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UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA

Prof. Ms. Valdiney Oliveira

Objetivo geral

Proporcionar aos alunos do curso de


Ciências Contábeis a compreensão dos
conceitos que envolvem investimentos
permanentes bem como os
procedimentos para a elaboração de
demonstrações consolidadas.

2
Objetivos específicos
✓ Identificar os investimentos permanentes que
devem ser avaliados pelo Método da
Equivalência Patrimonial
✓ Calcular, contabilizar e apresentar o resultado
da equivalência patrimonial.
✓ Elaborar demonstrações contábeis consolidadas
✓ Desenvolver todos os procedimentos inerentes
aos processos de reavaliação de ativos, fusão,
incorporação e cisão de sociedades.
✓ Converter demonstrações contábeis para
moeda estrangeira 3

Conteúdo programático
Avaliação de investimentos permanentes pelo
Método da Equivalência Patrimonial
Consolidação de demonstrações contábeis e
demonstrações separadas
Combinações de Negócios.
Reavaliação de ativos
Conversão de demonstrações contábeis em
moeda estrangeira
4
Metodologia e avaliação

Aulas expositivas e práticas;


Avaliação por meio de:
Trabalho em grupo – 25 pts;
Avaliações individuais [1] - 35 pts
Avaliação individual [1] – 40 pts.

Observações
Alunos que não comparecem durante as provas
devem solicitar regime excepcional junto à
coordenação;
Não será permitido o uso de aparelhos celulares e
agenda eletrônicas durante as provas;
Recomenda-se efetuarem um rígido controle de
frequência. O máximo de faltas permitido é 25%.
Após o fechamento do diário de cada mês será
divulgado o total de faltas acumulado de cada aluno.
O zelo pela estrutura de apresentação das
demonstrações contábeis é essencial e será cobrado
nas avaliações 6
Bibliografia Básica
CPC - COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS.
Disponível em: <http://www.cpc.org.br>.
FIPECAFI. Manual de Contabilidade das Sociedades por
Ações: Aplicável às demais sociedades. 6. ed. São Paulo:
Atlas, 2003.
FIPECAFI. Manual de Contabilidade Societária: Aplicável a
todas as sociedades. São Paulo: Atlas, 2010.
NEVES, Silvério das., VICECONTI, Paulo Eduardo V.
Contabilidade Avançada e Análise das Demonstrações
Financeiras. 13. ed. São Paulo: Frase, 2002.
PEREZ JÚNIOR, José Hernandez., OLIVEIRA, Luís Martins
de. Contabilidade Avançada. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2010.
7

Bibliografia Complementar
ALMEIDA, Marcelo Cavalcante de. Contabilidade
Avançada. São Paulo: Atlas, 1997.
PEREZ JÚNIOR, José Hernandez. Conversão de
Demonstrações Contábeis para moeda estrangeira. 5. ed.
São Paulo: Atlas, 2002.
SANTOS, José Luiz dos., SCHMIDT, Paulo. Contabilidade
Societária. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2009.

8
9

Por que as empresas fazem investimentos?


Sobram recursos correntes
Surge a necessidade de exploração de
novas linhas de negócio:
Aquisição de novas empresas (eliminar
concorrência, p.ex.)
Montagem de negócios em outras cidades,
estados, países.
Separação de negócios existentes
Exploração de novos nichos de mercado
Etc
10
Como fica a contabilidade nesses casos?
Qual é o seu objetivo?
Como fazer para refletir essa situação?

11

Objetivos da contabilidade

“A Contabilidade é, objetivamente, um
sistema de informação e avaliação
destinado a prover seus usuários com
demonstrações e análises de natureza
econômica, financeira, física e de
produtividade, com relação à entidade
objeto de contabilização” (MARTINS,
2000, p.42).
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Objetivos da contabilidade

Poupadores
Fluxo de Fluxo de
Capitais Informação

Intermediários Intermediários
Financeiros da informação

Reguladores do mercado de Auditores e órgãos


capitais e instituições reguladores da
financeiras contabilidade

Empresas

Figura 1 – Fluxo de capital e de informações financeiras no mercado de capitais


Fonte: Healy e Palepu (2001, p. 408). 13

Balanço Patrimonial
BALANÇO PATRIMONIAL

Dem. Fluxo Ativo Passivo


de Caixa Circulante Circulante

Realizável a LP Passivo não Dem.


Não circulante Investimentos circulante Resultado
Imobilizado do exercício
Intangível

Patrimônio Dem.
Líquido Mutações PL

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Pronunciamentos do CPC
CPC IAS/IFRS ASSUNTO
Pronunciamento Conceitual Básico - Estrutura
CPC 00 R1 FRAMEWORK
Conceitual
CPC 01 R1 IAS 36 Redução ao Valor Recuperável de Ativos
Efeitos nas Mudanças das Taxas de Câmbio e Conversão
CPC 02 R2 IAS 21
de Demonstrações Contábeis
CPC 03 R2 IAS 7 Demonstração dos Fluxos de Caixa
CPC 04 R1 IAS 38 Ativo Intangível
CPC 05 R1 IAS 24 Divulgação sobre Partes Relacionadas
CPC 06 R1 IAS 17 Operações de Arrendamento Mercantil
CPC 07 R1 IAS 20 Subvenções e Assistência Governamental
Custos de Transação e Prêmios na Emissão de Títulos e
CPC 08 R1 IAS 39
Valores Mobiliários
CPC 09 N/E Demonstração do Valor Adicionado
CPC 10 R1 IFRS 2 Pagamentos Baseados em Ações
CPC 11 IFRS 4 Contratos de Seguros
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Pronunciamentos do CPC
CPC IAS/IFRS ASSUNTO
CPC 12 N/E Ajuste a Valor Presente
CPC 13 N/E Adoção Inicial da Lei 11.638/07 e MP 449/08
Instrumentos Financeiros: Reconhecimento,
CPC 14 IAS 39 e 32 (partes)Transformado em OCPC
Mensuração e Evidenciação
CPC 15 R1 IFRS 3 Combinações de Negócios
CPC 16 R1 IAS 2 Estoques
CPC 17 R1 IAS 11 Contratos de Construção
CPC 18 R2 IAS 28 Investimentos em Coligadas e Controladas
Investimentos em Empreendimentos em Conjunto (Joint
CPC 19 R2 IAS 31
Ventures)
CPC 20 R1 IAS 23 Custos de Empréstimos
CPC 21 R1 IAS 34 Demonstrações Intermediárias
CPC 22 IFRS 8 Informações por Segmento
Políticas Contábeis, Mudanças de Estimativas e
CPC 23 IAS 8
Retificação de Erros
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Pronunciamentos do CPC
CPC IAS/IFRS ASSUNTO
CPC 24 IAS 10 Eventos Subseqüentes
CPC 25 IAS 37 Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes
CPC 26 R1 IAS 1 Apresentação das Demonstrações Contábeis
CPC 27 IAS 16 Ativo Imobilizado
CPC 28 IAS 40 Propriedades para Investimentos
CPC 29 IAS 41 Ativo Biológico e Produto Agrícola
CPC 30 R1 IAS 18 Receitas
Ativo Não Circulante Mantido para a Venda e Operação
CPC 31 IFRS 5
Descontinuada
CPC 32 IAS 12 Tributos sobre o Lucro
CPC 33 R1 IAS 19 Benefícios a Empregados
CPC 35 R1 IAS 27 Demonstrações Separadas
CPC 36 R3 IAS 27 Demonstrações Consolidadas

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Pronunciamentos do CPC
CPC IAS/IFRS ASSUNTO
Adoção Inicial das Normas Internacionais de
CPC 37 R1 IFRS 1
Contabilidade
Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e
CPC 38 IAS 39
Mensuração
CPC 39 IAS 32 Instrumentos Financeiros: Apresentação
CPC 40 R1 IFRS 7 Instrumentos Financeiros: Evidenciação
CPC 41 IAS 33 Resultado por ação
Adoção Inicial dos Pronunciamento Técnicos CPC 15 a
CPC 43 R1 IFRS 1
CPC 40
CPC 44 N/E Demonstrações combinadas
CPC 45 IFRS 12 Divulgação de participações em outras entidades
CPC 46 IFRS 13 Mensuração do valor justo
Receita de Contratos com o Cliente (vigência a partir de
CPC 47 IFRS 15
01/01/2018)
CPC 48 IFRS 9 Instrumentos Financeiros (vigência a partir de 01/01/18)
CPC PME IFRS SME Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas
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19

✓ INTRODUÇÃO

✓ NATUREZA DAS CONTAS

✓ AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS PELOS


MÉTODOS DE CUSTO E VALOR JUSTO
✓ AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS PELO
MÉTODO DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL

20
Introdução
A Lei 11.638/07 e 11.941/09 introduziram critérios de
avaliação de investimentos mais adequados.
BALANÇO PATRIMONIAL
ATIVO PASSIVO
CIRCULANTE CIRCULANTE
NÃO CIRCULANTE NÃO CIRCULANTE
REALIZÁVEL A LONGO PRAZO EXIGÍVEL A LONGO PRAZO
INVESTIMENTOS CAPITAL
IMOBILIZADO RESERVAS
INTANGÍVEL PREJUÍZO ACUMULADO
21

INVESTIMENTOS
PARTICIPAÇÕES PERMANENTES EM OUTRAS SOCIEDADES
Avaliadas por equivalência patrimonial
Avaliadas pelo valor justo
Avaliadas pelo custo
PROPRIEDADES PARA INVESTIMENTOS
Avaliadas pelo valor justo
Avaliadas pelo custo
OUTROS INVESTIMENTOS PERMANENTES
Ativos para futura utilização
Obras de arte
22
Natureza das contas

O art. 179, III, da Lei 6.404/76 determina que serão


classificados em investimentos: as participações
PERMANENTES em outras sociedades e os direitos de
qualquer natureza, NÃO classificáveis no ativo
circulante, e que NÃO se destinem à manutenção da
atividade da companhia ou da empresa.

23

Participações permanentes em outras


sociedades (investidoras e investidas)

As investidoras aplicam capital em outras empresas para

fornecer matéria-prima ou mesmo para diversificar

investimentos em atividades econômicas distintas.

Em primeiro lugar deve-se avaliar o objetivo da aquisição


do bem (uso próprio; auferir aluguel, diversificar
investimentos, etc).

24
Critérios para avaliação de participações
permanentes em outras sociedades

- Métodos de Custo e Valor Justo

- Método de Equivalência Patrimonial

25

Avaliação de investimentos pelos


métodos de Custo e Valor Justo
Art. 183. No balanço, os elementos do ativo serão
avaliados segundo os seguintes critérios: (...)
III - os investimentos em participação no capital social de
outras sociedades, ressalvado o disposto nos artigos
248 a 250 (COLIGADAS E CONTROLADAS), pelo custo de
aquisição, deduzido de provisão para perdas prováveis
na realização do seu valor, quando essa perda estiver
comprovada como permanente, e que não será
modificado em razão do recebimento, sem custo para a
companhia, de ações ou quotas bonificadas;

26
Avaliação de investimentos pelos
métodos de Custo e Valor Justo
Art. 177, § 5o As normas expedidas pela
Comissão de Valores Mobiliários a que se
refere o § 3o deste artigo (Demonstrações
Financeiras de Cias. abertas deverão ser
elaboradas em consonância com os padrões
contábeis internacionais adotados nos
principais mercados de valores mobiliários).

27

Avaliação de investimentos pelos


métodos de Custo e Valor Justo

Avaliação pelo valor justo quando não for


investimentos considerados coligadas ou
controladas (inclusive controladas em
conjunto) ou que não sejam do mesmo
grupo ou estiverem sob controle comum.

28
Avaliação de investimentos pelos
métodos de Custo e Valor Justo

Método de custo somente se for


impossível ou não confiável a
mensuração a valor justo.

29

Valor Justo

É o preço que seria recebido pela venda de


um ativo ou que seria pago pela
transferência de um passivo em uma
transação não forçada entre participantes
do mercado na data da mensuração.

30
Avaliação de investimentos pelos
métodos de Custo e Valor Justo
Por esse método, os investimentos
são registrados pelo custo de
aquisição, deduzido de provisão
para perdas. Significa que não
interessa o valor patrimonial da
investida.
31

Avaliação de investimentos pelos


métodos de Custo e Valor Justo
O custo de aquisição é o valor
efetivamente despendido na
transação por subscrição relativa a
aumento de capital, ou ainda, pela
compra de ações de terceiros,
quando a base de custo é o preço
total pago.
32
Avaliação de investimentos pelos
métodos de Custo e Valor Justo

São incluídos como parte do custo


todos os gastos incrementais
necessários à colocação do ativo em
condição de efetivo uso, o que inclui
transporte em alguns casos,
tributos, comissões, legalizações etc.
33

Exemplo [1]
A Cia. A adquiriu 2% da participação na Cia. B por $2.000

INVESTIDORA - Cia. A

Caixa: ($2.000)
Investimento Cia. B: $2.000

2%

INVESTIDA - Cia. B
Patrimônio Líquido: $100.000
34
Natureza das[2]
Exemplo contas
A Cia. A adquiriu 1% da participação na Cia. B por $2.000

INVESTIDORA - Cia. A

Caixa: ($2.000)
Investimento Cia. B: $2.000

1%

INVESTIDA - Cia. B
Patrimônio Líquido: $100.000
35

Exemplo [3]
A Cia. A adquiriu 3% da participação na Cia. B por $2.000

INVESTIDORA - Cia. A

Caixa: ($2.000)
Investimento Cia. B: 2.000

3%

INVESTIDA - Cia. B
Patrimônio Líquido: $100.000

36
Avaliação de investimentos
Natureza das contas pelos
métodos de Custo e Valor Justo

Os lucros e prejuízos apurados pela


INVESTIDA, e que alteram o valor do
seu patrimônio líquido, não
impactam a contabilidade da
empresa INVESTIDORA.

37

Exemplo [1]
A Cia. B no ano seguinte apura um lucro de 3.000, que foi destinado
a reserva de lucros

INVESTIDORA - Cia. A

Caixa: ($2.000)
Investimento Cia. B: $2.000
2%

INVESTIDA - Cia. B
Patrimônio Líquido: $100.000
Reserva de Lucros: $ 3.000
38
Exemplo [2]
A Cia. B apura um prejuízo de 1.000.

INVESTIDORA - Cia. A

Caixa: ($2.000)
Investimento Cia. B: $2.000

2%

INVESTIDA - Cia. B
Patrimônio Líquido: $100.000
Prejuízo Acumulado: (1.000)
39

Avaliação de investimentos pelos


métodos de Custo e Valor Justo

Perdas estimadas - Deve-se seguir o


CPC 01 – Redução ao valor
recuperável. Não é dedutível do
Imposto de renda, tem que realizar
o ajuste no LALUR.

40
Exemplo
A Cia. B apura um prejuízo de 1.000.

INVESTIDORA - Cia. A

Caixa: ($2.000)
Investimento Cia. B: $2.000
Perdas Estimadas: ($20)*
* A contrapartida
2% é no resultado em
despesas

INVESTIDA - Cia. B
Patrimônio Líquido: $100.000
Prejuízo Acumulado: (1.000)
41

Dividendos
Pelo método de custo e valor justo, as receitas dos
investimentos são reconhecidas pelos dividendos.
Tal receita é considerada como operacional, mas em
subgrupo a parte. Outras receitas e despesas
operacionais – conta receita com dividendos.
Dividendos a receber – deve-se registrar a receita de
dividendos proporcionais quando efetivamente
declarados pela assembleia dos acionistas ou dos sócios
da investida.

D: valores a receber (dividendos a receber) ou caixa


C: receita com dividendos.
42
Exemplo
A Cia. B distribui $3.000 em dividendos.

INVESTIDORA - Cia. A

Caixa: $ 60

Investimento Cia. B: $2.000


* A contrapartida
2% é no resultado em
receitas

INVESTIDA - Cia. B
Patrimônio Líquido: $100.000
Reserva de Lucros: 3.000
43

EXEMPLO – Aquisição de investimento sem


controle e/ou sem influência significativa
O Balanço Patrimonial da Cia. A em 31/12/10 era:
31-dez-10
Balanço Patrimonial
Cia A
Caixa 12.000
Estoques 5.550
Investimentos 10.000
TOTAL 27.550
Capital 27.550
Reserva de Lucros 0
TOTAL 27.550

Em 01/01/11, a Cia. A comprou 10% do Patrimônio Líquido da Cia.


B, pagando por isso R$5.000, à vista, não existindo outros gastos
com a aquisição. A intenção da Cia. A é diversificar seus
investimentos de forma não temporária. Considerando também o
seu valor de aquisição como o valor justo. 44
Natureza das contas
O Balanço Patrimonial da Cia. B em 31/12/10 era:
31-dez-10
Balanço Patrimonial
Cia B
Caixa 20.000
Estoques 30.000

TOTAL 50.000
Capital 50.000
Reserva de Lucros 0
TOTAL 50.000

Em 31/12/11, a Cia.B apurou lucro de R$20.000 referente ao


exercício social de 2011 e declarou que vai distribuir os
R$10.000 em dividendos mínimos obrigatórios.

45

Natureza das contas

Pede-se:
(i)Determinar o método de avaliação a ser utilizado

(ii)Efetuar a contabilização na Cia. A da aquisição e dos


dividendos propostos pela Cia. B

(iii) Elabore o novo Balanço Patrimonial da Cia. A.

46
Resolução
(i) o método a ser utilizado é o da avaliação a valor justo, que
nesse momento equivale ao custo e também não é coligada e
controlada.

(ii) Em 01/01/11
D: Ações da Cia. B(Investimentos).......... 5.000
C: Caixa....................... 5.000

Em 31/12/11
D: Dividendos a Receber (valores a receber).......1.000
C: Receita com Dividendos (10.000 X 10%)..........1.000

47

Resolução
31-dez-11
(iii) Balanço Patrimonial
Cia A
Caixa 7.000
Estoques 5.550
Investimentos 15.000
Dividendos a Receber 1.000
TOTAL 28.550

Capital 27.550
Reserva de Lucros 1.000
TOTAL 28.550

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✓ MÉTODO DE EQUIVALÊNCIA
PATRIMONIAL
✓ INVESTIMENTOS EM COLIGADAS E
CONTROLADAS - ( CPC 18 R2 – IAS 28 e
ICPC 09)

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CENÁRIOS

CONTROLE INFLUÊNCIA POUCA/NENHUMA


CONTROLE
COMPARTILHADO SIGNIFICATIVA INFLUÊNCIA

EQUIVALÊNCIA EQUIVALÊNCIA VALOR JUSTO


CONSOLIDAÇÃO
PATRIMONIAL PATRIMONIAL (OU CUSTO)

CPC 15 - IFRS 3 CPC 19 R2


CPC 18 R2 CPC 38
CPC 36 – IAS 26 IAS 31
IAS 28 IAS 39
e SIC 12 e SIC 13
50
Definições
Natureza das contas
Coligada: é uma entidade sobre a qual o investidor tem
influência significativa (CPC 18 (R2).

(Redação anterior: Coligada é uma entidade, incluindo aquela não constituída sob
a forma de sociedade tal como uma parceria, sobre a qual o investidor tem
influência significativa e que não se configura como controlada ou participação
em empreendimento sob controle conjunto (joint venture).

Influência significativa: é o poder de participar das


decisões sobre políticas financeiras e operacionais
de uma investida, mas sem que haja o controle
individual ou conjunto dessas políticas.
51

Conceitos legais (Lei 6.404/76 e CPC 18 R2)

 presunção de influência significativa.


É presumida influência significativa quando a
investidora for titular de 20% (vinte por cento) ou mais
do capital votante da investida, sem controlá-la (art.
243, § 4o).

52
Conceitos legais (Lei 6.404/76 e CPC 18 R2)

Outros indicadores de influência significativa (CPC 18 R2 –


item 6):
✓representação no conselho de administração ou na diretoria
da investida;
✓participação nos processos de elaboração de políticas,
inclusive em decisões sobre dividendos e outras distribuições;
✓operações materiais entre o investidor e a investida;
✓intercâmbio de diretores ou gerentes; ou
✓fornecimento de informação técnica essencial.

53

Controladas – CPC 36 R3

É a entidade, incluindo aquela não constituída


sob a forma de sociedade tal como uma
parceria, na qual a controladora, diretamente ou
por meio de outras controladas, é titular de
direitos de sócio que lhe assegurem, de modo
permanente, preponderância nas deliberações
sociais e o poder de eleger a maioria dos
administradores.

54
Controle

É o poder de governar as políticas financeiras e


operacionais da entidade de forma a obter
benefícios de suas atividades.

55

Tipos de controle
Controle isolado: é exercido pelo investidor ou
empresa investidora que detenha mais de 50%
do capital votante (cotas de sociedades limitadas
ou ações ordinárias de sociedades por ações.
Controle conjunto: é o compartilhamento
contratualmente convencionado, do controle de
negócio, que existe somente quando decisões
sobre as atividades relevantes exigem o
consentimento unânime das partes que
compartilham o controle.
56
Tipos de controle
Controle compartilhado: quando nenhum
investidor detém isoladamente mais de 50% do
capital votante é formado um grupo controlador,
composto normalmente pelos maiores acionistas,
cujo somatório de participações ultrapassará 50%
do capital votante. Eles assinarão um acordo de
votos estabelecendo que todos os investidores
integrantes do acordo votarão nas assembleias
de acionistas da mesma forma.

57

Tipos de controle
Controle integral: quando a totalidade das ações
da empresa investida pertence a um investidor, a
investida e classificada como controlada ou
subsidiária integral. Nesse caso ela não pode ser
constituída sob a forma por cotas de
responsabilidade sociedade limitada pois
precisaria ter no mínimo dois sócios. Deve então
ser constituída na forma de sociedades por
ações.

58
Exemplos de controle societário
Controlada ou Controlada em
Controlada
Capital da Subsidiária Integral conjunto
Investidor detém no mínimo Investidor detém Investidor detém
investida
50% do capital votante mais 100% do capital. 50% do capital
composto por uma ação ou cota votante.
Ações
Ações Ações % Ações % Ações %

Ordinárias 1.000 501 50,01 1.000 100 500 50

Preferenciais 1.000 1.000 100 500 50

Total 2.000 501 25,10 2.000 100 1.000 50

Esquema de classificação de participações

Investidora detém
Não
mais de 50% do Não é
capital votante da 20% ou mais do Controlada
investida? capital votante e
influência
significativa
Sim Investidora detém
Sim 20% ou mais do
Controlada Coligada capital votante da
investida não
Sim controlada?
Investidora tem
influência significativa Não
Outras Não na administração da
participações investida não Indeterminada
controlada com menos
de 20% do capital
votante
Figura 2 – Esquema de classificação de participações 60
Fonte: Adaptado de Perez Júnior e Oliveira (2010, p. 34).
Esquema de avaliação de participações

Investida é
Não
controlada (50%
Indeterminado
ou mais do capital
votante?

Sim Investida é coligada


Sim (20% do capital
Método da votante ou
Equivalência influência
significativa)?
Patrimonial
Não
Método de
Custo ou
Valor Justo
Figura 3 – Esquema de avaliação de participações 61
Fonte: Adaptado de Perez Júnior e Oliveira (2010, p. 36).

Método da Equivalência Patrimonial - MEP


✓Método da Equivalência Patrimonial é o método de contabilização por
meio do qual o investimento é inicialmente reconhecido pelo custo e, a
partir daí, é ajustado para refletir a alteração pós-aquisição na
participação do investidor sobre os ativos líquidos da investida. As receitas
ou as despesas do investidor incluem sua participação nos lucros ou
prejuízos da investida, e os outros resultados abrangentes do investidor
incluem a sua participação em outros resultados abrangentes da investida.
✓Conforme determina a legislação societária os investimentos em
coligadas ou em controladas e em outras sociedades que façam parte de
um mesmo grupo ou estejam sob controle comum serão avaliadas pelo
MEP.
62
Exemplo (manual p. 173)

Lucro Líquido % de Participação Equivalência Valor Contábil Valor Contábil


Apurado no Capital Patrimonial Inicial A Final A
Empresa B 958.773 15% 143.816 250.000 393.816
Empresa C 1.402.928 25% 350.732 820.000 1.170.732
Empresa D (172.150) 40% (68.860) 640.000 571.140
Empresa E 138.698 90% 124.828 380.000 504.828
TOTAL 550.516 2.090.000 2.640.516
63

Importante
Qualquer mutação no PL da coligada (ou
controlada) corresponderá a um ajuste contábil no
saldo contábil do investimento, na contabilidade do
investidor.
MAS somente as mutações provenientes de lucro
ou prejuízo apurado pela coligada (ou controlada) é
que serão reconhecidas no resultado. Se ocorrer
outras mutações no PL serão reconhecidas no saldo
contábil do investimento mas a contrapartida será
no próprio PL.
64
Reconhecimento e Mensuração - MEP
Mensuração Inicial: CUSTO DE AQUISIÇÃO
✓Segregação para controle:
✓ % x PL contábil
✓ Mais valia: diferença entre o valor justo e o valor
contábil dos ativos líquidos da adquirida; amortizável.
✓ Goodwill: ágio decorrente de expectativa de
rentabilidade futura ao longo do tempo; não
amortizável
65

Exemplo (adaptado do manual p. 175)

A Cia. A (investidora) adquiriu por $ 5.000.000, 30%


do PL da Cia. B (investida) que possui valor contábil
de $ 12.000.000. Para justificar a aquisição pelo
valor acima do valor contábil que seria $ 3.600.000,
a Cia. A analisando os valores justos dos ativos e
passivos da investida nota-se que seu imobilizado
vale $1.000.000 a mais do que seu valor líquido
contabilizado.

66
Exemplo (adaptado do manual p. 175)

E ainda a investida possui uma patente própria, por


isso não contabilizada, que pode ser negociada
normalmente no mercado $ 500.000.
Ou seja, o valor justo é $13.500.000

Então para a contabilização deve-se realizar a


segregação.

67

Exemplo (adaptado do manual p. 175)

A Cia. A na aquisição terá:


INVESTIMENTOS EM COLIGADA
- Equivalência Patrimonial em B: $3.600.000
- Mais-Valia de ativos líquidos de B: $450.000
- Fundo de Comércio pago (goodwill) $950.000

a BANCOS $ 5.000.000

68
Mensuração subsequente
✓Reconhecimento ‘espelhado’ de todas as variações patrimoniais da
investida:
✓% x lucro ou prejuízo: resultado de MEP.
A Cia. B apurou um lucro de $ 1.000.000.
Contabilização Cia. A:
INVESTIMENTOS EM COLIGADA
Equivalência Patrimonial em B: $300.000
a Receita de Equivalência: $300.000
A Cia. B apurou um prejuízo de $ 1.000.000.
Contabilização Cia. A:
INVESTIMENTOS EM COLIGADA
Despesas de Equivalência : $300.000
a Equivalência Patrimonial em B: $300.000 69

Mensuração subsequente
✓Dividendos diminuem o saldo do investimento
A Cia. B distribuiu dividendos no total de $600.000
Contabilização Cia. A:
INVESTIMENTOS EM COLIGADA
Bancos $ 180.000
a Equivalência Patrimonial em B: $ 180.000

A integralização de capital também acarreta acréscimo no patrimônio


da investida, portanto, o correspondente na conta de investimentos
da investidora.
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Referências
CPC - COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS.
Disponível em: <http://www.cpc.org.br>. (CPC 01 – 18 – 38
e ICPC 9)
FIPECAFI. Manual de Contabilidade Societária: Aplicável a
todas as sociedades. São Paulo: Atlas, 2010. (cap. 9 e 10)
NEVES, Silvério das., VICECONTI, Paulo Eduardo V.
Contabilidade Avançada e Análise das Demonstrações
Financeiras. 13. ed. São Paulo: Frase, 2002.
PEREZ JÚNIOR, José Hernandez., OLIVEIRA, Luís Martins
de. Contabilidade Avançada. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2010.

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