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Exm.

º Senhor Inspetor-geral do Trabalho


da Autoridade para as Condições do Trabalho

Considerando:

a) o n.º 1 do art.º 3.º do Decreto-Lei nº 326-B/2007, de 28 de Setembro, que


publica a lei orgânica da Autoridade para as Condições do Trabalho, que
refere que “a ACT tem por missão a promoção da melhoria das condições
de trabalho, através do controlo do cumprimento das normas em matéria
laboral, no âmbito das relações laborais privadas”;

b) considerando ainda o art.º 1.º do decreto supra referido que refere que “a
Autoridade para as Condições do Trabalho (…) é um serviço de promoção
da melhoria das condições de trabalho, prevenção, controlo, auditoria e
fiscalização”;

c) tendo em conta, ainda, a alínea a) do n.º 2 do art.º 3.º do referido decreto


que refere que a ACT prossegue, entre outras, as atribuições para
“promover, controlar e fiscalizar o cumprimento das disposições legais,
regulamentares e convencionais, respeitantes às relações e condições de
trabalho”.

Venho por este meio, considerando o supra exposto, referir a V. Exa. que
trabalho há [HÁ QUANTO TEMPO TRABALHA] na empresa [NOME COMPLETO DA
EMPRESA] com o NIF [NIF DA EMPRESA], em prestação de atividade, por forma
aparentemente autónoma, em condições características de contrato de trabalho,
causando-me prejuízo enquanto trabalhador, i.e. como trabalhador independente de
uma forma ilegal.

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Considerando então

a) a Lei n.º 7/2009 de 12 de Fevereiro que aprova a revisão do Código do


Trabalho;
b) considerando ainda o n.º 1 do art.º 12.º da Lei supra mencionada, que
refere que se presume “a existência de contrato de trabalho quando, na
relação entre a pessoa que presta uma atividade e outra ou outras que dela
beneficiam, se verifiquem algumas das seguintes características: a) A
atividade seja realizada em local pertencente ao seu beneficiário ou por ele
determinado; b) Os equipamentos e instrumentos de trabalho utilizados
pertençam ao beneficiário da atividade; c) O prestador de atividade observe
horas de início e de termo da prestação, determinadas pelo beneficiário da
mesma; d) Seja paga, com determinada periodicidade, uma quantia certa
ao prestador de atividade, como contrapartida da mesma”;
c) considerando ainda o n.º 2 do art.º 12.º da mesma Lei, que refere que
“constitui contra-ordenação muito grave imputável ao empregador a
prestação de atividade, por forma aparentemente autónoma, em condições
características de contrato de trabalho, que possa causar prejuízo ao
trabalhador ou ao Estado”.

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[APAGAR AS ALÍNEAS SEGUINTES QUE NÃO SE APLICAM DE ENTRE AS 4]

Refiro a V. Exa. considerando o n.º 1 do art.º 12.º da Lei n.º 7/2009 de 12 de


Fevereiro, que trabalho

 em local estritamente especificado pela minha entidade patronal,


[REFERIR QUAL O LOCAL ONDE TRABALHA], sendo uma ilegalidade ao
abrigo da alínea a) do artigo supra mencionado;
 que todos os instrumentos utilizados no meu quotidiano laboral são da
pertença da empresa à qual presto os meus serviços;
[REFERIR QUE INSTRUMENTOS UTILIZA, QUE SÃO DA EMPRESA] ,
sendo uma ilegalidade ao abrigo da alínea b) do artigo supra
mencionado;
 refiro ainda a V. Exa. que, enquanto prestador de serviços, cumpro
estritamente um horário estabelecido pela empresa, com hora de início
e hora de termo do trabalho bem definidos e estipulados pela empresa;
[REFERIR QUAL O SEU HORÁRIO, DEFINIDO PELA EMPRESA] ; sendo
uma ilegalidade ao abrigo da alínea c) do artigo supra mencionado;
 refiro que o meu vencimento tem uma periodicidade bem definida, que é
a periodicidade mensal; e que a quantia que aufiro mensalmente é uma
quantia certa, [REFERIR QUAL O SEU VENCIMENTO], sendo uma
ilegalidade ao abrigo da alínea d) do artigo supra mencionado;

Venho eu então requerer a V. Exa. que proceda aos trâmites que se aplicarem
para a correta aplicação da Lei, no que concerne à minha situação extremamente
precária enquanto trabalhador. Considerando que a empresa não faz os devidos
descontos para a Segurança Social; considerando que não tenho nem férias pagas,
nem aufiro quaisquer subsídios prescritos por lei; considerando que a minha entidade
patronal não faz quaisquer retenções na fonte em sede de IRS, e que algumas das
alíneas do n.º 1 do art.º 12.º da Lei n.º 7/2009 de 12 de Fevereiro são cumpridas,
requeiro que proceda junto da minha entidade patronal, no cumprimento da Lei.

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Considerando por último, que a terminologia adotada no n.º 1 do art.º 12.º da
Lei n.º 7/2009 de 12 de Fevereiro, refere explicitamente e sem ambiguidades o termo
“algumas”, referindo assim que para que haja presunção de contrato de trabalho basta
apenas que uma das cinco alíneas se verifique, atesta-se assim claramente e sem
ambiguidades que a minha situação laboral é de forma clarividente, e sem margem
para dúvidas, ilegal.

Considerando, então, o n.º 1 do art.º 3.º do Decreto-Lei nº 326-B/2007, de 28


de Setembro, e o n.º 1 do art.º 12.º da Lei n.º 7/2009, venho requerer a V. Exa. que
proceda, dentro do âmbito da ACT, aos trâmites necessários para que esta situação
ilegal, e de precariedade laboral extrema, finde o mais rapidamente possível.

[eliminar parágrafo seguinte se não aplicável]

Refiro ainda que a grande maioria dos trabalhadores na referida empresa se


encontram numa situação laboral, exatamente igual àquela que agora expus.

Com os meus melhores cumprimentos

[NOME COMPLETO]

__________________________________________

B.I.: [Nº DE BI] NIF: [NIF]

[ANEXAR DOCUMENTOS - APAGAR O QUE NÃO APLICÁVEL]

Anexos:

 Cópia de B.I.,
 cópia de Cartão de Contribuinte
 cópia de cartão de cidadão
 escala de horas
 cópias de recibos verdes dos últimos 3 meses