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Pdõâe Pertence Júnior, Antonio


Eletronica anaiogica: amplificadores operacionais e
filtros ativos: teoria, projetos, apI'ca‹.;í:ies e laboratorio J
Antonio Pertence Júnior. Porto Alegre: Bookman, ZDOB.
ISBN 9?8¬85-363-üiãü-?

1 _ Eletronica -- Amplificadores. I. Titulo

CDU 621.3?5ƒ.9

Catalogação na publicação: Monica Baiiejo Canto - CRB iüƒi 023


AMPLIFICADORES
OPERACIONAIS
E FILTROS ATIVOS
1soRIA. PnoJEros.APucAçõEsELABonAtÓ|tio
Gê Edição

I'

ANTONIO PERTENCE JUNIOR


Diretor da PECTELP - Eietronica, Computação e Teiecomunicaçoes - Consuitoria
Engenheiro Eietrônico e de Teiecomunicaçoes (iPUCfMG_,`
Especiaiista em Processamento de Sinais ,oeia Ryerson University (Canadaj
i.icer.-ciatura Piena em Eletricidade, Eietrcinica e Teiecomunicaçoe s
Membro da Sociedade Brasiieira de Matematica {5BM,`
Membro do instituto Brasiieiro de inventores (JBL
Membro da Sociedade Brasiieira de Eietromagnetisrno (SBi'viAG,`
Professor do curso de Engenharia de Teiecomunicaçoes da FUMEC (MQ
Professor da Escoia Tecnica ESBG¡'FiErvi G
Professor Tituiar da Facuidade de Sabará (MGQ

Reimpressäo 2007

2003
cf) Artmed Editora S.A., 20133

Capa:
GUSTARJU MACRI
Revisão de texto:
ANTONIO PAIM FALCETTA

Supervisão ediroriai:
ARYSINHA JACQUES AFFONSO

Editora ção eietronica e pre-fiigh t:


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Reservados todos os direitos de publicação, em lingua portuguesa, ã


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(BOOKMANP COMPANHIA EDITORA É uma divisão da ARTMEOP' EDITORA S.A-}
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'EJDU-Ati-BAG Porto Alegre RS
Fone (51 ) 302?-iüüü Fa:-:(51) 302?-?D?O

Éproiloida a duplicação ou reprodução deste voiume, no todo ou em parte.


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distribuição na Wei: e outros). sem permissão expressa da Editora.
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SAC OBÚD ?O3-34¿l4

IMPRESSO NO BRASIL
FRINTED JW BRAZIL
Sd quem escreve um livro com seriedade...
Sd quem escreve um livro com respcrnsabilidade...
Sd quem escreve um livro corn experiência de vida...
Sabe o quanto ríi dificil escrever um livro!

(API)

Para Eneida, Vanessa e Adiene, porque vocês fitteram


o motivo e a diferença.
Para minha tia Maria da Piedade Ferreira Pinto (in
rrremrarirrrrt.) pelo muito que me ensinou.
Para minha mãe, Elvira de Assis Martins Pertence,
pelo constante carinho e incentivo.
Para Ernrnanuel, meu filho, uma nova força e uma
nova lua em minha vida...

(APJ)
AGRADECIMENTOS

Desejo csprc.ssar meu agradecimento a todos que colaboraram comigo neste projeto mas,
principalmente, as pessoas listadas abaixo, em ordem alfabética, pois elas participaram de
forma especial:

A equipe da Bookrnan Editora, por acreditar' na qualidade desta obra.


Guilherme Moutinho Ribeiro, pelos seus constantes gestos de apoio e incentivo.
Juarezr. L. Boari, pela amizade e cr_tlaho1¬açãtt.
Lindomar C. Silva, pela paciência e senso analítico.
Rita de Cássia Uliveira, por ter cornprcendido meus ltieroglifos.
Robson Jose Durães, amigo, incentivador e grande batalhador pelo desenvolvimento
do ensino tecnológico.
Wilson L. lvl. Leal, es-diretor industrial da SID Microele-trüinica S.A., pela
autoriízaçao dada ao autor para reprodu:‹_›:ir as folhas de dados sobre circuitos
integrados.
PnE|=Ác|o À sExtA ED|çÃo

(LEIA-MEE)

Us amplificadores operacionais {AOPs) continuam sendo os circuitos integrados mais impor»


tantes em termos da grande quantidade e diversidade de suas aplicaçoes.
Este livro tem como objetivo preencher um espaço quase vazio na lit.eratura nacional
sobre o assunto. O texto aborda de forma objetiva os aspectos tedrieos e práticos dos amplifi-
cadores operacionais. Ao longo do mesmo encontram-se diversas oricntaçoes úteis aos proje-
tistas de circuitos eletronicos, bem como aos tocnicos e engenheiros de manutenção de sistemas
eletronicos e de instrumentação em geral. Existe um capítulo específico sobre proteçoes e
anãlise de falhas de circuitos com amplificadores operacionais. A utilização de manuais (dare-
beairs) foi bastante enfatixada.
Apresentamos dois capítulos sobre teoria e projetos de filtros ativos. Acreditamos que
este o o primeiro trabalho publicado sobre o assunto em nosso idioma. A crescente importãn-
cia dos filtros ativos em sistemas de tclecomunicaçoes, instrumentação industrial e hioeletro-
nicajustifica plenamente o seu estudo.
Um trabalho como este ficaria incompleto se não existissem algumas experiências sim~
ples, mas importantes, para serem realizadas pelos leitores ou estudantes que disponham dos
equipamentos e materiais necessarios as mesmas* Outro aspecto que não poderia deixar de
compor este livro são os “problemas analíticos" colocados no Apondiee B. Esses problemas
tom por objetivo aprimorar a capacidade analítica do estudante em termos de analise de circui-
tos com amplificadores operacionais.
Nas Referências bibliográficas indicamos diversos sites muito úteis aos leitores desta obra.
Outro ponto que merece destaque são os projetos orientados colocados no último capí-
tulo. São projetos simples mas muito úteis para desenvolver um pouco mais a capacidade de
analise e pesquisa dos estudantes.
Aos professores, queremos sugerir que, em um primeiro curso sobre amplificadores
operacionais, os Capítulos 7 e 8, bem como o segundo grupo de experioncias do Capítulo 9,
sejarn emitidos. Entretanto, a decisão final fica a criterio dos caros colegas, pois ela depende
da carga horãria dispon ível e também dos objetivos da disciplina.
Nesta sexta edição, alem da nova diagramação, procuramos aprimorar o livro, melhorando
alguns pontos de modo a torna'-lo mais claro e preciso. A acolhida deste livro, não apenas no
Brasil, mas em Portugal e também na Espanha (onde o mesmo foi traduzido), obriga o autor a

As cxpcncncias podern também ser executadas no sriƒitr-art* Eierrrr'rJrrr`r.'.s llivririrerrr.-i1'fÉ'. com pequenas alteraçoes em algumas delas.
ELETRONICA ANALOEICA: AMPLIFICADORES OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

melhorã-lo continuamente em uma atitude de respeito aos colegas, aos alunos e aos profissio-
nais que o utilieam.
Finalmente, esperamos continuar recebendo os comentários e críticas dos usuários des-
te texto. As correspondências poderão ser dirigidas ao autor atraves da editora ou do seguinte
errrrrii: pcrtencechair.@.uaivip.com.br. Por essa ajuda antecipadamente agradecemos.

APJ
su|v|ÁR|o

PARTE I AMPLIFICADORES OPERACIONAIS

1 Conceitos fundamentais 17
Í.l O amplificador operacional (AOP)..._.... li'
-_ 2 Conceito de tensao de offset de saída 20
_. Ganho de tensão de um amplificador 22
_. Comentários sobre as características de um amplificador .......... _. 23
_. U1-lb-bl Alimentação do 25
Í.o Conceitos de décadas e oitavas 26
2.? Exercícios resolvidos 2?
1.8 Exercícios de fixação 2"?

2 Realimentação negativa (RN) 29


2.1 Modos dc operação do AOP 29
2.2 Amplificador genérico com RN 3I
2.3 Conceito de curto-circuito virtual e terra virtual 32
2.4 Curva de resposta em malha aberta e em malha fechada 35
2.5 36
2.o Saturaeão 38
2.? Outras vantagens da RN 39
2.3 Freqüência de corte e taxa de atenuação 4U
2.9 Rise-rirrrrr (tempo de subida) 45
2.10 Oversltenr 4?
2.11 Exercícios resolvidos 48
2.12 Exercícios de fixação 49

3 Circuitos lineares básicos com AOPs 51


3.] O amplificador inversor 51
3.2 O amplificador não-inversor 53
3.3 Considcraçoes prãocas e tensão de 54
3.4 O seguidor de tensão 55
3.5 Associação de estágios não-interagentes em cascata.._.... 59
3.6 O amplificador somador (iii
3.7 O amplificador somador não-inversor til
3.8 O amplificador diferencial ou subtrator 62
1-.. J

ELETRONICA ANALOEICA: AMPLIFICADORES OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

Razão de rejeição de modo comum (CMRR) 63


._ O amplificador de instrumentação.............................._........... 65
._ Algumas considerações sobre rcsisto1'es vr3r'sr.rs freqüência 69
Amplificador de CA corn AOP TO
trri
_ Distribuição de correntes em um circuito com AOP........ 72
.1 Exercícios resolvidos 23
.1 Exercícios de fixação 26

Diferenciaderes, integradores e controladores 77


4.1 O amplificador inversor gene1'aIizado ......................................... ._ Ti
4.2 O diferenciador 78
4.3 O diferenciador prãtico 81)
4.4 O integrador.................... R2
4.5 O integrador prãtico 84
4.6 lntcgradores especiais 36
4.? Controladores analógicos com AOPs 3?
4.8 Conceitos básicos sobre controle de processos 8?
4.9 Controlador de ação proporcional 89
4.10 Controlador de ação integral 91
4.1 I Controlador de ação derivativa 92
4.12 Exercícios resolvidos 93
4.13 Exercícios de fixação ................................................................... ._ 9?

Aplicações não-lineares com AOPs 99


5.1 Comparadores 99
5.2 Comparador regenerativo ou Schmitt trigger' -Di
5.3 Oscilador com ponte de Wien 1Il
5.4 O temporizador 555 _ 16
5.5 O multivibrador astãvel com AOP 18
5.6 Oerador de onda dente-de-serra 121
5.? Circuitos iogarítmicos 124
5.8 Retilicador de precisão com AOP...... 128
5.9 O ADP em circuitos de potoncia..... '31
5.10 Reguladores de tensão integrados _ 36
5.11 Consideraçoes finais -39
5.12 Exercícios resolvidos 140
5.13 Exercícios de fixação 144

Proteçoes e análise de falhas em circuitos com AOPs 147


6.1 Proteção das entradas de sinal _47
6.2 Proteção da 48
6.3 Proteção contra irrreir-rip (ou sobretravame-nto) 148
6.4 Proteção das entradas de alimentação 149
6.5 Proteção contra ruídos e oscilaçoes da fonte de alimentação 149
6.6 Análise de falhas em circuitos com AOPs 50
6.7 Alguns testes especiais para determinação de falhas em
sistemas cont AOPs 152
6.8 Teste de AOPs utilizando osciloscopio 153
6.9 Alguns procedimentos adicionais 155
6.10 Consideraçoes finais 155
6.1 I Exercícios de fixação 156
suMAmo 13

PARTE 2 FILTROS ATIVOS

2 Filtros ativos I: Fundamentos 161


2.1 Definição 161
2.2 Vantagens e desvantagens dos filtros ativos 162
162
Ressonãncia, fator Q,.¿, e seletividade 162
Filtros de Butter"-.vorth 169
Filtros de Cheby.shev............... 121
Filtros de Cauer ou elípticos _24
Defasagens em filtros 125
Exercícios resolvidos 126
:ei:elT4:r-I:el:el
r¬I
.efEsüo - .1G'sLJ1-l`=-OJ Exercícios de lixação 128

8 Filtros ativos II: Projetos 181


8.1 Estruturas de implementação _8l
8.2 Filtros passa-baixas 182
8.3 Filtros passa-aitas 182
8.4 Filtros de ordem superior à segunda....__ 191
8.5 Filtros passa-faixa '93
8.6 Filtros rejeita-faixa _96
8.2 Circuitos deslocadores de fase _98
8.8 Filtros ativos integrados 201
8.9 Considerações prãticas......... 202
8.10 Tabelas para projetos 203
8.11 Exercícios resolvidos 205
8.12 Exercícios de tixaçãcr 209

PARTE 3 EXPERIÊNCIAS E PROJETOS

9 Experiências com AOPs (laboratorio) 213


Observaçoes importantes relativas as práticas de laboratorio 214
Primeiro Grupo: Experiências de 'l a 12 ................................................... _. 215
Segundo Grupo: Experiências de I8 a 22 236

10 Projetos orientados 243


Profeto 1 Fonte 243
Projeto 2 Indicador de balanceamento de pontc........ 244
Projeto 3 Interface optica para TTL 245
Projeto 4 Fotocontrole para reié 245
Projeto 5 Circuito prãtico de um amplificador logarítmico 242
Projeto 6 Amplificador de ganho programável 248
'14 ELETRONICA ANALOEICA: AMPLIFICADORES OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

.srennlces
A O amplificador diferencial 249
A.1 Consideraçoes 249
A.2 Diagrama em blocos do 250
A.3 Analise do amplificador diferencial basico 251
A.4 Tensão de rijƒiret de enu'ada e tensão rifiírer de saida 254
A.5 Conclusão 254

B Problemas analíticos 255

C Folhas de dados do CA241, CA242 e CA 1458 223

D Folhas de dados do CA324 281

E O temporizador 555 e folhas de dados 282

F Folhas de dados do AOP PA46 da APEX 295

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS 301

ÍNDICE 303
PARTE I

AMPLIFICADORES
OPERACIONAIS
í×/\/\/@ capim/0 1 1

CONCEITOS FUNDAMENTAIS

Bte capítulo inicial aborda alguns topicos que irao servir de base para nossos estudos sobre os amplifica-
dores operacionais (ADPS), especialmente o conceito de ganho de tensão e as explicaçõessobre as
caracteristicas ideais de um amplificador.

O AMPLIFICADOR OPERACIONAL (AOP) |

Definição

O AGP ri uni rrrnpfiƒicudor CC nrrri'rr`e.rrdgio com errrruda difererrcial cujas caracteris-


ticas se rrproxinrunr das de um rrrrrplificrtdor ideal.
No Apêndice. A fazemos um pequeno estudo do amplificador diferencial, bem como da
estrutura interna do AOP. Sugerimos, neste ponto, a leitura deste apêndice para uma melhor'
compreensão da definição.
Caracteristicas ideais de um AOP:
a} resistência de entrada infinita:
b`} resistência de saída nula;
c_} ganho de tensão infinito;
d} resposta de freqüência infinita (CC a infinitos Hertz):
e} insensibilidade ã temperatura (dr'.{fr nulo).
0bser'vrrçri`a_' No subtítulo 1.4 explicaremos detalhadamente cada uma dessas características,
utilizando um .amplificador de tensão genérico.

Aplicações dos AOPs


E muito difícil enumerar a totalidade das aplicaçoes desse fantãstico circuito (ou corn
poncnte) denominado arnpliticador oper'aciona1. De rnodo geral, podemos dizer' que suas apli-
caçoes estão presentes nos sistemas eletronicos de corttrole irrdustrial, na instr'urnentação
industrial, na instrumentação nuclear, na instrumentação médica (eletromedicina ou bioele-
tronica). nos computadores analogicos, nos equipamentos de tclecomunicaçocs, nos equipa-
mentos de audio, nos sistemas de aquisição de dados, etc.

"Ao longo deste 1ivr'o. quando nos referir'rnos a um arnplilicador. devcrri ficar implícito que se trata de um amplificador
de tensão.
1-.. E

ELETRDNICA ÀNALDEICÀ: ÀMPLIFICADÚRES 'DPERÀCIDNAIS E FILTRDS ATIVOS

Neste livro, pretendemos apresentar as bases tedticas mínimas necessarias ii compreen-


são dos AOPs. Apresentamos, tambem, uma serie de aplicações básicas dos mestnos, de tnodo
que o estudante possa adquirir conhecimentos suficientes para analisar, implementar e até
mesmo executar projetos corn A()Ps.

Simbologia do ADP

.I .I

a ^ ' "
'I' Y
H H

(H) (b)
|=|c-tuna 1.1

A - Entrada inversora
B - Entrada não-inversora
Y _ Saída
O símbolo da Figura l.l (a) é o mais usual e sera utilizado neste livro.

Um pouco da história dos AOPS


Os A()Ps foram desenvolvidos na decada de 40 e eram construídos com válvulas. Evi-
dentemente as características desses primitivos AOPs eram bastante precárias. Com o advento
do transistor, no final da decada de 40, l`oi possível a construçãio de At`JPs com características
razotíiveis. Ptn'eÍt¬n, em 1963, surgiu o primeiro ADP monolitico (CIRCUITO lNTEGR.»ftDO]
lançado pela Fairchild (EUA): pA7(l2. Esse AGP apresentava uma serie de problemas, tais
como: baixa resistência de entrada, baixo ganho, alta sensibilidade a ruídos, necessidade de
alirnentação positiva e negativa de valores diferentes (p. ex., -(SV e +l 2V), etc. Foi então que
a propria Fairchild, graças aos esforços de uma equipe chefiada por Robert Widlar, lançou em
1965 o conhecido pi-E709. Este último e considerado o primeiro ADP realmente confiável
lançado no mercado. A seguir, a mesma equipe projetou o famoso pA74 I , o qual foi lançado
pela Fairchild em l968. Ate hoje esse AGP ocupa posiçilc de destaque. Evidentemente exis-
tem hoje diversos AÚPs com características superiores as do 741, por exemplo: LF 351 (Na-
tional), CA ?il=fl[.l (RCA). etc.
A tecnologia utilizada na fabricação do ?4l e do TCI9 É denominada bipolar, pois a sua
estrutura interna utiliza transistores bipolarcs. Por outro lado, o 351 utiliza tecnologia bifet,
pois a sua estrutura interna utiliza uma combinação de transistores bipolares com transistores
jfet (daí a dentiminaçiio bifct para essa tecnologia de fabricaçiío de AGPs)."` A tecnologia bi l`et
permite que sejam aproveitados os méritos de ambos os tipos de transitores. Uma grande
vantagem da tecnologia bifet e a altíssima resistência de entrada do ADP, graças a utilização
de transistores FET no estágio de entrada do mesmo.

Existe uma outra tecnologia. desenvolvida pela RCA. denominada bimos tda qual o CA 31412! ti um exemplo). Essa tecnologia
utiliza uma eontbinaçao de transistores bipolares e mosfet. Entretanto, a tecnologia bifet e superior a bimos em quase todos os
aspectos
CÚNCEITUS FUNDAMENTÀIS 19

Podemos, portanto, classificar os AUPs em função das diversas tecnologias utilizadas


desde que os mestnos t`oram concebidos na decada de -40. Tetnos:
l945 _ I" geração _ AOPs a válvulas
l955 _ 2” geração _ .a.üPs a transistores
E965 _ 3" geração _ AUPs monolíticos bipolares
i'šl75 _ -si' geração _ Ftt')Ps monoliticos bifet e bimos
l985 _ Si' geração _ AÚF's monoliticos de poti-i;ncia para aplicações gerais
E995 aos dias atuais _ surgiram muitas intttvaçñes, mas sob o aspecto comercial ainda não
se tem uma tendencia tecnologica definida para se adotar como 6° geração de AÚPs

Pinagem
Na realidade, os AOPs possuem pelo menos 8 terminais. Veja a Figura 1.2, na qual
tomamos como exemplo os famosos AÚFs pA7-41 (Fairchild) e LF 351 (National).

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zo‹- _--_
õ
3

eo
157

FIGURA 1 .2

A descriçao dos pinos e' a seguinte:


I e 5 _ destinados ao balanceamento do ADP (ajuste da tensão de r.yfiÉrer _ veja item
1.2)
_ entrada inversora
_ entrada não-inversora
_ alimentação negativa (-ÉW a -ISV)
_ alimentação positiva (_+3V a +lE-W)
_ saída
't.`JIE¡'i`I.l"~'-l ä~L.UlI*-.Ti _ não possui nenhuma conexão
Observação.: Caso o AGP tenha encapsulatnento metálico, o pino 3 deverá ser colocado no terra.

Código de fabricantes e folhas de dados


Existem inúmeros fabricantes de circuitos integrados no mundo. Cada fabricante possui
uma codificação para seus produtos. Um mesmo integrado pode ser produzido por vários
fabricantes diferentes. Assim sendo, É importante que o projetista conheça os diferentes eddi-
20 ELETRONICA ÀNALOEICE: ÀMPLIFICADORES OPERACIONÀIS E FILTROS J'5~.TI`v'OS

gos para discernir o fabricante, buscar o manual (dorrtbook) do mesmo, pesquisar as caracte-
rísticas do dispositivo, estabelecer equivalências, etc.
Na Tabela 1.1, temos a codificação utilizada pelos fabricantes mais conhecidos no mun-
do e, principalmente, no Brasil. Para ilustrar, tomamos o 741 como exemplo.

TABELA 1.1

Fabricantes Codigos
FAIRCHILU pA?4t
NATIONAL Ltvt?-41
MOTOROLA MC l?4l
RCA CA?4l
TEXAS 5N?41
SIGNETICS SA?4l
slstvtsns Tsnzzttrstj

Um apêndice muito útil e o Apêndice C, no qual se acham as folhas de dados (doro-sheets)


do AGP CA?4l e sitnilares. Nesse apêndice fizemos algo incomum e interessante: apresenta-
mos as folhas de dados retiradas do manual da SID lvlicroeletrenica, uma empresa nacional.*
O leitor irá observar que os dados fornecidos sobre os dispositivos estão em portugues. Aere-
ditamos que isso irá contribuir para uma meihor cotnpreensão dos termos tecnicos em ingles
utilizados em nossos estudos de ADPs c encontrados nos manuais americanos. Essa compre-
ensão e muito útil aos que trabalham na área de projetos e manutenção de sistemas eletfiinictis
envolvendo AOPs.
Finalmente, falaremos um pouco sobre encapsulamentos. Na Figura 1.3 (p. 21), temos
os tipos mais comuns de eneapsulamentos. Na Figura l.3(a), temos um encapsulame-nto plano
ou flrtt'-pack de 14 pinos; na Figura l.3(b), temos um encapsulatnento metálico ou trttirot con
de 3 pinos; e, linalmente, na Figura l.3(e) temos dois tipos de encapsulamenlos em linha
dupla ou DIP (dual-in-line package). Para todos eles são mostradas as diferentes formas de
identificação adotadas pelos fabricantes.
Para o AOP T41 podemos encontrar encapsulamentos DIP de 8 pinos (mais usual) e 14
pinos. Podemos, tambem, encontrar os encapsulatnentosƒtrtr-pack de 11) pinos e nterr.-:J con de
E pinos. A pinagem do encapsulamento DIP de E pinos corresponde exatamente ã pinagem do
cncapsttlamcnto metálico de S pinos.

2 CONCEITO DE TENSÃO DE OFFSET DE SAÍDA

O fato dos transistores do estágio diferencial de entrada do ADP (veia Apêndice A) não
serem idênticos, provoca um desbalanceamento interno do qual resulta uma tensão na saida
denominada tensão de offset de saída, mesmo quando as entradas são aterradas. Assim sendo,
os pinos 1 e 5 do ADP 1141 (ou 351) são conectados a um potenciemetro e ao pino 4. Isso
possibilita o cancelamento do sinal de erro presente na saida atraves de um ajuste adequado do
potenciemetro. Veja a Figura i.4 (p. 21).

*infelizmente a SID não está mais atuando na fabricação de componentes eletronicos, mas as folhas de dados do .K-'apêndice C
continuam p¢rI`eitamente válidas.
CONCEITOS FUNDfltlvlENT›¿'~.l5

_l

Haste metálica
Pino 8 r ¬
Q.

Ponto

Pino 1

(Vista de cima)
(H) {o}

chflflfffl Punta.

Chanfro

___..--Ú' fltƒ.

Pim I _________¡,, Pino 1 _r

(cl

FIGURÀ 1 .3

_|

S 7 Éí

2
6

1* t
I Ú 5
POT

li (Jf col

ATENÇÃO: a conexão errada do POT pode danificar o AOP.


Em caso de dúvida, consulte o manual do fabricante.
FIGURA 1.4
11.

22 ELETRONICA ANALOEICA: AMPLIFICADORES OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

A importãncia do ajuste de ojjfset está nas aplicaçoes em que se trabalham com peque-
nos sinais (da ordem de m`V). Por exemplo:
_ instrumentação petroquímica
_ instrumentação nuclear
_ elctromcdicina (bioeletronica)
_ etc.
Retornaremos a este assunto no Capítulo 3.

1.3 GANHO DE TENSAO DE UNI AMPLIFICADOR

Na Figura 1.5, temos o simbolo de um amplificador generico.

.I

Ú `_'- ED

FIGURA 1.5

Defmire-mos os seguintes parãmetros:


E, = sinal de entrada
EU = sinal de saida
As = ganho de tensão
Assim. podemos escrever:

E
Av = Ef (1-1

Em decibeis, temos:

A., (em deeibeis) = 20 log %-


l

Ou simplesmente:

A,_,(tIIB) = ÉÚ log % (1_2


|
CONCEITOS FUNDAMENTAIS 23

Obseri-irtç¿to.* a iniportãncia da utilização do ganho de tensão em decibeis (dE) justifica-se


quando são utilizados grandes valores para Av, por exemplo:

A., =1~~› A.,(dB)=O


A, =1D+A,_,(dB)=2t]
it., = toi -› a,(.zis)= 4o
ri., = 103 -i x.,(.zis) = se
De modo geral:

A., =1tIl" -a A.._.(dB) =2Dn


A utilização de deeibeis facilita a representação grátiea de muitas grandezas que tem uma
atnpla faixa de variação.

1.4 COMENTÁRIOS soenie As cARAcTERis1'|cAs


DE UM AMPLIFICA DOR

Falaremos, a seguir, sobre as caracteristicas ideais que qualquer amplificador deveria


ter. Os AOPs reais tentam se aproxiinar dessas caracteristicas ideais.

Resistência de entrada e resistência de saida de um amplificador


Considercmos o circuito dado na Figura 1.6. Este circuito representa o modelo de uma
fonte alimentando tim amplificador, o qual, por sua vez, alimenta uma carga.

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'ix-ir_-*_ -¬-¬i híííí-ii hííííííí

Fonte Amplificador Carga

FIGURA 1 .E

O gráfico da Figura 1.? (p. 24) nos mostra as variaç-ães de corrente, tensão e potência
presentes na carga R|_ do circuito anterior. O ponto A e o ponto no qual se tem a máxima
transferência de potênc ia entre o amplificador e a carga. Veremos, porem, que essa situação
não e a que mais nos interessa nos circuitos com AOPs.
fi. J

ELETRONICA ANALOEICA: AMPLIFICADORES OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

_l

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A VL

PL
11.

of A .i-ir. .-_-__..
i

V
i-i i .

__- RLJRT _-_-a-.

FIGLIRA 1.?

Do circuito da Figura 1.6, podemos obter a seguinte equação:

RI em fl-P»
V _ RIVS

Se na equação anterior estipularmos uma certa porcentagem de tensão sobre R1, podere-
mos estabeiecer uma relação entre R1 e R,_,. Assim, por exemplo:
se VR] = 91)*ieV,,
temos: R| = 9R,
Se, por outro lado,
VR] = V5

temos: Rj = 99R,,
Analisando a Equação 1-3, podemos concluir o seguinte:

I Ri-i*°“=i'Vit,=l'fz | (1-4)

Ou seja: quanto maior R1 eni relação a R5, maior será a proporção de Vs aplicada sobre R1.
Assim sendo, para ininimizar a atenuação do sinal aplicado na entrada do amplificador, e
necessário que a resistência de entrada do mesmo seja muito alta (idealmente infinita) ein
relação ã resistência de saida da fonte.
Por outro lado, para se obter iodo sinal de saida sobre a carga, e necessário que a resis-
teiicia de saida do amplificador (RT) seja muito baixa.
De fato, sendo:
VEL 7' vn “'iL 'RT

Supondo RT = 0, teremos:

fi-5»
CONCEITOS FUNDAMENTAIS 25

Nessa condição, a corrente iL e liinitada pelo valor de RL. Evidentemente, existe um valor
iiiáxiino de iL que pode ser fornecido pelo amplificador.
No caso do AOP T4 l , essa corrente máxima e denominada corrente de curto-circuito de
saída (representada por las) e seu valor típico e 25mA.
A equação anterior nos diz que sobre RL O O s exatamente a tensão de entrada VT-;,
É

desde que a resistencia de saída RT seja nula. Esta c. .rguma condição ideal.
Note que não estamos preocupados com a máxima transferencia de potencia, mas sim
com a máxima transferencia de sinal sobre RL. Na tnaioria das aplicações dos AOPs esta
situação e mais útil.

0oservriçeo.: nos manuais dos fabricantes são fornecidos os valores das resistencias de entra-
da e saida do AOP, as quais representaremos, respectivamente, por R¡ e Rg.

Ganho de tensão
Para que a amplificação seja viável, incltisive para sinais de baixa amplitude coiiio, por
exeittplo, sinais provenientes de transdutores ou sensores, e necessário que o amplificador
.Iu-

possua um alto ganho de tensao. ldealmente esse ganho seria iiilinito.


Obseriioçdo.' nos maiitiais dos fabricantes encontra-se o valor do ganho de tensão dos AÚPs,
ti qual representaremos por A._.,,. Voltaremos a esse assunto no Capitulo 2.*

Resposta de freqüência (BW)


É necessário que um amplificador tenha uma largura de faixa muito ampla, de modo que
um sinal de qualquer freqüência possa ser amplificado sem sofrer corte ou atenuaçao. Ideal-
meiite BW deveria se estender desde zero a infinitos hertz.
Úf:›ser'iioçrio.' nos manuais dos fabricantes encontra-se o valor de largura de faixa máxima do
AGP, a qual representareinos genericamente por BW(boiidn›'fdrli).

Sensibilidade à temperatura (DRIFI')


As variações terinicas podem provocar alterações acentuadas nas características eletri-
cas de um ainplificador. A esse fenemeno chamanios DRIFT. Seria ideal que uiti AOP não
apresentasse sensibilidade ãs variações de temperatura.
0bseriiriçt'io.* nos manuais dos fabricantes encontram-se os valores das variações de corrente e
tensão no AOP, provocadas pelo aumento de temperatura. A variação da corrent G» e represen-
tada por Alfet e seu valor e fornecido em nA/'°C. A variação da tensão e representada por
Awot e seu valor e fornecido ein p`W°C.

ALIMENTAÇÃO DO AOP

Normalmente os AOPs sao projetados para serem alimentados simetricamente. Ein al


guns casos, podemos utilizar o AOP com inonoalimentação. Existem, inclusive, alguiis AOPs

Para o AOE' 74 I, o valor típico de A,.,, e tle 2fltl.Iltl{l, inas existcni AOF's com A,,.,, da ordem de 12 ii-t Itlf* ou mais!
25 ELETRONICA ANALOOICA: AMPLIFICADORES OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

fabricados para trabalharem com inonoalimeiitação. Quando não dispomos de fontes simetri-
cas, podeinos improvisá-las utilizando fontes simples, cont`orine indicado na Figura 1.8. Ein
qualquer caso, o ponto comum das fontes será o terra (ou massa) do circuito como um todo, ou
seja, todas as tensões presentes nos terminais do ADP terão como referencia esse ponto coinuni
das fontes.

ai-Vac Q... -¬.... _ +Vccü - _

_-Ii I
vce É
_;E
...-__- ponto eomuni - V

T' 4' -7 _
LV

«-vg., as -.-__ _ TI-: E -vma _ _ vz i


(H) tb)
+vm a__ -_

-I-
_:_.v'

i rt

-Vw Q _
ts)

observação.: os resistores podem ser de ttítttfl, 1,/-4 Watt e 1% de tolerância.


FIGURA 1.8

1.6 CONCEITOS DE DÉCADAS E OITAVAS

Dizemos que uma freqüencia fl variou de uma decada quando f| assume um novo valor
fz, tal que:
fg = lÚ'f|

De modo geral, dizemos que f`| variou de n decadas quando:


fz = lÚ"I`|

Dizemos que uma freqüencia fj variou de uma oitava quando fj assume um novo valor
fz, tal que:
nzzn
CONCEITOS FUNDAMENTAIS 27

De inodo geral, dizemos que f| variou de n oitavas quando:


fg = Ênfj

Os conceitos de decadas e oitavas serão muito úteis durante nossos estudos de AOPs e
filtros ativos.

1 .7 ExERcíc|os nEs owinos H'

E' Detcrininar quantas decadas separam as l`reqüencias de 0,5Hz e 50KHz.


sotuçäo
Seja f¡ = 0,5Hz e fz = 50KHz, temos:
fz zioflr,
50.000 = 10" -0,5 n = log 50603] n = 5 decadas I

Se fz está oito oitavas acima de f, = 2Hz, pede-se determinar fz.


soLUÇÃo

Temos: fz = 23 +3 fg = 763Hz

1.a ExEncic|os DE FIXAÇÃO H'

E eennir aos
É O que voce entende por amplificador CC multiestágio?

Citar as caracteristicas ideais de uni AOP e explicar o significado de cada uma delas.

Citar os tipos básicos de encapsulainentos dos AOPs.

E Explicar, com suas proprias palavras, o conceito de tensão de mjlirer de saída.

E Conceituar ganho de uin amplificador. O que e decibel?

Z' Explicar coitio se pode obter uma fonte simetrica utilizando uma fonte simples.

Conceituar decadas e oitavas.

E Quantas decadas existem entre ll-lz e IKI-fz?

_ 10' Quantas oitavas existem entre lHz e llil-fz?


ELETRONICA ANALOEICA: AMPLIFICADORES OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

lg A freqtiencia f¡ está cinco oitavas abaixo de fg. Se f¡ = 301-Iz, determine fz.

Quantas oitavas existem num intervalo de n decadas?


Resposta = 3,322 n
_×/v\/×- capizuzo z _
REALiMENrAçÃo
NEGATWA (RN)

Este capitulo desenvolve mais alguns conceitos necessários ao estudo dos AOPs em suas
mais diversas aplicações. Dentre esses conceitos, o de realimentação negativa e, sem dúvida,
o mais importante, pois sua utilização permite uma grande otimização de algumas caracte-
risticas básicas dos AOPs.

2.1 IVIODOS DE OPERAÇÃO DO AOP

Basicamente o ADP trabalha de tres modos:

A) Sem realimentação
Este inodo e tambem denominado operação ein malha aberta e o ganho do AOP e esti-
pulado pelo proprio fabricante, ou seja, não se tem controle sobre o niestno. Esse tipo de
operação e muito útil quando se utiliza circtiitos comparadores. Na Figura 2.1 temos um ADP
em malha aberta. Este circuito e um comparador e será estudado ein detalhes no Capítulo 5.

.I

v¡ o~~
ví)

A
É

FIGURA 2.1
ELETRONICA ANALOEICA: AMPLIFICADORES OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

B) Com realimentação positiva


Esse tipo de operação e denominada operação em nialha fechada. Apresenta como in-
conveniente o fato de conduzir o circuito ã instabilidade. Uma aplicação prática da realimen-
tação positiva está nos circuitos oscilados. A Figura 2.2 nos inostra um ADP subinetido ã
realiinentaçeti positiva.

_l

Rr

Ri
Vi
ov,_.,

FIGURA 2.2

Nota-se que a saída e reaplicada .ii entrada não-inversora do AGP atraves de um resistor
de realimentação RT.
Nesse modo de operação, o ADP não trabalha coino amplificador, pois sua resposta e
não-linear.

C) Com realimentação negativa


Esse modo de operação e o mais importante em circuitos com ADI-is. Na Figura 2.3,
temos um AOP operando com realimentação negativa.

_I

Rr

Ri
v¡o_¬AN'* -- ~
"lf'n

A
..._

FIGURA 2.3
ssntitvtstvtncao Nsonriva. tan) 31

Veja que a saida e reaplicada ã entrada inversora do ADP atraves de RT. As aplicações
dos AOPs coin % são inúmeras:
A
seguidor de tensão (bi.iyffei');
A
amplificador não-inversor;
A,
amplificador iiiversor;
-A
somador;
amplificador diferencial ou subtrtitor;
diferenciador;
integrador;
A
filtros ativos, etc.
Esse modo de opcraç.ão e tambem uma operação em malha l`eehada mas, nesse caso, a
resposta e linear e o ganho de tensão em malha fechada pode ser controlado pelo projetista.

AMPLIFICADOR GENERICO COM RN “I

Analisaretnos, a seguir, um aiii plificador generico subiiietido ã realimentação negativa.


Na Fi gura 2.4 tcrrios:
V1 e o sinal de entrada;
VC, e o sinal de saída;
A.,.,¿, e o ganho de tensão ein malha aberta (dado pelo fabricante no caso de um ADP);
B e o fator de RN (varia de 0 a l conforme veremos no Capitulo 3);
Vd e o sinal diferencial (ou sinal de erro) da entrada;
Vf e o sinal realimcntado na entrada.
_l

v¡ to vii .-.VU ii ii- vg

/ “f
Ponto
Somador

FIGU RA 2.4

Observando o circuito, podemos constatar que:

I Va =Vi ¬Vr I (24)

Vo

vo
fi. J

32 ELETRONICA ANALOEICA: AMPLIFICADORES OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

Substituindo a Equação 2-2 na Equação 2-1, temos:


ter
_=v-
AW . -vf

(2 _ 4)

Substituindo a Equação 2-3 na Equação 2-4, temos:

v
A_° = Vi s~BV.z (2-51
VD

Rearranjando a Equação 2-5, obtemos:

VD A VD

v, ii 1+e.s,.,, (245)

VD
Nesse caso, a reiaçao V_ passa a se denominar “ganho de tensao em malha fechada”, o
HI' A Ill

qual representareinos por A._.j-.


Logo:

A. vr = _ Ava - de E-lat.l×)*
..
1_|_BAw (Equaçao (2 _ 7)

Se A.,.,¿, -› ee, então:

l
Avi = E (2-3)

Du seja, o ganho de tensão em malha fechada pode ser controlado atraves do circuito de
realimentação negativa. Esse e um dos grandes meritos da RN!

2.3 CONCEITO DE CURTO-CIRCUITO VIRTUAL


E TERRA VIRTUA L III

--

Na Figura 2.5, temos um modelo bastante simples de utn ADP real. No momento, nao
interessa a função do circuito utilizado para explicar os conceitos de curto-circuito virttial c
terra virtual. Notemos que a entrada apresenta uma resistencia R; infinita, colocada entre os
terminais inversor e não-inversor. O modelo incorpora uma realimentação negativa atraves de

*Harold S- Black desenvolveu a teoria da realimcntação negativa em 1922. quando trabalhava na Bell Laboratories (USA).
Rsattmtmração Nsoartva (an) 33

R2. A impedãncia infinita de entrada impede que se tenha corrente penetrando nos terminais
inversor e não-inversor do AGP.

_I

Í2 R2
I
ls
""-In.

SU ""'--¬.
I'

'I "'--z.
"'H-t.
"-~.
|=tD-.__
Va ___,|._¬
'ii *va Va FTC_r##_F _.-I'
..-- VD

3."
V2Ú""'*_"'¡"'l""""
lzfi" ...--'ig J,

,_ _ \'l'
.|-P'
.-f""
ut . .|-If'

\ Modelo de um
ADP real

R2

FIGURA 2.5

Logo:

l let 2 Ina = Ú | (2-9)

As correntes Im e IB; são chamadas correntes de polarittacão das entradas, pois elas
estão relacionadas com os t.ransistores presentes no estágio diferencial de entrada do ADP.
Consultando o manual do fabricante do AUPW-ll, encontramos a denominação irtprn'
bios etorent, ou seja, corrente de polarização de entrada, representada por IB, a qual e a media
das correntes IB; e IB3. Portanto:

I I
[B = (2_l0)

Para o CA 741, o valor típico de In É de SÚHA (ver Apêndice C). Nota-se que É um valor
muito pequeno, mas não nulo, posto que o ADP T4] apresenta R, = 2l*~/IQ e, portanto, está
longe de ser um ADP ideal. Existem AOPs com entrada diferencial utiliaando FET, nos quais
IB e tia ordem de pra (p. es., LF 351, CA 3140, etc._). Para o LF 351 o valor típico de IB
especificado pelo fabricante original {Nati.onal]| e de 50 pra, ou seja, 1.600 vestes menor do que
o valor de IB para o CA ?4l I É conveniente informar que a resistencia de entrada típica do LF
35] e de ll}'3 Q (ITQ).
(Í) modelo anterior inclui uma fonte de tensão controlada por tensão (FTCT),* a qual
possui um valor igual ao produto do ganho em malha aberta pela tensão diferencial de entrada
(Vá). Por delinicão Vd = Vb - Va (ver p. 147).

A denominação FTCT esta relacionada com o falo do ADP, como amplificador. poder ser comparado a uma fonte de tensão cuja
saida e funcão da tensão diferencial de entrada do ADP e do seu ganho em malha aberta.
n. J

ELETRDNICA ÀNALDEICA: ÀMPLIFICADURES OPERACIONAIS E FILTROS ÀTIVOS

Observando o circuito da Figura 2.5, podemos escrever:


I] 'l' 12 = Ú'

Aplicando a lei das correntes de Kirchhoff {LCK), temos:

_Va_ _¡_ Avevd _ Va _. Ú


R1 R0 +R2

Fazendo '\‹",¿ = Vb - Va e substituindo na expressão anterior, obtemos:

V v,,(A,,,R, +12, +11, +112)-v,(R,, +112)


b Avokl

Calculando o limite de Vb quando Aoc, tende a infinito, temos:

vb = Va

Ave _i" "Ú

Assim sendo, quando AW, --:› ao, podemos escrever:

l Va =Vs~V.. =U * (2-11)
Esse resultado sd foi possível graças ã realimentaç-ão negativa aplicada no circuito, a
qual tende a igualar os potenciais dos pontos a e IJ quando o ganho em malha aberta tende- a
inlinito. Jã tivemos oportunidade de verificar um fato semelhante a esse quando fisemos o
estudo de um sistema generico realimentado negativamente. Veja a Equação 2¬2.
A Equação 2-l l nos dia que a diferença de potencial entre b e a e nula, independente-
ment.e dos valores de V2 e V¡. Devido a esse fato, dizemos que entre os terminais não-inversor
e inversor de um AGP realimentado negativamente existe um curto-circuito virtual.
No caso particular de V2 = O e- o terminal não-inversor estar no terra, o potencial do
terminal inversor serã nulo como conseqüência da Equação 2-l l. A esse fato denominamos
terra virtual, o qual e um caso particular do curto-circuito virtual.
O termo virtual pode parecer estranho, mas consultando um hom dicionario verifica-se
que o mesmo dia respeito a alguma coisa que existe como propriedade intrínseca, porém sem
efeito real. De fato, essa e a situação que se tem no momento, pois no curto-circuito real temos
V = U e I as 0, mas no curto-circuito virtual temos V = U e I = U.
As equações 2-9 e 2-l l são fundamentais para a analise de circuitos com AOPs reali-
montados negativamente. Essas equações serão muito úteis no Capítulo 3.
É importante ressaltar que circuitos com AUPs em malha aherta ou com rcalimentação
positiva (exclusivamente) não apresentam as propriedades de curto-circuito virtual ou de terra
virtual. Em outras palavras, tais circuitos nãlo operam como amplificadores lineares.

V
De falo na pratica, "v',¡ e um sinal muito pequeno. pois Vi.-1 = gti . Por exemplo, se Vu = o"v' e AW = 2i)l_l.ü0lÍl. ternos Vu = 3l]p'v'.
W
stattrutnração Neoarlva (au) 35

2.4 CURVA DE RESPOSTA EIVI MALHA ABERTA E EIVI


IVIALHPL FECHADA

Observando a folha de dados do fabricante do ADP CA74l, por exemplo, constatamos


uma curva denominada gtmho de tensão em malha aberta vro'.strs frcqüencia (o_oen loop volto-
ge gota os o_frr.uction. o_f_,fi'er¡rr.sii.ey), a qual apresentamos na Figura 2.6.

.I

üanho de tensão em malha aberta versus freqüência


_ ---*- - -_ *- -- - - -¡ ----_- ---- -

iso. , « --
A ,mtmãxl
^ i :
too --_ ____ L ¬

_ ._ . |¡_

L.,

dlí
if

so 5- ----_- l --n---- --

1 curva em malha aberta


I .

decsãoem
1-
í
li
`oe"s úoÍ -- ~ Z -- -
ki

1-Q

1
1
' Zi] dBl'd‹'5eada
HULÉL
1

Fi: I | ._

I
|
curva em malha fechada para '
Eu ' A vff = ll] 1

a IL
o f" -¬- -_ __ *_ I. __ h

-:ti-. -Í” --- -_ ---1 _- . _---.-


` in too ix tos tous. r-¡~= na tem
1-1-r

freqüÊ|1Cia{H¡:}
'- atv-Í;

FIGURA 2.5

Observando a curva anterior, nota-se que a largura de faixa (BW), na qual se tem o
ganho máximo, e da ordem de fil-la, denotninada freqüência de corte fc, a qual e completa-
ELETRONICA ANALOEICA: AMPLIFICADORES OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

mente impraticável na maioria das aplicações de AUPs. Nrita-se, tambem, que do ponto A ao
ponto B a curva apresenta urna atenuação constante da ordem de 20dB!decada. Essa caract.c-
rfstica ê determinada pelo projeto da estrutura interna do AOP. Para se conseguir isso, utiliza-se
(como veremos) um capacitor de 3l]pF. Esse capacitor tem uma outra função muito importan-
te: impedir que o ADP apresente instabilidade à medida que a freqüência sofre variações. A
isso chamamos compensação interna de freqüência.
A freqüência no ponto B da Figura 2.6 ê denominada freqüência de ganho unitário c
será representada por l`T. No caso do AGP T-fil, temos FT = llvlHz.
Existem AOPs que não possuem compensação interna de freqüência. Nesses casos, a
mesma ri feita utilizando resistores e capacitores externos ao AÚP. Como exemplo, podemos
citar o i.iATf'U9. Os manuais dos fabricantes indicam os procedimentos necessários para se
efetuar a compensação em freqüência dos dispositivos não compensados internamente*
Ú gráfico da Figura 2.6 refere-se à operação em malha aberta. Porem, quando utiliza-
mos realimeritação negativa, podemos estipular um ganho e conseqüentemente a largura de
faixa do AGP. De fato, em qualquer amplificador realirrientado negativamente, o produto gan-
ho veizrrrs largura de faixa ê sempre uma constante i gtial ã freqüência de ganlio unitário fT.
Assim sendo, temos:

I PGL=x,.,sznw=f,¬ I (2-12)
Onde:
PGL = produto ganho vei'str.s la_rgura de faixa.
Como se pode deduzir da equação anterior, a largura de faixa em malha fechada fica
condicionada aos valores de A.,f e f-r. Na Figura 2.6 temos a curva ein inallia fechada para um

ganho A._.f = I0(2üdB) e BW = = ÍÚÚKHIE. Note que depois de ltlfllil-lz a curva em


malha fechada se confunde com a curva ein malha aberta e o sinal passa a sofrer uma atenua-
ção de Êüdlšftlêcada ate ating ir o ponto B(l`-¡¬}.
No caso dos AOPs LM 318 e LF 351, temos f-1- = I5lvIHz e l`T = 4lvlHz, respectivamente
(em alguns manuais e livros fT e denominada freqüência de transição ou, ainda, largura de
faixa de ganho unitário).
Assiin sendo, o projetista deverá escolher o AGP mais adequado ãs suas necessidades,
em função do ganho em malha fechada e da largura de faixa necessários ao projeto.

.susw RATE H

Deline-se .i:leii›-i-oro (SR) de um amplilicador como sendo a máxima taxa de variação da


tensão de saida por unidade de tempo. Normalmente o SR e dado em Vips.
Em termos gerais, podemos dizer que o valor do SR nos dá a velocidade de resposta do
amplificador. Quanto maior o SR, melhor será o amplificador.
O AGP Tlfll possui o SR = 0,5 Wps, o l-F 351 possui SR = 13 Wps e o LM 318 possui SR
= T0 Wps.

Para r.ssr.s tipos de A()Ps, a taxa de atenuação e a freqüência de ganho unitário costumam sofrer variações ein função da coinpeii-
saçao efetuada externamente tp. ex.. o LM '.'iti1 A).
ssatirvitivrnção Ntoariva ritiv) 3?

Em textos nacionais costuma-se traduzir o sleiv-forte por taxa de subida, taxa de respos-
ta, taxa de giro, etc.
Vamtis estudar o SR, considerando um sinal seiioidal aplicado ã entrada do AOP. Esse
sinal produzirá uiii correspondente sinal senoidal na saída, o qual representaremos por:
v,, = VP -sentei

Mas, pela definição de SR, temos:

51t›_='¬-li
dt rnáxirria

logo:

SR = VP -to-cosentot
ter = D

SR=V¡,-to ou

SR
SR = zflif VP .'. f = W
P

Convém frisar que VP e a amplitude ináxima ou valor de pico dti sinal senoidal de saída
e f e a freqüência máxima do sinal.
A Equação 2-13 nos diz que em função do SR (determinado pelo fabricante), o projetis-
ta deverá estabelecer tim comprometimento entre as variáveis f c VP, ou seja, para f fixado
ter-se-á um valor máximo de Vr, e vice-versa. Caso não observe esse fato, o sinal de saida
poderá sofrer uma distorção acentuada, con forrnc mostrado na Figura 2.? (para o caso de um
sinal senoidal).

.I

ol

V -ir
O 0 i,
i

'fi

FIGURA 2.?
ELETRONICA ANALOEICA: AMPLIFICADORES OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

SAT u RA ç AO H
I
Quando um ADP, trabalhando ein qualquer um dos três iiiodos de operação, atingir na
saida tim nivel de tensão lixo, a partir do qual não se pode mais variar sua ampiitude, dizemos
que o AOP atingiu a saturação.
Na prática, o nível de saturação ê relativamente proximo do valor de I: 'v',,,,|. Assim, por
exemplo, se alimentariiitis o ADP?-41 com a ISV, a saida atingirá urna saturação positiva ein
torno de +l4V e uma saturação negativa em torno de -14V. A Figura 2.3 representa esse fato.

_l

`v',, t"v'olts_l l
Saturação
I¿ _ posiuva

i
- ¬- -›.- __- _..

fü vrllllvl'

Saiu ração REÉIÕP RF


negativa UP*-*FHÇHU
'14 " linear

FIGURA 2.8

Na Figura 2.9, temos um sinal sentiidal de saida, o qual foi ceifadti devido ao efeito de
saturação.

_l

V0 llfoltsl Í

Vi

. VU
_ _ li-
Ú' t

FIGURA 2.9
staiiivitsiração Ntoariva (ari) 39

Finaliiiente, ê conveniente frisar que a região de operação situada entre os liniites de


saturação ei denominada região de operação linear conforme indicatlo na Figura 2.8.

2 7 OUTRAS VANTAGENS DA RN

Vimos que um sistema corri RN permite uni controle do ganho erri nialha fechada (A,-f)
atraves do circuito de realimentação. Mas existem outras vantagens da RN, as quais veremos
a seguir.

Impedância de entrada
A impedãncia de entrada do circuito com AOP (veja observação a seguir) ê aumentada
consideravelmente pela utilização da RN. Pode-se demonstrar que:

2,, =n,(r+na,,) (2-14)


Onde Z¡f = inipedãncia de entrada do circuito com RN
(?bsei:iirrçrIi'rr.* notemos que R¡ e A.,.,¡, são de-terminados pelo fabricante do dispositivo, mas B e
Z¡f são determinados pelo projetista.

Impedância de saída
A impedãncia de saída de um circuito corn AOP utilizando RN (ver observação a scgtiir}
apresenta um decrêscimo extraordinário de acordo corn a seguinte equação:

R .
Zur = É (2-15)

Onde Zof = impedãncia de saída do circuito com RN.


Nesse caso, o projetista pode atuar sobre B e Z,,f.
J.:

Obseri-=oçtii`Ío: a Equação 2-15 t-Zi geral e vale tantti para a configuraçao inversora como para a
não-inversora (as quais veremos no Capítulo 3); por outro lado, a Equação 2- l-4 sd e válida
para a configuração não-inversora. Seria necessário ressaltru: que ambas as configurações cita-
das utilizam RN conforme vcreinos no Capítulo 3.

Ruído
Ruídos são sinais eletricos indesejáveis que podem aparecer nos tenninais de qualquer
dispositivo eleiroeletrõnico. Motores eletricos, linhas de transmissão, descargas atrnosileiicas,
radiações eletromagnéticas, etc., são as principais fontes de ruídos.
Um metodo prático para miniiriizar os efeitos dos ruídos em circuitos eletrõnicos con-
siste em se fazer um bom aterramento dos mesmos, bem como dos equipamentos envolvidos.
Evidentemente, cstarnos nos referindo a um aterrarncnto real.
Quando utilizamos circuitos integrados, uma boa proteção contra ruídos pode ser obtida
atraves de capacitores da ordem de ll, lpF entre o rena e tr pino do Cl onde se aplica a alimentação.
Os capacit.ores atuarn como capacitores de passagem para as conentes parasitas, noniralinente de alta
ELETRONICA ANALOEICA: AMPLIFICADORES OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

freqüêrrcia, produzidas ati longo dos condutores entre a fonte de alimentação e o circuito. É
importante observar que o capacitor deverá ser colocado o mais proximo possível do pino de
alimentação do circuito integrado.
No caso dos ainplifrcadores operacionais, por serem alimentados simetricamente, torna-se
necessária a utilização de dois capacitores, confomie indicado na Figura 2.10.

_I

+v,_._,:
c

VD
vg c

F1
_v,_.,_,

FIGURA 2.10

rn- iv-

Quando os AOPs sair utilizados corn RN, a possibilidade tle penetraçao de ruídos nas
entradas de sinal do dispositivo, bem como os ruídos que possam surgir na sua saida, ficam
bastante reduzidos graças ãs otimizações obtidas pela utilização da RN.

2 B FREQUENCIA DE CORTE E TAXA DE ATENUAÇAD MI

Observando novamente a curva de resposta do ganho de um ADP em malha aberta versris a


freqüência do sinal, constatamos a existência de um ponto (ponto A na Figura 2.6) a partir do qual
a queda de atenuação do ganho ocorre a uma taxa constante de Zlldlšfdec-ada ate' atingir o ponttr B
(na inesma figura), onde tem a freqüência de ganho unitário (Ff). O ponto A e deiiominado
freqüência tle corte (fc) do ADP e ê, por definição, o ponto no qual o ganho máximo sofre uma
queda de 3dB. Esse ponto e- também denominado “ponto de meia potência" (por quêf).
Se representarmos o ganho máximo por A,.,,,(máx.) e o ganho no pont.o A por A,,.,.¡,, tereirios:

1
Aa. - É Aislmásl tz-its)

Aplicando a definição de decibêis na Equação 2-] 6, temos:

20 log A ._,,, = 20 log (%A,,,¿,(máx)J


itsrstiivitivração Nsoaiiva riirii 41

.I

Ganho de tensão em malha aberta versus freqüência


_ - - _-_ - -- ' ' " _ “If _ -'

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r`\,¡,ÚIfltti-.1t]¡
A

rooi lL__ _ _ _-. __IIl _. _"__ I

estdb illIl¡i--- - - ~ -- ----- -


I

curva em malha aberta


' I

sol- - ~ ' --
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Fan
iti «iris - , - --

f cui¬ra em malha fechada para l


' .›'~.,_,¡= rir
20

I _

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ur r: ~~~ I l

-20 [fi - i i __ _ ' i _


|-Ii|-l- iii\_- ._ C' o rx iot-t itroit; t~¡~=rivi HIM
-_-
J-¬ -n r
freqüência (Hzl
t- mv -1,

FIGURA 2.6
(A Figura 2.6 é repetida para melhor compreensão.)

Du seja,

| A,_,,¡,(dB) = A,_,,¡,(máx][dB) -3dB | (2-17)

Conforme dissemos, o ganhtr em decibêis no ponto onde se tem a freqüência de corte ê


de aproxirnadarnente 3dB abaixo do ponto onde se tem o ganho máximo (em decibéis).
Foi visto que a taxa de atenuação entre os pontos A e B tia Figura 2.6 e constante e igual
a 20tlBr'dêctida, considerando AUPs tlo tipo ?4l, 'r'4"i', 301 351, 353, 356, etc.
1-.. J

ELETRONICA ANALOEICA: AMPLIFICADORES OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

Surge, então, uma pergunta: a que se deve- essa taxa constante de atenuação? A resposta
não ê muito simples, post.o que a me-sina está relacionada corn a estrutura interna tlo ADP,
principalmente com um pequeno capacitor integrado na sua estrutura (3{}pF, no case do 'i'4l,
e l0pF no 351). Esse capacitor interno forma uma rede de atraso, a qual ê responsável pela
taxa constante de atenuação.

A rede de atraso
Na Figura 2.] 1, a seguir, temos uma rede de atraso que nos possibilitará algumas análi-
ses relacionadas corn o que acabamos de dizer. Evidentemente esse circuito ê apenas um
modelo da situação real.

_I

-._ .,,Ê,t, .ç

Vi E "`
A vu

A
_ A
:I 'Í

FIGURA 2.1 1

Neste circuito RC teiiros:

VG XC
Av -
sr ,IR3 +x§ (243)

Notemos que A., ri função da freqüência f do sinal v¡, pois:

I
**~===m
Quando XL. = R, temos:

R 1
Av
«Jair +112 «lí
Ou seja:
z=r,(aa) =- sua
Conclusão: quando Xc = R, temos um ponto particular no qual o ganho de tensão sofre
uma atenuação de 3dB em relação ao ganhtr máximo. Conforme já defrrriinos, nesse ponto
ternos a freqüência de corte da rede de atraso, a qual e dada por:
sEaL|MENTaÇÃo Nsoativa (aii) 43

1 I I _-

fzz = Ê (obtida da eondiçao XC = R) (2-19)

Podemos eserever a seguinte relaçäo:

1
2i'cfC = _
Xzz
Ivlulliplieando ambos os membros por R, temos:

2irfRC =

Mas 2'.fl:RC = -, logo:

ri-h""'* .?<= =fl“".?<= =


Retomando a Equação 2-18, temos:

Av X Elf X C
2 2
R
í.. +
X,

XC X,

Fazendo a devida substituição, temos:

1
Av _ ¬i1+(f/f,)2 (Mm
Se lraçarmos o gráfico de A., versus f para a Equação 2-2G, teremos a Figura 2.12 (p. 44).
O leitor já deve ter percebido que, por se tratar de um eireuito passivo, a rede de atraso
não nos forneee um ganho maior do que I, ou seja, o ganho máximo (A,,(máx.)) e unitário.
Pode-se notar que esse ponto oeorre quando a freqüeneia e zero.
Se traçarmos o gráfieo anterior, utilizando uma eseala de ganho em deeibeis, teremos o
gráfieo aproximado (denominado gráfico assintetieo de Bode) (ver Figura 2.13, p. 44).
De fato, se expressarmos A., em dB, teremos:

1
A,,(dB) = 20 log ez
,i1+(f/f,,)
Fazendo:

= fc => À,_,(dB) = -3(dB)


= 1Úf,¡ =.'› À,_,(dB) = -2Ú(C1B)
= lflflfc => À,_,(dB) = ""4Ú(CiB)
"|'.i|-H'-is"'i.r = 1.UÚÚf,.¿ =$~ A.,(dB) = -ÕÚÚÍB)
ÊÍIÍÊ.
ELETRONICA ANALOEICA: AMPLIFICADORES OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

-I

av ¡

Avlmásl I

A¡¡(mí'is) L _ _ _ _ __ _
V1

-Q--HWZP

__ _ -- ¡-
ou-l|¡- _-:1 .;_. ., .
I"'.t -Ia

FIGURA 2.12

.J

isvzúsit
o D
- fc i _¬...._.. __...

-s .¬le"
E Ez
-2{Íl- _ _ _ -._ -.lê

infr-

ao _ _....1.í1-1-_

,_¡. z. 1- I»

ñu _ - -.__

FIGURA 2.13

Está provado, linalmente, que a rede de atraso existente dentro de um AOP eom eom-
pensação interna de freqüeneia {T4l, 351, ete.] e responsável pela taxa de atenuação eonstante
igual a 2(}dBftleeada.

O ângulo de faso do sinal de saída


A denominação rede de atraso se deve ao fato de a tensão de saida apresentar um iingulo
de Fase atrasado em relação ao ãngulo de fase do sinal aplieado. Evidentemente esse ãngulo de
ssatimswracão Nsoarivfx (sw) 45

fase vai variar em função da freqüência. A Figura 2. I4 nos mostra o gráfico de Bode (assinto-
tico) para a variação do ãngulo da l`ase do sinal de saida (BD) em função da t`reqüencia. Pode-
mos notar que ate aproxirnadarrierite U, 1 fc o sinal dc saida perrnanece em fase com o sinal de
entrada. A partir desse valor começa a surgir uma defasagem, a qual atingirá 415” quando f=
fc. A defasagem mãxima ocorrerá a protii' dc f = lUl`,_, c se estahilixarã em torno de -90”.
Evidentemente, -90° e o limite de 8,, e ocorrerá quando f = =:=o(Hz).

.I

eu 1

o,| rc m Fgm _ -_
ici"
O F. I t`(Ha)

-=i5°`--~------ I

_.g.n°_.. _ _ ._....-__-_-

HGURA 2.14

2.9 RISE-TIME (TEIVIPO DE SUBIDA)

Uma caracteristica importante dos AOPs e o chamado ri.re-time ou tempo de subida. Por
definição, chamamos de :irc-tiras o tempo gasto pelo sinal de saida para variar de IU a 90% de
seu valor final. Veja a Figura 2.15 na página 46.
Representaremos o rise-tiine por T,-. Para o AGP 'if'-41, o ri`se-time ti'pico e da ordem de
U,3ps. Esse valor e medido tomando-se para teste o circuito seguidor de tensão (a ser estudado
no Capitulo 3), no qual se aplica tim trem de pulsos de 5 volts de ampiitude. Pode-se demons-
trar que cxiste uma relaçãti entre a largura de faixa de um circuito com AOP e o valor de Tr.
Essa relação e a seguinte:

0,35
BW(MHZ) = (2_21)

Essa expressao É titil quando se deseja calcular BW para um circuito a partir do valor do
r.-:'se-n`me do AGF (obtido no manual do fabricante). Para sinais de saida de amplitudes relati-
vamente altas, a Equação 2-EI nos dã maior precisão do que a Equação 2-12.
Quem determina o valor de T, e uma re-de de atraso, a qual e o modelo equivalente do
circuito interno do AOP, obtido quando se aplica no mesmo um trem de pulsos de l`reqüE1tcia
ELETRONICA ANALOEICA: AMPLIFICADORES OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

v,_,iv›¡
,- __, ovsnsrroor
v,,.---.__-- _..
sos¬---
I I

I I

IU'-LÊ-'
.__

1--.nu.-1. _.

0' |.Tr_.| tm

FIGURA 2.15

relativamente alta (em tomo de l,5KI-ix, na prática). O processo de carga do capacitor repre-
sentado nessa rede de atraso á diretamente responsável por TT. Seja Vc a tensão instantãnea
sobre o capacitor, temos:

. .C z v(._z-M)
Onde V e uma tensão continua aplicada no capacitor. Sabemos que, depois de um certo
tempo (aproximadamente SRC), teremos:

v,_, = V(valor final)

_ V 9V
Seja tj o tempo para o qual se tem V.: = E E 'fz o tempo para o qual Vc = E , logo:

tl 2

1, = 2.3Rc
Finalmente:
Tr : tz _ tl

I T, = 2.2Rc | (2-22)
ssatirvisnracão Nsoariva (aa) 4?

Mas, se BW representa a largura de faixa dessa rede de atraso, temos:

1
BW = _ -
211:RC (2 23)

Substituindo a Equação 2-22 na Equação 2-23, obteremos:

Bw_ 2,2 _ BW_ 0,35


2-xr, T,
Esse resultado confirma a Equação 2-21. Evidentemente a demonstração efetuada não
apresenta muito rigor tecnico, posto que seria necessário levar em consideração os estágios
amplificadores presentes na estrutura interna do AGP e seus respectivos modelos eletricos.
Entretanto, esperamos que o leitor tenha, pelo menos, percebido a ideia básica aplicada na
análise feita.

2.10 OVERSHOOT

Finalmente, resta-nos considerar uma outra caracteristica citada nos manuais dos fabri-
cantes. denominada overshoor, a qual costuma ser traduzida por sobrepassagem ou sobredis-
paro. overshoor e o valor, dado em porcentagem, que nos informa de quanto o nivel de tensão
de saida foi ultrapassado durante a resposta transitdria do circuito, ou seja, antes da saida
atingir o estado permanente. Para o AGP 741, o oi-*ershoor e da ordem de 5%. Na Figura 2.15,
encontra-se indicado o ponto de oversfioof. Convem frisar que o oi-fersƒroor e um fenfimeno
prejudicial. principalmente quando se trabalha com sinais de baixo nivel.
Seja v,, o valor do nivel estahilixado da tensão de saida do circuito com AGF c seja
v,_,.,.,, o valor da amplitude da sobrepassagem ou ot-1er'si1oor em relação ao nível v,_,, temos,
então:

V
%rsa = ü ><1U0 (2-24)
vi)

A determinação dos ptu'ãmetros r.-:se-time e ot-=er.rƒioot constitui o estudo da resposta


transitdria do AOP. Normalmente, os fabricantes fazem esse estudo utilizando para teste o
circuito seguidor de tensão (no caso do AGP CAT4l, veja o Apêndice C).
1-.. J

ELETRONICA ANALOEICA: AMPLIFICADORES OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

Exisncíclos RES OLVIDOS H'

EI Para um determinado AGP, o fabricante especificou um ganho máximo, em malha aber-


ta, de 1 i2dB. Determinar o ganho do AGP no ponto da freqüência de corte do mesmo
(supor o AGP em malha aberta).
sowção
No ponto da freqüência de corte (ou ponto de meia potência] temos, pela Equação
2-17:
A,,,,(dB) = AW (máx)(dB) ~ 3dB
Gu seja,
A,,,,(dB) = 112-3

| A,,(úB)=1osaa |

Em um amplificador, utilizando o CA T4! alimentado com i ISV, deseja-se um sinal de


saida com amplitude máxima de 12V. Determinar a freqüência máxima do sinal de
entrada (supondo-o senoidal).
sowção
A freqüência máxima ê exatamente a freqüência f dada pela Equação 2-13, ou
seja:
Í.: SR
2irVp
Para o CA 141 temos SR = G,5Vƒp.s = 0,5 - lf]f"Ws, logo:

f = oti.
5-105
2a(12)

._ | f= 6,63I(Hz |

Repetir o exercicio anterior supondo que o AOP utilizado seia o LM 318.


SOLUÇÃO
Para o LM 318 temos SR = 7UW|.|s, logo:

f_ ro-105
2rt(I2)

I f = 923,-4KHz

Note que a freqüência do sinal de entrada, neste caso, e cerca de 140 vezes maior
do que a fretjüência obtida no exercício anterior.
ssatirvitnração Neoariva (sa) 49

IE' O ADP utilizado em um amplificador possui SR = 4Vfps. Determinar a amplitude máxi-


ma do sinal senoidal de saida, não distorcido, na freqüência de lOüKHz.
soLUÇÃo
V _ 4106 _ E
Pela Equação 2-13, temos: P _ 274105) * ' I VP = 15.3711 I

2.12 EXERCICIOS DE FIXAÇAO "|

Explicar os três modos básicos de operação de um AOP.

Descrever, com suas proprias palavras, o sistema com realimentação negativa apresen-
tado na Figura 2.4.

É Explicar o significado da Equação 2-7' (equação de Black).

Z' Explicar os conceitos de curto-circuito virtual e terra virtual.

E Quais são as duas condiçoes necessárias para que a Equação 2-11 seia válida?

E Explicar o significado da curva de resposta em malha aberta, mostrada na Figura 2.6.

E Qual e a largura de faixa (BW) do AGP 741 em malha aberta?

É Explicar o signilicado da Equação 2-12 c conceituar f-f

É O que e compensação de freqüência? Comentar.

111' Definir taxa de subida ou sieiv-rare de um ADP. Explicar o significado da Equação 2-13.

11' Um sinal senoidal de saida, em um amplificador com AGP, possui 10 V (pico).


Pergunta-sc: qual é a máxima freqüência do sinal, de modo que não ocorra distorção,
supondo que o AÚP utilizado soja o CA T-41'? E se for utilizado o LF 351?

12' Repetir o exercício anterior supondo que o ADP utilizado seja o LF 351.

13' Conceituar saturaçao.

14' Explicar o significado das equaç‹Íies 2-14 e 2-15.

15' Conceituar ruído e explicar como podemos proteger os circuitos integrados contra os
efeitos do mesmo.

Ê' Definir freqüência de corte (fc).

Explicar o significado da Equação 2-IT.


ELETRONICA ANALOGICA: AIVIPLIFICADORES OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

E O que ê uma rede de atraso do tipo RC?? Explicar o significado das figuras 2.13 e 2.14.

:I Conceituar tempo de subida ou rise-time.

E Explicar o significado da Equação 2-21.

E Conceituar over'siioot.

:I
22 Consultando o Apêndice D, faça um comentário sucinto sobre o CA 324. Apresente um
esboço do seu diagrama funcional (inclusive a pinagetn) e dê seus principais destaques.

23 Reportando-se aos rlotcbooks da National Semiconductors e da RCA, elabore uma lista


com. pelo menos, seis diferenças básicas entre as características eletricas do LF 351 e
do CA 3 l40 (o qual utiliza tecnologia BIMOS). lnciuir na listagem a tensão diferencial
de entrada máxima dos AOPs dados.

Utilizando o databooll: da National Semiconductors, faça uma pesquisa para responder


ãs perguntas abaixo:
a) O AGP LM FIOIA possui compensação interna de freqüência?
b) Quais os metodos utilizados para se fazer a compensação de freqüência do LM
301 A?

Observação.: uma opção para responder as questões 23 c 24 ti acessar o drttriboofi: ou


line da National atraves do site: wvvvv,national.com.
í×/V\/\- capítulo 3 1

ctacuiros |.|NEAREs
BAs|cos com Aops

Dizemos que um circuito com ADP e linear quando o mesmo opera como amplificador. A
análise de circuitos lineares com ADP e muito simplificada quando se supõe o ADP ideal.
Nesse caso. e considerando o fato de o circuito ser linear, na análise podem se aplicar os
teoremas já estabelecidos na teoria de circuitos eletricos, como as leis de ltirchhoff. o teore-
ma da superposição, o teorema de Thèvenin, etc. Se for necessário, esses teoremas poderão
ser utilizados pelo projetista.
Os circuitos a serem analisados neste capitulo. por considerarem o ADP ideal, apresen-
tarão resultados exatos. Todavia, na prática, essa situação não ocorre. mas os resultados
serão bastante satisfatórios e serão tanto melhores quanto melhores forem as caracteristicas
do ADP utilizado.

O AMPLIFICADOR INVERSOR "|

O primeiro circuito 1 inear que ana 1 isaremos será o amplilicatlor


` inversor. Essa denomina-
ção se deve ao lato de que o sinal de saida estará 1811? defasado em relação ao sinal de enuada.
A Figura 3.1 (p. 52) apresenta a configuração padrão do circuito amplificador inversor.
Aplicando LCK (lei das correntes de I{irchltofl") no ponto rt, temos:

11 +Ír = lei
Mas. supondo o ADP ideal, temos:
IB, = o
Logo:

v¡ -va + vg-va D
R1 R;
Por outro lado, no ponto o temos um tetra virtual, ou seja:
vE = U
1-.. E

ELETRONICA ANALOEICA: AIVIPLIFICADORES OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

If Rf

tt, It E
Y.

1 let ._. í _Ú VD
Va
I tz

I Zof

FIGURA. 3.1

Portanto,

iq. lili? = U
R¡ Rf

c, finalmente:

R
,tt vf z"'_°z__f
vi RI
_

A Equação 3-1 comprova a controlahilidade do ganho em malha fechada atraves do


circuito de realimentação negativa.
O sinal negativo indica a defiasagem de liiüf do sinal de saida em relação ao sinal de
entrada. Em termos de números complexos, temos:

Kvfzkzš I 130-D
Vi R1
Uma desvantagem do amplificador inversor e- que sua impedãncia de entrada (Z¡f) e
determinada unicamente pelo valor de R¡, ou seja:

Já dissemos no Capitulo 2 (item 2.7) que a equação

z,, = R,(1+n r-tm) I (2-14)


não era válida para o circuito inversor. Admitiremos esse fato sem demonstrar, mas o leitor
interessado poderá recorrer ã rel`erência (4-V.2), citatla nas Referências bibliográficas. Con-
vem relembrar que para o amplificador inversor temos:
ciscuiros ttrttnsss eásicos com nora 53

R
z sf =__a_
HBAVÚ (2 _ ts)-

Outro fato que admitiremos sem demonstrar e que o fator de realintentação negativa
(B), para o amplificador inversor, e- dado por:

B- .L
R1+Rf (ÚEBL-T 1) (3-3)

O preprio leitor poderá demonstrar (faciimente) essa equação, observando a nota abaixo.

0 ÃHHPLIFICÀDÚ R NÃo-|Nv ERSÚR "

O amplificador não-inversor não apresenta defasagem do sinal de saida. As equações


2-14 e 2-15, vistas anteriormente, são válidas nesse caso:

2,, =1t,(1+e .à,,,)


Zu, ,L
1+BA._.,,
Podemos concluir, portanto, que o amplificador não-inversor apresenta alta impedãneia
de entrada, posto que a mesma e igual ao produto da resistência de entrada do AOP(Ri) por um
fator muito grande. Admitiremos a seguinte relação para o amplificatlor não-inversor (ver
Figura 3.2, p. 54):

sz R li _
R,+n, 13 4)
NOTA: essa relação e idêntica ã utilizada para o amplificador inversor. De fato, o fator B, por
definição, representa a fração do sinal de saida (exclusivamente) que e realimentada na entra-
da inversora do ADP. Utilizando o teorema da superposição, podemos demonstrar a Equação
3-3. Por outro lado, a Equação 3-4 pode ser demonstrada utilizando a regra do divisor de
tensão. Tente! Observe tambem que B varia entre U e 1 con forme e facilmente verificado pelas
Equações 3-3 e 3-4.
Vamos, pois, analisar o amplificador não-inversor.

AplicandeLC1{ no ponto a, temos:

0-va + vg -vg __ü


R¡ Rf

Neste caso, v,, = vi, pois vg = D, logo:

Vi +V¡}_Vi O

R., R,
ELETRONICA ANALOCSICA: AMPLIFICADORES OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

If Rf

1
R1 --I-I ia
t__+
vd ' "' Ogvu

T
ll

O
n

V' zol'

ztr O

FIGU RA 3.2

Ou seja:

v R
A if z-Azi-i
g +Rl _
(39

Comprova-sc, mais uma vez, que o ganho em malha fecltada pode ser controlado pelo
circuito de realimentação negativa. Black estava certol...
l
Finalmente, e importante observar que nesse caso A-.ff = E , mas, no caso do amplifica-
_ 1
dor inversor, Auf ¢

CONSIDERAÇÕES PRÁTICAS E TENSÃO DE OFFSET

ra
a issenios que o nor apresenta uma tensao
' de ofiíiet
- tief saida
' V,, (offset)
' mesmo quan -
do entradas são aterradas (veja item 1.2). Na Figura 3.3(a) representamos essa situação.
Para cancelar a tensão Vu (offset), o fabricante do ADP costuma fornecer dois terminais, aos
quais se conecta um potenciõmetro. O cursor do potenciümeiro e levado a um dos pinos de
alimentação para prover o ajuste ou cancelamento dessa tensão. O cancelamento de VU
(tilfiírtifl. atraves do potenciõmetro, se dá devido ao fato de os pinos citados estarem conectados
ao estágio diferencial de entrada do ADP, permitindo, assim, o balanceamento das correntes
de coletor dos transistores do referido estágio (veja Apêndice A., item A.4).
Esse balanceamento permitirá o cancelamento da pequena diferença de tensão existente
entre os valores de Vgg (tensão entre base e emissor) dos transistores citados, denominada
tensão de cifiser de entrada, V¡ (offset), a qual e amplificada produzindo a tensão de o_[lÍser de
ciscuiros ttntnsss eásicos com nora 55

saida. O valor de V, (ofiscr) e fornecido pelos fabricantes e, no caso do AGP 241, e da ordem
de oinV (valor máximo). No manual do fabricante americano esse parãmetro vem denominado
como iiipttt ojffsei' voltage.

Balanceamento Externo
Quando o AOP não possui os terminais para esse ajuste ou balanceamento (p. ex., LM
3ü?), o mesmo deverá ser feito atraves de circuitos resistivos externos. Nas figuras 3.3(b) e
3.3(c) (ver p. 515), temos os circuitos externos utilizados para fazer a compensação de ofifset em
AOPs que não possuem terminais especificos para essa finalidade. A Figura 3.3(b) nos mostra o
circuito de compensação aplicado para a configuração inversora e a Figura 3.3(c) nos mostra o
circuito aplicado para configuração não-inversora. Ao lado de cada circuito se acham as equa-
ções necessárias ao projeto dos mesmos. O leitor deve estar percebendo que a utilização de
ADPs sem terminais especificos para o ajuste de offset resulta numa grande perda de tempo e,
dependendo do AOP e da precisão dos resistores utilizados, costuma sair mais caro do que a
utilização de um AOP provido desses terminais especificos. Porem, em qualquer caso, a tensão
de o_(iÊt'ct de saida poderá ser reduzida (mas não anulada), de forma bem mais simples e prática,
colocando-se um resistor de equalização no terminal não-inversor. Esse procedimento e aconse-
lhável pelos proprios fabricantes e possui uma justificativa tecnica, a qual não será objeto de
análise nesse texto por ser bastante longa. O resistor de equalização (Rg) está indicado nas ligu-
ras 3.4(o) e 3.4(b) (ver p. 57) e seu va_or, em qualquer dos casos, e dado por:

Re: RR
O {
R, +12, 3'6l
Existe uma relação entre V¡ (ofiíret ) e V., (_ qfjfrer ), válida para ambas as configurações
anteriores, a qual e a seguinte:

VU (offset) = Il + ~ V¡ (offset) (3_7)

Finalmente, convem salientar que apes ter sido feito o ajuste- da tensão de offset , sob
determinada temperatura ambiente, a mesma poderá apresentar um novo valor de tensão de
cfifirer , caso haja mudança de temperatura. Assim sendo, em circuitos de precisão, e necessário
refazer o ajuste periodicamente.

0 SEGUIDOR DE TENSÃO (BUFFER)

Se no amplificador não-inversor fizennos R1 = as (circuito aberto) e Rf = 1) (curto), teremos:

V
Aa- = =1 ts-ai
I

A Figura 3.5 fp. 57) nos mostra a configuração denominada seguidor de tensão, tambein
conhecida como irttfifcr.
5E E '_ E T R ÕMCA A N A L O O M mm A M W m ADG R E S GP E R AC m N A S E F LT R D 5 AT W O S

g
H__;
I_?
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i|uu_____| E
W ____f
_.+

É
EV

:_

M _?+
:_
‹:iacuiT‹::›S L1NEaaE5 asísiaüs cara aa›P‹.=. 5?

_I

Rf

R1
V¡Oi'\fV"V'

Va

Ra
Rf

(3) vo

Rc

(bl
Vi

FIGUHJUL 3.4

._1__

"'o
"'i

FIGURA 3.5

Esta airauita apresenta uma altíssima impedância cia antrada a urna baixíssima impa-
dânaia da saída, ja qua nassa aasa lamas B = 1 a nas ampliiiaadaras invarsar a nan-invarsar a
valar da B :E manar qua 1.
U saguidar da tansãa aprasanla divarsas apliaaçüas:
a} isaladar da astágias
!:›} rafarçadar da aarranla
a} aasadur da impadänaias, ala.
ELETRÕNICJH. ÀNALÓEICI3.: ÀMPLIFICADORES 'OPERACIONAIS E FILTRDS ÀTIVGS

Das circcitas cam AGP, a saguidar da tansãa a a qua aprasanta caractarísticas mais
próximas das idaais, am tcrmas das impcdãncias da anlrada a da sairia.
Ern alguns casas., um scguidar da tcnsãa padc rcccbar um sinal através da uma rcsistên-
cia am séria, calacada na tarminal nãa-irwcrsar (R5). Nassa casa. para qua sc tanha um balan-
caamania da ganha a das carraalas, a usual a calacaçšía da um autra rasislar da masma valar
na malha da rarilimaniacãri (Rg). Na Figura 3.6 davamas lar R5 = Rf, a qua implica am Aaf = 1.

..¬l

Rr

ví)
RS
vi a-í-¢»›-×.‹'--

FIGURA. 3.5

Uma aplicaçaa prática da qua acabamas da dixar a a utilixaçãa da .-Êrfnƒjfaf' na casamanla


da impadância da saída da um garadar da sinal cam um amplificadar da baixa impadíincia da
anlrada, canfarma ilustrada na Fi gura 3.1

.J

BUFFER
na

Gerador
da sinal VD

0 Amplificador da
baixa impadància
_ da armada (Z¡l

FIGURA 3.7'

Quanda as amplitudas das sinais anvalvidas sãa ralativamantc altas (da ardcm dc walls),
nãa a nacassária calacar Rmjá qua a crra produzida pala dasbalancaamanta nãa sara apraciaval.
claculras L1r~1Ex~.aE5 aaslcas cara ,cars 59

3.5 ÂSSÚCIÀÇÃO DE ESTAGÍÚS NÂO-ÍNTERAGENTEÍ


ENI CASCATA
||
Chamamas da astagia naa-intaraganta aquala qua aprasanla uma alla impcdancia da
antrada, da mada a naa sarvir da carga para a aslagia antariar, pais, idaalmcnta, nan drana
nanhuma carranta da masma.
Saja a assaciaçaa raprasanlada na Figura 3.8, latnas:

Àvf: V a: V alxaíx
V V a3>¿ *J a4¡¿___>¿ía
V (
39)
Vi Vi Val `-'as “as Va(n_;)

anda fl ti a númara da aslagias.


Em dacihais, lamas:

i A,f(aB)=a,,(aB)1+A,f(aa),+a,,(aB)3+ +A,,(aB)n I (3-la)

-.1

I I | 1 «I

I l l- i |.

FIGURA 3.3

Cama axanlpla da astagias naa-intaragantas, padamas citar:


- saguidar da lansaa
- anlplificadar naa-invarsar
- amplificadar inlfarsar cam R¡ da alta valar
Quanda assaciamas am cascala divarsas aslagias naa-intaragantas, acarrc a fanarnana
da astraitamanta da largura da t`aixa. A analisa dassa fanamana a um pauca aamplaxa, mas, sa
cansidararlnas a casa particular da n aslagias ida-nticas* am cascata, a lnastna sa larna mais
simplas (aaja rafarancia 5-V2). Para cssa casa particular, lamas:

(aw)n = (Bw)«J2'f“ -l (3-11)


Onda:
- (BW),, a a largura da faixa da assaciacaa

"Padcmas dafinir astagias idênticas canla sallda aquclcs qua passuam a masma canfiguraçaa, a masnla ganha alll malha fccllada a
san canslruídas cam a masma AGP, Inga, tania a masma largura da faixa {BW}.
11. ¡-

ELETFlDN!C»fi'~. ÀNÀLDEICÀ: ÀMPLIFICADGRES OPERACIDNAIS E FILTRD5 ATIVOS

_ (BW) a a largura da faixa da cada aslagia


- n aí a númara da aslagias (idênticas)
Canfarma sa pada damanslrar a partir da Equaçãa 3-1 1, a largura rasullanta sara manar da
qua a largura da faixa da cada astagia individualmanla.

O AMPLIFICADOR SONIADOR MI

U circuita da Figura 3.9 a um alllplificadar samadar cam tras anlradas. Evidanlamarlta,


a nlimara da anlradas pada variar, Na casa particular da apanas uma anlrada, lamas a ampli-
ficadar invarsar:

if li,
R1 H
'fl

'fa a-i-¬.~v~
,_, lal
R3 d l vfl
-_-n
V
3 ls

Re= RfIJ'R]ƒ!R2h'R3
3.5.;
1-
l

FIGURÀ 3.9

Natamas na circuita a prasança da rasistar da aqualizaçaa para minimizar a tansaa da


afisat, Na-ssa casa, lamas:

Rs =RfffR1ƒfR2fƒR3

Aplicallda LCK na panla a, lamas:

V V 'V V
'+2+3+“.:0
11,12 ,
Gu sa_]a:
V1 V2 V3
rs = R
fiRl + R2 + RJ (312)
_
clacullas tlusaass aaslcas cara .cars B1

Alguns casas particularas maracam cansidaraçaas:


a) Sc R; = Rg = R3 = Rf, nassa casa taralllas:

VD = _(VI +V2 "i"V3) | (3- 13a)

iii) Sa R; = Rg = R3 = 3Rf, na-ssa casa laramas:

VD _{lr¡ +1? +113)


(3-1311)

Ou suja, a circuita nas farncca a madia arilmalica (am valar ahsalula) das sinais aplicadas.

AMP|.||=|cADo R H'
í

3.7 O SONIADOR NAO INVERSOR _

Ú circuita da Figura 3.111] nas aprasanta a canfiguraçaa da um samadar aspacial, na qual


a lansaa da saída naa safra ilwarsaa.

_l

x¡ l¡
“l

R2 _g_ b
'fa '__
vd B2 a 'fu

R3 ls
ls

Rr
ll

FIGURA 3.10

Aplicanda LCK na panla b, tanlas:

V 1 -V' I: + V 2 -V h + V 3 -V l:l Ú
R, R2 R3
ELETRONICA ANALOEICA: AMPLIFICADORES OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

Vl + V2 _¡_ Vs
v R1 R2 R3 GI *IÍ1 *V2 'V3

I' 1 + 1 + I G,+a2+a,
R, R2 R3
Onda G= HR a' a candulancia (axprassa am Siamcns S).
Os rasislaras R a Rf farmam um amplilicadar naa inlfarsar dada par:

R
vg = (1 + íflvh

Laga:

V =(1+Rf)-G]V]+G2V2+G3V3 3

° R a,+a,+a¿, Í' :I
Na casa particular da sa lar R1 = Rg = R3 a Rf= U, laralnas:

(Vl 'I' 'IFE 'I' V3]


vu _-

3
qua C: a axprassaa narmal da madia aritmalica das tallsüas aplicadas.

CLAIVIPLIFI cn. D o R DIFEREN c IAL ou su BTRATo R

Essa circuita parmila qua sa ablanha na saída uma tansaa igual a difarança antra as
sinais aplicadas, mulliplicada par um ganha. Trata-sa da um amplilicadar da inlimaras aplica-
caas na arca da inslrumanlaçaa. Cansidaramas a Figura 3.11.

.I

R2

R1
V1 a

V . lr
2'5"'_"""'*v"'v"V* fb

R2

G

FIGURA 3.11
ciaculras L1r~lE.aaE5 aaslcas cara .cars 63

Aplicanda LCK. na panla a, lamas:

VI_Va va_va
R1 + R2 (3-na

Aplicanda, navamanla, LCK na panla b, lamas:

V2 _ vb vb U

R1 R2

Da anda padamas ahlar:

R
rs + 13-*rs
R, -1-R2 (3-ls)

Subsliluinda cssa última aquacaa na Equaçaa 3-la, lamas:

V1_£í"í 'vz Vü_ Di 'V2


R 1+ R 2 + R 1+ R 2 U
R1 R2

Da qual ablamas, apas um pauca da algahrisma:

a
rs = É-(rs - xl) (3-ls)

O lailar ja dava lar ahsarvada qua cssa a a circuita utilizada par nas para damanslrar a
cancaila da curta-circuita virtual na ilanl 2.3.

3.9 RAZÃO DE REJEIÇÃO DE IVIODO CDNIUNI (CNIRR) “I

A Equacaa 3- l 6 nas maslra qua vu = D quanda v¡ = vz, mas issa sa aaarra quanda sa lam
um ADP idaal. Vamas tanlar axplicar a qua acarrc quanda sa tam uma siluaçaa cama a indica-
da na Figura 3. l2 [var p. 64).

Nassa casa:
V1 = 'V2 = Vc

anda vc a dcnaminada tansaa da lnada camurn.


Supanhamas qua uma fanla qualquar da ruída sa ancanlra próxima aa circuita da Figu-
ra 3.l I. Nassa casa, as larminais da antrada sariam afaladas pur sinais illdasajávais da masma
ampliluda a fasa. Essas sinais iriam sa sahrapar aas sinais aplicadas nas anlradas a landariarn
a scr ampliflcadas casa naa axislissa uma impartanla caraclarística dcnaminada RAZÃO DE
REJEIÇAO DE MODO COMUM (CMRR: carrunau-mada ra__¡`acll`a.fl faria), a qual a dalarmi-
nada pala aslagia difarancial da antrada da AGP.
ELETRÔNICA ÀNALÚEICA: ÀMPLIFICADGRES UPERACIDNAI5 E FILTRDS ÀTIVUS

.I

R2

R1

vc R1 Vu

R2

FIGURÀ 3.12

Podemos, portanto, definir CMRR como sendo a propriedade de um AGP rejeitar (ate-
nuar) sinais idënticos aplicados, simultaneamente, nas entradas do AGP (sinal de modo co-
mum).
Se no circuito da Figura 3.11 fizermos:

R
Iühd :ii
Ri
teremos, pela Equação 3-l(i:

UD = Ad(¶2 -Vl) I

onde Ad EE denominado ganho diferencial de tensão. Por outro lado, se A., representar o ganho
de modo comum do circuito da Figura 3.12, teremos:

A partir das duas equações anteriores podemos estabelecer um fator de mérito (designado por
p), o qual nos permite dar um valor numúšrico a CMRR. Por detiniçäo:

P-_ É
AC (3-19)

Du, entšio, em decibeis:

A
P(‹1`B)=2U1fls?“ (3-20)
É
cnaculros titvsaass aãsicos com .aorâ 55

Para um AGP ideal, Ac = U e, portanto, p tende a infinito.


Na prãt.ica, um AGP de alta qualidade deve apresentar um valor para p (CMRR) de, no
mínimo, IU{}dB. Dentro dessa faixa podemos citar, como exemplos, o LM725 e o LHU036 da
National, denominados A()Ps de instrumentação ou AUPs de precisão. Para fins comparati-
vos, e conveniente citar que o ADP Íf'4l apresenta um CMRR típico de 9ÚdB.
A Figura 3.13 ilustra, muito bem, a propriedade de CMRR de um AGP. Note que o ruído
de 6[iHa ci eliminado na saída.

_I

›' R2

\ R1 vocirtnz)
auras "*
<°°“** Hz Jlllllllllf
R2

v2[1KHz)- Considerar vg rlafasado em relação a_v 1

FIGURA 3.1 3

Esiste uma curva que relaciona CMRR com a i`rcqü‹Í:ncia do sinal de modo comum.
Nem todos os fabricantes fornecem essa curva em seus manuais. Assim sendo, o leitor interes-
sado deverã recorrer ao drzrrtbool: de circuitos integrados lineares de algum fabricante que
apresente tal curva.
Na Figura 3.1-4 íp. 66), temos um esboço da variação de CMRR em função da freqüen-
cia para o AOP ?4l. Notemos que o valor típico (9{1dB), fornecido pelo fabricante, so e' garan-
tido ate aproximadamente 2001-Is. Felizmente, a maioria dos ruídos industriais estão nessa
faiita (_('.=UH:r. e l2UHa são l`reqüencias comuns de ruídos industriais).

3.10 O ÀNIPLIFICADOR DE INSTRUNIENTA.çAo


H H'

Chamamos amplificador de instrumentação a um tipo especial de AGP que tios permite


obter algumas características muito especiais, tais como:
a} resistência de entrada extremamente alta
b} resistência de saída tnenor que a dos AÍ_`1Ps comuns
c) CMRR superior a l[lÚdB
d_} ganho de tensão em malha aberta muito superior ao dos A(]Ps comuns
e) tensão de r.yjÊrer de entrada muito baixa
f) drift extremamente baixo
ELETRÔNICA ÀNALÚEICA: ÀMPLIFICAUGRES UPERACIDNAIS E FILTROS ATIVOS

_I

ctvtaatúai _ _ r
tuo ' I '_ ` l I I
I

ao _- t, -~- - ..
l l vmzitsv. L
se --r- ---*- f Ta= asa c I---4

az _ ----- 1-
50 -’- ~ t !|

SU- 1.-1 I H

40 -_|_¡.-t.t-t.- r t I ' '-'Il'-"'í"

313. t I l
p rn um

_.`I_

20... _ Ti_ _'..-___'¡-a -___ .

1Ú I "-"-_'-_"l“""' í

1 _I .t-_ --- I I ll

l ID IDD lli IOK IÚDK IM IDM


Freqüência {H:~:}

FIGURA 3.14

Para o AGP de instrutnentação tipo LI-I 003o (da National), as características citadas
anteriormente apresentam os seguintes valores típicos:
Ri = Büüílvlšl)
Rti = ü,5(.ÍÍl)
CMRR = lUU(dB)
.'.1,.¡¬
=- = Baixo (ver comentário a seguir)
V¡(ofi'ser) = U,5(ntV}
rírífl relativamente alto ( lU,u`W°C)
Kghn:'uqLÊJ
mw.,and

É muito difícil, do ponto de vista tecnoidgico, construir um AGP que atenda simultanea-
mente a todas as earacterísticas citadas. Assim, por exemplo, o LH ÚÚ36 não possui um alto
ganho e um baixo drift, apesar de suas outras características serem muito boas. Entretanto, se
nunt determinado projeto o fator crítico for o ganho, o projetista podera optar pelo pA?25,
cujo valor de A,.,¿, Ei da ordem de 3x IU'-5, mas o valor de sua resistencia de entrada e de apenas
l,5l*vI§l. O valor típico de CMRR do pA?25 ti igual a l2UdB.
cia-:otros ttnE.aaE5 aastcos cotvt Aces 6?

Como os AOPs de instrumentação são nortnalmente utilizados em controle de proces-


sos industriais, não e necessario que a largura de faixa seja muito ampla ou que o .rletv-rare
seja alto. Para o AGP' LH 0036 tetttos BW = 350KHz. e SR = 0,3`W'ps. Entretanto, no caso
específico da largura de faixa, ãs vezes e necessário ate mesmo uma redução do valor da
mesma para minimizar a possível penetração de ruídos de alta freqüeneia. Alguns AUPs de
instrumentação dispoem de um recurso externo para reduzir BW (o LH 0036 apresenta esse
recurso). Por otttro lado, e também desejável que o ganho em malha fechada (A,.¡-), conforme
dissemos acima, possa ser controlado por um potenciíimetro de precisão externo. No caso do
LH 0036, o ganlto em malha fechada pode ser ajustado entre l e l000. Existem AOPs de
instrumentação que permitem uma faixa de ganho maior do que essa (p. ex., o LH 0033).
Outro aspecto importante e que merece consideração e a questão do ajuste da tensão de
ojjiírer. Alguns ACIPs de instrumentação tem pinos especiais para essa função (uA?25). Entre-
tanto, otttros não apresentam esse recurso (LI-I 0036) e o ajuste devera ser feito externamente,
atraves de uma rede resistiva (veja item 3-3).
Finalmente, convem citar que alguns AÚPs de instrumentação podetn ser utilizados
praticamente em todos os circuitos já estudados nesse texto (e em outros que ainda estudare-
mos), mas existem AOPs de instrumentação que possuem aplicaçoes específicas. Como exemplo
do primeiro caso podemos citar o pA725 e, como exemplo do segundo caso, podemos einu' o
LI-l 0036, posto que o mesmo e projetado para ser utilizado exclusivamente como um ampli-
ador diferencial de alta precisão. Se desejarmos construir um amplificador diferencial de alta
precisão semelhante ao LH 0036, nceessilaremos de três Cls idênticos ao |.tA725 e de alguns
resistores de baixa tolerãncia (l%) e alta estabilidade térmica.
Irentos analisar, a seguir, o circuito de um AGP de instrumentação semelhante ao circui-
to real do LH 0036. Os resultados que serão obtidos nos permitirão compreender melhor essa
classe especial de AOPs.
Dado o circuito da Figura 3.15 (p. 68), notemos que o mesmo apresenta uma altíssima
impedãneia de entrada em virtude dos estágios não-inversores colocados em suas entradas.
Abaixo do circuito temos o símbolo usual para esses tipos de A()Ps de instrumentação, no
qual o potenciíimetro de ajuste de ganho ei evidenciado.
Vamos proceder ã analise do circuito anterior. Para tanto, designaremos as tensoes de
saída de A1 e A2 por v,, e vç, respectivatnente. Os potenciais nas entradas inversoras de A¡ e A3
serão designados, respectivamente, por v ¡ e vg, devido ao curto-circuito virtual. Assim sendo,
podemos escrever:

V¡_V-1 +V2_'1f] _D

R2 Rg

Ou seja:

v :V]'Rg+V|'R2*V2'R2

1 Rg 'Í' )

Por outro lado,

fr “V2 + `f'1'*‹'z O
R2 Rg (3 _22)
ELETRONICA ANALOEICA: AMPLIFICADORES OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

__ 'í -íi 1- F O ill II Iií 1 -í -lui;

R1
'all
vx R1

R2 - . o
t . “c

t ~' "fr
Ra
If? Rz '

VZD
_ _ t .--_-_ “it

\nxu-_.

-L lc) _
._I_

WÍI 0- . _ __

na Ra “H
'-'z

FIGURA 3.1 5

Ou seja:

V _ V2*R2+V2'Rg_V1'R2
F__ _

RE

O estagio seguinte e um amplificador diferencial,jã analisado anteriormente, cuja equa-


ção de saída em função de v_,, e vp e dada por:

.z, z (.,, _.,)


Substituindo a Equação 3-21 e a Equação 3-22 na expressão anterior c EL G. 1: ando os cálculos
É'

algebricos necessarios, teremos:

ZR
Ve =l1+í2jIVz 'Vil (3-23)
a

O resultado obtido nos mostra que o ganho do circuito pot.e ser realmente controlado por RE.
ctacutros tttvtaass aãstcos com .aeee 69

As aplicações industriais dos At)Ps de instrumentação são inúmeras. Normalmente um


dos sinais (v| ou vz) e proveniente de sensores ou transdutores colocados nas malhas de cen-
trolc do sistema e o outro sinal ê lixado num determinado valor dcnotninado referência ou
.ter-pontr, o qual informa ao sistema a condição na qual o mesmo estã estabilizatlo ou, em
outras palavras, fornece a condição padrão desejada para o sistema. Aplicações desse tipo
exigem alta precisão.

3.11 ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE RESISTORES


VERSUS FREQüÊNc|A H'

Quando um resistor opera em altas freqüências surgem efeitos colaterais indesejáveis.


De falo, o modelo de um resistor R em altas freqüências pode ser representado pelo circuito da
Figura 3.16. Observamos que, se a freqüência for baixa (ct lU0i{Hz). o indutor se torna um
curto e o capacitor se torna um circuito aberto, ou seja, temos uma resistência pura. Porem,
quando a freqüência aumenta (:=- 100 KHz}, começam a surgir os efeitos das reatãncias capa-
citava (_X;;) e indutiva (XL) e, dependendo dos valores das mesmas, a resposta etn alta freqüên-
cia de um circuito poderá sofrer distorçtie-s. ldealmente, deveríamos ter R = R' para qualquer
freqüência f.

..J-

r”-““ ' '“'¬


R-LD] IC! I

I
I R- I.
°-- I -fvvvíífrrr- I -c
I
l____....- __t
R =R“=›f‹: IUUKHZ
#R'::›f:¬.› IDHKHZ

FIGURA 3.1 E

Em se tratando de circuitos com AOPs, costuma-se adotar como regra prática a utiliza-
ção de resistores na faixa preferencial de IKQ a IOOKQ. Essa faixa e ideal para freqüências de
trabalho não superiores a l00KHz, pois os efeitos de Xi; e XL são desprezíveis nesse caso.
Quando a freqüência for da ordem de li'vIHz, a faixa preferencial se reduz para IKQ a IUKQ.
Quanto maior a freqüência de operação, mais estreita serã a faixa de valores para R. Resistor
de alto valor etn alta freqüência constitue sempre a pior situação de projeto. Felizmente, a
maioria das aplicaçoes prãticas dos AUPs ocorrem em freqüências inferiores a l00KHz e isso
nos permite uma grande flexibilidade na determinação dos elementos resistivos dos circuitos.
O leitor interessado em completar esse estudo sobre os efeitos da freqüência em um
resistor pode consultar a re-l`erê-ncia 4-`v'. l , citada nas Referências bibiiográficas.
TO ELETRONICA ANALOEICA: AMPLIFICADORES OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

3.12 AMP|_||=|cAt:›oR DE CA com Aop “I

E xistent
ocasioes
" nas quais se torna necessãrio b I oquear a componente CC de um sinal
e amplilicar apenas a sua componente CA. Esses amplificadores de CA são facilmente obtidos
a partir das configuraçoes estudadas neste capítulo.
Ptua se obter um amplificador de CA inversor basta acrescentar os capacitores C1 e C3,
respectivamente, na entrada e na saída de um inversor, conforme esta indicado na Figura 3.17.
Observe que a polarização da entrada inversora ê garantida pela malha de realitncntação.

__|.

Rr

""i° r r Il”` Pz
l--_-°*f's

i t
FIGURA 3.17

E conveniente projetar o circuito anterior de tal modo que os capacitores C| c Cg não


apresentem reatãncias apreciãveis ã passagem do sinal CA. Assim sendo, costuma-se adotar
como regra prática um valor R1 aproximadamente 10 vezes maior do que Kg. Logo:

10
R 1 aí
Êficl (3 _ 24)

onde f ê a freqüência do sinal aplicado. A partir da equação anterior, podemos calcular C| em


função de R¡ e da freqüência. Se, por exemplo, R1 = IOK£`l e f= lKHz, teremos:

104 zs L
_ 2.000'ItC¡

ou seja,
C1 E: 0,16|.tF
Um bom valor prãtico para C| pode ser 0,47'pF ou ate mesmo lpF.
Da mesma forma, se uma carga RL for conectada ã saída do circuito anterior, o valor da
mesma deverá ser aproximadamente 10 vezes maior do que X53. Portanto, temos:

to
RL E zero, (M5)
cia-:otros tiivsaats aãsicos coivi acta. 71

Esta equação nos permite obter C3 quando se conhece f e RL. Normalmente o fabricante
estabelece um valor mínimo ou típico para RL. No caso do AGP Tf-H cost.uina-se adotar uma
carga típica da ordem de ZKQ. Assim sendo, se C3 = ltiF c f = IKI-Iz, tcreiiios:

X” _ z.uooii(1ti¬5] P 1599
De fato, esse valor e consideravelmente menor que '2K£`l.
Na Figura 3.18, temos um amplificador de CA não-inversor. Porem, t.orna-se necessario
a inclusão do resistor Rg, a fiin de se garantir o retorno CC para terra e a conseqüente polari-
zação da entrada não-inversora, jã que C1 impede que o mesmo se faça atraves da fonte de
sinal v¡. Esse retorno CC ê fundamental, pois a polarização do estágio diferencial de entrada
está condicionada ao niesino. Se nos esquecermos desse fato, o circuito não funcionará con'e-
tamente.

.J

'v"¡O-
ll E

- il
Rr

R2 Ri

_: _ i Í
Zi ¿i

FIGURA 3.18

Infelizmente, a impedãneia de entrada Z¡ do circuito anterior não e mais tão alta quanto
a do amplificador não-inversor da Figura 3.2. De fato, R-¿ esta ein paralelo coin a impedãneia
de entrada Z'¡ (ver Figura 3.13), a qual ê muito alta e, por isso, Z¡ = R3. Ein virtude disso, ao
utilizarmos este circuito, devemos levar em consideração a sua baixa iinpedãncia de entrada.
Na prática, costuma-se adotar R3 na faixa de IDKQ a l00KQ.
Evidentemente, o seguidor de tensão (airfifei:) para CA pode ser obtido do circuito ante-
rior, fazendo-se R¡ = vc (aberto) e Rr = 0 (curto).
72 ELETRONICA ANALOGICA: AMPLIFICADORES OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

3.13 |:›|sTR|Bu|çÃ0 DE CORRENTES EM UM c|Rcu|1'0


COIVI AOP MI

Pam encerrar este capítulo, vamos fazer uma pequena anãlise da distribuiçao de correu
fu-
.-

tes eni uni circuito com ADP. Para tanto, toinarcmos como exemplo um somador. A anãlisc
serã feita considerando o sentido convencional da corrente, mas o leitor pode optar pelo fluxo
real, bastando inverter os sentidos estabelecidos.
Na Figura 3.19 teiiios o circuito somador em três situações distintas. Para cada uma
dessas situações indicaiiios as respectivas correiites no circuito externo.

-I.
Ponto de soma
+w ici-tfl i 0
Il `= ÚJITIA IF_=_
Il Ú,,2I'I'IA
+ EV e---^~.N'~.i
icitfl = “V --'
_ -___ Vc In)
IL = Ú,3l't1.fš

n¡_ = ictcíl

A
A
í
A

Ponto de soma
+W toi-tf). I [mn
Oi-'\./\.f'\.z
-¬--.--¬.-¬. .Ant __,

Ii 0.2mA iF=o,ima
I z = P- 3mA
-3Vr)A.._fi.._,rç.fi..- ___
ioitíl _ W
- cio, tai
IL = 0,|mA
RL = icitfl;

A.. .__¿.
i. .,_¡

Ponto de sonia
IDKÍI jr ` itixfl
-IV D--_-'VV¬v 1 _, ___ _
I; = fl.lmA IF = e,3niii. *-.\
1-) = I]',2I'TU5t

-Zveífvvu -
itixfl *W _.__-›/
- ovo (CJ
IL.= 0,3rriA
RL = uiitfl

A ¡

FIGURA 3.19
ciacuiios tiivtaats aãsicos coivi aors 73

Eni qualquer das situaçêes analisadas, o leitor deverã perceber a validade da seguinte
relação:

=i +q (sem
onde IU e a corrente de saída do ADP, I|__ e a correiite na carga RL e lp e a corrente de realimen-
tação. Para o ADP 'il-41 o valor inãxiiiio de 1,, ê 25iiiA (ver p. 132).
Em cada situação procuramos mostrar o ponto de soma das correntes ou terra virtual, no
qual se tem uma tensão aproximadamente nula.

3.14 Exencícios REsoi.v||:›os

EI Projetar um circuito não-inversor coiu ganho de 30,o3dB para trabalhtu' na freqüência


de 6KHz senoidal. Utilizar o AGP 741 e fazer Rj: 33K!Í!. Qual a amplitude maxima do
sinal de entrada para não ocorrer distorção do sinal de saida? Supor o ADP alimentado
cotn 1-ISV.
SOLUÇÃO
Estamos considerando o circuito da Figura 3.2. Temos:

20logA.,¡ = 30,63 => A,_.f = 34

34 =1+ä
Ri

ou seja,

Temos:

sazzmvp
V _ as-iofi
P T 2:ii:6-103
vç-1a26v
V¡(pico] 34

ou seja,

I V¡(pico) = 390mV |
ELETRONICA ANALOEICA: AMPLIFICADORES OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

Três estãgios não-invcrsores idênticos são associados em cascata. Se cada um possui


um ganho de 3dB e largura de faixa igual a 10 KHz, pergunta-se:
ti) Qua! o ganho total da assticiaçãti?
b) Qual a largura de faixa resultante?
SOLUÇÃO
a) A,,.f(total) = 3 + 3 + 3 A,.1¬(total_} = É-ldB

li) (BW)3 z ¡[)'t,I21f3 _ 1 (EW)3 = 5,lKHz


l

Observe que a largura de faixa resultante sofreu uma redução aproximada de 50%
em relação ã largura de faixa de cada estágio individualmente.

Projetar uni amplificador somador coni três entradas (v¡, vz e vg) de tal modo que

vg = -(v| + 2v3 + 4v_~¿)

e Rf = IUKQ. Determinar o resistor de equalização Rg.


soLUÇão
Fazendo a comparação da saída desejada com a Equação 3-12, temos:

Êizizjiazimeij
Ri

Rr
_ =2.'. R =5Kfl
R2

5i=4z inzzsno
R, ' *

Rg=l0Hl0H5H'2,5.'. j Re'-=l,25Kfl I
ciacuiios tiivtaats aãsicos coivi acta. 75

_l

Ri
1--1

I
Vi Ií_,__ RI O 1

V l2*"I- IJ vc

2 R2 1.3 I
h

it 2 ii

Ri.

FIGURA 3.20

EI Utilizando-se das tecnicas analíticas empregadas neste capítulo, demonstre que o cir-
cuito da Figura 3.20 (acima) e uma fonte de correiite constante.
-ir

SOLUÇAO
Temos:

II -P vlg VÊ Ti vag VP- .'. Vo = zva _ VI


1 1
_ `I¡,l' _
IL = IE +13 VER vb 'I" 'QR , ITIHS
É 2

- 2V -V -V
va -= vb _._ IL YZR Va +( H R I) H
2 2

Finalmente:

¡_q-q
L _"_'R2

Dbservcmos que, sendo 'v'¡, V3 e R3 constantes, IL ê constante e independe do


valor da carga RL. Portanto, o circuito anterior ê de fato uma fonte de corrente constante
(apesar de sua extrema simplicidade e conseqüentes liiiiitaçíies).
1-.. J

75 ELETRDNICA ÀNALDEICA: ÀMPLIFICÀDGRES 'OPERACIONAIS E FILTROS J'5~.TI"u'ClS

3.15 EXERCÍCIOS DE |=|xAçA0 M'

El Censidere e amplificader inverser da Figura 3.1. Seja R| = IUKQ e Rf= IOUKQ. Pede-se:
a) calcular e ganhe de circuite.
la) determinar a impedância de etttrada de circuite.

III Explicar e que e haianeeamente externe e cerne se deve preceder para balancear exter-
natttente uttt ADP na cettfiguraçãe nãe-inverset'a. Fazer e diagrama e apresentar as equa-
ções necessárias.

O que e resister de equalixaçaef? Explicar a sua finalidade.

E Ceme se calcula e resister de equalixaçãe para um amplificader inverser? E para um


amplificader ttãe-inversef?

El Explicar cada uma das aplicaçees de seguider de tensae (bufifer).


fu- ru-

E O que sãe estágies näe-interagentes e e que ecerre cem a largura de faixa quande asse-
ciames diverses estagies nãe-interagentes em cascata?

O que e raeãe de rejeição de mede cemum (CMRR) e qual a impertäncia desse parâme-
tre? Explicar detalhadamente.

E U que e amplificader de instruntentaçätt? Citar algumas características de mesme.

ÍI Qual a faixa ideal de valeres de resisteres para se utilixar em circuites cem AO?-'s'?

E Qual a finalidade de resister R-¿ de circuite apresentade na Figura 3.18? Explicar deta-
lhadamente. Determinar a impedância de entrada de circuite. supende R3 = IDKQ.

E O que e' “pente de sema” das cerrentes em um ADP realimentade negativamente?

E Explicar a distribuiçãe de cerrentes nes circuites da Figura 3.19.

EI Utilizande circuites de tipe lmjjfer, faça e esbeçe de um distrihuider de sinais para três
canais a partir de um ünice sinal de entrada. Que tipe de AGP aeee utilixaria nesse
prejete'? Apresente uma aplicaçãe pratica de distribuider de sinais.

PESQUISA _ Faça uma pesquisa sebre es tipes e aplicações de alguns equipamentes


nes quais É essencial a utiliaaçãe de AÚPs de instrumentaçãe. Safgesréie: Equipamentes
eletrenices utilixades em Medicina (Bieeletrñnica) censtituem ótima epçae para essa
pesquisa.
í\/\/\/×- capízuzo 4 _
DIFERENCIADORES,
INTEGRADORES
E CONTROLADORES

Os circuitos que analisaremos neste capítulo são de enorme importância devido às aplicabi-
Iidades dos mesmos. O leitor observará que essa classe de aplicações lineares dos AOPs e
mais complexa que as anteriores. devido à existência de capacitores nos circuitos. Aproveita-
remos este capítulo para tratar de alguns aspectos des chamados controladores eletronicos
analógicos. os quais são muito utilizados em instrumentação e controle de processos indus-
trials.

O AMPLIFICADOR INVERSO R GENERALIZADO “I

Na Figura ¿.l lentos um arnplificacior inversor no qual os resistores de entrada e de


realimentação foram substituídos pot' itttpedäncias generalixadas. ou seja. Z| e Zf representam
associações de resistores e capacitores (raramente são incluídos indutores).

_I

*fz - ev.,

flilllí
_

FIGURA 4.1
TB ELETRÕNICÀ r'1'tNALÚEIC›ü›.: ÀMPLIFICADÚRES ÚPERACIDNAIS E FILTROS r'5~.TI"v'CiS

Para o circuito acima. podemos escrever uma relação semelhante ã do amplificador


inversor já estudado no capitulo anterior:

v Z
Avi = = É (4-1)

Essa equação nos serã útil nos itens seguintes, pois iremos considerar associações de
componentes resistivos e capacitivos.

4.2 O DIFERENCIADOR

Este circuito apresenta uma saída proporcional ã taxa de variação do sinal de entrada.
Na Figura 4.2 temos o circuito de um diferenciador elementar.

_l

if nf

vig
¿.. C 1.
t .
Vu. V'
tb Ú

FIGURA 4.2

Aplicando LCK no pont.o a, temos:

: 0
dt Rr
de onde se obtém:

vu = Ri-0% (4-21
Uhservemos que o sinal de saída apresenta urna inversão em relação ao sinal de entrada.
Se aplicarmos um sinal triangular simetrieo na entrada de um diferenciador, a sua saída
apresentará um sinal retangular, conforme indicado na Figura 4.3. De fato, o sinal triangular
pode ser visto como um conjunto de rampas ascendentes e descendentes, cujas primeiras
DIFERENCIADCJRES, INTEGRADURES E CÚNTRÚLADÚRE5 79

derivadas são constantes. Podemos demonstrar (e deixaremos isso para o leitor), que o sinal
de saída tem seus vaiores de piee dados por:

V 4v
vüpznfc -PE =.Rfc -E
T¡2 T
.I

“t

.PI
| ¡ I I 1 1
Ú TI2 T 3TJ'2 ET t

"'o
V
-l-Vop = + Rt-C{?J%L~}

re 'r sro er 1
Ver
-Vop = - RfC(-WF]

FIGURA 4.3

Se aplicarmos um sinal retangular na entrada do diferenciador., teremos uma serie de


pulsos agudos {.rpitÍ:e.r} na sua saída. Isso está ilttstrado na Figura 4.4 (p. SU).
Analisaremos a seguir o ganho do circuito anterior. Da Equação 4-1, temos para v¡
senoidal:

_ R _
ao = --If_= -Jzfzrnfc
j2rrt`C
em moclulo. ternos:
ELETRONICA ANALOEICJ1.: AMPLIFICADORES OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

.I

'ahi

' T
+x¡,

o ._ Tia 'r - :T
sro t

(el
VD I

+ vúp

. Tr
D = I` ..
' TIZ 3T›".'?. t

(bl

FIGURA 4.4

Observando a equação anterior. podemos constatar que o ganho e diretamente proporci-


onal ã freqüência do sinal aplicado. o que torna o diferenciador muito sensível as variações de
i`t'eqiiencia. Assim sendo. o diferenciador elementar apresenta serias desvantagens:
- instabilidade de ganho
- sensibilidade a ruídos
- processo de saturação muito rapido
No item seguinte apresentaremos uma solução prática para esses problemas.

O DIFERENCIADOR PRÁTICO

Conforme foi visto. o circuito anterior apresenta um ganho diretamente proporcional ã


freqüência e isso leva o amplificador a um processo de saturação muito rápido. ã medida que
a lreqüetteia aumenta. Na Figura 4.5 (p. Sl) temos um difere-nciador. no qual aerescentamos
um resistor em serie com o capacitor de entrada. Esse circuito possibilita a eliminação de
algumas das inconveniencias do diferenciador elementar e clã estabilidade ao mesmo. em
freqüencias muito altas. permitindo. assim. contreiar a saturação do circuito.

Nesse caso. para um sinal senoidal. temos:

Ã.. z __'Rf
R1 +-__L.
_]2r|:fC
DIFERENCIADORES. INTEGRADORE5 E CONTROLAOORE5 B1

-I

Rr

n, c
“¡o__.AN~ ||
Vo

R e
_ RIRÍ
R|¬I'Rf

FIGU RA 4.5

ntas. ern termos de mõdulo. podemos escrever:

_ Rr/'R1 *
Avf
1
1+ í 4-4)

Notemos. pela equação anterior. que o ganho se estabiliaa num valor dado por Rpr'Rl
(em modulo). quando a freqüência tende a infinito. Logo. em altas freqüências. o diferencia-
dor se comporta como um amplificador inversor. Outro aspecto importante e que ruídos de
alta freqüência não têm uma ação muito acentuada sobre o circuito anterior. Na ptãtica. pode-
mos estabelecer um valor litnite de freqüência. abaixo do qual o circuito se comporta como
diferenciador e acima do qual o mesmo atua predominantemente como amplificador inversor.
Essa freqüência. a qual denominaremos f¡_ e exatamente a freqüência de corte da rede de
atraso do diferenciador. ou seja:

L _ zxalc (45)
Seja f a freqüência do sinal aplicado. temos:
_ se f -1: fL ::> o circuito tende a atuar como diferenciador
_ se l` :=- [L ::~ o circuito tende a atuar como amplitieador inversor de ganho -Rf r'R¡

"É interessante observar pela Equação 4-4 que:

Étma... _ É
I'-ll-eo R.|
ELETRONICA ANALOEICA: AMPLIFICADORES OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

Convém ressaltar que as duas situações anteriores são tanto mais verdadeiras quanto
mais nos distanciarmes de l`¡_ nos dois sentidos.
Finalmente. convem frisar que o diferenciador prãtico apresentará uma saída mais pre-
cisa se impusermos como condições de projeto as seguintes relações:

(a) R¡C É T¡'1D


(b) Rf = lÚR¡ (4-6)

ou seja. a constante de tempo da rede de atraso da entrada deve ser muito menor (pelo menos
lt) vezes) do que o período do sinal apiicado e a estabilização do ganho em altas freqüências
deverã ficar ent torno de ll). Evidentemente. a condição (b) e opcional e pode não ser adequa-
da ao projeto. Por outro lado. a condição (tt) e fundamental e deve ser aplicada.

O INTEGRADOR “I

Estudaremos a seguir um dos circuitos mais importantes envolvendo AGFs. Trata-se do


integrador. Na prática. o integrador e muito mais utilixado do que o diferenciador e não apresen-
ta os problemas do primeiro. O circuito da Figura 4.6 nos apresenta um integrador elementar.

_I

-*L li
l_ RI a
v¡ o_.N\.^ ¡
'fd Yo
ib

A
Ú
í

FIGURA 4.5

Aplicando a LCK no ponto a. temos:

i+CdI_'=U
R1 dt
ou seja:

vu - - ÊL v¡dt (43)
DIFERENEIADORES. INTECSRADORES E CONTROLAOORES B3

Se houver uma tensão inicial no capacitor. o seu valor deverã ser sentado ao resultado
da equação anterior. Algumas vezes utiliza-se uma chave em paralelo com C para descarrega-lo
antes de se utilizar o integrador. A chave deverá ser fechada para descarregar o capacitor e
reaberta no início do processo de integração. A Figura 4.7 ilustra o que dissemos.

_I

se
e-_
c
II'---¬'
R1
vz .z.--w»._- |
i- I -íüfo

FIGURA 4.?

. . _I
Se aplicarmos um sinal
retangular simêtrico na entrada
do integrador. obteremos uma
saída triangular. conforme se vê
na Figura 4.8. -|-xp
Podemos demonstrar que
a tensão de saída apresenta va-
lores de pico dados pela seguiu- D
IE reIaçaÚ: ¡ Tr' 2 T 3Tt'2 2T t .I

VFT
“HP = m1 (fr)
cuja demonstração deixaremos
aos cuidados do leitor. “ID I
vop

D I Im*
I I I
Trz T :mz :T t

-gap .I

FIGURA 4.3
B4 ELETRONICA ANALOEICA: AIVIPLIFICAOORES OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

Se consideramos o circuito da Figura 4.6. temos para ví senoidal:

Li jzzrrc E 1
R1 j2flfR1C

em termos de ntodulo. temos:

1
ea = em t4-st

Notemos. nesse caso. que o ganho ti inversamente proporcional ã freqüência. ou seja. o


circuito não ê tão sensível a ruídos de al ta freqüência quanto o diferenciador.
A Equação 4-8 nos mostra que em baixas freqüências o ganho aumenta consideravelmen-
te. tendendo a infinito. quando a freqüência tende a zero. De maneira anãloga ao que fizemos
para o dit`erenciador. iremos apresentar um circuito que permite estabilizar o ganho. em baixas
freqüências. ptua o integrador. evitando. assim. o rápido processo de saturaçao do circuito.

5 O INTEGRADQR PRÁTICO H'

O circuito apresentado na Figura 4.9 possibilita uma estabilização do ganho quando se


tem um sinal de haixa freqüência aplicado na sua entrada. eliminando. assim. uma inconveni-
ência do integrador simples. que ê a saturação em baixas freqüências.

.J

Rr

R1
“i
I D

IÍ.|Rf
sc: R1 'I' RI'

FIGURA 4.9
DIFERENCIADORES. INTEGRAOORES E CONTROLAOORES 35

Considerando a Equação 4-1. temos para vi senoidal:

j2rtfC
R
- f + j2:rtfC
Avr = -_
Ri
Apos alguns cálculos. obtem-sc:

Ãvf Ffft'Rt
1+_t2rzrn.«c
Em termos de modulo. temos:

A vf Rf/R1
.l1+(2-rzfnfc) z (4-9)*

Verifica-se que o ganho irã estabilizar em um valor igual a RffR¡ (em modulo) quando a
freqüência e nula. Podemos observar utn comportamento dual do circuito. ou seja. em altas
freqüências o mesmo trabalha como integrador e em baixas freqüências como inversor. Ire-
mos delinir. conforme fizemos para o diferenciador. uma freqüência limite t`L abaixo da qual
temos um amplificador inversor de ganho -R¡fR| e acima da qual temos um integrador. Essa
freqüência ê dada por:

Í. __ 1
L.-:Ê (4-10)

Seja f a freqüência do sinal aplicado. temos:


_ se f -=: l"L ::- o circuito tende a atuar como amplificador inversor de ganho -R¡v'R¡
_ se f::› fL =:› o circuito tende a atuar como integrador

Ressaltaremos. novamente. que as duas situações anteriores são tanto mais verdadeiras
quanto mais distanciarmos de f¡.. nos dois sentidos.
Finalmente. apresentaremos duas condiçoes de projeto que nos permitem melhorar a
resposta do integrador prãtico. Assim. temos:

(a)1=t,c z ttrr
to Ri = HJR1 “fl”
onde T ê o período do sinal aplicado. A eondiçao (a} ê fundamental. mas a condiçao (bi.
apesar de permitir uma otima estabilidade do circuito. pode ser considerada como opcional no
projeto do integrador prãtico.

'Ê interessante observar pela equação A-9 que: lim A..¡ = tl).
f-:Ho
B5 ELETRONICA ANALOEICA: AIVIPLIFICAOORES OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

4.6 tureananones Especiais H'

Apresentaremos. a seguir. dois circuitos integradores que podem ser úteis em muitas
aplicações prãticas.
Na Figura 4.10. temos o chamado integrador de soma.

_l

R C
'JI

v R
2

x
“so-*vou
'fo

_
í
ÍIII-_'
1

FIGURA 4.1 Ú

A equação de saída desse circuito e dada por:

vu =_íI(:.J;`[v, +v2+v¡,_)dt (442)

Evidentemente. poderíamos aumentar o ttútnero de entradas do integrador de soma.


Deixaremos aos cuidados do leitor a detnonstração da equação anterior.
O outro circuito integrador e denominado integrador diferencial e está representado na
Figura 4.11 (p. 87). Notemos que a equação de saída do mesmo não apresenta inversão de
polaridade.
Deixtuemos. novamente. aos cuidados do leitor a demonstração de que a equação de
saída do integrador diferencial ê dada por:

vo = Rtõ J[:(v2 - v, )ttt (4. 13)


DIFERENCIADORES. INTEORADORES E CONTROLAOORES B7

.I

R C
“to----fvvof-_ -

___ _ gen

tt e
"'2o_fvvv

FIGURA 4.1 1

47 CONTROLADORES ANA|.ÓG|c0s com Aops H'

Em controle de processos industriais ê nccessãria a utilização de um elemento denomi-


nado controlador eletrõnico analtigico. A função bãsica do controlador ê avaliar os erros ou
desvios das variãveis controladas no processo. e enviar um sinal elêtrico aos dispositivos dire-
tamente relacionados ãs mesmas. de forma a atuar no sistema corrigindo os erros eu desvios
encontrados. Podemos exemplificar o que dissemos da seguinte forma: o controlador eletrêni-
co detecta um determinado desvio no valor da vazão de um líquido e emite um sinal eletrico
correspondente para a válvula de controle de vazão. de tal forma que um conversor cletrop-
neurnãtico acione o diafragma da vãlvula. abrindo-a ou fechando-a (conforme necessã1”io}.
para ajustar a vazão no valor preestabelecido (.rer-poittr) para o processo. A vazão. nesse caso.
ê a variãvel controlada.
Evidentemente. um estudo sobre controle de processos está fora dos propdsitos deste
texto. mas apresentaremos alguns conceitos gerais sobre o assunto. bem conto estudaremos os
tipos básicos de controladores analógicos utilizando AOPs.

CONCEITOS BÁSICOS SOBRE CONTROLE DE


PROCESSOS

Na Figura 4.12 fp. 33). temos o diagrama simplificado de um sistema de controle de


processos.
BE E LETR ÕN CA A NAL OE C À A M P U H _LA D O R E S O P E R AC m N A E E F H_T R O S A T W O S

E E_É_É`_~ME`_ü§äÊ_ }qHzE_ §_;E_ __._ 'I I_ lI


LI

_iÉ1ä_ñÚ_¶Egz_ãcpu_W“¶_:__T
~_ã_Dmäã_Í ¿_ äã

N____H_
d_ E:_ U_n_

Eu
Í pL_ç

~_on_3EW_h m_~w
8_U_ m`~_Ú_
___

na
U
DIFERENCIADORES. INTEGRAOORES E CONTROLAOORES 39

Seja E o erro ou desvio encontrado quando se mede o valor C... da variável controlada
em relação ao seu valor de .rar-point CSP. Logo:

E=C.,.¡.-C... (444)

O valor de E está relacionado com a variável dinãmica do processo (vazão. temperatura.


nível. pressão. etc.). de tal forma que. atravês da malha de cotttrole. seja processada a ação
corretiva necessaria para prover a estabilidade do sistema.
O valor de C... ê fornecido por um medidor. no qual se tem um transdutor adequado ao
processo. O transdtttor e um dispositivo que converte uma deterrninada grandeza (normalmente
não-eletrica) em outra (normalmente eletrica). Por exemplo: um termopar ê um tipo de transdu-
ter utilizado para converter um valor de temperatura em um valor correspondente de tensão.
Observando a Figura 4.12. nota-se que o sinal de saída do controiador estã aplicado
num dispositivo denominado conversor. A função desse dispositivo ê converter o sinal eletrico
proveniente do controlador em um sinal não-eletrico (p. ex.. pressão). o qual ira atuar sobre o
elemento que possui ação direta sobre o processo. denominado elemento final de controle.
Normalmente os sinais de entrada e de saída do controlador são sinais de corrente situados
numa faixa padrão de 4 a 2UmA. O processo ê reaiimentado negativamente. conforme se vê na
Figura 4.l 2. de tal forma que a tendência do mesmo ê minimizar o erro ou desvio da variãvel
controlada ate que o sistema apresente uma estabilidade cotnpatível cottt o ser-pofm.
Evidentemente. algum distúrbio no sistema poderã alterar a sua estabilidade. obrigando o
controlador a “entrar em cena" novamente. de modo a indicar e tentar corrigir a instabilidade.
Em alguns casos (p. ex.. vazamento no sistema) esta correção e impossível. pois o distúrbio
ultrapassa o limite de ação do controlador. Nestes casos o operador detectará o problema atraves
de um alarme ou atravês do registrador grãfieo. no qual se tem um registro contínuo das condi-
ções de entrada e saída do sistema. Através de uma anãlise dos gráficos. o operador poderã
determinar o grau de instabilidade do sistema e proceder ã correção ou manutenção necessarias.
Finalmente. convem ressaltar que o controlador e o elemento bãsice no sistema. pois ele
atua conto “cerebro” do mesmo. É o controlador que analisa o sinal de erro e determina o sinal
de saída necessário para corrigir a instabilidade do sistema. Para detertninar o sinal de saída. o
controlador precisa ser ajustado ao tipo de ação corretiva a ser aplicada no processo. Essas
ações corretivas são denominadas ações de controle. Basicamente existem as seguintes ações
de controle:
a) ação proporcional ou ação _ P
b) ação integral ou ação _ I
c} ação derivativa ou ação _ D
Essas três ações podem ser combinadas de tal forma que se tenham açoes de controle
mais efetivas sobre o processo. Assim sendo. podemos ter: ação-PI (proporcional + integral).
ação-PID (proporcional + integral + derivativa). etc.
Nos itens seguintes. analistucmos as três ações basicas dos controladores analõgicos.

4 9 CONTROLADOR DE AÇAO PROPORCIONAL

O tipo mais elementar de controle ê o chamado controle ou-ofi°(ligtt-desliga). Nesse tipo


de controle a saída do processo estarã sempre com Dfifir ou lU{)'Pf.= de resposta. Uma vãlvula. por
exemplo. estarã totalmente fechada ou totalmente aberta em cada situaçao. Esse controle ê
tambêm denominado de controle de duas posições. e o motivo ti dbvio.
ELETRONICA ANALOEICA: AIVIPLIFICAOORES OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

Uma extensão natural do controle err-ofi” ê o conceito de controle proporcional. Nesse


tipo de ação de controle existe uma relação linear entre o sinal de erro (E) de entrada e saída
(PD) do controlador e. portanto. a saída do processo terã uma resposta proporcional ao sittal de
contando do controlador. A Figura 4.13 ilustra o que dissemos.

_I

Po

Saída do
Controlador

pl ___... .__ _. _ _

0 _
E°2(Smaldeerro)

FIGURA 4.13

Conformejã dissemos. a ação do controlador ê determinada pelo sinal de erro (E) detec-
tado pelo mesmo (ver Equação 4-14). Quando esse erro ê nulo. o controlador apresenta uma
saída fixada em um valor P¡.
O grãfico da Figura 4.13 nos fornece uma equação da forma:

j P.. =K.,E+P, I (445)

onde Kp e uma constante de proporcionalidade (ou ganho da ação proporcional).


Toda variavel controlada possui um valor máximo (C....¡..) e um valor mínimo (C....«..).
e o erro (E) pode ser relacionado ii faixa de variação da mesma. de tal sorte que tenhamos
um erro expresso em porcentagem. Assim sendo. costuma-se definir um erro porcentual Ep
dado por:

(C -c )-too E
Ep: (Cmmä1HstÊ:mín) z¿C‹1U0 (4.1t5}

Nesse caso. se substituirntos na Equação 4- 15 a variável E por Ep. evidentemente P.¡. e


P| também terão que ser expressos em porcentagem. Esse ê o procedimento mais comum na
prãtica.
A implementação elctrõnica da Equação 4-15 pode ser obtida com AOPs. conforme se
vê na Figura 4.14. Note-se que o potcnciõmetro R| irá permitir o ajuste da constante de pro-
porcionaiidade (KP).
DIFERENCIADORES. INTEGRAOORE5 E CONTROLAOORES S1

_l

R2 R2
III1 Q

'JE R R

I
va

FIGU RA 4.1 4

A equação de saída do circuito anterior ê dada por:

R
Vs = jãjlfs + V1 (4-tr)

onde:
V.) corresponde ao sinal de saída P.¿.
VE corresponde ao sinal de erro E
V| corresponde ao sinal de saída P| para erro nulo
R2
íl corresponde ã constante de proporcionalidade Kp

É evidente que na entrada do controlador as correntes são convertidas em tensões e na


saída as tensões são reconvertidas em corrent.es atraves de resistores de alta precisão.

cotxrrnocanon DE AÇÃO INTEGRAL H'

A ação integral e aquela na qual a saída do controlador aumenta numa taxa proporcional
it integral do erro da variavel controlada. Assim sendo. a saída do controlador ê a integral do
erro ao longo do tempo. multiplicada por uma constante de proporcionalidade denominada
ganho de integração.
Esse tipo de ação ê muito aplicado em controle de velocidade de motores de corrente
contínua. Ú controlador detecta centinuatnent.e os erros e gera rampas de aceleração ou desa-
celeração. conforme seja necessario para manter a velocidade do mot.or em utn valot
prê-ajustado (scr-point).
ELETRÕNICJ3. ÀNÀLÚEICA: ÀMPLIFICADGRES UPERACIDNAI5 E FILTRDS ÀTIVGS

A oquação do saída do controlador do ação intcgral ã a soguinto:

Put) = K|J;E(r)dr+Pt(fl) (4-18)


ondo K¡ o o ganho do intogração o P1(t]) o a saída do controlador no instantc t = U.
O circuito da Figura 4.15 podo sor utilizado para implomcntar a oquação antorior. A
equação do saída dosso circuito o dada por:

um = R1?J;vz<»>d1+ -«viu «-191


ondo:
vüít) corrcspondc ao sinal do saída PÚ(t)
v¡¿(t) con~ospondc ao sinal do orro E(_t)
v|(U) corrospondc- ao sinal do saída P1{l)) om t = O
1 _
í: com-:spondo ao ganho do rntogração K¡

Rf I

n¡ nl

VEÍÚ o u
R

R] o Vüilj

FIGURA 4.1 5

Convém Iorohrar quo RF tom corno objolivo ostabiliaar o ganho do integrador om baixas
froqüãncias.

11 CONTROLA D O R DE AÇAD DERIVATIVA H

A ação dorivativa É aquola na qual a saída do controlador É dirotarncnto proporcional ã


taxa do variação do orro ou dosvio da variãvol controlada. Assim sondo, a ação dorivativa
nunca :E utilizada dc forma isolada, ou soja, ola ostã scmpro associada às açoos proporcional ou
DIFERENCIADORES, INTEGRADURES E CDNTRÚLADÚRE5 93

integral, pois, no caso de se ter um erro nulo ou constante, a saída do controlador não irã
apresentar nenhuma variação nominal no sinal de saida.
A equação de saída do controlador do ação derivativa ti dada por:

PD (t) = KD ägt) (4-20)

onde KD É uma constante de proporcionalidade denominada ganho derivativo.


O circuito da Figura 4.16 pode ser utilizado para implementar a equação anterior. A
equação de saída desse circuito e dada por:

vD(t) = RIC m¡%(Ú (4-21)

onde:
v,¡,(t) corresponde ao sinal de saída P,¡,(t.)
v¡;_(t] corresponde ao sinal de erro E(t)
REC corresponde ao ganho derivativo KD

.l

nz n
a¡ C
VEÚ'-_-"VV"v R

' V,,,tu

FIGURA 4.15

Para se projetar um controlador de ação derivativa com boa estabilidade em altas fre-
qüências, é conveniente utilizar' as condições de projeto dadas pela Equação 4-6.
Ao leitor interessado em ampliar seus conhecimentos sobre a teoria de controle de pro»
cessos, aconselhamos consultar algum texto sobre o assunto.

4.12 EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

'II No circuito da Figura 4.1? temos R = 5{lKfl e C = lIIlpF. Na entrada do mesmo se aplica
um pulso (ou degrau de tensão) de amplitude igual a ZV durante 5 segundos. Supondo C
inicialmente descarregado e o AGP alimentado com 1 lã V, pode-se:
a) Calcular V1, apos 2 segundos.
ELETRÕNIEJ3. £'tNrü.LÚEIC»'1.: ÀMPLIFICADGRES OPERACIDNÀIS E FILTROS »'3.TI"v'ClS

b) Apos quantos segundos o AOP irã se saturar com aproximadamente -l 3,5V'i'


c] Esboçar a l`orma de onda do sinal de saída, variando no intervalo de ll a 5 segundos.
d) Calcular a declividade D (ou coeficiente angular) da rampa gerada antes do AOP
atingir a saturação.
.J

R
Vi

t m
1-HCO-¡-_

FIGURA 4.1?

soLuÇÃO
1
a_] VU = v¡dl , mas, sendo vi = CONSTANTE, temos:

v,, =-äts. vu:-sv |

bl -13,5: 4t t=3,3'l'5 segundos 1

l"'°

Ú '.,---..- % 3 375 4 'LH


Il'-I*-'I *É I

-SV-› -› ----

-1:t.sv -i ~

FIGURA 4.18
DEFERENEIADORES. lNTEGR.›ÚtDÚRE5 E CÚNTRÚLADÚRE5 95

tz) D(declividade) = -ÉS D = -4`Vƒs

Comentário
Observe que t`oi gerada uma rampa de declividade negativa, a qual pode ser utili-
zada, por ezemplti, para acionar um circuito eletrônico responsavel pelo controle do
velocidade de um motor, fazendo corn que a mesma seja reduzida. Dizemos, nesse caso,
que a rampa gerada É uma rampa de desaceleração. Por outro lado, se a polaridade do
sinal de entrada for trocada, podemos gerar uma rampa de aceleração a fiin de aumentar
a velocidade do motor.
Essa técnica É muito utilizada nas indústrias para acionamento de maquinas eietri-
cas atraves de comandos cleuwãnicos. Nossa intenção aqui foi apenas dar ao estudante
uma ideia da mesma.

No integrador da Figura 4.9 temos: R| = IKQ, R,-¬ = IDKÍ2 e C = Ú,0lt.tF. Determinar o


ganho (em deeibeis) do circuito quando to = 10.0-Düradfs.
SOLUÇÃO

.‹=t,,,- IU/1 2 ~ zen


\/1+(1e.ooo-to* -ted)

ou seja: I A,_,¡-(dB) = l6.99dB |

No grtilico a seguir temos um período do sinal de entrada vi aplicado no circuito diferen-


ciador da Figura 4.2. Determinar a tensão de saida v,, no intervalo de U a 2.5Ups e no
intervalo de 250 a SOU ps. Fazer R; = IKQ. e C = U,UlpF.

...I

“im Â
2------
i

“tt t “tz
t
I

l
e zsu suo E “"J'5¡'

FIGURA 4.19

Â'

SDLUÇAÚ
Como o sinal aplicado e uma rampa, o sinal de saida será uma constante em cada
semiperíodo.
ELETRÕNICÀ ›\'3'tNALÚEICJ5~.: ÀMPLIFICADORES 'OPERACIONAIS E FILTROS ÀTIVUS

Para o primeiro semiperiodo temos:

va, = -103 -to-E a/at(t¡125)


Note que a equação da rampa de subida e v,| = til 25, onde t e dado em ps e vi] etn volts.
Logo:

6
vg, = -103-10'* -Ê
125

vn, = -somv I

Para o segundo semiperiodo temos:

Viz
FEE

vg =-to 3 -tor E zzt/‹:1t(-t/125+4)


vg = -toi' ‹1o-il-to*/125)

vg = somv I

EI Demonstrc que o circuito a seguir corresponde a um controlador PI [proporcional +


integral). Super o ADP ideal.

.I

R2 C

1-E

fz
Ri
vi o_-«mm
il -- D vn

m.
Ã-

FIGURA 4.20
DIFERENEIADORES, INTEGRÀDÚRES E CÚNTRÚLADÚRE5 É?

SOLUÇÃO
Sejam ij a corrente em R1 e ig a corrente em REC, temos:

_ Vi
Í1 _ R1-

_ _ 'ti
Í
2 r í.
pois, i| + ig = O (AGF ideal).
PorÉm:

vo : VR2 'I-ve

v 1 I.
vg = R2{-í'J+ EL 12dt
1

VD: R2 Vi 1 Jtlt~"iCII.
R1 R¡C U

Finalmente:

¬.z,,=_ E.
n,
~z,- É _.1j'
n, REC U
, ,.z1z
Essa equação lina] nos mostra que a saida do controlador É formada por uma
parcela de ação proporcional associada a uma parcela de ação integral {_a qual É multipli-
cada pelo mesmo ganho da ação proporcional). Evidentemente, se colocarmos um am-
plilieador inversor de ganho unitário na saida do controlador PI, eliminaremos os sinais
negativos da equação anterior.

413 EXE RCICIOS DE FIXAÇÃO “I

Dar a forma de onda do sinal de saída de um diferenciador quando em sua entrada


aplicarmos os seguintes tipos de sinais:
a) quadrado (v¡ = K)
b) rampa (vi = K1)
c) senoidal (v¡ = Ksent)
d) parabdlico (v¡ = lctí)
e) ezponcneial (_v¡ == Kel)

Repetir o eitercício anterior para o caso de um integrador.

Qual aspecto É considerado o mais critico tio caso do circuito diferenciador da Figura
4.2?
ELETRONICA ÀNALOEICÀ: ÀMPLIFICADORES OPERACIONÀIS E FILTROS z'5~.TI`v'OS

O que são SPIKES e como eles ocorrem ein circuitos com AOPs?

O que É um diferenciador prãtico e qual o a sua principal caracteristica?

O que É um integrador prãtico e qual É a sua principal caracteristica?

Por que o integrador da Figura 4.6 não apresenta muita sensibilidade a ruídos de alta
freqüoncia?

O que É um controlador analogico? Explique sua l"unção no processo da Figura 4.12.

O que É .ser-poirtrff'

O que É elemento final de controle? Citar um exemplo.

Explicar como se estabelece a realimentação negativa no processo representado na Fi-


gura 4.12.

Quais são as açoes bãsicas de controle? Explicar cada uma delas, apresentando, inclusi-
ve, os seus circuitos eletronicos.

Apresentar a equação de saida e esboçar o circuito de um eonuolador de ação _ PID


(proporcional + integral + derivativa). O ganho da ação proporcional deverã atuar nas
tros parcelas da equação de saída do controlador.
+A/V; Capítulo 5 L

APL|cAçõEs NÃo-L|NEAREs
COM AOPs

Neste capítulo apresentaremos alguns circuitos denominados circuitos não-lineares. Essa


denominação está relacionada tem os tipos de respostas dos circuitos estudados, os quais
não são funçoes lineares dos sinais de entrada. Este o um capítulo particularmente importan-
te, devido à larga utilização prática dos circuitos analisados ao longo do mesmo.

5 1 CONIPARADDRES

Em muitas situaçoes prãticas surge a necessidade de se comparar dois sinais entre si, de
tal sorte que uni desses sinais seja uma referência preestahelecida pelo projetista. Os circuitos
eletronicos destinados a cssa função são denominados coiiiparatlores.
Um exemplo de aplicação prática dos eoiiiparadores o o seguinte: atravos de sensores de
nível, podemos detectar a situação de uiii reservatorio de conit:-ustfvel líquido. Se o nível
normal for tomado como re feroncia, cntãti devemos ajustar um sinal de tensão correspondente
ati mesmo. Quando o nivel estiver acima [ou ahaixti) dti normal (ret`ei'ãncia), ti comparador
deverã eniitir um sinal de saída para ti sistema controlador, de tal mtidti que a situação noriiial
seja restabelecida automaticamente. Evidentemente, o sinal de referoncia É levado a uma das
entradas do eoinparador, ficando a outra entratla para receber o sinal da variãvel controlada
(no caso, o nível do reservatorio).
Os comparadores produzem saidas sob a forma de pulsos em função do nível do sinal
aplicado. Nt_i item 2.6 faiamos sobre o conceito de saturação. Na verdade, a saída de um
comparador está sempre num valtir aito, dentiiiiiiiado saturação positiva (+Vsat), ou num va-
ler baixo, denoiiiinado saturação negativa {-Vsat). Existem formas de se liiiiitar os ni'veis de
saida, de inodo que os mesmos não atinjam a saturação. Veremos isso oportunamente.
Basieaniente, temos dois tipos de etiniparadores: comparador não-inversor e compara-
dor inversor. No primeiro caso, temos o sinal de rcfcroncia aplicado na entrada inversora do
ADP e o sinal da variãvel a ser comparada aplicado na entrada não-inversora. Na Figura 5.1 (a)
(ver p. 100), temos uiii circuitti elementar de um comparador não-inversor, no qual ti sinal de
referência cstã no terra; na Figura 5.] (b) temos a resposta do circuito.
Notemos que a saítla apresenta uma comutação de estados quando o sinal de entrada
passa por zero. Por isso, esse circtiito É. ãs vezes, denominado detector de passagem por zero.
'IÚÚ ELETRONIE4. ÀNÀLOEIC4.: ÀMPLIFICADORES OPERACIONAIS E FILTROS P~.TI"vIOS

-I:

vg + Vim

Í' vU - _. _ I'
O *if i
Vi V
"' sat

tel foi

FIGURÀ 5.1

A operação de uni comparador É bastante simples: o alto ganlio do AGP eiii malha aberta
amplilica a diferença de tensão existente entre a eiitrada iião-inversora e a entrada inversora do
ADP e leva a saida para +Vsat ou -Iv'sat, conforme essa diferença seja positiva ou negativa,
respectivamente. lvlatematicamente, temos:

+V5a,, quando vi :› Ú
vc' = -VEM, quando v¡ < O (54)

Na primeira condição dizemos que ti comparador está trabalhando nti primeiro qua-
drante e, na segunda condição, que ele estã trabalhando no terceiro quadrante. Para melhor
coinpreensão, apresentamos, como
_l.
exemplo, na Figura 5.2, as formas de
onda de entrada e saída de um compa-
“i
rador não-inverstir.
O segundo tipo de comparador
bãsico a ser estudado É o comparador
inversor. Nesse caso, a referoncia esta
na entrada não-inverstira e o sinal da ti T
variavel a ser comparada está aplica- 1 I I |
dti na entrada inverstira. Na Figura ¡ ¡ I
5.3(a') (ver p. IU] ) temos o cireuitt_i dti , I I
coiiiparador em questão. Note que o vn ¡ I I I
sinal de referência estã aovanient.e no I ¡ I
terra. Na Figura 5 .3i[b) temos a resposta _, Em I -i -i -í aí. -. -_.; _. |
do circuito, o qual ptidc, também, ser |
denominado detecttir de passagem por I
zero. 'l_

IÍI t

`IIsat ""

FIGU RA 5.2
articaçoss não-tintanrs com nors 101

_I

“Io

+I'Isat

'ti
Ê*
vfi Ú Vi

`Vsat

fa)
1'Ei)

FIGURA 5.3

A operação desse circuito É anãloga ã do circuito anterior: quando a diferença de tensão


entre a entrada inversora e a entrada nãti-inversora for negativa, a saida vai para +Vsat topera-
ção no segundo quadrante), e quando essa diferença for positiva, a saida vai para -vsat (ope-
ração no quarto quadrante). Matematicamente, temos:

+Vi,i, quando vi -c O
vi, =
-Viiii, quando vi tr- 0 I5'2I

Normalmente, uma pequena diferença de tensão da ordem de lmV É suficiente proa


aciontu' o comparador, levandti-ti a ctiniuttu' sua condição de saída. Evidentemente, z'-It.OPs de
alto ganho (AOPs de instrumentação do tipo pA?25), quando utilizados como comparadores,
podem amplificar sinais de niveis hein menores do que lniV.
Nos dois tipos de comparadores estudados atÉ aqui, o sinal de referência era iiulo, pois
estava conectado ao terra. Entretanto, podemos utilizar como referência uin sinal Iv',,,f as O.
Existem diversas formas de s C' Ft Heetitar comparadores com referências não-nulas. Na Figura
5.4(a) temos o circuito de um comparador inversor ctiin um sinal de re.l`erÉncia Viiif aplicado
na entrada nãti-inversora. Observando a resposta dti circuito, mostrada na Figura 5.-4(b), ptide-

.I

I"o
I* “sat
Vic

'fo
1
D 'Mig
ill nsr 'fi
Ifref L

`l
-_z_- te) (pi

FIGURA 5.4
102 ELETRONICA ANALOEICA: AMPLIFICADORES OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

mtis constatar que a comutação de estados da saída ocorre quando ti nível dti sinal a ser ctini-
parado (vi) atingir o valor V,,,_i-. Esse circuito costuma ser denominado detect.or de passagem
por nível prefiitado. Matematicamente, temos:

+V5,i,, quando vi <: Vigi


VD : ‹i-Viiii, quando vi :=- Vigi- (SJ)

Todos tis tipos de comparadores sao casos particulares de uma situaçao genorica, repre-
ru er

sentada na Figura 5.5, na qual temos um AGP trabalhando como comparador (malha aberta),
em cujas entradas temos tis sinais vi (entrada inversora) e vz (entrada nãti-inverstira). Por
outro lado, no Apêndice A, apresentamos a chamada equação fundatnental do AGP (Equação
A-8), repetida, a seguir, para sinais instantãneos:

I VD = ¿IIL¬i.¡i(IIi'I2 '_ V1) I

.I

'tt o
'Io

Tzu. . _

FIGURA 5.5

Pois bem, aplicando a equação anterior ein cada um dos tros comparadores estudados
ato o mtimeiito, temos:

a) Comparador não-inversor (Figura 5.1):


vi = O
:II vo : Ave vi
vz = vi

b) Comptuador inversor (Figura 5.3):


vi = vi
:II Vo = `Avo vi
vz = O

c) Comparador inversor ctim referência nãti-nula (Figura 5.4):


vi = vi

:I Vo = Avofvref _ Vi)

V2 = Ver
aeticnçors não-tintanrs com .sort 1o3

Se observarmos tis resultados obtidos, vereiiios que eles estão ein plena ctinctirdãncia
com a Equação 5-I, Equação 5-2 e Equação 5-3, respectivamente.
Na prática, quando se projetaiii circuitos comparadores, É muito comum a utilização de
dois diodos ein antiparalelo, colocados entre os terminais de entrada para proteger o estãgio
diferencial contra possíveis sobretensocs tiu sobreeorrentcs que possam danificar o integrado
(no capítulo seguinte falaremos sobre proteçocs em circuittis etim AÚPs).

Lirrritarrdo a tensão de saída


Iremos apresentar, a seguir, dois mêtodos de limitação da tensão de saída em compara-
dores.
Um dos motodos consiste na utilização de dois diodos Zener conectados apodti-
contra-apodo (ou cattido-ctintra-cattidti), ctilticadtis entre a saída e o terminal inversor do AGP.
A Figura 5.o(a) ilustra ti que dissenitis.
Na Figura 5.o(l:i), teiiios uiiia provável forma de onda de saída (na verdade, ela depende
da forma de onda de entrada). Notemos que os iiíveis de saída ficam limitados pelas tensoes de
regulação dos diodos Zener, acrescidos de 0,7 volts. De fato, em cada semiciclo do sinal de
entrada, tis diodos Zcner podem ser modelados por duas baterias em sorie ctim valores de
tensão V3 e URV (aproximadamente). Evidentemente, ti projetista poderii escolher diodos
Ze-nor iguais tiu diferentes. Nti primeiro casti, as ampiitudes positiva e negativa serão iguais e,
no segundo caso, serão diferentes.

l
DZ DE vfl

E _* +tv¡+e,ii __ _ _ __ _ ___ __ ___ _


R
'fi
ff' vn [1 II I-F
Iliodrrts prrrrr
proteção

__ v,,,i-=ti 'II'2*°~7I -- -- ----


la) (bl

FIGURA 5.5

Outro mÉtodo de limitação tle tensão tle saída de um cornparador estã indicado na Figu-
ra 5.? (ver p. 104). É importante que seja tomado ti cuidado de se colocar um resistor de
aproximadamente 3309 para limitar a corrente sobre tis diodos. Esse motodo É mais aconse-
lhãvel, pois apresenta mentir distorção no sinal de saída. As demais coiisideraçoes são idênti-
cas ãs relacionadas com o circuito da Figura 5.t'i(a).
Se, no circuito anterior, substituirmos o diodo Zener inferior por tim curto e escolher-
mos para o diodo Zener superior um valor Vi; = 5,lV (p. ex., lN'i'5l, lN4T3?›, etc.), tereinos
uma tensão de saída compatível com circuitos digitais da família TTL. Na Figura 5.8 (ver p.
Ifl-4), apresentamos o circuito e a forma de onda de saída do mesmo. Note que durante o
seniiciclti negativti dti sinal de entrada existe urna pequena tensão negativa da ordem de (UV
na saída do circuito, devido ã polarização direta do diodo Zener.
'IÚ4 ELETRONICA ANALOGICA: AMPLIFICADORES OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

.I

R2
Vref 2 II' V0

Diodos para R1
'Ã Pz
proteção
! Pz

FIGURA 5.?

-I

-.Iz R2
Vo

vzzsnv

fel

'fr

"of
I ;
i I
¡. _-z¬rn| rI-
Silluf..

Il
I _

(l,'?V
_ (bl

FIGURA 5.8

Comparadores sob a forma de Cls


A ampla utilização de AOPs trabalhando ct_iiiiti eoniparadtires levtiu tis fabricantes a
produzirem Cls comparadores específicos. Assim sendo, teriitis tis famosos Cls ctiniparatlores
LMBII e LM339 (ambos da National Semiconductors).
articacoss não-tiutanrs com nora 1o5

O Llvlêl l É uni ctiniparadtir de alta velocidade de ctiniutaçãti (da ordeni de 20Uns).


Pode ser utilizado como elemento de int.erface para cireuit.os logicos, pois apresenta saída
compatível com as famílias logicas TTL c CMOS (graças ii possibilidade do mesmo ein traba-
lhar com uma tinica fonte de alimentação de +5Vt:t3l- Na Figiira 5.9 apresentamos a pinagem
do LMÍH l com encapsulamento DIP de 8 pinos. Para maiores detalhes ti projetista deverã se
reportar ao tfttttrfiriml-: do fabricante (procurar a seção intitulada i-ttiftoge coiriititzi'trroi's' = compa-
radores de tensão).

_|
DIP
K.) '
i _, -- s rrninooivr
1 - Terra
z 7 - Entrada não-inversora
- Entrada inversora
-_vCC
3 _" I5 - ajusta as orrsrrr
- Ajuste de ÚFFSET o STROBE
*I 1' i__ 5 - Saída (coletor ab-erro)
LM 31 I @¬' -IÚ"~|r.J'I‹F~|-.I?*-`I' - 'I' VCC
(vista de cima)

NOTA: D terminal de STRUBE I! utilizado para habilitar ou desabilitar a saída.

FIG U RA 5.9

O LM339 É um intcgradti que apresenta quatro comparadores independentes no mesmo


encapsulaniento. O LM339 também perinite o interfaceanieiito direto eoni as famílias logicas
TTL e CMOS, pois É projetado para trabalhar sirnetrieatiiente ou eoni uma tiniea fonte de
alimentação na faixa de 2Vi¡¡i¡ atÉ 3o`v'Ci;. Na Figura 5.10, temos uma aplicação típica do
LM339 (na realidade, apenas um dos quatro etimparadores internos estã sendo utilizado),
acioiiandti portas Iogicas da família TPL. Note a existência de um resistor de elevação (pnft'-oiii),
jã que ti LM339 tem suas saídas ein coletor aberto.

-I

1 +5 VW

Resislor de elevação (FULL-UP)

_ 3 ...tir _ T4011
I
D U

,, 2

0
. I

: U4
I

FIGURA 5.10
II. I

1ÚE ELETRONICA ANALOEICA: AMPLIFICADORES OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

Na Figura 5.l l apresentamos a pinagerii do LM339 corn encapsulainentti DIP de I4


pinos.

DIP
Í
saída 14 saida

saída i I3 saída

V -I-
A I terra ouv'

entratla |[ -1 (+) entrada

errtrada ( + ] ( -'I entrada

E”.
!'-É
entrada f -I' t+) entrada

entrada ( +) t-I entrada


¡_ LHl39_
(Vista de cimai

'I' Utilizar um resistor de elevação tprrh'-rtp) entre tr saida utilizada e o pino 3.


I

FIGURA 5.11

O Lli/1339 não É tão rãpido quanto o Llvlfil l (a velocidade de comutação do LM339 É da


ordem de l.3UDns), mas, pelo fato de apresentar quatro comparadores em um tinico encapsu-
lainentti, os projetos ttirnam-se mais cctinomictis quando se utiliza ti LM339. Alom dissti, o
LM339 apresenta um consumo de potência muito baixti e pode ser utilizado em circuittis
eletroiiictis alimentados por pilhas tiu baterias comuns.
Os comparadores soh a forma de Cls apresentam uiiia sÉrie de características que os
tornam superiores aos comparatlores construídos corn A()Ps de aplicaçoes gerais.
Assim sendo, apresentam alto ganho, ampla largura de faixa, grande velocidade de co-
mutação, etc. Se o leitor analisar ti circuito interno de um comparador (isso pode ser feito
consultando ti manual dtr fabricante), verificará que no mesmo iiãti existe capacitor para etim-
pensação interna de freqüência. Isso se justifica pelo fato de tis comparadores raramente se-
rem utilizados coino circuitos lineares.
Finalmente, uma consideração prãtica: em qualquer comparador, os pinos de entrada
não utilizados devem ser aterratlos para evitar instabilidade ou outros distúrbios no funciona-
mento do circuito.
articaçoss não-tiusanrs com aors 10?

5 2 CONIPARADOR REGENERATIVO OU
SCHNI ITT TRIGGER ||I

A histerese no comparador regenerativo


Podemos dizer que a palavra regcnei'ativti É sinoniinti de realimentação positiva. Assim
sendo, neste item, iremos estudar oiii iiiiptii'tantíssiinti tipo de coiiiparadoi', nti qual se empre-
ga a rcaliiiieiitação positiva. Muitos textos dentirninarn esse cii'cuito de Schmitt. trigger' ou
disparador de Schmitt.
A propriedade mais importante do comparador regenei'ativo É a caracteristica de HIS-
TERESE apresentada pelo mesmo. CI temio histerese vem do grego ifi;iisi'Éi'e.ris, que significa
atraso. Ao contrário dti que muitos pensam, a histerese não É uni fenomeno exclusivti do
magnetismo. De fato, existe liisterese eni alguns circuitos eletroinictis e, atÉ mesmo, em certtis
tipos de válvulas utilizadas eiii ctintrole de processos industriais.
Dizeinos que urii circuito possui histerese quando o mesmo apresenta um atraso na
mudança do seu estado de saída (EFEITO), apesar de as condiçoes de entrada (CAUSAS)
haverem sidti alteradas. Ati estudio o comparador' regenerativo, o lcittii' terã oportunidade de
comprovar' a existência de histerese na resposta do mesmo.
Mas qual É a importãncia da histerese no comparador regenerativo? Para responder a
essa pcrguiita, vamos utilizar' a Figura 5.12. Observe que o sinal (vi) a ser aplicado no ctiiiipa-
rador apresenta urna forte interferência ou ruído. Ein virtude disso, existem múltiplos pontos
nos quais o sinal intercepta o eixo ou nível de referência (VR).

_-I

VR -_ - - ------- _ - -----lr

\ / I
Pontos
/Í do
oi interseção

FIGURA 5.1 2

Um comparador cotnuin apresentará chaveamentos ou coinutaçoes eiii cada um desses


pontos de interseção (supondo que o mesmo possua uma velocidade tlc comutação adequada
ati sinal). Evidentemente, essas comutaçoes serão falsas, pois foram motivadas pelo r'uítlti
sohr'eptisto ati sinal normal. Para eliminar esse prtihlema, utiliza-se a histerese. O princípio
bãsico da histerese aplicada ati circuito etiinpai'ador É o seguinte: ti projetista deverá ptissuii'
uma noção da ordem de grandeza do valtir' pico a pico da tensão de ruído pi'eseiite rio sinal
103 ELETRONICA ANALOEICA: AMPLIFICADORES OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

normal. A seguir, deverã estabelecer dtiis iiíveis de referência denominados tensão de disparo
superior (Viig) e tensão de tlispai'ti inferior (Vizii). Esses níveis deverão estar' separados por
uma ccrt.a faixa de tensão (p. ex., 5UmV, lÚÚmV, etc.), a qual dependerá do valor pico a pico
estimado para a tensão de ruído ou interfei'ência sobreposta ao sinal normal. A diferença entre
tis dois níveis de referência estabelecidos pelo projetista É denominada margem de tensão de
histerese (VH), ou seja:

I Vi-1 = Vos " Ver I (5-5)

Na Figura 5. l3(a) aprescntamtis um sinal em cujo semiciclti negativti existe um peque-


no ruido stibr'eptisti:i ati mesmo. Esse ruído irã provocar comutaçoes falsas, caso utilizemtis
uni comparador inversor sem histerese, conforme estã indicado na Figura 5. l3(b). Observe
que estamos supondo, como exemplo, que o comparador' tenha sua referência igual ao valor'
de Viii. Entretanto, se apiicarmos histerese ao comparador, obteremos uma saída conforme se
vê na Figura 5.l3(c). Notemos que o ruído irão provoca, nesse caso, nenhuma cornuiação ou
chaveamento indevido. De fato, as ctiinutaçoes so ocorrem quando o sinal, apos ter atingido
um dos níveis de disparo (Viiiti ou VL-,i), atingir ti outro nivel de disparo (Vui ou Vi_¬ii_;).

Ifosf" * "' in-1 -na-___-¡____ _

i
na-1-S

ei av' i I -_ gr Histeresi:
t {VHl
vi¿ii._-_,.._.____ _.. -'___
I
. rirl'do1, I
'fo
+ vsnt! i

tai l
- -nr
I
. i
i E
'Vsat I
I K comrrtações I
I indevidas I
Vu I I

'I' 'fear

fc) DV - -f- Í

vs-ill

FIGURA 5.13
aaticaçcits Nao-Lintasts com Aoas 1o9

Projetando comparadores regenerativros


Provavelmente o leitor deve est.ar se perguntando o seguinte: como aplicar histerese
aum comparador e como calcular os niveis ou tensões de disparo dos mesmos? É o que vere-
mos a seguir.
Pri meiramente, vamos analisar o comparador inversor regenerativo. Na Figura 5. 14 apre-
sentamos o circuito em questão. Observe a existencia de realimentação positiva no mesmo.

.I

+V
it
rt
Uva

-V

P
R2
Et

FIGURA 5.14

Devido a rcalimentaçao positiva, a saída do circuito estará em um dos dois estados de


saturação: +V,,,, ou -V,,,,,. Iremos estabelecer dois níveis de referencia (ou tensões de disparo)
no ponto P. Essas tensões de disparo irão depender do estado de saída em cada instante. As-
sim, temos:

R
(H) Vns = K¡_1í2'(+'**'zz.t)
R If5-6)
(bl Ver = Ê'[-Vsstl

É conveniente relembrar que +V_.,,,.¿ É cerca de l ,SV abaixo de -PV e -Vw, É cerca de l,5V
acima de -V. Dessa forma, VD5 e Um dependem das tensões de alimentação do comparador.
Na Figura 5.15 (p. 1 ID), temos a curva de transferencia (ou curva característica) para o
comparador inversor regenerativo. Essa curva nos mostra uma relação entre os sinais de entra-
da e saída e nos permite compreender o funcionamento do circuito.
A tensão de disparo (VD, ou Vos). na qual a saída eomuta de estado, depende do sentido
de ctttnutaçãiti do comparador num determinado instante, ou seja, do estado baiitti {-Vw) para
o estado alto (+VS,,,) ou do estado alto (+"v",_,,,,) para o estado haiito (-Efm). Para valores nega-
tivos de v¡ superiores (em mddulo), a "v'¡¡,¡ da saída do comparador estará em +V5,, e a tensão
de disparo (referencia) para comutação de estado será VD5 (ver Figura 5.13). Quando v¡ atinge
VD5, a saída ehaveia de +'v',,m para -'*.»",,,,, e a tensão de disparo (re.1`en'Í':neia) para a proxima
"l1Ú ELETRÕNICJ3. ÀNÀLÚGICJ3.: ÀMPLIFICADGRES OPERACIDNAIS E FILTRDS ÀTIVUS

....I

I “Ú
+ Vsat
É É

_ --
Vit:-- “es
-"-1-'--~ P I FF'

VH vi

-4 I

“vsat

FIGURA 5.15

cotnutação de estado passa a ser Vm. Essa situação É mantida para todos os valores de v¡
superiores a Um. Se v¡ assumir valores compreendidos entre VH e VD5, ou seia, se v, se situar
dentro da margem de histerese, o estado de saída permanece inalterada. Entretanto, se v¡ de-
cresccr ate atingir Vm, a saída comutarã novamente para +V5,,, e a tensão de disparo voltarã a
ser VD5. Como vimos, existe um certo atraso de comutação quando o sinal de entrada estiver
dentro da margem de tensão de histerese (VH). A Figura 5.15 permite visualizar esse efeito de
histerese existente no cotnparador inversor regenerativo.
O outro circuito que apresentaremos É o comparador não-inversor regenerativo. Na Fi-
gura 5.16 temos o circuito e sua respectiva curva de transferencia. Observe, novamente, a
presença de realimentação positiva no circuito.
A analise da curva de transt`erëncia do comparador não-inversor regenerativo É similar .it
analise feita para o comparador inversor regenerativo. Deixamos essa analise como exercício
para o leitor.

""o
1 +V
*Vsat

RI ': P " “Q V ot V os __

"Vsat
R2
(nl fla)

FIGURFÃ 5.1 E
naticaçctts não-Lirvsasts com aoas 111

Quanto aos níveis de referência (ou tensões de disparo) estabelecidos no ponto P, ire-
mos admitir (sem demonstração) as seguintes relaçoes:

(3) VDS '_ % ' (+Vsat)

w..z§¿-‹z~z...› ea
Finalmente, coiivent ressaltar que os níveis de tensão de saída dos comparadores com
histerese também podem ser limitados utilixando-se. diodos Zener. Na Figura 5.17' apresenta-
mos o comparador inversor regenerativo com limitação da tensão de saída. Úbserve a correta
conexão de R3 (limitador de corrente) no circuito. O valor de Rg, pode ser, na maioria dos
casos, igual a 3309.

_l

R
'tt
R3
Vo

R2 DE

D
R, Z

iq
í ?_
_

FIGURA 5.1?

osct LAD o R COIVI PONTE DE WIEN | I'

A teoria dos osciladores e- bastante complexa e, portanto, neste item, pretendemos apre-
sentar o assunto de t`onna bastante objetiva. Clsciladores são circuitos cuja função e' prodnxit' um
sinal alternado a partir de uma fonte de alimentação contínua. Em outras palavras, um oseilador
não necessita de um sinal de entrada externo, pois basta que o mesmo seia alimentado por uma
fonte CC (da qual o circuito retirará energia) para produzir o sinal alternado de saída.
Basicamente existem dois tipos de osciladores:
a) osciladores harmünieos: produzem sinais senoidais
b) osciladores de relaxação: produzem sinais não-senoidais

Como exemplo de osciladores harntãnieos podemos citar o oseilador em ponte de Wien,


o qual será nosso objeto de estudo. D oseilador em ponte de Wien e o mais popular dentre os
1-.. E

112 ELETRDNICÀ ÀNALDEICA: ÀMPLIFICADGRES UPERACIDNAI5 E FILTRU5 zt'5tTI"v'CtS

osciladores harmõnieos, pois apresenta óti ma performance e uma saída senoidal praticamente
perfeita. Existem, entretanto, outros tipos tie osciladores ltarmõnicos: oseilador de Armstrong,
oseilador de Colpitts, oseilador de Hartley, etc.
Como exemplo de oseilador de relaxação podemos citar alguns tipos bãsicos, a saber:
gerador de onda dente-de-serra, multivibrador astãvel, etc. Um outro exemplo clássico de
oseilador de relaxação e o oseilador com UJT, utilizado para produzir pulsos de disparo para
ttristores.

A ponte de Wien
No curso de circuitos eletricos e medidas eletricas encontramos a chamada ponte de
Wien, utilizada para medição de freqüencias. Na Figura 5.18 apresentamos o circuito da ponte
de Wien.

_I

al
- a
Ci 3

v
Re
C2

FIGURA 5.13

Ú dispositivo lvl É um indicador de nulidade ott balanceamento capaz de responder its


variações de correntes alternadas do circuito. Esse dispositivo pode ser desde um par de fones
de ouvido até mesmo um amplificador' de CA com um medidor na saída.
Quando a ponte está em equilíbrio ou balanceada, temos a seguinte condição:

tt, tt, cz
tt 4 5: a 2 J' c 1 (53)
Nesse caso, a fre üõneia da onte serã dada P or:

1
f =
D 21ɬlR1R2c1C2

O oseilador com ponte de Wien


Se assoeiarmos a ponte de Wien com um AGP, atraves de uma realimentação positiva.,
obteremos um circuito denominado oseilador com ponte de Wien. A freqüõneia de balancea-
aattcacõts não-ttnsasts com aoas 113

mento (fu) da ponte e, também, a t`reqüõncia de oseiiação do circuito. Na Figura 5.19 apresen-
tamos a estrutura básica do oseilador com ponte de Wien.

.J

¬ 1-

z|z1z¡..|¡z..__,z-.

. . co1v'raot.tt
R1 R3 na
:'tl~l|*LlTUDE

c, .. ...
Circuito
Ressonante ) Ii5

FC' to t""lto R4
I aí...
1

l__.._É._ l_____

FIGURA 5.19

Note que existe também uma malha de realitnentação negativa, atraves da qual se faz o
controle ou limitação de amplitude do sinal de saída. Essa limitação e importante, pois, caso
contrario, ao ser dada a partida do oseilador, a realimentação positiva faria com que a sua saída
atingisse a saturação, distorcendo, portanto, o sinal senoidal desejado. Na Figura 5.20 mostra-
mos essa situação.

_l

*Viet

mit
'vsat

U controle ou limitação de amplitude pode ser l`eito de vãrias formas: utilizando uma
lãmpada em lugar de R4, utilizando diodos de sinal em antiptualelo ou diodos Zener em opo-
114 ELETRÕNIEÀ ÀNALÚEICA: ÀMPLIFICADGRES UPERACIDNAIS E FILTRD5 ÀTIVUS

sição. Em alguns circuitos mais sofisticados são utilizados dispositivos JFET ou MOSFET
para prover o controle de amplitude.
Na Figura 5.2] apresentamos o circuito de um oseilador com ponte de Wien, no qual o
controle de estabilidade e amplitude ti feito por dois diodos de chaveamento rãpido { lN9l4 ou
lN4l48) e um potenciõmetro que, colocado em sdrie com R_«,í, corresponde ao potenciõmetro
R3 da Figura 5.19. R3' representa a rcsistõncia CA do diodo que estiver conduzindo num dado
instante.

_I

R_ f
1 D2 R;
I-ii.-"""
_¡,.I"'

i-lí

"'¬\ E Por V°
Potenciometre Vfí._í-._
duplo zin-
1 zt
R 1.
R -Í]-C 4 _
'rir'

lt
¡;_____.
í

1.

FIGURJÚL 5.21

Observe, na figura anterior, que igualamos entre si os resistores e os capacitores do


circuito ressonantc e, portanto, a Equação 5-8 nos da o seguinte resultado ou condição de
projeto:

R, =1tÍ_,,+PoT=2tt,, (5-tn)
e a freqüõncia de oscilação serã:

1
ffl = z¶ 'í5'“>
Considerando o ganho do circuito como sendo a relaçao de v,¡, para v¡, con forme estã
indicado na Figura 5.21, lentos:

vn =
a¿+Po'r
He v1
Re
aattcaçõts não-ttrvsasts com not-ts 115

[JU SE.'«_|£1I

vi
vfl = 3
1
(5 _ 12)

Evidentemente, a equação anterior só E: vtilida na freqüõncia de oscilação (fg). O poten-


cial no ponto A ci aproximadamente igual a v| (por quõi). Assim sendo, a partida do oseilador
se dará quando, atraves do potenciõmetro POT, conseguirmos estabelecer a relação dada pela
Equaçiío fi-12.
Os diodos D| e DE executam a função do chamado controle automático de ganho (CAG).
De fato, ã medida que a tensão de saída v,,, aumenta, a resistencia CA(r,¡,,) do diodo que estiver
conduzindo diminui (pois rm, = U,ü2I5ƒiD na temperatura ambiente), devido ao aumento da
corrente instantãnea (ig) no mesmo. Conseqüentemente, o fator de realimentação negativa
aumenta e a relação vQƒv¡, dada pela Equação 5-12, se torna menor do que 3, reduzindo ou
amorteeendo a amplitude da oscilação. Na situaçiio oposta (vu diminui), r,,,, aumenta e v,-,lvl
tica superior a 3, levando a saída para uma condição de oscilação crescente, distorcendo o
sinal e, linalmente, conduzindo-o ã saturação, conforme indicado na Figura 5.21). Conclui-
mos, portanto, que a situação de estabilidade do circuito ocorre quando vc/v| = 3, nem acima
e nem abaixo de 3, mas exatamente 3! Na Figura 5.22(a) temos a situação de saida quando
vo,/v1 <: 3 e na Figura 5.22(b_`,t temos a situação de saída quando v,,fv¡ = 3 (a qual ci a situação
estãvel e, portanto, desejãvel).
Por último, desejamos fazer algumas considerações prãticas. Conforme se vã pela Equa-
ção 5-l l, o ajuste da freqüência de oscilação pode ser feito atraves de R ou C. Normalmente,
ti preferível variar R de forma contínua e idõntiea atravds de um potenciõmetro duplo, confor-
me cstti indicado na Figura 5.21. As variações de C devem ser feitas com valores discretos
dentro da faixa comercialmente disponível. Evidentemente, não devemos utilizar capacitores
polarizados no circuito oseilador. Normalmente, o projetista dev F'- Ci C- locar um seguidor de
tensão ou frttjffer na saída do circuito oseilador. Esse procedimento protege o circuito contra
possível sobrecarregamento da saída e possibilita a alimentação de cargas com baixa impe-
dãneia de entrada. Evidentemente, o bttjjfet' deverã ser feito com um ADP adequado ã carga
que sera alimentada.

1,

'io Vu

Vl -cs
----.+
“I
í-=3

fo) (bl

FIGURA 5.22
115 ELETF1E.lNlCJ1t t'1'tNz5.LÚEIC›f5›.: ÀMPLIFICADORES OPERACIONAIS E FILTROS »fi'~.Tl"v'ClS

54 o Tempontzztoon 555 H'

O temporizador 555 e um circuito integrado de alta versatilidade, pois apresenta um


grande número de aplicações em circuitos cletrõnicos. Na maioria das aplicações, o 555 ti
utilizado para produzir intervalos de tempo. Dentre as aplicações principais, podemos citar:
temporizadores, geradores de pulsos, multivihradores, alarmes, etc.
O temporizador 555 foi introduzido no mercado mundial pela Signetics (uma subsidia-
ria da Phillips) em 19112. A alta aceitação do mesmo levou inúmeras indtistrias de semicondu-
tores a fabricarem (sob concessão da Signetics) o temporizador 555. No Apêndice E
apresentamos as folhas de dados do CA555 publicadas pela SID Mieroeletrõnica. Essas fo-
lhas de dados estão em portugues e apresentam, alõm das características eletricas do CA555,
as infonnações teõrieas e prtiticas sobre o mesmo. Deixaremos a criterio do leitor o estudo das
folhas de dados do CA555.
É conveniente ressaltar que o 555 ti uma forma de aplicação dos AClPs, pois o circuito
interno do mesmo apresenta dois comparadores. Na Figura 5.23 apresentamos o diagrama em
blocos do circuito interno do CA555. Observe a existencia de trõs resistores de 5 KQ, razão
pela qual esse integrado ti denominado 555.
O CA555 permite correntes de saída de ate 20tln1A e, portanto, pode acionar diversas
cargas TTL, bem cmno pequenos alto-falantes e reles diretamente (Veja Figura 13 e Figura l(i,
Apõndice E).
Uma das aplicações mais comuns do 555 É a sua utilização como gerador de sinais
quadrados para acionar circuitos lõgicos. Na Figura 5.24 (p. 1 17), temos trõs formas de se

TENS.-5.0 DE
CONTROIE
+v¢t= Q Q Q Tarouca

'_ ii E I
sxfl

sttfl
G Comparador Polëtlslfl 9

rH.'tt-.*sHr1t.t› SAÍDH
tllntlar) I

osscaaoa
t-r.n*-t-':.r.›.~ Q
assar .=.
Ó TERRAtsubsu'ato]

FIGU RA 5.23
aattcacõts não-ttrvtasts corvt note 117

obter um trem de pulsos quadrados. Existem vãrias outras maneiras de se conseguir isso utili-
zando o CA555.
Para o circuito da Figura 5.24{c)"` a freqüência fdo sinal de saída pode ser calculada pela
seguinte fõrmula geral:

f e- L443 (_ Snge.rtão.' procure demonstrar essa ftirmula


(5-13)
(R1 "'2R2lC a partir das fõrmulas dadas no Apêndice E.)

É vce gzvce

R¡ . I . Ajustar: .'‹

3 4 E R1 = 2,362 R1 E -tl
lt t
EA 3 1 H, I (fg 3 ,'_,
D Rz=Rt[_ 3 ssa .í"'_° U R2 2 sss
_ 1 E H
45 7

C I 5 t 'U1

3:: I tJ,oI|.t.F ic ü,ütp.F

t-Tt*l-Tal T T _-í

-_
“i='-t|-T2 = 0.693 tt¡c
vc: ea
l I j j (ol
(sinal de saída)
T ¡ _.- tt,t393R ¡t'I R1 ¿ 3
T2 = o,tã93R :C T
¶ü

Fazer
6 555 3
R1 5
R1Ê'l.l,tÍl'lR2
2 1

"' NOTA: R1 tem um valor mínimo ~ '_ ' U*mI`¡'F


dado (em FLQ) por:
V C
R1 (min) = -E125; , pois a corrente |
máxima no coletor do transistor Q T (cj -:- -
(Figura 5.23) é estipulada em Iümh.

FIGURÊ 5.24

“No item seguinte veremos que circuitos desse tipo são genericamente denominados de lttultivibradores astãvcis.
113 ELETRONICA r'1'tNALOEICrÊ~.: ÀMPLIFICADORES OPERACIONÀIS E FILTROS t'5~.TI`v'CtS

Um parãmetro útil quando se projeta geradores de pulsos com o 555 e a chamada taxa
de trabalho (dirty-cvcle), a qual representaremos por TT. Esse parãmetro pode ser definido
tanto para o estado alto como para o estado baixo do sinal produzido. Observe o traço superior
da Figura li' do Apêndice E. Se definirmos a TT para o estado alto, temos (utilizando as
equações dadas pelo fabricante):

1.1 tl R1 +R2
TT‹;n; T tl +12 R1 +2R2
(5-14)

Por outro lado, se definirmos a TT para o estado baixo, temos:

1.2 12 R2
Tr .
(L) T t,+t, tt,+ztt, (515)
E muito comum expressar TT etn termos de porcentagem (Wi).
Os fabricantes preferem utilizar a definição de TT para o estado baixo, mas a maioria
dos livros e textos de eletrõnica tem preferido a definição para o estado alto. Portanto, a esco-
lha final fica a criterio do projetista.
Finalmente, façamos algumas considerações prãticas. Para se obter a mãxima estabili-
dade de operação, os fabricantes recomendam escolher os resistores R1 e R3 dentro da faixa de
IKD a lflfllífl e com tolerãncia de 5% ou menos. A utilização de resistores de lilme metálico
ti uma boa opção, pois apresentam alto fator de confiabilidade.

D NIULTIVIBRADOR ASTÁVEL COIVI AOP MI

Um multivibrador É um circuito que apresenta apenas dois estados de saída: alto ou


baixo. O estado alto apresenta uma certa amplitude em relação ao estado bai xo, que normal-
mente estã no nível “zero'", ou seja, na referõncia de tensão. Assim sendo, a forma de onda do
sinal de saída tem como padrão um pulso retangular (ou quadrado). Os multivibradores po-
dem ser classificados em triis tipos:
a) monoestãvel
b) biestãvel
c) astãvel
Na operação monoestãvel, o multivibrador apresenta um único estado estãvel. Apõs
receber um pulso de disparo, sua saída comuta de estado e permanece nessa situação durante
um certo intervalo de tempo, apos o qual o circuito retorna ao estado estãvel ou inicial. Essa
situação está indicada na Figura 5.25(a) (ver p. 1 19).
Esse tipo de operação pode ser conseguido de diversas formas: utilizando circuitos inte-
grados digitais (74LSl2l, 7-41.8123, etc.) ou utilizando o temporizador CA555 (veja Figura
13, Apêndice E). Na prãtica, o multivibrador monoestãvel pode ser construído com AOPs,
mas utilizando o temporizador CA555 podemos obter excelentes resultados a baixo custo e
com extrema facilidade.
Na operação biestãvel (ou flip-flop), existem dois estados estáveis. Nesse tipo de opera-
ção o multivibrador recebe um pulso de disparo e sua saída rzi levada para uma das duas possi-
bilidades estãveis: alta ou baixa. O circuito permanece numa dessas situações ate que um novo
aattcaçõts não-ttrvsasts com aors 115

rucsos os saína oo
ntsratto tuutmvtsttaooa
'fi 'fo T T

ta)
monoostável __ _ _ _ __ ._ I _ _ 1
0 tt 12 I D it tz

'Ú É
l .. l ll
1.2 I U Í
-
- lg
Í
' É II

'fe
ti
tc)
Estável O II- 1 D 1

FIGURA 5.25

pulso ohrigtte a saída do mesmo a comutar de estado (veja Figura 5.25h). Apesar da possibi-
lidade de se implementar multivibradores biesttiveis com AGP:-t, e mais conveniente e prãtico
implementã-los com circuitos integrados digitais específicos (?4LS?6, T4LSl 12, etc._).
Finalmente, na operação astãvel, o mult.ivibrador comuta constantemente entre os dois
estados possíveis, produzindo um trem de pulsos com uma determinada freqüõncia. A opera-
ção astãvel ti também denominada corrida livre (free-r'urtrrírrg_). Nesse tipo de operação não
existem, portanto, estados estãvcis (veja Figura 5.25c). É possível implementar um multivi-
brador astãvel com o temporizador CA555 (veja Figura 16, Apêndice E), mas sua implemen-
tação com AOP, alem de ser uma alternativa, rã muito comum na prtitica. De fato, o circuito
bãsico de um multivibrador astãvel com AOP necessita apenas de um capacitor e trõs resisto-
res externos, conforme se ve na Figura 5.26 (p. 120).
O circuito anterior possibilita a geração de um sinal quadrado cuja amplitude varia entre
+V,,,,, e -VW, e cuja freqüõncia pode ser variada atravõs de R1. Na Figura 5.27 (p. 120) temos
a forma de onda de saída do circuito em questão.
A freqüência f do sinal de saída pode ser calculada pela seguinte ftirmula:

1 2R
T = ? = 2RtCf"{1+T;j (fu indica logaritmo natural)* (5-16)

Uttltzsrtdo Iogaritmos decimais, a Equação 5- lo pode ser escrita da seguinte forma:

1-1; 4,sa,ct-zig Hëã


f R,
1-.. E

120 ELETRONICA ANALOEICA: AMPLIFICADORES OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

_I

R1

j_c

R2

FIGURA 5.26

_l

vam 'I' Vsat

T
-Ú --L -- ¡- t

“Vsat

FIGURA 5.2?

A amplitude do sinal de saída pode ser reduzida atravds de uma redução no valor da
tensão de alimentação ou utilizando-se dois diodos Zener itlõnticos (Vzj = Vzz) e em oposi-
ção, conforme estã indicado na Figura 5.23 (p. 121). Se for desejada uma forma de onda
assitnetrica, basta fazer V1 1 = Vzz.
Finalmente, vamos lazer algumas considerações prãticas acerca tlo multivibrador astã-
vel com AOP. Para evitar' probletnas de limitação ou distorção por rfett'-rare, quando trabalha-
mos em t`reqüõncias relativamente aitas, devemos utilizar AOPs corn SR adequado. Outra
consideração prãtica a ser feita diz respeito ao capacitor C utilizado no circuito. Como a ten-
são sobre essc capacitor não ti contínua, não podemos utilizar capacitores eletrolítieos. Por
último, para evitar danos no AOP devido ã tensão diferencial existente entre as entradas
não-inversora e inversora, o projetista tleve escolher AOPs com tensão diferencial de entrada
aproximadamente igual ao dobro da tensão de alimentação do AGP. Como, normalmente, a
aattcaçõts não-ttrvsnsts com note 121

_I

›)/dwiii
I Resistor para limitar
a corrente nos diodos Zener
J
R
' 'tt'
I D

...L
...C lvzl

_`I_
- tt 2
'fzz

-l
A
_-

FIGURA 5.23

alimentação do AOP ti feita com se 15 vce, devemos utilizar um AOP com tensao diferencial
de entrada da ordem de 1 30 `V,,,,. Nessa classe lentos, dentre outros, os seguintes AOPs:
CAT-fil, LF35l, L-F35tíi, Llvl30?, CA I-<'-l›58, etc. O CA 3140 não ti aconselhável para essa apli-
cação. (Por quê? Consulte o manual de algum fabricante desse integrado.)

GERADOR DE ONDA DENTE-DE-SERRA

Em muitas situações práticas torna-se necessária a utilização de um sinal do tipo


dente-de-serra (san-=rtroth). Assim, por exemplo, para se obter uma imagem do sinal de entrada
aplicada ao canal vertical de um osciloscõpio ti necessário aplicar um sinal tlo tipo dente-de-serra
(denominado sinal de varredura) no canal horizontal simultaneamente. Esse sinal de
dente-de-seira ti fornecido por uma parte do circuito do osciloscopio e o ajuste da freqüência
do mesmo ti feito através tle um controle externo (base de tempo ou st-resp-tirntel'IIllV) existen-
te no painel do osciloscti-pio.
Na Figura 5.29 (p. 122) apresentamos o cit'cuito básico de um gerador de onda
dente-de-serra. Note que existe, em paralelo com o capacitor, um elemento ehaveador deno-
minado PUT (ou TUP) _ Transistor de Unijunção Programável. O PUT ti um membro da
família dos tiristores, ou seja, ti um dispositivo de quatro camadas PNPN.
O funcionamento do circuito inicia quando a tensão negativa de entrada (v¡) produz uma
rampa positiva na saída do mesmo. Durante o tempo no qual a rampa está sendo produzida, o
circuito atua corno um integ1'ador comum. Durante esse tempo o capacitor está se carregando
e o PUT está cortatlo. Essa situação está indicada na Figura 5.29(a).
O PUT irá disparar quando a tensão de anodo (rampa de saída) do mesmo atingir o valor
da tensão de disparo ("v'.¿-5), pre-ajustada atraves da bateria vp (VG = ¬v'¡,_). Evidentemente, a
tensão de disparo VU corresponde ã amplitude (valor de pico) desejada para o sinal
122 ELETRÕN!CJl. J'1'tN¡5.LÚEICz5›.: ÀMPLIFICADGRE5 'DPERACIDNAIS E FILTRDS ÀTIVÚS

.I

*fe
'II

vp Ar¬run0‹A›
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I
PUT A
¬ .__

carece -
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R GV V0 D

V--t-
* ú
CA'l`üIJU{K}

__ I
tai

ccmnualwec +
VP


I; | _
_ C ""'

- +
Í' 1 Ii I' Desearregamente rãpido
V
a P /a
_ VO vF=e,w|:s1Líc1ci
V¡ 1__ -'if

t*":i Lt
.I-_-_ T Tampa de / \ Tempo de
c_m.¡.¢gmm._n¡Ú descarregante nte

tb)

FIGURA 5.29

dcnte~‹;le-serra. Após ct disparci de PUT, ci capacitar se descarrega. É interessante ressaltar que


ri capacitar nãe se descarrega ccnnpletainente de-vida à tensae clireta (VF) a que e PUT fica
submetida quanda esta cnnduainde. Essa situaçãn esta indicada na Figura 5.29[`h).
O prnccssa de descarga continua até que a corrente na PUT caia ahaise de valer dc sua
carre-ate de inanutençãti. Nesse pente, c PUT re-terna act estada de carte e e c-apacitcw reinicia
e precessa de carga gerando., assim, ctutra rampa ¡:iesit.i-ea na saída. Devido a repetitividade
dcssc cicla de rapcraçãti, tcremcls na saída da circuite um trem dc sinais dente-dc-serra.
asticacoss Nao-Liwsasss com Aore 123

A freqüência do sinal de saída é determinada pela constante de tempo RC, bem como
pela amplitude pre-ajustada para o mesmo (VP). Assim sendo. temos:

[v -vF)RC
T P to *W
ivii 1
T ac vp -vlz (543)

Nas formulas anteriores, o período T É considerado como sendo o tempo necessario


para o capacitor se carregar (veja Figura 5.2911). Note que estamos dcspresando o tempo de
descarregarnento (t} do capacitor.
Apresentamos na Figura 5.30 um circuito prático para produz-'.ir sinais dente-de-serra
cotn freqüência e amplitude ajustaveis atraves de dois potenciotnetros lineares. U PUT utiliza-
do (2I'~l6Ú27) e muito comum e, portanto. e t`acilmente encontrado no mercado. Sua pinagem
está indicada na Figura 5.313.

.I

VP
i R4=I0~DK.Q.
+1sv
_¡5v :_ R3-47t~tn G
tt à '
1=-u'r=2uúo2v -I
c‹=o,e1aF _
R1-=t58Kfl ¿' .

I +151? '
II

A
s_-¿=tet<.(1 Gs:
R= IÚÚKH. i Vu
'Vi
._ I-
-* -tsv
T 'DV --
NÚTÀ: Experimente montar, em laboratório, este circuito.
Ftiça \'¡ : -LET E TF = 47€.

FIGU RA 5.30

O circuito anterior apresenta a vantagem de utilizar as tensões de alimentaçao do AGP


(1 15V) para prover as tensoes *Jp (ou VG) e Vi.
Finalmente, e interessante ressaltar que, sendo a freqüência do sinal uma função da
tensão de entrada V¡, esse circuito pode ser considerado um tipo de conversor
11.

124 ELETRDNICAÃ ÀNALÚEICÉ: ÀMPLIFICADGRE5 ÚPERACIDNÀI5 E FILTROS ÀTIVUS

tensão-freqüência ou, ate mesmo, um oseilador controlado por tensão (VCO =


vottrtge-r¬orttrotted osct'Hntoi').

5 7 CIRCUITOS LOGARÍTIVIICDS MI

Os circuit.os logarítmicos são também denominados de ampiificadores logaritnticos.


Estes circuitos são utilizados em computação analogica e em áreas onde exista a necessidade
de se comprimir a faixa dinâmica de uma informação ou medição a ser processada, por exem-
plo: medidores de VU (unidade de volume de audio), instrumentação nuclear, equipamentos
de radar, etc.
Neste item estudaremos o circuito logarítmico (propriamente dito), bem como o circui-
to antilogarítmico c o circuito multiplicador de variáveis (este último É uma aplicação direta
dos dois primeiros). Existem muitos outros circuitos que poderiam ser estudados dentro deste
item e, portanto, o estudante interessado devera' pesquisar alguns textos avançados sobre o
assunto para complementar o presente estudo. Para tanto, podemos indicar o seguinte texto:
Function Ciictrits _ Wong and Utt _ Mcüraw-Hill (EUA).

Circuito Iogarítmico
Um dos dispositivos eletronicos mais conhecidos pela sua característica de
não-linearidade e o transistor bipolar. De fato, a relação entre a corrente de coletor e a tensão
base-emissor e precisamente Iogarítmica numa faixa que se estende desde alguns pico-ampéres
ate alguns mili-amptšres. Da teoria dos semicondutores obtemos a seguinte equação:

Wi Wi
IC =ÍE_-5 E KT -Í = IESB KT

Onde:
IC = corrente de coletor
155 = corrente entre emissor e base quando os terminais colet.or e base do transis-
tor estiverem curto-circuitados
VBE = tensão base-emissor
K = constante de Boitxrnann (K=i,3Sl x 10-23 jouief°K)
T = temperatura absoluta em graus Kelvin (“K)
Nota: T(°K) = TEC) + 218,16
q = carga do elétron (q = 1,602 rx ltfilci'-9 coulombs - C)
Se introduxirmos na malha de realimentação negativa de um AGP um transistor na con-
figuração base-comum, obteremos o circuito logarítmico em sua forma básica. A Figura 5.31
(p. 125) apresenta a eonl`iguração em questão. Em alguns textos utiliza-se um diodo como
elemento não-linear em lugar do transistor, mas a performance do circuito e a faixa de tensães
de entrada ficam bastante reduxidas.
Expressao UHE na Equaçao 5-19, obtemos:

KT I
VEE =
C1 les
nnticacors Não-tiurnsrs com Acre 125

.J

ie U

R1

iar-
|É v
D

Hz

ía,

v¡:›n

FIGU RA 5.31

Mas,

Vo = "Vea
e

I=-Vi
cR]

Então:

KT v.
V =---ffl i' 5-ze:
Ú Q iRi1es] { }

Notemos que o circuito é extremamente dependente da temperatura. De t`aio, IES é at`e-


I- H '\ I-

tado pelas variaçães térinicas e a expressão É também é [unção da temperatura. Nas condi-
çoes ambientes (25“), temos:

KT
--- = 2émV
Cl
Na prática, os efeitos da temperatura são minimizados ou compensados auavés de al-
guns recursos que tornam o circuito hein mais complexo:
_ utilização de uansistores casados
- utilização de termistores (NTCIPTC)
Entretanto, a forma mais prática (mas não a mais economica) de se obter uin circuito
logarítinico com alta estabilidade térmica e grande precisão de resposta é utilizar um inte-
grado cspecílico. Existem diversos fabricantes de circuitos logaritmicos sob a l"orma de
125 ELETRÔNICA ÀNALÓEICA: ÀMPLIFICADGRES 'OPERACIONAIS E FILTROS i'5~.TI"v'ClS

circuitos integrados: Analog De-vices, Burr-Brmvn, Iiitersil, etc. Apenas corno exemplo,
podemos citar o ICL80-48 da Intersil. Evidentemente, esses integrados especiais são muito
caros... Os projetistas devem utiliza-los apenas como último recurso e cnt projetos de extre-
ma precisão.
Para Finalizar esse tépico é conveniente ressaltar que se V, l`or negativo deveremos titili-
zar um transistor tipo PNP no circuito da Figiira 5.31.

Circuito antilogaritrrtico
Se no circuito logaritmico suhstituirinos o resistor R1 por tim transistor PNP e o transis-
tor Q por um resistor R1, obteremos o circuito antilogarítmico em sua forma bãsica, o qual
esta indicado na Figura 5.32.

_l

IE Ri
v¡ Ú """"'

“six
-: vu

R2
.m
m

v¡:--o -'

FIGURA 5.32

Para o circuito anterior, podemos escrever:

VD
IC =
Ri
e

Vi = Vea
Levando essas relações na Equação 5-19, obteremos:

E111
v, = -n,iE,-, E HT (5411
Evidentemente, para V¡ negativo, deveremos utilizar um transistor tipo NPN.
Em aplicações de grande precisão, o projetista pode utilizar um integrado especifi-
co. Como exemplo, podemos citar o [CL 8049 da intersil. Esse integrado é um circuito
antilogarítmico de excelente estabilidade tériniea na t`aixa comercial de temperatura (CFC
a +Tl1l°C).
anticacors Não-tiurasrs com note 12?

Circuito multiplicador de variáveis


Combinando os circuitos logarítmico e antilogaritmico podemos impleinentar diversas
funçoes, tais como: XWÊ, X3, X3, UX, XIY, XY, etc. Para ilustrar uma dessas aplicaçoes,
iremos implementar a estrutura bãsiea de um multiplicador de ditas varitiveis. Na Figura 5.33
apresentamos ti circuito cm questão.

_I

R, ol

-I
ñ 'I

R2 U2
V2 I

--

:' It

R R

C'

U3 R3

--ví

o
Ã

- J;
D '**e=`*'i`**'z

FIGURA 5.33
fi. il

123 ELETRONICA ANALOEICA: AMPLIFICADORES OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

Para simplificar a análise do circuito multiplicador, vamos desprezar as constantes IES


de cada estãgio. Assint, temos:
Ponto A -:i .Ein V¡
Ponto B -:i .En V1
Ponto C -:i› én V| -t- En V2
Ponto D -:r Va = cif" Vi + f" Val
Ou seja V,, =V| V3
O leitor deve observar que titilizamos a relação inateinãtica e1"1'“ = x para obterntos a
expressão de saída
U circuito anterior é um multiplicador de primeiro quadrante, pois o mesmo exige que
ambas as tensécs de entrada (V1 e V3) sejam positivas. É extremamente difícil projetar um
circuito multiplicador de quatro quadrantes mas, felizntente, existem integrados específicos
para implementar multiplicadores de variáveis desse tipo. Como exemplo podemos citar o
integrado ICL 3013 da Intcrsil. Esse integrado é um multiplicador de quatro quadrantes, ou
seja, sua saída é proporcioiial ã multiplicação algéhrica das duas variãveis de entrada. A pre-
cisão de resposta desse integrado é da ordein de 10,5% e apresenta otima estabilidade térmica.
O ICL 8013 pode ser utilizado em insuumentação de processos que exijam grande precisão.
Assim, por exemplo, ein sistemas automáticos de controle de vazão, são exigidos os chama-
dos extratores de raiz quadrada, os quais podem facilmente ser implementados com o [CL
3013 (veja dotobook lntersil ou de outro fabricante).

RETIFICADOR DE PRECISÃO COIVI AOP HI

Um diodo retificador comum nao consegue retificar sinais de níveis muito baixos, pois
o mesmo não conduz quando polarizado diretamente com tensões abaixo de 0,"i'V (supondo
diodo de silício). Entretanto, em alguns casos, torna-se necessario retificar sinais da ordem de
algumas dezenas de milivolts ou menos. Um exemplo dessa situação ocorre qurutdo se deseja
retificar sinais provenientes de sensores ou transdutores utilizados em instrtiittentação indus-
trial ou em instrumentação para bioeletronica.
Nesse item estudareittos o retificador de precisão com AOP, o qual é também conhecido
como superdiodo.
Na Figura 5.3-4(a) (p. 129), temos um circuito retificador de precisão de meia-onda. É
um circuito bastante sintplcs, mas iremos titilizã-lo para introduzir o assunto.
Na Figura 5.34(b) temos um modelo simplificado do circuito ein questão. Quando V¡ Ó
negativo, e diodo é um circuito aberto (por qué*?) e o alto valor de R, “isola” a entrada da saída
e não tereinos nenhum sinal na mesma. Entretanto, quando `V¡ é positivo, com uma carga
conectada ã saída, o diodo conduz com uma queda direta V1-¿,. Analisando matematicamente o
modelo apresentado na Figura 5.3-4(b), temos:
a) quando V, ‹: tl :› Vu = O
b) quando Vi ‹-f. O ::› VD = V¡ - Vá, e também
V,, = A,.,, Vü - VD, lego:

Vo = Avovd -VD = Avoivi _Vo)TVD íi'


nnticncors Não-tiurnnrs com nora 129

V Ci tt-1 V
+ D
v. + -
›I “ovo 1 N Ovo
V D 'Í'
(Modelo para Ê ¬,¡
`_,"i › _. vn d

fel'
(bl

Am = ganho em malha aberta

FIGURÀ 5.34

ou seja:

vn A VG Vi VD
t+a,_,,, l+A,.,,
fazendo A,_.,, -› ao, temos:

(supondo V¡ :=- U e A,_.,~_, -~:› sc)

O resultado anterior nos mostra que, sendo V¡ positivo e o ganho em malha aberta infi-
nito, o circuito apresentará na saída o mesmo sinal de entrada, independentemente do seu
nível ou sua amplitude (claro que essa é uma situação ideal, pois, na prãtica, o valor de V,¡,
apresenta uma diferença da ordem de alguns milivolts ou microvolts, dependendo da qualida-
de do AGP utilizado). Notemos que a queda direta do diodo (VD) foi reduzida graças ã divisão
da incsma por um fator idcalmentc infinito (l + AW). Isso justifica a denominação dada ao
circttito, pois, de fato, temos um retificador de precisão, jã que praticamente não existe queda
de tensão no diodo durante o processo de retificação.
Na Figura 5.35 (p. 130) apresentamos um circuito retificador de onda completa. Evi-
dentemente fif flf é um circuito mais complexo e it analise do mesmo, através de modelos,
ug. l'.iI".i-

seria um pouco longa. No Capítulo 9 apresentaremos uma experiéncia envolvendo esse circui-
to, e então o estudante tcrã condiçoes de verificar a alta precisão do mesmo, pois é possível
retificar sinais da ordem de 3ÚmV (pico a pico). Se forein utilizados AOPs de qualidades
superiores ãs do 741 (p. ex., LF35l, LF356, etc.), os níveis dos sinais de entrada podem ser
bem menores.
No ciretiito anterior temos, na realidade, um retificador de ineia-onda, formado pelo
AOPI , associado a um somador, formado pelo AOP2. Se tornarmos o sinal no ponto A do
circuito, verilicaremos que se trata de um sinal de meia-onda. Esse sinal é aplicado no soma-
dor em conjunto cont o sinal de entrada, de tal sorte que na saída obtemos um sinal de onda
completa. Os diodos D¡ e D3 devem ser de chaveamento rãpido, tipo lN9i-4 ou lN4i-A8. Os
resistores deveiti ser de filme metãlico, pois possuem tolerãncias não superiores a 5%. Para
aplicaçoes de média e alta precisão, envolvendo sinais da ordem de l(J0mV (pico a pico) ou
iitcitos, é conveniente fazer o ajuste de offset dos AOPs.
11.

130 ELETRONICA ANALOGICA: AMPLIFICADORES OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

_I

n n
l_' _`L. 'L

a R n RH
fi
n¡ oz - vo

FIGURA 5.35

Vi
i
1
ENTRA DA

I
Ifi
e ro

vjçl

SINAL NO
PONTO A
__ö_ u-i
I
l
I
É_'__AA

I
vu¡

I I
|

l i-
sauna
I
__ í __ ___ ____ ___ É H-I'_ _' _
DI
D

FIGURA 5.35
nnticncors Não-tiurnnrs corn nora 131

O estudante irá verificar, na experiencia citada, que o sinal obtido no ponto A, conforme
jã dissemos, é um sinal de nieia-onda, o qual corresponde ã retificação dos seiniciclos positi-
vos do nível de entrada. Quando o sinal de eittrada estiver no semiciclo negativo, o sinal no
ponto A será nulo. Nesse intervalo, os dois sinais são somados e a resultante, reproduzida na
saída do AOP2, serã um sinal retilicado de onda completa. Observe a existencia de tim resistor
Ri'2 entre o ponto A c a enuada inversora do AOP2. Tente explicro a função desse resistor
analisando o circuito da Figura 5.35, bem como as formas de onda da Figura 5.36 (p. 130).
O leitor deve estar se perguntando o seguinte: no caso de se necessitar retificar sinais da
ordem de poucos milivolts ou, até incsmo, microvolts, como proceder`? Nesse caso, tciitos
uma aplicação de alta precisão e, portanto, deveremos utilizar AOPs de instrumentação, pois é
necessário um alto valor de CMRR, bem como alta resistencia de entrada, alto ganho em
malha aberta e reduzida tensão de ojjfrnr de entrada. Para projetistas interessados em retiliea-
dores de alta precisão, indicamos crime fonte de consulta o seguinte texto: Dn.rigiiíiig Wirii
0peroriori.rrí Aiirpfifiers, Graeme, lvIcGi'at›v-Hill, Capítulo 5.
Finalittcnt.e, é conveniente ressaltar que o circuito retilicador de onda completa recebe,
ein alguns textos. a denominação de CIRCUITO DE VALOR ABSOLUTO. pois qualquer
sinal alternado, aplicado no circuito, terã sua parte negativa retiticada pelo mesino. De fato, a
curva de transferencia desse circuito, mostrada na Figura 5.3i', nos permite verificar que dois
sinais simétrieos (mesmo módulo mas sinais opostos) produzem a mesina tensão de saída, ou
seja, v,, = Iv¡I em qualquer instante.

_
Ji
vu

‹I-- 1 II
-vi -V Ú *I'IiII -|- vi

FIGU RA 5.37

5 9 O ADP ENI CIRCUITOS DE POTÊNCIA

Suponhamos um amplificador (inversor ou não-inversor) construído com um AOP de


resistência de saída (RG) muito baixa. Se conectarmos uma carga ZL na saída do amplificador,
a sua tensão de saída (VU), bem coiito a sua iinpedãncia de entrada (Zif), não serão afetadas
pela carga ZL. Entretanto, existe um valor mínimo para ZL em função da capacidade de cor-
rente fornccida pelo AOP.
Para o ADP 741, a carga típica é IGKQ. Não são aconselhãveis cargas menores do que
ZKQ ligadas diretamente ã saída do amplificador.
Na Figura 5.38 rfp, 132) ternos um amplificador inversor em cuja saída foi conectada uriia
carga RL = IGKQ. Seja IL a corrente de carga e IF a corrente de realitnentação, teremos então:

onde l,¡, é a corrente fornecida pelo ADP.


II. I

132 ELETRONICA ANALOEICA: AIVIPLIFICADORES OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

.J

R¡=ioxfl RF-= ioexfl


v¡=+iv Q_._-ww _

t
Iv
2,.. V.,

I
RL- iúxii I L

FIGURA 5.38

Para esse circuito temos:

I __v,, _ -iov W I],lrnA


F RF termo
IL:v,,:-rev: Im
RL roxo
1,, = 1,. +iL = -i,imx
A corrente mãxiiita de saída do AOP'?4l é de 25ntA e corresponde ã corrente de
curto-circuito de saída (oirrpi.it siiori círcirii current). Na prãtica, procura-se não ultrapassar os
10 mA para não sobrecarregar o componente nem distorcer a saída.
Entretanto, existem situaçoes prãticas nas quais são exigidas correiites beiu superiores
ãs mencionadas anteriormente. O que fazer nesses casos? Existem duas opçoes: utilizar o
AOP como elemento acionndor de transistores ou utilizar AOPs de potencia. Vamos estudar
ambas as opçfies.
Para acionar urna carga que requer uma corrente superior ã capacidade normal do ADP,
podemos utilizar um transistor que permita a circulação da corrente exigida. Para tanto, o
circuito mostrado na Figura 5.39 (p. 133) pode ser utilizado.
Circuitos desse tipo são denominados reforçadores (l›oosrcr') de corrente. O diodo D
tem como objetivo proteger o transistor ii saída do AOP assumir um potencial negativo supe-
rior (eiit mddulo) ao potencial negativo do emissor. O resistor R3 tem a função de limitar a
corrente na base do transistor e no diodo D. Um valor típico para R3 é IKQ, quando se utiliza
o diodo lN9l4 ou lN4l4i:l. O transistor Qt depende, evidentemente, da corrente e potencia
necessárias para acionar a carga.
O estudante deve observar que no circuito da Figura 5.39 os componentes Q1, Rg, D e
R3 estão “dentro” da malha de realimentação negat.iva. Por esse ntetivo, o ganho do circuito
ainda é dado por ~R3fR¡ _ O transistor estã sendo utilizado na configuração seguidor de emis-
sor, a qual possui nina resistencia de entrada bastante alta e uiita resistência de saida muito
baixa.
Muitas vezes desejamos acionar certos tipos de cargas utilizando comparadores em vez
de AOPs. Isso é muito comum em circuitos de interface. Na Figura 5.40 (p. 134) temos alguns
exemplos utilizando o comparador LM 31 l.
nnrrcaçoss mio-Lrwsnass corvt aoss 133

_l

nl nz
O-¬¬.N\^ v\N*-_-í
v¡ +v

1 ., Qt
VU

o
T RE
F.
I IP-C'1IF"3`.;- ("É`r
-»v

FIGURA 5.39

No circuito da Figura 5.4{l(b), ternos urn diodo em paralelo corn a bobina do re-le. Esse
diodo t.em corno finalidade proteger o transistor cont.ra o efeito reverso da força-eletrornotris
produzida quando o rele ri desligado. De fato, o diodo “segura” a tensão reversa produzida,
impedindo que a mesma danifique o transistor.
A segunda opção para acionar cargas de potencia consiste na utilixação de AOPs de
potência. Esses AOPs podem ser utilizados em controle de velocidade de motores, em proje-
tos de fontes de corrente, em amplificadores de áudio, em reguladores de tensão, etc.
Como exemplo de AUPs de potência podemos citar o LM 6?5, com capacidade de
corrente da ordem de Fla., potência de saída da ordem de ZÚW e tensão de alimentação ate ÕUV.
Na Figttra 5.41 (p. 135) apresentantos o LM 6?5 ern seu encapsulamento TU-220.
Outras características importantes do LM 675 são:
- ganho de tensão em malha aberta (.tf=t._..¿,) da ordern de 9üdB
_ sfer-t-f-r'r1.tr-r de 8 V.-'ps
_ largura de faixa de 5,5MHs
Na Figura 5.42 (p. 135) apresentamos uma aplicação do LM ETE. Trata-se de um circui-
to de controle de velocidade de um se-rvornotor (um tipo de motor CC destinado a executar
funçoes de posicionamento em servomecanisrnos).
Como último exemplo de aplicttçãtt do Llvl 6T5, apresentamos na Figura 5.43 (p. 136)
urna fonte- de alta corrente. O manual do fabricante, no caso a National Serniconductors, for-
nece a seguinte equaçšio para a corrente de saída desse circuito:
1,, = vi vz 2,5 nfv
Logo, para uma tensão de entrada da ordem de 4ÚUmV, ternos uma corrente de saída da
ordem de IA. Na realidade. esse circuito e um conversor tensão-corrente.
Mas a evoluçao dos ACIPs de potencia nao cessa. Recentemente a National Semicon-
ru» ru-

ductors lançou o LM 12. Esse AGP possui uma capacidade de corrente da ordem de IÚA,
ptrtiincitt de saída do 150W, .rlarr-=-rr.rt.e de É-l`Wps e encapsulamento rnetálict'r do tipo TD-3 com
quatro tcrrninais, mais o encapsulamento que deve ser conectado ao -VH; da fonte. Na Figura
134 ELETRÚNJEÉ. t'1'rNÀLÚGIC›Õ›.: ÀMPLIFICADÚRES ÚPERACIDNAIS E FILTRÚS »fi'~.TI"v*ClS

_l

+231!

RF.
+23lv' reaft

LM3ll
r2sv_4nmn) IÀMPHDA

fa)
' rttfl
ENZEIZ

*-- -' INÇI4

tc) À

+24V
+ 24V
24"v'
IN914 RELE1,
Ll"~“[3ll

na , ` tttfl
2N2222

INUI4

na __
1
_'

+ sv

+5"v' tsofl
/rf
N--íííí. /M
LED
Lststr _ TILZZU

fel
rx!!
2l'¬-'39Ú-4

'F ' |xu|4


tc)
1." í.
1 1

FIGURÀ 5.40

5.4-4 (p. lfifi) temos o LM 12 em seu encapsulamento TU-3. Um dos AGP*-. de potencra mars
recentes e o PA46 da APEX Micr'otechnologv, o qual opera com 150V TSW e '5A (ver nas
ReferrÍ:ncias hibliograticas o endereço do .rr`ts do fabricante). No Apêndice F ternos as folhas
de dados desse ADP.
nnrrcacoss tvfito-Lrwsaass corvr noss 135

_l

(VISTA FRÚNTAIJ
O lí] Entrada não-inversora

EI Entrada inversora

- MU IHU "voc

il 4 l Saída

I 5 I +'v'cc

FIGU RA 5.41

_I

vfifl
I'

ttrr-:fl .pm

4,rt‹:fl l 5
ztrxfl 4
4,7141 2 3
__ :Sl
íivtfl
tax 11 :
.H vu: :E,22p.r=
ín-
- ser-:Q ' ¡ " ÉIIIII

_
-.¡.

2 3 15'!
o,22¡.tF
rrvtfl. :E

FIGU RA 5.42

As aplicttçiies dos AOPs de potência são ilimitadas e ficam condicionadas apenas Et


capacidade criativa dos projetistas que desejarern utiliza-los em projetos de pote-ncia.
'135 ELETRÕNIEJ3. ÀNALÚEICÀ: ÀMPLIFICADORES UPERACIUNAIS E FILTROS i'1'~.TI"v'OS

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FIGURA 5.43

_|

(VISTA PDE BAIXO)

Saída Entrada
inversora

O O
O

+ VW O Entrada
não-inversora
.VDC

FIGURA 5.44

5.10 REGULADORES DE TENSÃO ||\|1'EGRADos

Urna, importante aplicação dos AÚPs são os reguladores de tensão sob a forma de cir-
cuitos integrados (Cls). De fato, a ideia de se produzir esses integrados em escala industrial
surgiu dos reguladores construídos corn AUPs associados com alguns componentes discretos.
Um circuito bastante simples, mas muito titil para mostrar a utilização do ADP corno regula-
nnrrcaçoss Não-Lrwsnass corvt nora 13?

dor de tensão, estã indicado na Figura 5.45. Esse circuito ê denotninado regulador de
tensão-serie, devido ã presença do transistor Q] em serie com a entrada e a saída do mesmo, de
modo a permitir ou controlar a passagem de corrente para a carga (não mostrada no circuito).
Nessa configuração, o transistor se comporta corno trtn resistor variavel, cuja resistência e
determinada pelas condiçoes de operação do circuito.

.I

lr.

Rr
vref _ R7

DZ ¡ R3

-Lt

Í Í'

FIGU RA 5.45

A operação desse circuito pode ser resurtrida da seguinte forma: o divisor de tensão,
formado por R3 e R3, percebe qualquer mudança na tensão de saída. Quando a tensão de saída
tende a diminuir (por diminuição de V¡ ou aumento de IL), uma tensão proporcional a essfi
decrêscimo ê aplicada (pelo divisor de tensão) ã entrada inversora do AGP. Como o diodo
Zener estabelece na entrada não-inversora do AGP uma tensão de referência (Vmf) lixa, evi-
dentemente apareeerã entre as entradas do ADP urna pequena diferença de tensão (tensão de
erro). Essa diferença, apds ser amplificada, produzirá um acrêscimo na tensão de saída do
AGP. Essa tensão de saída ê aplicada na base de Q1, fazendo com que a tensão de saída do
circuito (VÚ) aumente até tornar o potencial na entrada inversora igual ã tensão de referência.
Essa ação faz corn que o decréscimo de tensão na saída do circuito seja corrigido, levando-o ã
condição normal (preestabelecida no projeto). Esse processo e denominado regulação de ten-
são. Deixamos aos cuidados do leitor a análise da situação oposta, ou seja, quando a tensão de
saída tender a aumentar.
O transistor Q¡ ê um transistor de potência e deve ser utilizado com o dissipador ade-
quado, pois por ele irã circular toda a corrente de carga. Por esse motivo, Q¡ costuma ser
denominado de transistor de passagem.
O AGP está trabalhando corno amplificador não-inversor e recebe a denominação de am-
plificador de erro. Assim sendo, a tensão de saída pode ser aproximada pela seguinte equação:

n
Vs = Hf -Var ts-23)
3

Note que cstarttos dcsprezando Vgg (tensão base--emissor) de Q|.


1-.. E

133 ELETRDNIEIÂ. ›ÚrN.4.LDEICi'5~.: ÀMPLIFICAUGRES UPERACIDNAIS E FILTRDS z4~.TI"v'CtS

Esperamos que esse exemplo tenha despertado no leitor uma noção de como surgiu a
ideia de se l`abriear reguladores de tensão sob a forma de Cls, a partir dos reguladores envol-
vendo AOF's e componentes discretos.
Um dos primeiros reguladores de tensão, sob a forma de circuito integrado, foi o M1723.
Esse integrado possibilita uma tensão regulada de saída ajustável de ZV a 37V, com corrente
máxima de l5lÍ.ImA c uma regulação de carga da ordem de 0,03%. O pA'i'23 e um integrado de
14 pinos (DIP) ou IU pinos (metal).
Atualmente, os projetistas de fontes de alimentação ajustável têm preferido utilizar' o
regulador LM 317, pois o mesmo apresenta apenas três terminais, corrente máxima de l,5A,
tensão de saída ajustável de l,2V a 3'?V e uma regulação de carga da ordem de 0,] *Te (nesse
aspecto, o ttA?23 e superior).
Uma outra classe de reguladores de tensão são os chamados reguladores lixos de urês
terminais. A utilização desses reguladores ti bastante simples. Dentro dessa classe temos as
famosas series ?3XX (reguladores positivos) e TEIXX (reguladores negativos). Esses regula-
dores podem fornecer correntes de ate IA, quando devidamente montados em dissipadorcs de
calor. Na Figura 5.46, apresentamos o circuito básico de uma fonte de tensão fixa regulada,
utilizando o LM 78XX. Cottro regra prática, V¡ deve ser aproximadamente IW' nraior do que a
.1.1

tensao nominal do regulador.

.I

1
vi o rasa 3 ----íov"

Capacitor
/C' __ __
___ __ _3
°2\ Capacitor de
tle liltro desacoplrrrnertto
(B FPA SS)

FIGURI-ir 5.45

Evidentemente, urna fonte de alimentação completa consiste de diversas etapas ou estã-


gios, dos quais o Cl regulador de tensão e um deles. Na Figura 5.4? (p. 139), temos o diagra-
ma em blocos de uma fonte de alimentação completa. Observe que, em cada um dos estágios,
o sinal recebe um tratamento específico, ate se tornar um sinal CC puro aplicado ir carga.
Utilizando-se dois reguladores lixos e de valores opostos, podemos construir uma fonte
CC simetrica. Na Figura 5.43 (p. l39), temos o esquenta básico de uma fonte desse tipo.
Aos leitores interessados em desenvolver projetos de fontes de alimentação, aconselha-
mos a seguinte publicação da National Semiconductors: Voltrrge Regnlrtror Hrrrtdbook. Nesse
manual, o leitor encontrará toda teoria necessária, bem como diversos exemplos de projetos
práticos de fontes de alimentação CC utilizando Cfs reguladores. Atraves do site do fabrican-
te, podem ser obtidas informações tecnicas sobre o tema (ver endereços de alguns .tirar nas
Referências biblitrgráfrctts).
nnrrcaçoss não-trrvsaats cota nora 139

_l

\.f\/\/\--í

REDE '“'i-"~“5FU"-rrt5'r'rt=rcnoon F|t:rt‹ro _ ' c.›trto.a


" MA'-*UR ttrrrrur.a.nox

FIGURÀ 5.47

.l

Fusível
Ú i

o¡ D2

Bv
nt-:oz - - ==›+~fzz
D4 Ds
.¬_.C1 C2

izl I I.-

.fi É
A CÚMUM

r" " °' “D


Ftüunra 5.48

5.11 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Muitos projetistas estão utilizando os A(')Ps em lugar de transistores de media e alta


potência. Essa substituição se torna mais econãntica, bem como melhora a performance do
circuito. De fato, os AOPs dispensam os circuitos de apoio ou de polarização, necessários aos
circrritos transistorizados. Em virtude disso, temos maior contiabilidadc e maior simplicidade
de projeto em relação aos circuitos transistorizados.
As aplicaçoes dos Aüfis são ilimitadas e não podemos conceber nenhum circuito ou
tecnologia digital capaz de substitui-ios, pelo menos nas prtiximas duas decadas. Aliás, e mais
provável que os rft(Í)Ps se tornem cada vez mais insrrbstituíveis, graças aos avanços tecnolegi-
cos pelos quais os mesmos estão passando.
1-.. J

140 ELETRDNICA ¡1'tNALDt5|CA: J1tlvlPLIFICAEtC.tRES UPERACIDNAIS E FILTROS ATIVOS

5 . 12 Extsncíctos RES owtnos j II

EI Considerernos o circuito da Figura 5.14, no qual Ri = IUKQ e R3 = 47I{§1. Admitamos


que o mesmo esteja alimentado com 115V. Pede-se:
a) Calcular a tensão de disparo superior.
b) Calcular a tensão de disparo inferior.
c) Calcular a margem de tensão de histerese.
soutção
Para uma alimentação de :l5"v', temos: :V,_,_,¡ = :I 3,5'v'
Logo:

10
vns =

j VD5= +2,3Tv* |

rc
VI" É 10 +41 (-135)

j v,,,-z -2,37v |

VH = VHS -VDI .'. I VH 2 |

Projetar um oseilador com ponte de Wien, de tal modo que a freqüência do sinal de
saída possa ser ajustada numa faixa de lU(_`ll-Iz a IKI-Iz. Fazer os dois capacitores iguais
a U,UlpF.
sotução
Nosso objetivo e determinar R1 e R3 (ver Figura 519)» Pois o circuito ressonante
e quem estabelece a freqüência do sinal de saída.
Supondo os resistores R| e Rg iguais (pode ser, por exemplo, um potenciãmetro
duplo, conforme mostrado na Figura 5.21), temos:

fg; 2rtRC
R=R] =R2

C='C1=C2

Logo:

R(,.,,t,._¡*2n(10z1)(10_z) n¿m,ç¿,= r59,tst<o I


nntrcaçoss Não-rtntaass corvr nora 141

R¡,,,¡,¡"2n(mt1)(m-t) I R[m)= 15.9151-to I

Portanto, o problema pode ser resoivido, na prática, corn um potenciêmetro duplo de


valor R, tal que:

I R = ISÚKQ (comercial) I

Um circuito temporizador com 555 está montado conforme indicado na Figura 5.24(c).
Determinar a freqüência do sinal de saída e a taxa de trabalho (TT) em estado alto do
circuito. Fazer R ¡ = IKQ, R3 = 4'?f}K£`2 e C = tÍl,ü047pF.
-tr

SOLUÇAO
Pela Equação 5-13, temos:

f 1,443 _

Tr¿H) _._ R?
R1+Rz
2R_ ._. I 'r'r¿H¡ __- sua

EI Um projetista deseja determinar a relação entre R3 e R3 no circuito da Figura 5.26, de tal


modo que a freqüência do sinal de saída do multivibrador estável possa ser calculada
pela seguinte fermula:

fzí
1
R¡C
Qual e a relação procurada pelo projetista'i'
-tr

SULUÇAO
Temos:

r=l=2n,caz
f N22
rt,
f 1 1
2R RIC
2n,crnI1+ ÉÍI

enIl + LEEI = 1
R, 2
142 ELETRÕNICÀ ÀNÁLÚEICA: ÀMPLIFICADORES ÚPERACIDNAIS E FILTRÚS r'5rTI"v'CIS

Finalmente:

É = 0,3244
Rs

EI Determinar tt amplitude e a freqüência do gerador de onda dente-de-serra apresentado


na Figura 5.49. Super' VF = IV. Esboçat' a forrna de onda de saída.

_l

+ 15V

rt
rorffl
arrr
P
-rsv l
Ra
C rortfl
Rr I I' 'I
asxfl tr,nrr4rp.F :_
rt
vi -rw-
reoafl V
O
R1
rox!!

FIGURA 5.49

soLUÇÃo
Caiculemos VG, VP, V, e T:

vc, = vp = ä-(+15) = xsv


v, = Êr-rs) = -r,923v
rs
T_(7,5-r)I1o5)(4r><1c-1°) __ 1__9m_
|-r,923|
Apes os cálculos anteriores, ternos:

amplitude = VP = ?,5V
anrrcaçoss não-trrrtaass corvr nora 143

f_E .
L59 ** f= 629Hz

A forma de onda de saída está mostrada na Figura 5.50

_r

'fo
I
vp='r,sv- e ~----'--

vF=rv I' z tt -- - ,_
r--- 1,59... _-r =

FIGU RA 5.50

EI No amplificador logtuítmico da Figura 5.31 ternos Rl = IDKQ c IES = O,lpA. Determi-


nar `v',, na temperatura ambiente, quando V, assume os seguintes valores:
a) l0mV
b) l00rrrV
c) IV
d) 10V
sotução
Utilizando a Equação 5-20, temos:

v, = -z‹5azr(to9v,)
Logo:

a) VU = -26(l6,1I8)

I V,.,= -4I9mV I

tz) vz, = -2õ(rs,42r)

I V,.,= -4Tf'9mV I

c) VD = -2ti(20,'i'23)
144 ELETRÔNICA ÀNALDEIC4.: ÀMPLIFICADDRES DPERACIDNÀIS E FILTRDS ATIVOS

I VD= -539mV I

d) Vo = -26(23.026)

I v,,= -saamv I

Note que entre cada dois resultados consecutivos existe uma diferença constante
de apenas 60m"v', apesar de V, variar de uma decada em cada intervalo.

A fonte de corrente indicada na Figura 5.43 recebe na sua entrada um sinal CC de


320111 V. Determinar a corrente de saída da mesma.
sotoção
Conforme estipulado pelo fabricante, temos:

I,,_ = V¡ :r-=:2,5 AIV


1,, z (320 az r0'3vI(2,5 rt/v)

r,,=scoz-na I

No circuito regulador de tensão da Figura 5.45, ternos: R3 = R3 = l0KQ, e o diodo Zener


tem tensão nominal de 5,] V. Determinar a tensão de saída do circuito. Desprezar Vgg do
transistor.
sotução
Pela equação 5.23, temos:

to
v, = Ir+1-O-I(5,r)

v,,=1c,2v I

5.13 EXERCICIOS DE FIXAÇAO III

O que e um comparador? Explicar os r.ipos básicos de comparadores, bem como os seus


respectivos circuitos e características de transferência.

Explicar dois procedimentos básicos para limitar a tensao de saída de um comparador.

O que e velocidade de comutação de um comparador? Qual e a velocidade de comuta-


ção do LM 311? E a do Livl 339?
nnrrcaçess Não-rrwrnars corvr nora 145

E O que e histerese? Explicar' detalhadatnente.

E U que e comparador regenerarivo'?

E Explicar a importãncia da histerese num circuito regenerativo.

E Definir tensão de disparo superior (VD5) e tensão de disparo inferior (Vw).

E Definir margem de tensão de histerese (VH).

9' Explicar os tipos básicos de comparadores regenerativos, apresentando os respectivos


circuitos, bem corno as características de transferência dos mesmos.

E D que são osciladores e corno são classificados?

E Explicar o funcionamento básico do oseilador corn ponte de Wien.

E Explicar tr finalidade dos diodos DI e D3 no circuito da Figura 5.21.

E Explicar o significado da Equação 5-I2.

14 ' Explicar sucintarnente as aplicações e características básicas do temporizador 555. (Su-


gestao: consultar tambem o Apêndice E.)

Ê' O que são rrrultivibradores e como são classificados?

Como podemos reduzir a amplitude do sinal de saída do multivibrador astãvel com AGP
da Figura 5.26'?

Qual o efeito sobre o sinal de saída do multivibrador astãvel da Figura 5.26, na hipótese
de R3 entrar em curto?

Explicar o funcionamento do gerador de onda dente-de-serra apresentado na Figura


5.29.

Explicar o funcionamento do circuito logarítmico da Figura 5.31. Quais as alteraçãcs


necessárias no caso de Vi ser negativo?

Ê' Repetir o exercício anterior para o circuito antilogarítrrrico da Figura 5.32.

..-U I .....-
2I ' Demonstrar que a expressao T1 tem drmensao de volts.

22' D que e um retilicador de precisão?

23' Explicar sucintamente o funcionamento do retificador de onda cornpleta da Figura 5.35.

24' Qual e a função do circuit.o da Figura 5.39? Explicar a finalidade do diodo D.


145 ELETRONICA ÀNALOEICA: ÀMPLIFICADORES OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

Citar algumas características do ADP de potência LM 675. (Sugestão: consultar o drrrrr-


book do fabricante.)

Repetir o exercício anterior ptua o LM 12.

O que e um circuito regulador de tensão?

Explicar o funcionamento do circuito da Figura 5.45.

O que e um regulador fixo? Citar alguns exemplos.

O que e um regulador ajustável? Citar alguns exemplos.

Explicar sucintamente as diversas etapas de uma fonte de alimentação completa (veja


Figura 5.4'r').

Quais as vantagens de se empregar AOPs em lugar de transistores de media e alta potên-


cia em amplificadores?

Utilizando o tirreor drrroboozlr da National Semiconductors (orr o .tire da mesma) procu-


re, determinar para o LIVI 12 os valores típicos dos seguintes parãmetros:
a) tensão de qjjÉr'er de entrada
lr) razao de rejeiçao de modo comutn (CIVIRR)
c) ganho de tensão em rnalha aberta (em dE)

PESQUISA _ A National Semiconductors possui um circuito integrado LIVIC 669 de-


nonrinado AUTO-ZERO. Esse componente reduz. automaticamente a tensão de rgjírer de
entrada de um ADP para aprtrxirnadanrente 5j.rV. Isso elimina a necessidade de ajustes
manuais da tensão de offset em circuitos de precisão. Faça uma pesquisa no dorrrboof:
(indicado no exercício anterior) sobre o LMC 669. Apresente, por escrito, os principais
destaques, características eletricas e aplicaçoes desse fantástico circuito integrado.
Ob.rcr'vaçr'i'o.' uma opção para responder ãs questões 33 e 34 e acessar o databook on
!r`rr.e da National atraves do site r.vvvvr.narional.com.
D/VV; Capítulo 6 L

Pnorrtçõrss E ANÁtrsE
DE r=ALHAs EM cmcurros
COM AOPs

Neste capítulo, apresentaremos algumas tecnicas de proteçoes para circuitos com AOPs que
permitem ao projetista aumentar a confiabilidade e a segurança de um sistema no qual esses
circuitos se acham inseridos. Por outro lado, apresentaremos também alguns comentários e
procedimentos muito úteis quando se deseja pesquisar falhas ou defeitos em circuitos com
ADPs.

PROTEÇÃO DAS ENTRADAS DE SINAL

Sabemos que qualquer componente eletronico apresenta especificaçãcs máxitrtas para


suas diverstrs características eletricas, tais corno tensão, corrente, potência, etc. Se por algum
motivo alguma dessas características for ultrapassada, o dispositivo poderá sofrer datros irre-
paráveis.
O estágio diferencial de um AGP poderá ser danificado, caso a máxima tensão diferen-
cial de enuada do mesmo seja excedida. Para o ADP ?4l essa tensão e da ordem de 1 SUV. Por
definição, a tensão diferencial de entrada e rnedida a partir da entrada não-inversora para a
entrada inversora do ADP, ern concordãncia com a equação fundamental do ADP (ver Apêndi-
ce A, Equação A-3).
Existem diversas maneiras de se proteger as entradas tio ADP, mas a mais corrrutn con-
siste na utilização de dois diodos em arrtiparalclo conectados entre os terminais das entradas
de sinal do ADP. Essa tecnica está ilustrada na Figura 6.1 (p. 148). Os diodos utifizados devem
ser diodos retiftcadores do ti po lN400I ou equivalente. Costuma-se, tarrrbetn, colocar resisto-
res nas entradas para evitar uma provável queima dos diodos e garantir, assim, rnclltor prote-
ção para a .ritUI?. Aiguns AlÍ)Ps já possuem os diodos de proteção na sua estrutura interna.
Nesse caso, basta acrescentar os resistores.
D leitor já deve ter concluído que essa proteção impede que a tensão diferencial de
entrada ultrapasse a barreira dos T0-0mV (aproxirnadamcnte).
1-.. E

143 ELETRONICA ANALOEICA: AMPLIFICADORES OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

_I

rt
o---»vvv---
- o
rt

FIGURA 5.1

PROTEÇÃO DA SAÍDA ' 'I

Atual mente a maioria dos ADPs possui proteção interna contra curto-circuito na saída.
O ADP '?4 l , por exemplo, apresenta essa proteção. Se consultarnros a folha de dados do fabri-
cante do ADP '?4l, encontraremos para a corrente de curto-circtrito de saida um valor de 25
mA. D fabricante garante que a duração do curto-circuito de saída pride ser ilimitada ou inde-
terminada, desde que a capacidade de dissipação termica do cornponente não seja excedida
(?iltJrnW para o ADP '?4l com encapsulamento piástico de 8 pinos e 500rnW para o encapsu-
larnento metálico). Note que estamos falando da capacidade de dissipação termica do conrpo-
nente e não da potência de consumo do mesmo, a qual da ordem de 50mW (típico) sob
ternperatuta ambiente de 25°C.
D ADP TI09 não possui proteção interna contra curto-circuito na saída e, portanto, o
fabricante recornenda a colocação de um resistor externo para essa finalidade.

PROTEÇÃO CONTRA LATCH-UP (OU


SOBRETRAVAIVIENTO) ' 'I

Chamamos de lrrtcfr-r.rp (ou sobretravanrento) aquela condição na qual a saída de um


ADP permanece fixada em um determinado nível de tensão CC, mesmo depois de ser retirado
o sinal de entrada responsável pela mesma. Se um ADP entrar em frrrrffr-rtp, e bem provável
que ele lique delinitivanrente danificado.
O ADP T4] não apresenta problema de forcft-r.rp. Todavia, existem AOPs nos quais esse
problema pode ocorrer. O ADP '(09 e um exemplo típico dessa classe de operacionais. Se
consultarmos o nranual do fabricante, ve-rificaremos que existe urna recomendação no sentido
de proteger o ADP 7109 contra um provável r'nrcr'1-rtp. Essa proteção consiste na conexão de um
diodo de sinal (_IN914, 1N4148, ete._) entre o pino 6 (saída) e o pino 8 (entrada de compensa-
ção de freqüência), conforme se vê na Figura 6.2 (p. 149).
A utilização desse diodo não interfere na operação normal do ADP, tanto em rnalha
aberta quanto em malha fechada.
PROTEÇOES E ANALISE DE FALHAS EM IEIRCUITOS COM AOP5 149

.I

o_____ 2

o
3
o

FIGURA 5.2

6 4 PROTEÇAO DAS ENTRADAS DE ALIIVIENTA ÇAO I

Essa e uma das mais irnportarrtes tecnicas de proteção de AOPs. Se a polaridade das
tensües de alirrrentação rlo ADP forem invertidas, o componente ficará irremediavelmente
danificado. De fato, a inversão de polaridade significa polarizar incorretamente quase todos
os componentes que fazem parte do circuito interno do ADP. Isso irá provocar o apareci-
rrrento de tensües e correntes internas não condizentes corn o circuito, causando a sua des-
truição.
A Figura 6.3(a) (p. i5U) tros rnostra a forma correta de proteger um ADP contra uma
provável inversão de polaridade da fonte de alimentação. No caso de se ter um banco de
ADPs alimentados por uma ünica fonte simetrica, poderemos utilizar o circuito da Figura
6.3(b). Em ambos os casos os diodos são diodos retit`icadores comuns (lN4001 ou outro
equivalente).

PROTEÇÃO CONTRA RUÍDOS E Oscrr.A.çõEs DA


FONTE OE AUMENTAÇÃO II'

A presença de fontes geradoras de ruídos ou interferências, preximas aos circuitos corn


ADPs, pode alterar o nível da tensão CC de alimentação do integrado, a qual deve ser estabi-
lizarla e de baixíssimo rippfe (ondulação).
Essa alteração pode prejudicar a resposta do circtrito e, dependendo da aplicação e dos
níveis dos sinais processados, poderá provocar erros grosseiros e perigosos tro sistema.
Para proteger o ADP contra os ruídos e oscilaçães da fonte de alimentação, costurna-se
colocar um capacitor da ordem de 0,lpF entre o terra e cada um dos terminais de alimentação
do ADP. Os capacitores deverão ficar bem preximos dos pinos de alirrrentação para minimizar
o efeito “antena” dos fios provenientes da fonte de tensão. Essa tecnica já foi comentada no
item 2.? e o leitor poderá se reportar ã Figura 2.10 para recordá-la. Tambem já foi comentado
que um outro recurso para proteger o circuito ou o sistema contra ruídos ou interferências e a
realização de um aterrarncnto real dos mesmos.
15Ú ELETRONICA ANALOOICAZ AMPLIFICADORES OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

.I

+vCC

Dt

! D2 foi

O _,r¡rm

liusftr'eI
+¬›'afl III

Pr
corvrurvr

'Í' DE
I:
Fttsível I I
.¬z,,‹=›

FIGURA 5.3

5.6 ANALISE DE FALHAS EIVI CIRCUITOS COIVI AOP5

Normalmente, um circuito com ADP e bastante cornplexo e, quase sempre, um teste


trletrterio corn um nrultírnetro não e suficiente para deterrninar prováveis fallrtts no circuito,
pois e preciso que o tecnico conheça as características do ADP em seus três nrodos básicos de
operação, a tim de que saiba o que medir e por que medir. Consideremos os três modos de
operação do ADP:
_ com realimentação negativa
_ com realimentação positiva
_ sent rcalimcntaçao
Em cada um desses rrrodos, o ADP apresenta algumas propriedades diferentes.
Com realimentação rregativa, o ADP apresenta a propriedade do curto-circuito virtual.
Assim sendo, ao rrredirrnos a diferença de potencial entre os terminais de entrada de um AOP
PROTEÇOES E ANALISE DE FALHAS EM CIRCUITOS COM AOP5 151

realinrentado negativamente, deveremos etrcontrar valores de tensão inferiores a alguns rnili-


volts. A Figura 6.4 ilustra o que dissemos.

Rr

Rr
a

_.___ ,G vn
nz b
v2o_Nv*~ _»

/ R

varumsrra atgtrar

rsrmat = amv => aos esta tram


E _ _
:templo leitura = 3ümV :P ADP está daru ficado ou existe algum problema
no circuito extemo

FIGURA 5.4

Urna leitura muito alta na situação anterior indica algurn defeito no circuito, tais cotrro:
Rj ou Rg ertr curto: Rr aberto; ou ADP corn estágio diferencial de entrada danificado.
Em realimentação positiva, o circuito apresenta alto grau de instabilidade e, normal-
mente, a saírla apresenta-se saturada. Nessa situação, a tensão diferencial de entrada e relativa-
mente alta (da ordem de alguns volts). Assirn sendo, em um circuito real inrentado positivamente,
se verificarmos que a tensão está muito baixa ern relação a :VE ou se encontrarmos um valor
de tensão muito baixo entre os terrninais de entrada, e bem provável que o ADP esteja danifi-
cado.
Finalmente, considererrros o ADP em operação com malha aberta. A análise de falhas e
aproximadamente idêntica ã situação anterior. De fato, o ADP estará basicamente furreionan-
do corno comparador e a tensão de saída deverá estar sempre saturada ertr um valor positivo
prtiximo a +V,¿,, (cerca de l V a rnenos) ou em um valor negativo preximo a -VEL. (cerca de
1 V a nrais). Por outro lado, devido ã inexistência do curto-circuito virtual, a tensão entre os
terminais de entrada e da ordem de alguns volts.
152 ELETRONICA ANALOEICA: AMPLIFICADORES OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

6 7 ALGUNS TESTES ESPECIAIS PARA


DETERMINAÇÃO DE FALHAS EIVI SISTEIVIAS
COIVI AOP5

Existem alguns testes interessantes e eficazes para estabelceermos se um ADP está dani-
ficado ou não, quando este se acha inserido num sistema ou circuito de alto porte.
Considerernos a Figura 6.5, na qual o ADP está realimentado negativamente. Se fizer-
nros um curto-circuito entre os pontos a e IJ, gararrtirtdo, assim, um curto-circuito virtual,
deveremos ter aproxirnadarnente O (zero) volts na saída. Caso isto não ocorra, o ADP está
danificado. Esse teste e denominado teste de saída nula.

.I

Rr
abrir o circuito
neste ponto para
proteger o estágio
nl 3 seguinte

-----_ Gun? _:-› ' DO-O


cirrcttrto h
o_-¬.^.M~ 4
R2
Rs
*ii

FIGURA 5.5

Dutro teste importante e o denominado teste de ganho CC. A Figura 6.6 (p. 153) ilustra
o circuito necessário ao teste. Note que deveremos abrir o circuito nos terminais de errtrada e
saída de sinal para evitar interações dos estágios anterior e posterior ao estágio sob teste. Esse
teste e muito titil para determinar se um ADP está danificado, pois, nesse caso, surge uma
perda de ganho no sistema.
Medindo V¡ e V,,, o tecnico pode estabelecer se o ADP está trabalhando corretamente,
pois deverá existir a seguinte rctação (já estudada no Capítulo 3):

v,, = -Êta,
1

Outro teste muito inrportante, principalrrrentc quando o ADP trabalha ern CA, e o deno-
minado teste de retome CC para terra. Sabemos que o ADP se pode trabalhar corretamente se
seu estágio diferencial estiver devidarncnte polarizado, ou seja, deverá existir um caminho de
circulação livre para as correntes CC de polarização das entradas (lgj e 153) para o rena. Em
circuitos com sinais CA costuma-se colocar capacitores para bloquear sinais CC e, nesse caso,
o tecnico deve tornar cuidado para não interromper a circulação das correntes [Hj c Im.
PROTEÇÚES E ÀNÂLISE DE FÀLHÀS EM CIRCUITÚ5 COM AÚP5 153

Rr
circuito
abc rte
Í Vi R1 circuite
aberte
Vu If'
I

bateria l “2
.._J:. POI.
I ,SV _ tcafl
Hí-
"II' iii
V _;

eva-t medir V0

gh;
t "'=*fi"“f í
III 1
í

FIGURA 5.6

Ne final de Capitule 3, apresentames es deis circuites basices (intferser e niie-inverser}


aplicades em CA. Ne amplificader inverser (tfeia Figura 3.l'i), a ceiecaçãe des capacitores
näe interrempe a pelariaaçãe, peis a malha de realimentaçãe negativa ea cenesãe para e terra
da ent.rada niie-inversera permitem a cireulaçãe para e terra das cerrent.es de peiariaaçãe.
Entretante, ne case de atttplificader ni_ie-invcrser, i`ei necessária a celecaçiie de resister R3
(tie-ja a Figura 3.18) para garantir a pelariaacãe da entrada nãe-invcrsera.
Diante de que l`ei espeste, quande um amplilicader CA cem ADP niie estiver apresen-
tande sinal na saída, e tecnice devera verificar se existe e reterne CC para e terra nas entradas
de sinal de dispesitive. Per algum metitfe, pede ser que e reterne CC tenha side interrempide
eu ate mesme esquecide ne prejete.

TESTE DE Aops t,r|jg|_tz.ntNn‹_:› osc||.oscÓ|=~|o H'

O escilescepie ti, prevatfelmente, e mais útil des instrumentes de testes existentes it


dispesiçae des tecnices e cstudieses de eletrõnica. Uma das aplicações mais impertantes de
escilescdpie e ne rastreamente de sinais em um sistema eu circuite eletrdnice, a fim de leca-
liaat' falhas ne mesme.
A tecnica de rastreamente de sinais censist.e na “injeçãe" de um determinade sinal na
entrada de sistema eu circuite seh analise. A penta de prtwa de escilescdpie sera cenectada,
em cada instante, ii saída de um dcterminade estagio, a partir de primcire, ate se atingir a saida
de últime estagie. Quande um estágio defeituese fer encentrade, e tecnice devera lecaliaar e
cempencnte eu cempenentes respensávcis pela Falha.
Na Figura 6.? (p. 154), temes um sistema eletríinice cempeste per três est:-igies cem
A(_)Ps. Nete que es capaciteres na entrada de primeire estagie e na saida de ültime têttt ceme
elíijeiitfe hlequear pessive-is sinais CC que pederiam prejudicar as medições, hein cente causar
disterçiies nes sinais ehtides nas saidas.
1 54 E L ETR Õ N E AH A NÀL OE C É A M P L F K A D G R S G P _____ R A E m N A EE E F H_ T R D 5 À T W Ú S

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_
J
PRCPTEÇÕES E rütNt5tLl5E DE FÀLHAS EM CIRCUITÚS CUM AÚP5 155

Censiderande que e sinal aplicade e determinade pele prtfiprie teenice, terna-se facil
para e tnesme prever es tipes de sinais a serem ebtides na saida de cada um des estagies de
sistema e., per centparaçiie. deduzir se um estágie apresenta eu nãe alguma falha.

6.9 ALGUNS PROCEDIIVIENTOS ADICIONAIS “I

Fixemes uma analise geral des precedimentes nermais para pesquisar falhas em circui-
tes e sistemas cem AOPs. Centude. nunca É dentais acrescentar alguns precedimentes extras.
que e tecnice pede aplicar de imediate antes de preeeder a uma analise mais minuciesa de
defeite. Esses precedimentes site es seguintes:
l. Cenferir a pelaridade da alimentaçãe.
2. Cenferir as cenexões de tedes es pines.
3. Se e AGP estiver se aquecende, verilicar se a saida esta curte-eircuitada eu se a carga É
tttuite alta [valer ühmiee baixe).
¿i. Se a saida de um ampliíicader (inverser eu niie-invcrser) estiver saturada, verificar se a
malha de realimentttcãti está aberta (Rf = ec) eu se e resister de entrada está em curte [R1
= (})_
5. Verificar se e terra de sinal de entrada e e inestne de AGP.
6. Verificar se a impedãneia de entrada de circuite niie esta muite baixa. cemparada it
impedãneia de saida da fente de sinal.
7. Se e AGP nãe pessui preteçãe interna centra ittrdt-rtp, verilicar se a pretecae externa Fei
utilizada.
3. Verificar se as entradas tem reterne CC para e terra.
9. Verificar a centinuidade des cenduteres.
IU. Verificar se as pistas e pines me-talizades da placa de circuite impresse nãe estãe abertes
eu curte‹circuitades.
ll. Verificar tedes es pentes de selda {selda fria).

5.1 O CONSIDERAÇOE5 FINAIS “I


í

Antes de instalar um sistema eu circuite eietrenice e cenvenientc temar aigumas pre-


cauções relativas ae lecal ne qual e mesme vai ser instalade. peis existem ambientes muite
prejudiciais aes cempenentes eletrdnices.
Alguns circuites pedem ser danificadas per efeites de cerresãe. ferrugem. cheques
meciinices, avalanche termica des dispesitives semicenduteres, etc. Para temar as medidas
preventivas necessárias, e tecnice de manutençãe devera ebservar e grau de incidência des
seguintes fateres prejudiciais ae circuite eu sistema:
umidade excessiva de ar
caler excessive de ambiente
acides e gases cerresives na atmesfera ambiente
partículas metálicas em suspensãe
vibrações mecânicas freqüentes
fentes de interferencias lieqüentes, etc.
155 ELETRÔNICA ANALDEICA: AMPLIFICADORES CIPERACIDNAIS E FILTROS ATIVOS

Evidentemente, cada indústria tem características especificas e es fateres censiderades


_¡I'¶|

antcriermente pedem vmiar de uma indústria para entra: per exemple: em indústrias quími-
cas, neta-se a predeminiincia de ácides c gases cerresives ne ar; em indústrias siderúrgicas,
verifica-se a presença acentuada de particulas metálicas em suspensãe; em estações de trata-
mente de água, neta-se um alle teer de umidade de ar... c assim per diante. Em cada situaçãti,
e tcícnice deverá pretcgcr adcquadrunentc es circuites eu sistemas elctrõnices, peis, case cen-
trarie, tera prtiblemas censtantes cem es mcsmes.
Algumas medidas preventivas, cemuinente utilizadas, sae es miniventiladeres para dis-
sipar caler, a sílica-gel para ahservcr umidade e alguns tipes de vernizes aplieades nas placas
para pretegë-las centra cerresãe, ferrugem, etc. Ne case das indústrias prõximas ae literal e,
pertante, sujeitas `a maresia, e muite eemum a aplicaçãe de chamade verniz-maritime (utiliza-
de para pretcçiie de cquipamentes clctrõnices de navies) nas placas de circuite impresse des
cquipamcntes. Tambem existem algumas lacas iselinttcs feitas à base dc resinas sintéticas. Ne
case de vibrações meciinicas freqüentes, pede-se utilizar berrachas autecelantes de espessu-
ras variáveis e, nertnaltttentc, fernecidas em reles.

6.11 Exlsnciclos DE t=|xAçÃo "I

Quais as previiveis falhas num circuite cem ADP quande e mesme estiver se aquecen-
de?

Per que a alimentaeiie invertida pede danilicar e ADP? Apresentar algumas razões,
liascande-se ne circuite interne de integrade (temar e CA 'Ml cerne exemple).

Supende um ampliticader nãe-inverser, determine qual será e efieite sebre e nível de


tensae na saída, em cada uma das situações a seguir:
a) resister de realimentaçõe aberte
h) resister de rcalimcntaçãti em curte
c) resister de entrada ahcrte
d) resister de entrada em curte

EI Qual e efeite sebre a saida de um arnpliticader inverser, case a sua entrada nãe-inverset'a
esteja “flutuande"?

EI Onde se situa e pente eemum (terra eu referi.'ineia) de um AGP alimerttade simetrica-


mente? Justiticar sua respesta.

E Quais es pessíveis defeites de um circuite cem ADP, realimentade negativamente, quande


a diferença de petencial entre e terminal inverser e e nae-inverser estiver relativamente
alta?

Explicar (fazende es diagramas necessarias) cada uma das seguintes pretecões:


a) preteçãe das entradas de sinal
bi preteçãe da saída
c) preteçãe centra ittrcii-ap
dj; preteçae das entradas de alimentaçae
e) pretcciie centra ruídes e escilacões da fentc de alimentaçãti
Paerscõss E aivitttss es Fatnas EM. ciacuires cera .aers 15?

Citar as caracteristicas gerais de ADP em cada um des seus tres medes básices de epe-
raçae.

Explicar e teste de saída nula. Fazer e diagrama necesst'u'ie.

Explicar e teste de ganhe CC. Fazer e diagrama necessárie.

Explicar e “teste de reterne CC para terra". Explicar a funçãe de resister Rg ne circuite


indicade na Figura 3.18.

Explicar a tecnica de rastrcamente de sinais utilixande escilescõpie.

Citar es precedimentes que um tecttice de manutençiie pede aplicar de itnediate antes


de preeeder a uma analise mais minuciesa de um defeite em um circuite eu sistema cem
AOP.

Citar alguns fateres ambientais que pedem ser prejudiciais aes circuites eu sistemas
eletrfinices.

Censiderande uma usina ltidreletrica, citar pele menes deis fateres atnbientais prejudi-
ciais aes circuites eu sistemas de centrele eletrõnices instalades prdximes it mesma.

Citar algumas medidas preventivas utilizadas ceme preteeiie centra es fateres ambien-
tais necives aes circuites eu sistemas eletrfinices.

PESQUISA - Faça uma pesquisa sebre es efeites das radiações eletrentagneticas nes
equipamentes eletrõnices e as t`ermas de pretegõ-les. Vece ja euviu falarem blindagem
cletremagntitica eu em interferência clctremagnt':Ítica'i' Prevavelmcnte vecii encentrarti
esses cenceites na pesquisa que irá fazer. Utilize a Internet.
PA R TE ll

FILTROS ATIVOS
A/VV; Capítulo 7 L

FILTROS ATIVOS I:
FUNDAMENTOS

Todos nos possuimos um conceito, ainda que intuitivo, do significado de filtre. Em quase
todos os sistemas eletrõnices existe algum tipo de filtre. Especialmente no campo das teleco-
municações e da instrumentação industrial, os filtros possuem uma presença acentuada.
Atualmente, por exemplo. as redes de comunicação de dados tem se beneficiado muito dos
filtros ativos, pois os terminais de computadores são conectados ã rede telefõnica atraves de
equipamentos denominados MODEM (müdulator-DEModuIator), nos quais os filtros ativos
se apresentam como elementos constitutivos básicos.

.~

7 1 DEFINI AO
'I

A definição formal dc filtre e a seguinte:

Um filtro eletrico e um quadripolo capaz de atenuar determinadas freqüencias


do espectro do sinal de entrada e permitir a passagem das demais.

Chamamos de espectro de um sinal a sua decomposição numa escala de amplitude ver-


sus t`reqüiincia. Isso e feito através das series de Fourier ou utilizando um analisador de espec-
tro. Notemos que, enquanto um osciloscdpio É um instrumento para análise de um sinal no
dominio do tempo, o analisador de espectro e um instrumento para analise de um sinal no
domínio da l`rcqüõncia.
Em nosso estudo de liltros ativos trattucmos dos liltros cujos sinais de enuada são se-
noidais.
II. I

152 ELETRONICA ANALOEICA: AMPLIFICADORES OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

7.2 VANTAGENS E DESVANTAGENS DOS FILTROS


ATI VOS ill

O s liltros ativos possuem uma serie de vantagens em relaçao


.. aos liltros passivos:

a] eliminação de indutores, os quais cm baixas freqüencias são volumosos, pesados e ca-


ros
bj facilidade de projeto de filtros complexos atraves da associação em cascata de estagios
simples
cji possibilidade de se obter grande amplificação de sinal de entrada fganho), principal-
mente quando este for nnt sinal de nivel muito baixo
dj grande flexibilidade de projetos
por outro lado, existem algumas desvantagens dos filtros ativos:
a) exigem fonte de alimentação
b) a resposta em freqüência dos mesmos esta limitada it capacidade de resposta dos AOPs
utilizados
c) não podem ser aplicados em sistemas de media e alta potencia (come, por exemplo,
filtros para conversores e inversores tiristorizados, utilizados em ttcionatttentos industri-
ais)
Apesar das liniitaçñes citadas, os filtros ativos têttt se tornado cada vez mais úteis no
campo da eletrõnica em geral. Ja' citamos a instrumentação e as telecomunicações como sendo
as areas mais beneficiadas pcios mesmos. Dentro da area de instrumentação, e interessante
ressaltar a elctromcdicina ou hioeletrõnica, na qual os eq uipamentos utilizados l`azem grande
uso dos filtros ativos, principalmente quando esses equipamentos devem operar ent baixas
freqüências.

cLAss||=|cAçÃo H'

Os filtros podem ser classificados sob três aspectos:


-_ quanto it função executada
_ quando ii tecnologia empregada
- quanto ã funçao resposta (ou aproximação) utilizada
O pri mciro nos permite considerar quatro tipos basicos de filtros:
a) Filtro Passa-Baixas {PB)
Se pcrntite a passagem de l`t¬eqüências abaixo de uma i`reqüência determinada f,_¬_, (deno-
minada freqüência de corte}. As freqi.iências superiores são atenuadas.
b) Filtro Passa-Altas (PA)
Se permite a passagem de freqüências acima de uma freqüência deterrninada f,_. (fre-
qiiencia de corte}. As freqiiências inferiores são atenuadas.
c) Filtro Passa-Faixa (PF)
Se permite a passagem tias freqüências situadas numa faixa delimitada por uma fre-
qüência de corte inferior (fd) e outra superior (f,,3}. As freqüências situadas abaixo da
freqüência de corte inferior ou acima da freqüência de corte superior são atenuadas.
FILTROS ATIVOS l: FUNDAMENTOS 153

d} Filtro Rejeita-Faixa (RF)


Se permite a passagem das freqüências situadas abaixo de uma freqüência de corte
inferior (fm) ou acima de uma freqüência de corte superior (f,¿3). A faixa de freqüêttcias
delimitada por fd e fc; e atenuada.
Na Figura ?.1, temos a simbologia adotada ptua cada uma das funções citadas, c na Figura
7.2 temos as curvas de respostas ideais e reais ftracejadas) de cada um dos tipos de liltros.

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FIGURA ?.1

As curvas de respostas dadas na Figura `t`.2[a) são graficos que nos mostram o ganho do
tiitro ent função da freqüência do sinal aplicado. Como dissemos, são curvas ideais. Na prãti-
ca, e impossivel obtê-las, mas podemos realizar aprttxintttçêes muito boas. As linhas traceja-
11.

154 ELETRONICA ANALOEICA: AMPLIFICADORES OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

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FILTROS A TIVOS I: FUNDAMENTOS 155

das indicam as respostas reais dos liltros. Utilizaremos a letra K para representar o ganho
ntãximo do filtro. A notação ll-l{jto)l ou siittplesmente Il-II representa o modulo do ganho de
tensão do filtro em termos da variavel tofto = 2itl`) ou freqüência angular.
No caso de um filtro real, a sua curva de resposta pode ser dividida em diversas faixas.
Para um liltro PB, temos a seguinte divisão:
_ faixa de passagem (fl a ft)
_ faixa de transição (fc a f,,)
_ faixa de corte (acima de f,,}
A Figura ?.2(b) nos ntostra essas três faixas para um filtro PB, e a Figura ?.2{c) nos
mostra as cinco faixas de um filtro PF. Neste último existem, evidentemente, duas faixas de
transição c duas de corte. Arhiuariamcntc, escolhemos f, no ponto onde a amplitude se redu-

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FIGURA ?.2b Continuação


'IGE ELETRONICA ANALOOICA: AMPLIFICADORES OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

ziu a lüãiz do seu valor máximo. Essa escolha não e um procedimento rigorosamente correto
mas, para finalidades práticas, e perfeitamente aceitável.
O segundo aspecto de classificação dos filtros nos permite considerar três tecnologias
fundamentais.

a) Filtros passivos
Sao aqueles construídos apenas com elementos passivos, tais como: resistores, eapaci
teres e indutores. Tais filtros são inviáveis em baixas frcqüências, pois exigem indutores mui-
to grandes.

b) Filtros ativos
São aqueles construídos com alguns elementos passivos associados a elementos ativos
(válvulas, transistores eu amplificadores operacionais).
A primeira geração de filtros ativos foi construída tende as válvulas como elementos
ativos. Eram filtros de alto consumo de potência, alta margem de ruídos, baixo ganho, etc.
A segunda geração de liitros ativos utilizava os transistores e, sem devida, as vantagens
sobre a primeira geração foram marcantes, mas tais liltros ainda deixavam muito a desejar.
A terceira geração, que será nosso objeto de estudo, utiliza os amplificadores operacio-
nais como elementos ativos. A alta resistência de entrada e a baixa resistência de saída dos
AOPs, associadas a suas outras características, permitem a implementação de filtros de etimas
qualidades.

c) Filtros digitais
Tais filtros utilizam ctimponcntes digitais corno elementos constitutivos. Um sinal ana-
legico e convertido em sinais digitais atraves de um sistema de conversão analegico-digital. O
sinal binário representativo do sinal de entrada, obtido pelo processo citado, e filtrado pelo
filtro digital e o resultado e reconvertido em sinal analõgico por um sistema de conversão
digital-analógico. Tais liltros são úteis na situação em que muitos canais de transmissão dc
dados necessitam ser processados atraves de um mesmo filtro.
Finalmente, o terceiro aspecto de classificação dos liltros diz respeito it função-resposta
ou api'oximaçiio utilizada para projetá-los. Um estudo detalhado desse assunto foge ao escopo
deste texto, pois exige um tratamento matemático altamente complexo e de interesse pura-
mente teerico_
Os tipos mais comuns de aproximaçao sao os seguintes:
_ Buttervvortlt
_ Chebvshev
_ Cauer
1-1- 11 -' .ri-
Cada uma dessas aproximaçoes possui uma funçao matemática especifica, atraves da
qual se consegue obter uma curva de resposta aproximada para um determinado tipo de filtro.
Nos itens seguintes faremos um estudo das duas primeiras aproximações, por serem as mais
simples e mais comuns na prática. A aproximação de Cane-r, tambem denominada elíptica, e a
mais exata, mas a sua complexidade impede-nos de aborda-la detalhadamente nesse texto. O
leitor interessado poderá consultar livros específicos sobre filtros ativos. Um texto excelente e
o seguinte: Priricipfes of active nenvent: sjtvtrhesis and design, G. Darvanani, Wiley, 1976,
EUA.
FILTROS ÀTIVD5 I: FUNDÀMENTUS 15?

7.4 RESSQNANCIA, FATQR QD E sELE'r|v|DADE "I

Tratarcmos, agora, dc alguns topicos da tcoria dc circuitos. muito ütcis ao nosso cstudo
dc filtros ativos. Pma tanto. nos hascarcmos no circuito RLC séric.
O circuito RLC mostrado na Figura 'Í-'.3 tcm, cm condição dc circuito ahcrto, uma impc-
däncia dc cntrada dada por:

_ 1
=

IÍJi:.f.-sc- quc o circuito csla cm rcssonância-séric quando Z¡(tu) c rcal (c assim |Z¡(a1)I É um
minimo); ou scja. sc tivcrrnos:

I 1
rflL--
(DC =0oum=to o = _\/É -›Z-to
I :( =R,c. P manto.

tcrcmos a rriásirua corrcotc no circuito.

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'1
___, |.. C _ |1=U
__ _
+..@s-.¬ -¡| Q.
Vl 1: vg

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FIGURA ?.3

Na Figura '?.4, lcmos a variação dc fasc do circuito RLC scric cm função da frcqüëncia.

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ao"- - _ H _ _ _ ..._

í--i--_--¬-------_ _ .-._ = -_ _.

u- lüu W'

-so” . _ . r-

FIGURA T.-4
'IEB ELETRÚNICÀ ÉNALÚEIEÀ: AMPLIFICADORES UPERACIDNAIS E FILTROS ÀTIVGS

A resposta em freqüência (apenas modulo) está plotada na Figura ?.5. Observe que
ocorre redução tanto abaixo como acima da freqüência ressonante mu. Os pontos onde a res-
posta É 0.707 (pontos dc meia potência) acham-se nas freqüências t.o¢| e mcg. A largura de
faixa (l;rarrdwƒr!rIr.) e dada por:

N awzfg-fc, | (1-1)

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G
1-:
¬». É

vá/
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f§‹5.›:-' rfšzazafgzf
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FIGURA ?.5

Um t`ator dc qualidade. QC, = mc, UR., pode scr definido para o circuito RLC serie, quan-
do em ressonância. As freqüencias de meia potência podem ser expressas cm termos dos
clcmcntos do circuito. ou cm termos dc ta.-3, c QD, como segue:

a)u:|,:2=mÚ .l+¿2+¿
\ 4o.. 2Q.,
b)m:¡=tnu _1+i2-i
1 1 (7-2)
t 4o., 2111.
A subtração, membro a membro, das expressões anteriores nos pcrmitc escrever:

fo
BW = Q (7_3)

o que sugere que quanto maior o fator de qualidade. tanto mais estreita c a largura da faixa, ou
seja., maior será a seletividade do circuito. Note que o fator Q., É um número adimensional.
Nota-se. pelo gráfico da Figura 15, que o circuito RLC serie pode ser considerado um
filtro PF. Como o filtro não e ideal. faz-se necessário definir os pontos de corte em função de
algum conceito físico. Assim sendo, definiu-se como pontos de corte os pontos de me-ia poten-
cia (pontos onde o ganho é 7ü,?'-'ie do ganho máximo, também denominado ponto de atenua-
FILTROS ATIVU5 l: FUNDAMENTUS 159

çiio 3dB, pois nesses pontos se tem uma queda de 3dB, em relação ao ponto de ganho maximo
em dB). Essa definição ê válida para os quatro tipos de liltros sintboliaados na Figura 11.*
Outro conceito importante, mencionado anteriormente. ê o conceito de seletividade.
Esse termo ê muito familiar na .=:-Íirea de teiecomunicaçües e pode ser definido como habilidade
de um circuito em distinguir. num dado espectro de freqüências. uma determinada freqüência
em relaçäo as demais. Esse conceito tem muito significado nos liltros PF e RF, mas nos de-
rnais o mesmo quase não se aplica. Apesar de não haver um consenso geral ricerca da melhor
de Iiniçãti do fator QD, acreditamos que a definição classica. dada anteriormente e repetida a
seguir, ri a que melhor atende aos nossos propdsitos:

__ me fo _ fo
Qu m'c2_mcl fclúfel BW 0-4)

Nota-se que um Q._., alto signilica alta seletividade (para um valor iiso de fu). pois indica
uma menor largura de faiisa (BW) e vice-versa. A Figura 'lo ilustra tal fato.

t
HI ¡ estao ou = saias satztiviúau IH1 .suo ou = sua satzaviazúz
|

'_-'¡=I¡'_- É'-_- Hi- '-lí Q _

l
l
- - - ------ -- --- -1. ‹ _l .---- -------l--- - - - 1
0 ru r o rc, r

FIGURÀ ?.'5

7 5 FILTROS DE BUITERUUORTH

Os filtros de Buttervvorth possuem a seguinte função-resposta:

Kva 2
J J1+ tmfmfl ›“ (ap1'osimaçäo para filtro PB) [7-5)
n=l,2,3....

*O ponto de corte ê denominado freqüência de corte. Não importa a ordem do filtro nem sua função-resposta. pois. na fre›qüência de
cortt.. o gzmho sempre cai -fidlã (por dct'inici'to_} em relacao ao ganho tnrisitno tem dB).
'ITU' ELETRONICA ÀNALOEICA: ÀMPLIFICAOORES OPERACIONAIS E FILTROS ÀTIVOS

onde Kpg ê o ganho do filtro PB quando a freqüência in ê nula; mc ê a freqüência de corte {_m,_.
= Zrtfc) e n ê a ordem do 1iliro.*
Neste ponto, surge a necessidade de explicar o que ê ordem de um filtro. Em termos
matemáticos, a ordem de um filtro ê, por definição, o núiiiero de púlos existentes na função de
transferência do mesmo. Em termos fisicos, podemos dizer que a ordem de um filtro é dada
pelo número de redes de atraso presentes em sua estrutura. Ficaremos com a última explica-
ção, já que a primeira envolve alguns conceitos (polos e função de transferência) que não
serão tratados neste texto. E interessante frisar que, quanto maior for a ordem de um filtro,
mais a sua resposta sc aproximarã das curvas ideais mostradas na Figura '?.2(a}.
A Figura T_T nos mostra diversas respostas, obtidas a partir da Equação Tr'-5, supondo
Kpn, = l e fazendo n = 2,4,6 e 8.
...I

li-imail
RFB :I __ _' `
idea l

if
o,'rin _ _ /F2
n=4
n=t'›
n=8

¡í
Ci E_. Fl- E

FIGURA 7.7
Observando a figura anterior, verificamos que as respostas se aproximam gradativa-
mente da resposta ideal de um filtro PB, ã medida que rt aumenta.
A partir das estruturas utilizadas para implementar os filtros PB, consegue-se obter os
demais tipos de filtros. Algumas estruturas de implementação serão estudadas posteriormente.
A resposta Buti.ervvorth ê tambem denominada resposta plana. Essa denominação se
deve ao fato de que as curvas iihtidas não possuem nenhum tipo de ondulação (rippfe), ou
seja, possuem uma variação monotünica decrescente. A resposta plana maxima ocorre nas
vizinhanças do ponto m = D, conforme se pode ver na Figura 17.
Se na Equação T-5 fizermos ta :›:› eJ¢, podeinos escrever a seguinte expressão aproximada:

I1›+=a
_ ÚII
lHlJWll = KPa£¿)
Ú)

Ein termos de decibêis teremos para to 2 mc:

|H(jú›)|‹ia = 2u1‹z.gi<,..B -znniúgläl ¿-,-4;)


É

“A ordem de um filtre indica o quanto sua resposta se aproxima ila resposta de um filiro ideal-
**-"i*'- m E Iüms. podemos considerar. tia prãtica, que tenios tú :=›:=- mg
FILTROS ATIVOS I: FUNDAMENTOS 171

Esta expressão nos permite concluir que a taxa de atenuação (TA) do fiitro de But-
ierworth ê dada por:

TA = -20n1og{;?-›l (dg) (75)

Ou seja, uin filtro Boite-rvvorth de primeira ordem tem uma taxa de atenuaçao de Zfldiiƒdêcada;
um de segunda ordem tem 4I)dBƒdêcada: um de terceira tem 6UdB.‹'dúcada, etc. Essas atenua-
çües são relativas ao valor de ganho maximo dado por 2UlogKpB.

í II'
FILTROS DE CHEBYSHEV

Nas freqüências proximas ã freqüência de corte (mc), a resposta Botterivorth não ê tnui-
to boa para liltros de baixa ordem. Assim sendo, apresentaremos os filtros de resposta Cheby-
shev, os quais possuem melhor definição nas vizinhanças de toc. Se considerarmos uttt filtro
do tipo Butterworth e outro do tipo Chebzvshev, ambos de tnesma ordem e com a mesma
estrutura de impletnentação, a resposta do liltro Chebyshev sera melhor em termos de fre-
qüência de corte, ou seja, sua transição proxima ã freqüência de corte serã muito mais aguda
do que a obtida para o filtro Butterworth. Entretanto, o filtro Chebyshev apresenta ondulações
(r.ippia.r) na faixa de passagem, conforme veremos a seguir.
A função-resposta (ou aproximação) sugerida por Chcbyshev o a seguinte:

H _ KPE.
_ _ n=l,2,3,... {3 Pfçjpfmg
1 " PEITH
ÇÉIÚ _
I (*Iw)I J.1_|_Ezcg (m/mc) (0 -fr: E 51) filtro PB) (7 8)

onde Kpg ê o ganho do filtro PB piu'a freqüência nula, {oJ = U); toc o a freqüêricia de corte; E o
uma constante que define a amplitude (PR) dos rt`ppt'es presentes na faixa de passagem, e Cn o
o chamado polinomio de Chebzvshev, dado por:
Cn (to) = cos(n are eosoii)
Podemos demonstrar a seguinte formula de re-coirência:

Cn+l (Fu) = Zmcn (ml) _ Cn-1(m) F

Se representarmos a Equação 7-8, supondo Kpfi = 1 e in.: = Iradsƒs, para diversos valores de ii.,
teremos o gráfico mostrado na Figura 7.3 (p. 172).
(_) número de rippier presentes na faixa de passagem ê igual ã ordem do filtro. Por outro
lado, conforme dissemos, a amplitude dos rippi'e.r (PR) depende do parãmetro E. Outra obser-
vação interessante ii que, para ri impar, os ripple.r apresentam em to = O seu valor máximo e,
para ti par, os i't`ppi'e.r apresentam em to = I) o seu valor mínimo. A Figura 19 (p. l'.›'3) ilustra
tudo que dissemos.

O leitor interessado ein ntaiores detalhes sobre essa teoria poderá consultar o livro do Prof. Darytutani. citado anteriorrnente neste
tapttulo Entretanto. essa teoria não sera necessária nos projetos que ircntos desenvolver.
1-.. E

172 ELETRONICA ANALOEICA: AMPLIFICADORES OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

.I

Ittt_¡tú)l

T = 1,0

FR
n=2
'L Ç t+E= / F4
Ú.,5 ¡-|=§

rt=t5

i L I _ L .
tt o,5 1,0 1,5 2,0 to

FIGURA ?'.3

A taxa de atenuação (TA) do Iiltro Chebvshev ê, na maioria das vezes, superior a 20


ndflfdêcada. Seu valor pode ser calcttlado atravês da seguinte expressão do ganho (valida
somente para oi 3: toc):

j [H(jw)|(aa) = zoiagicm - 20 tag E - ó(n - 1) - zon tag(o¡‹a,_) | (1-9)


da qual se obtêm:

rx = -:toiag E - em - 1)- zon1ag(a;ec) I (7-io)


A amplitude dos ripples (PR) em decibêis esta relacionada cotn E atravês da seguinte
expressão:

E=..,~,I1ÚPRf1Ú_1 (Í}{E-il) (T-ll)

da qual se obtom:

PR.(ae) = ao tag J 1 + E2 (T-12)


U valor de PR o utilizado pi.u'a caracterizar o liltro de Chebvshev. Por exemplo: filtro de
Chebvshev 0,5dB, liltro de Chebvshev l,0dB, etc. O máximo valor permitido para PR o 3dB
(E = Ú,997t53).
É conveniente observar um fato curioso e contraditorio acerca dos filtros Cltebvshev:
quanto maior a amplitude do rippie, maior serã a atenuação obtida na faixa de transição. Isso
coloca o projetista numa situação bastante confusa, pois os rippier são sempre indesejáveis,
mas, por outro lado, uma alta taxa de atenuação na faixa de transição o muito importante.
FILTROS ATIVOS I: FUNDAMENTOS 173

.J

=-i
aa i
n._

...
R'pj
t't*.i

-I-I

MEL
II I

"Fix I 'CJ'
¡_!
3 U1
2:»

*aÊ
FIGURA7.9
il'

Rfƒrfrfes

¡_!

=I ._

*Í t ,nl
t _ 'D
E :F
'E
174 ELETRONICA ANALOEICA: AMPLIFICADORES OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

Assim sendo, o projetista devera escolher uma situação que melhor se adapte ãs suas necessi-
dades de projeto.
Finalmente, o leitor deverá perceber pela Equação T- II) que para E = I e n = I, os filtros
Butterworth e Chebyshev apresentam a mesma taxa de atenuação. dada por -¬20dB!dêcada.
Assim sendo, não se costuma distinguir filtros de primeira ordem em termos de uma
função-resposta Buttervvortb ou Chcbvshev.

FILTROS DE CAUER OU ELÍPTICO5 “I

Os filtros de Caucr, ou liltros elípticos, apresentam ri`pple.i' tanto na faixa de passagem


como na faixa de corte. Todavia, são os que têm a tnelhor definição ein termos de freqüência
de corte. Ent outras palavras, a sua faixa de transição o bastante estreita. Esse t.ipo de filtro o
muito utilizado em equipamentos que exigein alta precisão no ponto de corte, bem como uma
atenuação acentuada na faixa de corte.
A Figura ?.l=.'1 nos mostra a curva de resposta típica para um filtro eliptieo de quinta
ordem, onde mc = lradfs.

_l

Iutjiúil I
i ,zs
I
t,tio -- -- ¬r
l 1- í í nn-r n--u ¡-:-

0,'?5 -

Ú,5D -

Ú,25 t..

1 I I I J___
Ú 0,25 I],5'I] U.75 í M.
_ 7-5 |,so 1,15 z,o ¡._.,,¡¡$
(tag)

FIGURA 7.10

Comparando eotn a Figura ?.9(a), podemos constatar uma performance muito melhor
do filtro elíptico em relação ao filtro de Cltebvshev.
Não analisaiemos os filtros elípticos, mas os leitores interessados podent se reportar ao
texto sugerido anteriormente (Darvanani).
FILTROS ATIVOS I: FUNDAMENTOS 175

DEFASAGENS E NI FILTROS “I

Atê o moinento so nos preocupatiios com as caracteristicas de ganho e atenuação dos


liltros. Neste item vamos tecer alguns comcntãrios sobre defasagens entre os sinais de entrada
c de saida num liltro.
A resposta de ainplitudc e atenuação de tim filtro de Chcbvshcv para uma detcrmiiiaila
ordem ê melhor que a do liltro de Butieixvorth da itiesiiia ordein. Entretanto, a resposta de fase
do Iilt.ro de Cliebzvshev ú menos linear que a do filtro de E'iutterwoi'th, coiiforitic se vê na Figura
T.| I (considerando ambos com n = 6).

_l

RADÍS
U 'Ú.5 1,0 1,5 2,0 2,5
Ú 1 "' “i” - - -t i _" II- Ú-'I
-i.__
'Ú-

_mÚ _ \\

\ n=2

\
-EÚD _ \\ n=3

\
\
-SUD 1- `\ 4
\ n

\
GRAUS "\
490 F' " n--5
_.-'_-'iii-¡n=6

-Stlfl - n=l5

_ñ[I] _ I'I=T

t¬.Hi=.iivsi›ii-:v iE=o,ói
'I _' _ "" BUTTERWORTII
ilftúl

FIGURA ?.1 1

Existem situaçoes nas quais as defasagens entre entrada c saida podem prejudicar a
P erforinance de uni sisteina. Um exetn P lo desse caso ocorre t'l iiandii se transmite sinais di i-
tais via linhas telefonicas. Nesse tipo de transmissão, o sincronismo ê fundamental e a ocor-
rência de atrasos de leiiipo provocados por defasagens pode causar sêrios distúrbios. Existein
1-.. J

ELETRONICA ANALOEICA: AMPLIFICADORES OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

circuitos especiais para conigir esses atrasos. Tais circuitiis são colocados em serie na linha de
transmissão e são denominados circuitos deslocadores de fase. Esses circuitos não afetam a
amplitude dos sinais transinitidos e possibilitam que o sincronismo do sistema seja restabele-
cido. Alguns textos denominam os circuitos deslocadores de fase de circuitos equalizadores
de fase ou filtros passa-todas.
No capitulo seguinte abordaremos um pouco da teoria e projeto dos circuitos desloca-
dores (ou equalizadores) de fase.

Exisrtcicios
' RES oLv||:i0s H

EI Num circuito RLC sêrie, a freqüência de ressonãncia ê igual a 3KHz e o fator de quali-
dade e igual a 15. Pede-se:
ti) Deterininar as freqüências de corte inferior (t`,¡¡) e superior (f,_.3}.
b) Determinar a largura de faixa do circuito.
sot.UÇÃo

j 1 1
a) fg1=3 1%-E]

I fcl 1 2,9KHZ |

j l l
fg2=:'.{ 1% 'I'šJ

j 11,, = s,iKi-tz |

3.000
bl BW = T I BW = 200Hz tw BW = f,, -f.,, j mv z 200Hz

Qual o valor da taxa de atenuação (TA) de um filtro PE de sexta ordem implementado


segundo a f`unção-resposta de Butterwortli? Super uma variação de l dêcada, em relação
ã freqüência de corte.
Ã'

SÚLUÇAO
Temos:

ra = -2011 iagfí]
(ui:

n=6

E = l0(l década)

FILTROS ATIVOS I: FUNDAMENTOS 177'

I TA =-120dB/dêcada

Determinar o ganho de tensão (em decibêis) de uin filtro PB de segunda ordem e resposta
Butterworth, quando oi assuine os seguintes valores:
m m=0
b) to = 3U0t'adi's
= 3_UUOradƒs
EE. se = 30_UÚÚrttdi"s
U ganho maximo do filtro ê igual a 4 e sua freqüência de corte ê 300 i'adi's.
sotuçxo
1'

Devemos utilizar a Equação 7-5, na qual n = 2, Kp¡¿ = 4 e io,__. = 3Uf}rad.¡s_


Loao:

. 4
IHII II ,Ii +(úâ/300)*
Portanto:

rt) úi = 0 =-.~ |H(júi)| = zoiizigéi

I Ii-i(jai)I = teria

_ = zoiúgfi
b) iii = 300 =›I1-1(jtii)I 4

I |ii(j‹zi)|= azia I

_ = zoiúgm
cg) tú = 3.000 =-› |H(Júi)| 4

I |H(je)|= -zsziu I

_ 4
d) [Ú = =} IHIJ ÚJII = 20 IÚg

I Ii-i(jú.i)| = -õsziis
1-.. J

'ITE ELETRONICA ANALOOICA: AMPLIFICADORES OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

EI Qual o valor da taxa de atenuação (TA) de um filtro PB de sexta ordem implementado


segundo a função-resposta de Chebvshev, cuja amplitude dos ri`.ppile.r (PR) o de ldB*?
Super uma variação de I decada.
soLUÇÃo
Primeiramente devemos calcular E para PR = I dB:

E z «Ii0PRf1° -i = 0.50335
Teinos, portanto:

Ú)
TA = -20logE - 6(n - 1)- 2Un logI-I
(DC

I TA = -144,l3dBfdécada I

(conforme esperávamos, esse resiiltado ê siiperior ao resultado obtido no exercício nú-


inero dois).

7.10 EXERCICIOS DE FIXAÇAO III

l I Delinir filtro.

I 2 I O que ê espectro de um sinal?

3 I Citar as vantagens e as desvantagens dos filtros ativos.

EI Explicar os quatro tipos bãsicos de filtros ein termos da função executada e apresentar a
simbologia para cada um deles.

EI Explicar o que ê faixa de transiçao de um filtro.


-:-

EI Explicar, sob o pontii de vista tecnologico, cada um dos seguintes tipos de filtros:
a) filtros passivos:
b) liltros ativos:
c) filtros digitais.

Quais são os tipos mais comiins de aproximaçoes (ou funçoes-respostas) utilizadas no


projeto de tiluos?
Explicar cada uma delas, citando suas respectivas vantagens e desvantagens.

3I O que o ressoiiãncia-sêrie e qual ê a condição para sua ocori'ência'?

9 I O que ê fator de qualidade?

10 I D que ê seletividade?
FILTROS ATIVOS I: FUNDAMENTOS 179

Por que a resposta Butteivviiith ê deiitiininada resposta plana?

U que ê ordem de um iiltro? Por que não se costuma distinguir filtros de primeira ordem
em termos de uma função-resposta Buttervvortb ou Chebyshev?

Explicar a ocorrência de defasagens entre os sinais de entrada e de saida nos liltros.

Comparar a resposta de fase do filtro de Buttervvortb coin a resposta de fase do tiltro de


Chebvshev para uma mesma ordem.

Por que as Equaçoes ?.o e 'i'.9 so são válidas para to :a etc?

.lustificar a seguinte afirmativa: “A defasagem angular entre dois sinais corresponde, na


realidade, a um atraso de tempo entre os mesmos _

O que o um circuito deslocador de fase? Quais são as oiitras denoininaçoes dadas a esse
circuito?

Demonstrar a seguinte relação:

rã +r,§2 = (swf Ii+2Q§I


PESQUISA _ A engenharia de som desenvolveu um sistema denominado equalização
gráfica, atravos do qual se consegue melhorar consideravelmente a performance ou res-
posta dos cquipamentos de audio.
Faça uma pesquisa e apreseiite um relatorio sobre as funçoes bãsicas da equalização
grafica e a importãncia dos filtros ativos na inipleinentação desse sisteina.
O/VV; Capítulo 8 L

FILTROS ATIVOS II: PROJETOS

Apos os fundamentos teoricos sobre filtros ativos, estabelecidos no capitulo anterior, passa-
remos agora aos projetos dos mesmos. Frocuraremos desenvolver o assunto deforma não
muito teorica, mas suficientemente analítica para permitir a execução de alguns projetos de
performance satisfatoria.

ESTRUTURAS DE IMPLEMENTAÇÃO

Existem inúmeras estruturas de iniplementação para filtros ativos. Em nosso estudo,


iremos abordar as duas estruturas mais comuns na prãtica, a saber:
- Estrutura de realimentação múltipla - MFB (MFB: iiiiilriple-ƒscdbrick)
- Estrutura de fonte de tensão controlada por tensão - FTCT ou VCVS (VCVS:
voltrige-eririririfleo' vriitoge _roiitr_'e)
Ambas as estruturas possuem algumas vantagens que as tornam muito usiiais na pratica:
boa estabilidade, baixa impedãnciii de saida, facilidade de ajuste de ganho e de t`reqüêneia,
requerem poucos componentes externos, etc. Entretanto, o inãxinio valor do faiior Qc para
tiitros implementados com essas estruturas o da ordem de IU. A estrutura MFB apresenta
polaridade de saída invertida, oii seja, apresenta um ganho invertido -K (K:=›0)_ Essa caracte-
rfstica não tem nenhuiii efeito prejudicial na performance dos filtros implementados com es-
trutura MFB. A estrutura VCVS costuma tambem ser denominada estrutura de Sallen e Kev
(dois prol`essores que pesquisaram os liltros ativos na docada de Sl) e apresentarain um exce-
lente traballio sobre o assuntii). A denotninação VCVS esta relacionada com o fato do ADP,
como ainplificador de tensão, poder ser coinparado a uma fonte de tensão cuja saída o função
da tensão de entrada e do gaiiho do circuito.
Nos itens seguintes apresentaremos as implementaçoes dos diversos tipos de filtros. O
leitor observarã que as equaçoes de projeto exigirão freqüentes consultas a tabelas, jã elabora-
das por diversos estudiosos dos liltros. Não deinonstraremos as equacocs, ptiis seria uin uaba-
lho tcorico muito longo e complexo. Todavia, relembraiiiiis a referência sugerida no capitulo
anterior.
Veremos que uma iiiesiita estrutura piide ser utilizada para implementar diferentes apro-
xiinaçoes (Buttervvortli, Cliebysliev, Bessel, etc_)_ A determinação de uma certa função-resposta
132 ELETRONICA ANALOEICA: AMPLIFICADORES OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

ê estabelecida pelos valores dos coiiiponentes da estrutura, os quais, por sua vez, são condi-
cionados por alguns parãmeiros previamente iabelados, bem eoiiio pelas condiçoes de projeto
do filtro.

8.2 FILTROS PASSA-BAIXAS

Projeto do filtro PB de primeira ordem - VCV5


Estudaremos primeiramente o filtro PB de primeira ordem. Para implementar esse fil-
tro, utilizaremos a estrutura VCVS. conforme esta indicado na Figura 8.1.

-I.

Ri

VU
I-i-_ 'hq

C &-A
ii*

I'
i
I

_ R2
O

-I* A
._ _,

FIGURA 3.1

Esse circuito apresenta um ganlio K dado por:

Rs
R2
K = 1+ --- ts_ ii
Por outro lado, ê interessante minimizar ti efeito da tensão de qfiser de entrada, impondo a
seguinte relação:

tica,
ii z í _

Pode ser demonstrado que R1 está i'elacionado com a freqüência de corte atravos da seguinte
formula (ver Equação 2-19):

1
ii zí _
1 boi,,C (3 3)
Fittnos .ativos ii: Pitoistos 183

onde b ê uni pai'ãinetro que irá determinar o tipo de função-resposta para filtros de ordem
impar 1'-2 3.* Expressando R3 na Equação 8-l e substituindo na Equação 8-2, obtêin-se:

K (se K = l, podeinos “abrir” R2, pois,


Rg = É R1 nesse caso, Rg -i- io. Assim, R3, podera (8-4)
ser substituído por uin curto.)

Se, entretanto, tirarmos R-3 na Equação ii-I e substituirmos na Equação 3-2, obteremos uma
outra relação importante:

ea
O valor de C pode ser estabelecido arbitrariamente, mas existe uma regra prática (ou
empírica) para projetos de filtros ativos, a qual consiste em se estabelecer para o capacitor C
um valor comercial em torno de lürf, onde, para fc dado ein Hertz, se obtêin C ein microfarad.
Finalmente, resta-nos considerar o parãmetro b encontrado na Equação 8-3. Esse parã-
metro tem valor unitário (b=l ), caso se deseje apenas um liltro de primeira ordem (pois, neste
caso, não importa se o mesmo o considerado como liltro Buttervvortb ou Chebyshev) Eiitre-
tanto, quando projetarmos filtros de ordem ímpar igual ou superior ã terceira, ti parãmetro b
serã obtido atravês de tabelas apropriadas no final deste capitulo.
Podemos resuinir as etapas do projeto do filtro PB de primeira ordem no seguinte
quadro-projeto:

QUADRO-PROJETO 1
1 Estabelecer o valor da K
2 Estabelecer o valor de fc
3 Determinar C = to/fc (comercial)
4 Determinar R1 (Equação 8-3)
5 Determinar R3 (Equação 8-4)
6 Determinar R3 (Equação 8-5)
Í' Montar um pretotipo em laboratorio e executar testes
8 I Ajustar o ganho através de Ft; (ou R3)
9 Ajustar a freqüência de corte em -3cIB através de R1
10 Substituir os pote-nciometros R1, tt; e R3 por resistores comerciais proximos dos
valores ajustados
ll Montar o circuito definitivo

Projeto do filtro PB de segunda ordem - MFB


Para implementar o filtro PB de segunda ordem podemos utilizar tanto a estrutura VCVS
como a estrutura MFB. Consitleraremos, primeiramente, a implementaçao com estrutura MFB.
A Figura 8.2 (p. 184) nos mostra o liiiro PB de segunda ordem com esuutura MFB.

*Ao prqictarinos filtros de ordem superior ã segunda (item 8.4). utilizaremos o mêtodo da associação de cstiigios ein cascata e os
filtros de priineira ondem so serão utilizados quando o projeto exigir um filtm de ordem ímpar E 3.
II. I

134 ELETRDNICA ÀNALÚEICÉ: ÀMPLIFICÀDGRES UPERACIDNAI5 E FILTROS JÃTIVUS

.I

R2 C1

---- 'DVÚ

...'_
......C1

fa

L. í
iii '_

FIGURA 8.2

As equações de projeto para esse filtro são as seguintes:

R2
K = _? (Esta estrutura possui fase invertida) (8-6)
1

R2 2(1‹; +1)
[seg + \/zficä - 41zc1c2(r< +1)]ec (Wi

R1 ; %Ê“ (3-3)

R 1
3 bclcgmfiag Í3'9)
Us valores de ri e I: são obtidos na Tabela 3.1, se a resposta ou aprosirnaçfšm desejada for de
Buttervvorth, ou na Tabela 8.2, se a resposta ou aprootimação desejada for de Chehyshev. Essas
tabelas estão no final deste eapítulo (veia item 8.10).
Mais uma vez, aeonselhamos a ese-olha de um valor eemereial para Cg prdsimo a iüƒfc
(fc em Hertz nos da C2 em mierofarad). A partir da eseolha de C3, podemos determinar C1.
Analisando a Equttçäti E-T, Li possível demonstrar a seguinte e.t'i11die:Êit'i de projeto:

2
C
c 1 saíí
4b(I‹~:+1)
_
(3 Im

Ú valer eemereial de ¬C¡ deve ser o maior possível, respeitando, evidenternente, a equação
anterior. Us resistores eomereiais R1, R3 e R3 devem ter seus valores o mais prdsitno possivel
dos valores Iedrieos calculados.
FILTROS ÀTIVO5 II; PRÚJETUS 135

Algumas vezes, ao projetannos filtros ativos, podemos obter capacitäncias muito gran-
des e resistencias muito pequenas. Essa situação e inconveniente, tanto do ponto de vista
tecnico, como do ponto de vista contercial. De fato, resistores de valores muito pequenos são
desaconselháveis para circuitos com A(.)Ps. Por outro lado, capacitores de valores muito altos
são difíceis de se encontrar no comercio (alem de serem volumosos e caros). Para contornar
cssa situaçao, utiliza-se uma regra denominada escalamento dc impedância. Essa regra ri a
seguinte:

Um filtro ativo não tem sua performance alterada quando multiplicamos (ou
dividimos) os valores dos resistores por um fator m 1'-r 1, desde que os valores dos
capacitores sejam divididos (ou multiplicados) pelo mesmo fator.

() fator rn e denominado fator de escalamento. A a P lieafr*ati dessa regra


rz não altera o anho do
filtro, nem a sua freqüência de corte. Este procedimento ri- muito útil, pois permite a obten-
ção de valores práticos convenientes ao projeto. Cumpre salientar que essa regra e geral e
pode ser aplicada a qualquer tipo de tiltro ativo. Se o leitor analisar qualquer uma das equa-
ções estabelecidas neste item, verificará, facilmente, a validade da regra de escalamento de
impedância.
A P resentamos, a seeuir,
tz um uadro- P ro`eto
.l no uai se acham resumidas as eta as ne-
cessárias ao projeto do filtro PB de estrutura MFB.

Q UADRD-PRÚJ ETC! 2
1 Estabelecer o valor de K
2 Estabelecer o valor de fc
3 u Estabelecer o valor de PR {no caso do filtro de Chebvshev)
4 Determinar os parâmetros a e b atraves da tabela apropriada
5 Determinar C2 == iüƒfc (comercial)
6 Determinar C1 {Ec|uação 8-10)
r u Determinar tr, rsrzruzrçsú e-ri
8 Determinar R1 (Equação 8-8)
9 Determinar R3 (Equação 8-9)
10 lvlorrtar pretotipo... Fazer testes...
1'l Fazer ajuste de K e ffl
12 lvlontar o circuito definitivo

Projeto do filtro PB de segunda ordem - VCVS


A irnplementaçãri do filtro PB de segunda ordem, utilizando a estrutura VCVS, está
indicada na Figura 8.3 (p. 186). Essa estrutura nos lembra o amplificador não-inversor estuda-
do no Capitulo 3.
As equações de projeto para esse filtro são as seguintes:

R4
1c=1 +R3
_ ts _ 11)
fr. J

135 ELETRDNICA ÀNALDEICA: ÀMPLIFICADGRES 'OPERACIONAIS E FILTRDS ATIVOS

.I

C2
R1 R2
\‹"¡ q
0 V 'D

C1
R3
ii. í
I- -

FIGURA 3.3

R, 2
las, +,ƒ[a2 +41zr(1<-1)]c§ -41z›c,c, jm, (S-12)

R _ 1
1 r_-.c:,c,a,m§ (343)

R K(R¡ +111) (Se K = 1, R3 deverá ser “alierto” (344)


3_ K_1 e R4 será um curto)

R, = 1<(R,+1=t2) | (8-15)
Os parãmetros o e EJ são obtidos nas tabelas apropriadas, pois definem o tipo de
função-resposta ou aproztimação desejada.
Apos a escolha de um valor comercial para C2, prdzilno a llÍ1ƒ'f,_., podemos determinar o
máximo valor comercial de C| que atenda ã seguinte condição:

2+4b K-1 C _
carla ih ll 2 rs-16)
a qual completa o projeto do filtro.
O quadro-projeto, dado a seguir (p. lS?), resume as etapas necessarias ã implementação
do filtro PE de segunda ordem com estrutura VCVS.
Antes de finalizarmos nosso estudo dos filtros PB, e conveniente ressaltar que eles cons-
tituem a classe fundamental dos liltros, pois todos os demais são derivados dos mesmos.
FILTROS ÀTIVO5 ll; PROJETOE 13?

Q UADRO-PRO] ETÚ 3
1 Estabelecer o valor de tt
2 Estabelecer o valor de f.,
3 Estabelecer o valor de PR izno caso do filtro de Chebvsbev)
4 Determinar os parâmetros a e b atraves da tabela apropriada
5 Determinar C;,~_= tüƒfc (comercial)
6 Determinar C1 ~§Equação 8-T8)
Tr' Determinar R1 ~[Equação 812)
8 Determinar R2 [Equação 8-'31
9 Determinar R3 ~[Ee|uação 8-fd)
10 Determinar R., ~[Equação 8-f5]~
'I l lvloritar prototioo... Fazer testes...
12 Fazer ajustes de tt e fc
13 lvlontar o circuito definitivo

3.3 FILTROS PASSA-ALTAS hi

Um filtro PA pode ser obtido a partir da estrutura de um liltro PB, bastando, para tanto,
fazer a permutação dos resistores por capacitores e dos capacitores por resistores. Essa permu-
tação e denominada trt1nst`o11r1ação RC -.tr CR.

Projeto do filtro PA de primeira ordem - VCV5


Se aplicarmos a transformação RC -:› CR no circuito da Figura 8.1, obteremos o circui-
to da Figura 8.4. Esse circuito corresponde ã estrutura VCVS do liltro PA de primeira ordem.

_l

Vi ° II
vil

R1

_ R3
O

R2

FIGURA. 8.4
133 ELETRONICÀ ÀNALOGICÀ: ÀMPLIFICÀOORES OPERACIONAIS E FILTROS r'5~.Tl"v'OS

As equações de projeto desse tiltro são as seguintes:

R
K=1+í:- ts-111
b (b deve ser obtido nas tabelas apropriadas no caso
R1 e í de liltros de ordem impar 3: 3, pois, para liltros PA (8-18)
mac de primeira ordem, tem-se sempre b = 1)

KR1
Rz = É (Se K = l, R3 devera-f ser ccaberto'H- e R3 será um curto) (3-19)

(8-20)

Se substituirmos a Equação 8-17 na Equação 3-19, teremos:

R _ Refis
1 1t2+1t,
Portanto, a condição de minimização da tensão de ryjfret de entrada já está implícita nas
equações de projeto.
O valor comercial de C deve ser em torno de llllfc (fc em Hertz e C em mierofarad). Os
resistores tambem devem estar o mais prõrtimo possível dos valores calculados.
Apresentamos, a seguir, o quadro-projeto para o filtro PA de primeira ordem.

QUADRO-PHD] ETD 4
1 Estabelecer o valor de K
2 Estabelecer o valor de fc
g 3 Determinar C = 1D,r'f¿ (comerciaij
4 Determinar R1 (Equação 8-18)
5 Determinar Ft; (Equação 8-19)
6 _ Determinar R3, (Equação 8-211)
Ti' lvlontar pretotipo... Fazer testes...
8 Fazer ajustes de K e 1°.;
9 Montar o circuito definitivo

Projeto do filtro PA de segunda ordem - MFB


A Figura 3.5 tp. 189) nos mostra a implementação com estrutura MFB do filtro 13% de
segunda ordem. Note a transformação RC -tr CR desse circuito ein relação ao da Figura 3.2.
As equações de projeto para esse filtro são as seguintes:

C
K = 'É (Esta estrutura possui fase invertida) (8-21)
FILTROS ÀTIVOS ll; PROJETOS 139

R, a
(2Cr+Ct)t1°.z (M2)

(zc, +c,)i:.~
R =..--_-- _
2 sc,c2rrr,, (3 23)
O valor de Cj ti arbitrário. Entretanto, ti aconselhável selecionar um valor comercial o
mais prõsimo possivel de ll]!t`,¡.
Relernbramos que os valores de ri e b são obtidos nas Tabelas 8.1 e 8.2, dependendo da
aproximação desejada.
O quadro, a seguir, resume as etapas necessárias ao projeto do liltro PA de segunda
ordem com estrutura MFB.

'_ _

-jr - -ici - ovo

R1

í.
í
'EI-
À

FIGU Rã 3.5

Q UADRÚ-PRÚJ ETÚ 5
l Estabelecer o valor de K
2 Estabelecer o valor de fc
3 Estabelecer o valor de PR (no caso do filtro de Chebvshev)
fl Determinar os parâmetros a e b atraves da tabela apropriada
S Determinar C, = lüƒfc (comercial)
E Determinar C3 (Equação 8-21)
Tr' Determinar R1 (Equação 8-22)
8 Determinar Hz (Equação 8-23)
8 lvloritar pretotipo... Fazer testes-..
ID Fazer ajustes de K e fg
l'I Ivloritar o circuito definitivo
'IQÚ ELETRONICA ANALOEICA: AMPLIFICADORES OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

Projeto do filtro PA de segunda ordem - VCVS


A estrutura VCVS para o filtro PA de segunda ordem acha-se indicada na Figura 3.6.
Mais uma vez utilizamos a transformação RC -:r CR (em relação ã estrutura da Figura 8.3).

._l _

R2
v'V\^

C C
vi 0, r, _
ri V0

R1

Rs

FIGURA 8.5

O projeto desse filtro pode ser obtido com o seguinte conjunto de equações:

R4
K = 1 'I' _
R3 (3 _ 24)

_ tis
R1 js+,Is2 +sis(1<-tjjrúcc (3-25)

b
Rz = mgC1Rl (8-26)

R : KR1 (Se K = 1, R3 deverá ser “aberto” (8-27)


3 K-1 e R4 será um curto)

O valor de C rã arbitrário, mas, como de costume, e conveniente determinar um valor


comercial prõzimo a lflffg. Os parâmetros rt e b são obtidos nas tabelas apropriadas.
É conveniente ressaltar que a condição de minimização da tensão de ofiíser de entrada
acha-se implícita nas equações de projeto. Essa condição É dada por:
FILTROS ÀTIVO5 II; PHÚJETUS 191

RR

3+ 4
Apresentames., a seguir. e c1uadre»prejete para e filtre em questãie.

Q UADRÚ-PHD] ETC! E
l Estabelecer e valer de K
2 Estabelecer e valer de fc
3 Estabelecer e valer de PR (ne case de filtre de Chebvshev)
=='-1 Determinar es parãrnetres a e b através da tabela aprepriada
5 Determinar C = 10/f.: (cemerciall
6 Determinar R1 (Eeuaçãe 8-25)
T À Determinar R3 (Equaçãe 8-25)
8 Determinar R3 {Ec|uar_;ãe 8-ZT)
9 i Determinar Rs {Equaçãe 8-28)
1D lvlentar pretetipe... Fazer testes...
tt Fazer ajustes de K e fc
12 lvlentar e circuite definitive

|=||.TR DS DE ORDEIVI SUPERIOR Ã SEGUNDA |I|

Asseciande em cascata tiltres PB eu PA de primeira e segunda erdens, pedemes ebter


es filtres de erdem superier .It segunda. Assim, per eitemple, um tiltre PB de sexta erdem pede
ser eblide cem a asseciacãe de tres estagies PB de segunda erdem. Per entre lade, um filtre
PB de 5” erdem pede ser implementade cem deis estãigies PB de segunda erdem seguides per
um estágie PB de priineira erdem* A Figura 3.? (p. l92) ilustra e que dissernes.
A asseciaçãe pedera ser feita utilizande tante a estrutura MFB ceme a esttutura VCVS.
Evidentemente. numa mesma asseciaçae uãe devemes utilizar estruturas distintas.
Cada estagie deve ser prejetade ceme se fesse um estágie independente. Os valeres de
cr e IJ deverãti ser ebtides em funçäe da erdem de filtre de-sejade e de acerde cent a
funçãti-respesta necessaria ae prejete (Tabelas 8.1 e 8.2).
Cerne e ganhe de uma asseciaçäe em cascata É dade pele predute des ganhes de cada
estagie, terna-se necessarie distribuir' e ganhe tetal entre es estagies, de mede que e predute
des ganhes individuais seja igual ae ganhe tetal estabelecide para e filtre. De mede geral,
uma asseciaçae cem rn estágies e ganhe tetal KT nes permite ebter um ganhe individual K,
dade per:

K = f{§lK-¡- (8-29)

Para esclarecer tude que dissemes. vames executar um prejete razeavelmente simples.

'Para uma melher qualidade de respesta. e estagie de primeira erdem, em filues de erdein impar ie 3. deve ser e úttime estagie.
Além dtsse. a freqüência de cette e. ehviamcnte. a mesma para tedes es estagies.
1-.. E

192 ELETRDNICÀ ÀNALDEICA: ÀMPLIFICADGRES OPERACIDNÀIS E FILTROS r'5~.Tl`v'ClS

-_ í Iii "*JIÉIÉ

vi 1 PH 1 PH [JH
2- illfdflfll 2' ÚÍÚÊITI 2:-' ¡'¡.f.¡_]¢f¡'| vu

PB Ei*-* erdem

cf. ru PH Pa V
1 2* erdem 2* erdem IE gnjçm e

PB 59 erdem

FIGU RA 3.7

Projete
Prejctar um filtre PB de terceira erdem, respesta Chcbyshev Cl.5dB, ganhe tetal igual a
4 e freqüência de certe igual a lKHz. Utilizar' estruturas VCVS e fazer tedes es capaciteres
iguais a O.Ul|.iF.

Cálcules
Utilizarernes um estagie de segunda erdem seguide per um estagie de pri ineira erdem.
Cada estagie terá um ganhe K dade per:

I<=«/E.-.1<=2
Da Tabela 8.2, temes (para n = 3 e PR = 0,5):
1° e-stagie: a = [l.e2tíi456 b = l.l4244S (2“ erdem)
2° estagie: b = Ú,62ó456 (l“ erdem)
Ú primeire estágie pede ser calculade atraves de Quadre-Prejete 3. Teremes, pertante,
es seguintes resultades (fazende K = 2):
R, = 2.s,41<e
as z sfrtce
R3 = as = 2.(25,4 + em = ús,21<e
Ú segnnde estagie pede ser calculade através de Quadre-Prejete l. Teremes, pertante
(fazende K = 2):
R1 = 25,4KQ [Fazer b = tÍl_.e26456 na Equaçãe 8-3)
Rg = 50.8149
R3 = 5tÍl,8I{Q
A utilizaçae de capaciteres iguais a 0.DlpF tem ceme ebjetive simplificêu es caleules
necesstiries ae prejete. Evidentemente. na pratica, e preietista devera precurar resisteres cem e
mazime de 5% de telerância. cujes valeres estejam e mais prezirne pessi'vel des valeres teeri-
ces. Uma eutra epçãe É utilizar petcnciõmctres de prccisiie para ajustar es valeres desejades.
FILTROS ATIVOS Il: PROJETO5 193

Circuito
A Figura 8.8 nos mostra o circuito do filtro em questão. Note que mantivemes os valo-
res exatos dos resistores, ja que estamos fazendo unt projeto tedrico.

.I

o,ot|.t.t=
ll-- ~~ z
zs,4t-cf! tcztcfi
Vi "' zs.4t<t1
I

r vz
n,ot|.t.t= 1 ss,2tct'l l
su,s|‹.t1
n,ntpt=
ss,zt-ttll
se.st<fl
ea O-E

1
-_í_

FIGUHÀ 3.3

É conveniente ressaltar que, atraves das Tabelas 8.1 e 8.2, t-E possível projetar filtros
Buttervvortb ate a oitava ordetu ou liltros Chebzvsltev ate a sezta ordem, respectivatuente. Es-
sas tabelas encontrarn-se no final deste capítulo (item 8.10).

8.5 FILTROS PASSA-FAIXA

Os ftltros PF tambem podem ser implementados com qualquer uma das estruturas vistas
anteriormente (MFB ott VCVS). Entretanto, para e filtro PF, irentos apresentar apettas a estru-
tura MFB, por ser a mais comuttt na pratica. Alem disso, nos lirttitaremos aos filtros PF de
segunda e quarta ordem, pois a associação em cascata de filtros PF não É tão sitnples quanto a
associação em cascata dos filtros PB ou PA. U ieitor interessado podera recorrer a testes
específicos sobre filtros ativos, caso deseje. projetar filtros PF de ordem superior à segunda.
A Figura 8.9 rfp. 194) nos mostra a curva de resposta de freqüência para um ftltro PF.
Utilizando a Equação 7-2a e a Equação T-2h, podemos demonstrar a seguinte relação:

fg = ¬,lfc¡ -fc? {S-30)

Essa equação nos permite obter ff, em função dos valores de f._-_.1 e t`,_.z, os quais podem ser
estabelecidos nas concliçees de projeto.
Observando a Figura 8.9, podemos concluir que uma outra forma de itttplementar filtros
PF seria tt utilizacãct de um Filtro PA associado em cascata com um Ftltro PB. Ambos os filtros
194 ELETRONICÀ ÀNALOEICJH.: ÀMPLIFICÀOORES OPERÀEIONAIS E FILTROS r'5~.Tl`v'OS

..l

lul

|ç....._-_.._

KfV2*-'*-*'*-

í-35
fcl fo fe2 f
F BW ¬ BW=Í¡2-fcl

FIGURA 3.9

devem ter o mesttto ganho, e a freqüência de corte do filtro PA(t]_,1) deve ser menor que a freqüen-
eia de corte do filtro PB(f.¡-3). Por outro lado, ambos os filtros devem ter a mesma ordem, de
moclo que a ordem do liltro PF obtido seja e dobro da ordem de cada um dos liltros (PB ou PA)
utiliz.ados na associação. A Figura 8.10 (p. 195) ilustra o que dissemos anteriormente*
Essa forma de implementar filtros PF ei uma solução alternativa (principalmente para
liltros de ordem superior ã segunda), mas, infeliztttente, não apresenta boa precisão em termos
da resposta do filtro PF obtido, pois surgem problemas corn o fator QG, com a largura de faixa
resultante da associação e corn o ganho do circuito na faixa de passagem.

Projeto do filtro PF com estrutura MFB


A Figura 8.1 l (p. 195) nos mostra o circuito de um liltro PF ituplementado com estrutu-
ra MFB. O leitor observará que o fator QD (veja item 7.4) esta intimamente relacionado com os
valores dos componentes passivos do circuito. Relernbramos que o valor do fator QC, não deve
ser superior a lt). As equaçães apresentadas no item 7.4 podem ser utilizadas, quando neces-
sario, no projeto de filtros PF.
Normalmente, o projetista estabelece as freqüências de corte fcl e fc; (BW = t`,_._«¿ fcl) e,
a partir dessas condiçoes, determina-se fg, nx, e QD. O ganho K do filtro também deve ser
estabelecido pelo projetista, mas o seu valor deve obedecer ã seguinte condição:

Úbsetve porent. que devera existir uma sobreposição das regiões de transição dos filtros PB e PA utilizados, a qual se constituirá
na tanta dc passagettt do filtro PF resultante-
FILTROS ATIVOS II: PROJETOS 195

I FIA PE I I Pi. I

vi orclçm n - llrlj-“T n Vo --9-> vi orrletn Zn Vo


to 'Fl F* l II ut

fg] *Í ÍGÊ
tal

I
lul
L

K PH PA

.r"l'.?
K F _ i 1 _ í .íp II-I J

.Í 2 .- '--
_-:i5§5='£.<-'-="l'-:=-tt''.*- jr.-s
__.¡;;-'_›.;. .'¡
-;-';:.;.-:giz-:-5,: 5:.-' -:-
1 -:-`:I¡:I`1I5Ii'
1;.: Í5§§`:5ÍÉI¡.-"
_ _.¡zz;,I.Í I-1-"-f' .rfl.z,_I; .:.-',¡z ¡.f.¡',¡z.- .-'f
_
.z.¡z.-.¡:,.-
-'I:-:c1'- SÉ;-:-'-P1 1:-',¡›:-1-ztft-sr. __,_.‹-'J-1.'-,1-Ê.1_1-fi; :=,t-;.«_1‹;'E:--:-;.«_'!Ê:-'z:!"
_r.;.§¡z.'f;.f.-
I f

(bl

FIGURÀ 3.1Ú

_|

c
ll I
R3
tt¡ C t
V5 0í¬.‹"V\^
f-L ev
R2 °

FIGURA 3.1 1
195 ELETRONICA ANALOGICA: AMPLIFICADORES OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

O valor de C pode ser selecionado arbitrariamente, mas, como de costume, É convenien-


te estabelecer um valor comercial prdximo a lOr'f,,.
Finalmente, os resistores podem ser calculados atraves das seguintes equações:

Q
R1 = É (3-32)

R2 QD

‹ú,,c(zQ-É - rt) (343)

c 2Q
Rs - W;-Ê rs-34)

Apos todos os calculos, o projetista podera checar o ganho estabelecido pelo mesmo
atraves da seguinte relação:

1<=--RL
ZR] rs-35)

Os valores de ff, e K podem ser ajustados através de R1 e R3.


Apresentamos, a seguir, o quadro-projeto para o filtro PF cottt estrutura MFB.

QUADRO-PRDJ ETÚ 7'


1 Estabelecer fm e f,-_;
2 Determinar fg e tn,¡, (Equação 8-38)
3 Determinar QD (Equação ?-4)
4 I Estabelecer o valor de K (Equação 8-31)
5 Determinar C 2 1t.Íl¡'f.¡, (comercial)
_ E ._ Determinar R1 (Equação 8-32)
Tt' Determinar R3 (Equação 8-33)
8 À Determinar R3 (Equação 8-34)
9 vlontar pretotipo... Fazer testes...
ID _ Fazer ajustes de K e tu
ll lvlontar o circuito definitivo

3.6 FILTROS REJEITA-FAIXA

Basicatnente, todas as considerações feitas acerca do filtro PF, em termos da aplicabili-


dade das equações do item T.-4, bem como em termos dos problemas decorrentes da associa-
FILTROS ATIVOS Il: PROJETOS 197

ção em cascata para obtenção de filtros de ordem superior ã segunda, se aplicam, tambem, aos
filtros RF. Entretanto, a implementação mais usual do liltro RF de segunda ordem e feita com
a estrutura VCVS, em vez da estrutura MFB.

Projeto do filtro RF com estrutura VCVS


A Figura 8.12 nos ntostra o circuito de um filtro RF implementado com estrutura VCV8.
Novamente, o fator Qu esta intimamente relacionado com os valores dos componentes passi-
vos do circuito. Um fato muito importante e que esse circuito sõ possibilita ganho unitã.t'io.*
Outro aspecto utencionado, mas que não pode ser esquecido, É que o fator Qo não deve ser
superior a 10.

_I

Ra

c c

'“"¡

12€

FIGURA 3.1 2

Os procedimentos para determinação de f,¡,, Q.¡, e C são anãlogos aos utilizados para
projetar o ftlt.ro PF Os valores dos resistores são dados pelas seguintes equações:

R1 A
zqümüc rs-36)

ZQ
Rz = É ts-sr)

tua,
R z =í
Rl+R2 ts _ ss)

O ajuste de l",, pode ser feito atraves dos resistores R, e R3.


Apresentamos, a seguir, o quadro-projeto para o filtro RF com estrutura VCVS.

'Podentns obter unt ganlto K :› I colocando uttt antpliftcador não-inventor, cont o gtutho desejado. após o liltro,
193 ELETRONICA ANALOEICA: AMPLIFICADORES OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

QUADRO-PRO] ETD 3
t Estabelecer tc, e ft;
2 Determinar fc, e of, (Equação 8-38)
3 Determinar 0,, (Equação T-4)
4 I _embrar que neste circuito K =t
5 Determinar C = 10/fg (comercial)
8 _ Determinar Ft1 (Equação 8-38)
It' Determinar R3 (Equação 8-3?)
8 I Determinar Ft; (Equação 8-38)
9 *vlontar pretotipo... Fazer testes...
tü Fazer ajuste de f,,
1 'I lvlontar o circuito definitivo

3.7 CIRCUITOS DESLOCADORES DE FÀSE* MI

No item 7.8 fizemos um rápido comentario sobre os circuitos deslocadores de fase ou


equalizadores de fase. Esses circuitos não afetam a amplitude dos sinais transmitidos em fun-
ção da freqüência dos mesmos (por isso são também denominados filtros “passa-todas”) e
possibilitam que numa determinada freqüência exista uttt determinado deslocamento de fase
entre o sinal de entrada e o sinal de saída.
A Figura 8.13 nos mostra a defasagem existettte entre o sinal de entrada e o sinal de
saida (numa determinada freqüência) em um circuito deslocador de l`ase. Note que ã defasa-
gem Qíg corresponde um intervalo de tempo .ot = tz tj.

_I

V I»
I I gil' |
1ú=_I-¡ saída
E' moeda

Amplit t le

FIGURA 3.13

*Ent língua ingiesa esses filtros são denotttinados ALL-PASS (que, traduzido ao pe- da letra, quer dizer passa-todas).
FILTROS ATIVOS Il: PROJETOS 199

Suponhamos que numa determinada freqüência um sinal v sofreu nota defasagem de


-OD graus ao passar por um circuito A (veja Figura 8.14). Evident.etnente, para corrigir esse
atraso, devemos colocar em serie com o sinal um circuito equalizador de fase B que aplique no
ntestno uma nova defasagem de +®,¡, graus, de tal modo que seja compensada a defasagem
inicial e o sinal na saida volte a ficar idêntico ao sinal de entrada.

.I

vfl
V A '_ ' ""-"' V

'[_E¡1.lI

FIGURA 3.14

Projeto do circuito deslocador de fase - MFB


Para implementar o circttito deslocador de fase, utilizaremos a estrutura MFB de segun-
da ordern, mostrada na Figura 8.15.

_l

ii - ¬
al C
'ft
v
R3 ' 'D 9

R4

FIGURA 3.1 S

Por questão de conveniência, iremos definir um ganho K, tal que:

tczíR4
R3+R4 <1 (os _ 39)
ZÚÚ ELETRONICA ANALOEICA: AIVIPLIFICAOORES OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

Os resistores podem ser calculados para qualquer K -c I. Adotaremos K = U2 e, portanto,


teremos as seguintes equações:

R 1 =í1
zan,,c l3'4"l

j R, za, zstt, | rs-42)


O parãmetro rt, na Equação 8-40, serã considerado posteriormente. O valor' de C e arbitrãrio,
mas, como de costume, e aconselhrivel adotar um valor comercial próximo a ltÍl!t',,,. A freqüên-
cia fg ti a freqüência na qual o projetista deseja que ocorra a defasagem Ein necessário ao
projeto. Temos dois casos relacionados com Qiü:
(l°)O-c One l8D°
(2°)-l8f}° --2.' Og < O
Em cada um desses casos, o projetista devera determinar o valor do ptuãmetro n, pre-
sente na Equação 8-4{J. No pritueiro caso, temos:

a -1+,j1 +4tgf(®,, /2)


(8-43)
Étslflzz./2)
Para o segundo caso, temos:

a -1-,|l1+ 4tg2[e,, /2)


[3-44)
2ts(@.z./2)
O leitor devera observar que atraves do resistor R1 podemos ajustar a freqüência fg, na
qual desejamos a defasagem Og.
Evidentemente, se o projetista desejar um ganho final K = I, basta acrescentar um ant-
pliftcador não-inversor de ganlto 2 em serie cotu o sinal de saida do circuito deslocador de
fase.
Apresentamos, a seguir (p. 201), o quadro-projeto para o circuito deslocador de fase (ou
equalizador de fase) com estrutura MFB.
FILTROS ATIVOS II; PROJETOS 291

QUADRO-PRO! ETO 9
Estabelecer 185,, e t,,
2 Determinar a (Equação 8-43 ou Equação 8-44)
3 Determinar C 2 tt3,!f,,, (comercial)
-4 Lembrar que neste circuito K = 1 ,F 2...
5 Determinar R, (Equação 8-40)
6 Determinar R2 (Equação 8-41)
Tt' Determinar Ft; e Ft., (Equação 8-42)
8 lvlontar pretotipo. .. Fazer testes. ..
9 Fazer ajustes de f,, e t8i,¡,
10 lvlontar o circuito definitivo

3.3 FILTROS ATIVOS INTEGRADOS

Atualmente, existem diversos fabricantes de componentes eletrõnices produzindo fil-


tros ativos sob a forma de circuitos integrados. Unt dos melhores e mais versáteis e o lvlFl 0 da
National Semiconductors. Esse integrado possibilita a montagem de todas as funções ou tipos
de filtros estudados neste capitulo e, por isso, e tambem denotninado filtro ativo universal.
Detalhes sobre a tecnologia utilizada e sobre a operação desse integrado fogem aos nossos
objetivos, mas o leitor interessado poderã encontrar um excelente artigo sobre o lvlF 10 no
documento AN 307, publicado pela propria l\-lational Semiconductors.
A utilização desse integrado apresenta uma serie de vantagens:
grande versatilidade em termos das funções realizadas
não necessita de capacitores externos
possibilita ajustes precisos
o projeto e bastante simplificado
perrnite a execução de todas as aproximações estudadas
Por outro lado, existem algumas desvantagens:
custo relativamente alto
freqüência mãxima de operação 30l<I.Hz
se permite a implementação de filtros ate quarta ordem (sal vo quando se utilizam diver-
sos integrados para montagens em cascata)
a oconencia de sobretensão, sobrecorrettte, inversão de polaridade, etc., pode danificar
totalmente o componente
exige um sinal de CLOCK para cont.role
A Figura 8.16 (p. 202) nos mostra o integrado em encapsulamento DIP de 20 pinos. A
alimentação do lvlFl 0 e feita com tensão simetrica de :SV nos pinos 7 e I4 c terra no pino IS.
Maiores detalhes, relativos às caracteristicas eletricas, utilização e orientação para pro-
jetos, podem ser obtidos no firrertr rforrtbrrok, publicado pela National Semiconductors, ou
atraves do site do fabricante indicado nas Referências bibliogrãfieas.
1-.. E

2112 ELETRDNICA t'3'tNALDEICJ3.: ÀMPLIFICADÚRES UPERACIDNAIS E FILTRDS ATIVOS

_l

'I I I I I I I I I I
ze ts ls 1.1 te 15 14 ts tz tt
1,1:-B aan t~anPrtNvBs1BattNov”;_ ví, se ct.x
I-IPB mov
srt-*re ct.
:vmar
ÍJIIA HIJIA HPA ÍNMFA Slfii SA¡I'B V5 LSH C[_|,¡;A

1 2 3 4 5 Õ Íl E 9 IÚ
I I I I I I I I I I

FIGURPL 3.16

a9 cousrnsnàções PnÁ~r|cAs “I

Quando se projeta liltros ativos para aplicaçfres de media ou alla precisão á aconselhável a
utilização de componentes da melhor qualidade. Assim sendo, aprove-itaremos esse item para
comentar um pouco sobre os resistores e capacitores envolvidos em circuitos de filtros ativos.
Existem no mercado uma grande quantidade de tipos de resistores. Entretanto, para apli-
cações em filtros ativos, aconselhamos a utilização de resistores de filme metálico cuja faixa de
valores se estende desde IQ atá llvlfl, com tolerãncias de 11%, 12% ou 15%. Os resistores de
lilme metálico apresentam otima estabilidade e baixos et`eitos de dispersão (veja item 3.1 l).
Quanto aos capacitores, a situação á um pouco complicada A grande diversidade de
capacitores existente no rnercado e as informaçíies nem sempre precisas sobre esses colocam
o projetista numa situtteãti difícil. Entretanto, pelo fato de não se utilizar capacitores polari za-
dos em filtros ativos, as diticuldades ficam um pouco menores. Para projetos de filtros ativos,
aconselhamos a utilização de capacitores com as seguintes características: auto-regenerativo,
baixa indutãncia propria, baixo fator de perdas, tolerãncia máxima de 110% e alta resistencia
de isolação. É conveniente salientar que, de modo geral, não são utilizados capacitores polari-
zados em projetos de filtros ativos.
Finalmente, cumpre salientar que o bom senso do projetista á o aspecto mais importante
no sentido de otimizar a performance de um projeto. Assim sendo, o projetista deve estar
sempre ciente dos novos produtos lançados no mercado e das suas características. Para tanto,
deve solicitar catálogos tecnicos aos 1`aI:›ricantes nacionais e internacionais.
Uma opção bastante atual á consultar os sites dos diversos t`al_rricantes. Atraves dos
mesmos á possível obter caracteristicas de produtos, orientaçi`ies para projetos, literatura tác-
nica, etc. Veja o endereco de alguns .'rt're.r nas Referências bibliográficas.
FILTROS ÀTIVÚ5 Il; PRÚJETÚS ZÚÉ

8.10 TABELAS PARA PROJETOS il

As tabelas que se seguem se destinam a auxiliar no projeto de filtros ativos PB e PA.


A Tabela 8.1 apresenta os vaiorcs dos parãmetros n e lr para filtros Buttervvortb ate
oitava ordem. Tabelas mais completas podem ser encontradas em textos específicos sobre
liltros ativos.

TABELA 8.1 Parâmetros a a le para


filtros Buttervvortb até oitava ordem
n a h
2 'l,4'l4214 ”
3 lilüüüüü '
_ 1
4 D,?E›536? '
1,3-4?T"59 1
5 0,15-18034 '
1,51 8034 "
'|

5 e,s1ra3a 1
1,-114214 1
1,a31as2 1
r 0,4450-42 1
1,24e9an 1
1,ae1s3a 1
F
í

8 O,39ü18l '
'l,l l l 140 '
l.E~E›2939 "
'l,96l5Í"1 ”

A Tabela 8.2 (p. 204) apresenta os valores dos parãmetros a e b para filtros Chebyshev,
atá sexta ordem com ripptes de amplitudes U, 1 dB, D,5dB, l,C1dB, 2,l)dE e 3,0dB. Tabelas mais
completas podem ser encontradas em textos e-specíiieos sobre liltros ativos.
204 ELETRDNIEA ANALÚGICA: ÀMPLIFICADURES UPERACIDNÀIS E FILTROS ÀTIVU5

TABELA B 2 Parâmetros a e b para filtros Chebvshev, até sexta ordem com RIPPLES de amplitudes 0,tdB
0,5e1B, 1,0dB 2 0dB e 3,0110
H b h
2,3?2356 131403? 0,223926 l,035?84
`l,425625 ',516203 0,586245 114?6?6?
1 ,09? ?34 l,102510 11362 320
0,8038't6 11823060 0,1?89l? 11988315
0,6-44900 0, ?0?948 0,468-410 11-429298
0,969-406 1,689?-4? 11289493
.i
11969406
0,134922 1195216?
0626456 ' , 142448 11353230 11393150
11626456 11218308
0,4941 ?1 0.9942 05 0,109Í-"20 11936025
0,4941 ?1 0.28?250 113122009
0368911 1886095 1.11??530
0. 3689 1 1
0,298620 .18391?4 122938? 1,1 2938?
1298620 1626696 0,6963?4
0,5283 13 1330031 0,856083 0,263361
1,2?5460 0,622925 11155300 L023023
0,3 50206 1,0635 l 9 11424288 0,590010
0,846680 0.35614-12 1529588 0.15699?
0,2?90?2 0,9865 05
0,l24362 11990232
0,6?3?39 0, 2?9398
0,3391-"63 0,55??20
0,209??5 0,9286?5
0,464125 0,12-4?0?
0,506-440 11221568
0,0939-46 0,965952
0, 'l 70341 0,90308?
0,256666 0532939
0.411239 0, 1 95980
0850613 0,099926
0,33306? 1,19493? 0,0?6459 0,954830
0,8?1982 11635920 11208890 11521818
0,5389l 4 0,2853-49 0,088805
FILTROS ATIVO5 II: PROJETOS 2615

3.11 Exertcíclos RESOLWDOS H'

EI Projetar um filtro PB de segunda ordem utilizando estrutura VCVS, ganho 2, t`reqüÉ`-,ncia


dc corte igual a IKI-Iz c resposta tipo Buttervvortb.
FI'

SOLUÇAO
Da Tabela 8.1, temos: a = l,-4]-421-4 e b = l.
Utilizando o Quadro-Projeto 3, temos:

C2 "-== 10/fc | C2 = 0,0lttF l

C] É [(1,414214)2 +4(1)(2 -1)](e,e1) 0m5p'F


4(1)
Um valor conveniente para C| 6 o segttintc:

| c, = e,o1¡n=
Os resistores podem ser calculados pelas equações 8- 12, 8-13, 8- 14 e 8-15. Apos
alguns cálculos, temos:

R, = 11,251<o
R, = 22,5Kn
R, = õ11.5t<s.".›.
R, = 2(11.,2s+22,s) = 611,51-to

Projetar um tiltro PA de segunda ordem com estrutura VCVS. Fazer o ganho unitário e
a freqüência de corte igual a SKI-Iz. Utilizar resposta Buttervvortb.
soLuÇÃo
O fato de se ter K = l não implica numa impossibilidade física de implementação
do filtro. Conforme veremos, o circuito da Figura 8.6 se reduzirá a um seguidor de
tensão associado aos capacitores C c aos resistores R1 e R3.
Sendo K = l, pela Equação 8-22, temos:

(circuito aberto)

Em virtude disto, podemos fazer:

Logo, o AOP passa a trabalhar como um seguidor de tensão [b1.g'j*`er'). Esse liltro tem a
vantagem de ser econãtttieo e simples (pois elimina dois resistores).
ZÚE ELETRONIEÀ ÀNALOEICÉ: ÀMPLIFICAOORES OPERACIONÀIS E FILTROS ATIVOS

Caleulemos os demais elementos:

Pela Tabela 8.1, temos a = 1,4l42l-4 c b = 1, portanto:

R, 4(i) _,
(2.s2s42a)(1e.ecezz)(2›‹z1e )

j R, = 22,51<rz |

R, 2 1 2
(1o.ooezz) (2x1o-9) (22,5~.~.~<1e3)

Í. I R2 E |

Projetar um t`|ltro PA de segunda ordent corn estrutura VCVS, ganho 2 e freqüência de


corte igual a 500 Hz. Utilizar' resposta Chebzrshev de 0, ldl3.
SOLUÇÃO
Pela Tabela 8.2, temos: a = 23112356 c b = 3,3l403'?.
Utilizando o Quadro-Projeto 6, temos (apos alguns cálculos):

to
C=-:.
az I c=e,o2 t=
1I
R, z 2ó,2Ko
R, -- 32m
R3 = R4 = 212.1 =

EI Projetar um ttltro PF com estrutura MFB, ganho 10 e freqüências de corte, inferior c


superior, respectivamente iguais a '?o0Hz e 890Hz.
sotuçzfto
Utilizando o Quadro-Projeto ?, temos:

f,, = ,lf,_,, -f,, f,, = 322,-traz


FILTROS ÀTIVOS II; PROJETOS 2617


fe = ass
QD fc2 _ fel QD

1e_
C= ?-- c= e,e12tn=
D

R __ 6,33
1 2-zz(s22,4)(12)(1o-9)(1e)

IR,=1u,2Ko I

R 6,33
2 2rt(a22,4)(12)I1o-9](re,1-1)

I R, = t,4a1<o I

12,66
R3 _ 2a(a22,4){12)(1o“'i')

I R, = 2041<.o I

Podemos checar o ganho atraves da Equação 8-35:

K = 2114
ze,-4
K =1e (fa¡zmanz1...)

EI Podemos ealeular a freqüência central (f,,) de um liltro PF com estrutura MFB (veja
Figura 8.11) em função dos elementos passivos do mesmo. Para tanto, utilizamos a
seguinte forrnula:

f _ 1 R,+R,
° zac R,R,R,

Pede-se:
a) Demonstrar a formula atttcrior.
h) Verificar sua validade, aplicando-a no exercício anterior.
11.

ZÚB ELETRONICA ANALOEICA: AMPLIFICADORES OPERACIONAIS E FILTRO5 ATIVOS

socuçxo

a) Expressaiido K na Equação 8-33, temos:

K=zQä_i
ie,,CR,
ÍIDÚCRB
Da Equação 8-34, obtem-se Q, =: T que, substituido na expressão de K
obtida acinta, nos fornece:

K 1ú.i,,CR,)2 R,
2 2R,

Igualando esse resultado com a Equação 8-15, fazendo ra,,, = 2111-f,, 1.. expressando
f,,, obtemos:

1 R, + R,
fa 211€ R,R,R_-_,
b) No exercício anterior, temos os seguintes componentes passivos

R1 2

Ra
FI-I'
í
1,-terço
Rs
Fi'
í
-ze4i<o
C .--...
e,e12¡ii=
Substituindo esses valores na formula anterior, temos

I fc, = 821,71-Iz

Esse resultado está bastante proximo do valor de 1,, obtido no exercício anterior
(822,4I-Iz).

E Projetar um circuito deslocador de fase que apresente uma defasagem de -90 na fit..
qüëncia de lKHz. Fazer o ganho igual a lr'2. Utilizar estiutuia MFB
soLUçÃo
Pelo Quadro-Projeto 9, temos:

-1-,I1+4ig2[-45°)
3.
2ig(-45°)
az 1,618
FILTROS ATIVÚ5 II: PRUJETÚS ZÚQ

Aplicando as oquação-s 8-40, 8-41 o 8-42, tomos:

R1= 4,921<o
R2 = 4(4,9)=19,ós1<n
R-3 = R¿ = =

8.12 EXERCÍCIOS DE FIXAÇAO ||I

É Quais são as cstruturas mais comuns para implomcntação do filtros ativos?

_2I So na Equação 8-4 tivormos K = l , como ficarã a configuração do circuito da Figura 3.1?

E Domonstrar a condição do projoto dada pola Equação 8-lü.

II Explicar a rcgra do oscalamcnto do irnpodãncia c justificar a sua importãncia.

E Domonstrar a condição do projoto dada pola Equação 8-ló.

E So na Equação 8-19 tivormos K =l_. como ficarã a configuração do circuito da Figura


8.4?

ÍI Explicar como podomos obtor filtros PB ou PA do ordom suporior à sogunda.

E Domonstrar a Equação 8-30.

EI Por quo os circuitos doslocadoros do faso são também do-nominados do filtros


“passa-todas"“:"

E Explicar como so podo corrigir um atraso do tompo sofrido por um sinal numa dotcrmi-
nada frcqüüncia.

EI O quo são liltros ativos intogrados? Citar algumas vantagons o dosvant.agons dos mos-
mos.

Quais são os tipos do rosistoros o capacitoros mais indicados para projotos do filtros
ativos? Justificar.

Soja v¡ o sinal do ontrada o Vu o sinal do saida (ambos sonoidais) do um circuito dosloca-


dor do faso. Sabomos quo na freqüência do IKI-lx o sinal do saída ostã 90'” atrasado om
rolação ao sinal do ontrada. Porgunta-so: qual 6 o valor, om sogundoo, da dofasagotn
cntro vi c vg?
Ro.rposIa.' ot = Ú,25 Lx l0'3s = 25Ups
210 ELETRÔNICA ÀNALÓEICÀ: ÀMPLIFICADGRES UPERACIDNÀI5 E FILTRDS J'1'~.TI`v'ClS

Qual dcvc scr a dcfasagcm, om graus, ontro dois sinais scnoidais do lKHx, para quo sc
tonha um atraso do Iüüps ontro os mosmos?
Rosposmc ®¡, = 36°

O sinal sonoidal do saída do um circuito doslocador do faso aprosonta, om rolação ao


sinal do ontrada, uma dofasagom .ot = 501.15 na froqüëncia do IKHE. Porgunta-so: qual É
o valor, om radianos, da dofasagom ontro os sinais dados?
TE t
Rosposmt: E0 = E radianos

Explicar como você projotaria um filtro RF utilizando filtros PB o PA. Quais critérios
dovom sor ohsorvados? Posquiso!
PARTE ll/

E><PER|ÊNc|As
E PROJETOS
+A/V; Capítulo 9 L

Ex|>ER|ÊNc|As coM_rAoPs
(LABoRAToR|o)*

Neste capitulo, apresentaremos um conjunto de experiencias faceis de serem realizadas, pois


requerem poucos componentes e alguns instrumentos de uso comum.

As experiencias estão divididas em dois grandes grupos. No primciro grupo (experien-


cias l a IT) são abordados os aspectos gerais sobre as caracteri'sticas bãsicas do ADP Llvl 741,
bem como diversos circuitos com o mesmo. No segundo grupo (experiencias 18 a 22) são
abordados os liltros ativos. Neste segundo grupo, as experiências são conduzidas sob a forma
de projetos, para permitir aos estudantes analisarom o comportamento o a performance dos
filtros por eles mesmos projetados.
A rcali:-:ação dcssas experiencias ci uma questão essencial, pois atraves delas os estudan-
tes eomprovarão na prática-. uma serie do conceitos e caracteristicas estudados na teoria.
Cada experiência do primeiro grupo está dividida em quatro partos:
_ objetivos
_ material
_ diagrama
_ procedimentos
No segundo grupo, o “material” dovcrã sor espocilicado pelo projetista em função das
condições do projeto ostabelcc idas.
Para a execução das experiências. são nocessã1'ios os seguintes equipamentos:
_ i osciloscopio duplo traço, com largura de faixa minima de 2{)l'vIH;c o sensibilidade
mínima de 5m`Wdiv
_ _ gerador do funções (senoidal, quadrada e triangular)
_ I fonte simetrica (ate if ZÚVCCIZA)
_ l fonte simples late' 20 VCJZAJ
_ E multímetro digital (3 U2 dígitos)
_ Í matriz de contatos (pr'oIo-bortrrí)

“Caso o professor desejar. essas experiências podem ser implementadas com o .rqƒhosire Electronics Workbenchii', bastando, para
isso. algumas pequenas modificações. Ver o endereço do site nas Refeteneias bibliogrãlicas.
fi. E

214 ELETRDNICA ÀNALDEICA: ÀMPLIFICADGRES 'OPERACIONAIS E FILTRDS ATIVOS

Notas:
a) O iiiultíinetro digital pode ser substituido por um multímetro analdgico com alta iiiipe-
dãncia de entrada (PET) e escala para milivolts.
b) A fonte simetrica pode ser obtida atraves de forite(s) simples (ver Capítulo 1).
Com relação aos componentes, aconselhamos resistores de filme mctãlico com 5% (ou
menos) de tolerãncia e capacitores de baixas perdas e boa estabilidade (cerãmicos, poliester
nietalizado de uso prol`issional, etc.), O AGP predominante nas experiencias e o LM T4 l. Esso
componente apresentou otimos resultados e, por isso, aconselhamos a sua utilização. Todavia,
o estudante poderá utilizar outros dispositivos similares ao LM T4] (LF 351, TL (lili, TBA
221, etc.).
Antes de iniciar as experiencias, aconselhamos a leitura das obscrvriçocs apresentadas a
seguir.

OBSERVAÇÕES IMPORTANTES RELATIVAS


Às PRÁTICAS DE LABORATÓRIO "I

EI Não inverter a polarização do fi'-DP em uso.


1-

Nao esquecer de colocar todos os instrumentos e o circuito eni um terra comum (utilizar
o borne do terra da matriz de contatos).

3' Não esquecer de “calibrar” completamente o osciloscopio.

4' O gerador de funçües, sempre que possível, será utilizado com ateiiuação de Ú(dB).

SI Ao decapar fios, evitar “ferii'“ o condutor, pois, caso isto ocorra, o mesmo poderá se
romper quando inserido na matriz de contatos.

E' Antes de encrgizar os circuitos, chamar o professor para verificar a montagem.

Para iniciar a experiência, ligar, prinieii'amente, a fonte, depois o gerador de funções e,


finalmente, o osciloscopio.

Ao encerrar a experiencia, desligar os instrumentos na ordem inversa ii citada anterior-


ITlCl`llÚ.

EI No final do expedieiite, desligar todos os equipamentos e retirar todos os “plugs” das


toinadas.

Elaborar um relatorio sucinto para cada experiencia executada. Dividir o relatririo ciii
tres partes:

I Objetivos da experiência
I Análise dos resultados (entre outras coisas, o aluno deverá citar se os resultados obtidos
estão de acordo com os resultados teoricos)
I Conclusões e sugestões
Exseaiëivcias coivi aero ttasoaatõaioi 215

PRIIVIEIRO GRUPO: EXPERIÊNCIAS DE 1 A 17 ||I

In.
Experiencia na 1
Objetivos
Comprovar os eleitos da realiinentação negativa no controle do ganho de teiisão de um
amp] i ficador iiivorsor.
Comprovar a validade das equações que definem o ganho de tensão para essa coiifigura-
cao.

Material
I resist.or de ISUKQ
l resistor de l5 KQ
l ADP LM Till ou similar

Diagrama

..I

ii,¬= isoictl

Vi Ú"_*'\.i"u"'\f" a T

É VG
3
4

Í* -ISV

FIGURA 9.1

Procedimentos
l Para a configuração dada na Figura 9.1, escrever as equações que definem as seguintes
caracteristicas:
I A,_.f (ganho de tensão em iiiallia fechada)
I Z¡¡~ (impedãneia de entrada)
I Z,¡,¡- (inipodãneia de saida)
2 *II Utilizando-se dos dados fornecidos, calcular os valores de cada uma das características
acima relacionadas.
3 Montar e criergizar o circuito da Figura 9.1.
4 a Ajtistar ti gerador de funções para foriiecer uma onda senoidal de lflü mlv' (pico) e
freqüência de 1 KHz, e aplicar esse sinal na entrada do circuito.
5. Conectar o canal I do osciloscõpio na entrada do circuito o o canal 2 na saida do mesmo.
fi. J

215 ELETREJNICA ÀNALDEICÀ: AMPLIFICADORES 'OPERACIONAIS E FILTRDS ATIVOS

6. Observar as formas de onda de entrada e saida do circuito.


7. Com o osciloscopio, medir a tensão no ponto ri e anotar o resultado obtido. Comparar
esse resultado com o valor teõrico esperado.
3. Com o osciloscopio, medir as tensões de entrada e saida e, com base nesses valores,
calcular o ganho de tensão (Avi).
9. Comparar o valor do ganho de tensão medido (ou real) com o ganho ideal (ou tcorico)
do circuito.
It). Retirar o resistor de roaliiiientação (Rf), verificar e explicar o que acontece coiii a saida
do circuito.

Experiência na 2

Objetivos
Idênticos aos da experiência nfl l, porem utilizando um amplificador não-inversor.

Material
Os inesmos da experiência na 1.

Diagrama

_l

it¡= isokfl

ii, = isitfl 2 +15”


'i
E E -o v
b 3 ¿ O
v¡ I
-isv

FIGURA 9.2

Procedimentos
Idênticos aos da cxpcriêiicia nf” 1, exceto o passo Tt, pois, nesse caso, devera ser medida
a difereriça de potencial entre os pontos a o b.

Experiência na 3
Objetivos
Verificar o funcionamento do circuito seguidor de tensão (fiit,fi”ei').
Verificar o et`eito de oversiioot e determinar o seu valor aproximado.
Exseaieivcias com aos-.=. ttasoioitõaio) 21?

Materia!
l ADP LM 'i'4l ou similar.

Diagrama

_l

+l5V

'H' Vd 6 VD

-ISV

FIGURA 9.3

Procedimentos
Montar e energizar o circuito apresentado na Figura 9.3.
Conectar o canal l do osciloscopio ã entrada do circuito e o canal 2 ã saída do iiiesino.
.ajustar o gerador de funções para fornecer uni sinal sonoidal de Êüümv (pico) e fre-
qüência do 1KHz, e aplicar o sinal na entrada do circuito. Comparar o sinai de saida com
o sinal de entrada. Determinar o ganho do circuito. Comparar com o ganho tcorico.
Medir a tensão V,_| utilizando ti osciloscopio. Ctimparai' o resultado obtido com o resul-
tado teõrico esperado.
Repetir os procedimentos anteriores (3 e 4) para uni sinal quadrado, aplicado na entrada
do circuito.
Ajustar as escalas de forma que um semiciclo da onda quadrada ocupe toda a tela do
osciloscopio.
Diminuir a base de tempo do i_isciii_iscõpiii ao maximo e ajustar a escala de tensão para
5in¬v' (pico), de forma que se possa observar o oversh.oot.
Medir a amplitude do oversfiooi ein relação ao nível estabilizado e coiiiparar coin o
valor fornecido pelo fabricarite.

lr'
“tirava = ÊXIUÚ (veja nem 2. io)
Ú

Noto: caso você não ctirisiga observar o oversfioot nessa experiência, procure fazê-lo
utilizando o circiiito da experiência seguinte. Justifique os resultados.
213 ELETRÔNICA ÀNÀLÚEICA: AMPLIFICADORES OPERACIONAIS E FILTROS r'1.TI"v'ClS

Experiência na 4

Objetivos
Ubsorvm e medir a taxa de subida ou slsiv-rare do ADP LM 'i4 I.

Material
2 resistores de IÚKQ
l AGP LM T4] ou similar
1 AGP LF 351

Diagrama

.I

af = ttiitfl

+ isv
R, = iiiiift '
v,o_¬Nv~ 2 1
is _ ou
3 4
I -isv

FIGURA 5.4

Procedimentos
I. Montar o circuito da Figura 9.4 e eneigizã-lo.
2. Ajustar o gerador de funções para fornecer uma onda quadrada de freqüência de Itlfll-Iz
e 2,5'v' de pico.
3. Conectar o canal 1 do osciloscopio na entrada do circuito e o canal 2 na saída do mesmo.
Ajustar o osciloscopio de forma que uiii ciclo da onda de entrada ocupe toda a tela.
4. Observar as formas do onda de entrada e de saida.
5. Aumentar a freqüência do sinal para IUKI-Iz e observar as formas do onda de entrada e
de saida.
o. Medir a tensão de pico a pico obtida na saida do circuit.o.
V = ívjpp)

7. Medir o teiiipo (et) necessario para que a tensão de saída varie de seu valor mínimo para
seu valor iiiãxiino.
3. Calcular o slei-if-rota do AOE que ê defin ido como:

i› -c ie
se - M z v/uz :nã
êi it¬ii
Exsenitncias com aero çtasonntõaio) 219

A taxa de subida tipica do CA T4 I ê de 0,5 Vips. Portanto, o resultado encontrado devera


ser proximo desse valor.
9. Desenergizar o circtiito e substituir o ADP LM ?4l pelo AOP LF 351. Observar que a
forma de onda da saida não apresenta mais o atraso que apresentou quando utilizamos o
LM T-41. Isso porque a taxa de subida do LF 351 ê de l3`Wps, ou seia, 26 vezes maior
que a taxa de subida do LM T4 I.

Experiência na 5
Objetivos
Determinar o valor da tensão de OFFSET de entrada do AGP LM 741.
Fazer o balanceamento do circuito.

Material
O mesmo da experiência nfl I, acrescido de um potenciõmetro de IOKQ.

Diagrama
_I

it, = isiiicfl

R¡ == isicfl '
vn
3

Ê-ISV

FIGURA 9.5

Procedimentos
Montar c energizar o circuito da Figura 9.5.
Medir `v',, (ofiset), utilizando um multfmetro digital, coni o potenciõmetro desconectado.
Determinar V¡ (ofifset) o comparar com o valor fornecido pelo fabricante.
-F=i›'~. i-JI*-il'-* Conectar o potenciõmetro e zerar Vg (offset).
220 ELETRONICA ANALOEICA: AMPLIFICADORES OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

Experiência na G

Objetivos
Comprovar o funcionamento do amplificador soinador do duas entradas. Coiriparsu' os
resultados reais com os resultados tctiricos.

Material
I resist.or de 2709
1 resistor de 3309
4 resistores de ISKQ
I resistor de 33K.Q
I resistor de 4i"KQ
I resistor de ISOKQ
l ADP LM ?4l.

Noto: para o correto funcionamento dessa experiência, devemos utilizar uma fonte simetrica
específica ou uma fonte simetrica construida com duas fontes simples de acordo com o esque-
ma da Figura l.8(a) Capitulo i.

Diagrama

+l§V
Ú..
RI R1-
Viu) Ú_-ívf\i"\I"*
ISK!! ISK!!
li 'I'- ISV

v-,(2) O-_-¬Aƒ*v"~
R2 H 1 7
vI v2 6 Vo
3 4
saco :raiz I -15”
1..
I-I-i

" " na
foi

FIGURA 9.6

Procedimentos
I. Montar a rede divisora de tensão indicada na Figura 9.6(a).
2. Montar o circuito da Figura 9.6(b') de acordo com os valores fornecidos na tabela a
seguir.
ExPEiiiÊivcias com aero ttasonattfiaio) 221

. Energizar os circuitos.
Aplicar a tensão V| na entrada V¡,¿¡¡, e a tensão V3 na entrada Vw.
_ Medir com o multfmetro digital as tensões V¡¡¡ 3,, V¡,¡_2¡ e VU, preenchendo a tabela a seguir.
19`* -":P:'- * Comparar os resultados reais (ou medidos) do Vu com os resultados tedricos (ou ideais)
esperados em cada uma das situações indicadas na tabela.
T. Medir o potencial no ponto a e comparar o resultado obtido com o valor ideal esperado.

nf = isoxri ENTRADAS salinas


Ri R2 v,.¿,, vg, v,,|=iEi=it _ v,_, Ttoaico
ISKQ l5l<.Q
33l'~Ífl 4?l(fl
4? Kfl BBKQ
2~3If-IQ ISKQ
4i"KQ l5l<IQ
Nota: o valor teoiico de V., deve ser calculado utilizando-se a formula do amplificador somador estudada no Capitulo 3.

Experiência na 7
Objetivos
Comprovar o funcionamento do amplificador diferencial ou subtrator.
Comparar os resultados medidos com os resultados ideais.

Material
I resistor de IOKQ
3 resistores de 4TlKQ
3 resistores de IIJIJKQ
I potenciõmetro de 47Kfl
2 AOPs LM 941 ou similar

Noto.: idêntica il da experiência anterior.

Diagrama
Ver Figura 9.7 na página 222.
222 ELETRÔNICA ANALÚEICA: AMPLIFICADORES CJPERACIDNAI5 E FILTRD5 ATIVOS

moafl

4¶{Q_ 2 +15V
van. 7
tz
4'.'sfl. 3 Vil VG

vb 'Í I 4

l -isv
mes!!
tnnafl
I

-iritfl . L "

3 ' 4

P=4'n‹:.fl mim -sv


1

FIGURA 9.?

Procedimentos
1. Montar e cncrgiaar o circuito da Figura 9.'?.
2. Ajustar o gerador de funçoes para fornecer uma tensão senoidal de freq üëncia de 1 KH:-1
c 5{}0mV(pico). Aplicar cssa tensão na entrada va.
3. Atuar no potenciõmetro P de modo a obter para vb um sinal de lV(pico).
4. lvledir a tensão de saída (vn) e comparar com o valor ideal esperado (calculado atraves
da fdrmula estudada no Capítulo 3). Utilizar o osciloscopio.
5. Conectar o canal 1 do osciloscdpio no ponto vb e o canal 2 na saída (vü) do circuito.
Atuar lentamente no potenciõmetro P e verificar o que ocorre com as tensões vb e vü.
Lembre-se dc- que v.L ti constante [5GDmV(pieo)).
Õ. Explicar como o sinal vh É obtido e estabelecer a vantagem do método utilizado.
T. Medir V¿ e comparar com o resultado ideal esperado.
8. Explicar a função do resistor de IDKQ no circuito anterior.

in
Expernencia nfl 8
Objetivos
Analisar um circuito comutador de poiaridade e observar o comportamento do mesmo
nas duas situações apresentadas.
Exaealëivclas com aovs çtaaoaard-alo) 223

Materia!
3 resistores de IUKQ
l resitor de IKQ
I AGP LM ?4I ou similar
Nora: idêntica it da experiifzneia 6.

Diagrama
.I

a.¡=1ol<Sl
I

alzloxfl 2 +15”
T
E
VD

3 4
R2: 'I
e _|5`V
ich

FIGURA 9.3

Procedimentos
l Montar e energixar o circuito da Figura 9.8.
2 Ajustar a tensão V1 em SVU, e, com a chave ch fechada, medir a tensão de saída:
Vu = V
3 Manter a tensão V; em SVCC. abrir a chave eh e medir. novamente. a tensão de saída:
VD = V
4 Ajustar `V¡ em IOVEC e, com a chave fechada, medir a tensao de saida:
VL., = "v'
5 Manter Vi em IÚVW, abrir a chave cb e medir, novamente. a tensão de saida:
Vo = A V
Comparar e- explicar os resultados observados nos itens acima.
Modificar Rg para lüKQ e repetir os itens anteriores. Qual a função de R-3?
Houve alguma moditieaçi-io nos resultados? Explicar analiticamente.
kfllü - JUN Retornar ao circuito original e medir, com a chave ch fechada, a ddp entre os pi nos 2 e
3 do AGP:
eh fechada :I=- ddp[2,3) = V
10 Repetir o item anterior. agora com a chave cb aberta:
cb aberta ::› ddp(2,?›) = V
ll Comparar e explicar os resultados obtidos nos deis itens anteriores.
224 ELETRÔNICA ANALCHEICA: AMPLIFICADORES UPERACIDNAIS E FILTRDS ATIVUS

Experiência na 9

Objetivos
Verificar o funcionamento do amplificador não-inversor de CA.
Veri ficar o efeito da realimentação na manutenção das correntes de polarização do AGP
c analisar a necessidade do retorno CC para terra.

Material
2 resisteres de IUKQ
1 resistor de IUUKQ
2 capacitores de lÍ.l.l|.1F (não-polarizados)
l AÚP LM 74] ou similar

Diagrama

.l

+I5V
3
Vi O--I 7 e,1|.|.F
s |
vfl
2
,_ ieexfl
lexfl. R

leal)

_
ÉIIIZ
É
1.

FIGURA 9.9

Procedimentos
l. Montar e energizar o circuito da Figura 9.9.
2. Ajustar o gerador de funções para fornecer um sinal senoidal de 50U1n"~.i [pico} e fre-
qiiãneia de 1KHx.
3. Conectar o canal l do osciloscopio ã entrada do circuito e o canal 2 ã saida do mesmo.
4. Conectar o sinal fornecido pelo gerador de funçoes ã entrada do circuito e medir o valor
da tensão de saida vn.
5. Com base nos valores das tensões de entrada e saida. calcular o valor do ganho A.,.f e
compara-lo com o valer ideal esperado.
Ei. Retirar o resistor R e observar o que acontece com a tensão de saida. Explicar detalhada-
mente o fato observado.
7. Conectar novamente o resistor R e diminuir a freqüência do sinal de entrada para IDÚI-lx.
Descrever e explicar o que você observou.
Exeenlinclas com aovs çtaeoaaroalo) 225

Experiência ne 10

Objetivos
Comprovar o funcionamento do circuito integrador prático para uma variação de três
decadas na l`ret]üe1icia do sinal de entrada.
Verificar a resposta do integrador para diferentes formas de onda de entrada.

Materiai
l capacitor de 2.2nF (não-polarieado)
i resistor de iMQ
I resistor de IOOKQ
2. ptitenciometrtis de IUKQ
l ADP LM 'MI ou similar

Diagrama
_I

C=2,2nF

il -
vi 7
6 'VD
3
4
' -ISV
_E~N'VL0 +15\" 1 ä
llllífl.
'Í 1' -15V

FIGURA 9.10

Procedimentos
I Montar e encrgixar o circuito da Figura 9.10.
2 Ajustar o gerador de funçoes para fornecer uma onda quadrada com amplitude de 50U1nV
(pico) e freqüência de l0UHx.
Conectar o canal l do oscilosctipio ã entrada do circuito e o canal 2 ã saida do mesmo.
Aplicar o sinal fornecido pelo gerador de funçoes na entrada do circuito.
Atuar nos potenciãmetros para ajustar o ojjfset do circuito (se necessário).
Ubservar o que acontece e esboçar as formas de onda de entrada e de saida do circuito.
-.:l¡: ¬cn¡ez.f a Ajustar a freqüência do gerador de l`unçües em IKHE. Ubservar o que acontece e esbo-
çar as formas de onda de entrada e de saida do circuito.
3 Aumentar a freqüência do gerador de funções para lÍ)Kl-lx. Observar o que acontece.
Esboçar as formas de onda de entrada e de saida do circuito.
225 ELETRCJNICA ANALCHEICA: AMPLIFICADORES CIPERACICPNAIS E FILTRDS ATIVOS

9. Aumentar a freqüência do gerador de funções para ÍUUKI-lx. Observar oque acontece e


esboçar as formas de onda de entrada e de saida do circuito.
IU. Ajustar o gerador de funções na freqüência de IKI-Ia e aplicar na entrada do circuito os
seguintes tipos de sinais: senoidal e triangular. Observar as formas de onda de saida e
verificar se as mesmas são condixentes com as formas de onda esperadas. Faxcr o ajuste
de rifiíser do circuito em cada situação, pois a mudanca da forma de onda desloca o
referencial do sinal de saída (por quê'?_).

Experiência na 11
Objetivos
Comprovar o funcionamento do circuito dil`erenciador prãtico.
Analisar a resposta do diferenc-iador para uma variação de duas decadas na freqüência
do sinal de entrada.
Verificar a resposta do diferenciador para diferentes formas de onda de entrada.

Material'
l capacitor de U,ÚlpF (não-polarixado}
l resistor de IUÚKEÍE
l resistor de IÚKQ
l resistor de 9,lKQ
l AGP LM 741 ou similar

Diagrama
_l

1 + ISV

leexfl

tetcfl Ú-'¡'1l¡'F 1
vie-».Nv~ 7 6
VD

3 4
9.lK.l."1

._ " -15V

FIGURA 9.11

Procedimentos
l. ivlontar e energiízar o circuito da Figura 9.1 I.
2. Ajustar o gerador de fu nçêes para fornecer uma onda triangular com amplitude de 2UOmV
(pico) e freqüência de lütlHx.
3. Conectar o canal 1 do osciloscopio à entrada do circuito e o canal 2 it saida do mesmo.
4. Aplicar na entrada do circuito o sinal fornecido pelo gerador de liultçücs.
Exnenitivcias com nona çtaeonaronio) 22?

Observar o que acontece e esboçar as formas de onda de entrada e de saida do circuito.


Ajustar o gerador de funções para lKHx. mantendo a amplitude do sinal em 2üf_lin"v'
(pico). Observar e esboçar as formas de onda dos sinais de entrada e de saida.
Aumentar a freqüência do gerador de funçües para IUKI-ix (manter a amplitude em
2f}ümV (pico). Observar e esboçar as formas de onda dos sinais de entrada e de saida.
Aumentar gradativamente a freqüência. mantendo a amplitude ein 2l}ÚniV (pico). Gb-
servar as formas de onda dos sinais de entrada e de saida.
Coin base nas formas de onda observadas, tirar conclusües sobre o funcionamento do
circuito diferenciador prãtico. Lembrar das condições de projeto estudadas no Capitulo
4.
Ajustar o gerador de funçoes em 2U*ürn"v' (pico) e freqüência de IKHE. Aplicar na entra-
da do circuito as seguintes formas de onda: senoidal c quadrada.
Observar e esboçar. em cada caso, as formas de onda de entrada e de saída. Os resuita-
dos observados correspondem ãs respostas esperadas? Justi ficar.

In
Experiencia na 12
Objetivos
Comprovar o funcionamento do circuito comparador simples como detector de passa-
flem por zero.
Verificar a limitação de tensão de saida através de diodos Zener.

Materia!
I resistor de Hfiflfl
l resistor de IUKQ
2 diodos Zener de 5. IV
l AÚP' LM T4! ou similar

Diagrama

oz¡ ox:

iexfl 2 ' “" 15” iexfl "'


l I 1 Vi 1
ii Vu l Vu
3 d 3 _
n -ISV I -15V

III-1
-ip -.-
1;

fe) iii)

FIGURA. 9.12
223 ELETRONICA ANALOEICA: AMPLIFICADORES OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

Procedimentos
l. Montar e energiear o circuito da Figura 9.l2(a).
2. Ajustar o gerador de funçoes para fornecer um sinal senoidal de 2V (pico) e freqüência
de 5ÚUHe.
3. Conectar o canal 1 do osciloscopio ã entrada do circuit o canal 2 it saida do mesmo.
4. Aplicar o sinal senoidal na entrada do circuito. Dbserv ca ¬o “ia esboçar as formas de onda de
entrada e de saida na mesma base de tempo.
5. Anotar os valores das tensües de pico negativo e positivo na saida do circuito.
6. Com base nas formas de onda observadas. explique por que esse circuito ê tambem
conhecido como detector de passagem por zero.
T. Aumentar, gradativamente, a freqüência do sinal, atê atingir lUKHx.
Observar e esboçar as formas de onda de entrada c de saida nessa freqüência (lflKHx).
3. Explicar a causa da distorção observada e dizer como podemos eliminã-la.
9. Montar e energixar o circuito da Figura 9.l2(b).
ll). Repetir, para esse circuito, os proc-edirnentos 2, 3, 4 e 5.
l l. Com base nas formas de onda observadas, explicar o que ocorreu com o nivel de tensão
de saida do circuito.
I2. Aumentar, gradativamente, a freqüência do sinal, ate atingir EüKHx.
Observar e esboçar as formas de onda de entrada e de saida nessa freqüência (IÚKHx).
l3. Explicar por que a distorção apresentada por esse circuito foi pior que a do circuito
anterior.
14. O que ocorre se um dos diodos da Figura 9. t2.(b) entrar em curto? Justificar sua respos-
ltt.
IS. Quais altc-raçêes poderão ocorrer no comportamento do circuito caso os diodos Zener
sejam ligados catodo-contra-catodo'? Justificar sua resposta.
l6. Repetir os procedimentos 2, 3, 4, 5 c (ii com os diodos Zener na saida conforme Figura
5.? ã página IU-4. Comparar e justificar os resultados.

Experiencia na 13
fl.

Objetivos
Comprovar o funcionamento do comparador regenerativo (ou disparador de Schmitt)
do tipo inversor.
Comprovar o efeito de histerese no cornparador regenerativo.

Material
I resistor de 330€!
l resistor de IUKQ
1 resistor de ISUKQ
I resistor de -*-'-l?'üK£`l
2 diodos Zener de 5,lV (p. ex.: BZV49C5Vl -Philips)
l ADP LM 741 ou similar
Exnenitivcias coivi non-.=. çtaeonaronioi 229

Diagrama

_I

oz, oz;

+ isv
v_ _ iexfl 2 7
I
ii _ vo
3 4
I -isv zrieitíl

_ 1'

1-:iil~;tt

FIGURA 9.1 3

Procedimentos
Montar o circuito da Figura 9.13 com a malha de realimentação negativa aberta (sem os
diodos DZ1 e DZE). Energixar o circuito.
Ajustar o gerador de funçêes para fornecer um sinal senoidal de 3t]flHx e SV (pico).
Aplicar esse sinal na entrada do circuito.
Conectar o canal l do osciloscopio ã entrada do circuito e o canal 2 ã saida do inesnio.
Medir os valores das tensões de pico (positiva e negativa) de saida e esboçar as formas
de onda de entrada e de saída. .lustiticar os valores encontrados (sugestão: calcular a
tensão no ponto P).
Medir o tempo necessário para que o sinal de entrada varie de VD5 atê 'v'D¡. Medir VD5
e V|_¬_.¡, bem como as tensêes de pico (positiva e negativa) do sinai de saida. Esboçar ii
grafico de histerese do circuito.
Aumentar, gradativainent.e, a freqüência do sinal de entrada para 5KHx e observar o que
acontece coiii a tensão de saída (manter a amplitude do siiial em SV (pico)).
Colocar os diodos DZ¡ e DZ; na malha de realimentação negativa, conforine indicado
na Figura 9.13.
Repetir os procedimentos 2, 3, 4, 5 e 6.
Repetir os procedimentos 2, 3, 4, 5 e 6 com os diodos Zener na saida, conforme Figura
5.1? ã página I l l. Comparar ejustificar os resultados.
Se o circuito anterior fosse montado com o LM 31 1, os resiiltados obtidos poderiam ter
sido melliorcs? .lustificar sua resposta.
23Ú ELETRONICA ANALOEICA: AMPLIFICADORES OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

Experiência na 14

Objetivos
Verificar a predominância da realimentação negativa sobre a realimentação positiva
quando, nuin circuito, as duas apresentam-se simultaneamente.
Comprovar, experimentalmente, o resultado anal ftico obtido para o problema 25 (Apên-
dice B).

Material
1 resistor de IIJKQ
l resistor de 4,7KQ
I resistor de LBKQ
l resistor de IKQ
l ADP LM 741 ou similar

Diagrama
J

iextl

iltfl. '
vi
'If

li

iv -I-'
j 4,:ix.t`l
ei,
-II

FIGURA 9.14

Procedimentos
1. Montar e energixar o circuito da Figura 9.14.
2. Aplicar na entrada do circuito um sinal continuo v, = I V e, com o multfmetro digital,
medir a tensão de saida vg.
3. Verificar se esse vaior corresponde ao valor obtido para o problema 25 (Apêndice B).
4. Ajustar o gerador de funçêes para fornecer uma onda senoidal de freqüência de IKHE e
lV(pieo). Aplicar esse sinal na entrada v¡ do circuito.
5. Conectar o canal 1 do osciloscopio ã entrada do circuito e o canal 2 ã saida do mesino.
fi. Ajustar o osciloscopio de forma que um ciclo da onda de entrada ocupe toda a tela.
T. Observar as formas de onda de entrada e de saída e fazer um esboço das mesmas.
Exnenitivcias com nona çtaeonaronioi 231

8. Medir a tensão de pico do sinal de saida e verificar se esse valor corresponde ao valor
obtido para o problema 25 (Apêndice B).
9. Medir Vg e comparar com o resultado ideal esperado.
lü. A realimentação positiva anulou os efeitos da realimentação negativa? Justiticar.

Experiência na 15
Objetivos
Verificar e analisar o funcionamento de um retificador de onda compteta de precisão.

Materiai
4 resistores de ZDKQ (serie E24)
I resistor de IIÍIKQ
2 diodos lN9l4 ou equivalentes
2 AOPs LM 'i4l ou similares

Diagrama

|t5=2ext1
R2: Val

20519 . + isv

ii
R1 “fuüfl ititai--i 3 ' V0!
v¡ 4
e -15V
4
1 -ISV
i=i_._,=1iixt`t.

A
.i

FIGURA 9.1 5

Procedimentos
l. Montar e energixar o circuito da Figura 9.15.
2. Aplicar na entrada do circuito uma forina de onda senoidal de freqüência de lKHx e
tensão de 5tlmV (pico).
3. Conectar o canal 1 do osciloscopio ii entrada do circuito e o canal 2. ii saida vg: do
niesino. Observar as formas de onda de entrada e de saida.
4. Esboçar as formas de onda obtidas no item anterior.
5. Transferir o canal 2 para a saida v,¡,|. Observar e esboçar a forma de onda obtida.
232 ELETRONICA ANALOEICA: AMPLIFICADORES OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

6. Explicar como se processa a retificação de onda completa no circuito anterior.


7. Anotar o valor da tensão de pico dos sinais observados nas saidas v.¿,| e vgz.
8. Aplicar na entrada do circuito uma onda quadrada de freqüência de lKHz e amplitude
de 5(lmV(pico). Verifiear e esboçar as formas de onda nas saídas v,,1 e vgz. Apresentar
suas concliisêes.

Nem' A saída desse cireiiito pode ser meihorada, fazendo-se o ajuste de r.=_fiÊrer do primeiro
estagio.

Experiencia na 16
'IR

Objetivos
Verificar o funcionamento do circuito multivibrador astãvel coin ADP.
Comparar a performance do circuito quando se utiliza um ADP de alla qualidade.

Material
1 potenciêmetro de 4i'ÚKt.`2
I resistor de IÚGKQ
l resistor de ISÚKQ
I capacitor de 0,ÚlpF (não-polarizado)
l ADP LF 351
l ADP LM T4]

Diagrama

.I

AKI;
it, = .noite

2 ii + ISV '
'l
6 1 Vu

3 4
C==U›Ú1l-*-F-- s -isv

s.3= isexfl.

itzz ieei-dl
A
i._ ¡ín-
_|. .1-

FIGURA 9.16
Exnesitivcias coivi .itens (taeosarosio) 233

Procedimentos
l. Calcular a freqüência de operação do circuito da Figura 9.16, a qual ê obtida pela
equação:

%= T = 2RiCfÍ{1+ Ajustar R1 ein seu valor maximo.


3

2. Montar e energizar o circuito da Figura 9.16.


3. Manter R1 no valor máximo.
4. Conectar ii canal 1 do osciloscopio à eiitrada inversora dii AOP e o canal 2 ii saida do
mesmo. Elsboçar a forma de onda obtida em cada um dos canais.
5. Ajustar o iisciliiscüpiii de forma que um ciclti de onda de saida ocupe toda tela do ines-
ino e medir os valoies das tensêes de pico positiva e negativa e o valor da freqüência do
sinal de saida.

VP (positivo) = M V
SAÍDA ‹= Vp(negativo) = í V

f=l= Hz
_ T

6. Variar, lentamente, o potenciêmetro e verilicar ii que acontece com a forma de onda de


saida. .lustificar sua observação.
T. Ajustar o potenciêmetro em um valor que possibilite um sinal de saida estãvel ã sua
escolha.
ti. Variar a tensão de alimentação simétrica para lf,.,. = Í 5'ví Observar o que acontece com
ii sinal de saída. Justificar sua observação.
9. Retornar a fonte simetrica para Vcc = 1 ISV.
Ill. Substituir o AOP LM T4] pelo LF 351.
l I. Variar, lentamente, o potenciêmetro e observar a forma de onda de saida.
12. Comparar com os resultados obtidos nos itens 5 e ci. Justilicar sua conclusão.

Experiência na 17
Objetivos
Verificar o funcionamento de um oseilador senoidal.
Montar e analisar um gerador elementar de funçoes.

Material
2 diodos IN9l4 ou equivalentes
I resistor de IKQ
4 resistores de IDKQ
I resistor de 47K£2
I resistor de IUIÍIKQ
234 ELETRONICA ANALOGICA: AMPLIFICADORES OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

I resistor de 4'i0Kt`1
Í resist.or de IMO
Í potenciênietro de IKQ
Í potenciêinetro de 4,'iKQ
Í potenciêmetro de IOKQ
Í capacitor de 2,2nF (não-polarizado)
2 capacitores de (l,IllpF (não-polarizados)
3 ADPs LM 74I
3 AOPs LF 351 (ou TL 021)

Diagrama
.I

INQI4

R: ¡,_JKfl D*
z às inlü
I iei-:Q
c e,ei|.i.F , “sv
. _ 3 7
I ii 1
. 2 .
4 (Sciieida1)
I-t= C=ti,ut|.i.F _ _¡5V
IÚKÍ1 I RQÊIKQ

tel
IN914
¡__i-Hi_-'J

D1 mg im-to I
R iiitc Rl_:I , IMD:
I ¬rvv~
‹i,z|-tfl
C I
R3 2,2nF

.z 6 Iülífl 2 7
H r'
z 4 5 ieexfl 2 +15” -
I . ii
” a-isv 3 +15'~'
cl í . 3 4 W
sã #i›.‹›1i›-F ineo -15?
I Cl . I
I 51 'mm z ixtl a
(Swim) 52 T irrisiišuizzi
E F T 7 touzitmizi

FIGURA 9.1?

O circuito da Figura 9.l?(_a) nos foriiece um sinal de saida senoidal (ver Capitulo 5).
Se aplicarmos esse sinal num circuito disparador de Schmitt (iii estudado na experiência
nfl I3), teremos um gerador de funçê-es bãsicas (senoidal e quadrada).
Exresitncias com nora (Laaosarosio) 235

Aplicando a onda quadrada fornecida pelo disparador de Schmitt no integrador da expe-


riência na 10, tereinos, na saida do niesiiio, uma onda triangular.
Dessa forma, podemos construir um gerador elementar de funçües (senoidal, quadrada
c triangular).
O circuito completo está indicado na Figura 9.l7(b).

Procedimentos
Montar e energizar o circuito da Figura 9.l'?(b).
Ajustar R1 ein IOKQ (valor mãximo).
Ajustar R3 de modo que se tenha o maximo sinal de saida em S| (sem distorção). Se
ocorrer alguma interferência, utilize a proteção indicada no item 6.5 (p. 149).
Medir a freqüência do sinal obtido em S| e comparar com o valor teórico calculado
atraves da Equação 5-I I. Qual ê a freqüência de S3? Comprove.
Ajustar a saida S3., variando seu nivel CC atravês do potenciêmetro de IKQ colocado na
entrada não-inversora do ADP (3), de modo que o sinal de saida fique simêtrico ein
relação ao eixo de referência adotado para as saidas S1 e S2.
Medir os valores das tensêes de pico dos sinais de saida em Sj, S3 e S3. Anotar os
resultados e fazer uma tabela eomptuativa.
Variar, lentamente, o potenciêmetro R, e observar o que ocorre com o sinal de saida em
S|. .Iustificar sua observaçao.
Simular os defeitos indicados e preencher a tabela a seguir.

Componente Defeito simulado Efeito observado na saída 51


Fi, aberta E
Fi.,-_.› Curto
R3 CIJFÍD

R3 Aberto

Como se pode variar a freqüência de operação do circuito? Justificar sua resposta.


Qual a finalidade dos diodos D| e D3?
O que ocorre se D1 (_ou D3) entrar em curto? Verificar na pratica.
O que ocorre se D1 (eu D2) abrir? Veriticar na pratica.
Explicar o funcionamento do circuito apresentado na Figura 9. lTf'(a). Compara-lo com o
circuito da Figura 5.21, estudado no item 5.3.
(Opcional) Substituir os AOPs LM 'i4l por AOPs LF 351 (ou TL Oil). Observar as
formas de onda, comparar os resultados e citar algumas vantagens obtidas com a subs-
tituição efetuada.
235 ELETRONICA ANALOEICA: AMPLIFICADORES OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

SEGUNDO GRUPO: Exi=›ERiÊNciAs DE 13 A 22

Neste grupo apresentaremos cinco prãticas (ou experiências) sobre filtros ativos. Em
todas elas nccessitaremos preencher uma tabela denominada TABELA PADRAO, a qual
mostramos abaixo. Atravês dessa tabela, podemos calcular o ganho do liltro em diversas fre-
qüências do sinal de entrada. Note que iremos trabalhar com tensêes de pico dos sinais de
entrada e de saida (essas tensões podem ser medidas com o osciloscopio).

TABELA PADRÃU
\il¡(p) = GANHÚ

Freqüência v,,,¡¡,,¡, v,,¡¡,¡ƒv¡,¿¡,¡ l([d B)

Lembrete:

ic = ze 1.‹z›g{@}:iB
Vila)

Experiência ne 18

Objetivos
Projetar e analista' o comportamento de um liltro PB.
Exnesitivcias coivi nor-.=. çtaeonarosioi 237

Diagrama

R2 C¡
R R +151!
1 3 2
vi U 7

6 I Vo
C2 3 4
I -ISV

FIGURA 9.18

Condiçoes de projeto
fg = lKHz, K=2, n=2(_MFB) e aproximação de Chebyshev com ü,1dB.

Procedimentos
Uiiia vez calculados os coinponentes do filtro, proceder da seguinte forma:
I Montar e energizar o circuito da Figura 9.18.
2 Aplicar sinais senoidais coin freqüência variando desde lIl{lHz atê 2.flt_`ltlHz, em passos
de lflÚHz. Fixar v¡ em SV (pico).
Medir v,,¡¡,¡ e calcular, para cada passo, a razão v,¿,,¡¡,¡/v¡¡¡,¡.
Calcular em dB o ganho (K) obtido em cada passo.
Preenchera tabela-padrão.
Plotar os resultados e esboçar a curva de resposta num grãtieo mono-log ou seini-log.
¬-ÇICJ'\U'i-l>~£.i~J Utilizar o iisciliiscopiii para comparar as variaçoes de fase entre o sinal aplicado e o
sinal de saida para as freqüências da tabela padrão. Apresentar, por escrito, suas conclu-
sües.
8 Calcular o ganho tetirico máximo do filtro e comparã-lo com o ganho real mãximo
obüdo.
9 Comparar os ganhos teóricos esperados com os ganhos obtidos tios pontos 1001-Iz,
t.flDOHz e 2.UÚüHz (sugestão: utilizar a Equação 7-S).
10 Explicar, analiticamente, como se pode meihorar a performance do ültro ein termos de
uni ajuste mais preciso de fg.
Il Explicar, analiticaniente, como se pode alterar o ganho do liltro. Tal alteração afetará f,_,?
12 O CA?4l foi feito para trabalhar coiii aliiiientação simêtrica. Observar o que ocorre
quando o AOP utilizado nesse t`iltro trabalhar com monoalimentação nas seguintes situ-
açües:
- retirar a alimentação positiva e atcrrã-la
_ retirar a alimentação positiva e deixti-la “flutuando”
233 ELETRONICA ANALOEICA: AMPLIFICADORES OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

_ retirar a alimentação negativa e aterrá-la


- retirar a alimentação negativa e deixá-la flutuando
Apresentar suas conclusões, por escrit.o, e fazer um esboço das formas de onda obtidas
nas quatro situações anteriores.
13. Aplicar um sinal quadrado com f¡ = lil~IlHz e v¡ = SV (pico). Fazer um esboço da forma
de onda obtida.
14. Repetir o item anterior, fazendo f¡ = 3001-lz. Manter v¡ = SV (pico).
IS. Repetir para f¡ = l.0t}[lHz e v¡ = SV (pico).
lb. Repetir para f¡ = 2.(}I}[lHz e v¡ = SV (pico).
'I 7. Apresentar, poi' escrito, suas conclusões sobre os quatro itens anteriores.

informação
Para responder a este último itein ê aconselhável ressaltar que qualquer forma de onda
periódica pode ser representada por uma sêrie trigonomêtrica, denominada sêric de FOURI-
ER, a qual ê o somatõrio de uma freqüência fundamental juntamente com seus liarmõiiieos
(múltiplos inteiros da freqüência fundamental).
A sêrie de FOURIER para a onda quadrada de valor de pico Vp e freqüência fundamen-
tal ni c dada por:

4V¡z ( 1 1 1 )
v = í sentei + -senfitut + -senfitot + -sen'i'e.`it+. . .
it 3 5 7
Quanto mais terinos forem considerados, mais próximo da onda quadrada estará o grá-
Iico representativo da sêrie.

Experiência na 19

Objetivos
Projetar e analisar o comportamento de um liltro PA.

Diagrama

_I

el C2 c, .
i 1 o Vo

- 4
' -ISV
A

í
A
1
1

FIGURA 9.19
E:aPEa|ÊNc|as com aops (L.-asoaatoato) 239

Condições de projeto
fc = l KI-la. K = 2, n = 2(MFB) e aproximação de Butterworth.

Procedimentos
Us mesmos da esperiêneia anterior.

Experiencia na 20
Objetivos
Projetar e analisar o eomportameato de um liltro PF.

Diagrama

e R3

V. _ T
I

E Il V0

3
R2 4
| -ISV

1- ¡í
1 i

FIGU RA. 9.20

Condčoes de projeto
ff, = IKI-Is, QD = 5. tt = 2(MFB) e K. = 2.

Procedimentos
Uma ver. ealeulados os eomponentes do liltro, preeeder da seguinte forma:
I Montar e energizar o eireuito da Figura 9.20.
2 Apliear sinais senoidais eom freqüê-neias variando desde IUUHE até 3.0l)UHa, em passos
de 1001-Is. Fixar a amplitude de v¡ em 2%' {pieo)
Medir \.=,¡,,¡p¡ e ealeular. para eada passo, a razão v,¡,,¡-¡,¡/v¡¡¡,}.
Caleular o ganho em deeibeis para eada passo.
Apresentar os resultados utilixando a tabela padrão.
¡:. ¬‹. n4:¬.o› Plotar os resultados e esboçar a eurva de resposta num grafico mono-log ou semi-log.
II. I

240 ELETRDNIEA ÊNALÚEICA: ÀMPLIFICADGRES UPERACIDNÀI5 E FILTRD5 P~.TI"v'CJS

7. Determinar, analitieamente, os dois pontos nos quais se tem uma atenuação de 3dB em
relação ao ponto de ganho másiino (113). Você devera obter t`¢| == 9U5Ha e fc; *-= 1 1051-la.
8. Tentar obter esses pontos ajustando o oseilador e eomparar eom os resultados ted1'ieos
obtidos no item anterior.
9. Verifiear a oeorreneia de variações de l`ase ii medida que Í varia de 1001-Ir: ate 3.0l}{lHa.
Apresentar. por eserito, suas eonelusiies.
10. Er.plie.ar, analitieamente, eomo se pode ajustar l`,¿,.
l I. Espliear, analitieame-nte. eomo se pode aiterar o ganho do liltro. Tal alteração afetará
I`,¡,'?
'I 2. Espliear, analitieamente, e verificar na prática o que ocorre se R3 entrar em eurto.
13. Repetir o item anterior. mas agora supor R| em eurto.

ln.
Experiencia na 21
Objetivos
Projetar e analisar o comportamento de um filtro RF.

Diagrama

.I

Rs
C I C

ii +l5"¡u"'
3 I

vi Í 'Í
a¡ R2 s V
2 Ú

4
I- -15V Í
IC ,

FIGURA 5.21

Condiçoes de projeto
fu = IKI-Is. QL. = 5, n = 2(VCVS) e K = 1.

Procedimentos
Uma vez ealeulados os eompenentes do liltro., preeeder da seguinte forma:
1. Montar e energizar o eireuito da Figura 9.21.
2. Apliear sinais senoidais de l{}üI-la ate 3.00üH:r., em passos de IO-üHr.. Fixar v¡ em 2"v'
(pico)
3. Medir vw) e ealeular, para eada passo, a razão vm¡¡,¡iv¡¡¡,¡.
Erarealinclas eotvt nora çtasoaaroato) 241

. Caleular o ganho em deeibéis para eada passo.


. Apresenta-u' os resultados utilizando a tabela padrão.
_ Plotar os resultados e esboçar a eurva de resposta num grâifico mono-log ou semi-log.
. Determinar. analitieamente. as Freqüências de eorte inferior e superior [fm e fg).
Oü¬- ÂI'."§'*\Ut-lã. Tentar obter esses valores ajustando o oseilador e eomparar eom os resultados teririeos
eiatidos no item anterior.
9. Veriñear a oeorriineia de variações de fase it medida que Í varia de l{}UH;›: ate ?›.{lU{iH:.›:.
Apresentar. por eserito, suas eonelusões.
IU. Explicar. analiticamente. eomo se pode ajustar FD.
I I _ Explicar. analitieamente, eomo se pode alterar o ganho do filtro. Tal alteração afetará tia?
12. Espliear. analitieamente, e verificar na prritiea o que oeorre se R| (ou Rg) entrar em
eurto.

Experiência na 22
Objetivos
Projetar e analisar o eomportamento de um eireuito desloeador de fase (ou liltro
passa-todas).

Diagrama
J

iii R2 ¬-

R1 C 2 . +1sv
s
R3 3 4 ' VH
- -isv
R4

FIGU RA 9.22

Condições de projeto

ED = -90“em fu =100üHa e K =
242 ELETRÔNICA ÀNALÚGICÊ: ÀMPLIFICADÚRES UPERACIDNAIS E FILTRDS i'5~.TI`v'C.lS

Procedimentos
Uma vez ealeulados os componentes do filtro. proceder da seguinte forma:
l Montar e energizar o circuito da Figura 9.22.
2 Aplicar sinais senoidais com t`reqüiineias variando desde lUi.lHa ate 2.UtlUi-la. em passos
de 1tlüH:c. Fixar v¡ em SV (pico).
Medir vm_‹p) e ealeular. para cada passo, a raxão v.,¡p-¡iv¡¡¡¿,¡.
Calcular em dB o ganho obtido em cada passo.
Preencher a tabela padrão.
Plotar os resultados e esboçar a curva de resposta num grafico mono-log ou setni-log.
Medir com o osciloscopio a defasagem entre o sinal de entrada e o sinal de saida, quan-
do fü = l.UUüHa. Comparar com o resultado teórico desejado.
8 Variar. lentamente. a freqüência do sinal de entrada desde DHJ: ate 2.0001-lx. Observar as
variações de fase entre os sinais de entrada e de saida. Qual a máxima variação de fase
vetifieada? Explicar analitieamente.
9 Corno se pode variar o ganho do filtro? Tal variação irã alterar o valor' de EC, no ponto ff,
= l.DUUHx'£' Explicar analitieamente. Verilicar na prática.
10 U que oeorre se Rg entrar em curto? Explicar analitieamente.
ll O que ocorre se R; entrar em curto? Explicar analitieamente.
í×/V\/\- capítulo 1o 1
PROJETOS ORIENTADOS

Neste capitulo final. apresentamos seis projetos com AOPs. os quais podem ser executados
pelos estudantes e projetistas. bastando que os mesmos se disponham a fazer algumas ana-
lises ou pesquisas bibliográficas de modo a otimiza-los. Para tanto. daremos algumas orien-
tações especificas em cada um dos projetos.

PROJETO 1

Titulo: Fonte simetrica


Este. projeto permite a obtenção de uma fonte simtiuica a partir de uma fonte simples e
sem apresentar as perdas de potência que geralmente ocon'em quando faz o mesmo circuito
utilizando um divisor de tensão ou um resistor associado com um diodo Zcner [veja Figura 1.8).
Na Figura IU. l(a) apresentamos o circuito da fonte siniet|'ica para baixas correntes (ate
2ÚmA). Se desejarmos correntes maiores. deveremos utilizar um transistor com a base conec-
tada ã saida do AGP. conforme esta iiustrado na Figura 10. l tb).

_I

L +T
'Ear ri Qif
_+ cl üvli-LF Vl

* ” - H C2 o.tp.F ` vg
.L

.L “L
F(Íll*~¡`l` E
W to-ssv; ._
- R2 ü.lp.F
|¬.r~I-.:=¬-I
FIGURA 10.1
244 ELETRÕNICÉ. ÀNALÚEICA: ÀMPLIFICADGRES OPERACIONAIS E FILTRDS P~.TI`v'CJS

Orientaçoes
Ii

_ Mais detalhes sobre este projeto poderão ser obtidos na revista Eiccnon.ics _ maioi
l9?3.
_ Essa revista pode ser enconlrada nas bibliotecas das escolas de engenharia que possuam
cursos. nas areas de eletroeletrõnica.
_ O que determina a relação VINE? Explique.
_ Sob qual condição podemos retirar os capacitores C1 e C3? Explique.

|=›no.|E'ro 2 "I

Titulo: Indicador de balanceamento de ponte


A indicação de balanceamento ou equilíbrio de uma ponte de Wheatstone. para medição
de resistências de alta precisão. exige um galvanõmetro de dtimas qualidades. o qual É geral-
mente muito caro. Neste projeto. apresentamos um circuito indicador de balanceamento que
dispensa o galvanfimetro. N:-.t Figura lÚ.2 temos o diagrama do circuito.

.I

St: V0 = Ú, RF
pl pa INQI4
Cfllüüifll-ita--Td'

¡-i-V cc

1 VD

1
R2 R4 Í -.vce Ê
“cer +
g _ viii:

FIGURJHL 10.2

Orientaçoes
Pi'

_ Faça a analise do circuito anterior e explique seu funcionamento.


_ O circuito integrado UP-UYE ti um operacional com tensão de ofifret de entrada extrema-
mente baixa (3UpV) e foi originalmente projetado pela PMI. mas pode. também. ser
encontrado através de outros fabricantes autorizados (p. ex.: Texas).
PROJETOS ÚRIENTADÚS 245

Pncuero 3 H'

Título: Interface óptica para 1TL


Este projeto permite a conversão de um sinal luminoso (proveniente de algum tipo de
equipamento ou eireuito eletri'inico_) em um trem de pulsos compativel com a familia ltigica
TPL. Na Figura lt).3. apresentamos o circuito em questão.

_l

+5V -|-15v
I II

roxo
'rtcztos ll!-
\`¡~ Y
(Ó 3
6 1r~ta14

rc
¡ 4 W914 LS Q' trcsmcts

I MQ lflüfi -ISV
I- I..3Kl.l1 'B
_
_
gggfl
'
+,H ‹:

FIGURÀ 10.3

Orientações
_ Esse circuito utiliza o integrado OP-GTE jti mencionado no projeto anterior.
_ (_) Tl L 406 ti um fototransistor fabricado pela Texas.
_ Analise o circuito e explique o funcionamento do mesmo.
_ Pense em algumas aplicações para o circuito em questão.

PROJETO 4 | ll

Titulo: Fotocontrole para relé


Apresentamos. a seguir. um eireuito que permite o acionamento de um relé atraves de
alterações nas condiçõe.s de luminosidade do ambiente. Este. circuito. apesar de sua simplici-
dade. apresenta alta sensibilidadc as variações de luminosidade. bla Figura 10.4 tp. 246) te-
mos o diagrama do circuito.
1-.. E

245 ELETRDNIEÊ. »¿'tNiü.LDGICi'1.: ÀMPLIFICADGRES ÚPERACIDNAIS E FILTRÚS i3.TI"v“C.lS

_l

+Vm
__. Q _

Los ü
2 l__
*ii
PDT I R4

Rs
_ zrtzzzz

D1
R1
+\.rc¢ u Vmf 'vce

R2 ii

-__..
'I-ul

FIGURA 10.4

Orientações
O sensor. no caso um LDR. provoca uma alteração na tensão V. quando ocorre alguma
variação nas condições de luminosidade do ambiente.
.u_u
Evidentemente. a condição desejada (ser-point ou VM) e previamente determinada pelo
projetista.
A sensibilidade do circuito e ajustada atraves do potenciõmetro PUT em serie com o
LDR.
O rele utilizado e do tipo para circuito impresso (p. ex.. RUI lDlJl2 da Schrack ou simi-
lar).
aí:
Analise o circuito e determine os valores dos resistores. bem como do potenciõmetro
Qual a função dos diodos D1 e D3?
Responda se e possivel melhorar. ainda mais. a sensibilidade do circuito. substituindo o
AGP LM T4] pelos comparadores LM 31 1 ou LM 339. Justitique sua resposta.
PROJETOS ORIENTAOOS 247

PROJETO 5

Titulo: Circuito prático de um amplificador Iogaritmico


Na Figura 10.5 apresentamos o circuito de um amplilicador iogarítmico. no qual se
utiliza um par de transistores casados para reduzir a influencia da temperatura.

+¡5\.i lv' ref =+l5V -lfllfflti'


O š D

Ra
330K.fl
_ ... _ -_ EX
O sem-1
Qt Qz

"ti'¡ '
R] l 2 l?Fãs
-EÍÍJ Í 'Í
Vau! Ven: I
R5 3 “ll
HJ
Í
F'Ú' . .:LF '11

5 IKÍI 5
text). - ovu
.g Úlfx 2 .4
3 . |
| .

47IpF R1 |
_ a Cs
22nF
toxfl Í C2 ui!! I 5°¡m

-'-*
'I' "'
R
zfiz
I o.1p.1=
'_ ".- |
tt
9
E2
1-iícl
'J'
rrrc
Rio
IÚDKÍI

_|5V -ISV

FIGURA 10.5

Orientaçoes
O AGP utilizado e o TBA 221. fabricado pela Siemens. o qual e equivalente- ao AOF'
'i4l.
Podemos perceber. pela figura anterior. que A| e Q| são os elementos-chave para obten-
ção da caracteristica logaritmica do sinal de saida.
O transistor Q; tem a t`unção de melhorar a estabilidade termica do circuito. enquanto
A3 e simplesmente um amplificador linear com compensação de temperatura atraves de
mn termistor (HTC).
Analise o circuito e procure determinar a equação de saida (VH) do mesmo. Inicie a
análise observando o sinal Vs; na entrada não-inversora de Az. Voce deverá obter uma
equação independente do parãmetro IE5 (veia item 5.2).
243 ELETRONICA ANALOEICA: AMPLIFICADORES OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

Pnosero 6 H'

Título: Amplificador de ganho programável


Este circuito permite programar ou selecionar eletronicamente o ganho de um amplifi-
cador com r1i()P. E um circuito relativamente simples e que encontra diversas aplicações prã-
ticas. Na Figura lilõ temos o diagrama completo do circuito.

.I

1 I ttiv
S2 'I

¡ IUE ¡ 1
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nn 3É .1
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I

- I R 1o ,tt
-isv _¬.‹f\N'*-_+ ---l _¡w I
. -I-~ ' ' ` z
i--1 « tai si sm 1:1 ' 'Us T

4.... IJÊHA Í
ía '
-q I

vfl

:_ -tv Cal: Ã-

FIGURA. 10.5

Orientações
_ Este circuito utiliza o integrado CMOS CD4l)tie. o qual e uma chave analegica contro-
lada pelos terminais ABCD.
_ Para maiores detalhes acerca da operação do CD4Ue6. sugerimos uma consulta ao CMOS
riotobooic da Motorola ou de outro fabricante que produza a família CMOS.
_ O iiujffei- tem como função permitir a máxima transl`ereneia de sinal para o circuito.
_ Determine os valores dos resistores e elabore uma tabela na qual se tenha todas as com-
binações possiveis dos terminais ABCD e os correspondentes ganhos de tensão.
_ Compare os ganhos calculados (ou reais) com os respectivos ganhos teõricos (ou ide-
ais).
_ Qual a finalidade- dos capacitores C|. C3. C3 e CJ?
_ Os terminais de controle ABCD não utilizados deverão ser atcrraclos.
OA/V\_ Apêndice A i

O AMPLIFICADOR
DIFERENCIAL

Para se trabalhar com o AOP. não e necessário um estudo detalhado do seu circuito interno.
Consultando as folhas de dados dos fabricantes. podemos constatar que a estrutura interna
de um ADP e bastante complexa. Por outro lado. do ponto de vista tecnico. essa análise e
dispensável. já que não podemos modificar as caracteristicas do ADP atuando diretamente
em seu circuito interno. Todavia. julgamos conveniente que o leitor tenha uma visão em
blocos da estrutura interna do AGP. bem como conheça um pouco acerca da parte principal
dessa estrutura: o estágio diferencial de entrada. Esse estágio e formado basicamente por
um amplificador diferencial. do qual faremos um breve estudo neste apêndice.

A CONSIDERAÇÕES BÁSICAS |II

O amplificador diferencial e um circuito que apresenta uma tensão CC diferencial de


sairia {V..d) igual ã tensão CC diferencial de entrada (VM). multiplicada por um fator de ganho
(A). Podemos encontrar o amplificador diferencial sob a forma de circuitos integrados. por
exemplo CA Í-lütlfl e MC l'iÍ-l3. O amplificador diferencial apresenta diversas aplicações prá-
ticas e. normalmente. os manuais dos fabricantes sugerem algumas dessas aplicações. O sim-
bolo usual para um amplifieador diferencial encontra-se na Figura A.l. O amplificador
diferencial tambem deve ser alimentado simetricamente. apesar de seu simbolo nao mostrar
os terminais de alimentaçao.

.I

]O ----- 3

Via Vac
2 ci- . 4

FIGURA A..1
1-.. E

250' ELETRONICA ANALOOICA: AMPLIFICADORES OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

Notemos que a tensão diferencial de saida. por definição. e dada pela diferença de po-
tencial entre os terminais 3 c 4 de saida. A tensão diferencial de entrada e dada pela diferença
de potencial entre os terminais 2 c I de entrada. Assim sendo. temos:

(al VM = V3 _ V4 NOTA: por razões didáticas. utilizamos neste


(bj V¡¿ = V2 - V1 apêndice a notação V¡¿. em vez de V.-|. para (A-1)
(Ç) vnd = àvid indicar a tensao diferencial de entrada

Veremos. adiante. que A e exatamente o ganho diferencial de tensão (Ad). já utilizado no


item 3.9 para uma situação especial. Alem disso. se V| = V-3 = fl. deveremos ter. idealmente.
VM = Ú.
O amplificador diferencial e o responsável direto por diversas caracteristicas intrínsecas
do AOP. tais como:
_ resistencia de entrada
_ corrente de polarização de entrada
_ CMRR (razão de rejeição de modo comum)
Quanto ao ganho do AOP. o mesmo e determinado pelo produto dos ganhos dos diver-
sos estágios que o compõem. mas o amplificador diferencial contribui com o fator dominante
desse produto.

A.2 DIAGRAEH A E NI BLOCOS D 0 no P I

Na Figura A2 (p. 253). temos o diagrama em blocos de um AOP básico. Evidentemen-


te. o primeiro bloco ou estágio e o amplificador diferencial. Sua função básica. já mencionada.
e fornecer uma tensão CC diferencial amplificada. Essa tensão e aplicada no estágio seguinte.
chamado estágio deslocador e amplificador intermediário. cuja função é proporcionar maior
ganho de sinal. bem como ajustar em um referencial zero (terra) o nivel de tensão CC prove-
niente do estágio anterior. Esse ajuste e importante para não alterar o referencial de saida do
ADP. principalmente quando em operação com sinais CA. Convem ressaltar que os estágios
que compõem o AOP apresentam acoplamento clireto. ou seja. o sinal CC clc saida de um
estágio e aplicado diretamente na entrada do estágio seguinte. O leitor pode verificar esse fato
observando o circuito interno de um determinado ADP fornecido no manual do fabricante do
mesmo (no caso do AOP 741. veja Apêndice C).*
Finalmente. temos o estágio acionador de saida. Esse estágio deve proporcionar uma
baixa impedãneia de saida e suficiente corrente para alimentar a carga tipica especificada para
o AOP. Evidentemente. a impedãneia de entrada desse estágio precisa ser alta para não carre-
gar o estágio anterior. Normalmente utiliza-se uma contiguração do tipo seguidor de tensão
para realiztu esse estágio.
No item seguinte. analisarcrnos o importantíssimo c condicionante estágio diferencial
de entrada.

*Por possuir acoplamento direto entre os estágios. o AOP e. essencialmente. um amplificador CC. ou seja. e capaz de amplificar
sinais desde uma freqüência zero (CC) ate uma certa freqiiencia máxima (denominada freqüência de grmho unitário). Entretanto. o
ganho de ternão em malha aberta do AOP sofre redução a medida que a frequencia do sinal de entrada aumenta t veja Capítulo 2).
APÊNDICE A: O AMPLIFICADOR DIFERENCIAL 251

.I

V¡ _
Estágio Estágio deslocador Estágio V
diferencial e amplificador acionndor O
1,.. de entzraz-.la intermediário de saida
2 +

FIGURA A.2

.Pú..3 ANÁLISE DO AMPLIFICADOR DIFERENCIAL BÁSICO

Na Figura A.3. temos o circuito de um amplificador diferencial elementar. Supondo o


circuito simetrico. os transistores Q] e Q; identicos e V| = V3 = O (terra). podemos escrever:

la) Vem = Vaca


(bl Íci = Ice (A4)
IP) IE1 = luz

_l

i Vet;

*crf 'cz

Rei “ez

3 . Itqç
Vtitluíi
TMJ
4

--h __
- _ ¡

/
I R1; RB É
Entrada ` ci. O-›_ Entrada
inversora " .U "" |1ã.~o-inversora
ln t nn 1 \ z/ “uns int
V1 V2

I IEII p llfil I

I 'ta _
RE

-Vtftf

FIGURA A.3
n. J

252 ELETRONICA ANALOCIICA: AMPLIFICADORES OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

Considerando _B 3:- :-› l. temos:

(ii) Ict 2 Im
(A-3)
(P) Icz E Isa

Porem:

I IE = IE1 'I' IE:

A partir da equação anterior c impondo a condição de I-Vgzl:-:=›lV|3¡=_|. temos:

Is = Et?-I (it-5)

Para demonstrar a equação acima e necessário observar que o potencial no ponto P. para
V1 e V1 conectados ao terra. e igual a -VBE. A Equação A-5 nos permite concluir que IE e
função apenas de RE e IVCCI c. considerando esses parãmetros constantes. o valor de IE tam-
bem será constante. Assim sendo. p-odcmos dizer que a fonte -V.¿-.-3 e o resistor RE formam
uma fonte de corrente constante.
Como lg e constante. teremos:
IQ] + ICE = 'CÚNSTPLNTE

Logo:
I Se Im aumenta ‹::=- Ig; diminui
I Se I._-;| diminui <.:- lg; aumenta
Em outras palavras. temos (T = aumenta I = diminui):
a) Para V3 lixo
V1 T. Im T. I.-;| T :'.- V3 ~l‹. mas. simultaneamente. l._-3;. I => V.. T
h) Para V; lixo
V1 T. lg; T. lj;-2 T ::*› V4 I. mas. simultaneamente. Im ¬I‹ 3 V3 T
Considerando as equações A- l a e A-lb. podemos concluir:
Um acréscimo de V1 em relação a V3 implica num acréscimo em Vg e V._..¡. ambos
no 'sentido negativo' e. por outro lado. um acréscimo de V2 em relação a V1 implica
num acréscimo em V¡¿ e Vad. ambos no 'sentido positivo'.
Podemos dizer que o sinal obtido na saida 3 do amplificador diferencial está em fase
com o sinal aplicado na entrada 2. quando a entrada I estiver no terra. e. por outro lado. a saída
4 está em antifase com a referida entrada. Entretanto. se aplicarmos um sinal na entrada I c
colocarmos a entrada 2 no terra. teremos na saida 3 um sinal em antiI`ase e na saida 4 um sinal
em fase com o sinal aplicado. A Figura A.4 (p. 253) ilustra o que dissemos.
Uma utilização muito freqüente do amplificador diferencial e aquela na qual se tem um
sinal v¡ = V...sentot na entrada I e outro sinal vz = -Vmscntot na entrada 2. Dessa forma.
teremos nas saidas os seguintes sinais:

v3 = -2Vmsentnt
v 4 = 2Vm senmt
ÀPÊNDICE A: G AMPLIFICADUR DIFERENCIAL 253

.l

I 3 1 3
Í Í /\J D Í

L 2 4 L 5 ¬:.'\/°
í.
1_|II

FIGURA Ail-

Em funçiio da conclusiio anterior, podemos perceber que a raaão entre Vüd e o corres-
pondente valor de V¡,-¡ será sempre um número positivo, o qual representa um certo ganho A.
Assim sendo, temos:

A = V°i
Via
Por motivos ohvios, podemos denominar esse ganho de ganho diferencial de tensão e
passaremos a representa-Io por Ad, em concordiincia com o que fisemos no item 3.9. Portanto:

V
A -1 = Â
um 1
tA-ú1
Esse resultado estabelece a validade da Equação A- lc e nos permite verificar o cotnpor-
tamento “quantitativo” do amplificador diferencial. A Equaçao A o pode ser colocada sob
outra forma:

I Vea = äeive "'V1) | (AJ)

A equação anterior nos da a tensã-ão diferencial de saida do estagio de entrada do ADP.


Essa tensão, ao ser aplicada no estagio intermetliário, ci deslocada para um re fereneial “aero”
(terra) e amplificada de modo que o ganho final seja o ganho em malha aberta (Am) fornecido
pelo fabricante do ADP. Na saída do ADP em malha aberta, teremos uma tensão final VD, dada
[ÍIÚTÍ

| v,, = â,,,,(v, «-v,) (A-s)


Essa eqttaçäo costuma ser denominada de “equaçiio fundamental do ADP”. Notemos
que uma pequena diferenca de potencial entre V3 e V; ci muitiplicada por um valor muito alto
e poderá resultar ate mesmo na saturação do sinal de saída. Na prática, uma diferenca de ImV
l"`.-¬. sulieiente para levar um AGP em malha aberta satttraçati.
II. I

254 ELETRONICA ÀNALÚEICA: ÀMPLIFICADGRES OPERACIONAIS E FILTROS zt'5~.TI"v*CtS

A.4 TENSAO DE OFFSET DE ENTRADA E TENSAO


DE OFFSET DE SAÍDA "I

Id ea l mente, a tensao
" de saída do amplificador diferencial da Figura A..1 de-veria ser nula
quando V3 = V1 = D. Todavia, devido às diferenças existentes nas caracteristicas de Q¡, e Q;
(apesar dos mesmos serem t`abricados com tecnologia de circuitos integrados), tem-se um
desbalanceantento das correntes no circuito e, conseqüentemente:

Vain if Vaza
A diferença (em modulo) entre esses valores de VHE É denominada “tensão de ofifret de
entrada" e será representada por V¡(OFFSET):

Vi ÍÚFFSET) = lvan: ' Ver-stl


Essa tensão de OFFSET de entrada age como um sinal diferencial (VM) aplicado nas
entradas do atnplificador e produz uma tensão diferencial (Um) na saída do tnestno. Essa
tensão de saída e' denotninada tensão de CJFFSET de saída (ou tensão de erro de saída) e serã
representada por VC, (UFF-SET). Em circuitos de alta precisão, :Li E rãE3tr'stirio minimizar ou eli-
minar essa tensão de erro de saida.
No caso de um AGP, o cancelamento ou balanceamento dessa tensão de eyfifrer de saída
É obtido atraves de um divisor de tensão conectado ao estagio diferencial de entrada. Esse
divisor de tensão irã permitir o balanceamento das correntes de base e de coletor, de tal forma
que a diferença entre os valores de VB¡=__¡ e *E552 se anule. Esse ajuste deve ser t`eito com as
entradas inversora e não-inversora conectadas ao terra. Apos o balanceatnento, pode-se proce-
der a montagem do circuito desejado, tomando-se cuidado para não alterar o ajuste efetuado.
Alguns Af)Ps possuem os terminais proprios para o ajuste da tensão de ojjfser de saída. Entre-
tanto, existem outros AOPs que não possuem esses terminais e o usuãrio deverá montar um
circuito esterno convenientemente conectado ãs entradas do AGP para esecutar o ajuste. Esse
assunto ja' foi abordado no item 3.3.
Finalmente, e- conveniente ressaltar que, devido alterações das condiçoes ambientes
(principalmente a temperatura), surge um feniinteno denotninado rfriji, o qual irã alterar as
características eletricas do AGP e, conseqüentemente, as suas condiçoes quieseentes, provo-
cando um desbalanceamento do circuito e o ressurgimento da tensão de rtfifrer de saída. A
solução, nesse caso, ri refazer o ajuste.

A coNcLusÃo

Acreditamos que este apãndice foi útil ao leitor no sentido de fornecer alguns detalhes
do circuito interno do ADP, principalmente do seu estagio diferencial de entrada.
"v'imos no Capítulo 3 (item 3.3), o amplificador diferencial (ou subtrator) com AGP.
Com esse amplificador podemos ettecutar (com vantagens adicionais) a função basica do am-
plificador diferencial, propriamente dito, estudado neste apãndi oF* Em outras palavras: com
um AGP podemos realizar um amplificador diferencial, mas cotn apenas um amplificador
diferencial não podemos realizar um AGP. Veja subtítulo 3.8 ã pagina o'2.
D\/VV\_ Apêndice B l

PROBLEMAS ANALir|cos

Apresentaremos, a seguir, uma coletânea de problemas cujas soluções exigem técnicas ana-
Iiticas. Esses problemas têm como objetivo aprimorar a capacidade do estudante de analisar
circuitos com AOPs. Acreditamos que isto É muito importante, pois na prática profissional,
podem surgir circuitos cuja análise permitirá uma melhor compreensão do sistema. A capaci-
dade analitica É importante, também, para aqueles que estiverem envolvidos com projetos
de circuitos com AüPs.
julgamos conveniente apresentar as respostas para alguns dos problemas colocados
neste apêndice.

No circuito a seguir, supondo o ADP ideal, pede-se:


a] Determinar a tensão VU, em função de V,-, e Vb.
b) Determinar o valor' de Vu, quando Va = ItÍltn'v' e V1, = 2t_`lmV.

_l

Rf =

R1:

-- - o
VD

Va

rh

Resposta'
a} 'v',¿,= l(ll`v'h- li]UVa
b} Vc, = 1,ü2*v'
255 ELETRÕN!CA ANALÚGICÀ: ÀMPLIFICADGRES OPERACIDNÀIS E FILTRDS ATIVOS

Calcular E,, no circuito abaixo. Super os A(JPs ideais.

.J

stftfl
+ IV 1

exit zaxfl
-«EN 1
ótcfl
sx!!
+6” ' tzxfl

_].`V I

'T EQ

ztxfl L

ztcfl

Determinar a corrente l no cirettito abaixo. Supor o AGP ideal.

_!

útcfl , 1

txfl
|+ -- -ov Ú
3V""'

L -
Respost*rt:
I = -I tnrft
naëuotcs az Paoetsrvtas nnatírtcos 25?

Determinar Vu no circuito abaixo. Supor o AGP ideal e alimentado cotn il5`v`.

.J

tztcfl
:utílt stcfl

-l-
+
'v 1

I1 i _
«txtl vn

o Ú-

No circuito abaixo, determinar o valor mínimo e o valor máximo da carga (RL), de modo que
a corrente I esteja situada na faixa de 2tnA a ištttzf-it. Super o AGP ideal.

1 _
Í
-II-I-mil'

_-.'l..?.
fflf' ___.

zxfl Mn Ri.

_; Elfifl

Re.rpo.sru.'
RL : eo (máximo)
RL = ÊKQ (mínimo)
253 ELETRÚNÍEJ3. ÀNALDGICÉ ÀMPLIFICADGRES ÚPERAEIDNAIS E FILTRDS i'1'~.TI"v'ClS

Detei iiiinar VU no circuito abaixo Super o AIJF ideal

fshfl HL

¬_i _ *gi-
_ if.
!¿ vn

Í
.Çi_

._Ji

Resposta 'v',_,= - Tv*

- Deteiniinar o ganho (Avi) do t.irt..uito abaixo, supondo o AGP ideal sendo R¡ = ZMQ, C =
Ú {}ltiF e ei = l Uüüradƒs Qual a dimensão de A,¡¡' Por quifil

Oil
---ovo

Res¡.irist*.~:i
A 1 = 20 (trtodulo)
AH- e aclimensional
aaëuoics az Paoetsrvias arvatíricos 259

Calcular o flanlio, em decibeis, do eireuito abaixo, sendo: R = l KQ, C = {l,Úl pF e to lU.t)U0radf'


s. Super o ÃUP ideal.

e
Vi
_-s. OVÚ

Respris'rc.'
A,.-f(dB) = 20dB

Calcular o ganho do circuito abaixe considerando o ADP ideal

_l

iotixfl

teexfl

ioitfl. itixfl
ii - --ovü

Nrirri.' Experimente montar, em labtiratoriti, este circuito ptua comprovar a resposta abaixo.

Re.rpo.ri'ci.'
Pt.,-f = -3,2

Si.iges'i'rio.'
utilizar o sentido convencional para as correntes.
11.

2'EÚ ELETRDNIEJ3. i'1'tN¡5.LÚEIC»'5~.: ÀMPLIFICADURES ÚPERACIDNAIS E FILTRDS ÀTIVGS

Dado o amplificador em “ponte", calcular R¡ em função de ví, v,, e R. Super o AGP ideal.
.J

*it

it
------=v\-
'U5
i R -*f UV F*

No circuito abaixo, supondo o ADP ideal, pede-sc:


a) Determinar o ganho do eireuito (A._.f = vg.-'v|).
b) Calcular o valor do ganho quando R¡ = R3 = ltllííl e R3 = IÓKQ.

_l

+
.__ ...'_

Ri
VI ' R2 R V2
3

-t

Nrird.' G W F-Í' G' Ú ii '-.l t";~ E ito ti denominado amplificador de entrada diferencial c saída diferencial

Resposrti:

b) Av; = 2,25
neëuoics az Paoettzivias auatíricos 251

Dado o circuito a seguir, calcular v¡ (assumir o AGP ideal).


_I

Rr

Ri +t2v

-l:_
_ R2 ------~~ --o V,,=-9,ov
Vi -isv

Rs

Dad.-:is.'
R| = 2l)K£`2 R-1 = IÚKQ
R3 = ZUKQ Rf = TUKQ

Dado o eireuito a seguir, pede-se determinar o ganho A li .¡- do mesmo nas seguintes situaçoes
(supondo o AGP ideal):
a) A chave ch está fechada.
b) A chave ch está aberta.
.I

Ri

Ri

fz-l*

ED

5_
1 + Ú

hi __- t.:ii

LI

1
Iii Qu.:-
I uu-

Respes¬.fd.'
E1) Êta,-|' = _ l
D) At,-|' = -i-l
1-.. E

252 ELETRDNICJ3. ÀNALDEICJ3.: ÀMPLIFICADGRES ÚPERACIDNAIS E FILTRDS i'1'~.Tl"v“ClS

No proxiine circuite, deseja-se que a saida apresente a seguinte relação:

Supondo o ADP ideal, pede-se:


a) Determinar Ra de mede a satisfazer a relaçao aciiiia.
h) Se Ra entrar ein curto, qual será o valor de V3, supondo V1 = DV e V3 = 2"v"?

.J

R1 = SER itzz text!


'fi

š
na " E' Ve
vs
_T_ itbz itixft
2 D
í

D

Obter a equação de saida do circuito abaixe. Super os AOPs ideais.

_l

s.¡ eu
v¡ oí--«'~¡'*~.‹"-.« -~ - - - -
Ri
Ri
V 1
2 Ri

it
ng 3

-mí
1

Resposta:

R
vo = É (v, - v1)
at=>Ê|vo|cE az Psoettzrvias atvatíricos 263

Projetar um ainplificadei' iiiverser cem ganhe de 20dB e com alta impedãneia de entrada
(dezenas de mega-ohtiis eu maisl)

Uma forma de implemenuu tim integrador não-inversor e mostrada na ligura a seguir. Pede-se
determinar a equação de sairia dri circuito. Super o ADP ideal e o capacitor inicialmente
descarregado.

...I

ii

it
v¡eí¬n.rv'~
,L___ iøvü

(3 R

Rcsposrnt.'

2 t
vu - RE-LVidÍ

Determinar o ganho (Avi) do eirctiito a seguir, quando se aplica um sinal continuo na entrada
do mesme. Super e AGP ideal e es capacitores inicialnientc descarregados. (Ateneãol)

Ci
it] R2 + Ve
v¡ _,, i

i -tt
tr Hz D
D.
1

DID _
-í Q;
2;,
264 ELETRDNIEJ1. ÀNÀLDEICÊ: ÀMPLIFICADDRES ÚPERACIDNAIS E FILTRDS i'5~.TI"v'DS

Supondo que iie circuite anterior se aplique uin siiial senoidal v¡ de freqüência variável, pede-se
calcular e ganhe de mesitie ein função de ei. Qual será e ganhe ein deeibeis quando: R.| = Rg
=llv1Q, C; =C_,-¿= ipFcei= ll]Í*radi"s'?

R`esprisi*ci.'
A.,.¡¬ = -l 2l}dB

No circuito abaixo, aplica-se um sinal continuo V1 na entrada do AUPI. Determinar, exclusi-


vamente em função de 'v'¡, a diferença de potencial Val., sobre a carga R|_ = ZUÚQ. Super os
A()Ps ideais.

_l

seicfl
iextl 560

zz. ifi
_
Í

---¡ .__ _

va
zextl.
E “EQ it [_ :tie' tl

z 'Ê

Vs
Demonstrar que o ganhe Avf = ? do circuito a seguir e dado por:
1

A V2 ab
rf v, i+s[(1+t)/(i+z)]
Super tis AUPs ideais.
neiuoics az Pnoettzrvias anatíricos 255

.J

HRI

ring
Ri
V] 1
R2

Í ._
CR3 _ f
I -J'\r"\^í----

Rs

Determinar a iinpedãiicia de entrada do circuito abaixo ein função das demais i'esistências.
Super o ADP' ideal. Qual a condição para que se tenha Z¡ infinite'?

_l

R2
--- --
ii

o vz
'it
fit R3 R3

V
_z_¡=Íl _: T
1-.. J

265 ELETRONICA ANALOEICA: AMPLIFICADORES OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

Demonstrar que iio circuito abaixo o potencial no ponto P e dado por.

VP RARC No
n_,.,1t,, +s.,,nC +1¬tBnc
Super e AOP ideal.
...1

Ra P

it
Ri “ii C
o

vil!

Nti circuito anterior, supondo o ADP ideal, pede-se:


_ Ve
ai Determinar ti ganho Êvt _ em tunçãti dos resisttires R|, Rg Rg e Rg.
l

bj Se num amplificador inversor tivermos R1 = IUUKQ, qual será e valor de Rf (resistor de


nealimentaçãti) de mtido que Auf = - -l DU?
cj Mantendo R| = .lfl{lI§tf1, determine os valeres de R,-.,, R5 e Rg, de tal modo que nenhum
desses seja superior a IÚÚKQ e o inesino ganho (Auf = -IUIJ) seja obtido.
df Compare os valores dos resisteres do item (b) com os valeres do item (e). Qual a sua
cenclusão'i"
neiuotcs az Psoeiizivins nnatíricos 26?

O circuite dado a seguir apreseiita nina realimentação negativa e outra positiva. Supondo o
ADP ideal, pede-se deterniinar v,¡, ein função de vi.

.I

i eitfl

tic!!
Vi I '
tt ovü
-Itvt ci-^~.^.i"\» - t
I,3Kfl I L

riitfl

Norri: montar este circuito para comprovar as respostas abaixo.

Resposici.'
v,_, = 4,39v¡ + 3,89

Determinar V,,¡ e VU; no circiiite a seguir. Super os A{)Ps ideais.

_I

sv
~ ----ipva,
tits!! I 15

zeitít lr,
svo- - i
vn; Zi aeitfl
:-ieicfl. Ii?-
-I D

iet-:Q ljl
aim.
1

Note: iiioiitar este circuite para comprovar as respostas abaixo.

Res'pos¬ic.'
Vül =

Vai = EW
263 ELETRONICA ANALOCIICA: AMPLIFICADORES OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

Um gerador tacometrico (ou tacãiiietro) ci um tipo de gerador eletrico que fornece uma tensão
de saida proporcional ii velocidade do seu eixo, o qual ii mecanicamente acoplado ao eixo de
um motor, possibilitando, assim, a medição e o controle da velocidade (em rpm) do motor.
Uina das caracteristicas fundanientais de um hein gerador tacometrico e possuir uma boa
linearidade de resposta.
Na figuia a seguir, temos o diagrama ein blocos de um sistema de controle de velocida-
de de um motor CC. Explique o funcionamento desse sistema, bem como a função do ser-poi'ii.r
na entrada não-inversora do coinparador.

___], _

Comparador

SET-POINT I , _
Amplificador I
de Potencia
Motor
CC
ir
Taeiiimetro `
z- I
CC ___

R "“- tevrieeoipm

Projetar um coinparader inversor regeiierativo (disparador de Schmitt) cujas tensães de dispa-


ro sejam aproximadamente :5tlmV. Super e eireuito alimentado cont 212V. Fazer Rg = SQKQ.

Respr.isi'ai.'
R1= lT8,lQ

IÊ Projetar um oseilador com ponte de Wien, de modo que a freqüência de sinal de saida possa
variar numa faixa de 251-Iz a IKI-lz.. Fazer os capacitores do circuito rcssonante iguais a U,IÍl2|.iF
(dois capacitores de U,[ll|.tF em paralelo). Detenttintu o valtir do pttteiieifimetrti (comercial)
que permita obter a variação desejada.

Resp-osto.r.'
R(min`t 2 Sm
R(m¿.¿} = ÊIÊKQ
Utilizar um poteneiüimetro duplo de BHUKQ (comercial_)

Projetar um multivibrador astãvel (gerador de trem de pulsos), utilizando o circuito da Figura


5.2-4(c), de tal modo que a taxa de trabaihe em estado alto do circuito seja de 75%. Fazer C =
U,f}4?uF e R; = IÚKQ. Determinar a freqüã-ncia do sinal de saída.
ai>Êt~io|cE sz Pnostsivins nnntíricos 269

Projetar um multivibrador astãvel com AOP no qual a freqüência do sinal de saida ê de IOKI-lz.
Fazer C = lJ,0luF, R| = Rg = l5K.Q.

Resposio.'
R3 = 75,8K§l
(Ú valor comercial mais proximo e TSKQ da serie E-24. Outra opção e utilizar um
potenciêimetro moltivoltas de IGÚKQ para ajustar com precisão o valor de R3.)

Passar para a base if) a expressão de saida (Equação 5-20) do circuito logarítmico da Figura
5.31. Determinar V,¡, na temperatura ambiente.

Siig e.srr`io.'
utilizar a formula de mudança de base:

loga b = ílÚg° h
1og,._, a

Considere o circuito antilogarümicii da Figura 5.32 no qual R| = IDKQ e IE5 = O,lpA. Deter-
mine Vu na temperatura ambiente para cada um dos valores de V, dados abaixo:
a) 42UmV
b) 4SUmV
c) 54UmV
d) oU0mV

Respos.fct.'
Aproximadamente tis mesmos valores de V¡ (negativos) fornecidos no exercicio resolvi-
do nfl 6, do Capitulo 5.

Projcttu' um circuito em cuja saída tenhamos o quociente de duas variáveis (VD = V1N3_).
Desprezar as constantes 155 de cada estágio.

Si.igestde.'
Lembrar que t`n(ai'b) = tina - fnb
11.

2?Ú ELETRONICA ANALOCIICA: AIVIPLIFICADORES OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

Na figura a seguir, temos um retificador de onda coinpleta de precisão (ou circuite de valer
absoluto). Explicar o funcionamento do circuito, fazendo, inclusive, um esboço das formas di..
onda (supostas senoidais) nos pontos v¡, v¡, vg e vg.

.I

uafl
text!
unfl
V¡ test!
vt
'zsitfl
unit
:r teeft ,
iexíl

ioizft
V:
sxtl

Nor.-ri: procure montar, em Iabotarorie, este circuito

Utilizando estrutura VCVS, projetar um filtro PB de segunda ordem, resposta tipo Butterwor-
th, ganho 2 e l`reqüêneia de corte igual a IKI-Iz.

Utilizaiido estrutura MFB, projetar um filtro PA de segunda ordem, resposta Chebzvshev com
fl,ldB, ganho 2 e freqüência de corte igual a 5K_Hz.

Utilizando estruturas VCVS, pt'ojetat' um liltro PB de quarta ordem, resposta tipo Butterwor-
th, ganhe lo e freqüência de corte igual a IKI-lx. Utilizar em cada estágio capacitores di..
0,01 _uF (C| = C-3 = Ú,I}I |.iF).

Respostas:
1° Estácio
Ri = 8,t'iKQ
Rs = 29,5l{Q
Rs = 5U,3KQ
Ra = l52,4K§1
Éh z czzitetur
nPÊ|uo|‹.:E sz i=-nostsivins ntvntíricoã 221

2° ESTÁGIO
R, == ó,ti<o
nz = 4i,5i<o
R, = 63,5t<o
iu = i9e,4t<o
C, = ez = e,e1pi=

Ut.ilizando estrutura MFB, projetar um filtro PF com ganho IU, freqüência central igual a
lKHz e largura de faixa igual a I25Hz. Determinar as freqüencias de corte superior e inferior
do filtro.

He.rpo.sti1.'
fcj = 939,-ÍISHIC
fc; = IDS'-l,45Hz

Utilizando estrutura VCVS, projetar um liltro RF com ganho unitário, froq üência central 5f.I~l}Hz
e fator de qualidade igual a 5. Determinar as freqüências de eorte superior e inferior ao filtro.

Respo.si`i1.'
C = Ú,lÍl2j.1F
R| -= l,59KQ
R2 = l59K§2
R3 = l.58K§1

Utilizando estrutura MFB, projetar um circuito deslocador de fase que apresente uma defasa-
gem de 60° na freqüência de 2lÍl()Hz.

Re.rpri.rri1 :
a = 0,45?
C = U,(l5 j.iF
R| = I'?,4l<Q
R3 = 4R¡ = 69,('.iKQ
R3 = Rx: SR¡ = l39,2KQ
2?2 ELETRONICA ANALOCSICA: AIVIPLIFICADORES OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

Projetar um circuito que forneça três sinais senoidais (V1, V,-¿ e V3) de (i(lHz, defasados entre
si de 120” e com amplitudes idênticas, eoiit`orine está indicado no diagrama faserial a seguir.

_I

V2

ize°
ice Il gl
iso”

`“':i

Note que esse circuito pode ser considerado um simulador de uiit gerador trifásico.

Deiitonstrar que o circuito abaixo* possibilita a simulação de uma indutãncia L dada por:
L Z i.=t,it,_tt,c,
R4
_| _

O-É
,Li
it
ii,¡;
I-|_'-l I- '- .zu

C3 1

' => i.
ii, I
'Iii
_

R4 stiossmoz
lfhctcrmiiiar ii iiittiedfinciii de
entrada
it, gävi
l
1
Ç

.*Este cireiiito c denoniinado GYRATOR e foi conccbiilo pelo Professor Andreas Antoniou da University of Victoria (Canadá).
í×/V\/\- Apêndice c _

FOLHAS DE DADOS DO
CA741, CA747, CA1458
2?4 ELETRONICA ANALOCIICA: AIVIPLIFICADORES OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

CA741, CA747, CA1453


HT I
i_'

... AMPLIFICADORES

OPERACIONAIS

ii

Destaques
I Corrente de polarização de entrada Süilnrll (máx.}
. o Corrente de offset de entrada 2ütIlnA (mãx.)

Aplicações:
o Comparador
o Amplificador CC
o Diferenciador ou integrador
li Multivibraolor
o .Filtro passa-faixa
o Amplificador somador
l

Os tipos SID CA'l‹l5B fcluplol; Ci-t?41tIÍ. CA.?4? deve-se usar um potenciõmetro l


CAJ41, G*-'t7‹l?C e t.'.`A?4? (duplo) são de 'IU lfilohm para “OFF ET NUI.l.” e o
amplificadores operacionais de uso geral CAH58 não apresenta terminais especifi-
com alto ganho para aplicaçoes comer- cos para e ”OFFSE'l` NUl.L”.
ciais, industriais e militares. Estes tipos consistem ele um amplificador
Estes circuitos integrados monoliiicos de diferencial na entrada, que efetivamente
silicio têm proteção contra curto-circuito amplifica, seguido por um está io de mu-
na saida e operam em ”l.ATCH-FREE”. danca de nivel e tem como saiifa um está-
Destacamos, também nestes tipos, a am- gio seguidor ele emissor complementar.
pla faixa de sinal aplicável em medo- fo-dos eles tem compensação interna ele
comum e em modo-diferencial, bem asc.
como sua capacidade ele ajustar o offset, Seu processo de fabricação permite que
que é baixo, uarido usado com um po- estes operacionais apresentem baixo
tenciõmetro de valor adequado. ruido do tipo “POPCORN"". I
Para os tipos C.-*li-=l1C, CA?-fl, CA?4?C e
¬ i'
i i. là
- - Ii
TIPO ' hit DE TERM. DE Miiv. Max. vio , rfmrfioiruiui
SID AMFL “' OFFSETNUIJ. ant tinto os orciuiÇÃO dci
i i.|.|_n-unit T. _ Á' I ¡.`.` _ __ I. -I: -I-

i I | H
CA'I‹=l58 , dois ' nao .itix ¡ is I lia?l.`i'‹'“'
I

cariic I um um sex ¡ it tlaiü'-"


| I

CA?-11 um sim sex j s -ss a izsi .


CA?4?C dois ` sim EOK 5 U tt Í"0'‹'“" E
i E
CA F4? dois ¡ sim Suit 5 -55 a 125:* _
_ L .__.¬i I .
Estes tipes podem operar entre 55 a 125'‹¬C, apesar de terem algumas especificações publica das apenas
a temperaturas ele ll a FD'-'C.

_..- _.,___
APÊNDICE CI FULHÀS DE DÀDÚ5 DU Ei1.?41, Ci'5J¿IÍ", CA1453 275

C/(741, CA747, CA1458

_ CARACTERÍSTÍCIAS MÀXIMAS 1'Tamb = 25'PC)


¬ Tensão de alimentação CC (entre terminais V* e T)
CA?4'lC, CÀ?4?C, CÀT453 . _ _ . _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ . . _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ __3t5'.t'
Í ca:f‹i1,cAr4r___._._..___.__ÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÂÍÍ.ÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍ .............................. __4‹iv
Tensão de entrada diferencial _ _ _ _ _ _ _ . _ _ _ . _ _ _ _ . _ . _ _ _ _ _ _ _ . _ _ _ _ _ _ . _ _ _ . . . . . _ _ . _ _ . . _ _ _ _ . . _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ 1 JÚV
Tensão de entrada ÇC* . . . _ . . _ . . _ . . _ . . _ . . _ . . _ . . _ . . _ . . . . _ _ . _ _ . _ . _ . . _ . _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ 1 151.;
LÍ"J'_'
'_
Duração de curto-circuito na saida . . . . . . . _ . _ _ . . . . _ . _ _ . . . . _ . . . . . . . _ . . . . . _ . . . . . . . . . . . . . _ . . _ _ lndeterminada
I

Dissipaçao de potência
* ate rovc rcar-nc) . . _ . _ . . _ . _ _ _ . _ . . _ . . _ _ _ _ . _ _ _ . _ . . _ . . _ . . . . _ . . . . . _ . . _ . _ _ . _ . . . . _ . . . . . . . . _ . . _ . _ -soomw
] Ate ?5'-*C t'CA?4'li . . . _ . . _ . . _ . . _ _ . _ _ _ . . . _ . . . . . . . . _ . . . . . . . . . . . . . . . . . . . _ . . . . _ . . _ . . _ . _ . . _ . _ _ . _ _ . _ _5üDmW
_ até stwc tcarari . _ _ _ _ . . . . . . _ . . . . . . . . . _ . . . . . . . . . _ . _ . . . . _ _ . _ _ _ _ _ _ _ _ . _ . . _ _ . . _ _ _ _ . . _ . . _ . . . . _ .aaomw
to I até asvc tcararci ........................................................................ _ .aaomw
s até asrc tcmasai . . . . . . . . . . . . . . . . _ . . . . . _ . _ _ _ _ _ _ . _ _ . . . _ _ _ . . . . . . _ . . _ . . _ . . . . _ . . . . . . . . . . _ . . . . . _ .aaamw
ltc-sistericia termica tpara as temperaturas acima) . . _ _ _ _ _ __ _ . _ _ _ _ . _ _ . _ _ _ _ _ . _ _ _ _ . _ _ _ _ . _ _ . _ . _ _ _ . _ _ . _ _ 15D›'Cr"W
Tensão entre "UFFSET NUU_"e V iCr't?41C, CA?41, CA?4?C) _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ . _ _ _ _ _ _ . _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ 1 t},5V
! Temperatura de operação
CA?-fl, CHJ4? _ _ _ . . _ _ . _ . . _ _ . _ _ _ _ _ _ _ _ _ . _ _ _ _ . _ . _ _ _ . _ _ _ _ _ _ _ _ _ . _ _ _ _ _ . _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ . _ _ _ _ . . _ .-55 a 125'‹'C
C.-¿t?si'lC`__ CA?4?C, CAHSB _ _ . . _ . . _ . . _ . _ . . _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ . _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ . _ _ _ _ . _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ Úä FU'-'C+
Temperatura de armazenamento . _ _ . . . . . _ _ _ . . . . . . . . . _ . . . . . . . . . . . . . . _ . . . . . _ . _ . . . . . _ . _ . . _ _ _ _ . _ _‹-65 a TSÚVC
_¬ Temperatura do terminal durante a soldagem (numa distancia de 1,59 sz Ú_?'5'mm do encapsulamento por um
t periodo maximo de Ilisi _ . . _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ . . _ _ . _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ . _ _ _ _ _ _ _ _ _ . . _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ . _ _ _ _ _ _ _ _ _ . . _ _ _ _ _ _ _ _ .?t55*“C
I "' Se a tensao de alimentação for menor que +15'r', então o limite para a mãxima tensão de entrada CC será iguala
tensao de alimentacao.
o Valorize de tensao aplica veis para cada um dos amplificadores operacionais duplos.
r + Estes tipos dem operar entre -55 :Z TZSPC, apesar de terem algumas especificações publicadas apenas a tempe-
raturas de Íi)§?{i'PC_

E¬',Í¡'f,_*¡t"" I ' I' urnas ti.:


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ZTE ELETRDNIEÀ ÀNALDEICÀ: ÀMPLIFICADGRES 'OPERACIONAIS E FILTROS l5~.TI"v'CtS

CA741, CA747, CA 1453


" CARACTERÍSTICAS ELÉTRICAS
l_ Valores típicos para projeto
I “"" ` ""' ' -_"---' " '-"-*' --"--""- "_` 1 '---' " --"`--"' """_'_"""" 'l" "
ctztuotcoas of ttsrt 'i‹".AI.ÚR£5 '

Capacitãncia de entrada C¡ _¡_n.


1,4 pF
l Tensão de offset
- Faixa de ajuste - 1: 'IS mv'
Í

Resistencia de saida R0 __ __rs ¡_ Ú


Caffsflts da sat_tersiss11ita__aa_safsla __ _ _ __ 25 mis I
Resposta transitória Ganho unitário 0,3 ps
tempo de subida tr v¡ = aümv. RL = .Etica
Uvershoot c¿a1titip.= 5 Vs

siaw itsta_stt.- _ "ti'¿':.š=_2it“ _ _' tis vftis


, Ganho unitario

P caeacrsntsrtcas rttnttcas
l Para projeto de equipamentos
l _ conotçofs ofrtsrf ttnttrss '
' ostmcrtnlsrtcns raaaaaaazam sa l r cio-ttc_t:.»u-irc*
t v+
v' ==-tsv
tsetimç 1 t:a14sa* U“'”^°'f
E -I-llilr:-'_l-¡-tt-t_
;T“'"l"' ,Mt¿›_rçE Ms; Í
Tensão de offset de entrada 25°C - 2 É r
“to ttsstolto 1 tiamfi "`- " -'""""?T,_ mv 6
Corrente de offset de entrada I .25'='C -_ ao__3w_ato na _É
,|
lO
1
i ` tiarttãi
-._--_._._-_- __.___ i ___-_-_- -.._ _. '._...'-.'.l.° *I'.'__I_

Corrente de polarização de 1
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.25"'C - ao ___sto na '


entrada, tm 1 osrtnc BM”
Ganho de tensão em malha ai att asc* ao:tiiiiÊÕa.at;o J L _;
vc,-+tov - -
aberta ACH
'l -É Ê. í l
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1 | Fanta da tensão de entrada em _' I
modo-comum v'¡CR ; 1.'-'5'›'C :t 12 sta; - v -
_ _. '_ '.'. _ __' .T .°__'
r
I Relação de rejeição em modo t
- comum RRMC RSE Tflllffl 25°C .TD 90 - dB
I _Êí_-.H`
... .
_ Relação de rejeição da fonte de R5 -1; 'l£~'l~'.'t'J E'5i'C - so ssa pv/v
alimentação RRFA í __l_ I' .
__-.L.__

`
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Deslocamento da tensão de saida _ “t*'Ê*í'1_____ _ 25'-“C "LÂ.‹'zi.'¿7""_ 114 _


- f“""“gl Voar* tt¿ a .nto ass-t2__ _____;__1D +13' - v
I aàãoac __ s¬@__ zr_13 -
1 I X _

Corrente de alimentação, li , ass-c _ "' Ta- 3-- 218

`oisapaçsatla pt:›tann_=.~_PD i' " asvc ` ` - ` 50 as _ mw


Í

\ ' Valores aplicáveis para cada secção do amplilicatlot operacional duplo.

\ttcnot-"t_€rtstdtttt2it ___
APÊNDICE C: FÚLHÀS DE DÀDU5 DU C.¿'i.Í"41, CA?-ll?`, CA'l45B 27'?

CA741, CA747, causa


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Entnaoa _
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Enreaoa -3°” L
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oecnaeiofuata com couecnaacio vitsenn na '
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ZTE ELETRONICA ANALOEICA: AMPLIFICADORES OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

_ CA741, CA747, CA 1453 l _


caaacrfsttsrtcas ttfrntcas
Para projeto de equipamentos

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Catilio de tensão em malha I RI. E HH : J-_'5**C I 5t'II.EIl_Ziti.Ê 2t1t1_t1tiÚ' - Í
aberta, AÚ¿ _ _ VU = _-|¿1_£li__ -55'iEEÍ'.¡25D¡Iil§=
a ff' _ _ - _: - .

Faixa de tensão de entrada em _ _ '


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I = .I `
-I Relação de rejeição em modo - R* I~ -55 a 'l25*F'C 1 . '¬
L tomem
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. Rel.-acao de rejeição da fonte _ _ - = _ _


I_ de alimentacao astra ;_ Rs Ê_Í'_¡`ÍK_*`* __ 55” 735% 35 159 _ Fm'
Deslocamento da tensão de saidaf R_,_a= 'lülíci Í _55__._ _¡¡_,5_,C Í12 im _ V I

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Correntedealimentaçãoli -55'PC l ¬ ' I mA I
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Dissipacao de potência, PD _ -55'1'Ç


trta ão.
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ânsia” - -ts-e -«~ rs”_ mw

"' Valores aplicãveis para cada seoção do amplificador operacional duplo.


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APÊNDICE C: FÚLHIÚIS DE DIÊIDCIS DCI EI'i'».?¿I›'I, CA?4?`, CI'5I'I45B 279

I.

CA741, CA747, CA1458

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FIG H - r.|iI:;.uIn;: mar-rInI cfiuvfufinçm ut 4:‹FF:iET FIG EI - Cifltulffl UE IESIE F'II.FtIflI D IRJINSITDFIID

_ _ ___. _' 'hill-IDH”. '_".'I'._.'I-¡'III¡_I __ 'I 'I'

5547/Ú)
II.fII:*IfII:If.f..s_=TÊI~I.fII:II I A A ___ _ _ I ____í_
íøvxfi- Apêndzze II _
FOLHAS DE DADOS DO CA324
II. I

232 ELETRUNICA ÀNÀLÚEICÀ: JHIMPLIFICADORES 'OPERACIONAIS E FILTRD5 IÚITIVCIS

CA324 Í
P _ T

I AMHLIFICADOR OPERACIONAII.
QUADRUPLO
I Destaques:
I In Opera com fonte de alimentação simples ou dupla
:I Largura de banda com ganho unitãrio _ _ 'i MH: (tira)
Il Ganho de tensão CC _ . _ . . . . _ _ . . . _ . _ _ _ 100 dB (up)
I In Corrente de/polarização de entrada _ _ _ _ _ 45 nn flip)
.í Ie Tensão de o fset de entrada _ _ . . _ _ . . _ . _ _ .2 mv trip)
I'ÚlLí

t In Corrente de offset de entrada _ . . _ . . _ . _ _ _ 5 nn (rip)


ÉÍJ” -13-í 1 Equivalente ao tipo industrial 324

Aplicações:
In Amplificador somador
In Muitivibrador
l Úsciiador
Io Amplificador de transdutãncia
li Estagio de ganho CC

J'_'_H É_.`._. ii

O tipo SID CA324E é fornecido em en- tor difundido no proprio chip.


capsulamento plástico de 'M pinos duplo Ele foi projetado para operar com fonte
em linha (Dual in Line) f5ufi;›I:o E). de alimentação simples ou dupla, e com
Ci tipo SID CAI:-'24 consiste de quatro tensão diferencial igual ã da fonte de ali-
amplificadores operacionais de alto ga- mentação. O CA324 pode operar com
nho em um único substrato. baterias, pois tem pequena dissipação de
A compensação de freqüência para ga- potência, e tensão de entrada em modo
nho unitãno e feita atraves de um capaci- comum variando de UV a V* - 1,5IIf'.

________¬__J, __ __:
zm.. (1)- --- -..--- sI=Iia.nI-1

t'nrr¬:I=InI1I mol ^ 4 Ettlttaün. itton


-- 1»

uireâon aos I Qi) __i


L.. ...,... Elsiflefla Itofi I
|.._.!

II- I;'I3I_.
saiam rosa -¬-IJ¬1I LI- - ._LI¬_ Tfflím

:atenua nos 1

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L -I 1. _ J.

serum atua V 3 ~-«- Eiirflaoa IIIEG 5

sninas -----
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sâinâs

'il I'.§Tl I Tfifi

FÍGI ' DIÀIGRMIUII FLINCEH'-i-ÚLL

Mrcnoftftntiníoej
APENDICE D: FOLHAS DE DADOS DD Ci'3I32‹t1 233

CA324

ESPECIFICAÇÕES MÀXIMAS (famb -- 15°C)


Tt *rtsão dt' alittieriiatzlio . . . _ _ . _ . . _ _ _ _ . . . _ . . _ _ _ _ . . . . . . . . . . _ . . _ . . . . . . . _ . . . _ . . . . . . _ . . . . . . . . . . _ .HV ou 1 TGV
Ter rsau de entrada diferencial _ _ . _ _ . _ _ . _ . _ _ _ . . _ _ _ _ _ . . . . . _ _ _ . . . . . . . . . . . . . _ . . . . _ . . . . _ . _ . . _ . . . _ . _ . . . _ .*. 32V
Tensão de entrada _ . . _ . . . _ . . . . . . . . . . . . . . . _ _ . . . _ _ . . _ . . _ . . . . . _ . . _ . _ _ . _ _ . _ . . _ . . _ . _ . . . . . . _ . . _ _ -t1,3Iv' a 1 32%'
Corrente de entrada lv; < -£i,3'vÉJ + _ . . . . _ . . _ _ . _ _ . _ . . . . . . . _ . . _ _ _ . . . . . . . . _ _ _ _ . . . _ . . _ . . _ . . . . _ . . . . . . . _ Sürnfl
Saida ern curto a terra l"II«"*-I-.5.1 TSW* . . . . . . . . . . . . . . _ . . . . _ . _ . . . . . . _ . . _ . . . . _ . _ . _ . . . _ . . . _ . . . . . . . . . _ _ continua
Uissipacão de potencia iate SSPCJ _ _ _ . . . _ _ . _ _ _ _ . . . _ . . . . _ . . . . . . . . . . . _ . . . . . . . . _ . . . . . . . _ _ . . . . . . _ . . _ _ .isürnw
ftrtsistettcia termica tacima de SSYCJ _ . . . . _ . . _ . . . . . _ . _ _ . . . . _ . ._..__..._..._.._. ......... . _ _ . . . . _ _ 'l5fi\'Cf'W
Temperatura de operação . _ . . _ . . _ . . . . . . . . . . . . . . _ . . . . _ . . . . ._..._..._.._....._____._.. . . . . _ . _ .-55 ä 125%:
Temperatura de armazenamento _ . . . _ . . . . . . . . . . . . . _ _ . _ . . . . ._._..__....._........___._ . . _ . _ . _ .-65 la 15D'fC
Temperatura de terminal na soldagem fã distãncia de 1,59 mm 1 0,?? mrn durante Tüs no max.) . _ . . _ _ . . _ _ + 265*iC

* A corrente mãxima de saida e de aproximadamente fl-tirnñ. independe do valor de Curto circuitos ã V*_'›15v'
podem causar excessiva dissipação de potencia e eventual destruição. Curtos entre a saida e Iv" podem causar so-
isreaquecim ettto e eventual destruição do dtsposttivo.

+ Esta entrada de corrente existe apenas uando a tensão em qualquer um dos terminais de entrada for negativa.
Esta corrente e devida ã junção coietorírase dos transistores PHP de entrada. que ficam polarizados diretamente
e atuam como diodos "Cl..-HIMFS”. Hã também a atuafão de um transistor lateral, parasita e HPN no Ci. A atuação
deste transistor pode causar as tensoes de saida dos amp ilicadores cltet_¡'uem ao nive V* durante o tempo em que a
entrada e negativa- Este efeito não e destrutivo, e os estados normais de saida serão restahelecidos quando a tensão
de entrada voltar a niveis maiores que -£i.31v*.

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234 ELETRDNIEIÊI IÚINALÉIEICIÚI: IÉIIMPLIFICADCTRES 'OPERACIONAIS E FILTROS ATIVOS

CA324
CARACTERÍSTICAS ELÉTRICAS
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I Tensão de deslocamento de
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II Teitsaode entrada em modo UI _ . Ii"-1,5
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I Corrente de offset de ent. II' _ i; “ s 50 M â I


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I (Jorreiite de ont. lIo-ul'II,.i|txta't - 45 250 tIv't. I
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I Correnfe_I:I'e fornecida ti' .+11Iijt..-'I'=I]|.rI ' E I -+


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Corrente de saida absorvida vI+ -= av, vI'= iv. v* = isvI ie 20 iirtI-4.;


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Gaitltu de tensão It ts zieív--:ev “II IIII I

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rtirnont RRMC __ 'CC 155 FU Ê.Ui!
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alinientacão ititf.-'. |____ _|-'

Casamento aniplificador- f I T -i 2tiltHz _ _.III.I,,I¡I


ampldicador etefenie ã_entrasl-ii
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Tensão de offset de ent. UIIÚ iiatss I « - 9 mir' I


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Coeiirieiite de Iemperaiera
da tensão de offset de ent. R5-ll] - 1' I' Iivr-rc I
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Corrente de offset de ent.
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- 150 .Iv-I;
II
a.

Con.-linente de temperatura
' if; corre-nte de offset ele em. -Tie pA;'vC
ñ.lIIDIfIñ.T _ "I __
_ 1 H I

_ Corrente de pol. de em. III " I n SW nn I 1


Ita 2 .J __ ”`.ÍIII|I¶'_ I il- I

Ctii-rIeirte de alimentação RI -=IiI-e em todos os i'Lmp_ - 0,8 _": . mn. I


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I Tensão de entrada em modo . III, I
comum VICE V' I JW' III' - É v'-_?
I I _ _ I-

G-inho de tensão- um __ _ tt _'a2.ItoI_ v * I- Tsv


I
sinal .¡lto,iI-'II t_I;I'.¡ra grande vn swing; I 33 da I

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I
T_ensIiu de deslocamento t'sI›vIi:¿I;,i I I

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xI-:ixn_v' -sttv tas I - -V I

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" Nivel alto VÇIIIII, I
Itfl-Iíttitt-I H 'I HJ *'-I :ts V :
' Nivel baixo 'IIi'II.:IIII III: itiito
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Correntedesaida FI: =1V¿_-CIVIÇ I=D W I N I _ ms-*II
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É _ rI"i.iÍI
I
L Tensão de entrada difeienlciãll Nota 2 '
'IF
'Ê v_i
Nota 1 - Devido ao esäiãaio de entrada Fl'-iP, Ii din. ão da corrente de entrada epara fora do Cl.
N-in existe rn oca de carga nas linhas de entrada porque esta corrente e constante,
independente do estado da saida. _,
Nota 2 - às teitsoes do sinal de entrada eem modo comum não devem ser mais negativas que o,3'|Ir, (1-limite
positivo da tensão em modo comum ci'de Ii"+ - 1,5'-", mas ambas entrada sásodem ir ate HV.

_
Nota 3 - V0 == `l.4'r`C{`. RS I Úcorn '-t'+ entre 5 eJD'II", e dentro da faixa de tensao emodo comum
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fIIII:"'a 'If " - 1',.5'IIi',I.
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CA324

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