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R2 FORMAÇÃO PEDAGÓGICA

CRISTINA BRITES
PAULO COSTA
THIAGO BRASIL DE ARAÚJO
VANDEILSON BRITO DOS SANTOS

Educação e Direitos Humanos

SÃO PAULO
2017

R2 FORMAÇÃO PEDAGÓGICA

CRISTINA BRITES
PAULO COSTA
THIAGO BRASIL DE ARAÚJO
VANDEILSON BRITO DOS SANTOS

Educação e Direitos Humanos


Trabalho final apresentado à disciplina
“Educação e Direitos Humanos” como
exigência parcial para a obtenção do curso
de Programa Especial de Formação
Pedagógica R2 – Turma 88, sob a
supervisão do Professor Roberto de Sousa.

Pólo: Paulista.

SÃO PAULO
2017

Sumário
1. Introdução

2. Educação, Direitos Humanos e formação para a cidadania

O indivíduo, constitucionalmente, possui direitos como: à vida, à família, à


alimentação, à educação, ao trabalho, à liberdade, à religião, à orientação sexual
e ao meio ambiente sadio. Esses, entendidos como Direitos humanos. Entretanto,
houve um processo contínuo, político, social e construtivo para os Direitos virem a
se tornarem norma.

Com a promulgação da Constituição da República de 1988, mais


conhecida como “Constituição Cidadã”, foram expressos direitos voltados à
preocupação com a dignidade da pessoa humana.
Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união
indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se
em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:

I - a soberania;

II - a cidadania;

III - a dignidade da pessoa humana;

IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;

V - o pluralismo político.

Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por


meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta
Constituição.1

Os Direitos Humanos (Direitos Fundamentais) são regras constitucionais a


fim de resguardar as necessidades essenciais da pessoa humana. Pode-se
entender que há a presença de um Estado Social de Direito, este que decorre do
“Princípio da Dignidade Humana”. Consoante o artigo 4° da Declaração de 1789,
Declaração de direitos do homem e do cidadão: "O exercício dos direitos naturais
de cada homem não tem por limites senão os que asseguram aos outros
membros da sociedade o gozo dos mesmos direitos. Esses limites não podem ser
determinados senão por lei".

Na Carta Magna de 1988, os Direitos Fundamentais são subdivididos em


Individuais e Coletivos, Direitos Sociais e Direitos Políticos, sendo
respectivamente:

 Art. 5°: Direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança, à


propriedade;

 Art. 6º ao Art. 11º: Direito à educação, à saúde, ao trabalho, à


segurança, à proteção, ao trabalho, à previdência social, à infância,
ao lazer, à assistência aos desamparados;
 Art. 14º ao Art. 16º: Dispõe sobre os Direitos Políticos.

Pode-se então descrever esses direitos como essenciais à existência


humana de forma digna. Ressaltando que cabe ao Estado dispor sobre forças
políticas e econômicas a fim de servir à cidadania.

2.1. História dos direitos humanos e suas implicações para o campo


educacional.

Em âmbito educacional, sabe-se que esse instrumento é imprescindível


para o autoconhecimento como agente ativa na modificação da mentalidade de
seu grupo, sendo protagonista na construção de uma democracia. 2

De acordo com o Caderno de Educação em Direitos Humanos:

A educação é um instrumento imprescindível para que o


indivíduo possa reconhecer a si próprio como agente ativo na
modificação da mentalidade de seu grupo, sendo protagonista na
construção de uma democracia. Antes de tudo, é indispensável que se
reconheça que a educação é um direito humano, garantido pela
Constituição Federal em seus Artigos 205 a 214. O texto constitucional é
claro ao dispor que é dever da nação proporcionar educação a todos. As
instituições de ensino, desde escolas básicas até as de ensino superior,
devem direcionar seus projetos pedagógicos para os direitos humanos,
preocupando-se não só com os conteúdos voltados para o letramento,
mas também com a formação do caráter e da personalidade das
pessoas. A Educação em Direitos Humanos (EDH) enquanto uma
proposta de política pública foi fomentada no cenário nacional com a
instituição do Comitê Nacional de Educação em Direitos Humanos –
CNEDH e posteriormente com a elaboração e publicação do Plano
Nacional de Educação em Direitos Humanos – PNEDH em 2003, em
resposta a uma exigência da ONU no âmbito da Década das Nações
Unidas para a Educação em Direitos Humanos (1995–2004). Esse plano
é um instrumento orientador e fomentador de ações educativas no
âmbito da Educação em Direitos Humanos com o propósito de nortear a
formação de sujeitos de direitos, voltados para os reais compromissos
sociais. Para que seja consolidada, a Educação em Direitos Humanos
necessita da participação dos profissionais do ensino, da sociedade civil,
dos agentes e representantes políticos. A EDH trabalha com a orientação
de crianças, jovens e adultos para que assumam suas responsabilidades
enquanto cidadãos, promovendo o respeito entre as pessoas e suas
diferenças; fazendo com que reconheçam seus direitos e defendam os
direitos dos outros.(Caderno de Educação em Direitos Humanos, 2013,
pág 11).
Entende-se, pelo estudo, que a Educação em Direitos Humanos quando
implementada não é ação unilateralmente do Estado, mas sim projeto que exige
envolvimento da comunidade participativa, além dos gestores educacionais e
sociais. Então, pode-se entender que, devido à participação popular das normas
regulamentadoras, para a Educação obter a “devida legitimidade“ foram
necessárias a promulgação de normas que norteassem a Educação como política
pública.

2.2. Implementação da Educação em Direitos Humanos

Entende-se que em 2010 e 2012 foram anos importantes à implementação


da Educação em Direitos Humanos:

• Em 2010: Entra em vigor o Programa Nacional de Direitos Humanos 3 –


PNDH-3: que versa sobre o processo histórico da consolidação das orientações
“para concretizar a promoção e defesa dos Direitos Humanos no Brasil”. Da
continuidade às diretrizes e objetivos visando a universalidade, indivisibilidade e
interdependência dos Direitos Humanos.

• Em 2012: O Conselho Nacional de Educação e o Conselho Pleno, por


meio do Parecer nº 8 e Resolução n° 1/2012, respectivamente, orientam as
Diretrizes Nacionais da Educação em Direitos Humanos (DNEDH).2

As Diretrizes Nacionais da Educação em Direitos Humanos regulamentam


e direcionam a prática da Educação em Direitos Humanos. O Brasil, não só deve
seguir a Constituição Federal (CF), como também a Lei de Diretrizes e Bases da
Educação Nacional (LDBEN) e o Programa Mundial de Educação em Direitos
Humanos (PMEDH) para a implementação de normas voltadas à educação.

2.3. Documentos Nacionais e Internacionais sobre educação e Direitos


Humanos

2.3.1. Documentos Nacionais


Com a regulamentação das Diretrizes Nacionais da Educação em Direitos
Humanos (DNEDH) outros documentos foram criados:

a. Diretrizes Gerais para a Educação Básica

As DGEB são normas obrigatórias que disciplinam o planejamento


curricular do sistema de ensino e subsidiariamente das escolas. Essas Diretrizes,
fixadas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE). (25 de junho de 2012)
“definem-se como um conjunto de princípios, fundamentos e procedimentos
capazes de orientar as escolas brasileiras na organização, articulação,
desenvolvimento e avaliação de suas propostas pedagógicas (Resolução
CNE/CEB nº 2/98).4

b. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil

Implementadas através da Resolução nº 5, de 17 de dezembro de 2009,


objetivando orientar as concepções e práticas, visando e estabelecendo os
“princípios éticos, políticos e estéticos que devem guiar as propostas pedagógicas
desse ciclo”3. As Diretrizes buscam tambem “garantir à criança acesso a
processos de apropriação, renovação e articulação de conhecimentos e
aprendizagens de diferentes linguagens, assim como o direito à proteção, à
saúde, à liberdade, à confiança, ao respeito, à dignidade, à brincadeira, à
convivência e à interação com outras crianças”. 3

c. Diretrizes Curriculares do Ensino Fundamental de nove anos

Objetiva o desenvolvimento da capacidade de aprender, exigindo não só


domínio da leitura, como também da escrita e da capacidade de raciocínio
matemático. Consoante ao Ministério da Educação, no ciclo do Ensino
Fundamental de nove anos, deve-se ater ao:

Desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios


básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo;
Compreensão do ambiente natural e social, do sistema político,
das artes, da tecnologia e dos valores em que se fundamenta a
sociedade.

Aquisição de conhecimentos e habilidades e formação de


atitudes e valores como instrumentos para uma visão crítica do mundo.

Fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de


solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta a
vida social. (Ministério da Educação - Parecer CNE/CEB nº 5/2011) 4

d. Diretrizes Curriculares do Ensino Médio.

As Diretrizes Curriculares do Ensino Médio revisam o Parecer CNE/CEB nº


15/98 junto à Resolução CNE/CEB nº 3/98 e expressam princípios, fundamentos
e procedimentos “para orientar as políticas educacionais da União, dos Estados,
do Distrito Federal e dos Municípios quando da oferta de Ensino Médio.” Revisões
necessárias em razão das mudanças pela LDB e “...também para levar em
consideração as novas exigências educacionais decorrentes da aceleração da
produção de conhecimentos, da ampliação do acesso às informações, da criação
de novos meios de comunicação, das alterações do mundo do trabalho e das
mudanças de interesse dos adolescentes e jovens, sujeitos dessa etapa
educacional.(Síntese das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação
Básica)4. Inerente à ampliação cultural, busca a “socialização da cultura da vida” 4
As novas Diretrizes Curriculares Nacionais, construídas a partir de um grande
debate nacional, partem do princípio de que a educação é um processo de
produção e socialização da cultura da vida, no qual se constroem, se mantêm e
se transformam conhecimentos e valores. Adotada com a devida qualidade social,
a educação deve contribuir para a construção do projeto de nação.

2.3.2. Documentos Internacionais


Porque a internet tem relação com a cidadania e porque amplia as
possibilidades de exercício em direitos humanos.

3. A importância da educação sobre o país, a constituição, as


leis.

Definição da educação no thesaurus dizia que a educação era uma


formação do indivíduo para viver em sociedade. E a diferença entre o que é mais
comum: preparar as pessoas para viver nesta sociedade desigual que a gente
vive se adequando a ela do jeito que está e sem questionar... E seu contraponto:
preparar pessoas para propor e criar a sociedade que se gostaria de ter, com a
participação direta de todos.
A formação na escola e para os professores precisa saber lidar de forma
humanitária com a questão das diversidades como a de gênero e religião; com a
questão da violência, entre outras. É sobre a estruturação de uma nova escola
habilitada para lidar com direitos humanos.

Os professores precisam dispor de políticas públicas e diretrizes para uma


educação voltada para direitos humanos. Sabendo-se que os avanços que
consegue-se por militância continuam sendo importantes, mas é preciso
responsabilizar a organização educacional.

Necessidade de se fazer planejamento educacional para que as escolas e


os professores estejam preparados para uma educação voltada ao direitos
humanos.

3.1. Aspectos formais da educação, legislação.

Material didático voltado para direitos humanos como eixo transversal em


todas as disciplinas. Direitos humanos tratado como um exercício contínuo da
ação do professor na sala, em cada proposta ou fala. A necessidade da
identificação do professor com este exercício e do fomento a processos
formativos e que isso só é possível através de processos intencionais para este
fim.

A escola enquanto espaço físico: acessibilidade, educação integral,


educação especial.

Educação e meio ambiente. A importância sobre disseminação da


informação, aquecimento global, lixo atômico, processo produtivo, consumo de

Materiais didáticos e processos formativos em coerência com a realidade


local, em conjunção com a conjuntura global. O direito a construção conjunta, da
seleção dos tópicos estudados a avaliação e planejamentos constantes.
4. Estatuto da Criança e do Adolescente
5. Conclusão
6. Referências bibliográficas

1 - BRASIL. Constituição Federal de 1988, Disponível em:


<http://www.planalto.gov.br>. Acesso em: 03 ago. 2017.

2 - BRASIL. Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República,


Caderno de Educação em Direitos Humanos, 2013, pág 11.

3 - BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Diretrizes


Curriculares Nacionais para a Educação Infantil. Brasília: MEC/SEB, 2010.

4 – BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Síntese


das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Básica. Brasília. 2014

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