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Experimento de Osmose em Células Vegetais

Este documento descreve um experimento sobre osmose em células vegetais. Os alunos observaram ao microscópio pétalas de margaridas em água destilada e solução salina para ver como o tamanho do vacúolo das células mudava com a concentração do meio. Ao verem as células em água, notaram que o vacúolo estava maior e diluído, dando uma cor rosada à célula. Na solução salina, o vacúolo encolheu-se e ficou mais concentrado, tornando a cor mais

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Experimento de Osmose em Células Vegetais

Este documento descreve um experimento sobre osmose em células vegetais. Os alunos observaram ao microscópio pétalas de margaridas em água destilada e solução salina para ver como o tamanho do vacúolo das células mudava com a concentração do meio. Ao verem as células em água, notaram que o vacúolo estava maior e diluído, dando uma cor rosada à célula. Na solução salina, o vacúolo encolheu-se e ficou mais concentrado, tornando a cor mais

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AGRUPAMENTO DE ESCOLAS ROMEU CORREIA

ESCOLA SECUNDÁRIA C/3ºCICLO ROMEU CORREIA


Biologia

OSMOSE

Professor(a): Leonor Vaz Pereira


Trabalho realizado por: Beatriz Durães N.4 10ºB1

12 de março de 2018
ÍNDICE

1. Introdução………………………………………………………………………….…3

2. Materiais e reagentes……………………………………………………...………..5

3. Procedimento experimental…………………………………………………….…..6

4. Registo de resultados…………………………………………………….…………7

5. Conclusão e Análise dos resultados…………………………………………..…10

6. Referências Bibliográficas…………………………………………………………11
1. INTRODUÇÃO
Nesta aula laboratorial, pretende-se observar ao microscópio a osmose nas células
vegetais.

Todas as células encontram-se envolvidas por uma estrutura membranar


denominada membrana plasmática, plasmalema ou membrana celular. Esta
membrana mantém a integridade celular e delimita a fronteira entre o meio
intracelular e o meio extracelular. Contudo, pode-se dizer que a membrana
plasmática não é totalmente impermeável, muito pelo contrário, pois a mesma
constitui uma barreira seletiva através da qual se processam trocas de substâncias e
energia entre a célula e o meio exterior.

O modo de como a substância atravessa a membrana plasmática depende da


dimensão das partículas, da afinidade dos lípidos, do estado de ionização e da
permeabilidade apresentada pela membrana à determinada substância.

Segundo estes factores, existem diferentes tipos de transportes transmembranares:

· Transportes Não Mediados – Difusão Simples (ex.: Osmose)

· Transportes Mediados – Difusão Facilitada; Transporte Ativo

Nos transportes não mediados temos a Difusão Simples, onde temos a passagem
da substância (do soluto) do meio mais concentrado para o meio menos
concentrado. Este transporte é a favor do gradiente de concentração e não requer
mobilização de energia. É um transporte passivo e não existem moléculas
transportadoras.

A Osmose é um caso particular da Difusão Simples. Ao contrário desta, a Osmose


retrata a passagem de água através de membranas selectivamente permeáveis.
Este processo não envolve mobilização de energia e o fluxo de água é dado sempre
do meio com menor concentração em soluto (hipotónico) para o meio com maior
concentração em soluto (hipertónico).

Na Difusão Facilitada temos a passagem de soluto do meio com maior


concentração para o meio com menor concentração, ou seja, a favor do gradiente de
concentração, mas esta passagem é feita com a intervenção de proteínas
transportadoras (permeases).
No Transporte Ativo temos a deslocação do soluto do meio com menor
concentração para o meio com maior concentração (contra o gradiente de
concentração) que para além de necessitar da intervenção de permeases, necessita
também da intervenção de energia (ATP).

Como já foi referido,a Osmose é o fenómeno característico da troca de água do


exterior para o interior da célula, mas a quantidade de água no vacúolo (organito
muito característico nas células vegetais, devido ás suas grandes dimensões, que
tem como principal função o armazenamento de água e outros sais) de cada célula
varia consoante a quantidade de água.

Nesta aula laboratorial o nosso principal objetivo foi observar o tamanho do vacúolo
em diferentes meios como na presença de água destilada e de solução de cloreto de
sódio, que devido às diferentes concentrações iriamos ter imagens completamente
diferentes tanto da parte vacúolo mas também da parte da célula.
2. MATERIAIS E REAGENTES

Material:

 Microscópio ótico;
 Lâminas e lamelas;
 Pinça;
 Agulha de dissecação;
 Conta-gotas;
 Papel de filtro;
 Papel absorvente;
 Góbele (com uma capacidade de 150 mL);
 Vidro de relógio;
 Tesoura;
 Bisturi.

Reagentes:

 Água destilada;
 Solução de cloreto de sódio a 30%;
 Pétalas vermelhas de margaridas.

Figura 1. Imagem dos materiais e reagentes usados


3. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

1. Com a ajuda do bisturi e da pinça retira-se a epiderme superior das pétalas.

2. Na zona central da lâmina coloca-se um pedaço desta epiderme com uma de


água destilada, cobrindo o preparado com uma lamela.

3. Observa-se a preparação ao microscópio.

4. De seguida, coloca-se mais um pequeno pedaço de epiderme noutra lâmina,


mas desta vez, adiciona-se uma gota de Solução de cloreto de sódio a 30%,
cobrindo por fim o preparado com a lamela.

5. Observa-se a preparação.

6. Na primeira preparação a ser feita (a solução com água destilada), adiciona-


se umas três gotas de Solução de cloreto de sódio a 30% num dos bordos da
lamela e no lado oposto com o papel absorvente, absorvendo o meio de
montagem (designa-se a este fenómeno substituição do meio de montagem).

7. Observa-se os resultados.

8. Pega-se na segunda preparação (a Solução de cloreto de sódio a 30%) e


substitui-se o meio de montagem pela água destilada.

9. Por fim, observa-se os resultados.


4. REGISTO DE RESULTADOS

Nesta primeira lâmina conseguimos


observar muitas células com uma cor
rosada. Esta cor encontra-se
espalhada por grande parte da célula,
devido á sua grande quantidade de
água que faz com que o vacúolo
aumente de dimensões e torne o seu
conteúdo mais diluído.
Ampliação: 10x10=100x

Nesta observação, conseguimos ver


as células da primeira lâmina, mas
com uma maior ampliação, onde já se
consegue ver algumas células mortas.
Agora a células parecem ter uma
maior dimensão e conseguimos
perceber que a célula se encontra
bastante “cheia”, parecendo uma
“nuvem”.
Ampliação: 10x40=400x

Agora, nesta observação, estamos


perante a segunda lâmina, onde
conseguimos ver grande quantidade
de células. Nesta observação a cor é
mais escura e mais concentrada, não
estando tão espalhada na superfície
da célula.
Ampliação: 10x10=100x
Nesta situação conseguimos ver uma
aproximação das células da segunda
lâmina, onde a cor vermelha é mais
viva e mais concentrada no vacúolo.
Ampliação: 10x40=400x

Esta observação corresponde á


primeira lâmina, onde foram
adicionadas gotas da Solução de
cloreto de sódio a 30%. Como
podemos ver ocorreu uma grande
diferença, pois o vacúolo libertou
água para igualar as concentrações e
aquela preparação mais diluída ficou
com uma cor mais viva.
Ampliação: 10x10=100x

Aqui podemos ver a aproximação da


preparação feita anteriormente, onde
é bastante parecida com a
observação da segunda lâmina.
Ampliação: 10x40=400x

Nesta observação foram


acrescentadas gotas de água
destilada á segunda lâmina, onde os
vacúolos ao ficarem cheios de água
ficaram mais diluídos e rosados. Muito
parecidos com a primeira observação.
Ampliação: 10x10=100x
Finalmente, podemos ver a
aproximação da preparação anterior.
Agora as células ficam mais
ampliadas e conseguimos ver que a
cor é rosada e que a concentração
está diluída.
Ampliação: 10x40=400x
5. CONCLUSÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS

Como foi referido na introdução, a quantidade de água existente no interior da


célula, varia consoante as condições a que está sujeita.

Nesta atividade laboratorial, o nosso principal objetivo foi observar as diferentes


soluções que a célula pode obter, quando exposta com certos reagentes. Como foi
visto na primeira observação ao microscópio, as células vegetais encontravam-se
“cheias” de água no vacúolo, o que faça com que esta bolsa se encontre mais
diluída, estando menos concentrada em soluto devido á grande entrada de solvente,
a este meio celular dá-se o nome de Meio Hipotónico. Graças a esta diluição, a cor
observada foi mais rosada devido ao grande aumento do vacúolo, pois a célula
encontra-se no estado de Turgescência (com grande quantidade de água no
vacúolo). Nas células animais, devido à existência de uma membrana plasmática a
envolver a unidade estrutural, quando submetidas a um elevado estado de turgência
a célula pode rebentar devido á fraqueza da membrana, isto já não acontece nas
células vegetais, graças á existência de uma forte camada protetora (parede
celular), posterior á membrana plasmática, que impede o rebentamento.

Já na observação da segunda lâmina, o caso era outro, pois em vez de haver um


aumento do vacúolo, houve uma diminuição. Esta diminuição deu-se após a
colocação da gota da Solução de cloreto de sódio a 30%, levando a uma “seca” do
vacúolo, que fez com que existisse menos água no seu interior, que
consequentemente levou a uma maior concentração do soluto, dando origem a uma
cor mais vermelha e delimitada por uma menor área, a este fenómeno dá-se o nome
de Meio Hipertónico. Devido a esta concentração do meio podemos afirmar que a
célula encontra-se no estado de plasmólise (reduzida quantidade de água no
vacúolo).

Contudo, podemos concluir, que a célula pode encontrar-se em diversas situações


de concentração, sendo a menos concentrada a solução Hipotónica enquanto a
mais concentrada a solução Hipertónica.
6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 MATIAS, Osório e MARTINS, Pedro; “Biologia 10”; Porto; Areal; 2017; 62-64
 PEREIRA, Leonor; “01. Normas Relatórios”; Moodle;
http://www.romeucorreia.org/elearning/pluginfile.php/4740/mod_resource/cont
ent/1/01.NormasRelatórios.pdf
 PEREIRA, Leonor; “1.1. Membrana e Osmose”; Moodle;
http://www.romeucorreia.org/elearning/pluginfile.php/5040/mod_resource/cont
ent/1/1.1%20Heterotrofia%20membrana.osmose.pdf
 DURÃES, Beatriz (figura da capa e figura 1)

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