Você está na página 1de 80

2013

Dentistica III

Universidade do Estado do Amazonas


UEA
26/05/2013
Sumário

Princípios Biomecânicos dos preparos Dentários -----------------------------------------

Preparo para coroa total ----------------------------------------------------------------------

Preparo do tipo Onlay -----------------------------------------------------------------------

Pinos Pré – fabricados ---------------------------------------------------------------------

Moldagem de preparos indiretos --------------------------------------------------------

Cimentação de Restaurações indiretas --------------------------------------------------

Cimentação Adesiva ---------------------------------------------------------------------


PRINCÍPIOS BIOMECÂNICOS DOS PREPAROS DENTÁRIOS (aula 1)

O que seria importante a gente respeitar pra executar um prepare que vá receber uma
restauração indireta? – Não atingir a polpa (que se enquadra em outro semigrupo dos
princípios biomecânicos), pode ser relacionado com esses princípios. Muitas vezes você vai
mudar a inclinação de um preparo, vai desgastar mais ou menos determinada estrutura
objetivando manter a polpa vital. Ou, quando não for possível, vamos ter que indicar o
tratamento endodôntico mesmo que não tenha inflamação pulpar, para que nós possamos
realizar o preparo de uma maneira correta.

Um exemplo de uma situação como essa seria quando você for fazer um planejamento de uma
ponte fixa, vai ter que fazer preparos em dentes hígidos. Se eventualmente um daqueles
dentes tem um mau posicionamento (uma inclinação, uma vestibularização, mesialização ou
sofreu uma giroversão), ou seja, se for um pequeno mau posicionamento, você pode corrigir
isso no preparo, mas, muitas vezes nessa correção, corre-se o risco de se fazer uma exposição
pulpar.

Outro exemplo bem comum, é de quando o paciente tem uma ausência dentária
principalmente inferior, vai fazer uma ponte fixa naquela ausência dentária, só que não existe
um espaço interoclusal pra colocação do dente, porque o dente antagonista já sofreu extrusão
e ocupou o espaço da coroa clínica que seria do dente inferior que você vai colocar através de
uma ponte fixa. Aí, nessa hora, a gente vai ter que fazer um preparo no dente superior, muito
provavelmente uma coroa. Dessa forma, vamos ter que cortar essa coroa do dente e ter que
indicar o tratamento endodôntico.

Quais seriam os princípios biomecânicos para os preparos dentários?

O desenho ou preparo de um dente para uma restauração metálica ou de porcelana, são


governados por cinco princípios:

- Preservação da estrutura dental: então sempre que possível, vamos sempre tentar manter o
máximo de estrutura dental. Quanto mais dente a gente desgasta, menor é a longevidade
daquele dente na boca. E desgastar mais estrutura não quer dizer que você vai aumentar a
retenção daquele dente ( se diminuir a altura cervico incisal de um preparo, você desgastou
mais estrutura e está diminuindo a retenção)

- Forma de retenção e forma de resistência do preparo: o preparo tem que ser realizado de
maneira que o dente não sofra deslocamento, a restauração definitiva não sofra deslocamento
na medida que ela vai exercer a sua função. E a restauração definitiva, ela sofre diferentes
tipos de incidência de força durante a função mastigatória (forças longitudinais, oblíquas,
horizontais) e dependendo da direção dessa força, ela vai sofrer um vetor antagonista que vai
tender ao deslocamento daquela restauração. Isso podemos evitar realizando um preparo que
respeite essas características, dando forma de retenção e resistência.

- Durabilidade da estrutura da restauração: você deve executar um preparo de maneira que


você tenha espessura suficiente para que um técnico execute a fabricação daquela restauração.
Por exemplo: você vai fazer uma coroa metalocerâmica. Se você faz um preparo muito
conservador (1mm ou menos), o técnico vai ter dificuldade de aplicar o metal, o enceramento
pra fazer o metal e de aplicar a porcelana ou a parte de resina de laboratório e aí o dente vai
começar a ter um sobrecontorno e o dente vai implicar todos aqueles problemas periodontais.
Ou se for fazer uma RMF (restauração metálica fundida), nesse caso, há necessidade de se ter
uma espessura mínima daquele metal, de modo que ele não sofra tensões que acabe levando a
sua distorção.

- Integridade marginal: também é um principio biomecânico. Influencia principalmente na


área de saúde periodontal, perfil de emergência.

- Preservação do periodonto: muitas vezes, por motivos estéticos, nós vamos levar o termino
do nosso preparo a nível intrasulcular, pra esconder a margem entre a linda dente-restauração.
Mas esse termino não pode provocar injurias no espaço biológico, não pode ficar agredindo o
epitélio juncional, a inserção conjuntiva, se não leva a uma inflamação periodontal
permanente, uma retração e, de médio a longo prazo, você vai acabar expondo aquela margem
de dente-restauração, você vai acabar expondo, já que vai haver uma retração da gengiva.

1 - Preservação da estrutura dental: existem alguns pontos que influenciam na determinação


do quanto que nos vamos preservar a estrutura dental ou não. Por exemplo, o material
restaurador que a gente vai utilizar. Então se eu for fazer uma coroa metálica fundida eu posso
ter uma espessura de desgaste menor. Se for uma liga de ouro, vai ter que ser uma espessura
de desgaste maior. Ou um metal normal, pode fazer uma redução axial menor. Se eu for fazer
uma restauração 4/5 ou uma veener (toda a coroa é em metal e a parte vestibular, que é a parte
estética é em resina ou porcelana), posso ter um preparo mais conservador na área que ta
sendo coberta por metal e um preparo mais invasivo na área estética. A inclinação também
influencia na preservação da estrutura dental. Por exemplo, se eu tenho um preparo, onde eu
para ter uma boa retenção eu tenha que fazer com que ele fique mais paralelo, então acabo
desgastando menos. Se eu vou fazer uma ponte fixa em que eu posso ter um pouco mais de
expulsividade entre os pilares dos dentes pra me permitir ter uma melhor guia de inserção, eu
dou um pouquinho mais de inclinação. Quanto mais paralelo, melhor para retenção e
estabilidade daquela peça.
Proximidade com a polpa: essa proximidade da polpa aqui vai ser influenciada não só pela
manutenção da vitalidade daquele dente, mas também do quanto eu vou ter que desgastar pra
fazer a restauração. Se eu tenho um dente antagonista que tá extruído, no meu preparo eu vou
ter que ver se eu n vou desgastar o dente a ponto de expor a polpa e recomendar logo um
tratamento endodôntico ou a colocação de um pino pré-fabricado
Oclusão: muitas vezes eu quero preservar estrutura dental, por exemplo, eu tenho la uma
cavidade no dente que era um amalgama. Esse amalgama fraturou, Ai eu removo aquele
amalgama, faço um preparo, mas acho que ainda posso preservar uma cúspide. Muitas vezes,
se eu tiver que executar um preparo em que eu tenha que desgastar aquela cúspide p fazer
uma proteção (tipo uma onlay), é melhor do que se eu tiver que preservar aquela cúspide e
depois ela servir de um ponto para uma possível fratura, que aí ela acaba perdendo a
restauração e até mesmo o dente. Então temos que avaliar n só esses pontos, mas também se o
paciente tem faces de desgaste nos outros dentes, se as outras restaurações tem desgaste
oclusal, se tem grande tensão na carga mastigatória, o volume dos músculos masseter, se ha
uso de habito parafuncional
Idade do paciente: vai estar relacionada com a quantidade de dentina de esmalte que eu posso
lançar mão durante o meu preparo. Então na hora do meu planejamento eu devo sempre
buscar proteger e reforçar a estrutura dental remanescente. Se eu for fazer um preparo e tiver
cúspides muito finas, é recomendável que eu faça a proteção da cúspide, que é um desgaste
rebaixando a altura da cúspide e aquele espaço desgastado vai ser preenchido com a
restauração propriamente dita
2- Forma de retenção e resistência: Um preparo ele tem que ter a capacidade de reter a
restauração e resistir às forças que aquele dente recebe sem se deslocar a restauração. Então a
fase clinica de provisórios é muito importante. Quando a gene ta confeccionando uma rest.
indireta, na mesma sessão que fazemos o preparo, já confeccionamos a restauração provisória
em resina acrílica. Ela vai ser cimentada no dente e servir de teste durante todo o tratamento
do paciente. A gente vai ver se essa restauração sofre uma fratura, se ela fica caindo, se ta
promovendo inflamação gengival. Se você perceber que a restauração ta caindo e n tiver mais
estrutura dental pra consertar isso, você vai ter que lançar mão de um pino, pra fazer um novo
preparo mais adequado. Se o preparo tem uma espessura adequada praquela restauração que
você vai fazer. Se eu vou fazer uma restauração metálica fundida usando paládio então posso
ter um desgaste mais conservador, se for em ouro, vai ser maior o desgaste, se for em
cerâmica pura vai ser maior ainda. Então essa espessura no provisório eu já meço com um
especímetro e vejo se ta adequada. Se o provisório já ta aparecendo bem transparente é porque
não tenho espessura adequada pro material.
Retenção é a habilidade que o preparo vai ter de resistir às forcas de deslocamento que atum
naquele dente. Que forças são essas? Longitudinais. Então por exemplo, eu tenho o meu
preparo, na hora que eu cimento a restauração, ela tem que ter retenção suficiente pra n sofrer
um deslocamento no sentido longitudinal. Resistência é bem parecido. Lembrando que o
dente também recebe forças obliquas e horizontais. Então a resistência é em relação a essas
forças. Elas atuam juntas.
Resistência: resistir às forças (oblíquas, horizontais) durante o deslocamento, que incidem
sobre a restauração durante a mastigação, uma função.
Elas atuam juntas. Quando você executa uma inclinação o preparo, vai estar atuando tanto na
resistência quanto na retenção do preparo.
- Quais os fatores que vão influenciar a retenção do preparo?
• O grau de conicidade das paredes do preparo (o quanto estão inclinadas entre elas);
• A área de superfície envolvida no preparo (quanto maior a área de superfície, mais área de
retenção há);
• Área sob ação de cisalhamento (escorregar uma superfície de encontro à outra promovendo
um deslocamento);
• Rugosidade de superfície.
Quando diminui a conicidade do preparo, aumenta-se a retenção. Preparos com as paredes
mais paralelas são mais retentivos. O ideal seria que as paredes opostas fossem mais paralelas
possíveis pra obter maior retenção. Se você fizer um preparo com as paredes totalmente
paralelas, você terá muita dificuldade na hora de cimentar a peça, dificuldade no escoamento
do cimento. Por isso, tem que ter um pouquinho de inclinação. O ideal de 2° a 6,5° nas
paredes opostas do preparo. Estudos mostram que o clínico consegue entre 20 e 29°. Se você
conseguir abaixo disso, em torno de 16°, é considerado clinicamente viável com uma
adequada retenção.
Área de superfície. Quando faz o preparo, ele vai ter que receber uma restauração. Então,
tem-se duas superfícies. A rugosidade de cada um e a área criada entre elas é que vai
determinar a retenção. No caso de um dente que já tinha coroa com um preparo muito cônico
mas que fraturou, você não tem como colocar mais dente lá, então você pode fazer uma
canaleta(, como se fossem caixas de classe II de amálgama) pra aumentar a área de superfície
e melhor a retenção. Essa canaleta tem que ser planeja pra não expor a polpa.
Mas se você planejou e viu que dá pra fazer, você pode executar sem que isso traga algum
malefício pro dente do paciente. Então, quanto maior a área da superfície do preparo, maior será a
retenção da superfície da restauração. Essa área de superfície é influenciada pelo volume do dente.
Existem dente que existe maior quantidade de estruturas, como por exemplo o primeiro molar, que
tem um volume maior do que o segundo molar, do que um terceiro molar. Isso também influencia.
Um dente com estrutura maior é mais de fazer um preparo sem ter que planejar fazer caixas. Se
você vai fazer um dente com menor estrutura de volume, como um terceiro molar que vai servir
como um pilar pra uma ponte, você já pode pensar em fazer – muitas vezes não só uma ponte, mas
uma coroa total – uma caixa, pra reter melhor aquela restauração. Confecção de sulcos ou caixas.

Existem dois exemplos de retenção: retenção interna, que é a confecção de caixas. Quando
você cria uma caixa, além de aumentar a área de superfície, você também cria uma área de
resistência ao cisalhamento. É como se eu tivesse colocando um bloquinho aqui nessa
caixinha, e ao simular um deslocamento, você vai criando uma área de resistência ao
cisalhamento, tanto na caixa proximal quanto na caixa oclusal nas paredes internas do
preparo. Na coroa total eu tenho apenas retenção externa, não tenho caixas, então toda
retenção a área de cisalhamento que está envolvido aqui é o cisalhamento que acontece entre a
parede do preparo e a parede interna da restauração que foi confeccionada.
Com essa confecção de sulcos, canaletas e caixas, nós temos o que chamamos de retenção
adicional. Aqui, um preparo muito cônico com vários planos de inserção pra aquele preparo, a
gente pode restringir planos de inserção da peça em um único plano, confeccionando
canaletas. Se eu faço uma canaleta, já reduzo três setinhas. Ou até mais. Se eu faço duas,
praticamente eu sumo com as setinhas e fica num plano só. Só tem um jeito de encaixar, só
tem um jeito de entrar ali. E se eu só tenho um jeito de entrar, também só tem um jeito de sair.

*Mostrando exemplos*

Restauração três faces, que é uma coroa que desgastou três faces do dente, a face vestibular
não foi desgastada, ela não ta com uma boa retenção. Existe uma força atuando, levando ao
deslocamento fácil dessa restauração, então o dentista opta por confeccionar uma canaleta ou
uma caixa, o que melhora a retenção. Muitas vezes pode-se lançar mão de canaletas internas
também, mas isso é mais complicado, requer muita habilidade. O que se recomenda de
maneira mais conservadora é realizar caixas e canaletas. Até porque, envolve tanto habilidade
do dentista como do protético, porque fazer um pino bem paralelo um com o outro com metal
que encaixe perfeitamente é complicado.

Outra coisa, uma força de deslocamento igualmente que atua sobre uma coroa ¾ recebe
resistência efetiva se a parede lingual do sulco for perpendicular na direção do deslocamento.
Vamos traduzir: você confeccionou uma coroa ¾, vamos cortar aqui no meio e observar. Aqui
você tem a canaleta que foi confeccionada. Se você coloca essa parede aqui da canaleta
antagonizando/perpendicular com a força do deslocamento, você tem uma boa retenção. Se
ela está oblíqua, a força de deslocamento, ou seja, inclinada, você não vai conseguir ter uma
boa retenção. Essa força aqui pode ser capaz de promover a abertura da margem da
restauração, quando não o próprio deslocamento total da peça e a soltura da restauração do
dente. Então você tem que visualizar a força de deslocamento. Como? Se eu tenho uma coroa
que ta desgastando aqui em cima, lado mesial, distal e a lingual, e aqui ta preservado, por
onde que ela pode sair? Então a parede tem que estar perpendicular a força de deslocamento.
Se eu deixar oblíqua, com angulação próximo a 90º, eu posso ter a minha resistência
comprometida, porque é uma força horizontal que ta vindo. Recomendações: leiam a Xerox.

Força de deslocamento: quanto maior for a área da película de cemento, maior será a retenção.
Eu não falei que quanto maior a minha área de superfície de preparo, maior a retenção? A
mesma regra pra película de cemento. Aonde eu tiver área de preparo, eu tenho que ter toda a
película de cemento envolvendo, abraçando aquela área de preparo. Isso vai ajudar na
retenção.

Dobrando-se a altura de um preparo, se duplica a área de suas paredes axiais. Isso são regras
que se deve seguir na hora de executar um preparo de coroa total, por exemplo, ou um preparo
que envolva paredes axiais.

Entre dois preparos de conicidade e alturas iguais, o que for mais largo é o que vai ter mais
retenção. Porque ele tem maior área de superfície preparada. Um preparo mais alto vai ser
mais retentivo do que um mais baixo. E um mais largo vai ser mais retentivo do que um
estreito. Lembrando que se eu diminuir minha altura, eu diminuo a área de superfície também.
Se eu preservada estrutura de desgate, eu também tenho maior área de superfície pra melhorar
aquela retenção. Eu tenho aqui dois dentes com a mesma largura, aquele que tiver um preparo
mais conservador em termos de altura, vai ser maior retenção do que o mais baixo – se tiver a
mesma conicidade. Se o preparo tiver a mesma altura, o que tiver maior largura vai ter maior
retenção, porque tem mais área de preparo. Mas as vezes tem que pensar assim: não é porque
meu preparo é largo que eu posso diminuir bastante a altura. Não. Eu duiminuo de maneira
que não perca retenção.

A rugosidade: a adesão do cemento depende principalmente da projeção do cemento dentro


das irregularidades microscópicas e em pequenas retenções de superfícies a serem unidas,
portanto a superfície do preparo não deveria ser altamente polida, ela deve ser polida, mas não
totalmente lisa.

A adesão do cimento depende principalmente da projeção do cimento dentro das


irregularidades microscópicas e em pequenas retenções de superfícies a serem unidas,
portanto a superfície do preparo não deveria ser altamente polida, ela deve ser polida, mas não
totalmente lisa. Pelo fato de microscopicamente quando olhamos na superfície interna da
coroa ou da peça protética e na superfície externa do preparo, ele sempre vai ter uma certa
rugosidade, esse branco é o espaço vazio, então aqui a coroa e o preparo, na hora que eu
acento a peça eu vou ter um contato tocando em determinadas áreas, mas em outras não, por
isso que somente se colocar ou alojar a restauração no dente não quer dizer que ela vai ficar
retida, vai entrar fluido, a mastigação e ela vai se soltar. Então para que haja uma boa retenção
esse espaço tem que ser ocupado por uma “coisa”, que é o cimento, e terei certeza que não
terá micro infiltrações, bactérias, todos esses pontos vão estar suportados, muitas vezes o
cimento é capaz de absorver aquela carga de uma maneira que não dissipava a carga melhor
no preparo. O cimento vai ocupar toda essa reentrância, imagina que o cimento entrou aqui e
ficou preso, na hora que ele tomou presa, na hora que eu executar uma força de deslocamento
horizontal o cimento está travado, se eu empurrar em cima ele tá travado pelo fato de ter um
degrau embaixo, quando empurrar embaixo ele tem o degrau em cima, fazendo a retenção do
preparo. Quando não tem o cimento ele está no topo a topo, eu faço um deslocamento e ele
pode se soltar, por isso a área de película de cimento vai aumentar a retenção da peça.

Por isso é importante durante a cimentação você visualizar o cimento escoando em toda a
margem do dente, margem dente – restauração, pois se não sair cimento por uma margem é
porque em alguma área ele não conseguiu preencher, mas também não deve depois de
cimentação ter uma linha bem visível, o cimento tem que escoar e depois de remover o
excesso, e não deve enxergar o cimento, só enxergar dente e restauração você sabe que ele tá
lá dentro, se você enxergar uma margem amarela ou branca do cimento, é porque você deixou
cimento demais ou não teve bom escoamento e assentamento, e com o tempo esse cimento vai
se degradar, vai se solubilizar, fraturar, servir de entrada pra infiltração e muitas vezes no
próprio ato da cimentação você vai fazer o ajuste oclusal e tá alto, pois não assentou
devidamente e vai ter que fazer desgaste, não conseguiu cimentar direito, já tira limpa tudo, o
dente e a peça e refaz a cimentação.

Força/Ação(?) de Alavanca

Uma força que a gente aplica dentro das margens da restauração ela exerce uma força de
alavanca. Por Exem.: Você tem um preparo e manda pro protético fazer a restauração, essa
força de alavanca que está atuando aqui, vai desempenhar uma determinada força de
deslocamento, se o protético fez uma restauração com grande sobre contorno, com uma área
anatômica errada, tinha um preparo de pré-molar e ele confeccionou de um molar, aquela
coroa, mesa oclusal exagerada vai levar a uma força de deslocamento tendendo a fazer a
soltura da restauração do preparo, isso tem que ser respeitado, não adianta querer aumentar
uma coroa pra tentar diminuir um espaço, diastema ou algo assim, isso vai comprometera
retenção ou resistência da restauração e terá problemas. Na hora que exerce o ponto de
fuga(?) e existe o braço de alavanca tentando deslocar a restauração.
Arco de Rotação

Existe o que a gente chama de arco de rotação, é a união de vários pontos onde nos temos a
força de cisalhamento atuando, fazendo o deslocamento da peça. (Mostra a figura) Nós temos
uma força obliqua incidindo na restauração, por ex.: um pré-molar tem uma força obliqua na
mastigação que exerce uma força aqui, quando ele faz essa força tende a fazer o deslocamento
da peça nesse sentido, tendo um arco de rotação para esse lado, a parte interna da restauração
vai estar fazendo uma pressão nessa parede externa do preparo, onde esse pontinho que é o
ponto mais na margem interna restauração, ele vai estar recebendo uma força de tensão, ou
seja, de tração tendendo ao deslocamento, e esse ponto aqui na parede do preparo vai estar
recebendo um ponto de cisalhamento e esse outro ponto onde está a curva do arco de rotação,
vai estar recebendo um ponto de compressão, ou seja, a força vai estar comprimindo a parede
do preparo, aqui a força vai estar deslocando de cisalhamento deslizando e aqui uma força de
tração, em um mesmo arco de rotação nós temos diferentes forças atuando naquela
restauração.

A importância de tudo isso é pelo fato de (mostra na figura), o preparo cônico, cada ponto
desse aqui representa a tangente do arco de rotação desse preparo, esse ponto P1 aqui, esses
pontinhos P1 formam a linha tangente, ‘se os pontos tangentes de todos os arcos de rotação ao
redor de um determinado eixo estiverem conectados, eles formam uma linha tangente que é
essa aqui, a área localizada acima da linha tangente a área vermelha, é a área de resistência
daquele preparo, é a área que evita que ele receba uma força de deslocamento obliqua ou
horizontal não se desloque, a restauração não se desloque.

Um preparo muito baixo vai ter uma área de resistência, ou seja, o arco de rotação a força
tá atuando ali, tentando abrir a tampa do pote, veio a força e levantou. Por que levantou? Por
que a minha área de resistência é muito pequena, praticamente a minha linha tangente está
perto do termino do preparo, se eu confecciono canaletas vou ter uma área de resistência
nessa parede, um arco de rotação nessa parede, confeccionei a canaleta, então vou ter o ponto
P1 aqui, como se eu tivesse feito dois preparos dentro de um só, aquele arco de rotação, vou
ter uma outra área de resistência, as áreas se somam e as mesma força atuando não levanta a
tampa do pote. Tem que saber esses conceitos: Linha Tangente, área de resistência.

Pergunta: Como saberemos a altura da linha tangente?


Isso aqui não vai ver essa área vermelha demarcada, mas você vai ver, pode fazer
pequenos testes com corretivo, dentro da coroa e vai conseguir ver os pontinhos marcados na
hora que coloca ali dentro, acima daquilo você tem a área de preparo, isso é mais matemático
você não ver confeccionando essa resistência. Como confecciona uma área boa de resistência?
Respeitando a angulação, respeitando a inclinação das paredes e tudo mais.

Lembrando: Se aumenta a conicidade diminui essa área, se você diminui a altura diminui a
área, por ex.: aqui o preparo tem uma área pequena, mas se confeccionou uma caixa, toda essa
área aqui passou a ser área de resistência, pelo fato de ter paredes paralelas.

Uma área de resistência vai sofrer influencia da conicidade do preparo, um preparo 100%
paralelo, a área de resistência é totalmente a área da parede axial, a medida que você vai
dando a conicidade, e tem que dar a conicidade, essa área de resistência vai diminuindo, um
preparo mais cônico já existe uma grande diminuição. Não vamos fazer isso na clinica,
tentando ver essa área, basta ter esse conceito na cabeça de quanto mais cônico menor a
retenção, se o meu preparo teve que ser cônico por algum motivo, faz um sulco pra melhorar,
dar mais área de resistência. Mostra uma figura com uma inclinação com uma parede de 0, 6 e
20 graus, e até 20 graus é aceitável.

O arco de rotação sofre influencia da altura e da largura, uma proporção de 1:1, nós temos
15 graus de inclinação da parede, você vai ter uma área de resistência mais ou menos de 1:1,
de 1:2 nós temos uma inclinação de 7 graus, onde a altura vai ser menor que a largura, para ter
uma boa área de resistência você vai ter que ter uma indicação menor, se você tem uma
preparo grande pode dar mais inclinação, se o teu preparo é baixo tem que dar menos
conicidade pra continuar tendo uma boa área de resistência. 1:1 é como se a medida da altura
fosse igual a medida da largura, podendo dar até 15 graus, se a altura é 1 e a largura é o dobro
eu tenho que dar menos conicidade se eu for dar a mesma conicidade que estou dando aqui
(15graus), não vou ter quase nenhuma área de resistência, a minha prótese ou coroa vai ser
deslocar para o preparo (Importante para a prova).

Rotação no eixo vertical

O componente horizontal, falamos de força obliquas atuando sobre a coroa, agora forças
horizontais. O componente horizontal da força oclusal pode ter uma influencia de rotação
sobre a coroa em determinado plano horizontal, ninguém vai fazer uma preparo de coroa
redondo, até porque a anatomia da raiz não é desse jeito, mas se fosse fazer e ficasse todo
redondo e na hora de uma força horizontal ela iria girar no seu próprio eixo, podemos corrigir
isso, fazendo retenções adicionais ou fazendo paredes opostas, ao invés de criar uma caixa ou
canaleta, as caixas ou caneletas podem ser feitas nas coroas 4/5, mas pode em determinada na
área como na vestibular você vai ter parte estética da metalo-cerâmica, pode desgastar menos
e deixar uma parede antagonista, perpendicular a força horizontal de modo que essa coroa não
sofra esse efeito de giro, durante as forças horizontais, tendendo a se deslocar, na hora que
você cimenta não vai ter problema, mas com o tempo, com a fadiga do cimento, com a fadiga
do material pode levar ao deslocamento e cair a peça.

Planos de inserção

Permitir que os retentores entrem com suas margens bem justas nas suas respectivas linhas
de terminação do preparo e sejam removidos com o mínimo de fricção com a estrutura do
dente, ou seja, plano de inserção deve ser único, muitas vezes, em dentística tem um conceito
e em prótese fixa pode ser outro, pelo fato de lá trabalhar com um plano de inserção que entre
de várias formas porque lá são peças extensas com 3 ou 4 dentes pilares, aqui na dentística
somente um plano de inserção

Uma coroa total posterior, o plano de inserção deve ser paralelo ao longo eixo do dente, na
hora que chega a coroa do protético, a coroa tem que entrar paralelamente ao longo eixo do
dente, se ela não entrar desse jeito e entra de qualquer outra forma, tem algo errado, e com
certeza ela irá cair, e você estará se confiando apenas no cimento para reter a restauração e
não no preparo, o preparo é o principal ponto para você ter uma boa confiança na retenção da
restauração, o cimento aumenta.

Uma coroa 4/5 anterior, deve ser paralelo aos 2/3 incisais da superfície vestibular, não vai
ser ao longo eixo. Esse tipo de coroa caiu em desuso, ninguém mais faz. Era feito antigamente
quando não se tinha material estético que se fazia boa restauração, que era o ouro, ligas
nobres, por isso fazia o possível para manter a vestibular do dente, hoje em dia já se tem
restaurações estéticas sem metais, que tem um valor estético bom.

Uma coroa total posterior, quando o dente está bem posicionado o plano de inserção será
paralelo ao longo eixo do dente, quando o dente tem seu longo eixo com pequenas inclinações
de raiz você não vai ter como fazer paralelo ao longo eixo, se não a coroa vai encontrar um
obstáculo que é o outro dente, a parte marginal do outro dente e não vai entrar, então é feito a
correção do preparo, deixando o preparo o plano de inserção perpendicular ao plano oclusal,
quando a raiz do dente estiver inclinado, acontece bastante em segundo e terceiro molar,
corrige a inclinação do preparo deixando as paredes perpendiculares ao plano oclusal. Como
vou ver isso? Você vai treinar o seu olho. Existe uma forma correta de visualizar a inclinação
da parede, vai colocar o espelho se for superior, se for inferior vai tentar ver da forma mais
perpendicular o longo eixo, a tua visão fechando o olho deixando o outro aberto, e dessa
forma terá que enxergar toda a margem do preparo, e se não enxergar é porque existe alguma
área de retenção ou uma inclinação errada da parede, você não deve enxergar com os dois
olhos abertos, tem que ver qual o seu olho guia para visualizar o preparo a uma distancia de
30 a 40 cm, quando for na arcada superior vai usar o espelho, vai inclinar o espelho em 45
graus e vai visualizar o preparo, tendo que enxergar todas paredes do preparo, a margem do
preparo, as canaletas, se não enxergar nada o espelho pode estar mal posicionado, ou o
preparo está mal feito, colocar o manequim na cabeça e visualizar tudo isso, e também treinar
a confecção do preparo dessa maneira.

PREPARO DE COROA TOTAL – PARA RESTAURAÇÃO METALOCERAMICA - AULA


2

O termo coroa total é utilizado na dentistica para diferencias as coroas totais protéticas.

Coroa Terapeutica: para confecção de coroas totais em dentes acometidos por carie, traumas.

Coroa Total protetica: para dente pilar(hígido), para confecção de ponte fixa.

Classificação das coroas totais

1. Preparos extra coronários pode ser confeccionada totalmente em metal este metal pode ser
nobre como o ouro ou semi-nobre como o paládio. Ou ainda de porcelana ou cerâmica sem
presença de metal, ela pode ser de cerâmica pura, pode ser uma cerâmica reforçada com a
confecção de um casquete de alumina.
2. Coroas mistas que são a junção de uma coroa metálica junto com uma porção de resina
(metaloplasticas) e metaloceramica que tem um casquete de metal por baixo e por cima é
colocado cerâmica. O custo delas é o que mais vale apena. Uma coroa só de cerâmica já tem
resistencia algumas indicações equivalentes a coroas metaloceramicas, ou metaloplasticas
,sai mais caro apesar de ser mais estética, já a metaloplastica o custo é mais acessível, de
uma maneira geral pode ter uma estitica satisfatória, no entanto como é feita de resina, com
o tempo ela vai se desgastando. Já a cerâmica tem grande estabilidade dimensional é mais
duradoura.

MATERIAIS NECESSARIOS
• Pontas diamantadas cilíndrica de extremidade arredondada, 2135, 2215, 4219, a
2135 permite ter uma broca de acabamento com o mesmo formato, com a 2135 f e ff.
• pontas diamantadas esféricas, 1012, 1013, 1014, vai ser de acordo com a dimensão
do dente. incisivos 1012, pré-molares 1013, molares 1014.Para o sulco de orientação
• broca tronco cônica em forma de ponta de chama, ou de pera como a 3168,
utilizadas para redução na face palatina nos dentes anteriores.
• e tronco cônica com ponta fina que é a 2200, para fazer o corte proximal durante o
desgaste axial, para facilitar a entrada da broca 2135, evitando o desgaste do dente
vizinho.

CARACTERISTICAS DE UM PREPARO

Se for confeccionar uma coroa metálica, não nobre ou uma liga de ouro, vai ser feito um desgaste
em torno de 1 mm na oclusal e na axial pode ser em torno de 0.7, 0.8, . O acabamento no termino
gengival o ombro biselado em 30 graus ou em chanfro biselado também.

em uma coroa mista metaloplastica ou metaloceramica o desgaste vai ser maior por que vai ter que
ter espaço para o metal, espaço para o opaco, espaço para cerâmica de dentina e para cerâmica de
esmalte, se não for feito isso pode ter:

1. sobre contorno
2. uma espessura de material muito fino que fica batendo no material.

O termino vai ser sempre em forma de chanfro.

É importante que o preparo termine ou abrace o remanescente radicular, quanto mais abraçado,
mais resistente a fratura vai ser esse dente. Isso é o que se chama de efeito férula que é a extensão
do preparo abraçando o preparo em mais ou menos 2mm de altura realizado em dente natural com
estrutura sadia.
Por exemplo se tem uma raiz muito fragilizada ao nível gengival apenas vale apena avaliar, fazer
um tracionamento, promover uma extrusão em dentes anteriores, e nos posteriores um aumento de
coroa clinica. Para que depois possa-se remover do preparo alguma estrutura ou porção de dente na
hora do preparo.

O preparo mais resistente é o que envolve mais estrutura dentaria sadia, canino, lateral e depois o
central.

Deve ser mantido a saúde do periodonto, e para isso alguns pontos devem ser respeitados, não
adiantada nada colocar uma restauração com sobrecontorno ou que esteja invadido o espaço
biológico, que favorece para o acumulo de placa e podendo ocorrer uma inflamação crônica no
periodonto.

Com relação ao posicionamento da linha de terminação é imprescindível respeitar o espaço


biológico, então o preparo deve ser terminado no máximo meio milímetro de forma intrasulcular
esse intrasulcular é para mascarar a linha de terminação dente restauração sem invadir o espaço
biológico. se o preparo estiver invadindo o espaço biológico, vai haver um filme bacteriano que
pode gerar uma inflamação gengival crônica que leva a uma doença periodontal. então é sempre
necessário que exista três milímetros de distancia da crista óssea alveolar à margem do preparo
protético. depois de feita a colocação da coroa houver uma invasão do espaço biológico, vai haver
uma inflamação e depois de alguns meses a gengiva começa a retrair pois tem perda de inserção, vai
fazer aparecer a margem do dente-restauração e o paciente vai voltar para reclamar. Isso porque
muitas vezes o CD não respeita o perfil de emergência do dente, também chamado de anatomia
emergente do dente que é uma tangente que sai da porção da inclinação radicular em direção a
coroa, e este perfil de emergência está em cada face do dente. sendo que os dentes também variam,
sendo a mesial do central mais paralelo ao longo eixo, e na distal mais inclinado ao longo eixo.
respeitar este perfil de emergia, serve para evitar excesso de restauração e para que não tenha
problemas depois.

COMPONETES DO PERFIL DE EMERGENCIA

1. fechamento marginal, ou seja o ajuste entre dente e restauração. é importante que na


moldagem, tenham alguma porção moldável da parte radicular do dente, a parte que esta
dentro do sulco gengival, pois com isso consegue-se saber onde está a adaptação marginal
do termino do preparo, qual é o contorno que a restauração tem, se esta adequada, se tem
excessos. vai avaliar também o contorno vertical, este assentamento é dado em
micrometros, ele não é perfeito, não chega a ser vedado,mas tem que ter o mínimo de espaço
possível que vai ser o espaço do agente cimentante. mas também não pode ser um espaço
muito grande, pois pode haver excessos, uma película muito espessa de cimento que vai
sofrer desgaste na escovação, solubilização, que pode levara a infiltração.
EIXO 0: É a tangente da raiz que não foi preparada em relação a ele, vai ser verificado o
fechamento marginal, que é a parte cervical que tem que ser de 0 micrometros. Se a
distancia H for zero quer dizer que não tem sobrecontorno horizontal. se esse V for 0 não
tem subcontorno e nem sobrecontorno na vertical ou em relação ao longo eixo do dente.
Em relação ao eixo 0, se eu tiver uma angulação para cá de 13 graus, significa um
excesso de colocação de material na restauração isso ta gerando um contorno vertical
positivo que corresponde a um sobrecontorno que vai ser o responsavel pelo problema de
(Não entendi) resseção gengiva, perda de inserção ao longo do tempo.

Se eu tiver uma falta de material que vai ser mais ou menos com relação ao eixo
zero, 18 graus, 12 graus, o contorno vertical vai ser negativo que é chamado de subcontorno.

É importante não ter subcontorno porque muitas vezes o material pode terminar com uma
falta de volume e prejudicar na fala do paciente. O volume palatino o volume vestibular, se for na
vestibular vai interferir na estética, se for na palatina vai interferir na fala, e a gente só vai poder
falar a maneira certa para o laboratório, se a moldagem tiver sido feita de boa forma que der para
ver uma posição da raiz. Tudo isso foi falado com relação ao contorno vertical que esta ao longo
eixo de dente.

O contorno horizontal vai ser comparado em relação a parte horizontal do assentamento da


prótese. um sobre contorno horizontal é até mais grave que a estética e a fala, se deixar uma porção
da raiz exposta, a raiz é dentina que é mais suscetível a cárie em sofre desmineralização mais
rapidamente, e por isso pode ter problemas de infiltração, de carie devido essa porção de raiz que
foi deixada sem proteção.

COMO OBTER CORRETAMENTE O PERFIL DE EMERGENCIA

1. realizar uma boa moldagem, o perfil de emergia não é algo que se faz no preparo, é algo
que se busca durante a moldagem. o protético tem que fazer uma toalete para ter uma
melhor via de inserção, de tirar e colocar o troquel então ele vai remover uma parte de
gengiva com uma broca respeitando a porção radicular. se não houver uma boa
moldagem, não vai dar para saber onde é gengiva e onde começa dente, e ai a gente
desgasta muito e trás o termino do preparo que estava aqui para cá, e quando chega na
restauração vai está faltando material, porque não fez uma boa moldagem ou cortou
muito gesso. só será possível realizar o perfil de emergia se as estruturas anatômicas
estiverem presentes no modelo de trabalho. o ideal é enviar o modelo para o protético,
para que saiba exatamente o que está enviando. mas se vc for muito pratico tem já
experiência e observou na moldagem, que aquela moldagem permitiu uma boa
evidenciação do termino e da raiz, pode-se utilizar material que tenha estabilidade
dimensional, como silicone de adição que são materiais que podem sofrer varias
vazagens de gesso sem sofrer alteração dimensional, até 14 dias. polieter de 4 a sete
dias.
2. tanto a linha de termino quanto a parte de dente não preparada deve estat visível com
mais absoluta clareza no modelo de trabalho.
3. lisura superficial do preparo, um preparo muito rugoso vai dificultar o assentamento.
4. os provisórios devem ter bom acabamento e polimento. não adianta fazer um preparo
bonito e um provisório lixo, porque quando moldou e mando para lá, ta tranquilo que ta
fazendo perfeito, quando chegar para cimentar e o provisório tiver sido ruim, a gengiva
vai está inflamada, não vai conseguir fazer um afastamento.

PASSO A PASSO DA COROA POSTERIOR

1. confeccionar sulcos de orientação, vai pegar uma broca esférica paralela ao longo eixo
do dente, e vai fazer tipo uma boquinha de palhaço, que é um sulco de orientação
afastado da margem gengival em torno de 1mm ou 1mm e meio, evitando assim encostar
na gengiva e ela sangrar, depois este termino vai ser levado no acabamento 3mm dentro
do sulco gengival. os sulco são feitos tanto na porção vestibular quanto na palatina. é
como se estivesse fazendo uma classe V, respeitando a espessuara da broca, para
molares é uma 1014, na hora em que a haste metálica encostar no dente está bom.
2. sulcos de orientação no sentido longitudinal do dente, coma broca posicionada no longo
eixo do dente, uma cilíndrica tronco cônica, 2135, 4138, 4219, vai fazer 3 sulcos, um na
porção proximal mesial, um na porção central e outro na porção proximal distal. a ponta
da broca vai encostar no sulco de orientação cervical. com a broca paralela, não pode
inclinar ao longo eixo do dente. depois vai ser mudado a inclinação a broca que estava
paralela ao longo eixo, agora vai ficar paralela a inclinação do terço oclusal da face.
também é feito na palatina.
3. redução oclusal do dente de 2 mm, porque vai ter que ter espaço para o metal, opaco,
cerâmica e para parte de cerâmica de esmalte, só que na vestibular e na palatina não tem
impacto da mastigação então só uma quantidade suficiente para dar uma boa estética.
então na oclusal o desgaste não deve ser apenas de estética e também de resistência. Na
cúspide de trabalho o desgaste de ser de 1 mm, na cúspide de equilíbrio pode ser um
pouco menos 1 mm e meio( acho que é isso, não entendi direito). posiciona a ponta ativa
no sulco e vai entrar acompanhando a inclinação das vertentes da cúspide. vc vai entrar
na aresta da cúspide que divide a cúspide, que divide em duas vertentes depois na
vertente triturante mesial e distal. tanto na cúspide de trabalho quanto na de equilíbrio.
4. desgaste vestibular, unindo os sulcos seguindo as inclinações corretas, tanto vestibular
quanto palatino, depois tira-se a área do contato para poder a broca de desgaste passar,
utilizando uma tira de metal, e com uma ponta fina 2200 ou outra semelhante, vai fazer
este desgaste do dente, por dentro do dente que está sento preparado, e não entre um
dente e outro.
5. depois pega a 2135, vai caminha lá em baixo desgastando toda parede axial, até chegar
na palatina, unido a região da palatina com a vestibular e ai eu tenho a continuidade do
meu termino que é onde termina a parede axial até a margem do preparo e deve ter a
mesma espessura em todas as faces.
6. vai o refinamento com por exemplo uma 2135 ff, como é uma broca fina ela permite
fazer todos os pequenos ajustes e depois com uma broca mais longa, como 4138, leva o
termino para dentro do sulco, na vestibular, na palatina desce, mas não precisa levar
dentro do sulco, por que não carece de estética. e depois passa outra vez a broca de
refinamento

PREPAROS PARA ONLAY METÁLICOS (aula 3)

Preparos com onlay metálicos é o famoso “bloco” que as pessoas chamam. É uma restauração
metálica onde o preparo que é feito no dente não envolve toda a estrutura dental, envolve
parcialmente a estrutura dental. Existe os preparos para inlay, que é uma restauração que não
envolve as cúspides, e existe esse preparo que vamos aprender agora, que é o preparo do tipo onlay,
ou seja, onde nós temos uma estrutura mais enfraquecidas, principalmente com as cúspides de
trabalho funcionais bem debilitadas, então agente vai indicar confeccionar um preparo protegendo
essas cúspides dessa estrutura, que é o preparo do tipo onlay.

DEFINIÇÃO

Em que situação nós vamos indicar um preparo do tipo onlay? Quando for indispensável proteger o
remanescente dental, em situações como: Cúspides funcionais bastante debilitadas, Sindrome do
dente gretado (dente q sofreu uma fratura parcial mais q não comprometeu a vitalidade do dente a
ponto de indicar extração).Então a melhor resposta que agente pode ter em termos de duração, são
nessas situações, pq por mais q vc possa fazer uma restauração extensa de amálgama, o amálgama
está sujeito ao desgaste e a deterioração, uma onlay de resina a mesma coisa, já a onlay metálica
não, se o metal for de liga nobre terá uma longevidade muito grande.

INDICAÇÕES

• Cavidades extensas (contra-indicando as recomendações de rest. diretas);


• Dentes que foram tratados endodônticamente (remoção do teto da câmara pulpar-
estrutura de reforço significativa);
• Para ser utilizado como apoio p/ prótese parcial removível- PPR;
• Para ser utilizado como suporte p/ prótese parcial fixa- PPF;

OUTRAS INDICAÇÕES (relacionadas a dentística)

• Harmonização de restaurações-(pacientes q tem várias restaurações de materiais diferentes


na sua boca passivo de sofrer um fenômeno chamado galvanismo)
• Casos de FERULIZAÇÕES;
• Casos de prevenção e correção periodontal e oclusal;
• Casos de dentes extruídos (fazer reabilitação de um antagonista que foi perdido diante de
um superior que está extruído);
• Briquismo (paciente que tem anatomia oclusal profunda e cúspides proeminentes);
• Sindrome de dentes gretados.

Contraindicações
Pacientes jovens - que muitas vezes o dente esta extruido e ainda vai sofre um pouco de extrusão,
ta em dente parcialmente erupcionado

Paciente com alto índice de cárie, nessa situação não so a restauraçao de onlay metalica mas
qualquer tipo de restauração indireta há necessidade de voce primeiro fazer uma adequaçao do meio
da boca do paciente a nivel periodontal, a nivel de carie, deixar as restaurações provisorias por
algum tempo, de modo que vc possa perceber que o paciente esta controlando sua saúde buca, de
maneiral eficiente, aí sim vc pode pensar em colocar um tratamento restaurador mais elaborado,

Dentes que tem uma situação pulpar duvidosa, muitas vezes vc ta em duvida, vc não sabe dizer se
aquela pulpite, aquela sensibilidade no dente se já é espontanea, voluntaria ou é estimulada, se não
ta conseguindo fazer o diagnostico, vc pode começar o tratamento e deixar na fase de provisorio, pq
muitas vezes o simples fato de executar um preparo já leva a um estímulo para uma aventual
resultado de uma pulpite irreversível, muitos colegas as vezes quando vai fazer uma coroa de um
dente muitas vezes ate exagerada já indicam o tratamento de canal pq depois que vc tiver feito a
coroa onlay o que vai acontecer, se o paciente começar a sentir dor vc vai ter que tirar o trabalho
que foi feito e fazer o tratamento endodôntico. Há uma perda de credibilidade, de material, de
estrutura dental, econômica e estetica também. A própria vida social do paciente, o ambiente de
trabalho que ele convive limita o uso de restaurações metálicas, vc vai ter que lançar mão de outras
opções , restaurações de onlay cerâmica, de resina e ate mesmo de restaurações diretas se o fator
custo for primordial nessas situações.

Classificação das restaurações onlay

• Quanto a área do dente a ser restaurada, restauração indireta pode ser inlay, onlay ou
overlay, a inlay é quando ela não esta abraçando as cúspides ela é estritamente
intracoronária, a onlay é quando a restauração vai envolver no preparo uma das cúspides,
geralmente é uma das cúspides funcional. A overlay é quando a onlay esta abraçando todas
as cúspides do dente, não deixa de ser onlay, mas convencionou-se chamar de overlay
quando todas as cúspides estão envolvidas numa restauração nessa situação.
• Quanto ao tipo de material restaurador, a onlay pode ser de metal, de composto resinoso ou
pode ser de cerâmica, que varia do mais barato para o mais caro, o preparo de onlay
metálica é ate mais difícil de ser executado do que o preparo de uma onlay estética, vai
envolver um consulta para remoção de restauração antiga ou pra remoção de carie e
colocação de material de preenchimento, outra consulta pra fazer preparo e provisório, a
outra consulta pra fazer moldagem daquele preparo, na melhor da hipóteses uma outra
consulta para fazer a cimentação, e aí nos estamos falando de 4 consultas clinicas no
mínimo para fazer esse preparo, isso se não tiver outros componentes envolvidos como
aumento de coroa clínica, retratamento endodôntico, pra vc poder reabilitar um único
elemento dental, então o custo mesmo de uma restauração metálica é bem mais alto do que
uma restauração direta convencional.

Com relação as ligas metálicas

é o material que vc vai utilizar para fazer a restauração de onlay, é a combinação de dois ou mais
elementos, formando um outro material onde as propriedades desse materiais em conjunto são
melhores do que as propriedades dele isoladamente, quando o metal estiver na sua forma pura vai
acontecer provavelmente ele não conseguir resistir os processos de deteriorização que existe dentro
da cavidade bucal, então ele vai sofrer corrosão e envelhecimento rápido, e por conseguinte
fracasso do tratamento.

Características ideais das ligas metálicas para uso odontológico

• Ela precisa ter resistência a compressão, pq vai sofrer compressão da força mastigatória.
• Resistência a corrosão, esta sujeita na boca as diferenças disposições de substancias,
alimentos com PH diferente, gazes.
• Precisa ter dureza, superficial de modo que ela não sofra alterações dimensionais na sua
anatomia, não sofra desgaste facilitado, no decorrer do seu uso.
• Precisa ter escoamento, que permita o brunimento da liga.
• Precisa ter uma baixa contração de fundição, na restauração é feito o preparo, depois
esculpido em cera a anatomia que esta faltando no dente, depois é tirada essa cera que e
colocada num (estruo), que vai pro anel de fundição, e la no processo chamado de cera
perdida, onde a cera derretida fica um espaço vazio correspondente a restauração, é injetado
a liga metálica na sua fase fluida, depois que sofre o endurecimento vc vai ter a restauração
já solidificada e é feito todo o acabamento naquela restauração então nessa etapa se existir
uma contração muito exagerada aquela restauração não vai se encaixar no preparo que foi
executado, essa contração precisa ser menor possível.
• Precisa ter compatibilidade biológica, aquela liga metálica não pode agredir os tecidos
period;

• ter baixo custo. Não adianta ter as melhores ligas, os melhores desempenhos e ser inviável
economicamente.

CLASSIFICAÇÃO DAS LIGAS:

De acordo com o numero de componentes,


Sabemos que uma liga é a união de dois elementos, nesse caso é um sistema binário, se tiver
três elementos: sistema ternário,.quartenario, pentanario e assim sucessivamente.

Sistema binário: EX: niqueo/cromo, geralmente o primeiro elemento que aparece na


descrição da liga é o maior quantitativo ou seja tem em maior quantidade, porcentagem em
peso. Outros exemplos: liga de paládio/prata. Porem a prata não é considerada um metal nobre
no meio bucal, pois ela sofre o processo de corrosão (é só lembrar do amalgama);

E no sistema ternário ex: cobre/niqueo/cromo.

1. De acordo com o componente

Ou seja com a quantidade de metais nobres que existem na liga .


• LIGAS ALTAMENTE NOBRES: onde 40% dela pelo ao menos deve ser feita em ouro ou
60% delas deve conter metais nobres e ouro , como platina , paládio, rutênio, irídio, ósmio.

• LIGA NOBRE: deve ter pelo ao menos 25% ou mais de metais nobres ex: prata/paládio ou
paládio/prata, então o paládio é um metal nobre é o ouro branco.

• LIGA DE METAL BÁSICO, você não tem a presença de um metal nobres. Ex:
niquel/cromo, pois esses não são metais nobres..ate 25 minutos
Então as Inlays de metal bases, normalmente são isentas de metal nobres na sua composiçao,
exemplo: niquel-cromo, cromo-cobalto, cobre-aluminio. Essas duas aqui em rosa (ele ta falando de
uma imagem) são as ligas mais usadas para fazer Onlay metalica porque são as mais baratas.
Niquel-cromo é extremamente duro, pode ser usado, mas é desvantajoso pois vc pode querer fazer
alguma alteraçao, um ajuste oclusal, mexer em contorno é mais complicado (dado a dureza do
material). O cobre-aluminio é muito semelhantem ao ouro na sua cor, ou seja, ele é dourado, mas
com o tempo ele vai escurecendo.

Diante dessa introduçao dos materias a gente pode falar agora do desafio de tipo de restauraçao.
Então a gente tem aqui um pré-molar superior, é um dos dentes que mais fratura na boca, muitas
vezes até sem restauraçao. Quando voce tem uma perda de estrutura de reforço, ou seja, uma crista
marginal uma restauraçao intercoronaria proximo a oclusal voce já vai ter o compromentimento da
estrutura desse dente, porque durante os esforços mastigatorios voce vai ter apenas a crista
marginal, o teto da camara pulpar como estrutura de reforço desse dente e todo movimento oclusal
que incedir aqui vai causar o afastamento das cuspides como se fosse efeito de cunha. Se ele perder
a outra crista marginal aí que há um compromentimento maior nessa situaçao, se ele fizer
tratamento endodontico praticamente vc esta visualizando a chance de haver uma fratura como essa,
principalmente na cuspide de trabalho, na cuspide funcional. Entao essa é uma situaçao de desafio
na odontologia restauradora.

Nesse caso, qual seria a soluçao? executar uma restauraçao que protegesse as cuspides fazendo o
abraçamento do preparo, entao parte da restauraçao envolveria as cuspides e parte da restauraçao
envolveria a parte dental comprometida, com isso o efetores (não entendi se é efetores ou vetores)
das forças são melhores destribuidas. Tem efetores laterais, horizontais? Tem. Mas os efetores
oclusais estariam melhor destribuidas ao longo eixo do dente. Entao a soluçao seria realizar um
preparo com proteçao de cuspide. Quando se falar em preparo de proteçao de cuspide a gente vai
estar falando de Onlay.

Aqui numa foto de livro, analise (não entendi a palavra 20:19) voce observa uma restauraçao Inlay,
a concetraçao de tensão nos angulos diedros do segundo grupo, uma vez que vc protege as cuspides
há uma diminuiçao, quanto mais vermelho mais tensão é recebido. Entao aqui onde tem essa tensão
vermelha, justamente aqui pode gerar uma ruptura da parede, uma trinca, por isso se fizer uma
abraçamente com preparo de proteçao de cuspides já melhora a situaçao. É muito importante ter
esse conceito bem sedimentado na cabeça de voces.
30 pra frente

Indicações

• PREPARO OCLUSAL com a Largura do istmo maior que 1\3 da distancia intercuspidica
• Restauração MOD
• Dentes tratados endodonticamente
• Cúspides vestibular e lingual estiverem hígidas ( se tiver só esmalte fazer coroa total)
• Uso de retentores de prótese fixa
• Perda de estrutura de reforço do dente vai comprometer a resistência do dente a
fratura (quanto mais faces envolvidas durante o preparo, menos estrutura de reforço o
dente vai ter, menos resistência a fratura)

Técnica

Brocas tronco cônica com extremidade plana -170, 171, desde a 169 já é extremidade plana

Pontas diamantadas -3203, 3113, com extremidades arredondadas

Enxada monoagulada 8 e 9

Maxado para esmalte 14 e 5 para acabamento de esmalte

Cortador de margem gengival 28 e 29

1 passo: redução oclusal

Fazer sulcos de orientação, respeitando a inclinação das cúspides, lembrando que nas
cúspides funcionais, palatina dos superiores e vestibulares dos inferiores a redução oclusal é
maior em torno de 1,5mm e na não funcional de equilíbrio em torno de 0,5mm

Na redução oclusal vc faz os sulcos de orientação, faz a redução oclusal e depois vc vai fazer a
proteção da cúspide funcional fazendo um desgaste de 1,5mm seguindo a inclinação com a
broca 2135 ou 170 ou 171 deixando os planos bem definidos, sem deixar os ângulos bem
agudos, na hora do sulco vc entra 1\3 da distancia cervico-incisal da face. Posteriormente ter
feito o desgaste

2 passo: realização do ombro

onde vc fez o desgaste vai confeccionar o ombro no limite da haste da cúspide funcional da
largura de 1mm

3 passo: fazer a caixa oclusal

A onde termina o ombro da cúspide funcional, na mesma altura eu vou executar a caixa oclusal
passando por dentro de uma extremidade a outra de mesial pra distal, esse istmo deve ser de
pelo menos de 1\3 e profundida de 1mm pra deixar a quatidade adequada de metal
Você vai pensar em fazer uma gengivectomia ou amento de coroa clinica, então ele vai ser continua
com biselados proximais e o biselado gengival vai esta como se fosse continuo com os biselados
proximais parede vestibular e lingual, depois você vai fazer o bisel vestibular e o bisel lingual, você
vai quebrar esse ângulo agudo na ponta de cúspide e quebrar o cavo superficial fazendo um ombro
biselado com a broca 170 ou a 3113 e aqui nos temos o preparo já pronto.
• BISEL GENGIVAL responsável pela integridade marginal da restauração, 3113
• CAIXA PROXIMAL confere retenção, resistência e durabilidade estrutural para a
restauração.

• BISELADO PROXIMAL vai manter a integridade marginal,

• BISEL OCLUSAL LINGUAL ele também confere integridade marginal ,

• DEGRAU OCLUSAL confere durabilidade estrutural ou seja proteção da


cúspide(abraçamento da cúspide).

• BISEL DA CÚSPIDE FUNCIONAL também faz durabilidade estrutural ,

Então cada elemento desse tem uma função: retenção, resistência, nicho, durabilidade
estrutural, redução da superfície oclusal faz a durabilidade estrutural pro seu dente

TIPOS DE TERMINAÇÃO QUE PODEM SER FEITAS NO OMBRO:

• CONTRA BISEL em vez de fazer o ombro você pode fazer direto o desgaste nas duas
cúspides de modo que a inclinacao tenha um ângulo de 40 graus em relacao a superficie
vestibular do dente para poder ter uma resistência do material restaurador em termos de
deslocamento, em termo de estrutura não sofrer deformação na parte de adaptacao é um
desgaste mais conservador .

• PREPARO DO TIPO CHANFRADO, muito parecido com o que é feito em restauracoes de


estéticas portanto que voce tenha uma angulação de 40 graus ;
• OMBRO BISELADO, você pode executar o ombro e depois o bisel ;

• E voce pode ter tambem COMBINACOES, por exemplo aqui na palatina voce pode ter um
contra bisel se o dente estiver parcialmente erupcionado .

FATORES QUE DETERMINAM ESSES TIPOS DE TÉRMINOS:

• Poucas estruturas de parede vestibular e lingual você utiliza o bisel ou o contra bisel;

• Quantidade for maior pode ser o ombro biselado ou chanfrado ;

• Face vestibular ou lingual for muito convergente para a oclusal, vai ter maior
dificuldade de retencao, então é bom fazer o ombro biselado que vai dar mais
retenção no preparo e se;
• a face vestibular e lingual forem quase paralelas você pode fazer o chanfrado e conserva
mais estrutura dental ;

Existe também a possibilidade de voce fazer RETENÇÕES ADICIONAIS com


a broca 169L, você vai entrar no ângulo axio vestibular e axiolingual na sfaces proximais
confeccionando uma canaleta em cada ângulo desse, isso vai melhorar á guia de inserção e vai
melhorar a retenção também da restauração.

Aula Dentística III - Restauração Provisória

Os objetivos da restauração provisória, como confeccionar, com a técnica da massa grossa.


E nesta segunda aula vamos falar da técnica mais comum que todo mundo usa, na maioria das vezes
quando o paciente tem o dente já em cima, é a técnica da moldagem prévia, vocês estão vendo ali
que tem uma linha no mercado de silicone de condensação, e essa técnica é pra facilitar nossa vida.
Entao como o próprio nome diz 0:50 não entendi a palavra onde nos temos um núcleo de
preenchimento,ou nos temos dentes hígidos que forem ser envolvidos na confecção de uma ppf,
como por Exemplo: Voces tem um amalgama, bastante extenso, esse amalgama fraturou,
infiltrou, teve lesão de carie recorrente e você decidiu substituir esse amalgama, por uma
destas razões, só que nessa substuição vai ter que fazer restauração indireta, uma onlay ou no
caso uma coroa total, então nesass situações antes de se fazer o preparo pra onlay ou pra
coroa total, você remove o amalgama, faz o preenchimento daquele dente com Ionomero de
vidro modificado com resina, ionômero de vidro convencional ou ate mesmo uma resina
composta. E ai em cima deste preenchimento vamos executar o preparo para a restauração
que nos escolhemos.

Tem exemplos de moldagem previa para ponte fixa , vai ser mais ou menos assim: Esses
dentes foram tratados endodonticamente, foi colocado o pino e antes de executar o preparo para
coroa, já foi feito o preenchimento com resina, reconstruí todo o dente em resina composta, so que
obviamente, o paciente que tem so de canino a canino onde o dente inteiro é resina, a longevidade
deste tipo de restauração é muito curta, com 1 ano ou 2 anos desgastou tudo praticamente, pois ele
ta mordendo so em cima, vai ter que fazer uma ponte fixa aqui,restauração de coroas unitárias, com
nichos para uma ppr. Então antes de fazer o preparo, faz uma moldagem previa destes dentes, para
saber a anatomia ideal dele, você pode fazer ate da mão livre, quem não tem moldeira, contanto que
tenha uma espessura boa de material, no caso de silicone pra poder ter rigidez ali naquela
moldagem, para não poder se deformar tão facilmente. Podemos fazer em alginato, tem um custo
mais barato, mais fácil de trabalhar, porém o alginato rapidamente ele se deforma, então se for fazer
no alginato tem que moldar, lavar, desinfectar, colocar no umidificador para ele não deformar,
porque se você ainda for fazer os preparos de todos esses dentes, antes de usar a moldagem pra
fazer o provisório, se deixar ele na bancada em contato com o ar ele se contrai e depois vai dar
problema. Quem for usar alginato tem que ter esse cuidado a mais.

Começa a ser executado os preparos, todos os dentes tratados endodonticamente, feito pino,
preenchimento, então agora, você optou por fazer uma ponte fixa e confecção de cora total dos
dentes pilares, pega a moldagem feita, pelo fato de ser uma prótese muito extensa eu divido ao
meio, com um bisturi posso cortar aquela moldagem ao meio, manipula a resina acrílica com o pó e
quando estiver na fase borrachoide, coloca-se na moldeira e levo em posição, primeiro coloco a
parte palatina, depois acrescenta resina acrilica em toda essa região e coloca-se a parte vestibular.
Preferivel deixar um resto de resina na placa, para ir acompanhando a presa do material. Lembrando
que todo material quando tá na boca ele toma presa mais rápido devido o calor, pois a temperatura
bucal é mais alta.

Nessa fase é importante lembrar de lubrificar bem o preparo, a gengiva, passando vaselina
ou gel lubrificante hidrossolúvel, onde o material de monômero estiver em contato, eu passo o
isolante, pois vai aquecer e pode até machucar o paciente. Com o preparo em posição, primeira
prova colocou material depois a barreira por cima. Tomado presa remove a parte vestibular e
observa se faltou alguma área do material, em excesso já pode ir retirando com uma tesoura ou
espátula, removendo assim uma quantidade maior de excesso. Caso tenha faltado material em
alguma região, antes de remover a parte palatina, acrescenta de novo a resina acrílica aqui e leva
parte vestibular que eu tinha removido em posição de novo. Na região inferior não foi feito
rasgamento, muitas vezes agente não faz aquele corte, agente só pega moldagem, manipula a resina
acrílica, coloca dentro da moldagem que foi feita anteriormente e leva em posição, depois que
tomou presa não preencheu todos os preparos, terminou aqui, então você vai, acrescenta mais, ou
pode remover esse provisório essa parte inicial aqui dar o acabamento, depois complementa o
restante com uma nova inserção do molde com a resina acrílica.

FASE DE CIMENTAÇÃO

Neste tipo de prótese fixa extensa, temos que ter cuidado de passar o fio dental previamente
para poder depois termos mais facilidade para remover o excesso de cimento, imagina-se que
depois que incimentar vai ocorrer extravasamento de cimento das margens, e esse cimento fica
muito difícil de ser removido se agente não fizer essa passagem previa de fio dental, no espaçoi
papilar entre a prótese fixa. O importante é não deixar excesso de cimento nesses espaços, porque
qualquer excesso que fique ai vai levar ao acumulo de placa, vai impactar alimento, levar a um
traumatismo gengival, e o que queremos depois é que a gengiva esteja saudável, sem estar
inflamada na etapa de moldagem. Então se tiver um excesso de cimento que esteja provocando uma
inflamação gengival, isso vai atrapalhar a moldagem, muitas vezes inviabiliza a moldagem ai
vamos ter dois trabalhos.

Este provisório é feito imediatamente, o dente preenchido, restaurado, faz a moldagem e realiza a
confecção do provisório. Mas podemos fazer o provisório mais estético, porem, vai ter um custo
maior. Por exemplo no primeiro só foi colocado resina acrílica, auto-polimerizavel. Quando quero
um provisório com uma longevidade maior, o paciente vai levar mais tempo pra fazer o tratamento,
então você pode mandar confeccionar esse provisório no laboratório, ele vai ter uma longevidade
maior em termos de estabilidade de cor, não vai pigmentar, nem ficar amarelado, vai estar mais liso,
inclusive pode ser feito uma cor mais trabalhada, caracterizada com o terço cervical, médio e
incisal. Nessa fase aqui antes dos preparos , você faz a moldagem , manda pro laboratório de
prótese, essa moldagem é feita pelo menos com silicone de condensação, não pode ser com
alginato, pois tem que ser uma moldagem mais precisa. No laboratório, será feito o que fizemos na
boca (vai pegar fazer preparo no gesso, só que um preparo bem mais conservador, pois ele não sabe
a espessura do preparo que vamos fazer, e vai confeccionar no gesso uma ponte fixa, com essas
característica, uma resina termopolimerizável, tem longevidade maior, que não pigmenta, não
desgasta, tem mais brilho. E quando ele mandar de volta pro dentista, nos só vamos reembasar na
boca do paciente, muitas vezes ele pode acrescentar na parte interna dessa ponte fixa aqui, barras
metálica para ter mais resistência a fratura esse provisório, provisório muito extenso, se não tem
nenhum reforço interno pode fraturar, pode quebrar. Muitas vezes pode até fraturar o teu preparo,
por exemplo aqui né, a gente tem resina... pode fraturar essa resina do teu preparo e vai complicar
todo o tratamento.

Então essa é a técnica direta mas tem a técnica indireta que você faz do laboratório também.
Numa primeira consulta você pode fazer isso, que já sai dessa maneira. Aí você faz no laboratório,
ele vai confeccionar um novo jogo de provisório depois, aí de uns quinze dias você cimenta um
provisório mais estético. Você vê aqui que tá tudo muito anatômicamente correto, mas tá muito
branco, muito artificial. Isso é só a etapa inicial do procedimento restaurador do paciente.

Outra técnica do tratamento de uma coroa unitária é mais ou menos isso que eu acabei de
falar da etapa laboratorial. Fez a moldagem, fez o modelo de estudo. Nesse modelo de estudo pode
se acrescentar um pouco de cera pra fechar um diastema, como nesse caso aqui, fechando aquele
diastema, melhorando a anatomia palatina. Faz um molde no modelo de gesso mesmo, e depois
executa-se um preparo bem conservador, um preparo de coroa total que não tá muito finalizado, só
um esboço do que vai ser o preparo, e aí no modelo de gesso você vai manipular resina acrílica,
colocar naquele molde e levar em posição no modelo. Então isso aqui pode ser feito entre uma
consulta e outra. O paciente na primeira consulta, você vai fazer a coroa, planejou né... chegou
dessa maneira, aí você não quer ter o trabalho de preparar e fazer na mão, tá sem tempo, o paciente
tá sem tempo. E pra fazer na mão leva um tempo. Então você faz o que? Molda. E marca outra
consulta dois dias depois, aí com o tempo você ou seu auxiliar pode fazer isso aqui ó, uma
moldagem, enceramento. Pra fazer isso não precisa do paciente na cadeira; então é feito molde o
vazamento da resina bem fluida, fase liquida ainda, leva em posição no gesso. Não esqueçam de
isocalar o gesso, passar vaselina ou qualquer tipo de isolante para que a resina não grude no gesso,
senão vai ter dificuldade na hora de retirar. Normalmente quando é só um provisório unitário assim,
dificilmente ela fica grudada, porque não é uma extensão muito grande de resina né.

Você vai tirar e vai tá bem fininho mesmo, bem transparente. Aí você recorta, é como se
fosse uma capinha com a forma do dente. Ainda não tá pronto porque o preparo que tá no gesso não
é preparo que vai tá na boca, mas é como se fosse uma moldeirinha do preparo. Você vai ganhar
tempo na hora que fizer o preparo no dente.

Na outra consulta você executa o preparo pra coroa total, aí com aquela capinha que você
confeccionou anteriormente, ou o teu auxiliar, você coloca resina acrílica e manipula e leva em
posição como se tivesse moldando o preparo e aí vai fazer o reembasamento, tira os excessos e
praticamente tá pronto já o teu provisório. Voce ganha tempo, não precisa ficar fazendo aquele
trabalho, de remover excesso, dar inclinação, corrigir forma. Fazer toda anatomia na mão. Você
pode fazer quando você tem um dente com a coroa mais ou menos íntegra, não entendi a palavra
16:13. Coroa porque, por causa da alteração de cor, mas não por questões de defeitos estruturais.

Então aqui ó, foi feito o reembasamento, observa-se a margem, o termino do preparo, e


recorta-se o excesso de resina em volta. Leva de novo em posição, vê a adaptação direitinho, pra
poder fazer cimentação.

Uma coisa que queria chamar a atenção de vocês, que pra alguns eu falei no laboratório, mas
não sei se todos atentaram pra isso. Quando a gente tá fazendo moldagem ou um provisório, pra
preparo de coroa total, a gente tem que visualizar algumas estruturas pra ver se o teu provisório ou
tua moldagem está correta.

Aqui tem um preparo pra preparo pra coroa total. O que a gente pode observar:

- parede axial vestibular

- paredes axiais proximais

- parede palatina
- a gente visualiza o término: encontro da parede gengival que circunda o preparo todo com
a parede axial. O termino é desse encontro pra baixo.

Temos que conseguir visualizar o termino gengival. Estamos visualizando a margem


gengival, a margem de preparo, só nas proximais, porque como é uma coroa anterior, o dentista
deixou a margem do preparo intrasulcular, pra não aparecer a linha de terminação entre dente-
restauração depois que a coroa estiver cimentada.

Esse é um dos grandes erros de coroas estéticas na região anterior: você cimentar a coroa, e
aí depois que remove excesso e tudo direitinho, o paciente volta pra revisão e fica aparecendo lá
uma linha entre dente-restauração, que é desagradável essa linha ficar aparecendo. Pode escurecer o
cimento, aí ficar mais chato. Se o paciente tiver um sorriso baixo, onde não aparece a cervical, tudo
bem. Mas se for uma Glória Pires, que tem um sorriso gengival, vai mostrar tudo, vai mostrar até a
gengiva. Então tem que estar atento a isso aí.

Então essas estruturas (margem, termino e a parece axial), a gente precisa treinar o olho pra
identificar isso na moldagem e no provisório.

Então vamos identificá-las:

- a parede axial sempre vai ser fácil de visualizar. Por que? Porque é a porção interna do
meu provisório ou da minha moldagem.

- o termino também é fácil visualizar. Por que? Aonde termina minha parede axial? Eu traço
uma linha lá embaixo e vem subindo. O termino termina aqui, a parede axial termina aqui. Então
essa borda interna aqui é o inicio do meu termino de preparo. A espessura dessa borda interna pra
margem do preparo é o termino propriamente dito. Se ele ficar em chanfro, se ele ficar em ombro,
se ele ficar em ombro inclinado, chanfro inclinado, chanfro biselado. Esse é o meu termino.

- a margem do preparo eu vou visualizar numa linha bem aqui.

Então essas estruturas eu devo procurar identificar na hora que eu tiver reembasado o
provisório ou feito a moldagem pra mandar pro laboratório. Se eu não estiver visualizando o
termino nem a margem corretamente, definir o que é um e o que é o outro, ou se eu tiver uma bolha
na margem ou no termino, eu preciso refazer a minha moldagem, ou refazer o reembasamento do
meu provisório. Por exemplo, uma falha na copia do preparo vai levar a alteração na hora de
produzir a coroa. Se a coroa for produzida errada, não vai encaixar direito.

(não entendi direito a pergunta abaixo)

Alguém pergunta: se eu for ajustar e desgastar muito, eu posso reembasar?

Professor: pode. Você tá falando entre um dente e outro? Você desgastou pouco?

Alguém diz: na cúspide.

Professor: Vi quer acrescentar mais reina? Você tá falando que ficou alto, tá ajustando e
desgastou demais, é isso? Pode acrescentar sim.

O que a gente pode fazer também: você passa um pouquinho de monômero na oclusal, toda
vez que você for reembasar uma resina que já tá ali há algum tempo, foi feita agora, passa o
monômero, pra poder aderir quimicamente a camada nova na antiga, passa monômero, manipula
um pouco de resina liquida, coloca em cima da coroa, e pede pro paciente morder de novo, e depois
vai removendo os excessos.

Depois, observem bem, o provisório tem várias funções. Não só devolver forma e anatomia
do dente, aí você começa a visualizar como vai tá a tua restauração depois de feita a restauração
final. Se observa aqui que essa margem tá muito no limite gengival, tá aparecendo, tinha que tá
mais intrasulcular. Pra parte provisória, tudo bem. Você ainda não moldou pro protético, você pode
liberar o paciente. Só que antes de moldar você vai ter que deixar o término mais dentro do sulco,
pra poder mascarar essa margem. Isso é uma coisa que precisar ser corrigida pra poder moldar e
mandar pro laboratório.

No laboratório de provisório não adianta o professor sentar e fazer o provisório pra vocês; o
aluno tem que sentar pra fazer. No inicio parece que tá uma porcaria, mas é só treino. Quanto mais
vocês fizerem, melhor é a técnica. E pra fazer o provisório, tem que ter o material pra fazer. Sem o
instrumento adequado você não consegue trabalhar, vai ter dificuldade. As vezes a dificuldade é
porque você tá trabalhando com o instrumento adequado. Facilitem a vida de vocês, tendo o
material adequado. Não precisa ficar lindo igual ao do livro, não vou dar nota por isso. Tem que
saber anatomia do dente que tá fazendo.
Na cimentação, existem vários tipos de cimento usados pra provisórios. O que é importante
saber?

- o cimento utilizado na cimentação na etapa provisória não pode ser muito rígido, senão
depois a gente vai ter dificuldade de remover o provisório.

- No entanto não pode ser muito fraco, porque senão o provisório fica caindo. Ele se
solubiliza, solta e o paciente fica sem provisório. Pior coisa que tem é você cimentar o provisório e
o paciente voltar porque o provisório caiu.

Pode ter alguma coisas erradas aí. Ou o preparo tá muito expulsivo, ou você deixou o
provisório alto, ou você utilizou o cimento de modo inadequado. Esses três pontos a gente procura
evitar.

Mas às vezes pode ser culpa do paciente também. Paciente acabou de cimentar o provisório
e vai mascar chiclete. Aí vai soltar. Tem que orientar o paciente adequadamente quanto ao uso de
provisório.

• Hoje nos temos os cimentos temporários com e sem eugenol.

- Se você for fazer uma cimentação adesiva depois naquele preparo, o ideal é que você use
cimento sem eugenol. Porque o eugenol pode interferir na adesão dos sistemas adesivos, inibindo a
polimerização dos sistemas adesivos e cimentos resinosos.

- Se for fazer uma coroa metaloceramica, uma onlay metálica, que não use cimento resinoso,
use ionômero de vidro, ai pode usar cimento com eugenol, que é mais barato.

• Cimento de Hidróxido de cálcio:

Utilizado mais em casos de urgência e emergência. Por exemplo, paciente caiu provisório e
chegou no consultório, aí você pode cimentar com cimento de hidróxido de cálcio.

A desvantagem é:

- é hidrossolúvel. Se ficar por longo tempo na boca, vai se solubilizando, e pode promover
pigmentação do preparo (escurecimento), e provoca mau cheiro pela infiltração dele.

• Cimento à base de óxido de zinco:


Tipo 1 e tipo 2 também estão indicados.

Mas praticamente não se utiliza mais.

• Cimento de fosfato de zinco:

É um cimento considerado definitivo, pra coroas em cimentação definitivas. Mas, nos


casos onde você tem o tratamento dividido em duas etapas, ou seja, primeira etapa até o
provisório, e depois ele vai ficar algum tempo com o provisório até retomar o tratamento pra
fazer o definitivo, você já previu que vai ter um espaço grande de uso de provisório, seis
meses... Às vezes até um ano, até o paciente ter condições de fazer a definitiva. Aí você
pode usar um cimento definitivo nessas situações.

Alguns exemplos:

• cimento de óxido de zinco e eugenol... e aqui sua versão sem eugenol CNE quer
dizer que não tem eugenol.

Todos os que não têm eugenol é pra trabalho onde você vai usar cimentação adesiva
depois.

Normalmente ele vem com uma pasta base e uma catalisadora... Que você proporciona
no bloco, espátula e coloca dentro da coroa e da ponte fixa para cimentação.

Existem outros cimentos, fabricantes nacionais, mas não tem a mesma qualidade.
Promove um filme de película de cimentação muito grande, e acaba tendo difícil
escoamento, pouca resistência à fratura. Não é a mesma coisa de um cimento da 3M;

• Cimento de hidróxido de cálcio, que a gente falou, é mais pra cimentações rápidas,
de um dia pra outro... contra indicado pra cimentação provisória de longa duração
que vai levar uns quinze dias ou mais, já fica contra indicado por causa da
infiltração, mal cheiro, pigmentação do preparo, dificultando o trabalho restaurador.
Infiltração marginal excessiva.

• Cimento de oxido de zinco: que a gente falou, se você manipula-lo de maneira mais
fluida, pode ser utilizado como agente cimentante. Mas é mais fraco, fratura mais,
tem eugenol, que influencia na cimentação adesiva, tempo de presa maior, paciente
às vezes vai ter que ficar duas ou três horas sem comer nada, porque o provisório
pode soltar. Quase não utiliza mais;

• Fosfato de zinco: manipular na mesma forma como é feito pra cimentação definitiva,
separando em sete porções, manipular por um minuto e meio, na maior área possível
da placa pra ter a liberação exotérmica (o calor da reação de presa dele), e executa a
cimentação. É um cimento definitivo que vai utilizado quando o provisório vai ficar
atuando por muito tempo. Depois você já pode prever que vai ser difícil a remoção
do trabalho, do provisório. Paciente tá de férias, vai viajar por um mês, aí você pode
cimentar com esse cimento. Nessas situações utiliza esse cimento.

- A forma

Geralmente ele vem com uma pasta base e uma catalisadora, você vai manipular ou
homogeneizar, e vai pincelar nas porções internas da coroa. Faz a cimentação, coloca uns
dois rolinhos de algodão, quanto mais firme melhor, na oclusão e pede pro paciente apertar,
tem que falar pra ele apertar e não mastigar, APERTAR. Deixa ele apertando por 30
segundos ele apertando, pede pra abrir e depois remove os excessos. O ideal é que passe
dois fio dental, nas proximais. Depois que cimentar e tomar presa você vai poder tirar o
cimento com o fio dental que você deixou ali, se for tentar colocar o fio dental depois da
cimentação é mais difícil. Outra dica importante: passar um isolante, uma vaselina liquida
ou pastosa nos dentes vizinhos, pra que o cimento não fique muito grudado no dente e se
solte mais facilmente na hora de remover o excesso. Aí você vai com uma sonda, qual é a
forma ideal de remover o excesso de cimento? É você passar a sonda pela margem gengival,
da gengival circulando ou circundando o provisório. Se você for fazer o movimento da
gengival em direção da coroa você vai tá quebrando o cimento, mas também tá fazendo uma
tensão de deslocamento do provisório, aí sem perceber o provisório pode ter um pequeno
deslocamento e depois acaba soltando. NUNCA PUXE DA GENGIVAL PRA COROA,
SEMPRE EM VOLTA, QUEBRANDO O CIMENTO, CIRCULANDO O PROVISÓRIO.

Aí observa, se tiver excesso é importante passar o fio dental, remover os excessos


proximais, pra não ter inflamação da gengiva na hora da moldagem.
Aqui é outra técnica: pode ser feita no consultório. Paciente chegou e tem um preparo.
Aí você faz a moldagem, vaza o gesso e vai confeccionar aquilo que a gente fez no
laboratório no gesso e dispensa o paciente. Vai deixar o paciente sem provisório? Ah, ele
não chegou sem?! Aí você vai fazer ao invés de uma, a outra consulta. Aí avisa o paciente,
são várias situações que a gente pode utilizar essa técnica.

Faz a bolinha, visualiza a parede axial, união da parede axial com o termino, e a borda da
margem. Visualizou? Marca com uma grafite, e remove os excessos como se tivesse fazendo
o provisório. Aí reembasa. Não vai ser o reembasamento final, porque o final vai ser feito na
boca, vai dando a forma e anatomia e depois dá polimento e faz a cimentação.

PINOS INTRA RADICULARES (aula 4)

Vai envolver a colocacao de um retentor dentro da raiz do dente para que possamos restabelecer
aquele dente através de uma coroa total ou muitas vezes através de uma restauração direta mais com
a necessidade de se colocar um pino dentro daquela raiz. Os pinos podem ser:

METAL (núcleo fundido)


CERAMICA E;
FIBRA: VIDRO OU CARBONO.

DESAFIO CLINICO: muitas vezes vamos esta trabalhando com dentes que já sofreram tratamento
endodontico, são remanescente que já tem uma presivilidade de duração menor do que um procedimento que
não envolva dentes com tratamento endodontico, pois se eu fizer uma coroa num dente vital a chance dela se
manter por vários anos ou décadas é muito maior, do que se eu fizer uma coroa colocando um pino em um
remanescente radicular. Por que? Em tudo que agente trabalha tem uma vida útil, tem uma fadiga do
material, a técnica que utilizamos para instalar um pino ou fazer uma restauração, todas essas variáveis
influenciam diretamente no sucesso do tratamento, então quanto menos variáveis eu tenho durante o
tratamento que eu vou sugerir para o paciente eu aumento a chance de sucesso.

Quando diante do desafio de se restaurar um dente tratado endodonticamente o CD deve decidir:

• Se um pino esta indicado;


• Qual restauração realizar, sobre o remanescente.
PASSADO: acreditava-se que um pino intra-radicular conferia maior resistência a raiz de um dente tratado
endodonticamente; (na verdade não é bem isso).

HOJE: a principal função do pino é conferi uma retenção pro material restaurador coronário ou seja eu
coloco um pino para que aquele coto coronário ou a minha restauração definitiva posteriormente seja capaz
de ficar retida naquele remanescente dental, pois ele perdeu praticamente toda coroa, pois o efeito férula é
quase mínimo e num existe possibilidade de ser feita. Resumindo a função do pino é criar retenção
dentro da raiz para que possamos colocar uma restauração indireta.

FATORES DE DECISAO PARA INSTALACAO DE UM PINO INTRA-RADICULAR:

1. POSICAO DO DENTE;(posição que este ocupa na arcada), se aquele dente esta no alinhamento correto
no arco.
Se ele esta exercendo alguma função, algum movimento de lateralidade, latero protusivo;
Se ele esta com transpasse horizontal ou invertido, mordida cruzada.
2. OCLUSAO (se e’ linha canina e etc...);
3. FUNCAO DO DENTE RESTAURADO (de maneira geral nessa oclusão);
4. QUANTIDADE DE ESTRUTURA DENTARIA REMANESCENTE (se ainda possui uma quantidade de
coroa?, 1/3 ou 2/3 da coroa, ou tenho apenas uma situação de remanescente radicular. E esse remanescente
radicular, esta com a parede do canal com bom volume ou estão fragilizada? Finas ou desgastadas durante
o preparo endodontico. Muitas vezes vc vai pegar uma situação que já existia um pino que houve uma falha
que vai substituir aquela restauração, aquele pino. Quando vc vai remover o pino vc vai desgastar mais
remanescente radicular deixando ele mais fragilizado .
5. CONFIGURACAO DO CANAL RADICULAR. Temos diferentes anatomias para os grupos de dentes. Em
um pré molar superior vc vai ter muitas vezes 2 raizes, e já no inferior vai ter uma raiz única, no molar
inferior 2 raizes e no superior 3 raizes, então temos que decidir em que raiz e em que canal iremos colocar
esse pino.

INDICACOES
DENTES ANTERIORES:
• RASGAMENTO, (corta os alimentos)
• RECEBEM FORCAS DE CIZALHAMENTO (TANTO NA COROA QUANTO NA RAIZ);
• ESCORREGAMENTO ENTRE UM DENTE E OUTRO, gerando forças oblíquas.
DENTES POSTERIORES:

• TRITURACAO;
• MAIS FORÇA COMPRESSIVA NO SENTIDO LONGITUDINAL DAS RAÍZES, DE
MASTIGAÇÃO.

Desempenho de funções diferentes

DENTES ANTERIORES : QUANDO USAR O PINO?

• Quando uma RESTAURACAO DE COROA TOTAL É REQUERIDA PARA DESENVOLVER FUNÇÃO


E ESTETICA ;
• ou quando a estrutura dental coronária esta adequada;
• Incisivos laterais superiores; (toda vez que formos trabalhar nesses dentes, devemos optar por colocar
pinos, pois esses dentes possuem um volume de raiz e coroa menor).
• Incisivos inferiores, (idem ao ILS);

INCISIVOS CENTRAIS SUPERIORES E CANINOS: A decisão deveria se fundamentar:


QUANTIDADE DE ESTRUTURA REMANESCENTE;
OCLUSÃO;(a função que aquele dente desempenha na oclusão daquele paciente);
FUNÇÃO.

BASEADO NESSES FATORES:


Se há quantidade de estrutura dental remanescente; somente preenchimento da camara pulpar .
Havendo duvida sobre a resistência da coroa vc vai colocar um pino , mais um pouco de resina .
Um preenchimento de resina de camara pulpar e do 1/3 coronal do canal radicular pode ser realizado.

DENTES POSTERIORES
Recebem predominantemente forças verticais (de compressão),
Reforco da estrutura coronária não é comumente necessária;
Mobilidade de colocação de pino intra canais;
Um pino so será indicado para dentes posteriores quando outro método de retenção mais conservativo
com característica de resistência. não puder ser utilizado para confecção do coto coronario. Ex: se as
paredes estiverem socavadas,somente com esmalte sem dentina, onde foi perdida a ponte de esmalte no
acesso endodontico, ai sim vai precisar colocar um pino.

QUANDO NÃO USAR PINOS


Quando tiver dentes com boa qualidade de remanescente coronário.

DENTE FOR UM PILAR DE PF OU PPR (podemos colocar o pino);


• Mesmo que ele tenha uma boa estrutura remanescente mais va servir de pilar devemos colocar
o pino.
Nessas circunstancias forcas não fisiológicas estão atuando sobre o dente. Devemos escolher sempre a raiz
com maior volume. Ex:

MOLARES SUPERIORES MOLARES INFERIORES

RAIZ PALATINA RAIZ DISTAL

DENTES PRÉ-MOLARES SUPERIORES


Recebem uma mistura de forças compressivas(molares) e de cisalhamento (incisivos), ou seja podem receber
forcas que estão atuando tanto em dente anterior como em dente posterior, depende muito da altura da coroa
clinica desse dente. Se a coroa é alta, ele recebe forcas igual os dentes anteriores, e o pino esta indicado.
Se a coroa não é alta, ou seja, é relativamente curta, esse dente desempenha papel mais de um molar (forcas
compressivas), entao um pino nessa situação pode as vezes não esta indicada.
O pino estará indicado:
Se a coroa clinica é alta;
Se o dente receber stresse lateral significativo;
Devido a sua delicadeza da estrutura morfológica, após tratamento endodontico, o canal não deveria ser
novamente alargado,devendo utilizar Pinos que se adequem a anatomia daquele canal, ou seja pinos que
não sejam rosqueados, dentes que tenham dupla conicidade(typer);

QUANTO A CAPACIDADE DE RETENCAO DOS PINOS VAI DEPENDER DE VARIOS FATORES :


Modo de ressecao;(NÃO ENTENDI)
O tipo de cimentacao;
Morfologia do pino ( pinos serrilhados que a presentam ranhura vão ter mais retenção, quando o pino é
cimentado adesivamente ele vai ter mais retenção)

DESENHO DO PINO
• MAIOR RETENCAO:
PINOS ATIVOS ROSQUEADOS (vc cimenta e vai fazendo uma rosca na parede interna da raiz tendo
mais retenção, mais nem sempre são os melhores, pois muitas vezes essa tensão que é criada vai
comprometer o remanescente radicular, criando trincas internas que acabam sendo o ponto de partida para
uma fratura da raiz, principalmente se as raízes estiverem fragilizadas, hj praticamente não optamos mais
por estes pinos .
PINOS PARALELOS: são mais retentivos do que os cônicos, pois conferem mais resistência ao
deslocamento .
PINOS CONICOS. São pinos sao menos retentivos sao situacoes que vc vai fazer um preparo mais
longo do remanescente radicular da desobituracao para conseguir uma adequada retenção desses
pinos . a vantagem dele é que ele desgasta menos a estrutura dental remanescente para a sua
ressecao(não entendi).
Comprimento do pino: quanto maior for o comprimento maior será a sua retenção;
Pinos passivos: devem ter um preparo mais longo no conduto para poder ser feito a sua
instrumentação. Portanto devemos respeitar pelo ao menos 4mm da obturação do conduto radicular
da região apical da raiz pra conservar a estabilidade do tratamento endodontico .

Qual o melhor momento para a cimentacao do pino de fibra de vidro?

Ou seja, a situação clinica básica é essa, geralmente quem faz o canal, não é quem faz a
prótese, quem faz a prótese não é quem faz o canal, no entanto, quem faz a prótese normalmente é
quem coloca o pino, o ideal é que vc cimente o pino imediatamente após a obturação do conduto,
para que vc tenha um ambiente mais desconta minado possível durante a instrumentação , se vc faz
um canal pra uma restauração provisória, ela pode fraturar, criar uma fenda de infiltração,
contaminação do conduto, gerar enfraquecimento do remanescente dentário, tudo isso antes da
cimentação do pino.

Então quem deve cimentar o pino, o endodontista ou o protesista? Deve ser aquele que saiba
fazer os dois, ou pelo menos aquele que saiba fazer a cimentação do pino, se o endodontista não
souber cimentar o pino não o adianta ele cimentar, e se o protesista não souber desobiturar não
adianta ele preparar a raiz e depois cimentar.

O tratamento endodôntico que esteja comprometido, provavelmente no futuro pode dar um


problema, uma reagudização, um aparecimento de uma lesão apical, ai vc perde o tratamento que
foi seu. Na verdade quando já ta contaminado já esta estabilizado, mas quando vc interfere,
mexendo no canal, desobturando, por bem ou mal alguma contaminação acontece, se vc tem uma
situação de tratamento endodôntico antigo, em tese se tiver bem feito não há necessidade de
retratar, mas muitos colegas protesistas preferem fazer o retratamento pra ter mais segurança.

Essa questão de retratar ou não é polêmico em vários pontos: se o dente que vc for colocar o
pino já tiver uma lesão necessariamente vc não vai colocar o pino nesse dente, manda pro
endodontista pra tratar desse dente e depois ele manda pra vc. Vc já pede pra ele mandar pra vc
cortado, ele obtura corta uns3 ou 4 mm e depois manda pra vc.

Tem caso que o dente já ta com 3 ou 4 anos tratado e por acaso quebrou uma cúspide do pré-
molar, vc vai ter que fazer uma protese e colocar um pino, vc não vai precisar retrata-lo, vc sabe a
causa inicial sabe que não teve lesão, faz a instrumentação remove a guta-percha e pode colocar o
pino sem estress.

Sobre o tipo de pino que vc vai usar tem muito haver com a largura do canal que vc vai
trabalhar, dentes atresicos, fica muito difícil de escolher um pino que não seja um pino anatômico,
pq se não teria que fazer muito desgaste das paredes circundantes, as vezes vc não consegue nem
instrumentar o canal por estar muito atresico.

Por exemplo em caso de um molar vc olhou o raio-x e não ta tratado, ta so com um ou dois
canais tratados, a primeira coisa manda pro endodontista confirmar a condição que ta ali, então a
gente tem sempre que se preservar.
Existe alguma preocupação fluente a utilização de pinos metálicos, é correlação a da
instrumentação.

Existe uma preocupação principalmente na utilização de pinos metálicos com relação ao esse
escape da cimentação. Você vai fazer um núcleo fundido por exemplo você vai cimentar ele na raiz,
a técnica é levar o cimento no pino e alguns indicam ainda uma colocação de uma porção de
cimento dentro do canal, só que quando cimenta existe uma pressão hidrostática ali, e para aquela
coisa que ta la dentro dá espaço para quem vai entrar ela precisa extravasar de algum modo. Então
existe o que se chama de efeito de VETING, que é criar este espaço para o extravasamento de
cimento, então na parede do remanescente radicular com uma pequena broca você entra e faz uma
canaleta, somente na hora da cimentação, para ter o escoamento do cimento de dentro da raiz, e
você consiga fazer uma adaptação e um extravasamento correto do cimento. Isso é mais utilizado
para (não da para entender também 30:15).

Com relação a retenção desse pinos , muitas vezes se você tem restaurações que foram substituídas ,
que tinham pinos antigos nessas raízes, você vai fazer uma cimentação adesiva la em baixo onde
tem remanescente dentário, então existem sistemas para permitir uma boa retenção da coroa nessas
situações. Então existem sistemas de

• macro-retenções onde você pode fazer uma rugosidade com uma broca,
• existem sistemas químicos onde pode usar adesivos que tem ligação química com metal.
• E micro-retenções que são as mais utilizadas , protege os dentes vizinhos com uma borracha
fotopolimerizave, ou top dam no isolamento absoluto, (não dá para entender 31:37. Desse
remanescente para criar retenções, isso são manobras feitas para melhorar a retenção desse
remanescentes com a cimentação da coroa.

PREPARO DO CANAL RADICULAR

Existem 3 tecnicas para fazer a desobturação do canal para colocação do pino. A mais conservadora
deveria ser sempre a que a gente tem como primeira escolha, porque a gente não vai desgastar
estrutura remanescente, mas de maneira geral toda cimentação com pinos pre fabricados utilizam
brocas especificas em seus kits. Então se você estiver trabalhando com uma raiz já fragilizada, vai
utilizar um pino cônico, liso, você opta por fazer a desobturação por instrumentos aquecidos, ou
solventes, respeitando os 4 mm do terço apical da raiz, como manutenção da obturação
endodôntica.

Se você tem uma raiz com bom volume nas paredes internas, ai pode utilizar brocas para fazer a
desobturação. Normalmente a cimentação é com ionômero de vidro, fosfato de zinco ou cimento
resinoso. Ionômero de vidro e fosfato de zinco são mais utilizados para pinos metálicos e os
cimentos resinosos apesar de poder ser utilizados em pinos metálicos possuem indicação maior para
pios de cerâmica ou fibra de vidro ou de carbono. Lembrando que a gente vai trabalhar sempre
dentro de um conduto radicular, precisa ter o máximo de eficiência nesta etapa de cimentação, ou
seja impedir que ocorra presença de bolhas de cimento dentro do remanescente radicular. Para isso
se utiliza seringas do tipo centricas, com uma ponta agulhas, ou uma seringa de insulina que tem
uma ponta agulhada que te da o acesso de toda extenção do canal, para inserção do cimento, seja
qual cimento for.

Não pode colocar cimento na embocadura do canal, e achar que já ta bom, na hora que vai cimentar
o pino, na parede do terço médio e do terço apical não existe cimento, por isso que muitas vezes
alguém pode dizer que o pino caiu.

Que tipo de opção a gente tem para tratar o dente endodonticamente?

• Fazer preenchimento sem pinos


• Preenchimentos com pinos pre- fabricados, são mais indicados para dentes com raízes muito
divergentes, para melhorar a retenção das raízes. Pois eles preservam mais a estrutura dental,
por isso utiliza muito em raízes bem fragilizadas, e possuem uma grande vantagem que
podem ser preparados e cimentados em cessão única
• Utilizar núcleos fundidos, você vai fazer o preparo no conduto, vai colocar uma resina
dentro do canal modelando o conduto para confeccionar o fundido, vai mandar fundir no
laboratório e em outra sessão você vai cimentar.

Os pré-fabricados todos são rosqueaveis e tem uma boa retençao, tem menor infiltraçao de
canais, são mais economicos por se fazer em uma sessao clinica e são mais esteticos,
confeccionados para dentes anteriores.
Se vc for fazer uma coroa, por exemplo, de resina composta de laboratorio, vc vai cimentar o
niquel fundido ela pode dar alteraçao no resultado, se tivesse cimentado com pino fibra de
vidro vc vai ter um resultado mais satisfatorio.

Quanto a morfologia, pode ser:

• paralelos
• conicos
• cerrilhados
• lisos
• com ou sem roscas

Ativos: com rosca

Passivos: sem roscas

Classificaçao quanto ao tipo de materiais, podem ser:

• metalicos
• fibra de carbono
• ceramicos
• fibra de vidro
• mistos (carbono coberto com quartzo (acho que é isso)

Normas para cimentação dos pinos

• o comprimento do pino dentro da raiz deve ser igual ou ligeiramente superior ao


comprimento do corno coronario (parte do preparo)
• o diametro se limita a reproduzir a morfologia do canal

Exemplos:

Raiz fragilizadas – esse dente já tinha nucleo e foi removidos e ficou uma parede bem fragilizada,
qual a opçao? Colocação de pino fibra de vidro. É menos risco , vai dissipar melhor as forças. É
feita a cimentaçao do pino principal, depois faz o preenchimento ao redor de resina composta.
Entao vc vai ter dentro do canal pino fibra de vidro envolto por cimento resinoso e a parede do
canal em volta.
Dente posterior – esta com estrutura fragilizada, houve uma perda consideravel de uma cuspide
então é feita a colocaçao de uma resina com pino pré-fabricada dentro da raiz distal, feita a
obturaçao compara-se o que ta sendo colocado dentro da raiz o que ta sendo apoiado por crista
ossea e a proporçao que vai ter pra fora.

Esse caso foi feito aqui mesmo na faculdade, prova do pino, foi feito o condicionamento acido,
aplicaçao do sistema adeviso, feito a cimentaçao do pino, foi encoberto com uma resina opaca para
mascarar o aspecto cinza do metal para não aparecer na restauraçao de resina e faz a restauraçao,
tira uma radiografia, acompanhamento, proservaçao, observa a saude pericapical e periodontal .

Alguma duvida gente? Alguem quer perguntar alguma coisa?

RESTAURAÇÕES PROVISÓRIAS (AULA 5)

Primeira coisa, por que a gente faz uma restauração provisória/temporária? Toda vez que vc
faz um preparo coroa total ou onlay vc tem que imediatamente após colocar um substituto pra
aquela estrutura que foi perdido durante o procedimento que vc acabou de realizar.

Então pra isso os objetivos das restaurações provisórias são esses:

• Promover e manter saúde periodontal (se vc faz um preparo onlay ou coroa total e não
coloca o provisório oq acontece? Tendência que aquela margem gengival sofra proliferação
bucal cobrindo a margem do teu preparo, vai dificultar uma moldagem, assentamento da
prótese ou instrumentação).
• Evita movimentação dentárias provocadas pela falta de contatos proximais e oclusais (uma
vez que a gente faz o preparo onlay não fazemos redução oclusal, na coroa total não
fazemos desgastes interproximais? Uma vez que vc tira os contatos entre os dentes e
desgaste na oclusal, vc não sabe quanto tempo vai levar pra fazer a restauração definitivas,
mas em alguns dias ou mesmo uma semana já tem movimentações e vc pode perder o
espaço que ia corresponder a anatomia da coroa definitiva )
• Estética (esteticamente é ruim)
• Fonética (pode prejudicar na fala se for um dente anterior)
• Mastigação (se for em dente posterior dificulta na mastigação)
• Avaliar o preparo (esse é um dos principais objetivos, de vc avaliar o comportamento do seu
preparo, se vc fez restauração provisório e logo depois caiu é pq o preparo está com algum
problema de retenção. Se furou na oclusal é pq está sem desgaste na oclusal suficiente)
• Prévia da futura restauração (dá uma visão se seu preparo foi feito de maneira adequada)

Muitas vezes tb vc vai poder fazer o provisório pra conseguir um afastamento prévio das raizes,
exemplo vc tem um dente que teve uma cárie na proximal e precisa fazer uma coroa, só que
como eu tinha aquela cárie, sofreu uma movimentação e começou a encostar um dente no outro.
Então vc faz o provisório e coloca uma borracha de afastamento pra ir aumentando a espessura
de modo que as raízes se afastem de novo pra ter um espaço suficiente pra moldagem.

Técnicas

• Inserção em bloco – bolinha (onde vc vai manipular a resina acrílica


autopolimerizavel, depois que atingi a fase plástica, vai modelar aquela coroa provisória)
• Moldagem prévia (quando vc já tem uma coroa pré-existente, muitas vezes vc tem uma
restauração indireta previamente ou uma amalgama que por uma indicação por
infiltração precisa ser substituída. Vc pode fazer uma moldagem prévia do dente e
depois que vc remover cárie se tiver, fizer o preenchimento, fizer o preparo. Vai pra
moldagem, vaza a resina acrílica dentro do molde que vc obteve e leva pro preparo, lá vc
tem a restauração provisória)
• Dente de estoque, facetas pré-fabricadas (tb utilizado para dentes anteriores, quando a
gente pega aqueles dentes utilizados pra prótese total e desgasta deixando só a vestibular
como fosse uma faceta. Qual a vantagem? Como aquela prensagem dente é feito na
empresa/escala industrial sofre menos alteração )
• Matrizes pré-fabricadas – Den-Prov ou coroas de acetato (existem tb algumas matrizes,
mas estão caindo em desuso).

Passo-passo

Técnica mais utilizada – Inserção em bloco

1. Verificar a expulsividade do preparo (se o preparo não estiver expulsivo já era, quando vc
colocar a massa de resina e ela começar tomar pressa não vais sair se tiver retenção. Ates de
começar fazer a técnica tem q verificar se as paredes estão corretamente expulsivas, se tiver
retenção tem que refazer pequenos ajustes na inclinação do preparo pra remover essas áreas
retentivas)

2. Lubrificar o preparo (Mesmo estando expulsivo, principalmente no laboratório que é dente


de estoque, precisa passar bastante lubrificante, vasilina, pra que durante a pressa não ocorra
uma união química resina do dente provisório e resina do dente de estoque de vcs. No dente
as vezes um preenchimento de resina que pode tb ter uma interação química. Fica mais fácil
de remover excesso que encosta em dente vizinho)

3. Preparar a resina (a resina acrílica que utilizamos pra fazer provisório é diferente da
utilizada pra base em PT, a resina que utilizamos tem umas propriedades melhoradas como:
tem menos contração, tem carga, pigmenta menos, molda e copia melhor as estruturas do
termino em volta. A que é utilizada em PT dá mal cheiro, cria mais porosidades.

4. Aguarda a fase plástica (Manipula, ideal que tenho um dappen de silicone, em um pote põe
o liquido e no outro o pó e vai gotejando o líquido no pó ate ter uma mistura homogênea e
aguarda chegar na fase plástica.)

5. Modelar a resina (Tira do pote dappen, modela a resina e com próprio dedo vai dando uma
forma de bolinha.)

6. Inserir em posição (Leva essa bolinha em posição do preparo e pede pro paciente ocluir já
vai anatomicamente criar forma das vertentes , sulcos da oclusal daquele dente. Depois disso
espera uns 30 seg, pede pra abrir e vai remover os excessos mais grosseiros)

7. Marcar o término (Depois que tomou pressa retira do preparo e procura identificar a linha do
término do teu preparo, geralmente vai tá bem evidente. E vc marcar com uma lapiseira ou
grafite)

8. Iniciar remoção de excessos grosseiros (Com um micromotor e a maxicute ou minicute vai


recortar em volta dessa marcação da linha do termino. Vai recortar seguindo o perfil de
emergência do dente, tudo que estiver pra fora desse perfil de emergência deve ser
recortado)

9. Por comparação, ajustar a forma na vista oclusal (Com o bloco de resina em posição, vc vai
começar fazer as marcações.)
10. Marcar sulcos principais e delimitar a posição de cúspides (Primeira coisa evidenciar a linha
que passa pelo sulco central dos dentes posteriores. Primeiro molar, segundo molar, terceiro
molar tenho o sulco central que acompanha em todos os dentes. Segundo a linha das pontas
das cúspides vestibular e palatina/ligual, com a broca 700 ou 703 fazer desgaste pra
confeccionar)

11. Definir e recortar a vista vestibular/ligual, incluindo as cúspides (Vai fazer uma observação
pelas vestibulares e pelas linguais identificando a inclinação das cúspides. Desenha com
uma grafite mais ou menos altura que vai ser as cúspides e passa a broca recortando na linha
que vc demarcou)

12. Definir e recortar a vista mesial/distal, incluindo as cúspides (Numa visão próxima, começar
a dá inclinação em direção ao centro do dente da região do sulco central pras vertentes
triturantes daquela coroa, identificando onde vai ser a crista marginal)

13. Marcar a linha equatorial e definir zonas retentivas e expulsivas (Delimitar o equador
protético e a linha equatorial das cúspides, então a face do dente não é plana/reta e nem é
toda ovalada, cada ponta de cúspide dessa corresponde a uma ponta de pirâmide. Se vc traça
uma linha equatorial aqui vai ter uma inclinação pra proximal e uma pro centro do dente. A
partir das pontas das cúspides vc traça uma linha, se for um segundo molar são duas
cúspides, primeiro molar três cúspides então três linhas. E traça a linha do equador protético.
Qual é essa linha? Vc se baseia pelos dentes vizinhos)

14. Marcar as arestas e definir as vertentes (Posteriormente faz as marcações dos sulcos, ponta
de cúspide então tenho uma vertente triturante pra cá, pra lá, vertente lisa. Com uma broca
ponta de arcanse vai dando essas inclinações e configuração anatômica das cúspides)

15. Usar se possível o dente homólogo para comparação (Se o paciente não tiver, vai ter que
seguir a anatomia padrão )

16. Definir a anatomia, iniciar o reembasamento. (Vc vai checar ponto de contato. Se eu tirei de
mais resina, ai vc pode reembasar. Aplica de novo o monômero aqui, coloca um pouco de
resina no bloquinho e assenta ele na proximal, espera tomar pressa pra em seguida retirar os
excesso sem retirar ponto de contato, uma das funções do provisório é proteção do tecido
periodontal, se eu tiro o ponto de contato não vai ter essa proteção)
Caso o teu bloco/ coroa provisória não está chegando na linha do termino também posso fazer
reembasamento. Normalmente pelo menos 2 reembasamento realizamos, um logo depois da
primeira modulagem e o outro o segundo na etapa final de fazer o polimento da restauração.

• Técnica de Nealon (Em 1952 , FRANK H . NEALON publicou um trabalho no


conceituado The Journal of Prosthetic Dentistry que dizia bãsicamente : Sem prensar a
resina , o melhor método para trabalhar com resina de rápida é com o pincel. Como ?)
(pincel, pó e líquido pra fazer o reembasamento da coroa)

Em um pote vc deixa o líquido (monômero) e o outro o pó. Pega o pincel e molha no líquido e
molhado vc leva no pó, vai absorver um pouco do pó e vc leva a mistura na coroa provisória e
no termino do teu preparo. Quando começar a sofrer um processo de pressa mais firme, vc
assenta a coroa e ela copia a linha de terminação cervical. Utilizamos mais pra pequenos
reembasamentos. Se for um reembasamento maior é feito com a técnica convencional utilizando
a espátula.

Depois de ter feito o reembasamento vai retirar e identificar a linha de termino, recortar os
excessos.

Próxima fase é de acabamento e polimento

Tão importante quanto a restauração é a fase de polimento, pq? A próxima etapa é a de


moldagem, se o teu provisório não estiver bem polido, oq vai acontecer? Ele vai acumular placa,
biofilme isso pode dá mal cheiro, inflamação gengival. E na hora que vc for fazer a moldagem,
remover o provisório a gengiva vai tá totalmente inflamada prejudicando uma boa moldagem,
vc vai tentar fazer um afastamento vai sangrar, vc pode tá moldando o termino numa falsa
posição e quando passar a inflamação acabar expondo o termino.

Vc pode está utilizando pedras montadas, pontas de silicone, pastas abrasivas pra resina, disco
de feltro. Importante é não deixar nenhuma rebarba, tá liso, brilhante de modo que evite
acumulo de biofilme e consequentemente a inflamação gengival.

Sempre antes de cimentar o provisório checar ponto de contato, se esta bem polido, não tem
excesso, se não tem áreas cortantes, pq vai ser fundamental na hora de fazer a moldagem
TÉCNICAS DE MOLDAGEM RESTAURAÇÕES INDIRETAS (aula 6)

Os materiais de moldagem não tem sofrido basicamente tanta diferença durante o longo dos anos.

Molde => é a impressão negativa da condição que você tem na boca, então você ira usar um
material para fazer a copia da anatomia, do preparo do trabalho que você executou na boca.

Modelo => é a impressão positiva, a parte reprodutiva que foi feita a partir do molde.

Normalmente precisamos de um molde que consiga reproduzir todos os detalhes que estão presente
naquele preparo. Por exemplo: inclinação de paredes, terminação gengival. Reproduzir
parcialmente parte da raiz, copiar estruturas adjacentes de maneira eficiente, por exemplo se você
não tiver uma boa moldagem dos tecidos gengivais dos dentes vizinhos, tiver uma bolha na região
na região por exemplo, você deve não ter precisão para confeccionar uma coroa, uma restauração
indireta. Então, no molde buscamos reproduzir os mínimos detalhes possíveis que encontramos no
preparo naquela boca. E para isso esse molde tem que ter: Fidelidade e além disso, estar livre de
imperfeições, como no caso rasgamento e aparecimentos de bolhas que podem acontecer na época
da moldagem. Se o molde tiver um rasgamento na região de preparo, ele estará inviabilizado, pode
estar perfeito todo o resto da arcada dentária, mas se estiver um rasgamento ali no preparo na região
de termino ou uma bolha nessa região. Ele esta impraticado ai você terá que fazer uma nova
moldagem e/ou um reembasamento dessa moldagem. Em alguns materiais é possível e outros não.
Alguns vocês terão que tirar tudo e fazer de novo.

Classificação dos materiais

Hidrocolóides

• Reversível Ex: Ágar (é muito utilizado em prótese fixa, mas pelo seu alto custo e
dificuldade de trabalho que é realizado em procedimentos com esse material, ele tem caído
em desuso e é até difícil encontrar em mercado Brasileiro para poder trabalhar e precisa de
um aparato todo especial para poder ser empregado na clinica diária)
• Irreversível Ex: Alginato, material utilizado para moldagem que não necessitam de tanta
precisão, usado em moldagem de estudo, moldagem antagonistas.
Elastômeros

• Polissulfetos
• Silicone de condensação
• Silicone de Adição
• Poliéteres

Observe o nome correto é silicona, silicone é um nome que surgiu da tradução errada do
inglês.

Todos os Elastômeros tomam presa a partir do processo de polimerização, como se fosse formando
aquelas cadeias dos meros e formando polímeros, assim, como na resina composta por exemplo na
resina acrílica. já os Hidrocolóides tomam presa pelo processo de geleificação muito parecido com
o que acontece com o ionômero de vidro.

Hidrocolóides reversível como o próprio nome diz ele pode ser utilizado para realizar moldagem e
em uma imprecisão da moldagem que foi feita observou – se um rasgamento, observou – se uma
bolha em um lugar que não deveria acontecer, podemos reutilizar o mesmo material que acabamos
de empregar. Só que para isso, existem moldeiras especiais e um aparelho especial para fazer a
técnica da moldagem. O que acontece? As moldeiras especiais possuem cânulos e por dentro da
moldeira percorre água e essa água tem uma temperatura de acordo com que você irá ajustar no
aparelho. Então, o material para que se torne utilizável precisa ser plástico . Mas para isso, fazemos
uma irrigação dentro da moldeira, irrigação com água aquecida. Água morna que deixa o material
pronto para a sua utilização. Depois que atinge a consistência ideal para a moldagem, desligamos e
interrompemos o fluxo de água e levamos a boca e ele vai resfriando e tomando presa. Esse material
que atinge essa presa sem corromper nenhum tipo de reação química. Não há liberação de nenhum
subproduto da reação de presa desse material. Podemos perceber o quanto difícil é trabalhar com ele
nessas condições. Porque você tem que ter todo um amparato, um treinamento para do auxiliar do
próprio cirurgião dentista para poder levar o material e trabalhar com o sistema de irrigação e com a
própria aparelhagem que também envolve um custo. A única vantagem dele é que você caso haja
um problema na moldagem, você pode utilizar o mesmo material que você usou no cliente. Claro,
no mesmo cliente! Muitas vezes moldagem com alginato tira apareceu bolha, rasgou, não copiou
fundo de vestíbulo. Rasgamos tudo e jogamos fora. Com esse aqui não aquecemos, ele se torna
plástico e você usa a mesma moldeira, mas ele tem um alto custo e precisa de aparelhagem especial.
É difícil você trabalhar com ele. Aqui no Brasil pouca gente usa, nem esta mais disponível no nosso
mercado. Mas na Europa, no Japão as pessoas gostam muito de usar esse material. O Ágar tem uma
consistência muito parecida com o silicone de condensação por exemplo. A moldagem deve ser
executada para que você possa evidenciar todas as características do preparo. Linha de termino,
linha de emergência, a posição da raiz. Ele é utilizado para a moldagem de prótese fixa também. Ele
tem alta fidelidade, porém ele tem que ser vazado imediatamente senão ele sofre distorção no
modelo. Como ele é um hidrocolóide, ele absorve e perde água muito rapidamente, mas é
extremamente fiel ao contrario do alginato convencional.

Hidrocolóide irreversível, temos o alginato que utilizamos comumente na clinica. A reação de


presa dele é uma reação de geleificação e temos dois tipos de alginato:

• Alginato de pressa rápida => ele toma pressa entre 60 segundos e 120 segundos

• Alginato de presa normal convencional => leva 4 minutos para tomar presa.

Em termos de fidelidade os dois chegam ao mesmo resultado ai é só a pratica de cada profissional


para a escolha do material. A espatulação é em torno de 45 segundos e vamos ter que obter uma
massa cremosa e homogenia.

Para que vai ser utilizado o alginato?

• Para a moldagem de estudo


• Moldagem de modelo antagonista
• Moldagem não funcionais

E por que é utilizado essas condições?

• É um material de baixo custo


• Fácil manipulação

Por isso, ele é mais empregado do que os outros materiais com essas funções. No entanto, suas
desvantagens:

• Tem pouca instabilidade dimensional, ou seja, o alginato é um material que rapidamente


sofre distorção. Então, removeu da boca o ideal é que você remova a saliva com água
corrente. Aplique um antibolhas e imediatamente vaze o gesso. Porque o alginato irá sofrer
sinérese e embebição, ou seja, ele se desidrata em um ambiente seco e vai absorver
umidade do ambiente rico em umidade.
• Se você não tiver tempo e / ou trabalhar essa parte de moldagem imediata, você poderá
utilizar uma câmara de 100% de umidade, uma câmara de hidratação. Como fazemos essa
câmara de hidratação? Pegamos um Tapuler no fundo do Tapuler colocamos esponja de
lavar roupa e encharcamos a esponja com água. Então, fizemos a moldagem tirou, lavou e
põe dentro do Tapuler e tampa com isso, você vai manter um ambiente de 100% úmido e
teu molde não irá perder umidade e nem ganhar umidade. Mas isso é só por 30 minutos,
depois de um certo tempo ele já começa a sofrer distorção pela própria condição do
material.

Elastômeros => Normalmente se apresentam na forma de pasta base e pasta catalizadora. Umas das
características principais desse material de moldagem é a sua alta reprodutibilidade, porém ele tem
um cheiro bastante desagradável e gosto também bastante desagradável. Graças a presença de
enxofre em sua composição. Enxofre dar um cheiro de podre. Ele é mais barato do que outros
materiais, tem um baixo custo e é bastante empregado em clinicas, onde o custo é um fator
importante. Esse material apresenta uma reação química no seu processo de presa há liberação de
água desse material. Quando esta tomando presa você consegue observar gotículas de agua
aparecendo na superfície do material. Então, seu vazamento precisa ser imediato ou no máximo 30
minutos logo após a moldagem. É um material extremamente rígido, não é muito utilizado para
moldagem de grandes extensões de prótese fixa. Se o paciente tem por exemplo aparelho
ortodôntico, ponte fixa pré – instalada. Devemos fazer um isolamento das áreas retentivas para que
você não tenha nenhuma situação desagradável quando você remover a moldeira e vir uma peça
protética ou algo parecido ou o aparelho soltar e tudo mais.

Vantagem

• Permite bom tempo de trabalho


• Excelente precisão
• Alta resistência ao rasgamento
• Baixo custo
Como ele é um material extremamente rígido você deverá utilizar em moldeiras individual, aquela
moldeira que fabricamos de acrílico, se você for utilizar uma moldeira de metal do tipo vener ele
pode não soltar, então, é preciso que você utilize o modelo individual, aplique um adesivo na
moldeira para que ele tenha uma boa utilização. Todo material elastomérico possui uma
característica hidrofóbica de maneira geral. A exceção do Poliéter que é hidrofílico vocês irão
observar alguns autores comentando que os silicones de adição e condensação possuem
características hidrofílicas também. É um material extremamente grudento, se pegar na roupa, não
conseguimos mais remover.

Silicone de condensação => Normalmente ele vem em um pote contendo a massa pesada e sua
porção leve que pode ser na forma de bisnaga e uma pasta catalizadora que é utilizada tanto para a
massa pesada quanto para a porção leve. Ele apresenta uma característica interessante, ele também
precisa ser vazado em até 30 minutos. Assim, como o Polissulfetos. Por quê? Porque ele libera um
subproduto que é o álcool etílico. Então, muitas vezes você pode até sentir o cheiro do álcool do
material que foi acabado de ser manipulado. Então, é um material que consideramos seu vazamento
sendo idealmente imediato tendo uma tolerância de 20 a 30 minutos devido a liberação do álcool
etílico você deve fazer logo o vazamento do material.

Então é um material que agente considera o seu vazamento imediado mais você tem uma
tolerância de 20 min a 30min devido o álcool etílico, existir diversas marcas no mercado. É uma
material mais empregado para moldagem de restaurações indiretas na odontologia o silicone de
condensação. Existir silicone de condensação de boa qualidade, media qualidade e de qualidade
muito ruim, não significa que so porque é um silicone de condensação que o material é ótimo, por
ex: nos temos aquele material silon o material mais barato e nos temos matérias muito caros por
isso a diferença no resultado da moldagem, no silicone de condensação os fabricantes muitas vezes
colocam ate sabor nesse material por isso tem as características de ser mais agradável ao
paciente,trabalhar com essas características de sabor é opcional do dentista, tem um bom tempo de
presa e um bom tempo de trabalho o odor é agradável e dar uma boa resistência a ruptura no
material de boa qualidade ,no entanto ele tem baixa estabilidade dimensional então logo após umas
meia hora ele começar a sofrer liberação do álcool etílico ele começar a sofrer alterações
dimensionais, então o vazamento dele precisa ser imediato no Maximo 30 min é um material
hidrófobo vários fabricantes ate argumenta q alguns podem ter hidrófilia mais normalmente a
característica desse material é de hidrofobia e não podem ser vazado mais de uma vez, é uma
diferença muito importante dele pro silicone de adição, silicone de condensação uma vez que você
fez a primeira vazagem e tirou o molde e acabou quebrando o modelo ,caiu no chão e quebrou, vai
ter q fazer uma nova moldagem, ele não tem fidelidade pra agüenta uma nova vazagem. Ele
comenta sobre a manipulação do material onde a parte pesada que geralmente vem com um
medidor onde você vai com a colher medidora tira uma porção correspondente a colher e com uma
espátula você remove os excessos e depois abrir essa massa pesada sobre a palma da Mao e faz
uma marcação com a colher medidora, pra cada material tem uma colher medidora especifica então
você não pode usar a colher de outro fabricante, então feito a impressão com a colher na massa que
esta na palma da Mao você traça uma linha com a pasta canalizadora sobre a circunferência da
impressão da colher medidora e manipula ate o silicone fica com aspectos homogêneos, essa
medida de silicone dar p uma m-arcada, se você for fazer uma moldagem da arcada total inferior
você vai fazer uma proporção de duas medidas dessa, se for a arcada total superior você vai fazer na
proporcionalidade de três medidas,dependendo se o paciente tiver uma boca grande um arco
orbicular grande pode ate ser quatro medida isso será observado pelo tamanho da moldeira que você
escolheu p paciente, ai você vai manipula a massa pesada com o canalizador ate fica homogenia
feito isso você leva a pasta a moldeira e logo em seguida leva a moldeira a boca do paciente, essa
manipulação é da pasta pesada, agora da pasta fluida você vai fazer a espatulacao numa placa de
vidro, você proporciona a pasta fluida no mesmo comprimento você proporciona a pasta
catalizadora você espátula com a espátula mais rígida na placa de vidro ate fica homogênea.

Silicone de adição também é um elastômero que se apresenta de duas formas , na parte


de massa e bisnaga e parte de massa e cartucho que é utilizado nessa disposição com a pistola
,pode ser uma pasta base que é a massa e pasta fluida e a pasta catalizadora , pasta fluida pode ser
regular,leve e ultra leve dependendo da situação que você vai ta trabalhando, se for uma moldagem
de alta precisão com vários preparo na boca você vai utilizar uma pasta leve ou ultra leve e se for
uma moldagem de um preparo só ou de um implante você pode utilizar uma pasta regular, nesse
material não há subproduto porém ele libera um gás hidrogênio, então agente tem que aguarda + ou
– 30 min a 1h para nós podermos fazer a vazagem do modelo, se você vazar imediatamente pode
aparecer bolhas dentro do modelo e essa bolha pode aparecer em áreas de precisão como em áreas
de términos então daí a importância de espera esse tempo p vazar, é uma material de extrema
presicao e boa estabilidade dimensional e você pode obter mais de um modelo com esse molde e ele
pode ser vazado ate 7 dias depois pois tem uma boa estabilidade dimensional, então esse material
muitas vezes o dentista opta por ele porque ele faz a moldagem adequada jogando a
responsabilidade pro protético, muitas vezes você faz a moldagem com esse material você vaza o
primeiro modelo e tira depois vaza o segundo o modelo porque no primeiro modelo o protético vai
progrelizacao e no segundo ele vai fazer a parte de aplicação da cerâmica e relação de oclusão, é um
material muito bem indicado para esta situação. Vantagem, bom tempo de trabalho e de presa ,alta
precisão alta resistência a rasgamento e tem característica hidrófila, porque essa característica é
importante, porque a hidrolifia do material não tem haver com a afinidade que ele tem no meio
bucal e na saliva não é nada disso, quando você for fazer a moldagem o campo do preparo tem que
esta seco, a sua hidrofilia esta relacionada a facilidade do vazamento do modelo então como ele é
hidrofílico o gesso vai ter uma maior afinidade com a superfície e um escoamento melhor ,então a
chance de ter defeito e bolhas é menor e também se tiver alguma umidade na região do preparo
como ele é hidrofílico ele conseguir por afinidade chegar em algumas áreas que esteja úmidas e tem
alta estabilidade dimensional e como Desvantagens ele tem alto custo , é um material que não pode
ser manipulado com luva de látex , você pode ate manipula com luvas mais com luvas de silicone
transparente, se você for manipular ele com a luva de látex esse pó da luva não vai deixá-lo tomar
presa e o que é pior se ele tomar presa ele pode não tomar presa adequadamente, então tem q
manipular sem luva ou com luva de silicone. Ele também apresenta na forma de cartucho, a forma
de cartucho vai ser acoplada numa pistola com dois tubinhos , um tubo com catalizador e no outro
a pasta base e aqui na frente da pistola vamos coloca uma ponta misturadora e na hora que você
começar a aperta a pistola o material vai saindo e começa a se misturar aqui dentro dessa ponta
misturadora devido esse aspiral dentro dela você leva a pistola na moldeira e vai apertando saindo o
material homogêneo sobre a moldeira ou então leva a seringa sobre o preparo p fazer a moldagem
total.

Polieter também é um material elastomerico ou seja vai tomar presa por polimerização, tem
uma pasta catalizadora e uma pasta base e ele tem três diferentes consistência pesado,regular e leve,
normalmente nos utilizamos o regular porque o leve é muito fluido e o pesado é muito rígido e fica
difícil a remoção em pacientes dentados, esse material não tem sub produto na sua reação de presa e
também é um material de excelente estabilidade dimensional, então ele pode vazar o modelo em ate
7 dias, a forma de apresentação na forma de bisnaga e ele tem também a forma de apresentação na
forma de cartucho q tem q ser usado no equipamento especifico para este material.Vantagens,
tempo de trabalho e presa adequado, alta precisão , alta resistência a rasgamento, boa estabilidade
dimensional, permitir vários vazamentos no mesmo molde ,é hidrofílico e elasticidade melhorada na
pasta mais na consistência mais leve, no entanto desvantagens, ele absorve água no meio externo e
tem um custo bastante elevado, espatulacao manual dele a mesma coisa que os demais , ele tem um
cheiro bom e um gosto bom , ele também pode ser utilizado p prótese parcial e prótese total , existir
uma aparelho chamado pentamis usado p fazer a mistura automática das pastas , a espatulacao
desse material devido ele ser mais rígido tem q ser feito mais rapidamente a espatulacao dele, a
desvantagem q esse aparelho chamado pentamis é extremamente caro, as vantagens de usa esse
aparelho é que não há desperdícios, nem formação de bolhas e há uma economia de tempo . ele é
bem legal pois...

AFASTAMENTO GENGIVAL

Muitas vezes o limite do nosso prepare vai estar localizado intrasulcular, e para poder copiar parte
da raiz e adequadamente o término, nós vamos ter que fazer um afastamento gengival. Por isso é
importante ter um bom provisório na etapa provisória do tratamento, pois se ele estiver com
excesso, rugoso, mal polido vai causar uma inflamação gengival crônica, e na hora que for fazer o
afastamento gengival, e a moldagem, vai haver sangramento, que vai inviabilizar uma moldagem
eficiente.

Afastamento gengival vai possibilitar o acesso do material à margem cervical do prepare, ou seja,
vai permitir uma cópia do perfil de emergência daquela raiz do dente. Tem-se que copiar parte da
raiz para poder obter o perfil de emergência do dente, pois se não fizer isso, o protético não vai
saber qual é o perfil de emergência que aquele dente possui e pode fazer com subcontorno
(impactação de alimentos na gengiva/ traumatização da gengiva) ou com sobrecontorno (acúmulo
de placa bacteriana).

Afastamento gengival deve ser feito de modo que ocorra o retorno do tecido gengival à posição de
origem antes do afastamento. Deve ser feito com cuidado para que não rompa o epitélio juncional,
pois vai trazer recessão gengival. Quando se coloca um fio, de algodão ou trançado, ele vai evitar a
saída de fluido gengival, o qual pode interferer na moldagem functional do trabalho.
Preferencialmente, também, usar um material que não possua toxicidade, tal como seda e algodão.

Objetivo do afastamento gengival: Colocar um afastamento mecânico, pode-se fazer uso de


substâncias químicas para controlar sangramento subgengival, e depois que é feita a moldagem,
pode-se visualizar todo o término.
FIOS RETRATORES

Existem diferentes marcas, em que cada uma vai disponibilizar uma espessura diferente.
Normalmente iremos utilizar a técnica do fio duplo. Existem várias espessuras para vender pois
cada dente do paciente tem profundidade de sulco diferente. Se o paciente tiver um sulco raso, tem-
se que utilizar fios mais finos, caso seja um mais profundo, pode-se abrir mão de um fio mais
grosso, pois está relacionado com a anatomia periodontal do paciente.

O fio deve ser de prefeência trançado, porque cria essa resistência de afastamento.

Técnica: inicia por um dos lados das interproximais e continua o movimento de “enfiar e levantar”
até que todo o fio fique invaginado. Para moldagem, pode-se deixar uum pedaço do fio pela
vestibular, pois na hora em que for trazer o material na seringa, é necessário ter fácil remoção fio
para colocar o material de moldagem. Contudo, quando se vai fazer uma restauração classe V, por
exemplo, esse fio não pode ficar solto, logo, deve-se invaginar todo o fio e o esconder na proximal
do dente.

O instrumento para a coloção do fio deve possuir ponta romba, arredondada e lisa. Pode ser a
espátula de resina, suprafill.

TÉCNICA DO FIO ÚNICO

o Usada para sulcos gengivais rasos (menor que 3mm);


o Colocar um fio retrator e invaginar para ter um bom afastamento;
o Obs: observar se o tecido se apresenta isquemiado, pois se isso não ocorreu, a
técnica está errada;
o Deixar o fio no sulco de 4 a 5 minutos para poder fazer o afastamento.
TÉCNICA DO FIO DUPLO

o Coloca-se um fio mais fino na primeira colocação, e depois um fio mais grosso;
o Utilizada em sulcos gengivais mais profundos (maior que 3mm de profundidade);
Muitos profissionais, ao fazer a moldagem, não removem o fio da primeira inserção, o que é
interessante, pois mantém a gengiva afastada. Porém, a técnica diz que se deve remover os dois. Ele
aceita as duas formas na prova
O primeiro fio é sempre o de menor diâmetro e o segundo fio é o de maior diâmetro que vai ser
removido antes da moldagem

Quanto mais zeros tiver o fio, mais fino ele é. Ex: 0000 é mais fino que o 000.

A técnica pode ser feita somente com o fio retrator ou com com fio retrator + solução hemostásica.

Estruturas do preparo que devem ser visualizadas ( à parte da aula):

o Término- onde termina a parede axial do prepare e a margem gengival. Pode ser em
ombro, ombro inclinado ou em chanfro (escolher de acordo com o material que irá
ser utilizado para fazer a restauração);
o Margem do preparo;
o Material de moldagem que entrou dentro do sulco.
SOLUÇÕES HEMOSTÁSICAS

Coloca-se primeiro a solução no sulco e depois o fio, pois na hora em que se insere o fio, ele vai
causar um trauma e pode um vaso, mas essa solução vai estabilizar o sangramento.

A solução melhor recomendada é a ViscoStat®, que é composta por sulfeto férrico com sulfato de
alumínio, que proporciona uma hemostasia mais eficiente que as demais, pois já cria logo um
tampão no vaso e não fica sangrando. Temos a nacional, o Hemostop®, que é composta por cloreto
de alumínio, também é boa. A Gingiva Liquid® tem cloreto de alumínio com epinefrina.

Exemplificando: tem-se um prepare de coroa total, coloca lá solução hemostática, coloca um


pouquinho no pote dappen e mede o fio, corta e o umedece com a solução hemostática. Depois,
coloca-se o fio o fio dentro do sulco gengival, circundando todo o perímetro do preparo, deixando
uma pontinha para fora, para que possa puxar com facilidade na hora da moldagem

MOLDAGEM

Remove-se o fio e já vai colocando o material de moldagem na seringa. Tem-se um afastamento da


margem, no qual o material de moldagem vai entrar e copiar a raiz e a margem. Leva, faz a
moldagem e assim, se obtem o afastamento e as estruturas que se quer copiar.

TÉCNICAS DE MOLDAGEM

1. Técnica da dupla mistura;


2. Técnica da dupla impressão;
3. Técnica do casquete,
4. Técnica da mordida dupla.

PADU Transcrição Dentística 3 – 60 minutos ~ ...

Técnicas de moldagem.

- Dupla Mistura

- Dupla impressão

- Casquete

- Mordida dupla

(Ele diz que tem tudo na xerox que ele deixou, sobre as técnicas).

Dupla Mistura/Única Impressão

Essa técnica é a única que é necessário a presença do auxiliar, pois enquanto o auxiliar está
manipulando a pesada, o operador está manipulando a leve, pelo fato de ser usado os dois materiais
juntamente na moldeira.

Uso simultâneo do material leve com o pesado. Vantagem: Economia de material leve. O
que será feito? Depois de feita a inserção do fio afastador, o Dentista irá manipular o leve inserir
na seringa de moldagem, e colocar circundando o preparo, o ASB vai proporcionar a pesada,
colocar o catalisador e manipular. Os dois começam a manipular juntos. O ASB vai pegar a
moldeira que foi escolhida previamente e vai colocar na moldeira a parte pesada, e vai colocar uma
porção leve na moldeira, e o dentista com a seringa está levando o leve no preparo, tirando o fio e
levando o leve. Tendo então, o dente com o leve que o dentista colocou, pronto para receber a
moldeira que a ASB preparou e insere a moldeira na boca do paciente, e aguarda o tempo de presa
que, entre 5 e 10 minutos, depois remove. Tem que ser observado as estruturas mostradas
anteriormente, observamos também que a quantidade de material do leve é bem menor.
Dupla Impressão

É feita em duas fases, não é necessário a presença do auxiliar para fazer. O dentista faz
manipulação do pesado, levar na moldeira e depois na boca do paciente. Moldou a boca do
paciente, mas o material pesado não é de precisão e tem que ter uma cópia fiel que é feita a partir do
material leve, que entrará no sulco, copiar as reentrâncias do preparo. O que será feito? Vai pegar
uma lâmina de bisturi, ver o dente que será feito a moldagem, por exemplo o 11, então será cortado
o silicone da área do dente que tem o preparo e remover (No slide foi feito além do preparo, e ele
disse que não tem problema), para dar espaço para o material leve, se não for feito isso, na hora de
levar na boca com o material leve ele será expulsado e vai ficar só a cópia do outro, estando
incorreto.

Então é feito o afastamento gengival, manipular o material e levar na seringa, remove o fio e
injeta o material leve, e o que sobrar colocar na moldeira, leva na boca do paciente. Gasta um pouco
mais de material.

Pergunta: Pode ser usado a moldeira parcial, já que é apenas um dente? Sim, a mesma
coisa que ele demonstra na total, pode ser feito na parcial.

Agora com Silicone de Adição, faz a manipulação da pasta pesada, coloca na moldeira, leva
na boca do paciente e observa todos os dentes moldados, faz recorte no dente do preparo, coloca o
leve que está pistola, coloca a ponta aplicadora na ponta misturadora e vai moldar na boca, e vai
com o que está moldeira novamente na boca do paciente, e então vai ter toda a parte moldado com a
pasta leve.

Caso Clinico: 4 elementos com os fios preparados, todos para a palatina pronto para puxar.
Outra forma de fazer o alivio, ao invés de fazer o corte com o bisturi, coloca a parte pesada na
moldeira e coloca um plástico, filmito, até o saquinho do dique de borracha e pede para o paciente
morder, e vai ter um mordida sem a marcação dos dentes, já estando com o alívio. Remove os fios,
leva o fluido na boca e na moldeira, e a moldeira na boca copiando todas as margens do preparo.

Mordida Dupla

A vantagem dessa técnica: muito utilizada para restaurações unitárias e pacientes que tem
todos os dentes presentes, pois na mesma mordida para fazer a moldagem, é copiado o modelo de
trabalho e embaixo o modelo antagonista, além de fazer o registro da mordida feito pela própria
moldeira de trabalho.

Para essa técnica é necessário moldeiras especificas, de plástico que tem um fibra
transparente, uma redinha, um filme transparente. A vantagem, é feito a moldagem e já faz o
registro interoclusal. O que é esse registro? Foi feito a moldagem da arcada que está sendo
trabalhada, para fabricar a restauração o laboratório precisa da arcada antagonista, para saber como
é a mordida, e montar no articulador, e para fazer a montagem é necessário do registro de como o
paciente morde, e geralmente é obtido com cera, ou um silicone especifico para registro de mordida,
coloca na oclusal e pede para o paciente morder, toma presa e o registro feito.

Primeiramente é feito a prova da moldeira na hemiarcada, paciente fecha, e com um grafite


faz uma referencia, para depois com o material saber qual a posição para colocar a moldeira, um
ponto importante nessa técnica é observar se o paciente não está mordendo na parte de trás, que
une a porção vestibular e lingual da moldeira (arco branco), se fechar a boca e morder nessa parte, o
registro está sendo feito errado, ele deve morder apenas na tela. A tela é furada para que o material
de cima se una com o debaixo e fazer o registro da mordida.

Manipula o pesado e coloca na moldeira, depois o leve em posição lá no preparo e pede para
o paciente morder. É a técnica mais usada para dentes individuais, dentes contíguos, como o caso de
uma prótese adesiva. Só pode ser feito com essa moldeira. Então vaza o gesso, obtendo o modelo
funcional, o modelo antagonista e o registro da mordida, para fazer a montagem no articulador.

Outras formas de se fazer: em duas etapas, coloca a pesada e o saquinho para fazer o alivio,
e o paciente morde, tira o saquinho e leva depois o leve na parte de cima e embaixo e faz a
moldagem, da outra vez foi tudo junto, dessa vez foi separado.

Casquete

É a confecção de uma moldeira individual para cada preparo que foi utilizado. Vantagem:
economia de material e pode ser feito em vários dentes, quando forem moldados no mesmo caso,
não há necessidade de colocar o fio afastador.

Para cada dente que já está com o preparo confeccionado, será feito uma espécie de
provisório, com a técnica da bolinha e desgastar.
Nesse caso, o protético pegou o dente e preparou, isolou com cera para dar espaço para o
material de moldagem. E confeccionou duas capinhas de resina acrílica em cima daquele dente que
tá com o alivio de cera, e vai ficar como se fosse um provisório, não é pelo fato de não ter a
anatomia, sendo uma “moldeira individual” para aquele preparo, fez uma marcação com acrílico
vermelho para saber qual parte está para vestibular, pois olhando não dá pra saber ou pode riscar
com uma broca. Então é levado em posição, na hora de reembasar na boca coloca um acrílico
vermelho, para diferenciar a parte da margem gengival, colocou em posição com o acrílico
vermelho e tira, na hora que tira vai ser removido a parte interna, tirou e ficou tudo, e vai deixar só a
margem do preparo evidente, tirando tudo o que está de vermelho, da margem para dentro tira tudo,
para ter espaço para o material de moldagem que é o alivio interno, vai com a broca e remove,
quando chegar na parte branca, é porque tem espaço para o material de moldagem.

Coloca-se o casquete em posição no dente, e gerou uma isquemia na gengiva, ou seja, está
afastando a gengiva para fazer a moldagem. Dente preparado, leva o material de moldagem no
preparo e no casquete (Nesse caso o polieter), e leva em posição, como se fosse um provisório
sendo cimentando com material de moldagem. O material vai tomar presa, como ele será
removido? Vai ser puxado com uma nova moldagem que será com alginato ou silicone de
condensação, leva na moldeira e na hora de remover o casquete vem.

É preferível fazer um casquete que passe pela linha oclusal, e tenha uma base larga e tenha
uma retenção maior pro alginato, pois muitas vezes é feito dessa forma e na hora de puxar com o
alginato o casquete não sai.

Grande vantagem é a economia do material, pois só está sendo usado onde é necesssário, a
desvantagem apesar do bom material, é que só pode ser feito uma vez a moldagem, pois o alginato
vai destorcer.

RESUMO SOBRE OS MATERIAS DE MOLDAGEM

De maneira geral, todo material de moldagem tem sua estabilidade dimensional própria e a
gente deve buscar o material que se enquadra para aquilo que iremos fazer.

Por exemplo: Moldagem de estudo, Moldagem antagonista, Puxar casquete, devo fazer com
alginato, sabendo suas características que ele irá contrair 3%, que tem que vazar imediatamente, que
tenho que ter uma câmara de hidratação caso queira vazar mais tarde. E não com Silicone de adição
ou Polieter.

Contração dos materiais:

Alginato – 1,5% a 3%

Hidrocoloide Reversivel – 1% a 1,5%

Silicone de Condensação – 0,6%

Polissulfeto – 0,5%

Polieter – 0,15%

Silicone de Adição – 0,05%

Muitos dizem que o silicone de adição não tem contração, não tem estabilidade, mas ele
tem, pois libera gás, sempre tem um contração.

Tempo máximo para vazar esses materiais:

Alginato – Imediato

Hidrocoloide Reversivel – Imediato

Silicone de Condensação – Imediato, no máximo 30 minutos, depois de vazado

Polissulfeto – Em até 1 hora

Polieter – Em até 7 dias

Silicone de Adição – Esperar 20~30minutos, para vazar em até 7 dias

Polissulfeto, Polieter e o Silicone de Adição, pode ser feito vários moldes da mesma
moldagem, o Polissulfeto tem que ser feito “os vários” apenas nessa 1 hora.

CIMENTAÇÃO Fabíola Campos

O que é cimentaçao de agente cimentante ou cimento?


Cimentaçao é o ato em si de assentar a peça protética preenchendo o espaço entre dente e
restauração com agente cimentante que na verdade é o cimento.
A cimentação pode ser dividida em diferentes partes, nós vamos ter pra dentística uma
cimentação convencional, nós vamos utilizar a cimentação de metaloceramicas, restaurações
metálicas fundidas, pinos de núcleo fundido, onde nós vamos utilizar cimentos não adesivos aliás
cimentos não resinosos e nós depois vamos utilizar também a cimentação de restaurações metal free
como onlay, coroas totais, Pinos pré fabricados e cimentos resinosos.
Qual a função do cimento?
A função do cimento visa preencher os espaços existentes entre a parede do preparo
cavitário, o preparo protético e a parte interna da restauração. Alem de preencher o espaço, vai
impedir a infiltração bacteriana, de fluidos, toxinas, permitindo um bom selamento marginal
daquela restauração. E também ele permite uma melhora na retenção da peça protética. Muitas
vezes o trabalho se retém principalmente ou basicamente através do mecanismo de retenção do
cimento, que é o caso das facetas estéticas, dos laminados cerâmicos e onlays.
A função do cimento é preencher esses espaços, preenchendo os espaços vc vai ter um
selamento e um vedamento marginal perfeito, evitando infiltracao e carie recorrente.
Caso agente não tenha esse vedamento perfeito, Vai acontecer o que?? Infiltração marginal
que pode levar ao insucesso da restauração.
Para que agente possa indicar o cimento de acordo com a restauração que agente ta trabalhando, nós
precisamos conhecer algumas propriedades de cada cimento.
E a especificação da ADA numero 8 é feita estritamente para relacionar aos cimentos
protéticos, os agentes de cimentação e ela é baseada num cimento que é o fosfato de zinco.
Então os cimentos eles precisam ter :
• Um tempo de trabalho adequado (pra vc poder manipular aquele material)
• Um tempo de presa relativamente rápido ( pra vc poder liberar o paciente e já poder entrar
em função aquela restauração)
• E deve ser biocompatível
• Permitir um espessura de película pequena que não interfira na oclusão do paciente.Que não
sofra depois degradação, abrasão após a escovação, então todas essas características os
cimentos devem preencher.
Esses cimentos são fabricados baseados nessas características:
• Tempo de presa de 5 a 9 minutos
• Película do cimento abaixo de 25 micrometros
• Resistência a compressão em 24 hrs em torno de 68 a 50 megapascal
Hoje em dia o que agente mais utiliza, ainda é o fosfato de zinco, pra cimentação de núcleo,
pecas metálicas, nós temos cimento resinoso que é bastante utilizado hj em dia e cimento de
ionômero de vidro tambem bastante empregado. Os outros cimentos caíram em desuso devido suas
propriedades serem muito baixas, não terem tanta resistência e as vezes ser muito difícil a
manipulação. Outras características dos cimentos seriam:
• Modo de elasticidade
• Solubilidade em água e
• A resposta pulpar
O cimento resinoso e o ionômero de vidro tem uma resposta de leve moderada pro ionômero
e uma resposta moderada pro cimento resinoso. Isso quer dizer o que? Que quando nós estivermos
trabalhando em preparos vitalizados nós devemos pensar nesse problema, será que aquele cimento
não pode muitas vezes levar a uma hiperemia pulpar num preparo muito profundo. Se o paciente
apresentar uma hiperemia pulpar, aquele cimento com sua própria toxidade pode já gerar um
comprometimento pulpar irreversível. Então muitas vezes agente já acaba por precaução
recomendando o tratamento de canal ao invés de ser mais conservador.
Quais são as características que um cimento ideal tem que ter ?
1. Facilidade de uso
2. Propriedades mecânicas
3. Propriedades biológicas

1 FACILIDADE DE USO
• Pré-dosagem e Manipulaçao (Sempre que possível se eu tiver um material que já venha
pré-determinado do fabricante uma dosagem especifica, como agente tem por exemplo os
amalgamas pré encapsulados seria o ideal, não ter que ficar a mercê de uma variável que é o
dentista ou o auxiliar dentário colocar uma proporção errada de pó e liquido por exemplo.
• Tempo de trabalho(amplo)/ tempo de presa(curto) (tambem é um material que agente
busca ter na clinica porque tempo de trabalho longo vai permitir limpar o preparo, fazer a
manipulação do cimento, remover o isolamento relativo, secar o preparo, colocar o cimento
na peça, inserir a peça no preparo, remover os excessos, então tudo isso envolve tempo de
trabalho, e o tempo de presa vai desde a manipulação do cimento ate seu completo
endurecimento, de modo que esse cimento possa resistir aos esforços matigatórios então o
tempo de presa curto é uma coisa que é almejada e tempo de trabalho longo é uma coisa que
tambem há necessidade, muitas vezes o cimento acaba tendo um termpo de presa curto e um
trabalho curto e isso vai ser ruim pra gente.
• Sensibilidade à água ( se o cimento for sensível a agua nós vamos ter uma outra
preocupação que é a sinérese e embebição que aquele cimento possa sofrer na boca um
exemplo deles é o ionômero de vidro.
• Facilidade de remoção dos excessos (muitas vezes agente vai ta cimentando peças extensas
com 4, 5 elementos ai vc ter um cimento que seja difícil na remoçao de excessos é
complicado, vc pode deixar excessos de cimentos e gerar um problema periodontal, um
abscesso periodontal, com excessos de cimentos nas margens e no sulco gengival.
• Facilidade de remocao na troca da restauração (por exemplo cimento resinoso ele é uma
resina composta, fez o ataque acido, fez a cimentação com cimento resinoso, dificilmente
vc vai remover o cimento com uma espátula ou com uma sonda, vc vai ter que passar uma
broca pra remover o excesso pra remover aquela película de cimento caso vc tenha que
trocar uma restauração cimentada por cimento resinoso.

2 PROPRIEDADES MECÂNICAS
O bom cimento ele deve ter :
• Resistencia a compressão e a tração (compressão pq? Pq ele vai estar sendo submetido as
tenções de mastigação. E a tração pq muitas vezes , essa resistência a tração vai ser
determinante na retenção do material do trabalho protético.
• Espessura de película abaixo de 25 micrometros (respeitando aquela recomendação da
ADA número 8).
• Bom escoamento (pq muitas vezes o teu preparo ele vai ter que ter paralelismo, e se teu
cimento tiver um escoamento ruim, logo que for assentar aquela peça provavelmente vc vai
ter problema de adaptação marginal).
• Baixa solubilidade nos fluidos bucais
• E ter Adesão ao dente e a restauração
De uma maneira geral nenhum cimento responde a todas essas características, mas temos alguns
que são mais favoráveis que preenche essas características de cimento ideal.
3 PROPRIEDADES BIOLOGICAS
Com relação as características biológicas o cimento deve ser:
• Biocompatível
• Bom isolante térmico e elétrico ( ex: ionômero de vidro)
• Atividade antibacteriana ( no caso do ionômero de vidro e policarboxilato de zinco que
libera flúor)
• Adesão a estrutura dentaria
• Ausência de sensibilidade pós-operatória
Muitos cimentos apresentam baixo pH inicial na sua reação de presa, esse baixo pH inicial pode
gerar uma sensibilidade pós-operatória em pacientes que tenham preparo em dentes vital, ai se vc
tiver um preparo de coroa ou de onlay, onde o dente preparado esteja com uma intima relação com
a polpa, com as paredes circundades, paredes axiais e paredes de fundo, naquele preparo é
interessante haver a indicação de um tratamento endodôntico prévio.

Fatores que interferem na qualidade do cimento:


• Tamanho da partícula do pó (viscosidade) (Muitos cimentos têm na sua apresentação a
sua forma pó e liquido então a quantidade de partículas que estão presentes naquela
apresentação determinam uma característica importante que é a viscosidade do cimento).
• Proporção pó/líquido (Na proporção pó e liquido por exemplo ionômero de vidro se vc vai
utiliza-lo pra cimentação o fabricante ele coloca uma proporção diferenciada , onde vc vai
ter um cimento mais fluido, que escoe melhor. Se vc utilizar aqueles medidores de cimento
de restauração pra um de cimentação vc vai ter problema, não pode misturar aqueles
proporcionadores que vem no kit, cada um tem sua proporção ideal).
• Temperatura (em ambientes com alta temperatura vc vai ter um tempo de presa mais
rápido, um tempo de trabalho mais curto daquele cimento, vai acelerar o processo da reação
de presa do material, de uma maneira em geral pra todos os cimentos tanto o fosfato, o
ionômero de vidro, o policarboxilato, todos esses cimentos vao tomar presa mais
rapidamente se vc estiver em alta temperatura então a recomendação é que vc trabalhe
sempre em ambientes refrigerados, que vc utilize uma placa de vidro que esteja refrigerada,
mais ai agente tem que ter outro cuidado, se vc vai pegar uma placa de vidro que estava na
geladeira, remove a placa de vidro da geladeira alguns minutos antes pra ela poder não
condensar umidade, não gerar umidade na superfície da placa e não interferir na
manipulação do cimento).
• Manipulação (se vc não respeitar as características, o tempo de manipulação de cada
cimento, vc pode também ter interferência na qualidade do cimento).
• Pressão de cimentação
• Conicidade e lisura do preparo( a conicidade do preparo, o acabamento do preparo, se vc
fez acabamento do preparo com as brocas finas e ultra finas tudo isso vai interferir no
escoamento, na qualidade então daquele agente cimentante que vc vai ter ali).
• Tipos de terminação cervical (se é uma terminação do tipo ombro o escoamento é mais
dificultado, se é uma terminação em ombro inclinado já é mais facilitado, se é tipo chanfro a
mesma coisa, dependendo do tipo de termino que vc for escolher vc vai ter uma melhor e
maior facilidade de escoamento ou não daquele agente cimentante).

Tamanho da partícula
Quanto maior for o tamanho da partícula maior a espessura da película quanto mais fina a
partícula maior a velocidade de presa. Por ex: o ionômero de vidro ele tem partículas em torno de
15 micrometros ou menos, o cimento resinoso as cargas do cimento variam de 10 a 15 micrometros.
Outra coisa importante é sempre escolher um cimento que tenha carga, pq ele vai ter uma
resistência mecânica melhor do que aqueles cimentos que não possuem cargas, uma resistência
mecânica no que se diz respeito a resistência coesiva, a resistência a fratura daquele cimento.

proporção pó/líquido
Essa proporção ela varia de material para material, então não adianta vc pegar o mesmo
medidor do fosfato de zinco e querer medir o ionômero e pegar o do ionômero e medir do
policarboxilato e vice-versa. Então quando vcs comprarem o kit de cimentação de cada material não
pode perder aquela espátulazinha agente vê la na clinica, vai fazer a cimentação vai usar o material
ate mesmo pra restauração e pega a espatulazinha amarela e a azul de qualquer um pra medir, e
depois não sabe pq o material não pega presa, pq cada proporção tem que ser respeitada senão vc
vai ter problemas na reação de presa. Problemas na reação de presa pode comprometer inclusive o
trabalho protético, se vc fez um bom preparo, se o protético fez o melhor trabalho, mas se vc
cimentou errado vc pode comprometer teu trabalho protético.
Tempo de manipulação
Para cada material eu tenho um tempo de manipulação mínimo, nós temos:
• fosfato de zinco em torno de 1,5 minuto é o que tem maior tempo de manipulação.
• policarboxilato 30 segundos.
• ionômero de vidro 30 a 40 segundos.
• e o cimento resinoso apesar de ser uma resina composta ele muitas vezes é utilizado na
forma autopolimerizável ou na forma dual ou seja vc vai manipular uma pasta base e uma
catalizadora para que o material comece a ter presa essa manipulação deve ser no máximo
20 a 30 segundos. Sempre a recomendação que agente dar é ler a instrução do fabricante
antes.

Tempo de trabalho e presa


• Fosfato de zinco tempo de trabalho temos em torno de 5 min e tempo de presa de 5 a 9 min.
• Carboxilato de zinco tempo de trabalho 2,5min e de presa de 6 a 9 min.
• Ionômero de vidro tempo de trabalho de 3 a 5 min e de presa de 5 a 9 min. Isso vai depender
também se o material é anidro ou não. O que é o ionômero de vidro anidro? O ionômero ele tem
duas formas uma o ácido liofilizado (pó) e água destilada (líquido) esse é o anidro. E o ionômero
convencional o ácido da reação de presa do ionômero esta na forma de liquido, um liquido meio
viscoso, de uma maneira em geral os anidros tem maior tempo de trabalho.

Conicidade do preparo
Conicidade do preparo também influencia na hora da cimentação, apesar da gente esquecer
isso na hora, mas se vc tem um preparo mais cônico muitas vezes vc acha que vai ter uma facilidade
de escoamento, mais não, vc vai ter é uma complicação.
Por ex: (esta se referindo a figura no slide) se vc tem um preparo na distancia da altura do preparo
ao fundo da peca protética de 2 mm então vc tem aqui uma distancia T entre o ângulo e a parede do
preparo em torno de 0,174 a medida que vc vai aproximando essa distancia S, essa distancia T vai
diminuindo, então qual é a tendência? A tendência é que se vc colocar muito material aqui dentro da
peca protética esse material provavelmente não vai conseguir escoar totalmente e quanto mais vc se
aproxima menor é o espaço para escoar entre essas duas paredes.
Então como é feito na hora que agente vai colocar o material na peça pra cimentar ?
Nós devemos colocar uma pequena quantidade de material no preparo e o restante nas paredes
circundantes da peça protética para que o assentamento possa fazer um bom extravasamento do
material. A medida que a peça vai assentando no preparo, apesar de la em cima ter muito espaço,
nas paredes laterais do preparo o espaço vai ficando cada vez menor, então se vc encher de cimento
la em cima o cimento depois não vai ter espaço pra escoar. E o que vai acontecer, se ele não vai ter
espaço pra sair? A adaptação final vai ser grande, não vai ser ideal, vai ficar um pouco desadaptado
com a linha de cimento muito espessa, e se tiver uma linha de cimento muito espessa vc pode ter
enfraquecimento, solubilização e fratura do cimento e acabar levando ao insucesso do teu trabalho.

Mecanismo de Retenção
Como pode ser o mecanismo de retenção do cimento que agente utiliza, pode ser:
• Micro- mecânico (é o próprio embricamento micro-mecânico que existe entre as paredes do
preparo, o cimento e as paredes internas da peça protética).
• Químico

Fatores que influenciam na retenção de próteses fixas:


• Espessamento de película
• Resistência do cimento (tração, compressão, cisalhamento e fratura)
• Alterações dimensionais durante a presa (ou seja se vc proporcionou errado se vc
trabalhou num ambiente muito quente, se vc contaminou com agua, tudo isso vai gerar
alterações dimensionais).
• Coeficiente de expansão térmica do dente, prótese e cimento (deve ser sempre o mais
próximo possível por ex: cimento que tem a melhor característica com relação a isso é o
ionômero de vidro que tem a expansão térmica parecida com a da dentina. A prótese
normalmente vai ser muito diferente se for metaloceramica, se for cerâmica, se for resina
composta geralmente a alteração é bem diferente). E cimentos com adesão química ao
dente e com a prótese, seria a condição ideal existe alguns cimentos resinosos que possuem
monômeros que tem essa característica de se unir tanto ao dente quanto a parte da peça
protética.

Tipos de falhas
Tipos de falha que podem acontecer na linha de cimentação da peça protética com o dente:
• Falha adesiva (houve uma ruptura entre o agente cimentante e a peça protética ou entre o
agente cimentante e a parede do preparo, normalmente vc pode ter tido contaminação durante a
cimentação ou não teve uma boa limpeza, uma boa profilaxia do preparo, uma boa limpeza da peça
protética, não foi tratado de maneira adequada).
• Falha coesiva (acontece dentro do cimento, normalmente ta relacionada a uma linha de
cimentação muito espessa, o agente cimentante não foi feito pra preencher falta de
adaptação marginal, ele é apenas um preenchedor dos defeitos entre as duas superfícies, se
vc deixou uma linha de cimento muito espessa, o que acontece? A carga que seria
transmitida para o preparo é transmitida mais intensamente para o cimento e ele acaba
fraturando, se ele fratura vai levar a solubilização e infiltração marginal.
Então por exemplo se eu faço a cimentação de uma peça protética no meu paciente no outro
dia ou na outra semana ele volta e diz que caiu o bloquinho, ai se eu olhar o bloquinho e
observar que tem cimento dentro do bloco, que tipo de falha eu tive coesiva ou adesiva? Foi
coesiva, se tiver cimento no preparo e cimento dentro do bloco a falha é coesiva e se eu não
observar cimento no bloco que tipo de falha tenho? Adesiva, falha adesiva entre o cimento e
a peça protética e se eu não observar cimento no preparo e observar no bloco o que eu tive?
Falha Adesiva no preparo.

Cimentos definitivos
• Fosfato de zinco
• Silicofosfato de zinco
• Policarboxilato de zinco
• Ionômero de vidro
• Oxido de zinco e eugenol tipo2
• Cimentos resinosos
No entanto os que agente utiliza hj em dia é o fosfato de zinco, ionômero e os cimentos
resinosos, os outros caíram em desuso.

Fosfato de zinco
Ele consiste em duas parte uma parte é o pó (oxido de zinco 90% e oxido de magnésio 10%)
e o liquido que é um associação do acido fosfórico, fosfato de alumínio e fosfato de zinco.
Características do fosfato de zinco:
• Retenção por embricamento micro-mecânico
• Possui baixo pH inicial e muitas vezes pode gerar sensibilidade pos-operatória em
preparos muito profundos
• Boa fluidez e tempo de trabalho (material com melhor tempo de trabalho, depois da
manipulação vc tem um bom tempo de trabalho pra poder fazer a cimentação de maneira
adequada, no entanto ele faz uma reação exotérmica, libera calor por isso durante sua
manipulação vc tem que espalhar o máximo o cimento pela placa de vidro, pra poder
diminuir essa reação exotérmica do material)
• Resistencia mecânica cresce com o tempo
• Solubilidade (tem que se preocupar pra não ter contaminação com saliva ou c agua pra que
ele não sofra solubilização).
• Possibilidade de irritação pulpar (penetração do acido por ate 1,5 milimetros na
dentina)

Relação pó/liquido do fosfato de zinco:


É uma relação em que se deve respeitar a proporção que o fabricante indicada, então tem
aquela medida que vc deve dividir em 7 porções iguais e agregando cada porção dessa a medida de
liquido de maneira gradativa, pois se vc quiser manipular ele todo de uma vez só vc não consegue,
então vc deve respeitar essa proporção pó e liquido.
• Respeitar a velocidade de incorporação do pó
• Temperatura da placa de espatulação (sempre lembrando de trabalhar com a placa
resfriada para que tenha o maior tempo de trabalho possível e o)
• Tempo de espatulação em torno de 1,5 min (começou a manipular vc tem 1,5 min pra
poder chegar a consistência ideal)
De 0 a 30 min (Fabíola campos)
Dentística III – Última aula – Cimentação Adesiva
CIV – Cimento ionômero de vidro convencional
...O tempo de manipulação é de 1:30min
30:04
Técnica de manipulação do ionômero de vidro: a placa de vidro deve estar resfriada, devendo ser
utilizada toda a extensão da placa para a manipulação, de modo a favorecer a reação exotérmica. A
divisão do pó é feita em proporçãoes de 7 a 9 partes, devendo ser respeitado tempo de incorporação.
Deve apresentar-se com consistência que permita elevar o material em um fio de 3 cm acima da
placa de vidro com a espátula sem romper. Pincelar nas paredes laterais da peça protética, não na
parede oclusal. Pressionar por 7 min, com pressão constante.
O CIV apresenta-se como pó (cálcio e fluorsilicato de alumínio) + líquido (ácido poliacrílico, ácido
tartárico e ácido carbônico) e como pasta/pasta. Esse cimento possui 3 características ideais: adesão
química ao dente através da reação de quelação com o cálcio, coeficiente de expansão térmico
linear parecido com o da dentina e libera flúor durante a reação de presa, além de reagir como um
bolsão de íons flúor, adsorvendo flúor de aplicações tópicas e liberando esses íons durante o tempo.
O CIV convencional possui os ácidos no líquido, permitindo que se faça uma espécie de
condicionamento ácido com o próprio líquido do ionômero, removendo a smear layer e melhorando
a adesão. Após a aplicação, remover o líquido com uma bolinha de algodão úmida.
Características do CIV:
• Adesão química ao dente;
• Resistência à compressão semelhante à do fosfato de zinco;
• Baixa solubilidade in vivo;
• Atividade bacteriostática;
• Coeficiente de expansão térmica semelhante ao do dente;
• Boa fluidez, quando manipulado corretamente;
• Sensível à água (proteger as margens da peça cimentada com vaselina ou resina fluida);
• Bastante sensível à técnica (só dispensar o pó e o líquido na hora que for manipular, pois o
líquido evapora facilmetne);
• Reação de presa com baixo pH inicial, para permitir a quelação com o cálcio.

Razões para sensibilidade pós-operatória


• pH ácido durante a reação de presa;
• desidratação do dente + agente cimentante de baixo pH (em dentes vitais);
• solubilização do cimento durante a cimentação;
• pressão intensa durante a cimentação;

Tempo de trabalho e viscosidade:


Policarboxilato – após 1 ou 2 min a viscosidade já atrapalha o trabalho;
Ionômero de Vidro – tempo de trabalho melhor, entretanto a viscosidade aumenta rapidamente;
Fosato de zinco – tempo de trabalho longo com viscosidade aumentando de maneira gradual;

Ionômero de vidro modificado por resina (restaurador e cimentador) – baixa solubilidade e


sensibilidade pós-operatória praticamente nula. As características são similares ao ionômero de
vidro convencional. Pode sofrer inibição de polimerização pela presença de oxigênio, sendo preciso
fazer isolamento da linha de terminação da cimentação com glicerina ou vaselina. Também libera
flúor.
OBS: smepre dispensar a primeira gota do líquido e sempre dispensar a gota com o frasco
totalmente vertical (2 de líquido para 1 de pó). Não pode espalhar esse material na placa durante a
manipulação, deve-se, apenas, aglomerar. A consistência do fio deve ser suficiente para elevar a
espátula 3 cm da placa, garantindo boa fluidez e escoamento.
Sempre remover o excesso de mesial para distal. Alguns autores preconizam passar o fio dental e
deixar no sulco até a etapa de cimentação, de modo que esse fio servirá para remover os excessos.

CIMENTAÇÃO ADESIVA

Utilização de cimento resinoso (resina compostaflow) mais fluida para cimentação das peças. Uma
das indicações é para cimentação de facetas;

Composição: Matriz orgânica com cargas inorgânicas.

Características:

• Se retém tanto mecanicamente (formação da camada híbrida) quanto


quimicamente(monômeros que fazem adesão química ao dente, à porcelana e ao metal);
• Possuem alta resistência à compressão e à tração;
• Insolúveis no meio bucal;
• Estética (grande variedades de cores) – permite cimentação de facetas e onlays;
Para não ter diferença da cor final do cimento e interferência com a cor da faceta, que
muitas vezes é muito fina, utiliza-se um sistema de pastas resinosas laváveis para testar
as cores do cimento.
• A espessura do sistema adesivo não pode ser grande para não atrapalhar na espessura ideal
do cimento.
• Não é bacteriostático;
• Por ser monômero resinosso, possui irritabilidade pulpar;
• A presença de O2 inibe a polimeriza,ão do cimento. Usar oxiguard nas margens para
permitir polimerização total das margens do término da restauração.

Podem ser classificados pela forma de ativação:

Autopolimerizáveis: reação peróxido/amina (pasta base e pasta catalizadora); indicados para


cimentação em ausência de luz (cimentação de RMF, pinos metálicos, pontes fixas, próteses
adesivas);

Fotopolimerizáveis: para laminados cerâmicos (inlays e onlays) e facetas, onde se tem boa
transmissão de luz através da peça protética.

Cimentos de dupla cura (Dual Cements): indicados para inlays e onlays e pinos pré-fabricados;
necessário ter essa cura dual para a correta polimerização

Capacidade adesiva:

• Adesão química ao metal e ao dente, se tiver sistemas organofosfatados;


• Não adesivo ao metal (convencionais)

Aplicações clínicas

• Cimentação de próteses adesivas


• Inlays e onlays
• Coroas e facetas laminadas
• Brackets ortodônticos
• Pinos de fibra de vidro e de carbono

Preparo para cimentação de onlay cerâmica, por exemplo

1. Preparo da peça protética (onlay cerâmica) – jateamento de óxido de alumínio na parte


interna, que causa microrretenções; tratar a cerâmica com ácido fluorídrico de 8 a 12%
durante 1 min. Obs: se o sistema cerâmico for do tipo Empress, o condicionamento deve ser
de, no máximo, 20s. Lavar o ácido flurídrico com bastante cautela; fazer a silanização da
peça (permite a união química da peça protética com o cimento resinoso)
2. Preparo do dente: profilaxia e condicionamento ácido do dente, protegendo o dente vizinho;
aplicar o sistema adesivo, de preferência, DUAL (dupla cura). Alguns cimentos para resina
servem, também para cimentação de olays (sempre ler a bula);

Cimentação: aplicar o cimento resinoso na restauração e inserir no dente. Fazer uma pré-
polimerização de 3s, para permitir um endurecimento prévio do cimento, podendo, em seguida,
destacar o excesso de cimento com a sonda. Proteger as margens com a glicerina gel e
fotopolimerizar, cada face, por 30 s.

O cimento resinoso dual toma presa, tanto pela luz, quanto quimicamente. Entretanto não há
escolha: não se pode apenas esperar que o cimento tome presa quimicamente. Devemos
fotopolimerizar também.

Resumo - Aplicações clínicas dos cimentos dentais

Coroas unitárias e próteses fixas de 3 elementos: fosfato de zinco, ionômero de vidro e cimentos
resinosos;

Próteses fixa extensas: ideal é que seja com fosfato de zinco;

Dentes sensíveis: policarboxilato de zinco e o óxido de zinco e eugenol II, que tem pH alto.

Paciente com alto risco de cárie – não é indicado fazer tratamento protético mas o ideal seria
oionômero de vidro;

Pinos e núcleos: fosfato de zinco, ionômero e cimentos resinosos;


Próteses fixas extensas e coroas metalocerâmicas: fosfato de zinco ou ionômero de vidro;

Porcelana pura, resinas indiretas e próteses adesivas: cimentos resinosos;

Pino pré-fabricado – será feito na aula prática!

Dente tratado endodonticamente e isolado: fazer radiografia (técnica do paralelismo) para


selecionar o tamanho do pino, tanto na altura quanto na largura; desobturar, respeitando 3 a 4 mm
de selamento apical com guta percha; tratar o canal com as brocas do kit do pino que será usado.
Posicionar o pino e radiografar; cortar o pino, que deverá ficar retido dentro da coroa; fazer
condicionamento ácido, lavagem e secagem do conduto até o cone de papel sair seco de dentro do
canal; aplicar o sistema adesivo com microbrush em toda a extensão do canal, removendo o excesso
do cone de papel absorvente até o mesmo sair limpo; jato de ar para evaporar o solvente;
fotopolimerização;

Tratamento do pino de fibra de vidro: condicionamento com ácido fosfórico para fazer a limpeza do
pino, e não para criar microrretenções; aplicar o agente silano (opcional); aplicar o sistema adesivo,
sem excesso; fotopolimeriza;

Faz a manipulação do cimento, leva dentro do conduto com a centrix, mela o pino com o cimento
manipulado e introduz no conduto; tudo que for excesso de cimento na câmara pulpa, remover ( a
câmara pulpar deve ser preenchida com resina, que tem mais carga e resiste melhor do que o
cimento); Se ficar alto, rebaixar o pino (todo o pino deve estar coberto com resina composta).
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. BARATIERI, L.N et al., Odontologia Restauradora - Fundamentos e possibilidades. São Paulo. Ed Santos,
2001.

2. BUSATO,A.L.S. et al Dentística-restaurações em dentes posteriores. São Paulo: Artes Médicas, 1997.

3. CARNEIRO, FC & NADANOVSKY, P: Dentística Ultra - conservativa. Livraria Ed. Santos. São Paulo, 2003.

4. MONDELLI,J. Dentística: procedimentos pré-clínicos. São Paulo. Ed Santos, 2001.

5. ANUSAVISE, Kenneth J. Phillips: Materias Dentários. 11ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005.

6. BARATIERI, Luiz Narciso et al. Odontologia Restauradora - Fundamentos e Técnicas - 2 Volumes. 1ª ed.
São Paulo. Ed Santos, 2010.

7. MONDELLI,J. Fundamentos de Dentística Operatória. 1ª ed. São Paulo. Ed Santos, 2006.