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Fazenda Pública

INTRODUÇÃO
CONCEITO E ABRANGÊNCIA
REPRESENTAÇÃO JUDICIAL
ADVOCACIA GERAL DA UNIÃO
RESPONSABILIDADE DO ADVOGADO PÚBLICO
FORO DE PRERROGATIVA DE FUNÇÃO

Prazos
CONSTITUCIONALIDADE
ALCANCE
 Recurso adesivo
 Litisconsórcio
 Contagem em dias úteis
 Recesso
HIPÓTESES DE NÃO APLICAÇÃO DO PRAZO EM DOBRO
 Prazo próprio para o ente público
 Prazos Judiciais
 Audiência de Conciliação e Mediação
 Prazos em ações de controle de constitucionalidade
(ADI e ADC)
 Estado Estrangeiro
 Ação rescisória
Defesa
Ajuizamento
 Mandado de Segurança
 Recurso em pedido de suspensão
 Contestação em ação popular

Concurso não se faz para passar, mas até passar. Porrada na preguiça! A fila anda e a catraca seleciona. É nóis, playboy!!!
O termo "Fazenda" nos remete a temas ligados ao direito financeiro e à economia - à ideia de
finança, arrecadação, receita, despesa. Historicamente, a expressão
INTRODUÇÃO Fazenda Pública foi consagrada para designar a presença do ente público em juízo.
É preciso ter presente que os litígios que envolvem o Poder Público vão muito além das
questões meramente financeiras.
Fazenda Pública é a expressão utilizada pela legislação para designar a presença
em juízo de pessoa jurídica de direito público interno..
Fora desse conceito estão as pessoas jurídicas de direito privado, ainda que haja
a participação societária do Poder Público.
CONCEITO E
Há exceção. É a questão peculiar da Empresa Brasileira de Correios e
ABRANGÊNCIA
Telégrafos (ECT). Os Tribunais Superiores, STJ e STF, entendem que o Decreto-Lei n°
509/69 foi recepcionado pela Constituição de 1988, de modo que a Empresa Brasileira
de Correios e Telégrafos, conquanto seja empresa pública, está inserida no conceito
de pessoa jurídica de direito público
Os entes públicos são representados em juízo por seus procuradores, os advogados públicos,
conforme previsão dos artigos 131 e 132 da CF. A assessoria jurídica, judicial e consultiva, da União é
realizada pela Advocacia-Geral da União, regulada pela Lei Complementar n° 73/1993.
Nos Estados e no Distrito Federal, a prestação de serviços jurídicos é feita pela Procuradoria-
Geral respectiva, que deve ser organizada em carreira, cujo ingresso depende de concurso de provas
e títulos (CR, art. 132).
 A posição do STF é a de impossibilidade de contratação sem concurso
público de servidor para exercer função e assessoramento jurídico.
 É inconstitucional lei que preveja a contratação de cargos em comissão para
assessoramento jurídico elo Poder Público;
 É constitucional a existência de carreira de advocacia pública específica para
REPRESENTAÇÃO
o Poder Legislativo e o Tribunal de Contas, acessível mediante concurso público.
JUDICIAL
Devidamente aprovado no concurso público e empossado, a investidura no cargo de
procurador outorga os poderes de representação, sem necessidade
de apresentação do instrumento de mandato. Tampouco se precisa juntar substabelecimento ou
delegação de poderes para atuação em Juízo.
A divisão interna do órgão não altera a representação judicial
decorrente da lei.
Ex.: Um advogado público lotado no setor fiscal pode validamente
acompanhar uma audiência na Justiça do Trabalho.
 o CPC prevê a possibilidade de estados e o DF celebrarem convênio para
que uma procuradoria possa atuar em favor de outro ente político (art.
75, § 4°).

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Resumo elaborado, principalmente, com base na obra de Guilherme Freire de Melo Barros – Poder Público em Juízo (2016) – 6ª edição
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 Na esfera municipal, não há previsão constitucional para a criação


obrigatória
de Procuradorias-Gerais. O inciso III do artigo 75 do CPC-2015 estabelece que a
representação judicial
dos municípios pode ser feita pelo prefeito ou por procurador. Isso não significa
que o CPC confira ao prefeito capacidade postulatória. A indicação do prefeito
se eleve em razão de não haver procuradores concursados em todos os municípios
brasileiros. Nesses casos, o prefeito é citado e constitui advogado, a quem outorga
procuração para representar o ente público na demanda judicial.
CRFB Art. 131. A Advocacia-Geral da União é a instituição que, diretamente ou
através de órgão vinculado, representa a União, judicial e extrajudicialmente , cabendo-lhe,
nos termos da lei complementar que dispuser sobre sua organização e funcionamento, as
atividades de consultoria e assessoramento jurídico do Poder Executivo .
§ 1º A Advocacia-Geral da União tem por chefe o Advogado-Geral da União , de livre
ADVOCACIA GERAL nomeação pelo Presidente da República dentre cidadãos maiores de trinta e cinco anos,
DA UNIÃO
de notável saber jurídico e reputação ilibada.
§ 2º O ingresso nas classes iniciais das carreiras da instituição de que trata este
artigo far-se-á mediante concurso público de provas e títulos.
§ 3º Na execução da dívida ativa de natureza tributária , a representação da União
cabe à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional , observado o disposto em lei.
Embora seja papel institucional da PGFN a cobrança da dívida ativa, não se trata de atribuição
exclusiva da carreira, ou seja, nada impede que sua lei regulamentadora preveja hipóteses de
delegação da cobrança
Vide as seguintes leis:
 LC 73/93;
 Lei nº 10.480/2002 – PGF;
 Lei nº 9.650/98 – PGBC
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RESPONSABILIDADE DO ADVOGADO PÚBLICO


EMENTA: CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. CONTROLE EXTERNO.
AUDITORIA PELO TCU. RESPONSABILIDADE DE PROCURADOR DE AUTARQUIA POR
EMISSÃO DE PARECER TÉCNICO-JURÍDICO DE NATUREZA OPINATIVA. SEGURANÇA
DEFERIDA.
I. Repercussões da natureza jurídico-administrativa do parecer jurídico:
(i) quando a consulta é facultativa, a autoridade não se vincula ao parecer proferido,
sendo que seu poder de decisão não se altera pela manifestação do órgão consultivo;
(ii) quando a consulta é obrigatória, a autoridade administrativa se vincula a emitir
o ato tal como submetido à consultoria, com parecer favorável ou contrário, e se pretender
praticar ato de forma diversa da apresentada à consultoria, deverá submetê-lo a novo parecer;
(iii) quando a lei estabelece a obrigação de decidir à luz de parecer
vinculante, essa manifestação de teor jurídica deixa de ser meramente opinativa e o
administrador não poderá decidir senão nos termos da conclusão do parecer ou, então, não
decidir.
II. No caso de que cuidam os autos, o parecer emitido pelo impetrante não tinha caráter
vinculante. Sua aprovação pelo superior hierárquico não desvirtua sua natureza opinativa, nem
o torna parte de ato administrativo posterior do qual possa eventualmente decorrer dano ao
erário, mas apenas incorpora sua fundamentação ao ato.
III. Controle externo: É lícito concluir que é abusiva a responsabilização do parecerista à
luz de uma alargada relação de causalidade entre seu parecer e o ato administrativo do qual
tenha resultado dano ao erário. Salvo demonstração de culpa ou erro grosseiro, submetida às
instâncias administrativo-disciplinares ou jurisdicionais próprias, não cabe a responsabilização do
advogado público pelo conteúdo de seu parecer de natureza meramente opinativa. Mandado de
segurança deferido.
(MS 24631, Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Tribunal Pleno, julgado em
09/08/2007, DJe-018 DIVULG 31-01-2008 PUBLIC 01-02-2008 EMENT VOL-02305-02 PP-
00276 RTJ VOL-00204-01 PP-00250)
CPC Art. 184. O membro da Advocacia Pública será civil e regressivamente responsável
quando agir com dolo ou fraude no exercício de suas funções
No que toca à natureza jurídica, o parecer se caracteriza como opinião técnico-jurídica, sem caráter
decisório. A decisão acerca da oportunidade e da conveniência é do administrador, que, após examinar o
parecer, pratica o ato administrativo.
Quanto à responsabilização do parecerista, esta somente é possível em casos de dolo ou culpa grave,
decorrente de erro inescusável. Além disso, quando se tratar de parecer vinculante, o parecerista divide com
o administrador a responsabilidade pela emissão do ato administrativo e pode vir a ser responsabilizado.
Os pareceres normativos da Advocacia-Geral da U:1ião vinculam toda a Administração Pública federal
(LC 73/93, arts. 39 a 44).
No entender do STJ, a conduta do advogado da União que emite pareceres contrários ao parecer
vinculante da Instituição indica possível falta funcional (LC 73/93, art. 28, inc. II), que pode ser examinada
através de processo administrativo disciplinar.
A posição do Superior Tribunal de Justiça é a de que o advogado goza de imunidade por suas
manifestações jurídicas.
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FORO DE A Constituição da República não prevê o foro por prerrogativa de função para procuradores do
PRERROGATIVA estado para crimes comuns e de responsabilidade. No entanto, não há óbice que a Constituição Estadual
DE FUNÇÃO estabeleça tal prerrogativa.
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Art. 183. A União, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios e suas


respectivas autarquias e fundações de direito público gozarão de prazo em dobro para
todas as suas manifestações processuais, cuja contagem terá início a partir da intimação
pessoal.
§ 1o A intimação pessoal far-se-á por carga, remessa ou meio eletrônico.
§ 2o Não se aplica o benefício da contagem em dobro quando a lei estabelecer,
de forma expressa, prazo próprio para o ente público.
A rigor, não se trata de privilégio odioso, mas sim ele prerrogativa, de instrumento que
realiza o princípio da isonomia no sistema processual.

CONSTITUCIONALIDADE Argumentos:

 Interesse Público: Tanto o Ministério Público quanto a advocacia pública lidam com o
interesse público, de modo que a deficiência de atuação desses órgãos reflete negativamente na
sociedade toda.
 Volume de Trabalho: Não é possível à advocacia pública deixar de patrocinar determinadas
causas por não ter condições de atender ao contingente existente nem as pode repassar a outra banca
de advogados.
 Complexidade da estrutura administrativa dos entes públicos: O trânsito de informações
entre as repartições públicas, a comunicação dos atos, as manifestações administrativas são
naturalmente lemas Dessa forma, é preciso reconhecer que advocacia pública precisa de mais tempo
para coletar informações a fim de elaborar adequadamente sua defesa.
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A aplicação do artigo 183 é ampla a englobar a atuação tanto como parte, quanto como
assistente, como se extrai da expressão "todas as suas manifestações processuais".
Quanto aos atos processuais que contempla, o dispositivo também é amplo, a englobar
todos os prazos do Poder Público, ressalvada a hipótese em que a lei lhe estabelece prazo próprio
(art. 183, § 2°)
A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça seguia esse
segundo entendimento, ou seja, o recurso adesivo poderia ser interposto
de acordo com o prazo em dobro.
RECURSO ADESIVO
Hoje essa matéria foi superada, pois tanto o prazo de resposta,
quanto o prazo de recurso adesivo são em dobro pela regra base do artigo
183 do CPC-2015
Proposta ação de conhecimento em face de dois réus, sendo um
deles o Poder Público, o prazo de contestação é de 30 dias para o ente
LITISCONSÓRCIO público (art. 183) e de 30 dias para o particular (art. 229 c/c art. 335).
O prazo em dobro no litisconsórcio não se aplica às hipóteses em
que o processo é eletrônico (art. 229, § 2°).
Uma novidade importante do CPC-20015 é que os prazos são
CONTAGEM EM DIAS ÚTEIS
ALCANCE contados apenas em dias úteis
Art. 220. Suspende-se o curso do prazo processual nos
dias compreendidos entre 20 de dezembro e 20 de janeiro, inclusive.
§ 1o Ressalvadas as férias individuais e os feriados
instituídos por lei, os juízes, os membros do Ministério Público, da
Defensoria Pública e da Advocacia Pública e os auxiliares da
Justiça exercerão suas atribuições durante o período previsto
no caput.
§ 2o Durante a suspensão do prazo, não se realizarão
audiências nem sessões de julgamento.
RECESSO Para Daniel Amorim Assumpção Neves, atos que não
dependam da participação das partes podem ser realizados
durante o recesso, inclusive intimações, mas com a contagem
de prazo postergada para o primeiro dia útil após o fim do
recesso, em 20 de janeiro. Em posição um pouco diversa,
Leonardo da Cunha entende que, se o litígio envolver apenas
os entes ressalvados no § 1° do artigo 220 - ação civil pública
ajuizada pelo MP contra um Estado, por exemplo -, há não
somente a prática de atos processuais, senão também o
transcurso de prazo e a realização de audiências.
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HIPÓTESES DE NÃO APLICAÇÃO DO PRAZO EM DOBRO


CPC Art. 183. § 2o Não se aplica o benefício da contagem em dobro quando a lei
estabelecer, de forma expressa, prazo próprio para o ente público.

Art. 535. A Fazenda Pública será intimada na pessoa de seu representante


judicial, por carga, remessa ou meio eletrônico, para, querendo, no prazo de 30 (trinta)
dias e nos próprios autos, impugnar a execução, podendo arguir: (...)

Art. 910. Na execução fundada em título extrajudicial, a Fazenda Pública será


citada para opor embargos em 30 (trinta) dias .

_____________________________________________________
PRAZO PRÓPRIO PARA
O ENTE PÚBLICO
Lei nº 10.259/2001 Art. 9º Não haverá prazo diferenciado para a prática de
qualquer ato processual pelas pessoas jurídicas de direito público, inclusive a
interposição de recursos, devendo a citação para audiência de conciliação ser efetuada
com antecedência mínima de trinta dias.

Lei nº 12.153/2009 Art. 7o Não haverá prazo diferenciado para a prática de


qualquer ato processual pelas pessoas jurídicas de direito público, inclusive a
interposição de recursos, devendo a citação para a audiência de conciliação ser
efetuada com antecedência mínima de 30 (trinta) dias.

Nesses casos, o dispositivo legal se refere especificamente ao ente público, pelo que não há
que se falar em contagem em dobro de prazos
Se o juiz fixa prazo específico para o Poder Público, então esse é o prazo de que dispõe o
PRAZOS JUDICIAIS
ente para manifestação.
Art. 334. Se a petição inicial preencher os requisitos essenciais e não for o caso
de improcedência liminar do pedido, o juiz designará audiência de conciliação ou de
mediação com antecedência mínima de 30 (trinta) dias, devendo ser citado o réu com
pelo menos 20 (vinte) dias de antecedência

Art. 335. O réu poderá oferecer contestação , por petição, no prazo de 15 (quinze)
AUDIÊNCIA DE dias , cujo termo inicial será a data:
CONCILIAÇÃO E I - da audiência de conciliação ou de mediação, ou da última sessão de
MEDIAÇÃO conciliação, quando qualquer parte não comparecer ou, comparecendo, não houver
autocomposição;
Não há uma regra específica para o Poder Público, o que leva à aplicação da regra geral de
prazo em dobro; logo, a citação do Estado deve ser feita com pelo menos 40 dias de antecedência,
sendo a audiência designada com antecedência mínima de 60 dias.
O prazo para apresentação da contestação no CPC-2015 se inicia da data da audiência
quando não houver auto composição ou a parte não comparecer (art. 335, I).
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PRAZOS EM AÇÕES DE
CONTROLE DE
Apesar de haver controvérsia entre as turmas do STF, o CPC-2015 não tratou de
CONSTITUCIONALIDADE regra específica sobre o controle concentrado.
(ADI E ADC)
O Estado estrangeiro não goza da prerrogativa dos prazos diferenciados, pois o artigo 183
ESTADO ESTRANGEIRO
não fez qualquer menção específica.
Art. 970. O relator ordenará a citação do réu, designando-lhe
prazo nunca inferior a 15 (quinze) dias nem superior a 30 (trinta) dias para,
querendo, apresentar resposta, ao fim do qual, com ou sem
contestação, observar-se-á, no que couber, o procedimento comum.
O prazo da resposta é fixado entre 15 e 30 dias (CPC-2015, art. 970).
Defesa
No Superior Tribunal de Justiça, sob o CPC-1973, a prerrogativa de dilação
de prazo é aplicada à ação rescisória (RESP 363.780/RS).
Como o conteúdo do artigo 970 do CPC-2015 é semelhante à do CPC-1973,
parece-nos que a tendência é a manutenção do entendimento jurisprudencial do
STJ.
Art. 975. O direito à rescisão se extingue em 2 (dois) anos
AÇÃO RESCISÓRIA contados do trânsito em julgado da última decisão proferida no
processo.
A interpretação dada pelo STF a respeito do assunto é o de que não se
pode estender a prerrogativa de prazo para a propositura da ação rescisória.
Como o CPC-2015 manteve a mesma sistemática anterior, não parece haver razão
Ajuizamento para mudança de entendimento do STF.
Assim, conclui-se que a prerrogativa de prazo não se aplica ao ajuizamento
da ação rescisória (CPC-2015, art. 975)
Exceção: O artigo 8°-C2 da Lei n. 6.739/19793 prevê o
prazo de 8 anos para ajuizamento da ação rescisória nesses casos.
Tal prazo visa combater a grilagem4.
Art. 7o Ao despachar a inicial, o juiz ordenará:
I - que se notifique o coator do conteúdo da petição inicial, enviando-lhe a
segunda via apresentada com as cópias dos documentos, a fim de que, no prazo de 10
(dez) dias , preste as informações;
MANDADO DE Há previsão específica acerca do prazo para prestar informações pela autoridade coatora:
SEGURANÇA 10 dias (art. 7°, inciso I). Aqui não há que se falar em aplicação do artigo 183 do CPC-2015 para
dobrar esse prazo, em razão do princípio da celeridade.
OBS: contagem em dobro dos prazos recursais - tem plena aplicação o
artigo 183, de modo que o ente público goza da prerrogativa da contagem em
dobro dos prazos recursais no mandado de segurança.

2
Art. 8oC É de oito anos, contados do trânsito em julgado da decisão, o prazo para ajuizamento de ação rescisória relativa a processos que
digam respeito a transferência de terras públicas rurais. (Incluído pela Lei nº 10.267, de 28.8.2001)
3
Dispõe sobre a matrícula e o registro de imóveis rurais e dá outras providências.
4
Comportamento de pessoa que se apodera ou procura se apossar de terras alheias, mediante falsas escrituras de propriedade.
PRAZOS 10/10

Lei nº 8.472/92 Art. 4° § 3o Do despacho que conceder ou negar a suspensão,


caberá agravo, no prazo de cinco dias, que será levado a julgamento na sessão
seguinte a sua interposição. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2,180-35, de 2001)
A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal já consolidou o entendimento de que a
RECURSO EM PEDIDO prerrogativa do prazo em dobro não é aplicável aos incidentes de pedidos de suspensão e o
DE SUSPENSÃO5 Superior Tribunal de Justiça segue a mesma linha de entendimento.
OBS.: Não há razão alguma para estabelecer o prazo simples para esse ato
processual, cuja natureza é inegavelmente recursal - aspecto relevante na
aplicação do prazo em dobro no CPC-1973. No CPC atual, o ato processual ser
recurso ou não é indiferente.
Art. 7º A ação obedecerá ao procedimento ordinário, previsto no Código de
Processo Civil, observadas as seguintes normas modificativas:
IV - O prazo de contestação é de 20 (vinte) dias, prorrogáveis por mais 20 (vinte),
a requerimento do interessado, se particularmente difícil a produção de prova documental,
CONTESTAÇÃO EM e será comum a todos os interessados , correndo da entrega em cartório do mandado
AÇÃO POPULAR
cumprido, ou, quando for o caso, do decurso do prazo assinado em edital.
Consta expressamente desse dispositivo que o prazo é comum a todos os interessados, de
modo que não são aplicáveis os artigos 183 (prerrogativa de prazo para o Poder Público) e 229
(contagem em dobro de prazos para litisconsortes).

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O pedido de suspensão es:<Í previsto de forma esparsa em diferentes diplomas legais. EXEMPLOS: Lei ele Ação Civil Pública, Lei do Habeas
Data, Lei n. 8.437/92 etc.