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Universidade do Sul de Santa Catarina – Unisul

Campus Virtual

Avaliação a Distância 2

Unidade de Aprendizagem: Finanças de Longo Prazo


Curso: Gestão de finanças
Professor: Sidenir
Nome do estudante:
Data:

Orientações:
 Procure o professor sempre que tiver dúvidas.
 Entregue a atividade no prazo estipulado.
 Esta atividade é obrigatória e fará parte da sua média final.
 Encaminhe a atividade via Espaço UnisulVirtual de Aprendizagem (EVA).

1) Leia o seguinte caso:

Em 1993, Michael Eisner, presidente da Disney, recebeu US$ 230 milhões, uma das
maiores quantias pagas por uma empresa a um executivo em um único ano, quantia
maior que o PIB de alguns países. O curioso é que os acionistas dessa empresa não
reclamaram da quantia paga a seu principal executivo, dado que, sob seu comando, os
lucros da Disney nesse período saltaram de US$ 60 milhões para US$ 2 bilhões entre
1984 a 1995. O valor de mercado da empresa aumentou em mais de US$ 25 bilhões,
provocando um aumento de 14 vezes no valor do investimento dos acionistas. Roberto
Goizueta, da Coca-Cola, aumentou o valor da empresa em um período de dez anos em
aproximadamente US$ 50 bilhões. Andy Grave, da Intel, obteve lucros em torno de
40% ao ano para os acionistas da empresa na década de 90.
Pesquise um pouco mais sobre esse assunto e descreva, em um texto entre 10 a 15
linhas: o que esses extraordinários executivos fizeram? Cite as fontes pesquisadas. (5,0
pontos)
Resposta:
Grandes executivos fizeram a diferença em suas empresas utilizando de criatividade e
assumindo riscos de forma inteligente, alavancando o crescimento de suas empresas.
Michael Eisner adotou a estratégia de expandir parques e hotéis Disney por todos os
continentes, hotéis de luxo e de outras categorias foram criados, priorizando a
excelência no atendimento com profissionais bem treinados obtendo assim enorme
sucesso.
O cubano Roberto Goiueta foi o responsável por lançar a Diet Coke, que no intervalo de
2 anos tornou-se a bebida de baixa caloria mais conhecida do mundo. Também focou
em expandir a marca em vários pontos de venda para que seus produtos estivesse em
todos os lugares consolidando a marca pelo mundo.
Andrew Grove era um dinâmico administrador e organizador tendo como grande
característica uma rigorosa disciplina. Procurou manter a Intel sempre na vanguarda da
tecnologia estabelecendo os microprocessadores e ficando a frente de seus concorrentes
por dois decênios.

Fonte: Época / Wikipedia

2) Leia o seguinte texto:

A febre dos Buyouts


Os anos 1980 foram a década da alavancagem, ou do acréscimo de dívida à estrutura de
capital. Um artigo da Harvard Business Review alertou os administradores para que,
caso não se alavancassem com dívida, uma aquisição hostil faria isso para eles. Grande
parte da febre do capital de terceiros precisou ser revertida nos anos 1990 – a década da
“desalavancagem”.
Em 2007, as transações voltaram a se aquecer. Dessa vez, as adquirentes eram empresas
de private-equity, e surgiram novas preocupações quanto à possibilidade de as empresas
acrescentarem dívida ao balanço patrimonial como medida defensiva. Foi o que fez a
Health Administration Associates, anunciando em janeiro de 2007 que tomaria $ 2,4
bilhões em novas dívidas para financiar dividendo extraordinário de $ 10 por ação.
Embora isso fosse reduzir o rating de crédito da HMA de grau de investimento para
junk, o diretor financeiro Robert Farnham observou, em uma conferência telefônica, que
reduziria o custo de capital da empresa, na casa de dois dígitos, para 7,5% a 8%. A
medida tornaria uma aquisição por private-equity praticamente impossível. A Anheuser-
Busch indicou que se seguia uma estratégia semelhante ao anunciar, em Dezembro de
2006, que estava adotando uma meta agressiva de alavancagem.
Depois do anúncio do dividendo especial, o valor da ação da Health Administration
Associate caiu aproximadamente 8%. Embora os preços tanto da ação quanto das
obrigações pudessem cair devido à alavancagem excessiva, os acionistas ficaram
satisfeitos por receberem uma quantia que mais do que compensava a queda do preço da
ação. A transição para uma posição altamente alavancada pode beneficiar os acionistas,
mas costuma ser danosa aos interesses dos titulares de obrigações e demais credores.
Como os fundos de private-equity vêm superando de forma consistente os retornos de
mercado, o dinheiro tem entrado aos borbotões. Segundo algumas estimativas, as
empresas norte-americanas de private-equity tinham em mãos, coletivamente, cerca de
$400 bilhões. Se combinarmos esse caixa com a alavancagem, o poder aquisitivo do
private-equity aumenta quatro ou cinco vezes.
É natural que, com tanto dinheiro disponível, haja o risco de ocorrerem transações que
não deveriam ser realizadas e que algumas delas sejam tão caras que dificilmente
compensem o investimento. Vejamos, por exemplo, a compra da Chrysler pela alemã
Daimler: a transação inicial, em 1998, foi de $ 36 milhões. Em 2007, a Cerebus Capital
Management LP, um fundo de private equity, comprou da Daimler Chrysler AG 80% do
grupo Chrysler por apenas $ 7,4 bilhões.
(GITMAN, L. J. Princípios de administração financeira. 12. ed. São Paulo: Pearson
Education do Brasil, 2010).

Baseado neste relato, que efeito teria uma redução no custo de capital de uma empresa
sobre os seus investimentos futuros?
Pesquise mais a respeito para responder a essa questão, justificando sua resposta e
citando as fontes pesquisadas. (5,0 pontos)
Resposta:
Custo de capital é definido como a taxa de retorno mínima exigida por acionistas e
credores e que baliza a tomada de decisão de um projeto de investimento ou
financiamento. Isto quer dizer que um custo de capital baixo tende a tornar mais viável a
execução de novos projetos tendo sim um impacto positivo para a empresa. Além disso
há uma valorização da empresa já que o valor de uma empresa é medido através dos
fluxos de caixas descontados. Sendo assim, reduzindo o custo de capital da empresa que
representa o denominador da equação, tem-se uma valorização da empresa.

Fonte: Valor Econômico / FGV