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GESTÂO DE PESSOAS E A SUSTENTABILIDADE

RESUMO

Caroline da Rosa Melina de Almeida Vanessa G. Dias Profº. Evaldo Junior

Este artigo visa mostrar como as empresas atualmente estão lidando com o novo paradigma de gestão nas organizações, pois os problemas socioambientais decorrentes aos impactos provocados por ações realizadas sem planejamento exigem das organizações novas formas de relações integradas entre ser humano e natureza. Devido a este senário, o papel da área de Gestão de Pessoas é comprometer as pessoas e organizações a trabalharem juntas. A sustentabilidade tornou se um ideal de desenvolvimento organizacional, mas qualquer prática organizacional com foco em sustentabilidade deve contar com o alinhamento da prática de gestão de pessoas e seus conceitos. É crescente a preocupação das empresas em se aproximar de seus fornecedores, clientes e funcionários. As empresas começam valorizar a responsabilidade social, a partir do momento em que torna o ambiente de trabalho competitivo, motivador e eficiente, fornecendo um conceito positivo e firmando comprometimento com seus parceiros de negócio, fortalecendo uma mudança para posturas socialmente responsáveis. (Coutinho e Macedo-Soares; 2002).

INTRODUÇÃO

Nos dias atuais cada vez mais as empresas buscam melhorias em suas

formas de produção e gestão, através de um dos maiores assuntos da

atualidade que é a sustentabilidade. Este possui um conceito bem particular na

estratégia organizacional, sobre a maneira de como integrá-lo à gestão de

pessoas.

Usa-se a palavra “sustentabilidade” para qualquer coisa. Fala-se muito

em desenvolvimento sustentável, crescimento sustentável, sustentabilidade

econômica, negócios sustentáveis, sustentabilidade ecológica, marketing

sustentável, e assim por diante.

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A verdade, no entanto, é que poucos compreendem o que seja

“sustentabilidade”. Muitas pessoas associam-na à preservação do meio ambiente. É uma compreensão correta, porém incompleta. Sustentabilidade é muito mais do que cuidar do planeta para que seus recursos sejam utilizados de forma responsável e não destruídos. Interpretar o conceito das mudanças nas políticas e práticas de uma empresa, juntamente com seus líderes organizacionais são importantes, porque tudo esta voltado ao desenvolvimento sustentável. Para as organizações, implementar processos de gestão de pessoas capazes de responder a problemas complexos, implica superar a visão da “sustentabilidade de mercado” e exercitar novas práticas capazes de substituir

os modelos em esgotamento (LIMA, 2003). Especialistas apontam que a discussão não se situa mais entre desenvolvimento e proteção do meio ambiente, mas, sim, sobre que tipo de desenvolvimento que se deseja implementar. Alinhando o atual contexto da Responsabilidade Social Empresarial com a Gestão de Pessoas, propõe-se o responder ao seguinte questionamento: como a Gestão de Pessoas pode desenvolver em seus colaboradores a consciência para responsabilidade da sustentabilidade?

OBJETIVO

O objetivo deste artigo é mostrar como as empresas estão se adaptando com este novo paradigma do mercado a sustentabilidade, onde precisam fazer a conscientização das pessoas sobre um tema tão importante.

METODOLOGIA

A metodologia utilizada para esta pesquisa foi com base em dados

retirados de artigos científicos, Tccs e manuais disponíveis no espaço on-

line. Usando citações e colocando a visão que o grupo tem em relação ao assunto.

uma

investigação que investiga um fenômeno contemporâneo dentro de seu

O método

de

estudo

de

caso

segundo

(YIN,

2001)

(

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é

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contexto da vida real, especialmente quando os limites entre o fenômeno e o contexto não estão claramente definidos; enfrenta uma situação tecnicamente única em que haverá

muito mais variáveis de interesse do que pontos de dados e, como resultado,

e beneficia-se do

baseia-se em várias fontes de evidência (

desenvolvimento prévio de proposições teóricas para conduzir a coleta e análise dos dados.

)

SUSTENTABILIDADE: ENTENDENDO O CONCEITO E SUA APLICAÇÃO

O termo desenvolvimento sustentável foi utilizado pela primeira vez, em 1983, por ocasião da Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, criada pela ONU. Presidida pela então primeira-ministra da Noruega, Gro Harlem Brudtland, essa comissão propôs que o desenvolvimento econômico fosse integrado à questão ambiental, estabelecendo-se, assim, o conceito de “desenvolvimento sustentável”. Para (Amaral 2003) significa: “Atender às necessidades da atual geração, sem comprometer a capacidade das futuras gerações em prover suas próprias demandas”. Isso quer dizer usar os recursos naturais com respeito ao próximo e ao meio ambiente, preservar os bens naturais e à dignidade humana. As empresas sempre necessitarão usar recursos naturais e, dessa forma, contribuir ainda que indiretamente com a poluição e exploração de recursos do planeta. No entanto, podemos abordar essa realidade de forma diferente: adotar um posicionamento já é um grande passo para a mudança do comportamento das empresas em relação à preservação ambiental. Fica claro que sustentabilidade é feita do dia-a-dia das empresas, desde um processo de reciclagem de materiais, até a conscientização da utilização dos recursos da organização. O processo da sustentabilidade é bastante complexo, pois mexe com a estrutura, passa pelos órgãos, empresas, cultura. Todavia, se queremos implementar algo, não podemos esperar, temos que ter uma motivação (consciência ou coerção) para induzir os empresários à sustentabilidade. Deve-

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se encontrar uma forma de mostrar aos empresários que os processos devem ser mudados, não somente os funcionais, mas também os produtivos. Os indicadores são uma possibilidade atrativa. Quando se tem indicadores, é possível medir que a mudança no processo gerou algum resultado no produto, ou serviço. Para chegar aos processos, deve-se pensar primeiro no planejamento estratégico, que antecede a estratégia. O planejamento estratégico permite a visão do conjunto da empresa.

AS DIFERENTES DIMENSÕES DA SUSTENTABILIDADE EM UMA ORGANIZAÇÃO.

Para John Elkington, que criou o termo Triple Botton Line para designar o equilíbrio entre as três dimensões ambiental, econômico e social, para obtenção do sucesso nos negócios, a expectativa de que as empresas devem contribuir de forma progressiva com a sustentabilidade surge do reconhecimento de que os negócios precisam de mercados estáveis, e que devem existir habilidades tecnológicas, financeiras e de gerenciamento necessárias para possibilitar essa transição rumo ao desenvolvimento sustentável. As ações e inovações das empresas nesse sentido devem ser cada vez mais disseminadas na busca em ampliar a eficiência e a efetividade da sustentabilidade. Se as palavras do autor apoiam a percepção de que não é somente a preocupação com o planeta que norteia a recente invasão da sustentabilidade no ambiente empresarial, mas também a necessidade de que eles foquem na perpetuação de seus próprios negócios, reconhecer e compreender as dimensões do conceito torna-se ainda mais importante para nós. São eles:

A dimensão econômica inclui não só a economia formal, mas também as atividades informais que proveem serviços para os indivíduos e grupos e aumentam, assim, a renda monetária e o padrão de vida dos indivíduos. Já a dimensão ambiental ou ecológica estimula empresas a considerarem o impacto de suas atividades sobre o meio ambiente, na forma de utilização dos recursos naturais, e contribui para a integração da administração ambiental na rotina de trabalho.

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A dimensão social consiste no aspecto social relacionado às qualidades dos seres humanos, como suas habilidades, dedicação e experiências, abrangendo tanto o ambiente interno da empresa quanto o externo. Á distinção entre desenvolvimento e crescimento econômico, pois muitos autores atribuem apenas os incrementos constantes no nível de renda como condição para chegar ao desenvolvimento, sem no entanto, se preocuparem em como tais incrementos são distribuídos e como os insumos (recursos naturais) são utilizados para alcance desses incrementos. A ideia é que desenvolvimento deve ser encarado como um processo de transformações econômico, político, principalmente humano e social.

DESENVOLVIMENTO DE PESSOAS PARA SUSTENTABILIDADE.

As organizações têm um papel importante nessa questão. São elas que produzem os bens de consumo, e podem ou não integrar a sustentabilidade em todo o seu funcionamento. Organizações humanas são compostas de pessoas com diferentes crenças, valores e culturas; que estabelecem relações sociais e estruturas de poder; que geram externalidades para seu entorno ao mesmo tempo em que são impactadas pelo ambiente no qual se inserem. Os objetivos das organizações são atingidos na medida em que seus gestores propiciam condições para que esse indivíduo satisfaça suas necessidades. Maslow (1954) afirma que homem faz o que faz para satisfazer suas necessidades e expõem a hierarquia das necessidades, onde o indivíduo só evoluíra para a escala acima se o estágio anterior estiver parcialmente satisfeito. Tal escala possui a seguinte ordem evolutiva de necessidade:

Fisiologia, Segurança, Social, Estima e Auto-realizarão. Já Frederick Herzberg conhecido pela Teoria dos Dois Fatores, diz que no fator higiênico estão ligados a cultura organizacional, não estando sob controle dos funcionários e estão relacionados ao ambiente da empresa bem como de todas as condições físicas do local de trabalho e podem incluir salários, benefícios, políticas, etc. A expressão "higiênicos" foi escolhida para mostrar que deve ser algo totalmente prevenido em uma empresa para não

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gerar insatisfação dos colaboradores, ao mesmo tempo em que, quando estão de acordo com o ambiente, ocorre tudo de forma correta. Os fatores motivacionais referem-se às tarefas e ao cargo ocupado e refletem diretamente na produtividade do trabalhador. Isso porque está diretamente relacionada com características ligadas a satisfação e ao reconhecimento profissional. Podemos então dizer que o papel do RH, tornou-se fundamental na estratégia da sustentabilidade, já que as pessoas farão toda a diferença. É necessário fazer com que as pessoas (todos os colaboradores, independente do cargo), consigam entrar no clima da sustentabilidade, sejam responsáveis pelos recursos da empresa, participem com satisfação das ações sociais promovidas pela organização e até cobrem que sejam mais efetivas. Uma série de leis ambientais criadas nesse período nos permite reconhecer a força relativa de diferentes stakeholders, no sentido de implementar um processo de desenvolvimento sustentável no país (ALEXANDRE;KRISCHKE, 2006). O termo stakeholders pode ser entendido como “partes interessadas” e está relacionado a pessoas, grupos ou organizações que de alguma forma têm alguma ligação com projetos. E é nessa interface trabalhador x organização se identificam claramente os traços do indivíduo e do profissional adaptando-se, a cada momento, a uma nova realidade (BERGAMINI,1984).

GESTÃO DE PESSAOS X SUSTENTABLIDADE

O RH deve se fazer as pessoas valorizam os resultados, quando sentem que fizeram e fazem parte dele, o colaborador só vai deixar de imprimir algum documento que não é importante, economizando assim folhas de papel, quando ele sentir que aquela folha, vai fazer a diferença no resultado da sustentabilidade da organização, por consequência nos resultados mundial. Nesse sentido, novas abordagens têm surgido para que empresas proativas reforcem por meio da alta administração, um comprometimento da organização com a sustentabilidade (SANCHES, 2000). Uma gestão mais participativa pode influenciar o entendimento e o comprometimento dos colaboradores, pois pode mudar a cultura organizacional

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para uma inclusão da sustentabilidade por meio cooperação na tomada de decisões.

A ideia que se tem do termo sustentabilidade varia enormemente,

conforme a categoria social ou profissional à qual pertence o indivíduo (ALIROL, 2001; GLIESSMAN, 2000). Geralmente as tarefas administrativas são desempenhadas por pessoas com mais conhecimentos e mais capacitadas com melhor escolaridade e experiências anteriores.

O discurso organizacional sobre sustentabilidade afeta positivamente a

interpretação completa do funcionário sobre o termo sustentabilidade. Além do discurso, as práticas gerenciais sustentáveis influenciam o aprendizado do funcionário, de forma que este incorpora algumas delas em sua vida. Assim, acredita-se que empresas com práticas gerencias sustentáveis são capazes de influenciar a interpretação do funcionário em relação ao termo sustentabilidade, pois ele está em contato direto na rotina de trabalho com aspectos práticos

da sustentabilidade (CLARO e CLARO, 2004; ALMEIDA, 2002; MAIMON,

1996).

Entre as ferramentas de gestão de pessoas para consolidação de uma cultura organizacional, há a implantação de códigos de conduta, que têm ocupado importante espaço na ação, comprometimento e mudança social, havendo dezenas de códigos orientando a conduta dos negócios proliferados ao final dos anos 1990 por poder se constituir em forma de controle da atuação empresarial. O Código de Conduta consiste em uma declaração formal de valores e práticas corporativas de negócios ou pode ser uma breve declaração da missão, ou um documento sofisticado que requer compromisso com normas articuladas e possui um complicado mecanismo de coação. Ou pode vir a ser um código de ética ou de compromisso social caso seja um instrumento de realização da visão e missão da empresa, que orienta suas ações, e explicita sua postura social a todos com se relaciona.

A estratégia de implementação de gestão sustentável a partir da

elaboração e implantação de um código de compromisso social é apenas o início de um processo muito mais amplo que segundo o Instituto Ethos (2001) demanda da empresa o enfoque em ações de responsabilidade social em sua cadeia de negócios, englobando preocupações com os diversos stakeholders:

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acionistas, funcionários, prestadores de serviços, fornecedores, consumidores, comunidade, governo e meio ambiente, em busca de compreender e incorporar suas demandas.

A gestão de pessoas de modo estratégico, segundo o desenvolvimento

teórico deste estudo, favorece o comprometimento organizacional à perspectiva da sustentabilidade por ser fundamental instrumento para canalizar os esforços individuais e coletivos por intervir na construção e consolidação de valores, princípios e crenças.

ÉTICA SUSTENTAVEL

As empresas buscando seu crescimento e lucro e muitas vezes usam de forma inadequada os recursos naturais que estão disponíveis. Isso acaba sendo prejudicial e gera uma cadeia de consequências muitas vezes irreparáveis ao meio ambiente. Neste novo contexto esta ocorrendo mudanças no sistema empresarial para que as empresas tenham consciência dos danos causados e comecem a agir com responsabilidade e ética ao meio ambiente.

A base natural sempre foi utilizada de modo predatório, sem qualquer

preocupação com a sua preservação ou com a diversidade biológica como um todo. Segundo Morin e Kern (2003, p. 79), “o mito do desenvolvimento determinou a crença de que era preciso sacrificar tudo por ele”. Entretanto, a natureza não pode mais ser vista somente sob o aspecto econômico, como um

objeto à disposição do ser humano, mas como um todo integrado e interdependente, indispensável para a continuidade da vida na Terra.

A questão é que a economia está interligada aos demais subsistemas e

é dependente da biosfera finita que lhe dá suporte. Assim, a economia não é

afeta o meio

um sistema fechado, e todo o crescimento econômico

ambiente e é por ele afetado, já que economia e meio ambiente são parte de um sistema único e, consequentemente, interagem (PENNA, 1999, p. 127-129). De modo que é preciso mudar a trajetória do progresso e fazer uma transição para uma economia sustentável, para que o futuro de nosso planeta não reste comprometido. As mudanças e a conscientização precisam começar

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cedo para que as pessoas criem o habito de cuidar do meio ambiente e levar essas mudanças no âmbito social. De acordo com Spínola (2001, p. 213), “para adotar a ética da vida sustentável, as pessoas deverão reexaminar seus valores e alterar seu comportamento. A sociedade deverá estimular os valores quer apoiem esta ética e desencorajar aqueles incompatíveis com um modo de vida sustentável”. Assim, a ideia de consumo sustentável torna-se um imperativo na formulação de uma nova sociedade. Para a empresa conquistar e manter uma boa imagem perante o mercado, não basta, como antigamente, apenas prestar bons produtos e serviços, gerar empregos e pagar seus impostos. Ela tem que fazer isso e ainda colaborar no desenvolvimento social da comunidade onde está instalada, para corresponder às expectativas do consumidor atual, que mostra maior consciência e valoriza aspectos éticos ligados à cidadania (ASHLEY, 2003). Para tanto, a educação ambiental é indispensável na conscientização dos cidadãos. Nesse sentido, ressalta Canepa (2004, p. 159): “Tem-se que ter sempre em mente que educação e cidadania são indissociáveis: quanto mais o cidadão for educado, em todos os níveis, mais será capaz de lutar e exigir seus direitos e cumprir seus deveres”.

CONCLUSÂO

O profissional de Recursos Humanos precisa entender que ele é tão

responsável pelos resultados do negócio seja lucro, qualidade dos serviços, fidelização dos clientes ou satisfação dos acionistas, quanto os profissionais das demais áreas da empresa. Cuidar só de gente é passado. O presente e o futuro requerem cuidar do negócio, por meio das pessoas, para que a empresa seja e tenha sustentabilidade financeira e social.

É preciso ter clareza, entendimento e em seguida, definir o seu

planejamento e suas ações considerando a sua parcela de responsabilidade, para com os resultados financeiros e sociais que são esperados pela organização sejam satisfatórios. Mas, só isso não basta. É também necessário ser preditivo, ou seja, encontrar o que vai ser necessário para

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assegurar a sustentabilidade do negócio no amanhã, definir sistemas de

mensuração e controles e gerenciar hoje o amanhã.

O estudo permite concluir, que embora conscientes da Sustentabilidade,

os colaboradores de uma dada organização necessitam de um sistema de

Gestão Sustentável, apoiado na Gestão Estratégica de Pessoas, para que

atribua direcionamento estratégico e adote projetos e planos de capacitação,

motivação e introjeção de valores e de competências para desempenhar suas

atividades de modo sustentável bem como de indicadores e de programas de

reconhecimento e de valorização do desempenho sustentável passíveis de

tornarem os membros das organizações agentes e multiplicadores deste novo

modelo de gestão. De modo geral, é possível concluir que as organizações

precisam se alinhar compreende-se, dessa forma, a importância de uma gestão

de pessoas que atue com o objetivo de apresentar-se como parceira na busca

dos resultados organizacionais, considerando o contexto social para tal

atuação aspecto em que o desenvolvimento sustentável torna-se relevante

fator a ser considerado. Por isso, não basta obter as certificações ambientais

ou selos sociais, é preciso manter isso, fazendo com que a sustentabilidade

deixe de ser só marketing e entre no DNA da organização.

REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS:

AMARAL, Sérgio Pinto. Estabelecimento de Indicadores e Modelo de Relatório de Sustentabilidade Ambiental, Social e Econômica: Uma proposta para Indústria de Petróleo Brasileira. 2003. Tese [Doutorado em Engenharia de Produção] COPPE.

CLARO, P. B. O. et al. Entendendo o conceito de sustentabilidade. Revista da Administração da Universidade de São Paulo. São Paulo, v. 43, n. 4, p. 289- 300, 2008.

DIAS, Genebaldo Freire. Pegada ecológica e sustentabilidade humana. São Paulo: Gaia, 2002.

ELKINGTON, John. SUSTENTABILIDADE Canibais com Garfo e Faca. 1994. Instituto Ethos (2001). Como as empresas podem implementar programas de Voluntariado.S.P.: Instituto Ethos

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LIMA, Gustavo da Costa. O discurso da sustentabilidade e suas implicações para a educação. Ambiente & Sociedade Vol. VI nº. 2 jul./dez. 2003

MADRUGA, G. R. L; VENTURINI, C. J; FAGAN, S.Gestão Estratégica de Pessoas, Diversidade e Sustentabilidade: o Entrelaçamento Teórico-Empírico Visualizado na CAMNPAL/RS. XXX

MARRAS, Jean P. Administração de recursos humanos: do operacional ao estratégico. 6ª ed. São Paulo: Futura, 2002.

SILVA, Christian Luiz da Silva; MENDES, Judas Tadeu Grassi. Reflexões sobre o desenvolvimento sustentável. Petrópolis: Vozes, 2005.

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