranças quilombolas sobre o SUS 25 e 26 de novembro 2010, com 41 lideranças Quilombolas. Em 2005, foi instituído o Grupo da Terra, Portaria GM nº 2.460/2005, sob coordenação da Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa, com objetivo principal de elaborar a Política Nacional de Saúde Integral das Populações do campo e da Floresta, em conjunto com os representantes dos movimentos sociais do campo e da floresta, bem como encaminhar as demandas oriundas destas populações. Uma das demandas é a necessidade de qualificar as lideranças quilombolas sobre o SUS, a fim de que as mesmas possam participar e exercer o controle social no SUS. Nesse sentido, o Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa, promoveu a Oficina de Capacitação de lideranças quilombolas sobre o SUS, com o objetivo de promover o fortalecimento do controle social, a formação de representantes de movimentos sociais e a instrumentalização sobre a estrutura do Sistema Único de Saúde.

Fórum Social Mundial 2010 Financiamento do Grupo de Trabalho da Saúde de Novo Hamburgo. A proposta da cidade de Novo Hamburgo foi realizar debates nos eixos da Educação, Saúde e Participação Social, Desenvolvimento Sustentável e Democracia participativa a partir de quatro grandes projetos que são articulados entre si: 10º Acampamento Intercontinental de Juventude, no período de 19 a 29 de janeiro de 2010; Espaços de Vivência de Práticas da Saúde, durante os 10 dias de acampamento; Encontro Nacional de Tradições de Matriz Africana e Saúde, no período de 21 a 26 de janeiro de 2010.

Lançamento do vídeo “A Massa - Aprendendo e Ensinando o SUS”

Produzido em 2009, no dia 20 de maio de 2010, com o objetivo de capacitar pessoas

para ampliar e fortalecer a participação comunitária e a mobilização da sociedade em defesa do SUS,

com a participação de 80 pessoas.

AÇÃO 8709 - PROMOÇÃO DA EQUIDADE EM SAÚDE DE POPULAÇÕES EM CONDIÇÕES DE VULNERABILIDADE E INIQÜIDADE E AÇÃO 8215 - SAÚDE DAS POPULAÇÕES QUILOMBOLAS

Dentre as metas do PPA 2008-2011, uma é a implantação de comitês técnicos nos

estados para o enfrentamento das iniqüidades em saúde das populações em situação de

vulnerabilidade.

No ano de 2010 nenhum comitê foi implantado, contudo houve avanços nos já

existentes com participação ativa do Dagep junto aos estados no desenvolvimento de estratégias para

implementação das políticas existentes como a Política para População Negra, LGBT e Campo e

Floresta. Dentre essas estratégias foram realizados seminários e capacitações envolvendo movimentos

sociais, gestores e trabalhadores da saúde.

Enfrentamento de Iniquidades em saúde

A redução das desigualdades sociais é uma das mais importantes diretrizes que

orientam as políticas do atual governo brasileiro. As desigualdades em saúde persistentes e passiveis

de ação de mudança são chamadas também de iniquidades. Essas desigualdades estão presentes em

toda a sociedade, mas são facilmente percebidas em determinados segmentos, tais como as populações

negras, do campo e da floresta, em situação de rua, LGBT, ciganos, quilombolas, entre outros. Para

reduzir essas iniquidades o Ministério da Saúde e as demais esferas de gestão do Sistema Único de

Saúde (SUS) vêm atuando, por meio de seus respectivos pactos, na construção e implementação de

políticas específicas que definem um conjunto de ações e metas sanitárias.

Para a efetivação do direito universal à saúde, a ParticipaSUS incorpora o

enfrentamento das iniquidades em saúde como objetivo primordial. A equidade refere-se a uma

atenção justa à saúde, sem privilégios ou preconceitos, respeitando as necessidades de cada cidadão.

Implica ainda, em implementar mecanismos de indução de políticas, programas e ações em saúde para

os grupos populacionais em condições de vulnerabilidade e iniquidade, reconhecendo suas demandas,

determinantes e condicionantes sociais.

Para alcance desse objetivo a Política ParticipaSUS apoia a criação de instâncias

técnicas de promoção da equidade em saúde nos estados; a implementação das políticas inclusivas

para diferentes grupos populacionais; o desenvolvimento de ações que promovam a sensibilização de

gestores, trabalhadores de saúde e movimentos sociais; bem como atividades voltadas para a disseminação dos direitos dos usuários do SUS. Em 17 de junho de 2010 foi realizada uma oficina de análise de processos de implantação das políticas de promoção da equidade em saúde. Atualmente o Dagep vem construindo ações que contemplam as populações:

População do Campo e da Floresta

No período de janeiro a novembro de 2010 foram realizadas as seguintes ações:

Adoção de mecanismos para implementação da Política Nacional de Saúde Integral das Populações do Campo e da Floresta (PNSICF): qualificação de gestores, lideranças e trabalhadores da saúde; instâncias de promoção da equidade; fortalecimento do controle social; e sensibilização de lideranças dos movimentos sociais.

Parceria com a Confederação Nacional de Trabalhadores na Agricultura (CONTAG) para a realização da Oficina Nacional para avaliação da Política de Saúde para População do Campo na perspectiva da territorialidade e da igualdade de gênero, articulada com as dimensões de geração, raça e etnia, no mês de fevereiro em Brasília/DF, com a participação de 100 lideranças;

Realização de duas reuniões do Grupo da Terra, uma em março e outra em setembro com a participação de técnicos do Ministério da Saúde, representantes dos movimentos sociais organizados do campo e da floresta e convidados;

Representação do Ministério da Saúde na reunião do Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural e Sustentável (CONDRAF) com a participação de 25 pessoas, a fim de debater as questões do campo com foco na saúde;

Parceria com o Movimento de Mulheres Camponesas (MMC) para a realização do

Seminário Nacional Política Nacional de Saúde Integral das Populações do Campo e da Floresta (PNSIPCF) em Brasília-DF com o objetivo de discutir o resgate da identidade e a dignidade da mulher camponesa, com a participação de 50 lideranças; e a realização do Seminário de Avaliação do Projeto de Saúde do Movimento de Mulheres Camponesas, em março, em Brasília-DF, com a participação de 40 pessoas;

Parceria com o Movimento Sem Terra (MST) para a realização do Seminário Nacional Reforma Agrária e a Política Nacional de Saúde Integral das Populações do Campo e da Floresta com a temática: por uma saúde que se planta, em Fortaleza-CE, com a participação de 100 lideranças.

População LGBT

Lançamento da Campanha “Sou Travesti. Tenho Direito de Ser Quem Sou”, no dia 27 de abril, em parceria com o Departamento de DST/AIDS e Hepatites Virais/SVS, com o objetivo de promover a inserção social e a imagem positiva das travestis, disseminar o conhecimento sobre as formas de prevenção às DST, HIV/AIDS, combatendo a violência e

a discriminação e a humanização do acolhimento das travestis nos serviços de saúde e de educação.

Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, aprovada pelo Conselho Nacional de Saúde, no dia 12 de novembro de 2009, em processo de publicação.

População Negra As principais ações desenvolvidas pelo Ministério da Saúde direcionadas à implementação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, com base no Plano Operativo em 2010 foram:

Publicação do 2ª Boletim Informativo/Eletrônico, instrumento estratégico para a divulgação da Política com o objetivo de informar os eventos sobre o tema e divulgar e trocar experiências nacionais e pesquisas realizadas. O Boletim destina-se aos membros do Comitê Técnico de Saúde da População Negra (CTSPN), representantes de Movimento Negro e Profissionais de Saúde;

Realização do I Seminário Regional Sul e Sudeste para implementação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, Rio de Janeiro/RJ, no período de 25 e 26 de março de 2010, visando potencializar as ações da Política, a partir da disseminação de informações sobre saúde da população negra, no sentido de fomentar a ampliação do acesso da população negra às ações e aos serviços do SUS. Participaram do Seminário 167 pessoas, dentre elas, profissionais de saúde da Região Sul e Sudeste, gestores estaduais e municipais e conselheiros de saúde municipais e estaduais;

Realização de Reunião do Comitê Técnico de Saúde da População Negra, no período de 12 e 13 de abril de 2010, com 24 representantes dos movimentos negros, do Ministério de Saúde,

da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial - SPPIR e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), com o objetivo de discutir Estratégias de Implementação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, como também discutir os documentos técnicos sobre a Educação Permanente em Saúde e Orientações para Gestores e Profissionais do SUS sobre a Política;

Realização de Seminário sobre a Implementação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, em maio, com 70 pessoas, Manaus AM;

Realização da I Conferência Municipal de Saúde da População Negra: "Um Desafio de Todos", em junho, Vitória - ES, com a participação de 100 pessoas;

Oficina de Capacitação em Saúde da População Negra, Regiões Norte, Nordeste e Centro-

Oeste, 22 e 23 de novembro 2010. População em Situação de Rua Durante todo o ano de 2010, o Dagep realizou reuniões com áreas estratégicas do MS para tratar das demandas da População em Situação de Rua (Departamento de Atenção Básica,

Programa Nacional de Combate à Tuberculose, Área Técnica de Saúde Mental, Departamento de DST/AIDS e Hepatites Virais, entre outras). O Departamento também participou das 05 reuniões ordinárias e 01 extra-ordinária do Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política Nacional para a População em Situação de Rua, representando o Ministério da Saúde. Além disso, as atividades promovidas pelo departamento foram:

II Seminário Diversidade de Sujeitos, Igualdade de Direitos, do dia 1º a 03 de julho, com 12 representantes da População em Situação de Rua (lideranças e profissionais);

Oficina de trabalho DAGEP/SAMU/SGTES Módulo de capacitação de profissionais do SAMU sobre População em Situação de Rua, no Rio de Janeiro, no dia 29 de abril de 2010, com 11 participantes;

Reunião de trabalho DAGEP/SAMU para definição de módulo de capacitação das equipes do SAMU sobre População em Situação de Rua, em São Paulo, no dia 16 de abril de 2010, com 9 participantes;

I Reunião do Comitê Técnico de Saúde da População em Situação de Rua, em Brasília, no dia

18 de junho de 2010, com 20 participantes;

Oficina Direito à Saúde e Participação Social 9 º Festival Lixo e Cidadania BH, no período de agosto de 2010, com 30 participantes;

I Oficina de Capacitação de Lideranças da População em Situação de Rua sobre o SUS em Brasília/DF, dias 27 e 28 de setembro de 2010, com 30 participantes;

II Reunião do Comitê da População de Rua, no dia 29 de setembro de 2010, Brasília/DF, com

17 participantes.

População Cigana No Planejamento de ações do Dagep foram realizadas ações de intervenções realizadas nas populações ciganas no período de janeiro a novembro 2010:

Visitas as comunidades ciganas para auscultas de demandas em saúde: atendimento médico, odontológico e vacinação, por meio de unidade móvel; proteção ao conhecimento tradicional dos rituais de fitoterapia, artes divinatórias, o respeito à natureza e a preservação da ecologia desenvolvida pela etnia cigana; implantação de programas de saúde diferenciados na assistência às etnias ciganas, priorizando ações na área de medicina preventiva, segurança alimentar, fitoterapia, DST/AIDS; ginecologista mulher nas unidades móveis para o atendimento do pré natal e preventivo do câncer ginecológico;

Produção de material dirigido às unidades de serviços do SUS com recomendações para o atendimento das especificidades culturais ciganas;

Inclusão da população cigana no cadastramento do SUS, sem a exigência de comprovação de residência, atendendo assim a situação de nômade desta população. Essa ação já aconteceu e a

SGEP conseguiu incluir na Portaria do Cadastramento do SUS, que esta população dada a sua

natureza nômade está desobrigada da comprovação de residência. Esta ação sem dúvida permite o acesso ao SUS de todos os ciganos; Apoio técnico e financeiro para a realização do II Prêmio de Culturas Ciganas, uma promoção do Ministério da Cultura com apoio entre outros do Ministério da Saúde, Para a realização do II Premio de Culturas Ciganas, em outubro de 2010, o Dagep destinou R$ 100.000,00 (cem mil reais) para as premiações das experiências culturais em saúde. Foram inscritas 179 expressões culturais ciganas e premiadas 30, sendo 10 sobre a saúde cigana. O objetivo do prêmio é ampliar o conhecimento sobre a diversidade, o comportamento, tratamento, cuidados e terapias medicamentosas da população cigana, conhecer mais a cultura e assim obter subsídios para que o Ministério da Saúde possa formular ações de acolhimento no SUS que atendam as especificidades da saúde do povo cigano. Participação de representações ciganas nos eventos da SGEP sobre diversidade cultural, equidade, controle social e gênero. O Dagep tem tido contatos mais amiúdes com as comunidades Calon de Sousa e Marizópolis na Paraíba, com 200 famílias, articulado com a administração municipal e Secretaria de Saúde dos municípios. No estado de Goiás, o Dagep tem contato com cerca de 30 comunidades nômades e sedentárias nos municípios de Trindade e Caldas Novas. Foram capacitados cerca de 230 ciganos em 26 localidades do País, em se tratando de populações itinerantes, o número é bem positivo e pode-se dizer que estes ciganos representem comunidades compostas de 40 membros, o que daria um número total em torno de 9200 ciganos. Um comitê de Saúde da População Cigana está sendo estruturado a exemplo dos já existentes: População Negra e LGBT. Em novembro de 2010, o Dagep realizou um levantamento dos acampanhamentos ciganos existentes nos estados de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro e Espírito Santo, com o objetivo de realizar um levantamento situacional das condições de saúde nos acampamentos da população cigana. Em dezembro de 2010 foi realizada uma pesquisa de campo nos acampamentos ciganos sobre as condições de saúde dessa população nos estados Minas Gerais, Bahia, Espírito Santo e Pernambuco. Programa Brasil Quilombola O Programa Brasil Quilombola é um programa do Governo Federal coordenado pela Casa Civil com execução por vários ministérios. O Ministério da Saúde por meio da SGEP repassou recursos financeiros aos estados, por meio das modalidades de convênio e fundo a fundo, totalizando o valor de R$ 1.000.000,00 visando informar, sensibilizar e mobilizar gestores, a fim de promover ações de saúde nos municípios com comunidades quilombolas. Foram realizados em 2009, quatro Seminários Integrado de Políticas para Comunidades Quilombolas nos estados da BA, MA, MG e PE, com objetivo de sensibilizar gestores, trabalhadores da saúde e conselheiros de saúde para a implementação das ações de saúde para as

comunidades quilombolas de acordo com as diretrizes da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, da Política Nacional de Saúde Integral das Populações do Campo e da Floresta e da Política Nacional da Atenção Básica, incluindo articulação intersetorial com as ações de desenvolvimento social e promoção de igualdade racial. Além de informar as lideranças quilombolas sobre seus diretos à saúde. No planejamento de ações do DAGEP, na Ação 8215 está prevista a realização de 04 Seminários Estaduais de Saúde da População Quilombola, com participação de 200 pessoas, nos Estados AL, ES, RJ e SP, nos meses de março, abril, maio e junho. Foi realizado o Seminário sobre saúde das comunidades quilombolas do estado da Paraíba, com a participação de 100 pessoas, em junho 2010.

No segundo semestre de 2010, em parceria com a SES/PA, foi realizado Seminário Integrado de Políticas de Saúde para Comunidades Quilombolas do Estado do Pará e contou com a participação de lideranças quilombolas, gestores e conselheiros de saúde. Ainda, em parceria com o Ministério da Saúde e a SES/PA, foi realizada pesquisa para diagnosticar a situação da saúde em 110 comunidades quilombolas, em trinta municípios do estado. O Objetivo da pesquisa é subsidiar a elaboração de políticas públicas de saúde voltadas para essas populações. Os resultados preliminares foram apresentados na I FENAGEP em julho 2010. Foi realizado pela Sgep/MS a Oficina de Capacitação de lideranças quilombolas sobre

o SUS, nos dias 25 e 26 de novembro 2010, com 41 lideranças Quilombolas, com o objetivo de

promover o fortalecimento do controle social, a formação de representantes de movimentos sociais e a instrumentalização sobre a estrutura do Sistema Único de Saúde.

Carta de Direitos dos Usuários (Processo de Revisão Coordenado pelo DAGEP/SGEP) A portaria GM/MS 675 de 30/03/2006 inovou ao aprovar na forma de anexo à portaria

a Carta dos Direitos dos Usuários da Saúde consolidando em um único documento, os direitos e deveres dos usuários da saúde em todo Brasil.

Sua ampla divulgação em forma impressa e ilustrada tornou esta carta instrumento de exercício da cidadania na saúde, garantindo a informação necessária para o efetivo acesso a bens e serviços de saúde. Tornou-se também material didático na educação permanente de conselheiros de saúde e lideranças sociais para a efetivação da participação social. Ao longo de dois anos de divulgação, utilização e debates a respeito da referida carta constatou-se a necessidade de revisão da mesma considerando a atual legislação do SUS e os debates oriundos dos espaços de participação social. Detectou-se ainda a necessidade de adequação da linguagem utilizada e a ampliação da mesma para difusão de direitos já assegurados em lei, mas que não compunham a versão inicial. Tal necessidade de revisão encontra-se reiterada na Recomendação

nº 043, de 10 de outubro de 2008 do Conselho Nacional de Saúde (anexo).

Para o processo de revisão constituiu-se Grupo de Trabalho (GT) coordenado pelo

Departamento de Apoio à Gestão Participativa - SGEP/MS com a participação de: técnicos da Política

Nacional de Humanização da Atenção e da Gestão do SUS- SAS/MS, Assessoria Jurídica do

Ministério da Saúde e Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas SAS/MS. Ao longo de

todo o processo o GT trabalhou em conjunto com Conselheiros Nacionais de Saúde, escolhidos entre

representantes dos segmentos dos trabalhadores e usuários.

O processo de revisão pautou-se pela construção de instrumento capaz de conferir

força normativa e, conseqüentemente, eficácia coercitiva aos direitos e deveres dos usuários de saúde.

Ao congregar os direitos e deveres dos usuários de saúde em apenas um documento, estar-se-á

ampliando e facilitando o conhecimento e o acesso das pessoas à saúde, pois esses direitos se

encontram dispersos em normas fragmentadas o que dificulta o conhecimento e utilização dos mesmos

pelos usuários.

Todas as propostas apresentadas ao longo desta revisão foram submetidas à pesquisa e

revisão da legislação pertinente assegurando o devido embasamento legal e a adequação da linguagem

e conteúdo voltado à população em geral.

Todos os direitos e deveres estabelecidos na nova versão da Carta, assim como toda a

versão anterior, já se encontram fundamentados em outros instrumentos legais (Constituição Federal,

Leis e Decretos.) e, portanto, já constituem direitos subjetivos que podem ser exigidos pelos

indivíduos.

A nova proposta de carta reforçou ainda a importância da participação social na

construção da política de saúde o que originou um novo princípio em relação à versão inicial.

Justamente para que os usuários possam exigir os direitos previstos na Carta é que se optou pela sua

aprovação em Portaria. Anexo a esta nota encontra-se a portaria GM/MS 1820 de 13/08/2009 com

detalhamento da legislação referente a cada princípio.

Após o processo de revisão o novo texto foi apresentado e aprovado na Centésima

Nonagésima Sétima - Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Saúde CNS realizada no período

de 13 e 14 de maio de 2009. Segue abaixo a portaria publicada no Diário Oficial da União.

Apoio do DAGEP aos Movimentos Sociais Como uma das atribuições do Dagep é apoiar e fortalecer os Movimentos Sociais, os

recursos orçamentários e financeiros foram destinados para que esses movimentos realizassem os

próprios eventos, bem como por meio de passagens e diárias.

2.2.2.4. Plano de Ação do Departamento de Ouvidoria-Geral do SUS (DOGES)

As principais ações desenvolvidas pelo Departamento de Ouvidoria Geral do SUS/

SGEP/MS no decorrer do ano de 2010, subsidiaram o processo de avaliação e divulgação dos

resultados alcançados neste ano, assim como divulgaram informações que possam contribuir para o

aprimoramento da gestão do SUS e planejamento estratégico de novas atividades e metas para o ano de 2011.

As Ouvidorias do SUS, como componente da ParticipaSUS, atuam como canal direto de comunicação dos usuários do sistema e da comunidade para subsidiar a política de saúde do país, contribuindo com o controle social. São canais democráticos de comunicação destinados a disseminar informações e receber manifestações dos cidadãos, como reclamações, denúncias, sugestões, elogios, e solicitações.

Pela mediação e busca de equilíbrio entre os entes envolvidos, as Ouvidorias do SUS efetuam o encaminhamento, a orientação, o acompanhamento da demanda, e o retorno ao usuário, com o objetivo de propiciar uma resolução adequada aos problemas apresentados, de acordo com os princípios e diretrizes do SUS.

O Departamento de Ouvidoria-Geral do SUS DOGES foi criado em 2003 pelo Decreto Presidencial n.º 4.726 de 09 de junho daquele ano, vinculado à Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa - SGEP. O artigo 34 do Decreto Nº. 7.336 1 , de 19 de outubro de 2010, reafirmou as competências legais do DOGES que desdobram-se em:

I - Propor, coordenar e implementar a Política Nacional de Ouvidoria em Saúde, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS);

II - Estimular e apoiar a criação de estruturas descentralizadas de Ouvidoria em Saúde;

III - Implementar políticas de estímulo à participação de usuários e entidades da sociedade no processo de avaliação dos serviços prestados pelo SUS;

IV - Promover ações para assegurar a preservação dos aspectos éticos, de privacidade e confidencialidade em todas as etapas do processamento das informações decorrentes;

V - Assegurar aos cidadãos o acesso às informações sobre o direito à saúde e às relativas ao exercício desse direito,

VI - Acionar os órgãos competentes para a correção de problemas identificados, mediante reclamações enviadas diretamente ao Ministério da Saúde, contra atos ilegais ou indevidos e omissões no âmbito da saúde; e

VII - Viabilizar e coordenar a realização de estudos e pesquisas visando à produção do conhecimento, no campo da Ouvidoria em saúde, para subsidiar a formulação de políticas de gestão do SUS 6 .

Para viabilizar as competências supracitadas, o DOGES é composto por uma Direção, duas Coordenações Gerais (Coordenação Geral de Pesquisa e Processamento de Demandas CGPPD

1 Aprova a Estrutura Regimental e o Quadro Demonstrativo dos Cargos em Comissão e das Funções Gratificadas do

Ministério da Saúde, (

),

e dá outras providências.

e Coordenação Geral do Sistema Nacional de Ouvidorias do SUS CGSNO) e uma equipe de profissionais capacitados para acolher as manifestações dos cidadãos, atuar no tratamento das demandas, no processo de gestão das informações e apoiar o processo de descentralização das Ouvidorias do SUS.

Com o objetivo de divulgar as principais ações alcançados pelo DOGES em 2010, passa-se à apresentação dos dados:

desenvolvidas e os resultados

Manifestações Acolhidas pelo DOGES no período de Janeiro a Dezembro/2010 Tabela 1. Ligações mensais

de Janeiro a Dezembro/2010 Tabela 1. Ligações mensais Fonte: Sistema Web Report – Ministério da Saúde.

Fonte: Sistema Web Report Ministério da Saúde.

Gráfico 1. Demandas acolhidas no Doges/SGEP/MS por canais de entrada

1. Demandas acolhidas no Doges/SGEP/MS por canais de entrada Fonte: Sistema Web Report – Ministério da

Fonte: Sistema Web Report Ministério da Saúde.

Tabela 2. Demandas registradas: Sistema OuvidorSUS (tipo de atendimento x Classificação)

   

Classificação

 

Total Geral

   

INFORMACAO

RECLAMACAO

SOLICITACAO

   

Tipo Atendimento

DENUNCIA

SUGESTAO

 

ELOGIO

n

%

 

FORMULÁRIO WEB

4.227

138

4.245

2.911

1.932

431

13.884

52,8

TELEFONE

1.209

67

388

2.023

5.397

177

9.261

35,2

CARTA

168

28

36

250

1.362

98

1.942

7,4

EMAIL

342

2

78

218

266

33

939

3,6

PESSOALMENTE

28

0

4

42

165

4

243

0,9

CORRESPONDÊNCIA

 

OFICIAL

9

0

2

10

7

4

32

0,1

Total Geral

5.983

235

4.753

5.454

9.129

747

26.301

100,0

Fonte: Sistema Web Report Ministério da Saúde.

Tabela 3. Assuntos das demandas registradas

da Saúde. Tabela 3. Assuntos das demandas registradas Assuntos Total n % GESTÃO 4.789 18,2 VIGILÂNCIA

Assuntos

Tabela 3. Assuntos das demandas registradas Assuntos Total n % GESTÃO 4.789 18,2 VIGILÂNCIA

Total

n

%

GESTÃO

4.789

18,2

VIGILÂNCIA SANITÁRIA

4.118

15,7

ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA

3.849

14,6

ASSISTÊNCIA À SAÚDE

3.579

13,6

COMUNICAÇÃO

2.786

10,6

VIGILÂNCIA EM SAÚDE

2.326

8,8

ESF/PACS

862

3,3

FINANCEIRO

619

2,4

PRODUTOS PARA SAÚDE/CORRELATOS

556

2,1

PROGRAMA FARMÁCIA POPULAR DO BRASIL - SISTEMA CO- PAGAMENTO

 

546

2,1

TRANSPORTE

436

1,7

ORIENTAÇÕES EM SAÚDE

327

1,2

ASSISTÊNCIA ODONTOLÓGICA

297

1,1

PROGRAMA NACIONAL DE DST E AIDS

258

1,0

OUVIDORIA DO SUS

220

0,8

SAMU

209

0,8

PROGRAMA FARMÁCIA POPULAR DO BRASIL

136

0,5

CARTÃO SUS

116

0,4

PROGRAMA NACIONAL DE CONTROLE DO TABAGISMO - PNCT

92

0,3

ALIMENTO

89

0,3

ASSUNTOS NÃO PERTINENTES

55

0,2

CONSELHO DE SAÚDE

36

0,1

Total Geral

26.301

100,0

Fonte: Sistema Web Report Ministério da Saúde.

Tabela 4. Último destino das demandas acolhidas pelo Doges / UF

UF Último

Total

Destino

n

%

DF

7.303

27,8

SP

6.877

26,1

MG

2.843

10,8

RJ

2.408

9,2

RS

933

3,5

BA

859

3,3

PR

820

3,1

SC

478

1,8

CE

406

1,5

GO

378

1,4

PE

376

1,4

MA

312

1,2

PB

312

1,2

ES

293

1,1

RN

251

1,0

PA

242

0,9

AL

223

0,8

PI

204

0,8

MT

179

0,7

MS

138

0,5

TO

134

0,5

AM

122

0,5

SE

101

0,4

RO

53

0,2

AC

20

0,1

RR

19

0,1

AP

17

0,1

Total Geral

26.301

100,0

Fonte: Sistema Web Report Ministério da Saúde.

Tabela 5. Status das demandas acolhidas pelo Doges / UF

   

Status da Demanda

 

Total Geral

ARQUIVADO

CONCLUIDO

EM ANALISE

ENCAMINHADO

FECHADO

REENCAMINHA

   

UF Último Destino

 

DO

n

%

 

DF

5.363

12

346

1.040

533

9

7.303

27,8

SP

2.618

41

1.628

1.986

569

35

6.877

26,1

MG

977

24

410

1.120

294

18

2.843

10,8

RJ

247

108

169

1.815

56

13

2.408

9,2

RS

336

6

236

285

66

4

933

3,5

BA

305

23

130

332

64

5

859

3,3

PR

409

18

160

165

62

6

820

3,1

SC

136

10

154

134

36

8

478

1,8

CE

138

2

91

134

37

4

406

1,5

GO

121

19

77

135

22

4

378

1,4

PE

88

1

55

203

11

18

376

1,4

MA

19

0

117

175

1

0

312

1,2

PB

98

6

21

179

5

3

312

1,2

ES

30

0

81

156

26

0

293

1,1

RN

57

0

48

127

15

4

251

1,0

PA

39

0

25

170

6

2

242

0,9

AL

99

7

41

51

23

2

223

0,8

PI

9

1

34

147

12

1

204

0,8

MT

51

18

37

55

16

2

179

0,7

MS

58

6

11

49

14

0

138

0,5

TO

40

0

44

38

11

1

134

0,5

AM

18

7

18

73

5

1

122

0,5

SE

48

6

12

26

5

4

101

0,4

RO

2

0

1

49

0

1

53

0,2

AC

12

0

2

4

2

0

20

0,1

RR

4

0

1

14

0

0

19

0,1

AP

0

0

0

17

0

0

17

0,1

Total Geral

11.322

315

3.949

8.679

1.891

145

26.301

100,0

Fonte: Sistema Web Report Ministério da Saúde.

Após ser inserida no sistema e passar pelo processo de tipificação, a demanda é

encaminhada ao órgão competente. Por se tratar de um sistema on-line, o OuvidorSUS permite o

acompanhamento em tempo real de seus trâmites. A evolução no processo de tratamento é indicada no

sistema através do status da demanda, que pode ser classificada de acordo com as seguintes categorias:

Novo → quando uma nova demanda é inserida no sistema;pode ser classificada de acordo com as seguintes categorias: Encaminhado → quando a demanda já foi

Encaminhado → quando a demanda já foi devidamente analisada pelo técnico decategorias: Novo → quando uma nova demanda é inserida no sistema; ouvidoria e encaminhada ao órgão

ouvidoria e encaminhada ao órgão competente;

Em análise → quando o órgão competente visualiza a demanda. Fase de análise e

tratamento;

Concluído → quando o órgão competente analisa e responde a demanda ao DOGES; Reencaminhado → quando o DOGES considera necessário reavaliar as providências adotadas pelo órgão competente e a reenvia para o destino; Fechado → demanda cuja análise e respostas emitidas pelo órgão competente foram consideradas satisfatórias pelo DOGES ou cujas providências adotadas durante o tratamento da demanda são consideradas resolutivas no âmbito do SUS. Arquivado → demanda que, por resolução ou insuficiência de dados, foi enviada ao

arquivo. Obs: O Doges utiliza os termos resolvido e pendente para explicitar a situação das demandas. RESOLVIDO = Arquivado/Concluído/Fechado. PENDENTE = Novo/Encaminhado/Em análise/Reencaminhado.

PENDENTE = Novo/Encaminhado/Em análise/Reencaminhado. Tabela 6. Total de informações disseminadas pela
PENDENTE = Novo/Encaminhado/Em análise/Reencaminhado. Tabela 6. Total de informações disseminadas pela
PENDENTE = Novo/Encaminhado/Em análise/Reencaminhado. Tabela 6. Total de informações disseminadas pela
PENDENTE = Novo/Encaminhado/Em análise/Reencaminhado. Tabela 6. Total de informações disseminadas pela
PENDENTE = Novo/Encaminhado/Em análise/Reencaminhado. Tabela 6. Total de informações disseminadas pela

Tabela 6. Total de informações disseminadas pela Ouvidoria Geral do SUS

TOTAL DE INFORMAÇÕES DISSEMINADAS PELO DOGES/SGEP/MS

Atendimentos eletrônicos + spots

9.706.710

Sistema OuvidorSUS Gestão de Conteúdo

BITS

183.912

Material de Apoio

69.037

 

Não pertinente

7.610

PARCIAL GERAL

9.967.269

O Sistema Nacional de Ouvidorias do SUS Consoante com as diretrizes da Política Nacional de Gestão Estratégica e Participativa no SUS ParticipaSUS, o componente Ouvidoria tem, entre os seus propósitos, o de consolidar o Sistema Nacional de Ouvidorias do SUS SNO. Naturalmente, a consolidação de um sistema nacional depende da atuação das 03 (três) esferas de gestão. A esfera federal, indutora do processo de consolidação do SNO, participa dessa construção por meio do Departamento de Ouvidoria Geral do SUS Doges/SGEP-MS, cujas competências estão previstas no artigo 33 do atual Decreto nº

7.135/2010.

O Programa Mais Saúde Direito de Todos, em consonância com as atribuições inerentes ao Departamento e com as diretrizes da ParticipaSUS, estabelece ao Doges/SGEP/MS, na Medida 6.3, a incumbência de “Implantar o Sistema Nacional de Ouvidorias do SUS”. Neste cenário de fortalecimento do Sistema Nacional de Ouvidorias do SUS, as Ouvidorias são apoiadas pelo Doges/SGEP/MS para atuarem como um componente da Gestão Estratégica e Participativa e colaboradora no processo de descentralização desse sistema, facilitando a

democratização de informações em saúde; agilizando o processo de recebimento, encaminhamento, acompanhamento e resposta das manifestações recebidas; produzindo relatórios gerenciais que auxiliam na melhoria contínua do Sistema Único de Saúde. Para o desenvolvimento da Ação 6.3.1 o Doges definiu as seguintes macro etapas/atividades:

Apoiar a criação de estruturas descentralizadas de Ouvidorias do SUS;

Conferir apoio técnico-financeiro via celebração de convênios para apoiar a criação de estruturas descentralizadas de Ouvidorias do SUS;

Conferir apoio financeiro via repasse de recursos fundo a fundo para apoiar a criação de estruturas descentralizadas de Ouvidorias do SUS;

Promover capacitação profissional em Ouvidoria do SUS;

Estimular e pactuar o uso do sistema informatizado OuvidorSUS;

Aprimorar o atendimento do Doges/SGEP/MS ao cidadão;

Realizar pesquisas de satisfação dos usuários.

Em 2009, com a requalificação da Ação 6.3.1, na contabilização da meta física passaram a ser consideradas as atividades essenciais realizadas pela CGSNO para a consolidação do Sistema Nacional de Ouvidorias, considerando as seguintes estratégias:

de Ouvidorias, considerando as seguintes estratégias: Entes Federados Apoiados pelo DOGES de Janeiro a Dezembro de

Entes Federados Apoiados pelo DOGES de Janeiro a Dezembro de 2010

Na redação original da Ação 6.3.1 o DOGES tinha como meta, de 2008 a 2011, implementar a Ouvidoria do SUS em 104 localidades 26 ao ano. Em 2008, em que pese a execução de outras atividades pelo Departamento no sentido de apoiar a implantação/implementação de Ouvidorias do SUS, apenas o financiamento era considerado na contabilização do alcance da meta.

Dessa forma, como em 2008 foram pagos 10 convênios firmados na Ação 6182 Ouvidoria Nacional de Saúde e repassados recursos fundo a fundo para 26 Unidades Federadas o

único estado não contemplado foi o do Espírito Santo, por não ter cumprido os requisitos para o

recebimento da verba foram realizados 36 financiamentos, os quais abrangeram 31 localidades (26

unidades federadas e 05 municípios). Assim, a meta física programada 26, conforme anteriormente

citado foi superada em aproximadamente 20%.

De janeiro a dezembro de 2010 foram realizadas as ações citadas, que resultaram no

apoio à implantação/implementação de Ouvidorias do SUS em 228 entes federados 2 , conforme

descrição que segue:

Quadro Geral. Localidades apoiadas pela CGSNO/DOGES em 2009-2010

Região Norte

   

Financiamento:

   

Convênios Fundo a Fundo

Disponibilização

do OuvidorSUS

MUNICÍPIOS

Capacitação

Kit-<