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As teorias pós-críticas circulam no campo curricular em língua portuguesa desde

os anos 1990, apenas em meados dos anos 2000 elas se tornaram francamente
dominantes.
Gênero se refere aos aspectos socialmente construídos dos processos de
identificação social. Construções não fixas, não lineares (MEYER, 2008).
Gênero é pessoal, social, político, histórico. (LOURO, 2004).
“[...] gênero significa que homens e mulheres são produtos da realidade social e
não decorrência da anatomia de seus corpos”. (CARRARA, 2009, p.40).
O conceito de gênero foi criado para enfatizar que as identidades masculinas e
femininas são histórica e socialmente produzidas.
A Segunda Onda Feminista é reconhecida por estar compreendida no período que se
estende da década de 1960 até a década de 1980 quando o termo gênero passa a ser utilizado
com maior amplitude na década de 70. O uso do conceito de genero está diretamente ligado aos
estudos feminista contemporâneo.
A formação da identidade e da subjetividade são categorias dominantes na teoria
pós-crítica, onde não existe uma certeza absoluta, “mas simplesmente ideias que não
podem ser fixadas como verdades” (SALIH, 2012, p. 13).
O sujeito é entendido como subjetivação, incluso,
Identidade é um processo de significação, pois é preciso que, socialmente lhe
seja atribuído um significado. Não existe identidade sem significação.
As ideias de centro e margens, de superioridade cultural, disciplinaridade e
nação, o eurocentrismo e os registros orientais no ocidente são questionados, de forma
associada às discussões sobre gênero, raça, classe, sexualidade e linguagem. Tais
questões são discutidas em termos de império e imperialismo, cultura popular e
diáspora, identidade/identificação, representação e multiculturalismo (Asher, 2010).
Na perspectiva pós-crítica a educação passa a assumir um caráter mais flexível e
menos rigoroso. Temas pouco valorizados em outras perspectivas (especialmente na
tradicional) como: gênero, raça, classe, sexualidade, etnia, mulheres, diversidades
passam gradativamente a ser parte das discussões no âmbito da educação, entendida
como fenômeno que não acontece apenas nos espaços escolares, mas sim em todos os
espaços sociais. A educação ganha novos significados a fim de abarcar as diversidades
de sujeitos que existe na sociedade.
MEYER, D. E. E. Gênero e educação: teoria e política. In: LOURO, G. L.; FELIPE, J.;
GOELLNER, S. V. (org.). Corpo, gênero e sexualidade: um debate contemporâneo na
educação (p. 9-27). Petrópolis: Vozes, 2008.

LOURO, G. L. Um corpo estranho: ensaios sobre sexualidade e teoria queer. Belo


Horizonte: Autêntica Editora, 2004.

Gênero e diversidade na escola: formação de professoras/es em Gênero, Orientação


Sexual e Relações Étnico-Raciais. Livro de conteúdo. Versão 2009. – Rio de Janeiro :
CEPESC; Brasília : SPM, 2009.