Você está na página 1de 5

Capítulo 2 – origens e fundação do arraial da conquista

Desbravamento do sertão da ressaca

José da Silva Guimarães e seu genro João Gonçalves da Costa (grande abridor de estradas)

A região de Vitória da Conquista era conhecida por Sertão de Ressaca.

Após a vitória perante os Mongoiós e Imborés, iniciou-se a povoação que posteriormente viria
a ser o Arraial da Conquista.

Causas da Colonização

Visto que Portugal não conseguia se industrializar como a Inglaterra, se fez necessário buscar
por mais recursos. Dai, emancipou-se o interior e abriram-se estradas para facilitar a
comunicação e o escoamento de riquezas para o litoral.

Índios

Além dos índios naturais da região, o território estava habitado com índios fugitivos do litoral.

Afirmam que a decadência e extinção dos mongoiós e outras tribos tiveram início com o
estabelecimento de fazendas e gado

Objetivos dos aldeamentos: “liberar a área para a expansão econômica de seus conquistadores
e preparar os índios, em espaço apropriado e sobre direção adequada, para as atividades
prioritárias ao desenvolvimento regional”. (p. 44).

Erigiu-se a igreja em 1808.

Em 1840: O Arraial da Conquista se torna Vila e o nome passa a ser Imperial Vila de Nossa
Senhora da Vitória. Também há a posse da primeira Câmara Municipal, ganhando autonomia
política. (p. 45)

Em 1889: passa a ser chamada Cidade de Conquista, pois, com a república, não era admitido
vislumbres da Monarquia.

Em 1943: Modificado para Vitória da Conquista.

“Após a vitória sobre os índios, elevou-se a ocupação de terra, baseada, principalmente, na


economia pecuária, na lavoura de subsistência e também no plantio de algodão” (p. 46).

A povoação de Conquista cresceu aos poucos, servindo apenas como um ponto de apoio para
tropeiros e boiadeiros e de pouso para os habitantes das fazendas quando se reuniam para
assistir aos cultos religiosos. (p. 47).

Capítulo 3 – Evolução política e social

Até 1840, O Arraial dependia politicamente da Vila do Príncipe de Caetité.

Intendente: figura de prefeito e também presidente da câmara dos deputados.


Desde o inicio, não é uma cidade exportadora. Os artesãos locais só produziam o necessário ao
consumo local e com insumos locais e outros trazidos pelos tropeiros.

Comarca de Conquista criada em 1973.

1891: a vila é elevada a cidade e recebe o nome de Conquista

Vila e Cidade: perfil urbano

Após a criação da Câmara, houve uma preocupação com a questão urbana da cidade. Criou-se
uma comissão para planejamento.

Possuía uma feira na praça principal.

O comércio tem relações estendidas com a capital, a região e ao norte de Minas.

A cidade passou muitos anos sendo tendo um coronel como chefe político, em que ele
indicava o intendente.

Impressa surge em 1910.

Capítulo 4 – Situação Econômica

Pecuária

Ela fixou o conquistador na terra. Os currais já existiam antes mesmo da conquista da região.

Fonte de renda: arrendamento de pastos aos boiadeiros e o imposto sobre cada cabeça que
transitava pela estrada real.

Para facilitar o escoamento do gado, foram abertas estradas, facilitando o relacionamento


comercial com outras vilas.

Além disso, o gado alimentou os habitantes da região, tanto com carne fresca quanto com
“carne seca”.

Gado vacum: fornecimento de leite e seus produtos variados. O leite não era vendido, era
consumido entre crianças e doentes, o que facilitava a produção de requeijão (ou consumido
por famílias, ou exportado).

A pecuária foi de extrema importância para o desenvolvimento da cidade. Depois dela, o


comercio se sobrepujou.

Agricultura

Não teve tanta expressividade como a pecuária, mas foi importante para a região.

No início, era lavoura de subsistência, voltada para as necessidades básicas de seus habitantes
e do próprio produtor.

- feijão, milho e mandioca.


Após isso, veio o cultivo da cana de açúcar: produção de rapadura, aguardente e açúcar
mascavo -> possibilitou a produção de manufaturados.

 Mandioca: Conquista foi grande produtora de mandioca. Durantes muitas secas na


região, ela se sustentou e sustentou retirantes. O maquinário era, geralmente,
produzido na própria fazenda.
 Milho: já era plantado por índios que faziam aguardente com ele e usado em
festividades. Era usado na alimentação de criação doméstica e também comercializado
em estradas. Toda a produção é rudimentar.
 Feijão: teve pouca expressão se comparado aos outros dois. No interior do município
era produzido “feijão de corda” e “feijão arranca”. Porém, é muito consumido.
 Cana de açúcar: Não vingou muito no município. Apenas poucas fazendas cultivaram e
era usado para adoçar o café, bolos e etc.

Algodão

Planta têxtil nativa do Brasil e continente americano.

Foi usado para a fabricação de vestimenta com a finalidade de substituir roupas importadas

Foi muito cultivado na região, porém, não se fixou com oportunidade industrial.

Comércio primitivo – Caixeiros viajantes

Na Imperial Vila da Vitória, existiam algumas “vendas”. Negociavam com tropeiros, lavradores
e viajantes. As residências dos comerciantes serviam de loja. Comerciavam, também, com os
habitantes o sal, carne seca e produtos derivados do leite, como leite e requeijão.

Em 1926, criou-se uma estrada de rodagem entre Conquista e Jequié, o que facilitou a chegada
de mercadorias da capital via caminhão. Passou a se estabelecer muitos comerciantes na
cidade.

A partir dai, o comercio de Conquista passou a ter expressividade regional.

Feiras Livres

A primeira feira livre foi na Rua grande, onde havia um barracão para os feirantes e realizada
aos sábados.

Em 1938, foi transferida para a rua onde é a atual Av. Lauro de Freitas.

Depois, foi transferida para a praça da bandeira.

Chegou ao Ceasa, uma das maiores feiras do estado.

Bancos – Lideranças Regionais

Com a expansão urbana e comercial, Vitória da Conquista alcançou e ultrapassou muitas


cidades do sudoeste, oeste e sul da Bahia e norte de Minas. Consequentemente, se
transformou no segundo polo comercial do interior da Bahia, influenciando mais de 40
municípios na região centro-oeste.

Em 1930, o Banco Econômico. Caixa em 1926. BB em 1942.

-Atuam como agentes financeiros do programa de Redistribuição de Terras e de


Estímulos à Agroindústria do Norte e Nordeste – Proterra – concedendo créditos a longo prazo
aos agricultores e pecuaristas do município.

Indústria Primitiva

No início, indústria primitiva: processamento de mandioca nas casas de farinhas das fazendas.

Depois, surgiu a indústria manufatureira de artesanato de couro, da madeira e do ferro.

Com a formação de capital mais intensa a partir da década de 60, com a força do comércio e
do sistema bancário, houve possibilidade de exploração da atividade industrial que até então
era rudimentar.

Dai, em 1972, implantou-se na cidade o Distrito Industrial dos Imborés.

Cafeicultura – Exposições Agropecuárias

Implantada em 1971 e, após transformações, a região passou a figurar numa das mais
importantes plantadoras de café da Bahia.

A atividade trouxe muito progresso à região, transformando, principalmente a Conquista,


numa cidade de médio porte.

Com isso, houve um enorme êxodo rural e migrações para a cidade, o que aumentou a
população sem que a cidade estivesse preparada para receber o contingente, seja no ponto de
vista de moradia, seja no econômico e social.

O Café da região teve muita expressividade no estado. Porém, a partir de 1990 decaiu muito.
Os cafeicultores se encontravam desestimulados pelas dívidas de fáceis empréstimos que
obtiveram para produzir.

Dai, voltam para a produção em lavouras: milho, feijão, mandioca, mamona.

Alternativas: urucum e apicultura.

Expansão Comercial e urbana

A cafeicultura convergiu um grande número de migrantes para a cidade, como também de


empresariado. Com isso, houve a expansão.

A expansão da cidade se deu rumo às rodovias (BA 262, 265, BR 116).

Entre 60-65, criação do aeroporto que veio a ser envolto pela malha urbana em 1966.

Entre 72 e 85 houve grande expansão de loteamentos.


Capítulo 5 - Aspectos Culturais