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29/08/2018 CONSIDERAÇÕES PARA MANEJO DO SOLO

CONSIDERAÇÕES PARA MANEJO DO SOLO


por Otávio Antonio de Camargo
e Luis Reynaldo F. Alleoni

Na prática da agricultura, é muito difícil evitar pequenas pressões que possam


compactar o solo; entretanto, é possível usar algumas alternativas no manejo do solo, máquina
e cultura, que minimizem o efeito da compactação. Logicamente, não existe um pacote de
medidas que possa ser adotado em todas as condições. Existe, sim, um conjunto de medidas
específicas para cada caso, identificáveis pelo técnico ou pelo agricultor, levando em
consideração uma série de fatores, como: tipo de solo, espécies cultivadas, economia das
operações, tipo de agricultura, clima, tipos de máquinas disponíveis e as alterações que possam
ser feitas. Tecem-se, aqui, considerações sobre alguns desses fatores, com a finalidade de
auxiliar na elaboração do conjunto de medidas necessárias para aliviar os efeitos maléficos da
compactação.

O solo

Ao trabalhar intensivamente num solo, dois pontos são de fundamental importância para
evitar a compactação: o conteúdo de água no momento em que se opera e a possibilidade de
manutenção ou aumento do teor de matéria orgânica.

A) Conteúdo de água

A umidade é o mais importante atributo a ser levado em conta ao se tratar de


compactação do solo. Portanto, é melhor operar em solos com umidade adequada (sempre
mais secos do que úmidos), pois nestas condições a resistência à compactação é maior. Caso
não se disponha de curvas de compactação do solo, como aquela da figura abaixo, é possível
aplicar um teste fácil, no campo, para determinar se um solo se encontra ou não em condições
de ser trabalhado por máquinas e implementos agrícolas, ou seja, se o conteúdo de água está
ou não adequado às operações.

Curvas de compactação de um latossolo vermelho-escuro argiloso, obtidas


no campo e em laboratório, com diferentes pressões de contato (Rd =
roda dianteira; Rt = roda traseira) (adaptada de Novak et al., 1992)

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Toma-se uma porção de terra e procura-se moldá-la, até se conseguir formar um


bastonete. Se o solo estiver muito seco, não será possível moldá-lo, e assim não é indicado que
se proceda o preparo do solo, principalmente se ele for argiloso, pois haverá maior esforço
tratório para penetração dos implementos e poderão ser formados torrões durante a realização
das operações. Caso seja possível formar o bastonete ou o "corpo de prova", que é a
designação técnica mais apropriada, deve-se procurar, por várias vezes, desagregá-lo e
reconstruí-lo novamente. Se isso for possível, o solo estará no seu "estado de sazão", ou seja,
no grau de umidade adequado para entrada de máquinas e perfeito serviço dos implementos. A
umidade estará muito alta se a desagregação for difícil, ou seja, se a terra ficar aderida entre
os dedos, sendo difícil de ser retirada.

Nesse caso, recomenda-se esperar de um a três dias sem chuva para se proceder às
operações agrícolas mecanizadas. Sendo a operação profunda, como subsolagem, por exemplo,
tanto a superfície quanto a subsuperfície devem estar relativamente mais secas. Sendo uma
operação que envolva cargas leves ou baixas pressões, pelo menos os primeiros 20-30 cm
devem estar numa faixa de umidade adequada. O trabalho de máquinas em agricultura irrigada
precisa levar este item em consideração, pois é comum trabalhar o solo em umidade ótima
para compactação, podendo acarretar sérios danos às culturas.

B) Matéria orgânica

Em trabalho conduzido em solos do Estado do Paraná, Kemper & Derpsch (1981) tiram
interessante conclusão, que pode ser extrapolada para muitos solos brasileiros: o
melhoramento no preparo mecânico dos solos, por si só, não é condição suficiente para evitar a
compactação, a menos que seja suplementada com rotação de culturas e com o uso de plantas
para cobertura do solo. A cobertura morta, advinda de restos culturais, é considerada o fator
mais importante para explicar o maior conteúdo de água num solo sob plantio direto, quando
comparado ao sistema convencional (Derpsch et al., 1986).

As observações mostram que quando se colocam estercos, resíduos de culturas, ou


quando se cultivam leguminosas em seqüência, ocorre uma diminuição na densidade do solo,
proporcional ao aumento no teor de matéria orgânica (Larson & Almaras, 1971). Em condições
tropicais e subtropicais, essa prática às vezes é difícil, dada a rápida oxidação da matéria
orgânica. Entretanto, o uso de rotação de culturas, a incorporação de restos vegetais
decompostos, esterco e composto e a prevenção de erosão são práticas que podem colaborar, e
muito, para pelo menos manter seu teor no solo. Mesmo aplicações pesadas de resíduos que
demandem sucessivas entradas de veículos no terreno são extremamente benéficas, pois a
melhoria obtida nos atributos físicos suplanta, e com vantagens, a eventual compactação
causada (Soane, 1990). A figura abaixo mostra que o aumento no teor de matéria orgânica
provocou decréscimo na densidade de dois inceptissolos cultivados há vários anos (Bali et al.,
1988).

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Efeito de diferentes teores de matéria orgânica (0-50


cm), resultantes de vários sistemas de cultivo, na
densidade de dois inceptissolos, em um experimento de
longa duração - PD = plantio direto; CS = cultivo
superficial; CC = cultivo convencional (adaptada de Ball
et al., 1988)

Uso de máquinas

Conforme a agricultura se intensifica, aumenta o uso de equipamentos que, embora


bem projetados, ainda precisam ser operados com certos cuidados, pois sempre há uma
tendência de exercer acentuada pressão no solo. Uma série de princípios básicos deve ser
seguida para minimizar a compactação:

A) Uso de veículos que causem compactação mínima

As rodas do trator ainda são as grandes causadoras da compactação. Algumas


características dos pneus devem ser levadas em conta para perfeito entendimento de seus
efeitos na compactação dos solos, destacando-se a carga nominal, as dimensões dos pneus e a
pressão de inflação (Maziero, 1993). Trabalhando-se isolada ou conjuntamente com essas
características, é possível aumentar, diminuir ou manter constante a pressão do contato pneu-
solo.

Raghavan et al. (1976) avaliaram um pulverizador de 3.624 kg, com pneus de 28,6 cm
de largura por 61,0 cm de diâmetro e pressão de inflação igual a 1,4 MPa, acoplado a um trator
com 4.670 kg, pneus de dimensões 46,7 x 76,2 cm e pressão de inflação 0,07 MPa. O
pulverizador causou maior compactação do solo que o trator, devido à maior carga sobre a área
de contato. Após analisar as isolinhas de densidade e observar que o pneu do pulverizador
compactou maior volume de solo, os autores concluíram que a utilização de pneus mais largos,
como no caso do trator, distribuiu a massa sobre uma área maior, resultando num menor grau
de compactação.

Entretanto, um aumento da largura ou do diâmetro do pneu pode não compensar


determinado aumento na carga nominal, mesmo que se mantenham constantes as pressões de
inflação do pneu e de contato pneu-solo. Assim, o aumento do peso do veículo não pode ser
simplesmente compensado pelo aumento da área de contato, já que tem sido observada

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compactação na camada subsuperficial (abaixo de 10 cm) quando há aumento acentuado no


peso do veículo, mesmo com a precaução de se manter a pressão de contato constante
(Blackweel & Soane, 1981).

B) Controle do tráfego

O planejamento do tráfego de veículos numa área é uma maneira prática de confinar a


compactação numa região específica. Estudos com tráfego controlado intensificaram-se a
partirdes anos 80 (Hadas et al., 1983; Cooper et al., 1983; Taylor, 1983). A adoção deste
sistema faz com que boa parte da área agricultável fique livre da compactação pelos rodados,
apesar de o controle do tráfego não resultar, necessariamente, em efeitos benéficos para todos
os solos, estádios de crescimento das culturas ou sistema de produção.

Entretanto, adverte-se que este sistema não deve ser empregado. Por exemplo, em
solos com 400 g.kg-1 ou mais de arguas 2:1, o conteúdo de água e de nutrientes pode ficar na
faixa disponível para as plantas, mesmo sob tráfego intenso do maquinário agrícola, devido aos
planos de fratura dos solos. Daí o sistema não ser recomendado para essa condução. Dumas et
al. (1973) encontraram um desenvolvimento radicular bastante limitado para o algodoeiro, de 0
a 20 cm, em linhas onde houve tráfego sobre um solo areno-siltoso, mas realçaram a
vantagem do sistema em relação ao convencional, devido ao aumento na mobilidade do veículo
e na eficiência de tração, a despeito da dificuldade de penetração das raízes nas faixas
compactadas.

Nas áreas onde o tráfego é controlado, é de se esperar não só um aumento na produção


das culturas, mas também maiores taxas de crescimento das plantas, principalmente naquelas
onde o trânsito de máquinas e veículos é intenso dentro de um mesmo ciclo. Na chamada
"zona de produção", que corresponde à porção do terreno onde não há tráfego de veículos após
o preparo do solo, obtêm-se maiores produções e máximas taxas de crescimento das culturas,
como no caso da alfafa, em dois anos agrícolas (Tabela abaixo) (Rechel et al., 1987).

Produção de matéria seca e máxima taxa de crescimento de alfafa num entissolo


franco-arenoso com áreas de diferentes intensidades de tráfego (adaptada de
Rechel et al., 1987)
Produção de Máxima taxa de
Ano Sistema matéria seca crescimento
g.m2 g.m-2.dia-1
1984 Sem tráfego 687 38,8
Com tráfego 327 21,3
1985 Sem tráfego 396 27,1
Com tráfego 317 14,7

Entretanto, é preciso estar atento para o fato de que, normalmente, há aumento


representativo na densidade do solo que concentra as operações agrícolas, podendo gerar um
desenvolvimento restrito das raízes, impedindo o perfeito estabelecimento das plantas. Para
esses casos, a literatura aponta efeitos positivos de um cultivo superficial (0-15 cm) do solo
compactado.

C) Planejamento no uso do maquinário

O correto emprego da maquinaria agrícola associa-se, intimamente, à racionalização de


trabalho de produção agropecuária. É praticamente impossível fazer mecanização racional
quando o trabalho de produção agrícola se acha desorganizado, realizado a esmo, sem
qualquer planejamento prévio.

O primeiro passo para um bom planejamento inclui o levantamento das operações


agrícolas a serem realizadas (aração, gradagem, subsolagem, aplicação de corretivos, plantio,
adubação, aplicação de defensivos, colheita etc.). O segundo passo é quantificar a área a ser
trabalhada e o tempo disponível, ou seja, estimar os dias efetivos de trabalho dentro dos
períodos recomendados para realização das operações. É importante que se tenham anotações
de controle dos serviços das máquinas, podendo-se, assim, estimar a porcentagem de dias
úteis em que elas permanecem paradas devido a quebras e imprevistos.
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É importante, ainda, considerar a estimativa do número de dias, em cada mês, nos


quais o conteúdo de água no solo não deverá apresentar restrições ao trabalho de máquinas e
implementos. Esses números variam com o mês e com a região (Mialhe, 1974). De posse
destes dados, é possível programar melhor as operações agrícolas, diminuindo os riscos de
compactação devidos à entrada de máquinas e implementos em solo úrnido. Na próxima
tabela, válida para algumas cidades do interior do Estado de São Paulo, nota-se que o número
de dias em que não há restrições para entrada de máquinas e implementos, ou mais
comumente chamados de "agronomicamente secos", diminui bastante de novembro a março.
Neste período, marcado por chuvas intensas, aumenta bastante a possibilidade de
compactação pelo tráfego de máquinas em solo com grau de umidade inadequado, pois muitas
capinas mecânicas e aplicação de defensivos são efetuadas em culturas anuais, sendo também
feitas às operações de gradagem niveladora e o plantio de culturas semiperenes, como a cana-
de-açúcar, em cultivo de dezoito meses, na região Centro-Sul.

Número estimado de dias úteis para operações agrícolas, sem riscos de


compactação, em três cidades do Estado de São Paulo, para dois tipos de solo:
arenoso e argiloso (adaptada de Moretti Filho, 1960)
Campinas Piracicaba Ribeirão Preto
Meses
Arenoso Argiloso Arenoso Argiloso Arenoso Argiloso
Janeiro 9 5 11 7 11 8
Fevereiro 10 4 11 7 15 12
Março 16 12 18 15 15 11
Abril 25 22 25 21 25 23
Maio 28 28 31 31 31 31
Junho 26 26 27 26 30 30
Julho 31 31 31 31 31 31
Agosto 31 31 31 31 31 31
Setembro 28 27 29 28 30 30
Outubro 20 19 22 20 23 23
Novembro 17 11 19 18 16 14
Dezembro 14 11 13 10 11 11

D) Escolha de máquinas e implementos alternativos

Quando não há possibilidade de realizar as operações agrícolas na época adequada,


deve-se empregar operações alternativas, sempre procurando diminuir ao máximo o contato
das máquinas com o solo.

Uma das culturas em que muitas máquinas e implementos são projetados e testados
com este objetivo é a de cana-de-açúcar, na qual a mecanização chega a representar 20% ou
mais do custo total de produção. Alguns destes implementos foram projetados para realizar as
operações de preparo e sulcação do solo, a custos menores do que os normalmente
contabilizados pelas usinas e destilarias. Assim, por exemplo, pode-se utilizar o sistema de
cultivo mínimo, no qual a soqueira da cana é eliminada quimicamente com herbicida. Em
seguida, é realizada a operação de sulcação, com vistas a um novo plantio de cana. No caso de
haver problemas de compactação, é possível incorporar um subsolador na haste do sulcador,
visando quebrar a camada subsuperficial compactada, facilitando, desse modo, a propagação
do sistema radicular em profundidade. Salata et al. (1987) obtiveram resultados positivos e
superiores aos do método convencional, com o uso do sulcador-subsolador em solos arenosos
da região de Quatá (SP).

Com o objetivo de estender o cultivo mínimo a solos argilosos, foi desenvolvido pela
Cooperativa dos Produtores de Cana, Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo (Copersucar) o
sulcador-subsolador-destorroador, que efetua, simultaneamente, os operações de subsolagem,
sulcação e destorroamento através da enxada rotativa, permitindo uma boa brotação da muda
(Perticarrari & Ide, 1988). Existe outro implemento chamado sulcador Rossetti, semelhante ao
modelo da Copersucar, diferenciando-se deste por possuir a enxada rotativa atrás da haste e
internamente, entre as asas do sulcador. Em ensaio realizado num podzólico vermelho amarelo

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endoálico de Piracicaba (SP), foi observado em áreas onde se utilizou este sulcador, maior
número de perfilhos, maior altura e maior peso de colmos de cana-de-açúcar, (variedade IAC
64-257), quando comparado ao sulcador convencional (Alleoni & Beauclair, 1996).

Devido ao custo do herbicida no sistema de cultivo mínimo, foi idealizado pela mesma
cooperativa o eliminador mecânico de soqueira, com objetivo de picar a soqueira e atirá-la
fortemente sobre uma grelha, separando-a da terra e evitando sua rebrota. De acordo com
Perticarrari & Ide (1988), a eliminação mecânica apresenta vantagens em relação à eliminação
convencional com grades, em função da menor movimentação de solo, impedindo a formação
da camada subsuperficial compactada. A próxima figura mostra o sulcador-subsolador, o
sulcador-subsolador-destorroador, o sulcador Rossetti e o eliminador mecânico de soqueira.

Esquema ilustrativo de implementos alternativos usados na cultura


da cana-de-açúcar, com vistas a diminuir os custos de produção e a
propensão à formação de camadas compactadas (adaptada de
Perticarrari & Ide, 1988; Aleoni & Beauclair, 1996)

E) Uso de implementos em perfeito estado

Os implementos de cultivo devem estar apropriados para máximo cumprimento de sua


tarefa. Por isso, é importante mantê-los em plenas condições para realização dos trabalhos.
Isso implica um rígido sistema de controle das operações agrícolas, envolvendo manutenção
preventiva e corretiva, e acompanhamento do ritmo operacional dos conjuntos mecanizados. É
necessário o conhecimento do número efetivo de hectares que cada conjunto trator +
implemento realiza em determinada operação por hora, dia ou mês, para as condições
específicas da propriedade agrícola. Tudo isso para evitar as operações feitas em condições de
solo muito úmido, ocasionando a compactação e danificando o sistema mecanizado.

Cultivos

O cultivo do solo é muito importante para manter o equilíbrio de sua porosidade. O


princípio do cultivo mínimo, que significa não cultivar mais que o estritamente necessário, é
básico para diminuir o tráfego e evitar maiores movimentos com o solo. Antes de realizar
qualquer cultivo, o agricultor deve-se perguntar porque tal prática tem sido realizada. Como já
foi citado, caso o cultivo seja realmente necessário, mas a umidade do solo esteja elevada, a
operação deve ser adiada, sempre que possível, até que a umidade adequada seja alcançada.

Não se deve arar o solo em maior profundidade do que o necessário. Assim, a


profundidade de preparo do solo deve ser modificada em cada período de cultivo. Se a camada
compactada estiver a menos de 30 cm de profundidade, ela pode ser rompida com arado de
aivecas ou arado escarificador, atuando nesta profundidade (Castro & Lombardi Neto, 1992). O
arado de aiveca corta, eleva, inverte e esboroa, parcial ou totalmente as leivas, que ficam
dispostas lado a lado. Quando o serviço de aração com aivecas é bem feito, há enterrio total
dos restos de cultura. O arado de aiveca produz uma inversão do solo melhor que a do arado
de discos, mas apresenta restrições ao uso em solos com obstáculos, tais como pedras e tocos,
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caso não haja mecanismos de segurança, com desarme automático (Gadanha Júnior et al.,
1991). O arado de discos é menos vulnerável a estas obstruções, pois o movimento giratório
dos discos faz com que eles girem sobre o solo e a vegetação, cortando-os. A figura abaixo traz
esquemas de arados de discos e de aivecas.

Modelos de arados de discos e de aivecas (Gadanha Júnior et al.,


1991)

O arado escarificador possui de cinco a onze ferros ou braços montados em barras


paralelas (2 ou 3) sobre um quadro porta-ferramentas e espaçados entre si de 60 a 70 cm, em
cada barra, de modo a dar um espaçamento efetivo entre sulcos paralelos de 30 a 35 cm
(Figura 42). Este implemento promove a desagregação do solo de baixo para cima, atingindo
profundidade maior do que a do arado de discos. Por este motivo, é utilizado para romper
camadas compactadas oriundas da ação do arado e também de grades pesadas (Gadanha
Júnior et al., 1991). O arado escarificador é semelhante a um subsolador, mas trabalha em
profundidades menores, exigindo menor esforço tratório para execução das operações
agrícolas.

Modelo de um cultivador de nove hastes, usado para quebrar


camadas compactadas de subsuperficie (Gadanha Júnior et al.,
1991)
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Derpsch et al. (1991) avaliaram um escarificador de sete braços, com 25 cm de vão livre
entrebraços, e observaram que houve boa cobertura dos rastros deixados pelas rodas de um
trator com 180 cm de largura de trabalho. Como os braços eram reguláveis, foi possível testar
uma alternativa deixando o implemento com seis braços e utilizando tratores com potências na
faixa de 44,8 kW (60 CV).

Embora sejam muitas as vantagens do escarificador em relação à conservação do solo,


já que os restos vegetais permanecem na superfície diminuindo o arraste superficial de água e
terra, seu uso ainda restrito pode ser atribuído ao pouco conhecimento de suas qualidades por
parte dos agricultores, ao menor controle de plantas daninhas em relação aos arados e grades
(já que não há inversão e enterrio da camada superficial do solo) e à sua capacidade
operacional, que é, em média, 10% menor que o das grades (Hoogmoed & Derpsch, 1985).

A) Subsolagem

A subsolagem é uma prática de cultivo em profundidade que tornou-se comum em


algumas regiões do país. Analogamente ao escarificador, ela serve para tornar soltas as
camadas compactadas, sem, entretanto, causar inversão das camadas de solo, devendo
somente ser recomendada quando houver uma camada muito endurecida, em profundidades
não atingidas por outros implementos. Para otimizar a penetração no solo, alguns subsoladores
permitem a regulagem de inclinação das hastes, em cuja extremidade inferior existe uma
ponteira que pode ter diversos formatos, de acordo com o projeto do fabricante e o grau de
compactação do solo (Gadanha Júnior et al., 1991; Aloisi et al., 1992). A figura 43 mostra um
tipo de subsolador.

Esquema de um subsolador montado, de 3 hastes (extraída de


Gadanha Júnior et al., 1991)

Barbieri et al. (1997) mostram dois perfis de um latossolo vermelho-amarelo textura


média, dos quais tem-se o corte transversal do solo, após o preparo e antes do plantio de
cana-de-açúcar, abrangendo duas entrelinhas da cultura (Figura 44). No primeiro (a), o preparo
do solo constou de quatro gradagens pesadas, uma gradagem niveladora e sulcação com
sulcador convencional (sem a haste subsoladora ou enxada rotativa anexas). No segundo (b),
foi feita também a subsolagem entre as gradagens pesadas. A área mobilizada e a área com
compactação residual foram semelhantes para ambos os tratamentos; entretanto, observou-se
que onde foi feita a subsolagem a camada compactada esteve mais fragmentada. É de se
esperar, portanto, que as raízes de cana consigam se aprofundar mais nessa condição, podendo
absorver maior quantidade de água e nutrientes, principalmente em períodos de estiagem.

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Perfil de compactação de um latossolo vermelho-amarelo textura média, após


preparo do solo e sulcação: (a) = gradagens pesadas + gradagem niveladora; (b) =
gradagens pesadas + subsolagem + gradaem niveladora; A1 = área mobilizada
pelas operações e A2 = área com compactação residual (adaptada de Barbieri et al.,
1997)

Os benefícios da subsolagem não são duradouros se houver tráfego intenso


posteriormente. Variam com a densidade, umidade e textura do solo e com o número de
operações agrícolas subseqüentes. Sene et al. (1985) observaram que a subsolagem promoveu
incremento menor que 10% na produção de milho em solos arenosos com agregados de
tamanho médio superior a 6 mm (Figura 45). Nesse tipo de solo, as raízes conseguiram crescer
nos vazios entre os agregados, ultrapassando assim zonas de alta densidade do solo.

Relação entre o diâmetro médio de agregados de doze solos


arenosos e o incremento na produção de milho devido a subsolagem
(adaptada de Sene et al., 1985)

Alguns autores entendem que são raríssimos os casos em que os subsoladores devem
ser utilizados. Derpsch et al. (1991) afirmam que a grande maioria dos oxissolos e alfissolos do
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Estado do Paraná apresentam camadas compactadas em profundidades médias de 10 cm que


não ultrapassam 15 cm, enquanto abaixo desta camada encontra-se uma estrutura intacta,
com alta macroporosidade. Sendo assim, recomendam o uso de escarificadores em vez de
subsoladores, apesar de ser uma operação agrícola extremamente cara, chegando a um custo
de US$50,00/ha, a subsolagem pode ser economicamente viável, em alguns casos. Vasquez et
al. (1989) obtiveram maiores produções de soja em áreas onde o subsolador foi utilizado e
transformaram o aumento de produção em termos de quantidade de energia. Para as condições
do ensaio, foi observado que a quantidade adicional de soja produzida equivaleria a 14.000 MJ/
ha, enquanto a subsolagem consumiu 820 MJ/ha, trabalhando a 33 cm. Nesse caso, os autores
consideraram a operação extremamente eficiente, tanto sob o ponto de vista agronômico,
quanto no energético.

A subsolagem é, normalmente, a primeira operação de preparo do solo realizada pelos


agricultores. Em seguida, há um elevado número de passagens subseqüentes de tratores e
implementos. Por esse motivo, a resposta do solo à subsolagem tem sido pequena, às vezes
negativa. É regra geral, em mecanização agrícola, que as operações que atinjam o solo a
maiores profundidades devam ser precedidas de operações mais leves, a fim de que o
resultado, em termos técnicos e operacionais, seja mais positivo. Salvador & Benez (1994)
observaram que a subsolagem foi significativamente melhor quando realizada depois do
preparo periódico do solo, pois resultou, em média, num aumento de 9,2% na capacidade
operacional de campo e numa economia de 21,9% na exigência de força de tração, 15,2% no
deslizamento de rodas e 21,9% no requerimento de energia por hectare.

Outro aspecto importante nas operações subseqüentes à subsolagem é evitar a


passagem do rodado em distâncias inferiores a 30 cm do local onde passou a haste do
subsolador, senão os efeitos benéficos da operação serão praticamente anulados.

B) Plantas descompactadoras

As raízes de certas plantas conseguem penetrar mais facilmente nas camadas


compactadas do que outras, criando "caminhos" no perfil para crescimento das culturas
seguintes (Henderson, 1989; Castro & Lombardi Neto, 1992). Ao contrário do que ocorre com o
uso de subsoladores, estas plantas proporcionam um rompimento mais uniforme da camada
compactada, além de contribuírem para melhoria do estado de agregação do solo. Quando as
raízes dessas plantas morrem, são criados os chamados "bioporos", que podem aumentar o
movimento de água e a difusão de gases, melhorando as condições do solo para a cultura
subseqüente.

Mesmo considerando que para a maioria das culturas, o crescimento das raízes é
drasticamente reduzido na presença de camadas compactadas, algumas diferenças entre as
espécies são observadas. Materechera et al. (1991), observaram a penetração de raízes de
diversas plântulas num solo de textura média com e sem compactação, sendo que algumas
delas aparecem na tabela abaixo.

Elongação e diâmetro radiculares de diversas plântulas com 10 dias de crescimento


em solo com e sem compactação (adaptada de Materrechera et al., 1991)
Elongação Diâmetro
Redução Aumento
Com* Sem devido à Com Sem devido à
compactação compactação
mm % mm %
Monocotiledôneas
Milho 4,4 106,7 95,9 1,39 0,85 63,5
Arroz 3,1 60,2 94,9 0,56 0,40 40,0
Sorgo 3,4 63,8 94,7 0,78 0,56 39,3
Trigo 4,1 120,7 96,6 0,76 0,54 40,7
Dicotiledôneas
Algodão 4,5 68,0 93,4 1,09 0,64 70,3
Tremoço 7,1 69,4 87,8 1,81 0,98 84,7
Soja 5,7 81,5 93,0 1,67 0,88 89,8
Girassol 6,4 105,3 93,9 0,98 0,52 88,5
* Com = com compactação (pressão de 4,2 MPa);

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** Redução = (sem - com) x 100.sem-1;


*** Aumento = (com-sem) x 100.sem-1.

A elongação das raízes de espécies dicotiledôneas foi um pouco maior que a das
monocotiledôneas (5,4 x 3,4 mm.dia-1), enquanto o aumento no diâmetro de suas raízes foi
bem maior (86 x 41%) e está diretamente relacionado à pressão máxima que as raízes são
capazes de exercer, segundo a relação estabelecida por Misra et al. (1986):

Pm = 0,242 . dr0,94 (11)

em que Pm = pressão máxima das raízes em MPa, e dr = diâmetro das raízes em mm.

Tomando-se, como exemplo, os diâmetros para as culturas do milho e da soja na


presença e na ausência de camadas compactadas (Tabela 16), e aplicando-se a equação 11,
tem-se o milho: Pm = 0,21 MPa (sem compactação) e Pm = 0,33 MPa (com compactação),
enquanto para a soja, Pm = 0,24 MPa (sem compactação) e Pm = 0,39 MPa (com
compactação).

Em nossas condições, Alvarenga et al. (1994) testaram o crescimento de diversas


leguminosas num latossolo vermelho-amarelo argiloso compactado, concluindo que o feijão-de-
porco (Canavalia ensiformes) foi a espécie mais afetada pela compactação, ao passo que o
mata-pasto (Senna occidentalis) sobressaiu-se como a espécie com maior potencial para
crescer em camadas compactadas de solo. Bons resultados têm sido também reportados para o
nabo forrageiro (Raphanus sativs) e para o feijão-guandu (Cajanus cajan).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Uma observação importante feita por Gerald et al. (1972) que deve sempre nortear o
comportamento do agricultor é de que o acompanhamento ou a avaliação periódica da
resistência mecânica do terreno - de modo análogo ao feito na análise de solo para fins de
fertilidade - é uma maneira excelente de se determinar, para cada local, as necessidades de
cultivo profundo e avaliar os efeitos do manejo, como cultivo mínimo ou seqüência de culturas,
sobre as condições físicas do solo. Procedendo desta maneira, o agricultor estará conhecendo
cada vez mais os efeitos causados no solo pelo sistema de produção adotado e, acima de tudo,
estará coletando subsídios importantes para conservação de seu maior patrimônio, que é o
solo.

LITERATURA CITADA

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Otávio Antonio de Camargo, formado em engenharia agronômica (1967) e mestre em


Agricultura (1972) pela Esalq-USP e PhD pela Universidade da Califórnia (1978).
É pesquisador do IAC desde 1969 (atualmente nível VI), professor colaborador da Esalq-USP
desde 1990 e bolsista de produtividade do CNPq desde 1970. Já foi do Comitê externo de
avaliação de diversos Centros e de programas da Embrapa e do CNPq. Tem diversos livros,
capítulos de livros e boletins editados e é autor de aproximadamente uma centena de artigos
científicos em revistas nacionais e internacionais. É editor associado da Revista Brasileira de
Ciência do Solo desde 1979, revisor de diversas revistas nacionais e internacionais e assessor

http://www.infobibos.com/Artigos/2006_3/C7/Index.htm 12/13
29/08/2018 CONSIDERAÇÕES PARA MANEJO DO SOLO

científico da FAPESP e do CNPq, entre outras agências


financeiras, desde 1980.
Contato: Otávio Camargo

Luís Reynaldo Ferracciú Alleoni,


formado em engenharia agronômica,
(1985), mestre (1992) e doutor (1996)
em Agronomia, Área de Concentração:
Solos e Nutrição de Plantas, e Livre-
Docente em Química do Solo (2000),
todos pela ESALQ/USP, além de Pós-
Doutorado na Universidade da Florida
(2005-2006). Trabalhou como
pesquisador científico no Centro de
Tecnologia da Copersucar e no Instituto
Agronômico de Campinas, e como
docente na Fundação Faculdade de
Agronomia Luiz Meneghel (Bandeirantes- PR) e na Universidade de Marília. É professor da
Departamento de Solos e Nutrição de Plantas da ESALQ/USP desde 1997 e bolsista de
produtividade em pesquisa do CNPq desde 1998. É Editor-Chefe da revista Scientia Agricola e
é autor de aproximadamente 50 artigos científicos em revistas nacionais e internacionais. É
assessor científico da FAPESP e do CNPq, entre outras agências financeiras, desde 1999.

Reprodução autorizada desde que citado o autor e a fonte

Dados para citação bibliográfica(ABNT):


CAMARGO de, O. A.; Alleoni, L.R.F. Considerações para manejo do solo. 2006. Artigo em Hypertexto. Disponível em:
<http://www.infobibos.com/Artigos/2006_3/C7/Index.htm>. Acesso em: 29/8/2018

Publicado no InfoBibos em 02/11/2006

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