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Wade-Giles

Romanização da Língua Chinesa

Para Mandarim padrão

Gwoyeu Romatzyh
Pinyin Hanyu
MPS II
Sistema Postal Pinyin
Pinyin Tongyong
Wade-Giles
Romanização de Yale
EFEO

Para Cantonês padrão

Barnett-Chao
Jyutping
Meyer-Wempe
Romanização de Yale

Para Taiwanês

Igreja Presbiteriana em Taiwan

Wade-Giles, às vezes abreviado Wade, é


um sistema de romanização (notação
fonética e transliteração) para a língua
chinesa utilizado principalmente no
variante do Mandarim. Foi o principal
sistema de transliteração da língua
chinesa nos países de língua inglesa
durante maior parte do século XX, usado
em vários livros de referência padrão e
em todos os livros sobre a China
publicados antes de 1979.[1]
Foi substituído pelo sistema Hanyu
Pinyin na República Popular da China,
mas ainda permanece em uso na
Taiwan.

História
Foi desenvolvido a partir de um sistema
produzido por Thomas Francis Wade em
1859[2] e chegou à forma final com o
Dicionário Chinês-Inglês de Herbert Giles
de 1912.

Foi criado para ser usado por


especialistas em língua chinesa, o que
tem levado ao senso comum imaginar
que não é intuitivo ou útil para ensinar a
pronúncia chinesa.
Substituiu os sistemas de romanização
baseados em Nanjing que tinham sido
comuns até o século XIX.

A República da China em Taiwan tem


usado o sistema Wade-Giles há décadas
como o padrão de facto coexistindo com
muitos sistemas oficiais, porém pouco
conhecidos, como o Gwoyeu Romatzyh
(1928), MPS II (1986) e o Tongyong
Pinyin (2000). Por outro lado, o sistema
Hanyu Pinyin, criado bem mais
recentemente, é o sistema oficial de
transcrição ou foneticismo usado na
República Popular da China.

Os topônimos de Taiwan em uso


internacional ainda estão quase todos
escritos com o sistema Wade-Giles. As
pessoas de origem chinesa que vivem
fora da China também escrevem seus
nomes utilizando este sistema de
romanização, embora frequentemente
não respeitem algumas regras de
pontuação.

O Sistema Postal Pinyin é baseado no


sistema Wade-Giles, mas incorpora
várias exceções que não respeitam as
regras do sistema.

Consoantes aspiradas e não-


aspiradas
Uma reclamação frequente acerca do
sistema Wade-Giles relaciona-se com o
uso de apóstrofos para representação
dos pares de consoantes aspiradas/não
aspiradas que são importantes na
fonética do Mandarim, como em p/ p',
t/t', k/ k', ch/ch'. O sistema Hanyu Pinyin
trata este problema utilizando letras
latinas diferentes para representar estes
mesmos pares de consoantes
aspiradas/não aspiradas como em b/p,
d/t, g/k, zh/j, ch/q. Isto gera maior
confusão entre pessoas ocidentais, pois
o b não representa a consoante sonora b
do Português, mas o som de p, enquanto
o p representa um fonema aspirado, não
existente em Português. Note-se assim a
confusão quando um lusófono pronuncia
Beijing, quando o fonema inicial é mais
próximo do que se pronuncia na palavra
Pequim.

A vantagem do uso de apóstrofos é que


se preserva as letras b, d, g e j para
romanização de outros dialetos chineses
que usam consoantes sonoras tais como
o dialeto de Taiwan (Hō-ló-oē). Este
dialeto do chinês utiliza há séculos o
sistema de romanização conhecido
como Missionary Romanisation, similar
ao Wade-Giles.

As pessoas que desconhecem o sistema


Wade-Giles ignoram os apóstrofos e até
os eliminam quando copiam textos,
ignorando que eles são informação
importante da fonética do Mandarim. Os
passaportes da República da China em
Taiwan ignoram completamente os
apóstrofos, portanto estes nunca são
utilizados nos nomes de descendentes
de taiwaneses residentes no estrangeiro.
O mesmo ocorre como topônimos
quando grafados fora da República da
China em Taiwan.

Em parte por isto, os quatro sons


representados em Hanyu Pinyin por j, q,
zh e ch são comumente escritos com ch
em muitos nomes de pessoas ou na
literatura, apesar de serem fonemas
consonantais totalmente distintos do
Mandarim. Contudo, se os apóstrofos
são mantidos, o sistema Wade-Giles
adequa-se perfeitamente à fonética do
Mandarim revelando uma simetria que
não permite a confusão:

fonemas retroflexos ch- (zh-em Hanyu


Pinyin) e ch'- (ch- em Hanyu Pinyin))
estão sempre antes de -a, -e, -ih, -o ou -
u;
fonemas não-retroflexos ch- (j- em
Hanyu Pinyin) e ch'- (q- em Hanyu
Pinyin) só ocorrem antes de -i or -ü.

O dicionário Chinês-Inglês de Giles usava


originalmente apóstrofos virados à
esquerda (‘). Esta orientação foi seguida
pelos sinólogos até a década de 1950 ou
1960, quando começou a ser
gradualmente usado apóstrofos virados
à direita (’) na literatura acadêmica. As
publicações on-line quase sempre
utilizam o apóstrofo simples.

Um fonema e vários grafias


Apesar de utilizar a mesma letra para
grafar fonemas consonantais
aspiradas/não aspirados, o mesmo
fonema consonantal poderá ser
representado por diferentes letras.

Existem duas versões de romanização


no sistema Wade-Giles para três
fonemas consonantais que poderão ser
representado por ts/tz, ts'/tz e s/ss .
Assim temos:
usa-se tz- em tzu, mas usa-se ts- antes
de outras vogais (como tsung (que em
Hanyu Pinyin grafa-se como zong);
usa-se tz- em tz'u, mas usa-se ts'-
antes das outras vogais;
usa-se szu ou ssu, mas usa-se apenas
s- antes das outras vogais.

Note-se que as versões mais antigas do


sistema Wade-Giles grafavam tsû (para
tzu), ts'û para tz'u) e ssû (para szu ou
ssu), que são escritos no sistema Hanyu
Pinyin como zi, ci e si.

Precisão com rima vazia


O sistema Wade-Giles tem uma precisão
não encontrada em outros sistemas de
romanização devido a distinção dos
fonemas conhecidos como rimas vazias
(空韻). Assim utiliza:

-u (anteriormente -û) depois das


consoantes sibilante tz-, tz'-, e s-
(representados em Hanyu Pinyin como
z-, c- e s-).
-ih depois do ch- retroflexo, ch'-, sh- e j-
(representados em Hanyu Pinyin como
zh-, ch-, sh-, and r-).

Estes fonemas são todas escritos como


-i em Hanyu Pinyin (portanto não são
distinguíveis do verdadeiro -i, como em li)
ou como -ih em Tongyong Pinyin. O
Zhuyin não é um sistema de
romanização, portanto não requer a
representação das rimas vazias.

Troca parcial de "-e" com "-


o"
O fonema vocálico não-arredondado
meio-fechado do fundo usualmente
escrito como -e no sistema Wade-Giles
(como também em Hanyu Pinyin), é
escrito algumas vezes como -o. Quando
isolado, este fonema é escrito como o ou
ê. Quando colocado com um fonema
consonantal é escrito -e; exceto quando
precedido por k-, k'- e h-, quando será
escrito -o, formando as sílabas ko, k'o e
ho (representadas em Hanyu Pinyin
como ge, ke e he).

Troca parcial de "-o" com "-


uo"
O fonema usualmente escrito como -o, é
escrito -uo quando precedido por sh-, k-,
k'- e h- (shuo, kuo, k'uo e huo).

Note-se que as sílabas ko, k'o e ho


(representadas em Hanyu Pinyin como
ge, ke e he) possuem o mesmo fonema
vocálico representado por -e nos outros
casos.

Pontuação e Capitalização
O sistema Wade-Giles usa hifens para
separar as sílabas dentro de uma
palavra, enquanto o Hanyu Pinyin usa
apóstrofos.

Se a sílaba não for a primeira em uma


palavra, sua primeira letra não será
maiúscula, mesmo se for um nome
próprio.

O uso de hifens e capitalização


frequentemente não é utilizada em
nomes pessoais e toõnimos quando fora
da República da China em Taiwan.

A maioria dos nomes de pessoas de


origem taiwanesa residentes no exterior
não segue estas regras, apesar de seu
nome ser romanizado utilizando o
sistema Wade-Giles. Por exemplo,
nomes como "Tsai Tai Lun" ou "Tsai Tai-
Lun" (sendo Tsai o sobrenome, o nome
da família), ou então, "Chan Tung Peng"
ou "Chan Tung-Peng" (sendo Chan o
sobrenome, o nome da família) deveriam
ser escritos como "Tsai Tai-lun" e "Chan
Tung-peng" caso seguissem
rigorosamente o sistema Wade-Giles.

A questão da capitalização surge


parcialmente porque os passaportes da
República da China em Taiwan
capitalizam todos as letras do nome do
portador colocado ao lado da fotografia.
Além disto, estadunidenses consideram
que a sílaba do meio é o segundo nome
(middle name), como é comum de se
utilizar nos Estados Unidos.

Tons
O sistema Wade-Giles usa um número
superescrito para indicar os tons da
Mandarim, enquanto o Hanyu Pinyin
utiliza acentos diacríticos.

As marcas de tons do sistema Wade-


Giles somente são utilizados em textos
de estudos chineses, embora sejam
imprescindíveis para distinguir as
diferentes palavras.

Outras diferenças com o


Hanyu Pinyin
Hanyu Pinyin
Wade-Giles escolheu o j- para
representar uma pronúncia do chinês
do norte que é representada como -r
em Hanyu Pinyin;
Ü (como em 玉, "jade") sempre tem
trema, enquanto o Hanyu Pinyin
somente emprega o trema nas sílabas
lü, lüe, nü e nüe;
O agrupamento vocàlico escrito como
-ung é escrito como -ong em Hanyu
Pinyin (por exemplo, Confúcio é K'ung-
fu-tzu no sistema Wide-Giles, e Kǒng
Fūzǐ em Hanyu Pinyin;
O agrupamento vocálico escrito como
-uei depois de um fonema consonantal
no sistema Wade-Giles é escrito como
-ui em Hanyu Pinyin . Contudo, estas
duas formas de romanização, ao
contráio das outras, usam as mesmas
combinações -iu e -un para os
agrupamentos vocálicos que
completos são pronunciados como -
iou e -uen;
I nunca é diretamente precedido no
sistema Wide-Giles por y, como em
Hanyu Pinyin. A única exceção são os
topônimos que não tem hífens, pois
sem um y poderia haver ambiguidade
na palavra;
O fonema vocálico indistinto -eh!,
conhecido como "schwa" em inglês,
quando isolado em uma sílaba, é
escrita no sistema Wide-Gilescomo ê,
do mesmo modo que em Hanyu
Pinyin. Porém, ao contrário do Hanyu
Pinyin, o qual sempre usa -e, se há
uma consoante precedendo o som, o
sistema Wade-Giles usa -eh;
Além do fonema vocálico indistinto, ê
é utilizado em êrh para representar o
fonema escrito em Hanyu Pinyin como
er .

Ver também
Hanyu Pinyin

Referências
1. Krieger, Larry S.; Kenneth Neill, Dr.
Edward Reynolds (1997). «ch. 4». World
History; Perspectives on the Past (em
English). Illinois: D.C. Heath and
Company. pp. p. 82. ISBN 0-669-40533-7.
“Esse livro usa o sistema tradicional de
escrita de nomes chineses, às vezes
chamado de sistema Wade-Giles. Esse
sistema é usado em muitos livros de
referência padrão e em todos livros da
China publicados antes de 1979.”
2. Sampaio, Adovaldo Fernandes (2009).
Letras e memória: uma breve história da
escrita. São Paulo: Ateliê Editorial

Ligações externas
Wade-Giles → Zhuyin → Pinyin
conversion table (See Zhuyin)
Pinyin → Wade-Giles → Zhuyin
conversion table
A conversion table of Chinese
provinces and cities from Wade-Giles
to Pinyin

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