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A MULTIPLICAÇÃO DOS PÃES E PEIXES

Texto: Mateus 14:13-21 - Marços 6:30-44 - Lc 9:10-17 - Jo 6:1-13

Após ter sido envidados para os campos missionários para pregar o evangelho,
os discípulos voltaram cheios de alegria porque eles viram milagres acontecendo
através do poder que Jesus tinha lhes dado para realizar esta obra (Lc 9:1,2).
Os discípulos aprenderam sobre o suprimento de Deus, eles não poderiam
levar, uma segunda roupa, não poderiam levar malas, não podiam levar nada, eles
também tinham que ir sem dinheiro, dependendo exclusivamente de Deus. Jesus
queria que eles aprendessem que a vida toda é uma dependência de Deus.
Aqui nós aprendemos que a mensagem que eles levavam e que nós também
devemos levar é uma mensagem de arrependimento e fé que transforma. Eles
saíram anunciando que o reino de Deus estava chegando, e que esse reino
transforma a vida das pessoas, liberta, cura, e salva.
O nosso estilo de vida e mensagem é um protesto, de Deus para quem rejeitam
a mensagem, quando sair dali bate até o pó da sandália, como um testemunho:
“Vocês tiveram a oportunidade e não aproveitaram aquilo que Deus deu a
vocês” (Lc 9:4-6).
E por fim não devemos nos orgulhar por tudo que fazemos no reino de Deus,
porque tudo é a graça de Deus é por meio do poder de Jesus Cristo.

I. O SENHOR JESUS DEU UM NOVO DESAFIO AOS SEUS DISCÍPULOS OS–


Mc 6:30-44

A) Jesus desafiou eles de uma maneira DIFERENTE daquela de quando foram


enviados de dois em dois; agora o cenário era outro.

1. Os discípulos _VOLTARAM_ da missão, e eles estavam muito alegres, e se


encontraram com Jesus. E aquelas seis equipes de missionários que saiu de
dois em dois, quando voltaram; algo extraordinário aconteceu, multidão
VEIO com eles para ver Jesus e aí se juntaram seis multidões, não
havia só aquela multidão que estava com Jesus, mais agora eram seis
multidões que veio acompanhadas com as seis equipes de seus
discípulos.

2. E eles contaram o que tinha acontecido e que tinha sido um sucesso total,
foi tão impressionante que os 12 apóstolos que chegaram cansados, não
conseguiram atender a demanda de tanta gente que estava se aproximando,
querendo ver e ouvir uma oração e querendo compartilhar, sua angustia
e seu sofrimento.

A) E a Bíblia diz que Jesus ficou com dó dos _DISCÍPULOS_, porque agora
Ele não estava ministrando sozinho, eles estavam ministrando com Ele
e eles não conseguiram nem comer, estavam cansados (Mc 6:31).

1. Então Jesus disse: “vamos pegar o barquinho, vamos a parte para um


lugar deserto, vamos sair para o outro lado, e assim vocês poderão
comer alguma coisa”. E eles saíram no barquinho para longe da cidade o
lugar era deserto.
2. Mas, a _MULTIDÃO_ viu a rota nas margens pra onde o barquinho estava
indo, e a Bíblia diz que eles saíram correndo e foram dando a volta no lago,
e por onde eles passavam as pessoas perguntavam o que aconteceu?
O que está acontecendo? Podemos imaginar as pessoas respondendo:
“Jesus vai encostar o barquinho ali naquele lugar, vê o que Ele fez comigo,
o que os seus discípulos fizera”, e assim, iam dando testemunho, quando
chegaram lá onde Jesus estava a multidão era maior ainda.

3. Já tinha mais de 5 mil pessoas, e quando encostaram o barquinho, Jesus se


COMPADECEU das multidões, porque eram como ovelhas sem pastor,
desesperadas para encontrar um pastor (Mc 6:33,34).

4. Aí passou até a CANCERA e agora foi cuidar desse povo, e vai os discípulos
e começas a pregar, ensinar, orar.

a) Chega uma hora que o apostolo Filipe se aproximam de Jesus e diz: “tem
um problema logístico aqui, já está entardecendo estamos longe
da cidade, e nós não tem como dar comida para 5 mil pessoas. É
melhor terminar a reunião, terminar o culto para povo ir embora
arrumar o que comer” (Jo 6:7).

b) Veja só o DESFIO de Jesus para seus discípulos: “Deem vocês mesmos


comida pra eles” (v. 35-37). E se fosse com você, já pensou cozinhar
pra 5 mil pessoas? Em 30 minutos? Não dá, nem pensar em cozinhar,
Jesus disse bem sério pra eles “deem de comer pra esse povo”. Como
estava o coração dos discípulos nessa hora.

B) No desafio anterior que era sair para a missão sem dinheiro, sem
comida sem nada, eles haviam experimentado o poder de Jesus em
supri-los.

1. O desafio era suprimento, e eles já tinha aprendido a lição, que Jesus é


poderoso para suprir todas as coisas.
2. Mas então o que era diferente agora? E o que havia de novo nesse desafio
de fé?
3. Era um desafio tão semelhante ao anterior mais o Senhor queria
trabalhar no coração deles, um desafio de fé.

II. A DIFERENÇA DO DESAFIO ESTAVA NO FOCO – (Mc 6:37)

A) No primeiro momento Jesus disse que poderia supri-los, e eles foram


crendo.

1. Jesus queria que seus discípulos entendessem que Ele não só era capaz de supri-
los. Mas que os discípulos eram responsáveis pelos seus irmãos. Agora o foco
era eu ou o outro.

2. Que coisa tremenda! Jesus está tentando ensinar é que se você vai jejuar, orar,
buscar uma cura, um milagre, é mais fácil fazer para você mesmo, pra alguém
da família, por que nós somos o alvo.

3. Mas Jesus está dizendo: não faça isso só por você. Eu quero que você
possa pegar os valores da sua fé, e a experiência da graça e que você
seja responsável por outras pessoas.
4. E aqui está a diferença, eu não quero que apenas vocês vivam a experiência no
deserto do suprimento que eu já dei, mas eu quero que se responsabilizem pelos
seus irmãos, e que vocês deem o alimento á eles (Mc 6:37).

B) A mesma BENÇÃO e o mesmo PODER a mesma GRAÇA que está fluindo


na tua vida e que está aprendendo a experimentar, Jesus quer que você
DIVIDA, tenha a responsabilidade por essas pessoas.

1. Tem pessoas que estão passando por dificuldades por lutas e nós precisamos
entender que nós somos responsáveis por aquelas pessoas num círculo nosso
de influência.

2. Muitas pessoas estão sofrendo e Deus nos colocou como agentes da sua graça,
para chegar lá e fazer a diferença em nome de Jesus, porque quando chegar
naquele dia Jesus vai dizer: “Quando eu tive fome, vocês me deram de
comer, quando tive sede me deram de beber, quando estive preso vocês
me visitaram”, “...Cada vez que você faz isso a um dos meus
pequeninos, vocês fazem a mim” (Mt 25:35-45).

a) Jesus queria ensinar com aquele desafio, que os discípulos não eram
responsáveis somente pelos seus corações, pela tua fé...
b) Mas Jesus mostra: “Você é responsável pelas pessoas que Deus
colocou a sua volta, no teu círculo de influência. E você é a resposta
da graça de Deus para essas pessoas. E ESSA É A GRANDE
DIFERENÇA DO DESAFIO”.

III. A DIFERENÇA AGORA ESTAVA NO MÉTODO – (Lc 9:13)

A) Na viagem missionaria quando os apóstolos saíram de dois em dois, o


método tinha sido a multidão para alimentar os apóstolos, a multidão
era a fonte do suprimento dos discípulos.

1. Por onde eles passavam Deus colocava no coração de alguém, eles não
podiam levar bolsa. Alguém dava um pedaço de pão, alguém traz uma fruta,
algum dava alguma coisa pra o suprimento deles. A multidão os supria.

2. Agora, o método foi invertido, agora não é a multidão que os


alimentavam no deserto, a multidão agora está carente, e a fonte era
completamente outra.

3. Deus usa vários métodos para realizar seus milagres ele não se limita uma
única forma. Para os discípulos era impossível. De onde viria o suprimento
divino?

a) Eles agiram como se Deus só pudesse fazer os seus milagres de uma única
maneira. Mas o que o Senhor queria é que eles deixassem de confiar no
método que já conheciam e dependesse totalmente de Deus.
b) O método preparado por Deus para supri-los era inimaginável... Jesus
mandou pegar o que eles já possuíam, precisavam repartir, e
Jesus iria multiplicar milagrosamente.
c) Após todos ter se alimentado e saciado, AINDA SOBROU UM CESTO PRA
CADA DISCÍPULO pra que pudesse entender que seu pouco nas mãos
de Deus é mais que suficiente.
d) Quando os discípulos voltaram, cada um voltou com um cesto. Podemos
imaginar Jesus dizer: “Eu sou o método que supre a vida!”. É incrível a
maneira que o Espirito Santo de Deus trabalha.
 O nosso método também está no controle de Deus. Deus pode todas as
coisas. Queridos o método não é tão importante, se tiver que cair pão
do céu, Deus já fez isso no deserto, se tiver que sair água da rocha, Ele
já fez isso no deserto.
 Ele vai fazer do jeito dEle, e era isso que Jesus estava querendo ensinar
para os discípulos: “não é a multidão que te sustenta Sou eu, e se eu te
mandar sustentar a multidão pode fazer no meu nome. Deus é quem
nos sustenta!
 Se for necessário ser alimentado pela multidão, Deus vai fazer isso pra você,
mas se for preciso você alimentar a multidão Deus fará, porque Ele é fiel e não
importa o cenário ou o método, o que importa é que Ele é o Senhor da nossa
vida.

Por isso, aprendemos aqui uma coisa tremenda:

LIBERALIDADE TEM QUE ESTÁ NO CORAÇÃO DOS SERVOS DE DEUS


A) Porque eu não preciso guardar tudo para mim, porque eu tenho quem cuida de
mim: o meu Deus vivo!
1. Enquanto eu reparto, Deus multiplica. E foi isso que Jesus fez... (Lc 6:38).
2. Deus vai fazer o impossível, porque Ele é o suprimento.
3. Ele não usa os mesmos métodos, Ele tem métodos criativos para fazer sua
vontade.

IV. A DIFERENÇA ESTAVA NO PARADÍGMA – (Jo 6:7)

A) Os discípulos já tinham aprendido a fazer uma missão sem dinheiro, Jesus disse
para eles: “não levem dinheiro”. Eles tinham que está no centro da vontade de
Deus.
1. Quando Jesus disse: “dai-lhe de comer”, chegou logo um discípulo e
disse: “o Senhor já sabe quanto custa para alimentar 5 mil pessoas?
Alimentar 5 mil pessoas custa 200 denarios”. Um denário era o valor de
uma diária de um trabalhador. Trazendo para hoje seria cerca de 16 mil
reais só para comprar pão.

2. O paradigma antigo que estava na cabeça deles voltou a funcionar: “Quanto vai
custar?”. Você já parou para pensar que quando Deus coloca em algum desafio
espiritual, logo você fica fazendo sua contabilidade para ver como é que
funciona?

3. Muitas vezes alguns pode dizer: “É claro, temos que ser previdentes”.
Mas as vezes o que você chama de previdência é uma falta de percepção
dos feitos de Deus para fazer a obra.

4. Quando Deus tem um projeto para ser feita, Ele faz obras tremendas, mas tem
que mudar o paradigma. Fazer a obra de Deus com fé.

Tempo 46:04