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Direito Tributário para AFRFB/2015

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Curso de Teoria e Questões
Prof. Fábio Dutra- Aula 09

AULA 09: Suspensão, Exclusão e Extinção do


Crédito Tributário

S U M Á R IO P Á G IN A
Observações sobre a aula 01
Suspensão da Exigibilidade do Crédito Tributário 02
Extinção do Crédito Tributário 22
Exclusão do Crédito Tributário 69
Lista das Questões Comentadas em Aula 80
Gabarito das Questões Comentadas em Aula 92

Observações sobre a Aula

Olá amigo (a), tudo bem?

É com muita satisfação que chegamos até aqui! Nosso curso já está
praticamente na reta final! Posso afirmar que se você chegou até aqui, é um
grande vencedor! Muitas pessoas desistem e não chegam até o final do curso.

Embora não pareça tão complicado para você, e esse é o nosso grande
desafio como professor, o conteúdo estudado neste curso é extremamente
complexo e muito ricos em detalhes, os quais devem ser memorizados!

Em relação à aula de hoje, o tema é bastante relevante para a prova!


Trata-se da suspensão, extinção e exclusão do crédito tributário. Veja,
portanto, que o conteúdo da Aula 10 foi antecipado para esta!

Como são assuntos intimamente relacionados, vamos fazer duas aulas


em uma, para aproveitar que o assunto está "fresquinho" na memória! A
assimilação certamente será maior!

Vamos começar!

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1 - SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO

Nós já aprendemos que a obrigação tributária se torna exigível com a


constituição do crédito tributário, e que isso ocorre por meio do lançamento.
Correto?

Portanto, com a notificação ao sujeito passivo do lançamento efetuado,


este pode pagar ou impugnar. Mas o que ocorre caso o sujeito passivo não
pague ou mesmo se não lograr êxito na impugnação (decisão desfavorável) e
deixar de pagar?

Da mesma forma que um comerciante não pode obrigar o seu cliente a


pagar o carnê vencido, a Fisco também não pode forçar a cobrança. Nesse
caso, a Fazenda Pública deve buscar o adimplemento da obrigação nas vias do
Poder Judiciário, com base na ação de execução fiscal.

Observação: Para o ajuizamento de uma ação de execução fiscal, é


necessário que o crédito tributário tenha sido inscrito em dívida ativa. Trata-
se de tema que ainda será estudado em outra aula.

No entanto, em alguns casos a Fazenda fica impedida de levar a cabo os


atos de cobrança. Isso se dá, pois o CTN estabeleceu algumas hipóteses,
denominadas "Suspensão do Crédito Tributário" pelo Código. A maioria dos
autores prefere denominar suspensão da exigibilidade do crédito
tributário. Tanto faz, pois na prova isso não muda nada.

As hipóteses de suspensão da exigibilidade do crédito tributário são as


seguintes:

Art. 151. Suspendem a exigibilidade do crédito tributário:

I - moratória;

II - o depósito do seu montante integral;

III - as reclamações e os recursos, nos termos das leis reguladoras do


processo tributário administrativo;

IV - a concessão de medida liminar em mandado de segurança.

V - a concessão de medida liminar ou de tutela antecipada, em outras


espécies de ação judicial; (Incluído pela Lcp n° 104, de 10.1.2001)

VI - o parcelamento. (Incluído pela Lcp n° 104, de 10.1.2001)

Parágrafo único. O disposto neste artigo não dispensa o cumprimento


das obrigações assessórios dependentes da obrigação principal cujo
crédito seja suspenso, ou dela conseqüentes.

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Antes de estudarmos cada uma das modalidades de suspensão do


crédito tributário, temos de associar ao assunto de hoje algo que vimos na
aula sobre interpretação e integração da legislação tributária.

Estudamos em aula anterior que a legislação tributária que disponha


sobre suspensão do crédito tributário deve ser interpretada
literalmente. Com essa aula, você será capaz de responder com maior
segurança as questões sobre interpretação da legislação tributária.

Nessa linha de entendimento, o art. 141 do CTN estabeleceu que o


crédito tributário regularmente constituído só pode ter sua
exigibilidade suspensa nos casos previstos no próprio CTN.

Ademais, também deve ser destacado que o par. único do art. 151
assevera que a suspensão do crédito não implica dispensa de cumprimento das
obrigações acessórias. Logo, ainda que não seja exigida do contribuinte a
obrigação tributária principal, deve continuar cumprindo com as obrigações
acessórias estabelecidas na legislação tributária.

Tanto as pessoas imunes ou isentas, como aquelas que


venham a ter a exigibilidade do crédito tributário
suspensa, devem continuar cumprindo com as
obrigações acessórias. Guarde isso!

Por fim, outro ponto relevante é a discussão acerca da possibilidade de o


contribuinte tomar alguma medida, buscando a suspensão da exigibilidade do
crédito tributário, antes mesmo da sua constituição.

Nesse caso, deve ser lembrado que o que se suspende é a


exigibilidade do crédito tributário, e não o dever de lançar. Portanto, a
autoridade constitui o crédito, mas fica impedida de realizar a
cobrança do tributo ou penalidade.

Isso é bem lógico, pois se o Fisco ficasse impedido de efetuar o


lançamento, correría o risco de ser atingido pela decadência, perdendo o
direito de constituir o crédito tributário.

Guarde assim:

Suspensão antes do lançamento -» É possível constituir o lançamento, mas


não pode ser feita a exigibilidade.

Suspensão depois do lançamento -> A exigibilidade se suspende.

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Observação: Quando a causa suspensiva ocorre antes do lançamento, fica


estranho suspender algo que nem chegou a ser exigido. Portanto, na sua
prova, pode ser dito que quando a causa suspensiva ocorre antes do
lançamento, a exigibilidade do crédito tributário fica impedida de
ocorrer.

Vamos esquematizar as hipóteses da seguinte forma para facilitar a


memorização:

MOR MORatória

DE DEpósito do montante integral

R Reclamações e Recursos administrativos

LIM LIMinares em M.S. ou Liminar ou tutela antecipada em outras ações

PAR PARcelamento

MORDER e LIMPAR

Espero que com esse mnemônico não fique difícil memorizar as


hipóteses. É claro que decorar por completo cada hipótese só é possível se
você souber o que significa. E é exatamente isso que iremos fazer de
agora em diante.

Vamos lá!

1.1 - Moratória

A moratória consiste em nada mais do que a dilatação do prazo para


cumprimento da obrigação. Ou seja, altera-se o prazo para pagamento do
tributo ou penalidade.

Com efeito, se houve a dilatação do prazo para pagamento das


obrigações, há suspensão temporária da exigibilidade do crédito tributário.
Deve, então, a Fazenda Pública aguardar o prazo previsto na lei que concedeu
a moratória para promover a exigência.

Uma leitura do art. 152 do CTN permite inferir que há dois tipos de
moratória: individual e geral. Em qualquer caso, é necessária a edição de
lei.

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A moratória concedida em caráter individual ocorre quando o


benefício é restrito a determinadas pessoas, que preencham os
requisitos estabelecidos pela lei. Dessa forma, para que as pessoas gozem
da moratória, é necessário que comprovem à autoridade administrativa que
estão entre aquelas às quais a lei restringiu. Fica, então, a moratória
concedida pelo despacho da autoridade.

A moratória concedida em caráter geral, por outro lado, ocorre


quando a lei generaliza os sujeitos passivos que serão beneficiados. Não há,
portanto, necessidade de comprovação, nem despacho individual por
parte da autoridade administrativa.

Em relação à moratória geral, podemos dividi-la em dois tipos:


moratória autônoma (ou autonômica) e moratória heterônoma.

A moratória autônoma é aquela concedida pelo ente que detém a


competência tributária para instituir o tributo objeto do benefício. Por
exemplo: o Município de São Paulo concede moratória sobre o IPTU referente
aos imóveis situados em seu território.

A moratória heterônoma, por seu turno, é aquela concedida pela


União, quanto aos tributos de competência dos Estados, do Distrito
Federal ou dos Municípios. Por exemplo: a União concede moratória sobre o
IPTU referente aos imóveis situados no território do Município de São Paulo.

Há forte controvérsia doutrinária sobre a moratória heterônoma, sob a


alegação, em alguns casos, de que tal medida afetaria a autonomia dos entes
federativos. Frise-se que não há registros de que a moratória heterônoma
tenha sido concedida até hoje.

Um dos motivos que podem ter levado à União não conceder a moratória
heterônoma é a forte restrição contida no art. 152, I, b, o qual estabelece que
se tal benefício for criado, deve ser concedido simultaneamente:

• Aos tributos de competência da União (todos os que ela já instituiu);


• Às obrigações de direito privado (contratos civis, empresariais e
trabalhistas).

Diante do exposto, percebe-se a natureza excepcionalíssima da


moratória heterônoma. A União só utilizaria dessa moratória em situações de
extrema relevância nacional.

Enfim, você já deve estar se perguntando: "e como eu faço na prova?"

O candidato deve ter em mente que há estudiosos do Direito defendendo


e atacando a moratória heterônoma. Nesse sentido, podería surgir uma
questão dissertando sobre a existência da controvérsia doutrinária, o que está
correto. Por outro lado, não há posicionamento dos tribunais sobre o tema. Por

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último, caindo a típica questão "segundo o CTN...", você pode considerar


correta.

PRESTE
O mais importante é guardar as duas exigências
atenção que foram feitas à União.

Cumpre-nos destacar, ainda, que o CTN trouxe uma regra que, de certa
forma, restringe os créditos que serão abrangidos pela moratória. Vejamos:

Art. 154. Salvo disposição de lei em contrário, a moratória


somente abrange os créditos definitivamente constituídos à data
da lei ou do despacho que a conceder, ou cujo lançamento já
tenha sido iniciado àquela data por ato regularmente notificado
ao sujeito passivo.

Parágrafo único. A moratória não aproveita aos casos de dolo,


fraude ou simulação do sujeito passivo ou do terceiro em
benefício daquele.

Em suma, o que se quis dizer no caput do art. 154 foi que a moratória
somente abrange os créditos tributários constituídos (após o lançamento)
e aqueles que já estão em fase de lançamento, mas ainda não concluídos. E
claro que, como está estampado no referido dispositivo, tudo isso ocorre
"salvo disposição de lei em contrário".

Portanto, é possível, por exemplo, que a lei preveja que a moratória


abrange também os fatos geradores ocorridos a pós a data da lei concessória,
mas que ainda não tenham sido objeto de lançamento.

Para finalizar, indo ao encontro dos objetivos da moratória, que é ajudar


quem realmente precisa, o CTN inibiu a extensão da benesse aos casos
de dolo, fraude ou simulação de sujeito passivo ou terceiros em
benefício daquele.

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1.1.1 - Requisitos para concessão da moratória e moratória parcelada

No art. 153, o legislador estabeleceu os requisitos que devem estar


contidos na lei que venha a conceder a moratória. Perceba que é uma norma
direcionada ao legislador. Vejamos:

Art. 153. A lei que conceda moratória em caráter geral ou autorize sua
concessão em caráter individual especificará, sem prejuízo de outros
requisitos:

I - o prazo de duração do favor;

II - as condições da concessão do favor em caráter individual;

III - sendo caso:

a) os tributos a que se aplica;

b) o número de prestações e seus vencimentos, dentro do prazo a


que se refere o inciso I, podendo atribuir a fixação de uns e de outros à
autoridade administrativa, para cada caso de concessão em caráter
individual;

c) as garantias que devem ser fornecidas pelo beneficiado no caso de


concessão em caráter individual.

Os requisitos se referem basicamente aos prazos, tributos a que se


aplica, e condições e garantias em se tratando de concessão em caráter
individual.

Na concessão da moratória em caráter individual


podem ser exigidas garantidas do sujeito passivo.

Perceba que na alínea "b", do inciso III, foi mencionado o número de


prestações e seus vencimentos. Trata-se da moratória parcelada, que
consiste na quitação da dívida tributária em parcelas.

Alguns entendem que esse é o texto que permite a concessão do


parcelamento, como suspensão do crédito tributário. No entanto, veja que o
parcelamento foi inserido, em 2001, como uma modalidade autônoma de
suspensão da exigibilidade do crédito tributário (CTN, art. 151, VI). Portanto,
no inciso I, temos a previsão da moratória, e no inciso VI, a previsão do
parcelamento.

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Portanto, em termos mais simples, a moratória parcelada não se


confunde com o parcelamento.

Os institutos possuem algumas distinções, como o caráter excepcional


da moratória, concedida como medida reparatória de desastres naturais ou
mesmo fatores econômicos e sociais. O parcelamento, por sua vez, é medida
comum, destinada aos contribuintes que se encontram inadimplentes
(com dívidas vencidas).

Além disso, o parcelamento, salvo disposição de lei em contrário


(SDC), não exclui a incidência de juros e multas, algo que não condiz com
a natureza da moratória, que é concedida em função de fatos alheios à
vontade do contribuinte. Destaque-se que o próprio CTN não mencionou a
cobrança de juros na moratória, como o fez com o parcelamento.

Segue abaixo um quadro que sintetiza o que acabamos de ver:

MORATÓRIA PARCELADA PARCELAMENTO


Medida Excepcional Medida comum
Beneficia aqueles que sofrem com os Beneficia contribuintes inadimplentes,
efeitos de algum fenômeno natural, com objetivo de receber as dívidas, ainda
econômico ou social. que parceladamente.
Não há incidência de juros e multas SDC, não exclui juros e multas

1.1.2 - Moratória individual

Acabamos de estudar os aspectos gerais da moratória. Vimos que existe


a moratória concedida em caráter individual e aquela concedida em caráter
geral.

Para a concessão da moratória em caráter individual, como já foi dito, é


necessário que beneficiário preencha as condições e os requisitos estabelecidos
pela lei. Caso não sejam cumpridos ou o deixem de ser, as consequências
foram previstas no art. 155 do CTN, cuja redação é a seguinte:

Art. 155. A concessão da moratória em caráter individual não gera


direito adquirido e será revogado de ofício, sempre que se apure que o
beneficiado não satisfazia ou deixou de satisfazer as condições ou
não cumprira ou deixou de cum prir os requisitos para a
concessão do favor, cobrando-se o crédito acrescido de juros de
mora:

I - com imposição da penalidade cabível, nos casos de dolo ou simulação


do beneficiado, ou de terceiro em benefício daquele;

II - sem imposição de penalidade, nos demais casos.

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Parágrafo único. No caso do inciso I deste artigo, o tempo decorrido


entre a concessão da moratória e sua revogação não se computa para
efeito da prescrição do direito à cobrança do crédito; no caso do inciso II
deste artigo, a revogação só pode ocorrer antes de prescrito o referido
direito.

Observação: O art. 155 também se aplica a outros benefícios fiscais


previstos no CTN, quando concedidos de modo individual. São eles:
parcelamento (art. 155-A, § 2o), remissão (art. 172, par. único), isenção
(art. 179, § 2o) e anistia (art. 182, par. único). Todos serão estudados
em momento oportuno.

Grave o mnemônico: M (Moratória), A (Anistia), R (Remissão), I (Isenção)


e PA ( Parcelamento) = MARIPA

Moratória em caráter individual: não gera direito


W t l t p RESTE adquirido.
V / citencão
Moratória em caráter geral: gera direito adquirido.

Você deve saber que a moratória individual não gera direito


adquirido. Por isso, em alguns casos, basta que o sujeito passivo comprove
que faz parte do rol daqueles alcançados pela moratória. Em outros, no
entanto, o sujeito passivo pode ter que comprovar sua regularidade durante o
prazo em que gozar do benefício (manter as prestações da moratória parcelada
"em dia").

De qualquer modo, não estando satisfeitos os requisitos ou as condições,


a moratória é revogada, ficando o sujeito passivo obrigado a pagar o
crédito tributário acrescido de juros de mora. Caso seja constatado que
houve dolo ou simulação do beneficiado ou de terceiro para se beneficiar
ilicitamente da moratória, haverá, ainda, imposição de penalidade.

Cabe ressaltar também que há outra consequência em se tratando da


revogação da moratória: a contagem do prazo de prescrição. Se houve dolo ou
simulação, o tempo decorrido entre a concessão da moratória e sua revogação
não é contado para fins de prescrição. Por outro lado, se não houve dolo ou
simulação, a revogação da moratória só pode ocorrer antes de findar o prazo
prescricional.

Observação: O prazo prescricional é aquele que a Fazenda tem, após a


constituição definitiva do crédito tributário, para propor a ação de execução
fiscal, a fim de receber o valor devido, caso não haja pagamento por parte do
sujeito passivo. O tema ainda será estudado no curso._______________

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1.2 - Parcelamento

Nós vimos que no tópico anterior que o parcelamento não se confunde


com a moratória parcelada. O parcelamento é uma medida criada para
que os devedores inadimplentes tenham condições de cumprir com as
obrigações tributárias.

Com o advento da Lei Complementar 104/2001, foi incluído o art. 155-A


ao CTN, o qual sofreu alterações com a LC 118/2005. Vamos explicar tudo isso
a partir de agora. Vejamos a redação do dispositivo citado:

Art. 155-A. O parcelamento será concedido na forma e condição


estabelecidas em lei específica. (Incluído pela Lcp n° 104, de
10. 1. 2001)

§ lo Salvo disposição de lei em contrário, o parcelamento do


crédito tributário não exclui a incidência de ju ro s e multas.
(Incluído pela Lcp n° 104, de 10.1.2001)

§ 2o Aplicam-se, subsidiariamente, ao parcelamento as disposições desta


Lei, relativas à moratória. (Incluído pela Lcp n° 104, de 10.1.2001)

§ 3o Lei específica disporá sobre as condições de parcelamento


dos créditos tributários do devedor em recuperação judicial.
(Incluído pela Lcp n° 118, de 2005)

§ 4o A inexistência da lei específica a que se refere o § 3o deste artigo


importa na aplicação das leis gerais de parcelamento do ente da
Federação ao devedor em recuperação judicial, não podendo > neste
caso , ser o prazo de parcelam ento inferior ao concedido pela lei
federal específica. (Incluído pela Lcp n° 118, de 2005)

Em primeiro lugar, deve-se ter em mente que o parcelamento só pode


ser concedido com base em lei específica. Portanto, se o Estado da Bahia
desejar conceder parcelamento para os créditos tributários relativos ao IPVA,
deve disciplinar o assunto em lei específica estadual, obedecidas as normas
gerais do CTN.

Além disso, por se tratar de situação corriqueira (não é excepcional,


como a moratória), o parcelamento do crédito tributário, salvo disposição de
lei em contrário, não exclui a incidência de juros e multas.

Observação: Lembre-se que o STJ já decidiu que o parcelamento não


equivale ao pagamento do tributo, não sendo suficiente para configurar a
denúncia espontânea._________________________________________________

Destaque-se também que ao parcelamento aplicam-se as disposições do


CTN, relativas à moratória. Tendo em vista a semelhança entre os dois

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institutos, faz muito sentido o legislador não repetir tudo o que disse em
relação à moratória. Lembre-se do mnemônico MARIPA!

Outro aspecto a ser estudado sobre o parcelamento é a previsão contida


no § 3o do art. 155, do CTN, para que cada ente federativo venha criar uma
"segunda lei específica", dispondo sobre as condições de parcelamento
dos créditos tributários do devedor em recuperação judicial. O objetivo
é criar meios diferenciados para que a empresa supere a crise econômico-
financeira pela qual está passando.

Desse modo, cada ente terá duas leis específicas, uma versando sobre
as regras genéricas do parcelamento, e outra definindo regras especiais para o
parcelamento da dívida tributária das empresas em recuperação judicial.

Se, porventura, o ente não possuir a lei sobre o parcelamento dos


débitos do devedor em recuperação judicial, prevê o § 4 o, do art. 155,
aplicam-se as regras genéricas de parcelamento daquele ente, não podendo
esta ter prazo de parcelamento inferior à lei específica sobre
parcelamento em recuperação judicial.

Vamos exemplificar: imaginemos que o Município de Curitiba não tenha


editado lei específica sobre o parcelamento de crédito tributário para
devedores em recuperação judicial. Considere também as seguintes
informações:

Prazo máximo de parcelamento da lei geral de parcelamento de Curitiba: 60


meses.

Prazo máximo de parcelamento da lei geral de parcelamento da União: 48


meses.

Prazo máximo de parcelamento da lei específica de parcelamento para


devedores em recuperação judicial da União: 72 meses.

Pergunta-se: qual o prazo deve ser aplicado ao parcelamento de tributo


municipal, quando o devedor se encontra em recuperação judicial? 72 meses.

1.3 - Reclamações e recursos no âmbito do processo administrativo


fiscal

Diante de lançamento efetuado com o qual não concorda, o sujeito


passivo pode impugná-lo tanto na via administrativa como na via judicial. Ao
optar pela via administrativa, o sujeito passivo goza de algumas vantagens,
dentre as quais se destaca a suspensão da exigibilidade do crédito
tributário.

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Palavras que podem ser cobradas na prova como causas


PRESTE
de suspensão do crédito tributário: impugnação,
atenção processo administrativo, reclamação e recursos
administrativos.

Como ainda será explicado, na via judicial, o mero ajuizamento da ação


não suspende, por si só, a exigência do crédito tributário, sendo necessário
que o sujeito passivo tome medidas como o depósito do montante exigido pelo
fisco. Diferentemente, no âmbito administrativo, instaurado o processo
administrativo, a exigência do crédito tributário fica suspensa.

Vale salientar que, anteriormente, o STF possuía o entendimento de ser


possível a exigência de depósito como condição de procedibilidade para recurso
interposto em processo administrativo fiscal. Entretanto, esse entendimento
mudou, culminando na edição da seguinte súmula vinculante:

Súmula Vinculante 21 - É inconstitucional a exigência de depósito ou


arrolamento prévios de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso
administrativo.

Ademais, cabe destacar que esse também é o entendimento do STJ:

Súmula STJ 373 - É ilegítima a exigência de depósito prévio para


admissibilidade de recurso administrativo.

Por fim, deve-se ter em mente que a suspensão do crédito tributária, em


se tratando de instauração de processo administrativo fiscal, é temporária,
ocorrendo apenas durante o litígio. Com a decisão administrativa final
favorável ao sujeito passivo, o crédito tributário fica extinto (CTN, art.
156, IX). Por outro lado, se a decisão for desfavorável, o crédito volta a
se tornar exigível.

Vale ressaltar também que, no caso de decisão desfavorável ao sujeito


passivo na órbita administrativa, sempre será possível ingressar com ação
judicial, tendo em vista o princípio da inafastabilidade de jurisdição
(CF/88, art. 5°, XXXV).

Se a decisão final do processo administrativo for


PRESTE
desfavorável ao contribuinte, este deverá arcar
atenção também com os encargos moratórios porventura
devidos.

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1.4 - Liminar em mandado de segurança ou liminares (ou tutela


antecipada) em outras ações judiciais

O CTN estabelece duas modalidades de suspensão da exigibilidade do


crédito tributário, originadas de decisões proferidas no âmbito do Poder
Judiciário:

• Concessão de medida liminar em mandado de segurança (Art. 151, IV);


• Concessão de medida liminar ou de tutela antecipada, em outras espécies
de ação (Art. 151, V).

Inicialmente, deve-se entender, a grosso modo, o que vem a ser o


mandado de segurança. Trata-se de uma ação judicial, que tem por objetivo
defender direito líquido e certo ameaçado, na seara do Direito Tributário,
pela autoridade fiscal. O direito líquido e certo é aquele que pode ser provado
sem a necessidade de produção de provas em juízo.

Ocorre que em alguns casos, o juiz entende que deve ser tomada
alguma medida contra o ato praticado pela autoridade fiscal, para que
suspendê-lo até que se decida o mérito da ação judicial. Fica, então,
concedida a medida liminar no mandado de segurança.

Destaque-se que para a concessão da medida liminar são necessários


dois requisitos essenciais: o perigo da demora ou periculum in mora e a
relevância do fundamento ou fumus boni juris. Portanto, o juiz somente
deve conceder liminar se ficar claro que o decorrer do tempo pode prejudicar a
eficácia da ação, caso seja concedida no mérito da ação, e se houver
fundamento relevante.

Finalmente, concedida a liminar em sede de mandado de segurança, a


exigibilidade do crédito tributário fica suspensa até a decisão. Isso não significa
que o contribuinte deixará de pagar o tributo. Caso o juiz venha decidir que o
ato da autoridade administrativa (lançamento, neste caso específico) não
descumpriu a lei, o sujeito passivo deve pagar o tributo. Por outro lado, caso a
decisão judicial final seja em favor do contribuinte, o crédito tributário
fica extinto.

Crédito tributário fica suspenso até a decisão final,


que pode ser:

atenção Em favor do contribuinte: extingue-se o crédito


tributário.

Em favor da Fazenda Pública: volta a ser exiqível.

Um típico exemplo que justifica a concessão de medida liminar, deixando


clara a existência do fumus bonis juris e do periculum in mora (vamos nos
acostumando com esses termos) ocorre quando o contribuinte é alvo de

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cobrança ilegal de um tributo, ficando impedido de participar de licitações


públicas, por estar em débito com o fisco. Se a medida liminar não for
concedida, e, ao final da ação, ficar comprovado que a exigência era mesmo
ilegal, de nada adiantou a ação judicial. Ficou claro?

Deve-se destacar também o entendimento do STJ (RMS 3.881/SP), no


sentido de que, se o juiz condiciona a concessão da medida liminar à
realização do depósito do montante integral (causa suspensiva a ser
estudada ainda nesta aula), está, na realidade, indeferindo a liminar. A
justificativa para esse entendimento é que o depósito pode ser feito em
qualquer caso, sendo direito do contribuinte. Se a liminar fica condicionada ao
depósito, o contribuinte está suspendendo o crédito tributário por outra via.

A respeito do mandado de segurança, você deve ter percebido que há


algumas restrições, como, por exemplo, a necessidade de comprovar a
existência de direito líquido e certo. Ademais, a ação só pode ser impetrada
dentro de 120 dias, a contar da ciência do interessado do ato praticado pela
autoridade (notificação do lançamento, por exemplo).

"E se o contribuinte perder o prazo, por exemplo, o que deve fazer para
impugnar judicialmente o ato ilegal?"

Nesse caso, é possível recorrer a outras espécies de ações judiciais


diversas do mandado de segurança, obtendo liminares ou tutelas antecipadas,
que, da mesma forma como a liminar no mandado de segurança, suspendem a
exigibilidade do crédito tributário.

Observação: A tutela antecipada é semelhante à medida liminar, com a


diferença de que, naquela, o juiz antecipa a decisão de mérito. Por esse
motivo, os requisitos para sua concessão são mais rigorosos.

Colega, não faz sentido nos aprofundarmos na processualística civil, se


isso não é cobrado em provas de Direito Tributário da área fiscal! O que
importa é que você acerte as questões de prova, e para isso guarde (vamos
reforçar): tanto as liminares concedidas em sede de mandado de
segurança como as demais liminares ou tutelas antecipadas em outras
ações judiciais suspendem a exigibilidade do crédito tributário.

1.5 - Depósito do montante integral

O depósito do montante integral é direito subjetivo do


contribuinte, podendo ser realizado tanto na via judicial quanto na
administrativa, embora nesta seja bastante atípico.

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reste
y / citencão 0 depósito deve ser do valor exigido pela Fazenda.

Como você já deve ter visto, não se inclui nas modalidades de


suspensão da exigibilidade do crédito tributário o ajuizamento de ação
judicial. Portanto, se o contribuinte ingressa com uma ação judicial com o
intuito de discutir a legitimidade da cobrança que está sendo feita, nada
impede que o fisco, durante o curso da ação, entre com outra ação de
execução fiscal.

Surgem, então, duas opções para o sujeito passivo: tentar obter


liminar ou tutela antecipada (CTN, art. 151, IV e V) ou realizar o depósito
do montante integral (CTN, art. 151, II). Como a concessão de uma liminar
está condicionada à comprovação do perigo da demora e da relevância do
fundamento, nem sempre resta outra saída para o sujeito passivo a não ser o
depósito do montante integral.

Cabe destacar que o depósito é facultativo, ou seja, mesmo que não


efetue o depósito do montante integral, o sujeito passivo tem o direito de
contestar o lançamento no Judiciário. A única diferença, neste caso, é que
não haverá suspensão da exigibilidade do crédito. Vejamos o que diz a
Súmula Vinculante 28 do STF:

Súmula Vinculante 28 - É inconstitucional a exigência de depósito prévio


como requisito de admissibilidade de ação judicial na qual se pretenda
discutir a exigibilidade de crédito tributário.______________________________

Ainda que a liminar seja concedida, o sujeito


PRESTE passivo pode efetuar o depósito, com o objetivo de
atenção impedir a fluência dos juros de mora, caso o crédito
volte a ser exigível posteriormente, se a decisão de
mérito for favorável à Fazenda Pública.

Sobre o depósito integral, o STJ entende que para suspender o crédito


tributário deve ser feito integralmente e em dinheiro:

Súmula STJ 112 - O depósito somente suspende a exigibilidade do crédito


tributário se for integral e em dinheiro.__________________________________

Até aí, tudo bem. Mas o que ocorre posteriormente, no final da decisão
judicial?

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constitui hipótese de extinção do crédito tributário, conforme preceitua o art.


156, VIII, do CTN. Portanto, a resposta da questão é a Letra D.

Questão 02 - ESAF/ISS-RJ-Fiscal de Rendas/2010

Apenas a concessão do parcelamento suspende a exigibilidade do crédito


tributário, e não o seu simples requerimento.

Comentário: De fato, o que consta no art. 151, VI, incluído no CTN pela LC
104/2001, é que o parcelamento, e não o seu simples requerimento, suspende
a exigibilidade do crédito tributário. Questão correta.

Questão 03 - FGV/Advogado-BADESC/2010-Adaptada

O crédito tributário tem sua exigibilidade suspensa no caso de o contribuinte


efetuar o depósito do seu montante integral.

Comentário: De fato, o deposito do montante integral é uma das causas de


suspensão do crédito tributário. Questão correta.

Questão 04 - CESPE/JUIZ FEDERAL-l3 REGIÃO/2009

A concessão de medida liminar em ação judicial suspende a exigibilidade do


crédito tributário, mas não a possibilidade de sua constituição pelo fisco.

Comentário: Como estudamos, as hipóteses de suspensão do crédito


tributário não impedem que o Fisco promova a sua constituição, por intermédio
do lançamento. Questão correta.

Questão 05 - CESPE/DPE-TO/2013

A moratória geral concedida pela União nunca alcançará os tributos de


competência dos estados, do DF nem dos municípios, pois sempre se limita aos
tributos de competência federal.

Comentário: Nós vimos que a moratória heterônoma é aquela concedida pela


União, quanto aos tributos de competência dos Estados, do DF e dos
Municípios, prevista no art. 152, I, b, do CTN. Questão errada.

Questão 06 - CESPE/DPE-TO/2013

A suspensão da exigibilidade do crédito tributário também suspende as demais


obrigações vinculadas ao tributo, dispensando-se o cumprimento das
obrigações acessórias dependentes da obrigação principal dela consequentes.

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Questão 11 - ESAF/TRF/2000

A impugnação de um lançamento carece de efeito suspensivo para a


exigibilidade do crédito tributário, isto é, o crédito tributário impugnado pode
ser executado na pendência da impugnação.

Comentário: De acordo com o que foi visto durante a aula, a impugnação do


lançamento é causa de suspensão da exigibilidade do crédito tributário,
consoante o disposto no art. 151, III, do CTN. Questão errada.

Questão 12 - ESAF/TRF/2003

O parcelamento suspende a exigibilidade das obrigações acessórias do crédito


tributário e impede lançamentos de tributos e penalidades relacionados com as
suas obrigações principais e acessórias.

Comentário: A questão está totalmente errada. Em primeiro lugar, o


parcelamento suspende a exigibilidade do crédito tributário, não influenciando
na obrigatoriedade de cumprir com as obrigações acessórias. Além disso, com
o parcelamento, não se impede que a autoridade fiscal promova o lançamento,
mas sim a exigência do tributo. Questão errada.

Questão 13 - ESAF/AFTE-RN/2005

O depósito em títulos da dívida agrária suspende a exigibilidade do crédito


tributário da União.

Comentário: De acordo com a Súmula 112 do STJ, o depósito somente


suspende a exigibilidade do crédito tributário se for integral e em dinheiro.
Questão errada.

Questão 14 - CESPE/JUIZ FEDERAL-23 REGIÃO/2009

A medida liminar em ação cautelar com depósito do montante integral


suspende a exigibilidade do crédito tributário e impede o lançamento fiscal.

Comentário: Lembre-se que, com o advento de causa suspensiva, não se


impede que a autoridade fiscal efetue o lançamento. Questão errada.

Questão 15 - ESAF/TRF/2002

Segundo os termos do CTN, na redação vigente a partir de 11 de janeiro de


2002, a lei pode circunscrever a aplicabilidade do parcelamento a determinada
região ou a determinada categoria de contribuintes ou responsáveis.

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Questão 20 - ESAF/SEFAZ-RN/2005

É vedado conceder, mediante lei, moratória que abranja obrigação tributária


cujo lançamento do respectivo crédito não tenha sido iniciado até a data de
início de vigência da lei concessiva.

Comentário: De fato, a regra prevista no art. 154 do CTN é que a moratória


somente abrange os créditos definitivamente constituídos à data da lei ou do
despacho que a conceder, ou cujo lançamento já tenha sido iniciado àquela
data por ato regularmente notificado ao sujeito passivo. Contudo, o dispositivo
é aplicável salvo disposição de lei em contrário. Portanto, não há vedação, se a
lei dispuser expressamente em sentido contrário. Questão errada.

Questão 21 - ESAF/TRF/2003

O parcelamento suspende a exigibilidade das obrigações acessórias do crédito


tributário e impede lançamentos de tributos e penalidades relacionados com as
suas obrigações principais e acessórias.

Comentário: A suspensão da exigibilidade do crédito tributário não impede


que a autoridade fiscal efetue o lançamento, para evitar que ocorra o
fenômeno da decadência. Questão errada.

Questão 22 - CESPE/DPE-RO/2012

Parcelado regularmente o crédito tributário, não pode a fazenda pública


propor execução fiscal, dada a consequente suspensão da exigibilidade do
referido crédito.

Comentário: A suspensão da exigibilidade do crédito tributário, ocorrida com


o parcelamento, impede que o fisco promova a ação de execução fiscal.
Questão correta.

Questão 23 - CESPE/DPE-RO/2012

Se, em mandado de segurança, for concedida liminar para suspender a


exigibilidade do crédito tributário, posteriormente cassada em julgamento de
agravo de instrumento, continua suspensa a exigibilidade do crédito até
julgamento definitivo do mérito, porque é a propositura da ação mandamental,
e não a liminar, que legitima o instituto da suspensão.

Comentário: A questão envolve temas do direito processual. Contudo, para


acertá-la, basta se lembrar de que é a liminar que suspende a exigibilidade do
crédito tributário, e não a impetração do mandado de segurança. Questão
errada.

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Desconstituído por decisão administrativa ou judicial (incisos IX e X);

Perdoado (inciso IV: remissão);

Precluso o direito do Fisco de lançar ou de cobrar o crédito judicialmente


(inciso V: decadência e prescrição).

(PAUSEN, Leandro. Curso de Direito Tributário Completo. 6a Edição. 2014.


Pág. 268)

Observação: Preclusão significa perda de direito de se manifestar no


processo, por não ter esgotado o prazo. No Direito Tributário, a decadência é
perda do prazo para lançar; a prescrição, perda do prazo para propor ação de
cobrança.

Uma questão muito discutida e controvertida é se a lista do art. 156 é


taxativa (ou exaustiva) ou se é exemplificativa.

Para enfrentar as provas objetivas de concurso público, o melhor


entendimento a ser considerado é o de que as causas extintivas previstas no
art. 156 do CTN são exaustivas, tendo em vista que no art. 141 do CTN, o
próprio legislador estabelece que o crédito tributário somente se extingue
nos casos previstos no próprio CTN.

Ademais, esse tem sido o entendimento mais recente do STF sobre o


caso:

EMENTA: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUICIONALIDADE. OFENSA AO


PRINCÍPIO DA LICITAÇÃO (CF, ART. 37, XXI). I - Lei ordinária distrital -
pagamento de débitos tributários por meio de dação em pagamento.
II - Hipótese de criação de nova causa de extinção do crédito
tributário. III - Ofensa ao princípio da licitação na aquisição de
materiais pela administração pública. IV - Confirmação do julgamento
cautelar em que se declarou a inconstitucionalidade da lei ordinária distrital
1.624/1997.

(STF, ADI 1.917/DF, Plenário, Rei. Min. Ricardo Lewandowski, Julgamento


em 26/04/2007)_____________________________________________________

Nessa ocasião, o STF teve a oportunidade de apreciar uma situação em


que a lei ordinária permitia que as empresas pagassem os débitos tributários
por meio de dação em pagamento em bens móveis. De acordo com a
Suprema Corte, essa possibilidade ofende o princípio da licitação.

Vamos relembrar o exemplo na aula inicial do nosso curso: se o estado


de Pernambuco, por exemplo, recebe um lote de papel A4 como quitação de
algum tributo, ainda que amparado por lei estadual, estaria adquirindo tais

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estampilha, papel selado e ao processo mecânico trata-se de mecanismos de


comprovação de que o pagamento foi realizado, em dinheiro.

A seguir, veremos algumas regras sobre as modalidades de pagamento.


São assuntos que não costumam ser cobrados em prova, mas o conhecimento
da literalidade do CTN nunca é demais para enfrentar a FGV.

Primeiramente, destacamos que a legislação tributária pode determinar


que o contribuinte preste garantias para efetuar o pagamento por cheque ou
vale postal. Contudo, tais exigências não podem tornar o pagamento
impossível ou mais oneroso do que o pagamento em moeda (CTN, art.
162, § I o). Na prática, o dispositivo quer dizer que o fisco pode até tentar se
proteger contra o "cheque sem fundo", mas não pode, com esse objetivo,
onerar o contribuinte ou impossibilitar o pagamento.

Ainda no que se refere ao pagamento por cheque, a extinção do crédito


tributário não ocorre com a entrega do cheque, mas apenas com o resgate
deste pelo sacado, que é basicamente a compensação bancária CTN, art.
162, § 2°).

No que concerne ao pagamento feito em estampilha, a extinção do


crédito tributário ocorre com a inutilização regular daquela (CTN, art. 162, §
3o). Por exemplo, o "selo-pedágio" (uma espécie de estampilha), quando
afixado no para-brisa do automóvel (inutilização regular), era utilizado para
comprovar o pagamento do pedágio (considerado taxa, neste caso
especíco).

Observação: O § 3o do art. 162 excetua o disposto no art. 150 (referente ao


lançamento por homologação). A exceção é bastante óbvia, tendo em vista
que nesta modalidade de lançamento o pagamento fica sujeito à posterior
homologação da autoridade fiscal.______________________________________

Contudo, se houver a perda ou destruição da estampilha, ou mesmo erro


no pagamento por esta modalidade, não há qualquer restituição ao
contribuinte, salvo nos casos previstos na legislação tributária ou
quando o erro seja imputável à autoridade administrativa (CTN, art.
162, § 4o). Ora, se o servidor público errar, o contribuinte não pode ser punido
por isso.

Prescreve o § 5o do mesmo artigo que o pagamento em papel selado ou


por processo mecânico equipara-se ao pagamento em estampilha. Como
havíamos dito, todos eles são semelhantes, e têm por objetivo comprovar
pagamento já realizado.

Dando continuidade ao estudo do pagamento - e o que veremos a


partir de agora é importante -, veja o que diz o art. 157 do CTN:

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Art. 157. A imposição de penalidade não ilide o pagamento integral do


crédito tributário.

O que o dispositivo estabelece é que a imposição de multa se acumula


com o pagamento do tributo, ou seja, se o contribuinte é multado, não deixa
de continuar obrigado ao cumprimento da obrigação tributária relativa
ao tributo. Bastante óbvio, não?

Acrescente-se que em Direito tributário não há presunção de


pagamento. Logo, se o sujeito passivo paga a última prestação de um crédito
tributário, não se presume que as demais foram pagas. Do mesmo modo, ao
pagar um tributo, não se presume que outros créditos relativos ao
mesmo ou a outro tributo tenha sido pago.

Como exemplo, se o contribuinte possui dois apartamentos na cidade do


Rio de Janeiro, ao quitar o IPTU de um dos apartamentos, não se presume que
o IPTU relativo ao outro imóvel tenha sido pago. Tudo isso em consonância
com o art. 158, I e II, do CTN.

No tocante ao local do pagamento do tributo, se a legislação tributária


não dispuser nada a respeito, deve ser feito na repartição competente do
domicílio do sujeito passivo (CTN, art. 159). Contudo, na prática atual, o
pagamento é feito em rede bancária, credenciada pelo Fisco.

* « © STE A obrigação de pagar tributo é portável, ou seja, o


\ jP à tenção devedor deve procurar o credor paga efetuar o
pagamento.

Observação: O recolhimento do tributo pelo estabelecimento bancário


(pessoa jurídica de direito privado) encontra respaldo no art. 7o, § 3o, do
CTN, já que isso não se confunde com a capacidade tributária ativa.

Quanto ao prazo de pagamento do tributo, em regra, é o próprio ente


instituidor que o define. No entanto, se não houver disposição a respeito, o
prazo é de 30 dias, a contar da notificação do lançamento ao sujeito
passivo.

Observação: Não se esqueça de que, com a notificação, o sujeito passivo


tem a opção de pagar ou impugnar o lançamento._________________________

Cumpre ressaltar que a regra dos "30 dias" não é aplicável ao


lançamento por homologação. O motivo é bastante óbvio: como nessa
modalidade o contribuinte deve antecipar o pagamento, não há notificação de
lançamento. Sendo assim, cabe à legislação tributária definir o prazo
para pagamento dos tributos lançados por homologação.

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determinará a respectiva imputação, obedecidas as seguintes regras,


na ordem em que enumeradas:

I - em primeiro lugar, aos débitos por obrigação própria, e em segundo


lugar aos decorrentes de responsabilidade tributária;

II - primeiramente, às contribuições de melhoria, depois às taxas e por


fim aos impostos;

III - na ordem crescente dos prazos de prescrição;

IV - na ordem decrescente dos montantes.

Os incisos do art. 163 devem ser seguidos de forma hierárquica. Assim,


em primeiro lugar, deve-se dar prioridade aos débitos em que o
contribuinte figura como contribuinte, e só depois àqueles pelos quais é
responsável.

Não sendo possível tal distinção, ou seja, digamos que em todos os


débitos o sujeito passivo seja contribuinte. Neste caso, o segundo critérios diz
respeito ao caráter contraprestacional do tributo. Assim, deve-se dar
prioridade àqueles que são "mais vinculados" (contribuições de
melhoria), e só depois receber os débitos que são "menos vinculados", até que
se chegue aos impostos (tributos não vinculados).

Se ainda assim persistirem as dúvidas, o próximo critério é o prazo


prescricional. A autoridade administrativa deve dar prioridade àqueles cuja
data de prescrição esteja mais curta. Faz todo o sentido, já que se não
forem cobrados, há o risco de serem extintos pelas prescrição (como ainda
vamos estudar).

Por último, caso os prazos de prescrição coincidam, a prioridade gira em


torno do valor dos créditos. Nessa linha, têm prioridade os créditos
tributários de maior valor.

Deve-se, então, seguir essa ordem, avançando para o próximo critério


apenas se os dois créditos empatarem na primeira etapa, e assim
sucessivamente até que se consiga estabelecer uma ordem de prioridade aos
créditos objetos de pagamento.

Vamos esquematizar:

CRITÉRIO PRIORIDADE + -
Pessoal Contribuinte/Responsável
V in c u la ç ã o d o F a to G e r a d o r Contribuição de Melhoria/Taxas/Impostos
P re s c r iç ã o Prazo mais curto/mais longo
V a lo r d o C r é d ito Valor maior/Valor menor

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2.1.6 - Restituição de juros e multas

Ao pleitear a restituição do tributo pago indevidamente, o sujeito passivo


também possui direito à restituição, na mesma proporção, dos juros de mora
e da multa moratória paga a maior.

Vamos ver um exemplo: Geraldo deve R$ 100,00, a título de tributo. A


multa e os juros por atraso de pagamento são calculados pelas respectivas
taxas de 10% e 5%. Supondo que Geraldo, por equívoco, entendeu que o
tributo devido era de R$ 200,00 e efetuou o pagamento com atraso, acabou
recolhendo o valor total de R$ 230,00.

No entanto, ao tomar conta de que o pagamento foi efetuado a maior,


Geraldo tem direito de ser restituído em R$ 115,00 (R$ 100,00 de tributo, R$
10,00 de juros e R$ 5,00 de multa moratória).

Vejamos, então, o que diz o caput art. 167 do CTN:

Art. 167. A restituição total ou parcial do tributo dá lugar à restituição,


na mesma proporção, dos ju ro s de mora e das penalidades
pecuniárias, salvo as referentes a infrações de caráter form al não
prejudicadas pela causa da restituição.

Com relação às infrações de caráter formal, ou seja, multas punitivas,


não há qualquer restituição, pois não decorrem do atraso do pagamento.

2.1.7 - Juros de mora e correção monetária na restituição

No tópico anterior, nós estudamos a restituição das multas e juros pagos


indevidamente, em função do recolhimento do valor incorreto do tributo.
Portanto, não se confunde com o que veremos a partir de agora: correção
monetária e juros devidos sobre o valor a ser restituído. O que seria isso?

Da mesma forma que o contribuinte, ao recolher o tributo em atraso,


deve arcar com os encargos financeiros, o Fisco também está sujeito ao
pagamento de juros e correção monetária sobre o valor a ser restituído
ao sujeito passivo. Vamos, então, neste tópico, estudar o termo inicial da
fluência dos juros de mora e da correção monetária.

No que se refere aos juros de mora, o par. único do art. 167 estabelece
que eles incidem sobre o valor da restituição, a partir do trânsito em julgado
da decisão definitiva que determinar a restituição:

Art. 167. (...):

Parágrafo único. A restituição vence juros não capitalizáveis, a partir


do trânsito em julgado da decisão definitiva que a determinar.

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Quando o tributo é lançado por homologação, o sujeito passivo tem o


dever de efetuar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa,
de sorte que a extinção definitiva do crédito tributário só ocorre com a
homologação.

Como sabemos que o prazo que a autoridade possui para homologar é


de 5 anos, e que muitas vezes a homologação ocorre tacitamente (automática,
após o curso do prazo quinquenal), na prática, o sujeito passivo teria o prazo
de 10 anos para pleitear a restituição.

Explique-se melhor: se a autoridade administrativa deixar ocorrer a


homologação tácita, a extinção definitiva do crédito tributário ocorre 5 anos
após a data do fato gerador. A partir daí, inicia-se a contagem do prazo para o
contribuinte pleitear a restituição. Foi com base nesse raciocínio que o STJ
sustentou a tese dos "5+5".

Contudo, com o advento da LC 118/05, foi estabelecida a seguinte regra:

Art. 3o Para efeito de interpretação do inciso I do art. 168 da Lei no


5.172, de 25 de outubro de 1966 - Código Tributário Nacional, a
extinção do crédito tributário ocorre, no caso de tributo sujeito a
lançamento por homologação, no momento do pagamento
antecipado de que trata o § lo do art. 150 da referida Lei.

Com base no dispositivo acima citado, podemos afirmar que o prazo


estabelecido no art. 168, I, é contado a partir do momento do pagamento
antecipado, nos tributos que seguem a sistemática do lançamento por
homologação. Desse modo, o prazo de 5 anos conta-se do pagamento, da
mesma forma como ocorre com as outras modalidades de lançamento.

PRESTE Pode-se afirmar que o prazo para buscar restituição, com


atenção base no art. 168, I, é de 5 anos, contados do
pagamento indevido.

Observação: O art. 4o, da LC 118/05, determinou que o art. 3o produz


efeitos retroativos. O raciocínio do legislador era de que a norma era
meramente interpretativa (CTN, art. 106, I).
Contudo, a jurisprudência do STF e STJ já se encontra pacífica no
sentido de que o citado art. 3 o produz efeitos prospectivos. Sendo
assim, todas as ações ajuizadas após a vigência da LC 118/05 estão
submetidas ao novo prazo (apenas 5 anos), ainda que se refiram a
pagamentos anteriores à vigência da referida LC._________________________

Finalizado o estudo do inciso I, do art. 168, vamos avançar para o inciso


II deste artigo, que se refere ao prazo para pleitear restituição de pagamento

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indevido, realizado no curso de processo administrativo ou judicial, em que se


discute a legitimidade do lançamento.

Trata-se de situação de difícil verificação prática, que consiste no


seguinte: o sujeito passivo ao obter uma decisão desfavorável, seja ela
administrativa ou judicial, paga o tributo, oferecendo, em seguida, recurso
contra a decisão condenatória.

Na realidade, o que é mais comum de acontecer é o não pagamento no


âmbito do processo administrativo, pois as reclamações e os recursos
nessa esfera têm o condão de suspender a exigibilidade do crédito
tributário. No que se refere ao processo judicial, o sujeito passivo
normalmente efetua o depósito do montante integral, que também
suspende o crédito tributário, em vez de pagar o tributo.

O que se quis dizer na redação do dispositivo foi que o pagamento foi


efetuado diante de decisão condenatória contra a qual cabia recurso. No
julgamento desse recurso, o sujeito passivo obteve anulação da decisão
anterior, obtendo decisão favorável. É nesse momento que se inicia a
contagem do prazo de 5 anos para pleitear a restituição.

Por último, ressalte-se que a contagem do prazo limite para pleitear


a restituição não é afetada se o tributo, ou melhor, a lei instituidora do
tributo for declarada inconstitucional. Guarde isso!

2.1.9 - Prazo para anular decisão administrativa denegatória

Após a realização do pagamento indevido, o sujeito passivo pode pleitear


a restituição tanto no âmbito administrativo como no Judiciário. Em qualquer
caso, o prazo é de 5 anos.

Havendo opção pela via administrativa, tendo obtido decisão final


desfavorável, o contribuinte tem o direito de acionar o Poder Judiciário,
com vistas a anular a decisão administrativa que denegou a restituição
do tributo pago indevidamente.

Vejamos o que diz o art. 169 do CTN:

Art. 169. Prescreve em dois anos a ação anulatória da decisão


administrativa que de negar a restituição.

Parágrafo único. O prazo de prescrição é interrompido pelo início da


ação judicial, recomeçando o seu curso, p o r metade , a partir da data
da intimação validamente feita ao representante judicial da Fazenda
Pública interessada.

Repare que o dispositivo cria um evidente privilégio ao Fisco, devedor da


ação de restituição proposta pelo sujeito passivo: o prazo exíguo de 2 anos.

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O dispositivo também prescreve que ocorre a interrupção do prazo


prescricional pelo início da ação judicial, que ocorre com a distribuição da
ação.

Ademais, em vez de devolver o prazo integralmente, como é típico do


fenômeno da interrupção, optou-se por recomeçar o prazo da metade, a partir
da data da intimação (ou citação) feita ao representante judicial da Fazenda
Pública. Trata-se de mais um privilégio, que impede que o prazo de 2 anos
seja estendido.

Destaque-se que se o prazo for interrompido com 2 meses, por exemplo,


o seu curso não será reiniciado pela metade, já que não se pode reduzir o
prazo, para torná-lo inferior a 2 anos. No caso exemplificado, será reiniciada a
contagem de mais 1 ano e 10 meses.

A regra se refere à prescrição intercorrente, que ocorre caso o


processo judicial não se conclua no prazo fixado. É claro que esse prazo só se
exaure se o autor da ação (sujeito passivo) for o responsável pela paralisação
do processo.

Embora possa parecer complexo, saiba que, nas provas da área fiscal,
o assunto costuma ser cobrado pela literalidade do art. 169, o que torna a
resolução das questões muito simples.

2.2 - Compensação

A essência da compensação ocorre quando duas pessoas são devedoras


e credoras uma da outra, simultaneamente. Por exemplo: Sebastião deve ao
Município de Salvador R$ 250,00, e este deve a Sebastião R$ 100,00. As
dívidas podem ser extintas até o montante em que se compensarem. No
exemplo citado, Sebastião continuará devendo à Fazenda Municipal o valor de
R$ 150,00.

Nesse sentido, o art. 170 do CTN estabelece o seguinte:

Art. 170. A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou
cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa,
autorizar a compensação de créditos tributários com créditos
líquidos e certos > vencidos ou vincendos, do sujeito passivo
contra a Fazenda pública. (Vide Decreto n° 7.212, de 2010)

Parágrafo único. Sendo vincendo o crédito do sujeito passivo, a lei


determinará, para os efeitos deste artigo, a apuração do seu montante,
não podendo , porém, com inar redução m aior que a
correspondente ao ju ro de l°/o (um por cento) ao mês pelo tempo a
decorrer entre a data da compensação e a do vencimento.

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De início, cumpre-nos destacar que o art. 170 traz apenas as regras


gerais acerca do instituto da compensação. Os detalhes devem ser
estabelecidos na lei do ente federativo com o qual o contribuinte deseja
realizar a compensação. Nesse ponto, vale frisar: a compensação somente
se faz possível se houver lei autorizativa, estipulando quais os créditos
que podem ser compensados.

Não é suficiente a previsão no CTN para realizar a


\ jP à tenção compensação. Cada ente federativo deve editar lei
versando sobre a matéria.

Dito isso, vamos entender o dispositivo!

Os créditos tributários são aqueles devidos pelo sujeito passivo, ou


seja, são créditos da Fazenda Pública, mas representam débitos para o sujeito
passivo. No que se refere aos créditos do sujeito passivo contra a
Fazenda, a situação é oposta e bastante óbvia: o sujeito passivo é o credor, e
a Fazenda, devedora.

Observação: Os créditos do sujeito passivo não necessariamente


possuem natureza tributária.

Os créditos tributários devem sempre estar vencidos, ou seja, quando o


legislador permite que a compensação pode ter como objeto créditos vencidos
ou vincendos, diz respeito aos créditos do sujeito passivo contra a
Fazenda Pública.

Nessa esteira, se os créditos do sujeito passivo forem vincendos, ou seja,


ainda estiverem por vencer, serão reduzidos (ajustados a valor presente)
conforme os critérios definidos na lei autorizativa, desde que a redação não
seja superior ao juro de 1% ao mês.

Os créditos do sujeito passivo contra a Fazenda também devem


ser certos (quanto à existência) e líquidos (quanto ao valor). Para
ilustrar essa regra, vamos ver um exemplo prático de compensação: imagine
que a lei tenha autorizado a compensação de créditos gerados por pagamento
indevidos a título de tributo. Em vez de pleitear a restituição, seria muito mais
simples ao sujeito passivo compensar com os créditos tributários que deve a
Fazenda, correto?

Entretanto, como vimos em tópicos anteriores, a discussão da


legitimidade de valor já pago ao Fisco indevidamente. Até que ocorra o trânsito
em julgado da decisão judicial, o crédito do sujeito passivo não é certo (na
decisão final, pode ser julgado que ele não existe), não podendo se
tornar objeto de compensação, até que a decisão se torne irrecorrível.

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Com base nesse raciocínio, a LC 104/2001 incluiu a seguinte regra no


C TN :

Art. 170-A. É vedada a compensação mediante o aproveitamento


de tributo, objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo, antes do
trânsito em julgado da respectiva decisão judicial.

Ora, se não se pode compensar antes do trânsito em julgado,


obviamente também não é possível realizar a compensação com base em
medida liminar:

Súmula STJ 212 - A compensação de créditos tributários não pode ser


deferida por medida liminar.___________________________________________

Não caia em pegadinhas! Não é possível compensar


créditos objetos de decisão judicial recorrível,
^ ^ te n cã o medidas cautelares ou liminares ou, ainda, tutela
antecipada.

Não obstante a proibição da compensação com base em liminar em


mandado de segurança, a jurisprudência do STJ é pacífica no sentido de que o
mandado de segurança constitui ação adequada para declarar direito à
compensação tributária:

Súmula STJ 213 - O mandado de segurança constitui ação adequada para a


declaração do direito à compensação tributária.__________________________

2.3 - Transação

No âmbito do Direito Tributário, a transação tem por objetivo por fim a


um litígio - administrativo ou judicial - instaurado entre o sujeito passivo e a
Fazenda Pública.

Trata-se de uma forma alternativa para solucionar os conflitos entre as


partes, mediante concessões mútuas, ou seja, cada parte cede parte de seu
direito, a fim de que se chegue a um consenso.


Diferentemente do Direito Civil, no Direito Tributário, a
\ jP à tenção transação é terminativa (guarde essa palavra), ou seja,
só existe diante de um litígio.

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Não obstante a autorização da transação seja feita pela autoridade


competente, nos termos do par. único do art. 171, a transação só pode
ocorrer mediante lei autorizativa.

Como exemplo, a lei pode autorizar a Fazenda a deixar de receber parte


do crédito tributário, com a condição de que o sujeito passivo desista do litígio
e pague a parcela restante do crédito tributário dentro do prazo previsto.

Observação: Veja que a extinção do crédito tributário pode ocorrer de forma


combinada. No exemplo acima, uma parte foi extinta pela transação e a
outra, pelo pagamento.________________________________________________

2.4 - Remissão

A remissão é conceituada como o perdão da dívida. Por se tratar de


benefício fiscal, deve ser regulada em lei específica, conforme estabelece o
art. 150, § 6°, da CF/88.

Art. 172. A lei pode autorizar a autoridade administrativa a


conceder, p or despacho fundamentado, remissão total ou parcial
do crédito tributário, atendendo:

I - à situação econômica do sujeito passivo;

II - ao erro ou ignorância excusáveis do sujeito passivo, quanto a


matéria de fato;

III - à diminuta importância do crédito tributário;

IV - a considerações de equidade, em relação com as características


pessoais ou materiais do caso;

V - a condições peculiares a determinada região do território da entidade


tributante.

Parágrafo único. O despacho referido neste artigo não gera direito


adquirido, aplicando-se, quando cabível, o disposto no artigo 155.

Observe que o art. 172 do CTN traz regras direcionadas ao legislador. Ou


seja, ao editar a lei específica concessora da remissão, o legislador deve seguir
as diretrizes estabelecidas na norma acima.

Uma observação a ser feita é que não há conflito entre o que está
previsto no art. 108, § 2o, do CTN, com o art. 172, IV. Quando estudamos as
técnicas de integração, vimos que o aplicador da lei não pode utilizar da
equidade como forma de dispensa do pagamento de tributo devido.
Diferentemente disso, o art. 172, IV, permite que o legislador conceda

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remissão, considerando as características pessoais o materiais do caso, com


base na equidade.

Destaque-se que a remissão pode se referir ao perdão tanto de


tributo como de multas, desde que já tenha sido constituído o crédito
tributário. Se, por outro lado, ainda não tiver havido o lançamento, o
benefício será concedido sob a forma de isenção (para tributos) ou anistia
(para multas), hipóteses de exclusão do crédito tributário, que são estudadas
em tópico próprio.

Se o crédito tributário está constituído Remissão


(tributo ou multa)
^ ^ ^ /^ a te n ç ã o
Se o crédito tributário não está constituído = Isenção
(tributo) ou Anistia (multa)

Por fim, vamos relembrar do mnemônico MARIPA. Aplicam-se as regras


da moratória concedida em caráter individual (CTN, art. 155) à remissão,
quando também estiver sendo concedida individualmente.

Vamos, então, relembrar como funciona: você deve saber que a


remissão individual não gera direito adquirido. Por isso, em alguns casos,
basta que o sujeito passivo comprove que faz parte do rol daqueles alcançados
pela remissão.

De qualquer modo, não estando satisfeitos os requisitos ou as condições,


a remissão é revogada, ficando o sujeito passivo obrigado a pagar o
crédito tributário acrescido de juros de mora. Caso seja constatado que
houve dolo ou simulação do beneficiado ou de terceiro para se beneficiar
ilicitamente da remissão, haverá, ainda, imposição de penalidade.

Cabe ressaltar também que há outra consequência, em se tratando da


revogação da remissão: a contagem do prazo de prescrição. Se houve dolo ou
simulação, o tempo decorrido entre a concessão da remissão e sua revogação
não é contado para fins de prescrição. Por outro lado, se não houve dolo ou
simulação, a revogação da remissão só pode ocorrer antes de findar o prazo
prescricional.

2.5 - Decadência

Sabe-se que, com a ocorrência do fato gerador, surge a obrigação


tributária. No entanto, a dívida somente se torna exigível com o lançamento,
que é o procedimento administrativo que constitui o crédito tributário. O prazo
decadencial é justamente o prazo que a autoridade administrativa
possui para promover o lançamento. No fim do prazo decadencial, ocorre a
decadência.

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ocorre no dia I o de janeiro do ano seguinte em relação à data de ocorrência do


fato gerador.

A título de exemplo, imagine que o fato gerador de determinado tributo


ocorra no dia 10 de janeiro de 2014. Nesse caso, o prazo decadencial começa
a ser contado a partir de 01 de janeiro de 2015. A decadência, então, se
consome no dia 01 de janeiro de 2020, exatamente 5 anos depois.

É muito importante que você perceba que, muito embora o prazo seja de
5 anos, as regras de contagem podem fazer com que o prazo chegue
praticamente aos 6 anos, se o fato gerador tiver ocorrido no dia 01 de janeiro,
por exemplo.

Cumpre-nos destacar que a regra geral não se aplica aos tributos


lançados por homologação. A contagem do prazo decadencial nos tributos
em que se aplica tal modalidade de lançamento recebeu tratamento específico,
o qual será estudado mais adiante.

PRESTE
O prazo decadencial possui regras específicas para os
atenção tributos lançados por homologação.

2.5.2 - Regra da antecipação da contagem

A regra da antecipação da contagem do prazo decadencial está prevista


no par. único do art. 173, do CTN, que estabelece o seguinte:

A rt 173 - (...):

Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extingue-se


definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data
em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário
pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida
preparatória indispensável ao lançamento.

Nós vimos que a regra geral é que o prazo decadencial seja contado a
partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento
podería ter sido efetuado, correto?

Ocorre que, se nesse intervalo (entre a data do fato gerador e o primeiro


dia do exercício seguinte) a autoridade fiscal notificar o sujeito passivo de
alguma medida indispensável ao lançamento, como o início de um
procedimento de fiscalização, por exemplo, haverá antecipação da
contagem do prazo decadencial para a data em que o sujeito passivo
toma ciência do termo de início de fiscalização.

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PRESTE Se a notificação do início de procedimento fiscal ocorrer


atenção após o "primeiro dia do exercício seguinte", não haverá
impacto sobre o curso do prazo decadencial.

2.5.3 - Regra da anulação do lançamento por vício formal

Consoante o disposto no art. 173, II, do CTN, o direito de a Fazenda


Pública constituir o crédito tributário extingue-se após o prazo de 5 anos,
contados da data em que se tornar definitiva a decisão que houver
anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado.

Trata-se de uma regra bastante tranquila de se entender. Vamos ver um


exemplo prático:

Determinado sujeito passivo é notificado do lançamento de um tributo


contra ele efetuado. Discordando de alguns aspectos descritos na notificação, o
sujeito passivo impugna o lançamento. Ao final do litígio, chega-se à conclusão
que, embora o fato gerador tenha ocorrido, a autoridade que promoveu o
lançamento não possuía competência para o ato. A consequência disso é a
anulação do lançamento.

De acordo com o que estudamos até o momento, se houve lançamento,


não há mais contagem de prazo decadencial, e sim prescricional. Contudo,
veja que o lançamento foi anulado em decorrência de vício formal.

Observação:
Vício formal: diz respeito aos requisitos burocráticos.
Exemplo: competência da autoridade.

Vício material: diz respeito à obrigação tributária.


Exemplo: não ocorrência do fato gerador.__________

Em decorrência da anulação, a Fazenda Pública deverá promover novo


lançamento, corrigindo os erros formais ocorridos no lançamento anterior. Para
isso, ela possui novamente à sua disposição o prazo de 5 anos, contados da
data da decisão definitiva que anulou o lançamento.

A devolução do prazo decadencial ocorre integralmente,


PRESTE
ou seja, mais 5 anos para a Fazenda realizar novamente
atenção o lançamento. Contudo, a regra somente se aplica
quando o o vício do lançamento é formal.

A devolução integral do prazo decadencial é denominada


interrupção de prazo decadencial. Esse é o entendimento de parte da

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doutrina, e que já foi encampado pelo CESPE. Há quem entenda também que
se trata de novo prazo decadencial, não havendo interrupção.

Observação:
A interrupção de um prazo, seja ele decadencial ou prescricional, indica
que o prazo antigo é abandonado e novo prazo começar a ser contado
novamente. Ou seja, o prazo é integralmente devolvido.

A suspensão de um prazo indica que a contagem é suspensa, retornando,


quando legalmente determinado, do momento em que havia parado.________

2.5.4 - Prazo decadencial nos tributos lançados por homologação

Na modalidade de lançamento por homologação, o sujeito passivo efetua


o pagamento antecipado, sem prévio exame da autoridade administrativa.
Posteriormente, esta homologa o lançamento, extinguindo o crédito tributário.

O prazo para homologação, como já foi visto no nosso curso, é de 5


anos, contados da data da ocorrência do fato gerador (CTN, art. 150, §
4 o). Se a homologação não ocorrer dentro do prazo, haverá a homologação
tácita, ou seja, considera-se que o procedimento levado a cabo pelo
contribuinte estava correto.

O curso desse prazo também possui outra função, que é a possibilidade


de a Fazenda Pública constatar eventuais diferenças que deixaram de
ser pagas e constituir de ofício tais valores, com base no art. 149, V, do
CTN.

Portanto, o prazo de 5 anos, contados da data da ocorrência do


fato gerador é o prazo decadencial que a Fazenda possui para homologar a
atividade do sujeito passivo e, sendo o caso, efetuar lançamento suplementar.

Contudo, nem sempre o prazo quinquenal é contado a partir da


data de ocorrência do fato gerador (CTN, art. 150, § 4o). Há algumas
exceções que serão vista a partir de agora.

Nos casos em que o sujeito passivo não declara nem paga qualquer
valor até a data do vencimento, aplica-se a regra geral das demais
modalidades de lançamento, ou seja, o prazo de 5 anos é contado a partir
do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento podería ter
sido efetuado (CTN, art. 173, I).

Por outro lado, se o sujeito passivo declara e paga o crédito


tributário apenas de forma parcial, a regra é aquela típica dos tributos
lançados por homologação, ou seja, conta-se 5 anos a partir da data do
fato gerador (CTN, art. 150, § 4o).

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Observação: Neste caso, como já foi dito, eventuais diferenças ficam


sujeitas ao lançamento suplementar, realizado de ofício, com base no art.
149, V, do CTN.______________________________________________________

Cabe destacar que o próprio § 4o, do art. 150, do CTN, excetua da regra
dos tributos lançados por homologação quando for comprovada a
ocorrência de dolo, fraude ou simulação. Diante da inexistência de regra
específica sobre o assunto, aplica-se também nesta situação a regra geral
da decadência, prevista no art. 173, I, do CTN.

Por último, temos também a situação em que o contribuinte presta a


declaração, mas não efetua o pagamento devido no vencimento. Nesse
caso, entende o STJ que a declaração do sujeito passivo é suficiente para
constituir o crédito tributário (sem o respectivo lançamento),
correndo, a partir da data de vencimento do tributo, o prazo
prescricional.

Nesse sentido, veja a Súmula 435, lavrada pelo STJ:

Súmula STJ 436 - A entrega de declaração pelo contribuinte reconhecendo


débito fiscal constitui o crédito tributário, dispensada qualquer outra
providência por parte do fisco._________________________________________

Vejamos um exemplo prático: a Declaração de Débitos e Créditos


Tributários Federais (DCTF) é uma declaração obrigatória para pessoas
jurídicas em geral, referindo-se a diversos impostos e contribuições federais. O
objetivo é informar o fisco sobre os tributos apurados pela empresa. A entrega
dessa declaração constitui o crédito tributário, dispensando as providências do
fisco nesse sentido.

Há que se destacar que, prestando a declaração desacompanhada de


pagamento no vencimento, o sujeito ativo da obrigação tributária pode
inscrever o sujeito passivo em dívida ativa, atividade preparatória para
promover a ação de execução fiscal.

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Vamos esquematizar o que vimos até o momento:

DECADÊNCIA - I h

2.6 - Prescrição

Como já foi dito, opera-se a prescrição quando não há propositura de


ação de execução fiscal dentro do prazo estabelecido no CTN, com o
objetivo de cobrar do sujeito passivo o crédito tributário na via judicial.

O prazo para que se promova a ação de execução fiscal é de 5 anos,


contados da data da constituição definitiva do crédito tributário.
Dissemos anteriormente que, após o lançamento, o prazo era prescricional, e
de fato é. Contudo, tal prazo só começa a ser contado a partir do dia em que
não mais se discute a legitimidade do lançamento, ou seja, a partir do dia
em que o crédito tributário é considerado definitivamente constituído.

Importa-nos saber quando ocorre a constituição definitiva do crédito.


Novamente, vamos nos lembrar: ao ser notificado do lançamento, o sujeito
passivo tem um prazo fixado em lei para pagar ou impugnar o lançamento.

Caso o sujeito passivo cumpra com a obrigação tributária, pagando o


tributo contra ele lançado, o crédito tributário é extinto pelo próprio
pagamento (CTN, art. 156, I).

Se, por outro lado, o sujeito passivo impugnar o lançamento, instaura-se


um litígio entre a Fazenda Pública e o contribuinte ou responsável, em que se
discute o crédito tributário. Ao final, caso a decisão seja desfavorável ao

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Se cair na prova uma questão afirmando a


PRESTE
possibilidade de o prazo prescricional ser
atenção interrompido por iniciativa do devedor, a assertiva
estará correta!

O art. 174, I, traz como hipótese interruptiva do prazo prescricional o


despacho do juiz que ordena citação em execução fiscal. Vamos
entender o que vem a ser isso!

Ao admitir a ação de execução fiscal, o juiz realiza o despacho que


ordena a citação do devedor, e é esse despacho que faz com que se
interrompa a prescrição, devolvendo integralmente o prazo de 5 anos à
Fazenda Pública.

Tome muito cuidado, pois antes da LC 118/05, a redação desse inciso


era "pela citação pessoal feita ao devedor". Ou seja, não era o despacho, mas
a notificação pessoal ao devedor. Na prática, o devedor podería "fugir", e não
ser notificado. Por esse motivo, alterou-se para o momento do despacho
que ordena a citação.

O que interrompe a prescrição é o despacho, e não a


citação pessoal! Guarde muito bem isso!

No tocante ao protesto judicial, previsto no art. 174, II, do CTN, trata-


se de medida judicial intentada pelo credor (Fazenda Pública), com o objetivo
de manifestar sua intenção de ver satisfeito o seu direito.

De acordo com Eduardo Sabbag,

À luz do crédito tributário, o protesto judicia! somente se justifica na


hipótese de a Fazenda estar impossibilitada de ajuizar a execução fiscal,
diante da iminência do término do prazo prescricional.
(SABBAG, Eduardo. Manual de direito tributário. 5a Edição. 2013.
Pág. 829)

Em relação aos atos judiciais que constituam em mora o devedor


(CTN, art. 174, III), deve-se destacar que são as notificações, intimações ou
interpelações judiciais, com a finalidade de manifestar a intenção do credor em
receber a dívida. Podemos afirmar, então, que o protesto judicial, disposto no
inciso anterior, está contido entre os atos judiciais que constituam em mora o
devedor.

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Por último, quando o art. 174, IV, mencionou ato do devedor, ainda
que extrajudicial, que importe em reconhecimento do débito, não quis
dizer nada além da conhecida confissão de dívida, que pode ocorrer tanto
na esfera administrativa como na judicial.

Imagine que a autoridade administrativa tenha realizado o lançamento


de algum tributo e notificou o devedor. Considere ainda que o contribuinte
manteve-se inerte, ou seja, não pagou nem impugnou o lançamento dentro do
prazo previsto na legislação do respectivo ente federativo. Ocorrida a
constituição definitiva do crédito tributário, tem início o prazo prescricional,
para que se promova a ação de execução fiscal.

Passados dois anos, o devedor solicita à Fazenda o parcelamento de


referido débito. Obviamente, o sujeito passivo está nesse momento
reconhecendo que possui uma dívida com o Fisco. Interrompe-se, então,
a prescrição, fazendo com que o Fisco tenha novamente 5 anos para promover
a execução fiscal.

São exemplos típicos de confissão de dívida: pedido de


parcelamento e pedido de compensação de débito.

Por fim, é importante ressaltar que a consulta administrativa não é


modo de interrupção de prescrição. Guarde muito bem isso, pois esse é o
entendimento do STJ (EDcl no REsp 87.840/BA).

2.6.1 - Suspensão do prazo prescricional

Distintamente do que ocorre com a interrupção da prescrição, na


suspensão, o prazo deixa de ser contado, até que se encerre a situação
o que suspendeu. Após esse evento, continua-se o curso do prazo
prescricional do ponto onde havia parado. Ou seja, não há devolução
integral do prazo, mas apenas suspensão temporária.

O CTN não dispôs expressamente sobre a suspensão da


prescrição, mas a doutrina e a jurisprudência reconhecem hipóteses de
prescrição, previstas indiretamente no CTN, em decorrência da lógica de
aplicação dos dispositivos ali prescritos.

Em primeiro lugar, vamos nos lembrar das hipóteses de suspensão do


crédito tributário. Vimos que o que se suspende não é o direito de lançar, mas
sim a exigibilidade do crédito, impedindo a Fazenda Pública de promover
a ação de execução fiscal.

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Observação: A execução fiscal é disciplinada pela Lei 6.830/1980, a


conhecida Lei de Execuções Fiscais, ou simplesmente LEF._________________

Nessa esteira, se a Fazenda está impedida de promover a ação de


execução fiscal, não há lógica alguma em correr o prazo prescricional, que tem
como objetivo justamente punir o sujeito ativo, por se manter inerte em
relação ao seu direito de exigir a dívida tributária, por meio da execução fiscal.

Dessa forma, devemos memorizar que, se há suspensão da


exigibilidade do crédito tributário, também estará suspenso o curso do
prazo prescricional.

PRESTE
A suspensão do prazo prescricional permanecerá até que
atenção o crédito se torne exigível.

Cabe destacar também que quando a moratória em caráter individual


for obtida fraudulentamente (dolo ou simulação), o tempo decorrido entre
a sua concessão e a revogação não é contado para fins de prescrição,
conforme consta no par. único do art. 155. Sendo assim, pode-se
visualizar mais uma hipótese de suspensão do prazo prescricional.

Como o art. 155 também se aplica aos outros benefícios fiscais


( M A R IP A ) previstos no CTN, quando concedidos de modo individual, podemos
dizer que também haverá suspensão da prescrição, se houver situação
semelhante à qual acabamos de estudar, ou seja, a obtenção fraudulenta de
moratória, anistia, remissão, isenção e parcelamento.

A título de exemplo, caso o sujeito passivo se passe por outra pessoa


para fazer jus à isenção de caráter individual no ano de 2013, e o Fisco
descubra a fraude perpetrada em 2015, revogando-a, esses dois anos (entre a
concessão e a revogação) não são contados para fins de prescrição. Portanto,
houve suspensão do prazo prescricional por dois anos.

Outro caso de suspensão da prescrição é o disposto no art. 2o, § 3o, da


Lei 6.830/1980 (LEF), cuja redação é a seguinte:

§ 3o - A inscrição, que se constitui no ato de controle administrativo da


legalidade, será feita pelo órgão competente para apurar a liquidez e
certeza do crédito e suspenderá a prescrição , para todos os efeitos de
direito, p or 180 dias, ou até a distribuição da execução fiscal, se
esta ocorrer antes de findo aquele prazo.

Como funciona isso? Lembre-se de que, com o lançamento, a dívida se


torna exigível, mas é somente após a inscrição do crédito tributário em

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Há, na LEF, mais uma previsão de suspensão do prazo prescricional.


Trata-se dos casos em que, no curso da ação de execução fiscal, não for
localizado o devedor ou encontrados bens sobre os quais possa recair a
penhora (LEF, art. 40).

Em tais casos, admite-se a suspensão da prescrição pelo prazo máximo


de um ano. Se, até, então, não for localizado o devedor ou encontrados bens
penhoráveis, o juiz ordenará o arquivamento dos autos (LEF, art. 40, § 2o).

Nesse sentido, o STJ editou a seguinte súmula:

Súmula STJ 314 - Em execução fiscal, não localizados bens penhoráveis,


suspende-se o processo por um ano, findo o qual se inicia o prazo da
prescrição quinquenal intercorrente.____________________________________

Sintetizando:

• Suspende-se o prazo prescricional enquanto o crédito tiver sua


exigibilidade suspensa, nos termos do art. 151 (moratória, depósito do
montante integral, reclamações e recursos administrativos, liminares ou
tutelas antecipadas e parcelamento).
• Suspende-se o prazo prescricional quando a moratória for concedida
individualmente, em decorrência de artifício doloso, até que ocorra
a revogação do benefício. Tal regra também se aplica aos seguintes
benefícios fiscais: anistia, remissão, isenção e parcelamento.
• Suspende-se o prazo prescricional com a inscrição do crédito
tributário em dívida ativa por 180 dias, ou até a distribuição da execução
fiscal, se esta se der primeiro.
• Suspende-se por até um ano o prazo prescricional, quando não for
localizado o devedor ou encontrados bens penhoráveis, no curso do
processo de execução fiscal.

2.7 - Consignação em pagamento

A consignação em pagamento tem tudo a ver com a forma de extinção


"pagamento", tanto é que o próprio CTN a incluiu dentro da seção que cuida
daquela modalidade de extinção do crédito tributário.

A ação de consignação em pagamento é movida no âmbito do


Poder Judiciário, com o objetivo de que o sujeito passivo exerça o seu
direito de pagar e quitar a obrigação tributária, quando se encontra
impedido pelo próprio credor.

"Como assim, professor?" É isso mesmo o que você ouviu: pode


acontecer, entre outras situações possíveis, de o credor recusar o pagamento
do tributo, condicionando-o ao pagamento de outra obrigação.

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Vamos ver as hipóteses que foram previstas no art. 164 do CTN:

Art. 164. A importância de crédito tributário pode ser consignada


judicialmente pelo sujeito passivo, nos casos:

I - de recusa de recebimento, ou subordinação deste ao


pagamento de outro tributo ou de penalidade, ou ao cumprimento
de obrigação acessória;

II - de subordinação do recebimento ao cumprimento de exigências


administrativas sem fundamento legal;

III - de exigência, p or mais de uma pessoa jurídica de direito


público, de tributo idêntico sobre um mesmo fato gerador.

§ I o A consignação só pode versar sobre o crédito que o


consignante se propõe pagar.

§ 2 ° Julgada procedente a consignação, o pagamento se reputa


efetuado e a importância consignada é convertida em renda;
julgada improcedente a consignação no todo ou em parte, cobra-
se o crédito acrescido de ju ro s de mora, sem prejuízo das
penalidades cabíveis.

As hipóteses elencadas nos incisos I e II são os casos em que a Fazenda


credora impõe condições absurdas ao contribuinte que não tem outra saída
senão socorrer ao Judiciário.

Isso se deve ao fato de que, não pagando, o contribuinte fica sujeito


também aos encargos moratórios (juros e multa), além da ação de
execução fiscal, já que, se nenhuma medida for tomada, o crédito
tributária continua plenamente exigível.

Imagine agora a situação prevista no inciso III: o contribuinte possui um


apartamento no Município de Guarulhos, e recebe notificações de lançamento
de IPTU tanto do Município de São Paulo como do Município de Guarulhos.
Trata-se de bitributação. O que fazer se não se sabe exatamente quem é
credor da obrigação? Move-se, então, uma ação judicial de consignação em
pagamento.

Destaque-se que, de acordo com o § I o do art. 164, a consignação


somente pode versar sobre o crédito que o consignante (sujeito passivo) se
propõe a pagar. Portanto, o sujeito passivo deve depositar o valor que
entende devido.

Embora seja discutível no âmbito da doutrina e da jurisprudência qual


valor deve ser depositado, se aquele exigido pelo fisco ou o que o sujeito

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passivo entende devido, devemos levar para a prova a literalidade do CTN,


que parece se referir a este.

Ao término da ação, julgada procedente a consignação proposta pelo


sujeito passivo, o pagamento tem-se por efetuado e o valor que foi
consignado judicialmente é convertido em renda.

Observação: Converter-se em renda significa transferir para o credor, com o


objetivo de quitar o tributo devido.______________________________________

Por outro lado, se a consignação for julgada improcedente, deve-se


proceder ao pagamento da diferença devida, bem como dos acréscimos
legais (juros de mora e penalidades cabíveis).

PRESTE A extinção do crédito tributário não ocorre com a ação de


atenção consignação em pagamento, mas sim quando estiver
julgada procedente.

Por último, deve ser salientada a distinção entre o depósito do montante


integral e a ação de consignação em pagamento. Embora haja depósito do
sujeito passivo em ambos os casos, o depósito do montante integral se refere
a um ato isolado do sujeito passivo, podendo ocorrer tanto na via
administrativa quando na judicial, com o objetivo de suspender o crédito
tributário.

Por outro lado, a ação de consignação em pagamento consiste em um


processo judicial, cujo objetivo é exercer o direito de pagar o crédito que tenha
sido obstado pelo Fisco ou que tenha suscitado dúvida quanto ao real credor.
Neste caso, o objetivo é pagar e extinguir o crédito.

*g$>sEsTs Na consignação, o sujeito passivo quer pagar.

\ jP à tenção No depósito, o sujeito passivo quer discutir ou evitar o


débito.

2.8 - Pagamento antecipado e a posterior homologação

Na sistemática do lançamento por homologação, como já foi diversas


vezes explicado no nosso curso, o sujeito passivo paga o tributo sem prévio
exame da autoridade administrativa.

Após pelo pagamento do sujeito passivo, a autoridade administrativa


possui determinado prazo para atestar a correção do procedimento e do valor
recolhido, e só então homologa a atividade do contribuinte.

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Nessa esteira, pode-se dizer a extinção definitiva do crédito tributário, no


que se refere aos tributos lançados por homologação, apenas ocorre com a
homologação do lançamento, ato que, como regra, pode levar até 5 anos,
contados do fato gerador.

Note bem que, embora a extinção do crédito só se dê com a


homologação do lançamento, para fins de definição do prazo inicial para
pleitear a restituição, a LC 118/05 estabeleceu que é considerado extinto
na data do pagamento.

PRESTE O crédito lançado por homologação não é extinto na data


atenção do lançamento! Considera-se extinto apenas para
fins de contagem de prazo para restituição.

2.9 - Conversão do depósito em renda

Com o depósito do montante integral, exigido pela Fazenda Pública, o


sujeito passivo suspende a exigibilidade do crédito tributário. Flavendo decisão
em favor da Fazenda Pública, ocorre a conversão do depósito em renda do
vencedor da ação.

Portanto, o crédito que anteriormente estava com a exigibilidade


suspensa, com a decisão definitiva torna-se extinto.

2.10 - Decisão administrativa final

Ao ser notificado do lançamento contra ele efetuado, o sujeito passivo,


como já foi visto, possui duas opções: pagar ou impugnar o lançamento.

Ao impugnar administrativamente o lançamento, o sujeito passivo dá


início ao processo administrativo fiscal, seguindo as normas específicas do ente
federativo que detém a competência tributária do tributo objeto de discussão.

Se a decisão final no âmbito administrativo for favorável ao


sujeito passivo, o crédito tributário fica definitivamente extinto, com
base no art. 156, IX.

"E se a decisão final for desfavorável, professor?"

Nesse caso, cabe ao contribuinte pagar o crédito tributário ou ajuizar


ação judicial para discutir no Poder Judiciário a legitimidade do lançamento
contra ele efetuado.

2.11- Decisão judicial transitada em julgado

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Dando continuidade ao que foi dito no tópico anterior, caso o contribuinte


recorra ao Judiciário para discutir a procedência do lançamento, é a decisão
transitada em julgado (contra a qual não cabe recurso) que determinará se o
crédito tributário subsistirá ou não.

Caso a decisão seja favorável ao sujeito passivo, tem-se por


extinto o crédito tributário. Se, por outro lado, a decisão for em favor da
Fazenda Pública, não haverá outra opção ao sujeito passivo, senão o
pagamento.

2.12 - Dação em pagamento em bens imóveis

A dação em pagamento é instituto do direito privado, regulado pelos


arts. 356 a 359 do Código Civil. Trata-se de "pagamento" efetuado por meio da
entrega de bem ou direito que não seja moeda.

Na seara do Direito Tributário, a dação em pagamento somente passou a


ser prevista como modalidade de extinção do crédito tributário com advento da
LC 104/2001 .

Destacamos que a extinção só pode ser feita com bens imóveis. É


muito comum as questões de prova armarem verdadeiras pegadinhas para
fazer o candidato bem preparado tropeçar por descuido na rápida leitura da
questão. Portanto, tome muito cuidado com isso. Repita-se: BENS IMÓVEIS.

Mas como funciona isso? O contribuinte pode "sair" transferindo imóvel


para a Fazenda, como forma de quitar a obrigação tributária? Não é bem
assim!

Para que seja feita a extinção do crédito tributário mediante dação em


pagamento em bens imóveis é necessário que cada ente federado edite
lei autorizativa para disciplinar como será feita essa transferência e em que
hipóteses pode ser feita.

A dação em pagamento depende de lei autorizativa,


editada por cada esfera do Estado.

Há quem entenda que a previsão da dação em pagamento como forma


de extinção do crédito tributário tenha promovido a derrogação (revogação
parcial) do art. 3o do CTN, que disciplina que o tributo deve ser uma prestação
"em moeda".

O raciocínio esposado não merece prosperar, haja vista que o próprio


art. 3o do CTN permite que o tributo pode ser prestação "em moeda ou cujo

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valor nela se possa exprimir". Com base nisso, eu te pergunto: os bens


imóveis inegavelmente podem ser expressos em moeda. É evidente que sim.

raticar!

Questão 24 - ESAF/AFRFB/2009

Notificado o sujeito passivo do lançamento, inicia-se o prazo decadencial de


cinco anos para extinção do crédito.

Comentário: O prazo decadencial não tem início com a notificação do


lançamento, mas sim, como regra, no primeiro dia do exercício seguinte
àquele em que o lançamento podería ter sido efetuado. Questão errada.

Questão 25 - ESAF/ACE-MDIC/2012

O mandado de segurança não constitui ação adequada para a declaração do


direito à compensação tributária.

Comentário: De acordo com a Súmula 213 do STJ, o mandado de segurança


constitui ação adequada para declarar direito à compensação tributária.
Portanto, a questão está errada.

Questão 26 - FGV/CGE-MA/2014

O INSS ingressou com execução fiscal em face do Estado Beta, pela falta de
pagamento da contribuição previdenciária de alguns de seus agentes
administrativos. Está provado nos autos que os créditos remontam aos anos de
1991 a 1994 e não há comprovação de qualquer pagamento.
O lançamento do tributo devido efetivou-se em março de 2001 e a inscrição
em dívida ativa em setembro de 2003. O juiz de I o grau extinguiu o processo
com base na constatação de ter havido a decadência.
A esse respeito, assinale a afirmativa correta.
a) O Juiz errou, já que por se tratar de tributo lançado por homologação são 5
anos para homologar e mais 5 anos para inscrever o crédito tributário.
b) O juiz errou, visto que no caso da contribuição previdenciária deve haver
antecipação do pagamento do tributo, não mais se falando de decadência.
c) O juiz está correto, visto que o prazo decadencial, nesta espécie de tributo,
conta-se da data do fato gerador.
d) O juiz errou, havendo a aplicação, cumulativa e concorrente, dos prazos
previstos no Código Tributário Nacional.

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e) O juiz está correto, contando-se o prazo decadencial do primeiro dia do


exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado.

Comentário: A contribuição previdenciária é tributo submetido à sistemática


do lançamento por homologação, ou seja, cabe ao contribuinte efetuar o
pagamento antecipado do referido tributo.

Logo, a regra seria contar o prazo decadencial a partir do fato gerador.


Contudo, como não houve qualquer pagamento, o prazo decadencial se inicia
no primeiro dia do exercício seguinte (1992, 1993, 1994 e 1995).

Contando cinco anos a partir do crédito mais recente (1995), percebe-se que
houve decadência (há mais de cinco anos entre 1995 e 2001). Portanto, se o
crédito mais recente decaiu, os demais também tiveram a mesma
consequência. Portanto, não há que se falar em lançamento, nem em inscrição
em dívida ativa e muito menos em execução fiscal.

Desse modo, a resposta é que o juiz está correto, contando-se o prazo


decadencial do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento
poderia ter sido efetuado. Sendo assim, o gabarito é a Letra E.

Questão 27 - FGV/Juiz-TJ-AM/2013

O contribuinte realiza o fato gerador de ICMS em 01.03.2004. Em março de


2008 a fiscalização, percebendo que o contribuinte não havia declarado nem
recolhido o tributo, promove a autuação fiscal. No mesmo mês (março/2008) o
contribuinte promove a impugnação administrativa da exigência fiscal. Em
março de 2012 sobrevêm a decisão administrativa definitiva (assim entendida
a decisão insuscetível de novo recurso do contribuinte na fase administrativa).
Permanecendo inadimplido o crédito fiscal, a Fazenda Pública ajuiza, em março
de 2013, a competente Execução Fiscal, à qual o contribuinte opõe Embargos
de Devedor alegando a extinção do crédito por força da decadência e/ou da
prescrição.
Diante do exposto, o magistrado incumbido de solucionar a causa deverá
a) acolher o argumento de decadência do direito da Fazenda constituir o
crédito tributário, ante o decurso de oito anos entre o fato gerador e a decisão
administrativa definitiva.
b) acolher o argumento de prescrição do direito da Fazenda ajuizar a Execução
Fiscal, ante o decurso de nove anos entre o fato gerador e o ajuizamento da
Execução Fiscal.
c) acolher tanto o argumento da decadência quanto o argumento da
prescrição.
d) acolher o argumento da Fazenda, na impugnação aos Embargos de
Devedor, no sentido de que não se consumou nem a decadência nem a
prescrição.

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Alternativa D: O parcelamento é causa suspensiva do crédito tributário, e não


extintiva. Item errado.

Alternativa E: Conforme prevê o art. 156, VI, do CTN, a conversão de


depósito em renda extingue o crédito tributário. Item correto.

Gabarito: Letra E

Questão 29 - FGV/Consultor-AL-MA/2013

Todos os tributos são restituíveis, sempre que for provado que tenham sido
pagos de forma indevida.

Comentário: Se o tributo foi pago indevidamente, a regra é a restituição.


Contudo, nem sempre isso acontece, quando se trata de tributos indiretos.
Neste caso, a restituição só é feita a quem prove haver assumido o referido
encargo, ou, no caso de tê-lo transferido a terceiro, estar por este
expressamente autorizado a recebê-la, nos termos do art. 166 do CTN.
Questão errada.

Questão 30 - FGV/Consultor-AL-MA/2013

A prova negativa da repercussão da carga tributária é condição para a


repetição do indébito.

Comentário: Não necessariamente deve se provar ter assumido o encargo


financeiro (prova negativa de repercussão da carga tributária), podendo
também tê-lo transferido a terceiro e estar por este expressamente autorizado
a receber a restituição. Questão errada.

Questão 31 - FGV/AFRE-RJ/2011

O CTN expressamente estabelece, no que diz respeito à extinção do crédito


tributário, que é vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo
que seja objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito
em julgado da respectiva decisão judicial.

Comentário: Dispõe o art. 170-A, do CTN, que é vedada a compensação


mediante o aproveitamento de tributo, objeto de contestação judicial pelo
sujeito passivo, antes do trânsito em julgado da respectiva decisão
judicial. Questão correta.

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Questão 32 - FGV/AFRE-RJ/2011-Adaptada

O CTN expressamente estabelece, no que diz respeito à extinção do crédito


tributário, que a lei permite à autoridade administrativa conceder remissão
total ou parcial do crédito tributário em virtude de erro ou ignorância
escusáveis do sujeito passivo quanto à matéria de direito.

Comentário: O art. 172, II, do CTN, permite que a lei autoriza a autoridade
administrativa a conceder remissão total ou parcial do crédito tributário,
atendendo ao erro ou ignorância escusáveis do sujeito passivo, quanto a
matéria de fato. Questão errada.

Questão 33 - FGV/AFRE-RJ/2011

O CTN expressamente estabelece, no que diz respeito à extinção do crédito


tributário, que no caso de consignação do pagamento pelo sujeito passivo,
caso seja julgada procedente, o montante consignado é convertido em renda,
ao passo que, na improcedência, o crédito tributário é cobrado acrescido de
juros de mora, sem aplicação de qualquer penalidade.

Comentário: O erro da questão está em dizer que, diante de consignação


judicial julgada improcedente, não há aplicação de penalidade, contrariando o
disposto no art. 164, § 2o, do CTN. Questão errada.

Questão 34 - FGV/AFRE-RJ/2011

O CTN expressamente estabelece, no que diz respeito à extinção do crédito


tributário, que caso haja dois ou mais débitos simultâneos do mesmo sujeito
passivo para com o mesmo sujeito ativo, a imputação do pagamento compete,
em primeiro lugar, ao contribuinte ou responsável pelo pagamento. Somente
na hipótese de abstenção deste, a autoridade administrativa fará a imputação.

Comentário: De acordo com o art. 163, I, do CTN, a imputação será feita em


primeiro lugar, aos débitos por obrigação própria, e em segundo lugar aos
decorrentes de responsabilidade tributária. Questão errada.

Questão 35 - FGV/AFRE-RJ/2010

O Código Tributário Nacional, em seu artigo 156, relaciona expressamente as


hipóteses de extinção do crédito tributário. As alternativas a seguir apresentam
hipóteses que estão inseridas na extinção do crédito tributário, à exceção de
uma. Assinale-a.
a) Novação.
b) Dação em pagamento com bens imóveis.
c) Transação.

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d) Compensação.
e) Pagamento antecipado e homologação do lançamento.

Comentário: Essa questão é bastante simples. Basta a simples memorização


das hipóteses de extinção do crédito tributário. A novação não foi prevista no
art. 156 do CTN como causa de extinção do crédito tributário. Portanto, a Letra
A é a resposta da questão.

Questão 36 - FGV/Advogado-BADESC/2010-Adaptada

O crédito tributário não se extingue com a morte do contribuinte devedor.

Comentário: A morte do contribuinte não foi prevista no art. 156 do CTN


como causa de extinção do crédito tributário. Nesse caso, o crédito continua
existindo, havendo a transferência da responsabilidade tributária. Questão
correta.

Questão 37 - FGV/AFRE-RJ/2008

O direito à repetição do indébito tributário extingue-se no prazo de _____


anos, a c o n ta r_____ . Assinale a alternativa que complete corretamente as
lacunas da frase acima.
a) cinco + cinco / da extinção do crédito tributário
b) cinco / da suspensão do crédito tributário
c) cinco + cinco / da suspensão do crédito tributário
d) cinco / da extinção do crédito tributário, salvo para o ICMS e o ISS
e) cinco / da extinção do crédito tributário

Comentário: Podemos dizer que, em regra, o direito à repetição do indébito


tributário extingue-se no prazo de 5 anos, a contar da data da extinção do
crédito tributário, conforme previsto no art. 168, I, do CTN. Portanto, a
alternativa correta é a Letra E

Questão 38 - ESAF/AFTM-Natal/2001

A decadência é forma de extinção do crédito tributário, que ocorre quando a


obrigação tributária principal é excluída em decorrência de determinação legal.
Comentário: A decadência ocorre quando a Fazenda Pública perde o direito de
constituir o crédito tributário. Trata-se de hipótese de extinção do crédito
tributário. Questão errada.

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Questão 39 - ESAF/PGFN/2007

O CTN omitiu-se em prever a possibilidade de, na forma e condições


estabelecidas em lei, a dação em pagamento em bens móveis extinguir o
crédito tributário.

Comentário: De fato, a dação em pagamento em bens móveis não é causa


de extinção do crédito tributário. Questão correta.

Questão 40 - ESAF/PGDF/2007

O despacho do juiz que ordenar a citação suspende a prescrição.

Comentário: De acordo com o par. único do art. 174, do CTN, a prescrição se


interrompe pelo despacho do juiz que ordenar a citação em execução fiscal.
Questão errada.

Questão 41 - ESAF/PGDF/2007

A repetição do indébito tributário em sede administrativa somente é cabível


nas situações de cobrança ou pagamento totalmente indevido, em razão de
erro de direito ou de fato.

Comentário: Consoante o disposto no art. 165 do CTN, o sujeito passivo tem


direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do
tributo pago indevidamente (repetição do indébito tributário). Questão errada.

Questão 42 - CESPE/PROCURADOR FEDERAL/2010

Pela remissão, o legislador extingue a punibilidade do sujeito passivo infrator


da legislação tributária, impedindo a constituição do respectivo crédito
tributário.

Comentário: A remissão é causa de extinção do crédito tributário. Portanto,


no momento da remissão, o crédito tributário já foi constituído. Questão
errada.

Questão 43 - CESPE/PROMOTOR-MP-RR/2011

A compensação, modalidade de suspensão do crédito tributário, depende de lei


regulamentadora que a autorize.

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fornecidas pela questão. Veja que foi dito que o crédito tributário já foi
constituído, logo, só pode ser remissão, típica modalidade de extinção do
crédito tributário. A resposta correta é a letra E.

Questão 52 - CESPE/JUIZ FEDERAL-23 REGIÃO/2011

De acordo com o CTN, constitui caso de extinção do crédito tributário:

a) a concessão de isenção tributária.


b) o transcorrer do prazo de cinco anos contados da constituição do crédito.
c) a concessão de anistia.
d) o depósito do montante integral do crédito.
e) a concessão de parcelamento do crédito.

Comentário: Com o transcorrer do prazo qüinqüenal, a contar da constituição


definitiva do crédito tributário, este estará extinto pela prescrição. As demais
modalidades se referem à suspensão ou exclusão do crédito tributário. A
resposta, portanto, é a Letra B.

Questão 53 - CESPE/JUIZ-TJ-PI/2012

Somente nos casos previstos no CTN pode ser modificado ou extinto o crédito
tributário regularmente constituído.

Comentário: De acordo com o art. 141 do CTN, o crédito regularmente


constituído somente se modifica ou extingue, ou tem sua exigibilidade
suspensa ou excluída, nos casos previstos no próprio CTN. Questão correta.

Questão 54 - ESAF/TRF/2002

O crédito tributário não é atingido pela decadência.

Comentário: O que se atinge pela decadência é a obrigação tributária. Nós


vimos que o prazo decadencial é o prazo para que o fisco constitua o crédito
tributário. Questão correta.

Questão 55 - ESAF/Procurador-Fortaleza/2002

O prazo de prescrição da ação anulatória de decisão administrativa que


denegar restituição de tributos não se interrompe pelo início da referida ação
judicial.

Comentário: Sabe-se que a ação anulatória da decisão administrativa que


denegar a restituição prescreve em dois anos. Além disso, determina o par.

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Estudamos em aula anterior que a legislação tributária que disponha


sobre exclusão do crédito tributário deve ser interpretada literalmente.
Reforçamos que, com essa aula, você também será capaz de responder as
questões sobre interpretação da legislação tributária.

Também é verdade que o art. 141 do CTN estabeleceu que o crédito


tributário regularmente constituído só pode ter sua exigibilidade
excluída nos casos previstos no próprio CTN.

Vale frisar que a exclusão do crédito tributário não dispensa o


cumprimento das obrigações acessórias. Ou seja, ainda que se deixe de
arcar com a obrigação principal, a obrigação acessória subsiste.

Ainda em relação à exclusão do crédito tributário, o CTN estipulou duas


modalidades, quais sejam: a isenção e a anistia.

A distinção básica entre os institutos gira em torno da obrigação que está


sendo excluída. Se a obrigação excluída se refere a um tributo, temos um
caso de isenção; se a obrigação excluída se referir a uma multa, temos a
anistia.

Nesse ponto, é importante citar o § 6o, do art. 150, da CF/88:

A rt 150 - (...):

§ 6.° Qualquer subsídio ou isenção, redução de base de cálculo,


concessão de crédito presumido, anistia ou remissão, relativos a
impostos, taxas ou contribuições, só poderá ser concedido mediante
lei específica, federal, estadual ou municipal, que regule
exclusivamente as matérias acima enumeradas ou o correspondente
tributo ou contribuição, sem prejuízo do disposto no art. 155, § 2.°, XII,
g-

PRESTE Concessão de subsídio, isenção, redução de base de


atenção cálculo, crédito presumido, anistia ou remissão deve
ser feita somente por lei específica.

Daí, podemos concluir que se o Município deseja isentar certo


contribuinte do pagamento do IPTU, deve editar lei específica, que regule
exclusivamente sobre a isenção ou sobre o IPTU. O mesmo raciocínio deve ser
aplicado aos tributos federais e estaduais e também às multas (anistia).

Feitas tais observações passemos ao estudo isolado da isenção e da


anistia.

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3.1 - Isenção

Como foi visto, a isenção é a dispensa legal do pagamento de


tributo devido, sendo considerada uma decisão política. Portanto, a isenção é
um típico benefício ou incentivo fiscal. Lembre-se sempre de que a lei que
concede isenção deve sempre ser específica.

De início, o CTN (art. 176, caput) assevera que a isenção, ainda


quando prevista em contrato, é sempre decorrente de lei que especifique as
condições e requisitos exigidos para a sua concessão, os tributos a que se
aplica e, sendo caso, o prazo de sua duração.

O que nos chama atenção nesse momento é a isenção prevista em


contrato. O que vem a ser isso? Trata-se dos casos em que o ente federado
celebra contrato, com o intuito de conceder incentivos fiscais para atrair
empresas para o seu território.

No entanto, com base no art. 176, caput, do CTN e no art. 150, § 6o, da
CF/88, a isenção deve ser concedida por lei. Nesse sentido, ainda que seja
celebrado contrato, para o Direito Tributário a isenção deve estar prevista
em lei.

Observação: Nada impede que as regras contratuais sejam exigidas pela


empresa no âmbito do Poder Judiciário, caso a lei não venha ser editada.
Neste caso, não se trata da isenção.

Outro aspecto previsto no par. único do art. 176 é a possibilidade de a


isenção ser restrita a determinada região do território da entidade tributante,
em função de condições a ela peculiares.

No que se refere à União, sabemos que, via de regra, é vedado instituir


tributo que não seja uniforme em todo o território nacional, conforme
preceitua o princípio da uniformidade geográfica. Contudo, devemos
lembrar que o legislador constituinte permitiu que haja concessão de
incentivos fiscais destinados a promover o equilíbrio do
desenvolvimento sócio-econômico entre as diferentes regiões do País.

Portanto, no tocante à União, a isenção pode ser restrita a determinada


região do País, desde que tenha como objetivo a promoção do equilíbrio do
desenvolvimento sócio-econômico entre as diferentes regiões do País.

Dando continuidade ao estudo da isenção, vejamos o que foi


estabelecido no art. 177 do CTN:

Art. 177. Salvo disposição de lei em contrário, a isenção não é


extensiva:

I - às taxas e às contribuições de melhoria;

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II - aos tributos instituídos posteriormente à sua concessão.

Como regra, a isenção não é aplicável às taxas e às contribuições de


melhoria, por serem tributos de caráter contraprestacional, ou seja, há a
realização de alguma atividade estatal que justifique a cobrança. Soaria
estranho prestar o serviço e não tributá-lo.

No entanto, veja que tudo isso ocorre, salvo disposição de lei em


contrário, o que torna perfeitamente possível a isenção de taxas, por
exemplo, desde que a lei assim preveja.

A restrição do art. 177, II, do CTN, tem por objetivo evitar que a isenção
se estenda a tributos que ainda não foram instituídos (não houve exercício da
competência tributária). No entanto, cabe ressaltar que o dispositivo também é
aplicável, salvo disposição de lei em contrário.

Se cair em prova que a isenção nunca é extensiva aos


tributos que ainda não foram instituídos, está errado!

Em relação à isenção, assim como ocorre com os demais incentivos


fiscais, esta pode ser concedida em caráter individual ou em caráter geral.

A isenção concedida em caráter individual ocorre quando o


benefício é restrito a determinadas pessoas, que preencham os
requisitos estabelecidos pela lei. Dessa forma, para que as pessoas gozem
da moratória, é necessário que comprovem à autoridade administrativa que
estão entre aquelas às quais a lei restringiu. Fica, então, a isenção efetivada
pelo despacho da autoridade (CTN, art. 179, caput).

Exemplo: Isenção de IPI concedida aos deficientes físicos. Deve comprovar


que é deficiente.

A isenção concedida em caráter geral, por outro lado, ocorre quando


a lei generaliza os sujeitos passivos que serão beneficiados. Não há,
portanto, necessidade de comprovação, nem despacho individual por
parte da autoridade administrativa.

Exemplo: Isenção de IPTU a todos os moradores do Município de Vitória da


Conquista. Alcança todos proprietários de imóveis urbanos,
independentemente de qualquer comprovação.

No que se refere à isenção concedida em caráter individual, quando se


tratar de tributos lançados por período certo de tempo, o despacho que
efetivou a isenção deve ser renovado antes da expiração de cada

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período. Se não o for, cessam os efeitos da isenção a partir do primeiro dia do


período para o qual o interessado deixar de promover a continuidade do
reconhecimento da isenção (CTN, art. 179, § I o).

Nesse momento, é importante relembrar do mnemônico MARIPA.


Aplicam-se as regras da moratória concedida em caráter individual (CTN, art.
155) à isenção, quando também estiver sendo concedida individualmente.

Vamos, então, relembrar como funciona: você deve saber que a isenção
individual não gera direito adquirido. Por isso, em alguns casos, basta que
o sujeito passivo comprove que faz parte do rol daqueles alcançados pela
isenção. Em outros, no entanto, o sujeito passivo pode ter que comprovar que
continua sendo alcançado pela lei, ou seja, continua isento.

De qualquer modo, não estando satisfeitos os requisitos ou as condições,


a isenção é revogada, ficando o sujeito passivo obrigado a pagar o
crédito tributário acrescido de juros de mora. Caso seja constatado que
houve dolo ou simulação do beneficiado ou de terceiro para se beneficiar
ilicitamente da isenção, haverá, ainda, imposição de penalidade.

Cabe ressaltar também que há outra consequência, em se tratando da


revogação da isenção: a contagem do prazo de prescrição. Se houve dolo ou
simulação, o tempo decorrido entre a concessão da isenção e sua revogação
não é contado para fins de prescrição. Por outro lado, se não houve dolo ou
simulação, a revogação da isenção só pode ocorrer antes de findar o prazo
prescricional.

Por fim, vamos entender o que diz a texto do art. 178 do CTN, abaixo
citado:

Art. 178 - A isenção, salvo se concedida por prazo certo e em


função de determinadas condições , pode ser revogada ou modificada
por lei, a qualquer tempo, observado o disposto no inciso III do art. 104.

Nós vimos que a isenção decorre de opção política. Portanto, as isenções


possuem caráter precário, permitindo que, a qualquer tempo, novas leis
venham revogar as isenções anteriormente concedidas. Essa é a regra:
precariedade.

No entanto, as denominadas isenções onerosas não podem ser


livremente suprimidas. As isenções onerosas são aquelas concedidas com
prazo certo e em função de determinadas condições.

As isenções possuem prazo certo quando a lei concessiva estabelece um


período para fruição do benefício fiscal ( 5 anos, por exemplo). As isenções são
concedidas em função de determinadas condições quando se exige do
contribuinte uma contraprestação, como condição para que goze do incentivo
fiscal (construção de uma escola, por exemplo).

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Nesse sentido, quem cumpre com as determinações da lei para gozar da


isenção, possui direito adquirido ao benefício, ainda que a lei
concessória venha a ser revogada.

É nessa linha que o STF entendeu, ao editar a Súmula 544:

Súmula STF 544 - Isenções tributárias concedidas, sob condição onerosa,


não podem ser livremente suprimidas.__________________________________

Isenções onerosas: prazo certo e condições.

Isenções onerosas: direito adquirido.

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3.2 - Anistia

Da mesma forma como ocorre com a isenção, por se causa de exclusão


do crédito tributário, a anistia impede a constituição do crédito tributário. No
entanto, neste caso, estamos tratando do perdão de infrações.

Ora, a multa é consequência de uma infração à legislação tributária,


correto? Sendo assim, somente é possível conceder anistia em relação às
infrações cometidas antes da vigência da lei que a concede. Caso
contrário, se fosse possível perdoar uma infração que ainda poderia ser
cometida, certamente seria um estímulo à sua prática, concorda?

É importante ressaltar que, em alguns casos, a anistia não se aplica. São


eles (CTN, art. 180, I e II):

• Aos atos qualificados em lei como crimes ou contravenções e aos que,


mesmo sem essa qualificação, sejam praticados com dolo, fraude ou
simulação pelo sujeito passivo ou por terceiro em benefício daquele;
• Salvo disposição em contrário, às infrações resultantes de conluio entre
duas ou mais pessoas naturais ou jurídicas.

Veja que quando os ilícitos se configuram crimes ou contravenções não é


possível conceder anistia, ou seja, quando, além de infringir a lei tributária,
são caracterizados como delitos penais.

Do mesmo modo, também não é possível anistiar os atos que, mesmo


não sendo caracterizados como crimes ou contravenções, sejam praticados
com dolo, fraude ou simulação pelo sujeito passivo ou por terceiro em
benefício daquele.

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Destaque-se que as infrações resultantes do conluio entre duas ou mais


pessoas, sejam elas naturais ou jurídicas, também não podem ser anistiadas,
salvo disposição de lei em contrário.

Observação: Conluio é o ajuste entre duas ou mais pessoas que praticam


atos com o intuito de ludibriar a Fazenda Pública.

Observe que o legislador comete uma grave imprecisão. Vimos que as


infrações cometidas com dolo (intencionais) não podem ser anistiadas.
Contudo, as infrações resultantes de conluio são inegavelmente infrações
dolosas.

Da mesma forma que a isenção, o CTN também previu que a anistia


pode ser concedida em caráter geral ou individual:

Art. 181. A anistia pode ser concedida:

I - em caráter geral;

II - limitadamente:

a) às infrações da legislação relativa a determinado tributo;

b) às infrações punidas com penalidades pecuniárias até determinado


montante, conjugadas ou não com penalidades de outra natureza;

c) a determinada região do território da entidade tributante, em


função de condições a ela peculiares;

d) sob condição do pagamento de tributo no prazo fixado pela lei


que a conceder, ou cuja fixação seja atribuída pela mesma lei à
autoridade administrativa.

Dessa forma, é possível que a anistia se restrinja às infrações relativas a


determinado tributo (alínea "a"), como o imposto de renda. Também podemos
ter perdão de infrações até certo montante (alínea "b"), acima do qual os
infratores continuam obrigados a pagar.

A anistia pode se limitar a determinada região do território do ente


tributante (alínea "c") ou mesmo ficar condicionada ao pagamento do tributo
dentro do prazo estabelecido pela lei ou pela autoridade administrativa se a ela
a lei atribuir tal dever (alínea "d").

Ainda no que concerne à anistia concedida individualmente, lembre-se


que, da mesma forma como ocorre com a isenção, o perdão é concedido por
meio de despacho da autoridade administrativa, devendo o interessado
comprovar que preenche as condições legais, formulando o requerimento
(CTN, art. 182).

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Lembra-se do mnemônico MARIPA? À anistia concedida individualmente


aplicam-se as regras relativas à moratória (art. 155), quando concedida de
forma semelhante.

Vamos, novamente, relembrar? Volte ao art. 155 e faça nova leitura,


adaptando, é claro, o texto à anistia.

DICA DE PROVA: Para acertar as questões que cobram hipóteses de


suspensão, extinção e exclusão do crédito tributário, o mais simples é
memorizar as modalidades de suspensão (MORDER e LIMPAR) e as de
exclusão, isenção e anistia. Feito isso, e tendo uma noção razoável das
hipóteses de extinção, será bem mais simples "matar" a questão.

HORA DE
raticar!

Questão 62 - ESAF/ATRFB/2009

A isenção exclui o crédito tributário, ou seja, surge a obrigação, mas o


respectivo crédito não será exigível; logo, o cumprimento da obrigação
principal, bem como das obrigações acessórias dela decorrentes, fica
dispensado.

Comentário: Ainda que haja isenção, as obrigações acessórias dela


decorrentes devem continuar sendo cumpridas. Questão errada.

Questão 63 - ESAF/ATRFB/2009

A anistia fiscal é capitulada como a exclusão do crédito (gerado pela infração)


e não como extinção (caso de remissão), pois se trata de créditos que
aparecem depois do fato violador, abrangendo apenas infrações cometidas
anteriormente à vigência da lei que a concede.

Comentário: A anistia só pode ser criada depois de ter surgido o fato violador,
abrangendo apenas infrações cometidas anteriormente à vigência da lei que a
concede. Questão correta.

Questão 64 - ESAF/AFRFB/2009

A isenção é causa de não-incidência tributária.

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Comentário: A concessão de subsídio, isenção ou anistia deve ser efetivada


por meio de lei específica municipal, estadual ou federal, a depender do ente
competente. Questão errada.

Questão 72 - ESAF/AFTM-Recife/2003

A isenção e a remissão excluem o crédito tributário.

Comentário: A isenção exclui o crédito tributário. Contudo, a remissão é


modalidade de extinção do crédito. Questão errada.

Questão 73 - CESPE/Advogado Júnior-Petrobrás/2007

A lei concessiva de isenção tributária dispensa o contribuinte do cumprimento


das correspondentes obrigações tributárias principal e acessórias.

Comentário: A isenção exclui o crédito tributário, dispensando o contribuinte


da obrigação tributária principal. Contudo, subsistem as obrigações acessórias,
conforme preceitua o par. único do art. 175 do CTN. Questão errada.

Chegamos ao final de mais uma aula!

Um abraço e até a próxima!

Prof. Fábio Dutra


Email: fabiodutra@estrategiaconcursos.com.br
Facebook: http://www.facebook.com/FabioDutraFS

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4 - LISTA DAS QUESTÕES COMENTADAS EM AULA

Questão 01 - ESAF/ACE-MDIC/2012

Assinale a opção que, a teor do disposto no Código Tributário Nacional, não


constitui hipótese de suspensão da exigibilidade do crédito tributário.
a) Recurso interposto ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais.
b) Adesão, por parte do contribuinte, a parcelamento.
c) Depósito de montante integral para garantia do juízo.
d) Consignação em pagamento.
e) Concessão de antecipação de tutela em ação judicial.

Questão 02 - ESAF/ISS-RJ-Fiscal de Rendas/2010

Apenas a concessão do parcelamento suspende a exigibilidade do crédito


tributário, e não o seu simples requerimento.

Questão 03 - FGV/Advogado-BADESC/2010-Adaptada

O crédito tributário tem sua exigibilidade suspensa no caso de o contribuinte


efetuar o depósito do seu montante integral.

Questão 04 - CESPE/JUIZ FEDERAL-l3 REGIÃO/2009

A concessão de medida liminar em ação judicial suspende a exigibilidade do


crédito tributário, mas não a possibilidade de sua constituição pelo fisco.

Questão 05 - CESPE/DPE-TO/2013

A moratória geral concedida pela União nunca alcançará os tributos de


competência dos estados, do DF nem dos municípios, pois sempre se limita aos
tributos de competência federal.

Questão 06 - CESPE/DPE-TO/2013

A suspensão da exigibilidade do crédito tributário também suspende as demais


obrigações vinculadas ao tributo, dispensando-se o cumprimento das
obrigações acessórias dependentes da obrigação principal dela consequentes.

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Questão 15 - ESAF/TRF/2002

Segundo os termos do CTN, na redação vigente a partir de 11 de janeiro de


2002, a lei pode circunscrever a aplicabilidade do parcelamento a determinada
região ou a determinada categoria de contribuintes ou responsáveis.

Questão 16 - CESPE/JUIZ-TJ-PI/2012

A especificação do prazo de duração do favor não se inclui entre os requisitos


previstos na lei que concede a moratória em caráter geral.

Questão 17 - CESPE/DPE-RO/2012

Os recursos e reclamações decorrentes do lançamento administrativo do débito


tributário não têm o efeito de suspender ou extinguir o crédito tributário.

Questão 18 - ESAF/SEFAZ-CE/2007

A moratória pode ser concedida por despacho da autoridade administrativa,


desde que em condições específicas.

Questão 19 - ESAF/SEFAZ-MG/2005

Portaria do Secretário de Estado pode declarar suspensa a exigibilidade de


determinado tributo regularmente constituído.

Questão 20 - ESAF/SEFAZ-RN/2005

É vedado conceder, mediante lei, moratória que abranja obrigação tributária


cujo lançamento do respectivo crédito não tenha sido iniciado até a data de
início de vigência da lei concessiva.

Questão 21 - ESAF/TRF/2003

O parcelamento suspende a exigibilidade das obrigações acessórias do crédito


tributário e impede lançamentos de tributos e penalidades relacionados com as
suas obrigações principais e acessórias.

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Questão 30 - FGV/Consultor-AL-MA/2013

A prova negativa da repercussão da carga tributária é condição para a


repetição do indébito.

Questão 31 FGV/AFRE RJ/2011

O CTN expressamente estabelece, no que diz respeito à extinção do crédito


tributário, que é vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo
que seja objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito
em julgado da respectiva decisão judicial.

Questão 32 - FGV/AFRE-RJ/2011-Adaptada

O CTN expressamente estabelece, no que diz respeito à extinção do crédito


tributário, que a lei permite à autoridade administrativa conceder remissão
total ou parcial do crédito tributário em virtude de erro ou ignorância
escusáveis do sujeito passivo quanto à matéria de direito.

Questão 33 - FGV/AFRE-RJ/2011

O CTN expressamente estabelece, no que diz respeito à extinção do crédito


tributário, que no caso de consignação do pagamento pelo sujeito passivo,
caso seja julgada procedente, o montante consignado é convertido em renda,
ao passo que, na improcedência, o crédito tributário é cobrado acrescido de
juros de mora, sem aplicação de qualquer penalidade.

Questão 34 - FGV/AFRE-RJ/2011

O CTN expressamente estabelece, no que diz respeito à extinção do crédito


tributário, que caso haja dois ou mais débitos simultâneos do mesmo sujeito
passivo para com o mesmo sujeito ativo, a imputação do pagamento compete,
em primeiro lugar, ao contribuinte ou responsável pelo pagamento. Somente
na hipótese de abstenção deste, a autoridade administrativa fará a imputação.

Questão 35 - FGV/AFRE-RJ/2010

O Código Tributário Nacional, em seu artigo 156, relaciona expressamente as


hipóteses de extinção do crédito tributário. As alternativas a seguir apresentam
hipóteses que estão inseridas na extinção do crédito tributário, à exceção de
uma. Assinale-a.
a) Novação.
b) Dação em pagamento com bens imóveis.

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c) Transação.
d) Compensação.
e) Pagamento antecipado e homologação do lançamento.

Questão 36 - FGV/Advogado-BADESC/2010-Adaptada

O crédito tributário não se extingue com a morte do contribuinte devedor.

Questão 37 - FGV/AFRE-RJ/2008

O direito à repetição do indébito tributário extingue-se no prazo de _


anos, a c o n ta r_____ . Assinale a alternativa que complete corretamente as
lacunas da frase acima.
a) cinco + cinco / da extinção do crédito tributário
b) cinco / da suspensão do crédito tributário
c) cinco + cinco / da suspensão do crédito tributário
d) cinco / da extinção do crédito tributário, salvo para o ICMS e o ISS
e) cinco / da extinção do crédito tributário

Questão 38 - ESAF/AFTM-Natal/2001

A decadência é forma de extinção do crédito tributário, que ocorre quando a


obrigação tributária principal é excluída em decorrência de determinação legal.

Questão 39 - ESAF/PGFN/2007

O CTN omitiu-se em prever a possibilidade de, na forma e condições


estabelecidas em lei, a dação em pagamento em bens móveis extinguir o
crédito tributário.

Questão 40 - ESAF/PGDF/2007

O despacho do juiz que ordenar a citação suspende a prescrição.

Questão 41 - ESAF/PGDF/2007

A repetição do indébito tributário em sede administrativa somente é cabível


nas situações de cobrança ou pagamento totalmente indevido, em razão de
erro de direito ou de fato.

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Questão 42 - CESPE/PROCURADOR FEDERAL/2010

Pela remissão, o legislador extingue a punibilidade do sujeito passivo infrator


da legislação tributária, impedindo a constituição do respectivo crédito
tributário.

Questão 43 - CESPE/PROMOTOR-MP-RR/2011

A compensação, modalidade de suspensão do crédito tributário, depende de lei


regulamentadora que a autorize.

Questão 44 - ESAF/AFRFB/2009

O pagamento de débitos prescritos não gera o direito a sua repetição, na


medida em que, embora extinta a pretensão, subsiste o direito material.

Questão 45 - ESAF/AFRFB/2009

A Constituição Federal autoriza que lei ordinária, em situações específicas,


estabeleça normas gerais em matéria de legislação tributária, especialmente
sobre decadência e prescrição.

Questão 46 - ESAF/Agente Tributário-MT/2002

É sabido que o direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário, por


meio do lançamento, extingue- se em cinco anos, contados a partir do primeiro
dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido
efetuado. Esse modo de extinção do crédito tributário é a decadência.

Questão 47 - CESPE/DPE-TO/2013

A conversão do depósito em renda é modalidade de suspensão do crédito


tributário.

Questão 48 - CESPE/DPE-TO/2013

O vencimento do crédito tributário ocorre dez dias depois da data em que se


considera o sujeito passivo notificado do cálculo do montante do tributo
devido.

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Questão 49 - CESPE/DPE-TO/2013

Caso a legislação tributária não disponha a respeito do local de pagamento do


tributo, ele deve ser efetuado na repartição competente do local da ocorrência
do fato gerador.

Questão 50 - CESPE/DPE-TO/2013

A lei pode autorizar a compensação de crédito tributário com créditos vencidos,


líquidos e certos, possibilidade vedada para os vincendos.

Questão 51 - CESPE/JUIZ FEDERAL-23 REGIÃO/2013

Opera-se a dispensa legal de pagamento do tributo devido, pressupondo


crédito tributário regularmente constituído, por meio da:
a) isenção.
b) prescrição.
c) decadência.
d) imunidade.
e) remissão.

Questão 52 - CESPE/JUIZ FEDERAL-23 REGIÃO/2011

De acordo com o CTN, constitui caso de extinção do crédito tributário:

a) a concessão de isenção tributária.


b) o transcorrer do prazo de cinco anos contados da constituição do crédito.
c) a concessão de anistia.
d) o depósito do montante integral do crédito.
e) a concessão de parcelamento do crédito.

Questão 53 - CESPE/JUIZ-TJ-PI/2012

Somente nos casos previstos no CTN pode ser modificado ou extinto o crédito
tributário regularmente constituído.

Questão 54 - ESAF/TRF/2002

O crédito tributário não é atingido pela decadência.

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tributário, é sempre decorrente de lei que especifique as condições e requisitos


exigidos para a sua concessão, os tributos a que se aplica e, sendo o caso, o
prazo de sua duração.

Questão 68 - CESPE/JUIZ FEDERAL-33 REGIÃO/2011

Uma lei que crie determinada anistia tributária atenderá ao que dispõe o CTN
se, expressamente, anistiar A infrações resultantes de conluio.

Questão 69 - CESPE/PROMOTOR-MP-SE/2010

É inadmissível um estado conceder anistia em caráter limitado a multas de


contribuintes que tenham, no mínimo, certa idade.

Questão 70 - ESAF/Agente Tributário-MT/2002

Entre as formas de exclusão do crédito tributário, pode ser mencionada a


concessão de medida liminar em mandado de segurança

Questão 71 - CESPE/AGU/2012

Lei genérica municipal, estadual ou federal pode determinar a concessão de


subsídio ou isenção fiscal.

Questão 72 - ESAF/AFTM-Recife/2003

A isenção e a remissão excluem o crédito tributário.

Questão 73 - CESPE/Advogado Júnior-Petrobrás/2007

A lei concessiva de isenção tributária dispensa o contribuinte do cumprimento


das correspondentes obrigações tributárias principal e acessórias.

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5 - GABARITO DAS QUESTÕES COMENTADAS EM AULA

1 LETRA D 38 ERRADA
2 CORRETA 39 CORRETA
3 CORRETA 40 ERRADA
4 CORRETA 41 ERRADA
5 ERRADA 42 ERRADA
6 ERRADA 43 ERRADA
7 ERRADA 44 ERRADA
8 ERRADA 45 ERRADA
9 ERRADA 46 CORRETA
10 ERRADA 47 CORRETA
11 ERRADA 48 ERRADA
12 ERRADA 49 ERRADA
13 ERRADA 50 ERRADA
14 ERRADA 51 LETRA E
15 CORRETA 52 LETRA B
16 ERRADA 53 CORRETA
17 ERRADA 54 CORRETA
18 CORRETA 55 ERRADA
19 ERRADA 56 ERRADA
20 ERRADA 57 ERRADA
21 ERRADA 58 ERRADA
22 CORRETA 59 ERRADA
23 ERRADA 60 CORRETA
24 ERRADA 61 ERRADA
25 ERRADA 62 ERRADA
26 LETRA E 63 CORRETA
27 LETRA D 64 ERRADA
28 LETRA D 65 ERRADA
29 LETRA E 66 LETRA C
30 ERRADA 67 ERRADA
31 ERRADA 68 CORRETA
32 ERRADA 69 CORRETA
33 ERRADA 70 ERRADA
34 ERRADA 71 ERRADA
35 LETRA A 72 ERRADA
36 CORRETA 73 ERRADA
37 LETRA E - -

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