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ARY QUINTELL A

(Professor Catedrático do Colégio Militar)

Capa de

HUGO RIBEIRO
(Arquiteto)

Figuras do texto de

HUGO RIBEIRO B WALDEMAR VALLIN


MATEMÁTICA
para o

TERCEIRO ANO COLEGIAL


(Com 550 exercícios)

12. a edição
(Revista e ampliada)

Acrescido de um Apêndice com Questões de Concurso


de Habilitação às diversas Universidades do país.

Exemplar N9 7467

19 6 5

COMPANHIA EDITORA NACIONAL


Impresso nos Estados Unidos
do Brasil
United States oj Brazil
SÃO PAULO
Printed in lhe
DO MESMO AUTOR I ND I C E G E R A L

Curso Ginasial :

Matemática - primeira série ginasial.


Matemática - segunda série ginasial. índice dos Exercícios
Matemática - terceira série ginasial. Programa de Matemática do 3.° ano Colegial
Matemática - quarta série ginasial.

Cursos Clássico e Científico :


1) FUNÇÕES. GRÁFICOS
Matemática - primeiro ano. um
- Intervalo 13 1.9 - Função definida em
Matemática - segundo ano. 1.1
18
1.2 - Variável. Constante. . . 14 intervalo
Curso Comercial Básico (esgotados) :
1.3 - Variável progressiva lõ 1.10 - Classificação das funções 19
Aritmética prática, para o primeiro ano. 1.4 - Representação gráfica 21
1.11 - Funções inversas
Matemática, para o segundo ano. duma variável real con-
22
15 1.12- Funções periódicas
Álgebra Elementar, para o terceiro ano. tínua
- Função 16 1.13 - Funções pares e ímpares 22
1.5
Curso de Admissão :
1.6 - Função real de variável 1.14 - Função de função 22
(Em colaboração com o Prof. Newton ()' uf.ii.l v)
real 17
1.15 - Representação gráfica
1.7 - Notação funcional 17
Exercícios de Aritmética. das funções 22
1.8 - Função definida em um
18 1.16 - Gráfico das funções usuais 25
Exame de Madureza : ponto
Guia de Matemática, para os exames do Artigo 99.

Curso Vestibular : (esgotado) 2) LIMITES. CONTINUIDADE


(Em colaboração com o Prof. ViCTALiNof.Ai.VE6)
- Limite de uma variável 33 2.9 - Limites laterais de uma
Matemática. Questões de Concurso nas Escolas - Tendência da variável função 49
Superiores.
para seu limite 34 2.10 - Função contínua no pon-
- Limite infinito 35 to a 51
- Infinitésimos 35 2.11 - Continuidade num inter-
edições da valo 52
- Propriedades dos limites 36
2.12 - Pontos de descontinui-
COMPANHIA EDITORA NACIONAL - Operações com limites. 36 dade 53
Rua dos Gusmões, 639 - São Paulo 2, SP - Limite de uma função. 41 2.13 - Classificação das descon-
- Limites fundamentais ... 42 tinuidades 53

Curso Normal : 3) FUNÇÃO LINEAR. LINHA RETA


(Em colaboração com o Prof. Francisco Junqueira) - Diversas formas da equa-
3 1 - Equação da linha reta. 59 3.4
Matemática. l.° ano dos Cursos Normais do Est. ção da reta t>4

da Guanabara (Conquista). 3.2 - Casos particulares 62 paramé-


3 5 _ Representação
- Parâmetro angular e H- trica
3.3
63 Problemas b/
nm,r
8 Matem ático — 3.° Ano Colegial

3.6 Retas que passam num


1 11 d ice Geral
3 10 - Ângulo de duas
.
9
ponto retas... 72
g7
3-7 - Reta que passa por dois 3.11 - Paralelismo
75
pontos
3.8 - Intersecção de duas retas
gg ^•12 - Perpendicularismo
7
8) NÚMEROS COMPLEXOS
70
3.9
aUmareta
. —
- Distância de um ponto
71
3.13 - Ãrea do triângulo
78
-
Imaginário puro.
dade imaginária
Uni- 8.5 - Módulo e norma 141
|
3 14 .
-Resumo 79 -
Potências da unidade
139 4® ~ Complexos conjugados. . 142
4.2 imaginária ~ )erações acionais
142
EQUAÇÃO DO HO e o ,V
- Representação
4) 2 -

~ Distância entre dois pon-


GRAU. CIRCUNFERÊNCIA DE
CÍRCULO •
Números complexos. ...
Condições de igualdade
m 8.8
trica
- Representação
geomé-
°-
4-1 8.9
q
4 6 _ Çquaçao . , e nulidade Trigono-
tos. Fórmula qq
ge ra do se S un - 441 métrica.
, Argumento .... 147
- Equação da circunferên- ;° graU aduas .criáveis
e a^circunferencia de cír-
cia de círculo em coorde-
nadas cartesianas orto- 444 _ 1 85 9) POLINÓMIOS : IDENTIDADE. DIVISÃO POR
gonais o.
'
Iptersecçoes de retas e x - a
circunferências 87
FÓRMULA DE TAYLOR
Polinómios de uma va-
5) DERIVADAS -
riável
150
9-9 -
Regra de Ruffini
9.10 - Dispositivo
158
- Acréscimos Raízes ou zeros de um prático
5 .J 158
9X 5.8 - Terceiro grupo: polinómio 9.11 - Divisão por
5.2 - Derivada em um ponto
92
luuyuco
funções i5Q bx+a 160
5.3 - Regra geral de derivação transcendentes 104
- Polinómio identicamente 9.12 - Desenvolvimento
93 nulo
de um
5.4 - Interpretação 5.9 - Derivadas sucessivas j-j polinómio P x ) segundo
geométrica 94 ... 110 (
- Interpretação cinemática -Polinómios idênticos.... as potências de
5.5
95 5.10 - Diferencial Condições de identidade
151
n r» m J
um bi-
Regras de derivação .... 96
HO -
151
5.6 - Primeiro grupo 5.11 - Interpretações Método dos coeficientes
gg geométri- Algoritmo de Ruffini-
- a determinar
5.7 Segundo grupo: funções cas 111
p-^ Horner
Divisão por x-a. ... ’

algébricas gg . 157 Formula de Taylor para


5-12 - Resumo Formulário. Cálculo do resto
... 112 457 os polinómios
162
6) VARIAÇÃO DAS FUNÇÕES. MÃXIMOS
E MÍNIMOS
6.1 - Funções crescentes e
de-
10 ) EQUAÇÕES ALGÉBRICAS
6-5 - Interpretação geométrica
crescentes Hg 122 -
Forma canônica 167
6.2 - Sinal da derivada 6.6 - Pontos de inflexão
6.3 - Máximos e mínimos.... 118
117 122 -
Teorema fundamental da ínf
10.6
~
í Ú,meronulas
- Raízes
de raízes 170
6.7 - Estudo da variação Álgebra i 70
6-4 — Cálculo dos máximos e de 167 a ,ze
mínimos Hg
uma função 124
Decomposição de um po- no
ru.8 £ ! complexas
- Relações. 171
linómio em fatôres bi-
entre os coefi-
c * e tes e as
nômios 26 S U1 Q - Aplicações ?. raízes 172
íu.j
Raízes múltiplas 170
7) FUNÇÕES PRIMITIVAS. INTEGRAL igg j
10.10 - Raízes
racionais J74
7.1 - Funções primitivas
128 •4 Integral de monómios e
7.2 — Constante de integração.
Integral indefinida
polinómios 132
11 ) equações transformadas
129
7-3 - Propriedades elementa- 5 - Integral definida. Cál- Equação
transformada
110 ~ Transformação . . 17g 11 4 - Caso particular
res da integral 130 culo de áreas 1 84
133 11 q
aditiva .
.’

LS0
11,á - transformação Transformação recíoroca 185
multipli- li «
cativa transformações compos-
139
tas
185
10 Matemática — 3.° Ano Colegial

12) CALCULO DAS RAÍZES INTEIRAS


- Raizes inteiras.. 189 das raízes reais. Método
12.1 |

- Raízes reais contidas num de Laguerre


12 2
intervalo.
Bolzano
Teorema de
189
i

i
12.5

12.6
- Regras de exclusão de
Newton
- Algoritmo de Peletarius 19o
194 MATEMÁTI CA
- Conseqiiências 191
12 3
- Determinação das cotas 12.7 - Cálculo das raízes inteiras 19 -

12 4 !

13) EQUAÇÕES RECÍPROCAS


13.3 - Forma normal 202
LO

]3 - Definição
1
200 .

O
- Redução à forma norma! 202
I
132 - Condições para que uma 13.4
- Resolução das equações
equação seja recíproca. 13.5
200 recíprocas 201
Classificação

ÍNDICE DOS EXERCÍCIOS


30
1. Funções. Gráficos
Limites 56
2.

3. Continuidade 57
80
4. Equação da linha reta

Equação da circunferência 89
5.

6. Derivadas
Máximos e mínimos 126
7.

8. Integrais
I 48
I 9. Números complexos
Identidade de polinómios 156
10.

11. Divisão por x - a


Fórmula de Taylor 165
12.
I 77
13. Equações algébricas
Equações transformadas 18®
14.

Cálculo das raízes inteiras 198


15.

Equações recíprocas 206


16.

Questões de Concurso 209


17.

t
\

S
1
^ G © %
^ ^ ^
ég
® * .a
9 ^
* e © e

funções , gráficos

sendo c <6, “hama-sé aÍS a e


'"''"'T ?
*nte™a/o°o conjunto Õ
numeros reais desde a de todos os
até 6

meiro Yertremo injcriofl


J" e °o w S d ° interval
0 segundo, extremo ZTT°
°
superior.
o pri-
tts extremos
podem nprfpnooi.
OS diferentes tipos
de intervalo ““ a ° eonÍ unto daf ,

° S eX,nm0S Per,m
fechai. °° conjunto -
Assim, intervalo
jechado entre a o h a „
tuído pelo número
a, pe l 0
con J unto consti-
* com Pi-eendidos entre número h p t f
^ 08 reais
a e b. Representa e° de
mepresenta-se d “T*
um dos modos :

(a, b] ou a^x^b
Lê-se :
intervalo fechado a,
b.

Exemplo
O intervalo \2 71 on 9<r~<"7
com Preende
o número 7 e todos
que 7 simultaneamente.
,
^ •

maiores que 2
o número 2
e menores

2.°) Os extremos não verlenren,


aberto. O conjunto abrange ô''" 0 ~
k apcnas
penas os numeros ao
mesmo
13
Funções. Gráf icos 15
14 Matemática — 3.° Ano Colegial

Se representarmos pela letra x um elemento


excluídos qualquer,
menores que b, estando
tempo maiores que a e
diremos que x é uma
Representa-se com os símbolos : não especificado, desse conjunto,
0 e b.
variável.
]a,b[ ou a<x<b
Variável é, pois, um símbolo que representa um qual-

3 Intervalo aberto à esquerda


°)
quando o extremo — quer dos elementos de um conjunto numérico.
o qual contém o numero
elemento de C, 4, por exemplo, é um valor de
inferior não pertence ao conjunto, x
simultâneamente maiores que a e menores
Um i

5 e os números dizemos então, que x assumiu ou tomou o valor 4.

que b.
O símbolo usado, geralmente, para representar uma
z, y, x, .
variável é uma das últimas letras do alfabeto :
. .

Notação
variável
]a,b] ou a<x^b conjunto dos elementos representados pela
O
variável.
chama-se domínio ou campo de variação da
Intervalo aberto à direita
4.°)
— quando o extremo
Assim, no nosso exemplo, o domínio da variável
x ê o
i
superior não pertencer ao conjunto
:

conjunto dos números naturais.


[a,b[ ou a^x<b um conjunto
i Variável real é a que tem para domínio
- a entre de números reais.
Amplitude do intervalo [a, b) é a diferença b ,

I os extremos. Constante é a quantidade que tem um valor fixo. Pode


que como os números 3, y, etc.
ou constante
Por extensão, diz-se os ser constante absoluta
í Intervalos infinitos : .
no trinômio ax +bx+c,
pertencem ao intervalo arbitrária (parâmetro) como a, b e c
números superiores ou iguais a 6 têm valores fixos.
as quais, em cada trinômio,
[b, + 00 [•
1 iguais a b per-
Anàlogamente, os números inferiores ou Uma
14 1.3 — Variável progressiva. Variável contínua.
tencem ao intervalo ]—<».&]. domínio é constituído por
variável é contínua quando seu
serão indicados pelo
Finalmente, todos os números reais um
II
intervalo [o, b ].
todos os números reais de
\i intervalo ]- 00 + 00 [

é consti-
variável é progressiva quando seu domínio
,

A
m tuído apenas para certos valores de um
intervalo. Assim, se
Exemplo: inteiros do intervalo
ii
si uma variável pode tomar apenas valores
reais negativos.
- oo, 0[ define o conjunto dos números ]3, +°°[, será uma variável progressiva.
ij ]

12- Variável. Constante. Suponhamos o conjunto, 1.4 — Representação gráfica duma variável real con-
números naturais tínua. Consideremos um eixo x'x (fig. 1) de origem 0 e
íí{ C, dos
unidade 01 = +1.
C = {l, 2, 3, 4, . . .1

4
16 Matemática - 3.° Ano C olesial
Funções. Gráf ic os
17
Ao ponto A correspondenúmero real a, medida algé- o
brica do segmento OA, e denominado
Reciprocamente, a um número real
abscissa do ponto
b corresponde um
ponto B.
menot “«°
3

S,t ímreSpoídtoct“ n0Í ‘ ^ Pe '°

1 variável ^ndependentl^ denomina-se


x o I A_ 8 x livre on ^rbit
um porque podemos
atribuir-lhe valor qi alouer do T" ^
0 1 s 4 b denomina-se
foi atribuído
dependi
nmena, npela
à primeira
l ZZ '
*7
^° r <fe

a Se da
P WMfe do que
1 P f? lei
f de
cional. correspondência fun-

os vln!’

m
e
valores de

mente.
S ar
en te
d

Um
T 6

Val r
« valor
o /
m0d0 Uma cor i-espondência
uma variável real e os pontosbi-unívoca

do oi vo
entre

P ° r exemplo 4 diremos indiferente-


4/ de x ou ponto 4
pA
.
> >
^ c.V&5£±*
reais •
?•“?'. real - Quand0 « do-

° 0 conjunto C
sebento™.
5 "0 : ÍDterVal ° ^ 61 é representado gràficamente
pelo
(da variável *) é „
nouívro da função.
C ° nÍU " t0 ° lda l an4vel ) é 0
'

funçfo. v contba-domínio da
5 ~ Func3 °* Su P°nhamos
o conjunto (C) dos números No nosso exemplo temos:
natuíais

C'= IR Domínio: números naturais


2, 3, 4, ...}
Contra-domínio: números
pares
e seja x a variável do
conjunto C Correspondência: =
“ Seg “"d0 C ° nÍUn ‘° (C '>
«““«‘“Mo doa
y 2x

de x ou uma aplí^çã^d^co^ún^X 11116 86 QUe V é função


C' - conjunto X no conjunto Y, pe l a
|2. i, 6, 8, ...| notação

e seja y a variável do
conjunto C. f : X —> Y
A 1
" oniu " to conesponde C um
Domínio: X
de y do"o,inf,!to t" valor
'
'''o' VaIf° r corres 0 >“'ente de Contra-domínio: Y
pela equaçS P y é definido
Correspondência: ?/=y( x
y = 2x )
(j)

sr
Essa

rzit:
c °/

^
r es VO ndência

n( t
que associa a cada valor
niMo pola •*“*» <»
x de
«
C

/ (a)

V
— 3.° Ano Colegial
Funções. Gráficos 19
18 Matemática

A função do exemplo anterior é definida no intervalo


Exemplo aberto ]1, +°°[ e também no intervalo ]-<», 1[, pois, só não
1.
é definida no ponto 1.
Se j ( X) = x2 - 3x+2, tem-se: 2.
Para definir uma função é pois necessário :

= = 1 _ 3+2 = 0
2 / (1)
j (0)
= Conhecer a lei de dependência.
/ (2)
= 4 - 6 +2 = 0 ; (3)
= 9 - 9 +2 2 °)

Determinar o domínio da variável livre para o


°)

e, assim por diante. qual o contra-domínio é real, finito e determinado, também


chamado campo de existência da função ou campo de

1.8- Função definida em um ponto. Uma função definição.

f :x->y Exemplos

x-d) quando 1») Achar o domínio da variável em :

em um ponto a (isto é, para o valor


é definida
real, finito e determinado. y = V 9 - x2
} (a) é um número
Resolução. Para que y seja real, o radicando deve ser positivo ou
Exemplos nulo ;
logo, devemos ter :

x2 + 3 porque Q - x2 íi 0 .

. x2 ^ 9
não é definida no ponto 1
A função y — j (x)
x - 1
e, portanto, |
x | ^ 3
I
para x *= 1, tem-se
e o domínio da variável será o intervalo fechado :

-3 < z < 3 ou [-3,3]


i

i
que não tem significado
numérico. { 2.°) O domínio da variável na função

s
A mesma função é definida para os
demais valores reais de z.
y = _
1

exceto
é o conjunto dos números
reais,
Assim, o domínio da função
é constituído por todos os valores reais de x exceto zero, pois
.

—1 _
nao e
,

um.
apenas pela corres- definido e, portanto, será representado pelos dois intervalos abertos
Dêsse modo, uma função pode ser representada
constituído pelos + ]-»,
subentendendo-se ser seu domínio e
00 0[
]0, 1
pondência: »=/(*),
dependencia.
valores reais de z compatíveis com a
1 . 10 — Classificação das funções.
num intervalo. Uma função
9 - Função definida a) Quanto à forma as funções podem ser implícitas
quando é definida em todos
i 1 :

é definida no
intervalo [a, b], e explícitas.
dêsse intervalo.
os pontos
i

i 1
20 Matemática - 3.° An o Colegial
t unções. G r áf i cos 21
l.°) Diz-se que y é uma /unção explícita de x quando é
expressa por uma equação resolvida em relação o segundo membro ê formado
a por somas, produtos
Vi como, por exemplo quocientes e raíses (operações
:
algébricaí) de poib
nomios em x.

Exemplos
V^+T
x 2 - 3x -f
Estão claras as operações a efetuar
com a variável x + y = x2 - 3
livre x para obter a função
y.
1
X + 1
;

i.°; A função é implícita em caso contrário, como


2.°J Função transcendente -
quando não é algébrica.
As chamadas elementares dêste
3y + 2
- 2
= 3 grupo, são :

onde a equação em x e y não está resolvida.


exponencial
y — a *

logarítmica = logx
Resolvendo-se a equação em relação a y, passa-se para y
a forma explícita circulares diretas.... = sen x, etc.
:
y
3 -x 2 circulares inversas...
y = arc sen x, etc.

d) Classificação das funções


algébricas.
6) Quanto _à dgtgrmi nação : uniformes e multiformes. Escrita uma função algébrica
função uniforme ou unívoca com a forma explícita:
l-°)

valor
— quando a cada
V = f(x)
da, variável livre corresponde um único valor
da função. sua classificação se faz do
mesmo mn rin „ A .

Exemplos
y — ax-\-b, y = sen x
em x do segundo membro, Assi °
m Zt, Z res^f*' 0

í inteiras. Ex. : y = tW2 - 0X


Vr + 77
4-.
[
racionais '

2.°) Função multiforme ou plurívoca


valor da^ variável livre correspondem
quando a cada — Funções algébricas
AwíimTri. J
' Acionárias. Ex. : y = DZ£±l
z2 —
'r* - x
/y
- 1
1
vários valores
da função. irracionais. Ex.: y =
y = 3+ V^T
Exemplos
~ i V x2 1 • 11 Funções inversas. Dada uma
V - 1, V = artg x função
y = í(x)
c) Quanto às operações que ligam as variáveis se^resolvermos em
: algébricas e relação a x, obteremos
transcendentes. uma segunda
l.°) Função algébrica X = <p(y)
é a que, escrita com a forma
explicita :
que se diz inversa da primeira
V = f (x)
Funções. Gr áf ic os 23

positivo Ox
nonto 0 (zero) o primeiro, orientado no sentido
Exemplo ;

eo segundo no sentido Oy, sendo 07 = +1 a


unidade.
y = x3 e x = ^y são funções inversas.
Consideremos, então, um ponto qual-
quer .4 do plano projetado sobre os dois
1 12 — Funções periódicas. São denominadas perió-
eixos em P e Q, respectivamente
.
(fig. 2).
se repetem
dicas as funções cujos valores da variável dependente
para valores da variável livre que diferem de uma constante, Ao ponto P corresponde o número +3
período. que se A
denomina abscissa do ponto ;
denominada
ao ponto Q corresponde o número +4,
Exemplo denominado ordenada do ponto A.
A função y
— sen x Aos dois números dá-se o nome gené-
rico de coordenadas do ponto A. Fig, 2

cujos valores se repetem de 2ir em 2 tt radianos, é uma função


periódica de período 2nv Conclui-se

- Funções pares e ímpares. Uma função diz-se dois


1 . 13
sinal da
A todo ponto do plano correspondem
par quando seu valor não se altera ao se trocar o números relativos que são suas coordenadas
variável livre. (coordenadas cartesianas ou ortogonais, no caso dos
eixos perpendiculares).

Exemplo
= cos x, pois cos (- x) - cos x
y
Assim, na figura ao ponto
3, B correspondem os numeros
A função é ímpar quando muda de sinal, ao se trocar
-2 (abscissa) e +4 (ordenada).
x por - x. em
Escreve-se (-2, +4), colocando sempre a. abscissa
primeiro lugar. Da mesma forma, temos, ua figura 3
.
Exemplo
= - sen x — -y D( 2,-4)
y = sen x que dá sen ( x) A (3. 5); B (-2, 4) : C (-5, -3) ;

1 . 14 - Função de função. Se na função y = j {x) em Reciprocamente, a um sistema


lugar de ser x variável livre é, por sua vez, função de outra de números relativos corres-
dois
variável independente u, isto é, x = <p (u), diz-se que y ê uma ponde sempre um único ponto do
junção de junção e escreve-se plano. Assim, para marcar o ponto
que corresponde ao par (2, -4), toma-
I.
y = / W («)] remos 2 unidades (fig. 3) para direita
t
15 - Representação gráfica das funções. sobre x'x, de 0 a P, e 4 unidades
1 .

para baixo sôbre o eixo dos y, de


r
Representação gráfica. 0 a Q. A intersecção das perpendi-
s
um ponto. Suponha- culares aos eixos, levantadas de P e Q,
I) Coordenadas cartesianas de
com origem comum no determina o ponto D.
i
mos dois eixos perpendiculares x'x e y'y
i

i
24 Matemática -——S.° Ano
—— CoIcpíM
O
Fun ções. Gráficos
25
Casos particulares. Tábua de correspondência
Gráfico
l.°) As coordenadas da origem são
(0,0).
— —
2 -°) Qualquer ponto do eixo dos x tem
ordenada nula 1
‘ y
|

Í~4M
E (5, 0) na figura 3. :

3.Q Qualquer ponto do eixo do


y tem abscissa nula :

F (0, 3) na figura 3.
-2 -8
- 1 - 1
H) Representação gráfica de uma função. Dada a 0 0
função
V = J (x)
+1 1

+2 8
definida num certo domínio [a, 6] da variável x, a cada valor
Xl> X2 ’ Xz dêsse domínio, corresponderá
’ • • • >
um valor de y•

yi, y-2 , y3 , . .
_

Cada par de valores correspondentes,


x h yh etc., pode (-2re)f~-f Flg
ser representado por um ponto do plano de abscissa x, e
.

ordenada y\ .
0(0 0X 0 en OS (x y) 8erã
? (%• 4) ;

o gráfico da figura ’ ’’ 1 ( -2
Z '8
8? etc.,
t que, unidos, dão
Procedendo dêsse modo para um número 4.
’ )

suficiente de
pontos, êstes formarão uma curva que
se denomina o gráfico 1 . 16 - Gráfico das
da função. funções usuais.
1.) Função exponencial:
Assim podemos definir
y~a x
Sendo o um número positivo, diferente de 1, a função
y = a x

Gráfico de uma função y = / (*) 6 a totalidade denomina-se função exponencial.


dos pontos P ( x,y ),cujas coordenadas satisfazem
à equação y =/(*). Vanaçao e S ráflc o desta função, conside-
raremos dois caso^.

1. Caso a > Exemplo


Exemplo :
: 1.
: y = 2*

Tábua de correspondência
Gráfico da função y = x3 .

... -3 -2 -1 0
Atribuindo a z valores arbitrários obteremos 1 2 3 ...
para y os valores da
tábua de correspondência abaixo. 1 1 1


8 4 2
1 2 4 8 ...
— 3.° An o Colegial Fun ç õ e s. G tá f i c os
26 Matemática

observar-se que
acima do eixo dos x Obtém-se o gráfico da figura 6 podendo
0 gráfico fica situado inteiramente do gráfico anterior, em rela-
a curva tem os pontos simétricos
porque qualquer que seja x, 6 sempre positivo (fig. 5).
y ção ao eixo y'y. a Gráfico (a < 1)

A \ -

10 X
I
»

Como a sucessão de valores de y

f ±ii
2 ’
4 ’
8

e o
Observação: Para a

gráfico será uma


- 1,

reta paralela a x'x.


teremos, qualquer que seja x
V = 1
:

i
decresce sempre mais, tendendo
para zero, observa-se que a 2.°) Função logarítmica: y=log a x
aproxima se sempre mais do eixo dos x
sem o atingir. positivos;
curva Sabemos que só têm logaritmo os números
um único ramo ascendente da esquerda assim, o domínio da variável será o intervalo [0, + 00 l-

O gráfico possui
Além disso, temos, para qualquer base :

para a direita. Gráfico


i
Ioga 1=0
i n
e
i ,
Ioga a — 1
1

2.° Caso :
Isto posto, podemos considerar dois
!

a < 1. Exemplo : y = casos gerais :

l.° Caso : a > 1.


^

Tábua de correspondência Quadro de correspondência

-2 -1 0 2 X 0 /» 1 a + °°

x . . . -3 1

777^8 777/4 y
- 00 / 0 i +«
7 4 2 i 1/8
Fig. 7
28 Matemática - 3.° Ano Colegial
Funções. G râ fico s 29

Como a função é periódica os valores


obtidos repetem-se
nos intervalos [2 tt. 4tt], [4tt, OttJ, etc.
Para traçar o gráfico (fig. 10) tomemos
como eixo dos x
o suporte do diâmetro A'A e fixemos
a origem do eixo em A.
Para eixo dos y tomemos a tangente y'y
no ponto A, com a
mesma origem A.

¥
Fig. 10

Sobre o eixo x'x retifiquemos a


circunferência em A 2x
e ividamo-la em oito partes iguais.
A cada ponto de divisão
açamos corresponder uma ordenada
de medida algébrica i<mal
ao valor do seno Unindo as
extremidades dessas ordenadas,
a cuiva obtida, denominada
senóide é o gráfico de variação
,
do seno. v

II) Função co-seno: y = cos .r. É conhecido o H


quadro
de vanaçao do co-seno :

2
z 0 —
2
,
*
Jl.
2
o
2w •••

V = een x 0
7+rr
+1
0 0 y = cos x
30 Matemática — 3.° Ano Colegial

seno e marcar-
Se procedermos como no caso anterior do
valores do 4co-
mos ordenadas de medida algébrica igual aos
seao obteremos o gráfico da figura
11.

Fig. 11

EXERCÍCIOS
todos os números reais ae
1 Representar simbòlicamente (intervalo)
8 a 100, excluídos êstes
números.
^
de -7 a 23, incluídos
2. Representar simbòlicamente os números reais
êstes números. . .

reais de exc usive,


3. Representar o intervalo de todos os números ,

até 97 inclusive. . .

de -17, inclusive, até


4. Representar o intervalo dos números reais

-3, exclusive.
intervalo) todos os numeros
5 Representar simbòlicamente (por um
reais de módulo igual ou menor que 3.

s - 2**-5x-2, calcular: /(O), /(D, K~2), í( {a+


6. Dada j(x)=x ^’J
a +a
3 -6a 8
Resp.: -2, -8, -8, a -2a -5a -2,
3 2

.
— J' 11 _ xr 2 e y„ —
_
2 -p 1
x - —— ——
são definidas
7. Verificar se as funções y
f,
— 6a: -{-

no ponto 2. Resp.: não

^sp. nao
V. 8. A função y = tanga; é definida para x = j '*
:

funções:
li
Achar o domínio da variável nas
= VI -x2 Kesp. : [-2, 21
li
9 . y
,n
1
Resp. • ]-», lí e H, +»t
1U V
ti
-
x - 1

I!

li
32 Matemática - 3.° Ano Colegial
f
Representar gràficamente as funções :

35. 2x - Zy = 1 41. y = 3"* no int. [-3, 3]


=
30 - v
=
~ 4x2
42. y = 3 cos * 2
37 ‘ 2/ *3 + 1 43. y = 1 + sen *
.

38. y = log , x no int. [0, 271 44. = 3z - 5


y
39. *2 + y
2 = 25
40. p = tang * 45.^=001*
limites .
continuidade
VerÍf e POnt OS espccifica, 0s à
- direit ^ pertencem ou não ao
Sfico
grático df ffunção
da í
correspondente :

46. X 2y + 5 0 (2, 4), (3, 4) Resp. o segundo


47. ^ 4 (0, 1), (2, 16) Resp. ambos 2 .1 - Limite de uma
48. Achar os valores de a e b de modo variável. Consideremos nmn
que os pontos (1,4) e (-6 1) varmvel * que assuma uma sucessão
pertençam ao gráfico da função ax 2 by 2 = + de valores de seu domínio

- £±J.
1 15
° * 3 6 * 7 -
^ t& m ° d ° que ° valor absoluto
da
:

D,da / diferença n" VnrnV


:
49. '
lerença x a, torne-se e permaneça menor
<*)
* - 1
calcular d Lí W| 1 f"”'
ffesp. = x que um número
/ [/ (*)] positivo,
;
6, tao pequeno quanto quisermos,
isto é :

I
* - a |
< É

D nUO
Unde paraa
’ * fem vara Umi“ “ *

Escreve-se : lim x = a ou x -> a


e lê-se : a limite de x
é igual a a ou x tende
para a.
Assim, para indicar que o limite
tante a, podemos escrever
da variável enn<* xéa
com o mesmo sentido
Hm x = a, *->a, * - a < É 0 u -
e < * - „ < €
I
|

Exemplos

P U á X
represenLdo3 pelíSzLâ de SCU domíIlio
periód^cL r99 ua ndo acrescentamos sem-
pre um periodo a mais.
’ ' '
' ’ cI

Consideremos a constante 3 e
formemos as diferenças
3-2,9 = 0,1
3 - 2,99 = 0,01
3 - 2,999 «= 0,001

Assim, por menor que seja


«, podemos ter :

I -x | < í

33
ecec
Limites. Continuidade 35

Matemática — 3.° Ano Colegial

suficiente de períodos e, por-


bastando tomar na variável 2
um número
fcant o, teremos:
^ g ^ , inj 2)99

os valores de seu domínio 2,1


.... 3

2.0) Seja a variável x assumindo


2,01
’ poderemos formar as diferenças:
Se ^siderarmos a constante 2,
2,1 - 2 - 0,1
2,01 -2 = 0,01

2,001 - 2 = 0,001

poderemos ter
Por menor que seja
:
t,

|
as —2 |

tomar um número suficiente de zeros.
bastando, para isso,

variável para seu limite. Üma


2 2 - Tendência da
0 limite de três modos diferentes .

variável pode tender para


valores sempre injeriores ao
limite. Como no
o)
1 p or < á.
nosso primeiro exemplo em que 2,99
. . .
2.3 — Limite infinito. Uma x tem limite
variável
valores inferiores com 0 infinito quando, dado um número por maior que seja,
Aí,
Indica-se essa tendência por valores do domínio
existe um valor x\ tal que, para todos os
símbolo :
x _» 3- de x que se seguem a x\ se,
tenha

2.0) Por valores sempre superiores ao limite. Como no


j
x j
> M
que 2,0 ... em 01 >
nosso segundo exemplo

limite
Se os valores de x são positivos representaremos o
o símbolo
Indica-se essa tendência com
:

infinito pelo símbolo


x —> 2+ — —» + w
lim x + 00 ou x
ao limite:
Por valores ora superiores ora injeriores
3.0) Se os valores de x são negativos
número de termos
!
Consideremos a soma, variável com 0 lim x = — ou x —* — °°
1 1 1
= + ,
"
5 1
3 9 27 O símbolo * traduz um modo de variação e não é, por-

de razao tanto, um símbolo numérico.


estão em progressão geométrica
cujas parcelas
!

2.4 — Infinitésimos. Injinitêsimo ou injinitamente pe-


'
como limite zero, e cujos valores
'
I

3 queno é a variável que tem


!
O limite de S será são considerados apenas na vizinhança do limite.
Representaremos o infinitêsimo pela letra grega e (épsilon).
i

S = Hm + •••)- hm + + ")
f
lim (l + j- ( J 27
'

í
36 Matemática - 3.° An o Colegial
1-- Limites. Continuidade 37
2.5- Propriedades dos limites.
R
) 0 Umite de uma constante ê a Somando, membro a membro
própria constante. :

Pela definição, tem-se lim a = ^


:
a. e (xd~y-hz) ~ (a b c) < «
2 ma ™ esma fiável não
pode donde resulta
“)
H
ouponhamos que tivéssemos :
ter dois limites distintos. :

lim (.r-f y+z) =


limx = a i
x—a < €
a -f b + c

..
ou
j

1)
ou, em virtude de (1) :
(
lim x = b x-b\<, e a * lim (x+y+z) =
Consideremos, então, a igualdade:
I
b lim x + lim y + Yim z

a — b = (x — b) — — Casos particulares.
(x a)
Como o módulo da diferença é, no máximo,
dos módulos do
igual à soma *
U,° ' "»»-
mmuendo e do subtraendo :
.o”
I
a ~b ^ x-b + x-a| \
| [ \
m, ‘
>od “” s

e viria, de acôrdo com as igualdades (1) :


x > M+k
!
a - b ^ 6 * <y <k
Assim, concluiríamos
j

Somando :

: lim o = b, o que é absurdo.


2.6-
x +y>M .

. lim (x + y) = x
Operações com limites. -f-

Simbòlicamente escreve-se
l’“) 0 ll ™}e de uma soma algébrica de variáveis : k + » ou + « -f- fe =, q.
é igual d
soma Se * variar por valores
algébrica dos limites das variáveis, negativos, teremos, anàlogamente
desde que o número :

de parcelas seja limitado. x < -M-k


Tese < v < k
: lim (z-f y+z) = lim x ii my _q_ pm z
Somando:
Demonstração. x PV < - M .

. lim (x + y) =. - oo

Sej'am Simbòlicamente escreve-se : k- oo ou-oo-f-fe =- c0


=
Isto é,
lim x
podemos
lim y = 6, lim z = c
a,

escolher um certo e para o qual se


(1) (*)

tenha :
a\cmL ^r2^ra o^esmo^üe. ^+ °°’ 011 amhas P ara

por vdoref posit.W


tem° 8 P ° r ’ m;lÍOr ^ M.xey variando

X> M .

V>^
M
2
donde
mÍtÍm ° 9 ° P03tulado: “A do nümero
x +y> M e Hm (x + y) «= q. oo
infin;táW\ finito de infinitésimoe é um
Simbòlicamente, escreve-se
: + °o
-f « = q_ „
00 00
Continuidade 39
Limites.
38 Matemática — 3.
u Ano Col egial

produto dos Demonstração.


'produto de variáveis é igual ao
um
2 ») o limite de
limites das variáveis, desde que o
número de jatores seja Seja o quociente
—x = z

limitado.
isto é :
x ~ y .z
Tese : lim {xy) = Um x . lim y.
De acordo com a propriedade do produto :

Demonstração. lim x = lim y . lim 2

Sejam:
Um x = o, e lim y — o e, portanto, se fôr lim y ^ 0 :

y-b <* iimx


isto é: x - a j
< e e \
\
lim z — -r.
|

hm y
por definição
o que permite concluir
.

ou, em virtude de (1) :

lim (x - a) = 0 e lim .y-b) \


=0 (1)
lima:
com lim y 7* 0
Isto pôsto, consideremos a
igualdade .
limy
xy - ab = x {y -b) + b (x - a)
Casos particulares.
E, em virtude das condições (1)
divisor tem limite infinito e 0 dividendo, finito,
isto ê, tem valor
a) O
lim {xy — ab) = 0 absoluto menor que um número fixo k.
Neste caso, 0 limite do quociente é zero.
donde lim xy = ab = lim a: . lim y
«I
:
Realmente, na hipótese, tem-se
\x\ < k
Caso particular. \y\ > M
o valor absoluto superior a
uma
A variável x tem limite °° e y mantêm
k não pode ser zero).
Logo, virá : j£_ I
x I
A
H
constante k > 0 (
M, teremos y \v\ M
Neste caso, por maior que seja :

1
!z|> A fração —
M varia no sentido contrário do denominador e como
ií X v
quanto quisermos, e o numerador é constante,
êste pode ser tão grande
\y\ > k
i!

Logo \xy\ = \x\.\y\> M teremos


:

<e
li
e, portanto : Hm (xy) = 00 •
M
* Simbòlicamente escreve-se * (^0). portanto : 1 x \

variáveis ê igual ao quo-


i 3 .) o limite do quociente de duas
variáveis, desde que o
í ciente dos limites das mesmas
donde lim —-0
limite do divisor seja dijerente
de zero.

lim x Simbòlicamente, escreve-se :


—k = Un
Tese : lim c=s com lim y ^ 0.
y
40 Matemática - S.° Ano Colegial
L i m i t e s. C ontinuidade 41

*>o
b)
. tgZfcTSTj*" Mu, *— ° •» — Logo, vem (lim v x m
=
^ a
:

Neste caso, o limite do quociente é infinito.


Na hipótese, teremos :
lim v x = = v' lim x
x > k I I

T li/l < í 2.7- Limite de uma função. Seja a função


liOgo, vem :

I—
y
= Mli/!
<" A
«
V = 1 + x
cujo domínio é (-oo, + oo).
i

O numerador é fixo e o denominador í pode tornar-se


quanto quisermos, como tão peoueno Se atribuirmos à variável livre x os valores sucessivos
a fração varia na razão inversa do
denominador, de seu domínio
conclui-se que
4.
— cresce indefinidamente e, portanto :
:

2.9 2,99 2,999 cujo limite é


. . .
3, isto é x - 3 <
lim —
:
j e
= «j
os valores correspondentes de
|

V y serão :

Simbòlicamente escreve-se
3.9 3,99 3,999 cujo limite é 4, isto é
y - 4
. . .

: | j
< ô

5. sendo 8 arbitràriamente pequeno e e, suficientemente pequeno.


Diz-se, então, que a função y tem o limite
tende para
quando x
4 4
3, e escreve-se :

*) 0 limite duma potência de expoente inteiro é igual lim y = 4


à potência
de mesmo expoente do limite da variável. x-*S

Demonstração. Observe-se que nada se ajirma sôbre


j (3).
Esta definição equivale a dizer
Seja : «" = u . u ... u
Logo :

lim u m = lim u lim u


Uma função y (*), tem —f
limite b quando um
. . . lim u = (lim u) m a variável * tende para a se,
a
a
arbitrariamente pequeno, corresponde
positivo 5, um
) 0 limite da raiz de uma variável è a
raiz do mesmo posi- um
índice tivo e tal que, para
do limite da variável.
I* ° | < í c i «,
Demonstração. se tenha |y-b| < s

Seja : lim x = a
Temos: / m
= x Em particular, se o limite da variável
x é infinito (pois
{y ~x) nenhuma ?
restrição foi imposta ao limite
Logo 7 m a), escreve-se :
: lim (v x ) = lim x = a
J (x) = b ou lim / (x) = b
Mas, de acôrdo com o x ~~* x— —
limite da potência :
oo

o que acarreta as condições


lim - (limv7 lc) m
\x\ > M e \
y -b \
< 8

3 % ;

V
Continuida de 43
Limites.
42 Matemática — 3.° Ano Col eg ial

quando x-*±«> as frações


Finalmente ao tender x para «,
se, y ou ) (x) j
| j
Em virtude do n° 2 . 6. 3.°,

Am
|

cresce indefinidamente, y tem limite infinito


e escreve-se: Ai A n— J

~Ã&’ ' • ‘

A0 x
m "1 ’
Aox m
lim y — + 00 ou Um y =
X—*3 í—>3
limite zero e o parênteses tende
para 1.
têm
o que acarreta as condições ;

Logo, temos
|
x- a |
< e e j y |
> M Um f (x)
= Um A 0x m
x_> 00 x—» 1=0
As operações com limites de variáveis aplicam-se
Observação :

aos limites de funções. Conclui-se


limite de/ (x), racional, inteira, quando
* * 00
2.8 - Limites fundamentais. O de maior grau.
é igual ao limite do termo
2 g — 1) Função algébrica, racional, inteira.

Seja Exemplos.
1
f ( x) = Ao£ m + Aix m_1 + . . . + A m -ix + Am (1)
°) lim (— 3x 3 +5x — 2x
2
+ 1) —*-+“
lim( 3x') 3 (lim x) x
x-> + «
1

I ,- + «
Temos dois casos a considerar
I 2 o
) lim (4x 2 - 5x + l) == lim 4x 2 = 4 (lim x)
2 = +«
l.°) A variável x íem limite finito a.
1
- 7x + l) = lim (2x 3 ) = 2 (lim x)
3 = -«
acordo com as operações sôbre limites
De (n.° 2 .
6) 3 o) Um (2x 3
x-*-«
1 *_-oo x--«
temos, por exemplo :

lim (x 2 - 2x4-5) = (lim x) 2 -21im x 4- Um 5 = 9-6+5 = 8 algébrica, racional , fracionaria.


x—-*3 x —*3 x—>3 2.8-2) Função
I
x —*3
~ A m -ix A m +
F (x)
_ Apx m Aix m l
+ + . . . +
1 =
-ix + B
i
Conclui-se S^ a
7W Bç>x* + B\x v ~^
+ . . . +B P v

I
O limite da função algébrica, racional, inteira, [o Caso tem limite finito o.
a variável x
/ (*), quando x —> a ê /(«)•
\
\

De
acordo com as operações do n.° 2.6, e o parágrafo
1 2.°) A variável x tem limite infinito.
2.8-1, teremos
i Colocando em (1) A 0x m em evidência, visto como x ^ 0,
F iX)
F (x) F (a)
3

I
temos

J(X) = A 0X m (l + -~^ + • •
+ J^) ^
x—+a jw “ SI tw ~ m |send0 1 (a) * 01

1
Matemática - 3° Ano Colegial
Limit e s. Continuidade 45
Exemplo

-2
No entanto, y
V = x
±l1 = ++ 3) !x - 3)
- x +
lim = 3 • 4 .
2+1 _ 9 * - 3 +NT3 3

*-2 x 2 - 5x + 7 i^yr^+T
-
~ 9 Como
T lim (x + 3) = 6
x —»
Se fôr f («) = 0, duas hipóteses podem ocorrer
Conclui-se
: : lim y = 6
Primeira hipótese —»3
: F (a) ^ 0.
x

Observe-se que não existe valor da função


para z = 3.
Nesta hipótese, virá J m * 56 de S a fun S âo «**be valores na
nhan?a t 6,

F(x) __
r (a)
2 .° Caso : a variável * tem limite infinito.
Diz-se que o ponto a é um polo da função.
Exemplo Consideremos a igualdade (3) e, de acordo
caso do paragrafo 2.8-1, e as
com o 2.°
operações com limites teremos :

1 ™ = 00
(3 é um polo) Xm

Segunda hipótese
í

F (a) =
íim
Z -.00 ~T =J {X)
lim
*_*oo
~h°
B oX p
:
0.
Ha tres hipóteses a considerar
:
Nesta hipótese, teremos :
Primeira hipótese : m = p . Podemos então simplificar o
tator comum xm = x p e teremos
lim :

*->a 77T-=-
j X 0
( )

que não tem valor numérico determinado lim = lim =


e, portanto a fun-
X-+CC J {X) x-^co BoX m Bo
çao fracionâna dada nao é defmida
para x = a. Porém nesta
Segunda hipótese m
hipótese, é sempre possível
decompor F (x) e / <V> pm foi*
sendo um dêíes x-a (*), o qual
plificado esse fator, acharemos
é o limite da função dada.
o limite da nova função
v ° que
^ m = p + r e,
:
>p
ainda, simplificar a fração
Nesta hipótese, podemos pôr

Exemplo
lim
JW =] (x)
lim
B 0x p
= lim
4r~
B0
= 00

x2 - 9
Terceira hipótese: m <P . Podemos pôr p = m +r e virá:
Seja y
x - 3 F (x)
r
llm ITT = hm
B 0 x m+r
Temos : lim
*—3 ”
y = — 2 = JL
™í-3 ., , x-f 00 BqX t
00
Õ (nao deflnld °)-
Exemplos
6StUd0 COmpIet ° P°d« o
9.2. 9.3*6 lT leitor desde logo estudar
os parágrafos 1.0) lim lim
3
x—» oo 2a: 7
13a: -f- x—> oo 2x 3
- 3.° An o Colegial L i mit es. C o nt i nu id ade 47
Matemática
2,

3.
2
_ im _ Um 2*» - - «
j
Um X 2 - OX -7 x— —
,
20 - CC
'
_ CO

+ - 5x ^ —=—
°) íun jxm
4.x

+
X3 +
2

X
7
1
__ 1,ir
L x3
= Hm
JLoo *
=

Aplicações.
quando x—>0, sendo x
estudado tem larga aplicação
no cálculo do limite de
2 8-3) Limite da razão O limite
funções transcendentes onde figuram funções circulares.
medido em radianos. (*)

Exemplos
Seja 0 < AM < ~ (fig- 12) o
l.°) Calcular
,
: um
tg x

x—>o x
de AM em
'

x, a medida radianos.

A congruência dos triângulos re-


Temos :

1a \5 tângulos permite concluir :

Logo, vem
AT <= MS = <SM' (1)
1X1 = 1

Fig. 12 e, pelo teorema da envolvente


sen ax

MS + 2MP < 2 AM < 2 MS 2.°) Calcular : lim — j—


ox

MM' < MM' < SM' ou x —*0

então arco do seno é ax para aparecer a pzão entre o seno


logo,
Da figura e da igualdade (1) conclui-se,
:
O ;
^
o arco ax. Com este fim, multipliqu
arco devemos ter no denominador teremos.
< 2x < constante a,
2 sen x 2 tg x mos’ os dois termos da razão pela

Dividindo por 2 sen x > 0 :

x 1
l < <„ Logo: ü
sen x cos x =
cz

Xb X 1
To
+Q ax
ou, invertendo as razões
— cos x
(Altamiro Tibiriçá, Cálculo, pág. 95)
3
senx ^ Calcular Um
1 > > cos x 3.°) :

x —>0
x
função não é definida no ponto
0.
tende para A
arco tende para zero o co-seno
1 ;
Quando o - cos x (1 - cos x) (1 +CQS x) _ 1 ~ cos2 x
1 ,

fica compreendida entre 1 e uma quanti- Temos : ^ -=


x 2
(1 + cos x) ~ x 2 (1 + cos x)
logo, a razão
podemos concluir sen 2 x
dade que tende para 1 e

e arcos.
1 + cos x
absolutos dos segmentos
(») Na demonstração sSo considerados os valores
48 Matemática ~ 3° Ano
Colegial
L imites. Ç onti nu idade
Logo

i—*o
1 — cos x
x2
S^)'xs r+ COS X
Série
0
t£oXZ)’: B
* ^ d ° Se8 “" d ° *"», -rã (1.
49

1
1

+ 1
= 7
2
lim S = —-í
l-q
—=— í
~ 2
j _ J_
2
2 8 - 4) Lim (l 1 logo, vem
.
Li + \ iniero e.
:

n-»w \ 11/ e< l +2 ou e < 3


Pela fórmula do
òmomm de iVeutfon, temos
(irracbTal
.)“° d<!CÍmaiS ™ tOS tem ^ : « = 2,718 28 . .

(+)' 1 +n i., g(w-l)


n 91- TF +
1
2 9- Limites laterais de uma função.
n - (n - 2)
+
,
(n 1)

31
2

n
+
1
-.. +

24L^L^LJ
,
i
~
__
0>
Vs™JlT°’Jo « " úuando * tende

” (w -
n ! n" ú direi de
/(Te
=
~m'os:*™ "" " * *"
+ ,(X)
*= 1 1 4- ILÍÜtJ)
2!n 2
.

~ 37^3
1) (n - 2)
I- • •
. (1)
1Z Í °U
& + -6 /(« *) ou /(« + <>)-»
sendo ã não negativo.

têm <" tÔdaS as


Exemplo
8 e ' portar>to Podemos concluir
(2 . 8-2, 2.. caso) :
,

V * 31
Ji” " Í3,
'rT + T:ri - Ito VI, 0
A —>U
lim (l + i-Y i + + -L + _i, i O limite à direita é zero.
21 ^ 31 +
i
-*«, \ n / 41
+ ,

&) Se u ma função tem limite

e,isteOré,TueT 8 „r
0 dem
d os
^T °
tra?50
membr0 tem um
' *» ümite
,
valores inferiores, diremos
de f(x) :
b quando r tendo
o 8 que b ,
de n
h é um hmite
P
i 7 a a por
à esquerda
Representêmo-lo pela letra e.
limite.
hm }{x) = b ou - =
Comparando, a partir do / (a 0) 6
segundo, os têrmos do
número ,
com os da progressão
geométrica • • i • J_ .
1 Exemplo
.

vando que são respectivamente o limite i esquerd a de - VãTJ quando a tende


menores, concluiremos y para 2 se rá:
V2 rarè^)-lim VI.O
‘ < l + 1 + | + ^-+-.. JS- '*‘S ’
A—>0

P ° dem ser +ruals ou diferentes e pode,


existir apenas uin^a. ainda,
Continuidade 51
Matemática — 3.° Ano Colegial Limites.
50

Vimos que o limite d direita é :

Exemplos:
Achar o limite de ?/=z
2
+3 x, quando Hm d x - 1 — 0
l.o) Limites laterais iguais-
x—>U
x tende para 2.

de operações com limites, temos :


não existe,
De acôrdo com as regras Olimite à esquerda
para x negativo, x 1
- é negativo
+ A) 2 + lim 3 (2 + h) = 4 + 6 = 10 pois,
lim (x 2 + 3z) = lim (2
^° h e não tem raiz quadrada no ca mpo r eal.
h ~>°
x^2+ O gráfico da função y = V x - 1 da
lim (z 2
+ 3z) = lim (2 - h) 2 + lim 3 (2 - h) = 4 +6= 10
figura 14 esclarece bem. As kaphuras
*-*°
indicam a região onde não existe a
'

*2~
x—
função.
Assim, temos, com a notação de Dirichlef.
= Observe-se que neste caso tem-se .

í (2 + 0) = / (2 - 0) = / (2) 10
f(l +h) =}(1) = 0
yi 2.°) Limites laterais dijer entes. Seja - não existe. Fig. 14
1(1 h)
o limite quanto x tende para
I achar
zero de

CONTINUIDADE
10 - Função contínua no
2 .
ponto a. Uma função,
preenchidas tre*
a) Limite à direita :
j (x), é
contínua no ponto a quando são
Fig. 13
condições

1 .») Exista e seja definida no ponto «.


1 -f - 2 o 4- h
2+) Exista lim } (x) e seja igual a } (a).
x
b) Limite à esquerda :

3+) Exista lim ; (x) e seja igual a j (a).


£—0
1 1 + 0
1 -f- 2 o —h H--V 1 +
Isto é, em resumo
diferentes, como esclarece, tam-
Assim, os dois limites laterais são
bém, o gráfico no ponto zero (fig. 13). f (a - 0) = / (a) = / (o + 0)

Resumo: / (0) não definida


) (0 + h) = 0

/ (0
- h) = 4 Exemplo

o exemplo da página 49 =
z2 + 2
contínua no ponto 1 porque :

Um dos limites laterais não existe. Seja À função y é


x - 4
3°) 2
- 1, e procuremos o limite no
ponto 1.
y = yá x
52 Matemática - 3 ° Ano Colegial
Limites. C ontinu idade
53
l-°) É definida no ponto 1
2-*) / <a + 0) = lim [(a + h)* + p a + h) + q] =
(

s,.) f (a - 0) lim
~
[(a -A) 2
^ ia2+Va+q+2ah +Vh+^ )=/(«)
=A + p (a - A) + ç] = , (a)
2.°) lim } (x) = lim
(1 + A) 2 + 2

*— 1 ^" 2.») A função da figura 14 é
—o
/i
d contínua, à direita de

^
1.

^±2^+3
= Jim
a—>0 A 2 -j- 2h — 3
= J_
—3 descontínua^
q
condições de continuidade’
ZT^ tí
I
5L
,d * de -


U“ a *”**>
daS Ws
é

3.°) lim /
a-»l"
(x) = lim ii
A—>0 (1
—- ^f_±j?

A) 2
= _
4
1,
0 calor
não ê
x-a chama-se ponto de desco
prèenSâ!
ntinuidade.
Isto é:
/(1-0) = Exemplo
/ (1) = j (1+0)
Se apenas a segunda
condição fôr preenchida, isto porque não' é (írfiruda P 1' ° nt ° zer0
é :
'para
P x-u0 Jnio"''' >

hmj(x) <nao Preenche


"h a primeira
ou /(a + o)=/( a )
condição).

a função diz-se contínua à direita do ponto


a. continuidLes da ssifícâri
C 8 d
em dmr^S 1
:'''
1 '' 8 ' A8 ^
a fun5ã0 diz ' se

2 11
.
Continuidade num intervalo. x = a.

fr / n n Há tres casos a considerar


K “] quando
esquerda
fôr comínra a T
Í ” terva, ° :

de 6 e, ainda, fôr Caso


os outros pontos do
l.° :
/ (o + 0) = j (a — o)
intervalo.
eStUdai “ continuidad e x2 - 9
pontot*
da função, y = no
x - 3’
definição dk-te“a»“u°í “conE°. é ,™‘l5 “r '

*“ P ° * A função não é definida


TiSv 5 1
para a - 3, pois y - o.

Exemplos Por outro lado, temos : 0


*

O trinômio do secundo ot»h (3+ A) 2 - 9 +


x 21 Vx
!• )
0 g au y ~~
+ +q uma
lim ] (x) = lim 6A A2
contínua de z. é função i-» 3 + A —»0 (3+ A) -3 1™ ~h “1™ («+*)“ 6
Realmente, sendo cl m p m°
um n úÚmer roni a .1

rea1 ’ as tres oon dições
são satisfeitas
.
= + Va+ q = (3 -A) 2 - 9
1• ) ,
/(a) a2 ,

(real, finito, determinado)


lim j (x) lim lim
- 6A +A 2
= Hm
z—*3~ h—+0 (3^ÃP3 (6 - A) 6
h~>0 -A A —*0
Continuidade^ 55
Limites.
Matemática — -
3.° An o Co legial

3 0 Caso Descontinuidade por passagem ao injinüo,


:

Pode-se tomar, então, para isto é, no ponto a existem e são ambos infinitos j
(a 0) e +
/ valor de j (3) o limite comum, -
,
j (o 0).
6, e a descontinuidade
desapa-
ocorrer as quatro hipóteses da 17.

//
fig.
'
j rece dai, ser êste tipo deno- Neste caso, podem
;
í
minado descontinuidade evitável

(gráfico na fig. 15).

2.° Caso: /( a + 0) +i(a-0)


Exemplo
Estudar a descontinuidade

no ponto zero.
Fig. 15 “
1 +2 Fig. 17

A função não é definida para x 0.


Um exemplo docaso é o das funções algébricas, racio-
3.°
gráfico da figura 13 polos, como vamos
Temos, pág. nais, fracionárias, nos pontos denominados
:
50,

= lim y = 4 ou j {a + 0) = 0, j (a
- 0) = 4 no n.° 2 8-2 (pág. 43).
.
lim y 0,
z-*0 + *->o*
Exemplo
Neste caso, o valor absoluto da diferença entre os limites x2 + 1

= Estudar as descontinuidades da função y — 2


'

|
j(a + 0 )-/(<* -0) |
4

Para que haja descontinuidade deve ser nulo


somente
denomina-se salto da função no ponto zero.
0 denominador (página citada). Assim,
devemos ter .

No nosso exemplo o salto é jinito.


x2 - 3x + 2 = 0 donde Xi — 1 e X2 — 2
Pode ocorrer que o salto seja injinüo, como na função
_L Como nenhum dos dois valores anula o numerador, con-
yf = ±
y = 2 *
clui-se que há dois polos: f (1) = ± °° e f ( 2)
«>.
?

3 ,,

Para fixar o faremos /(l+0)= —


tipo, e /(I - 0) =
:
+
onde temos, no ponto zero (fig. 16)
tipo da figura 17. Ana-
: j
^ e, portanto, corresponde ao
terceiro
= » lim y = 0 logamente, no polo 2 teremos o segundo tipo.
lim y -fV
»-*+ i

Segunda espécie: Quando pelo menos um dos


e, portanto : C k
não é determinado.
limites f (a ± 0)

+ 0) - J (« - 0) ” oc
“ '

I / (o I

w„
56 Matemática — 3.° Ano Colegial Limites. Continuidade
7*
EXERCÍCIOS 27.
x—
iim
+ OO
-
28.
x —
lim -rj-
-}- OC O

1 . LIMITES Verificar os resultados indicados

Verificar os limites indicados :

- 5x x2 + 7
29. lim
x —K)
= x
7= =2 i—
Va 30.
..
hm
*-*0
cos 3x
cos x
= 1

1. lim (x 3
+ x + 5x +
2
1) = 8 lim _ 3_
X— 1 >1 x
2
+ 3x + 1 5
cot X sen 2x
CO
lim 32. iim = 2
I 3x - 7x + 10 x—>-7T/2 x—»o sen X
3. lim = 1 4. lim
'

= -3
^3\/ X + 6 x —>2 x - 2
£ 1 - cos x 1
33. lim (c cot
,
= 0 lim
5. lim
sen 2x
6 . lim (1 +x) * = e
z—>ir/2

Y 34.
*-0 sen 2 x 2
z-,0 tan x x—>0
1
sen x
= - cos 3x - cos 5x
35. lim -
36. lim
7. lim (1 -f x)2x = V e 8. lim
v i COS X /2 X—>7T x—>0
x —>0 x—>0 2
tan x - sen x sec 2 x-1 =
Calcular os limites 37. lim -
= 0 38.
,.
hm 1
x—>0 *—>0 sen 2 x
9. lim (x 3 — 4x 2
+ 2x + 16) 10. lim (3x 4 - 5x 2 + 8)
x—»3 X— -f*
oo
Calcular os limites
11. lim (2a: 3 + 5x 2 - 8x + 93) 12. lim (- 4x 2 — 5x + 7)
X— - oo x— — oo

39. lim 2 * 40. lim 2 z


13. lim
3a: 2 - 7a: +2 14. lim
a:
2
+ 5x — 4 x-»0+ x—>0"~
x —>2 x2 + 3 x—>3 x2 - 5
41. lim (1 +x) x 42. lim (1 2x) *
15. lim
x2 +x +1 16. lim
x2 - 5x +6 *—>0 x—+0
-f-

í x 2 — 3x + 2 x—>2 x2 - 4

x 2 — 7x + 10 a*8 - 5* 2 + 2* + 1 43. lim (1 +ax) * 44. Iim 5*-l


17. lim 18 Hm x —>0
x - 2 - 7x2 - 5x + 8 x—*l~
X-.2 x _ oo 9x 3

19. lim
5x 3 + 2x
x + 7
2 - 1

20.
2X3
,.
llm -/ « - õ
5x 2 - 8
7~W
+ 45. lim
xTo V~2
-
V"2-x
46. lim
x—>1
— ^3+» ~ 1
x— — CO *-> - » 4x® — 8x 7 + ÍC

21. lim 22. lim (gráfico no ponto 1)


*-3+ 2x - 6 x— ! -x-1 2. CONTINUIDADE
x - 4 4x 2 - 7x + 1 47. Mostrar que um
23. lim 24. lim polinómio, racional, inteiro,
4 V x2 - 16 *—t.oo V a: 4 + 16
Tox” + A x m ~1 + + Am
25. lim 7 X
X—*-{- 00
26. lim

V l . . .

X —* 00
é uma função contínua de x.
Matemática — S.° Ano Co legial

a continuidade das funções


seguintes noa pontos indi-
Examine
as descontinuidades quando fôr o caso. Trace o
cados. Classifique
gráfico nos pontos de descontinuidade
3 m #
O
T2 — 4 = O
3 — £ = ~
= o - -
__ o
2 aq em a:
~2
^ +^+4
.

em z z x 49,
48.
x i
*
5, 3,
função linear . linha reta
cot x em x = fcx
50. tan x em i = + 51.

52. y = 10 * em x = 0 53. y = — j- em x = 0

1 + 10T
x2 - Gx
±± 3.1 — Equação da linha reta.

54 y = x
—3 em + 5
x = o
3 ^
.5 ,,
v =
x2 - 7x + 10
em x = 2

linha reta ê representada no


sistema carte-
A grau.
das funções seguintes uma equação do primeiro
Achar todos os pontos de descontinuidade siano por
e traçar o gráfico em cada
um dêsses pontos.
x2 - 3x + 2 57 5ÍZÍ Demonstração.
x - 2x -
2 r x2 + 6x + 11 N
Seja a reta A (fig. 18) que corta o eixo y'y no ponto
x 2 + 5x + 4 NP 2 paralela a Ox.
58
2>x 4“ 5
4x 2 - 8x + 3
de ordenada ON = b. Tracemos
-
X 2
+ 4x + 4

60. a) y — sec x b) y = esc x

Respostas:
23. 0 40. 0
9. 13 I
16. -1/4 I

I
2
-3 24. 4 41. e
10 . + 1
17. i

25. + 00 42. e2
11 . - « 1 18. 1/3 i

at
43. e
12 .
- °° j
19. + 00 \
26. 0
44. 0 _
20. 0 i 27. 0
13. 0 i

45. 2V2
14. 5 ;
2i. + 00
J
28. 00
46. -1/4
« 22. — CO i 39. 00
15. I

Descontinuidade da 1 * espécie, 54. Descontínua : a +


48 {
(#- 2 /3 ) 18
+ Dçscontln. evitável Fig.
passagem ao Infinito (- « a 05 ) !
55 .

evitável 56. 1 e á
49. Descontinuidade
descrevente da reta, tomando
j

50. Descontínua, passagem


ao infi- ,
57. JNao ten.
Consideremos o ponto M,
nito (+oo a
- °°) ji o/o as posições M Ma, Traçadas as ordenadas destes pon-
• • • •

Descontínua - °o a + »
| , i,
1/2 e
51
Descontínua, salto Infinito
: ,
59. ,

A - k.
tos, os triângulos MxNPi, 2 NP 2 M
... são semelhantes ,

52.
j ,_fc, + b) a
(ângulo a comum) logo, temos
(0 a + 00
1 I l ;

53 . Salto finito igual a um ’


59
60 Matemática — 3.° Ano Colegial
O Função linear. Linha reta 61

MiPi M 2 P2
donde
NP\ NP 2 i

Representemos por a o valor constante das razões. Te- (5)


x
remos, então, para qualquer ponto da reta M :
f

Assim, as coordenadas de um ponto qualquer


d -EL _ I do gráfico
a da equação
NP e M
(3) satisfarão a condição (5).
2 (fig. 18) dois pontos quaisquer dêsse
Sejam, então, x M
gráfico. Teremos
Observando a figura eonclui-se
MP = y -b
:

á/iQi-6 _ a e
MQ
'
2 2 ~ b
= a
NP = x
OQi ou NPi Np 2
e substituindo em (1) :

y - b
— a .
y — ax -f- b

Assim, todo ponto da reta satisfaz a equação


(2) que é, logo :
MJ\ __
MP 2 2
portanto, sua representação cartesiana (*). N Pi NP 2
Recíproca. Assim, os triângulos retângulos
X NP X
semelhantes (catetos proporcionais) e os
e 2 2 são
M M NP
ângulos homólogos
Toda equaçao do primeiro grau é equação de são iguais, isto é :

uma reta.
âfiAPi = AUNP 2
Seja, de modo geral, a equação : portanto, NM
X coincide com NM 2 e os pontos que satisfazem
(3) Ax + By + C = 0 a equação estão na reta A.

Primeira hipótese : B ^ 0. Neste caso podemos dividir a


Segunda hipótese : B = 0. Neste caso a equação reduz-se a :

equação por B e escrevê-las :

(6) Ax = - C .

. x = - ~A
O gráfico da equação é o lugar
ou, fazendo
dos pontos que têm a mesma
abscissa, — ,
e é, portanto, uma
ax + b
reta paralela ao eixo Oy (fig. 19).
C ~7 T
a T
eSÍana ra da do nome de René Descartes que se assinava
j . Cartesiua
e instituiu Geometria Analítica, ramo da Matemática que estuda as propriedades
geomái Assim, o teorema fica demons-
tricas por intermédio das equações correspondentes das
linhas
trado em todos os casos.
Flg. 19
i

Linha reta 63
Matemática — 3.° Ano C olegial Função linear.
g2

Parâmetro linear. A
Exemplo 3.3- Parâmetro angular.
equação Ax + By + (7 = 0,
Traçar a reta da equação
3 x + 2y - 6 = 0.
denomina-se equação gerai da linha
reta.

Para traçar a reta basta


determinar A equação
sendo mais simples y = ax + 6
dois de seus pontos,
obter os pontos de intersecção com os linha reta e é nuds útil
denomina-se equação reduzida da
20) seus coeficientes a e b significação
eixos (fig.
que a primeira, nor terem
x «= 0 dá y = 3 (ponto A) geométrica que são
= porque repre-
y = 0 dá x 2 (ponto B) __ parâmetro ou coeficiente linear
1
o)
i
a ordenada na origem.
Fig. 20
senta o segmento ON (fig. 18), isto é,
3 - Casos particulares.
2 2.o) a parâmetro ou coeficiente angular.

1 ° Caso
Equação y = ax
: :
Temos (igualdade 1) :

equação
Neste caso, N coi ncide com 0 ( fig. 18) e a .

n ==: ——
MP
1.

( 7) y = “* considerando o triângulo MNP (fig. 18) .

e,

uma reta que passa na origem. — a ~ tg a


é a de tg a logo

y= c
NP
2.° Caso: Equação :

a reta forma
gráfico é o lugar dos isto é, o coeficiente a é a tangente do ângulo que
O
mesma orde- com o eixo dos também denominado declimdade da reta.
pontos que têm a
.r,

e é por-
nada, constante c,
l
uma paralela ao eixo Exemplos
tanto,
I 0x (fig- 21). .
°) A equação
Se tivermos, c = 0, virá :

I y= V 3 x + 2
y = 0
dos representa uma reta onde a
que é a equação do eixo
1

nula). ordenada a origem é 2 (fig. 22)


»
x (pontos de ordenada
e a declividade
i
Caso Equação x = c
= = G0 r
3 .° :
:
tg a V3 . • a.

uma paralela ao eixo Oy (fig. 19)-


«
O gráfico é
2 = *
c =
°) V
Se tivermos 0, virá
»
x = 0 é uma reta que passa na ori-
ü
dos y (pontos de abscissa
nula). gem e que forma um ângulo Fi*. 22
que é a equação do eixo
t!

I!
64 Matemática - 3° Ano Colegial Função li near. Linha reta 65

de 4o° com o eixo dos x (tg a = Substituindo em (8)


1), isto é, representa a
bissetriz do l.° e 3.° quadrantes.

3.4- Diversas formas da equação da reta. x cos u


.
-f- y sen u — p
a
l. ) Equação geral:
Ax + By + C = 0 Chama-se equação normal porque
í' 2, a
Equação reduzida: rmal (perpendicular) da origem
um dos parâmetros 4
)
à reta (OD =
p),
y = ax + b 1 Í '

qnação da reta dad “s as


a a e b' coordenadas à origem

3. Equação normal da reta.
^
)

** A 2^‘ Da ° rigem tracemos a perpen- " m P0, “°


q " all)Uer
dicular^OD = ’

de ie (fif I

Da semelhança dos triângulos


_

clui-se : i
con- \\
AP MP OA-OP h
OB -
0,,r. - ÕB "
6
\%
nf
Fazendo as
y
b
= ~
a - x
substituições

ou
y
T= 1
:

Flg. 24
Donde finalmente, a equação
procurada :

* . y =
I l
a b
Fig. 23

Seja M
(x, y) um ponto qualquer da
reta. que também se denomina
equação segmentária.
Projetemos o contôrno sobre OD OPM
teremos: ;
Exemplo
pr ( OP) + pr ( PM) = pr ( OM) Passar para a forma
segmentária a equação
e, calculando as projeções :

4* + 3!y = 12
pr (OP) = x . cos u Dividindo a equação por
12:

pr (PM) = y —
. cos (90 u) =* y . sen u
T + i-i
pr (OM) » p que 6 a equação procurada (fig. 24).
Linha reta 67
— 3.° Ano C oleg ial Função linear.
66 Matemática

Os números p e q chamam-se
5 _ Representação
q paramétrica da reta. Em lugar P denomina-se ponto diretor.

equação de duas variaveis coejicientes diretores ou co-senos diretores da reta.


representarmos a reta por uma
de
Temos, então, para um ponto qualquer M (*, y)
!
a reta •

V = í (*)

coordenadas do ponto descre-


'

f
x = ÕQ' = ÕQi + MiR
nodemos também, exprimir as
função de uma terceira vanavel y = ON = ON i + RM
vente da reta (Hf, fig. 25) em
\

ou
denominada parâmetro, isto é :

x = Xi + cos a
í P •

= e = j' (0
x f(t) y
\ y = yi + p . sen a

finalmente a
Considerando as igualdades (9), concluímos,
*1

representação paramétrica da reta.

:
— —
x = xi + pç, y = yi + q?

PROBLEMAS SOBRE A LINHA RETA


Fig. 25

3- Retas que passam por


6
ponto dado. Se Í^ um
no ponto A (xi, Vi)
denomina-se representação paramé- achar a equação das retas que passam
A êste sistema
(fig. 26).
trica.
pardm^roa
Seja a reta M\M (fig. 25) e tomemos como da reta,
variável M\M = p de um ponto fixo

Mi (xi a um ponto arbitrário,


í/i)
M
da reta. (x, y), desmente
um ponto da reta referido
A cada valor da p corresponderá

»
OP M\M e tomemos o ponto P
Isto pôsto, tracemos II

1 tal que :

i
OP = + 1

11

As coordenadas de P serão
I
= PQ “ sen a - cos 0 - q Fig. 26
{9) ÕQ = cos a P,
li

il

li

si
68 Matemática - 3 ° Ano Colegial
Função linear, Linha reta 69
No triângulo AMP tem-se :

3.7- Reta que passa por dois pontos dados.


PM equaçao das retas que passam no ponto A (fig.
A
,

tg a = a = -
vimos
26) será, como
AP :

porém PM y - y = a (X - Xi)
= y- yi c Jp = x - gq
1

e eSta ret 1>aS Sa também


as coorde-
logo y ~ yi „. ri .? H-
nadas f
! satisfarão
desse ponto .

a a equação (10) e teremos


X - X\
donde a equação — ~
2/2 t/i a (x 2 — íCi) .
'
. a = 2/2 2/i

2-2 - Xl
Substituindo em (10)
( 10 ) y - yi = a (x - *!)
1.
>'2 - yi
y yi — ,
(x — xi)'
O
2. coeficiente angular a fica arbitrário. X2 - X!
Realmente, pelo
ponto A passa uma infinidade de retas, a cada uma delas
corresponde um valor de a.
efÍd “‘ e a ” gUlar d
A
equação (10) é, pois, a A é:
* 0*»* Poatos
equação do jeixe de retas con-
correntes no ponto A.
3. a = V*AUH
Exemplos
Exemplos
°) A equação de tôdas as retas que passam no ponto
(-1, 5) é : l.°) Achar a equação da reta que passa pelos
pontos
y ~ 5 = a (x -f 1) Temos, pela equação (11):
(2, 3) e (-5, 7)

°) Achar a equação da reta que passa no ponto n 7 3 A


(2 -3) e cuio V-3 = (*
(x ~
_ 9) ou ..o
0“3 =
4 ,
coeficiente angular é 3/5. J
^5^2 2)
-y (as — 2)
Neste exemplo, a segunda condição determina
_ a reta. Assim a donde a equação
única reta será :

7y 4- 4a; - 29 = 0

V +3 = ~
O
(x - 2) C ° nIil5ÍO tr& P»“ ta fe, (», „) e <*„
ou 5y - 32 + 21 = 0
A equação da reta que passa pelos dois primeiros pontos será
°) Achar a equação da reta que passa no Donto
(3, 7) e forma
um ângulo de 45° com o eixo Ox. ’

Temos : a = tg 45° = 1 ” d0lS Prlmelr“-

e a única reta será

t/-7-»3-3 - - yizJi {X3 _ Xi) yg_-yi


= ^3 - zi
ou y -» x +4 i/3 vi
x* Xi
ou
- X2 -
2/3 V\ Xl

V
Linha reta 71
Função linear.

70 Matemática — 3.° Ano Colegial

1 3.9 - Distância de um ponto à uma reta. Seja


Assim : os três pontos (1, 3), (13, 9) e (9, 7)
são colineares porque
achar a distância d, do ponto P (xi, y1) à reta t/ = ax + 6

7_3 9-1 4 8 (fig. 27).


Tracemos a ordenada MP = 1/1 que intercepta a
.

12 reta
9-3 13-1 6
dada no ponto Q cujas coordenadas x 2 e y 2 serão
t
:

retas. Para achar a inter-


3 8 — Intersecção de duas x2 = xi e MQ = í /2 = axi + b
dadas por suas equações :

secção’ de duas retas


Q na reta dada suas coordenadas satisfarão a
Ax + By + C = 0 e A'x + B'y +C = 0 pois,
equação y
estando
= ax + h.

equações, pois as coordenadas


basta resolver o sistema dessas
do ponto comum devem satisfazer a ambas as equações.
CB' - BC' AC -CA'
A solução é:
AB' - BA' AB' - BA'

Três casos podem ocorrer

O sistema é determinado.
L o) AB ^ > BA' ou
h-
um ponto comum: retas concorrentes.
Existe
\
I B C
* BC 0 sis ~
jj = ^7 ^ çT-
ou Fig. 27
(
2 .0) AB = BA'
' e CB'
paralelas.
I

tema é impossível. Não há ponto comum: retas No triângulo PQR, temos :

l
4 B C „ . d — PQ . cos «
CB' = BC ou - u S1S "
3 0 AB' = BA' e jy = ^7 c >
~ = ~ ax ~
I .
)
e, como : PQ = |
2/i 2/2 | I
Vi i b !

Há uma infinidade de pontos comuns:


tema é indeterminado. ~ —
I

conclui-se : d = \
{yi a,xi b) cos a \

retas coincidentes.
Considerando o coeficiente angular, temos :

Exemplo
1
Achar a intersecção das retas
6
- ± V 1 + o2
3x + 2y - 12 = 0 e x - 2y + 4 0

e substituindo no valor de d :

Resolvendo o sistema, obteremos: 1


— ax 1 — b
yi
I
x = 2, y <= 3 12 ) d =
I
(
V 1 + a2
A intersecção é o ponto (2, 3).
9

I
72 Matemática - 3.° Ano Colegial
F unção linea r. Linha reta 7c
ObservaçãoPara a equação geral Ax 4- Bv 4- C
:
= „
n á °U ° >

da distância pode ser feito imediatamente ’

Na
pela fórní la :
flgura 28 tem -se, pelo teorema do ângulo
externo;
( 12-a) d = -dxi + . +C <p = ot\ — a
'Ia 2 + u?
logo
que se obtém fazendo, na fórmula
;
tg V = tg (ai - ,

(12), as substituições

— A n tg* = JS^i_ztga_
a = - -
Bpr e b
B 1+tg a tg ai .

Exemplos
Como tga = a' e tg ai = a, conclui-se a fórmula :
l.°) Calcular a distância do ponto
(1, 3) à reta 3 x + 4 y -f 5 = o.
Resolução. A fórmula ( 12 -a) dá :

Vg
~ 4 1 + aa'
I + IG 5

2°) Calcular a distância do ponto


(2, 21) à reta y = 3Z + 5. Para o ângulo obtuso
Temos (fórmula 12) teremos
- 6-5 VI = TT-<p .

. tg = - tg
21 10 ,
Ç,! v
Vl °
VTTõ VTo logo :
tg <p! =
3. 10 - Ângulo de duas retas. Seja
1 + aa'
calcular o ângulo
das duas retas A e A' (fig. Exemplos
28), dadas por suas equações
y = ax +
b e y = a’x b'. 1.°) Achar o ângulo das retas 2x -
y +5 = 0 e 3x + y -7
Os coeficientes angulares são :

<* = -— = 2 e a' = - A. = _ 3ó

B ,

Temos, então 2 3
tg = _
- 6 ~
:
6 <0
1,
1



• v = 135 ° e <pi — 45 »

™ Tml-t + 2 2"o. P“ SS“ “'» P. <> - (o™.


Resolução. O coeficiente angular da reta
dada é

Fig. 28 e tanto pode ser o valor de a


o problema admite duas
como o de a’ na fórmula
soluções
0rmula (13 )-
(fig. 29 ).
mi m ^
Dêsse modo,
Função linear. Li nha r eta 75
74 Matemática — 3.° A no Colegial

3.°) Achar o ângulo formado pelas


Primeira solução a
:

retas y - 43.2 + 2 ez = 3.

Resolução. O coeficiente angular da


Teremos 1, visto ser tg <p
— tg 45° — 1
pois a mesma ó
segunda reta não existe,

paralela a Oy (fig. 30) e o da primeira á

+3. Assim temos

tg a = 4 T .
'
. a = 60°

O ângulo pedido é, portanto, como se

observa na figura 30 :

90° - 60° = 30° Fig. 30

paralelismo. Quando duas retas


3 ii _ Condição de
paralelas, formam ângulos iguais com o eixo Ox e recípro-
são
camente. Conclui-se :

Duas retas paralelas tem coeficientes angulares


iguais e reciproca mente.

pois, se as
equação (13) conduz à mesma conclusão,
A
A equação da reta procurada será (fórmula 10) I retas forem paralelas, teremos
I
<p
— 0

a - a'
donde tg <p
1 +- aa'
Segunda solução: a‘

Neste caso virá


que acarreta

a - a'
- 0 .
-
. a = a'

Exemplo
- + = traçada do
Achar a equação da paralela à reta 3z 2y
1 0,
A reta procurada será

j/
- 4 = 3 (x - 2) ou 3* -y-2 = 0 ponto (-2, 5).

I
76 Matemática - 3.° Ano Colegial

Resolução. A equação das retas que passam no


ponto dado é:
V ~ õ = a (x 2) +
Como as paralelas têm coeficientes
angulares iguais •

B
£
2
a equação pedida será :

3 ,

e
V 5 ~ 2
( X + 2) ou 3* ~ 2y + 16 = 0 Obseevações

*
3 •
“S* - 1» n«o

retas perpendSare? A
secção a paralela ao eixo
^AHfrm^Trae™
8
dos® '

TeleJos-
0 '

^
S
,
ia !” correta,
para o caso v = 00'> das
com a condição estudada virá
aa ' = ~
‘ ' reh/norn
* d'
perpendiculares, T
S derar a
'
fórmula 13
pois, de acôrdo

=
1 .
'
. 1 + aa' = 0
a 90 + ai O denominador da fórmnln (1 31 & ,

entre^ e 180», o único ângulo cuja


donde; tg a = - cot ai = L__ tangente^loVSrfL^Cfe
tg ai
a
e finalmente, por ser = er n ^''CU ^ ar * Sm0 su uzem I
tg a a e tg ai = a' que os dok coe^^entes^angu^arer^e P °s
xhpq!;em ist
retas fôsse paralela a Oy.
Êtfte caso oc^rendo’ n6nhuma das
procurada será uma paralela & P er P en dicuIar
a Ox isto 6 fl nP
n P r Pendicular
er

1 tem equação y = fc x .
à reta x = k
’ ’

Exemplos
* d “ P erPondicular a
do ponto asT 3* + 6p +6. traf, da
R°’ Ç,UtS°- A eq “t5“ d » “» "*» ç„, passam „„ pnnp, dado é
V -3 *= a (x - 2)
para que seja perpendicular
à reta dada devemos
ter:
1

a'

e como a' = ——B = _ T 1

temos !
Qi
2
e a equação pedida ê:
y -3 - 2(x- 2) OU 2x — =
y— i Q
Achar a equação da peroendi-
2.°)
o cu ar a reta z = 3
X traçada do ponto
(0, 5).
Fig. 31
A perpendicular procurada
é (fig. 32) ;

y = 5
Função linear. Linha reta 79

78 Matemática, — 3.° Ano Colegial

3 . 13 - Área de 1
*1 yi
um triângulo em
(14) s = -- X2 V2 1
função das coordena-
das dos vértices. Seja -r 3 y?, 1

i
o triângulo de vértices

)
. (fig. 33) :
A área é 0 valor absoluto do determinante.
K A (xi, í/i),
Exemplo
1 B (x 2 ,
í/ 2 ),
Calcular a área do triângulo cujos vértices são :

i C (x 3 yz) d (5,2), B (0, 3), C (-2,-1)


,

Temos, pela fórmula (14)


i
Fig. 33 Temos 5 2.1 -51
I

S=
| 0 3.1=4 =|(15 + 7) = 11

l E, ainda (área do trapézio) -2 -1


'

1 -7-3
+ -* 2)
I

?
Sabun = 4 (dtf+RM) MAT = \ (í/i y 2 ) (^í 3 . 14 - Resumo.

8 Anàlogamente
I •Sajvpc = y (yi + ya)
1
— ^2)
Sbupc 1=1
~2 (y 2 d* ys) (x 3
8

«
Substituindo em (1)

S 4BC = (Xl
I Y l(yi+2/2) + (yf+ys) (*3 - - +ya) - x *1) (y 2 (xá 2 )]

“ 4 [*iyi+ x iv _x 2yi-*2ya+* yi
8

2 3 d-
2 X3q_ _ Xiyi - - x yz - X3y3+X2y2+X2V3\
Xlí/3 a
I
y3
8
donde, finalmente :

_ y 2 )l
f

l
S = —2 [xi(y2 - y3) + ®2 (ys
_ yi) d- *3 (yi

simplesmente com a forma de deter-


I a qual, calcula-se mais
i
minante :

1
Matemática - 3 P Ano Colegial

Função linear. Linha reta


81
exercícios Achar a distância da origem
à reta 5x - 12y
+ 26 = 0
Resp 2 *

Achar a equação da reta sendo


dados
1 5ZT. f C.-V" - =
:
31 0
!• b — 7, a — 135°
2. b = — 3, a = 0
-Sesp. ; s + V-7 = 0 Achar o ângulo das retas :
Ãc.sp. ; p 3 = 0
V = 3, u = 45°
-f-

r 8=0
3. e3 +
4. p = 4, m = 240°
Kesp. ; a; -j-
y = 3 V2
"

^ ~+lW= °o0
3 e :
4x - 3p - 9 = o
Resp •
••
1350 - 450

5. a = 5, 6 = 10
^esp. ; x + V iTp + 8 = 0 l V 6 =°
Resp .
. 90o

= =
iíesp. ; 2x + y - 10 = 0 _ l tX Resp.: 0°
6. a 2, 6 3
Resp. 3a: + 2p - 6 = 0
6 °V + 13 = 0 Resp. 30° 58'
l = o 6
l
X y + 3,
,

0 Resp
Achar a equação 63 „ 2 6 /
^
.
geral das retas dadas
fj
"
pelas equações : ACha
retas
e qUaÇâ ° * qUG passa pe, ° P»to (3, 1) e é paralela às
X :

2x - 3y - 15

3 Resp. : = 0 3. y — 5x -f- 7 tf r
Resp. 5x — p — 14 = 0
8. —4 + X5 = !
9. 2x + 3p - 13 = o
2x + 3v - 9 = 0
iícsp. ; 5x + 4p - 20 = 0 „
x „ "esp. ;
0. . cos 300° + y sen 300° = 7 Resv x- V3
«esp.. m Vr~
^/T p-(3-
9. x ..
+
coa 120° 4- y sen 120°
cos 120> = 3 Kcep. .•
* - VTp + _ x u
.

3 ) = .
0
6 0 1. - “|— =3
2 2 2
in
2q
10 ,-
y
r z-
X ~ 3" 2 3 fíesp. 3x + 2p-H =0
.

5 r #««p. : 6x - 15p - 10 = 0 2. x = 7
;

11. *
x . cos 45° + y sen 45° = 5 y- 5=0 P ' : X 3

^
i? ,

fx =
~ 3a + 5p
* ,
fíesp.; * + p-5 VY =
,

0
1.
r2 - Z
12
12. /
< U“ ÇÍ° d “ reto
lV 1/ =—
-f- -22 + 3p Resp. 3a; - 5y - 19 = 0
''
«IS" do" S 0“ "» pooto p,8)‘ é paralela
13. Achar a equação da reta que passa a l Resp. : y =a 8
ângulo de 135o com o eixo Ox.
Delo nrmtr,
Resp: x’+y -
r>.

7™ ““
c '

eixo"dos r ,SÍ° ,el“ P8SSa ” O»” 4» (3, 8 ) « é paralela


a ,
Resp . ; x as 3
Achar a equação da reta que passa reta q ie passa Da
'

pelos pontos 2a - 5y + ÍS^O. « é perpendicular


a
14. (2, 3) e (0, 0) Tf

15. (3,-5) Besp.: * + 4/+ 17


^^-4r?-o
da
.T^r raí^~ u

16.
Verificar se os pontos seguintes

(-17, 0),
são colineares
-5) e (-9, -2)
(3,
Resv • Sim
4
- fV+V.Vilü.
17.
lS
(2, 3), (0,0, e (4, 5)
Retr .) mo •3^"enr„^at^T3-7“V^ + £+*-'
«U qL J ~
-
Achar a epu,^
s
4e com 60° forma um ’
ângulo
V3x - a reta 3p 15 = 0
Achar a distância do ponto à Resp +
20. (2,
(0, -4) e 6x

6) e y •=
- 8p
2x-
-f- 7 = 0
reta seguintes

tfesp.; 3,9

Resp. : 2 ^
*

5x

A
,

+ V 7
q
=T:
.

3Í-
- ;

p
1
ete
2
2
que P
=

0 e
0 ou
a
V&r

rpar£ írSxíp ^7 =
+ 3p - (3 - 2 vTl =
ff
n

P ?3x - iS^diiTx tZp-TS-Y- 1=0


82 Matemática — 3.° Ano Colegial
!

ponto (0, 7) e é perpendicular


43 Achar a equação da reta que passa no =
y - 7x - 7
i

e (-5, 4). Resp. 0


à reta que une os pontos (2, 3) :

4) e 6 ) é retân-
triângulo cujos vértices são os pontos (4, 3), (3, (5,
44 . O
gulo. Verificar.
são os pontos (0, 0), (2, 0) e
Mostrar que o triângulo, cujos vértices
45.
(1, 4) é isósceles. equação do 2.° grau . circunferência
l 46. Achar as «,»«g» d» W» i f/JW+i - - ái

í
« "1? ft
e o comprimento
'c"t .-á 1 1
da altura baixada sôbre o terceiro lado.
S° £££ Ach,ff
.+

^
Resp. 5x + Gy - 37 = 0 d = -gj- ^ 61
4.1 — Distância entre dois pontos, formula. Sejam
:

t são 0 ), (-5, -7) e (2, -4).


dados os dois pontos Pi (xi, yi) e P2 (X2, (fig- 34 ).
48. Achar a área do’ triângulo cujos vértices :^(0, í/2)

ü No triângulo retângulo P1P2M,


são
í Achar a área do triângulo cujos lados tem-se
49. x = y, 2x + y
- 6 = 0 e x = 0 Resp. 6
/ Pii¥ = Q1Q2 = X2-X1
-Q y — x 2, + x+J/ = 6ex+3i/-6 — 0 Resp. 8
\ P2 M = P2Q2 - MQ 2 = V2 - 2/1

+ = + 6y - 13 = 0
de modo que as retas mx - 7 0 e 2x
í
51 Calcular m 3i/
Resp. : m= - 1 e, pelo teorema de Pitágoras :
'

sejam paralelas.
passe no ponto
ii

52. Calcular m
de modo que a reta 2x + my-J5 P)P? = P1M
2
+ P2M 2
=J5
í

53. Calcular mepde modo que as retas 6 x + my- 3 =0 ejx + 8 ^^=° Com as substituições dadas por ( 1 ),
II

sejam coincidentes.
" esp- 7
'
. resulta :

e (3, 5) sejam colmeares.


54. Achar a de modo que os pontos (a, 3), (0, 1)
2 - 2

Kesp. • & P1P2 = (X2 xi ) 2 + (í/ 2 - í/i )

R
m de modo que as três retas 3x-2y-7 = 0, x + 2y-5 = 0
55 Achar
= 0 passem no mesmo ponto. Kesp. m A raiz quadrada dá a fórmula da distada entre dois
e rnx q_ 3 ^ _9
.

I
das
Achar m de modo que as retas y = mx + 7
passe na intersecção pontos :

56 = - m

retas x+y-l =0 e 2x-»-8 = 0. Resp. : 3

I ( 2) P1P2 ou

i
Exemplos

(i
l.o) A distância entre os pontos A (2, 5) e B (5, 1) será

AB = d = V (5 - 2)
2
+ (1 - 5) 2 = V 25 = 5
i

I
2.°) A distância entre os pontos M (—5, 2) e N (7, —3) será :

I
MZV = V (7 + 5) 2 + (-3-2) 2 = VÍ69 = 13
83
I

li

li
84 Matemática - 3.° An o Colegial
Equação do 2,° grau. Circ unferência
85
4 . 2 Equação da circunferência de círculo em coor- Resolução. Podemos proceder de duas
Se a a circunferência ->
maneiras :

(CR) de centro C e raio R, sendo a e 1 C ° mp!etam0S ° S quadrados


0 as coordenadas do forma - a fim de obter a
equação com
Í3): a
centro (fig. 35).
y,
X 2 - 62 _
P &ra um ponto qualquer M (x, ou
-f- . . ,
-f y2 + ...-2 = 0
í ij) a 2 - 6x + 9 + - lOy
/ da curva teremos, . por definição de
+ 20 _ 9 _ 25 _ 2 = 0
ISt ° é:
l circunferência (x-3)2 +(j,-5)* = 36
; J :

Conclui-se
MC = R : as coordenadas do centro são 3 e 5 e o raio V 36 = 6.
I
2.») Utilizamos a forma
Substituindo por seu valor, MC (4), o que dá :

1 de acordo com a fórmula de distância,' 2« = 6 a = 3


vem : 2# = 10 .

.
0 = 5
a2 + 2 - R2 = _2 =
Fig. 35
2
/S
R2 36
V<+-«) + (y-/?) 2 = R O centro é C( 3,
Donde a equação da circunferência
5) e o raio R » V 36 = fi.
:

veis e a circunfeíêncfa 11 3 dU3S Variá_


- «) 2
"de círcul^^onSd*
Considerem °s a equação
(x + (y - 0)
2 = R2 geral do segundo grau
:
'

Ax 2 + Bxy + Cy 2 + Dx
que também pode ser escrita, efetuadas as operações
+ Ey +F= 0
:

(4) x 2 - 2<xx + y ~ 2(3y


2
+ (« 2 + p _ R2 _ equivalente' à 0frCU ' 0
) 0 equaçlf tí '

onde se observa que os coeficientes dos (a >


são simétricos dos dobros das coordenadas
têrmos do l.° grau 5 = 0
do centro e o têrmo e, para os demais coeficientes
constante tem para expressão a 2
+ P2 - R 2 .
:

Exemplos A_ = SL = = ^E_ _ f
1°) Achar a equação da circunferência de centro
1 1 - 2a -2p~ k
C (3, 4) e raio 7.
Resolução.
Das quais decorrem
Teremos (fórmula 3) :

(x - 3) 2 +{y- 4) 2 = E
49 (b) A = C « _ - Jt 8
yt
ou, efetuando as operações 2A’ P 2l- +
x2 + y2 - 6x - 8y - 24 = 0 Substituindo os valores de rv o r no
“ ® P D& ±
ÚHÍma
T
1

2.°) Dada a equação de uma circunferência resolvendo em relação a e(í ua Ç ão vem,


x 2 + y 2 - 6x - IQy - 2 = 0
achar as coordenadas do centro e o raio.
R2 = ~ 4 A2 +
:

-^-JL-D
A
4 2
A
2
+ e 2 -4af
4 J2
Equação do 2.° grau. Cir cunferência 87
86 Matemática — S.° Ano Colegial 2.

°) Verificar a natureza da curva da equação

V D 2
+~ £ 2 - 4 AF 2x 2
+ 2j/
2
+ 3a; + 5?/ -f 6 = 0
donde 2A A = C = D +E - 4AF = 9 + 25 - 48 <
Temos
3. : B = 0, 2 e 2 2 0.

devemos ter Logo, a equação não tem representação gráfica, pois não é satisfeita
e para que li exista, .

a terceira condição (c).


(c)
D 2 + E 2 - 4AF ^ 0
a equação geral do Verificar a natureza da curva da equação
Temos, assim as condições para que
°)

de circulo x2 + 2 - - 4y + 5 =0
segundo grau represente uma
circunferência :
y 2.x

— D 2 + E - 4AF > 0
2
B = = C = D2 + E 2 - 4 AF = 4 + 16 - 20 = 0.
B = 0, A C, Temos : 0, .4 1,

A equação representa o ponto, cujas coordenadas são :

Casos particulares. 2a = 2 a — 1
o) 2 E2 - 4 AF = ü. Teremos i? = 0 e a circunfe-
j i) A-
rência reduz-se a um ponto. 20 = 4 0 = 2
I

tem o centro no isto o ponto C (1, 2).


2 o
)
D = 0 ou a = 0. A circunferência é,

será
eixo dos y e a equação reduzida
: .

Observação. Uma equação do 2.° grau pode representar mais de


- 2 = R2 2 xy - 3 y 2 — 0 que se pode escrever
+
x2 + {y £) uma linha. Assim, a equação x 2
retas: x = y e x = — 3y .
(x — y) (x -J- 3 y) = 0, representa as duas
0
E = 0 ou 0 = 0. Centro no eixo dos x :

i
3 )

(x - a) 2 + y
2 = Rz 4.4 — Intersecçoes de retas e circunferências. Sejam
li

40 ) [) =z E — 0 oua=j3 = 0. Centro na origem . a2.reta


I Ax + By + C = 0
t
= R2 e a circunferência x 2 + y 2 + Dx + Ey + F = 0.
*2 + y2
ponto pertença ao gráfico de uma dessas
l
Para que um
t equações, suas coordenadas devem satisfazer dita equação
que é a mais simples. (n.° 1.14).
I

Logo, os pontos de intersecção (pontos comuns) satis-


Exemplos
da curva representada pela equaçao farão a ambas, isto é, suas coordenadas serão as soluções do
l.o) Verificar a natureza
yi - 4x - 2y - 4 = 0. sistema das duas equações.
x 2 -L
Temos: B = 0, A = C = 1, D2 + E2 - 4AF = 36 > 0.
Três hipóteses podem ocorrer

Logo, a cu rua é uma circunjerência de círculo. 1») As duas soluções do sistema são distintas : a reta é secante.
temos:
Comparando com a forma (4),
s a reta é tangente.
Fz = ~ 4
2 - ) As duas soluções são iguais:
2a = 4, 2/3 = 2 e a2 + 0
= a
0 sistema não tem solução no campo real não há ponto
« = 4/2 = 2 e0 = 2/2 1. 3
t
As coordenadas do centro
são :

K2 = 9 e R = 3
)

comum — a reta é exterior.


22-pi2-fí2 = -4
I

I
Matemática — 3.° Ano Colegial
Equação do 2.° grau. Circunferência
1.
89
Exemplos
°) Achar
a circunferência x 2
os pontos de intersecção
-j-
y
2 = 25.
da reta x + 3y - 15 = 0 com EXERCÍCIOS
Resolvendo o sistema, temos :
Achar a distância entre os pontos :

(1) i = - 3. + 15 1- A (3, -4) e B (-3, 4) Resp. 10


2. A (2, 3) e ff (5,
(- 3 y + 15)2 + 2 = 25 7) Resp. : 5
y
3. M (0, -3) e P (-4, 0) Resp .
5
donde a equação do segundo grau :
4. (0.0) e A (3, 3) fl«p. : 4,23 (apr.)
2. y
2 - 9y + 20 = 0 5. Achar os comprimentos dos lados de um triângulo, cujos vértices são :

cujas raízes são y t = = A (3, 2), B (0, -2) e C (-1, 2) Resp. 4 e V 17


5, y2 4 (reta secante). 5,
6. O mesmo para o triângulo : M (0, 0), N t0, 4) e P (4 0)
Substituindo em (1), temos os dois pontos de intersecção :
Resp. : MN = 4, MP = 4 e NP = 5 64
An
( x = - 15 + 15 = 0 /
x = - 12 + 15 = 3 mVTt
( A ’ )
0 * em c
abscissa de BD é 8.
D r
prÍmeTlt0 10 e a extremidade
Achar a ordenada de B.
A 6 o ponto
\ »-« \y-i Resp.: 11 ou -5

°) Achar os pontos de intersecção de 3x + y = 19 com fôtstfsrêtâr* *^W**»* d«


9
x 2 + y 2 - 4x - 6y + 3 = 0 ° perímetro do ^ângulo cujos
ett vértices são : (6, -8), (-6, -8)

Resolução. Resolvendo o sistema 10. Calcular o perímetro do triângulo


:

: A (6, 0), B (2, -3), C (3, 4).


( y = 19 - 3x Resp. 17,05 (apr.)

\ x + 361 - 114x
2

Donde a equação
+ 9x 2 - 4x - 114 + 18x + 3 = 0 EsCr
S^ equaç0es das c 'rcunferências de círculo com os seguintes

:
e m :° 7 *2 +. 2 -10x +4,-20 = 0
x 2 - 10x + 25 = 0 Io rT° ’ 6 ra '° 12 ; "2 + + «* - 135 = 0
= =
2 r en * n õ 6 raÍ ° 3
= - 15 =


cujas raízes são : xi x2 5 e portanto y 19 4. } RPSV - ••
* 2 + + + 10. + 16 = 0
4
14. P f° fnm
Centro .

O único ponto comum é (5, 4) e a reta é tangente.


(0, 0) e raio 4 Resp _
. x + y2 = 6
->
,
15. Centro C (-5, -4) e diâmetro 8 Resp. x 2 +y 2 + 10* + 8» +25 = 0
3.°) Achar os pontos de intersecção de y
x2 + y
2 = 16
=x +6 com ^ pontes da ci cia
centro

Achar o centro e o raio das circunferências que têm


para equações :

Resolução. O sistema dá : y = x +6 V = 1G
*2 Resp 4
x2 + (x + 6)
2 = 16 ou x + 6x +
2
10 = 0
18 • x t y\
+ — 0 4x 5
- : í°- °).
Resp. (2, 0) 3
19. x2 +j/2+8,-9 = 0
Resolvendo a equação do segundo grau Resp .
: (oj -4), 5
:
20. X + y 2 + 6. = 0 Resp . (0 _ 3X 3
-3 ± V9-10 + 2X ~
t " 6® "10V + 11 -0
24 = Resp. (-1, 5), 7? = V 2
2 22 2X 2/o
+ 14»
2?/ +

Í 0 Resp.; 5 3, 5), 72 = 3 (1, ;

A equação não tem raízes reais e a reta é exterior.


Venficar se a equação x 2
circunferência
+ y + Cx + i0y + 34 = 0 representa
2
de .
círculo. Resp ? S im, de
,
KX uma
Uma

cc
qq Matemática — 3.° Ano Co l egial

e circunferências seguintes
:

Achar os pontos de intersecçâo das


retas

e (4, 8 )
x 2 4 y 2 - Sx 6 y = 0 e y
24 -
- = 2* iíesp- •'
(0, 0)

25
'. ^+^-6,+2»-15-0e
, (_ 2 ,

2 = 49 é x +y- 7 - 0.
26 A equação de corda do circulo x
uma
2
+ y
Achar o' comprimento da corda.
2 2 -12z
fíesp. : 9,87 (aprox.) derivadas
do diâmetro da circunferência z +p
,

27. Achar a equação


paralelo à reta 3 x- 2 y + 1
=0 Resp. 3x - 2y -
4^
:
U-0
28. Achar a equação do
diâmetro da circunferência * +V + l2y
-6 - ü
&
à reta x- 3 y
perpendicular
- 7 = 0 Resp. 3x + y

29. Dada a circunferência x y


2 * A ’ +^
y = (j £
que passa pela origem. Resp.. 5z V ,
<

do diâmetro
circunferência x 2
y -Ax+Qy + Chama-se acréscimo ou incre-
30 Achar a distância do centro da 5.1- Acréscimos.
= Resp.: 1,2
à reta 4x + 3» 5.
passa mento da variável x, e representa-se pelo símbolo Ax (le-se
cujo centro é a origem e que
oi Achar a equação da circunferência valores quaisquer, Xi e x 2 cie
31 ^ delta x), a diferença entre dois
'
Xi“»e™A« * 2
*-"n^T+V'-9
e
seu domínio. Assim :

circunferência tangente ao eixo x'x


é o ponto (3, 5). AX = X2 - xi
oo
32 o centro de uma

Achar a equação da cnjj. ,

« S) o acréscimo pode
cujo O valor xi denomina-se valor inicial e
que passa no ponto (5 3) e
33 Achar a equação da circunferência ser positivo ou negativo.
" ^ +
4°-ü dado o ponto inicial x\, o acréscimo, em
t0 *- +
-f +V.S que passa
+ 4 6»

1%°
De modo
relação a um
geral,
segundo ponto qualquer será
34. Achar a equação da circunferência -
intersecçâo das retas 5 z
4, -
centro é a q
-J
que passa pelos três pontos : Ax = x — Xi .
'
• x = *i + Ax (1)

Achar a equação da circunferência


QK n 91 n 01 e 10 5)
Resp.: x 2 + y2 ~ ~ 5 = 0 2/

-5) e (0, 5)
Resp. : x 2
+ y2 - 14a - Ay - 5 = 0
Sendo y = } (x),
quando x passa do valor xi ao valor x 2 ,

36 (10 9) (4,
<*»<* (x 2 ) e a diferença
inicial j (xi) a }
37'. Achar’ a equação da circunfetó a função passará de valor
vértices sao os pontos
A (1, ),
^ + ^ - 9x - 5y + 14 = 0 Ay = -J{x 1
.

j (x 2 ) )

da circunferência
origem função.
3s -
s^rr denomina-se acréscimo ou incremento da
°
Se usarmos a notação (1) para indicar
um valor qualquer
39. Achar a distância do - eox -r oy acréscimo da função
da variável a partir do ponto inicial xq o
das retas 7x-2y- ò^ u
e a intersecçâo

um dos diâmetros tem será, de modo geral :

Achar a equação da
circunferência em que
40.
pontos (-4,
para extremidades os
f> + y2 - 4z + 4y - 92 = 0 Ay =/(*i + Ax) - f (xi) (-)

91
92 Matemática 3.° Ano
-
Colegial
Derivadas
Exemplos

~ _ n’
0
'1 Dada a ^nção y = x2 + 3x + 1, consideremos o valor inicial J' (x) = lim -A_ = iim JJx_+ Ax) ~j(x)
- 2 0 d“ Ax—»o Ax Aaz— o Ax
«
A derivada de y = j (x) no ponto a será
Temos : Ax = 2 - 0 = 2 mente j' (a), então pxnt»
empregando a nova notação. ‘

E para a função : y\ — 1 \ arias notações são usadas


para representar a derivada
2/2 = 22 -
f -
3 .
+1= 11 :

dy df (x)
1v ff
' • .
lo 8° :
Ay = 11 — 1 = lo
('
}

dx lKy > lJ J W.

dx~’ y, f (x)

cimo p„,TÍ +/•


*** * «f"~ 6™ * «*•-1 Usaremos, apenas, as três
primeiras e o símbolo D?/
De acôrdo com a igualdade (2),
para indicar que a função deve
ser derivada.
^
temos:
A?/ = + Ax) 2 - 5 (xi + Ax) +7 Em termos vulgares a definição será
[(xi
j
- (Xl 2 - 5xi +7)
= X! 2 +2x! ( Ax)+(Ax) 2 - 5xi - 5 (Ax)+7
-xi 2 +5x, - 7
donde Ay = Derivada é o limite da razão
:
(2xi - 5) . A* + (A*) 2
incremental -
Ay
quando Ax tende para zero. Ax
A razão entre os dois acréscimos

3.
Ax
denomina-se razão incremental no ponto
xi. 4.

La) A a * Um acréscimo Ax Obtém-se


5.2- Derivada em um ponto. Função derivada. v d or
-
um novo
y> representado por
y -f- Ay :

Seja y = J (x) uma função definida e contínua no ponto a. V +


Ay = / (x Ax) +
Chama-se derivada da função no ponto a ao
limite 2 ' -) D VO 0r Íd0 ' SUbtrai ' S<i ° Va ‘° r
“ »
lim
Ay
Ax
li m
/ (a + Ax)-j (q) °paTa obTe r
4 :‘ inici de

Ax-*o /\x—>o Ax Ay = j (x + Ax) -j (x)


quando êste limite existe. -) Divide-se por Ax, a fim
de obter a rasão incremental
Diz-se, então, que a função é dcrivável no ponto o.
= f(x + A x)~j ( )

Uma
nova função, denominada função derivada
ou
Ax Ax
apenas, derivada de y = j (x) é definida
anàlogamente: isto a
) Poma-se o limite da razão
é, para todo número real x tal que exista a derivada quando Ax tende para zero
no ponto x :

Kepresentando-a por f (x) virá :

y' = lim
Ai-*o Ax
Derivadas 95

Matemática — 3T Ano Colegial


yy
Se Ax tender para zero, a reta
terá por limite a tan- MN
M
e o ângulo d tenderá
para a. Temos, assim .

gente em
Exemplo
+ Ay
A.char a função derivada
de y = x2 - 7a: 8.
—=
hm —Ax ,

tg a ou
i \ ,, i_ ay = (x -f A 2) 2 - 7(i+ Ax) +8 Ax—>o
V
= z2 +2z. Ax + (Ax) 2 -7x-7. Ax +8
Resulta
e V = x2 +8 ;

/' (xo), é o coefi-


x derivada no ponto xo, isto é,
2) Ay = 2x . Ax + (Ax) 2 - < Ax
ciente angular da tangente à
curva y - J W no
ponto de abscissa xo .

o\ = 2x - 7 + Ax
Ax
Exemplo
y' = lim = 2x - 7 à curva y = x
3 no ponto
4) y Ax Achar o coeficiente angular da tangente
,

Ai-*o
= 1. Achar a equação dessa
tangente.
x
derivada
geométrica. Seja y = Í (x), tendo Resolução. Aplicando a regra geral, encontraremos a
5 4 - Interpretação
figura 36, uma função que
admita derivada no y' = }' (x) = 3x 2
o gráfico da
O coeficiente angular da tangente no ponto 1 será:
ponto xo •

r (D = 3
= l3 = 1 logo a efl ua Ç âo
No ponto de abscissa 1, a ordenada é y 1 ’

da tangente no ponto 1 será:


= 3 (x - OU - 3x +2 = 0
n (x u + âx,y 0 )
y - 1 1) y

Suponhamos o ponto
5.5 - Interpretação cinemática.
partir de O, no sentido
móvel, M, percorrendo a reta xy, a
percorrido um espaço e
da seta (fig. 37). No tempo t, terá
corresponderá um valor de e. Assim, temos .

e a cada valor de t

e = 1 (0

ti tz

Fig. 37

Fig. 38
Num intervalo de tempo : At = t2 -h
o móvel terá percorrido o espaço
Ae = MM i

Consideremos o ponto M (xo, 90) e atribuam® a x o


:

acréscimo Ax. Obteremos o ponto N (x 0 + Ax, yo + As). Ae


O quociente
ÃT
0 triângulo MNP dá
média do móvel no tempo At.
~=
Ax
tg &
representa, pois, a velocidade
96 Matemática - S.° Ano Colegial
Derivadas 97
Se At tender para zero, o quociente
tenderá para a veio-
o.dade no instante /, Assim, se representa™ por
.

a
™ II A derivada da friável independente
ê a unidade.
velocidade no instante t
u teremos:
de
Seja y = x, teremos
Vi = lim
A t-*o àt ~dt X
isto ê
y' = lim ~±^-U
AX
= 1
0

A derivada do esparo em relação


ao tempo, no
ponto f, e a velocidade no instante
,
III - A derivada de uma função de
função é igual
t .
ao produto das derivadas
das funções ern rela -
Exemplo çao as suas variáveis
imediatas.
m0 m
cuia d1>ritdVrc'
d U Ín50 Í
r tÍ,fn
r? \ traduzida pela equação e = t*+5t
*
Sejam y = j (v) e v = j l (x)
Sm *,Tet^, a h„í pelr:
A
d“" e o »*> puV Temos a identidade
a)
quatro^horas
;^° ”° instent<i ™ tiverem Recorrido Ad Av
= Jdf X
b) no fim de quantas horas terá a
velocidade’ de 65km/h?
Ax Av Ax
Resolução. A velocidade num instante t é a derivada
donde, passando ao limite
v = 2t + 5
a) No fim de quatro horas temos :
dy dv
v = 8 +5 = 13 dv dx
b) Quando a velocidade fôr de 65km/h teremos: Exemplo
2? -f- t = 30
5 = 65 .

.

Sejam y = v2 e =
Resp. : a) No fim de 4h a velocidade será 13km/h v 2x
;
b) A velocidade será de 65km/h no fim de 30 horas. Aplicando a regra geral, obteremos,
fàcilmente :

dy
,
_
= 9
xv e
dv
= o

donde, pela regra III;

dy- o.
~. 2v X 2]= A.v = 4 X 2x = 8x

iv - a d Vadi
funcSo inversa .
a
0 da derivada da função
direta.
Sejam y = / (x) e * = <p (y) duas funções inversas.
99
Derivadas
98 Matemát ica - 3." Ano Col egial
regra geral
cimo Ay da soma; assim, teremos, aplicando a

também Ay ^ 0 logo podemos (n.° 5.3):


p a ra 0 temos
Au; ^ ;

escrever a identidade
1) y 4. ây
= u + Au + o + At? - (w + Ato)

Au:
_ 1
y
— u + V ~ w
Ay Ay = Au + Ao - Ato
Ay
Ax 2)
_A u_ Av Ato
Ay ~ _
__
^
,
"
3)
"Ãx ~Ãx Ax Ax

y' = U -)- v' - W'

Consequência.

Se C é uma constante e y =/(*) + C, temos

y' = f (*)

pois a derivada de C é nula.

VI — Derivada de um produto.
duas funções deri-
pó c ASO : Dois fatores. Sejam u e v
Logo, pela regra IV :

váveis de x e _ uv
1
rfy _ 1

acréscimos Am e Ao
dx ?y 2 Vx Ao acréscimo Ax corresponderão os
produto.
e, conseqüentemente, um acréscimo Ay para o
5 teremos
5 7_ Segundo grupo: funções algébricas. Aplicando a regra geral do n.° .
3,

_ Derivada de uma soma. 1) y + Ay = (tí + Au) (v + Ao)


V
+ Au Av
y + Ay =
deriváveis de x ê uv 4- uAv vAu 4- .

Aderivada de uma soma de funções o i

das funções, supostas finitas todas


igual à soma das derivadas y= uv
as derivadas. Ay = t/ . Ao 4" oA u 4" Am . Av
2)
Seja
= u + -w
y v
3)
5
Ax Ax
+ Ax
>4 Ao)
os acres-
acréscimo Ax da variável corresponderão
A um
conseqüentemente, um acres-
cimos Au, Av e Ato das funções e,
100 Matemática 3° Ano
-
Colegial
Derivadas 101
4) Como 4» t ende para soro co m A r, temos
o limite
° pr0d Ut ° fl) tem w f atôres e a cada fator que se
y' = uV + vu > demv»T°
deria corresponde uma ,
parcela da igualdade
(2), vem:

2.° Caso : Mais de dois fatores. Seja


y’ — mu m ~ l
u’

y = uvt
A
propriedade associativa permite Aplicações
escrever :
:

V — U Vt ) (; 1 .*) Derivada de um monómio.


e pelo primeiro caso :

Seja 0 monómio = ax m
y = u'vt + ií (aí)' = u ’
v i _p M
y
donde, finalmente 0r ° * constante rj °go,
:
-
pela consequência da
regra°vi^
y' = a . Dx m
y II vt v'ut -f e, pela regra da potência
-f- t' nv :

— m m~l
y . a,x . Dx = max
Conclui-se :
Exemplos
L °)
3.
A dcn vítela d e um produto y = 10x3 •

- 10 3*2 = 30a: 2
<le f„ nç 5es tf'
• .

de * ê .gual à soma dos deriváveis


produtos da derivada de
««da fator por to dos os
outros.
2.°) tf j’ - —4 .2 1
4.

Consequência. 2. ) Derivada de um polinomio


Se O polinómio ê uma soma algébrica
c é constante e
y = c.j(x), conclui-se: a derivada obtém-se derivando
de monAmios lo-m •

v' =c (z) .
cada um dos termos (regra V)!
Exemplos
t '" Íl '"'“ de “ m “
J”ti7„, («poente inteiro e l-°) De y = 3x 2 - 8x + 13, conclui-se :
y' = qx -
2. De y — 4x 3 + 5a; 2 — +
Seja
wm
)
3a: 7, tira-se :
y’ = 12z 2 4 10x - 3
y °) Para a potência de um polinómio, como:
Teremos, por ser m inteiro, positivo
= u.u.
:

virá, pela Regra VII


?/ ~ ^~ 3)5
V .u(m fatôres)
. .
:

Donde se conclui, pela regra do produto •

(2) V-
°) Se y = (x 2 + 5) (2x - 1), teremos (Regra VI)
"
w - 1 m - 1 y’ = (x 2 + 5) D (2x - 1) + (2x -
fetÔr
“ TatôJ
.
1) D (x2 4-
(+ 51)

00
V =(^+5).2+(2x-1).2x
V =
2 6x - 2x + 10
!

103
Derivadas
102 Matemática — 3.° Ano Colegial

(. +_
2) . 1 - (x - 3) . \
~
yjjl __ Derivada de um quociente. v
(7+2F
e finalmente ?/
:
(x + 2)2

Apliquemos a regra geral JX — Derivada de uma raiz.

u + Au Se j a y = onde y e u sáo funções de x.

V + Ay =
1
) v + Av
A inversa é
u = y’

que tem para derivada (regra


da potência) .

u uv v Au uv u Av
u Art -f~

= + A v) u' = my m 1 y'
Ay v + Av ' v v (v

v Au — u . Av
= donde my m
.

Ay ^ 1

t; (v + Av)

- u . Substituindo y por seu valor :

v{v + Av)

4) Se Ax tender para zero, Au e Av também tenderão ;


logo,
y
'
" m v'' u — 1

o limite será

V . u' —u . v' Obsekvações :

a forma de potência e
aplicarmos a
1 .) Se escrevermos a raiz com
regra correspondente, virá

— — -1
y = •' v'
= — 1
wm - u ,

Derivar _
m - 1
u '

OU
= . u' = w
v —
- 1
2/
m wi
A regra VIII dará
apli-
resultado e concluímos ser
(x + 2) D (x - 3) - (x - 3) D (x + 2) . Chegamos, dêsse modo, ao mesmo
=
.

para o expoente fracionário.


v' cável a regra da potência
104 Ma t emática - 3.° A no Colegial

2.*) Para o caso da raiz quadrada,


Derivadas 105
virá :

3) 1" 08 8 ÍgUa,d “ dt
V = V1T .

. j,' = p»;'^ d) '
PO,' Ax ou, „ que é 0 mesmo>
2 VM
* ™“ «"**
S < « **«*> * «*»•* MD. logo
^1
Exemplos :

l.°) Derivar = Vltãr+~3


— l°oa (1 ~f~ a)
V

Temos —
D (2a- + 3) 2 Ay
:
y‘ _ =
i
isto é = _1_
2 V 2x +3 2 V27+1 Ax x
• loga (1 + a) a

2 '
1 y - ^ (3x + l) 2 ou } = (3x + 1)3
4) Passando ao limite
Conclui-se = -£ (3x
e lembrando ser lim
(1 -f «) í= .

:
y'
+ i) 3 . D (3x + 1}
a—*0

v
,
~ 2
-7T
3

V
1
. 3 / _ l °g a e
+ !

e, finalmente,
v 3x + 1
Observações :

5.8 - Terceiro grupo: funções transcendentes. 1-0 Se y = fe, teremos :


y' = l poÍ3 te =
X — Derivada da função logarítmica.
j

2») Se y - lu teremos (Regra III)


® eJ a — : y
'
= 1_ u,
V log a X u
Aplicando a regra geral, teremos Exemplo : A derivada de y
: = l
( x* + 5) será .

1) y + Ay = Ioga (x -+ Ax) = D (x 2 + 5) _ 2a:


z2 +5 x2 + 5
Ay - logo (x + Ax) - Ioga x = x+Ax
log a .
XI - Derivada da função
exponencial.
= SeÍ a
loga
^1 V - a
A inversa é :

Façamos ~~ = « => Ax = « . x x = loga y


Temos, então (regra X)
A A * tender Para zer °’ “ també :

para zerm
'
m tenderá dx log a e
dy y
Derivadas 107
Matemática — 3.
° Ano C ol egia l

XII — Derivada do serio.

Logo, pela regra IV :


= sen x
y
_ dy y
mi ,

dx log«e Teremos, pela regra geral .

e, finalmente, substituindo y :
1) y + Ay = sen (x + Ax)

2) Ay — sen (x -T Ax) - sen x

íoga e
= 2 sen
Ax
-g— cos
2x + Ax
• ^

Observações Ax
2sen
l .») Se y = e
x
,
teremos
—Ay £_ — ___ ~r . COS ( x H I

Ax
*
Ax Ar \
y' = e
x


i


1

pois logí e — 1. Ax
2 (
yeu funções de x, temos (Regra III),
,cos[x +
2 ») gê y = a “ ou y = e“, sendo
respectivamente :

au
v
y
'
= — . u' ou y' = e
u . u'
log a e

4) y' — lim . lim cos


derivada de y - 5 2x será: Al-»0 Ax Ai->0
Exemplo: A
C2* 2 5 2z
y

= . 2 = -7

logs e logs e e, finalmente

= u onde u e v são
Função exponencial geral. Seja y ,

y = cos x
3 »)
vem:
funções de *. Tomando os logaritmos,
ly = v . lu

Derivando os dois membros (regras VI, X e III):


Observação : Para
= sen u
í- = v' . lu +v .
—u
?/.
y> = u” . IU . V' + l> . U” 1
. U.'

teremos (Regra III)


y

lx
A derivada de y - x será:
=
Exemplo. ,
y' cos n . u'
Xx ~ x
— ‘ x
lX 'L + l x .x
tx -* y' = 2Í2 . x •

y' X
Derivadas 109

Exemplos
L°) A derivada de V = cosí + tgx será:

v' — - sen x -j —
cos 2 x
2.°) A derivada de y = sen x - * C0S * será .
:

V = cos x ~ (cos x - x sen x)


V
,
= x sen x .

Derivada da co-tan sente.

Se y> = cotx =
sen r

então sen 2: , D co s x - cos , Z) sen x


sen 2 x
(sen 2 x -f~ cos 2 x) 1
sen 2 x sen 2 x
donde = -
y esc 2 x

e para y = cot u tem-se :

y = - esc 2 « . u '

XVI - Derivada da secante e da


co-secante.
Ainda pela regra do
quociente obteremos:

y = sec x então y' =

y = esc x dá ?/' = -.

XYII Funções circulares inversas.


Seja y = arc sen x donde x = sen y (1)

Derivando (1), vem: ~


dy
= cos »
y

e, portanto, (regra IV):


dx ( 2)
cos y
110 Matemática — 3.° Ano Colegia l Derivadas 111

cos y = V 1 -x 2 dy - y (x) . Ax
De (1) conclui-se: (1)

dy 1 Se considerarmos como função a própria


variável, y — x,

em /n .

ou y
, _
substituindo (2): - yy-y
e, teremos : _ Ax ^
' Substituindo em (1) obtemos a expressão da diferencial
, _ u
E, para y = arc sen u : y — ^
(2)
dy =f (*) . dx
I

Procedendo de modo análogo, obteremos: Observação : Da igualdade (2) resulta : -y- = ./ (x)

M u>
— u _
'

D . arc cos u = ’ ® íirc j-i- u2



Dêsse modo, tanto pode ser considerada símbolo da
derivada,
"V 1 - u 7
dx
independente.
como a razão entre os diferenciais da função e da variável
u'
D arc cot u — - *
1 -f-
.

u2
5.11 — Interpretação geométrica da diferencial.
5.9- Derivadas sucessivas. Dada y = í (?) Seja y = / (x)

y' = x) a função representada pela curva da fig. 38 e MM' a tangente


consideremos a derivada j
:

derivada de
(
no ponto M(xi, y i). Seja
derivada desta nova função denomina-se
A +
pelos símbolos M' (xi Ax, yi + Ay)
segunda ordem de / (x) e representa-se
.

«í
-£?•

a derivada de
Anàlogamente, a derivada de j" (*) será
por diante.
terceira ordem de i (x) e, assim,

Exemplo
Achar as derivadas sucessivas de
y = 3x
4 - 5x 3
+ 2x 2 - 7x + 1

Teremos :
?/' = ^x3 - 15x2 + 4x - 7
y" = 36x2 - 30x + 4
j,'" = 72x - 30
y'v = 72

5 - Diferencial. Seja y = J (x) uma função que


10
diferencial de pri-
admite uma derivada }' (x). Chama-se
representa-se por dy,
meira ordem ou apenas diferencial e
a expressão
Derivadas 113
abscissa. ° aCrésClmo ú:c à
Teremcfs/no trtóígulf
PM' = àx tg a
EXERCÍCIOS
S
.

donde Pu ,
_y {x) Ax = iy funçõi% eS
a
achar a denvada das

F V - 7x .

2 - » = 3 +^
i

3 = —x 1
j

í
4 . y=x
=x 2 - 7x + 13
2/ = £ +
!
1
j
.
y
^ 2. j
i 5
O. - l *2 3
\
í 6. y
J
5 a: - 7
5 12 - Resumo. Formulário.
.
Achar „ apHca.do „ regras prdticas mais
„ .

' •
V = 2a:
2 - 7a: + 1 i

io 3a ~ — 5ar 2
-2
5z -}- 2 +
y - + 2a: 2 - 8a; -f V 7
6a:
3
i
18.
.
y
.

= _
_fc
2 -
* 5 a; + 6
9. j, = & + 4a-4 _ 3a: 2 + lg* _ Í9. = 2 -
= _ 43-S
23 2/ (a: 1) (* + i)3
10. y _ g^.4 _ y ^.2 20 -
y = v' 8z
^5 x- VTi
.
21 -
2/
= V 5 a; - 3
1L V = + ~ -

x3 2
Já 2
a: 4a; + 8 22. 2/
= -r-^-
12. y = 2;13 _ J.7 4 5_
1 + a:

13. 2/ = (a:
3
+ 3)3 = I x - 1

14. 2/ = (a:
2 - 5a; + 7) (3a: 3 - 18)
\ x + l

15. j/
= í
24 -
y ^ = ( 2a; - 1 )*
- 5
3a:
25 .
y =
— -
^

16. y = §£ + 5
2a: - 7
X2 -
20 .
y = (x- 2)T
T7
17
17. . y =
x2
— 1
27 y = x 2 V 1-^2
+ ]
I - .

> 28 . V x2 - 5 s/~^
-f 7
29 Dada
.
j (x ) calcular }' (0) e ]'
V* + 2’ (2).

•Sesp. ; — _ JL
30. Achar o, valores de , ,„e anu,™ m sendo, W
Resp. 3 e
4 V2

-
^
2/3
e

_
16

4“
31
“”iT* l *" 8Mte *• '
«*«W- curvas, „„s pontos
indi-
-
y 2a: 2 + 5 a: - 7 no ponto 0 -
( 7) Resp.
,
5x - 2/ -7 = 0
32 .
2/ - 3 +— no ponto (1, 4)
Resp. : x + y ~5 = 0
114 Matemática — 3.° An o Colegial Derivadas 115

Resp x-2y + 1 -0 Achar a terceira derivada de y = x 3 - 5x 2 + 7x - 18 Resp. 6


y = V7 no ponto (1, 1) - :
58.
4? - y - 4 = 0 ~ 10
y = z 2 no ponto (2, 4) Resp. :
59. Calcular )" (0) sendo f (x) = 4x 3 - 5x 2 + 2.x - 1 Resp. :

Resp.: x = 3 - 2x3 - 5x 2 + 2x - 1.
= 4
y = 4Q-x 2 no ponto (3,0) 60. Achar tôdas as derivadas de y 4a:

Resp.: y' = 16a: - 6x - 10x+2,


y" = 48a; 2 - 12* -
3 2 10.
+ = 0
=- Kes P- * P y'” = 96a: - 12, j/IV = 96
•'

y no ponto (1, 1)

c
, 0 Calcular a terceira derivada de y = l sen x. sen 2a:
2a;
da ~
^Lvrf 61. ^ =
nC: L T"-o" oí£+v+ io-‘s
^ Resp. y'"
sen 4 x
:

é
que pontos , tangente i curva ,(*> = x
Em e 62. Achar j" (1), sendo j (x) x . e Resp. 3«
ao eixo dos x l ^
a - 4x
Achar a equação da tangente à curva
da equação y = X + 1

63. Calcular f sendo j (x) = 5 . cos 2a:. Resp. 10


-5 = 0 Resp. : 2x - y
-8 - 0 ,

que é perpendicular à reta 2y + * derivada de y = x L.x


Achar os valores de x que anulam a primeira
.

x 2 + y = 16, que é
2 64.
Achar a equação da tangente à circunferência
- 5 = 0. Resp.: x-y ± 4^2-0